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5791212 #
Numero do processo: 13603.720080/2006-70
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 23 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2003, 2004 MULTA POR FALTA E ATRASO NA ENTREGA DA DIPJ. A multa pela falta e atraso na entrega de declaração de rendimentos aplica-se sobre o valor do imposto declarado. A lei não contém previsão para utilização, como base de cálculo da multa, o valor do tributo lançado de ofício.
Numero da decisão: 9101-002.062
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, recurso negado. Declarou-se impedido de participar do julgamento o Conselheiro Leonardo Mendonça Marques (Suplente Convocado), sendo substituído pela Conselheira Meigan Sack Rodrigues (Suplente Convocada). (documento assinado digitalmente) OTACÍIO DANTAS CARTAXO Presidente (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), André Mendes de Moura (Suplente Convocado), Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Rafael Vidal de Araújo, Valmir Sandri, Antonio Carlos Guidoni Filho (Suplente Convocado), Meigan Sack Rodrigues (Suplente Convocada), Paulo Roberto Cortez (Suplente Convocado) e João Carlos de Lima Junior.
Nome do relator: VALMIR SANDRI

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1842; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRF­T1  Fl. 2          1 1  CSRF­T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS    Processo nº  13603.720080/2006­70  Recurso nº  160.471   Especial do Procurador  Acórdão nº  9101­002.062  –  1ª Turma   Sessão de  12 de novembro de 2014  Matéria  IRPJ   Recorrente  Fazenda Nacional  Interessado  Maxdrink Empreendimentos e Participações Ltda.    ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Ano­calendário: 2003, 2004  MULTA POR FALTA E ATRASO NA ENTREGA DA DIPJ.  A multa pela falta e atraso na entrega de declaração de rendimentos aplica­se  sobre  o  valor  do  imposto  declarado.  A  lei  não  contém  previsão  para  utilização,  como  base  de  cálculo  da  multa,  o  valor  do  tributo  lançado  de  ofício.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM  os  membros  da  1ª  Turma  da  CÂMARA  SUPERIOR  DE  RECURSOS   FFIISSCCAAIISS, por unanimidade de votos, recurso negado. Declarou­se impedido de  participar do julgamento o Conselheiro Leonardo Mendonça Marques (Suplente Convocado),  sendo substituído pela Conselheira Meigan Sack Rodrigues (Suplente Convocada).  (documento assinado digitalmente)  OTACÍIO DANTAS CARTAXO  Presidente  (documento assinado digitalmente)  Valmir Sandri  Relator  Participaram  do  julgamento  os  Conselheiros:  Otacílio  Dantas  Cartaxo  (Presidente), André Mendes  de Moura  (Suplente Convocado), Valmar  Fonseca  de Menezes,  Jorge Celso Freire da Silva, Rafael Vidal de Araújo, Valmir Sandri, Antonio Carlos Guidoni     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 72 00 80 /2 00 6- 70 Fl. 884DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OT ACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/12/2014 por VALMIR SANDRI Processo nº 13603.720080/2006­70  Acórdão n.º 9101­002.062  CSRF­T1  Fl. 3          2 Filho  (Suplente  Convocado), Meigan  Sack  Rodrigues  (Suplente  Convocada),  Paulo  Roberto  Cortez (Suplente Convocado) e João Carlos de Lima Junior.    Relatório  Na  sessão  plenária  de  17  de  junho  de  2009,  a  2ª  Turma  Ordinária  da  2ª  Câmara  da  Primeira  Seção  de  Julgamento  julgou  o  Recurso  n°  160.471(voluntário)  e,  por  maioria de votos, deu­lhe provimento, nos termos da ementa a seguir:  MULTA POR FALTA E ATRASO NA ENTREGA DA DIPJ  A  multa  pela  falta  e  atraso  na  entrega  de  declaração  de  rendimentos  aplica­se  sobre  o  valor  do  imposto  declarado.  Na  hipótese de lançamento de oficio, incide a penalidade específica,  prevista para essa modalidade. As duas penalidades não podem  incidir sobre a mesma base.  Inconformada,  a  Fazenda  Nacional  interpôs  Recurso  Especial  por  contrariedade  à  lei,  com  fulcro  nas  disposições  do  art.  56,  inciso  II, Anexo  I, do Regimento  Interno dos Conselhos de Contribuintes, e art. 7°, inciso I, Anexo II, do Regimento Interno da  Câmara Superior de Recursos Fiscais — CSRF, aprovado pela Portaria Ministerial n° 147, de  25 de junho de 2007.  O recurso especial tramitou sob as disposições dos Regimentos Internos dos  Conselhos de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais — CSRF, aprovado pela  Portaria  Ministerial  n°  147,  de  28/06/2007,  vigentes  à  época  em  que  prolatado  o  acórdão  recorrido  (17/06/2009),  segundo  disposto  no  art.  4°,  da  Portaria  Ministerial  n°  256,  de  22/06/2009.  Assevera a Fazenda Nacional que  a decisão  contraria o disposto no  art.  7º,  inciso I, da Lei nº 10.426/2002.  Em contrarrazões, o contribuinte alega ser descabido o recurso, uma vez que,  a  partir  da  Lei  11.491/2009,  deixou  de  existir  no  ordenamento  o  recuso  especial  por  contrariedade à lei. No mérito, diz que o acórdão está conforme a jurisprudência do Conselho,  mencionando o Ac. 101­ 94.504.  É o relatório.    Voto             Conselheiro Valmir Sandri, Relator  O recurso atende os pressupostos que o legitimam, devendo ser conhecido.  A infração identificada pela autoridade fiscal está assim descrita:  Fl. 885DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OT ACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/12/2014 por VALMIR SANDRI Processo nº 13603.720080/2006­70  Acórdão n.º 9101­002.062  CSRF­T1  Fl. 4          3 “(...)  procedemos  à  auditoria  do  IRPJ  e  seus  reflexos  e  apuramos  o  crédito  tributário,  conforme  processo  administrativo­fiscal  nº  13603720078/2006­09.  Dentre  as  irregularidades  apontadas  naquele  procedimento  fiscal,  verificamos  que  o  contribuinte  entregou  com  atraso  a  Declaração  de  Informações  Econômico  Fiscais  da  Pessoa  Jurídica  ­ DIPJ  ­  do ano­calendário de 2003 e não entregou a  referente a 2004;  fl. 11. O prazo para entrega da DIPJ do ano  calendário  de  2003  foi  30/06/2004  e  a  entrega  da  declaração  pelo  contribuinte  efetivou­se  somente  no  dia  01/12/2004,  conforme telas do sistema IRPJ, fls.11.  1­Por  meio  dos  Termos  de  Intimação  no  07/2005,  08/2005,  12/2005, 14/2005, 17/2005, 01/2006, 04/2006, 22/2006, 23/2006,  24/2006  e  45/2006  intimamos  o  contribuinte  a  comprovar  a  efetiva entrega de sua DIPJ relativa ao ano calendário de 2004.  Não houve atendimento às intimações.  Assim,  lavramos  as  multas  por  omissão  na  entrega  da  DIPJ  relativa ao ano calendário/2004 e também por atraso na entrega  do  ano  calendário  de  2003,  que  foram  calculadas  a  partir  do  IMPOSTO DE RENDA DEVIDO, apurado por esta Fiscalização  no  processo  administrativo  acima  referido,  conforme  "Demonstrativo de Multas Por Falta de Entrega da DIPJ” (fls.  10) que é parte integrante deste Auto de Infração.”  O  enquadramento  legal  indicado  é  o  art.  7º,  inciso  I,  da  Lei  nº  10.426,  de  2002, cuja redação, à época da lavratura do auto de infração, era a seguinte:  Art. 7o O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de  Informações  Econômico­Fiscais  da  Pessoa  Jurídica  ­  DIPJ,  Declaração  Simplificada  da  Pessoa  Jurídica,  Declaração  de  Imposto de Renda Retido na Fonte  ­ DIRF e Demonstrativo de  Apuração  de  Contribuições  Sociais  –  Dacon  nos  prazos  fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será  intimado  a  apresentar  declaração  original,  no  caso  de  não­ apresentação,  ou  a  prestar  esclarecimentos,  nos  demais  casos,  no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal ­ SRF, e  sujeitar­se­á  às  seguintes  multas:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  11.051, de 2004)  I­de dois por cento ao mês­calendário ou fração, incidente sobre  o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado  na  DIPJ,  ainda  que  integralmente  pago,  no  caso  de  falta  de  entrega  desta  Declaração  ou  entrega  após  o  prazo,  limitada  a  vinte por cento, observado o disposto no § 3º.  (...)  § 1o Para efeito de aplicação das multas previstas nos incisos I,  II  e  III  do  caput  deste  artigo,  será  considerado  como  termo  inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado  para  a  entrega  da  declaração  e  como  termo  final  a  data  da  efetiva entrega ou, no caso de não­apresentação, da lavratura do  auto de infração. (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004)  Fl. 886DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OT ACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/12/2014 por VALMIR SANDRI Processo nº 13603.720080/2006­70  Acórdão n.º 9101­002.062  CSRF­T1  Fl. 5          4 No  caso  concreto,  o  contribuinte  fiscalizado  entregou  em  atraso  a DIPJ  do  ano­calendário de 2003 e, mesmo intimado, não entregou a de 2004. Para 2004, a fiscalização  registra que:   “Confirmamos  apenas  a  entrega  das  DCTF  (Declarações  de  Débitos  e Créditos Tributários Federais) do 1º ao 3º  trimestre,  com valores irrisórios de tributos frente ao montante de impostos  e contribuições apurados neste procedimento fiscal.”   O  dispositivo  legal  que  a  Fazenda  alega  violado  estabelece  como  base  de  cálculo  da multa  “o montante  do  imposto  de  renda  da  pessoa  jurídica  informado  na DIPJ,  ainda que integralmente pago”.  A fiscalização, contudo, não utilizou essa base de cálculo, tendo feito incidir  a multa sobre o valor do lançamento do tributo lançado de ofício, hipótese não prevista na lei.  O acórdão recorrido afastou a multa assim fundamentando sua decisão:  “Então a multa incide sobre o valor do IRPJ informado na DIPJ  apresentada  com  atraso,  ainda  que  integralmente  pago  o  imposto;  incide  também  sobre  o  valor  do  IRPJ  informado  na  DIPJ  não  entregue,  porém  apresentada  em  atendimento  à  intimação  fiscal,  ainda  que  integralmente  pago  o  imposto,  portanto a multa por falta ou atraso na entrega da DIPJ incidirá  sempre  o  valor  do  IRPJ  que  tiver  sido  informado  ou  apurado  pelo contribuinte, na dicção do referido dispositivo legal.   No  caso  dos  autos  a  multa  por  atraso  na  entrega  da  DIPJ  relativa  ao  ano­calendário  de  2003  deveria  incidir  sobre  o  montante  do  IRPJ  informado  na  referida  declaração  apresentada a destempo. Quanto ao ano­calendário de 2004, em  que a contribuinte deixou de apresentar a DIPJ no prazo fixado  e  nem  a  apresentou  sob  intimação  fiscal,  a  multa  por  falta  de  entrega da DIPJ deveria  incidir sob o  imposto apurado e pago  pela  contribuinte  ainda  que  em  valores  irrisórios,  como  constatado pelo fisco no TVF, fls. 456, (...)  (...)  A redação do inciso I, do art. 7°, Lei n° 10.426/2002, que fixou a  alíquota da penalidade (2%), sua base de cálculo (o montante do  IRPJ informado na DIPJ); e as situações em que aplicáveis (no  caso  de  falta  de  entrega  desta  Declaração  ou  entrega  após  o  prazo da DIPJ), na sua essência não difere da redação do inciso  I, do art. 88 da Lei n° 8.981/1995, matriz  legal do art. 964, do  RIR/99, a saber:  (...)  Assim,  uma  vez  detectadas  irregularidades  no  curso  da  ação  fiscal  que  resultem  na  apuração  de  imposto  o mesmo  deve  ser  exigido  mediante  a  lavratura  do  competente  auto  de  infração  com a multa de lançamento ex officio aplicável. Na hipótese dos  autos a empresa teve os seus lucros arbitrados e foi­lhe aplicada  a multa de lançamento ex officio qualificada, prevista no art. 44,  Fl. 887DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OT ACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/12/2014 por VALMIR SANDRI Processo nº 13603.720080/2006­70  Acórdão n.º 9101­002.062  CSRF­T1  Fl. 6          5 inciso  II,  da  Lei  n°  9.430/1996,  por  evidente  intuito  de  fraude,  como  consta  dos  autos  do  referido  processo  n°  13603.720078/2006­09, recurso voluntário n° 158.933.  A legislação em comento seja sob a égide do inciso I, do art. 88  da Lei n° 8.981/1995, seja sob a égide do inciso I, do art. 7°, da  Lei  n°  10.426/2002,  não  previu  a  possibilidade  da  aplicação  concomitante da multa por  falta ou atraso na entrega da DIPJ  com a multa de lançamento ex officio aplicada sobre os valores  apurados em lançamento ex officio, (...)”  Entendo não merecer reparos a decisão recorrida. Ao contrário  do que alega a Fazenda Recorrente, a decisão não violou a lei,  mas afastou o lançamento em desacordo com o nela previsto.  Assim, por estar de acordo com o acórdão recorrido, NEGO provimento ao  recurso da Fazenda Nacional.  Sala das Sessões, em 12 de novembro de 2014.  (documento assinado digitalmente.  Valmir Sandri                              Fl. 888DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OT ACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 22/12/2014 por VALMIR SANDRI

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5779155 #
Numero do processo: 15374.001072/2006-05
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jan 08 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/08/2002 a 31/08/2002 COMPENSAÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DILIGÊNCIA. APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS QUE COMPROVAM O INDÉBITO. HOMOLOGAÇÃO DO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. Sendo apresentado em diligência, os documentos que comprova a existência do indébito tributário. Fica comprovado o direito creditório com a devida homologação do Pedido de Compensação. Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3201-001.833
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Ausente o Conselheiro Daniel Mariz Gudiño e ausente justificadamente a Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo. Joel Miyazaki - Presidente. Winderley Morais Pereira - Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Winderley Morais Pereira, Luciano Lopes de Almeida Moraes e Erika Costa Camargos Autran.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA

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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/08/2002 a 31/08/2002 COMPENSAÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DILIGÊNCIA. APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS QUE COMPROVAM O INDÉBITO. HOMOLOGAÇÃO DO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. Sendo apresentado em diligência, os documentos que comprova a existência do indébito tributário. Fica comprovado o direito creditório com a devida homologação do Pedido de Compensação. Recurso Voluntário Provido

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Ausente o Conselheiro Daniel Mariz Gudiño e ausente justificadamente a Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo. Joel Miyazaki - Presidente. Winderley Morais Pereira - Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Winderley Morais Pereira, Luciano Lopes de Almeida Moraes e Erika Costa Camargos Autran.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1614; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C2T1  Fl. 294          1 293  S3­C2T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  15374.001072/2006­05  Recurso nº       Voluntário  Acórdão nº  3201­001.833  –  2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária   Sessão de  11 de dezembro de 2014  Matéria  COFINS  Recorrente  LATASA NORDESTES S/A  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA  SEGURIDADE  SOCIAL ­ COFINS  Período de apuração: 01/08/2002 a 31/08/2002  COMPENSAÇÃO  DE  PAGAMENTO  INDEVIDO  OU  A  MAIOR.  DILIGÊNCIA.  APRESENTAÇÃO  DOS  DOCUMENTOS  QUE  COMPROVAM  O  INDÉBITO.  HOMOLOGAÇÃO  DO  PEDIDO  DE  COMPENSAÇÃO.   Sendo apresentado em diligência, os documentos que comprova a existência  do  indébito  tributário.  Fica  comprovado  o  direito  creditório  com  a  devida  homologação do Pedido de Compensação.   Recurso Voluntário Provido      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  dar  provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Ausente o Conselheiro Daniel  Mariz  Gudiño  e  ausente  justificadamente  a  Conselheira  Ana  Clarissa  Masuko  dos  Santos  Araujo.     Joel Miyazaki ­ Presidente.    Winderley Morais Pereira ­ Relator.       AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 00 10 72 /2 00 6- 05 Fl. 294DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 07/01/ 2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA     2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki, Carlos  Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Winderley Morais  Pereira, Luciano Lopes de Almeida Moraes e Erika Costa Camargos Autran.  Relatório  Trata  o  presente  processo  de  pedido  de  compensação,  cujos  créditos  teriam  origem em pagamento a maior da COFINS.   A  unidade  de  origem  decidiu  não  homologar  o  pedido  de  compensação,  em  razão  de  estarem  os  pagamentos  supostamente  realizados  a  maior,  alocados  a  débitos  da  COFINS, conforme declarado em DCTF.   Inconformada, a Recorrente impugnou o despacho alegando que houve um erro  no preenchimento da DCTF, sendo o valor correto declarado em DIPJ. O erro teria origem no  cálculo  da COFINS  para  preenchimento  da  DCTF,  quando  não  foram  excluídas  da  base  de  cálculo as receitas relativas às vendas canceladas, IPI e ICMS­ST.  A Delegacia da Receita Federal  do Brasil de Julgamento manteve o despacho,  exarado  pela  unidade  de  origem.  Decidindo  que  os  débitos  a  serem  considerados  são  os  declarados  em  DCTF  e  não  os  valores  declarados  em  DIPJ,  que  seriam  meramente  informativos.  No  seu  julgamento,  também  entendeu  a  DRJ,  não  existir  nos  autos  provas  documentais  que  comprovassem  o  erro  alegado  pelo  contribuinte  quando  do  cálculo  da  COFINS informado na DCTF.  A ementa do Acórdão da DRJ foi a seguinte:  “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIUBUTÁRIO   Período de apuração: 01/08/2002 a 31/08/2002   COFINS. DIREITO CREDITÓRIO.   DOCUMENTAÇÃO. COMPROVAÇÃO.   Somente  se  comprova  alegado  erro material  no  recolhimento  e  na  declaração  da  contribuição,  a  supostamente  ensejar  a  repetição  do  indébito  pleiteado  para  fins  de  compensação,  mediante  a  apresentação  dos  documentos  contábil­fiscais  próprios.   ELEMENTOS DE PROVA   A  prova  deve  ser  apresentada  na  manifestação  de  inconformidade,  precluindo  o  direito  de  fazê­lo  em  outro  momento processual, por força do artigo 16, § 4°, do Decreto n°  70.235/72.”  Cientificada  da  decisão  da  DRJ,  a  empresa  apresentou  recurso  voluntário,  requerendo a reforma da decisão, alegando em síntese:  a)   Após a entrega da DCTF referente ao 3º trimestre de 2002, constatou que  calculou e recolheu indevidamente a COFINS relativa ao mês de agosto de  2002, em razão de ter  incluído, de forma equivocada, na base de cálculo,  receitas relativas às vendas canceladas, IPI e ICMS­ST;  Fl. 295DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 07/01/ 2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA Processo nº 15374.001072/2006­05  Acórdão n.º 3201­001.833  S3­C2T1  Fl. 295          3 b)  Que obstante o equívoco ocorrido, não há que se falar em inexistência do  direito  creditório,  visto  que  a  existência  desse  mero  erro  material  não  afasta o seu direito creditório;  c)  Não é lícito ao Fisco conformar­se com informações de preenchimentos de  declarações  equivocados,  ao  contrario,  compete  à  autoridade  fiscal  desconsiderar erros materiais, em atenção ao principio da verdade material,  considerando à realidade dos fatos e não somente àquilo que foi declarado  pelo contribuinte;  d)  Caberia  ao  julgador de primeira  instância o ônus de verificar,  a partir da  DIPJ  e  da  planilha  juntadas  aos  autos,  se  os  valores  ali  constantes,  coincidem  ou  não  com  a  realidade  dos  fatos,  independente  da  planilha  apresentada não se  revestir de todas as formalidades descritas no acórdão  da autoridade a quo.   Finalizando,  a Recorrente  requer  o  acolhimento  das  suas  razões,  pedindo o  provimento integral do recurso voluntário.   Ao  analisar  o  Recurso,  a  Terceira  Turma  Ordinária  da  Quarta  Câmara,  resolveu determinar a baixa dos autos ao órgão de origem para que a autoridade preparadora  procedesse  à  verificação  dos  fatos  alegados  no  recurso,  verificando  se  o  valor  constante  da  planilha com demonstrativo de apuração da COFINS às fls. 72 e os valores informados na DIPJ  2003 estariam de acordo com os registros contábeis da Recorrente, que confirmaria o erro no  preenchimento da DCTF.  A Unidade Preparadora procedeu à diligência, elaborando relatório fiscal (fls.  267 a 272 no arquivo PDF), concluindo pela procedência das alegações da Recorrente quanto  ao  erro no preenchimento da DCTF  e  ainda,  foram  identificados,  nos  trabalhos de  auditoria,  divergências  quanto  ao  valor  referentes  as  vendas  para  a  Zona  Franca  de  Manaus,  o  que  poderia influenciar no cálculo do direito creditório.  Cientificada, a Recorrente não se manifestou.   Cumprida  a diligência,  retornaram os  autos  ao CARF, para prosseguimento  do julgamento.    É o Relatório.  Voto             Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator.  O  recurso  é  voluntário  e  tempestivo  e  atende  aos  demais  requisitos  de  admissibilidade, merecendo, por isto, ser conhecido.  A teor do relatado, a discussão que ora se apresenta trata de matéria de fato,  qual seja a comprovação ou não de créditos referentes a COFINS, objeto de compensação.  Fl. 296DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 07/01/ 2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA     4 A  unidade  preparadora,  em  atendimento  a  diligência  determinada  pelo  CARF, procedeu à verificação das lançamentos fiscais que foram objeto de glosa no despacho  da DRF  de  origem,  elaborando  relatório  em  que  conclui  pela  procedência  das  alegações  da  Recorrente  e  informa  sobre  possíveis  inconsistências  quanto  as  vendas  realizas  a  empresas  sediadas  na  Zona  Franca  de  Manaus,  conforme  se  verifica  no  trecho  abaixo  extraído  do  relatório fiscal.    " Conforme os dados acima expostos, conclui­se que:    a)  o  valor  das  vendas  canceladas  e  do  IPI  informados  pelo  contribuinte  na  planilha  originalmente  apresentada  às  fls.  99  restou confirmado pelo balancete analítico;  b) entretanto, o valor das receitas que compõe a base de cálculo  da  Cofins  não  foi  integralmente  declarada  pelo  contribuinte,  quer se considere ou não as receitas oriundas da venda para a  Zona Franca de Manaus.  c)  deste  modo,  se  excluídas  as  receitas  da  Zona  Franca,  confirma­se  parcialmente  o  pagamento  a  maior  alegado  pelo  contribuinte;  se  não  excluídas  as  referidas  receitas,  não  há  qualquer pagamento a maior, mas sim a menor.    Em que pese a relevância da discussão sobre a inclusão na base de cálculo da  COFINS das vendas realizadas para a Zona Franca de Manaus, entendo que tal matéria não foi  objeto de discussão no presente processo. As turmas do CARF não possuem competência para  refazer o trabalho de auditoria já realizado pela Unidade de Origem, a sua atuação restringe­se  aos pontos controversos levantados quando da interposição da impugnação, adentrar na questão  referente as vendas para a Zona Franca de Manaus implicaria em refazer toda apuração da base  de cálculo da COFINS e nestes caso o CARF estaria substituindo o trabalho já realizado pela  Unidade  de  Origem.  No  caso  em  tela  a  discussão  cingia­se  a  controvérsia  quanto  a  divergências de informação entre a DIPJ e a DCTF, confirmando as alegações da Recorrente,  conforme  consta  da  diligência,  não  vejo  outro  caminho  que  não  seja  a  confirmação  da  compensação pleiteada.  Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário.     Winderley Morais Pereira                             Fl. 297DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 07/01/ 2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA

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Numero do processo: 15374.917028/2009-53
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2005 PRECLUSÃO TEMPORAL. Apresentado o recurso voluntário fora do prazo legal, o mesmo não pode ser conhecido.
Numero da decisão: 3201-001.745
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do 1ª Turma, da 2ª Câmara, da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (ASSINADO DIGITALMENTE) JOEL MIYAZAKI - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) DANIEL MARIZ GUDIÑO - Relator. EDITADO EM: 03/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko Araújo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño, Winderley Morais Pereira e Carlos Alberto Nascimento e Silva.
Nome do relator: DANIEL MARIZ GUDINO

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do 1ª Turma, da 2ª Câmara, da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (ASSINADO DIGITALMENTE) JOEL MIYAZAKI - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) DANIEL MARIZ GUDIÑO - Relator. EDITADO EM: 03/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko Araújo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño, Winderley Morais Pereira e Carlos Alberto Nascimento e Silva.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1545; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C2T1  Fl. 139          1 138  S3­C2T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  15374.917028/2009­53  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3201­001.745  –  2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária   Sessão de  16 de setembro de 2014  Matéria  IOF ­ COMPENSAÇÃO  Recorrente  PRECE ­ PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Ano­calendário: 2005  PRECLUSÃO TEMPORAL.  Apresentado o recurso voluntário fora do prazo legal, o mesmo não pode ser  conhecido.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  1ª  Turma,  da  2ª  Câmara,  da  Terceira  Seção  de  Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e  voto que integram o presente julgado.  (ASSINADO DIGITALMENTE)  JOEL MIYAZAKI ­ Presidente.  (ASSINADO DIGITALMENTE)  DANIEL MARIZ GUDIÑO ­ Relator.  EDITADO EM: 03/01/2015  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Joel Miyazaki,  Ana  Clarissa Masuko Araújo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño, Winderley  Morais Pereira e Carlos Alberto Nascimento e Silva.    Relatório     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 91 70 28 /2 00 9- 53 Fl. 139DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO     2 Trata­se  de  recurso  voluntário  interposto  por  PRECE  ­  PREVIDÊNCIA  COMPLEMENTAR,  doravante  referida  apenas  como  Recorrente,  contra  o  Acórdão  nº  12­ 38.711,  de  14/07/2011,  proferido  pela DRJ/RJ1,  que  julgou  improcedente  a manifestação  de  inconformidade.  Por  bem  descrever  os  fatos  ocorridos  até  o  julgamento  da  instância  a  quo,  transcreve­se o relatório da decisão recorrida:  Trata­se  do  Despacho  Decisório  n°  831256802,  de  09.04.2009,  da  então  Delegacia  Especial  de  Instituições  Financeiras­Deinf/RJO  (fls.6), que, sob o fundamento deque o darf já havia sido integralmente  utilizado,  não  homologou  a  seguinte  Declaração  de  Compensação­ Dcomp:    Em Manifestação  de  Inconformidade­MI  (fls.11/16),  instruída  com os  documentos de  fls.17/69, o  interessado afirma que é entidade fechada  de  previdência  complementar,  tendo  por  objeto  instituir  plano  de  previdência complementar e pagar aposentadorias complementares, e,  ainda, que:  a)  o  crédito  utilizado  teve  "origem  na  apuração  de  equivoco  no  procedimento  adotado  para  cálculo  do  IOF  nas  operações  de  empréstimos, conforme laudo técnico em anexo (doc.01)";  b)  equivocou­se  no  preenchimento  da  Declaração  de  Débitos  e  Créditos Tributários Federais­DCTF e não demonstrou a existência de  crédito  de  IOF,  e  "declarou  como  devido  exatamente  o  valor  recolhido";  c)  os  equívocos  nas  declarações  não  criam  tributos,  e  não  podem,  comprovado o erro de fato, gerar obrigação tributária;  d)  "se  a  confissão  do  contribuinte  não  estiver  de  acordo  com  a  lei  e  com a realidade fática, nenhum valor terá para o juízo tributário";   e) se o valor confessado não corresponde às hipóteses de incidência, "a  confissão  de  divida  e  o  consequente  pagamento  são  absolutamente  irrelevantes, não gerando qualquer obrigação tributária".  Fl. 140DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO Processo nº 15374.917028/2009­53  Acórdão n.º 3201­001.745  S3­C2T1  Fl. 140          3 O  interessado  alega  que  "o  valor  realmente  devido  para  esta  competência é de R$ 6.539,67 e não R$ 19.176,74, como erroneamente  declarado em DCTF". Sustenta que "a existência deste crédito pode ser  facilmente  observada,  bastando­se  comparar  os  valores  apresentados  como devidos (...), conforme planilha em anexo (doc.2), com a guia de  recolhimento da mesma competência (doc.3)".  Afirma que,  "desta forma,  fica clara a existência de simples equivoco  no preenchimento da DCTF (...) e a existência do crédito, bem como a  consequente extinção do débito ora indevidamente imputado".  Pede que a MI seja julgada procedente, bem como, que se homologue a  compensação procedida, extinguindo­se o crédito tributário cobrado.  O acórdão recorrido restou assim ementado:  Assunto: Processo Administrativo Fiscal  Ano­calendário: 2005  MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. PROVA. MOMENTO DE  APRESENTAÇÃO.  A  prova  documental  deve  ser  apresentada  na  manifestação  de  inconformidade, precluindo o direito de o interessado fazê­lo em outro  momento processual.  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Ano­calendário: 2005  DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU  A MAIOR.  IOF.  ANO­CALENDÁRIO  2004.  DIREITO CREDITÓRIO  NÃO COMPROVADO.  Mantém­se  o  Despacho Decisório  se  não  elidido  o  débito  ao  qual  o  alegado pagamento indevido ou a maior foi alocado.  DECLARAÇÃO DE  COMPENSAÇÃO.  PAGAMENTO  A MAIOR  OU  INDEVIDO.  IOF.  ANO­CALENDÁRIO  2004.  EMPRÉSTIMOS.  LEGITIMIDADE.  O responsável tributário tem direito à restituição do IOF que recolheu  nessa  condição,  desde  que  autorizado  por  aquele  que  efetivamente  suportou tal encargo.  Manifestação de Inconformidade Improcedente  Direito Creditório Não Reconhecido  Inconformada com o resultado do julgamento da instância a quo, a Recorrente  interpôs o seu recurso voluntário, reiterando, em síntese, os argumentos de sua defesa inicial.  O  processo  foi  distribuído  e  sorteado  a  este  Conselheiro,  seguindo  o  rito  regimental.  É o relatório.  Fl. 141DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO     4   Voto             Conselheiro Daniel Mariz Gudiño  A intimação da decisão recorrida ocorreu em uma sexta­feira, dia 16/09/2011  (e­fl. 125), e o recurso voluntário foi interposto em uma quarta­feira, dia 19/10/2011 (e­fls. 135  e 137).  O  prazo  para  a  interposição  do  recurso  voluntário  é  de  30  (trinta)  dias  a  contar da data da ciência da decisão recorrida, nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235, de  1972.  De acordo com o art. 5º, caput e parágrafo único, do mesmo diploma legal, a  contagem de prazo tem início a partir do primeiro dia útil seguinte ao da ciência.  No caso concreto, o primeiro dia da contagem de prazo para a interposição do  recurso foi o dia 19/09/2011, uma segunda­feira. Já o trigésimo e último dia para tal feito foi o  dia 18/10/2011, uma terça­feira.  Com  efeito,  o  recurso  voluntário  foi  interposto  fora  do  prazo  legal,  configurando, pois, a sua intempestividade. Analisando cautelosamente a peça recursal, não há  qualquer justificativa para a interposição tardia.  Em  razão  da  preclusão  temporal  ora  narrada,  NÃO  CONHEÇO  o  recurso  voluntário.  (ASSINADO DIGITALMENTE)  Daniel Mariz Gudiño ­ Relator                              Fl. 142DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO

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Numero do processo: 13603.000028/2005-12
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 19 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2007 SIMPLES ­ EXCLUSÃO ­ MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS ­ MERA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSERTO EM MÁQUINAS INDUSTRIAIS. Súmula CARF nº 57: A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.086
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim – Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra – Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF) Participaram do presente julgamento os conselheiros Anelise Daudt Prieto (Presidente), André Luiz Bonat Cordeiro, Regis Xavier Holanda e Jorge Higashino.
Nome do relator: Francisco José Barroso Rios

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1872; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­TE03  Fl. 73          1 72  S3­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13603.000028/2005­12  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3803­000.086  –  3ª Turma Especial   Sessão de  19 de novembro de 2008  Matéria  SIMPLES NACIONAL  Recorrente  MARCOS ANTÔNIO APARECIDO ROSA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO:  SISTEMA  INTEGRADO  DE  PAGAMENTO  DE  IMPOSTOS  E  CONTRIBUIÇÕES  DAS  MICROEMPRESAS  E  DAS  EMPRESAS  DE  PEQUENO  PORTE ­ SIMPLES  Ano­calendário: 2007  SIMPLES  ­  EXCLUSÃO  ­  MANUTENÇÃO  E  REPARAÇÃO  DE  EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS ­ MERA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS  DE CONSERTO EM MÁQUINAS INDUSTRIAIS.  Súmula  CARF  nº  57:  A  prestação  de  serviços  de  manutenção,  assistência  técnica,  instalação  ou  reparos  em máquinas  e  equipamentos,  bem  como  os  serviços  de  usinagem,  solda,  tratamento  e  revestimento  de  metais,  não  se  equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem  o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES.   Recurso Voluntário Provido.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  DAR  provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.            (assinado digitalmente)  Mércia Helena Trajano Damorim – Presidente em exercício.             (assinado digitalmente)  Waldir Navarro Bezerra – Redator designado ad hoc  (art. 17,  inciso  III,  do  Anexo II do RICARF)       AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 00 00 28 /2 00 5- 12 Fl. 73DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2014 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 01/12/20 14 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM     2 Participaram  do  presente  julgamento  os  conselheiros  Anelise  Daudt  Prieto  (Presidente),  André  Luiz  Bonat  Cordeiro,  Regis  Xavier  Holanda  e  Jorge  Higashino. Relatório  Preliminarmente, ressalto que nos termos do artigo 17, inciso III, do anexo II  do Regimento  Interno  do Conselho Administrativo  de Recursos Fiscais,  fui  designado  como  redator  ad  hoc  (fls.  71/72),  para  formalização  do  respectivo  Acórdão,  considerando  a  inexistência de relatório ou de qualquer outra memória concernente ao julgamento em tela.  Trata­se de recurso voluntário interposto contra decisão da 4ª Turma da DRJ  de Belo Horizonte – MG (fls. 55/59, do processo eletrônico), que por unanimidade de votos,  decidiu por indeferir a solicitação do Recorrente contra sua exclusão de ofício da opção pelo  Sistema  Integrado  de  Pagamentos  de  Impostos  e  Contribuições  das  Microempresas  e  das  Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES.   Por bem descrever os  fatos,  adoto o  relatório objeto da decisão  recorrida, a  seguir transcrito na sua integralidade:  (...)  A  optante  pelo  Sistema  Integrado  de  Pagamentos  de  Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de  Pequeno  Porte  –  SIMPLES  foi  excluída  de  ofício  pelo  Ato  Declaratório Executivo DRF/COM nº 508.246, de 02 de agosto  de 2004, fl. 16, com efeitos a partir de 01/01/2002, com base nos  fundamentos de fato e de direito indicados:  Situação excludente: (evento 306):   Descrição: atividade econômica vedada: 2969­6/02 – Instalação  reparação e manutenção de outras máquinas e equipamentos de  uso específico.  Data da ocorrência: 30/03/1999   Fundamentação legal: Lei nº 9.317, de 05/12/1996: art. 9º, XIII;  art. 12; art. 14, I; art. 15, II. Medida Provisória nº 2.158­34 , de  27/07/2001:  art.  73.  Instrução  Normativa  SRF  nº  355,  de  28/08/2003:  art.  20,  XII;  art.  21;  art.  23,  I;  art.  24,  II,  c/c  parágrafo único.  Cientificada em 08/12/2004,  fl. 10, a  requerente apresentou em  06/01/2005,  fls.  01/03,  a  impugnação com as alegações  abaixo  sintetizadas.  Exerce  a  atividade  de  industrialização  por  conta  de  terceiros,  conforme  nota  fiscal  nº  5.109,  de  11/02/2003,  emitida  pela  empresa PIM Produtos Industriais Mecânicos Ltda e nota fiscal  de retorno nº 527, de 12/03/2003, de sua emissão.  Esclarece que  citada empresa apenas  comercializa os produtos  assim industrializados.  De acordo como a Resolução nº 710, de 05 de janeiro de 2007,  fls. 27/29, o julgamento do presente processo  foi convertido em  diligência,  tendo  a  Repartição  de  origem  providenciado  a  juntada  das  cópias  reprográficas  das  notas  fiscais  obtidas  da  Fl. 74DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2014 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 01/12/20 14 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 13603.000028/2005­12  Acórdão n.º 3803­000.086  S3­TE03  Fl. 74          3 interessada,  fls.  32/35.  Em  despacho  proferido  às  fls.  36/38,  a  Autoridade preparadora relatou os procedimentos adotados em  virtude  dessa  diligência,  especialmente  no  que  diz  ao  envio  “à  contribuinte do Termo de Intimação de fl. 30, por meio do qual  se  solicitou  a  apresentação  das  notas  fiscais  de  prestação  de  serviços  emitidas  a  partir  de  01/01/2002.”  .  Referido  relatório  prossegue  constatando  que  “analisando­se  as  notas  fiscais  apresentadas,  verifica­se  que  a  contribuinte  exerce,  dentre  outras,  atividades  de  usinagem,  e  manutenção  e  reparo  de  máquinas  em geral:  retífica  e  balanceamento  de  rotor,  etc  (fls.  32  a  35).  Ressalte­se  que  foram  apresentadas  notas  fiscais  referentes aos exercícios de 2004, 2005 e 2006.”  Cientificada deste despacho, por meio do Aviso de Recebimento  –  AR,  fl.  39,  a  interessada  manifestando­se  às  fls.  40/41,  alegando,  em  síntese,  que  suas  atividades  não  requer  a  contratação  de  profissionais  da  área  de  engenharia.  Aduz  que  em  relação  às  atividades  de  instalação,  montagem,  reparo  ou  manutenção de máquinas,  equipamentos  e  aparelhos,  a  ementa  constante do Acórdão nº 1333, de 18 de junho de 2002, ao não  caracterizar  o  exercício  dessas  atividades  como  de  locação  de  mão­de­obra,  salienta  o  teor  de  tal  ementa  na  parte  em  que  conclui:“não  restando  evidenciada  a  subsunção  do  fato  à  hipótese  legal  descrita  no  ato  administrativo  de  exclusão  do  SIMPLES, é admissível a manutenção no mencionado sistema”.  Para  a  interessada,  esse  entendimento  conflita  com  a  decisão  exposta no Acórdão DRJ/CPS, de 15 de agosto de 2002, que foi  citado no despacho proferido pela Autoridade preparadora.  Após  reiterar  os  argumentos  apresentados  em  sua  petição  original,  requer  o  cancelamento  da  decisão  proferida  no  presente processo.  É o Relatório.  Os argumentos aduzidos pelo Recorrente, no entanto, não foram conhecidos  pela  primeira  instância  de  julgamento  administrativo  fiscal,  conforme  ementa  do  Acórdão  abaixo transcrito:   Assunto:  Sistema  Integrado  de  Pagamento  de  Impostos  e  Contribuições  das Microempresas  e  das  Empresas  de  Pequeno  Porte ­ Simples   Exercício: 2003 Atividade Econômica Vedada   A manutenção de equipamentos industriais caracteriza prestação  de serviço profissional de engenheiro.  Solicitação Indeferida  Cientificada  da  referida  decisão  em  22/05/2007  (fls.  59/60),  a  Recorrente,  tempestivamente,  conforme  despacho  da  unidade  de  origem  de  fl.  69,  apresentou  o  recurso  voluntário de fls. 61/62, com as alegações abaixo transcritas:  Dos Fatos   Fl. 75DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2014 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 01/12/20 14 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM     4 Que a Receita Federal, através do Acórdão mencionado, a notificada exerceu  atividade  econômica  vedada  pelo  SIMPLES,  ou  seja,  que  a  atividade  de  manutenção  de  equipamentos  industriais,  por  ser  atividade  caracterizada  como  prestação  de  serviço  profissional de engenheiro.  Do Mérito   Ratifica os dizeres anteriormente mencionados na impugnação, constante do  processo acima referenciado, haja visto que as atividades de manutenção de equipamentos para  uso  estritamente  industrial  e  comercial  não  requer,  nunca  e  jamais,  sejam  eles  prestados  por  profissionais de engenharia, como quer a Receita Federal.  Que na defesa, menciona o Acórdão n° 1.333, de 18 de junho de 2002, onde,  ali, na ementa diz: A atividade econômica da prestação de serviços de manutenção e reparo de  maquinas  e  equipamentos  e  aparelhos  não  caracteriza  locação  de mão  de  obra,  admitindo  a  manutenção  no  mencionado  sistema  (SIMPLES).  Não  obriga  o  Recorrente  a  contratar  profissional habilitado, no caso, engenheiro especialista.  Ressalta  que  o  Ato  Declaratório  Executivo  DRF/COM  n°  508.245,  de  02/08/2004, conflita com o Acórdão n° 1.333, de 18/06/2002.  Ao final, aduz que foi demonstrada a insubsistência e improcedência total da  decisão de primeira instancia e requer que seja dado provimento ao presente recurso.  Voto             Conselheiro  Waldir  Navarro  Bezerra,  redator  ad  hoc  designado  para  formalizar a decisão (fls. 71/72), uma vez que a conselheira relatora, Maria de Fátima Oliveira  Silva, não mais compõe este colegiado, retratando hipótese de que trata o artigo 17, inciso III,  do Anexo II, do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF no 256, de 22  de junho de 2009.  Ressalvado o meu entendimento pessoal, no sentido de dar a este e a outros  processos nessa situação tratamento diverso.  1) Admissibilidade do recurso  O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no  Decreto  nº  70.235/72.  Razão  pela  qual,  dele  conheço.  Observa­se  que  apesar  de  nos  documentos de intimação do resultado constar o numero de outro processo, verifica­se que o  numero de referência ao acórdão proferido pela DRJ se encontra correto (fls. 59/60).  Neste caso, não possui questões preliminares a ser analisadas.  2) Do mérito  O  litígio  refere­se  ao  fato  da  empresa  estar  sendo  excluída  de  ofício  do  tratamento  fiscal  diferenciado,  simplificado  e  favorecido  aplicável  às  microempresas  e  às  empresas  de  pequeno  porte  relativo  aos  impostos  e  às  contribuições  estabelecido  em  cumprimento  ao  que  determina o  disposto  no  art.  179  da Constituição Federal  de  1988,  que  pode ser usufruído desde que as condições legais sejam preenchidas.   A Lei nº 9.317, de 1996, e alterações posteriores, determina:  Fl. 76DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2014 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 01/12/20 14 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 13603.000028/2005­12  Acórdão n.º 3803­000.086  S3­TE03  Fl. 75          5 Art. 9º Não poderá optar pelo Simples, a pessoa jurídica:  [...]  XIII  ­  que  preste  serviços  profissionais  de  corretor,  representante comercial, despachante, ator,  empresário, diretor  ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico,  dentista,  enfermeiro,  veterinário,  engenheiro,  arquiteto,  físico,  químico,  economista,  contador,  auditor,  consultor,  estatístico,  administrador,  programador,  analista  de  sistema,  advogado,  psicólogo,  professor,  jornalista,  publicitário,  fisicultor,  ou  assemelhados,  e  de  qualquer  outra  profissão  cujo  exercício  dependa de habilitação profissional legalmente exigida;  No caso sob análise, a hipótese de exclusão da pessoa jurídica do SIMPLES,  com  fundamento  no  exercício  de  atividade  econômica  vedada  para  o  sistema,  pressupõe  a  obtenção de  receita oriunda de atividade vedada, bem como da  identificação da prestação do  serviço profissional que a pessoa jurídica exerce que é considerada como atividade vedada para  fins de opção pelo Simples.  Por seu turno, o Ato Declaratório Normativo COSIT nº 04, de 22 de fevereiro  de 2000, define:  O COORDENADOR­GERAL DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO,  no uso das atribuições que lhe confere o art. 199, inciso IV, do  Regimento Interno aprovado pela Portaria MF No 227, de 3 de  setembro de 1998, e tendo em vista as disposições do inciso XIII  do  art.  9o  da  Lei  No  9.317,  de  05  de  dezembro  de  1996  e  da  alínea "f" do art. 27 da Lei No 5.194, de 24 de dezembro de 1966  e  a  Resolução  No  218,  de  29  de  junho  de  1973,  do  Conselho  Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.   declara,  em caráter normativo,  às Superintendências Regionais  da  Receita  Federal,  às  Delegacias  da  Receita  Federal  de  Julgamento e aos demais interessados que não podem optar pelo  Simples as pessoas jurídicas que prestem serviços de montagem  e  manutenção  de  equipamentos  industriais,  por  caracterizar  prestações de serviço profissional de engenharia.  Quando  da  fase  contenciosa,  verificou­se  a  necessidade  do  retorno  dos  presentes  autos  à  Unidade  de  Origem  para  fins  de  caracterização  dos  tipos  de  serviços  efetivamente  prestados  pela  empresa  por  meio  dos  quais  receitas  são  auferidas  a  partir  de  01/01/2002 (data dos efeitos da exclusão do Simples).  Para tanto, veja­se trecho transcrito da decisão recorrida:  (...)  Diante  dessa  constatação,  e  nos  termos  da  legislação  de  regência, o julgamento do processo foi convertido em diligência,  a teor da Resolução nº 710, de 05 de janeiro de 2007, fls. 37/39,  cujos  procedimentos  adotados  pela  Repartição  de  origem  propiciaram a  caracterização de que, mormente o  exercício da  atividade de industrialização por encomenda, representada pelas  notas  fiscais  juntadas  à  peça  de  defesa  original,  fls.  18/19,  a  interessada exerce também a prestação de serviços de usinagem,  retífica  e  balanceamento  em  induzidos,  ventiladores  e  rotor,  conforme cópias das notas fiscais, anexas às fls 45 a 56.  Fl. 77DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2014 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 01/12/20 14 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM     6 Em  conformidade  com  a  Declaração  de  Firma  Mercantil  Individual, registrada em 31/03/1999, fl. 08, o seu objeto é:  (...)  serviços  de  usinagem  industrial  Balanceamento  de  peças  para uso industrial.  (...,) Verifica­se, pois, que pelo fato de a requerente obter receita  proveniente  da  manutenção  de  equipamentos  industriais,  fica  caracteriza  a  prestação  de  serviço  profissional  de  engenheiro.  Por  conseguinte,  o  Ato  Declaratório  Executivo  DRF/COM  nº  508.246  de  02  de  agosto  de  2004,  fl.  16,  deve  prevalecer  (grifamos).  No  presente  processo,  a  questão  apresentada  limita­se  a  verificar  se  o  recorrente,  em  razão  das  atividade  que  desenvolve,  pode  permanecer  incluído  no  regime  simplificado de tributação (SIMPLES).  Veja­se abaixo, trecho das informações descritas pelo Fisco no seu Relatório  de Diligência (fls. 41/44):  (...) Analisando­se as notas fiscais apresentadas, verifica­se que  a  contribuinte  exerce,  dentre  outras,  atividades  de usinagem  e  manutenção  e  reparo  de  máquinas  em  geral:  retifica,  balanceamento de  rotor,  etc  (fls.  32 a 35). Ressalte­se que não  foram  apresentadas  notas  fiscais  referentes  aos  exercícios  de  2004, 2005 e 2006.  (...) Assim, pela transcrição dos art. 10,12, 23 e 24 da Resolução  n°  218/1973,  depreende­se  que  a  competência  para  executar  serviços na área de reparação e manutenção de máquinas em  geral,  equipamentos  mecânicos  ou  eletromecânicos  cabe  aos  engenheiros  e  técnicos,  no  âmbito  dessas  modalidades  profissionais  especificas,  ou  seja,  pessoa  jurídica  que  desempenha esse  tipo de atividade  está  impedida de optar pelo  SIMPLES.  (...) Ressalve­se que a empresa que obtiver receita de atividade  impeditiva,  em  qualquer  montante,  ainda  que  não  prevista  no  contrato social, está obstada de aderir ao regime simplificado.  Como se vê, o cerne da questão consiste, portanto, em saber se tais atividades  econômicas impedem ou não a adesão ao sistema simplificado de tributação.  Conforme se verifica dos autos, o contribuinte foi excluído sob o pressuposto  de  que  exerce  atividades de  usinagem  e manutenção  e  reparo  de máquinas  em  geral,  as  quais  caracterizariam  também  funções  de  profissionais  detentores  com  conhecimento  de  engenharia, que seriam vedadas, nos termos do artigo 9°, da Lei n°9.317/96.  O  recorrente  por  sua  vez  alega  que  as  atividades  de  manutenção  de  equipamentos para uso estritamente industrial e comercial não requer, nunca e jamais, sejam  eles  prestados  por  profissionais  de  engenharia,  como  quer  a  Receita  Federal.  Ressalta  que  atividade  econômica  da  prestação  de  serviços  de  manutenção  e  reparo  de  maquinas  e  equipamentos e aparelhos, não caracteriza locação de mão de obra, admitindo a manutenção no  mencionado sistema (SIMPLES) e não obriga a autuada de contratar profissional habilitado, no  caso, engenheiro especialista.  Fl. 78DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2014 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 01/12/20 14 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 13603.000028/2005­12  Acórdão n.º 3803­000.086  S3­TE03  Fl. 76          7 Nesse sentido, entendo que o fato da empresa prestar serviços de manutenção  de equipamentos de baixa complexidade, não implica na automática conclusão de que esta seja  uma  empresa  de  engenharia  ou  que  preste  serviços  assemelhados,  muito  menos  que  faça  locação de mão­de­obra.  Com efeito, a profissão de engenheiro, dado o nível de instrução exigido para  tal  formação,  envolve  atividades  especializadas que necessitam de  conhecimento  científico  e  técnico para o seu exercício.  Dessa  forma,  analisando­se  toda  a  situação  fática  e  probatória  dos  autos,  verifica­se claramente que a atividade exercida pelo contribuinte é de baixa complexidade, não  exigindo  o  emprego  de  conhecimentos  técnicos  de  profissional  de  engenharia  ou  outro  legalmente habilitado.  Por fim, com efeito, cumpre ressaltar o que dispõe a Súmula CARF nº 57:  Súmula  CARF  nº  57:  A  prestação  de  serviços  de  manutenção,  assistência  técnica,  instalação  ou  reparos  em  máquinas  e  equipamentos,  bem  como  os  serviços  de  usinagem,  solda,  tratamento  e  revestimento  de  metais,  não  se  equiparam  a  serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem  o  ingresso  ou  a  permanência  da  pessoa  jurídica  no  SIMPLES  Federal.  Portanto, nos termos do que dispõe a súmula supra, não pode a atividade da  contribuinte ser equiparada a serviços profissionais prestados por engenheiros.  Desta feita, com base nos termos da Súmula CARF nº 57 e com fundamento  no  artigo  72,  Anexo  II,  do  Regimento  Interno  deste  Conselho,  voto  pelo  provimento  do  Recurso Voluntário.  Conclusão  Diante  do  exposto,  voto  no  sentido  de  DAR  PROVIMENTO  ao  presente  Recurso Voluntário,  tornando  sem  efeito  o ADE  (DRF/CON)  nº  508.246  de  02/08/2004  (fl.  20), e mantendo a Recorrente na sistemática do SIMPLES.  Formalizado o voto em razão do disposto no artigo 17, inciso III, do Anexo II  do RICARF, subscrevo o presente.       (assinado digitalmente)  Waldir Navarro Bezerra – Redator ad hoc       Fl. 79DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2014 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 01/12/20 14 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM     8                                 Fl. 80DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2014 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 01/12/20 14 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM

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Numero do processo: 15956.000061/2009-00
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jan 09 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2403-000.186
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos converter o julgamento em diligência Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Julio De Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Ausente justificadamente o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000061/2009­00  Resolução nº  2403­000.186  S2­C4T3  Fl. 3          2   Relatório    Trata­se  de  recurso  voluntário  apresentado  contra  Decisão  da  Delegacia  da  Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I, Acórdão 12­36.005  da 12ª Turma, que julgou a impugnação improcedente.  A autuação e a  impugnação  foram assim apresentadas no  relatório do  acórdão  recorrido:    Trata­se  de Auto  de  Infração, DEBCAD n°  37.186.288­4,  referente  à  contribuição destinada à Seguridade Social e para o financiamento dos  benefícios  concedidos  em  razão  da  incapacidade  laborativa  decorrentes  dos  riscos  ambientais  do  trabalho  ­  GILRAT,  incidentes  sobre  o  valor  da  comercialização  da  produção  rural  realizada  por  agroindústria no mercado externo através de trading companies.  2. Do Relatório Fiscal, de fls. 37/40, destacamos os seguinte:  2.1. Que o contribuinte é agroindústria do setor sucro­alcooleiro, pois  desenvolve atividade de produção rural e industrialização de produção  própria e adquirida de terceiros (cana­de­açúcar), cuja atividade está  relacionada no art. 2o, caput, do Decreto­Lei n° 1.146/70 e, portanto,  contribui  para  a  Previdência  Social  sobre  a  comercialização  da  produção;  2.2.  Que,  em  face  da  ação  judicial  n°  2005.61.00.025.130­5,  a  qual  entre outros, originou o agravo de instrumento n° 2007.03.00.018486­ 3, que trata do mandado de segurança coletivo proposto na 8a VF de  São Paulo,  cópia nos autos,  o presente débito,  de  caráter preventivo,  deverá  ficar  sobrestado  até  que  haja  o  julgamento  definitivo  da  questão;  2.3. Que a Emenda Constitucional ­ EC n° 33, de 11/12/2001, alterou o  art.  149 da Constituição Federal de 1988 e concedeu imunidade tributária  às receitas decorrentes de exportações;  2.4. A IN/INSS/DC n° 100, de 18/12/2003, trata do assunto no art. 252  e  a  IN/MPS/SRP n°  3,  de 14/07/2005,  dispõe  do  tema no  artigo  245,  sendo  que  o  seu  parágrafo  I  o  estabelece  que  o  disposto  no  artigo  aplica­se  exclusivamente  quando  a  produção  é  comercializada  diretamente com adquirente domiciliado no exterior e o parágrafo 2o  acrescenta que a  receita decorrente de comercialização com empresa  constituída  e  em  funcionamento  no  País  é  considerada  receita  proveniente do comércio interno e não de exportação ( . . . );  Fl. 234DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000061/2009­00  Resolução nº  2403­000.186  S2­C4T3  Fl. 4          3 2.5.  No  caso  concreto,  o  contribuinte  exporta  açúcar  e  álcool  via  cooperativa  (Copersucar).  Além  dessa  operação,  o  contribuinte  também  exporta  produtos  orgânicos  com  a  utilização  de  trading  companies;  3.  A  empresa  apresentou  impugnação,  às  fls.  118/130,  alegando,  em  síntese, o seguinte:  3.1. Que o procedimento adotado pela  impugnante está amparado na  decisão  proferida  nos  autos  do  Mandado  de  Segurança  Coletivo  n°  200.61.00.025130­5  da  8a  VF  de  São  Paulo,  impetrado  com  a  finalidade  de  ser  reconhecida  a  inconstitucionalidade  e  a  ilegalidade  dos §§ I o e 2o do art. 245 da IN/MPS/SRP n° 3/2005, declarando­se a  inexigibilidade  da  contribuição  incidente  sobre  as  exportações  realizadas de forma indireta;  3.2  Que  a  suspensão  da  exigibilidade  do  crédito  tributário  continua  assegurada,  na  medida  em  que,  apesar  da  sentença  denegatoria,  a  decisão do TRF da 3a Região, concedeu o efeito suspensivo pleiteado  nos autos do Agravo de Instrumento n° 2007.03.00.018486­3, anexo ao  presente processo;  3.3. Que  é  ilegal o  art.  245,  §  I  o  da  IN n° 3/2005, pois  a  limitação  imposta pelo mesmo não pode ser levada a efeito por mera Instrução  Normativa;  3.4. Que, se a CF não estabeleceu em seu art. 149 qualquer restrição à  imunidade  das  receitas  de  exportação,  bem  como  na  ausência  de  lei  complementar que disponha a respeito, não poderia a Administração,  por meio de IN, criar restrições antes inexistentes;  3.5.  Que  a  exigência  é  ilegítima  ainda  por  violar  o  conceito  de  cooperativismo previsto na CF/88, artigos 174, § 2o e 146, III, "c";  3.6. Que a exigência atinente aos produtos exportados via cooperativa  é manifestamente ilegítima porque implica conferir ao ato cooperativo  um  tratamento  fiscal  mais  oneroso  (  .  .  .  ),  o  que  configura  inconstitucionalidade e ilegalidade;  3.7.  Que  o  entendimento  da  Fiscalização  contraria  o  sentido  econômico contemplado pela norma concessiva da imunidade;  3.8. Que a imposição de multa e juros de mora não merece prosperar,  visto  que,  tratando  de  débitos  cuja  exigibilidade  está  suspensa  por  força de decisão judicial, inexiste o pressuposto de fato que autorizaria  não só a imposição de multa, como também dos encargos moratórios.  4.  A  competência  para  o  julgamento  deste  processo,  foi  prorrogada  pela Portaria/SUTRI n° 1.036, de 05/05/2010.    Inconformada com a decisão, a  recorrente  apresentou  recurso voluntário, onde  alega/questiona, em síntese, que:    Fl. 235DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000061/2009­00  Resolução nº  2403­000.186  S2­C4T3  Fl. 5          4 · Nulidade  da  decisão  da  DRJ.  Mandado  de  segurança  coletivo  não  impede a discussão individual na esfera administrativa  · Imunidade das receitas de exportação.  · Multa.    É o relatório  Fl. 236DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000061/2009­00  Resolução nº  2403­000.186  S2­C4T3  Fl. 6          5 Voto     Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator.    Para a continuidade do julgamento deste processo, entendo necessário esclarecer  se  o  crédito  tributário  está  parcelado.  Caso  a  resposta  seja  positiva,  especificar  se  total  ou  parcialmente. Neste último caso, informar a fração parcelada.  Transcrevo abaixo artigo do Regimento do CARF que especifica que pedido de  parcelamento importa em desistência do recurso.    Art.  78. Em qualquer  fase processual o  recorrente poderá desistir  do  recurso em tramitação.  § 1° A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do  processo.  §  2° O pedido  de  parcelamento,  a  confissão  irretratável  de  dívida,  a  extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou  a  propositura pelo  contribuinte,  contra  a Fazenda Nacional,  de  ação  judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso.  §  3º  No  caso  de  desistência,  pedido  de  parcelamento,  confissão  irretratável  de  dívida  e  de  extinção  sem  ressalva  de  débito,  estará  configurada  renúncia  ao  direito  sobre  o  qual  se  funda  o  recurso  interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido  decisão favorável ao recorrente, descabendo recurso da Procuradoria  da Fazenda Nacional por falta de interesse. {2}    CONCLUSÃO     Voto por converter o julgamento em diligência.    .  Carlos Alberto Mees Stringari       Fl. 237DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000061/2009­00  Resolução nº  2403­000.186  S2­C4T3  Fl. 7          6     Fl. 238DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 7/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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Numero do processo: 10983.900335/2010-47
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2005 DÉBITO COMPENSADO EM ATRASO. EXISTÊNCIA DE PRÉVIA DECLARAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA INAPLICÁVEL. Encontrando-se previamente declarado em DCTF o débito compensado em data posterior à do seu vencimento, afasta-se a aplicação da denúncia espontânea. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO APÓS O VENCIMENTO. MULTA DE MORA. Acrescem-se multa e juros de mora aos débitos quitados após os prazos de vencimento fixados na legislação tributária.
Numero da decisão: 3803-006.753
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Paulo Renato Mothes de Moraes e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1807; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­TE03  Fl. 90          1  89  S3­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10983.900335/2010­47  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3803­006.753  –  3ª Turma Especial   Sessão de  13 de novembro de 2014  Matéria  COMPENSAÇÃO ­ MULTA DE MORA  Recorrente  TRACTEBEL ENERGIA S/A  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Ano­calendário: 2005  RECURSOS REPETITIVOS. RE 962.379.  As decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça  (STJ), na sistemática dos recursos repetitivos, devem ser reproduzidas pelos  conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Ano­calendário: 2005  DÉBITO  COMPENSADO  EM  ATRASO.  EXISTÊNCIA  DE  PRÉVIA  DECLARAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA INAPLICÁVEL.  Encontrando­se  previamente  declarado  em DCTF  o  débito  compensado  em  data  posterior  à  do  seu  vencimento,  afasta­se  a  aplicação  da  denúncia  espontânea.  EXTINÇÃO  DO  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO  APÓS  O  VENCIMENTO.  MULTA DE MORA.   Acrescem­se multa  e  juros de mora  aos débitos quitados  após os prazos de  vencimento fixados na legislação tributária.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso.  (assinado digitalmente)  Corintho Oliveira Machado ­ Presidente.   (assinado digitalmente)     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 3. 90 03 35 /2 01 0- 47 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 18/12/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/2010­47  Acórdão n.º 3803­006.753  S3­TE03  Fl. 91          2  Hélcio Lafetá Reis ­ Relator.  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Corintho  Oliveira  Machado  (Presidente),  Hélcio  Lafetá  Reis  (Relator),  Belchior Melo  de  Sousa,  Paulo Renato  Mothes de Moraes e Jorge Victor Rodrigues.  Relatório  Trata­se de retorno dos autos de diligência à repartição de origem.  O  contribuinte  havia  transmitido,  em  10/4/2006,  Pedido  de  Restituição  e  Declaração de Compensação (PER/DCOMP) relativo a alegado crédito de Cofins do período  de  apuração  junho  de  2005,  no  valor  atualizado  de  R$  1.104.123,26,  utilizado  para  quitar  débito da mesma contribuição devida em agosto de 2005 (fls. 2 a 7).  Por meio  de  despacho  decisório  eletrônico  (fl.  10),  a  repartição  de  origem  constatou a procedência do crédito original e homologou em parte a compensação declarada,  considerando que o direito creditório teria sido insuficiente para quitar o débito informado no  PER/DCOMP.  Irresignado, o contribuinte apresentou Manifestação de  Inconformidade (fls.  12  a  27)  e  requereu  a  declaração  de  nulidade  da  imposição,  alegando  que  o  pagamento  indevido  reconhecido pela  repartição de origem  já  se encontrava em poder da União Federal  havia muito tempo, de modo que não se poderia falar em mora quando da sua utilização para  quitar débito com vencimento posterior ao recolhimento, pois deveria ser considerada como a  data da compensação a data do pagamento indevido ou a maior que o devido.  No entendimento do então Manifestante, amparado em decisões judiciais e do  CARF, dever­se­ia aplicar na hipótese a denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código  Tributário  Nacional  (CTN),  pois,  conforme  já  decidira  o  Tribunal  Regional  Federal  da  4ª  Região1,  o  procedimento  de  compensação  de  créditos  com  tributos  em  aberto  configura  denúncia espontânea, apta a afastar a cobrança de multa moratória.  A  DRJ  Florianópolis/SC  julgou  improcedente  a  manifestação  de  inconformidade, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos:  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Ano­calendário: 2005  RECOLHIMENTOS A DESTEMPO.  INCIDÊNCIA DE MULTA  DE MORA  Os  débitos  para  com  a  União,  decorrentes  de  tributos  e  contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal  do Brasil,  não  pagos  nos  prazos  previstos  na  legislação,  serão  acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de 0,33% por dia  de atraso, observado o limite de 20%.  Manifestação de Inconformidade Improcedente                                                               1 TRF4, AC 2001.70.00.027625­5, Primeira Turma, Relator MariaLúcia Luz Leiria, publicado em 07/01/2004.  Fl. 91DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 18/12/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/2010­47  Acórdão n.º 3803­006.753  S3­TE03  Fl. 92          3  Direito Creditório Não Reconhecido  Cientificado da decisão da Delegacia de Julgamento em 25 de novembro de  2011, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 26 de dezembro do mesmo ano (fls. 60  a 73) e requereu o seu provimento, repisando os mesmos argumentos de defesa.  Ressaltou o Recorrente que “o encontro de contas ocorre de modo automático  no  momento  em  que  surge  a  obrigação  tributária  para  o  contribuinte  detentor  de  débito  do  fisco”, dado o caráter meramente declaratório da compensação (fl. 62), pois, de acordo com o  art. 39 da Instrução Normativa SRF nº 600, de 2005, primeiro, debita­se a restituição e credita­ se o débito  respectivo, após o que a unidade da Receita Federal  registra  a operação em seus  sistemas, registro esse que tem caráter meramente declaratório do encontro de contas.  Submetidos  os  autos  a  julgamento,  esta  3ª  Turma  Especial,  com  vistas  a  verificar a possibilidade de aplicação da denúncia espontânea, decidiu converter o julgamento  em  diligência  à  repartição  de  origem2  para  que  se  informassem  dados  relativos  à DCTF  do  período do débito compensado.  Realizada  a  diligência  requerida,  a  autoridade  administrativa  de  origem  informou  que  o  Recorrente  transmitira  duas  DCTFs,  tendo  sido  a  original  transmitida  em  07/10/2005,  data  essa  anterior  à  da  entrega  da  Declaração  de  Compensação  (DCOMP),  e  a  DCTF retificadora em 01/02/2008, posteriormente à data de transmissão da DCOMP.  Da  análise  dos  valores  informados,  apurou­se  que  o  débito  confessado  na  DCTF  original  era  de  R$  6.377.615,90,  débito  esse  que,  por  meio  da  retificação  posterior,  restou  reduzido  para  R$  5.226.282,97,  sendo  a  ele  vinculados  créditos  decorrentes  de  pagamento e de depósito judicial, inexistindo menção a créditos originados de compensação.  Tendo sido o Recorrente cientificado dos resultados da diligência, ele não se  manifestou no prazo fixado em intimação.  É o relatório.                                                              2 Resolução nº 3803­000.332, de 20 de agosto de 2013.  Voto             Conselheiro Hélcio Lafetá Reis  O  recurso  é  tempestivo,  atende  as  demais  condições  para  a  sua  admissibilidade e dele tomo conhecimento.  Conforme  acima  relatado,  já  tendo  havido,  pela  repartição  de  origem,  o  reconhecimento total do direito creditório pleiteado, a controvérsia trazida a esta instância pelo  Recorrente se restringe à aplicação ou não de multa de mora sobre o débito que se pretendeu  extinguir por compensação.  Fl. 92DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 18/12/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/2010­47  Acórdão n.º 3803­006.753  S3­TE03  Fl. 93          4  Referido débito  fora declarado em PER/DCOMP em 10/4/2006, após o  seu  vencimento,  este  ocorrido  em  15/9/2005,  mas  antes  de  qualquer  procedimento  por  parte  da  Administração  tributária,  situação  que,  segundo  o  Recorrente,  reclamaria  pela  aplicação  da  denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional (CTN).  Na  realização  da  diligência  determinada  por  esta  3ª  Turma  Especial,  a  repartição de origem constatou a transmissão de duas DCTFs: a original em 07/10/2005, data  essa  anterior  à  da  entrega  da  Declaração  de  Compensação  (DCOMP),  e  a  retificadora  em  01/02/2008, posteriormente à data de transmissão da DCOMP.  Da  análise  dos  valores  declarados,  apurou­se  que  o  débito  confessado  na  DCTF  original  era  de  R$  6.377.615,90,  débito  esse  que,  por  meio  da  retificação  posterior,  restou  reduzido  para  R$  5.226.282,97,  sendo  a  ele  vinculados  créditos  decorrentes  de  pagamento e de depósito judicial, inexistindo menção a créditos originados de compensação.  Conclui­se que, caso o débito compensado, no valor de R$ 1.104.123,26, não  estivesse  inserido  no montante  de R$  6.377.615,90  declarado  na DCTF  original,  quando  da  retificação da DCTF, o valor da contribuição devida no período deveria  ter sido aumentado e  não reduzido, conforme veio a ocorrer.  Uma  conclusão  que  se  mostra  plausível  é  que  o  Recorrente,  após  o  reconhecimento  do  direito  creditório  e  a  homologação  parcial  da  compensação  declarada,  retificou  a  DCTF  para  reduzir  do  valor  do  débito  a  parcela  extinta  por  compensação,  considerando que  a própria Declaração de Compensação  já  cumpria o papel de confissão de  dívida,  inferência  essa  que  poderia  ter  sido  confirmada  caso  o  Recorrente,  devidamente  intimado, tivesse se manifestado nos autos sobre os resultados da diligência, o que não ocorreu.  Note­se  que  o  valor  do  débito  compensado,  de  R$  1.104.123,26,  é  muito  próximo do valor reduzido do montante originalmente declarado, de R$ 1.151.332,93.  Feitas tais constatações, tem­se que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em  julgamento submetido ao rito do art. 543­C do Código de Processo Civil (recursos repetitivos),  de  observância  obrigatória  pelos  conselheiros  do  CARF3,  já  decidiu  pela  não  aplicação  da  denúncia  espontânea  aos  tributos  sujeitos  ao  lançamento  por  homologação  regularmente  declarados (REsp 962379), decisão essa cujo teor consta da súmula 360/STJ.  Nesse  julgamento,  o  STJ  deixa  claro  que  o  afastamento  da  denúncia  espontânea  (art.  138  do  CTN)  somente  se  dá  quando  o  tributo,  sujeito  ao  lançamento  por  homologação,  tiver  sido  recolhido  em  atraso,  mas  após  a  apresentação  da  declaração  com  efeito de confissão de dívida.  Eis o teor de partes dessa decisão do STJ:  TRIBUTÁRIO.  TRIBUTO  DECLARADO  PELO  CONTRIBUINTE  E  PAGO  COM  ATRASO.  DENÚNCIA  ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ.  1.  Nos  termos  da  Súmula  360/STJ,  "O  benefício  da  denúncia  espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por                                                              3 Conforme preceitua o  art.  62­A do Anexo  II  do Regimento  Interno do Conselho Administrativo de Recursos  Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009.  Fl. 93DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 18/12/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/2010­47  Acórdão n.º 3803­006.753  S3­TE03  Fl. 94          5  homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo" .  É  que  a  apresentação  de  Declaração  de  Débitos  e  Créditos  Tributários  Federais  –  DCTF,  de  Guia  de  Informação  e  Apuração  do  ICMS  –  GIA,  ou  de  outra  declaração  dessa  natureza,  prevista  em  lei,  é  modo  de  constituição  do  crédito  tributário,  dispensando,  para  isso,  qualquer  outra  providência  por  parte  do  Fisco.  Se  o  crédito  foi  assim  previamente  declarado  e  constituído  pelo  contribuinte,  não  se  configura  denúncia  espontânea  (art.  138  do  CTN)  o  seu  posterior  recolhimento fora do prazo estabelecido.(grifei)  (...)  VOTO (...)  4. Importante registrar, finalmente, que o entendimento esposado  na Súmula 360/STJ não afasta de modo absoluto a possibilidade  de  denúncia  espontânea  em  tributos  sujeitos  a  lançamento  por  homologação.  A  propósito,  reporto­me  às  razões  expostas  em  voto de relator, que foi acompanhado unanimente pela 1ª Seção,  no AgRG nos EREsp 804785/PR, DJ de 16.10.2006:  "(...)  4.  Isso  não  significa  dizer,  todavia,  que  a  denúncia  espontânea está afastada em qualquer circunstância ante a pura  e simples razão de se tratar de tributo sujeito a lançamento por  homologação.  Não  é  isso. O  que  a  jurisprudência  afirma  é  a  não­configuração de denúncia espontânea quando o tributo foi  previamente  declarado  pelo  contribuinte,  já  que,  nessa  hipótese, o crédito tributário se achava devidamente constituído  no momento em que ocorreu o pagamento. A  contrario  sensu,  pode­se  afirmar  que,  não  tendo  havido  prévia  declaração  do  tributo,  mesmo  o  sujeito  a  lançamento  por  homologação,  é  possível a configuração de sua denúncia espontânea, uma vez  concorrendo os demais  requisitos estabelecidos no art. 138 do  CTN. (grifei)  Verifica­se  dos  excertos  supra  que,  para  se  afastar  a  denúncia  espontânea  prevista no art. 138 do CTN4, há necessidade de que o tributo tenha sido pago em atraso e após  a sua declaração com efeito de confissão de dívida.  Nesse sentido, tendo havido, no presente caso, a declaração prévia do tributo  compensado,  a  ele  não  se  aplica  a  denúncia  espontânea,  devendo  ser  acrescidos  aos  débitos  quitados em atraso os devidos acréscimos legais.  A Lei  nº  9.430/1996  assim  dispõe  sobre  os  acréscimos moratórios  cabíveis  nos casos de pagamento extemporâneo:  Art.61 Os débitos para  com a União, decorrentes de  tributos e  contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal,                                                              4 Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do  pagamento  do  tributo  devido  e  dos  juros  de  mora,  ou  do  depósito  da  importância  arbitrada  pela  autoridade  administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.  Parágrafo  único. Não  se  considera  espontânea  a  denúncia  apresentada  após  o  início  de  qualquer  procedimento  administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.  Fl. 94DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 18/12/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/2010­47  Acórdão n.º 3803­006.753  S3­TE03  Fl. 95          6  cujos  fatos  geradores  ocorrerem  a  partir  de  1º  de  janeiro  de  1997,  não  pagos  nos  prazos  previstos  na  legislação  específica,  serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e  três  centésimos  por  cento,  por  dia  de  atraso.  (Vide  Decreto  nº  7.212, de 2010)  § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do  primeiro  dia  subseqüente  ao  do  vencimento  do  prazo  previsto  para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que  ocorrer o seu pagamento.  § 2º O percentual de multa a  ser aplicado  fica  limitado a vinte  por cento.  § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros  de mora  calculados  à  taxa  a  que  se  refere  o §  3º  do  art.  5º,  a  partir  do  primeiro  dia  do  mês  subseqüente  ao  vencimento  do  prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no  mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998)  Verifica­se que a multa de mora decorrente de pagamentos em atraso, assim  como  os  juros  de  mora,  encontra­se  prevista  em  lei  válida  e  vigente,  inexistindo  qualquer  irregularidade em sua exigência nos termos ora analisados.  Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso.  É como voto.  (assinado digitalmente)  Hélcio Lafetá Reis ­ Relator                                Fl. 95DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 18/12/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 13/11/2014 por HELCIO LAFETA REIS

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Numero do processo: 11065.100731/2007-09
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Oct 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 RESSARCIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES NÃO CUMULATIVAS. INCIDÊNCIA DA SELIC. IMPOSSIBILIDADE. Disposição expressa de lei veda a atualização monetária ou incidência de juros, pela taxa Selic ou outro índice qualquer, sobre os valores objeto de ressarcimento do PIS e Cofins não cumulativos. Negado Provimento ao Recurso Voluntário.
Numero da decisão: 3101-000.911
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário quanto à matéria discutida no Judiciário e, na parte remanescente, em negar provimento. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente. (assinado digitalmente) MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS - Redatora designada. EDITADO EM: 02/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Tarásio Campelo Borges, Leonardo Mussi da Silva (Suplente), Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
Nome do relator: VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário quanto à matéria discutida no Judiciário e, na parte remanescente, em negar provimento. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente. (assinado digitalmente) MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS - Redatora designada. EDITADO EM: 02/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Tarásio Campelo Borges, Leonardo Mussi da Silva (Suplente), Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 02/12/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11065.100731/2007­09  Acórdão n.º 3101­000.911  S3­C1T1  Fl. 174          2 (assinado digitalmente)  MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS ­ Redatora designada.  EDITADO EM: 02/12/2014  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Henrique  Pinheiro  Torres  (Presidente), Tarásio Campelo Borges, Leonardo Mussi da Silva  (Suplente), Corintho  Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.       Relatório  Trata­se  de  pedido  de  ressarcimento  de  créditos  da Cofins  não  cumulativa.  Em Despacho  Decisório  a  Delegacia  da  Receita  Federal  competente  deferiu  parcialmente  o  pleito, em razão da contribuinte não  ter  incluído, na base de cálculo da contribuição, valores  relativos a cessão onerosa de créditos do ICMS.  Tempestivamente, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade  alegando,  em  síntese,  que  a  cessão  de  créditos  de  ICMS  a  terceiros  não  se  conceitua  como  receita, não integrando, portanto, a base de cálculo das contribuições sociais.  A DRJ de Porto Alegre  indeferiu  o  pleito  de  ressarcimento,  nos  termos  do  Acórdão 10­18.106, de 17 de dezembro de 2008, assim ementado:  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007   CESSÃO DE ICMS ­ INCIDÊNCIA DE PIS/PASEP   A cessão de direitos de ICMS compõe a receita do contribuinte,  sendo base de cálculo para o PIS/PASEP.  TAXA SELIC ­ FALTA DE PREVISÃO LEGAL.  Não incidem correção monetária e juros sobre os créditos de PIS  e de COFINS objetos de ressarcimento.    Solicitação Indeferida  Irresignada,  a  contribuinte  apresentou  recurso  voluntário  a  este  Conselho,  alegando,  em  preliminar,  que  o  entendimento  da  DRJ  não  pode  prosperar,  pois  contraria  decisão  judicial  proferida  pelo  TRF  da  4ª  Região  no  julgamento  da  apelação  interposta  em  Mandado de Segurança ajuizado pela empresa.   No mérito, defende a não incidência das contribuições sobre a cessão onerosa  de  créditos  do  ICMS,  além  de  requer  a  incidência  da  Selic  sobre  os  valores  pleiteados  em  ressarcimento que foram indeferidos pela.autoridade administrativa.  É o relatório.  Fl. 174DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 02/12/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11065.100731/2007­09  Acórdão n.º 3101­000.911  S3­C1T1  Fl. 175          3   Voto             Conselheira Mônica Monteiro Garcia de los Rios – redatora ad hoc  Por intermédio do Despacho de e­folha 172, nos termos da disposição do art.  17,  III,  do Regimento  Interno  do Conselho Administrativo  de Recursos Fiscais  – RICARF1,  aprovado pela Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, incumbiu­me o Presidente da Turma a  formalizar o Acórdão 3101­000.911, não entregue pela relatora original, Conselheira Vanessa  Albuquerque Valente, que não integra mais nenhum dos colegiados do CARF.  Desta  forma,  a  elaboração  deste  voto  deve  refletir  a  posição  adotada  pela  relatora  original,  que  foi  acompanhada,  por  unanimidade,  pelos  demais  integrantes  do  colegiado.  O  recurso  é  tempestivo  e  atende  aos  demais  requisitos  para  sua  admissibilidade. Dele se tomou conhecimento.  A Recorrente insurge­se,  inicialmente, contra o fato de a DRJ recorrida não  ter reconhecido o direito a excluir a cessão onerosa de créditos do ICMS da base de cálculo da  contribuição, pois tal direito lhe foi garantido na esfera judicial.   A  empresa  impetrou  o Mandado  de  Segurança  nº  2005.71.08.010560­0,  no  qual foi proferido, pelo TRF da 4ª Região, o Acórdão de fls. 148 a 154, que possui a seguinte  ementa:  TRIBUTÁRIO. CONSTITUCIONAL. PIS E COFINS. CRÉDITOS DE  ICMS  TRANSFERIDOS  A  TERCEIROS.  EXCLUSÃO DA  BASE  DE  CÁLCULO. COMPENSAÇÃO.  1.  A  inclusão  dos  valores  provenientes  da  transferência  de  saldo  credor  do  ICMS,  obtido  em  razão  do  beneficio  fiscal  concedido  às  empresas  exportadoras,  a  fornecedores  ou  terceiros,  na  base  de  cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS, consoante entendimento  manifestado pelo Fisco, ofende a regra de imunidade prevista no art.  155, § 2°, inciso X, da Constituição Federal e regulamentada pelo art.  25, §§ 1° c 2°, da Lei Complementar n.° 87/96, o princípio federativo  e o da proibição do bis in idem. Precedentes desta Corte.  2. Por operação de exportação deve­se entender não só o produto da  venda  realizada  ao  exterior,  mas  toda  a  receita  ou  resultado  decorrente  do  complexo mecanismo  de  exportação,  inclusive  aquela  decorrente da transferência dos eventuais créditos de ICMS incidentes  nas operações anteriores.  3. Sentença reformada.                                                              1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as  atividades do respectivo órgão e ainda:  (...)  III ­ designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja  impossibilitado de fazê­lo ou não mais componha o colegiado;    Fl. 175DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 02/12/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11065.100731/2007­09  Acórdão n.º 3101­000.911  S3­C1T1  Fl. 176          4 Constata­se  que  o  Mandado  de  Segurança  2005.71.08.010560­0  foi  impetrado  em  2005  e  os  fatos  geradores  do  presente  processo  ocorreram  em  2007,  estando,  indubitavelmente,  alcançados  pelo  MS.  E  o  objeto  da  ação  judicial,  conforme  atesta  a  transcrição  da  ementa  do  acórdão  do  TRF,  é  o  mesmo  da  controvérsia  deste  pleito  administrativo:  incidência  das  contribuições  sociais  sobre  a  cessão  onerosa  de  créditos  do  ICMS acumulados em razão de benefício fiscal concedido às empresas exportadoras.  Aplicável, portanto, a súmula CARF nº 1, in verbis:  Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a  propositura  pelo  sujeito  passivo  de  ação  judicial  por  qualquer  modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com  o mesmo  objeto  do  processo  administrativo,  sendo  cabível  apenas a  apreciação,  pelo  órgão  de  julgamento  administrativo,  de  matéria  distinta da constante do processo judicial.  Desta  forma,  não  se  conhece  do  recurso  voluntário  na  parte  em  que  a  contribuinte defende a não­incidência das contribuições sobre a cessão onerosa de créditos do  ICMS acumulados em decorrência de exportações efetuadas, discussão levada à esfera judicial.  Resta  apreciar  a  questão  relativa  à  incidência  da  Selic  sobre  os  créditos  indeferidos pela unidade de origem, matéria não abordada no MS impetrado pela empresa. Os  créditos glosados se referem à não inclusão da cessão onerosa de créditos do ICMS na base de  cálculo  das  contribuições,  questão  a  ser  definida  pelo  Poder  Judiciário.  Todavia,  caso  a  contribuinte venha a ter seu direito reconhecido na esfera judicial, não terá direito à incidência  da Selic sobre os mencionados créditos, em razão da existência de proibição legal expressa à  atualização  monetária  ou  incidência  de  juros  sobre  o  ressarcimento  de  créditos  das  contribuições não cumulativas (artigos 13 e 15, VI, da Lei 10.833, de 2003).  Nestes  termos,  o  colegiado  não  conheceu  do  recurso  voluntário  quanto  à  matéria discutida no Judiciário e, na parte remanescente, negou provimento.  E são essas as considerações possíveis para suprir a inexistência do voto.    Mônica Monteiro Garcia de los Rios – Redatora ad hoc                              Fl. 176DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 02/12/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS

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Numero do processo: 13884.000696/2007-01
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jan 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2005 a 31/10/2005 APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO EX OFÍCIO. REDUÇÃO DE MULTA MORATÓRIA.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E MORALIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ART. 106, II, E 112, DO CTN. ALTERAÇÃO DO ART. 35, DA LEI N. 8.212/1991, PELA LEI N. 11.941/2009. Quando os fatos geradores foram declarados em GFIP, em razão dos princípios da legalidade e moralidade da Administração Pública, e do disposto nos artigos 106, II, e 112, ambos do CTN, observando que o limite máximo 20% (vinte por cento) a ser aplicado a título de multas moratórias, conforme o art. 61, §2º, da Lei n. 9.430/1996, é inferior à multa moratória aplicada aos valores do créditos tributários lançados na NFLD, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Lei n. 11.941/2009, o lançamento do crédito tributário deve se adequar a multa moratória à aplicação da menor sanção, reduzindo-se a multa moratória, ex oficio, desde que mais favorável ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-002.165
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), no sentido de que a multa sobre os créditos constituídos seja aplicada em conformidade com o disposto no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela Lei n. 11.941/2009, combinado com o art. 61, da Lei n. 9.430/1996, desde que mais favorável ao sujeito passivo, não devendo ser realizada qualquer comparação conjunta com as sanções dos arts. 32-A e art. 35-A, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela MP n. 449/2008 ou pela Lei n. 11.941/2009 (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO

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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2005 a 31/10/2005 APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO EX OFÍCIO. REDUÇÃO DE MULTA MORATÓRIA.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E MORALIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ART. 106, II, E 112, DO CTN. ALTERAÇÃO DO ART. 35, DA LEI N. 8.212/1991, PELA LEI N. 11.941/2009. Quando os fatos geradores foram declarados em GFIP, em razão dos princípios da legalidade e moralidade da Administração Pública, e do disposto nos artigos 106, II, e 112, ambos do CTN, observando que o limite máximo 20% (vinte por cento) a ser aplicado a título de multas moratórias, conforme o art. 61, §2º, da Lei n. 9.430/1996, é inferior à multa moratória aplicada aos valores do créditos tributários lançados na NFLD, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Lei n. 11.941/2009, o lançamento do crédito tributário deve se adequar a multa moratória à aplicação da menor sanção, reduzindo-se a multa moratória, ex oficio, desde que mais favorável ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), no sentido de que a multa sobre os créditos constituídos seja aplicada em conformidade com o disposto no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela Lei n. 11.941/2009, combinado com o art. 61, da Lei n. 9.430/1996, desde que mais favorável ao sujeito passivo, não devendo ser realizada qualquer comparação conjunta com as sanções dos arts. 32-A e art. 35-A, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela MP n. 449/2008 ou pela Lei n. 11.941/2009 (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2554; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­TE03  Fl. 189          1 188  S2­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13884.000696/2007­01  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2803­002.165  –  3ª Turma Especial   Sessão de  12 de março de 2013  Matéria  Contribuições Previdenciárias  Recorrente  PLANDE ­ Planejamento e Desenvolvimento de Produtos Ltda  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/03/2005 a 31/10/2005  APLICAÇÃO  DA  LEGISLAÇÃO  EX  OFÍCIO.  REDUÇÃO DE MULTA  MORATÓRIA.PRINCÍPIO  DA  LEGALIDADE  E  MORALIDADE  DA  ADMINISTRAÇÃO  PÚBLICA.  ART.  106,  II,  E  112,  DO  CTN.  ALTERAÇÃO  DO  ART.  35,  DA  LEI  N.  8.212/1991,  PELA  LEI  N.  11.941/2009.  Quando  os  fatos  geradores  foram  declarados  em  GFIP,  em  razão dos princípios da legalidade e moralidade da Administração Pública, e  do  disposto  nos  artigos  106,  II,  e  112,  ambos  do  CTN,  observando  que  o  limite  máximo  20%  (vinte  por  cento)  a  ser  aplicado  a  título  de  multas  moratórias, conforme o art. 61, §2º, da Lei n. 9.430/1996, é inferior à multa  moratória  aplicada  aos  valores  do  créditos  tributários  lançados  na  NFLD,  com  base  no  art.  35,  da  Lei  n.  8.212/1991,  com  redação  anterior  à  Lei  n.  11.941/2009,  o  lançamento  do  crédito  tributário  deve  se  adequar  a  multa  moratória  à  aplicação da menor  sanção,  reduzindo­se  a multa moratória,  ex  oficio, desde que mais favorável ao contribuinte.  Recurso Voluntário Provido Em Parte ­ Crédito Tributário Mantido em Parte      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  dar  provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), no sentido de que a multa  sobre os créditos constituídos seja aplicada em conformidade com o disposto no art. 35, da Lei  n. 8.212/1991, com a redação dada pela Lei n. 11.941/2009, combinado com o art. 61, da Lei n.  9.430/1996, desde que mais  favorável ao sujeito passivo, não devendo ser realizada qualquer  comparação conjunta com as sanções dos arts. 32­A e art. 35­A, da Lei n. 8.212/1991, com a  redação dada pela MP n. 449/2008 ou pela Lei n. 11.941/2009  (Assinado digitalmente)     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 4. 00 06 96 /2 00 7- 01 Fl. 381DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13884.000696/2007­01  Acórdão n.º 2803­002.165  S2­TE03  Fl. 190          2 Helton Carlos Praia de Lima ­ Presidente.   (Assinado digitalmente)  Gustavo Vettorato ­ Relator.   Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de  Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice­presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira  dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.  Fl. 382DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13884.000696/2007­01  Acórdão n.º 2803­002.165  S2­TE03  Fl. 191          3   Relatório  O  presente  Recurso  Voluntário  foi  interposto  contra  decisão  da  DRJ  que  manteve  o  crédito  tributário  da  incidência  de  contribuições  previdenciárias  e  a  terceiras  entidades devidas pela empresa, declaradas em GFIP mas não pagas, no período de 01/03/2005  a 31/10/2005. A ciência do auto de infração inaugural foi em 29.09.2007 (fls. 01).  Assim, o recurso veio à presente turma especial para seu julgamento, em que  apresentou  os  seguintes  argumentos  resumidos:  ilegalidade/inconstitucionalidade  das  contribuições  previdenciárias  patronais  e  a  titulo  de  salário  educação,  SAT,  INCRA,  SESC,  SEBRAE,  aplicação  de  juros  com base  na  taxa SELIC,  bem como  insconstitucionalidade da  multa aplicada por se tratar de confisco.  Os autos vieram à apreciação desta Turma Especial.  Esse é o relatório.      Fl. 383DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13884.000696/2007­01  Acórdão n.º 2803­002.165  S2­TE03  Fl. 192          4 Voto             Conselheiro Gustavo Vettorato ­ Relator  I ­ O recurso é tempestivo, conforme supra relatado, dispensado do depósito  prévio (Súmula Vinculante 21 do STF), assim deve o mesmo ser conhecido.  II  ­  Quanto  às  alegações  de  inconstitucionalidade  das  contribuições  previdenciárias  patronais  e  a  titulo  de  salário  educação,  SAT,  INCRA,  SESC,  SEBRAE,  aplicação  de  juros  com  base  na  taxa  SELIC,  bem  como  insconstitucionalidade  da  multa  aplicada  por  se  tratar  de  confisco,  sem  demonstra  qualquer  elemento  probatório  de  não  incidência  ou  erro  da  fiscalização  na  autação  na  aplicação  legal  cujos  os  fundamentos  estão  expressos no Relatório Fiscal e no Relatório de Fundamentos Legais, não tem força de afastar a  autuação.  Primeiro,  indiferentemente  da  opinião  pessoal  do  Relator  ou  dos  demais  conselheiros, é vedado aos Conselheiros do CARF­MF afastarem a aplicação da lei ou decreto  sob o argumento de inconstitucionalidade/ilegalidade do tributo que está previsto em lei, salvo  nas exceções expressas dos artigos 62 e 62­A do Regimento Interno do CARF­MF. O que não  ocorre no presente processo.  Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do  CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo  internacional,  lei  ou  decreto,  sob  fundamento  de  inconstitucionalidade.  Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos  de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo:  I  ­  que  já  tenha  sido  declarado  inconstitucional  por  decisão  plenária  definitiva  do  Supremo  Tribunal  Federal;  ou  II  ­  que  fundamente crédito tributário objeto de:  a)  dispensa  legal  de  constituição  ou  de  ato  declaratório  do  Procurador­Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e  19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002;  b) súmula da Advocacia­Geral da União, na forma do art. 43 da  Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do Advogado­ Geral  da  União  aprovado  pelo  Presidente  da  República,  na  forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993.  Art.  62­A.  As  decisões  definitivas  de  mérito,  proferidas  pelo  Supremo Tribunal  Federal  e  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça  em  matéria  infraconstitucional,  na  sistemática  prevista  pelos  artigos 543­B e 543­C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973,  Código  de  Processo  Civil,  deverão  ser  reproduzidas  pelos  conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.  Fl. 384DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13884.000696/2007­01  Acórdão n.º 2803­002.165  S2­TE03  Fl. 193          5 {2} § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre  que  o  STF  também  sobrestar  o  julgamento  dos  recursos  extraordinários  da  mesma  matéria,  até  que  seja  proferida  decisão nos termos do art. 543­B. {2} § 2º O sobrestamento de que  trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação  das  partes.  {2}o  que  no  caso  em  nada  foi  apresentado  ou  se  configura nos autos  Segundo,  considerando  a  impossibilidade  de  afastar  o  mandamento  normativo  previsto  em  lei  a  título  de  inconstitucionaliade,  o  lançamento  demonstrou  claramente  ocorrência  da hipótese de  incidência,  bem como o  inadimplemento, motivando  e  fundamentando a constituição do crédito tributário (art. 142, do CTN, arts. 33 e 37 da Lei n.  8.212/1991).  Assim,  pelo  que  foi  trazido  aos  autos,  pela  recorrente  não  há  causa  de  cancelamento da autuação.  III  ­  Entretanto,  em  razão  do  princípio  da  legalidade  e  moralidade  da  Administração  Pública,  observa­se  que  os  créditos  tributários  foram  apurados  por  meio  de  inclusão  nos  registros  cabíveis  (pois  os  fatos  geradores  estavam declarados  em GFIP),  tanto  que  essas  informações  foram  utilizadas  para  obter  as  diferenças  e  glosas,  deve­se  atentar  às  alterações legislativas recentes no que trata a sanções tributárias (multa moratória) dispostas no  art. 35, da Lei n. 8.212/1991, que foi alterado pela Medida Provisória n. 449/2008, publicada  em 04.12.2008, convertida na Lei n. 11.941/2009, passando a ter a seguinte redação:  Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das  contribuições  sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art.  11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição  e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras  entidades  e  fundos,  não  pagos  nos  prazos  previstos  em  legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora,  nos  termos  do  art.  61  da  Lei  no  9.430,  de  27  de  dezembro  de  1996.   Ou seja, há remissão expressa ao art.61, da Lei n. 9.430/2009, in verbis:  Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e  contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal,  cujos  fatos  geradores  ocorrerem  a  partir  de  1º  de  janeiro  de  1997,  não  pagos  nos  prazos  previstos  na  legislação  específica,  serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e  três centésimos por cento, por dia de atraso.  § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do  primeiro  dia  subseqüente  ao  do  vencimento  do  prazo  previsto  para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que  ocorrer o seu pagamento.  § 2º O percentual de multa a  ser aplicado  fica  limitado a vinte  por cento.   § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros  de mora  calculados  à  taxa  a  que  se  refere o  §  3º do  art.  5º,  a  partir  do  primeiro  dia  do  mês  subseqüente  ao  vencimento  do  Fl. 385DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13884.000696/2007­01  Acórdão n.º 2803­002.165  S2­TE03  Fl. 194          6 prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no  mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998)  Toda multa  tributária é uma sanção, ou seja tem natureza primária punitiva,  ou  de  penalização.  Contudo,  ainda  assim  podem  ser  classificadas  em  multa  moratória,  decorrente do simples atraso na  satisfação da obrigação  tributária principal,  e multa punitiva  em sentido estrito, quando decorrente de  infração à obrigação  instrumental cumulada ou não  com a obrigações principais.   Tal  classificação  é  necessária  pois,  apesar  de  não  terem  natureza  remuneratória,  mas  sancionatória,  os  tribunais  brasileiros  admitem  que  as  multas  tributárias  devem ser classificadas em moratórias e punitivas (sentido estrito), em razão da existência de  tratamentos diversos para  cada  espécie pelo próprio Código Tributário Nacional  e  legislação  esparsas.  (RESP  201000456864,  HUMBERTO  MARTINS,  STJ  ­  SEGUNDA  TURMA,  29/04/2010; PAULSEN, Leandro. Direito  tributário,  constituição e código  tributário à  luz da  doutrina  e  da  jurisprudência.  12ª  Ed.,  Porto  Alegre  :  Livraria  do  Advogado,  2010,  p.1103­ 1109)  Assim, coloco como premissa que a diferença entre multa moratória e multa  punitiva  em  sentido  estrito.  Como  supra  colocado,  a  primeira  decorre  do  mero  atraso  da  obrigação  tributária  principal,  podendo  sendo  constituída  pelo  próprio  contribuinte  inadimplente  no momento  de  sua  apuração  e  pagamento.  Já,  a  segunda  espécie  de multa,  a  punitiva em sentido estrito, demanda constituição pelos instrumentos de lançamento de ofício  por  parte  dos  agentes  fiscais  (art.  149,  do  CTN),  em  que  se  apura  a  infração  cometida  e  a  penalidade  a  ser  aplicada.  Inclusive  a  estipulação  e  definição  da  espécie  de  multa  é  dado  exclusivamente  pela  lei,  fato  ressaltado  em  face  do  principio  da  estrita  legalidade  a  que  se  regula o Direito Tributário e suas sanções (art. 97, V, do CTN). A mudança de natureza para  fins de comparação no tempo, não pode ser realizada sem autorização legal, e por isso não se  poderia  comparar  com  multas  punitiva  em  sentido  estrito  (referente  à  descumprimento  de  obrigação exclusivamente  instrumental)  com multas de natureza moratória  a  exemplo  com a  nova redação do art. 35­A, da Lei n. 8212/1991, com a redação a partir da Medida Provisória n.  449/2008.  Devido ao disposto no art. 112, IV, do CTN, a legislação tributária que define  as  infrações  e  comina  suas  penalidades  deve  ser  interpretada  de  forma  mais  favorável  ao  contribuinte  em  casos  de  dúvidas  quanto  à  natureza  das  infrações  e  suas  penalidades.  Interpretação que deve ser conjugada com a retroatividade benigna prevista no art. 106, II, a e  c, do CTN, de forma a reduzir ou extinguir penalidades sempre quando lei posterior estabeleça  pena menos grave ou não entenda mais como infração tal conduta. Portanto, também deve ser  colocado como premissa, que além de retroagir a aplicação de dispositivo legal mais favorável  essa retroação também deve sempre buscar uma aplicação mais favorável ao contribuinte.  Não  se pode  tratar  a hipótese de  incidência da multa moratória disposta no  art. 35 como uma possível multa de ofício para comparar com a nova redação do art. 35­A, da  Lei  n.  8.212/1991,  incluso  pela  Medida  Provisória  n.  449/2008,  convertida  em  Lei  n.  11.941/2009, nem de  forma conjunta com o art.  32­A, porque a multa  aplicada pela  redação  anterior do art. 35, somente tratava de multa de natureza moratória, variada em razão das fases  (tempo) do processo.   Portanto,  observando  que  o  limite  do  art.  61,  §2º,  da  Lei  n.  9.430/1998,  é  inferior à multa moratória aplicada aos valores do créditos tributários lançados na NFLD que  Fl. 386DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13884.000696/2007­01  Acórdão n.º 2803­002.165  S2­TE03  Fl. 195          7 foram declarados em GFIP, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à  Lei  n.  11.941/2009,  deve  a  decisão  a  quo  ser  reformada  no  sentido  de  adequar  a  multa  moratória à nova legislação, desde que mais favorável ao sujeito passivo.  IV ­ Conclusão  Pelo exposto, voto por CONHECER do  recurso, para no mérito DAR­LHE  PARCIAL PROVIMENTO, no sentido que a multa sobre os créditos constituídos seja aplicada  em conformidade com o disposto no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela Lei  n. 11.941/2009, combinado com o art. 61, da Lei n. 9.430/1996, desde que mais favorável ao  sujeito passivo, não devendo ser realizada qualquer comparação conjunta com as sanções dos  arts. 32­A e art. 35­A, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela MP n. 449/2008 ou pela  Lei n. 11.941/2009.  (Assinado Digitalmente)  Gustavo Vettorato ­ Relator                                 Fl. 387DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA

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Numero do processo: 11070.000137/2009-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 08 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3202-000.282
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Rodrigo Cardozo Miranda.
Nome do relator: GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Rodrigo Cardozo Miranda.

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11070.000137/2009­01  Resolução nº  3202­000.282  S3­C2T2  Fl. 533            2  “Contra a empresa antes qualificada foram lavrados dois Autos de Infração,  a saber:  a) o primeiro formalizou a exigência de PIS não­cumulativo, com intimação  para  recolhimento  do  valor  de R$  486.156,15,  referente  a  fatos  geradores  entre 28/02/2004 e 31/12/2004. Esse valor (principal) foi acrescido da multa  de ofício de 75% e juros de mora regulamentares. Constou base legal. Houve  ciência em 09/02/2009;  b)  o  segundo  formalizou  a  exigência  de  COFINS  não­cumulativa,  com  intimação para recolhimento do valor de R$ 2.222.519,27, referente a fatos  geradores  entre  28/02/2004  e  31/12/2004.  Esse  valor  (principal)  foi  acrescido  da  multa  de  ofício  de  75%  e  juros  de  mora  regulamentares.  Constou fundamentação legal. Houve ciência em 09/02/2009.  Foram produzidos Relatórios Fiscais. Relativamente ao PIS nãocumulativo,  registrou o autuante (excertos):  ‘1. A empresa é optante pelo lucro real, motivo pela qual recolhe o PIS pelo  sistema não­cumulativo, regido pela lei 10.637/02 e alterações posteriores.  Conforme contrato social e alterações, a sociedade tem por objetos sociais o  "depósito de mercadorias próprias, produção e beneficiamento de sementes  de soja, trigo, de cereais e de oleaginosas, básicas, certificadas (C1 e C2) e  fiscalizadas (S1 e S2); comercialização de máquinas, implementos agrícolas,  peças  e  acessórios;  representação  comercial;  exploração  agropecuária;  importação e exportação de cereais".  Fevereiro a  julho/04 3.3. Utilização de crédito presumido além do previsto  legalmente  Nas  planilhas  apresentadas  pela  empresa  como  resposta  ao  Termo  003  (fls.  39  a  45)  verificamos  a  utilização  de  crédito  presumido  relativamente à totalidade das compras de pessoas físicas. O §11 do art. 3o  da lei 10.833/03 autorizou o cálculo de crédito presumido relativamente aos  produtos  comprados  de  pessoas  físicas  que  posteriormente  foram  vendidos  às empresas citadas no § 5 do mesmo artigo.  Devido  a  isto,  elaboramos  o  Termo  de  Intimação  004,  onde  calculamos  o  preço de compra dos produtos revendidos no mercado interno e intimamos a  empresa fiscalizada a se pronunciar sobre os mesmos. A mesma concordou  com os cálculos desta fiscalização, conforme resposta ao termo (fl. 240). O  quadro  abaixo  detalha  o  cálculo  de  créditos  disponíveis  nos  meses  de  fevereiro a julho de 2004:  Agosto a dezembro/04 3.4. Utilização  indevida de crédito presumido O art.  16 da lei 10.925/04 veio revogar o §11 do art. 3o da lei 10.833/03 a partir de  agosto  de  2004.  Portanto,  a  partir  deste  mês,  a  fiscalizada  não  tem  mais  direito  a  calcular  crédito  presumido  sobre  as  aquisições  efetuadas  de  pessoas físicas. Devido a isto, recalcularemos o direito a crédito no período  de agosto a dezembro de 2004, não considerando as aquisições de pessoas  físicas. O quadro abaixo detalha o cálculo dos créditos de PIS efetuados por  esta fiscalização.  Fl. 533DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11070.000137/2009­01  Resolução nº  3202­000.282  S3­C2T2  Fl. 534            3 Agosto  a  dezembro/04  4.Verificamos  que,  a  partir  de  agosto  de  2004  a  empresa  considerou  suspensas  as  vendas  de  soja,  trigo  e  milho  para  o  mercado interno, conforme afirmado na resposta ao Termo 004 (fl. 240).  Suspensão  5.  O  dispositivo  que  determinou  a  suspensão  das  contribuições  sobre as vendas de soja,  trigo e milho é o art. 9o da  lei 10.925/04. O § 2°  deste artigo, com redação dada pela lei 11.051/04, (...)  7. Ou  seja,  a  suspensão da contribuição passou a  vigorar a partir de 4 de  abril  de  2006.  No  período  ora  fiscalizado  não  vigorava  a  suspensão,  de  acordo com a IN SRF 660/06. Calcularemos os débitos não considerando a  suspensão.  Para  isso,  consideraremos  os  mesmos  valores  declarados  em  Dacon,  retirando  os  valores  declarados  no  item  12  da  ficha  05:  12.(­)  Receitas  Isentas,  não  Alcançadas  pela  incidência  da  Contribuição,  com  Suspensão  ou  Sujeitas  à  Alíquota  Zero.  A  tabela  abaixo  apresenta  os  cálculos (...)  No Relatório Fiscal referente à COFINS não­cumulativa assentou:  1. A empresa é optante pelo lucro real, motivo pela qual recolhe a Cofins, a  partir  de  fevereiro  de  2004,  pelo  sistema  não­cumulativo,  regido  pela  lei  10.833/03 e alterações posteriores. Conforme contrato social e alterações, a  sociedade  tem  por  objetos  sociais  o  "depósito  de  mercadorias  próprias,  produção  e  beneficiamento  de  sementes  de  soja,  trigo,  de  cereais  e  de  oleaginosas,  básicas,  certificadas  (C1  e  C2)  e  fiscalizadas  (S1  e  S2);  comercialização  de  máquinas,  implementos  agrícolas,  peças  e  acessórios;  representação  comercial;  exploração  agropecuária;  importação  e  exportação de cereais".  Fevereiro a  julho/04 3.2. Utilização de crédito presumido além do previsto  legalmente  Nas  planilhas  apresentadas  pela  empresa  como  resposta  ao  Termo  003  (fls.  39  a  45)  verificamos  a  utilização  de  crédito  presumido  relativamente à totalidade das compras de pessoas físicas. O § 11 do art. 3o  da lei 10.833/03 autorizou o cálculo de crédito presumido relativamente aos  produtos  comprados  de  pessoas  físicas  que  posteriormente  foram  vendidos  às empresas citadas no § 5 do mesmo artigo.  Devido  a  isto,  elaboramos  o  Termo  de  Intimação  004,  onde  calculamos  o  preço de compra dos produtos revendidos no mercado interno e intimamos a  empresa fiscalizada a se pronunciar sobre os mesmos. A mesma concordou  com os cálculos desta fiscalização, conforme resposta ao termo (fl. 240). O  quadro  abaixo  detalha  o  cálculo  de  créditos  disponíveis  nos  meses  de  fevereiro a julho de 2004 (...)  Agosto a dezembro/04 3.3. Utilização  indevida de crédito presumido O art.  16 da lei 10.925/04 veio revogar o § 11 do art. 3o da lei 10.833/03 a partir  de agosto de 2004. Portanto, a partir deste mês, a fiscalizada não tem mais  direito  a  calcular  crédito  presumido  sobre  as  aquisições  efetuadas  de  pessoas físicas. Devido a isto, recalcularemos o direito a crédito no período  de agosto a dezembro de 2004, não considerando as aquisições de pessoas  Fl. 534DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11070.000137/2009­01  Resolução nº  3202­000.282  S3­C2T2  Fl. 535            4 físicas. O quadro abaixo detalha o cálculo dos créditos de PIS efetuados por  esta fiscalização.  Agosto  a  dezembro/04  Verificamos  que,  a  partir  de  agosto  de  2004  a  empresa  considerou  suspensas  as  vendas  de  soja,  trigo  e  milho  para  o  mercado interno, conforme afirmado na resposta ao Termo 005.  Suspensão  5.  O  dispositivo  que  determinou  a  suspensão  das  contribuições  sobre as vendas de soja,  trigo e milho é o art. 9o da  lei 10.925/04. O § 2°  deste artigo, com redação dada pela lei 11.051/04, regra o seguinte (...)  7. Ou  seja,  a  suspensão da contribuição passou a  vigorar a partir de 4 de  abril  de  2006.  No  período  ora  fiscalizado  não  vigorava  a  suspensão,  de  acordo com a IN SRF 660/06. Calcularemos os débitos não considerando a  suspensão.  Para  isso,  consideraremos  os  mesmos  valores  declarados  em  Dacon,  retirando  os  valores  declarados  no  item  12  da  ficha  05:  12.(­)  Receitas  Isentas,  não  Alcançadas  pela  incidência  da  Contribuição,  com  Suspensão  ou  Sujeitas  à  Alíquota  Zero.  A  tabela  abaixo  apresenta  os  cálculos  (...)’  Em  10/03/2009  a  contribuinte  apresentou  longo  arrazoado  impugnatório onde inicialmente relatou os fatos e, a seguir, argumentou, em  preliminar, que:  • há vício de forma nos Relatórios Fiscais integrantes dos Autos de Infração.  Constata­se  a  presença  de  erros  de  forma,  que,  por  certo,  tornaram  imprecisos  os  autos  de  infração  lavrados.  Há  troca  da  indicação  da  contribuição (PIS por COFINS e viceversa).  A  não  observância  de  formalidades  básicas,  como  no  caso,  ofende  o  princípio  da  ampla  defesa  e  do  contraditório  (art.  5º,  LV,  CF),  eis  que  a  empresa, ao tomar ciência do auto de infração, precisa saber com exatidão  todos os elementos para que possa produzir sua defesa;  • analisado o art. 173 do CTN, verifica­se que, relativamente ao item 3.2 do  Relatório Fiscal do PIS (Janeiro/2004 – Utilização de crédito presumido não  previsto  legalmente),  ocorreu  a  decadência  do  direito  da Fazenda  exigir  o  crédito  tributário,  visto  que  a  empresa  somente  foi  intimada  do  auto  de  infração  em  fevereiro  de  2009,  já  transcorrido,  portanto,  o  qüinqüênio  decadencial;  •  há necessidade de acolher­se as preliminares deduzidas,  para o  efeito de  serem anulados os autos de infração lavrados contra a empresa.  No mérito assentou:  •  no  tocante  à  utilização  do  crédito  presumido  nas  aquisições  de  pessoas  físicas  entre  fevereiro  e  junho  de  2004,  a  Fiscalização  por  certo  não  considerou as compras  totais realizadas  junto a pessoas  físicas. A empresa  adquiriu os produtos no período em que  tinha direito ao crédito presumido  (fevereiro  a  julho  de  2004)  conforme  atestam  informações  constantes  dos  DACONs;  Fl. 535DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11070.000137/2009­01  Resolução nº  3202­000.282  S3­C2T2  Fl. 536            5 •  os  cálculos  realizados  e  que  ensejaram  os  autos  de  infração  foram  efetuados  apenas  com  base  na  proporcionalidade  das  vendas,  o  que  é  contestável,  pois  deixa  de  comportar  certeza.  Além  disso,  a  legislação  da  não­cumulatividade  jamais  criou  a  obrigação  da  proporcionalidade  na  utilização dos créditos. Não há porque a Fiscalização criar restrições quanto  à utilização dos créditos, havendo, no caso, lesão ao princípio da legalidade  (art. 150 da CF);  •  a  fiscalização  considerou  somente  a  proporção  das  vendas  no  mercado  interno,  desconsiderando  as  vendas  ao  mercado  externo.  Conforme  os  demonstrativos  de  venda  da  empresa,  as  vendas  para  o  mercado  externo  foram  significativas  no  ano  de  2004.  Esse  argumento  vem  demonstrar  a  imprecisão dos autos de infração, sendo cediço que uma das características  do incentivo à exportação é a respectiva manutenção dos créditos;  •  visando  esclarecer  a  interpretação da  legislação  do PIS/COFINS no  que  concerne  à  tomada  de  créditos,  o  art.  16  na  MP  n°  206,  de  2004  (posteriormente convertida na Lei n° 11.033, de 2004 ­ art. 17), determinou  que  as  vendas  efetuadas  com  suspensão,  isenção,  alíquota  zero  ou  não­ incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a  manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações;  •  a  Fiscalização  desconsiderou  elementos  significativos  na  utilização  do  crédito  presumido,  o  que  enseja  a  inconsistência  dos  autos  de  infração  lavrados;  •  no  tocante à utilização do crédito presumido entre agosto  e dezembro de  2004,  a  Fiscalização  efetuou  o  lançamento  consubstanciado  na  utilização  indevida do crédito presumido sobre aquisições de pessoas físicas (art. 16 da  Lei 10.925, de 2004). Conforme DACONs deste período, esses créditos não  foram utilizados, não ocasionando nenhuma necessidade de  retificação das  respectivas  bases  de  cálculo. Conforme DACONs,  no  período  em  destaque  não estão informados nenhum crédito relativo à compra de pessoas físicas.  Portanto, resta incontroverso o acerto da empresa, não havendo necessidade  de  retificação  da  base  de  cálculo,  em oposição  ao  que  aponta  o Relatório  Fiscal;  • no tocante à aplicação do regime de suspensão, relativo às vendas a partir  de  agosto  de  2004,  a  empresa  também  não  concorda  com  os  termos  dos  autos  de  infração.  O  art.  3º  (sic)  da  Lei  nº  10.925,  de  2004,  prevê  a  suspensão da incidência do PIS e da COFINS sobre a receita decorrente da  venda  de  cereais,  quando  efetuada  por  pessoas  jurídicas  que  exerçam,  cumulativamente,  as  atividades  de  limpar,  padronizar,  armazenar  e  comercializar  cereais  in  natura,  como  trigo,  centeio,  cevada,  aveia,  milho  arroz e outros, exatamente o caso da empresa;  •  a  leitura do art.  9º,  §  2º,  da Lei nº 10.925, de 2004, permite dizer que o  regime suspensão, no caso de venda, passou a viger a partir da publicação  da Lei,  ou  seja,  a  partir  de agosto  de 2004. Ocorre  que,  ao  publicar  a  IN  SRF  nº  636  a  autoridade  fazendária  inovou  ao  impor  que  o  regime  da  Fl. 536DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11070.000137/2009­01  Resolução nº  3202­000.282  S3­C2T2  Fl. 537            6 suspensão seria aplicável somente a partir de abril de 2006, impondo, ainda,  restrições ao benefício. Tudo sem qualquer previsão legal;  •  resta  evidente  que  os  autos  de  infração  ao  considerarem  inaplicável  o  regime da suspensão entre agosto e dezembro de 2004, ofendem o princípio  da  legalidade  (art.  150,  I,  CF),  por  força  da  existência  de  restrição  a  benefício fiscal em norma infralegal (IN SRF nº 660, de 2006), sem previsão  na lei que rege o tema;  •  fica  evidente que o  entendimento  exarado no  relatório  fiscal do PIS  e da  COFINS,  integrantes  dos  autos  de  infração,  é  equivocado,  afrontando  o  principio  da  legalidade  em  matéria  tributária.  Merecem,  por  isso,  ser  anulados os lançamentos que remontam aos meses de agosto a dezembro de  2004, relativos ao regime da suspensão;  •  relativamente  à  aplicação  da  multa  no  percentual  de  75%,  é  de  se  considerar  que,  demonstrado  o  equívoco  nos  lançamentos  constantes  dos  autos  de  infração,  a  penalidade  pecuniária  também deve  ser  afastada. É o  que a empresa requer;  • face ao que expôs, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação  fiscal, espera e requer a empresa que sejam apreciadas as preliminares e, no  mérito,  seja  acolhida  a  presente  impugnação,  para  o  efeito  de  serem  cancelados os débitos fiscais reclamados.  A repartição preparadora atestou a tempestividade da peça impugnatória.”  Em  sua  decisão,  a  2ª  Turma  da  DRJ/POA  houve  por  bem  manter  integralmente o auto de infração através do acórdão n° 10­35.662, de 24 de novembro de 2011,  cuja ementa foi assim formulada:     “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP   Período  de  apuração:  01/02/2004  a  31/12/2004  REGIME  NÃO­ CUMULATIVO.  APURAÇÃO  DE  CRÉDITOS  PRESUMIDOS.  CEREALISTAS. PERÍODO ENTRE FEVEREIRO E JULHO DE 2004.  Para períodos de apuração a partir de fevereiro de 2004 (até julho de 2004),  as  empresas  cerealistas  podiam  calcular  créditos  sobre  aquisições  de  produtos  in  natura  de  origem  vegetal,  realizadas  diretamente  de  pessoas  físicas no país, desde que aqueles produtos fossem, posteriormente, vendidos  a agroindústrias.  REGIME NÃO­CUMULATIVO.  APURAÇÃO DO CRÉDITO  PRESUMIDO  DO ART. 8º DA LEI 10.925 DE 2004. CEREALISTA. VEDAÇÃO.  Para fins de apuração do crédito presumido de que trata o art. 8º da Lei nº  10.925, de 2004, a pessoa jurídica que exerça cumulativamente as atividades  de  limpar,  padronizar,  armazenar  e  comercializar  produtos  in  natura  de  Fl. 537DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11070.000137/2009­01  Resolução nº  3202­000.282  S3­C2T2  Fl. 538            7 origem vegetal classificados nos códigos 09.01, 10.01 a 10.08, exceto os dos  códigos  1006.20  e  1006.30,  12.01  e  18.01,  todos  da  NCM,  é  considerada  pessoa  jurídica  cerealista,  sendo­lhe  vedado  apurar  o  mencionado  crédito  presumido.  REGIME  NÃO­CUMULATIVO.  VENDAS  COM  SUSPENSÃO  DA  EXIGIBILIDADE. VIGÊNCIA.  Somente a partir de 04/04/2006, com a edição da IN SRF nº 660, de 2006, é  que entraram em vigor as regras para a suspensão da exigibilidade do PIS  não­cumulativo em relação às vendas efetuadas, nos moldes previsto no art.  9º da Lei nº 10.925, de 2004.  ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA  SEGURIDADE  SOCIAL  ­  COFINS  Período  de  apuração:  01/02/2004  a  31/12/2004  REGIME  NÃO­CUMULATIVO.  APURAÇÃO  DE  CRÉDITOS  PRESUMIDOS. CEREALISTAS. PERÍODO ENTRE FEVEREIRO E JULHO  DE 2004.  Para períodos de apuração a partir de fevereiro de 2004 (até julho de 2004),  as  empresas  cerealistas  podiam  calcular  créditos  sobre  aquisições  de  produtos  in  natura  de  origem  vegetal,  realizadas  diretamente  de  pessoas  físicas no país, desde que aqueles produtos fossem, posteriormente, vendidos  a agroindústrias.  REGIME NÃO­CUMULATIVO.  APURAÇÃO DO CRÉDITO  PRESUMIDO  DO ART. 8º DA LEI 10.925 DE 2004. CEREALISTA. VEDAÇÃO.  Para fins de apuração do crédito presumido de que trata o art. 8º da Lei nº  10.925, de 2004, a pessoa jurídica que exerça cumulativamente as atividades  de  limpar,  padronizar,  armazenar  e  comercializar  produtos  in  natura  de  origem vegetal classificados nos códigos 09.01, 10.01 a 10.08, exceto os dos  códigos  1006.20  e  1006.30,  12.01  e  18.01,  todos  da  NCM,  é  considerada  pessoa  jurídica  cerealista,  sendo­lhe  vedado  apurar  o  mencionado  crédito  presumido.  REGIME  NÃO­CUMULATIVO.  VENDAS  COM  SUSPENSÃO  DA  EXIGIBILIDADE. VIGÊNCIA.  Somente a partir de 04/04/2006, com a edição da IN SRF nº 660, de 2006, é  que  entraram  em  vigor  as  regras  para  a  suspensão  da  exigibilidade  da  COFINS  não­cumulativa  em  relação  às  vendas  efetuadas,  nos  moldes  previsto no art. 9º da Lei nº 10.925, de 2004.  ASSUNTO:  NORMAS  GERAIS  DE  DIREITO  TRIBUTÁRIO  Período  de  apuração:  01/02/2004  a  31/12/2004  MULTA  DE  OFÍCIO.  APLICAÇÃO.  PERCENTUAL.  Nos casos de lançamento de ofício, será aplicada a multa de setenta e cinco  por  cento  sobre  a  totalidade ou  diferença  de  imposto  ou  contribuição,  nos  casos de falta de declaração e nos de declaração inexata.  Fl. 538DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11070.000137/2009­01  Resolução nº  3202­000.282  S3­C2T2  Fl. 539            8 Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido”     Inconformada  com  a  decisão,  a  Recorrente  apresentou  o  presente  recurso  voluntário, objetivando sua reforma, alegando, em breve síntese, que:  ­  o  acórdão  da DRJ  violou  os  princípios  da  ampla  defesa,  contraditório,  e  duplo grau de jurisdição, na medida em que reconheceu a existência de vício formal no auto de  infração,  porém,  afastou  a  ocorrência  de  cerceamento  de  defesa  em  desfavor  da Recorrente,  devendo ser reconhecida a nulidade da decisão e do auto de infração, os quais não observaram  formalidades básicas (chamou­se de PIS o que era COFINS, e vice­versa);  ­  ocorreu  a  decadência  do  direito  de  a  Fazenda  lançar  o  crédito  correspondente ao PIS de janeiro de 2004, pois a primeira notificação que precedeu o auto de  infração foi entregue à Recorrente apenas em fevereiro de 2009;  ­ a Fiscalização não considerou as compras totais realizadas junto às pessoas  físicas  no  cálculo  do  crédito  presumido  referente  ao  período  compreendido  entre  fevereiro  e  junho  de  2004.  O  cálculo  que  ensejou  o  auto  de  infração  foi  efetuado  apenas  com  base  na  proporcionalidade das vendas no mercado interno;   ­  quanto  à  fruição  do  crédito  presumido  no  período  compreendido  entre  agosto e dezembro de 2004, embora a Fiscalização tenha efetuado o lançamento alegando uso  indevido do mencionado crédito,  o mesmo não  foi utilizado neste período,  tendo em vista o  disposto no  artigo 16 da Lei n° 10.925/04, não  havendo  retificação da base de  cálculo  a  ser  feita;  ­ faz jus ao regime de suspensão previsto no artigo 9º, da Lei 10.925/04, uma  vez  que  esta  passou  a  viger  a  partir  de  agosto  de  2004,  e  não  a  partir  abril  de  2006,  como  defendido  pelo Fisco,  devendo  ser  anulados  os  lançamentos  relativos  aos meses  de  agosto  a  dezembro de 2004;  ­  por  serem  equivocados  os  lançamentos  constantes  do  auto  de  infração,  é  indevida a aplicação da multa de 75%, penalidade que deverá ser afastada.  Esta 2ª Turma  converteu o  julgamento  em diligência,  através da Resolução  3202­000.083 para que a DRF intime a Recorrente a comprovar através de documentos que as  pessoas  jurídicas  que  importaram  os  produtos  da  Recorrente  sujeitos  a  glosa  cumprem  as  disposições contidas no parágrafo anterior, ou seja, produzem mercadorias de origem animal  ou  vegetal  classificadas  nas  referidas  posições Nomenclatura  Comum  do Mercosul  – NCM,  destinadas à alimentação humana ou animal.  É o relatório.    Voto     Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Relator   Fl. 539DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11070.000137/2009­01  Resolução nº  3202­000.282  S3­C2T2  Fl. 540            9 Verifico  que  a  diligência  não  foi  cumprida  pela  unidade  de  origem.  Analisando a Informação Fiscal de fls. 520 e seguintes, é possível notar a Unidade de Origem  simplesmente apresentou seu juízo de valor acerca do tema discutido no PAF e não cumpriu o  que foi determinado por este Conselho, ou seja, intimar o contribuinte para a apresentação de  documentos. Transcrevo abaixo o voto:  O artigo 3°, §§ 5° e 11 da Lei n° 10.833, de 29 de dezembro de 2003 tinha a  seguinte redação:  Art.  3º  Do  valor  apurado  na  forma  do  art.  2º  a  pessoa  jurídica  poderá  descontar créditos calculados em relação a:  (...)  § 5º Sem prejuízo do aproveitamento dos créditos apurados na forma deste  artigo, as pessoas jurídicas que produzam mercadorias de origem animal ou  vegetal, classificadas nos capítulos 2 a 4, 8 a 12 e 23, e nos códigos 01.03,  01.05, 0504.00, 0701.90.00, 0702.00.00, 0706.10.00, 07.08, 0709.90, 07.10,  07.12  a  07.14,  15.07  a  1514,  1515.2,  1516.20.00,  15.17,  1701.11.00,  1701.99.00, 1702.90.00, 18.03, 1804.00.00, 1805.00.00, 20.09, 2101.11.10 e  2209.00.00, todos da Nomenclatura Comum do Mercosul ­ NCM, destinados  à alimentação humana ou animal, poderão deduzir da COFINS, devida em  cada período de apuração, crédito presumido, calculado sobre o valor dos  bens e serviços  referidos no  inciso  II do caput  deste artigo, adquiridos, no  mesmo período, de pessoas físicas residentes no País.  (...)  § 11. Sem prejuízo do aproveitamento dos créditos apurados na forma deste  artigo,  as  pessoas  jurídicas  que  adquiram  diretamente  de  pessoas  físicas  residentes  no País  produtos  in  natura  de  origem  vegetal,  classificados  nas  posições  10.01  a  10.08  e  12.01,  todos  da  NCM,  que  exerçam  cumulativamente  as  atividades  de  secar,  limpar,  padronizar,  armazenar  e  comercializar  tais  produtos,  poderão  deduzir  da  COFINS  devida,  relativamente às vendas realizadas às pessoas  jurídicas a que se refere o §  5º,  em  cada  período  de  apuração,  crédito  presumido  calculado  à  alíquota  correspondente a 80% (oitenta por cento) daquela prevista no art. 2º sobre o  valor de aquisição dos referidos produtos in natura.  Como  visto,  o  §11,  do  art.  3°,  da  Lei  10.833/03  autorizou  o  cálculo  de  crédito  presumido  relativamente  aos  produtos  in  natura  de  origem  vegetal  adquiridos de pessoas físicas residentes no País, que posteriormente fossem  vendidos às empresas citadas no §5 do mesmo artigo, quais sejam, aquelas  que  produzam  mercadoria  de  origem  animal  ou  vegetal  classificadas  em  certas posições da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), destinadas à  alimentação humana ou animal.  Com  fundamento  nesta  regra,  a  Recorrente  apurou  e  descontou  créditos  presumidos  de  PIS  e  COFINS  sobre  a  totalidade  de  suas  aquisições  de  pessoas físicas residentes no país.  Fl. 540DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11070.000137/2009­01  Resolução nº  3202­000.282  S3­C2T2  Fl. 541            10 A  fiscalização,  por  seu  turno,  restringiu  a  tomada  de  crédito  presumido,  admitindo  a  manutenção  do  crédito  somente  na  proporção  das  saídas  no  mercado  interno  destinadas  a  agoindústrias,  restringindo,  portanto,  as  saídas com destino ao mercado externo. Para apurar a proporção de saídas  ao mercado  interno e  externo, a  fiscalização dividiu as  saídas no mercado  interno pela receita bruta total, encontrando, assim, a proporção de saída no  mercado interno, denominador que foi aplicado sobre o total de aquisições  de pessoas físicas, glosando­se a diferença.  Verificando  o  §5,  do  art.  3°,  da  Lei  10.833/03,  nota­se  que  os  sujeitos  presentes  naquele  dispositivo  são  “as  pessoas  jurídicas  que  produzam  mercadorias de origem animal ou vegetal, classificadas nos capítulos 2 a 4,  8 a 12  e 23,  e nos  códigos 01.03, 01.05, 0504.00, 0701.90.00, 0702.00.00,  0706.10.00,  07.08,  0709.90,  07.10,  07.12  a  07.14,  15.07  a  1514,  1515.2,  1516.20.00,  15.17,  1701.11.00,  1701.99.00,  1702.90.00,  18.03,  1804.00.00,  1805.00.00, 20.09, 2101.11.10 e 2209.00.00, todos da Nomenclatura Comum  do  Mercosul  ­  NCM,  destinados  à  alimentação  humana  ou  animal”,  não  havendo distinção se estes sujeitos estão localizados no país ou no exterior.  Dessa  forma,  entendo  que  para  o  deslinde  do  presente  caso,  é  de  suma  importância  diligência  para  comprovar  se  as  exportações  realizadas  pela  Recorrente  e  glosadas  pela  fiscalização  foram  realizadas  para  “pessoas  jurídicas  que  produzam  mercadorias  de  origem  animal  ou  vegetal,  classificadas nos  capítulos 2 a 4,  8 a 12  e 23,  e nos  códigos 01.03, 01.05,  0504.00, 0701.90.00, 0702.00.00, 0706.10.00, 07.08, 0709.90, 07.10, 07.12 a  07.14,  15.07  a  1514,  1515.2,  1516.20.00,  15.17,  1701.11.00,  1701.99.00,  1702.90.00, 18.03, 1804.00.00, 1805.00.00, 20.09, 2101.11.10 e 2209.00.00,  todos  da  Nomenclatura  Comum  do  Mercosul  ­  NCM,  destinados  à  alimentação humana ou animal.”  Diante disso, converto o julgamento em diligência para que a DRF intime a  Recorrente a comprovar através de documentos que as pessoas jurídicas que  importaram  os  produtos  da  Recorrente  sujeitos  a  glosa  cumprem  as  disposições contidas no parágrafo anterior, ou seja, produzem mercadorias  de  origem  animal  ou  vegetal  classificadas  nas  referidas  posições  Nomenclatura  Comum  do  Mercosul  –  NCM,  destinadas  à  alimentação  humana ou animal.  Ora,  este  relator  e o Conselho  sequer  analisaram a questão  e a Unidade de  Origem já emitiu sua opinião acerca das operações do contribuinte.  Diante  disso,  converto  novamente  o  julgamento  em  diligência  para  que  a  DRF  intime  a  Recorrente  a  comprovar  através  de  documentos  que  as  pessoas  jurídicas  que  importaram  os  produtos  da Recorrente  sujeitos  a  glosa  cumprem  as  disposições  contidas  na  Resolução  3202­000.083,  ou  seja,  produzem  mercadorias  de  origem  animal  ou  vegetal  classificadas nas referidas posições Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM, destinadas à  alimentação humana ou animal.  Após a realização da(s) diligência(s), é mister que a fiscalização se manifeste  acerca do tema.  Fl. 541DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11070.000137/2009­01  Resolução nº  3202­000.282  S3­C2T2  Fl. 542            11 É como voto.    Gilberto de Castro Moreira Junior    Fl. 542DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA

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Numero do processo: 10805.000442/2004-86
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Dec 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Sat Dec 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1999 DECADÊNCIA. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA NO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C DO CPC. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. REGRA DO ART. 173, I, DO CTN. O art. 62-A do RICARF obriga a utilização da regra do REsp nº 973.733 - SC, decidido na sistemática do art. 543-C do Código de Processo Civil, o que faz com a ordem do art. 150, §4o, do CTN, só deva ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173, nas demais situações. No presente caso, não houve pagamento antecipado na forma de imposto de renda retido na fonte, carnê-leão, imposto complementar, imposto pago no exterior ou recolhimento de saldo do imposto apurado, sendo obrigatória a utilização da regra de decadência do art. 173, inciso I, do CTN, que fixa o marco inicial no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Como o fato gerador do imposto de renda se completa no último instante do dia 31 de dezembro de um ano-calendário, o lançamento de ofício somente pode ocorrer no instante seguinte, ou seja, no início do primeiro dia do ano-calendário seguinte, e o termo inicial da contagem do prazo decadencial é o primeiro dia do segundo ano-calendário a partir da ocorrência do fato gerador. No caso, como o lançamento se refere ao ano-calendário de 1998, diante da ausência de antecipação de pagamento, o prazo decadencial se iniciou em 01/01/2000 e terminou em 31/12/2004. Como a ciência do lançamento se deu em 18/03/2004, o crédito tributário não havia sido fulminado pela decadência. Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-003.489
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, com retorno dos autos à Câmara de origem para análise das demais questões. (Assinado digitalmente) Marcos Aurélio Pereira Valadão - Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos – Relator EDITADO EM: 16/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente em exercício), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS

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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1999 DECADÊNCIA. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA NO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C DO CPC. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. REGRA DO ART. 173, I, DO CTN. O art. 62-A do RICARF obriga a utilização da regra do REsp nº 973.733 - SC, decidido na sistemática do art. 543-C do Código de Processo Civil, o que faz com a ordem do art. 150, §4o, do CTN, só deva ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173, nas demais situações. No presente caso, não houve pagamento antecipado na forma de imposto de renda retido na fonte, carnê-leão, imposto complementar, imposto pago no exterior ou recolhimento de saldo do imposto apurado, sendo obrigatória a utilização da regra de decadência do art. 173, inciso I, do CTN, que fixa o marco inicial no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Como o fato gerador do imposto de renda se completa no último instante do dia 31 de dezembro de um ano-calendário, o lançamento de ofício somente pode ocorrer no instante seguinte, ou seja, no início do primeiro dia do ano-calendário seguinte, e o termo inicial da contagem do prazo decadencial é o primeiro dia do segundo ano-calendário a partir da ocorrência do fato gerador. No caso, como o lançamento se refere ao ano-calendário de 1998, diante da ausência de antecipação de pagamento, o prazo decadencial se iniciou em 01/01/2000 e terminou em 31/12/2004. Como a ciência do lançamento se deu em 18/03/2004, o crédito tributário não havia sido fulminado pela decadência. Recurso especial provido.

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, com retorno dos autos à Câmara de origem para análise das demais questões. (Assinado digitalmente) Marcos Aurélio Pereira Valadão - Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos – Relator EDITADO EM: 16/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente em exercício), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elias Sampaio Freire.

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/12/2 014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIV EIRA SANTOS Processo nº 10805.000442/2004­86  Acórdão n.º 9202­003.489  CSRF­T2  Fl. 179          2 Recurso especial provido.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  dar  provimento  ao  recurso,  com  retorno  dos  autos  à Câmara  de  origem  para  análise  das  demais  questões.     (Assinado digitalmente)  Marcos Aurélio Pereira Valadão ­ Presidente em exercício    (Assinado digitalmente)  Luiz Eduardo de Oliveira Santos – Relator  EDITADO EM: 16/12/2014  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  Conselheiros  Marcos  Aurélio  Pereira  Valadão  (Presidente  em  exercício),  Rycardo  Henrique  Magalhães  de  Oliveira,  Luiz  Eduardo  de  Oliveira  Santos,  Alexandre  Naoki  Nishioka,  Marcelo  Oliveira,  Manoel  Coelho  Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo  Lian Haddad e Elias Sampaio Freire.  Relatório  O Acórdão nº 2202­00.470, da 2a Turma Ordinária da 2a Câmara da 2a Seção  de  Julgamento  do Conselho Administrativo  de Recursos  Fiscais  (fls.  115  a  116),  julgado  na  sessão plenária de 10 de março de 2010, acolheu a argüição de decadência para declarar extinto  o  direito  da  Fazenda  Nacional  constituir  o  crédito  tributário.  Transcreve­se  a  ementa  do  julgado:  ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­  IRPF   Ano­calendário: 1998   DECADÊNCIA.  RENDIMENTOS  SUJEITOS  AO  AJUSTE  ANUAL.  O direito de a Fazenda lançar o Imposto de Renda Pessoa Física  devido no ajuste anual decai após cinco anos contados da data  de ocorrência do fato gerador que se perfaz em 31 de dezembro  de  cada  ano,  desde  que  não  seja  constatada  a  ocorrência  de  dolo, fraude ou simulação.  Arguição de decadência acolhida.  Fl. 179DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/12/2 014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIV EIRA SANTOS Processo nº 10805.000442/2004­86  Acórdão n.º 9202­003.489  CSRF­T2  Fl. 180          3 Contra  essa  decisão,  a  Fazenda  Nacional  manejou,  inicialmente,  embargos  declaratórios de fls. 120 a 122, alegando omissão quanto à apreciação da existência ou não de  pagamento devido para fins de contagem do prazo decadencial, os quais restaram rejeitados, na  forma de informação e despacho de fls. 124 a 126.   Interpôs  então  a mesma Fazenda Nacional  recurso  especial  de  divergência  (fls.  129  a  135),  com  fulcro  no  art.  67  do  anexo  II  do  Regimento  Interno  do  Conselho  Administrativo de Recursos Fiscais  ­ RICARF,  aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de  junho de  2009,  admitido  pelo  despacho de  fls.  140  a 144  do Presidente  da  2a Câmara  da  2a  Seção.  Para  a  matéria  em  discussão,  o  recorrente  apresentou  paradigma  (Acórdão  9101­00.460),  alegando  que  o  início  do  prazo  decadencial  seria  o  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  àquele  em  que  o  lançamento  poderia  ter  sido  efetuado,  inclusive  na  hipótese  de  lançamento por homologação:  "DECADÊNCIA DO DIREITO DO FISCO LANÇAR TRIBUTO  SUJEITO  A  LANÇAMENTO  POR  HOMOLOGAÇÃO.  AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO.  Restando  configurado  que  o  sujeito  passivo  não  efetuou  recolhimentos, o prazo decadencial do direito do Fisco constituir  o crédito  tributário deve observar a regra do art. 173,  inciso I,  do CTN. Precedentes no STJ, nos termos do RESP n° 973.733 ­  SC,  submetido  ao  regime  do  art.  543  ­  C,  do  CPC,  e  da  Resolução STJ 08/2008."  Aduz o recorrente que, no caso em tela, verificada a ausência de pagamento,  deveria, a exemplo do ocorreu no paradigma, ter sido aplicada a norma contida no art. 173, I,  do CTN, não havendo que se cogitar de decadência do direito de lançar o IRPF.  Devidamente  cientificado  do  acórdão  e  do  recurso  especial  da  Fazenda  Nacional, o contribuinte apresentou contrarrazões onde propugna pela decadência, com fulcro  na súmula CARF nº 38 e art. 30 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995.  É o relatório.  Voto             Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator  Pelo  que  consta  no  processo,  o  recurso  atende  aos  requisitos  de  admissibilidade e, portanto, dele conheço.  Sabe­se  que  a  discussão  da  decadência  dos  tributos  lançados  por  homologação  é  questão  tormentosa,  que  vem  dividindo  a  jurisprudência  administrativa  e  judicial há  tempos. No âmbito dos antigos Conselhos de Contribuintes,  e agora no Conselho  Administrativo de Recursos Fiscais, praticamente todas as  interpretações possíveis  já  tiveram  seu espaço.   Fl. 180DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/12/2 014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIV EIRA SANTOS Processo nº 10805.000442/2004­86  Acórdão n.º 9202­003.489  CSRF­T2  Fl. 181          4 É notório que as inúmeras teses que versam sobre o assunto surgiram do fato  do  nosso Código Tributário Nacional  ­ CTN possuir  duas  regras  de decadência,  uma para  o  direito de constituir o crédito  tributário  (art. 173), e outra para o direito de não homologar o  pagamento  antecipado  de  certos  tributos  previstos  em  lei  (art.  150,  §4o).  Apesar  de  serem  situações  distintas,  o  efeito  atingido  é  o  mesmo,  pois,  uma  vez  homologado  tacitamente  o  pagamento,  o  crédito  tributário  estará  definitivamente  extinto,  não  se  permitindo  novo  lançamento, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.  Na verdade, a celeuma não está no prazo da decadência, que é de cinco anos  nas duas situações, mas na data de início de sua contagem. Enquanto o art. 173 fixa essa data  no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, ou  no  dia  em  que  se  tornar  definitiva  a  decisão  que  houver  anulado,  por  vício  formal,  o  lançamento anteriormente efetuado, o art. 150, §4o, determina o marco inicial na ocorrência do  fato gerador.  Pacificando  essa  discussão,  o  Superior  Tribunal  de  Justiça  –  STJ,  órgão  máximo de interpretação das leis federais, firmou o entendimento de que a regra do art. 150,  §4o, do CTN, só deve ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e  não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art.  173, nos demais casos. Veja­se a ementa do Recurso Especial nº 973.733 ­ SC (2007/0176994­ 0), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux:  PROCESSUAL  CIVIL.  RECURSO  ESPECIAL  REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543­C,  DO  CPC.  TRIBUTÁRIO.  TRIBUTO  SUJEITO  A  LANÇAMENTO  POR  HOMOLOGAÇÃO.  CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA.  INEXISTÊNCIA  DE  PAGAMENTO  ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO  CONSTITUIR  O  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO.  TERMO  INICIAL.  ARTIGO  173,  I,  DO  CTN.  APLICAÇÃO  CUMULATIVA DOS  PRAZOS  PREVISTOS NOS  ARTIGOS  150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE.  1.  O  prazo  decadencial  qüinqüenal  para  o  Fisco  constituir  o  crédito  tributário  (lançamento  de  ofício)  conta­se  do  primeiro  dia  do  exercício  seguinte àquele  em  que  o  lançamento  poderia  ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento  antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o  mesmo  inocorre,  sem  a  constatação  de  dolo,  fraude  ou  simulação  do  contribuinte,  inexistindo  declaração  prévia  do  débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel.  Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg  nos  EREsp  216.758/SP,  Rel.  Ministro  Teori  Albino  Zavascki,  julgado  em  22.03.2006,  DJ  10.04.2006;  e EREsp  276.142/SP,  Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005).  2.  É  que  a  decadência  ou  caducidade,  no  âmbito  do  Direito  Tributário,  importa  no  perecimento  do  direito  potestativo  de  o  Fisco  constituir  o  crédito  tributário  pelo  lançamento,  e,  consoante  doutrina  abalizada,  encontra­se  regulada  por  cinco  regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra  da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos  ao  lançamento  de  ofício,  ou  nos  casos  dos  tributos  sujeitos  ao  Fl. 181DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/12/2 014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIV EIRA SANTOS Processo nº 10805.000442/2004­86  Acórdão n.º 9202­003.489  CSRF­T2  Fl. 182          5 lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o  pagamento  antecipado  (Eurico  Marcos  Diniz  de  Santi,  "Decadência  e  Prescrição  no  Direito  Tributário",  3ª  ed.,  Max  Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210).  3.  O  dies  a  quo  do  prazo  qüinqüenal  da  aludida  regra  decadencial  rege­se  pelo  disposto  no  artigo  173,  I,  do  CTN,  sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em  que  o  lançamento  poderia  ter  sido  efetuado"  corresponde,  iniludivelmente,  ao  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  à  ocorrência  do  fato  imponível,  ainda  que  se  trate  de  tributos  sujeitos  a  lançamento  por  homologação,  revelando­se  inadmissível  a  aplicação  cumulativa/concorrente  dos  prazos  previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante  a  configuração  de  desarrazoado  prazo  decadencial  decenal  (Alberto  Xavier,  "Do  Lançamento  no  Direito  Tributário  Brasileiro",  3ª  ed.,  Ed.  Forense,  Rio  de  Janeiro,  2005,  págs.  91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed.,  Ed.  Saraiva,  2004,  págs.  396/400;  e  Eurico  Marcos  Diniz  de  Santi,  "Decadência  e Prescrição  no Direito Tributário",  3ª  ed.,  Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199).  (...)  7. Recurso  especial  desprovido.  Acórdão  submetido  ao  regime  do  artigo  543­C,  do  CPC,  e  da  Resolução  STJ  08/2008.  (destaques do original)  Observe­se que o acórdão do REsp nº 973.733/SC foi submetido ao regime  do art. 543­C do Código de Processo Civil, reservado aos recursos repetitivos, o que significa  que essa interpretação deverá ser aplicada pelas instâncias inferiores do Poder Judiciário.  Recentemente, a Portaria MF no 586, de 21 de dezembro de 2010, introduziu  o art. 62­A no Regimento Interno do CARF ­ RICARF, com a seguinte redação:  Art.  62­A.  As  decisões  definitivas  de  mérito,  proferidas  pelo  Supremo Tribunal  Federal  e  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça  em  matéria  infraconstitucional,  na  sistemática  prevista  pelos  artigos 543­B e 543­C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973,  Código  de  Processo  Civil,  deverão  ser  reproduzidas  pelos  conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.  §  1º  Ficarão  sobrestados  os  julgamentos  dos  recursos  sempre  que  o  STF  também  sobrestar  o  julgamento  dos  recursos  extraordinários  da  mesma  matéria,  até  que  seja  proferida  decisão nos termos do art. 543­B.  § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo  relator ou por provocação das partes.  Desta  forma,  este  CARF  forçosamente  deve  abraçar  a  interpretação  do  Recurso Especial nº 973.733 – SC, de que a regra do art. 150, §4o, do CTN, só deve ser adotada  nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência  de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173, nos demais casos.  Fl. 182DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/12/2 014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIV EIRA SANTOS Processo nº 10805.000442/2004­86  Acórdão n.º 9202­003.489  CSRF­T2  Fl. 183          6 Tem sido esse o entendimento da 2a Turma da CSRF, como demonstram os  acórdãos a seguir transcritos:  DECADÊNCIA.  TRIBUTO  SUJEITO  A  LANÇAMENTO  POR  HOMOLOGAÇÃO.  EXISTÊNCIA  DE  PAGAMENTO  ANTECIPADO.  APLICAÇÃO,  AO  RESPECTIVO  PRAZO  DECADENCIAL, DO ARTIGO 150, PARÁGRAFO 4º. DO CTN.  OBSERVÂNCIA  DA  DECISÃO  DO  STJ  PROFERIDA  EM  JULGAMENTO DE RECURSO REPETITIVO.  Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, se  houve pagamento antecipado, o  respectivo prazo decadencial é  regido  pelo  artigo  150,  parágrafo  4º.  do  CTN,  nos  termos  do  entendimento  pacificado  pelo  STJ,  em  julgamento  de  recurso  especial,  sob  o  rito  de  recurso  repetitivo,  tendo  em  vista  o  previsto  no  artigo  62­A  do  Regimento  Interno  do  CARF.  (Acórdão  nº  920201.61,  sessão  de  10/05/2011,  Relatora  Susy  Gomes Hoffmann)  TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO.  PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO.  O Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos  Fiscais CARF, através de alteração promovida pela Portaria do  Ministro  da Fazenda  n.º  586,  de  21.12.2010  (Publicada  no  em  22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que  “As  decisões  definitivas  de  mérito,  proferidas  pelo  Supremo  Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria  infraconstitucional, na  sistemática prevista pelos artigos 543B e  543C  da  Lei  nº  5.869,  de  11  de  janeiro  de  1973,  Código  de  Processo  Civil,  deverão  ser  reproduzidas  pelos  conselheiros  no  julgamento  dos  recursos  no  âmbito  do  CARF”  (Art.  62A  do  anexo II).  O  STJ,  em  acórdão  submetido  ao  regime  do  artigo  543C,  do  CPC definiu que “o dies  a quo do prazo qüinqüenal da  aludida  regra decadencial rege­se pelo disposto no artigo 173, I, do CTN,  sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em  que  o  lançamento  poderia  ter  sido  efetuado"  corresponde,  iniludivelmente,  ao  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  à  ocorrência  do  fato  imponível,  ainda  que  se  trate  de  tributos  sujeitos  a  lançamento  por  homologação”  (Recurso  Especial  nº  973.733).  O  termo  inicial  será:  (a)  Primeiro  dia  do  exercício  seguinte  àquele  em  que  o  lançamento  poderia  ter  sido  efetuado,  se  não  houve antecipação do pagamento  (CTN, ART. 173,  I);  (b) Fato  Gerador,  caso  tenha  ocorrido  recolhimento,  ainda  que  parcial  (CTN,  ART.  150,  §  4º).  (Acórdão  nº  920201.376,  sessão  de  11/04/2011, Relator Gustavo Lian Haddad)  Neste  processo,  verifico  que  não  existiu  antecipação  de  pagamento,  pois,  como demonstram as informações da declaração de ajuste anual relativa ao ano­calendário de  1998, exercício de 1999, com imposto a pagar igual a zero ­ fls. 43/44, não existiram imposto  de  renda  retido  na  fonte,  carnê­leão,  imposto  complementar,  imposto  pago  no  exterior  ou  Fl. 183DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/12/2 014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIV EIRA SANTOS Processo nº 10805.000442/2004­86  Acórdão n.º 9202­003.489  CSRF­T2  Fl. 184          7 recolhimento  do  saldo  de  imposto  apurado,  sendo  obrigatória  a  utilização  da  regra  de  decadência do art. 173, inciso I, do CTN, que fixa o marco inicial no primeiro dia do exercício  seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.  Neste  momento,  há  que  se  fazer  um  esclarecimento  quanto  ao  alcance  do  decidido no Recurso Especial nº 973.733 – SC. Isto porque esse julgado deixou claro que “‘o  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  àquele  em  que  o  lançamento  poderia  ter  sido  efetuado’  corresponde,  iniludivelmente,  ao  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  à  ocorrência  do  fato  imponível”, o que, se aplicado literalmente ao IRPF, levaria à conclusão de se tratar do dia 1o  de  janeiro  do  ano  subsequente  ao  do  lançamento,  o  que,  na  prática,  adiaria  o  início  de  contagem do prazo decadencial em apenas um dia.  Entretanto,  há  que  se  observar  que  o  REsp  n°  973.733  –  SC  trata  de  Contribuições  Previdenciárias,  tributo  cujo  fato  gerador  é  instantâneo  (consubstanciado  no  pagamento  de  salários  a  empregados  –  saliente­se  que  há  referência  no  relatório  do REsp  a  servidores sobre cujas remunerações estão sendo exigidas as contribuições previdenciárias).  Assim,  nessa  situação,  aplicando­se  a  regra  decadencial  do  art.  173,  I,  do  CTN,  cabe  a  conclusão de que o termo inicial seria o primeiro dia do exercício subsequente ao da ocorrência  do  fato  gerador,  conclusão  essa  que  é  constante  do  parágrafo  3  da  ementa  do  REsp,  acima  transcrita.  Desta forma, para um tributo cujo fato gerador é instantâneo, o primeiro dia  do  exercício  seguinte  à  ocorrência  do  fato  imponível  pode  corresponder  ao  primeiro  dia  do  exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Ocorre que o que se  impõe aqui é a aplicação dos fundamentos do REsp em questão ao lançamento de Imposto de  Renda, cujo fato gerador não é instantâneo.   Sendo o  Imposto de Renda um  tributo com fato gerador complexivo e com  período  de  apuração  equivalente  ao  ano­calendário,  tem­se  que  a  aplicação  das  premissas  claramente  adotadas  pelo  STJ  ao  caso  em  específico  levam  à  conclusão  congruente  porém  levemente diversa da constante do parágrafo 3 antes reproduzido. Com efeito, para que no caso  se cumpra o mandamento do art. 173, I, do CTN, deve ser levado em consideração que:  (1) o fato gerador do imposto de renda se completa no último instante do dia  31 de dezembro de um ano­calendário (e.g. 31/12/1998);  (2)  o  lançamento  de  ofício  somente  pode  ocorrer  no  instante  seguinte,  ou  seja, no início do primeiro dia do ano­calendário seguinte (e.g. 01/01/1999);  (3) o termo inicial da contagem do prazo decadencial é o primeiro dia do ano­ calendário subseqüente (e.g. 01/01/2000); e  (4) o prazo decadencial termina ao final de 5 (cinco) anos (e.g. 31/12/2004).  Esclareça­se que a aplicação literal da conclusão constante do parágrafo 3 da  ementa do REsp  (que se  refere a  tributo com fato gerador  instantâneo) ao caso  (que  trata de  tributo com fato gerador complexivo) equivale a não aplicar os fundamentos da decisão do STJ  sob o pretexto de vinculação à própria decisão.  Vale registrar que o próprio STJ, dando aplicabilidade ao recurso repetitivo,  tem entendido dessa forma, conforme decisão abaixo referida:  Fl. 184DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/12/2 014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIV EIRA SANTOS Processo nº 10805.000442/2004­86  Acórdão n.º 9202­003.489  CSRF­T2  Fl. 185          8 PROCESSUAL  CIVIL.  EMBARGOS  DE  DECLARAÇÃO.  TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO.  RECOLHIMENTOS NÃO EFETUADOS E NÃO DECLARADOS.  ART.  173,  I,  DO  CTN.  DECADÊNCIA.  ERRO  MATERIAL.  OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. EFEITOS MODIFICATIVOS.  EXCEPCIONALIDADE.  1.  Trata­se  de  embargos  de  declaração  opostos  pela  Fazenda  Nacional  objetivando  afastar  a  decadência  de  créditos  tributários  referentes a  fatos geradores ocorridos em dezembro  de 1993.  2.  Na  espécie,  os  fatos  geradores  do  tributo  em  questão  são  relativos  ao  período  de  1º  a  31.12.1993,  ou  seja,  a  exação  só  poderia ser exigida e lançada a partir de janeiro de 1994. Sendo  assim, na forma do art. 173, I, do CTN, o prazo decadencial teve  início  somente  em  1º.1.1995,  expirando­se  em  1º.1.2000.  Considerando que o auto de infração foi lavrado em 29.11.1999,  tem­se por não consumada a decadência, in casu.  3. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos modificativos,  para dar parcial provimento ao recurso especial.  (Edcl  no  Edcl  no  AgRg  no  Resp  674.497/PR,  Rel.  Ministro  MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado  em 09/02/2010, Dje 26/02/2010)  Desta forma, como o lançamento se refere ao ano­calendário de 1998, diante  da  ausência  de  antecipação  de  pagamento,  o  prazo  decadencial  se  iniciou  em  01/01/2000  e  terminou  em  31/12/2004.  Como  a  ciência  do  lançamento  se  deu  em  18/03/2004  (fl.  65),  o  crédito tributário não havia sido fulminado pela decadência.  Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso para, no mérito,  dar  provimento  ao  recurso  especial  do  Procurador  da  Fazenda  Nacional  para  afastar  a  decadência do  lançamento, devendo o processo  retornar para análise das demais questões do  recurso voluntário.    (Assinado digitalmente)  Luiz Eduardo de Oliveira Santos                                Fl. 185DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/12/2 014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIV EIRA SANTOS Processo nº 10805.000442/2004­86  Acórdão n.º 9202­003.489  CSRF­T2  Fl. 186          9   Fl. 186DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/12/2 014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIV EIRA SANTOS

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