Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,712)
- Primeira Turma Ordinária (16,211)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,078)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,784)
- Segunda Turma Ordinária d (14,416)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,379)
- Segunda Turma Ordinária d (12,361)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,416)
- Quarta Câmara (84,742)
- Terceira Câmara (67,310)
- Segunda Câmara (55,745)
- Primeira Câmara (20,136)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,275)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,843)
- Segunda Seção de Julgamen (114,408)
- Primeira Seção de Julgame (76,513)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,882)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,418)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,918)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,503)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,419)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10932.000189/2009-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 08 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/2005 a 31/01/2006
INTEMPESTIVIDADE CARACTERIZADA. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
Não se conhece do recurso apresentado após o prazo de trinta dias contados da ciência da decisão de primeira instância.
Efetiva-se a ciência do contribuinte através do Domicílio Tributário Eletrônico por decurso de prazo, que ocorre quinze dias após a disponibilização da intimação no DTE, ou no dia da abertura do documento, o que ocorrer primeiro.
Numero da decisão: 2202-004.392
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade.
(assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosy Adriane da Silva Dias, Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Fabia Marcilia Ferreira Campelo (suplente convocada), Dilson Jatahy Fonseca Neto, Virgilio Cansino Gil (suplente convocado), Ronnie Soares Anderson (Presidente).
Ausente, justificadamente, o conselheiro Paulo Sergio Miranda Gabriel Filho.
Nome do relator: RONNIE SOARES ANDERSON
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201805
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2005 a 31/01/2006 INTEMPESTIVIDADE CARACTERIZADA. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO. Não se conhece do recurso apresentado após o prazo de trinta dias contados da ciência da decisão de primeira instância. Efetiva-se a ciência do contribuinte através do Domicílio Tributário Eletrônico por decurso de prazo, que ocorre quinze dias após a disponibilização da intimação no DTE, ou no dia da abertura do documento, o que ocorrer primeiro.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10932.000189/2009-10
anomes_publicacao_s : 201808
conteudo_id_s : 5892980
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2202-004.392
nome_arquivo_s : Decisao_10932000189200910.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : RONNIE SOARES ANDERSON
nome_arquivo_pdf_s : 10932000189200910_5892980.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosy Adriane da Silva Dias, Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Fabia Marcilia Ferreira Campelo (suplente convocada), Dilson Jatahy Fonseca Neto, Virgilio Cansino Gil (suplente convocado), Ronnie Soares Anderson (Presidente). Ausente, justificadamente, o conselheiro Paulo Sergio Miranda Gabriel Filho.
dt_sessao_tdt : Tue May 08 00:00:00 UTC 2018
id : 7395368
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:24:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050588822896640
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1588; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 2 1 1 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10932.000189/200910 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 2202004.392 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 08 de maio de 2018 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente EMPARSANCO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/2005 a 31/01/2006 INTEMPESTIVIDADE CARACTERIZADA. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO. Não se conhece do recurso apresentado após o prazo de trinta dias contados da ciência da decisão de primeira instância. Efetivase a ciência do contribuinte através do Domicílio Tributário Eletrônico por decurso de prazo, que ocorre quinze dias após a disponibilização da intimação no DTE, ou no dia da abertura do documento, o que ocorrer primeiro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosy Adriane da Silva Dias, Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Fabia Marcilia Ferreira Campelo (suplente convocada), Dilson Jatahy Fonseca Neto, Virgilio Cansino Gil (suplente convocado), Ronnie Soares Anderson (Presidente). Ausente, justificadamente, o conselheiro Paulo Sergio Miranda Gabriel Filho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 2. 00 01 89 /2 00 9- 10 Fl. 1293DF CARF MF 2 Relatório O presente recurso foi objeto de julgamento na sistemática dos Recursos Repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, adoto o relatório objeto do Acórdão nº 2202004.377 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária, de 08 de maio de 2018, proferido no âmbito do processo n° 10932.000179/200984, paradigma deste julgamento. Acórdão nº 2202004.377 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária "Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão de Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que julgou a impugnação improcedente. Conforme Relatório Fiscal, a fiscalização foi comandada para fins de verificação da regularidade do recolhimento das contribuições previdenciárias e devidas a outras entidades e fundos. Após intimada e reintimada a apresentar a Contabilidade por Centro de Custo/individualizada por obra, a empresa não a apresentou, o que levou a auditoria a efetuar o lançamento por aferição indireta nos termos do art. 33, §6º, da Lei nº 8.212/91 e do art. 473 da IN 03/2005 e alterações posteriores. Os autos de Infração lavrados no procedimento fiscal foram discriminados pela fiscalização na seguinte planilha: DEBCAD N° LEVANTAMENTO REFERENTE REF. AO ESTABELECIMENTO 37.227.3645 Auto de Infração por falta de Matrícula CEI 56.473.317/000108 37.227.3653 Auto de Infração por Deixar de contabilizar em Títulos próprios 56.473.317/000108 37.227.3661 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 186 70.000.52148/71 37.227.367 0 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 186 70.000.52148/71 37.227.3688 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 186 70.000.52148/71 37.227.3696 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 220 50.022.27566/71 37.227.3700 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 220 50.022.27566/71 37.227.3718 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 220 50.022.27566/71 37.227.3726 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 232 50.022.27644/77 37.227.3734 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 232 50.022.27644/77 37.227.3742 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Oora 232 50.022.27644/77 37.227.3750 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 233 50.022.27538/76 37.227.3769 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 233 50.022.27538/76 37.227.3777 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 233 50.022.27538/76 37.227.3785 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 234 50.025.43828/73 37.227.3793 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 240 50.022.27455/79 37.227.3807 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 240 50.022.27455/79 37.227.3815 Auto de Infração de Emp/RAT reforente a Obra 240 50.022.27455/79 37.227.3823 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 243 50.011.88359/75 37.227.3831 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 243 50.011.88359/75 37.227.3840 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 243 50.011.88359/75 37.227.3858 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 244 70.000.52155/71 37.227.3866 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 244 70.000.52155/71 37.227.3874 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 244 70.000.52155/71 37.227.388 2 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 251 G 50.022.22636/70 Fl. 1294DF CARF MF Processo nº 10932.000189/200910 Acórdão n.º 2202004.392 S2C2T2 Fl. 3 3 37.227.3890 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 251 G 50.022.22636/70 37.227.3904 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 251G 50.022.22636/70 37.227.3912 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 252 70.000.52167/72 37.227.3920 Auto de Infração tíc Terceiros referente a Obra 252 70.000.52167/72 37.227.3939 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 252 70.000.52167/72 37.231.6220 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 254 50.024.17099/73 37.231.6239 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 254 50.024.17099/73 37.231.621/ Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 254 50.024.17099/73 37.231.6255 Auto de Infração dc Segurados referente a Obra 255 50.024.19184/76 37.231.6263 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 255 50.024.19184/76 37.231.6271 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 255 50.024.19184/76 37.231.6280 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 256 50.025.43742/79 37.231.6298 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 900.34 70.000.52152/74 37.231.6301 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 900.34 70.000.52152/74 37.231.6310 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 900.34 70.000.52152/74 37.231.6328 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 250.01 70.000.52150/79 3/.231.6336 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 250.01 70.000.52150/79 37.231.6344 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 250.01 70.000.52150/79 37.231.6352 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 250.03 G 70.000.52161/78 37.231.6360 Auto de Infração de Terceiros referente a Obra 250.03 G 70.000.52161/78 37.231.6379 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 250.03 G 70.000.52161/78 37.231.6387 Auto de Infração de Segurados referente a Obra 231 G 70.000.52163/73 37.231.6395 Auto de In'ração de Terceiros referente a Obra 231 G 70.000.52163/73 37.231.6409 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Obra 231 G 70.000.52163/73 37.231.6417 Auto de Infração de Segurados referente a Serviços da Emparsanco 56.473.317/000108 37.231.6425 Auto de Infração de Terceiros referente a Serviços da Emparsanco 56.473.317/000108 3/.231.6433 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Serviços da Emparsanco 56.473.317/000108 37.231.6441 Auto de Infração de Terceiros referente a Serviços da Giagui 56.473.317/000108 37.231.6450 Auto de Infração de Emp/RAT referente a Serviços da Giagui 56.473.317/000108 Cientificado da autuação a recorrente apresentou impugnação alegando, em síntese, a improcedência e incorreção da aferição indireta. Diante das alegações da recorrente a autoridade julgadora de primeira instância, converteu o julgamento em diligência, a fim de que a fiscalização se pronunciasse sobre os argumentos levantados pela defesa. No resultado da diligência a fiscalização se manifestou sobre todos os processos gerados no procedimento fiscal, listando os seguintes: 10932.000171/200918 10932.000187/200921 10932.000205/200974 10932.000172/200962 10932.000190/200944 10932.000206/200919 10932.000173/200915 10932.000192/200933 10932.000207/200963 10932.000174/200951 10932.000189/200910 10932.000208/200916 10932.000175/200904 10932.000191/200999 10932.000209/200952 10932.000177/200995 10932.000193/200988 10932.000210/200987 10932.000176/200941 10932.000194/200922 10932.000211/200921 10932.000178/200930 10932.000197/200966 10932.000212/200976 Fl. 1295DF CARF MF 4 10932.000180/200917 10932.000200/200941 10932.000213/200911 10932.000179/200984 10932.000195/200977 10932.000214/200965 10932.000181/200953 10932.000196/200911 10932.000215/200918 10932.000183/200942 10932.000198/200919 10932.000217/200907 10932.000182/200906 10932.000199/200955 10932.000218/200943 10932.000184/200997 10932.000202/200931 10932.000219/200998 10932.000186/200986 10932.000204/200920 10932.000220/200912 10932.000185/200931 10932.000201/200996 10932.000221/200967 10932.000188/200975 10932.000203/200985 10932.000222/200910 10932.000223/200956 A auditoria reafirmou a procedência do lançamento por aferição indireta, de cujo Termo de Constatação extraio os seguintes trechos: “Ora, se a empresa possui controles analíticos de salários, se possui controles contábeis para identificação individual dos lançamentos dos encargos previdenciários, isto não foi demonstrado nem no momento da fiscalização e muito menos na documentação anexada como meio de prova, nesta fase de defesa administrativa, Todos os documentos apresentados nesta fase se referem a VALORES GLOBAIS, como o resumo da folha de pagamento GERAL e os tais relatórios de composição contábil, como detalharemos mais abaixo. Portanto, em nenhum momento desta defesa, o contribuinte conseguiu provar a contabilização em títulos próprios, por obra de construção civil, dos fatos geradores previdenciários, conforme prega o art. 32 da lei 8.212/91.” A recorrente apresentou contrarrazões ao resultado da diligência, reafirmando a improcedência do lançamento. A impugnação foi julgada improcedente pela Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil, cujo resultado foi levado à ciência da recorrente por meio da disponibilização na Caixa Postal, Módulo eCAC do Site da Receita Federal. Após ciência por meio da abertura dos arquivos disponibilizados, via Termo de Abertura de Documento, não houve manifestação dentro do prazo que teria para apresentação de Recurso Voluntário. Diante disso, lavrouse o respectivo Termo de Perempção e o processo foi encaminhado à PGFN. Nessa fase, passados mais de 100 (cem) dias desde a data da ciência do Acórdão da DRJ, pelo contribuinte, este protocolizou recurso voluntário em face da Decisão de 1ª Instância Administrativa. O processo, então, retornou à fase administrativa para apreciação do recurso interposto, no qual se alega, em síntese: · Tempestividade. Admissibilidade do recurso. · Alteração da forma de intimação de meio papel para digital sem autorização do recorrente. · Falta de comprovação da intimação do resultado do julgamento de primeira instância. · Vícios do procedimento fiscal e vícios da autuação. Fl. 1296DF CARF MF Processo nº 10932.000189/200910 Acórdão n.º 2202004.392 S2C2T2 Fl. 4 5 Por fim, requereu o Recorrente o cancelamento da inscrição em dívida ativa e o retorno ao trâmite administrativo, para declaração de nulidade do auto de infração. É o relatório." Voto Conselheiro Ronnie Soares Anderson – Relator. Este processo foi julgado na sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 2202004.377 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária, de 08 de maio de 2018, proferido no julgamento do processo n° 10932.000179/200984, paradigma ao qual o presente processo encontrase vinculado. Transcrevese, a seguir, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o inteiro teor do voto condutor proferido pela Conselheira Rosy Adriane da Silva Dias, digna relatora da susodita decisão paradigma, reprisese, Acórdão nº 2202004.377 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária, de 08 de maio de 2018: Acórdão nº 2202004.377 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária "O Recurso Voluntário é intempestivo, o que prejudica sua admissibilidade. Primeiramente, informo que a matéria tratada nos autos é a mesma discutida nos processos nº 10932.000187/200921, 10932.000190/200944, 10932.000192/200933, originados do mesmo procedimento fiscal, conforme relatado anteriormente, e que já foram julgados pelo CARF em 08/03/2016, tendo sido exarados os acórdãos nº 2201002.966, 2201002.965, 2201 002.964, respectivamente. Conforme relatórios constantes nos acórdãos citados, os processos foram baixados em diligência, a fim de que fosse comprovada a opção do recorrente pelo Domicílio Tributário Eletrônico (DTE), conforme trecho extraído do Acórdão nº 2201 002.966 (processo 10932.000187/200921): “O processo baixou em diligência para comprovar a opção do contribuinte pelo Domicílio Tributário Eletrônico DTE, apresentar as normas e condições de sua utilização e confirmar a data de entrada do Recurso Voluntário na Receita Federal. A DERAT/SP informou que a empresa realizou a opção pelo DTE em 13/01/2012 e em 27/08/2012, anexou tela com as orientações sobre o funcionamento do DTE na Caixa Postal do eCAC e confirmou o de recebimento do Recurso Voluntário pela Receita Federal em 05/08/2013. Fl. 1297DF CARF MF 6 Conforme fl. 1368 foi solicitada Apuração Especial pelo SERPRO, cujo resultado encontrase nas fls. 13691373 e comprova que o contribuinte de CNPJ 56.473.317/00001 08 (NI logado e NI papel) realizou a opção pelo DTE no dia 13/01/2012 e no dia 27/08/2012. De acordo com o despacho do SETEC, fl. 1366, foi anexada a tela na fl. 1365 com as orientações sobre o funcionamento do DTE na Caixa Postal do eCAC Considerandose na fl. 1336 (última do Recurso Voluntário) a menção ao recebimento dos documentos naquela data, cujo carimbo está na fl. 1262 (primeira do Recurso Voluntário), além da Tela do Histórico de eventos no SICOB, na JL1374 (campo data do Evento Recurso Voluntário), compreendese que a data de recebimento do Recurso Voluntário pela Receita Federal foi em 05/08/2013.” Restou comprovado, por meio de diligência naqueles processos, que a recorrente fez opção pelo DTE, o que levou o Colegiado de segunda instância a não conhecer dos recursos, conforme dispositivos dos acórdãos citados: "ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo.". Diante da informação exarada nos acórdãos citados, a qual aproveito para análise do presente processo, entendo que a ciência do resultado do julgamento de primeira instância se deu pela Abertura dos Arquivos correspondentes no link Processo Digital, disponibilizados no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (Portal eCAC), por meio da opção Consulta Comunicados/Intimações, conforme Termo de Abertura de Documentos, nos termos da alínea "b" do inciso III do parágrafo 2º do artigo 23 do Decreto 70.235/72 (PAF): “Art. 23. Farseá a intimação: [...] III por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) [...] § 2° Considerase feita a intimação: [...] III se por meio eletrônico: (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) a) 15 (quinze) dias contados da data registrada no comprovante de entrega no domicílio tributário do sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) b) na data em que o sujeito passivo efetuar consulta no endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, se ocorrida antes do prazo previsto na alínea a; ou (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) (Grifei).” Registrese, por relevante, que, mesmo que se adotasse o critério de ciência do contribuinte por decurso de prazo, previsto na Fl. 1298DF CARF MF Processo nº 10932.000189/200910 Acórdão n.º 2202004.392 S2C2T2 Fl. 5 7 alínea "a" do inciso III do parágrafo 2º do artigo 23 do Decreto nº 70.235/72, ainda assim o recurso voluntário interposto pelo Sujeito Passivo permaneceria infectado pelo vício da intempestividade, eis que, na data de sua interposição, o prazo recursal já se haveria exaurido há, pelo menos, dois meses. Portanto, como o Recurso Voluntário foi apresentado após o limite estabelecido pelo Decreto nº 70.235/72, ele é extemporâneo. Conclusão Por todo o exposto, voto por não conhecer do recurso, por intempestividade. (assinado digitalmente) Ana Maria Bandeira." Nesse contexto, pelas razões de fato e de Direito ora expendidas, voto por NÃO CONHECER do recurso voluntário, em razão de sua apresentação intempestiva. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson. Fl. 1299DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13748.001830/2008-28
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Aug 27 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Ano-calendário: 2004
PARCELAMENTO ESPECIAL. PAGAMENTOS. SALDO DEVEDOR. AMORTIZAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. INEXISTÊNCIA
Tendo sido comprovado que os pagamentos realizados no âmbito de parcelamento especial foram integralmente utilizados para a amortização parcial do saldo devedor consolidado no referido parcelamento, não há direito creditório a ser reconhecido em favor do sujeito passivo, implicando a não-homologação da compensação declarada.
Numero da decisão: 1302-002.753
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, Lizandro Rodrigues de Sousa (suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado.
Nome do relator: Paulo Henrique Silva Figueiredo
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201804
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Ano-calendário: 2004 PARCELAMENTO ESPECIAL. PAGAMENTOS. SALDO DEVEDOR. AMORTIZAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. INEXISTÊNCIA Tendo sido comprovado que os pagamentos realizados no âmbito de parcelamento especial foram integralmente utilizados para a amortização parcial do saldo devedor consolidado no referido parcelamento, não há direito creditório a ser reconhecido em favor do sujeito passivo, implicando a não-homologação da compensação declarada.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 27 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 13748.001830/2008-28
anomes_publicacao_s : 201808
conteudo_id_s : 5894729
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 27 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1302-002.753
nome_arquivo_s : Decisao_13748001830200828.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : Paulo Henrique Silva Figueiredo
nome_arquivo_pdf_s : 13748001830200828_5894729.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, Lizandro Rodrigues de Sousa (suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2018
id : 7403746
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:25:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050588829188096
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1824; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 2 1 1 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13748.001830/200828 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 1302002.753 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 12 de abril de 2018 Matéria DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente PETRO ITA TRANSPORTES COLETIVOS DE PASSAGEIROS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2004 PARCELAMENTO ESPECIAL. PAGAMENTOS. SALDO DEVEDOR. AMORTIZAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. INEXISTÊNCIA Tendo sido comprovado que os pagamentos realizados no âmbito de parcelamento especial foram integralmente utilizados para a amortização parcial do saldo devedor consolidado no referido parcelamento, não há direito creditório a ser reconhecido em favor do sujeito passivo, implicando a não homologação da compensação declarada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, Lizandro Rodrigues de Sousa (suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado. Relatório Tratase de recurso interposto em relação ao acórdão proferido pela 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo sujeito passivo, posto que o AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 74 8. 00 18 30 /2 00 8- 28 Fl. 109DF CARF MF Processo nº 13748.001830/200828 Acórdão n.º 1302002.753 S1C3T2 Fl. 3 2 alegado pagamento indevido foi utilizado para amortização do saldo devedor do parcelamento PAES. O presente processo cuida de Declaração de Compensação apresentada em formulário de papel, por meio da qual a contribuinte compensou débito de sua responsabilidade com crédito decorrente de suposto pagamento indevido ou a maior. O crédito em questão é relativo a pagamento realizado em 30/07/2004, sob o código de receita 7122 (Parcelamento Lei nº 10.684/03 Demais pessoas jurídicas). O Despacho Decisório, com base em Parecer do Serviço de Orientação e Análise Tributária da Delegacia da Receita Federal em Nova Iguaçu/RJ, não homologou a compensação declarada, tendo em vista que o pagamento invocado estaria integralmente apropriado ao parcelamento realizado pelo sujeito passivo, sob o amparo da Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003 (PAES), conforme demonstrativos constantes do processo. Cientificado, o sujeito passivo apresentou Manifestação de Inconformidade, limitandose a argumentar que, no ato de ciência da nãohomologação, não lhe foram fornecidas cópias dos documentos que comprovariam a alocação do pagamento invocado aos débitos parcelados no PAES, de modo que estaria impossibilitado o exercício da ampla defesa e do contraditório. Foram, então, facultadas ao sujeito passivo vistas e cópias do presente processo e aberto o prazo para aditamento da manifestação de inconformidade. O sujeito passivo apresentou aditamento, sustentando que os documentos indicados no Parecer que propôs a nãohomologação das compensações não indicariam os débitos a que teriam sido alocados o pagamento pleiteado. Segundo alegou, tal indicação seria necessária para a confirmação de que o crédito não teria sido alocado a débitos excluídos do parcelamento, por ocasião de pedidos de revisão apresentados, quando da consolidação. A decisão de primeira instância, por unanimidade, não homologou a compensação, uma vez que o pagamento alegado pelo sujeito passivo teria sido integralmente utilizado para a amortização dos débitos incluídos no PAES. Frisou aquela decisão que a "alocação das cotas do parcelamento PAES é feita no débito total consolidado e não em cada tributo devido, como entende o interessado". Regularmente cientificado do Acórdão, o sujeito passivo apresentou Recurso, no qual reitera a necessidade de ter acesso ao contacorrente discriminado do parcelamento especial, sob a mesma fundamentação de que seria preciso verificar se não houve a alocação de pagamentos a débitos já excluídos do parcelamento, e de verificar as migrações ocorridas entre os parcelamentos especiais. É o Relatório. Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado Relator Fl. 110DF CARF MF Processo nº 13748.001830/200828 Acórdão n.º 1302002.753 S1C3T2 Fl. 4 3 O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1302002.745, de 12.04.2018, proferido no julgamento do Processo nº 13748.001501/200887, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. No processo paradigma o contribuinte solicitou a compensação de débitos com crédito relativo a pagamento realizado em 30/12/2003, no âmbito do Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 10.684, de 30/05/2003. Nos presentes autos, o crédito utilizado nas compensações tem origem no pagamento realizado em 30/07/2004, também no âmbito do Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 10.684, de 30/05/2003. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1302002.745), adequandoa ao caso concreto: I DO CONHECIMENTO DO RECURSO O sujeito passivo foi cientificado, por via postal, em 31 de maio de 2010, tendo apresentado seu Recurso em 16 de junho de 2010, dentro, portanto, do prazo de 30 (trinta) dias previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, aplicável ao caso por força do art. 74, §§10 e 11, da Lei nº 9.430, de 27 de março de 1996. O Recurso é assinado por procurador, devidamente constituído nos autos. A matéria objeto do Recurso está contida na competência da 1ª Seção de Julgamento do CARF, conforme Arts. 2º, inciso VII, e 7º, caput e §1º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RI/CARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Isto posto, o Recurso é tempestivo e preenchem os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. II DO MÉRITO Como já relatado, tratase de Declaração de Compensação referente a pagamento efetuado, em 30/12/2003, no âmbito do Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003. Não há qualquer demonstrativo que esclareça a razão de a Recorrente entender que o citado pagamento é indevido ou maior que o devido, de forma a ensejar a restituição/compensação. As únicas alegações da Recorrente são no sentido de que não constaria do processo um contacorrente detalhado que mostrasse a que débitos os pagamentos realizados no âmbito do referido parcelamento estariam alocados. Como bem registrado no Parecer que embasou a não homologação da compensação e na decisão de primeira instância, consta do processo o demonstrativo de todos os Fl. 111DF CARF MF Processo nº 13748.001830/200828 Acórdão n.º 1302002.753 S1C3T2 Fl. 5 4 pagamentos que foram alocados ao parcelamento formalizado pelo sujeito passivo, em um total de R$ 371.449,99, dentre os quais se inclui aquele que embasa a Declaração de Compensação de que trata o presente processo. A par disso, consta do processo extrato da conta do parcelamento em questão, por meio do qual se constata que os débitos incluídos no parcelamento perfizeram um total de R$ 1.969.178,74 (após o ajuste do valor original, que era de R$ 6.342.752,70). Fica patente, portanto, a inexistência de qualquer direito creditório e o acerto da decisão a quo. Como bem pontuado no Acórdão da DRJ, a discussão invocada pela Recorrente, que diz respeito ao detalhamento dos débitos incluídos e amortizados no PAES, deve ser tratada no âmbito do processo de acompanhamento do citado parcelamento. Tal discussão, contudo, não valida, de qualquer modo, o crédito que fundamentou a compensação declarada, já que inegável que os pagamentos efetuados no âmbito do PAES foram utilizados para a amortização parcial dos débitos nele consolidados. III CONCLUSÃO Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso do sujeito passivo, com a manutenção da nãohomologação da compensação por ele declarada no presente processo. Por cautela, antes da cobrança do valor indevidamente compensado, deveser verificar se a cobrança do mesmo débito não está sendo/foi realizada em outro processo administrativo, como apontado na decisão recorrida. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, nego provimento ao recurso do sujeito passivo, com a manutenção da nãohomologação da compensação por ele declarada no presente processo. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Fl. 112DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13154.720297/2012-63
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 24 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Aug 30 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2011
DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. DEDUTIBILIDADE.
São dedutíveis na declaração de ajuste anual, a título de despesas com médicos e planos de saúde, os pagamentos comprovados mediante documentos hábeis e idôneos, dentro dos limites previstos na lei. Inteligência do art. 80 do Decreto 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda - RIR). A dedução de despesas médicas na declaração de ajuste anual do contribuinte está condicionada à comprovação hábil e idônea no mesmo ano-calendário da obrigação tributária.
Numero da decisão: 2001-000.527
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário, vencido o conselheiro José Ricardo Moreira, que lhe negou provimento.
(assinado digitalmente)
Jorge Henrique Backes - Presidente
(assinado digitalmente)
Fernanda Melo Leal - Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Fernanda Melo Leal, Jorge Henrique Backes, Jose Alfredo Duarte Filho e Jose Ricardo Moreira.
Nome do relator: FERNANDA MELO LEAL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2011 DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. DEDUTIBILIDADE. São dedutíveis na declaração de ajuste anual, a título de despesas com médicos e planos de saúde, os pagamentos comprovados mediante documentos hábeis e idôneos, dentro dos limites previstos na lei. Inteligência do art. 80 do Decreto 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda - RIR). A dedução de despesas médicas na declaração de ajuste anual do contribuinte está condicionada à comprovação hábil e idônea no mesmo ano-calendário da obrigação tributária.
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 30 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 13154.720297/2012-63
anomes_publicacao_s : 201808
conteudo_id_s : 5897218
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 30 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2001-000.527
nome_arquivo_s : Decisao_13154720297201263.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : FERNANDA MELO LEAL
nome_arquivo_pdf_s : 13154720297201263_5897218.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário, vencido o conselheiro José Ricardo Moreira, que lhe negou provimento. (assinado digitalmente) Jorge Henrique Backes - Presidente (assinado digitalmente) Fernanda Melo Leal - Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Fernanda Melo Leal, Jorge Henrique Backes, Jose Alfredo Duarte Filho e Jose Ricardo Moreira.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 24 00:00:00 UTC 2018
id : 7409184
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:25:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050588837576704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1530; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C0T1 Fl. 2 1 1 S2C0T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13154.720297/201263 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2001000.527 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Sessão de 24 de julho de 2018 Matéria IRPF: DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS Recorrente SILVIA CLEIA DUETI SANTOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2011 DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. DEDUTIBILIDADE. São dedutíveis na declaração de ajuste anual, a título de despesas com médicos e planos de saúde, os pagamentos comprovados mediante documentos hábeis e idôneos, dentro dos limites previstos na lei. Inteligência do art. 80 do Decreto 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR). A dedução de despesas médicas na declaração de ajuste anual do contribuinte está condicionada à comprovação hábil e idônea no mesmo anocalendário da obrigação tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário, vencido o conselheiro José Ricardo Moreira, que lhe negou provimento. (assinado digitalmente) Jorge Henrique Backes Presidente (assinado digitalmente) Fernanda Melo Leal Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Fernanda Melo Leal, Jorge Henrique Backes, Jose Alfredo Duarte Filho e Jose Ricardo Moreira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 15 4. 72 02 97 /2 01 2- 63 Fl. 75DF CARF MF 2 Relatório Contra a contribuinte acima identificada foi emitida Notificação de Lançamento relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício de 2011, anocalendário de 2010, por meio do qual foram glosadas despesas médicas no valor total de R$ 12.901,98, por falta de comprovação de beneficiário, gerando um crédito tributário de imposto de renda suplementar de R$3.470,68 acrescido de juros e multa de oficio. O interessado foi cientificada da notificação e apresentou impugnação de fls 02 e ss, juntando documentos para evidenciar parcialmente as despesas (R$ 9.177,41). Alega, em síntese, que se trata de despesa própria, consigna a anexação dos documentos probatórios correspondentes e requer o acolhimento da impugnação. Tendo em vista a impugnação parcial, o crédito tributário não impugnado, no valor de R$ 946,89 (fls. 35/36), foi transferido para o processo nº 13154.720152/201343, para fins de cobrança A DRJ Brasília, na análise da peça impugnatória, manifestou seu entendimento no sentido de que os comprovantes fornecidos e juntados ao processo pela Contribuinte não comprovam que o beneficiário dos serviços era a própria. Em sede de Recurso Voluntário, junta a contribuinte todos os demais documentos necessários para tentar comprovar o quanto alegado. É o relatório. Voto Conselheira Fernanda Melo Leal Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade. Portanto, merece ser conhecido. Mérito Glosa de despesas médicas Nos termos do artigo 8°, inciso II, alínea "a", da Lei 9.250/1995, com a redação vigente ao tempo dos fatos ora analisados, são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda pessoa física as despesas a título de despesas médicas, psicológicas e dentárias, quando os pagamentos são especificados e comprovados. Lei 9.250/1995: Art. 8°. A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: I de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II das deduções relativas: Fl. 76DF CARF MF Processo nº 13154.720297/201263 Acórdão n.º 2001000.527 S2C0T1 Fl. 3 3 a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias. (...) § 2º O disposto na alínea ‘a’ do inciso II: (...) II restringese aos pagamentos feitos pelo contribuinte, relativos ao seu próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro de Pessoas Jurídicas de quem recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento.” A Recorrente apresentou os documentos necessários a comprovar as despesas médicas incorridas por ela relativos a plano de saúde . A decisão de primeira instancia sustentou que a Recorrente não comprovou as despesas médicas , nos seguintes termos: “[...] Do exposto, constatase que, para que as despesas médicas constituam dedução, fazse necessária a comprovação mediante documentação hábil e idônea da prestação dos serviços e da efetividade das despesas, limitandose a pagamentos especificados e comprovados. Para tanto, é necessário que o documento comprobatório da despesa contenha a indicação do nome, endereço e número de inscrição no CPF ou no CNPJ de seu emitente, bem como a pessoa beneficiária e a discriminação do tipo de serviço prestado. Cabe ressaltar que é necessária a identificação dos beneficiários das despesas médicas, visto que somente são dedutíveis as despesas médicas próprias e dos dependentes. No caso em tela, a lide restringese à glosa de pagamentos informados na Declaração de Ajuste Anual Exercício 2011 a título de despesas médicas (Instituto de Assistência à Saúde), no total de R$ 9.177,41, decorrente da não apresentação de documento com valores pagos discriminados por beneficiário (titular e dependente). Como prova, a interessada juntou aos autos Comprovante de Rendimentos emitido pelo Governo do Estado de Mato Grosso (fl. 5), que informa o valor relativo a MT SAÚDE/UNIMED de R$ Fl. 77DF CARF MF 4 2.899,71, e demonstrativo de fl. 12, emitido pelo Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis, que evidencia o total pago em 2010 de R$ 6.277,70. Entretanto, tais documentos são insuficientes para comprovar a dedutibilidade da despesa contestada, pois não discriminam os valores pagos por beneficiário (titular e dependentes) do plano de saúde contratado. Registrese que, embora o demonstrativo de fl. 12 faça referência à contribuinte como conveniada, ele não esclarece se todo o valor pago se refere a ela ou se inclui outros beneficiários. Em conseqüência, a glosa efetuada deve ser mantida. [...]” No caso concreto, demonstrase, ao longo do processo, que a autoridade fiscal entende que a documentação apresentada não foi suficiente para comprovar que as despesas médicas apresentadas são próprias, eis que não estaria claro nos documentos apresentados. Neste diapasão, merece trazer à baila o princípio pela busca da verdade material. Sabemos que o processo administrativo sempre busca a descoberta da verdade material relativa aos fatos tributários. Tal princípio decorre do princípio da legalidade e, também, do princípio da igualdade. Busca, incessantemente, o convencimento da verdade que, hipoteticamente, esteja mais aproxima da realidade dos fatos. De acordo com o princípio são considerados todos os fatos e provas novos e lícitos, ainda que não tragam benefícios à Fazenda Pública ou que não tenham sido declarados. Essa verdade é apurada no julgamento dos processos, de acordo com a análise de documentos, oitiva das testemunhas, análise de perícias técnicas e, ainda, na investigação dos fatos. Através das provas, buscase a realidade dos fatos, desprezandose as presunções tributárias ou outros procedimentos que atentem apenas à verdade formal dos fatos. Neste sentido, deve a administração promover de oficio as investigações necessárias à elucidação da verdade material para que a partir dela, seja possível prolatar uma sentença justa. A verdade material é fundamentada no interesse público, logo, precisa respeitar a harmonia dos demais princípios do direito positivo. É possível, também, a busca e análise da verdade material, para melhorar a decisão sancionatória em fase revisional, mesmo porque no Direito Administrativo não podemos falar em coisa julgada material administrativa. A apresentação de provas e uma análise nos ditames do princípio da verdade material estão intrinsecamente relacionadas no processo administrativo, pois a verdade material apresentará a versão legítima dos fatos, independente da impressão que as partes tenham daquela. A prova há de ser considerada em toda a sua extensão, assegurando todas as garantias e prerrogativas constitucionais possíveis do contribuinte no Brasil, sempre observando os termos especificados pela lei tributária. A jurisdição administrativa tem uma dinâmica processual muito diferente do Poder Judiciário, portanto, quando nos depararmos com um Processo Administrativo Tributário, não se deve deixar de analisálo sob a égide do princípio da verdade material e da informalidade. No que se refere às provas, é necessário que sejam perquiridas à luz da verdade Fl. 78DF CARF MF Processo nº 13154.720297/201263 Acórdão n.º 2001000.527 S2C0T1 Fl. 4 5 material, independente da intenção das partes, pois somente desta forma será possível garantir o um julgamento justo, desprovido de parcialidades. Somase ao mencionado princípio também o festejado princípio constitucional da celeridade processual, positivado no ordenamento jurídico no artigo 5º, inciso LXXVIII da Constituição Federal, o qual determina que os processos devem desenvolverse em tempo razoável, de modo a garantir a utilidade do resultado alcançado ao final da demanda. Ratifico, ademais, a necessidade de fundamento pela autoridade fiscal, dos fatos e do direito que consubstancia o lançamento. Tal obrigação, a motivação na edição dos atos administrativos, encontrase tanto em dispositivos de lei, como na Lei nº 9.784, de 1999, como talvez de maneira mais importante em disposições gerais em respeito ao Estado Democrático de Direito e aos princípios da moralidade, transparência, contraditório e controle jurisdicional. Assim sendo, com fulcro nos festejados princípios supracitados, e baseando se no quanto exposto pela Contribuinte, ou seja, de que a despesa incorreu de fato (evidenciada através dos comprovantes de pagamento) e que a beneficiária seria ela, entendo que deve ser dado provimento ao recurso na parte impugnada e recorrida (R$ 9.177,41). CONCLUSÃO: Diante tudo o quanto exposto, voto no sentido de, CONHECER e DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, para acatar as despesas médicas acima mencionadas. (assinado digitalmente) Fernanda Melo Leal. Fl. 79DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.977131/2016-48
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2012
COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. DOCUMENTAÇÃO FISCAL.
O direito creditório somente pode ser deferido se devidamente comprovado por meio de documentação contábil e fiscal.
REPETIÇÃO DE INDÉBITO. LIQUIDEZ E CERTEZA.
Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 1401-002.614
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa, Lívia de Carli Germano, Abel Nunes de Oliveira Neto, Luciana Yoshihara Arcângelo Zanin, Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Letícia Domingues Costa Braga, Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente)
Nome do relator: LUIZ AUGUSTO DE SOUZA GONCALVES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201805
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2012 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. DOCUMENTAÇÃO FISCAL. O direito creditório somente pode ser deferido se devidamente comprovado por meio de documentação contábil e fiscal. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10880.977131/2016-48
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5874032
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1401-002.614
nome_arquivo_s : Decisao_10880977131201648.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : LUIZ AUGUSTO DE SOUZA GONCALVES
nome_arquivo_pdf_s : 10880977131201648_5874032.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa, Lívia de Carli Germano, Abel Nunes de Oliveira Neto, Luciana Yoshihara Arcângelo Zanin, Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Letícia Domingues Costa Braga, Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente)
dt_sessao_tdt : Thu May 17 00:00:00 UTC 2018
id : 7350055
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:21:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050588851208192
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1430; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 2 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.977131/201648 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 1401002.614 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 17 de maio de 2018 Matéria SALDO NEGATIVO CSLL Recorrente NOVA UNIAO ADMINISTRADORA E INCORPORADORA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2012 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. DOCUMENTAÇÃO FISCAL. O direito creditório somente pode ser deferido se devidamente comprovado por meio de documentação contábil e fiscal. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa, Lívia de Carli Germano, Abel Nunes de Oliveira Neto, Luciana Yoshihara Arcângelo Zanin, Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Letícia Domingues Costa Braga, Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 97 71 31 /2 01 6- 48 Fl. 64DF CARF MF Processo nº 10880.977131/201648 Acórdão n.º 1401002.614 S1C4T1 Fl. 3 2 Relatório Iniciemos com o relatório da Decisão de Piso. Trata o presente processo de Declaração de Compensação de crédito de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, referente a pagamento efetuado indevidamente ou ao maior no período de apuração 31/03/2012, no valor de R$ 56.694,23, transmitida através do PER/Dcomp nº [...]. A Derat São Paulo não homologou a compensação, por meio do despacho decisório eletrônico de fl. [...], pois o pagamento indicado no PER/Dcomp teria sido integralmente utilizado para quitar débito do contribuinte. Cientificado do despacho em [...], o recorrente apresentou a manifestação de inconformidade [...], para alegar que os créditos decorrentes do pagamento a maior já teriam sido “disponibilizados em razão da desvinculação dos mesmos das DCTFs daquele período”. Concluiu, para requerer a homologação do PER/Dcomp. Analisando a manifestação de inconformidade a Delegacia de Julgamento proferiu decisão nos seguintes termos: ASSUNTO: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Data do fato gerador: 31/03/2012 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. DOCUMENTAÇÃO FISCAL. O direito creditório somente pode ser deferido se devidamente comprovado por meio de documentação contábil e fiscal. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza. Referida decisão baseouse no fato de a empresa não ter retificado a DCTF antes da decisão do indeferimento da compensação e, ainda, por não ter apresentado comprovação de que não existiria saldo de CSLL a pagar no período. Cientificado da decisão o contribuinte apresentou recurso voluntário. No entanto, neste recurso, o único objeto de alegação é o pedido de prazo para realizar todas as retificações das declarações de maneira a demonstrar a existência do crédito solicitado. É o brevíssimo relatório. Fl. 65DF CARF MF Processo nº 10880.977131/201648 Acórdão n.º 1401002.614 S1C4T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Luiz Augusto de Souza Gonçalves Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1401002.603, de 17/05/2018, proferido no julgamento do Processo nº 10880.977128/2016 24, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1401002.603): "O recurso é tempestivo e preenche os requisitos legais, por isso dele tomo conhecimento. O crédito solicitado pela empresa trata de pagamento a maior ou indevido de IRPJ/CSLL. Inobstante a decisão eletrônica do PER/DCOMP e da Delegacia de Julgamento observo que sequer a DIPJ da empresa do referido período foi juntada a processo para fins de análise. Para o deslinde do caso realizei consultas à DIPJ apresentada referente ao período de apuração do pagamento, assim como sobre a disponibilidade do pagamento realizado. Analisando as informações constantes da DIPJ e da DCTF da empresa verificamos que, efetivamente, a empresa apurou na DIPJ e confessou como devido em sua DCTF o valor de IRPJ/CSLL do período de apuração do DARF. Restando configurado serem devidos os débitos aos quais o pagamento foi alocado. marTendo apurado este valor e pesquisando os pagamentos realizados durante todo o exercício, verificamos que a empresa realizou o pagamento e que este foi o mesmo pagamento objeto de PER/DCOMP analisado no presente processo. Assim, à vista do exposto, demonstrase que foi correta a decisão da delegacia de origem quando não homologou a compensação em face da inexistência de crédito, considerando que o pagamento a cujo crédito fora pleiteado já estava integralmente utilizado na quitação do débito confessado em DCTF, inexistindo saldo de crédito a ser reconhecido. Desta forma, não havendo crédito a ser reconhecido por este CARF, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Fl. 66DF CARF MF Processo nº 10880.977131/201648 Acórdão n.º 1401002.614 S1C4T1 Fl. 5 4 Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, voto por negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves Fl. 67DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10768.720624/2007-11
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Aug 06 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
EMULSÃO ASFÁLTICA. INCIDÊNCIA DE IPI.
Produto sujeito à alíquota do IPI classificado na TIPI, aplicação imediata.
COMPENSAÇÃO. DIREITO LÍQUIDO CERTO.
De acordo com art. 170 do Código Tributário Nacional, somente pode ser autorizada a compensação de créditos líquidos e certos do sujeito passivo.
Numero da decisão: 3002-000.262
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada no recurso e, no mérito, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Votou pelas conclusões a conselheira Maria Eduarda Alencar Câmara Simões.
(assinado digitalmente).
Larissa Nunes Girard - Presidente.
(assinado digitalmente).
Alan Tavora Nem - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Carlos Alberto da Silva Esteves e Alan Tavora Nem (Relator).
Nome do relator: ALAN TAVORA NEM
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 EMULSÃO ASFÁLTICA. INCIDÊNCIA DE IPI. Produto sujeito à alíquota do IPI classificado na TIPI, aplicação imediata. COMPENSAÇÃO. DIREITO LÍQUIDO CERTO. De acordo com art. 170 do Código Tributário Nacional, somente pode ser autorizada a compensação de créditos líquidos e certos do sujeito passivo.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 06 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10768.720624/2007-11
anomes_publicacao_s : 201808
conteudo_id_s : 5888264
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 07 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3002-000.262
nome_arquivo_s : Decisao_10768720624200711.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : ALAN TAVORA NEM
nome_arquivo_pdf_s : 10768720624200711_5888264.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada no recurso e, no mérito, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Votou pelas conclusões a conselheira Maria Eduarda Alencar Câmara Simões. (assinado digitalmente). Larissa Nunes Girard - Presidente. (assinado digitalmente). Alan Tavora Nem - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Carlos Alberto da Silva Esteves e Alan Tavora Nem (Relator).
dt_sessao_tdt : Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2018
id : 7382635
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:23:38 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050588863791104
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1439; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C0T2 Fl. 2 1 1 S3C0T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10768.720624/200711 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3002000.262 – Turma Extraordinária / 2ª Turma Sessão de 10 de julho de 2018 Matéria COMPENSAÇÃO IPI Recorrente PETROBRAS DISTRIBUIDORA S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 EMULSÃO ASFÁLTICA. INCIDÊNCIA DE IPI. Produto sujeito à alíquota do IPI classificado na TIPI, aplicação imediata. COMPENSAÇÃO. DIREITO LÍQUIDO CERTO. De acordo com art. 170 do Código Tributário Nacional, somente pode ser autorizada a compensação de créditos líquidos e certos do sujeito passivo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada no recurso e, no mérito, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Votou pelas conclusões a conselheira Maria Eduarda Alencar Câmara Simões. (assinado digitalmente). Larissa Nunes Girard Presidente. (assinado digitalmente). Alan Tavora Nem Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Carlos Alberto da Silva Esteves e Alan Tavora Nem (Relator). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 72 06 24 /2 00 7- 11 Fl. 345DF CARF MF Processo nº 10768.720624/200711 Acórdão n.º 3002000.262 S3C0T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de processo de pedido de Declaração de Compensação de IPI com débitos de IRPJ conforme relatório da 3ª Turma da DRJ/JFA (fls. 142/146) exarado nos seguintes termos: "Versa o presente processo sobre a Declaração de Compensação — DCOMP Eletrônica n°01763.36789.130804.1.3.018860 (fls. 04/25), baixada para tratamento manual no presente processo, transmitida em 13/08/2004, cujo débito compensado monta R$ 8462,40, tendo por lastro crédito decorrente de Ressarcimento de saldo credor de IPI acumulado ao final do trimestre 1°/2004, apurado pela filial n° 036204, localizada no município de BetimMG, com lastro no art. 11 da Lei n° 9.779/99. Do procedimento de fiscalização instaurado por intermédio do MPF fl. 34 resultou o Termo de Verificação Fiscal de fls. 88/94, que concluiu pelo indeferimento do direito creditório sob a seguinte motivação, em síntese: =>em visita à unidade operacional da Petrobrás Distribuidora SA denominada FASBET — Fábrica de Emulsões Asfálticas de Betim constatouse que o estabelecimento industrializa emulsões asfálticas classificadas na TIPI aprovada pelos Decretos 3.777/01, 4.070/2001 e 4.542, de 26/12/2002, na posição 2715.00.00, com alíquota de 5% (conforme declarou a empresa às fls. 39/40); => até dezembro/2006 a empresa dava saída aos produtos que industrializava — emulsão asfáltica, posição 27.15.00.00 na TIPI — sem destaque do IPI, sob o argumento de se tratar de produto derivado de petróleo, sujeito à imunidade, com amparo na Solução de Consulta favorável obtida pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Asfaltos (da qual é associada) por meio do Parecer MF/SRF/COSIT/DITIP n° 854, de 1993 (fls. 48/50), que expressamente reconheceu tratarse de produto imune, baseado no Parecer Técnico exarado pelo DNC (fls. 46/47); =>dai decorreu o acúmulo de créditos que originou diversos pedidos de ressarcimento/compensação; => ocorre que o produto industrializado pelo estabelecimento detentor do crédito, a emulsão asfáltica, posição 27.15.00.00, apresenta alíquota de 5% na TIPI, denotando, assim, não se tratar de produto imune e nem derivado de petróleo nos termos do art. 18, inciso IV, §3°, do RIPI/2002; => assim ao se proceder a reconstituição da escrita fiscal fazendo incidir o IPI à alíquota de 5% na saída e considerando se os créditos escriturados no RAIPI verificouse a apuração de saldo devedor ao final de todos os trimestres, desde outubro/2001 até junho/2004 (conforme demonstrativos de fls. Fl. 346DF CARF MF Processo nº 10768.720624/200711 Acórdão n.º 3002000.262 S3C0T2 Fl. 4 3 77/82 e 83/87), razão por que não existe direito ao ressarcimento/compensação nos moldes previstos nos arts. 73 e 74 da Lei n° 9.430/96, tendo, sido, inclusive, os saldos devedores apurados não alcançados pela decadência objeto de lançamento mediante auto de infração; => acerca da conclusão do Parecer MF/SRF/COSIT/DITIP n° 854, de 28/07/1993, é de se lembrar que quando o mesmo foi exarado não havia qualquer regulamentação acerca da EC no 03/1993 e, ainda, que o mesmo s6 tem validade até a publicação de ato ou norma que adote outro entendimento sobre a matéria consultada (aplicação da imunidade à emulsão asfáltica), que, como visto, apresentase atualmente, na TIPI aprovada pelo Decreto n° 4.542/2002 com alíquota de 5%, indicando não se tratar de produto abrangido pela imunidade atribuída aos derivados de petróleo; => propôsse, assim, o indeferimento do pedido de ressarcimento. 0 auto de infração a que se refere o TVF foi formalizado por meio do processo administrativo n° 10976.000214/200878 — cujo extrato encontrase anexado As flS. 132/135do presente processo — que se encontra enviado à PFN desde 30/12/2008. Na seqüência foi proferido o Despacho Decisório de fls. 95/97, que, mencionando a conclusão do Termo de Verificação Fiscal pelo Indeferimento do pleito e destacando excerto do citado Termo que esclarece não se tratar a emulsão asfáltica de produto abrangido pela imunidade a que se refere o art. 153, §3° da CF, mas, sim, de produto tributado à alíquota de 5% na TIPI, concluiu pelo indeferimento do direito creditório e pela não homologação da compensação declarada. Ciente do despacho decisório em 19/01/2009 (fls. 101/102) manifestou a interessada a sua inconformidade em 13/02/2009 (fls. 103/113), alegando, em apertada síntese: i) a nulidade do despacho decisório por falta de motivação; ii) eventual equivoco na tributação de emulsão não reflete inadequação na tomada de crédito de IPI pelas entradas de MP, PI e ME, assim, procede o creditamento realizado, conforme já reconhecido tantas vezes pela SRF, a exemplo do DOC. 07; iii) requer a produção de prova documental suplementar e diligência fiscal no estabelecimento tendente a determinar a adequação dos créditos tomados, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário e a homologação da compensação declarada. Ocorre que, não obstante o Despacho Decisório mencionasse o Termo de Verificação Fiscal — o que nos leva a inferir ter sido o mesmo adotado como fundamento para o indeferimento do pleito — não se verificou dos autos ter sido remetida sua cópia à pleiteante (que também não se valeu da faculdade de vista dos autos durante o prazo de impugnação), o que motivou o retomo do processo A. DRF de origem, em diligência (fls. 136/137), a fim de que fosse remetida cópia do Termo de Verificação Fiscal e reaberto prazo para apresentação de razões adicionais de Fl. 347DF CARF MF Processo nº 10768.720624/200711 Acórdão n.º 3002000.262 S3C0T2 Fl. 5 4 defesa, de modo a se assegurar o pleno exercício do contraditório e ampla defesa. Cumprida a diligência (fls. 138/139) e oportunizada a se manifestar a interessada não se pronunciou" O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 103/113), alegando, em resumo, que deveria ser anulado o r. Despachos Decisório DRF/CON nº 60 (fls. 95/97) de 13/01/2009 por conter vício a decisão proferida pela DRF, informando que os créditos referemse à aquisição de insumos, apontando o equívoco na tributação da emulsão asfáltica e, por fim, devendo reconhecer a totalidade do crédito compensado com base no art. 21, § 3º e 6º da Instrução Normativa SRF nº 900/08. Analisado os argumentos do contribuinte pela 3ª Turma da DRJ/JFA na manifestação de inconformidade (fls. 103/113) que julgou improcedente, por entender que o contribuinte deixou de destacar o IPI (até dezembro/2006, passando a fazêlo somente a partir de janeiro/2007) nas vendas de emulsões asfálticas, produto classificado sob o código 2715.0000, sujeito à alíquota de 5% na TIPI, sintetizados em sua ementa exarada nos seguintes termos: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 SALDO DEVEDOR. RECONSTITUIÇÃO DA ESCRITA FISCAL.CONVALIDAÇÃO. À apresentação de defesa dissociada da motivação do indeferimento do direito creditório implica convalidação da reconstituição da escrita fiscal que apurou saldos devedores após o registro dos débitos decorrentes das saídas de emulsão asfáltica, não havendo se falar em direito creditório a ser reconhecido. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 PROVA DOCUMENTAL/DILIGÊNCIA. Indeferemse os pedidos de apresentação de prova documental suplementar em momento posterior à impugnação e de diligência quando a autoridade julgadora os entende desnecessários e prescindíveis em face dos dispositivos legais em vigor. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/08/2004 a 31/08/2004 COMPENSAÇÃO. A permissão para a compensação de débitos tributários se dá com créditos líquidos e certos, conforme art. 170 do CTN. Uma vez constatada a inexistência do saldo credor passível de ressarcimento indicado pela interessada para compensar os Fl. 348DF CARF MF Processo nº 10768.720624/200711 Acórdão n.º 3002000.262 S3C0T2 Fl. 6 5 débitos objeto da(s) DCOMP(s) em análise, cabe a não homologação da(s) compensação (ões) sob exame. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido" O contribuinte cientificado da decisão, ingressou com Recurso Voluntário (fls. 152/158) requerendo a reforma da r. decisão recorrida, tendo em vista: a) a suposta incidência de IPI nas saídas das emulsões asfálticas, em . face da .sua respectiva imunidade constitucional e ausência de TIPI especifica para seu efetivo enquadramento.; b) o efeito suspensivo e, por fim, c) a homologação das compensações realizadas. É o relatório Voto Conselheiro Alan Tavora Nem Relator É oportuno esclarecer que, embora tenha o contribuinte denominado o seu recurso de "RECURSO ADMINISTRATIVO EM MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE" em atenção ao princípio da fungibilidade, recebo e processo como Recurso Voluntário. O Recurso Voluntário é tempestivo, preenche os requisitos formais de admissibilidade, inclusive quanto à competência das Turmas Extraordinárias e, portanto, dele tomo conhecimento. Preliminar Nulidade Alega o contribuinte a nulidade do despacho decisório por falta de motivação, o que não se pode prosperar, pois como bem descrito no acórdão proferido pela DRJ "além de mencionar a conclusão do Termo de Verificação Fiscal pelo Indeferimento do pleito, destacou excerto do citado Termo que esclarece não se tratar a emulsão asfáltica de produto abrangido pela imunidade, mas sim de produto tributado à alíquota de 5% na TIPI", claramente demonstrado as razões de fato e de direito que fundamentaram o indeferimento, ademais pode se perceber que seguiuse todos trâmites regulares e legais quanto ao seu processamento, afastando também qualquer narrativa de cerceamento de defesa. Dessa forma, rejeito a preliminar apresentada pelo contribuinte. Mérito Ventiladas as considerações, passo a analisar o cerne da lide, qual seja, se o direito ao aproveitamento do saldo credor de IPI, nas condições estabelecidas no art. 11 da Lei nº 9.779/99, decorrentes das aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem aplicados na industrialização, alcança os produtos acobertados pela imunidade. Fl. 349DF CARF MF Processo nº 10768.720624/200711 Acórdão n.º 3002000.262 S3C0T2 Fl. 7 6 O art. 11, da Lei nº 9.779/99, instituidora do regime de creditamento em discussão, é expresso em garantir o benefício somente quanto à produção de mercadorias isentas e sujeitas à alíquota zero, não se estendendo às mercadorias imunes ou não tributadas, nos seguintes termos: "Art. 11. O saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, acumulado em cada trimestre calendário, decorrente de aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento ou tributado à alíquota zero, que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser utilizado de conformidade com o disposto nos arts. 73 e 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, observadas normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda". A imunidade tributária se diferencia das figuras exonerativas da isenção e da alíquota zero principalmente pelo fato de que, nessas situações, os entes políticos têm competência para instituir o tributo, mas que, por razões extrafiscais, decidem exonerar determinados setores ou produtos por meio de normas infraconstitucionais, cuja tributação encontravase constitucionalmente autorizada. Considerando que os produtos fabricados pelo contribuinte sobre os quais se discute o direito ao aproveitamento de créditos do IPI sobre os insumos empregados na sua produção são emulsões asfálticas, derivadas de petróleo, imunes ao IPI (fls. 155 item 11), nos termos do art. 155 da Constituição Federal de 1988, que assim dispõe: "Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993) (...) § 3º À exceção dos impostos de que tratam o inciso II do caput deste artigo e o art. 153, I e II, nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)"A imunidade tributária é uma delimitação negativa da competência tributária" (grifo nosso). Por fim, a Câmara Superior de Recursos Fiscais, vem reconhecendo a vedação do aproveitamento de créditos de sobre insumos utilizados na industrialização de produtos imunes ao IPI. (Acórdão nº 9303006.516). No tocante ao efeito suspensivo requerido pelo contribuinte a fim de garantir a suspensão da exigibilidade do crédito tributário ressalta não ser necessário qualquer provimento por parte do relator, uma vez que tal suspensão já está garantida na forma do art. 151, III do CTN, "in verbis": "Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: III as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo;" Fl. 350DF CARF MF Processo nº 10768.720624/200711 Acórdão n.º 3002000.262 S3C0T2 Fl. 8 7 É como voto. (assinado digitalmente). Alan Tavora Nem Fl. 351DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 37094.000742/2007-28
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Aug 23 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/2004 a 31/12/2006
Ementa:
EMBARGOS. OMISSÃO INSANÁVEL. ABSOLUTA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.
É nulo o acórdão quando eivado de vício insanável. Há vício insanável quando o acórdão formalizado não apresenta o relatório nem o voto condutor da decisão, gerando omissão absoluta quanto às razões para o desprovimento do recurso e, consequentemente, flagrante o cerceamento do direito de defesa do recorrente.
Numero da decisão: 2202-004.638
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração com efeitos infringentes, para reconhecer a nulidade do acórdão embargado e, após a intimação dos interessados, determinar a redistribuição do processo para novo julgamento dos primeiros embargos, constantes às e-fls. 405/413.
(assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson - Presidente.
(assinado digitalmente)
Dilson Jatahy Fonseca Neto - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosy Adriane da Silva Dias, Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto e Ronnie Soares Anderson.
Nome do relator: DILSON JATAHY FONSECA NETO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/2004 a 31/12/2006 Ementa: EMBARGOS. OMISSÃO INSANÁVEL. ABSOLUTA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. É nulo o acórdão quando eivado de vício insanável. Há vício insanável quando o acórdão formalizado não apresenta o relatório nem o voto condutor da decisão, gerando omissão absoluta quanto às razões para o desprovimento do recurso e, consequentemente, flagrante o cerceamento do direito de defesa do recorrente.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 23 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 37094.000742/2007-28
anomes_publicacao_s : 201808
conteudo_id_s : 5894181
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 23 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2202-004.638
nome_arquivo_s : Decisao_37094000742200728.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : DILSON JATAHY FONSECA NETO
nome_arquivo_pdf_s : 37094000742200728_5894181.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração com efeitos infringentes, para reconhecer a nulidade do acórdão embargado e, após a intimação dos interessados, determinar a redistribuição do processo para novo julgamento dos primeiros embargos, constantes às e-fls. 405/413. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente. (assinado digitalmente) Dilson Jatahy Fonseca Neto - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosy Adriane da Silva Dias, Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto e Ronnie Soares Anderson.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2018
id : 7401543
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:24:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050588879519744
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1517; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 463 1 462 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 37094.000742/200728 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2202004.638 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 05 de julho de 2018 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado COTRIJUI COOPERATIVA AGROPECUARIA & INDUSTRIAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2004 a 31/12/2006 Ementa: EMBARGOS. OMISSÃO INSANÁVEL. ABSOLUTA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. É nulo o acórdão quando eivado de vício insanável. Há vício insanável quando o acórdão formalizado não apresenta o relatório nem o voto condutor da decisão, gerando omissão absoluta quanto às razões para o desprovimento do recurso e, consequentemente, flagrante o cerceamento do direito de defesa do recorrente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração com efeitos infringentes, para reconhecer a nulidade do acórdão embargado e, após a intimação dos interessados, determinar a redistribuição do processo para novo julgamento dos primeiros embargos, constantes às efls. 405/413. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Presidente. (assinado digitalmente) Dilson Jatahy Fonseca Neto Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 37 09 4. 00 07 42 /2 00 7- 28 Fl. 463DF CARF MF Processo nº 37094.000742/200728 Acórdão n.º 2202004.638 S2C2T2 Fl. 464 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosy Adriane da Silva Dias, Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto e Ronnie Soares Anderson. Relatório Tratase, em breves linhas, de auto de infração lavrado em desfavor da Contribuinte para constituir crédito tributário referente a Contribuições Sociais Previdenciárias. Tendo a DRJ negado provimento à Impugnação, a Contribuinte interpôs Recurso Voluntário, que foi julgado procedente pelo CARF. Intimada da decisão, a PGFN opôs Embargos de Declaração apontando omissão no acórdão proferido pelo Conselho. Proferida nova decisão, rejeitando os Embargos, a PGFN opôs novos embargos, que foram recebidos pela presidência da 2ª SEJUL, razão pela qual são incluídos em pauta. Feito o breve resumo da lide, passo ao relatório pormenorizado dos autos. Em 26/03/2007 foi lavrado o AI DEBCAD nº 37.048.4606 (fls. 3/292) para constituir crédito tributário de Contribuições Sociais Previdenciárias. Consta nos autos Relatório Fiscal (fls. 308). A Contribuinte protocolou Impugnação (fls. 321/334 e docs. anexos fls. 335/340). A DRJ proferiu então o acórdão nº 187.580, de 15/08/2007 (fls. 341/347), no qual manteve integramente o crédito fazendário. Intimada em 13/09/2007 (fl. 351), a Contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 11/10/2007 (fls. 353/364). O CARF proferiu então o acórdão nº 230100.372, de 02/06/2009 (fls. 396/401), que deu provimento integral à defesa da Contribuinte e restou assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Periodo de apuração: 01/09/2004 a 31/12/2006 AÇÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. COISA JULGADA MATERIAL. INEXIGIBILIDADE DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado. Intimada, a PGFN opôs então Embargos de Declaração (fls. 405/413 e docs. anexos fls. 414/438), argumentando que houve omissão e contradição no acórdão proferido pelo CARF, uma vez que "não foram analisadas os exatos termos em que proposta a ação judicial mencionada pelo voto condutor" e que houve contradição entre as conclusões alcançadas no voto condutor e aquelas albergadas na decisão judicial. Recebidos os Embargos de Declaração (fls. 441/442), eles foram levados a julgamento pela Turma, que proferiu o acórdão CARF nº 2302003.386, de 10/09/2014 (fls. 444/447), que restou assim ementado e acordado: Fl. 464DF CARF MF Processo nº 37094.000742/200728 Acórdão n.º 2202004.638 S2C2T2 Fl. 465 3 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2004 a 31/12/2006 EMBARGOS. Descabe rediscussão de mérito por meio de embargos declaratórios. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração opostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, que busca rediscutir em sede de embargos o alcance da "coisa julgada material". Encaminhados os autos à PGFN, esta opôs novos Embargos de Declaração (fls. 449/454), argumentando que houve omissão no acórdão ora embargado uma vez "que o Relator AdHoc designado limitouse a reproduzir a conclusão constante na Ata do respectivo julgamento, impossibilitando às partes terem ciência dos argumentos que ensejaram a rejeição dos Embargos de Declaração opostos [originalmente]". Os Embargos foram recebidos pela por despacho (fls. 459/461) da Presidência da 2ª SEJUL nos seguintes termos: O acórdão embargado, Acórdão nº 2302003.386 (efls. 444 a 447), resultou da apreciação dos primeiros embargos apresentados pela embargante (efls. 405 a 413) em face do Acórdão nº 230100.372 (efls. 396 a 401). Naqueles primeiros embargos, a embargante alegou, em síntese, que a decisão embargada teria sido obscura porquanto não aclarou o ponto essencial da lide: a decisão judicial de que se beneficiara o sujeito passivo abarcava a contribuição prevista no art. 25 da Lei nº 8.212/91 ou seria somente referente à contribuição ao FUNRURAL? Ademais, aquele acórdão teria incorrido em contradição, pois teria adotado por fundamento uma decisão judicial transitada em julgado (ainda que tenha sido objeto de ação rescisória) que não se coadunaria com a hipótese dos autos. A decisão ora embargada não resolveu as questões dos primeiros embargos. Em verdade, nela não se encontram os seus fundamentos, onde teriam sido analisadas as questões levantadas nos primeiros embargos. Limitouse, o relator, a arguir que fora indicado ad hoc e que o conselheiro relator do (primeiro) acórdão embargado não havia deixado qualquer registro dos fundamentos da decisão constante em ata, concluindo seu voto assim: Devido ao exposto, reproduzo o resultado devidamente consignado em ata, que foi por rejeitar os Embargos de Declaração opostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, que busca rediscutir em sede de embargos o alcance da "coisa julgada material". Fl. 465DF CARF MF Processo nº 37094.000742/200728 Acórdão n.º 2202004.638 S2C2T2 Fl. 466 4 De acordo com o que estabelece o art. 65 do Anexo II do Ricarf, dá ensejo a embargos quando se omite ponto sobre o qual o julgador deveria se pronunciar É o relatório. Voto Conselheiro Dilson Jatahy Fonseca Neto Relator Os embargos são tempestivos e preenchem os demais requisitos de admissibilidade. Outrossim, observase que no Despacho de Admissibilidade não há nenhuma ressalva quanto a parte não admitida, razão pela qual todo o embargo vem a análise e julgamento. Conforme o relatório, os Embargos apontam a ocorrência de omissão no acórdão recorrido em função de completa ausência de fundamentação, “impossibilitando às partes ter ciência dos argumentos que ensejaram a rejeição aos Embargos de Declaração” (fl. 452). Retornando ao acórdão CARF nº 2302003.386 (fls. 444/447), de 10/09/2014, que julgou os primeiros Embargos de Declaração opostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, constatase que o voto condutor se resumiu ao seguinte: “Conselheiro Marcelo Oliveira Relator designado ad hoc na data da formalização. Esclareço que o conselheiro relator não deixou registrado, arquivado, nos sistemas do CARF, seu voto, com suas razões, que levaram o colegiado a decidir pelo resultado consignado em ata. Conseqüentemente, reproduzo somente o resultado, a fim de não extrapolar a determinação e a competência que possuo. CONCLUSÃO: Devido ao exposto, reproduzo o resultado devidamente consignado em ata, que foi por rejeitar os Embargos de Declaração opostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, que busca rediscutir em sede de embargos o alcance da "coisa julgada material".” – fl. 727. Não havendo como compreender a decisão porquanto os seus fundamentos não foram publicados, concluise que há verdadeiro cerceamento do direito de defesa das partes. Efetivamente, ausente a fundamentação é impossível interporem Embargos Inominados para corrigir eventuais erros, por exemplo, ou mesmo Recurso Especial. Efetivamente, constatase que houve verdadeira nulidade. O relatório e o voto são partes indispensáveis do acórdão, nos termos do art. 31 do Decreto nº 70.235/1972, bem como do art. 50 da Lei nº 9.784/1999. A ausência desses elementos configura hipótese de cerceamento do direito de defesa do recorrente e, nos termos do art. 59, II, do Decreto nº Fl. 466DF CARF MF Processo nº 37094.000742/200728 Acórdão n.º 2202004.638 S2C2T2 Fl. 467 5 70.235/1972, nulidade da decisão. In casu, não se pode afirmar que constam o relatório e o voto, vez que as suas razões não se encontram expostas no acórdão. Registrase, outrossim, que não se trata de mera irregularidade, incorreção ou omissão pontual, hipóteses elencadas no art. 60 do Decreto nº 70.235/1972, e que poderiam ser sanadas por meio de emendas para suprir as omissões. Motivo suficiente para tal conclusão é o fato de que o colegiado que proferiu a decisão embargada foi extinto, como já esclareceu o Despacho de Admissibilidade do presente Embargo, não sendo possível no âmbito da presente análise, em outra turma com outros conselheiros, desvendar quais foram as razões de decidir ali esposadas. Em suma, impende reconhecer a nulidade do acórdão nº 2302003.386, de 10/09/2014. Nos termos do art. 59, § 2º, do Decreto nº 70.235/1972, necessário, ainda, determinar a intimação das partes do resultado do presente acórdão e, subsequentemente, a redistribuição dos autos para novo julgamento dos Embargos de Declaração de fls. 405/413. Dispositivo Diante de tudo quanto exposto, voto por acolher os Embargos de Declaração com efeitos infringentes, para reconhecer a nulidade do acórdão embargado e, após a intimação dos interessados, determinar a redistribuição para novo julgamento dos primeiros embargos, constantes às efls. 405/413. (assinado digitalmente) Dilson Jatahy Fonseca Neto Relator Fl. 467DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10840.720238/2010-05
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 24 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2006
OMISSÃO DE RECEITAS. SIMPLES. DIFERENÇA APURADA ENTRE OS VALORES DECLARADOS E OS CONTABILIZADOS.
No processo administrativo fiscal, uma vez lavrado o Auto de Infração, cabe ao contribuinte apontar e comprovar eventuais erros da fiscalização quando da constituição do crédito tributário, inclusive com a juntada de documentação comprobatória.
Sendo constatada a omissão de receitas pelas diferenças identificadas entre as receitas declaradas e as contabilizadas, é ônus do contribuinte comprovar eventual erro nos lançamentos contábeis e qual seria a realidade das operações. Não o fazendo, deve ser mantida a autuação.
DA MULTA NO LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
A redação do artigo 44, inciso I da Lei 9.430/96 é clara ao afirmar que a multa será de 75%, em caso de lançamento de ofício, em que se identifique a falta de pagamento, recolhimento e declaração ou de declaração inexata por parte do contribuinte. Não há que se falar em aplicação de multa de 20%, no caso de lançamento de ofício.
Numero da decisão: 1302-002.907
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Flávio Machado Vilhena Dias - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, Luiz Tadeu Matosinho Machado.
Nome do relator: FLAVIO MACHADO VILHENA DIAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2006 OMISSÃO DE RECEITAS. SIMPLES. DIFERENÇA APURADA ENTRE OS VALORES DECLARADOS E OS CONTABILIZADOS. No processo administrativo fiscal, uma vez lavrado o Auto de Infração, cabe ao contribuinte apontar e comprovar eventuais erros da fiscalização quando da constituição do crédito tributário, inclusive com a juntada de documentação comprobatória. Sendo constatada a omissão de receitas pelas diferenças identificadas entre as receitas declaradas e as contabilizadas, é ônus do contribuinte comprovar eventual erro nos lançamentos contábeis e qual seria a realidade das operações. Não o fazendo, deve ser mantida a autuação. DA MULTA NO LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A redação do artigo 44, inciso I da Lei 9.430/96 é clara ao afirmar que a multa será de 75%, em caso de lançamento de ofício, em que se identifique a falta de pagamento, recolhimento e declaração ou de declaração inexata por parte do contribuinte. Não há que se falar em aplicação de multa de 20%, no caso de lançamento de ofício.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10840.720238/2010-05
anomes_publicacao_s : 201808
conteudo_id_s : 5889348
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1302-002.907
nome_arquivo_s : Decisao_10840720238201005.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : FLAVIO MACHADO VILHENA DIAS
nome_arquivo_pdf_s : 10840720238201005_5889348.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente. (assinado digitalmente) Flávio Machado Vilhena Dias - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, Luiz Tadeu Matosinho Machado.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 24 00:00:00 UTC 2018
id : 7385764
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:23:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050588920414208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1832; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 9.424 1 9.423 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10840.720238/201005 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302002.907 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 24 de julho de 2018 Matéria SIMPLES FEDERAL Recorrente SOUZA & BRAGA TRANSPORTES E SERVIÇOS LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2006 OMISSÃO DE RECEITAS. SIMPLES. DIFERENÇA APURADA ENTRE OS VALORES DECLARADOS E OS CONTABILIZADOS. No processo administrativo fiscal, uma vez lavrado o Auto de Infração, cabe ao contribuinte apontar e comprovar eventuais erros da fiscalização quando da constituição do crédito tributário, inclusive com a juntada de documentação comprobatória. Sendo constatada a omissão de receitas pelas diferenças identificadas entre as receitas declaradas e as contabilizadas, é ônus do contribuinte comprovar eventual erro nos lançamentos contábeis e qual seria a realidade das operações. Não o fazendo, deve ser mantida a autuação. DA MULTA NO LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A redação do artigo 44, inciso I da Lei 9.430/96 é clara ao afirmar que a multa será de 75%, em caso de lançamento de ofício, em que se identifique a falta de pagamento, recolhimento e declaração ou de declaração inexata por parte do contribuinte. Não há que se falar em aplicação de multa de 20%, no caso de lançamento de ofício. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 72 02 38 /2 01 0- 05 Fl. 9424DF CARF MF 2 Luiz Tadeu Matosinho Machado Presidente. (assinado digitalmente) Flávio Machado Vilhena Dias Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, Luiz Tadeu Matosinho Machado. Relatório Tratase o presente processo administrativo de Auto de Infração lavrado em face do contribuinte Souza & Braga Transportes e Serviços Ltda EPP., ora Recorrente, através do qual foram constituídos créditos tributários, na sistemática de recolhimento do Simples Federal, de IRPJ, PIS, COFINS e CSLL e INSS referentes ao ano calendário de 2006. Nos termos da documentação acostada aos autos, o Recorrente, optante pelo recolhimento dos tributos na sistemática do Simples Federal, foi formalmente intimado a fornecer documentação contábil e fiscal de guarda obrigatória, bem como extratos bancários referente ao anocalendário de 2006. Da análise dos documentos e das declarações apresentadas pelo Recorrente, a fiscalização, ao confrontar, em especial, o DIPJ de 2007, com o livro caixa, conhecimentos de transporte, livro registro de saída e os extrato bancários, todos fornecidos pelo próprio Recorrente, identificou que, naquele ano calendário (2006), o contribuinte omitiu receitas, deixando de leválas à tributação. Assim, foi lavrado Auto de Infração, que constituiu créditos tributários do Simples Federal em desfavor do contribuinte, nos termos da opção de recolhimento por qual optou. Devidamente intimado, o Recorrente apresentou impugnação administrativa, cujas as argumentações foram assim sintetizadas pelo acórdão recorrido: 3.1. tratase de simples intermediária entre prestadores de serviços de transporte, para os quais repassava a maior parte dos valores recebidos, retendo apenas pequena quantia de comissionamento de intermediação; 3.2. simples ingressos no Caixa não correspondem a receita da pessoa jurídica, quando mera intermediária de operações, por não aderirem ao seu patrimônio, consoante jurisprudência judicial e administrativa, reproduzida nos autos, fls. 9374/9376; 3.3. a perquirição da verdade material é princípio indispensável de qualquer lançamento tributário, conforme jurisprudência administrativa, fls. 9.378; 3.4. sob o princípio da verdade material não houve omissão de receitas; sim, equivocada contabilização de numerários que, de Fl. 9425DF CARF MF Processo nº 10840.720238/201005 Acórdão n.º 1302002.907 S1C3T2 Fl. 9.425 3 forma transitória e provisória, ingressaram no Caixa da impugnante; 3.5. ainda que tivesse ocorrido omissão de receitas as insuficiências de recolhimentos não poderiam ser exigidas com penalidade de ofício, por se referirem a matéria tributável regularmente declarada ao fisco, visto que a redação do art. 44, I, da Lei n° 9.430/96, diz respeito apenas aos casos de falta de declaração. Dai, sobre eventuais insuficiências a penalidade se restringe a 20%. Contudo, em análise aos argumentos e documentos apresentados pelo Recorrente, a douta Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro (RJ) entendeu por bem julgar como improcedente a Impugnação apresentada, tendo o acórdão recebido a seguinte ementa: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Ano calendário: 2006 OMISSÃO DE RECEITAS. COMPROVAÇÃO DOCUMENTAL. EFEITOS. Comprovada documentalmente a omissão de receitas, exigíveis os tributos pertinentes. PENALIDADES. PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. EFEITOS. O procedimento de ofício, de apuração de eventual tributo devido, implica sanção igualmente de ofício, a qual não se confunde com penalidade moratória por atraso no pagametno de tributo devido declarado. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Devidamente intimado, o Recorrente apresentou Recurso Voluntário, no qual, após tecer comentários sobre a autuação, alegou, em síntese, que é mero intermediário dos serviços de transporte contratados e que as receitas contabilizadas em seus livros não são receitas tributáveis, já que só recebe, efetivamente, uma comissão pela intermediação dos serviços de transporte. Repisa, ainda, em seu Recurso, os argumentos lançados na Impugnação quanto à inaplicabilidade da multa de ofício no caso em apreço. Este é o relatório. Voto Conselheiro Flávio Machado Vilhena Dias. Fl. 9426DF CARF MF 4 Como se denota dos autos, o Recorrente foi intimado do teor do acórdão recorrido, via AR, em 19/02/2015, apresentando o Recurso Voluntário ora analisado no dia 20/03/2015, ou seja, dentro do prazo de 30 dias, nos termos do que determina o artigo 33 do Decreto nº 70.235/72. Assim, sem maiores delongas, uma vez que cumpre os demais requisitos de admissibilidade, o Recurso Voluntário deve ser analisado por este colegiado. Como demonstrado alhures, em processo fiscalizatório relativo ao ano calendário de 2006, o agente autuante identificou um discrepância entre os valores declarados e levados à tributação, quando confrontados com os valores das receitas contabilizadas pelo Recorrente. Ainda, a fiscalização fez diligências junto aos tomadores dos serviços do Recorrente, que foram identificados nos conhecimentos de transportes entregues pelo próprio contribuinte. Assim, contatouse que houve omissão de receitas naquele ano calendário, tendo em vista que não foram levados à tributação todos os valores decorrentes "da venda de bens e serviços nas operações de conta própria", como determina a legislação do SIMPLES. No Recurso apresentado que reitera as argumentações da Impugnação , o Recorrente alega, sempre invocando o princípio da Verdade Material, que a fiscalização se equivocou a considerar como receitas valores que apenas transitaram em suas contas patrimoniais, uma vez que a sua atividade seria de "intermediadora na contratação de fretes e carretos.". Assim, a sua receita tributável seria a diferença entre o que recebe e o que repassa aos reais prestadores de serviços de transporte. Alega, neste sentido, que "o próprio fisco constatou que a recorrente não possuía uma estrutura mínima para prestar serviços rodoviários de cargas, haja vista não ser proprietária ou arrendatária de um único veículo sequer, nem estar adequadamente sediada num estabelecimento ou escritório. (...)" Contudo, em que pese ser enlouquente a argumentação do Recorrente, o que se depreende dos autos é que não houve nenhuma comprovação das alegações. Na Impugnação apresentada e no Recurso Voluntário ora analisado, o Recorrente não trouxe qualquer documento que pudesse comprovar as suas afirmações. Cumpre lembrar que no processo administrativo fiscal, uma vez lavrado o Auto de Infração, cabe ao contribuinte apontar e comprovar eventuais erros da fiscalização, quando da constituição do crédito tributário, inclusive com a juntada de documentação comprobatória. É esta a inteligência do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72: Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (destacouse) Fl. 9427DF CARF MF Processo nº 10840.720238/201005 Acórdão n.º 1302002.907 S1C3T2 Fl. 9.426 5 Ao alegar que houve erro da fiscalização, que, em suas palavras, desprezou a real atividade da empresa, deveria, data venia, o Recorrente, ter trazido aos autos elementos comprobatórios capazes de sustentar suas afirmações. O que não foi feito. Não se pode perder de vista que a fiscalização apontou as omissões de receita com base nas informações lançadas pelo próprio contribuinte nos livros contábeis. Não houve presunção de omissão de receitas, já que a fiscalização baseouse no que o próprio contribuinte declarou. Como muito bem colocado no acórdão recorrido, a fiscalização carreou aos autos farta documentação a fim de comprovar a omissão de receitas. Citase trecho do acórdão neste sentido: 5.1 as apropriações nos Livros Caixa e de Saídas e seus resumos mensais constantes de Demonstração de Resultados Mensais, a exemplos das fls. 21, 27, 38, 48, 122 e 186, evidenciam trataremse os fretes contratados de receitas da pessoa jurídica. Tais evidências são corroboradas pela vasta documentação acostada aos autos, fls. 1031/9272. E mais: não fincandose apenas nas declarações do contribuinte e afim de buscar a Verdade Material, o agente fiscal diligenciou junto aos tomadores dos serviços contratados junto ao Recorrente e estes, como se verifica na motivação da autuação, confirmaram os pagamentos realizados. Assim, pelo conjunto probatório acostados aos autos, não existem reparos a se fazer no Auto de Infração lavrado. Caberia ao contribuinte, como ressaltado, trazer provas que pudessem contradizer o que foi considerado pela fiscalização ao lavrar a autuação, o que, contudo, reiterese, não foi feito. No presente caso, a omissão, ressaltese, foi identificada na escrituração feita pelo próprio contribuinte, que foi confrontada com a DIPJ de 2007. Se aquela escrituração estivesse equivocada (o que pode acontecer, é bom deixar claro), caberia ao contribuinte, no prazo concedido pela legislação, invocar o princípio da Verdade Material e comprovar que a escrituração não refletia, como ele afirma, as reais operações realizadas. Toda argumentação do Recorrente é com base em suposições e em questionáveis ofensas aos princípios constitucionais, sem que haja qualquer comprovação ou demonstração dos supostos erros da fiscalização. Portanto, no mérito, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. DO PERCENTUAL DA MULTA APLICADA. Em argumento e pedido subsidiários, o Recorrente afirma que a fiscalização se equivocou ao aplicar multa de ofício no percentual de 75%, quando, na verdade, o percentual correto seria de 20%. Também não assiste razão ao Recorrente neste ponto. A redação do artigo 44, inciso I da Lei 9.430/96 é clara ao afirmar que a multa será de 75%, em caso de lançamento de ofício, em que se identifique a falta de Fl. 9428DF CARF MF 6 pagamento, recolhimento e declaração ou de declaração inexata por parte do contribuinte. Vejase a redação do dispositivo legal mencionado: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Vide Lei nº 10.892, de 2004) (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) Com toda venia, não há dúvidas na interpretação do dispositivo, que foi considerado pelo agente fiscal ao lavrar o Auto de Infração. Inclusive, devese mencionar que o agente fiscal decotou da autuação os valores efetivamente recolhidos pelo contribuinte, deixando claro que estava considerando na autuação apenas os valores considerados como receita tributável, mas que não foram levados à tributação pelo Recorrente. Por todo exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário apresentado pelo contribuinte. (assinado digitalmente) Flávio Machado Vilhena Dias Relator Fl. 9429DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15983.720040/2015-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Aug 27 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2010
CONCOMITÂNCIA. PROCESSOS JUDICIAL E ADMINISTRATIVO.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula CARF nº 1).
Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 2010
REPORTO. BENEFÍCIO FISCAL.
Serão efetuadas com suspensão dos tributos as importações de máquinas, equipamentos, peças de reposição e outros bens, no mercado interno, quando adquiridos ou importados diretamente pelos beneficiários do Reporto e destinados ao seu ativo imobilizado para utilização exclusiva nas hipóteses previstas. No caso da utilização do bem em finalidade diversa da que motivou a suspensão, o beneficiário fica sujeito à multa de 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor de aquisição do bem no mercado interno ou do respectivo valor aduaneiro.
A aplicação da referida multa isolada não afasta a exigência dos tributos suspensos e a multa sobre eles incidente.
Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2010
REPORTO. BENEFÍCIO FISCAL.
Serão efetuadas com suspensão dos tributos as importações de máquinas, equipamentos, peças de reposição e outros bens, no mercado interno, quando adquiridos ou importados diretamente pelos beneficiários do Reporto e destinados ao seu ativo imobilizado para utilização exclusiva em hipóteses preestabelecidas. No caso da utilização do bem em finalidade diversa da que motivou a suspensão, o beneficiário fica sujeito à multa de 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor de aquisição do bem no mercado interno ou do respectivo valor aduaneiro.
A aplicação da referida multa isolada não afasta a exigência dos tributos suspensos e a multa sobre eles incidente.
Numero da decisão: 3201-004.148
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. Acordam, ainda, em conhecer em parte do Recurso Voluntário e, na parte conhecida, em negar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2010 CONCOMITÂNCIA. PROCESSOS JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula CARF nº 1). Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 2010 REPORTO. BENEFÍCIO FISCAL. Serão efetuadas com suspensão dos tributos as importações de máquinas, equipamentos, peças de reposição e outros bens, no mercado interno, quando adquiridos ou importados diretamente pelos beneficiários do Reporto e destinados ao seu ativo imobilizado para utilização exclusiva nas hipóteses previstas. No caso da utilização do bem em finalidade diversa da que motivou a suspensão, o beneficiário fica sujeito à multa de 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor de aquisição do bem no mercado interno ou do respectivo valor aduaneiro. A aplicação da referida multa isolada não afasta a exigência dos tributos suspensos e a multa sobre eles incidente. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2010 REPORTO. BENEFÍCIO FISCAL. Serão efetuadas com suspensão dos tributos as importações de máquinas, equipamentos, peças de reposição e outros bens, no mercado interno, quando adquiridos ou importados diretamente pelos beneficiários do Reporto e destinados ao seu ativo imobilizado para utilização exclusiva em hipóteses preestabelecidas. No caso da utilização do bem em finalidade diversa da que motivou a suspensão, o beneficiário fica sujeito à multa de 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor de aquisição do bem no mercado interno ou do respectivo valor aduaneiro. A aplicação da referida multa isolada não afasta a exigência dos tributos suspensos e a multa sobre eles incidente.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 27 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 15983.720040/2015-17
anomes_publicacao_s : 201808
conteudo_id_s : 5894782
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 27 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3201-004.148
nome_arquivo_s : Decisao_15983720040201517.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 15983720040201517_5894782.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. Acordam, ainda, em conhecer em parte do Recurso Voluntário e, na parte conhecida, em negar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
id : 7403799
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:25:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050588928802816
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1975; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 1.843 1 1.842 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15983.720040/201517 Recurso nº De Ofício e Voluntário Acórdão nº 3201004.148 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26 de julho de 2018 Matéria PIS.COFINS. MULTAS Recorrentes RUMO LOGÍSTICA OPERADORA MULTIMODAL S/A FAZENDA PÚBLICA ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2010 CONCOMITÂNCIA. PROCESSOS JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula CARF nº 1). ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2010 REPORTO. BENEFÍCIO FISCAL. Serão efetuadas com suspensão dos tributos as importações de máquinas, equipamentos, peças de reposição e outros bens, no mercado interno, quando adquiridos ou importados diretamente pelos beneficiários do Reporto e destinados ao seu ativo imobilizado para utilização exclusiva nas hipóteses previstas. No caso da utilização do bem em finalidade diversa da que motivou a suspensão, o beneficiário fica sujeito à multa de 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor de aquisição do bem no mercado interno ou do respectivo valor aduaneiro. A aplicação da referida multa isolada não afasta a exigência dos tributos suspensos e a multa sobre eles incidente. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2010 REPORTO. BENEFÍCIO FISCAL. Serão efetuadas com suspensão dos tributos as importações de máquinas, equipamentos, peças de reposição e outros bens, no mercado interno, quando AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 98 3. 72 00 40 /2 01 5- 17 Fl. 1843DF CARF MF Processo nº 15983.720040/201517 Acórdão n.º 3201004.148 S3C2T1 Fl. 1.844 2 adquiridos ou importados diretamente pelos beneficiários do Reporto e destinados ao seu ativo imobilizado para utilização exclusiva em hipóteses preestabelecidas. No caso da utilização do bem em finalidade diversa da que motivou a suspensão, o beneficiário fica sujeito à multa de 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor de aquisição do bem no mercado interno ou do respectivo valor aduaneiro. A aplicação da referida multa isolada não afasta a exigência dos tributos suspensos e a multa sobre eles incidente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. Acordam, ainda, em conhecer em parte do Recurso Voluntário e, na parte conhecida, em negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Relatório Trata o presente processo de autos de infração lavrados contra a contribuinte acima identificada, constituindo crédito tributário decorrente das Contribuições para o Programa de Integração Social PIS e para o Financiamento da Seguridade Social Cofins, com multas de ofício e juros de mora. Por bem retratar os fatos constatados nos autos, transcrevo o Relatório da decisão de primeira instância administrativa, in verbis: Contra o interessado foram lavrados autos de infração de Cofins no valor total de R$ 56.446.195,374 (fls. 17/31), de PIS/Pasep no valor total de R$ 12.254.766,19 (fls. 2/16) e de Outra multas Administradas pela RFB no valor total de R$ 169.962.100,00, em função das irregularidades que se encontram descritas no Relatório Fiscal (RF) de fls. 36/65; A empresa apresentou impugnação de fls. 1.014/1.077, na qual alega, em síntese: Preliminarmente: a) Da Nulidade do Auto de Infração por Erro na Identificação do Sujeito Passivo; Fl. 1844DF CARF MF Processo nº 15983.720040/201517 Acórdão n.º 3201004.148 S3C2T1 Fl. 1.845 3 b) Da Iliquidez e Incerteza do Crédito Tributário; b.1) Notas Fiscais Consideradas em Duplicidade e Devoluções; b.2) Necessidade de Compensação de Ofício dos Créditos Decorrentes da Depreciação dos Vagões, Truques e Locomotivas; c) Da Vinculação da Autoridade Fiscal ao Decreto n° 7.297/2010; Mérito: d) Da Suspensão do PIS/COFINS na Aquisição de Vagões, Truques e Locomotivas por Arrendatário de Instalação Portuária de Uso Público; e) Ad argumentandum Impossibilidade de Aplicação da Multa Isolada, da Multa de Ofício e dos Juros de Mora; f) Ad Argumentandum Impossibilidade de Aplicação da Multa de 75%; g) Ad Argumentandum Ausência de Previsão Legal para Aplicação da Multa Isolada no Caso Concreto; h) Ad Argumentandum Concomitância das Multas Aplicadas. i) Ad Argumentandum Da Vedação ao Confisco; j) Da Ilegalidade da Cobrança de Juros Sobre a Multa; Foi requerido diligência fiscal por meio do Despacho nº 65, de 07 de outubro de 2015; Processo presente foi levado a julgamento na sessão de 25/11/2015 quando foi prolatado o Acórdão nº 58631 2ª Turma da DRJ/JFA; (sic). O Acórdão nº 3402004.147 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária do CARF anulou a decisão acima citada e o processo voltou a esta DRJ para novo julgamento; É o breve relatório. A 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora julgou procedente em parte a impugnação, proferindo o Acórdão DRJ/JFA n.º 0964.430, de 30/08/2017 (fls. 1557 e ss.), assim ementado: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2010 CONCOMITÂNCIA DE AÇÃO JUDICIAL. Em face de existência de ação judicial concomitante com o presente processo administrativo fiscal versando sobre o Fl. 1845DF CARF MF Processo nº 15983.720040/201517 Acórdão n.º 3201004.148 S3C2T1 Fl. 1.846 4 mesmo objeto, fica inibido o pronunciamento do julgador administrativo sobre o mérito do direito creditório em litígio. BASE DE CÁLCULO AUTO DE INFRAÇÃO. Valores lançados em duplicidade devem ser excluídos da base de cálculo. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Irresignada, a contribuinte apresentou, no prazo legal, recurso voluntário de fls. 1585 e ss., por meio do qual repete os mesmos argumentos já declinados no recurso voluntário anterior. O processo foi distribuído a este Conselheiro Relator, na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O recurso atende a todos os requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. A Recorrente teve contra si lavrados autos de infração, mediante os quais foram lançados o PIS, a Cofins, multas de ofício (proporcional de 75% e isolada) e juros de mora. Segundo consta do Relatório Fiscal de fls. 36/37, Fl. 1846DF CARF MF Processo nº 15983.720040/201517 Acórdão n.º 3201004.148 S3C2T1 Fl. 1.847 5 Fl. 1847DF CARF MF Processo nº 15983.720040/201517 Acórdão n.º 3201004.148 S3C2T1 Fl. 1.848 6 Impugnada a exigência, a DRJ deu provimento parcial à impugnação (a redução do crédito lançado deveuse ao fato, constatado em diligência, de que, consideradas as aquisições da Recorrente efetuadas à empresa RANDON, verificouse que os valores correspondentes a duas notas fiscais deviam ter sido desconsideradas, de forma que "a base de cálculo das contribuições e multa isolada lançadas conforme os Autos de Infração lavrados em 24/03/2015 foi estimada A MAIOR, apurandose um total de R$ 48.276.900,00 a serem excluídos"). Apresentado recurso voluntário, a 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara desta Seção de Julgamento anulou a decisão de primeira instância, ao fundamento de que não houve a apreciação de matérias contestadas pela Recorrente, quais sejam, a impossibilidade de aplicação da multa isolada, da multa de ofício e dos juros de mora, a impossibilidade de aplicação da multa de 75% e a ausência de previsão legal para aplicação da multa isolada no caso concreto. Nesse contexto, a DRJ proferiu nova decisão, repetindo alguns fundamentos, mas enfrentando as matérias omissas. Pois bem. Com efeito, a Recorrente impetrou Mandado de Segurança Preventivo, tombado sob o nº 000673684.2010.4.03.6104, objetivando o direito a usufruir dos benefícios do REPORTO nas aquisições de vagões, locomotivas e trilhos, conforme comprova o seguinte excerto que compõe o pedido nele formulado (fl. 1516): Claro está que o objeto da ação judicial – o pedido, a pretensão deduzida pelo autor da demanda levada à apreciação do EstadoJuiz (não, portanto, os seus fundamentos) –, é, no caso, o direito à aquisição dos bens referidos com os benefícios do REPORTO, coincide com o objeto do presente processo administrativo (nada mais que a Fl. 1848DF CARF MF Processo nº 15983.720040/201517 Acórdão n.º 3201004.148 S3C2T1 Fl. 1.849 7 cobrança do PIS/Cofins em face do inadimplemento do regime), de modo que há manifesta concomitância de matéria entre as esferas judicial e administrativa, o que atrai a aplicação da Súmula CARF nº 1 ("Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial."). Cabe destacar, por necessário, que a fiscalização cobrou, acertadamente, a multa proporcional de 75% ante a ausência de decisão precária conferindo à Recorrente o direito requerido em sede judicial. Remanesce, contudo, a apreciação das matérias não enfrentadas na decisão originária da DRJ. Aqui, contudo, como a Recorrente repisa os mesmos argumentos já delineados no seu primeiro recurso voluntário, e considerando suficientes os motivos expostos no voto condutor do acórdão recorrido, passamos a transcrevêlos, adotandoos como razão decidir: DAS NULIDADES (...) A alegação de erro na identificação do sujeito passivo não pode ser acolhida, visto que os autos de infração das contribuições foram lavrados com base nos §§ 11 e 12 do art. 14 da Lei 11.033/2004, que à época dos fatos estabeleciam: "Art. 14. As vendas de máquinas, equipamentos, peças de reposição e outros bens, no mercado interno ou a sua importação, quando adquiridos ou importados diretamente pelos beneficiários do Reporto e destinados ao seu ativo imobilizado para utilização exclusiva em portos na execução de serviços de carga, descarga e movimentação de mercadorias, na execução dos serviços de dragagem, e nos Centros de Treinamento Profissional, na execução do treinamento e formação de trabalhadores, serão efetuadas com suspensão do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, da Contribuição para o PIS/Pasep, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins e, quando for o caso, do Imposto de Importação. (Redação dada pela Lei nº 11.726, de 2008) § 11. Na hipótese de utilização do bem em finalidade diversa da que motivou a suspensão de que trata o caput deste artigo, a sua não incorporação ao ativo imobilizado ou a ausência da identificação citada no § 10 deste artigo, o beneficiário fica sujeito à multa de 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor de aquisição do bem no mercado interno ou do respectivo valor aduaneiro. (Incluído pela Lei nº 11.726, de 2008). § 12. A aplicação da multa prevista no § 11 deste artigo não prejudica a exigência dos tributos suspensos, de outras penalidades cabíveis, bem como dos acréscimos legais.(Incluído pela Lei nº 11.726, de 2008)." Fl. 1849DF CARF MF Processo nº 15983.720040/201517 Acórdão n.º 3201004.148 S3C2T1 Fl. 1.850 8 A impugnante alega que “De fato, o § 11, do artigo 14, da Lei n° 11.033/2014 dispõe expressamente que o beneficiário do REPORTO fica sujeito à multa correspondente a 50% do valor de aquisição dos bens abrangidos pelo REPORTO nos casos de (i) utilização do bem em finalidade diversa da que motivou a suspensão; (ii) de não incorporação do bem ao ativo imobilizado; ou (iii) de ausência de identificação visual externa de que o bem foi adquirido com benefício do REPORTO. Já o parágrafo seguinte, que dispõe sobre a exigência dos tributos suspensos nas mesmas hipóteses, independentemente da constituição da multa isolada, não faz qualquer referência ao beneficiário do REPORTO como responsável pelo pagamento dos tributos. (...) Parece claro da leitura dos parágrafos 11 e 12, do artigo 14 da Lei n° 11.033/2004, acima transcritos, que o legislador optou por prever uma pesada multa ao beneficiário do REPORTO, o que já o desestimula a infringir as suas normas, sem prejuízo da cobrança dos tributos, acrescidos de multa de mora e juros do contribuinte, que foi quem efetivamente deixou de recolhê los, beneficiandose dos incentivos fiscais previstos na Lei n° 11.033/2004”. A simples leitura dos dispositivos acima transcritos, que deve ser feita em conjunto, mostra que o § 12 ao esclarecer que “A aplicação da multa prevista no § 11 deste artigo não prejudica a exigência dos tributos suspensos, de outras penalidades cabíveis, bem como dos acréscimos legais” está explicitando que o beneficiário, se incorrer nas situações previstas no §11, além da multa nele prevista estará sujeito também ao pagamento das contribuições de cujas isenções se beneficiou. A obrigação do vendedor da mercadoria ao beneficiário do Reporto é a de confirmar se esse está devidamente habilitado no citado regime, não lhe cabendo, obviamente, a fiscalização da destinação da mercadoria por parte do adquirente. Assim, ele não poderia, em hipótese alguma, ser o responsável pelos tributos devidos pelo descumprimento da legislação por parte do comprador, in casu, a autuada. Quanto à alegação de iliquidez e incerteza do crédito tributário, essa, ainda que existente, não pode gerar nulidade dos autos de infração visto quaisquer defeitos porventura presentes nos autos de infração não ensejam sua nulidade e serão sanados, se comprovadamente resultarem em prejuízo para a autuada, conforme determina art. 60 do Decreto nº 70.235/72. A impugnante alega que a autoridade fiscal “deixou de imputar, de ofício, os créditos de PIS/COFINS decorrentes da aquisição dos ativos em questão, em desrespeito à sistemática da não cumulatividade, prevista no inciso VI, do caput e inciso III, do §1°, do artigo 3º das Leis n° 10.637/2002 e Fl. 1850DF CARF MF Processo nº 15983.720040/201517 Acórdão n.º 3201004.148 S3C2T1 Fl. 1.851 9 10.833/03, c/c no §14 do artigo 3º e artigo 15, inciso II, ambos da Lei n° 10.833/2003”. Nos termos da legislação de regência, para ter direito ao crédito decorrente da aquisição de ativos, é necessário, inicialmente, que o produto adquirido venha gravado com as contribuições em comento, o que não ocorreu visto que as aquisições foram feitas com suspensão dessas contribuições. Num segundo momento, é preciso verificar se os produtos fazem jus ao crédito e em que situação: se como insumo ou depreciação de ativo. Essas apurações cabem à empresa que deverá então retificar as declarações e/ou demonstrativos afetados por elas (Dacons, DCTFs, etc.) e transmitir os PER/Dcomps referentes ao crédito apurado. Cumpre esclarecer que a Solução de Consulta nº 24, de 18/01/2010, proferida pela SRRF – 8º RF em face da consulta formulada pela impugnante, vincula, em termos administrativos, tanto a empresa quanto a autoridade fiscal, no que diz respeito à matéria nela tratada. Assim, não há que se falar em não cumprimento do Decreto nº 7.297/2010. DO MÉRITO (...) Das Notas Fiscais Consideradas em Duplicidade e Devoluções Na Informação Fiscal de fls. 1.265/1.268 que trata da diligência fiscal requerida visando apurar a alegação de que “Ao aferir a base de cálculo da suposta obrigação tributária objeto do presente processo administrativo, a autoridade fiscal considerou notas fiscais em duplicidade e desconsiderou as devoluções havidas”, a autoridade fiscal informa que “considerando exclusivamente as aquisições da Autuada junto ao fornecedor Randon, verificase que a base de cálculo das contribuições e multa isolada lançadas conforme os Autos de Infração lavrados em 24/03/2015 foi estimada A MAIOR, apurandose um total de R$ 48.276.900,00 a serem excluídos”. Assim, efetuando as exclusões propostas no relatório de diligência, os valores das contribuições e da multa regulamentar lançados nos autos de infração analisados passam a ser os constantes da tabela abaixo. (eis a razão do recurso de ofício!). (...) Da alegada impossibilidade de aplicação da multa isolada, da multa de ofício e dos juros de mora e da concomitância das multas aplicadas Quanto à alegação de “Concomitância das Multas Aplicadas”, temos que os fatos geradores dessas são distintos, a saber: a multa de oficio de 75% tem por fato gerador o art. 44 da Lei 9.430/96 e se aplica nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, falta de declaração e nos de declaração inexata, enquanto a multa isolada de 50% tem por fato gerador o § 11 do art. 14 da Lei 11.033/2004 e se aplica na hipótese de utilização Fl. 1851DF CARF MF Processo nº 15983.720040/201517 Acórdão n.º 3201004.148 S3C2T1 Fl. 1.852 10 do bem adquirido em finalidade diversa da que motivou a suspensão das contribuições, a sua não incorporação ao ativo imobilizado ou a ausência da identificação citada no § 10 do mesmo dispositivo legal. Já os juros tem por base o §3º do art. 61 da Lei 9.430/96. Quanto à alegação que "a Impugnante observou o quanto disposto no Decreto n° 6.582/2008, sendo assim, deve ser afastada, no mínimo, a aplicação da multa isolada, da multa de ofício e dos juros de mora, como determina o parágrafo único do supratranscrito artigo 100 do CTN, c/c no caput do artigo" cumpre registrar que a autuação se deu exatamente pelo fato da autoridade fiscal entender que a empresa não observou a legislação de regência, inclusive o citado Decreto n° 6.582/2008. Da alegada impossibilidade de aplicação da multa de 75% No tópico anterior já se falou que a multa de oficio de 75% tem por fato gerador o art. 44 da Lei 9.430/96 e se aplica nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, falta de declaração e nos de declaração inexata. A autuada alega que "conforme demonstrado alhures, a Impugnante não é o sujeito passivo da obrigação tributária, seja na qualidade de contribuinte ou de responsável, jamais poderia ter constituído a suposta obrigação tributária ou a recolhido espontaneamente, não podendo ser imputada a ela qualquer penalidade nesse sentido". A alegação de que houve erro na identificação do Sujeito Passivo já foi analisada nas preliminares, portanto como ficou demonstrado que não existiu o erro, a alegação em análise perde completamente razão de ser, visto que a multa de ofício de 75% foi aplicada no rigor da legislação citada. Da alegada ausência de previsão legal para aplicação da multa isolada no caso concreto A empresa alega que "A autoridade fiscal em nenhum momento questionou o fato das locomotivas, vagões e truques adquiridos pela Impugnante no mercado interno, com suspensão do PIS/COFINS incidente, terem sido incorporados ao seu ativo imobilizado ou de terem sido identificados como bens adquiridos no âmbito do REPORTO, deste modo, a única infração que supostamente poderia teria sido incorrida pela Impugnante seria utilizar tais bens em finalidade diversa da que motivou a suspensão do crédito tributário. Ocorre que nunca houve desvio da finalidade de utilização do bem adquirido!". A Solução de Consulta nº 24, de 18/01/2010, proferida pela SRRF – 8º RF em face da consulta formulada pela impugnante, que vincula, em termos administrativos, tanto a empresa quanto a autoridade fiscal, no que diz respeito à matéria nela tratada, estabeleceu "que para se beneficiar da suspensão da tributação dos bens adquiridos com base no Art. 14 da Lei 11.033/04 estes deverão ser utilizados exclusivamente na área do porto organizado". Considerando que as locomotivas, vagões e truques adquiridos com o benefício do REPORTO foram utilizados fora da área do porto organizado, ficou caracterizada a infração Fl. 1852DF CARF MF Processo nº 15983.720040/201517 Acórdão n.º 3201004.148 S3C2T1 Fl. 1.853 11 prevista no §11 do art. 14 da Lei nº 11.033/2004 que estabelece que "Na hipótese de utilização do bem em finalidade diversa da que motivou a suspensão de que trata o caput deste artigo, a sua não incorporação ao ativo imobilizado ou a ausência da identificação citada no § 10 deste artigo, o beneficiário fica sujeito à multa de 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor de aquisição do bem no mercado interno ou do respectivo valor aduaneiro". A autuada discorda da exigência relativa à multa de oficio que considera como confiscatória. No tocante a alegada “Vedação ao Confisco”, cumpre esclarecer que essas multas destinamse a punir o contribuinte quando este não tiver cumprido, espontaneamente, mesmo com atraso, obrigação tributária à qual estava sujeito desde a ocorrência do fato gerador ou quando descumprir disposição expressa na legislação. O lançamento de ofício é um procedimento fiscal, e como tal deve ser, em relação a ele, observadas as normas do artigo 7º, inciso I e §§ 1º e 2º, do Decreto nº 70.235/72. Em sintonia com o disposto no artigo 138, parágrafo único, do CTN, esse ato tem o condão de excluir a espontaneidade do sujeito passivo e de todos os demais envolvidos nas infrações verificadas. Logo, iniciada a ação fiscal o sujeito passivo está sujeito às penalidades próprias do procedimento de ofício, inclusive à multa de ofício. Assim, na forma do inciso I, do artigo 44, da Lei n.º 9.430/96, quando for apurada falta ou insuficiência de recolhimento do imposto de renda e das contribuições, a multa a ser aplicada de ofício é de 75% que será aumentada de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimações prevista no § 2º do mesmo artigo. Salientamos que a vedação constitucional citada pela impugnante referese à utilização de tributo com efeito confiscatório, não se referindo a multas por atos ilícitos. E mais, dirigese ao legislador, não se aplicando aos lançamentos de ofício efetuados em cumprimento das leis tributárias regularmente aprovadas. Por fim, quanto à alegação de ilegalidade da cobrança de juros sobre a multa, ante a inexistência de dispositivo legal nesse sentido, registrese que os tais juros não constam do lançamento, portanto não constituem matéria litigiosa. Porém a título informativo, podese assinalar que a partir da ciência dos autos de infração, os lançamentos de oficio se completam, constituindose, então, o crédito tributário da União, que, à luz do artigo 113, § 1º, combinado com o artigo 139, ambos do Código Tributário Nacional (CTN), compreende os valores do imposto, da contribuição e da multa de ofício proporcional. Fl. 1853DF CARF MF Processo nº 15983.720040/201517 Acórdão n.º 3201004.148 S3C2T1 Fl. 1.854 12 Por sua vez, o artigo 161 do CTN preceitua que o crédito tributário não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, ressalvando apenas a hipótese de pendência de consulta formulada dentro do prazo legal para pagamento do crédito. Assim, não há dúvidas de que, sobre o valor da multa de ofício proporcional ao imposto exigido, valor de multa este que compõe o crédito tributário, incidem juros a partir do vencimento. Tais juros de mora incidentes sobre a multa de ofício a partir do seu vencimento são calculados pela taxa Selic, conforme dispõe expressamente o Parecer MF/SRF/COSIT/COOPE/SENOG nº 28, de 02 de abril de 1998, com base em interpretação, dentre outros dispositivos legais, do artigo 61, § 3º da Lei nº 9.430/96: “Encaminhado a esta CoordenaçãoGeral, com pedido de homologação, o Parecer nº 01, de 16.02.98, elaborado pela DISIT/SRRF/ 10ª RF/, que trata da ‘incidência de juros de mora sobre multas de ofício. 2. O referido Parecer conclui, com base no disposto nos arts. 29 e 30 da Medida Provisória nº 1.62131, de 13.01.98, no art. 84 da Lei nº 8.981/95 e no art. 13 da Lei nº 9.065/95, que as multas de ofício, associadas a fatos geradores ocorridos até 31.12.94, que não tenham sido objeto de parcelamento requerido até 31.08.95, estão sujeitas à incidência de juros de mora, se recolhidas em atraso. Conclui, igualmente, com apoio no art. 61 e seu parágrafo 3º, da Lei nº 9.430/96, que, com relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 01.01.97, incidirão juros moratórios sobre os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições – inclusive, pois, os relativos às multas de ofício não pagos nos respectivos vencimentos. 3. Concordamos integralmente com as conclusões constantes do referido Parecer. Assim, desde 01.01.97, as multas de ofício que não forem recolhidas dentro dos prazos legais previstos estão sujeitas à incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, até o último dia do mês anterior ao do pagamento, e de um por cento no mês de pagamento, desde que sejam associadas a: a) fatos geradores ocorridos a partir de 01.01.97; b) fatos geradores que tenham ocorrido até 31.12.94, se não tiverem sido objeto de pedido de parcelamento até 31.08.95. 4. É importante ressaltar que, por falta de previsão legal, o disposto acima não se aplica às multas de ofício associadas a fatos geradores ocorridos nos exercícios de 1995 e 1996. Nesse caso, os juros de mora incidirão somente sobre os tributos e contribuições pagos a destempo. 5. Do exposto, propomos que seja homologado o entendimento constante do Parecer em análise. Além disso, tendo em vista a natureza da matéria, propomos que seja enviada cópia do Fl. 1854DF CARF MF Processo nº 15983.720040/201517 Acórdão n.º 3201004.148 S3C2T1 Fl. 1.855 13 mesmo às demais DISIT/SRRF e à Coordenação do Sistema de Arrecadação e Cobrança – COSAR, para ciência.” (grifos do original). Há que se fazer, contudo, uma breve observação. É que não concordamos com a tese, encartada no voto que vimos de reproduzir e adotar como razão de decidir, de que a Solução de Consulta vincula o contribuinte que o formulou e o próprio Fisco. No nosso entendimento, muito embora não importante para o deslinde do presente litígio, ela vincula apenas este último, de modo que nada impede que aquele proceda em desacordo com a Solução de Consulta que ele mesmo propôs e debata a matéria nela discutida, se acaso for autuado, no Contencioso Administrativo. Portanto, o seu mero descumprimento pelo contribuinte não pode servir para fundamentar o lançamento. Ante o exposto, conheço em parte do recurso voluntário e, na parte conhecida, NEGO PROVIMENTO ao recurso. E NEGO PROVIMENTO ao recurso de ofício. É como voto. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 1855DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 19679.004570/2003-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1998
Ementa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO.
Os embargos de declaração são cabíveis quando houver omissão no acórdão sobre prévia extinção do crédito tributário.
DCTF. CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. SÚMULA CARF Nº 5.
Não há incidência de juros de mora e multa moratória, quando houver depósito integral da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), conforme a Súmula CARF nº 5.
FATO SUPERVENIENTE QUE RECONHECE A EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO ANTES DO ACÓRDÃO EMBARGADO.
Existindo fato superveniente, que reconhece a extinção do crédito tributário pela transformação do depósito judicial em pagamento definitivo, admite-se o saneamento do acórdão mediante embargos de declaração, com efeitos infringentes.
Numero da decisão: 1201-002.070
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
ESTER MARQUES LINS DE SOUSA - Presidente
(assinado digitalmente)
RAFAEL GASPARELLO LIMA - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Luis Henrique Marotti Toselli, Angelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Rafael Gasparello Lima e Gisele Barra Bossa. Ausentes justificadamente os conselheiros José Carlos de Assis Guimarães, Luis Fabiano Alves Penteado e Eva Maria Los.
Nome do relator: RAFAEL GASPARELLO LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201803
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1998 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. Os embargos de declaração são cabíveis quando houver omissão no acórdão sobre prévia extinção do crédito tributário. DCTF. CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. SÚMULA CARF Nº 5. Não há incidência de juros de mora e multa moratória, quando houver depósito integral da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), conforme a Súmula CARF nº 5. FATO SUPERVENIENTE QUE RECONHECE A EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO ANTES DO ACÓRDÃO EMBARGADO. Existindo fato superveniente, que reconhece a extinção do crédito tributário pela transformação do depósito judicial em pagamento definitivo, admite-se o saneamento do acórdão mediante embargos de declaração, com efeitos infringentes.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 19679.004570/2003-85
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5883982
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1201-002.070
nome_arquivo_s : Decisao_19679004570200385.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : RAFAEL GASPARELLO LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 19679004570200385_5883982.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) ESTER MARQUES LINS DE SOUSA - Presidente (assinado digitalmente) RAFAEL GASPARELLO LIMA - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Luis Henrique Marotti Toselli, Angelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Rafael Gasparello Lima e Gisele Barra Bossa. Ausentes justificadamente os conselheiros José Carlos de Assis Guimarães, Luis Fabiano Alves Penteado e Eva Maria Los.
dt_sessao_tdt : Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2018
id : 7370658
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:22:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050588937191424
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1564; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 190 1 189 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19679.004570/200385 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1201002.070 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2018 Matéria CSLL Embargante ZONARI SERVIÇOS DE ADESTRAMENTO E ADMINISTRAÇÃO DE BENS LTDA. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1998 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. Os embargos de declaração são cabíveis quando houver omissão no acórdão sobre prévia extinção do crédito tributário. DCTF. CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. SÚMULA CARF Nº 5. Não há incidência de juros de mora e multa moratória, quando houver depósito integral da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), conforme a Súmula CARF nº 5. FATO SUPERVENIENTE QUE RECONHECE A EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO ANTES DO ACÓRDÃO EMBARGADO. Existindo fato superveniente, que reconhece a extinção do crédito tributário pela transformação do depósito judicial em pagamento definitivo, admitese o saneamento do acórdão mediante embargos de declaração, com efeitos infringentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Presidente (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 67 9. 00 45 70 /2 00 3- 85 Fl. 191DF CARF MF 2 RAFAEL GASPARELLO LIMA Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Luis Henrique Marotti Toselli, Angelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Rafael Gasparello Lima e Gisele Barra Bossa. Ausentes justificadamente os conselheiros José Carlos de Assis Guimarães, Luis Fabiano Alves Penteado e Eva Maria Los. Relatório Tratase de Embargos de Declaração, opostos por Zonari Serviços de Adestramento e Administração de Bens Ltda., argumentando fato superveniente que modificaria o acórdão nº 1801001.974 (fls. 104), a seguir ementado: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 1998 HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. DECADÊNCIA. No caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, o direito de o Fisco constituir o crédito tributário extinguese em cinco anos contados da data do fato gerador, desde que haja pagamento antecipado do tributo e não seja comprovada a ocorrência de dolo. fraude ou simulação. Assunto: Normas de Administração Tributária Anocalendário: 1998 DCTF. CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. DECISÃO JUDICIAL PASSÍVEL DE REFORMA. PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. A obrigação tributária declarada em DCTF no anocalendário 1998 e vinculada a processo judicial passível de reforma deve ser objeto de lançamento para constituir o crédito tributário, ficando a exigibilidade definida conforme a decisão judicial existente. DCTF. PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. MULTA DE OFÍCIO VINCULADA. INAPLICABILIDADE. A multa de ofício não é devida quando há medida judicial que determina a suspensão do débito. Inteligência do artigo 63 da Lei n° 9.430, de 1996. A extinta Colenda 1ª Turma Especial, outrora vinculada à 3ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento, por maioria, deu provimento parcial ao Recurso Voluntário, extinguindo a multa de ofício. Dessa forma, o acórdão embargado não reconheceu o depósito judicial, informado pela Embargante, concluindo pela exigibilidade da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), com os acréscimos de juros e da multa moratória, "in verbis": Mesmo sendo possível o depósito judicial no Banco do Brasil, àquela época, entendo não ser possível superar o erro na identificação do titular do depósito, que é identificado pelo número no CNPJ. Nem mesmo o nome do depositante coincide com os dados do recorrente, constando naquele documento, Fl. 192DF CARF MF Processo nº 19679.004570/200385 Acórdão n.º 1201002.070 S1C2T1 Fl. 191 3 como autor, a inscrição “Advocacia Zonari S/C e outra”. Se é verdade que o interessado incorreu em erro no preenchimento da guia do depósito judicial, somente ele poderá corrigilo, não sendo razoável que a Fazenda assuma o ônus de erro de terceiro. Portanto, não se reconhece os efeitos do alegado depósito judicial, sendo exigíveis a CSLL e os juros moratórios e a multa moratória. Em seu Recurso Voluntário, a Recorrente, ora Embargante, esclareceu a competência do Banco do Brasil para recebimento do mencionado depósito judicial à época, noticiando sua ulterior transferência para Caixa Econômica Federal (fls. 95 e 97): (...) A Embargante aduz que o crédito tributário foi extinto antes do referido acórdão, conforme fato superveniente (fls.132 e 133), que ratificou a existência de depósito judicial, convertido em pagamento definitivo: Entende a Embargante, respeitosamente, que tal exigência não pode prosperar em face de fato superveniente que deve ser levado em consideração (art. 462 do CPC/73 – art. 493 do CPC/15), razão pela qual opõe os presentes Embargos de Declaração. Fl. 193DF CARF MF 4 Tal fato consiste na conversão em renda da União Federal do depósito judicial realizado nos autos do Mandado de Segurança n° 97.00221113 (Processo n° 002211194.1997.403.6100), que corresponde rigorosamente ao crédito objeto da discussão no presente auto de infração, conforme documentação anexa (doc. 01). Esse depósito, por seu turno, foi retificado pela instituição bancária, o que afasta os óbices levantados pela v. acórdão embargado para deixar de considerálo como suficiente para suspender a exigibilidade do crédito questionado. Com efeito, no que tange à validade do depósito, ela não foi reconhecida, conforme decisão recorrida, pelos seguintes motivos: ''Mesmo sendo possível o depósito judicial no Banco do Brasil, àquela época, entendo não ser possível superar o erro na identificação do titular do depósito, que é identificado pelo número no CNPJ. Nem mesmo o nome do depositante coincide com os dados do recorrente, constando naquele documento, como autor, a inscrição 'Advocacia Zonari S/C e outra'. Se é verdade que o interessado incorreu em erro no preenchimento da guia do depósito judicial, somente ele poderá corrigilo, não sendo razoável que a Fazenda assuma o ônus de erro de terceiro" (p. 6 do acórdão recorrido). Vale dizer, o depósito não foi admitido porque o CNPJ indicado na guia estava incorreto, muito embora o valor depositado (R$ 2.565.70) correspondesse rigorosamente ao montante apurado pela ora Embargante e que foi, justamente, aquele autuado a título de obrigação principal. Ocorre que, conforme se observa dos documentos anexos (doc.01), a Caixa Econômica Federal, a pedido da Embargante, retificou o CNPJ do titular da conta de depósito judicial, que passou a ser o de n. 69.105.898/000169 (da própria Embargante). Ato contínuo, houve a conversão do depósito em renda, em razão da denegação da segurança. A conversão já foi realizada sob o CNPJ da própria Embargante, o que afasta qualquer dúvida quanto à alocação correta dos valores ao Fisco Federal. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo (Derat/SP) exarou despacho de encaminhamento (fls. 181), confirmando a exposição da Embargante. A Contribuinte apresentou embargos de declaração ao acórdão do CARF, fls. 132/134, alegando fato superveniente, qual seja a "conversão em renda da União" (de acordo com a alteração trazida pelo artigo 1º, § 3º, inciso II, da Lei nº 9.703/98, a terminologia mais adequada a ser adotada é: transformação em pagamento definitivo da União) do depósito judicial realizado nos autos do Mandado de Segurança em comento e correspondente ao crédito tributário controlado neste processo administrativo, o qual foi retificado pela instituição bancária, com regularização do saldo em conta vinculada ao seu CNPJ. De fato, após a retificação do código de receita (de 1074 para 7485), constatamos, através da emissão do extrato de pagamento no SIEF Documentos de Arrecadação anexado às Fl. 194DF CARF MF Processo nº 19679.004570/200385 Acórdão n.º 1201002.070 S1C2T1 Fl. 192 5 fls. 176, que o montante regularizado na conta 0265.635.002811319 foi efetivamente transformado em pagamento definitivo da União, estando vinculado ao CNPJ da Contribuinte. Tendo em vista extrato enviado pelo Banco do Brasil com os saldos atualizados dos depósitos em 04/12/2007 (fls. 178), foram feitos cálculos, conforme planilha de fls. 179, com as proporções a serem alocadas aos créditos tributários correspondentes, inclusive para o CT controlado neste processo, medida que deverá ser adotada caso os embargos de declaração opostos pela Contribuinte sejam acolhidos e a decisão do CARF seja revista, solicitandose, nesse caso, que os autos retornem a esta Equipe para alocação proporcional e encerramento do processo. O Recurso Voluntário foi julgado na sessão de 08 de maio de 2014, enquanto a transformação do depósito judicial em pagamento definitivo foi em 24 de março de 2014 (fls. 136). Considerando a extinção da 1ª Turma Especial, vinculada à 3ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento, assim como a modificação da composição desta Turma, mediante novo sorteio, fui designado relator. A admissibilidade dos Embargos de Declaração foi proferida em despacho nos autos (fls.186 a 189), neste momento, sobrevindo a sua apreciação pelo presente colegiado. É o relatório. Voto Conselheiro Rafael Gasparello Lima, Relator. Os Embargos de Declaração são tempestivos, com admissibilidade reconhecida, portanto, deles tomo conhecimento. O extrato do Sistema de Informações do Banco do Brasil (SISBB), emitido em 04 de dezembro de 2007, discriminou todos os depósitos judiciais realizados pela Embargante, incluindo a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), vencida 31 de julho de 1998 (fls. 178): Como relatado, existiu a transformação do depósito judicial em pagamento definitivo, extinguindo o crédito tributário na sua integralidade, segundo o extrato emitido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo (Derat/SP) (fls. 181). De acordo com decisão judicial, proferida pela juíza substituta em exercício na 5ª Vara Federal da Seção Judiciária da Capital do Estado de São Paulo, nos autos da Ação Fl. 195DF CARF MF 6 de Mandado de Segurança registrada sob nº 002211194.1997.403.6100, a transformação do depósito judicial em pagamento definitivo ocorreu em 24 de março de 2014 (fls. 136). O Recurso Voluntário foi julgado na sessão de 08 de maio de 2014, após a mencionada transformação do depósito judicial em pagamento definitivo, justificando o recurso da Embargante para saneamento do aludido erro material. O artigo 65 do RICARF prevê a interposição dos embargos de declaração quando o "acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a turma". Adicionalmente, o artigo 66 do RICARF estabelece a hipótese dos embargos inominados para retificação de "inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculo existentes na decisão". Assim sendo, o acórdão recorrido incorreu em erro material, retificável pelos embargos inominados, vez que o depósito judicial foi integral, antes do vencimento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), de imediato, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário, tal como preceituado no artigo 151, inciso II, do Código Tributário Nacional. Não obstante, considerando a transformação do depósito judicial em pagamento definitivo (fls. 136), o crédito tributário foi extinto em 24 de março de 2014, segundo o artigo 156, inciso VI, do Código Tributário Nacional. Data maxima venia, o acórdão embargado, equivocadamente, não reconheceu os efeitos inerentes ao depósito judicial, validando a Contribuição Social sobre o Lucro Fl. 196DF CARF MF Processo nº 19679.004570/200385 Acórdão n.º 1201002.070 S1C2T1 Fl. 193 7 Líquido (CSLL) apurada em revisão de Declaração de Débitos e Créditos de Tributários Federais (DCTF), com os acréscimos de juros moratórios e da multa de mora (fls. 109). Em suma, prevalece a Súmula nº 5, editada por este Egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), não sendo exigível os juros de mora sobre o crédito tributário em análise, tampouco a imposição da multa moratória: Súmula CARF nº 5: São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. Isto posto, ACOLHO os Embargos de Declaração, reconhecendo os efeitos da transformação do depósito judicial em pagamento definitivo, extinguindo a integralidade do crédito tributário, incluindo o valor do principal, dos juros moratórios e da multa de mora. (assinado digitalmente) Rafael Gasparello Lima Relator Fl. 197DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12466.721757/2011-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Período de apuração: 20/11/2007 a 23/07/2008
PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONEXÃO. PREVENÇÃO. MOMENTOS PROCESSUAIS DISTINTOS. APLICAÇÃO DA DECISÃO ANTERIOR.
Tendo em vista que processo conexo já foi distribuído e teve seu mérito analisado, não é mais o momento para a utilização do instituto da prevenção para o julgamento da causa, nos termos do Regimento Interno do CARF e do artigo 58 do Novo Código de Processo Civil, mas sim da aplicação da decisão já proferida por este Conselho, sobre os mesmos fatos, para o processo sob apreço.
IMPORTAÇÃO. INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. COMPROVADA. MULTA CESSÃO DE NOME. APLICÁVEL AO IMPORTADOR OSTENSIVO.
Com o advento do artigo 33 da Lei nº 11.488/07, aplica-se ao importador ostensivo a multa de 10% do valor da operação acobertada nos casos de interposição fraudulenta comprovada de terceira pessoa em transações no comércio exterior.
Numero da decisão: 3402-005.540
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente
(assinado digitalmente)
Thais De Laurentiis Galkowicz - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodolfo Tsuboi (Suplente Convocado) e Waldir Navarro Bezerra.
Nome do relator: THAIS DE LAURENTIIS GALKOWICZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 20/11/2007 a 23/07/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONEXÃO. PREVENÇÃO. MOMENTOS PROCESSUAIS DISTINTOS. APLICAÇÃO DA DECISÃO ANTERIOR. Tendo em vista que processo conexo já foi distribuído e teve seu mérito analisado, não é mais o momento para a utilização do instituto da prevenção para o julgamento da causa, nos termos do Regimento Interno do CARF e do artigo 58 do Novo Código de Processo Civil, mas sim da aplicação da decisão já proferida por este Conselho, sobre os mesmos fatos, para o processo sob apreço. IMPORTAÇÃO. INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. COMPROVADA. MULTA CESSÃO DE NOME. APLICÁVEL AO IMPORTADOR OSTENSIVO. Com o advento do artigo 33 da Lei nº 11.488/07, aplica-se ao importador ostensivo a multa de 10% do valor da operação acobertada nos casos de interposição fraudulenta comprovada de terceira pessoa em transações no comércio exterior.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 12466.721757/2011-11
anomes_publicacao_s : 201808
conteudo_id_s : 5891750
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3402-005.540
nome_arquivo_s : Decisao_12466721757201111.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : THAIS DE LAURENTIIS GALKOWICZ
nome_arquivo_pdf_s : 12466721757201111_5891750.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente (assinado digitalmente) Thais De Laurentiis Galkowicz - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodolfo Tsuboi (Suplente Convocado) e Waldir Navarro Bezerra.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
id : 7390901
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:24:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050588953968640
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 16; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1642; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 323 1 322 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12466.721757/201111 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3402005.540 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de julho de 2018 Matéria PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Recorrente PANTOP COMERCIO IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 20/11/2007 a 23/07/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONEXÃO. PREVENÇÃO. MOMENTOS PROCESSUAIS DISTINTOS. APLICAÇÃO DA DECISÃO ANTERIOR. Tendo em vista que processo conexo já foi distribuído e teve seu mérito analisado, não é mais o momento para a utilização do instituto da prevenção para o julgamento da causa, nos termos do Regimento Interno do CARF e do artigo 58 do Novo Código de Processo Civil, mas sim da aplicação da decisão já proferida por este Conselho, sobre os mesmos fatos, para o processo sob apreço. IMPORTAÇÃO. INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. COMPROVADA. MULTA CESSÃO DE NOME. APLICÁVEL AO IMPORTADOR OSTENSIVO. Com o advento do artigo 33 da Lei nº 11.488/07, aplicase ao importador ostensivo a multa de 10% do valor da operação acobertada nos casos de interposição fraudulenta comprovada de terceira pessoa em transações no comércio exterior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 46 6. 72 17 57 /2 01 1- 11 Fl. 752DF CARF MF 2 Thais De Laurentiis Galkowicz Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodolfo Tsuboi (Suplente Convocado) e Waldir Navarro Bezerra. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento ("DRJ") de Fortaleza/CE (fls 656 a 691), que julgou improcedente a impugnação apresentada pelo Sujeito Passivo. Por bem consolidar os fatos ocorridos até a decisão da DRJ, colaciono o relatório do Acórdão recorrido in verbis: Trata o presente processo de impugnação contra a exigência da multa prevista no art. 33 da Lei nº 11.488/2007, no valor de R$ 154.090,74, objeto do Auto de Infração de fls. 0332. De acordo com a descrição dos fatos contida no Auto de Infração, a empresa Pantop Comércio Importação e Exportação Ltda. (CNPJ 03.286.684/000128), doravante identificada apenas como Pantop, cedeu seu nome e documentos para a nacionalização de mercadorias, com vistas no acobertamento da real importadora Wiga Comércio e Serviços Ltda. (CNPJ 31.977.499/000115), doravante identificada como WIGA. A presente autuação tem relação com o auto de infração referente ao processo nº 12466.721755/2011 14. A fiscalização afirma quer a empresa Pantop, de forma simulada, registrou importações como sendo por sua própria conta, porém, de fato, eram operações de importação realizadas por conta e ordem de terceiros, havendo apontado a empresa Wiga, como a real adquirente das mercadorias no exterior. Na sequência, o autuante relata que a empresa Pantop foi intimada a apresentar diversos documentos. Ao exame da documentação que serviu de base para as Declarações de Importação registradas pela citada empresa, relacionadas à fls. 0708, a fiscalização constatou que, embora a Pantop tenha se declarado como importadora por conta e risco próprios, a sua atuação se deu como prestadora de serviços em importações por conta e ordem da empresa Wiga, que seria a real beneficiária e maior interessada nas importações. A autoridade fiscal aduz que: 1) as citadas empresas falsificaram as faturas comerciais, apresentadas para nacionalização das mercadorias, e documentos de comprovação do transporte internacional, declarando operações de comércio exterior de forma simulada, pois tais documentos indicam operações de importação por conta e risco da Pantop, porém quem comprou as mercadorias no exterior foi a Wiga, e essa sua qualidade de real importadora Fl. 753DF CARF MF Processo nº 12466.721757/201111 Acórdão n.º 3402005.540 S3C4T2 Fl. 324 3 obrigatoriamente deveria estar registrada em todos esses documentos; 2) os documentos e declarações formuladas não representam de modo fidedigno as operações comerciais, pois o importador neles indicado não o é de fato, sendo que a Pantop foi interposta nas relações da Wiga com o fisco, permitindo que essa última permanecesse oculta, com o interesse de suprimir parte do recolhimento do IPI e outros impostos; 3) os atos praticados pela importadora declarada tiveram como objetivo ocultar a verdadeira interessada nas mercadorias estrangeiras nas operações de importação em questão, simulando ser esta uma mera adquirente de mercadorias já nacionalizadas; 4) há elementos comprobatórios de que as declarações inexatas são frutos de ações praticadas com dolo, pelas citadas empresas, os quais, intencionalmente promoveram modificações nas características essenciais da operação de importação, de modo a manter oculto o verdadeiro importador e afastar a Wiga da condição de adquirente por conta e ordem, elidindo sua equiparação a indústria, para fins das obrigações relativas ao IPI, estando presentes sonegação, conluio, simulação e fraude; 5) A Wiga não foi mera compradora de mercadorias nacionalizadas, tendo assumido financeiramente todos os custos de nacionalização das mercadorias, por meio da Pantop, que fez uso de documentos ao menos ideologicamente falsos, prestando declarações inverídicas no momento do registro das Declarações de Importação; 6) de acordo com o parágrafo único do art. 1º da IN SRF nº 225/2002, a importação por conta e ordem de terceiros pode variar na sua complexidade, em função da negociação entre as partes, mas tem por essência o interesse do adquirente em receber suas mercadorias negociadas no exterior, sem o que não existiria a motivação do importador para promover a nacionalização das mercadorias; 7) havendo um terceiro responsável, vinculado à aquisição das mercadorias do exterior, sem que seja consignada a identificação na DI e nos documentos de instrução, limitandose, a função do importador, a constar apenas nominalmente nos documentos necessários ao despacho aduaneiro, resta evidenciada a ocorrência enquadrada como ocultação do real responsável pela operação, mediante interposição fraudulenta; 8) na importação por conta e ordem, embora a atuação da empresa importadora possa abranger desde a simples execução do despacho de importação até a intermediação da negociação no exterior, contratação do transporte, seguro, entre outros, o promotor da operação é o adquirente, sendo o mandante da importação, aquele que efetivamente faz vir a mercadoria de outro país, em razão da compra internacional, o que pactua a compra internacional e dispõe de capacidade econômica para o Fl. 754DF CARF MF 4 pagamento, pela via cambial, da importação, pois é deste que se originam os recursos financeiros; 9) foram os fornecedores e a Wiga que acertaram as condições dos contratos de compra e venda, definindo mercadorias, preços, formas de pagamento etc, a operação real, que o interveniente intenta ocultar, sendo, as mercadorias, consignadas à Pantop, revestida da qualidade de importadora, que registrou as DIs; 10) conforme Notas Fiscais de saída, pequena parte das mercadorias foi encaminhada para terceiras empresas, porém, a Wiga foi quem comprou as mercadorias no exterior, havendo incongruências nos documentos e atividades das citadas empresas. No tocante às empresas envolvidas, a autoridade fiscal informa que a Pantop é beneficiária do FUNDAP, criado pelo estado do Espírito Santo, sendo inicialmente credenciada como interveniente no comércio exterior, em 30/01/2004, na forma na modalidade ordinária. Com relação à Wiga, foi incluída no Simples em 1997, teve o seu CNPJ suspenso em 1995 e foi considerada inapta em 14/09/1999 (omissa não localizada), cuja situação foi regularizada apenas em 2003, sendo excluída do Simples em 2007. O seu credenciamento como interveniente no comércio internacional foi deferido na modalidade simplificada operação de pequena monta, com estimativa de importação de US$ 150.000,00, por semestre. A última DIPJSimples apresentada, foi em 2008, ano base 2007, permanecendo omissa nos anos de 2009 e 2010, e apesar de todas as compras, reveladas pelas Notas Ficais apresentadas, nada tem declarado à Receita Federal. Em seguida, o agente fiscal relaciona as constatações efetuadas com base nos documentos que instruíram as DIs, registros existentes nos sistemas informatizados administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, documentos apresentados pela Pantop em atendimento à intimação fiscal e páginas da internet: 1) as importações de peças para manutenção e/ou montagem de celulares, destacandose produtos fornecidos pela Nextel, demonstram incongruência em relação à forma de atuação da Pantop, que normalmente, em função da pouca estrutura de comércio, se concentra no ramo de eletrodomésticos e mídias, em grande quantidade; 2) a principal adquirente desse tipo de mercadoria foi a Wiga, a qual somente comprou essa espécie de produto, demonstrando que é a principal interessada nas importações em questão, embora em alguns casos constem fornecimentos para outras pequenas empresas, (em torno de 10% das mercadorias envolvidas em cada processo); 3) diversas faturas internacionais indicam em "invoice informations" o número do pedido de compra "P.O." iniciando com a abreviatura "WIG", ou seja, as iniciais do nome Wiga; Fl. 755DF CARF MF Processo nº 12466.721757/201111 Acórdão n.º 3402005.540 S3C4T2 Fl. 325 5 4) a quantidade de fornecedores demonstra o profundo conhecimento desse mercado, específico na área de manutenção de aparelhos de telefonia móvel, em tese, da marca Nextel (vide email registrado em algumas faturas internacionais), sendo que a Pantop tem praticamente um único cliente, a Wiga; 5) o layout de todas as faturas internacionais é praticamente idêntico, apesar do fato de envolver empresas diferentes, sendo que a maioria indica email do emitente, vinculado à Nextel; 6) algumas faturas internacionais indicam, como beneficiárias do câmbio, empresas diferentes dos exportadores, revelando possível interposição fraudulenta também do vendedor das mercadorias, mantendo os reais exportadores ocultos em todos os procedimentos destacandose as faturas que acobertaram as DIs nos 07/16876064, 08/02203480, 08/08905699 e 08/09487092, as quais indicam como beneficiário do câmbio uma pessoa física, que também consta no email, indício de que o exportador declarado sequer existe; 7) de acordo com os dados cadastrais dos sócios da Wiga, estes teriam recebido rendimentos dessa empresa somente em 2008 e pela evolução do quadro social, verificase que esta empresa registrou em sua composição, até 2008, sócio com CPF pendente de regularização e pessoas sem rendimentos para sustentar a sua atividade; atualmente possui sócios que sequer registram, em declaração IRPF, os direitos na participação societária na empresa, forte indício de utilização de pessoas humildes em seu quadro social; há sócio que recebe rendimentos da Telos Fundação Embratel e passou a movimentar essa empresa a partir do ano calendário de 2007, quando emprestou, conforme consta em sua DIRPF, R$ 228.000,00 para a Wiga, valor, em tese, sustentado por empréstimos que recebeu de duas outras pessoas físicas; 8) a especialidade das mercadorias envolvidas demonstra que a compra no exterior não foi feita pela Pantop, que atuou basicamente na prestação de serviços de nacionalização de mercadorias e não demonstra estrutura nem conhecimento suficientes para identificar fornecedores dos bens e administrar essas compras, restando a Wiga, que, conforme as constatações feitas em seu próprio site, demonstra estrutura administrativa e de comércio suficiente para a atuação no comércio internacional. Assim, conforme o entendimento fiscal, a Wiga foi quem, de fato, comprou as mercadorias no exterior, sendo real importadora, ficando também caracterizada a falsificação das faturas comerciais apresentadas para nacionalização das mercadorias, documentos que não representam fielmente as operações comerciais, pois o importador nelas indicado não o é de fato, assim como a Pantop não atua na comercialização das mercadorias, simplesmente prestando serviços na nacionalização dos bens. Fl. 756DF CARF MF 6 A autoridade fiscal argumenta ainda que, a simulação quanto à identidade ou idoneidade do importador, realizandose a importação através de terceiro, implica falsidade da documentação apresentada pela empresa importadora (BL, Packing List e fatura comercial), porque ao indicar nome diferente do real importador, resta configurada a falsidade ideológica. Concluindo o relato, a fiscalização faz alusão à infração apurada no processo nº 12466.721755/201114, tipificada no art. 23, inciso V, §§ 1º a 3º, do Decretolei nº 1.455/1976, com redação dada pela Lei nº 10.637/2002, descrita como “ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou do responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiros”, punível com a pena de perdimento das mercadorias, que se converte em multa equivalente ao valor aduaneiro das mercadorias que não forem localizadas ou tenham sido consumidas. Finaliza, aludindo também ao art. 105, inciso VI, do DecretoLei nº 37/1966, o qual determina a aplicação da pena de perdimento da mercadoria importada quando “qualquer documento necessário ao seu embarque ou desembaraço tiver sido falsificado ou adulterado”, devendo também ser convertida em multa equivalente ao valor aduaneiro, quando a mercadoria não for localizada ou houver sido consumida. A empresa Pantop foi cientificada do Auto de Infração em 16/07/2011, conforme Aviso de Recebimento (AR) de fl. 573, tendo apresentado a impugnação de fls. 583602, em 15/08/2011, acompanhada dos documentos de fls. 603653, na qual expõe as seguintes razões de defesa: 1) no processo nº 12455.721755/200114 a empresa figura como sujeito passivo, onde se discute a aplicação cumulativa da multa decorrente da conversão da pena de perdimento das mercadorias, havendo cumulação ilegal com a multa prevista no art. 33 da Lei nº 11.488/2007, exigida neste processo; 2) a multa prevista na Lei nº 11.488/2007 destinase exclusivamente à pessoa jurídica que atua como importador ostensivo, pela cessão de nome, ao passo que o perdimento objetiva punir o verdadeiro adquirente das mercadorias, em razão de dano ao Erário; 3) as considerações da fiscalização no presente processo são as mesmas do processo nº 12466.721755/201114, de modo que serão utilizados pela impugnante os mesmos argumentos de defesa e documentos apresentados no citado processo; 4) são absurdas as acusações e demonstram que faltou conhecimento de como se processaram as operações de comércio exterior e também maior aprofundamento na análise dos documentos e das operações de compra realizadas pela empresa Wiga no Brasil, e não no exterior como supôs o AuditorFiscal; 5) carecem de fundamento as alegações, sem a apresentação de provas, de que a Pantop não é a verdadeira importadora das Fl. 757DF CARF MF Processo nº 12466.721757/201111 Acórdão n.º 3402005.540 S3C4T2 Fl. 326 7 mercadorias, agindo por conta e ordem da empresa Wiga, sendo que as supostas constatações e indícios são insuficientes para justificar as acusações; 6) a Impugnante é uma empresa que se dedica à importação e comércio atacadista de mercadorias em geral, sem predominância de alimentos ou de insumos; 7) um dos sócios é Engenheiro Eletrônico/Eletricista e o outro é Engenheiro Eletrônico, tendo ambos larga experiência nas áreas de áudio, vídeo, telecomunicações, radiodifusão e eletrônicos, em razão de terem trabalhado ao longo dos anos nas especialidades de suas formações técnicas em várias empresas, conforme pode ser observado pelos seus currículos; 8) com tais conhecimentos e experiência é que resolveram fundar a empresa Pantop, ingressando na área comercial, onde puderam aliar os conhecimentos técnicos à compra e venda de mercadorias, com enfoque em produtos importados, onde atuaram até o ano de 2010, quando suspenderam temporariamente operações de importação; 9) tão logo fundaram a empresa, realizaram viagens ao exterior, sendo que, um dos sócios realizou várias viagens à China pesquisando produtos, participando de feiras, conhecendo exportadores chineses e mercadorias que pudessem colocar no mercado brasileiro, dentro da área de sua especialidade técnica; 10) as cópias dos Passaportes, informações sobre Feiras que participaram no exterior e cartões de ingressos comprovam que os sócios da empresa, desde o ano de 2005, visitaram, mantiveram contato com exportadores e adquiriram mercadorias diretamente da China, não sendo verdade que a empresa atuou como prestadora de serviços em importação por conta e ordem da Wiga; 11) somada a nova experiência aos conhecimentos técnicos adquiridos e sabendo das necessidades do mercado brasileiro, procuraram viabilizar a compra de mercadorias, com recursos próprios, para venda a comerciantes no País, num período em que o mercado se oferecia franco comprador; 12) para minimizar os problemas, os sócios da Pantop resolveram percorrer o comércio brasileiro antes da realização de suas compras no exterior para sondar quais produtos poderiam ser comprados por esse ou aquele cliente e embora nunca tivessem a certeza de que suas compras no exterior seriam totalmente vendidas, de antemão sabiam quais firmas poderiam comprar as mercadorias que seriam importadas, de acordo com a experiência técnica e pesquisa prévia do mercado, por eles realizada; 13) embora a empresa esteja estabelecida em VitóriaES, à medida que as mercadorias iam sendo liberadas pela Alfândega eram remetidas para o Armazém Geral da empresa SEDENI (CNPJ n° 03.327.246/000160), onde eram depositadas para Fl. 758DF CARF MF 8 serem vendidas aos clientes avaliados anteriormente como potenciais, mas que às vezes não adquiriam a quantidade de mercadorias dentro das expectativas previstas, motivando serem vendidos de acordo com a oportunidade; 14) não há indicação no Auto de Infração de que foi fiscalizada a empresa Wiga, para verificar se a referida empresa disponibilizou os recursos financeiros para que a Pantop pudesse realizar operações de compras no exterior, e tampouco há provas de que as compras foram realizadas diretamente por essa empresa e não pela Pantop com recursos próprios; 15) a Pantop não tinha como único cliente a empresa Wiga, mas também realizou operações de importação de eletrodomésticos e vendeu a outras empresas; 16) apesar da pequena estrutura da sua matriz, mas suficiente, sempre utilizou os Armazéns Gerais da SEDENI no Rio de Janeiro para armazenar as mercadorias importadas para vendê las posteriormente aos seus clientes; 17) o fato de a Wiga ter somente comprado da Pantop mercadorias da área de telefonia e não figurado como destinatária em outros tipos de bens é irrelevante ao caso, já que a necessidade da citada empresa se restringia a especialidades da área de tecnologia da informação, mas não quer dizer que foi a única que comprou, embora tenha adquirido lotes significativos, e nem tampouco que a Pantop importava somente tais tipos de produtos, mesmo porque, depois de importados e pagos os produtos adquiridos no exterior, não é proibido vender todo o lote ou apenas parte dele a quem quer que seja, sendo a Pantop quem adquiriu as mercadorias no exterior e a fiscalização não apresentou provas em contrário; 18) O fato de constar nas invoices as letras “P.O.” com a abreviatura “WIG”, não quer dizer tratarse de uma operação de importação por conta e ordem de terceiros nem que tais letras possam ser a abreviatura de “Wiga”, sendo comum se fazerem abreviaturas de palavras com um número maior de letras, mas dizer que “WIG” é abreviatura de “Wiga” é apenas especulação objetivando somar a esta outras acusações também vazias; 19) a se considerar tal critério, indagase qual a justificativa da invoice do exportador CHANGHONG PLASTIC & ELETRONICS CO, relativa à DI n° 08/02203480, indicar o número do pedido com a abreviatura CHG, e na DI n° 08/04829874, do exportador EXPRESS CONNECT INC, cuja invoice apresenta a abreviatura NEW e ainda abreviaturas em outras invoices com mercadorias também vendidas à Wiga; 20) um dos sócios da Pantop é Engenheiro Eletrônico, professor e conferencista e o outro é Engenheiro Eletrônico/Eletricista, e ambos, além de possuírem larga experiência profissional adquirida em várias empresas onde trabalharam, inclusive no desenvolvimento de receptores de sinais de satélites, projetos, desenvolvimento e fabricação de aparelhos e equipamentos de transmissão etc, também participaram de conferências, seminários palestras e simpósios no exterior, sendo indiscutível o profundo conhecimento desse mercado; Fl. 759DF CARF MF Processo nº 12466.721757/201111 Acórdão n.º 3402005.540 S3C4T2 Fl. 327 9 21) quanto à afirmação de que algumas faturas internacionais indicam, como beneficiárias do câmbio, empresas diferentes dos exportadores e também pessoa física, cabe esclarecer que, no comércio exterior, quem determina a condição de venda e a forma de pagamento é o fornecedor e se o comprador não aceita as condições estabelecidas o negócio não é realizado; 22) a empresa CHANGHONG PLASTIC & ELETRONICS CO., estabeleceu, como condição de venda, que o pagamento fosse antecipado, tendo como beneficiário “LIJUN”, que na verdade é a identificação de uma conta bancária vinculada ao Departamento de Vendas em que o Sr. David Lee, que assinou a INVOICE, é o gerente (vide cópia do site da empresa CHANGHONG PLASTIC & ELETRONICS CO), não se tratando de empresa diferente do exportador e tampouco interposição fraudulenta do exportador; 23) não há necessidade de existir uma grande estrutura para realizar operações de importação de mercadorias com características técnicas especiais, basta ter conhecimento especializado, experiência, trabalho, local para armazenagem e boa fé; 24) a alegação a respeito do layout das faturas demonstra desconhecimento de como opera a grande maioria de exportadores chineses, que normalmente seguem a regra geral para emissão de faturas de vendas para o Brasil, sendo admissível apenas se houvesse falsidade na sua emissão; 25) não existem provas inequívocas da prática de simulação, conluio e fraude pelas partes envolvidas nas operações de importação com o objetivo de reduzir o pagamento do montante de tributos nas etapas seguintes, mesmo porque era sabido que a empresa Wiga, na ocasião, tinha o tratamento tributário de uma microempresa, não podendo prosperar acusações sem prévia verificação do cumprimento das obrigações de cada um dos envolvidos; 26) consistem em importações diretas as operações promovidas pela Pantop que, por intermédio de seus sócios realizou pesquisa de mercado no Brasil; entrou em contato direto e pessoal com os exportadores através das constantes viagens realizadas ao exterior; negociou diretamente com os exportadores quais produtos comprar e as condições e termos de compra; providenciou o licenciamento das mercadorias; fechou o negócio diretamente com o exportador das mercadorias que lhes interessavam; promoveu a operação cambial com recursos próprios; contratou a operação de transporte para o País; foi o responsável pela internação das mercadorias no País; providenciou todos os trâmites aduaneiros; após a compra procurou, sempre que possível, vender as mercadorias no mesmo mercado onde havia pesquisado anteriormente, de forma a garantir a sobrevivência empresarial com a manutenção da clientela, embora tivesse a liberdade de escolha, estabelecendo preços, quantidade e condições de pagamento; Fl. 760DF CARF MF 10 27) quanto à afirmação sobre a existência de sonegação, conluio, simulação, fraude e falsidade de documentos, nada foi provado, porém a impugnante apresentou vasta documentação durante o procedimento fiscalizatório, inclusive a que serviu de base para as importações, contrato de câmbio, relatório de encerramento dos processos de importação onde constam todos os valores envolvidos, inclusive da nota fiscal de entrada, de saída, de venda e comprovantes de recebimentos das notas fiscais de vendas; 28) se a fiscalização não indicou qualquer irregularidade quanto ao ingresso não justificado de recursos financeiros na empresa nem à antecipação de recursos pela Wiga para efeito de financiar ou pelo menos adiantar recursos empregados nas operações de importação, é porque tais operações foram efetivamente realizadas com recursos próprios da Pantop; 29) conforme acórdãos de Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento, no ato do lançamento a autoridade fiscal, não dispõe de fé pública para criar a presunção iuris tantum de veracidade de suas afirmações, salvo se corroboradas pelo contribuinte, sendo ônus da autoridade fiscal apresentar as provas dos fatos constituintes do direito da Fazenda; 30) conforme decisões do Terceiro Conselho de Contribuintes, o ônus da prova incumbe a quem acusa, cabendo à fiscalização justificar a infração com provas cabais, sob pena de improcedência da ação fiscal; 31) não tendo o fisco apresentado provas de que a impugnante não comprou as mercadorias no exterior e havendo a Pantop demonstrado que foi ela que efetivamente adquiriu as mercadorias no exterior através de seus sócios, fazendo a remessa de numerário através dos respectivos contratos de câmbio que apresentou à fiscalização, a exigência fiscal não pode prosperar; 32) a insuficiência de provas para a lavratura do Auto de Infração enseja interpretação de benignidade em favor do contribuinte com base no art. 112 do Código Tributário Nacional (CTN), que preceitua a interpretação da legislação tributária de maneira mais favorável ao contribuinte, em caso de dúvida; 33) de acordo como o art. 333 do Código de Processo Civil, o ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito e ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, não existindo provas de que a Wiga foi quem realizou as operações de importação e tampouco que ela conheceu ou conhece os exportadores ou tenha fornecido informações dos procedimentos que o exportador deveria seguir para fornecimento e embarque das mercadorias; 34) não há provas de que a Wiga fez adiantamentos ou efetuou pagamentos antecipadamente ao embarque das mercadorias compradas pela Pantop, sendo que a impugnante registrou as DIs em seu nome devidamente instruídas com as faturas comerciais e conhecimentos de carga que lhe foram Fl. 761DF CARF MF Processo nº 12466.721757/201111 Acórdão n.º 3402005.540 S3C4T2 Fl. 328 11 consignados, pagando todas as despesas da importação com recursos próprios e liquidando os contratos de câmbio, não se podendo cogitar tratarse de operação simulada. 35) para que o fato possa ser enquadrado na disposição legal indicada pela fiscalização, é necessário que a ocultação tenha sido obtida mediante fraude ou simulação e, para que seja caracterizada presunção, é imprescindível que a origem, disponibilidade e transferência dos recursos não sejam comprovadas, o que não ocorreu no caso; 36) a tipificação da infração somente vai ocorrer se a empresa importadora não reúne as condições financeiras ou econômicas para a realização do negócio em discussão, havendo evidente incompatibilidade entre o negócio declarado e a realidade; 37) a falsificação não pode ser simplesmente presumida, tem que ser comprovada pela fiscalização, o que não ocorreu, já que as mercadorias foram adquiridas aqui no Brasil, não havendo prova em contrário; 38) não tendo sido provada a existência de dolo e a ilegitimidade das operações, não restou tipificada a ocultação do sujeito passivo, a ocorrência de simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiros e falsificação de documentos; 39) ao final, requer seja a impugnação julgada procedente, com declaração de insubsistência do auto de infração; 40) requer ainda a apresentação de outras provas em direito admitidas, especialmente documentais e depoimentos, para que seja constatado que realmente realizou diretamente operações de importação no exterior e que a Wiga somente adquiriu as mercadorias no Brasil, após terem sido importadas pela Pantop. Conclusos, os autos foram encaminhados a este órgão julgador. O julgamento da impugnação resultou no Acórdão da DRJ de Fortaleza/CE, cuja ementa segue colacionada abaixo: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 20/11/2007 a 23/07/2008 PRODUÇÃO DE PROVA. PROTESTO GENÉRICO. INADMISSIBILIDADE. DILIGÊNCIA. PERÍCIA. PEDIDO NÃO FORMULADO. O protesto genérico pela produção de todos os meios de prova em direito admitidos não produz efeitos no processo administrativo fiscal. A prova documental deve ser apresentada juntamente com a impugnação, salvo nos casos expressamente admitidos em lei. Em caso de obtenção de provas por meio de diligências ou perícias, Fl. 762DF CARF MF 12 estas providências devem ser expressamente solicitadas com especificação de seu objeto e atendendose os requisitos previstos em lei, sob pena de considerarse não formulado o pedido. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 20/11/2007 a 23/07/2008 CESSÃO DE NOME PARA A REALIZAÇÃO DE OPERAÇÕES DE COMÉRCIO EXTERIOR DE TERCEIROS. PENALIDADE. A pessoa jurídica que ceder seu nome, inclusive mediante a disponibilização de documentos próprios, para a realização de operações de comércio exterior de terceiros com vistas ao acobertamento de seus reais intervenientes ou beneficiários, fica sujeita a multa de 10% (dez por cento) do valor da operação acobertada, não podendo ser inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), sem prejuízo da aplicação da pena de perdimento das mercadorias ou de sua conversão em multa. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido. Irresignado, o Sujeito Passivo (PANTOP) recorre a este Conselho por meio de petição de fls 701 a 733, repisando os argumentos de sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Thais De Laurentiis Galkowicz, Relatora O Recurso Voluntário é tempestivo, conforme despacho de fls 751, e o patrono encontrase regularmente constituído nos autos, assim dele tomo conhecimento. Como se depreende do relato acima, a questão contraditada no presente processo é a (não) comprovação de que a Recorrente (PANTOP) teria dolosamente ocultado a real importadora das mercadorias (WIGA), configurando então a interposição fraudulenta de terceiros nas operações de importação. Com relação ao ponto, cumpre tecer alguns esclarecimentos. A legislação buscando o combate à prática de interposição fraudulenta de terceiros elencou como dano ao erário punível por meio da aplicação da pena de perdimento de mercadorias, a ocultação do real sujeito passivo em operações de importação ou exportação, conforme se depreende do artigo 23 do Decreto n. 1.455/76, abaixo transcrito: Art 23. Consideramse dano ao Erário as infrações relativas às mercadorias: Fl. 763DF CARF MF Processo nº 12466.721757/201111 Acórdão n.º 3402005.540 S3C4T2 Fl. 329 13 (...) V estrangeiras ou nacionais, na importação ou na exportação, na hipótese de ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou de responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiros.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002) (...) § 1o O dano ao erário decorrente das infrações previstas no caput deste artigo será punido com a pena de perdimento das mercadorias. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002) § 2o Presumese interposição fraudulenta na operação de comércio exterior a nãocomprovação da origem, disponibilidade e transferência dos recursos empregados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002) § 3o As infrações previstas no caput serão punidas com multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria, na importação, ou ao preço constante da respectiva nota fiscal ou documento equivalente, na exportação, quando a mercadoria não for localizada, ou tiver sido consumida ou revendida, observados o rito e as competências estabelecidos no Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972. Pela leitura do inciso V e do §2º do dispositivo, constatase que existem duas formas de verificação da prática de interposição fraudulenta de terceiros: i) comprovação da efetiva interposição fraudulenta de terceiros, pela qual a autoridade fiscal faz prova da ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou de responsável, que agiram mediante fraude ou simulação (artigo 23, inciso V). Aqui tanto aquele que ocultou, como aquele ocultado, são precisamente identificado nos lançamento, bem como a conduta ardilosa de ambos é demonstrada. Tratase de "interposição fraudulenta comprovada"; ii) prática presumida da interposição fraudulenta de terceiros, que advém de uma presunção legal (artigo 23, §2º), na hipótese de não restar comprovada pelo importador/exportador a origem, disponibilidade e a transferência, dos recursos empregados em operações de comércio exterior. Nesse caso, temse que "interposição fraudulenta presumida". Não há dúvidas de que nas acusações de ocultação do real sujeito passivo da operação de importação, com fulcro no artigo 23, inciso V do Decretolei n. 1.455/75 (interposição fraudulenta comprovada), incumbe à Autoridade lançadora o ônus da prova da ocorrência da citada infração. Diferentemente ocorre no caso de presunção de interposição fraudulenta por nãocomprovação da origem, disponibilidade e transferência dos recursos empregados (§2º do mesmo dispositivo legal), na qual fica à cargo dos sujeitos passivos a demonstração da capacidade para arcar com as operações de comércios exterior, sob pena de não conseguir se furtar da incidência da presunção legal. Tendo isto em vista, concluise que o auto de infração sob apreço foi lavrado com base na interposição fraudulenta comprovada, como amplamente citado no relato acima. Pois bem. Como também é possível depreender do relatório do caso, contra a Recorrente foram lavrados dois autos de infração, dando origem ao presente Processo Fl. 764DF CARF MF 14 Administrativo n. 12466.721757/201111, para a exigência da multa prevista no artigo 33 da Lei nº 11.488/2007, no valor de R$ 154.090,74 (multa de 10 % por cessão de nome); bem como o auto de infração referente ao Processo nº 12466.721755/201114, cobrando a multa prevista no art. 23, inciso V, §§ 1º e 3º, do Decretolei n. 1.455/1976, com redação dada pela Lei nº 10.637/2002, no valor de R$ 674.644,96 (conversão da pena de perdimento em multa equivalente a 100% do valor aduaneiro das mercadorias). Efetivamente, a questão controvertida no Processo Administrativo nº 12466.721755/201114 versa sobre os mesmos fatos, mesmo período (20/11/2007 a 23/07/2008) e mesmíssima fundamentação da travada nos presentes autos, como se constata da leitura do Acórdão n. 3201002.875, de 26/06/2017, da lavra do Conselheiro Pedro Lima. Tratarseia, portanto, de situação de conexão de processos para julgamento conjunto, nos moldes do artigo 6º, §1º, inciso I do Regimento Interno do CARF, in verbis: Art. 6º Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observandose a seguinte disciplina: §1º Os processos podem ser vinculados por: I conexão, constatada entre processos que tratam de exigência de crédito tributário ou pedido do contribuinte fundamentados em fato idêntico, incluindo aqueles formalizados em face de diferentes sujeitos passivos; II decorrência, constatada a partir de processos formalizados em razão de procedimento fiscal anterior ou de atos do sujeito passivo acerca de direito creditório ou de benefício fiscal, ainda que veiculem outras matérias autônomas; e III reflexo, constatado entre processos formalizados em um mesmo procedimento fiscal, com base nos mesmos elementos de prova, mas referentes a tributos distintos. (grifei) Este mesmo dispositivo de nosso Regimento Interno, estabelece em seu § 2º que “observada a competência da Seção, os processos poderão ser distribuídos ao conselheiro que primeiro recebeu o processo conexo, ou o principal, salvo se para esses já houver sido prolatada decisão.” Tal norma tem por escopo evitar decisões conflitantes a respeito dos mesmos fatos ou pedidos, tratados em processos administrativos fiscais distintos. Por essa razão, é de suma importância a sua observância, sob pena de ferir um dos maiores objetivos deste Tribunal, uma vez que o Novo Código de Processo Civil (NCPC), cuja aplicação subsidiária ao Processo Administrativo Fiscal agora é expressa (artigo 15)1, determina em seu artigo 926 que “os tribunais devem uniformizar sua jurisprudência e mantêla estável, íntegra e coerente.” Pois bem. Em consulta sobre o andamento do Processo n. 12466.721755/201114, como já mencionado acima, verificase que o mesmo não só já foi distribuído para relato do Conselheiro Pedro Lima, como também já teve sua análise concluída na sessão de 26/06/2017, na qual a 1ª Turma, da 2ª Câmara desta Seção do CARF entendeu, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário da PANTOP, em julgado ao qual foi atribuída a seguinte ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS 1 Art. 15. Na ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente Fl. 765DF CARF MF Processo nº 12466.721757/201111 Acórdão n.º 3402005.540 S3C4T2 Fl. 330 15 Período de apuração: 20/11/2007 a 23/07/2008 INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA COMPROVADA NA IMPORTAÇÃO. OCULTAÇÃO DO REAL ADQUIRENTE. PENA DE PERDIMENTO. CONVERSÃO EM MULTA. A ocultação do sujeito passivo, do real comprador ou do responsável pela operação, mediante fraude ou simulação comprovada, consiste em infração punível com a pena de perdimento, devendo ser substituída por multa equivalente ao valor aduaneiro das mercadorias importadas. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Responde pela infração quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática ou dela se beneficie. Tendo em vista que o Processo conexo a este já foi distribuído e teve seu mérito analisado, não é mais o momento para a utilização do instituto da prevenção para o julgamento da causa, nos termos do Regimento Interno do CARF e do artigo 58 do Novo Código de Processo Civil,2 mas sim da aplicação da decisão já proferida por este Conselho, sobre os mesmos fatos, para o processo ora sob apreço. Nesse sentido, forçoso reconhecer que este Conselho, debruçandose sobre o mesmo acervo probatório que aqui se discute, no julgamento do Processo n. 12466.721755/201114, entendeu que a fraude está comprovada nos autos, de modo que manteve o incólume o auto de infração "pela subsunção dos fatos à interposição fraudulenta comprovada, nos mesmos moldes do lançamento", nos dizeres do Relator. Tal entendimento, há de ser aplicado no presente caso, conexo àquele. Ressalvo meu entendimento a respeito da inaplicabilidade da multa de 100% do valor aduaneiro das mercadorias pela conversão da pena de perdimento à Recorrente, uma vez que, como venho me manifestando em processos sobre o tema, com o advento da multa de 10% sobre o valor das operações, instituída pelo art. 33 da Lei nº 11.488/07, em face do princípio da especialidade da sanção, não mais se justifica a aplicação ao importador ostensivo da multa de 100% prevista no art. 23, inciso V do Decretolei nº 1455/76, sob pena de ilegal bis in idem (vide, por exemplo, o Processo 13971.005156/201021). Entretanto, não é esse o caso dos autos, em que aplicase justamente a multa do artigo 33 da Lei n. 11.488/07 à Recorrente, de modo escorreito, à medida que restou comprovado pela Fiscalização que ela cedera seus nome para a empresa WIGA, real importadora das mercadorias objeto do trabalho fiscal. Por tudo quanto exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Thais De Laurentiis Galkowicz 2 Art. 58. A reunião das ações propostas em separado farseá no juízo prevento, onde serão decididas simultaneamente. Fl. 766DF CARF MF 16 Fl. 767DF CARF MF
score : 1.0
