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Numero do processo: 10510.003205/2007-25
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Oct 31 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/1999 a 31/03/2004
RECURSO PROTOCOLADO APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. OCORRÊNCIA.
É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário dentro do prazo legal.
Recurso Voluntário não Conhecido.
Numero da decisão: 2402-004.314
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário por intempestividade.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Luciana de Souza Espíndola Reais, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/1999 a 31/03/2004 RECURSO PROTOCOLADO APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. OCORRÊNCIA. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário dentro do prazo legal. Recurso Voluntário não Conhecido.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/1999 a 31/03/2004 RECURSO PROTOCOLADO APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. OCORRÊNCIA. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário dentro do prazo legal. Recurso Voluntário não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário por intempestividade. Júlio César Vieira Gomes Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Luciana de Souza Espíndola Reais, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 51 0. 00 32 05 /2 00 7- 25 Fl. 557DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/10/20 14 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 30/10/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 2 Relatório Tratase de processo administrativo para exigir contribuição previdenciária cota patronal, relativa à remuneração de serviços de segurados contribuintes individuais e a título de prólabore dos sócios, não declarados em GFIP, correspondente ao período de 01/09/1999 a 31/03/2004. A Recorrente apresentou impugnação pleiteando a total insubsistência da autuação (fls. 203/315), sob o argumento de que os valores dos créditos tributários exigidos na presente autuação teriam sido objeto de depósito judicial no curso do processo judicial nº 98.29397 da Justiça Federal. Defendeu, ainda, a decadência do direito de constituição do crédito tributário e a inconstitucionalidade da multa aplicada. A d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador julgou o lançamento parcialmente procedente (fls. 509/517): (i) declarando a decadência apenas dos créditos tributários correspondentes ao período de 01/1999 a 07/2002, e (ii) mantendo em sua integralidade os créditos tributários correspondentes ao período de 08/2002 a 03/2004, visto inexistir nos autos provas documentais que comprovariam a conversão em renda ao fisco, dos depósitos judiciais realizados pela Recorrente no curso de processo judicial. Além disso, manteve a aplicação dos acréscimos legais, visto que cabe à autoridade fiscal a aplicação da multa sem perquirir acerca da justiça ou injustiça dos seus efeitos, uma vez que o lançamento é uma atividade vinculada. Intimado da referida decisão em 08/12/2008, a Recorrente interpôs recurso voluntário em 09/01/2009 (fls. 530/547) alegando que: (i) o crédito tributário em questão já foi integralmente pago, conforme se verifica através das guias DARF juntadas aos autos pela Recorrente; bem como (ii) a inconstitucionalidade da multa aplicada, por ofensa aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. É o relatório. Fl. 558DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/10/20 14 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 30/10/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES Processo nº 10510.003205/200725 Acórdão n.º 2402004.314 S2C4T2 Fl. 690 3 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Ao analisar o recurso interposto pela Recorrente, verificase que o mesmo não preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Isto porque, a Recorrente tomou ciência da decisão de 1ª instância em 09/12/2008 (fl. 527) e enviou o recurso voluntário pelos correios em 09/01/2009 (conforme carimbo dos correios à fl. 530), ou seja, após o prazo fatal, que ocorreu em 08/01/2009. Assim, não obstante o recurso ter sido recepcionado pela Receita Federal apenas em 16/01/09, o recurso foi considerado intempestivo desde a data de envio pelos correios (09/01/2009). Como é cediço, o prazo para interposição de recurso voluntário é de 30 dias, contados do primeiro dia subsequente à data da ciência da decisão, nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/1972, abaixo transcrito: “Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão.” Assim, resta evidente que a Recorrente interpôs o referido recurso depois do transcurso do prazo de 30 dias, motivo pelo qual a r. decisão recorrida se torna definitiva, nos termos do art. 42, inc. I, do Decreto nº 70.235/1972: “ Art. 42. São definitivas as decisões: I de primeira instância esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto; (...)” Diante disso, entendo que o recurso voluntário não deve ser conhecido, por não preencher a todos os requisitos de admissibilidade. Ante todo o exposto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 559DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/10/20 14 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 30/10/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 4 Fl. 560DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/10/20 14 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 30/10/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES
score : 1.0
Numero do processo: 10950.005442/2008-22
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Oct 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/12/2006 a 01/09/2008
RESTITUIÇÃO DE RETENÇÃO. DD EXPEDIDA COM AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. NULIDADE DO ATO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE QUE SE ESTENDE AO ACÓRDÃO DA DRJ.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-003.627
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para anular o DD, de fls. 336 a 340, por ausência de fundamentação, que causa preterição do direito de defesa, anulando-se por consequência o Acórdão da DRJ 06-39.011, determinando a reanálise do pedido como se fosse a primeira, cientificando o contribuinte para dela participar, se quiser, seguindo-se a partir desta todos as fases e procedimentos legais. Sustentação oral Advogado Dr Carlos Alexandre Tortato, OAB/PR nº52.658.
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/12/2006 a 01/09/2008 RESTITUIÇÃO DE RETENÇÃO. DD EXPEDIDA COM AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. NULIDADE DO ATO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE QUE SE ESTENDE AO ACÓRDÃO DA DRJ. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para anular o DD, de fls. 336 a 340, por ausência de fundamentação, que causa preterição do direito de defesa, anulando-se por consequência o Acórdão da DRJ 06-39.011, determinando a reanálise do pedido como se fosse a primeira, cientificando o contribuinte para dela participar, se quiser, seguindo-se a partir desta todos as fases e procedimentos legais. Sustentação oral Advogado Dr Carlos Alexandre Tortato, OAB/PR nº52.658. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2006 a 01/09/2008 RESTITUIÇÃO DE RETENÇÃO. DD EXPEDIDA COM AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. NULIDADE DO ATO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE QUE SE ESTENDE AO ACÓRDÃO DA DRJ. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para anular o DD, de fls. 336 a 340, por ausência de fundamentação, que causa preterição do direito de defesa, anulandose por consequência o Acórdão da DRJ 06 39.011, determinando a reanálise do pedido como se fosse a primeira, cientificando o contribuinte para dela participar, se quiser, seguindose a partir desta todos as fases e procedimentos legais. Sustentação oral Advogado Dr Carlos Alexandre Tortato, OAB/PR nº52.658. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 00 54 42 /2 00 8- 22 Fl. 490DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10950.005442/200822 Acórdão n.º 2803003.627 S2TE03 Fl. 490 2 Relatório O presente processo administrativo fiscal encera o Requerimento de Restituição de Retenção, referente a retenção de 11%, da Lei 9.711/1998, para as competências 12/2006 a 08/2008 e o 13º/2007, conforme requerimentos, de fls. 01 a 05. Os requerimentos foram acompanhados dos documentos, de fls. 06 a 199; 202 a 301. A SAORT da DRF da circunscrição do contribuinte emitiu o despacho, de fls. 302 e 303, solicitando o pronunciamento da SACAT em relação a exclusão do contribuinte do sistema SIMPLES FEDERAL. O contribuinte apresentou a petição, de fls. 306, que se fez acompanhar dos documentos, de fls. 307. A DRF em Maringá – PR emitiu o Ato Declaratório Nº 10, de 16/03/2009, fls. 309, por intermédio do qual o contribuinte foi excluído do SIMPLES FEDERAL com efeitos retroativos a 01/01/2002, sob a justificativa de atividade vedada ao sistema. Consta, as fls. 311, despacho informando a constituição do processo 10950.001070/200946 – REPRESENTAÇÃO FISCAL – IMPOSTO SIMPLES, que se encontra na DRJ/CTA em razão da apresentação de impugnação. O contribuinte foi cientificado do Ato Declaratório Nº 10/2009, em 01/12/2009, conforme AR, de fls. 313. O contribuinte apresentou manifestação em razão da cientificação do ato declaratório, por meio da petição, de fls. 314 a 316, acompanhada dos documentos, de fls. 317 a 335 A SAORT emitiu o Despacho – Decisório – DD, datado, de 08/12/2011, fls. 336 a 340, por meio do qual deferiu parte do pedido de restituição, relativamente as competências 01/2007 a 06/2007; 08/2007 a 08/2008, no valor de R$ 73.684,18. O contribuinte foi cientificado dessa decisão, em 09/03/2012, AR, de fls. 351. O requerente protocolizou a petição, de fls. 365 a 370, acompanhada do documentos, de fls. 371 a 382, onde discorda da compensação de ofício, bem como a petição, de fls. 384 a 395, Manifestação de Inconformidade, acompanhada dos documentos, de fls. 396 a 405. O contribuinte apresentou novo petição, as fls. 409, acompanhada dos documentos, de fls. 410 a 423. O órgão julgador de primeiro grau emitiu o Acórdão Nº 0639.011 5ª Turma da DRJ/CTA, em 18/01/2013, fls. 425 a 430, pelo qual a Manifestação de Inconformidade foi considerada improcedente. Fl. 491DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10950.005442/200822 Acórdão n.º 2803003.627 S2TE03 Fl. 491 3 A empresa requerente tomou conhecimento do Acórdão, conforme AR, as fls. 432, recebido, em 05/02/2013. A empresa apresentou Recurso Voluntário, em 01/03/2013, conforme petição, de fls. 434, com razões recursais, as fls. 435 a 451, acompanhado dos documentos, de fls. 452 a 482. As razões recursais estão assim resumidas. Mérito. · que seja realizada a compensação de ofício dos créditos deferidos administrativamente; · que a apresentação de manifestação de inconformidade e recurso voluntário em face do Ato Declaratório n° 10/2009, que excluiu a recorrente do SIMPLES FEDERAL, possui efeito suspensivo dessa exclusão, sendo indevido a emissão do termo de perempção em razão da exclusão, pois a empresa apresentou recurso em 25/04/2012, doc. 04, não merecendo prosperar a alegação da DRJ de que tal recurso não tem efeito suspensivo, pois isso viola a ampla defesa e contraditório, art. 5º, LV, da CF/88, transcreve e cita doutrina, não podendo a recorrente sofrer os efeitos dessa exclusão, pois tal ato, ainda, não é definitivo; · que a recorrente não aquiesceu com a compensação de ofício da restituição com os débitos sobre a folha de salários, mas sim daquelas com possíveis débitos do SIMPLES NACIONAL, sendo a assertiva da DRJ incorreta; · que a compensação de ofício da restituição com os supostos débitos sobre folhas de salário decorrente da exclusão do SIMPLES NACIONAL é impossível, pois tais créditos não existem, uma vez que não foram lançados, art. 142 ou 150, §4º, ambos do CTN, sendo tal compensação arbitrária, pois os crédito não estão constituídos e não há previsão legal, ferindo, assim, o princípio da segurança jurídica; · que a jurisprudência do CARF sobre a matéria ampara o pleito da recorrente, cita e transcreve decisões sobre COFINS; PIS; PIS/PASEP não cumulatividade, sendo assim indevida a compensação de ofício, merecendo reforma o acórdão a quo; · Dos pedidos: a) recebimento, conhecimento e julgamento do recurso, dandolhe provimento ao final para reformar o acórdão recorrido; a1) para realizar a compensação de ofício dos créditos deferidos com os débitos do SIMPLES FEDERAL existentes e que não puderam ser compensados por problemas técnicos; a2) para que seja cancelado o Despacho – Decisório, de 08 de dezembro de 2011; a3) para que seja restituído 100% da retenção a maior realizada, ou seja, o importe de R$ 93.233,48. Fl. 492DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10950.005442/200822 Acórdão n.º 2803003.627 S2TE03 Fl. 492 4 O órgão preparador reconheceu a tempestividade do recurso, fls. 484. O autos foram remetidos ao CARF, fls. 484. Os autos foram sorteados e distribuídos a esse conselheiro, em 20/03/2014, Lote 04, fls. 485. O contribuinte apresentou nova petição, as fls. 488, informando a renúncia ao mandato de um dos causídicos. É o Relatório. Fl. 493DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10950.005442/200822 Acórdão n.º 2803003.627 S2TE03 Fl. 493 5 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira – relator. O recurso voluntário é tempestivo e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade ele merece ser apreciado. Delimitação da Lide. O pedido de compensação de ofício com créditos deferidos administrativamente, não serão apreciados por essa colegiado, haja vista que a matéria está fora da competência desse órgão, sendo exclusiva da autoridade da DRF, onde o pleito deve ser levado. Cabe ao colegiado apreciar recurso quanto a negativa de compensação, mas não o pedido de compensação, que é exclusivo da DRF. As teses relativas a manifestação de inconformidade e ao recurso voluntário decorrentes do processo de exclusão do SIMPLES NACIONAL, não serão apreciadas nesses autos, pois tal exclusão não é competência desta Segunda Seção do CARF e deve ser objeto de processo especifico, como, aliás, está noticiado nos autos proc: 10950.001070/200946, que, atualmente, segundo consulta realizada e colacionada como anexo a esse acórdão, encontrase na Primeira Seção aguardando distribuição. Também, estão fora do âmbito de análise deste colegiado as questões decorrentes de inconstitucionalidade em razão de previsão expressa, como a seguir esclarecido. Não cabe ao julgador administrativo pronunciarse sobre questões de inconstitucionalidade ante a expressa vedação legal, abaixo transcrita. Decreto 70.235/72 Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) RICARF PT/MF 256/2009 Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. A razão é muito simples no Poder Executivo – Administração Pública vige o princípio da hierarquia e quem exerce sua chefia máxima é o Senhor Presidente da República, a quem a Constituição da República Federativa do Brasil atribui em primeiro mão a competência de por intermédio da sanção em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional, introduzir a norma no mundo jurídico, dandolhe existência, estipulando sua vigência e atribuindolhe eficácia. Fl. 494DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10950.005442/200822 Acórdão n.º 2803003.627 S2TE03 Fl. 494 6 Logo, não é cabível que um servidor que lhe é subordinado e subalterno e lhe deve obediência, possa desfazer de um ato da maior autoridade do Poder Executivo, pois assim estaríamos subvertendo o regime. Além do que, a própria CRFB/88 no artigo 102, caput, estabeleceu que o seu guardião é o Supremo Tribunal Federal – STF. Assim cabe exclusivamente ao órgão maior do judiciário brasileiro o controle concentrado de constitucionalidade da leis e aos demais órgãos do judiciário o difuso. A CRFB/88 não atribui competência para órgão julgador administrativo seja ele qual for, exercer o controle de constitucionalidade das leis. Assim sendo, todas as argumentações ligadas a questão de constitucionalidade, seja em preliminar ou em mérito, não serão apreciadas, ante a vedação legal expressa, que se impõe. Mérito. A jurisprudência desse conselho é pacífica no sentido de que a apresentação de recurso em razão da exclusão do sistema SIMPLES não possui efeito suspensivo, observese a decisões transcritas. Ementa Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2005, 2006 SIMPLES. EXCLUSÃO. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. EFEITO SUSPENSIVO. Não há suspensão dos efeitos do ato declaratório de exclusão pela apresentação de manifestação de inconformidade do excluído. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.VEDAÇÃO. É vedado o afastamento pelo CARF de dispositivo prescrito em lei com base em alegação de inconstitucionalidade. Aplicação da Súmula CARF nº 02. Processo: 11065.000543/200854. Acórdão 1302001.297. Cons. Eduardo de Andrade. Data 11/06/2014. Ementa Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.APRESENTAÇÃO DE GFIP INFORMANDO DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. VALE ALIMENTAÇÃO. SIMPLES. EXCLUSÃO. ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO. É devida a autuação da empresa por apresentar GFIP com informações não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias (artigo 32, inciso IV e § 5° da Lei 8.212/91). Nesta espécie de autuação, a multa é fixada por competência e tem os valores correspondentes as contribuições previdenciárias não declaradas em GFIP com a limitação prevista em lei. A Manifestação de Inconformidade ou o recurso contra a exclusão do Simples Federal não tem efeito suspensivo. Recurso Voluntário Provido em Parte. Processo: 10970.000453/200888. Acórdão: 2403001.865. Cons. Ivacir Júlio de Souza. Data 07/01/2014. (o dois destaques são meus). Súmula CARF nº 77: A possibilidade de discussão administrativa do Ato Declaratório Executivo (ADE) de exclusão do Simples não impede o lançamento de ofício dos créditos tributários devidos em face da exclusão. Fl. 495DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10950.005442/200822 Acórdão n.º 2803003.627 S2TE03 Fl. 495 7 Como esclarecido no tópico preliminar não abordaremos a questão da compensação de ofício, pois está fora do âmbito desse contencioso. Assiste razão a recorrente quando diz que não há créditos lançados em razão de sua exclusão do SIMPLES FEDERAL, uma vez que o processo não notícia essa situação. Porém, é certo que quando o sujeito passivo é excluído do sistema SIMPLES pode e deve o órgão fiscal promover os lançamentos devidos, pois a empresa excluída se sujeita as determinações da Lei 9.317/96, abaixo transcrita. Art. 16. A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitarseá, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Todavia, não há informação nos autos sobre eventual lançamento de crédito em razão da exclusão ou por qualquer outro motivo. Assim, não é legitima a vedação da restituição solicitada, sem que haja débito exigível em face da empresa é o que diz a norma a seguir transcrita, pois não há o que compensar com a restituição pleiteada. IN/RFB 900/2008 SEÇÃO V DA COMPENSAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Art. 44. O sujeito passivo que apurar crédito relativo às contribuições previdenciárias previstas nas alíneas "a" a "d" do inciso I do parágrafo único do art. 1º, passível de restituição ou de reembolso, poderá utilizá lo na compensação de contribuições previdenciárias correspondentes a períodos subseqüentes. § 1º Para efetuar a compensação o sujeito passivo deverá estar em situação regular relativa aos créditos constituídos por meio de auto de infração ou notificação de lançamento, aos parcelados e aos débitos declarados, considerando todos os seus estabelecimentos e obras de construção civil, ressalvados os débitos cuja exigibilidade esteja suspensa. Não há nos autos notícia de lançamento em face da recorrente. Contudo, devido ao longo período decorrido, desde o requerimento de restituição e a presente decisão, tal lançamento pode ter ocorrido sem a informação efetiva nos autos. Assevera a recorrente que a DRF deferiu parcialmente sua restituição, pois estaria compensando de ofício parte de sua restituição com supostos créditos sobre a folha de pagamento decorrentes de sua exclusão do SIMPLES FEDERAL, parece ser isso que o DD indica em seu tópico 14, abaixo transcrito. 14. Decorrente da aplicação retroativa da exclusão do SIMPLES, o interessado passou a ter as contribuições patronais incidentes sobre a folha de pagamento destinado à Previdência Social, sobre a remuneração de empregados e outras entidades ou terceiros. Fl. 496DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10950.005442/200822 Acórdão n.º 2803003.627 S2TE03 Fl. 496 8 Mas, em verdade não se pode ter certeza dessa assertiva, uma vez que a proposição e a decisão de restituição são omissas, quanto a motivo da glosa da restituição e seu deferimento parcial, observese. PROPOSIÇÃO 15. Diante do exposto e com fundamento no art. 57 da Instrução Normativa RFB n° 900 de 31/12/2008; proponho o deferimento parcial do pedido de restituição, para as competências 01/2007 a 06/2007 e 08/2007 a 08/2008, no valor de R$ 73.684,18 (Setenta e três mil, seiscentos e oitenta e quatro reais e dezoito centavos). DECISÃO 19. Nos termos do inciso II do art. 96 da Instrução Normativa RFB 900, de 31/12/2008 e com fundamento nas competências a mim delegadas pelo inciso I do art. 2 o da Portaria DRF/MGA n° 17, de 22/02/2011; decido pelo deferimento parcial do pedido de restituição, conforme proposto. A título apenas argumentativo e considerando os resumos das folhas de pagamento do período de 07/2007 a 12/2007, fls. 106; 121; 135; 152; 170 e 197, somandose Empresa + Terceiros temse um valor devido de R$ 5.946,44; R$ 6.852,70; R$ 7.029,61; R$ 7.721,80; 6.683,78 e R$ 4.132,25, respectivamente, esse é o período que empresa informa que esteve fora do SIMPLES FEDERAL, fls. 06 e 323 a 327, dessa forma deveria contribuir como empresa em geral. Tomando como exemplo o mês de dezembro/2007 por ser o que apresenta menor valor a recolher na sistemática geral, a empresa deveria contribuir com o importe de R$ 4.132,25 e se multiplicarmos esse valor pelos meses que resultaria da exclusão do SIMPLES FEDERAL, data do ADE Nº 10 – 16/03/2009, fls. 309, retroagindose cinco anos em razão da decadência é possível considerar que o fisco poderia lançar em face da empresa valores para 02/2004 a 02/2009, ou seja, sessenta meses, multiplicandose isso pelo valor da competência 12/2007, teríamos um importe de R$ 247.935,00, isto é, não haveria o que restituir e a empresa, ainda, seria devedora de um valor significativo, isso é apenas um exemplo do que parece ocorrer. Penso com apoio no exemplo acima que a redução de R$ 19.549,30 na restituição não tem a ver com as contribuições devidas em razão da exclusão do sistema SIMPLES, pois a redução acima descrita está muito a quem do que deveria ser exigido, em face da exclusão. Entendo, que o DD, de fls. 336 a 340, é omisso e falho quanto a sua fundamentação e aos esclarecimentos necessários para a exata compreensão do que nele decidido. Assim sendo, nos termos do parágrafo, 2º, do inciso II, do artigo 59, do Decreto 70.235/72 declaro a nulidade do DD, de fls. 336 a 340, e de todos os atos dele decorrente, incluindo, o Acórdão da DRJ, salvo por óbvio este Acórdão, assim é o pensamento dessa casa. Ementa Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2009 a 30/11/2009 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP OCORRÊNCIA INOBSERVÂNCIA DE PROVIMENTO JUDICIAL AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO VÍCIO MATERIAL Tendo o fiscal autuante não demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o Fl. 497DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10950.005442/200822 Acórdão n.º 2803003.627 S2TE03 Fl. 497 9 lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, há que se falar em nulidade do lançamento. A lavratura das autuações deve observar sentença judicial anteriormente prolatada, de forma a refletila na fundamentação sob pena de se violar os princípios da ampla defesa e da segurança jurídica. Recurso Voluntário Provido. Processo: 10830.724375/201291. Acórdão: 2303002.393. Cons. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Data: 03/07/2014. Ementa Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 Não reconhecimento de direito creditório. Ausência de fundamentação. Nulidade Constatada a inexistência de fundamentação para o não reconhecimento do saldo do direito creditório pleiteado, incorre em cerceamento do direito de defesa e do contraditório do contribuinte, ensejando a nulidade da decisão. Processo Anulado Aguardando Nova Decisão. Processo 11543.002309/200374. Acórdão 3101001.580. Cons. Rodrigo Mineiro Fernandes. Data 16/04/2014. (os dois destaques são meus). Irrelevante, no caso a fixação do tipo de vício, uma vez que o PAF não encerra lançamento tributário, o que não interfere na demarcação do prazo decadencial. Destarte, deve o setor competente da DRF – origem promover nova análise do pedido de restituição, se necessário for solicitando novos elementos ao peticionante, decidindo de forma conclusiva, clara, objetiva e fundamentada pelo existência ou não do Direito Creditório, seja, parcial ou total, bem como tomando todas as medidas necessárias para o cumprimento de todas as determinações legais sobre a matéria. Deve, ainda, ser dado amplo conhecimento deste ao contribuinte antes da efetiva tomada de qualquer providência sobre a reanálise, oportunizandolhe a participação no procedimento, caso queira, devendo ser seguido todos os trâmites legais como se fosse a primeira análise. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto pelo conhecimento do recurso para no mérito darlhe provimento, ainda, que por motivos diversos, anulandose o DD, de fls. 336 a 340, por ausência de fundamentação, que causa preterição do direito de defesa, anulandose por consequência o Acórdão da DRJ 0639.011, determinando a reanálise do pedido como se fosse a primeira, cientificando o contribuinte para dela participar, se quiser, seguindose a partir desta todos as fases e procedimentos legais. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira – Relator. Fl. 498DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10950.005442/200822 Acórdão n.º 2803003.627 S2TE03 Fl. 498 10 Dados do Processo Número : 36592.000623/200791 Data de Protocolo : 22/06/2007 Documento de Origem : RQO09052007 Procedência : SRP APUCARANA Assunto : RESTITUICAO ASSUNTOS PREVIDENCIARIOS Nome do Interessado : JOSE ROBERTO DA SILVA & DELCIR AP DA SIL CNPJ : 01.711.823/000198 Tipo: Digital Sistemas Profisc: Não EProcesso :Sim SIEF:Controlado pelo SIEF Localização Atual Órgão Origem : AG REC FED JANDAIA SULDRFMARINGAPR Órgão : CONSELHO ADMINIST RECURSOS FISCAISMFDF Movimentado em : 06/03/2013 Sequencia : 0010 RM : 10049 Situação : EM ANDAMENTO UF : DF Retornar Este documento não indica a existência de qualquer direito creditório. Fl. 499DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10950.005442/200822 Acórdão n.º 2803003.627 S2TE03 Fl. 499 11 Processo Principal : 10950.001070/200946 Data Entrada : 05/03/2009 Contribuinte Principal : JOSE ROBERTO DA SILVA & DELCIR AP SILVA Tributo : Não informado Recursos Data de Entrada Tipo do Recurso 08/03/2013 RECURSO VOLUNTARIO Andamentos do Processo Data Ocorrência Anexos 08/03/2013 DISTRIBUIR/SORTEAR 1ª Seção 08/03/2013 EM TRAMITAÇÃO Tipo de Recurso: RECURSO VOLUNTARIO Data de Entrada: 08/03/2013 Unidade: GEPAF/SECOJ/SECEX/CARF/MF 08/03/2013 RECEBER PROCESSO TRIAGEM E COMPLEMENTAÇÃO CADASTRAL GEPAF/SECOJ/SECEX/CARF/MF Fl. 500DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/10/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10725.720112/2007-43
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ALTERAÇÃO DO FUNDAMENTO JURÍDICO DO LANÇAMENTO IMPOSSIBILIDADE.
Não é dado ao julgador de segunda instância inovar no processo tributário e completar o lançamento fiscal, aduzindo fundamento diverso daquele constante do lançamento, sob pena de flagrante ofensa ao devido processo legal e ao princípio do contraditório e ampla defesa, aplicáveis ao processo administrativo por força constitucional. Afinal, a parte se defende daquilo que lhe foi imputado..
Numero da decisão: 1401-001.248
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONHECERAM e REJEITARAM os embargos, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Antonio Alkmim Teixeira
Participaram do julgamento os Conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, , Fernando Luiz Gomes de Mattos, Henrique Heiji Erbano, e Maurício Pereira Faro. Ausente justificadamente o Conselheiro Sergio Luiz Bezerra Presta.
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ALTERAÇÃO DO FUNDAMENTO JURÍDICO DO LANÇAMENTO IMPOSSIBILIDADE. Não é dado ao julgador de segunda instância inovar no processo tributário e completar o lançamento fiscal, aduzindo fundamento diverso daquele constante do lançamento, sob pena de flagrante ofensa ao devido processo legal e ao princípio do contraditório e ampla defesa, aplicáveis ao processo administrativo por força constitucional. Afinal, a parte se defende daquilo que lhe foi imputado..
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONHECERAM e REJEITARAM os embargos, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Participaram do julgamento os Conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, , Fernando Luiz Gomes de Mattos, Henrique Heiji Erbano, e Maurício Pereira Faro. Ausente justificadamente o Conselheiro Sergio Luiz Bezerra Presta.
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003, 2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ALTERAÇÃO DO FUNDAMENTO JURÍDICO DO LANÇAMENTO IMPOSSIBILIDADE. Não é dado ao julgador de segunda instância inovar no processo tributário e completar o lançamento fiscal, aduzindo fundamento diverso daquele constante do lançamento, sob pena de flagrante ofensa ao devido processo legal e ao princípio do contraditório e ampla defesa, aplicáveis ao processo administrativo por força constitucional. Afinal, a parte se defende daquilo que lhe foi imputado.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONHECERAM e REJEITARAM os embargos, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Participaram do julgamento os Conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, , Fernando Luiz Gomes de Mattos, Henrique Heiji Erbano, e Maurício Pereira Faro. Ausente justificadamente o Conselheiro Sergio Luiz Bezerra Presta. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 72 5. 72 01 12 /2 00 7- 43 Fl. 382DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por JORGE C ELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10725.720112/200743 Acórdão n.º 1401001.248 S1C4T1 Fl. 3 2 Relatório Tratam de embargos de declaração apresentados pela Fazenda Nacional em face da decisão proferida, em conjunto, no julgamento de um auto de infração e correlatas negativas de restituição de crédito tributário relacionados à operação da Contribuinte na execução do “Projeto Cabiúnas”. Assim como no julgamento dos recursos voluntários, o julgamentos dos embargos de declaração serão feitos de forma conjunta. Nos embargos relativos aos processos nº 10725.720028/200720, 10725.720029/200774, 10725.720031/200743, 10725.720111/200707, 10725.720112/2007 43, 10725,720113/200798 e 19404.000358/200298, a alegação é de que o crédito objeto de restituição já teria sido aproveitado no auto de infração 15521.000140/200751 Nos embargos constantes do processo nº 10725.720030/200707, aduz a Fazenda Nacional que o crédito objeto de restituição não seria líquido e certo tendo em vista a lavratura do auto de infração nº15521.000140/200751. Já no processo nº 10725.720109/200720, a alegação dos embargos é de que “as conclusões do v. acórdão passaram ao largo tanto das disposições legais que orientam a acusação fiscal, quanto dos negócios jurídicos que ensejaram o fato gerador”. Por fim, no processo nº 15521.000140/200751 (auto de infração), a Fazenda Nacional opõe Embargos Declaratórios com a alegação de obscuridade. Segundo alega, “o colegiado entendeu que o fiscal teria apurado o lucro real sobre as receitas omitidas. Todavia, a partir da leitura do relatório fiscal, de fls. 3658/3717, constatase que a autoridade arbitrou o lucro. Portanto, aparentemente, ao dizer que não haveria base legal para a o “arbitramento de receita”, quando não foi isso que aconteceu”. É o relatório. Fl. 383DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por JORGE C ELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10725.720112/200743 Acórdão n.º 1401001.248 S1C4T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Os embargos são tempestivos e, atendidos os demais requisitos de lei, deles conheço. Embargos de declaração Processos nº 10725.720028/200720, 10725.720029/200774, 10725.720031/200743, 10725.720111/200707, 10725.720112/200743, 10725,720113/2007 98 e 19404.000358/200298 Aduz, a Fazenda Nacional, que o crédito objeto de pedido de restituição já fora apropriado para redução do auto de infração controlado pelo processo nº 15521.000140/200751. Referido auto de infração foi cancelado na mesma decisão que reconheceu o direito creditório. Assim, não merece acolhida a irresignação da Embargante. Embargos de Declaração – Processo nº 10725.720030/200707 Aduz, a Fazenda Nacional, omissão no julgamento dos processos em referência, uma vez que o fundamento da negativa de restituição dos valores postulados recai, exclusivamente, no fato de que os saldos negativo não serem líquidos e certos, tendo em vista ter havido a lavratura do auto de infração constante do processo nº 15521.000140/200751. Ocorre que referido auto de infração foi cancelado na mesma decisão que reconheceu o direito creditório objeto de restituição. Por óbvio, assim, que não há falarse em ausência de liquidez e certeza do crédito postulado. Embargos de declaração Processo nº 10725.720109/200720 A, a alegação da Fazenda Nacional que “as conclusões do v. acórdão passaram ao largo tanto das disposições legais que orientam a acusação fiscal, quanto dos negócios jurídicos que ensejaram o fato gerador” não são supríveis por meio de embargos de declaração. Na verdade, tratase de inconformidade com os fundamentos da decisão, conforme restará adiante demonstrado, não havendo qualquer complemento a ser feito na decisão. Embargos de Declaração 15521.000140/200751 (auto de infração) Aduz a Fazenda Nacional que houve erro no julgado, uma vez que o voto faz referencia ao arbitramento da receita da Contribuinte, quando em verdade o que teria ocorrido seria apenas arbitramento do lucro. Fl. 384DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por JORGE C ELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10725.720112/200743 Acórdão n.º 1401001.248 S1C4T1 Fl. 5 4 Novamente, sem razão a Fazenda Nacional. Conforme se extrai da decisão embargada, a Fiscalização promoveu o arbitramento da receita da Embargada a partir dos contrato e pagamentos realizados pela Cayman Cabiúnas Investment & Co, conforme item 4.2.3 do termo de verificação fiscal do auto de infração, assim resumido: . Nos termos do TVF, “resumidamente, temse, em tese, o seguinte quadro: imputase à fiscalizada o percentual de 78,332% como participação nas receitas e custos/despesas do empreendimento. Como resultado, no que toca ao reconhecimento das receitas de todo o empreendimento, a fiscalizada deverá reconhecer, além daquelas relacionadas aos pagamentos que foram solicitados e efetuados em seu favor (já abordado acima), aquelas decorrentes da aplicação do percentual de 78,332% sobre os pagamentos solicitados e efetuados em favor de subcontratada” Nesse sentido, a decisão embargada entendeu errôneo o procedimento fiscal utilizado para se arbitrar a receita tributável e por isso a Turma Julgadora cancelou a autuação, cujos fundamentos não podem ser revistos em sede de embargos de declaração. Vejase o decidido por esta Turma Julgadora, in verbis: “Por outro lado, não se atribuiu, no Contrato EPC, qualquer ordem de execução concreta aos sócios Toyo Co. e Setal Overseas, ficando toda a responsabilidade pelo cumprimento do contrato apenas com a sociedade de propósito específico constituída para este fim, quem seja, a Toyo Setal, ora Recorrente. Na verdade, nem de poderia atribuir qualquer responsabildaide operacional as empresas estrangeiras, tendo em vista a vedação expressa nesse sentido constante do contrato EPC. Assim, se a Recorrente é a resultante da joint venture formada pela Toyo Co. e pela Setal Overseas, cabendo a ela o desenvolvimento e execução do Projeto Cabiúnas, entendo que a totalidade dos rendimentos decorrentes de referido contrato deveria ter sido aportado nessa empresa, ou seja, os U$590.631.845,14 deveriam ter sido pagos Toyo Setal do Brasil, no Brasil. De fato, a Recorrente é a única empresa, na resultante da associação da Toyo Co. e da Setal Overseas, que desenvolveu e executou o empreendimento no território nacional. A central de operações de todo o contrato, sob a ótica das Contratadas, se fixou no território brasileiro, nas mãos da Recorrente, sob supervisão e controle da Petrobras – tanto que, qualquer Fl. 385DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por JORGE C ELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10725.720112/200743 Acórdão n.º 1401001.248 S1C4T1 Fl. 6 5 alteração do projeto deveria ser previamente submetido a sua aprovação. Se foram necessárias importações de bens e serviços, quem as realizou foi a Recorrente, inclusive de sua coproprietária Toyo Co.. Se foram necessárias subcontratações, quem as realizou foi a Recorrente, ainda que de sua coproprietária Setal SP. Nesse contexto, conforme ensina Heleno Torres (Idem Ibidem, pg. 290), in verbis: Para o país de localização da corporated joint venture, pelo princípio da territorialidade, vigorará o regime de tributação ordinária sobre a renda de pessoas jurídicas, variando o tratamento impositivo conforme o tipo societário escolhido. Assim, para esta classe não se apresenta qualquer dificuldade para a definição do regime impositivo, devendo, apenas, ser compatível com o tipo de pessoa jurídica que venha a ser constituído. Quanto ao regime jurídicotributário aplicável aos venturers estrangeiros, possuidores de quotas ou ações da corporated joint venture, será o que for dispensado para os nãoresidentes. Dessa feita, a realização de pagamentos diretamente pela Cabiúnas Co. à jv Toyo Co. e Setal Overseas, remetidos para o Japão, é que constituem a receita omitida, posto que deveriam ter sido destinados à Recorrente, no Brasil, e posteriormente remetidos aos exterior, na forma de distribuição de lucros, ou dividendos (para os quais, inclusive, existe cláusula de tax sparing, nos termos do protocolo adicional da Convenção Brasil Japão para Evitar a Dupla Tributação). Todavia, não foi esta a receita omitida que sustentou a negativa da compensação ora em debate.” Mesmo porque, a se admitir a receita omitida da forma como posto no auto de infração, essa receita equivaleria a despesas de mesmo valor, o que, em apuração da renda pela sistemática do lucro real, anularia o efeito fiscal. Vejase a decisão: “O valor tido por omitido, assim, referese exclusivamente a recebimentos indiretos proporcionalmente apurados em relação ao pagamento, pelas Contratantes, das empresas sub contratadas Petrobras e Setal SP. Para que isso fosse possível, todavia, seria imperioso reconhecer que a omissão de receita, na hipótese, equivale exatamente ao montante destinado ao pagamento das subcontratadas, o que, para fins e apuração do lucro tributável da empresa optante pelo lucro real, tornase irrelevante. No lucro real, se a receita equivale à despesa, o resultado tributável para apuração do IRPJ e CSLL é zero. De fato, admitida, por hipótese, a imputação feita pela Autoridade Fiscal, o lucro tributável seria a receita considerada omitida subtraída das despesas reconhecidas (vez que, ao declarar o caráter de subcontratação daquelas operações, deve Fl. 386DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por JORGE C ELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10725.720112/200743 Acórdão n.º 1401001.248 S1C4T1 Fl. 7 6 se reconhecer o crédito e o débito inerentes ao contrato), sendo que o lucro apurado, para fins de tributação, seria nulo. Ou seja, a receita omitida equivaleria ao pagamento de despesas referentes ao desenvolvimento do próprio projeto. Se de um lado, a receita omita pela Recorrente referese a pagamentos por sua conta e ordem realizado à subcontratação no desenvolvimento do Contrato EPC, de outro há de ser reconhecido o pagamento, pela Recorrente, dessa mesma sub contratação, no âmbito daquele contrato. Não houve imputação de omissão de receitas decorrentes do pagamento realizado pela Cabiúnas Co. à Toyo Co., no Japão, e à Setal Overseas, estes sim capazes de interferir na composição do saldo negativo da empresa.” Por fim, a Turma Julgadora entendeu pela impossibilidade, nesta fase processual, da alteração do fundamento jurídico do lançamento, in litteris: “No entanto, os fundamentos jurídicos da imputação da omissão de receita tomadas pelo auto de infração são, no meu entendimento inconsistentes. De fato, como demonstrado, meu entendimento acerca dos fatos e do direito a eles aplicável não admite (i) a existência do consórcio; (ii) a segregação das receitas realizadas pela Auditoria Fiscal e (iii) o arbitramento da receita tomando por base critério jurídico não previsto em lei. Neste sentido, manter a autuação por fundamento jurídico diverso daquele utilizado como fundamento do lançamento encontrase inviável. Tenho entendimento consolidado que não é dado ao julgador de segunda instância inovar no processo tributário e completar o lançamento fiscal, aduzindo fundamento diverso daquele constante do lançamento, sob pena de flagrante ofensa ao devido processo legal e ao princípio do contraditório e ampla defesa, aplicáveis ao processo administrativo por força constitucional. Afinal, a parte se defende daquilo que lhe foi imputado, sendo que a imputação de omissão de receita, da forma como consignado no lançamento, não possui fundamento a sustentar a omissão de receita imputada à Recorrente. (...) Não se está autorizado, na ordem jurídica brasileira, à análise meramente econômica dos negócios empreendidos, de forma a permitir dizer que, se a totalidade das receitas decorrentes do Contrato EPC deveriam ter sido imputadas à Toyo Setal, a atribuição de parte dessas receitas também poderia possível quando o fundamento fático e jurídico que respaldam referidas imputações são diversos. Mormente no caso como o presente, em a imputação de receita omitida equivale aos valores que, em tese, também corresponderiam à despesa, nulificando o efeito fiscal, para fins de lançamento tributário, dos valores considerados segundo a versão fiscal que respalda o lançamento.” Fl. 387DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por JORGE C ELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10725.720112/200743 Acórdão n.º 1401001.248 S1C4T1 Fl. 8 7 Diante do exposto, conheço dos embargos de declaração e negolhes provimento. É como voto. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Fl. 388DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 25/11/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por JORGE C ELSO FREIRE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 13807.000378/2002-40
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Oct 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/06/1997
COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO ORIUNDO DE AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO.
Restando comprovado que o contribuinte executou seu direito pela via dos precatórios, esvazia-se o processo administrativo de compensação, pela satisfação do direito creditório.
Numero da decisão: 3201-001.749
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki Presidente
(assinado digitalmente)
Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Winderley Morais Pereira, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño.
Nome do relator: ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 01/01/1997 a 30/06/1997 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO ORIUNDO DE AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. Restando comprovado que o contribuinte executou seu direito pela via dos precatórios, esvazia-se o processo administrativo de compensação, pela satisfação do direito creditório.
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DIREITO CREDITÓRIO ORIUNDO DE AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. Restando comprovado que o contribuinte executou seu direito pela via dos precatórios, esvaziase o processo administrativo de compensação, pela satisfação do direito creditório. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki – Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Winderley Morais Pereira, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 03 78 /2 00 2- 40 Fl. 127DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 09/10/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 2 Referese o presente processo a auto de infração para a cobrança de PIS e para bem relatar os fatos, transcrevese o relatório da decisão proferida pela autoridade a quo: Em ação fiscal levada a efeito em face da contribuinte acima identificada foi apurada falta de recolhimento da Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS dos fatos geradores ocorridos nos períodos de 01/1997 a 06/1997, declarados na DCTF pois foi constatado o “Proc jud não comprovado”, razão pela qual foi lavrado o Auto de Infração de fls.11 e 12 integrado pelos termos e documentos nele mencionados, apurandose o crédito tributário composto de contribuição, multa de ofício e juros de mora calculado até 30/11/2001, perfazendo o total de R$ 725.501,76 (setecentos e vinte e cinco mil, quinhentos e um reais e setenta e seis centavos), com o seguinte enquadramento legal: Art. 1° e 3°, alínea “b”, da Lei Complementar n° 07/70; art. 83 inc. III, L.8981/95; art 1°, L 9249/95; art. 2° e inc. I, par Un, 3, 5, 6 e 8 inc. I, MP 1495/96ll e reed; art. 2 e inc. I e par 1, e arts. 3, 5, 6 e 8, inc. I MP 1546/96 2. Inconformada com a autuação, da qual foi devidamente cientificada, a contribuinte protocolou em 08/01/2002, a impugnação de fl. 1 a 8 acompanhada dos documentos de fls. 9 36, na qual alega: 2.1. A ilustrada Dra. Maria Fernanda de Faro Santos, Digníssima Procuradora da Fazenda Nacional, na apelação apresentada nos autos do processo 93.00297309 (o mesmo que 0 Auditor lançou no Auto de Infração contra o qual se recorre), assim diz: “Cuidase de ação ordinária, no qual se postula a compensação das quantias pagas a maior a título de FINSOCIAL, com créditos tributários especificados na inicial, nos termos do artigo 66, caput, da Lei 8.383/91. O pedido foi julgado procedente, permitindose a compensação do FINSOCIAL no excedente a alíquota de 0,5%, observado a espécie tributária”. 2.2. A COMPENSAÇÃO DE CRÉDITO não aceita pelo Auditor Fiscal, foi efetivada com fulcro na Lei 5.172, de 1966, que instituiu o CTN, exvi do artigo 156, II., que prevê a hipótese de extinção do crédito tributário. No âmbito federal, essa regulamentação encontra apoio no artigo 66 da Lei 8.383/91 conforme reproduzido. 2.3. O próprio Governo Federal aprimorou o instituto da compensação editando em 27/12/1996 a Lei 9.430, regulamentada pelo Decreto 2.138 de 29/01/1997, que em seu artigo 1° diz: Art. 1° É admitida a compensação de créditos do sujeito passivo perante a Secretaria da Receita Federal, decorrentes de restituição ou ressarcimento, com seus débitos tributários relativos a quaisquer tributos ou contribuições sob administração da mesma Secretaria, ainda que não sejam da mesma espécie nem tenham a mesma destinação constitucional. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 09/10/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 13807.000378/200240 Acórdão n.º 3201001.749 S3C2T1 Fl. 94 3 2.4. Se já se reconheceu de longa data a inconstitucionalidade das sucessivas majorações de alíquota do Finsocial, correto o procedimento da ora impugnante em compensar os seus créditos decorrentes dos valores recolhidos indevidamente e a maior com o débito do PIS/ 1997, pois inexorável o direito da ora autuada em proceder à compensação tributária como fez. 2.5. Não se pode penalizar quem se valeu como a ora autuada ~ da prática compensatória amparada pela legislação acima citada, vez que realizada dentro da lei, afastando a possibilidade da autuação fiscal prosperar. 2.6. Verificase que tanto o artigo 66 da Lei 8.383/91, como o artigo 1°, do Decreto 2.138, estabeleceram importantes inovações no sentido de possibilitar a compensação automática, pelo contribuinte, dos valores pagos indevidamente ou a maior de tributos e contribuições federais. Da mesma forma, constata se que a lei, em nenhum momento, condicionou tais compensações à prévia autorização da RF. 2.7. Portanto, se a compensação constitui em extinção de obrigação, 'inexiste o débito lançado no Auto de Infração, em seu anexo III Valor do Principal Lançado pois, referido valor devida e regularmente compensado com o pagamento a maior do Finsocial e na correspondente e exata importância de R$ 269.833,63 e, não havendo débitos, inexistem as multas de ofício e os juros de mora que se pretende cobrar, pois o acessório acompanha a sorte do principal. 2.8. Por fim, demonstrada a insubsistência e improcedência da açao fiscal,espera e requer impugnante seja acolhida a presente impugnação para o fim de ser determinar a total improcedência do feito com o consequente cancelamento do débito. 3. A impugnação foi previamente analisada pela Delegacia da Receita FederalDERAT/EQAMJ em São PauloSP que exarou o Despacho em 12/05/2010 (il. 54) concluindo que: “De início registro que em sua impugnação o contribuinte menciona a Ação Ordinária n° 93.00297309, que trata de Finsocial e na qual não obteve êxito”. “Contudo, em DCTF os seis débitos foram declarados com vinculação a “outras compensações” indicando a Ação Ordinária n° 9200639763”. “A ação tratou de questionar PISDecretos 2.445 e 2.449, todavia é imprescindível destacar que a AO era de REPETIÇÃO DE INDEBITO”. “O acórdão do TRF 3, com trânsito em julgado em 13/02/1997, foi anexado às fls. 49/52 e em nenhum momento faz menção à compensação”. “O acompanhamento processual de 1a instância demonstra que houve fase de execução e que no ano de 2008 foi remetida ao Fl. 129DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 09/10/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 4 TRF 3 requisição de pagamento de precatório, com alvará para levantamento no ano de 2009”. “E mais, não se verifica nenhum pedido de desistência na Ação de Repetição de Indébito, o que indicaria a correção no procedimento de migração para a opção de compensação”. 3.1. Assim, o crédito tributário lançado no presente auto de infração permaneceu integralmente em litígio A Delegacia de Julgamento improcedente a impugnação, em decisão assim ementada: AssUNTo: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1997 a 30/06/1997 COMPENSAÇÃO PROVA. No âmbito do lançamento por homologação, para que seja aceita a compensação alegada pela contribuinte, exigese prova do crédito líquido e certo contra a Fazenda. Assim, desacompanhada de qualquer prova documental tornase improfícuo. PIS EXECUÇÃO JUDICIAL IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇAO VIA ADMINISTRATIVA. Requerido pagamento de precatório, com alvará de levantamento, não resta possibilidade de compensação com débito via administrativa pela indisponibilidade de crédito líquido e certo. MULTA DE OFÍCIO RETROATIVIDADE BENIGNA DO ART. 18 DA LEI N° 10.833/2003. Com a edição da MP n° 135/2003, convertida na Lei n° 10.833/2003, não cabe mais imposição de multa excetuandose os casos mencionados em seu art. 18. Sendo tal norma aplicável aos lançamentos ocorridos anteriormente à edição da MP n° 135/2003 em face da retroatividade benigna (art. 106, II, “c” do CTN), impõese o cancelamento da multa de ofício lançada. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Na decisão recorrida, em síntese, entendeuse que. i.o auditor lançou no auto de Infração o processo judicial 93.00297309, mas consta no mesmo o processo 9200639763 em consequência de ter informado o número do referido processo na DCTF pela própria Recorrente; ii.o processo judicial 93.00297309 que está sendo questionado, constitui fato novo e nos termos da Apelação da Procuradoria da Fazenda Nacional São Paulo (fl. 29), trata Fl. 130DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 09/10/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 13807.000378/200240 Acórdão n.º 3201001.749 S3C2T1 Fl. 95 5 se que Ação Ordinária pleiteando a compensação das quantias pagas a maior a título de FINSOCIAL, com créditos tributários especificados na inicial; iii. não obstante, a Recorrente não prova que na decisão judicial transitado em julgado permite a compensação do FINSOCIAL com o PIS; iv. ainda que houvesse tal direito, não comprova a compensação; v. quanto aos supostos créditos de FINSOCIAL recolhido a maior, não foi demonstrada e nem provada na impugnação a sua existência, o seu valor e a disponibilidade do saldo desses eventuais créditos para efetuar a compensação alegada. Assim, desacompanhada de qualquer prova documental; vi. não cabe imposição de multa de ofício fora dos casos mencionados, sendo tal norma aplicável aos lançamentos ocorridos anteriormente à edição da MP n° 135/2003 em face do princípio da retroatividade benigna, consagrado no art. 106, inc. II, “c”, do CTN, havendo que se exonerar a multa de ofício aplicada. No recurso voluntário apresentado, alega a Recorrente que através do disposto na Emenda Constitucional de n° 30, o precatório é perfeitamente passível de compensação com tributos, independente da espécie, e cita diversos precedentes judiciais, que discorrem sobre a possibilidade de opção entre a compensação e o regime de precatórios, no âmbito da execução da sentença em ação de repetição de indébito. É o relatório. Voto Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Relatora O presente recurso preenche as condições de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Conforme se depreende dos autos, o Auto de Infração n° 0009750 foi lavrado para a cobrança de débitos de PIS do período de apuração de 1997 , pois teria declarado e não comprovado a existência de créditos , cuja origem seria a Ação Ordinária n° 9200639763. Não obstante, em sede de impugnação a ora Recorrente informa que seus créditos são oriundos da Ação Ordinária n. 93.00297309, referente a quantias pagas a maior a título de FINSOCIAL, com créditos tributários especificados na inicial, nos termos do artigo 66, caput, da Lei 8.383/91. Às efls.67 há despacho da Equipe de Análise e Acompanhamento de Medidas Judiciais e Controle do Crédito Sub Judice da Delegacia de São Paulo que informa que, de pesquisa realizada de página na internet do Tribunal Regional Federal da 3a Região, verificouse a Ação Ordinária n. 9200639763, informada em DCTF, transitou em julgado em 13/02/ 1997 e que, constatouse que o acompanhamento processual de 1a instância demonstra Fl. 131DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 09/10/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 6 que houve fase de execução e que no ano foi remetida ao TRF da 3° Região, requisição de pagamento de precatório, com alvará de levantamento no ano de 2009 (efls.59) . No tocante aos supostos créditos de FINSOCIAL recolhido a maior, no âmbito da Ação Ordinária n. 93.00297309, a Recorrente limitouse a juntar aos autos a peça de apelação da Fazenda Nacional, o que não é suficiente para a comprovação de suas alegações. Por outro lado, embora o § 2° do art. 66 da Lei n° 8.383/91 prevê a opção do contribuinte detentor de título judicial que declare o crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior de tributo, escolher entre a compensação ou a restituição por meio de precatório, como formas de execução de julgado, em ação ordinária condenatória, caso da ação de repetição de indébito, mas esta não é a hipótese dos autos, pois a Recorrente optou pela via dos precatórios para a satisfação de seu direito creditório. Em face do exposto, nego provimento recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Fl. 132DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 09/10/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
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Numero do processo: 19515.007362/2008-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 03 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1301-000.128
Decisão: VISTOS, relatados e discutidos estes autos.
Resolvem os Membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, SOBRESTAR o presente julgado, tendo em vista o reconhecimento da repercussão geral da matéria reconhecida pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos do RE 601314 (Relator: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI), determinando, assim, o sobrestamento do feito até a ulterior decisão a ser proferida naqueles autos, a ser aqui, então, ao final, especificamente reproduzida.
(Assinado digitalmente)
PLINIO RODRIGUES LIMA - Presidente.
(Assinado digitalmente)
CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Plinio Rodrigues Lima, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: Não se aplica
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Resolvem os Membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, SOBRESTAR o presente julgado, tendo em vista o reconhecimento da repercussão geral da matéria reconhecida pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos do RE 601314 (Relator: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI), determinando, assim, o sobrestamento do feito até a ulterior decisão a ser proferida naqueles autos, a ser aqui, então, ao final, especificamente reproduzida. (Assinado digitalmente) PLINIO RODRIGUES LIMA Presidente. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Plinio Rodrigues Lima, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .0 07 36 2/ 20 08 -1 5 Fl. 488DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 19515.007362/200815 Resolução nº 1301000.128 S1C3T1 Fl. 3 2 RELATÓRIO Para bem compreender as questões tratadas nestes autos, destaco os termos do relatório apresentado pela r. decisão de origem: Tratase de ação fiscal realizada na empresa em epígrafe com a lavratura dos autos de infração, relativamente ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica — IRPJ, crédito tributário de R$ 33.184,13 (fls. 274 a 277); à Contribuição para o Programa de Integração Social PIS, crédito tributário de R$ 15.037,42 (fls. 282 a 285), à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — COFINS, crédito tributário de R$ 69.404,62 (fls. 290 a 293), à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — CSLL, crédito tributário de R$ 24.888,05 (fls. 297 a 300) relativamente aos fatos geradores ocorridos no anocalendário 2004. Os créditos tributários (incluídos a multa proporcional e juros de mora) lançados até 31/10/2008 e enquadramentos legais utilizados para fundamentar as autuações encontramse nos respectivos autos de infração. Os enquadramentos legais correspondentes à multa e juros de mora constam dos respectivos demonstrativos de cálculo. O procedimento de fiscalização foi detalhado no Termo de Verificação Fiscal e Responsabilidade Tributária de fls. 256 a 268 que, em apertada síntese, é o que se segue. A DOS FATOS Conforme cadastro no CNPJ, a empresa possui dois sócios, ambos empresas estrangeiras argentinas: AVP ARGENTINE VENTURE PARTNERS S/A e COMPANIA INDUMENTÁRIA S/A. Na DIPJ 2005 informou que não auferiu receitas em qualquer mês do anocalendário 2004. Foram realizadas várias tentativas infrutíferas de ciência do Termo de Início de Fiscalização no endereço cadastral da empresa e do representante do contribuinte perante a RFB, Sr. Walter Douglas Stuber. Localizado o novo domicílio fiscal do Sr. Walter Douglas Stuber, este enviou carta esclarecendo que ele é apenas o procurador da empresa AVP ARGENTINE VENTURE PARTNERS S/A, consoante ficha cadastral emitida pela JUCESP, não figurando como diretor gerente ou representante da empresa fiscalizada. Foi lavrado Termo de Reintimação Fiscal ao Sr. Walter Douglas Stuber, consignando se que ele é a pessoa física representante da empresa RAYMOND AND ROY COMERCIAL LTDA perante a RFB como informado nas últimas DCTF e DIPJ. Expirado o prazo nenhum esclarecimento/documento foi encaminhado. Diante disto ficaram configurados indícios de que a pessoa jurídica esteja constituída por interpostas pessoas que não são os verdadeiros sócios e, portanto foi solicitada a emissão de Requisição de Movimentação Financeira (RMF) às administradoras de Fl. 489DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 19515.007362/200815 Resolução nº 1301000.128 S1C3T1 Fl. 4 3 cartões de crédito, caracterizada a sua indispensabilidade pela ocorrência da hipótese estabelecida no inciso XI do artigo 3° do Decreto n° 3.724/2001. As administradoras de cartão de crédito encaminharam as respostas solicitadas, cujo resumo mensal de todos os repasses recebidos pelo contribuinte em 2004 estão relacionados no quadro abaixo (total mensal). B — DA IDENTIFICAÇÃO DOS GESTORES DA EMPRESA FISCALIZADA Na ficha cadastral da JUCESP, na última alteração referente ao quadro social ou gestão da empresa fiscalizada, foram identificadas quatro pessoas envolvidas de alguma forma com a administração da empresa: 1. WALTER DOUGLAS STUBER, CPF 516.014.94815, Representante do sócio estrangeiro AVP ARGENTINE VENTURE PARTNERS S/A; 2. ENRICO JUCA BENTIVEGNA, CPF 251.115.78889, Representante do sócio estrangeiro COMPASTIA INDUMENTÁRIA S/A; 3. ADEMAR DE PAULA SARAN, CPF 044.502.58835, Diretor Administrativo, assinando pela empresa; 4. ARNALDO DE MORAES FERREIRA, CPF 053.928.10853, Diretor Financeiro, assinando pela empresa. Todas as pessoas acima identificadas foram intimadas a apresentar os documentos relacionados no Termo de Início de Fiscalização e/ou prestar esclarecimentos referentes a operação da empresa. Fl. 490DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 19515.007362/200815 Resolução nº 1301000.128 S1C3T1 Fl. 5 4 1. WALTER DOUGLAS STUBER Encaminhou uma carta reiterando os fatos já mencionados, ou seja, que era apenas procurador da empresa AVP ARGENTINE VENTURE PARTNERS S/A, consoante 111 ficha cadastral da JUCESP e que não figurava como diretor, gerente ou representante da fiscalizada. 2. ENRICO JUCA BENTIVEGNA Encaminhou uma carta prestando os seguintes esclarecimentos: a) nunca foi representante legal, sócio ou quotista da fiscalizada ou exerceu qualquer função diretiva; b) foi nomeado, no passado, juntamente com outro advogado (Sr. Walter Stuber), mero procurador, para fins societários da COMPANIA INDUMENTARIA S/A; c) os poderes outorgados diziam respeito à representação da sócia quotista estrangeira aqui no Brasil, sem indicação de qualquer poder de gerência ou administração das atividades da fiscalizada, conforme Procuração que anexou à carta; d) declara que é funcionário em período integral do escritório Pinheiro Neto Advogados desde 22/05/2000, não havendo qualquer possibilidade de ter exercido qualquer cargo de gerência ou administração no anocalendário de 2004. 3. ADEMAR DE PAULA SARAN Inicialmente encaminhou cópia da decretação de falência da empresa matriz da fiscalizada na Argentina — RAYMOND & ROY S/A, ocorrida em 18/07/2002. Compareceu à Delegacia para responder a questionamentos sobre as atividades da fiscalizada, lavrandose um Termo de Depoimento. 4. ARNALDO DE MORAES FERREIRA Compareceu àquela repartição, sendo lavrado um Termo de Depoimento, cujo teor foi resumido. Ao ser indagado sobre quem eram os reais sócios e diretores da empresa à época dos fatos relatou: 1) Sócios da fiscalizada: AVP ARGENTINE VENTURE PARTNERS S/A e COMPASIIA INDUMENTÁRIA S/A. 2) Diretores da fiscalizada: Ademar de Paula Saran — diretor administrativo. Que apesar de constar no contrato social como diretor da empresa, nunca exerceu tal função. Nunca assinou cheques, nem qualquer outro documento como diretor. Era sócio da empresa ADCCONT que era responsável pela contabilidade da fiscalizada. Que aceitou fornecer o seu nome como diretor financeiro, mesmo sem exercer esta função, a pedido do advogado da mesma Sr. Walter Stuber.Informou que nunca foi funcionário da empresa, apenas era o responsável pela contabilidade. Fl. 491DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 19515.007362/200815 Resolução nº 1301000.128 S1C3T1 Fl. 6 5 Sobre a participação de outras pessoas relacionadas à empresa fiscalizada informou: Walter Douglas Stuber e esposa: eram advogados da empresa e representantes dos sócios argentinos; Enrico Juca Bentvegna: alega que não o conhece, assim como desconhece qualquer participação sua na administração da empresa; Ademar de Paula Saran: era o único responsável pela administração da empresa. Ele comprava, vendia, assinava cheques e demais documentos. Era a pessoa que encaminhava os documentos contábeis e fiscais para a escrituração do escritório ADCCONT. Informa que recebeu notas fiscais de venda para contabilização até o ano de 2002. Após esta data até 2005 apenas foram contabilizadas despesas e encargos com pessoal, que na realidade eram referentes ao salário do Sr. Ademar. Não havia registro de outros funcionários. Informou que os livros e documentos da fiscalizada ficaram em poder do Sr. Ademar de Paula Saran. Para comprovação, encaminhou o Distrato Social da fiscalizada com a assinatura do Sr. Ademar, onde este último se responsabiliza pela guarda dos livros e documentos da empresa. Em razão da não apresentação dos livros contábeis e fiscais houve o arbitramento do lucro com base nos repasses recebidos das administradoras de cartão de crédito. E tendo o contribuinte auferido receitas de vendas no período e não as declarando à RFB, ficou caracterizada sonegação fiscal nos termos do inciso I e caput do art. 71 da Lei n° 4.502/1964, com o agravamento da multa de ofício em 150%. Por fim, foram lavrados os autos de infração em nome da pessoa jurídica e considerou se pessoalmente responsável o contribuinte Ademar de Paula Saran, CPF 044.502.588 35 pelos créditos tributários constituídos. Cientificados das autuações lavradas, o representante do contribuinte perante a RFB — Sr. Walter Douglas Stuber (fl. 303) e o responsável tributário — Sr. Ademar de Paula Saran (fl. 304), somente este último se insurgiu contra as exigências fiscais, apresentando a impugnação de fls. 306 a 314, cujo teor se resume Por regra, as dívidas sociais devem ser exigidas da pessoa jurídica, podendo esta determinação ser suplantada nos casos expressamente admitidos em lei; A responsabilização de sócios e diretores deve estar embasada em prova contundente nos autos de que os mesmos tinham amplos poderes de decisão, agindo com autonomia em nome da empresa; A dificuldade da fiscalização em demonstrar que os atos do impugnante eram revestidos de sua função de diretor decorre do fato de que o impugnante era empregado da empresa, sem qualquer poder autônomo de gestão da empresa, conforme atestado pelo seu contrato de Trabalho a Título de Experiência (doe 2), por sua Carteira de Trabalho e Previdência Social (doe 3), bem como a Carta de Desligamento (doe 4); Fl. 492DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 19515.007362/200815 Resolução nº 1301000.128 S1C3T1 Fl. 7 6 Os comprovantes de pagamento de salário (doc 5) também evidenciam a condição do impugnante como empregado da fiscalizada; O impugnante tãosomente obedecia às determinações provenientes dos sócios da fiscalizada e não possuía autonomia alguma nas negociações e deliberações da empresa; Ainda que o cargo exercido tivesse a denominação de "diretor", é certo que suas efetivas atribuições não condiziam com o cargo. Por "diretor" há que ser entendido aquele que pratica atos de gestão, de gerência, com autonomia e poder de decisão. Não se exige do diretor autorização para a prática dos atos; As assertivas acima podem ser comprovadas por alguns emails trocados entre o impugnante e os sócios da empresa (doe 6); Não há prova que embase a atribuição de responsabilidade solidária ao impugnante, estando pautado em simples depoimento pessoal do impugnante, sem qualquer amparo em provas documentais de suas atribuições; As atividades prestadas pelo impugnante estavam restritas à área administrativa, em especial ao pessoal e comercial, na medida em que havia pessoa responsável pela contabilidade e cumprimento das obrigações fiscais da sociedade; O Sr. Arnaldo de Moraes Ferreira, era a pessoa que possuía toda a expertise para a apuração e recolhimento de tributos, apresentação de declarações e obrigações principais e acessórias. Em seu depoimento, o Sr. Arnaldo confessa ser responsável pela contabilidade da empresa; O impugnante não tinha acesso ao cumprimento efetivo das obrigações tributárias da empresa, era um executor das determinações dos sócios que atribuíram as obrigações fiscais à terceira pessoa; Considerando que a responsabilidade solidária é subjetiva, cabendo à administração provar o alegado, a simples colheita de depoimentos não pode ser prova considerada contundente para embasar a sua responsabilização solidária pelos créditos tributários apurados; A cobrança do crédito tributário não poderá ser acompanhada da multa agravada em 150%, prevista nos artigos 71 da Lei n° 4.502/64 c/c artigo 44, § 1° da Lei n° 9.430/96. A sonegação fiscal é configurada quando demonstrado o dolo do agente na prática do ato tendente a impedir ou retardar o conhecimento do tributo. Por dolo, devese entender a vontade efetiva de fraudar o fisco, fato não configurado; Isto porque em momento algum se furtou o impugnante de comparecer à DRF para prestar as informações solicitadas pela fiscalização; Inclusive naquela oportunidade, o impugnante pôde informar, pautado na boafé e determinação em contribuir para apuração da verdade, que os documentos fiscais ficaram na posse do Sr. Arnaldo de Moraes Ferreira; Fl. 493DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 19515.007362/200815 Resolução nº 1301000.128 S1C3T1 Fl. 8 7 As infrações apuradas não foram praticadas de maneira reiterada, eis que, ocorreram somente no ano de 2004. E a prática reiterada é requisito para aplicação da multa agravada, conforme jurisprudência administrativa citada; A infração cometida, acaso comprovada, foi praticada em apenas 1 ano calendário, por equívoco nas informações prestadas pela contabilidade da empresa e longe do intuito doloso de fraude ao fisco. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos, notadamente pela juntada de novos documentos que se fizerem necessários. A par dessas considerações, apreciando as razões da impugnação apresentada pelo responsável apontado, Sr. ADEMAR DE PAULA SARAN, concluiu a douta 1a Turma da DRJ São Paulo I (SP) pela procedência do lançamento, em acórdão que assim restou então ementado: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/03/2004, 30/06/2004, 30/09/2004, 31/12/2004 JUNTADA DE DOCUMENTOS. A prova documental deverá ser apresentada na impugnação. A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora e de acordo com as condições legalmente previstas. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/03/2004, 30/06/2004, 30/09/2004, 31/12/2004 RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. DIRETOR ADMINISTRATIVO. Atribuise a responsabilidade tributária, nos termos do art. 135, inc. III do CTN, ao diretor administrativo da empresa fiscalizada, responsável pela administração e gerência da empresa, uma vez comprovado que este tinha conhecimento da situação contábil da empresa e somente ele assinava cheques e fazia pagamentos, tendo conhecimento dos fatos geradores da obrigação tributária principal. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICAÇÃO. Mantémse a multa de oficio qualificada, no percentual de 150%, quando o procedimento fiscal evidenciar que o contribuinte praticou a sonegação fiscal, pois obteve receitas de vendas em todo o período fiscalizado e não as declarou para fins de tributação. Lançamento Procedente Regularmente intimado, o responsável (Sr. Ademar de Paula Saran) interpõe, então, no dia 09/09/2009, o seu Recurso Voluntário, pretendendo a reforma da r. decisão de origem e repisando, assim, todos os argumentos antes apresentados em sua impugnação. Esse é o relatório. Fl. 494DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 19515.007362/200815 Resolução nº 1301000.128 S1C3T1 Fl. 9 8 VOTO Conselheiro CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER – Relator. Sendo tempestivo o recurso, dele conheço. A questão tratada nos autos, conforme aqui então devidamente apontado, refere se à efetivação de lançamentos fiscais contra a contribuinte, em decorrência da suposta omissão de receita verificada a partir da constatação da inexistência de inclusão em sua contabilidade de diversos créditos recebidos em suas contas bancárias, conforme informações obtidas a partir da emissão de RMF’s – Requisição de Informações sobre Movimentação Financeira, expedidos contra diversos bancos, nos termos determinados pelas disposições do Art. 6o da Lei Complementar no 105/2001. Em que pese todas as matérias discutidas nos autos, verificase que, antes de sua regular apreciação, surge como de relevante destaque a discussão a respeito da validade do procedimento adotado para a informação das referidas informações, tema que, indubitavelmente, tangencia a constitucionalidade das disposições da apontada norma de regência. Apesar de não se mostrar admissível, per se, a discussão em sede administrativa – a respeito da (in)constitucionalidade de específicos atos legislativos, conforme, inclusive, expressamente contido nas disposições da Súmula CARF no 2 (“O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.”), verificase que, recentemente, a matéria fora destacada como de “Repercussão Geral” pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, quando, em 20/11/2009, ao examinar o Recurso Extraordinário nº 601.314/MG, relatado pelo Ministro Ricardo Lewandowski, fora reconhecida a existência de repercussão geral, nos termos do artigo 543B, do Código de Processo Civil. Observese a ementa da decisão: RE 601314 REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Classe: RE Procedência: SÃO PAULO Relator: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Partes RECTE.(S) MARCIO HOLCMAN ADV.(A/S) RICARDO LACAZ MARTINS RECDO.(A/S) UNIÃO ADV.(A/S) PROCURADORGERAL DA FAZENDA NACIONAL Matéria: DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO | Garantias Constitucionais | Proteção da Intimidade e Sigilo de Dados EMENTA: CONSTITUCIONAL. SIGILO BANCÁRIO. Fornecimento de informações sobre movimentação bancária de contribuintes, pelas instituições financeiras, diretamente ao fisco, sem prévia autorização judicial (lei complementar 105/2001). Possibilidade de aplicação da lei 10.174/2001 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. Relevância jurídica da questão constitucional. existência de repercussão geral. DATA DE PUBLICAÇÃO DJE 20/11/2009 ATA Nº 26/2009 DJE nº 218, divulgado em 19/11/2009 Fl. 495DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 19515.007362/200815 Resolução nº 1301000.128 S1C3T1 Fl. 10 9 A partir dessas informações, verificase que a discussão travada nestes autos possui inteira relação com a matéria contida e discutida nos autos do mencionado RE 601314, atraindo, assim, especificamente, a aplicação das disposições contidas no Art. 62A do Regimento Interno deste CARF que, inclusive, assim expressamente aponta: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. O art. 543B do CPC, por sua vez, assim especificamente aponta a respeito do procedimento a ser observado ao tratamento dos feitos respectivos: Art. 543B. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia, a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, observado o disposto neste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.418, de 2006). § 1o Caberá ao Tribunal de origem selecionar um ou mais recursos representativos da controvérsia e encaminhálos ao Supremo Tribunal Federal, sobrestando os demais até o pronunciamento definitivo da Corte. (Incluído pela Lei nº 11.418, de 2006). § 2o Negada a existência de repercussão geral, os recursos sobrestados considerarseão automaticamente não admitidos. (Incluído pela Lei nº 11.418, de 2006). § 3o Julgado o mérito do recurso extraordinário, os recursos sobrestados serão apreciados pelos Tribunais, Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais, que poderão declarálos prejudicados ou retratarse. (Incluído pela Lei nº 11.418, de 2006). § 4o Mantida a decisão e admitido o recurso, poderá o Supremo Tribunal Federal, nos termos do Regimento Interno, cassar ou reformar, liminarmente, o acórdão contrário à orientação firmada. (Incluído pela Lei nº 11.418, de 2006). § 5o O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal disporá sobre as atribuições dos Ministros, das Turmas e de outros órgãos, na análise da repercussão geral. (Incluído pela Lei nº 11.418, de 2006). Da leitura dessas disposições, verificase que, a rigor, para que a decisão que reconhece a “repercussão geral” pelo Supremo Tribunal Federal possa acarretar a imediata suspensão do julgamento de todos os processos que tratem da mesma matéria neste Conselho, necessária seria, a princípio, que fosse expressamente determinada também pelo relator a suspensão de todos os demais processos que tratassem da mesma matéria, o que, a rigor, efetivamente não se verifica no caso apontado.. Fl. 496DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 19515.007362/200815 Resolução nº 1301000.128 S1C3T1 Fl. 11 10 Ocorre que, considerando que a expressa disposição do caput do dispositivo colhido do codex processual indica a possibilidade/necessidade de regulamentação do procedimento de reconhecimento da repercussão geral e da suspensão dos demais recursos pelo Regimento Interno daquele próprio Supremo Tribunal Federal, que, por sua vez, em relação ao procedimento a ser observado em relação aos recursos que tiverem reconhecida a repercussão geral, assim especificamente aponta: Art. 322 . O Tribunal recusará recurso extraordinário cuja questão constitucional não oferecer repercussão geral, nos termos deste capítulo. Parágrafo único. Para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões que, relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, ultrapassem os interesses subjetivos das partes. (...) Art. 325. O(A) Relator(a) juntará cópia das manifestações aos autos, quando não se tratar de processo informatizado, e, uma vez definida a existência da repercussão geral, julgará o recurso ou pedirá dia para seu julgamento, após vista ao Procurador Geral, se necessária; negada a existência, formalizará e subscreverá decisão de recusa do recurso. Parágrafo único. O teor da decisão preliminar sobre a existência da repercussão geral, que deve integrar a decisão monocrática ou o acórdão, constará sempre das publicações dos julgamentos no Diário Oficial, com menção clara à matéria do recurso. Art. 325A . Reconhecida a repercussão geral, serão distribuídos ou redistribuí dos ao Relator do recurso paradigma, por prevenção, os processos relacionados ao mesmo tema. A partir dessas disposições, colhidas do Regimento Interno do Colendo STF, verificase que aquela Corte, como regra, não promove a suspensão de seus próprios feitos, sendo a ‘prevenção’ do Ministro Relator a conseqüência própria e direta, decorrente do simples reconhecimento da apontada repercussão geral. Nesses termos, interpretando as disposições do Art. 62A do RICARF em consonância com as disposições do Art. 543B do CPC e, ainda, com as disposições próprias do Regimento Interno do Colendo STF, verificase que o simples e direto reconhecimento da repercussão geral do Recurso Extraordinário específico já impõe, per se, a impossibilidade de julgamento de todos os demais recursos existentes na Corte e, eventualmente, posteriormente recebidos, sendo, portanto, forçosa a conclusão de que, o simples reconhecimento da repercussão geral já seja perfeitamente suficiente para a aplicação daquelas disposições, e, portanto, a necessidade de sobrestamento do feito, nos termos ali então especificamente apontados. Diante dessas considerações, tendo vem vista que, conforme apontado, sendo a matéria discutidas nestes autos (regularidade da quebra de sigilo bancário promovida pelos agentes da Receita Federal com espeque nas disposições do Art. 6o da LC 105/2001) aquela mesma contida na discussão apontada do RE 601314 (Relator: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI) aqui supra referenciado, perfeitamente aplicáveis se verificam, no caso, as Fl. 497DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 19515.007362/200815 Resolução nº 1301000.128 S1C3T1 Fl. 12 11 disposições do Art. 62A do RICARF, importando, portanto, na necessidade de sobrestamento do feito até a ulterior apreciação do assunto por aquela suprema Corte, com a imposição, inclusive, da ulterior obrigatoriedade de reprodução de seus termos, conforme aqui, então, especificamente apontado. Em face dessas considerações, encaminho o meu voto no sentido de reconhecer, no caso, a perfeita aplicabilidade das disposições contidas no Art. 62A do Regimento Interno deste CARF ao presente caso, tendo em vista o reconhecimento da repercussão geral da matéria reconhecida pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos do RE 601314 (Relator: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI), determinando, assim, o sobrestamento do feito até a ulterior decisão a ser proferida naqueles autos, a ser aqui, então, ao final, especificamente reproduzida. É como voto. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Relator Fl. 498DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 26/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA
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Numero do processo: 10283.721236/2008-73
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Oct 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003
ARBITRAMENTO DO LUCRO. ATO VINCULADO. O arbitramento do lucro do contribuinte, nas hipóteses de que fala o art. 47 da Lei nº 8.981/95, é ato vinculado da administração tributária, devendo ser fielmente seguida pela autoridade administrativa, quando a ausência dos livros contábeis obstar a apuração do lucro real.
RESPONSABILIDADE NO LANÇAMENTO. O lançamento efetuado pela autoridade administrativa deve identificar, dentre outras coisas, os sujeitos passivos da obrigação tributária, assim compreendidos tanto o contribuinte como o responsável tributário.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. LEGITIMIDADE PASSIVA. O sujeito passivo solidário é parte legítima para compor o pólo passivo da obrigação tributária quando há provas inequívocas de sua participação na conduta que ensejou o lançamento.
Numero da decisão: 1301-001.612
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento aos recurso de ofício e por unanimidade de votos, negar provimento aos recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Valmar Fonseca de Menezes
Presidente
(assinado digitalmente)
Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior
Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2003 ARBITRAMENTO DO LUCRO. ATO VINCULADO. O arbitramento do lucro do contribuinte, nas hipóteses de que fala o art. 47 da Lei nº 8.981/95, é ato vinculado da administração tributária, devendo ser fielmente seguida pela autoridade administrativa, quando a ausência dos livros contábeis obstar a apuração do lucro real. RESPONSABILIDADE NO LANÇAMENTO. O lançamento efetuado pela autoridade administrativa deve identificar, dentre outras coisas, os sujeitos passivos da obrigação tributária, assim compreendidos tanto o contribuinte como o responsável tributário. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. LEGITIMIDADE PASSIVA. O sujeito passivo solidário é parte legítima para compor o pólo passivo da obrigação tributária quando há provas inequívocas de sua participação na conduta que ensejou o lançamento.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2110; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 2 1 1 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.721236/200873 Recurso nº De Ofício e Voluntário Acórdão nº 1301001.612 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26 de agosto de 2014 Matéria IRPJ e reflexos Recorrente FAZENDA NACIONAL E MARIA ALCILENE GOMES DA SILVA ME Recorrida MARIA ALCILENE GOMES DA SILVA ME E FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 ARBITRAMENTO DO LUCRO. ATO VINCULADO. O arbitramento do lucro do contribuinte, nas hipóteses de que fala o art. 47 da Lei nº 8.981/95, é ato vinculado da administração tributária, devendo ser fielmente seguida pela autoridade administrativa, quando a ausência dos livros contábeis obstar a apuração do lucro real. RESPONSABILIDADE NO LANÇAMENTO. O lançamento efetuado pela autoridade administrativa deve identificar, dentre outras coisas, os sujeitos passivos da obrigação tributária, assim compreendidos tanto o contribuinte como o responsável tributário. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. LEGITIMIDADE PASSIVA. O sujeito passivo solidário é parte legítima para compor o pólo passivo da obrigação tributária quando há provas inequívocas de sua participação na conduta que ensejou o lançamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento aos recurso de ofício e por unanimidade de votos, negar provimento aos recurso voluntário. (assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes Presidente (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 72 12 36 /2 00 8- 73 Fl. 718DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2014 p or VALMAR FONSECA DE MENEZES 2 Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Relatório Cuidase de Recurso Voluntário interposto por PAULO AFONSO JACOB DE SOUZA, pessoa física solidarizada em auto de infração lavrado no presente processo e, de Recurso de Ofício, ambos manuseados contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ em Belém/PA. Verificase pela análise do presente processo administrativo que em desfavor da recorrente MARIA ALCILENE GOMES DA SILVA ME., foram lavrados autos de infração (fls. 10/57), relativamente ao IRPJ e seus reflexos, em relação ao anocalendário 2003. Consta dos autos, que a responsabilidade pelo cumprimento da obrigação também foi atribuída às pessoas físicas SIDONEI GONÇALVES DE OLIVEIRA, CPF 336.561.18272 e PAULO AFONSO JACOB DE SOUZA, CPF 560.747.60225, e à pessoa jurídica CASA DA CARNE SOUZA LTDA., CNPJ 03.449.490/000104. O contribuinte e os sujeitos passivos solidários tomaram ciência do lançamento em 10/12/2008 (fls. 11, 34, 43 e 52). De acordo com a Descrição dos Fatos dos autos de infração, o contribuinte, juntamente ou por intermédio dos sujeitos passivos solidários, omitiu receitas, obtidas a partir do Livro de Registro de Saídas e de Apuração do ICMS. Sobre a exigência principal foi aplicada a multa de 150%. O sujeito passivo solidário CASA DA CARNE SOUZA LTDA apresentou Impugnação (fls. 248/279), alegando em síntese que, o auto de infração é nulo em razão da incompetência do agente fiscalizador que constituiu o crédito tributário, eis que o procedimento fiscal foi iniciado pelo MPFF nº 02201002005003471, expedido em 20/06/2005, com validade até 18/10/2005, sendo prorrogado dezesseis vezes (fl. 06) sem que o contribuinte tenha tomado ciência destas prorrogações. Reputou que a falta de ciência das prorrogações do MPF original resultou na sua extinção na forma do artigo 14, inciso II, c/c os artigos 11, inciso I, e 12 da Portaria RFB nº 11371/2007 e que O MPFF 0220100.2008007583 substituiu o MPF extinto, todavia, sem trocar a autoridade responsável pela execução do mandato, contrariando o que dispõe o art. 15, parágrafo único, da Portaria RFB nº 11371/2007. Fl. 719DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2014 p or VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 10283.721236/200873 Acórdão n.º 1301001.612 S1C3T1 Fl. 3 3 Defendeu que a supressão da competência tem fundamento no art. 194 do CTN, devendo o lançamento ser considerado nulo na forma do art. 59, inciso I, do Decreto nº 70.235/72 e que sentido seria a jurisprudência do Conselho de Contribuintes. Ademais, reputou ter ocorrido a decadência dos créditos tributários objetos do lançamento, estando os débitos parcialmente na forma do art. 150, § 4º do CTN, aplicável ao caso. Isto porque a fiscalização não alegou que a recorrente tenha agido com dolo, fraude ou simulação, reputando que não houve opção do contribuinte pelo lucro real anual. Dessa forma, como o lançamento se deu em 10/12/2008, os fatos geradores de IRPJ e CSLL relativos aos três primeiros trimestre de 2009 estão atingidos pela decadência, bem como os lançamentos de PIS e COFINS relativos aos meses de janeiro a novembro de 2009. No mais, defendeu a “impossibilidade de imputação da responsabilidade pela fiscalização”, eis que a despeito de não constar dos autos deste processo o “Termo de Sujeição Passiva Solidária” em seu desfavor, foi notificada dos Autos de Infração, o que, em tese a legitima a impugnar a exação. Aduziu assim, que a competência para imputação da responsabilidade pelo crédito tributário é exclusiva da Procuradoria da Fazenda Nacional, no curso da execução fiscal, sob pena de nulidade do ato administrativo que invadiu a competência alheia. Nesse sentido seriam os acórdãos do Conselho de Contribuintes. Reputou assim, que a confissão do sócio PAULO AFONSO JACOB DE SOUZA, acerca de sua participação no esquema de sonegação fiscal, só tem validade a seu desfavor, haja visa que a sociedade e o sócio terem personalidades jurídicas distintas e que o nome dela, recorrente, sequer consta dos depoimentos prestados à Polícia Federal. Sustentou ainda, que não consta do depoimento do sócio o início de sua participação no esquema, o que impossibilita a imputação da responsabilidade solidária no período referente a autuação, afirmando que nem o sócio PAULO AFONSO JACOB DE SOUZA e nem a ela, recorrente, participaram de qualquer esquema fraudulento durante o ano calendário 2003, pois sequer mantiveram contato com a autuada e que a fiscalização deveria ter tentado provar sua efetiva participação no período de apuração, não apenas pelos extratos obtidos da operadora de cartão de crédito, mas também pela relação daqueles que pagaram com cartão de crédito pela compra das mercadorias. Defendeu ainda, que a omissão da fiscalização torna impossível a defesa, impedindoa de fazer prova de período de autuação não participava do esquema, porque, nesse caso, seria necessário produzir prova negativa. Insiste que a “FRIBOI”, seu principal fornecedor, citado no depoimento, não atuava em Manaus no período, conforme declaração e cadastros anexos e que a inexistência do envolvimento e da relação comercial com a autuada é corroborada mediante a juntada de cópia dos livros de entrada dos anoscalendário 2003, 2005 e 2006, nos quais somente é possível verificar a entrada de mercadorias adquiridas de autuada nos anos de 2005 e 2006 e que a fiscalização não instruiu a autuação com elementos que comprovem a participação sua impugnante no esquema criminoso. Alegou que, nos termos do Código de Processo Civil o ônus da prova cabe a quem alegar, no caso, o fisco e que não se eximirá de sua responsabilidade pelas infrações cometidas, contudo não pode admitir a responsabilidade pelo pagamento de um crédito que não Fl. 720DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2014 p or VALMAR FONSECA DE MENEZES 4 tem a menor relação com sua pessoa e que o fisco tentar imputar a responsabilidade pela totalidade do crédito tributário devido pela autuada, mesmo sabendo que várias pessoas participaram do esquema e não há prova do interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal e nem dispositivo legal que permita a atribuição da responsabilidade a recorrente. Sustentou a “ilegalidade da apuração com base no Lucro Real”, aduzindo que a fiscalização apurou o crédito tributário com base exclusiva na receita obtida a partir o livro de registro e de apuração do ICMS e que o próprio Auto de Infração descreve que o contribuinte não apresentou a documentação contábil e fiscal solicitada, relativamente ao ano calendário 2003 e que nesses casos, o art. 47 da Lei nº 8.981/95 prescreve a apuração com base no lucro arbitrado, sendo que a fiscalização jamais poderia ter apurado o crédito tributário mediante o lucro real porque não tinha sua disposição todos os dados necessários para apurar o crédito tributário efetivamente devido. No mais, assentouse que a autuação se revelaria ilegal porque a apuração não levou em conta os elementos que compõe a base de cálculo do IRPJ e da CSLL, bem como desprezou o disposto no art. 47 da Lei nº 8.981/95 e, acaso a fiscalização tivesse apurado o lucro real com base no lucro real, as bases de cálculo do CSLL e IRPJ seriam menores (9,6% e 12% sobre a receita omitida, para o IRPJ e CSLL, respectivamente) e o regime do PIS e COFINS seria o cumulativo, com alíquotas menores (0,65% para o PIS e 3,0% para a COFINS). Insurgiuse, por fim, contra a multa qualificada, eis que fundamentada na sonegação, o que somente pode ser aplicada à pessoa que praticou o fato, visto que nenhuma pena pode passar da pessoa do apenado, sendo que, dessa forma, em atenção ao princípio da tipicidade, a não pode participar do agravamento da pena, devendo ser reduzido seu o percentual da multa. Juntouse aos autos, às folhas 375 a 386, os Termos de Sujeição Passiva Solidário. Por meio do Acórdão nº 0115.590 – 1ª Turma da DRJ/BEL (fls. 387/395), de 12 de novembro de 2009, decidiuse: 1. Excluir a impugnante, CASA DA CARNE SOUZA LTDA, CNPJ 03.449.490/000104, do polo passivo da obrigação tributárias; 2. Manter o crédito tributário em sua totalidade, não passível de recurso voluntário, tendo em vista a exclusão da recorrente do polo passivo da obrigação tributária e a ausência de impugnação dos demais sujeitos passivos. Às folhas 535 a 566, foi juntada a Impugnação do sujeito passivo PAULO AFONSO JACOB DE SOUZA, apresentada em 09/01/2009. Pelo que os autos do processo foram devolvidos para nova apreciação (fl. 581). Em sua impugnação, o sujeito passivo PAULO AFONSO JACOB DE SOUZA repetiu os argumentos da CASA DA CARNE SOUZA LTDA, em especial aqueles que tratam de: i) a preliminar de nulidade; ii) a decadência; iii) a impossibilidade de imputação da responsabilidade pela fiscalização; iv) a ilegalidade da apuração com base no Lucro Real e v) a multa qualificada. No que tange à ausência de sua responsabilidade, o sujeito passivo assevera que, não obstante a confissão de participação no esquema de sonegação fiscal, não participou de qualquer esquema fraudulento durante o anocalendário 2003 pois sequer manteve contato com a autuada e que a fiscalização deveria ter tentado provar a efetiva participação no período Fl. 721DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2014 p or VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 10283.721236/200873 Acórdão n.º 1301001.612 S1C3T1 Fl. 4 5 de apuração não só através dos extratos obtidos junto a operadora de cartão de crédito, mas também pela relação daqueles que pagaram com cartão de crédito pela compra das mercadorias. Aduziu que a inexistência do envolvimento e da relação comercial com a autuada é corroborada mediante a juntada de cópia dos livros de entrada dos anoscalendário 2003, 2005 e 2006, nos quais somente é possível verificar a entrada de mercadorias adquiridas de autuada nos anos de 2005 e 2006 e que a fiscalização não instruiu a autuação com elementos que comprovem sua participação no esquema criminoso. A 1ª Turma da DRJ em Belém/PA, nos termos do acórdão e voto de folhas 82 em diante, julgou o lançamento parcialmente procedente, e ratificou a primeira decisão que afastou a solidarização da impugnante “CASA DA CARNE SOUZA LTDA.”, e manteve a solidarização do ora recorrente PAULO AFONSO JACOB DE SOUZA. Em síntese, concluiu a decisão recorrida que em relação à “CASA DA CARNE SOUZA LTDA.”, não haveriam provas que revelem, sem margem de dúvidas, sua participação nos fatos que motivaram no lançamento, de sorte que não se poderia mantêla no polo passivo da obrigação tributária. Quanto ao ora recorrente, “PAULO AFONSO JACOB DE SOUZA”, entendeu a decisão recorrida que sua solidarização tem fundamento em seu depoimento transcrito, na qual confessa ter realizado compras de mercadorias para a sua empresa se utilizando da empresa MARIA ALCILENE GOMES DA SILVA e que tal operação tinha o intuito de se livrar da tributação incidente sobre essas transações comerciais, e que se alegaria, entretanto, que as ditas operações não ocorreram no anocalendário do fato gerador do lançamento. Segundo entendimento firmando pela decisão recorrida, foi o próprio recorrente que confessou sua participação nas transações ilícitas e não limitou o lapso temporal de sua ocorrência, de sorte que os documentos apresentados fazem prova da existência das operações registradas, todavia não comprovam a inexistência de outras operações fora da escrita fiscal. Recordouse que o objetivo das transações ilícitas era justamente esconder da administração fazendária a ocorrência dos fatos geradores do imposto, e que o recorrente apresentou sua confissão no esquema de sonegação fiscal, razão pela qual, mantevese a responsabilização solidária do Sr. PAULO AFONSO JACOB DE SOUZA. No mais, afastouse os alegados vícios no MPF, e que não se aplicaria, no cômputo da decadência, a regra do § 4º, do artigo 150, do CTN, ante a ausência de pagamento prévio, deslocandose para a regra geral do artigo 173, do CTN, pelo qual, não haveria falar em decadência. Quanto ao mérito, consistente na apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, relembrou a decisão recorrida que se contestava a apuração do IRPJ e da CSLL pelo lucro real, alegando que na falta de apresentação da documentação contábil e fiscal, a base de cálculo destes tributos deveria ser arbitrada e, aludindo ao disposto no artigo 530 do RIR/99, entendeuse que se cuida de norma de natureza procedimental aplicável aos fatos tipificados nos mesmo texto normativo, de sorte que o arbitramento do lucro, nas hipóteses de que fala o art. 530 do RIR/99, não é um ato discricionário, mas, sim, um ato vinculado da administração Fl. 722DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2014 p or VALMAR FONSECA DE MENEZES 6 tributária. E como ato vinculado, deve ser fielmente seguido pela autoridade administrativa, na forma art. 116, inciso III, da Lei n.º 8.112/1990, mormente quando do exercício do lançamento tributário, sob pena de responsabilidade funcional (art. 142, parágrafo único, do CTN), desde que atendido os requisitos do permissivo. Dito isso, assinalouse que o permissivo tem objetivo apurar a base de cálculo do IRPJ e da CSLL, quando a apuração do lucro real, ou do lucro presumido, se for o caso, tornase impossível ou deficiente, sendo que no caso concreto, a fiscalização teria levantado a diferença da receita tributável, e apurado o IRPJ e CSLL com base no lucro real, mesmo com a ausência dos livros contábeis, de sorte que assistiria razão à recorrente, já que a fiscalização considerou como lucro tributável, a totalidade da receita omitida pela recorrente, centenas de vezes superior à declarada, sendo que as apurações do lucro real e da base de cálculo da CSLL, efetuadas pela autoridade lançadora, revelemse irreais pois ignoram todos os dispêndios do sujeito passivo para a auferimento da receita. Por fim, registrouse que na hipótese de inviabilidade de apuração daquelas bases de cálculo, não restava alternativa à autoridade lançadora que não o arbitramento, nos termos do art. 530 do Decreto 3.000/99 (RIR/99), razão porque se considerou o lançamento do IRPJ e da CSLL improcedente, por não observar a correta forma de apuração de suas bases de cálculo (art. 142 o CTN): o lucro arbitrado. Quanto ao PIS e à COFINS, registrou a decisão recorrida que por conta da necessidade do arbitramento, a recorrente reclama pela apuração do PIS e COFINS cumulativos, sendo que, em relação à COFINS, refutouse de pronto a alegação, vez que esta contribuição fora apurada pela sistemática da cumulatividade (fls. 45/48). No que se refere ao PIS, assentou que art. 8º, inciso II, da Lei nº 10.637/2002, que instituiu o regime do PIS nãocumulativo, excluiu dessa forma de tributação as empresas submetidas ao arbitramento do lucro, de sorte que se o arbitramento do lucro era medida necessária para a apuração do IRPJ e da CSLL, a contribuição para o PIS deveria ser apurada pela sistemática da cumulatividade, na forma do art. 8º, inciso II, da Lei nº 10.637/2002. O que não ocorreu, sendo improcedente a exigência. Ademais, mantevese a multa qualificada, ficando assim resumida a decisão: 1. Ratificar a decisão anterior de afastar a pessoa jurídica CASA DA CARNE SOUZA LTDA do polo passivo da obrigação tributária; 2. Manter a pessoa física PAULO AFONSO JACOB DE SOUZA no polo passivo da obrigação tributária; 3. Cancelar os lançamentos de IRPJ, CSLL e PIS, por não observarem a correta forma de apuração do tributo. A pessoa física PAULO AFONSO JACOB DE SOUZA interpôs Recurso Voluntário, sustentando sua ilegitimidade passiva para figurar no polo passivo das obrigações tributárias em questão. A decisão foi submetida a Recurso de Ofício. É o relatório. Fl. 723DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2014 p or VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 10283.721236/200873 Acórdão n.º 1301001.612 S1C3T1 Fl. 5 7 Voto Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr., Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e dotado dos pressupostos genéricos de recorribilidade. Bem assim, o Recurso de Ofício atende aos pressupostos legais e regimentais. Admitoos para julgamento. I – RECURSO DE OFÍCIO De início é preciso salientar que a decisão recorrida julgou completamente insubsistentes as autuações relativas ao IRPJ, CSLL e PIS, mantendo apenas as exigências atinentes à COFINS. A fundamentação utilizada pela decisão recorrida, para os fins de julgar improcedentes as ditas exigências, foi de fato irrefutável, pois a fiscalização, no âmbito de uma operação nitidamente fraudulenta, de feições criminosas, inclusive, após relatar os fatos detidamente, lavrou as exigências fiscais com base no lucro real, extraindo a base de cálculo diretamente dos livros de apuração do ICMS, sem, contudo, promover o arbitramento do lucro, tampouco considerar qualquer despesa no auferimento do dito lucro real. Ou seja, diante de uma inegável hipótese de arbitramento do lucro, a fiscalização lavrou, inaceitavelmente, autos de infração pelo lucro real, considerando toda a apuração registrada para fins de ICMS, como base de cálculo. A rigor, portanto, o Recurso de Ofício não merece trânsito, eis que inaceitavelmente equivocado o procedimento de lançamento. Como pontuou a decisão recorrida, o arbitramento do lucro era medida que se impunha, ante a flagrante imprestabilidade da escrituração da contribuinte. No entanto, ante a inaceitável hipótese colocada pela fiscalização, de terse tributação pelo lucro real sem consideração de despesas, nem mesmo as evidentes e confessadas fraudes perpetradas podem dar guarida à prevalência dos autos de infração levados a efeito. Diante disso, o desprovimento do Recurso de Ofício é imperioso. II – RECURSO VOLUNTÁRIO Quanto ao Recurso Voluntário, conquanto tenha remanescido apenas a exigência reflexa relativa à COFINS, a matéria devolvida pelo recurso apresentado, pela pessoa física solidarizada, não discute a exigência, versando apenas insurgência contra a sua inclusão como contribuinte no presente auto de infração. Sendo assim, de rigor considerarse definitiva a exigência, passando apenas à análise da sujeição passiva do recorrente PAULO AFONSO JACOB DE SOUZA. Fl. 724DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2014 p or VALMAR FONSECA DE MENEZES 8 Como anotado pela decisão recorrida, a responsabilidade solidária do recorrente “PAULO AFONSO”, foi fundamentada em seu depoimento ao Ministério Público, no qual confessa ter realizado compras de mercadorias para a sua empresa, valendose da empresa MARIA ALCILENE GOMES DA SILVA, ora autuada, e que tal operação tinha o intuito de se livrar da tributação incidente sobre essas transações comerciais, ou seja, demonstra claro interesse na situação que constitui o fato gerador e revela relação direta e pessoal com tal situação (regra do 124 e 121 do CTN). Ocorrendo que o recorrente confessou sua participação nas transações ilícitas e não limitou o lapso temporal de sua ocorrência, entendo que procede a decisão recorrida ao imputarlhe a sujeição passiva solidário no anocalendário em discussão. Sendo assim, desprovejo o Recurso Voluntário, mantendo a sujeição passiva do recorrente. Por tudo que os autos constam, voto por negar provimento aos recursos de ofício e voluntário. Sala das Sessões, 26 de agosto de 2014. (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior. Fl. 725DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 18/09/2014 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2014 p or VALMAR FONSECA DE MENEZES
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Numero do processo: 10245.720166/2008-92
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 05 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2006
RECURSO VOLUNTÁRIO. PEREMPÇÃO.
A interposição do recurso voluntário após o prazo definido no art. 33 do Lei nº 70.235/72 acarreta a sua perempção e o seu consequente não conhecimento, face à ausência de requisito essencial para a sua admissibilidade.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2802-003.227
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER o recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Presidente.
(Assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson, Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jaci de Assis Júnior, Julianna Bandeira Toscano, Ronnie Soares Anderson, Vinícius Magni Verçoza (Suplente Convocado), Carlos André Ribas de Mello e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
Nome do relator: RONNIE SOARES ANDERSON
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2006 RECURSO VOLUNTÁRIO. PEREMPÇÃO. A interposição do recurso voluntário após o prazo definido no art. 33 do Lei nº 70.235/72 acarreta a sua perempção e o seu consequente não conhecimento, face à ausência de requisito essencial para a sua admissibilidade. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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PEREMPÇÃO. A interposição do recurso voluntário após o prazo definido no art. 33 do Lei nº 70.235/72 acarreta a sua perempção e o seu consequente não conhecimento, face à ausência de requisito essencial para a sua admissibilidade. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER o recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Presidente. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson, Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jaci de Assis Júnior, Julianna Bandeira Toscano, Ronnie Soares Anderson, Vinícius Magni Verçoza (Suplente Convocado), Carlos André Ribas de Mello e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 24 5. 72 01 66 /2 00 8- 92 Fl. 117DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2014 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 06/11/20 14 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília (DF) – DRJ/BSB, que julgou procedente Notificação de Lançamento de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) exigindo crédito tributário no montante total de R$ 24.168,71 relativo ao imóvel rural denominado "Fazenda Santo Antônio II", com área declarada de 1.195,5 ha e cadastrado na Receita Federal do Brasil sob o NIRF 6.858.5802, localizado no Município de Boa Vista/RR. A autoridade fiscal rejeitou o Valor da Terra Nua (VTN) informado de R$ 5.000,00, que entendeu subavaliado, alterandoo para R$ 536.349,12, em arbitramento realizado com base no VTN/ha médio apontado no Sistema de Preço de Terras (SIPT). No relatório da decisão atacada consta detalhadamente descrito o teor da impugnação vertida pelo contribuinte: Cientificado do lançamento, em 08/01/2009 (AR/cópia de fls. 17), o interessado, por meio de advogado e procurador legalmente constituído (às fls. 33/35 e 40), protocolou sua impugnação, em 06/02/2009 (às fls. 18/32), instruída com os documentos constantes do anexo I, quais sejam: Laudo de Imóvel Rural/Ano 2006, com ART devidamente anotada no CREA/RR; Mapa com Imagem de Satélite LandSat; Mapa com Carta do IBGE, Mapa de Uso do Solo e Tabelas de preços de terras do BASA e do INCRA. Em síntese, alega e requer o seguinte: • de maneira flagrante, houve violação à Constituição da República e às normas infraconstitucionais (inclusive a legislação relativa ao fato gerador do ITR), sendo desconsideradas as informações do DIAT/2006, arbitrando o VTN em valores muito superiores aos de mercado praticados no Estado de Roraima; • o lançamento de ofício foi realizado sem que o Contribuinte tenha sido intimado a comprovar o VTN declarado, por meio de Laudo de Avaliação do imóvel. O Contribuinte somente tomou conhecimento do processo administrativo movido pela Receita Federal, com o recebimento da guerreada notificação; • assim, foi surpreendido com o lançamento a seu desfavor, no montante de R$ 24.168,71, sem ter exercido a oportunidade de poder comprovar por meio de Laudo de Avaliação do imóvel objeto da declaração. Por isso, entende por nulo o procedimento de notificação de lançamento, tendo em vista que não foi oportunizado o contraditório e a ampla defesa ao Contribuinte, como lhe é assegurado em Lei; • questiona o fato de a Notificação de Lançamento ter sido regularmente entregue, o mesmo não ocorrendo com a intimação para apresentar Laudo de Avaliação do imóvel, antes do lançamento; • vem, agora, apresentar o referido Laudo de Avaliação do imóvel, realizado por Engenheiro Florestal cadastrado no CREA, segundo as normas da ABNT e, acompanhado da ART, juntamente com outros documentos de avaliação da média de preços de imóveis no Estado de Roraima, feitas pelo INCRA e pelo BASA; • o valor arbitrado, por hectare, de R$ 448,64, não condiz com a realidade dos preços de terras praticados no Estado de Roraima, conforme valores mínimos e máximos de pauta (respectivamente, de R$ 50,00 e R$ 600,00), fornecidos pelo BASA, referentes ao 3º trimestre de 2006; Fl. 118DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2014 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 06/11/20 14 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10245.720166/200892 Acórdão n.º 2802003.227 S2TE02 Fl. 118 3 • questiona o arbitramento realizado com base no Sistema de Preços de Terras – SIPT, para se avaliar a propriedade do Contribuinte, pois são ignoradas as características regionais e as do imóvel em particular, invocando o disposto no art. 10 da Lei 9.393/96. No caso, o valor venal foi superado em muito pelo valor atribuído pela Receita Federal através do SIPT, perfazendose assim a injustiça fiscal que recai sobre o Contribuinte; • o Laudo de Avaliação, elaborado pelo Engenheiro Florestal Pedro Fernando Ferreira dos Santos, segue todas as recomendações e metodologias da NBR 14.653, com ART devida inscrita no CREA/RR, aponta o valor de R$ 55,00 para o hectare da Terra Nua da Fazenda Maringá, levando em consideração os fatores como área aproveitável, proximidade e outras variantes importantes; • entende que esse laudo, contendo o valor vernal do imóvel, juntamente com a Planta de Georreferenciamento devem ser utilizadas em conjunto para obtenção da área total da Fazenda Maringá, a área tributável e o valor da Terra Nua, preenchendo, portanto, os requisitos contidos na Lei 9393/96; • o INCRA também possui uma Tabela Referencial para Imóveis Rurais, com valores da Terra Nua em Roraima que, no ano de 2008, apresenta um valor mínimo de R$ 108,02/ha e máximo de R$ 251,93/ha. Podese observar, com base nessa tabela, que a avaliação do INCRA para o ano de 2008 é pelo menos 700% inferior ao arbitramento da Receita Federal para o ano de 2006; • conforme apurado no Georreferenciamento realizado sob as normas da ABNT, por profissional habilitado pelo CREA, documento inscrito no INCRA, foi constatado que a área total do imóvel é de 1.195,5 ha. Destes, 400,0 hectares são área de preservação permanente; 4,0 hectares ocupados com benfeitorias e 550,0 hectares correspondem a área utilizada para pastagens; • depois de transcrever o disposto no art. 10 da Lei 9.393/96, pede, com base nos referidos documentos de prova, uma revisão das áreas distribuídas e utilizadas do imóvel, informadas na DITR/2005, insistindo que as áreas demonstradas e pretendidas são bem mais exatas do que as declaradas no DIAT/2005; • também dever ser considerada, para fins de exclusão de tributação, a área de reserva legal, no percentual de 35%, que corresponde aproximadamente a 400,0 ha, passando o ITR a incidir apenas sobre a área restante; • a favor da sua tese, de que as áreas de reserva legal devem ser excluídas do cálculo do ITR, cita jurisprudência do STJ e do TRF 1ª Região; • volta a insistir na revisão do VTN arbitrado, que está hiperestimado, conforme consulta feita junto a diversos profissionais e instituições, tais como: engenheiros agrônomos e florestais, corretores imobiliários, INCRA e Banco da Amazônia, apresentando quadro comparativo do VTN/ha arbitrado com os valores mínimos e máximos, apresentados nas Tabelas Referenciais do INCRA e do Banco da Amazônia; • no que diz respeito a essa matéria, apresenta jurisprudência do TRF 1ª Região; Fl. 119DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2014 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 06/11/20 14 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 • assim, os valores declarados apurados no DIAT/2006 são condizentes com o valor venal do imóvel, conforme apresentado no Laudo de Avaliação feito por Perito, com base nas citadas Tabelas Referenciais do INCRA e do BASA, e • por fim, requer: seja a notificação de lançamento nº 02601/00129/2008 declarada nula, por não ter sido o Contribuinte intimado para apresentar o Laudo de Avaliação do imóvel, sendo subtraída a oportunidade ao contraditório, antes do lançamento do imposto suplementar apurado; sejam observados os cálculos dos valores da Terra Nua do imóvel, feitos pelo Perito (Engenheiro Florestal) e ignorados os valores arbitrados via SIPT, e sejam refeitos os cálculos para que se proceda a nova apuração do ITR devido no ano de 2006, calculando o VTN do imóvel, com base no valor de R$ 55,00/ha, conforme Laudo de Avaliação anexo. A instância de primeiro grau manteve o lançamento, consubstanciando seu entendimento no acórdão assim ementado: DA REVISÃO DE OFÍCIO ERRO DE FATO A revisão de ofício de dados informados pelo contribuinte na sua DITR somente cabe ser acatada quando comprovada nos autos, com documentos hábeis, a hipótese de erro de fato, observada a legislação aplicada a cada matéria. DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE RESERVA LEGAL As áreas de preservação permanente e de reserva legal, para fins de exclusão do cálculo do ITR, cabem ser reconhecidas como de interesse ambiental pelo IBAMA ou, pelo menos, que seja comprovada a protocolização, em tempo hábil, do competente ADA; fazendose necessário, ainda, em relação à pretendida área de reserva legal, que a mesma esteja averbada à margem da matrícula do imóvel, em data anterior à do fato gerador do imposto. DO VALOR DA TERRA NUA SUBAVALIAÇÃO. Para fins de revisão do VTN/ha arbitrado pela fiscalização, correspondente ao VTN/ha médio, constante do SIPT, para o município de localização do imóvel, exigese a apresentação de Laudo Técnico de Avaliação, emitido por profissional habilitado, que atenda aos requisitos essenciais das Normas da ABNT (NBR 14.6533), principalmente no que tange aos dados de mercado coletados, de modo a atingir fundamentação e Grau de precisão II, demonstrando, de forma convincente, o valor fundiário do imóvel, a preços da época do fato gerador do imposto (1º/01/2006), bem como, a existência de características particulares desfavoráveis, que pudessem justificar a revisão pretendida. O contribuinte tomou conhecimento do teor da decisão da DRF/BSB em 16/7/2012 e, inconformado, o interpôs recurso voluntário em 16/8/2012, repisando as razões e o pedido formulado na impugnação. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2014 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 06/11/20 14 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10245.720166/200892 Acórdão n.º 2802003.227 S2TE02 Fl. 119 5 A autoridade preparadora, após apontar em análise preliminar a intempestividade do recurso, encaminhouo para o CARF para apreciação, em virtude do disposto no art. 35 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. É o relatório. Voto Conselheiro Ronnie Soares Anderson, Relator O contribuinte foi cientificado da decisão recorrida em 16/7/2012 (fl. 85), iniciando o prazo de trinta dias para interpor o recurso voluntário no dia seguinte, 17/7/2012, uma terçafeira, nos termos do art. 5º, c/c o art. 33 do Decreto nº 70.235/72. O prazo em comento expirou em 15/8/2012, uma quartafeira, havendo sido protocolizado o recurso voluntário somente no dia 16/8/2012 (fl. 86), sem manifestação acerca de sua tempestividade por parte do autuado. Realizadas as devidas pesquisas na rede mundial de computadores, internet, constatouse que nos dias em referência não há notícia de ter ocorrido funcionamento anômalo da repartição de origem, seja por greves, paralisações ou face à existência de feriados locais. Tendo em vista a apresentação do recurso voluntário em 16/8/2012, após a expiração do prazo regrado pelo art. 33 do Decerto nº 70.235/72, deve ser reconhecida a sua perempção. Faltalhe, portanto, requisito essencial para a sua admissibilidade. Ante o exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Fl. 121DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2014 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 06/11/20 14 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10855.004882/2003-36
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Nov 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do Fato Gerador: 01/01/1999
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRESSUPOSTO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. INOCORRÊNCIA.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e visam a sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. Em não restando caracterizada a contradição e a obscuridade apontadas, rejeita-se os embargos.
Numero da decisão: 3201-001.786
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e rejeitar os embargos nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki (presidente), Winderley Morais Pereira, Daniel Mariz Gudino, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do Fato Gerador: 01/01/1999 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRESSUPOSTO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. INOCORRÊNCIA. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e visam a sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. Em não restando caracterizada a contradição e a obscuridade apontadas, rejeitase os embargos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e rejeitar os embargos nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. JOEL MIYAZAKI Presidente. CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki (presidente), Winderley Morais Pereira, Daniel Mariz Gudino, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Relatório Tratase de apreciar embargos de declaração opostos pela METSO MINERALS BRASIL LTDA.em face do acórdão nº 3201 001.391, proferido por esta turma AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 00 48 82 /2 00 3- 36 Fl. 456DF CARF MF Impresso em 05/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/11/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 05/11/2014 por JOEL MIYAZAKI 2 na sessão de 21 de agosto de 2013, no qual este colegiado decidiu, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário. A embargante sustenta que o acórdão embargado incorre em contradição no tocante a questão da decadência, posto, mesmo restando confirmado o pagamento antecipado, ter adotado a contagem do prazo decadencial na forma do artigo 173 do Código Tributário Nacional e não conforme artigo 150, § 4º , do mesmo diploma. Afirma ainda que o julgado é obscuro, aduzindo que: O que sustentou a Embargante e aparentemente restou acolhido no v. acórdão, mas de forma obscura, é que insumo pode compor diferentes máquinas, mas, o que importa para cumprimento do regime, não é a máquina que receberá o insumo, mas sim a efetiva exportação do insumo importado, tal como consta do v. acórdão embargado e como ocorreu no caso concreto. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto A embargante afirma que o acórdão incorre em contradição ao julgar a questão posta referente a decadência do lançamento. A embargante, contudo, mostrase equivocada. O voto é claro ao estabelecer que a regra prevista no § 4º do art. 150 do CTN não se aplica em se tratando do regime drawback, modalidade suspensão. Colecionase, abaixo, trecho do acórdão que ilustra a ausência da contradição alegada: Em atenção ao arguido, observase que, de fato, os tributos exigidos sujeitamse à lançamento por homologação, e o disposto no § 4º do art. 150 do CTN determina que a contagem do prazo decadencial de 5 (cinco) anos tem início no dia da ocorrência do fato gerador e término 5 (cinco) anos após a referida data. Esse procedimento de contagem do prazo decadencial, em regra, aplicase aos tributos devidos na operação de importação que, por determinação legal, estão sujeitos ao pagamento antecipado, sem prévio exame da autoridade fiscal, conforme estabelecido no caput do art. 150 do CTN. Constatase, todavia, que, no âmbito dos referidos tributos, esse procedimento geral tem aplicação apenas em relação às operações de importação realizadas submetidas ao regime de importação comum, que se caracteriza pelo pagamento dos tributos devidos previamente ao início do despacho aduaneiro, isto é, antes do registro da Declaração de Importação (DI). Em se tratando de regime suspensivo de tributação ou regime aduaneiro especial suspensivo, contudo, tal regramento abre Fl. 457DF CARF MF Impresso em 05/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/11/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 05/11/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10855.004882/200336 Acórdão n.º 3201001.786 S3C2T1 Fl. 457 3 exceção para a aplicação dos critérios atinentes ao lançamento de ofício, previstos no inciso I do art. 173 do CTN. (grifo nosso) No tocante a alegada obscuridade, da mesma forma, mostrase sem razão a embargante. O acórdão é claro ao definir que, para que seja considerado como cumprido o Ato Concessório do Drawback, é imprescindível que os produtos nele previstos sejam efetivamente exportados, independentemente do fato de os insumos terem sido efetivamente exportados em produtos diversos. Neste sentido, transcrevese abaixo trechos do acórdão embargado: A contribuinte alega ter cumprido as disposições contidas no Ato Concessório do Drawback, com a efetiva exportação dos bens importados. Em que pese o alegado, verificase que o Ato Concessório n° 019196/00178, emitido em 18/03/1996, concedia a contribuinte o direito de usufruir do regime aduaneiro especial de drawback, modalidade suspensão, na importação de peças para complementação de montagem de 40 Rolos Compressor, sendo 30 unidades do Modelo CP132 e 10 unidades do Modelo CS 14. Posteriormente, por meio do Aditivo ao Ato Concessório n° 019197/0001223, emitido em 09/09/1997, foi definido como o prazo limite para a exportação dos produtos a data de 13/03/1998. Constatase que, mesmo com a dilação do prazo, a contribuinte não logrou proceder com a exportação de todas as mercadorias constantes do citado Ato Concessório n° 019196/00178, restando como exportados apenas 21 unidades do modelo CP132, e as 10 unidades do modelo CS 15. A recorrente, entretanto, informou no Relatório de Comprovação do Drawback ter utilizado os insumos em produtos exportados que divergem do especificado no ato concessório em tela. Este fato foi confirmado pela contribuinte em sua peça recursal, todavia a mesma entende que o fato de ter exportado mercadorias distintas daquelas constantes do Ato Concessório não invalida a isenção dos tributos incidentes na importação dos insumos utilizados nos bens exportados. Em que pese o entendimento da contribuinte, o artigo 43, inciso I, da Portaria SECEX 4/97, é claro ao definir as condições para a liquidação do compromisso de exportação, que ensejaria na isenção dos tributos suspensas: Art. 43 — O compromisso de exportação vinculado ao Regime de Drawback modalidade, suspensão, será liquidado mediante a comprovação de uma das condições a seguir: Fl. 458DF CARF MF Impresso em 05/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/11/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 05/11/2014 por JOEL MIYAZAKI 4 I – exportação efetiva dos produtos previstos no Ato Concessório de Drawback nas quantidades, valores e prazo nele fixados; (grifo nosso) Desta forma, para que seja considerado liquidado é necessária a exportação efetiva dos produtos previstos no Ato Concessório, não sendo passível de comprovar o cumprimento a exportação de bens diversos daqueles definidos no Ato. Destarte, voto por rejeitar os embargos. Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto Relator Fl. 459DF CARF MF Impresso em 05/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/11/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 05/11/2014 por JOEL MIYAZAKI
score : 1.0
Numero do processo: 11080.002444/2004-95
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 30 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 9303-000.011
Decisão: ASSUNTO: COFINS. BASE DE CÁLCULO.
Período de apuração: 28/02/1999 a 31/12/2002
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em sobrestar o presente recurso por força do art. 62-A, §1º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 2009, e alterações posteriores, bem como o art. 2º, § 2º, I, da Portaria CARF nº 001 de 2012, e Recurso Extraordinário 638.7109/RS.
Valmar Fonseca de Menezes - Presidente Substituto da 3ª T da CSRF
Marcos Aurélio Pereira Valadão - Relator.
EDITADO EM: 02/04/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Antônio Lisboa Cardoso (Substituto convocado) e Valmar Fonseca de Menezes (Presidente Substituto)..
Nome do relator: Não se aplica
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ASSUNTO: COFINS. BASE DE CÁLCULO. Período de apuração: 28/02/1999 a 31/12/2002 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em sobrestar o presente recurso por força do art. 62A, §1º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 2009, e alterações posteriores, bem como o art. 2º, § 2º, I, da Portaria CARF nº 001 de 2012, e Recurso Extraordinário 638.7109/RS. Valmar Fonseca de Menezes Presidente Substituto da 3ª T da CSRF Marcos Aurélio Pereira Valadão Relator. EDITADO EM: 02/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Antônio Lisboa Cardoso (Substituto convocado) e Valmar Fonseca de Menezes (Presidente Substituto).. Por descrever os fatos do processo de maneira adequada adoto, com adendos e pequenas modificações para maior clareza, o Relatório da decisão recorrida: Tratase da exigência de Cofins dos períodos de apuração de 28/02/1999 a 31/12/2002, cuja notificação aconteceu em 28/04/2004. Conforme consta do Relatório da Ação1Fiscal, o auto de infração decorreu do fato de que ‘a fiscalizada deixou de oferecer à tributação RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 80 .0 02 44 4/ 20 04 -9 5 Fl. 608DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 02/04/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por VALMAR FONSEC A DE MENEZES Processo nº 11080.002444/200495 Resolução nº 9303000.011 CSRFT3 Fl. 535 2 do PIS e da Cofins determinadas receitas de variação cambial .’ (fl. 278). Na impugnação a contribuinte sustentou, em síntese, que: (a) é beneficiária da imunidade prevista na Emenda Constitucional nº 33/2001, a qual incluiu o § 2º, I, ao art. 149 da Constituição, estabelecendo que as contribuições sociais não incidem sobre receitas decorrentes de exportação, de modo que seria indevida a exigência da Cofins sobre as variações cambiais, porquanto se referem às exportações promovidas pela recorrente; e (b) as receitas financeiras não podem ser submetidas à incidência da contribuição ao PIS e da Cofins, porque tais contribuições apenas poderiam incidir sobre a receita da venda de bens e serviços. A DRJ Porto Alegre RS negou provimento à impugnação, mantendo a exigência fiscal pelos seguintes fundamentos (Acórdão nº 5.401, de 17 de março de 2005): ‘ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL — COFINS Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2002 Ementa: COFINS. VARIAÇÃO CAMBIAL. REGIME DE COMPETÊNCIA As variações cambiais ativas de direitos e obrigações em moeda estrangeira compõem a base de cálculo da Cofins e, se tributadas pelo regime de competência, conforme opção do contribuinte, devem ser reconhecidas a cada mês, independente da efetiva liquidação das operações correspondentes. COFINS RECEITAS DE EXPORTAÇÃO. VARIAÇÃO CAMBIAL. ISENÇÃO A isenção das receitas de exportação do pagamento da Cofins não alcança as correspondentes variações cambiais ativas, que têm natureza de receitas financeiras, devendo, como tal, compor a base de cálculo daquela contribuição. Lançamento Procedente’. A empresa, então, apresentou recurso voluntário a este Eg. Conselho de Contribuintes, lançando mão das mesmas razões contidas na impugnação. É o relatório. A ementa do julgado recorrido foi consubstanciada nos seguintes termos: COFINS. BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins é o faturamento, compreendido como a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 por decisão proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado em 29/09/2006. Fl. 609DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 02/04/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por VALMAR FONSEC A DE MENEZES Processo nº 11080.002444/200495 Resolução nº 9303000.011 CSRFT3 Fl. 536 3 VARIAÇÃO CAMBIAL ATIVA. As variações cambiais não configuram receita da venda de bens e serviços, não se submetendo à incidência de PIS e de Cofins. Recurso provido. Irresignada com a decisão, a Fazenda Nacional apresentou recurso especial às fls. 459/478, no qual se insurge contra a exclusão das receitas financeiras (variações cambiais ativas) da base de cálculo do PIS e da Cofins, alegando divergência com outras decisões administrativas. O recurso foi admitido pelo presidente da 3ª Seção de Julgamento do CARF, por meio de despacho às fls. 490. A contribuinte apresentou contrarrazões. Voto Marcos Aurélio Pereira Valadão, Relator O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de exigência referente à COFINS, relativo aos períodos de apuração 28/02/1999 a 31/12/2002, por conta da não inclusão, na base de cálculo, da receita decorrente da variação cambial. No período em que o lançamento se refere, 28/02/1999 a 31/12/2002, a Lei nº 9.718, de 27/11/1998, assim dispunha quanto à base de cálculo Da COFINS: “Art. 2º As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. Art. 3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. §1º Entendese por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. §2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluemse da receita bruta: I as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Fl. 610DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 02/04/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por VALMAR FONSEC A DE MENEZES Processo nº 11080.002444/200495 Resolução nº 9303000.011 CSRFT3 Fl. 537 4 Comunicação ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; II as reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita; III os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, observadas normas regulamentadoras expedidas pelo Poder Executivo (revogado pela MP nº 2.15835, de 24/08/2001; IV a receita decorrente da venda de bens do ativo permanente. (...).” Ora, segundo estes dispositivos legais, a base de cálculo da COFINS é o faturamento mensal da pessoa jurídica correspondente a sua receita bruta, assim entendida o total de suas receitas independentemente de suas naturezas e classificação contábil adotada, deduzidos os valores expressamente discriminados. No entanto, especificamente quanto a outras receitas, ou seja, receitas não operacionais – ampliação da base de cálculo – o Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito dos Recursos Extraordinários nºs 357.950 e 358.273, com decisões transitadas em julgado em 5 de setembro de 2006, considerou inconstitucionais as alterações das bases de cálculo do PIS e da Cofins, promovidas pela Lei nº 9.718, de 27/11/1998, art. 3º, §1º. BASE DE CÁLCULO DA COFINS INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 3 º § 1º, DA LEI 8.718/98 O Tribunal resolveu questão de ordem no sentido de reconhecer a existência de repercussão geral da questão constitucional, reafirmar a jurisprudência da Corte acerca da inconstitucionalidade do § 1' do art. 3° da Lei 9.718198, que ampliou a base de cálculo da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social COFINS, e negar provimento a recurso extraordinário interposto pela União. Vencido, parcialmente, o Min. Marco Aurélio, que entendia ser necessária a inclusão do processo em pauta. Em seguida, o Tribunal, por maioria, aprovou proposta do Min. Cezar Peluso, relator, para edição de súmula vinculante sobre o tema, e cujo teor será deliberado nas próximas sessões. Vencido, também nesse ponto, o Min. Marco Aurélio, que se manifestava no sentido da necessidade de encaminhar a proposta à Comissão de Jurisprudência.Leading case: RE 585.235 QO, Min. Cezar Peluso. Por força do art. 62 do RICARF, há que se seguir a decisão do STF acima referida. Também, o próprio Poder Executivo, levandose em conta estas decisões, revogou, por meio da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, art. 79, inciso XII (MP nº 449, de 03/12/2008), aquele parágrafo primeiro que determinava a ampliação da base de cálculo dessas contribuições. Fl. 611DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 02/04/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por VALMAR FONSEC A DE MENEZES Processo nº 11080.002444/200495 Resolução nº 9303000.011 CSRFT3 Fl. 538 5 Porém, conforme dispõe o art. 30 da Medida Provisória 2.15835, de 24 de agosto de 2001, a partir de 10 de janeiro de 2000, há que se admitir essa receita como base de cálculo do PIS e da COFINS. Confirase o caput do dispositivo: Art.30. A partir de 1o de janeiro de 2000, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio, serão consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo do imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, bem assim da determinação do lucro da exploração, quando da liquidação da correspondente operação. A Medida Provisória 2.15835/2001, com força de lei, e que foi editada posterior posteriormente à Emenda Constitucional n. 20/1998, sendo, portanto inoponível às decisões do STF que levaram em conta a redação anterior do art. 195, inciso I, “b” da Constituição e que coartaram a suposta ampliação da base de cálculo da COFINS pela Lei 9.718/1998. Assim não vejo nenhum óbice na aplicação da referida Medida Provisória no sentido de considerar receitas passíveis de tributação as receitas decorrentes de variação cambial, o que se adéqua perfeitamente ao caso presente em relação ao período que vai de 01/01/2000 a 31/01/2002, estando o período de 28/02/1999 a 31/12/1999 desonerado desta incidência. Vejase que todos os fatos geradores ocorreram antes da vigência da Lei n. 10.833/2003. Porém, ocorre que o tema da inclusão da variação cambial na base de cálculo do PIS e da COFINS é matéria cuja repercussão geral foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário nº 638.710/RS. Confirase: RECURSO EXTRAORDINÁRIO 638.710 RIO GRANDE DO SUL RELATOR :MIN. JOAQUIM BARBOSA RECTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES):PROCURADORGERAL DA FAZENDA NACIONAL RECDO.(A/S):MASTER SISTEMAS AUTOMOTIVOS LTDA E OUTRO(A/S) DECISÃO: O Plenário do Supremo Tribunal Federal, apreciando o RE 540.41000, Rel. Min. Cezar Peluso, acolheu questão de ordem no sentido de “determinar a devolução dos autos, e de todos os recursos extraordinários que versem a mesma matéria, ao Tribunal de origem, para os fins do art. 543B do CPC” (Informativo 516, de 27.08.2008). Decidiuse, então, que o disposto no art. 543B do Código de Processo Civil também se aplica aos recursos interpostos de acórdãos publicados antes de 03 de maio de 2007 cujo conteúdo verse sobre tema em que a repercussão geral tenha sido reconhecida. No presente caso, o recurso extraordinário trata sobre temas (termo a quo do prazo prescricional da ação de repetição de indébito relativa a tributos sujeitos a lançamento por homologação arts. 3º e 4º, segunda parte, da Lei Complementar 118/2005; exportação incidência do PIS e da COFINS sobre a receita decorrente da variação cambial positiva Temas 4 e 329) em que a repercussão geral já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (RE 566.621RG e RE 627.815RG, rel. min. Ellen Gracie). Fl. 612DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 02/04/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por VALMAR FONSEC A DE MENEZES Processo nº 11080.002444/200495 Resolução nº 9303000.011 CSRFT3 Fl. 539 6 Do exposto, nos termos do art. 328 do RISTF (na redação dada pela Emenda Regimental 21/2007), determino a devolução dos presentes autos ao Tribunal de origem, para que seja observado o disposto no art. 543B e parágrafos do Código de Processo Civil. Publiquese. Brasília, 4 de outubro de 2012. Ministro JOAQUIM BARBOSA Relator. Considerando que o Supremo Tribunal Federal determinou expressamente o sobrestamento de todos os recursos sobre o tema, aplico o art. 62A, §1º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 2009, e alterações posteriores, bem como o art. 2º, § 2º, I, da Portaria CARF nº 001 de 2012, para sobrestar o presente recurso voluntário até que esteja transitado em julgado o acórdão a ser proferido no recurso extraordinário acima mencionado. É como voto. Marcos Aurélio Pereira Valadão Relator Fl. 613DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 02/04/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por VALMAR FONSEC A DE MENEZES
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Numero do processo: 10920.907155/2012-92
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Oct 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/10/2006 a 31/10/2006
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. PAGAMENTO INDEVIDO OU MAIOR QUE O DEVIDO. COMPROVAÇÃO.
Não caracteriza pagamento de tributo indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis erro na DCTF.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA.
A recorrente deve apresentar as provas que alega possuir e que sustentariam seu direito nos momentos previstos na lei que rege o processo administrativo fiscal.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.688
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. O Conselheiro Sidney Eduardo Stahl votou pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Sergio Celani - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sergio Celani, Marcos Antônio Borges, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: PAULO SERGIO CELANI
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. O Conselheiro Sidney Eduardo Stahl votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sergio Celani, Marcos Antônio Borges, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
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DIREITO DE CRÉDITO. PAGAMENTO INDEVIDO OU MAIOR QUE O DEVIDO. COMPROVAÇÃO. Não caracteriza pagamento de tributo indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis erro na DCTF. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. A recorrente deve apresentar as provas que alega possuir e que sustentariam seu direito nos momentos previstos na lei que rege o processo administrativo fiscal. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. O Conselheiro Sidney Eduardo Stahl votou pelas conclusões. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 90 71 55 /2 01 2- 92 Fl. 50DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10920.907155/201292 Acórdão n.º 3801002.688 S3TE01 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sergio Celani, Marcos Antônio Borges, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Relatório O processo iniciouse com Pedido de RestituiçãoPER, apresentado pela contribuinte, ora recorrente. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Joinvile, SC, indeferiu o pedido, com fundamento em que o valor recolhido por DARF, indicado como origem do crédito contra a Fazenda Nacional, havia sido integralmente utilizado para pagamento de débito da contribuinte, não restando crédito disponível para a restituição solicitada. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, aduzindo que os créditos pleiteados referirseiam a pagamentos a maior da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, decorrentes da inclusão do ICMS na base de cálculo destas contribuições. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis julgou improcedente a manifestação de inconformidade, cujo acórdão possui a seguinte ementa: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2006 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E LIQUIDEZ DO CRÉDITO. REQUISITO. A certeza e liquidez do crédito é requisito essencial para o deferimento da restituição, devendo restar comprovado o efetivo pagamento indevido ou a maior que o devido.” Fl. 51DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10920.907155/201292 Acórdão n.º 3801002.688 S3TE01 Fl. 4 3 Ciente da decisão, a contribuinte interpôs recurso voluntário no qual assevera que não há previsão legal para exigir a retificação de DCTF como condição para a restituição e pede que seja afastada esta exigência e enfrentados os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Afirma ser indevida a inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição, mas não apresenta argumentos que sustentem esta afirmação. Não há nos autos nenhum documento ou livro fiscal ou contábil nem DCTF retificadora. Voto Conselheiro Paulo Sergio Celani, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade para julgamento nesta turma especial. Sobre a nulidade da decisão de primeira instância. No acórdão recorrido, a DRJ/Florianópolis decidiu com base no entendimento de que se não foi retificada a DCTF, não ficou comprovado pagamento indevido ou a maior, logo, não há que se falar em crédito líquido e certo e, por isso, correto o indeferimento do pedido de restituição. Está claro, desde o despacho decisório, que a contribuinte não comprovou existência de pagamento indevido ou a maior, pois o pagamento informado no pedido de restituição referiuse a tributo lançado em DCTF não retificada, logo, tributo devido. Não apresentadas provas em contrário, os valores informados na DCTF devem ser considerados verdadeiros. Tal entendimento é semelhante ao que justifica a decisão proposta neste voto, conforme se vê adiante. No voto condutor do acórdão da unidade de primeira instância, afirmouse que apenas com a retificação da DCTF a contribuinte teria crédito contra a Fazenda e que a retificação somente produziria efeitos em relação a pedido de restituição apresentado posteriormente a ela. Apesar de este entendimento divergir do que entendem várias turmas do CARF, que admitem que a retificação da DCTF pode surtir efeitos em relação a pedidos de restituição anteriores à sua transmissão, não se pode assentar que a decisão da DRJ possa ser anulada. Ainda que se entenda prescindível a retificação da DCTF, o fundamento de que o pagamento indevido ou a maior não foi comprovado persiste e é suficiente para manter o indeferimento do pedido de restituição, de modo que o despacho decisório e a decisão recorrida estão fundamentados e permitiram à contribuinte o contraditório e a ampla defesa. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10920.907155/201292 Acórdão n.º 3801002.688 S3TE01 Fl. 5 4 Sobre o direito de crédito e sua liquidez e certeza O processo se iniciou com pedido de restituição da contribuinte, no qual informou ter realizado pagamento indevido ou a maior de PI/Pasep. A RFB, baseandose em dados constantes de seus sistemas informatizados, alimentados por informações prestadas pela própria contribuinte, por meio de declarações fiscais próprias, constatou que o pagamento informado foi integralmente utilizado para quitar débito da contribuinte, referente a tributo informado em DCTF, logo, tributo considerado devido, porque a DCTF, nos termos do art. 5º do DecretoLei nº 2.124, de 1984, é instrumento de confissão de dívida e constituição definitiva do crédito tributário, não restando crédito disponível a ser restituído. Com base nisto, o pedido foi indeferido. O fundamento legal está expresso em seu quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL”, no qual consta o artigo 165 da Lei nº 5.172, de 25/10/66 (CTN). Estando o pagamento totalmente vinculado a tributo declarado em DCTF, o DARF a ele relativo não prova a existência de crédito algum. Assim, não foi atendido o art. 165 do CTN, que diz que a contribuinte tem direito à restituição de tributo nos casos de: cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido; erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; reforma, anulação revogação ou rescisão de decisão condenatória. Caberia à interessada provar o direito à restituição, à luz do art. 333 do Código de Processo Civil (CPC), aplicável subsidiariamente ao caso, que determina que o ônus da prova incumbe a quem alega fato constitutivo de direito. Até o momento do protocolo do recurso voluntário, a contribuinte não apresentou documentos que comprovassem erro na DCTF, nem comprovou ocorrência de alguma das hipóteses previstas no art. 16, §4º, do Decreto nº 70.235, de 1972, que permitiriam apresentação destes documentos em momento posterior. Cito. “Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III – os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (...) §4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; Fl. 53DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10920.907155/201292 Acórdão n.º 3801002.688 S3TE01 Fl. 6 5 b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.” Ao contrário da decisão recorrida, várias decisões proferidas pelo CARF admitiram a retificação de DCTF posterior à ciência do despacho decisório. Porém, no âmbito desta turma, esta admissão ocorre somente quando a DCTF retificadora é acompanhada da prova de erro na DCTF retificada, por meio da escrituração e dos documentos fiscais e contábeis. Apenas assim se pode afirmar que o crédito pleiteado existe e é dotado de certeza e liquidez. Vejase a ementa do acórdão 380100.190, de 22/05/2012, relatado pelo Conselheiro Flávio de Castro Pontes, em que se assentou que a contribuinte deveria comprovar a origem do direito de crédito: “Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Data do fato gerador: 31/12/2002 COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE DCTF APÓS A CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. A simples retificação de DCTF não é elemento de prova suficiente para aferir a liquidez e certeza do direito creditório. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INCERTO. A compensação não pode ser homologada quando o sujeito passivo não comprova a origem de seu direito creditório. Recurso Voluntário Negado.” Da 2ª Turma Especial, da 3ª Seção de Julgamento, são exemplos do mesmo entendimento os Acórdãos 3802001.290, de 25/09/2012, relatado pelo Conselheiro José Fernandes do Nascimento, e 3802001.593, de 27/02/2013, relatado pelo Conselheiro Francisco José Barroso Rios, cujas ementas, com grifos meus, são as seguintes: Acórdão nº 3802001.290: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002 COMPENSAÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). DIREITO CREDITÓRIO NÃO COMPROVADO NA FASE RECURSAL. DECISÃO NÃO HOMOLOGATÓRIA MANTIDA. Na ausência da comprovação da certeza e liquidez do crédito utilizado no procedimento compensatório, deve ser mantida a Fl. 54DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10920.907155/201292 Acórdão n.º 3801002.688 S3TE01 Fl. 7 6 decisão recorrida que não homologou a compensação declarada pelo mesmo motivo. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002 PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. ANÁLISE DE NOVO ARGUMENTO DE DEFESA. MANUTENÇÃO DA NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO POR INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. ALTERAÇÃO DA MOTIVAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. INOCORRÊNCIA. Não é passível de nulidade, por mudança de motivação, a decisão de primeiro grau que rejeita novo argumento defesa suscitado na manifestação de inconformidade e mantém a não homologação da compensação declarada, por da ausência de comprovação do crédito utilizado, mesmo motivo apresentado no contestado Despacho Decisório. DILIGÊNCIA. REALIZAÇÃO PARA JUNTADA DE PROVA DOCUMENTAL EM PODER DO REQUERENTE. DESNECESSIDADE. Não se justifica a realização de diligência para juntada de prova documental em poder do próprio requerente que, sem a demonstração de qualquer impedimento, não foi carreada aos autos nas duas oportunidades em que exercitado o direito de defesa. Recurso Voluntário Negado.. Acórdão nº 3802001.593: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/09/2004 COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS DECORRENTES DE RETIFICAÇÃO DE DCTF DEPOIS DE PROFERIDO DESPACHO DECISÓRIO NÃO HOMOLOGANDO PER/DECOMP. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO ORIGINAL. INADMISSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO EM Fl. 55DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10920.907155/201292 Acórdão n.º 3801002.688 S3TE01 Fl. 8 7 VISTA DA NÃO DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO ADUZIDO. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Uma vez intimada da não homologação de seu pedido de compensação, a interessada somente poderá reduzir débito declarado em DCTF se apresentar prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no seu preenchimento. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento.” A 2ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento tem o mesmo entendimento, conforme se vê no acórdão nº. 3402001.668, de 15/02/2012, cuja ementa é: “Assunto: Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – CIDE Data do fato gerador: 15/07/2005 NULIDADE POR FALTA DE FUNDAMENTO LEGAL. Em sendo verificado que tanto o ato de indeferimento da compensação quanto a decisão recorrida apresentam os fundamentos legais que sustentam a prolação do ato administrativo, não ocasionando cerceamento do direito de defesa do contribuinte, não há que se decretar a nulidade da decisão administrativa. Igualmente não incorre em nulidade a decisão que deixa de intimar o contribuinte a apresentar seus próprios documentos contábeis e fiscais para comprovar fato que sustenta seu direito ao indébito tributário. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. PROVA DA EXISTÊNCIA, SUFICIÊNCIA E LEGITIMIDADE DO CRÉDITO. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Não se homologa a compensação pleiteada pelo contribuinte quando este deixa de produzir prova, através de meios idôneos e capazes, de que o pagamento legitimador do crédito utilizado na compensação tenha sido efetuado indevidamente ou em valor maior que o devido, não bastando a retificação da DCTF como prova do suposto indébito.” O direito de crédito deve ser provado e apenas créditos líquidos e certos podem ser compensados. Fl. 56DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10920.907155/201292 Acórdão n.º 3801002.688 S3TE01 Fl. 9 8 Isto vale tanto para compensação com débitos do contribuinte quanto para restituição de pagamento de tributo indevido ou maior que o devido. Não é possível restituir valor referente a pagamento de tributo indevido ou maior que devido se este valor não é líquido e certo. No presente caso, não há prova de que houve pagamento indevido, nem de que o direito de crédito alegado equivale à incidência da contribuição para o PIS/Pasep sobre valores de ICMS. Por isso, não é necessário discutir a questão de mérito sobre a incidência da contribuição social sobre valores pagos a título de ICMS. Conclusão Pelo exposto, tendo em vista não ter sido provado pagamento de tributo indevido ou maior que o devido, com fundamento nos artigos 165 do CTN e 333 do CPC, voto por negar provimento ao recurso voluntário, mantendose o despacho decisório que não reconheceu o direito de crédito e indeferiu o pedido de restituição. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani Relator Fl. 57DF CARF MF Impresso em 21/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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