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Numero do processo: 10530.001506/2007-86
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Mar 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006
OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI Nº, 9,430, de 1996.
Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
ÔNUS DA PROVA.
A presunção estabelecido no art.. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovado (Súmula CARF nº 26),
CONTRIBUINTE COM ÚNICA FONTE DE RENDIMENTOS - ATIVIDADE RURAL - COMPROVAÇÃO DA RECEITA
Pelas suas peculiaridades, os rendimentos da atividade rural gozam de tributação mais favorecida, devendo, a princípio, ser comprovados por nota fiscal de produtor. Entretanto, se o contribuinte somente declara rendimentos provenientes da atividade rural e o Fisco não prova que a omissão de rendimentos apurada tem origem em outra atividade, não procede a pretensão
de deslocar o rendimento apurado para a tributação normal. Sendo que nestes casos o valor a ser tributado deverá se limitar a vinte por cento da omissão apurada.
Recurso parcialmente provido
Numero da decisão: 2202-000.437
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para reduzir a base de cálculo da exigência, relativo ao item 02 do Auto de Infração, ao percentual de 20%, nos termos do voto do Relator. Vencida a Conselheira Maria
Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, que negava provimento ao recurso.
Nome do relator: Antonio Lopo Martinez
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JULGAMENTO Processo n" 10530..001506/2007-86 Recurso n" 163A98 Voluntário Acórdão n" 2202-00.437 — 2" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 10 de março de 2010 Matéria IRPF Recorrente GLEIDIJALMA NEVES DE CARVALHO COSTA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006 OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI N", 9,430, de 1996. Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. ÔNUS DA PROVA. A presunção estabelecido no art.. 42 da Lei n" 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovado (Súmula CARF n" 26), CONTRIBUINTE COM ÚNICA FONTE DE RENDIMENTOS - ATIVIDADE RURAL - COMPROVAÇÃO DA RECEITA. Pelas suas peculiaridades, os rendimentos da atividade rural gozam de tributação mais favorecida, devendo, a princípio, ser comprovados por nota fiscal de produtor. Entretanto, se o contribuinte somente declara rendimentos provenientes da atividade rural e o Fisco não prova que a omissão de rendimentos apurada tem origem em outra atividade, não procede a pretensão de deslocar o rendimento apurado para a tributação normal.. Sendo que nestes casos o valor a ser tributado deverá se limitar a vinte por cento da omissão apurada. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para reduzir a base de cálculo da exigência, relativo ao item 02 do Auto de Infração, ao percentual de 20%, nos termos do voto do Relator. Vencida a Conselheira Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, que negava provimento ao recurso, • eis. 1 ann — Presidente -/ • • itonio Lo o Mlartin z Relator EDITADO EM: f-j 4 Go 2010 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Antonio Lopo Martinez, Pedro Anan Júnior, Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Helenilson Cunha Pontes, Gustavo Lian Haddad e Nelson Mallmann (Presidente). 2 Processo n" 10530 001506/2007-80 S2-C212 Acórdão o " 2202-00437 El. 2 Relatório Em desfavor da contribuinte, GLE1D1JALMA NEVES DE CARVALHO COSTA, lavrado para tributar rendimentos da atividade rural e rendimentos apurados com base em depósitos bancários de origem não comprovada, no período de 2002 a 2005. O imposto lançado foi R$ 1,446.505,96, Com os acréscimos legais, o total do crédito atinge R$ 3,036.030.,35, De acordo com o relatório fiscal (lis. 04/13), os rendimentos da atividade rural foram constatados através notas fiscais apresentadas pela contribuinte (lis, 251/263), com as quais procurava demonstrar, de modo genérico, que os depósitos se originariam desta fonte. Os documentos atestavam rendimentos brutos não declarados de R$ 172,000,00, quando havia sido declarado a este título apenas R$ 18,600,00, A base tributável foi arbitrada como 20% da receita omitida, ou seja R$ 34,400,00.. A interessada havia apresentado diversas declarações de pessoas da região afirmando serem feirantes que haviam comprado urna certa quantidade mensal fixa de gado bovino da contribuinte nos períodos fiscalizados (lis, 206/249), Estes documentos não foram considerados hábeis para comprovar a origem dos depósitos, por não obedecerem às formalidades legais. Cientificada do lançamento em 28/06/2007, a contribuinte, apresentou em a impugnação de folhas 305/3.31, com as argumentações a seguir sintetizadas. 1) Não Ibi obedecido o princípio da verdade material, na medida em que a receita da atividade rural foi tributada sem levar em conta os custos de produção eletivos, o que fere também o princípio da capacidade contributiva. 2) Comprovara que os seus rendimentos provinham da atividade rural. Apresentara comprovantes de vendas que fbrain indevidamente desconsiderados pela fiscalização sob a alegaçc7ro de descumprimento de formalidades legais. De acordo com os usos e costumes do interior, os turalistas não observam as exigências legais, e em especial a legislação do Estado da Bahia Por estes motivos é descabida a afirmação de que a origem dos depósitos não houvesse sido comprovada, pois a norma exige apenas que se comprove a origem dos créditos, que neste caso é atividade rural, inexistindo a exigência de comprovação individualizada dos depósitos, com a coincidência de data e valor. 3) Foram indevidamente incluídos depósitos que se originaram de operações- de crédito resultante do desconto de cheques, conforme estão identificados nos extratos, que totalizam R$ 893 16.5,46, cimfbrine demonstrativo às fls 329/33/. 4) Relaciona às fls. 319 depósitos que teriam sido incluídos indevidamente no lançamento, e indica para cada um o motivo da improcedência, tais como estornos, resgates de aplicação financeira, etc Encontra um total de R$ 265.700,42. 3 Em 20 de setembro de 2007, os membros da 3' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Salvador, proferiram Acórdão que, por unanimidade de votos, rejeitou as preliminares, e considerou procedente em parte o lançamento, A autoridade julgadora excluiu do lançamento nos anos calendários de 2002,2003, 2004 e 2005, o valor de depósitos relativos a cheques devolvidos, depósitos estornados, bem como aqueles depósitos que não constam nos extratos. Cientificada em 26/10/2007, a contribuinte, se mostrando irresignado, apresentou, em 23/11/2007, o Recurso Voluntário, de fis, 344/352, reiterando as razões da sua impugnação, às quais já foram devidamente explicitadas, que reforçando os seguintes pontos: - Do princípio da verdade material - Da ilegalidade do lançamento baseado em depósitos bancários; - Dos cheques descontados; - Dos cheques devolvidos. É o relatório. -Â 4 Processo n" 10530 001506/2007-86 S2-C2T2 Acórdão n " 2202-00.437 Fl 3 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator - O recurso está dotado dos pressupostos legais de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. Da Presunção baseada em Depósitos Bancários O lançamento fundamenta-se em depósitos bancários. A presunção legal de omissão de rendimentos com base nos depósitos bancários está condicionada apenas à falta de comprovação da origem dos recursos que transitaram, em nome do sujeito passivo, em instituições financeiras, ou seja, pelo artigo 42 da Lei n° 9.430/1996, tem-se a autorização para considerar ocorrido o "fato gerador" quando o contribuinte não logra comprovar a origem dos créditos efetuados em sua conta bancária, não havendo a necessidade do fisco juntar qualquer outra prova. Via de regra, para alegar a ocorrência de "fato gerador", a autoridade deve estar munida de provas. Mas, nas situações em que a lei presume a ocorrência do "fato gerador" (as chamadas presunções legais), a produção de tais provas é dispensada. Neste caso, ao Fisco cabe provar tão-somente o fato indiciário (depósitos bancários) e não o fato jurídico tributário (obtenção de rendimentos). No texto abaixo reproduzido, extraído de "Imposto sobre a Renda - Pessoas Jurídicas" (Justec-RJ; 1979:806), José Luiz Bulhões Pedreira sintetiza com muita clareza essa questão: O efeito prático da presunção legal é inverter o ônus da prova: invocando-a, a autoridade lançadora fica dispensada de provar, no caso concreto, que ao negócio Jurídico com as características descritas na lei corresponde, efetivamente, o fato econômico que a lei presume - cabendo ao contribuinte, para afastar a presunção (se é relativa) provar que o fino presumido não existe no caso. Assim, o comando estabelecido pelo art. 42 da Lei n° 9430/1996 cuida de presunção relativa (juris tantum) que admite a prova em contrário, cabendo, pois, ao sujeito passivo a sua produção. Nesse passo, corno a natureza não-tributável dos depósitos não foi comprovada pelo contribuinte, estes foram presumidos como rendimentos. Assim, deve ser mantido o lançamento. Antes de tudo cumpre salientar que a presunção não foi estabelecida pelo Fisco e sim pelo art. 42 da Lei n° 9:.430/1996. Tal dispositivo outorgou ao Fisco o seguinte poder: se provar o fato indiciário (depósitos bancários não comprovados), restará demonstrado o fato jurídico tributário do imposto de renda (obtenção de rendimentos). Assim, não cabe ao julgador discutir se tal presunção é equivocada ou não, pois se encontra totalmente vinculado aos ditames legais (art. 116, inc, III, da Lei n." 5 8.112/1990), mormente quando do exercício do controle de legalidade do lançamento tributário (art. 142 do Código 'Tributário Nacional - CTN). Nesse passo, não é dado apreciar questões que importem a negação de vigência e eficácia do preceito legal que, de modo inequívoco, estabelece a presunção legal de omissão de receita ou de rendimento sobre os valores creditados em conta de depósito mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa fisica ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações (art. 42, caput, da Lei n.° 9.430/1996), Dos Cheques Descontados Nesse ponto acompanho integralmente o arrazoado da autoridade julgadora, o qual com o perdão da repetição reproduzo aqui, por não encontrar qualquer reparo a ser feito: A demonstração de que um certo depósito resulta do desconto de um cheque pré-datado não equivale à demonstração da sua origem, assim conto não é prova deste fato a simples infOrmação de que um determinado crédito se tenha originado do depósito regular de um cheque à vista, Seria preciso comprovar quem pagou este cheque e por quê O desconto antecipado do cheque é somente a forma como a instituição financeira disponibilizou o crédito, e não a sua origem. É de se manter portanto os cheques descontados no lançamento, uma vez que ainda persiste a dúvida sobre a sua origem, Da Presunção baseada em Depósitos Bancários na Atividade Rural Nesse ponto é de se ressaltar: que independentemente do teor da peça impugnatória e da peça recursal incumbe a este colegiado, verificar o controle interno da legalidade do lançamento e, para tanto, se faz necessário proceder a uma análise mais detalhada se está correto tornar como de omissão de rendimentos o valor integral do depósito não comprovado quando o contribuinte explora unicamente a atividade rural, No caso vertente, o levantamento fiscal demonstra que o suplicante inquestionavelmente exerce a atividade rural, e que os rendimentos declarados decorrem desta. Constata-se que a mesmo também recebe rendimentos de uma prefeitura municipal, mas não há provas que os rendimentos estejam relacionado com essa entidade Da análise dos autos, principalmente do próprio termo de depoimento fiscal, se constata que as origens de recursos tributáveis do contribuinte são originárias exclusivamente da atividade rural e que todos os negócios desenvolvidos pelo suplicante tem relação direta com a atividade rural. Em assim sendo, não me parece correto tributar a totalidade dos depósitos bancários não comprovados como sendo omissão de rendimentos de uma outra atividade qualquer, quando o contribuinte, como é o caso em questão, tem rendimentos tributáveis originados, predominantemente, da atividade rural, já que as receitas da atividade rural pelas suas peculiaridades gozam de tributação mais favorecida. Aliás, diga-se de passagem, é o que rege o § 2o do artigo 42 da Lei n 9.430, de 1996: "Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, e, Processo n" 10530 00 I 506/2007-86 S2-C2T2 Acórdão n." 2202-00.437 Fl 4 submeter-se-ão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos.". Neste contexto, quando se tratar de contribuintes cuja atividade exercida é exclusivamente a rural, qualquer omissão deveria ser tributada nos termos da Lei n." 8.023, 1990, sendo certo que na hipótese presente a própria Lei n„" 7.713, 1988, art. 49, exclui os rendimentos da atividade agrícola e pastoril, já que serão tributados na forma da legislação específica. Nunca é demais ressaltar, que quando se tratar de rendimentos cuja origem é exclusiva da atividade rural, apuração de omissão de rendimentos deve ser de forma anual, como atividade rural. Esta forma de apuração, constitui, no ponto de vista deste relator, a metodologia mais apropriada a fim de ser apurada a omissão de rendimentos real, com devido amparo legal na legislação em vigor.. É, sem sobra de dúvidas, aquela mais próxima da realidade dos fatos porquanto se apura, quando for o caso, a evasão do tributo na própria atividade exercida pelo contribuinte. Trata-se, pois, de procedimento admitido pela legislação tributária. Outrossim, a verificação da ocorrência do fato gerador pressupõe a observância da legislação de regência do tributo. Dessa forma, a vinculação é uma das características essenciais do lançamento tributário, que só é eficaz se realizado nos estritos termos que a lei o admite, presidido pelo principio da legalidade e pela situação de fato preexistente, Na esteira deitas considerações a exigência de crédito tributário, mediante lançamento regularmente constituído por servidor competente da administração tributária, deve estar subordinada ao princípio da legalidade. A obediência a esse princípio é expresso nos arts, 37, caput e 150, 1, da Constituição Federal, Neste contexto, a omissão de receita/rendimentos verificada através de depósitos não comprovados em contribuintes que se dedicam, exclusiva e comprovadamente, a exploração de atividade rural, o levantamento do valor tributável deve ser realizado de forma anual e tributado como se atividade rural fosse, em obediência ao disposto nas normas legais que regem o assunto, quais sejam, Lei n" 7,713, de 1988, art. 49; e Lei n" 8,023, de 1990, com as devidas alterações posteriores. No referente a apreciação dos transações elencadas na impugnação e recurso, acompanho o arrazoado da autoridade recorrida, não o questionando. Enfatize-se que se trata de questão de provas, cabendo ao recorrente o ônus de provar o que alega. Ante ao exposto, voto no sentido de DAR provimento PARCIAL ao recurso para reduzir a base de cálculo da exigência, relativo ao item 02 do Auto de Infração, ao percentual de 20%, . li\j(`A tordo 1_, po 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 2° CAMARA/2" SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n": 10530.001506/2007-86 v/r Recurso n": 163.498 v" TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3" do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2202-00.437. V 2 Brasília/DF, • leo 2010 egc EVELINE COÊLHO DE ME\1,0 HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10783.902382/2013-24
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Mar 22 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3402-001.775
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Maria Aparecida Martins de Paula, Larissa Nunes Girard (suplente convocada) e Waldir Navarro Bezerra que entendiam pela desnecessidade da diligência, uma vez que somente foram apresentados os DACON e DCTF retificadores.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Larissa Nunes Girard (suplente convocada), Cynthia Elena de Campos e Thais De Laurentiis Galkowicz. Ausente o Conselheiro Pedro Sousa Bispo, sendo substituído pela Conselheira Larissa Nunes Girard (suplente convocada).
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
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decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Maria Aparecida Martins de Paula, Larissa Nunes Girard (suplente convocada) e Waldir Navarro Bezerra que entendiam pela desnecessidade da diligência, uma vez que somente foram apresentados os DACON e DCTF retificadores. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Larissa Nunes Girard (suplente convocada), Cynthia Elena de Campos e Thais De Laurentiis Galkowicz. Ausente o Conselheiro Pedro Sousa Bispo, sendo substituído pela Conselheira Larissa Nunes Girard (suplente convocada).
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Recorrente BRAZIL TRADING LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Maria Aparecida Martins de Paula, Larissa Nunes Girard (suplente convocada) e Waldir Navarro Bezerra que entendiam pela desnecessidade da diligência, uma vez que somente foram apresentados os DACON e DCTF retificadores. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Larissa Nunes Girard (suplente convocada), Cynthia Elena de Campos e Thais De Laurentiis Galkowicz. Ausente o Conselheiro Pedro Sousa Bispo, sendo substituído pela Conselheira Larissa Nunes Girard (suplente convocada). Relatório Tratase de pedido de compensação relacionado a crédito de pagamento indevido ou a maior de PIS Não cumulativo. Após a transmissão de despacho decisório não homologando a compensação pleiteada, sob a justificava do crédito pleiteado ter sido utilizado para quitar débito de PIS Não RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 07 83 .9 02 38 2/ 20 13 -2 4 Fl. 119DF CARF MF Processo nº 10783.902382/201324 Resolução nº 3402001.775 S3C4T2 Fl. 3 2 cumulativo do período, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade informando que os débitos de PIS originariamente informados em DCTF foram revisados e reduzidos, ensejando em pagamento indevido ou a maior no período. Como comprovante, apresentou, dentre outros documentos, cópia da DCTF e DACON retificadores. Esta defesa foi julgada improcedente pela Delegacia de Julgamento, nos termos do Acórdão nº 06054.089 que concluiu que a retificação de declaração já apresentada à RFB somente é válida quando acompanhada dos elementos de prova que demonstrem a ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração original.: Intimada desta decisão, a empresa apresentou Recurso Voluntário tempestivo, alegando, em síntese: (i) preliminarmente, a nulidade do despacho decisório, face a ausência de motivação expressa para a não homologação da compensação pleiteada; (ii) no mérito, a necessidade de reconhecimento do crédito, devidamente respaldado pela retificação dos documentos fiscais (DCTF e DACON). Sustenta a possibilidade de retificação da DCTF para refletir os dados do DACON mesmo após a transmissão do PER/DCOMP (Parecer Normativo COSIT n.º 2/2015), indicando a possibilidade da conversão do processo em diligência para confirmar a validade das informações. Em seguida, os autos foram direcionados a este Conselho para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução 3402001.773, de 26 de fevereiro de 2019, proferido no julgamento do processo 10783.902380/201335, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3402001.773): "O Recurso Voluntário é tempestivo e merece ser conhecido. Entendo, contudo, pela necessidade de conversão do processo em diligência para verificar a validade do crédito pleiteado pelo sujeito passivo. Como se depreende dos presentes autos, a Recorrente entende que seria suficiente a retificação do DACON e, posteriormente, da DCTF, para confirmar a validade do seu crédito. Contudo, necessário ainda que, além deste indício da existência do crédito, sejam Fl. 120DF CARF MF Processo nº 10783.902382/201324 Resolução nº 3402001.775 S3C4T2 Fl. 4 3 analisados os documentos contábeis e fiscais necessários à confirmar a validade das informações constantes do DACON. Uma vez que o contribuinte trouxe documentos que sugerem a existência do crédito (DACON e DCTF retificadores), entendo pela necessidade da conversão do processo em diligência para que a autoridade fiscal de origem oportunize à Recorrente a apresentação de documentos e informações adicionais que podem confirmar sua validade. Diante dessas considerações, à luz do art. 29 do Decreto n.º 70.235/721, proponho a conversão do presente processo em diligência para que a autoridade fiscal de origem (Delegacia da Receita Federal do Brasil em Vitória/ES): (i) intime a Recorrente para apresentar cópia dos documentos fiscais e contábeis entendidos como necessários para que a fiscalização possa confirmar o crédito tomado pelo contribuinte informado em seu DACON retificador (notas fiscais emitidas, as escritas contábil e fiscal e outros documentos que considerar pertinentes). Importante que sejam anexados aos autos o DACON e a DCTF originais, com os esclarecimentos pela empresa de quais informações foram modificadas na apuração do PIS devido no mês (comparação entre o DACON original e o DACON retificador). (ii) elaborar relatório fiscal conclusivo considerando os documentos e esclarecimentos apresentados, informando se os dados trazidos pelo contribuinte no DACON retificador estão de acordo com sua contabilidade, veiculando análise quanto à validade do crédito informado pelo contribuinte e a possibilidade de seu reconhecimento no presente processo. Concluída a diligência e antes do retorno do processo a este CARF, intimar a Recorrente do resultado da diligência para, se for de seu interesse, se manifestar no prazo de 30 (trinta) dias." Importante frisar que as situações fática e jurídica presentes no processo paradigma encontram correspondência nos autos ora em análise. Desta forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência no caso do paradigma também a justificam no presente caso. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por converter o julgamento em diligência, para que a autoridade fiscal de origem: (i) intime a Recorrente para apresentar cópia dos documentos fiscais e contábeis entendidos como necessários para que a fiscalização possa confirmar o crédito tomado pelo contribuinte informado em seu DACON retificador (notas fiscais emitidas, as escritas contábil e fiscal e outros documentos que considerar pertinentes). Importante que sejam anexados aos autos o DACON e a DCTF originais, com os esclarecimentos pela empresa de quais informações foram 1 "Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias." Fl. 121DF CARF MF Processo nº 10783.902382/201324 Resolução nº 3402001.775 S3C4T2 Fl. 5 4 modificadas na apuração do PIS devido no mês (comparação entre o DACON original e o DACON retificador). (ii) elabore relatório fiscal conclusivo considerando os documentos e esclarecimentos apresentados, informando se os dados trazidos pelo contribuinte no DACON retificador estão de acordo com sua contabilidade, veiculando análise quanto à validade do crédito informado pelo contribuinte e a possibilidade de seu reconhecimento no presente processo. Concluída a diligência e antes do retorno do processo a este CARF, intimar a Recorrente do resultado da diligência para, se for de seu interesse, se manifestar no prazo de 30 (trinta) dias. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 122DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16004.000763/2010-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 17 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/05/2010 a 31/05/2010
OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. RESPONSABILIDADE. INEXISTÊNCIA DE ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO.
São responsáveis pelas obrigações previdenciárias decorrentes de execução de obra de construção civil o proprietário do imóvel, o dono da obra, o incorporador, o condômino da unidade imobiliária não incorporada na forma da Lei nº 4.591, de 1964, e a empresa construtora.
REDUÇÃO DA MULTA EM 50%. REQUISITO.
A redução da multa de ofício em cinquenta por cento somente será concedida se o sujeito passivo efetuar o pagamento das contribuições no prazo de trinta dias contados da data em que notificado do lançamento.
ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
PRELIMINAR DE NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA.
A ocorrência de decadência de parte do lançamento não acarreta na nulidade total do lançamento.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2202-004.904
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson - Presidente
(assinado digitalmente)
Martin da Silva Gesto - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros Marcelo de Sousa Sateles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira e Ronnie Soares Anderson. Ausentes os conselheiros Rorildo Barbosa Correia e Andréa de Moraes Chieregatto.
Nome do relator: MARTIN DA SILVA GESTO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/05/2010 a 31/05/2010 OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. RESPONSABILIDADE. INEXISTÊNCIA DE ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. São responsáveis pelas obrigações previdenciárias decorrentes de execução de obra de construção civil o proprietário do imóvel, o dono da obra, o incorporador, o condômino da unidade imobiliária não incorporada na forma da Lei nº 4.591, de 1964, e a empresa construtora. REDUÇÃO DA MULTA EM 50%. REQUISITO. A redução da multa de ofício em cinquenta por cento somente será concedida se o sujeito passivo efetuar o pagamento das contribuições no prazo de trinta dias contados da data em que notificado do lançamento. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. PRELIMINAR DE NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. A ocorrência de decadência de parte do lançamento não acarreta na nulidade total do lançamento. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente (assinado digitalmente) Martin da Silva Gesto - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Marcelo de Sousa Sateles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira e Ronnie Soares Anderson. Ausentes os conselheiros Rorildo Barbosa Correia e Andréa de Moraes Chieregatto.
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RESPONSABILIDADE. INEXISTÊNCIA DE ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. São responsáveis pelas obrigações previdenciárias decorrentes de execução de obra de construção civil o proprietário do imóvel, o dono da obra, o incorporador, o condômino da unidade imobiliária não incorporada na forma da Lei nº 4.591, de 1964, e a empresa construtora. REDUÇÃO DA MULTA EM 50%. REQUISITO. A redução da multa de ofício em cinquenta por cento somente será concedida se o sujeito passivo efetuar o pagamento das contribuições no prazo de trinta dias contados da data em que notificado do lançamento. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. PRELIMINAR DE NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. A ocorrência de decadência de parte do lançamento não acarreta na nulidade total do lançamento. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 00 4. 00 07 63 /2 01 0- 31 Fl. 290DF CARF MF Processo nº 16004.000763/201031 Acórdão n.º 2202004.904 S2C2T2 Fl. 291 2 Ronnie Soares Anderson Presidente (assinado digitalmente) Martin da Silva Gesto Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Marcelo de Sousa Sateles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira e Ronnie Soares Anderson. Ausentes os conselheiros Rorildo Barbosa Correia e Andréa de Moraes Chieregatto. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto nos autos do processo nº 16004.000763/201031, em face do acórdão nº 1454.156, julgado pela 10ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto (DRJ/RPO), em sessão realizada em 16 de outubro de 2014, no qual os membros daquele colegiado entenderam por julgar procedente em parte a impugnação apresentada. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ de origem que assim os relatou: “Tratase de crédito tributário constituído pela fiscalização em nome do sujeito passivo acima identificado, por meio do Auto de Infração DEBCAD nº 37.300.1509, no valor de R$ 134.689,04, consolidado em 29/11/2010, referente às contribuições destinadas à Seguridade Social e devidas pela empresa, inclusive a destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho. Constituiu fato gerador das contribuições lançadas o valor da remuneração da mãodeobra utilizada na construção/ampliação da obra de construção civil matriculada de ofício sob o nº 70.003.36974/73, com área construída a regularizar de 3.680,85m² (referente à unidade frigorífica situada na Rodovia Vitório Prandi, s/n, km 1.6, Zona Rural, Sítio Itarumã, Jales/SP). O valor da remuneração da mãodeobra foi apurado por aferição indireta, tendo por base as informações contidas no Aviso de Regularização de Obra – ARO. O sujeito passivo apresentou impugnação ao auto de infração, na qual alega e requer, em suma, o seguinte: Ausência de Responsabilidade pela Obra. A fiscalização não comprovou ser a impugnante a proprietária do imóvel situado na Rodovia Vitório Prandi, s/n, km 1.6, Zona Rural, Sítio Itarumã, Jales/SP, ou que ela tinha a posse deste à época dos fatos, nem tampouco que ela era a responsável pela obra realizada. Fl. 291DF CARF MF Processo nº 16004.000763/201031 Acórdão n.º 2202004.904 S2C2T2 Fl. 292 3 Esse imóvel não pertence e nunca pertenceu à impugnante. E a obra de construção/ampliação da unidade frigorífica também não foi realizada por ela. Com isso, a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias incidentes sobre a mãodeobra utilizada na obra não deve ser imputada à impugnante. Decadência Quando a impugnante foi notificada deste lançamento, em 06/12/2010, já se encontrava decadente o crédito previdenciário relativo ao período de 01/2005 até 12/2005 (equivalente à parte do período abrangido pela obra), nos termos do artigo 150, §4º, do CTN, segundo o qual se opera a homologação tácita após cinco anos da ocorrência do fato gerador (Transcreve ementas de decisões do STJ e do CARF). Nulidade do Lançamento Ao se exigir valores de quem não é o contribuinte, nem o responsável, além de parte desses valores já estar extinto pela decadência, o lançamento não identificou corretamente o sujeito passivo, nem o montante do tributo devido, estando assim em descordo com o que determina o artigo 142 do CTN, razão pela qual deve ser julgado nulo. Inconstitucionalidade das Multas Aplicadas A multa aplicada no percentual de 75% ofende os princípios constitucionais da vedação do confisco, da proporcionalidade e razoabilidade, do devido processo legal e da moralidade administrativa. A penalidade aplicada exorbita a sua finalidade, que é a de punir, ganhando um caráter arrecadatório, o que a invalida. Redução de 50% do valor da multa Caso o pagamento da multa fosse efetuado até trinta dias da intimação do lançamento, haveria uma redução de 50% no valor da multa. Por outro lado, se a impugnante resolvesse discutir o débito na via administrativa, como de fato ocorreu, ela perderia essa redução. Tal situação viola os princípios do devido processo legal e do direito ao contraditório e ampla defesa, uma vez que se pune o exercício de um direito assegurado constitucionalmente. Assim sendo, deve ser aplicada a redução de 50% do valor da multa, mesmo após a apresentação da impugnação. Pedido Requer que o lançamento seja julgado improcedente, em razão da ausência de responsabilidade em relação à obra de construção civil. Fl. 292DF CARF MF Processo nº 16004.000763/201031 Acórdão n.º 2202004.904 S2C2T2 Fl. 293 4 Requer o reconhecimento da decadência do crédito relativo ao período de 01/2005 a 12/2005, e, por conseguinte, a nulidade do lançamento, por ofensa ao artigo 142 do CTN. Subsidiariamente, requer a redução de 50% no valor da multa. Requer que todas as intimações e avisos sejam feitos no endereço da impugnante, bem como no endereço de seus procuradores. É o relatório.” A DRJ de origem entendeu pela procedência em parte da impugnação, reconhecendo a decadência parcial, de modo a retificar o valor lançado, sem os acréscimos legais, para R$ 60.835,28, conforme tabela abaixo, presente na fl. 266, do Acórdão: Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário, às fls. 274/286, reiterando as alegações expostas em impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Martin da Silva Gesto Relator O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. 1. Preliminares de nulidade. Alega a recorrente a nulidade do lançamento por dois fundamentos. O primeiro é de que houve erro na identificação no sujeito passivo. Já o segundo fundamento seria de que o lançamento, por conter período abrangido pela decadência, seria nulo. Em recurso voluntário, a contribuinte suscita ainda que a DRJ deixou de apreciar a nulidade quanto ao erro na identificação do sujeito passivo. 1.1 Alegação de nulidade por erro na identificação do sujeito passivo. Quanto a alegação de nulidade quanto ao erro na identificação do sujeito passivo, esta será tratada como mérito, pois mérito e preliminar se confundem neste caso, haja Fl. 293DF CARF MF Processo nº 16004.000763/201031 Acórdão n.º 2202004.904 S2C2T2 Fl. 294 5 vista que a matéria principal do presente recurso trata da responsabilidade da recorrente em responder pelo lançamento fiscal em questão. 1.2 Alegação de omissão pela DRJ quanto a apreciação de nulidade. suscitada quanto ao erro na identificação do sujeito passivo. Entendo que inexiste omissão no acórdão da DRJ por suposto não enfrentamento da matéria suscitada em preliminar, haja vista que a responsabilidade da contribuinte para responder pelo lançamento realizado foi tratado como mérito, estando fundamentado no acórdão que a contribuinte tem responsabilidade pelas obrigações previdenciárias decorrentes de execução de obra de construção civil objeto da autuação fiscal. Deste modo, deve ser rejeitada a preliminar suscitada. 1.3 Alegação de nulidade em razão da decadência parcial do lançamento. Não acarreta, em relação a parte do lançamento não objeto de reconhecimento da decadência, a sua nulidade, em razão do reconhecimento pela instância julgadora a quo de que o lançamento estaria decaído em parte. Neste caso, somente aquilo que foi reconhecido como decaído é que se afasta do lançamento, permanecendo a lide em relação a parte em que não houve reconhecimento da decadência, sem qualquer afronta ao art. 142 do CTN. Deste modo, deve ser rejeitada a preliminar suscitada. 2. Mérito. Responsabilidade pela Obra de Construção Civil. Em relação a responsabilidade pelas obrigações previdenciárias decorrentes de obra de construção civil, assim dispõe o artigo 325 da IN nº 971/2009: Art. 325. São responsáveis pelas obrigações previdenciárias decorrentes de execução de obra de construção civil o proprietário do imóvel, o dono da obra, o incorporador, o condômino da unidade imobiliária não incorporada na forma da Lei nº 4.591, de 1964, e a empresa construtora. Por sua vez, os conceitos para “proprietário do imóvel” e “dono da obra” estão previstos, respectivamente, nos incisos XXXII e XXXIII do artigo 322 da IN nº 971/2009: Art. 322. Considerase: (...) XXXII proprietário do imóvel, a pessoa física ou jurídica detentora legal da titularidade do imóvel; XXXIII dono de obra, a pessoa física ou jurídica, não proprietária do imóvel, investida na sua posse, na qualidade de promitentecomprador, cessionário ou promitentecessionário de direitos, locatário, comodatário, arrendatário, enfiteuta, usufrutuário, ou outra forma definida em lei, no qual executa obra de construção civil diretamente ou por meio de terceiros; Fl. 294DF CARF MF Processo nº 16004.000763/201031 Acórdão n.º 2202004.904 S2C2T2 Fl. 295 6 No caso em análise, a fiscalização apresentou um conjunto de indícios que comprovam que o contribuinte executou uma obra de construção civil no imóvel situado na Rodovia Vitório Prandi, s/n, km 1.6, Zona Rural, Sítio Itarumã, Jales/SP. O acórdão da DRJ de origem bem elencou o conjunto probatório que deu suporte ao lançamento, conforme trecho do acórdão abaixo reproduzido: 1 Em 10/01/2005, Emílio Carlos Altomari, à época sóciodiretor da Unidos Agroindustrial S/A, apresenta requerimento junto ao Serviço de Inspeção Federal – SIF em Fernandópolis, para que fosse vistoriado um terreno e autorizada a preparação dos documentos necessários para a construção de uma indústria de produtos não comestíveis graxaria (fl. 137). 2 Em 14/01/2005, o SIF emitiuse o Laudo de Inspeção Prévia do Terreno, no qual consta como proprietário Unidos Agroindustrial S/A e como localização o Sítio Itarumã, rodovia Vitório Prandi, JalesSP (fls. 139/140). 3 Em 23/05/2005, a Unidos Agroindustrial S/A encaminhou ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para apreciação e posterior aprovação, os projetos da nova indústria, situada na rodovia Vitório Prandi, Sítio Itarumã, Zona Rural, JalesSP (fl. 131). Anexou a estes o memorial econômico sanitário, memorial de construção e cronograma das obras a serem executadas. 4 Em 15/10/2009, a Unidade Técnica Regional de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em São José do Rio PretoSP emitiu o Laudo Técnico Final, em nome de Unidos Agroindustrial S/A, em relação à fabrica de produtos não comestíveis (fls. 155/158). 5 Na Rodovia Vitório Prandi, km 1.6, Zona Rural, Sítio Itarumã, Jales/SP, está localizado o estabelecimento da Unidos Agroindustrial S/A sob CNPJ nº 07.002.627/000473 (fl. 118). Ainda que não tenha sido apresentado a certidão da propriedade do imóvel, ou mesmo um contrato civil que assegurasse a posse do imóvel, é certo que a Unidos Agroindustrial S/A estava, no mínimo, na posse do imóvel quando a obra foi executada, situação sem a qual a obra de construção civil não teria como ser executada por ela, ou por terceiros contratados por ela. Além disso, caso essa obra de construção civil tivesse sido executada por meio de terceiros, caberia à contribuinte apresentar os contratos de empreitada de construção civil, o que também não ocorreu no caso em análise. Assim sendo, não procede a alegação de que a recorrente não é responsável pelas obrigações previdenciárias decorrentes da obra de construção civil edificada na Rodovia Vitório Prandi, s/n, km 1.6, Zona Rural, Sítio Itarumã, Jales/SP. De igual modo, rejeitase a preliminar suscitada de erro na identificação do sujeito passivo. 3. Multa Aplicada. Fl. 295DF CARF MF Processo nº 16004.000763/201031 Acórdão n.º 2202004.904 S2C2T2 Fl. 296 7 3.1 Redução da multa em 50%. Aplicouse a multa de ofício de 75%, nos termos do artigo 35A combinado com o artigo 44, inciso I, da Lei nº 9.430/96, ambos com redação dada pela MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009. A redução dessa multa em cinquenta por cento somente seria cabível se o sujeito passivo tivesse efetuado o pagamento das contribuições no prazo de trinta dias contados da data em que notificado do lançamento, conforme previsto no artigo 44, §3º, da Lei nº 9.430/96 combinado com o artigo 6º da Lei nº 8.218/91, o que não ocorreu no caso em análise. Portanto, improcede a alegação da contribuinte. 3.2 Alegações de inconstitucionalidade. Nos termos da Súmula CARF nº 02, o CARF não possui competência para analisar e decidir sobre matéria constitucional, conforme súmula vigente, de utilização obrigatória, conforme Regimento Interno deste Conselho. Assim, as alegações de inconstitucionalidade suscitadas pela contribuinte, para que a multa aplicada seja afastada, ou ainda, para que a mesma seja reduzida para cinquenta por cento, não podem ser apreciadas por este Conselho. Conclusão. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Martin da Silva Gesto Relator Fl. 296DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.690633/2009-38
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Apr 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 20/04/2007
ÔNUS DA PROVA.
Recai ao contribuinte o ônus de comprovar o seu direito ao crédito pleiteado, com documentos, motivos de fatos e de direito. Não realizado este procedimento nos ditames dos Art. 16 e 17 do Decreto 70.235/72 que regula o PAF, em especial, dentro do momento (impugnação) determinado no seu §4.º, o recurso não merece prosperar.
Numero da decisão: 3201-004.929
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinatura digital)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente.
(assinatura digital)
Pedro Rinaldi de Oliveira Lima - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Giovani Vieira, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Tatiana Josefovicz Belisario, Laercio Cruz Uliana Junior e Charles Mayer de Castro Souza (Presidente).
Nome do relator: PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinatura digital) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente. (assinatura digital) Pedro Rinaldi de Oliveira Lima - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Giovani Vieira, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Tatiana Josefovicz Belisario, Laercio Cruz Uliana Junior e Charles Mayer de Castro Souza (Presidente).
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Recai ao contribuinte o ônus de comprovar o seu direito ao crédito pleiteado, com documentos, motivos de fatos e de direito. Não realizado este procedimento nos ditames dos Art. 16 e 17 do Decreto 70.235/72 que regula o PAF, em especial, dentro do momento (impugnação) determinado no seu §4.º, o recurso não merece prosperar. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinatura digital) Charles Mayer de Castro Souza Presidente. (assinatura digital) Pedro Rinaldi de Oliveira Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Giovani Vieira, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Tatiana Josefovicz Belisario, Laercio Cruz Uliana Junior e Charles Mayer de Castro Souza (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 69 06 33 /2 00 9- 38 Fl. 158DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário de fls 101 em face do Acórdão de primeira instância da DRJ/SP de fls. 92 que negou provimento para a Manifestação de Inconformidade de fls. 10, mantendo em parte o Despacho Decisório de fls. 7. Como de costume, transcrevese o relatório desta decisão de primeira instância para a demonstração e acompanhamento dos fatos do presente procedimento administrativo: Fl. 159DF CARF MF Processo nº 10880.690633/200938 Acórdão n.º 3201004.929 S3C2T1 Fl. 159 3 Essa decisão de primeira instância proferida pela DRJ/SC, foi publicada com a seguinte Ementa: Em resumo, o Recurso Voluntário reforçou as argumentações da Manifestação de Inconformidade. Os autos foram distribuídos e pautados nos moldes do regimento interno deste conselho. Relatório proferido. Voto Conselheiro Pedro Rinaldi de Oliveira Lima Relator. Conforme o Direito Tributário, a legislação, as provas, os fatos, documentos e petições apresentados aos autos deste procedimento administrativo e, no exercício dos Fl. 160DF CARF MF 4 trabalhos e atribuições profissionais concedidas aos Conselheiros, conforme Portaria de condução e Regimento Interno, apresentase este voto. Por conter matéria preventa desta 3.º Seção de julgamento deste Conselho e presentes os requisitos de admissibilidade, o tempestivo Recurso Voluntário deve ser conhecido. O contribuinte pleiteou o reconhecimento de créditos de Pis por pagamentos indevidos, mas conforme Manifestação de Inconformidade e Recurso Voluntário, sequer é possível entender por qual razão o contribuinte considerou os pagamentos de Pis indevidos. Conforme a legislação correlata, conforme Art. 170 do CTN e conforme inúmeros precedentes deste Conselho, o ônus da prova é do contribuinte ao solicitar o reconhecimento de créditos. É igualmente importante registrar que a decisão de primeira instância abordou de forma específica a questão da necessidade da retificação da DCTF, ponto que sequer foi combatido de forma específica pelo contribuinte em seu recurso voluntário. Ou seja, a decisão de primeira instância enfrentou de forma específica diversos razões sobre as quais o crédito não poderia ter sido reconhecido e o contribuinte, em seu recurso voluntário, se limitou em fazer alegações genéricas a respeito de seu crédito. A alegação sobre a necessidade da aplicação do princípio da verdade material também não merece provimento, porque tal princípio não é absoluto e, conforme inúmeros precedentes e conforme disposto no Art. 147, §1.º do CTN, a retificação da declaração é necessária. A simples alegação de que possui o crédito e de que teria oferecido à tributação as receitas das quais teriam sido abatidos estornos e juntar o razão contábil, não é o mesmo que retificar a DCTF, que quantificar linha por linha e valor por valor o seu crédito, de forma que fique líquido e certo, conforme determinado no próprio Art. 170 do CTN. Portanto, a partir deste momento verificase que o contribuinte não cumpriu com os ditames estabelecidos nos Art. 16 e 17 do Decreto 70.235/72, que regula o PAF, em especial com o determinado no §4.º (em negrito): "Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) Fl. 161DF CARF MF Processo nº 10880.690633/200938 Acórdão n.º 3201004.929 S3C2T1 Fl. 160 5 V se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 2º É defeso ao impugnante, ou a seu representante legal, empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo, cabendo ao julgador, de ofício ou a requerimento do ofendido, mandar riscálas. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 3º Quando o impugnante alegar direito municipal, estadual ou estrangeiro, provarlheá o teor e a vigência, se assim o determinar o julgador. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) § 6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito)." Diante do exposto, votase para que seja NEGADO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. Voto proferido. (assinatura digital) Fl. 162DF CARF MF 6 Pedro Rinaldi de Oliveira Lima. Fl. 163DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16027.000086/2007-97
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 16 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Dec 16 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJAno-calendário: 2001DCTF. ERRO NO PREENCHIMENTO.Não comprovado o erro no preenchimento da declaração e demonstrada a insuficiência do direito creditório a compensação não deve ser homologada.Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Numero da decisão: 1803-000.762
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: SELENE FERREIRA DE MORAES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2001 DCTF. ERRO NO PREENCHIMENTO. Não comprovado o erro no preenchimento da declaração e demonstrada a insuficiência do direito creditório a compensação não deve ser homologada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes – Presidente e Relatora. EDITADO EM: 27/12/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Benedicto Celso Benício Júnior, Walter Adolfo Maresch, Marcelo Fonseca Vicentini, Sérgio Rodrigues Mendes, Luciano Inocêncio dos Santos. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 27/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES Assinado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES 2 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: “Trata-se de Manifestação de Inconformidade interposta em face de Despacho Decisório, em que foram apreciadas as PER/Dcomp de n° 16075.50898.281103.1.3.02-1401 e 31119.67785.300404.1.3.02-0229, fls. 02/07 e 08/11, transmitidas em 28/11/2003 e 30/04/2004, por intermédio das quais a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito decorrente de Saldo Negativo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), do ano-calendário de 2001, no valor de R$ 155.808,69 (fl. 03). A análise da liquidez e certeza do crédito pleiteado foi efetuada pela DRF Sorocaba/SP no Despacho Decisório de fls. 62/64, por intermédio do qual a autoridade competente não reconheceu qualquer direito creditório a título de saldo negativo de IRPJ, ano calendário de 2001, o que resultou na não-homologação das declarações de compensação vinculadas ao presente processo, sob o fundamento de que referido saldo negativo já havia sido utilizado em sua totalidade para compensar as estimativas mensais de janeiro, fevereiro, março e abril de 2002, conforme demonstrativos de fls. 60/61. A contribuinte foi cientificada do despacho decisório em 15/01/2008 (fl. 67), conforme Intimação DRF/SOR/SEORT n° 1407/2007. Em 11/02/2008 (fl. 77), a recorrente foi novamente cientificada do despacho decisório em epígrafe, ingressando, em 07/03/2008, com a manifestação de inconformidade de fls. 78/79, acompanhada dos documentos de fls. 80/134, na qual alega, em síntese, que as DCTFs, referentes ao 1° e 2° trimestres de 2002, foram enviadas com incorreções, pois o IRPJ devido por estimativa nos meses de janeiro/2002, fevereiro/2002, março/2002 e abril/2002 foram compensados com saldo oriundo de imposto de renda pago a maior no período de janeiro a dezembro de 2000, conforme planilhas de fls. 110/121.” A Delegacia de Julgamento julgou improcedente a manifestação, com base nos seguintes fundamentos (fls. 139/142): a) A recorrente deixou de apresentar qualquer elemento contábil-escritural que pudesse dar lastro a sua afirmação, isto é, o registro, em seus assentamentos contábeis, do saldo negativo de IRPJ do ano-calendário de 2000, que, segundo a recorrente, fora objeto de compensação com débitos do imposto de renda devido por estimativa nos meses de janeiro/2002, fevereiro/2002, março/2002 e abril/2002, bem como das referidas autocompensações. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 27/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES Assinado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 16027.000086/2007-97 Acórdão n.º 1803-00.762 S1-TE03 Fl. 294 3 b) Salvo quando a compensação se realize em Juízo, o que não foi o caso, deve a mesma encontrar-se devidamente registrada na contabilidade da empresa, cuja obrigatoriedade é imposta por lei, seja empresa sujeita à escrituração comercial completa ou simplificada (Decreto-Lei n° 486, de 1969, artigos 1°, 4° e 5°, c/c Decreto-Lei n° 1.598, de 1977, art. 7°). É dizer: a extinção de crédito tributário não se dá pela mera assertiva (Código Tributário Nacional, artigos 141 e 156). c) Dentre outras provas, destacam-se: os registros contábeis de conta no ativo do Imposto de Renda a recuperar, a expressão deste direito em Balanços ou Balancetes, a Demonstração do Resultado do Exercício, a contabilização (oferecimento à tributação) das receitas que ensejaram as retenções, os Livros Diário e Razão, etc., e ainda os registros no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR), tudo a dar sustentação à veracidade do saldo negativo de IRPJ declarado. d) O ônus da prova do direito de repetição recai sobre o sujeito passivo, quem o invoca, e que o princípio da verdade material não vai a ponto de vincular a Administração na produção e/ou apresentação de documentos fora do universo de seus registros. Contra a decisão, interpôs a contribuinte o presente Recurso Voluntário, em que, tece as seguintes considerações (fls. 152/163): a) Ao calcular os resultados relativos ao período-base de 2000, a Recorrente verificou que as antecipações mensais efetuadas durante aquele ano superaram o valor efetivamente devido a título de IRPJ, apurado ao final daquele período-base, conforme demonstra-se pela Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica ("DIPJ") de 2001 (doc. 02), a qual tem como período de declaração de 01/01/2000 a 31/12/2000, pelo Livro Razão de 2000 (doc. 03) e pelo Livro de Apuração do Lucro Real de 2000 e 2002 ("LALUR") (doc. 04). b) Não resta qualquer dúvida de que a Recorrente compensou e recolheu, para o ano-base 2000, valor superior ao realmente devido em R$ 190.816,62 (cento e noventa mil, oitocentos e dezesseis reais e sessenta e dois centavos), o que, obviamente, lhe gerou um crédito decorrente deste Saldo Negativo de IRPJ. c) A Recorrente compensou o IRPJ apurado por estimativa para os meses de janeiro, fevereiro, março e abril do ano calendário 2002, com o crédito decorrente do Saldo Negativo do IRPJ do ano-base de 2000, conforme demonstra-se pelas DCTF`s anexas (doc. 06), transmitidas nos dias 09/05/2002 e 13/08/2002 (doc. 07). d) Por um equívoco meramente formal, ao invés de constar nas DCTFs que o crédito utilizado para as compensações era do ano-calendário 2000, constou como sendo 2001. e) Caso V. Sas. entendam que referida DIPJ não se mostra suficiente para a comprovação dos créditos utilizados, o que se admite apenas por hipótese, a Recorrente junta ainda as DARF`s devidamente recolhidas e o Livro Razão 2000 e 2002 (docs. 01, 03 e 11), que comprovam, à saciedade, a efetiva apuração e pagamento dos créditos utilizados em supracitada compensação e que não foram reconhecidos pelo v. acórdão recorrido. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 27/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES Assinado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES 4 Voto Conselheira Selene Ferreira de Moraes A contribuinte foi cientificada por via postal, tendo recebido a intimação em 03/11/2008 (AR de fls. 151). O recurso foi protocolado em 02/12/2008, logo, é tempestivo e deve ser conhecido. A questão a ser analisada no presente recurso gira em torno da prova de erro no preenchimento da DCTF, consistente na indicação equivocada do direito creditório relativo ao ano de 2001 para compensar as estimativas de janeiro a abril de 2002. Constam dos autos os seguintes elementos de prova: • Cópia das Fichas 09A, 11 e 12A da DIPJ/2002 (fls. 14/19, 50, 52); • Telas do sistema Sief (fls. 20/24, 57/59, 73/74); • Cópia da DCTF relativa ao 4° trimestre de 2001 (fls. 47/48); • Demonstrativo do IR a pagar relativo ao mês de novembro de 2001 (fls. 49, 51); • Cópia do Livro Diário relativo a maio de 2002 (fls. 55); • Cópia do Livro Razão (fls. 56, 281); • Demonstrativo de vinculação (fls. 60/61, 69/71); • Cópia das DCTF`s relativas ao ano de 2002 (fls. 104/109, 248/253); • Demonstrativo de IR pago a maior em 2000 e 2001 (fls. 110/121, 254/265); • Cópia do LALUR de 2000 e 2002 (fls. 194/198; 202/241); • Cópia da DIPJ/2003 (fls. 243/247); • Demonstrativo de IR a pagar – período jan/03 a out/03 A autoridade administrativa reconheceu direito creditório relativo ao ano calendário de 2001, no montante de R$ 115.559,05. No entanto, não homologou a compensação por ter constatado que tal crédito foi utilizado para compensar as estimativas mensaisde janeiro, fevereiro, março e abril de 2002 (DCTF de fls. 57 a 59), conforme demonstrativo abaixo: Data Tributo Valor compesado Saldo do crédito 31/12/2001 155.808,66 28/02/2002 2362 –01/2002 2.707,77 153.167,74 29/03/2002 2362-02/2002 68.606,14 87.060,45 30/04/2002 2362-03/2002 79.139,84 11.796,70 31/05/2002 2362-04/2002 12.578,81 0,00 Fl. 4DF CARF MF Emitido em 27/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES Assinado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 16027.000086/2007-97 Acórdão n.º 1803-00.762 S1-TE03 Fl. 295 5 A recorrente afirma que não utilizou o saldo negativo de 2001, mas o saldo negativo de 2000 para compensar os débitos acima discriminados. Ao analisarmos o Razão Analítico da conta n° 001.112500231.000000 – IR Federal a compensar (fls. 281), a página 339 do Diário Geral, relativo ao mês de maio, e as planilhas de fls. 110/120, podemos tecer as seguintes considerações: • No Diário constam os seguintes lançamentos na conta 112500231.000000 no mês de maio: Data PLAN. EMP. CONTA C.C. CONTRA- PART. HISTÓRICO Débito Crédito 27/05/2002 Manual 305946 27-MAY 1.112.500.231.000.000 DIVERSOS I R DE JAN/01 A NOV/01 COMPENSADO 115.559,05 • No Razão da conta n° 001.11521003.000000– IR compensado constam os seguintes lançamentos, no período de 01/11/2000 a 31/05/2003: Data PLAN. CONTRA- PART. HISTÓRICO Débito Crédito Saldo 30/04/2002 Manual 303661 08- MAY Planilha IR COMPENSADO REF JAN , FEV E MAR/02 150.447,70 0,00 150.447,70 30/04/2002 Manual 305299 23- MAY Planilha IR COMPENSADO REF JAN , FEV E MAR/02 150.447,70 0,00 300.895,50 30/04/2002 Manual 305365 23- MAY Planilha ESTORNO DA PLAN 305299 DE 30/04/02 0,00 150.447,70 150.447,70 27/05/2002 Manual 305946 27- MAY Planilha VR TRANSF P/ CONTA PROPRIA 2.622,37 0,00 153.070,12 27/05/2002 Manual 305946 27- MAY Planilha I R DE JAN/01 A NOV/01 COMPENSADO 115.559,05 0,00 268.629,17 31/05/2002 Manual 306442 31- MAY Planilha I R REF ABR/02 COMPENSADO 99.422,00 0,00 368.051,72 30/06/2002 Manual 311179 11- JUL Planilha VR TRANSFERIDO P/ CONTA PROPRIA 0,00 3.496,50 364.555,22 31/01/2003 Manual 356065 29- JUL Planilha IR ESTIMAT COMPENS C/ IR DE JAN A DEZ/02 0,00 95.785,29 268.769,93 31/01/2003 Manual 356066 29- JUL Planilha VR DA CONTINGENCIA IR-P VERAO REF JAN A DEZ/02 0,00 6.964,36 261.805,57 31/03/2003 Manual 344086 09- APR Planilha IR COMPENSADO CONF IR DE JAN A FEV/03 71.083,95 0,00 332.889,52 Fl. 5DF CARF MF Emitido em 27/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES Assinado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES 6 • A contribuinte compensou a estimativa de janeiro a novembro de 2001, no valor de R$ 115.559,05, em 27/05/2002, antes portanto do vencimento dos débitos de estimativa de IRPJ e CSLL objeto da presente compensação, relativos aos meses de outubro de 2003 (fls. 7), e março de 2004 (fls. 11). • Na planilha consta a seguinte observação: “(*) Valor compensado com saldo negativo de I.Renda DIPJ 2001-AC 2000”. O único valor que está assinalado com asterisco é a diferença da estimativa relativa ao mês de abr/2002, no valor de R$ 6.718,34 (fls. 110). • Na planilha de fls. 120, relativa ao saldo negativo de 2000, apenas consta a compensação referente a abr/02, no valor de R$ 6.718,34. As provas constantes dos autos confirmam as informações constantes das DCTF`s de fls. 57/59, e não a alegação da recorrente de que houve um mero equívoco formal, em que constou nas DCTFs que o crédito utilizado para as compensações era do ano calendário de 2001, ao invés de saldo negativo relativo ao ano de 2000. Nas DCTF`s mencionadas pela recorrente, e transmitidas smitidas nos dias 09/05/2002 e 13/08/2002 (fls. 248/253), o direito creditório indicado é o saldo negativo de 2001. O fato de existir eventual direito creditório a favor do contribuinte, por si só, não demonstra a compensação. A compensação de tributos é um fato contábil, que provoca modificações no patrimônio, devendo ser objeto de contabilização através das contas de resultado ou das contas patrimoniais. Logo, para demonstrar a alegação de que houve equívoco formal na DCTF, seria necessário que a compensação registrada na escrituração contábil demonstrasse o fato alegado. Os empresários têm o dever de manter a escrituração dos negócios de que participam, nos termos do art. 1.179 do Código Civil (lei n° 10.406/2002), e do art. 10 do Código Comercial (lei n° 556/1850, revogado pela Lei n° 10.406/2002): “Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. Art. 10 - Todos os comerciantes são obrigados: 1 - a seguir uma ordem uniforme de contabilidade e escrituração, e a ter os livros para esse fim necessários; 2 - a fazer registrar no Registro do Comércio todos os documentos, cujo registro for expressamente exigido por este Código, dentro de 15 (quinze) dias úteis da data dos mesmos documentos (artigo nº. 31), se maior ou menor prazo se não achar marcado neste Código; 3 - a conservar em boa guarda toda a escrituração, correspondências e mais papéis pertencentes ao giro do seu comércio, enquanto não prescreverem as ações que lhes possam ser relativas (Título. XVII); 4 - a formar anualmente um balanço geral do seu ativo e passivo, o qual deverá compreender todos os bens de raiz móveis Fl. 6DF CARF MF Emitido em 27/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES Assinado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 16027.000086/2007-97 Acórdão n.º 1803-00.762 S1-TE03 Fl. 296 7 e semoventes, mercadorias, dinheiro, papéis de crédito, e outra qualquer espécie de valores, e bem assim todas as dívidas e obrigações passivas; e será datado e assinado pelo comerciante a quem pertencer.” É oportuno citarmos um trecho da exposição de motivos do Código de Comércio Napoleônico, lembrado por Fábio Ulhoa Coelho, em sua obra “Curso de Direito Comercial”: “A consciência do comerciante está escrita nos seus livros; neles é que o comerciante registra todas as suas ações; são, para ele, uma espécie de garantia (...). Quando surgem contestações, é preciso que a consciência do juiz fique esclarecida; e é então que os livros são necessários, pois que eles são os confidentes das ações do comerciante”. Não comprovado o erro no preenchimento da DCTF, não merece reparos a decisão da autoridade administrativa, que demonstrou a insuficiência do direito creditório para compensar os valores pleiteados. Ante todo o exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Fl. 7DF CARF MF Emitido em 27/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES Assinado digitalmente em 27/12/2010 por SELENE FERREIRA DE MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 35338.000379/2006-24
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2006
PREVIDENCIÁRIO. AUTO-DE-INFRAÇÃO. ERROS OU OMISSÃO NA
DECLARAÇÃO DE GFIP.
Apresentar a GFIP com erros ou omissões nas informações prestadas
caracteriza infração à legislação previdenciária, por descumprimento de obrigação acessória.
ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA NORMA SUPERVENIENTE.
Tendo-se em conta a alteração da legislação, que instituiu sistemática de cálculo da penalidade mais benéfica ao sujeito passivo, deve-se aplicar a norma superveniente aos processos pendentes de julgamento.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2401-001.497
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar
provimento parcial ao recurso para recalcular o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no artigo 32-A, inciso I, da Lei n° 8.212/91.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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AUTO-DE-INFRAÇÃO. ERROS OU OMISSÃO NA DECLARAÇÃO DE GFIP. Apresentar a GFIP com erros ou omissões nas informações prestadas caracteriza infração à legislação previdenciária, por descumprimento de obrigação acessória. ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA NORMA SUPERVENIENTE. Tendo-se em conta a alteração da legislação, que instituiu sistemática de cálculo da penalidade mais benéfica ao sujeito passivo, deve-se aplicar a norma superveniente aos processos pendentes de julgamento. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar provimento parcial ao recurso para recalcular o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no artigo 32-A, inciso I, da Lei n° 8.212/91. Elias Sampaio Freire - Presidente 2 Kleber Ferreira de Araújo – Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo nº 35338.000379/2006-24 Acórdão n.º 2401-01.497 S2-C4T1 Fl. 88 3 Relatório Trata-se do Auto de Infração – AI n.º 35.635.043-6, com lavratura em 30/06/2006, posteriormente cadastrado na RFB sob o número de processo constante no cabeçalho. A penalidade aplicada foi de R$ 3.643,92 (três mil e seiscentos e quarenta e três reais e noventa e dois centavos). De acordo com o Relatório Fiscal da Infração, fl. 14, a empresa, no período de 01/2001 a 03/2006, declarou na Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP incorretamente o código destinado a identificação das outras entidades e fundos (78 ao invés de 79), deixando de incluir, por conseguinte, a contribuição destinada ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE (Salário-Educação). Afirma-se ainda que inexistia convênio que permitisse o recolhimento da contribuição omitida diretamente ao FNDE. O cálculo da penalidade encontra-se demonstrado em planilhas anexas, fls. 16/19, A empresa apresentou impugnação, fls. 21/23, na qual afirma que o fundamento fático do AI é divorciado da realidade. Sustenta que o erro apontado não ocorreu e que a empresa deu integral cumprimento à legislação aplicável. Assevera que o auditor incorreu em erro ao fazer a análise das circunstâncias atenuantes previstas no Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048, de 06/05/1999. Ao final, requer a declaração de nulidade da autuação. A Delegacia da Receita Previdenciária – DRP em Blumenau (SC) declarou procedente o AI (ver fls. 26/28). Na sua fundamentação, o julgador monocrático afirma que a autuação foi lavrada em consonância com as disposições legais de regência e que as alegações genéricas expostas na peça de defesa não são hábeis a afastar a imposição fiscal. Irresignado, o sujeito passivo apresentou recurso voluntário, fls. 31/36, no qual, em síntese, alega que, em substituição ao depósito para garantia de instância, fez o arrolamento de bens suficientes para fazer frente à exigência. No mais repete os argumentos da defesa, requestando pela declaração de nulidade do AI. O órgão de primeira instância apresentou contra-razões, fls. 79/80, pugnando pelo desprovimento do recurso. O julgamento pelo CARF foi convertido em diligência, fls. 81/83, para que fosse indicado se houve a lavratura de NFLD para exigência da obrigação principal correlata ao presente AI. O órgão preparador se manifestou positivamente, fl. 85. 4 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade, além de que a recorrente possuía decisão judicial garantindo o seguimento do recurso independentemente de depósito prévio. Embora a empresa alegue que sempre atuou em obediência às prescrições legais e que a autuação está divorciada da realidade, não é isso que nos mostra os autos. A auditoria apontou a falta verificada, qual seja a informação incorreta no campo da GFIP destinado ao código de terceiros, conduta que excluiu do montante de contribuições devido aquela destinada ao FNDE (Salário-Educação). Assim, incorreu a empresa na infração prevista no art. 32, inciso IV e § 3. , ao apresentar a guia declaratória com informações inexatas em relação aos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias. A empresa, ao se contrapor as afirmações do fisco, não apresentou qualquer elemento de prova que viesse em seu socorro, ficando apenas no campo das alegações, o que não é aceito pelas normas que regem o processo administrativo fiscal, posto que alegar sem provar, equivale a não alegar. É de se verificar, todavia, na aplicação da multa a possível ocorrência de norma mais benéfica. É que ocorreu alteração do cálculo da multa para esse tipo de infração pela Medida Provisória n.º 449/2008, convertida na Lei n.º 11.941/2009. Nessa toada, deve-se verificar se o critério atual é mais benéfico para o contribuinte, de forma a prestigiar o comando contido no art. 106, II, “c”, do CTN, verbis: Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: (...) II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Quando da lavratura do AI a multa foi fixada, nos termos do § 6. do art. 32 da Lei n. 8.212/1991 em 5% do valor mínimo legal por competência, que correspondeu a R$ 57,84 (cinquenta e sete reais e oitenta e quatro centavos), haja vista que o erro deu-se em apenas um campo da GFIP. Considerando-se que a incorreção diz respeito ao campo “código de terceiros”, que não está relacionado aos fatos geradores de contribuição previdenciária, a multa atualmente seria calculada nos termos do art. 32-A da Lei n. 8.212/1991, que assim dispõe: Art. 32-A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será Processo nº 35338.000379/2006-24 Acórdão n.º 2401-01.497 S2-C4T1 Fl. 89 5 intimado a apresentá-la ou a prestar esclarecimentos e sujeitar- se-á às seguintes multas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3 o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). (...) Verifica-se, assim, que a multa calculada nos termos da novel legislação é mais benéfica ao contribuinte, pelo que é a mesma que deve ser aplicada. Diante do exposto, voto pelo provimento parcial do recurso, para que se aplique a multa nos termos do inciso I do art. 32-A da Lei n. 8.212/1991, se mais benéfica ao contribuinte. Kleber Ferreira de Araújo
score : 1.0
Numero do processo: 10650.001249/2004-73
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Feb 04 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Feb 04 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.Período de apuração: 01/01/2000 a 31/03/2004RECURSO. MATÉRIA NÃO ALEGADA NA IMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO.A matéria não expressamente alegada na impugnação não pode ser fundamento do recurso voluntário, por ter sido atingida pela preclusão.Recurso Voluntário de que não se ConheceVistos, relatados e discutidos os presentes autos,
Numero da decisão: 3302-000.825
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do relator. O Conselheiro Alexandre Gomes acompanhou o relator pelas conclusões.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
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MATÉRIA NÃO ALEGADA NA IMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO. A matéria não expressamente alegada na impugnação não pode ser fundamento do recurso voluntário, por ter sido atingida pela preclusão. Recurso Voluntário de que não se Conhece Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do relator. O Conselheiro Alexandre Gomes acompanhou o relator pelas conclusões. (ASSINADO DIGITALMENTE) Walber José da Silva Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) José Antonio Francisco Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Alan Fialho Gandra, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Fl. 38DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 09/03/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 10650.001249/200473 Acórdão n.º 330200.825 S3C3T2 Fl. 251 2 Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 245 a 248) apresentado em 10 de dezembro de 2008 contra o Acórdão no 1221.521, de 23 de outubro de 2008, da 6ª Turma da DRJ Rio de Janeiro I / RJ (fls. 217 a 222), cientificado em 20 de novembro de 2008, que, relativamente a Auto de infração de Cofins dos períodos de janeiro de 2000 a março de 2004, considerou procedente em parte o lançamento, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 MATÉRIA NÃO LITIGIOSA Cofins Faturamento Consolidase administrativamente o crédito tributário cuja constituição não é contestada. DIFERENÇA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO Declarada a compensação de parte dos débitos objeto do lançamento, mantémse em parte a exigência configurada na diferença verificada entre os valores da Cofins declarados/pagos e os escriturados, após as devidas exclusões, quando os elementos de fato ou de direito apresentados pelo contribuinte não forem suficientes para infirmar os valores lançados pela Fiscalização. Lançamento Procedente em Parte O auto de infração foi lavrado em 10 de setembro de 2004, de acordo com o termo de fls. 148 a 150. A Primeira Instância assim resumiu o litígio: "2. Conforme relatório de fls. 148/150, intitulado “Descrição dos Fatos”, a autuação resultou na apuração da Cofins decorrente da constatação da diferença entre os valores escriturados e os declarados/pagos conforme itens do auto de infração que seguem abaixo, com enquadramento legal à fl. 150: 001 Cofins Faturamento (Diferença Apurada Entre o Valor Escriturado e o Declarado/Pago) decorrente de receitas de serviços comissões ao exterior; 002 Cofins Faturamento Incidência NãoCumulativa (Diferença Apurada Entre o Valor Escriturado e o Declarado/Pago) decorrente de diferenças encontradas nas deduções da Cofins dos meses de fevereiro e março de 2004. 3. Inconformada com o lançamento em tela, do qual tomou ciência em 10/09/2004 (fl. 147), a Interessada apresentou a Fl. 39DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 09/03/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 10650.001249/200473 Acórdão n.º 330200.825 S3C3T2 Fl. 252 3 impugnação de fls. 171/172, em 11/10/2004, na qual alega, em síntese, que: 3.1 os valores apurados referentemente aos períodos de 01/2000 a 03/2004 do PIS foram parcelados; 3.2 não foi computado, pelo autuante, a compensação feita pelo PER/DCOMP em 15/04/2004 referente à Cofins. 4. Consta à fl. 201 o encaminhamento do presente processo à unidade lançadora, com vistas ao esclarecimento sobre possível equívoco na juntada da impugnação apresentada e para que fosse esclarecida a alegação da Interessada de que o autuante não levou em consideração, quando da lavratura deste auto de infração eventual compensação por ela efetuada. 5. À fl. 214 achase o despacho da Seção de Arrecadação e Cobrança da DRF/UberabaMG com a informação de que a Interessada transmitiu duas DCOMP’s em 15/04/2004, compensando o débito de Cofins, PA 03/2004, nos valores de R$ 25.672,35 e R$ 22.269,05, totalizando R$ 47.941,40. 6. Por força do disposto no art. 1º da Portaria SRF nº 296, de 20/03/2007, publicada no DOU de 22/03/2007, foi transferida para esta DRJ a competência para julgamento do presente processo." No recurso, a Interessada alegou o seguinte: 01. Em primeiro lugar, cumpre anotar que o presente processo de auto de infração relativo à COFINS, no valor de R$ 116.431,89 na qual recebemos referese a cobrança de um imposto que de forma equivocada nosso ex colaborador/contador e procurador ( documentos anexo nos autos ) calculou e considerou na base de calculo receitas financeiras e de serviços prestados ao exterior (representação comercial); Motivo que levou nossa empresa a pagar nestes anos impostos a maior, que refazendo todos os cálculos e considerando os impostos pagos, nosso saldo é credor e não devedor conforme intimação recebida. 2. Analisando o contexto, oportuno destacar que o motivo da elaboração desta impugnação é pelo fato da Stoppani estar sendo condenada e penalizada pelo equivoco do nosso ex contador por ter aceitado sem analisar corretamente os dados e a legislação a imposição da intimação na qual tomamos ciência em 10/09/2004 onde o mesmo apresentou impugnação em 11/10/2004 solicitando parcelamento de PIS no qual nos vêm ao longo dos anos causando grandes prejuízos financeiros. 3. Cumpre destacar para clarificar melhor nossos argumentos trazidos que conforme planilha anexa é notória que diante dos cálculos apresentados a COFINS apurada totaliza um total de R$ 1.836.165,64 Fl. 40DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 09/03/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 10650.001249/200473 Acórdão n.º 330200.825 S3C3T2 Fl. 253 4 A COFINS compensada (pelo Regime não Cumulativo), através do PER/DCOMP e as pagas através do DARF's totalizam R$ 1.858.009,39; Sendo Assim, o SALDO É CREDOR A FAVOR DA STOPPANI DO BRASIL no valor de R$ 21.933,75 + atualização SELIC. 4. Por todo o exposto requer que seja o presente recurso, RECEBIDO, CONHECIDO e homologado a existência do crédito a nosso favor; É o relatório. Voto Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendose tomar conhecimento. A primeira instância concluiu que a Interessada não contestou o primeiro item da autuação e que contestou parcialmente o segundo, apenas em relação às declarações de compensação apresentadas em 15 de abril de 2004. Conforme esclarecido no relatório, o recurso da Interessada não negou tais conclusões e contevese em alegar haver efetuado pagamento a maior da contribuição. De fato, além de alegar as compensações, a Interessada acrescentou haver efetuado pagamentos a maior que, no total, implicariam num saldo credor e não devedor. Entretanto, tais pagamentos a maior que não tenham sido objetos de declaração de compensação não podem ser considerados para dedução do valor apurado, primeiramente porque se trata de matéria preclusa (não foi alegada na impugnação) e, ademais, por não ser admissível, em processo administrativo fiscal, a alegação de compensação como matéria de defesa. Melhor esclarecendo, a compensação tributária é realizada apenas por meio de declaração de compensação e a existência de eventual saldo de crédito a favor do contribuinte deve ser objeto de declaração de compensação, que é incompatível com débitos impugnados. As demais alegações de que teria havido erro ou má conduta do contador não mudam os fatos apurados e a forma de resolvêlos. Quanto às compensações declaradas, conforme esclarecido pela primeira instância, os valores foram excluídos da autuação. Dessa forma, o acórdão de primeira instância considerou procedentes todas as alegações validamente apresentadas pela Interessada, que, no recurso, acrescentou outras, que não podem ser admitidas à vista da preclusão, conforme art. 17 do Decreto no 70.235, de 1972, com a redação dada pela Lei no 9.532, de 1997. Fl. 41DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 09/03/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 10650.001249/200473 Acórdão n.º 330200.825 S3C3T2 Fl. 254 5 Não há, assim, conteúdo válido no recurso da Interessada. À vista do exposto, voto por não tomar conhecimento do recurso. (ASSINADO DIGITALMENTE) José Antonio Francisco Fl. 42DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 09/03/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO
score : 1.0
Numero do processo: 10218.000405/2007-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Nov 08 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Nov 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2002, 2003
IRPJ. OMISSÃO DE RECEITA, DEPÓSITOS BANCÁRIOS NÃO
COMPROVADOS Caracteriza-se omissão de receita constantes de
movimentação financeira, em relação aos quais o sujeito passivo,
regularmente intimado, não comprove sua origem, mediante documentação hábil e idônea.
LUCRO PRESUMIDO. COEFICIENTE Quando não for possível a
identificação da receitas de atividades diversificadas, o coeficiente para apuração do lucro presumido deve ser aquele correspondente à atividade com maior coeficiente estipulado.
PIS E COFINS. ALÍQUOTA ZERO. A redução a zero da alíquota do PIS e da COFINS para as receitas decorrentes da venda de gasolina e álcool somente é viável quando comprovada a comercialização desses produtos.
MULTA QUALIFICADA E AGRAVADA Além de não ter sido
impugnada, não foram trazidas provas que contestassem as provas trazidas pela autoridade lançadora.
SUCESSÃO TRIBUTÁRIA Segundo
o artigo 133, I, do CTN, a cessação das atividades com criação de nova empresa no mesmo local, com a mesma atividade e mesmos administradores e controle, configura a sucessão.
LANÇAMENTOS DECORRENTES A
decisão proferida para o IRPJ no caso de omissão de receitas, aplica-se aos demais tributos pela estreita entre eles.
Numero da decisão: 1202-000.393
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR
provimento ao recurso
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas- presunção legal Dep. Bancarios
Nome do relator: Nereida de Miranda Finamore Horta
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2002, 2003 IRPJ. OMISSÃO DE RECEITA, DEPÓSITOS BANCÁRIOS NÃO COMPROVADOS Caracteriza-se omissão de receita constantes de movimentação financeira, em relação aos quais o sujeito passivo, regularmente intimado, não comprove sua origem, mediante documentação hábil e idônea. LUCRO PRESUMIDO. COEFICIENTE Quando não for possível a identificação da receitas de atividades diversificadas, o coeficiente para apuração do lucro presumido deve ser aquele correspondente à atividade com maior coeficiente estipulado. PIS E COFINS. ALÍQUOTA ZERO. A redução a zero da alíquota do PIS e da COFINS para as receitas decorrentes da venda de gasolina e álcool somente é viável quando comprovada a comercialização desses produtos. MULTA QUALIFICADA E AGRAVADA Além de não ter sido impugnada, não foram trazidas provas que contestassem as provas trazidas pela autoridade lançadora. SUCESSÃO TRIBUTÁRIA Segundo o artigo 133, I, do CTN, a cessação das atividades com criação de nova empresa no mesmo local, com a mesma atividade e mesmos administradores e controle, configura a sucessão. LANÇAMENTOS DECORRENTES A decisão proferida para o IRPJ no caso de omissão de receitas, aplica-se aos demais tributos pela estreita entre eles.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2079; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T2 Fl. 1 1 0 S1C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10218.000405/200731 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 120200.393 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 8 de novembro de 2010 Matéria IRPJ e reflexos Recorrente VILA DA CONCEIÇÃO & CIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003 IRPJ. OMISSÃO DE RECEITA, DEPÓSITOS BANCÁRIOS NÃO COMPROVADOS Caracterizase omissão de receita constantes de movimentação financeira, em relação aos quais o sujeito passivo, regularmente intimado, não comprove sua origem, mediante documentação hábil e idônea. LUCRO PRESUMIDO. COEFICIENTE Quando não for possível a identificação da receitas de atividades diversificadas, o coeficiente para apuração do lucro presumido deve ser aquele correspondente à atividade com maior coeficiente estipulado. PIS E COFINS. ALÍQUOTA ZERO. A redução a zero da alíquota do PIS e da COFINS para as receitas decorrentes da venda de gasolina e álcool somente é viável quando comprovada a comercialização desses produtos. MULTA QUALIFICADA E AGRAVADA Além de não ter sido impugnada, não foram trazidas provas que contestassem as provas trazidas pela autoridade lançadora. SUCESSÃO TRIBUTÁRIA Segundo o artigo 133, I, do CTN, a cessação das atividades com criação de nova empresa no mesmo local, com a mesma atividade e mesmos administradores e controle, configura a sucessão. LANÇAMENTOS DECORRENTES A decisão proferida para o IRPJ no caso de omissão de receitas, aplicase aos demais tributos pela estreita entre eles. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO 2 (documento assinado digitalmente) NELSON LÓSSO FILHO Presidente. (documento assinado digitalmente) NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nelson Lósso Filho, Carlos Alberto Donassolo, Valéria Cabral Géo Verçoza, Flávio Vilela Campos Nereida de Miranda Finamore Horta e Orlando José Gonçalves Bueno. a Relatório Tratase de Auto de Infração (fls 4 a 41) lavrados em 6 de julho de 2007, contra a empresa VILA DA CONCEIÇÃO & CIA LTDA, relativos ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e seus reflexos ( Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, contribuição ao PIS e COFINS), com aplicação de multa de 150 % e juros com base na taxa SELIC. O referido Auto tem como fundamento a constatação de omissão de receitas nos anos calendários de 2002 e 2003, conforme disposto no Termo de Verificação Fiscal ( fls. 43 a 61). Na mesma data, também foi lavrado, TERMO DE SUJEIÇÃO PASSIVA SOLIDÁRIA (fls 42) contra a empresa AUTO POSTO DISNEY LTDA, por ficar caracterizada a continuidade à exploração da atividade por essa, que antes era exercida pela empresa fiscalizada, como sujeito passivo solidário com fulcro no disposto no artigo 133, inciso I, da Lei n.5172, de 1966 (Código Tributário Nacional). Do Procedimento de fiscalização e do auto de infração Foram realizados os lançamentos abaixo indicados, perfazendo um total de R$10.795.781,70: a) IRPJ — Omissão de Receitas — Receitas não contabilizadas — Multa de 150% Fato Gerador ocorridos nos anoscalendários de 2000 a 2002. Fundamento legal: artigo 24 da Lei nº 9249/96; artigos 249, II, 251, §único, 278, 279, 280, 283 e 288 do RIR/99. b) CSLL — Omissão de receitas — CSLL sobre receitas omitidas — Multa de 150% Fato Gerador ocorrido nos anoscalendários de 2000 a 2002. Fundamento Legal: artigo 2º e §1º da Lei nº 7689/88; artigos 17 e 24 da Lei nº 9249/1995; artigo 1º da Lei nº 9316/1996; artigo 28 da Lei nº 9430/1996; e artigo 6º da Medida Provisória nº 1858/1999 e reedições. c) Contribuição ao PIS — Omissão de receitas — Falta/insuficiência do PIS — Multa de 150% Fato Gerador ocorrido no período de novembro de 2000 a novembro de 2002. Fundamento Legal: artigos 1º e 3º da Lei Complementar nº 7/1970; artigo 24, §2º, da Lei nº 9249/1996; artigo 2º, I, 8º, I e 9º da Lei nº 9715/1998; artigos 2º e 3º da Lei nº 9718/1998 e alterações posteriores. d) COFINS — Omissão de receita — Multa de 150% Fato Gerador ocorrido no período de novembro de 2000 a novembro de 2002. Fundamento Legal: artigo 1° da Lei Fl. 2DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO Processo nº 10218.000405/200731 Acórdão n.º 120200.393 S1C2T2 Fl. 2 3 Complementar n°70/91; artigos 24, §2°, da Lei n° 9249/95; artigos 2°, 3°e 8° da Lei n° 9718/98, com as alterações da Medida Provisória n° 1807/99 e sua s reedições, com as alterações da Medida Provisória n° 1858/99 e suas reedições. f) Multa qualificada de 150% e Juros cm base na taxa SELIC. Fundamento legal: artigos 44, II, e 61, §3º, da Lei nº 9430/1996. Em resumo, as infrações apuradas foram as seguintes: 1º) Depósitos Bancários não contabilizados em sua Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ, a empresa registrou um faturamento anual declarado de R$ 594.708,07, para o ano calendário de 2002, e de R$ 941.193,30, para o ano calendário de 2003, embora tenha apresentado movimentação financeira de R$ 23.175.889,15 e R$ 15.877.672,34 para os mesmos, respectivamente. 2º) CSLL, Contribuição ao PIS e COFINS foi feito lançamento como reflexo do IRPJ acima apurado. Com mais detalhes, passamos a descrever os fatos constantes no Termo de Verificação Fiscal. Consoante o referido Termo, o procedimento de fiscalização se iniciou em 26 de setembro de 2006 com o objetivo de verificar o cumprimento das obrigações tributárias referente ao IRPJ, para os anoscalendários de 2002 e 2003. A interessada atuava com nome fantasia, à época, “AUTO POSTO FLOR DA MATA”, sendo seu objeto social o comércio a varejo de combustíveis e lubrificantes para veículos automotores. Durante os anoscalendários 2002 e 2003, consoante 2ª Alteração Contratual, os sócios da empresa eram os Srs. Nélson Carlos Thomas Langer, inscrito no CPF/MF sob o n° 591.751.41000, e Divino Eterno Moraes Martins, inscrito no CPF/MF sob o n° 246.985.552 2. Na 3ª Alteração Contratual, realizada em 5 de maio de 2006, os sócios anteriores saíram e ingressaram os Srs. Irismar Araújo Lima, inscrito no CPF/MF sob o n° 575.946.60200, e Valdeci da Conceição, inscrito no CPF/MF sob o n° 985.921.81291. Nessa mesma alteração contratual, o objeto social passou a ser de construção de edifícios, sob o nome de fantasia "CONSTRUTORA CARAJÁS”. Na primeira intimação, foram solicitados a entrega dos seguintes documentos no prazo designado: Livros Diário e Razão ou Livro Caixa 5 dias úteis; Livro Registro de Entradas 5 dias úteis; Livro Registro de Saídas 5 dias úteis; Contrato/Estatuto Social e suas alterações 5 dias úteis; Recibos de Entrega das DCTF mensais e DIRF anuais 5 dias úteis; Recibos de Entrega das últimas declarações do IRPJ 5 dias úteis; Livro Registro de Inventário 5 dias úteis; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO 4 Relação dos 50 (cinqüenta) maiores fornecedores, constando o número do documento fiscal, sua data e o respectivo valor da compra 5 dias úteis; Relação dos 50 (cinqüenta) maiores clientes, constando o número do documento fiscal, sua data e o respectivo valor da venda. 5 dias úteis; Extratos bancários das contas de depósito ou de investimento mantidas pela empresa durante o período fiscalizado 20 dias corridos; Extratos bancários das contas poupança mantidas pela empresa durante o período fiscalizado 20 dias corridos. O Termo de Intimação foi enviado via postal e retornou com observação de “destinatário desconhecido”, motivo pelo qual foi enviada reintimação. A primeira reintimação foi entregue em 17 de outubro de 2006, no endereço do sócio Sr. Irismar Araújo Lima, a qual não foi atendida. Nova intimação foi enviada em 11 de dezembro de 2006 ao mesmo sócio já intimado, sem qualquer resposta. Com isso, em 28 de fevereiro de 2007, foi feita diligência no local da empresa e na casa dos sócios, no intuito de fazer a intimação pessoalmente, através de Termo de Cientificação, Constatação e Reintimação. Primeiramente, buscouse o sócio da empresa Sr. Valdeci da Conceição, com endereço, de acordo com os cadastros da Secretaria da Receita Federal, no Hotel Hiper Posto. No local, foram informados que o sócio não estava e também não constava o seu nome no livro de registros do hotel (fls 45). Em seguida, foram ao estabelecimento da empresa, onde não encontraram nem o sócio ou o gerente responsável pelo posto denominado "POSTO DISNEY" (único existente na cidade de Sapucaia e que funciona no mesmo endereço da fiscalizada). No local foram informados que o AUTO POSTO FLOR DA MATA não existia. Foram, assim, ao endereço do sócio Sr. Irismar Araújo Lima, inscrito no CPF/MF sob o n°575.946.60200, em Xinguara/PA. Encontraram os pais do sócio, a Sra. Nilza Araújo Lima e o Sr. Silvério Fernandes Lima, que informaram que o filho não estava. Informaram também que o filho não era sócio de nenhum posto ou empresa, e que o expatrão do filho, conhecido como “Xuxa”, havia ido na casa deles atrás do filho. Nos autos consta fotografia da casa deles (fls. 46). Como próximo passo, foram em busca do Sr. Divino Eterno Moraes Martins, sócio anterior da empresa sob fiscalização, não obtiveram informação do local onde poderia ser encontrado. Foram em busca também do Sr. “Xuxa”, quem foi encontrado e os atendeu, informando que o seu nome era Sr. Daniel Jacob Thomas langer, inscrito no CPF/MF sob o n° 388.09460006, e era irmão, Sr. Nélson Carlos Thomas Langer, quem poderia ser encontrado no “AUTO POSTO DISNEY”. Retornaram, assim, ao endereço inicial, onde encontraram o Sr. Nélson Carlos Thomas Langer, quem se apresentou como dono do posto e confirmou que o atual AUTO POSTO DISNEY é o antigo "AUTO POSTO FLOR DA MATA", nome de fantasia da empresa sob fiscalização. Sr. Nélson informou que houve um incêndio e todos os livros e documentos foram queimados. A fiscalização, então, esclareceu que ele deveria apresentar resposta à intimação juntando Boletim de Ocorrência. Em 9 de março de 2007, o sócio da empresa, Sr. Irismar Araújo Lima se dirigiu a esta Delegacia da Receita Federal em Marabá/PA, quando entregou Boletim de Ocorrência Policial, datado de 7 de março de 2007, comprovando o furto dos livros e Fl. 4DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO Processo nº 10218.000405/200731 Acórdão n.º 120200.393 S1C2T2 Fl. 3 5 documentos. Nessa mesma ocasião, tomouse por Termo declarações prestadas pelo mesmo, conforme trechos a seguir transcritos: "Que trabalhou muito tempo para o Sr. “Xuxa”, Daniel Jacob Thomas Langer, o qual o chama de Xorró como frentista, e ganhava R$ 450,00, tendo recebido as verbas rescisórias, em 1994, no valor de R$ 35.000,00; Que nunca possuiu conta em bancos; que ficou afastado muito tempo e se juntou com um amigo, “Júnior”, para comprar o Posto do Sr. Nélson Carlos Thomas Langer (Auto Posto Flor da Mata) em maio de 2005 (...); Que o Posto de Combustíveis foi comprado por R$ 50.000,00; Que o Sr IRISMAR pagou R$ 25.000,00 e o Sr. Júnior pagou R$10.000,00 e parcelou os R$15.000,00 restantes; Que pagou com o cheque que tinha recebido do Sr. Xuxa no valor de R$ 35.000,00 e que Júnior lhe pagou o valor de R$ 10.000,00 de diferença em dinheiro; (..) Que o posto sempre foi Texaco; Que o combustível para comercialização era comprado na conta do Posto Vale Verde de Tucumã, não possuindo a empresa negociação direta com a Texaco; (...) Que, após, a empresa estava falida e teve que revender a empresa por R$ 60.000,00 de volta para o Sr Nélson Carlos Thomas Langer; Que, apesar de ter vendido por R$ 60.000,00, não recebeu o dinheiro, pois a empresa estava falida e o dinheiro ficou para pagar os débitos; Que, em 2006, ofereceu de volta para o Sr. Nélson porque os negócios não iam bem; Que, apesar de ter noticiado a retrovenda do posto para o Sr. Nelson, o declarante informa que ainda não formalizou tal evento na Junta Comercial, mas que lá assinou o contrato de compra e venda em 2006. mas não lembra o mês; Que em 2003, quem cuidava do Posto era o Sr Nélson; Que quando esteve a frente da empresa nunca assinou cheques; (...) Que não sabia que a empresa possuía conta no Bradesco no ano de 2005; Que não sabia que a empresa tinha movimentado, em 2005, ano que assumiu a mesma, aproximadamente R$1.000.000,00 (um milhão de reais); Fl. 5DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO 6 Que não assinou procuração nenhuma para alguém movimentar as contas bancárias; (.) Que não imaginava que a empresa tinha problemas na Receita quando comprou o Posto; Que ontem quando estava vindo trazer os documentos fiscais da empresa, saiu do carro, deixando os documentos da mesma e, quando retornou os documentos não mais se encontravam no carro, haviam sido roubados; Que se dirigiu a Delegacia de Policia Civil em Xinguara para fazer um Boletim de Ocorrência, informando que foi levada uma pasta contendo vários documentos, como blocos de notas fiscais, livros fiscais de entrada e saía de mercadorias pertencentes à empresa V DA CONCEIÇÃO E CIA. LTDA.; Que reafirma que está desempregado, procurando qualquer tipo de serviço, inclusive serviço pesado “braçal”. Sr. Irismar afirmou também que não sabia onde o outro sócio, Sr. Valdeci da Conceição, poderia ser encontrado. Em relação ao Sr. Valdeci da Conceição, a fiscalização constatou que obteve inscrição no CPF/MF no ano em que ingressou na empresa sob fiscalização e nunca apresentou nenhuma declaração de imposto de renda, embora estivesse obrigado. Tais fatos deram a entender à fiscalização que o sócio sequer existia, apenas teve sua documentação forjada para que seu ingresso na empresa fiscalizada pudesse ser efetivado. Por todo o exposto, foi emitida a RMF — Requisição de Movimentação Financeira para obter os extratos bancários que foram solicitados e não foram entregues. Em 10 de abril de 2007, foi emitido e enviado novo Termo de Intimação, o qual foi devolvido, novamente, em 19 de abril de 2007, foi reemitido e enviado ao AUTO POSTO DISNEY. O Termo solicitava que fosse comprovada a origem dos valores creditados em sua(s) conta(s) corrente(s), os quais foram obtidos junto às instituições financeiras. No entanto, em 18 de abril de 2007, o Sr. Nélson Carlos Thomas Langer compareceu a esta DRF/Marabá para prestar alguns esclarecimentos a esta fiscalização. Assim, foi emitido MPF — Extensivo em seu nome. Abaixo transcrevo seus esclarecimentos: "Que efetivamente vendeu o posto de combustíveis "Auto Posto Flor da Mata" para o Sr. IRISMAR ARAÚJO LIMA, mas não lembra a data da venda nem o valor, que teria sido por "cinqüenta e poucos mil reais"; Que comprou de volta o posto de combustíveis (apenas as bombas), pois não havia estoque de combustíveis; Que não lembra a data da compra; Que, quanto às datas, prefere consultar seus documentos para averiguar quando foi a venda do posto ao Sr. IRISMAR ARAÚJO LIMA e quando comprou de volta o ativo da empresa; Que o imóvel é alugado, mas não sabe quem é o proprietário; Fl. 6DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO Processo nº 10218.000405/200731 Acórdão n.º 120200.393 S1C2T2 Fl. 4 7 Que precisa localizar o contrato para poder nos informar o proprietário do imóvel em que se situa o posto de combustíveis; Que no local em que funcionava o posto de combustíveis, hoje funciona o Auto Posto Disney, que atua no mesmo local em que atuava o Posto Flor da Mata; Que abriu a empresa Auto Posto Disney Ltda. — ME, no ano de 2002, mas apenas começou a funcionar quando o Posto Flor da Mata já estava parado; Que não existe nenhuma construtora funcionando no local do posto; Questionado quanto à movimentação financeira constante em nossos sistemas, no valor de, aproximadamente R$ 23.700.00,00 e R$ 15.000.000,00, respectivamente, para os anos de 2002 e 2003, disse que não sabia informar o movimento do posto à época; Que, mesmo tendo circulado esse montante em sua conta à época, hoje não mais possui dinheiro para pagar qualquer débito, pois não possui capacidade econômica; Perguntado se em alguma época teria comprado combustíveis do Posto Vale Verde, informou que não.” Sr. Nélson também recebeu intimação solicitando: cópia do contrato de locação do imóvel em que se situa o AUTO POSTO DISNEY LTDA. — ME, cópia do contrato social de alteração em que ficou consignada sua saída da empresa V. DA CONCEIÇÃO LTDA., cópia dos recibos de pagamento pelo valor recebido pela venda da pessoa jurídica objeto do presente trabalho e dos recibos pela compra de seu ativo. Embora tenha sido intimado por diversas vezes, o Sr. Nélson nunca atendeu a nenhuma das intimações, motivo pelo qual foram lavradas contra ele multas em decorrência do descumprimento das intimações. Em 18 de abril de 2007, concomitantemente à intimação do sócio, foi enviado ofício à JUCEPA para que esta remetesse cópia do contrato social de constituição e alterações contratuais empresa fiscalizada. Tais cópias foram entregues em 15 de maio de 2007. Foram também remetidos ofícios aos DETRANs dos Estados de Goiás, Mato Grosso, Pará e Paraná e ao Cartório do Ofício Único de Xingüará com objetivo de fazer o arrolamento de bens em face do valor do lançamento. Novamente, foi enviado à empresa novo Termo de Intimação para comprovação das origens dos valores creditados em suas contas bancárias, o qual não foi recebido e constou que o "DESTINATÁRIO DESCONHECIDO". Foi também afixado no período de 30 de maio a 14 de junho de 2007, o EDITAL n° 04/2007, intimando o contribuinte para, em 20 dias corridos, justificar a origem dos valores creditados em sua(s) conta(s) corrente(s). Da Responsabilidade pelo crédito tributário Entendeu a fiscalização que o sócio da empresa AUTO POSTO DISNEY LTDA. — ME é o Sr. Nélson Carlos Thomas Langer que, ao transferir a propriedade da empresa V. DA CONCEIÇÃO E CIA. LTDA. para o Sr. Irismar Araújo Lima, deixou a Fl. 7DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO 8 empresa sob fiscalização permanecer no mesmo endereço onde funciona o AUTO POSTO DISNEY, e com o mesmo objeto social. O Sr. Nélson é sócio do posto de combustíveis que deu continuidade a exploração da atividade antes exercida pela empresa fiscalizada. Além disso, o Sr. Irismar, sócio atual da fiscalizada, disse que havia vendido o posto de volta ao Sr. Nélson. O próprio Sr. Nélson confirmou que havia comprado de volta, bem como confirmou ainda que constituiu as empresas de postos de combustíveis bem antes, em 2002, quando ainda encontravase como seu sócio, isto é, nos anoscalendários de 2002 e 2003, quando funcionava no mesmo endereço os dois postos de combustíveis, o AUTO POSTO DISNEY LTDA. e a fiscalizada, à época chamada de AUTO POSTO FLOR DA MATA. . É óbvio que a empresa sob fiscalização nunca deixou de ser do Sr.Nélson e esses fatos demonstram claros indícios de fraude. O Sr. Irismar Araújo Lima sempre apresentou Declaração de Isento, com exceção do anocalendário de 2005. Ocasião em que declarou ser sócio da empresa ora fiscalizada, com ocupação principal de "Dirigente, Presidente e Diretor de empresa industrial comercial ou prestadora de serviços", com rendimentos de R$ 17.000,00, sem qualquer menção de existência de bens em seu nome. Ou seja, em 31/12/2005, não era quotista de nenhuma empresa e, também, não possuía capacidade econômica para comprar uma empresa, em 24 de julho de 2006, por R$50mil ou R$25mil. Pelo exposto, restou esclarecido que, de acordo com o artigo 133, I, do Código Tributário Nacional CTN, a sucessão de uma empresa por outra, em face da transferência de negócios e manutenção desses negócios no mesmo endereço. A empresa sob fiscalização cessou suas atividades, como confirmado pela entrega das Declarações de Imposto de Renda como empresa inativa, assim, deve a sucessora responder integralmente pelos tributos devidos até a data do ato. No próprio Termo, transcreveu ementas do julgamento do Egrégio Superior Tribunal de Justiça: "TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS A EXECUÇÃO FISCAL. ALIENAÇÃO DE FUNDO DE COMÉRCIO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DA EMPRESA SUCESSORA. ART. 133, I, DO CTN. 1 O art. 133. I, do CTN responsabiliza integralmente o adquirente do fundo de comércio pelos débitos tributários contraídos pela empresa até a data da sucessão, quando o alienante cessar a exploracão do comércio, indústria ou atividade. II Comprovada a alienação do fundo de comércio, a execução deverá ser dirigida primeiramente ao sucessor deste. III Recurso especial improvido." (REsp 7060161RS; RECURSO ESPECIAL 2004/01677386, Relator Ministro FRANCISCO FALCÃO, T1 PRIMEIRA TURMA, Julgamento 26/04/2005, Data da Publicação/Fonte DJ 06.06.2005 p. 214). Fl. 8DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO Processo nº 10218.000405/200731 Acórdão n.º 120200.393 S1C2T2 Fl. 5 9 "DIREITO TRIBUTARIO. DÉBITOS DE ICM. SUCESSÃO DISSIMULADA DE EMPRESAS, SUSCETÍVEL DE SER DEMONSTRADA POR MEIO DE INDÍCIOS E PRESUNÇÕES. RESPONSABILIDADE DA SUCESSORA. ART 133 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. CASO EM QUE O V. ACORDÃO IMPUGNADO EVIDENCIOU CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA AUTORIZAREM A PRESUNÇÃO DE QUE HOUVE, EFETIVAMENTE, A ALEGADA TRANSFERÊNCIA DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL. ERRO DE VALORAÇÃO DA PROVA, QUE REDUNDOU EM NEGATIVA DE VIGÊNCIA DO DISPOSITIVO LEGAL ACIMA CITADO. RECURSO PROVIDO." (REsp 38281SP; RECURSO ESPECIAL 1990/00061830, Relator MIN. ILMAR GALVÃO, T2 SEGUNDA TURMA, Data do Julgamento 29/08/1990, Data da Publicação/Fonte DJ 22.10.1990 p. 11657) Esclareceu que a última ementa, de Relatoria do Exmo. Ministro Ilmar Galvão, demonstrou, claramente, situação semelhante a que ocorre nos presentes autos. Vejase transcrito trecho do Voto: "Para considerar não caracterizada a sucessão de empresas, fundouse o r. acórdão recorrido, essencialmente, no entendimento de que: "O fundo de comércio não pode ser caracterizado apenas pelos elementos corpóreos, indicados pelo Fisco. No tocante aos outros elementos, os incorpóreos, não ficou demonstrada sua integração à Premotor. O fato de a Premotor estar instalada no mesmo endereço onde atuava a Prever, além de circunstancial, pouco significa". E mais: "O documento de fl. 210, expedido pela concessionária, esclarece que não houve a transferéncia de concessão da Prevel para a Premotor uma vez que a primeira solicitou o cancelamento do contrato de concessão de vendas, tratandose, portanto, a Premotor, de nova concessão". Esses fatos, todavia, são Insuficientes para elidir a presunção de sucessão. Na verdade, soa demasiadamente Inusitado, para ser aceito como verdade, que uma empresa detentora de cobiçada concessão de revenda de veículos e pecas de reposicão de afamada marca, em região das mais prósperas do País, houvesse decidido, sem mais nem menos, encerrar suas atividades, mediante simples renúncia à preciosa concessão, seguida da restituição, pura e simples, do Imóvel até então ocupado, após a venda das Instalações, equipamentos e estoques a empresas do mesmo ramo, Que os manteve no local. E que, instantaneamente, nova empresa Justamente interligada à adquirente dos mencionados bens houvesse sido organizada e contemplada Fl. 9DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO 10 com nova concessão, da mesma espécie, passando a operar no mesmo endereço e a utilizar o mesmo Instrumental que fora alienado pela primeira. Tratase de circunstâncias suficientes para uma convicção não apenas de que houve transferéncia dos negócios, mas também de que a dissimulação se deu com o propósito de afastar a responsabilidade pelos débitos fiscais da sucedida. Não se pode esquecer que, nas condições descritas, a prova da fraude dificilmente poderia ser feita por meio da exibição do instrumento de cessão, ou outro equivalente,razão pela qual pode ela assentarse em indícios e presunções (WASHINGTON DE BARROS MONTE1RO, In Curso de Direito Civil, 1° vot, ed. Saraiva, 1977, pág. 210), que, no caso, são preciosos, graves e concordantes. Estáse, pois, desenganadamente, diante de erro de valoração da prova, que resultou em ofensa ao dispositivo legal invocado pela Recorrente. Assim sendo meu voto é no sentido de dar provimento ao recurso." (grifos nossos) Resta, portanto, demonstrado que não houve apenas a ocupação do mesmo lugar para atuação no mesmo ramo de atividade, o que ocorre no presente caso, mas simplesmente a continuidade da atividade antes exercida no mesmo local e, inclusive,pelo mesmo sócio, o Sr. Nélson Carlos Thomas Langer. Mesmo que para tal continuidade não exista um contrato particular firmado entre as partes (a fiscalizada e o AUTO POSTO DISNEY LTDA. — ME) e mesmo que tenha havido a constituição de uma nova empresa, livre de qualquer eventual passivo tributário. Do agravamento da multa de 75% para 225% No caso em comento, constatase que não houve atendimento da intimação por parte do contribuinte. Não foram respondidos nenhum dos Termos de Fiscalização, nem mesmo o que solicitou a origem dos valores creditados em sua(s) conta(s) corrente(s). Ademais, há indícios de fraude por parte da fiscalizada, pois a empresa foi "vendida" a terceiros, sem que os mesmos tivessem capacidade econômica, e também constou como inativa, passando o efetivo dono a operar sob uma nova razão social a mesma atividade e no mesmo local. Tal fato demonstra o claro intuito de fraudar o fisco e objetivo de afastar a responsabilidade por débitos fiscais. Assim,é cabível a aplicação da multa prevista no inciso II do artigo 44, § 2°, da Lei n° 9.430/96. Da alíquota do imposto aplicada Nas declarações apresentadas, DIPJs e DCTFs, constatase que a mesma apresentou receita bruta, tanto no anocalendário de 2002 quanto no de 2003, sujeita ao percentual de 1,6%, que corresponde ao percentual aplicável sobre a receita bruta trimestral auferida na revenda para consumo de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural, sem qualquer menção, contudo, a receitas decorrentes de vendas de lubrificantes. Todavia, foi feita circularização e a resposta de todos os contribuintes intimados através de MPF's Extensivos foi que, para os anos de 2002 e 2003, não foi feita nenhuma venda de combustíveis à fiscalizada. Sr. Irismar confirmou isso em depoimento. Assim, como não houve confirmação de compras de combustíveis pela fiscalizada para Fl. 10DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO Processo nº 10218.000405/200731 Acórdão n.º 120200.393 S1C2T2 Fl. 6 11 comercialização em seu estabelecimento, não há como identificar as receitas oriundas de venda de combustíveis para aplicação do percentual de 1,6% sobre a receita bruta. Quanto à contribuição ao PIS e à COFINS incidentes sobre a venda de combustíveis derivados de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural, desde a edição da Lei n° 9.718/98, não mais incidem tais contribuições sobre postos de combustíveis, comércio varejista de combustíveis. No entanto, em análise das DIPJs referentes aos anos calendários de 2002 e 2003, constatase que, embora tenha sido informado que a totalidade das receitas seria de venda de combustíveis, foi informado também débitos das contribuições ao PIS e à COFINS, as quais apenas seriam devidas em caso de venda de óleo lubrificante. Isso demonstra incongruência nas informações prestadas na própria DIPJ. Com base na omissão verificada por conta da existência de depósitos bancários de origem não comprovada, foi aplicada o percentual de 8,0% em estrita observância do disposto no art. 24 da Lei n° 9.249/95, transcrito no artigo 537 do RIR/99. Da Impugnação Foram apresentadas impugnações tanto da empresa fiscalizada quanto do AUTO POSTO DISNEY, sujeito passivo solidário, ambas de igual teor ( fls. 324 a 342,) As impugnantes: a) em relação à omissão de receitas: 1) solicitam o benefício do artigo 172, II do Código Tributário Nacional CTN porque a sua escrituração não estava sendo detidamente elaborada e por isso apurou valores a menor que o declarado; 2) citam o disposto no artigo 112 do CTN quanto à interpretação da legislação de forma mais favorável à contribuinte; 3) entenderam que a fiscalização deveria exaurir todos os meios que dispunha para apurar o crédito tributário, com base no Princípio da Legalidade; 4) alegam que atuavam no ramo de combustíveis e lubrificantes, fato que impossibilita a cobrança da contribuição ao PIS e da COFINS, nos termos do disposto no artigo 42 da MP nº' 2.158/ 2001; b) em relação a livros e documentos: 1) alegam que deixaram de apresentálos por conta do furto, registrado em boletim de ocorrência policial; 2) esclarecem que o entendimento do Tribunal Regional Federal da Região é de que descabe o arbitramento no caso de destruição de livros e documentos c) em relação ao coeficiente do Lucro presumido: 1) citam que o coeficiente do lucro presumido da impugnante é de 1,6% por exercer atividade de comércio varejista de combustíveis e lubrificantes, e, não , de 8%. Fl. 11DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO 12 2) ressaltam que os documentos referentes à cartafrete e ao chequetroco foram roubados, mas os valores correspondentes não podem ser incluídos na base de cálculo da CSLL, porque nem todos os valores depositados na contacorrente da impugnante representam receitas. A DRJ julgou procedente o Auto de Infração, concluindo em seu Acórdão que: em relação à OMISSÃO DE RECEITAS: a) o artigo 172, II, do CTN, trata da remissão que é estipulada em lei; portanto, o assunto é de atribuição do Congresso Nacional, não podendo ser discutido na esfera administrativa. b) o artigo 112, caput, do CTN, referese à interpretação da lei tributária, o assunto não está em discussão no presente lançamento de ofício, carecendo de objeto, portanto. c) quanto ao fato de que a fiscalização deveria exaurir todos os meios disponíveis para a materialização do lançamento de ofício, a impugnante foi intimada a apresentar livros e documentos fiscais, bem como a comprovar os depósitos bancários, o que não fez. As intimações da fiscalização foram infrutíferas porque a impugnante, em momento algum, atendeuas. Assim, rejeita o argumento de que a fiscalização não procurou por todos os meios a apuração da base tributável. Contribuição ao PIS E COFINS: a) alega que é isenta da contribuição ao PIS e da COFINS por comercializar combustíveis e lubrificantes. Mas não apresentou os livros e documentos fiscal, e as receita apuradas foram através de depósitos bancários cujas origens não foram comprovadas. Como o processo trata de receita omitida e não foram apresentados os livros e documentos fiscais e contábeis, não há como aferir se as receitas correspondem à venda de gasolina e álcool. b) os possíveis fornecedores da impugnante foram intimados e nenhum deles confirmou a venda de combustível para a impugnante nos anoscalendário de 2002 e 2003 (fl.57). em relação aos LIVROS E DOCUMENTOS: a)não foram apresentados, por caso fortuito, como registrado em boletim de ocorrência policial. Entretanto, pelos fatos apresentados: (i) no decorrer da fiscalização, informou que os livros e documentos não existiam; (ii) após, que houve um incêndio; e , (iii) por último, que houve um furto para o qual lavrouse um boletim de ocorrência datado de 7 de março de 2007, após a intimação para apresentação deles. Assim sendo, nada descarta o arbitramento do lucro. Coeficiente do Lucro Presumido: a) como já foi abordado nos parágrafos precedentes, não foi possível a identificação da origem das receitas que serviram de base para a apuração do lucro presumido. Não se confirmou que as receitas eram decorrentes da venda de combustíveis, pois os possíveis fornecedores informaram que não venderam combustíveis para a impugnante nos anos calendários de 2002 e 2003. Desse modo, aplicouse o coeficiente de 8% , parágrafo 1° do artigo 24 da Lei n°9.249, de 1995. Fl. 12DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO Processo nº 10218.000405/200731 Acórdão n.º 120200.393 S1C2T2 Fl. 7 13 b) quanto ao fato dos depósitos não se corresponderem à receita tributável, a impugnante dispõe sobre a cartafrete e chequetroco que não representariam receita tributável em sua totalidade. Para tanto, foi utilizado o coeficiente de 8%. Multa de ofício e juros calculados com base na taxa SELIC a) a interessada não apresentou argumentos específicos contra a qualificação e o agravamento da multa de ofício, bem como em relação aos juros, razão pela qual os assuntos não foram apreciados. Cientificada da decisão em 9 de novembro de 2007, a interessada apresentou o Recurso Voluntário em 5 de dezembro do mesmo ano. No Recurso Voluntário argumentou o seguinte: DA VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL AO CONFISCO – nos termos dos artigos 145, §1º, e 150 e incisos, da Constituição Federal, o arbitramento do lucro é um confisco do patrimônio das interessadas. Se prevalecer o arbitramento, toda a renda auferida durante sua existência estará sendo extraída das interessadas. IMPOSTO DE RENDA a utilização do coeficiente de 8% não é aplicável à atividade da empresa – comércio varejista de combustíveis e lubrificantes para veículos automotores, cujo coeficiente é de 1,6%. Pede, portanto, o cancelamento do auto de infração por utilizar coeficiente incorreto. MULTA AGRAVADA E QUALIFICADA – como ocorreu o caso fortuito, a interessada não tinha como apresentar escrituração comercial ou contábil, e isso não foi levado em conta. Pede, portanto, que seja revista a multa de 225% e também a base de cálculo da CSLL. DA COBRANÇA INDEVIDA DE CONTRIBUIÇÃO AO PIS E COFINS – nos termos do artigo 42 da Medida Provisória nº 215835/2001, as receitas da atividade da empresa estão sujeitas à alíquota zero. Ao final, acrescentou que, no periodo sob fiscalização, a empresa estava sob a administração de Sr. Daniel Jacob Thomas Langer, dessa maneira a ausência de pagamentos de tributos e principalmente a completa movimentação bancária, são de total responsabilidade do mesmo, o que torna isento o Sr Nélson Carlos Thomas Langer. É o relatório. Voto Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta O recurso voluntário foi apresentado tempestivamente e reúne os pressupostos de admissibilidade e, portanto, deve ser conhecido. Fl. 13DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO 14 Foi lavrado Auto de Infração contra a empresa Vila da Conceição & Cia. Ltda e, também, Termo de Sujeição Passiva Solidária à empresa Auto Posto Disney Ltda. As matérias em litígio dizem respeito à omissão de receitas pela não comprovação dos depósitos efetuados nas contas bancárias da interessada, ao coeficiente utilizado para o cálculo dos tributos, e à tributação pela contribuição ao PIS e COFINS das receitas das atividades da empresa. O procedimento de fiscalização teve início em 26 de setembro de 2006, finalizando com a lavratura do Auto de Infração em julho de 2007. Durante toda a fiscalização, a interessada e também os seus sócios foram intimados e reintimados a apresentar seus extratos bancários, o que não foi feito, motivo pelo qual os mesmos (extratos) foram solicitados às instituições financeiras correspondentes. A autoridade fiscalizadora, com os extratos bancários em mãos, intimou e reintimou a empresa e os seus sócios, dirigentes ou administradores, para prestar esclarecimentos, suportados em documentação hábil e idônea, relativos aos depósitos bancários indicados e a interessada, nada respondeu ou mesmo nada fez. Diante desses resumidos fatos foi lavrado o auto de infração sob análise. Primeiramente, mister esclarecer que, em relação à vedação constitucional ao confisco, segundo os artigos 145, §1º, e 150 e incisos, da Constituição Federal, não cabe pronunciamento deste colegiado, haja vista que esta matéria já foi objeto de aplicação de súmula do CARF, conforme abaixo, in verbis: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Da omissão de receitas Pelos fatos, a recorrente e os responsáveis foram intimados a dar explicação e não aproveitaram a oportunidade para explicar as diferenças, nem mesmo na impugnação ou Recurso Voluntário. Durante todo o processo de fiscalização, somente foi entregue um Boletim de Ocorrência, datado de 7 de março de 2007, registrando o furto dos livros e documentos. Ressaltese que foi entregue após o recebimento da intimação para entregálos. A movimentação financeira da empresa obtida junto às instituições financeiras foi, no ano de 2002, de R$ 23.715.889,15, e, no ano de 2003, de R$ 15.877.672,34, enquanto a recorrente registrou em sua DIPJ, um faturamento anual de R$ 593.708,07 e R$ 921.460,65, respectivamente, para os mesmos anoscalendários de 2002 e 2003. Os montantes são muito discrepantes e a autoridade lançadora tem que agir em frente a tamanha discrepância. Embasada pelo artigo 24 da Lei nº 9249/1995, in verbis: “Art. 24. Verificada a omissão de receita, a autoridade tributária determinará o valor do imposto e do adicional a serem lançados de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no períodobase a que corresponder a omissão. § 1º No caso de pessoa jurídica com atividades diversificadas tributadas com base no lucro presumido ou arbitrado, não sendo possível a identificação da atividade a que se refere a receita omitida, esta será adicionada àquela a que corresponder o percentual mais elevado. Fl. 14DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO Processo nº 10218.000405/200731 Acórdão n.º 120200.393 S1C2T2 Fl. 8 15 § 2º O valor da receita omitida será considerado na determinação da base de cálculo para o lançamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, da Contribuição para o PIS/Pasep e das contribuições previdenciárias incidentes sobre a receita.” (grifos nossos) A autoridade lançadora, assim, deixou evidenciada a omissão de receita, com base nas discrepâncias encontradas e a não explicação por parte da recorrente, e apurou o valor dos tributos com base no regime do lucro presumido, nos termos do disposto no artigo 24 acima transcrito e grifado. A diferença dos valores movimentados e a não apresentação de qualquer documentação comprovando a origem dos depósitos, indicam à autoridade fiscal que há omissão de receitas, portanto, agiu corretamente no lançamento, bem como a DRJ, na sua decisão. Do coeficiente do lucro presumido A interessada questiona que o coeficiente utilizado deveria ser de 1,6% e, não, de 8%. Ora, a fiscalização tentou comprovar a real atividade da empresa se era de fato de comércio varejista de lubrificantes e combustível para veículos automotores, solicitou várias vezes a escrituração comercial da empresa e não houve resposta. Sem a mesma, não pode comprovar. Também circularizou os possíveis fornecedores da região, enviando intimação para que respondessem o montante fornecido, mas a resposta foi negativa, confirmando que nada forneceram. Dessa forma, a autoridade fiscalizadora não tem como fundamentar o cálculo com base no coeficiente de 1,6%, bem como a alíquota zero para as contribuições ao PIS e COFINS. Ademais, a recorrente não apresentou, nem em sua impugnação ou recurso voluntário, nenhuma prova ou evidência de que sua receita correspondia ao comércio varejista de lubrificantes e combustível para veículos automotores. Novamente, concordo com o lançamento e também com a decisão da DRJ. Como consta do Termo de Fiscalização, a empresa registra que suas receitas são derivadas de venda de combustíveis derivados de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural, todavia, informa que está sujeita às contribuições ao PIS e COFINS, as quais não mais se aplicam desde a edição da Lei nº 9718/1998. Portanto, a autoridade lançadora aplicou o percentual relativo à 8% que é de maior abrangência e se aplicaria às receitas da fiscalizadas, por não conseguir comprovar a natureza das receitas, nos termos do artigo 24 retrotranscrito. Da multa qualificada e agravada A interessada não questionou a qualificação e agravamento da multa de ofício em sua impugnação, bem como a cobrança de juros à taxa da SELIC. O pleito relativo às multas somente aconteceu em seu Recurso Voluntário, todavia, a mesma não trouxe nenhuma argumentação ou comprovação que afastasse as evidência de que não houve o intuito de fraudar. Além disso, é importante repetir que os valores não comprovados ou explicados são bem discrepantes e, em nenhum momento, houve explicação para tal, assim, ficou constatada a intenção de omitir ou retardar a obrigação tributária. Ainda, pelo Termo de Verificação, os fatos demonstram o intuito de fraude por parte Fl. 15DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO 16 da recorrente: as diferenças entre a movimentação e os valores enviados à Secretaria da Receita Federal; o fato da empresa sob fiscalização ter sido desativada, e a criação de nova empresa no mesmo local, com o mesmo objeto social e sob a administração e controle da primeira tinha no momento em que foi desativada. Pelo exposto, como não trouxe argumentos na impugnação, não trouxe evidências que afastassem o intuito de fraude e também o descaso com a fiscalização, aplicase o disposto no artigo 44, I, §§ 1º e 2º, da Lei nº 9430/1996, com nova redação dada pelo artigo 14 da Lei nº 11.488/2007. Da sucessão tributária Por todos os fato já citados no item anterior, a criação de nova empresa no mesmo local, com a mesma atividade e com a mesma administração e mesmo controle que a antiga tinha no momento da cessação das atividades, conjugam para que a empresa com nome fantasia Auto Posto Disney seja sucessora e responda pelos tributos devidos pela fiscalizada. Os fatos são suficientes para demonstrar a sucessão e formar a convicção de que houve transferência dos negócios entre a fiscalizada e a nova empresa. Não é natural que não haja transferência, e, conseqüentemente, sucessão, uma vez que a empresa fiscalizada cessou suas atividades e , em seguida, surgiu uma nova empresa no mesmo local, com os mesmos equipamentos e máquinas e com os mesmos administradores e controles. . Nos termos do artigo 133, I, do Código Tributário Nacional – CTN, citado no Termo: “Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: I integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão.” (grifos nossos). Com base nesse artigo, a nova empresa é responsável pelos débitos tributários contraídos pela empresa até a data da sucessão, assim sendo, a cobrança deverá ser dirigida primeiramente ao sucessor deste. Assim, está correta a lavratura do Termo de Sujeição Passiva pertinente e a cobrança ser enviada à empresa sucessora. Por todo o acima exposto, temos que todos os elementos trazidos aos autos militam contra a contribuinte, que em nenhum momento logrou, por elementos probantes, colocar em dúvida a acusação contida no trabalho fiscal. Pelo contrário, permaneceram incólumes todas as provas coletadas pela autoridade fiscalizadora. As esparsas alegações apresentadas não conseguiram ilidir a constatação da irregularidade detectada pela fiscalização. Não junta a recorrente nenhum documento ou qualquer outro elemento que comprove os depósitos ou a atividade da empresa de comércio Fl. 16DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO Processo nº 10218.000405/200731 Acórdão n.º 120200.393 S1C2T2 Fl. 9 17 varejista de combustível e lubrificantes de veículos automotores ou que justifique a diferenças encontradas entre os valores apresentados à Secretaria da Receita Federal e os valores constantes em sua movimentação financeira. Enfim, não há nada que não justifique os procedimentos adotados pela fiscalização. Portanto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. Os lançamentos do PIS, da COFINS e da CSLL em questão tiveram origem em matéria fática apurada para o lançamento do IRPJ. Tendo em vista que há estreita relação entre os tributos, devese aqui seguir os efeitos da decisão proferida para o IRPJ. (documento assinado digitalmente) Nereida de Miranda Finamore Horta Relatora Fl. 17DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HO, Assinado digitalmente em 28/09/2011 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 14/09/2011 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMO RE HO
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Numero do processo: 10469.900143/2006-73
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCALExercício: 2003DECLARAÇÕES DE COMPENSAÇÃO. RECONHECIMENTO PARCIAL DE DIREITO CREDITÓRIO. EXTINÇÃO DOS DÉBITOS COMPENSADOS. AUSÊNCIA DE PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO. RECURSO NÃO CONHECIDO.Não se conhece de Recurso interposto relativo a reconhecimento parcial de direito creditório suficiente para extinguir os débitos constantes de Declarações de Compensação (DComps), quando ausentes Pedidos de Restituição.Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Numero da decisão: 1803-000.782
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por falta de objeto, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: CSL- que não versem sobre exigência de cred. trib. (ex.:restituição.)
Nome do relator: Sérgio Rodrigues Mendes
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-01-28T19:04:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 2685980_0.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2011-01-28T19:04:13Z; Last-Modified: 2011-01-28T19:04:13Z; dcterms:modified: 2011-01-28T19:04:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 2685980_0.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:32f0b4f0-6d80-46a1-9dba-721a0a19a191; Last-Save-Date: 2011-01-28T19:04:13Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2011-01-28T19:04:13Z; meta:save-date: 2011-01-28T19:04:13Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 2685980_0.doc; modified: 2011-01-28T19:04:13Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2011-01-28T19:04:13Z; created: 2011-01-28T19:04:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2011-01-28T19:04:13Z; pdf:charsPerPage: 1079; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2011-01-28T19:04:13Z | Conteúdo => S1-TE03 Fl. 344 1 343 S1-TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10469.900143/2006-73 Recurso nº 507.584 Voluntário Acórdão nº 1803-00.782 – 3ª Turma Especial Sessão de 27 de janeiro de 2011 Matéria CSLL - DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente R. M. NOR DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2003 DECLARAÇÕES DE COMPENSAÇÃO. RECONHECIMENTO PARCIAL DE DIREITO CREDITÓRIO. EXTINÇÃO DOS DÉBITOS COMPENSADOS. AUSÊNCIA DE PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO. RECURSO NÃO CONHECIDO. Não se conhece de Recurso interposto relativo a reconhecimento parcial de direito creditório suficiente para extinguir os débitos constantes de Declarações de Compensação (DComps), quando ausentes Pedidos de Restituição. Fl. 348DF CARF MF Emitido em 03/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/01/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Assinado digitalmente em 28/01/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, 03/02/2011 por SELENE FERREIRA DE M ORAES 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por falta de objeto, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes - Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Benedicto Celso Benício Júnior, Walter Adolfo Maresch, Marcelo Fonseca Vicentini, Sérgio Rodrigues Mendes e Luciano Inocêncio dos Santos. Fl. 349DF CARF MF Emitido em 03/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/01/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Assinado digitalmente em 28/01/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, 03/02/2011 por SELENE FERREIRA DE M ORAES Processo nº 10469.900143/2006-73 Acórdão n.º 1803-00.782 S1-TE03 Fl. 345 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 168): A interessada acima qualificada apresentou Declarações de Compensação — PERDCOMPs nºs 30630.19474.090603.1.3.03-0037 (fls. 01/07) e 16290.48698.150803.1.3.03-2477 (fls. 08/14), por meio das quais compensou crédito da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL com débitos de sua responsabilidade. O crédito informado, no valor de R$ 211.044,67, seria decorrente de saldo negativo apurado no ano-calendário 2002. 2. Por meio do Despacho Decisório de fls. 122/130, o Delegado da Receita Federal do Brasil em Natal reconheceu parcialmente o direito creditório no valor de R$ 180.693,72 e homologou as compensações, já que o crédito reconhecido foi suficiente para extinguir os débitos constantes das DCOMPs. 3. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 144/146), alegando, em síntese, que preencheu incorretamente a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, de tal sorte que as estimativas dos meses de janeiro a maio de 2002 e parte da estimativa de junho de 2002 teriam sido compensadas com o saldo negativo apurado em 31/12/2000, e não com o saldo apurado em 31/12/2001 como constou na DCTF. Requereu, ao final, o reconhecimento integral do direito creditório. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 167): ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2002 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. A certeza e a liquidez dos créditos são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei. RETIFICAÇÃO DE DCTF. PRAZO. Extingue-se em cinco anos, contados da entrega da DCTF original, o direito do contribuinte de pleitear a sua retificação. Solicitação Indeferida. 3. Cientificada da referida decisão em 08/05/2009 (fls. 169), a tempo, em 05/06/2009, apresenta a interessada Recurso de fls. 173 a 188, instruído com os documentos de fls. 189 a 342, nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos e aduzindo mais os seguintes: a) que, em 09 de junho de 2003 e 15 de agosto de 2003, ingressou com os pedidos de restituição e compensação dos valores acumulados a título de saldo negativo de CSLL, com débitos da mesma exação, na forma Fl. 350DF CARF MF Emitido em 03/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/01/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Assinado digitalmente em 28/01/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, 03/02/2011 por SELENE FERREIRA DE M ORAES 4 determinada pela redação original do art. 74 da Lei nº 9.430/96 e IN SRF 21/97; b) que, posteriormente, em 19 de janeiro de 2009, tomou ciência da decisão que homologou as compensações por ela efetuadas, reconhecendo parcialmente o valor do direito creditório pleiteado; c) que, nesse passo, a ciência da decisão que homologou as compensações efetuadas deu-se após 5 (cinco) anos da entrega da declaração de compensação; d) que, conforme determina o § 4º do art. 150 do CTN, art. 74 da Lei nº 9.430/96 e art. 37 da IN SRF 900/08, em se tratando de quitação por meio de compensação, o prazo do Fisco Federal para homologar compensações de créditos tributários se extingue no prazo de 5 (cinco) anos contados da formalização da compensação, ou seja, da entrega da declaração de compensação; e) que, por ser assim, em virtude da homologação tácita ocorrida, deve ser integralmente reconhecido o saldo negativo de CSLL apurado em 31/12/2002, no valor de R$ 211.044,67, pleiteado pela Recorrente nos pedidos de compensação tacitamente homologados; f) que o Despacho Decisório, ao não reconhecer o valor do saldo negativo pleiteado pela Recorrente, fere frontalmente o princípio da verdade material dos fatos; g) que não é lícito ao Fisco conformar-se com informações/preenchimentos equivocados do contribuinte, nem tampouco tomar como base de seus apontamentos tais informações equivocadamente apuradas; h) que, ao contrário, compete à autoridade fiscal desconsiderar erros materiais cometidos pelo contribuinte para, em atenção ao princípio da verdade material, fundamentar sua decisão em dados efetivamente corretos; i) que, restando evidenciada a ocorrência de erro formal que distorce a realidade dos fatos, cabe à Administração Pública rever o lançamento ou, até mesmo, a declaração apresentada pelo contribuinte, de sorte a adequá- lo à realidade dos fatos; j) que não há que se discutir o escoamento do prazo para retificação de erros formais, já que a verdade dos fatos deve ser reconhecida independente de eventual retificação de declarações equivocadas pelo contribuinte; e k) que, tendo em vista que se trata de erro formal no preenchimento de DCTFs, em razão do princípio da verdade material, ele deverá ser corrigido a qualquer tempo, confirmando-se a integralidade do crédito pleiteado pela Recorrente, apurado como saldo negativo em 2002. Em mesa para julgamento. Fl. 351DF CARF MF Emitido em 03/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/01/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Assinado digitalmente em 28/01/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, 03/02/2011 por SELENE FERREIRA DE M ORAES Processo nº 10469.900143/2006-73 Acórdão n.º 1803-00.782 S1-TE03 Fl. 346 5 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator 4. Conforme visto no Relatório, apresentou a Recorrente DComps nºs 30630.19474.090603.1.3.03-0037 (fls. 01/07) e 16290.48698.150803.1.3.03-2477 (fls. 08/14). 5. Por meio do Despacho Decisório de fls. 122/130, o Delegado da Receita Federal do Brasil em Natal reconheceu parcialmente o direito creditório no valor de R$ 180.693,72 e homologou as compensações, já que o crédito reconhecido foi suficiente para extinguir os débitos constantes das DComps. 6. Assim, tendo sido apresentadas apenas Declarações de Compensação - e não Pedidos de Restituição -, não remanesce qualquer matéria que possa ser objeto de julgamento por este Colegiado. Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NÃO CONHECER DO RECURSO por falta de objeto. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 352DF CARF MF Emitido em 03/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/01/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Assinado digitalmente em 28/01/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, 03/02/2011 por SELENE FERREIRA DE M ORAES
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Numero do processo: 14474.000334/2007-04
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/1996 a 31/08/2000
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO - CONTRIBUINTE INDIVIDUAL - RECURSO INTEMPESTIVO - NÃO CONHECIDO
O art. 305, § 1° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999 assim descreve . "Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento daquele Conselho.
É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contra-razões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente."
O art. 21 do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes assim dispõe acerca da competência para julgamento dos processos do âmbito previdenciário. "Compete ao Segundo Conselho de Contribuintes julgar recursos de oficio e voluntário de decisão de primeira instância sobre a aplicação da legislação, inclusive penalidade isolada, observada a seguinte distribuição: II às Quinta e Sexta Câmaras, os relativos às contribuições
sociais previstas nas alineas "a", "b" e "c" do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, das contribuições instituídas a titulo de substituição e contribuições devidas a terceiros."
RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
Numero da decisão: 2401-000.904
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, não em conhecer do recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 14474.000334/2007-04 Recurso n° 160410 Voluntário Acórdão n° 2401-00.904 — 4' Câmara / P Turma Ordinária Sessão de 27 de janeiro de 2010 Matéria CONTRIBUINTE INDIVIDUAL Recorrente COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL Recorrida DRJ-CURITIBA/PR ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/05/1996 a 31/08/2000 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO - CONTRIBUINTE INDIVIDUAL - RECURSO INTEMPESTIVO - NÃO CONHECIDO O art. 305, § 1° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999 assim descreve . "Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento daquele Conselho. É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contra-razões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente." O art. 21 do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes assim dispõe acerca da competência para julgamento dos processos do âmbito previdenciário. "Compete ao Segundo Conselho de Contribuintes julgar recursos de oficio e voluntário de decisão de primeira instância sobre a aplicação da legislação, inclusive penalidade isolada, observada a seguinte distribuição: II às Quinta e Sexta Câmaras, os relativos às contribuições sociais previstas nas alineas a, "b" e "c" do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, das contribuições instituídas a titulo de substituição e contribuições devidas a terceiros." RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. çr, so' ACO • 1 ' M os membros da 4' Câmara / P Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, pç4animidade de votos, não em conhecer do recurso. Alipf ELIAS SAMPAIO FREIRE - Presidente .. EL INE-CRISVIEIRA — Relatora Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, deusa Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 Processo n° 14474.00033412007-04 S2-C4T1 Acórdão n.° 2401-00.904 Fl. 796 Relatório A presente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa, levantadas sobre os valores pagos a pessoas físicas na qualidade de contribuintes individuais NO PERÍODO DE 05/1996 a 08/2000, conforme planilhas anexas aos relatório fiscal. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deu-se em 02/06/2005, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 07/072005. Não conformada com a notificação, a recorrente apresentou defesa, fis. 117 a 159. A empresa anexou diversos documentos às fis. 182 a 570 O processo foi baixado em diligência à fl. 573 a 671, para que o auditor se manifeste acerca de toda a documentação apresentada em sede de defesa, tendo o mesmo emitido informação fiscal procedendo as retificações que entendeu pertinentes. Devidamente cientificada a empresa manifestou-se as fis. 675 a 688. Foi emitida Decisão-Notificação confirmando a procedência parcial do lançamento, fis. 696 a 718, determinando a exclusão de valores de acordo com a informação fiscal. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 722 a 763. Em síntese, a recorrente em seu recurso alega o seguinte: Nulidade da NFLD em razão da inconstitucionalidade da Lei Complementar n° 84/96. Nulidade da NFLD em razão do art. 22, III e IV da Lei 8212/91 ser inconstitucional. Nulidade da NFLD uma vez que inexistem os créditos lançados, como bem demonstrou o recorrente. O art. 3° da LC 84/96 abre a opção para empresa efetuar o pagamento com base na classe em que o contribuinte individual se encontra.. Neste sentido a NFLD em nenhum momento identifica os serviços prestados pelas pessoas fisicas contribuintes para o sistema de seguridade social, situação em que o recorrente poderia optar pelo recolhimento. Sobre o valor do serviço ou sobre a escala de salário base. Tal identificação é essencial vez que o recorrente poderia ter utilizado a opção e ainda assim, ver lançado contra si débito calculado com fundamento no outro critério. Nula é a notificação uma vez que em momento algum a autoridade fiscal se desincumbiu do seu dever legal de demonstrar a origem ou a composição dos valores constantes da NFLD. Necessária perícia contábil para que se comprove que os valores apurados na presente NFLD apresentam falhas e correções, como as já apontadas na defesa e acatados parcialmente quando da emissão da DN. A DN foi omissa e por conseqüência cerceou o direito de defesa do recorrente, quando não apreciou matéria constitucional, ou mesmo denegou a oitiva de testemunhas ou realização de diligências. Inexigível juros de mora de acordo com a SELIC. A multa aplicada possui verdadeiro confisco. Reitera o pedido de necessidade de perícia, uma vez que em razão do curto espaço de tempo para apresentação de defesa, não teve tempo suficiente para separar e apresentar todos os documentos, notas fiscais e GPS, que comprovam a total insubsistência dos valores exigidos na presente NFLD. Pelo exposto, requer a recorrente que seja acolhido o presente recurso, para que seja cassada a decisão recorrida, para que se proceda a produção de provas ou em assim não entendendo seja declaradas insubsistente a NFLD em questão. Foi informado pela procuradoria que a recorrente possui ação ordinária face a lavratura da NFLD ora recorrida, requerendo a antecipação de tutela suspendendo a exigibilidade do crédito tributário objeto da NFLD 35.273.873-1, lavrada pelo INSS e determinando À ré que se abstenha de adotar qualquer medida tendente a cobrança do referido crédito. O processo foi encaminhado a este Conselho, sem o oferecimento de contra- razões. É o relatório. 4 Processo n° 14474.000334/2007-04 S2-C4TI Acórdão n.° 2401-00.904 Fl. 797 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto intempestivamente. De acordo com o aviso de recebimento à fl. 720, a recorrente foi cientificada no dia 03 de março de 2008 (segunda-feira), à época, o prazo para interposição do recurso era de 30 dias, considerando-se que na contagem é excluído o dia de inicio, o prazo venceria em 02/04/2008. A notificada interpôs o recurso no dia 03/04/2008, fl. 764, portanto fora do prazo normativo. Assim, dispõe o art. 305, § 1° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999: Dos Recursos Art. 305. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento daquele Conselho. § É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contra-razões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente. (Redação alterada pelo Decreto n°4.729/03) Dos Recursos Art. 305. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento daquele Conselho. § I° É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contra-razões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente. (Redação alterada pelo Decreto n°4.729/03) O art. 21, II do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, dispõe acerca da competência do Conselho de Contribuintes para julgar os processos de competência do CRPS Art. 21. Compete ao Segundo Conselho de Contribuintes julgar recursos de oficio e voluntário de decisão de primeira instância sobre a aplicação da legislação, inclusive penalidade isolada, observada a seguinte distribuição: II às Quinta e Sexta Câmaras, os relativos às contribuições sociais previstas nas alíneas "a", "h" e "c" do parágrafo único do art. II da Lei n o 8.212, de 24 de julho de 1991, das 5 contribuições instituídas a titulo de substituição e contribuições devidas a terceiros. NO mesmo sentido a Portaria MF n° 147/2007, dispõe acerca da transferência dos processos pendentes de julgamento do CRPS para o Conselho de Contribuintes: O MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA, no uso no uso das atribuições previstas no art. 87, parágrafo único, incisos II e .1E da Constituição Federal, no art. 4` do Decreto n.` 4.395, de 27 de setembro de 2002, e tendo em vista o disposto nos arts. 25, 27, 29, 30 e 31 da Lei n.° 11.457, de 16 de março de 2007 e no art. 4' do Decreto n.°5.136, de 7 de julho de 2004, resolve: Art. 5° Ficam instaladas a Quinta e Sexta Câmaras do Segundo Conselho de Contribuintes. §1° No prazo de 30 (trinta) dias da data da publicação desta Portaria, os processos administrativo-fiscais referentes às contribuições de que tratam os arts. 2' e 3° da Lei n.° 11.457/2007 que se encontrarem no Conselho de Recursos da Previdência Social serão encaminhados ao Segundo Conselho de Contribuintes e distribuídos por sorteio para a Quinta e Sexta Câmaras do Segundo Conselho de Contribuintes, ou, se cabível, à Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais. §2" Aplica-se o Regimento Interno do Conselho de Recursos da Previdência Social (RICRPS), aprovado pela Portaria do Ministro da Previdência Social n. o 88, de 22 de janeiro de 2004 aos recursos interpostos até o termo final do prazo fixado no §1°, nos processos administrativo-fiscais em trâmite no Conselho de Recursos da Previdência Social. §3" Os julgamentos e atos processuais pendentes nos processos referidos no §1" serão regulados pelo Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Em sendo intempestivo o recurso, e não tendo sido demonstrado nos autos nenhum fato que impedisse o requerente de interpor recurso na data estabelecida, julgo por não conhecer do recurso. CONCLUSÃO Voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso, em virtude da intempestividade do mesmo. É como voto. Sala das Sessões, em 27 de janeiro de 2010 4 4 Ata ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA - Relatora 6
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