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Numero do processo: 10880.690164/2009-57
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3801-000.494
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Sidney Eduardo Stahl, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel que davam provimento ao recurso. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Fernando Giacon Ciscato, OAB/SP 198.179.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Feistauer de Oliveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Resolvem os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Sidney Eduardo Stahl, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel que davam provimento ao recurso. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Fernando Giacon Ciscato, OAB/SP 198.179. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Feistauer de Oliveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .6 90 16 4/ 20 09 -5 7 Fl. 175DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10880.690164/200957 Resolução nº 3801000.494 S3TE01 Fl. 3 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: 1. Trata o presente processo de Declaração de Compensação apresentada pelo Contribuinte em meio eletrônico (PER/DCOMP nº 20358.48915.191207.1.3.045748), na data de 19/12/2007 (página 1 – PER/DCOMP), pela qual pretende quitar os débitos declarados na página 4 do referido documento, com supostos créditos decorrentes de recolhimento indevido realizado por meio do DARF de 14/07/2006, no valor de R$33.061,53 (código de receita: 8741). 2. Apreciando o pedido formulado, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo (DERAT/SPO) emitiu o Despacho Decisório de fls. 5, datado de 23/10/2009, no qual pronunciouse pela NÃO HOMOLOGAÇÃO, por inexistência de crédito, da compensação declarada. 3. Cientificada, em 5/11/2009, da solução dada à declaração de compensação apresentada, conforme informação constante às fls.7, a Insurgente, por intermédio de representante constituído, interpôs a Manifestação de Inconformidade de fls.08 a 19, tempestivamente, conforme fls. 60, com a juntada de documentos de fls.20 a 59 (Instrumento de procuração "ad judicia et extra", documentos societários, cópia do DD, cópia de "palhilha de custo real", cópias de contratos de câmbio de venda, demonstrativo contábil detalhado da conta 0210.9112.05001, cópia da PER/DCOMP e tabela demonstrativa da conta contábil 1263011CIDE recolhida indevidamente), apresentando, resumidamente, as seguintes alegações: 3.1. A Requerente incorreu em erro no preenchimento da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), o qual não invalida o direito de compensação e reconhecimento de ofício de crédito líquido e certo, nem da homologação da compensação pretendida. 3.2. Ademais, ratifica a existência de recolhimentos indevidos passíveis de serem compensados, o que pretende comprovar com os documentos que acosta, invocando, para tanto, a observância ao princípio da verdade material. 3.3. Adicionalmente, informa que a Recorrente efetuou indevidamente o recolhimento da CIDE sobre a remuneração pela licença de uso ou de direitos de comercialização ou distribuição de programa de computador, nos termos do art. 2º, § 1ºA, da Lei nº 10.168/00. 3.4. Objetiva comprovar o alegado pelos documentos que junta, como contratos celebrados – invoice, decorrentes dos pagamentos efetuados a título de CIDE, referente a licença de uso ou de direito de Fl. 176DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10880.690164/200957 Resolução nº 3801000.494 S3TE01 Fl. 4 3 comercialização ou distribuição de programa de computador / software. 3.5. Em consequência, contesta a incidência de multa e juros. 3.6. Diante do exposto, requer seja julgada procedente a Manifestação em apreço, homologada a respectiva compensação, com a consequente extinção do crédito compensado, tendo por esteio os documentos que acosta e o princípio da verdade material. 3.7. Protesta, por fim, pela juntada de outros documentos, outras provas, bem como a regular intimação de seus patronos para produção de sustentação oral. A DRJ em São Paulo (SP) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa abaixo transcrita: Assunto: Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico CIDE Data do fato gerador: 14/07/2006 DESPACHO DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE SALDO DISPONÍVEL. MOTIVAÇÃO. Motivada é a decisão que, por conta da vinculação total de pagamento a débito do próprio interessado, expressa a inexistência de direito creditório disponível para fins de compensação. DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos cabais de prova, não é suficiente para reformar a decisão não homologatória de compensação. PEDIDO DE PRODUÇÃO POSTERIOR DE PROVAS. As provas que possuir, salvo excludentes legais expressamente previstas, devem ser apresentadas no prazo para Impugnação/Manifestação. INTIMAÇÃO. DOMICÍLIO DO SUJEITO PASSIVO. ENDEREÇO DIVERSO. IMPOSSIBILIDADE. Indeferese o pedido de endereçamento de intimações ao escritório dos procuradores em razão de inexistência de previsão legal para intimação em endereço diverso do domicílio do sujeito passivo. SUSTENTAÇÃO ORAL EM SESSÃO DE JULGAMENTO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO NA LEGISLAÇÃO QUE REGE O PROCESSO ADMINISTRATIVO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. Deve ser indeferido o pedido de sustentação oral em sessão de julgamento na primeira instância administrativa, tendo em vista a falta de previsão na legislação pertinente, em especial o Decreto nº 70.235/72 e a Portaria MF nº 58/2006. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, instruído com diversos documentos, cujo teor é sintetizado a seguir. Em breve arrazoado, inicialmente, descreve os fatos argumentando que a recorrente incorreu em erro no preenchimento da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). Fl. 177DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10880.690164/200957 Resolução nº 3801000.494 S3TE01 Fl. 5 4 Sustenta, em preliminar, a nulidade da decisão de primeira instância uma vez que o indeferimento do pedido de sustentação oral infringe o direito constitucional de ampla defesa e contraditório. No mérito, alega que embora tenha havido uma inconsistência no preenchimento da DCTF (erros formais), é inegável seu direito creditório em razão da materialidade das informações constantes no presente processo. Relata que ao verificar o pagamento indevido ou a maior que o devido a recorrente transmitiu suas DCOMPs, porém esqueceuse de retificar a DCTF para que não houvesse a vinculação dos DARFs com os tributos nela declarados. Argumenta que não incide a CIDE sobre a remuneração pela licença de uso ou de direito de comercialização de programa de computador, nos termos da Lei nº 10.168/2008 com a redação dada pela Lei 11.452/2007. Neste sentido colaciona Solução de Consulta da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). Esclarece que a transferência de tecnologia prescinde de registro do contrato no Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI. Faz referência ao princípio da verdade material, colacionando doutrina e jurisprudência sobre este princípio. Relata que causou espanto a força que se dá à análise isolada da DCTF, com a inconsistência apontada, sem se recorrer à análise sistemática com as demais obrigações acessórias: DCOMP, DIPJ e Livro Razão, desconsideradas como elemento probatório. Faz referência ao princípio da verdade material, colacionando doutrina e jurisprudência e com base neste princípio o julgador deveria determinar a baixa do processo à fiscalização para apurar a comunicação do erro de fato e não rechaçar de plano as alegações do contribuinte. Cita jurisprudências do antigo Conselho de Contribuintes sobre a existência de erro de fato no preenchimento de sua declaração. Salienta que todo erro de forma, ou seja, aquele que não turbe o direito material é passível de retificação. Afirma que o erro é completamente escusável e deve ser mitigado o formalismo. Discorda da incidência de multa de 20% e da imputação de juros de mora pelo simples fato de que não há débito a ser liquidado. Ressalta que em medida judicial posterior ao encerramento do presente processo administrativo não se pode alegar que o contribuinte deu causa à suposta exigência fiscal. Por fim, requer que fosse dado provimento ao seu recurso voluntário e alternativamente seja determinada baixa dos autos à fiscalização de modo a apurar e confirmar as informações trazidas pela recorrente no bojo do presente processo administrativo. É o relatório. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10880.690164/200957 Resolução nº 3801000.494 S3TE01 Fl. 6 5 Voto O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. A recorrente desde a manifestação de inconformidade insiste na tese de que o seu direito creditório tem fundamento na Lei nº 10.168/2008 com a redação dada pela Lei 11.452/2007, isto é, não incide a CIDE sobre a remuneração pela licença de uso ou de direito de comercialização de programa de computador,. Consignese que os arts. 20 e 21 da Lei nº 11.452/2007 estabelece: Art. 20. O art. 2° da Lei n° 10.168, de 29 de dezembro de 2000, alterado pela Lei na 10.332, de 19 de dezembro de 2001, passa a vigorar acrescido do seguinte § 1ºA: (...) .................. § 1ºA. A contribuição de que trata este artigo não incide sobre a remuneração pela licença de uso ou de direitos de comercialização ou distribuição de programa de computador, salvo quando envolverem a transferência da correspondente tecnologia. (...) Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos em relação ao disposto no art. 20 a partir de 1 2 de janeiro de 2006. Do exame do despacho decisório que indeferiu a compensação, verificase que essa matéria não foi apreciada. A autoridade fiscal, em síntese, apenas considerou os dados apresentados na DCTF. Convém ressaltar que o simples erro de preenchimento da DCTF não pode resultar em enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional. De sorte que o mero erro de fato no preenchimento da DCTF não é elemento suficiente para afastar o direito à restituição de tributo pago a maior indevidamente. Com efeito, é incontroverso o bom direito da recorrente. Neste sentido, os documentos colacionados (planilha de custo real, contrato de câmbio, Invoice, demonstrativo contábil) são indícios de prova dos créditos e, em tese, ratificam os argumentos apresentados. Em que pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios, constatase que, no caso vertente, os documentos apresentados são insuficientes para se apurar eventuais pagamentos indevidos ou a maior decorrentes da não incidência da CIDE sobre a remuneração pela licença de uso ou de direitos de comercialização ou distribuição de programa de computador. A propósito da legitimidade do crédito, confirase a manifestação da autoridade julgadora de primeira instância: Fl. 179DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10880.690164/200957 Resolução nº 3801000.494 S3TE01 Fl. 7 6 8.5. Contudo, não restou cabalmente comprovado nos autos que a transação em tela referirseia à remuneração pela licença de uso ou de direitos de comercialização ou distribuição de programa de computador e, muito menos, que não teria havido a transferência da correspondente tecnologia, condições reclamadas pela mencionada legislação isentiva. 8.6. Os documentos juntados comprovam, tão somente, operação de remessa de divisas para o exterior efetivada por intermédio do HSBC Bank Brasil S. A. – Banco Múltiplo, da Manifestante para a empresa Voith Paper Holding GMBH & Co. KG, sediada na Alemanha. (grifousse) Não se pode perder de vista que os fundamentos do despacho decisório afastam se da realidade fática, ou seja, a administração fazendária desconsiderou as informações constantes da escrituração fiscal e contábil, o que fere o princípio do devido processo legal e implica ofensa ao amplo direito de defesa administrativa, que é uma garantia individual e reconhecida constitucionalmente. Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) apure com base na escrituração fiscal e contábil a legitimidade do crédito, período de apuração em discussão, em especial verifique se a operação objeto deste processo tratase, de fato, de remuneração pela licença de uso ou de direitos de comercialização ou distribuição de programa de computador e se houve transferência de tecnologia na aludida operação; b) cientifique a interessada quanto ao teor dos cálculos para, desejando, manifestarse no prazo de dez dias. Após a conclusão da diligência, retornar o processo a este CARF para julgamento. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 180DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 16004.000187/2006-45
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Jul 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2001
DESPESAS MÉDICAS - FALTA DE COMPROVAÇÃO - RECURSO IMPROVIDO
Nos termos do art. 8°, § 2ª, III, da Lei n" 9.250, de 1995, somente são aceitas as deduções das despesas médicas devidamente comprovadas. Nos casos em que o sujeito passivo não apresenta recibo ou outra prova de pagamento, mantém-se a glosa da dedução.
Embargos de Declaração admitidos para, admitindo-lhes efeitos infringentes, re-ratificar o acórdão embargado para que dele conste que o resultado do julgamento, em relação ao mérito, foi negar provimento, unânime.
Embargos acolhidos.
Numero da decisão: 2201-000.786
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos, sem modificação do resultado do julgamento
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 DESPESAS MÉDICAS - FALTA DE COMPROVAÇÃO - RECURSO IMPROVIDO Nos termos do art. 8°, § 2ª, III, da Lei n" 9.250, de 1995, somente são aceitas as deduções das despesas médicas devidamente comprovadas. Nos casos em que o sujeito passivo não apresenta recibo ou outra prova de pagamento, mantém-se a glosa da dedução. Embargos de Declaração admitidos para, admitindo-lhes efeitos infringentes, re-ratificar o acórdão embargado para que dele conste que o resultado do julgamento, em relação ao mérito, foi negar provimento, unânime. Embargos acolhidos.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-09-19T13:24:43Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 6; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-09-19T13:24:43Z; Last-Modified: 2011-09-19T13:24:43Z; dcterms:modified: 2011-09-19T13:24:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:d6171af8-ef07-4208-88dd-30bad1f63561; Last-Save-Date: 2011-09-19T13:24:43Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-09-19T13:24:43Z; meta:save-date: 2011-09-19T13:24:43Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-09-19T13:24:43Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-09-19T13:24:43Z; created: 2011-09-19T13:24:43Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2011-09-19T13:24:43Z; pdf:charsPerPage: 863; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-09-19T13:24:43Z | Conteúdo => Moisés Giacome va - Relator. S2-C2TI MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 16004.000187/2006-45 Recurso n" 154,000 Despacho n° 2201-00.786 2 Câmara / la Turma Ordiniria Data 28 de junho de 2010. Assunto Despacho em Embargos Recorrente A Unido Recorrida Izélia Maria Fabiano de Carvalho Vistas, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do CoNiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos, sem modificação do resultado do julgamento Fran sco A sis de Oliveira Júnior - Presidente, EDITADO EM: 16 DEZ 2010 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Janaina Mesquita Lourenço de Souza, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). Processo n° 16004000187/2006-45 S2-C2T1 Daspacho ri.' 2201 -00.786 Fl. 2 Inicialmente, em juizo de retratação, reconsidero o despacho de fls_ 159/160, de minha autoria, para firmar entendimento de que a competência para apreciar os embargos de declaração é desta Egrégia Primeira Turma da Segunda Camara da Segunda Seção, Inicialmente, ao ler as expressões "em que o relator não mais pertença ao colegiado", contidas no § 7°, do artigo 49 do Regimento Interno, entendi que se aplicavam nos casos em que o relator havia passado a integral outra Camara. No entanto, quando se analisa em conjunto as §§ 7° e 8° do artigo 49, do Regimento Interno, conclui-se que não pertencer ao Colegiada quer dizer não mais integrar a mesma Seção do CARP. Tal situação que não pode se confundida corn a permanência na condição de Conselheiro, so que em outra Camara da mesma seção, igualmente competente para julgar a matéria. Se à luz do § 8°, do artigo 49, ate mesmo os processos não julgados acompanham o relator na hipótese deste passar a integrar outra Camara, idêntico procedimento também deve ocorrer em relação aos embargos de declaração, em especial no caso concreto em que o voto identificado coma vencedor não examinou a questão pasta nos embargos de declaração. Firmada a competência para conhecer dos embargos, passo ao exame de sua admissibilidade na forma regimental. Ao julgar a matéria, à fl. 151, lancei os seguintes fundamentos: "Para o caso da dotaa maioria do colegiado não comungar com a posição do relatoi; observo que em relação (is despesas com a empresa PAZ MED PLANO DE SAUDE LTDA, no valor de R$ 2.196,00, junto com o recurso a parte interessada apresentou a respectiva comprovação, conforme destacado no relatório, razão pela qual, caso vencido na preliminar- de decadência, em relação ao mérito, restabeleço dedução do valor de R$ 2 196,00, no ano-calendário de 2000". Ocorre que a documentação a que me refiro no relatório, apresentada com o recurso (fl. 138/139) não diz respeito à empresa PAZ MED PLANO DE SAÚDE S/C LTDA. Assim, há contradição entre a premissa inicial de meu voto (existência de documentos referentes empresa Paz Med Plano De Saúde S/C Ltda) e a conclusão. Por tais fundamentos, acolho os embargos de declaração apresentados pela Procuradoria da Fazenda Nacional e indico o processo para ser incluído na pauta da próxima seção, Moisés Giacomelli Nunes da Silva. 2
score : 1.0
Numero do processo: 16327.720525/2011-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 03 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1301-000.091
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por maioria, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. Vencido o conselheiro Valmir Sandri.
(assinado digitalmente)
Alberto Pinto Souza Junior - Presidente
(assinado digitalmente)
Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por maioria, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. Vencido o conselheiro Valmir Sandri. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior - Presidente (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
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CÂMBIO E COMMODITIES Recorrida FAZENDA NACIONAL. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por maioria, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. Vencido o conselheiro Valmir Sandri. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela contribuinte acima identificada contra decisão proferida pela 10ª Turma da DRJ e São Paulo/SP. Depreendese do Termo de Verificação Fiscal (fls. 220 – 234), que a recorrente foi fiscalizada por (i) ter alienado ações da Bovespa Holding S/A e da BM&F S/A sem o recolhimento o PIS e a Cofins incidentes sobre os valores auferidos nessa alienação; e (ii) por ter alienado um título da Cetip em troca de ações da Cetip S/A por ocasião da desmutualização RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .7 20 52 5/ 20 11 -8 3 Fl. 675DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 04/05/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/05/2013 p or ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16327.720525/201183 Resolução nº 1301000.091 S1C3T1 Fl. 3 2 daquela entidade em 2008, sem a correspondente tributação do valor recebido em ações, deduzido do custo de aquisição do título devolvido. Ou seja, no presente processo foram lavrados autos de infração de PIS e Cofins devidos sobre a venda das ações da Bovespa Holding S/A e da BM&F S/A, bem como autos de infração de IRPJ e CSLL sobre o ganho de capital obtido pela contribuinte no recebimento das ações da Cetip S/A. Temse, portanto, que dois fatos apurados, um deles, redundou nas autuações de PIS e COFINS e o outro, de IRPJ e CSLL, sem qualquer interdependência entre si, ou seja, os fatos apurados na autuação de PIS e COFINS não repercutiram na autuação de IRPJ. Segundo afirmou a Fiscalização, a desmutualização foi o processo pelo qual Bovespa e BM&F (no segundo semestre de 2007), e a Cetip (no primeiro semestre de 2008), então associações sem fins lucrativos, se transformaram em sociedades empresariais constituídas como sociedades anônimas de capital aberto, sendo que com a desmutualização, o vínculo jurídico que une a pessoa física ou jurídica a uma associação sem fins lucrativos, em que vigora o princípio da mutualidade, deixa de existir, e em seu lugar é construído novo vínculo, de caráter empresarial, por meio de uma sociedade empresarial, com todos os regramentos legais específicos aplicáveis às sociedades que visam o lucro. Como parte desse processo, o vínculo associativo é desfeito, devolvendose a parcela do patrimônio a que o associado tem direito, parcela essa utilizada para subscrever ações da nova sociedade empresarial que substituiu a antiga associação. Registrouse ainda, que por meio do Termo de Início de Fiscalização (fls. 03 – 04), foi solicitado à recorrente (i) fornecer cópias do instrumento de formalização da venda de ações da Bovespa Holding S/A e da BM&F S/A de propriedade da contribuinte, ocorrida em março e abril de 2008; (ii) informar o valor do custo de aquisição do título da antiga Cetip Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos, cindida em 01/07/2008 no processo de desmutualização daquela entidade, quando foi criada a atual Cetip S/A Balcão Organizado de Ativos e Derivativos (Cetip S/A). Na sequência, reputouse a ocorrência de infração relativa ao recolhimento do PIS e da Cofins na venda de ações da Bovespa Holding S/A e da BM&F S/A, tratandose ainda da incidência do PIS e da Cofins sobre o faturamento anteriormente à desmutualização, registrandose neste sentido que as corretoras eram obrigadas a manter em seu patrimônio os títulos patrimoniais das Bolsas de Valores para poderem operar nessas entidades e com a desmutualização houve a entrega das ações das Bolsas de Valores aos detentores dos títulos patrimoniais, como forma de devolução de capital, não mais subsistindo a exigência de manter os títulos patrimoniais para operar nas Bolsas, de sorte que as ações das Bolsas de Valores, recebidas na desmutualização, puderam ser negociadas livremente, pois não havia mais necessidade de mantêlas no patrimônio das corretoras. Segundo a Fiscalização, a propriedade das ações alterou a essência dos direitos, obrigações e expectativas inerentes à titularidade do ativo. Se antes a contribuinte era associada das entidades sem fins lucrativos Bovespa e BM&F, após a desmutualização tornou se acionista de empresas com finalidade de lucro e a propriedade dos novos títulos deixou de ser essencial às atividades da empresa, tanto que, após a venda das ações da Bovespa e da BM&F, a contribuinte continuou suas atividades como corretora. Fl. 676DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 04/05/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/05/2013 p or ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16327.720525/201183 Resolução nº 1301000.091 S1C3T1 Fl. 4 3 Feitos estes esclarecimentos, a Fiscalização passou a delinear os procedimentos contábeis aplicáveis à espécie, registrando que segundo os incisos I e III do artigo179 da Lei n° 6.404/76, as disponibilidades e os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente devem ser classificados no Ativo Circulante, enquanto que as participações permanentes em outras sociedades, não classificáveis no Ativo Circulante, devem ser classificadas em Investimentos, ou seja, no Ativo Permanente e, portanto, para classificar contabilmente as ações da BM&F S/A e da Bovespa Holding S/A vendidas, deve ser verificada a intenção da contribuinte nos momentos em que recebeu tais ações em decorrência dos processos de desmutualização e reorganização societária das antigas Bolsas. Segundo a Fiscalização, caso a intenção fosse manter as ações em caráter permanente, a classificação seria no Ativo Permanente, caso contrário, deveriam compor o Ativo Circulante, destacando ainda, que por meio do Ofício Circular 225/2007DG, de 18/09/2007 (fls. 189 191), a Bovespa, de acordo com a legislação em vigor, orientou suas ex associadas a registrarem no Ativo Circulante o valor das ações que destinassem à venda como "títulos disponíveis para negociação ou venda", e registrarem no Ativo Permanente as ações que considerassem como investimento (não disponíveis para venda) e que iriam compor o patrimônio das corretoras como sociedades empresariais. Arrazoou ainda, que a teoria contábil também é pacífica quanto aos requisitos necessários à classificação dos Investimentos no Ativo Permanente, incluindo aí somente os investimentos de aplicação de capital que não sejam temporários nem especulativos, e nos quais exista efetiva intenção de usufruir dos rendimentos do investimento e que para que não houvesse uma oferta excessiva de ações das novas sociedades anônimas, o que poderia causar uma queda acentuada nas cotações dessas ações, as Bolsas instituíram para os novos acionistas (as corretoras) a cláusula de "lock up" (trava), impedindoos de oferecer a totalidade das ações nas respectivas Ofertas Públicas Iniciais (IPO). Assentouse também, que as corretoras que pretendessem vender as ações não alienadas no IPO deveriam aguardam no mínimo 180 dias para então ofertalas, sendo que a venda imediata das ações pela contribuinte logo após o prazo contratual caracteriza a intenção de venda das ações como bens do ativo circulante, sujeitando a contribuinte ao recolhimento do PIS e da Cofins. De acordo com o disposto pela Fiscalização, o PIS e a Cofins incidem no momento em que a empresa aliena as ações havidas na desmutualização por valor superior àquele pelo qual as recebera e esta diferença configura ganho de natureza operacional, em função da atividade social desempenhada, da natureza do ativo negociado e do papel desse ativo no contexto dos investimentos da empresa, citando que de conformidade com o artigo11 do DecretoLei nº 1.598/77, classificase como lucro operacional “o resultado das atividades, principais ou acessórias, que constituam objeto da pessoa jurídica”. Mencionouse assim, que a operação de compra e venda de ações próprias está prevista no estatuto da contribuinte, dentre as outras operações permitidas à sociedade. Além disso, a obtenção de ganhos por mera especulação tem natureza eminentemente operacional, pois o objeto de toda e qualquer sociedade empresarial é a obtenção de lucro, ficando evidente que a compra e venda de ações de carteira própria está inserida no objeto social da contribuinte, compondo seu resultado operacional e as corretoras, sendo instituições financeiras, sujeitamse a determinações de órgãos reguladores que as distinguem de outras sociedades empresariais, de sorte que o Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão que Fl. 677DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 04/05/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/05/2013 p or ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16327.720525/201183 Resolução nº 1301000.091 S1C3T1 Fl. 5 4 regula a atividade do setor, não permite a aquisição de bens que não sejam destinados ao uso próprio (art.12, inciso III, da Resolução Bacen nº 1.655/89). Assim, os títulos patrimoniais das Bolsas, enquanto necessários ao exercício das operações das corretoras, poderiam ser registrados no ativo permanente. Porém, a partir da desmutualização, não era mais exigível que as corretoras tivessem ações das Bolsas para que pudessem operar em tais entidades, razão pela qual as ações recebidas constituem bens que não se destinam à manutenção da atividade da empresa, na forma preconizada pelo art. 179, inciso III, da Lei nº 6.404/76. Em conclusão, reputou a Fiscalização que as novas Bolsas, constituídas com fins lucrativos e na forma de sociedades anônimas, distribuíram às antigas associadas ações proporcionalmente ao valor de cada título, ressarcindo as associadas pelo valor dos títulos devolvidos. Tais ações constituem valores mobiliários negociáveis, disponíveis para venda, não sendo requisito para operação em Bolsas de Valores, sendo irrelevante em qual conta se deu o registro das ações vendidas. O que importaria é a natureza do ativo e sua função no contexto das atividades da empresa já que as ações seriam ativos negociáveis e comporiam o ativo circulante da empresa, destinado à realização de curto ou médio prazo, que foi o que aconteceu. Assim, as ações deveriam ser contabilizadas como investimentos temporários, podendo fazer parte do Disponível quando forem aplicações de liquidez imediata, ou do Ativo Circulante quando se tratar de aplicações com prazo de resgate de até 360 dias da data do balanço (no exercício social seguinte), ou de Investimentos Temporários a Longo Prazo (Realizável a Longo Prazo). Afirmouse ainda, que a Lei n° 9.718/98 define o regime jurídicotributário aplicável às contribuições de PIS e Cofins para as instituições financeiras, não excluindo da base de cálculo dessas contribuições a venda das ações em questão, de sorte que a base de cálculo do PIS e da Cofins (lucro efetivo apurado nas duas operações de venda, foi R$ 211.376.762,67. Na sequência, apurouse infração relativa ao IRPJ e à CSLL, concernente à falta de recolhimento dos apontados tributos sobre o ganho de capital obtido na devolução de patrimônio por ocasião da desmutualização da associação Cetip, registrandose que a Cetip atuava nas atividades das Bolsas de Valores como agente de compensação e pagamento dos títulos e valores negociados e o seu patrimônio era representado por títulos patrimoniais cuja propriedade era necessária para que os associados pudessem operar nas Bolsas. Segundo a Fiscalização, a devolução dos títulos patrimoniais da Cetip Conforme o Instrumento de Protocolo e Justificativa da Operação de Cisão Parcial da Câmara de Custódia e Liquidação Cetip, de 14/04/2008, em 01/07/2008 se daria a cisão parcial da associação Cetip para formação da Cetip S/A e de acordo com o referido Instrumento, a operação tinha por finalidade a desmutualização daquela associação, por meio da qual as atividades econômicas compreendidas em seu objeto social deixariam de ser exercidas por meio de uma estrutura jurídica associativa e passariam a ser desenvolvidas por outra entidade constituída como sociedade anônima, sendo que em 29/05/2008, acompanhando as transformações havidas nas Bolsas, os associados da Cetip aprovaram em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) a desmutualização dessa associação e a criação da Cetip S/A. Neste processo, cada associado devolveu seus títulos patrimoniais à Cetip e recebeu, como devolução do capital representado pelos títulos patrimoniais das associadas, ações da nova empresa Cetip S/A e após a desmutualização, as atividades de compensação, Fl. 678DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 04/05/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/05/2013 p or ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16327.720525/201183 Resolução nº 1301000.091 S1C3T1 Fl. 6 5 liquidação e custódia e outras exercidas pela associação Cetip passariam a ser desenvolvidas apenas pela Cetip S/A., sendo que a associação Cetip permaneceria responsável pelas atividades de natureza educacional por ela desenvolvidas. Assentouse assim, que em decorrência da operação de 01/07/2008, foram incorporados ao patrimônio da Cetip S/A, com base no balancete de 31/03/2008, os elementos ativos e passivos do patrimônio da associação Cetip relacionados com as atividades transferidas à Cetip S/A, os quais somados resultavam em um valor líquido de R$ 201.698.400,00, conforme o balanço patrimonial de 31/03/2008. Na mesma data de 01/07/2008 houve a emissão de ações ordinárias da Cetip S/A que foram atribuídas aos detentores dos títulos patrimoniais da associação Cetip, em substituição às respectivas participações no patrimônio daquela associação. O capital da Cetip S/A foi dividido em 201.698.400 ações, e cada detentor dos 496 títulos representativos do patrimônio da associação Cetip recebeu 406.650 ações da Cetip S/A (valor unitário de R$1,00 por ação, totalizando R$ 406.650,00). De acordo com a Fiscalização, portanto, a associação Cetip devolveu seu patrimônio aos associados na forma de ações. Ao serem conferidas ações da nova sociedade em substituição aos títulos patrimoniais, a corretora deixa de ser associada à entidade e passa a ser sócia acionista da nova empresa com finalidade lucrativa e a diferença entre o valor original de aquisição do título e o valor de ressarcimento oferecido pelas Bolsas na devolução do título constitui ganho, tributandose o valor das atualizações acumuladas pelos títulos resultantes das variações patrimoniais ocorridas nas entidades sem fins lucrativos, conforme art. 17 da Lei nº 9.532/97, se sorte que o valor tributado é a diferença entre o valor entregue para a formação do patrimônio e o recebido pela corretora, na forma de ações da Cetip S/A. Referiu que os documentos apresentados pela contribuinte (fls.138 139), demonstram que o título da Cetip foi adquirido em 02/04/87 pelo valor correspondente a 1.000 OTN, o que correspondia a R$ 5.734,60 em valores atualizados conforme planilha de fls. 193, tendo a contribuinte recebido, como devolução do valor do título, o equivalente a R$ 406.650,00, em ações da Cetip S/A em julho de 2007, apurando um ganho de capital de R$ 400.915,40, correspondente ao lucro obtido na troca do título pelas ações da Cetip S/A, e que constitui base de cálculo do IRPJ e da CSLL apurados nesta autuação. Em função das constatações acima, foram lavrados os autos de infração de fls. 194 a 219. O que se conclui, portanto, é que a Fiscalização apurou as autuações de PIS e COFINS ante a venda das ações obtidas no processo de desmutualização da BOVESPA e da BM&F, considerando que a receita obtida deveria compor a base de cálculo das referidas contribuições, a autuação de IRPJ e CSLL, por seu turno, diz com o próprio processo de desmutualização da Cetip, e o considerado não oferecimento à tributação do ganho obtido com a devolução de patrimônio de entidade isenta. Esta é a síntese do necessário. É o relatório Fl. 679DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 04/05/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/05/2013 p or ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16327.720525/201183 Resolução nº 1301000.091 S1C3T1 Fl. 7 6 Voto Não há, destarte, qualquer liame entre as autuações que autorize o julgamento conjunto da imputação nesta Câmara da Primeira Seção do CARF, sendo imperioso o desmembramento das autuações para julgamento individualizado. Assim, remeto o processo para diligência afim de que a unidade preparadora realize a segregação das imputações em processos autônomos, as autuações de PIS e COFINS ante a venda das ações obtidas no processo de desmutualização da BOVESPA e da BM&F, considerando que a receita obtida deveria compor a base de cálculo das referidas contribuições, e a autuação de IRPJ e CSLL, por seu turno, diz com o próprio processo de desmutualização da Cetip, e o considerado não oferecimento à tributação do ganho obtido com a devolução de patrimônio de entidade isenta e após retornem para julgamento, tendo em conta a competência estabelecida no regimento interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Sala das Sessões 03 de outubro de 2012. (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior Fl. 680DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 04/05/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/05/2013 p or ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 35600.000234/2006-76
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue May 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1998
DECADÊNCIA - O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2301-000.209
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator. Os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Junior e Edgar Silva Vidal acompanharam o relator somente nas conclusões. Entenderam que se aplicava o artigo 150, §4º do CTN.
Nome do relator: Adriana Sato
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Empresas em Geral Recorrente SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL SENAR AR/SC Recorrida DRP/FLORIANÓPOLIS/SC ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1998 DECADÊNCIA - O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula , Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 1)/ 4 Processo e 35600.000234/2006-76 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.209 Fl. 426 ACORDAM os membros da 3' Câmara / 1' Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator. Os Conselheiros Manoel Coelho Arruda ‘I,Junior e Edgar Silva Vid acompanharam o relator somente nas conclusões. Entenderam que se aplicava o artigo 150 f I" , , CTN. t À v1It, :til À1 E á. VIEIRA GOMES I id to 4 „i, OW3,..• SATO r , atora Participaram do julgamento os conselheiros: Marco André Ramos Vieira, Damião Cordeiro de Moraes, Marcelo Oliveira, Edgar Silva Vidal (Suplente), Liége Lacroix Thomasi, Adriana Sato, Manoel Coelho Arruda Junior e Julio Cesar Vieira Gomes (Presidente). Esteve presente ao julgamento o advogado da recorrente Gelson Guilherme Werleng, OAB/SC n° 19.926. 2 n.) Processo n• 35600.000234/2006-76 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.209 Fl. 427 Relatório Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito cujo objeto da notificação são as contribuições devidas pela Recorrente na condição de responsável solidária com o Sindicato Rural de Xanxerê, correspondente a serviços executados sobre cessão de mão de obra, nos quais não foram comprovados os devidos recolhimentos das contribuições previdenciárias dos segurados. O período do débito abrange as competências de janeiro de 1995 a dezembro de 1998. Os documentos examinados para o levantamento de débito foram: livros diários e razão, e, NFLD no 35.125.636-9 de 29/12/2000. Fazem parte do crédito previdenciário levantado, as contribuições devidas pelo SENAR na condição de responsável solidário, destinadas à Seguridade Social, correspondentes a parte da empresa, segundos, ao financiamento da complementação das prestações por acidente do trabalho (até 06/97), ao financiamento dos beneficio concedidos em razão dos riscos ambientais do trabalho — RAT (a partir de 07/1997) e as destinadas a outras Entidades (Terceiros). A Recorrente foi cientificada da lavratura da NFLD em 06/07/2005 (fis.49), apresentou defesa (fls.50/81) assim como Sindicato Rural de Xanxerê (fls.87/106) e a DN julgou o lançamento procedente em parte (ls.119/134), retificando o crédito previdenciário de acordo com o DADR de fls.112/118. Em 12/12/2005 a Recorrente foi cientificada do teor da DN, e, inconformada, apresentou recurso voluntário, alegando em síntese: Ilegitimidade passiva; Falta de ação prévia contra o contribuinte principal; Decadência; A 2' Cal converteu o julgamento em diligência para que o Recorrido juntasse aos autos a NFLD n°35.125.636-9 ou sua cópia integral, bem como fizesse os esclarecimentos elencados no acórdão. A Recorrente apresentou sua manifestação sobre os documentos e esclarecimentos do Recorrido. É o relatório. c)3 Processo no 35600.000234/2006-76 S2-C3T1 AcCordio n.• 2301-00209 Fl. 428 Voto Conselheira ADRIANA SATO, Relatora Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame das questões preliminares suscitadas pelo recorrente. DAS QUESTÕES PRELIMINARES Nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal - STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n°08. Seguem transcrições: Parte final do voto proferido pelo Ea7no Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/91 e o parágrafo único do art.5° do Decreto-lei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse higida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitam-se, entre outros, aos artigos 150, § 4°, 173 e 174 do CT1V. Diante do exposto, conheço dos Remimos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5° do Decreto-lei n°1.569/77, frente ao § 1° do art 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É COMO voto. Súmula Vinculante n° 08: "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103-A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/1212006, in verbis: Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa C) 4 Processo n°35600.00023412006-76 S2-C3T1: Acórdão n.• 2301-00.209 Fl. 429 oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional n°45, de 2004). Lei n°11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. I03-A da Constituição Federal e altera a Lei rI2 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. Art. 22 O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei 5 12 O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. Assim sendo, independente de meu entendimento pessoal sobre a matéria, manifestado em meus votos anteriores, inclino-me à tese jurídica na Súmula Vinculante n° 08. Afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional - CTN se aplicar ao caso concreto. Compulsando os autos, constata-se através do Discriminativo Analítico do Débito que o recorrente não efetuou pagamento parcial de suas obrigações as quais se refere o lançamento. Daí, deve prevalecer a regra trazida pelo artigo 173, Ido CTN. Assim sendo, tendo sido cientificada a recorrente do lançamento em 08/07/2005, ficam alcançadas pela decadência todas contribuições objeto do lançamento. Em razão do exposto, acato a preliminar de decadência para DAR PROVIMENTO ao r- so interposto. S., .. Se . em 05 de maio de 20091 At t li §MÃO ATO - Relatora 5 Page 1 _0048600.PDF Page 1 _0048700.PDF Page 1 _0048800.PDF Page 1 _0048900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10880.919485/2009-49
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Data do fato gerador: 19/09/2005
ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DCTF.
Uma vez comprovado que o valor do débito foi declarado a maior em DCTF, é de se reconhecer o direito creditório pleiteado.
Numero da decisão: 1301-001.200
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros deste Colegiado, em DAR provimento ao recurso interposto, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator.
(documento assinado digitalmente)
Plínio Rodrigues Lima - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Jakson da Silva Lucas - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Plínio Rodrigues Lima, Valmir Sandri, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS
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ementa_s : Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Data do fato gerador: 19/09/2005 ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. Uma vez comprovado que o valor do débito foi declarado a maior em DCTF, é de se reconhecer o direito creditório pleiteado.
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Uma vez comprovado que o valor do débito foi declarado a maior em DCTF, é de se reconhecer o direito creditório pleiteado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros deste Colegiado, em DAR provimento ao recurso interposto, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima Presidente. (documento assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Plínio Rodrigues Lima, Valmir Sandri, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 94 85 /2 00 9- 49 Fl. 685DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 16/ 05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 19/05/2013 por PLINIO RODRIGUES LI MA Processo nº 10880.919485/200949 Acórdão n.º 1301001.200 S1C3T1 Fl. 11 2 Relatório Por bem descrever os fatos transcrevo o relatório da decisão recorrida: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório, em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP) de fls. 01/03, por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos (CSLL — código de receita: 2484) de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo (CSLL — código de receita: 6773). Por intermédio do despacho decisório de fl. 06, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Irresignada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade de fls. 08/22, acompanhada dos documentes de fls. 24/59, na qual alega, em apertada síntese, que: a) em preliminar, a tempestividade da manifestação apresentada; .b) que após a apresentação da PER/Dcomp, por um lapso, deixou de apresentar a DCTF retificadora referente ao período do pagamento questionado; c) que o crédito originouse do indevido pagamento a maior, por DARFs, da CSLL apurada em dezembro de 2004, do que decorre a existência do direito creditório no valor de R$ 44.595,53; d) que o erro no preenchimento da DCTF não pode justificar a não homologação pleiteada, cabendo à Autoridade fazer o exame das peças contábeis de forma a certificarse de sua real existência; e) que em decorrência de alteração de endereço e do CNPJ do estabelecimento matriz, tornouse impossível realizar a retificação da DCTF. Ao final requer se dê provimento a sua manifestação de inconformidade com o cancelamento da cobrança do débito. A interessada fez anexar cópia do cálculo da CSLL de 2004, DARFs de recolhimento, DCTF, PER/DCOMP. À fl. 71, despacho de encaminhamento de petição apresentada em 14/07/2011, pelos representantes da interessada, na qual, após considerações sobre prazos processuais, diante do transcurso de mais de dois anos da apresentação da manifestação de inconformidade sem que seja apreciada, configurando flagrante desrespeito ao art. 24 da Lei n° 11.457/07 e ao art. 5°, XXXIV, a, LV e LXXVIII da CF, requer seja extinto o presente processo com o cancelamento da cobrança ou suspensa a aplicação dos juros de mora a partir de 29/04/2010, ou seja, a partir do 361o. dia de quando passou a aguardar a decisão administrativa. A autoridade julgadora de primeira instância (DRJ/RIBEIRÃO PRETO/SP) decidiu a matéria por meio do Acórdão 1435.937, de 28/11/2011 (fls. 139), julgando improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, tendo sido lavrada a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO/CSLL Data do fato gerador: 19/09/2005 Fl. 686DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 16/ 05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 19/05/2013 por PLINIO RODRIGUES LI MA Processo nº 10880.919485/200949 Acórdão n.º 1301001.200 S1C3T1 Fl. 12 3 RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. 0 reconhecimento do indébito depende da efetiva comprovação do alegado recolhimento indevido ou maior do que o devido. COMPENSAÇÃO TRIBUTARIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 19/09/2005 PRAZO DE JULGAMENTO. 0 Prazo de trezentos e sessenta dias previsto no art. 24 da Lei 11.457/02 tem natureza de prazo impróprio, ainda mais tendo em vista que a decisão a que a contribuinte tem direito está sendo prestada com o presente julgamento. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 19/09/2005 . JUROS DE MORA. EXIGIBILIDADE. Os juros de mora, no caso, de débito com a exigibilidade suspensa, são devidos, exceto na hipótese de depósito do montante integral. É o relatório. Passo ao voto. Fl. 687DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 16/ 05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 19/05/2013 por PLINIO RODRIGUES LI MA Processo nº 10880.919485/200949 Acórdão n.º 1301001.200 S1C3T1 Fl. 13 4 Voto Conselheiro Paulo Jakson da Silva Lucas O recurso voluntário é tempestivo e assente em lei. Dele conheço. Constatase do relatório e voto recorrido que o presente processo é oriundo do PER/DCOMP n°08904.43608.190905.1.3.042030, por meio do qual a ora Recorrente declarou a compensação do valor original de R$ 44.595,53 para quitar parte do IRPJ estimativa de agosto/2005, sob alegação de possuir crédito de CSLL decorrente de pagamento realizado a maior do ano de 2004. Do voto condutor da decisão recorrida, extraio os seguintes fragmentos: No que diz respeito à CSLL, informado como origem do crédito na PER/Dcomp sob questão, a contribuinte declarou, em sua DCTF do 4° trimestre de 2004, débito de CSLL, código de receita: 6773, período de apuração: 2004, no valor de R$ 2.642.079,32, que foi extinto mediante .pagamento, ou seja, o pagamento informado como origem do indébito fiscal objeto de compensação no presente processo foi utilizado integralmente para pagamento de débito de CSLL, no mesmo valor (fl. 06). Dessa forma, o Despacho Decisório não reconheceu qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, não homologou a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito já havia sido integralmente utilizado para quitação de débito da contribuinte (período de apuração: 31/12/2004), não restando crédito disponível para compensação do débito informado na PER/DCOMP. • Portanto, no que atine aos autos, não há correção a ser feita no despacho decisório, tendo em conta a inobservância de requisito básico para formalização da compensação sob exame, qual .seja, a existência de um indébito tributário junto à Fazenda Nacional. • No mais, cabe assinalar que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige a averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo, fazendose necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontandoas com os registros , contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática em todos os seus limites, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e compará lo ao pagamento efetuado. Assim, não basta a interessada alegar o pagamento a maior ou indevido do tributo, mas também deve trazer, por ocasião do presente contencioso, justificativas lastreadas em lançamentos contábeis que identifiquem, inequivocamente, a base de cálculo da CSLL apurada em dezembro de 2004. Ainda mais, quando a contribuinte é pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real que, nos termos do artigo 7o. do Decretolei n° 1.598, de 1977, deve manter escrituração com observância das leis comerciais e fiscais. Fl. 688DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 16/ 05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 19/05/2013 por PLINIO RODRIGUES LI MA Processo nº 10880.919485/200949 Acórdão n.º 1301001.200 S1C3T1 Fl. 14 5 Neste contexto, a contribuinte deveria trazer provas, lastreadas em lançamentos contábeis, dentre estas, destacamse: os registros contábeis de conta no ativo do IRPJ a recuperar, a expressão deste direito em balanço ou balancete, o Livro Diário e Razão, etc., tudo de forma a ratificar o indébito pleiteado. No que atine ao indébito sob exame, a recorrente não trouxe referidos registros contábeis com sua manifestação de inconformidade, embora em sua petição reconheça a necessidade do exame em questão. Consoante noção cediça, a escrituração contábil e fiscal mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais, conforme dispõe o artigo 923 do RIR/1999: Nesse sentido, a declaração de compensação apresentada não contém os atributos necessários de certeza e liquidez, os quais são imprescindíveis para reconhecimento pela autoridade administrativa de crédito junto à Fazenda Pública. Da mesma forma transcrevo a seguir as razões apresentadas no recurso voluntário. Deveras, constou na DCTF da Recorrente como sendo devido o valor de R$ 2.584.699,01 a título de CSLL no anocalendário de 2004, quando o correto seriam R$ 2.540.103,48. A corroborar sua argumentação, a Recorrente anexou à sua manifestação cópia da sua Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ) do período, que demonstrava o valor correto da CSLL a ser pago, com o escopo de sanar qualquer inconsistência perante a Autoridade Julgadora. Não obstante a evidente existência do crédito da Recorrente, ou, ao menos, incongruências entre as informações constantes na DCTF e DIPJ do período, a DRJ/RPO sequer apreciou os dados veiculados na DIPJ e proferiu decisão julgando improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pela Recorrente. Contudo, a DRJ/RPO deixou de apreciar questão de suma importância ao deslinde da controvérsia, que constou expressamente na Manifestação de Inconformidade da Recorrente, qual seja: de que na DIPJ de 2005 (anocalendário 2004) restou expressamente descrito o valor correto da CSLL devido no período, no total de R$ 2.540.103,48, conforme cópia que se juntou aos autos. Recordese a impossibilidade da recorrente alterar os dados da DCTF, uma vez que houve alteração do CNPJ da sua matriz, sendo assim, o sistema informatizado da Secretaria da Receita Federal do Brasil não autoriza a retificação de uma DCTF entregue com o número de um determinado CNPJ, por outra DCTF, em que veicule númro diversos de CNPJ. Em outras palavras, a Recorrente reconheceu o equívoco no preenchimento da DCTF, informou tal fato em sua defesa e juntou novo documento a fim de corroborar suas assertivas (DIPJ). Não obstante, a DRJ/RPO não considerou o documento correto para a apreciação da validade do crédito a que faz jus a Recorrente. Frisese, com a simples análise da DCTF e da DIPJ do período concluise pela existência de inconsistências nos dados ali descritos. Todavia, o v. acórdão sequer tratou sobre a DIPJ, considerando apenas a DCTF como o documento hábil a demonstrar a apuração do IRPJ no período e inexistência do crédito tributário. Fl. 689DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 16/ 05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 19/05/2013 por PLINIO RODRIGUES LI MA Processo nº 10880.919485/200949 Acórdão n.º 1301001.200 S1C3T1 Fl. 15 6 No que atine ao tema, em primeiro lugar é importante destacar que o procedimento do Ilmo. Julgador desrespeita o princípio norteador do Contencioso Administrativo Tributário, qual seja, o da busca pela verdade material. Isso porque, no caso concreto, o Ilmo. Julgador entendeu pela existência do crédito com base em documento que a própria Recorrente atestou como incorreto (DCTF) e ignorou o documento (DIPJ) no qual a Recorrente afirmou conter as informações corretas. Caso a DRJ/RPO houvesse analisado detidamente as informações contidas na DCTF e DIPJ, conseguiria notar às inconsistências entre os valores de CSLL apontados nos documentos e, assim o sendo, deveria, inclusive, determinar a retificação da DCTF de ofício, nos termos prelecionados pelo art. 147, § 2 o , do CTN. Todavia, considerando que o Ilmo. Julgador Administrativo não analisou a DIPJ 2005 (anocalendário de 2004), a Recorrente pugna pela juntada de outros documentos contábeis, com o fito de robustecer as alegações nestes autos. Os documentos são os seguintes (todos relativos ao anocalendário de 2004): planilha demonstrativa da apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, planilha demonstrativa da apuração das estimativas mensais de IRPJ e CSLL a pagar, resumo analítico da apuração do IRPJ e CSLL (doc. 03) e razão analítico (doc. 05). No que tange a tais documentos, é importante frisar que, caso a DRJ/RPO houvesse analisado as informações da DIPJ e verificados as incongruências existentes com a DCTF, esta poderia ter determinado a realização de diligências e apresentação do referido documento, nos termos dos arts. 18, caput, e 29 do Decreto n° 70.235/72, com a intenção de sanar qualquer dúvida existente, em atendimento ao princípio da verdade material. Por fim, relembrese que a principal razão de defesa da Recorrente foi de que os dados constantes da DIPJ estavam corretos, de modo a embasar a existência de seu crédito. Do exposto, em atenção ao princípio da busca da verdade material, com o escopo de evitarse o indeferimento de crédito e conseqüente cobrança de tributo indevido, a Recorrente pleiteia pela análise do seu direito creditório com arrimo nas informações prestadas na DIPJ/2005 (anocalendário 2004), que seja retificada de ofício a DCTF do mesmo período, bem como que seja realizada detida análise dos demais documentos contábeis que instruem o presente recurso. Ademais, caso este Colendo CARF entenda necessário, requer a Recorrente a remessa dos presentes autos para realização de diligências, para melhor análise dos documentos que ora se requer a juntada, tudo para que se dê estrita observância ao princípio da verdade material. De fato, de acordo com a DIPJ e demais documentos juntados pela recorrente, o valor da CSLL apurado no ano calendário de 2004, expressa o total de R$ 2.540.103,48 (Ficha 12A, Cálculo do IR s/Lucro Real). Portanto, o valor informado na DCTF de R$ 2.584.699,01, como sendo devido a título de CSLL para o ano calendário de 2004 e recolhidos conforme comprova os DARF em anexos, afigurase incorreto. Fl. 690DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 16/ 05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 19/05/2013 por PLINIO RODRIGUES LI MA Processo nº 10880.919485/200949 Acórdão n.º 1301001.200 S1C3T1 Fl. 16 7 No entanto a DCTF não foi retificada pela recorrente, a qual alega que somente após a ciência do Despacho Decisório tomou conhecimento do equívoco cometido e, após, pelo fato de alteração do endereço e do CNPJ do estabelecimento matriz ficou impossibilitado de proceder a retificação. A despeito disto, este relator já se posicionou por considerar o reconhecimento ao direito creditório nas hipóteses em que ficar comprovado o mero erro no preenchimento da DCTF. Assim sendo, tendo em vista que se tratou de erro no preenchimento da DCTF por parte da ora recorrente, conforme se constada na DIPJ apresentada e devidamente processada pela SRFB, resta evidente que deve se reconhecer o pagamento a maior da CSLL no montante pleiteado de R$ 44.595,53, vez que já se encontra devidamente quitado. Eis os motivos pelos quais voto no sentido de DAR provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator Fl. 691DF CARF MF Impresso em 21/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 16/ 05/2013 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 19/05/2013 por PLINIO RODRIGUES LI MA
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Numero do processo: 18108.000963/2007-55
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Feb 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1997 a 01/03/2007
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. PRAZO DECADENCIAL REGIDO PELO § 4°, ART. 150, DO CTN.
Comprovada a ocorrência de pagamento parcial, a regra decadencial expressa no CTN a ser utilizada deve ser a prevista no § 4°, Art. 150 do CTN, conforme inteligência da determinação do Art. 62-A, do Regimento Interno do CARF (RICARF), em sintonia com o decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Recurso Especial 973.733.
No presente caso, há a comprovação do pagamento parcial, motivo da aplicação da regra expressa no Art. 150, do CTN.
Numero da decisão: 9202-002.990
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (Vice-Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1997 a 01/03/2007 LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. PRAZO DECADENCIAL REGIDO PELO § 4°, ART. 150, DO CTN. Comprovada a ocorrência de pagamento parcial, a regra decadencial expressa no CTN a ser utilizada deve ser a prevista no § 4°, Art. 150 do CTN, conforme inteligência da determinação do Art. 62-A, do Regimento Interno do CARF (RICARF), em sintonia com o decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Recurso Especial 973.733. No presente caso, há a comprovação do pagamento parcial, motivo da aplicação da regra expressa no Art. 150, do CTN.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (Vice-Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire.
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ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. PRAZO DECADENCIAL REGIDO PELO § 4°, ART. 150, DO CTN. Comprovada a ocorrência de pagamento parcial, a regra decadencial expressa no CTN a ser utilizada deve ser a prevista no § 4°, Art. 150 do CTN, conforme inteligência da determinação do Art. 62A, do Regimento Interno do CARF (RICARF), em sintonia com o decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Recurso Especial 973.733. No presente caso, há a comprovação do pagamento parcial, motivo da aplicação da regra expressa no Art. 150, do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 10 8. 00 09 63 /2 00 7- 55 Fl. 515DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire. Fl. 516DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 18108.000963/200755 Acórdão n.º 9202002.990 CSRFT2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Especial por divergência, fls. 0515, interposto pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), contra acórdão, fls. 0513, que decidiu dar provimento ao recurso, nos seguintes termos. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 01/03/2007 NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO NFLD. REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS DESCONTADAS DOS SEGURADOS PARTE PATRONAL SAT TERCEIROS. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. EXISTENTE. RECURSO RECEBIDO. DECADÊNCIA. RECONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE ABORDAGEM AS DEMAIS TESES RECURSAIS. PRELIMINAR EXTINTIVA RECONHECIDA. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a), em razão da decadência. Como esclarecimento inicial, informamos que o litígio em questão versa sobre qual regra decadencial expressa no CTN, deve ser aplicada. Em seu recurso especial a Procuradoria alega, em síntese, que deve ser aplicada ao caso a regra decadencial expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, pois o recolhimento deveria ser considerado por rubrica. Pelo exposto, requer o conhecimento e o provimento de seu recurso. Por despacho, deuse seguimento ao recurso especial da PGFN. O sujeito passivo – devidamente intimado apresentou suas contra razões, fls. 0560, argumentando, em síntese, que o recurso deve ser improvido. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 517DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade – recurso tempestivo e divergência confirmada e não reformada conheço do Recurso Especial e passo à análise de suas razões recursais. O cerne da questão sobre a decadência é a discussão sobre qual das regras decadenciais, presentes no CTN, aplicarseá, a expressa no § 4°, Art. 150 do CTN, como decidido no acórdão recorrido, ou a constante do I, Art. 173 do CTN.Para a recorrente, a regra a ser aplicada deve ser a prevista no Art. 173, pois não houve a necessária e obrigatória antecipação parcial de pagamento. O Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), através de alteração promovida pela Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” (Art. 62A do anexo II). No que diz respeito a decadência dos tributos lançados por homologação temos o Recurso Especial nº 973.733 SC (2007/01769940), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux, que teve o Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC e da Resolução STJ 08/2008, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL .ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). Fl. 518DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 18108.000963/200755 Acórdão n.º 9202002.990 CSRFT2 Fl. 4 5 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Portanto, o STJ, em Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC definiu que “o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação” (Recurso Especial nº 973.733). Cabe destacar que na análise dos autos encontramos valores recolhidos no período que importa para a definição da regra, fls. 034 e 041. Fl. 519DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 Outro ponto importante é que o fato gerador da contribuição previdenciária é a totalidade da remuneração paga ou creditada pelos serviços, independentemente do título que se lhe atribua, tanto em relação ao tomador do serviço (empresa), quanto do segurado contribuinte. Para a definição da regra decadencial, devemos levar em conta se houve alguma antecipação de pagamento, não por tipo de remuneração (levantamento) pois é a totalidade desses pagamentos que se denomina SaláriodeContribuição (SC), que é todo e qualquer pagamento ou crédito feito ao segurado, em decorrência da prestação de serviço, de forma direta ou indireta, em dinheiro ou sob a forma de utilidades, habituais em relação ao segurado empregado. Elucidativo o texto contido em decisão proferida na Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), processo 10640.001896/200747, pelo nobre Conselheiro Francisco Assis de Oliveira Júnior: “Feitas essas considerações, para solução da lide ora proposta, ainda resta dirimir a questão relacionada ao recolhimento específico da rubrica eventualmente lançada, conforme defende a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, ou se seria suficiente para caracterização de pagamento antecipado o recolhimento genérico relativo aos valores consolidados na folha de pagamento elaborada pelo sujeito passivo. Em relação à essa matéria, creio que a solução mais adequada deve considerar a regra matriz relacionada efetivamente à definição de qual seria a base de cálculo das contribuições previdenciárias. Nesse sentido, observamos que à luz do que dispõe o inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212, de 1991, o elemento jurídico a ser considerado para efeito de análise do recolhimento total ou parcial referese à remuneração total paga, devida ou creditada aos segurados pelo empregador: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: 6 I vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Nesse sentido, se eventualmente o sujeito passivo não recolhe o tributo em relação a determinada rubrica que acredita não ter incidência da contribuição previdenciária, tal fato não descaracteriza a antecipação de pagamento para o restante calculado e recolhido indicado pela folha de pagamento do empregador. Em verdade, o fracionamento dessas rubricas revelase necessário para identificação dos requisitos estabelecidos para Fl. 520DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 18108.000963/200755 Acórdão n.º 9202002.990 CSRFT2 Fl. 5 7 verificação da não incidência do salário de contribuição em conformidade com as inúmeras previsões do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212, de 1991. Contudo, o conjunto de situações e específicas que caracterizam a contraprestação onerosa do empregado pela empresa em nada altera a natureza jurídica de cada uma dessas rubricas que são, em seu conjunto, a remuneração devida ao segurado. Em outras palavras, cada rubrica é espécie do gênero remuneração. Desse modo, para efeito de identificação do pagamento antecipado, não deve ser exigido o recolhimento específico de uma ou outra rubrica paga pelo empregador, mas sim a consolidação desses valores relativos aos itens discriminados na folha de pagamento.” Portanto, claro está que qualquer recolhimento está contido no termo remuneração, o que leva, conseqüentemente, a aplicação da regra esculpida no § 4º, Art. 150 do CTN, conforme decidido no acórdão recorrido. CTN: Art. 150. ... ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. CONCLUSÃO: Em razão do exposto, voto em NEGAR PROVIMENTO ao recurso da nobre PGFN, nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 521DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10540.900077/2008-93
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Jan 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 31/08/2003
APRESENTAÇÃO DE DCTF - RETIFICADORA APÓS DESPACHO DECISÓRIO - POSSIBILIDADE. A declaração retificadora possui a mesma natureza e substitui integralmente a declaração retificada. Descaracterizadas às hipóteses em que a retificadora não produz efeitos. 1. Saldos enviados à PGFN para inscrição em DAU. 2. Valores apurados em procedimentos de auditoria interna já enviados a PGFN. 3. Intimação de início de procedimento fiscal.
Recurso Voluntário Parcialmente Provido
Numero da decisão: 3102-001.267
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário, para afastar o impedimento ao conhecimento da DCTF retificadora, apresentada posteriormente a intimação do despacho decisório, determinando, ainda, o retorno do processo a unidade da jurisdição para apuração do crédito pretendido. O Conselheiro Winderley Pereira votou pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente e Redator Designado.
EDITADO EM: 09/01/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Luciano Pontes Maya Gomes, Álvaro Almeida Filho e Winderley Morais Pereira..
Nome do relator: LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES
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Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/08/2003 APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA APÓS DESPACHO DECISÓRIO POSSIBILIDADE. A declaração retificadora possui a mesma natureza e substitui integralmente a declaração retificada. Descaracterizadas às hipóteses em que a retificadora não produz efeitos. 1. Saldos enviados à PGFN para inscrição em DAU. 2. Valores apurados em procedimentos de auditoria interna já enviados a PGFN. 3. Intimação de início de procedimento fiscal. Recurso Voluntário Parcialmente Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário, para afastar o impedimento ao conhecimento da DCTF retificadora, apresentada posteriormente a intimação do despacho decisório, determinando, ainda, o retorno do processo a unidade da jurisdição para apuração do crédito pretendido. O Conselheiro Winderley Pereira votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Redator Designado. EDITADO EM: 09/01/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Luciano Pontes Maya Gomes, Álvaro Almeida Filho e Winderley Morais Pereira.. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 54 0. 90 00 77 /2 00 8- 93 Fl. 85DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/01/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10540.900077/200893 Acórdão n.º 3102001.267 S3C1T2 Fl. 82 2 Relatório Tratase de recurso voluntário visando a reforma do acórdão nº 1520.267–4ª Turma da DRJ/SDR, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade. De acordo com o relato da decisão recorrida é possível identificar que: O estabelecimento acima identificado formalizou PERDCOMP eletrônica, fls. 07 a 11, visando compensar os débitos nele declarados com o crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior, do tributo de código 6912 – PIS (Programa de Integração Social), referente ao PA de 31/08/2003. A DRF/Vitória da Conquista emitiu Despacho Decisório eletrônico, nº de rastreamento 757696809, de 24/04/2008, fl. 03, não homologando a compensação pleiteada, em face de que o pagamento foi integralmente utilizado na quitação de débitos da contribuinte, “não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP”. Cientificada do despacho decisório em 05/05/2008, conforme informação à fl. 22, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fls. 01 a 02, alegando que: ] efetuou pagamento a maior de valores devidos a título de PIS/Cofins, em face da não aplicação da Lei nº 10.637, de 2002; ] considerando as movimentações da empresa e com espeque na Lei nº 10.637, de 2002, art. 3º, o valor apurado do referido tributo fica limitado R$ 1.234,29. Assim, no período de apuração mencionado foi pago a maior o valor de R$ 6.279,42, que foi objeto de compensação, conforme PERDCOMP às fls. 07 a 11; ] requer, com base nos fatos relatados, o deferimento do processo de compensação Após analisar a manifestação de inconformidade, decidiu a 4ª Turma da DRJ/SDR, pela improcedência não reconhecendo o direito creditório nos termos da ementa do voto abaixo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/08/2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. A apresentação de DCTF retificadora, após o despacho decisório que denegou a restituição, em razão da coincidência entre os débitos declarados e os valores recolhidos, deve vir acompanhada dos documentos que indiquem prováveis erros cometidos, no cálculo dos tributos devidos, resultando em recolhimentos a maior. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/01/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10540.900077/200893 Acórdão n.º 3102001.267 S3C1T2 Fl. 83 3 Não apresentada a escrituração contábil/fiscal, nem outra documentação hábil e suficiente, que justifique a alteração dos valores registrados em DCTF, mantémse a decisão proferida, sem o reconhecimento de direito creditório, com a conseqüente não homologação das compensações pleiteadas. Inconformada com a decisão acima, a contribuinte apresenta recurso voluntário alegando em síntese que: 1 – Realizou o pagamento a maior do tributo ao não observar os créditos da Lei nº 10.637/2002, referentes às compras do mês; 2 – Afirma que, equivocadamente, promovera o recolhimento de R$ 6.850,24, mas que, em razão das aquisições de produtos e ao estoque de abertura, faria jus a um crédito de R$ 6.543,67, conforme escriturado nos livros. Assim, só caberia recolher aos cofres públicos a diferença entre esses dois valores. 3 Tal divergência só teria sido apurada em 2004, razão pela qual optou pela compensação ora debatida. 4 – De acordo com os documentos anexos seria possível identificar os créditos referente às compras. Anexa cópia dos livros diário e razão, além de planilhas de cálculo e pugna pela sua análise em nome do princípio da verdade real. Em face do encerramento do mandato do conselheiro relator e de que, até a presente data, não foi formalizado o acórdão, me autodesignei para tal tarefa. É o relatório. Voto Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Redator Designado A matéria é idêntica à tratada em outros processos de interesse do mesmo contribuinte. A decisão do Colegiado, na oportunidade, foi seguir a mesma solução adotada por ocasião do julgamento do processo 10540.900262/200888, de interesse do mesmo contribuinte, que foi alvo do Acórdão 310200.173, de 1º de setembro de 2011. Reproduzo o votocondutor do aresto, que foi referendado pela unanimidade dos presentes: Busca a recorrente em suas razões demonstrar a existência do crédito de PIS a ser compensado com débitos declarados, decorrente do pagamento a maior só constatados após a entrega da DCTF original e posteriormente incluídos na DCTF retificadora. (...) Fl. 87DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/01/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10540.900077/200893 Acórdão n.º 3102001.267 S3C1T2 Fl. 84 4 De acordo com o despacho decisório(fls.03) de 24/04/2008, quando da transmissão do PER/DCOMP no valor de R$ 5.032,75, observando o DARF discriminado foi identificado um ou mais pagamentos “mas integralmente utilizados para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/COMP”. Tal e qual se verificou naquele processo, após o despacho decisório, foi apresentada DCTF retificadora, conforme demonstra recibo de entrega fls. 06, oportunidade em que foi informado um débito de R$ 1.234,29 de Contribuição para o PIS no 3º Trimestre de 2003 (demonstrativo à fl. 12). Retomo a reprodução do voto condutor: Assim resta analisar a possibilidade de compensar crédito acrescidos em DCTF retificadora mesmo após ciência do despacho decisório que indeferiu o pedido de compensação. O decretolei nº 2.124 de 1984 autorizou, em seu art. 5º, o Ministro da Fazenda instituir obrigações acessórias relativas a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal, sob esse contexto o Ministro delegou sua competência ao Secretário da Receita Federal através da portaria nº 118 de 1984, esse, por sua vez instituiu a Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF, através da instrução normativa nº 129/1986, a qual vem sendo modificada ao longo do tempo. No caso dos autos quando da apresentação da DCTF retificadora, estava em vigor a IN/RFB nº 786/2007, estabelecendo as diretrizes a serem seguidas pelas pessoas jurídicas para apresentarem a DCTF e suas retificadoras. Essa instrução definiu em seu art. 11 caput que a retificadora obedecerá as mesmas normas da declaração retificada e a substituirá integralmente, nos termos do § 1º, “e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados”. Ressaltese ainda que o art. 18 da medida provisória nº 218949, também estabelece que a retificação terá a mesma natureza da declaração original, in verbis: Art.18.A retificação de declaração de impostos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, nas hipóteses em que admitida, terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, independentemente de autorização pela autoridade administrativa. Percebese a princípio a inexistência de óbices para alterar débitos e créditos, entretanto a mesma instrução, logo em seguida, estabelece as hipóteses em que a retificação, não produzirá efeitos, nos termos do § 2º do art. 11 in verbis: Fl. 88DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/01/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10540.900077/200893 Acórdão n.º 3102001.267 S3C1T2 Fl. 85 5 §2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. De acordo a norma acima, no caso em liça, não existe impedimento para a retificação produzir seus efeitos, pois não há débitos enviados à PGFN e inscritos em dívida ativa, com também não houve procedimento de auditoria ou início de procedimento fiscal e sim indeferimento ao pedido de compensação, assim a DCTF retificadora passa a substituir integralmente a DCTF original, produzindo seus efeitos. De se acrescentar, ademais, que o acórdão recorrido consignou, dentre as razões de decidir, que a recorrente não teria feito prova dos créditos que dariam respaldo à compensação declarada. Em que pese a respeitável opinião daquele Colegiado, não vejo como, no presente processo, indeferir sumariamente o pleito em razão da não apresentação de elementos da escrita em sede de manifestação de inconformidade. De fato, analisando o despacho decisório à fl. 03, verificase que a justificativa para a nãohomologação da compensação teria sido exclusivamente a utilização do crédito para pagamento de outro tributo, consequência, como já apontado, da não retificação da DCTF. Ou seja, o fato é que, em momento algum o contribuinte foi informado de que, quando da apresentação da sua inconformidade, além de demonstrar a realocação do crédito, deveria apresentar elementos da sua escrita. Como se viu, o despacho decisório não traz qualquer consideração acerca desse aspecto e não consta dos autos qualquer intimação para apresentação de documentos. Assim sendo, em homenagem à regra gizada no § 4º, “c”, do art. 16 do Decreto 70.235, de 1972, devem ser levados consideração os elementos da escrita apresentados em instância recursal1. Ocorre que promover tais análises, no presente momento processual, representaria supressão de instância, eis que nem a autoridade fiscal nem as autoridades 1 § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) (...) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Fl. 89DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/01/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10540.900077/200893 Acórdão n.º 3102001.267 S3C1T2 Fl. 86 6 julgadoras de primeira instância tiveram oportunidade de se manifestar acerca dos créditos decorrentes de aquisição de produtos para revenda, ou, se for o caso, aprofundar suas verificações com vistas à busca da verdade material. Igualmente temerário, a meu ver seria homologar a compensação à vista da mera retificação da DCTF. Ante ao exposto, dou parcial provimento ao recurso voluntário para afastar o óbice ao conhecimento da DCTF retificadora apresentada após o despacho decisório e determinar o retorno dos autos ao órgão de jurisdição para verificação da procedência ou não dos créditos alegados. Sala das Sessões, em 10 de novembro de 2011 Luis Marcelo Guerra de Castro Fl. 90DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/01/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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Numero do processo: 12045.000464/2007-63
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jan 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/10/2002
SIMPLES. RETENÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. INCOMPATIBILIDADE COM O REGIME. CRITÉRIO DA ESPECIALIDADE. ART. 62A DO REGIMENTO INTERNO. CARF. ART. 543-C. CPC. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. STJ.
O sistema de arrecadação destinado aos optantes do SIMPLES não é compatível com o regime de substituição tributária imposto pelo art. 31 da Lei 8.212/91, que constitui nova sistemática de recolhimento daquela mesma contribuição destinada à Seguridade Social. A retenção, pelo tomador de serviços, de contribuição sobre o mesmo título e com a mesma finalidade, na forma imposta pelo art. 31 da Lei 8.212/91 e no percentual de 11%, implica supressão do benefício de pagamento unificado destinado às pequenas e microempresas.
Aplica-se, na espécie, o princípio da especialidade, visto que há incompatibilidade técnica entre a sistemática de arrecadação da contribuição previdenciária instituída pela Lei 9.711/98, que elegeu as empresas tomadoras de serviço como responsáveis tributários pela retenção de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal, e o regime de unificação de tributos do SIMPLES, adotado pelas pequenas e microempresas (Lei 9.317/96).
Recurso de Ofício Negado.
Numero da decisão: 2403-002.309
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Freitas de Souza Costa.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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RETENÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. INCOMPATIBILIDADE COM O REGIME. CRITÉRIO DA ESPECIALIDADE. ART. 62A DO REGIMENTO INTERNO. CARF. ART. 543C. CPC. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. STJ. O sistema de arrecadação destinado aos optantes do SIMPLES não é compatível com o regime de substituição tributária imposto pelo art. 31 da Lei 8.212/91, que constitui ‘nova sistemática de recolhimento’ daquela mesma contribuição destinada à Seguridade Social. A retenção, pelo tomador de serviços, de contribuição sobre o mesmo título e com a mesma finalidade, na forma imposta pelo art. 31 da Lei 8.212/91 e no percentual de 11%, implica supressão do benefício de pagamento unificado destinado às pequenas e microempresas. Aplicase, na espécie, o princípio da especialidade, visto que há incompatibilidade técnica entre a sistemática de arrecadação da contribuição previdenciária instituída pela Lei 9.711/98, que elegeu as empresas tomadoras de serviço como responsáveis tributários pela retenção de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal, e o regime de unificação de tributos do SIMPLES, adotado pelas pequenas e microempresas (Lei 9.317/96). Recurso de Ofício Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 04 5. 00 04 64 /2 00 7- 63 Fl. 1243DF CARF MF Impresso em 03/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Freitas de Souza Costa. Fl. 1244DF CARF MF Impresso em 03/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12045.000464/200763 Acórdão n.º 2403002.309 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Cuidase de Recurso de Ofício interposto em face do Acórdão da DRJ/CGE, na qual determinou a exclusão dos valores cobrados a título de retenção das contribuições previdenciárias das pessoas optantes do SIMPLES, cuja autuação consubstanciada no DEBCAD nº. 35.621.6730 e consolidada em 27/03/2003, referese ao período de 02/1999 a 10/2002 e foi lançada originariamente no importe de R$ 3.848.442,04, contudo foi reduzida na primeira instância de julgamento para R$ 1.999.428,85 (um milhão novecentos e noventa e nove mil quatrocentos e quarenta e dois reais e quatro centavos). O Relatório Fiscal, fls. 401/404, assim consigna: (...) 3. Constitui fato gerador das contribuições ora lançadas a contratação de serviços mediante cessão ou empreitada de mão de obra, pela Usina Itamarati S/A. Na qualidade de tomadora dos serviços, caberia a Usina Itamarati S/A, reter 11% sobre o valor das notas fiscais/faturas de prestação de serviço e recolher essa importância aos cofres previdenciários. Como a tomadora efetuou esse procedimento apenas em parte, recolhendo aos cofres previdenciários tão somente os valores que efetivamente haviam sido retidos da prestadora, lancei o presente débito em relação ao restante dos valores que deveriam ter sido retidos e recolhidos e não foram. Este lançamento, apurado na contabilidade (Livro Razão) e com o auxílio de relatórios dos prestadores de serviço fornecidos pela empresa, encontrase detalhado e discriminado mensalmente no relatório de Fatos Geradores (...). DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente Auto de Infração por meio do instrumento de fls. 406/422. DA DILIGÊNCIA FISCAL E NULIDADE DA DECISÃO NOTIFICAÇÃO Diante das alegações contidas na peça impugnatória, notadamente àquela na qual se alega que algumas prestadoras de serviços arroladas na autuação fiscal seriam optantes do SIMPLES, razão pela qual desobriga o tomador, ora autuado, de proceder com a retenção dos valores presentemente exigidos, foi proferido despacho de fl. 723 na qual determinou a devolução do processo à fiscalização para realização de diligência fiscal. A dita diligência, fls. 750/754, culminou na retificação do valor do crédito previdenciário constituído, excluindo do lançamento os valores eventualmente incluídos a título de retenção de contribuição previdenciária oriunda da retenção em relação às pessoas optantes do SIMPLES, conforme abaixo se vê: Fl. 1245DF CARF MF Impresso em 03/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 32 Muito embora durante a ação fiscal e até mesmo agora na defesa, não tenha sido apresentado nenhum documento que comprovasse a opção das empresas arroladas nesse levantamento, como sendo optantes pelo SIMPLES, procede em parte às alegações da empresa relativamente a esse fato. Seguindo instruções da auditoria Analista, pesquisamos junto ao cadastro informatizado do INSS (PLENUS) em 01 e 02/12/04, todas as empresas prestadoras de serviços incluídas nesse processo; como resultado da pesquisa encontramos vinte e cinco delas como sendo optante pelo SIMPLES. Dessa forma o crédito previdenciário relativamente a essas prestadoras de serviço optantes pelo SIMPLES, foram retificados conforme QUADRO II, obedecendo aos períodos de lançamento previsto no QUADRO I, para cada uma das vinte e cinco empresas ali relacionadas. Ato contínuo, sem que houvesse a devida intimação acerca da diligência realizada, foi proferida a DecisãoNotificação nº. 10.401./0340/2004 pela extinta Secretaria da Receita Previdenciária, na qual julgou procedente em parte do lançamento, assim como foi combatida pelo Recurso Voluntário interposto, fls. 947/965. Por não ter apresentado juntamente com o depósito recursal, a empresa posteriormente acostou decisão obtida em sede de Apelação na qual determinou a apreciação da peça recursal sem a exigibilidade do dito depósito. Sendo assim, foi proferido o Acórdão nº. 20601.695, fls. 1.077/1.080, pelo então Segundo Conselho de Contribuintes, Sexta Câmara, o qual anulou a DecisãoNotificação retro mencionado em razão do cerceamento do direito de defesa pela ausência de intimação acerca da diligência fiscal, remetendo os autos à primeira instância para intimação do contribuinte e nova decisão. Neste sentido, a empresa apresentou manifestação, fls. 1097/1105. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos elencados na Impugnação, a 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo Grande, DRJ/CGE, prolatou o Acórdão nº. 0419.974, fls. 1198/1227, na qual julgou pela parcial procedência da impugnação. Determinou a exclusão dos lançamentos, informados na diligência, relativos às retenções realizadas em razão de empresas optantes pelo SIMPLES. Haja em vista o crédito exonerado ser superior ao limite de alçada, foi interposto Recurso de Ofício. O julgado foi assim ementado, verbis: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1999 a 31/10/2002 APRECIAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. Não cabe a esta instância julgadora apreciar argumentos de inconstitucionalidade e ilegalidade de norma por ser matéria reservada ao Poder Judiciário. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. Fl. 1246DF CARF MF Impresso em 03/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12045.000464/200763 Acórdão n.º 2403002.309 S2C4T3 Fl. 4 5 É vedada a extensão administrativa dos efeitos de decisões judiciais contrárias à orientação estabelecida pela administração direta e autárquica em atos de caráter normativo ordinário. COMUNICAÇÃO PROCESSUAL. A comunicação processual será feita na forma pessoal, ou por via postal ou telegráfica, com prova de recebimento no domicílio tributário do sujeito passivo. CESSÃO DE MÃODEOBRA. A cessão de mãodeobra ocorre quando a prestadora de serviços coloca, à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e forma de contratação. EMPRESA CONTRATADA OPTANTE PELO SIMPLES. No período de lançamento, a empresa optante pelo Simples, que prestar serviços mediante cessão de mãodeobra ou empreitada, não está sujeita à retenção sobre o valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços emitido. RETENÇÃO DE 11% SOBRE A NOTA FISCAL DE SERVIÇOS. A empresa contratante de serviços realizados por pessoa jurídica mediante cessão de mão de obra ou empreitada está obrigada a reter 11% sobre o valor da nota fiscal, fatura ou recibo e arrecadar o valor retido à Receita Federal. ELISÃO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA DECORRENTE DA RETENÇÃO. A elisão da obrigação tributária decorrente da retenção só ocorre com a comprovação do recolhimento de GPS com código específico (2631) em nome do prestador de serviço. JUROS E MULTA. São devidos juros e multa sobre as contribuições em atraso, ambos de caráter irrelevável. Os juros e a multa foram calculados de acordo com os dispositivos legais vigentes, não cabendo à Administração, manifestarse sobre ilegalidade das normas em vigor. MP 449/2008, CONVERTIDA NA LEI Nº 11.941/2009 – APLICAÇÃO DA MULTA MAIS BENÉFICA. A análise do valor das multas para verificação e aplicação daquela que for mais benéfica, se cabível, será realizada no momento do pagamento ou do parcelamento. Impugnação Procedente em Parte Fl. 1247DF CARF MF Impresso em 03/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Crédito Tributário mantido em Parte Conforme documento de fl. 1235, o contribuinte obteve ciência do acórdão supra, entretanto não apresentou Recurso Voluntário, cabendo a este Conselho a análise do Recurso de Ofício interposto. É o relatório. Fl. 1248DF CARF MF Impresso em 03/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12045.000464/200763 Acórdão n.º 2403002.309 S2C4T3 Fl. 5 7 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator IMPOSSIBILIDADE DE RETENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES EM RELAÇÃO ÀS PRESTADORAS OPTANTES PELO SIMPLES A DRJ afastou da autuação fiscal os valores lançados a título de retenção em relação à prestação de serviços por meio de cessão de mão de obra pelas empresas optantes pelo SIMPLES, em relação ao período compreendido entre 01/01/2000 a 31/08/2002. Nos termos do art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, as decisões submetidas à sistemática prevista no art. 543C do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. O Superior Tribunal de Justiça decidiu que o sistema de arrecadação destinado aos optantes do SIMPLES não é compatível com o regime de substituição tributária imposto pelo art. 31 da Lei 8.212/91, acórdão cuja ementa segue abaixo colacionada, in verbis: TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇO OPTANTES PELO SIMPLES. RETENÇÃO DE 11% SOBRE FATURAS. ILEGITIMIDADE DA EXIGÊNCIA. PRECEDENTE DA 1ª SEÇÃO (ERESP 511.001/MG). 1. A Lei 9.317/96 instituiu tratamento diferenciado às microempresas e empresas de pequeno porte, simplificando o cumprimento de suas obrigações administrativas, tributárias e previdenciárias mediante opção pelo SIMPLES Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições. Por este regime de arrecadação, é efetuado um pagamento único relativo a vários tributos federais, cuja base de cálculo é o faturamento, sobre a qual incide uma alíquota única, ficando a empresa optante dispensada do pagamento das demais contribuições instituídas pela União (art. 3º, § 4º). 2. O sistema de arrecadação destinado aos optantes do SIMPLES não é compatível com o regime de substituição tributária imposto pelo art. 31 da Lei 8.212/91, que constitui ‘nova sistemática de recolhimento’ daquela mesma contribuição destinada à Seguridade Social. A retenção, pelo tomador de serviços, de contribuição sobre o mesmo título e com a mesma finalidade, na forma imposta pelo art. 31 da Lei Fl. 1249DF CARF MF Impresso em 03/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 8.212/91 e no percentual de 11%, implica supressão do benefício de pagamento unificado destinado às pequenas e microempresas. 3. Aplicase, na espécie, o princípio da especialidade, visto que há incompatibilidade técnica entre a sistemática de arrecadação da contribuição previdenciária instituída pela Lei 9.711/98, que elegeu as empresas tomadoras de serviço como responsáveis tributários pela retenção de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal, e o regime de unificação de tributos do SIMPLES, adotado pelas pequenas e microempresas (Lei 9.317/96). 4. Recurso especial desprovido. Acórdão sujeito ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/08. (REsp 1112467/DF, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/08/2009, DJe 21/08/2009)” Portanto, tendo em vista o entendimento da Corte Superior, submetida à sistemática dos Recursos Repetitivos, não sobejam dúvidas quanto à correção da decisão da DRJ ao exonerar o crédito previdenciário presentemente discutido. CONCLUSÃO Ante todo o exposto, conheço do Recurso de Ofício, para negar provimento. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 1250DF CARF MF Impresso em 03/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 10675.003005/2006-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jan 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Data do fato gerador: 22/02/2006
MÁQUINA CAÇA-NÍQUEL. IMPORTAÇÃO. MULTA.
A partir da publicação da Lei nº 10.833/2003, a importação de máquina do tipo caça-níquel, considerada como mercadoria atentatória à moral e aos bons costumes, passou a ser punível, também, com multa pecuniária no valor de R$ 1.000,00.
MÁQUINA CAÇA-NÍQUEL. IMPORTAÇÃO. RESPONSABILIDADE PELA INFRAÇÃO.
A responsabilidade por infrações à legislação aduaneira é objetiva e extensiva a quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática ou dela se beneficie.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-002.362
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da redatora designada. Vencidos os Conselheiros Alexandre Gomes, Paulo Guilherme Deroulede e Gileno Gurjão Barreto (relator), que davam provimento ao recurso voluntário. Designado a Conselheira Maria da Conceição Arnaldo Jacó para redigir o voto vencedor.
(Assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA
Presidente
(Assinado digitalmente)
Gileno Gurjão Barreto
Relator
(Assinado digitalmente)
MARIA DA CONCEIÇÃO ARNALDO JACÓ - Redatora designada.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva(Presidente); Gileno Gurjão Barreto (vice presidente); Alexandre Gomes; Fabíola CassianoKeramidas; Paulo Guilherme Deroulede e Maria da Conceição Arnaldo Jacó
Nome do relator: GILENO GURJAO BARRETO
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IMPORTAÇÃO. MULTA. A partir da publicação da Lei nº 10.833/2003, a importação de máquina do tipo “caçaníquel”, considerada como mercadoria atentatória à moral e aos bons costumes, passou a ser punível, também, com multa pecuniária no valor de R$ 1.000,00. MÁQUINA CAÇANÍQUEL. IMPORTAÇÃO. RESPONSABILIDADE PELA INFRAÇÃO. A responsabilidade por infrações à legislação aduaneira é objetiva e extensiva a quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática ou dela se beneficie. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da redatora designada. Vencidos os Conselheiros Alexandre Gomes, Paulo Guilherme Deroulede e Gileno Gurjão Barreto (relator), que davam provimento ao recurso voluntário. Designado a Conselheira Maria da Conceição Arnaldo Jacó para redigir o voto vencedor. (Assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 00 30 05 /2 00 6- 17 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 16/01/2014 por GILENO GURJ AO BARRETO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA 2 (Assinado digitalmente) Gileno Gurjão Barreto Relator (Assinado digitalmente) MARIA DA CONCEIÇÃO ARNALDO JACÓ Redatora designada. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva(Presidente); Gileno Gurjão Barreto (vice presidente); Alexandre Gomes; Fabíola CassianoKeramidas; Paulo Guilherme Deroulede e Maria da Conceição Arnaldo Jacó Relatório Adotase o relatório da decisão recorrida, por bem refletir a contenda. “Cuida o presente processo de multa pela importação de mercadoria atentatória à moral, aos bons costumes, saúde ou ordem pública, no valor de R$ 1.000,00,aplicada pela fiscalização aduaneira com fulcro no artigo 107, inciso VII, alínea “b” do DecretoLei no. 37/1966, com a redação data pelo artigo 77 da Lei nº 10.833/2003. 1. Da Autuação Os fatos que deram ensejo ao lançamento foram descritos pela fiscalização da seguinte forma (fl. 3): Em cumprimento ao Mandado de Busca e Apreensão expedido nos autos do processo 2005.38.03.0087918, 2ª VF/UBERLÂNDIA/MG, Foram apreendidas pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal em 22/02/2006, 03 (três) placas para máquina “CaçaNíquel" no estabelecimento comercial denominado "BAR E LANCHONETE VIGOR" localizado na Rua Quintino Bocaiúva, 522 Centro Uberlândia MG, de propriedade do Sr. CLEBER ANTONIO CERQUEIRA, conforme AUTO CIRCUNSTANCIADO E/22, assinado pelo Agente da Polícia Federal e pelo Auditor Fiscal da Receita Federal, responsáveis pelo cumprimento do mandado. As referidas placas foram entregues ao responsável pelo Depósito de mercadorias Apreendidas da Delegacia da Receita Federal em Uberlândia MG, conforme Termo de Recebimento DRF/UBE/SAPOL/DMA n° 139/2006, de 22/02/2006. Em 21/03/2006, foi lavrado o Auto de Infração para aplicação da pena de perdimento das placas, processo 10675.000789/200613. Para instruir o lançamento, foi juntada cópia do Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal relativo ao perdimento das placas para máquina caçaníquel do Termo de Fl. 71DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 16/01/2014 por GILENO GURJ AO BARRETO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10675.003005/200617 Acórdão n.º 3302002.362 S3C3T2 Fl. 71 3 Recebimento de Mercadorias Apreendidas, lavrado pela Receita Federal e do Auto Circunstanciado emitido pela Polícia Federal. 2. Da Impugnação O autuado foi cientificado do lançamento por via postal em 13/11/2006 e,por meio de advogado devidamente habilitado, apresentou impugnação em 6/12/2006, na qual argumenta que: 1. O requerente foi autuado por suposta “importação de mercadoria atentatória à moral/bons costumes/saúde/publica” em face da apreensão pela Polícia Federal de placas para máquina “caçaníquel”,conforme descrito no Auto de Infração, lhe sendo aplicada multa pecuniária de R$ 1.000,00(..),com base no art. 107, inc. VII, “b”, do Dec. Lei n. 37/66, com redação dada pelo art. 77 da Lei 10.833 de 29/12/2003. 2. O requerente não é “importador” e também “não importou” as mercadorias(placa de máquina caçaníquel),bem como não é, e nunca foi, proprietário das mesmas. 3. O requerente desconhecia a existência de “placa(s) estrangeira(s)” dentro das máquinas caçaníquel,porque não era proprietário da(s) máquina(s), por que nunca as abriu para olhar o que tinha dentro, porque, se olhasse, não saberia distinguir por não ter o mínimo conhecimento técnico pertinente à questão. Assim, mesmo que olhasse, não saberia se seria placa estrangeira ou não, e muito menos se era de importação proibida ou não. 4. O requerente apenas alugou um pequeno espaço em seu comércio para colocação da máquina caça níquel,sob modesto aluguel fixo, o que é praxe geral nas cidades e do conhecimento geral dos agentes públicos. 5. Conforme Nota Fiscal e Laudo de Assistência Técnica, em anexo, o importador é Grand Columbus Importadora e Exportadora Ltda., e destinatário Game Line Ltda. 6. A multa pecuniária de R$ 1.000,00(..)passou a vigorar a partir de29/12/2003, e a importação ocorreu em data anterior, conf. Nota Fiscal, portanto ao fato não pode ser aplicada a multa pecuniária. E, mesmo que,hipoteticamente, se desconsidere a Nota Fiscal, ainda assim é inaplicável a multa pecuniária porque a Receita Federal não pode afirmar que tal importação tenha ocorrido em data posterior à Lei n. 10.833 de 29/12/2003 que deu nova redação ao art. 107; inc. VII, “b”, do Dec. Lei n. 37/66, ou seja, se a importação da(s)placa(s) ocorreu em data anterior é inaplicável a multa. 7. O requerente/autuado pede a improcedência da autuação, determinando o arquivamento do processo administrativo na forma da lei. 8. Requer produção de provas: documental e testemunhal, com rol oportuno. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 16/01/2014 por GILENO GURJ AO BARRETO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA 4 9. Requer sejam as intimações dirigidas, doravante, ao endereço do advogado do requerente, cf. consta no cabeçalho desta petição. Vistos, relatados e discutidos os autos, acordaram os membros da Sétima Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Fortaleza, na forma do relatório e do voto que passam a integrar o presente julgado: a) por unanimidade de votos, REJEITAR o protesto genérico para posterior produção de provas; b) por maioria de votos, NEGAR PROVIMENTO À IMPUGNAÇÃO,MANTENDOSE INTEGRALMENTE A MULTA LANÇADA, vencidos os julgadores Mauro Campos Mendonça e Ricardo Serra Rocha, que votaram no sentido de dar provimento à impugnação para anular o lançamento por vício material.” Intimada em 08.06.2012, inconformada o Recorrente interpôs recurso voluntário em 09.07.2012. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro GILENO GURJÃO BARRETO, Relator O presente recurso preenche os requisitos de admissibilidade, por isso dele conheço. Travase a presente discussão acerca da aplicação da penalidade específica pela importação de mercadorias estrangeiras classificadas como atentatórias à moral, aos bons costumes, à saúde ou à ordem pública, nos termos do artigo 107, inciso VII, letra “b” do Decreto Lei nº 37/1966. Buscase no processo administrativo a verdade material, ou seja, interessa à Administração que seja apurada a verdade real dos fatos ocorridos. Isto devido ao princípio da verdade material, onde se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador. No princípio da verdade material é que, diante da existência de fatos imponíveis não declarados voluntariamente pelo contribuinte, cabe à Fazenda Pública diligenciar para descobrilos e provar a sua existência real. O princípio da livre convicção do julgador informa o sistema jurídico brasileiro. Por este princípio a valoração dos fatos e circunstâncias constantes dos autos é feita livremente, pelo julgador. Importa saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento. Na condução do processo há que se ter em conta o processo de fixação formal da prova, no qual o julgador se atém à análise dos meios de prova definidos em lei, à valoração e admissibilidade das provas apresentadas, para formar o seu livre convencimento para decidir. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 16/01/2014 por GILENO GURJ AO BARRETO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10675.003005/200617 Acórdão n.º 3302002.362 S3C3T2 Fl. 72 5 O processo administrativo fiscal tem por característica justamente permitir, nas instâncias de julgamento, a análise irrestrita e profunda dos fatos, visando estabelecer como se deram de modo que a tributação não ultrapasse seus limites. Pois bem, o artigo 107, inciso VII, letra “b” do Decreto Lei nº 37/1966, com redação dada pela Lei nº 10.833/03, temos: “Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: VII de R$ 1.000,00 (mil reais): (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003)(Vide) (...) b) pela importação de mercadoria estrangeira atentatória à moral, aos bons costumes, à saúde ou à ordem pública, sem prejuízo da aplicação da pena prevista no inciso XIX do art. 105;” Conforme exposto, a multa ora questionada foi inserida no ordenamento jurídico através da Lei nº 10.833/03, sendo que os equipamentos foram apreendidos pela Receita Federal em fiscalização realizada em 22.02.2006, ou seja, posteriormente à entrada em vigor da referida norma. Ocorre, no entanto, que, se por um lado o contribuinte apresenta documentos de outras máquinas cuja importação ocorrera em data anterior (1999) à vigência do dispositivo punitivo, por outro a fiscalização aplicoulhe a multa sem também provar que aquela máquina teria sido importada posteriormente. Ademais, conforme brilhantemente exposto no voto do i. julgador Ricardo Serra Rocha, em nenhum momento a i. fiscalização comprovou se as referidas importações ocorreram antes ou depois da entrada em vigor da norma em questão. E uma vez que o tipo penal da norma recai sobre o ato de “importar”, importante essa análise. Por esse motivo, perfilome da declaração de voto proferida pelo i. julgador Ricardo Serra Rocha, que assim prescreve: “...o que aqui está se tratando é a aplicação de penalidade específica pela importação de mercadorias estrangeiras tidas pela autoridade fiscal como atentatórias à moral, aos bons costumes, à saúde ou à ordem pública, tudo amparado no art. 107, Inciso VII, “b”, do Decretolei 37/1966 (na redação dada pela Lei nº 10.833, de 29/12/2003). Nesse ponto, tenho que a fiscalização não cuidou em apontar de forma precisa e fundamentada se a importação em questão se deu na vigência desse referido dispositivo legal, bem como quem a praticou ou de qualquer forma haja concorrido para sua prática ou dela tenha se beneficiado. Assim, especificamente se falando no âmago da penalidade aqui em discussão, percebese a fragilidade das provas apresentadas contra a impugnante. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 16/01/2014 por GILENO GURJ AO BARRETO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA 6 Pois bem. Reza o art. 142 do Código Tributário Nacional CTN que a constituição do crédito se dá pelo lançamento, de competência privativa da autoridade fiscal, compreendido como o procedimento administrativo, vinculado e obrigatório, tendente a verificar a ocorrência do fato gerador, determinar a matéria tributável, apurar o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Lei 5.172/1966 (CTN) Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. (grifei) Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Dessa forma, como se verifica no caso, não logrou êxito a autoridade lançadora em demonstrar inequivocamente a ocorrência do fato típico. Como na atividade do lançamento cabe à Administração Tributária empregar todos os meios disponíveis de informação para conhecer e comprovar o fato jurídico, permanecendose no processo administrativo o estado de incerteza quanto aos elementos constitutivos do lançamento, a regra é que a decisão deva ser pela não exigência da exação ou penalidade. Dessa forma, privilegiandose a garantia constitucional da razoável duração do processo (art. 5º, LXXVIII, da CF/1988), aplicável tanto no âmbito judicial quanto no administrativo, e, considerandose que já fora dada à autoridade lançadora, por ocasião da constituição do crédito, oportunidade de trazer aos autos os necessários elementos probatórios, bem como, o princípio da interpretação benigna ao acusado, prescrito pelo art. 112 do CTN, devido remanescer dúvida quanto à subsunção dos fatos à norma, estou pela insubsistência do lançamento em discussão. CF/1988 Art. 5º (...) LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de2004) Lei 5.172/1966 (CTN) Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpretase da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: (...) III à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; (...) Fl. 75DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 16/01/2014 por GILENO GURJ AO BARRETO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10675.003005/200617 Acórdão n.º 3302002.362 S3C3T2 Fl. 73 7 Assim, com a devida vênia, entendo que não restaram configurados todos os elementos nucleares da relação jurídico tributária em pauta. Dessarte, uma vez ocorrida violação a quaisquer dos requisitos essenciais do lançamento, consubstanciase o chamado vício material; vício este que não se coaduna com a contagem de prazo decadencial prescrita pelo inciso II do artigo 173 do CTN, aplicável apenas na ocorrência de nulidade por vício de natureza formal, ou seja, não vinculado à parte substancial do ato. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Ex positis, voto pela nulidade desta autuação pela ocorrência de vício material na edificação do lançamento, não se lhe aplicando a reabertura do prazo decadencial previsto no inciso II do art. 173 do CTN. Por derradeiro, anotese que ao considerar insubsistente o lançamento, não estou a asseverar que a defendente não cometeu a infração em litígio, mas sim que, conforme os elementos probatórios trazidos aos autos, a autoridade lançadora não demonstrou de maneira cabal a ocorrência do fato gerador desta penalidade, qual seja, importação de mercadorias estrangeiras de cunho atentatório à moral, aos bons costumes, à saúde ou à ordem pública, vez que não se preocupou em demonstrar minimamente a data de sua ocorrência e quem a praticou, haja concorrido, ou dela se beneficiado, estando assim, maculado o lançamento em apreço, por vício de nulidade material”. Ante o exposto, conheço do recurso e doulhe provimento. É como voto. Sala das Sessões, em 26 de novembro de 2013. (Assinado digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO relator Fl. 76DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 16/01/2014 por GILENO GURJ AO BARRETO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA 8 Voto Vencedor Maria da Conceição Arnaldo Jacó Conselheira redatora Como ressaltado pelo relator do Acórdão ora recorrido, é incontroverso o fato atinente à importação irregular das 03 (três) placas para máquina “CaçaNíquel", encontradas e apreendidas, em 22/02/2006, no estabelecimento comercial denominado "BAR E LANCHONETE VIGOR" localizado na Rua Quintino Bocaiúva, 522 Centro Uberlândia/MG, de propriedade do Sr. CLEBER ANTONIO CERQUEIRA, sobre as quais foi aplicada, também, a pena de perdimento das placas,por meio do processo 10675.000789/200613.. Em assim sendo, até que se prove o contrário, é de se presumir que a importação tenha sido efetuada pelo dono do estabelecimento onde a máquina foi encontrada. A contribuinte, em sua defesa (tanto na impugnação, quanto no seu recurso voluntário) alega não ser o proprietário da máquina caça níquel e que apenas alugou um pequeno espaço em seu comércio para colocação da máquina caça níquel,sob modesto aluguel fixo. Entretanto, não traz nenhuma prova da mencionada locação, de modo a afastar a sua responsabilidade. A sua alegação, por outro ângulo, denota ser a contribuinte beneficiária de tal importação irregular. Por outro lado, tanto a Nota Fiscal nº 00176, anexada è efl 22, emitida pela Grand Columbus Importadora e Exportadora Ltda para o destinatário Game Line Ltda, quanto o Laudo de Assistência Técnica ANEXO SAT 1788/EQTRA, de efls 23 a 26, apresentados pela autuada com o objetivo de demonstrar que as placas foram importadas em 1999 pela Grand Columbus Importadora e Exportadora Ltda, por meio daquela Nota Fiscal, não se prestam à tal comprovação, pelo o fato de que não traz, a Nota fiscal, qualquer número de série das máquinas ali comercializadas, fazendo menção genérica à “máquinas de diversão eletrônica modelo WMH210” e o laudo, por sua vez, verifica uma única máquina, atestando tratarse de uma máquina de diversão eletrônica COPA 98, descrevendo as peças de sua constituição, em nada se assemelhando com placas para máquina “CaçaNíquel". Portanto, tornase inviável confirmar se as placas para máquina “CaçaNíquel" objeto deste processo estão incluídas nas máquinas a que se referem os citados documentos. Convém, aqui, trazer à colação, trecho atinente ao aspecto imediatamente citado, retirado do voto ora recorrido: “Adicionandose a esse aspecto a falta de prova quanto ao liame entre o autuado e a Games Line Ltda, concluise que não há como aceitar esses documentos para os fins pretendidos pela defendente. Ou seja, eles não comprovam que as máquinas caça níquel encontradas em poder do autuado foram importadas por terceiro, nem que a importação ocorreu em data anterior à de vigência da Lei nº 10.833/2003. Acaso fossem consideradas as notas fiscais apresentadas, sem prova inconteste de que elas se referem às máquinas caçaníquel apreendidas, estarseia dando margem a que qualquer possuidor desse tipo de máquina também possa se eximir de eventual cobrança de multa, com base nessa mesma documentação.” Assim ressalvado os fatos, mister se faz analisar se os mesmos subsumemse à regra legal que estabeleceu a Multa de R$ 1000,00, aplicada nestes autos. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 16/01/2014 por GILENO GURJ AO BARRETO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10675.003005/200617 Acórdão n.º 3302002.362 S3C3T2 Fl. 74 9 A multa aplicada é a prevista no artigo 107, inciso VII, alínea “b”, do Decretolei nº 37, de 1966, com a redação dada pelo artigo 77 da Lei nº 10.833, de 29/12/2003, pela importação de mercadoria estrangeira atentatória à moral, aos bons costumes, à saúde ou à ordem pública, sem prejuízo da aplicação da pena prevista no inciso XIX do art. 150 do mesmo Decretolei. No que atine à responsabilidade por infrações, o Decretolei n° 37/1966,prescreve em seu artigo 95, inciso I que: “Art. 95 Respondem pela infração: I conjunta ou isoladamente, quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática, ou dela se beneficie”; (destaquei) Portanto, a referida multa, aplicada em face da infração devidamente descrita em lei, atinge a todos que de qualquer forma, concorram para a prática da infração, ou dela se beneficie. Assim corroboro com o entendimento proferido na decisão ora recorrida no sentido de que: “Assim, estando presentes os pressupostos legais, quais sejam mercadoria estrangeira, atentatória aos bons costumes, por estar caracterizada sua destinação à exploração de jogos de azar, e tratandose de norma cogente, aplicase a todos que se encontrarem incursos, a qualquer título, na situação albergada pela lei. No caso em relevo, verificase claramente que o impugnante estava tendo benefícios com a instalação das máquinas em seu estabelecimento. Podese inferir que, independente de ter sido ele quem importou as referidas máquinas, a responsabilidade pela infração tem amparo no artigo 95, I, do Decretolei nº 37/1966, visto que aplicável a todos, conjunta ou isoladamente, que de qualquer forma, concorram para a prática da infração, ou dela se beneficiem.” E no mais, não há nenhum reparo a fazer nas fundamentações do Acórdão ora recorrido, motivo pelo o qual adotoo e ratificoo, com fulcro. no art. 50, § 1º, da Lei nº 9.784/99. CONCLUSÃO Com base na fundamentação acima posta, conduzo o meu voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário para manter o lançamento da multa aduaneira no valor de R$ 1000,00. É como voto. (Assinado digitalmente) Conselheira Maria da Conceição Arnaldo Jacó – Redatora Fl. 78DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 16/01/2014 por GILENO GURJ AO BARRETO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA 10 Fl. 79DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 16/01/2014 por GILENO GURJ AO BARRETO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 10680.914167/2011-62
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 30 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Feb 24 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2004
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO-HOMOLOGADA.
A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.812
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 41 67 /2 01 1- 62 Fl. 33DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.914167/201162 Acórdão n.º 3801002.812 S3TE01 Fl. 34 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório nº rastreamento 941316534 emitido eletronicamente em 05/07/11, fls. 8, referente ao PER/DCOMP nº 11453.06797.140907.1.3.048462 (doc. de fls. 912). A Declaração de Compensação gerada pelo programa PER/DCOMP foi transmitida com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório correspondente a COFINS – Código de Receita 2172, no valor original na data de transmissão de R$3.481,52, representado por Darf recolhido em 14/01/05 e de compensar o(s) débito(s) discriminado(s) no referido PER/DCOMP De acordo com o Despacho Decisório a partir das características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Como enquadramento legal citouse: arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório, o interessado apresenta manifestação de inconformidade (fl. 2), alegando que no período de 31/12/2004 o valor do imposto, código 2172 foi informado indevidamente através da DCTF de 14/02/2005; que o mesmo foi recolhido em 14/01/2005 no valor de R$ 4632,77; que posteriormente apurouse o valor correto de R$1151,25, originando o crédito; que naquela época o contador não retificou a DCTF; que a empresa tentou retificar a DCTF, mas não obteve êxito. Requer a reavaliação do Despacho Decisório. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG) julgou improcedente a manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Ano calendário: 2004 Fl. 34DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.914167/201162 Acórdão n.º 3801002.812 S3TE01 Fl. 35 3 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso voluntário apresentado, no qual, alega, em síntese, que: A Recorrente após verificação analítica em sua escrita fiscal percebeu que havia recolhido a maior valores devidos a título de contribuição para Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS. Em momento algum do feito foi questionado pela Recorrida a existência do crédito, sua origem e legalidade. As decisões foram tomadas apenas com base no descumprimento de obrigação acessória.; ausência de retificação da DCTF não retira do contribuinte o direito ao crédito, ele existe, e, em momento algum foi questionado. A apropriação de créditos extemporâneos das contribuições ao Pis e a Cofins não pressupõe a retificação de obrigações acessórias e tampouco a observância do princípio jurídico contábil da competência, o que implica afirmar que o entendimento adotado no r. acórdão não encontra respaldo legal. É o Relatório. Fl. 35DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.914167/201162 Acórdão n.º 3801002.812 S3TE01 Fl. 36 4 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. A recorrente sustenta que o seu direito creditório decorre da apuração da COFINS, do período de apuração de 31/12/2004, que teria sido paga a maior. Alega ainda que efetuou erroneamente o lançamento referente à esse débito na respectiva DCTF. O direito creditório não existiria, segundo o despacho decisório inicial e o acórdão de primeira instância, porque os pagamentos constantes do pedido estariam integralmente vinculados a débitos em DCTF e não teriam sido demonstradas a liquidez e a certeza dos indébitos. Por certo, na sistemática da análise dos PERDCOMPs de pagamento indevido ou a maior, na qual é feito um batimento entre o pagamento informado como indevido e sua situação no conta corrente – disponível ou não, não se está analisando efetivamente o mérito da questão, cuja análise somente será viável a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal. A alegação de erro na apuração dos débitos que teriam dado ensejo ao crédito de pagamento indevido ou a maior não foi acompanhada na peça impugnatória da retificação da respectiva DCTF, instrumento de confissão de dívida, que a princípio estaria na esfera de responsabilidade do contribuinte. O entendimento predominante deste Colegiado é no sentido da prevalência da verdade material, sendo que a falta de apresentação de DCTF retificadora, por se tratar de prova indiciária, não excluiria o direito da recorrente à repetição do indébito, nos termos do art. 165 do CTN, caso acompanhado de documentos comprobatórios, o que inclusive poderia acarretar em eventual retificação de ofício. No entanto, o Recorrente não trouxe aos autos elementos suficientes para comprovar a origem do seu crédito ou que se pudesse ao menos considerar como prova indiciária. Não apresentou nenhuma prova do seu direito creditório, em especial, a escrituração fiscal e contábil do período de apuração em que se pleiteou o crédito. Se limitou, tãosomente, a argumentar que houve um erro de fato no preenchimento da DCTF original e que, por isso, faz jus ao reconhecimento do crédito. Para que se possa superar a questão de eventual erro de fato e analisar efetivamente o mérito da questão, deveriam estar presentes nos autos os elementos comprobatórios que pudéssemos considerar no mínimo como indícios de prova dos créditos alegados e necessários para que o julgador possa aferir a pertinência do crédito declarado, o que não se verifica no caso em tela. Fl. 36DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.914167/201162 Acórdão n.º 3801002.812 S3TE01 Fl. 37 5 No mais, considerandose que as informações prestadas na DCTF situamse na esfera de responsabilidade do próprio contribuinte, cabe a este demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões. Em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, consoante a regra basilar extraída do Código de Processo Civil, artigo 333, inciso I. Assim, nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, falta ao crédito indicado pelo contribuinte certeza e liquidez, que são indispensáveis para a compensação pleiteada. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, para NÃO HOMOLOGAR o pedido de compensação. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 37DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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