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Numero do processo: 13558.000322/2005-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2101-000.047
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) ___________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Raimundo Tosta Santos Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, José Raimundo Tosta Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa e Gonçalo Bonet Allage. Relatório O recurso voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão nº 1515.266, proferido pela 3ª Turma da DRJ Salvador, que, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o lançamento, para restabelecer parte da dedução com despesa médica, no valor de R$6.157,34, relacionada a plano de saúde. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 01/03/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 13558.000322/200517 Resolução n.º 2101000.047 S2C1T1 Fl. 2 2 As infrações indicadas no lançamento, consoante Termo de Verificação Fiscal às fls. 06/07, são as seguintes: 1. DEDUÇÃO INDEVIDA A TÍTULO DE DESPESAS MEDICAS. Na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício de 2000 o contribuinte deduziu a título de despesas médicas o valor de R$ 24.098,07, entretanto, somente apresentou A fiscalização recibo no valor de R$ 260,00 emitido pela Dra. Ivie Campo Dall'Orto. Verificase que houve uma despesa indevida a esse titulo de R$ 23.838,07. 2. DEDUÇÃO INDEVIDA COM DESPESAS COM INSTRUÇÃO. Na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício de 2000 o contribuinte deduziu a título de despesas com instrução o valor de R$ 10.666,20, tendo apresentado comprovantes de despesas com instrução com as suas duas filhas no valor total de R$ 10.032,08. Ocorre que o limite individual com despesas com instrução é de R$ 1.700,00 de modo que o valor considerado dedutível foi de R$ 3.400,00. Sendo assim, o valor da dedução indevida a esse titulo é R$ 7.266,20. 3. DEDUÇÃO INDEVIDA A TÍTULO DE CONTRIBUIÇÕES À PREVIDÊNCIA PRIVADA. Na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício de 2000 o contribuinte deduziu a titulo de contribuições a previdência privada a quantia de R$ 6.157,31 porém não apresentou fiscalização nenhuma documentação comprobat6ria da despesa realizada, de modo que todo o valor deduzido foi desconsiderado. Ao apreciar o litígio, instaurado com a impugnação tempestiva às fls. 30/33, o Órgão julgador de primeiro grau acolheu a dedução com plano de saúde no valor de R$6.157,34, resumindo o seu entendimento na seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Anocalendário: 1999 DEDUTIBILIDADE DESPESA. COMPROVAÇÃO. A dedução das despesas limitase a pagamentos especificados e comprovados mediante documentação hábil e idônea. Lançamento Procedente em Parte Em seu apelo ao CARF (fls. 67/69) o recorrente terce as seguintes considerações: Conforme comprova a Certidão da Vara Cível da comarca de Itamaraju Bahia, (DOC. 01), o recorrente ajuizou uma Ação de Obrigação de Fazer, tombada sob n. 1347379 7/2006 em face do Banco Bradesco S/A, requerendo a condenação do mesmo na obrigação do reembolso de todas as despesas decorrentes de cobertura hospitalar, médica e ambulatorial em geral, em virtude de problemas de saúde ocorrido no ano de 1999, no valor de R$ 22.983,72 (vinte e dois mil novecentos e oitenta e três reais e setenta e dois centavos). Fl. 107DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 01/03/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 13558.000322/200517 Resolução n.º 2101000.047 S2C1T1 Fl. 3 3 Esclarece que a ação foi ajuizada no ano de 2000 sob nº 156/2000, e, em face da implantação do Sistema SAIPRO do Tribunal de Justiça da Bahia o número do processo antigo (156/2000), foi substituído pelo n. 13473797/2006, conforme poderá ser observado nas Movimentações de Processo (DOC. 02). (...) Ressaltase ainda que em face da morosidade da Justiça, somente em 24112006 é que o recorrente obteve êxito através da r. Sentença (DOC. 03), proferida pelo Dr. Hilton de Miranda Gonçalves, ,sendo o Banco Bradesco condenado a pagar ao recorrente o valor acima indicado, in verbis: "Isto posto, julgo procedente o pedido nos termos dos fundamentos acima declinado, para condenar o réu ao. pagamento de R$ 22.983,72 (vinte e dois mil, novecentos e oitenta três reais e setenta e dois centavos), acrescidos de correção pela TAXA SEL1C, a partir da citação valida”. Por fim, requer a insubsistência do lançamento, cancelandose o débito fiscal reclamado. É o Relatório. Voto Conselheiro José Raimundo Tosta Santos O recurso atende os requisitos de admissibilidade. Do exame das peças processuais, entendo que há questão prejudicial à análise do mérito do litígio em exame. Como afirmado pelo próprio contribuinte as despesas não consideradas como dedutíveis pela decisão de primeiro grau integram uma ação judicial interposta contra o Bradesco Saúde, para reembolso das despesas médicas. É licito afirmar, portanto, que havendo decisão final favorável ao contribuinte, haverá o reembolso das despesas pelo Bradesco Saúde, tornandoas indedutíveis do imposto de renda, por expressa vedação contida no § 2º, inciso IV, do artigo 8º da Lei nº 9.250, de 1995. Em face ao exposto, proponho a conversão do julgamento em diligência, nos termos do artigo 265, inciso IV, “a”, do CPC, para que a autoridade preparadora acompanhe o desenrolar do processo judicial (fls. 70/75), cuja decisão é prejudicial ao presente litígio, e que segundo afirma o interessado encontrase pendente de julgamento no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia. Havendo o trânsito em julgado, devolvase este processo ao CARF com o inteiro teor da decisão final proferida no processo judicial. (assinado digitalmente) José Raimundo Tosta Santos Fl. 108DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 01/03/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10983.908295/2009-48
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 11 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3801-000.410
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 83 .9 08 29 5/ 20 09 -4 8 Fl. 109DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/02/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908295/200948 Resolução nº 3801000.410 S3TE01 Fl. 3 2 Relatório Por meio de Declaração de Compensação apresentada eletronicamente, a requerente postula a compensação de débito de contribuição com crédito decorrente de pagamento a maior. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Florianópolis/SC, nos termos de despacho decisório eletrônico não reconheceu o direto creditório e não homologou a compensação efetuada. Após ter sido cientificado dessa decisão, a interessada interpôs manifestação de inconformidade. A DRJ em Florianópolis (SP) julgou improcedente a manifestação de inconformidade e não homologou a compensação. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário. Em face do bom direito da recorrente, o processo, em julgamento unânime, foi convertido em diligência para que a Delegacia de origem apurasse a correta composição da base de cálculo da contribuição com base na escrituração fiscal e contábil, segundo o conceito de faturamento adotado na Lei Complementar nº 70, de 1991, qual seja, a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza. Além disso, solicitouse que fosse informado se a recorrente havia proposto ação judicial com o mesmo objeto deste processo administrativo fiscal. A DRF de origem atendeu parcialmente o solicitado na Resolução. Após a realização da diligência fiscal, a autoridade fiscal arguiu que o prazo para apresentação do Recurso Voluntário transcorreu sem qualquer manifestação válida do contribuinte, devendo ser procedida a imediata cobrança dos débitos indevidamente compensados. Sustenta que houve um equívoco no encaminhamento anterior do processo ao CARF, visto que o recurso voluntário foi assinado pelo Sr. Maurício Alvarez Mateos, o qual não tem legitimidade para representar a interessada perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). Outrossim, apurouse com fundamento na escrita fiscal e contábil a base de cálculo e o valor devido da contribuição para o período de apuração em discussão. Assim, os autos administrativos retornaram a esse colegiado para julgamento. É o relatório. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/02/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908295/200948 Resolução nº 3801000.410 S3TE01 Fl. 4 3 Voto O recurso é tempestivo, todavia não atende os demais pressupostos recursais, uma vez que seu conhecimento estará condicionado à regularização da representação processual, conforme será demonstrado. Como constatado pela autoridade fiscal que realizou a diligência fiscal, o signatário do recurso voluntário não comprovou ter poderes para representar a pessoa jurídica, todavia não se deve adotar como solução do litígio a preclusão temporal, ou seja, a declaração de revelia. Registrese que este relator, ao propor a conversão do julgamento em diligência, não atentou para o fato de que o recurso voluntário foi subscrito por advogado sem instrumento procuratório válido. O vício na representação processual não deve resultar na cobrança imediata dos débitos. O artigo 13 do Código de Processo Civil, inciso II, dispõe que: “Art. 13. Verificando a incapacidade processual ou a irregularidade da representação das partes, o juiz, suspendendo o processo, marcará prazo razoável para sanar o defeito. Não cumprindo o despacho dentro do prazo, se a providência couber: (...) II – ao réu, reputarseá revel.”(grifo nosso) Assim, ao receber o recurso voluntário, a autoridade preparadora deveria verificar se o representante legal era detentor de poderes para representar a interessada. Constatado o vício, a recorrente deveria ter sido intimada a regularizar a representação processual. Este procedimento não foi adotado e não pode trazer prejuízos à recorrente. Tenhase presente que o não conhecimento do recurso voluntário nos termos propostos pela autoridade fiscal implicaria em um enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional, pois resultaria na cobrança indevida de débito. A administração pública pauta principalmente pelos princípios da legalidade, moralidade e eficiência. De sorte que o presente processo deve retornar à Delegacia de origem para que, no prazo de quinze dias, seja dada à recorrente a possibilidade de regularizar a sua situação processual. Ademais, do exame dos documentos da diligência fiscal, verificase que a diligência não foi cumprida integralmente, pois a recorrente não foi devidamente cientificada de seu teor, em especial dos cálculos efetuados pela autoridade fiscal. A falta de intimação da diligência viola o princípio do devido processo legal e implica ofensa ao amplo direito de defesa administrativa, que é uma garantia individual e reconhecida constitucionalmente. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/02/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908295/200948 Resolução nº 3801000.410 S3TE01 Fl. 5 4 Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) intime à interessada no prazo de 15 (quinze) a regularizar a representação processual; b) cientifique a interessada quanto ao teor da diligência para, desejando, manifestarse no prazo acima. Após a conclusão da diligência, retornar o processo a este CARF para julgamento. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/02/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 10886.001978/2010-12
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Nov 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Simples Nacional Ano-calendário: 2011 Ementa: SIMPLES NACIONAL. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DÉBITOS INADIMPLIDOS E NÃO-SUSPENSOS RELACIONADOS AO INSS. EXCLUSÃO DO SISTEMA. LEI COMPLEMENTAR N O 123/2006. 1. Verificando-se, na oportunidade, a existência de débitos inadimplidos pela contribuinte contra o INSS, e sem a exigibilidade suspensa, a conclusão, a partir da aplicação das disposições normativas de regência, é a efetivação de sua exclusão. 2. A simples pretensão de parcelamento dos débitos, nos termos determinados pela Lei 11.941/2009, não se faz suficiente para a desconstituição da exclusão efetivada, sobretudo porque, conforme ali expressamente se verifica, os referidos débitos não podem ser incluídos na sistemática ali determinada.
Numero da decisão: 1301-000.778
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator.
Nome do relator: CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER
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ementa_s : Simples Nacional Ano-calendário: 2011 Ementa: SIMPLES NACIONAL. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DÉBITOS INADIMPLIDOS E NÃO-SUSPENSOS RELACIONADOS AO INSS. EXCLUSÃO DO SISTEMA. LEI COMPLEMENTAR N O 123/2006. 1. Verificando-se, na oportunidade, a existência de débitos inadimplidos pela contribuinte contra o INSS, e sem a exigibilidade suspensa, a conclusão, a partir da aplicação das disposições normativas de regência, é a efetivação de sua exclusão. 2. A simples pretensão de parcelamento dos débitos, nos termos determinados pela Lei 11.941/2009, não se faz suficiente para a desconstituição da exclusão efetivada, sobretudo porque, conforme ali expressamente se verifica, os referidos débitos não podem ser incluídos na sistemática ali determinada.
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EM Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Simples Nacional Anocalendário: 2011 Ementa: SIMPLES NACIONAL. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DÉBITOS INADIMPLIDOS E NÃOSUSPENSOS RELACIONADOS AO INSS. EXCLUSÃO DO SISTEMA. LEI COMPLEMENTAR NO 123/2006. 1. Verificandose, na oportunidade, a existência de débitos inadimplidos pela contribuinte contra o INSS, e sem a exigibilidade suspensa, a conclusão, a partir da aplicação das disposições normativas de regência, é a efetivação de sua exclusão. 2. A simples pretensão de parcelamento dos débitos, nos termos determinados pela Lei 11.941/2009, não se faz suficiente para a desconstituição da exclusão efetivada, sobretudo porque, conforme ali expressamente se verifica, os referidos débitos não podem ser incluídos na sistemática ali determinada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator. (Assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente. (Assinado digitalmente) Carlos Augusto de Andrade Jenier Relator. Fl. 43DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 2 EDITADO EM: 03/05/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Waldir Veiga Rocha, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Relatório A discussão travada nos autos referese à manifestação de inconformidade da contribuinte em relação ao Ato Declaratório DRF/NIT no 431111/2010, que, segundo se verifica, teria determinado a exclusão da empresa do SIMPLES NACIONAL, tendo em vista a verificação da existência de débitos com a exigibilidade não suspensa no período de 07/2007 a 12/2008, a teor do que determinado pela legislação específica de regência (LC 123, Art. 17, V e Art. 3o, II, d, c/c Art. 5o, I da Resolução CGSN no 15), com efeitos a partir de 01/01/2011. A contribuinte, por sua vez, em sua manifestação de inconformidade, reconhece a existência dos débitos, mas destaca que todos eles teriam sido, segundo acredita, incluídos no parcelamento de que trata a Lei 11.941/2009, sendo, assim, irregular a sua exclusão da forma como realizada. Apreciando as razões da impugnação, entretanto, conclui a douta DRJ de origem que, apesar das alegações apresentadas, a verificação da existência dos débitos inadimplidos, da forma como apontado, já se faz, por si, suficiente para a regular exclusão da empresa da sistemática própria do SIMPLES, sendo tal apontamento, inclusive, conseqüência lógica da aplicação das respectivas disposições de regência. Por fim, conclui a decisão recorrida no sentido da negativa de provimento à manifestação de inconformidade, da forma como apresentada, mantendo, assim, o Ato Declaratório Executivo DRF/NIT no 431111, de 01/09/2010, nos termos em que apresentado. Intimada da referida decisão no dia 10/03/2011, apresenta a contribuinte o seu respectivo Recurso Voluntário no dia 06/04/2011, argüindo, de forma sumária, que tendo promovido a pretensão de inclusão dos referidos débitos no sistema de parcelamento da Lei 11.941/2009, não poderia ser validamente excluída do sistema, da forma como realizado. Esse é, na essência, o relatório. Voto Conselheiro CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Considerando a tempestividade do recurso oferecido, concluo pela presença de todos os requisitos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade, razão porque conheço do recurso. Conforme antes destacado, a discussão travada nos presentes autos referese, singelamente, à verificação, por parte dos agentes fiscais respectivos, da existência de débitos não quitados e não suspensos mantidos contra a contribuinte, em relação aos períodos apontados (2007/2008), o que imporia, na oportunidade, a necessidade de sua exclusão do SIMPLES NACIONAL. Fl. 44DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10886.001978/201012 Acórdão n.º 1301000.778 S1C3T1 Fl. 2 3 A recorrente, pretendendo defenderse da imputação realizada, reconhece, de fato, a existência dos débitos, destacando, todavia, que, em relação a eles, teria requerido o parcelamento respectivo, o que, entretanto, segundo aponta, somente teria obtido resposta após o recebimento do ato declaratório de exclusão, da forma como realizada. A par das considerações apresentadas, cumpre ressaltar que, a teor do que determinam as especificas disposições de regência, a existência dos débitos apontados, por si só, fazse já suficientes para a imposição da exclusão determinada, valendo o destaque, a esse respeito, das seguintes disposições normativas de regência: LEI COMPLEMENTAR NO 123/2006 Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: (...) V que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa; Resolução CGSN nº 15/2007 Art. 3º A exclusão do Simples Nacional, mediante comunicação da ME ou da EPP, darseá: (...) II – obrigatoriamente, quando: (...) d. incorrer na hipótese de vedação prevista no inciso XVI do art. 12 da Resolução CGSN nº 4, de 2007. Art. 5º A exclusão de ofício da ME ou da EPP optante pelo Simples Nacional darseá quando: I – verificada a falta de comunicação de exclusão obrigatória; (...) Resolução CGSN nº 4/2007 Art. 12. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a ME ou a EPP: (...) XVI – que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa; (...) A partir dessas disposições, concluise que, de fato, verificandose a simples existência do débito inadimplido, sem a corespectiva referência de suspensão da exigibilidade cabível, impõese, de pronto, a necessária exclusão da empresa do SIMPLES NACIONAL, nos termos referenciados. Considerando, na presente vertente, que o débito apontado consubstanciase, de fato, na categoria apontada pelos dispositivos invocados, e, ainda, que em relação a ele, não apresenta a recorrente qualquer indicação, registro ou informação a respeito da eventual suspensão de exigibilidade, não pode se outra a conclusão, senão, a imposição da exclusão da forma como realizada. Fl. 45DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 4 Por essas razões, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário interposto, mantendose, assim, na íntegra, a r. decisão recorrida. É como voto. (Assinado digitalmente) Carlos Augusto de Andrade Jenier Relator Fl. 46DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10865.900864/2008-72
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Data do fato gerador: 31/01/2002 BONIFICAÇÕES EM MERCADORIA. RECEITA. COMPOSIÇÃO. As receitas, de fato custos/despesas, de bonificações em mercadorias não integram a base de cálculo da Cofins. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/06/2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Provada a certeza e liquidez do crédito financeiro declarado na Declaração de Compensação (Dcomp) transmitida, homologa-se a compensação do débito fiscal nela declarado. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 3301-001.552
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Data do fato gerador: 31/01/2002 BONIFICAÇÕES EM MERCADORIA. RECEITA. COMPOSIÇÃO. As receitas, de fato custos/despesas, de bonificações em mercadorias não integram a base de cálculo da Cofins. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/06/2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Provada a certeza e liquidez do crédito financeiro declarado na Declaração de Compensação (Dcomp) transmitida, homologa-se a compensação do débito fiscal nela declarado. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/01/2002 BONIFICAÇÕES EM MERCADORIA. RECEITA. COMPOSIÇÃO. As receitas, de fato custos/despesas, de bonificações em mercadorias não integram a base de cálculo da Cofins. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/06/2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Provada a certeza e liquidez do crédito financeiro declarado na Declaração de Compensação (Dcomp) transmitida, homologase a compensação do débito fiscal nela declarado. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (Assinado Digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas – Presidente (Assinado Digitalmente) Jose Adão Vitorino de Morais – Relator Fl. 630DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13 /08/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez Lópes, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Medrado Darzé. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ Ribeirão Preto que julgou improcedente a manifestação de inconformidade interposta contra despacho decisório que não homologou a compensação do débito tributário de IRPJ, vencido em 30/06/2004, declarado na Declaração de Compensação (Dcomp) às fls. 02/06, transmitida em 30/06/2004, com crédito financeiro de Cofins, decorrente pagamento a maior efetuado em 15/02/2002, referente à competência de janeiro desse mesmo ano. A DRF não homologou a compensação do débito fiscal declarado sob o argumento de que o crédito financeiro declarado já havia sido utilizado integralmente para quitar o débito da Cofins declarado na respectiva DCTF, para aquele mês, conforme despacho decisório às fls. 07. Cientificada do despacho decisório, inconformada, a recorrente interpôs manifestação de inconformidade (fls. 10/12), insistindo na homologação da compensação do débito fiscal declarado, alegando, em síntese, que, equivocadamente, incluiu na base de cálculo da contribuição valores correspondentes a bonificações em mercadorias o que resultou em pagamento indevido da contribuição. Em face dessa alegação, a DRJ converteu o julgamento em diligência para que a recorrente fosse intimada a comprovar a incondicionalidade dos descontos concedidos. Em atendimento à diligência, a recorrente apresentou a documentação juntada às fls. 41/579. Analisada a manifestação de inconformidade, aquela DRJ julgoua improcedente, mantendo a nãohomologação da compensação do débito declarado, conforme Acórdão nº 1427.443, datado de 01/02/2010, às fls. 582/587, sob a seguinte ementa: “BASE DE CÁLCULO. COMPOSIÇÃO. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS. As bonificações concedidas em mercadorias configuram descontos, podendo ser excluídas da receita bruta para efeito de apuração da base de cálculo da Cofins, apenas quando constarem da Nota Fiscal de venda dos bens e não dependerem de evento posterior à emissão desse documento. Dispositivos Legais: arts. 2º e 3º, § 2º, da Lei nº 9.718, de 27/11/1998; e IN SRF nº 51, de 03/11/1978.” Cientificada dessa decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário (589/596), requerendo a sua reforma a fim de se homologue a compensação do débito fiscal declarado, alegando, em síntese, a mesma razão expendida na manifestação de inconformidade, ou seja, que incluiu indevidamente na base de cálculo da contribuição valores referentes a bonificações concedidas mediante a emissão de notas fiscais das mercadorias dadas o que importou em descontos incondicionais. É o relatório. Fl. 631DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13 /08/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10865.900864/200872 Acórdão n.º 330101.552 S3C3T1 Fl. 631 3 Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele conheço. A questão de mérito se restringe à incidência ou não da Cofins sobre valores de mercadorias dadas em bonificações. A legislação da dessa contribuição com incidência cumulativa, Lei nº 9.718, de 27/11/1998, assim dispões quanto à base de cálculo dessa contribuição: “Art. 2º. As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. Art. 3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. §2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluemse da receita bruta: I. – as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; (...).” Segundo este dispositivo legal, a base de cálculo da contribuição é o faturamento mensal, assim entendido a receita operacional bruta da venda de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviços. Os valores das mercadorias dadas em bonificações, ainda tenham sido mediante a emissão de notas fiscais e não descontos incondicionais nas respectivas notas fiscais, não compõem a receita operacional bruta e, portanto, não integram o faturamento, não implicam em ingressos de recursos nem aumento do patrimônio líquido da pessoa jurídica. Além disto, levandose em conta que bonificação em mercadorias pode ser definida como vantagem, benefício, desconto incondicional, redução de preço, dentre outros, podese excluíla da base de cálculo da contribuição, enquadrandoa no inciso I do § 2º do art. 3º, da Lei nº 9.718, de 27/11/1998, citado e transcrito acima. No presente caso, as cópias das notas fiscais às fls. 41/421 e do livro Registro de Saídas de Mercadorias às fls. 422/579, comprovam a concessão de mercadorias dadas em bonificações, sem a imposição de quaisquer requisitos. Fl. 632DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13 /08/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 O fato de as bonificações terem sido efetuadas mediante a emissão de notas fiscais específicas que acompanharam as notas fiscais de vendas dos produtos e não como descontos nas respectivas notas fiscais de vendas não descaracteriza a incondicionalidade dos descontos. Assim, demonstrado e provado que a recorrente apurou e pagou a contribuição referente à competência de janeiro de 2002 sobre a receita operacional bruta, sem exclusão dos valores das bonificações, o pagamento a maior decorrente da não exclusão daqueles valores constitui indébito tributário passível de restituição/compensação. A compensação de débito fiscal, mediante a transmissão de Declaração de Compensação (Dcomp) e sua extinção por homologação, segundo o art. 74 da Lei nº 9.430, de 27/12/1996, está condicionada à certeza e liquidez do crédito financeiro declarado. No presente caso, conforme demonstrado anteriormente, a recorrente faz jus à repetição/compensação do indébito decorrente de pagamento indevido da Cofins sobre valores de mercadorias dadas em bonificações. Em face do exposto e de tudo o mais que dos autos consta, dou provimento ao recurso voluntário para reconhecer o direito de a recorrente excluir da base de cálculo da Cofins, apurada para a competência de janeiro de 2002, os valores das mercadorias dadas em bonificações, conforme as cópias de notas fiscais às fls. 41/421, cabendo a autoridade administrativa competente apurar o indébito tributário sobre tais valores, acrescer ao total apurado juros compensatórios, à taxa Selic, e homologar a compensação do débito declarado até o montante apurado. (Assinado Digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 633DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13 /08/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 13736.000441/2008-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Exercício: 2004.
IRPF. GRATIFICAÇÃO. ISENÇÃO. EXIGÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. A LEI Nº 8.852 NÃO AUTORGA ISENÇÃO.
A lei que concede isenção, nos termos do § 6º do art. 150 da Constituição Federal, deve ser específica. A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos e da forma de percepção das rendas ou proventos. A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso voluntário Negado.
Numero da decisão: 2102-002.151
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2004. IRPF. GRATIFICAÇÃO. ISENÇÃO. EXIGÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. A LEI Nº 8.852 NÃO AUTORGA ISENÇÃO. A lei que concede isenção, nos termos do § 6º do art. 150 da Constituição Federal, deve ser específica. A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos e da forma de percepção das rendas ou proventos. A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso voluntário Negado.
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IRPF. GRATIFICAÇÃO. ISENÇÃO. EXIGÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. A LEI Nº 8.852 NÃO AUTORGA ISENÇÃO. A lei que concede isenção, nos termos do § 6º do art. 150 da Constituição Federal, deve ser específica. A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos e da forma de percepção das rendas ou proventos. A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. (ASSINADO DIGITALMENTE) Giovanni Christian Nunes Campos – Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) Francisco Marconi de Oliveira – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos (Presidente), Francisco Marconi de Oliveira, Atílio Pitarelli, Núbia Matos Moura, Acácia Sayuri Wakasugi e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. Fl. 35DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2012 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 1 3/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por FRANCISCO MAR CONI DE OLIVEIRA 2 Relatório Contra a contribuinte acima identificada foi emitida a Notificação de Lançamento com Imposto de Renda Pessoa Física – Suplementar, exercício 2004 (fls. 3/5), referente a omissão de rendimentos tributáveis recebidos do Comando do Exército no valor de R$ 12.355,20 (doze mil, trezentos e trinta e cinco reais e vinte centavos), apurandose R$ 2.800,09 (dois mil e oitocentos reais e nove centavos) de imposto, que sofre a incidência de multa de ofício e juros de mora. A contribuinte apresentou impugnação solicitando a improcedência do lançamento, tendo em vista que os rendimentos recebidos a título de “Adicional por tempo de serviço e compensação orgânica” estariam entre as hipóteses de exclusão de incidência de tributação do imposto de renda pessoa física, nos termos do inciso III do art. 1º, inciso III, alínea “d” e “n” da Lei nº 8.852, de 1994. A Primeira Turma de Julgamento da DRJ/RIO II, por meio do Acórdão nº 1319.726, entendeu ser procedente o lançamento. Cientificada em 15 de agosto de 2008 (fl. 27), a contribuinte interpôs recurso voluntário no dia 25 de mesmo mês (fls. 28/29), alegando que: a) os rendimentos correspondem ao “Adicional por Tempo de Serviço e Compensação Orgânica”, indevidamente incluído como rendimentos tributável; e b) a lei nº 8.852, de 1994, no art. 1º, inciso III, alíneas “d” e “n”, reconheceu a ilegalidade da incidência do adicional por tempo de serviço, e assegurou, expressamente, a exclusão das referidas vantagens. É o relatório. Fl. 36DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2012 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 1 3/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por FRANCISCO MAR CONI DE OLIVEIRA Processo nº 13736.000441/200814 Acórdão n.º 210202.151 S2C1T2 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Francisco Marconi de Oliveira Declarase a tempestividade, uma vez que a contribuinte foi intimada da decisão de primeira instância e interpôs o recurso voluntário no prazo regulamentar. Atendidos os demais requisitos legais, passase a apreciar o recurso. A requerente solicita que seja considerada isenta do imposto de renda a gratificação denominada “Adicional por Tempo de Serviço e Compensação Orgânica”. Não procede a argumentação da contribuinte, haja vista que a Lei nº 8.852, de 1994, no dispositivo citado, não contempla as hipóteses de incidência ou isenção do imposto de renda pessoa física. A lei – que dispõe sobre a aplicação dos art. 37, incisos XI e XII, e 39, § 1º, da Constituição Federal – apenas define o que seja vencimento básico, vencimentos e remuneração para efeitos dos seus dispositivos. As exclusões referemse unicamente ao conceito de remuneração. A lei que concede isenção, nos termos do § 6º do art. 150 da Constituição Federal, deve ser específica. Ainda, conforme expresso no Código Tributário Nacional, art. 11, a legislação tributária deve ser interpretada literalmente. De acordo com a Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º, a tributação independe “da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos [...] e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título.” Os rendimentos isentos do imposto de renda estão consolidados no Capítulo II do Título IV do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 1999 (arts. 39 a 42). E a gratificação referida não está computada entre os rendimentos isentos e não tributáveis. Esse entendimento está expresso na Súmula CARF nº 68: “A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física”. Portanto, de aplicação obrigatória pelos membros deste Colegiado. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. (ASSINADO DIGITALMENTE) Francisco Marconi de Oliveira Relator Fl. 37DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2012 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 1 3/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por FRANCISCO MAR CONI DE OLIVEIRA 4 Fl. 38DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2012 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 1 3/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por FRANCISCO MAR CONI DE OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 13056.001028/2008-26
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Simples Nacional Data do fato gerador: 01/01/2009 Ementa: EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL - DÉBITOS COM A SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL D O BRASIL 1- Não poderá recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte que possua débito com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal.
2- O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Numero da decisão: 1301-000.800
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por MAIORIA, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Conselheiro Relator, vencido o conselheiro VALMIR SANDRI.
Nome do relator: CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER
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ementa_s : Simples Nacional Data do fato gerador: 01/01/2009 Ementa: EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL - DÉBITOS COM A SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL D O BRASIL 1- Não poderá recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte que possua débito com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal. 2- O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por MAIORIA, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Conselheiro Relator, vencido o conselheiro VALMIR SANDRI. (Assinado digitalmente) Alberto Souza Pinto Junior Presidente. (Assinado digitalmente) Carlos Augusto de Andrade Jenier Relator. EDITADO EM: 03/05/2012 Fl. 84DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (Presidente), Carlos Augusto de Andrade Jenier, Jaci de Assis Junior, Diniz Raposo e Silva, Edwal Casoni De Paula Fernandes Junior, Valmir Sandri, Paulo Jakson Da Silva Lucas, Waldir Veiga Rocha, Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Relatório Por bem apresentar a realidade dos autos, adoto o relatório presente na r. decisão de origem, que assim aponta: “Tratase de Manifestação de Inconformidade apresentada pelo contribuinte acima identificado, em 24/11/2008, às fls. 01/11, em razão de sua exclusão do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte ( Simples Nacional) através do Ato Declaratório Executivo – ADE DRF/NHO n° 340055, de 22 de agosto de 2008 ( fls. 17 ). A referida exclusão ocorreu em virtude do contribuinte possuir débitos com a Fazenda Pública Federal, com exigibilidade não suspensa e está fundamentada no inciso V do art. 17 da Lei Complementar n° 123/2006 e na alínea "d" do inciso II do art. 3o , combinada com o inciso I do art. 5°, ambos da Resolução CGSN n° 15/2007, produzindo efeitos a partir de 01/01/2009. O contribuinte foi cientificado do ADE através do Edital n° 001/2008 que trata da exclusão do Simples Nacional. O Edital foi publicado no Sítio da RFB na internet em 30/10/2008 e, em 24/11/2008, dentro do prazo, apresentou sua manifestação de inconformidade, alegando que: 1 Se dedica ao comércio varejista de ferragens e materiais de construção; 2 Desde a sua constituição esteve enquadrado na categoria de empresa de pequeno porte e vinculada ao Simples Federal Lei n° 9.317/1996; 3 Não obstante satisfaça todas as condições para permanência no Simples Nacional, seu "pedido de opção" foi indeferido, consoante Termo de Opção ora impugnado, com base em débito perante a Receita Federal do Brasil oriundo da então Secretaria da Receita Federal cuja exigibilidade não está suspensa; 4 A inscrição em dívida ativa foi objeto de ação incidental de embargos do devedor, havendo causa de suspensão da exigibilidade, impedindo a aplicação do art. 17, inciso V da LC 123/2006; 5 Tanto o Simples Federal quanto o Simples Nacional foram instituídos para atender aos ditames constitucionais, visando dar um tratamento tributário diferenciado para as micro e pequenas empresas, desburocratizando seu funcionamento empresarial e tributário. Discorre sobre a Lei n° 9.317/1996 e LC 123/2006; 6 Padece de inconstitucionalidade material o art. 17, inciso V, da LC 123/2006 que veda o ingresso ao sistema das empresas em débito com o INSS ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa; 7 Exigirse que quitem todos os seus débitos tributários para que possam continuar amparados pelo regime jurídico diferenciado, contraria a Constituirão, porque elege critério sequer cogitado pelo Constituinte para condicionar o tratamento diferenciado; e 8 Existe incompatibilidade material entre o dispositivo legal que funda o ato coator e a Constituição Federal de 1.988. Ao final, requer a revisão do ato de indeferimento que culminou na expedição do Termo de Indeferimento de Opção do Simples Nacional.“ Apreciando as razões deduzidas, concluiu a r. decisão recorrida no sentido da improcedência da Manifestação de Inconformidade, mantendo, assim, a negativa de opção realizada, em acórdão que, inclusive, restara assim ementado: Fl. 85DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13056.001028/200826 Acórdão n.º 1301000.800 S1C3T1 Fl. 2 3 Acórdão 1029.630 6a Turma da D R J / P OA Sessão de 24 de janeiro de 2011 Processo 13056.001028/200826 Interessado FINGER'S MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO E FERRAGEM LTD A A s s u n t o : S i m p l e s N a c i o n a l Data do fato gerador: 01/01/2009 EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL DÉBITOS COM A S E C R E T A R I A DA R E C E I T A FEDERAL D O BRASIL Não poderá recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte que possua débito com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio Inconformada com a conclusão atingida, apresenta a contribuinte o seu competente recurso voluntário, repisando os argumentos aduzidos em sua peça impugnatória, nos termos então apresentados, pretendendo, assim, ver reformada a decisão em exame. Em rápida síntese, é o relatório. Voto Conselheiro CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Ao contrário do que aponta a recorrente, verificase que, nestes autos, não se está a tratar de análise do pedido de opção formulado pelo contribuinte para fins de integração ao regime do SIMPLES NACIONAL, inaugurado com a entrada em vigor das disposições da LC 123/2006 – por ele formulado em 2007 , mas sim de expressa notificação de possível exclusão do sistema a partir de 01/01/2009, tendo em vista a verificação da existência de débitos com exigibilidade não suspensa perante a Fazenda Nacional. Em relação à específica situação fática apontada, verificase que a contribuinte, tanto em sua Manifestação de Inconformidade, quanto agora, no Recurso Voluntário interposto, tece apenas um parágrafo a seu respeito, destacando, in verbis: “8. A recorrente não tem débito perante a Receita Federal do Brasil cuja exigibilidade não esteja suspensa. A inscrição em dívidaativa 0040503166595 aparelha o executivo fiscal n° 157/10600014561 que foi objeto de ação incidental de embargos do devedor consoante depreendese da leitura da documentação ora acostada, havendo causa de suspensão da exigibilidade (artigo 151, incisos I e VI do CTN), a impedir a aplicação do artigo 17, inciso V da Lei Complementar n° 123/2006.” Ocorre que, da leitura dos termos da decisão recorrida, e, ainda, a partir dos documentos contidos nos autos, a realidade fática apresentada é completamente distinta, que, inclusive, é assim destacada pela decisão sub examine: No caso específico deste contribuinte, após o prazo para regularização dos débitos que originaram o ADE, continuavam no sistema nove débitos não previdenciários e uma inscrição na ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional PGFN, conforme consulta de fls. 36. Os débitos não previdenciários, em Fl. 86DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 4 dezembro de 2008, foram parcelados e constam do processo n° 11065.401338/200811, conforme fls. 37/38. Em consulta ao portal da Justiça Federal da 4 a Região, que ora anexo aos autos (fls. 39/53), verifico que o contribuinte entrou com mandado de segurança, em 18/09/2007, com pedido liminar, pedindo a suspensão do ato administrativo que a considerou não passível de opção pelo Simples Nacional, deferindose a migração para a nova sistemática de recolhimento. O impugnante, à época, possuía débitos junto à RFB e à PGFN e não demonstrou a regularização dos mesmos. Foi indeferido o pedido liminar em 24/09/2007 para o mandado de segurança n° 2007.71.08.0111025/RS, confirmado através de sentença em 18/08/2008. O contribuinte entrou com apelação, que foi admitida em 10/10/2008. O processo foi remetido ao Tribunal Regional Federal da 4a Região em 12/11/2008 que, em 18/02/2010, por unanimidade de votos, decidiu negar provimento ao recurso. As alegações e os débitos eram os mesmos que estão sendo discutidos neste processo e a conclusão, no Judiciário, foi de que "se os requisitos legais para a adesão ao Simples Nacional não forem cumpridos, é legítima a exclusão de ofício, observado o contraditório e a ampla defesa". Nesses termos, insubsistentes se apresentam os fundamentos fáticos apresentados pela contribuinte, sendo certo que, além da singela referência, toda a argumentação a seguir deduzida referese, exclusivamente, a considerações a respeito da invalidade das exigências constantes do Art. 17, inciso V da Lei Complementar no 123/2006, o que, entretanto, foge à competência deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a teor, inclusive, do que expressamente determinam as disposições da Súmula no 2 do CARF, que assim se apresentam: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Por essas razões, inexistem fundamentos nos autos para a admissão das razões deduzidas pela recorrente, tornando, pois, completamente insubsistentes os fundamentos apresentados. Diante disso, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto, mantendo, integralmente, a r. decisão de origem. É como voto. (Assinado digitalmente) Carlos Augusto de Andrade Jenier Relator Fl. 87DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 03/05/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR
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Numero do processo: 11543.002793/2008-46
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF
Nº 68.
A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2101-001.798
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1773; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 1 1 0 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11543.002793/200846 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 210101.798 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 14 de agosto de 2012 Matéria IRPF Recorrente OLIMPIO VIANA MORAES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF Nº 68. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ___________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Raimundo Tosta Santos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa e Gonçalo Bonet Allage. Relatório O recurso voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão nº 1325.312 (fl. 48, que, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, e manteve a redução Fl. 68DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 8/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 2 do imposto a restituir de R$8.173,17 para R$1.688,74, conforme Demonstrativo à fl. 07verso, que incluiu para tributação rendimento excluído pelo contribuinte em declaração retificadora (fl. 32). A decisão recorrida possui a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 2006 OMISSÃO DE RENDIMENTOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei n° 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica. Lançamento Procedente Em seu apelo ao CARF o recorrente reafirma que os rendimentos lançados correspondem a adicional por tempo de serviço, que possui natureza não tributável, nos termos do artigo art. 1o, inciso III, alínea “n”, da Lei no 8.852, de 04 de fevereiro de 1994. É o relatório. Voto Conselheiro JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Relator O recurso atende os requisitos de admissibilidade. Inicialmente, verificase que o litígio persiste pela inconformidade do recorrente quanto ao entendimento explicitado na decisão recorrida em relação à tributação dos rendimentos por ele excluídos na declaração retificadora. Com efeito, a diferença incluída para tributação pela fiscalização corresponde a rendimentos considerados nãotributáveis pelo contribuinte, nos termos da alínea “n”, do inciso III, do art. 1o da Lei nº 8.852, de 1994: Art. 1º Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da União compreende: I como vencimento básico: a) a retribuição a que se refere o art. 40 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, devida pelo efetivo exercício do cargo, para os servidores civis por ela regidos; (Vide Lei nº 9.367, de 1996) b) (Revogado pela Medida Provisória nº 2.21510, de 31.8.2001) c) o salário básico estipulado em planos ou tabelas de retribuição ou nos contratos de trabalho, convenções, acordos ou dissídios coletivos, para os empregados de empresas públicas, de sociedades de economia mista, de suas subsidiárias, Fl. 69DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 8/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 11543.002793/200846 Acórdão n.º 210101.798 S2C1T1 Fl. 2 3 controladas ou coligadas, ou de quaisquer empresas ou entidades de cujo capital ou patrimônio o poder público tenha o controle direto ou indireto, inclusive em virtude de incorporação ao patrimônio público; II como vencimentos, a soma do vencimento básico com as vantagens permanentes relativas ao cargo, emprego, posto ou graduação; III como remuneração, a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual e demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou ao local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei nº 8.112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo excluídas: (...) n) adicional por tempo de serviço; (...) O recorrente apresentou declaração retificadora por entender que não incide o imposto de renda sobre o adicional por tempo de serviço, excluídos que foram do conceito de remuneração pelo artigo 1º, inciso III, da Lei nº 8.852, de 1994. Entretanto, essa lei não trata de hipóteses de isenção do imposto de renda, servindo apenas ao propósito de fixar os limites de remuneração dos servidores públicos, nos termos dos artigos 37, incisos XI e XII, e 39, § 1º, da Constituição Federal, até porque tal benefício fiscal somente pode ser concedido mediante lei especifica, nos termos do § 6° do artigo 150 da Constituição Federal de 1988, ou seja, deve tratar exclusivamente da matéria isentiva ou de determinada espécie tributária. Confirase: § 6.º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993) De fato, não foi informado pelo interessado a norma legal isentiva, específica, que o beneficiaria, conforme relação minuciosa do artigo 39 do RIR, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 1999. As verbas recebidas pelo recorrente encontramse incluídas no rol dos rendimentos tributáveis, entre aqueles elencados no artigo 3º, §1°, da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988. Ademais, o § 4º do mesmo artigo dispõe que: § 4º A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda, e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título. Esse entendimento já está consolidado no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais com a publicação da Súmula CARF n° 68: Fl. 70DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 8/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 4 Súmula CARF nº 68: A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Em face ao exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José Raimundo Tosta Santos Fl. 71DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 8/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS
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Numero do processo: 10166.720225/2011-16
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2006 DCOMP. DCTF. AUTO DE INFRAÇÃO. PRELIMINAR DE NULIDADE. Compensação considerada não declarada não constitui confissão de dívida, e, em relação à DCTF, tendo sido apresentada retificadora com o escopo de reduzir os débitos primitivamente confessados, impõe-se o lançamento de ofício, mediante auto de infração, para restabelecer o valor real do crédito tributário da Fazenda Pública. DCTF. RETIFICAÇÃO. FALSIDADE. MULTA QUALIFICADA. Apresentar DCTF retificadora que reduz os valores de débitos primitivamente declarados, cuja tentativa de compensação foi frustrada, constitui ato doloso que implica aplicação de multa qualificada. CSLL. PIS. COFINS. LANÇAMENTO DECORRENTE DO MESMO FATO. Ao lançamento das contribuições sociais aplica-se o decidido em relação à exigência principal, formalizada com base nos mesmos fatos e elementos de prova.
Numero da decisão: 1803-001.282
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: SELENE FERREIRA DE MORAES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2006 DCOMP. DCTF. AUTO DE INFRAÇÃO. PRELIMINAR DE NULIDADE. Compensação considerada não declarada não constitui confissão de dívida, e, em relação à DCTF, tendo sido apresentada retificadora com o escopo de reduzir os débitos primitivamente confessados, impõese o lançamento de ofício, mediante auto de infração, para restabelecer o valor real do crédito tributário da Fazenda Pública. DCTF. RETIFICAÇÃO. FALSIDADE. MULTA QUALIFICADA. Apresentar DCTF retificadora que reduz os valores de débitos primitivamente declarados, cuja tentativa de compensação foi frustrada, constitui ato doloso que implica aplicação de multa qualificada. CSLL. PIS. COFINS. LANÇAMENTO DECORRENTE DO MESMO FATO. Ao lançamento das contribuições sociais aplicase o decidido em relação à exigência principal, formalizada com base nos mesmos fatos e elementos de prova. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes – Presidente e Relatora. Fl. 334DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/05 /2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10166.720225/201116 Acórdão n.º 180301.282 S1TE03 Fl. 2 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Sérgio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Selene Ferreira de Moraes. Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: “Contra a contribuinte identificada no preâmbulo foram lavrados os autos de infração às fls. 03/46, formalizando lançamento de ofício do crédito tributário a seguir discriminado, relativo ao ano calendário de 2006, incluindo juros de mora calculados até 30/12/2010 e multa proporcional qualificada de 150%, totalizando R$ 1.152.027,03: (...) Segundo a descrição dos fatos dos autos de infração, os lançamentos de ofício resultam de procedimento fiscal que detectou as seguintes transgressões à legislação tributária: a) o sujeito passivo transmitiu inicialmente, em 08/04/2008, DCTF confessando os débitos apurados em sua escrituração; b) para extinção dos débitos confessados, apresentou PER/DCOMP lastreados em supostos créditos com a Eletrobrás S/A, pleiteando compensações que foram refutadas pela administração tributária; e c) em ato seguinte, em 03/11/2008, transmitiu DCTF retificadora, reduzindo ardilosamente o valor dos débitos primitivamente confessados. Diante da prática ilícita adotada pelo sujeito passivo, foi efetuado o lançamento de ofício das diferenças entre os valores efetivamente devidos e os informados na DCTF retificadora, com juros de mora e multa de ofício no percentual de 150%, tendo a penalidade sido qualificada em razão do artifício fraudulento da contribuinte, ao apresentar retificadora falsa objetivando reduzir o valor de seus os débitos. Intimada pessoalmente das exigências em 27/01/2011, conforme declaração de ciência nos campos próprios dos autos de Fl. 335DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/05 /2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10166.720225/201116 Acórdão n.º 180301.282 S1TE03 Fl. 3 3 infração, a interessada apresentou em 28/02/2011 a petição impugnativa acostada às fls. 283/294, contestando o procedimento fiscal com os argumentos a seguir sumariados: Preliminarmente, a interessada pugna pela nulidade dos autos de infração, alegando desnecessidade dos lançamentos de ofício, uma vez que os valores originalmente declarados via DCTF foram objeto de compensação, e, no caso, cabe à Fazenda Pública somente exigir o crédito tributário confessado, pois, segundo o § 6º do art. 74 da Lei nº. 9.430, de 1996, a “declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados”. Neste sentido, acrescenta que, conforme entendimento da Cosit, responsável pela interpretação da legislação fiscal no âmbito da RFB, materializado na Solução de Consulta Interna nº. 03, de 08/01/2004, as declarações de compensação apresentadas após 31/10/2003, data da publicação e entrada em vigor da MP nº. 135, de 2003, tem a força de confissão e instrumento de cobrança administrativa ou judicial, e, nessa trilha, também tem decidido o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Entende que, mesmo tendo havido retificação da DCTF, reduzindo o valor primitivamente declarado, este fato não autorizaria o lançamento de ofício, cabendo o cancelamento da retificadora, e, se fosse o caso, a exigência da multa isolada prevista no art. 74, § 15 c/c § 17, da Lei nº. 9.430, de 1996, ou , na pior das hipóteses, somente se constatada falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, de 150%, conforme prescrito no art.44, § 1º, do mesmo dispositivo legal. Acaso rechaçada a questão preliminar, a impugnante discorda da aplicação da multa qualificada, que entende incabível, diante da ausência da constatação de dolo, pois, conforme se aduz da própria descrição dos fatos, o sujeito passivo escriturou corretamente seus livros e declarou os valores correspondentes em DIPJ e DACON, o que é incompatível com a conduta de quem pretende cometer fraude contra a Fazenda Pública. Em defesa desta tese, cita acórdãos do CARF com o entendimento de que não se aplica a qualificação da multa no caso de declaração inexata, razão pela qual requer que, na hipótese de manutenção dos lançamentos do principal, a penalidade seja reduzida para o percentual de 75%. Por fim, protesta contra a cobrança de juros de mora sobre a multa de ofício, por falta de previsão legal, invocando o § 3º do art. 61 da Lei nº. 9.430, cuja texto, segundo a impugnante, quando se refere a “débito”, restringese apenas ao valor dos tributos e contribuições, citando em sua defesa, mais uma vez, entendimento do CARF.” Fl. 336DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/05 /2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10166.720225/201116 Acórdão n.º 180301.282 S1TE03 Fl. 4 4 A Delegacia de Julgamento considerou o lançamento procedente, em decisão assim ementada: “DCOMP. DCTF. AUTO DE INFRAÇÃO. PRELIMINAR DE NULIDADE. Compensação considerada não declarada não constitui confissão de dívida, e, em relação à DCTF, tendo sido apresentada retificadora com o escopo de reduzir os débitos primitivamente confessados, impõese o lançamento de ofício, mediante auto de infração, para restabelecer o valor real do crédito tributário da Fazenda Pública. DCTF. RETIFICAÇÃO. FALSIDADE. MULTA QUALIFICADA. Apresentar DCTF retificadora que reduz os valores de débitos primitivamente declarados, cuja tentativa de compensação foi frustrada, constitui ato doloso que implica aplicação de multa qualificada. CSLL. PIS. COFINS. LANÇAMENTO DECORRENTE DO MESMO FATO. Ao lançamento das contribuições sociais aplicase o decidido em relação à exigência principal, formalizada com base nos mesmos fatos e elementos de prova.” Contra a decisão, interpôs a contribuinte o presente Recurso Voluntário, em que reitera as alegações contidas na impugnação, sem questionar os fundamentos da decisão recorrida. Em despacho datado de 2/08/2011, a autoridade administrativa encaminhou o processo a este Conselho, nos seguintes termos: “2. Destacase que, em 09/06/2011, o contribuinte solicitou a disponibilização dos débitos questionados no presente processo para a consolidação do parcelamento da Lei nº 11.941/2009, às fls. 308 a 310, e, posteriormente, em 22/06/2011, apresentou requerimento de inclusão dos débitos no referido parcelamento, às fls. 312. 3. Ocorre que, a despeito de o contribuinte ter se manifestado pela inclusão da totalidade dos débitos da RFB no parcelamento, de acordo com pesquisa no sistema PAEX às fls. 328 a 330, este processo não foi consolidado e não consta nos autos pedido de desistência do recurso voluntário, conforme previsto no art. 13 da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 2, de 03/02/2011. 4. Sendo assim, encaminho este processo ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF para apreciação do recurso voluntário. “ É o relatório. Voto Fl. 337DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/05 /2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10166.720225/201116 Acórdão n.º 180301.282 S1TE03 Fl. 5 5 Conselheira Selene Ferreira de Moraes A contribuinte foi cientificada por via postal, tendo recebido a intimação em 13/05/2011 (AR de fls. 306numeração digital). O recurso foi protocolado em 13/06/2011, logo, é tempestivo. Como o recurso é tempestivo e não restou configurada a desistência do recurso voluntário, nos termos do despacho de fls. 333, dele conheço. A recorrente apenas reitera as alegações contidas na impugnação, sem questionar os fundamentos da decisão recorrida. Logo, só nos resta verificarmos se a decisão de primeira instância está correta. Não vislumbro qualquer equívoco na decisão recorrida, cujos fundamentos reproduzo, como razões de decidir do presente voto: “DA PRELIMINAR DE NULIDADE Para dirimir a questão preliminar suscitada pela impugnante, necessário se faz trazer à balha a causa motivadora da rejeição pela autoridade competente da declaração de compensação apresentada pelo sujeito passivo, a qual está expressa na parte conclusiva do despacho decisório acostado às fls. 185/213, cuja dicção se reproduz: 10. (...) CONSIDERANDO que não tem amparo legal a Declaração de Compensação que utiliza crédito decorrente de empréstimo compulsório sobre energia elétrica, por este não ser administrado pela Receita Federal; ......................................................................................................... DECIDO considerar como NÃO DECLARADA a compensação solicitada das fls.01 a 24. 11. Deste Despacho Decisório, não cabe a interposição de manifestação de inconformidade à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em BrasíliaDRJ/ BSA, nem de recurso ao Conselho de Contribuintes, conforme determinado no art. 74, § 13, da Lei nº. 9.430/1966 (parágrafo único incluído pela Lei nº.11.054/2004). De pronto, sem necessidade de recorrer à legislação de regência, há que se destacar uma conclusão óbvia: se a compensação é considerada NÃO DECLARADA, não se pode admitir que, paradoxalmente, venha constituir confissão de dívida. Não se chega a conclusão diferente a partir da interpretação sistemática dos dispositivos da Lei nº. 9.430, de 1996, que regem a matéria. Para começar, o art. 74 da precitada Lei, em seu § 6º, diz textualmente: Fl. 338DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/05 /2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10166.720225/201116 Acórdão n.º 180301.282 S1TE03 Fl. 6 6 Art. 74 (...) § 6º A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) Mais adiante, no § 12, inciso II, alínea “e” do mesmo artigo, a Lei prossegue com a seguinte dicção: § 12. Será considerada não declarada a compensação nas hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) I – (...) II em que o crédito: ......................................................................................................... ........................) e) não se refira a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal SRF. Por fim, o § 13 esclarece, sem qualquer sombra de dúvida, que a compensação considerada não declarada não tem o efeito de confissão previsto no § 6º, nos seguintes termos: § 13. O disposto nos §§ 2º e 5º a 11 deste artigo não se aplica às hipóteses previstas no § 12 deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) (g.n.o.). Desnecessário frisar que o efeito de confissão contido no § 6º não se opera no caso de compensação considerada não declarada, em razão de que este parágrafo, pela sequência da numeração natural, está compreendido entre os §§ 5º a 11 do artigo em destaque. No que concerne às DCTF relativas ao ano calendário de 2006, estava vigente à época a Instrução Normativa SRF nº. 583, de 20/12/2005, que, no que tange à retificação, estampava a seguinte determinação: Art. 12. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados em declarações anteriores. (g.n.o). Em suma, tendo em vista que os valores efetivamente devidos não foram confessados na declaração de compensação (considerada não declarada) e a DCTF primitiva foi substituída integralmente pela retificadora, que os reduziu, é cabível a Fl. 339DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/05 /2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10166.720225/201116 Acórdão n.º 180301.282 S1TE03 Fl. 7 7 lavratura dos autos de infração combatidos, para constituição do crédito tributário da Fazenda Nacional mediante lançamento de ofício, na forma do art. 142 do CTN, rejeitandose, por consectário, a preliminar de nulidade suscitada. DA QUALIFICAÇÃO DA PENALIDADE A multa de ofício foi qualificada em virtude do procedimento espúrio do sujeito passivo, que, ao ver malogrado seu intento de compensar os débitos primitivamente declarados em DCTF com supostos créditos cuja utilização é expressamente vedada pela legislação, apressouse em apresentar DCTF retificadora, reduzindo propositadamente o montante devido. Está configurado que, indubitavelmente, a contribuinte tinha pleno conhecimento do montante exato das obrigações tributárias, espelhadas em seus próprios assentamentos contábeis e fiscais, exibidos ao fisco após intimação, e, propositadamente, para reduzilas, apresentou DCTF com informações falsas, fato que não se confunde declaração inexata, assim entendida aquela que contem erros escusáveis. A apresentação dos registros contábeis e fiscais, em resposta atendimento a intimação, não descaracteriza ou atenua a conduta ilícita da fiscalizada: ao contrário, os mencionados assentamentos são provas documentais de que o ilícito fiscal foi praticado deliberadamente, subsumindose à tipificação prevista no art. 73 da Lei nº. 4.502, de 1964, implicando a qualificação da penalidade, ainda mais porque na DCTF primitiva foram consignados os valores exatos dos débitos. DOS JUROS DE MORA SOBRE A MULTA DE OFÍCIO Os juros de mora calculados nos autos de infração, conforme se visualiza nos respectivos demonstrativos de apuração, estão incidindo sobre os valores de principal do tributo e contribuições lançados de ofício, e, consequentemente, não cabe a esta instância julgadora apreciar o protesto da impugnante contra a cobrança de tais acréscimos sobre a multa de ofício, por se tratar de matéria alheia aos autos, até este momento processual.” Ante todo o exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Fl. 340DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/05 /2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10166.720225/201116 Acórdão n.º 180301.282 S1TE03 Fl. 8 8 Fl. 341DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 23/05 /2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES
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Numero do processo: 13811.001455/2002-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. LEI 9.363/96. AQUISIÇÕES DE NÃO-CONTRIBUINTES DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E DA COFINS. Aquisições pelo produtor-exportador de pessoas físicas e pessoas jurídicas não-contribuintes integram o cálculo do crédito presumido da Lei n.º 9.363, de 1996. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. LEI Nº 9.363, de 1996. SÚMULA CARF N.º 19. Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei n.º 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica, uma vez que não são consumidas em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário. CRÉDITO PRESUMIDO. JUROS PELA TAXA SELIC. A PARTIR DA CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO.
Numero da decisão: 3102-001.104
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Paulo Celani e Ricardo Rosa. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Álvaro Almeida Filho.
Nota de Correção: Conforme a ata de julgamento do dia 07/2011, o acórdão formalizado como 3102-001.102, e na verdade é o 3102-001.104.
Nome do relator: PAULO SERGIO CELANI
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RESSARCIMENTO. LEI 9.363/96. AQUISIÇÕES DE NÃOCONTRIBUINTES DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E DA COFINS. Aquisições pelo produtorexportador de pessoas físicas e pessoas jurídicas nãocontribuintes integram o cálculo do crédito presumido da Lei n.º 9.363, de 1996. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. LEI Nº 9.363, de 1996. SÚMULA CARF N.º 19. Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei n.º 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica, uma vez que não são consumidas em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário. CRÉDITO PRESUMIDO. JUROS PELA TAXA SELIC. A PARTIR DA CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Paulo Celani e Ricardo Rosa. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Álvaro Almeida Filho. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI 2 (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani Relator. (assinado digitalmente) Álvaro Arthur L. de Almeida Filho – Redator do voto vencedor EDITADO EM: 16/08/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Marcelo Guerra de Castro (Presidente da Turma), Nanci Gama (VicePresidente), Ricardo Paulo Rosa, Luciano Pontes de Maya Gomes, Paulo Sergio Celani e Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho. Relatório A recorrente solicitou o ressarcimento do crédito presumido, apurado no período em destaque, com base na Lei n.º 9.363/96 e na Portaria MF nº 38/97. O pleito foi deferido parcialmente, sendo que a parcela negada deveuse à exclusão, do cálculo do crédito presumido, das compras de bens de pessoas físicas e aquisições de bens que não se incluem no conceito de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, tal como estabelecido na legislação do IPI. Tempestivamente, o interessado apresentou manifestação de inconformidade, alegando, em síntese, ser ilegal restringir, mediante atos administrativos, o que a Lei não teria restringido, como é o caso das aquisições de insumos de pessoas físicas e cooperativas e de mercadorias efetivamente empregadas no processo produtivo, e que teria direito à atualização dos valores pleiteados. Ampara sua análise da legislação em entendimentos dos tribunais e acórdão do Conselho de Contribuintes. A manifestação de inconformidade foi indeferida pela unidade julgadora da RFB, nos termos do acórdão recorrido, cuja ementa está assim redigida: “Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. Os valores referentes às aquisições de insumos de pessoas físicas, nãocontribuintes do PIS/Pasep e da Cofins, não Fl. 2DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 13811.001455/200210 Acórdão n.º 310201.102 S3C1T2 Fl. 1.060 3 integram o cálculo do crédito presumido por falta de previsão legal. Os conceitos de produção, matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem são os admitidos na legislação aplicável ao IPI, não bastando simplesmente participar do ciclo produtivo do estabelecimento. INCONSTITUCIONALIDADE. A autoridade administrativa é incompetente para declarar a inconstitucionalidade da lei e dos atos infralegais. CRÉDITO PRESUMIDO. JUROS PELA TAXA SELIC. POSSIBILIDADE. Inexiste previsão legal para abonar atualização monetária ou acréscimo de juros equivalentes à taxa SELIC a valores objeto de ressarcimento de crédito de IPI. Solicitação Indeferida.” Contra a decisão, a contribuinte ingressou com o recurso voluntário em análise, no qual repete os argumentos da manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Sergio Celani. O recurso é tempestivo, atende aos demais requisitos de admissibilidade e é da competência da 3a. Seção de Julgamento. Logo, deve ser conhecido. A lei nº 9.363/96, que instituiu o benefício pleiteado pela recorrente, traz, entre outras, as seguintes disposições: “Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nos 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo.(Realcei e sublinhei) Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicase, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior. Art. 2o A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de Fl. 3DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI 4 embalagem referidos no artigo anterior, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador.(Destaquei) § 1o O crédito fiscal será o resultado da aplicação do percentual de 5,37% sobre a base de cálculo definida neste artigo. (Vide Lei nº 10.637, de 2002) § 2o No caso de empresa com mais de um estabelecimento produtor exportador, a apuração do crédito presumido poderá ser centralizada na matriz. “Art. 3o Para os efeitos desta Lei, a apuração do montante da receita operacional bruta, da receita de exportação e do valor das matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem será efetuada nos termos das normas que regem a incidência das contribuições referidas no art. 1o, tendo em vista o valor constante da respectiva nota fiscal de venda emitida pelo fornecedor ao produtor exportador. Parágrafo único. Utilizarseá, subsidiariamente, a legislação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados para o estabelecimento, respectivamente, dos conceitos de receita operacional bruta e de produção, matériaprima, produtos intermediários e material de embalagem.” Vejase que a lei restringe sim quais empresas farão jus ao crédito e quais operações o ensejarão, de modo que o benefício será dispensado apenas às empresas produtoras e, apenas, como ressarcimento da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP1 incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, utilizados no processo produtivo de produto exportado. Logo, as aquisições de produtos pela produtoraexportadora que não tenham sofrido a incidência das citadas contribuições nestas operações de aquisição não estão entre aquelas para as quais a lei atribuiu o benefício. É o caso de aquisições de pessoas físicas ou pessoas jurídicas não contribuintes. Notese que não é preciso recorrer à Instrução Normativa SRF n.º 23/97 para tal conclusão, o que implica não serem relevantes para este julgamento as alegações de que esta norma seria ilegal. Apesar de o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Recurso Especial n.º 993.164, representativo de controvérsia, ter decidido que a IN SRF n.º 23/97 é ilegal, tal decisão também não socorre a recorrente. Isto porque, por força do art. 26A do Decreto n.º 70253/72, incluído pela Lei n.º 11.941/2009, é vedado aos órgãos julgadores do processo administrativo fiscal afastar ou deixar de observar lei, ressalvadas apenas as hipóteses previstas no parágrafo 6o. do mesmo artigo, as quais não ocorreram. 1 As leis complementares citadas no art. 1º da Lei nº 9.363/96 tratam da instituição destas contribuições. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 13811.001455/200210 Acórdão n.º 310201.102 S3C1T2 Fl. 1.061 5 Além disso, não se aplica ao caso o art. 62A do Regimento Interno do CARF, porque a decisão do STJ ainda não transitou em julgado. Quanto a energia elétrica e combustíveis, não merece acolhida alegação de que não podem ser excluídos, porque a legislação do IPI permitiria que se incluíssem nos conceitos de matériaprima e produto intermediário todos os insumos consumidos no processo de industrialização, ressalvandose, apenas, os compreendidos entre os bens do ativo permanente. A lei n.º 9.363/96 exige que a empresa beneficiária seja produtora e que os conceitos de produção, matériaprima, produtos intermediários e material de embalagem sejam obtidos, subsidiariamente, da legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados. Uma vez que ela própria não apresenta tais conceitos, a aplicação subsidiária da legislação do IPI se torna relevante. Mais do que subsidiária, ela é fundamental. No julgamento do recurso especial 1.075.508, também submetido ao regime do artigo 543C do CPC, o STJ, interpretando a legislação do IPI, especialmente, o art. 164, I, do Decreto nº 4.544/2002, RIPI/2002, e o art. 147, I, do Decreto nº 2.637/98, revogado pelo RIPI/2002, decidiu que a aquisição de bens que integrem o ativo permanente da empresa ou de insumos que não se incorporem ao produto final ou cujo desgaste não ocorra imediatamente e integralmente no processo de industrialização não gera direito a crédito do imposto. Esta decisão transitou em julgado em 23/11/2009, logo, por determinação do art. 62A do RICARF, deve ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Por seu turno, após enfrentar vários casos versando sobre o que estaria compreendido nos conceitos de matériaprima e produtos intermediários, os antigos Conselhos de Contribuintes e o CARF firmaram entendimento segundo o qual para assim serem considerados, matériasprimas e produtos intermediários, os bens deveriam ser consumidos em contato direto com o produto obtido e exportado. Esta conclusão se extrai da leitura do enunciado da Súmula CARF nº 19, de observância obrigatória pelos membros deste órgão colegiado, por força do art. 72, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n.º 256, de 22/06/2009, assim redigido: “Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário.”[Destaquei.] Este entendimento também se confirma – e não é contraditado, como se poderia asseverar , pelo fato de que outra lei, a de n.º 10.276, de 2001, conversão da MP n.º 2.202/01, passou a permitir, expressamente, apenas para aqueles que utilizassem forma alternativa para o cálculo do crédito, prevista na própria lei, a inclusão neste cálculo dos custos com aquisição de energia elétrica e combustíveis, desde que adquiridos no mercado interno e utilizados no processo produtivo, e dos correspondentes ao valor da prestação de serviços decorrente de industrialização por encomenda, apenas na hipótese de o encomendante ser o contribuinte do IPI. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI 6 Observese que, ao introduzir os termos “energia elétrica”, “combustíveis” e “prestação de serviços decorrente de industrialização por encomenda” por meio da locução “bem assim”, a lei deixou claro que energia elétrica, combustíveis e serviços decorrentes de industrialização por encomenda não são matériasprimas ou produtos intermediários, ainda que componham o custo de produção. Notese, também, que o fator a ser multiplicado pela base de cálculo obtida conforme o cálculo autorizado por esta lei é diferente do fator a ser multiplicado pela base de cálculo obtida conforme permissão dada pela Lei n.º 9.363/96. E, além disso, outras limitações foram impostas para os casos em que a forma de cálculo alternativa prevista na Lei n.º 10.276/01 pudesse ser utilizada. Cito trechos desta lei:: Art. 1º Alternativamente ao disposto na Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, a pessoa jurídica produtora e exportadora de mercadorias nacionais para o exterior poderá determinar o valor do crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como ressarcimento relativo às contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e para a Seguridade Social (COFINS), de conformidade com o disposto em regulamento. § 1º A base de cálculo do crédito presumido será o somatório dos seguintes custos, sobre os quais incidiram as contribuições referidas no caput: I de aquisição de insumos, correspondentes a matériasprimas, a produtos intermediários e a materiais de embalagem, bem assim de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno e utilizados no processo produtivo; II correspondentes ao valor da prestação de serviços decorrente de industrialização por encomenda, na hipótese em que o encomendante seja o contribuinte do IPI, na forma da legislação deste imposto. § 2o O crédito presumido será determinado mediante a aplicação, sobre a base de cálculo referida no § 1o, do fator calculado pela fórmula constante do Anexo. § 3o Na determinação do fator (F), indicado no Anexo, serão observadas as seguintes limitações: I o quociente será reduzido a cinco, quando resultar superior; II o valor dos custos previstos no § 1o será apropriado até o limite de oitenta por cento da receita bruta operacional. § 4o A opção pela alternativa constante deste artigo será exercida de conformidade com normas estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal e abrangerá, obrigatoriamente: I o último trimestrecalendário de 2001, quando exercida neste ano; Fl. 6DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 13811.001455/200210 Acórdão n.º 310201.102 S3C1T2 Fl. 1.062 7 II todo o anocalendário, quando exercida nos anos subseqüentes. § 5o Aplicamse ao crédito presumido determinado na forma deste artigo todas as demais normas estabelecidas na Lei no 9.363, de 1996. § 6o Relativamente ao período de 1o de janeiro de 2002 a 31 de dezembro de 2004, a renúncia anual de receita, decorrente da modalidade de cálculo do ressarcimento instituída neste artigo, será apurada, pelo Poder Executivo, mediante projeção da renúncia efetiva verificada no primeiro semestre. § 7o Para os fins do disposto no art. 14 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, o montante anual da renúncia, apurado, na forma do § 6º, nos meses de setembro de cada ano, será custeado à conta de fontes financiadoras da reserva de contingência, salvo se verificado excesso de arrecadação, apurado também na forma do § 6o, em relação à previsão de receitas, para o mesmo período, deduzido o valor da renúncia. O aproveitamento desses gastos só abrange períodos a partir do 4º trimestre de 2001 e restringese aos contribuintes que optarem pela sistemática do regime alternativo previsto na Lei nº 10.276, de 2001. Portanto, no caso em discussão, em que a contribuinte não se enquadrou na Lei n.º 10.270/01, energia elétrica e combustíveis, porque não se incluem nos conceitos de matériaprima e produto intermediário, não dão direito ao crédito de IPI. Quanto à aplicação da Taxa Selic para fins de atualização do ressarcimento, destaquese que, no caso deste processo, o crédito pleiteado não diz respeito a repetição de indébito tributário, mas sim a concessão de benefício fiscal na forma de crédito presumido, situação para a qual não há lei que determine seja corrigida monetariamente ou acrescida de juros. Não se pode dizer que tal benefício equivale a uma restituição de indébito tributário, porque não houve pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido, nem erro na identificação do sujeito passivo ou no cálculo do montante ou da alíquota aplicável, nem reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, tal como previsto no art. 165 do Código Tributário Nacional. Assim, não se tratando de restituição de indébito, não se aplica ao crédito presumido de que trata a lei n.º 9.363/96 o art. 39 da Lei n.º 9.250/95. E uma vez que, por força do princípio da legalidade, não pode a Administração Fazendária aplicar a estes créditos acréscimos a título de atualização monetária ou de juros, também neste ponto os argumentos da recorrente não devem ser acolhidos. Porém, tendo em vista que, no julgamento do recurso especial 1.035.847, também representativo de controvérsia, cuja matéria era a correção monetária de créditos de IPI decorrentes do princípio da nãocumulatividade, sobre os quais não incidiria a correção por falta de previsão legal, o STJ decidiu que a oposição constante de ato legal estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito a estes créditos, postergaria o Fl. 7DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI 8 reconhecimento do direito pleiteado, “exsurgindo legítima a necessidade de atualizálos, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco”; que esta decisão transitou em julgado em 10/03/2010; e considerando o art. 62A do RICARF, entendo que os casos de solicitação de crédito presumido de IPI, apesar de não haver previsão legal para sua atualização, devam ser corrigidos a partir da data em que ficar caracterizada oposição pela Administração Fazendária. No caso sob discussão, por entender que as aquisições que a recorrente pretende sejam consideradas para fins de inclusão no cálculo do crédito presumido previsto na Lei n.º 9.363/96, não reconhecidas pela fiscalização, não estão amparadas na lei 9.363/96, voto por negar provimento ao recurso voluntário, restando, por conseguinte, prejudicada eventual atualização. Paulo Sergio Celani Relator Voto Vencedor Conselheiro Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Redator designado . Como demonstrado no relato acima a recorrente após requerer o crédito presumido de IPI com base na lei nº 9.363/1997 teve seu crédito parcialmente reconhecido. Dentre os valores glosados se encontram aqueles referentes às aquisições de pessoa física não contribuintes da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP, matéria sobre a qual se restringe nossa análise. A lei nº 9.363/96 estabeleceu o crédito presumido de IPI para ressarcimento da COFINS e PIS/PASEP ao definir em seu art. 1º2 que empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais terá direito a crédito presumido do Imposto sobre produtos industrializados, com o ressarcimento das contribuições que incidam sobre as aquisições no mercado interno de matériasprimas. produtos intermediários e material de embalagem, utilizados no processo produtivo. De acordo com art. 6º da mesma lei, caberá ao Ministro de Estado da Fazenda expedir as instruções necessárias para atender a lei, o que foi atendido através da portaria nº 38/97, a qual autorizou o Secretário da Receita Federal apresentar normas complementares. Neste contexto foi expedida a instrução normativa nº 23/97, revogada pela nº 313/2003 posteriormente revogada pela nº 419/2004, restringindo a dedução do crédito presumido do IPI, às empresas produtoras e exportadores de produtos oriundos de atividade rural, às aquisições, no mercado interno, efetuadas de pessoas jurídicas sujeitas às contribuições destinadas ao PIS/PASEP e à COFINS. Percebese que a instrução normativa ao impor restrições a lei nº 9.363/96 ultrapassa seus limites, pois excluiu da base de cálculo do crédito presumido do IPI, as 2 Lei nº 9.363/96 Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nos 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Fl. 8DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 13811.001455/200210 Acórdão n.º 310201.102 S3C1T2 Fl. 1.063 9 aquisições de matériaprima e de insumos de fornecedores não sujeitos à tributação pela COFINS e pelo PIS/PASEP. Sabese que a competência administrativa de julgamento deste Conselho Tributário apenas encontra limite quando do reconhecimento de situações de inconstitucionalidade, por vedação expressa do art. 62 do regimento do CARF, não havendo óbice para aplicação do direito nos demais casos, mesmo que acha a necessidade do afastamento de normas administrativas em face da lei em vigor. A aplicação da instrução normativa em detrimento da lei não é capaz de ocorrer, pois a instrução normativa não tem o condão de reformar lei ordinária, o contrario sim, seria possível, conforme demonstram os ensinamentos do renomado Professor Gabriel Ivo, em sua obra “Norma Jurídica Produção e Controle”: 2.6.1.4 A revogação expressa e instrumentos normativos distintos. A revogação pode ocorrer entre instrumentos introdutores de normas diversos. Um instrumento normativo de hierarquia superior, que fundamente a validade do inferior, pode revogar uma espécie normativa que se encontre em patamar inferior. ...Assim, um instrumento superior pode modificar qualquer outra norma jurídica que emane de um instrumento normativo de hierarquia inferior. A força passiva consiste na capacidade de cada instrumento introdutor de resistir em face de outros instrumentos de hierarquia inferior. Uma norma jurídica somente pode ser modificada por uma norma jurídica que emane de um instrumento normativo superior ou igual, em face do critério cronológico.3 Quanto ao tema o Superior Tribunal de Justiça no julgamento do Recurso Especial nº 993.164 entendeu que: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO DO VALOR DO PIS/PASEP E DA COFINS. EMPRESAS PRODUTORAS E EXPORTADORAS DE MERCADORIAS NACIONAIS. LEI 9.363/96. INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 23/97. CONDICIONAMENTO DO INCENTIVO FISCAL AOS INSUMOS ADQUIRIDOS DE FORNECEDORES SUJEITOS À TRIBUTAÇÃO PELO PIS E PELA COFINS. EXORBITÂNCIA DOS LIMITES IMPOSTOS PELA LEI ORDINÁRIA. SÚMULA VINCULANTE 10/STF. OBSERVÂNCIA. INSTRUÇÃO NORMATIVA (ATO NORMATIVO SECUNDÁRIO). CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 535, DO CPC. 3 IVO, Gabriel. In: Norma jurídica: produção e controle. São Paulo: Noeses, 2006. 97/98 p. Fl. 9DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI 10 INOCORRÊNCIA. 1. O crédito presumido de IPI, instituído pela Lei 9.363/96, não poderia ter sua aplicação restringida por força da Instrução Normativa SRF 23/97, ato normativo secundário, que não pode inovar no ordenamento jurídico, subordinandose aos limites do texto legal. 2. A Lei 9.363/96 instituiu crédito presumido de IPI para ressarcimento do valor do PIS/PASEP e COFINS, ao dispor que: "Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nºs 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo . Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicase, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior." 3. O artigo 6º, do aludido diploma legal, determina, ainda, que "o Ministro de Estado da Fazenda expedirá as instruções necessárias ao cumprimento do disposto nesta Lei, inclusive quanto aos requisitos e periodicidade para apuração e para fruição do crédito presumido e respectivo ressarcimento, à definição de receita de exportação e documentos fiscais comprobatórios dos lançamentos, a esse título, efetuados pelo produtor exportador". 4. O Ministro de Estado da Fazenda, no uso de suas atribuições, expediu a Portaria 38/97, dispondo sobre o cálculo e a utilização do crédito presumido instituído pela Lei 9.363/96 e autorizando o Secretário da Receita Federal a expedir normas complementares necessárias à implementação da aludida portaria (artigo 12). 5. Nesse segmento, o Secretário da Receita Federal expediu a Instrução Normativa 23/97 (revogada, sem interrupção de sua força normativa, pela Instrução Normativa 313/2003, também revogada, nos mesmos termos, pela Instrução Normativa 419/2004), assim preceituando: "Art. 2º Fará jus ao crédito presumido a que se refere o artigo anterior a empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais. § 1º O direito ao crédito presumido aplicase inclusive: I Quando o produto fabricado goze do benefício da alíquota zero; II nas vendas a empresa comercial exportadora, com o fim específico de exportação. § 2º O crédito presumido relativo a produtos oriundos da atividade rural, conforme definida no art. 2º da Lei nº 8.023, de Fl. 10DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 13811.001455/200210 Acórdão n.º 310201.102 S3C1T2 Fl. 1.064 11 12 de abril de 1990, utilizados como matériaprima, produto intermediário ou embalagem, na produção bens exportados, será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições, efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas às contribuições PIS/PASEP e COFINS ." 6. Com efeito, o § 2º, do artigo 2º, da Instrução Normativa SRF 23/97, restringiu a dedução do crédito presumido do IPI (instituído pela Lei 9.363/96), no que concerne às empresas produtoras e exportadoras de produtos oriundos de atividade rural, às aquisições, no mercado interno, efetuadas de pessoas jurídicas sujeitas às contribuições destinadas ao PIS/PASEP e à COFINS. 7. Como de sabença, a validade das instruções normativas (atos normativos secundários) pressupõe a estrita observância dos limites impostos pelos atos normativos primários a que se subordinam (leis, tratados, convenções internacionais, etc.), sendo certo que, se vierem a positivar em seu texto uma exegese que possa irromper a hierarquia normativa sobrejacente, viciar seão de ilegalidade e não de inconstitucionalidade (Precedentes do Supremo Tribunal Federal: ADI 531 AgR, Rel. Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgado em 11.12.1991, DJ 03.04.1992; e ADI 365 AgR, Rel. Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgado em 07.11.1990, DJ 15.03.1991). 8. Conseqüentemente, sobressai a "ilegalidade" da instrução normativa que extrapolou os limites impostos pela Lei 9.363/96, ao excluir, da base de cálculo do benefício do crédito presumido do IPI, as aquisições (relativamente aos produtos oriundos de atividade rural) de matériaprima e de insumos de fornecedores não sujeito à tributação pelo PIS/PASEP e pela COFINS (Precedentes das Turmas de Direito Público: REsp 849287/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 19.08.2010, DJe 28.09.2010; AgRg no REsp 913433/ES, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 04.06.2009, DJe 25.06.2009; REsp 1109034/PR, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 16.04.2009, DJe 06.05.2009; REsp 1008021/CE, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 01.04.2008, DJe 11.04.2008; REsp 767.617/CE, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12.12.2006, DJ 15.02.2007; REsp 617733/CE, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, julgado em 03.08.2006, DJ 24.08.2006; e REsp 586392/RN, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 19.10.2004, DJ 06.12.2004). 9. É que: (i) "a COFINS e o PIS oneram em cascata o produto rural e, por isso, estão embutidos no valor do produto final adquirido pelo produtorexportador, mesmo não havendo incidência na sua última aquisição" ; (ii) "o Decreto 2.367/98 Regulamento do IPI , posterior à Lei 9.363/96, não fez restrição às aquisições de produtos rurais" ; e (iii) "a base de cálculo do ressarcimento é o valor total das aquisições dos insumos Fl. 11DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI 12 utilizados no processo produtivo (art. 2º), sem condicionantes" (REsp 586392/RN). 10. A Súmula Vinculante 10/STF cristalizou o entendimento de que: "Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público , afasta sua incidência, no todo ou em parte." 11. Entrementes, é certo que a exigência de observância à cláusula de reserva de plenário não abrange os atos normativos secundários do Poder Público, uma vez não estabelecido confronto direto com a Constituição, razão pela qual inaplicável a Súmula Vinculante 10/STF à espécie. 12. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da não cumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil), exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Aplicação analógica do precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 1035847/RS, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 24.06.2009, DJe 03.08.2009). 13. A Tabela Única aprovada pela Primeira Seção (que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ) autoriza a aplicação da Taxa SELIC (a partir de janeiro de 1996) na correção monetária dos créditos extemporaneamente aproveitados por óbice do Fisco (REsp 1150188/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 20.04.2010, DJe 03.05.2010). 14. Outrossim, a apontada ofensa ao artigo 535, do CPC, não restou configurada, uma vez que o acórdão recorrido pronunciouse de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. Salientese, ademais, que o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão, como de fato ocorreu na hipótese dos autos. 15. Recurso especial da empresa provido para reconhecer a incidência de correção monetária e a aplicação da Taxa Selic. 16. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. 17. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Vale ressaltar, apesar da transcrição acima,. que o recurso especial citado foi submetido ao regime do recurso representativo de controvérsia nos termos do artigo 543C do Código de Processo Civil, entretanto a decisão ainda não é definitiva. Fl. 12DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 13811.001455/200210 Acórdão n.º 310201.102 S3C1T2 Fl. 1.065 13 Diante do exposto, dou provimento ao recurso voluntário para reconhecer os créditos oriundos de aquisições a não contribuintes do PIS e da COFINS, os quais deverão ser corrigidos a partir da data da ciência do despacho decisório. Sala de sessões 07 de julho de 2011. (assinado digitalmente) Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho Fl. 13DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 16/08/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 18/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI
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Numero do processo: 10930.002040/96-37
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 1995 ITR. DECADÊNCIA. NULIDADE DO LANÇAMENTO POR VÍCIO MATERIAL. CTN, ART. 173, II. INAPLICABILIDADE. O erro na valoração da base de cálculo do imposto configura vício material, por estar ligado ao elemento constitutivo da obrigação tributária, não se aplicando, portanto, ao caso concreto, o prazo de decadência previsto no art. 173, II do CTN. Recurso provido.
Numero da decisão: 2101-001.757
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer a decadência do direito de lançamento do tributo em discussão. Vencidos os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos e Luiz Eduardo de Oliveira Santos, que negavam provimento ao recurso.
Nome do relator: ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1610; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 1 1 0 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10930.002040/9637 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2101001.757 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 11 de julho de 2012 Matéria ITR Recorrente RUBENS ACCORSI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 1995 ITR. DECADÊNCIA. NULIDADE DO LANÇAMENTO POR VÍCIO MATERIAL. CTN, ART. 173, II. INAPLICABILIDADE. O erro na valoração da base de cálculo do imposto configura vício material, por estar ligado ao elemento constitutivo da obrigação tributária, não se aplicando, portanto, ao caso concreto, o prazo de decadência previsto no art. 173, II do CTN. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer a decadência do direito de lançamento do tributo em discussão. Vencidos os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos e Luiz Eduardo de Oliveira Santos, que negavam provimento ao recurso. (assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente (assinado digitalmente) ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA Relator Fl. 145DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 23/08/ 2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10930.002040/9637 Acórdão n.º 2101001.757 S2C1T1 Fl. 2 2 Participaram do julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka (Relator), José Raimundo Tosta Santos, Celia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa e Gonçalo Bonet Allage. Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 136/140) interposto em 01 de março de 2012 contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo Grande (MS) (fls. 125/131), do qual o Recorrente teve ciência em 14 de fevereiro de 2012 (fl. 134), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento de fl. 80, lavrado em 04 de abril de 2011, em decorrência de decisão judicial transitada em julgado que definiu novo valor de terra nua do referido imóvel e assim novo valor de ITR a recolher, relativamente ao exercício de 1995. O acórdão teve a seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL – ITR Exercício: 1995 DECADÊNCIA. Declarada a nulidade do lançamento anterior, por decisão judicial que determinou a formalização de novo lançamento e indicou os dados a serem considerados para tanto, resta ao órgão lançador cumprir a determinação judicial, dentro do prazo previsto no art. 173, II do CTN. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido” (fl. 125). Não se conformando, o Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 136/140), pedindo a reforma do acórdão recorrido, para reconhecer a decadência. É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka, Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. A presente controvérsia gira em torno da nulidade do lançamento do crédito tributário, declarada mediante decisão proferida pelo Poder Judiciário, mais precisamente pela Vara Federal de Execuções Fiscais de Londrina, integrante da Seção Judiciária do Paraná. No mérito a questão posta é verificar se o lançamento anteriormente declarado nulo por ter sido reconhecida a supervalorização do VTNm atribuído pelo Fisco às propriedades do Recorrente estaria eivado de nulidade de natureza formal ou material, tendo Fl. 146DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 23/08/ 2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10930.002040/9637 Acórdão n.º 2101001.757 S2C1T1 Fl. 3 3 como consequência, em caso de nulidade formal, a possibilidade de um novo lançamento nos termos do art. 173, inciso II, do CTN. O primeiro lançamento atribuiu um VTNm que não correspondia à realidade do Município de Jardim Alegre à época, supervalorizandoo e, assim, gerando obrigação tributária também excessiva, conforme reconhecido pela sentença de fls. 51/54, in verbis: “Ante o exposto, com fulcro no art. 269, I, do CPC, julgo procedente o pedido formulado nos presentes embargos, para o efeito reconhecer a supervalorização do VTNm atribuído pelo Fisco às propriedades do embargante. Consequentemente, julgo nulos os lançamentos que deram origem aos débitos inscritos em dívida ativa sob os números: 90 8 98 000 17928 (PAF 10930 002038/9695), 90 8 98 000 17766 (PAF 10930 002040/9637) e 90 8 98 000 181 42 (PAF 10930 002036/9669). Sendo assim, deverá a embargada proceder a novo lançamento com base nos valores da terra nua mínimos fixados nesta sentença: a) Fazenda Dom Bosco R$ 2.421,28; b) Fazenda São Sebastião R$ 1.839,39; c) Fazenda Santa Luzia R$ 2.025,50”. Para melhor elucidar a questão, válido transcrever o disposto no art. 142 do CTN, que trata do lançamento da seguinte forma: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.” Os requisitos do lançamento definidos no dispositivo acima transcrito representam elementos essenciais para a formação e existência do lançamento, sendo que sua ausência gera insubsistência da autuação, não sua anulação por vício formal. Como cediço, o ato de lançamento visa à constituição do crédito tributário, haja vista ser condição para a Fazenda exercer seu direito ao tributo. Desse modo, segundo Marcos Vinicius Neder e Maria Teresa Martínez López, “se a invalidade do lançamento decorre de problemas nos pressupostos de constituição do ato, ou seja, na aplicação da regra matriz de incidência (direito material), dizse que o vício é material. Se a anulação decorre de vício de forma ou de formalização do ato, o vício é formal e se aplica o artigo 13, inciso II, para reinício da contagem do prazo decadencial” (NEDER, Marcos Vinicius; LÓPEZ, Maria Teresa Martínez. Processo administrativo fiscal federal comentado. São Paulo: Dialética, 2002. p. 418). Cumpre trazer à baila, ainda, interessante solução apontada por Eurico de Santi, para quem é possível ligar anulação aos vícios de forma, e nulidade aos vícios de matéria no lançamento. Assim, “a anulação decorre do descumprimento dos dispositivos que determinam o atofato de lançamento” (arts. 141, 142, 145, 146 e 149 do CTN), ao passo que “a nulidade decorre de vícios na aplicação da regramatriz de incidência tributária, introjetados na estrutura do atonorma administrativo, seja no antecedente (motivação), seja Fl. 147DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 23/08/ 2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10930.002040/9637 Acórdão n.º 2101001.757 S2C1T1 Fl. 4 4 no consequente (crédito), tais como falta de motivação, defeito na composição ou determinação do sujeito ativo, do sujeito passivo, da base de cálculo ou da alíquota aplicáveis (...)”, ex vi dos arts. 142, 143 e 144 do CTN (SANTI, Eurico Marcos Diniz de. Decadência e prescrição no direito tributário. 2ª ed. São Paulo: Max Limonad, 2001. pp. 127129). O vício formal, assim, à luz das considerações expostas, está relacionado à instrumentalização do ato de lançamento, como ausência de indicação de local e data da lavratura, identificação da autoridade fiscal etc., como já decidiu a Câmara Superior de Recursos Fiscais: “VÍCIO MATERIAL. NULIDADE. Quando a descrição do fato não é suficiente para a certeza de sua ocorrência, carente que é de algum elemento material necessário para gerar obrigação tributária, o lançamento se encontra viciado por ser o crédito dele decorrente duvidoso. No entanto, é elemento formal do lançamento a falta de identificação da autoridade fiscal” (CSRF, 2ª Turma, Recurso n.º 143.713, Relator Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, j. em 31/05/2010). Na presente hipótese, tratase, portanto, de vício material, eis que diretamente relacionado aos elementos constitutivos da obrigação tributária, ao conteúdo do ato de lançamento, isto é, à base de cálculo do imposto. Não há, destarte, que se falar na aplicação do art. 173, II, do CTN, ou seja, do prazo decadencial contado da data em que se tornar definitiva a decisão que anular o lançamento por vício formal. Aplicável, de outra sorte, o prazo de decadência não qualificado, previsto ou no art. 150, §4º (cinco anos do fato gerador), ou no art. 173, I (5 anos do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado), ambos do CTN. Entretanto, considerando que o fato gerador do tributo em comento ocorreu em 1994, por qualquer dos critérios um novo lançamento estaria fulminado pela decadência, haja vista que o contribuinte foi notificado do novo lançamento somente em 18/04/2011 (fl. 82). Nem se alegue, por fim, que a presente decisão representa afronta ao quanto decidido pelo Poder Judiciário. De fato, a decisão judicial transitada em julgado determinou que o Fisco realizasse um novo lançamento. Ocorre, porém, que tal conteúdo normativo deve ser compatibilizado com as demais normas do sistema pátrio, em especial do próprio CTN, o que significa dizer que a autoridade fiscal deve proceder a um novo lançamento, desde que dentro do prazo decadencial para tanto, eis que inaplicável o art. 173, II, do CTN. Eis os motivos pelos quais voto no sentido de DAR provimento ao recurso, para reconhecer a decadência do direito de lançamento do tributo em discussão. (assinado digitalmente) ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA Relator Fl. 148DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 23/08/ 2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10930.002040/9637 Acórdão n.º 2101001.757 S2C1T1 Fl. 5 5 Fl. 149DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 23/08/ 2012 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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