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Numero do processo: 10930.904464/2012-91
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 26/10/2010
COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA PROVA.
Compete ao contribuinte a apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal ou de documentos hábeis e idôneos à comprovação do crédito alegado sob pena de desprovimento do recurso.
PROVAS. PRODUÇÃO. MOMENTO POSTERIOR AO RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE.
O momento de apresentação das provas está determinado nas normas que regem o processo administrativo fiscal, em especial no Decreto 70.235/72. Não há como deferir produção de provas posteriormente ao Recurso Voluntário por absoluta falta de previsão legal.
Numero da decisão: 3803-004.814
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
João Alfredo Eduão Ferreira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani.
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 26/10/2010 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. Compete ao contribuinte a apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal ou de documentos hábeis e idôneos à comprovação do crédito alegado sob pena de desprovimento do recurso. PROVAS. PRODUÇÃO. MOMENTO POSTERIOR AO RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. O momento de apresentação das provas está determinado nas normas que regem o processo administrativo fiscal, em especial no Decreto 70.235/72. Não há como deferir produção de provas posteriormente ao Recurso Voluntário por absoluta falta de previsão legal.
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GONCALVES & CIA LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 26/10/2010 COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. Para a homologação da DCOMP transmitida pelo sujeito passivo, é necessária a demonstração da liquidez e certeza do crédito de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 26/10/2010 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. Compete ao contribuinte a apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal ou de documentos hábeis e idôneos à comprovação do crédito alegado sob pena de desprovimento do recurso. PROVAS. PRODUÇÃO. MOMENTO POSTERIOR AO RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. O momento de apresentação das provas está determinado nas normas que regem o processo administrativo fiscal, em especial no Decreto 70.235/72. Não há como deferir produção de provas posteriormente ao Recurso Voluntário por absoluta falta de previsão legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 0. 90 44 64 /2 01 2- 91 Fl. 77DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 2 Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Trata o presente processo de PER/DCOMP, transmitido pelo contribuinte, em que pretende compensar apontado crédito de natureza tributária para com débito por ele apurado, ambos indicados em PER/DCOMP (efl 2/6), referente aos períodos e valores ali descritos e analisados no bojo deste processo. O pagamento foi identificado, mas constatouse que o mesmo foi integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, segundo dados do Despacho Decisório, dessa forma, o direito creditório não foi reconhecido e a compensação declarada resultou não homologada. Intimado a recolher o crédito tributário decorrente da não homologação da compensação, o contribuinte manifestou a sua inconformidade tempestivamente, argumentando o que se segue: a) Afirma seu direito ao recebimento do recurso, bem assim o regular processamento dos autos para julgamento pelo órgão competente; b) Alega que o despacho decisório está eivado de nulidades, pois não houve esclarecimentos quanto à suposta indisponibilidade de crédito e não foi analisada qualquer situação que legitima o crédito postulado; c) Alega não ter meio de se defender por desconhecimento da indisponibilidade e que o despacho decisório não dispõe de qualquer esclarecimento, inclusive em relação ao significado de “disponibilidade de crédito”, o que lhe parece se tratar do encontro de contas realizado pelo sistema da Receita Federal entre o débito recolhido através do Darf e o Crédito declarado em DCTF. Não restando crédito disponível para ser restituído; d) Alega o cerceamento ao seu direito de ampla defesa, pois não foi intimado a fazer os esclarecimentos necessários e a autoridade administrativa não motivou sua decisão, a qual não passou pelo crivo de um Auditor Fiscal para confirmar a suposta indisponibilidade, dessa forma a não homologação desta compensação ocorreu por uma questão de sistema de informática, sendo assim o crédito sequer foi apreciado; e) Afirma, quanto ao mérito, que utilizou de valores que indevidamente integravam a base de cálculo do tributo, conforme teses já julgadas pelo Supremo Tribunal Federal, e que por esta razão postulou a restituição/compensação do valor que pagou a maior; f) Alega que não há como apresentar os documentos comprobatórios do direito alegado, já que nem a autoridade administrativa sabe ao certo o motivo do indeferimento, tampouco a interessada, devendo ser aplicada a regra autorizadora de produção posterior das provas. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10930.904464/201291 Acórdão n.º 3803004.814 S3TE03 Fl. 11 3 A 3ª Turma da DRJ/CTA julgou improcedente a manifestação de inconformidade e não reconheceu o direito creditório, ementando sua decisão nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO [...] NULIDADE. PRESSUPOSTOS. Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INTIMAÇÃO PARA ESCLARECIMENTOS. A ausência de pedido de esclarecimentos na fase preparatória do procedimento fiscal não caracteriza cerceamento do direito de defesa, que é assegurado na fase do contraditório, inaugurada com a manifestação de inconformidade. COFINS. BASE DE CÁLCULO. JULGAMENTO PELO STF. Aplicase a disposição do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, até a sua revogação pela Lei 11.941, de 27 de maio de 2009, uma vez que o julgamento do STF pela inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo contida naquele dispositivo não tem efeito erga omnes, pois a decisão foi em Recurso Extraordinário e não em ADIN, só aproveitando, por isso, às partes envolvidas, não podendo beneficiar ou prejudicar terceiros. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado, o sujeito passivo protocolou recurso voluntário, por meio do qual repete os argumentos expostos em manifestação de inconformidade, chegando a afirmar tratarse de um acórdão eletrônico, à semelhança do despacho decisório, sem que tenha sido submetido ao crivo de um auditor fiscal/colegiado para analisar essas situações. É o relatório. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Dos pedidos de nulidade. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 4 O contribuinte defende a nulidade do despacho decisório e do acórdão da DRJ por falta de motivação de seus atos, o que impossibilitou sua defesa. Entendemos que não seja obrigatória, na fundamentação do despacho decisório, a indicação expressa dos dispositivos legais e constitucionais em que se sustenta, desde que haja consonância dos argumentos utilizados com a jurisprudência e com o ordenamento jurídico vigente. Ressaltamos que o despacho decisório é processado de forma eletrônica, realizando o encontro dos valores constantes no sistema da Receita Federal do Brasil RFB. Como confessado pelo próprio contribuinte sua DCTF do período estava erroneamente preenchida, e esta informação estava inserida no sistema da RFB, ou seja, de fato o contribuinte não possuía créditos a serem ressarcidos no confronto dos valores declarados como devidos (DCTF) e daqueles que efetivamente foram recolhidos (DARF). As principais nulidades no processo administrativo fiscal estão disciplinadas nos artigos 59 e 60 do Decreto n.º 70.2351, de 1972, não identificamos nenhuma das hipóteses de nulidade presente no despacho decisório, muito menos ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa, tanto que o recorrente pode fazer sua defesa de forma ampla e teve a oportunidade de provar seu direito creditório em pelo menos duas oportunidades distintas, uma quando da manifestação de inconformidade e outra quando interpôs recurso voluntário. O Despacho Decisório aponta como enquadramento legal os artigos 165 e 170 do CTN e artigo 74 da Lei 9.430/96. Tanto o artigo 170 do CTN quanto o 74 da Lei 9.430/96, reforçam o direito do contribuinte em compensar os seus débitos com crédito líquidos e certos, fica claro que a liquidez e certeza do crédito tributário é que ficou comprometida ante as informações prestadas pelo contribuinte, em especial no confronto da DCTF com o DARF recolhido, portanto, entendemos que não há que se falar em nulidade do Despacho Decisório por falta de fundamentação. Da mesma sorte, não identificamos qualquer hipótese de nulidade no acórdão proferido pela DRJ. A manifestação de inconformidade foi devidamente submetida ao crivo de um colegiado que fundamentou coerentemente sua decisão com base no Decreto 70.235, de 1972, além de trazer decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais do então Conselho de Contribuintes. Dessa forma a recorrente poderia usufruir do direito ao contraditório e à ampla defesa. Não identificamos qualquer cerceamento à defesa do contribuinte. Mérito e comprovação do crédito. 1 Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1º A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10930.904464/201291 Acórdão n.º 3803004.814 S3TE03 Fl. 12 5 As compensações se prestam ao encontro de contas, entre um débito tributário e um crédito líquido e certo da contribuinte contra a Fazenda Pública, conforme determina o artigo 170 do CTN. “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública.” Neste mesmo sentido expressase o artigo 74 da Lei 9.430. Daí concluirse que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento a maior do tributo, desse modo, a fim de comprovar a existência do crédito alegado, a interessada deve instruir sua defesa, em especial a manifestação de inconformidade, com documentos que respaldem suas afirmações, considerando o disposto nos artigos 15 e 16 do Decreto nº 70.235/1972: “Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)” O recorrente afirma que utilizou de valores que indevidamente integraram a base de cálculo do tributo, conforme teses já julgadas pelo Supremo Tribunal Federal, e que por esta razão postulou a restituição/compensação do valor que pagou a maior. Apesar de se referir a algumas teses de forma genérica, o contribuinte não expôs com exatidão quais delas teria usado para justificar a redução da base de cálculo. Muito menos demonstrou quais os valores que acredita não integrarem a referida base de cálculo, o que de fato impede a análise dos argumentos expostos e não prova a disponibilidade de crédito. Na mesma esteira, admitindose por hipótese, o direito subjetivo do contribuinte, o que não é o caso, mais uma barreira se ergueria em desfavor da requerente, qual seja, a absoluta falta de provas da existência do crédito requerido. O inciso III do artigo 16 do Decreto 70.235/72 determina que as provas que justifiquem as alegações do contribuinte devem ser trazidas na impugnação. Não há nos autos qualquer elemento de prova que ateste o crédito pretendido, não identificamos Notas Fiscais, Escrita Fiscal, Escrita Contábil, Livro de Apuração, Livro Diário, Livro Razão, planilhas demonstrativas, ou qualquer outro documento que possibilite, minimamente que seja, a sua aferição. No processo administrativo fiscal, assim como no processo civil, o ônus de provar a veracidade do que afirma é de quem alega a sua existência, ou seja, do interessado, é assim que dispõe a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999 no seu artigo 36: Fl. 81DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 6 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido os artigos 330 e 396 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973CPC: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Art. 396. Compete à parte instruir a petição inicial (art. 283), ou a resposta (art. 297), com os documentos destinados a provar lhe as alegações. Quem alegou a existência de crédito foi o contribuinte, portanto, cabe a este provar o alegado crédito e não transferir tal ônus para a RFB. Da apresentação das provas. O artigo 16 do Decreto nº 70.235/72 em seu § 4º determina, ainda, o momento processual para a apresentação de provas no processo administrativo fiscal, bem como as exceções albergadas que transcrevemos a seguir: “§ 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.” A análise da norma supracitada é clara e direta ao estabelecer o momento correto a serem carreadas as provas a fim de substanciar os argumentos da interessada, qual seja, na manifestação de inconformidade, contudo, esta turma recursal tem firmado entendimento no sentido de admitir, excepcionalmente, a análise de provas trazidas em sede de recurso voluntário, quando estas não dependam de análise técnica aprofundada e sejam complementares às provas trazidas em Manifestação de Inconformidade, entretanto, mesmo neste momento processual, nenhuma prova foi carreada aos autos. Não há como deferir o pedido do contribuinte por produção de provas posteriores a este ato, por absoluta falta de previsão legal. Conclusão. Pelo exposto, rejeito as preliminares de nulidade e no mérito NEGO PROVIMENTO. É como voto. (assinado digitalmente) Fl. 82DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10930.904464/201291 Acórdão n.º 3803004.814 S3TE03 Fl. 13 7 João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 83DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10580.722083/2009-16
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2005
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DELIMITAÇÃO DO PLEITO.
Tratando-se de Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) cujo crédito apontado se refere especificamente a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), concernente a determinado período de apuração, deve-se ater o procedimento homologatório ao que foi validamente pleiteado.
Numero da decisão: 1803-002.034
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Presidente
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman e Neudson Cavalcante Albuquerque.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DELIMITAÇÃO DO PLEITO. Tratandose de Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) cujo crédito apontado se refere especificamente a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), concernente a determinado período de apuração, devese ater o procedimento homologatório ao que foi validamente pleiteado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 20 83 /2 00 9- 16 Fl. 441DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722083/200916 Acórdão n.º 1803002.034 S1TE03 Fl. 414 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman e Neudson Cavalcante Albuquerque. Fl. 442DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722083/200916 Acórdão n.º 1803002.034 S1TE03 Fl. 415 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 321 a 326 numeração digital ND): Trata o presente processo de Manifestação de Inconformidade (fls. 213 a 215) ao Despacho Decisório nº 626, emitido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Salvador, em 4 de junho de 2009 (fls. 207 a 211), que não homologou compensações declaradas nas DCOMP nº 11464.51363.010205.1.3.024778, 19420.91096.010205.1.3.020360 e 27270.86719.070409.1.7.024983, nos termos que abaixo transcrevo: 01. Tratase de processo digital, formalizado em 08/05/2009, para tratamento de Declarações de Compensação Eletrônicas, por meio das quais a Empresa pretende compensar débitos de sua responsabilidade com supostos créditos referentes a saldo negativo de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) do 4º trimestre de 2004. 02. A tabela abaixo relaciona os débitos informados pelo contribuinte nessas DCOMP: [...]. 03. Os débitos em destaque estão controlados no processo eletrônico de cobrança nº 10580.722832/200972, conforme extrato à fl. 232. 04. O contribuinte apresentava, em suas declarações, os seguintes valores para o saldo negativo de IRPJ no período em análise: • Na DCOMP 11464.51363.010205.1.3.024778: R$ 441.734,56; • Na DCOMP 19420.91096.010205.1.3.020360: R$ 20.085,37; • Na DCOMP 05224.48643.010205.1.3.023063: R$ 199.916,07; • Na DIPJ entregue em 29/06/2005 (fls. 19 a 60): Imposto a pagar de R$ 191.647,47; • Na DCTF (fl. 61): débito apurado de R$ 299.299,12. 05. Em 12/03/2009, o interessado foi intimado a retificar suas declarações de forma a sanar as divergências apontadas acima (vide Intimação SEORT nº 0137/2009, às fls. 62 a 65). 06. A resposta à Intimação está às fls. 66 a 151. Além das DCOMP retificadoras relacionadas na tabela do parágrafo 02, foram transmitidas as declarações retificadoras: DIPJ (fls. 162 a 203) e DCTF (fl. 204). Nessa DIPJ, a apuração do Imposto de Renda resulta em Imposto a pagar de R$ 191.647,47 no período. Na nova DCTF, o débito apurado de IRPJ é R$ 299.299,12. Fundamentos Fl. 443DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722083/200916 Acórdão n.º 1803002.034 S1TE03 Fl. 416 4 07. Como medida preliminar à análise das compensações postuladas, compete ao SEORT/DRF Salvador pronunciarse acerca das Declarações de Compensação retificadoras relacionadas na tabela constante do parágrafo 02. 08. Com respeito à matéria, é importante transcrever, por sua relevância, o disposto nos artigos 77 a 79 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 2008: [...]. 09. A análise das DCOMP retificadoras, relacionadas no demonstrativo supra, indica que não ocorreu a inclusão de novo débito ou o aumento do valor do débito, inexistindo óbices à admissão das retificações apresentadas, por estarem, inclusive, as DCOMP originais pendentes de decisão administrativa à época do envio dos documentos retificadores. 10. Ficam afastadas, portanto, da presente análise as DCOMP retificadas, prevalecendo, no entanto, a data de transmissão das DCOMP originais, para fins de valoração do débito e do crédito quando da execução da compensação, na hipótese de reconhecimento do direito creditório, conforme reza o art. 81 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 2008. [...]. 11. Cabe esclarecer que a compensação constitui uma modalidade de extinção do crédito tributário prevista no artigo 156, II, da Lei 5.172/66 (Código Tributário Nacional). 12. A Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, em seu art. 74, caput, estabeleceu condições essenciais para que fosse possível a efetivação da compensação por parte do contribuinte, conforme abaixo transcrito: [...]. 13. Verificase então que a existência de crédito é condição necessária para a compensação. Com base nos créditos é que é efetuado o ajuste de contas entre o sujeito passivo e a Fazenda Nacional. 14. O suposto crédito informado pelo contribuinte em suas Declarações de Compensação referese a saldo negativo do IRPJ apurado no 4º trimestre de 2004. Da análise da Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) do exercício 2005, transmitida em 06/04/2009, constatase que foi apurado, nesse trimestre, Imposto a Pagar de R$ 191.647, e não saldo negativo, conforme demonstrativo abaixo, extraído da ficha 14A da DIPJ (vide fl. 168): Imposto apurado com base no Lucro Presumido Alíquota de 15% R$ 183.179,47 Adicional R$ 116.119,65 Deduções IRRF por Órgão Público Federal (R$ 107.651,65) Imposto de Renda a pagar R$ 191.647,47 16. Assim, tendo em vista a inexistência de crédito, conforme DIPJ transmitida pelo contribuinte, proponho a NÃO HOMOLOGAÇÃO das Fl. 444DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722083/200916 Acórdão n.º 1803002.034 S1TE03 Fl. 417 5 compensações declaradas nas DCOMP nº 11464.51363.010205.1.3.024778, 19420.91096.010205.1.3.020360 e 27270.86719.070409.1.7.024983. Decisão 17. Diante do relatório e da fundamentação apresentada e de tudo mais que consta do presente processo, e no uso de competência atribuída pela Portaria DRF/SDR nº 26, de 22 de maio de 2007, D.O.U. 25/05/2007, DECIDO: • Admitir a Declaração de Compensação retificadora nº 27270.86719.070409.1.7.024983. • Não homologar as compensações declaradas nas DCOMP nº 11464.51363.010205.1.3.024778, 19420.91096.010205.1.3.020360 e 27270.86719.070409.1.7.024983. Em sua Manifestação de Inconformidade, a Contribuinte apresenta os argumentos a seguir: I – DOS FATOS – o Despacho Decisório não fez justiça à manifestante, por não conceder a compensação do crédito tributário, em função de retenções sobre recebimentos de órgãos governamentais; – anexouse, no intuito de instruir a análise dos direitos creditórios, a planilha sob o título de “Comprovantes de Pagamento e Retenções na Fonte”, expedida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes – DNIT, planilha esta que prova todas as retenções sobre recebimentos de 2 de janeiro de 2003 até 31 de dezembro de 2005, e ainda planilha “Conta Corrente”, que ilustra os direitos creditórios (retenções na fonte, Darf pagos a maior) e os débitos decorrentes de compensações (Dcomp e/ou PerDcomp) ocorridos no período de 1º de janeiro de 2004 a 31 de dezembro de 2005 (anexo 2); – a origem do saldo remanescente do “Conta Corrente” de compensação de “Dcomp e PerDcomp”, é anexado ao processo em epígrafe, cujo crédito foi de fato reconhecido pela DRF nos autos dos processos 10580.007114/0042 e 10580.007115/0013, que, em nenhum momento, foi exigida DIPJ retificadora, e simplesmente foram aceitos os valores registrados na contabilidade, na conta “IRPJ pago a maior” e/ou “CSLL pago a maior”, recomendamos que seja analisado o Acórdão DRJ/SDR nº 08010 de 1º de setembro de 2005 (anexo 3); – como já arguido na resposta à intimação SEORT/SDR nº 0137/2009, jamais o poder tributante chegará a uma conclusão aprazível, se continuar delimitando os créditos só do período anocalendário, sem observar os saldos direitos creditórios de processos já julgados, citados no tópico anterior, e se pautar somente nos créditos do anocalendário extraídos da ficha 14A da DIPJ AC. 2004, EX. 2005, e desprezar lançados de IRPJ paga a maior, registrados na contabilidade; – comprovação dos valores informados nos Demonstrativos “Comprovante de Retenções de Imposto de Renda” e “Relação de Cedentes Pagos – Terrabrás”, emitidos pelo DNER (extinto) e DNIT citados anteriormente, ou seja, juntados os Comprovantes de Retenção na Fonte, tendo como fonte tomadora, o Ministério dos Transportes – Grupo Executivo – Portaria MT nº 971/03 – Decreto nº 4803/03 DNER (extinto c/ ofício nº 105/2005/PR/Grupo Executivo de 22/02/2004, Petróleo Brasileiro S/A – Petrobrás (anexo 2); Fl. 445DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722083/200916 Acórdão n.º 1803002.034 S1TE03 Fl. 418 6 – esclarecimentos da vinculação do crédito informado nas Declarações de Compensação Eletrônicas (Dcomp), citadas no item 04 do Despacho Decisório nº 626/SDR, objeto da presente manifestação de inconformidade não contempla, em que pese as declarações retificadoras (fls. 162 a 203), e bem como as DCTF Retificadoras (fl. 204), o saldo de créditos de períodos anteriores, do AC 2004 contabilizados na conta sob título “IRPJ pago a maior”, cuja movimentação da referida conta pode ser constatada na planilha “conta corrente de compensação” (anexo 3), a qual serviu de parâmetro para o julgamento dos processos nº 10580.007114/0042 e 10580.007115/0013 (anexo 3); – esclarecimento quanto às informações prestadas nas Dcomp nº 11464.51363.010205.1.3.024778, 19420.91096.010205.1.3.020360 e 05224.48643.010205.1.3.023063, comprova e identifica que as Dcomp estão relacionadas com o processo eletrônico 10580.722832/200905 (fls. 205), item 3 do Despacho Decisório nº 626, para o período de apuração de 01/10/2004 a 31/12/2004, os créditos serão julgados em conformidade com o descrito no tópico anterior; II – DA DEFESA – a empresa é tributada com base no Lucro Presumido desde o AC 2004, sujeitandose ao recolhimento do IRPJ trimestralmente em conformidade com o art. 1º da Lei nº 9.430, de 1996, e alterações posteriores. O inciso II do aludido dispositivo legal assegura ao contribuinte o direito à compensação do imposto pago indevidamente ou a maior durante os anoscalendário com o imposto devido nos meses subsequentes ao fixado para entrega da declaração de rendimentos, concedendolhe a alternativa de requerer a restituição do montante pago a maior, através de processo específico; – das razões expendidas no julgamento da instância administrativa, em momento algum foi questionada a qualidade do sistema contábil do contribuinte, o que implica dizer que ele é bom e confiável, portanto, quanto às questões de que não foram localizados os recolhimentos das fontes pagadoras nas Dirf ou outra obrigação acessória, não cabe ao contribuinte tal responsabilidade; – sendo a fonte pagadora, por imposição legal, obrigada a fazer as retenções de fonte quando efetua os pagamentos, se eventualmente o faz ou não faz o repasse dos valores retidos para a União e deixa de informar alguns desses valores em Dirf, é de se questionar qual a responsabilidade da fonte pagadora nestas situações; – em uma empresa com múltiplas e complexas relações, querer o fisco lhe negar o direito de compensar os tributos retidos, devidamente comprovados nos extratos bancários e ainda confessados pelo órgão retentor, como no caso do Departamento Nacional de InfraEstrutura de Transportes – DNIT, documento já acostado nos vastos processos nº 10580.007114/0042 e 10580.007115/0013, e a Caixa Econômica Federal, CNPJ nº 00.360.305/000104 (AC. 2003 e 2004), agora o fazemos novamente (anexo 2), apenas para que se veja a que ponto se chega a má vontade do poder tributante; – se estes Senhores Julgadores de primeira instância tivessem um mínimo de conhecimento das regras contábeis, teriam refletido um pouco mais sobre as suas decisões; – o períodobase de apuração do imposto de renda é o espaço de tempo delimitado pela legislação tributária, compreendido no anocalendário, durante o qual são apurados os resultados econômicos das pessoas jurídicas e calculado o respectivo imposto; Fl. 446DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722083/200916 Acórdão n.º 1803002.034 S1TE03 Fl. 419 7 – o anocalendário é o período de doze meses consecutivos contados de 1º de janeiro a 31 de dezembro de cada ano (Art. 220 RIR/99); – a forma estimada é uma opção, não uma obrigação. O Contribuinte recolhia seus impostos na trimestralidade (art. 1º da Lei nº 9.430/96); – existe falha no trabalho fiscal, que se baseou em valores inconsistentes e em critério jurídico sem sustentação e em total afronta à legislação, doutrina e jurisprudência administrativa e judicial. Por esta razão, não resta alternativa, senão a realização de diligência para confirmar a correta apuração dos valores compensados e a impropriedade da glosa que ensejou o crédito tributário; – em face dos argumentos expostos, concluise que resta irrefutavelmente consubstanciado o direito da impugnante em compensar os valores recolhidos com imposto de renda a recolher, em vista da prescrição usualmente alegada pelo Fisco não lograr alcançar os recolhimentos efetuados, conforme todos os argumentos expendidos; III – DO SOBRESTAMENTO – pedese que o processo seja julgado, tendo como lastro o tratamento, os relatórios e os pareceres conclusivos nº 007/2004 e nº 006/2005 – SEORT, que nortearam os processos de nº 10580.007114/0042 e 10580.007115/0013, por serem de íntima relação de causa e efeito, estão acostados no anexo 3; IV – DO PEDIDO Pedese: O reconhecimento de que os valores compensados não estão submetidos ao regime de prescrição quinquenal puro e simples, porquanto a eles o prazo prescricional só se computa a partir da homologação, expressa ou tácita, conforme preceituam os art. 168, 165, I, e 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN), não tendo sido os valores requeridos alcançados pela prescrição que o Fisco pretende opor ao exercício de seu direito; Pelo exposto, e os precedentes transcritos, requer que a presente manifestação de inconformidade seja acolhida, por ser esta uma medida de justiça. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 320 ND): Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 Ementa: DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. Incabível a compensação quando na apuração do resultado constatase a existência de Saldo de Imposto a Pagar e não Saldo Negativo de IRPJ, este, sim, passível de restituição ou compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido 3. Cientificada da referida decisão em 10/01/2013 (fls. 333 ND), a tempo, em 08/02/2013, por via postal (fls. 334 – ND), apresenta a interessada Recurso de fls. 335 a 339 Fl. 447DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722083/200916 Acórdão n.º 1803002.034 S1TE03 Fl. 420 8 ND, instruído com os documentos de fls. 340 a 408 ND, nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos. Em mesa para julgamento. Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. 4. Os processos mencionados, de nºs 10580.007114/0042 e 10580.007115/00 13, dizem respeito a créditos pleiteados relativos aos anoscalendários de 1993 a 1999, conforme segue (fls. 373 e 376 ND): [...]. Fl. 448DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722083/200916 Acórdão n.º 1803002.034 S1TE03 Fl. 421 9 5. Já as planilhas anexadas ao Recurso se referem a um contacorrente que se estende dos anos de 1995 a 2011, abrangendo créditos não só de IRPJ e IRRF, mas de CSLL e até de Cofins (pagamento em duplicidade) (fls. 363 a 370 ND). 6. Sucede, porém, que se está diante de Pedidos de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComps) cujos créditos apontados se referem especificamente a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), concernente ao quarto trimestre de 2004 (fls. 3, 10 e 158 ND): Fl. 449DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722083/200916 Acórdão n.º 1803002.034 S1TE03 Fl. 422 10 7. A origem dos apontados saldos negativos de IRPJ é a seguinte (fls. 4, 11 e 159 ND): Fl. 450DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722083/200916 Acórdão n.º 1803002.034 S1TE03 Fl. 423 11 8. A decisão recorrida, referentemente a retenções de órgãos públicos (DNIT) e, ainda, a IRRF sobre aplicações financeiras, admitiu, em tese, a quantia de R$ 146.310,65 (fls. 329 – ND), valor até mesmo maior do que o que fora indicado pela própria Recorrente em sua DIPJ (R$ 107.651,65). 9. Porém, tendo em vista a insuficiência dos créditos de IRRF, somados os de órgãos públicos e os de aplicações financeiras, em face do imposto devido (R$ 183.179,47) e respectivo adicional (R$ 116.119,65), não lhe foi reconhecido qualquer direito creditório. 10. Importante consignar, como o fez a decisão recorrida (fls. 330 – ND) que: [...] o IRRF sobre aplicações financeiras e/ou o IR e CSLL retidos na fonte por Órgãos Públicos contribuem para a apuração de eventual saldo negativo de IRPJ, ou de CSLL, mas com ele não se confunde. Somente o saldo negativo de imposto de renda, ou de CSLL, a pagar, calculado ao final do período de apuração, é que se mostra passível de restituição e/ou compensação posterior, nos termos da legislação vigente, desde que sua base de cálculo englobe as receitas correspondentes ao imposto ou à CSLL retidos na fonte deduzidas do imposto e/ou CSLL devidos. 11. Há que se ressaltar, por oportuno, que a “delimitação dos créditos só do período anocalendário” (sic) (fls. 337 – ND) foi feita pela própria Recorrente, quando da apresentação de seus Per/DComps, e não pelo poder tributante, como alegado. 12. Assim, não cabe qualquer irresignação quanto a esse ponto. 13. É que, tratandose de Per/DComps cujos créditos apontados se referem especificamente a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), concernentes a determinado período de apuração, devese ater o procedimento homologatório ao que foi validamente pleiteado. 14. Observase, por outro lado, que a planilha “conta corrente de compensação” não serviu de parâmetro para o julgamento dos processos nºs 10580.007114/0042 e 10580.007115/0013, como afirmado pela Recorrente, mas sim os documentos expedidos, à época, pela fonte retentora (fls. 386 – ND): Fl. 451DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722083/200916 Acórdão n.º 1803002.034 S1TE03 Fl. 424 12 15. Além disso, naqueles processos solicitouse a compensação de saldos acumulados de IRPJ e CSLL de diversos períodos, ao contrário do que aqui ocorreu (quarto trimestre de 2004). 16. Deve, porém, a repartição de origem rever de ofício a exigência relativa ao valor de R$ 107.651,65, em face de se tratar de pretenso débito e crédito relativo ao mesmo período de apuração (fls. 327 – ND da decisão recorrida, grifouse): E mais: referida compensação foi feita por meio de uma das Dcomp em análise, a de nº 27270.86719.070409.1.7.024983, ou seja, com o pretenso crédito de saldo negativo de IRPJ do mesmo período de apuração, o que, de acordo com a legislação fiscal em vigor, não é possível, e só demonstra que o procedimento da Contribuinte é totalmente equivocado. Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 452DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 13861.000089/2003-77
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Mar 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/01/1998, 28/02/1998, 31/03/1998, 30/04/1998, 31/05/1998
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DEVEM SER ACOLHIDOS OS EMBARGOS QUANDO EXISTENTE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE.
Os devem ser acolhidos os Embargos de Declaração, para suprir a omissão, contradição e a obscuridade.
Numero da decisão: 3401-002.477
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para retificar o resultado do julgamento para dar provimento integral.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl (Substituto), Jean Cleuter Simões Mendonça, Fernando Marques Cleto Duarte, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente) e Angela Sartori. Fez sustentação oral pela Contribuinte a Dra. Maria Eugênia D. Vieira OAB/SP 208425.
Nome do relator: JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para retificar o resultado do julgamento para dar provimento integral. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl (Substituto), Jean Cleuter Simões Mendonça, Fernando Marques Cleto Duarte, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente) e Angela Sartori. Fez sustentação oral pela Contribuinte a Dra. Maria Eugênia D. Vieira OAB/SP 208425.
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DEVEM SER ACOLHIDOS OS EMBARGOS QUANDO EXISTENTE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. Os devem ser acolhidos os Embargos de Declaração, para suprir a omissão, contradição e a obscuridade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para retificar o resultado do julgamento para “dar provimento integral”. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl (Substituto), Jean Cleuter Simões Mendonça, Fernando Marques Cleto Duarte, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente) e Angela Sartori. Fez sustentação oral pela Contribuinte a Dra. Maria Eugênia D. Vieira OAB/SP 208425. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 86 1. 00 00 89 /2 00 3- 77 Fl. 1040DF CARF MF Impresso em 07/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /02/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 2 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pelo titular da administração tributária da Delegacia da Receita Federal do Brasil em São Paulo/SP, com as alegações transcritas integralmente abaixo: “Trata o presente processo de impugnação do Auto de Infração n.° 0002499. A 9ª Turma da DRJ/SPOI, no Acórdão n° 169.663 (fls. 348 a 361), julgou o lançamento procedente em parte, mantendo o valor principal, e cancelando os valores referentes à multa de ofício. Em julgamento de recursos voluntário e de ofício (Acórdão 138.975), a Terceira Câmara do Conselho de Contribuintes (fls. 472 e 477), negou provimento ao recurso de ofício e deu provimento ao recurso voluntário, considerando decaídos os lançamentos referentes aos períodos de apuração inferiores a julho de 1998. Alegando contradição no acórdão prolatado, a Fazenda Nacional opôs Embargos de Declaração, acolhidos pela 4ª Câmara da 1a Turma Ordinária (Acórdão 3401001.979), que esclareceu a obscuridade: "A decisão embargada é no sentido de exoneração total da multa e não apenas de redução de 100% para 75% (fls. 486 e 487). Considerando que a decisão da DRJ foi de manutenção do lançamento do principal sem aplicação de multa de ofício, e que o CARF considerou decaídos os lançamentos, proponho o encaminhamento do referido processo para o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF — MF — DF) para esclarecimento”. É o Relatório. Voto Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça Os embargos preenchem os requisitos de admissibilidade, razão pela qual deles tomo conhecimento. O processo tratava, inicialmente, de lançamento de ofício da COFINS do período compreendido entre janeiro e dezembro de 1998, com exceção de setembro, outubro e novembro. Depois da revisão de ofício pela delegacia de origem, remanesceu no processo somente o lançamento em relação aos meses de janeiro a maio de 1998, conforme esclarecido pela DRJ (fl.853/854). Fl. 1041DF CARF MF Impresso em 07/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /02/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 13861.000089/200377 Acórdão n.º 3401002.477 S3C4T1 Fl. 1001 3 O recurso voluntário e o recurso de ofício foram apreciados ainda na época da Terceira Câmara, do Segundo Conselho de Contribuinte, sob a relatoria do Conselheiro Eric Moraes de Castro e Silva (fls.973/978). Na ocasião, foi julgado o lançamento de ofício da COFINS dos fatos geradores ocorridos entre janeiro e maio de 1998. No tocante ao recurso de ofício, debatiase a retroatividade benigna da multa, a qual foi cancelada pela DRJ. Foi negado provimento ao recurso de ofício, mantendo o cancelamento integral da multa. Ponto esclarecido no julgamento dos primeiros embargos de declaração, opostos pela Fazenda (fls.989/991). Com relação ao recurso voluntário, era alegada a decadência dos lançamentos anteriores a julho de 1998. O colegiado entendeu que o lançamento estava decaído. No caso, não reside mais obscuridade no julgamento, mas sim contradição. Isso porque o dispositivo do acórdão do julgamento do recurso voluntário e do recurso de ofício ficou da seguinte forma: “Pelo exposto, voto pelo provimento parcial do presente Recurso apenas para reconhecer a decadência dos períodos de apuração anteriores a julho de 1998, mantendo inalterada a decisão recorrida”. Ocorre que o reconhecimento da decadência, obrigatoriamente, altera a decisão recorrida (da DRJ) que não reconheceu a decadência. Como o período em debate é de janeiro a maio de 1998, declarar a decadência dos lançamentos anteriores a julho de 1998 é o mesmo que declarar decaído o lançamento de todos os lançamentos em debate. Diante disso, o dispositivo do acórdão deve ser lido da seguinte forma: “Pelo exposto, nego provimento ao recurso de ofício, para manter o acórdão da DRJ em relação à retroatividade benigna. E dou provimento quanto ao recurso voluntário, para reconhecer a decadência dos períodos de apuração anteriores a julho de 1998”. Desse modo, o lançamento de ofício fica integralmente cancelado. Ex positis, acolho os embargos de declaração para sanar a contradição apontada e corrigir a parte dispositiva para dar provimento integral ao recurso voluntário. É como voto. Jean Cleuter Simões Mendonça Relator Fl. 1042DF CARF MF Impresso em 07/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /02/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 4 Fl. 1043DF CARF MF Impresso em 07/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /02/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA
score : 1.0
Numero do processo: 13502.000822/2002-51
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002
IPI - RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO .
Não se justifica a reforma da r. decisão recorrida quando tanto na fase instrutória, como na fase recursal, a Recorrente não apresenta nenhuma evidencia concreta e suficiente, cujo ônus lhe cabia (cf. art. 333, inc. I e 396 do CPC), para descaracterizar a motivação invocada pela d. Fiscalização para o indeferimento do ressarcimento.
Numero da decisão: 3402-002.299
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso.
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
Presidente
FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA
Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), Silvia de Brito Oliveira, Raquel Motta Brandão Minatel (Substituta) e João Carlos Cassuli Júnior. Ausente, justificadamente, o conselheiros Francisco Maurício R de Albuquerque Silva e Nayra Bastos Manatta.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 IPI - RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO . Não se justifica a reforma da r. decisão recorrida quando tanto na fase instrutória, como na fase recursal, a Recorrente não apresenta nenhuma evidencia concreta e suficiente, cujo ônus lhe cabia (cf. art. 333, inc. I e 396 do CPC), para descaracterizar a motivação invocada pela d. Fiscalização para o indeferimento do ressarcimento.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), Silvia de Brito Oliveira, Raquel Motta Brandão Minatel (Substituta) e João Carlos Cassuli Júnior. Ausente, justificadamente, o conselheiros Francisco Maurício R de Albuquerque Silva e Nayra Bastos Manatta.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2134; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 2 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13502.000822/200251 Recurso nº 161.858 Voluntário Acórdão nº 3402002.299 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 29 de janeiro de 2014 Matéria IPI CRÉDITO PRESUMIDO COMPROVAÇÃO Recorrente DOW BRASIL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 PAF PRINCÍPIO DA LIVRE PERSUASÃO RACIONAL DILIGÊNCIA DILIGÊNCIA REPUTADA DESNECESSÁRIA PELO JULGADOR INDEFERIMENTO. PRECEDENTES DO STJ. O artigo 131 do CPC consagra o princípio da persuasão racional, habilitando o julgador a valerse do seu convencimento, à luz dos fatos, provas, jurisprudência, aspectos pertinentes ao tema e da legislação que entender aplicável ao caso concreto, constantes dos autos. Nada obstante, competelhe rejeitar perícias ou diligências, quando desnecessárias ou que delonguem desnecessariamente o julgamento, a fim de garantir a observância do princípio da celeridade processual ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 IPI RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO . Não se justifica a reforma da r. decisão recorrida quando tanto na fase instrutória, como na fase recursal, a Recorrente não apresenta nenhuma evidencia concreta e suficiente, cujo ônus lhe cabia (cf. art. 333, inc. I e 396 do CPC), para descaracterizar a motivação invocada pela d. Fiscalização para o indeferimento do ressarcimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negouse provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 50 2. 00 08 22 /2 00 2- 51 Fl. 1293DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 2 GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), Silvia de Brito Oliveira, Raquel Motta Brandão Minatel (Substituta) e João Carlos Cassuli Júnior. Ausente, justificadamente, o conselheiros Francisco Maurício R de Albuquerque Silva e Nayra Bastos Manatta. Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 649/654) contra o Acórdão DRJ/SDR nº 1516.312 de 25/07/08 constante de fls. 621/623 exarado pela 4ª Turma da DRJ de Salvador BA que, por unanimidade de votos, houve por bem “indeferir” a Manifestação de Inconformidade de fls. 288/292, mantendo o Despacho Decisório de fls. 259/269 da DRF de Camaçarí BA, que indeferiu o Pedido de Ressarcimento de créditos presumidos de IPI, com base na Portaria MF nº 38/97, no período de apuração 3° trimestre de 2002, no valor total de R$ 430.062.65, importância esta que a ora Recorrente pretendia ser utilizada na compensação de debito da COFINS, código 2172, período de apuração 10/01/2002, no valor de R$ 430.062.65, conforme declaração de compensação de fl. 01, retificada no requerimento de fls. 24 e 25. O r. despacho decisório explicita os motivos do indeferimento sintetizados em sua ementa nos seguintes termos: “IPI. RESSARCIMEAIO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Ementa: Tratandose de beneficio fiscal, compete ao contribuinte a prova do direito creditório pleiteado. Quando dados ou documentos solicitados ao interessado forem necessários á apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação acarreta o indeferimento do pleito. Período de apuração: 3° trimestre de 2002. PEDIDO DE RESSARCIMENTO INDEFERIDO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA.” Por seu turno, a r. decisão de fls. 621/623 da 4ª Turma da DRJ de Salvador BA, houve por bem “indeferir” a Manifestação de Inconformidade de fls. 288/292, mantendo o Despacho Decisório de fls. 259/269 da DRF de Camaçarí BA, aos fundamentos sintetizados na seguinte ementa: Fl. 1294DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13502.000822/200251 Acórdão n.º 3402002.299 S3C4T2 Fl. 3 3 “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. ONUS DA PROVA. A falta de apresentação da documentação comprobatória de pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI, nos termos do que a legislação exige, impede o exame de sua legitimidade pela autoridade competente e implica o indeferimento do pleito, sendo ônus do interessado fazer prova dos fatos constitutivos do direito creditório reclamado. Rest/Ress. Indeferido Comp. não homologada Nas razões de Recurso Voluntário (fls. 649/654) apresentadas, a ora Recorrente sustenta a insubsistência da r. decisão recorrida tendo em vista: a) preliminarmente a nulidade e ilegalidade da r. decisão recorrida que indeferiu a perícia por cerceamento a seu direito de defesa e violação ao princípio da verdade material e às normas aplicáveis à espécie que possibilitariam a apresentação de documentos em fase recursal, razões pelas quais, embora entenda suficiente a documentação carreada aos autos, apresentava outros na fase recursal, a fim de demonstrar a legitimidade do crédito ressarciendo; b) no mérito que os elementos presentes nos autos são suficientes para firmar o convencimento do julgador, mas a realização de diligência, comprovaria irretorquivelmente a legitimidade do crédito. Às fls. 707/709 a ora Recorrente formalmente requereu a desistência parcial da impugnação ou do recurso interposto constante do processo administrativo nº 13962.000122/9938, exclusivamente, em relação aos débitos compensados principal, juros e multas (código 2362 período 02/1999 a 07/1999 e código 2484 período 02/1999 a 07/1999), para que estes fizessem parte integrante, portanto, da consolidação dos valores, para fins do parcelamento concedido pela lei 11.941 de 27 de maio de 2009. Finalmente às fls. 1385/1386 consta despacho através do qual a d. Fiscalização esclarece: “Por meio do DESPACHO DECISÓRIO DRF/CCI N" 0323/2007 (fls. 259 a 269) o Chefe da EQUIPE DE ARRECADAÇÃO E COBRANÇA 2 (EAC/2) desta Delegacia da Receita Federal do Brasil em Camaçari decidiu, por delegação de competência, indeferir o pedido de ressarcimento de IPI, não homologar a compensação declarada pelo contribuinte, bem como determinar a cobrança do débito indevidamente compensado no presente processo. 2. A Comunicação SARAC/DRE/CCI N" 656/2007 cuidou de cientificar a contribuinte da referida decisão, que ocorreu em 09/11/2007 conforme fls. 273 e 274. 3. Transcorrido o prazo legal de 30 (trinta) dias para pagamento do débito ou apresentação de manifestação de inconformidade contra a decisão, sem a identificação de providências da interessada neste sentido, considerandose a jurisdição da Pessoa Jurídica incorporadora, os autos foram encaminhados, Fl. 1295DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 4 em 18/12/2007, à Procuradoria da Fazenda Nacional em São Paulo (PFN/SP) para fins de inscrição do referido débito em Divida Ativa da União (DALI), consoante o despacho de fl. 277. 4. O débito foi inscrito em I/AU em 24/12/2007, sob o n° 50 6 07 00596500, conforme fls. 281 a 283. 5. No entanto, posteriormente, em razão de ter sido recepcionada a correspondência postada no Município de São Paulo, em 10/12/2007, que continha exatamente a manifestação de inconformidade apresentada contra o DESPACHO DECISÓRIO D .R.F/CCI N° 0323/2007, dirigida à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador DRESDR (fls. 287 a 292), o presente processo foi solicitado da PFN com o objetivo de se avaliar a tempestividade da contestação, nos termos do MEMO SARAC/DRF/CCUBA n° 106/2008 (11. 284). 6. Por intermédio do MEMO SARAC/DRF/CCUBA n" 132/2008 (fl. 619) não só foi reconhecida a tempestividade da manifestação apresentada, como também foi "solicitado" o cancelamento da mencionada inscrição n° 50 607 00596500. 7. O despacho de fl. 620 cuidou de encaminhar os autos à DRPSDR para apreciação da manifestação de inconformidade juntada às fls. 287 a 292. 8. Mediante o Acórdão DRJ/SDR N° 1516.312, de 25 de julho de 2008, fls. 621 a 623, os membros da 4ª Turma de Julgamento acordaram, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de ressarcimento e não homologar a compensação declarada. 9. A ciência do acórdão foi providenciada mediante a Comunicação SARAC/DRF/CCI N°0802/2008 (fls. 624 e 626). 10. Nesse ínterim, por meio do Memorando n" 1452/SERDA, de 12/08/2008, fl. 1.014, o presente processo foi solicitado pela PFNBA em razão do pedido de cancelamento de que tratou o MEMO SARAC/DR13/CCl/BA N° 132/2008. 11. Por outro lado, alheia a esta solicitação da PFN, e inconformada com o Acórdão DRJ/SDR 1\1° 1516.312, a contribuinte interpõe, tempestivamente em 16/09/2008, Recurso Voluntário ao Segundo Conselho de Contribuintes (fls. 1.019 a 1.024). 12. Mediante o despacho de fls. 1.380 e 1.381, antes de seguir para o Conselho de Contribuinte, o processo foi encaminhado, em 25/09/2008, à PFNBA para atendimento do solicitado no Memorando n° 1452/SERDA. 13. Por meio de expediente de fl. 1.382, o Procurador responsável pela análise dos autos determinou, em 03/10/2008 o cancelamento da inscrição, conforme havia sido proposto pela DRF/Camaçari. 14. Na mesma fl. 1.382, a servidora incumbida de providenciar o cancelamento da inscrição informa, em 07/10/2008 que deixaria de fazêlo em virtude da constatação de que o débito havia sido extinto, em 23/09/2008 por pagamento no âmbito da Fl. 1296DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13502.000822/200251 Acórdão n.º 3402002.299 S3C4T2 Fl. 4 5 Procuradoria, conforme demonstra em consulta que junta à fl. 1.383. 0 processo, então, é devolvido a esta Seção para prosseguimento. 15. Ante o exposto, proponho o encaminhamento dos autos ao Segundo Conselho de Contribuintes para apreciação do recurso voluntário interposto ou, se julgar oportuno, uma vez constatada a extinção do débito objeto da declaração de compensação por pagamento, embora a contribuinte não tenha apresentado pedido formal de desistência da demanda, considerar a possibilidade de que seja decretada a perda de objeto do presente processo.” É o relatório. Voto Conselheiro FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA, Relator O Recurso Voluntário preenche os requisitos de admissibilidade razão pela qual dele conheço. Preliminarmente rejeito a alegação de suposta violação ao princípio da verdade material, eis que como ressaltado na r. decisão recorrida, a ora Recorrente teve oportunidade de demonstrar a procedência de suas alegações mediante a prova documental não produzida oportunamente e, como também já assentou o E. STJ “o artigo 131 do CPC consagra o princípio da persuasão racional, habilitando o magistrado a valerse do seu convencimento, à luz dos fatos, provas, jurisprudência, aspectos pertinentes ao tema e da legislação que entender aplicável ao caso concreto, constantes dos autos. Nada obstante, competelhe rejeitar diligências que delonguem desnecessariamente o julgamento, a fim de garantir a observância do princípio da celeridade processual. (cf. REsp 886.695/MG, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 06.12.2007, DJ 14.12.2007; e EDcl no REsp 37033/SP, Rel. Ministro Ari Pargendler, Segunda Turma, julgado em 15.09.1998, DJ 03.11.1998)” (cf. AC. da 1ª do STJ no REsp 896045/RN, Reg. nº 2006/02290861, em sessão de 18/09/2008, Rel. Min. LUIZ FUX, Publ. in DJU de15/10/2008). No mérito, ante a ausência de comprovação oportuna da legitimidade do crédito e do ressarcimento pleiteados deve subsistir a r decisão recorrida, por seus próprios e jurídicos fundamentos que adoto como razões de decidir e transcrito: “A manifestação de inconformidade é tempestiva, razão pela qual passo a apreciála. Preliminarmente, a interessada requer a realização de diligência argumentando que apresentou toda documentação requerida para comprovar a veracidade e existência do crédito pleiteado, ficando evidenciado que a fiscalização não compreendeu a forma pela qual a empresa arquiva sua documentação ou apura o crédito presumido, com base na aquisição de insumos adquiridos há dois meses do crédito pleiteado em referência. Fl. 1297DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 6 No Termo de Inicio de Diligência bem como nos demais pedidos de esclarecimentos (fls.64, 251 e 253), verificase que o auditor fiscal diligente intimou a interessada para apresentação de documentos, relativamente ao período de julho a setembro de 2002, explicitando claramente que a não apresentação da relay do dos insumos que compunham o crédito presumido, efetivamente utilizados no período, bem como, contas de custo, as quais evidenciassem o consumo mensal de cada insumo no processo produtivo, referente a cada registro de notas fiscal apontado, inviabilizariam a verificação da legitimidade e correção da valoração do crédito pleiteado. Mais uma vez, frisese que foi ressaltada pela fiscalização a necessidade, para fins de comprovação, de uma série de documentos, os quais, mais uma vez não logrou a interessada trazer na manifestação de inconformidade. A simples apresentação de listagens de insumos adquiridos durante o ano e da saída para exportação, ou ainda os balancetes acumulados, de janeiro a setembro/2002, são incapazes de demonstrar o efetivo consumo de cada um dos insumos adquiridos no período e utilizados na produção e exportação relativamente ao mesmo período pleiteado. Portanto, não merece prosperar o alegado pela interessada de que houve má interpretação dos métodos de guarda dos documentos e de apuração pela fiscalização. Ressaltese que desde o ingresso do pedido de ressarcimento do crédito do IPI relativo ao 3º trimestre/2002, efetivado em 04/12/2002, deveria a empresa estar apta a comprovar mediante documentos hábeis o crédito apurado e a demonstrar a correição de tais valores substanciados na legislação própria. A empresa, junto a manifestação de inconformidade, permaneceu sem abrir a planilha de custos apta a demonstrar o ingresso dos insumos e sua aplicação nos produtos fabricados e exportados no período de julho a setembro de 2002. Mais uma vez é necessário afirmar que a documentação apresentada não contém as rubricas de custos variáveis abertas, razão pela qual a própria fiscalização já as tinha solicitado. A demonstração do custo aplicado em cada um dos produtos fabricados, a relação dos custos das matérias primas empregadas e o consumo pormenorizado em cada produto fabricado, tornamse extremamente importante, mas a interessada não apresentou ao auditor fiscal diligente e tampouco na manifestação de inconformidade. Desse modo, considerase desnecessário o pedido de diligência ou perícia solicitada. 0 art. 18 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF): Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de oficio ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pelo art. 1.0 da Lei n.° 8.748/1993).(grifo nosso) Fl. 1298DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13502.000822/200251 Acórdão n.º 3402002.299 S3C4T2 Fl. 5 7 (...)'' Os elementos presentes nos autos são suficientes para firmar o convencimento do julgador, tornando prescindível a realização de diligência, em face do que cumpre indeferir o pedido. No mérito, verificase com relação ao cálculo do crédito presumido, que a fiscalização não pode verificar a receita da exportação encontrada pela interessada, pois esta deixou de apresentar os Registros de Exportação e as notas fiscais de saída; vindo nesta manifestação de inconformidade apresentar somente os contratos de câmbio e alguns conhecimentos de embarque, listagens de notas fiscais de saída (fls.537/554), que são insuficientes para demonstrar os valores da apuração do crédito presumido utilizados pela interessada. A Portaria n°38, de 27 de fevereiro de 1997, assim dispõe: Art. 3° 0 crédito presumido será apurado ao final de cada mês em que houver ocorrido exportação ou venda para empresa comercial exportadora com o fim especifico de exportação. §1° Para efeito de determinação do crédito presumido correspondente a cada mês, a empresa ou o estabelecimento produtor e exportador deverá: (...) §3° No último trimestre em que houver efetuado exportação, ou no ultimo trimestre de cada ano, deverá ser excluído da base de cálculo do crédito presumido o valor das matériasprimas, dos produtos intermediários e dos materiais de embalagem utilizados na produção de produtos não acabados e dos produtos acabados mas não vendidos. § 4º. 0 valor de que trata o parágrafo anterior, excluído no final de um ano, será acrescido à base de cálculo do crédito presumido correspondente ao primeiro trimestre em que houver exportação para o exterior. § 5º. A apuração do crédito presumido será efetuada com base em sistema de custos coordenado e integrado com a escrituração comercial da pessoa jurídica, que permita, ao final de cada mês, a determinação das quantidades e dos valores das matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, utilizados na produção durante o período. § 6º. Para efeito do disposto no parágrafo anterior, a pessoa jurídica deverá manter sistema de controle permanente de estoques, no qual a avaliação dos bens será efetuada pelo método da média ponderada móvel ou pelo método denominado PEPS, no qual se considera que as saídas das unidades de bens seguem a ordem cronológica crescente de suas entradas em estoque. § 7º No caso de pessoa jurídica que não mantiver sistema de custos coordenado e integrado com a escrituração comercial, a Fl. 1299DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 8 quantidade de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem utilizados na produção, em cada mês, será apurada somandose a quantidade em estoque no inicio do mês com as quantidades adquiridas e diminuindose, do total, a soma das quantidades em estoque no final do mês, as saídas não aplicadas na produção e as transferências. §8° Na hipótese do parágrafo anterior, a avaliação das matérias primas, dos produtos intermediários e dos materiais de embalagem utilizados na produção, durante o mês, será efetuada pelo método PEPS. Grifei Portanto, a empresa não logrou demonstrar a legitimidade do crédito pleiteado, deixando de apresentar as planilhas de custos. Salientase que não ficou determinada a exata utilização de cada insumo na fabricação dos produtos fabricados e nem foi demonstrada pela interessada a utilização destes insumos na produção dos produtos exportados. Com base no art. 6° da Lei n° 9.363, de 1996, o Ministro da Fazenda editou a Portaria no 38, de 1997, que dispõe sobre o cálculo e a utilização do crédito presumido, estabelecendo, entre outros requisitos, a forma de apuração do consumo dos insumos considerados no cálculo do beneficio (art. 3°, §§ 5° a 8° e 14 da Portaria MF no 38, de 1997). De acordo com a mencionada norma, a apuração do crédito presumido sera efetuada com base em sistema de custos coordenado e integrado com a escrituração comercial da pessoa jurídica, que permita, ao final de cada mês, a determinação das quantidades e dos valores das matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem, utilizados na produção durante o período. No caso de pessoa jurídica que não mantenha sistema de custos coordenado e integrado com a escrituração comercial, tal determinação será feita mediante soma da quantidade em estoque no inicio do mês com as quantidades adquiridas e diminuindose, do total, a soma das quantidades em estoque no final do mês, as saídas não aplicadas na produção e as transferências, sendo a avaliação dos insumos efetuada pelo método PEPS. Contudo, destaquese mais uma vez, não ficou determinada a quantidade dos insumos aplicada em cada produto fabricado e, conseqüentemente, não se pode determinar o custo da mercadoria produzida. 0 instituto da compensação de créditos tributários prevê que somente será autorizada a compensação com créditos líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. 0 pedido de ressarcimento de direito creditório, sem a possibilidade de comprovação de que o valor foi apurado dentro das normas disciplinadas pela legislação, não lhe confere liquidez nem certeza, elementos essenciais ao crédito que se pretende seja compensado, conforme disposição expressa do artigo 170 do CTN: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipula cão em cada caso atribuir á autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos Fl. 1300DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13502.000822/200251 Acórdão n.º 3402002.299 S3C4T2 Fl. 6 9 tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. (Grifei) A IN SRF n° 210, de 2002, no art. 21, antes da compensação de débitos vencidos ou vincendos com crédito de IPI pressupõe a existência de crédito liquido e certo.” Não se justifica, assim a reforma da r. decisão recorrida que deve ser mantida por seus próprios e jurídicos fundamentos, considerandose ainda que na fase instrutória, a ora a Recorrente não apresentou nenhuma evidencia concreta e suficiente cujo ônus lhe cabia (cf. art. 333, inc. I e 396 do CPC) para descaracterizar a motivação invocada pela d. Fiscalização, para o indeferimento do ressarcimento. Considerando a inexistência de créditos líquidos e certos contra a Fazenda Pública, os débitos eventual e indevidamente compensados, devem ser cobrados através do procedimento previsto nos §§ 7º e 8º do art. 74 da Lei nº 9.430/96 (redação da Lei nº 10.833, de 2003). Isto posto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário para manter a r. decisão recorrida, por seus próprios e jurídicos fundamentos. É como voto Sala das Sessões, em 29 de janeiro de 2014. FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Fl. 1301DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 05/02/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO
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Numero do processo: 11128.002325/99-57
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Mar 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 06/06/1999
Admissibilidade do Recurso: Divergência não comprovada.
Situações fáticas diferentes, de per si, impossibilitam a caracterização do dissídio jurisprudencial, e, por conseguinte, retiram do recurso uma das condições de sua admissibilidade.
Recurso Especial do Procurador Não Conhecido.
Numero da decisão: 9303-002.814
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso especial, por falta de divergência.
Marcos Aurélio Pereira Valadão - Presidente Substituto
Henrique Pinheiro Torres - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto e Marcos Aurélio Pereira Valadão.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 06/06/1999 Admissibilidade do Recurso: Divergência não comprovada. Situações fáticas diferentes, de per si, impossibilitam a caracterização do dissídio jurisprudencial, e, por conseguinte, retiram do recurso uma das condições de sua admissibilidade. Recurso Especial do Procurador Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso especial, por falta de divergência. Marcos Aurélio Pereira Valadão Presidente Substituto Henrique Pinheiro Torres Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto e Marcos Aurélio Pereira Valadão. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 23 25 /9 9- 57 Fl. 484DF CARF MF Impresso em 06/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2014 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MAR COS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o Relatório do acórdão recorrido: O presente relatório trata da notificação de lançamento (fl. 01), intimando a empresa acima identificada a recolher o crédito tributário referente ao imposto de importação sobre o valor da mercadoria avariada. Tempestivamente, a autuada apresentou sua impugnação (fls. 96 a 113), alegando, resumidamente, que: • o agente marítimo não manuseia a carga, não executa o transporte, nem atua como depositário ou operador da descarga, função esta atribuída ao operador portuário, não sendo causador de avarias e nem responsável, pois, conforme o art. 159 do Código Civil, não existe a responsabilidade sem culpa; se a avaria ocorreu a bordo do navio, tal como citado no Termo de Vistoria, o que se admite é que seria responsável o armador, jamais o afretador; o Termo de Avaria foi lavrado muito tempo após a descarga, após a entrada da mercadoria no terminal, que dista do local onde se deu a descarga em cerca de uma hora e meia em percurso de caminhão, muito longe, portanto, dó costado do navio e sem a presença do transportador, que sequer foi solicitado a assinar o termo, que também não foi visado pela autoridade aduaneira; com a entrega da mercadoria ao costado do navio cessa a responsabilidade do transportador, que passa para a entidade portuária; por ter sido o Termo de Avaria emitido unilateralmente pela IPA MARIMEX, deve ser considerado nulo ou inexistente, devendo a depositária assumir os prejuízos constatados na mercadoria, enquanto sob sua custódia; • igualmente é nula a Guia de Movimentação de Volume de Importação, por não estar assinada nem pelo transportador e nem pela autoridade aduaneira; • a conclusão da Comissão de Vistoria foi presumida a partir de documentos nulos e ineficazes; • traz à colação o Parecer Técnico n° 7390, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas IPT, de 12/04/99, emitido em face da solicitação do importador, para análise das possíveis causas de avaria na máquina impressora, onde se nota que as avarias não foram causadas pelo transportador, mas sim por inadequação da embalagem, que se equipara ao vício próprio da mercadoria; • a jurisprudência é farta no sentido de excluir a responsabilidade do transportador por avarias causadas por mau acondicionamento da carga; Fl. 485DF CARF MF Impresso em 06/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2014 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MAR COS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.002325/9957 Acórdão n.º 9303002.814 CSRFT3 Fl. 485 3 • considerar perda total de um equipamento de valor altíssimo, sem que se tenha a certeza dos danos, é um ato de arbitrariedade, não podendo prevalecer, devendo o percentual de avaria limitarse à proporção da unidade efetivamente avariada; • a mercadoria foi importada sob a incidência da TEC, com alíquota de 5%, sendo este o tributo a ser recolhido, sendo ilegal o § 3 o do art. 30 do Dec. 63.431/68, repetido pelo § 3 o do art. 481 do Regulamento Aduaneiro, o qual estabelece que nos casos de mercadorias avariadas não será considerada isenção ou redução de imposto que beneficie a mercadoria; • a taxa de câmbio utilizada deve ser a de 22/01/99, data da lavratura do Termo de Vistoria. Em 26/09/00, o lançamento foi julgado procedente, com a seguinte ementa: VISTORIA ADUANEIRA. AVARIA DE MERCADORIA. Tendo a avaria ocorrido efetivamente dentro do navio, por queda no embarque, é responsável o transportador pelo tributo devido. Fundamenta o Sr. Dr. Delegado que: A autuada alega não ser parte legítima para figurar no pólo passivo da obrigação tributária ora em discussão por não ter sido culpada pela avaria no equipamento em questão. Ressalta, inclusive, ser admissível que seja responsável o armador se a avaria ocorreu dentro do navio. Ora, a defesa parece não ter conhecimento de que o Decretolei 37/66, no capítulo VI, que dispõe sobre CONTRIBUINTES E RESPONSÁVEIS, foi alterado pelo Decretolei 2472/88 para atribuir expressamente responsabilidade tributária ao representante do transportador estrangeiro. Senão vejamos: "Art. 32. É responsável pelo imposto: I. o transportador, quando transportar mercadoria procedente do exterior ou sob controle aduaneiro, inclusive em percurso interno; II. o depositário, assim considerada qualquer pessoa incumbida da custódia de mercadoria sob controle aduaneiro. Parágrafo único. É responsável solidário: a o adquirente ou cessionário de mercadoria beneficiada com isenção ou redução do imposto; b o representante, no País, do transportador estrangeiro." (grifei) Fl. 486DF CARF MF Impresso em 06/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2014 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MAR COS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 Analisando os documentos trazidos aos autos, observase que no Termo de Visita Aduaneira 3208/98 (fl. 26), documento que tem fé pública, a empresa Expresso Mercantil Ag. Mar. Ltda. consta como Agente Consignatário da operação realizada e esclarece também ser o transportador de nacionalidade estrangeira, qual seja, maltesa. Não cabe, como pretende a impugnante, realizar nova perícia para apuração do percentual da avaria no equipamento em questão, uma vez que já existem dois laudos acostados ao processo que acabam por revelar efetivamente a depreciação total da máquina importada. A impugnante diz ser ilegal o § 3o do art. 30 do Dec. 63.431/68, repetido pelo § 3o do art. 481 do Regulamento Aduaneiro, o qual estabelece que nos casos de mercadorias avariadas não será considerada isenção ou redução de imposto que beneficie a mercadoria. Essa alegação não pode ser apreciada administrativamente, visto ser o único caminho possível para que se considere uma lei invalida a sua declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. Por se tratar o presente processo de vistoria aduaneira, que tem sempre como objetivo apurar o responsável por avaria ou extravio de mercadorias, no presente caso avaria, devemos, inicialmente, verificar onde ocorreu a avaria da máquina em questão. O que se tem de concreto são dois laudos, um de técnico credenciado junto à Receita Federal (fls. 50 a 52) e outro, juntado pela impugnante, do IPT (fls. 118 a 122), um Termo de Avaria lavrado pela depositária Marimex (fls. 32/33), um Romaneio de Descarga (fl. 30) e uma Guia de Movimentação de Volumes (fl. 29). Passemos à análise desses documentos: 1. O laudo de técnico credenciado junto à Receita Federal diz (fl. 51) que a peça danificada da unidade impressora já se encontrava no estado sinistrado anteriormente à saída do porão da embarcação, ou seja, se encontrava dentro do navio quando foi danificada; 2. O laudo do IPT é taxativo ao dizer (fls. 120, item 3.1) que a máquina sofreu um ou mais impactos antes do desembarque, quando ainda estava na embalagem, ou seja, igualmente diz que a mercadoria se encontrava dentro do navio quando ocorreu o acidente; O Termo de Avaria lavrado pela depositária MARIMEX também aponta (fl. 33) que houve avaria com perda do produto, tendo sido os dados imediatamente transmitidos para a Alfândega do Porto de Santos; 4. O Romanelo de Descarga (fl. 30) igualmente aponta que o madeiramento estava quebrado; e 5. A Guia de Movimentação de Volumes (fl. 29) diz que a peça estava sem embalagem. Fl. 487DF CARF MF Impresso em 06/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2014 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MAR COS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.002325/9957 Acórdão n.º 9303002.814 CSRFT3 Fl. 486 5 O que se vê, independentemente das alegações de que o Termo de Avaria e a Guia de Movimentação de Volumes de Importação tenham sido emitidos unilateralmente, é que todas as provas apontam como local em que ocorreu o sinistro o navio. Não há como deixar de crer, conforme a própria impugnante chega a admitir, que o acidente tenha ocorrido dentro da embarcação. A conclusão da Comissão de Vistoria não foi presumida a partir de documentos nulos e ineficazes, conforme alega a requerente, mas sim pautada em informações e laudo que corretamente apontavam o navio como local em que a mercadoria foi sinistrada. Tendo ocorrido, efetivamente, o acidente dentro da embarcação, é responsável o transportador, não havendo que se falar em culpa, mas sim em responsabilidade, e esta, conforme já visto, se estende solidariamente ao representante, no País, do transportador estrangeiro. Quanto à taxa de câmbio utilizada para conversão da moeda negociada, não assiste razão à defendente, uma vez que, no caso de avaria, considerase ocorrido o fato gerador na data do lançamento, nos termos dos artigos 87, inciso II, alínea c, e 107, parágrafo único, ambos do Regulamento Aduaneiro, e não na data da vistoria aduaneira, como quer a impugnante. Quanto à alegação de que a jurisprudência é farta no sentido de excluir a responsabilidade do transportador por avarias causadas por mau acondicionamento da carga não há nada a se opor, entretanto, no presente caso, o que se vê é que as avarias do equipamento não se deram em função de acondicionamento, conforme diz o laudo do IPT, em seu item 3.6 (fl. 122). Quanto ao percentual de avaria, definido pelo laudo de técnico credenciado à Receita Federal como 100%, há de se dizer que também o laudo do IPT, juntado pela requerente, aponta grandes danos na máquina (fl. 120), conforme transcrição a seguir, não havendo por que desconsiderar a idoneidade do laudo n° 61/99 (fls. 50 a 52): "Esses impactos provocaram os seguintes danos: 3.1.1. ruptura do elemento estrutural de ferro fundido da máquina, 3.1.2. ruptura da face impactada da embalagem, 3.1.3. amassamento de diversas partes da máquina, principalmente na face atingida e 3.1.4. arrancamento da máquina da base. " Deste modo, diante do exposto e tendo em vista o artigo 478, caput, do Regulamento Aduaneiro, segundo o qual a responsabilidade pelos tributos apurados em relação a avaria ou extravio de mercadoria será de quem lhe deu causa (Decretolei n° 37/66, art. 60, parágrafo único), é de se concluir pela procedência da ação fiscal, ao responsabilizar o representante do transportador pela infração cometida. Fl. 488DF CARF MF Impresso em 06/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2014 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MAR COS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 A Câmara a quo deu provimento ao recurso voluntário para acolher a preliminar de ilegitimidade passiva, e , por conseguinte, anular o lançamento fiscal. O acórdão foi assim ementado: PRELIMINAR. ILEGITIMIDADE DE PARTE PASSIVA Erro na identificação do sujeito passivo, nulidade de lançamento. RECURSO PROVIDO POR UNANIMIDADE A Fazenda Nacional dissentiu da decisão que lhe foi desfavorável e apresentou recurso especial, fls. 344 a 355 (autos em papel), por meio do qual requereu a reforma do acórdão vergastado para que seja afastada a preliminar de ilegitimidade passiva e que nova decisão seja proferida, com a análise do mérito. Com fundamento na informação de fls. 360/361, a então Presidente da câmara recorrida negou seguimento ao apelo fazendário. O representante da Fazenda Nacional, com apoio regimental, interpôs agravo de reexame, postulando a reforma do despacho de admissibilidade, no sentido de ver admito o especial anteriormente apresentado. Por meio do Despacho de fl. 382 (autos em papel), o agravo de reexame foi provido e o especial fazendário foi admitido. Contrarrazões vieram às fls. 393 a 409 (autos em papel), onde a Recorrida requer a esse Órgão colegiado, seja negado provimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, por falta de objeto, bem como por não atender aos pressupostos legais que ensejam o seu processamento e admissibilidade, na forma prevista no Regimento Interno desse órgão colegiado, conforme abaixo citado: a) ausência de "Prequestionamento" para ensejar a admissibilidade e o processamento do aludido Recurso Especial de Divergência, conforme expressa previsão legal contida no artigo 5°. inciso II. parágrafo 5°. da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria M.F. n° 55/98, com as posteriores alterações da Portaria M.F. n° 1.132/2.002; b) não comprovação do dissídio jurisprudencial, vez que os Acórdãos paradigmas mencionados no Recurso Especial, não guardam qualquer relação com as questões abordadas no Acórdão Recorrido, incidindo, no caso, o óbice previsto no artigo 7°. parágrafo 2°. do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria M.F. n° 55/98. com as posteriores alterações da Portaria M.F. n° 1/132/2.002. DEVENDO SER RESSALTADO. AINDA. QUE NOS CASOS DA ESPECIE. PARA COMPROVAÇÃO DO DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. DEVEM SER APRESENTADOS DOIS ACORDAOS DIVERGENTES. ENQUANTO QUE NO REFERIDO RECURSO INTERPOSTO PELA PFN. FOI MENCIONADO APENAS UM. QUE SEQUER GUARDA RELAÇÃO COM A QUESTÃO DISCUTIDA NOS AUTOS. 4.2. A não admissibilidade e processamento do Recurso Especial ora interposto pela Fazenda Nacional, pelo comprovado não atendimento aos pressupostos legais previstos na legislação vigente Fl. 489DF CARF MF Impresso em 06/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2014 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MAR COS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.002325/9957 Acórdão n.º 9303002.814 CSRFT3 Fl. 487 7 (Regimento Interno da C.S.R.F. artigo 5o, inciso II, parágrafo 5o ausência de prequestionamento , e artigo 7o, parágrafo 2o , da Portaria M.F. n° 55/98, com as posteriores alterações da Portaria M.F. n° 1.132/2.002, é corroborada pela pacífica Jurisprudência predominada nesse órgão colegiado, bem como pelos Tribunais Judicíais, conforme farta jurisprudência ora colacionada aos autos. É o Relatório. Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso da Fazenda Nacional é tempestivo, mas não atende ao requisito de admissibilidade relativo à comprovação do dissídio jurisprudencial, conforme demonstrarse à linhas abaixo. A teor do relatado, o lançamento de ofício foi anulado por erro na identificação do sujeito passivo, visto que, no entendimento do Colegiado recorrido, o agente marítimo seria responsável solidário quando estivesse representando transportador estrangeiro, por força da alínea "b" do parágrafo único do art. 32 do DecretoLei 37/66, o que não seria a situação dos autos, visto que o transportador seria sociedade empresária brasileira, in casu, a GLOBAL TRANSPORTE OCEÂNICOS S/A, afretadora do Navio Lim que transportou as mercadorias. No voto condutor do acórdão recorrido, o relator diferenciou as figuras do Armador, do proprietário do navio e a do transportador, que podem convergir ou não para uma mesma pessoa. Após essa digressão, concluiu que, no caso concreto sob exame, o transportador não era o proprietário do navio, mas sim a pessoa que afretara o navio, a Global Transporte Oceânicos S/A. Daí, a Câmara ter entendido que o agente marítimo não poderia ser responsável solidário, posto que o transportador era uma pessoa jurídica nacional, sujeita ao ordenamento jurídico nacional. Inaplicável, portanto, a norma inserta no dispositivo legal supracitado. De outro lado, no acórdão paradigma, a situação fática não é a mesma , pois não havia a figura do afretador, o transportador era pessoa jurídica estrangeira, e o agente marítimo era o seu representante perante as autoridades brasileiras, daí, ser aplicável ao caso, a norma prevista na alínea "b" do parágrafo único do art. 32 do DecretoLei 37/66, que atribui responsabilidade solidária ao agente marítimo, que atuar como representante do transportador estrangeiro. Assim, como bem asseverouse na informação que arrimou o despacho da Presidente da Câmara recorrida, que inadmitiu o especial fazendário: No julgado citado como paradigma pela recorrente, a situação fática é diferente, pois inexiste o afretador nacional, cuja presença neste processo foi o cerne da argumentação contida no voto acolhido unanimemente pela Câmara. Não discorda o insigne relator, em momento algum, que o agente marítimo, representante de transportador estrangeiro, possa ser responsabilizado pelos tributos devidos em função de extravio ou avaria de carga estrangeira. Fl. 490DF CARF MF Impresso em 06/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2014 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MAR COS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 8 D outro lado, devese destacar que, no acórdão recorrido, afirmase, peremptoriamente, que a situação dos autos difere totalmente daquela em que há a responsabilização do agente marítimo ou agente consignatário, quando do exercício da representação, no País, de transportador estrangeiro, vide fl. 322 dos autos em papel. Aliás, segundo consta do voto condutor do acórdão, é justamente por isso, que se entendeu que houve erro na identificação do sujeito passivo. Como se pode ver, as situações fáticas são desassemelhadas, pois, no acórdão recorrido, entendeuse que não cabe a responsabilização do agente marítimo porque, na operação de importação objeto do lançamento sob exame, não havia ele atuado como representante de transportador estrangeiro, já a situação tratada na decisão paradigmática era exatamente o oposto, o agente marítimo seria o representante do transportador estrangeiro. Portanto, as situações fáticas versadas nos paradigmas e no acórdão recorrido são, absolutamente, distintas, o que, de per si, afasta qualquer possibilidade de divergência entre os julgados. Desta feita, o recurso especial da fazenda Nacional, não merece ser conhecido, por ausência do pressuposto de admissibilidade referente à divergência jurisprudencial. Com essas considerações, não conheço do recurso especial apresentado pela fazenda Nacional. Henrique Pinheiro Torres Fl. 491DF CARF MF Impresso em 06/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2014 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MAR COS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 13605.000296/2003-52
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Ano-calendário: 1998
COMPROVAÇÃO DA QUITAÇÃO DA CSLL POR PAGAMENTO OU
COMPENSAÇÃO. INFORMAÇÕES EM DCTF. Torna-se improcedente o
lançamento tributário com base em DCTF, quando comprovado mediante a escrituração contábil a efetividade da quitação dos débitos, seja por pagamento ou por compensação de crédito registrado com o débito da mesma espécie declarado na DIPJ.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 1802-000.012
Decisão: ACORDAM os Membros da 2ª turma especial da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Ester Marques Lins De Sousa
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ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Ano-calendário: 1998 COMPROVAÇÃO DA QUITAÇÃO DA CSLL POR PAGAMENTO OU COMPENSAÇÃO. INFORMAÇÕES EM DCTF. Torna-se improcedente o lançamento tributário com base em DCTF, quando comprovado mediante a escrituração contábil a efetividade da quitação dos débitos, seja por pagamento ou por compensação de crédito registrado com o débito da mesma espécie declarado na DIPJ. Recurso Voluntário Provido.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-03T13:06:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-03T13:06:58Z; Last-Modified: 2009-09-03T13:06:58Z; dcterms:modified: 2009-09-03T13:06:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-03T13:06:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-03T13:06:58Z; meta:save-date: 2009-09-03T13:06:58Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-03T13:06:58Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-03T13:06:58Z; created: 2009-09-03T13:06:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-09-03T13:06:58Z; pdf:charsPerPage: 1072; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-03T13:06:58Z | Conteúdo => SI-TE02 RI 1(t2_ MINISTÉRIO DA FAZENDA - CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13605.000296/2003-52 Recurso n° 151.961 Voluntário Acórdão n° 1802-00.012 — r Turma Especial Sessão de 19 de março de 2009 Matéria CSLL - Ex(s): 1999 Recorrente BELMONT LTDA. Recorrida 18 TURMA/DRJ-JUIZ DE FORA/MG ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Ano-calendário: 1998 COMPROVAÇÃO DA QUITAÇÃO DA CSLL POR PAGAMENTO OU COMPENSAÇÃO. INFORMAÇÕES EM DCTF. Torna-se improcedente o lançamento tributário com base em DCTF, quando comprovado mediante a escrituração contábil a efetividade da quitação dos débitos, seja por pagamento ou por compensação de crédito registrado com o débito da mesma espécie declarado na DEPJ. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela BELMONT LTDA. ACORDAM os Membros da 2' turma especial da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. enteRIAN GaarRealer Presidente (de 1 •II 1 11 . • 1 • n • 1 • • • 1 1 • . . 1 11 ,1, Processo n° 13605.000296/2003-52 S1-1E02 Acérd.5o n.° 1802-00.012 Fl. 2 e e •• • • A Relatora FORMALIZADO EM: 24 AGO ;19 Participaram, ainda, do present julgamento, os Conselheiros CHERYL BERNO e o Conselheiro Suplente NAT • 1 L VIEJR4.,DOS SANTOS. Ausente, justificadamente, o Conselheiro ROGÉRIO G • : IA FERES. 2 Processo if 13605.000296/2003-52 S1-TE02 Acónito of 1802-00.012 Fl. 3 Relatório BELMONT LIDA, já qualificada nos autos do processo, recorre a este colegiado da decisão de primeira instância, l a.Turma/DRJ/Juiz de Fora/MG, que julgou procedente em parte o lançamento constante do Auto de Infração n° 0000484, em que exige o seguinte crédito tributário, relativo aos segundo, terceiro e quarto trimestres de 1998, (fls.06/07 e fis.54/64): - Contribuição Social Sobre o Lucro Liquido (CSLL), no valor de R$ 15.371,44, acrescido de multa de oficio de 75% e juros de mora (fis.06 e demonstrativo fls.62). De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, (fl.07), a exigência decorre de "FALTA DE RECOLHIMENTO OU PAGAMENTO DO PRINCIPAL, DECLARAÇÃO INEXATA, conforme Mexo Ill",fis.62, tendo em vista DCTF(s) apresentadas com débitos apurados e créditos vinculados com pagamentos não localizados. "A Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Juiz de Fora/MG), por força da retroatividade benigna estabelecido no art. 106 do C77V, deu provimento parcial à impugnação em decisão proferida no venerando Acórdão n° 12.765, de 28/03/2006, (fis.68/70), cuja ementa transcrevo: Assunto: Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido — CSLL Ano Calendário: 1998 Ementa: LANÇAMENTO. INFORMAÇÕES EM DCTF. Permanece incólume o lançamento da contribuição com base em informações prestadas pela própria contribuinte em Declaração, quando na fase impugnatória essa não lograr refutar, com elementos de prova, a infração apontada na autuação. PENALIDADE. RETROATIVIDADE BENIGNA. Por força do disposto no art. 18 da Lei n.° 10.833/2003, com as alterações posteriores, e da retroatividade benigna estabelecido no art. 106 do C77V, é incabível a aplicação da multa de oficio em conjunto com tributo ou contribuição, espontaneamente declarados em DCTF, quando a penalidade aplicada não estiver fundamentada em uma das hipóteses do aludido art. 18." A empresa foi cientificada da mencionada decisão em 18/04/2006, conforme Aviso de Recebimento (AR) às fis.71-v, e, interpôs Recurso ao Conselho de Contribuintes em 16/05/2006, (fls.75/79). A Recorrente, em sua defesa, apresenta, em síntese, as seguintes razões: - que, em 1997 era optante pelo Lucro Presumido, tendo mudado, no curso daquele ano sua opção para o lucro , utilizando a faculdade prevista nos 3° e 4° do art.26, da Lei n° 9.430/96 (transcrição fls.76); Processo n° 13605.000296/2003-52 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.012 Fl. 4 - que, fez vários REDARF solicitando a modificação dos códigos de recolhimento da CSLL (2372) para (2484), no que foi atendido; - que, encerrado o ano calendário de 1997, não apurou CSLL (devida), porém havia recolhido R$ 23.808,39, (saldo negativo = R$ 13.261,92; mais R$ 10.546,47, recolhido sob o código 2372, retificado para 2484), utilizado para compensar com a CSLL devida no curso do ano de 1998; - que, errou ao preencher a DCTF de 1998 informando compensação com pagamentos a maior de 1997 e não também com o saldo negativo deste mesmo ano; - que, não retificou as DCTF de 1998, porém o erro cometido não exclui os créditos nem prejudica o direito às compensações exercidas; - que, por meio da planilha anexa e dos DARFs anexos é possível ver que nada deve ao Fisco; Ao final, transcreve jurisprudência que entende semelhante à sua situação (fls.77/78), e, requer o cancelamento da autuação, alegando que exerceu corretamente o direito à compensação dos pagamentos a maior e do saldo negativo da CSLL de 1997 com débitos da mesma contribuição em 1998. É o relatório. • / 4 ' Processo n° 13605.000296/2003-52 81 -TE02 Acórdão n.° 1802-00.012 Fl. 5 Voto Conselheira ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Relatora O recurso voluntário apresentado é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Compulsando-se os autos é possível constatar que a DIPJ referente ao ano calendário de 1997 (fis.289) demonstra, base de cálculo negativa da CSLL, no valor de R$ 1.406,64 e Saldo Negativo de CSLL, no montante de R$ 13.261,90. Por outro lado, os DARF(s) com códigos, 2372 retificados para 2484 (REDARF), referentes aos pagamentos efetuados em 1997, constantes do extrato (fls.35), totalizam o valor de R$ 23.808,39, (fls. 254/265), relacionado na planilha de f1.348 e contabilizado no Razão (fls.359/360) em conta do ativo circulante. Vale esclarecer que o código 2484, indica Contribuição (CSLL) mensal calculada por estimativa, do que se depreende em resultado de Saldo Negativo de CSLL, no montante de R$ 23.808,39 em vez de segregar os valores (saldo negativo = R$ 13.261,92; e, pagamento a maior = R$ 10.546,47, sob o código 2372, retificado para 2484) como alega o Recorrente. Destarte, os valores devidos à titulo de CSLL relativos aos trimestres de 1998, declarados na DIPJ/99, (fis.318/319), devem ser considerados liquidados diante da compensação efetivada pelo contribuinte, (fis.362/364), partindo do saldo da CSLL em 31/12/97, no montante de R$ 23.808,39, registrado no ativo circulante (Antecipações de CSLL) conforme escrituração fls.360 e DARF(s) (fis.254/265), bem como o DARF (fis.266) para quitação de parte da CSLL no valor de R$ 9.126,28, referente ao quarto trimestre/1998. Com efeito, apesar de o contribuinte haver laborado em erro nas DCTF(s), do 2° ao 4° trimestre de 1998, a documentação constante dos autos comprovam a quitação da CSLL referente ao ano calendário de 1998 declarada na D1PJ/99, seja por pagamento, mediante DARF ou por compensação de crédito registrado com o débito da mesma espécie, demonstrada mediante o lançamento contábil a crédito do ativo circulante (CSLL a recuperar), e, a débito da conta do passivo que registra a obrigação da CSLL devida o que resulta na improcedência do lançamento efetuado com base em DCTF, de que tratam os presentes autos. \_f Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, e o 19 de março de 2009. , _ ES 4"" • 1' QUES LIN : SOUSA 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA n‘.S01..1, CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 4,•• Processo : 13605.000296/2003-52 Recurso : 151.961 Acórdão : 1802.00.012 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3° do artigo 81 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Portaria MF n° 259/2009), intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Primeira Seção do CARF, a tomar ciência do Acórdão n° 1802.00.012. Brasília - DF, em 24 de agosto de 2009 etC 7 José Roberto França Secret ' o da 2 Câmara da Primeira Seção CARF Ciente, com a observação abaixo: [ 1 Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional 1
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Numero do processo: 10925.905132/2012-01
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Apr 01 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 28/02/2006
PIS. COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO.
A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda.
INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.914
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
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COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO. A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 90 51 32 /2 01 2- 01 Fl. 57DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905132/201201 Acórdão n.º 3801002.914 S3TE01 Fl. 58 2 Fl. 58DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905132/201201 Acórdão n.º 3801002.914 S3TE01 Fl. 59 3 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: Trata o presente processo de Pedido de Restituição PER, apresentado pela contribuinte acima qualificada. Em análise do pedido, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Joaçaba/SC decidiu indeferilo (Despacho Decisório à folha 5), em razão de que o valor recolhido via DARF, indicado como fonte do crédito contra a Fazenda Nacional, já havia sido integralmente utilizado para pagamento de débito da contribuinte, não restando crédito disponível para restituição solicitada no PER. Inconformada com o não deferimento de seu Pedido de Restituição, a contribuinte esclarece, em síntese, que os créditos pleiteados referemse a pagamentos a maior da contribuição ao PIS e da Cofins, em razão da inclusão do ICMS nas bases de cálculo destas contribuições. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (SC) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2007 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E LIQUIDEZ DO CRÉDITO. REQUISITO. A certeza e liquidez do crédito é requisito essencial para o deferimento da restituição, devendo restar comprovado o efetivo pagamento indevido ou a maior que o devido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso voluntário apresentado, no qual alega que a exigência da prévia retificação da DCTF como condição para reconhecer o crédito tributário pleiteado pela recorrente não possui qualquer fundamento legal, devendo ser enfrentado os argumentos apresentados na Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905132/201201 Acórdão n.º 3801002.914 S3TE01 Fl. 60 4 Voto Conselheiro Relator Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. O direito creditório não existiria, segundo o despacho decisório inicial e o acórdão de primeira instância, porque os pagamentos constantes do pedido estariam integralmente vinculados a débitos em DCTF e não teriam sido demonstradas a liquidez e a certeza dos indébitos. Na análise eletrônica dos PERDCOMPs de pagamento indevido ou a maior o objetivo é confirmar a existência de indébito tributário, confrontando informações das declarações apresentadas com os pagamento realizados. Não se está analisando efetivamente o mérito da questão, o que somente será viável a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal. Apesar da alegação da existência de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não ter sido acompanhada na peça impugnatória da retificação da respectiva DCTF, instrumento de confissão de dívida, que a princípio estaria na esfera de responsabilidade do contribuinte, o entendimento predominante deste Colegiado é no sentido da prevalência da verdade material, sendo que a falta de apresentação de DCTF retificadora, por se tratar de prova indiciária, não excluiria o direito da recorrente à repetição do indébito, nos termos do art. 165 do CTN, in verbis: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; No mérito, a recorrente alega que os créditos pleiteados referemse a pagamentos a maior da contribuição ao PIS e da Cofins, em razão da inclusão do ICMS nas bases de cálculo destas contribuições. A questão da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS é objeto do Recurso Extraordinário (RE) nº 240.7852 MG, que não foi ainda julgada até a presente data. Na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 18, que trata da mesma matéria, o STF reconheceu a repercussão geral da demanda e deferiu medida cautelar para determinar que, até o julgamento final da ação pelo Plenário do STF, juízos e tribunais Fl. 60DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905132/201201 Acórdão n.º 3801002.914 S3TE01 Fl. 61 5 suspendessem o julgamento dos processos em trâmite que envolviam a aplicação do art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei no 9.718/98. A suspensão dos julgamentos deferida liminarmente foi sucessivamente prorrogada nas sessões plenárias realizadas em 04/02/2009, em 16/09/2009, e, finalmente, em 25/03/2010, quando o Tribunal, pela última vez, prorrogou por mais 180 dias a eficácia da medida cautelar anteriormente deferida. Quanto ao RE nº 240.7852/MG, o mesmo foi também sustado até o julgamento do ADC no 18, já que o Plenário do STF, ao julgar questão de ordem levantada pelo Ministro Marco Aurélio, decidiu que o julgamento da ADC deveria preceder o julgamento do RE em tela, uma vez que a ADC, por tratarse de controle concentrado de constitucionalidade, repercutiria sobre os demais processos relativos à matéria. Contudo, findo o prazo suspensivo liminarmente concedido pelo STF, tendo em vista não haver nenhuma decisão vigente nesse sentido nos julgamentos que versam sobre a matéria, bem como, com a edição da Portaria MF no 545, de 18 de novembro de 2013, que revogou os parágrafos 1º e 2º do artigo 62A do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, que previam o sobrestamento dos julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, preliminarmente entendo que não há que se falar em sobrestamento dos autos. Isto posto, no mérito, veremos que não assiste razão à recorrente. Apesar da recorrente argumentar que o ICMS, por não representar riqueza do contribuinte e sim receita do Erário Estadual, é um ônus fiscal e não faturamento. Esse, porém, referese a uma universalidade, um todo composto pelas receitas da empresa, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. A Lei nº 9.718/98, em seu art. 3º, § 2º, I autoriza apenas a exclusão do ICMS “quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário”. Em nenhum momento, porém, autoriza a exclusão do ICMS das próprias vendas. Em relação ao PIS, a Jurisprudência encontravase pacificada, sendo editada a Súmula nº 68 pelo Superior Tribunal de Justiça, abaixo transcrita: Súmula: 68 A PARCELA RELATIVA AO ICM INCLUISE NA BASE DE CALCULO DO PIS. Em relação ao FINSOCIAL, que também tinha por base de cálculo o faturamento, o Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula nº 94, que estabelece: Súmula 94. A PARCELA RELATIVA O ICMS INCLUISE NA BASE DE CÁLCULO DO FINSOCIAL. Este também é o entendimento exarado pelo STJ, superada a suspensão liminar dos julgamentos dos processos envolvendo a matéria determinada pelo STF, no âmbito do REsp no 1.127.877SP (transitado em julgado em 20/06/2012), no sentido de que o ICMS integra sim a base de cálculo do PIS e da COFINS, através de decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, com base em jurisprudência da citada Corte, conforme excerto abaixo: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905132/201201 Acórdão n.º 3801002.914 S3TE01 Fl. 62 6 INCLUSÃO DO ICMS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. A jurisprudência deste Tribunal pacificouse no sentido de que "a parcela relativa ao ICMS deve ser incluída na base de cálculo do PIS e da Cofins, nos termos das Súmulas 68 e 94 do STJ" (AgRg no REsp 1.121.982/RS, 2ª T., Min. Humberto Martins, DJe de 04/02/2011). Nesse sentido, os seguintes julgados: AgRg no Ag 1.069.974/PR, 1ª T., Min. Francisco Falcão, DJe de 02/03/2009; REsp 1.012.877/PR, 2ª T., Min. Mauro Campbell Marques, DJe de 08/02/2011; AgRg no Ag 1.169.099/SP, 2ª T., Min. Herman Benjamin, DJe de 03/02/2011; AgRg no Ag 1.005.267/RS, 1ª T., Min. Benedito Gonçalves, DJe de 02/09/2009. Ocorre ainda que eventuais alegações acerca de inconstitucionalidade da legislação tributária não são oponíveis na esfera administrativa, uma vez que sua apreciação foge à alçada da autoridade administrativa de qualquer instância, não dispondo esta de competência legal para examinar hipóteses de violação às normas legitimamente inseridas no ordenamento jurídico nacional. Com efeito, a apreciação dessas questões achase reservada ao Poder Judiciário, pelo que qualquer discussão quanto aos aspectos de validade das normas jurídicas deve ser submetida àquele Poder. Portanto, é inócuo suscitar tais alegações na esfera administrativa, pois à autoridade administrativa é vedado desrespeitar textos legais em vigor, sob pena de responsabilidade funcional, sendo defeso a apreciação da matéria por esse órgão julgador, nos termos da Súmula n° 2 do CARF, de observância obrigatória por parte de seus membros. No mais, o julgamento do Recurso Especial (REsp) no 1.127.877SP foi submetido ao rito do artigo 543C do CPC, razão pela qual o entendimento ali expresso deverá ser seguido pelos conselheiros no âmbito do CARF, conforme caput do artigo 62A1 do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF n° 256/2009, com alterações introduzidas pela Portaria MF no 545, de 18 de novembro de 2013. Assim, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. 1 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905132/201201 Acórdão n.º 3801002.914 S3TE01 Fl. 63 7 (assinado digitalmente) Marcos Antônio Borges Fl. 63DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 10660.723449/2012-71
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Mar 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/12/2008 a 01/01/2010
INCONSTITUCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO NA SEARA ADMINISTRATIVA. ASSISTÊNCIA À SAÚDE FORNECIDA PELO EMPREGADOR POR INTERMÉDIO DE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. AUSÊNCIA DE SUBSUNÇÃO À NORMA TRIBUTÁRIA OU POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DE NORMA DE ISENÇÃO. MATÉRIA QUE SE DEIXOU DE IMPUGNAR CONSOLIDAÇÃO. SELIC. APLICAÇÃO POSSIBILIDADE. CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE RECONHECIDA PELA STF.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-003.000
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar a exclusão dos levantamentos 011 - NFPS EMITIDAS POR COOP TRAB; 012 - NFPS EMITIDAS POR COOP TRAB relativos ao plano de saúde. Vencidos os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima e Oseas Coimbra Junior que entendem pela cobrança da contribuição social relativa aos serviços prestados por cooperados de cooperativa de trabalho médico de saúde. O Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima entende que não há previsão constitucional nem legal para a desoneração das contribuições previdenciárias relativas à cooperativa de trabalho médico de saúde, ao contrário, há previsão legal no art. 2o da Lei 12.690/2012. O art. 1o, parágrafo único, inciso I da Lei 12.690/2012 se refere à regulação específica pela legislação de saúde complementar (Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS). A contribuição previdenciária sobre os serviços prestados por intermédio de cooperativa de trabalho está prevista no art. 22, IV da Lei 8.212/91. Os serviços prestados são contratados e os valores são suportados pela empresa em benefício dos segurados. A cooperativa de trabalho, também se equipara à empresa quando da contratação de outro serviço por intermédio de cooperativa de trabalho (art. 15, § único, Lei 8.212/91).
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira. - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2008 a 01/01/2010 INCONSTITUCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO NA SEARA ADMINISTRATIVA. ASSISTÊNCIA À SAÚDE FORNECIDA PELO EMPREGADOR POR INTERMÉDIO DE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. AUSÊNCIA DE SUBSUNÇÃO À NORMA TRIBUTÁRIA OU POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DE NORMA DE ISENÇÃO. MATÉRIA QUE SE DEIXOU DE IMPUGNAR CONSOLIDAÇÃO. SELIC. APLICAÇÃO POSSIBILIDADE. CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE RECONHECIDA PELA STF. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar a exclusão dos levantamentos 011 NFPS EMITIDAS POR COOP TRAB; 012 NFPS EMITIDAS POR COOP TRAB relativos ao plano de saúde. 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A cooperativa de trabalho, também se equipara à empresa quando da AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 0. 72 34 49 /2 01 2- 71 Fl. 248DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10660.723449/201271 Acórdão n.º 2803003.000 S2TE03 Fl. 249 2 contratação de outro serviço por intermédio de cooperativa de trabalho (art. 15, § único, Lei 8.212/91). (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10660.723449/201271 Acórdão n.º 2803003.000 S2TE03 Fl. 250 3 Relatório O presente Auto de Infração de Obrigação Principal AIOP DEBCAD 37.282.6016, objetiva o lançamento das contribuições sociais previdenciárias decorrentes da prestação de serviços de cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho, bem como de contribuição relativa aos rendimentos/honorários/retribuição a contribuição individual em razão da prestação de serviços, conforme Relatório Fiscal do Auto de Infração – REFISC, de fls. 12 a 16, com período de apuração de 12/2008 a 12/2009, conforme Termo e Início de Procedimento Fiscal TIPF, de fls. 19 e 20. O Auto de Infração é composto pelos levantamentos denominados 011 – NFPS EMITIDAS POR COOP TRAB; 012 NFPS EMITIDAS POR COOP TRAB e 021 – CI ANTONIO L GONZAGA FILHO, conforme Relatório Discriminativo de Débito – DD, de fls. 04. O sujeito passivo foi cientificado da autuação, em 30/01/2013, conforme AR, de fls. 102. O contribuinte apresentou petição de defesa, as fls. 106 e 107, postada, em 22/02/2013, conforme envelope de remessa, de fls. 208 e 209, com razões de defesa, acostadas, as fls. 108 a 124, acompanhada dos documentos, de fls. 125 a 207. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 210. O órgão julgador de primeiro grau emitiu o Acórdão Nº 0943.589 5ª, Turma DRJ/JFA, em 25/04/2013, fls. 213 a 220. No qual a impugnação foi considerada improcedente. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 24/05/2013, conforme Termo de Ciência por Decurso de Prazo TCDP, de fls. 225, bem como, em 31/05/2013, pelo Termo de Abertura de Documento – TAD, de fls. 226. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, petição de interposição, as fls. 227, com razões recursais, as fls. 228 a 242, postado, em 21/06/2013, conforme envelope de remessa, de fls. 245 e 246, acompanhado dos documentos, de fls. 243 e 244. Mérito. · que apesar de a recorrente figurar nos contratos, aditivos e notas como parte, os serviços são contratados por conta e ordem dos empregados, nos termos de Acordo Coletivo com os sindicatos e com previsão de desconto em folha; Fl. 250DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10660.723449/201271 Acórdão n.º 2803003.000 S2TE03 Fl. 251 4 · que a recorrente não mantém relação com os prestadores de serviços – os cooperados – sendo assim, improcedente o lançamento, devendo este ser anulado; · que o artigo 22, IV, da Lei 8.212/91 viola a Constituição, pois esta exigi LC como veículo a introduzir tributo que não esta previsto na Constituição, razão pela qual o lançamento deve ser julgado improcedente; · que a exação não pode subsistir, não havendo óbice ao exame de questões constitucionais e legais trazidas pelo contribuinte, não podendo o órgão julgador recusarse ao seu exame, sendo inexigível a contribuição sobre cooperativa de trabalho médico; · que a contribuição exigida no artigo 22, IV, da Lei 8.212/91 não encontra correspondência no artigo 195, I, “a”, “b” e “c”, da CF/88, bem como não é a recorrente a beneficiária dos serviços, mas sim seus empregados, havendo coparticipação dos empregados, não havendo folha de salários e demais rendimentos, pois os cooperados não são pagos pela recorrente; · que a cooperativa contratada é pessoa jurídica, não havendo identificação dos valores pagos aos cooperados, bem como a contribuição não se amolda ao lucro, pois elege a prestação de serviços como hipótese de incidência, não havendo previsão legal para a aplicação de 30% da base como consta do lançamento; · que a exigência é confiscatória ao exigir taxa SELIC, cita o TJMG, sendo a utilização de tal taxa ilegal, pois implica juros remuneratórios, o que configura usura; · Ao final espera a recorrente: a) julgamento com provimento do recurso e cancelamento da exigência fiscal. A autoridade preparadora considerou o recurso tempestivo, fls. 247. Os autos subiram ao CARF, fls. 247. É o Relatório. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10660.723449/201271 Acórdão n.º 2803003.000 S2TE03 Fl. 252 5 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira. O recurso voluntário é tempestivo e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade ele merece ser apreciado. Inicialmente, cumpre informar que o julgador a quo está correto não cabe ao julgador administrativo pronunciarse sobre questões de inconstitucionalidade ante a expressa vedação legal, abaixo transcrita. Decreto 70.235/72 Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) RICARF PT/MF 256/2009 Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. A razão é muito simples no Poder Executivo – Administração Pública vige o princípio da hierarquia e quem exerce sua chefia máxima é o Senhor Presidente da República, a quem a Constituição da República Federativa do Brasil atribui em primeiro mão a competência de por intermédio da sanção em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional, introduzir a norma no mundo jurídico, dandolhe existência, estipulando sua vigência e atribuindolhe eficácia. Logo, não é cabível que um servidor que lhe é subordinado e subalterno e lhe deve obediência, possa desfazer de um ato da maior autoridade do Poder Executivo, pois assim estaríamos subvertendo o regime. Além do que, a própria CRFB/88 no artigo 102, caput, estabeleceu que o seu guardião é o Supremo Tribunal Federal – STF. Assim cabe exclusivamente ao órgão maior do judiciário brasileiro o controle concentrado de constitucionalidade das leis e aos demais órgãos do judiciário o difuso. A CRFB/88 não atribui competência para órgão julgador administrativo seja ele qual for, exercer o controle de constitucionalidade das leis. Fl. 252DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10660.723449/201271 Acórdão n.º 2803003.000 S2TE03 Fl. 253 6 Cumpre esclarecer, ainda, que como consta do crédito e do relatório deste acórdão o presente lançamento é composto pelos levantamentos denominados 011 – NFPS EMITIDAS POR COOP TRAB; 012 NFPS EMITIDAS POR COOP TRAB e 021 – CI ANTONIO L GONZAGA FILHO, conforme Relatório Discriminativo de Débito – DD, de fls. 04. A recorrente nada fala, alega ou se insurge em face do levantamento 021 – CI ANTONIO L GONZAGA FILHO, logo aplicase aqui os artigos 14 e 17, do Decreto 70.235/72, isto é, não sendo impugnada de forma expressa ocorre a preclusão da matéria e o lançamento se consolida em relação a esta. A exação em tela nestes autos vêm sendo objeto de muitas discussões no âmbito do contencioso administrativo e até o momento vinha me posicionando ao lado de sua validade. Todavia, após novas reflexões e análise de vários elementos entre os quais os estudos sobre a matéria realizado pelo Cons. Amílcar Barca Teixeira Júnior, passo a adotar um novo posicionamento. Realmente, de um olhar mais aguçado verifico que a questão em tela não se subsume ao que consta do artigo 22, IV, da Lei 8.212/91, observese os esclarecimentos. O citado texto legal diz que “...relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados...”, e, como bem disse a recorrente os serviços não são prestados a ela recorrente, mas sim aos seus trabalhadores. A diferença pode ser sutil, mas implica em uma significativa mudança de direção. Um exemplo, talvez, possa por luz sobre a matéria. Imaginese uma cooperativa de trabalho típica – como a de carregadores e descarregadores de carga, em uma empresa transportadora. Ora a transportadora vai contratar a cooperativa que colocará nas dependências desta ou de terceiros por aquela indicados, os cooperados que realizarão os serviços. Ou seja, uma pessoa jurídica contrata uma cooperativa e recebe serviços dos cooperados por intermédio da cooperativa, hipótese da Lei 8.212/91, artigo 22. IV. No caso dos autos a empresa contrata a cooperativa que disponibilizará os cooperados que prestarão os serviços, nos seus consultórios próprios ou nas dependências de hospitais e clínicas conveniadas e os serviços serão prestados aos trabalhadores pessoas físicas e não a empresa contratante. Além disso, ainda, se pode indagar, por que a contratação de uma cooperativa ensejaria a contribuição do artigo 22, IV, da Lei 8.212/91 e a contratação de uma empresa comercial de assistência a saúde não ensejaria esta contribuição, mas apenas as contribuições convencionais. Fl. 253DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10660.723449/201271 Acórdão n.º 2803003.000 S2TE03 Fl. 254 7 E por que a empresa que fornece assistência à saúde a seus empregados por intermédio de cooperativa não pode beneficiarse da isenção do artigo 28, § 9º, alínea “q”, sendo que a que contrata empresa comercial de assistência à saúde faria jus a esta isenção. Destarte, penso que se tem duas possibilidades que excluem a exação ou a situação não se amolda ao artigo 22, IV, da Lei 8.212/91, pois o serviço não é prestado a favor da empresa contratante, mas sim dos empregados ou a empresa que presta assistência à saúde a seus trabalhadores dentro das determinações legais independentemente do tipo de prestador contratado faz jus a isenção do artigo 28, § 9º, alínea “q”, como citado. Qualquer que seja a tese que se abrace a exação tornase indevida, isto é, deixa de ter suporte e substrato a sua exigência. Quanto a SELIC a sua utilização é absolutamente admitida e normal na esfera tributária. O artigo 34, da Lei 8.212/91, assim o determinava, bem como é admitida pela Súmula 4 do CARF e pelos nossos tribunais superiores – STJ e STF. Aliás, o próprio CARF tem Súmula sobre o assunto. Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. O STJ assim se posiciona, sendo inclusive compatível com o artigo 161, § 1º da Lei 5.172/66 para este tribunal superior. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. AFERIÇÃO DA NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. ANÁLISE DOS REQUISITOS FORMAIS DA CDA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. PAGAMENTO NÃO EFETUADO. NÃO OCORRÊNCIA DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA. TAXA SELIC. LEGALIDADE. PRECEDENTE REGIDO PELA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC. 1. "Avaliar a necessidade da produção de prova pericial atrai o óbice contido na Súmula 7/STJ, haja vista tal providência demandar o revolvimento do substrato fáticoprobatório permeado nos autos" (AgRg no Ag 989.493/SP, Rel. Min. José Delgado, Primeira Turma, DJ 23/06/2008). 2. A investigação acerca do preenchimento dos requisitos formais da CDA que aparelha a execução fiscal demanda, necessariamente, a revisão do substrato fático probatório contido nos autos, providência que não se coaduna com a via eleita, conforme vedação expressa da Súmula 7/STJ. 3. É inaplicável o benefício do art. 138 do CTN ao tributo confessado e nãopago pelo contribuinte. 4. A Primeira Seção desta Corte, quando do julgamento do REsp. n. 1.111.175/SP, de relatoria da Ministra Denise Arruda, pacificou entendimento, pela sistemática do art. 543C, do CPC, no sentido da legalidade da Taxa Selic, a qual incide sobre o Fl. 254DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10660.723449/201271 Acórdão n.º 2803003.000 S2TE03 Fl. 255 8 crédito tributário a partir de 1º.1.1996 não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária tendo em vista que o art. 39, § 4º da Lei n. 9.250/95 preenche o requisito do § 1º do art. 161 do CTN. 5. O presente agravante regimental tratou, também, de questões diversas daquelas pacificadas em sede de recurso repetitivo, pelo que deixo de aplicar a multa prevista no § 2º do art. 557 do CPC. 6. Agravo regimental não provido.(AGA 200900895519, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ SEGUNDA TURMA, 28/09/2010) (grifo meu). A SELIC em recente julgamento do STF no sistema da Repercussão Geral Tema nº 214, no RE 212.209, em 08/06/2011, foi considerada cabível e compatível com a seara tributária, conforme sua página de notícias, assim pensa, também, o STJ, observese os textos. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (SFT) ratificou, ontem, quartafeira (18), por maioria de votos, jurisprudência firmada em 1999, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 212209, no sentido de que é constitucional a inclusão do valor do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) na sua própria base de cálculo. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 582461, interposto pela empresa Jaguary Engenharia, Mineração e Comércio Ltda .contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), que entendeu que a inclusão do valor do ICMS na própria base de cálculo do tributo – também denominado “cálculo por dentro” – não configura dupla tributação nem afronta o princípio constitucional da não cumulatividade. No caso específico, a empresa contestava a aplicação, pelo governo de São Paulo, do disposto no artigo 33 da Lei paulista nº 6.374/89, segundo o qual o montante do ICMS integra sua própria base de cálculo. Súmula Em 23 de setembro de 2009, o Plenário do STF reconheceu repercussão geral à matéria suscitada no RE. Após a decisão do RE, o presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, propôs que fosse editada uma súmula vinculante para orientar as demais cortes nas futuras decisões de matéria análoga. Assim, uma comissão da Corte vai elaborar o texto da súmula para ser posteriormente submetido ao Plenário. O caso A decisão da Justiça paulista afastou a alegação da empresa de que o artigo 13, parágrafo 1º, da Lei Complementar (LC) nº 87/96 (que prevê a inclusão do valor do ICMS na sua própria base de cálculo), bem como o artigo 33 da lei paulista nº 6.374/89, no mesmo sentido, conflitariam com a Constituição Federal (CF) no que diz caber a lei complementar definir os fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes dos impostos. Fl. 255DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10660.723449/201271 Acórdão n.º 2803003.000 S2TE03 Fl. 256 9 Considerou legítima, ainda, a aplicação da taxa Selic e da multa de 20% sobre o valor do imposto corrigido. (grifos meus). Esta casa de justiça vem assim decidindo. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – ESCLARECIMENTOS. Em se tratando de situação concreta a reclamar esclarecimentos, impõese prover os declaratórios sem o empréstimo de eficácia modificativa. TAXA SELIC – DÉBITO TRIBUTÁRIO. O Tribunal, na sessão plenária de 18 de maio de 2011, apreciando o Recurso Extraordinário nº 582.461/SP, assentou a legalidade da aplicação da taxa Selic para fins tributários. (AI 760894 AgRED, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 03/04/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe084 DIVULG 30042012 PUBLIC 02052012 RET v. 15, n. 85, 2012, p. 139141) (realce meu)da Lei 8.212/91erado não tem vínculo empregatício com o contratante dos serviços, porém seu trabalho e pago por intermédio da cobrança da fatura em face do contratante e o cooperado presta os serviços aos beneficiários da contratante ou indicados pela contratante ou vinculados a contratante. (realce meu). Assim com esses esclarecimentos rejeito parte das alegações de mérito, suscitadas pela recorrente. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por conhecer do recurso, para no mérito darlhe provimento parcial, para determinar a exclusão dos levantamentos 011 – NFPS EMITIDAS POR COOP TRAB; 012 NFPS EMITIDAS POR COOP TRAB relativos ao plano de saúde. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 256DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10930.006028/2008-79
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2202-000.209
Decisão: RESOLVEM os Membros da 2ª. Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal.
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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RESOLVEM os Membros da 2ª. Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Eivanice Canário da Silva, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann (Presidente). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rafael Pandolfo e Helenilson Cunha Pontes. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 14/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10930.006028/200879 Resolução n.º 220200.209 S2C2T2 Fl. 2 2 RELATÓRIO Em desfavor da contribuinte, PAOLA GUARISO CREPALDI, foi lavrado a Notificação de Lançamento de fls. 10 a 14, resultante da revisão da Declaração de Ajuste Anual DAA correspondente ao exercício de 2005, anocalendário de 2004, que exige R$ 832,11 de Imposto de Renda suplementar, R$ 624,08 de multa de ofício e R$ 390,25 de juros de mora em decorrência de alteração do valor do imposto devido, bem como R$ 166,40 de Imposto de Renda, R$ 33,28 de multa de mora e R$ 78,04 de juros de mora em decorrência das alterações do valor do imposto retido na fonte. Segundo o relatório Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 11 e 12, constatouse a omissão de rendimentos tributáveis recebidos acumudamente em virtude de ação trabalhista, no valor de R$ 12.485,67, bem como a compensação indevida de R$ 372,54 de Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF. Cientificada do lançamento em 14/10/08, segundo consulta de postagem de fl. 22 a interessada ingressou com a impugnação tempestiva de fls. 01 a 04, alegando, em síntese, que: a) o lançamento fiscal não faz observação ao valor pago a título de honorários advocatícios, bem como honorários de perito para a realização do ganho, ao teor do art. 12 da Lei n° 7.713 e art. 56 do RIR/99; b) "o valor tributável encontrado na ação trabalhista objeto desta impugnação é diferente do valor registrado na declaração ajuste no ano de 2004, no valor de R$ 38.54 [...]." Dessa forma, pede que seja feito "o devido recálculo do valor lançado a maior.1 c) também não concorda com a "omissão de receita no valor de R$ 12.485.67. e que seja revisto a glosa R$ 372,54 a título de 13° salário." Diante desses esclarecimento, requer a Impugnante seja julgada improcedente a presente Notificação de Lançamento. A DRJ ao apreciar os argumentos do contribuinte, entendeu que o lançamento está correto, julgando a impugnação improcedente. Insatisfeita, a interessada interpõe recurso tempestivo, reiterando os mesmo argumentos da impugnação. É o relatório. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 14/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10930.006028/200879 Resolução n.º 220200.209 S2C2T2 Fl. 3 3 VOTO Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator Ante de apreciar o recurso cabe discutir se o referido processo estaria sujeito a sobrestamento. Após análise pormenorizada dos autos entendo que cabe aqui sobrestamento de julgado feito de ofício pelo relator, nos termos do art. 62A e parágrafos do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. No conteúdo da acusação fiscal resta claro, nos autos de que a exigência referese a rendimentos recebidos acumuladamente – RRA. Diante de todo o exposto, proponho o SOBRESTAMENTO do julgamento do presente Recurso, conforme previsto no art. 62, §1o e 2o, do RICARF. Observandose que após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 53DF CARF MF Impresso em 14/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Numero do processo: 16327.907262/2008-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 12 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2004
COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. PROVA.
Os documentos apresentados demonstram a existência de saldo negativo do ano de 2004 em valor equivalente ao reconhecido pela autoridade fiscal, não tendo sido produzidas provas suficientes para reconhecer qualquer parcela adicional de crédito.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1102-000.988
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
___________________________________
João Otávio Oppermann Thomé - Presidente
(assinado digitalmente)
___________________________________
José Evande Carvalho Araujo- Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, José Evande Carvalho Araujo, João Carlos de Figueiredo Neto, Ricardo Marozzi Gregório, Marcelo Baeta Ippolito, e Antonio Carlos Guidoni Filho.
Nome do relator: JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2004 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. PROVA. Os documentos apresentados demonstram a existência de saldo negativo do ano de 2004 em valor equivalente ao reconhecido pela autoridade fiscal, não tendo sido produzidas provas suficientes para reconhecer qualquer parcela adicional de crédito. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1772; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T2 Fl. 398 1 397 S1C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.907262/200810 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1102000.988 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 4 de dezembro de 2013 Matéria IRPJ Restituição/Compensação Recorrente PIONEER CORRETORA DE CÂMBIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. PROVA. Os documentos apresentados demonstram a existência de saldo negativo do ano de 2004 em valor equivalente ao reconhecido pela autoridade fiscal, não tendo sido produzidas provas suficientes para reconhecer qualquer parcela adicional de crédito. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ___________________________________ João Otávio Oppermann Thomé Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Evande Carvalho Araujo Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, José Evande Carvalho Araujo, João Carlos de Figueiredo Neto, Ricardo Marozzi Gregório, Marcelo Baeta Ippolito, e Antonio Carlos Guidoni Filho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 90 72 62 /2 00 8- 10 Fl. 398DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16327.907262/200810 Acórdão n.º 1102000.988 S1C1T2 Fl. 399 2 Relatório PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO O contribuinte acima identificado solicitou a compensação de débitos de PIS e COFINS com crédito de saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2004 no valor de R$ 212.708,30, por meio das PER/DCOMPs de fls. 67 a 83, enviadas em 15/2/2005. O despacho decisório de fls. 62 a 66, prolatado em 25/9/2008, reconheceu saldo negativo no valor de R$ 210.989,31, e homologou parcialmente as compensações declaradas até esse limite. Por bem descrever os fundamentos dessa decisão, transcrevo excerto do relatório do acórdão de 1a instância (fl. 232): 2. O Despacho Decisório (fls. 40) encontrase fundamentado no art. 168 da Lei nº 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional), no inciso II do § 1º do art. 6º da Lei 9.430, de 1996, no art. 5º da IN SRF 600, de 2005 e no art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e assim dispõe: Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado e considerando que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação do imposto devido e a apuração do saldo negativo, verificouse: PARCELAS DE COMPOSIÇÃO DO CRÉDITO INFORMADAS NO PER/DCOMP PARC.CREDITO IR EXTERIOR RETENÇÕES FONTE PAGAMENTOS ESTIM.COMP. SNPA ESTIM. PARCELADAS DEM. ESTIM.COMP. SOMA PARC.CRED. PER/DCOMP 0,00 212.708,30 0,00 0,00 0,00 0,00 212.708,30 CONFIRMADAS 0,00 210.989,31 0,00 0,00 0,00 0,00 210.989,31 Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$ 212.708,30 Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$ 212.708,30 IRPJ devido: R$ 0,00 Valor do saldo negativo disponível= (Parcelas confirmadas limitado ao somatório das parcelas na DIPJ) (IRPJ devido), observado que quando este cálculo resultar negativo, o valor será zero. Valor do saldo negativo disponível: R$ 210.989,31 O crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo, razão pela qual HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada no PER/DCOMP: 00157.76363.150405.1.3.024034 Valor devedor consolidado, correspondente aos débitos indevidamente compensados, para pagamento até 30/09/2008. PRINCIPAL MULTA JUROS 29.170,21 226,52 518,74 Fl. 399DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16327.907262/200810 Acórdão n.º 1102000.988 S1C1T2 Fl. 400 3 2.1. Também constam dos autos a cópia das informações Complementares da Análise do Crédito, às fls. 41/42 e a cópia do detalhamento da compensação às fls. 43/44. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado dessa decisão, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 2 a 15), acatada como tempestiva. Socorrome mais uma vez do relatório do acórdão de primeira instância, que bem descreveu os argumentos do recurso (fls. 232 a 233): (i) a Requerente apura o IRPJ sob o Regime do lucro real anual, sujeita, portanto ao recolhimento de estimativas mensais, sendo que ao apurar o Lucro Real do período verificou prejuízo fiscal, de modo que todos os valores retidos a título de IRPJ converteramse em saldo negativo no valor de R$ 212.708,30; (ii) A Requerente, em conformidade o artigo 247 do RIR/99, sofre retenção do imposto de renda sobre os serviços de assessoria geral em operações de câmbio. E, de acordo com artigo 651 do RIR c/c o item 1 da IN SRF nº 153/87 efetua a retenção e recolhimento do imposto de renda incidente sobre os valores recebidos a título de prestação de serviço de corretagem; (iii) A fim de comprovar a retenção sofrida sobre os valores recebidos quando da prestação de serviços de assessoria em operações de câmbio, a Requerente trouxe aos autos todas as notas fiscais e as cópias do Livro Razão referentes ao ano calendário de 2004 (doc. 06 a 57 e doc. 58 – fls. 62 a 116); (iv) Para os serviços de corretagem, em razão da forma peculiar de retenção estabelecida pela IN SRF nº 153/87, a Requerente comprova o recolhimento dos valores por ela retidos por meio dos DARf’s juntados (doc. 60 a 110 – fls. 60 a 147); (v) Assim, uma vez apurado prejuízo fiscal no montante de R$ 168.781,47, a integralidade dos valores retidos ou pagos por estimativa tornaramse um direito creditório a ser aproveitado pela requerente; (vi) Nem se alegue que a Requerente não teria comprovado as retenções realizadas, visto que, em relação ao serviço de assessoria em operações de câmbio, as retenções são evidenciadas nas notas fiscais e todos os documentos estão escriturados em seu Livro Razão (doc. 06 a 57e doc. 58). E, em relação ao serviço de corretagem, como a própria Requerente efetuou a retenção e recolheu o imposto de renda, juntou à presente todos os comprovantes de recolhimento. Conseqüentemente, a compensação tem de ser aceita; (vii) Em prol do princípio da verdade material, este direito creditório não pode ser descartado ainda que o contribuinte tenha cometido equívoco na forma de compensar estes valores com os seus débitos futuros; e; (viii) Subsidiariamente, na remota hipótese de a D. Autoridade Julgadora entender que os documentos juntados não são suficientes a comprovar o montante do crédito, deve ser deferido o pedido de diligência às fontes pagadoras para verificar se os valores retidos por elas foram devidamente repassados aos Cofres Públicos, já que é a Administração a única entidade competente para exigir o cumprimento de obrigações tributárias Fl. 400DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16327.907262/200810 Acórdão n.º 1102000.988 S1C1T2 Fl. 401 4 ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo I (SP) julgou a manifestação de inconformidade improcedente, em acórdão que possui a seguinte ementa (fls. 231 a 239): Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2004 PEDIDO DE DILIGÊNCIA. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis. SALDO NEGATIVO. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. A documentação apresentada comprova valor de retenção na fonte menor do que aquele confirmado pelo despacho decisório, na parte em que há controvérsia, não sendo suficiente para alterar o valor do direito creditório (saldo negativo de IRPJ) reconhecido no despacho decisório combatido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Os fundamentos dessa decisão foram os seguintes: a) o pedido por realização de diligência foi indeferido, por se entender que o processo estava suficientemente instruído e o julgamento prescindia de outras verificações; b) após se verificar que a lide se centrava apenas na diferença de R$ 1.718,99 de IRRF, código 1708, retido pela Fonte Pagadora de CNPJ 60.701.190/000104, concluiuse que foram comprovadas retenções de R$ 4.683,55, valor inferior aos R$ 6.187,69 já reconhecidos pelo despacho decisório, não existindo parcela excedente a ser reconhecida no julgamento. RECURSO AO CARF Cientificado da decisão de primeira instância em 9/9/2010 (fl. 241), o contribuinte apresentou, em 8/10/2010, o recurso voluntário de fls. 291 a 390, onde afirma que: a) é pessoa jurídica sujeita não só à retenção do IRRF nos termos do art. 647 do RIR/99, mas também àquela prevista na Instrução Normativa SRF n° 153/87. Dessa forma, quando da prestação dos serviços relacionados à assessoria nas operações de câmbio, a pessoa jurídica tomadora dos serviços prestados pelo recorrente deverá proceder à retenção dos Fl. 401DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16327.907262/200810 Acórdão n.º 1102000.988 S1C1T2 Fl. 402 5 tributos incidentes, entre eles o IRRF, enquanto quando da prestação de serviços relacionados a serviços de corretagem, o pagamento do imposto ficará a cargo do próprio recorrente; b) quanto às notas fiscais relativas à prestação de serviços de assessoria em operações de câmbio, a despeito das alegações da d. Autoridade Fiscal no sentido de não haver critério quanto ao preenchimento delas, fato é que o recorrente teve o valor do IRRF retido, como se pode verificar na planilha já acostada aos autos (fls. 140 a 144). Ora, uma vez configurada o fato gerador previsto no artigo 647, deve a fonte pagadora efetuar a respectiva retenção do imposto de renda independentemente da demonstração de tal fato na nota fiscal de serviços; c) na aludida planilha, consta o detalhamento das notas fiscais de serviços de assessoria em operações de câmbio, ou seja, valor total do serviço, valor do IRRF devido à alíquota de 1,5%, valor da CSRF devida à alíquota de 4,65% e, por fim, o valor recebido. Ressaltese, aliás, que algumas notas fiscais são novamente juntadas, acompanhadas dos respectivos extratos bancários, demonstrando que o valor efetivamente recebido pelo recorrente é o valor líquido daqueles tributos; d) não pode a Autoridade Fiscal manter a glosa da parcela que compõe o crédito sob o argumento de não apresentação de documentação comprobatória pelo recorrente muito embora a tenha feito , uma vez que a ela cabe a competência de acessar as informações declaradas pelos contribuintes e realizar eventual averiguação. A averiguação necessária, no caso em tela, seria não só a conferência do crédito apurado na Ficha 12 da DIPJ 2004, das DIRFs dos tomadores de serviços, bem como realizar diligências perante as fontes pagadoras, como solicitado em sua Manifestação de Inconformidade, uma vez que a Contribuinte não possui força coercitiva para exigir de terceiros o cumprimento de suas obrigações acessórias; e) conforme se verifica do Despacho Decisório, o saldo devedor apurado após análise do direito creditório da Recorrente é de R$ 1.132,63 e não R$ 29.170,21 como consta do acórdão. Houve equívoco por parte da autoridade julgadora face à divergência em relação ao campo "PRINCIPAL", sendo que as informações mencionadas nos campos "MULTA" e "JUROS" foram fiéis ao despacho decisório inicial. Tendo em vista as razões acima expostas, requer seja sanado o erro apontado, o que resultará no reconhecimento da nulidade do Acórdão pelo vício que apresenta, ou, no mérito, o reconhecimento do direito creditório e o cancelamento da cobrança. Ao final, requer o reconhecimento integral do direito creditório, e, por conseguinte, o cancelamento integral da exigência e o arquivamento do processo; a produção de todas as provas em Direito admitidas, especialmente a posterior juntada de documentos; e que as intimações ocorridas nos autos sejam efetuadas em nome da pessoa jurídica, no endereço constante do recurso, sob pena de nulidade. Este processo foi a mim distribuído no sorteio realizado em agosto de 2013, numerado digitalmente até a fl. 397. Esclareçase que todas as indicações de folhas neste voto dizem respeito à numeração digital do eprocesso. É o relatório. Fl. 402DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16327.907262/200810 Acórdão n.º 1102000.988 S1C1T2 Fl. 403 6 Voto Conselheiro José Evande Carvalho Araujo, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No presente processo, não foram homologadas compensações de débitos de PIS e COFINS com crédito de saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2004, por insuficiência de crédito. O crédito total pleiteado era de R$ 212.708,30 e o valor reconhecido foi de R$ 210.989,31. De acordo como o despacho decisório que apreciou as PER/DCOMPs, para a fonte pagadora de CNPJ 60.701.190/000104 (Banco Itaú S.A.), apesar de o contribuinte ter informado imposto retido na fonte, código de receita 1708, no valor de R$ 7.906,68, os documentos por ele apresentados só confirmaram R$ 6.187,69 (fl. 64). Nos autos, não constam informações de quais documentos foram apresentados, nem de como o valor reconhecido foi composto. Na impugnação, o contribuinte apresentou notas fiscais e planilhas que julgava comprovarem seu direito, mas a autoridade julgadora entendeu que eles só demonstravam IRRF de R$ 4.683,55, como apurado na planilha de fl. 238, valor ainda inferior ao considerado pela autoridade fiscal, e não alterou o crédito já reconhecido. No voluntário, o recorrente traz novas cópias das notas fiscais, bem com de seus extratos bancários na parte em que os valores dos serviços foram a ele creditados. De imediato, há que se esclarecer que, no despacho decisório sob análise, o crédito reconhecido não foi suficiente para homologar débitos de R$ 1.132,63 (fl. 62). De fato, a decisão recorrida se equivocou ao transcrever essa parte da decisão em seu relatório, indicando o valor de R$ 29.170,21 (fl. 232). Contudo, esse equívoco de digitação não alterou o valor a ser cobrado, e não demanda qualquer ordem de correção por esta instância, como solicitado no voluntário. Em análise dos documentos apresentados, bem como do exame efetuado pela autoridade julgadora, cheguei às conclusões que se seguem. Primeiro, há que se notar que, na impugnação, foram apresentadas notas fiscais do ano de 2003, que não podem ser consideradas no cálculo. São as de número 677, 678, 696, 697, 710 e 709, constantes das fls. 88, 89, 90, 91, 92 e 93, respectivamente. Ressaltese que o contribuinte não repetiu essas notas fiscais no voluntário. Devo também registrar que corrigi dois erros na tabela da decisão recorrida, que considerou o IRRF da nota fiscal nº 738 (fl. 86) como R$73,86, quando o correto é R$ 63,86, e o IRRF da nota fiscal nº 795 (fl. 110) como R$ 198,64, quando o correto é R$ 64,08. Fl. 403DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16327.907262/200810 Acórdão n.º 1102000.988 S1C1T2 Fl. 404 7 Além disso, a autoridade julgadora não considerou as retenções das notas fiscais de nº 717 e 718 (fls. 94 e 95), relativos a serviços que totalizaram R$ 26.628,00 e R$ 4.376,16, respectivamente, pois nelas não constavam informações sobre retenção na fonte. Contudo, no voluntário, o recorrente trouxe cópias de seus extratos bancários, que demonstram que lhe foram creditados, para essas notas, os valores de R$ 24.990,38 e R$ 4.107,04, que correspondem exatamente ao valor bruto menos as retenções de 1,5% de IRRF e 4,65% de Contribuições Sociais Retidas na Fonte CSRF, como demonstra a tabela abaixo. Valor Bruto IRRF (1,5%) CSRF (4,65%) Valor Líquido 26.628,00 399,42 1.238,20 24.990,38 4.376,16 65,64 203,49 4.107,03 Dessa forma, incluo no cálculo as retenções de IRRF relativas a essas notas. Finalmente, no voluntário, o recorrente trouxe cópias das notas nºs. 759 (fl. 364), 766 (fl. 365), 767 (fl. 368) e 777 (fl. 369), que possuem destaque de IRRF e também foram incluídas no cálculo. Seguindo todas essas considerações, elaborei a tabela abaixo, que contém todas as retenções na fonte do Banco Itaú S.A., código de receita 1708, feitas em nome do contribuinte, e devidamente comprovadas nos autos: NF Fls. Valor IRRF 717 353 26.628,00 399,42 718 352 4.376,16 65,64 737 96 23.662,00 354,93 738 86 4.924,31 63,86 740 97 6.563,53 98,45 749 100 14.200,00 213,00 759 364 20.803,00 312,05 766 365 6.853,06 102,79 767 368 28.343,00 425,14 777 369 22.297,02 334,46 784 104 14.806,71 222,10 785 105 18.000,00 270,00 795 110 4.271,76 64,08 796 111 24.711,00 370,66 797 112 27.182,18 407,73 798 113 23.036,00 345,54 804 117 4.325,40 64,88 809 121 19.648,00 294,72 814 124 8.710,88 130,66 815 125 24.160,00 362,40 823 130 20.693,00 310,99 824 131 27.452,88 411,79 Fl. 404DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16327.907262/200810 Acórdão n.º 1102000.988 S1C1T2 Fl. 405 8 831 133 26.488,00 397,32 832 134 10.391,78 155,88 TOTAL 6.178,49 Verificase, assim, que o valor devidamente comprovado R$ 6.178,49 é praticamente o mesmo daquele considerado pelo despacho decisório R$ 6.187,69, não existindo mais qualquer parcela de crédito a ser reconhecida. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José Evande Carvalho Araujo Fl. 405DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 12/2013 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/04/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME
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