Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,801)
- Primeira Turma Ordinária (16,299)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,206)
- Primeira Turma Ordinária (16,161)
- Primeira Turma Ordinária (16,119)
- Segunda Turma Ordinária d (15,869)
- Segunda Turma Ordinária d (14,477)
- Primeira Turma Ordinária (13,059)
- Primeira Turma Ordinária (12,440)
- Segunda Turma Ordinária d (12,383)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,434)
- Quarta Câmara (85,002)
- Terceira Câmara (67,587)
- Segunda Câmara (56,071)
- Primeira Câmara (20,360)
- 3ª SEÇÃO (16,206)
- 2ª SEÇÃO (11,281)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (125,675)
- Segunda Seção de Julgamen (114,657)
- Primeira Seção de Julgame (76,728)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,964)
- Câmara Superior de Recurs (37,919)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,614)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,489)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- HELCIO LAFETA REIS (3,784)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,778)
- ROSALDO TREVISAN (3,230)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,929)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,753)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,840)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,578)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (14,732)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 11128.002804/2007-16
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Sep 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Oct 29 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 02/10/2004
MULTA ADMINISTRATIVA. ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO RELATIVA A VEÍCULO OU CARGA NELE TRANSPORTADA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. POSSIBILIDADE. ART. 102, §2º, DO DECRETO-LEI Nº 37/66, COM REDAÇÃO DADA PELA LEI N° 12.350/2010. Uma vez satisfeitos os requisitos ensejadores da denúncia espontânea deve a punibilidade ser excluída, considerando que a natureza da penalidade é administrativa, aplicada no exercício do poder de polícia no âmbito aduaneiro., em face da incidência do art. 102, §2º, do Decreto-Lei nº 37/66, cuja alteração trazida pela Lei n° 12.350/2010, passou a contemplar o instituto da denúncia espontânea para as obrigações administrativas.
RETROATIVIDADE BENIGNA. Considerando que o dispositivo que autoriza a exclusão de multa administrativa em razão de denúncia espontânea entrou em vigor antes do julgamento da peça recursal, faz-se necessário observar o art. 106, II, a, do Código Tributário Nacional e afastar a multa prevista no art. 107, IV, e, do Decreto-Lei nº 37/66.
Numero da decisão: 3201-001.084
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencida a Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim.
Marcos Aurélio Pereira Valadão - Presidente.
Daniel Mariz Gudiño - Relator.
EDITADO EM: 13/10/2012
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente), Luciano Lopes de Almeida Moraes (vice-presidente), Mércia Helena Trajano DAmorim, Marcelo Ribeiro Nogueira, Paulo Sergio Celani e Daniel Mariz Gudiño.
Nome do relator: DANIEL MARIZ GUDINO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 02/10/2004 MULTA ADMINISTRATIVA. ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO RELATIVA A VEÍCULO OU CARGA NELE TRANSPORTADA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. POSSIBILIDADE. ART. 102, §2º, DO DECRETO-LEI Nº 37/66, COM REDAÇÃO DADA PELA LEI N° 12.350/2010. Uma vez satisfeitos os requisitos ensejadores da denúncia espontânea deve a punibilidade ser excluída, considerando que a natureza da penalidade é administrativa, aplicada no exercício do poder de polícia no âmbito aduaneiro., em face da incidência do art. 102, §2º, do Decreto-Lei nº 37/66, cuja alteração trazida pela Lei n° 12.350/2010, passou a contemplar o instituto da denúncia espontânea para as obrigações administrativas. RETROATIVIDADE BENIGNA. Considerando que o dispositivo que autoriza a exclusão de multa administrativa em razão de denúncia espontânea entrou em vigor antes do julgamento da peça recursal, faz-se necessário observar o art. 106, II, a, do Código Tributário Nacional e afastar a multa prevista no art. 107, IV, e, do Decreto-Lei nº 37/66.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 29 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 11128.002804/2007-16
anomes_publicacao_s : 201210
conteudo_id_s : 5174437
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 29 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3201-001.084
nome_arquivo_s : Decisao_11128002804200716.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : DANIEL MARIZ GUDINO
nome_arquivo_pdf_s : 11128002804200716_5174437.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencida a Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim. Marcos Aurélio Pereira Valadão - Presidente. Daniel Mariz Gudiño - Relator. EDITADO EM: 13/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente), Luciano Lopes de Almeida Moraes (vice-presidente), Mércia Helena Trajano DAmorim, Marcelo Ribeiro Nogueira, Paulo Sergio Celani e Daniel Mariz Gudiño.
dt_sessao_tdt : Mon Sep 24 00:00:00 UTC 2012
id : 4347253
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216303529984
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2203; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 300 1 299 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11128.002804/200716 Recurso nº 912.296 Voluntário Acórdão nº 3201001.084 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de setembro de 2012 Matéria MULTA ADMINISTRATIVA Recorrente AGENCIA DE VAPORES GRIEG S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 02/10/2004 MULTA ADMINISTRATIVA. ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO RELATIVA A VEÍCULO OU CARGA NELE TRANSPORTADA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. POSSIBILIDADE. ART. 102, §2º, DO DECRETOLEI Nº 37/66, COM REDAÇÃO DADA PELA LEI N° 12.350/2010. Uma vez satisfeitos os requisitos ensejadores da denúncia espontânea deve a punibilidade ser excluída, considerando que a natureza da penalidade é administrativa, aplicada no exercício do poder de polícia no âmbito aduaneiro., em face da incidência do art. 102, §2º, do DecretoLei nº 37/66, cuja alteração trazida pela Lei n° 12.350/2010, passou a contemplar o instituto da denúncia espontânea para as obrigações administrativas. RETROATIVIDADE BENIGNA. Considerando que o dispositivo que autoriza a exclusão de multa administrativa em razão de denúncia espontânea entrou em vigor antes do julgamento da peça recursal, fazse necessário observar o art. 106, II, “a”, do Código Tributário Nacional e afastar a multa prevista no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei nº 37/66. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencida a Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim. Marcos Aurélio Pereira Valadão Presidente. Daniel Mariz Gudiño Relator. EDITADO EM: 13/10/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 28 04 /2 00 7- 16 Fl. 120DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/10/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente), Luciano Lopes de Almeida Moraes (vicepresidente), Mércia Helena Trajano D’Amorim, Marcelo Ribeiro Nogueira, Paulo Sergio Celani e Daniel Mariz Gudiño. Relatório Por bem descrever os fatos ocorridos até a data da prolação do acórdão recorrido, transcrevo abaixo o relatório do órgão julgador de 1ª instância, incluindo, em seguida, as razões dos recursos voluntários apresentados pelas Recorrentes: Trata o presente processo de auto de infração, lavrado em face da contribuinte em epígrafe, formalizando a exigência da multa pela não prestação de informação sobre veículo ou carga nele transportada no prazo estabelecido pela Receita Federal do Brasil, preceituada no art. 107, inciso IV, alínea "e" do Decreto Lei n° 37/66, com redação dada pelo art. 77 da Lei 10833/03. Relata a autoridade fiscal que as mercadorias objeto da Declaração de Exportação (DDE) n° 2041046103/2, foram embarcadas em 25/09/2004. No entanto, a empresa responsável pelo transporte das mercadorias só informou os dados de embarque, conforme extrato do Siscomex, em 14/12/2004, quando o prazo legal era de até 7 dias após o embarque. Intimada do Auto de Infração, a interessada apresentou impugnação e documentos, alegando em síntese: Inaplicabilidade da multa ao agente marítimo, fundamentando na sumula 192. Descabimento da multa em face da denúncia espontânea. Ordem de serviço n° 4 fere o princípio da reserva legal, instituído no artigo 97, V do CTN . Desproporção da multa, ferindo os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Na decisão de primeira instância, proferida na Sessão de Julgamento de 24/02/2011, a 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo II (SP) julgou improcedente a impugnação da Recorrente, conforme Acórdão n° 1748.756 de fls. 5865: Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 02/10/2004 NÃO PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE VEÍCULO OU CARGA TRANSPORTADA, OU SOBRE OPERAÇÕES QUE EXECUTAR. Cabível a multa pela não prestação de informação sobre veículo ou carga nele transportada, na forma e prazo estabelecidos pela Receita Federal do Brasil, prevista no art. 107, inciso IV, alinea "e" do DL n° 37/66, com a redação dada pelo art. 61 da Medida Provisória n° 135/03. No caso, o registro dos dados do Fl. 121DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/10/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 11128.002804/200716 Acórdão n.º 3201001.084 S3C2T1 Fl. 301 3 embarque marítimo da carga foi efetuado no Siscomex após o prazo de 7 (sete) dias, estabelecido no art. 37 da IN SRF n° 28/94, com a redação dada pela IN SRF nº 510/2005. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido em Parte A Recorrente foi cientificada do teor do acórdão por intimação postal, em 14/03/2011 (f1. 67v), tendo protocolado seu recurso voluntário em 17/03/2011 (fls. 69/81), o qual, em síntese, reitera os argumentos de sua impugnação (fls. 18/25), exceto quanto à ilegalidade da Taxa Selic, bem como acrescenta que estava munida de boa fé, razão pela qual deveria ser afastada a penalidade que lhe foi aplicada, inclusive porque não causou dano ao erário. Na forma regimental, o processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator em 11/08/2011. É o relatório. Voto Conselheiro Daniel Mariz Gudiño Por estarem presentes os pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235 de 1972, conheço o recurso voluntário e passo a analisálo. Na minha opinião, o cerne da disputa consiste em saber se a Recorrente poderia sofrer a penalidade aplicada pela fiscalização, considerando que se trata de uma penalidade aplicável à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga. Os argumentos de que teria havido denúncia espontânea ou ausência de dano ao erário, parecemme secundários. Com efeito, a penalidade aplicada à Recorrente está fundamentada no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei nº 37 de 1966, com redação dada pela Lei nº 10.833 de 2003, que assim dispõe: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (...) IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) (...) e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga; e Fl. 122DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/10/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 4 (...) Segundo a Recorrente, “... a autuada NÃO é uma empresa de transporte internacional, nem tampouco um agente de carga (agente desconsolidador, que não se confunde com o agente marítimo)...” (fl. 77). Por essa razão, não haveria a subsunção do fato à norma, sendo inaplicável a penalidade por erro de sujeito. Contudo, em seu objeto social (fl. 27), percebo que as suas atividades no comércio exterior são amplas, contendo, entre outras, o afretamento ou arrendamento de navios e o papel de desconsolidador. Senão, vejamos: Artigo 3º A Sociedade tem por finalidade o agenciamento marítimo, a representação de companhias de navegação marítima e aérea, afretamento ou arrendamento de navios, Representação de N.V.O.C.C., Desconsolidador de N.V.O.C.C., operações portuárias de acordo com a Lei n°. 8.630/93, representação de agências de companhias de seguros, comissárias de despachos e quaisquer outras operações comerciais atinentes e complementares do comércio referido ou que a Diretoria julgar conveniente à Sociedade, podendo participar de outras Sociedades quer como sócia cotista ou acionista. Por outro lado, sendo amplo o rol de atividades que pode desempenhar, nada obsta que a Recorrente tenha sido um mero agente marítimo no caso concreto. Por essa razão, é importante que se verifique as informações do SISCOMEX para o Despacho de Exportação nº 2041046103/2 (fl. 12), abaixo reproduzido: A partir do cruzamento das informações acima, não há como aceitar a alegação de que a Recorrente não era o transportador das mercadorias em questão. Caso a informação contida no SISCOMEX estivesse equivocada, caberia à Recorrente provar tal equívoco. Porém, tanto na impugnação quanto no recurso voluntário, nada foi juntado ao processo nesse sentido. Quanto ao argumento da denúncia espontânea, é interessante notar que o art. 102, § 2º, do DecretoLei nº 37 de 1966, com redação dada pela Lei nº 12.350 de 2010, passou a prever a possibilidade de exclusão de multa administrativa decorrente de descumprimento de obrigação aduaneira. Há inclusive jurisprudência deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais aplicando o referido dispositivo, a saber: MULTA ADMINISTRATIVA. ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO RELATIVA A NAVIO OU A MERCADORIAS NELE EMBARCADAS. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.. POSSIBILIDADE. ART. 102, §2º DO DECRETOLEI Nº 37/66, COM REDAÇÃO DADA PELA LEI N° 12.350, DE 20/12/2010. APLICAÇÃO RETROATIVA. Uma vez satisfeitos os requisitos ensejadores da denúncia espontânea deve a punibilidade ser excluída, considerando que a natureza da penalidade é Fl. 123DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/10/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 11128.002804/200716 Acórdão n.º 3201001.084 S3C2T1 Fl. 302 5 administrativa, aplicada no exercício do poder de polícia no âmbito aduaneiro., em face da incidência do art. 102, §2º, do DecretoLei nº 37/66, cuja alteração trazida pela Lei n° 12.350/2010, passou a contemplar o instituto da denúncia espontânea para as obrigações administrativas. (Acórdão nº 3101000.997, Rel. Cons. Luiz Roberto Domingo, Sessão de 25/01/2012) Para fácil referência, transcrevese a norma do art. 102, § 2º, do DecretoLei nº 37 de 1966, com redação da Lei nº 12.350 de 2010, a saber: Art.102 A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. (Redação dada pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (Redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010) No caso concreto, o auto de infração foi lavrado em 11/04/2007 (fl. 1) e a Recorrente informou os dados de embarque no Siscomex em 14/12/2004 (fl. 13). Logo, assiste razão à Recorrente no tocante ao não cabimento da multa apesar do caráter objetivo da conduta prevista no art. 37 da Instrução Normativa SRF nº 28 de 1994 e da hipótese de aplicação da penalidade prevista no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei nº 37 de 1966. E nem se diga que a hipótese dos autos está prevista no art. 102, § 2º, alínea “a”, do DecretoLei nº 37 de 1966, pois o despacho aduaneiro somente se concluiria com a averbação do embarque, nos termos do art. 46 da Instrução Normativa SRF nº 28 de 1994. O dispositivo legal estabelece que não se considera espontânea a denúncia apresentada no curso do despacho aduaneiro, porém, somente até o desembaraço da mercadoria. Em outras palavras, o referido dispositivo não abrange todo o despacho aduaneiro até a averbação do embarque. Ora, como a obrigação que a Recorrente cumpriu intempestivamente devia ser cumprida posteriormente ao embarque, e o desembaraço das mercadorias é pressuposto lógico para o seu embarque, nos termos do art. 29 da Instrução Normativa SRF nº 28 de 1994, não se aplica ao caso o art. 102, § 2º, alínea “a”, do DecretoLei nº 37 de 1966, sendo possível, sim, a denúncia espontânea da obrigação em tela. Desse modo, fazse necessário observar o disposto no art. 106, II, “a”, do Código Tributário Nacional e aplicar a retroatividade benigna para contemplar a situação Fl. 124DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/10/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 6 vivenciada pela Recorrente. Sobre o assunto, a Câmara Superior deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais já se pronunciou. Confirase: DENÚNCIA ESPONTÂNEA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Tratandose de penalidade cuja exigência se encontra pendente de julgamento, aplicase a legislação superveniente que venha a beneficiar o contribuinte, em respeito ao princípio da retroatividade benigna. (Acórdão nº 910100344, Cons. Rel. Valmir Sandri, Sessão de 24/08/2009) Diante de todo o exposto, é de se dar provimento ao recurso voluntário, exonerando o crédito tributário na íntegra. Daniel Mariz Gudiño Relator Fl. 125DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/10/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
score : 1.0
Numero do processo: 11075.000582/2008-32
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004
RESSARCIMENTO OU COMPENSAÇÃO. CRÉDITO PRESUMIDO CALCULADO SOBRE PRODUTOS IN NATURA ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. BENEFÍCIO FISCAL CONCEDIDO À ATIVIDADE AGROINDUSTRIAL. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE.
Não é passível de ressarcimento ou compensação, por falta de previsão legal, a parcela do saldo credor, acumulado no final do trimestre calendário, originada de crédito presumido da Contribuição para o PIS/Pasep apurado sobre os produtos in natura adquiridos de pessoas físicas ou cooperados pessoas físicas e utilizados pela agroindústria como insumo na elaboração de produtos de origem animal ou vegetal destinados à alimentação humana ou animal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3802-001.344
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
EDITADO EM: 09/10/2012
Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausente momentânea do Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 RESSARCIMENTO OU COMPENSAÇÃO. CRÉDITO PRESUMIDO CALCULADO SOBRE PRODUTOS IN NATURA ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. BENEFÍCIO FISCAL CONCEDIDO À ATIVIDADE AGROINDUSTRIAL. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE. Não é passível de ressarcimento ou compensação, por falta de previsão legal, a parcela do saldo credor, acumulado no final do trimestre calendário, originada de crédito presumido da Contribuição para o PIS/Pasep apurado sobre os produtos in natura adquiridos de pessoas físicas ou cooperados pessoas físicas e utilizados pela agroindústria como insumo na elaboração de produtos de origem animal ou vegetal destinados à alimentação humana ou animal. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 11075.000582/2008-32
anomes_publicacao_s : 201211
conteudo_id_s : 5176300
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3802-001.344
nome_arquivo_s : Decisao_11075000582200832.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
nome_arquivo_pdf_s : 11075000582200832_5176300.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda - Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. EDITADO EM: 09/10/2012 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausente momentânea do Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2012
id : 4395441
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216306675712
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1905; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 10 1 9 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11075.000582/200832 Recurso nº 947.862 Voluntário Acórdão nº 3802001.344 – 2ª Turma Especial Sessão de 27 de setembro de 2012 Matéria PIS RESSARCIMENTO Recorrente CEREALISTA ORYZA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 RESSARCIMENTO OU COMPENSAÇÃO. CRÉDITO PRESUMIDO CALCULADO SOBRE PRODUTOS IN NATURA ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. BENEFÍCIO FISCAL CONCEDIDO À ATIVIDADE AGROINDUSTRIAL. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE. Não é passível de ressarcimento ou compensação, por falta de previsão legal, a parcela do saldo credor, acumulado no final do trimestre calendário, originada de crédito presumido da Contribuição para o PIS/Pasep apurado sobre os produtos in natura adquiridos de pessoas físicas ou cooperados pessoas físicas e utilizados pela agroindústria como insumo na elaboração de produtos de origem animal ou vegetal destinados à alimentação humana ou animal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. EDITADO EM: 09/10/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 07 5. 00 05 82 /2 00 8- 32 Fl. 199DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 09 /10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 2 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausente momentânea do Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi. Relatório Tratase de Recurso Voluntário oposto com o objetivo de reformar o Acórdão proferido pelos membros da 2ª Turma de Julgamento da DRJ Porto Alegre/RS, em que, por unanimidade de votos, julgaram improcedente a manifestação de inconformidade, com base nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. CRÉDITO PRESUMIDO. AGROINDÚSTRIAS. O crédito presumido atribuído às agroindústrias pelas aquisições de produtos in natura de pessoas físicas, que forem utilizados como insumos na elaboração de produtos de origem animal ou vegetal destinados à alimentação humana ou animal, não podem ser objeto de ressarcimento ou compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Por bem descrever os fatos registrados até a prolação do Acórdão de primeiro grau, transcrevo o relatório seguinte: Trata o presente processo de verificação da legitimidade de pedido de ressarcimento de crédito relativo ao PIS não cumulativo do terceiro trimestre de 2004 [no valor de R$ 13.621,07], pleiteado através de PER/DCOMP eletrônico transmitido em 08/09/2007 (fls. 02/04). Juntados documentos, inclusive cópia parcial do processo administrativo n° 11077.000606/200591, foi emitido o Parecer de fls. 97/101, onde, em especial, assentou o agente fiscal: 11. Conforme demonstrado na tabela acima, no montante total de crédito, inicialmente objeto do presente processo, no valor de R$ 39.784,26, o contribuinte incluiu R$ 34.587,75 (...) de Créditos Presumidos oriundos de sua Atividade Agroindustrial, apurado de acordo com o art. 8º da Lei n° 10.925 de 23/07/2004. (fl. 99) 13. O crédito presumido da contribuição para o PIS e Cofins, instituído pelos artigos 8º e 15 da Lei n° 10.925/2004, constitui subsídio fiscal para as empresas do setor alimentício que compram insumos de pessoa física ou cooperado pessoa física relativamente a mercadorias de Fl. 200DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 09 /10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 11075.000582/200832 Acórdão n.º 3802001.344 S3TE02 Fl. 11 3 origem animal ou vegetal para produção de mercadorias destinadas à alimentação humana ou animal. Este crédito presumido se caracteriza como subsídio fiscal para os fabricantes dos produtos listados nos citados artigos 8º e 15 da Lei nº 10.9245/2004, na medida em que, embora não haja tributação da contribuição do PIS e da COFINS na venda por pessoa física, ou cooperado pessoa física, dos insumos utilizados na fabricação daqueles produtos, tais fabricantes podem descontar o referido crédito do montante a ser recolhido a título dessas contribuições. (fl. 99) 15. Analisando a resposta do contribuinte (fls. 89/90) durante a auditoria tributária, constatase que os créditos presumidos apurados por este se enquadram perfeitamente na disposição contida no artigo 8º da lei n° 10.925 de 23.07.2004 e no Ato Declaratório Interpretativo n° 15 de 22.12.2005. (fl. 100) Em Despacho Decisório (fl. 102), a autoridade administrativa, com base no Parecer, que aprovou, determinou: a) reconhecimento do direito creditório referente ao ressarcimento do crédito de PIS (3º trimestre de 2004) no valor de R$ 2.202,15; b) indeferimento dos créditos oriundos de créditos presumidos da atividade agroindustrial no total de R$ 11.419,07; c) a homologação das compensações declaradas que tenham origem no crédito referido na alínea a, sempre respeitando o limite creditório ali deferido; d) cobrança dos débitos compensados indevidamente. A contribuinte foi cientificada em 01/04/2008 (AR de fl. 106) e, não se conformando com a decisão administrativa, apresentou em 23/04/2008 (fls. 118/123), sua manifestação de inconformidade onde, em síntese, alega: • apesar de ter a autoridade administrativa entendido que a Lei n° 10.925, de 2004, além de reconhecer o direito aos créditos presumidos, estabeleceu que a compensação daqueles créditos se restringiriam apenas às contribuições sociais devidas a título de COFINS e PIS, não abarcando a possibilidade de compensação com outros tributos, convém esclarecer que a Lei n° 11.116, de 2005 (art. 16), autorizou a compensação do crédito presumido de PIS e da COFINS com quaisquer tributos administrados pela RFB, sem qualquer restrição; • em que pese o teor do Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 15, de 2005, vedar a compensação do crédito presumido do PIS e da COFINS com tributos e contribuições administrados pela RFB, tal ato não se coaduna com o disposto no art. 16 da Fl. 201DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 09 /10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 4 Lei n° 11.116, de 2005. Não pode o mencionado Ato Declaratório ser contrário ao texto da lei, pois este autoriza expressamente a compensação com tributos e contribuições administradas pela RFB; • antes mesmo da edição da Lei n° 11.116, de 2005, o STJ já tinha consolidado o entendimento de que o contribuinte poderia promover a compensação de créditos com quaisquer tributos administrados pela RFB; • requer a declaração da possibilidade de compensar o crédito presumido de PIS e de COFINS com quaisquer tributos administrados pela RFB, conforme prevê o art. 16 da Lei n° 11.116, de 2005. Requer, também, seja reformado o entendimento perfilhado pela autoridade administrativa, para o fim de deferir integralmente o pedido formalizado. O Órgão de origem despachou na fl. 130, atestando a tempestividade da manifestação de inconformidade e remetendo o processo a esta DRJ. Em 25/04/2012, a Interessada foi cientificada do referido Acórdão. Inconformada, em 18/05/2012, protocolou o presente Recurso Voluntário, em que reafirmou as razões de defesa suscitadas na presente manifestação de inconformidade. No final, requereu a reforma do Acórdão recorrido e o deferimento integral dos presentes pedidos de ressarcimento. Em 22/05/2012, os presentes autos foram enviados a este E. Conselho. Na Sessão de junho 2012, mediante sorteio, foram distribuídos para este Conselheiro, em conformidade com o disposto no art. 49 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O presente Recurso é tempestivo, foi apresentado por parte legítima, trata de matéria da competência deste Colegiado e preenche os demais requisitos de admissibilidade, incluindo o limite alçada, portanto, dele tomo conhecimento. Da leitura do Parecer e Despacho Decisório colacionado aos autos (fls. 97/102), extraise que a presente controvérsia limitase apenas ao direito de ressarcimento ou compensação da parcela do saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep, acumulado no final do 3º trimestre de 2004, proveniente da parcela dos créditos calculados sobre o valor dos bens de origem animal e vegetal adquiridos de pessoas físicas ou cooperados pessoas físicas, denominados de “créditos presumidos da atividade agroindustrial”, no valor de R$ 11.419,07. A Turma de Julgamento de primeira instância manteve o referido Despacho Decisório, com base no entendimento de que tais créditos somente podiam ser utilizados para Fl. 202DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 09 /10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 11075.000582/200832 Acórdão n.º 3802001.344 S3TE02 Fl. 12 5 dedução das Contribuições para o PIS/Pasep e Cofins, conforme exposto no Ato Declaratório Interpretativo do Secretário da Receita Federal nº 15, de 2005, consequentemente, não havia previsão legal para o ressarcimento ou compensação da parcela do saldo credor, acumulada no final trimestre, proveniente dos referidos créditos. Por sua vez, no presente Recurso, a Interessada insistiu com a alegação que tinha direito ao ressarcimento do mencionado crédito, com base no argumento de que o art. 16 da Lei nº 11.116, de 18 de maio de 2005, havia autorizado os contribuintes a compensarem, sem qualquer restrição, o crédito presumido da Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins com quaisquer tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal. Não procede o argumento da Recorrente, pois, ao contrário do que alegou, há previsão legal somente para a compensação e o ressarcimento da parcela do saldo credor, acumulada no final de cada trimestre, proveniente apenas dos créditos normais das referidas Contribuições, previstos no art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e do art. 15 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, conforme expressamente disposto no art. 16 da Lei nº 11.116, de 2005, a seguir transcrito: Art. 16. O saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurado na forma do art. 3o das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e do art. 15 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004, acumulado ao final de cada trimestre do anocalendário em virtude do disposto no art. 17 da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004, poderá ser objeto de: I compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à matéria; ou II pedido de ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria. Parágrafo único. Relativamente ao saldo credor acumulado a partir de 9 de agosto de 2004 até o último trimestrecalendário anterior ao de publicação desta Lei, a compensação ou pedido de ressarcimento poderá ser efetuado a partir da promulgação desta Lei. (grifos não originais) Da leitura do referido preceito legal, verificase ainda que, além da compensação e do ressarcimento estarem restritos apenas ao saldo credor proveniente dos créditos normais, acumulado no final de cada trimestre, a origem do referido saldo deve decorrer das vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência das referidas Contribuições, conforme estabelecido no art. 17 da Lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, a seguir reproduzido: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. No presente caso, inexiste controvérsia de que a parcela do saldo credor pleiteado pela Recorrente teve origem nos créditos presumidos da Contribuição para o Fl. 203DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 09 /10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 6 PIS/Pasep, apurados no 3º trimestre de 2004, calculados sobre os insumos de origem animal ou vegetal, adquiridos de pessoas físicas ou cooperados pessoas físicas e utilizados na produção de mercadorias destinadas à alimentação humana ou animal, concedido sob forma de benefício fiscal, na forma estabelecida no caput do artigo 8º1 da Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004. Não se pode olvidar que, por força do disposto no art. 111 do CTN, o comando legal concessivo de benefício fiscal não pode ser interpretada de forma extensiva, de modo a alcançar situação que não esteja nele expressamente explicitada. Além disso, por força do disposto no inciso II do art. 97 do CTN, a concessão de qualquer benefício fiscal que implique redução de tributo somente pode ser concedida por lei. Neste sentido, o legislador ordinário goza de plenas prerrogativas para delimitar a extensão e a forma de utilização do benefício concedido. É oportuno destacar ainda que o entendimento aqui esposa está em perfeita sintonia com a jurisprudência do E. Superior Tribunal de Justiça, conforme se extrai da leitura do enunciado da ementa do acórdão proferido no julgamento do Recurso Especial (Resp) nº 1.118.011/SC, a seguir transcrita: TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS PRESUMIDOS DECORRENTES DA LEI 10.925/04 COM QUAISQUER TRIBUTOS ADMINISTRADOS PELA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL. CRÉDITOS NÃO PREVISTOS NA NORMA LEGAL AUTORIZADORA. ART. 11 DA LEI 11.116/05. DIREITO LÍQUIDO E CERTO NÃO EVIDENCIADO. 1. Recurso especial interposto nos autos de mandado de segurança, impetrado pela contribuinte com objetivo de ver reconhecido o direito de compensar seus créditos presumidos de PIS e de COFINS, oriundos da Lei 10.925/04, com quaisquer tributos administrados pela Receita Federal, nos termos do art. 16 da Lei 11.116/05. Aduz que são ilegais os atos regulamentares do Poder Executivo (Ato Interpretativo Declaratório 15/2005 e a Instrução Normativa SRF 660/2006) que se contrapõem a essa pretensão. 2. O direito à compensação tributária deve ser analisado à luz do princípio da legalidade estrita, em conformidade com o que dispõe o art. 170 do CTN: "A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública". Precedentes: AgRg no Ag 1.207.543/PR, de minha relatoria, PRIMEIRA TURMA, DJe 17/06/2010; AgRg no AgRg no REsp 1012172/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 1 "Art. 8o As pessoas jurídicas, inclusive cooperativas, que produzam mercadorias de origem animal ou vegetal, classificadas nos capítulos 2, 3, exceto os produtos vivos desse capítulo, e 4, 8 a 12, 15, 16 e 23, e nos códigos 03.02, 03.03, 03.04, 03.05, 0504.00, 0701.90.00, 0702.00.00, 0706.10.00, 07.08, 0709.90, 07.10, 07.12 a 07.14, exceto os códigos 0713.33.19, 0713.33.29 e 0713.33.99, 1701.11.00, 1701.99.00, 1702.90.00, 18.01, 18.03, 1804.00.00, 1805.00.00, 20.09, 2101.11.10 e 2209.00.00, todos da NCM, destinadas à alimentação humana ou animal, poderão deduzir da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, devidas em cada período de apuração, crédito presumido, calculado sobre o valor dos bens referidos no inciso II do caput do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, adquiridos de pessoa física ou recebidos de cooperado pessoa física". Fl. 204DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 09 /10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 11075.000582/200832 Acórdão n.º 3802001.344 S3TE02 Fl. 13 7 11/5/2010; AgRg no REsp 965.419/RS, Rel. Ministro Francisco Falcão, Primeira Turma, DJe 5/3/2008. 3. Dispõe o art. 16, inciso I, da Lei 11.116/05: "O saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurado na forma do art. 3º das Leis 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e do art. 15 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, acumulado ao final de cada trimestre do ano calendário em virtude do disposto no art. 17 da Lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, poderá ser objeto de: I compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à matéria". 4. A compensação autorizada pelo art. 16 da Lei 11.116/05 não contempla a utilização dos créditos presumidos disciplinados na Lei 10.925/04, o que, por si só, à luz do art. 170 do CTN, afasta o direito líquido e certo vindicado nesta impetração. 5. Além disso, a concessão de créditos presumidos pela Lei 10.925/04 tem por escopo a redução da carga tributária incidente na cadeia produtiva dos alimentos, na medida em que a venda de bens por pessoa física ou por cooperado pessoa física para a impetrante (cerealista) não sofre a tributação do PIS e da COFINS, ou seja, dessa operação, pela sistemática da não cumulatividade, não há, efetivamente, tributo devido para a adquirente se creditar. 6. Essa finalidade é suficiente para diferenciar esses créditos presumidos daqueles expressamente admitidos pela Lei 11.116/05, os quais são efetivamente existentes, por decorrerem da sistemática da não cumulatividade prevista nas Leis 10.637/02, 10.833/03 e 10.865/04. Aliás, a Lei 10.637/02 (com redação incluída pela Lei 10.865/04), em seu art. 3º, § 2º, inciso II, exclui de sua sistemática o crédito derivado "da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota 0 (zero), isentos ou não alcançados pela contribuição". 7. Ademais, a própria Lei 10.925/04, em seus arts. 8º e 15, só prevê a utilização desses créditos presumidos para o desconto daquilo que for devido de PIS e de COFINS. 8. Portanto, os atos regulamentares expedidos pelo Poder Executivo ora impugnados pela recorrente, ao impedirem a compensação ora postulada, não inovaram no plano normativo nem contrariaram o disposto no art. 16 da Lei 11.116/05, mas, apenas explicitaram vedação que, como visto, já estava contida na legislação tributária vigente. 9. Recurso especial não provido. (REsp 1118011/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 24/08/2010, DJe 31/08/2010) – grifos não originais. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 09 /10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 8 Com base nessas considerações, entendo que, por falta de previsão legal, não é passível de ressarcimento o valor do crédito objeto do presente pleito. Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao presente Recurso, para manter na íntegra o Acórdão recorrido. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 206DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 09 /10/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA
score : 1.0
Numero do processo: 10384.002583/2008-65
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Simples Nacional
Ano-calendário: 2008
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Havendo incompatibilidade da ementa com a decisão prolatada, devem ser acolhidos os embargos para que seja sanada a contradição, mediante a alteração da ementa do acórdão embargado. OPÇÃO. TERMO DE INDEFERIMENTO. IRREGULARIDADE FISCAL. Não restando comprovado que o contribuinte se encontrasse em situação de irregularidade fiscal perante as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, ou com o INSS, e inexistindo outros motivos expressos no Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional, deve ser deferida a opção do contribuinte pelo regime simplificado.
Numero da decisão: 1102-000.800
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos declaratórios para retificar a ementa do Acórdão 1102-00.650, de 16.01.2012, e ratificar a parte dispositiva, mantendo a decisão de dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Documento assinado digitalmente. Albertina Silva Santos de Lima - Presidente. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Albertina Silva Santos de Lima, Antonio Carlos Guidoni Filho, João Otávio Oppermann Thomé, Silvana Rescigno Guerra Barretto, José Sérgio Gomes, e João Carlos de Figueiredo Neto.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Simples Nacional Ano-calendário: 2008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Havendo incompatibilidade da ementa com a decisão prolatada, devem ser acolhidos os embargos para que seja sanada a contradição, mediante a alteração da ementa do acórdão embargado. OPÇÃO. TERMO DE INDEFERIMENTO. IRREGULARIDADE FISCAL. Não restando comprovado que o contribuinte se encontrasse em situação de irregularidade fiscal perante as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, ou com o INSS, e inexistindo outros motivos expressos no Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional, deve ser deferida a opção do contribuinte pelo regime simplificado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10384.002583/2008-65
anomes_publicacao_s : 201209
conteudo_id_s : 5169026
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 1102-000.800
nome_arquivo_s : Decisao_10384002583200865.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME
nome_arquivo_pdf_s : 10384002583200865_5169026.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos declaratórios para retificar a ementa do Acórdão 1102-00.650, de 16.01.2012, e ratificar a parte dispositiva, mantendo a decisão de dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Documento assinado digitalmente. Albertina Silva Santos de Lima - Presidente. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Albertina Silva Santos de Lima, Antonio Carlos Guidoni Filho, João Otávio Oppermann Thomé, Silvana Rescigno Guerra Barretto, José Sérgio Gomes, e João Carlos de Figueiredo Neto.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2012
id : 4290001
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216310870016
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1933; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T2 Fl. 2 1 1 S1C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10384.002583/200865 Recurso nº 345.122 Embargos Acórdão nº 1102000.800 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 13 de setembro de 2012 Matéria SIMPLES. Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado S.P.SOARES ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Havendo incompatibilidade da ementa com a decisão prolatada, devem ser acolhidos os embargos para que seja sanada a contradição, mediante a alteração da ementa do acórdão embargado. OPÇÃO. TERMO DE INDEFERIMENTO. IRREGULARIDADE FISCAL. Não restando comprovado que o contribuinte se encontrasse em situação de irregularidade fiscal perante as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, ou com o INSS, e inexistindo outros motivos expressos no Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional, deve ser deferida a opção do contribuinte pelo regime simplificado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos declaratórios para retificar a ementa do Acórdão 110200.650, de 16.01.2012, e ratificar a parte dispositiva, mantendo a decisão de dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Documento assinado digitalmente. Albertina Silva Santos de Lima Presidente. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 4. 00 25 83 /2 00 8- 65 Fl. 124DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 24/ 09/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 24/09/2012 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA Processo nº 10384.002583/200865 Acórdão n.º 1102000.800 S1C1T2 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Albertina Silva Santos de Lima, Antonio Carlos Guidoni Filho, João Otávio Oppermann Thomé, Silvana Rescigno Guerra Barretto, José Sérgio Gomes, e João Carlos de Figueiredo Neto. Relatório Tratase de embargos interpostos pela Fazenda Nacional contra a decisão proferida no Acórdão nº 110200.650, de 16 de janeiro de 2012, que restou assim ementado e decidido: “ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2008 Súmula CARF nº 22: É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Dívida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa. (...) ACORDAM os Membros da 1ª CÂMARA / 2ª TURMA ORDINÁRIA do PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso,nos termos do voto do relator.” Sustenta a recorrida que o Acórdão n° 110200.650 apresenta contradição entre a decisão e os seus fundamentos, pelo motivo a seguir, em síntese, relatado. O colegiado deu provimento ao recurso voluntário, cujo pedido é a permanência do contribuinte no SIMPLES, conforme se lê às fls. 79, enquanto que o fundamento apontado é a nulidade do ato declaratório de exclusão, por ausência de indicação precisa dos débitos do contribuinte, nos termos da Súmula CARF nº 22. Contudo, a nulidade do ato de exclusão implicaria, no entender da embargante, tão somente na edição de novo ato, na devida forma, de modo que o julgado se mostraria contraditório ao conceder provimento ao pedido recursal acima referido. Tendo em vista que a relatora não mais integra o colegiado, foram os presentes embargos a mim redistribuídos para relato, nos termos do art. 49, § 7º, do Anexo II, da Portaria MF nº 256, de 22.06.2009, que aprovou o Regimento Interno do CARF (RICARF), e, por despacho, foram eles admitidos, a fim de serem apreciados pela Turma. É o relatório. Voto Conselheiro João Otávio Oppermann Thomé Fl. 125DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 24/ 09/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 24/09/2012 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA Processo nº 10384.002583/200865 Acórdão n.º 1102000.800 S1C1T2 Fl. 4 3 Os embargos preenchem os pressupostos de admissibilidade e deles conheço. Resta patente no voto condutor que o fundamento adotado para o provimento do recurso foi o teor da Súmula CARF nº 22, a qual foi reproduzida não somente na ementa mas também no trecho final do aresto atacado, conforme abaixo (grifo nosso): “O tema referente a essas supostas diferenças tornouse recorrente nesse Colegiado Administrativo, encontrandose atualmente sumulado, na ordem seguinte: Súmula CARF nº 22: É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Dívida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa. É o caso. Nessa ordem de juízo, voto por DAR provimento ao recurso.” Neste aspecto, há de fato uma aparente incompatibilidade entre a decisão e seus fundamentos. Isto porque a Súmula em questão está claramente voltada às situações de exclusão do regime simplificado, e da sua aplicação ao caso resultaria somente a declaração de nulidade do Ato Declaratório Executivo de exclusão, conforme o seu próprio teor. O caso dos autos, contudo, é de pedido de inclusão no Simples Nacional, feito pela recorrente em 28.01.2008. Foi este pedido que, ao ser indeferido, motivou a Manifestação de Inconformidade, julgada improcedente, e o posterior recurso voluntário, ao qual foi dado provimento. Deve ficar claro, portanto, que não há qualquer exclusão do regime simplificado em litígio no presente processo, não obstante o próprio relatório da decisão recorrida assim se inicie, verbis: “Tratase de exclusão da sistemática do Simples Federal ...” Por outro lado, indene de dúvida que a Turma julgadora, que seguiu à unanimidade o voto condutor da decisão embargada, entendeu que o contestado ato de ofício expedido era nulo. Isto pode ser comprovado pelo seguinte excerto do voto: “A informação de fls.69, apenas menciona a diferença da contribuição previdenciária sem demonstrar sua origem. Junta, apenas, um “relatório”que aponta o valor supostamente devido , o pago e a diferença. (...) Pelo relatório de diligência fiscal não é possível saber a origem das diferenças apontadas (R$ 249,37; 229,98; 75,98) não consta dos autos como se formou o débito remanescente, apenas descrito em uma linha, para cada mês e replicados no despacho decisório (fls.69), sem observar o que dispõe o artigo 142 do Código Tributário Nacional, como segue: (...)” Assim, a questão que ora se coloca perante o colegiado, e que precisa ser esclarecida, é a seguinte: se a Turma, ao julgar o recurso voluntário interposto, decidiu tão somente pela nulidade do Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional, de fls. 8, por analogia com os casos de exclusão do regime simplificado motivados pelo mesmo tipo de Fl. 126DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 24/ 09/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 24/09/2012 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA Processo nº 10384.002583/200865 Acórdão n.º 1102000.800 S1C1T2 Fl. 5 4 ocorrência (e que levam tão somente à nulidade do ato declaratório de exclusão, mas não impedem, ao menos em tese, a emissão de novo ato de exclusão que aponte precisamente as pendências existentes), ou se decidiu pela nulidade do Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional e também pelo deferimento de sua opção por este regime. Conquanto não tenha este relator participado do julgamento em questão, entendo que o intuito manifestado pela Turma foi efetivamente dar provimento integral ao pedido, e deferir, portanto a opção da recorrente pelo regime simplificado. Isto porque, muito embora a situação de fato motivadora da nulidade do ato editado (Ato Declaratório de Exclusão ou Termo de Indeferimento da Opção) seja a mesma nos dois casos — a falta de indicação precisa dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa — o tratamento dispensado a cada um deles não pode ser rigorosamente o mesmo. É que, em caso de exclusão do regime simplificado, declarar a nulidade do Ato Declaratório de Exclusão é o quanto basta para que o contribuinte permaneça — enquanto não venha a ser editado novo ato — na sistemática do regime simplificado, sendo que, na eventualidade de tal edição, terá o contribuinte direito a novamente exercer o seu amplo direito de defesa contra tal ato. Já no caso de indeferimento de opção, se o provimento limitarse a apenas declarar a nulidade do Termo de Indeferimento da Opção, mas não lhe reconhecer o direito à opção pelo regime simplificado, estará o contribuinte, para todos os efeitos, alijado da condição de optante enquanto tal direito não lhe venha a ser expressamente reconhecido pela administração tributária, ressalvada ainda a hipótese de, eventualmente, decidir o órgão administrativo pela expedição de novo Termo de Indeferimento da Opção, sem os vícios do anterior. Tal situação de absoluta insegurança jurídica para o contribuinte revelase, evidentemente, de todo incompatível com a sistemática do regime simplificado (em que pese não haja, na legislação editada, prazo expressamente determinado para a expedição de Termo de Indeferimento da Opção), bem assim com o ordenamento jurídico, pois não é concebível que possa o contribuinte permanecer em situação de não optante, sem que tenha o fisco constituído prova efetiva de que ele não estivesse regular na data limite estabelecida na lei para a regularização de suas pendências. Em situações como tais, portanto, impõese o deferimento de sua inclusão no regime simplificado. Acaso venha a administração tributária constatar efetiva pendência fiscal, poderá então expedir contra o contribuinte em questão um Ato Declaratório de Exclusão, contra o qual poderá este insurgirse, mas aí, então, na condição de optante pelo regime simplificado, enquanto não venha a transitar em julgado eventual decisão administrativa a ele desfavorável. Portanto, concluo que a decisão prolatada encontrase coerente com o quanto exposto no voto condutor. A aparente incompatibilidade entre a decisão e os seus fundamentos deve ser sanada com a alteração da ementa, pois o caso concreto, de fato, por não versar sobre exclusão de regime simplificado, não permite a aplicação simples e direta do quanto disposto na Súmula CARF nº 22, conforme deu a entender a ementa em questão. Nestes termos, proponho que a ementa seja alterada para o seguinte teor, não sendo necessário, por outro lado, promover alteração na parte dispositiva do acórdão: Fl. 127DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 24/ 09/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 24/09/2012 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA Processo nº 10384.002583/200865 Acórdão n.º 1102000.800 S1C1T2 Fl. 6 5 “Assunto: Simples Nacional Anocalendário: 2008 OPÇÃO. TERMO DE INDEFERIMENTO. IRREGULARIDADE FISCAL. Não restando comprovado que o contribuinte se encontrasse em situação de irregularidade fiscal perante as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, ou com o INSS, e inexistindo outros motivos expressos no Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional, deve ser deferida a opção do contribuinte pelo regime simplificado.” Pelas razões discorridas, voto pelo acolhimento dos embargos declaratórios para o fim de retificar a ementa do Acórdão 110200.650, na forma acima transcrita, ratificando a sua parte dispositiva. É como voto. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé Relator Fl. 128DF CARF MF Impresso em 26/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 24/ 09/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 24/09/2012 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 13896.004599/2008-21
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Dec 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003, 2004, 2005, 2006
RECURSO EX-OFFÍCIO. ERRO NA APURAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
Nega-se provimento ao recurso interposto pela autoridade julgadora de primeira instância, quando a decisão recorrida identificou, corretamente, que a fiscalização deixou de considerar, na apuração do crédito tributário, valores que foram pagos, compensados e retidos pelas fontes pagadoras.
NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA.
Não verificado que houve preterição do direito de defesa, descabe falar em nulidade do auto de infração. Não enseja nulidade do lançamento quando presentes os elementos do art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972 e alterações e do art. 142 do CTN.
CSLL MANTIDA PELO ÓRGÃO JULGADOR DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NÃO COMPROVAÇÃO DA INCORREÇÃO.
Os valores da CSLL exigidos na autuação e mantidos pelo órgão julgador de primeira instância, somente podem ser desconstituídos com base em elementos e documentos hábeis e suficientes que comprovem a incorreção apontada.
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. CABIMENTO.
Nos lançamentos efetuados pela autoridade fiscal competente, por expressa disposição legal, é cabível a imposição da multa de ofício e dos juros de mora aos débitos tributários regularmente formalizados em auto de infração, não pagos no vencimento.
Numero da decisão: 1202-000.922
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e, quanto ao recurso voluntário, em rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Nelson Lósso Filho - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto Donassolo Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Nelson Lósso Filho, Orlando José Gonçalves Bueno, Carlos Alberto Donassolo, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Viviane Vidal Wagner.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO DONASSOLO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201212
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2003, 2004, 2005, 2006 RECURSO EX-OFFÍCIO. ERRO NA APURAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Nega-se provimento ao recurso interposto pela autoridade julgadora de primeira instância, quando a decisão recorrida identificou, corretamente, que a fiscalização deixou de considerar, na apuração do crédito tributário, valores que foram pagos, compensados e retidos pelas fontes pagadoras. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. Não verificado que houve preterição do direito de defesa, descabe falar em nulidade do auto de infração. Não enseja nulidade do lançamento quando presentes os elementos do art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972 e alterações e do art. 142 do CTN. CSLL MANTIDA PELO ÓRGÃO JULGADOR DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NÃO COMPROVAÇÃO DA INCORREÇÃO. Os valores da CSLL exigidos na autuação e mantidos pelo órgão julgador de primeira instância, somente podem ser desconstituídos com base em elementos e documentos hábeis e suficientes que comprovem a incorreção apontada. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. CABIMENTO. Nos lançamentos efetuados pela autoridade fiscal competente, por expressa disposição legal, é cabível a imposição da multa de ofício e dos juros de mora aos débitos tributários regularmente formalizados em auto de infração, não pagos no vencimento.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 21 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13896.004599/2008-21
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5178059
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 24 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 1202-000.922
nome_arquivo_s : Decisao_13896004599200821.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO DONASSOLO
nome_arquivo_pdf_s : 13896004599200821_5178059.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e, quanto ao recurso voluntário, em rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Nelson Lósso Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Nelson Lósso Filho, Orlando José Gonçalves Bueno, Carlos Alberto Donassolo, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Viviane Vidal Wagner.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2012
id : 4420507
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216312967168
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2201; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T2 Fl. 1.247 1 1.246 S1C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13896.004599/200821 Recurso nº De Ofício e Voluntário Acórdão nº 1202000.922 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 5 de dezembro de 2012 Matéria IRPJAUTO DE INFRAÇÃO Recorrentes FRESENIUS HEMOCARE BRASIL LTDA. FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003, 2004, 2005, 2006 RECURSO EXOFFÍCIO. ERRO NA APURAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Negase provimento ao recurso interposto pela autoridade julgadora de primeira instância, quando a decisão recorrida identificou, corretamente, que a fiscalização deixou de considerar, na apuração do crédito tributário, valores que foram pagos, compensados e retidos pelas fontes pagadoras. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. Não verificado que houve preterição do direito de defesa, descabe falar em nulidade do auto de infração. Não enseja nulidade do lançamento quando presentes os elementos do art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972 e alterações e do art. 142 do CTN. CSLL MANTIDA PELO ÓRGÃO JULGADOR DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NÃO COMPROVAÇÃO DA INCORREÇÃO. Os valores da CSLL exigidos na autuação e mantidos pelo órgão julgador de primeira instância, somente podem ser desconstituídos com base em elementos e documentos hábeis e suficientes que comprovem a incorreção apontada. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. CABIMENTO. Nos lançamentos efetuados pela autoridade fiscal competente, por expressa disposição legal, é cabível a imposição da multa de ofício e dos juros de mora aos débitos tributários regularmente formalizados em auto de infração, não pagos no vencimento. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 00 45 99 /2 00 8- 21 Fl. 1247DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 14/12/ 2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 13896.004599/200821 Acórdão n.º 1202000.922 S1C2T2 Fl. 1.248 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e, quanto ao recurso voluntário, em rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Nelson Lósso Filho Presidente (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo – Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Nelson Lósso Filho, Orlando José Gonçalves Bueno, Carlos Alberto Donassolo, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Viviane Vidal Wagner. Relatório Tratase do exame de recurso voluntário e recurso de ofício em razão da decisão proferida no Acórdão da DRJ/Campinas, que julgou procedente em parte as exigências contidas nos Autos de Infração, de fls., emitidos para formalizar os lançamentos do IRPJ e da CSLL em razão da fiscalização ter constatado diferenças entre os valores registrados na contabilidade e aqueles declarados em DCTF e/ou pagamentos realizados, relativo aos anos de 2003 a 2006, fls. 102 e seguintes. Ao crédito tributário lançado, foram acrescidos a multa de ofício, no percentual de 75%, e os juros de mora, com base na taxa Selic. O confronto dos valores das estimativas mensais informados na declaração DIPJ com as estimativas que tiveram o recolhimento confirmado nos sistemas informatizados da RFB, levou a fiscalização a concluir pela falta de declaração em DCTF e pela insuficiência de recolhimento do IRPJ e da CSLL devidos no ajuste anual. O contribuinte apresentou tempestivamente a sua impugnação, de fls. 121/141, acompanhada dos documentos de fls. 142/490, alegando, em síntese: falta de sustentação legal do lançamento uma vez que não foram considerados os pagamentos por DARF e as compensações informadas em DCOMPs; argumenta que os débitos escriturados foram quitados nos termos do art. 156, incisos I e II do Código Tributário NacionalCTN e jamais poderia ensejar o lançamento Fl. 1248DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 14/12/ 2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 13896.004599/200821 Acórdão n.º 1202000.922 S1C2T2 Fl. 1.249 3 fiscal. Fundamentase no art. 142 do CTN e art. 9° do Decreto n° 70.235, 06 de março de 1972. Busca os princípios que regem a Administração Pública, constantes do art. 37 da CF/88, especialmente o atinente à legalidade; destaca que a fiscalização citou, no enquadramento legal, dispositivo inexistente no ordenamento jurídico (art. 77, inciso III, do Decreto Lei n° 5.844/43 e art. 37 da Lei no 10.637,de 2002, este último revogado pelo art. 42 da Lei n° 11.727, de 2008, conversão da Medida Provisória n° 413, de 2008), constituindo vício formal do lançamento; no mérito, alega ter incorrido em erro no preenchimento da DCTF referente ao período de 10/2003 a 03/2007, fato o qual levou o Fisco a erro quando da elaboração do "DEMONSTRATIVO DE DIFERENÇAS APURADAS PELO AFRFB" (doc. 07), que serviu de base para o lançamento. No entanto, julga que não se justifica a desconsideração dos pagamentos e das compensações apresentados. Apresenta demonstração analítica da extinção do crédito tributário apontado no auto de infração; a fim de se conhecer dos documentos juntados, busca os princípios da verdade material e da informalidade, previstos na Lei n° 9.784, de 1999, argumentando que se pode valer de novas provas até o julgamento final e de provas produzidas em outro processo ou em decorrência de fatos supervenientes; protesta contra a cobrança de juros de mora à taxa Selic, bem como da multa de ofício, no percentual de 75%, porque não comprovada a mora, diante da prova da extinção dos débitos reclamados; Na sequência, foi emitido o Acórdão nº 0534.927da DRJ/Campinas, fls. 603 e seguintes, decidindo por cancelar em parte o lançamento fiscal, com o seguinte ementário: Provas. No âmbito do Processo Administrativo Fiscal a prova documental deve ser apresentada no momento da impugnação, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, a menos que demonstrado, justificadamente, o preenchimento de um dos requisitos constantes do art.16, § 40, do Decreto n° 70.235, de 1972, o que não se logrou atender neste caso. Diligencias e Perícias. Indeferese o pedido de diligência e perícia quando presentes nos autos elementos capazes de formar a convicção do julgador, bem como quando não preenchidos os requisitos legais previstos para sua formulação. Endereçamento das Intimações. É prevista a intimação do sujeito passivo apenas no domicílio tributário, assim considerado o do endereço postal, eletrônico ou de fax, pelo contribuinte fornecido, para fins cadastrais, à Secretaria da Receita Federal. Nulidade. Improcedência. Fl. 1249DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 14/12/ 2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 13896.004599/200821 Acórdão n.º 1202000.922 S1C2T2 Fl. 1.250 4 Não procedem as argüições de nulidade quando não se vislumbram nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972. IRPJ. Valores Escriturados e Não Declarados. 0 imposto de renda retido, bem como as estimativas pagas e/ou compensadas são considerados antecipação do devido em 31 de dezembro do anocalendário, sendo admitida a respectiva dedução, quando incidentes sobre as receitas computadas na determinação do lucro real. Cancelase o lançamento do imposto de renda devido no ajuste anual quando suportado pelas antecipações devidamente comprovadas. CSLL. Valores Escriturados e Não Declarados. A contribuição social sobre o lucro liquido retida, bem como as estimativas pagas e/ou compensadas são consideradas antecipação da devida em 31 de dezembro do anocalendário, sendo admitida a respectiva dedução, quando incidentes sobre as receitas computadas na determinação do lucro real. É cabível a glosa das estimativas cuja compensação tenha sido considerada não homologada, quando relativas a DCOMP transmitidas até 30/10/2003. Cancelase o lançamento da contribuição social devida no ajuste anual na proporção das antecipações devidamente comprovadas. Multa de Lançamento de Oficio. A multa de lançamento de oficio decorre de expressa determinação legal, e é devida nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata, não cumprindo à administração afastála sem lei que assim regulamente, nos termos do art. 97, inciso VI, do CTN. Juros de Mora. 0 crédito tributário não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Dessa decisão, a DRJ/Campinas recorreu de ofício a este órgão julgador, na forma do art. 34, inciso I, do Decreto n.° 70.235, de 6 de março de 1972, e alterações, e Portaria do Ministro da Fazenda n° 3, de 03 de janeiro de 2008. Foi apresentado recurso voluntário, de fls. 1177 e seguintes, repisando praticamente as mesmas alegações trazidas na peça impugnatória. Fl. 1250DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 14/12/ 2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 13896.004599/200821 Acórdão n.º 1202000.922 S1C2T2 Fl. 1.251 5 É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos Alberto Donassolo, Relator. Recurso de Ofício O recurso de ofício atende aos requisitos do art. 34 do Decreto n° 70.235, de 1972, combinado com o estabelecido na Portaria MF n.° 03, de 2008, porque o acórdão recorrido exonerou valores de tributo e de multa em montante superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) estabelecido na referida Portaria, portanto, dele conheço. O acórdão da DRJ/Campinas excluiu da tributação do IRPJ e da CSLL devidos ao final de cada ano lançado (apuração anual), os valores das estimativas mensais do IRPJ e da CSLL comprovadamente pagos e compensados. Após detalhada consulta aos sistemas de controle da Receita Federal do Brasil, o órgão julgador de primeira instância apresentou demonstrativos em seu voto condutor e concluiu que parte dos valores das estimativas mensais do IRPJ e da CSLL haviam sido recolhidas, parte haviam sido compensadas por meio da entrega de PER/DCOMPs e parte do valor devido ao final do ano poderia ser compensado com o IRRF retido da autuada. De acordo com os demonstrativos apresentados, entendeu o órgão julgador que restariam apenas os seguintes créditos tributários da CSLL passíveis de exigência: R$ 63.448,20, relativo ao ano de 2003 e R$ 899,00, relativo ao ano de 2006. O voto do acórdão de primeira instância fez uma análise pormenorizada dos valores das estimativas declaradas em DCTF e daqueles valores trazidos pelo contribuinte para extinção dessas estimativas. Ficou adequadamente demonstrado que os valores devidos das estimativas mensais do IRPJ e da CSLL, dos anos de 2003 a 2006, foram satisfeitos, em parte, mediante duas formas: pagamento por DARF; compensação mediante entrega de PER/DCOMPs; Uma terceira parte dos valores lançados sofreu a dedução do IRRF retido da autuada e da CSLL retida por órgãos públicos. Os valores de retenção foram obtidos mediante consulta efetuada pela DRJ no sistema DIRF entregues pelas fontes pagadoras (fls. 525/592). Assim, sem maiores discussões, nos termos do art. 156, incisos I e II do CTN, é de se acolher integralmente a decisão exarada pelo acórdão de primeira instância ao concluir que o crédito tributário do IRPJ foi integralmente extinto, por pagamento, compensação e deduções permitidas, e que o crédito tributário da CSLL foi parcialmente extinto, também por pagamento, compensação e deduções permitidas, restando exigíveis, quanto a este último, os valores R$ 63.448,20, relativo ao ano de 2003 e R$ 899,00, relativo ao ano de 2006, como se verá na sequência. Fl. 1251DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 14/12/ 2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 13896.004599/200821 Acórdão n.º 1202000.922 S1C2T2 Fl. 1.252 6 Recurso Voluntário O recurso voluntário é tempestivo e nos termos da lei. Portanto, dele tomo conhecimento. A defesa alega em seu recurso, como preliminar, a nulidade da autuação pela falta de sustentação legal e insubsistência material do lançamento. No mérito, menciona que teria ocorrido a comprovação do pagamento total do crédito tributário contestando, ainda, a pela cobrança da multa de ofício e dos juros de mora. Quanto a preliminar levantada, inicialmente cabe dizer que o Termo de Verificação Fiscal foi bastante claro ao relatar todo o desenrolar do procedimento fiscal, indicando as intimações efetuadas à interessada, demonstrando cabalmente a existência de diferenças entre os valores registrados na contabilidade/informados em DIPJ e aqueles pagos pelo contribuinte. Durante o procedimento fiscal, entendeu a autoridade fiscal que existiam divergências entre os valores de tributos registrados na contabilidade e daqueles declarados/pagos pelo sujeito passivo, tudo feito de forma regular e de acordo com a lei. Possíveis equívocos realizados no lançamento fiscal são acertados por ocasião da instauração da fase litigiosa do processo administrativo fiscal, que se inicia com a impugnação apresentada tempestivamente pelo contribuinte, no rito processual disciplinado pelo Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e alterações. Nesse sentido, verificase que a autuada vem exercendo o direito de se defender do lançamento, ao apresentar as suas razões de defesa na impugnação e no recurso ora examinado, demonstrando estar plenamente ciente dos motivos da autuação. Salientese que a atividade do lançamento tributário é privativa da autoridade administrativa, vinculada ao texto da lei, e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional pelo seu descumprimento, nos termos no art. 142 do Código Tributário NacionalCTN. Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Por oportuno, registrese que não há no processo evidência de que tenha havido, mesmo no curso da fiscalização, eventual ato praticado com abuso de poder ou qualquer procedimento adotado que fosse ilegal ou que pudesse causar eventual constrangimento à interessada ou a terceiro. O agente fiscal agiu nos estritos limites impostos pela legislação, tendo feito várias intimações à interessada durante a fiscalização, oferecendo lhe, assim, oportunidades diversas para apresentar esclarecimentos e os documentos requisitados. Verificase, também, que o auto de infração contém todos os elementos previstos no art. 142 do Código Tributário Nacional e no art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972 Fl. 1252DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 14/12/ 2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 13896.004599/200821 Acórdão n.º 1202000.922 S1C2T2 Fl. 1.253 7 e alterações, este último erigido ao status de lei com a promulgação da Constituição Federal de 1988 e que foi editado com o objetivo de regular o processo administrativo fiscal. As nulidades dos atos administrativos somente ocorrem se lavrados por pessoa incompetente ou com preterição do direito de defesa, nos termos do art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972, fatos que definitivamente não ocorreram no presente caso: "Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente: II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa.” Dessa forma, inexistem motivos que possam levar à nulidade das autuações, razão pela qual deve ser rejeitada a preliminar levantada. No que se refere ao mérito do lançamento fiscal, ficou suficientemente demonstrado por ocasião da emissão do acórdão da DRJ/Campinas, que o lançamento do IRPJ foi considerado totalmente improcedente e, quanto à CSLL, parcialmente procedente. Da análise dos pagamentos, compensações e deduções da CSLL retida por órgãos públicos, entendeu o acórdão da DRJ por manter os seguintes créditos tributários da CSLL passíveis de exigência: i) R$ 63.448,20, relativo ao ano de 2003; e ii) R$ 899,00, relativo ao ano de 2006. Já a recorrente faz alegações genéricas em seu recurso, deixando de apontar onde exatamente estaria o possível erro que pudesse elidir a conclusão exarada pelo acórdão de primeira instância. Limitase a reproduzir um quadro demonstrativo indicando a forma como foi pretensamente extinta a CSLL devida (pagamento/compensação/retenção), fls. 1191. Deixa de indicar o motivo das diferenças existentes entre os valores apurados na decisão de primeira instância e aqueles que traz no demonstrativo do seu recurso, especialmente em relação às compensações da CSLL por DCOMPs e dos valores da CSLL retidos por órgãos públicos. A defesa pouco esclarece a respeito desses fatos, limitandose a alegar algo que poderia vir a seu favor, mas sem trazer a efetiva indicação do erro e a sua comprovação, condições necessárias para barrar a exigência mantida pelo acórdão recorrido. Dessa forma, face a inexistência de comprovação, é de se manter os valores do crédito tributário da CSLL nos exatos termos do que foi decidido pelo acórdão recorrido. Quanto à aplicação da multa de ofício, no percentual de 75%, esclareçase que a mesma encontrase perfeitamente enquadrada no seu dispositivo legal, no caso, o art. 44, inciso I, da Lei n° 9.430, de 1996 (mantido o mesmo percentual com a nova redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007). Ficou evidenciado nos autos que a interessada foi autuada pela divergência existente entre os valores registrados contabilmente e aqueles declarados/pagos/compensados e, em conseqüência, restou à fiscalização o lançamento das diferenças dos tributos não declarados e não pagos ao fisco, incidindo ao fato a norma legal que impõe a penalidade. Fl. 1253DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 14/12/ 2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 13896.004599/200821 Acórdão n.º 1202000.922 S1C2T2 Fl. 1.254 8 Situação idêntica ocorre com a incidência dos juros de mora aos débitos tributários não pagos no vencimento. Estando em vigor a lei que determina a cobrança dos juros de mora, como é o caso do art. 61, § 3o, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, a autoridade administrativa pode e deve cumprir o que determina a lei. Nesse mesmo sentido, foi aprovada pela Portaria CARF nº 052, de 21 de dezembro de 2010, a Súmula CARF nº 4, com o seguinte teor: Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais Assim, existindo expressa previsão legal para aplicação da multa de ofício e dos juros de mora, com base na taxa Selic, aos débitos tributários não pagos no seu vencimento, os acréscimos legais exigidos devem ser mantidos. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício e, quanto ao recurso voluntário, que seja rejeitada a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, que seja negado provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Fl. 1254DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 14/12/ 2012 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10680.933023/2009-91
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.571
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Presidente e Relator
Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10680.933023/2009-91
anomes_publicacao_s : 201211
conteudo_id_s : 5174658
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3803-003.571
nome_arquivo_s : Decisao_10680933023200991.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 10680933023200991_5174658.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
id : 4360176
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216316112896
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1771; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 67 1 66 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.933023/200991 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3803003.571 – 3ª Turma Especial Sessão de 23 de outubro de 2012 Matéria COFINS PAGAMENTO A MAIOR PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente HOSPITAL MATER DEI SA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ALEGAÇÕES APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 93 30 23 /2 00 9- 91 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório HOSPITAL MATER DEI AS transmitiu Pedido Eletrônico de Restituição ou Ressarcimento e Declaração de Compensação (Per/DComp) visando a compensar o(s) débito(s) nele confessado(s), montantes a 19.100,95, com crédito oriundo de pagamento a maior de Cofins, relativo ao período de apuração de março de 2003. A Delegacia da Receita Federal (DRF) em Belo Horizonte emitiu Despacho Decisório Eletrônico (DDE) por meio do qual não homologou a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foi integralmente utilizado na quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo creditório disponível para a compensação declarada na DComp. Em reclamação, fls. 2 a 5, o declarante alegou que a compensação realizada não contempla as situações impeditivas previstas no art. 74, § 3º, Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e que tem o direito de retificar as Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) e demais obrigações acessórias. Instruiu sua manifestação com os seguintes documentos: a) Cópia da última alteração contratual; b) Cópia dos documentos pessoais do responsável perante a SRF; c) Cópia do DARF; d) Cópia do Despacho Decisório. A 1ª Turma da DRJ/BHE julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente por falta da existência do direito creditório. O Acórdão nº 02036.327, de 28 de novembro de 2011, fls. 23 a 25, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Data do fato gerador: 31/03/2003 DCTF RETIFICADORA APRESENTADA FORA DO PRAZO LEGAL. COMPENSAÇÃO INDEFERIDA. O prazo estabelecido pela legislação para o direito de constituir o crédito tributário deve ser o mesmo para que o contribuinte proceda à retificação da respectiva declaração. Não tendo sido apresentada pelo contribuinte qualquer prova que demonstre a existência do direito creditório, não se pode considerar, por si só, a DCTF retificadora como sendo instrumento hábil, capaz de conferir certeza ao crédito indicado na declaração de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 68DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10680.933023/200991 Acórdão n.º 3803003.571 S3TE03 Fl. 68 3 Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 1ª Turma da DRJ/BHE. O arrazoado de fls. 29 a 50, após síntese dos fatos relacionados com a lide, rechaça a decisão recorrida por entender ter crédito em face da Fazenda Nacional, por ter incluído, equivocadamente, na base de cálculo das contribuições sociais, o valor dos medicamentos sujeitos à alíquota zero, tributandoos indevidamente às alíquotas de 3% e 0,65%. Insurgese contra a sumária negativa de apreciação da DCTF retificadora, argumentando que a transmissão foi aceita pela Receita Federal. Entende ter obedecido às regras que disciplinam a matéria. Lembra que não há como instruir a DComp retificadora com qualquer documento comprobatório e que a DCTF retificadora tem os mesmos efeitos da DCTF original, nos termos do art. 11 da Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008. Ademais, considera que a DCTF retificadora é indiciária do direito do contribuinte, de sorte que a Fiscalização estaria obrigada a realizar diligências ou a intimar o interessado a prestar esclarecimentos e oferecer documentos comprobatórios. Invoca o princípio do livre convencimento dos julgadores administrativos na apreciação da prova e o princípio da verdade material. Afirma que a decisão recorrida merece ser reformada para conferir validade às informações existentes na DCTF retificadora, homologando, por consequência a compensação realizada e anulando o lançamento de ofício. Alternativa e sucessivamente, pede a sua anulação, determinandose à Fiscalização a realização de diligência no intuito de verificar e conferir a existência e o valor do crédito informado na DCTF retificadora. Na continuação, discorre sobre a origem do crédito, retomando a alegação de que os mesmos decorrem da exclusão da base de cálculo da Cofins e do PIS dos medicamentos submetidos à alíquota zero por incidência da Lei nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, transcrevendo jurisprudência e decisões em Solução de Consulta. Pede o julgamento simultâneo de outros processos de seu interesse em que se debate a mesma matéria. Conclui, requerendo provimento do recurso voluntário para reconhecimento de que a DCTF enviada e aceita pelo sistema Receita Federal (pois foi possível sua transmissão eletrônica) é legítima para validar o procedimento de compensação, gerando, assim, direito creditório e, por consequência, seja homologada a compensação realizada e cancelado o lançamento de ofício. Alternativa e sucessivamente, a) Que seja reconhecida validade à DCTF retificadora transmitida, anulando a decisão de 1a instância e determinando que a Fiscalização da Receita Federal de Belo Horizonte apure e confira, em diligência fiscal, se o crédito informado na DCTF retificadora realmente existe e se os referidos valores estão corretos, procedendo à devida compensação, nos moldes informados na PER/DCOMP, ou; b) Que seja dado provimento ao presente recurso para chancelar o procedimento do contribuinte de excluir os medicamentos sujeitos à alíquota zero da base de cálculo Fl. 69DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN 4 da Contribuição e, por consequência, anular o lançamento de ofício, ou; c) Que seja provido o recurso para anular a decisão da 1a instância e reconhecer o direito ao crédito pelas razões invocadas, determinando que a Fiscalização da Receita Federal de Belo Horizonte apure e confira, em diligência fiscal, se o crédito informado na DCTF retificadora realmente existe e se os referidos valores estão corretos, procedendo à devida compensação, nos moldes informados na PER/DCOMP. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 29 a 50 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJBHE1ª Turma nº 02036.327, de 28 de novembro de 2011. Pedido de julgamento simultâneo de processos de interesse do recorrente Quanto ao pedido formulado no sentido de outros 24 (vinte e cinco) processos sejam julgados simultaneamente, esclareço o recorrente de que o sorteio e a distribuição de processos têm regras próprias, estatuídas no Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF, que se sobrepõem à conveniência do recorrente. Indefiro. Matéria controversa O fundamento para o direito creditório oposto na compensação – tributação indevida às alíquotas de 3% e 0,65% das receitas de venda de medicamentos sujeitos à alíquota zero – ofertado somente na peça recursal, não será conhecido. Por se tratar de matéria preclusa, deixo de conhecêlas, haja vista que em nenhum momento da peça reclamatória de fls. 2 a 5 o manifestante tratara dessa matéria. Veja se, a propósito, o teor do artigo 473 do CPC, verbis: "é defeso à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas, a cujo respeito se operou a preclusão." Fl. 70DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10680.933023/200991 Acórdão n.º 3803003.571 S3TE03 Fl. 69 5 Na lição de Chiovenda, repetida por Luiz Guilherme Marioni e Sérgio Cruz Arenhart, temse que:1 ... a preclusão consiste na perda, ou na extinção ou na consumação de uma faculdade processual. Isso pode ocorrer pelo fato: i) de não ter a parte observado a ordem assinalada pela lei ao exercício da faculdade, como os termos peremptórios ou a sucessão legal das atividades e das exceções; ii) de ter a parte realizado atividade incompatível com o exercício da faculdade, como a proposição de uma exceção incompatível com outra, ou a prática de ato incompatível com a intenção de impugnar uma decisão; iii) de ter a parte já exercitado validamente a faculdade.” A cada uma das situações acima corresponde, respectivamente, os três tipos de preclusão: a temporal, a lógica e a consumativa. No caso em tela ocorreu a preclusão temporal, consistente na perda da oportunidade que a recorrente teve para controverte tal matéria. Ultrapassada aquela etapa, extinguese o direito de levantála agora, nesta fase recursal. Mérito – prova do indébito Liminarmente, informo que não há, nos autos, qualquer início de prova de que o contribuinte, ora recorrente, tenha efetivamente incluído, na base de cálculo das contribuições sociais, o valor dos medicamentos sujeitos à alíquota zero, tributandoos indevidamente às alíquotas de 3% e 0,65%. Há tão somente sua alegação. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). Nesse sentido, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada. (INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA 1 MARIONI, Luiz Guilherme e ARENHART, Sérgio Cruz Arenhart. Manual do Processo do Conhecimento. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004, p. 665, apud CHIOVENDA, Giuseppe. "Cosa giudicata e preclusione", in Saggi di diritto processuale civile. Milano: Giuffrè, 1993, vol. 3, p. 233. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN 6 CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) A prova do alegado direito creditório é ônus que cabia ao recorrente, segundo o sistema de distribuição da carga probatória adotado pelo Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, segundo o disposto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 36: Fl. 72DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10680.933023/200991 Acórdão n.º 3803003.571 S3TE03 Fl. 70 7 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC): Art. 333. O ônus da prova incumbe: [...] II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Nem mesmo a DCTF retificadora, transmitida após a ciência do DDE, quando o contribuinte não mais dispunha de espontaneidade hábil para conferirlhe a mesma natureza da DCTF original2, aporta aos autos a prova da liquidez e certeza do crédito oposto na compensação, atributos requeridos pelo art. 170 do CTN. 2 Inteligência do art. 11 da INRFB nº 903, de 2008: Art. 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. § 3º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração. § 4º Na hipótese do inciso III do § 2º, havendo recolhimento anterior ao início do procedimento fiscal, em valor superior ao declarado, a pessoa jurídica poderá apresentar declaração retificadora, em atendimento a intimação fiscal e nos termos desta, para sanar erro de fato, sem prejuízo das penalidades calculadas na forma do art. 9º. § 5º A pessoa jurídica que apresentar declaração retificadora, relativa ao anocalendário utilizado como referência para o enquadramento no disposto no art. 3º, nos casos em que a retificação implicar seu desenquadramento dessa condição, poderá pedir dispensa de apresentação da DCTF Mensal. § 6º O pedido de dispensa de que trata o § 5º será formalizado, mediante processo administrativo, perante a unidade da RFB do domicílio tributário da pessoa jurídica. § 7º Em caso de deferimento do pedido de que trata o § 5º, a pessoa jurídica estará dispensada da apresentação da DCTF Mensal a partir do anocalendário em que ocorreu o enquadramento com base na declaração retificada, desde que não se enquadre, novamente, na condição de obrigada à DCTF Mensal. § 8º A pessoa jurídica que apresentar DCTF retificadora, alterando valores que tenham sido informados: I na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), deverá apresentar, também, DIPJ retificadora; e II no Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon), deverá apresentar, também, Dacon retificador. § 9º A retificação de declarações, cuja alteração de valores resulte no enquadramento da pessoa jurídica segundo as hipóteses do art. 3º, obriga a apresentação da DCTF Mensal desde o início do anocalendário a que estaria obrigada com base na declaração retificada, sendo devidas as multas pelo atraso na entrega das DCTF Mensais relativas ao período considerado, calculadas na forma do art. 9º. § 10. A retificação de DCTF não será admitida quando resultar em alteração da periodicidade, mensal ou semestral, de declaração anteriormente apresentada. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN 8 E não se diga que o contribuinte não teve como apresentar a prova requerida. Nos termos do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, o rito do processo administrativo fiscal federal facultalhe a produção probatória até o momento processual da reclamação3, quando a lide é demarcada e o processo administrativo propriamente dito tem início, com a instauração do litígio: Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito; (Redação dada pelo art. 1.º da Lei n.º 8.748/1993) [...] O recorrente entende que a própria Administração deveria ter diligenciado a produção da prova que, como se viu, incumbialhe produzir. Dado o quadro de repartição do onus probandi, percebese que quando a Instrução Normativa SRF nº 900, de 2008, em seu art. 65, prevê a "realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas", não está querendo dizer que, diante de qualquer pleito repetitório apresentado, deve a autoridade fiscal diligenciar para fins de verificar, de oficio, a existência do crédito pleiteado. O que o ato legal quer dizer, e isto sim, é que, apresentado o pedido e constatado que o contribuinte demonstrou, por documentos e registros contábeis individualmente associados, a origem dos créditos pleiteados, pode a autoridade fiscal, se dúvidas remanescerem em relação a questões pontuais (natureza da operação em um ou outro registro, falta de clareza de algum documento ou registro etc.), demandar por diligências para dirimir tais dúvidas. Por certo que o ato legal não quer, com a previsão da realização das diligências, transferir para a autoridade fiscal ou para o julgador administrativo a responsabilidade pela produção probatória atribuída originariamente ao contribuinte no caso dos pedidos de repetição de indébito. A promoção das diligências estaria suprindo, irregularmente, a omissão do contribuinte, o que não é processualmente admissível. A razão pela qual estas considerações são feitas é a de que, além da improcedente alegação da contribuinte de que a autoridade fiscal deve exaurir todos os meios de prova, o contribuinte não apresenta qualquer comprovação de sua alegações de erro na confissão de dívida consubstanciada na DCTF. O que se quer aqui firmar, portanto, é que quando tal imprecisão na identificação da origem e natureza do crédito atinge de modo generalizado o pedido formulado pelo contribuinte, não há como, em sede de julgamento administrativo, suprir esta omissão do contribuinte (em termos de cumprimento de seus onus probandi) por via, por exemplo, de diligências ou perícias, já que, como acima já foi exposto, tais institutos não se destinam a tanto. 3 Até a Manifestação de Inconformidade, nos processos de restituição, ressarcimento e compensação de tributos e contribuições federais. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10680.933023/200991 Acórdão n.º 3803003.571 S3TE03 Fl. 71 9 O recorrente invoca o princípio processual da verdade material. O que deve ficar assente é que o referido princípio destinase à busca da verdade que está para além dos fatos alegados pelas partes, mas isto num cenário dentro do qual as partes trabalharam proativamente no sentido do cumprimento do seu onus probandi. Em outras palavras, o principio da verdade material autoriza o julgador a ir além dos elementos de prova trazidos pelas partes, quando tais elementos de prova induzem à suspeita de que os fatos ocorreram não da forma como esta ou aquela parte afirma, mas de uma outra forma qualquer (o julgador não está vinculado às versões das partes). Mas isto, à evidência, nada tem a ver com propiciar à parte que tem o ônus de provar o que alega/pleiteia, a oportunidade de produzir algo que, do ponto de vista estritamente legal, já deveria compor, como requisito de admissibilidade, o pleito desde sua formalização inicial. Dito de outro modo: da mesma forma que não é aceitável que um lançamento seja efetuado sem provas e que se permita posteriormente, em sede de julgamento ou por meio de diligências, tal instrução probatória, também não é aceitável que um pleito repetitório seja proposto sem a minudente demonstração e comprovação da existência do indébito e que posteriormente, também em sede de julgamento, se oportunize tais demonstração e comprovação. Com essas considerações, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 23 de outubro de 2012 Alexandre Kern Fl. 75DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10315.000063/2011-37
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009
CERCEAMENTO DE DEFESA
Lançamento deve conter discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, dispositivo legal infringido e a penalidade aplicada e os critérios de sua gradação para ser entendido pelo contribuinte.
GFIP ENTREGUE FORA DO PRAZO
Constitui infração punível com multa a entrega de declaração fora do prazo estabelecido.
Numero da decisão: 2403-001.280
Decisão: Recurso voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª câmara / 3ª turma ordinária do segunda seção de julgamento, Por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Jhonatas Ribeiro da Silva e Marcelo Magalhães Peixoto.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201205
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009 CERCEAMENTO DE DEFESA Lançamento deve conter discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, dispositivo legal infringido e a penalidade aplicada e os critérios de sua gradação para ser entendido pelo contribuinte. GFIP ENTREGUE FORA DO PRAZO Constitui infração punível com multa a entrega de declaração fora do prazo estabelecido.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10315.000063/2011-37
anomes_publicacao_s : 201211
conteudo_id_s : 5176084
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2403-001.280
nome_arquivo_s : Decisao_10315000063201137.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 10315000063201137_5176084.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Recurso voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 3ª turma ordinária do segunda seção de julgamento, Por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Jhonatas Ribeiro da Silva e Marcelo Magalhães Peixoto.
dt_sessao_tdt : Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
id : 4392732
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216353861632
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1532; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10315.000063/201137 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403001.280 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 15 de maio de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente MUNICÍPIO DE ASSARÉ PREFEITURA MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009 CERCEAMENTO DE DEFESA Lançamento deve conter discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, dispositivo legal infringido e a penalidade aplicada e os critérios de sua gradação para ser entendido pelo contribuinte. GFIP ENTREGUE FORA DO PRAZO Constitui infração punível com multa a entrega de declaração fora do prazo estabelecido. Recurso voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 3ª turma ordinária do segunda SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, Por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 5. 00 00 63 /2 01 1- 37 Fl. 65DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Jhonatas Ribeiro da Silva e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10315.000063/201137 Acórdão n.º 2403001.280 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Fortaleza, Acórdão 0822.231 da 5ª Turma, que julgou improcedente a impugnação. A autuação foi assim apresentada no relatório do acórdão recorrido: Tratase de Auto de Infração por descumprimento de Obrigação Acessória AIOA (Código de Fundamentação Legal CFL 77), DEBCAD 37.284.4359, lavrado em 16/12/2010, durante procedimento de auditoria fiscal, contra a empresa acima identificada, no valor de R$18.957,04. O Relatório Fiscal da Infração (fl. 06/07) e o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa informa que ao analisar as GFIPs Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviços e Informações à Previdência Social, das competências 12/2008, 02/2009, 06/2009 a 09/2009, constatouse que as mesmas foram entregues com atraso e em período de vigência da MP 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. Com isso, o contribuinte infringiu o parágrafo 9º e o inciso IV, do artigo 32, da Lei nº 8.212/91, com redação dada pela MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, em função de o contribuinte deixar de declarar à Secretaria da Receita Federal, na forma, prazo e condições estabelecidas, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos de contribuições previdenciárias e outras informações de interesse do INSS em GFIP. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: · O material fornecido (Auto de Infração e Relatórios) é ininteligível. A recorrente não pode compreendêlo na maior parte de seu conteúdo. · Cerceamento de defesa. · Questiona o valor lançado na NFLD. É o relatório. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. CERCEAMENTO DE DEFESA A autuação tem a finalidade de registrar a ocorrência de infração à legislação previdenciária por descumprimento de obrigação acessória, possibilitando a instauração do respectivo processo administrativo fiscal. A atividade administrativa de lavratura da autuação é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. A autoridade fiscal, no desempenho de suas atribuições, ao constatar a ocorrência de uma infração deve, obrigatoriamente, porque a lei não lhe dá discricionariedade, efetuar o lançamento. Pois bem, a legislação determina requisitos a serem exigidos para a lavratura da autuação. Decreto 3.048/1999: Art. 293. Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, a fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social lavrará, de imediato, autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, dispositivo legal infringido e a penalidade aplicada e os critérios de sua gradação, indicando local, dia, hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10315.000063/201137 Acórdão n.º 2403001.280 S2C4T3 Fl. 4 5 Portanto, clareza, precisão, circunstâncias em que foi praticada a infração são requisitos que devem, por determinação legal, constar da lavratura da autuação. Claro é que esses requisitos são exigidos pela legislação para que se cumpra a determinação presente na Lei Magna de observação aos Princípios da Ampla Defesa e do Contraditório. CF/88: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: ... LV aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Nesse sentido, verificando o processo, com destaque para o Relatório Fiscal RF, constato a presença de todos elementos necessários ao entendimento do lançamento. Transcrevo abaixo trecho onde o RF detalha a infração cometida. 1.5 Ao analisar as GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviços e Informações à Previdência Social, das competências 12/2008, 02/2009, 06/2009 a 09/2009, constatouse que as mesmas foram entregues com atraso e em período de vigência da MP 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. 1.6 Dessa forma o contribuinte infringiu o art. 32, IV, e § 9° da Lei 8.212/91, acrescentado pela Lei n. 9.528, de 10.12.97 e redação da MP n. 449, de 03.12.2008, convertida na Lei n. 11.941, de 27.05.2009. VALOR LANÇADO NA NFLD Este processo trata de obrigação acessória. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 A NFLD trata de obrigação principal. Não cabe tratar aqui de assunto afeto a outro processo. CONCLUSÃO Voto por negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 70DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 6/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10580.010893/2002-41
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Feb 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 1990
IRPF. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRAZO PRESCRICIONAL.
Para os pedidos administrativos protocolizados antes de 09/06/2005, deve ser aplicado o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º com o do art. 168, I, do CTN (tese do 5+5).
Numero da decisão: 9900-000.476
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Relator.
EDITADO EM: 26/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201208
camara_s : Pleno
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 1990 IRPF. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRAZO PRESCRICIONAL. Para os pedidos administrativos protocolizados antes de 09/06/2005, deve ser aplicado o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º com o do art. 168, I, do CTN (tese do 5+5).
turma_s : PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 22 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10580.010893/2002-41
anomes_publicacao_s : 201302
conteudo_id_s : 5190254
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 08 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9900-000.476
nome_arquivo_s : Decisao_10580010893200241.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 10580010893200241_5190254.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Relator. EDITADO EM: 26/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2012
id : 4517225
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:46 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216355958784
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1937; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFPL Fl. 120 1 119 CSRFPL MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10580.010893/200241 Recurso nº Extraordinário Acórdão nº 9900000.476 – Pleno Sessão de 29 de agosto de 2012 Matéria IRPF. Repetição de Indébito. Recorrente Fazenda Nacional Recorrida Edson Caetano de Souza ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 1990 IRPF. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRAZO PRESCRICIONAL. Para os pedidos administrativos protocolizados antes de 09/06/2005, deve ser aplicado o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º com o do art. 168, I, do CTN (tese do 5+5). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Relator. EDITADO EM: 26/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 01 08 93 /2 00 2- 41 Fl. 136DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR 2 de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão. Relatório Tratase de Recurso Extraordinário interposto pela Fazenda Nacional (doc. a fls. 96 e segs.), com fundamento no arts. 9º e 43 do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 2007, em face do Acórdão n° 04 01.035, que negou provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, para determinar que o prazo para restituição do indébito tributário, nos casos de valores de IR recolhidos sobre montantes recebidos a título de Programas de Demissão Voluntária PDV, tem início no momento em que o Poder Executivo reconhece (por meio da IN SRF 165) não mais ser devida a exação. Em seu voto, o Relator do acórdão recorrido sustenta que: “Mesmo nas hipóteses em que a norma que exige o tributo esteja em desconformidade com o texto constitucional cabe ao sujeito passivo a obrigação de satisfazer o pagamento, pois os atos editados pelo poder público, até decisão em contrário, gozam de presunção de legalidade. Nesta linha, mesmo diante das hipóteses de exigência indevida de tributo, cabe ao sujeito passivo efetuar o pagamento até que se verifique uma das seguintes hipóteses: a) Decisão do Supremo Tribunal Federal, em controle concentrado de constitucionaliclade, declarando a inconstitucionalidade da norma que instituiu o tributo; b) Resolução do Senado Federal editada nos termos do artigo 52, X, da CF, suspendendo a execução, no todo ou em parte, da norma declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal e c) A Administração Pública, através de ato competente, reconhece que o tributo cobrado é indevido. No caso da exigência de imposto de renda incidente sobre verbas pagas a titulo de indenização por adesão a Programa de Demissão Voluntário PDV, a SRF editou a Instrução Normativa 165, datada de 31 de dezembro de 1998, e publicada no D.0.11 em 06/01/99, reconhecendo a não incidência de imposto de renda sobre as parcelas pagas por adesão a Programa de Demissão Voluntária. Publicada a instrução normativa nasceu em favor do contribuinte o direito subjetivo de se dirigir à Administração para requerer a restituição do valor pago indevidamente.” Em breve síntese, a recorrente sustenta que: “pelo exame dos artigos 165, inciso I e 168, inciso I, ambos do CTN, constatase que o direito de o sujeito passivo pleitear a restituição total ou parcial de tributo pago indevidamente ou maior que o devido, em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador Fl. 137DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR Processo nº 10580.010893/200241 Acórdão n.º 9900000.476 CSRFPL Fl. 121 3 efetivamente ocorrido, EXTINGUESE COM O DECURSO DO PRAZO DE CINCO ANOS, CONTADOS DA DATA DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO”. Em apoio ao seu argumento, sustenta que: “Esse entendimento, conforme ensina Leandro Paulsen, já se firmou na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: ‘A Primeira Seção do STJ, quando do julgamento dos Embargos de Divergência no REsp 435.835SC, em março de 2004, reconsiderou entendimento anterior para firmar posição, agora, no sentido de que a declaração deinconstitucionalidade não influi na contagem do prazo para repetição ou compensação. Entendemos que prevaleceu a melhor orientação. Isso porque o prazo não se altera em função do fundamento do pedido de repetição, de modo que a declaração de inconstitucionalidade, pelo Supremo, não tem implicação na sua contagem. Efetivamente, o direito à repetição não se origina da decisão do STF. Cada contribuinte, antes mesmo de qualquer decisão do STF, tem a possibilidade de buscar no Judiciário, o reconhecimento do direito à repetição ou à compensação com fundamento em inconstitucionalidade forte no controle difuso’(Grifouse). O posicionamento adotado no EREsp acima mencionado já se encontra pacificado naquela Corte. Foi inclusive reiterado, recentemente, pelo voto condutor do eminente Ministro Teori Albino Zavascki, no REsp 747.091/SC. Vejase: ‘Considerouse ser irrelevante, para efeito da contagem do prazo prescricional, a causa do recolhimento indevido (v.g., pagamento a maior ou declaração de inconstitucionalidade do tributo pelo Supremo), eliminandose a anterior distinção entre repetição de tributos cuja cobrança foi declarada em controle concentrado e em controle difuso, com ou sem edição de resolução pelo Senado Federal (...)’ (Grifouse).” Em despacho a fls. 112, o Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais admitiu o Recurso Extraordinário da Fazenda Nacional, por entender que atendia aos pressupostos de recorribilidade. Cientificada do recurso extraordinário da Fazenda Nacional, a contribuinte apresentou contrarrazões a fls. 115 e segs. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior Fl. 138DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR 4 Ao analisar mais detidamente o acórdão paradigma (Acórdão n˚ 0202.088) aduzido pela recorrente, verifico que, embora o Relator tenha feito menção a posição predominante à época neste Colegiado, qual seja, a de que o dies a quo do prazo prescricional se desloca para a data da publicação da Resolução Senatorial, essa não foi a ratio decidendi do julgado, mas sim, mero obiter dictum. Tanto é assim que na ementa do acórdão sequer qualquer menção foi feita acerca desse entendimento. Aliás, o Relator não poderia sustentar as duas posições ao mesmo tempo, ainda que, naquele caso, elas levassem ao mesmo resultado, pois elas são excludentes, razão que demonstra ainda mais o caráter acessório do comentário feito sobre a posição majoritária então vigente. Assim, a verificação da divergência deve ser feita à luz do posicionamento que efetivamente foi adotado no acórdão paradigma, qual seja, que o dies a quo do prazo prescricional é aquele indicado no art. 168, I, do CTN. Por essa razão conheço do recurso extraordinário da Fazenda Nacional, pois resta presente o dissídio jurisprudencial. Esclareçase, inicialmente, que a tese do acórdão recorrido (que o dies a quo do prazo prescricional da pretensão à restituição do indébito tributário passa a ser a data da publicação da IN SRF 165/98) decorre do entendimento de que, em situações extraordinárias o dies a quo do prazo prescricional se modifica, ou seja, em caso de declaração de inconstitucionalidade de lei pelo Supremo Tribunal Federal, de Resolução do Senado Federal suspendo a eficácia de norma ou do reconhecimento pela administração que a exação é indevida. Assim, a decisão recorrida também decorre da tese de que a declaração de inconstitucionalidade da norma tributária tem o condão de alterar o dies a quo do prazo prescricional da pretensão à restituição ao indébito tributário, afastando, assim, a aplicação do art. 168, I, do CTN. Por força do disposto no art. 62A do RICARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo art. 543C do CPC, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, reproduzo o que fora decidido no REsp nº 1.110.578/SP, representativo de controvérsia julgado pela sistemática do art. 543 do CPC, cuja ementa a seguir transcrevo: REsp 1110578 /SP RECURSO ESPECIAL 2009/00083134 Relator(a) Ministro LUIZ FUX (1122) Órgão Julgador S1 PRIMEIRA SEÇÃO Data do Julgamento 12/05/2010 Data da Publicação/Fonte DJe 21/05/2010RT vol. 900 p. 204 Ementa TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART.543C, DO CPC. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA.TRIBUTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. TERMOINICIAL. PAGAMENTO INDEVIDO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO DE OFÍCIO. 1. O prazo de prescrição quinquenal para pleitear a repetição tributária, nos tributos sujeitos ao lançamento de ofício, é contado da data em que se considera extinto o crédito tributário, qual seja, a data do efetivo pagamento do tributo, a teor do disposto no artigo168, inciso I, c.c artigo 156, inciso I, do CTN. (Precedentes: REsp 947.233/RJ, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em23/06/2009, DJe 10/08/2009; AgRg no REsp 759.776/RJ, Rel. MinistroHERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 17/03/2009, DJe20/04/2009; REsp 857.464/RS, Rel. Ministro TEORI ALBINO Fl. 139DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR Processo nº 10580.010893/200241 Acórdão n.º 9900000.476 CSRFPL Fl. 122 5 ZAVASCKI,PRIMEIRA TURMA, julgado em 17/02/2009, DJe 02/03/2009; AgRg no REsp1072339/SP, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em03/02/2009, DJe 17/02/2009; AgRg no REsp. 404.073/SP, Rel. Min.HUMBERTO MARTINS, Segunda Turma, DJU 31.05.07; AgRg no REsp.732.726/RJ, Rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, Primeira Turma, DJU21.11.05) 2. A declaração de inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo em controle concentrado, pelo STF, ou a Resolução do Senado (declaração de inconstitucionalidade em controle difuso) é despicienda para fins de contagem do prazo prescricional tanto em relação aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, quanto em relação aos tributos sujeitos ao lançamento de ofício. (Precedentes: EREsp 435835/SC, Rel. Ministro FRANCISCO PEÇANHAMARTINS, Rel. p/ Acórdão Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA SEÇÃO,julgado em 24/03/2004, DJ 04/06/2007; AgRg no Ag 803.662/SP, Rel.Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 27/02/2007, DJ19/12/2007) 3. In casu, os autores, ora recorrentes, ajuizaram ação em 04/04/2000, pleiteando a repetição de tributo indevidamente recolhido referente aos exercícios de 1990 a 1994, ressoando inequívoca a ocorrência da prescrição, porquanto transcorrido o lapso temporal quinquenal entre a data do efetivo pagamento do tributo e a da propositura da ação. 4. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008."[grifo nosso] Do julgado acima transcrito, de plano já se conclui que o acórdão recorrido merece reforma, pois, como ali decidido, "declaração de inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo em controle concentrado, pelo STF, ou a Resolução do Senado (declaração de inconstitucionalidade em controle difuso) é despicienda para fins de contagem do prazo prescricional tanto em relação aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, quanto em relação aos tributos sujeitos ao lançamento de ofício". Ora, da mesma forma é despiciendo, para contagem do prazo prescricional da pretensão à restituição do indébito tributário, o reconhecimento da inconstitucionalidade da exação pelo Poder Executivo, mesmo porque, tal posicionamento não encontra qualquer suporte no Direito posto. Resta, então saber qual o prazo prescricional, quando se tratar de tributo sujeito ao lançamento por homologação, pois a posição adotada no item 1 do acórdão acima transcrito referese unicamente aos lançamentos de ofício. Sobre tal questão, já decidiu o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o recurso representativo da controvérsia RE n. 566.621/RS; como também o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o recurso representativo de controvérsia REsp n. 1.269.570MG. Tal posição jurisprudencial foi muito bem sintetizada na ementa do REsp 1089356/PR, a qual assim dispõe: REsp 1089356 / PR RECURSO ESPECIAL 2008/02103521 Relator(a) Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES (1141) Órgão Julgador T2 SEGUNDA TURMA Fl. 140DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR 6 Data do Julgamento 02/08/2012 Data da Publicação/Fonte DJe 09/08/2012 Ementa TRIBUTÁRIO. RECURSOS ESPECIAIS. JUÍZO DE RETRATAÇÃO. ART. 543B, § 3º, DO CPC. MANDADO DE SEGURANÇA QUE ATACA INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE SALDOS NEGATIVOS DA CSLL REFERENTES AO EXERCÍCIO DE 1996. PEDIDO ADMINISTRATIVO PROTOCOLADO ANTES DE 09.06.2005. INAPLICABILIDADE DA LEI COMPLEMENTAR N. 118/2005 E DO ART. 16 DA LEI N. 9.065/95. 1. Tanto o STF quanto o STJ entendem que, para as ações de repetição de indébito relativas a tributos sujeitos a lançamento por homologação ajuizadas de 09.06.2005 em diante, deve ser aplicado o prazo prescricional quinquenal previsto no art. 3º da Lei Complementar n. 118/2005, ou seja, prazo de cinco anos com termo inicial na data do pagamento. Já para as ações ajuizadas antes de 09.06.2005, deve ser aplicado o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, §4º com o do art. 168, I, do CTN (tese do 5+5). Precedente do STJ: recurso representativo da controvérsia REsp n. 1.269.570MG, 1ª Seção, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 23.05.2012. Precedente do STF (repercussão geral): recurso representativo da controvérsia RE n. 566.621/RS, Plenário, Rel. Min. Ellen Gracie, julgado em 04.08.2011. 2. No caso, embora se trate de mandado de segurança ajuizado no ano de 2007, houve observância do prazo do art. 18 da Lei n. 1.533/51 e a impetrante impugna o ato administrativo que decretou a prescrição do seu direito de pleitear a restituição dos saldos negativos da CSLL referentes ao anocalendário de 1995, exercício de 1996, cujo pedido de restituição foi protocolado administrativamente em 05.07.2002, antes, portanto, da Lei Complementar n. 118/2005. Diante das peculiaridades dos autos, o Tribunal de origem decidiu que o prazo prescricional deve ser contado da data de protocolo do pedido administrativo de restituição. Em assim decidindo, a Turma Regional não negou vigência ao art. 168, I, do CTN; muito pelo contrário, observou entendimento já endossado pela Primeira Turma do STJ (REsp 963.352/PR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 13.11.2008). 3. No tocante ao recurso da impetrante, deve ser mantido o acórdão do Tribunal de origem, embora por outro fundamento, pois, ainda que o art. 16 da Lei n. 9.065/95 não se aplique nas hipóteses de restituição, via compensação, de saldos negativos da CSLL, no caso a impetrante formulou administrativamente simples pedido de restituição. Na espécie, ao adotar a data de homologação do lançamento como termo inicial do prazo prescricional quinquenal para se pleitear a restituição do tributo supostamente pago a maior, o Tribunal de origem considerou tempestivo o pedido de restituição, o qual, por conseguinte, deverá ter curso regular na instância administrativa. Mesmo que a decisão emanada do Poder Judiciário não contemple a possibilidade de compensação dos saldos negativos da CSLL com outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, nada obsta que a Fl. 141DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR Processo nº 10580.010893/200241 Acórdão n.º 9900000.476 CSRFPL Fl. 123 7 impetrante efetue a compensação sob a regência da legislação tributária posteriormente concebida. 4. Recurso especial da Fazenda Nacional parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido, e recurso especial da impetrante não provido, em juízo de retratação. Em suma, temos que: a) para as ações de repetição de indébito relativas a tributos sujeitos a lançamento por homologação ajuizadas de 09/06/2005 em diante, deve ser aplicado o prazo prescricional quinquenal previsto no art. 3º da Lei Complementar n. 118/2005, ou seja, prazo de cinco anos com termo inicial na data do pagamento; e b) para as ações ajuizadas antes de 09/06/2005, deve ser aplicado o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º com o do art. 168, I, do CTN (tese do 5+5). Todavia, o julgado acima transcrito foi além do decidido nos recursos representativos de controvérsia retro citados, pois sustentou que tais conclusões se aplicariam também em caso de pedido administrativo, ou seja, as mesmas considerações acerca da data do ajuizamento da ação de repetição de indébito, para fins de determinação do dies a quo do prazo prescricional, seriam também aplicáveis em caso de restituição pedida diretamente à Administração Tributária. Sobre tal ponto, embora não seja caso de aplicação do art. 62A, já que o referido recurso especial não foi julgado pela sistemática do art. 543C do CPC, adoto tal entendimento para então concluir que: a) para os pedidos administrativos de restituição relativos a tributos sujeitos a lançamento por homologação protocolizados de 09/06/2005 em diante, deve ser aplicado o prazo prescricional quinquenal previsto no art. 3º da Lei Complementar n. 118/2005, ou seja, prazo de cinco anos com termo inicial na data do pagamento; e b) para os pedidos administrativos protocolizados antes de 09/06/2005, deve ser aplicado o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º com o do art. 168, I, do CTN (tese do 5+5). In casu, como o pedido foi protocolizado em 10/10/2002, aplicase a cumulação dos prazos do art. 150, § 4˚, com o do art. 168, I, do CTN, ou seja, dez anos contados do fato gerador. Razão pela qual acolho a preliminar de prescrição da pretensão à restituição de valores recolhidos a título de IRPF que incidiu sobre as verbas de incentivo a participação em programa de demissão voluntária no ano de 1990. Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso extraordinário da Fazenda Nacional. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 142DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR 8 Fl. 143DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR
score : 1.0
Numero do processo: 10855.720042/2008-29
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Ano-calendário: 2003
NÃO PROSPERA A ARGUMENTAÇÃO DE NULIDADE DO TRABALHO FISCAL OU MESMO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO, QUANDO PRESENTES TODOS OS ELEMENTOS QUE EMBASAM O TRABALHO FISCAL E AS DECISÕES PROFERIDAS. DESNECESSIDADE DE PERÍCIAS OU DILIGENCIAS.
Não há nulidade do trabalho fiscal, tão pouco do processo administrativo, quando neles presentes todos os elementos que embasam o trabalho fiscal que ensejou a exigência do imposto, não vislumbrando assim, necessidade de perícia ou qualquer procedimento para que as decisões sejam validamente proferidas.
ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL E DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. PROVIDO O RECURSO
As áreas de Proteção Ambiental e de Preservação Permanente, devidamente comprovadas através de diploma legal estadual e constantes em ADA - Ato Declaratório Ambiental, em data que precedeu ao trabalho fiscal, não estão sujeitas à tributação do imposto, devendo assim, ser afastada a pretensão fiscal.
O VTN ATRIBUÍDO PELA FISCALIZAÇÃO COM BASE NA SIPT CONSTITUI PRESUNÇÃO RELATIVA, PODENDO SER AFASTADA PELO CONTRIBUINTE
O VTN atribuído pela fiscalização com base na SIPT constitui presunção relativa, podendo ser afastada pelos contribuintes com documentos que evidenciem circunstancias ou apresentem fatos que justifiquem a declaração da sua improcedência, o que não ocorreu no presente caso.
Numero da decisão: 2102-001.848
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, em DAR parcial provimento ao recurso para restabelecer a área de preservação permanente, nos termos do voto do relator.
Outros eventos ocorridos: Fez sustentação oral a Advogada Camila Abrunhosa Tapias, OAB-SP N.o 224.124.
Assinado digitalmente
GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
Presidente
Assinado digitalmente
ATILIO PITARELLI
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Nubia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Mauricio Carvalho.
Nome do relator: ATILIO PITARELLI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Ano-calendário: 2003 NÃO PROSPERA A ARGUMENTAÇÃO DE NULIDADE DO TRABALHO FISCAL OU MESMO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO, QUANDO PRESENTES TODOS OS ELEMENTOS QUE EMBASAM O TRABALHO FISCAL E AS DECISÕES PROFERIDAS. DESNECESSIDADE DE PERÍCIAS OU DILIGENCIAS. Não há nulidade do trabalho fiscal, tão pouco do processo administrativo, quando neles presentes todos os elementos que embasam o trabalho fiscal que ensejou a exigência do imposto, não vislumbrando assim, necessidade de perícia ou qualquer procedimento para que as decisões sejam validamente proferidas. ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL E DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. PROVIDO O RECURSO As áreas de Proteção Ambiental e de Preservação Permanente, devidamente comprovadas através de diploma legal estadual e constantes em ADA - Ato Declaratório Ambiental, em data que precedeu ao trabalho fiscal, não estão sujeitas à tributação do imposto, devendo assim, ser afastada a pretensão fiscal. O VTN ATRIBUÍDO PELA FISCALIZAÇÃO COM BASE NA SIPT CONSTITUI PRESUNÇÃO RELATIVA, PODENDO SER AFASTADA PELO CONTRIBUINTE O VTN atribuído pela fiscalização com base na SIPT constitui presunção relativa, podendo ser afastada pelos contribuintes com documentos que evidenciem circunstancias ou apresentem fatos que justifiquem a declaração da sua improcedência, o que não ocorreu no presente caso.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10855.720042/2008-29
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5177561
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 17 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2102-001.848
nome_arquivo_s : Decisao_10855720042200829.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ATILIO PITARELLI
nome_arquivo_pdf_s : 10855720042200829_5177561.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, em DAR parcial provimento ao recurso para restabelecer a área de preservação permanente, nos termos do voto do relator. Outros eventos ocorridos: Fez sustentação oral a Advogada Camila Abrunhosa Tapias, OAB-SP N.o 224.124. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Presidente Assinado digitalmente ATILIO PITARELLI Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Nubia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Mauricio Carvalho.
dt_sessao_tdt : Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
id : 4418556
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216395804672
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2187; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 576 1 575 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.720042/200829 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2102001.848 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2012 Matéria ITR Recorrente COMPANHIA BRASILEIRA DE ALUMINIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Anocalendário: 2003 NÃO PROSPERA A ARGUMENTAÇÃO DE NULIDADE DO TRABALHO FISCAL OU MESMO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO, QUANDO PRESENTES TODOS OS ELEMENTOS QUE EMBASAM O TRABALHO FISCAL E AS DECISÕES PROFERIDAS. DESNECESSIDADE DE PERÍCIAS OU DILIGENCIAS. Não há nulidade do trabalho fiscal, tão pouco do processo administrativo, quando neles presentes todos os elementos que embasam o trabalho fiscal que ensejou a exigência do imposto, não vislumbrando assim, necessidade de perícia ou qualquer procedimento para que as decisões sejam validamente proferidas. ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL E DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. PROVIDO O RECURSO As áreas de Proteção Ambiental e de Preservação Permanente, devidamente comprovadas através de diploma legal estadual e constantes em ADA Ato Declaratório Ambiental, em data que precedeu ao trabalho fiscal, não estão sujeitas à tributação do imposto, devendo assim, ser afastada a pretensão fiscal. O VTN ATRIBUÍDO PELA FISCALIZAÇÃO COM BASE NA SIPT CONSTITUI PRESUNÇÃO RELATIVA, PODENDO SER AFASTADA PELO CONTRIBUINTE O VTN atribuído pela fiscalização com base na SIPT constitui presunção relativa, podendo ser afastada pelos contribuintes com documentos que evidenciem circunstancias ou apresentem fatos que justifiquem a declaração da sua improcedência, o que não ocorreu no presente caso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 72 00 42 /2 00 8- 29 Fl. 596DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10855.720042/200829 Acórdão n.º 2102001.848 S2C1T2 Fl. 577 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, em DAR parcial provimento ao recurso para restabelecer a área de preservação permanente, nos termos do voto do relator. Outros eventos ocorridos: Fez sustentação oral a Advogada Camila Abrunhosa Tapias, OABSP N.o 224.124. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Presidente Assinado digitalmente ATILIO PITARELLI Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Nubia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Mauricio Carvalho. Relatório Tratase de Recurso Voluntário face decisão da 1a Turma da DRJ/CGE, de 02 de julho de 2010 (fls. 510/522), que por unanimidade devotos julgou improcedente a impugnação apresentada pelo Recorrente, mantendo integralmente o crédito tributário no valor total de R$ 3.688.230,41, sendo R$ 1.506.568,53 a título de imposto suplementar, R$ 1.051.735,49 de juros de mora e R$ 1.129.926,39 de multa de ofício, que recaem sobre o imóvel rural denominado Complexo de Itupararanga, localizado no município de IbiúnaSP, com uma área de 7.742,8 hectares. De acordo com o Auto de Infração lavrado em 18/08/2008 (fl. 03), a exigência do imposto com os acréscimos legais decorre dos seguintes fatos: a) Não comprovação da área de preservação permanente, após regularmente intimado para isto. A DIAT foi alterada e os valores da constam de Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido, e b) Não comprovação através de Laudo de Avaliação do imóvel, conforme normas estabelecidas na NBR 14.6533 da ABNT, sendo o valor arbitrado conforme informações obtidas no Sistema de Preços de Terra SIPT da RFB. Fl. 597DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10855.720042/200829 Acórdão n.º 2102001.848 S2C1T2 Fl. 578 3 Com destaques, estão assim descritas as infrações no Auto de Infração: Área de Preservação Permanente não comprovada Descrição dos Fatos: Após regularmente intimado, o contribuinte não comprovou a isenção da área declarada a titulo de preservação permanente no imóvel rural. 0 Documento de Informação e Apuração do ITR (DIAT) foi alterado e os seus valores encontramse no Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido, em folha anexa. Enquadramento Legal ART 10 PAR 1 E INC II E AL "A" L 9393/96 Valor da Terra Nua declarado não comprovado Descrição dos Fatos: Após regularmente intimado, o sujeito passivo não comprovou por meio de Laudo de Avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.6533 da ABNT, o valor da terra nua declarado. No Documento de Informação e Apuração do ITR (DIAT), o valor da terra nua foi arbitrado, tendo como base as informações do Sistema de Pregos de Terra SIPT da RFB. Os valores do DIAT encontramse no Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido, em folha anexa. Enquadramento Legal ART 10 PAR 1 E INC I E ART 14 L 9393/96 Complemento da Descricao dos Fatos: A Contribuinte apresentou a declaração do ITR – DIAC/DIAT – exercíciio 2003, quantificando a área total do imóvel em 7.742,8 hectares. I DISTRIBUIÇÃO DA ÁREA DO IMÓVEL No documento de informação e apuração do ITR DIAT, foram declarados, 7.060,9 hectares de área de preservação permanente e 677,0 hectares de Área aproveitável. Para viabilizar a análise dos valores declarados, foi emitida intimação para apresentação de cópia do Ato Declaratório Ambiental ADA Ibama e Laudo de Avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.653 da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT com fundamentação e grau de precisão II, com Anotação de Responsabilidade Técnica ART registrada no CREA, contendo todos os elementos de pesquisa identificados. Fl. 598DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10855.720042/200829 Acórdão n.º 2102001.848 S2C1T2 Fl. 579 4 Na intimação, constava que a falta de apresentação do laudo de avaliação ensejaria o arbitramento do valor da terra nua, com base nas informações do Sistema de Pregos de Terras SIPT da RFB. Em 08 de janeiro de 2008, a contribuinte apresenta cópia do ADA / IBAMA de 1997e de 2007. Em ambas as declarações, constam, como Área de preservação permanente o total de 7.060,9 hectares. Em 12 de março de 2008, apresentou planta demonstrativa do Complexo Itupararanga e cópia das leis que comprovariam que o imóvel, bem como todo o complexo, estaria inserido na APA Área de Proteção Ambiental de Itupararanga. Apresentou, ainda, de copia do pedido, protocolado junto à Fundação Florestal, para obtenção de certidão de que o imóvel está inserido em Área de preservação permanente. Embora a contribuinte tenha declarado ao IBAMA, área de preservação permanente de 7.060,9 hectares, para obtenção do ADA, verificamos, através dos laudos apresentados que, apenas, 1.013,5 hectares são áreas de preservação permanente. Conforme o laudo técnico, baseado em levantamento georreferenciado e em vistoria nos dias 26 e 27 de fevereiro de 2008, o uso da terra era o seguinte: descrição área (hectares) percentua l represa (espelho d'água) 3.833,9 49,52% área de preservação permanente 1.013,5 13,09% Área de proteção ambiental APA Itupararanga 6.813,5 88,00% Área livre de APP ou APA 744, 8 09,62% Área total 7.742 ,8 100,0% Não foi apresentada certidão de órgão público competente comprovando que o imóvel ou parte dele esteja inserido em Área de preservação permanente. As leis estaduais n 2 10.100/98 e 11.579/2003, citadas na resposta da intimação apresentada em 12/03/2008, apenas declaram área de Proteção Ambiental o entorno da represa de Itupararanga e, posteriormente, a área da bacia hidrográfica formadora da represa de Itupararanga. O benefício da exclusão do ITR, nas áreas de proteção ambiental – APA, não se estende genericamente a todas as áreas do imóvel. Somente se aplica a áreas específicas da propriedade particular. Mesmo na APA, há, em regra, Áreas dos imóveis rurais destinadas ou utilizadas pela atividade agrícola, pecuária, Fl. 599DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10855.720042/200829 Acórdão n.º 2102001.848 S2C1T2 Fl. 580 5 agrícola, florestal, industrial e mineral. Assim, podem haver Áreas exploradas economicamente, pois a legislação ambiental permite que elas sejam exploradas economicamente. Diante dos elementos apresentados, dos 7.060,9 hectares declarados como área de preservação permanente, devem ser considerados, apenas, 1.013,5 hectares, que foram comprovados através de laudo técnico. descrição Área (hectares) ÁREAS NÃO TRIBUTÁVEIS (a) 4.8 47,4 área de preservação permanente 1.0 13,5 represa espelho d'água 3.833,9 AREAS TRIBUTÁVEIS (b) 2.895,4 outras áreas 2.895,4 AREA TOTAL ( a + b) 7.742,8 Conforme o artigo 40 da Lei n.o 11.727 de 23 de junho de 2008, as áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usina hidroelétricas autorizadas pelo poder publico, não são consideradas áreas tributadas. Desta forma, considerando que a declaração do exercício 2003 não tinha campo próprio, consideramos tal exclusão, incluindo a citada área dentro da Área de preservação permanente. II VALOR DA TERRA NUA (VTN) No tocante ao valor da terra nua declarado, o documento de avaliação apresentado determina, para os 7.742,8 hectares do imóvel, os seguintes valores de mercado para compra e venda: ano valor de mercado 2003 R$ 6.531.000,00 Não se trata de um Laudo Técnico conforme exigido na intimação, mas um Parecer Técnico, conforme podemos ler no próprio documento: No presente trabalho não foi possível a tingir ao menos o Grau I quanto a fundamentação e precisão conforme as exigências definidas na NBR 146533:2004. Portanto classificamos este relatório como Parecer Técnico . Na avaliação apresentada pela fiscalizada, optouse pelo método comparativo direto de dados do mercado , para a definição do valor da terra nua. Esse método se baseia na comparação direta do imóvel avaliando com outros imóveis ofertados ou negociados no mercado, procedendo as correções das diferenças entre eles, visto que não existem imóveis iguais. Fl. 600DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10855.720042/200829 Acórdão n.º 2102001.848 S2C1T2 Fl. 581 6 São premissas básicas desse método: a necessidade de uma amostra com valores de imóveis negociados ou em negociação; o conhecimento dos atributos que diferenciam os valores das diversas propriedades e um procedimento estatístico que permita ao técnico interpretar estes atributos, visando tornálos homogêneos. Dispõe o citado parecer: Procedemos uma ampla pesquisa junto ao mercado imobiliário e pessoas ligadas ao meio rural, através de contato com corretores, imobiliárias atuantes, cartórios, proprietários, agrônomos e pessoas afins . Verificamos, porem, que não há a identificação dos imóveis ofertados ou transacionados que serviram como referencia. Não há, em todo o documento, qualquer referencia a algum imóvel ofertado ou transacionado. Ainda, no seu item 4.4 Descrição das Terras, o citado parecer dispõe que, dos 7.742,8 hectares do imóvel, 5.984,4 hectares enquadradase na classe VII e 1.013,5 hectares na classe VIII do Manual Brasileiro para Levantamento da Capacidade de Uso da Terra. Contrário a este senso, o item 4.1 descreve os excelentes aspectos físicos do imóvel: fertilidade alta, topografia de ondulada a suave ondulada, boa drenagem, solos com profundidade média, ótimos recursos hídricos com a represa e diversas nascentes. Ainda, o citado parecer não faz descrição das culturas produzidas, da taxa de lotação das pastagens, do estado de conservação das construções existentes no imóvel, dentre outros fatores de pesquisa. Apenas determina de forma genérica os valores de mercado do imóvel para os anos de 2004 e 2005. Assim, consideramos que tal parecer não se equivale ao Laudo de Avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.653 da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT com fundamentação e grau de precisão II, não sendo levados em consideração os valores avaliados. Entendemos que o valor da terra nua do imóvel encontrase sub avaliado, em relação às informações constantes no SIPT. A contribuinte declara o valor de R$ 756,18/hectare, para ambos os exercícios. O Sistema de Pregos de Terra SIPT da RFB (aprovado pela portaria SRF n 2 477, de 28 de março de 2002), dispõe os seguintes valores mínimos de terra nua: Município vtn/ha em 2003 vtn/ha em Ibiúna R$ 2.605,37 R$ 2.605,37 Piedade R$ 4.936,93 R$ 4.912,76 Mairinque R$ 2.605,37 R$ 2.605,37 Alumínio R$ 2.605,37 R$ 2.605,37 Votorantim R$ 2.605,37 Fl. 601DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10855.720042/200829 Acórdão n.º 2102001.848 S2C1T2 Fl. 582 7 Observação: Conforme memorial descritivo, planta e matriculas, verificase que o imóvel estendese pelos cinco municípios acima descritos. Porém, todos os municípios possuem idêntica avaliação do valor da terra nua/hectare. Devese ressaltar que o SIPT avalia cinco classes (tipos) de terras, para cada município, sendo que procedemos ao arbitramento tomandose como referência a classe campos , de menor valor (preço) entre as cinco. Assim, com o arbitramento do VTN, o valor total do imóvel terá os seguintes valores: exercício área do imóvel valor declarado valor arbitrado 2003 7.742,8 hectares R$ 5.427.000, 00 R$ 20.172858,83 . O arbitramento do VTN e a glosa das áreas de preservação permanente ocasionaram aumentos da Área tributável aproveitável, VTN tributável e aliquota aplicados em cada lançamento. Após intimada da lavratura do Auto de Infração, a Recorrente tempestivamente apresentou impugnação, assim Relatada na decisão: A impugnação foi apresentada em 24/09/2008, fls. 250 a 263 do volume II, na qual após tratar, sucintamente, Da autuação, elaborando parte dos quadros demonstrativos constante da NL, a impugnante apresentou Suas razões de defesa, alegando, em resumo, os seguintes: 7.1. Sob o titulo Do complexo de Itupararanga explanou sobre as características da Area represada, da dimensão incluída nos limites da APA, da parcela de APP encontrada dentro e fora da APA conforme mapa, entre outros. 7.2. Em Das hipóteses de isenção do ITR, reiterou a dimensão de Area inserida em APA e explicou que grande parte ainda é constituída de APP e de Area alagada para constituição de reservatório de Agua. 7.3. Reproduziu legislações atinentes à matéria, aos tipos de preservação passíveis de isenção, entre eles a lei n° 11.727/2008 utilizado no AI e que trata das Areas alagadas para fins de reservatórios de usinas hidrelétricas, bem como jurisprudência do Conselho de Contribuintes que versa sobre matéria similar e diz que a única explicação plausível para o não reconhecimento da isenção do ITR seria a interpretação equivocada do laudo técnico e passou a explanar sobre o mesmo, para dizer restar cristalino que da Area Total do Imóvel — ATI, 7.742,8ha, apenas 744,8ha seria passível de tributação. 7.4. Discorreu a respeito do fato de a DITR/2003 não possuir campo próprio para APA e Areas alagadas para reservatório, razão pela qual declarou todas as Areas não tributáveis no campo APP e disse ser injusto que a ausência de campo Fl. 602DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10855.720042/200829 Acórdão n.º 2102001.848 S2C1T2 Fl. 583 8 especifico seja fato suficiente para a cobrança aqui efetivada; motivo pelo qual outro não pode ser o desfecho sendo o cancelamento da exigência. 7.5. Após outras argumentações relativas a florestas preservadas e de sua importância para a biodiversidade, entre outros e, considerando que grande parte do imóvel estaria coberta por floresta nativa no bioma Mata Atlântica, disse que tais Areas deveriam ter sido consideradas como não tributáveis. 7.6. Considerando, também, que a comprovação de inclusão da APP e APA dentro do mencionado bioma depende de prova pericial especifica, protestou pela produção de todas as provas necessárias, tais como a juntada de documentos e a realização de diligências. 7.7. Em Da Valoração da Terra Nua, da longa explanação a razão da discordância se resume no questionamento da utilização dos valores do SIPT. 7.8. Reclamou da falta de demonstrações que justificassem o VTN auferido por meio do sistema, disse que os entendimentos técnicos contidos no laudo se encontram evidamente respaldados, reproduziu jurisprudência do Conselho de Contribuintes relativa a VTN e apresentação de laudo eficaz, elaborou demonstrativo de valores de classes de terras, entre outros. 7.9. Tendo em conta que a maior parte do imóvel se encontra coberta por vegetação nativa, não destinada à produção rural, mas, sim à conservação do meio ambiente na APA, afirmou que o seu valor de mercado sofre grande depreciação. 7.10. Após outras argumentações e considerações finalizou apresentando o seguinte Pedido: a) Em face de todo o exposto, resta claro que a autuação impugnada não deve subsistir, razão pela qual requer sejam acolhidos os argumentos e termos da impugnação, para o fim de declarar insubsistente a autuação fiscal, cancelando o AI em sua integralidade. b) Para provar os fatos expostos protesta pela produção de todas as provas em direito admitidas, tais como a juntada de documentos e realização de diligências. 8. Instruiu sua impugnação com os documentos de fls. 264, do Volume II, a 493, do Volume III, sendo os mais importantes para os autos, na sua maioria, os já apresentados para o Fisco. A decisão proferida em primeira instância manteve integralmente o trabalho fiscal, a princípio, afastando o pedido de posterior juntada de documentos, bem como da realização de perícia, por não haver dúvidas para o julgamento, chegando a esta afirmação, após bem motivar seu entendimento, sobre ambos pedidos. Fl. 603DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10855.720042/200829 Acórdão n.º 2102001.848 S2C1T2 Fl. 584 9 Quanto ao mérito, que a modalidade de lançamento por homologação para qual passou o ITR, não dispensa o contribuinte da guarda de documentos e mesmo da apresentação de Laudos, quando solicitados pela fiscalização, notadamente, para constatar a regularidade da isenção declarada pelo contribuinte, assim como do valor atribuído à terra. Após distinguir, com a transcrição dos arts. 2o e 3o do Código Floresta, as APPs decorrentes em virtude da topografia das florestas e tipo de acidentes geográficos específicos definidas por lei, das APPs assim declaradas por ato do poder público, sendo que para aquelas, basta a apresentação de laudo técnico eficazmente elaborado por profissional habilitado, acompanhado de ART, afirmando a existência e dimensionando as áreas respectivas, a decisão recorrida rejeitou as alegações da Recorrente, de ver amparada a isenção, pelo fato do seu imóvel estar integralmente localizado na APA, uma vez que, de forma planejada e regulamentada, a legislação permite a exploração de parte desta área, através de plano de manejo, sendo vedada apenas as atividades potencialmente poluidoras, as de terraplanagem, dentre outras, que ameacem extinguir as espécies de flora e fauna. Partindo desta premissa, a decisão recorrida considerou como APP área de 1,198,0 hectares e não 7.742,8 hectares, como sustentada pela Recorrente, sendo aceita pelo autuante, como tal, área de 4.847,4 hectares, uma vez por ele excluída da tributação, por considerála na APP, 3.833,9 hectares de área alagada, respeitando assim, a vedação da reformatio in pejus. Quanto ao VTN, fundamentou seu entendimento argumentando que o Laudo apresentado pelo Recorrente não afasta a aplicação dos valores constantes no SIPT, uma vez que não foi elaborado com observância da norma da ABNT, consistindo o mesmo em parecer e não Laudo, portanto, precário para atender à pretensão da autuada. Em grau de Recurso Voluntário, resumidamente, aduz a Recorrente: Preliminarmente, a) a nulidade da decisão proferida, por cerceamento ao direito de defesa, ao indeferir pedido de diligencias e realização de perícia, para comprovação que grande parte do imóvel se encontra cravado no bioma Mata Atlântica, totalmente coberto por floresta nativa, portanto, não utilizável economicamente, não pretendendo com isto, reabertura indireta da ação fiscal; Quanto ao mérito, b) que da área total de 7.742,8 hectares, 6.821,29 hectares do Complexo de Itupararanga, estão inseridos nos limites da APA de Itupararanga, conforme declaração acostada à impugnação, expedida em 14/08/2008, firmada pelo Diretor Executivo da Fundação Florestal do Estado de São Paulo. A APA foi criada pela lei n.o 11.579/03, destacando ainda que parte dela foi alagada pelo Poder Público para compor o reservatório da Usina Hidrelétrica de Itupararanga, que responde pelo abastecimento de 63% da população da região; c) sem qualquer comprovação por parte do contribuinte, a legislação exclui da tributação esta área, assim assegurada a isenção pelo par. único do art. 104 da lei n.o 8.171/91 e par. 1o, II “b” da lei 9.393/96, não procedendo afirmações da decisão recorrida, de que o fato de estar inserido na APA, não assegura a isenção, por não estar, necessariamente, na APP, ferindo com isto a legislação reconhecida por precedentes deste colegiado, não podendo prosperar interpretação baseada em Manual de Fl. 604DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10855.720042/200829 Acórdão n.º 2102001.848 S2C1T2 Fl. 585 10 Perguntas e Respostas da RFB, por ferir o princípio da legalidade. Foram observadas todas as exigências legais para o reconhecimento da APP, inexistindo regras para a APA; d) embora a exigência do ADA seja reconhecida pelo Poder Judiciário como ilegal, foram apresentados no ano de 1997 e 2007, não em outros exercício, por dispensa da legislação e neles já constavam a área de 7.060,9 hectares como APP; e) O arbitramento do VTN só é cabível quando o contribuinte se mostrar omisso ou reticente à prestação de informações a que está obrigado, e foi apresentado ao autuante, laudo de avaliação. O autuante apurou o VTN em R$ 2.605,37, sem considerar o baixo valor de mercado das áreas do Complexo, quando foi declarado R$ 700,91 o hectare, sem justificativa para a alteração ou origem do valor apurado, e de boa fé, o laudo apresenta o valor superior ao declarado; f) Na DITR/2003 não havia campo próprio para informação de que a área integrava a APA, razão pela qual, constou como APP. É o relatório. Voto Conselheiro Atilio Pitarelli, Relator. O Recurso Voluntário é apresentado tempestivamente e está assinado por procurador com instrumento de mandato incluso aos autos, dele conhecendo. Inicialmente, afasto a preliminar de nulidade alegada pela Recorrente, de que houve cerceamento ao seu direito de defesa, pelo indeferimento de dilação de prazo para apresentação de documentos, ou mesmo, da realização de perícia. As questões foram objetivamente colocadas pela fiscalização e à Recorrente asseguradas todas as oportunidades de defesa, conforme bem fundamenta a decisão recorrida, não merecendo neste particular, qualquer reparo. Para as questões de mérito, conforme descrito no auto de infração, a Recorrente foi notificada para comprovar a existência da área declarada a título de preservação permanente, de 7.060,9 hectares, sendo apurado pela fiscalização, 4.487,40 hectares, aumentando a área tributável de 681,9 para 2.895,4 hectares (fl. 04), e o VTN que fez constar na DITR/2003, de R$ 477.576,00 para R$ 7.543.588,11. A Recorrente afirma que a DITR espelha a área efetivamente conservada, de 7.060,9 hectares, que fez constar como de Preservação Permanente, pelo fato de não haver no formulário campo próprio para informar que tratase de Área de Proteção Ambiental, criada pela lei estadual n.o 10.100, de 1o de dezembro de 1.998. Da mesma forma fez constar no Ato Declaratório Ambiental de 1.997 (fl. 32), protocolado junto ao IBAMA em 09/09/98 e de 2007, em 28/08/2007 (fl. 34). Fl. 605DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10855.720042/200829 Acórdão n.º 2102001.848 S2C1T2 Fl. 586 11 No Parecer Técnico apresentado com Anotação de Responsabilidade Técnica (fl. 51), que atesta a formação profissional de Engenheiro Agrônomo do Sr. Mauricio Elias Jorge, que se apresenta como responsável pela empresa Consult Consultoria em Eng. e Aval. Soc. Simples Ltda., à fl. 56, consta que da área total de 7.742,8 hectares, 90,38% dela está ocupada por APP e APA Itupararanga, delas se ocupando nas folhas seguintes, com citações da lei que criou a APA e dos desdobramentos da área envolvida e memoriais descritivos, finalizando, com as referências às fontes que levou à indicação do VTN para o ano de 2.003, de R$ 6.531.000,00. O VTN constante na DITR foi de R$ 5.427.000,00 e o apurado pelo autuante de R$ 20.172.858,84. Conforme destacado nas peças de defesa, com documentos como Ato Declaratório Ambiental, que precedeu ao ano objeto da autuação, que é de 2.003, e o expediente protocolado junto ao IBAMA referirse ao ano de 1.997, onde já constava como Área de Preservação Permanente, assim como foi informado na DITR, por falta de campo próprio no formulário que permitisse a referência a Área de Proteção Ambiental, e aliado à legislação estadual que efetivamente a instituiu, nela englobando considerável área da Recorrente, entendo aplicável o benefício da isenção do imposto em questão. Com efeito, a decisão recorrida enfatiza a procedência da glosa efetuada pelo autuante, deixando expresso que somente Laudo Técnico nos temos da ABNT teria o condão de atestar a existência das condições que amparam a isenção, o que no meu entender, não procede, pois além de inverter o ônus da prova, que também me parece ilegal, estabelece um único meio de prova, o que fere dispositivo do Código de Processo Civil, bem como o texto constitucional, que veda apenas as provas obtidas através de meio ilícito. Afastar o benefício da isenção, sob a hipótese de que na APA e Reservas Extrativas, em regra, podem ser exploradas economicamente, como mencionado, é hipótese, condição esta, que não ampara a cobrança de imposto. No documento apresentado pela Recorrente, seja ele Parecer Técnico, firmado por profissional da engenharia, afirma que as mesmas estão preservadas, não sendo exploradas economicamente, fato este que não pode ser ignorado, tomando por base, simplesmente, uma hipótese. Assim, entendo que a extensão da área tributável não deve ser alterada, permanecendo aquela constante na DITR, de 681,9 hectares. No tocante ao VTN, o próprio Parecer Técnico apresentado pela Recorrente, afirma (fl 415) que não foi possível coletar elementos comparativos suficientes sequer para o mínimo de Grau I de fundamentação, limitando em seguida, a fornecer nomes e números de imobiliárias/corretores da região, sem qualquer documento onde conste o teor da consulta e seu objeto, razão pela qual entendo que deva prevalecer o apurado pelo autuante, que tomou por base o SIPT , cuja aplicação está bem fundamentada na decisão recorrida. Pelas razões acima expostas, DOU PARCIAL PROVIMENTO ao Recurso, para afastar a exigência sobre a área ampliada, mantendo porém o VTN apurado pela fiscalização. Assinado digitalmente Fl. 606DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10855.720042/200829 Acórdão n.º 2102001.848 S2C1T2 Fl. 587 12 ATILIO PITARELLI Relator Fl. 607DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
Numero do processo: 12971.007756/2009-28
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 02 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/06/2005 a 28/02/2006
RECURSO INTEMPESTIVO.
É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2402-003.041
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente.
Ronaldo de Lima Macedo - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201208
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/06/2005 a 28/02/2006 RECURSO INTEMPESTIVO. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 02 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 12971.007756/2009-28
anomes_publicacao_s : 201210
conteudo_id_s : 5172678
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 03 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2402-003.041
nome_arquivo_s : Decisao_12971007756200928.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : RONALDO DE LIMA MACEDO
nome_arquivo_pdf_s : 12971007756200928_5172678.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente. Ronaldo de Lima Macedo - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
id : 4296492
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216403144704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1562; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 2 1 1 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12971.007756/200928 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402003.041 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 15 de agosto de 2012 Matéria CESSÃO DE MÃODEOBRA: RETENÇÃO. EMPRESAS EM GERAL Recorrente AÇOPLAST INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2005 a 28/02/2006 RECURSO INTEMPESTIVO. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente. Ronaldo de Lima Macedo Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 97 1. 00 77 56 /2 00 9- 28 Fl. 233DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/09/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratase de lançamento fiscal decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre as notas fiscais/faturas de prestação de serviços mediante cessão de mãodeobra, não recolhidas aos cofres públicos, para as competências 06/2005 a 02/2006. O Relatório Fiscal (fls. 12/14) informa que os fatos geradores decorrem da contratação prestação de serviços executados mediante cessão de mãodeobra da empresa LCP Construções Ltda (02.154.915/000187). A fiscalização informa que nas notas fiscais/faturas verificadas não constou o destaque da retenção de 11% pelo prestador. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 31/07/2006 (fl.01 e 76), mediante correspondência postal com Aviso de Recebimento (AR). A autuada apresentou impugnação tempestiva (fls. 83/90) – acompanhada de anexos de fls. 91/159, alegando, em síntese, que: 1. vem sofrendo muitos prejuízos ao longo dos anos, em razão de crises financeiras e altas taxas de juros. Deixou de contratar mais mãode obra, privilegiando as dívidas trabalhistas e o passivo fiscal e seus sócios não procederam a nenhum desvio de recursos; 2. a fiscalização deveria cotejar as notas fiscais com os contratos de prestação de serviços para verificar se tais se enquadram nas hipóteses dos artigos 145 e 146 da Instrução Normativa SRP n° 03, de 15/07/2005; 3. a multa de mora aplicada no percentual de 15% (quinze por cento) aplicada mostrase incompatível com a realidade, violando o princípio da isonomia. A multa não pode ser aplicada em patamar superior a 2% (dois por cento) como ordena o CDC (Lei n° 8.078/91) quanto às suas relações comerciais, sob pena de violação ao princípio da isonomia. Não se pode alegar supremacia do interesse público, mas se trata de insegurança da Administração quanto à legalidade dos seus atos. Não há interesse público a justificar a imposição da penalidade no patamar aplicado. Cita doutrina em seu favor. A multa deve ser reduzida a 2% (dois por cento), sob pena de configurar confisco (art. 150, IV da CF/88), distanciandoa do seu caráter educativo e punitivo. A legislação tributária (art. 113 do CTN) não faz distinção quanto ao dever de pagar tributo e o de cumprir obrigação acessória. A multa superior a 20% (vinte por cento) é indevida, caso seja aplicada de forma desproporcional e irrazoável; 4. a Taxa SELIC prevista no artigo 34 da Lei de Custeio é ilegal e inconstitucional, tanto no plano abstrato quanto no plano concreto; que a SELIC foi instituída no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, como forma de remuneração do capital. O CTN determina que o percentual de juros não pode exceder 1% (um por cento) ao mês (artigo 161, § único); Fl. 234DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/09/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 12971.007756/200928 Acórdão n.º 2402003.041 S2C4T2 Fl. 3 3 5. postula pelo cancelamento da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD), procedendose a nova fiscalização, mediante nova análise dos documentos e reabertura de prazos ao sujeito passivo. A Delegacia da Receita Previdenciária (DRP) em Campinas/SP – por meio da DecisãoNotificação (DN) no 21.424.4/1039/2006 (fls. 165/174) – considerou o lançamento fiscal procedente em sua totalidade, eis que ele encontrase revestido das formalidades legais, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto. A Notificada apresentou recurso voluntário, manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados e no mais efetua repetição das alegações da peça de impugnação (fls. 180/187). A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em Limeira/SP informa que o recurso interposto é intempestivo e encaminha os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para processamento e julgamento (fls. 221). É o relatório. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/09/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator Quanto à tempestividade do recurso voluntário interposto, verificase que não houve cumprimento de tal requisito de admissibilidade. A Recorrente foi intimada da decisão de primeira instância em 11/10/2006, mediante correspondência postal acompanhada de Aviso de Recebimento (AR), conforme documento dos Correios juntado à fl. 177. Por sua vez, a Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 180/187), apresentando as mesmas alegações postuladas na sua peça de impugnação (fls. 83/90), e não se manifestou a respeito da tempestividade do recurso. Em decorrência dos elementos fáticos constantes nos autos, verificase que a Recorrente interpôs o recurso voluntário em 16/11/2006, nos termos da papeleta da correspondência postal de fls. 188, devidamente assinada por funcionários dos Correios e por servidor do Fisco da Delegacia da Receita Previdenciária (DRP) em Campinas/SP (Unidade de Atendimento de Itapira/SP), papeleta inicial do recurso (fls. 180). O art. 5º, parágrafo único, do Decreto 70.235/1972 – diploma que trata do contencioso administrativo fiscal no âmbito dos tributos arrecadados e administrados pela União – estabelece como serão computados os prazos para interposição de recurso, transcrito abaixo: Art. 5º. Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Salientase que a tempestividade do recurso voluntário é aferida pela data do protocolo junto ao órgão preparador do processo (circunscrição do domicílio fiscal da Recorrente). Em outras palavras, o que importa, para verificar a tempestividade do recurso, é que ele tenha sido apresentado ao protocolo dentro do prazo legalmente previsto, nos termos do art. 33 do Decreto 70.235/1972, transcrito abaixo: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão.(g.n.) A Recorrente teve ciência da decisão de primeira instância – prolatada por meio da DecisãoNotificação (DN) no 21.424.4/1039/2006 (fls. 165/174) –, em 11/10/2006 (quartafeira). Assim, levandose em consideração que os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão, nos exatos termos do parágrafo único do artigo 5º do Decreto 70.235/1972, o prazo para interposição de recurso teve início em 13/10/2006 (sexta feira). O trigésimo dia ocorreu em 13/11/2006 (segundafeira). Entretanto o recurso só teria sido postado em 16/11/2006, quintafeira, (fls. 180/188). Fl. 236DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/09/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 12971.007756/200928 Acórdão n.º 2402003.041 S2C4T2 Fl. 4 5 Com o mesmo entendimento, o art. 15 do Decreto 70.235/1972 estabelece que a peça recursal deverá ser apresentada no local do órgão preparador de circunscrição do sujeito passivo. Decreto 70.235/1972 (Processo Administrativo Fiscal PAF): Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. (g.n.) A regra na contagem dos prazos processuais é a continuidade, ou seja, os prazos não se suspendem nem se interrompem, com exceção das hipóteses de força maior ou de caso fortuito, como greves ou outros fatos que impeçam o funcionamento dos órgãos da Administração. Essas hipóteses devem ser devidamente comprovadas nos autos e, no momento, não as encontramos presentes neste processo. Nesse sentido, resta claro que a autuada não verificou o prazo para apresentação do recurso, só vindo a apresentálo após o vencimento legal. CONCLUSÃO: Diante do exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso interposto em razão da sua intempestividade. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 237DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/09/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 12269.000386/2010-78
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/03/2006 a 31/12/2008
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO - INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AJUDA DE CUSTO - MUDANÇA - INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO.
Integra o Salário-de-Contribuição a ajuda de custo paga sem os requisitos previstos no art. 28, § 9°, g, da Lei 8.212/1991.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS - REQUISITOS - INDEFERIMENTO.
Quanto à solicitação de produção de provas, verifica-se que o momento processual ocorre em sede de Impugnação, conforme arts. 15 e 16, Decreto 70.2351972 e também nos arts. 55 e 56, Decreto 7574/2011 precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, com as exceções do art.16, § 4º, Decreto 70.235/1972.
Como o pedido de produção de prova documental não possui os requisitos previstos na legislação, considera-se não formulado.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DEIXAR DE EXIBIR LIVRO OU DOCUMENTO RELACIONADO COM, CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS.
Constitui infração á legislação tributário-previdenciária deixar a empresa de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, ou apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-001.487
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Ivacir Julio de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto, que entenderam pela prevalência da convenção coletiva na isenção da tributação da ajuda de custo.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Paulo Maurício Pinheiro Monteiro - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201207
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/03/2006 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO - INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AJUDA DE CUSTO - MUDANÇA - INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. Integra o Salário-de-Contribuição a ajuda de custo paga sem os requisitos previstos no art. 28, § 9°, g, da Lei 8.212/1991. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS - REQUISITOS - INDEFERIMENTO. Quanto à solicitação de produção de provas, verifica-se que o momento processual ocorre em sede de Impugnação, conforme arts. 15 e 16, Decreto 70.2351972 e também nos arts. 55 e 56, Decreto 7574/2011 precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, com as exceções do art.16, § 4º, Decreto 70.235/1972. Como o pedido de produção de prova documental não possui os requisitos previstos na legislação, considera-se não formulado. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DEIXAR DE EXIBIR LIVRO OU DOCUMENTO RELACIONADO COM, CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Constitui infração á legislação tributário-previdenciária deixar a empresa de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, ou apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 08 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 12269.000386/2010-78
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5180138
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 11 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2403-001.487
nome_arquivo_s : Decisao_12269000386201078.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 12269000386201078_5180138.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Ivacir Julio de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto, que entenderam pela prevalência da convenção coletiva na isenção da tributação da ajuda de custo. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Ewan Teles Aguiar.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
id : 4433444
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216420970496
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2445; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 167 1 166 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12269.000386/201078 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 2403001.487 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 10 de julho de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente KUNZLER Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/03/2006 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AJUDA DE CUSTO MUDANÇA INTEGRAÇÃO AO SALÁRIODECONTRIBUIÇÃO. Integra o SaláriodeContribuição a ajuda de custo paga sem os requisitos previstos no art. 28, § 9°, g, da Lei 8.212/1991. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS REQUISITOS INDEFERIMENTO. Quanto à solicitação de produção de provas, verificase que o momento processual ocorre em sede de Impugnação, conforme arts. 15 e 16, Decreto 70.2351972 e também nos arts. 55 e 56, Decreto 7574/2011 precluindo o AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 26 9. 00 03 86 /2 01 0- 78 Fl. 167DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, com as exceções do art.16, § 4º, Decreto 70.235/1972. Como o pedido de produção de prova documental não possui os requisitos previstos na legislação, considerase não formulado. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA DEIXAR DE EXIBIR LIVRO OU DOCUMENTO RELACIONADO COM, CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Constitui infração á legislação tributárioprevidenciária deixar a empresa de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, ou apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Ivacir Julio de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto, que entenderam pela prevalência da convenção coletiva na isenção da tributação da ajuda de custo. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Ewan Teles Aguiar. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12269.000386/201078 Acórdão n.º 2403001.487 S2C4T3 Fl. 168 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente – KUNZLER FILHO & CIA. LTDA. contra Acórdão nº 1035.174 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Porto Alegre RS, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, Auto de Infração de Obrigação Acessória – AIOA nº. 37.248.4840, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 14.107,77. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, o Auto de Infração, Código de Fundamentação Legal – CFL 38, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ter deixado de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, ou apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. Informa o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 05, que o sujeito passivo foi autuado pela não apresentação dos papéis de caixa que serviram de cobertura para registrar valores pagos a contribuintes individuais correspondentes aos períodos de 03 e 06/2006 a 12/2006, 01/2007a 12/2008. Auditoria na contabilidade do sujeito passivo constatou que ele remunerou pessoas físicas (contribuintes individuais) e, contabilizou em contas que não guardam nenhuma relação com o fato econômico ocorrido.Para os exercícios de 2006 e 2007, creditou os valores na contas de ativo: "1101001004caixa filial ou 1101002001banco i t a ú " e debitou na conta passiva "2201001003 empréstimos capital de giro", portanto, as importâncias foram baixadas como quitação de empréstimos.Em 2008, creditou os pagamentos na conta "1101001004caixa filial e debitou em "2203001001Luiz Carlos Kunzler", portanto,pagamentos efetuados a título de distribuição de lucros. Como conseqüência, da constatação em (34/02/2010, mediante o TIF Termo de Intimação Fiscal 02 o sujeito passivo foi intimado a apresentar à fiscalização os documentos de caixa que serviram de cobertura para registrar as operações.Com relação a 2006 e 2008 não disponibilizou nenhum documento solicitado, para 2007 apresentou pequena parcela deles. O Relatório de Aplicação da Multa, às fls. 06, informa que: l . Em decorrência da. infração praticada aplico a multa no seu valor mínimo de R$ 14.107,77 (quatorze mil cento e sete reais e setenta e sete centavos), atualizado pela portaria MPS/MF No. 350, de 30/12/2009 , publicada no Diário Oficial da União de 31/12/2009 . Fl. 169DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 2.Conforme consultai nos sistemas informatizados da RFB não consta auto de infração por descumprimento de obrigação acessória ,registrado na razão social deste sujeito passivo 3.Neste caso não houve a ocorrência de circunstâncias agravantes ou atenuantes. Ainda, o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 05, mostra que na presente auditoria fiscal foram lavradas as seguintes autuações: DOCUMENTOS NUMERO DO DOCUMENTO DESCRIÇÃO AlCFL30 37.248.4794 Deixar de preparar a folha de pagamento de acordo com padrões e normas estabelecidas pela RFB Receita Federal do Brasil AICFL34 37.248.4832 Deixar de lançar fatos geradores de contribuições previdenciárias em títulos próprios da contabilidade AICFL38 37.248.4840 Deixar de apresentar documentos de caixa que deram cobertura a lançamentos em contas passivas de valores pagos a contribuintes individuais. AICFL68 – 37.248.4859 Apresentar a GFIP omitindo total ou parcialmente fatos geradores de contribuições previdenciárias Al 37.248.4867 Contribuições Previdenciárias da parte patronal Incidindo sobre mão de obra direta, de contribuintes individuais e fornecida por terceiros .Lançamento:03/05 a 10/08 Al 37.248.4875 Contribuições Previdenciárias da parte patronal incidindo sobre mão de obra direta, de contribuintes individuais e fornecida por terceiros .Lançamento:11/08 a 05/09 Al 37.248.4883 Contribuições Previdenciárias da parte dos segurados incidindo sobre mão de obra direta, de contribuintes Individuais e fornecida por terceiros ,Lançamento:03/05 a 10/08 Al 37.273.1554 Contribuições Previdenciárias da parte dos segurados incidindo sobre mão de obra direta, de contribuintes individuais e fornecida por terceiros .Lançamento: 11/08 a 05/09 Al 37.273.1562 Contribuições destinadas aos Terceiros.Lançamento:03/05 a 10/08 Al 37.273.1570 Contribuições destinadas aos Terceiros. Lançamento: 11/08 a 05/09 A Recorrente teve ciência do TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, às fls. 23 a 24, na qual consta o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 1010100.2009.01136. O período objeto do auto de infração, conforme o Anexo do Relatório Fiscal da Infração, é de 03/2006 a 12/2008. A Recorrente teve ciência do auto de infração no dia 31.03.2010, às fls. 01. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12269.000386/201078 Acórdão n.º 2403001.487 S2C4T3 Fl. 169 5 A Recorrente apresentou Impugnação, às fls. 35 a 39, com as seguintes alegações, conforme o relatório da decisão de primeira instância: Discorre sobre o dever da administração pública de anular atos administrativos ilegais. Afirma que a administração pública deve obediência aos princípios da legalidade, moralidade e eficiência, dentre outros, conforme artigo 37 da Constituição Federal. Nesse sentido é a Lei n° 9.784/99, artigo 53, que determina à Administração Pública o dever de anular seus atos quando maculados por qualquer ilegalidade, cuja competência para a declaração da nulidade, encontrase no artigo 61 do Decreto n° 70.235/72. Assevera que, uma vez pautado por tais princípios, deve o agente público seguir rigorosamente os ditames legais, conhecendo e observando o ordenamento jurídico como um todo sistemático, integrado não só por normas administrativas e fiscais, mas também por aquelas de cunho trabalhista. O agente fiscal afastouse do princípio da verdade real ao desconsiderar os fatos regidos pela lei trabalhista, criando uma artificialidade jurídica e presumindo que a impugnante deixou de recolher tributos sobre parte de sua folha de pagamento. Ao exceder a legalidade, o procedimento administrativo deixou de ser razoável e desfez o liame entre a sua conduta e a finalidade da norma ferindo o artigo 37 da Constituição Federal. Entende que a parcela paga a título de ajuda de custo, em decorrência de previsão contida em Convenção Coletiva de Trabalho, itens 7 e 8 do título VI, não deve sofrer incidência das contribuições previdenciárias em razão do que determina a legislação trabalhista. Aduz que não apenas a empresa, como os agentes fiscais, devem obediência a previsão contida no inciso XXVI do artigo 7o da Constituição Federal, reconhecendo as convenções e os acordos coletivos de trabalho, eis que se revestem na condição de lei entre os sindicatos dos empregados e patronais, não podendo ser ignorados. Ademais disso, afirma que os pagamentos de ajudas de custo não se sujeitam à incidência das contribuições previdenciárias, em razão do que prescreve o parágrafo 2o do artigo 457 da Consolidação das Leis do TrabalhoCLT, que exclui da composição do salário as ajudas de custo, desde que não excedentes a metade dos seus ganhos. Salienta que o artigo 457, conceitua a remuneração "para todos os efeitos legais". Assevera que tal parcela tem caráter indenizatório por tratarse de ressarcimento de custos tidos pelos empregados. A conduta da fiscalização violou a norma coletiva, vindo de encontro à manifestação da] vontade nela disposta. Além da obediência ao princípio da legalidade, não pode o Poder Público Fl. 171DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 negar o Direito, nem a sistematização das regras, devendo ser o primeiro a cumprilas com a máxima exatidão, em consonância com a Carta Política e a Lei n° 9.784/99. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 1035.174 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Porto Alegre RS, fls. 84 a 89, conforme Ementa a seguir: Assunto : Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/03/2006 a 31/08/2008 Auto de Infração AI 37.248.4840 (Código de Fundamentação Legal 38) CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE. A constitucionalidade e a legalidade das leis são vinculadas para a Administração Pública. NULIDADE. A autuação encontrase revestida de todas as formalidades legais exigíveis, inexistindo motivos para a sua anulação. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS . Não se confunde a obrigação acessória da empresa de apresentar ao fisco a documentação que lhe foi solicitada através de intimação com o descumprimento da obrigação principal de recolher as contribuições sobre parcela configurada como remuneratória. MULTA. JUROS. EXCLUSÃO. REDUÇÃO. A multa por descumprimento de obrigação acessória, assim como os juros a serem aplicados após o lançamento decorrem de lei, não podendo a Administração Pública dispensar o seu cumprimento, quando inexistente qualquer previsão em lei tributária que determine a sua exclusão. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 97 a 112, onde combate fundamentadamente a decisão de primeira instância e reitera as argumentações deduzidas em sede de Impugnação, em apertada síntese: Em sede Preliminar. (i) DA CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE. Fl. 172DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12269.000386/201078 Acórdão n.º 2403001.487 S2C4T3 Fl. 170 7 Portanto, visando o bem comum, e diante de vícios de legalidade, a Administração Pública deve sim anular seus próprios atos, dever este previsto pela Lei n° 9.784/99, artigo 53. Portanto, as razões jurídicas expostas ensejam a nulidade do Auto de Infração ora recorrido, por serem inconstitucionais e ilegais, não havendo que se falar em vinculação da Administração Pública. No Mérito. (ii) DA INCIDÊNCIA SOBRE PAGAMENTOS DE AJUDAS DE CUSTO. A decisão ora recorrida afirma que a "ajuda de custo" fornecida pela Recorrente não está prevista no artigo 9 da Lei n° 8.212/91, mas apenas em Convenção Coletiva de Trabalho, devendo ser tributada como saláriodecontribuição, por suposta distinção e autonomia do Direito Tributário em relação aos demais ramos do direito. Assim, embora não prevista na Lei 8.212/91, a ajuda de custo fornecida pela Recorrente está corretamente embasada na Convenção Coletiva de trabalho. Ora, se a própria Constituição Federal prevê o direito do trabalhador ao reconhecimento das Convenções Coletivas, não pode a Administração Pública alegar a distinção do Direito Tributário em relação aos demais ramos do direito. Não se trata apenas de direito previsto na CLT, ou ainda da Convenção Coletiva de Trabalho, mas principalmente direito previsto pela própria legislação constitucional. A decisão atacada afirma que, embora as partes se sujeitem às condições acordadas nas Convenções Coletivas de Trabalho, é sem efeito qualquer previsão que tenha a intenção de adentrar no campo da incidência tributária. (iii) DA NULIDADE De tudo isso, a interpretação literal do §2° do artigo 457 da Consolidação das Leis do Trabalho torna indiscutível a legalidade da não tributação dos valores pagos aos funcionários da Recorrente a título de "ajuda de custo", bem como a não realização de recolhimentos previdenciários, e por conseguinte, deixa clara a nulidade do Auto de Infração, pelo que se requer a sua exclusão, em conjunto com os encargos financeiros e multas. (iv) DA MULTA E DOS JUROS. Um dos pontos sobre o qual recai a irresignação da Recorrente é quanto aos percentuais exigidos a título de multa de mora, multa de ofício e juros, o^s quais são flagrantemente ilegais e inconstitucionais, em virtude do excesso de exação neles contidos. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Ora, multa e juros em percentual tão elevado sobre os valores não recolhidos, sobressaemse inconteste tratarse de evidente confisco, com violação flagrante do disposto na própria Carta Magna, sem seu artigo 150, IV. Ainda, foi colacionado aos autos informação de que o Recorrente encontrase em processo de recuperação judicial: Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 164. É o Relatório. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12269.000386/201078 Acórdão n.º 2403001.487 S2C4T3 Fl. 171 9 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 164. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (A) Da regularidade do lançamento. Analisemos. Não obstante a argumentação do Recorrente, não confiro razão ao mesmo pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, o Auto de Infração, Código de Fundamentação Legal – CFL 38, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ter deixado de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, ou apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. Informa o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 05, que o sujeito passivo foi autuado pela não apresentação dos papéis de caixa que serviram de cobertura para registrar valores pagos a contribuintes individuais correspondentes aos períodos de 03 e 06/2006 a 12/2006, 01/2007a 12/2008. Auditoria na contabilidade do sujeito passivo constatou que ele remunerou pessoas físicas (contribuintes individuais) e, contabilizou em contas que não guardam nenhuma relação com o fato econômico ocorrido.Para os exercícios de 2006 e 2007, creditou os valores na contas de ativo: "1101001004caixa filial ou 1101002001banco i t a ú " e debitou na conta passiva "2201001003 empréstimos capital de giro", portanto, as importâncias foram baixadas Fl. 175DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 como quitação de empréstimos.Em 2008, creditou os pagamentos na conta "1101001004caixa filial e debitou em "2203001001Luiz Carlos Kunzler", portanto,pagamentos efetuados a título de distribuição de lucros. Como conseqüência, da constatação em (34/02/2010, mediante o TIF Termo de Intimação Fiscal 02 o sujeito passivo foi intimado a apresentar à fiscalização os documentos de caixa que serviram de cobertura para registrar as operações.Com relação a 2006 e 2008 não disponibilizou nenhum documento solicitado, para 2007 apresentou pequena parcela deles. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrado AIOA nº 37.248.4840 que, conforme definido nos artigos 460, 467 e 468 da IN RFB n° 971/2009, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela RFB, apuradas mediante procedimento fiscal: Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o nãorecolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de benefício reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto de infração ou notificação de lançamento. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). IN RFB n° 971/20095 Art. 460. São documentos de constituição do crédito tributário relativo às contribuições de que trata esta Instrução Normativa: I Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), é o documento declaratório da obrigação, caracterizado como instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário; II Lançamento do Débito Confessado (LDC), é o documento por meio do qual o sujeito passivo confessa os débitos que verifica; III Auto de Infração (AI), é o documento constitutivo de crédito, inclusive relativo à multa aplicada em decorrência do descumprimento de obrigação acessória, lavrado por AFRFB e apurado mediante procedimento de fiscalização; IV – Notificação de Lançamento (NL), é o documento constitutivo de crédito expedido pelo órgão da Administração Tributária; V Débito Confessado em GFIP (DCG), é o documento que registra o débito decorrente de divergência entre os valores recolhidos em documento de arrecadação previdenciária e os declarados em GFIP; e Art. 467. Será lavrado Auto de Infração ou Notificação de Lançamento para constituir o crédito relativo às contribuições de que tratam os arts. 2º e 3º da Lei nº 11.457, de 2007. Art. 468. A autoridade administrativa competente para a lavratura do Auto de Infração pelo descumprimento de obrigação principal ou acessória, nos termos dos arts. 142 e 196 Fl. 176DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12269.000386/201078 Acórdão n.º 2403001.487 S2C4T3 Fl. 172 11 da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN), e art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, é o AFRFB que presidir e executar o procedimento fiscal. Parágrafo único. Considerase procedimento fiscal quaisquer das espécies elencadas no art. 7º e seguintes do Decreto nº 70.235, de 1972, observadas as normas específicas da RFB. (grifo nosso) Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 33, §§ 2º, 3º da Lei 8.212/1991, os artigos 232 e 233 do decreto 3.048/1991, bem como dos artigos 113, 115 e 122 do Código Tributário Nacional. O artigo 33, §§ 2º, 3º da Lei 8.212/1991: Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). (...) § 2o A empresa, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a Secretaria da Receita Federal do Brasil pode, sem prejuízo da penalidade cabível, lançar de ofício a importância devida.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Os arts. 232 e 233, Decreto 3.048/1999: Art. 232. A empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante legal, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas neste Regulamento. Art. 233. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal podem, sem prejuízo da penalidade cabível nas esferas de sua competência, lançar de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa, ao empregador doméstico ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Fl. 177DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 Parágrafo único. Considerase deficiente o documento ou informação apresentada que não preencha as formalidades legais, bem como aquele que contenha informação diversa da realidade, ou, ainda, que omita informação verdadeira. O art. 113, CTN, estabelece que: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. O art. 115, CTN, estabelece que: Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. O art. 122, CTN, estabelece que: Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: A autorização por meio da emissão de TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, o qual contém o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento, bem como a intimação para que o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instrução para o Contribuinte, onde constam as instruções necessárias à empresa no tocante ao recolhimento, parcelamento, apresentação de defesa e demais informações; b. REPLEG Relatório de Representantes Legais, que identifica os sóciosgerentes / administradores da empresa e seus respectivos períodos de gestão; Fl. 178DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12269.000386/201078 Acórdão n.º 2403001.487 S2C4T3 Fl. 173 13 c. VÍNCULOS Relação de Vínculos, que relaciona todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração previdenciária em razão do seu vínculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando o tipo de vínculo existente e o período correspondente; d. REFISC – Relatório Fiscal da Infração e da Aplicação da Multa. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Desta forma, o procedimento fiscal atendeu todas as determinações legais, não prosperando as alegações da Recorrente. (i) DA CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE. Portanto, visando o bem comum, e diante de vícios de legalidade, a Administração Pública deve sim anular seus próprios atos, dever este previsto pela Lei n° 9.784/99, artigo 53. Portanto, as razões jurídicas expostas ensejam a nulidade do Auto de Infração ora recorrido, por serem inconstitucionais e ilegais, não havendo que se falar em vinculação da Administração Pública. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar Fl. 179DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. DO MÉRITO (ii) DA INCIDÊNCIA SOBRE PAGAMENTOS DE AJUDAS DE CUSTO. A decisão ora recorrida afirma que a "ajuda de custo" fornecida pela Recorrente não está prevista no artigo 9 da Lei n° 8.212/91, mas apenas em Convenção Coletiva de Trabalho, devendo ser tributada como saláriodecontribuição, por suposta distinção e Fl. 180DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12269.000386/201078 Acórdão n.º 2403001.487 S2C4T3 Fl. 174 15 autonomia do Direito Tributário em relação aos demais ramos do direito. (iii) DA NULIDADE De tudo isso, a interpretação literal do §2° do artigo 457 da Consolidação das Leis do Trabalho torna indiscutível a legalidade da não tributação dos valores pagos aos funcionários da Recorrente a título de "ajuda de custo", bem como a não realização de recolhimentos previdenciários, e por conseguinte, deixa clara a nulidade do Auto de Infração, pelo que se requer a sua exclusão, em conjunto com os encargos financeiros e multas. Analisemos conjuntamente os itens (ii) e (iii). De plano, temos que a apreciação de inconstitucionalidade em sede de Recurso Voluntário já foi analisada no item (i) e que a questão de nulidade relacionada à regularidade do lançamento já foi analisada no tópico (A). Conforme o Relatório Fiscal da Infração, o Auto de Infração, Código de Fundamentação Legal – CFL 38, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ter deixado de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, ou apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. Informa o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 05, que o sujeito passivo foi autuado pela não apresentação dos papéis de caixa que serviram de cobertura para registrar valores pagos a contribuintes individuais correspondentes aos períodos de 03 e 06/2006 a 12/2006, 01/2007a 12/2008. Auditoria na contabilidade do sujeito passivo constatou que ele remunerou pessoas físicas (contribuintes individuais) e, contabilizou em contas que não guardam nenhuma relação com o fato econômico ocorrido.Para os exercícios de 2006 e 2007, creditou os valores na contas de ativo: "1101001004caixa filial ou 1101002001banco i t a ú " e debitou na conta passiva "2201001003 empréstimos capital de giro", portanto, as importâncias foram baixadas como quitação de empréstimos.Em 2008, creditou os pagamentos na conta "1101001004caixa filial e debitou em "2203001001Luiz Carlos Kunzler", portanto,pagamentos efetuados a título de distribuição de lucros. Como conseqüência, da constatação em (34/02/2010, mediante o TIF Termo de Intimação Fiscal 02 o sujeito passivo foi intimado a apresentar à fiscalização os documentos de caixa que serviram de cobertura para registrar as operações.Com relação a 2006 e 2008 não disponibilizou nenhum documento solicitado, para 2007 apresentou pequena parcela deles. Por outro lado, a Recorrente, repetindo o argumento utilizado em sede de Impugnação, aduz que esta ajuda de custo se refere a pagamento de ajuda de custo aos seus funcionários, por decorrência de gastos médios que estes tenham com ligações telefônicas, deslocamentos, alimentação, ou demais despesas que porventura possam surgir no cotidiano. Outrossim, o presente AIOA nº 37.248.4840 tem objeto diverso do fundamento do Recurso Voluntário, posto que o argumento do Recurso Voluntário está Fl. 181DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 centrado na não incidência de contribuição social previdenciária nos pagamentos efetuados a título de ajuda de custo. Ou seja, conforme já asseverado em sede de decisão de primeira instância, às fls. 84 a 89, a presente autuação não se relaciona com as ajudas de custo, objeto de impugnação do sujeito passivo: “Portanto, a infração cometida não se relaciona com as ajudas de custo fornecidas pela empresa a segurados empregados, objeto de impugnação pela autuada.” Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (iv) DA MULTA E DOS JUROS. Um dos pontos sobre o qual recai a irresignação da Recorrente é quanto aos percentuais exigidos a título e juros, os quais são flagrantemente ilegais e inconstitucionais, em virtude do excesso de exação neles contidos. Ora, multa e juros em percentual tão elevado sobre os valores não recolhidos, sobressaemse inconteste tratarse de evidente confisco, com violação flagrante do disposto na própria Carta Magna, sem seu artigo 150, IV. Analisemos. De plano, temos que a apreciação de inconstitucionalidade em sede de Recurso Voluntário já foi analisada no item (i). Temos que a infração cometida tem sede na violação ao disposto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A capitulação da multa aplicada se situa na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373., atualizada conforme determina o artigo 102 da mesma Lei, pela Portaria MPS/MF n° 350 de 30/12/2009, publicada no DOU em 3 l/l 2/2009. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL Foi colacionado aos autos informação de que o Recorrente encontrase em processo de recuperação judicial: Fl. 182DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12269.000386/201078 Acórdão n.º 2403001.487 S2C4T3 Fl. 175 17 Desta forma, a unidade da Receita Federal do Brasil deverá, quando da execução administrativa do julgado, ter ciência do processo de recuperação judicial a que o Recorrente está submetido com vistas às providências cabíveis. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, em negar provimento ao recurso. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 183DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 12/12/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
