Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,763)
- Primeira Turma Ordinária (16,221)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,176)
- Primeira Turma Ordinária (16,104)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,797)
- Segunda Turma Ordinária d (14,451)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,381)
- Segunda Turma Ordinária d (12,367)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,422)
- Quarta Câmara (84,834)
- Terceira Câmara (67,389)
- Segunda Câmara (55,826)
- Primeira Câmara (20,245)
- 3ª SEÇÃO (16,176)
- 2ª SEÇÃO (11,281)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (125,132)
- Segunda Seção de Julgamen (114,469)
- Primeira Seção de Julgame (76,587)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,889)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,487)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,925)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,840)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,921)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,515)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,849)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13739.000140/00-13
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2005
Ementa: IRPJ – CONSTRUÇÕES E BENFEITORIAS EM VIAS PÚBLICAS – APROVAÇÃO DO MINISTRO DA FAZENDA – INDEVIDA CLASSIFICAÇÃO COMO CONTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES – GLOSA – IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO – Provado nos autos do processo que as despesas lançadas a título de contribuições e doações em verdade foram realizadas em face de Convênio realizado com Município de São Gonçalo sob chancela do Ministro da Fazenda, não há como negar a sua dedutibilidade.
Numero da decisão: 107-08.244
Decisão: ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho
Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Natanael Martins
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200509
ementa_s : IRPJ – CONSTRUÇÕES E BENFEITORIAS EM VIAS PÚBLICAS – APROVAÇÃO DO MINISTRO DA FAZENDA – INDEVIDA CLASSIFICAÇÃO COMO CONTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES – GLOSA – IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO – Provado nos autos do processo que as despesas lançadas a título de contribuições e doações em verdade foram realizadas em face de Convênio realizado com Município de São Gonçalo sob chancela do Ministro da Fazenda, não há como negar a sua dedutibilidade.
turma_s : Sétima Câmara
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 13739.000140/00-13
anomes_publicacao_s : 200509
conteudo_id_s : 4182204
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 107-08.244
nome_arquivo_s : 10708244_135414_137390001400013_008.PDF
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : Natanael Martins
nome_arquivo_pdf_s : 137390001400013_4182204.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2005
id : 4712546
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:30:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043356140961792
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-13T14:57:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-13T14:57:12Z; Last-Modified: 2009-07-13T14:57:12Z; dcterms:modified: 2009-07-13T14:57:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-13T14:57:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-13T14:57:12Z; meta:save-date: 2009-07-13T14:57:12Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-13T14:57:12Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-13T14:57:12Z; created: 2009-07-13T14:57:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-07-13T14:57:12Z; pdf:charsPerPage: 1363; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-13T14:57:12Z | Conteúdo => .•„ •• . MINISTÉRIO DA FAZENDA .4•14--4.1 g- - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES_ SÉTIMA CÂMARA Mfaa-7 Processo n°. :13739.000140/00-13 Recurso n°. :135.414 Matéria : IRPJ — Ex.: 1993 Recorrente : VIAÇÃO RIO OURO LTDA Recorrida : DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ I Sessão de :12 DE SETEMBRO DE 2005 Acórdão n°. : 107-08.244 IRPJ — CONSTRUÇÕES E BENFEITORIAS EM VIAS PÚBLICAS — APROVAÇÃO DO MINISTRO DA FAZENDA — INDEVIDA CLASSIFICAÇÃO COMO CONTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES — GLOSA — IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO — Provado nos autos do processo que as despesas lançadas a título de contribuições e doações em verdade foram realizadas em face de Convênio realizado com Município de São Gonçalo sob chancela do Ministro da Fazenda, não há como negar a sua dedutibilidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por VIAÇÃO RIO OURO LTDA. ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a in -grar o presente julgado. ir,/ II INICIUS NEDER DE LIMA P- zlaENTE "SUO /144404 NATANAEL MARTINS RELATOR FORMALIZADO EM: 26 ouT 2005 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LUIZ MARTINS VALERO, HUGO CORREIA SOTERO, NILTON PÊSS e CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES. Ausentes, momentaneamente, os conselheiros ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA e OCTAVIO CAMPOS FISCHER. MINISTÉRIO DA FAZENDA 40b PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4 SÉTIMA CÂMARA17; :..;;lt Processo n°. :13739.000140/00-13 Acórdão n°. :107-08.244 Recurso n°. :135.414 Recorrente : VIAÇÃO RIO OURO LTDA RELATÓRIO VIAÇÃO RIO OURO LTDA., já qualificada nestes autos, recorre a este Colegiado, através da petição de fls. 48/60, da Decisão n° 093/2001, de 25/01/2001, prolatada pelo chefe da DIRCO da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro - RJ, fls. 40143, que julgou procedente o crédito tributário constituído na Notificação de Lançamento Suplementar (fls. 04), emitida pela DRF/Niterói — RJ. Consta na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, que o lançamento de oficio decorre da dedução de despesas com contribuições e doações acima do limite legal, com enquadramento nos arts. 243 e 387, inciso I, do RIR/80. Tempestivamente a contribuinte insurgiu-se contra a exigência, nos termos da impugnação de fls. 01/188. O julgador de primeira instância, apreciando o feito, decidiu pela manutenção integral do lançamento, conforme decisão acima citada, cuja ementa possui a seguinte redação: "IRPJ Período de apuração: 01/01/19928 31/12/1992 CONTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES A PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO O total das contribuições e doações admitidas como despesas operacionais não poderá exceder, em cada exercício, a 5% do lucro operacional da empresa, antes de computada essa dedução. LANÇAMENTO PROCEDENTE" 2 • MINISTÉRIO DA FAZENDA 41.-44 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ' SÉTIMA CÂMARA Processo n°. :13739.000140/00-13 Acórdão n°. :107-08.244 Ciente da decisão de primeira instância (fls. 47), a contribuinte interpôs recurso voluntário, protocolo de 12/03/01 (fls. 48), onde apresenta, em síntese, os seguintes argumentos: a) que, inconformado com o lançamento suplementar, apresentou Solicitação de Retificação do Lançamento Suplementar — SRLS, instruída com elementos de prova suficientes para permitir a correção, pela própria autoridade lançadora, uma vez que a despesa então incorrida não se subordinava ao limite exigido; b) que a decisão de primeira instância deixou de apreciar o mérito da questão, manifestando-se apenas superficialmente. Saliente- se que a matéria em exame não se resume à alegação de "serem operacionais tais despesas". Elas são efetivamente operacionais, circunstância esta plenamente comprovada; c) que é nula a decisão de primeira instância, por deixar de enfrentar convenientemente a impugnação, no que concerne ao aspecto da plena dedutibilidade da despesa, esgueirando-se no simplório aspecto do limite de "contribuições e doações"; d) que a decisão assim proferida representa autêntico cerceamento de direito de defesa, a teor do que dispõe o art. 59, II, do Decreto n° 70.235/72; e) que, para o exato deslinde da questão, está anexando aos autos, toda a documentação em que se baseia, a fim de demonstrar e comprovar, à saciedade, a absoluta regularidade da dedução da despesa operacional de que se trata, afastando essa insólita exação; f) que, para a fruição do benefício do art. 47, da Lei n° 8.383/91, o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário do Estado do Rio de Janeiro — SETRERJ, solicitou ao Sr. Ministro da Fazenda, conforme Processo Administrativo n° 10730.000278/93-03, a necessária autorização para a dedução, como despesa operacional, do custo de parte das obras e serviços de melhoria em logradouros públicos no citado Município; g) que o assunto foi submetido à Secretaria da Receita Federal, o qual foi aprovado, sendo que posteriormente foi à apreciação do Sr. Ministro da Fazenda, que se manifestou no sentido de aceitar a dedução, como despesa operacional, dos custos incorridos no ano-calendário de 1992, nas obras e serviços de recuperação e de sinalização de logradouros daquele município; \3 • . • MINISTÉRIO DA FAZENDA 414.'43 tro v. • .-, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ir• SÉTIMA CÂMARA -;;1:41> Processo n°. :13739.000140/00-13 Acórdão n°. :107-08.244 h) que a decisão recorrida reconhece a operacionalidade e a efetividade das despesas, restando incontroverso, pois, que admitiu, implicitamente, sua dedutibilidade, em que pese a inadequada intitulação do registro levado a efeito na escrituração como "Contribuições e Doações", que induziu o sujeito passivo em erro ao preencher a DIRPJ, computando-as, também, como "Contribuições e Doações"; i) que, diante disso, tem-se que a conclusão a que chegou a autoridade julgadora de primeira instância (procedência do lançamento) não guarda conformidade com o fundamento exposto na própria decisão (operacionalidade e efetividade da despesa), haja vista que expressa disposição legal permitia a dedutibilidade plena da despesa, ou seja, sem a limitação prevista no art. 243 do RIR/80; j) que, apesar das contundentes razões de fato e de direito aqui aduzidas, caso remanescer qualquer dúvida a respeito, protesta pela realização de perícia ou diligência, de modo a comprovar a absoluta impropriedade da exação, mantida pela autoridade julgadora de primeira instância. Junta aos autos os documentos de fls. 61/149, os quais, no seu entender, comprovam a regularidade das despesas que deverão ser consideradas dedutiveis da base de cálculo do imposto de renda no período-base em questão. Às fls. 171, o despacho da DRJ no Rio de Janeiro - RJ, com encaminhamento do recurso voluntário, tendo em vista o atendimento dos pressupostos para a admissibilidade e seguimento do mesmo. Em sessão de 14 de agosto de 2003, este Colegiado, em face da Resolução 107-00.456, baixou os autos em diligência. É o relatório. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA b. 4r, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CAMARA ít: .;CO).„:1":1> Processo n°. :13739.000140/00-13 Acórdão n°. :107-08.244 VOTO Conselheiro - NATANAEL MARTINS, Relator O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. A questão ora sob exame resulta da notificação de lançamento de IRPJ lavrada contra a contribuinte, em virtude da revisão sumária de sua declaração de rendimentos do ano-calendário de 1993, onde foi constatada a irregularidade descrita no relatório. Ao apreciar a peça impugnativa, a autoridade julgadora de primeira instância assim fundamentou sua decisão: "O interessado, com a documentação juntada aos autos, procura demonstrar ter realizado obras e serviços de melhoria dos logradouros públicos, alegando serem operacionais tais despesas. Ocorre, no entanto, que o lançamento não decorreu de questionamento quanto a operacionalidade das despesas efetuadas, ou sua efetividade; o lançamento deve-se a não obediência ao limite constante do art. 243 do RIR/80, como consta do enquadramento legal." A seu turno, a recorrente argumenta que, em verdade, não se trata de despesas com contribuições e doações, conforme previsto no art. 243 do RIR/80, mas sim de despesas operacionais previstas no art. 47 da Lei n° 8.383/91, relativa a custo de obras e serviços de recuperação de pavimentação e de sinalização de logradouros realizadas no município de São Gonçalo — RJ, com a devida aprovação por parte do Ministério da Fazenda, conforme faz prova o Processo Administrativo n° 10730.000278/93-03. MINISTÉRIO DA FAZENDA• ;‘, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA ';rf.34 Processo n°. :13739.000140/00-13 Acórdão n°. : 107-08.244 Afirma, ainda, que teria havido erro no preenchimento da declaração de rendimentos do exercício de 1993, ao incluir tais valores indevidamente na rubrica "Contribuições e Doações", e que tal fato não pode dar ensejo à exigência fiscal em questão. Na peça recursal, a recorrente acrescentou fatos e documentos novos à matéria em litígio (fls. 73/111). Diante disso, este Colegiado decidiu pela conversão do julgamento em diligência, para que a autoridade encarregada se manifestasse a respeito da idoneidade dos documentos juntados na fase recursal, assim como em relação às obras e serviços realizadas de conformidade com o processo administrativo acima citado. Dos procedimentos adotados e documentos juntados aos autos, resultou a manifestação do diligenciante às fls. 236/237, que, em resumo, assim se manifestou: Com relação aos livros e documentos apresentados pelo contribuinte em 18/03/95, tenho o seguinte a informar: a) não foram apresentados os itens 5 e 6, orçamento da obra e cronograma físico da execução, respectivamente; b) no que tange a comprovação, através de documentação hábil e idônea, relativa aos gastos com obras e serviços de melhoria dos logradouros públicos do Município de São Gonçalo, constante da primeira cláusula do convênio celebrado entre a Prefeitura de São Gonçalo e as empresas operadoras do transporte público rodoviário municipal, o interessado limitou-se à apresentação de planilhas de serviços executados — "pavimentação asfáltica e sinalização horizontal dos corredores viários de São Gonçalo" — compreendendo elementos da adjudicação e da medição realizadas pela firma Mirak Engenharia Ltda., cuja situação cadastral, em 04/04/2005, no Sistema CNPJ da SRF é ativa não regular por pendência fiscal (débito/processo em aberto); c) no que tange à comprovação dos respectivos pagamentos, o interessado limitou-se à apresentação de recibo do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio 6 • MINISTÉRIO DA FAZENDA ;jet,t1N PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Qi ; SÉTIMA CÂMARA Nrp:;;I:ttti tAtil Processo n°. : 13739.000140/00-13 Acórdão n°. :107-08.244 de Janeiro — SETRERJ e de cheque nominativo à Prefeitura Municipal de São Gonçalo (cópias autenticadas). Ao analisarmos as folhas do livro Diário (autenticado) e a DIRPJ, exercício 1993, verificamos que tal gasto somente foi contabilizado (conta n. 331100014-2) e declarado (quadro 12- linhas 19 e 20) a titulo de "doações e contribuições, não sendo apresentada qualquer retificação na escrituração contábil ou declaração, tendo em vista que o interessado alega erro de classificação em sua peça impugnatória. Diante do que expôs, concluiu a autoridade encarregada da diligência fiscal que não teria restado comprovado os gastos relativos às obras e serviços previstos no convênio mencionado. Contudo, com a devida vênia, entendo sem razão as considerações expostas pela autoridade fiscal, pois os documentos apresentados pela recorrente referem-se efetivamente àqueles correspondentes à sua escrituração contábil e fiscal e explicitam os valores correspondentes inseridos na declaração de rendimentos, muito embora tenha havido erro no preenchimento da declaração de rendimentos. Com efeito, conforme relatado pela recorrente, o valor em questão refere-se a gastos realizados em melhoria dos logradouros públicos do Município de São Gonçalo, conforme o convênio celebrado com a Prefeitura Municipal. No meu entender, as justificativas e os documentos apresentados pela contribuinte são elementos suficientes para comprovar as alegações por ela apresentadas na fase recursal. Deveras, não se pode perder de vista, sobretudo nesta derradeira fase recursal, de que a infração imposta à recorrente fora de indevida dedução de despesas relativas a contribuições ou doações, fato que, de forma incontroversa, foi infirmado pela recorrente e confirmado pela diligência fiscal.I. 7 . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4. i r'. 9...f SÉTIMA CÂMARA Processo n°. : 13739.000140/00-13 Acórdão n°. :107-08.244 Nesse contexto, tentar agora, na diligência levada a termo - mesmo em face da apresentação de Convênio firmado com a Prefeitura de São Gonçalo, cheques nominais emitidos favor da municipalidade, dentre outros documentos -, questionar o montante do dispêndio em razão de suposta não apresentação, ao ver da autoridade diligenciante, de completa documentação, seria, a toda evidência, mudar radicalmente o curso da ação fiscal, circunstância não mais admissivel. Concluindo, pode-se afirmar, com segurança, que, diante dos elementos que compõem os presentes autos, não há como se manter o auto de infração em questão. Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões - DF, em 12 de setembro de 2005. 441444 P4AA NATANAEL MARTINS 8 Page 1 _0005400.PDF Page 1 _0005500.PDF Page 1 _0005600.PDF Page 1 _0005700.PDF Page 1 _0005800.PDF Page 1 _0005900.PDF Page 1 _0006000.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13710.001942/2001-30
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 29 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu May 29 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FISICA - IRPF
Exercício: 1998
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO REVISOR.
Constatada, mediante embargos de declaração, a ocorrência de obscuridade, omissão ou contradição deve-se proferir novo Acórdão, para rerratificar o Acórdão embargado.
Embargos acolhidos.
Numero da decisão: 102-49.088
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, ACOLHER os embargos
para rerratificar o Acórdão 102-48.580 de 25/05/2007, para esclarecer as obscuridades suscitadas, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: Núbia Matos Moura
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200805
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FISICA - IRPF Exercício: 1998 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO REVISOR. Constatada, mediante embargos de declaração, a ocorrência de obscuridade, omissão ou contradição deve-se proferir novo Acórdão, para rerratificar o Acórdão embargado. Embargos acolhidos.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu May 29 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 13710.001942/2001-30
anomes_publicacao_s : 200805
conteudo_id_s : 4209456
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Apr 22 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 102-49.088
nome_arquivo_s : 10249088_155944_13710001942200130_003.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : Núbia Matos Moura
nome_arquivo_pdf_s : 13710001942200130_4209456.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, ACOLHER os embargos para rerratificar o Acórdão 102-48.580 de 25/05/2007, para esclarecer as obscuridades suscitadas, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Thu May 29 00:00:00 UTC 2008
id : 4712107
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:30:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043356148301824
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-04T15:05:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-04T15:05:39Z; Last-Modified: 2009-09-04T15:05:39Z; dcterms:modified: 2009-09-04T15:05:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-04T15:05:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-04T15:05:39Z; meta:save-date: 2009-09-04T15:05:39Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-04T15:05:39Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-04T15:05:39Z; created: 2009-09-04T15:05:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-09-04T15:05:39Z; pdf:charsPerPage: 1310; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-04T15:05:39Z | Conteúdo => CCOI/CO2 ALI MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n• 13710.001942/2001-30 Recurso n° 155.944 Embargos Matéria IRPF - Deduções - Ex.: 1998 Acórdão n° 102-49.088 Sessão de 29 de maio de 2008 Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado CÉLIA MARIA DE ABREU SANTOS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FISICA - IRPF Exercício: 1998 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO REVISOR. Constatada, mediante embargos de declaração, a ocorrência de obscuridade, omissão ou contradição deve-se proferir novo Acórdão, para rerratificar o Acórdão embargado. Embargos acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, ACOLHER os embargos para rerratificar o Acórdão 102-48.580 de 25/05/2007, para esclarecer as obscuridades suscitadas, nos t • do voto da Relatora. "IF add.. /. . /. • 11. TEM' ITAQU P . S PESSOA MONTEIRO P esidente Alsaatp NUBIA MATOS MOURA Relatora FORMALIZADO EM: 0 1 jul. 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Naury Fragoso Tanaka, Silvana Mancini Karam, Alexandre Naoki Nishioka, Rubens Mauricio Carvalho (Suplente Convocado), Vanessa Pereira Rodrigues Domene e Moisés Giacomelli Nunes da Silva. Ausente, justificadamente, o Conselheiro José Raimundo Tosta Santos. Processo n° 13710.001942/2001-30 CCOI/CO2 Acórdão n.° 102-49.088 fls. 2 Relatório Contra CÉLIA MARIA DE ABREU SANTOS foi lavrado Auto de Infração, fls. 02/05, para formalização de exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF, no valor total de R$ 2.200,69, incluindo multa de oficio e juros de mora, estes últimos calculados até julho de 2001. As infrações apuradas pela autoridade fiscal foram dedução indevida com dependentes e dedução indevida a titulo de despesas com instrução. Inconformada com a exigência, a Contribuinte apresentou impugnação e a Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro/RJ II, pronunciou-se, mediante Acórdão n° 13-12.991, de 17/07/2006, julgando procedente o lançamento. Cientificada da decisão de primeira instância em 04/10/2006, Aviso de Recebimento — AR, fls. 46, a Contribuinte apresentou Recurso, fls. 48/50, e em sessão plenária, a Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes decidiu, por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso Voluntário, conforme Acórdão n° 102-48.580, de 25/05/2007, fls. 55/59, que se encontra assim ementado: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF Ano-calendário: 1997 Ementa: IRPF — DESPESAS COM INSTRUÇÃO — Os gastos com pós- graduação, reconhecida pelo Ministério da Educação, cujo conteúdo programático é relacionado com as atividades profissionais do contribuinte, são dedutiveis no ajuste anual do IRPF, nos termos do art. 8° da Lei n 09.250/1995. Cientificada do Acórdão acima citado, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional apresentou Embargos de Declaração, fls. 63/65, apontando que o voto do acórdão embargado somente analisa a despesa com instrução, referente a curso de pós-graduação, muito embora mencione que estaria pendente de julgamento pelo Conselho de Contribuintes a glosa de despesas com instrução relativas a curso de idioma e curso de formação em terapia "Oficina Psicossocial". Nesse sentido, a Embargante afirma que despesas com curso de idioma não são autorizadas como dedução da base de cálculo do imposto de renda das pessoas fisicas, salientando, ainda, que tal glosa não foi objeto de recurso. É o Relatório. 2 Processo n° 13710.001942/2001-30 CCOI/CO2 Acórdão n.° 10249.088 Eis. 3 - Voto Conselheira NUBIA MATOS MOURA, Relatora Os Embargos opostos pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional preenchem os requisitos legais para sua admissibilidade e devem ser conhecidos. Em sua Declaração de Ajuste Anual, exercício 1998, ano-calendário 1997, fls. 17/19, a Contribuinte pleiteou dedução de despesas com instrução, no valor total de R$ 1.516,56, e indicou que tal quantia teve como beneficiário Vínculo Oficina Psicossocial. Tal dedução foi integralmente glosada pela autoridade fiscal, conforme Auto de Infração, fls. 02/05. Tem-se, portanto, que despesas de instrução relacionadas a curso de idiomas não fazem parte da lide e foram, inadvertidamente, mencionadas no voto embargado. No que se refere à dedução pleiteada pela Contribuinte, há de se esclarecer que quando da apresentação da impugnação foram juntados aos autos comprovantes de pagamentos, fis. 07/10, realizados junto a Vínculo Oficina Psicossocial, durante o ano- calendário de 1997, cujo somatório perfaz a quantia de R$ 1.519,70. E, conforme mencionado no voto embargado, o certificado de fls. 51, faz prova de que as despesas em questão foram efetuadas com curso de pós-graduação, que reúne as condições de dedutibilidade, estabelecidas pelo art. 8°, alínea "b", item 4 da Lei n ° 9.250, de 1996. Ante o exposto, VOTO por ACATAR OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, para dar provimento ao Recurso e renatificar o Acórdão n° 102-48.580, de 25/05/2007, fls. 55/59, para esclarecer que não faz parte da lide despesas com instrução, relativamente a cursos de idiomas, prevalecendo, no entanto, as demais conclusões exaradas no referido Acórdão. Sala das Sessões-DF, em 29 de maio de 2008. ---- NUBIA MATOS MOURA 3 Page 1 _0041700.PDF Page 1 _0041800.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13706.001069/2002-25
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 14 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Apr 14 00:00:00 UTC 2004
Ementa: NULIDADE – APERFEIÇOAMENTO DO LANÇAMENTO – IMPROCEDÊNCIA – Não é causa de nulidade do lançamento de ofício, a ciência ao contribuinte, posterior à impugnação, de demonstrativo constante nos autos do processo administrativo, tampouco caracteriza qualquer aperfeiçoamento do auto de infração.
IRPJ - LUCRO ARBITRADO – FURTO DE LIVROS E DOCUMENTOS - Se não demonstradas as devidas precauções relativamente à boa guarda dos documentos, e tampouco tendo providenciado a tempo a reconstituição de sua escrituração, é cabível o arbitramento dos lucros.
IRPJ – LUCRO ARBITRADO – APLICAÇÃO DO ART. 43 DA LEI Nº 8.541/92, ALTERADO PELA LEI Nº 9.064/95 E REVOGADO PELA LEI Nº 9.249/95 – RETROATIVIDADE BENIGNA: A forte conotação de penalidade da norma de incidência , combinada com a quebra de isonomia e da sistemática que instrui o lucro presumido e o conflito entre os conceitos de receita e lucro, fazem com que seja aceitável a aplicação da retroatividade benigna quando da revogação da norma de caráter punitivo, aplicando-se aos casos de omissão de receita de empresa que tributou pelo lucro presumido seus resultados do ano-calendário de 1995. Por impedimento legal, não cabe a este Colegiado inovar no lançamento, tornando-se inevitável o cancelamento da exigência como um todo.
IRRF – ART. 44 DA LEI Nº 8.541/92 – APLICAÇÃO RETROATIVA DA NORMA REVOGADORA DE PENALIDADE – ALÍQUOTA EXPUNGIDA DO ACRÉSCIMO DE NATUREZA PENAL – Revela caráter de penalidade a tributação, prevista no art. 44 da Lei nº 8.541/92, incidente sobre o lucro indevidamente reduzido e presumido distribuído ao sócio da pessoa jurídica tributada com base no lucro real. Aplica-se retroativamente o art. 36, inciso IV, da Lei nº 9.249/95, que a revogou. Em conseqüência, tratando-se de ato não definitivamente julgado, deve ser afastada a aplicação do dispositivo revogado, expungindo-se a alíquota daquilo que constitui acréscimo penal. No ano-calendário 1993, a inexistência de previsão legal para a incidência do IRRF sobre a regular distribuição de lucros aos sócios (art. 75 in fine da Lei nº 8.383/91) faz com que a tributação prevista no art. 44 da Lei nº 8.541/92 (aplicação da alíquota de 25% sobre 100% da receita omitida) se constitua integralmente em acréscimo penal, devendo ser cancelada.
PIS – OMISSÃO DE RECEITAS – INSUBSISTÊNCIA DO LANÇAMENTO – O lançamento de PIS que não observa todos os ditames da Lei Complementar 7/70 não pode prevalecer.
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO – OMISSÃO DE RECEITAS – Provado, de forma inequívoca que o contribuinte recebeu pagamentos de vendas efetuadas a órgãos públicos, em montantes superiores aos declarados, cabível o lançamento com a exigência das diferenças apuradas.
COFINS – OMISSÃO DE RECEITAS – Provado, de forma inequívoca que o contribuinte recebeu pagamentos de vendas efetuadas a órgãos públicos, em montantes superiores aos declarados, cabível o lançamento com a exigência das diferenças apuradas.
JUROS DE MORA - SELIC - Nos termos dos arts. 13 e 18 da Lei n° 9.065/95, a partir de 1°/04/95 os juros de mora serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC.
Numero da decisão: 101-94.537
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares
suscitadas e, no mérito, DAR provimento PARCIAL ao recurso para: 1) no ano de 1994, deduzir da base de cálculo do IR-Fonte o valor do IRPJ lançado de ofício; 2) no ano de 1995, cancelar as exigências do IRPJ, do IRF e da Contribuição para o PIS, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Paulo Roberto Cortez
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200404
ementa_s : NULIDADE – APERFEIÇOAMENTO DO LANÇAMENTO – IMPROCEDÊNCIA – Não é causa de nulidade do lançamento de ofício, a ciência ao contribuinte, posterior à impugnação, de demonstrativo constante nos autos do processo administrativo, tampouco caracteriza qualquer aperfeiçoamento do auto de infração. IRPJ - LUCRO ARBITRADO – FURTO DE LIVROS E DOCUMENTOS - Se não demonstradas as devidas precauções relativamente à boa guarda dos documentos, e tampouco tendo providenciado a tempo a reconstituição de sua escrituração, é cabível o arbitramento dos lucros. IRPJ – LUCRO ARBITRADO – APLICAÇÃO DO ART. 43 DA LEI Nº 8.541/92, ALTERADO PELA LEI Nº 9.064/95 E REVOGADO PELA LEI Nº 9.249/95 – RETROATIVIDADE BENIGNA: A forte conotação de penalidade da norma de incidência , combinada com a quebra de isonomia e da sistemática que instrui o lucro presumido e o conflito entre os conceitos de receita e lucro, fazem com que seja aceitável a aplicação da retroatividade benigna quando da revogação da norma de caráter punitivo, aplicando-se aos casos de omissão de receita de empresa que tributou pelo lucro presumido seus resultados do ano-calendário de 1995. Por impedimento legal, não cabe a este Colegiado inovar no lançamento, tornando-se inevitável o cancelamento da exigência como um todo. IRRF – ART. 44 DA LEI Nº 8.541/92 – APLICAÇÃO RETROATIVA DA NORMA REVOGADORA DE PENALIDADE – ALÍQUOTA EXPUNGIDA DO ACRÉSCIMO DE NATUREZA PENAL – Revela caráter de penalidade a tributação, prevista no art. 44 da Lei nº 8.541/92, incidente sobre o lucro indevidamente reduzido e presumido distribuído ao sócio da pessoa jurídica tributada com base no lucro real. Aplica-se retroativamente o art. 36, inciso IV, da Lei nº 9.249/95, que a revogou. Em conseqüência, tratando-se de ato não definitivamente julgado, deve ser afastada a aplicação do dispositivo revogado, expungindo-se a alíquota daquilo que constitui acréscimo penal. No ano-calendário 1993, a inexistência de previsão legal para a incidência do IRRF sobre a regular distribuição de lucros aos sócios (art. 75 in fine da Lei nº 8.383/91) faz com que a tributação prevista no art. 44 da Lei nº 8.541/92 (aplicação da alíquota de 25% sobre 100% da receita omitida) se constitua integralmente em acréscimo penal, devendo ser cancelada. PIS – OMISSÃO DE RECEITAS – INSUBSISTÊNCIA DO LANÇAMENTO – O lançamento de PIS que não observa todos os ditames da Lei Complementar 7/70 não pode prevalecer. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO – OMISSÃO DE RECEITAS – Provado, de forma inequívoca que o contribuinte recebeu pagamentos de vendas efetuadas a órgãos públicos, em montantes superiores aos declarados, cabível o lançamento com a exigência das diferenças apuradas. COFINS – OMISSÃO DE RECEITAS – Provado, de forma inequívoca que o contribuinte recebeu pagamentos de vendas efetuadas a órgãos públicos, em montantes superiores aos declarados, cabível o lançamento com a exigência das diferenças apuradas. JUROS DE MORA - SELIC - Nos termos dos arts. 13 e 18 da Lei n° 9.065/95, a partir de 1°/04/95 os juros de mora serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 14 00:00:00 UTC 2004
numero_processo_s : 13706.001069/2002-25
anomes_publicacao_s : 200404
conteudo_id_s : 4154306
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 18 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 101-94.537
nome_arquivo_s : 10194537_132678_13706001069200225_018.PDF
ano_publicacao_s : 2004
nome_relator_s : Paulo Roberto Cortez
nome_arquivo_pdf_s : 13706001069200225_4154306.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, DAR provimento PARCIAL ao recurso para: 1) no ano de 1994, deduzir da base de cálculo do IR-Fonte o valor do IRPJ lançado de ofício; 2) no ano de 1995, cancelar as exigências do IRPJ, do IRF e da Contribuição para o PIS, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 14 00:00:00 UTC 2004
id : 4710575
ano_sessao_s : 2004
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:30:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043356150398976
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T05:27:11Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T05:27:04Z; Last-Modified: 2009-07-08T05:27:11Z; dcterms:modified: 2009-07-08T05:27:11Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T05:27:11Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T05:27:11Z; meta:save-date: 2009-07-08T05:27:11Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T05:27:11Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T05:27:04Z; created: 2009-07-08T05:27:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; Creation-Date: 2009-07-08T05:27:04Z; pdf:charsPerPage: 2176; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T05:27:04Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDAw,kle. : . <0 -,''n,- . ,t" PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n°. : 13706.001069/2002-25 Recurso n°. : 132.678 Matéria : IRPJ - Exs: 1994 e 1995 Recorrente : LEFISA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. Recorrida : 7a TURMA DRJ no RIO DE JANEIRO - RJ Sessão de : 14 de abril de 2004 Acórdão n°. : 101-94.537 NULIDADE — APERFEIÇOAMENTO DO LANÇAMENTO — IMPROCEDÊNCIA — Não é causa de nulidade do lançamento de ofício, a ciência ao contribuinte, posterior à impugnação, de demonstrativo constante nos autos do processo administrativo, tampouco caracteriza qualquer aperfeiçoamento do auto de infração. IRPJ - LUCRO ARBITRADO — FURTO DE LIVROS E DOCUMENTOS - Se não demonstradas as devidas precauções relativamente à boa guarda dos documentos, e tampouco tendo providenciado a tempo a reconstituição de sua escrituração, é cabível o arbitramento dos lucros. IRPJ — LUCRO ARBITRADO — APLICAÇÃO DO ART. 43 DA LEI N° 8.541/92, ALTERADO PELA LEI N° 9.064/95 E REVOGADO PELA LEI N° 9.249/95 — RETROATIVIDADE BENIGNA: A forte conotação de penalidade da norma de incidência , combinada com a quebra de isonomia e da sistemática que instrui o lucro presumido e o conflito entre os conceitos de receita e lucro, fazem com que seja aceitável a aplicação da retroatividade benigna quando da revogação da norma de caráter punitivo, aplicando-se aos casos de omissão de receita de empresa que tributou pelo lucro presumido seus resultados do ano-calendário de 1995. Por impedimento legal, não cabe a este Colegiado inovar no lançamento, tornando-se inevitável o cancelamento da exigência como um todo. IRRF — ART. 44 DA LEI N° 8.541/92 — APLICAÇÃO RETROATIVA DA NORMA REVOGADORA DE PENALIDADE — ALÍQUOTA EXPUNGIDA DO ACRÉSCIMO DE NATUREZA PENAL — Revela caráter de penalidade a tributação, prevista no art. 44 da Lei n° 8.541/92, incidente sobre o lucro indevidamente reduzido e presumido distribuído ao sócio da pessoa jurídica tributada com base no lucro real. Aplica-se retroativamente o art. 36, inciso IV, da Lei n° 9.249/95, que a revogou. Em conseqüência, tratando-se de ato não definitivamente julgado, deve ser afastada a aplicação do dispositivo revogado, expungindo-se a alíquota dj quiloo i Processo n°. : 13706.001069/2002-25 2 Acórdão n°. : 101-94.537 que constitui acréscimo penal. No ano-calendário 1993, a inexistência de previsão legal para a incidência do IRRF sobre a regular distribuição de lucros aos sócios (art. 75 in fine da Lei n° 8.383/91) faz com que a tributação prevista no art. 44 da Lei n° 8.541/92 (aplicação da alíquota de 25% sobre 100% da receita omitida) se constitua integralmente em acréscimo penal, devendo ser cancelada. PIS — OMISSÃO DE RECEITAS — INSUBSISTÊNCIA DO LANÇAMENTO — O lançamento de PIS que não observa todos os ditames da Lei Complementar 7/70 não pode prevalecer. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO — OMISSÃO DE RECEITAS — Provado, de forma inequívoca que o contribuinte recebeu pagamentos de vendas efetuadas a órgãos públicos, em montantes superiores aos declarados, cabível o lançamento com a exigência das diferenças apuradas. COFINS — OMISSÃO DE RECEITAS — Provado, de forma inequívoca que o contribuinte recebeu pagamentos de vendas efetuadas a órgãos públicos, em montantes superiores aos declarados, cabível o lançamento com a exigência das diferenças apuradas. JUROS DE MORA - SELIC - Nos termos dos arts. 13 e 18 da Lei n° 9.065/95, a partir de 1°/04/95 os juros de mora serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por LEFISA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, DAR provimento PARCIAL ao recurso para: 1) no ano de 1994, deduzir da base de cálculo do IR-Fonte o valor do IRPJ lançado de ofício; 2) no ano de 1995, cancelar as exigências do IRPJ, do IRF e da Contribuição para o PIS, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 2 Processo n°. : 13706.001069/2002-25 3 Acórdão n°. : 101-94.537 Declarou-se impedida de participar do julgamento a Conselheira Sandra Maria Faroni. MANOEL ANTONI • GADELHA DIAS PRESIDENT / PA e. -OBE Th CORTEZ RELAT/R FORMALIZADO EM7 7 k-k I Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros VALMIR SANDRI, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, CAIO MARCOS CÂNDIDO, ORLANDO JOSÉ GONÇALVES BUENO e MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JUNIOR. Processo n°. : 13706.001069/2002-25 4 Acórdão n°. : 101-94.537 RECURSO N°. : 132.678 RECORRENTE : LEFISA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. RELATÓRIO LEFISA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA., já qualificada nestes autos, recorre a este Colegiado, por intermédio da petição de fls. 142/156, do Acórdão n° 00057, de 10/10/2001, prolatado pela 7a Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro — RJ, fls.118/133, que julgou procedente o crédito tributário constituído nos autos de infração de IRPJ, fls. 40; PIS, fls. 47; COFINS, fls. 53; IRFONTE, fls. 66 e CSLL, fls. 77. Consta na descrição dos fatos e enquadramento legal (fls. 41), que o lançamento é decorrente do arbitramento dos lucros nos anos-calendário de 1994 e 1995, em razão da falta de apresentação dos livros e documentos da escrituração, apesar de intimada a fazê-lo. Também foi apurada omissão de receitas na revenda de mercadorias. O enquadramento legal deu-se com base nos artigos 539, inciso III, 541 e 546 do RIR194 e art. 47, inciso III, da Lei n° 8.981/95. Contra o lançamento constituído na ação fiscal, a contribuinte insurgiu-se tempestivamente em 05/11/02, nos termos da impugnação de fls. 83/92. A 7a Turma da DRJ/RJ, decidiu pela manutenção parcial do lançamento, conforme acórdão acima citado, cuja ementa tem a seguinte redação. "IRPJ Ano-calendário: 1994, 1995 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. A ciência ao contribuinte, posterior à impugnação, de demonstrativo numérico que embasou a exigência não configura aperfeiçoamento do lançamento nem implica sua nulidade, ainda que feita após o prazo decadencial, se o auto de infração foi tempestivamente notificado. LUCRO ARBITRADO. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE LIVROS. É indispensável demonstrar, de forma inequívoca, a observância estrita das formalidades p>. Processo n°. : 13706.001069/2002-25 5 Acórdão n°. : 101-94.537 previstas no art. 210 do RIR/94, para que a alegação de furto dos livros e documentos contábeis revista-se da eficácia de elidir o procedimento fiscal. LUCRO ARBITRADO. BASE DE CÁLCULO. A existência de dúvidas e equívocos na apuração dos valores da base de cálculo afasta a certeza do montante exigido, requisito essencial do lançamento (CTN, art. 142), e dá causa ao cancelamento da exigência correspondência a 1995. OMISSÃO DE RECEITAS. Provado nos autos que o contribuinte recebeu pagamentos de vendas a Órgãos públicos em valores superiores aos declarados, é de se tributar a parcela excedente. Reduz-se o lucro para 50% dos valores omitidos em face do § 20 do art. 892 do RIR/94. CSLL Ano-calendário: 1994, 1995 LANÇAMENTO DECORRENTE. Uma vez julgada a matéria contida no lançamento principal, igual sorte colhe o auto de infração lavrado por decorrência dos mesmos fatos que originaram aquele. LUCRO ARBITRADO. BASE DE CÁLCULO. É indevida a exigência da CSLL, nos casos de arbitramento do lucro de pessoas jurídicas obrigadas a manter escrituração contábil, no período anterior à vigência da Lei n° 8981/95, por falta de definição legal da base de cálculo. OMISSÃO DE RECEITAS. É devida a cobrança, tendo como base de cálculo o valor omitido, conforme art. 43 da Lei n° 8.541/92. OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Ano-calendário: 1994, 1995 PIS. COFINS. IRRF. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Uma vez julgada a matéria contida no lançamento principal, igual sorte colhem os autos de infração lavrados por decorrência dos mesmos fatos que originaram aquele. PIS. Deve ser cancelada a exigência baseada na PM n° 1212/95, no período de outubro a dezembro de 1995, em virtude da inconstitucionalidade de seu art. 15, conforme IN SRF n. 06/2000. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE". , , Processo n°. : 13706.001069/2002-25 6 Acórdão n°. : 101-94.537 Ciente da decisão de primeira instância em 18/12/01 (fls. 140), a contribuinte interpôs tempestivo recurso voluntário, protocolo de 14/01/02 (fls. 142), onde apresenta, em síntese, os seguintes argumentos: a) que no ano-calendário de 1994, apresentou declaração de rendimentos com base no lucro real, e no período-base de 1995, pelo lucro presumido; b) que, intimada a apresentar seus livros e documentos, o representante legal informou que seu contador fora vítima de roubo de vários livros e documentos da empresa, apresentando o Registro de Ocorrência e a prova da publicação da ocorrência em órgão da imprensa; c) que o auto de infração não identifica de onde o autuante levantou as bases de cálculo para arbitramento, o que impossibilitou a autuada de contraditá-las, caracterizando cerceamento de defesa. Uma vez que não existem mais os livros e cópias das declarações da empresa, evidentemente que não tem como contestar os valores utilizados pelo auditor como receita operacional; d) que o auto de infração é nulo porque desacompanhado dos elementos de prova quanto à receita operacional indicada pelo autuante e, também, quanto à omissão de receitas; e) que, em fase de preparo de julgamento, a DRJ tentou suprir, em parte, a falta de informações, intimando o responsável pela empresa, em 08/05/2001, para tomar ciência do relatório de dados elementares do SIAFI (referidos no termo de constatação). Essa intimação não tem o condão de salvar o auto de infração. Na realidade, se o auto é nulo, ele não se regulariza com intimação posterior para suprir a falta que o macula; f) que, em 08 de maio de 2001, data da ciência da intimação, houve aperfeiçoamento do lançamento original, porém, não mais estava autorizada a Fazenda a promover lançamento relativo a fatos geradores ocorridos nos anos-calendário de 1994 e 1995, pois o termo final do prazo decadencial para o último desses períodos ocorreu em 31 de dezembro de 2000; g) que a base de cálculo da CSLL sobre os valores omitidos está errada, pois corresponde a 100% dos valores omitidos, quando deveria ser de 50%; h) que, em relação ao IRFONTE, os dispositivos da Lei 9064/95, mencionados no enquadramento legal, (art. 3 0 , que mudou a redação dos arts. 43 e 44 da Lei 8.541/92, e art. 5 0 , só são aplicáveis a lançamentos correspondentes a fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/96; Processo n°. : 13706.001069/2002-25 7 Acórdão n°. : 101-94.537 i) que a dedução do IRPJ e da CSLL, para efeito de determinar a base de cálculo da distribuição sujeita ao IRFONTE, decorre de regra aritmética, e independe de previsão legal. Não pode ser distribuído aos sócios o que se destina a ser recolhido ao Tesouro Nacional; j) que o lançamento a título de contribuição para o PIS, deve ser cancelado, pois, segundo o comando do parágrafo único do art. 6° da LC 07/70, a base de cálculo da contribuição é o faturamento do sexto mês anterior; k) que é ilegal a cobrança de juros de mora com base na taxa Selic. Às fls. 184, o despacho da DRF no Rio de Janeiro - RJ, com encaminhamento do recurso voluntário, tendo em vista o atendimento dos pressupostos para a admissibilidade e seguimento do mesmo. É o Relatório. , Processo n°. : 13706.00106912002-25 8 Acórdão n°. : 101-94.537 VOTO Conselheiro PAULO ROBERTO CORTEZ , Relator O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Preliminarmente a recorrente suscita a preliminar de nulidade do lançamento por cerceamento do direito de defesa e também por decadência, tendo em vista que teria ocorrido aperfeiçoamento no lançamento por parte da Delegacia de Julgamento. lnexiste qualquer possibilidade de se acatar a preliminar de decadência, em primeiro lugar porque não houve qualquer aperfeiçoamento ou modificação no lançamento realização pela autoridade autuante, portanto, não há que se contar prazo decadencial. Por outro lado, caso tivesse ocorrido qualquer modificação no lançamento original, desnecessário seria a contagem do prazo decadencial, pois mesmo que estivesse dentro do prazo legal para o lançamento, nula seria a ação levada a efeito pela DRJ, a qual não possui competência para tanto. A norma que criou as delegacias de julgamento é muito clara e não deixa qualquer dúvida de que tais órgãos foram criados para exercer, exclusivamente, a atividade de julgamento de processos. São delegacias especializadas neste mister, cuja competência não compreende a atividade de lançamento, a qual permanece com as Delegacias da Receita Federal. Se assim não fosse, seria desnecessária a sua criação, separando uma atribuição de outra e especializando as funções. Diante disso, não há que se falar em aperfeiçoamento no auto de infração, pois ocorre que simplesmente a DRJ forneceu à contribuinte, cópia do Processo n°. : 13706.001069/2002-25 9 Acórdão n°. : 101-94.537 Relatório de Fiscalização, documentos este já fazia parte do presente processo desde a constituição do auto de infração. Tal procedimento, no meu entender desnecessário, eis que o processo esteve na repartição à disposição da contribuinte, para manuseá-lo ou extrair as cópias que considerasse necessárias. Na verdade, pode até se dizer que houve excesso de zelo por parte da repartição, ao proceder a remessa de documentos fornecidos pelos órgãos públicos que efetuaram pagamentos à recorrente. Em primeiro lugar, porque a interessada recebeu os citados valores dos órgãos pelo fornecimento de bens ou serviços e, portanto, não pode alegar desconhecimento dos valores, tampouco das fontes pagadoras. Em segundo lugar, os documentos citados, sempre estiveram à disposição da empresa pois compunham os autos do processo em questão. Diante disso, não se pode cogitar a respeito de qualquer irregularidade cometida pela repartição julgadora de primeira instância, ainda mais que a questionada intimação não promoveu qualquer alteração, reforma ou aperfeiçoamento ao auto de infração, apenas teve o intuito, no meu entender despiciendo, de fornecer maiores detalhes e elementos para garantir-lhe o direito de exercer ampla defesa. Com relação à utilização da sigla "SIAFI", da qual a recorrente alega não ter conhecimento, e que os demonstrativos elaborados a partir do sistema de pagamentos por parte dos órgãos públicos, não tem valor os argumentos por ela apresentados. Por ocasião ação fiscal, tomou ciência, de forma detalhada, de cada um dos pagamentos efetuados, com data, CNPJ, nome do órgão pagador, número do documento, valor, identificação do banco, número da agência e conta creditada. Ora, não se pode aceitar qualquer argumento de que houve qualquer cerceamento de defesa, ou mesmo falta de esclarecimentos. Ao contrário, era a contribuinte que deveria prestar os necessários esclarecimentos à fiscalização, com as devidas explicações do porquê deixou de tributar os valores recebidos. Processo n°. : 13706.001069/2002-25 10 Acórdão n°. : 101-94.537 MÉRITO Quanto ao mérito, como visto do relatório, trata-se de arbitramento dos lucros levado a efeito pela fiscalização, tendo em vista que os documentos e livros contábeis solicitados nos itens 1° a 5° da intimação fiscal foram furtados. Quanto ao item 6° do pedido, a contribuinte informou que os demais documentos foram extraviados, conforme resposta firmada por seu representante legal às fls. 06. Intimada novamente a apresentar o livro Razão e o livro Caixa, os quais não faziam parte do rol dos documentos furtados, segundo consta do registro de ocorrência e o comunicado do jornal, a contribuinte também deixou de atender. Após a falta de entrega dos documentos solicitados, a autoridade fiscal tomou o cuidado de intimar a contribuinte para que fosse providenciada a reconstituição da escrituração, tendo concedido prazo de mais de seis meses para tanto. A fiscalizada limitou-se a apresentar cópia do registro de ocorrência do furto dos documentos e mais não fez. Matéria idêntica a essa ora em discussão foi apreciada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais em 25/11/81, Acórdão n° CSRF/01-0.178, no qual o relator, Dr. Urgel Pereira Lopes, de forma brilhante, firmou os seguintes balizamentos: "1. Possuir livros comerciais em ordem para exibição ao Fisco, tornou-se inquestionável obrigação de fazer, por parte dos contribuintes; 2. dentre as causas pré-excludentes do cumprimento da obrigação de fazer de que se trata avultam o caso fortuito e a força maior; ,-G1,2\ Processo n°. : 13706.001069/2002-25 11 Acórdão n°. : 101-94.537 3. no nosso Direito, a força maior e o caso fortuito estão disciplinados no § único do artigo 1.058 do Código Civil, "in verbis": "§ único - O caso fortuito, ou de força maior, verifica-se no fato necessário, cujos efeitos não era possível evitar, ou impedir." 4. a distinção entre força maior e caso fortuito perde relevância, na medida em que as regras jurídicas a respeito dos dois casos são as mesmas; 5. por fato necessário temos que considerar o fato determinado pela força maior, ou pelo caso fortuito, cuja previsibilidade ou impre visibilidade são absolutamente irrelevantes; 6. o núcleo da questão é a preponderância atribuída pela lei à inevitabilidade das conseqüências. De maneira que é irrelevante saber se é impossível evitar ou impedir o fato necessário mas sim os efeitos de tal fato. Como também é fundamental saber se as conseqüências ou efeitos a que se alude são objetáveis ao adimplemento; 7. se o fato era imprevisível, e implícita ou explicitamente não se lhe poderiam evitar as conseqüências, incide o artigo 1.058 do Código Civil, com o seu parágrafo único; 8. se o fato era previsível e não foram tomadas as providências para que se lhe evitassem as conseqüências, não há caso fortuito ou força maior pré- excludentes da responsabilidade, e o artigo 1.058 não incide; e 9. se o fato era previsível, mas seriam ineficientes as medidas para lhe evitar as conseqüências, incide o artigo 1.058, com seu parágrafo único." Na seqüência do acórdão sob exame, registra o relator que "resta, portanto, examinar se a recorrente adotou as cautelas que se poderiam esperar do bom senso, da prudência e diligência normais para evitar a destruição, de seus livros e documentos, por incêndio." Aqui não se trata de incêndio, mas de caso também fortuito, qual seja o de eventual furto. Ora, se o furto era previsível ou não, o f.,o não é - 4 Processo n°. : 13706.001069/2002-25 12 Acórdão n°. : 101-94.537 importante. O que tem que se verificar é se as conseqüências do furto, em relação aos livros e documentos, eram evitáveis ou inevitáveis. Segundo se depreende dos autos, a fiscalizada limitou-se a entregar à fiscalização, cópia reprogrãfica do registro de ocorrência na Polícia Civil, do furto dos documentos. Está caracterizado que não foram tomadas as providências devidas e necessárias para que a documentação fosse guardada em local próprio e seguro, o que, de antemão autoriza concluir, que não foi observado o aspecto relativo a boa ordem e a segurança, conforme estabelece a Resolução CFC n° 597/85. Porém, com relação ao ano-calendário de 1995, o enquadramento legal da autuação se deu com base no art. 43 da Lei n° 8.541/92, o qual foi alterado pela Lei n° 9.064/95, e, posteriormente, revogado pela Lei n° 9.249/95. A Egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscais, em sessão de 14 de abril de 2003, apreciou esta matéria, tendo decidido pelo provimento, nos termos do Acórdão CSRF/01-04.477, assim ementado: "IRPJ — LUCRO PRESUMIDO — APLICAÇÃO DO ART. 43 DA LEI N° 8.541/92, ALTERADO PELA LEI N° 9.064/95 E REVOGADO PELA LEI N° 9.249/95 — RETROATIVIDADE BENIGNA: A forte conotação de penalidade da norma de incidência , combinada com a quebra de isonomia e da sistemática que instrui o lucro presumido e o conflito entre os conceitos de receita e lucro, fazem com que seja aceitável a aplicação da retroatividade benigna quando da revogação da norma de caráter punitivo, aplicando-se aos casos de omissão de receita de empresa que tributou pelo lucro presumido seus resultados do ano-calendário de 1995. Por impedimento legal, não cabe a este Colegiado inovar no lançamento, tornando-se inevitável o cancelamento da exigência como um todo. Recurso especial do contribuinte conhecido e provido." p .g Processo n°. : 13706.001069/2002-25 13 Acórdão n°. : 101-94.537 Em suas conclusões, o ilustre relator Conselheiro José Carlos Passuelo assim fundamentou o voto: Muitos ponderam que a tributação integral da receita omitida já admitida na sistemática de lucro real e portanto, ampliar tal aplicação ao lucro presumido não é nenhum absurdo. Concordo que tal procedimento vem sendo aceito com pouco questionamento quando a tributação ocorre pela sistemática de lucro real, mas tenho argumento que me convence de que isso é possível. É que, no lucro real, a apropriação de custos e receitas é acompanhada por um procedimento obrigatório e tecnicamente sofisticado de registro de documentos, conforme princípios e convenções contábeis, em cujo âmbito, não sendo possível atribuir à receita omitida os custos vinculados (específicos), admite-se que os custos tenham sido registrados, até porque o grande benefício fiscal que a omissão de receita propicia (principalmente na venda de bens ou mercadorias) está justamente na possibilidade de apropriar integralmente os custos, em valores significativamente maiores que os lucros da operação, omitindo a receita delas. Esse mecanismo torna aceitável a tributação integral da omissão da receita no lucro real. Mas, na modalidade de lucro presumido, o grande benefício que o omitente de receitas (digamos de venda de bens e mercadorias) obtém não é o benefício de aproveitar os custos para abater os resultados de outras operações, mas apenas reduzindo a tributação sobre o montante da margem estimada (presumida) definida na legislação de regência. E, para coibir um benefício que a omissão poderia trazer à empresa que omite receitas de redução de tributos sobre, digamos 8% para as empresas que comercializam mercadorias, o fisco disporia da prerrogativa de tributar 100% do mesmo valor, é sem dúvida estabelecer penalidade exacerbada e criar dispositivo desequilibrado em razão de seus efeitos. Isso sem questionarmos eventuais incidências sobre a distribuição existente à época. E tudo gravado com 75% ou 150% de multa, dependendo do enquadramento fiscal. Não há como não aceitar que dito mecanismo é de natureza claramente punitiva. 'd(7) Processo n°. : 13706.001069/2002-25 14 Acórdão n°. : 101-94.537 Isso, sem falarmos na quebra da isonomia, princípio tão decantado no direito tributário, segundo o qual, iguais devem ter tratamento idêntico, e não há como querer alterar a base de aplicação do tributo apenas pelo fato de um contribuinte haver contabilizado determinada operação e outro, adotando a mesma forma de tributar, não a tenha. Se diferença existe entre ambos, certamente não será na essência da operação nem na sua base tributável, apenas estará no procedimento de ocultar a operação, o que será cominado com multa própria para a punição de tal procedimento, como dito. Mas, em direito fiscal, não é admissivel punir com tributo. Pune-se com multa. O tributo deve ser neutro e isonômico diante dos mesmos fatos e circunstâncias, afirmativa extensível à base imponível. E toda essa argumentação fica mais veemente quando se procura o motivo da revogação do artigo 43 da Lei n° 8.541/92. Isso teria ocorrido por sua inerente tentativa de quebra dos princípios apontados, por trazer no seu bojo penalidade disfarçada ou simplesmente por ter criado situação não isonômica inaceitável? Talvez decorra até de simples aperfeiçoamento tributário. Como não tenho a resposta emitida pela autoridade legislativa, tenho que me contentar com conclusões próprias e opiniões buscadas nos diversos julgados deste Cole giado. Tudo, porém, conduz à aceitação de que, independentemente de possível falha de elaboração legislativa observável na Lei n° 8.541/92, a colocação do dispositivo no Título IV, das penalidades, não me parece ocasional nem apenas coincidência, porquanto a exação é carregada por forte dose de penalidade, pois pune de forma desproporcional e não isonômica, e pior ainda, usando a figura do tributo, instrumento que não pode se prestar para isso. Mais, cumula, ainda, com multa de ofício. Seria a aplicação de penalidade sobre penalidade? (-.) A conclusão prática disso é que, possuindo tais características punitivas a exação trazida no art. 43 da Lei n° 8.541/92, pode-se aplicar a retroatividade benigna contemplada no art. 106, II do Código Tributário Nacional, dando-se efeitos retroativos à revogação perpetrada pelo art. 36, IV, da Lei n° 9.249/95, para que a revogação venha atingir a norma punitiva na sua origem, exatamente no ponto da alteração efetuada pela Lei 9064/95. Como conseqüência, no ano de 1995 a receita omitida seria tributada com apuração do lucro presumido adotando-se os mesmos percentuais vigentes para tributação da2s.,-) Processo n°. : 13706.001069/2002-25 15 Acórdão n°. : 101-94.537 demais receitas declaradas, em homenagem ao conceito de lucro e respeito ao principio da isonomia. Porém, por impedimento legal, não cabe a este Cole giado inovar no lançamento, tornando inevitável o cancelamento da exigência como um todo." Diante do exposto, acato a decisão proferida pela e. Câmara Superior e proponho o cancelamento da exigência a título de IRPJ, relativa ao ano- calendário de 1995. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO Do lançamento original permanece ainda a exigência em relação à omissão de receitas do ano-calendário de 1995. A recorrente alega que o cálculo da contribuição social está incorreta, pois foi utilizada a totalidade das receitas omitidas como base tributável. Não procedem os argumentos da contribuinte, pois da receita omitida constatada pela autoridade autuante e registrada no auto de infração, foi utilizada como base de cálculo, tão somente a aliquota de 10%, nos termos do art. 57 da Lei n° 8.981/95. Dessa forma, deve ser mantida exigência em relação à contribuição social. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS Tem razão a recorrente quanto alega que segundo o comando do parágrafo único do art. 6° da Lei Complementar n° 07/70, a base de cálculo da contribuição é o faturamento do sexto mês anterior. Com efeito, nos termos da jurisprudência mansa e pacífica deste Colegiado, o lançamento de PIS com fundamento na Lei Complementar 7/70 impõe que se observe, em matéria de base de cálculo, a regra inserta em seu artigo 6°, § único, que determina ser este o faturamento verificado no sexto mês anterior. Logo, Processo n°. : 13706.00106912002-25 16 Acórdão n°. : 101-94.537 como no presente lançamento esta diretriz não foi observada, não há como o lançamento prevalecer. IMPOSTO DE RENDA NA FONTE Como visto acima, o IRPJ sobre o lucro presumido, lançado de ofício em relação ao ano-calendário de 1995, não merece prosperar por caracterizar evidente penalização. Da mesma forma ocorre com o Imposto de Renda na Fonte, cujo enquadramento legal deu-se no art. 44, da Lei n° 8.541/92, verbis: Art. 44. A receita omitida ou a diferença verificada na determinação dos resultados das pessoas jurídicas por qualquer procedimento que implique redução indevida do lucro líquido será considerada automaticamente recebida pelos sócios acionistas ou titular da empresa individual e tributada exclusivamente na fonte à alíquota de 25%, sem prejuízo da incidência do imposto sobre a renda da pessoa jurídica. § 1°. O fato gerador do imposto de renda na fonte considera-se ocorrido no dia da omissão ou da redução indevida. § 2°. O disposto neste artigo não se aplica a deduções indevidas que, por sua natureza, não autorizem presunção de transferência de recursos do patrimônio da pessoa jurídica para o dos seus sócios." Nesse sentido cabe citar o Acórdão n° 101-93.840, de 22/05/2002, relator o então Presidente desta Primeira Câmara, Dr. Édison Pereira Rodrigues, cuja ementa tem a seguinte redação: "IRRF — ART. 44 DA LEI N° 8.541/92 — APLICAÇÃO RETROATIVA DA NORMA REVOGADORA DE PENALIDADE — ALÍQUOTA EXPUNGIDA DO ACRÉSCIMO DE NATUREZA PENAL — Revela caráter de penalidade a tributação, prevista no art. 44 da Lei n° 8.541/92, incidente sobre o lucro indevidamente reduzido e presumido distribuído ao sócio da pessoa jurídica tributada com base no lucro real.plica-se Á- //' Processo n°. : 13706.00106912002-25 17 Acórdão n°. : 101-94.537 retroativamente o art. 36, inciso IV, da Lei n° 9.249/95, que a revogou. Em conseqüência, tratando-se de ato não definitivamente julgado, deve ser afastada a aplicação do dispositivo revogado, expungindo-se a alíquota daquilo que constitui acréscimo penal. No ano-calendário 1993, a inexistência de previsão legal para a incidência do IRRF sobre a regular distribuição de lucros aos sócios (art. 75 in fine da Lei n° 8.383/91) faz com que a tributação prevista no art. 44 da Lei n° 8.541/92 (aplicação da alíquota de 25% sobre 100% da receita omitida) se constitua integralmente em acréscimo penal, devendo ser cancelada." Conforme exposto na apreciação da matéria relativa ao IRPJ e, tendo em conta que o enquadramento legal fundamenta-se também na Lei n° 8.541/92, posteriormente alterada pela Lei n° 9.064/95, e a seguir revogada, trata-se também de aplicação de penalidade por intermédio de tributo, devendo também ser cancelada a exigência. COFINS Ao lançamento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — COFINS, incidente sobre a receita, decorrentes do lançamento principal, aplica-se o decidido naquele, por terem suporte fático em comum, inexistentes aspectos específicos, de fato ou de direito, a serem apreciados. JUROS MORATORIOS — TAXA SELIC Relativamente aos juros de mora lançados no auto de infração, correspondem àqueles previstos na legislação de regência. Senão vejamos: O artigo 161 do Código Tributário Nacional prevê: "Art. 161 - O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da,li posiçãz,--j b- Processo n°. : 13706.001069/2002-25 18 Acórdão n°. : 101-94.537 das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1° - Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de 1% (um por cento) ao mês." (grifei) No caso em tela, os juros moratórios foram lançados com base no disposto no artigo 13 da Lei n°9.065/95 e artigo 61, parágrafo 3° da Lei n°9.430/96, conforme demonstrativo anexo ao auto de infração. Assim, não houve desobediência ao CTN, pois o mesmo estabelece que os juros de mora serão cobrados à taxa de 1% ao mês no caso de a lei não estabelecer forma diferente, o que veio a ocorrer a partir de janeiro de 1995, quando a legislação que trata da matéria determinou a cobrança com base na taxa SELIC. Diante do exposto, voto no sentido de rejeitar as preliminares e, quanto ao mérito, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para excluir da exigência as parcelas relativas ao IRPJ, e ao IRFONTE, bem como o cancelamento do lançamento da contribuição para o PIS' Sala das Sess;es à em 14 de abril de 2004 PAULO e ' RT• • RTEZ ca,1 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13707.001992/96-39
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jan 25 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Tue Jan 25 00:00:00 UTC 2000
Ementa: ITR - OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS - MULTA DE MORA - A impugnação interposta antes do prazo do vencimento do crédito tributário suspende a sua exigibilidade (CTN, art. 151, III) e, conseqüentemente, o prazo para o cumprimento da obrigação passará o fluir a partir da ciência da decisão que indeferir a impugnação, vencido esse prazo poderá então haver exigência de multa de mora. JUROS MORATÓRIOS - Incidem sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, mesmo quando suspensa sua exigibilidade pela apresentação de impugnação e/ou recurso. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 203-06233
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: OTACÍLIO DANTAS CARTAXO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200001
ementa_s : ITR - OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS - MULTA DE MORA - A impugnação interposta antes do prazo do vencimento do crédito tributário suspende a sua exigibilidade (CTN, art. 151, III) e, conseqüentemente, o prazo para o cumprimento da obrigação passará o fluir a partir da ciência da decisão que indeferir a impugnação, vencido esse prazo poderá então haver exigência de multa de mora. JUROS MORATÓRIOS - Incidem sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, mesmo quando suspensa sua exigibilidade pela apresentação de impugnação e/ou recurso. Recurso provido em parte.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 25 00:00:00 UTC 2000
numero_processo_s : 13707.001992/96-39
anomes_publicacao_s : 200001
conteudo_id_s : 4441712
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 203-06233
nome_arquivo_s : 20306233_106651_137070019929639_004.PDF
ano_publicacao_s : 2000
nome_relator_s : OTACÍLIO DANTAS CARTAXO
nome_arquivo_pdf_s : 137070019929639_4441712.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, deu-se provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 25 00:00:00 UTC 2000
id : 4711208
ano_sessao_s : 2000
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:30:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043356154593280
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-24T08:37:34Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-24T08:37:34Z; Last-Modified: 2009-10-24T08:37:34Z; dcterms:modified: 2009-10-24T08:37:34Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-24T08:37:34Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-24T08:37:34Z; meta:save-date: 2009-10-24T08:37:34Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-24T08:37:34Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-24T08:37:34Z; created: 2009-10-24T08:37:34Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-10-24T08:37:34Z; pdf:charsPerPage: 1535; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-24T08:37:34Z | Conteúdo => ha/ „29 FLJf3I.I DO NO D. O. 1/. . t9 G / 2120 C tt__MINISTÉRIO DA FAZENDA C Rubrica • .".4"111 SEGUNDO ~SELEI° DE CONTRIBUINTES - Processo : 13707.001992/96-39 Acórdão : 203-06.233 Sessão : 25 de janeiro de 2000 Recurso : 106.651 Recorrente : PEDRO BARTOLONIEU ABADIO JÚNIOR Recorrida : DRJ no Rio de Janeiro - RJ ITR - OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS - MULTA DE MORA - A impugnação interposta antes do prazo do vencimento do crédito tributário suspende a sua exigibilidade (C'TN, art. 151, III) e, conseqüentemente, o prazo para o cumprimento da obrigação passará a fluir a partir da ciência da decisão que indeferir a impugnação, vencido esse prazo poderá então haver exigência de multa de mora. JUROS MORATORIOS - Incidem sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, mesmo quando suspensa sua exigibilidade pela apresentação de impugnação e/ou recurso. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: PEDRO BARTOLOMEU ABADIO JÚNIOR. ACORDAN1 os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Sebastião Borges Taquary e Mauro Wasilewski. Sala das Sessões, em 25 janeiro de 2000 \\‘, Otacilio D. s Cartaxo Presidente e • elator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Francisco Sérgio Nalini, Francisco Mauricio R. de Albuquerque Silva, Renato Scalco Isquierdo, Lina Maria Vieira, Daniel Correa Homem de Carvalho. Iao/mas 1 - - — .3C MINISTÉRIO DA FAZENDA aka\S-f SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - Processo : 13707.001992/96-39 Acórdão : 203-06.233 Recurso : 106.651 Recorrente : PEDRO BARTOLOMEU ABADIO JÚNIOR RELATÓRIO PEDRO BARTOLOMELJ ABADIO JÚNIOR, nos autos qualificado, foi notificado do lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR e das Contribuições Sindicais do Trabalhador, do Empregador e ao Seriar, exercício de 1995 (doc. de fl. 02), referente ao imóvel rural denominado "Fazenda Brejo Matão", de sua propriedade, localizado no Município de Rio Sono - TO, com área de 607,0 ha, inscrito na Secretaria da Receita Federal sob o n°0232084.3. O contribuinte solicitou (doc. de fl. 01) a retificação do lançamento, visando à redução do VTNm tributado. A autoridade singular julgou o lançamento procedente, conforme Decisão DRJ/RJ/DIJUP/N° 274/97, às fls. 15/19, assim ementada: "ITFt/95 - Mantém-se o VTN mínimo como base do lançamento, se não há prova que justifique sua revisão. IMPUGNACÃO PROCEDENTE." Em cumprimento à Decisão de primeira instância, a DRF/Centro Norte/RJ, cientificou o contribuinte do seu resultado, mediante entrega de cópia, e o intimou a recolher o crédito tributário mantido, acrescido de multa e juros moratários. Inconformado com a exigência desses encargos financeiros, o interessado interpôs, à fl. 25, o Recurso Voluntário, solicitando a dispensa da multa e dos juros moratários, mantendo-se somente o valor do principal, alegando que a impugnação foi apresentada dentro do prazo legal. É o relatório. rià) 2 4•23 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13707.001992/96-39 Acórdão : 203-06.233 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR OTACILIO DANTAS CARTAXO A cobrança dos juros de mora encontra amparo legal no caput dos artigos 161 da Lei n° 5.172 (CTN), de 25/10/66, e 74 da Lei n° 7.799, de 10/07/89, que, respectivamente, transcrevo a seguir: "Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1 ° - "Art. 74. Os tributos e contribuições administrados pelo Ministério da Fazenda que não forem pagos até a data do vencimento, ficarão sujeitos à multa de mora de vinte por cento e a juros de mora na forma da legislação pertinente, calculados sobre o valor do tributo ou contribuição corrigida monetariamente. § No caso da impugnação e do recurso interpostos tempestivamente, o crédito tributário tem sua exigibilidade suspensa, nos termos do dispositivo citado, porém o vencimento da obrigação tributária principal permanece inalterado. Convém, ainda, ressaltar que a exigência dos juros não significa imposição de qualquer penalidade ao contribuinte, mas, tão-somente, uma compensação financeira pela mora no recolhimento do crédito tributário, independentemente do motivo determinante que a causou. Já a multa tem caráter punitivo, é uma sanção pela prática de atos ilícitos. A interposição de impugnação de lançamento de tributos não caracteriza infração ou implica ato ilícito. O § 4° do art. 3° da Lei n° 8.847/1994 assim dispõe: "§. 40 - A autoridade administrativa competente poderá rever, com base em laudo técnico emitido por entidades de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, o Valor da Terra Nua mínimo - VTNm, que vier a ser questionado pelo contribuinte". 3 /o) MINISTÉRIO DA FAZENDA 2 ' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES tsz."1- Processo : 13707.001992/96-39 Acórdão : 203-06.233 A própria legislação do ITR já previu a possibilidade de o contribuinte impugnar o Valor da Terra Nua mínimo tributado e aplicado ao seu imóvel. Além do mais, a suspensão é um ato ou fato jurídico a que a lei atribui o efeito de sustar, temporariamente, a eficácia de outro ato ou fato jurídico revestido de executoriedade. Assim, a mora, o atraso tem início a partir do momento em que o crédito tributário torna-se exigível, o que se dá no momento de sua constituição definitiva. Se após cientificado da decisão proferida ou do recurso interposto, o contribuinte não recolher o crédito tributário mantido no prazo legal, aí sim, caberá a multa de mora. Entende-se que a suspensão instituída no art. 151 do CTN, nas várias hipóteses ali enunciadas, se fundamenta em princípios de justiça, de eqüidade e de força maior, o que justifica a dilação do prazo para solver as dívidas tributárias. As leis tributárias reconhecendo-as, dão-lhes amparo. A multa moratória resulta da impontualidade no cumprimento da obrigação tributária que, no caso, ainda não ocorreu, visto que sua exigibilidade foi suspensa pela lei. Na própria intimação, expedida pela DRF/Centro Norte/RI, foi concedido ao contribuinte o prazo de 30 (trinta) dias, contados do seu ciente, para o recolhimento do crédito tributário devido. Após vencido esse prazo e não tendo o contribuinte pago ou interposto recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes, ele estaria sujeito à multa pelo não cumprimento da obrigação tributária no prazo previsto em lei. Fazer retroagir à sua origem o vencimento do débito, e ainda penalizar o contribuinte com imposição de multa moratória seria frustrar por completo o propósito visado em lei. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, excluindo-se a multa de mora e mantendo-se os juros moratórios. Sala das Sesseie 25 de janeiro de 2000 OTACILIO D • • n ARTAXO 4
score : 1.0
Numero do processo: 13726.000573/00-19
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2005
Ementa: ITR. ÁREA DE PASTAGEM. PROVA. Comprovada nos autos a existência de área de pastagem declarada pelo contribuinte, fica caracterizado mero erro de preenchimento da DIAT.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 301-31781
Decisão: Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
Nome do relator: Irene Souza da Trindade Torres
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200504
ementa_s : ITR. ÁREA DE PASTAGEM. PROVA. Comprovada nos autos a existência de área de pastagem declarada pelo contribuinte, fica caracterizado mero erro de preenchimento da DIAT. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 13726.000573/00-19
anomes_publicacao_s : 200504
conteudo_id_s : 4262137
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 301-31781
nome_arquivo_s : 30131781_128634_137260005730019_005.PDF
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : Irene Souza da Trindade Torres
nome_arquivo_pdf_s : 137260005730019_4262137.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2005
id : 4712258
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:30:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043356158787584
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T19:40:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T19:40:39Z; Last-Modified: 2009-08-07T19:40:39Z; dcterms:modified: 2009-08-07T19:40:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T19:40:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T19:40:39Z; meta:save-date: 2009-08-07T19:40:39Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T19:40:39Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T19:40:39Z; created: 2009-08-07T19:40:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-07T19:40:39Z; pdf:charsPerPage: 1045; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T19:40:39Z | Conteúdo => _ • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 13726.000573/00-19 SESSÃO DE : 15 de abril de 2005 ACÓRDÃO N° : 301-31.781 RECURSO N° : 128.634 RECORRENTE : ANTONIO CARLOS ABRÃO TEIXEIRA RECORRIDA : DRJ/RECIFE/PE ITR. ÁREA DE PASTAGEM. PROVA. Comprovada nos autos a existência de área de pastagem declarada pelo contribuinte, fica., • , • caracterizado mero erro de preenchimento da DIAT. Recurso Voluntário provido. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 15 de abril de 2005 OTACÍLIO D • S CARTAXO Presidente 11~1144~ IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: CARLOS HENRIQUE ICLASER FILHO, ATALINA RODRIGUES ALVES, JOSÉ LUIZ NOVO ROSSARI, LUIZ ROBERTO DOMINGO, VALMAR FONSÉCA DE MENEZES e HELENILSON CUNHA PONTES (Suplente). Hf/1 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 128.634 ACÓRDÃO N° : 301-31.781 RECORRENTE : ANTONIO CARLOS ABRÃO TEIXEIRA RECORRIDA : DRURECIFE/PE RELATOR(A) : IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo . a transcrever: "Contra o contribuinte, acima identificado, foi lavrado, em • 26/12/2000, o Auto de Infração relativo ao imóvel rural denominado Fazenda Taquaral Rocha Negra e Cedro, cadastrado na Secretaria da Receita Federal — SRF sob n°. 225835-8, localizado no município de Resende-RJ, para pagamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, no valor de R$ 1.056,43, acrescido de juros de mora e multa proporcional, no total de R$ 2.520,53, tudo de acordo com o Auto de Infração de fls. 01/12. O lançamento ocorreu em virtude da alteração da área de • Utilização de 66,0 para 4,0. Em conseqüência, do Grau de Utilização de 91,4 para 5,6, conseqüentemente da alíquota de 0,07 para 2,00, correspondente aos imóveis rurais com área total maior • que 50,0 até 200,0 hectares, com grau de utilização de até 30%, • conforme Tabela de Alíquotas, anexada à Lei n°. 9.393, de 19/12/1996. • Cientificado do lançamento em 24/01/2001, fl. 14v, o contribuinte apresentou impugnação em 31/01/2001. alegando que o auto de infração se originou de um erro de preenchimento, que resultou na falta de um importante dado. O dado mencionado está no quadro de distribuição da área utilizada, item 08, pastagem, do demonstrativo de apuração do ITR. Onde se lê 0,0 hectare, o correto é 62,0 hectares. Encaminha cópia das declarações do ITR dos anos de 1997, 1998, 1999 e 2000, para facilitar comprovação da informação acima. Ao final, pede retificação do item 08 do DL4T, ano 1997, de 0,0 hectare para 62,0 hectares." 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 128.634 ACÓRDÃO N° : 301-31.781 .1 Por meio da decisão de fls. 22/25, a DRJ-Recife,/PE indeferiu o pedido da contribuinte, mantendo o lançamento fiscal, em face da ausência de provas quanto ao alegado pela então impugnante. Irresignada, . a contribuinte apresenta recurso voluntário a este Colegiado (fls. 28/29), onde repisa os mesmos argumentos expendidos na peça impugnatória. Ao final, pede o cancelamento do débito fiscal reclamado. É o relatório. • ' ! ' ! 3 • , . , • .4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA • RECURSO N° : 128.634 ACÓRDÃO N° : 301-31.781 VOTO • •i O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. A teor do relatado, versam os autos sobre lançamento fiscal efetuado em face da contribuinte retro identificadg, por meio do Auto de Infração constante às fls. 01/12 dos autos, por falta de recolhimento do ITR no exercício de 1997, em razão da alteração do grau de utilização da área, o qual havia sido anteriormente declarado • pela contribuinte, na DLAT/97, como sendo de 91,4ha, mas que, na verdade, seria de 5,6ha. Alega a recorrente que tal diferença deveu-se a um mero erro de preenchimento, mais precisamente do item 08 daquele Demonstrativo, o qual deveria ter sido preenchido com a informação de 62ha, mas que, por equívoco, nada foi informado. Como elemento de prova de suas alegações traz junto ao recurso cópia da Declaração Anual de Informação do ITR/92, onde constam as seguintes informações: pastagem nativa (4) = 53,2ha e pastagem plantada (42)= 33,8ha. Traz, ainda, cópias das DIATs dos exercícios de 1998, 1999 e 2000, onde consta a área de pastagem de 62,2ha. Ainda com fito probatório, traz, às fls. 32/33, cópia de Laudo Técnico do ano de 1982, onde o engenheiro agrônomo ANTÔNIO CARLOS REIS DA ROCHA informa haver uma área de pastagem de 92ha, que se encontrava depauperada com ervas invasoras e • .com decline muito acentuado. Em novo documento, datado de setembro de 2003, acostado à fl. 36 doas autos, o mesmo engenheiro agrônomo declara o seguinte: . "Quanto à utilização d área remanescente, ou seja, 117,20ha (.) posso afirmar que não houve alteração da mesma desde a época em que efetuei a outra vistoria (23/06/1982) Quanto à qualidade das pastagens, pude notar uma melhoria significativa, uma vez na época estarem depauperadas, hoje se apresentam com grande parte 'melhoradas' com a introdução de novas gramíneas (Brachiária decumbens), que foram sendo introduzidas gradativamente ao longo destes anos, sem que parassem com a utilização da mesma no que se refere ao setor produtivo. 4 4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 128.634 ACÓRDÃO N° : 301-31.781 Quanto ao quadro de Distribuição da área utilizada, nota-se que se mantém compatível com o que conheço da propriedade e o que me foi apresentado (DIAT): - produtos vegetais: 4,00ha - Pastagens: 62,00ha - "Área utilizada: 66,00ha." Assim, diante dos elementos trazidos aos autos em fase recursal, entendo haver restado comprovada a existência da área de pastagem declarada pela • contribuinte, tendo havido tão-somente erro no preenchimento na DIAT por ele apresentada. Diante do exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso. Sala das Sessões, em 15 de abril de 2005 4iimtkri~ IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES - Relatora Page 1 _0016300.PDF Page 1 _0016400.PDF Page 1 _0016500.PDF Page 1 _0016600.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13802.001197/95-54
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 19 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Wed Aug 19 00:00:00 UTC 1998
Ementa: IRF - PAGAMENTOS SEM CAUSA - Incide imposto de renda retido na fonte sobre pagamentos sem identificação do real beneficiário, assim considerados os pagamentos respaldados em documentos tributariamente ineficazes.
Rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento.
Numero da decisão: 106-10368
Decisão: Por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, ROMEU BUENO DE CAMARGO e ROSANI ROMANO ROSA DE JESUS CARDOZO.
Nome do relator: Luiz Fernando Oliveira de Moraes
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199808
ementa_s : IRF - PAGAMENTOS SEM CAUSA - Incide imposto de renda retido na fonte sobre pagamentos sem identificação do real beneficiário, assim considerados os pagamentos respaldados em documentos tributariamente ineficazes. Rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento.
turma_s : Sétima Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 19 00:00:00 UTC 1998
numero_processo_s : 13802.001197/95-54
anomes_publicacao_s : 199808
conteudo_id_s : 4191270
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 106-10368
nome_arquivo_s : 10610368_014208_138020011979554_006.PDF
ano_publicacao_s : 1998
nome_relator_s : Luiz Fernando Oliveira de Moraes
nome_arquivo_pdf_s : 138020011979554_4191270.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, ROMEU BUENO DE CAMARGO e ROSANI ROMANO ROSA DE JESUS CARDOZO.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 19 00:00:00 UTC 1998
id : 4713134
ano_sessao_s : 1998
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:30:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043356165079040
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-28T14:43:43Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-28T14:43:43Z; Last-Modified: 2009-08-28T14:43:43Z; dcterms:modified: 2009-08-28T14:43:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-28T14:43:43Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-28T14:43:43Z; meta:save-date: 2009-08-28T14:43:43Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-28T14:43:43Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-28T14:43:43Z; created: 2009-08-28T14:43:43Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-08-28T14:43:43Z; pdf:charsPerPage: 1243; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-28T14:43:43Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 138021101197/95-54 Recurso n°. : 14.208 Matéria LRF — ANOS: 1993.e.1994. Recorrente : JOVALCON VÁLVULAS E CONEXÕES LTDA Recorrida : DRJ em SÃO PAULO - SP Sessão de : 19 DE AGOSTO DE 1998 Acórdão n°. 106-1026a IRRF - PAGAMENTOS SEM CAUSA - Incide imposto de renda retido na fonte sobre pagamentos sem identificação do real beneficiário, assim considerados os pagamentos respaldados em documentos tributariamente ineficazes. Rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JOVALCON. VÁLVULAS.E CONEXÕES LTDA. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, ROMEU BUENO DE CAMARGO e ROSAM ROMANO ROSA DE JESUS CARDOZO. DRIGUE§- 13 OLIVEIRA P 51- • LUIZ FERNANDO OLIV DE MaeS RELATOR FORMALIZADO EM: O 5 -,CIUT 1998 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ANA MARIA RIBEIRO DOS REIS, HENRIQUE ORLANDO MARCONE e RICARDO BAPTISTA CARNEIRO LEÃO. - - - - - MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 13802.001197/95-54 Acórdão n°. : 106-10.368 Recurso n°. : 14.208 Recorrente : JOVALCON VÁLVULAS E CONEXÕES LTDA RELATÓRIO JOVALCON VÁLVULAS E CONEXÕES LTDA., já qualificada nos autos, optante pela tributação com base no lucro presumido, adquiriu mercadorias para revenda, nos anos de 1992 e 1993 das empresas FLANECO Indústria e Comércio Ltda., e Bosro Comercial Ltda., as quais foram objeto do procedimento administrativo sumário previsto na Portaria ME 187/93, pelo fato de emitirem documentação inidemea, dai a exigência de IRE, respaldada no art.47 da Lei n° 7.713/88, sobre pagamentos sem causa dirigida à ora Recorrente, que se valeu de tal documentação. Com efeito, conforme Súmula Administrativa de Documentação Tributariamente Ineficaz, lavrada ao final do procedimento antes referido, FLANECO e BOSRO não tinham existência de fato, os documentos fiscais e comerciais por ela emitidos eram inidõneos e eram vendidos a outras empresas para acobertar operações à margem da escrituração (caixa dois). Impugnação tempestiva que pode ser assim resumida: a) preliminar de nulidade por cerceamento do direito de defesa, pois desconhece os fatos que deram origem à declaração de inidoneidade das empresas em foco e o processo administrativo respectivo não foi anexado a estes autos; b) no mérito, que a exigência está baseada em portaria ministerial, que não poderia criar base de cálculo do imposto (principio da reserva legal); c) que o art. 47 da Lei n° 7.713/88 aplica-se a rendimentos distribuídos aos sócios, sem ser tributado, o que não corresponde à espécie dos autos; c) que a Recorrente é tributada pelo lucro presumido e dos fatos apontados não surgiu prejuízo para o fisco; assim, não podendo lançar IRPJ optou o autuante pelo IRF. 2 • - - MiNiSTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. 13802001197195-54 Acórdão n°. : 106-10.368 O Delegado de Julgamento em São Paulo julgou procedente a ação fiscal. Os fundamentos de sua decisão podem ser assim resumidos: a)não procede a preliminar de nulidade, o processo referente à FLANECO e BOSRO estava disponível para vista dos interessados e no presente processo existem elementos suficientes que permitiram à autuada ampla defesa; b)a autuada não produziu provas concretas da idoneidade dos documentos, identificação do transportador e local da retirada das mercadorias; c)o art. 47 da Lei n°7.713/88 ampara o rendimento pago a beneficiário não identificado, não exigindo sua distribuição aos sócios; d)para efeito de liquidação financeira das operações em foco, houve a saída efetiva de recursos do patrimônio da empresa e o tratamento fiscal aplicável é o da Portaria n° 187/93. Em seu recurso a este Conselho, a firma autuada reitera os argumentos expendidos na impugnação. É Relatória 3 _ — - MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. 13802_001197195-54 Acórdão n°. : 106-10.368 VOTO Conselheiro LUIZ FERNANDO OLIVEIRA DE MORAES, Relator Conheço do recurso, por tempestivo. A matéria recursal ¡á é conhecida desta Câmara e, no julgamento de vários precedentes de igual teor, a ilustrada Conselheira ANA MARIA RIBEIRO DE ASSIS proferiu o seguinte voto, que adoto como razões de decidir "Cumpre analisar inicialmente a preliminar suscitada pela recorrente de nulidade do procedimento por cerceamento do direito de defesa, por considerar que, inobstante ter a decisão declinado informações relativas a existência dos processos que sumularam as empresas Bosro Comercial Ltda. e Flaneco Indústria e Comércio Ltda., não há nenhuma informação quanto à publicação da decisão de ineficácia dos documentos por elas emitidos. A publicação da Súmula De Documentação Tributariamente Ineficaz tem como função a garantia de terceiros, resguardando-os na contratação de negócios com empresas comprovadamente emitentes de documentação inidõnea, não podendo, entretanto, ser utilizada como excludente de responsabilidade por parte de empresa sujeita à fiscalização, que tem resguardadas todas as garantias de defesa. II Por tal motivo, a contribuinte ao ser fiscalizada foi intimada a comprovar a efetividade das operações com as referidas empresas. Cabia-lhe demonstrar a entrega das mercadorias, o seu transporte, sua incorporação no processo produtivo da empresa, por qualquer meio de prova possível. Em relação às empresas emitentes das notas, limitou-se a garantir que atuavam regularmente no mercado com operações mercantis efetivas e concretas e quanto às operações, escudou-se na afirmação de que como "empresa de pequeno porte, não dispõe de um controle sofisticado de entrada e saída de veículos de entrega, o que impossibilita identificar o tipo de veiculo que realizava entregas". 4 (75- iç?kg/ _ , - -- -- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Procaçso.n°. : 13802001197195-54 Acórdão n°. : 106-10.368 Como visto, o fisco fez a prova da inexistência de fato das referidas empresas. A propósito, transcrevo excerto do Termo de Verificação Fiscal de fls. 411/413, que a relata: "A Súmula e o Relatório detalharam as irregularidades envolvendo a constituição das duas empresas, demonstrando, por exemplo, CPFs e endereços falsos de responsáveis pelas mesmas, impossibilidade de trânsito e/ou armazenamento das mercadorias constantes das Notas Fiscais de Saída emitidas em nome de Bosro e Flaneco nos endereços onde supostamente teriam funcionado, irregularidades quanto a contratos de locação, assinaturas totalmente diferentes de sócios das empresas em diferentes documentos, denotando serem falsas as referidas assinaturas, aquisições inexistentes, etc. Os elementos constantes na Súmula de Documentação Tributariamente Ineficaz demonstraram que Bosro e Flaneco nunca realizaram quaisquer operações de venda tendo ambas as empresas sido estabelecidas com a única finalidade de fornecer Notas Fiscais "frias"? (grifo do original) Importante ressaltar que a existência de direito de empresas sumuladas não confere legitimidade às suas operações ou aos documentos por elas emitidos, sendo necessário comprovar que os negócios noticiados pelos . referidos documentos realmente existiram. ,- Assim, comprovada pelo fisco a inexistência de fato das referidas empresas e considerando a gravidade das constatações, cabia à recorrente a prova de, sua alegação de que as operações se efetivaram, que as mercadorias existiram, ingressaram em seu estabelecimento e incorporaram-se em seu processo produtivo. E esta prova, como visto, não foi produzida. Não há como entender, portanto, a não publicação da Súmula como elemento para a decretação de cerceamento do direito de defesa, pelo que rejeito a preliminar suscitada. Passo ao exame do mérito, 1- 5 V - - MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 13802.001197/95-54 Acórdão n° : 106-10368. Alega a recorrente que a Autoridade Fiscal entendeu os pagamentos efetuados às empresas sumuladas de que trata a Portaria MF n° 187/93 como enquadrados no artigo 47 da Lei 7.713/88 e que, por ser a referida Portaria norma de caráter infra legal, não poderia instituir base de cálculo do IRRF, configurando afronta ao principio da reserva legal. Como se observa, andou bem o recorrente com relação às premissas. Realmente, a Portaria MF n° 187/93 disciplina procedimentos de fiscalização no tocante à utilização de documentos tributariamente ineficazes, cuidando o artigo 47 da Lei 7.713/88 de hipótese de incidência tributária, qual seja o pagamento de rendimento real ou ganho de capital a beneficiário não identificado. A conclusão de que a Portaria estaria instituindo base de cálculo de tributo é que não se afigura correta. O artigo 4°, III da referida norma funciona apenas e tão somente como elo de ligação, denunciando a subsunção do fato gerador ia concreto, qual seja, o pagamento anteriormente referido, à hipótese de incidência prevista no artigo 47 da Lei 7.713/88." Tais as razões, voto por rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 19 de agosto de 1998 LUIZ FERNANDO OLIV/r.. - MO" • ES 1 6 :sk7 Page 1 _0012600.PDF Page 1 _0012700.PDF Page 1 _0012800.PDF Page 1 _0012900.PDF Page 1 _0013000.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13709.003321/91-04
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Feb 22 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Fri Feb 22 00:00:00 UTC 2002
Ementa: DECORRÊNCIA - O decidido no processo matriz aplica-se às autuações reflexas, tendo em vista a identidade da matéria tributável.
Recurso parcialmente provido.
(DOU 05/04/02)
Numero da decisão: 103-20849
Decisão: POR UNANIMIDADE DE VOTOS, DAR PROVIMENTO AO RECURSO.
Nome do relator: Paschoal Raucci
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200202
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : DECORRÊNCIA - O decidido no processo matriz aplica-se às autuações reflexas, tendo em vista a identidade da matéria tributável. Recurso parcialmente provido. (DOU 05/04/02)
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 22 00:00:00 UTC 2002
numero_processo_s : 13709.003321/91-04
anomes_publicacao_s : 200202
conteudo_id_s : 4241926
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 103-20849
nome_arquivo_s : 10320849_128361_137090033219104_004.PDF
ano_publicacao_s : 2002
nome_relator_s : Paschoal Raucci
nome_arquivo_pdf_s : 137090033219104_4241926.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : POR UNANIMIDADE DE VOTOS, DAR PROVIMENTO AO RECURSO.
dt_sessao_tdt : Fri Feb 22 00:00:00 UTC 2002
id : 4711848
ano_sessao_s : 2002
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:30:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043356173467648
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-31T13:41:59Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-31T13:41:59Z; Last-Modified: 2009-07-31T13:41:59Z; dcterms:modified: 2009-07-31T13:41:59Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-31T13:41:59Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-31T13:41:59Z; meta:save-date: 2009-07-31T13:41:59Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-31T13:41:59Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-31T13:41:59Z; created: 2009-07-31T13:41:59Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-31T13:41:59Z; pdf:charsPerPage: 1232; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-31T13:41:59Z | Conteúdo => t• t4 ..• . ,, MINISTÉRIO DA FAZENDA .“ • . s PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES % TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13709.003321/91-04 Recurso n° :128.361 (Voluntário) Matéria : PIS/FATURAMENTO — Ex(s): 1991 Recorrente : RAQUEL RIO TÊXTEIS LTDA. Recorrida : DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ Sessão de : 22 de fevereiro de 2002 kx5rdão :103-20.849 PIS/RECEITA BRUTA - A suspensão da execução dos Decretos-leis n° 2445/88 e 2.449/88 acarretou o cancelamento da exigência formalizada com base nestes dispositivos, por serem diversas a base de cálculo e a aliquota da contribuição com a prevista na Lei Complementar rt° 7110 (alterada pela Lei Complementar n° 17/73). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos do recurso voluntário interposto por RAQUEL RIO TÊXTEIS LTDA., ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termin do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. • • RO S •RESIDENTE aaSRAUCCI ELATOR FORMALIZADO EM: 2 g MAR prin, Participaram ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NEICYR DE ALMEIDA, MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, MARY ELBE GOMES QUEIROZ, ALEXANDRE BARBOSA JAGUAR1BE, JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO e VICTOR LUIS DE SALLES FREIRE. Acap19/03/02 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13709.003321/91-04 Acórdão n° :103-20.849 Recurso n° :128.361 (Voluntário) Recorrente : RAQUEL RIO TÊXTEIS LTDA. RELATÓRIO RAQUEL RIO TÊXTEIS LTDA., com sede em Resende/RJ, recorre da decisão da autoridade de primeiro grau, na parte que indeferiu sua impugnação ao auto de Infração de fls. 01/03. Trata o presente procedimento de lançamento decorrente de fiscalização de imposto de renda pessoa jurídica, na quaí foram apuradas omissões de receita, gerando insuficiência nos recolhimentos do PIS/FATURAMENTO. A autuação foi fundamentada nos dispositivos legais mencionados a fls. 01, e transcritos no item 2 da Decisão monocrática de fls. 26/28, dentre eles destacando- se o Decreto-lei n° 2.445/88. As razões de inconformismo do sujeito passivo são as mesmas apresentadas na fase impugnatória (fís. 05), conforme se verifica do recurso de fie. 37738, no qual requer o julgamento deste processo em função do decidido no processo matriz. O processo matriz, protocolizado sob n° 13709.003320/91-33 foi autuado neste Conselho - como recurso n° 128.362. É o relatório. 2 - • t. MINISTÉRIO DA FAZENDA e PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CAMARA Processo n° :13709.003321/91-04 Acórdão n° : 103-20.849 VOTO CONSELHEIRO PASCHOAL RAUCCI, Relator O recurso voluntário é tempestivo e está acompanhado do depósito de 30% do crédito tributário litigado, reunindo condições de admissibilidade, por isso dele •omo•conhecimento. Conforme relatado, o presente procedimento fiscal decorre do que foi instaurado contra a recorrente, para cobrança de IRP-.1, também objeto de recurso que, julgado, logrou provimento parcial, conforme Acórdão n° 103-20.836, de 20/02102. A exigência da contribuição para o PIS, calculada sobre a receita bruta, foi 'formalizada com base no Decreto-lei n° 2.445/88 e nas Leis Complementares n° 7/70 e 17/71 Tanto o Decreto-lei n° 2.445/88, como o de n° 2449/88, foram declarados "inconstituCionais pelo -Supremo -Tribunal -Federal, e tiveram sua execução suspensa peia F&Sotução n°49, de 09/10/1995, do Senado Federal. Em 27/10/1995 foi assinada a MP n° 1.175, que determina o cancelamento dá exigência correspondente à parcela do PIS; formalizada nos termos dos mencionados Decretos-leis, no que exceder o valor devido tom õ fufcro na Lei Complementar n° 7/70 (MP 1.175/95, art. 17, VIII). Ocorre que o lançamento questionado, cujo fato gerador ocorreu em dezembro de 1990, tem como base de cálculo a receita bruta e uma aliquota de 0,854b, 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA • s.. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13709.003321/91-04 Acórdão n° :103-20.849 enquanto a Lei Complementar n° 7/70 determina como base de cálculo o faturamento do sexto mês anterior, e estipula uma alíquota de 0,75% (Lei Complementar n° 17115). Se introduzidos no lançamento os efeitos dos Decretos-leis declarados inconstitucionais, estar-se-á alterando sua base de cálculo e elevando a alíquota. Essa inovação, que corresponderia a outro lançamento, refoge à competência deste Colegiado. Assim, a formalização da exigência da contribuição para o PIS, com base na lei Complementar n° 7110, somente poderá ser procedida pela autoridade.competente para efetuar o lançamento, como previsto no art. 142 e parágrafo único do CTN. Desta forma, deve ser cancelada a exigência feita com fundamento no "Decreto-lei h° 2.445/88, declarado inconstitucional, relativa ao exercício de 1991, período- base 19901 CONCLUSÃO Pelas razões de fato e de direito acima expostas, DOU PROVIMENTO ao recurso voluntário. Sala das Sessões (DF), em 22 de fevereiro de 2002. — SCHOAL — UCCI 4 Page 1 _0048900.PDF Page 1 _0049100.PDF Page 1 _0049300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13710.002679/00-62
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Ementa: IRPF - GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS - Tendo o sujeito passivo colacionado aos autos recibos que obedecem as formalidades exigidas pela lei, sem que o fisco tenha demarcado a não efetividade da prestação dos serviços, não deve ser mantida a glosa perpetrada.
Recurso provido.
Numero da decisão: 106-15.910
Decisão: ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: Ana Neyle Olímpio Holanda
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200610
ementa_s : IRPF - GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS - Tendo o sujeito passivo colacionado aos autos recibos que obedecem as formalidades exigidas pela lei, sem que o fisco tenha demarcado a não efetividade da prestação dos serviços, não deve ser mantida a glosa perpetrada. Recurso provido.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 13710.002679/00-62
anomes_publicacao_s : 200610
conteudo_id_s : 4200157
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 08 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 106-15.910
nome_arquivo_s : 10615910_148134_137100026790062_005.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : Ana Neyle Olímpio Holanda
nome_arquivo_pdf_s : 137100026790062_4200157.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
id : 4712157
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:30:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043356175564800
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-15T12:07:00Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-15T12:07:00Z; Last-Modified: 2009-07-15T12:07:00Z; dcterms:modified: 2009-07-15T12:07:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-15T12:07:00Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-15T12:07:00Z; meta:save-date: 2009-07-15T12:07:00Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-15T12:07:00Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-15T12:07:00Z; created: 2009-07-15T12:07:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-15T12:07:00Z; pdf:charsPerPage: 1256; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-15T12:07:00Z | Conteúdo => No C . c, MINISTÉRIO DA FAZENDA • ; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES na. 1•Zt" .SEXTA CÂMARA Ca meS Processo n°. : 13710.002679/00-62 Recurso n°. : 148.134 Matéria : IRPF - Ex(s): 1998 Recorrente : ROGÉRIO NOGUEIRA DE MELO Recorrida : 2° TURMA/DRJ - RIO DE JANEIRO/RJ II Sessão de : 19 DE OUTUBRO DE 2006 Acórdão n°. : 106-15.910 IRPF - GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS - Tendo o sujeito passivo colacionado aos autos recibos que obedecem as formalidades exigidas pela lei, sem que o fisco tenha demarcado a não efetividade da prestação dos serviços, não deve ser mantida a glosa perpetrada. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ROGÉRIO NOGUEIRA DE MELO. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. JOSÉ - 111 I: • M R A IA9S PENHA PRESIDENT W.0.1.,t1P0Qc,,cL ANA E OLiM O H 8 LANDA RELATORA FORMALIZADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SUELI EFIGENIA MENDES DE BRIM), GONÇALO BONET ALLAGE, LUIZ ANTONIO DE PAULA, JOSÉ CARLOS DA MATTA RIVITTI, ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI e ANTONIO AUGUSTO SILVA PEREIRA DE CARVALHO (Suplente convocado). MHSA e. . MINISTÉRIO DA FAZENDA • í. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ¡Fls. 11"1 SEXTA CÂMARA al• C árnr Processo n° : 13710.002679/00-62 Acórdão n° : 106-15.910 Recurso n° : 148.134 Recorrente : ROGÉRIO NOGUEIRA DE MELO RELATÓRIO O auto de infração de fls. 02 a 05 exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 2.544,99 a título de imposto sobre a renda das pessoas físicas (IRPF) suplementar, acrescido de multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado, além de juros de mora, em face de haverem sido constatadas à constatação, pela autoridade administrativa, de despesas médicas consideradas como deduções indevidas da base de cálculo do imposto, reduzindo-se a dedução em R$ 10.100,00, de acordo com as situações a seguir identificadas: I — Mônica Giglio Gonçalves Souza, por tratamento odontológico, no valor de R$ 5.000,00; II — Serviços Médicos Carbo e Mello Ltda, por serviços médicos, no valor de R$ 5.100,00. 2. Cientificado do lançamento, o sujeito passivo, irresignado, apresentou a Impugnação de fl. 01, em que afirma possuir os comprovantes das despesas médicas declaradas, anexando as cópias de fls. 10 a 15. 3. Os membros da r Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro/RJ II (RJ) acordaram por dar o lançamento como procedente, observando que os documentos apresentados para comprovar as despesas médicas glosadas não são originais, como exige o artigo 44 da Instrução Normativa SRF n°25, de 1996. 4. Intimado em 23/11/2004, o autuado, irresignado, interpôs, tempestivamente, recurso voluntário, para cujo seguimento efetuou o depósito do valor referente a 30% do crédito tributário reclamado de fl. 47.1 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA Fh• ''' • 1" ri; g PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES "4/ • .. 04, •11Midr' SEXTA CÂMARA Cãrns Processo n° 13710.002679/00-62 Acórdão n° : 106-15.910 5. Na petição recursal o sujeito passivo apresenta os documentos de fls. 38 a 46, originais, que afirma comprovarem as despesas médicas pleiteadas. É o Relatóriol 3 \o C . i.e0,1:4 MINISTÉRIO DA FAZENDA Fls. ' : 4' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 6: •SEXTA CÂMARA Caço" Processo n° : 13710.002679/00-62 Acórdão n° : 106-15.910 VOTO Conselheira ANA NEYLE OLNAPIO HOLANDA, Relatora O recurso preenche os requisitos para sua admissibilidade, dele tomo conhecimento. O dissídio que chega a este colegiado trata da glosa de despesas médicas, após a revisão da declaração de ajuste anual no ano calendário de 1997, exercício 1998, pois que consideradas como deduções indevidas da base de cálculo do imposto sobre a renda de pessoa física (IRPF), reduzindo-se o valor a deduzir de R$ 10.500,00 para R$ 1.375,62. O recorrente houvera apresentado os valores desconsiderados pelo fisco como despesas médicas por serviços prestados pela profissional Mônica Giglio Gonçalves Souza e pela empresa Serviços Médicos Corbo e Mello Ltda. Em fase recursal, o sujeito passivo aduz aos autos os originais dos recibos de pagamento de fls. 38 a 46, que consta a ocorrência de despesas médicas com a profissional Mônica Giglio Gonçalves Souza, no valor de R$ 5.000,00, e com empresa Serviços Médicos Corbo e Mello Ltda no valor de R$ 5.100,00. A questão principal levantada nestes autos diz respeito à comprovação das despesas médicas deduzidas para efeito de apuração do IRPF. A disciplina dessa dedução encontra-se na alínea "c" do § 1 0, inciso I, do artigo 11 da Lei n° 8.383/91, que prescreve: Art. 11 — Na declaração de ajuste anual (art. 12) poderão ser deduzidos: I — os pagamentos feitos, no ano calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas provenientes de exames laboratoriais e serviços radiológicos. §1° - O disposto no inciso I: 3— 4 Co . ‘'.R MINISTÉRIO DA FAZENDA 'm • k; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Els .ty,, Q.-6' f• SEXTA CÂMARA'to 1- Ca mt‘ t Processo n° : 13710.002679/00-62 Acórdão n° : 106-15.910 c) é condicionado a que os pagamentos sejam especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou Cadastro de Pessoas Jurídicas de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. (destaques da transcrição) Deste modo, o que exige a norma legal para que as despesas médicos sejam deduzidas do IRPF é a comprovação da efetiva prestação dos serviços e de seu pagamento, com indicação precisa da pessoa física ou jurídica beneficiária das referidas despesas. Alternativamente, ou seja, em não estando descritos no recibo todos esses dados, prevê a lei que o contribuinte pode comprovar a prestação dos serviços médicos mediante a indicação do cheque, ou cópia do mesmo. Nos recibos acostados aos autos é mencionado o nome de quem realizou o tratamento no sujeito passivo, a inscrição no CPF e CNPJ, os endereços e a inscrição no órgão fiscalizador de sua classe, para a profissional liberal, o que, sem que a fiscalização tenha comprovado a não efetividade da prestação dos serviços, os torna aptos a comprovar as despesas médicas. Dessarte, diante do conjunto probatório cabe razão ao recorrente, pelo que, voto pelo provimento do recurso, para restabelecer a dedução com despesas médicas no valor de R$ 10.100,00. Sala das Sessões - DF, em 19 de outubro de 2006. tocLrL JATIrA- 2Eat OLíMtrit °LANDA 5 Page 1 _0042400.PDF Page 1 _0042500.PDF Page 1 _0042600.PDF Page 1 _0042700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13706.000848/98-11
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 11 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Tue Apr 11 00:00:00 UTC 2000
Ementa: IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA – DECADÊNCIA - O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário relativo ao imposto de renda pessoa jurídica, extingue-se após cinco anos da ocorrência do fato gerador, de acordo com o parágrafo 4º do artigo 150 do CTN.
CONTRIBUIÇÀO SOCIAL SOBRE O LUCRO - ERRO DE FATO - Cabe proceder a revisão do lançamento ao se verificar a existência de erro de fato, pela incorreta transposição de valores da contabilidade, para declaração de rendimentos, quando a escrita fiscal comprova o acerto do procedimento.
Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 108-06069
Decisão: Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício.
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200004
ementa_s : IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA – DECADÊNCIA - O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário relativo ao imposto de renda pessoa jurídica, extingue-se após cinco anos da ocorrência do fato gerador, de acordo com o parágrafo 4º do artigo 150 do CTN. CONTRIBUIÇÀO SOCIAL SOBRE O LUCRO - ERRO DE FATO - Cabe proceder a revisão do lançamento ao se verificar a existência de erro de fato, pela incorreta transposição de valores da contabilidade, para declaração de rendimentos, quando a escrita fiscal comprova o acerto do procedimento. Recurso de ofício negado.
turma_s : Oitava Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 11 00:00:00 UTC 2000
numero_processo_s : 13706.000848/98-11
anomes_publicacao_s : 200004
conteudo_id_s : 4226210
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 108-06069
nome_arquivo_s : 10806069_121747_137060008489811_008.PDF
ano_publicacao_s : 2000
nome_relator_s : Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
nome_arquivo_pdf_s : 137060008489811_4226210.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 11 00:00:00 UTC 2000
id : 4710538
ano_sessao_s : 2000
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:30:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043356189196288
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-31T18:22:29Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-31T18:22:28Z; Last-Modified: 2009-08-31T18:22:29Z; dcterms:modified: 2009-08-31T18:22:29Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-31T18:22:29Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-31T18:22:29Z; meta:save-date: 2009-08-31T18:22:29Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-31T18:22:29Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-31T18:22:28Z; created: 2009-08-31T18:22:28Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-08-31T18:22:28Z; pdf:charsPerPage: 1544; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-31T18:22:28Z | Conteúdo => ./ - • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ..JY>• OITAVA CÂMARA Processo n°. :13706.000848/98-11 Recurso n°. : 121.747- EX OFFICIO Matéria: : IRPJ e CSL — Ano: 1993 Recorrente : DRJ - RIO DE JANEIRO/RJ Interessada : COMPANHIA NACIONAL DE HOTÉIS Sessão de : 11 de abril de 2000 Acórdão ri°. : 108 — 06.069 IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA — DECADÊNCIA - O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário relativo ao imposto de renda pessoa jurídica, extingue-se após cinco anos da ocorrência do fato gerador, de acordo com o parágrafo 4. do artigo 150 do CTN. CONTRIBUIÇA0 SOCIAL SOBRE O LUCRO - ERRO DE FATO - Cabe proceder a revisão do lançamento ao se verificar a existência de erro de fato, pela incorreta transposição de valores da contabilidade, para declaração de rendimentos, quando a escrita fiscal comprova o acerto do procedimento. Recurso de oficio negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso de oficio interposto pelo DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO NO RIO DE JANEIRO. ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. MANOEL ANTÓNIO GADELHA DIAS PRESIDENTE IV E MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO RELATORA FORMALIZADO EM: 14 ABR 2000 Participaram, ainda, do presente julgamento, os conselheiros: NELSON LÕSSO FILHO, MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR, TÂNIA KOETZ MOREIRA, JOSÉ HENRIQUE LONGO, MARCIA MARIA LORIA MEIRA E LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. Processo n°. :13706.000848/98-11 Acórdão n°. :108 - 06.069 Recurso n°. : 121.747 Recorrente : DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO DO RIO DE JANEIRO Interessada : COMPANHIA NACIONAL DE HOTÉIS RELATÓRIO Trata-se de recurso de ofício interposto pelo Delegado de Julgamento da Receita Federal no Rio de Janeiro, da decisão acostada aos autos às fls. 170/175 que submete a reexame necessário a exoneração do crédito tributário oriundo do lançamento de imposto de renda pessoa jurídica (fls. 08/09) no valor de R$1.843.068,28 e da contribuição social sobre o lucro (fls. 03/04), no valor de R$ 645.412,36. Decorreram os lançamentos de revisão sumária na declaração de rendimentos DIRPJ 1994, ano calendário 1993, efetuada com base no artigo 623 e parágrafos 1 0 e 2. do RIR/80. Para o IRPJ, foi constatado prejuízo fiscal indevidamente compensado na demonstração do lucro real ( no mês de fevereiro de 1993), infringindo os artigos154, 382 e 388, inciso III do RIR//80; artigo 14 da Lei 8023/90; artigo 38, parágrafo 7 . e 8. da Lei 8383/1991 e artigo 12 da Lei 8541/92. Também houve erro no cálculo da contribuição social sobre o lucro, (meses de Janeiro, Fevereiro e Junho) infringindo o artigo 23 da Lei 8212/91; artigo 11 da LC 70191 e artigo 38 da Lei 8541/92. A impugnação é oferecida através da petição de fls. 01 e 02, argüi ser a matéria objeto do lançamento, as variações monetárias passivas e os saldos devedores 2 g4; Processo n°. : 13706.000848/98-11 Acórdão n°. :108 - 06.069 e credores da correção monetária do balanço, preenchidos nos campos 33,43 e 45 do anexo 1 da demonstração do resultado do período-base. Argumenta que a forte crise econômica e financeira que assolou o estado, também a atingiu duramente por este motivo, vem acumulando prejuízos desde 1990. Pede cancelamento integral dos lançamentos, informando que os anexos trazidos à colação (fls.03/105) provariam o equívoco formal cometido no preenchimento da declaração de rendimentos. As fls. 109, consta despacho da DRJ, onde são solicitados esclarecimentos ao contribuinte. O atendimento consta às fls. 112/145. Novo pedido ( às fls. 168) foi atendido pelas fls.147/167. A autoridade singular fundamenta sua decisão, argüindo primeiramente Decadência. Isto porque, a partir de 01/1993, o imposto de renda da pessoa jurídica, passou a ser devido mensalmente, de acordo com o artigo 1 . da Lei 8541/1992. Sendo lançamento por homologação, atribuir-se-ia ao sujeito passivo o dever de antecipar o imposto, sem o prévio exame da autoridade administrativa, deslocando-se a contagem do prazo decadencial das disposições do artigo 173 II , do CTN, para o parágrafo 4 .. do artigo 150 do mesmo código. Como o fato gerador é referente a 02/1993 e o lançamento ocorreu em 27/03/1998, decaíra o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário. Entende não ter a interessada contestado diretamente, o mérito do lançamento da CSL. Contudo, ao apresentar outros valores de variações monetárias passivas (fls. 63/74) e de resultado de correção monetária (fls.48/59), pretendeu modificar os valores anteriormente declarados ao fisco.A 3 &234 CD) Processo n°. : 13706.000848/98-11 Acórdão n°. : 108 - 06.069 Do despacho de fls. 109 onde o órgão julgador determinou a apresentação de documento hábil que comprovasse os erros cometidos na declaração original, a interessada juntou cópias do Diário (fls. 125/136), contendo transcrição do balanço patrimonial e da demonstração do resultado, além de declaração retificadora (fls. 137/145), apresentada após a notificação de lançamento. Em que pese à determinação do artigo 616, por ser o lançamento procedimento administrativo vinculado e obrigatório de individuação da norma tributária ao caso concreto, ressalta, não poder dissociá-lo da realidade fatíca, daí porque o exame dos documentos trazidos à colação para verificar se ensejariam a revisão do lançamento. "Os novos valores do resultado da correção monetária apurados mensalmente foram consolidados às fls. 60, totalizando R$ 59.551.433,00 de saldo devedor, o que coincide com o registrado na Demonstração de Resultado do Exercício, publicada no DOU em 03.05.1994(fis. 61). Tais valores estão discriminados por contas, às fls. 48/59, conforme escriturado no Livro Razão Auxiliar em UFIR, e são compatíveis com os saldos das contas do Ativo Permanente e de Patrimônio Líquido, registrados no Anexo A da declaração de rendimentos originalmente apresentada. Logo, as alterações do Resultado da Correção Monetária estão comprovadas pela escrituração contábil- fiscal apresentada, concluindo-se que ' houve erro de transcrição dos valores da contabilidade para a declaração de rendimentos. Em seguida, verificou-se existirem divergências entre os valores de variações monetárias passivas apresentadas às fls. 75 e os escriturados no livro Diário às fls. 134, em razão das quais foi a interessada intimada a prestar novos esclarecimentos (fis.168). Em decorrência foram apresentadas as informações de fls. 147/149, nas quais especificou-se a composição detalhada da conta de variações monetárias 4 Processo n°. : 13706.000848/98-11 Acórdão n°. :108 - 06.069 passivas. Sendo alegado ainda , que parte dos valores desta conta foram registrados como outras despesas financeiras (fls. 149), o que originou a diferença perquirida. Cabe ressaltar que tal troca de contas não altera o resultado final do período-base, não produzindo, por conseguinte, efeitos fiscais; e que os novos valores de variações monetárias passivas, estão comprovados pela escrituração fiscal e demais esclarecimentos prestados." Refeitos os cálculos frente a esses fatos novos (fls. 174), é cancelada a exigência da Contribuição Social Sobre o Lucro. 0 É o relatório. 5 igl....,. Processo n°. : 13706.000848/98-11 Acórdão n°. :108 -06.069 VOTO Conselheira !VETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO - Relatora A exoneração tributária decretada pela autoridade julgadora de primeira instância, ora recorrente, implicou no cancelamento dos tributos e multas discriminados no relatório de fls. 170/175, cujo somatório supera o limite de alçada fixado pela Portaria MF 333 publicada no DOU de 12 de dezembro de 1997. Assim presentes os pressupostos de admissibilidade, tomo conhecimento da remessa oficial para ratificar a exoneração processada pela autoridade recorrente, respaldada na correta aplicação da legislação tributária vigente. Uma vez que, ao cancelar os lançamentos o fez em estrita observância aos preceitos legais que regem a matéria. A objeto deste recurso está em duas vertentes: decadência e erro formal. Quanto à decadência, o parágrafo único do artigo 149 do CTN, dispõe que a revisão do lançamento só poderá ser iniciada enquanto não extinto o direito de a Fazenda Pública realizá-lo. O lançamento ou sua revisão de ofício, sujeita-se ao prazo de 05 anos, conforme regramento do artigo 173. Em seu parágrafo I, determina que esta contagem inicia-se a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. 6 (35 Processo n°. : 13706.000848/98-11 Acórdão n°. :108 - 06.069 O comando do artigo 150, que trata do lançamento por homologação ainda tem prazo decadencial mais exíguo, cinco anos a partir da ocorrência do fato gerador. O direito de a Fazenda Pública lançar, já teria decaído à época da ação fiscal. Portanto não merece reparo a decisão singular neste item. Quanto ao erro verificado, tem-se que, a doutrina e a jurisprudência têm estabelecido a distinção entre erro de fato e erro de direito. Diferentemente do erro de direito, o erro de fato, é passível de modificação espontânea pela Administração. É neste sentido, a súmula 227 do antigo TRF e a opinião de juristas como Rubens Gomes de Souza e Gilberto Ulhoa Canto. Entende essa corrente (dominante) que o erro de fato resulta da inexatidão ou incorreção dos dados fáticos, situações, atos ou negócios que dão origem a obrigação, portanto, passível de conserto. É este o fato em comento. Note-se que os valores publicados no Diário Oficial de 03.05.94, referentes ao balanço patrimonial da recorrente (fls. 61), não foram alterados. As provas acostadas ao auto, provam o equívoco na transposição dos valores das contas de correção monetária e variações monetárias passivas. Restando provado o erro de fato, correta a decisão da autoridade singular. Vários acórdãos já foram prolatados neste sentido . Transcrevo parte da Ementa de número 108-05.568, por tratar de matéria semelhante. RECURSO DE OFICIO - IMPOSTO DE RENDA-PESSOA JURÍDICA - ERRO DE FATO - Comprovado que houve erro de fato no preenchimento da declaração, cancela-se o crédito tributário correspondente. 7 Processo n°. : 13706.000848/98-11 Acórdão n°. :108 - 06.069 De todo exposto, VOTO no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO de ofício interposto, para confirmar as exonerações promovidas na decisão singular. Sala das Sessões - DF, em 11 de abril de 2000 IV E MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO Page 1 _0012500.PDF Page 1 _0012600.PDF Page 1 _0012700.PDF Page 1 _0012800.PDF Page 1 _0012900.PDF Page 1 _0013000.PDF Page 1 _0013100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13637.000217/95-92
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Sep 14 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Tue Sep 14 00:00:00 UTC 1999
Ementa: ITR - VTN - ERRO NA DITR - VALOR EXAGERADO - REDUÇÃO - POSSIBILIDADE - Quando, a "prima facie", já se constata que houve erro no preenchimento da DITR, em face da inclusão de "zeros" a mais no VTN declarado, cabe a redução do VTN tributado, adotando-se como parâmetro mínimo, caso não se apresentem outros, o VTNm estabelecido anualmente pela Secretaria da Receita Federal. Recurso provido.
Numero da decisão: 203-05870
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199909
ementa_s : ITR - VTN - ERRO NA DITR - VALOR EXAGERADO - REDUÇÃO - POSSIBILIDADE - Quando, a "prima facie", já se constata que houve erro no preenchimento da DITR, em face da inclusão de "zeros" a mais no VTN declarado, cabe a redução do VTN tributado, adotando-se como parâmetro mínimo, caso não se apresentem outros, o VTNm estabelecido anualmente pela Secretaria da Receita Federal. Recurso provido.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 14 00:00:00 UTC 1999
numero_processo_s : 13637.000217/95-92
anomes_publicacao_s : 199909
conteudo_id_s : 4447421
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 203-05870
nome_arquivo_s : 20305870_104456_136370002179592_003.PDF
ano_publicacao_s : 1999
nome_relator_s : MAURO JOSE SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 136370002179592_4447421.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 14 00:00:00 UTC 1999
id : 4708822
ano_sessao_s : 1999
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:29:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713043356192342016
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-30T04:53:04Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-30T04:53:04Z; Last-Modified: 2010-01-30T04:53:04Z; dcterms:modified: 2010-01-30T04:53:04Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-30T04:53:04Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-30T04:53:04Z; meta:save-date: 2010-01-30T04:53:04Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-30T04:53:04Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-30T04:53:04Z; created: 2010-01-30T04:53:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-01-30T04:53:04Z; pdf:charsPerPage: 1368; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-30T04:53:04Z | Conteúdo => 312. pUBLICADO NO D. O . U• 2.Q c) .p.1_ ji2 ..... . ?.Ç.229 C - ........................ MINISTÉRIO DA FAZENDA C .................. . ;;;;;;;•n4 • :•;• -1' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13637.000217/95-92 Acórdão : 203-05.870 Sessão 14 de setembro de 1999 Recurso : 104.456 Recorrente : WELLINGTON GUERRA Recorrida : DRJ em Juiz de Fora - MG ITR — VTN — ERRO NA DITR — VALOR EXAGERADO — REDUÇÃO — POSSIBILIDADE — Quando, a prima facie, já se constata que houve erro no preenchimento da DITR, em face da inclusão de "zeros" a mais no VTN declarado, cabe a redução do VTN tributado, adotando-se como parâmetro mínimo, caso não se apresentem outros, o VTNm estabelecido anualmente pela Secretaria da Receita Federal. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: WELLINGTON GUERRA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Francisco Sérgio Nalini. Sala das Sessões, em 14 de setembro de 1999 Otacilio DA‘ I t s Cartaxo President; _ -autro 4. .. ski e ato Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Francisco Mauricio R. de Albuquerque Silva, Renato Scalco Isquierdo, Daniel Correa Homem de Carvalho, Lina Maria Vieira, Sebastião Borges Taquary e Henrique Pinheiro Torres (Suplente). Eaal/cf/ovrs 1 c_13 MINISTÉRIO DA FAZENDA Oc SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '1/44 le — o - Processo : 13637.000217/95-92 Acórdão : 203-05.870 Recurso : 104.456 Recorrente : WELLINGTON GUERRA RELATÓRIO Trata-se de lançamento de ITR/94, mantido pelo julgador monocrático, que ementou sua decisão da seguinte forma: "MATÉRIA E EMENTA IMPOSTO TERRITORIA RURAL INSUFICIÊNCIA/INEXISTÊNCIA DE PROVAS — LANÇAMENTO RATIFICADO O artigo 29 do Decreto 70.235/72 assegura à autoridade administrativa julgadora a formação de sua livre convicção. Julgadas insuficientes ou inexistentes as provas acostadas aos autos, ratificada estará a presunção de legitimidade de que goza o lançamento tributário, solucionando o litígio em primeira instância. Lançamento procedente". Em seu recurso, o Contribuinte diz que o ITR194 equivale a 63,54 UFIR e que o ITR196 foi de R$ 6,72. Requer a revisão do lançamento. É o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES t4Ikt ',;,;ç, - Processo : 13637.000217/95-92 Acórdão : 203-05.870 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR MAURO WASILEWSKI Deflui da leitura dos autos que o Recorrente possui um sítio no Município de Mercês — MG, com 1.8ha, cujo valor declarado na DITR foi de 28.529,98 UFIR. Segundo o Doc. de fls. 02, emitido pela SRF, o VTNm da localidade é de 452,96 UFIR por hectare. O Laudo Técnico de fls. 04, emitido pela EMATER-MG, diz que o VTN equivale a 540 UFIR. Sem maiores esforços, depreende-se que o VTN declarado pelo Recorrente e, obviamente, tributado (28.529,98) é exagerado, na medida em que indica um VTN por hectare de 15.850 UFIR. Assim, conheço do recurso e dou-lhe provimento para reduzir o VTN tributado para o VTNm estabelecido, indicado pela EMATER (540 UFIR p/hectare), que importa um valor total de 1 022,0 UFIR. Sala das , sõ ., e 14 de setembro de 1999 M / êLEWSKI 11/. 3
score : 1.0
