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5844911 #
Numero do processo: 15586.001077/2009-87
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 20 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Mar 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2005 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. ÔNUS DA PROVA. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei n° 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. O extrato bancário é prova suficiente para a fiscalização efetuar lançamento com base em omissão de rendimentos. O ônus da prova cabe ao contribuinte que deve justificar e comprovar a causa dos depósitos em conta bancária. IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. APROVEITAMENTO DE DEPÓSITOS DE MESES ANTERIORES PARA JUSTIFICAR DEPÓSITOS DE MESES SUBSQUENTES. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA DO CARF Nº 30. Na tributação da omissão de rendimentos ou receitas caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, os depósitos de um mês não servem para comprovar a origem de depósitos havidos em meses subsequentes.
Numero da decisão: 2201-002.633
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente. Assinado digitalmente NATHÁLIA MESQUITA CEIA - Relatora. EDITADO EM: 27/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), VINICIUS MAGNI VERCOZA (Suplente convocado), GUILHERME BARRANCO DE SOUZA (Suplente convocado), FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, NATHALIA MESQUITA CEIA e EDUARDO TADEU FARAH. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros GERMAN ALEJANDRO SAN MARTÍN FERNÁNDEZ e GUSTAVO LIAN HADDAD.
Nome do relator: NATHALIA MESQUITA CEIA

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/20 15 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO     2     EDITADO EM: 27/01/2015      Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  MARIA  HELENA  COTTA  CARDOZO  (Presidente),  VINICIUS  MAGNI  VERCOZA  (Suplente  convocado),  GUILHERME  BARRANCO  DE  SOUZA  (Suplente  convocado),  FRANCISCO MARCONI  DE OLIVEIRA, NATHALIA MESQUITA CEIA e EDUARDO TADEU FARAH. Ausentes,  justificadamente, os Conselheiros GERMAN ALEJANDRO SAN MARTÍN FERNÁNDEZ e  GUSTAVO LIAN HADDAD.    Relatório  Pelo  Auto  de  Infração,  de  fls.  1.043  e  seguintes,  lavrado  em  06/10/2009,  exige­se do Contribuinte ­ JAIR JANTORNO JUNIOR ­ o montante de R$ 1.090.851,77 de  imposto sobre a renda da pessoa física (IRPF), R$ 1.636.277,67 de multa de ofício qualificada  e R$ 431.928,42 de juros de mora (atualizados até a data da autuação), totalizando um crédito  tributário de R$ 3.159.057,83,  referente  ao ano calendário de 2005, decorrente das  seguintes  infrações: (i) Omissão de Rendimento de Atividade Rural, (ii) Omissão de Ganhos de Capital  na  Alienação  de  Bens  e  direitos  Adquiridos  em  Reais  e  (iii)  Omissão  de  Rendimento  Caracterizada por Depósitos Bancários com Origem não Comprovada.    O Termo de Constatação e de Encerramento de Ação Fiscal, de fls. 1.030 e  seguintes, relata:     · A partir das informações prestadas pelas instituições financeiras à Receita Federal  apurou­se  movimentação  financeira  incompatível,  pois  o  Contribuinte  não  apresentou Declaração de Ajuste anual para o ano calendário 2005.    · Foram realizadas diligências junto aos cartórios com a finalidade apurar os imóveis  transacionados pelo contribuinte no ano de 2005.    · Diante  da  ausência  de  resposta  do  Contribuinte  acerca  da  origem  dos  depósitos  bancários,  foram  emitidas  Requisições  de  Movimentação  Financeira  (RMF)  às  instituições  financeiras,  encontrando  01  conta  junto  ao  Banco  do  Brasil  (BB),  02  contas junto ao Bradesco, 01 conta junto ao Banco Mercantil e 01 conta poupança  no  Banco  Real.  Com  base  nos  extratos  bancários  intimou­se  o  fiscalizado  a  apresentar documentação hábil e idônea comprobatória da origem dos créditos.    · Em  05/06/2008,  o  Contribuinte  apresentou DIRPF  do  ano  calendário  de  20065,  enviada  em  04/06/2008,  cópias  de Cédula  de  Produtor Rural  Financeira,  cópia  de  notas fiscais da Sociedade Quatro Marcos LTDA, dentre outros documentos.    · A  fiscalização  apurou  que  os  valores  e  datas  constantes  de  parte  da  escrituras,  autorização de transferências de veículos placas MPV 7474, MSC0929 e MSZ8000,  parte das Notas Fiscais de venda de produtor rural, contrato de venda para entrega  futura, contratos mútuos e cópias de cheques recebidos do Sr. Roberto Pereira, não  coincidem com os créditos efetuados nas contas bancárias, não servindo os mesmos  de comprovação de origem.    Fl. 1158DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/20 15 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 15586.001077/2009­87  Acórdão n.º 2201­002.633  S2­C2T1  Fl. 3          3 · A  alegação  do  Contribuinte  de  que  parte  dos  depósitos  referem­se  a  valores  depositados em dinheiro não foi acolhida, uma vez que para tanto deveria ter havido  a diminuição no valor de dinheiro em espécie declarado na DIRPF/05 no montante  de  R$  225.000,00,  entretanto  a  DIRPF/06,  entregue  no  curso  da  fiscalização,  o  Contribuinte declara um valor superior no montante de R$350.000,00.    · Procedeu­se  diligência  junto  a  Quatro  Marcos  LTDA  e  Tatuibi  Indústria  de  Alimentos LTDA. Foram consideradas pela fiscalização os valores informados pelas  empresas como transferências e cheques creditados nas contas do Contribuinte que  coincidem com data e valor constante nos extratos bancários. No entanto, verificou­ se que diversos créditos foram transferidos para contas de terceiros, motivo porque  não  serviram  para  justificar  créditos  na  conta  corrente  do  Contribuinte.  Restaram  ainda depósitos sem justificativa.    · Para  comprovação  da  origem  dos  depósitos,  o  Contribuinte  apresentou  nova  documentação  e  livro  caixa.  Assim,  foram  excluídos  os  créditos  de  mesma  titularidade  e  os  oriundos  de  empréstimos  recebidos  e  alienação  de  bens  imóveis,  sendo o restante classificados como não comprovados e oriundos de atividade rural.    · Todos os valores creditados, com comprovação de origem foram eliminados,  tais  como:  baixa  automática  de  poupança  e  estornos  de  créditos,  cheques  devolvidos,  TED  e/ou  cheques  recebidos  através  de  recebimentos  das  empresas  acima  mencionadas, depósitos de mesma titularidade, empréstimos recebidos, alienação de  bens etc. Após as exclusões citadas apurou­se um valor total de depósitos de origem  não comprovada no montante de R$3.357.363,96.    · Os valores apurados referentes à atividade rural foram totalizados e tributados em  consonância com a opção mais benéfica para o Contribuinte, ou seja, arbitramento  de  20%  da  receita  bruta.  Os  valores  informados  na  DIRPF/06  também  foram  tributados pelo presente Auto de Infração e com incidência de multa de ofício, visto  que tais valores só foram oferecidos pelo Contribuinte após início do procedimento  de fiscalização.    · Apurou­se  ganho  de  capital  na  alienação  dos  veículos  de  placas  MPV7474  e  MSC0323, apurou­se ganho de capital na alienação da propriedade  rural da Gleba  Paranaíta, Município de Paranaíta – MT.    · Por  fim,  qualificou­se  a  multa  de  ofício  diante  de  conduta  fraudulenta  do  Contribuinte por não apresentar DIRPF/06, não havendo como considerar que houve  mero esquecimento, uma vez que, os rendimentos omitidos são significativos.    O  Contribuinte  tomou  ciência  do  Auto  de  Infração  em  15./10/2009  (AR  Postal fl. 1.053), tendo apresentado Impugnação, de fls. 1.056 e seguintes, em 13/11/2009, na  qual trouxe as seguintes alegações:    · Origem  dos  Depósitos  Bancários  ­  a  Autoridade  Lançadora  não  utilizou  os  recursos  tributados da Atividade Rural e venda de bens do patrimônio como fonte  par  justificação de depósitos nas contas bancárias. Assim, somando  todas as Notas  Fiscais Rurais, dinheiro em mãos em 31/12/2004, venda de 03 automóveis, venda de  01 imóvel rural, 02 empréstimos Rurais no BB, 02 contratos de Mútuos com pessoas  físicas tem­se a quantia de R$ 4.054.260,26, valor superior aos depósitos apurados  pela  fiscalização  no  montante  de  R$  3.357.363,96.  Ainda,  requer  a  utilização  do  valor de R$ 3.080.802,96 apurado pela fiscalização como receita da Atividade Rural  Fl. 1159DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/20 15 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO     4 como origem para os depósitos bancários. Elabora planilha, à semelhança do APD,  para comprovar que todo mês o total de recursos eram superiores que os depósitos  autuados. Uma vez que o  total  de  recursos  é  superior  aos depósitos,  não há  como  aplicar o art. 42 da Lei nº 9.430/96.    · Ganho  de  Capital  Bens  Móveis  ­  insurge­se  contra  o  ganho  de  capital  dos  veículos  de  placas MPV7474  e MSC0323  apontando  o  pagamento  de  valores  em  2005 que demonstram que a venda gerou prejuízo e não ganho.    · Ganho de Capital Bem Imóvel ­ destaca que o ganho de capital da fazenda deve  ser dividido à metade diante da co­propriedade, no montante de R$ 5.000,00 para o  Contribuinte,  logo,  diante  das  reduções  proporcionadas  pela  Lei  nº  11.196/05  o  imposto devido deve ser de R$ 597,52.    · Qualificação da Multa de Ofício ­ insurge­se contra a qualificação da multa, pois  o contribuinte não cometeu qualquer irregularidade que induzisse a uma conclusão  de  que  fraudou  ou  usou  de  dolo  para  o  Fisco  Federal.  A  alegação  de  que  o  contribuinte não apresentou tempestivamente a DIRPF não tem o condão de ensejar  a qualificação da multa. A Autoridade Lançadora não produziu evidencias explícitas  de dolo, fraude ou conluio.    A 1ª Turma da DRJ/RJ2, na sessão de 16/04/2010, pelo Acórdão 13­28.857,  de fls. 1.102 e seguintes, julgou procedente em parte a Impugnação, reconhecendo que o custo  de  aquisição  dos  bens  móveis  (veículos)  é  superior  ao  valor  de  vendo,  não  se  verificando,  portanto o ganho de capital, bem como desqualificou a multa de ofício por não entender que  não restou comprovado dolo. Confira­se ementas:    MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.  Consolida­se  administrativamente  o  crédito  tributário  relativo  à  mateira  não  impugnada.     DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇAÕ DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS.  Para os  fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/1997, a  legislação autoriza a  presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta  bancária para os quais o  titular,  regularmente  intimado, não comprove, mediante  documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.     ONUS DA PROVA.  Se o ônus da prova for atribuído ao contribuinte por presunção legal, caberá a ele a  prova da origem dos depósitos bancários em conta de sua titularidade.     O  Contribuinte  foi  notificado  do  Acórdão,  às  fls.  1.113,  em  14/06/2010,  vindo apresentar Recurso Voluntário, às fls. 1.116 e seguintes, em 14/07/2010, reforçando os  argumentos apresentados na Impugnação e complementando­a nos seguintes termos:    · Origem  dos  Depósitos  Bancários  ­  insurge­se  quanto  à  possibilidade  de  se  tributar os rendimentos rurais mensalmente, mesmo que sejam depósitos bancários  frutos  de  negócios  ligados  à  atividade  rural.  Por  exercer  com  exclusividade  a  atividade rural, exige a aplicação da Lei nº 8.023/90 para os depósitos bancários –  tributação  presumida  de  20%.  Defende  a  aplicação  como  origem,  os  recursos  apurados  pela  própria  fiscalização,  dentre  eles  o  valor  de  R$  3.080.802,96  decorrente  da  atividade  rural.  Acrescenta  a  inexistência  de  variação  patrimonial  a  descoberto  em  decorrência  dos  depósitos  bancários  anualizados,  em  face  da  existência de origens mais do que suficientes para cobrir a movimentação financeira  liquida nos quatros bancos.    Fl. 1160DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/20 15 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 15586.001077/2009­87  Acórdão n.º 2201­002.633  S2­C2T1  Fl. 4          5 · Ganho  de  Capital  Bem  Imóvel  ­  insurge­se  quanto  a  tributação  de  ganho  de  capital do imóvel.    É o relatório.  Voto             Conselheira Nathália Mesquita Ceia.    O  recurso  é  tempestivo  e  reúne  os  demais  requisitos  de  admissibilidade,  portanto, dele conheço.    Não há preliminares a serem apreciadas, então passa­se à análise do mérito.      I.  DO MÉRITO    I.1. Dos Depósito Bancários     O  Contribuinte  argumenta  que  o  somatório  de  todos  os  seus  recursos  é  superior  ao  valor  dos  depósitos  bancários  apurados  como  sendo  de  origem  não  comprovada  pela fiscalização. E, uma vez que todos os referidos recursos estão comprovados nos presentes  autos,  requer  que  seja  reconhecido  como  origem  o montante  de R$  4.054.266,26,  composto  pelas seguintes rubricas:    Recursos/ Origens  comprovados  Fonte Dados ou  páginas do processo  Valor individual  Soma  acumulada  Receita Rural em 2005  Fiscalização DRF  3.080.802,96  3.080.802,96  Venda veículo Placa n. MPV 7474  Fls. 45  46.000,00  3.126.802,96  Venda veículo Placa n. MSC 0929  Fls. 43  44.000,00  3.170.802,96  Venda veículo Placa n. MSZ 8000  Fls. 44  75.000,00  3.245.802,96  Venda Fazenda com irmão (1/2)  Fls. 192/193  45.000,00  3.290.802,96  Dinheiro em mãos – 31.12.2004   Fls. 116  225.000,00  3.515.802,96  Cédula de Produtor Rural B. Brasil  Fls. 39 e 40  199.305,00  3.715.107,96  Cédula de Produtor Rural B. Brasil  Fls. 41 e 42  244.158,30  3.959.266,26  Primeiro contrato de Mútuo   Fls. 123  50.000,00  4.009.266,26  Segundo contrato de Mútuo   Fls. 126  45.000,00  4.054.266,26    Alternativamente, caso compreenda­se haver apuração mensal para atividade  rural,  o  Contribuinte  apresenta  planilha  de  variação  patrimonial  para  comprovar  que  suas  origens são superiores as aplicações, mês a mês.     Inicialmente  cabe  apontar  que  o  Contribuinte  está  sendo  autuado  por  Omissão  de  Rendimento  Caracterizada  por  Depósitos  Bancários  com  Origem  não  Comprovada,  cuja  soma  de  depósitos  sem  origem  comprovada  é  de R$  3.357.363,96,  e  não  Omissão  de  Rendimento  por  Variação  Patrimonial  a  Descoberto,  onde  o  cerne  da  autuação  reside no fato de o total de saídas do contribuinte superar suas entradas.     A  norma  contida  no  art.  42  da  Lei  nº  9.430/96  determina  a  tributação  do  Imposto de Renda sobre os depósitos com origem não comprovada, vez que, diante da falta de  Fl. 1161DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/20 15 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO     6 comprovação  por  parte  do  contribuinte,  os  depósitos  são  presumidamente  (juris  tantum)  considerados como renda auferida e não declarada.     Art.  42. Caracterizam­se  também omissão  de  receita  ou  de  rendimento  os  valores  creditados  em  conta  de  depósito  ou  de  investimento  mantida  junto  a  instituição  financeira,  em  relação  aos  quais  o  titular,  pessoa  física  ou  jurídica,  regularmente  intimado,  não  comprove,  mediante  documentação  hábil  e  idônea,  a  origem  dos  recursos utilizados nessas operações.    A tributação com base em depósitos bancários de origem não identificada não  se  confunde  com  a  tributação  com  base  no  acréscimo  patrimonial  a  descoberto  (APD).  Enquanto no caso do depósito bancário, a presunção legal corre a favor do Fisco, sendo que o  contribuinte que deve comprovar a origem dos recursos, no caso do APD o ônus de comprovar  o acréscimo cabe ao Fisco. No APD deve restar comprovado que houve variação patrimonial  superior a renda reportada no período, por outro lado no depósito bancário não há necessidade  de  comprovação  de  acréscimo  patrimonial  sem  origem,  basta  que  não  seja  esclarecida  a  origem/natureza  do  depósito  para  que  se  presuma  renda  auferida,  com  a  consequente  tributação.     Neste contexto, a autuação com base no art. 42 da Lei nº 9.430/96 independe  da existência de receitas superiores às despesas ou aos depósitos bancários, uma vez que não se  está  tributando  despesa  sem  receita  para  ampará­la  ou  depósito  sem  lastro  para  realizá­los.  Assim cabe ao contribuinte fazer prova não quanto à sua disponibilidade econômica, mas sim  quanto à origem dos depósitos.     Em  relação  à  tributação  mensal  da  omissão  de  rendimentos  por  depósito  bancário de origem não comprovada, a Súmula do CARF nº 30 já capitulou no sentido de que  no caso de autuação com base em depósitos bancários de origem não comprovada, a sobra de  um mês não aproveita o seguinte. Confira­se:    Súmula  do CARF nº  30  ­  Na  tributação  da  omissão  de  rendimentos  ou  receitas  caracterizada por depósitos bancários  com origem não comprovada, os depósitos  de  um mês  não  servem para  comprovar  a  origem de  depósitos  havidos  em meses  subsequentes.    O  Contribuinte  também  alega  que  exerce  atividade  rural  e  os  depósitos  bancários  efetuados  em  sua  conta  corrente  são  referentes  à  atividade  rural,  fazendo  jus  à  tributação específica.    Inicialmente,  cabe  destacar  que  não  se  duvida  que  o  Contribuinte  exerça  atividade  rural,  porém  não  basta  a  alegação  do  exercício  da  atividade  rural  para  que  os  depósitos bancários sejam tidos como vinculados à referida atividade.     O  Contribuinte  logrou  êxito  em  vincular  alguns  depósitos  em  suas  contas  correntes com a atividade rural desenvolvida. Assim, a fiscalização excluiu os depósitos cuja  origem  foi  identificada  como  sendo  da  atividade  rural,  atribuindo­lhes  tributação  específica  conforme legislação em vigor. No tocante aos demais depósitos, a fiscalização entendeu que o  Contribuinte não comprovou a correlação entre o depósito e o exercício da atividade rural, logo  os mesmos foram considerados como depósitos sem origem que, por presunção legal, resultam  na omissão de rendimentos tributáveis.     Como prova do acima, tem­se que o Contribuinte anexou aos presentes autos  uma  série  de  notas  fiscais  que  comprovam  a  atividade  pecuária  (rural).  Esta  documentação  Fl. 1162DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/20 15 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 15586.001077/2009­87  Acórdão n.º 2201­002.633  S2­C2T1  Fl. 5          7 ensejou a autuação por omissão de rendimentos da atividade rural, apurando­se uma receita no  montante de R$ 3.080.802,96, conforme tabela de pág. 1.039 do Termo de Constatação e de  Encerramento de Ação Fiscal. O Contribuinte concordou com a referida autuação e, inclusive,  não impugnou a matéria.    De fato a tributação da atividade rural é específica em face de preceito legal,  conforme defende o Contribuinte. E, justamente, por se tratar de legislação específica para que  a  renda  seja  tributada  conforme  sua  especificidade  resta  necessária  a  prova  de  que  a  renda  refere­se  à  atividade  rural.  Em  sendo  comprovada  que  a  renda  refere­se  à  atividade  rural,  a  tributação específica deve ser aplicada, caso contrário, em não se comprovando que a renda é  referente à atividade rural, tem­se a aplicação da regra geral de tributação.    A  comprovação  dos  depósitos,  via  de  regra,  deve  ser  efetuada  de  forma  individualizada  com  correspondência  de  datas  e  valores  pelo  Contribuinte,  sob  pena  dos  mesmos serem considerados de origem não comprovada.     Desta feita, como o Contribuinte não conseguiu atribuir a cada crédito em sua  conta bancária justificativa (documental) a que se referia, não há como identificar a origem do  depósito que ensejaria tributação específica. Não basta alegar que a receita declarada a título de  atividade rural é preciso provar que os depósitos referem­se à atividade rural.    Portanto,  como  aos  depósitos  bancários  não  restou  comprovada  a  origem,  tampouco a correlação com a atividade rural, a tributação segue a regra geral, apurando­se em  bases mensais.      I.2. Do Ganho de Capital de Bem Imóvel     O  Contribuinte  afirma  ter  apurado  ganho  de  capital  menor  do  que  aquele  apurado pela fiscalização, em face das deduções proporcionadas pela Lei nº 11.196/05:    Art. 40. Para a apuração da base de cálculo do imposto sobre a renda incidente sobre  o  ganho  de  capital  por  ocasião  da  alienação,  a  qualquer  título,  de  bens  imóveis  realizada  por  pessoa  física  residente  no  País,  serão  aplicados  fatores  de  redução  (FR1 e FR2) do ganho de capital apurado.    §  1o  A  base  de  cálculo  do  imposto  corresponderá  à  multiplicação  do  ganho  de  capital pelos fatores de redução, que serão determinados pelas seguintes fórmulas:     I  ­ FR1 = 1/1,0060m1, onde "m1" corresponde ao número de meses­calendário ou  fração decorridos entre a data de aquisição do  imóvel e o mês da publicação desta  Lei, inclusive na hipótese de a alienação ocorrer no referido mês;    II ­ FR2 = 1/1,0035m2, onde "m2" corresponde ao número de meses­calendário ou  fração  decorridos  entre  o  mês  seguinte  ao  da  publicação  desta  Lei  ou  o  mês  da  aquisição do imóvel, se posterior, e o de sua alienação.    §  2o Na  hipótese  de  imóveis  adquiridos  até  31  de  dezembro  de  1995,  o  fator  de  redução de que trata o inciso I do § 1o deste artigo será aplicado a partir de 1o de  janeiro  de  1996,  sem  prejuízo  do  disposto  no  art.  18  da  Lei  no  7.713,  de  22  de  dezembro de 1988.    Fl. 1163DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/20 15 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO     8 O  Contribuinte  afirma  que  a  Receita  Federal  liberou  programa  para  se  calcular  corretamente  o  valor  do  ganho  de  capital  e  foi  esse  programa  que  o  Contribuinte  utilizou para o cálculo do imposto, conforme cópia do Demonstrativo de Apuração de Ganhos  de Capital juntado ao tempo da Impugnação. Pelo programa, o Contribuinte alega ter apurado  um ganho de  capital  de R$ 3.983,50,  com um  imposto  a  pagar  de R$ 597,52,  recolhido  em  2009, conforme DARF.     A  1ª  Turma  da  DRJ/RJ2  destaca  que  o  Contribuinte  não  comprovou  a  aplicação do montante na aquisição de qualquer outro imóvel.    A  argumentação  levantada  pelo  Acórdão  aquo  não  corresponde  ao  dispositivo aplicado. O art. 39 da Lei nº 11.196/05, utilizado pela DRJ para embasar seu voto,  isenta do imposto sobre a renda o ganho de capital apurado, desde que o alienante, no prazo de  180 dias aplique o produto da venda na aquisição de imóveis residenciais. Confira­se:    Art. 39. Fica isento do imposto de renda o ganho auferido por pessoa física residente  no País na venda de  imóveis  residenciais, desde que o  alienante,  no prazo de 180  (cento e oitenta) dias contado da celebração do contrato, aplique o produto da venda  na aquisição de imóveis residenciais localizados no País.  § 1o No caso de venda de mais de 1 (um) imóvel, o prazo referido neste artigo será  contado a partir da data de celebração do contrato relativo à 1a (primeira) operação.    §  2o  A  aplicação  parcial  do  produto  da  venda  implicará  tributação  do  ganho  proporcionalmente ao valor da parcela não aplicada.    § 3o No caso de aquisição de mais de um imóvel, a isenção de que trata este artigo  aplicar­se­á  ao  ganho  de  capital  correspondente  apenas  à  parcela  empregada  na  aquisição de imóveis residenciais.    §  4o  A  inobservância  das  condições  estabelecidas  neste  artigo  importará  em  exigência do imposto com base no ganho de capital, acrescido de:    I  ­  juros  de  mora,  calculados  a  partir  do  2o  (segundo)  mês  subseqüente  ao  do  recebimento do valor ou de parcela do valor do imóvel vendido; e    II ­ multa, de mora ou de ofício, calculada a partir do 2o (segundo) mês seguinte ao  do recebimento do valor ou de parcela do valor do imóvel vendido, se o imposto não  for pago até 30 (trinta) dias após o prazo de que trata o caput deste artigo.    § 5o O contribuinte somente poderá usufruir do benefício de que trata este artigo 1  (uma) vez a cada 5 (cinco) anos.    Porém, conforme o Demonstrativo de Apuração de Ganhos de Capital, de fls.  1.142, o Contribuinte não aplicou ao ganho de capital a  isenção prevista no art. 39 da Lei nº  11.196/05,  conforme  entendeu  a  DRJ  em  sua  decisão,  mas  aplicou  sim  o  fator  de  redução  previsto  no  art.  40  da  Lei  nº  11.196/05. O  dispositivo  legal  utilizado  pelo Contribuinte  não  exige a  comprovação da  aplicação do montante da  alienação na  aquisição de qualquer outro  imóvel.     Diante  do  exposto  compreendo  ser  aplicável  ao  presente  caso  o  fator  de  redução previsto no art. 40 da Lei nº 11.196/05.    Destaca­se que  o Contribuinte  tomou  conhecimento  do  procedimento  fiscal  em 08/04/2008, conforme certidão de fls. 10, e efetuou a apuração do ganho de capital somente  em 2009. Logo, o Contribuinte não se beneficia do instituto da denúncia espontânea, prevista  Fl. 1164DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/20 15 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 15586.001077/2009­87  Acórdão n.º 2201­002.633  S2­C2T1  Fl. 6          9 no art. 138 do Código Tributário Nacional  (CTN), não sendo aplicável a exclusão do crédito  tributário referente ao ganho de capital.    Assim, entendo que o  imposto apurado pelo Contribuinte  sobre o ganho de  capital na venda de bem imóvel no valor de R$ 597,52 encontra­se correto. Porém, em razão de  a apuração e recolhimento ter ocorrido após o início da ação fiscal, o referido valor não pode  ser excluído do crédito tributário em questão, devendo eventual pagamento do imposto, multa e  juros ser equacionado quando da execução do crédito tributário.       Conclusão    Diante  do  exposto,  oriento  meu  voto  no  sentido  de  negar  provimento  ao  Recurso Voluntário.      Assinado Digitalmente  Nathália Mesquita Ceia                                Fl. 1165DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/20 15 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 29/01/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO

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Numero do processo: 10325.000613/2004-70
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Mar 06 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3401-000.853
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, converter o julgamento do recurso em diligência. Vencidos os conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça, Angela Sartori e Bernardo Leite Queiroz de Lima. Designado o Conselheiro Eloy Eros da Silva Nogueira. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Robson José Bayerl, Jean Cleuter Simões Mendonça, Angela Sartori, Eloy Eros da Silva Nogueira e Bernardo Leite Queiroz de Lima. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator. ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA - Redator designado.
Nome do relator: JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/02/2015 por JEAN CLEUTER SIMOES MEN DONCA, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA Processo nº 10325.000613/2004­70  Resolução nº  3401­000.853  S3­C4T1  Fl. 903          2     Relatório     Trata o presente processo de pedido de ressarcimento do PIS não­cumulativo do  2o trimestre de 2004.  O  crédito  foi  parcialmente  indeferido,  sob  fundamento  de  que  parte  dele,  decorrente da  aquisição  de  carvão  vegetal,  tinha  como base  notas  fiscais  irregulares,  pois  se  tratam de notas fiscais complementares emitidas pela própria Recorrente.  O  processo  já  foi  analisado  uma  primeira  vez  por  este  Conselho  (fls.  01/05),  ocasião  na  qual  o  julgamento  foi  convertido  em diligência  para  que o  crédito  fosse  apurado  com  base  nas  páginas  do  livro­razão  apresentadas  e  nos  outros  documentos  fiscais  da  contribuinte.  No relatório de diligência, consta a conclusão de existência de crédito superior  ao declarado na DACON e ao pleiteado pela Contribuinte.  A Contribuinte foi intimada do resultado da diligência , mas permaneceu inerte.  É o Relatório.    Voto Vencido   Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça   O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade razão  pelo qual dele tomo conhecimento.  Como  já  relatado,  o  objetivo  da  diligência  era  fazer  uma  análise  nos  demais  documentos contábeis da Recorrente a fim de saber se ela realmente recebera a quantidade de  carvão alegada e o valor do crédito existente.  Cabe  salientar  que na  primeira  análise,  no  voto  de  relatoria  deste Conselheiro  ora  relata,  acolhido  por  unanimidade,  foi  consignado  que  em  razão  do  Princípio  do  non  reformartio  in pejus não se poderia  levar em consideração as novas  fundamentações da DRJ  para  negar  o  direito  creditório. Com base  nisso,  ficou  definido  que o  julgamento  do  recurso  ficaria  limitado  à  analise  do  motivo  que  levou  a  delegacia  de  origem  a  não  reconhecer  o  crédito, qual seja, irregularidades das notas fiscais da aquisição de carvão vegetal.  Com  a  delimitação  definida  acima,  também  ficou  decidido  que  a  mera  irregularidade da nota fiscal não é suficiente para indeferir o crédito, pois o que gera o crédito é  a aquisição do insumo, de modo que bastaria verificar os demais documentos da Contribuinte,  Fl. 903DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/02/2015 por JEAN CLEUTER SIMOES MEN DONCA, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA Processo nº 10325.000613/2004­70  Resolução nº  3401­000.853  S3­C4T1  Fl. 904          3 dentre  eles,  as  folhas  do  livro­razão  anexado  ao  recurso,  para  saber  se  realmente  houve  a  aquisição alegada.  A diligência não deixou dúvida de que,  com base nos documentos  analisados,  constatou­se a aquisição do carvão, bem como a existência de crédito em quantidade superior  ao  declarado  na  DACON.  A  autoridade  fiscal  também  destacou,  acertadamente,  que  o  reconhecimento do crédito deve estar  limitado ao valor declarado na DACON e pleiteado no  pedido de ressarcimento.   Em  suma,  a  Recorrente  tem  direito  ao  crédito  pleiteado,  razão  pela  qual  o  crédito deve ser reconhecido e as compensações homologadas.  Ex positis,  dou provimento  ao  recurso voluntário  interposto para  reconhecer o  direito creditório até o limite pleiteado e homologar as compensações declaradas.  É como voto.  Jean Cleuter Simões Mendonça ­ Relator      Voto Vencedor  Conselheiro Eloy Eros da Silva Nogueira.  Trata o presente de pedido de direito creditório com base em ressarcimento de  PIS não cumulativo exportação referente a dezembro de 2002.  O  pedido  da  contribuinte  (a)  foi  glosado  em  virtude  de  irregularidades  constatadas em notas fiscais complementares emitidas pela própria contribuinte relacionadas à  aquisição de carvão como insumo e também (b) foi glosado da parcela de crédito proveniente  de gastos com energia elétrica consumida no mês de dezembro de 2002.  Os  julgadores a quo não acolheram a contestação da peticionaria por que teria  faltado comprovação dos gastos pagos ou  creditados  a pessoa  jurídica domiciliada no país  e  porque os gastos de energia elétrica em dezembro de 2002 somente geraria crédito se insumo  para a produção de bens ou prestação de serviços.  Em  03/02/2011  o  julgamento  desta  lide  foi  convertido  por  este Colegiado  em  diligência,  entendendo  que  o  recurso  do  contribuinte  se  circunscreveu  à  glosa  referente  à  aquisição de carvão. O Colegiado, naquela ocasião, determinou:  "Como visto  acima,  a  nota  fiscal  não  é  o  único  documento  hábil  à  análise do  crédito,  podendo  esse  ser  verificado,  também  ,  pelos  livros  e  demais  documentos.  Portanto,  pode­se  concluir  que  não  é  a  nota  fiscal  que  gera  o  crédito,  mas  sim  a  atividade  destacada  na  legislação  tributária,  ou  seja,  a  aquisição de determinados produtos. Sendo assim, basta verificar se a recorrente  adquiriu, deveras, a quantidade de carvão alegada e se procedeu à escrituração  contábil,  bem  como  o  recolhimento  correto.  A  recorrente  juntou  aos  autos  as  folhas  do  livro  razão  e  as  fichas  de  controle  do  IBAMA,  para  provar  a  Fl. 904DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/02/2015 por JEAN CLEUTER SIMOES MEN DONCA, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA Processo nº 10325.000613/2004­70  Resolução nº  3401­000.853  S3­C4T1  Fl. 905          4 veracidade  das  operações  mencionadas  nas  notas  fiscais  complementares,  de  modo que, com fulcro na verdade material, voto por converter o julgamento em  diligência  para  que  os  autos  retornem  à  DRF  de  origem,  a  fim  de  que  sejam  cotejadas  as  folhas  do  livro  razão  apresentadas  pela  recorrente,  a  fim  de  verificar  a  quantidade  de  carvão  adquirida  e  contabilmente  registrada,  bem  como  o  valor  do  crédito  por  ela  gerado.  Ao  fim  da  análise,  deve­se  fazer  relatório pormenorizado, destacando­se,  se  for o  caso, a existência a aquisição  de  carvão  na  quantidade  alegada  pela  recorrente  e  o  valor  de  crédito  a  ser  ressarcido." (grifos nossos)  A diligência, em sua apuração, se limitou aos dados constantes dos extratos do  livro razão e informações do  IBAMA que  instruíam os autos,  e a contribuinte não atendeu a  autoridade fiscal apresentando o registro por ela solicitado.  A  contribuinte,  em  sua  manifestação  em  resposta  a  essa  diligência,  repisa  os  argumentos de sua contestação levada ao conhecimento dos julgadores a quo. Pede que sejam  suas razões apreciadas pelos Conselheiros.  Assim, essa  lide retorna a este Colegiado. Malgrado a objetividade e a clareza  dos  votos  do  Relator,  o  Ilustre  Conselheiro  Jean  Cleuter  Simões  Mendonça,  na  sessão  de  03/02/2011  e  na  sessão  de  hoje,  ambas  desta  1ª  Turma  Ordinária,  ouso  expressar  minha  carência por mais informações, não atendidas pela diligência anterior, e necessárias, a meu ver,  para os Respeitáveis Conselheiros formarem sua convicção conclusiva.  Portanto,  proponho  a  este  Colegiado  converter  esse  julgamento  em  diligência  para enviar este processo à unidade de jurisdição para:  1.  identificar os motivos para a emissão das notas fiscais complementares, e  segregar  o  somatório  dos  valores  das  operações  de  acordo  com  os  motivos;  2.  segregar o somatório dos valores das operações de acordo com os tipos  de  fornecedores  (se  pessoa  jurídica  ou  se  pessoa  física)  e  se  seu  domicílio está ou não em território nacional;  3.  identificar,  consoante  documentação  comprobatória,  os  valores  pagos  referentes às operações constantes das notas complementares;  4.  identificar  o  somatório  dos  valores  das  operações  referidos  nas  notas  complementares que possuam documentos e declarações, além do razão  e  das  informações  do  IBAMA  já  apresentados,  que  concorram  para  comprovar  a  operação,  e  identificar  o  somatório  dos  valores  das  operações  que  não  possuam  tais  comprovações,  documentos  e  declarações.  Que a contribuinte  seja notificada desta decisão  e do  resultado da diligência e  possa, em cada caso, se manifestar no prazo de 30 dias.  Conselheiro Eloy Eros da Silva Nogueira ­ Redator Designado.    Fl. 905DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/02/2015 por JEAN CLEUTER SIMOES MEN DONCA, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA

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5850149 #
Numero do processo: 13975.000468/2002-07
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/1997 a 31/10/1997 VALOR DECLARADO EM DCTF. MULTA DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Nos lançamentos determinados pelo art. 90 da MP nº 2.158-35/2001, à exceção dos casos em que tenha ocorrido sonegação, fraude ou conluio, deve-se afastar a multa de ofício em relação aos valores declarados em DCTF, pela aplicação retroativa do caput do art. 18 da Lei nº 10.833/2003. Recurso Negado.
Numero da decisão: 9303-003.218
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Ausente o conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Henrique Pinheiro Torres - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos (Substituto convocado), Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1892; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRF­T3  Fl. 159          1  158  CSRF­T3  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS    Processo nº  13975.000468/2002­07  Recurso nº               Especial do Procurador  Acórdão nº  9303­003.218  –  3ª Turma   Sessão de  27 de novembro de 2014  Matéria  Retroatividade Benigna  Recorrente  FAZENDA NACIONAL  Interessado  COMERCIAL F. TOMIO LTDA    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Período de apuração: 01/07/1997 a 31/10/1997  VALOR  DECLARADO  EM  DCTF.  MULTA  DE  OFÍCIO.  RETROATIVIDADE BENIGNA.  Nos  lançamentos  determinados  pelo  art.  90  da  MP  nº  2.158­35/2001,  à  exceção dos casos em que tenha ocorrido sonegação, fraude ou conluio, deve­ se afastar a multa de ofício em relação aos valores declarados em DCTF, pela  aplicação  retroativa  do  caput  do  art.  18  da  Lei  nº  10.833/2003.  Recurso  Negado.       Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento  ao  recurso  especial  interposto  pela  Fazenda  Nacional.  Ausente  o  conselheiro  Rodrigo Cardozo Miranda.  Otacílio Dantas Cartaxo ­ Presidente    Henrique Pinheiro Torres ­ Relator   Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres,  Nanci Gama,  Júlio  César Alves  Ramos  (Substituto  convocado),  Rodrigo  da Costa  Pôssas,  Francisco  Maurício  Rabelo  de  Albuquerque  Silva,  Joel  Miyazaki,  Fabiola  Cassiano  Keramidas  (Substituta  convocada), Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo.    Relatório     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 5. 00 04 68 /2 00 2- 07 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/01/ 2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 02/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES     2  Por  meio  do  Acórdão  nº  3801­00.972,  de  7/11/2011,  a  Primeira  Turma  Especial da Primeira Câmara da Terceira Sessão do CARF deu provimento parcial ao recurso  voluntário por unanimidade de votos, para excluir a multa de ofício, fls. 122 a 130.  O julgado recebeu a seguinte ementa:  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Período de apuração: 01/07/1997 a 31/10/1997  COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO.  Não  comprovada  a  liquidez  e  certeza  do  crédito  do  sujeito  passivo, não é cabível a compensação com débitos próprios, nos  termos da legislação aplicável art. 170 do CTN, e art. 74 da Lei  n° 9.430, de 1996.  VALOR DECLARADO EM DCTF. LANÇAMENTO DE OFÍCIO.  MULTA DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENÉFICA.  Conforme se depreende do art. 18 da Lei nº 10.833, de 2003, a  imposição  de  multa  de  oficio,  na  constituição  de  crédito  tributário  informado  em  DCTF,  ficou  limitada  à  eventual  apuração de diferenças decorrentes de compensação indevida de  débitos,  nos  casos  em  que  ficar  caracterizada  a  prática  de  infrações previstas nos art. 71 a 73 da Lei nº 4.502, de 1961.  Recurso Voluntário Provido em Parte  Inconformada, a Fazenda Nacional apresentou recurso especial requerendo a  reforma do acórdão vergastado para que seja reconhecida a validade da aplicação da multa de  ofício,  prevista  no  art.  44,  inc.  I,  da  Lei  n.  9.430/96,  negando­se  o  seu  afastamento  pela  aplicação  do  princípio  da  retroatividade  benigna,  que  sustenta  ter  sido  efetivado  sem  autorização legal e em contrariedade à lei.  Sustenta a Procuradoria da Fazenda Nacional que o entendimento do acórdão  recorrido  divergiu  do  paradigma  201­79.948,  argumenta  que  a  hipótese  dos  autos  seria  de  compensação  indevida.  Neste  sentido,  conforme  o  art.  106  do  Código  Tributário  Nacional,  apenas existiria  retroatividade benigna nas hipóteses em que a lei nova: a) deixa de definir o  ato como infração; b) deixa de tratá­lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão  c)  comina  penalidade  menos  severa  que  a  prevista  na  lei  vigente  ao  tempo  da  sua  prática.  Aponta  que  o  art.  18  da  Lei  nº  10.833/2003  constitui­se  em  regra  concebida  apenas  para  disciplinar a sistemática de pedidos e declarações de compensação (PER/DCOMP). Considera  que  a multa  do  inc.  I,  do  art.  44  da  Lei  nº  9.430/96  seria  cabível  no  presente  caso,  que  se  trataria  de  declaração  inexata,  já  que  o  contribuinte  não  teria  recolhido  a  contribuição  e  informado a dívida em DCTF com saldo a pagar zero.  Desta forma, conclui que a hipótese dos autos não se enquadraria no art. 18  da Lei  nº  10.833/2003,  pois  enquanto  esta  nova  sistemática previu  a  imposição  de multa  de  ofício de forma  isolada,  já que prescindível o  lançamento do principal, a sistemática anterior  previa a exigência de multa juntamente com o principal lançado.  No presente caso, como se trataria de declaração inexata ocorrida em DCTF e  não  em  DCOMP,  não  poderia  incidir  o  art.  18  da  Lei  nº  10.833/2003  e  suas  alterações  posteriores, devendo ser mantida a multa de ofício, com base no que determina o art. 90 da MP  nº 2.158­35 e o art. 44, I, da Lei nº 9.430/96.  Fl. 160DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/01/ 2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 02/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13975.000468/2002­07  Acórdão n.º 9303­003.218  CSRF­T3  Fl. 160          3  O recurso foi admitido integralmente, conforme despacho de fls. 145 a 147,  as contrarrazões vieram às fls. 151 a 156.   É o relatório.  Voto             Conselheiro Henrique Pinheiro Torres  O  recurso  é  tempestivo  e  atende  aos  demais  requisitos  de  admissibilidade,  dele conheço.  A  matéria  devolvida  ao  Colegiado  cinge­se  à  questão  do  afastamento  da  multa de ofício aplicada.  No que tange à questão da exclusão da multa de ofício, a divergência consiste  na aplicação do princípio da retroatividade benigna, consistente, no caso, na retroação do art.  18  da  Lei  nº  10.833/2003  e  alterações  posteriores  para  excluir  a  multa  de  ofício  em  lançamentos efetuados com base no art. 90 da MP nº 2.158­35.  A  Procuradoria  da  Fazenda  Nacional  apresenta  decisão  divergente  consubstanciada nos paradigmas 204­02.808 e 201­80.625, entendendo que o art. 18, da Lei nº  10.833/2003 e suas alterações posteriores constituem normas especiais pertinentes à declaração  de  compensação,  sendo  inaplicáveis  aos  casos  de  declaração  inexata  em  DCTF,  que  continuariam a ser regidos pelo art. 90 da MP nº 2.158­35.  O argumento da PFN, portanto, pressupõe que se tratam de normas jurídicas  independentes, sendo uma de caráter geral aplicável às DCTF (o art 90 da MP nº 2.158­35) e a  outra de caráter especial aplicável somente às declarações de compensação. (art. 18 da Lei nº  10.833/2003).  Com  o  devido  respeito,  entendo  não  assistir  razão  á  recorrente,  pois  não  existe  a  alegada  independência  entre  as  duas  normas,  uma  vez  que  o  art.  18  da  Lei  nº  10.833/2003, assim como as alterações que se sucederam, fazem referência expressa ao “(...)  lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória nº 2.158­35, de 24 de agosto  de 2001  (...)”. E este  lançamento de ofício era em relação às diferenças apuradas em DCTF,  dado  que  em  2001,  quando  foi  publicada  a MP  nº  2.158­35,  a  declaração  de  compensação  ainda não havia sido instituída pela legislação.  A  referência  expressa  ao  art.  90  da MP nº  2.158­35,  de 2001  significa que  houve alteração no  tratamento dos débitos decorrentes de declaração  inexata  em DCTF,  que  pode ser assim resumida:  1.  a  teor do  art.  5º,  § 1º do DL nº 2124/84, os débitos  apurados  em DCTF  constituíam  confissão  de  dívida  e  podiam  ser  inscritos  em  dívida  ativa,  no  caso de inadimplência do contribuinte;  2. tal situação perdurou até o advento do art. 90 da MP nº 2.158­35/2001, que  não revogou o DL nº 2124/84, ou seja, não retirou das DCTF o atributo de  Fl. 161DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/01/ 2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 02/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES     4  confissão  de  dívida,  mas  determinou  que  as  diferenças  apuradas  em  declaração fossem objeto de lançamento de ofício (com multa de 75%); e   3. a partir do advento do art. 18 da MP nº 135, de 30/10/2003, convertida na  Lei nº 10.833/2003, houve revogação parcial da previsão contida no art. 90  da MP nº 2.15835, ou seja, a partir de outubro de 2003 a multa de 75% do  lançamento de ofício só incidiria nas situações estabelecidas no art. 18 da Lei  nº 10.833/2003 e alterações posteriores.  Essa alteração de  tratamento das diferenças apuradas em DCTF não passou  despercebida pela Coordenação Geral do Sistema de Tributação, que tratou dessa questão por  meio da Solução de Consulta Interna Cosit nº 3/2004, que concluiu o seguinte:   “(...)  d)  no  julgamento  dos  processos  pendentes,  cujo  crédito  tributário tenha sido constituído com base no art. 90 da MP no  2.158­35,  as  multas  de  ofício  exigidas  juntamente  com  as  diferenças  lançadas  devem  ser  exoneradas  pela  aplicação  retroativa do caput do art. 18 da Lei no 10.833, de 2003, desde  que  essas  penalidades  não  tenham  sido  fundamentadas  nas  hipóteses versadas no “caput” desse artigo. (...)”  O caso concreto versa exatamente sobre a situação tratada nas conclusões da  SCI Cosit nº 03/2004, conforme se comprova no seguinte excerto do voto condutor do acórdão  recorrido:  “(...)  Conforme se depreende do dispositivo legal acima transcrito, a  imposição de multa de oficio ficou limitada à eventual apuração  de diferenças decorrentes de compensação  indevida de débitos,  nos  casos  em  que  ficar  caracterizada  a  prática  de  infrações  previstas nos art. 71 a 73 da Lei nº 4.502, de 1961.  Assim, considerando o disposto no art. 106,  II, “c”, do Código  Tributário Nacional, uma vez que as circunstâncias ensejadoras  à aplicação da referida multa não se encontram presentes, deve­ se exonerar a contribuinte da multa de ofício de 75%.  Nessa  direção  foi  a  resposta  dada  pela Coordenação­Geral  de  Tributação COSIT, por meio da Solução de Consulta Interna nº  3, de 8 de janeiro de 2004:  (...)”  Portanto, se o art. 18 da Lei nº 10.833/2003 passou a vedar o lançamento de  ofício na hipótese versada nestes autos, é óbvio que passou a vedar também a inflição da multa  de  75%  sobre  as  diferenças  apuradas  em  DCTF,  que  passaram  a  se  sujeitar  apenas  aos  acréscimos  do  procedimento  espontâneo,  fato  que  configura  abrandamento  da  penalidade  imposta in concreto neste processo.  Se o próprio ente incumbido da administração tributária, por meio de Solução  de Consulta Interna formulada pelos órgãos que lhe são subordinados, entendeu que se trata de  hipótese de aplicação do princípio da retroatividade benigna, consistente, no caso, na retroação  do  art.  18  da Lei  nº  10.833/2003  e  alterações  posteriores,  para  excluir  a multa  de  ofício  em  lançamentos efetuados com base no art. 90 da MP nº 2.158­35, deve ser rejeitada argumentação  Fl. 162DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/01/ 2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 02/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13975.000468/2002­07  Acórdão n.º 9303­003.218  CSRF­T3  Fl. 161          5  da  Procuradoria  da  Fazenda  Nacional,  uma  vez  que  os  atos  emanados  pela  administração  pública gozam da presunção de legitimidade.  Com  essas  considerações,  voto  no  sentido  de  negar  provimento  ao  recurso  especial, para manter o acórdão recorrido por seus próprios e jurídicos fundamentos.    Henrique Pinheiro Torres  ­ Relator                             Fl. 163DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/01/ 2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 02/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES

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Numero do processo: 16048.000010/2008-02
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Mar 30 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1301-000.251
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral o advogado Fábio Alexandre Lunardini OAB/SP nº 109.971. (documento assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes Presidente (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: VALMIR SANDRI

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1406; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­C3T1  Fl. 2          1  1  S1­C3T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  16048.000010/2008­02  Recurso nº            Voluntário  Resolução nº  1301­000.251  –  3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária  Data  03 de fevereiro de 2015  Assunto  DCOMP  Recorrente  Pilkington Brasil Ltda.   Recorrida  Fazenda Nacional    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  RESOLVEM  os  membros  da  3ª  Câmara  /  1ª  Turma  Ordinária  da  PPRRIIMMEEIIRRAA   SSEEÇÇÃÃOO   DDEE   JJUULLGGAAMMEENNTTOO,  por  unanimidade  de  votos,  converter  o  julgamento  em  diligência.  Fez  sustentação  oral  o  advogado  Fábio  Alexandre  Lunardini  OAB/SP nº 109.971.   (documento assinado digitalmente)   Valmar Fonseca de Menezes  Presidente  (documento assinado digitalmente)  Valmir Sandri  Relator  Participaram  do  julgamento  os  Conselheiros:  Valmar  Fonseca  de  Menezes,  Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de  Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.             RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 60 48 .0 00 01 0/ 20 08 -0 2 Fl. 101DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por VA LMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 12/03/2015 por VALMIR SANDRI Erro! Fonte de  referência não  encontrada.  Fls. 3  ___________       Relatório  Em  31/04/2004,  a  contribuinte  transmitiu  o  PER/DCOMP  13843.26979.300404.1.3.04­8328,  para  fins  de  extinção  de  débito  de  IRPJ,  código  2362­1,  referente ao período de apuração março de 2004, no valor de R$ 202.528,79, indicando como  crédito pagamento a maior ou indevido de IRPJ no valor original de R$ 1.030.370,44que teria  sido arrecadado em 31/04/2004, e valor atualizado na data da transmissão de R$ 886.454,64,  (valor original a ser utilizado na compensação: R$ 193.381,83).  Como  o DARF  com os  dados  informados  não  foi  localizado  nos  Sistemas  da  Receita  Federal,  a  contribuinte  cientificada  desse  fato,  e  alertada  que  se  houver  qualquer  divergência,  deveria  ser  transmitido  o  PER/DCOMP  retificador  e,  caso  contrário,  deveria  a  contribuinte comparecer  à Receita  com o DARF original. A ciência dessa  intimação ocorreu  em 04 de setembro de 2006.  Em 23 de janeiro de 2008 foi emitido Despacho Decisório não homologando a  compensação, por não confirmação da existência do crédito, nos termos da seguinte ementa:  Ementa: Pagamento indevido  Não  comprovado o  indébito  fiscal,  não  se  homologa a  compensação,  nos exatos termos do art. 165 do CTN e da IN SRF n° 600/2005.  O contribuinte ingressou com manifestação de inconformidade, alegando ter se  equivocado  no  preenchimento  da  DCOMP,  ao  indicar  que  o  crédito  era  decorrente  de  pagamento a maior ou indevido, uma vez que, de fato, era representado por saldo negativo de  IRPJ do ano­calendário de 2003, apurado no valor de R$ 1.538.214,06.  Informou que esse valor, devidamente atualizado pela SELIC foi utilizado para  compensação a partir de janeiro de 2004, conforme planilha abaixo:  Mês  comp.  Histórico  Nºprocesso  Receita  Federal  Crédito  Original R$  Crédito  original  utilizado  Juros  selic  Débito  compensado  Saldo  crédito  original  2003  Saldo negativo DIPJ 2004/2003    1.538.214,46        1.538.214,46  Jan/04  PerDecomp  16283.28959.310304.1.7.04.9803  16048.000009/2008­ 70  1.538.214,46  576.243,88  13.080,74  589.324,62  961.970,58  Fev/04  PerDecomp  27687.30547.310304.1.3.04.1653  16048.000009/2008­ 25  961.970,58  234.671,74  7.861,50  242.533,24  727.298,84  Mar/04  PerDecomp  13843.26979.300404.1.3.04.8328  101648.000009/2008­ 02  727,298,84  193.381,83  9.146,96  202.528,79  533.917,01  Mai/04  PerDecomp  40162.14498.300604.1.3.04.3931  101648.000007/2008­ 81  533.917,01  533.917,01  38.121,67  577.964,90  (5.926,21)    Saldo original do crédito    (5.926,21)        (5.926,21)    Ponderou que, comprovado o erro de fato no preenchimento da DCOMP, não há  razão para dar continuidade à cobrança. Menciona decisões das DRJs nesse sentido  Ressaltou  que,  no  caso  em  tela,  o  erro  de  fato  constante  na  Declaração  Eletrônica de Compensação apresentada pela Recorrente,  é  facilmente  identificado, bastando  para tanto, analisar simultaneamente tal Declaração com a DIPJ apresentada, para se concluir  que não se trata de saldo credor decorrente de pagamento indevido, mas de saldo negativo de  IRPJ.  Fl. 102DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por VA LMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 12/03/2015 por VALMIR SANDRI Processo nº 16048.000010/2008­02  Resolução nº  1301­000.251  S1­C3T1  Fl. 4          3  A  4ª  Turma  de  Julgamento  da  DRJ  em  Campinas  julgou  improcedente  a  manifestação de inconformidade.  Assentou o voto condutor que a empresa, mesmo após ser intimada para corrigir  a  DECOMP,  não  providenciou  a  retificação,  como  determina  o  art.  44  da  IN  460/2004.  Registrou que  a manifestação de  inconformidade não é  instrumento hábil  para  retificação de  Declaração  de  Compensação,  que  inexiste  previsão  legal  quanto  a  procedimentos  para  retificação  de  pedidos  de  restituição,  ressarcimento  e  compensação  ou  declarações  de  compensação, no âmbito da DRJ.  Enfatizou  que  a  apresentação  de  PER/DCOMP  não  é  mero  pedido,  mas  sim  veículo por meio do qual se formaliza a compensação (art. 74, § 1º da Lei nº 9.430/96, com a  redação dada pela Lei nº 10.637/2002) e consequente extinção do crédito tributário (art. 74, §  2º da Lei nº 9.430/96, com a redação dada pela Lei nº 10.637/2002).  Ademais, destacou que não há como confirmar a alegação de erro, trazida pela  contribuinte, pois o exame da DCOMP deixa entrever que o equívoco cometido não foi apenas  na  forma,  mas  também  no  conteúdo,  porque  não  houve  preenchimento  incorreto,  pois  a  interessada  indicou  como  crédito  um  pagamento  indevido,  destacando,  inclusive,  as  informações do DARF pleiteado, as quais não se  referem a  saldo negativo. Esclarece o voto  condutor:  Ora, como se verifica das informações por ela apresentadas à RFB, o  valor  apontado  como  crédito  original  em  sede  de  DCOMP  (R$  1.030.370,44) não coincide com o saldo negativo de IRPJ apurado no  ano  calendário  de  2003  (R$  1.538.214,46).  Além  disso,  o  período  de  apuração  informado  na  ficha  crédito  da  DCOMP  em  litígio  (31/03/2004)  não  guarda  relação  com  o  saldo  negativo  do  ano  calendário 2003 (31/12/2003).  Não há, portanto, qualquer indício que permita supor a ocorrência do  equívoco apontado pela Manifestante.  Ciente da decisão em 20 de agosto de 2012, a interessada ingressou com recurso  em 27 do mesmo mês, no qual reitera as razões articuladas na manifestação de inconformidade.   Contesta  a  decisão,  alegando  que,  diferentemente  do  indicado  na  decisão  recorrida, há sim, como identificar a alegação de erro no preenchimento, diante da existência  de saldo negativo do IRPJ, e que, em qualquer caso, não houve prejuízo ao erário.  Cita  jurisprudência,  invoca  o  princípio  da  verdade material,  e  destaca  que  os  casos  de  erros  de  fato  cometidos  na  declaração  e  apuráveis  pelo  seu  exame  devem  ser  retificados de ofício pela autoridade a quem competir o seu exame, a teor do art. 147, § 2º, do  CTN.  Conclui dizendo que, segundo a decisão recorrida, não existe o direito creditório  decorrente  do  saldo  negativo  do  IRPJ  do  ano­calendário  de  2003,  em  que  pese  ter  a  ora  recorrente demonstrado nos autos a existência desse direito, e requer perícia para confirmá­lo.  É o relatório.    Fl. 103DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por VA LMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 12/03/2015 por VALMIR SANDRI Processo nº 16048.000010/2008­02  Resolução nº  1301­000.251  S1­C3T1  Fl. 5          4  Voto  Conselheiro Valmir Sandri, Relator.  Recurso tempestivo, dele conheço.  Inicialmente,  registro  ser  impertinente  a  menção  feita  pela  Recorrente  ao  art.  147, § 2º, do Código Tributário Nacional.  Referido  artigo  trata  das  normas  referentes  a  lançamento  na modalidade  “por  declaração” (hoje inexistente no âmbito dos tributos administrados pela Secretaria da Receita  Federal). Em tal modalidade de lançamento, o sujeito passivo prestava informações acerca dos  fatos  que  relacionados  à matéria  tributável  e,  com base  na  declaração  prestada,  a  autoridade  administrativa  efetuava  o  lançamento.  Nesse  caso,  o  CTN  previa  as  possibilidades  de  retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante (§ 1º do art. 147) e as retificações  de ofício a serem procedidas pela autoridade administrativa (§ 2º).  Além de a DCOMP não representar instrumento preparatório ao lançamento por  declaração,  era  impossível,  à  autoridade  administrativa  que  o  examinou,  proceder  à  sua  retificação de ofício, sem que o sujeito passivo prestasse esclarecimentos.  De  fato,  é  obvia  a  ocorrência  de  erro  no  preenchimento  da  DCOMP,  pois  é  realmente muito estranho que em 30/04/2004 a contribuinte transmitisse DCOMP informando  como crédito pagamento  a maior ou  indevido de  IRPJ no valor original  de R$ 1.030.370,44  arrecadado  nessa  mesma  data  (30/04/2004),  e  cujo  valor  original  já  seria  passível  de  atualização de 4,73%, para compensar débito vencido nessa mesma data.   Ainda  que  se  aventasse  a  praticamente  inexistente  possibilidade  de  a  contribuinte ter recolhido mediante DARF, em 30/04/2004, o IRPJ referente a março de 2004  no valor de R$ 1.030.370,44,  e na mesma data,  tendo constatado que o valor devido era R$  202.528,79,  tivesse  transmitido  a  DCOMP  para  regularizar  o  suposto  pagamento  indevido,  jamais poderia ser objeto de atualização, eis que efetuado naquela mesma data.  Contudo,  a  autoridade  administrativa  não  tinha  como,  apenas  à  vista  da  declaração,  retificá­la  de  ofício.  Por  isso,  transmitiu  intimação  de  fls.  08  comunicando  ao  sujeito passivo que o DARF que ele indicou como crédito não existia nos sistemas da Receita  Federal  e  intimando­o  a  sanar  a  irregularidade  no  prazo  de  20  dias.  Esclarece  o  termo  de  intimação que, se houvesse qualquer divergência (ou seja, qualquer equívoco quanto ao crédito  indicado), solicitava­se que fosse transmitido o PER/DCOMP retificador. Caso contrário, isso  é, se realmente o sujeito passivo confirmasse a existência daquele pagamento indevido, que ele  apresentasse o DARF original. A intimação advertia que a não regularização implicaria na não  homologação da compensação.  A  ciência  da  intimação  ocorreu  em  31/08/2006  r  a  ciência  ocorreu  em  04  de  setembro seguinte. Não tendo a contribuinte tomado nenhuma das providências indicadas, em  23 de janeiro de 2008 (portanto mais de um ano depois), foi lavrado o despacho decisório não  homologando a compensação por não comprovação do alegado pagamento indevido ou a maior  indicado na PER/DCOMP.  Fl. 104DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por VA LMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 12/03/2015 por VALMIR SANDRI Processo nº 16048.000010/2008­02  Resolução nº  1301­000.251  S1­C3T1  Fl. 6          5  Na  manifestação  de  inconformidade  a  contribuinte  alegou  erro  de  fato  no  preenchimento da DCOMP, e que o crédito a ser utilizado seria o saldo negativo do IRPJ do  ano­calendário de 2003.  Todavia, como bem apontou o julgador a quo, não se trata de simples inexatidão  material na indicação do crédito, eis que o valor indicado não coincide com o saldo negativo de  IRPJ  apurado  no  ano­calendário  de  2003. A manifestação  de  inconformidade  representa,  de  fato,  um  pedido  de  retificação  do  PER/DCOMP.  Constatando  que  o  crédito  indicado  não  existia, mas que ele possuía, na data da transmissão da DCOMP, direito creditório suficiente  para a compensação, requereu a substituição.  O  órgão  julgador  da  Receita  Federal  (4ª  Turma  de  Julgamento  da  DRJ  em  Campinas)  declarou­se  incompetente  para  apreciar  pedido  de  retificação.  Assentou  o  voto  condutor que:  “(...) não se pode admitir a retificação da declaração de compensação  em  sede de manifestação de  inconformidade, na medida que  todos os  pedidos  devem  ser  apreciados,  em  primeira  vez,  pela  autoridade  competente da DRF jurisdicionante da contribuinte. A análise primária  acerca  da  existência  ou  não  do  crédito  pleiteado  deve  se  dar  pelo  órgão competente, ou seja, a DRF Taubaté.”  É induvidoso que a contribuinte não cumpriu com o seu dever de formalizar a  retificação  do  PER/DCOMP,  de  maneira  a  substituir  um  crédito  erroneamente  indicado  (inexistente) por outro efetivamente existente à data da  transmissão da DCOMP. Porém, não  me  parece  razoável  negar  um  direito  a  contribuinte  por  descumprimento  de  formalidade.  Reporto­me, aqui,  às  lúcidas considerações do Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães, no  voto condutor do Acórdão 1301­001.495, sessão de 13/02/2014:  “Em que pese as  considerações da autoridade  julgadora de primeiro  grau  acerca  da  impossibilidade,  em  sede  de  contraditório,  de  retificação  de  débitos  apontados  para  compensação,  penso  que  a  solução  das  controvérsias  instauradas  nos  processos  acima  referenciados deve ser encontrada a partir da desconsideração do erro  cometido  pela Recorrente.  Isto  porque  não  se  pode,  com  fundamento  em mero erro no preenchimento de instrumento declaratório, negar ao  contribuinte o direito de reaver aquilo que ele pagou indevidamente ou  em montante maior que o devido.  Trata­se, no caso, de se comparar as grandezas dos direitos envolvidos  na lide: de um lado, o da Fazenda Nacional de não devolver o que lhe  foi  pago  acima  do  devido,  em  virtude  de  erro  de  forma  no  pedido  apresentado  pelo  contribuinte;  do  outro,  o  legítimo  direito  do  contribuinte  de  utilizar  o montante  pago a maior  (ou  indevidamente)  para fins de compensação tributária.  A  meu  ver,  em  tais  circunstâncias,  deve­se  relevar  o  erro  formal  cometido  e,  em  homenagem  ao  princípio  da  verdade  material,  promover  a  utilização  do  direito  creditório  efetivamente  reconhecido  na  extinção  (ainda  que  parcial),  por  compensação,  dos  débitos  de  titularidade do requerente.”  No entanto, diferentemente da situação que foi objeto do acórdão relatado pelo  Conselheiro  Wilson,  na  qual  o  erro  do  contribuinte  se  deu  quanto  ao  valor  dos  débitos  Fl. 105DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por VA LMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 12/03/2015 por VALMIR SANDRI Processo nº 16048.000010/2008­02  Resolução nº  1301­000.251  S1­C3T1  Fl. 7          6  indicados na DCOMPs, no presente caso o erro está na origem do crédito. Como a legitimidade  do  crédito não  foi  objeto de análise pela  autoridade  administrativa,  não  pode este Colegiado  decidir  a  respeito,  sem  o  prévio  exame  da  autoridade  jurisdicionante  (Delegacia  da Receita  Federal de Taubaté).   Ressalto que as normas da Secretaria da Receita Federal do Brasil que tratam da  retificação de DCOMP não vedam a retificação para alteração do crédito, sendo que a vedação  específica  existe  apenas  para  inclusão  de  novo  débito  ou  aumento  do  valor  do  débito  compensado.  IN SRF 1.300, de 2012900/2008  Art. 90 . A retificação da Declaração de Compensação gerada a partir  do  programa  PER/DCOMP  ou  elaborada  mediante  utilização  de  formulário  não  será  admitida  quando  tiver  por  objeto  a  inclusão  de  novo débito ou o aumento do valor do débito compensado mediante a  apresentação da Declaração de Compensação à RFB. (mesma redação  das instruções normativas anteriores, inclusive do art. 58 da 460/2004,  vigente quando da transmissão da DCOMP objeto deste processo).  Por  todas  essas  considerações,  voto  no  sentido  de  baixar  o  processo  em  diligência,  para  que  a  autoridade  competente  (DRF  Taubaté),  recepcionando  o  pedido  do  contribuinte como saldo negativo, verifique a certeza e liquidez do direito creditório.  É como voto.  Sala das sessões, 03 de fevereiro de 2015.  (documento assinado digitalmednte)  Valmir Sandri ­ Relator.    Fl. 106DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por VA LMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 12/03/2015 por VALMIR SANDRI

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Numero do processo: 12898.001660/2009-86
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 21 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Mar 02 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 VALE-TRANSPORTE. NÃO INCIDÊNCIA. Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2403-002.896
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Ivacir Julio de Souza, Daniele Souto Rodrigues, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 VALE-TRANSPORTE. NÃO INCIDÊNCIA. Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Ivacir Julio de Souza, Daniele Souto Rodrigues, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas.

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   2 Participaram do  presente  julgamento,  os Conselheiros Carlos Alberto Mees  Stringari  (Presidente),  Ivacir  Julio  de  Souza,  Daniele  Souto  Rodrigues,  Elfas  Cavalcante  Lustosa Aragão Elvas.  Fl. 384DF CARF MF Impresso em 02/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12898.001660/2009­86  Acórdão n.º 2403­002.896  S2­C4T3  Fl. 3          3   Relatório  Trata­se  de  recurso  voluntário  apresentado  contra Decisão  da Delegacia  da  Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I, Acórdão 12­32.925  da 14ª Turma, que julgou a impugnação improcedente.  O  lançamento  e  a  impugnação  foram  assim  relatadas  no  julgamento  de  primeira instância:  Conforme esclarece o relatório fiscal de fls. 33/43:  (...)  1.3  —  O  sujeito  passivo,  identificado  em  epígrafe,  está  sendo  notificado  a  recolher  as  contribuições  previdenciárias  destinadas  ao  custeio  da  Seguridade  Social,  a  cargo  da  EMPRESA,  além  daquelas  destinadas  ao  financiamento  dos  benefícios  concedidos  em  razão  do  grau  de  incapacidade  laborativa  decorrentes  dos  riscos  ambientais  do  trabalho,  devidas  ou  creditadas  a  qualquer  título,  durante  o  mês,  aos  segurados  empregados,  que  lhes  prestaram  serviços,  na  forma  do  artigo  22  itens  I  e  II  da  Lei  82122,  de  2410711991,  e  do  Regulamento  da  Previdência  Social,  aprovado  pelo  Decreto  3.048, de 0610511999, incidentes sobre o pagamento de VALE  TRANSPORTE EM ESPÉCIE, aos segurados empregados que  lhes prestaram serviços ...  (...)  4.1  Constitui  fato  gerador  das  contribuições  lançadas  nesta  notificação,  a  parcela  da  remuneração  paga ou  creditada  aos  segurados  empregados,  a  titulo  de  Vale  Transporte,  pago  em  espécie.  O  sujeito  passivo  concedeu  o  beneficio  aos  segurados  através  de  pagamento  em  dinheiro,  conforme  identificação  das  rubricas  e  seus  códigos  em  folhas  de  pagamentos,  abaixo  discriminados  e  seus  respectivos  descontos,  no  período  de  Oli  U5 a 1212005, constituindo esta modalidade base de cálculo de  incidência de Contribuições Previdenciárias.  2.  O  Auditor  transcreveu  em  seu  relatório  artigos  da  Lei  7.418/1985, que instituiu o vale­transporte , e da Lei 8.212/1991,  que fornece o conceito de salário de contribuição.  3.  Em  seu  relatório,  a  Auditoria  procura  demonstrar  que  o  pagamento  em  pecúnia  das  despesas  de  transporte  dos  empregados,  está  sujeito  a  incidência  das  contribuições  previdenciárias. Transcrevemos:  5.4 — A conquista social do fornecimento de vale­transporte não  integra o salário de contribuição quando pago em conformidade  com a  legislação  e  será  custeado pelo  beneficiário,  na  parcela  Fl. 385DF CARF MF Impresso em 02/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   4 equivalente  a  6%  (seis  por  cento)  de  seu  salário  básico  ou  vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens e pelo  empregador, no que exceder à parcela referida.  5.5 — Como forma de incentivar a adoção desse mecanismo, a  legislação  determina  que  o  vale­transporte  não  tem  natureza  salarial,  nem  configura  rendimento  tributável  do  trabalhador,  entretanto é vedado ao empregador substituir o vale­transporte  por  antecipação  em  dinheiro  ou  qualquer  outra  forma  de  pagamento, salvo no caso de falta ou insuficiência de estoque de  valetransporte,  necessário  ao  atendimento  da  demanda  e  ao  funcionamento do sistema.  5.6 — No caso do sujeito passivo da ação, o mesmo não atendeu  o  estabelecido  em  Lei,  passando,  portanto  os  valores  pagos  a  titulo  de  Vale  Transporte  em  dinheiro  a  incidir  contribuições  previdenciárias.  5.7 — Há  inúmeras  decisões  judiciais  do Superior Tribunal  de  Justiça  determinando.  que  o  vale­transporte  pago  em  dinheiro  passa a ter caráter salarial, com todos os seus reflexos em férias,  13°  salário,  etc.  As  decisões  determinam,  também,  que  o  pagamento em dinheiro faz com que o direito em questão torne­ se fato gerador das contribuições previdenciárias.  5.8 — As empresas que pagarem o vale­transporte em dinheiro  estarão descumprindo a legislação trabalhista e sujeitando­se as  penalidades cabíveis.  5.9 — A Constituição Federal, em seu artigo 201, parágrafo 11,  determina  que  os  ganhos  habituais  do  empregado,  a  qualquer  título, sejam incorporados ao salário para efeito de contribuição  previdenciária. A matéria foi regulada pela Lei n° 8.212191, que  dispõe,  em seu art.  28,  inciso  I,  que os ganhos habituais  sob a  forma de utilidades integram o salário de contribuição ...  4. Após assinalar que as contribuições apuradas durante a ação  fiscal, não foram declaradas em GIFP, a Auditoria informa que  comparou o valor das multas decorrentes da legislação vigente à  época dos fatos geradores das contribuições lançadas e o valor  das  penalidades  impostas  pela  nova  legislação  que  entrou  em  vigor a partir da edição da Medida Provisória n° 449/2008. Do  exame  efetuado  pela  Auditoria  resultou  a  aplicação  da  multa  prevista  pela  nova  legislação  (no  presente  lançamento  a multa  aplicada  foi  a  de  75%,  prevista  no  artigo  35­A  da  Lei  8.212/1991, combinado com o artigo 44, da Lei 9.430/1996).  5. Foi elaborado o quadro demonstrativo de fls. 39, que compara  as  penalidades  impostas  pela  legislação  revogada  e  a  nova  legislação.  6.  A  planilha  de  fls.  45/66  indica  a  base  de  cálculo  por  estabelecimento; a base de cálculo por competência é  indicada  na  planilha  de  fls.  67/68;  a  planilha  de  fls.  71/73  compara  a  multa  decorrente  da  aplicação  do  AI  68  com  a  penalidade  imposta  pela  nova  legislação;  a  planilha  de  fls.  75  compara  a  multa  decorrente  da  aplicação  do  AI  69  com  a  penalidade  imposta pela nova legislação; planilha demonstrativa do cálculo  Fl. 386DF CARF MF Impresso em 02/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12898.001660/2009­86  Acórdão n.º 2403­002.896  S2­C4T3  Fl. 4          5 da multa decorrente da aplicação do AI 78 foi elaborada às fls.  77/79.  7.  A  Auditoria  juntou  cópias  de  folhas  de  pagamento  às  fls.  81/267.  DA IMPUGNAÇAO   8.  A  Autuada  foi  intimada  pessoalmente  em  18/10/2009,  conforme  se  pode  verificar  às  fls.  01,  tendo  ingressado  com  defesa  juntada  às  fls.  266/273,  protocolada  em  12/11/2009,  conforme se verifica às fls. 266.  9.  Afirma  a  Autuada  que  com  base  em  acordo  coletivo,  parcialmente  transcrito em sua impugnação, e  tendo em vista o  risco  de  fornecer  vale­transporte  aos  seus  empregados  que  trabalham em áreas perigosas,  decidiu pagar o vale­transporte  através de depósito em conta corrente de seus funcionários.  10.  Argumenta  a  Autuada  que  o  artigo  5°  do  Decreto  95.247/1987,  que  veda  ao  empregador  substituir  o  vale­ transporte por antecipação em dinheiro ou qualquer outra forma  de pagamento, não pode ser oposto a uma convenção coletiva de  trabalho respaldada na Constituição Federal.  11. A Impugnante junta jurisprudência para demonstrar que não  cabe  a  incidência  de  contribuição  previdenciária  sobre  o  pagamento de vale­transporte em dinheiro.  12. É o relatório.    Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário onde  questiona a tributação incidente sobre o vale transporte.    É o relatório.  Fl. 387DF CARF MF Impresso em 02/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   6     Voto             Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator  O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à  análise das questões pertinentes.    VALE TRANSPORTE EM PECÚNIA    O  lançamento está baseado no entendimento que o vale  transporte  foi pago  aos segurados em desacordo com os ditames legais, uma vez que foi pago em pecúnia.   O lançamento estava conforme o ordenamento legal.  Todavia, a Advocacia Geral da União, seguindo orientação ditada na decisão  proferida pelo Supremo Tribunal Federal no RE 478.410/SP, que considerou inconstitucional a  tributação previdenciária incidente sobre vale transporte pago em pecúnia, tendo em vista sua  natureza indenizatória, editou a Súmula 60.    SÚMULA Nº 60, DE 8 DE DEZEMBRO DE 2011   "Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale  transporte  pago  em  pecúnia,  considerando  o  caráter  indenizatório da verba".    Portanto,  deve  ser  afastada  do  lançamento  a  parcela  referente  ao  Vale  Transporte.    CONCLUSÃO    Voto por dar provimento ao recurso.    Carlos Alberto Mees Stringari               Fl. 388DF CARF MF Impresso em 02/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12898.001660/2009­86  Acórdão n.º 2403­002.896  S2­C4T3  Fl. 5          7                   Fl. 389DF CARF MF Impresso em 02/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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Numero do processo: 19515.721410/2012-68
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Apr 10 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2301-000.523
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Marcelo Oliveira - Presidente Adriano Gonzales Silvério - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), DANIEL MELO MENDES BEZERRA, CLEBERSON ALEX FRIESS, NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, ADRIANO GONZALES SILVERIO
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1664; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C3T1  Fl. 2          1  1  S2­C3T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  19515.721410/2012­68  Recurso nº  999.999Voluntário  Resolução nº  2301­000.523  –  3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária  Data  11 de fevereiro de 2015  Assunto  Solicitação de Diligência  Recorrente  INSTITUTO SANTANENSE DE ENSINO SUPERIOR  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Resolvem os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em converter  o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.     Marcelo Oliveira ­ Presidente     Adriano Gonzales Silvério ­ Relator     Participaram,  ainda,  do  presente  julgamento,  os  Conselheiros:  MARCELO  OLIVEIRA  (Presidente),  DANIEL  MELO  MENDES  BEZERRA,  CLEBERSON  ALEX  FRIESS,  NATANAEL  VIEIRA  DOS  SANTOS, MANOEL  COELHO  ARRUDA  JUNIOR,  ADRIANO GONZALES SILVERIO      O presente processo  administrativo é constituído por quatro Autos de  Infração  (AI), lavrados pela Fiscalização contra a empresa em epígrafe, relativos a contribuições sociais  devidas no período de 01/01/2007 a 31/12/2007:  DEBCAD  nº  37.304.0610  AIOP  onde  foram  apurados  valores  referentes  a  contribuições  devidas  à  Seguridade  Social:  parte  da  empresa  e  para  o  financiamento  dos     RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .7 21 41 0/ 20 12 -6 8 Fl. 5259DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 09/04 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.721410/2012­68  Resolução nº  2301­000.523  S2­C3T1  Fl. 3          2  benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes  dos  riscos  ambientais  do  trabalho  (GILRAT),  previstas  no  art.  22,  incisos  I,  II  e  III,  da  Lei  8.212/91,  incidentes  sobre  a  remuneração  paga  a  segurados  empregados  e  contribuintes  individuais  e,  ainda,  as  contribuições  incidentes  sobre  os  valores  pagos  a  cooperativas  de  trabalho  e  associações  desportivas  que  mantêm  equipe  de  futebol  profissional  a  título  de  patrocínio. O  crédito  corresponde ao montante,  incluindo  juros  e multa,  de R$ 7.484.070,53  (sete milhões,  quatrocentos  e  oitenta  e  quatro mil,  setenta  reais  e  cinqüenta  e  três  centavos)  consolidado em 22/06/2012.  DEBCAD  nº  37.304.0628  AIOP  onde  foram  apurados  valores  referentes  às  contribuições destinadas às Outras Entidades e Fundos – Terceiros  (FNDE,  INCRA, SESC e  SEBRAE),  incidentes  sobre  a  remuneração  paga  aos  empregados  O  crédito  corresponde  ao  montante, incluindo juros e multa, de R$ 1.421.100,41 (um milhão, quatrocentos e vinte e um  mil, cem reais e quarenta e um centavos), consolidado em 22/06/2012.  DEBCAD  nº  37.304.0636  AIOP  onde  foram  apurados  valores  referentes  às  contribuições  devidas  pelos  segurados  empregados  e  contribuintes  individuais,  não  descontados  pela  empresa  das  remunerações  pagas  aos  mesmos,  O  crédito  corresponde  ao  montante, incluindo juros e multa, de R$ 237.411,44 (duzentos e trinta e sete mil, quatrocentos  e onze reais e quarenta e quatro centavos), consolidado em 22/06/2012.  DEBCAD  nº  37.304.0601–  AIOA  onde  foi  aplicada  a  multa  por  descumprimento da obrigação acessória prevista no art.32,  inciso IV, e § 5º, da Lei 8.212/91  (omissão  de  contribuições  nas  GFIP).  A  multa  aplicada  corresponde  ao  montante  de  R$  420.451,20 (quatrocentos e vinte mil quatrocentos, cinqüenta e um reais e vinte centavos).  Foi  informado no Relatório Fiscal do Auto de Infração (fls. 87/120), embora a  autuada alegue ter direito à isenção prevista no art. 195, parágrafo 7º da Constituição Federal,  jamais  obteve  junto  ao  órgão  competente  o  Ato  Declaratório  de  Isenção  de  Contribuições  Previdenciárias,  que  de  acordo  com  a  legislação  vigente  à  época  de  ocorrência  dos  fatos  geradores, objeto do presente lançamento (01/2007 a 12/2007), era necessário para o gozo da  referida isenção (art. 208, parágrafos 1º e 2º, do Decreto nº 3.048/99).  Aponta ainda o relatório fiscal o seguinte:  a) desvio de finalidade na celebração de contrato com o Sport Club Corinthians  Paulista para a abertura de cursos de graduação dentro do clube;  b) pagamento de despesas do reitor;  c) pagamentos a cooperativas de trabalho;  d)  pagamento  de  patrocino  ao  Corinthians  sem  o  devido  recolhimento  da  contribuição prevista no § 6º do artigo 22 da Lei 8.212/91;  e) pagamento de patrocino ao Salto Futebol Clube sem o devido  recolhimento  da contribuição prevista no § 6º do artigo 22 da Lei 8.212/91;  f)  pagamentos  a  segurados  contribuintes  individuais  não  declarados  em GFIP,  porém constatados na contabilidade;  Fl. 5260DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 09/04 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.721410/2012­68  Resolução nº  2301­000.523  S2­C3T1  Fl. 4          3  g)  concessão  de  bolsa  de  estudos  de  ensino  superior  a  empregados  e  dependentes, previstas em Convenção Coletiva;  h) despesas de viagem apuradas nos registros contábeis, sem a apresentação da  documentação comprobatória;  i) transferências de valores da autuada para a Fundação Leonídio Allegretti, sem  a apresentação de documentos que as despesas realizadas em virtude de convênio firmado entre  as partes.  Devidamente  intimado  o  sujeito  passivo  apresentou  impugnação.  Peço  vênia  para transcrever resumo elaborado pela DRJ:  2.1.  que  a  presente  notificação  não  deve  prosperar  uma  vez  que  foi  lavrada  contra  uma  entidade  que  não  se  encontra  obrigada  ao  recolhimento  de  contribuições  previdenciárias em razão da imunidade a que faz jus;   2.2.  que  embora  a  fiscalização  entendeu  pelo  não  cumprimento  dos  requisitos  previstos  no  art.  55  da  Lei  8.212/91  (ausência  de  CEBAS,  existência  de  débitos  perante  a  Previdência  Social  e  suposto  desvio  de  finalidade  das  atividades  da  entidade),  o  fato  é  que  possui duas  ações  judiciais  em que se discute  e  foi  conhecido o  seu direito  à  imunidade das  contribuições sociais, nas quais foram analisados os requisitos da Lei 8.212/91 e, atualmente,  da Lei 12.101/09;   2.3.que na Ação Declaratória nº 004558611.1999.4.03.6100, distribuída perante  a  Justiça Federal  de São Paulo,  a  fim  de que  se  fosse  reconhecida  a  imunidade  do  art.  195,  parágrafo 7º, da Constituição Federal, afastando­se as abusividades do art. 55 da Lei 8.212/91,  embora não  tenha havido sentença favorável à autora,  foi  interposto recurso de apelação que  foi parcialmente provido para reconhecer referida imunidade, o que deu causa a interposição de  Agravo Regimental que aguarda julgamento;  2.4.  que,  posteriormente,  distribuiu  a  Ação  ordinária  nº  3989252.2008.4.01.3400, perante  a  Justiça Federal  de Brasília,  a  fim de ver  reconhecida  sua  imunidade prevista nos arts. 150 e 195, parágrafo 7º, da Constituição Federal, em razão da MP  446/2008 e da edição da Lei nº 12.101/09 que revogou o art. 55 da Lei 8.212/91, onde lhe foi  proferida sentença integralmente favorável, razão pela qual foi interposto Recurso de Apelação  pela União, que aguarda julgamento pelo TRF da Primeira Região;   2.5.  portanto,  ao  contrário  do  que  pretende  fazer  crer  a  fiscalização,  a  Impugnante tem reconhecido (por decisão judicial ) o seu direito à imunidade constitucional e  não  está  obrigada  ao  recolhimento  da  contribuição  patronal  e  das  contribuições  devidas  a  Terceiros;  devendo  ser  salientado  que  o  suposto  desvio  da  atividade,  bem  como  o  eventual  pagamento  de  despesas  do  Reitor  da  Instituição  foram  analisados  e  afastados  nas  referidas  Ações judiciais;  2.6. que o contrato de locação de imóvel do Sport Club Corinthians, ao contrário  do  alegado  pela  fiscalização,  não  pode  ser  caracterizado  como  desvio  de  finalidade  das  atividades da instituição, pois a mesma necessita de imóveis que possuam estrutura adequada  para  exercer  as  suas  atividades  (assistência  social  e educação),  inexistindo qualquer vedação  legal quanto à locação de imóveis por entidades beneficentes;  Fl. 5261DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 09/04 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.721410/2012­68  Resolução nº  2301­000.523  S2­C3T1  Fl. 5          4  2.7.  que  o  lucro  obtido  pelo  Sport  Club  Corinthians  não  tem  o  condão  de  descaracterizar  a  atividade  exercida  pela  impugnante,  bem  como  desvirtuar  a  sua  natureza  como  entidade  não  filantrópica  e,  eventual,  lucro  obtido  pela  locadora  com  o  contrato  em  questão,  o  que  não  é  o  caso,  também  não  descaracterizaria  sua  natureza  de  entidade  filantrópica, pois somente é vedado a distribuição do lucro e não a aferição deste, o qual deverá  ser utilizado para investimento na atividade da instituição;  2.8.  que  também  é  equivocada  a  argumentação  da  fiscalização  em  relação  à  concessão de bolsas de estudo do “Campus Corinthians”, pois sempre foi oferecido o número  de bolsas a que era obrigada, ou seja, o correspondente a pelo menos 20% (vinte por cento) da  receita bruta, conforme dispõe o art. 3ì, inciso IV, do Decreto nº 2.536/98, vigente à época do  exercício de 2007.  2.9. que a  Impugnante vem pagando os seus débitos previdenciários, parte dos  segurados,  através  da  compensação  com o SISFIS  e  já  quitou,  integralmente,  o  exercício  de  2007,  razão  pela  qual  é  indevida  a  autuação  no  que  concerne  ao  débito  de  R$  234.411,44  (duzentos e trinta e quatro mil quatrocentos e onze reais e quarenta e quatro centavos) inscrito  no DEBCAD nº 37.304.0636; correspondente às contribuições previdenciárias de segurados;   2.10.  que  a  fiscalização  afirma  ser  devida  a  contribuição  previdenciária  concernente  aos  serviços  prestados  por  contribuintes  individuais  como  exemplo,  “Serviços  Prestados  por  Pessoa  Física”,  “Despesas  com  Despachante”,  entre  outros,  sem,  entretanto,  comprovar que as operações objeto da autuação referem­se a serviços prestados à Impugnante,  bem  como  não  mencionou  se  referidos  serviços  encontram­se  elencados  nas  hipóteses  de  dispensa de retenção, prevista no art. 120 da IN SRF nº 971/09;  2.11.  que  a  fiscalização  em  razão  da  sua  gana  arrecadatória,  baseou­se  em  dispositivos  da  Lei  9.394/96,  de maneira  equivocada,  com  o  objetivo  de  tributar  benefícios  concedidos aos empregados da Impugnante e seus familiares, relativos à concessão de bolsas  de estudos de graduação e pós­graduação, que, conforme dispõe o art. 22, parágrafo 9º, alínea  “t”, da Lei 8.212/91, não sofrem incidência de contribuições previdenciárias;  2.12.  que  a  maior  parte  das  despesas  de  viagens,  consideradas  como  remunerações pela fiscalização, está comprovada pela documentação anexa:  2.13.  que  as  operações  realizadas  entre  a  Impugnante  e  a  Fundação  Leonildo  Alegretti destinaram, exclusivamente, ao pagamento de despesas da Impugnante, conforme já  havia  verificado  a  fiscalização  através  do  Mandado  de  Procedimento  Fiscal,  conforme  documento juntados aos autos (doc. 12 a 26);  2.14.  que  a  fiscalização  imputou  multa  pelo  descumprimento  de  obrigação  acessória, DEBCAD nº 37.304.0601, diante do suposto erro de preenchimento de GFIP  com  código  de  instituição  imune  e  ausência  de  declaração  de  supostas  remunerações,  entretanto,  conforme foi demonstrado e comprovado nesta impugnação, as autuações ao infundadas tendo  em  vista  que:  a)  é  uma  entidade  beneficente  que  faz  jus  à  imunidade  prevista  no  art.  195,  parágrafo 7º, da Constituição Federal, b) não tomou serviços de contribuintes individuais e c)  entregou à fiscalização os documentos cabais a comprovar sua defesa;   2.15. que, portanto, a impugnante não agiu com dolo ou fraude a ensejar a multa  de  ofício  por  descumprimento  de  obrigações  acessórias,  razão  pela  qual  o  DEBCAD  nº  37.304.0601 deverá ser integralmente cancelado;   Fl. 5262DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 09/04 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.721410/2012­68  Resolução nº  2301­000.523  S2­C3T1  Fl. 6          5  2.16. que, ainda, diante da ausência de má­fé pela  Impugnante, faz­se mister a  redução da multa para 2% (dois por cento), percentual mínimo previsto no art. 32A da Lei nº  8.212/91.  A DRJ de São Paulo manteve a autuação na sua integralidade. Diante da decisão  supra o  sujeito passivo  apresentou  recurso voluntário  repisando os  argumentos  suscitados na  impugnação.  É o Relatório.  Fl. 5263DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 09/04 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.721410/2012­68  Resolução nº  2301­000.523  S2­C3T1  Fl. 7          6  Conselheiro Adriano Gonzales Silvério, Relator   Em  relação às despesas  com viagem e  as  transferências de valores da  autuada  para a Fundação Leonídio Allegretti, realizadas em virtude de convênio firmado entre as partes  o recorrente sustenta que apresentou a documentação pertinente, tais como:  a)  que  foram  realizadas  diversas  despesas  com  viagens  para  realização  de  procedimentos  perante  o CNAS. Anexou  notas  de  débitos  e  comprovantes  de  pagamentos  a  agências de turismo, recibos emitidos por agência de turismo com compra de passagens; e  b)  que  os  valores  transferidos  à  Fundação  Leonídio  Allegretti  decorreu  de  convênio  firmado  e  foram  utilizados  para  pagamento  de  despesas  com  FGTS,  contas  de  energia, acordos trabalhistas, etc.  Por  outro  lado,  a  decisão  recorrida  ao  analisar  tais  documentos  limita­se  a  afirmar que tais documentos não comprovam viagens a Brasília ou, mesmo que não entendeu  ser crível a emissão de 39 passagens áreas. Ademais, no que diz respeito ao convênio afasta a  alegação pois não conseguiu vincular as despesas com o citado convênio.  Entendo  que  a  análise  de  todos  esses  documentos  anexados  aos  autos merece  análise mais detida, justamente para se apurar a verdade material dessas ocorrências, as quais  não  podem  ser  afastadas  seja  por  critérios  subjetivos  ou  mesmo  porque,  tendo  em  vista  o  volume de documentos anexados, não ter consigo o julgador fazer o cotejamento.  Por  essa  razão,  voto  no  sentido  de CONVERTER O  JULGAMENTO  EM  DILIGÊNCIA  a  fim  de  que  a  autoridade  administrativa  autuante  analise  os  documentos  apresentados,  intimando o  contribuinte  para  prestar os  esclarecimentos  necessários,  se  assim  entender,  produzindo  Informação  Fiscal  e,  posteriormente  intime  o  contribuinte  para  se  manifestar no trintídio legal.      Adriano Gonzales Silvério ­ Conselheiro    Fl. 5264DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 09/04 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO

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Numero do processo: 10073.721246/2011-80
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2009 Ementa: DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. DUPLICIDADE. Constatado que a Notificação de Lançamento refere-se ao 2º (segundo) semestre de 2009 que tem o mesmo objeto do processo nº 10073.721242/2011-00, há que se cancelar a autuação, tratada nos presentes autos, diante da duplicidade de exigência da multa por atraso na entrega da DCTF que tinha como prazo final para a entrega o dia 08/04/2010.
Numero da decisão: 1802-002.493
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa - Presidente (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Henrique Heiji Erbano e Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa - Presidente (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Henrique Heiji Erbano e Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1881; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­TE02  Fl. 2          1 1  S1­TE02  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10073.721246/2011­80  Recurso nº  000.001   Voluntário  Acórdão nº  1802­002.493  –  2ª Turma Especial   Sessão de  03 de março de 2015  Matéria  Multa por atraso na entrega da DCTF  Recorrente  IGREJA BATISTA PENTECOSTAL VALE DAS BENÇÃOS            Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS  Ano­calendário: 2009  Ementa:  DCTF.  MULTA  POR  ATRASO  NA  ENTREGA  DA  DECLARAÇÃO.  DUPLICIDADE.  Constatado  que  a  Notificação  de  Lançamento  refere­se  ao  2º  (segundo)  semestre  de  2009  que  tem  o  mesmo  objeto  do  processo  nº  10073.721242/2011­00, há que se cancelar a autuação, tratada nos presentes  autos, diante da duplicidade de exigência da multa por atraso na entrega da  DCTF que tinha como prazo final para a entrega o dia 08/04/2010.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  DAR  provimento  ao  recurso  voluntário,  nos  termos  do  relatório  e  voto  que  integram  o  presente  julgado.  (documento assinado digitalmente)  José de Oliveira Ferraz Corrêa ­ Presidente  (documento assinado digitalmente)  Ester Marques Lins de Sousa ­ Relatora.  Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de  Sousa,  José  de  Oliveira  Ferraz  Corrêa,  Nelso  Kichel  e  Gustavo  Junqueira  Carneiro  Leão,  Henrique Heiji Erbano e Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira.       AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 3. 72 12 46 /2 01 1- 80 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA Processo nº 10073.721246/2011­80  Acórdão n.º 1802­002.493  S1­TE02  Fl. 3          2 Relatório  O presente processo trata de Notificação de Lançamento relativa à multa de  R$ 200,00 por  atraso na entrega da Declaração de Débitos  e Créditos Tributários Federais –  DCTF referente ao 2º semestre de 2009.  Na descrição dos fatos, da mencionada Notificação de Lançamento consta o  seguinte:  Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF)  entregue  fora do prazo  fixado na  legislação enseja a aplicação  da  multa  de  2%  (dois  por  cento)  ao  mês  ou  fração,  incidente  sobre  o  montante  dos  tributos  e  contribuições  informados  na  declaração,  ainda  que  tenham  sido  integralmente  pagos,  respeitado  o  percentual  máximo  de  20%  (vinte  por  cento)  e  o  valor  mínimo  de  R$  200,00  (duzentos  reais)  no  caso  de  inatividade e de R$ 500,00 (quinhentos reais) nos demais casos.   Enquadramento  legal:  art.  7º  da  Lei  nº  10.426,  de  2002,  com  redação dada pelo art. 19 da Lei nº 11.051, de 2004.  Por economia processual e considerar pertinente adoto parte do relatório da  decisão recorrida que sintetiza a Impugnação da Recorrente que a seguir transcrevo:  ...  Na impugnação, a defesa alega:  ­ que a entrega da declaração decorre de intimação fiscal, mas a  obrigação acessória é indevida;  ­ que o contribuinte é imune, desobrigando­se de tal declaração.  Ao final, requer o cancelamento da notificação de lançamento.  A  5ª Turma  da Delegacia  da  Receita  Federal  do  Brasil  de  Julgamento  em  Porto Alegre/RS, julgou improcedente a impugnação, mediante o Acórdão nº 10­46.621, de 26  de setembro de 2013, assim ementado:  ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS  Ano calendário: 2009  DCTF.  MULTA  POR  ATRASO  NA  ENTREGA  DE  DECLARAÇÃO.  Imunidade e isenção não desobrigam a entrega da DCTF.  Cientificada  da  mencionada  decisão  em  08/01/2014,  conforme  o  Aviso  de  Recebimento,  a  pessoa  jurídica  interpôs Recurso Voluntário  ao Conselho Administrativo  de  Recursos Fiscais CARF, em 06/02/2014.   Fl. 106DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA Processo nº 10073.721246/2011­80  Acórdão n.º 1802­002.493  S1­TE02  Fl. 4          3 Diz que, por  ser uma entidade  filantrópica,  destinada  ao  serviço público  na  pregação da palavra de Deus,  na  assistência  aos necessitados  cumpre  a  sua  responsabilidade  social.    Aduz  que,  diante  do  processo  nº  10073.721247/2011­24  a  5ª  Turma  da  DRJ/RJ1 deferiu a improcedência da multa da DCTF conforme cópia em anexo.   Finalmente requer a improcedência da ação fiscal e que seja dado provimento  ao recurso voluntário.  É o relatório.  Voto             Conselheira Ester Marques Lins de Sousa  O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade  previstos no Decreto nº 70.235/72. Dele conheço.  O  litígio cinge­se ao  lançamento  referente à multa por  atraso na entrega da  Declaração de Débitos e Créditos Federais – DCTF relativa ao 2° Semestre de 2009, de que  trata a Notificação de Lançamento, na qual se exige o crédito tributário no valor de R$ 200,00,  com redução de 50%, ou seja, R$ 100,00 para ser pago até 30 dias após a data de entrega da  DCTF e ciência da notificação de lançamento.  A  Recorrente  não  pagou  o  valor  com  a  redução  de  50%,  optando  por  impugnar o lançamento tributário.   Consta da mencionada Notificação de Lançamento que a DCTF em comento,  tinha  como  prazo  final  para  a  entrega  o  dia  08/04/2010  e  somente  fora  entregue  à  Receita  Federal em 13/10/2011, portanto, aplicada a multa mínima por atraso na entrega.  Compulsando­se  os  autos,  constata­se  que  a  mencionada  Notificação  de  Lançamento refere­se à mesma DCTF relativa ao 2° Semestre de 2009, objeto do processo nº  10073.721242/2011­00,  julgado  nessa  mesma  Sessão  de  03/03/2015  e  mantida  a  autuação,  conforme o Acórdão nº 1802­002.493.   Desse modo, há que se cancelar a autuação, tratada nos presentes autos, em  face da duplicidade de exigência da multa por atraso na entrega da DCTF que tinha como prazo  final para a entrega o dia 08/04/2010.  Diante  do  exposto,  voto  no  sentido  de  DAR  provimento  ao  recurso  voluntário.      (documento assinado digitalmente)  Ester Marques Lins de Sousa.              Fl. 107DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA Processo nº 10073.721246/2011­80  Acórdão n.º 1802­002.493  S1­TE02  Fl. 5          4                   Fl. 108DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA

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5843259 #
Numero do processo: 13603.722741/2012-40
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO.CONTRIBUIÇÃO DESCONTADA DO SEGURADO EMPREGADO. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO. A empresa é obrigada a recolher as contribuições descontadas dos segurados empregados, nos termos da legislação previdenciária. SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. REMUNERAÇÃO. SALÁRIO EXTRA E GRATIFICAÇÕES. Todos os pagamentos destinados a retribuir o trabalho, sejam como remuneração direta, sejam como adicional ao salário, são hipóteses de incidência de contribuições previdenciárias. Na impugnação, além dos motivos de direito, o interessado também deve produzir prova a confirmar suas alegações. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Na forma dos comandos dos arts. 17 e 58, dos Decretos ns° 70.235/72 e 7. 574/211, respectivamente, considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI TRIBUTÁRIA Conforme a súmula n 2 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, o referido colegiado não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. LANÇAMENTO. FATO GERADOR.LEI DE REGÊNCIA. O artigo 144 do Código Tributário Nacional-CTN aduz que o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. MULTA DE MORA As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigo 35 da Lei 8.212/91na forma da redação dada pela Lei n° 11.491, 2009. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, cabe aplicar multa menos gravosa. MULTA DE OFÍCIO Para as Contribuições Previdenciárias, a imposição de penalizar o contribuinte infrator mediante aplicação de multa de ofício só veio a ser instituída na forma da Medida Provisória MP n° 449 a partir de sua edição em 03/12/2008. Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-002.428
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por maioria de votos, no mérito, dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer a decadência da competência até 11/2008, determinando o recálculo da multa de mora, conforme previsto no artigo 35 da Lei n° 8.212/91, incluído pela Lei n° 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece a multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. Vencido o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente. IVACIR JÚLIO DE SOUZA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA

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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO.CONTRIBUIÇÃO DESCONTADA DO SEGURADO EMPREGADO. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO. A empresa é obrigada a recolher as contribuições descontadas dos segurados empregados, nos termos da legislação previdenciária. SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. REMUNERAÇÃO. SALÁRIO EXTRA E GRATIFICAÇÕES. Todos os pagamentos destinados a retribuir o trabalho, sejam como remuneração direta, sejam como adicional ao salário, são hipóteses de incidência de contribuições previdenciárias. Na impugnação, além dos motivos de direito, o interessado também deve produzir prova a confirmar suas alegações. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Na forma dos comandos dos arts. 17 e 58, dos Decretos ns° 70.235/72 e 7. 574/211, respectivamente, considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI TRIBUTÁRIA Conforme a súmula n 2 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, o referido colegiado não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. LANÇAMENTO. FATO GERADOR.LEI DE REGÊNCIA. O artigo 144 do Código Tributário Nacional-CTN aduz que o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. MULTA DE MORA As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigo 35 da Lei 8.212/91na forma da redação dada pela Lei n° 11.491, 2009. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, cabe aplicar multa menos gravosa. MULTA DE OFÍCIO Para as Contribuições Previdenciárias, a imposição de penalizar o contribuinte infrator mediante aplicação de multa de ofício só veio a ser instituída na forma da Medida Provisória MP n° 449 a partir de sua edição em 03/12/2008. Recurso Voluntário Provido em Parte.

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por maioria de votos, no mérito, dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer a decadência da competência até 11/2008, determinando o recálculo da multa de mora, conforme previsto no artigo 35 da Lei n° 8.212/91, incluído pela Lei n° 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece a multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. Vencido o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente. IVACIR JÚLIO DE SOUZA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2138; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T3  Fl. 2          1 1  S2­C4T3  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13603.722741/2012­40  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2403­002.428  –  4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária   Sessão de  18 de fevereiro de 2014  Matéria  CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS  Recorrente  INSTITUTO ELIZABETH KALIL LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008  PREVIDENCIÁRIO.CONTRIBUIÇÃO  DESCONTADA DO  SEGURADO  EMPREGADO. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO.  A empresa é obrigada a recolher as contribuições descontadas dos segurados  empregados, nos termos da legislação previdenciária.  SALÁRIO­DE­CONTRIBUIÇÃO.  REMUNERAÇÃO.  SALÁRIO  EXTRA  E GRATIFICAÇÕES.  Todos  os  pagamentos  destinados  a  retribuir  o  trabalho,  sejam  como  remuneração  direta,  sejam  como  adicional  ao  salário,  são  hipóteses  de  incidência de contribuições previdenciárias.  Na  impugnação,  além  dos  motivos  de  direito,  o  interessado  também  deve  produzir prova a confirmar suas alegações.  MATÉRIA NÃO IMPUGNADA  Na forma dos comandos dos arts. 17 e 58, dos Decretos ns° 70.235/72 e 7.  574/211, respectivamente, considerar­se­á não impugnada a matéria que não  tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.  INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI TRIBUTÁRIA  Conforme  a  súmula  n  2  do Conselho Administrativo  de Recursos  Fiscais  ­  CARF,  o  referido  colegiado  não  é  competente  para  se  pronunciar  sobre  a  inconstitucionalidade de lei tributária.  LANÇAMENTO. FATO GERADOR.LEI DE REGÊNCIA.  O  artigo  144  do  Código  Tributário  Nacional­CTN  aduz  que  o  lançamento  reporta­se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege­se pela lei  então vigente.  MULTA DE MORA     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 72 27 41 /2 01 2- 40 Fl. 119DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     2 As contribuições  sociais,  pagas  com  atraso,  ficam sujeitas  à multa de mora  prevista  artigo  35  da  Lei  8.212/91na  forma  da  redação  dada  pela  Lei  n°  11.491, 2009. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e  das  contribuições  instituídas  a  título  de  substituição  e  das  contribuições  devidas  a  terceiros,  assim  entendidas  outras  entidades  e  fundos,  não  pagos  nos  prazos  previstos  em  legislação,  na  forma  da  redação  dada  pela  Lei  no  11.941,  de  2009,  serão  acrescidos  de  multa  de  mora  e  juros  de mora,  nos  termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.  MULTA MAIS BENÉFICA.  Considerando  o  princípio  da  retroatividade  benigna  previsto  no  art.  106,  inciso  II,  alínea  “c”,  do  Código  Tributário  Nacional,  cabe  aplicar  multa  menos gravosa.  MULTA DE OFÍCIO  Para  as  Contribuições  Previdenciárias,  a  imposição  de  penalizar  o  contribuinte  infrator  mediante  aplicação  de  multa  de  ofício  só  veio  a  ser  instituída na forma da Medida Provisória MP n° 449 a partir de  sua edição  em 03/12/2008.  Recurso Voluntário Provido em Parte.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  Por  maioria  de  votos,  no  mérito,  dar  provimento  parcial  ao  recurso,  para  reconhecer  a  decadência  da  competência  até  11/2008,  determinando o recálculo da multa de mora, conforme previsto no artigo 35 da Lei n° 8.212/91,  incluído pela Lei n° 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de  1996, que estabelece a multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, critérios desta data que devem  ser  observados  quando  da  ocasião  do  pagamento.  Vencido  o  Conselheiro  Paulo  Maurício  Pinheiro Monteiro na questão da multa.   CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI ­ Presidente.     IVACIR JÚLIO DE SOUZA  ­ Relator.    Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Carlos  Alberto Mees  Stringari,  Ivacir  Júlio  de  Souza,  Paulo  Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa  e  Maria Anselma Coscrato dos Santos.  Fl. 120DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13603.722741/2012­40  Acórdão n.º 2403­002.428  S2­C4T3  Fl. 3          3 Relatório  Trata­se do Auto de  Infração,  lavrado em 27/09/2012 em nome do  Instituto  Elizabeth  Kalil  Ltda,  para  a  constituição  do  crédito  tributário  relativo  às  contribuições  previdenciárias  descontadas  dos  segurados  empregados  e  dos  sócios,  nas  competências  01/2008 a 04/2008 e 12/2008, e não recolhidas à Seguridade Social,.  A  empresa  pagou  a  seus  empregados  remunerações  a  título  de  salários  e  outras remunerações (salários extras e gratificações), bem como aos sócios a título pró­labore,  promoveu  o  desconto  das  contribuições  previdenciárias  delas  decorrentes,  sem,  contudo,  recolher o produto arrecadado aos cofres da Previdência Social.  Cientificado do lançamento em 28/09/2012 (doc. de fls.01), o sujeito passivo  , através de procurador legalmente constituído (fls.67 e 69), apresentou defesa em 30/10/2012  (fls 41/66), com as alegações abaixo resumidas.  Ilegalidade/inconstitucionalidade  da  cobrança  da  contribuição  ao  INCRA.  Ilegalidade/inconstitucionalidade  do  SESC/SENAC.  Ilegalidade/inconstitucionalidade  do  Salário­Educação.  Ilegalidade/inconstitucionalidade  da  exigência  de  contribuições  previdenciárias sobre verbas não remuneratórias.  Ao final, requereu, que fosse julgada procedente a impugnação e declarada a  insubsistência ou nulidade do presente lançamento.  DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA  Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.80,  a 6 ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em Belo Horizonte – MG  ­ DRJ/BHE,  em  21  de  fevereiro  de  2013,  exarou  o Acórdão  n°  02­42.726,  não  concedendo  provimento.  DO RECURSO VOLUNTÁRIO.  Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.80 onde reiterou  as alegações já então enfrentadas pela instancia “ad quod ”.  É o Relatório.  Fl. 121DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     4 Voto             Conselheiro Ivacir Júlio de Souza ­ Relator       DA TEMPESTIVIDADE  Conforme despacho e fls.106, o Recurso é tempestivo. Aduz que reúne os  pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento.     DAS PRELIMINARES  Não há prejudicial para ser analisada    DO MÉRITO  Conforme Relatório Fiscal, às fls. 26/29, autuada em razão de ter descontado  contribuições  previdenciárias  dos  segurados  empregados  e  dos  sócios  quando  pagou  a  seus  empregados  remunerações  a  título  de  salários  e  outras  remunerações  ,  salários  extras  e  gratificações sem, contudo, recolher o produto arrecadado aos cofres da Previdência Social, no  recurso  em  apreço  a  Recorrente  não  confrontou  efetivamente  os  motivos  que  levaram  a  instância  a  quo  a  manter  o  lançamento.  Ateve­se  a  discorrer  sobre  supostas  inconstitucionalidade das exigências contidas na Lei 8.212/91, que então, em decorrência não  se  poderia  atribuir  caráter  remuneratório  a  verbas  que  possuem  natureza  eminentemente  indenizatória e assistencial.  Na forma dos comandos dos arts. 17 e 58, dos Decretos n 70.235/72 e 7.  574/211  ,  respectivamente,  considerar­se­á  não  impugnada  a  matéria  que  não  tenha  sido  expressamente contestada pelo impugnante, verbis:  “Art.  17.  Considerar­se­á  não  impugnada  a  matéria  que  não  tenha  sido  expressamente  contestada  pelo  impugnante.  (  Redação dada pela Lei n 9.532, de 1957)   Art. 58.  Considera­se  não  impugnada  a matéria  que  não  tenha  sido  expressamente  contestada  pelo  impugnante  Decreto  n  70.235, de 1972, art.17, com a redação dada pela Lei no 9.532,  de 1997, art. 67). “  Diante do encimado, cumpre também observar o que consta pacificado neste  Egrégio Conselho conforme a súmula nº 2 , verbis:  “Súmula  CARF  nº2:  O  CARF  não  é  competente  para  se  pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.”    Fl. 122DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13603.722741/2012­40  Acórdão n.º 2403­002.428  S2­C4T3  Fl. 4          5 Aduz que ainda que conteste  a autuação, de modo  transverso  a empresa  ao  descontar  os  valores  dos  segurados  demonstrou  pleno  conhecimento  da  obrigação  tributária  adimplida em parte posto que não repassou os valores aos cofres públicos.  INCRA.SALÁRIO­EDUCAÇÃO. SESC. SENAC  Muito embora não  fazendo parte do  lançamento e  já  tendo sido enfrentadas  em sede de impugnação, reitera a recorrente as mesmas alegações que fizera sobre as rubricas  INCRA.SALÁRIO­EDUCAÇÃO. SESC. SENAC, as quais deixo de analisar por economia  processual.  DA MULTA  Embora  a  Autoridade  fiscal  tenha  produzido  lançamento  para  as  competências  01/2008  a  04/2008  e  12/2008,  no  Relatório  Fiscal  às  fls.  28  ,  a  Autoridade  autuante  fez  registro de que aplicara multa mais benéfica para as competências JUN E SET  conforme abaixo:  “5) Nas competências JAN a ABR, JUN e SET/2008,  foi  aplicada multa de ofício prevista na lei 8.212/91, art. 35­A  (combinado com o art. 44 da  lei 9.430, de 27/12/96), com  redação  da  MP  n.  449  de  04.12.08,  convertida  na  lei  n.  11.941 de 27/05/09, por ser esta mais benéfica,  conforme  relatório de COMPARAÇÃO DE MULTAS, do que a  com  base art. 32 inc. IV, § 5o da Lei n° 8.212/91 (redação dada  pela lei 9.528 de 10/12/97)”  Cumpre ressaltar outra  irregularidade formal uma vez que às  fls. 02 o Auto  de Infração registra tão­somente multa de oficio, não obstante, e o Relatório de Fundamentos  Legais as fls. 9 registra  ter havido multa de mora na forma do art. 35 da Lei 8.212/91 para a  competência 12/2008.  O  acima  exposto,  faz  verificar  inconsistente  a  aplicação  da  penalidade  na  medida  em  na  forma  dos  itens  602.08  e  701.01  aplicaram­se  para  a  competência  12/2008  determinações Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 35, combinado com o art. 61 da Lei n. 9.430, de  27.12.96, e 35­A , da mesma Lei n. 8.212, de 24.07.91, (combinado com o art. 44, inciso I da Lei n.  9.430,  de  27.12.96),  ambos  com  redação  da MP n.  449  de  04.12.2008,  convertida na Lei  n.  11.941, de 27.05.2009 04.12.2008, verbis:    “602.08 ­ Competências : 12/2008  Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 35, combinado com o art. 61 da  Lei  n.  9.430,  de  27.12.96,  com  redação  da  MP  n.  449,  de  04.12.2008,  convertida  na  Lei  n.  11.941,  de  27.05.2009.  CALCULO  DOS  JUROS:  JUROS  CALCULADOS  SOBRE  O  VALOR  ORIGINARIO,  MEDIANTE  A  APLICACAO  DOS  SEGUINTES  PERCENTUAIS:  A)  TAXA  MEDIA  MENSAL  DE  CAPTACAO DO TESOURO NACIONAL RELATIVA A DIVIDA  MOBILIARIA FEDERAL / TAXA REFERENCIAL DO SISTEMA  ESPECIAL  DE  LIQUIDACAO  E  DE  CUSTODIA  ­  SELIC,  A  PARTIR  DO  PRIMEIRO  DIA  DO  MÊS  SUBSEQUENTE  AO  Fl. 123DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     6 VENCIMENTO  DO  PRAZO  ATE  O  MES  ANTERIOR  AO  DO  PAGAMENTO  B)  1%  (UM  POR  CENTO)  NO  MES  DO  PAGAMENTO.    701  ­  FALTA  DE  PAGAMENTO,  FALTA  DE  DECLARAÇÃO  OU DECLARAÇÃO INEXATA  701.01 ­ Competências : 01/2008 a 04/2008, 12/2008  Lei n. 8.212, de 24.07.91, 35­A (combinado com o art. 44, inciso  I  da  Lei  n.  9.430,  de  27.12.96),  ambos  com  redacao  da MP  n.  449 de 04.12.2008, convertida na Lei n. 11.941, de 27.05.2009.  Art.  35­A.  Nos  casos  de  lançamento  de  ofício  relativos  às  contribuições referidas no art. 35, aplica­se o disposto no art. 44  da  Lei  no  9.430,  de  1996  75%  ­  falta  de  pagamento,  de  declaração  e  nos  de  declaração  inexata  ­  Lei 9430/96,  art.  44,  inciso I:  Art. 44. Nos  casos de  lançamento de ofício,  serão aplicadas as  seguintes multas:  I  ­  de  75%  (setenta  e  cinco  por  cento)  sobre  a  totalidade  ou  diferença  de  imposto  ou  contribuição  nos  casos  de  falta  de  pagamento  ou  recolhimento,  de  falta  de  declaração  e  nos  de  declaração inexata; ” ( grifos do Relator)  Relevante  ressaltar que Recorrente  foi notificada em razão de  inadimplir as  obrigações vinculadas aos fatos geradores ocorridos no período 01/2008 a 12/2008.  Até a emissão da MP 449 de, 2008 consolidada pela Lei n° 11.941/2009, à  infração cometida pela autuada, imputavam­se penalidades de mora previstas nos , I, II, III do  revogado art. da Lei 8.212/91.  Com  a  nova  redação,  no  que  concerne  aos  acréscimos  da multa  de mora  estes  se observarão  nos  termos  do art.  61 da Lei no  9.430, de  27  de dezembro  de 1996,  se  estabeleceu que a multa será de 0,33% ao dia, limitada a 20% conforme determina a redação  dada pela Lei 11.941/2009 :    valores calculados na forma do  revogado artigo e  respectivos  incisos, 35,  I,  II,  II  da  Lei  n°8.212/91  com  a  nova  redação  no  que  concerne  aos  acréscimos  da multa  de  mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa  de 0,33% ao dia, limitada a 20% conforme determina a redação dada pela Lei 11.941/2009 :   “Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições  sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art.  11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição  e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras  entidades  e  fundos,  não  pagos  nos  prazos  previstos  em  legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora,  nos  termos  do  art.  61  da  Lei  no  9.430,  de  27  de  dezembro  de  1996 (Redação dada pela Lei 11.491, 2009)”(grifos do relator)   Lei 9.430/96:  Fl. 124DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13603.722741/2012­40  Acórdão n.º 2403­002.428  S2­C4T3  Fl. 5          7 “  Art. 61. Os  débitos  para  com  a  União,  decorrentes  de  tributos  e  contribuições  administrados  pela  Secretaria  da  Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir  de 1º de  janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos  na  legislação  específica,  serão  acrescidos  de  multa  de  mora,  calculada  à  taxa  de  trinta  e  três  centésimos  por  cento, por dia de atraso.   § 1º  A  multa  de  que  trata  este  artigo  será  calculada  a  partir  do  primeiro  dia  subseqüente  ao  do  vencimento  do  prazo  previsto  para  o  pagamento  do  tributo  ou  da  contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento.   § 2º O percentual de multa a ser aplicado  fica  limitado a  vinte por cento.   § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão  juros de mora calculados à  taxa a que se refere o §3° do  art.  5°,  a  partir  do  primeiro  dia  do  mês  subseqüente  ao  vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e  de um por cento no mês de pagamento.( Vide Lei n° 9.716,  de 1998)”  Não há nos autos registro de que houvera sido efetuado quadro comparativo  das imputações de penalidades revogadas com as atualmente previstas.   MULTA MAIS BENÉFICA   O  artigo  106  do  CTN  determina  a  aplicação  retroativa  da  lei  quando,  tratando­se  de  ato  não  definitivamente  julgado,  lhe  comine  penalidade  menos  severa  que  a  prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Assim, até  a competência 11/2008,  inclusive,  impõe­se, portanto, o cálculo da multa com base no artigo  61 da Lei 9.430/96 de modo que comparando o resultado com o valor da multa aplicada com  base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 prevaleça a multa mais benéfica.    “ Art. 106. A lei aplica­se a ato ou fato pretérito:   I  ­  em  qualquer  caso,  quando  seja  expressamente  interpretativa,  excluída  a  aplicação  de  penalidade  à  infração dos dispositivos interpretados;    II ­ tratando­se de ato não definitivamente julgado:   a) quando deixe de defini­lo como infração;   b)  quando  deixe  de  tratá­lo  como  contrário  a  qualquer  exigência  de  ação  ou  omissão,  desde  que  não  tenha  sido  fraudulento e não  tenha  implicado em  falta de pagamento  de tributo;   c)  quando  lhe  comine  penalidade  menos  severa  que  a  prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.”  Fl. 125DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     8   DA JURISPRUDÊNCIA NO JUDICIÁRIO.  “PROCESSUAL CIVIL –  TRIBUTÁRIO –  ART. 535 DO CPC  –   AUSÊNCIA  DE  VIOLAÇÃO  –   EXECUÇÃO  FISCAL  –   DIVERGÊNCIA  JURISPRUDENCIAL  –   AUSÊNCIA  DE  COTEJO  ANALÍTICO  –   MULTA  DO  ARTIGO  35,  LEI  N.  8.212/91  –   APLICAÇÃO  DE  LEI  MAIS  BENÉFICA  –   PRECEDENTES.  1.  Inexiste  violação  do  art.  535  do  CPC  quando  a  prestação  jurisdicional  é  dada  na medida  da  pretensão  deduzida.  2.  Não  configurada  a  divergência  suscitada,  pois  o  recorrente  não  realizou  o  necessário  cotejo  analítico,  bem  como  não  apresentou,  adequadamente,  o  dissídio  jurisprudencial.  3.  A  multa do artigo 35 da Lei n. 8.212/91 deve ser aplicada com as  alterações  impostas  pela  nova  legislação  mais  benéfica  ao  contribuinte. Princípio  da  retroatividade  da  lei  mais  benéfica.  Precedentes. Agravo regimental parcialmente provido. (AgRg no  REsp  576.696/PR,  Rel.  Ministro  HUMBERTO  MARTINS,  SEGUNDA TURMA, julgado em 13/10/2009, DJe 21/10/2009)”    “TRIBUTÁRIO.  PROCESSUAL  CIVIL.  EMBARGOS  À  EXECUÇÃO  FISCAL.  PRESUNÇÃO  DE  LIQUIDEZ  E  CERTEZA DA CDA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.  DÉBITOS  DA  SEGURIDADE  SOCIAL  CONTRAÍDOS  PELA  SOCIEDADE.  LEI  8.620/93,  ART.  13.  RESPONSABILIDADE  SOLIDÁRIA.  INTERPRETAÇÃO.  MATÉRIA  PACIFICADA  NO ÂMBITO DA 1ª SEÇÃO.  1. A ausência de debate, na instância recorrida, da matéria cuja  violação se alega atrai a incidência da Súmula 282/STF. 2. A 1ª  Seção  do  STJ,  no  julgamento  do  RESP  717.717/SP, Min.  José  Delgado,  sessão  de  28.09.2005,  consagrou  o  entendimento  de  que, mesmo  em  se  tratando  de  débitos  para  com a  Seguridade  Social, a responsabilidade pessoal dos sócios das sociedades por  quotas de  responsabilidade  limitada, prevista no art. 13 da Lei  8.620/93, só existe quando presentes as condições estabelecidas  no art. 135, III do CTN. 3. Aplica­se retroativamente a redução  da  multa  moratória  estabelecida  pelo  artigo  35  da  Lei  nº  8.212/91, na  redação  conferida  pela  Lei  nº  9.528/97,  por  ser  mais  benéfica  ao  contribuinte  (art.  106,  II,  "c",  do  CTN),  aos  débitos objeto de execução fiscal não definitivamente encerrada,  entendendo­se como tal aquela em que não  foram ultimados os  atos  executivos  destinados  à  satisfação  da  prestação.  Precedentes: REsp 491242/RS, 1ª Turma, Min. Denise Arruda,  DJ de 06.06.2005;  EDcl no RESP 332.468/SP, 2ª Turma, Min.  Castro Meira, DJ  de  21.06.2004.  4.  Recurso  especial  a  que  se  nega  provimento.  (REsp  698.960/RS,  Rel.  Ministro  TEORI  ALBINO  ZAVASCKI,  PRIMEIRA  TURMA,  julgado  em  09/05/2006, DJ 18/05/2006, p. 185)”  Fl. 126DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13603.722741/2012­40  Acórdão n.º 2403­002.428  S2­C4T3  Fl. 6          9 Desse modo, pelo exposto, é pertinente o recálculo da multa cuja a definição  do  cálculo  se  observará  quando  a  liquidação  do  crédito  for  postulado  pelo  contribuinte,  de  acordo com o artigo 2° da Portaria Conjunta PGFN/RFB n°14, de 4 de dezembro de 2009:  “Art.  2°  No  momento  do  pagamento  ou  do  parcelamento  do  débito  pelo  contribuinte,  o  valor  das  multas  aplicadas  será  analisado  e  os  lançamentos,  se  necessário,  serão  retificados,  para fins de aplicação da penalidade mais benéfica, nos termos  da alínea "c" do inciso II do art. 106 da Lei n ° 5.172, de 25 de  outubro de 1966 ­ Código Tributário Nacional ­ CTN.”    CONCLUSÃO  Conheço  do  recurso,  para  NO  MÉRITO,  até  a  competência  11/2008,  inclusive, DAR­LHE PROVIMENTO PARCIAL, determinando o recálculo da multa de mora  conforme o previsto no  artigo 35 da Lei n° 8.212/91,  incluído pela Lei  n° 11.941/2009, nos  termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33%  ao dia,  limitada a 20% , critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do  pagamento.   É como voto.    Ivacir Júlio de Souza – Relator                                      Fl. 127DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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Numero do processo: 13857.001111/2008-70
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 27 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - COOPERATIVAS DE TRABALHO - RETENÇÃO - DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RE 595.838/SP - RICARF. O Supremo Tribunal Federal julgou pela inconstitucionalidade da contribuição instituída no art. 22, IV da Lei 8.212/91, sobre serviços prestados por cooperativas de trabalho nos autos do RE 595.828/SP, em decisão plenária, na sistemática da Repercussão Geral. Diante da vinculação deste conselho à decisão veiculada por decisão plenária do STF no RE no. 595.838/SP, conforme arts. 62, I e 62-A do RICARF, devem ser afastados os valores relativos à autuação referente às contribuições das cooperativas de trabalho. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2403-002.869
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado. por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas e Daniele Souto Rodrigues.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1750; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T3  Fl. 2          1 1  S2­C4T3  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13857.001111/2008­70  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2403­002.869  –  4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária   Sessão de  4 de dezembro de 2014  Matéria  CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS  Recorrente  SINDICATO DOS SERVIDORES PUBLICOS E AUTÁRQUICOS   MUNICIPAIS DE SÃO CARLOS   Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004  PREVIDENCIÁRIO  ­  CUSTEIO  ­  COOPERATIVAS  DE  TRABALHO  ­  RETENÇÃO  ­ DECLARAÇÃO DE  INCONSTITUCIONALIDADE PELO  SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RE 595.838/SP ­ RICARF.  O  Supremo  Tribunal  Federal  julgou  pela  inconstitucionalidade  da  contribuição  instituída  no  art.  22,  IV  da  Lei  8.212/91,  sobre  serviços  prestados  por  cooperativas  de  trabalho  nos  autos  do  RE  595.828/SP,  em  decisão plenária, na sistemática da Repercussão Geral.  Diante da vinculação deste conselho à decisão veiculada por decisão plenária  do  STF  no  RE  no.  595.838/SP,  conforme  arts.  62,  I  e  62­A  do  RICARF,  devem ser afastados os valores relativos à autuação referente às contribuições  das cooperativas de trabalho.  Recurso Voluntário Provido  Crédito Tributário Exonerado        Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM os membros do Colegiado. por unanimidade de votos,  em dar  provimento ao recurso.         AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 7. 00 11 11 /2 00 8- 70 Fl. 204DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   2 Carlos Alberto Mees Stringari   Presidente e Relator    Participaram do  presente  julgamento,  os Conselheiros Carlos Alberto Mees  Stringari  (Presidente),  Paulo  Mauricio  Pinheiro  Monteiro,  Ivacir  Julio  de  Souza,  Marcelo  Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas e Daniele Souto Rodrigues.  Fl. 205DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13857.001111/2008­70  Acórdão n.º 2403­002.869  S2­C4T3  Fl. 3          3   Relatório  Trata­se  de  recurso  voluntário  apresentado  contra Decisão  da Delegacia  da  Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I, Acórdão 12­33.008  da 11ª Turma, que julgou a impugnação improcedente.  O  lançamento  e  a  impugnação  foram  assim  relatadas  no  julgamento  de  primeira instância:    Trata­se  de  Auto  de  Infração,  AI  DEBCAD  37.192.329­8,  lavrado em 13/10/2008,  tendo em vista infração ao disposto na  Lei n° 8.212/91, art. 32,  inciso IV e parágrafo 5°, acrescentado  pela  Lei  n°  9.528/97,  c/c  art.  225  inciso  IV,  parágrafo  4°  do  Regulamento  da Previdência  Social,  aprovado  pelo Decreto  n°  3.048/99,  por  ter  a  empresa  apresentado  as  Guias  de  Recolhimento  do  FGTS  e  Informações  à  Previdência  Social  (GFIP), com dados não correspondentes aos fatos geradores de  todas as contribuições previdenciárias, no período de 01/2004 a  12/2004.  2.  A  infringência  sujeitou  à  empresa  a  multa  capitulada  no  artigo 32, parágrafo 5°, da Lei no 8.212/1991, acrescentado pela  Lei n° 9.528, de 10/12/1997, c/c com o artigo 284, inciso II e art.  373  do  Regulamento  da  Previdência  Social,  aprovado  pelo  Decreto  n°  3.048/1999,  no  valor  total  de R$ 15.058,68  (quinze  mil, cinquenta e oito reais e sessenta e oito centavos).  3. Nos relatórios fiscais de fls. 06 e 07, temos que:  3.1.  A  empresa  deixou  de  informar  em  GFIP  "os  fatos  geradores  correspondentes  aos  serviços  prestados  por  cooperados  por  intermédio  das  cooperativas  de  trabalho  Unimed  Sao  Carlos  ­  Cooperativa  de  Trabalho  Médico  ­  CNPJ  45.359.213/0001­42  e  Uniodonto  de  Sao  Carlos  ­  Cooperativa  de  Trabalho  Odontológico  ­  CNPJ  54.912.241/0001­ 36".  3.2. Os valores pagos encontram­se  relacionados na planilha à  fls. 09/11.  3.3. O cálculo da multa encontra­se detalhado na planilha à fls.  08.  Da Impugnação   4. Inconformada com auto de infração que tomou ciência pessoal  em 15/10/2008  (fls.  01),  a  empresa  contestou  o  lançamento  em  13/11/2008,  através  do  instrumento  de  fls.  127/155,  argumentando em síntese:  Fl. 206DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   4 Da inaplicabilidade do artigo 22:inciso IV, da Lei 8.212/91   4.1. "A UNIODONTO, pessoa jurídica, se constitui como sendo  uma  empresa  de Medicina  de  Grupo...  Não  pode,  em  hipótese  alguma,  ser  considerada  uma  Cooperativa  de  Trabalho,  afastando,  indubitavelmente, a  incidência do disposto no artigo  22, inciso IV, da Lei n° 8212/91".  Da improcedência da autuação   4.2.  Alega  que  o  inciso  IV,  do  artigo  22,  da  Lei  8212/91,  "ao  estabelecer  a  contribuição  previdenciária  incidente  sobre  o  valor  bruto  da  Nota  Fiscal  ou  Fatura  de  Serviços  ofende  o  dispositivo constitucional contido no artigo 195, da Constituição  Federal".  4.3.  O  presente  auto  de  infração  não  se  ateve  ao mencionado  dispositivo  constitucional amparando­se  em uma Lei Ordinária  (Lei 8212/91)  4.4. "A guisa de esclarecimento e dar  transparência ao "modus  opeilandi"  do  SINDSPAM,  da  UNIODONTO  e  do  SERVIDOR  PÚBLICO,  o  Impugnante  explicita  que  apenas  intermedia  o  relacionamento  entre  as  partes,  recebendo  da  Prefeitura  o  numerário  que  já  tiver  sido  descontado  em  holerite  do  funcionário  público  municipal  e,  ato  continuo,  repassando­o  a  Cooperativa de Serviço Médico".  Do pedido   4.5. Requer a improcedência do lançamento contido no presente  auto de infração.  5.  Cumpre  esclarecer  que  este  processo  foi  encaminhado  à  DRJ/RJ I para julgamento, tendo em vista o disposto no art. 1° e  anexo único da Portaria RFB n° 1.036, de 05/05/2010.    Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário onde  alega/questiona, em síntese:    · O  acessório  acompanha  o  principal  desde  que  este  (principal)  tenha  causa de ser, o que inocorre no caso em tela.  · Da inaplicabilidade da norma contida no artigo 22, inciso iv, da lei n°  8.212/91.  · a UNIMED e a UNIODONTO não podem, em hipótese alguma, ser  consideradas Cooperativas de Trabalho  · Mesmo que  fossem consideradas "Cooperativas de Trabalho", o que  se cita apenas "ad argumentandum", ainda, assim, o RECORRENTE  não seria o responsável pelo recolhimento do tributo, haja vista o seu  relacionamento  jurídico  com  ambas  e,  principalmente,  porque  somente  intermedia  o  repasse  do  numerário  à  UNIMED  e  à  Fl. 207DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13857.001111/2008­70  Acórdão n.º 2403­002.869  S2­C4T3  Fl. 4          5 UNIODONTO,  debitado  nos  holerites  dos  SERVIDORES  pela  PREFEITURA DE SÃO CARLOS.  · Há  a  impossibilidade  de  incidência  de  Contribuição  Social  sobre  Serviços  prestados  por  Pessoas  Jurídicas,  sob  pena  de  ocorrer  violação literal do disposto no artigo 195, 1, letra "a" da Carta Magna  · A recorrente agindo, apenas e tão somente, como intermediário entre  os  SERVIDORES  MUNICIPAIS  e  as  Cooperativas  UNIMED  e  UNIODONTO,  jamais  poderá  ser  compelido  a  arcar  com  qualquer  anus  financeiro  por  tal  serviço,  que  visa,  sobretudo,  facilitar  o  relacionamento  entre  as  partes,  sendo  injusta,  inadmissível,  alem  de  não incidente por falta de amparo legal, a imposição de tal obrigação.    É o relatório.  Fl. 208DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   6     Voto             Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator  O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à  análise das questões pertinentes.      TRIBUTAÇÃO  INCIDENTE  SOBRE  SERVIÇOS  PRESTADOS  POR  INTERMÉDIO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO     Conforme Relatório Fiscal, o Auto de Infração foi lavrado por a empresa TR  deixado  de  informar  em  GFIP  as  contribuições  incidentes  sobre  os  serviços  prestados  por  cooperativas de trabalho para a recorrente.    Em  ação  fiscal  desenvolvida  na  empresa,  constatou­se  que  a  mesma  elaborou  e  apresentou  GFIP  ­  Guia  do  Fundo  de  Garantia  e  Informações  à  Previdência  Social  do  seu  estabelecimento,  nas  competências  01/2004  a  12/2004,  com  dados  não  correspondentes  aos  fatos  geradores  de  todas  as  contribuições  previdenciárias,  o  que  constitui  infração  ao  disposto  no  artigo  32,  inciso  IV,  §  5º  ,  da  Lei  8.212,  de  24/07/1991, também acrescentada pela Lei 9.528, de 10/12/1997  combinado com artigo 225,  inciso  IV, § 4° do Regulamento da  Previdência  Social  ­  RPS,  aprovado  pelo Decreto  n°  3.048,  de  06/05/1.999. A empresa deixou de informar em GFIP, os fatos  geradores  correspondentes  aos  serviços  prestados  por  cooperados  por  intermédio  das  cooperativas  de  trabalho  Unimed São Carlos­ Cooperativa de Trabalho Médico ­ CNPJ:  45.359.213/0001­42 e Uniodonto de São Carlos Cooperativa de  Trabalho Odontológico ­ CNPJ: 54.912.241/0001­36.    Para  as  cooperativas  de  trabalho,  as  contribuições  devidas  a  cargo  da  empresa, tem sua disposição no art. 22, IV, Lei nº 8.212/1991:    Art.  22.  A  contribuição  a  cargo  da  empresa,  destinada  à  Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de:  Fl. 209DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13857.001111/2008­70  Acórdão n.º 2403­002.869  S2­C4T3  Fl. 5          7 (...) IV ­ quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou  fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe  são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de  trabalho.(Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999).    Ocorre que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade,  deu provimento a recurso e declarou a inconstitucionalidade do dispositivo da Lei 8.212/1991  (artigo 22, inciso IV) que prevê contribuição previdenciária de 15% incidente sobre o valor de  serviços prestados por meio de cooperativas de trabalho. A decisão foi tomada no julgamento  do  Recurso  Extraordinário  (RE)  595838,  com  repercussão  geral  reconhecida,  no  qual  uma  empresa de consultoria questiona a tributação.  A Lei 9.876/1999, que inseriu a cobrança na Lei 8.212/1991, revogou a Lei  Complementar 84/1996, na qual se previa a contribuição de 15% sobre os valores distribuídos  pelas  cooperativas  aos  seus  cooperados.  No  entendimento  do  Tribunal,  ao  transferir  o  recolhimento  da  cooperativa  para  o  prestador  de  serviço,  a  União  extrapolou  as  regras  constitucionais referentes ao financiamento da seguridade social.    Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do  Relator, deu provimento ao recurso extraordinário e declarou a  inconstitucionalidade do inciso IV do art. 22 da Lei 8.212/1991,  com a redação dada pela Lei nº 9.876/1999. Votou o Presidente,  Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Ministro  Gilmar  Mendes.  Falaram,  pelo  amicus  curiae,  o  Dr.  Roberto  Quiroga Mosquera, e, pela recorrida, a Dra. Cláudia Aparecida  de  Souza  Trindade,  Procuradora  da  Fazenda  Nacional.  Plenário, 23.04.2014.    Cumpre  ressaltar  que  o  art.  62,  caput  do  Regimento  Interno  do  Conselho  Administrativo de Recursos Fiscais ­ CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de  22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou  inobservância de  legislação sob  fundamento  de inconstitucionalidade.   Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF,  ressalva  que  o  disposto  no  caput  não  se  aplica  a  dispositivo  que  tenha  sido  declarado  inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal:    “Art.  62.  Fica  vedado  aos  membros  das  turmas  de  julgamento  do  CARF  afastar  a  aplicação  ou  deixar  de  observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob  fundamento de inconstitucionalidade.  Parágrafo  único.  O  disposto  no  caput  não  se  aplica  aos  casos  de  tratado,  acordo  internacional,  lei  ou  ato  normativo:  Fl. 210DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   8 I ­ que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão  plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal;    Enquanto  que  o  art.  62­A,  do Regimento  Interno  do CARF,  dispõe  que  as  decisões  definitivas  de  mérito,  proferidas  pelo  Supremo  Tribunal  Federal  na  sistemática  prevista pelos artigos 543­B, CPC, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento  dos recursos no âmbito do CARF:    Art.  62­A.  As  decisões  definitivas  de  mérito,  proferidas  pelo  Supremo Tribunal  Federal  e  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça  em  matéria  infraconstitucional,  na  sistemática  prevista  pelos  artigos 543­B e 543­C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973,  Código  de  Processo  Civil,  deverão  ser  reproduzidas  pelos  conselheiros  no  julgamento  dos  recursos  no  âmbito  do  CARF.  (Incluído pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010)    Portanto,  diante  da  vinculação  deste  conselho  à  decisão  supra,  RE  no.  595.838/SP, conforme arts. 62, I e 62­A do RICARF, indevida a  tributação incidente sobre o  valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe  são  prestados  por  cooperados  por  intermédio  de  cooperativas  de  trabalho  e  indevida  a  exigência de prestar essas informações em GFIP.      CONCLUSÃO    Voto por dar provimento ao recurso.      Carlos Alberto Mees Stringari                                 Fl. 211DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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Numero do processo: 11516.722094/2013-19
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 12 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3402-000.716
Decisão: RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da Terceira Seção de julgamento, por unanimidade de votos, o julgamento foi convertido em diligência nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Relator e Presidente Substituto. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D’EÇA, MARIA APARECIDA MARTINS DE PAULA, ALEXANDRE KERN, JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR e FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA. RELATÓRIO Para elucidar os fatos ocorridos nos autos transcrevo o relatório do Acórdão refutado, in verbis: Contra o interessado foram lavrados autos de infração de PIS/Pasep não cumulativo no valor total de R$ 5.513.417,70 de Cofins não cumulativa no valor total de R$ 25.395.135,73 relativo ao ano de 2008(fls. 5.140/5.160), em função das irregularidades que se encontram descritas no Termo de Verificação Fiscal (TVF) de fls. 5.131/5.138; A empresa apresenta impugnação na qual alega, em síntese: a) DA NULIDADE DOS LANÇAMENTOS DE OFÍCIO; b) DO DIREITO À COMPENSAÇÃO DE SALDOS CREDORES ACUMULADOS E DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELA COMPENSAÇÃO; c) DA NÃO CUMULATIVIDADE DO PIS E DA COFINS E O CONCEITO DE INSUMO PARA FINS DE CREDITAMENTO, INTERPRETADO À LUZ DA LEGISLAÇÃO; d) DOS CUSTOS COM UNIFORMES, VESTUÁRIO, EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO, USO PESSOAL, MATERIAIS DE LIMPEZA, DESINFECÇÃO E HIGIENIZAÇÃO; e) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE PRODUTOS PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS: PALLETS; f) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS EMPREGADOS NO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO; g) DAS DESPESAS COM DEMAIS INSUMOS; h) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS SOBRE ENCARGOS DE EDIFICAÇÕES E BENFEITORIAS; i) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM FRETE ENTRE ESTABELECIMENTOS; j) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE BENS COM SUSPENSÃO DAS CONTRIBUIÇÕES; k) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS DE ALUGUÉIS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS; l) DO DIREITO AO CRÉDITO PRESUMIDO DA LEI Nº 10.925/2004 QUANTO AOS INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS/COOPERATIVAS COM ALÍQUOTA ZERO E QUANTO AO PERCENTUAL CONFORME O INSUMO ADQUIRIDO – ATIVIDADES AGROINDUSTRIAIS; m) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS SOBRE BENS ADQUIRIDOS PARA REVENDA; n) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS; o) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS PELA AQUISIÇÃO DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO; p) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DA AQUISIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA; q) DA AQUISIÇÃO DE INSUMOS COM ALÍQUOTA ZERO; r) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS SOBRE INSUMOS IMPORTADOS; s) DA NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA; A 2ª Turma da Delegacia de Julgamento em Juiz de Fora (MG) julgou improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão nº 09-49787, de 19 de fevereiro de 2014, cuja ementa abaixo reproduzo: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2008 DIREITO DE CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DO CONTRIBUINTE É do contribuinte o ônus de demonstrar e comprovar ao Fisco a existência do crédito utilizado por meio de desconto, restituição ou ressarcimento e compensação. DILIGÊNCIA. PERÍCIA. Em estando presentes nos autos do processo os elementos necessários e suficientes ao julgamento da lide estabelecida, prescindíveis são as diligências e perícias requeridas pelo contribuinte, cabendo a autoridade julgadora indeferi-las. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 COFINS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. HIPÓTESES DE CREDITAMENTO. As hipóteses de crédito no âmbito do regime não cumulativo de apuração da Cofins são somente as previstas na legislação de regência, dado que esta é exaustiva ao enumerar os custos e encargos passíveis de creditamento, não estando suas apropriações vinculadas à caracterização de sua essencialidade na atividade da empresa ou à sua escrituração na contabilidade como custo operacional. COFINS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. CONCEITO DE INSUMO. No regime não cumulativo da Cofins, somente são considerados como insumos, para fins de creditamento de valores: os combustíveis e lubrificantes, as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de sua aplicação direta na prestação de serviços ou no processo produtivo de bens destinados à venda; e os serviços prestados por pessoa jurídica, aplicados ou consumidos na prestação de serviços ou na produção ou fabricação de bens destinados à venda. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO PRESUMIDO. ATIVIDADE AGROINDUSTRIAL. No âmbito do regime não cumulativo da Cofins, a natureza do bem produzido pela empresa que desenvolva atividade agroindustrial é considerada para fins de aferir seu direito ao aproveitamento do crédito presumido, já no cálculo do crédito deve ser observada a alíquota conforme a natureza do insumo adquirido. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. SUSPENSÃO DA INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO. REQUISITOS ESTABELECIDOS NA LEGISLAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. É obrigatória a suspensão estabelecida pelo art. 9º da Lei nº 10.925/2004 na operação de venda dos produtos a que este se refere, quando o adquirente seja pessoa jurídica tributada pela com base no lucro real, exerça atividade agroindustrial e utilize o produto adquirido com suspensão como insumo na fabricação de produtos de que tratam os incisos I e II do art. 5º da IN SRF nº 660/2006. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. AQUISIÇÕES TRIBUTADAS. Somente geram créditos da Cofins passíveis de desconto da contribuição devida os valores das aquisições de bens ou serviços sujeitos ao pagamento da contribuição. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. SERVIÇOS DE FRETE ENTRE ESTABELECIMENTOS DA EMPRESA. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste permissivo legal para tomada de créditos da Cofins a partir de dispêndios com serviços de frete de mercadorias ou produtos entre estabelecimentos da empresa. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. DEPRECIAÇÃO ACELERADA. EDIFICAÇÕES E BENFEITORIAS. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste permissivo legal para que a pessoa jurídica opte pela tomada de crédito da Cofins de depreciação calculada de forma acelerada em relação às edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. Partes e peças para reposição e serviços de manutenção aplicados em máquinas e equipamentos, diretamente utilizados no processo produtivo do bem destinado à venda, são considerados insumos, para fins de creditamento na sistemática não cumulativa da Cofins, desde que não repercutam em aumento, superior a um ano, de vida útil do bem. Impugnação Improcedente. O sujeito passivo teve ciência da decisão e apresentou recurso voluntário requerendo a suspensão do julgamento até as decisões finais proferidas nos autos dos processos nº 10925.907013/2011-02 e nº 10925907012/2011-50, uma vez que neles são discutidas as compensações não homologadas que deram origem ao auto de infração objeto deste processo. Alternativamente, requer a nulidade do auto de infração pelas mesmas razões apresentadas impugnação. É o relatório. VOTO
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO

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RELATÓRIO Para elucidar os fatos ocorridos nos autos transcrevo o relatório do Acórdão refutado, in verbis: Contra o interessado foram lavrados autos de infração de PIS/Pasep não cumulativo no valor total de R$ 5.513.417,70 de Cofins não cumulativa no valor total de R$ 25.395.135,73 relativo ao ano de 2008(fls. 5.140/5.160), em função das irregularidades que se encontram descritas no Termo de Verificação Fiscal (TVF) de fls. 5.131/5.138; A empresa apresenta impugnação na qual alega, em síntese: a) DA NULIDADE DOS LANÇAMENTOS DE OFÍCIO; b) DO DIREITO À COMPENSAÇÃO DE SALDOS CREDORES ACUMULADOS E DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELA COMPENSAÇÃO; c) DA NÃO CUMULATIVIDADE DO PIS E DA COFINS E O CONCEITO DE INSUMO PARA FINS DE CREDITAMENTO, INTERPRETADO À LUZ DA LEGISLAÇÃO; d) DOS CUSTOS COM UNIFORMES, VESTUÁRIO, EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO, USO PESSOAL, MATERIAIS DE LIMPEZA, DESINFECÇÃO E HIGIENIZAÇÃO; e) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE PRODUTOS PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS: PALLETS; f) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS EMPREGADOS NO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO; g) DAS DESPESAS COM DEMAIS INSUMOS; h) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS SOBRE ENCARGOS DE EDIFICAÇÕES E BENFEITORIAS; i) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM FRETE ENTRE ESTABELECIMENTOS; j) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE BENS COM SUSPENSÃO DAS CONTRIBUIÇÕES; k) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS DE ALUGUÉIS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS; l) DO DIREITO AO CRÉDITO PRESUMIDO DA LEI Nº 10.925/2004 QUANTO AOS INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS/COOPERATIVAS COM ALÍQUOTA ZERO E QUANTO AO PERCENTUAL CONFORME O INSUMO ADQUIRIDO – ATIVIDADES AGROINDUSTRIAIS; m) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS SOBRE BENS ADQUIRIDOS PARA REVENDA; n) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS; o) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS PELA AQUISIÇÃO DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO; p) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DA AQUISIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA; q) DA AQUISIÇÃO DE INSUMOS COM ALÍQUOTA ZERO; r) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS SOBRE INSUMOS IMPORTADOS; s) DA NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA; A 2ª Turma da Delegacia de Julgamento em Juiz de Fora (MG) julgou improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão nº 09-49787, de 19 de fevereiro de 2014, cuja ementa abaixo reproduzo: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2008 DIREITO DE CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DO CONTRIBUINTE É do contribuinte o ônus de demonstrar e comprovar ao Fisco a existência do crédito utilizado por meio de desconto, restituição ou ressarcimento e compensação. DILIGÊNCIA. PERÍCIA. Em estando presentes nos autos do processo os elementos necessários e suficientes ao julgamento da lide estabelecida, prescindíveis são as diligências e perícias requeridas pelo contribuinte, cabendo a autoridade julgadora indeferi-las. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 COFINS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. HIPÓTESES DE CREDITAMENTO. As hipóteses de crédito no âmbito do regime não cumulativo de apuração da Cofins são somente as previstas na legislação de regência, dado que esta é exaustiva ao enumerar os custos e encargos passíveis de creditamento, não estando suas apropriações vinculadas à caracterização de sua essencialidade na atividade da empresa ou à sua escrituração na contabilidade como custo operacional. COFINS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. CONCEITO DE INSUMO. No regime não cumulativo da Cofins, somente são considerados como insumos, para fins de creditamento de valores: os combustíveis e lubrificantes, as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de sua aplicação direta na prestação de serviços ou no processo produtivo de bens destinados à venda; e os serviços prestados por pessoa jurídica, aplicados ou consumidos na prestação de serviços ou na produção ou fabricação de bens destinados à venda. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO PRESUMIDO. ATIVIDADE AGROINDUSTRIAL. No âmbito do regime não cumulativo da Cofins, a natureza do bem produzido pela empresa que desenvolva atividade agroindustrial é considerada para fins de aferir seu direito ao aproveitamento do crédito presumido, já no cálculo do crédito deve ser observada a alíquota conforme a natureza do insumo adquirido. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. SUSPENSÃO DA INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO. REQUISITOS ESTABELECIDOS NA LEGISLAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. É obrigatória a suspensão estabelecida pelo art. 9º da Lei nº 10.925/2004 na operação de venda dos produtos a que este se refere, quando o adquirente seja pessoa jurídica tributada pela com base no lucro real, exerça atividade agroindustrial e utilize o produto adquirido com suspensão como insumo na fabricação de produtos de que tratam os incisos I e II do art. 5º da IN SRF nº 660/2006. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. AQUISIÇÕES TRIBUTADAS. Somente geram créditos da Cofins passíveis de desconto da contribuição devida os valores das aquisições de bens ou serviços sujeitos ao pagamento da contribuição. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. SERVIÇOS DE FRETE ENTRE ESTABELECIMENTOS DA EMPRESA. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste permissivo legal para tomada de créditos da Cofins a partir de dispêndios com serviços de frete de mercadorias ou produtos entre estabelecimentos da empresa. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. DEPRECIAÇÃO ACELERADA. EDIFICAÇÕES E BENFEITORIAS. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste permissivo legal para que a pessoa jurídica opte pela tomada de crédito da Cofins de depreciação calculada de forma acelerada em relação às edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. Partes e peças para reposição e serviços de manutenção aplicados em máquinas e equipamentos, diretamente utilizados no processo produtivo do bem destinado à venda, são considerados insumos, para fins de creditamento na sistemática não cumulativa da Cofins, desde que não repercutam em aumento, superior a um ano, de vida útil do bem. Impugnação Improcedente. O sujeito passivo teve ciência da decisão e apresentou recurso voluntário requerendo a suspensão do julgamento até as decisões finais proferidas nos autos dos processos nº 10925.907013/2011-02 e nº 10925907012/2011-50, uma vez que neles são discutidas as compensações não homologadas que deram origem ao auto de infração objeto deste processo. Alternativamente, requer a nulidade do auto de infração pelas mesmas razões apresentadas impugnação. É o relatório. VOTO

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.722094/2013­19  Resolução nº  3402­000.716  S3­C4T2  Fl. 101          2 RELATÓRIO  Para  elucidar  os  fatos  ocorridos  nos  autos  transcrevo  o  relatório  do  Acórdão  refutado, in verbis:  Contra o  interessado  foram  lavrados  autos  de  infração de PIS/Pasep  não  cumulativo  no  valor  total  de  R$  5.513.417,70  de  Cofins  não  cumulativa  no  valor  total  de  R$  25.395.135,73  relativo  ao  ano  de  2008(fls.  5.140/5.160),  em  função  das  irregularidades  que  se  encontram  descritas  no  Termo  de  Verificação  Fiscal  (TVF)  de  fls.  5.131/5.138;  A empresa apresenta impugnação na qual alega, em síntese:  a) DA NULIDADE DOS LANÇAMENTOS DE OFÍCIO;  b)  DO  DIREITO  À  COMPENSAÇÃO  DE  SALDOS  CREDORES  ACUMULADOS E DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELA  COMPENSAÇÃO;  c)  DA  NÃO  CUMULATIVIDADE  DO  PIS  E  DA  COFINS  E  O  CONCEITO  DE  INSUMO  PARA  FINS  DE  CREDITAMENTO,  INTERPRETADO À LUZ DA LEGISLAÇÃO;  d)  DOS  CUSTOS  COM  UNIFORMES,  VESTUÁRIO,  EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO, USO PESSOAL, MATERIAIS DE  LIMPEZA, DESINFECÇÃO E HIGIENIZAÇÃO;  e) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE PRODUTOS  PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS: PALLETS;  f)  DO  DIREITO  AO  CRÉDITO  PELA  AQUISIÇÃO  DE  COMBUSTÍVEIS  EMPREGADOS  NO  PROCESSO  DE  INDUSTRIALIZAÇÃO;  g) DAS DESPESAS COM DEMAIS INSUMOS;  h)  DO DIREITO  AOS CRÉDITOS  APURADOS  SOBRE  ENCARGOS  DE EDIFICAÇÕES E BENFEITORIAS;  i) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM  FRETE ENTRE ESTABELECIMENTOS;  j)  DO  DIREITO  AO  CRÉDITO  PELA  AQUISIÇÃO  DE  BENS  COM  SUSPENSÃO DAS CONTRIBUIÇÕES;  k)  DO  DIREITO  AO  CRÉDITO  DECORRENTE  DE  DESPESAS  DE  ALUGUÉIS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS;  l) DO DIREITO AO CRÉDITO PRESUMIDO DA LEI Nº 10.925/2004  QUANTO  AOS  INSUMOS  ADQUIRIDOS  DE  PESSOAS  FÍSICAS/COOPERATIVAS COM ALÍQUOTA ZERO E QUANTO AO  PERCENTUAL  CONFORME  O  INSUMO  ADQUIRIDO  –  ATIVIDADES AGROINDUSTRIAIS;  m)  DO  DIREITO  AOS  CRÉDITOS  APURADOS  SOBRE  BENS  ADQUIRIDOS PARA REVENDA;  Fl. 5424DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.722094/2013­19  Resolução nº  3402­000.716  S3­C4T2  Fl. 102          3 n) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM  MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS;  o) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS PELA AQUISIÇÃO DE  BENS DO ATIVO IMOBILIZADO;  p) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DA AQUISIÇÃO DE  ENERGIA ELÉTRICA;  q) DA AQUISIÇÃO DE INSUMOS COM ALÍQUOTA ZERO;   r)  DO  DIREITO  AOS  CRÉDITOS  APURADOS  SOBRE  INSUMOS  IMPORTADOS;  s) DA NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA;  A  2ª  Turma  da  Delegacia  de  Julgamento  em  Juiz  de  Fora  (MG)  julgou  improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão nº 09­49787, de 19 de fevereiro de 2014,  cuja ementa abaixo reproduzo:  ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA  Ano­calendário: 2008  DIREITO  DE  CRÉDITO.  COMPROVAÇÃO.  ÔNUS  DO  CONTRIBUINTE  É  do  contribuinte  o  ônus  de  demonstrar  e  comprovar  ao  Fisco  a  existência  do  crédito  utilizado  por  meio  de  desconto,  restituição  ou  ressarcimento e compensação.  DILIGÊNCIA. PERÍCIA.  Em estando presentes nos autos do processo os elementos necessários e  suficientes  ao  julgamento  da  lide  estabelecida,  prescindíveis  são  as  diligências  e  perícias  requeridas  pelo  contribuinte,  cabendo  a  autoridade julgadora indeferi­las.  ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA  SEGURIDADE SOCIAL COFINS  Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008  COFINS.  REGIME  DA  NÃO  CUMULATIVIDADE.  HIPÓTESES  DE  CREDITAMENTO.  As  hipóteses  de  crédito  no  âmbito  do  regime  não  cumulativo  de  apuração  da  Cofins  são  somente  as  previstas  na  legislação  de  regência, dado que esta é exaustiva ao enumerar os custos e encargos  passíveis de creditamento, não estando suas apropriações vinculadas à  caracterização de sua essencialidade na atividade da empresa ou à sua  escrituração na contabilidade como custo operacional.  COFINS.  REGIME  DA  NÃO  CUMULATIVIDADE.  CRÉDITO.  CONCEITO DE INSUMO.  No regime não cumulativo da Cofins, somente são considerados como  insumos,  para  fins  de  creditamento  de  valores:  os  combustíveis  e  Fl. 5425DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.722094/2013­19  Resolução nº  3402­000.716  S3­C4T2  Fl. 103          4 lubrificantes,  as  matérias  primas,  os  produtos  intermediários,  o  material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações,  tais  como  o  desgaste,  o  dano  ou  a  perda  de  propriedades  físicas  ou  químicas, em função de sua aplicação direta na prestação de serviços  ou  no  processo  produtivo  de  bens  destinados  à  venda;  e  os  serviços  prestados por pessoa  jurídica, aplicados ou consumidos na prestação  de serviços ou na produção ou fabricação de bens destinados à venda.  COFINS.  NÃO  CUMULATIVIDADE.  CRÉDITO  PRESUMIDO.  ATIVIDADE AGROINDUSTRIAL.  No  âmbito  do  regime  não  cumulativo  da  Cofins,  a  natureza  do  bem  produzido  pela  empresa  que  desenvolva  atividade  agroindustrial  é  considerada  para  fins  de  aferir  seu  direito  ao  aproveitamento  do  crédito  presumido,  já  no  cálculo  do  crédito  deve  ser  observada  a  alíquota conforme a natureza do insumo adquirido.  COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. SUSPENSÃO DA  INCIDÊNCIA  DA  CONTRIBUIÇÃO.  REQUISITOS  ESTABELECIDOS  NA  LEGISLAÇÃO. OBRIGATORIEDADE.  É  obrigatória  a  suspensão  estabelecida  pelo  art.  9º  da  Lei  nº  10.925/2004 na operação de venda dos produtos a que este se refere,  quando o adquirente seja pessoa  jurídica  tributada pela com base no  lucro  real,  exerça  atividade  agroindustrial  e  utilize  o  produto  adquirido  com suspensão como  insumo na  fabricação de produtos de  que tratam os incisos I e II do art. 5º da IN SRF nº 660/2006.  COFINS.  NÃO  CUMULATIVIDADE.  CRÉDITO.  AQUISIÇÕES  TRIBUTADAS.  Somente  geram  créditos  da  Cofins  passíveis  de  desconto  da  contribuição  devida  os  valores  das  aquisições  de  bens  ou  serviços  sujeitos ao pagamento da contribuição.  COFINS.  NÃO  CUMULATIVIDADE.  CRÉDITO.  SERVIÇOS  DE  FRETE  ENTRE  ESTABELECIMENTOS  DA  EMPRESA.  IMPOSSIBILIDADE.  Inexiste permissivo legal para tomada de créditos da Cofins a partir de  dispêndios  com  serviços  de  frete  de  mercadorias  ou  produtos  entre  estabelecimentos da empresa.  COFINS.  NÃO  CUMULATIVIDADE.  CRÉDITO.  DEPRECIAÇÃO  ACELERADA.  EDIFICAÇÕES  E  BENFEITORIAS.  IMPOSSIBILIDADE.  Inexiste permissivo legal para que a pessoa jurídica opte pela tomada  de crédito da Cofins de depreciação calculada de forma acelerada em  relação  às  edificações  e  benfeitorias  em  imóveis  próprios  ou  de  terceiros, utilizados nas atividades da empresa.  COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. MANUTENÇÃO DE  MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS.  Partes e peças para reposição e serviços de manutenção aplicados em  máquinas  e  equipamentos,  diretamente  utilizados  no  processo  Fl. 5426DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.722094/2013­19  Resolução nº  3402­000.716  S3­C4T2  Fl. 104          5 produtivo do bem destinado à venda, são considerados  insumos, para  fins  de  creditamento  na  sistemática  não  cumulativa  da Cofins,  desde  que  não  repercutam em aumento,  superior a  um ano,  de  vida  útil  do  bem.  Impugnação Improcedente.  O  sujeito  passivo  teve  ciência  da  decisão  e  apresentou  recurso  voluntário  requerendo a suspensão do julgamento até as decisões finais proferidas nos autos dos processos  nº  10925.907013/2011­02  e  nº  10925907012/2011­50,  uma  vez  que  neles  são  discutidas  as  compensações não homologadas que deram origem ao auto de infração objeto deste processo.  Alternativamente,  requer  a  nulidade  do  auto  de  infração  pelas  mesmas  razões  apresentadas  impugnação.  É o relatório.      VOTO Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator.  O  recurso  foi  apresentado  com  observância  do  prazo  previsto,  bem  como  dos  demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dela tomo conhecimento e passo a apreciar.  O  auto  de  infração  objeto  desta  lide  deriva  da  não  homologação  de  compensações declaradas pelo sujeito passivo em virtude da falta de direito a crédito. Acontece  que  a  análise dos  pedidos  de  ressarcimento  que  lastreiam  as  compensações  pretendidas  pelo  recorrente está em discussão nos processos nº 10925.907013/2011­02 e nº 10925907012/2011­ 50.  Já me  posicionei  em  outras  ocasiões  no  sentido  de  que  processo  que  trate  de  auto  de  infração,  tendo  como  motivo  determinante  o  indeferimento  de  ressarcimento  e  a  consequente não homologação de compensação,  cujo crédito  financeiro a  ser utilizado esteja  sendo  discutido  em  outro  processo  administrativo,  deve  esperar  a  decisão  do  processo  conhecido  como  “mãe”,  aquele  que  contém  o  crédito  pleiteado,  para  então  ter  seu  desfecho  final.  Conforme  já  relatado,  os  créditos  financeiros  que  o  sujeito  passivo  pretende  utilizar  para  quitar  os  débitos  tributários  constituídos  nestes  autos  estão  em  debate  nos  processos nº 10925.907013/2011­02 e nº 10925907012/2011­50.  Em  face  dessa  dependência,  voto  por  converter  o  julgamento  em  diligência,  determinando que sejam acostadas as cópias das decisões definitivas proferidas nos autos dos  processo nº 10925.907013/2011­02 e nº 10925907012/2011­50.  Depois de tomadas as providências requeridas, que sejam devolvidos os autos ao  CARF para prosseguimento do rito processual.   Fl. 5427DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.722094/2013­19  Resolução nº  3402­000.716  S3­C4T2  Fl. 105          6 Sala das Sessões, 27/01/2015  GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO    Fl. 5428DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO

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