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Numero do processo: 11516.000793/2009-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. DOCUMENTOS. NÃO- APRESENTAÇÃO. INDEFERIMENTO.
O postulante de direito creditório deve apresentar todos os livros fiscais e contábeis, arquivos digitais e demais documentos ou esclarecimentos solicitados pelo Fisco, necessários à análise do direito creditório postulado, sob pena de indeferimento do pleito.
PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO.
Em nome do princípio da verdade material, foi atendido o pleito do Recorrente, procedendo-se assim à análise dos documentos pela Delegacia de origem. Reconhecimento parcial do direito ao ressarcimento.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3302-006.308
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer o direito creditório estabelecido na diligência fiscal.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Rodolfo Tsuboi (Suplente Convocado) e Paulo Guilherme Déroulède (Presidente).
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. DOCUMENTOS. NÃO- APRESENTAÇÃO. INDEFERIMENTO. O postulante de direito creditório deve apresentar todos os livros fiscais e contábeis, arquivos digitais e demais documentos ou esclarecimentos solicitados pelo Fisco, necessários à análise do direito creditório postulado, sob pena de indeferimento do pleito. PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO. Em nome do princípio da verdade material, foi atendido o pleito do Recorrente, procedendo-se assim à análise dos documentos pela Delegacia de origem. Reconhecimento parcial do direito ao ressarcimento. Recurso Voluntário Provido em Parte
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer o direito creditório estabelecido na diligência fiscal. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Rodolfo Tsuboi (Suplente Convocado) e Paulo Guilherme Déroulède (Presidente).
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DOCUMENTOS. NÃO APRESENTAÇÃO. INDEFERIMENTO. O postulante de direito creditório deve apresentar todos os livros fiscais e contábeis, arquivos digitais e demais documentos ou esclarecimentos solicitados pelo Fisco, necessários à análise do direito creditório postulado, sob pena de indeferimento do pleito. PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO. Em nome do princípio da verdade material, foi atendido o pleito do Recorrente, procedendose assim à análise dos documentos pela Delegacia de origem. Reconhecimento parcial do direito ao ressarcimento. Recurso Voluntário Provido em Parte Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer o direito creditório estabelecido na diligência fiscal. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Rodolfo Tsuboi (Suplente Convocado) e Paulo Guilherme Déroulède (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 07 93 /2 00 9- 10 Fl. 720DF CARF MF Processo nº 11516.000793/200910 Acórdão n.º 3302006.308 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem de indeferimento do Pedido de Ressarcimento de parcelas da contribuição não cumulativa (PIS/Cofins). Segundo a autoridade administrativa de origem, embora reiteradamente intimado, o interessado não apresentou arquivos digitais representativos dos documentos fiscais, previstos na Instrução Normativa SRF n° 86/2001 e no Ato Declaratório Executivo Cofis ADE n° 15/2001, não permitindo, por conseguinte, a verificação dos valores informados nos Demonstrativos de Apuração de Contribuições Sociais Dacon e tornando qualquer verificação do crédito pleiteado igualmente inconsistente. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte argumentou o seguinte: a) conforme despacho decisório, somente alguns arquivos digitais foram apresentados com as supostas inconsistências; b) em atenção às diversas intimações, apresentou inúmeras vezes os arquivos digitais requisitados, elaborados de acordo com os parâmetros estipulados pelo ADE Cofins n° 15/2001 e seus anexos; c) os arquivos digitais apresentados foram devidamente validados mediante Sistema Validador e Autenticador de Arquivos Digitais SVA, bem como passados pelo SINCO, não contendo nenhuma ressalva ou problema; d) os arquivos digitais foram abertos de forma integral e sem apresentar nenhuma falha ou inconsistência nos computadores da empresa, indicando alguma incompatibilidade com os equipamentos utilizados pelo agente fiscalizador; e) apresentou todas as informações requisitadas, estando os arquivos devidamente validados, e respeitando os parâmetros do ADE n° 15/01, assim, caberia à autoridade fiscal procurar verificar se seus equipamentos se encontravam atualizados e compatíveis, ou ainda, requisitar os arquivos digitais em outros formatos, ou mesmo a apresentação dos documentos físicos para verificação do crédito; f) o ADE n° 15/01 e a Instrução Normativa n° 86/01 não informam qual a extensão do arquivo a ser apresentado ou mesmo a versão do programa; g) a falta de indicação da classificação das mercadorias em alguns arquivos digitais não poderia representar óbice ao reconhecimento dos créditos requeridos, uma vez que o direito de crédito estava constitucional e legalmente assegurado, não podendo ser negado quando configuradas as hipóteses previstas na legislação e muito menos ser preterido em função de supostas inconsistências na visualização de arquivos digitais validamente apresentados; Fl. 721DF CARF MF Processo nº 11516.000793/200910 Acórdão n.º 3302006.308 S3C3T2 Fl. 4 3 h) por força do princípio da verdade material, se os créditos existem, a autoridade fiscal não pode se furtar em reconhecêlos, uma vez que os documentos apresentados comprovam de forma cabal a existência dos créditos requeridos; i) todas as informações necessárias para a verificação da existência dos créditos requeridos pela empresa estavam à disposição do agente fiscalizador, sendo que eventuais problemas de compatibilidade entre alguns dos arquivos digitais apresentados pela empresa e os equipamentos da fiscalização não poderiam servir de óbice ao reconhecimento dos créditos requeridos, especialmente porque a cooperativa dispõe de todos os documentos físicos (livros devidamente escriturados, notas fiscais, entre outros) para a verificação dos créditos. A Delegacia de Julgamento (DRJ) julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, reafirmando a conclusão do despacho decisório e considerando a ausência de efetiva comprovação do direito creditório pleiteado, cujo ônus fora atribuído ao contribuinte pela legislação de regência. Inconformado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário e requereu o reconhecimento do seu direito ou, alternativamente, a conversão do julgamento em diligência, ratificando os argumentos da Manifestação de Inconformidade e apontando contradição na decisão recorrida, dada a efetiva apresentação de inúmeros arquivos digitais em resposta às intimações da fiscalização, com observância dos requisitos exigidos pela legislação (art. 65 da IN SRF 900/08), com pequenas inconsistências em alguns dos dados fornecidos. Segundo o Recorrente, mostrouse desproporcional e desarrazoado o indeferimento da totalidade do crédito quando apenas uma pequena parte suscitara dúvidas à fiscalização, situação essa a exigir a realização de diligências para a verificação da existência dos créditos, encontrandose a sua escrita fiscal, com todas as informações necessárias à comprovação do crédito garantido pelo ordenamento jurídico, à disposição da fiscalização. Em 31 de janeiro de 2013, através da Resolução n° 3801000.423, a 1ª Turma Especial da 3ª Seção de Julgamento do CARF converteu o julgamento em diligência, com as seguintes determinações à unidade de origem: a) receba os arquivos apresentados no recurso voluntário, efetue sua autenticação e validação nos sistemas da RFB; b) caso constate inconsistências nos arquivos magnéticos, intime o contribuinte para no prazo de 20 (vinte) dias a solucionálas; c) a partir dos arquivos magnéticos e com base na escrituração fiscal e contábil, não havendo inconsistências impeditivas, apure eventual valor passível de ressarcimento com base na legislação de regência; d) cientifique a interessada quanto ao teor da diligência para, desejando, manifestarse no prazo de vinte dias. É o relatório. Fl. 722DF CARF MF Processo nº 11516.000793/200910 Acórdão n.º 3302006.308 S3C3T2 Fl. 5 4 Voto Paulo Guilherme Déroulède, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido no Acórdão nº 3302006.300, de 28/11/2018, proferida no julgamento do processo nº 11516.000785/200973, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3302006.300): Da admissibilidade. Por conter matéria desta E. Turma da 3a Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte, considerando que a recorrente teve ciência da decisão de primeira instância, via Aviso de Recebimento, em 17 fevereiro de 2012, às folhas 594. O recurso voluntário foi apresentado em 19 de março de 2012, sendo, portanto, tempestivo. Da controvérsia. Foram apresentados os seguintes pontos no Recurso Voluntário: O Pedido de Ressarcimento de créditos da COFINS de incidência nãocumulativa apurados no 4° trimestre do ano calendário de 2005; O fato de tanto o despacho decisório quanto a decisão recorrida ignorar a vasta documentação apresentada e a existência do crédito, e simplesmente negálo por completo, em virtude de algumas inconsistências nos arquivos magnéticos apresentados. Passase à análise. Como relatado, em 31 de janeiro de 2013, através da Resolução n° 3801000.415, a 1a Turma Especial da 3a Seção de Julgamento do CARF baixou os autos em diligência para a Delegacia de origem. A resposta à Resolução foi apresentada às folhas 1.181 e 1.182, que reproduzimos: Verificação reiniciada em cumprimento da Sentença do Mandado de Segurança n° 500916742.2017.4.04.7200/SC, que concedeu a segurança para determinar ao impetrado Delegado da Receita Federal do Brasil em Florianópolis, o cumprimento do disposto nas Resoluções da 1a Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. Fl. 723DF CARF MF Processo nº 11516.000793/200910 Acórdão n.º 3302006.308 S3C3T2 Fl. 6 5 Os pedidos de ressarcimento de crédito de PIS/PASEP e COFINS relacionados na inicial do impetrante Cooperativa Agroindustrial Cooperja, foram inicialmente indeferidos, entretanto, o julgamento foi convertido em diligência para permitir a realização de novas verificações com base nos arquivos apresentados no recurso voluntário. No exercício das funções de AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil e atendendo a solicitação de redistribuição dos processos, conforme demonstrado na Informação Fiscal de fls. 1156 a 1179, foi apreciado o Pedido Eletrônico de Ressarcimento PER de créditos da COFINS de incidência nãocumulativa apurados no 2° trimestre de 2005. Na tabela abaixo são demonstrados o PER, o valor de crédito solicitado, a data de transmissão, o respectivo processo administrativo, o tipo de crédito e o período de apuração. Da Requerente O contribuinte, com sede no município de Jacinto Machado SC, apresenta como atividade preponderante o beneficiamento de arroz. Do amparo legal do ressarcimento de créditos do PIS/PASEP. A nãocumulatividade na cobrança da contribuição para os Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) é regulamentada pela Lei n° 10.637 de 30 de dezembro de 2002. O Pedido de Ressarcimento e a Declaração de Compensação eram regulamentados pela Instrução Normativa SRF n° 460, de 17 de outubro de 2004. A Secretaria da Receita Federal editou as Instruções Normativas SRF n° 247, de 21 de novembro de 2002 e n° 404, de 12 de março de 2004, que descrevem quais os créditos que a pessoa jurídica pode descontar na apuração das referidas contribuições e estabelecem, ainda para aplicação das normas em apreço, o conceito de insumo. A Lei n°10.925/2004, e redações posteriores, reduz a 0 (zero) as alíquotas da Contribuição para o PIS e da COFINS incidentes sobre venda no mercado interno de diversos produtos, entre eles os classificados nos códigos 1006.20 e 1006.30 . Já a manutenção do crédito da Contribuição para o PIS e da COFINS nas vendas efetuadas com alíquota zero está prevista no artigo 17 da Lei n°11.033, de 21 de dezembro de 2004. Do Direito Creditório Tendo em vista a quantidade de demandas judicias recebidas e o cumprimento do prazo exíguo assinalado pela Justiça Federal, realizamos verificação fiscal por amostragem, onde foram confrontados os valores constantes nos PER com as informações contidas nos Demonstrativos de Apuração das Contribuições Sociais Dacon, nos arquivos entregues pelo contribuinte e nos demais dados disponíveis nos sistemas internos da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Fl. 724DF CARF MF Processo nº 11516.000793/200910 Acórdão n.º 3302006.308 S3C3T2 Fl. 7 6 Dos gastos apresentados, constam embalagens, energia elétrica, bens para revenda, combustíveis, fretes, máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado e demais insumos aplicados na produção. As verificações da documentação apresentada corroboram a procedência do pleito do contribuinte. Conclusão O Pedido de Ressarcimento é tempestivo (art. 1° do Decreto n.° 20.910, de 6 de janeiro de 1932) e está formalizado de conformidade com a Instrução Normativa SRF n° 460, de 17 de outubro de 2004. Os créditos da contribuição foram apurados na forma do art. 3° da Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002. Ante todo o exposto, concluímos pelo reconhecimento do direito ao ressarcimento no valor pedido de R$33.861,69. Desse modo, atendendo o pleito do Recorrente, procedeuse a análise dos documentos pela Delegacia de origem. Com estas considerações, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, reconhecendo o direito ao ressarcimento nos termos da diligência fiscal. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu dar provimento parcial ao recurso voluntário, reconhecendo o direito ao ressarcimento nos termos da diligência fiscal. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 725DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.955615/2010-41
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 2004
CRÉDITO POR PAGAMENTO A MAIOR. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E LIQUIDEZ. ÔNUS DO CONTRIBUINTE.
Instaurado o contencioso administrativo, em razão da não homologação de compensação de débitos com crédito de suposto pagamento indevido ou a maior, é do contribuinte o ônus de comprovar nos autos, tempestivamente, a certeza e liquidez do crédito pretendido compensar. Não há como reconhecer crédito cuja certeza e liquidez não restou comprovada no curso do processo administrativo.
Numero da decisão: 3003-000.125
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
Marcos Antonio Borges - Presidente.
Vinícius Guimarães - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges (presidente da turma), Márcio Robson Costa, Vinícius Guimarães e Müller Nonato Cavalcanti Silva.
Nome do relator: VINICIUS GUIMARAES
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 2004 CRÉDITO POR PAGAMENTO A MAIOR. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E LIQUIDEZ. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Instaurado o contencioso administrativo, em razão da não homologação de compensação de débitos com crédito de suposto pagamento indevido ou a maior, é do contribuinte o ônus de comprovar nos autos, tempestivamente, a certeza e liquidez do crédito pretendido compensar. Não há como reconhecer crédito cuja certeza e liquidez não restou comprovada no curso do processo administrativo.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1382; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C0T3 Fl. 2 1 1 S3C0T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.955615/201041 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3003000.125 – Turma Extraordinária / 3ª Turma Sessão de 24 de janeiro de 2019 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO DCTF Recorrente EDIÇÕES ADUANEIRAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2004 CRÉDITO POR PAGAMENTO A MAIOR. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E LIQUIDEZ. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Instaurado o contencioso administrativo, em razão da não homologação de compensação de débitos com crédito de suposto pagamento indevido ou a maior, é do contribuinte o ônus de comprovar nos autos, tempestivamente, a certeza e liquidez do crédito pretendido compensar. Não há como reconhecer crédito cuja certeza e liquidez não restou comprovada no curso do processo administrativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Marcos Antonio Borges Presidente. Vinícius Guimarães Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges (presidente da turma), Márcio Robson Costa, Vinícius Guimarães e Müller Nonato Cavalcanti Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 95 56 15 /2 01 0- 41 Fl. 91DF CARF MF Processo nº 10880.955615/201041 Acórdão n.º 3003000.125 S3C0T3 Fl. 3 2 Relatório Por bem retratar a realidade dos fatos, transcrevo o relatório do acórdão recorrido: Destaquese inicialmente que, neste julgamento, nas menções feitas às folhas deste processo, será adotada a numeração atribuída automaticamente pelo sistema eprocesso. O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório, nº de rastreamento 887181305, emitido eletronicamente em 05/10/2010, fls. 02, que não homologou a compensação constante do PER/DCOMP nº 41316.19521.300407.1.3.04 4300, transmitido com o objetivo de compensar débito de CSLL referente ao período de apuração de Julho de 2006 com crédito de Pagamento Indevido ou a Maior referente ao DARF de PIS, Código de Receita 6912, Período de Apuração 31/08/2004, com Data de Arrecadação em 15/09/2004 e Valor Total de R$ 7.319,19. De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Cientificado da decisão em 14/10/2010, conforme documento de fls. 05, o interessado apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 12, em 26/10/2010, alegando, em síntese, que: 1) O crédito referente ao PIS não cumulativo é decorrente da Lei nº 10.925/04 Art. 5º § 4º, que reduziu a alíquota a Zero nas operações com Livros Técnicos e Científicos, e do Decreto nº 5164/04, que dá o mesmo benefício às Receitas Financeiras. A 5ª Turma da DRJ em Fortaleza proferiu decisão, negando provimento à impugnação. Eis o teor da ementa do aresto recorrido: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DCTF: CONFISSÃO DE DÍVIDA. Considerase confissão de dívida os débitos declarados em DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos cabais de prova, não é suficiente para reformar a decisão não homologatória de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a recorrente interpôs recurso voluntário, alegando, em síntese, que seu direito creditório decorre de benefício previsto na Lei 10.925/04, sem, contudo, juntar qualquer documentação contábilfiscal para demonstrar seu suposto direito. É o relatório. Fl. 92DF CARF MF Processo nº 10880.955615/201041 Acórdão n.º 3003000.125 S3C0T3 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Vinícius Guimarães, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os pressupostos e requisitos de admissibilidade. O valor do crédito em litígio é inferior a sessenta salários mínimos, estando dentro da alçada de competência desta turma extraordinária. Sendo assim, passo a analisar o recurso. A compensação tributária uma das modalidades de extinção do crédito tributário, prevista no art. 156, II, do Código Tributário Nacional , pressupõe a existência de créditos e débitos tributários em nome do sujeito passivo. Segundo o art. 170 do CTN, a lei poderá atribuir, em certas condições e sob garantias determinadas, à autoridade administrativa autorizar a compensação de débitos tributários com créditos líquidos e certos do sujeito passivo. Nesse contexto, o direito à compensação existe na medida exata da certeza e liquidez do crédito em favor do sujeito passivo. Assim, a comprovação da certeza e liquidez do crédito tributário mostrase fundamental para a efetivação da compensação. Como se sabe, a compensação pode ser declarada pelo contribuinte por meio do preenchimento e transmissão de Declaração de Compensação (DCOMP), na qual se indicará, de forma detalhada, o crédito existente e o débito a ser compensado, sujeitandose, tal procedimento, a ulterior homologação por parte da autoridade tributária. No caso concreto, o sujeito passivo transmitiu o PER/DCOMP descrito no relatório acima, tendo indicado a existência de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior. Em verificação fiscal do PER/DCOMP, apurouse que não existia crédito disponível para se realizar a compensação pretendida, uma vez que o pagamento indicado na DCOMP já havia sido utilizado para quitação de outro débito, tendo sido emitido, eletronicamente, o Despacho Decisório cuja decisão não homologou a compensação dos débitos confessados. Cientificado da decisão, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, na qual sustentou, em síntese, que os créditos a serem utilizados no PER/DCOMP transmitido eram, na verdade, créditos de PIS nãocumulativo originado da aplicação do art. 5º, § 4º da da Lei nº 10.925/04, que reduziu a zero a alíquota nas operações com livros técnicos e científicos, e do Decreto nº . 5164/04, que estendeu o benefício às receitas financeiras. Em sua impugnação, a recorrente deixou de apresentar documentos para comprovar o direito creditório alegado, de maneira que, ao apreciar a manifestação de inconformidade, o colegiado a quo entendeu que a simples alegação de existência de crédito, desacompanhada de documentos probatórios, não é suficiente para afastar a decisão não homologatória de compensação. Fl. 93DF CARF MF Processo nº 10880.955615/201041 Acórdão n.º 3003000.125 S3C0T3 Fl. 5 4 Analisando os autos, observase que, de fato, a recorrente não apresentou, na fase de impugnação (manifestação de inconformidade), documentos que pudessem demonstrar a certeza e liquidez do crédito alegado. Como bem assinalou a decisão a quo, a recorrente não apresentou qualquer documento contábil e fiscal para comprovar que possuía crédito atinente ao PIS nãocumulativo derivado de operações com livros técnicos e científicos. De fato, para a demonstração da certeza e liquidez do direito creditório invocado, não basta que a recorrente apresente tão só alegações. Fazse necessário que as alegações da recorrente sejam embasadas em escrituração contábilfiscal e documentação hábil e idônea que a lastreie. Importa destacar que incumbe à recorrente o ônus de comprovar, por provas hábeis e idôneas, o crédito alegado. Nesse sentido, o Código de Processo Civil, em seu art. 373, dispõe: Art. 373. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; Tal é o entendimento da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), em decisão consubstanciada no acórdão de nº 9303005.226, nos seguintes termos: "...o ônus de comprovar a certeza e liquidez do crédito pretendido compensar é do contribuinte. O papel do julgador é, verificando estar minimamente comprovado nos autos o pleito do Sujeito Passivo, solicitar documentos complementares que possam formar a sua convicção, mas isso, repitase, de forma subsidiária à atividade probatória já desempenhada pelo contribuinte. Não pode o julgador administrativo atuar na produção de provas no processo, quando o interessado, no caso, a Contribuinte não demonstra sequer indícios de prova documental, mas somente alegações." Assim, no caso concreto, já em sua impugnação perante o órgão a quo, a recorrente deveria ter reunido todos os documentos suficientes e necessários para a demonstração da certeza e liquidez do crédito pretendido, sob pena de preclusão do direito de produção de provas documentais em outro momento processual, em face do que dispõe o §4º do art. 16 do Decreto nº. 70.235/72: Art. 16. A impugnação mencionará: (...)III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)(...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Fl. 94DF CARF MF Processo nº 10880.955615/201041 Acórdão n.º 3003000.125 S3C0T3 Fl. 6 5 Não obstante, em homenagem ao princípio da verdade material e considerando que, no despacho eletrônico, a recorrente não foi informada sobre quais documentos probatórios deveria apresentar, passo à análise dos autos em busca de eventuais documentos apresentados após a impugnação como forma de contrapor as razões da decisão recorrida, dando ensejo, assim, à exceção prevista no art. 16, §4º, "c", Decreto nº. 70.237/72. Compulsando os autos, observase que a recorrente eximiuse, mais uma vez, do ônus de produzir provas para sustentar suas alegações. Não há, junto ao seu recurso voluntário, qualquer documento para demonstrar a certeza e liquidez dos pretensos créditos de PIS, originados, segundo a recorrente, dos benefícios fiscais atinentes às operações com livros técnicos e científicos. Pelos autos, não há como saber a existência, disponibilidade e extensão do crédito de PIS invocado pela recorrente. Não há demonstrativo de apuração, não há escrituração contábil e fiscal, não há elucidação analítica para explicar, enfim, a liquidez e certeza do direito creditório alegado. A compensação tributária impõe a certeza e liquidez do direito creditório pleiteado. A recorrente, apesar de fazer alegações para justificar a origem de seu suposto crédito, não apresentou documentos hábeis e idôneos para demonstrálo. A recorrente deveria ter trazido elucidação analítica e minuciosa da apuração da contribuição social ao PIS, estabelecendo conexões entre os diversos elementos que devem compor a prova do direito creditório alegado: notas fiscais, escrituração contábil fiscal, demonstrativo de apuração do tributo devido. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. Vinícius Guimarães Relator Fl. 95DF CARF MF
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Numero do processo: 10930.906209/2012-83
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3302-000.885
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Deroulede (Presidente), Vinicius Guimarães (Suplente Convocado), Walker Araujo, Orlando Rutigliani Berri (Suplente Convocado), Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior e Raphael Madeira Abad.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
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decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Deroulede (Presidente), Vinicius Guimarães (Suplente Convocado), Walker Araujo, Orlando Rutigliani Berri (Suplente Convocado), Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior e Raphael Madeira Abad.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Deroulede (Presidente), Vinicius Guimarães (Suplente Convocado), Walker Araujo, Orlando Rutigliani Berri (Suplente Convocado), Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior e Raphael Madeira Abad. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem de não homologar a compensação declarada, relativa a suposto crédito da Cofins, em razão do fato de que o pagamento informado como origem do crédito já se encontrava utilizado para quitação de outros débitos da titularidade do contribuinte. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte argumentou que a não homologação da compensação decorrera da não retificação da DCTF, que contemplasse a real demonstração dos valores efetivamente devidos e recolhidos conforme planilha acostada aos autos , equívoco esse decorrente de simples erro de fato. Segundo ele, não houvera, por parte da Receita Federal, aprofundamento da análise do pedido para fins de se comprovar o direito creditório pleiteado, o que poderia ser superado com a realização de diligência. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 30 .9 06 20 9/ 20 12 -8 3 Fl. 144DF CARF MF Processo nº 10930.906209/201283 Resolução nº 3302000.885 S3C3T2 Fl. 3 2 A Delegacia de Julgamento (DRJ) julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, por falta de comprovação da liquidez e certeza do crédito. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, no qual reiterou os argumentos encetados na Manifestação de Inconformidade, merecendo destaque o requerimento da conversão do julgamento em diligência para que fossem analisados os documentos anexados, bem como o conceito de insumo por ele esposado. É o relatório. Voto. Paulo Guilherme Deroulede, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido na Resolução nº 3302000.881, de 26/09/2018, proferida no julgamento do processo nº 10930.906214/201296, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 3302000.881): 1. Admissibilidade. O Recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e dele tomo conhecimento. 2. As provas apresentadas. A Recorrente pleiteou o crédito objeto do presente Recurso Voluntário, contudo tal pretensão foi denegada por meio do Despacho Decisório de fls. 18, atacada por meio da Manifestação de Inconformidade de fls. 22 e, posteriormente pelo Recurso Voluntário. Analisando a referida Manifestação de Inconformidade é possível aferir que já nela o Contribuinte pugnou pela necessidade de análise da documentação contábil com o objetivo de aferir a legitimidade do crédito: "Por outro ângulo, se as informações e esclarecimentos que viessem a ser fornecidos não fossem satisfatórios para o adequado convencimento da mais absoluta legitimidade dos valores dos quais se pretende compensar, a RFB poderia, ainda, determinar o diligenciamento contábil e fiscal na empresa a fim de aferir a legitimidade do crédito do Contribuinte, situação esta que não se vislumbrou em razão da sumariedade da análise e do despacho prolatado pelo órgão." A Recorrente, quando da apresentação da já mencionada Manifestação de Inconformidade, trouxe aos autos os Demonstrativos de Apuração de Contribuições Sociais, DCTF Retificadoras dentre outros documentos que razoavelmente entendeu comprovarem seu direito ao crédito pleiteado. Contudo, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte, em seu limite de discricionariedade, entendeu que tais documentos eram insuficientes e que o contribuinte não havia se desincumbido do seu dever de realizar a prova do seu direito. Fl. 145DF CARF MF Processo nº 10930.906209/201283 Resolução nº 3302000.885 S3C3T2 Fl. 4 3 Isto porque o artigo 16 do Decreto 70.235/72 estabelece que todas as provas devam ser apresentadas quando da Impugnação ou Manifestação de Inconformidade, na forma dos parágrafos 4º e 5º. Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. V se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. § 2º É defeso ao impugnante, ou a seu representante legal, empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo, cabendo ao julgador, de ofício ou a requerimento do ofendido, mandar riscálas. § 3º Quando o impugnante alegar direito municipal, estadual ou estrangeiro, provarlheá o teor e a vigência, se assim o determinar o julgador. § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. § 6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. (destaques não constantes do original) Em Recurso Voluntário a Recorrente defendeu que a documentação era suficiente e que caso assim a referida DRJ não houvesse entendido, que deveria ter solicitado documentação que entendesse satisfatória. Também no próprio Recurso Voluntário a Recorrente requereu a juntada de documentos, bem como a conversão do julgamento em diligência, pretensão para a qual valeuse do artigo 18 do Decreto 70.235/72, verbis: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. Fl. 146DF CARF MF Processo nº 10930.906209/201283 Resolução nº 3302000.885 S3C3T2 Fl. 5 4 Este colegiado possui entendimento no sentido de que não é lícito ao Recorrente utilizarse da via do Recurso Voluntário como fase probatória, deixando para apenas nele trazer aos autos documentos que deveriam ter sido juntados quando da Manifestação de Inconformidade. Isto porque sendo o processo uma sequência concatenada de atos, a diligência em sede de Recurso Voluntário não pode se transformar em um subterfúgio para suprir eventuais inércias das partes quando à juntada de documentos na fase processual legalmente estabelecida para tanto, limitandose a um mecanismo para sanar dúvidas surgidas a partir da matéria submetida a análise, razão pela qual deve ser rejeitada no caso concreto. Contudo, este colegiado também admite que quando o contribuinte oportunamente apresenta, em sede de Manifestação de Inconformidade, os documentos que entende suficientes, mas que assim não são valorados pela DRJ, a ele é lícito trazer novos documentos em sede de Recurso Voluntário, ou mesmo pleitear por conversão do julgamento em diligência, sempre levando em consideração uma análise de "fumus boni iuris" ou, em outras palavras, da plausibilidade da alegação em relação à documentação trazida. No caso concreto, a recorrente sustenta que procedeu a recomposição da COFINS do período de apuração de agosto de 2010, dentro do período prescricional e encontrou créditos referentes a: " Bens para revenda; Bens utilizados como insumos; Serviços utilizados como insumos; Despesas de Energia Elétrica; Despesas de Aluguéis de Prédio Locados de PJ; Despesas de Aluguéis de Mercado e Frete sobre venda; Sobre bens do Ativo Mobilizado (Enc. Depreciação); Devolução de vendas sujeita a alíquota 7,60%; Crédito Presumido Relativo à Estoque de Abertura; Crédito relativo à Importação." A questão submetida à análise diz respeito ao hipotético direito de crédito daquilo que a Recorrente afirma subsumiremse ao conceito de bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, independente do contato direto com o produto em fabricação, a exemplo dos combustíveis e lubrificantes (efls. 136). A Recorrente sustenta que possui direito a crédito sobre materiais de embalagens utilizados no processo produtivo, com a finalidade de deixar o produto em condições de ser estocado e comercializado, bem como serviços e bens utilizados na manutenção de máquinas e equipamentos utilizados no processo produtivo (efls. 136). A fim de melhor subsidiar o julgamento da lide e de se evitar a exigência em duplicidade de crédito tributário, voto no sentido de converter o julgamento em Fl. 147DF CARF MF Processo nº 10930.906209/201283 Resolução nº 3302000.885 S3C3T2 Fl. 6 5 diligência à repartição de origem para a autoridade administrativa adote as seguintes providências: a) apreciar toda a matéria probatória até então juntada aos autos bem como e eventualmente reintimar a Recorrente para que junte aos autos novos documentos que entenda necessários à comprovação da existência do crédito alegado, alertandoo de que a atividade de provar não se limita a simplesmente juntar documentos nos autos, sem a necessária conciliação entre os registros contábeis fiscais e os documentos que os legitimam, evidenciando o crédito; b) Com base nestes documentos elaborar parecer conclusivo e dar ciência desse parecer ao Recorrente, abrindo o prazo regulamentar de trinta dias para manifestação, e; c) atendida a diligência, restituir o processo a este colegiado para prosseguimento. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu converter o julgamento em diligência à repartição de origem para que a autoridade administrativa adote as seguintes providências: a) apreciar toda a matéria probatória até então juntada aos autos bem como e eventualmente reintimar o Recorrente para que junte aos autos novos documentos que entenda necessários à comprovação da existência do crédito alegado, alertandoo de que a atividade de provar não se limita a simplesmente juntar documentos nos autos, sem a necessária conciliação entre os registros contábeis fiscais e os documentos que os legitimam, evidenciando o crédito; b) com base nesses documentos elaborar parecer conclusivo e dar ciência desse parecer ao Recorrente, abrindo o prazo regulamentar de trinta dias para manifestação, e; c) atendida a diligência, restituir o processo a este colegiado para prosseguimento. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Deroulede Fl. 148DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 19515.004124/2003-43
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2002, 2003
EMENTA. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO DE INTERPOSIÇÃO EXTRAPOLADO. INTEMPESTIVIDADE.
Revela-se intempestivo o recurso voluntário interposto depois de extrapolado o prazo de 30 (trinta) dias corridos, previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72. Da contagem, exclui-se o dia do recebimento, inclui-se o do término e prorroga-se quando expirar em finais de semana e feriados, na forma do art. 5º do mesmo diploma legal acima referido.
Numero da decisão: 3001-000.684
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiadopor unanimidade de votos, em não conhecer o Recurso Voluntário do contribuinte.
(assinado digitalmente)
Orlando Rutigliani Berri - Presidente
(assinado digitalmente)
Francisco Martins Leite Cavalcante - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Orlando Rutigliani Berri, Renato Vieira de Avila, Marcos Roberto da Silva e Francisco Martins Leite Cavalcante.
Nome do relator: FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2002, 2003 EMENTA. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO DE INTERPOSIÇÃO EXTRAPOLADO. INTEMPESTIVIDADE. Revela-se intempestivo o recurso voluntário interposto depois de extrapolado o prazo de 30 (trinta) dias corridos, previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72. Da contagem, exclui-se o dia do recebimento, inclui-se o do término e prorroga-se quando expirar em finais de semana e feriados, na forma do art. 5º do mesmo diploma legal acima referido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiadopor unanimidade de votos, em não conhecer o Recurso Voluntário do contribuinte. (assinado digitalmente) Orlando Rutigliani Berri - Presidente (assinado digitalmente) Francisco Martins Leite Cavalcante - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Orlando Rutigliani Berri, Renato Vieira de Avila, Marcos Roberto da Silva e Francisco Martins Leite Cavalcante.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1435; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C0T1 Fl. 2 1 1 S3C0T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.004124/200343 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3001000.684 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Sessão de 22 de janeiro de 2019 Matéria OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DIPPAPEL IMUNE. Recorrente ÁVILAAGNELO EDITORA E COMÉRCIO LTDA. Recorrida FAZENA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2002, 2003 EMENTA. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO DE INTERPOSIÇÃO EXTRAPOLADO. INTEMPESTIVIDADE. Revelase intempestivo o recurso voluntário interposto depois de extrapolado o prazo de 30 (trinta) dias corridos, previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72. Da contagem, excluise o dia do recebimento, incluise o do término e prorrogase quando expirar em finais de semana e feriados, na forma do art. 5º do mesmo diploma legal acima referido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiadopor unanimidade de votos, em não conhecer o Recurso Voluntário do contribuinte. (assinado digitalmente) Orlando Rutigliani Berri Presidente (assinado digitalmente) Francisco Martins Leite Cavalcante Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Orlando Rutigliani Berri, Renato Vieira de Avila, Marcos Roberto da Silva e Francisco Martins Leite Cavalcante. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 41 24 /2 00 3- 43 Fl. 132DF CARF MF 2 Relatório Adoto, por transcrição, o suscinto relatório constante do v. Acórdão recorrido (fls. 84), verbis. Contra a pessoa juridica epigrafada foi lavrado o auto de infração de fis. 28/31, que se prestou a aplicar a penalidade de multa por não cumprimento de obrigação acessória, em virtude de o sujeito passivo, inscrito no Registro Especial de Usuário de Papel destinado à impressão de livros, jomais e periódicos, de que trata a Instrução Nonnativa (IN) SRF n° 71, de 24 de agosto de 2001, ter deixado de comunicar à Receita Federal a alteração de seu endereço. A multa exigida, prescrita no art. 57 da Medida Provisória (MP) n° 2.15835, de 24 de agosto de 2001, foi aplicada em relação ao período de setembro/2002 a junho/2003, no valor de RS 1.500,00 por mês, tendo sido reduzida em 70% em razão de o sujeito passivo ser optante pelo regime do Simples Federal, de que tratou a Lei n° 9.317, de 05 de dezembro de 1996. O montante total do crédito tributário exigido atingiu o valor de R$ 15.000,00. O sujeito passivo foi pessoalmente cientificado da autuação, na pessoa de sua procuradora (fls. 21/22 e 29), tendo impugnado a medida tempestivamente, nos tennos da peça de fls. 44/47, na qual alega, em síntese: a) que, por motivo de foro íntimo, teve de mudar o endereço de sua sede, inicialmente situada na Rua Dona Ana Pimentel n° 211, bairro da Agua Branca, São Paulo/SP, para o bairro vizinho (Pacaembu), na rua Cássio Martins Vilaça n° 15; _ b) que levou a registro a mudança ocorrida junto à Junta Comercial de São Paulo (JUCESP), que é o órgão público que mantem os demais órgãos informados das mudanças ocorridas nas empresas mercantis; c) que, mesmo sabendo que a JUCESP procede com a referida atualização, sempre procurou honrar com suas obrigações para com os órgãos públicos em geral, confonne demonstrado através da comunicação já acostada aos autos do referido processo. Pede, ao final, que seja dada procedência a sua impugnação, para o fim de declarar nulo 0 auto de infração, com 0 conseqüente arquivamento do mesmo. Cabe ainda relatar que a impugnante, por ocasião do protocolo da peça impugnatória, foi intimada a apresentar “comprovação de representatividade” de seu signatário (fl. 44), tendo atendido à referida intimação confomie documentos acostados às fls. 37/43. Posteriormente, por meio da intimação de fl. 36, ainda lhe foi exigido que trouxesse aos autos cópia do contrato social que comprovasse os poderes daquele que constituiu procurador para Fl. 133DF CARF MF Processo nº 19515.004124/200343 Acórdão n.º 3001000.684 S3C0T1 Fl. 3 3 fins de sua defesa. Em atenção a esta última intimação, foram apresentados os documentos que se encontram acostados às fls. 57/74. A impugnação da empresa foi julgada totalmente improcedente (fls. 85/86), pelos fundamentos resumidos na seguinte ementa (fls. 83), verbis. Assumo: OBRIGAÇÕES AcEssÓR1As Anocalendário: 2002, 2003 REGISTRO ESPECIAL. PAPEL IMUNE. ALTERAÇÃO CADASTRAL. COMUNICAÇÃO. Ausente nos autos a prova da tempestiva comunicação da alteração de dados cadastrais de empresa inscrita no Registro Especial de que trata a IN SRF n° 71/2000, procede a aplicação da multa prescrita no art. 57 da Medida Provisória (MP) n° 2.158/2001. Lançamento Procedente O contribuinte foi cientificado do v. Acórdão recorrido em 02.10.2008 (fls. 93/95), e em 04.11.2008 ingressou com Recurso Voluntário (fls. 96/116), reiterando seus argumentos impugnatórios, e discorrendo longamente sobre a imunidade do papel para impressão de livros, jornais e periódicos que não sejam de exclusiva propaganda comercial; sobre o que entende por obrigação tributária e acessória; insurgindose contra a validade da IN SRF 71/2001, ao argumento de que não existe Lei Complementar disciplinando a matéria nela tratada; que a MP 2.15838/2001, que criou a multa de R$ 5.000,00 por mês calendário, "não apontou qualquer justificativa para o valor fixado como sanção, que poderia ter sido de R$ 1,oo, ou R$ 100.000,00, por mêscalendário; Voto Conselheiro Francisco Martins Leite Cavalcante Relator Consta dos autos que, da decisão recorrida, foi o contribuinte cientificado em 02 de outubro de 2008, uma quintafeira, (fls. 93/95), iniciandose o seu prazo no dia 03.10.2008, uma sextafeira, para esgotarse no dia 1º de novembro de 2008, um sábado, transmutandose para o dia 03 de novembro de 2008, uma segundafeira, o último dia para o ingresso tempestivo do Recurso Voluntário. Todavia, somente foi protocolado no dia 04 de novembro de 2008, uma terça feira (fls. 96/116), em desacordo com a norma expressa no art. 33 do Decreto 70.235/72, segundo a qual "a decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão". Já o art. 5º do mesmo Decreto 70.235/1972, estabelece que "os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento". Fl. 134DF CARF MF 4 Assim, se os 30 dias completaramse no dia 01.11.2008, um sábado, e assim, o prazo porrogouse para a segundafeira subsequente, dia 03.11.2008, tem se como intempestivo o Recurso Voluntário protocolado na repartição da Receita Federal do Brasil somente no dia 04 de novembro de 2008, como é o caso deste processo. Consequentemente, tenho como intempestivo o apelo da empresa, pelo que dele deixo de tomar conhecimento, uma vez que não há qualquer notícia nos autos de que houvera feriado ou suspensão dos prazos e/ou do expediente na repartição de origem, no dia 03 de novembro de 2008. (assinado digitalmente) Francisco Martins Leite Cavalcante Relator Fl. 135DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13706.002068/2007-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 02 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 2301-000.725
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que sejam juntados aos autos todos os acórdãos concernentes às obrigações principais relacionadas ao presente julgamento, bem como os andamentos processuais atinentes aos respectivos processos.
(assinado digitalmente)
João Bellini Junior - Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Evaristo Pinto - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Mauricio Vital, Wesley Rocha, Reginaldo Paixão Emos (suplente convocado para completar a representação fazendária), Alexandre Evaristo Pinto, Antônio Sávio Nastureles, Juliana Marteli Fais Feriato, Marcelo Freitas de Souza Costa e João Bellini Junior (Presidente).
Nome do relator: ALEXANDRE EVARISTO PINTO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que sejam juntados aos autos todos os acórdãos concernentes às obrigações principais relacionadas ao presente julgamento, bem como os andamentos processuais atinentes aos respectivos processos. (assinado digitalmente) João Bellini Junior - Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Mauricio Vital, Wesley Rocha, Reginaldo Paixão Emos (suplente convocado para completar a representação fazendária), Alexandre Evaristo Pinto, Antônio Sávio Nastureles, Juliana Marteli Fais Feriato, Marcelo Freitas de Souza Costa e João Bellini Junior (Presidente).
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que sejam juntados aos autos todos os acórdãos concernentes às obrigações principais relacionadas ao presente julgamento, bem como os andamentos processuais atinentes aos respectivos processos. (assinado digitalmente) João Bellini Junior Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Mauricio Vital, Wesley Rocha, Reginaldo Paixão Emos (suplente convocado para completar a representação fazendária), Alexandre Evaristo Pinto, Antônio Sávio Nastureles, Juliana Marteli Fais Feriato, Marcelo Freitas de Souza Costa e João Bellini Junior (Presidente). Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado com fundamento na inobservância da obrigação tributária acessória prevista na Lei n° 8.212/1991, no art. 32, inciso IV e § 5o, acrescentados pela Lei n° 9.528/1997 c/c o art. 225, inciso IV e § 4 o do Decreto n° 3.048/1999, que consiste em a empresa apresentar a GFIP Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 37 06 .0 02 06 8/ 20 07 -1 1 Fl. 308DF CARF MF Processo nº 13706.002068/200711 Resolução nº 2301000.725 S2C3T1 Fl. 3 2 Segundo o Relatório Fiscal da Infração e da Aplicação da Multa (fls 14/20), conforme Ata da assembléia Geral Extraordinária de 02/08/2001, foram incorporadas quinze empresas de telefonia elencadas, pela Telecomunicações Rio de Janeiro S/A — TELERJ, a qual teve sua Razão Social alterada para TELEMAR NORTE LESTE S/A, pela Assembléia Geral Extraordinária de 21/09/2001. O presente Auto de Infração referese à omissão de fatos geradores em GFIP ocorrida na incorporada Telecomunicações do Amapá S/A TELEAMAPÁ. A apuração compreendeu o período de 01/1999 a 12/2004. Foi efetuado um Auto de Infração referente a cada incorporada e um referente à incorporadora em função da necessidade de se observar o número de empregados da empresa, a fim de se aplicar o limite de que trata o art. 284, incisos I e II, do Decreto n° 3.048/1999. Os fatos geradores omitidos das GFIPs foram: Remunerações pagas a contribuintes individuais, cujas contribuições relativas foram objeto da NFLD n° 35.576.7694; Salários Indiretos consubstanciados em Abonos Indenizatórios previstos em Acordo Coletivo de Trabalho, cujas contribuições relativas foram objeto da NFLD n° 35.576.7686; Participação nos Lucros e Resultados cujas contribuições foram objeto da NFLD n° 35.576.7678; A autuada apresentou defesa (fls 70/77) onde alega que teria ocorrido a decadência dos créditos tributários anteriores a julho de 2000. No mérito, alega a inexigibilidade de contribuição previdenciária sobre abono indenizatório e participação nos lucros, objeto das notificações 35.576.7686 e 35.576.7678, respectivamente, às quais a exigência de multa no presente Auto de Infração está diretamente relacionada. Quanto à parcela relativa a contribuintes individuais afirma que foi quitada. A recorrente informa que pretende comprovar o pagamento das contribuições relativas a contribuintes individuais nos autos da NFLD n° 35.576.7694. Entende que comprovado o pagamento da contribuição, a obrigação acessória não pode subsistir. Considera inexigível a multa por supostas infrações praticadas por suas sucedidas, uma vez que o Código Tributário Nacional é claro ao responsabilizar a sucessora pelos tributos devidos pelas sucedidas, porém não admite a imputação de créditos oriundos de infrações tributárias. A DecisãoNotificação nº 17.403.41003712007 (fls. 177 e seguintes) julgou o lançamento procedente nos termos abaixo: "EMENTA. PREVIDENCIÁRIO. INFRAÇÃO. INFORMAR EM GFIP TODOS OS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÃO PARA A SEGURIDADE SOCIAL. MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO. PRAZO PARA PAGAMENTO OU IMPUGNAÇÃO. Fl. 309DF CARF MF Processo nº 13706.002068/200711 Resolução nº 2301000.725 S2C3T1 Fl. 4 3 Constitui infração ao disposto no inciso IV, § 5°, do artigo 32 da Lei n°8.212/91 c/c o artijo 284, inciso II do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, deixar a empresa de informar ao INSS, por intermédio da GFIP, a remuneração paga ou creditada a segurados empresários, bem como divergências na base de cálculo de segurados, sujeitandose o infrator a multa correspondente a cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada. AUTUAÇÃO PROCEDENTE." Irresignada, a ora Recorrente apresentou Recurso Voluntário (fls. 185 e ss) reiterando os argumentos apresentados na impugnação: (i) decadência dos créditos anteriores a julho de 2000 diante da decadência quinquenal e da aplicação da regra decadencial do artigo 150, §4º, do Código Tributário Nacional; (ii) inexigibilidade de contribuição previdenciária sobre abono indenizatório e participação nos lucros; (iii) da quitação das parcelas relativas aos contribuintes individuais e salário maternidade; e (iv) da inexigibilidade de multa da Recorrente por supostas infrações praticadas por suas sucedidas. Em 22 de outubro de 2010, os membros da 2ª Turma da 4ª Câmara da 2ª Seção do CARF, por intermédio da Resolução nº 2402.000.103 (fls. 277 e ss), acordaram, por unanimidade, em baixar o processo em diligência para sobrestar seu julgamento para que fosse juntado o Acórdão do processo nº 12045.000559/200787. É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Evaristo Pinto O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Em memoriais apresentados durante sessão de julgamento em 2 de outubro de 2018, a Recorrente informou que foi dado parcial provimento aos Recursos Voluntários em que eram discutidas as obrigações principais, cujas obrigações acessórias estão sendo discutidas no presente processo. Nesse sentido, é de fundamental importância que sejam juntados aos autos do presente processo os seguintes acórdãos (e eventuais outros que forem relacionados ao caso, se houver): · NFLD 35.576.7678 (PLR): 12045.000559/200787 Acórdão 2401 003.046; · NFLD 35.576.7686 (auxílios filhos excepcionais): 37280.000871/2006 38 Acórdão 20601.043; · NFLD 35.576.7694 (contribuintes individuais): 16682.720890/201319 Acórdão 9202006.664. Fl. 310DF CARF MF Processo nº 13706.002068/200711 Resolução nº 2301000.725 S2C3T1 Fl. 5 4 Desse modo, voto por converter o julgamento em diligência para que sejam juntados aos autos todos os acórdãos concernentes às obrigações principais relacionadas com o presente julgamento, bem como os andamentos processuais pertinentes aos referidos processos. É como voto. (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto Relator Fl. 311DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.917086/2013-20
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-001.596
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
Relatório
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Relatório
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Relatório O interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belém/PA. Trata o presente processo de DCOMP lastreada em crédito oriundo de recolhimento indevido da Cofins, segundo informações do contribuinte. Através de despacho decisório emitido pela DERAT/São Paulo a compensação resultou não homologada. Fundamentou a unidade de origem que, apesar de o DARF discriminado no PER/DCOMP ter sido localizado, fora integralmente utilizado para quitação de débitos declarados pelo contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 17 08 6/ 20 13 -2 0 Fl. 428DF CARF MF Processo nº 10880.917086/201320 Resolução nº 3201001.596 S3C2T1 Fl. 3 2 Cientificada do referido despacho, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade alegando, em síntese, que o indeferimento do crédito baseouse em mero equívoco no preenchimento da DCTF apresentada pela manifestante. Tal equívoco consistiria em ter declarado, em DCTF (original), valor da contribuição maior que o devido, do que resultou o recolhimento indevido. Informou que no DACON retificador consta o débito da contribuição igual a zero, ou seja, não que não havia valor da contribuição a ser recolhido no período em tela, e que apresentou a DCTF retificadora respectiva, para corrigir o equívoco, após a ciência do despacho decisório. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém/PA julgou improcedente a manifestação de inconformidade, em decisão que possui a seguinte ementa, transcrita na parte de interesse: (...) COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. INEXISTÊNCIA DE PROVA. CRÉDITO ALEGADO SEM LIQUIDEZ E CERTEZA. A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde. Inexistindo certeza e liquidez do direito creditório, não se homologa a compensação. DACON. RETIFICAÇÂO.PROVA. A retificação da Dacon, por si só, não demonstra a improcedência do despacho decisório, devendo ser acompanhada da comprovação do erro em que se funde. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte apresentou recurso voluntário que visa a reforma da decisão recorrida para que lhe seja reconhecido o direito creditório e homologada a sua compensação. Repisa o que suscitou em manifestação de inconformidade: que o pagamento indevido da Contribuição decorreu de erro material no preenchimento do Dacon, conquanto retificado antes da prolação do despacho decisório, entretanto, com a correspondente retificação da DCTF efetuada somente após a ciência do indeferimento do pleito. No Recurso Voluntário alega apresentar a demonstração detalhada do erro cometido e aduz a certeza do direito. Junta no recurso cópias de: extratos de Dacon e DCTF originais e retificadores, DARF, folhas do Razão e Memória de Cálculo da contribuição. Roga pela realização de diligência para a apuração da higidez do crédito que é decorrente de erro no preenchimento de Dacon e DCTF. É o relatório. Fl. 429DF CARF MF Processo nº 10880.917086/201320 Resolução nº 3201001.596 S3C2T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução 3201001.587, de 29/01/2019, proferido no julgamento do processo 10880.917075/201340, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela Resolução (3201001.587): (...) "Inferese do despacho decisório que a não homologação da compensação pleiteada decorreu da ausência de crédito para a quitação de débito vincendo/vencido no momento do encontro de contas o crédito decorrente de pagamento indevido em confronto com o débito confessado em DCTF. Consta no corpo do despacho decisório que o pagamento referente ao DARF indicado foi integralmente utilizado para quitação de débito, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados na PER/DCOMP. A decisão considerou a DCTF originalmente transmitida e não a sua retificadora, transmitida somente após a ciência no despacho decisório. Contudo, conforme aduz a contribuinte o pagamento indevido é decorrente de apuração incorreta informada em seu Dacon, quanto ao valor devido da Contribuição para PIS/Cofins. A retificação foi realizada e por conseguinte transmitiu o pedido de restituição cumulado com compensação. Ocorre que os valor do débito da Contribuição informado em Dacon não corresponde àquele lançado em DCTF (original, não retificada) e não prevalece sobre este (na DCTF) pois a Declaração1 tem efeito jurídico de confissão de dívida e o Demonstrativo2 apenas de informação. Assim, o encontro de contas (crédito x débitos), no que concerne ao pretenso crédito, foi realizado com base em valores divergentes de débitos de PIS/Cofins consignados no Dacon (retificador) e a DCTF (original). A decisão recorrida denegou o pedido sob o fundamento de que a DCTF não fora retificada a contribuinte não carreou aos autos provas do pagamento indevido. 1 IN SRF nº 14/2000 Art. 1º. O art. 1º, da Instrução Normativa SRF nº 077, de 24 de julho de 1998, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 1º. Os saldos a pagar, relativos a tributos e contribuições, constantes da declaração do ITR, quando não quitados nos prazos estabelecidos na legislação, e da DCTF, serão comunicados à Procuradoria da Fazenda Nacional para fins de inscrição como Dívida Ativa da União 2 Solução de Consulta Interna nº 48 DIPJ e DACON. NATUREZA JURÍDICA. A Dipj e o Dacon tem caráter informativo. Estes documentos não estão enumerados como típicos de confissão de dívida, para efeito de inscrição do saldo a pagar em Dívida Ativa, pelos art. 1° da IN SRF n° 77, de 1998 e § 4°, art, 1°, da IN RFB n° 767, de 2007, nem por outro ato normativo. Fl. 430DF CARF MF Processo nº 10880.917086/201320 Resolução nº 3201001.596 S3C2T1 Fl. 5 4 A recorrente alega, ainda em manifestação de inconformidade, que o pagamento indevido de PIS/Cofins decorreu de erro material no preenchimento do Dacon, conquanto retificado antes da prolação do despacho decisório, contudo, com a correspondente retificação da DCTF somente após a ciência do indeferimento do pleito. Este Colegiado tem flexibilizada o entendimento quanto à exigibilidade de retificação da DCTF para comprovação do direito creditório antes da prolação do despacho decisório, nas situações em o tratamento do Perdcomp tenha sido apenas eletronicamente, desde que haja na instauração do contencioso (manifestação de inconformidade) elementos indiciários que indubitavelmente já apontavam para a provável veracidade da pretensão creditória é o que se denomina "prova mínima" ou "início de prova". Tomase como premissa que a singela retificação de DCTF, isoladamente considerada, não ampara o direito à restituição de indébito, e de outra banda, também não pode, por si só, ser obstáculo à sua devolução. In casu, há indício de provas nos argumentos da recorrente e maior probabilidade de sua veracidade exsurge no recurso voluntário e os documentos anexos. Na defesa, a interessada apresenta suas "notas explicativas" para demonstrar que o Dacon original foi preenchido com erro no tocante a apuração do PIS a pagar. O ponto que importa à solução da lide é que, retificado ou não, o valor do saldo credor disponível era suficiente para liquidar o débito e ainda manter saldo credor para o período de apuração seguinte. O quadro demonstrativo de apuração de PIS extraídos das informações do Dacon confirmam o provável erro de apuração da Contribuição devida: Constatase que o saldo credor disponível (item 4) ainda no Dacon original era suficiente para liquidar o débito de PIS (item 3) e restar saldo remanescente. Nada obstante, a contribuinte consignou em sua DCTF original o valor apurado tendoo recolhido por intermédio de DARF. Entendo que de fato é plausível o cometimento de erro material na apuração do PIS pois evidenciouse, com os valores informados pela recorrente, a existência de saldo credor no período suficiente para liquidar o débito apurado. Fl. 431DF CARF MF Processo nº 10880.917086/201320 Resolução nº 3201001.596 S3C2T1 Fl. 6 5 A constatação de erro de fato na apuração de tributos que se transfere para a DCTF implica reconhecer o lapso e reapurar o efetivo valor devido. Mas não se pode tomar por verdadeiro o valor do crédito informado no Dacon retificado, pois há de ser confirmado pela Fiscalização quanto à composição tanto do saldo credor (item 4) como o Pis devido (item 3), por meio do confronto das informações e os documentos da contribuinte. Assim, para se fazer prevalecer o princípio da verdade material, proponho a conversão do julgamento em diligência e o retorno dos autos à Unidade de Origem para a análise do crédito pleiteado e manifestação do Fisco, quanto ao erro de preenchimento do Dacon e DCTF em face dos elementos do recurso voluntário e outras provas que o Fisco entender pertinentes e cabíveis. Do resultado da diligência, dêse ciência à contribuinte, com cópias dos elementos coligidos aos autos, concedendolhe o prazo, improrrogável, de 30 (trinta) dias para manifestação, se assim desejar. Cumpridas as providências indicadas, deve o processo retornar ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF para prosseguimento do julgamento." Importante salientar que, da mesma forma que ocorreu no caso do paradigma, no presente processo o contribuinte também juntou documentos fiscais e memórias de cálculo que embasam a alegação do equívoco que alega ter cometido. Desta forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência no caso do paradigma, também a justificam nos presentes autos. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado converteu o julgamento em diligência, com retorno dos autos à Unidade de Origem, para análise do crédito pleiteado e manifestação do Fisco quanto ao erro de preenchimento do Dacon e DCTF, em face dos elementos do recurso voluntário e outras provas que o Fisco entender pertinentes e cabíveis. Do resultado da diligência, dêse ciência à contribuinte, com cópias dos elementos coligidos aos autos, concedendolhe o prazo, improrrogável, de 30 (trinta) dias para manifestação, se assim desejar. Cumpridas as providências indicadas, deve o processo retornar ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 432DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10850.720540/2016-21
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2013
ITR. FATO GERADOR. POSTERIOR PARTILHA DO IMÓVEL.
O ITR está previsto no artigo 153, VI da Constituição Federal de 1988 e no artigo 29 do Código Tributário Nacional (CTN), tendo como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana de município, em 1º de janeiro de cada ano. É o que e extrai também do artigo 1º da Lei nº 9.393/96.
Numero da decisão: 2002-000.519
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente
(assinado digitalmente)
Thiago Duca Amoni - Relator.
Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll.
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Nome do relator: THIAGO DUCA AMONI
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FATO GERADOR. POSTERIOR PARTILHA DO IMÓVEL. O ITR está previsto no artigo 153, VI da Constituição Federal de 1988 e no artigo 29 do Código Tributário Nacional (CTN), tendo como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana de município, em 1º de janeiro de cada ano. É o que e extrai também do artigo 1º da Lei nº 9.393/96. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni Relator. Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll. . Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 0. 72 05 40 /2 01 6- 21 Fl. 343DF CARF MF 2 Manifestação de Inconformidade Trata o presente processo de manifestação de inconformidade (efls. 03 a 260) apresentada pelo contribuinte na qual, conforme informação fiscal, efls. 266 a 268 requerse: Trata o presente processo de pedidos de restituição PER eletrônicos n° 09091.82657.230615.2.2.048811, 5064.92626.230615.2.2.04 4567, 16234.87436.230615.2.2.04 0204, e 6906.87602.070715.2.2.045600, relativos a ITR Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, exercício 2013, do imóvel rural cadastrado perante a RFB sob n° 03113663, baixados para análise manual diante de solicitação de prioridade baseada no Estatuto do Idoso, formulada pelo interessado. (...) O imóvel foi inicialmente declarado com Área Total de 12.867,2 ha e ITR devido de R$ 30.293,27, dividido em 4 quotas de R$ 7.573,31, por DITR original entregue em 30/09/2013; Por DITR retificadora, entregue em 12/06/2015, o imóvel foi declarado com Área Total de 2.586,2 ha e ITR devido de R$ 3.946,27, em quota única. (...) A divisão do imóvel ocorreu por escritura lavrada em 27/05/2013, assim, o imóvel, para os efeitos de tributação do ITR no exercício 2013 e em estrita observância à Lei 9.393/1996, deveria ser declarado e tributado pela área total, como inicialmente declarado na DITR 2013 original. Desta forma, como mencionado, o contribuinte pleiteia ressarcimento de valores do ITR do anocalendário 2013, vez que o imóvel fora partilhado. Decisão DRJ A manifestação de inconformidade foi apreciada na 1ª Turma da DRJ/BSB que, por unanimidade, em 25/01/2017, no acórdão 03072.581, às efls. 305 a 312, julgou a impugnação improcedente. Recurso voluntário Ainda inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, em 10/03/2017, às efls. 316 a 338 no qual alega, em síntese: · que a Declaração do ITR do ano de 2013 tinha prazo para entrega de 19/08/13 a 30/09/2013,conforme IN RFB nº 1.380/2013, sendo que o imóvel fora desmembrado em 27/05/2013, antes mesmo da obrigação de apresentação da DITR; Fl. 344DF CARF MF Processo nº 10850.720540/201621 Acórdão n.º 2002000.519 S2C0T2 Fl. 344 3 · Assim, como foi recolhido ITR de todo o imóvel, sem considerar a partilha realizada, são devidos os valores pagos a maior; É o relatório. Voto Conselheiro Thiago Duca Amoni Relator Pelo que consta no processo, o recurso é tempestivo, já que o contribuinte foi intimado do teor do acórdão da DRJ em 10/02/2017, efls. 341, e interpôs o presente Recurso Voluntário em 10/03/2017, efls. 316, posto que atende aos requisitos de admissibilidade e, portanto, dele conheço. Como já delimitado, trata o presente processo de manifestação de inconformidade (efls. 03 a 260) apresentada pelo contribuinte na qual requerse o a restituição do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) relativo ao exercício 2013 do imóvel rural cadastrado perante a RFB sob o nº 03113663. A área total do imóvel, inicialmente era de 12.867,2 ha, sendo devido R$ 30.293,27 ha de imposto, conforme DITR entregue em 30/09/2013. Posteriormente, em 12/06/2015, foi apresentada DITR retificadora, constando a área total de 2.586,2 ha e ITR devido de R$ 3.946,2. Como se vê pela documentação acostada aos autos, a divisão do imóvel ocorreu em 27/05/2013. A DRJ julgou improcedente a demanda, sob os seguintes fundamentos: No caso, o fato gerador do ITR ocorreu em 01.01.2013, conforme dispõe o art. 1º da Lei nº 9.393/1996, surgindo nessa data a obrigação tributária principal, que tem como objeto o pagamento do tributo, nos termos do dispositivo legal anteriormente transcrito. O contribuinte do ITR é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil ou se possuidor a qualquer título e na data do fato gerador do imposto (01.01.2013), o proprietário do imóvel de NIRF nº 0.311.3663, com área total de 12.867,2 ha, são os condôminos do imóvel e, assim, a Decisão proferida na Informação nº 0224/2016, às fls. 79/281, é escorreita, não havendo nenhum reparo a ser feito. Questão a ser esclarecida, decorre da divisão amigável do imóvel ocorrida, inda, no ano de 2013, em 27.05.2013, e antes do prazo de entrega da DITR/2013, que foi de 9.08.2013 a 30.09.2013, nos termos do art. 7º da IN/RFB nº 1.380/2013, considerando que no razo da entrega da DITR o imóvel do presente processo havia sido desmembrado em cinco utras Fl. 345DF CARF MF 4 glebas, resultando na criação de mais 4 NIRF, como visto, além do NIRF nº 0.311.3663, que ficou com a gleba remanescente. O ITR está previsto no artigo 153, VI da Constituição Federal de 1988 e no artigo 29 do Código Tributário Nacional (CTN), tendo como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana de município, em 1º de janeiro de cada ano. É o que e extrai também do artigo 1º da Lei nº 9.393/96: Art. 1º O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, de apuração anual, tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana do município, em 1º de janeiro de cada ano. § 1º O ITR incide inclusive sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de reforma agrária, enquanto não transferida a propriedade, exceto se houver imissão prévia na posse. § 2º Para os efeitos desta Lei, considerase imóvel rural a área contínua, formada de uma ou mais parcelas de terras, localizada na zona rural do município. § 3º O imóvel que pertencer a mais de um município deverá ser enquadrado no município onde fique a sede do imóvel e, se esta não existir, será enquadrado no município onde se localize a maior parte do imóvel. Conforme doutrina de Paulo de Barros Carvalho, a regramatriz de incidência tributária pode ser definida como a norma tributária em sentido estrito. É pela regra matriz que se delimita as situações hipotéticas que, uma vez, ocorridas gerarão no mundo jurídico, como conseqüência, a exigência do tributo ou qualquer outra obrigação desta natureza. Neste diapasão, a função do descritor da norma se dá por meio da definição dos aspectos temporais, materiais e espaciais, além dos sujeitos passivos e ativos, a de delimitar quais fatos estarão sujeitos a aplicação do conseqüente definido. De acordo com Geraldo Ataliba, referência na temática, a hipótese de incidência é a descrição legal de um fato, logo, é formulação hipotética, prévia e genérica. Em apertada síntese, é conceito abstrato formulado pelo legislador. A hipótese de incidência é própria de qualquer norma jurídica. Desta forma, a incidência do é o ato de fazer surgir no mundo jurídico, por meio da correlação entre um fato prescrito no antecedente de uma norma e um fato efetivamente ocorrido no mundo ‘fático’, um fato jurídico que implicará na ocorrência de efeitos jurídicos descritos no consequente da norma. Podese afirmar que a incidência tributária é automática e infalível na medida em que, uma vez ocorrida a hipótese descrita na norma, invariavelmente, teremos a aplicação das consequências trazidas pelo texto normativo. Fl. 346DF CARF MF Processo nº 10850.720540/201621 Acórdão n.º 2002000.519 S2C0T2 Fl. 345 5 Segundo a concepção de um agente competente depreendese do mundo cotidiano um conjunto de fatos que receberão uma valoração específica, serão tidos como fatos jurídicos, ou seja, sobre tais fatos aplicarseá o direito. Possuindo esta valoração uma vez que um fato preencha todos os elementos previstos na regra jurídica afirmamos que ocorreu efetivamente a hipótese de incidência e com isso teremos a incidência de todas os efeitos jurídicos fixados como conseqüente da norma. Assim, a expressão ‘fato gerador’, que aqui se discute, é utilizada no ordenamento jurídico para designar coisas distintas. Em certos casos o ‘fato gerador’ referese a evento descrito no antecedente da norma tributária que uma vez ocorrido e inserido no mundo jurídico irá desencadear as consequências previstas no posterior dessa mesma norma. Em outros casos o ‘fato gerador’ confundese com o próprio fato jurídico tributário desencadeado segundo os elementos de norma individual e concreta. Por exemplo, nos artigos 4, 16 e 114 do CTN a expressão fato gerador é adotada como sinônimo de antecedente da norma tributária. Já nos artigos 105, 113, §1° e 144 do CTN, a expressão fato gerador é utilizada como sinônimo de critério temporal e espacial do antecedente da norma tributária. Feita esta breve digressão sobre o fato gerador enquanto instituto jurídico, a decisão da DRJ ainda apontou em sua fundamentação o artigo 113 do CTN, que distingue o fato gerador da obrigação principal e da obrigação acessória. DRJ, corretamente, apontou o artigo 113 do CTN, cuja redação é: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. A obrigação principal é a incidência direta do tributo. Respeitada a hipótese de incidência e o fato gerador ocorrer no mundo fenomênico, nasce a obrigação de transferência do valor pecuniário do tributo aos cofres públicos. De acordo com o legislador, nasce a obrigação principal do ITR em 1º de janeiro do ano calendário. Contudo, este pagamento é postergado até o preenchimento da DITR, obrigação acessória apresentada pelo contribuinte. Fl. 347DF CARF MF 6 Logo, para incidência do ITR analisase a situação do imóvel em 1º de janeiro, que ainda não tinha sido objeto da partilha, que só se consumou em 27/05/2013, de forma que o contribuinte não tem direito ao ressarcimento do imposto conforme requereu eu sua manifestação de conformidade. Diante do exposto, conheço do Presente Recurso voluntário para, no mérito negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni Fl. 348DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10580.007165/2003-33
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 1995
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. SÚMULA CARF Nº 91.
Ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador.
Numero da decisão: 2002-000.689
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial Recurso Voluntário para afastar a prescrição do Pedido de Restituição referente ao ano calendário 1995 e determinar o retorno dos autos à Unidade de origem para a análise do mérito pelo colegiado de primeira instância.
(assinado digitalmente)
Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente
(assinado digitalmente)
Mônica Renata Mello Fereira Stoll - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Mônica Renata Mello Fereira Stoll, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil.
Nome do relator: MONICA RENATA MELLO FERREIRA STOLL
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 1995 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. SÚMULA CARF Nº 91. Ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador.
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PRAZO. SÚMULA CARF Nº 91. Ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplicase o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial Recurso Voluntário para afastar a prescrição do Pedido de Restituição referente ao ano calendário 1995 e determinar o retorno dos autos à Unidade de origem para a análise do mérito pelo colegiado de primeira instância. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente (assinado digitalmente) Mônica Renata Mello Fereira Stoll Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Mônica Renata Mello Fereira Stoll, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 00 71 65 /2 00 3- 33 Fl. 30DF CARF MF Processo nº 10580.007165/200333 Acórdão n.º 2002000.689 S2C0T2 Fl. 31 2 Relatório Tratase de Pedido de Restituição (efls. 02/03) apresentado pelo contribuinte acima identificado, referente à correção do valor obtido a título de restituição do Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF incidente sobre verbas de Programa de Demissão Voluntária PDV recebidas em 1995. O Despacho Decisório emitido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Salvador indeferiu a solicitação conforme decisão abaixo reproduzida (efls. 10/11): Considerando que já se passaram mais de cinco anos da efetiva retenção, e, conseqüente recolhimento do Imposto de Renda na Fonte IRF, sem que houvesse qualquer provocação do contribuinte no sentido de solicitar a restituição da correção monetária que julgava lhe ser devida, e no uso de competência atribuída pela Portaria n° 26 de 22.05.07, publicada no DOU em 25.05.07, decido pelo INDEFERIMENTO do presente pedido de restituição. O contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (efls. 13/15), cujas alegações foram resumidas no relatório da decisão de primeira instância (efls. 18): O interessado argumenta que está questionando o cálculo dos juros de restituição já paga , e não a própria restituição, e que o prazo de decadência deveria ser contado da data de publicação da IN N° 165, de 1998. A solicitação foi indeferida pela 3ª Turma da DRJ/SDR em acórdão assim ementado (efls. 17/19): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 1995 EXTINÇÃO DO DIREITO DE REQUERER A RESTITUIÇÃO. O direito de solicitar a restituição decai em cinco anos, a contar da data da extinção do crédito tributário. Solicitação Indeferida Cientificado da decisão de piso em 21/05/2009 (efls. 22), o interessado ingressou com Recurso Voluntário em 15/06/2009 (efls. 26/28) trazendo exatamente os mesmos argumentos já apresentados em sua Manifestação de Inconformidade. Alega, em síntese, que o prazo para o contribuinte ingressar com o pedido de restituição do imposto indevidamente retido relativo aos Planos de Desligamento Voluntário anteriores a dezembro de 1998 é de 5 anos, contado da publicação da Instrução Normativa SRF n° 165/1998, publicada em 06/01/1999, que reconheceu o direito à restituição do indébito tributário. Apresenta jurisprudência administrativa sobre o tema. Fl. 31DF CARF MF Processo nº 10580.007165/200333 Acórdão n.º 2002000.689 S2C0T2 Fl. 32 3 Voto Conselheira Mônica Renata Mello Ferreira Stoll Relatora O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. No caso em tela a decisão recorrida indeferiu o Pedido de Restituição do contribuinte, conforme excertos a seguir reproduzidos: O prazo para solicitar a restituição está definido no artigo 168 do Código Tributário Nacional: [...] O pedido original que gerou a restituição efetuada em 1999 foi formulado dentro do prazo legal. Ao ser cientificado da decisão favorável, o contribuinte poderia contestar qualquer eventual diferença, sendo indiferente se a restituição a menor decorreu de erro de cálculo dos juros ou por qualquer outro motivo. O que importa é que a diferença questionada sempre se referirá à data do pagamento indevido. Como neste caso o imposto foi pago em 1995, o contribuinte não mais tem direito, em 2003, de pleitear a restituição de valores restituídos a menor. Isto porque foi ultrapassado o prazo qüinqüenal estabelecido no dispositivo acima referido. Em seu Recurso Voluntário o interessado insurgese contra a decisão de piso por entender que o prazo para ingressar com Pedido de Restituição referente a PDV é de 5 anos contados da publicação da Instrução Normativa SRF n° 165/1998. Sobre o assunto, impõese observar o disposto na Súmula CARF nº 91, com efeito vinculante em relação à administração tributária federal nos termos da Portaria MF nº 277, de 07/06/2018: Súmula CARF nº 91 Ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplicase o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador. Tendo em vista que o Pedido de Restituição em exame foi formalizado pelo recorrente em 2003 (efls. 02/03), ou seja, antes de 09/06/2005, aplicase o prazo de 10 anos contado do fato gerador, conforme previsto na Súmula CARF nº 91, não havendo que se falar em extinção do direito à restituição no presente caso. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao Recurso Voluntário para afastar a prescrição do Pedido de Restituição referente ao ano calendário 1995 e determinar o retorno dos autos à Unidade de origem para a análise do mérito pelo colegiado de primeira instância. Fl. 32DF CARF MF Processo nº 10580.007165/200333 Acórdão n.º 2002000.689 S2C0T2 Fl. 33 4 (assinado digitalmente) Mônica Renata Mello Fereira Stoll Fl. 33DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10280.905784/2011-80
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Feb 01 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 31/08/2001
CONEXÃO. PERÍODO DE APURAÇÃO DIVERSO. IMPOSSIBILIDADE.
Processos com a mesma matéria e períodos de apuração diversos não obrigam a reunião por conexão prevista pelo artigo 6º, §1º, I, Anexo II do RICARF.
FALTA DE RETIFICAÇÃO NA DCTF. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. APURAÇÃO EM DILIGÊNCIA.
A falta de retificação da DCTF não impede a aplicação do Princípio da Verdade Material, tornando oportuna a averiguação da existência do crédito através de diligência.
INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 3º, §1º DA LEI Nº 9.718 DE 1998. DECISÃO PLENÁRIA DEFINITIVA DO STF.
O alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS, previsto pelo § 1º do art. 3° da Lei n° 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em julgamento ao Recurso Extraordinário nº 585.235/ MG, sob repercussão geral. Incidência do artigo 62, § 2º do RICARF.
FATURAMENTO. CONCEITO. RECEITAS OPERACIONAIS.
O faturamento, para fins de incidência dessas contribuições, corresponde à totalidade das receitas da pessoa jurídica, fruto de todas suas atividades operacionais, principais ou não.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3402-005.966
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer o direito creditório no limite da diligência fiscal.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodrigo Mineiro Fernandes e Renato Vieira de Ávila (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz.
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 31/08/2001 CONEXÃO. PERÍODO DE APURAÇÃO DIVERSO. IMPOSSIBILIDADE. Processos com a mesma matéria e períodos de apuração diversos não obrigam a reunião por conexão prevista pelo artigo 6º, §1º, I, Anexo II do RICARF. FALTA DE RETIFICAÇÃO NA DCTF. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. APURAÇÃO EM DILIGÊNCIA. A falta de retificação da DCTF não impede a aplicação do Princípio da Verdade Material, tornando oportuna a averiguação da existência do crédito através de diligência. INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 3º, §1º DA LEI Nº 9.718 DE 1998. DECISÃO PLENÁRIA DEFINITIVA DO STF. O alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS, previsto pelo § 1º do art. 3° da Lei n° 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em julgamento ao Recurso Extraordinário nº 585.235/ MG, sob repercussão geral. Incidência do artigo 62, § 2º do RICARF. FATURAMENTO. CONCEITO. RECEITAS OPERACIONAIS. O faturamento, para fins de incidência dessas contribuições, corresponde à totalidade das receitas da pessoa jurídica, fruto de todas suas atividades operacionais, principais ou não. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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(SUCESSORA DE BELÉM DIESEL S.A.) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/08/2001 CONEXÃO. PERÍODO DE APURAÇÃO DIVERSO. IMPOSSIBILIDADE. Processos com a mesma matéria e períodos de apuração diversos não obrigam a reunião por conexão prevista pelo artigo 6º, §1º, I, Anexo II do RICARF. FALTA DE RETIFICAÇÃO NA DCTF. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. APURAÇÃO EM DILIGÊNCIA. A falta de retificação da DCTF não impede a aplicação do Princípio da Verdade Material, tornando oportuna a averiguação da existência do crédito através de diligência. INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 3º, §1º DA LEI Nº 9.718 DE 1998. DECISÃO PLENÁRIA DEFINITIVA DO STF. O alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS, previsto pelo § 1º do art. 3° da Lei n° 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em julgamento ao Recurso Extraordinário nº 585.235/ MG, sob repercussão geral. Incidência do artigo 62, § 2º do RICARF. FATURAMENTO. CONCEITO. RECEITAS OPERACIONAIS. O faturamento, para fins de incidência dessas contribuições, corresponde à totalidade das receitas da pessoa jurídica, fruto de todas suas atividades operacionais, principais ou não. Recurso Voluntário Provido em Parte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 90 57 84 /2 01 1- 80 Fl. 377DF CARF MF Processo nº 10280.905784/201180 Acórdão n.º 3402005.966 S3C4T2 Fl. 0 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer o direito creditório no limite da diligência fiscal. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodrigo Mineiro Fernandes e Renato Vieira de Ávila (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz. Relatório Versa o processo sobre pedido de restituição de crédito de contribuição não cumulativa, o qual foi indeferido pela DRF de origem, em razão de o recolhimento indicado ter sido integralmente utilizado para quitação de débito confessado pela contribuinte em outro PER/DCOMP. A interessada apresentou a manifestação de inconformidade, sustentando seu direito creditório na inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º da Lei nº 9.718/1998 (RE nº 390.840/MG e RE nº 585.235, com repercussão geral). O julgador de primeira instância não acolheu as razões de defesa da interessada, consoante argumentos plasmados no Acórdão nº 14041.305 Inconformada com esta decisão, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário no qual defende o direito ao crédito pleiteado. Na apreciação deste recurso, o Colegiado decidiu converter o julgamento em diligência, nos termos da Resolução nº 3402001.090, para que a Unidade de Origem realizasse o seguinte levantamento: i) Apurar a composição da base de cálculo adotada pela contribuinte ao recolher a Contribuição, levando em conta as notas fiscais emitidas, as escritas contábil e fiscal e outros documentos que considerar pertinentes; ii) Elaborando Relatório Conclusivo com a discriminação dos montantes totais tributados e, em separado, os valores de outras receitas tributadas com base no alargamento promovido pelo § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, de modo a se apurar os valores devidos, com e sem o alargamento, e confrontá los com o recolhido; iii) Apurar, se for o caso, o eventual montante de recolhimento a maior em face do referido alargamento da base de cálculo das contribuições. Fl. 378DF CARF MF Processo nº 10280.905784/201180 Acórdão n.º 3402005.966 S3C4T2 Fl. 0 3 Em cumprimento à Resolução foi apresentada a Informação Fiscal que concluiu pela existência de recolhimento a maior, sendo possível o reconhecimento parcial do crédito para a compensação requerida. Intimada a se manifestar sobre o resultado da diligência, a Recorrente argumentou que o raciocínio adotado pela fiscalização sobre a natureza dos valores escriturados em algumas das contas contábeis não merece prevalecer, fundamentando acerca da natureza das verbas recebidas a título de bonificações e recuperação de despesas com garantia, bem como pela impossibilidade da incidência da contribuição ao PIS e da COFINS sobre recuperação de custos e despesas e, com isso, reiterando o pedido de provimento do recurso voluntário interposto e reconhecimento integral do direito ao crédito postulado. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3402005.949, de 28 de novembro de 2018, proferido no julgamento do processo 10280.900097/201259, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Acórdão 3402005.949): "Pressupostos legais de admissibilidade Como já observado pela Resolução nº 3402001.052, o Recurso Voluntário de fls. 73 a 90 é tempestivo, uma vez que a intimação do Acórdão nº 1441.254 ocorreu via postal na data de 11/06/2013 (fls. 71), com interposição da defesa em data de 08/07/2013 (Termo de Solicitação de Juntada de fls. 72). Por atender aos pressupostos legais de admissibilidade, o recurso deve ser conhecido por este Colegiado. Do pedido preliminar para reunião dos processos Preliminarmente a Recorrente argumenta que os seguintes processos têm o mesmo objeto do caso em análise, referente ao questionamento sobre a restituição de crédito decorrente do recolhimento indevido da COFINS, pautado na inconstitucionalidade do artigo 3º, parágrafo 1º da Lei nº 9.718/98: Fl. 379DF CARF MF Processo nº 10280.905784/201180 Acórdão n.º 3402005.966 S3C4T2 Fl. 0 4 Considerando que não há fatos jurídicos tributários idênticos, uma vez que os processos têm períodos de apuração diversos, não há vinculação que torne obrigatória a aplicação do artigo 6º do RICARF. Ademais, o presente recurso foi distribuído como paradigma, seguindo a sistemática dos recursos repetitivos, conforme regulamentação do artigo 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Conforme informado em Termo de Intimação Fiscal nº 01 SAORT/DRFSJR de fls. 241 a 242, a diligência foi realizada em cumprimento às Resoluções de nºs 3402001.050 a 3402 001.067, proferidas por este Colegiado, resultando na análise do crédito pleiteado nos seguintes processos: 10280.900096/201212, 10280.900095/201260, 10280.900097/201259, 10280.900106/201210, 10280.904424/201161, 10280.904437/201130, 10280.904438/201184, 10280.904439/201129, 10280.904440/201153, 10280.904441/201106, 10280.904442/201142, 10280.904443/201197, 10280.904444/201131, 10280.904445/201186, 10280.904446/201121, 10280.904447/201175, 10280.904971/201146, 10280.904972/201191, 10280.904973/201135, 10280.904974/201180, 10280.905315/201161, 10280.905316/2011 13,10280.905317/201150, 10280.905318/201102, 10280.905319/201149, 10280.905320/201173, 10280.905321/201118, 10280.905322/201162, 10280.905323/201115, 10280.905325/201104, 10280.905326/201141, 10280.905328/201130, 10280.905329/201184, 10280.905330/201117, 10280.905331/201153, 10280.905332/201106, 10280.905333/201142, 10280.905334/201197, 10280.905781/201146, 10280.905782/201191, 10280.905784/201180, 10280.905785/201124, 10280.905786/201179, 10280.905787/201113, Fl. 380DF CARF MF Processo nº 10280.905784/201180 Acórdão n.º 3402005.966 S3C4T2 Fl. 0 5 10280.905790/201137, 10280.905803/201178 e 10280.905804/201112. Portanto, resta prejudicada a preliminar invocada no Recurso Voluntário em análise. Do mérito Pede a Recorrente pelo reconhecimento do direito à restituição da Contribuição para o PIS/PASEP calculada sobre receitas estranhas ao conceito de faturamento, explanando sobre a inconstitucionalidade do artigo 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98 e necessária incidência do artigo 62. § 1º, inciso II e Alínea "b" do RICARF. Para tanto, pugna pela aplicação da Verdade Material, uma vez que a DCTF não é o único meio de prova da existência de crédito passível de restituição, configurando a decisão recorrida em formalismo exagerado. Pede, ainda, pela complementação da produção probatória necessária para lastrear a existência de seu crédito. Como já relatado, tanto o reconhecimento da inconstitucionalidade do artigo 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98 e aplicação do artigo 62, § 1º, inciso II e Alínea "b" do RICARF, bem como o pedido de produção de prova complementar, restaram superados através da Resolução nº 3402001.052 (fls. 234238), pela qual este Colegiado converteu o julgamento do recurso em diligência com a seguinte determinação: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a Unidade de Origem verifique a composição da base de cálculo adotada pela contribuinte ao recolher a Contribuição, levando em conta as notas fiscais emitidas, as escritas contábil e fiscal e outros documentos que considerar pertinentes, elaborando, ao final, Relatório Conclusivo com a discriminação dos montantes totais tributados e, em separado, os valores de outras receitas tributadas com base no alargamento promovido pelo §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, de modo a se apurar os valores devidos, com e sem o alargamento, e confrontálos com o recolhido, apurandose, se for o caso, o eventual montante de recolhimento a maior em face do referido alargamento da base de cálculo das contribuições. A matéria suscitada sobre declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/1998 é questão decidida em repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal através do RE 585.235/MG, resultando na aplicação do artigo 62, § 2do Regimento Interno deste Conselho Administrativo de recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015. Fl. 381DF CARF MF Processo nº 10280.905784/201180 Acórdão n.º 3402005.966 S3C4T2 Fl. 0 6 Portanto, neste ponto dou provimento ao recurso, com a produção de prova já realizada através da diligência acima mencionada. Do resultado da diligência Em sequência, dando cumprimento ao artigo 35 do Decreto nº 7.574/2011, a Recorrente manifestouse sobre o resultado da diligência às fls. 338351, sustentando sobre a natureza das verbas recebidas a título de bonificações e recuperação de despesas com garantia, bem como pela impossibilidade da incidência da contribuição ao PIS e da COFINS sobre recuperação de custos e despesas. Em síntese, alega a Recorrente que ".... as bonificações não são receitas da recorrente, mas apenas recuperação do custo de aquisição dos bens adquiridos por ela para revenda. Como a recuperação de custos realmente aumenta o lucro bruto da recorrente, eis que diminuem o custo da mercadoria vendida, mas, por outro lado, não interferem nas receitas da recorrente, eis que o valor das vendas não é alterado, não havendo qualquer interferência desses valores na receita da recorrente, passível de tributação pela contribuição ao PIS e pela COFINS." A questão atinente às verbas recebidas a título de bonificações e recuperação de despesas foi objeto de análise por esta Turma Ordinária no PAF nº 10280.900096/201212, de relatoria da Eminente Conselheira Maria Aparecida Martins de Paula e cujo julgamento ocorreu em data de 25 de setembro de 2018. Com isso, como solução deste litígio, adoto o entendimento que prevaleceu no Acórdão nº 3402005.569, pelo qual foi aplicado o inciso III do art. 44 da Lei nº 4.506/19641, bem como as Soluções de Consulta Cosit nºs 291/20172 e 34/20133. 1 Art. 44. Integram a receita bruta operacional: I O produto da venda dos bens e serviços nas transações ou operações de conta própria; II O resultado auferido nas operações de conta alheia; III As recuperações ou devoluções de custos, deduções ou provisões; IV As subvenções correntes, para custeio ou operação, recebidas de pessoas jurídicas de direito público ou privado, ou de pessoas naturais. 2 Solução de Consulta nº 291 Cosit Data 13 de junho de 2017 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP NÃO CUMULATIVIDADE. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS. DOAÇÃO. VENDA. INCIDÊNCIA. Bonificações em mercadorias entregues gratuitamente, a título de mera liberalidade, sem vinculação a operação de venda, são consideradas receita de doação para a pessoa jurídica recebedora dos produtos (donatária), incidindo a Contribuição para o PIS/Pasep sobre o valor de mercado desses bens. A receita de vendas oriunda de bens recebidos a título de doação deve sofrer a incidência da Contribuição para o PIS/Pasep, na forma da legislação geral das referidas contribuições. Dispositivos Legais: Lei nº 10.406, de 2002 (Código Civil), art. 538; Lei nº 10.637, de 2002, art. 1º e art. 3º, §2º, II; Parecer Normativo CST nº 113, de 1978. Fl. 382DF CARF MF Processo nº 10280.905784/201180 Acórdão n.º 3402005.966 S3C4T2 Fl. 0 7 Para tanto, transcrevo a fundamentação que embasa a decisão em referência, a qual cita trechos extraídos da respectiva Informação Fiscal, reproduzindo os mesmos termos constantes do resultado da diligência realizada neste processo, motivo pelo qual deve ser considerada como embasamento do presente voto: "Quanto ao mérito, valem aqui as considerações já expedidas na Resolução que determinou a conversão do julgamento em diligência, a seguir transcritas: Como se sabe, é obrigatória aos membros deste CARF a reprodução do conteúdo de decisão definitiva de mérito proferida pelo STF e pelo STJ na sistemática dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 Código de Processo Civil. Também não se desconhece que foi declarada a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98 pelo Supremo Tribunal Federal, tendo sido reconhecida a repercussão geral, para reafirmar a jurisprudência do Tribunal nesse sentido. Em consequência, para as empresas que se dedicam à venda de mercadorias comerciais e industriais e/ou à prestação de serviços, é ao total das receitas oriundas dessas atividades que corresponde a base de cálculo das contribuições do PIS e da Cofins enquanto aplicável aquele ato legal. Assim, em face da declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º da Lei nº 9.718/98, relativamente ao alargamento da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins, deve ser aplicado neste julgamento o entendimento do Supremo Tribunal Federal proferido em regime de repercussão geral no Recurso Extraordinário nº 585.235/MG. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS NÃO CUMULATIVIDADE. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS. DOAÇÃO. VENDA. INCIDÊNCIA. (...) Dispositivos Legais: Lei nº 10.406, de 2002 (Código Civil), art. 538; Lei nº 10.833, de 2003, art. 1º e art. 3º, §2º, II; Parecer Normativo CST nº 113, de 1978. 3 Solução de Consulta nº 34 Cosit Data 21 de novembro de 2013 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ BASE DE CÁLCULO. DESCONTOS CONDICIONAIS E INCONDICIONAIS. Os descontos incondicionais consideramse parcelas redutoras do preço de vendas, quando constarem da nota fiscal de venda dos bens ou da fatura de serviços e não dependerem de evento posterior à emissão desses documentos; esses descontos não se incluem na receita bruta da pessoa jurídica vendedora e, do ponto de vista da pessoa jurídica adquirente dos bens ou serviços, constituem redutor do custo de aquisição, não configurando receita. Os descontos condicionais são aqueles que dependem de evento posterior à emissão da nota fiscal, usualmente, do pagamento da compra dentro de certo prazo, e configuram despesa financeira para o vendedor e receita financeira para o comprador. Dispositivos Legais: Lei nº 8.981, de 1995, art. 31; Decreto nº 3.000, de 1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR/1999), arts. 373 e 374; Instrução Normativa SRF nº 51, de 1978, item 4.2. Fl. 383DF CARF MF Processo nº 10280.905784/201180 Acórdão n.º 3402005.966 S3C4T2 Fl. 0 8 Como bem esclareceu a fiscalização na diligência, devem ser excluídos do conceito de faturamento os aportes financeiros estranhos à atividade desenvolvida pela empresa: 7. No anexo da Nota PGFN/CRJ nº 1.114, de 30/08/2012, está delimitado o julgado pelo STF no RE n° 585.235, nos seguintes termos: “DELIMITAÇÃO DA MATÉRIA DECIDIDA: O PIS/COFINS deve incidir somente sobre as receitas operacionais das empresas, escapando da incidência do PIS/COFINS as receitas não operacionais. (...)” 8. A delimitação da matéria decidida é também fruto dos julgados do STF, que entendem que o conceito de faturamento abrange a receita bruta das vendas de mercadorias e da prestação de serviços das empresas, e todas as receitas oriundas do exercício das atividades empresariais. Esta é a interpretação dada pelo RE n. 371.258 AgR (Segunda Turma, Rel. Min. Cezar Peluzo, julgado em 03.10,2006), pelo RE n. 400.4798/RJ ( Segunda Turma, Rel. Min. Cezar Peluzo, julgado em 10.10,2006) e pelo RE n 527.602/SP (Tribunal Pleno, Rel Min Eros Grau, Rel. p/ acórdão Min. Marco Aurélio, julgado em 05.08.2009), sendo que neste último ficou estabelecido que somente são excluídos do conceito de faturamento “os aportes financeiros estranhos à atividade desenvolvida pela empresa”. Assim, o faturamento corresponde à totalidade das receitas da pessoa jurídica, fruto de todas suas atividades operacionais, principais ou não. Com efeito, adotando tal entendimento, a fiscalização excluiu do faturamento, para fins de incidência das contribuições, as receitas que não se enquadravam como operacionais, resultando num recolhimento a maior, passível de reconhecimento de crédito para compensação no valor mencionado no relatório acima. Não obstante tenha sido devidamente intimada, a recorrente não se manifestou em face do resultado da diligência, pelo que se pressupõe que com ele concordou. Ademais, na diligência foram acolhidos, em grande parte, os demonstrativos/memórias de cálculo elaborados pela própria contribuinte em resposta à intimação da fiscalização, ressalvadas poucas divergências, quanto às receitas originadas das bonificações recebidas e das recuperações de despesas, como se vê nos seguintes trechos da Informação fiscal: 9. Concorda o contribuinte, conforme seus demonstrativos, que devem ser incluídas na base de cálculo da Cofins as seguintes receitas operacionais (líquidas das devoluções/deduções): vendas de veículos novos (de fev/03 e mar/03), vendas de veículos usados, instalação e vendas de peças e acessórios, instalação e vendas de Kits de conversão Gás, prestação de serviços da oficina, vendas de outras mercadorias e outras prestações de serviços (outras atividades). Fl. 384DF CARF MF Processo nº 10280.905784/201180 Acórdão n.º 3402005.966 S3C4T2 Fl. 0 9 10. Também devem ser incluídas na base de cálculo da Cofins as bonificações recebidas das montadoras, mesmo que em mercadoria (contas 37201.00001 Bonificação MBB Veículos, 37201.00002 Bonificação MBB Sprinter e 37202.00001 Bonificação MBB Peças e Motores) e a recuperação de despesas com veículos e peças em garantias (contas 37202.00009 Recup. Desp. c/ Garantia e 37204.00009 Recup. Desp. c/ Garantia), pelo que segue. Nada há a reparar no entendimento da fiscalização no sentido de que as "recuperações de despesas também constituem receitas operacionais, conforme determina o inciso III do art. 44 da Lei nº 4.5061, de 30 de novembro de 1964, base legal do inciso II do art. 392 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR/1999)", sobre as quais há a incidência do PIS/Pasep e da Cofins. Quanto às bonificações, embora em algumas situações específicas elas possam configurar descontos incondicionais, o que, se fosse o caso, poderia ensejar a exclusão de tais receitas do conceito de faturamento, nos termos das Soluções de Consulta Cosit nºs 291/2017 e 34/20132, não há qualquer argumentação da recorrente nesse sentido, no recurso voluntário ou na diligência do presente processo, razão pela qual deve ser mantido o resultado do direito creditório apurado na diligência com base na declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º da Lei nº 9.718/98, que é o mérito do recurso voluntário e do pedido de restituição da interessada. Assim, pelo exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário para reconhecer o direito creditório no montante certificado na diligência, determinando a homologação das compensações vinculadas na medida correspondente." Portanto, deve imperar o resultado da diligência que corretamente refez a apuração do PIS do período de Novembro de 2002, com base no demonstrativo e registros contábeis apresentados pela Contribuinte. Dispositivo Ante o exposto, conheço o Recurso Voluntário e julgo parcialmente provido em razão da incidência do artigo 62, § 2 do Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015, considerando a declaração da inconstitucionalidade do artigo 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98 pelo Supremo Tribunal Federal, devendo ser reconhecido o direito creditório no limite da diligência fiscal realizada nos autos." Fl. 385DF CARF MF Processo nº 10280.905784/201180 Acórdão n.º 3402005.966 S3C4T2 Fl. 0 10 Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado conheceu o Recurso Voluntário e julgouo parcialmente provido em razão da incidência do artigo 62, §2º do Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015, considerando a declaração da inconstitucionalidade do artigo 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98 pelo Supremo Tribunal Federal, devendo ser reconhecido o direito creditório no limite da diligência fiscal realizada nos autos. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 386DF CARF MF
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Numero do processo: 10280.903627/2009-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 2004
CSLL. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
A certeza e liquidez do crédito são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei, sob pena de não homologação do pleito. A mera apresentação de DIPJ e DCTF Retificadoras, desacompanhadas dos documentos contábeis e fiscais de suporte, não constituem provas hábeis do indébito.
Numero da decisão: 1201-002.707
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado em negar provimento ao recurso voluntário, por unanimidade de votos.
(assinado digitalmente)
Neudson Cavalcante Albuquerque - Presidente.
(assinado digitalmente)
Luis Henrique Marotti Toselli - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Allan Marcel Warwar Teixeira, Luis Henrique Marotti Toselli, Sérgio Abelson (Suplente convocado), Rafael Gasparello Lima, Lizandro Rodrigues de Sousa (Suplente convocado), Gisele Barra Bossa, Breno do Carmo Moreira Vieira (Suplente convocado) e Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente em exercício).
Nome do relator: LUIS HENRIQUE MAROTTI TOSELLI
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COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. A certeza e liquidez do crédito são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei, sob pena de não homologação do pleito. A mera apresentação de DIPJ e DCTF Retificadoras, desacompanhadas dos documentos contábeis e fiscais de suporte, não constituem provas hábeis do indébito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em negar provimento ao recurso voluntário, por unanimidade de votos. (assinado digitalmente) Neudson Cavalcante Albuquerque Presidente. (assinado digitalmente) Luis Henrique Marotti Toselli Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Allan Marcel Warwar Teixeira, Luis Henrique Marotti Toselli, Sérgio Abelson (Suplente convocado), Rafael Gasparello Lima, Lizandro Rodrigues de Sousa (Suplente convocado), Gisele Barra Bossa, Breno do Carmo Moreira Vieira (Suplente convocado) e Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente em exercício). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 90 36 27 /2 00 9- 15 Fl. 896DF CARF MF 2 Relatório A Recorrente transmitiu DCOMP (fls. 1/5), por meio do qual busca compensar parte do alegado crédito de Saldo Negativo de CSLL relativo ao anocalendário de 2004 com débito próprio. O Despacho Decisório (fls. 6/7) não homologou o pleito do contribuinte, sob a alegação de insuficiência de crédito, uma vez que o pagamento tido por maior já teria sido utilizado para liquidar outros débitos do contribuinte. A empresa, então, apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 23/27). Sustenta, em resumo, que o crédito tributário é oriundo de pagamento a maior de CSLL no anocalendário de 2004, no montante de R$ 2.612.217,12, tributo este que, consoante legislação atinente ao assunto, é administrado pela Secretaria da Receita Federal e é passível de restituição ou compensação, com atualização pela Selic a partir do primeiro dia do ano seguinte, nos termos da lei. Em Sessão de 31 de maio de 2012, a 3ª Turma da DRJ/BEL, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade por meio do Acórdão nº 0125.095 (fls. 69/72), cuja ementa recebeu o seguinte descritivo: DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. ÔNUS DA PROVA. Considerase não homologada a declaração de compensação quando não reste comprovada a existência do crédito apontado como compensável. Em sede de compensação, o contribuinte possui o ônus de prova do seu direito. DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. DIPJ. INSUFICIÊNCIA. A DIPJ, na condição de documento confeccionado pelo próprio interessado, não exprime nem materializa, por si só, o indébito fiscal. Intimada da decisão de primeira instância em 08/06/2012 (fl. 75), a Recorrente interpôs recurso voluntário em 05/07/2012 (fls. 77/96), por meio do qual repisa as alegações de defesa e reitera a legitimidade do Saldo Negativo informado em DIPJ Retificadora. Encaminhados os autos ao E. CARF, o julgamento do recurso voluntário foi convertido em diligência por meio da Resolução nº 1101000.150 (fls. 199/202), nos seguintes termos: No caso em tela, o contribuinte demonstrou em sua DIPJ um saldo negativo de CSLL, visto que no ano de 2004, foi pago o total de estimativa de R$ 37.690.247,12, contudo, o valor devido era de R$ 35.078.029.99, gerando desta forma o saldo negativo de R$ 2.612.217,13. Fl. 897DF CARF MF Processo nº 10280.903627/200915 Acórdão n.º 1201002.707 S1C2T1 Fl. 3 3 Ocorre que no momento da formalização do referido crédito através da declaração de compensação, o contribuinte selecionou a opção de “pagamento indevido ou a maior”, contudo, para essa situação o correto seria “ saldo negativo de CSLL”. Por se tratar desta modalidade de compensação, o primeiro procedimento realizado foi a checagem na DCTF do período, porém tal valor não foi identificado em DCTF como pago a maior, por se tratar de saldo negativo da CSLL. O contribuinte deveria ter assinalado a opção de saldo negativo no momento inicial da confecção da declaração de compensação. Pela utilização indevido do instrumento de restituição/compensação, o crédito ficou disposto apenas na DIPJ do anocalendário de 2004. No entanto, essa obrigação acessória não é suficiente para formalizar a utilização do referido crédito. Em documento de fls. 121, encontrase um demonstrativo da existência do crédito tributário, contudo, o mesmo não é suficiente para efetivar o crédito em questão. Por este motivo, entendo ser necessária a diligência para confirmação e autenticação do possível saldo negativo da CSLL no ano calendário de 2004. Diante do exposto, voto por CONVERTER o julgamento em DILIGÊNCIA para que a Delegacia de origem verifique junto ao Contribuinte a existência e respectivo valor do saldo negativo de CSLL no anocalendário de 2004, bem como, confirme se tal crédito já foi objeto de outras compensações. Após a emissão de intimação e resposta do contribuinte, a autoridade responsável pela diligência elaborou despacho (fl. 890), informando que: Uma vez que solicitação idêntica foi feita no âmbito do processo nº 10280.906271/200971, aproveitarseá o resultado da auditoria lá realizada, juntandose às fls.206 a 888 do presente processo a documentação produzida no curso daquela diligência. Devidamente intimado, o contribuinte se manifestou naquele outro processo, que tem por origem o mesmo crédito e que também encontrase sob relatoria do presente Julgador e será julgado em conjunto na presente Sessão. É o relatório. Fl. 898DF CARF MF 4 Voto Conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade. Dele, portanto, conheço e passo a apreciálo. De acordo com o despacho decisório, o crédito pleiteado pela Recorrente não existiria, uma vez que teria sido utilizado para quitar outro débito, não havendo pagamento a maior ou indevido passível de compensação. Ocorre, porém, que o contribuinte alega erro e demonstra que o Saldo Negativo foi declarado em DIPJ Retificadora, o que levou a realização de diligência. Em seguida foi emitido Termo de Intimação (fl. 209), por meio do qual foram solicitados as apurações mensais e respectivos balancetes contábeis dos meses de janeiro a dezembro de 2004. Após dois pedidos de prorrogação de prazo (fls. 216 e 242), a Recorrente atendeu parcialmente o termo, apresentando, além da DIPJ Retificadora e DCTF, os documentos contábeis (fls. 301/774) apenas do período de janeiro a novembro, mas não de dezembro de 2004. Em face disso, assim concluiu a diligência (fls. 878 e seguintes): 14. Do exame das declarações apresentadas pela empresa, verificouse que as parcelas de antecipação da CSLL, referentes aos meses de janeiro a novembro do anocalendário 2004, foram quitadas por meio de pagamento (DARF) ou mediante apresentação de declaração de compensação, conforme se demonstra no Quadro 2, a seguir. 15. Constatouse, ainda, que o total dos valores pagos/compensados a título de CSLL, sob o código 6773, (ajuste anual) coincide com a CSLL apurada por estimativa para o mês de dezembro/2004 informada na DIPJ original (nº 0735726), no montante de R$5.983.063,30. Essa equivalência de valores, associada ao fato de que, na DIPJ, o ajuste anual não resultou em CSLL a pagar, permitiria, a princípio, considerar plausível a alegação da contribuinte de que teria se equivocado ao utilizar o código 6773, quando o correto seria 2484 (CSLL – estimativa mensal), e que tal equívoco teria se repetido no preenchimento da DCTF, do DARF e das duas declarações de compensação utilizadas para quitar as parcelas desse débito. [...] 16. Ocorre que a DIPJ foi posteriormente retificada, tendo o valor da estimativa mensal da CSLL referente ao mês de dezembro/2004 sido alterada de R$ 5.983.063,30 para R$ 3.370.846,18. Mantidas as demais antecipações da CSLL Fl. 899DF CARF MF Processo nº 10280.903627/200915 Acórdão n.º 1201002.707 S1C2T1 Fl. 4 5 inalteradas, tal ajuste gerou um saldo negativo no montante de R$ 2.612.217,12, conforme se demonstra a seguir: 17. Somente o exame direto dos registros contábeis e fiscais permitiria atestar o exato montante da CSLL apurada por estimativa para o mês de dezembro/2005 (R$5.983.063,30 ou R$ 3.370.846,18) e, na sequência, esclarecer se o ajuste anual resultou ou não na apuração de saldo negativo e em que montante. Contudo, conforme mencionado anteriormente, a documentação apresentada pela contribuinte é insuficiente para que se comprove, de forma inequívoca, qualquer um desses pontos. CONCLUSÃO 18. Com base nos fatos acima descritos, podese concluir que: i. O fato de que o ajuste anual da CSLL referente ao ano calendário 2004 não resultou em saldo a pagar, nem na DIPJ original, nem na DIPJ retificadora, permite inferir que a contribuinte pode, de fato, terse equivocado, utilizando o código 6773 no lugar de 2484 ao informar a CSLL estimada para o mês de dezembro/2004 na DCTF e, também, ao preencher o DARF e as declarações de compensação com o intuito de quitar esse débito, cujo valor inicialmente declarado totalizava R$5.983.063,30. [...] iii. O conhecimento do montante exato da CSLL apurada por estimativa para o mês de dezembro/2004 é determinante para que se faça a correta valoração do resultado apurado no ano calendário 2004. Caso a estimativa da CSLL de dezembro/2004 tenha alcançado o valor de R$5.983.063,30, o ajuste anual produziria resultado igual a zero. Se, de outra forma, a CSLL apurada em dezembro/2004 tiver totalizado R$3.370.846,18, o ajuste resultaria em saldo negativo de R$ 2.612.217,12, conforme procurouse demonstrar no Quadro 3, acima. Fl. 900DF CARF MF 6 Considerandose que na compensação tributária a contribuinte é autora do pedido de aproveitamento de crédito contra a Fazenda Nacional, temse que à luz do artigo 373, I, do CPC (Lei nº 13.105, de 2015), de aplicação subsidiária no processo administrativo tributário federal, compete à contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito de crédito alegado, mediante apresentação de elementos de prova hábeis e idôneos da existência do crédito contra a Fazenda Nacional para que seja aferida a liquidez e certeza, nos termos do art. 170 do Código Tributário Nacional. Temse, ainda, que o crédito é certo quando não há dúvida relativa à sua existência e é líquido quando é conhecido seu exato valor, ou seja, certeza diz respeito à existência do crédito e liquidez diz respeito ao seu montante. Sendo líquido e certo o crédito (premissa básica à compensação), procedese ao encontro das contas devedora e credora. Nesse contexto, o crédito de saldo negativo de CSLL referente ao anocalendário 2004 informado nas declarações de compensação nºs 31026.57854.090206.1.3.046782, 26635.46220.130306.1.3.047411, 38785.45868.100406.1.3.04 3128, 33506.95295.130406.1.3.042193, 21802.02124.120506.1.3.047107, 34137.15569.140606.1.7.04 9950, 31975.75722.130706.1.3.046619 e 32667.62949.150708.1.3.047806 não atendem aos requisitos de certeza e de liquidez, visto que a documentação juntada ao processo pela contribuinte não é suficiente para comprovar os fatos por ela informados na DIPJ e na DCTF, tanto no que se refere ao valor das estimativas mensais quanto ao resultado do ajuste anual da CSLL do anocalendário 2004. [...] Observase, assim, que após minucioso trabalho investigativo, a autoridade fiscal demonstrou que o alegado direito creditório não é líquido e certo, uma vez que o valor exato da estimativa de dezembro não foi comprovado e não pôde ser aferido tendo em vista que a documentação relativa a competência de dezembro nunca foi apresentada. Já a contribuinte, embora tenha apresentado os documentos referentes ao período de janeiro a novembro/2004, e já ciente da referida omissão, novamente não apresenta a documentação pertinente para aferir o valor exato da estimativa de dezembro. Mais precisamente, o contribuinte parece ignorar a razão da negativa da autoridade diligenciante, justificando o alegado direito ao crédito exatamente na mesma linha do que já havia dito em sua Manifestação e recurso voluntário, qual seja: Fl. 901DF CARF MF Processo nº 10280.903627/200915 Acórdão n.º 1201002.707 S1C2T1 Fl. 5 7 Isso significa dizer que, muito embora o fisco tenha noticiado a Recorrente de que seu crédito estaria condicionado a comprovação do valor da estimativa de dezembro, ela nunca sanou esse vício quanto a instrução probatória, optanto apenas por reiterar as razões já expostas e não aceitas. De qualquer forma, o fato é que, para fazer jus ao Saldo Negativo que diz ter direito, realmente deveria o contribuinte ter comprovado que a referida estimativa monta R$ 3.370.846,18 (e não R$5.983.063,30), o que se faria por meio da apresentação de documentação hábil e idônea, e não somente com a DIPJ retificada e DCTF, declarações estas cuja validade e confiabilidade das informações dependem justamente dos documentos contábeis e fiscais de suporte. Como bem observou a autoridade fiscal, ainda que a ocorrência do equívoco seja admissível, a simples consulta às DIPJ original e retificadora não permite quantificar de forma definitiva o exato montante da CSLL apurada no mês de dezembro/2004 – se R$ 5.983.063,30 ou R$ 3.370.846,18. O que se tem no caso, contudo, é uma compensação cujo crédito não restou efetivamente comprovado, prejudicando o direito correlato. Em se tratando de compensação, a comprovação da liquidez e certeza do crédito constitui ônus da contribuinte, conforme interpretase do 170 do CTN, in verbis: “Artigo 170 A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública.” Grifei. Vale assinalar, nesse contexto, que a jurisprudência do CARF, conforme atestam as ementas dos julgados abaixo, admite a possibilidade de compensação de indébito, mas desde que haja comprovação cabal quanto à liquidez e certeza do crédito pleiteado, o que não ocorreu. “RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. PROVA. ÔNUS. O ônus da prova do crédito tributário pleiteado no Per/Dcomp Fl. 902DF CARF MF 8 Pedido de Restituição é da contribuinte (artigo 333, I, do CPC). Não sendo produzida nos autos, indeferese o pedido e não homologase a compensação pretendida entre crédito e débito tributários.” (Ac. 1102000.890. Sessão de 14/08/2013). “DESPACHO DECISÓRIO E DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. São válidos o despacho decisório e a decisão que apresentam todas as informações necessárias para o entendimento do contribuinte quanto aos motivos da nãohomologação da compensação declarada. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. RETIFICAÇÃO DE DCTF. PROVA DO INDÉBITO. O direito à repetição de indébito não está condicionado à prévia retificação de DCTF que contenha erro material. A DCTF (retificadora ou original) não faz prova de liquidez e certeza do crédito a restituir. Na apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, devese apreciar as provas apresentadas pelo contribuinte”. (Ac. 3302 002.383.. Sessão de 02/11/2013). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples retificação, desacompanhada de qualquer prova, não autoriza a homologação da compensação” (Ac. 3802002.076. Sessão de 14/08/2013). À falta, então, da demonstração cabal e comprovação de que a estimativa de dezembro/2004 apurada e devida seria de R$ 3.370.846,18, e não de R$5.983.063,30, o direito do indébito pleiteado milita contra a Recorrente. Nesse sentido, e em face do que foi exposto, NEGO PROVIMENTO ao RECURSO VOLUNTÁRIO. É como voto. (assinado digitalmente) Luis Henrique Marotti Toselli Fl. 903DF CARF MF
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