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Numero do processo: 12898.000011/2010-00
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
CARACTERIZAÇÃO DE SEGURADO EMPREGADO. REQUISITOS DO SEGURADO EMPREGADO, AUSÊNCIA.
São segurados obrigatórios da Previdência Social, na qualidade de segurados empregados, os trabalhadores que prestam serviços à empresa, quando configurados os pressupostos do art. 12, I, a, da Lei 8.212/1991.
Pode o Auditor Fiscal desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurado empregado, quando preenchidas as condições necessárias. Art. 33, caput da Lei 8.212/1991 c/c o art. 229, § 2º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/1999.
Como o Fisco não comprovou todos os requisitos que caracterizam o segurado como empregado, o lançamento não deve prosperar.
CONTRIBUIÇÕES GILRAT.
A empresa é obrigada a recolher as contribuições a seu cargo para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho GILRAT, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados.
Numero da decisão: 2803-004.169
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Sustentação oral Advogado Dr Rubem Tadeu C. Perlingeiro, OAB/RJ nº 71.430.
(assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos
PRESIDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO NA DATA DA FORMALIZAÇÃO.
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator ad hoc na data da formalização.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA (Presidente), RICARDO MAGALDI MESSETTI, AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, OSEAS COIMBRA JUNIOR, GUSTAVO VETTORATO (Relator), EDUARDO DE OLIVEIRA.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 CARACTERIZAÇÃO DE SEGURADO EMPREGADO. REQUISITOS DO SEGURADO EMPREGADO, AUSÊNCIA. São segurados obrigatórios da Previdência Social, na qualidade de segurados empregados, os trabalhadores que prestam serviços à empresa, quando configurados os pressupostos do art. 12, I, a, da Lei 8.212/1991. Pode o Auditor Fiscal desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurado empregado, quando preenchidas as condições necessárias. Art. 33, caput da Lei 8.212/1991 c/c o art. 229, § 2º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/1999. Como o Fisco não comprovou todos os requisitos que caracterizam o segurado como empregado, o lançamento não deve prosperar. CONTRIBUIÇÕES GILRAT. A empresa é obrigada a recolher as contribuições a seu cargo para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho GILRAT, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados.
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REQUISITOS DO SEGURADO EMPREGADO, AUSÊNCIA. São segurados obrigatórios da Previdência Social, na qualidade de segurados empregados, os trabalhadores que prestam serviços à empresa, quando configurados os pressupostos do art. 12, I, “a”, da Lei 8.212/1991. Pode o Auditor Fiscal desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurado empregado, quando preenchidas as condições necessárias. Art. 33, caput da Lei 8.212/1991 c/c o art. 229, § 2º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/1999. Como o Fisco não comprovou todos os requisitos que caracterizam o segurado como empregado, o lançamento não deve prosperar. CONTRIBUIÇÕES GILRAT. A empresa é obrigada a recolher as contribuições a seu cargo para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho GILRAT, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Sustentação oral Advogado Dr Rubem Tadeu C. Perlingeiro, OAB/RJ nº 71.430. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 89 8. 00 00 11 /2 01 0- 00 Fl. 809DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/11/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 12898.000011/201000 Acórdão n.º 2803004.169 S2TE03 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos PRESIDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO NA DATA DA FORMALIZAÇÃO. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator ad hoc na data da formalização. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA (Presidente), RICARDO MAGALDI MESSETTI, AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, OSEAS COIMBRA JUNIOR, GUSTAVO VETTORATO (Relator), EDUARDO DE OLIVEIRA. Fl. 810DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/11/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 12898.000011/201000 Acórdão n.º 2803004.169 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Conselheiro Marcelo Oliveira Relator designado ad hoc na data da formalização Para registro e esclarecimento, pelo fato do conselheiro responsável pelo relatório ter deixado o colegiado antes de sua formalização, fui designado AD HOC para fazê lo. Esclareço que aqui reproduzo o relato deixado pelo conselheiro nos sistemas internos do CARF, com as quais não necessariamente concordo. Feito o registro. Tratase de Recurso Voluntário que manteve o lançamento de créditos oriundos de contribuições à terceiras entidades, incidente sobre diferenças de valores pagos à colaboradores que foram caracterizados como empregados, e não como contribuintes individuais como registrado pela recorrente. O período de lançamento abrange de 01/01/2005 a 31/12/2005. O Recurso Voluntário alega ser improcedente o lançamento em razão dos seguintes motivos, resumidamente: que a relação entre a recorrente e colaboradores não caracterizaria vínculo empregatício e inconstitucionalidade das contribuições a terceiros. É o relatório. Fl. 811DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/11/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 12898.000011/201000 Acórdão n.º 2803004.169 S2TE03 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira Relator designado ad hoc na data da formalização. Para registro e esclarecimento, pelo fato do conselheiro responsável pelo voto ter deixado o CARF antes de sua formalização, fui designado AD HOC para fazêlo. Esclareço que aqui reproduzo integralmente as razões de decidir do então conselheiro, constantes dos arquivos do CARF, com as quais não necessariamente concordo. Feito o registro. I O recurso foi apresentado tempestivamente, conforme supra relatado, atendido os pressupostos de admissibilidade, assim deve o mesmo ser conhecido. II – Ao que se observa no relatório fiscal, o lançamento foi realizado com base nos pagamentos feitos que caracterizariam a relação de emprego, conforme uma lista de funcionários, cumulado com o termo de acordo trabalhista de firmado entre a recorrente e um único funcionário (Paulo José Petrelli Toledo), que estão juntados no processo conexo (1289000012201046) A relação entre a recorrente e demais colaboradores não receberam qualquer demonstração probatória além da afirmação de pagamentos contínuos e atividade fim. Após a leitura dos autos, verificase que efetivamente para fins de caracterização de vínculo empregatício somente há elementos de prova para o Sr. Paulo José Petrelli Toledo, em razão de acordo judicial individual entre a recorrente e tal colaborador, inclusive conforme juntado nos autos, tais contribuições já foram pagas. Entretanto, tal acordo não pode emanar efeitos à terceiros (art. 472, do CPC). Na indicada lista anexa, demonstra que os pagamentos aos supostos empregados não eram contínuos, bem como pelos documentos trazidos pela Recorrente os colaboradores prestam serviços a outras empresas (Declarações de Ajuste de Imposto de Renda e outros) Tais fatos por si, já demonstram a ausência das características da relação de emprego, na forma do art. 144, da CLT, subordinação, habitualidade e relação personalíssima. Para manter o lançamento deveria ter sido trazido maiores elementos, que suplantassem as provas trazidas pela parte. Conforme o que dispõe o art. 142, do CTN, c/c art. 33 e 37 da Lei n. 8.212/2010, o lançamento tributário deve ser demonstrar claramente quais são os seus fundamentos fáticos e jurídicos, sob pena de nulidade. Isso inclui o ônus probatório da Administração em trazer elementos probantes e legais que subsidiem a constituição do crédito tributário, para em um segundo momento demonstrar de forma clara o fenômeno da subsunção da norma aos eventos por eles representados (art. 9º, do Dec. 70.235/172). O lançamento objeto Fl. 812DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/11/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 12898.000011/201000 Acórdão n.º 2803004.169 S2TE03 Fl. 6 5 da decisão recorrida deve preencher os requisitos da legalidade impostos pelo art. 142, do CTN, bem como da legislação ordinária, em especial o art. 33 e 37 da Lei n. 8.212/1991 e Decreto n. 70.235/1971. Tais determinações são necessárias inclusive para que haja o real respeito à garantia de contraditório e ampla defesa e ao devido processo legal (art. 5, LV da CF/1988) “sendo, o lançamento, o ato através do qual se identifica a ocorrência do fato gerador, determinase a matéria tributável, calculase o montante devido, identificase o sujeito passivo e, em sendo o caso, aplicase a penalidade cabível, nos termos da redação do art. 142 do CTN, certo é que do documento que formaliza o lançamento deve constar referência clara a todos estes elementos, fazendose necessário, ainda, a indicação inequívoca e precisa da norma tributária impositiva incidente” (PAUSEN, Leandro. Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à Luz da Doutrina e da Jurisprudência. 3ª ed., Porto Alegre : Livraria do Advogado, 2001, p. 706 ). Pelas razões acima, observase que a norma individual e concreta em que não demonstra todas as suas facetas, prejudica a sua aplicação e a possibilidade de defesa do contribuinte perante o Fisco (art. 59, I, do Dec. 70.235/1972). A deficitária construção da norma individual e concreta do tributo ou da sanção, algo além da mera formalidade extrínseca do ato de constituição do crédito, afetando o seu âmago. Conforme jurisprudência do Conselho de Contribuintes: "PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO EX OFFICIO — É nulo o Ato Administrativo de Lançamento, formalizado com inegável insuficiência na descrição dos fatos, não permitindo que o sujeito passivo pudesse exercitar, como lhe outorga o ordenamento jurídico, o amplo direito de defesa, notadamente por desconhecer, com a necessária nitidez, o conteúdo do ilícito que lhe está sendo imputado. ratase, no caso, de nulidade por vício material, na medida em que alta conteúdo ao ato, o que implica inocorrência da hipótese reincidência." (1° Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, Recurso nº132.213 — Acórdão n°10194049, Sessão de 06/12/2002, unânime) Dessa forma, está claro que com meras alegações circunstanciais, e com os documentos probantes na forma apresentada nos autos, não se poderia constituir o crédito tributário impugnado contra a Recorrente. Os elementos trazidos nos autos apenas fundamentam o lançamento com base aos pagamentos ao Sr. Paulo José Petrelli Toledo, o qual foi considerado não litigioso e informado pago pela parte. Não sendo objeto do recurso e do crédito remanescente cobrado. Por final, quanto à suposta inconstitucionalidade de tal aplicação das contribuições é vedado aos Conselheiros do CARFMF afastarem a aplicação da lei ou decreto sob tal argumento, salvo nas exceções expressas dos artigos 62 e 62A, do Anexo II, do Regimento Interno do CARFMF. Conclusão Fl. 813DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/11/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 12898.000011/201000 Acórdão n.º 2803004.169 S2TE03 Fl. 7 6 Isso posto, meu voto é para CONHECER O RECURSO VOLUNTÁRIO, CONCEDENDO TOTAL PROVIMENTO, no sentido de reformar a decisão a quo e cancelar o lançamento Foi assim que o conselheiro votou na sessão de julgamento, conforme registro. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator ad hoc na data da formalização Fl. 814DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/11/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 11080.726082/2012-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 18 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Wed Mar 09 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2008
ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE.
A isenção por moléstia grave se reconhece a partir da data de emissão do laudo pericial oficial, ou da data de diagnóstico da doença, quando identificada no laudo pericial oficial.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-005.048
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, de modo a excluir da incidência do IRPF as quantias recebidas pela contribuinte do Departamento Municipal de Previdência dos Servidores Públicos e do INSS.
Ronaldo de Lima Macedo - Presidente
Kleber Ferreira de Araújo - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ronaldo de Lima Macedo, João Victor Ribeiro Aldinucci, Natanael Vieira dos Santos, Marcelo Oliveira, Ronnie Soares Anderson, Kleber Ferreira de Araújo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2008 ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. A isenção por moléstia grave se reconhece a partir da data de emissão do laudo pericial oficial, ou da data de diagnóstico da doença, quando identificada no laudo pericial oficial. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. Recorrente LUIZA HERMINIA WAHRENDORFF Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2008 ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. A isenção por moléstia grave se reconhece a partir da data de emissão do laudo pericial oficial, ou da data de diagnóstico da doença, quando identificada no laudo pericial oficial. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, de modo a excluir da incidência do IRPF as quantias recebidas pela contribuinte do Departamento Municipal de Previdência dos Servidores Públicos e do INSS. Ronaldo de Lima Macedo Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ronaldo de Lima Macedo, João Victor Ribeiro Aldinucci, Natanael Vieira dos Santos, Marcelo Oliveira, Ronnie Soares Anderson, Kleber Ferreira de Araújo e Lourenço Ferreira do Prado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 72 60 82 /2 01 2- 31 Fl. 106DF CARF MF Impresso em 09/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2016 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 02/03 /2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/03/2016 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto pela contribuinte acima identificada contra o Acórdão n. 1041.643 exarado pela 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento DRJ em Porto Alegre (RS), que julgou improcedente a impugnação apresentada para desconstituir Notificação de Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), na qual é exigido o crédito tributário no valor consolidado em 02/2012 de R$ 19.686,06, relativo ao anocalendário 2008. Extraímos os principais aspectos do lançamento e da impugnação do seguinte excerto do relatório do acórdão recorrido: "A fiscalização glosou dedução indevida de despesas médicas no valor de R$ 35.250,00 devido à falta de comprovação ou por falta de previsão legal para sua dedução, conforme discriminado às fls. 12. A contribuinte interpôs impugnação (fls. 02/03) alegando, em resumo que: é portadora de doença grave (cegueira), portanto não tem condições de analisar e efetuar suas declarações; pedindo a ajuda de outras pessoas, não teve, então, conhecimento das intimações anteriores; pede reconsideração dos fatos, junta ao expediente laudo médico onde a contribuinte já teria isenção total do IR e, portanto, solicita a impugnação total ou parcial da referida notificação; requer seja acolhida a presente impugnação, cancelandose o débito fiscal reclamado." A DRJ julgou improcedente a impugnação. Acerca da isenção, justificou que a existência de moléstia grave não estaria comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial. Quanto às glosas de despesas médicas, o relator encaminhou que deveriam ser mantidas, posto que, em relação ao profissional Marlei Bonacina não são dedutíveis despesas com técnico de enfermagem; quanto aos serviços prestados por Regina Braga e Santa Cláudia Chimenes, os recibos não atenderiam às exigências legais, por lhes faltar o endereço do profissional. Cientificada da decisão em 27/12/2012, fl. 86, a contribuinte interpôs no dia seguinte recurso, no qual apenas pede que seja apreciado laudo pericial que deixou de ser apresentado na impugnação. É o relatório. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 09/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2016 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 02/03 /2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/03/2016 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 11080.726082/201231 Acórdão n.º 2402005.048 S2C4T2 Fl. 107 3 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo Relator Admissibilidade Conforme se viu do relatório acima o recurso é tempestivo. Por atender às demais exigências para admissibilidade, merece conhecimento Direito à isenção O documento hábil e exclusivo previsto na Lei para comprovação de moléstia que dá direito a isenção tributária é o laudo pericial emitido por serviço de saúde oficial do governo federal, municipal ou estadual. A data de início da isenção é a data do laudo pericial, ou a data de diagnóstico da doença, quando indicada no laudo, como determina expressamente o §5º art. 39 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 3.000/1999): "§ 5º As isenções a que se referem os incisos XXXI e XXXIII aplicamse aos rendimentos recebidos a partir: I do mês da concessão da aposentadoria, reforma ou pensão; II do mês da emissão do laudo ou parecer que reconhecer a moléstia, se esta for contraída após a aposentadoria, reforma ou pensão; III da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial." (grifei) Não há dúvida que o documento de fl. 94, emitido pelo Departamento de Perícia Médica e Saúde do Trabalhador da Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos do Estado do Rio Grande do Sul atende aos requisitos normativos para o reconhecimento da isenção. Tratase de laudo emitido junta médica de órgão oficial, o qual atesta a data de início da Doença de Cegueira CID H54.0 como 25/09/2007. Sobre a validade desta prova, entendo que o princípio da verdade material impõe o seu conhecimento. A jurisprudência do CARF tem se manifestado majoritariamente neste sentido. Eis um julgado que privilegia o referido princípio: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2005 IRPF. DESPESAS. DEDUÇÕES. COMPROVAÇÃO. Como todas as deduções, a dedução de despesas com honorários advocatícios está sujeita a comprovação. No presente caso o contribuinte apresentou documento hábil (recibo e Alvará) para comprovar as deduções pretendidas (honorários advocatícios em processo judicial — reclamatória trabalhista). Da mesma forma, Fl. 108DF CARF MF Impresso em 09/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2016 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 02/03 /2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/03/2016 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 4 apresentou documentos que demonstram ter efetuado doações declaradas a Conselho Municipal da Criança e Adolescente. ACEITAÇÃO DAS PROVAS. MOMENTO PROCESSUAL DA APRESENTAÇÃO. PRECLUSÃO. ATENUAÇÃO. VERDADE MATERIAL. O direito da parte à produção de provas posteriores, até o momento da decisão administrativa comporta graduação, a critério da autoridade julgadora, com fulcro em seu juízo de valor acerca da utilidade e da necessidade, de modo a assegurar o equilíbrio entre a celeridade, a oficialidade, a segurança indispensável, a ampla defesa e a verdade material, para a consecução dos fins processuais, afastandose a preclusão em alguns casos excepcionais, como aqueles que se referem a fatos notórios ou incontroversos, no tocante a documentos que permitem o fácil e rápido convencimento do julgador. Recurso Voluntário Provido em Parte." (Acórdão n. 2801003.925, de 20/01/2015. Desse modo, os proventos de aposentadoria, reforma ou pensão recebidos pela contribuinte a partir de 25/09/2007 estão alcançados pela isenção do IRPF, haja vista que o laudo indica que a moléstia foi adquirida em caráter definitivo nesta data. Devem, portanto, ser excluídos da apuração fiscal os rendimentos pagos à contribuinte pelas fontes Departamento Municipal de Previdência dos Servidores Públicos e Instituto Nacional do Seguro Social no anocalendário de 2008. Quanto aos valores recebidos da Governo do Estado do Rio Grande do Sul não se enquadram na isenção, por não se tratarem de proventos de aposentadoria, reforma ou pensão. Contra as glosas de despesas médicas a recorrente não se insurgiu. Conclusão Voto por conhecer do recurso para darlhe provimento parcial, de modo a excluir da incidência do IRPF as quantias recebidas pela contribuinte do Departamento Municipal de Previdência dos Servidores Públicos e do INSS. Kleber Ferreira de Araújo. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 09/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2016 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 02/03 /2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/03/2016 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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Numero do processo: 16048.000060/2010-04
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 09 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Jan 12 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2011
SIMPLES NACIONAL. INEXISTÊNCIA DE DÉBITOS. PERMANÊNCIA.
Comprovada a inexistência dos débitos elencados no ADE, deixa de existir a circunstância impeditiva para o ingresso ou a permanência no Simples Nacional.
Numero da decisão: 1402-001.988
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário para cancelar os efeitos do Ato Declaratório Executivo (ADE) DRF/TAU nº 450371, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente o Conselheiro Manoel Silva Gonzalez.
(assinado digitalmente)
LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente.
(assinado digitalmente)
FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LEONARDO DE ANDRADE COUTO, FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, LEONARDO LUIS PAGANO GONÇALVES e DEMETRIUS NICHELE MACEI.
Nome do relator: FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
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INEXISTÊNCIA DE DÉBITOS. PERMANÊNCIA. Comprovada a inexistência dos débitos elencados no ADE, deixa de existir a circunstância impeditiva para o ingresso ou a permanência no Simples Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário para cancelar os efeitos do Ato Declaratório Executivo (ADE) DRF/TAU nº 450371, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente o Conselheiro Manoel Silva Gonzalez. (assinado digitalmente) LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente. (assinado digitalmente) FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LEONARDO DE ANDRADE COUTO, FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, LEONARDO LUIS PAGANO GONÇALVES e DEMETRIUS NICHELE MACEI. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 04 8. 00 00 60 /2 01 0- 04 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 12/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2016 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 08/01/2016 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16048.000060/201004 Acórdão n.º 1402001.988 S1C4T2 Fl. 106 2 Relatório Sotecplast Ltda EPP recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 9ª Turma da DRJ Campinas/SP, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Tratase de insurgência contra Ato Declaratório Executivo DRF/TAU nº 450371, de 01/09/2010, que excluiu o Contribuinte do Simples Nacional (Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006) à conta da existência dos débitos relacionados, com exigibilidade não suspensa. O manifestante alega que não foram analisados dois pedidos de restituição protocolados sob nº 37321.000433/200565 e 37321.001341/200764 e que todas as exigências solicitadas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil – SRFB foram atendidas.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 05 32.425 (fls. 2526v) de 04/02/2011, por unanimidade de votos, indeferiu o pedido de permanência da interessada na sistemática do Simples Nacional. A decisão foi assim ementada. “SIMPLES NACIONAL. PERMANÊNCIA. DÍVIDA. VEDAÇÃO. A existência de débito com o Instituto Nacional do Seguro Social INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa, é circunstância impeditiva para o ingresso ou a permanência no Simples Nacional.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 23/02/2011 (A.R. de fl. 29v), a interessada interpôs recurso voluntário em 16/03/2011 (fls. 3034) onde repisa os argumentos trazidos em sede de impugnação. Esta Turma, por meio da Resolução nº 140200.106, de 16/03/2012, converteu o julgamento em diligência para que se juntasse aos autos documento de identificação da signatária do Recurso. Vejamse os termos da Resolução. Observo, de início, que o Recurso apresentado foi assinado com base em procuração, instrumento às fl. 38/39, da recorrente (outorgante) para Zélia Maria Ribeiro (outorgada), qualificada naquela peça. Entretanto, não há nos autos qualquer documento de identificação da Sra. Zélia, o que impossibilita saber se o signatário do recurso é, de fato, a procuradora da Recorrente. Nesses termos, o próprio Recurso apresentado foi ressalvado, quando da sua recepção pela DRF/Taubaté, nos seguintes termos (fl. 30): “Por insistência. Não apresentou documento da procuradora e não reconheceu a firma da mesma.” Fl. 106DF CARF MF Impresso em 12/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2016 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 08/01/2016 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16048.000060/201004 Acórdão n.º 1402001.988 S1C4T2 Fl. 107 3 Diante do exposto, Voto por converter o julgamento em diligência para que se junte aos autos documento de identificação da signatária do Recurso de fls. 3034, devendo os autos, após a diligência, retornar para julgamento. Retornados os autos e analisados por esta Turma, sobreveio o Acórdão nº 1402001.232, de 06/11/2014, dando provimento ao recurso voluntário da Contribuinte sob o argumento de que o débito de 12/2008 teria sido pago conforme DARF de fl. 36. Vejase a ementa daquele Acórdão. SIMPLES NACIONAL. INEXISTÊNCIA DE DÉBITOS. PERMANÊNCIA. Comprovada a inexistência dos débitos elencados no ADE, deixa de existir a circunstância impeditiva para o ingresso ou a permanência no Simples Nacional. Inconformada, a Procuradoria da Fazenda Nacional opôs Embargos de Declaração (fls. 7678) alegando omissões no acórdão, a saber: i) ao deixar de se manifestar sobre o resultado da diligência determinada pela Resolução 140200.106 (fls. 5658), pela qual se requereu a juntada de identificação da signatária do recurso voluntário; e ii) quando do exame do mérito do recurso voluntário este Colegiado teria se fundado em prova de pagamento do débito 12/2008 por meio do DARF de fl. 36, cuja confirmação (chancela bancária) seria ilegível, não havendo, alternativamente, cópia das informações constantes dos sistemas da Receita Federal que apontariam tal pagamento. Por entender que, em tese, houve omissão sobre pontos que a turma deveria ter se pronunciado, com base no art. 65, § 2°, do Anexo II do Regimento Interno do CARF manifesteime pela admissão dos embargos de declaração e conseqüente retorno dos autos a este Colegiado para correção do julgado. Ato contínuo, por entender ter havido as omissões aventadas pela Fazenda Nacional, por meio do Acórdão nº 1402001.720, decidiu converter o julgamento do recurso em nova diligência para que fossem adotadas as seguintes medidas, por parte da Unidade de origem que jurisdiciona a Contribuinte. i) que se manifestasse sobre o resultado da diligência determinada pela Resolução 140200.106 (fls. 5658), pela qual se requereu a juntada de identificação da signatária do recurso voluntário, analisando, em particular, o argumento trazido pela Fazenda Nacional de que “foi juntada cópia simples de documento de identificação da signatária, sem certidão de conformidade com o original, e ainda sem que a assinatura nesse documento se assemelhe com a assinatura aposta quando da apresentação do recurso voluntário (cf. fl. 3 de “Documentos Diversos” e fl. 34 do v. 1)”; ii) que acostasse aos autos a confirmação de pagamento correspondente ao DARF de fl. 36. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 12/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2016 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 08/01/2016 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16048.000060/201004 Acórdão n.º 1402001.988 S1C4T2 Fl. 108 4 Em resposta, a Unidade de origem assim se pronunciou: "Em atendimento à diligência determinada às fls. 87/90, faço os seguintes esclarecimentos: 1) os extratos dos Darf de fl. 44 (fl. 36 na numeração aposta por carimbo) não foram inicialmente anexados aos autos, tendo em vista que o pagamento de ambos ocorreu em 25/11/2010 (fls. 99 e 102), data essa posterior ao do encaminhamento do presente processo à DRJ/Campinas, 18/11/2010 (fl. 27), e nada foi solicitado a respeito na diligência de fls. 56/58. 2) quanto à juntada de cópia simples de documento de identificação da signatária, sem certidão de conformidade com o original, foi fato informado à época da protocolização, tanto que o presente processo foi protocolizado por insistência; em resposta à intimação de fl. 60, foram apresentados pelo Sr. Bruno Cândido Pimenta, que consta como procurador no documento de fl. 04, as cópias simples do documento de identificação da Sra. Zélia (fl. 64). Novamente intimada, a Sra Zélia trouxe, pessoalmente, a carteira de identificação da OAB, da qual foi digitalizada e acostada cópia à fl. 101 e reconheceu do recurso por ela impetrado, tendo em vista divergência na assinatura. À vista do exposto, proponho o retorno dos autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – Carf." É o relatório. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 12/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2016 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 08/01/2016 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16048.000060/201004 Acórdão n.º 1402001.988 S1C4T2 Fl. 109 5 Voto Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. A Recorrente foi excluída do Simples Nacional em 01/09/2011, com efeitos a partir de 01/01/2011, conforme ADE de fl. 04, em razão de possuir os débitos listados naquele ADE junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil, relativos às competências de 07/2007 a 12/2008. Com efeito, a Recorrente aderiu ao parcelamento da Lei 11.941/2009 com a inclusão de todos os seus débitos, conforme extrato de fls. 15 a 20. Porém, tendo em vista que a própria lei do parcelamento autoriza a inclusão de dívidas até 11/2008, o débito de 12/2008 não poderia ser justificado pela adesão ao parcelamento. Nesse sentido, sustenta a Recorrente que o débito 12/2008 teria sido pago, conforme DARF de fl. 36. De fato, consultandose os sistemas da Receita Federal, constatase que o débito 12/2008 foi pago em 25/11/2010, conforme extrato de fl. 98, que confirma o DARF de fl. 44 (fl. 36 na numeração antiga, aposta por carimbo). Por fim, quanto à identificação da signatária do recurso voluntário, considero sanada a omissão levantada pela D. Procuradoria da Fazenda Nacional. O relatório da diligência, fl. 103, esclarece: "... 2) quanto à juntada de cópia simples de documento de identificação da signatária, sem certidão de conformidade com o original, foi fato informado à época da protocolização, tanto que o presente processo foi protocolizado por insistência; em resposta à intimação de fl. 60, foram apresentados pelo Sr. Bruno Cândido Pimenta, que consta como procurador no documento de fl. 04, as cópias simples do documento de identificação da Sra. Zélia (fl. 64). Novamente intimada, a Sra Zélia trouxe, pessoalmente, a carteira de identificação da OAB, da qual foi digitalizada e acostada cópia à fl. 101 e reconheceu do recurso por ela impetrado, tendo em vista divergência na assinatura. ..." (grifei). Por todo o exposto, voto dar provimento ao recurso voluntário para cancelar o ADE de fl. 04. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator Fl. 109DF CARF MF Impresso em 12/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2016 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 08/01/2016 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16048.000060/201004 Acórdão n.º 1402001.988 S1C4T2 Fl. 110 6 Fl. 110DF CARF MF Impresso em 12/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2016 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 08/01/2016 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
Numero do processo: 19515.002314/2004-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Fri Mar 11 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Exercício: 2000
Ementa:
EMBARGOS. PRESSUPOSTOS. NÃO ATENDIMENTO.
A simples indicação de que o acórdão contestado incorreu em omissões não pode dar azo à interposição de embargos, sendo necessária a demonstração de que tais fatos efetivamente ocorreram. No caso sob análise, resta evidente a tentativa da contribuinte de ver rediscutidos, por meio dos referidos embargos, os fundamentos do ato decisório atacado, o que, obviamente, não pode ser admitido, haja vista a via estreita do recurso manejado.
Numero da decisão: 1301-001.955
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer os Embargos de Declaração para, no mérito, negar-lhes provimento. Fez sustentação oral o Sr. Ângelo Tsukalas.
documento assinado digitalmente
Wilson Fernandes Guimarães
Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Wilson Fernandes Guimarães, Waldir Veiga Rocha, Paulo Jakson da Silva Lucas, Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Gilberto Baptista (suplente convocado).
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARAES
1.0 = *:*
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PRESSUPOSTOS. NÃO ATENDIMENTO. A simples indicação de que o acórdão contestado incorreu em omissões não pode dar azo à interposição de embargos, sendo necessária a demonstração de que tais fatos efetivamente ocorreram. No caso sob análise, resta evidente a tentativa da contribuinte de ver rediscutidos, por meio dos referidos embargos, os fundamentos do ato decisório atacado, o que, obviamente, não pode ser admitido, haja vista a via estreita do recurso manejado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer os Embargos de Declaração para, no mérito, negarlhes provimento. Fez sustentação oral o Sr. Ângelo Tsukalas. “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Wilson Fernandes Guimarães, Waldir Veiga Rocha, Paulo Jakson da Silva Lucas, Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Gilberto Baptista (suplente convocado). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 23 14 /2 00 4- 15 Fl. 533DF CARF MF Impresso em 11/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 10/0 3/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 19515.002314/200415 Acórdão n.º 1301001.955 S1C3T1 Fl. 533 2 Relatório Trata o presente de embargos de declaração interpostos pela empresa em epígrafe, tendo por objeto o acórdão nº 1301001.504, prolatado por esta Primeira Turma na sessão de julgamento realizada em 06 de maio de 2014. A contribuinte foi cientificada do acórdão prolatado em segunda instância em 14/11/2015 (aviso de recebimento às fls. 471), de modo que, tendo impetrado os EMBARGOS DE DECLARAÇÃO em 19/11/2015, o fez com observância do prazo regimental. No referido julgado, o Colegiado pronunciouse no sentido de negar provimento ao recurso de ofício e dar provimento parcial ao recurso voluntário. Os fundamentos em que se baseia a contribuinte para interpor EMBARGOS DE DECLARAÇÃO estão representados pela alegação de que o acórdão nº 1301001.504 teria incorrido em OMISSÕES. Em apertada síntese, a embargante aponta as seguintes omissões: i) omissão quanto à motivação para a não aplicação do artigo 62 do Decreto nº 70.235, de 1972; e ii) omissão quanto à suspensão da exigibilidade da CSLL lançada em razão da indedutibilidade da correção monetária do IPC/BTNF em virtude de decisão judicial. Os Embargos de Declaração foram admitidos, conforme despacho de fls. 532. É o Relatório. Fl. 534DF CARF MF Impresso em 11/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 10/0 3/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 19515.002314/200415 Acórdão n.º 1301001.955 S1C3T1 Fl. 534 3 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. Alega a Embargante que o acórdão nº 1301001.504, prolatado por esta Turma Julgadora na sessão realizada em 06 de maio de 2014, incorreu em omissões que impedem o exercício do seu direito de defesa. Primeiramente, embora afirme expressamente que o acórdão atacado "entendeu pela regularidade do lançamento fiscal, em virtude da suposta não aplicabilidade do artigo 62 do Decreto nº 70.235/72", diz que não foram declinados os motivos pelos quais se entende não ser aplicável o referido dispositivo. Equivocase a Embargante, eis que o acórdão ventilado trata exaustivamente da matéria e declina, com clareza solar, os motivos pelos quais não seria aplicável ao caso as disposições do art. 62 do Decreto nº 70.235, de 1972, como comprovam os fragmentos abaixo transcritos. Alega a Recorrente que, em virtude de o auto de infração ter sido lavrado em desacordo com a legislação, deve ser declarada a sua nulidade. Adita que, ainda que assim não fosse, em que pese os acertos, a decisão recorrida foi falha ao não constatar que o auto de infração impugnado era desnecessário e sem mister. A alegação trazida pela Recorrente revela certa inovação em relação ao expendido na peça impugnatória, eis que ali, embora também tenha feito referência às disposições do art. 62 da Decreto nº 70.235, de 1972, asseverou que “apenas caberia ao Sr. AFRF o lançamento do tributo com a “finalidade única de prevenir a decadência”, já que os valores por ele identificados estão sob discussão judicial, tendo sua exigibilidade suspensa em decorrência de decisão judicial”, pretensão, digase de passagem, acolhida pela autoridade julgadora de primeiro grau. Agora, contudo, roga pela desconstituição total do crédito tributário. Não obstante, não merece acolhimento o pleito da Recorrente. Isto porque, nos exatos termos do documento acostado às fls. 248/252, a decisão judicial foi direcionada no sentido de autorizar a Recorrente a deduzir os encargos de depreciação (diferença IPC/BTNF) da base de cálculo da CSLL, não tratando exatamente de suspensão de exigibilidade do crédito tributário. No caso, a suspensão da exigibilidade se dá em razão do disposto no inciso IV do art. 151 do Código Tributário Nacional, enquanto que o lançamento, nos termos em que foi admitido pela decisão recorrida, com base no art. 63 da Lei nº 9.430, de 1996. Ainda que assim não fosse, a jurisprudência, seja a administrativa, seja a advinda do tribunais pátrios, é predominante no sentido de que a medida judicial não pode impedir a constituição do crédito tributário, o que, não basta repetir, não é a situação dos presentes autos. Fl. 535DF CARF MF Impresso em 11/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 10/0 3/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 19515.002314/200415 Acórdão n.º 1301001.955 S1C3T1 Fl. 535 4 Rejeito, pois, a preliminar argüida. Notase, portanto, que o acórdão embargado deixa evidente que não poderseia falar em aplicação do disposto no art. 62 do Decreto nº 70.235, de 1972, vez que a decisão judicial não trata exatamente de suspensão de exigibilidade. No caso, tendo sido recepcionado o decidido em primeira instância, que, digase de passagem, acolheu o pleiteado pela contribuinte em sede de impugnação, a suspensão da exigibilidade deuse em razão das disposições do art. 63 da Lei nº 9.430, de 1996 (e não do art. 62 do Decreto nº 70.235, de 1972). Adiante, argumenta a Embargante que o acórdão omitiuse quanto ao fato de ela ser, até o presente momento, vitoriosa na discussão travada no âmbito do Poder Judiciário. Diz que, em razão disso, não pode ser compelida a pagar os valores da autuação. Descabe falar em omissão em relação ao decidido judicialmente, vez que não caberia a esta instância julgadora pronunciarse sobre tal questão, mas, sim, tão somente verificar se encontravamse nos autos elementos capazes de aferir o acerto da decisão de primeira instância que, constatando que a matéria submetida a lançamento de ofício encontravase sendo discutida judicialmente desde antes do início do procedimento fiscal, afastou a aplicação da multa de ofício em virtude do disposto no art. 63 da Lei nº 9.430, de 1996. No que tange ao fato de a contribuinte estar sendo compelida a efetuar o pagamento, o acórdão embargado, assim como a decisão de primeiro grau, evidencia de forma expressa a suspensão da exigibilidade, como demonstram os fragmentos antes reproduzidos, cabendo à ela fazer prova disso à autoridade competente e, se for o caso, adotar os meios postos à sua disposição pela lei para ver cumprida a decisão exarada. Pelas razões expostas, conduzo meu voto no sentido de conhecer os EMBARGOS interpostos para, no mérito NEGARLHES PROVIMENTO. “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Fl. 536DF CARF MF Impresso em 11/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 10/0 3/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES
score : 1.0
Numero do processo: 10166.727073/2014-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 18 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Wed Mar 09 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2013
MOLÉSTIA GRAVE. DATA DE INÍCIO.
Não restando consignado no laudo médico oficial a data de início da moléstia grave, prevalece como tal a data de emissão do documento, para fins de isenção do imposto de renda.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-005.068
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
Ronaldo de Lima Macedo - Presidente
Ronnie Soares Anderson - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira de Araújo, Lourenço Ferreira do Prado, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci.
Nome do relator: RONNIE SOARES ANDERSON
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2013 MOLÉSTIA GRAVE. DATA DE INÍCIO. Não restando consignado no laudo médico oficial a data de início da moléstia grave, prevalece como tal a data de emissão do documento, para fins de isenção do imposto de renda. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Ronaldo de Lima Macedo - Presidente Ronnie Soares Anderson - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira de Araújo, Lourenço Ferreira do Prado, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci.
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DATA DE INÍCIO. Não restando consignado no laudo médico oficial a data de início da moléstia grave, prevalece como tal a data de emissão do documento, para fins de isenção do imposto de renda. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Ronaldo de Lima Macedo Presidente Ronnie Soares Anderson Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira de Araújo, Lourenço Ferreira do Prado, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 70 73 /2 01 4- 17 Fl. 139DF CARF MF Impresso em 09/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 29/02/20 16 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro I (RJ) DRJ/RJ1, que julgou parcialmente procedente Notificação de Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) ajustando o saldo de imposto a restituir de R$ 34.918,39, relativo ao anocalendário 2012, para o montante de R$ 14.712,19 de imposto suplementar a pagar (fls. 41/56). Como infração objeto de recurso voluntário, restou somente a de omissão de rendimentos do trabalho na quantia de R$ 176.203,87, apuração esta amparada na falta de comprovação da data de início da condição de portador de moléstia grave. Em sua impugnação o contribuinte defendeu que a data de início de sua enfermidade remonta a 1/12/2000 (fls. 2/39). Não vertendo o interessado inconformidade contra parte do lançamento, e exoneradas as demais infrações, foi mantida pela decisão de primeiro grau (fls. 78/89) a infração acima referida, visto que considerouse que a documentação trazida comprova que o contribuinte é portador de moléstia grave apenas a partir de 14/3/2014. O contribuinte interpôs recurso voluntário em 26/12/2014, repisando as razões de impugnação e juntando documentos (fls. 97/134). É o relatório. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 09/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 29/02/20 16 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON Processo nº 10166.727073/201417 Acórdão n.º 2402005.068 S2C4T2 Fl. 140 3 Voto Conselheiro Ronnie Soares Anderson, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. A controvérsia ora analisada está centrada na comprovação da data de início da moléstia grave. Pois bem, ainda que seja possível admitir que os documentos de fl. 10 (fl. 84) e 74/75 consubstanciemse em laudo médico oficial, por possuírem suas características essenciais, não há como divergir das percucientes considerações do aresto atacado, as quais peço a devida vênia para reproduzir, de modo a que passem a fazer parte desta fundamentação: A partir do que consta nos relatórios médicos, resta comprovado apenas que o Impugnante é portador de cardiopatia grave quando da emissão do relatório médico de fl. 10, ou seja, em 14/03/2014. Em que pese constar no relatório médico de fls. 74/75 que o paciente é portador de cardiopatia isquêmica desde dezembro de 2000, não resta comprovado nos autos que o mesmo seria portador de cardiopatia grave no anocalendário de 202. Faltou ao relatório médico de fl. 10 informar a data a partir da qual o paciente seria portador de cardiopatia grave. Salientese que de acordo com a Solução de Consulta Interna nº 11 – COSIT, de 28/06/2012, “o laudo pericial deve conter, no mínimo, as seguintes informações: (...); c) o diagnóstico da moléstia (descrição; CID10; elementos que o fundamentaram; a data em que a pessoa física é considerada portadora da moléstia grave, nos casos de constatação da existência da doença em período anterior à emissão do laudo); (...)". Faltou ao relatório médico de fls. 74/75 informar a gravidade da cardiopatia isquêmica da qual seria o paciente portador desde o ano de 2000. Não cabe ao julgador inferir se “cardiopatia isquêmica” é caso de cardiopatia grave ou não. O emitente do laudo médico (relatório médico) é quem deve identificar o nome da moléstia nos termos do inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713, de 1988, para fins de isenção do imposto de renda. Observese, ainda, que os demais documentos apresentados não se consubstanciam em laudos médicos oficiais, ainda que possam ir ao encontro das conclusões neles firmadas. Em suma, a condição de portador de moléstia grave só foi comprovada a partir da data de emissão do relatório de fl. 10, 14/3/2014, posteriormente ao anocalendário sob exame. Portanto, não há como acatar a pretensão do recorrente, devendo ser mantida a infração de omissão de rendimentos apurada pela fiscalização. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 09/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 29/02/20 16 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON 4 Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário Ronnie Soares Anderson. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 09/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 29/02/20 16 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON
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Numero do processo: 13975.000352/2003-41
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Dec 02 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Exercício: 1998
LANÇAMENTO. OCORRÊNCIA DA FALTA DE CLAREZA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DOS REQUISITOS DA AUTUAÇÃO. NULIDADE.
O lançamento deve discriminar com clareza e precisão os motivos fáticos, sob pena de cerceamento de defesa e sua nulidade. Assim sendo é nulo o lançamento, por vício material.
Recurso a qual se dá provimento.
Numero da decisão: 3802-003.606
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em anular o auto de infração por vício material. Vencidos o conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi (relator) e Waldir Navarro Bezerra, que acompanhava o relator pelas conclusões. Designada para redigir o voto vencedor a conselheira Mércia Helena Trajano Damorim.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki - Presidente da 2ª Câmara/3ª Seção.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015).
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Adriene Maria de Miranda Veras. Ausente justificadamente o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
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OCORRÊNCIA DA FALTA DE CLAREZA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DOS REQUISITOS DA AUTUAÇÃO. NULIDADE. O lançamento deve discriminar com clareza e precisão os motivos fáticos, sob pena de cerceamento de defesa e sua nulidade. Assim sendo é nulo o lançamento, por vício material. Recurso a qual se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em anular o auto de infração por vício material. Vencidos o conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi (relator) e Waldir Navarro Bezerra, que acompanhava o relator pelas conclusões. Designada para redigir o voto vencedor a conselheira Mércia Helena Trajano Damorim. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki Presidente da 2ª Câmara/3ª Seção. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra – Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 5. 00 03 52 /2 00 3- 41 Fl. 207DF CARF MF Impresso em 02/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 30/11/20 15 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 01/12/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinad o digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 2 (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Adriene Maria de Miranda Veras. Ausente justificadamente o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Preliminarmente, ressaltase que nos termos do artigo 17, inciso III, do anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF/2015, fui designado como redator ad hoc (fl. 206), para formalização do respectivo Acórdão, considerando o resultado do julgado, conforme o constante da ATA da respectiva sessão de julgamento. A contribuinte METALÚRGICA RIOSULENSE S/A interpôs o presente Recurso Voluntário contra o Acórdão nº 0718.992, proferido em primeira instância pela 4ª Turma da DRJ em Florianópolis (SC), que julgou improcedente em parte a impugnação interposta pelo sujeito passivo, rejeitandoa. Por bem explicitar os atos e fases processuais ultrapassados até o momento da análise da impugnação, adotase o relatório elaborado pela autoridade julgadora a quo: Tratase de impugnação interposta pela contribuinte em epígrafe contra o Auto de Infração nº 002654 (folhas 18 a 28), emitido em 17 de junho de 2003 (cientificado à contribuinte em 22 de julho de 2003, AR à folha 104), em procedimento de auditoria interna sem prévia audiência da contribuinte , em relação aos meses de janeiro a novembro de 1998, pelo qual se está a exigirlhe o pagamento de R$ 159.479,51 a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, acrescido de multa de ofício de 75% e juros de mora. Da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, à folha 20, verificase que a infração é decorrente da “Falta de recolhimento ou pagamento do principal. Declaração Inexata”. No Relatório de Auditoria consta a ocorrência como “Proc Jud não comprovado” de número 97.01057457. Inconformada, a contribuinte apresenta a impugnação de folhas 1 a 5, na qual alega que, conforme cópias inclusas, impetrou mandado de segurança preventivo sob o n° 97.01057457, a fim de serem reconhecidos os pagamentos a maior a título de Finsocial, no período de 09/89 a 03/92, em alíquota superior a 0,5% sobre o faturamento, nos termos do artigo 9° da Lei n° 7.689/88, artigo 7° da Lei n° 7.787/89, artigo. 1° da Lei n° 7.894/89 e artigo 1° da Lei n° 8.147/90, que foram declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE 150.7641/PE. Defende a contribuinte que possuía direito líquido e certo a promover a compensação daqueles valores, devidamente corrigidos e acrescidos de juros pela Selic. Como questão preliminar, a contribuinte alega que, nos termos da Instrução Normativa n° 94/97, o agente fiscal somente poderá dispensar a intimação Fl. 208DF CARF MF Impresso em 02/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 30/11/20 15 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 01/12/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinad o digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 13975.000352/200341 Acórdão n.º 3802003.606 S3TE02 Fl. 208 3 ao contribuinte para a apresentação de esclarecimentos quando a infração estiver “claramente demonstrada e apurada”, o que, em seu entender, não era o caso. Por fim, a contribuinte afirma que as cópias dos DARFs demonstram a compensação do exato valor correspondente à exigência fiscal, relativo à Cofins dos meses de janeiro a novembro de 1998. Em virtude da análise preliminar, na forma da Nota Técnica Conjunta Corat/Cofis/Cosit n° 32, de 19 de fevereiro de 2002, a autoridade fiscal confirma, às folhas 105 a 107, que a contribuinte obteve o reconhecimento judicial da inconstitucionalidade nas majorações de alíquotas do Finsocial, no processo judicial n° 97.01057457. A decisão judicial derradeira transitou em julgado em 17 de abril de 2001. A autoridade fiscal, então, efetuou trabalho de auditoria do crédito tributário, informando que o crédito apurado em relação aos pagamentos indevidos do Finsocial foi utilizado para amortizar os débitos relativos a outros períodos de apuração. Conclui que não restou qualquer crédito para compensar os débitos lançados no auto de infração ora impugnado.” Indeferida parcialmente a impugnação apresentada, o órgão julgador de primeira instância sintetizou as razões para a procedência do crédito tributário na forma da ementa que segue: Assunto: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 30/11/1998 COFINS. LANÇAMENTO. DECADÊNCIA. Em face de Súmula Vinculante do STF, onde restou declarada a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n.° 8.212, de 1991, cabível o cancelamento de lançamento de oficio em virtude da decadência. DCTF. REVISÃO INTERNA. COMPENSAÇÃO. REQUISITO DE VALIDADE. A compensação de créditos tributários depende da comprovação da liquidez e certeza dos créditos contra a Fazenda Nacional. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte. Cientificada acerca da decisão exarada, a interessada interpôs o presente Recurso Voluntário, no qual requer nulidade da decisão recorrida e, no mérito, reitera os termos de sua impugnação e agrega a informação de que não deve ser imputada a penalidade de 75%, ante sua inaplicabilidade para o caso em tela em que não se verificou fraude do sujeito passivo. É o relatório. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 02/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 30/11/20 15 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 01/12/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinad o digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 4 Voto Vencido Conselheiro Waldir Navarro Bezerra, redator ad hoc designado para formalizar a decisão (fl. 206), uma vez que o Conselheiro Relator Bruno Maurício Macedo Curi, não mais compõe este colegiado e que a respectiva Turma Especial foi extinta, retratando hipótese de que trata o artigo 17, inciso III, do Anexo II, do Regimento Interno deste CARF, aprovado pela Portaria MF no 343, de 09 de junho de 2015. Ressalvado o meu entendimento pessoal, no sentido de dar a este e a outros processos nessa situação tratamento diverso. Tempestivamente interposto, nos termos do Decreto nº 70.235/72, conheço do Recurso e passo à análise das razões recursais. De início destaco que a alegação de insubsistência da multa não pode ser conhecida, uma vez que trata de inovação argumentativa em sede recursal, fazendo incidir o art. 17 do Decreto 70.235/72, que expressamente considera “não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante”. Quanto aos demais argumentos (nulidade da decisão de primeiro grau e insubsistência do lançamento), passo à análise. Ao cabo, a tese central defendida pela Recorrente gira em torno do fato de que o fundamento para o Auto de Infração (“processo judicial não comprovado”) restou desconstituído, uma vez que a Recorrente demonstrou, documentalmente, a existência de seu processo. A decisão recorrida, ao verificar que o processo efetivamente existia, passou à análise da materialidade da compensação que, uma vez indeferida, gerou o débito formalizado pelo lançamento ora guerreado. Assim se manifestou a DRJ: “(...) Em análise aos autos, verificase, entretanto, que não assiste razão à interessada. Isso porque, à época em que a DCTF foi apresentada (ano calendário 1998), não havia transitado em julgado a sentença judicial proferida no processo judicial n° 97.01057457, que reconheceu o direito creditório da interessada, o que só veio a ocorrer em 17 de abril de 2001, conforme documento de folha 76. Ora, à luz do artigo 170 do Código Tributário Nacional CTN, para que seja possível a compensação de créditos tributários com créditos do sujeito passivo, necessário se faz que fique comprovada a existência de créditos líquidos e certos contra a Fazenda Nacional. Além disso, o art. 170A, também do CTN, veda expressamente a compensação de crédito objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. No caso presente, quando procedeu a compensação informada na DCTF, a interessada ainda não detinha decisão judicial transitada em julgado que lhe assegurasse, de forma liquida, certa e definitiva, o crédito contra a Fazenda Nacional. Com isso, adotou conduta dissonante com a retro citada previsão legal, o que torna irregular a compensação promovida, independentemente de, posteriormente, ter a contribuinte acabado por ver reconhecido seu direito creditório na via judicial. Fl. 210DF CARF MF Impresso em 02/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 30/11/20 15 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 01/12/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinad o digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 13975.000352/200341 Acórdão n.º 3802003.606 S3TE02 Fl. 209 5 Desta forma, é de se manter o lançamento relativo aos períodos de apuração de julho a novembro de 1998.” A quaestio juris, portanto, consiste em verificar se cabia à DRJ se imiscuir na possibilidade de compensar. Entendo que sim. Explico. O lançamento foi lavrado (fl. 22 do processo digital) por “falta de recolhimento ou pagamento do principal, declaração inexata, conforme Anexo III (...)”. As normas tidas por infringidas foram aquelas relativas à exigência de recolhimento no prazo. No Anexo I do Auto de Infração se verifica no campo “ocorrência” a informação “processo judicial não comprovado”. Com a devida vênia a todo o esforço despendido pela Recorrente, que trouxe relevantes argumentos de direito acerca da impossibilidade de se alterar os fundamentos para o lançamento, posicionome no sentido de que o caso em tela difere da modificação de critérios jurídicos do lançamento, vedada pelo art. 146 do Código Tributário Nacional: “Art. 146. A modificação introduzida, de ofício ou em conseqüência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução.” Isso porque o lançamento se destina a verificar se houve, ou não, recolhimento do tributo. Essa é a razão pela qual o Auto de Infração foi lavrado. Decerto que existe um amplo espectro de razões pelas quais a autoridade administrativa poderia entender que não houve recolhimento do tributo, e de fato foge à razoabilidade inovar nessas razões. No entanto, o labor da DRJ foi o de averiguar se, uma vez demonstrado que o processo existe, ele é apto para confirmar o pagamento. Nesse sentido, não basta indicar que o processo existe, se ele não produz efeitos suficientes para extinção do crédito tributário. A concepção inicial, portanto, de que o processo não restou comprovado, seguida de uma análise da sua adequação quando se demonstra sua existência, nada mais é do que o exercício de acertamento do lançamento, em decorrência de erro quanto às circunstâncias fáticas que motivaram o auto de infração. Não se altera aqui a regra de direito, nem se estipula uma causa desvinculada da premissa de fato inicial: no caso em tela, a tarefa desenvolvida consistiu unicamente de verificar se o processo possui pertinência e aptidão para comprovação da quitação do crédito tributário. Apenas à guisa de ilustração, o argumento puro e simples de que o processo existe impediria qualquer análise de mérito. Poderia mesmo levar à crença de que a indicação de um número de processo alheio ao tributo, uma vez demonstrado que existe, tolheria a análise de sua relação com o caso concreto. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 02/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 30/11/20 15 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 01/12/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinad o digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 6 Por isso mesmo, tendo a DRJ realizado sua tarefa de revisão do crédito tributário, verificou se havia pertinência entre a ação judicial e a utilização do provimento jurisdicional para fins de quitação do crédito tributário. Nesse sentido, percebeu que tal utilização seria impossível ao contribuinte, simplesmente porque não cumprido um requisito formal: o trânsito em julgado favorável ao sujeito passivo. Ou seja, a ação não guarda aptidão para extinção do crédito tributário formalizado pelo lançamento em tela. Correta a conduta adotada pela decisão recorrida, pelo que rejeito a argumentação da Recorrente de nulidade do Acórdão da DRJ, e de insubsistência do lançamento nesse aspecto. Resta, por fim, verificar a tese expendida de que o art. 170A do CTN somente seria aplicável após sua edição, o que impediria sua utilização para fins retroativos. Em verdade, a edição do art. 170A do Código Tributário Nacional não pode produzir efeitos retroativos, e nesse sentido a instância a quo andou mal ao utilizar tal norma. Todavia, isso não significa dizer que antes de sua edição o contribuinte pudesse se utilizar de créditos amparados em decisão não definitiva. Isso porque o art. 170 do CTN, vigente desde 1o de janeiro de 1967, traz a exigência de crédito líquido e certo pelo sujeito passivo, para fins de compensação. Ora, em sede litigiosa, somente se pode considerar certo o crédito tributário que resulte de ação judicial já encerrada, não sendo possível cogitarse de certeza de um crédito amparado em decisão ainda objeto de recurso. Não por outro motivo o Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula 212 pela qual, desde outubro de 1998, havia sedimentado o entendimento de que não era cabível deferimento de medida liminar para compensação de créditos tributários. Por mais que o contribuinte tenha se utilizado de sentença para efetivar sua compensação, o fato de esta ser recorrível (até mesmo pelo reexame necessário) traz todo o raciocínio condutor do verbete sumular: o crédito tem que ser certo. Diante do exposto, não acolho as razões recursais. Conclusão Ante todo o exposto, conheço parcialmente do Recurso Voluntário para, nessa parte, negarlhe provimento. Este, portanto, foi o entendimento proferido pelo conselheiro relator na ocasião em que o feito foi julgado, entendimento o qual reproduzo por força do disposto no artigo 17, inciso III, do Anexo II, do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra – Redator ad hoc. Fl. 212DF CARF MF Impresso em 02/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 30/11/20 15 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 01/12/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinad o digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 13975.000352/200341 Acórdão n.º 3802003.606 S3TE02 Fl. 210 7 Voto Vencedor MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Redator designado O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Tratase de Auto de Infração n° 002654, em procedimento de auditoria interna sem prévia audiência da contribuinte , em relação aos meses de janeiro a novembro de 1998, pelo qual se está a exigirlhe o pagamento de R$ 159.479,51 a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, acrescido de multa de ofício de 75% e juros de mora. Da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, à folha 20, verificase que a infração é decorrente da “Falta de recolhimento ou pagamento do principal. Declaração Inexata”. No Anexo I Demonstrativo dos Créditos Vinculados Não Confirmados a ocorrência como “Proc Jud não comprova” de número 97.01057457. A decisão de primeira instância julgou procedente em parte a impugnação, em vista da decadência do lançamento dos débitos relativos aos períodos de apuração de janeiro a junho de 1998, mantendose, porém, a exigência da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social, no valor de R$ 71.299,41, acrescido de multa de oficio de 75% e juros de mora, relativo aos períodos de apuração de julho a novembro de 1998. Ressaltese que no auto de infração, a descrição dos fatos é feita de forma genérica, descrevendo apenas e exclusivamente a ocorrência de “Proc jud não comprova” (ocorrência) (fls. 23pdf ), no anexo I do Auto de Infração (DEMONSTRATIVO DOS CRÉDITOS VINCULADOS NÃO CONFIRMADOS). Presumese, com isso, que o auto de infração foi lavrado, tendo em vista, acreditar a fiscalização, inexistência de ação judicial. No entanto, acontece que as peças processuais da ação judicial foram apresentadas pelo contribuinte, ou seja, o processo judicial existe e tem como autor a recorrente. Em sendo assim, se a ação existia, a hipótese que dá motivação ao auto de infração não resta verificada. Como a autuação tomou como pressuposto de fato a inexistência de processo judicial, e o contribuinte demonstrou a existência da ação em seu nome, resta patente que o lançamento não tem suporte fático válido, pois o motivo que lhe deu causa na verdade não existe. Entendo que a fiscalização baseouse num suporte fático genérico e impreciso para dar suporte à autuação, ao invés de promover a apuração concreta da realidade do caso. Houve erro de fundamentação, sendo então incabível que autoridade julgadora (primeira instância) possa inovar, ou mesmo complementar na tentativa de salvar o auto de infração. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 02/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 30/11/20 15 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 01/12/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinad o digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 8 A fiscalização deve demonstrar, com clareza e precisão, os motivos da lavratura da exigência tributária. O art. 50 da Lei 9.784/1999, estabelece a exigência de motivação como condição de validade do ato, bem como no seu § 1º, exige motivação clara, explícita e congruente, nos termos abaixo: Lei nº 9.784/1999 diploma que estabelece as regras no âmbito do processo administrativo federal: Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: I neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; II imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; (...) §1°. A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou garantia dos interessados. Então, os requisitos acima são exigidos pela legislação para que se cumpra a determinação presente na Constituição Federal de observação à garantia constitucional da ampla defesa e do contraditório. Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LV aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Logo, faltam requisitos para a validade da presente autuação, requisitos estes que são necessários para o exercício da ampla defesa e do contraditório da Recorrente. Logo, restou prejudicado o direito de defesa da Recorrente, pois foi lhe imputada autuação sem a descrição clara e precisa da motivação fática e jurídica. O vício material fica constatado no momento em que a fiscalização indica no anexo ao auto de infração, um motivo fático de forma inadequada com o pressuposto de direito, caracterizando uma motivação insuficiente, não observando o que disciplina o art. 142 do CTN. O vício material relacionase com a existência dos elementos da obrigação tributária, que é a matéria tratada no lançamento. O vício material diz respeito à formalização da peça básica com erro de direito. Logo, não tem como consertar o Auto de Infração, devendo ser cancelado por vício material. Por sua vez, o art. 59, II, do Decreto 70.235/1972, aponta a nulidade dos atos manifestado pela fiscalização com preterição do direito de defesa da recorrente. Assim sendo, quando a fiscalização não observa na sua atividade os elementos intrínsecos do lançamento (dentre eles, a motivação fática), certamente estará Fl. 214DF CARF MF Impresso em 02/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 30/11/20 15 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 01/12/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinad o digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 13975.000352/200341 Acórdão n.º 3802003.606 S3TE02 Fl. 211 9 infringindo a disposição legal pertinente (seja aquela aplicável à incidência da lei, ou à determinação da matéria tributável), importando na existência de vício material. Nessa mesma linha de entendimento, cabe destacar as ementas dos seguintes votos, que anulam o lançamento: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/1998 a 31/12/1998 AGRAVAMENTO DA EXIGÊNCIA INOVAÇÃO NOS FUNDAMENTOS DA AUTUAÇÃO. As turmas de julgamento das delegacias de julgamento da Receita Federal do Brasil não têm competência para agravar a decisão inicial por meio da mudança dos fundamentos da autuação. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/05/1998 a 30/06/1998 AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO. DÉBITOS COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. DEPÓSITOS JUDICIAIS. PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO. Cancelase a exigência fiscal, formulada sob o fundamento de que inexistiria processo judicial que justificasse a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, quando o sujeito passivo comprova que tal imputação é improcedente. Recurso provido. (Acórdão nº 380300014, Processo nº 10935.001555/200332, Rel. Cons. Alexandre Kern, 06/07/2009) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 31/01/1998 a 31/12/1998 LANÇAMENTO. ERRO NA MOTIVAÇÃO DE SUA LAVRATURA. VÍCIO DE FORMA. CONFIGURAÇÃO. O lançamento, como espécie de ato administrativo, deve observar a regularidade de seus elementos constitutivos (sujeito, forma, objeto, motivo e finalidade), de tal maneira que os defeitos existentes na motivação de sua lavratura, quando não refletem a adequada razão de sua realização, configuram vício de forma por prejudicar o contraditório e a ampla defesa, impondo sua nulidade. (Acórdão 340300.269,Processo 10855.003221/200393, Fl. 215DF CARF MF Impresso em 02/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 30/11/20 15 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 01/12/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinad o digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 10 Rel. Cons. Robson José Bayerl, 18/03/2010) Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS ESSENCIAIS. NULIDADE. O ato administrativo de lançamento deve se revestirse de todas as formalidades exigidas em lei, sendo nulo, por vício de forma, o auto de infração que não contiver todos os requisitos prescritos como obrigatórios pelos arts. 10 do Decreto nº 70.235/72 e 142 do CTN. Recurso provido. (Acórdão 210100.175, Processo 12045.000576/200714, Rel. Cons. Antonio Zomer, j. 04/06/2009). Por todo o exposto, em preliminar declaro a nulidade do lançamento fiscal, por vício material, restando prejudicada outra preliminar arguida, bem como o exame de mérito. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM – Redator designado Fl. 216DF CARF MF Impresso em 02/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 30/11/20 15 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 01/12/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinad o digitalmente em 25/11/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA
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Numero do processo: 15504.005322/2010-21
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Fri Mar 18 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. ESTAGIÁRIO SEM SEGURO DE VIDA. AUSÊNCIA E COMPROVAÇÃO.
É requisito essencial para que o valor recebido a título de bolsa de estudos não integre o salário contribuição, que o contrato de estágio esteja acompanhado pelo respectivo seguro de acidentes pessoais.
BOLSA DE ESTUDOS. NÃO EXTENSÃO A TODOS OS EMPREGADOS. INCIDÊNCIA
Para ser excluído do salário de contribuição, nos termos da Lei 8.212/91, o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica e a cursos de capacitação e qualificação profissionais deve garantir que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo.
PLANO DE SAÚDE. EXTENSIVO A TODOS OS EMPREGADOS. MERA DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE PROVA.
O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade os empregados e dirigentes da empresa.
Não comprovado que o benefício era estendido a todos os empregados, tais valores integram a base de cálculo das contribuições sociais previdenciárias.
SEGURO DE VIDA EM GRUPO
Incide tributação sobre o valor relativo a prêmio de seguro de vida em grupo, quando não previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho e quando não disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes.
ABONO DE FÉRIAS. CONDIÇÕES IMPOSTA EM CLAUSULA CONTRATUAL OU CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO
A gratificação ou abono concedido sob condições de assiduidade do empregado previstas em cláusula contratual ou convenção coletiva de trabalho não possui natureza do abono previsto no art. 143 da CLT e integra o salário de contribuição.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-004.881
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
Ronaldo de Lima Macedo - Presidente.
Natanael Vieira dos Santos - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo (Presidente), Kleber Ferreira Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci.
Nome do relator: NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. ESTAGIÁRIO SEM SEGURO DE VIDA. AUSÊNCIA E COMPROVAÇÃO. É requisito essencial para que o valor recebido a título de bolsa de estudos não integre o salário contribuição, que o contrato de estágio esteja acompanhado pelo respectivo seguro de acidentes pessoais. BOLSA DE ESTUDOS. NÃO EXTENSÃO A TODOS OS EMPREGADOS. INCIDÊNCIA Para ser excluído do salário de contribuição, nos termos da Lei 8.212/91, o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica e a cursos de capacitação e qualificação profissionais deve garantir que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo. PLANO DE SAÚDE. EXTENSIVO A TODOS OS EMPREGADOS. MERA DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE PROVA. O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade os empregados e dirigentes da empresa. Não comprovado que o benefício era estendido a todos os empregados, tais valores integram a base de cálculo das contribuições sociais previdenciárias. SEGURO DE VIDA EM GRUPO Incide tributação sobre o valor relativo a prêmio de seguro de vida em grupo, quando não previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho e quando não disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes. ABONO DE FÉRIAS. CONDIÇÕES IMPOSTA EM CLAUSULA CONTRATUAL OU CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO A gratificação ou abono concedido sob condições de assiduidade do empregado previstas em cláusula contratual ou convenção coletiva de trabalho não possui natureza do abono previsto no art. 143 da CLT e integra o salário de contribuição. Recurso Voluntário Negado.
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E OUTROS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. ESTAGIÁRIO SEM SEGURO DE VIDA. AUSÊNCIA E COMPROVAÇÃO. É requisito essencial para que o valor recebido a título de bolsa de estudos não integre o salário contribuição, que o contrato de estágio esteja acompanhado pelo respectivo seguro de acidentes pessoais. BOLSA DE ESTUDOS. NÃO EXTENSÃO A TODOS OS EMPREGADOS. INCIDÊNCIA Para ser excluído do salário de contribuição, nos termos da Lei 8.212/91, o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica e a cursos de capacitação e qualificação profissionais deve garantir que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo. PLANO DE SAÚDE. EXTENSIVO A TODOS OS EMPREGADOS. MERA DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE PROVA. O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico hospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade os empregados e dirigentes da empresa. Não comprovado que o benefício era estendido a todos os empregados, tais valores integram a base de cálculo das contribuições sociais previdenciárias. SEGURO DE VIDA EM GRUPO Incide tributação sobre o valor relativo a prêmio de seguro de vida em grupo, quando não previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho e quando não disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 00 53 22 /2 01 0- 21 Fl. 896DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 15/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 15504.005322/201021 Acórdão n.º 2402004.881 S2C4T2 Fl. 897 2 ABONO DE FÉRIAS. CONDIÇÕES IMPOSTA EM CLAUSULA CONTRATUAL OU CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO A gratificação ou abono concedido sob condições de assiduidade do empregado previstas em cláusula contratual ou convenção coletiva de trabalho não possui natureza do abono previsto no art. 143 da CLT e integra o salário de contribuição. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Ronaldo de Lima Macedo Presidente. Natanael Vieira dos Santos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo (Presidente), Kleber Ferreira Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci. Fl. 897DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 15/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 15504.005322/201021 Acórdão n.º 2402004.881 S2C4T2 Fl. 898 3 Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pela empresa EMCCAMP RESIDENCIAL S/A em face da decisão que julgou procedente em parte a impugnação apresentada pela recorrente e manteve em parte o crédito tributário referente às contribuições a outras entidades (SENAI, SESI, SEBRAE, FNDE e INCRA), incidentes sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados. 2. As empresas de grupo econômico não respondem solidariamente pelas contribuições devidas a terceiros. 3. Segundo o relatório fiscal (fls. 149/164), a constituição do crédito tributário referese aos seguintes fatos geradores: a) estagiários contratados em desacordo com a Lei nº 6.494/77, pois o sujeito passivo não apresentou as apólices de seguros de acidentes pessoais, que constituise como um elemento imprescindível na caracterização do contrato de estágio; b) assistência médica não extensiva à totalidade dos segurados; c) seguro de vida complementar não extensivo a todos os segurados; d) abono de férias condicionado à assiduidade dos empregados; e) pagamento a contribuinte individual sem o devido recolhimento das contribuições previdenciárias; e f) alimentação fora do PAT. 4. Segundo os itens 7 e 8 do relatório e conforme declaração firmada pelo sujeito passivo da existência de empresas componentes, com este, de grupo econômico, foi lavrado Termo de Sujeição Passiva Solidária, tendo sido arroladas as empresas EMCCAMP EDIFICAÇÕES & TÁXI AÉREO LTDA e CONSTRUTORA EMCCAMP LTDA. 5. Após ser devidamente intimado, o contribuinte apresentou impugnação tempestiva, tendo o colegiado de primeira instância julgado improcedente a impugnação. O acórdão recorrido (fls. 803/815) restou assim ementado: “ESTAGIÁRIOS. ASSISTÊNCIA MÉDICA A SEGURADOS. SEGURO DE VIDA COMPLEMENTAR. ABONO DE FÉRIAS. ALIMENTAÇÃO FORA DO PAT. PAGAMENTO DE CURSO MBA. VALORES EM GFIP. MULTA. GRUPO ECONÔMICO. Para não configurar relação de emprego e verba sujeita à tributação, deve haver seguro de vida em benefício dos estagiários. A assistência médica a segurados deve atender, sem distinção, a todos os empregados e dirigentes da empresa. Fl. 898DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 15/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 15504.005322/201021 Acórdão n.º 2402004.881 S2C4T2 Fl. 899 4 Seguro de vida complementar não é verba assistencial quando não pago à totalidade dos trabalhadores e não está previsto em Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho. Somente se configura o abono de férias da CLT Consolidação das Leis do Trabalho se o pagamento não estiver vinculado a fatores relacionados à contraprestação pelo trabalho. Consoante Ato Declaratório da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, a alimentação in natura aos empregados, ainda que a empresa não esteja inscrita no PAT, não é base de incidência de contribuições. Pagamento de curso MBA, quando não configurado para a capacitação do trabalhador, é fato de gerador de contribuições. Valores declarados em GFIP, no caso, a transportadores autônomos, não estão sujeitos a lançamento de ofício. As multas de ofício acompanham as exigências das obrigações principais. As empresas de Grupo Econômico não respondem solidariamente pelas contribuições devidas a Terceiros (Outras Entidades e Fundos). Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte.” 6. Após ter sido cientificada do referido acórdão (fls. 868/869), a empresa principal interpôs recurso voluntário tempestivamente (fls. 870/890), sustentando, em síntese: a) nulidade do processo administrativo, cerceamento do direito de defesa, vez que na decisão recorrida houve indeferimento de produção de prova; b) a empresa segue todas as regras contidas na Lei do Estágio, especialmente a da contratação obrigatória de seguros de acidentes pessoais para os estagiários e que as apólices foram apresentadas, contudo abrange todos os estagiários da empresa (seguro coletivo), sem especificação individual, já que todos estão cobertos pelo seguro (seguro em grupo); c) o pagamento de bolsas de estudo realizado pela empresa não compõe a base de cálculo da contribuição previdenciária; d) para provar o aduzido, requereu a juntada da apólice do seguro e respectiva declaração emitida pela seguradora onde consta individualmente os referidos estagiários cobertos pelo plano de seguro de acidentes pessoais, no ano de 2006, além do comprovante de pagamento relativo à apólice dos estagiários (anexos ao recurso); e) a assistência médica é extensiva a todos os empregados, seja na forma de plano de saúde, seja na forma estabelecida nas Convenções Coletivas de Trabalho e que há desinteresse dos empregados ao plano posto à disposição dos empregados, por ser financiado em parte por estes e que, para os Fl. 899DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 15/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 15504.005322/201021 Acórdão n.º 2402004.881 S2C4T2 Fl. 900 5 empregados não abrangidos pelo plano oferecido pela empresa, há previsão específica na Convenção Coletiva sobre a prestação de assistência médica aos empregados; f) a assistência médica não tem caráter salarial e não integra o salário para quaisquer efeitos; g) o seguro de vida em grupo complementar não pode ser considerado de natureza salarial, pois não é gratuito, não é arcado individualmente pela empresa, sendo uma parcela custeada pelos próprios empregados; h) empresa agiu de acordo com a regra constante do § 9º, letra “e”, item 6, do art. 28 da Lei 8.212, de 1991, e com a Convenção Coletiva de Trabalho, que a vincula, quando concedeu a seus empregados o benefício de abono de férias, sendo, pois, improcedente a conclusão fiscal de que o abono não teria sido pago nos termos do art. 144 da CLT; i) a decisão recorrida incorreu em ilegalidade e/ou excesso nas autuações, sendo que eventuais equívocos formais não ensejariam as autuações que lhes foram aplicadas. 7. Sem contrarrazões do fisco, os autos foram enviados para apreciação e julgamento por este Conselho. É o relatório. Fl. 900DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 15/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 15504.005322/201021 Acórdão n.º 2402004.881 S2C4T2 Fl. 901 6 Voto Conselheiro Natanael Vieira dos Santos, Relator. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. Conheço do recurso voluntário, uma vez que foi tempestivamente apresentado, preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº. 70.235, de 6 de março de 1972 e passo a analisálo. DA INEXISTÊNCIA DE NULIDADE 2. Aduz a recorrente que não foi assegurado o direito a ampla defesa e ao contraditório, vez que na decisão recorrida houve indeferimento de produção de prova. 3. Contudo, a possibilidade de realização de novas diligências para apuração dos fatos é uma faculdade do julgador, quando houver dúvida acerca dos fatos constantes nos autos. 4. Assim dispõe o art. 18, do Decreto nº 70.235, de 1972, com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 8.748, de 1993, in verbis: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. 5. Dessa forma, não vislumbrando a necessidade de qualquer diligência para elucidação dos fatos, o julgador pode indeferir o pleito do contribuinte, sem que isto interfira de alguma forma no exercício do seu direito de defesa. 6. Segundo o Código de Processo Civil, em seu art. 333, inciso I, “o ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito”. Assim, não suprindo o ônus que lhe foi incumbido por disposição legal, fica facultado ao julgador deferir o pedido de produção de novas provas, o que, conforme dito acima, não é necessário para a elucidação dos fatos que envolvem o presente caso. 7. Diante disso, afasto a preliminar de cerceamento de defesa suscitada pela recorrente. DOS ESTAGIÁRIOS CONTRATADOS EM DESACORDO COM A LEI 6.494/77 8. Segundo a fiscalização foi constatado o pagamento a segurados tidos como estagiários, por parte da autuada, no período de 01/2006 a 10/2006, no estabelecimento centralizador e em diversas obras, relacionadas nos relatórios. Isso ocorreu, tendo em vista que Fl. 901DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 15/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 15504.005322/201021 Acórdão n.º 2402004.881 S2C4T2 Fl. 902 7 a recorrente não apresentou as apólices de seguro de acidentes pessoais para os estagiários, o que acarreta a descaracterização do contrato de estágio, conforme art. 3º da Lei 6.494/77. 9. A recorrente, por sua vez, sustenta que a empresa segue todas as regras contidas na Lei do Estágio, inclusive a contratação obrigatória de seguros de acidentes pessoais para os estagiários e foram, devidamente apresentadas as apólices. Ocorre que a apólice abrange todos os estagiários da empresa (seguro coletivo), sem especificação individual, já que todos estão cobertos pelo seguro (seguro em grupo). 10. Conforme disposto na Lei nº 8.212/91 em seu artigo 28, §9º alínea “i” que não integram o saláriodecontribuição a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei n. 6.294, de 7 de dezembro de 1977. 11. De acordo com a Lei 6.494/77, com as alterações introduzidas pela Lei 8.859/94, verbis: “Art. 4º. O estágio não cria vínculo empregatício de qualquer natureza e o estagiário poderá receber bolsa, ou outra forma de contraprestação que venha a ser acordada, ressalvado o que dispuser a legislação previdenciária, devendo o estudante, em qualquer hipótese, estar segurado contra acidentes pessoais” 12. Concluise que, é requisito essencial para que o valor recebido a título de bolsa de estudos não integre o salário contribuição, que o contrato de estágio esteja acompanhado pelo respectivo seguro de acidentes pessoais. 13. Consta nos autos que apesar de devidamente intimada a recorrente não apresentou as apólices de seguros de acidentes pessoais para os estagiários e segundo relato fiscal o a seguradora (Clube PASI de Seguros), informou, em 25/02/2006, por meio eletrônico que, somente a partir da competência 11/2006 o sujeito passivo passou a enviar a relação com os nomes dos estagiários a serem incluídos na apólice de seguro. 14. No entanto em 17/05/2010 declarou de forma genérica que os estagiários listados estavam acobertados por seguros de acidentes pessoais (fls. 495/496). 15. Assim, por considerar não cumpridos os requisitos que qualificam a condição de estagiário, qual seja, a ausência de seguro de vida, correta a decisão fiscal. DO PAGAMENTO DE CURSO MBA 16. De acordo com os autos, a fiscalização considerou os pagamentos ou créditos realizados pela empresa ao segurado empregado Sérgio Correa Ribeiro, referentes ao custeio de curso MBA Em gestão empresarial da Fundação Getúlio Vargas, como montante integrante da base de cálculo das contribuições sociais previdenciárias. 17. O art. 28, §9º, alínea “t” da Lei n. 8.212/91 determina que não integra o salário de contribuição, base de cálculo das contribuições previdenciárias, o valor relativo a Fl. 902DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 15/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 15504.005322/201021 Acórdão n.º 2402004.881 S2C4T2 Fl. 903 8 plano educacional, que vise à educação e a cursos de capacitação e qualificação profissionais, (i) vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, (ii) não seja utilizado em substituição de parcela salarial; e (iii) que todos os empregados e dirigente tenham acesso ao mesmo (redação à época vigente). 18. No caso em tela a recorrente não comprovou a extensão de tal benefício à totalidade dos empregados e dirigentes, pelo contrário, não foram encontrados quaisquer pagamentos de cursos similares a nenhum outro segurado. 19. Diante disso, não cumprido o referido o requisito exigido pela legislação, integram os valores pagos a título de auxílio educação, haja vista a ausência de comprovação da extensão de tal benefício a todos os funcionários. DA ASSISTÊNCIA MÉDICA NÃO EXTENSIVA À TOTALIDADE DOS EMPREGADOS E DIRIGENTES 20. Insta mencionar que somente a assistência médica cuja a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa, será excluído da base de cálculo das contribuições previdenciárias, conforme preleciona a alínea “q”, do §9º do art. 28 da Lei 8.212/91: Lei 8.212/91 art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médicohospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade os empregados e dirigentes da empresa; 21. Foi constatado pela fiscalização que a empresa oferece a parte dos segurados assistência médica por intermédio de plano de saúde. Tal pagamento não decorre de cláusulas de acordos ou convenções coletivas de trabalho, nem tampouco de programa de benefícios institucionalizado na empresa, que firmou declaração negando a existência de plano de benefícios oferecido aos empregados. 22. In casu, a empresa não comprovou a extensão de tal benefício à totalidade empregados e dirigentes da empresa. Segundo o relatório fiscal, pouco mais de dez por cento dos segurados empregados, em média, desfrutaram dessa assistência; destes participantes, cerca de setenta por cento estavam lotados na administração (estabelecimento centralizador). Fl. 903DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 15/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 15504.005322/201021 Acórdão n.º 2402004.881 S2C4T2 Fl. 904 9 23. Em contrapartida a empresa argumenta que a assistência à saúde era sim estendida a todos os empregados, no entanto, a baixa participação devese ao fato de o plano oferecido não ser totalmente gratuito e assim, uma parcela dos empregados optavam por não arcar com os ditos 50% do plano que caberia ao empregado. 24. Quanto à afirmação do Colegiado a quo, de que o fato do plano de saúde não ser viável a todos os empregados, já estabeleceria uma discriminação incompatível com a legislação, acredito que não seja esse o cerne da questão e tão somente a comprovação de que o plano foi ofertado a todos os empregados. 25. No entanto, carecem os autos de prova substancial de que o plano de saúde era ofertado a todos os empregados. 26. No caso da assistência médica, a legislação previdenciária prevê requisitos claros para que se aplique a norma isentiva. Dentre os requisitos estabelecidos, não há qualquer ressalva sobre o afastamento da isenção nos casos em que há extensão aos dependentes. 27. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF por reiteradas vezes se manifestou pela impossibilidade de incidência da contribuição previdenciária sobre tais valores quando demonstrado o cumprimento do requisito de abrangência do benefício a todos os empregados e dirigentes. 28. A empresa colaciona trechos de convenção coletiva de trabalho celebrada entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Administração da Construção em edificações, estradas terraplanagem, pavimentação, cimento, cal e gesso, ladrilho, elétrico e hidráulico, cerâmica, mármore e granito, olaria e produtos e artefatos de cimento de Belo Horizonte e o Sindicato da Indústria e Construção Civil no Estado de Minas Gerais (SECONCI – MG) e Convenção Coletiva de Trabalho entre o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria e Construção Civil do Município do Rio de Janeiro (SITRACONST – RIO) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (SINDUSCON – RIO). 29. Ainda que se considerasse o texto de tais cláusulas apresentadas, nos referidos instrumentos de negociação coletiva do trabalho está previsto a assistência à saúde apenas a empregados, excluídos os diretores não empregados. Isso demonstra que ainda que se admitisse tais cláusulas para balizar a concessão do benefício aos empregados, ainda assim não restariam cumpridos os requisitos exigidos pela legislação de regência. 30. Dessa forma, não estou convencido de que o plano e assistência à saúde foi ofertado a todos os empregados, e mantenho o crédito tributário no tocante a essa rubrica. DO SEGURO DE VIDA EM GRUPO COMPLEMENTAR 31. Como decorre da análise do texto legal abaixo reproduzido, os valores pagos a título de seguro de vida complementar a alguns segurados empregados não atende às condições para não incidência de contribuições previdenciárias, uma vez que não decorre de Convenção Coletiva de Trabalho e não é extensivo a todos os empregados e dirigentes da empresa. Passam, portanto, a integrar os o salário de contribuição dos seus beneficiários, para todos os fins e efeitos. Fl. 904DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 15/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 15504.005322/201021 Acórdão n.º 2402004.881 S2C4T2 Fl. 905 10 No tocante a questão, assim dispõe o Decreto nº 3.048/1999: Decreto n. 3.048, de 6 de maior de 1999, in verbis: Art. 214. Entendese por saláriodecontribuição: (...) §9º Não integram o saláriodecontribuição, exclusivamente: (...) XXV – o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a prêmio de seguro de vida em grupo, desde que previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho e disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os art. 9º e 468 da Consolidação das Leis do Trabalho. 32. O sujeito passivo, seguindo o estabelecido na cláusula 44a. da Convenção Coletiva de Trabalho, custeia seguro de vida em grupo extensivo a todos os seus segurados empregados. Ocorre que além deste seguro, no entanto, foi contratado, no período objeto deste procedimento fiscal, seguro de vida em grupo complementar para alguns engenheiros da empresa, que custeia cinquenta por cento dos valores dos prêmios pagos mensalmente, cabendo a outra parte aos beneficiários, através de desconto em folha de pagamentos (verba 094 Seguro de Vida). 33. O relatório fiscal fundamentou o lançamento pelo fato de o seguro não estar previsto no acordo ou convenção coletiva e por esse seguro de vida complementar, o qual o empregado custeia 50% do valor total, não ter sido disponibilizado a todos os empregados, considerando assim salário de contribuição. 34. Correta a decisão a quo que manteve o lançamento. Haja vista que próprio Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99 e a Lei 8.12/91 estabelecem duas condições para que o valor pago pela pessoa jurídica relativo a prêmio de seguro de vida em grupo não integre o saláriodecontribuição: (a) seja previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho e (b) disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes. 35. Por não estarem cumpridas as condições supracitadas, mantenho o lançamento quanto a esse ponto. DO ABONO DE FÉRIAS (GRATIFICAÇÃO ASSIDUIDADE DE FÉRIAS) 36. Referese este levantamento aos valores pagos ou creditados pela empresa a seus segurados empregados na folha de pagamentos, a título de ABONO DE FÉRIAS, de acordo com as Convenções Coletivas do Trabalho CCT de 2005/2006, assinada em 05/12/2005 (com vigência entre 01/11/2005 e 31/10/2006) e de 2006/2007, assinada em 12/12/2005 (com vigência entre 01/11/2006 e 31/10/2007); está estipulada na Cláusula TrigésimaQuarta de ambas as CCT: Fl. 905DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 15/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 15504.005322/201021 Acórdão n.º 2402004.881 S2C4T2 Fl. 906 11 37. Como se constata da leitura da cláusula acima, o pagamento do referido abono está condicionado ao número de faltas que os empregados tiverem durante o período aquisitivo de férias, podendo inclusive nem ser pago, caso as faltas excedam a 3 (três) no período de apuração. Na verdade tratase do pagamento de uma gratificação vinculada à assiduidade dos segurados empregados e não do pagamento efetuado segundo o disposto no art. 144 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 38. Os valores foram retirados das folhas de pagamentos fornecidas em meio digital pelo sujeito passivo e pagos através da verba 0143 GRATIF. ASSID. CLAUS. 34ª DISSÍDIO. 39. Segundo o relatório fiscal, os valores pagos ou creditados pela empresa aos empregados, a título de abono de férias configuram parcela integrante do salário de contribuição, sendo base de cálculo par as contribuições devidas à Seguridade Social, nos termos do Art. 28 – inciso I, da Lei nº 8.212, de 24/07/91 c/c art. 214, incisos I, §9…, V, letra “i” e § 10 do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Dec. Nº. 3.048/99. Lei 8212 Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97). 40. A recorrente sustenta que tal benefício não pode ser considerado de natureza salarial, pois não é gratuito, não é arcado individualmente pela empresa, ao contrário, é oneroso e não pode ser tomado como rotineiro ou habitual, considerando, que pode o trabalhador optar por não participar do seguro de vida em grupo. 41. No entanto, vêse que tratase claramente de uma gratificação por assiduidade, não se enquadrando como abono pecuniário de que trata os artigos 143 e 144 da CLT, que faculta ao empregado converter 1/3 (um terço) do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário, no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes. Fl. 906DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 15/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 15504.005322/201021 Acórdão n.º 2402004.881 S2C4T2 Fl. 907 12 42. Sendo assim, a referida gratificação concedida ao trabalhador resta incluída no salário de contribuição para fins de incidência de contribuições previdenciárias, nos termos do art. 28, inciso I, da Lei 8.212/91. CONCLUSÃO 43. Por todo o exposto, conheço do recurso voluntário, para, no mérito, negar provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. Natanael Vieira dos Santos. Fl. 907DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 15/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 14/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S
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Numero do processo: 12466.001384/2001-89
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 20/09/1999
CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS ROTEADORES DIGITAIS DO TIPO CROSSCONNECT COM GRANULARIDADE DE 2 KBIT/S. NCM 85I7.3061.
Aplicando-se as Regras Gerais de Classificação 1 e 6 e a Regra Geral Complementar 1 do Sistema Harmonizado, os roteadores digitais do tipo crossconnect com granularidade de 2 kbit/s se classifica na NCM 8517.30.61.
Numero da decisão: 3201-002.006
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Fez sustentação oral pela Recorrente, o advogado Alberto Daudt, OAB/RJ 50932.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza Presidente
(assinado digitalmente)
Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Mercia Helena Trajano Damorim, Cassio Schappo, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Winderley Morais Pereira, Tatiana Josefovicz Belisario.
Nome do relator: ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1847; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 93 1 92 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12466.001384/200189 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201002.006 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de janeiro de 2016 Matéria CLASSIFICAÇÃO FISCAL Recorrente CISA TRADING S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 20/09/1999 CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS ROTEADORES DIGITAIS DO TIPO CROSSCONNECT COM GRANULARIDADE DE 2 KBIT/S. NCM 85I7.3061. Aplicandose as Regras Gerais de Classificação 1 e 6 e a Regra Geral Complementar 1 do Sistema Harmonizado, os roteadores digitais do tipo crossconnect com granularidade de 2 kbit/s se classifica na NCM 8517.30.61. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Fez sustentação oral pela Recorrente, o advogado Alberto Daudt, OAB/RJ 50932. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza – Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Mercia Helena Trajano AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 46 6. 00 13 84 /2 00 1- 89 Fl. 613DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO 2 Damorim, Cassio Schappo, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Winderley Morais Pereira, Tatiana Josefovicz Belisario. Relatório Versa o presente processo sobre auto de infração lavrado para a cobrança de a título de Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados e seus consectários legais. Para bem descrever os fatos, transcrevese o relatório da Delegacia de Julgamento: Depreendese da descrição dos fatos do auto de infração que a interessada registrou em 20/09/1999 a Declaração de Importação (Dl) n°99107935026 e em 07/10/1999 a Dl n. 99/08544365, para importar equipamentos descritos como 110 roteadores digitais com componentes diversos, classificandoos na NCM 8517.30.61 — Roteadores digitais tipo "Crossconect" de granularidade igual ou superior a 2 Mbits/s. Em procedimento de revisão aduaneira, após intimação ao importador para apresentação de documentos que esclarecessem a natureza dos produtos importados, a autoridade preparadora decidiu pela solicitação de laudo técnico. Dessa forma, o Itufes — Instituto Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santos, emitiu o Relatório de Identificação (RI) n. 55/01, respondendo os quesitos encaminhados pela fiscalização e pelo importador (fls.38 a 56). Analisando o "RI n° 55/01" a fiscalização reclassificou as mercadorias, enquadrandoas na NCM 8517.30.69, de acordo com as Regras 1, 3b e 6 e a Regra Geral Complementar 1 do Sistema Harmonizado, pois afirma que o laudo concluiu que se tratam de roteadores digitais com granularidade de 8 kbits/s e não 2Mbits/s como declarado. Em função da nova classificação fiscal, a fiscalização lavrou auto de infração para exigência da diferença de imposto de importação e de imposto sobre produtos industrializados, bem como das multas de oficio, previstas no inciso 1 do artigo 44 da Lei 9.430/96 e no artigo 80, I, da Lei n. 4.502/1964, com a redação dada pelo artigo 45 da Lei n.9.430/1996, além dos juros de mora. Regularmente intimada (ciência pessoal às fls. 01 e 08), a interessada apresentou a impugnação tempestiva de folhas 245 a 260, anexando os documentos de folhas 261 a 289. A impugnante alega preliminar de nulidade por entender que houve mudança de critério jurídico do Fisco ao realizar a revisão aduaneira, haja vista ser a conferência aduaneira o momento em que é oferecido à fiscalização todas as informações necessárias para a exata classificação fiscal da mercadoria, como previsto nos artigos 444 e 445 do Regulamento Aduaneiro, não tendo havido nenhum fato novo. Essa mudança do critério Fl. 614DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO Processo nº 12466.001384/200189 Acórdão n.º 3201002.006 S3C2T1 Fl. 94 3 jurídico fere o Estado de Direito ao atingir o Princípio da Segurança Jurídica. No mérito alega ter classificado corretamente os equipamentos, pois possuem interfaces de alta velocidade (interfaces iguais ou superiores a 2 Mbps), tratandose de "roteadores digitais do tipo cross conect com granularidade igual ou superior a 2 Mbits". Caso não seja esse o entendimento, solicita a realização de perícia técnica, preferencialmente perante o Instituto Nacional de Tecnologia — INT, por ser órgão expressamente mencionado no art. 30 do Decreto n°70.235/72. Para tal apresenta os quesitos a serem respondidos, nos termos do art. 16, IV do referido Decreto. Alega que as multas aplicadas são indevidas por não haver adequação do fato à norma, pois esta não pune a conduta de erro de classificação fiscal e porque o lançamento do IPI ser na Dl e seu pagamento no registro desta, não tendo nenhuma relação com a nota fiscal a que a norma faz referência. Cita os Ato Declaratório Normativo CST n° 29/80 e o Ato Declaratório Normativo COS1T n. 10/97, para referendar seu entendimento de que as multas não são cabíveis. Argumenta que a cobrança de juros de mora, tendo por base a taxa Selic, indevida pelo fato da mesma ser ilegal, pois afronta o § 1° do artigo 161 do CTN, assim como o §3° do artigo 192 da Constituição Federal. Solicita preliminarmente a nulidade do auto de infração. Também o deferimento da perícia técnica e o cancelamento das exigências relativas aos tributos, multas e juros. Encaminhado a julgamento, o processo foi convertido em diligência para a realização de exame técnico da mercadoria por parte do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), que emitiu o "Relatório Técnico n°001/2008" de folha 406 a 427. Reintimada sobre o resultado da diligência realizada, a impugnante apresentou aditamento à impugnação inicial (fls. 437 a 439) na qual defende que o laudo apresentado corrobora a correta classificação fiscal das mercadorias posta nas Declarações de Importação. Requer o integral provimento da impugnação e cancelamento das exigências fiscais. Às folhas 445/446 consta "Informação Fiscal" que registra, em resumo, que o exame técnico realizado nas mercadorias pelo técnico do Instituto Nacional de Tecnologia não foi acompanhado por representante da Alfândega da Receita Federal, a despeito da solicitação ao INT para que fosse informada a data e o local do exame pericial. Registra o entendimento da fiscalização contra a forma de condução do exame e acesso às informações fiscais por parte do perito. Fl. 615DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO 4 A Delegacia de Julgamento julgou improcedente a autuação, em decisão assim ementada: Assusto: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 20/0911999 ROTEADORES DIGITAIS DO TIPO CROSSCONNECT COM GRANULARIDADE DE 8 KBIT/S. NCM 85I7.3069. Aplicandose as Regras Gerais de Classificação 1 e 6 e a Regra Geral Complementar 1 do Sistema Harmonizado, os roteadores digitais do tipo crossconnect com granularidade de 8 kbit/s se classificam na NCM 8517.30.69. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 20J09/1999 MUDANÇA DE CRITÉRIO JURÍDICO Não constitui mudança de critério jurídico a alteração de ofício procedida pela autoridade fiscal, em ato de revisão aduaneira, no código NCM declarado pela importador; com base na descrição da mercadoria, constante nas faturas comerciais, nas DI's e à vista de Laudo Técnico. JUROS DE MORA. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. Inexiste ilegalidade na aplicação da taxa Selic, porquanto o Código Tributário Nacional (art. 161, § 11 outorga à lei a faculdade de estipular os juros de mora incidentes sobre os créditos ao integralmente pagos no vencimento e autoriza a utilização de percentual diverso de 1%, desde que previsto em lei. Não é da competência desta instância administrativa a apreciação da constitucionalidade de atos legais. Crédito Tributário Exonerado Na decisão ora recorrida entendeuse que o Relatório Técnico n° 001/2008, do Instituto Nacional de Tecnologia, fls. 406 a 427, referese à mercadoria diversa daquela submetida a despacho, conforme se verifica da resposta ao quesito 1 sobre as mercadorias da Declaração de Importação n° 99/07935026, que afirma que a "placa de interface modelo V35M não pode ser analisada, não encontravase em operação devido a sua obsolescência". Por conseguinte, as conclusões do relatório técnico em referência, não poderiam ser consideradas. Os equipamentos importados tratavamse de roteadores digitais do tipo "crossconnect" de granularidade igual a 8 kbit/s, classificados na NCM 8517.3069, a mesma utilizada pela fiscalização quando da lavratura do auto de infração. Negouse a ocorrência de mudança de critério jurídico, pois tal como registrado na descrição dos fatos do auto de infração, as informações prestadas pela ora Recorrente quando da realização do despacho de importação, não teriam sido suficientes para se determinar a correta classificação fiscal das mercadorias, sendo que no procedimento de revisão aduaneira, foi realizado exame técnico para identificálas. Os procedimentos de conferência realizados no curso do despacho de importação não teriam efeito homologatório, tampouco caracterizariam lançamento. Fl. 616DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO Processo nº 12466.001384/200189 Acórdão n.º 3201002.006 S3C2T1 Fl. 95 5 Em relação às multas, são exigidas em razão da falta de pagamento do imposto lançado, haja vista as diferenças de alíquotas incidentes sobre as mercadorias quando classificadas corretamente. Outrossim, a multa exigida nos autos não é a prevista no ADN/ CST n. 29/80, prevista no artigo 108 do Decretolei n° 37/1966, além de que a descaracterização de infração declarada pelo ADN Cosit n. 10/97 dependeria, para o caso em análise, de as mercadorias importadas estarem corretamente descritas, com todos os elementos necessários à sua identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado. Sobre a Selic, como índice para fixação dos juros moratórios, está em conformidade com a legislação vigente, pois existe a autorização legal especifica preconizada pelo Código Tributário Nacional, art. 161, §1°. Em sede de recurso voluntário, a Recorrente descreve com detalhes, as especificações técnicas das mercadorias importadas, além de aduzir que: i. prova técnica elaborada pelo Instituto Nacional de Tecnologia através do Relatório Técnico n° 001/2008, demonstra que razão lhe assiste, sendo correta a classificação tarifária por ela utilizada, vale dizer, os equipamentos importados são incontestavelmente" Roteadores digitais do tipo "Crossconect" de granularidade igual ou superior a 2Mbits/s"; ii.os equipamentos sob análise não possuem similar no mercado nacional, razão pela qual não é possível comparálo a qualquer outro fabricado internamente; iii. justificouse o pedido de perícia pois os conceitos e definições existentes na TEC não se encontravam devidamente caracterizados, especialmente o que se entende por "granularidade"; iv. nos casos de importação, o lançamento do IPI dáse na DI, conforme dispõe expressamente o art. 110, inciso II do RIPI/98 (antigo art. 55, II do RIPI/82) e o seu pagamento no registro desta (art. 183 do RIPI/98) não houve qualquer erro na especificação da mercadoria, nem tão pouco "declaração indevida", Ato Declaratório Normativo CST n°29/80: se o Ato Declaratório (Normativo) COS1T n° 10/97; v.o laudo do INT efetivamente realizou vistoria física nos equipamentos importados, ao passo que o laudo do ITUFES, o qual embasou a lavratura das autuações, conforme em seu próprio corpo consignado, foi elaborado utilizando "as informações contidas na documentação do processo de importação, na literatura técnica específica, nos manuais técnicos dois equipamentos e o acesso às informações contidas no site do fabricante”; vi. as interfaces mencionadas no primeiro parágrafo, da fl. 451 de referida decisão da DRJ não alteram a funcionalidade do sistema como um todo, nem a granularidade do mesmo vi. as placas mencionadas pelo acórdão recorrido, as quais teriam atribuído "configuração" distinta daquela na qual os aparelhos foram importados, apenas oferecem interfaces diversas para o usuário utilizar as facilidades de roteamento e crossconexão do equipamento, ou seja, são meios diversos de conexão com o meio externo, em nada alterando a granularidade dos equipamentos; Fl. 617DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO 6 vii. o laudo do INT comprova sem margem a dúvidas que os equipamentos importados são efetivamente "roteadores digitais do tipo "Crossconect" de granularidade igual a 2Mbits/s"; viii.deve ser aplicado o princípio "in dubio pro reo", instituído do art. 112 do Código Tributário Nacional. Por ocasião do julgamento, a Turma decidiu pela sua conversão em diligência, em decisão que ora se transcreve: O presente litígio gravita em torno da classificação fiscal das mercadoria na decisão recorrida entendese que o correto código tarifário é na NCM 8517.30.69, ao passo que a Recorrente entende que seria a NCM 8517.30.61. Através das Declarações de Importação de n° 99/07935026 e 99/08544365 registradas respectivamente em 20/09/1999 e 07/10/1999, a Recorrente importou diversas mercadorias, descritas como “roteador digital crossconect de granularidade igual ou superior a 2 Mbits”. A fiscalização, no entanto, em procedimento de revisão aduaneira, entendeu que, com base em laudo emitido pelo Itufes, as mercadorias se tratavam de roteadores digitais com granularidade de 8 Kbits/s e não 2Mbits/s como declarado. Dessa forma, inicialmente, necessário se faz verificar qual o critério empregado pela TEC Tarifa Externa Comum, para classificar esse tipo de mercadoria, na posição 8517: 8517.30.6 Roteadores digitais 8517.30.61 Do tipo “Crossconect” de granularidade igual ou superior a 2 Mbits/s 8517.30.62 Com velocidade de interface serial de pelo menos 4 Mbits/s, próprios para interconexão de redes locais com protocolos distintos 8517.30.69 Outros Depreendese que a tarifa traz como critério determinante do enquadramento da mercadoria em uma ou outra subposição, é a granularidade: se igual/superior a 2 Mbits/s – NCM 8517.30.61; se inferior a 2 Mbits/s NCM 8517.30.69 O Laudo Técnico emitido pelo Instituto de Tecnologia da Universidade do Espírito Santo, às fls. 51, afirma que : Como a menor fração de tráfego (bit/s) que pode ser cross conectado por um equipamento CrossConnect define a granularidade de crossconexão do CrossConnect, a granularidade do CrossConnect (Mini No) importado é 8 kbit/s.(g.n.) E às fls. 54: Pelo descrito concluímos que os 107 MiniNós /tas configurações que foram importados são Roteadores Digitais do tipo CrossConnect com granularidade de 8kbits/s. A função de multiplexação proporcionada pelo equipamento é complementar à função de crossconexão. Fl. 618DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO Processo nº 12466.001384/200189 Acórdão n.º 3201002.006 S3C2T1 Fl. 96 7 O Relatório Técnico do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), por sua vez, às fls. 432, afirma que: Placa de interface modelo V35M— Não pode ser analisada, não encontravase em operação devido a sua obsolescência. Por fim, na resposta ao quesito 3 formulado pela Recorrente o INT informa que (fls.436): 3. Caso afirmativa a resposta ao quesito acima, queira este Instituto informar se os equipamentos realizam "Crosseonexão" com "Granularidade" igual ou superior a 2 Mbps 7 Resposta: Conforme descrito no Parágrafo 7., ajy.CI G.703 75 M 7.1) equipamento SBN12048M/A, Figura 111 3, tem como função principal gerar sinais de 2 Mb elétricos. Conforme descrito no Parágrafo 9., o "Slot" 3 do gabinete RXSS era ocupado pelo Módulo 1111g40" QM/I ( G.703 7542), Figura II, a parte frontal era dotada de oito conectores mini coaxial para conexão de sinais de entrada e saída de 2 Mb elétricos. A função desses circuitos acima é a recepção do sinal de 2 Mb. A questão que se põe, conforme se verifica, é eminentemente probatória, sendo que há dois laudos que chegam a conclusões excludentes, considerandose que: i.o laudo do Itufes, elaborado em 04 de abril de 2001, não identificou fisicamente a mercadoria, extraindo suas conclusões técnicas dos documentos fornecidos pela Alfândega do Porto de Vitória; ii.o laudo do INT, que teria sido feito com base na análise físicas das mercadorias, foi elaborado em 04/01/2008, quase dez anos após o desembaraço das mercadorias, sendo certo que a perícia ficou prejudicada por força da obsolescência de algumas placas. Vêse que chegase a um impasse, portanto: por um lado a perícia com base tãosomente nas informações técnicas trazidas pela Recorrente; por outro lado, a perícia física dos bens, prejudicada pelo grande lapso temporal transcorrido. Considerandose que os manuais e informações técnicas sobre os roteadores foram entregues pela própria Recorrente (fls.57 e ss), quando do início do procedimento de revisão aduaneira, e com base neles formulouse o laudo do Itufes, voto por converter o presente julgamento em diligência, para que, com base nas informações técnicas constantes dos manuais do fabricante, acostado aos autos, o Instituto Nacional de Tecnologia complemente o laudo técnico formulado, para responder o seguinte questionamento: “Com base nos manuais e informações técnicas constante dos autos, os roteadores importados pelas Declarações de Importação de n° 99/07935026 e 99/08544365, podem ser Fl. 619DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO 8 descritos como do tipo “Crossconect” de granularidade igual ou superior a 2 Mbits/s? Ou por outra, os referidos roteadores são do tipo “Crossconect” de granularidade igual 8 Kbits? Após, devem os autos retornar a essa Turma, para o prosseguimento do julgamento. Encaminhado o pedido de diligência ao ITUFES, foi informado por esse instituto, que ambos os peritos que haviam participado na elaboração do laudo inicial, já não compunham os seus quadros funcionais. Encaminhado o pedido de diligência ao INT, o instituto respondeu ao questionamento nos seguintes termos: Cara Ivanise, A resposta foi dada, foi realizado testes com as placas e aparelhos em questão e foi comprovado que os roteadores são do tipo "Crossconect" de granularidade igual a 2Mb/s. Veja as respostas, no Relatório Técnico 001/2008, dadas com clareza: 2. Com base na análise técnica e física dos equipamentos objeto dos presentes autos, queira este Instituto informar se os mesmos realizam “Crossconexão”. Resposta: Conforme descrito no Parágrafo 7., o equipamento SBM2048M/A é dotada de Placamãe “Motherboard”, identificada como SMU 401, Figura 5, é a placa responsável pelo roteamento de crossconexão possuindo circuito eletrônico denominado de XCONBLOCK (Crossconect Block). Conforme descrito no Parágrafo 9., o “Slot” 15 do gabinete RXSS era ocupado pelo Módulo “Plugin” SXUA, Figura 9, tal módulo era responsável pela execução de “Crossconexão” entre as portas endereçadas. 3. Caso afirmativa a resposta ao quesito acima, queira este Instituto informar se os equipamentos realizam “Crossconexão” com “Granularidade” igual ou superior a 2 Mbps ? Resposta: Conforme descrito no Parágrafo 7., a PCI G.703 75 M do equipamento SBM2048M/A, Figura 3, tem como função principal gerar sinais de 2 Mb elétricos. Conforme descrito no Parágrafo 9., o “Slot” 3 do gabinete RXS S era ocupado pelo Módulo “Plugin” QMH (G.703 75Q), Figura 11, a parte frontal era dotada de oito conectores mini coaxial para conexão de sinais de entrada e saída de 2 Mb elétricos. A função desses circuitos acima é a recepção do sinal de 2 Mb. O INT não se baseia por catálogos ou manuais e sim análise técnicas e laboratoriais. Fl. 620DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO Processo nº 12466.001384/200189 Acórdão n.º 3201002.006 S3C2T1 Fl. 97 9 É o Parecer! É o relatório. Voto Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Relatora O presente recurso preenche as condições de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Como se depreende do relatório, a questão que ora se descortina, tãosomente diz respeito a provas, considerandose a existência de laudos técnicos que alcançavam conclusões contraditórias. Realizada a diligência, entendese que quaisquer dúvidas remanescentes, sobre as características das mercadorias importadas foram expungidas, estando o presente processo amadurecido para julgamento. E sem maiores ilações, concluise assistir razão à Recorrente, quanto à classificação fiscal empregada, qual seja, NCM 8517.30.61, pois a mercadoria importada tratase “roteador digital crossconect de granularidade igual a 2 Mbits”. Em face do exposto julgo procedente o recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Fl. 621DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 27/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO
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Numero do processo: 10830.723648/2011-08
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Jan 22 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. LIMITES DA LIDE.
O Decreto nº 70.235, de 1972, dispões sobre o processo administrativo fiscal e em seu artigo 33 estabelece que caberá recurso voluntário, total ou parcial, da decisão de 1ª instância. A atuação dos órgãos administrativos de julgamento pressupõe a existência de interesses opostos, expressos de forma dialética. Na lição de Calamandrei, o processo se desenvolve como uma luta de ações e reações, de ataques e defesas, na qual cada um dos sujeitos provoca, com a própria atividade, o movimento dos outros sujeitos, e espera, depois, deles um novo impulso.....
Para a solução do litígio tributário deve o julgador delimitar, claramente, a controvérsia posta à sua apreciação, restringindo sua atuação apenas a um território contextualmente demarcado. Esses limites são fixados, por um lado, pela pretensão do Fisco e, por outro, pela resistência do contribuinte, expressos, respectivamente, pelo ato de lançamento e pela impugnação/recurso.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2202-003.039
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros MARTIN DA SILVA GESTO e JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, que deram provimento. O Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA não conheceu do recurso.
Assinado digitalmente
Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente.
Assinado digitalmente
Marcio Henrique Sales Parada - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Eduardo de Oliveira, José Alfredo Duarte Filho, Wilson Antônio de Souza Correa, Martin da Silva Gesto e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: MARCIO HENRIQUE SALES PARADA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. LIMITES DA LIDE. O Decreto nº 70.235, de 1972, dispões sobre o processo administrativo fiscal e em seu artigo 33 estabelece que caberá recurso voluntário, total ou parcial, da decisão de 1ª instância. A atuação dos órgãos administrativos de julgamento pressupõe a existência de interesses opostos, expressos de forma dialética. Na lição de Calamandrei, o processo se desenvolve como uma luta de ações e reações, de ataques e defesas, na qual cada um dos sujeitos provoca, com a própria atividade, o movimento dos outros sujeitos, e espera, depois, deles um novo impulso..... Para a solução do litígio tributário deve o julgador delimitar, claramente, a controvérsia posta à sua apreciação, restringindo sua atuação apenas a um território contextualmente demarcado. Esses limites são fixados, por um lado, pela pretensão do Fisco e, por outro, pela resistência do contribuinte, expressos, respectivamente, pelo ato de lançamento e pela impugnação/recurso. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros MARTIN DA SILVA GESTO e JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, que deram provimento. O Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA não conheceu do recurso. Assinado digitalmente Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Eduardo de Oliveira, José Alfredo Duarte Filho, Wilson Antônio de Souza Correa, Martin da Silva Gesto e Marcio Henrique Sales Parada.
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RECURSO VOLUNTÁRIO. LIMITES DA LIDE. O Decreto nº 70.235, de 1972, dispões sobre o processo administrativo fiscal e em seu artigo 33 estabelece que caberá recurso voluntário, total ou parcial, da decisão de 1ª instância. A atuação dos órgãos administrativos de julgamento pressupõe a existência de interesses opostos, expressos de forma dialética. Na lição de Calamandrei, “o processo se desenvolve como uma luta de ações e reações, de ataques e defesas, na qual cada um dos sujeitos provoca, com a própria atividade, o movimento dos outros sujeitos, e espera, depois, deles um novo impulso....”. Para a solução do litígio tributário deve o julgador delimitar, claramente, a controvérsia posta à sua apreciação, restringindo sua atuação apenas a um território contextualmente demarcado. Esses limites são fixados, por um lado, pela pretensão do Fisco e, por outro, pela resistência do contribuinte, expressos, respectivamente, pelo ato de lançamento e pela impugnação/recurso. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros MARTIN DA SILVA GESTO e JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, que deram provimento. O Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA não conheceu do recurso. Assinado digitalmente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 72 36 48 /2 01 1- 08 Fl. 156DF CARF MF Impresso em 22/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 06 /01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 10830.723648/201108 Acórdão n.º 2202003.039 S2C2T2 Fl. 157 2 Marco Aurélio de Oliveira Barbosa – Presidente. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Eduardo de Oliveira, José Alfredo Duarte Filho, Wilson Antônio de Souza Correa, Martin da Silva Gesto e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto como relatório, em parte, aquele elaborado pela Autoridade Julgadora de 1ª instância (fl. 84), complementandoo ao final: Contra o contribuinte acima identificado foi emitida a Notificação de Lançamento de fls. 37 a 41 que alterou o resultado da declaração por ele apresentada, apurando imposto a pagar sujeito a multa de mora no valor de R$ 118.575,75, multa de mora de R$ 23.715,15 e juros de mora, calculados até 19/04/2011, no total de R$ 36.568,76. Foi efetuada glosa do imposto de renda retido na fonte no total de R$ 118.575,75. Inconformado, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 01 a 17) em que alega, em síntese: os documentos acostados aos autos comprovam o recolhimento do imposto de renda na fonte efetuado pela fonte pagadora (fls. 70 a 78); que o recolhimento não teria sido localizado por ter sido a ação trabalhista em nome de mais de uma pessoa (reclamante) e o recolhimento efetuado em um único DARF; que é permitida revisão de ofício quando a autoridade desconhece um fato relevante, como a existência da ação trabalhista envolvendo o interessado e a Fundação CESP; que se baseou apenas nos dados constantes dos autos da ação trabalhista já citada para elaborar sua declaração de ajuste anual, ora questionada; que eventual erro cometido pela fonte pagadora na DIRF não altera sua real natureza e o montante reconhecido como indenização, não tributável, portanto, por não ter a característica de acréscimo patrimonial (fl. 60), não sendo a indenização renda; alternativamente, que a tributação do valor de R$ 432.876,75 deve ser feita considerando os valores como rendimentos Fl. 157DF CARF MF Impresso em 22/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 06 /01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 10830.723648/201108 Acórdão n.º 2202003.039 S2C2T2 Fl. 158 3 acumulados, sujeitos os valores às tabelas e alíquotas da época em que os rendimentos deveriam ter sido pagos. Pede pela improcedência da autuação, com o cancelamento e arquivamento do auto de infração e protesta pela juntada posterior de novos documentos (que não apresentou até o presente momento). Na análise da Impugnação, entendeu o Julgador recorrido, em suma, que não havia que se falar em "indenização", em relação às verbas "originárias de aposentadoria"; que os documentos de folhas 22 e 74 "confirmavam a retenção" de imposto na fonte no valor de R$ 118.575,75; que "em decorrência de sentença judicial" os juros moratórios são isentos do imposto de renda; que "por falta de previsão legal" negava o pleito do contribuinte em relação à forma de tributação de rendimentos recebidos acumuladamente. Falou ainda sobre a dedutibilidade de honorários advocatícios. Efetuou então um novo cálculo de apuração do imposto, considerando isentos os juros recebidos juntamente com as verbas originárias, para encontrar um imposto a restituir em favor do contribuinte de R$ 36.806,44. Decidiuse, então, por considerar "procedente em parte" a Impugnação, determinando que a Delegacia de origem adotasse as providências para a execução do Acórdão. O Setor competente (SEORT), na DRF Campinas/SP, então passou a tomar as providências para processamento da restituição encontrada pela DRJ e emitiu Carta (recebida em 25/05/2012, conforme AR na folha 106) para a ciência do contribuinte, ressalvando que encontrara outros débitos, que seriam compensados, antes de ser efetuada a restituição Em 06/06/2012, o Contribuinte manifestouse por escrito, concordando com a compensação e indicando conta corrente para depósito do valor remanescente. Em 20/06/2012, apresenta Recurso Voluntário (fl. 113), contra a decisão da DRJ, resumido nas seguintes razões: os rendimentos recebidos por meio da ação judicial trabalhista seriam isentos e, portanto, não tributáveis, em razão de sua natureza indenizatória; tais rendimentos, recebidos acumuladamente, deveriam ser tributados observandose as competências mensais a que se referem, e não pelo montante global, conforme jurisprudência do STJ. Conclui que: "...informou equivocadamente a indenização recebida acumuladamente por meio de ação judicial como rendimento tributável o que se revela claramente como um erro que deve ser corrigido de ofício. Em não sendo acatada a isenção pré questionada, ..., que seja determinado novo cálculo do imposto sobre a renda." Pede provimento a seu recurso, no sentido dessas suas conclusões. A seguir, na ordem dos autos, encontramse diversas telas dos sistemas informatizados da RFB, onde se demonstra o seguimento para o processamento da compensação/restituição mencionada neste Relatório. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 22/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 06 /01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 10830.723648/201108 Acórdão n.º 2202003.039 S2C2T2 Fl. 159 4 É o relatório. Voto Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada, Relator. O recurso é tempestivo, conforme relatado, e, atendidas as demais formalidades legais, dele tomo conhecimento. A numeração de folhas a que me refiro a seguir é a identificada após a digitalização do processo, transformado em meio eletrônico (arquivo.pdf). Segundo Marcos Vinicius NEDER e Maria Teresa Martinez LOPÉZ: “Para a solução do litígio tributário deve o julgador delimitar, claramente, a controvérsia posta à sua apreciação, restringindo sua atuação apenas a um território contextualmente demarcado. Esses limites são fixados, por um lado, pela pretensão do Fisco e, por outro, pela resistência do contribuinte, expressos respectivamente pelo ato de lançamento e pela impugnação....(grifei) A lei processual estabelece regras que deverão presidir as relações entre os intervenientes na discussão tributária. A atuação dos órgãos administrativos de julgamento pressupõe a existência de interesses opostos, expressos de forma dialética....Na lição de Calamandrei, “o processo se desenvolve como uma luta de ações e reações, de ataques e defesas, na qual cada um dos sujeitos provoca, com a própria atividade, o movimento dos outros sujeitos, e espera,depois, deles um novo impulso....”Se no curso deste processo, constatarse a concordância de opiniões, devese por fim ao processo, já que o próprio objeto da discussão perdeu o sentido. Da mesma forma, não há o que julgar se o contribuinte não contesta a imposição tributária que lhe é imputada.(NEDER, Marcos Vinícius e LOPEZ, Maria Teresa Martinez. Processo Administrativo Fiscal Comentado. 2ª ed,. Dialética, São Paulo, 2004, p. 265/266) Bem, qual foi o objeto da Notificação de Lançamento, que deu origem a este processo e que enfim consubstancia a "pretensão do Fisco"? Observo, na folha 16, "descrição dos fatos", que foi a glosa de compensação indevida de imposto de renda retido na fonte, no valor de R$ 118.575,75, tendo a Autoridade Fiscal complementado, na folha 44, quando respondeu à solicitação de retificação de lançamento (SRL) feita pelo Contribuinte, que a retenção fora glosada "por falta de comprovação" de sua efetividade. Na Impugnação, o contribuinte não se concentrou apenas em demonstrar que existira a discutida retenção, mas estendeuse além da pretensão fiscal, tratando ainda de isenção dos rendimentos declarados por ele, pedindo revisão de ofício na forma de tributação e pedindo exclusão de tributação sobre os juros que acompanharam os rendimentos pagos. Entendo que não atuou com o costumeiro acerto o Órgão Julgador de 1ª instância, ao dar provimento a parte dessas alegações do Recorrente, que em suma extrapolam Fl. 159DF CARF MF Impresso em 22/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 06 /01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 10830.723648/201108 Acórdão n.º 2202003.039 S2C2T2 Fl. 160 5 a lide posta a sua apreciação, que deveria resumirse ao reconhecimento ou não da retenção de imposto de renda na fonte, no valor acima discriminado. Não obstante as lições processuais retro transcritas, conforme o Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, temos que: Das Competências das Unidades Descentralizadas Art. 224. Às Delegacias da Receita Federal do Brasil DRF, à Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Pessoas Físicas Derpf, às Alfândegas da Receita Federal do Brasil ALF e às Inspetorias da Receita Federal do Brasil IRF de Classes “Especial A”, “Especial B” e “Especial C”, quanto aos tributos administrados pela RFB, inclusive os destinados a outras entidades e fundos, compete, no âmbito da respectiva jurisdição, no que couber, desenvolver as atividades de arrecadação, controle e recuperação do crédito tributário, de análise dos dados de arrecadação e acompanhamento dos maiores contribuintes, de atendimento e interação com o cidadão, de comunicação social, de fiscalização, de controle aduaneiro, de tecnologia e segurança da informação, de programação e logística, de gestão de pessoas, de planejamento, avaliação, organização, modernização, e, especificamente: (Redação dada pelo(a) Portaria MF nº 512, de 02 de outubro de 2013) ... XXII proceder à retificação de declarações aduaneiras, à revisão de ofício de lançamentos e de declarações apresentadas pelo sujeito passivo, e ao cancelamento ou reativação de declarações a pedido do sujeito passivo; (sublinhei/grifei) Art. 233. Às Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento DRJ, com jurisdição nacional, compete conhecer e julgar em primeira instância, após instaurado o litígio, especificamente, impugnações e manifestações de inconformidade em processos administrativos fiscais: ... IV contra apreciações das autoridades competentes em processos relativos a restituição, compensação, ressarcimento, reembolso, imunidade, suspensão, isenção e redução de alíquotas de tributos, .... (efetuei destaques) Transcrevo a Portaria em vigor e anoto que apesar da decisão recorrida ser datada de dezembro de 2011, tal regra de competência já era contida nas portarias anteriores. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 22/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 06 /01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 10830.723648/201108 Acórdão n.º 2202003.039 S2C2T2 Fl. 161 6 Assim, não se pode transformar a lide tributária a ser julgada pelos órgãos administrativos competentes, em 1ª instância e grau recursal, em pedido de revisão de ofício para que seja retificada uma declaração que teria sido apresentada com erro pelo contribuinte, como o próprio assinala e pretende em seu recurso. A declaração está copiada nas folhas 47 e seguintes. Ressalvadas algumas matérias de ordem pública, a competência do julgador para a revisão do lançamento restringese à hipótese prevista no art. 145 do CTN, sendo a revisão de ofício de iniciativa exclusiva da RFB (art. 149 do CTN). Na impugnação, o Contribuinte até citou o artigo 145 do CTN, dizendo que deveria ser considerado fato "não conhecido anteriormente" pela RFB, mas no caso o pleito deveria ser direcionado à Delegacia da Receita Federal, e não ao Julgador de lide administrativa, que não diz respeito à tributação de rendimentos recebidos acumuladamente, uma vez que não foi constatada ou tributada infração definida como "omissão de rendimentos", na Notificação de Lançamento, tendo sido todos eles oferecidos à tributação, pelo Contribuinte. Em relação a isso, não houve discordância entre o apresentado na DIRPF e a revisão efetuada pela "malha" do Fisco. Assim, apesar da jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre a forma de tributação dos rendimentos recebidos acumuladamente, em virtude de sentença judicial trabalhista, entendo que, no caso, isso está fora do litígio, limitado "de um lado, pela pretensão do Fisco, expressa na Notificação de Lançamento" e pela resistência do contribuinte a essa pretensão. Também, ad argumentandum, anoto que a decisão última do STJ, em relação à tributação dos juros associados a verbas recebidas no curso de ações judiciais é a seguinte: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. OCORRÊNCIA. EFEITO MODIFICATIVO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. JUROS MORATÓRIOS. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA. 1. Cuidase de matéria que trata de verbas de natureza trabalhista, e não previdenciária. 2. A Primeira Seção, no julgamento do REsp 1.089.720/RS (j. 10.10.2012, Rel. Min. Mauro Campbell Marques), ratificou o entendimento de que se aplica o IRPF sobre juros moratórios, mesmo se fixados em reclamatória trabalhista, levandose em conta duas exceções: a) isenção quando pagos no contexto de despedida ou rescisão de contrato de trabalho (REsp 1.227.133/RS repetitivo); e b) isenção ou não incidência se atinentes a verba principal igualmente isenta ou fora do âmbito do imposto (accessorium sequitur suum principale). ... 4. A apuração do tributo devido sobre os juros de mora deve observar individualmente as parcelas mensais atrasadas, de modo que será devido o Imposto de Renda apenas quando essa tributação ocorrer sobre a mencionada prestação. Relativamente Fl. 161DF CARF MF Impresso em 22/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 06 /01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 10830.723648/201108 Acórdão n.º 2202003.039 S2C2T2 Fl. 162 7 às parcelas mensais não tributadas, igualmente não poderá incidir a exação sobre os respectivos juros de mora. 5. Embargos de Declaração acolhidos, com efeito modificativo. (Edcl no Agrg no Aresp 229308/RS Resp 2012/01853136) Destaco, ainda, que, como já assentara o Julgador recorrido, nada existe nos autos para classificar a verba recebida como isenta do imposto de renda. Tratase de complemento de aposentadoria, que é tributada. Não é a denominação que se dê à verba, mas sim a sua natureza, que a classifica como tributável ou isenta. O contribuinte não demonstrou a isenção e seu respectivo enquadramento legal, lembrando que interpretase literalmente a lei tributária que disponha sobre isenção, a teor do artigo 111 do CTN. Entretanto, já tendo decidido a Instância recorrida pela não tributação dos juros, apesar de dispor que os rendimentos principais não seriam isentos, nada a ser reformado, uma vez que proibida a reformatio in pejus. CONCLUSÃO Concluindo, a Notificação de Lançamento referiuse, exclusivamente, à glosa de imposto de renda declarado como retido pela fonte, no valor de R$ 118.575,75, por falta de comprovação. A Delegacia de Julgamento assentou que entendia documentalmente comprovada a retenção, nesse exato valor (fl. 85) e, em conclusão, dispôs que o imposto sujeito a multa de mora lançado "estava exonerado" (fl. 86). Portanto, não há mais litígio a ser resolvido e VOTO no sentido de negar provimento ao recurso que extrapola os limites da lide posta à apreciação deste Colegiado. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Fl. 162DF CARF MF Impresso em 22/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 06 /01/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
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Numero do processo: 11176.000027/2007-91
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed May 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/06/2000 a 30/08/2005
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA -
RETENÇÃO 11% - DECADÊNCIA.
De acordo com a Súmula Vinculante nO08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
A empresa, como contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra, fica obrigada a reter e recolher onze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviço.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
Numero da decisão: 2401-000.117
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos: I) em declarar a decadência das contribuições apuradas até a competência 04/2001. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Cristiane Leme Ferreira. II) em rejeitar a preliminar suscitada; e III)no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Bernadete de Oliveira Barros
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2000 a 30/08/2005 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA - RETENÇÃO 11% - DECADÊNCIA. De acordo com a Súmula Vinculante nO08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. A empresa, como contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra, fica obrigada a reter e recolher onze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviço. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
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decisao_txt : ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos: I) em declarar a decadência das contribuições apuradas até a competência 04/2001. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Cristiane Leme Ferreira. II) em rejeitar a preliminar suscitada; e III)no mérito, em negar provimento ao recurso.
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