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Numero do processo: 11020.908152/2008-04
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003
ESCRITA FISCAL. SALDO DEVEDOR. PAGAMENTO. DEDUÇÃO INDEVIDA.
O pagamento tempestivo de saldo devedor apurado na escrita fiscal, posteriormente deduzido de forma incorreta para apuração de saldo credor, é passível de ressarcimento/compensação.
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). HOMOLOGAÇÃO
O reconhecimento de crédito financeiro suplementar, referente ao crédito declarado na Dcomp, implica em homologação da compensação do saldo do débito tributário declarado, remanescente da homologação parcial realizada pela autoridade administrativa competente.
Recurso Provido
Numero da decisão: 3301-001.813
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente
(assinado digitalmente)
José Adão Vitorino de Morais - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Real e Fábia Regina Freitas.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
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camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003 ESCRITA FISCAL. SALDO DEVEDOR. PAGAMENTO. DEDUÇÃO INDEVIDA. O pagamento tempestivo de saldo devedor apurado na escrita fiscal, posteriormente deduzido de forma incorreta para apuração de saldo credor, é passível de ressarcimento/compensação. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). HOMOLOGAÇÃO O reconhecimento de crédito financeiro suplementar, referente ao crédito declarado na Dcomp, implica em homologação da compensação do saldo do débito tributário declarado, remanescente da homologação parcial realizada pela autoridade administrativa competente. Recurso Provido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Real e Fábia Regina Freitas.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003 ESCRITA FISCAL. SALDO DEVEDOR. PAGAMENTO. DEDUÇÃO INDEVIDA. O pagamento tempestivo de saldo devedor apurado na escrita fiscal, posteriormente deduzido de forma incorreta para apuração de saldo credor, é passível de ressarcimento/compensação. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). HOMOLOGAÇÃO O reconhecimento de crédito financeiro suplementar, referente ao crédito declarado na Dcomp, implica em homologação da compensação do saldo do débito tributário declarado, remanescente da homologação parcial realizada pela autoridade administrativa competente. Recurso Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 90 81 52 /2 00 8- 04 Fl. 56DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08 /05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Real e Fábia Regina Freitas. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ Porto Alegre que julgou improcedente manifestação de inconformidade apresentada contra o despacho decisório que homologou, em parte, a compensação dos débitos tributários declarados na Declaração de Compensação (Dcomp) às fls. 02/04, transmitida em 26/04/2004, com ressarcimentos de saldo credor dos créditos presumidos do IPI, apurado para o 4º trimestre do ano calendário de 2003. A DRF em Caxias do Sul, RS, homologou, em parte, a compensação declarada sob o fundamento de que o crédito declarado foi inferior ao valor a que recorrente fazia jus, pelo fato de ela ter utilizado, na escrita fiscal, parte do saldo credor passível de ressarcimento e/ ou em compensação em períodos subseqüentes ao trimestre em referência, até a data da apresentação da Dcomp em discussão, conforme Despacho Decisório às fls. 05. Inconformada com a aquela decisão, a recorrente interpôs manifestação de inconformidade (fls. 11/14), insistindo na homologação integral da compensação dos débitos declarados, alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “... o valor pleiteado referese a crédito presumido escriturado no 4º trimestre de 2003. A diferença de R$ 3.845,58 entre o valor solicitado e o reconhecido no Despacho Decisório corresponderia ao somatório dos saldos devedores apurados na escrita fiscal nos períodos subseqüentes ao período em que foram escriturados os créditos, ou seja, desde a 1ª quinzena de janeiro até a 2ª semana de março de 2004, os quais teriam sido declarados em DCTF e pagos, sem a utilização do crédito que está sendo solicitado neste processo.” Analisada a manifestação de inconformidade, aquela DRJ julgoua improcedente, conforme Acórdão nº 1036.684, datado de 19/01/2012, às fls. 36/41, sob a seguinte ementa: “RESSARCIMENTO DO SALDO CREDOR DO IPI – PER/DCOMP Devem ser observadas as instruções de preenchimento integrantes do programa gerador de PER/DCOMPs, no sentido de que as informações prestadas nesse documento devem espelhar a escrituração feita pelo contribuinte no Livro Registro de Apuração do IPI – modelo 8, bem assim deve ser rigorosamente cumprida a disposição normativa, segundo a qual somente são passíveis de ressarcimento os créditos presumidos escriturados no trimestrecalendário em referência.” Cientificada dessa decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 45/52), requerendo a sua reforma a fim de que se homologue, na íntegra, a compensação dos débitos tributários declarados, alegando, em síntese, as mesmas razões expendidas na manifestação de inconformidade, ou seja, a diferença no crédito declarado corresponde ao somatório dos saldos devedores apurados nas contas gráficas referentes as 2ª quinzena de janeiro (R$1.464,88), 2ª de fevereiro (R$1.467,22), e 1ª de março (R$913,48), todas de 2004, totalizando R$3.845,58, que foram devidamente pagos nas respectivas datas de vencimento, Fl. 57DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08 /05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11020.908152/200804 Acórdão n.º 3301001.813 S3C3T1 Fl. 57 3 conforme provam os darfs acostados ao anexo II da manifestação de inconformidade; assim, não poderiam ter sido abatidos da conta gráfica para apuração do crédito presumido do IPI a que tem direito. É o relatório. Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim, dele conheço. Nesta fase recursal se discute a certeza e liquidez do crédito suplementar, no valor de R$3.845,58, que não foi reconhecido pela autoridade administrativa competente. A recorrente declarou na Dcomp, às fls. 02/04, crédito financeiro no valor de R$39.781,41. Contudo, a DRF reconheceu a certeza e liquidez do valor de R$35.935,83, apurado para o 4º trimestre de 2003, informado na Dcomp. No recurso voluntário, a recorrente reconheceu que o valor do crédito apurado para aquele trimestre é o valor reconhecido no despacho decisório e que a diferença de R$3.845,58 se refere aos saldos devedores apurados nas contas gráficas da 2ª quinzena de janeiro (R$1.464,88), 2ª de fevereiro (R$1.467,22), e 1ª de março (R$913,48), que foram liquidados tempestivamente via pagamentos e/ ou Dcomps, conforme provam os documentos acostados no anexo II da manifestação de inconformidade. A IN SRF nº 210, de 30/09/2002, vigente na data de transmissão da Dcomp em discussão assim dispunha sobre a compensação de crédito financeiro contra a Fazenda Nacional, com débito vencido, ambos do mesmo contribuinte: “Art. 21. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela SRF, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a quaisquer tributos ou contribuições sob administração da SRF. § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada pelo sujeito passivo mediante o encaminhamento à SRF da ‘Declaração de Compensação’. § 2º A compensação declarada à SRF extingue o crédito tributário, sob condição resolutória da ulterior homologação do procedimento. [...].” No presente caso, a DRF reconheceu crédito financeiro a favor da recorrente, no valor de R$35.935,83, correspondente ao saldo credor do IPI (crédito presumido) apurado para o 4º trimestre de 2003 e homologou, em parte, compensações de débitos declarados em outras Dcomps, remanescendo saldo de débito não compensado, no valor de R$3.845,58, que foi então exigido da recorrente, conforme prova o darf às fls. 42. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08 /05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 A recorrente carreou aos autos as cópias dos darfs comprovando os pagamentos dos saldos devedores apurados para a 2ª quinzenas de janeiro, às fls. 30; para a 2ª fevereiro, às fls. 31; e, para 1ª de março, às fls. 32. Ora, levandose em conta que tais valores foram pagos e ao mesmo tempo deduzidos nas contas gráficas para apuração do saldo do crédito do IPI, os recolhimentos configuram pagamentos indevidos passíveis de repetição/compensação. Assim, comprovados os pagamentos indevidos, embora o valor total do crédito financeiro, informado na Dcomp, não corresponda somente ao saldo credor do IPI apurado para o 4º trimestre de 2003 e sim àquele saldo e aos saldos das referidas quinzenas que foram pagos e posteriormente deduzidos da escrita fiscal indevidamente, entendo que, nos termos do dispositivo legal citado e transcrito anteriormente, aqueles valores são também passíveis de compensação. O erro cometido pela recorrente no preenchimento da Dcomp não impede o reconhecimento do crédito financeiro complementar, no valor de R$3.845,58, correspondente aos saldos devedores apurados para as referidas quinzenas e pagos tempestivamente e posteriormente deduzidos de forma incorreta da escrita fiscal. A homologação da compensação de débito fiscal vencido com crédito financeiro contra a Fazenda Nacional está prevista na Lei nº 9.430, de 27/12/1996, art. 74, assim dispõe: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão”.(Redação dada pela MP nº 66, de 29/08/2002, convertida na Lei nº 10.637, de 30/12/2002). “§ 1º. A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados”.(Redação dada pela MP nº 66, de 29/08/2002, convertida na Lei nº 10.637, de 30/12/2002). § 2º. A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. (Redação dada pela MP nº 66, de 29/08/2002, convertida na Lei nº 10.637, de 30/12/2002). (...).” Conforme se verifica deste dispositivo legal, a compensação, mediante a entrega e/ ou a transmissão de Dcomp, assim como a sua homologação, depende da certeza e liquidez dos créditos financeiros declarados. No presente caso, a recorrente faz jus ao ressarcimento/compensação do crédito complementar, no valor de R$3.845,58 referente aos pagamentos indevidos dos saldos do IPI (crédito presumido), apurados para a 2ª quinzenas de janeiro, 2ª de fevereiro e 1ª de março de 2004. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08 /05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11020.908152/200804 Acórdão n.º 3301001.813 S3C3T1 Fl. 58 5 Em face do exposto, dou provimento ao recurso voluntário para reconhecer o direito de a recorrente repetir/compensar o crédito financeiro complementar, no valor de R$3.845,58 (três mil oitocentos quarenta e cinco reais e cinqüenta e oito centavos), cabendo a autoridade administrativa competente homologar a compensação do saldo do débito, neste mesmo valor. (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 60DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08 /05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 13896.906439/2009-07
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000
PIS. RECEITA DE SERVIÇOS PRESTADOS PARA O EXTERIOR. IMUNIDADE. PAGAMENTO INDEVIDO.
As receitas auferias com a prestação de serviços para o exterior estão imunes da incidência da Contribuição para o PIS/Pasep, logo, se comprovado nos autos que o valor pagamento do débito da referida Contribuição foi proveniente dessa modalidade de receita, resta demonstrada a existência do pagamento indevido.
COMPENSAÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). EXISTÊNCIA DO CRÉDITO PROVADA. HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE.
Homologa-se a compensação declarada uma vez comprovado que, na data da entrega da DComp, o crédito utilizado apresentava os atributos da certeza e liquidez.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3802-001.607
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausente o Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000 PIS. RECEITA DE SERVIÇOS PRESTADOS PARA O EXTERIOR. IMUNIDADE. PAGAMENTO INDEVIDO. As receitas auferias com a prestação de serviços para o exterior estão imunes da incidência da Contribuição para o PIS/Pasep, logo, se comprovado nos autos que o valor pagamento do débito da referida Contribuição foi proveniente dessa modalidade de receita, resta demonstrada a existência do pagamento indevido. COMPENSAÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). EXISTÊNCIA DO CRÉDITO PROVADA. HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Homologa-se a compensação declarada uma vez comprovado que, na data da entrega da DComp, o crédito utilizado apresentava os atributos da certeza e liquidez. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda - Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausente o Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000 PIS. RECEITA DE SERVIÇOS PRESTADOS PARA O EXTERIOR. IMUNIDADE. PAGAMENTO INDEVIDO. As receitas auferias com a prestação de serviços para o exterior estão imunes da incidência da Contribuição para o PIS/Pasep, logo, se comprovado nos autos que o valor pagamento do débito da referida Contribuição foi proveniente dessa modalidade de receita, resta demonstrada a existência do pagamento indevido. COMPENSAÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). EXISTÊNCIA DO CRÉDITO PROVADA. HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Homologase a compensação declarada uma vez comprovado que, na data da entrega da DComp, o crédito utilizado apresentava os atributos da certeza e liquidez. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 90 64 39 /2 00 9- 07 Fl. 69DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausente o Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi. Relatório Tratase de Declaração de Compensação (DComp), transmitida em 3/9/2004 (retificada), em que informada a compensação do crédito do pagamento indevido da Contribuição para o PIS/Pasep do mês de junho de 2000, com débito do mesmo valor da referida Contribuição do mês de junho de 2003. Por intermédio do Despacho Decisório (eletrônico) de fl. 7, a compensação não foi homologada, em razão da inexistência do crédito informado, sob o argumento de que o pagamento indevido declarado, embora localizado nos sistemas dados de controle pagamento, fora integralmente utilizado na quitação de débito da contribuinte. Em sede de manifestação de inconformidade, a contribuinte alegou que a origem do crédito pleiteado era proveniente das receitas de vendas de serviços para exterior, contempladas com a isenção da Contribuição para o PIS/Pasep, conforme explicitado nas notas fiscais de serviços carreadas aos autos. Sobreveio o acórdão da 8ª Turma de Julgamento da DRJ Campinas/SP, que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade, com base no argumento de que a manifestante não havia apresentado prova documental adequada e suficiente para corroborar os argumentos suscitados na sua defesa. Em 20/6/2012, a Recorrente foi cientificada da decisão primeira instância. Em 11/7/2012, protocolou o Recurso Voluntário de fls. 52/55, em que reafirmou o argumento de defesa aduzido na manifestação de inconformidade. Em aditamento, apresentou as cópias autenticadas do Livro de Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados, registrado na Prefeitura de Burueri/SP, e dos extratos dos contratos de câmbio extraídos do Sisbacen. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. O cerne do litígio limitase à questão atinente a comprovação da certeza e liquidez do crédito utilizado. Segundo o voto condutor do acórdão recorrido, as notas fiscais apresentadas eram insuficientes para comprovar a origem do crédito informado, pois, não evidenciavam que os valores nelas explicitados estariam computados no faturamento, a base de cálculo do tributo. As cópias das notas fiscais, da folha do Livro de Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados e dos extratos dos contratos de câmbio extraídos do Sisbacen, colacionadas Fl. 70DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 13896.906439/200907 Acórdão n.º 3802001.607 S3TE02 Fl. 101 3 aos autos, a meu ver, de forma congruente, comprovam que o total das receitas da prestação de serviços para o exterior, auferidas pela Recorrente no mês de junho de 2000, representa o valor de R$ 40.429,58, que, submetido a alíquota 0,65%, resulta no valor de R$ 262,79, inferior ao do crédito informado no procedimento compensatório em apreço. Como as receitas decorrentes de exportação de serviços estão imunes da incidência da Contribuição para o PIS/Pasep, nos termos do art. 149, § 2º, I, da Constituição Federal, resta demonstrado que o pagamento da citada Contribuição do mês junho de 2000 foi indevido, portanto, existente o direito creditório utilizado na compensação do debito da mesma Contribuição do mês de junho de 2003. Por todo o exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso, para homologar a compensação declarada na DComp colacionada aos autos. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 71DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA
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Numero do processo: 10315.720428/2009-29
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed May 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007
ALÍQUOTA ZERO E OUTRAS HIPÓTESES DESONERATIVAS. MANUTENÇÃO DE CRÉDITO. LEI Nº 11.033, DE 2004.
A manutenção de créditos prevista na Lei no 11.033, de 2004, refere-se às hipóteses desonerativas criadas pela própria Lei e não alteram o regime de tributação monofásico previsto em legislação anterior.
REGIME NÃO CUMULATIVO. INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. VENDAS EFETUADAS COM ALÍQUOTA ZERO. MANUTENÇÃO DO CRÉDITO. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO.
As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de gasolina, óleo diesel e álcool são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-001.375
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao Recurso. Vencidos os Conselheiros Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Jacques Maurício Ferreira Veloso. O Conselheiro Jacques Maurício Ferreira Veloso apresentará declaração de voto.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Luiz Bordignon - Relator.
EDITADO EM: 15/01/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Jose Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sergio Celani, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel e Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo.
Nome do relator: JOSE LUIZ BORDIGNON
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007 ALÍQUOTA ZERO E OUTRAS HIPÓTESES DESONERATIVAS. MANUTENÇÃO DE CRÉDITO. LEI Nº 11.033, DE 2004. A manutenção de créditos prevista na Lei no 11.033, de 2004, refere-se às hipóteses desonerativas criadas pela própria Lei e não alteram o regime de tributação monofásico previsto em legislação anterior. REGIME NÃO CUMULATIVO. INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. VENDAS EFETUADAS COM ALÍQUOTA ZERO. MANUTENÇÃO DO CRÉDITO. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO. As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de gasolina, óleo diesel e álcool são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos. Recurso Voluntário Negado
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MANUTENÇÃO DE CRÉDITO. LEI Nº 11.033, DE 2004. A manutenção de créditos prevista na Lei no 11.033, de 2004, referese às hipóteses desonerativas criadas pela própria Lei e não alteram o regime de tributação monofásico previsto em legislação anterior. REGIME NÃO CUMULATIVO. INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. VENDAS EFETUADAS COM ALÍQUOTA ZERO. MANUTENÇÃO DO CRÉDITO. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO. As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de gasolina, óleo diesel e álcool são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao Recurso. Vencidos os Conselheiros Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Jacques Maurício Ferreira Veloso. O Conselheiro Jacques Maurício Ferreira Veloso apresentará declaração de voto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 5. 72 04 28 /2 00 9- 29 Fl. 76DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO 2 (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Relator. EDITADO EM: 15/01/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Jose Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sergio Celani, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel e Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO Processo nº 10315.720428/200929 Acórdão n.º 3801001.375 S3TE01 Fl. 77 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir: Trata o presente processo de pedido de compensação apresentado pelo contribuinte, supra qualificado, no qual pretende se utilizar de créditos relativos às contribuições PIS/Pasep e Cofins, tendo por base o disposto no art. 17 da Lei n° 11.033/2004. A DRF Juazeiro do Norte/Ce emitiu Despacho Decisório, fls. 10/19, não reconhecendo o direito creditório pleiteado e, conseqüentemente, não homologando a compensação. Dentre os fundamentos do referido despacho decisório, destacamse os seguintes trechos: (...) Destarte, o contribuinte não efetua qualquer recolhimento de PIS e COFINS com relação às receitas provenientes das mercadorias em relação as quais pretendem creditar. Ora, o creditamento, nos casos em que na saída das mercadorias incide alíquota zero, traduzse em isenção, para a qual seria necessária disposição de lei expressa e específica nesse sentido como determina o art. 176 da Lei 5.172 de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional (CTN). Ora, permitir que se credite pela aquisição das mercadorias sujeitas ao regime de alíquotas diferenciadas concentradas (e por isso mesmo tributadas à alíquota zero por ocasião da percepção da receita de venda), equivale a permitir que se recupere todo o montante recolhido pelo fabricante a título das contribuições em tela, desonerando completamente a circulação econômica daquelas mercadorias. Desta forma o regime de alíquotas diferenciadas concentradas transformarseia em uma desoneração total da cadeia de produção e circulação dos produtos e mercadorias por ele abrangidos. (...) Cientificado do despacho em 14/09/2009, fls. 20, o interessado apresentou manifestação de inconformidade em 14/10/2009, fls. 21/31, contrapondose ao despacho decisório, com base nos argumentos a seguir sintetizados. Inicialmente, destaca que até 31 julho do ano de 2004, os produtos sujeitos a tributação monofásica ficaram excluídos do regime nãocumulativo de incidência do PIS e da COFINS, previsto nas Leis n° 10.637/02 e 10.833/03, respectivamente, Fl. 78DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO 4 permanecendo, dessa forma, sob a tributação estabelecida na Lei n° 9.718/98. Posteriormente, com o advento da Lei n° 10.865, de 30 de abril de 2004, cujos efeitos se iniciaram a partir de 10 de agosto de 2004, as vendas dos produtos ora sob enfoque foram inseridas no rol das receitas das atividades sujeitas ao regime da não cumulatividade para cálculo do PIS e da COFINS. Desse modo, em virtude da lógica tributacional da novel sistemática, restou evidenciado que as pessoas jurídicas sujeitas ao regime nãocumulativo tem direito a "constituir créditos" de PIS e da COFINS às alíquotas de 1,65% e 7,6%, respectivamente, sobre determinados custos e despesas vinculados a atividade operacional das pessoas jurídicas vinculadas ao regime da nãocumulatividade, inclusive bens adquiridos para revenda, desde que anteriormente submetidos à incidência das contribuições mencionadas, por ocasião das saídas promovidas pelo fornecedor. Alega que, até então havia expressa vedação a apuração dos créditos sobre os bens para a revenda, nos termos do art. 30,1, b, da Lei 10.833. Todavia, se por um lado, nessa época, negavase a possibilidade de crédito sobre os bens de tributação monofásica que eram adquiridos para revenda, por outro, em virtude da sistemática da nãocumulatividade, era permitido, assim como ainda o é, o desconto de créditos em relação aos demais custos, despesas e encargos relacionados a venda desses produtos, tal como, por exemplo, a energia elétrica, encargos com a locação de prédios e equipamentos. Nesse particular, afirma que a Refeita Federal do Brasil já se pronunciou sobre o tema, consoante a solução de consulta da DISIT SRRF10aRF (ementa transcrita pela defesa). Com efeito, a partir de agosto de 2004, com a edição da Lei n° 11.033/2004, entende que o direito ao crédito oriundo das aquisições de bens para a revenda foi conferido também ao regime monofásico, onde se concentra a tributação numa fase e se reduz a zero a tributação das saídas das demais fases. Ressalta que o aludido dispositivo da Lei n° 11.033/2004, não fez qualquer menção nem tampouco restringiu a possibilidade de manutenção dos créditos apenas em relação a determinados produtos ou atividades, sendo assim considerada como norma geral para o sistema, possibilitando a utilização dos créditos em quaisquer situações, desde que os mesmos estejam vinculados às vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência do PIS e da COFINS. Destarte, com base no artigo mencionado, firma o entendimento da total possibilidade do creditamento sobre aquisições de veículos novos, autopeças, pneus novos e câmarasdear de borracha. Tanto é assim que, no sentido de regulamentar a utilização de tais créditos, foi editada a Lei 11.116/2005. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO Processo nº 10315.720428/200929 Acórdão n.º 3801001.375 S3TE01 Fl. 78 5 Frente ao exposto, no entender da impugnante, com o advento da Medida Provisória n° 206/2004, posteriormente convertida na Lei n.° 11.033/04, a vedação ao creditamento constante nos artigos 3o , I, b, das Leis n° 10.637/02 e 10.833/03 foi revogada, fato esse que possibilita a apuração de credito por parte dos contribuintes tributados sob a sistemática do monofásico. Reforçando seus argumentos a defesa transcreve o entendimento dos professores Sacha Calmon Navarro Coelho e Helenilson Cunha Pontes. Em seguida, transcreve soluções de consulta da Receita Federal, que entende serem favoráveis a sua tese. Alega, ainda, que em 03.01.2008 foi editada a Medida Provisória n° 413/2008, que proibiu expressamente o aproveitamento, por distribuidores e varejistas de produtos sujeitos à tributação monofásica de créditos relativos às suas aquisições de bens para revenda a partir de 10 de maio de 2008, acrescentando os §§ 14 e 22 aos arts. 30 da lei 10.637/02 e art. 30 da lei 10.833/03. Desse modo, entende que o Governo Federal ao vedar expressamente o creditamento a partir de 01/05/2008, tacitamente, admitiu a sua existência no período anterior compreendido entre 09/08/2004 e 30/04/2008. Por outro lado, antes da vigência dos supramencionados dispositivos da Medida Provisória, o próprio Governo Federal adiou o termo inicial de vigência, que somente passariam a vigorar "a partir do 10° dia do mês subseqüente ao dia da publicação do ato da Secretaria da Receita Federal do Brasil estabelecendo os termos, condições e prazos de que trata o art. 13”. Entretanto, em 23/06/2008, no momento da conversão da referida MP 413/08 em Lei, o Congresso Nacional não convalidou a vedação do crédito oriundo das aquisições sujeitas a tributação monofásica, haja vista que a Lei de conversão da 11.727/2008 nada versa sobre a matéria, suprimindo, dessa forma, os dispositivos da MP 413 vedavam o crédito. Desse modo, tendo em vista que os arts. 14 e 15 da Medida Provisória 413/2008 jamais entraram em vigor, conclui que não há outra conclusão a não ser a de que o direito ao crédito proveniente das aquisições dos produtos sujeitos ao regime monofásico nunca foi extinto do ordenamento jurídico. A Delegacia de Julgamento em Fortaleza proferiu a seguinte decisão, nos termos da ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2007 Fl. 80DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO 6 REGIME NÃOCUMULATIVO. PRODUTOS SUJEITOS A TRIBUTAÇÃO CONCENTRADA. COMERCIANTE VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS. CRÉDITOS. A receita bruta decorrente das vendas de gasolina, óleo diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) e álcool auferida por comerciante varejista está sujeita à incidência da Cofins à alíquota zero, estando expressamente vedada a apuração de créditos da contribuição em relação à aquisição desses produtos. Observada essa vedação, não há impedimento à manutenção de outros créditos vinculados a essas vendas, autorizados pela legislação para a atividade comercial, admitida sua compensação ou ressarcimento nos casos previstos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso de fls. 55 a 66, reproduzindo, na essência, as razões apresentadas por ocasião da impugnação. É o relatório. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO Processo nº 10315.720428/200929 Acórdão n.º 3801001.375 S3TE01 Fl. 79 7 Voto Conselheiro José Luiz Bordignon, Relator O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Tratase de Pedido de Ressarcimento de COFINS NãoCumulativa, fls. 02/04, referente ao 4º Trimestre de 2007, no valor de R$ 279.519,76. Em seu recurso voluntário a recorrente embasa sua defesa, da mesma forma que procedeu quando da apresentação de sua manifestação de inconformidade, nas questões relacionadas com a interpretação e aplicação da legislação à situação em concreto. Assim, a questão central para a solução da controvérsia reside na análise da possibilidade da interessada, uma vez que se ocupa do comércio varejista de combustível, utilizar como crédito os dispêndios realizados com a compra de gasolina e óleo diesel. Desse modo, necessário se faz trazer a lume a legislação de regência. Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Art. 1o A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, com a incidência nãocumulativa, tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 3o Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo as receitas: I isentas ou não alcançadas pela incidência da contribuição ou sujeitas à alíquota 0 (zero); Art. 2o Para determinação do valor da COFINS aplicarseá, sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 1o, a alíquota de 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento). § 1o Excetuase do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) I nos incisos I a III do art. 4o da Lei no 9.718, de 27 de novembro de 1998, e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo GLP derivado de petróleo e de gás natural; (Redação dada pela Lei nº 10.925, de 2004) (Vide Lei nº 10.925, de 2004) (Vide Lei nº 11.196, de 2005) X no art. 23 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de Fl. 82DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO 8 aviação, óleo diesel e suas correntes, querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo GLP derivado de petróleo e de gás natural. (Incluído pela Lei nº 10.925, de 2004) § 1oA. Excetuase do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores, importadores ou distribuidores com a venda de álcool, inclusive para fins carburantes, à qual se aplicam as alíquotas previstas no caput e no § 4º do art. 5º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008). (Produção de efeito) (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010) Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) b) nos §§ 1o e 1oA do art. 2o desta Lei; (Redação dada pela lei nº 11.787, de 2008) Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004. Art. 4o Os arts. 2o, 5oA e 11 da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, passam a vigorar com a seguinte redação: (Vigência) "Art. 2o .............................................................. § 1o ................................................................... I nos incisos I a III do art. 4o da Lei no 9.718, de 27 de novembro de 1998, e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo GLP derivado de petróleo e de gás natural; Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004. Art. 15. As pessoas jurídicas sujeitas à apuração da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, nos termos dos arts. 2o e 3o das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, poderão descontar crédito, para fins de determinação dessas contribuições, em relação às importações sujeitas ao pagamento das contribuições de que trata o art. 1o desta Lei, nas seguintes hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeitos) Art. 16. É vedada a utilização do crédito de que trata o art. 15 desta Lei nas hipóteses referidas nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o e no art. 8o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o e no art. 10 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998. Art. 4o As contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/PASEP e para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS devidas Fl. 83DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO Processo nº 10315.720428/200929 Acórdão n.º 3801001.375 S3TE01 Fl. 80 9 pelos produtores e importadores de derivados de petróleo serão calculadas, respectivamente, com base nas seguintes alíquotas: I – 5,08% (cinco inteiros e oito centésimos por cento) e 23,44% (vinte inteiros e quarenta e quatro centésimos por cento), incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (Vide Lei nº 11.051, de 2004) II – 4,21% (quatro inteiros e vinte e um centésimos por cento) e 19,42% (dezenove inteiros e quarenta e dois centésimos por cento), incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de óleo diesel e suas correntes; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (Vide Lei nº 11.051, de 2004) Como é de conhecimento, o regime de nãocumulatividade das contribuições PIS e COFINS foi instituído pelas Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03, sendo que a Lei nº 10.865/04 introduziu alteração no citado regime (nos artigos 3º, inciso I, alínea "b", das referidas leis), vedando a possibilidade de creditamento nas operações de venda de gasolina e óleo diesel. Posteriormente foi editada a Lei nº 11.033/04, cujo artigo 17 estabeleceu que “as vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações”, originando a contenda aqui presente. Argui a recorrente que essa norma teria revogado tacitamente aquelas restrições constantes dos artigos 3º, inciso I, alínea “b”, das Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03 (inseridas no regime de nãocumulatividade pela Lei nº 10.865/04). Em razão disso, entende ser de direito o crédito sobre as aquisições de combustíveis (gasolina, óleo diesel), sujeitos a tributação concentrada/monofásica. Quanto à controvérsia especificamente estabelecida nesse processo, fazse necessário tecer algumas considerações. Em linhas gerais, ressaltase, a seguir, os regimes de incidência das contribuições para o Pis/Pasep e Cofins. 1. Regime de Incidência Cumulativa. Nesse regime de apuração, a base de cálculo do Pis/Pasep e Cofins é a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza, conforme Lei nº 9.715, de 1998 e LC nº 70/91, cujas alíquotas são 0,65% e 3%, respectivamente. 2. Regime de Incidência NãoCumulativa. O regime da nãocumulatividade das Contribuições para o Pis/Pasep e Cofins, introduzido pela EC (Emenda Constitucional) nº 42, de 2003, foi instituído pela Medida Provisória nº 66/2002 (convertida na Lei nº 10.637/2002) e Medida Provisória nº 135/2003 (convertida na Lei nº 10.833/2003), respectivamente, permitindo, nos exatos termos Fl. 84DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO 10 definidos em lei, o desconto de créditos apurados com base em custos, despesas e encargos da pessoa jurídica. Seu fundamento constitucional está gravado no art. 195, §12 da CF/1988: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: § 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão nãocumulativas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) Nesse regime, as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins são, respectivamente, de 1,65% e de 7,6%. 3. Regime Diferenciado. Caracterizase pela incidência especial sobre algum tipo de receita e não sobre pessoas jurídicas, devendo as mesmas calcular as contribuições sobre as demais receitas, em existindo, na sistemática cumulativa ou nãocumulativa. Tem seu fundamento constitucional no art. 149, §4º, abaixo colacionado: Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. § 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) O regime diferenciado de apuração das contribuições para o Pis/Pasep e Cofins pode ser assim especificado, resumidamente em: (i) base de cálculo e alíquota diferenciada; (ii) base de cálculo diferenciada; (iii) alíquota reduzida; (iv) substituição tributária e (v) monofásico ou concentrado. Fazse referência, a seguir, por se tratar do caso em análise, do sistema de apuração das contribuições intitulado de regime monofásico ou de alíquota concentrada. De acordo com esse regime, o importador ou produtor/fabricante tem suas alíquotas majoradas, incidindo uma única vez na cadeia de distribuição dos produtos, ficando os demais elos da referida cadeia desonerados das referidas contribuições. Quanto ao regime de apuração das contribuições para o Pis/Pasep e Cofins na sistemática nãocumulativa do PIS e da Cofins a legislação não previa, de início, a inclusão das receitas sujeitas ao modelo monofásico. Somente a partir da edição da Lei nº 10.865, de 2004, permitiuse para o produtor e importador que o regime nãocumulativo do PIS e da Cofins abrangesse as receitas referente às vendas de produtos tributados com base em alíquotas Fl. 85DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO Processo nº 10315.720428/200929 Acórdão n.º 3801001.375 S3TE01 Fl. 81 11 diferenciadas (modelo concentrado/monofásico) e, com isso, abriuse a possibilidade destes contribuintes descontar créditos em relação a certos custos e despesas previstos nos arts. 3º das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003. Podese dizer, em remate, que o regime de apuração das contribuições para o Pis/Pasep e Cofins na sistemática da nãocumulatividade é geral, enquanto que o regime de tributação diferenciado na sistemática de apuração concentrada/monofásica é específico e apurado paralelamente àquele. Feitas as considerações acima, convém retornar à análise do art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, abaixo colacionado, bem como o entendimento da recorrente no sentido de que essa norma teria revogado tacitamente aquelas restrições constantes dos artigos 3º, inciso I, alínea “b”, das Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03 (inseridas no regime de nãocumulatividade pela Lei nº 10.865/04), verdadeira razão da controvérsia submetida a esse colegiado. Art. 17 As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Relativamente a revogação tácita invocada pela recorrente, de acordo com o artigo 2º , §§ 1° e 2º, do DecretoLei nº 4.657, de 04 de setembro de 1942 Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro – “a lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior” e “a lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior”. Assim, como é incontroverso que não houve revogação expressa, nem tão pouco é possível se admitir que o referido artigo regulou inteiramente a matéria, resta tão somente a possibilidade do novo texto ser incompatível com o anterior. Quanto a esse aspecto, como visto na abordagem dos regimes de incidência das contribuições para o Pis/Pasep e Cofins, a sistemática de apuração nas modalidades não cumulativa e concentrada/monofásica tem fundamentos constitucionais diferentes, o que leva a concluir que são sistemas distintos, que não se misturam mesmo quando apurados paralelamente. Assim, da análise do art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, é manifesto que sua aplicação se limita a apuração das contribuições sob a sistemática da nãocumulativa. Portanto, no caso de receita sujeita a tributação concentrada, caso dos autos, referido comando legal é inaplicável. Desse modo, em razão do comando normativo expresso nos artigos 2º, § 1º, I, e 3º, I, “b”, das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, respectivamente, com a redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004 (arts. 21 e 37), e pela Lei nº 10.925, de 2004 (arts. 4º e 5º), é expressamente vedado descontar créditos calculados em relação as aquisições de combustíveis (gasolina, óleo diesel), adquiridas para revenda, submetidas ao regime de tributação estabelecido no artigo 4º da Lei nº 9.718, de 1998. Por fim, uma vez que as regras da nãocumulatividade das contribuições sociais definidas nas Leis nº 10.637/02 e 10.833/03 tem natureza específica e o art. 17 da Lei nº 11.033/04 é um dispositivo de caráter genérico, cujo comando não previu expressamente a Fl. 86DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO 12 revogação dos artigos 2º, § 1º, I, e 3º, I, “b” das referidas leis, predomina o princípio da especialidade na resolução do aparente conflito das leis no tempo. Significa dizer que as Leis nº 10.637/02 e 10.833/03 não foram atingidas pelo artigo 17 da Lei nº 11.033/04, inexistindo o direito da recorrente ao ressarcimento buscado através do PER/DCOMP de fls. 02/04. Diante do acima exposto, encaminho meu voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário apresentado pela recorrente. É assim que voto. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Fl. 87DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO Processo nº 10315.720428/200929 Acórdão n.º 3801001.375 S3TE01 Fl. 82 13 Declaração de Voto Conselheiro Jacques Maurício Ferreira Veloso. A questão posta é sobre a possibilidade ou não dos contribuintes que operam com produtos sujeitos ao regime monofásico de contribuição do PIS e COFINS. Para entender o pleito, vejo como necessária uma análise da evolução legislativa sobre o tema e busca daí a melhor forma de sua aplicação, vejamos. As contribuições citadas (Pis e Cofins) foram inseridas no regime não cumulativo de apuração após a publicação das leis 10.627/02 e 10.833/03 respectivamente. Pelos referidos normativos, estava criado o regime nãocumulativo de apuração das contribuições, obrigatório para os contribuintes optantes pelo lucro real, porém fora do referido regime operações realizadas com os produtos sujeitos ao regime monofásico de apuração. Ou seja, com a edição das normas citadas, passamos a ter concomitantemente o regime cumulativo de apuração, o regime nãocumulativo e o regime monofásico. Acontece que com a edição da lei 10.865/04 houve uma significativa alteração no sistema posto, pois pela referida legislação os produtos revendidos pela Recorrente passaram a integrar também o regime nãocumulativo, ou seja, o que antes era tratado pelo legislador como dois regimes distintos, passou a ser uma operação mista, onde o contribuinte sujeito ao recolhimento concentrado (monofásico) também teria o direito de creditamento através regime nãocumulativo. Ou seja, a partir de agosto de 2004, quando entrou em vigência a lei 10.865/04, houve uma mudança no regime monofásico que passou a beneficiar os contribuintes que operam com mercadorias sujeitas a sua sistemática. Tal benefício foi corroborado posteriormente pela lei 11.033/04 que em artigo 17 reconhece o referido crédito, cito: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Não bastasse, o artigo 16 da lei 11.116/05 novamente confirma o crédito e disciplina a sua utilização, inclusive possibilitando o seu uso para compensação com outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal, cito: Art. 16. O saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurado na forma do art. 3o das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e do art. 15 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004, acumulado ao Fl. 88DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO 14 final de cada trimestre do anocalendário em virtude do disposto no art. 17 da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004, poderá ser objeto de: I compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à matéria; ou II pedido de ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria. Parágrafo único. Relativamente ao saldo credor acumulado a partir de 9 de agosto de 2004 até o último trimestrecalendário anterior ao de publicação desta Lei, a compensação ou pedido de ressarcimento poderá ser efetuado a partir da promulgação desta Lei. Vale citar que o artigo supracitado não só reconhece a existência do crédito, como a sua data de início, 09/08/2004, ou seja, início da vigência da lei 10.865/04. O referido crédito e seu aproveitamento chegou inclusive a ser regulamentado no âmbito da Receita Federal, através da IN 600/05, que em seu artigo 42 assim dispunha: Art. 42. Os créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurados na forma do art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002, e do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003, que não puderem ser utilizados no desconto de débitos das respectivas contribuições, poderão sêlo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos de que trata esta Instrução Normativa, se decorrentes de: I custos, despesas e encargos vinculados às receitas resultantes das operações de exportação de mercadorias para o exterior, prestação de serviços a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas, e vendas a empresa comercial exportadora, com o fim específico de exportação; II custos, despesas e encargos vinculados às vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou nãoincidência; ou II aquisições de embalagens para revenda pelas pessoas jurídicas comerciais a que se referem os §§ 3º e 4º do art. 51 da Lei nº 10.833, de 2003, desde que os créditos tenham sido apurados a partir de 1º de abril de 2005. III aquisições de embalagens para revenda pelas pessoas jurídicas comerciais a que se referem os §§ 3º e 4º do art. 51 da Lei nº 10.833, de 2003, desde que os créditos tenham sido apurados a partir de 1º de abril de 2005. (Retificada no DOU de 27/01/2009, pág. 11) § 1º A compensação a que se refere este artigo será efetuada pela pessoa jurídica vendedora na forma prevista no § 1º do art. 34. (...) Fl. 89DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO Processo nº 10315.720428/200929 Acórdão n.º 3801001.375 S3TE01 Fl. 83 15 § 5º O saldo credor acumulado, na forma do inciso II do caput e do § 4º, no período de 9 de agosto de 2004 até o final do 1º (primeiro) trimestrecalendário de 2005, somente poderá ser utilizado para compensação a partir de 19 de maio de 2005. § 6º A compensação dos créditos de que tratam os incisos II e III do caput e o § 4º somente poderá ser efetuada após o encerramento do trimestrecalendário. § 7º Os créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins a que se refere o inciso I do caput, remanescentes do desconto de débitos dessas contribuições em um mês de apuração, embora não sejam passíveis de ressarcimento antes de encerrado o trimestre do anocalendário a que se refere o crédito, podem ser utilizados na compensação de que trata o caput do art. 34. Importante ressaltar que a IN 600/05 permaneceu inalterada e reconhecendo o direito ao crédito, como posto, até a edição da IN 900/08, ou seja, durante 3 (três) anos a própria administração reconheceu e admitiu a cumulação das sistemáticas de apuração – monofásico e nãocumulatividade. Finalmente, a meu sentir para por uma pá de cal sobre o assunto, foi publicada a MP 413/08 que em seus artigos 14 e 15 alterava as leis 10.637/02 e 10.833/03 para impedir a utilização do crédito de PIS e COFINS nos produtos sujeitos ao regime monofásico de apuração, a partir da regulamentação pela Secretaria da Receita Federal, no que se refere à vedação instituída, ou seja, reconhecendo a validade dos créditos em períodos anteriores. O referido dispositivo foi derrubado no Congresso Nacional sendo convertida a MP 413 na Lei 11.727/08 sem tais disposições, ou seja, mantendo na íntegra o direito ao creditamento. A tentativa de revogação ao direito de crédito foi novamente levada a efeito pelo Poder Executivo na edição da MP 451/08 e novamente os dispositivos que vedavam a utilização do crédito não foram aprovados no processo de conversão da MP na Lei 11.945/09. Ou seja, no meu entendimento, é fato que o Congresso Nacional, Poder responsável pela edição das leis em nosso país, reiterou por diversas vezes seu entendimento de que há o direito ao crédito no caso em análise. Portanto como aplicadores das normas, entendo que não é possível o afastamento deste direito, senão mediante alteração legislativa, o que, como dito, foi buscado por duas vezes e não foi admitido pelo Poder Legislativo. Portanto, voto pelo provimento do recurso. É como voto. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 16/01/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado d igitalmente em 14/05/2013 por JACQUES MAURICIO FERREIRA VELOSO DE MELO
score : 1.0
Numero do processo: 10410.003869/2009-84
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES RECURSO INTEMPESTIVO NÃO CONHECIDO
O art. 305, § 1º do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999 assim descreve: “Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento daquele Conselho.
Considerando a data da lavratura do Auto de infração de obrigação principal a norma que rege a matéria é o Decreto 70.235/1972, que dispõe em seu artigo 56 acerca do prazo para interposição de recurso: “Art. 56. Cabe recurso voluntário, com efeito suspensivo, de decisão de primeira instância, dentro de
trinta dias contados da ciência.”
Recurso Voluntário não Conhecido.
Numero da decisão: 2401-002.490
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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Considerando a data da lavratura do Auto de infração de obrigação principal a norma que rege a matéria é o Decreto 70.235/1972, que dispõe em seu artigo 56 acerca do prazo para interposição de recurso: “Art. 56. Cabe recurso voluntário, com efeito suspensivo, de decisão de primeira instância, dentro de trinta dias contados da ciência.” Recurso Voluntário não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Fl. 365DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 02/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Lourenço Ferreira do Prado e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 366DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 02/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 10410.003869/200984 Acórdão n.º 2401002.490 S2C4T1 Fl. 2 3 Relatório O presente Auto de Infração de Obrigação Principal, lavrado sob o n. 37.187.5072, em desfavor da recorrente, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa, incluindo as destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, no período de 01/2006 a 12/2006. Conforme descrito no relatório fiscal, fl. 107 a 112, constituem fatos geradores das contribuições previdenciárias lançadas: As remunerações pagas aos segurados contribuintes individuais que prestaram serviços à empresa. Os valores das foram verificados na contabilidade da empresa, conta: 3.1.5.04.001 SERVIÇOS TERCEIROS PF e estão demonstrados na planilha anexa a este Relatório Fiscal: Levantamentos: • Cl Contribuintes Individuais (FPAS 507); • Zl Contribuintes Individuais. As remunerações pagas aos segurados empregados apurados em folhas de pagamentos da empresa e estão demonstrados nas planilhas anexas a este Relatório Fiscal intituladas "FOLHA DE PAGAMENTOS A EMPREGADOS" e "FOLHA DE PAGAMENTOS A EMPREGADOS VALORES DECLARADOS EM GFIP x VALORES NÃO DECLARADOS GFIP". Levantamentos: • FP1 Folha de Pagamentos Não GFIP (FPAS 507); Z7 Folha de Pagamentos Não GFIP. As remunerações pagas aos segurados empregados relativas a rescisões de contrato de trabalho, verificados na contabilidade da empresa, cujos lançamentos contábeis ocorreram nas seguintes contas: 3.1.5.01.001 HORAS NORMAIS, 3.1.5.01.005 FÉRIAS E ABONO PECUNIÁRIO e 3.1.5.01.006 13° SALÁRIO e estão demonstrados na planilha anexa a este Relatório Fiscal intitulada "RESCISÕES DE CONTRATO DE TRABALHO VALORES APURADOS NA CONTABILIDADE". Levantamentos: RES Rescisões Não GFIP (FPAS 507); Z10 Rescisões Não GFIP. As remunerações pagas aos segurados empregados em relação às quais não foi declarada através de GFIP's a contribuição para o financiamento dos benefícios em razão da incapacidade laborativa. Os valores das remunerações foram verificados em folhas de pagamentos da empresa e estão demonstrados na planilha anexa a este Relatório Fiscal intitulada "FOLHA DE PAGAMENTOS A EMPREGADOS". As GFIP's apresentadas pela empresa informaram erradamente nas competências 02/2006 e 03/2006 a alíquota da contribuição para o financiamento dos benefícios em razão da incapacidade laborativa (alíquota GILRAT) como sendo 0% (zero por cento). O valor correto da alíquota GILRAT é 1% (um por cento), haja vista a empresa estar enquadrada no Código Nacional de Atividade Econômica C N A E 75140 (atividades de apoio à administração pública). Levantamento: Z9 FP Alíquota RAT Não GFIP. Procedeu a autoridade fiscal ao comparativo da multa aplicada de acordo com os termos da lei 11.941, procedendo ao comparativo da mesma de forma a aplicar a multa mais benéfica a recorrente, fl. 109 a 110. Fl. 367DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 02/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 4 Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 29/07/2009, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 31/07/2009. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou impugnação, fls. 294 a 301. Foi exarada a Decisão de 1 instância que confirmou a procedência parcial do lançamento, fls. 308 a 313. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Exercício: 2006 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL. Em regra, nos termos do art. 144 do CTN, o lançamento reporta se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. CÓDIGO FPAS. VALORES DEVIDOS NO CASO CONCRETO. IRRELEVÂNCIA. A questão do enquadramento correto no código FPAS não causa prejuízo ao autuado e, ainda que incorreto, não geraria nulidade do mesmo nem necessita ser sanada, haja vista os termos do art. 60 do Decreto 70.235/1972. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 1270 e seguintes , contendo em síntese os mesmo argumentos da impugnação, senão vejamos: 1. O AI está fundado em legislação revogada pela Lei 11.941/2009, estando, portanto, eivado de nulidade insanável, nos termos do art. 10, inciso IV, do Decreto 70.235/1972; 2. Não se enquadra em nenhuma das situações previstas pelo Anexo II da Instrução Normativa IN SRP n° 3/2005, para o código FPAS 507, sendo o enquadramento que mais se aproxima o do código 582; 3. Requer, ao final, a suspensão do crédito tributário e o acolhimento da impugnação, declarando a nulidade do AI. A DRFB encaminhou o processo para julgamento no âmbito do CARF. É o relatório. Fl. 368DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 02/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 10410.003869/200984 Acórdão n.º 2401002.490 S2C4T1 Fl. 3 5 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 360. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: O recurso foi interposto intempestivamente. De acordo com a tela do sistema da receita, fls. 340, o recorrente foi cientificado no dia 03/03/2011. Assim, considerando que o prazo para interposição do recurso era de 30 dias, bem como que na contagem é excluído o dia de início, o prazo venceria em 04/04/2011. A data constante no recurso é 07 de abril de 2011, fls. 348, portanto fora do prazo normativo. Assim, dispõe o art. 305, § 1º do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999: Dos Recursos Art. 305. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento daquele Conselho. § 1º É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contrarazões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente. (Redação alterada pelo Decreto nº 4.729/03) Contudo, considerando a data da lavratura do Auto de infração de obrigação principal a norma que rege a matéria é o Decreto 70.235/1972, que dispõe em seu artigo 56 acerca do prazo para interposição de recurso. Art. 54. O julgamento compete: III Em instância única, ao Coordenador do Sistema de Tributação, quanto às consultas relativas aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal e formuladas: (...) Art. 56. Cabe recurso voluntário, com efeito suspensivo, de decisão de primeira instância, dentro de trinta dias contados da ciência. (grifo nosso) Fl. 369DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 02/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 6 Em sendo intempestivo o recurso, e não tendo sido demonstrado nos autos nenhum fato que impedisse o requerente de interpor recurso na data estabelecida, julgo por não conhecer do mesmo. CONCLUSÃO Voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso, em virtude da intempestividade do mesmo. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 370DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 02/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10280.720865/2008-14
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed May 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003, 2004, 2005
TERMO DE INÍCIO DE FISCALIZAÇÃO. DECORRÊNCIA.
O início do procedimento fiscal, conforme preceitua o art. 7° do Decreto n° 70.235/72, se dá pelo primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto. Nesta condição, não se configura como essencial o Termo de Início de Fiscalização, sendo mero instrumento de controle administrativo. Ademais, o presente processo é decorrente de procedimento de fiscalização iniciado na pessoa física.
DECADÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO.
Apesar da autoridade fiscal conhecer os rendimentos do contribuinte, na condição de pessoa física, inclusive abatendo-se os tributos devidos na pessoa jurídica para aferição do lucro, não há configuração de pagamentos de forma a aplicar a hipótese do art. 150, §4° do Código Tributário Nacional, mas antes, o prazo decadencial de que trata o art. 173, I, do mesmo codice. ARBITRAMENTO DO LUCRO.
O lucro da pessoa jurídica será arbitrado quando o contribuinte, não apresentar os livros e documentos de sua escrituração e quando a escrituração for considerada imprestável para fins de aferição da base tributável.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RECEITAS.
Os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações são caracterizados como omissão de receitas, nos termos do art. 42 da Lei n° 9.430/96.
SIGILO BANCÁRIO.
Não há que se falar em quebra do sigilo bancário do contribuinte, nos termos da Lei Complementar n° 105/2001, eis que após intimado, o contribuinte sem quaisquer óbices arrecadou à fiscalização tais documentos.
CSLL, PIS E COFINS. DECORRÊNCIA.
Do lançamento de ofício do IRPJ, deflui a exigência quanto aos demais tributos.
Numero da decisão: 1802-001.462
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas e no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Marciel Eder Costa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel, Jose de Oliveira Ferraz Correa e Gustavo Junqueira Carneiro Leao.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2003, 2004, 2005 TERMO DE INÍCIO DE FISCALIZAÇÃO. DECORRÊNCIA. O início do procedimento fiscal, conforme preceitua o art. 7° do Decreto n° 70.235/72, se dá pelo primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto. Nesta condição, não se configura como essencial o Termo de Início de Fiscalização, sendo mero instrumento de controle administrativo. Ademais, o presente processo é decorrente de procedimento de fiscalização iniciado na pessoa física. DECADÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO. Apesar da autoridade fiscal conhecer os rendimentos do contribuinte, na condição de pessoa física, inclusive abatendo-se os tributos devidos na pessoa jurídica para aferição do lucro, não há configuração de pagamentos de forma a aplicar a hipótese do art. 150, §4° do Código Tributário Nacional, mas antes, o prazo decadencial de que trata o art. 173, I, do mesmo codice. ARBITRAMENTO DO LUCRO. O lucro da pessoa jurídica será arbitrado quando o contribuinte, não apresentar os livros e documentos de sua escrituração e quando a escrituração for considerada imprestável para fins de aferição da base tributável. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RECEITAS. Os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações são caracterizados como omissão de receitas, nos termos do art. 42 da Lei n° 9.430/96. SIGILO BANCÁRIO. Não há que se falar em quebra do sigilo bancário do contribuinte, nos termos da Lei Complementar n° 105/2001, eis que após intimado, o contribuinte sem quaisquer óbices arrecadou à fiscalização tais documentos. CSLL, PIS E COFINS. DECORRÊNCIA. Do lançamento de ofício do IRPJ, deflui a exigência quanto aos demais tributos.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas e no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Marciel Eder Costa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel, Jose de Oliveira Ferraz Correa e Gustavo Junqueira Carneiro Leao.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2401; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 540 1 539 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10280.720865/200814 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802001.462 – 2ª Turma Especial Sessão de 4 de dezembro de 2012 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente ROSILENE CARMEM CORREA SILVA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003, 2004, 2005 TERMO DE INÍCIO DE FISCALIZAÇÃO. DECORRÊNCIA. O início do procedimento fiscal, conforme preceitua o art. 7° do Decreto n° 70.235/72, se dá pelo “primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto”. Nesta condição, não se configura como essencial o Termo de Início de Fiscalização, sendo mero instrumento de controle administrativo. Ademais, o presente processo é decorrente de procedimento de fiscalização iniciado na pessoa física. DECADÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO. Apesar da autoridade fiscal conhecer os rendimentos do contribuinte, na condição de pessoa física, inclusive abatendose os tributos devidos na pessoa jurídica para aferição do lucro, não há configuração de pagamentos de forma a aplicar a hipótese do art. 150, §4° do Código Tributário Nacional, mas antes, o prazo decadencial de que trata o art. 173, I, do mesmo codice. ARBITRAMENTO DO LUCRO. O lucro da pessoa jurídica será arbitrado quando o contribuinte, não apresentar os livros e documentos de sua escrituração e quando a escrituração for considerada imprestável para fins de aferição da base tributável. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RECEITAS. Os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações são caracterizados como omissão de receitas, nos termos do art. 42 da Lei n° 9.430/96. SIGILO BANCÁRIO. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 72 08 65 /2 00 8- 14 Fl. 540DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Não há que se falar em quebra do sigilo bancário do contribuinte, nos termos da Lei Complementar n° 105/2001, eis que após intimado, o contribuinte sem quaisquer óbices arrecadou à fiscalização tais documentos. CSLL, PIS E COFINS. DECORRÊNCIA. Do lançamento de ofício do IRPJ, deflui a exigência quanto aos demais tributos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas e no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Marciel Eder Costa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel, Jose de Oliveira Ferraz Correa e Gustavo Junqueira Carneiro Leao. Fl. 541DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10280.720865/200814 Acórdão n.º 1802001.462 S1TE02 Fl. 541 3 Relatório Tratam os presentes de Auto de Infração de IRPJ e reflexos, onde reclamase por omissão de receitas a partir de depósitos bancários de origem não comprovada. Por bem descrever os fatos que antecedem a análise do Recurso Voluntário interposto, adoto o relatório na forma que proferido pela 1a Turma da DRJ/BEL, através do Acórdão n° 0123.097, constante às fls. 144/146: Versa o presente processo sobre auto de infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, Programa de Integração Social PIS e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social COFINS, no valor total de R$ 257.826,92, incluídos os acréscimos legais, referente aos anoscalendário de 2003, 2004 e 2005. A autuação fiscal fundamentouse em depósitos bancários não comprovados, embora tendo sido o contribuinte devidamente intimado. Cientificado do lançamento em 26/12/2008 apresenta impugnação em 26/01/2009 onde alega em síntese que: 1. o Auto de Infração é nulo de pleno direito, visto que se originou sem que tivesse havido um Mandado inicial, foi lavrado sem o Termo de Início de Fiscalização do MPF n° 0210100/0098508; 2. o fisco dispõe de prazo de 5 (cinco) anos, contados da ocorrência do fato gerador, para homologálo ou exigir seja complementado o pagamento antecipadamente efetuado; 3. em nenhum momento o auto de infração faz prova de que tal atividade mercantil de fato existiu, além disso não houve comprovação de que os depósitos bancários são relativos a operações comerciais realizadas pela impugnante; 4. o fisco não pode autuar com base em indício, por não ter este força probatória, a autuação efetuada com base muitas vezes em um único elemento colhido pelo fisco não encontra guarida no bom direito; 5. é cediço no Conselho de Contribuintes que o Auto de Infração para prosperar deve ter provas robustas; 6. o Poder Judiciário acata a tese de que não fazendo prova o Autor, o Réu deverá ser absolvido; 7. a auditora fiscal apurou a receita omitida através da soma dos valores depositados nas contas da Impugnante, desconsiderando o fato de que o depósito bancário não constitui renda tributável; Fl. 542DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 8. houve desconsideração do regime de tributação que está submetida a Impugnante, considerando que a autuação se deu com base no Lucro Arbitrado; 9. deve ser considerado improcedente o lançamento pelo fato de que o fisco federal utilizouse da quebra do sigilo bancário da Impugnante; 10. entre depósitos bancários e a omissão de rendimentos não há uma correlação, pois a movimentação bancária não corporifica fato gerador do Imposto de Renda, já que depósito bancário é estoque (patrimônio) e não fluxo (renda) e a renda não passa de mera movimentação financeira; 11. para comprovação do exposto solicita a realização de perícia, alertandose que a sua não aceitação importa em grave cerceamento do direito de defesa. Naquela oportunidade entendeu a nobre turma julgadora em considerar improcedente a impugnação proposta, conforme sintetizado pela seguinte Ementa (fls. 143/144): NULIDADE. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. Sendo o mandado de procedimento fiscal norma de natureza procedimental, servindo de instrumento, na essência, de afirmação da validade da ação fiscal e, portanto, com efeitos preponderantemente "INTRA CORPORIS", não há porque se acatar os argumentos de nulidade. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Nos lançamento (sic) cuja exação se faz por homologação, havendo pagamento antecipado do imposto, ou da contribuição, e ausentes o dolo, fraude ou simulação, realizase a contagem do prazo decadencial pelo disposto no §4° do art. 150 do CTN, de outra forma, aplicase a regra ordinária da decadência estampada no art. 173, inciso I, do CTN. ARBITRAMENTO DO LUCRO. O lucro da pessoa jurídica será arbitrado quando o contribuinte, não apresentar os livros e documentos de sua escrituração. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RECEITAS. Os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações são caracterizados como omissão de receitas. SIGILO BANCÁRIO. É lícito ao fisco, mormente após a edição da Lei Complementar n° 105/2001, examinar informações relativas ao contribuinte, constantes de documentos, livros e registros de instituições financeiras e de entidades a elas equiparadas, inclusive os Fl. 543DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10280.720865/200814 Acórdão n.º 1802001.462 S1TE02 Fl. 542 5 referentes a contas de depósitos e de aplicações financeiras, quando houver procedimento de fiscalização em curso e tais exames forem considerados indispensáveis, independentemente de autorização judicial. A obtenção de informações junto às instituições financeiras, por parte da administração tributária, não implica quebra de sigilo bancário, mas simples transferência deste, porquanto em contrapartida está o sigilo fiscal a que se obrigam os agentes fiscais por dever de ofício. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. São improfícuos os julgados administrativos trazidos pelo sujeito passivo, pois tais decisões não constituem normas complementares do Direito Tributário, já que foram proferidas por órgãos colegiados sem, entretanto, uma lei que lhes atribuísse eficácia normativa. PEDIDO DE DILIGÊNCIA. Devem ser indeferidos os pedidos de diligência, quando forem prescindíveis ao deslinde da questão a ser apreciada, não sendo o caso de solicitação de realização de diligência para produzir provas que caberia ao autuado apresentar. CSLL, PIS E COFINS. DECORRÊNCIA. Quando há harmonia entre as provas e irregularidades que ampararam os lançamentos do IRPJ e das Contribuições Sociais, o que foi decidido em relação àquele é aproveitado nos lançamentos destas. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Intimada do Acórdão em 10/11/2011, protocolizou em 12/12/2011 Recurso Voluntário onde suscita: Preliminares: (I) Inexistência de Termo de Início de Fiscalização e/ou Mandado de Procedimento Fiscal, acarretando ilegalidade no procedimento; (II) Decadência do direito de lançamento do período de 31/03/2003 a 30/11/2003, pela imposição do art. 150 §4° do CTN e; (III) Impossibilidade no enquadramento de pessoa física em pessoa jurídica, pela ausência de prova de atividade mercantil supostamente praticada e pela não comprovação de que os depósitos são relativos a operações comerciais. Mérito: (I) Ilegalidade na presunção de omissão de receitas e seu cômputo com base na receita bruta, sem considerar as despesas e custos; (II) Ilegalidade na determinação do regime de tributação diferente no período base onde consta omissão de receitas; (III) Impossibilidade de quebra do sigilo bancário sem autorização judicial; (IV) Impossibilidade de os valores depositados serem utilizados como base para tributação por omissão de rendimentos e; (V) da falsa identidade entre a movimentação financeira e a aquisição de disponibilidade econômica. Fl. 544DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Ao final pede pela reforma do Acórdão, pela decretação de nulidade do auto de infração, dada a ausência do Mandado inicial do procedimento fiscal, pela decretação da decadência do período de 31/03/2003 a 30/11/2003, e pelo acatamento de seu recurso para o julgamento de improcedência do lançamento de ofício. É o relato do essencial. Fl. 545DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10280.720865/200814 Acórdão n.º 1802001.462 S1TE02 Fl. 543 7 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator. O Recurso Voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A procuração consta às fls. 140. PRELIMINARES Do Mandado de Procedimento Fiscal Aduz a recorrente que a autoridade fiscal não seguiu o rito processual do art. 7° do Decreto n° 70.235/72, a seguir colacionado, pelo que merece a nulidade o auto de infração: Art. 7° O procedimento fiscal tem início com: I – o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto; II – a apreensão de mercadorias, documentos ou livros; III – o começo de despacho aduaneiro de mercadoria importada. §1° O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores e, independentemente de intimação a dos demais envolvidos nas infrações verificadas. §2° Para os efeitos do disposto no §1°, os atos referidos nos incisos I e II valerão pelo prazo de sessenta dias, prorrogável, sucessivamente, por igual período, com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos. O Mandado de Procedimento Fiscal é mero instrumento de controle administrativo, não estando no rol de nulidades previsto pelo art. 59 do mesmo Decreto. Ademais, citado artigo é claro quando prevê como início do procedimento fiscal “o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo”, não denominando obrigatoriamente um documento específico para esse fim. Assim, não há previsão ficta no sentido de haver para cada procedimento fiscal o referido Termo de Início de Fiscalização, sendo mero documento de controle administrativo sem alcunha na Lei como mérito de validade para início do procedimento fiscal. Neste estigma, é de se afastar a nulidade do auto de infração por suposta falta do Termo de Início de Fiscalização, que aliás, nem se coaduna ao caso, eis que tratase de obrigação decorrente de fiscalização na pessoa física, conforme documento de fls. 2. Fl. 546DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 Sobretudo, o procedimento fiscal é decorrente de fiscalização na pessoa física, e, assim sendo, segue o rito iniciado pelo primeiro. Da Decadência A recorrente alega que em relação ao período de 31/03/2003 a 30/11/2003 ocorreu a decadência, porém, não se coaduna tal preposição ao caso concreto. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça está consolidado, no sentido que nos casos em que não ocorreu o pagamento do tributo, rege para fins de contagem do prazo decadencial o disposto no art. 173, I, do Código Tributário Nacional: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs.. 163/210). 3. O dies a quo do prazo quinquenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose Fl. 547DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10280.720865/200814 Acórdão n.º 1802001.462 S1TE02 Fl. 544 9 inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs.. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs.. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs.. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial quinquenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 973733/SC, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/08/2009, DJe 18/09/2009) Esta é uma lógica decorrente da própria atividade da autoridade fiscal: se não há pagamento, não há o que se “homologar”. In casu, verificase que a receita declarada pelo contribuinte pessoa física foi considerado como base tributável pelos extratos bancários fornecidos pela recorrente, devidamente abatidos das receitas consideradas no lançamento de ofício. Neste sentido, constam às fls. 66/84, o respectivo abatimento/dedução do valor declarado da pessoa física, conforme rubrica mensal “Rend. Decl. Jan”, em todos os meses considerados. Atestase que a autoridade fiscal considerou o declarado para a pessoa física por intermédio de sua declaração de imposto de renda do lançamento de ofício, onde não há qualquer pagamento declarado ou registrado como carnêleão. Por tais motivos é que se deve manter a aplicação para contagem do prazo decadencial o disposto no art. 173, I, do Código Tributário Nacional, descabendo o prazo de que trata o art. 150, §4° do mesmo códice. Portanto, tendo ocorrido o lançamento de ofício em 26/12/2008, cabível a exigência para fatos geradores a partir de 01/01/2003. Fl. 548DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 10 Do Enquadramento de Ofício como Pessoa Jurídica Constam nos autos, em especial na documentação juntada como Anexo I, matéria probatória dando conta do desenvolvimento por parte da pessoa física de atividade mercantil. É senão objeto de várias declarações de próprio punho da pessoa física, a Sra. “Rosilene Carmem Corrêa Silva”, que se constata esse fato. Senão vejamos. Às fls. 6 dos autos consta: ... Quanto aos livros não possuo, pois trabalhava (trabalho) na informalidade. Trabalho: comprando e vendendo bebidas e materiais de construção . (cimento) Toda movimentação em minhas contas correntes são decorrentes desse trabalho. [...] Às fls. 7 do Anexo I (fls. 164 dos autos): Origem dos recursos depositados: Aluguel do Palmeiraço (casa de festas). (herança do pai de meu marido) Venda de bebidas (tipo depósito de bebidas) * abastece o Palmeiraço * abastece algumas festas nos finais de semana, como: Raneho, Açaí Biruta, Ponipilio e etc... Venda de materiais de construção, como: cimento, telhas, tijolos, areia, seixo, barro e etc... [...] Apenas para citar dois, dos vários momentos em que constam nos autos ter declarações de próprio punho da Sra. “Rosilene” de que exercia atividade comercial, motivo pelo qual, nos termos do art. 150, II, do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99) – Decreto n° 3.000, de 31 de março de 1999 – equiparase a atividade da pessoa física à pessoa jurídica. A recorrente alega e cita jurisprudência no sentido de que descabe a equiparação de pessoa física a pessoa jurídica por não restar demonstrado o caráter empresarial de suas atividades. Ora, o caráter empresarial tem como objeto do negócio a obtenção de lucro. O grande volume das operações bancárias realizadas denota haver continuidade, organização e lucro por parte da pessoa física, enquadrandose como atividade mercantil e merecendo portanto, a equiparação à pessoa jurídica. Fl. 549DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10280.720865/200814 Acórdão n.º 1802001.462 S1TE02 Fl. 545 11 A partir do momento em que a recorrente, pessoa física, passou a ter depósito para estocagem de mercadorias, veículos próprios para fretagem e um local próprio para realização de eventos, é certo que o fez almejando obter um resultado, qual seja, o lucro. É de se ressaltar, que em apreço ao princípio da legalidade, referida previsão está estampada na Lei n° 4.506, de 30 de novembro de 1964: Art. 41. Constituirá lucro operacional o resultado das atividades normais da empresa (sic) com personalidade jurídica de direito privado, seja qual for (sic) a sua forma ou objeto, e das emprêsas (sic) individuais. § 1º São emprêsas (sic) individuais, para os efeitos desta lei: a) as firmas individuais; b) as pessoas naturais que exploram em nome individual qualquer atividade econômica, mediante venda a terceiros de bens ou serviços, inclusive: [...] Portanto, é de se afastar também a preliminar de ilegalidade na equiparação de pessoa física à pessoa jurídica, eis que decorre de previsão legal, denotandose dos autos de forma incontroversa que a recorrente, pessoa física, explorava atividade econômica tendente a angariação de lucro. Passo à análise das questões de mérito. MÉRITO Da Ilegalidade na presunção de omissão de receitas e falta de deduções A recorrente alega que os tributos via lançamento de ofício se deram sobre a receita bruta, sem as deduções legais. Não é isso que se constata, conforme demonstrativo de cálculo constante às fls. 66/84. Ao final de cada mês, a autoridade fiscal procedeu ao abatimento (dedução) dos cheques debitados na conta corrente (rubrica: “Tot. Dev. Ch”) e dos rendimentos recebidos pela pessoa física declarados em DIRPF (rubrica: “Rend. Decl. Jan”), mesmo não comprovado a que se referiam tais despesas. Neste caso, deveria a recorrente demonstrar com base nos mesmos documentos (extratos bancários) as outras despesas cabíveis como dedução, com prova material, de forma a permitir o abatimento dos valores, em atendimento ao art. 333, II, do Código de Processo Civil, dentro das regras de cálculo do imposto. Contudo, não feitas as comprovações, impossível a autoridade realizar as respectivas deduções, tendo atribuído a Lei a hipótese da presunção pela não comprovação da Fl. 550DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 12 origem dos recursos utilizados, nos termos do trazido pela Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996: Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regulamente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. [...] Portanto, não prospera suposta falta do cômputo das deduções legais para o cálculo dos tributos, eis que a autoridade fiscal realizou o respectivo encontro de contas, capaz de encontrar uma base líquida, dentro das informações prestadas pelo próprio contribuinte e utilizandose da imposição trazida pelo art. 42 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Da Ilegalidade no Regime de Tributação adotado A pessoa física teve sua atividade equiparada à pessoa jurídica desde o início de sua atividade comercial, diante de todo o já exposto. Neste caso, o regime de tributação respeita as regras do lucro arbitrado, eis que não há documentação própria que permita à autoridade fiscal uma possível homologação dos tributos, nos termos do art. 530, do Regulamento do Imposto de Renda – Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999: Art. 530. O imposto, devido trimestralmente, no decorrer do ano calendário, será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado, quando (Lei nº 8.981, de 1995, art. 47, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 1º): I o contribuinte, obrigado à tributação com base no lucro real, não mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais, ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal; II a escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar evidentes indícios de fraudes ou contiver vícios, erros ou deficiências que a tornem imprestável para: a) identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária; ou b) determinar o lucro real; III o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, na hipótese do parágrafo único do art. 527; IV o contribuinte optar indevidamente pela tributação com base no lucro presumido; Fl. 551DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10280.720865/200814 Acórdão n.º 1802001.462 S1TE02 Fl. 546 13 V o comissário ou representante da pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro da sua atividade separadamente do lucro do comitente residente ou domiciliado no exterior (art. 398); VI o contribuinte não mantiver, em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas, Livro Razão ou fichas utilizados para resumir e totalizar, por conta ou subconta, os lançamentos efetuados no Diário. Tal condição é inclusive positivada pelo Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995: Art. 47. O lucro da pessoa jurídica será arbitrado quando: I o contribuinte, obrigado à tributação com base no lucro real ou submetido ao regime de tributação de que trata o DecretoLei nº 2.397, de 1987, não mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais, ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal; II a escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar evidentes indícios de fraude ou contiver vícios, erros ou deficiências que a tornem imprestável para: a) identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária; ou b) determinar o lucro real. III o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o livro Caixa, na hipótese de que trata o art. 45, parágrafo único; IV o contribuinte optar indevidamente pela tributação com base no lucro presumido; V o comissário ou representante da pessoa jurídica estrangeira deixar de cumprir o disposto no § 1º do art. 76 da Lei nº 3.470, de 28 de novembro de 1958; VII o contribuinte não mantiver, em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas, livro Razão ou fichas utilizados para resumir e totalizar, por conta ou subconta, os lançamentos efetuados no Diário. VIII – o contribuinte não escriturar ou deixar de apresentar à autoridade tributária os livros ou registros auxiliares de que trata o § 2o do art. 177 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e § 2o do art. 8o do DecretoLei no 1.598, de 26 de dezembro de 1977. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1º Quando conhecida a receita bruta, o contribuinte poderá efetuar o pagamento do Imposto de Renda correspondente com base nas regras previstas nesta seção. Fl. 552DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 14 § 2º Na hipótese do parágrafo anterior: a) a apuração do Imposto de Renda com base no lucro arbitrado abrangerá todo o anocalendário, assegurada a tributação com base no lucro real relativa aos meses não submetidos ao arbitramento, se a pessoa jurídica dispuser de escrituração exigida pela legislação comercial e fiscal que demonstre o lucro real dos períodos não abrangido por aquela modalidade de tributação, observado o disposto no § 5º do art. 37; b) o imposto apurado com base no lucro real, na forma da alínea anterior, terá por vencimento o último dia útil do mês subseqüente ao de encerramento do referido período. Neste estigma, o regime de tributação a ser adotado é especificamente o lucro arbitrado, descabendo a aplicação de outro regime, regime que inclusive não existia, dada a inexistência da pessoa jurídica de fato à época. Pelo escopo legal supracitado, correta a aplicação do arbitramento do lucro do contribuinte, eis que de outra sorte não há como proceder a autoridade fiscal ao lançamento. Da quebra do sigilo bancário Não há que se falar em quebra do sigilo bancário, eis que o contribuinte disponibilizou tais documentos à autoridade fiscal, sem quaisquer restrições. Assim, por não ter solicitado diretamente às instituições bancárias referidos documentos, não resta configurada qualquer hipótese de quebra do sigilo bancário, que tratase das hipóteses traçadas pela Lei Complementar n° 105/2001, que não possuem aplicação ao presente caso. O presente processo não violou o sigilo bancário do contribuinte por não solicitar diretamente às instituições bancárias documentos confidenciais, mas antes, foi o próprio contribuinte que arrecadou junto à fiscalização. Do uso de depósito bancário como base de tributação e da Identidade de Movimentação Financeira Novamente, sirvome do disposto no art. 42 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, com os seguintes destaques: Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1º O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. Fl. 553DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10280.720865/200814 Acórdão n.º 1802001.462 S1TE02 Fl. 547 15 Portanto, pela constatação de omissão de receitas tributáveis é possível a utilização dos valores não identificados creditados em conta de depósito junto às instituições financeiras, caso não comprovada a origem dos recursos, a tributação. É de se ressaltar que o dispositivo legal não faz previsão quanto à identidade da movimentação financeira, sendo esta hipótese, reservada à prova pelo contribuinte, em matéria de defesa, com comprovação de que os recursos não entraram no lucro tributável da pessoa jurídica. Novamente a recorrente não identificou as movimentações financeiras levantadas pela fiscalização, pelo que se reputam verdadeiras. DECORRÊNCIA Do acima exposto, deflui a mesma aplicação a CSLL, PIS e COFINS, na medida em que são tributos reflexos à mesma exigência. CONCLUSÃO Por todo o exposto, voto no sentido de REJEITAR as preliminares e no mérito, NEGAR provimento ao recurso voluntário. É como voto. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 554DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 24/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 19679.010296/2003-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/05/1998
DECADÊNCIA. CINCO ANOS A CONTAR DO FATO GERADOR. SÚMULA VINCULANTE DO STF Nº 8/2008.
Editada a Súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal nº 8/2008, segundo a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, o prazo para a Fazenda proceder ao lançamento do PIS e da Cofins é de cinco anos, nos termos do CTN. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DATO DO FATO GERADOR. CTN, ART. 150, § 4º. STJ. RECURSO REPETITIVO.
Consoante interpretação do Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recurso repetitivo, a ser reproduzida no CARF conforme o art. 62-A do Regimento Interno deste Tribunal Administrativo, alterado pela Portaria MF nº 586, de 2010, o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário ofício é contado da ocorrência do fato gerador, nos termos do parágrafo 4º do art. 150 do CTN, quando efetuado o pagamento antecipado exigido nesse artigo. A contagem a partir do primeiro dia do ano seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, estipulada no art. 173, I, do CTN, é reservada à hipótese em que a lei não prevê o pagamento antecipado ou quando, a despeito da previsão legal, não ocorre tal pagamento.
Numero da decisão: 3401-001.754
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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Recorrente MERCANTIL FARMED LTDA Interessado SÃO PAULOSP 1 Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1998 a 31/05/1998 DECADÊNCIA. CINCO ANOS A CONTAR DO FATO GERADOR. SÚMULA VINCULANTE DO STF Nº 8/2008. Editada a Súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal nº 8/2008, segundo a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, o prazo para a Fazenda proceder ao lançamento do PIS e da Cofins é de cinco anos, nos termos do CTN. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DATO DO FATO GERADOR. CTN, ART. 150, § 4º. STJ. RECURSO REPETITIVO. Consoante interpretação do Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recurso repetitivo, a ser reproduzida no CARF conforme o art. 62A do Regimento Interno deste Tribunal Administrativo, alterado pela Portaria MF nº 586, de 2010, o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário ofício é contado da ocorrência do fato gerador, nos termos do parágrafo 4º do art. 150 do CTN, quando efetuado o pagamento antecipado exigido nesse artigo. A contagem a partir do primeiro dia do ano seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, estipulada no art. 173, I, do CTN, é reservada à hipótese em que a lei não prevê o pagamento antecipado ou quando, a despeito da previsão legal, não ocorre tal pagamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator. Fl. 363DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 19679.010296/200383 Acórdão n.º 3401001.574 S3C4T1 Fl. 363 2 Júlio César Alves Ramos Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis – Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Relatório Tratase de Recurso de Ofício em Auto de Infração eletrônico relativo à Cofins, com ciência em 09/08/2003 (fls. 107 e 334). A autuação devese a que o processo judicial informado em DCTF, onde os valores lançados foram informados com exigibilidade suspensa, não foi encontrado (“Proc. Jud não comprovado”). Os valores principais foram acompanhados de multa de 75% e juros de mora. A 6ª Turma da DRJ julgou o lançamento improcedente, em face da decadência. Aplicou a Súmula Vinculante do STF nº 8/2008 e considerou o termo inicial do prazo decadencial a data de ocorrência de cada fato gerador, nos termos do art. 150 do CTN. Asseverou o seguinte, para afastar o art. 173, I, do mesmo Código: Por outro lado, quando se trata de contribuição sujeita ao chamado ‘lançamento por homologação’ e em havendo comprovado pagamento parcial da exação, sem que fique constatada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, é de se aplicar o art. 150 do Código Tributário Nacional CTN, pelo qual é indevida a constituição de crédito tributário passados cinco anos ou mais do fato gerador. (...) No caso em estudo, o Auto de Infração, cientificado ao sujeito passivo em 09/08/2003 segundo atesta a Unidade preparadora em fl. 334, recaiu sobre fatos geradores ocorridos a mais de 5 anos antes (fatos geradores de janeiro a maio de 1998), sendo que os arquivos fazendários ("SINAL08") registram a ocorrência de pagamento parcial com relação a tais períodos (fls. 338/342). Salientese, de outro lado, que a fiscalização não se manifestou a respeito dc dolo, fraude ou simulação e que a multa de ofício se encontra em seu percentual mínimo de 75% estabelecido no art. 44, I, da Lei n° 9.430/1996. Nos termos do art. 34, I, do Decreto nº 70.235/72, com a redação dada pelo art. 67 da Lei nº 9.532/97, combinado com a Portaria MF nº 3/2008, da decisão coube remessa de ofício a esta segunda instância porque o montante exonerado (tributo mais multa) ultrapassa R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Fl. 364DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 19679.010296/200383 Acórdão n.º 3401001.574 S3C4T1 Fl. 364 3 Voto Ao Recurso de Ofício (ou remessa de ofício, expressão por mim preferida porque não se trata propriamente de recurso) termo cabe negar provimento, porque sem reparos o acórdão da primeira instância. Constatada a existência de pagamentos antecipados, em relação aos períodos de apuração lançados, o prazo decadencial de cinco anos é contado da ocorrência de cada fato gerador. Na presente situação, em que o fato gerador mais recente aconteceu no final de maio de 1998, o Auto de Infração, com ciência em 09/08/2003, todos os períodos estão decaídos. Segundo a Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal nº 8/2008 é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, e por isto o prazo decadencial é dado pelo CTN, sendo então de cinco anos (em vez de dez anos, como previa a referida Lei). Quanto ao termo inicial desse prazo, julgados repetitivos do STJ consideram que, inexistente o pagamento antecipado de que trata o art. 150 do CTN, é o primeiro dia do ano seguinte, tal como previsto no art. 173, I, do mesmo Código. Em caso contrário, de pagamento antecipado, o prazo é contado do fato gerador, nos termos do art. 150, § 4º, do CTN. Ressalvo aqui a minha interpretação, que prevaleceu por maioria neste Colegiado até as reuniões anteriores ao mês de fevereiro de 2011. Para mim o dies a quo deve ser contado sempre da ocorrência do fato gerador, tenha havido ou não a antecipação de pagamento exigida referida no art. 150 do CTN. Importa investigar a respeito do que se homologa – se o pagamento antecipado, ou toda a atividade do sujeito passivo. Ressaltandose que há inúmeras opiniões em contrário, segundo as quais não há lançamento por homologação se não houver pagamento antecipado, filiome à corrente minoritária a qual pertence José Souto Maior Borges, que entende haver homologação da atividade do contribuinte, consistente na identificação do fato gerador e apuração do imposto, que deve ser antecipado somente se devido. Lembro o lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física, em que o contribuinte, após computar os valores retidos pela fonte pagadora, calcula o imposto anual podendo chegar a três resultados diferentes: valor devido, zero ou imposto a restituir. Após o cálculo, o sujeito passivo preenche e entrega a declaração, devendo antecipar o pagamento se apurou valor a pagar, ou então aguardar a restituição, caso os valores retidos tenham sido maiores que o imposto devido anualmente. A Secretaria da Receita Federal, após processar a declaração, emite uma notificação, através da qual o auditor fiscal homologa expressamente todo o procedimento do contribuinte, já que confirma o imposto a restituir ou o valor zero, ou ainda, caso tenha apurado valor diferente, procede ao lançamento desta diferença. Quando a autoridade administrativa confirma o valor declarado pelo sujeito passivo, é expedida uma notificação ao sujeito passivo e temse o lançamento por homologação; quando o valor apurado pela autoridade é maior, ao invés de uma notificação lavrase um auto de infração, procedendose ao lançamento de ofício. Nos outros tributos lançados por homologação – hoje quase todos o são , o procedimento não é substancialmente diferente, sendo que em vez de notificação expressa na Fl. 365DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 19679.010296/200383 Acórdão n.º 3401001.574 S3C4T1 Fl. 365 4 grande maioria dos casos ocorre a homologação ficta, na forma do previsto no § 4º do art. 150 do CTN. Ora, se a autoridade administrativa homologa um valor zero, ou uma restituição, evidente que não está homologando pagamento. A redação do caput do art. 150 do CTN emprega o termo pagamento para informar o dever de sua antecipação (“... tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento...), não para dizer de sua homologação. Esta se refere à atividade (ou procedimento) do sujeito passivo (“... a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.”). Feita a ressalva quanto ao meu entendimento particular, curvose à posição contrária do STJ, levando em conta o art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF, acrescentado pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, que dispõe o seguinte: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes A questão referente ao termo inicial do prazo decadencial para a constituição do crédito tributário de ofício nas hipóteses em que o contribuinte não declara, nem efetua o pagamento antecipado do tributo sujeito a lançamento por homologação (discussão acerca da possibilidade de aplicação cumulativa dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do CTN), foi decidida pelo STJ no Recurso Especial nº 973.733SC, julgado sob o regime de recurso repetitivo, com a ementa seguinte (negrito acrescentado): PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração Fl. 366DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 19679.010296/200383 Acórdão n.º 3401001.574 S3C4T1 Fl. 366 5 prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050∕PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758∕SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142∕SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163∕210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa∕concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91∕104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396∕400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183∕199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08∕2008. (STJ, Primeira Seção, REsp 973.733SC, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 12/8/2009, unânime). Pelo exposto, nego provimento à remessa de ofício. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 367DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 19679.010296/200383 Acórdão n.º 3401001.574 S3C4T1 Fl. 367 6 Fl. 368DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
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Numero do processo: 10880.720837/2006-68
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 15/06/2001 a 13/07/2001
DÉBITO FISCAL. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO FINANCEIRO EM DISCUSSÃO JUDICIAL. VEDAÇÃO.
É vedada a compensação de débito fiscal, mediante a apresentação de declaração de compensação (Dcomp), com crédito financeiro contra a Fazenda Nacional, objeto de discussão judicial, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão que estabeleceu os critérios de apuração do montante a ser repetido.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-001.822
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Vencido o conselheiro Antônio Lisboa Cardoso.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente
(assinado digitalmente)
José Adão Vitorino de Morais - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Real e Fábia Regina Freitas.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
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REPETIÇÃO/COMPENSAÇÃO. DECISÃO JUDICIAL. É veda a repetição/compensação de créditos financeiros, objeto de discussão judicial, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 15/06/2001 a 13/07/2001 DÉBITO FISCAL. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO FINANCEIRO EM DISCUSSÃO JUDICIAL. VEDAÇÃO. É vedada a compensação de débito fiscal, mediante a apresentação de declaração de compensação (Dcomp), com crédito financeiro contra a Fazenda Nacional, objeto de discussão judicial, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão que estabeleceu os critérios de apuração do montante a ser repetido. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Vencido o conselheiro Antônio Lisboa Cardoso. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 72 08 37 /2 00 6- 68 Fl. 258DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08 /05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 José Adão Vitorino de Morais Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Real e Fábia Regina Freitas. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ São Paulo II que julgou improcedente manifestação de inconformidade interposta contra Despacho Decisório que não homologou a compensação dos débitos tributários, vencidos entre as datas de 15/06/2001 e 13/07/2001, declarados na Declaração de Compensação (Dcomp) às fls. 04/09, transmitida em 23/12/2004, com crédito financeiro referente à taxa de importação Cacex, objeto de ação judicial. A Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária (Derat) em São Paulo considerou não admitida a compensação dos débitos declarados sob o fundamento de que a ação judicial, processo nº 93.00231120, em que a recorrente discute a certeza e liquidez do crédito financeiro contra a Fazenda Nacional ainda não havia transitado em julgado na data de transmissão da Dcomp, conforme Despacho Decisório às fls. 21/23. Cientificada do despacho decisório, inconformada a recorrente interpôs recurso hierárquico (fls. 27/34) para o Superintendente Regional da Receita Federal da 8ª Região Fiscal, insistindo na homologação da compensação declarada, alegando, em síntese, que o número da ação judicial (93.00231120), declarado na Dcomp foi o da primeira instância e que o da segunda (TRF) é 95.030167639, sendo que o trânsito em julgado ocorreu em 29 de novembro de 1995 (fls. 57, proc. papel e fls. 58, digital). Analisado o recurso hierárquico, levandose em conta que a recorrente apresentou prova de que o trânsito em julgado teria ocorrido em 27 de novembro de 1995, aquela Superintendência restituiu os autos à Derat para intimar a recorrente a provar o trânsito e, se provado, manifestar sobre a compensação, levandose em conta os requisitos da decadência do direito de a recorrente repetir e/ ou compensar o crédito financeiro declarado, conforme Decisão às fls. 69/71, datada de 01/03/2007. O processo foi então devolvido à Derat e esta intimou a recorrente a comprovar o trânsito em julgado da referida ação judicial. Em atendimento à intimação, a recorrente apresentou a manifestação às fls. 74/80, discorrendo sobre a ação judicial, pedido de desistência da execução da sentença e decadência, requerendo, ao final, a homologação da compensação declarada. Analisada aquela manifestação, a Derat em São Paulo proferiu o Despacho Decisório às 159/161, datado de 14/04/2009, por meio do qual não homologou a compensação dos débitos tributários declarados sob os fundamentos de que a recorrente “executou judicialmente a sentença obtida no processo de conhecimento nº 93.00.231120 (95.03.0167639 no Tribunal), através da execução nº 98.00.4144460, embargada nos autos 2002.03.99.0442208, assim como pretende a utilização administrativa do mesmo direito” e “que nos embargos supra, com trânsito em julgado, o pedido judicial de desistência da execução judicial foi rejeitado” e, ainda, que o crédito financeiro declarado não é administrado pela Secretaria da Receita Federal. Fl. 259DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08 /05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10880.720837/200668 Acórdão n.º 3301001.822 S3C3T1 Fl. 259 3 Intimada do despacho decisório, a recorrente interpôs manifestação de inconformidade (165/177), requerendo a homologação da compensação dos débitos tributários declarados, alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “01 – Que não se trata de concomitância, pois não executou judicialmente os créditos tributários advindos da Ação Judicial nº 93.00231120; apenas deu início à liquidação dos julgados, tendo deixado claro (v. fls. 118) que ‘No tocante ao valor do tributo, fica afastada a execução, uma vez que a requerente pretende, nos termos da faculdade concedida pela legislação vigente, receber o seu crédito mediante compensação dos valores recolhidos indevidamente ao fisco’. Informa que a única parcela que foi executada em juízo foi aquela atinente às verbas de sucumbência, sendo esta direito autônomo e exclusivo do advogado, nos termos do artigo 23 da Lei nº 8.906/94. 02 – Que a Taxa Cacex é considerada tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal, por jurisprudência pacificada do E. Superior Tribunal de Justiça, sendo possível sua compensação. 03 – Relaciona ementas dos Conselhos de Contribuintes e decisões do Superior Tribunal de Justiça, que amparam suas pretensões quanto à competência da SRFB para apreciar o pedido.” Analisada a manifestação de inconformidade, aquela DRJ julgoua improcedente, mantendo a não homologação da compensação dos débitos fiscais declarados, conforme Acórdão nº 1749.423, datado de 23/03/2011, às fls. 191/204, sob a seguinte ementa: “TRIBUTO FUNDADO EM LEI CUJA EXECUÇÃO FORA SUSPENSA PELO SENADO FEDERAL. PRAZO DECADENCIAL PARA REQUERER A RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO. O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei cuja execução fora suspensa pelo Senado Federal, extinguese após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário, conforme artigo 3º da Lei Complementar nº 118/2005, e Ato Declaratório SRF nº 96, de 26/11/1999.” Inconformada com essa decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 209/220), requerendo a sua reforma, alegando, em síntese, a inocorrência da decadência do seu direito de repetir/compensar o crédito financeiro declarado na Dcomp em discussão, tendo em vista que o crédito decorreu de recolhimentos efetuados entre janeiro de 1988 e dezembro de 1991, sendo que em agosto de 1993 ajuizou a ação judicial nº 93.00231120, visando a sua restituição e em setembro de 1998 a Fazenda Nacional opôs Embargos à Execução, oportunidade em que restou clara a existência do valor incontroverso a ser restituído, sendo iniciado o pedido de reconhecimento em novembro de 2002 (fls. 123), portanto, dentro do prazo decadencial. Contestou, ainda, a cobrança de débitos referentes ao processo nº 10880.721000/200636. É o relatório. Fl. 260DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08 /05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim, dele conheço. Embora, não concordamos com o entendimento da autoridade julgadora de primeira instância, quanto à data da contagem do prazo qüinqüenal de que a recorrente dispunha para repetir/compensar o crédito financeiro declarado na Dcomp em discussão, não há amparo legal para a homologação da compensação declarada, conforme demonstraremos a seguir. O processo em discussão cuida da compensação de débitos tributários vencidos entre as datas de 15/06/2001 e 13/07/2001, declarados na Dcomp às fls. 04/09, transmitida em 23/12/2004, com crédito financeiro contra a Fazenda Nacional, decorrente de pagamento indevido de Taxa Cacex, na importação de produtos, cujo direito à repetição foi reconhecido à recorrente na esfera judicial, processo original nº 93.00.2311120 e nº 95.03.0167639 no TRF da 3ª Região, e ação de execução sob o nº 2002.03.99.0442208. A ação judicial de conhecimento e repetição dos indébitos transitou em julgado na data de 27 de novembro de 2005. Contudo, interposta a ação de execução da sentença e apresentados os cálculos, a União opôs embargos à execução que se encontram em fase de apelação no TRF da 3ª Região sob o nº 2002.03.99.0442208. Embora a ação de conhecimento e repetição dos indébitos reclamados tenha transitado em julgado em 27 de novembro de 2005, a decisão na ação de execução somente transitou em julgado em 15 de dezembro de 2008 e os autos baixados definitivamente à Seção Judiciária de origem em 23/12/2008, conforme prova o extrato Consulta TRFSR às fls. 158. A apresentação e/ ou transmissão de Dcomp, visando à compensação de débitos fiscais com crédito financeiro cujo direito à repetição foi objeto de ação judicial, sem decisão transitada em julgado, não tem amparo na legislação que instituiu essa modalidade de compensação. A Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que instituiu a auto compensação sob condição resolutória, mediante a apresentação de Dcomp, assim dispõe: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) (destaques acrescentados) § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) Fl. 261DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08 /05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10880.720837/200668 Acórdão n.º 3301001.822 S3C3T1 Fl. 260 5 § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) [...].” De acordo com este dispositivo legal, somente os créditos financeiros passíveis de restituição ou de ressarcimento e que gozem de certeza e liquidez podem ser objeto de compensação com débitos fiscais vencidos, mediante a entrega de Dcomp. Posteriormente ratificando esse entendimento, a Lei nº 11.051, de 29/12/2004 (conversão da MP nº 219, de 30/09/2004), alterou e/ ou incluiu na redação do art. 74 da Lei nº 9.730, de 1996, dispositivos vedando expressamente a apresentação de Dcomp utilizandose de crédito financeiro objeto de ação judicial, sem o trânsito em julgado, assim dispondo: “Art. 74. .................................................................................................... [...]. § 12. Será considerada não declarada a compensação nas hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 29/12/2004) II em que o crédito: (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) [...]; d) seja decorrente de decisão judicial não transitada em julgado; ou (Incluída pela Lei nº 11.051, de 2004) [...].” No presente caso, a Dcomp foi transmitida na data de 23 de dezembro de 2004, bem antes da data do trânsito em julgado da decisão judicial que se deu em 15 de dezembro de 2008. Até então o crédito financeiro era ilíquido. Sua liquidez somente ocorreu com o trânsito em julgado nos embargos de declaração opostos pela União Federal na ação de execução da sentença (2002.03.99.0442208), que definiu os critérios de apuração do montante dos indébitos, em 15 de dezembro de 2008. Dessa forma, comprovado que a Dcomp em discussão utilizou crédito financeiro, objeto de discussão judicial ainda pendente de trânsito em julgado, não há que se falar em homologação da compensação do débito fiscal declarado. Quanto à suscitada cobrança de débitos fiscais no processo administrativo nº 10880.7210000200636, sua apreciação ficou prejudicada, tendo em vista que naquele processo estão controlados os mesmos débitos, objeto da Dcomp em discussão. Assim, a decisão definitiva neste processo será aplicada àquele. Em face do exposto, nego provimento ao presente recurso voluntário. (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 262DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08 /05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 6 Fl. 263DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08 /05/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 15940.000164/2007-79
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003, 2004, 2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado.
No presente caso, há, na ementa, descrição de resultado que não traduz o decidido, motivo de correção do acórdão.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 9202-002.560
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para rerratificar o acórdão embargado, sem efeitos infringentes.
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (Vice-Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003, 2004, 2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. No presente caso, há, na ementa, descrição de resultado que não traduz o decidido, motivo de correção do acórdão. Embargos Acolhidos.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para rerratificar o acórdão embargado, sem efeitos infringentes. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (Vice-Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.
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ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. No presente caso, há, na ementa, descrição de resultado que não traduz o decidido, motivo de correção do acórdão. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para rerratificar o acórdão embargado, sem efeitos infringentes. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 94 0. 00 01 64 /2 00 7- 79 Fl. 5346DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Fl. 5347DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 15940.000164/200779 Acórdão n.º 9202002.560 CSRFT2 Fl. 5.254 3 Relatório Trata,se de embargos, fls. 05247, opostos em 15/02/2012, portanto tempestivamente, pela nobre PGFN, contra acórdão que, por unanimidade de votos, conheceu em parte do recurso e, na parte conhecida, negou provimento ao recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional. Em síntese, segundo a embargante, a ementa da decisão teria sido elaborada com incorreção ao destacar o resultado do julgado, pois pronunciouse pelo provimento parcial do recurso. Entende a embargante que o acórdão foi contraditório entre a ementa e a conclusão do julgado e do voto condutor, vez que, nestes, o resultado explicitado consta que o recurso “foi conhecido em parte e, na parte conhecida, negado provimento”, ao passo que a ementa afirma: “Recurso Especial do Procurador Provido em Parte”. (fls. 5.235 – Volume XXVII). Sua argumentação é de que o acórdão embargado necessita ser sanado e rerratificado, para que conste na ementa que o Recurso Especial da Fazenda Nacional foi conhecido em parte e, na parte conhecida, foi negado, como consta do dispositivo e do voto. Por fim, a recorrente solicita que os embargos sejam conhecidos e providos. Os embargos foram analisados pelo relator e pelo Presidente da Trurma da CSRF, que decidiram acatar seus argumentos. É o relatório. Fl. 5348DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator De acordo com o artigo 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, a omissão ou contradição quanto a algum ponto sobre o qual deveria se pronunciar a turma. Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Na análise do argumento da embargante, verificamos a razão em suas alegações. Realmente, o decidido pela Turma, por unanimidade de votos, foi em conhecer em parte do recurso e, na parte conhecida, negar provimento, para manter a multa desqualificada. Portanto, equivocado o trecho da ementa que afirma que o recurso especial da PGFN foi provido em parte. Destarte, o acórdão embargado deve ser retificado, a fim de constar na ementa, no lugar de “Recurso Especial do Procurado Provido em Parte”, “Recurso Especial Conhecido em Parte e Negado na Parte Conhecida”. CONCLUSÃO: Em razão do exposto, voto em acolher os embargos, a fim de rerratificar o acórdão embargado, para, sem alterar seu resultado, deixar claro que o recurso especial foi conhecido em parte e negado na parte conhecida, nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 5349DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 16327.001171/2006-15
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido- CSLL
Exercício: 2003
CSLL - LUCROS AUFERIDOS NO EXTERIOR – IRRETROATIVIDADE DA NORMA TRIBUTÁRIA - O artigo 19 da Medida Provisória n° 1858-6, de 29 de junho de 1999, não incide sobre os lucros que tenham sido gerados antes do período de 90 dias, contados a partir da publicação do ato normativo em referência, ainda que disponibilizados após aquela data.
Numero da decisão: 9101-001.308
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso da Fazenda Nacional.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: VALMIR SANDRI
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ementa_s : Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido- CSLL Exercício: 2003 CSLL - LUCROS AUFERIDOS NO EXTERIOR – IRRETROATIVIDADE DA NORMA TRIBUTÁRIA - O artigo 19 da Medida Provisória n° 1858-6, de 29 de junho de 1999, não incide sobre os lucros que tenham sido gerados antes do período de 90 dias, contados a partir da publicação do ato normativo em referência, ainda que disponibilizados após aquela data.
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso da Fazenda Nacional. (documento assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Valmar Fonseca de Menezes, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Alberto Pinto Souza Junior, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias e Suzy Gomes Hoffmann. Fl. 406DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 18/07/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por VALMIR SANDRI 2 Relatório A Fazenda Nacional, inconformada com a decisão proferida pela Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção do CARF, traduzida no Acórdão n° 130100132, ingressou, no prazo regimental, com recurso especial invocando divergência com o julgamento consubstanciado no Acórdão 10709.351, da 7ª Câmara do extinto Primeiro Conselho de Contribuintes, especificamente no ponto em que tratada a questão da não sujeição à CSLL dos lucros auferidos anteriormente à eficácia da lei que instituiu a tributação. O Acórdão recorrido, no que interessa ao recurso especial, ostenta a seguinte ementa: CSLL LUCROS AUFERIDOS NO EXTERIOR IRRETROATIVIDADE DA NORMA TRIBUTÁRIA O artigo 19 da Medida Provisória n° 18586, de 29 de junho de 1999, não incide sobre os lucros que tenham sido gerados antes do período de 90 dias, contados a partir da publicação do ato normativo em referência, ainda que disponibilizados após aquela data. O paradigma indicado pela Douta Procuradoria da Fazenda Nacional, em posição oposta, assim entendeu: CSLL — LUCROS NO EXTERIOR O fato gerador da Contribuição Social sobre o Lucro ocorre no momento em que se considera disponibilizado os lucros auferidos pela empresa coligada ou controlada à pessoa jurídica domiciliada no Brasil. Se os lucros auferidos no exterior de anos anteriores foram considerados disponibilizados após a vigência da MP n° 18586, de 29/06/99, não há falar em aplicação retroativa da lei. O Presidente da Terceira Câmara deu seguimento ao recurso, por atendidos os requisitos formais e demonstrado o dissídio jurisprudencial. É o relatório. Fl. 407DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 18/07/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por VALMIR SANDRI Processo nº 16327.001171/200615 Acórdão n.º 9101001.308 CSRFT1 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Valmir Sandri, Relator O recurso atende os pressupostos que o legitimam. Dele conheço. A matéria a reclamar uniformização de jurisprudência diz respeito à incidência da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido sobre lucros auferidos por intermédio de controlada ou coligada no exterior, gerados antes da vigência da Medida Provisória n° 1858 6, de 29 de junho de 1999, porém disponibilizados já na vigência da norma. O voto condutor do acórdão guerreado assim fundamenta a decisão: “Tendo sido a MP n° 18586 publicada no Diário Oficial da União em 30/06/1999, seus efeitos sobre a CSLL somente se podem fazer sentir após o decurso do prazo nonagesimal, previsto no § 6° do art. 195 da Constituição Federal, ou seja, após 28/09/1999. Não se há de confundir o momento em que os lucros são auferidos pela coligada no exterior com o momento em que devem ser oferecidos à tributação pela investidora no Brasil. Os lucros auferidos no exterior anteriormente a 28/09/1999, ainda que disponibilizados após essa data, não podem ser objeto de tributação pela CSLL.” Nesse passo, se reporta as considerações do Conselheiro Aloysio José Percínio da Silva, constantes do voto vencedor que conduziu o acórdão 10322.718, que explanam sua linha de raciocínio: “(...) a Constituição, por intermédio dos seus artigos art. 150 (III), e 195 (§6), indica o caminho do planejamento, da previsibilidade, homenageando a segurança jurídica. Entender como tributáveis pela CSLL os lucros anteriores à MP 1.8586/99 constitui afronta à proibição constitucional. É verdade que o fato gerador se dá no período de apuração da disponibilização. No entanto, tal afirmação só se revela verdadeira no caso dos lucros formados a partir do momento para o qual já havia a previsão legal de tributação, aqueles abstratamente alcançados pela hipótese de incidência tributária. Esta é a interpretação que se harmoniza com a vedação constitucional à não surpresa tributária. Do contrário, estarse ia a considerar possível que a lei trouxesse para o campo de incidência tributária fato econômico passado, exatamente como no caso concreto ora examinado nestes autos, em que inexistia previsão de tributação pela CSLL dos lucros no momento da sua apuração, formação ou geração na empresa estrangeira.” O paradigma, por seu turno, assim fundamenta seu entendimento: Fl. 408DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 18/07/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por VALMIR SANDRI 4 “O fato gerador a ensejar a incidência da Contribuição ocorre no momento em que se considera disponibilizado os lucros auferidos pela empresa coligada ou controlada à pessoa jurídica domiciliada no Brasil. Antes da vigência da MP n° 18586, os lucros auferidos no exterior pelas empresas mencionadas não foram disponibilizados à recorrente. O fato gerador objeto do litígio ocorreu somente em 2001, portanto não há falar em retroatividade da lei.” Não me parece que a melhor interpretação seja a conferida pela antiga Sétima Câmara, senão vejamos: Antes da publicação da Lei nº 9.249/95, os resultados auferidos no exterior pelas pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil poderiam ser excluídos da apuração da base de cálculo do imposto de renda e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro CSLL. Por seu turno, o artigo 25 da Lei 9.249/95 alterou essa situação, ao determinar o cômputo, na apuração do lucro real, dos lucros, rendimentos ou ganhos de capital, auferidos por pessoa jurídica em qualquer operação praticada no exterior. Por sua vez, o art. 2º da IN 38/96, que disciplinou a matéria, introduziu regra quanto ao momento em que se considera ocorrido o fato gerador (reproduzida no § 1º do art. 1º da Lei 9.532/97). No entanto, a previsão para a sujeição dos lucros auferidos por controladas/coligadas no exterior à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, só surgiu com a Medida Provisória n° 1.8586, de 29/06/1999. Bem por isso, a IN 38/96, no seu artigo 15, previu: Art. 15. Os lucros, rendimentos e ganhos de capital, auferidos no exterior, não integram a base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, instituída pela Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988. Quanto à tributação de lucros gerados no exterior antes da previsão legal para sua tributação no Brasil, é preciso distinguir, dentro do fato gerador, o critério material do critério temporal. Ao dissecar o fenômeno da incidência tributária, ensina o Professor Paulo de Barros Carvalho que a regra matriz de incidência é que define a incidência fiscal, normatiza a obrigação principal. É ela que estabelece o critério material, espacial e temporal presentes obrigatoriamente na hipótese de incidência. O critério material de uma norma que institui tributo é composto por um verbo (que pode exprimir uma ação ou um estado: ser, estar, permanecer) e um complemento do predicado verbal. No caso em análise, o verbo núcleo da hipótese de incidência é auferir (lucro por intermédio de coligada ou controlada no exterior), e o critério temporal é o momento em que se dá a disponibilização, conforme previsto na norma. Se não há uma lei vigente que institua como critério material o auferimento de lucros, tais lucros auferidos escapam à incidência, não podendo, portanto, ser alcançados por norma posterior que o faça. Fl. 409DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 18/07/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por VALMIR SANDRI Processo nº 16327.001171/200615 Acórdão n.º 9101001.308 CSRFT1 Fl. 3 5 Assim, lucros gerados no exterior antes da Lei nº 9.249/95, não se sujeitam à tributação sequer pelo imposto de renda, como expressamente previsto pelo art. 16 da Instrução Normativa SRF nº 38/96, verbis: Lucros, Rendimentos e Ganhos de Capital Auferidos Antes de 1996. Art. 16. As disposições desta Instrução Normativa não se aplicam em relação aos lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos antes de 1º de janeiro de 1996, ainda que posteriormente disponibilizados. Da mesma forma, não havendo previsão legal, antes da edição da MP n° 1.8586, de 29/06/1999, para sujeitar os lucros auferidos no exterior à incidência da CSLL, os lucros que tenham sido gerados antes do período de 90 dias, contados a partir da publicação do ato normativo em referência, ainda que disponibilizados após aquela data, não se submetem à tributação no Brasil. Isto posto, NEGO provimento ao recurso da D. Procuradoria da Fazenda Nacional. É como voto. Sala das Sessões, em 24 de24 de abril de 2012 (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Fl. 410DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 18/07/2012 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por VALMIR SANDRI
score : 1.0
Numero do processo: 35564.000123/2006-43
Turma: Quinta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 05 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Aug 05 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/05/1995 a 31/12/1995
DECADÊNCIA. STF. INCONSTITUCIONALIDADE DE DISPOSITIVOS. LEI 8212/91. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 205-00919
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Damião Cordeiro de Moraes
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Ausência justificada dos Conselheiros • Manoel -Coelho'Arruda Junior e Adriana Sato.' Presença do Sr. Roberto Peroba Barbosa,-•.,• • • OAB/SP 130.824 para apresentar defesa oral. . r y I ' ' JULIO CE • .• !-F- IRA GOMES \ Presidente rta DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES Relator • Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros: Marco André Ramos Vieira, Marcelo Oliveira, Liege Lacroix Thomasi e Renata Souza Rocha (Suplente). • CONFERE OÈ láng 20% L- Brasília, / Q1 ,ØS R. e Aires Soares • Matr. 1198377 • 2, _ Processo n° 35078.000388/2006-23 CCO2/CO5 . Acórdão n.° 205-00.919 Fls. 8.283 . " Relatório 1. Trata-se de recurso voluntário apresentado pela empresa Telecomunicações . de São Paulo S/A Telesp contra decisão de primeira instância que julgou procedente o lançamento de contribuições previdenciárias supostamente devidas; decorrentes da contratação • de serviços e obras de construção civil por empreitada total, prestados mediante cessão de mão de obra. 2. A decisão combatida restou assim ementada: . "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1995 a 31/12/1995 NFLD DEBCAD n° 35.799.274-1 Responsabilidade Solidária na contratação de serviços mediante cessão de mão • de obra de empresas executoras de obras de construção civil — Não elisão da solidariedade por ausência de comprovação dos recolhimentos específicos pelo executor, representados por Guias de Recolhimento e Folha de Pagamento vinculadas às Notas Fiscais ou Faturas, nos termos do art. 30, VI da Lei 8.212/91. Aferição Indireta — Face recusa ou apresentação deficiente de documentos a fiscalização promoverá o lançamento de oficio por arbitramento, inscrevendo as importâncias que reputar devidas, conforme respaldo no art. 33, §3° da Lei 8.212/91 cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. • Decadência de Contribuições Previdenciárias. O prazo decadencial para o lançamento de contribuições previdenci árias é de 10 anos, na forma do art. 45 da Lei 8.212/91. Juros de Moratórios — SELIC — O Código Tributário Nacional autoriza a fixação de percentual de juros de mora diverso daquele previsto no §1° do art. 161. Alegações de Inconstitucionalidade. As alegações de inconstitucionalidade são de competência exclusiva do Poder Judiciário. Lançamento Procedente." 3. Inconformada com a decisão, a empresa interpôs recurso voluntário, alegando, em síntese: a) que o débito sofreu decadência, conforme disposto no artigo 173, inciso I do CTN (prazo de cinco anos); b) a nulidade do lançamento, ante a ilegalidade na exigência de documentação • _ relativa a período anterior à privatização da em .resa; ,a /223./jaa_, 3 CC/NIF - Quinta - -CONFERE com o o_ ab,riad. Bra e 47, = e Aires Soares Metr. 1198377 • • Processo n° 35078.00038812006-23 CCO2/CO5 • , ' Acórdão n.° 205-00.919 Fls. 8.284 C) o procedimento de arbitramento adotado Pelo fisco é descabido, pois os registros contábeis da empresa foram desconsiderados sem que a fiscalização, levasse em conta que . o s_Tribun-al -:dCTContada.‘11.riião-.5-.:TCU avaliou como - ' •regulares tais documentos; d) cerceamento do direito de defesa, sob argumento de que não foi cientificada • do resultado de diligência fiscal realizada pelo fisco, Procedimento este que afronta os princípios constitucionais, da ampla defesa e do contraditório (arts. 50, inciso V, e 37, caput, da CF/88); e) afronta ao princípio da razoabilidade, pois a apresentação dos documentos, • informações e oneraram de forma desnecessária a recorrente, que foi obrigada a destinar grande parte do seu tempo, de empregados e recursos para atender a formalismos exigidos pela fiscalização; f) inaplicabilidade da aferição indireta e da analogia para apuração da base de cálculo; g) nulidade do lançamento, pois o auditor fiscal preteriu solenidade essencial do • ato praticado, considerando que a emissão do subsídio fiscal às empresas prestadoras de serviços constitui formalidade precedente à cobrança do crédito aferido indiretamente; h) o relatório de 'co-responsáveis' contém irregularidades e merece retificação, pois imputa responsabilidade genérica, arrolando, inclusive, nomes que não • deveriam constar da lista de responsáveis pelo débito; • i) a documentação apresentada pela empresa após o término do prazo de defesa deve ser analisada e conhecida, ante o princípio da verdade material; • j) no mérito, defende a impossibilidade de utilização da 'DOAR - Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos' como elemento de aferição indireta; 1) somente após a efetiva constatação do não recolhimento ou do recolhimento a menor das empresas prestadoras de serviços é que se poderia, com base no instituto da responsabilidade solidária, exigir da recorrente a • contribuição previdenciária devida; 1) inaplicabilidade da taxa selic aos créditos tributários, vez que referida taxa não foi criada por lei para fins tributários; 4. Por fim, saliento que a NFLD foi lavrada em 08/12/2005 e recebida pelo sujeito passivo em 20/12/2005. O mandado de procedimento fiscal foi recebido em 01/03/2005. É o relatório. aNrAaLCONFERE ...C45: — Brasília. p/ 4 Roei! Matr.Soares . 119 • • Processo n° 35078.000388/2006-23 CCO2/CO5 • Acórdão n.° 205-00.919 FIs. 8.285 , _ .Voto, • Conselheiro DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES, Relator DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1.Conheço do recurso, pois atende aos pressupostos de admissibilidade, e passo ao exame das questões preliminares suscitadas pelo recorrente. DAS QUESTÕES PRELIMINARES 2. No que se refere à decadência, o Supremo Tribunal Federal - STF, por unanimidade de votos, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08, nos seguintes termos: "Súmula Vinculante n° 08: "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". 3. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103-A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: "Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indiretá, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional n°45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103-A da Constituição Federal e altera a Lei tiQ 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o •cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. Art. 2Q O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. 2° CC/MF - Quinta Camara CONFERE COM O ORIGINAL Brasília p/ 5 • Rm ?em: Aires SoaresMatr. 1198377 • I Processo no 35078.000388/2006-23 . • CCO2/CO5 . • Acórdão n.° 205-00.919 Fls. 8.286 • " § O enunciado da .sumula terá por objeto-a vaiidade, a interpretação e a eficácia de 1101 -mas deter -minadas, acerca das -quais haja, enti-e oigãosjudzczanos.' ou "enti-e esses e. a •• administração :pública, ,- • • contrOljérsia:álital que acarrete grave insegurança jurídiea multiplicação de processos sobi-e idênfica quistão. • , • • _ ' - 4. Com efeito, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos - •judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. 5. Assim, afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional - CTN se .. aplicar ao caso concreto. Compulsando . os autos, constata-se através do Discriminativo _Analítico do Débito que o recorrente efetuou parte do pagamento de suas obrigações as quais se refere o lançamento. Daí, deve prevalecer a regra trazida pelo artigo 150, §4°, do CTN. 6. Considerando que a NFLD foi lavrada em 08/12/2005 e recebida pelo sujeito passivo em 20/12/2005, para exigir crédito previdenciário relativo às competências 05/1995 a - 12/1995, tenho como certo que todo o crédito constituído foi atingido pela decadência qüinqüenal. 7. Em razão do exposto, acato a preliminar de decadência para dar provimento ao recurso interposto. CONCLUSÃO 8. Em razão do exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário. Sala dasSesseie s5 -- de agosto de 2008 • DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES Relator • c2e cem!, •oNpeRf - Qu C041,7-6te Com , .lie 01:tielérivIrít R/; 'iresi. 119 Page 1 _0011500.PDF Page 1 _0011600.PDF Page 1 _0011700.PDF Page 1 _0011800.PDF Page 1
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