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Numero do processo: 16004.720138/2012-71
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Feb 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AI OBRIGAÇÃO PRINCIPAL - AIOP/DEBCAD nº 51.018.179-1, AIOP/DEBCAD nº 51.031.390-6, AIOP/DEBCAD nº 51.010.582-3; AIOP/DEBCAD nº 51.010.583-1, AIOP/DEBCAD nº 51.031.389-2 - DIREITO A ISENÇÃO - PROPOSITURA DE AÇÃO JUDICIAL - RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO - NÃO CONHECIMENTO
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo.
A não impugnação expressa dos fatos geradores objeto do lançamento importa em renúncia e conseqüente concordância com os termos dos AI lavrados.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2401-003.239
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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A não impugnação expressa dos fatos geradores objeto do lançamento importa em renúncia e conseqüente concordância com os termos dos AI lavrados. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 00 4. 72 01 38 /2 01 2- 71 Fl. 576DF CARF MF Impresso em 01/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 577DF CARF MF Impresso em 01/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 16004.720138/201271 Acórdão n.º 2401003.239 S2C4T1 Fl. 3 3 Relatório O presente Auto de Infração de Obrigação Principal, engloba os seguintes lançamentos de obrigação principal. Consoante o Relatório Fiscal, fls. 409 a 415 encontramse descritas as contribuições incidentes sobre as folhas de pagamento dos segurados empregados e contribuintes individuais que lhes prestaram serviços, inclusive transportadores autônomos, não declaradas nem recolhidas, bem como aquela devida pela contratante de serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho e outras decorrentes de glosas de compensações indevidas, no período de 01/2009 a 12/2011. Para melhor esclarecer segue a descrição de todos os AI constantes do presente processo: I) AIOP/DEBCAD nº 51.018.1791, no importe de R$ 9.147.350,47 (Nove milhões, cento e quarenta e sete mil, trezentos e cinqüenta reais e quarenta e sete centavos), constitutivo de contribuições devidas pela empresa à Seguridade Social – quota patronal, inclusive para financiamento dos benefícios concedidos em função do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (RAT). II) AIOP/DEBCAD nº 51.031.3906, no importe de R$ 274.788,30 (Duzentos e setenta e quatro mil, setecentos e oitenta e oito reais e trinta centavos) e relativo à multa isolada por compensação indevida formulada com falsidade, nos termos do § 10º do art. 89 da Lei nº 8.212/91, uma vez que, instada a apresentar documentos e comprovantes que justificassem o procedimento compensatório a empresa não o fez, evidenciando trataremse de créditos inexistentes. III) AIOP/DEBCAD nº 51.010.5823, no importe de R$ 46.872,83 (Quarenta e seis mil, oitocentos e setenta e dois reais e oitenta e três centavos) e relacionado com as contribuições dos segurados contribuintes individuais que lhes prestaram serviços e cuja contribuição a empresa deixou de descontar, declarar e recolher. IV) AIOP/DEBCAD nº 51.010.5831, no importe de R$ 1.620.884,66 (Um milhão, seiscentos e vinte mil, oitocentos e oitenta e quatro reais e sessenta e seis centavos), contribuição devida pela empresa às outras entidades ou fundos, ditas ‘terceiros’, em razão das remunerações despendidas com empregados e com transportadores autônomos que lhes prestaram serviços. V) AIOP/DEBCAD nº 51.031.3892, no importe de R$ 1.906,06 (Um mil, novecentos e seis reais e seis centavos), relativo às contribuições dos transportadores autônomos que lhes prestaram serviços e que não foram descontadas, declaradas ou recolhidas pela empresa. Fl. 578DF CARF MF Impresso em 01/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 4 Informa a fiscalização que nenhuma das contribuições aqui constituídas foram objeto de declaração por parte do sujeito passivo a ela obrigado. Esclarece também que, em relação aos levantamentos efetuados na competência dezembro de 2011, muito embora a empresa tenha obtido, então, a certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social, a condição de isenta das contribuições sociais não foi considerada, “... uma vez que a empresa, durante o período de gozo da isenção, não tem mantido regularidade com relação a recolhimentos previdenciários e declarações à Previdência Social, isto é, não tem efetuado, regularmente, os recolhimentos de contribuições descontadas de seguradosempregados e não tem entregue, regularmente, as GFPIs, descumprindo, assim, o disposto nos incisos VII e XI do art. 227 da IN/RFB nº 971...”, razão pela qual encaminhou representação ao órgão responsável pela certificação. Ressaltese, ainda, que conforme descrito no relatório fiscal, fl. 70 a 72 e seguintes o lançamento está consubstanciado nos Salários de Contribuição dos segurados empregados apurados em folhas de pagamento apresentadas pela empresa e constam declarados em GFIP Guia de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social, assim como os valores referentes aos pagamentos aos autônomos (contribuintes individuais). Importante, destacar que a lavratura do AIOP deuse em 28/04/2010, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 05/05/2010. Não concordando com o lançamento, a entidade apresentou impugnação, fls. 419 a 432, requerendo: 1. a suspensão do processo, destacando que a entidade é entidade filantrópica, conforme Portaria n. 1445 de 08 de dezembro de 2011. 2. Por derradeiro ingressou com Ação declaratória e Condenatória em face da União pleiteando a suspensão de qualquer cobrança administrativa e ou judicial de toda e qualquer dívida cm a Seguridade Social, uma vez que é entidade filantrópica, sendo portanto, isenta de tributos, conforme documentos anexos. 3. Ressalta que o certificado que reconhece a entidade como filantrópica de utilidade pública, tem efeito ex tunc, por se tratar de ato declaratório. 4. A tributação jamais pode ter a conotação confiscatória, devendo observar os estritos ditames legais. 5. O pressuposto da multa isolada não pode prosperar considerando que os fatos geradores ora lançados baseiamse nas GFIPs apresentadas por ela, o que de pronto afasta a argumentação de que tinha a intenção de impedir o conhecimento dos fatos geradores. Assim a multa qualificada,, por ter natureza penal só e cabível quando ocorrer um dos art. 71, 72 e 73 da lei 4502/64. A fim de ver confirmada a exigência, haveria a autoridade fscal de especificar qual o suposto delito cometido pela recorrente e não imputarlhe todas as faltas. Ao não individualizar a conduta supostamente cometida pelo impugnante, não logrou êxito o auditor em fazer prova contundente e cabal para imposição da sanção. 6. Como se pode comprovar pela análise dos autos, aos ser indagada sbre a compensação por ela declarada, não hesitou a impugnante em admitir que hvia errado no preenchimento de tais declarações. 7. Assim, embora possa caracterizar erro profissional, sem qualquer outro elemento acusatório trazido pela fiscalização, tal manifestação já é suficiente para afastar a configuração de dolo ou falsidade. Fl. 579DF CARF MF Impresso em 01/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 16004.720138/201271 Acórdão n.º 2401003.239 S2C4T1 Fl. 4 5 8. Os valores exigidos no lançamento foram todos declarados em GFIP, sendo assim, mesmo que a compensação tenha sido repelida, os valores declarados constituem confissão de dívida. 9. Considerando a boa fé com que sempre agiu, insurgese contra a aplicação da multa. 10. Argumenta que não respaldo para exigência de juros sobre multa. Foi colacionado aos autos cópia do processo n. 000163195.2012.4.03.6124, ação declaratória e condenatória, onde a recorrente requeru: I) seja declarado o direito a imunidade das contribuições devidas a seguridade social, desde a data da sua fundação. II) a desconstituição de todos os lançamentos tributários, de ofício e confessados, em julgamento ou não, parcelados ou não, cobrados judicialmente ou não, em nome da autora, que versem sobre contribuições em período anterior a publicação do CEBAS em 08 de dezembro de 2011. A Decisão de Primeira Instância determinou a procedência do lançamento, fls. 500 a 510. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2009 a 31/12/2011 SUSPENSÃO DA INEXIGIBILIDADE. INOCORRÊNCIA. Inexistindo a concessão de medida liminar ou tutela antecipada não há falarse em suspensão da exigibilidade dos créditos tributários em virtude de ações judiciais promovidas pelo sujeito passivo. CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. A propositura de ação judicial pelo sujeito passivo por qualquer modalidade processual, antes ou posteriormente ao lançamento com o mesmo objeto de demanda administrativa, importa em renúncia ou desistência de eventual recurso interposto em via administrativa. Quando diferentes os objetos do processo judicial do processo administrativo este último terá prosseguimento normal no que se relaciona à matéria diferenciada. SUJEIÇÃO PASSIVA. RELATÓRIO DE VÍNCULOS. Constitui peça de instrução do processo administrativo fiscal o Anexo ‘Relatório de Vínculos’, que lista todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais ou não do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. INCONSTITUCIONALIDADE. Fl. 580DF CARF MF Impresso em 01/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 6 É vedado ao julgador administrativo afastar a aplicação de norma vigente sob a alegação de inconstitucionalidades. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. FALSIDADE NA DECLARAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. MULTA ISOLADA. POSSIBILIDADE DA APLICAÇÃO. Na hipótese de compensação indevida e uma vez presente o elemento de falsidade na declaração apresentada pelo sujeito passivo, impõese a aplicação da multa isolada no percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento), calculada com base no valor total do débito indevidamente compensado. CONSECTÁRIOS LEGAIS. JUROS. MULTA. É cabível a incidência dos consectários legais incidentes sobre débito de natureza tributária não adimplido em época própria. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, fls. 535 a 541, em síntese a recorrente repete as alegações da sua impugnação, quanto a condição de entidade isenta, donde destaca: 11. a sua condição de entidade de direito privado sem fins lucrativos, que vem passando por uma série de dificuldades, mas nunca renunciou ao seu objetivo de prestar assistência social. Que tardou para requerer seu certificado de entidade beneficente, tendo dado entrada em 2007 perante o CNAS, tendo em 08 de dezembro de 2011 obtido o referido certificado. 12. Que a entidade é imune nos termos do art. 7 do art. 195 da CF/88 em que pese a imprecisão do legislador constitucional 13. A imunidade se projeta no tempo, desde a sua fundação, afinal o certificado não faz criar um novo predicado para as atividades da entidade, e sim, faz declarar o que ela é, de fato. 14. O CEBAS é um ato declaratório das atividades da entidade beneficente, razão porque seus efeitos retroagem a data da sua constituição, produzindo efeito ex tunc. 15. Esclarecido que a recorrente nunca esteve obrigada ao pagamento de contribuições para a seguridade social, improcede o lançamento do imposto objeto deste AI. 16. Requer, face o exposto, seja dado provimento os AI 51.018.1791, 51.031.3906, 51.010.5823, 51.010.5831 e 51.031.3892. A unidade descentralizada da DRFB encaminhou o processo a este CARF. É o relatório. Fl. 581DF CARF MF Impresso em 01/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 16004.720138/201271 Acórdão n.º 2401003.239 S2C4T1 Fl. 5 7 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 535. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DO MÉRITO Ressaltese que toda a argumentação em sede de recurso em relação a todos os AI de obrigação principal, contidos no presente processo, referese a condição de imune da entidade desde a sua constituição, consubstanciado que a certificação da empresa em 08 de dezembro de 2011, produzirá efeitos ex tunc. Assim, no recurso em questão, o recorrente resumiuse a atacar a a obrigatoriedade de recolhimento previdenciárias face a sua condição de imune, sem refutar, qualquer dos fatos geradores apurados, nem tampouco a aplicação da multa isolada, fato esse trazido na impugnação, e devidamente rebatido pela autoridade julgadora de primeira instância. Contudo, antes de dar seguimento a apreciação das alegações do recorrente quanto a sua condições de imune, devemos trazer a esse colegiado o fato da recorrente ter ingressado em juízo com ação declaratória e condenatória em dezembro de 2012, processo n. 000163195.2012.4.03.6124, onde a recorrente requereu: I) seja declarado o direito a imunidade das contribuições devidas a seguridade social, desde a data da sua fundação. II) a desconstituição de todos os lançamentos tributários, de ofício e confessados, em julgamento ou não, parcelados ou não, cobrados judicialmente ou não, em nome da autora, que versem sobre contribuições em período anterior a publicação do CEBAS em 08 de dezembro de 2011. Isto posto, entendo que não há como adentrar ao mérito da questão, uma vez ter a empresa submetido a decisão final a respeito do direito a isenção/imunidade ao judiciário. Assim, como já descrito pela autoridade julgadora, o ingresso em juízo implica renúncia por parte do recorrente a esfera administrativa, devendo ser apreciado pelo colegiado apenas as questões não discutidas em juízo. Porém no presente recurso, um único ponto trazido pelo recorrente é o direito a condição de imune desde a sua constituição, razão pela qual entendo que não há de se conhecer do recurso. No mesmo sentido posicionase este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF ao publicar a súmula nº. 1 aprovada em sessão plenária de 08/12/2009, sessão que determinou nova numeração após a extinção dos Conselhos de Contribuintes. SÚMULA NO 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade Fl. 582DF CARF MF Impresso em 01/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 8 processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto POR NÃO CONHECER DO RECURSO, face a existência de ação judicial sobre idêntica matéria. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 583DF CARF MF Impresso em 01/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 15504.017617/2008-26
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Mar 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2004 a 30/09/2004
AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE LANÇAR EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE. PEDIDO DE RELEVAÇÃO DA MULTA. AUSÊNCIA DE CORREÇÃO DA FALTA. REJEIÇÃO. De acordo com o disposto no art. 291, §1o da Lei 8.212/99, o pedido de relevação da multa somente será deferido se o contribuinte corrigir a integralidade da falta no prazo para impugnação. Em não o fazendo, merece ser mantida incólume a infração.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.812
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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DEIXAR DE LANÇAR EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE. PEDIDO DE RELEVAÇÃO DA MULTA. AUSÊNCIA DE CORREÇÃO DA FALTA. REJEIÇÃO. De acordo com o disposto no art. 291, §1o da Lei 8.212/99, o pedido de relevação da multa somente será deferido se o contribuinte corrigir a integralidade da falta no prazo para impugnação. Em não o fazendo, merece ser mantida incólume a infração. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 01 76 17 /2 00 8- 26 Fl. 121DF CARF MF Impresso em 07/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 22/01/20 14 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 20/02/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 07/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 22/01/20 14 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 20/02/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 15504.017617/200826 Acórdão n.º 2402003.812 S2C4T2 Fl. 122 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por SHAFT ENGENHARIA E SERVIÇOS, LTDA, em face de acórdão que manteve a integralidade do Auto de Infração n. 37.181.3786 lavrado para a cobrança de multa por ter a recorrente deixado de lançar os fatos geradores de forma discriminada em títulos próprios de sua contabilidade. Consta do relatório fiscal que os fatos geradores omitidos foram: A empresa lançou em sua contabilidade gratificações por metas de produção, pagas a vários segurados empregados, na conta 4.2.1.01 Despesas Administrativas 4.2.1.01.035 DOACOES E BRINDES. nas competências 01/2004 pág. 207 razão; 04,05 e 06/2004 pág. 259 e260 livro razão; 08 e 09/2004 pág. 244 e 245 livro razão. Em sua impugnação o contribuinte requereu apenas a relevação da multa aplicada, com base nas disposições do art. 291 do Decreto 3.048/99. O lançamento compreende o período de 01/2004 a 09/2004, tendo sido o contribuinte cientificado em 13/10/2008 (fls. 01). Devidamente intimado do julgamento em primeira instância, a recorrente interpôs o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: 1. a necessidade de relevação total da multa aplicada, tendo em vista que a integralidade da falta foi corrigida; 2. que a retificação das GFIP´s apresentadas demonstra a correção da infração objeto do presente Auto de Infração; 3. que como evidenciado na documentação em anexo, os langàmentos contábeis' foram realizados dentro do prazo para a impugnação, CORRIGINDOSE, ASSIM, A FALTA. Contudo, a' documentação não foi juntada à defesa, haja vista as formalidades do registro na JUCEMG, as quais são exigidas pelo órgão regulador do Registro de Comércio DNRC e, por isso, nesta oportunidade a apelante pleiteia pela análise da documentação apresentada; Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 07/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 22/01/20 14 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 20/02/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. Sem preliminares. MÉRITO Inicialmente há de se esclarecer que o objeto do presente recurso voluntário é exclusivamente o pedido de relevação da multa aplicada pela não contabilização em títulos próprios de sua contabilidade, das contribuições previdenciárias devidas pela empresa. Também há de se considerar que a DRJ efetivamente relevou a integralidade da multa aplicada pela não informação de fatos geradores em GFIP, tendo em vista que foram cumpridos os requisitos do art. 291 do Decreto 3.048/99. Todavia a argumentação constante no recurso no sentido de que referidas correções também corrigiram a falta objeto do presente Auto de Infração, não merece prosperar. Por mais que tenha a recorrente apresentado as GFIP´s, tal providência não tem o condão de corrigir a falta pela não contabilização em títulos próprios, que se refere a contabilidade, e não apenas a informação dos fatos geradores correspondentes. Tanto é assim, que a própria recorrente, reconhece que levou a efeito as correções na contabilidade e levou os livros corrigidos para a junta comercial, não podendo fazer a sua juntada aos autos do presente processo dentro do prazo de impugnação. Ou seja, fato é que diante das alegações da recorrente, o não atendimento dos requisitos do §1o do art. 291, é questão incontroversa nos autos. Vejamos o que decidiu a DRJ: Tal procedimento de retificação não foi adotado pela interessada. Aliás, a empresa não apresentou qualquer documento comprobatório de retificação da sua contabilidade, visando corrigir o erro de lançamento constatado pela fiscalização, qual seja, escriturar gratificações por metas de produção, pagas a vários segurados empregados, na conta Despesas Administrativas — Doações e Brindes, quando o correto seria Despesas de Pessoal. Alega, apenas, que corrigiu os lançamentos contábeis, em função da retificação das GFIP e formalização de parcelamento dos Autos de Infração de Obrigação Principal AIOP. [...] Portanto, tornase irrelevante para a relevação da multa aplicável a correção de outra com fundamentação legal distinta, Fl. 124DF CARF MF Impresso em 07/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 22/01/20 14 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 20/02/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 15504.017617/200826 Acórdão n.º 2402003.812 S2C4T2 Fl. 123 5 como a de GFIP alegado pela impugnante, assim como o parcelamento do crédito previdencidrio, correspondendo ao cumprimento de obrigação principal, que não guarda relação com a aplicação da penalidade ora analisada. Sendo assim, não ficou configurada a ocorrência de uma das exigências estabelecidas no artigo 291, § 1 0, do Regulamento aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999, ou seja, a correção da falta dentro do prazo de defesa, inviabilizando, desse modo, a relevação da pena, já que a previsão legal para tanto depende do atendimento, de forma cumulativa, de todos os requisitos ali estabelecidos, conforme transcrito abaixo: Art.291.Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta ate o termo final do prazo para impugnação. (Alterado pelo Decreto n°6.032 de 1°/2/2007 DOU DE 2/2/2007) §1PA multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir a Alta, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infra cão, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstância agravante. (Alterado pelo Decreto n° 6.032 de 1°/2/2007 DOU DE 2/2/2007) No presente caso a juntada dos documentos após o prazo de defesa, não tem o condão de justificar a relevação da multa pelo princípio da verdade material, tendo em vista que não se trata de prova a desconstituir o lançamento, mas do não cumprimento de determinação legal expressa para que a recorrente fizesse jus a benesse. Ante todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 07/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 22/01/20 14 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 20/02/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 10880.005605/99-78
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon May 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/02/1990 a 31/03/1992
PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TESE DOS CINCO MAIS CINCO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ.
Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543-C do Código de Processo Civil, entendeu, quanto ao prazo para pedido de restituição de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar n.º 118, de 2005 (9/6/2005), que o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a chamada tese dos cinco mais cinco (REsp 1002932/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 25/11/2009, DJe 18/12/2009).
Recurso Voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3202-001.137
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente
Charles Mayer de Castro Souza Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Gilberto de Castro Moreira Junior, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Rodrigo Cardozo Miranda.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/02/1990 a 31/03/1992 PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TESE DOS CINCO MAIS CINCO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543-C do Código de Processo Civil, entendeu, quanto ao prazo para pedido de restituição de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar n.º 118, de 2005 (9/6/2005), que o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a chamada tese dos cinco mais cinco (REsp 1002932/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 25/11/2009, DJe 18/12/2009). Recurso Voluntário provido em parte.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/02/1990 a 31/03/1992 PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TESE DOS “CINCO MAIS CINCO”. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, entendeu, quanto ao prazo para pedido de restituição de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar n.º 118, de 2005 (9/6/2005), que o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a chamada tese dos “cinco mais cinco” (REsp 1002932/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 25/11/2009, DJe 18/12/2009). Recurso Voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 00 56 05 /9 9- 78 Fl. 220DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/04/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 2 Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente Charles Mayer de Castro Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Gilberto de Castro Moreira Junior, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Rodrigo Cardozo Miranda. Relatório Tratase de pedido de restituição, cumulado com pedido de compensação de débitos próprios, de crédito de Finsocial, com origem em pagamento indevido ou a maior do tributo ocorrido no período de fevereiro de 1990 a março de 1992. Por meio do Despacho Decisório de fl. 101, a unidade de origem não reconheceu o direito vindicado e não homologou as compensações a ele vinculadas. Por bem retratar os fatos constatados nos autos, transcrevo o Relatório da decisão de primeira instância administrativa, in verbis: 4. Trata o presente processo, protocolizado em 17.03.1999 pela empresa acima identificada, de pedido de restituição (fls. 01), relativo aos recolhimentos da contribuição para o Fundo de Investimento Social Finsocial, referentes aos períodos de apuração de 02.90 a 03.92 (planilhas, fls. 15 a 17; Darf s, fls. 18 a 60), cumulado com pedidos de compensação de fls. 02, 61, 66, 71, 75, 81, 83, 89, 95, 97 e 99 (convertidos em declarações de compensação). 5. Através do despacho decisório da EQITD/DIORT/DERAT/SPO, de fls. 108 a 116, foi indeferido o pedido de restituição e não homologada as compensações declaradas, em síntese, com base no decurso do prazo decadencial previsto no artigo 168 do Código Tributário Nacional (Lei n°5.172, de 25/10/1966) e no Ato Declaratório SRF n° 96, de 26/11/1999. 6. O contribuinte, inconformado com despacho decisório que indeferiu seu pleito, apresentou sua manifestação de inconformidade (fls. 118 a 139), no qual argumenta, em síntese, que: 6.1. No caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o prazo para pleitear a restituição do pagamento indevido se dá após expirado o prazo de cinco anos, contados do fato gerador, acrescido de mais cinco anos, a partir da homologação tácita, totalizando 10 anos; 6.2. A contagem do prazo prescricional para pleitear restituição dos recolhimentos de Finsocial deve ter inicio na data do reconhecimento da inconstitucionalidade da lei, sendo que o Fl. 221DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/04/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10880.005605/9978 Acórdão n.º 3202001.137 S3C2T2 Fl. 221 3 prazo de 5 anos deve contar da data do ato com efeito erga omnes que reconheça o vicio, n caso, a Medida Provisória n° 1.110/95; 6.3. A DRJ — São Paulo tentou modificar um entendimento que vinha sendo adotado pacificamente por outras delegacias de julgamento, com isso foi desrespeitado o principio constitucional da segurança jurídica, bem como o principio da moralidade administrativa; 6.4. Alega a legitimidade do crédito de Finsocial tendo em vista a declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, confirmado posteriormente pela Medida Provisória n° 1.110/95. 7. É o relatório. A 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I julgou procedente em parte a manifestação de inconformidade, proferindo o Acórdão DRJ/SPI n.º 1612.980, de 13/6/2008 (fls. 165 e ss), assim ementado: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/02/1990 a 31/03/1992 RESTITUIÇÃO DECADÊNCIA O direito de pleitear restituição extinguese com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data do recolhimento indevido (Ato Declaratório SRF 96/99). DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TACITA. A ciência da decisão que não homologa a compensação deve ser efetuada antes do prazo de cinco anos prescrito pelo art. 74, § 5°, da Lei 9.430/96, com a redação dada pela Lei 10.833/2003. Após o transcurso deste prazo, não é dado Administração pretender não homologar a compensação declarada. Solicitação Deferida em Parte Irresignada, a interessada apresentou, no prazo legal, Recurso Voluntário de fls. 181/200, no qual enfrenta a questão da extinção do direito de pleitear a restituição e a legitimidade de seu crédito. O processo foi distribuído a este Conselheiro Relator, na forma regimental. É o relatório Voto Fl. 222DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/04/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 4 Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O recurso atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. O cerne da questão diz com a extinção do direito de se pleitear a restituição de tributos sujeitos a lançamento por homologação. No caso ora em exame, o tributo fora recolhido no período de fevereiro de 1990 a março de 1992. Como o pedido foi protocolado em março de 1999, a pretensão encerrava, ao menos para a DRJ, direito já irremediavelmente fulminado pela prescrição, por aplicação do art. 168, I, do CTN. Ocorre que esta Corte administrativa vem chancelando, por imposição do art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n.º 256, de 22/6/2009, o entendimento consolidado no âmbito do Poder Judiciário no sentido de que, aos pedidos formulados até 9/6/2005 – data da entrada em vigor da Lei Complementar n.º 118, de 2005 –, o prazo prescricional para o contribuinte pleitear restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação (como no caso), continua observando a chamada tese dos “cinco mais cinco”. À guisa de ilustração: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 31/01/1991 a 31/03/1992 PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TESE DOS “CINCO MAIS CINCO”. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, entendeu, quanto ao prazo para pedido de restituição de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), que o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a chamada tese dos cinco mais cinco” (REsp 1002932/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 25/11/2009, DJe 18/12/2009). DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI INTERPRETATIVA. APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005. DESCABIMENTO. VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS. APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL PELO STF. O Supremo Tribunal Federal, ao seu turno, declarou a inconstitucionalidade do artigo 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005, considerando válida a aplicação do novo prazo de 5 anos para restituição tãosomente às ações Fl. 223DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/04/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10880.005605/9978 Acórdão n.º 3202001.137 S3C2T2 Fl. 222 5 ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. (RE 566621, Rel. Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, julgado em 04/08/2011, DJe195 DIVULG 10/10/2011). Recurso Extraordinário Negado. (Pleno da CSRF, Acórdão n.º 9900000.608, de 29/08/2012). Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 1991 IRPF. PEDIDO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. REQUERIMENTO DE RESTITUIÇÃO ANTERIOR VIGÊNCIA LEI COMPLEMENTAR N° 118/2005. PRESCRIÇÃO. PRAZO DECENAL. TESE DOS 5 + 5. JURISPRUDÊNCIA UNÍSSONA STJ E STF. De conformidade com a jurisprudência firmada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça e corroborada pelo Supremo Tribunal Federal, a propósito da inconstitucionalidade da parte final do artigo 4° da Lei Complementar n° 118/2005, que prevê a aplicação retroativa dos preceitos de referido Diploma Legal, tratandose de pedido de restituição de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, in casu, Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física, incidente sobre as verbas pagas em decorrência de adesão a Programa de Demissão Voluntária PDV, formulado anteriormente à vigência de aludida LC, o prazo a ser observado é de 10 (Dez) anos (tese dos 5 + 5), contandose da data da ocorrência do fato gerador. Recurso extraordinário provido. (Pleno da CSRF, Acórdão n.º 9900 000.379, de 22/04/2013). Considerando, pois, que o pedido de restituição foi apresentado em data anterior a 9/6/2005 (em 17/03/1999) e que somente em fevereiro de 2000 findaria o prazo decenal quanto ao direito à restituição do tributo pago a maior em fevereiro de 1990 (primeiro período de apuração objeto do pedido), não há que se falar em prescrição do direito à repetição do indébito. Em situações idênticas, este Colegiado tem baixado os autos à unidade de origem para que, ultrapassada a matéria referente ao prazo prescricional, prossiga na análise do pleito. Cumpre observar, porém, que, como já ressaltado pela instância a quo, do crédito de Finsocial que venha a ser reconhecido pela unidade de origem devem ser reduzidos os débitos compensados em vista da homologação tácita. Somente no caso de o montante reconhecido sobejar os valores compensados é que o contribuinte terá direito a algum crédito. Pelo exposto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário. É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 224DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/04/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 6 Fl. 225DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/04/2014 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 10380.002860/2007-99
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Apr 14 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2004, 2005
NORMAS PROCESSUAIS. INTEMPESTIVIDADE.
O prazo para interposição do recurso voluntário é de 30 (trinta) dias contados da intimação da decisão de primeira instância, (Delegacia Regional de Julgamento) nos termos do art. 33 do Decreto n° 70.235/72. O Recurso intempestivo impede que dele se conheça.
Numero da decisão: 1802-002.033
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso voluntário, por intempestivo, nos termos do voto do Relator.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, Gustavo Junqueira Carneiro Leao, José de Oliveira Ferraz Corrêa e Nelso Kichel.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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INTEMPESTIVIDADE. O prazo para interposição do recurso voluntário é de 30 (trinta) dias contados da intimação da decisão de primeira instância, (Delegacia Regional de Julgamento) nos termos do art. 33 do Decreto n° 70.235/72. O Recurso intempestivo impede que dele se conheça. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso voluntário, por intempestivo, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, Gustavo Junqueira Carneiro Leao, José de Oliveira Ferraz Corrêa e Nelso Kichel. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 00 28 60 /2 00 7- 99 Fl. 322DF CARF MF Impresso em 14/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 11/04/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Relatório Tratam os presentes de Auto de Infração por não ter o contribuinte declarado lucro operacional, quando o obteve, nos anoscalendário de 2004 e 2005, perfazendo a exigência do crédito tributário para Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) com as respectivas multas de oficio o montante de R$ 117.281,66. Por bem descrever os fatos que antecedem à análise do presente Recurso Voluntário, adoto o Relatório proferido pela 4a Turma da DRJ/FOR, através do Acórdão n° 08 23.215, constante às efls. 292/294: Trata o presente processo de dois autos de infração realizados para exigir créditos tributários oriundos dos lucros operacionais, não declarados pelo contribuinte, relativos aos anoscalendário 2004 e 2005, nos moldes da tabela abaixo (todos os valores monetários estão expressos em reais): TRIBUTO PRINCIPAL JUROS DE MORA MULTA DE OFÍCIO (75%) TOTAL FLS. IRPJ 39.117,74 9.703,31 29.338,30 78.159,35 4 CSLL 19.259,67 5.417,89 14.444,75 39.122,31 12 TOTAL 117.281,66 3 O auto de infração traz a seguinte descrição dos fatos: O contribuinte deixou de declarar os lucros operacionais apurados em 31/12/2.004 e 31/12/2.005, conforme os demonstrativos de resultado de exercício contidos nos livros Diário apresentados pelo mesmo. Ao efetuar pagamentos mensais de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e de Contribuição Social sobre o Lucro Liquido por estimativa nos anos 2.004 e 2.005 e declarar em DCTF os valores devidos por estimativa, o contribuinte demonstrou de maneira definitiva sua opção pelo regime de tributação de lucro real anual, de acordo com os artigos 222, parágrafo único, e 232 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Dec.3.000 /99. Entretanto, apresentou DIPJ's anoscalendário 2.004 e 2.005 utilizando incorretamente o formulário destinado aos optantes do regime de tributação de lucro presumido. Por tais motivos, lavramos o presente Auto de Infração para lançar o Imposto de Renda Pessoa Jurídica e a Contribuição Social sobre o Lucro Liquido incidentes sabre referidos lucros, dos quais deduzimos os valores recolhidos por estimativa, os valores embora não recolhidos mas declarados em DCTF e os valores retidos na fonte informados em DIRF por terceiros. Fl. 323DF CARF MF Impresso em 14/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 11/04/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10380.002860/200799 Acórdão n.º 1802002.033 S1TE02 Fl. 323 3 Cientificado do presente auto de infração em 13/04/2007 (fl. 116), o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 117/131, em 11/05/2007. Em sua peça de defesa, o impugnante, em resumo, alega que: a) sempre se sujeitou ao regime de apuração e recolhimento do IRPJ e da CSLL sob a forma de lucro presumido; b) nos exercícios fiscais de 2004 e 2005, quando do primeiro recolhimento de tais exações, o contador da empresa equivocou se no preenchimento dos respectivos DARF's, fazendo constar como códigos do IRPJ (5993) e da CSLL (2484), e não IRPJ (2089) e CSLL (2372), referentes ao regime do lucro presumido; c) a partir desse momento os demais recolhimentos foram todos efetuados sob códigos que não representavam a real situação tributária da empresa, vez que toda a apuração e consectários recolhimentos estavam sendo feitos com base nos dispositivos legais que tratam do lucro presumido; d) tal equívoco, consubstanciado num mero erro formal de preenchimento dos DARFs, não tem o condão de sacrificar o impugnante, fazendoo recolher tributos além do que realmente é devido; e) a memória de cálculo do IRPJ e CSLL do período em análise serve para demonstrar a real opção de tributação do impugnante (Doc. 04); f) o fato de o impugnante ter declarado em DCTF os valores devidos por estimativa não tem o condão de eternizar a opção do regime de apuração e recolhimento do IRPJ e CSLL, uma vez que, preenchidos de forma equivocada os DARFs, estes somente seriam aceitos pelo programa que processa a DCTF sob a forma de lucro real; g) acaso o impugnante fosse realmente tributado sobre o lucro real, os recolhimentos da Contribuição para o PIS por ela efetuados estariam todos equivocados, vez que se deram a uma alíquota de 0,65% (cumulativo) e não de 1,65% (não cumulativo); h) a vultosa multa sancionatória aplicada ao impugnante desatende a preceitos jurídicos dos mais valiosos do sistema normativo do País; i) se é certo que os agentes autuantes simplesmente indicam o dispositivo legal que determina a multa em percentual tão elevado, correto e assaz relevante é sustentar que os mesmos desconhecem e menosprezam a existência do Principio da Não Confiscatoriedade da Multa Fiscal, que é principio jurídico extraível do Texto Constitucional (art. 150, IV); j) a autuação em tablado vai de encontro a mais um postulado basilar, encampado no Texto Magno, qual seja o Principio da Fl. 324DF CARF MF Impresso em 14/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 11/04/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 Proporcionalidade e/ou Razoabilidade da atividade administrativa; Por fim, requer que seja reconhecida a procedência de sua impugnação. Juntou documentos. Naquela oportunidade, a nobre turma julgadora entendeu pela total improcedência da Impugnação do contribuinte, conforme sintetiza a seguinte Ementa (efls 291): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário:2004, 2005 APURAÇÃO. PAGAMENTO. ERRO DE FATO. INEXISTÊNCIA. A compatibilidade entre a intenção do agente e o ato imputado como falho, demonstrada pela conduta que antecedeu o ato, refuta a possibilidade de erro de fato. O exercício da opção pelo regime do lucro real anual, efetuado nos termos da lei, afasta a possibilidade de apuração do tributo com base no lucro presumido. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2004, 2005 APURAÇÃO. PAGAMENTO. ERRO DE FATO. INEXISTÊNCIA. A compatibilidade entre a intenção do agente e o ato imputado como falho, demonstrada pela conduta que antecedeu o ato, refuta a possibilidade de erro de fato. O exercício da opção pelo regime do lucro real anual, efetuado nos termos da lei, afasta a possibilidade de apuração do tributo com base no lucro presumido. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido em Parte Intimado da decisão em 09/05/2012, conforme AR constante às efls 302 e inconformado com a manutenção da exigência, apresentou Recurso Voluntário em 13/06/2012 às efls 304/311, pedindo em apertada síntese pela extinção do débito fiscal arrolado pelos autos. É o relato do essencial. Fl. 325DF CARF MF Impresso em 14/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 11/04/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10380.002860/200799 Acórdão n.º 1802002.033 S1TE02 Fl. 324 5 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator O Recurso Voluntário interposto é intempestivo, de forma que não preenche os requisitos de admissibilidade. A recorrente foi intimada da decisão que julgou improcedente sua Impugnação em 09/05/2012, (quartafeira) conforme o Aviso de Recebimento (AR) constante às efls 302, apresentando o seu Recurso Voluntário junto à repartição somente em 13/06/2012, (quartafeira) conforme protocolo constante na primeira folha do referido Recurso, às efls. 304. Ora, o prazo fatal para apresentação do recurso se deu em 08/06/2012, (sexta feira) conforme dita o art. 33 do Decreto n° 70.235/72, a saber, 30 (trinta) dias contados da ciência da decisão singular. Sem preliminares consideradas válidas e nem nulidades presentes na forma do art. 59 do Decreto n° 70.235/72, voto no sentido de não conhecer do recurso voluntário, por intempestivo. É como voto. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 326DF CARF MF Impresso em 14/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 11/04/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 10783.720273/2008-23
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Apr 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon May 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2004
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. LAUDO TÉCNICO. ADA INTEMPESTIVO.
A existência da área de preservação permanente, declarada n DITR, comprovada por laudo e, constante do ADA mesmo intempestivo, não é condição suficiente para impedir o contribuinte de excluí-la da área tributável e de usufruir do benefício fiscal no âmbito do ITR.
VALOR DA TERRA NUA - VTN. LAUDO DE AVALIAÇÃO SUPERIOR AO ARBITRADO PELO FISCO.
Considerando que o valor do imóvel apontado no laudo técnico é superior ao valor arbitrado pela autoridade fiscal, com base no SIPT (Sistema de Preços de Terras), conforme dispõe o §2° do art. 8° da Lei n° 9.393/1996, deve ser mantida a presente glosa.
Recurso Provido em Parte
Numero da decisão: 2102-002.921
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento em parte ao recurso, para reconhecer a área de preservação permanente de 110,0 hectares. Vencido o Conselheiro José Raimundo Tosta Santos, que negava provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Jose Raimundo Tosta Santos - Presidente
(Assinado digitalmente)
Alice Grecchi - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alice Grecchi, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Jose Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: ALICE GRECCHI
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LAUDO TÉCNICO. ADA INTEMPESTIVO. A existência da área de preservação permanente, declarada n DITR, comprovada por laudo e, constante do ADA mesmo intempestivo, não é condição suficiente para impedir o contribuinte de excluíla da área tributável e de usufruir do benefício fiscal no âmbito do ITR. VALOR DA TERRA NUA VTN. LAUDO DE AVALIAÇÃO SUPERIOR AO ARBITRADO PELO FISCO. Considerando que o valor do imóvel apontado no laudo técnico é superior ao valor arbitrado pela autoridade fiscal, com base no SIPT (Sistema de Preços de Terras), conforme dispõe o §2° do art. 8° da Lei n° 9.393/1996, deve ser mantida a presente glosa. Recurso Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento em parte ao recurso, para reconhecer a área de preservação permanente de 110,0 hectares. Vencido o Conselheiro José Raimundo Tosta Santos, que negava provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Jose Raimundo Tosta Santos Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 78 3. 72 02 73 /2 00 8- 23 Fl. 109DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS 2 (Assinado digitalmente) Alice Grecchi Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alice Grecchi, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Jose Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho. Relatório DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO FISCAL Tratase de processo de autuação contra a contribuinte acima qualificada, para cobrança de Imposto sobre a Propriedade Rural – ITR, exercício 2004, no qual a interessada foi intimada do início do procedimento fiscal, através do Termo de Intimação Fiscal n° 07201/00093/2008 (fls. 01/02), para apresentação dos documentos relacionados abaixo, conforme se extraí do próprio “Termo de Intimação Fiscal”: Apresentar cópias autenticadas ou cópias simples, acompanhadas dos originais, dos documentos discriminados a seguir: identificação do contribuinte. Matricula atualizada do registro imobiliário ou, em caso de posse, documento que comprove a posse e a Inexistência de registro de imóvel rural. Certificado de Cadastro de Imóvel Rural CCIR do INCRA. [...] Documentos referentes à Declaração do ITR do Exercício 2004 Ato Declaratório Ambiental – ADA requerido dentro do prazo legal junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Ibama. Documentos, tais como Laudo técnico emitido por engenheiro agrônomo/florestal, acompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica ART registrada no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, que comprovem as áreas de preservação permanente declaradas, identificando o imóvel rural e detalhando a localização e dimensão das áreas declaradas a esse título, previstas nos termos das alíneas a até h do art. 2º da Lei 4.771 de 185 de setembro de 1965, que identifique a localização do imóvel rural através de um conjunto de coordenadas geográficas definidores dos vértices de seu perímetro, preferivelmente georeferenciadas ao sistema geodésico brasileiro. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10783.720273/200823 Acórdão n.º 2102002.921 S2C1T2 Fl. 110 3 Certidão do órgão público competente, caso o imóvel ou parte dele esteja inserido em área declarada como de preservação permanente, nos termos do art. 3º da Lei 4.771/65 (Código Florestal), acompanhado do ato do poder público que assim i declarou. Para comprovar o Valor da Terra Nua (VTN) declarado: Laudo de avaliação do Valor da Terra Nua do imóvel emitido por engenheiro agrônomo ou florestal, conforme estabelecido na NBR 14.653 da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT com grau de fundamentação e precisão II, com anotação de responsabilidade técnica ART registrada no CREA, contendo todos os elementos de pesquisa identificados e planilhas de cálculo e preferivelmente pelo método comparativo direto de dados de mercado. Alternativamente o contribuinte poderá se valer de avaliação efetuada pelas Fazendas Públicas Estaduais (exatorias) ou Municipais, assim como aquelas efetuadas pela Emater, apresentando os métodos de avaliação e as fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel. Tais documentos devem comprovar o VTN na data de 1 o de janeiro de 2007, a preço de mercado. A falta de comprovação do VTN declarado ensejará o arbitramento do valor da terra nua, com base nas informações do Sistema de Preços de Terra SIPT da RFB, nos termos do artigo 14 da Lei 9.393/96, pelo VTN/ha do município de localização do imóvel para 1 o de janeiro de 2004 Valor do VTN para o Município R$ 4.079,38. Em atendimento, foi apresentado o requerimento de prorrogação de prazo (fl. 09/12), acompanhado dos documentos de fls. 15/28. Contra a interessada foi lavrada a Notificação de Lançamento nº 07201/00141/2008 e respectivos demonstrativos de fls. 32/33, por meio do qual fora exigido o pagamento do ITR do Exercício 2004, acrescido multa de ofício e juros moratórios, totalizando o crédito tributário em R$ 21.094,78, relativo ao imóvel rural denominado Fazenda Jaqueira 1, com área declarada de 111,3 ha, cadastrado na Receita Federal sob o nº 2.951.9047, localizado no município de Guarapari, ES. Constou da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fl. 31), a citação da fundamentação que amparou o lançamento as seguintes informações, em suma: que, após regularmente intimada, a contribuinte não comprovou a isenção declarada a título de preservação permanente no imóvel rural, bem como não comprovou por meio de Laudo de Avaliação do imóvel, o valor da terra nua declarado, e este foi arbitrado, tendo por base as informações do Sistema de Preços de Terras – SIPT da RFB. No presente processo os valores declarados e as retificações de ofício da declaração do ITR exercício 2004 constam na fl. 32, os quais apresentam o seguinte histórico: ITR PeríodoBase 2004 Declarado, fl. 32 Retificação de ofício 01. Área Total do Imóvel 111,3 111,3 02 Área de Preservação Permanente 110,0 0,0 Fl. 111DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS 4 06. Área Tributável 1,3 111,3 08. Área Aproveitável 1,3 111,3 17. Valor Total do Imóvel 34.500,00 454.034,99 20. Valor da Terra Nua 34.500,00 454.034,99 21. Valor da Terra Nua Tributável 400,20 454.034,99 23. Imposto Devido 10,00 9.080,69 Diferença de Imposto (Apurado – Declarado) 9.070,69 DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento lavrado pelo fisco, a contribuinte apresentou impugnação em 19/12/2008 (fls. 42/44), acompanhada dos documentos de fls. 45 e seguintes. Em síntese, a interessada alegou o que segue: Relata os motivos que a levaram a solicitar prorrogação de prazo para elaboração e apresentação dos documentos de prova exigidos pela autoridade fiscal, para comprovação da área ambiental do imóvel e seu VTN; Diz que entretanto, até o presente momento não houve apreciação desse pedido de prorrogação, o que prejudica a contribuinte; Mesmo sem a apreciação desse pedido de prorrogação, foi lavrada a referida Notificação, em desrespeito ao princípio da eficiência administrativa; citando, a favor da sua tese, ensinamentos de Hely Lopes Meirelles e de Alexandre de Morais; Sustenta que tal pedido de prorrogação do prazo para entrega dos documentos e laudos técnicos foi requerido justamente para evitar a lavratura da Notificação, já que a contribuinte está providenciando toda a documentação, e por fim, requer que seja apreciado o pedido de prorrogação do prazo para cumprimento do Termo de Intimação Fiscal nº 07201/00093/2008 (às fls. 01 a 02). DA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU A Turma de primeira instância ao examinar a impugnação da contribuinte proferiu a seguinte decisão (excertos), fls. 63/69: “[...] Apesar de, a rigor, a presente impugnação não comportar exame de mérito em relação às irregularidades apuradas pela autoridade fiscal – falta de comprovação da área de preservação permanente declarada e subavaliação do VTN declarado, cabe deixar registrado, no que tange à glosa da área de preservação permanente, que a requerente não instruiu a sua defesa nem mesmo com o necessário Ato Declaratório Ambiental – ADA protocolado tempestivamente no IBAMA, que já deveria estar sob a sua guarda. [...] No presente caso, não consta dos autos que a contribuinte tenha providenciado a protocolização do competente ADA no IBAMA, mesmo que referente a exercícios posteriores a 2004. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10783.720273/200823 Acórdão n.º 2102002.921 S2C1T2 Fl. 111 5 Aliás, a própria requerente admite na correspondência de fls. 101/12, que não providenciou a protocolização desse documento no IBAMA, para fazer prova em relação à área de preservação permanente pleiteada nas declarações do ITR, dos exercícios abrangidos pela ação fiscal (2004, 2005 e 2006), que já é motivo suficiente para justificar a glosa efetuada pela autoridade fiscal. [...] Já em relação ao Valor da Terra Nua (VTN), verificase que a autoridade fiscal entendeu que o VTN declarado estava subavaliado, tendo em vista o valor constante do Sistema de Preço de Terras (SIPT), instituído pela RFB em consonância ao art. 14, caput, da Lei 9.393/96, sendo rejeitado o VTN declarado para o imóvel na DITR/2004, de R$ 34.500,00 ou R$ 309,97/ha, arbitrandoo em R$ 454.034,99 ou R$ 4.079,38/ha, correspondente ao VTN médio, por hectare, apontado no Sistema de Preços de Terra – SIPT, para o universo das DITR/2004 referentes aos imóveis rurais localizados no município de Guarapari – ES, conforme tela/SIPT de fls. 29 e descrito às fls. 31. [...] Para comprovação do valor fundiário do imóvel, a preços da época do fato gerador do imposto (1º/01/2004, art. 1º caput e art. 8º, § 2º, da Lei 9.393/96), a contribuinte foi intimada a apresentar “Laudo Técnico de Avaliação”, elaborado por profissional habilitado (engenheiro agrônomo/florestal), com ART devidamente anotada no CREA, em conformidade com as normas da ABNT (NBR 14.6533), com Fundamentação e Grau de Precisão II, contendo todos os elementos de pesquisa identificados (às fls. 01 a 02). [...] Ocorre que a requerente não apresentou esse documento de prova, nem por ocasião daquela intimação inicial nem por ocasião da formalização da sua impugnação, oportunidade em que se limitou a aventar que esse documento estaria em fase de conclusão. [...] Assim, não tendo sido apresentado “Laudo de Avaliação”, com as exigências apontadas anteriormente, e sendo tal documento imprescindível para demonstrar que o valor fundiário do imóvel, a preços de 1º.01.2004, está compatível com a distribuição das suas áreas, de acordo com as suas características particulares e classes de exploração das suas terras, não cabe alterar o VTN arbitrado pela fiscalização. DAS RAZÕES RECURSAIS A contribuinte foi cientificada do Acórdão n° 0342.963 da 1ª Turma da DRJ/BSB em 31/08/2011 (fl. 71). Sobreveio Recurso Voluntário em 30/09/2011 (fls. 72/75), acompanhado dos documentos de fls. 76 e seguintes, quais sejam, ADA referente ao Exercício 2011 (fl. 76), Laudo Técnico de comprovação de APP declarada (fls. 79/107), e Laudo de Avaliação do Imóvel (fls. 92/97). Em suma, a Recorrente aduziu que: Fl. 113DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS 6 “A mera apresentação intempestiva do ADA não pode constituir condição que afaste o direito ao benefício fiscal, bastando a declaração do responsável tributário da existência de área de preservação ambiental ou permanente, motivo pelo qual não se vislumbram motivos para ser negado no caso presente. Para comprovar o VTN é que se faz juntar o Laudo de Avaliação do Imóvel, realizado por profissional habilitado para tanto. Sobre o valor apurado neste laudo é que deve incidir o ITR, excluindose por óbvio, a parte do imóvel não passível de tributação. Para instruir o presente Recurso Voluntário, requer a juntada do Ato Declaratório Ambiental, do Laudo Técnico probatório das áreas de preservação permanente declaradas e ainda, Laudo de Avaliação do Imóvel. Requer seja declarada a improcedência da ação fiscal, com o acolhimento do presente recurso a fim de determinarse a redução do valor do débito fiscal reclamado.” É o relatório. Passo a decidir. Voto Conselheira Relatora Alice Grecchi O recurso voluntário ora analisado, possui todos os requisitos de admissibilidade do Decreto nº 70.235/72, motivo pelo qual merece ser conhecido. O presente recurso se cinge à controvérsia da exigência e prazo de apresentação do ADA (Ato Declaratório Ambiental do Ibama), para exclusão das áreas de preservação permanente da base de cálculo do ITR, bem como acerca da apresentação de Laudo de Avaliação do Imóvel para comprovar o Valor da Terra Nua – VTN. Inicialmente, no que tange a exclusão das áreas de preservação permanente para fins de apuração da área tributável do ITR, a qual está prevista na alínea “a”, do inciso II, §1°, art. 10, da Lei n° 9.393/96, vejamos a redação do referido diploma legal abaixo transcrito: "Art. 10. § 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá: II área tributável, a área total do imóvel menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; (grifei) A partir da alteração promovida pela Lei nº 10.165/00, a entrega do ADA tem sido exigida como requisito à redução de imposto a pagar. Para que se compreenda adequadamente a alteração normativa e seu reflexo sistemático dentro do ordenamento, é preciso que se observe que o ADA é um ato unilateral elaborado pelo contribuinte, que não tem Fl. 114DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10783.720273/200823 Acórdão n.º 2102002.921 S2C1T2 Fl. 112 7 o condão de constituir juridicamente as situações nele descritas. Em outros termos, a mera inserção de área de preservação permanente no respectivo campo possui evidente eficácia declaratória da sua existência, que poderá ser confrontada com a descrição contida em laudo técnico – documento elaborado por terceiro que corroborará a situação inserida no ADA. Portanto, não obstante esta relatora entenda que o ADA não é exigência necessária para comprovar a efetividade da APP e, embora o Laudo Técnico apresentado pela Recorrente, esta desacompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica ART, cabe concluir que comprovada a existência das áreas de preservação permanente e de utilização limitada, a apresentação intempestiva do ADA, por si só, não é condição suficiente para impedir o contribuinte de usufruir do benefício fiscal no âmbito do ITR sendo certo apenas que o sujeito passivo ao apresentar o ADA, mesmo extemporâneo, além da apresentação do laudo, faz prova da existência das áreas de preservação permanente constantes da DITR. No presente caso, conforme já aqui mencionado, a contribuinte apresentou ADA (fl. 76), Laudo Técnico de comprovação de APP declarada (fls. 79/107), nos quais está atestada a existência das áreas de preservação permanente. Sobre a intempestividade do ADA, cabe transcrever a ementa do brilhante voto da Conselheira Núbia Matos Moura, desta Egrégia Turma: “Processo nº 15586.000231/200651 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2102002.716 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 15 de outubro de 2013 Matéria ITR Área de Preservação Permanente Recorrente MUCURI AGROFLORESTAL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL – ITR Exercício: 2002 ÁREA DE PRESERVAÇÃO. ADA INTEMPESTIVO. Comprovada a existência da área de preservação permanente, o ADA intempestivo, por si só, não é condição suficiente para impedir o contribuinte de usufruir do benefício fiscal no âmbito do ITR. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer uma área de preservação permanente de 480,43 hectares. Vencidos os Conselheiros Eivanice Canário da Silva e Atílio Pitarelli, que Fl. 115DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS 8 davam provimento ao recurso. Fez sustentação oral o Dr. André Fernandes Bifulco, OAB SP 304589.” Finalmente, passo à análise do Valor da Terra Nua – VTN. O Valor da Terra Nua deve ser combinado com o grau de utilização para a apuração da alíquota aplicável, na tabela progressiva. Para se apurar a correta mensuração da área tributável, foi oportunizada a Recorrente acostar Laudo Técnico, elaborado por profissional habilitado, que atenda os requisitos essenciais das normas da ABNT (NBR 14.653), hábil à comprovar o real Valor da Terra Nua, acompanhado da Anotação de Responsabilidade Técnica, devidamente anotada no CREA. No presente Recurso, verificase que a Contribuinte acostou “Laudo de Avaliação do Imóvel”, conforme consta em fls. 92/97, e dá análise do referido documento, constatase que este traz o valor do imóvel de R$ 491.789,67, que inclusive, é acima do valor arbitrado pelo Fisco, com base no Sistema de Preços de Terras – SIPT, que apurou o valor médio do imóvel de R$ 454.034,99. Por pertinente, cabe transcrever excertos do Laudo supracitado, que descreve o valor do imóvel apurado pelo profissional, Engenheiro Agrônomo Carlos Eduardo Rocha Siqueira, inscrito no CREA/ES sob o nº 008131, conforme segue: “Após verificar no local, na vizinhança e junto às imobiliárias locais, foram feitas avaliações levandose em consideração a infraestrutura da fazenda, concluímos que o valor total da Fazenda Jaqueira I é de R$ 491.789,067, com base no VTN médio, por hectare, apontado no RFB, de R$ 4.418,59.” Com efeito, considerando que o valor do imóvel apontado no laudo é superior ao valor arbitrado pela autoridade fiscal, é de ser mantido o presente lançamento. Ademais, cabe esclarecer a apuração do VTN a preço de mercado é disposição expressa do §2° do art. 8° da Lei n° 9.393/1996, in verbis: “§2° O VTN refletirá o preço de mercado de terras, apurado em 1° de janeiro do ano a que se referir o DIAT, e será considerado autoavaliação da terra nua a preço de mercado." Assim, diante do entendimento desta relatora sobre todas as considerações expostas no exame da matéria, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao Recurso para reconhecer a APP de 110,0 ha. (Assinado digitalmente) Alice Grecchi Relatora Fl. 116DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10783.720273/200823 Acórdão n.º 2102002.921 S2C1T2 Fl. 113 9 Fl. 117DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10480.907509/2008-49
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Mar 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/03/1996 a 31/03/1996
PER/DCOMP. FALTA DE PROVA DE RECOLHIMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO INDEFERIDO.
Deve ser negado o ressarcimento do crédito e a homologação da compensação quando não provada a existência do crédito a que se refere a PER/DCOMP.
Numero da decisão: 3401-002.481
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de voto, em negar provimento ao recurso voluntário.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl (Substituto), Jean Cleuter Simões Mendonça e Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori.
Nome do relator: JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/03/1996 a 31/03/1996 PER/DCOMP. FALTA DE PROVA DE RECOLHIMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO INDEFERIDO. Deve ser negado o ressarcimento do crédito e a homologação da compensação quando não provada a existência do crédito a que se refere a PER/DCOMP.
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FALTA DE PROVA DE RECOLHIMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO INDEFERIDO. Deve ser negado o ressarcimento do crédito e a homologação da compensação quando não provada a existência do crédito a que se refere a PER/DCOMP. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de voto, em negar provimento ao recurso voluntário. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl (Substituto), Jean Cleuter Simões Mendonça e Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 90 75 09 /2 00 8- 49 Fl. 137DF CARF MF Impresso em 11/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Relatório Trata o presente processo de PER/DCOMP transmitida em 30/04/2008 (fls.01/04), pelo qual a Contribuinte pretende o ressarcimento do valor de R$ 1.502,03, referente a suposto pagamento indevido ou a maior de tributo não informado, para compensar com débito do PIS de abril de agosto de 2004. A delegacia de origem indeferiu o pedido porque o DARF informado não foi localizado (fl.05). A Contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls.14/20), alegando que o crédito já havia sido reconhecido em decisão judicial. Contudo, a DRJ em Recife/PE não conheceu da manifestação de inconformidade, proferindo acórdão (fls.108/112) com a seguinte ementa: “COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISORIO. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. MATÉRIA ESTRANHA. NÃO CONHECIMENTO. Deve ser nãoconhecida (sic) a manifestação de inconformidade em relação a matéria estranha ao despacho decisório e ao pleito original o que se refere. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Direito Creditório Não Reconhecido”. A contribuinte foi intimada do acórdão da DRJ em 29/03/2011 (fl.115) e interpôs recurso voluntário em 29/04/2011 (fls. 117/134), com as alegações resumidas abaixo: 1 Com a declaração de inconstitucionalidade dos decretosleis nºs 2.445 e 2.449, ambos de 1988, os recolhimentos do PIS com alíquota de 0,75% passou a ser considerado a maior e a Recorrente teve direito ao ressarcimento reconhecido em ação judicial; 2 Já havia sido protocolado o pedido de habilitação de crédito, que recebeu o número 19647.006794/200641, no qual o crédito terminou devidamente reconhecido; 3 Como o crédito já foi reconhecido judicial e administrativamente é direito da Recorrente aproveitálo para compensar com débitos; 4 O acórdão da DRJ descumpriu uma decisão judicial e feriu a coisa julgada; 5 A DRJ exigiu a apresentação de DARF no valor de R$ 5.595,35. Todavia, o valor referente ao período de operação de março de 1996 a que se pretende o ressarcimento é de R$ 348,88; Fl. 138DF CARF MF Impresso em 11/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10480.907509/200849 Acórdão n.º 3401002.481 S3C4T1 Fl. 138 3 6 Jamais alegou, em manifestação de inconformidade, que pretendia o crédito no valor de R$ 17.678,03, conforme informou a DRJ; 7 Não houve inovação de fatos e de direito na manifestação de inconformidade; 8 Tem direito líquido e certo ao crédito desde o pagamento indevido; Ao fim, a Recorrente pediu o provimento do recurso voluntário, para que seja reformado o acórdão da DRJ, a fim de que sejam homologadas “as compensações efetuadas pela Recorrente nos autos do processo administrativo nº 19647.006794/200641”(sic). É o Relatório. Voto Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça O Recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A Recorrente pretende o aproveitamento de suposto crédito para compensar com débito do PIS. Todavia, a delegacia de origem não localizou o DARF indicado e a Recorrente sustenta que o crédito é oriundo de ação judicial. Sendo assim, o cerne da questão consiste em saber se o crédito pleiteado pela Recorrente é o mesmo que foi reconhecido judicialmente e se ele existe. Compulsando os autos, a conclusão a que se chega é a de que a PER/DCOMP apresentada não trata dos alegados créditos reconhecidos judicialmente. Nas fls.01/04 está presente o PER/DCOMP retificadora e nela consta que o tipo de crédito é de “pagamento indevido ou a maior”. No campo no qual se preenche se o crédito é originário de decisão judicial, a resposta é “não”. A Recorrente alega que os créditos já foram objeto de processo de pedido de habilitação de crédito. Não obstante, no campo do PER/DCOMP que pede para mencionar se o processo do crédito foi “informado em processo administrativo anterior” a resposta é “não”. Essas mesmas informações estão presentes na página 4 do PER/DCOMP. Outra divergência é encontrada ao comparar o PER/DCOMP com o pedido de habilitação: enquanto no PER/DCOMP o valor original do crédito inicial é de R$ 6.353,08, no pedido de habilitação o valor do crédito reconhecido judicialmente é de R$ 17.678.03. Por fim, no pedido do recurso voluntário, a Recorrente pediu a homologação da compensação do processo nº 19647.006794/200641, enquanto estes autos são do processo 10480.0907509/200849 Fl. 139DF CARF MF Impresso em 11/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 Portanto, a conclusão a que se chega é que a Recorrente está confundindo os processos, pois a PER/DCOMP dos presentes autos não é referente aos créditos judiciais alegados. E se a intenção da Recorrente realmente era o aproveitamento dos créditos judicialmente reconhecidos, preencheu o PER/DCOMP de modo incorreto, o que deixou impossível a análise do crédito. Como em nenhum momento a Recorrente demonstrou a existência do DARF do recolhimento indevido, outra solução não resta senão o indeferimento do pleito. Ex positis, nego provimento ao recurso voluntário, para manter o indeferimento do direito creditório. Jean Cleuter Simões Mendonça Relator Fl. 140DF CARF MF Impresso em 11/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /02/2014 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10970.720120/2012-55
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue May 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2008 a 30/12/2008
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. ADE. EFEITOS.
A matéria controvertida constante destes autos diz respeito à exclusão da empresa do sistema Simples Nacional, ocorrida em 27/02/2012, por intermédio do Ato Declaratório Executivo nº 0013/2012.
Como é sabido, um dos efeitos acarretados pela exclusão, é a sujeição da empresa às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas, ou seja, ao invés do pagamento dos tributos de forma simplificada e com alíquotas bem menores, a empresa excluída retorna à regra geral, devendo pagar seus tributos do mesmo modo que as empresas que não integram o referido sistema.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-003.265
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente
(Assinado digitalmente)
Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Paulo Roberto Lara dos Santos, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 30/12/2008 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. ADE. EFEITOS. A matéria controvertida constante destes autos diz respeito à exclusão da empresa do sistema Simples Nacional, ocorrida em 27/02/2012, por intermédio do Ato Declaratório Executivo nº 0013/2012. Como é sabido, um dos efeitos acarretados pela exclusão, é a sujeição da empresa às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas, ou seja, ao invés do pagamento dos tributos de forma simplificada e com alíquotas bem menores, a empresa excluída retorna à regra geral, devendo pagar seus tributos do mesmo modo que as empresas que não integram o referido sistema. Recurso Voluntário Negado
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CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. ADE. EFEITOS. 1. A matéria controvertida constante destes autos diz respeito à exclusão da empresa do sistema Simples Nacional, ocorrida em 27/02/2012, por intermédio do Ato Declaratório Executivo nº 0013/2012. 2. Como é sabido, um dos efeitos acarretados pela exclusão, é a sujeição da empresa às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas, ou seja, ao invés do pagamento dos tributos de forma simplificada e com alíquotas bem menores, a empresa excluída retorna à regra geral, devendo pagar seus tributos do mesmo modo que as empresas que não integram o referido sistema. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 97 0. 72 01 20 /2 01 2- 55 Fl. 793DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 3 0/04/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10970.720120/201255 Acórdão n.º 2803003.265 S2TE03 Fl. 3 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Paulo Roberto Lara dos Santos, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 794DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 3 0/04/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10970.720120/201255 Acórdão n.º 2803003.265 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Auto de Infração de Obrigação Principal (AIOP) lavrado em desfavor do contribuinte acima identificado, relativamente a obrigações principais e obrigações acessórias. O DEBCAD nº 37.375.6577 diz respeito à cota patronal e GILRAT, incidente sobre a remuneração dos empregados e contribuintes individuais e diferença de acréscimos legais. O DEBCAD nº 37.375.6585 diz respeito às contribuições descontadas dos segurados para custeio da seguridade social, incidente sobre a remuneração dos empregados e contribuintes individuais. O DEBCAD nº 37.375.6593 diz respeito às contribuições destinadas aos Terceiros, incidentes sobre as remunerações dos empregados. O DEBCAD 37.375.6569 diz respeito à infringência do art. 32, IV, § 5º da Lei nº 8.212/91, em razão de a empresa ter informado GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 27 de março de 2013 e ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 30/12/2008 DEBCAD: 37.375.6577; 37.375.6593; 37.375.6585; 37.375.6569 ÔNUS DA PROVA. Os fatos extintivos ou modificativos, arguidos como matéria de defesa, devem ser demonstrados pelo contribuinte mediante produção de provas documentais, a fim de que possam provocar a extinção ou a alteração do crédito tributário constituído. PEDIDO DE PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE. INDEFERIMENTO. Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indeferese, por prescindível, o pedido de diligência ou perícia. INFRAÇÃO. OMISSÃO DE FATOS GERADORES, GFIP. Constitui infração a empresa apresentar Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. MULTA. LEGISLAÇÃO MAIS BENÉFICA. Na imputação de penalidade aplicase a legislação menos onerosa. A multa aplicada foi decorrente do descumprimento de obrigação acessória consistente na apresentação de declaração contendo erro, foi fixada dentro dos parâmetros Fl. 795DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 3 0/04/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10970.720120/201255 Acórdão n.º 2803003.265 S2TE03 Fl. 5 4 legais, e atende às suas finalidades educacionais e de repressão da conduta infratora. SIMULAÇÃO. A constatação de negócios simulados, acobertando o verdadeiro sujeito passivo da obrigação tributária, enseja a autuação tendo como base a situação de fato, devendo o correspondente tributo ser exigido da pessoa que efetivamente teve relação pessoa e direta com o fato gerador. SUJEIÇÃO PASSIVA SOLIDÁRIA. É solidariamente obrigada a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: Os valores lançados nos levantamentos foram considerados como não informados em GFIP, em face da informação indevida do código “2” no campo “SIMPLES”, uma vez que a empresa foi excluída do regime especial, com efeitos da exclusão a contar de 11/03/2008, conforme Ato Declaratório Executivo (ADE) DRF/UBL nº 0013/2012, de 27 de fevereiro de 2012, publicado no DOU de 29/02/2012. A Administração Pública também exigiu da Recorrente o pagamento de multa pela não apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias no período fiscalizado. Insta esclarecer que o ato de exclusão da Recorrente do Simples Nacional é nulo, pois a empresa não foi corretamente intimada do mesmo. A recorrente não coloca à disposição das empresas contratantes seus trabalhadores. Os serviços prestados pela recorrente não são contínuos. O ADE não pode ter efeitos retroativos, tendo em vista tratarse de uma situação impossível. Na remota hipótese de serem ultrapassados os argumentos expostos nos tópicos anteriores, mister se faz a anulação do auto de infração em razão da errônea apuração da base de cálculo efetuada pela Fiscalização. Não houve dolo, fraude ou simulação para justificar a aplicação da multa agravante de 150%. Fl. 796DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 3 0/04/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10970.720120/201255 Acórdão n.º 2803003.265 S2TE03 Fl. 6 5 Estando a penalidade revogada, não pode a mesma incidir no caso em análise. Requerse: A reforma da decisão com a consequente nulidade total dos autos de infração, em razão da possibilidade da Recorrente optar pelo SIMPLES NACIONAL; Alternativamente a reforma da autuação nos termos das planilhas juntadas pela Recorrente, que serão confirmadas pela perícia contábil já requerida; A redução da multa de 150% para 75%, em razão da ausência de motivos que justifiquem sua aplicação; Por fim, a anulação do auto de infração nº 37.375.6569 em razão da revogação da legislação que ampara a multa aplicada. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 797DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 3 0/04/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10970.720120/201255 Acórdão n.º 2803003.265 S2TE03 Fl. 7 6 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. A matéria controvertida constante destes autos diz respeito à exclusão da empresa do sistema Simples Nacional, ocorrida em 27/02/2012, por intermédio do Ato Declaratório Executivo nº 0013/2012. Como é sabido, um dos efeitos acarretados pela exclusão, é a sujeição da empresa às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas, ou seja, ao invés do pagamento dos tributos de forma simplificada e com alíquotas bem menores, a empresa excluída retorna à regra geral, devendo pagar seus tributos do mesmo modo que as empresas que não integram o referido sistema. Ao contrário das alegações do contribuinte, a partir do momento da exclusão da empresa do sistema simplificado, o Ato Declaratório Executivo tem, sim, efeitos retroativos, obrigandose a empresa a efetuar sua contabilidade, bem como os recolhimentos dos valores devidos, nos mesmos moldes das empresas que não optaram por tal sistema. Agindo da forma em que agiu, a fiscalização não cometeu qualquer erro, como pretende o contribuinte. Portanto, o ato de cobrança dos valores devidos não contém qualquer eiva de nulidade e devem ser mantidos pelos seus próprios fundamentos. Como se pode observar, não existe qualquer hipótese de anulação do auto de infração, como pretende o contribuinte. O lançamento foi realizado em perfeita harmonia com a legislação em vigor, em especial o art. 142 do CTN. No que se refere à multa aplicada, o contribuinte afirma que não houve dolo, fraude ou simulação para justificar a aplicação da multa agravante de 150%. No ponto, nada a prover. Tendo em vista o acerto da fiscalização na constituição do crédito tributário ora em discussão, bem como os corretos apontamentos contidos na decisão recorrida, nego provimento ao recurso aviado pelo contribuinte. CONCLUSÃO. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 798DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 3 0/04/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10970.720120/201255 Acórdão n.º 2803003.265 S2TE03 Fl. 8 7 Fl. 799DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 3 0/04/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
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Numero do processo: 10945.900092/2013-46
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 15 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 25/05/2010
EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO COFINS.
Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo do COFINS, pois esse valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando referido imposto é cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula nº 2 do CARF.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-003.039
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes
(assinado digitalmente)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo do COFINS, pois esse valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando referido imposto é cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula nº 2 do CARF. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 90 00 92 /2 01 3- 46 Fl. 68DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 05/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10945.900092/201346 Acórdão n.º 3801003.039 S3TE01 Fl. 10 2 Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 05/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10945.900092/201346 Acórdão n.º 3801003.039 S3TE01 Fl. 11 3 Relatório Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso Silveira. Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o acórdão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Curitiba (DRJ/CTA), referente ao processo administrativo nem que foi julgada improcedente a manifestação de inconformidade apresentada, não sendo reconhecido o direito creditório. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ/CTA, que assim relatou os autos: Trata o processo de Despacho Decisório emitido pela DRF Cascavel/PR, que indeferiu o pedido de restituição formulado por meio do Per/Dcomp, devido à inexistência de crédito pleiteado, uma vez que o pagamento de COFINS (Código 6912), estaria totalmente utilizado na extinção, por pagamento, de débito da contribuinte do mesmo fato gerador. Cientificada da decisão, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade, alegando, em síntese, a inconstitucionalidade da cobrança do PIS e da Cofins sem a exclusão do ICMS da base de cálculo. Diz que o conceito de faturamento trazido pela Lei nº 9.718, de 1998, não pode ser elastecido a ponto de abarcar o conceito de “ingresso”, por isso, o ICMS não integra a base de cálculo das contribuições, por se tratar de mero ingresso de recursos, os quais devem ser repassados ao fisco estadual, e que o Supremo Tribunal Federal –STF tem entendido que o valor do ICMS não pode compor a base de cálculo do PIS e da Cofins. Dessa forma, solicita que os créditos sejam restituídos, acrescidos de juros de mora, desde seu pagamento indevido até a data da restituição/compensação. É o relatório. Assim, entendeu a DRJ/CTA por conhecer a manifestação de inconformada apresentada, por ser tempestiva e atender os demais pressupostos de admissibilidade. Entretanto, ao analisar o mérito da manifestação de inconformidade, entendeu a DRJ/CPS por indeferir a solicitação, ratificando a decisão da DRF de origem, não reconhecendo o direito creditório e, por conseqüência, não deferindo o pedido de restituição. O referido julgado contou com a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Fl. 70DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 05/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10945.900092/201346 Acórdão n.º 3801003.039 S3TE01 Fl. 12 4 PIS/PASEP. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO EM PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado em PER/DCOMP, é de se indeferir o pedido de restituição apresentado. EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo das contribuições ao PIS/Pasep e à Cofins, pois aludido valor é parteintegrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando for cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. CONTESTAÇÃO DE VALIDADE DE NORMAS VIGENTES. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. Compete à autoridade administrativa de julgamento a análise da conformidade da atividade de lançamento com as normas vigentes, às quais não se pode, em âmbito administrativo, negar validade sob o argumento de inconstitucionalidade ou ilegalidade. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A contribuinte apresentou Recurso Voluntário postulando a reforma da decisão, por entender que o pedido de restituição de crédito tributário, oriundo da exclusão do ICMS da base de cálculo do COFINS, se mostra legítimo, comportando a compensação desses créditos com débitos de tributos federais. Em sua fundamentação, fez a colação de trecho do voto proferido pelo Ministro Marco Aurélio, relator do RE 240.7852, onde este conclui que o valor correspondente ao ICMS não têm natureza de faturamento ou receita e por isso não incide na base de cálculo do PIS e da COFINS. É o relatório. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 05/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10945.900092/201346 Acórdão n.º 3801003.039 S3TE01 Fl. 13 5 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso Silveira. O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Tanto na manifestação de inconformidade apresentada, quanto no recurso voluntário interposto, a contribuinte manteve o argumento de que deveria ser excluído o ICMS da base de cálculo do COFINS. Primeiramente, necessário destacar se há necessidade ou não de sobrestamento do processo. Ocorre que o Supremo Tribunal Federal, em ação declaratória de constitucionalidade proposta pelo Presidente da República (ADC n° 18), deferiu, por maioria, medida cautelar para determinar que juízos e tribunais suspendam o julgamento dos processos em trâmite que envolvam a aplicação do art. 3º, § 2º, I, da Lei 9.718/1998, até o julgamento final da ação pelo Plenário do STF. (MCADC 18/DF, rel. Min. Menezes Direito, 13.8.2008) Contudo, em sessão plenária do dia 4.2.2009, o Tribunal, resolvendo questão de ordem, por maioria, prorrogar o prazo da decisão liminar concedida, nos termos do voto do relator. (QOMCADC 18/DF, rel. Min. Menezes Direito) Após, em sessão plenária do dia 16.9.2009, o Tribunal, resolvendo questão de ordem, por maioria, decidiu novamente por prorrogar o prazo da decisão liminar concedida. (2ª QOMCADC 18/DF, rel. Min. Menezes Direito) Por fim, em sessão plenária do dia 25.03.2010, o Tribunal, por maioria, resolveu questão de ordem no sentido de prorrogar, pela última vez, por mais 180 dias (cento e oitenta) dias, a eficácia da medida cautelar anteriormente deferida. (3ª QOMCADC 18/DF, rel. Min. Celso de Mello) Deste modo, entendese que após decorrido o prazo de 180 dias, a contar de 25.03.2010, perdeu a eficácia da medida cautelar anteriormente deferida. Assim, entendese que não deve haver o sobrestamento da matéria. Cumpre ressaltar inclusive que a presente Turma ao apreciar a mesma matéria já se manifestou no sentido de não sobrestar o processo. Tal decisão ocorreu por unanimidade nos autos do processo administrativo n° 10950.003104/201071, de Relatoria do Conselheiro Jose Luiz Bordignon, em sessão de 27 de novembro de 2012, onde foi lavrado o acórdão n° 3801001.593. No referido acórdão, assim restou decidido: “Acordam os membros do colegiado: (I) Por unanimidade de votos, não sobrestar o processo; (II) Por unanimidade votos, negar provimento ao recurso em relação às preliminares de cerceamento de defesa e de que o crédito tributário já sido constituído pelo contribuinte; (III) Pelo voto de qualidade, negar Fl. 72DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 05/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10945.900092/201346 Acórdão n.º 3801003.039 S3TE01 Fl. 14 6 provimento ao recurso em relação à preliminar de vício do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF). Vencidos os Conselheiros Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que reconheciam a nulidade; (IV) Por unanimidade de votos, no mérito, negar provimento ao recurso.” (grifouse) Deste modo, entendo por não sobrestar o processo. Analisando o mérito, verificase que a recorrente alega que a inclusão do ICMS na base de cálculo do COFINS promovida pela Lei n° 9.718/98 violou dispositivos da Constituição Federal de 1988. Pretende, em suma, a inconstitucionalidade de lei tributária. Portanto, pretendendo a contribuinte a inconstitucionalidade de lei tributária, necessário que seja aplicada ao presente caso a Súmula n° 2 do CARF, que assim dispõe: SÚMULA Nº 2 do CARF: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Por se tratar de matéria constitucional, não sendo competência deste Conselho a sua análise, encaminho voto por negar provimento ao mérito do recurso, consoante o que vem sendo julgado por este Conselho Neste sentido as seguintes ementas deste Conselho: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. Período de apuração: 01/09/2001 a 30/09/2001PIS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO ICMS. Sendo a base de cálculo da Cofins o faturamento, nele se incluindo todas as parcelas que o compõem, deve o ICMS integrála. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula CARF nº 2. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. (Acórdão n° 3302 000.745, julgado em 10/12/2010, grifouse) PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005, 2006, 2007 INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. INCOMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. As autoridades administrativas são incompetentes para apreciar argüições de inconstitucionalidade de lei regularmente editada, tarefa privativa do Poder Judiciário. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005, 2006, 2007 MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. Nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis, será aplicada à multa de oficio de 150%. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2005, 2006, 2007 PIS/PASEP. COFINS. BASE DE CÁLCULO. RECEITA BRUTA. EXCLUSÃO DO ISS E TPT. IMPOSSIBILIDADE. Para fins de determinação da base de cálculo do PIS e da Cofíns, os tributos que podem ser excluídos da receita bruta são o IPI e o ICMS, Fl. 73DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 05/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10945.900092/201346 Acórdão n.º 3801003.039 S3TE01 Fl. 15 7 quando cobrados pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. (Acórdão 1102 000.519, julgado em 03/10/2011, grifouse) Deste modo, encaminho o voto por negar provimento ao recurso voluntário, em razão deste Conselho não ser competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula n° 02 do CARF). Contudo, em que pese as considerações acima trazidas, necessário igualmente analisar o mérito do recurso, que vai de encontro com a jurisprudência dominante e sumulada do STJ. Importante referir que o pedido da recorrente não possui respaldo no Superior Tribunal de Justiça, que já editou Súmula com o seguinte teor: STJ Súmula nº 94 22/02/1994 DJ 28.02.1994 ICMS Base de Cálculo FINSOCIAL A parcela relativa ao ICMS incluise na base de cálculo do FINSOCIAL. Em igual sentido o Tribunal Regional Federal da 4ª. Região assim tem se manifestado: EMENTA: PIS. COFINS. ICMS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. INADMISSIBILIDADE. Os encargos tributários integram a receita bruta e o faturamento da empresa. Seus valores são incluídos no preço da mercadoria ou no valor final da prestação do serviço. Por isso, são receitas próprias da contribuinte, não podendo ser excluídos do cálculo do PIS/COFINS, que têm, justamente, a receita bruta/faturamento como sua base de cálculo. É constitucional e legal a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, nos termos do art. 3º, §2º, I, da Lei 9.718/98. (TRF4, AC 5008959 23.2010.404.7000, Primeira Turma, Relatora p/ Acórdão Maria de Fátima Freitas Labarrère, D.E. 12/09/2013) Deste modo, entendese que os encargos tributários integram a receita bruta e o faturamento da empresa. Assim, seus valores são incluídos no preço da mercadoria ou no valor final da prestação do serviço. Diante disso, são receitas próprias da contribuinte, não podendo deixar de ser incluídos no cálculo do COFINS, que tem, justamente, a receita bruta/faturamento como sua base de cálculo. Assim, incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo do COFINS, pois esse valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando referido imposto é cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 05/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10945.900092/201346 Acórdão n.º 3801003.039 S3TE01 Fl. 16 8 Em face do exposto, encaminho o voto para NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. É assim que voto. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. Fl. 75DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 05/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10882.910032/2011-51
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 08 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/06/2001 a 30/06/2001
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. IMPOSSIBILIDADE.
Conforme legislação vigente a homologação tácita somente se aplica ao pedido de compensação e não ao pedido de restituição, sendo aplicável o prazo de cinco anos previsto no art. 74, §5º, da Lei 9.430/96 apenas para o pedido de compensação.
Numero da decisão: 3803-005.411
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
João Alfredo Eduão Ferreira - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani.
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
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CNPJ 92.660.604/000182) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2001 a 30/06/2001 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. IMPOSSIBILIDADE. Conforme legislação vigente a homologação tácita somente se aplica ao pedido de compensação e não ao pedido de restituição, sendo aplicável o prazo de cinco anos previsto no art. 74, §5º, da Lei 9.430/96 apenas para o pedido de compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) João Alfredo Eduão Ferreira Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 91 00 32 /2 01 1- 51 Fl. 39DF CARF MF Impresso em 08/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 19/ 03/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/04/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 2 Relatório Tratase de Pedido Eletrônico de Restituição – PER transmitido em 29 de julho de 2005, através do qual Yara Brasil Fertilizantes S.A., sucessora da Benspar S.A., busca restituição de crédito de PIS/PASEP, relativo ao período de apuração junho de 2001, no valor de R$ 800,35. O pagamento foi identificado mas constatouse que o mesmo foi integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, segundo dados do despacho decisório emitido em 2 de dezembro de 2011, que indeferiu o pedido de restituição. A ciência do indeferimento ocorreu mediante AR em 21 de dezembro de 2011. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade tempestivamente, alegando que ocorreu homologação tácita do pedido de restituição, pois se passaram 5 anos desde a apresentação do PER até a emissão do Despacho Decisório. O interessado fundamentou sua defesa no § 5º do art. 74 da Lei nº 9430/1996, assim como nos arts. 150 e 174 do Código Tributário Nacional e no art. 37 da Instrução Normativa RFB Nº 900/08. Ao final requer que se reconheça a homologação tácita dos créditos tributários relativos ao PER constante do despacho decisório e que se determine o imediato pagamento da restituição postulada e a posterior baixa do processo. A 2ª Turma da DRJ/POA julgou improcedente a manifestação de inconformidade, afirmando que, diferentemente do que ocorre na declaração de compensação, é impossível a homologação tácita nos pedidos de ressarcimento ou restituição, por falta de previsão legal. Ainda afirmou que o contribuinte não comprovou a liquidez e certeza dos créditos pleiteados, que, de acordo com o art. 170 do CTN, são essenciais para que seja efetivada a restituição pela Fazenda Nacional. Irresignado, o contribuinte protocolou Recurso Voluntário, onde defende que a homologação tácita é instituto atrelado a segurança jurídica, sob pena de estarse outorgando à Fazenda o direito de reter pedidos de restituição indeterminadamente. Tomando por base os arts. 173 e 174 do CTN, sustenta que o prazo de 5 anos transcorre tanto para o contribuinte, como para o fisco e que não se pode ignorar a garantia constitucional de que todos são iguais perante a lei. Afirma que o § 4º do art. 150 do CTN dispõe que, quando a lei não fixar prazo para homologação, será ele de 5 anos. Nesse caso, quando o contribuinte declara ser titular de crédito, o fisco teria 5 anos para se manifestar sobre esse crédito, sob pena de decadência para a glosa eventualmente cabível. Ao final requer que se proveja o recurso para, reformandose a decisão recorrida, reconhecerse a homologação tácita dos créditos tributários relativos ao PER constante do despacho decisório, e que se determine o imediato pagamento da restituição postulada e a posterior baixa do processo. É o Relatório. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 08/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 19/ 03/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/04/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10882.910032/201151 Acórdão n.º 3803005.411 S3TE03 Fl. 11 3 Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira Relator O Recurso é tempestivo e apresenta os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Fato incontroverso é a emissão do despacho decisório após 5 anos da data do protocolo de transmissão do Pedido Eletrônico de Restituição, o litígio reside na caracterização, ou não, deste fato como homologação tácita. O instituto da compensação encontrase previsto no art. 170 do CTN. No âmbito administrativo, a Instrução Normativa RFB nº 900 de 30/12/2008 disciplina a restituição e a compensação de quantias recolhidas a título de tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Após a entrega da Declaração de Compensação (PER/DCOMP), a Secretaria da Receita Federal deverá analisar o pedido de compensação num prazo máximo de 5 (cinco anos), contados da data da entrega da Declaração de Compensação. Este é o texto do § 2º do artigo 37 da Instrução Normativa RFB nº 900 de 30/12/2008, in verbis: “§ 2º O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contados da data da entrega da Declaração de Compensação.” Como visto, a homologação tácita da compensação se dá após decorrido o prazo de cinco anos contados da data de transmissão do PER/DCOMP. A Fazenda afirma que, diferentemente da declaração de compensação,o pedido de restituição à Receita Federal não é satisfeito desde logo. Isso por que a compensação se viabiliza por via de um regime declaratório, enquanto que a restituição se viabiliza por um regime de requerimento. Ainda afirma que não há previsão legal para homologação tácita de pedido de ressarcimento, pois o § 5º do art. 74 da Lei 9.430/96 apenas se refere às declarações de compensação. A pretensão do contribuinte, de que deva haver um prazo para que a fazenda se manifeste sobre pedidos de restituição, é razoável. Inclusive em concordância com princípio constitucional da razoabilidade expressa no art. 5º da Constituição Federal, citase: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: [...] LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 08/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 19/ 03/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/04/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 4 Entretanto, a legislação é carente de uma norma que estabeleça período específico para que a Fazenda Nacional se posicione a respeito de pedidos de restituição ou ressarcimento e o CARF, em virtude de seu regimento, observa a estrita legalidade. Com efeito, a decisão da DRJ/POA não merece reparos. No caso, pedido de restituição formulado à Receita Federal não se submete ao prazo de homologação tácita de cinco anos, previsto no art. 74, §5º, da Lei 9.430/96, aplicado expressamente aos pedidos de compensação. Vejamos: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) [...] § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) (grifamos) Ocorre que não há previsão legal estabelecendo prazo para homologar pedidos de Restituição, e a norma acima colacionada não se aplica ao caso. Tal entendimento é o adotado pela jurisprudência da 1ª Seção de Julgamento, 3ª Câmara, 2ª Turma Ordinária do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, no Acórdão nº 130200285 do Processo 108800354929962. Confirase: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ.ANOCALENDÁRIO: 1998PEDIDO DE RESTITUIÇÃO, INEXISTÊNCIA DE SALDO CREDOR E FALTA DE COMPROVAÇÃO, INDEFERIMENTO. NÃO TENDO A CONTRIBUINTE APURADO SALDO CREDOR DE IRPJ, NEM COMPROVADO O IRRF, NEM O OFERECIMENTO À TRIBUTAÇÃO DOS RENDIMENTOS CORRESPONDENTES, CORRETA O INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE RESTITUIÇÃO, QUE JÁ DEVERIA ESTAR INSTRUIDO COM OS DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA, COMPENSAÇÃO. A LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA ADMITE A HOMOLOGAÇÃO TÁCITA DO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO E NÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. NO CASO DO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO ENTREGUE JUNTAMENTE COM O PEDIDO DE RESTITUIÇÃO NÃO ESPECIFICAR OS DÉBITOS A SEREM COMPENSADOS, NÃO HÁ DE SE FALAR EM HOMOLOGAÇÃO TÁCITA.RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS OS PRESENTES AUTOS.ACORDAM OS MEMBROS DO COLEGIADO, POR UNANIMIDADE DE VOTOS, NÃO RECONHECER A HOMOLOGAÇÃO TÁTICA E, NO MÉRITO, NEGAR PROVIMENTO Fl. 42DF CARF MF Impresso em 08/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 19/ 03/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/04/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10882.910032/201151 Acórdão n.º 3803005.411 S3TE03 Fl. 12 5 AO RECURSO, NOS TERMOS DO RELATÓRIO E VOTO QUE INTEGRAM O PRESENTE JULGADO. (G.N.) Ante a falta de guarida legal que determine a homologação tácita a pedidos de restituição, não cabe ao julgador criar normas ou interpretálas de forma a beneficiar o contribuinte ou a Fazenda quando a própria Lei não autoriza. Observase, também, que em manifestação de inconformidade, assim como em sede de recurso voluntário, o contribuinte se eximiu do direito de se pronunciar quanto ao mérito, assim como não trouxe nenhuma prova na qual pudesse sustentar a existência do direito creditório pretendido. Não há como avaliar o mérito da lide uma vez que o contribuinte abriu mão de defenderse quanto ao mérito. Conclusão Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso, tendo em vista que em relação ao Pedido de Restituição não existe previsão legal que discipline a ocorrência de homologação tácita, sendo inaplicável, ao caso, a aplicação da regra de homologação tácita dos pedidos de compensação, porquanto, são de naturezas distintas e portanto não se confundem. (assinado digitalmente) João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 43DF CARF MF Impresso em 08/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 19/ 03/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/04/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO
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Numero do processo: 10925.003092/2009-58
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 08 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008
Ementa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. LAPSO MATERIAL. INTEGRAÇÃO DO JULGADO, SEM EFEITOS INFRINGENTES.
Identificando-se que o aresto embargado deixou examinar a causa à luz da disciplina estabelecida pelo diploma normativo vigente à época dos fatos considerados, dá-se provimento aos embargos para sanar o defeito material, sem, contudo, que daí decorra alteração no resultado do julgamento.
Embargos acolhidos.
Numero da decisão: 3403-002.856
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, sem efeito modificativo, para sanar o lapso material apontado no acórdão. Esteve presente ao julgamento o Dr. Adriano Maia Gomes de Almeida Ramos, OAB/DF no 35.042.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Marcos Tranchesi Ortiz Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim.
Nome do relator: MARCOS TRANCHESI ORTIZ
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. LAPSO MATERIAL. INTEGRAÇÃO DO JULGADO, SEM EFEITOS INFRINGENTES. Identificando-se que o aresto embargado deixou examinar a causa à luz da disciplina estabelecida pelo diploma normativo vigente à época dos fatos considerados, dá-se provimento aos embargos para sanar o defeito material, sem, contudo, que daí decorra alteração no resultado do julgamento. Embargos acolhidos.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, sem efeito modificativo, para sanar o lapso material apontado no acórdão. Esteve presente ao julgamento o Dr. Adriano Maia Gomes de Almeida Ramos, OAB/DF no 35.042. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim.
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. LAPSO MATERIAL. INTEGRAÇÃO DO JULGADO, SEM EFEITOS INFRINGENTES. Identificandose que o aresto embargado deixou examinar a causa à luz da disciplina estabelecida pelo diploma normativo vigente à época dos fatos considerados, dáse provimento aos embargos para sanar o defeito material, sem, contudo, que daí decorra alteração no resultado do julgamento. Embargos acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, sem efeito modificativo, para sanar o lapso material apontado no acórdão. Esteve presente ao julgamento o Dr. Adriano Maia Gomes de Almeida Ramos, OAB/DF no 35.042. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 00 30 92 /2 00 9- 58 Fl. 761DF CARF MF Impresso em 08/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/04/20 14 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 2 Marcos Tranchesi Ortiz – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim. Relatório Controvertese, nos autos, acerca do direito ao ressarcimento de créditos da COFINS sob o regime da não cumulatividade da Lei no 10.833/03, acumulados ao final do segundo trimestre de 2008 em virtude da percepção, pela ora embargada, de receitas de atividade exportadora. Dentre os créditos apropriados pela pessoa jurídica e glosados pela unidade de origem ao ensejo da apreciação do pedido, estavam aqueles decorrentes da aquisição de insumos químicos empregados na preparação de ração animal – designadamente, a metiolina, a colina e a lisina. Entendendo que a receita de venda dos produtos em questão se sujeitava, à época, a tributação pela alíquota 0% da contribuição, a auditoria aplicou ao caso o disposto no artigo 3o, §2o da Lei no 10.833, de acordo com o qual a aquisição de bens não sujeitos ao pagamento da exação não confere ao contribuinte direito ao creditamento. No recurso voluntário, a tese articulada pela embargada foi, com relação às três substâncias químicas em questão, a de que nenhuma delas estaria referida nos anexos ao Decreto no 6.426/08 (ou nos anexos ao Decreto no 5.821/06, que o antecedera), de modo que todas estariam submetidas à exação por alíquotas positivas, no trimestre de apuração aqui considerado. Foi então que essa Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara entendeu por bem dar duas soluções distintas à controvérsia. Por considerar que a interessada fora incapaz de demonstrar que as aquisições de metionina e de colina sobre as quais recaíam as glosas eram de fato, do insumo que alegava se sujeitar à incidência, o colegiado negou provimento ao recurso no que respeitava a estas duas primeiras substâncias. Diversamente, porém, decidiuse por reconhecer o direito de crédito relativamente às aquisições de “lisina”, em reconhecimento ao fato de não haver menção a ela nos anexos ao Decreto no 5.821/06, no qual estão listados os químicos favorecidos pela alíquota 0% da contribuição. Vejase: “Já a aquisição de lisina merece a meu ver tratamento diferente. Neste caso, não se discute acerca das qualidades do insumo sobre o qual a recorrente apropriou o crédito: a recorrente o descreve tal qual o próprio Termo de Verificação Fiscal de fls. 393/408. O relevante, a respeito, é que o Anexo I ao Decreto no 5.821/06 vigente à época dos fatos considerados realmente não o relacionava dentre aqueles favorecidos pela sujeição à alíquota 0% da COFINS e da Contribuição ao PIS, conclusão esta, aliás, que é corroborada pela declaração prestada pelo respectivo fornecedor (fls. 681). Nesta parte, pois, o recurso voluntário deve ser provido.” Vencida neste particular, a Fazenda Nacional opõe ao acórdão os embargos de declaração de fls. 755/757, nele identificando suposta contradição, consistente, segundo alega, no fato de que, no trimestre objeto do pedido, já não mais vigorava o Decreto no Fl. 762DF CARF MF Impresso em 08/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/04/20 14 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10925.003092/200958 Acórdão n.º 3403002.856 S3C4T3 Fl. 5 3 5.821/06 (no qual o julgado se baseara) mas, sim, o Decreto no 6.426/08, cujo Anexo II incluiria a substância química “lisina” dentre as sujeitas à alíquota 0% do tributo. Vejase: “Como se depreende da leitura do trecho supra transcrito, o julgador consigna que do Anexo I ao Decreto no 5.821/06, não constava a lisina das substância sujeitas à alíquota 0% da COFINS e do PIS. Contudo, à época da apuração das contribuições (2o trimestre/2008), estava vigente o Decreto no 6.426/08, cujo ANEXO II relaciona a lisina, quando trata das substâncias submetidas à alíquota zero.” Esse o relatório do necessário. Voto Conselheiro Marcos Tranchesi Ortiz Os embargos de declaração são tempestivos e, como apontam no acórdão embargado vício ensejador da oposição, deles se conhece. O lapso material apontado nos embargos de declaração está, de fato, presente no aresto ora recorrido. Realmente, se os créditos glosados pela fiscalização têm origem em aquisições de “lisina” efetuadas no segundo trimestre de 2008, o direito há de ser reconhecido ou negado à embargada não apenas com base no que dispunha o diploma referido pelo acórdão – o Decreto no 5.821/06 – mas sobretudo à luz do superveniente Decreto no 6.426, cuja vigência teve início em 8 de abril de 2008. E tomando como referência o aludido Decreto no 6.426/08, a embargante sustenta que a substância química adquirida pela pessoa jurídica estaria sujeita à alíquota 0% da COFINS e da contribuição ao PIS – o que redundaria na irregularidade da tomada do crédito – por supostamente figurar no rol de produtos listados no seu Anexo II. Aí, todavia, sua afirmação parece desacertada. De um lado, a substância adquirida pela embargada, uma agroindústria envolvida com a produção e o abate de aves, interessa ao seu ciclo produtivo na medida em que, adicionada à ração dada aos animais, lhes fornece um aditivo nutricional (um aminoácido). É assim, aliás, que o produto vem descrito nas notas fiscais que documentam a aquisição (fls. 244, “LLisina 50%”). Tratase, nesse sentido, de um insumo para a fabricação do alimento oferecido aos frangos. De outro lado, entretanto, a única “lisina” encontrável no Anexo II do Decreto no 6.426/08 – a “N2benziloxicarbonilN6tertbutoxicarbonilLlisina” – serve como intermediário de síntese dos produtos químicos discriminados no Anexo I do mesmo diploma e apenas goza da tributação à alíquota 0% das exações quando vendida a pessoa jurídica industrial, para ser utilizada na fabricação dos produtos relacionados no Anexo I (artigo 1o). Fl. 763DF CARF MF Impresso em 08/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/04/20 14 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 4 Acontece que, nem a embargante, nem a própria unidade de origem ou a DRJ recorrida, se deram ao trabalho de identificar, dentre as substâncias químicas listadas no Anexo I do Decreto no 6.426/08, aquela que seria industrializada pela embargada a partir do intermediário de síntese previsto no Anexo II, razão pela qual dou por insubsistente o motivo da glosa. Forte nessas razões, dou provimento aos embargos de declaração, a fim de integrar as considerações acima ao acórdão embargado de fls. 741/753, sem, todavia, atribuir lhes os pretendidos efeitos infringentes. É como voto. (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz Fl. 764DF CARF MF Impresso em 08/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/04/20 14 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ
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