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Numero do processo: 10855.003226/2003-16
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/10/1998 a 31/10/1998
NORMAS PROCESSUAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO.
A não configuração das hipóteses previstas no art. 65 do Regimento Interno do CARF impede o acolhimento dos embargos de declaração. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade. Indicação incorreta contida no voto-vencido não é objeto da decisão e quanto a isso incabível oposição de embargos de declaração.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 3801-002.157
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio De Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer De Oliveira, , Paulo Antonio Caliendo Velloso Da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl(Relator)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/10/1998 a 31/10/1998 NORMAS PROCESSUAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. A não configuração das hipóteses previstas no art. 65 do Regimento Interno do CARF impede o acolhimento dos embargos de declaração. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade. Indicação incorreta contida no voto-vencido não é objeto da decisão e quanto a isso incabível oposição de embargos de declaração. Embargos Rejeitados.
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/10/1998 a 31/10/1998 NORMAS PROCESSUAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. A não configuração das hipóteses previstas no art. 65 do Regimento Interno do CARF impede o acolhimento dos embargos de declaração. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade. Indicação incorreta contida no voto vencido não é objeto da decisão e quanto a isso incabível oposição de embargos de declaração. Embargos Rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio De Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer De Oliveira, , Paulo Antonio Caliendo Velloso Da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl(Relator) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 00 32 26 /2 00 3- 16 Fl. 240DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10855.003226/200316 Acórdão n.º 3801002.157 S3TE01 Fl. 242 2 Relatório Tratamse de embargos de declaração opostos pela Procuradoria da Fazenda com base nos seguintes argumentos: Analisandose o votovencido, consta a menção de precedentes que seriam da 5ª Turma do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (fls. 230). 2. Com efeito, merece ser sanada a OBSCURIDADE apontada, pois não existe na organização do CARF tal Colenda Turma. 3. Ao que parece, o votovencido quis fazer alusão a 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP, pelo que pôde estar diligenciando o procurador que firma os presentes Embargos de Declaração (doc. 1). 4. Diante do exposto, a União (Fazenda Nacional) requer sejam conhecidos e providos, os presentes Embargos de Declaração, sanando a OBSCURIDADE ora apontada. É o relatório. Fl. 241DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10855.003226/200316 Acórdão n.º 3801002.157 S3TE01 Fl. 243 3 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl Os Embargos são tempestivos e satisfazem os demais requisitos de admissibilidade, portanto deles conheço. Examino os presentes embargos em respeito ao dever da administração de fundamentar as suas decisões, impedindo assim, o arbítrio e subjetividade do julgador e, também, em respeito aos demais princípios que regem a administração, expressos no artigo 37 da Constituição que determinam que todos deveremos respeitar a legalidade, agir com impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Faço mesmo que outros não o façam, afinal, todos somos iguais perante a lei, apesar de nem sempre sermos iguais perante os encarregados de fazêlas cumprir. Nos termos do artigo 65 do Regimento Interno do CARF são cabíveis embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Podem ser opostos, conhecidos e eventualmente providos, se me permite a embargante explicar de modo didático, quando entre a fundamentação da decisão e a própria decisão houver algum dos elementos expressos no artigo 65, supra mencionados. As decisões, por sua vez, como ocorreu com o acórdão embargado, devem se revestir dos elementos mínimos exigidos por Lei: o relatório, que é a descrição necessária e suficiente sobre os elementos do processo; a fundamentação é a parte da sentença em que o julgador apresenta as suas razões de decidir, os motivos que o levaram a proferir decisão do teor da que está sendo prolatada, também chamada de motivação e, ainda, a decisão propriamente dita, chamada de parte dispositiva, a conclusão, o tópico final em que, aplicando a lei ao caso concreto, segundo a fundamentação, a turma, acolhe ou rejeita, no todo parcialmente, o pedido formulado pelo pela parte. Assim, ainda nessa linha didática, se entre essa decisão final (decisão) e os elementos que justificaram essa tomada de decisão (fundamento) houver contradição, ou seja, se as conclusões forem inconciliáveis com os elementos que lhe deram base, ou ainda se houver obscuridade, ou seja, alguma dificuldade de exata compreensão daquilo que decidiu a Turma, não se conseguindo interpretar com clareza a fundamentação e/ou a conclusão a que o colegiado chegou, ou também, quando houver omissão que é a falta de manifestação expressa sobre algum ‘ponto’ (fundamento de fato ou de direito) ventilado no processo, caberá Embargos de Declaração. Se não houver nenhum desses elementos, não cabem embargos. E mais, é necessário que o referido vício esteja inserido no corpo da decisão impugnada porque se a decisão deve estar de acordo com a fundamentação é com relação a essas que deve ser pedido os esclarecimentos e não em relação às divergências, declarações de votos ou votovencido, Fl. 242DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10855.003226/200316 Acórdão n.º 3801002.157 S3TE01 Fl. 244 4 que não interligam a decisão e os fundamentos de decidir, quer por terem sido vencidos, quer por meramente complementares – mesmo que sempre importantes. Assim, é defeso a essa Turma se manifestar sobre um apontamento específico realizado no voto vencido porque esse ponto não serviu de fundamento para a decisão final do colegiado – que está expresso no voto vencedor. Por outro lado, esse Conselheiro reconhece o esforço do procurador que encontrou a decisão citada na 5ª Turma da DRJ de Campinas e a juntou no processo, esclarecendo que não era uma decisão da 5ª Turma desse Conselho e agradece a informação prestada, entretanto, não configurando uma das hipóteses previstas no art. 65 do Regimento Interno do CARF não há como acolher os presentes embargos de declaração. Nesse sentido voto por rejeitar os presentes embargos. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 243DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10945.900899/2012-06
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Feb 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003
ICMS NA BASE DE CÁLCULO. LEGALIDADE. EXCLUSÃO. INCABÍVEL.
Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, por ser parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando for cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário.
Numero da decisão: 3803-004.967
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Belchior Melo de Sousa.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Juliano Eduardo Lirani - Relator
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Redator Designado
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003 ICMS NA BASE DE CÁLCULO. LEGALIDADE. EXCLUSÃO. INCABÍVEL. Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, por ser parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando for cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Belchior Melo de Sousa. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani - Relator (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa - Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003 ICMS NA BASE DE CÁLCULO. LEGALIDADE. EXCLUSÃO. INCABÍVEL. Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, por ser parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando for cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Belchior Melo de Sousa. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 90 08 99 /2 01 2- 06 Fl. 76DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/01/20 14 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assin ado digitalmente em 05/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário manejado pelo contribuinte com o propósito de reformar a decisão prolatada pela DRJ de Foz do Iguaçu que indeferiu o pedido de restituição, sob o argumento de que não haveria direito crédito suficiente para extinção do débito informado. Em seu recurso o contribuinte repisa os argumentos contidos em sua Manifestação de Inconformidade e insiste novamente na tese de que o ICMS deve ser excluído da base de cálculo do PIS e da Cofins. O ponto central de sua defesa encontrase no argumento de que o conceito de faturamento não pode ser ampliado a ponto de considerar tributáveis meros ingressos em sua contabilidade, como ocorre com o ICMS. Neste passo, no intuito de melhor fundamentar sua pretensão, cita doutrina de Geraldo Ataliba, Cléber Giardino, Marçal Justen Filho e Marco Aurélio. Reclama pela observação do princípio da capacidade contributiva e do princípio do não confisco para demonstrar que a incidência das contribuições sobre o valor do ICMS representa efetivar tributação sobre fatos que não são signopresuntivos de riqueza, razão pela qual tal prática fazendária não encontra respaldo na Constituição Federal. Por fim, o contribuinte requer a reforma da decisão de primeiro grau e o deferimento do pedido de restituição com acréscimos de juros remuneratórios com Taxa Selic, desde a data do pagamento indevido até a data da compensação. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro, Juliano Eduardo Lirani O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Assiste razão ao contribuinte. Em 20.03.2013 o STF já reconheceu o direito a exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições em relação as operações de importação, por meio do RE n.º 559.937, Ministra Ellen Gracie, conforme abaixo descrito: Tributário. Recurso extraordinário. Repercussão geral. PIS/COFINS – importação. Lei nº 10.865/04. Vedação de bis in idem. Não ocorrência. Suporte direto da contribuição do importador (arts. 149, II, e 195, IV, da CF e art. 149, § 2º, III, da CF, acrescido pela EC 33/01). Alíquota específica ou ad valorem. Valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e das próprias contribuições. Inconstitucionalidade. Isonomia. Ausência de afronta. 1. Afastada a alegação de violação da vedação ao bis in idem, com invocação do art. 195, § 4º, da CF. Não há que se falar sobre invalidade da instituição originária e simultânea de contribuições idênticas com fundamento no inciso Fl. 77DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/01/20 14 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assin ado digitalmente em 05/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10945.900899/201206 Acórdão n.º 3803004.967 S3TE03 Fl. 77 3 IV do art. 195, com alíquotas apartadas para fins exclusivos de destinação. 2. Contribuições cuja instituição foi previamente prevista e autorizada, de modo expresso, em um dos incisos do art. 195 da Constituição validamente instituídas por lei ordinária. Precedentes. 3. Inaplicável ao caso o art. 195, § 4º, da Constituição. Não há que se dizer que devessem as contribuições em questão ser necessariamente nãocumulativas. O fato de não se admitir o crédito senão para as empresas sujeitas à apuração do PIS e da COFINS pelo regime nãocumulativo não chega a implicar ofensa à isonomia, de modo a fulminar todo o tributo. A sujeição ao regime do lucro presumido, que implica submissão ao regime cumulativo, é opcional, de modo que não se vislumbra, igualmente, violação do art. 150, II, da CF. 4 Ao dizer que a contribuição ao PIS/PASEP Importação e a COFINSImportação poderão ter alíquotas ad valorem e base de cálculo o VALOR ADUANEIRO, o constituinte derivado circunscreveu a tal base a respectiva competência. 5. A referência ao valor aduaneiro no art. 149, § 2º, III, a , da CF implicou utilização de expressão com sentido técnico inequívoco, porquanto já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do Imposto sobre a Importação. 6. A Lei 10.865/04, ao instituir o PIS/PASEP Importação e a COFINS Importação, não alargou propriamente o conceito de valor aduaneiro, de modo que passasse a abranger, para fins de apuração de tais contribuições, outras grandezas nele não contidas. O que fez foi desconsiderar a imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro, extrapolando a norma do art. 149, § 2º, III, a, da Constituição Federal. 7. Não há como equiparar, de modo absoluto, a tributação da importação com a tributação das operações internas. O PIS/PASEP Importação e a COFINS Importação incidem sobre operação na qual o contribuinte efetuou despesas com a aquisição do produto importado, enquanto a PIS e a COFINS internas incidem sobre o faturamento ou a receita, conforme o regime. São tributos distintos. 8. O gravame das operações de importação se dá não como concretização do princípio da isonomia, mas como medida de política tributária tendente a evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País, visando, assim, ao equilíbrio da balança comercial. 9. Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7º, inciso I, da Lei 10.865/04: “acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições , por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01. 10. Recurso extraordinário a que se nega provimento. Todavia, é verdade que o caso em exame não se trata de PIS/COFINS – IMPORTAÇÃO, mas sim de operações no mercado interno, razão pela qual não se aplica ao presente julgamento o RE n.º 559.937. Entretanto, ainda assim, este importante precedente da Suprema Corte aponta como tem sido interpretação dos ministros quanto ao desejo da Fazenda Fl. 78DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/01/20 14 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assin ado digitalmente em 05/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 Nacional em ampliar o conceito da expressão ”valor aduaneiro”. Assim, é provável que igual interpretação seja realizada futuramente pelo STF também em relação à inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições para o mercado interno. De qualquer forma, cabe agora ingressar ao mérito da discussão trazida para apreciar a pretensão do contribuinte, tendo em vista que não há necessidade de sobrestar o julgamento do presente processo. Assim, refletindo a respeito do tema, manifesto posicionamento de que o ICMS não integra o faturamento da Recorrente, basicamente porque os valores correspondentes a este imposto pertencem constitucionalmente ao Estado. Nessa medida, não podem ser incluídos na base de cálculo das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins. Neste passo, data vênia, parto da premissa de que “faturamento” é receita própria. Logo representa erro qualquer afirmação no sentido de que os contribuintes da Cofins faturam o ICMS, pois é impossível admitir que se fature receita pertencente a terceiro. Outro forte argumento a favor do contribuinte, diz respeito à constatação de que o imposto estadual configura uma “despesa” e jamais receita, pois faturamento deve implicar, necessariamente, ingresso financeiro, o que não ocorre no caso em exame. Neste sentido, vale mencionar decisão proferida pelo TRF 1º: TRIBUTÁRIO. PIS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO ICMS. NÃO CABIMENTO. COMPENSAÇÃO. CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC E JUROS DE MORA.I. O PIS e a COFINS têm como base de cálculo o faturamento ou as receitas auferidas pela pessoa jurídica (art. 195, I, "b", CF).II. A base de cálculo do PIS e da COFINS não pode extravasar, sob o ângulo do faturamento, o valor do negócio, ou seja, a parcela recebida com a operação mercantil ou similar. O conceito de faturamento diz com riqueza própria, quantia que tem ingresso nos cofres de quem procede à venda de mercadorias ou a prestação dos serviços, implicando, por isso mesmo, o envolvimento de noções próprias ao que se entende como receita bruta. Descabe assentar que os contribuintes da COFINS faturam, em si, o ICMS. O valor deste revela, isto sim, um desembolso à entidade de direito público que tem a competência para cobrálo (RE 240.785/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, em julgamento ainda pendente por força de pedido de vista do Min. Gilmar Mendes).III. Se o ICMS é despesa do sujeito passivo das contribuições sociais previstas no art. 195, I, CF e receita do Erário Estadual, é injurídico tentar englobálo na hipótese de incidência destas exações, posto que configuraria a tributação de riqueza que não pertence ao contribuinte.4. Apelação a que se dá parcial provimento. IV. São compensáveis créditos decorrentes do indevido recolhimento, a título do PIS e da COFINS, devidamente corrigidos, com qualquer outro tributo arrecadado e administrado pela Secretaria da Receita Federal, sendo irrelevante se o destino das arrecadações seja outro. Juros de mora de 1% até 31/12/95, seguindose exclusivamente a SELIC.V. Apelação provida." (grifo) AMS nº 2007.38.03.0028733/MG, 8ª Turma TRF1ª Região, em 14/08/2007 Fl. 79DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/01/20 14 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assin ado digitalmente em 05/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10945.900899/201206 Acórdão n.º 3803004.967 S3TE03 Fl. 78 5 Por outro lado, é verdade em que o STJ tem se manifestado no sentido contrário, ou seja, de que o ICMS integra a base de cálculo da COFINS e cito o AgRg no AREsp 400823/SP, julgado em 07/11/2013. Contudo, diante do caso concreto, em que pese os julgados do STJ, compreendo que não há a obrigatoriedade de submissão dos julgadores do CARF a estes julgados. Aproveito o ensejo ainda para citar importante julgado exarado pela Câmara Superior no sentido de que as receitas de “roaming” não integra a base de cálculo das contribuições. EMENTA COFINS. RECEITAS DE TERCEIROS. TELEFONIA CELULAR. "ROAMING" As receitas de "roaming" mesmo recebidas pela operadora de serviço móvel pessoal ou celular com quem o usuário tem contrato não se incluem na base de cálculo da COFINS por ela devida. A base de cálculo da contribuição é a receita própria, não se prestando o simples ingresso de valores globais, nele incluídos os recebidos por responsabilidade e destinados desde sempre à terceiros, como pretendido "faturamento bruto" para, sobre ele, exigir o tributo.(GRIFO) Câmara Superior de Recursos Fiscais: Processo Administrativo n.º 10166.000888/200131, Conselheiro ROGÉRIO GUSTAVO DREYER, Data do Julgamento: 2.4.01.2006 Por fim, trago a baila ainda a discussão referente à base de cálculo do ISS, mais especificamente no tocante a incidência deste imposto sobre os serviços de locação de mão de obra. Contudo, aqui cabe a ponderação de que apesar de se tratarem de tributos diversos e com sistemática de incidência também distinta, por outro lado observase que os Municípios também tiveram a intenção de ampliar indevidamente a base de cálculo do ISS, pois interpretavam que esta era composta por todos os valores que ingressavam na contabilidade das prestadoras de serviços. Todavia, o STJ firmou jurisprudência no sentido de que nem todo o ingresso constitui receita, ou seja, o tribunal partir da premissa de que o ISS deve incidir somente sobre as receitas que efetivamente representem acréscimo de riqueza para o contribuinte. Vale aqui mencionar, a título de exemplo, o Agravo Regimental no Recurso Especial n.º 1107097 / SP, julgado em 18/05/2010: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN. AGENCIAMENTO DE MÃODEOBRA TEMPORÁRIA. ATIVIDADEFIM DA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS. BASE DE CÁLCULO. PREÇO DO SERVIÇO. VALOR REFERENTE AOS SALÁRIOS E AOS ENCARGOS SOCIAIS. MATÉRIA DECIDIDA PELA 1ª SEÇÃO, NO RESP 1.138.205/PR, DJ DE 01/02/2010. JULGADO SOB O REGIME DO ART. 543C DO CPC. 1. A base de cálculo do ISS é o preço do serviço, consoante disposto no artigo 9°, caput, do DecretoLei 406/68. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/01/20 14 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assin ado digitalmente em 05/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 2. As empresas de mãodeobra temporária podem encartarse em duas situações, em razão da natureza dos serviços prestados: (i) como intermediária entre o contratante da mãodeobra e o terceiro que é colocado no mercado de trabalho; (ii) como prestadora do próprio serviço, utilizando de empregados a ela vinculados mediante contrato de trabalho. 3. A intermediação implica o preço do serviço que é a comissão, base de cálculo do fato gerador consistente nessas "intermediações". 4. O ISS incide, nessa hipótese, apenas sobre a taxa de agenciamento, que é o preço do serviço pago ao agenciador, sua comissão e sua receita, excluídas as importâncias voltadas para o pagamento dos salários e encargos sociais dos trabalhadores. Distinção de valores pertencentes a terceiros (os empregados) e despesas com a prestação. Distinção necessária entre receita e entrada para fins financeirotributários (...). (GRIFO) Com efeito, extraise do julgado acima que em regra geral devese admitir a incidência de impostos e contribuições apenas sobre valores que representam necessariamente riqueza nova do sujeito passivo, sob pena da exação violar o princípio da capacidade contributiva e se tornar confiscatória, razão pela qual correta é a exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições. Ante o exposto, dou provimento ao recurso. É como voto. Sala das sessões, 26 de novembro de 2013. (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani relator Voto Vencedor A presente controvérsia cingese à inclusão dos valores de ICMS no faturamento como base de cálculo do PIS e da Cofins. Antes de tudo, consigno que são respeitáveis os fundamentos que sustentam a tese abraçada pelo voto vencido, de impossibilidade da dita inclusão, cujo pano de fundo encerra o que se atribui ser um desvalor que se entende não dever existir no nosso sistema tributário, vale dizer, a cobrança de tributo sobre tributo, na espécie a cobrança das aludidas contribuições sobre o ICMS enquanto receita de terceiro. Considero, no entanto que não se pode perder de vista – como referência para o presente julgamento , que a carga valorativa a se aplicar na interpretação da legislação tributária relativa a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil no exercício da competência que cabe ao CARF , deve ser dosada no estreito espaço do controle de legalidade das decisões administrativas. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/01/20 14 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assin ado digitalmente em 05/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10945.900899/201206 Acórdão n.º 3803004.967 S3TE03 Fl. 79 7 O nobre Relator inicia o seu voto erigindo um paradigma com o fim de alavancar a tese abraçada , consubstanciado no julgamento do RE n.º 559.937, que tratou da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/PasepImportação e da CofinsImportação. Embora tendo ele reconhecido que aquele julgado não se aplica ao presente julgamento qualificao como precedente importante da Suprema Corte, quando equipara a ampliação, ali, do conceito de valor aduaneiro ao que entende ocorrer aqui: a ampliação do conceito de faturamento. Oponhome ao paradigma. Nada obstante tratarem, semelhantemente, da inclusão do ICMS na base de cálculo das citadas contribuições (PIS/Cofins Cumulativos; PIS/CofinsImportação), a decisão no RE n.º 559.937 não vejo que seja indicativa do prognóstico proferido pelo Relator: de resultado do julgamento desta matéria na mesma direção que tomou aquela. Isso, porque a decisão no RE n.º 559.937 não tratou de alargamento do conceito de valor aduaneiro articulado pela Lei 10.865/04, ao instituir o PIS/PasepImportação e a CofinsImportação determinando a continência nelas do ICMS. Segundo a decisão do STF “o que fez [a dita lei] foi desconsiderar a imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro, extrapolando a norma do art. 149, § 2º, III, a, da Constituição Federal”. A expressão valor aduaneiro, conforme acentuado por aquela Corte, é utilizada na Constituição em sentido técnico e “remete àquele já praticado no discurso jurídico positivo preexistente à sua edição”, e circunscreve integralmente a base de cálculo a ser observada pelo legislador ordinário na instituição das ditas contribuições, no que foi extrapolada com a adição ao valor aduaneiro do ICMS. Servirse a Constituição de grandeza específica então já definida legalmente no apontamento dessa expressão (valor aduaneiro) como uma das bases de cálculo do PIS/CofinsImportação[1], não é o que se dá no presente debate, em que a base de cálculo eleita pelo art. 195, I, b, da CF/88, o faturamento, não tinha definição por lei tributária préexistente. Naquele caso, a definição legal fora recepcionada pela Carta Magna, passando a se ter uma definição constitucional de valor aduaneiro. No presente caso, pela razão acima, à míngua de detalhamento constitucional do que viesse a ser faturamento esse mister haveria de estar a cargo de norma infraconstitucional, o que se deu por meio da LC 70/91, da Lei nº 9.715/98 e da Lei nº 9.718/98. O Supremo Tribunal Federal, em apreciação da matéria aqui sob exame, sobresteve o julgamento do RE 240.785/MG, em 13/08/2008, em face da superveniência e da precedência da ADC nº 18/DF[2]. A sua propositura é do Presidente da República e o seu objeto é legitimar a inclusão na base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep dos valores pagos título de 1 § 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: [...] a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro; 2 Decisão: O Tribunal sobrestou o julgamento do recurso, tendo em vista a decisão proferida na ADC 185/DF. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 13.08.2008. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/01/20 14 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assin ado digitalmente em 05/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 8 ICMS e repassados aos consumidores no preço dos produtos ou serviços, pressuposta no art. 3º, § 2º, I, da Lei 9.718, de 27 de novembro de 1998[3]. Com a perda da eficácia da Medida Cautelar na ADC, em 21/9/2010, nada obsta o julgamento da matéria pelo CARF. A instituição da Cofins pela LC 70/91[4] inaugurou a delimitação da palavra faturamento afirmando quanto a tributos que nele não se integra o IPI, quando destacado em separado no documento fiscal. A alteração do PIS/Pasep pela MP nº 1.212/96, convertida na Lei nº 9.715/98[5], também o fez estabelecendo quanto a tributos que nele não se incluem o IPI e o ICMS retido pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. A Lei nº 9.718/98[6] unificou a base de cálculo das contribuições e o fez destacando as grandezas que devem ser excluídas da receita bruta, a teor do seu o parágrafo segundo. Sabese que o ICMS é imposto que via de regra incide na entrega de mercadorias e serviços. Ao definirem faturamento a LC 70/91 informa que não o integra o IPI; a Lei nº 9.715/98 informa que não o integra o IPI e o ICMS do substituto tributário; a Lei nº 9.718/98 informa que excluemse da receita bruta o IPI e o ICMS do substituto tributário. Ora, se o ICMS normal está fora desse rol de não integração/exclusão do faturamento, não há como não se considerar que ficou definido a contrario sensu e de forma implícita – que ele (o ICMS) integra o faturamento. Aditese que o seu histórico cálculo “por dentro”, segundo o ditame do DecretoLei nº 406/687 reiterado pela LC Nº 87/96[8][9].endossam esta conclusão. 3 § 2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluemse da receita bruta: I as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; 4 Art. 2° A contribuição de que trata o artigo anterior será de dois por cento e incidirá sobre o faturamento mensal, assim considerado a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza. Parágrafo único. Não integra a receita de que trata este artigo, para efeito de determinação da base de cálculo da contribuição, o valor: a) do imposto sobre produtos industrializados, quando destacado em separado no documento fiscal; b) das vendas canceladas, das devolvidas e dos descontos a qualquer título concedidos incondicionalmente. 5 Art. 3o Para os efeitos do inciso I do artigo anterior considerase faturamento a receita bruta, como definida pela legislação do imposto de renda, proveniente da venda de bens nas operações de conta própria, do preço dos serviços prestados e do resultado auferido nas operações de conta alheia. Parágrafo único. Na receita bruta não se incluem as vendas de bens e serviços canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, e o imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias ICMS, retido pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. 6 § 2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluemse da receita bruta: I as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; 7 Art 2º A base de cálculo do impôsto é: § 7º O montante do impôsto de circulação de mercadorias integra a base de cálculo a que se refere êste artigo, constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de contrôle. 8 Art. 13. A base de cálculo do imposto é: Fl. 83DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/01/20 14 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assin ado digitalmente em 05/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10945.900899/201206 Acórdão n.º 3803004.967 S3TE03 Fl. 80 9 Exemplificando: · ICMS por dentro · Mercadorias em estoque = R$ 830,00 · Alíquota do ICMS = 17% · Cálculo do preço de venda cujo montante final resultará no faturamento=830,00/83 % (100% 83%) = R$ 1.000,00 · Valor do ICMS = 170,00 · ICMS por fora · Valor do ICMS: 830,00 x 17% = R$ 141,10; · O preço de venda será o valor da mercadoria em estoque, cujo montante resultará no faturamento. Na conformidade da formulação legal acima demonstrada o ICMS faz parte do preço da mercadoria como custo. E este é o desenho constitucional deste imposto após a declaração da constitucionalidade da LC 87/96 na decisão no RE nº 212.209/RJ, ementada na forma do transcrito abaixo: TRIBUTÁRIO. ICMS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO VALOR DO IMPOSTO COMO ELEMENTO INTEGRATIVO DA BASE DE CÁLCULO. POSSIBILIDADE JURÍDICA. A base de cálculo dos tributos e a metodologia de sua determinação, porque constituem elementos de conhecimento indispensáveis para a definição do quantum debeatur, necessariamente, devem ser estabelecidas por lei, em obediência ao princípio da legalidade (CF, arts. 146, III, “a”, 150, I, e CTN, art. 97, IV). Inexiste inconstitucionalidade ou ilegalidade, se a própria lei complementar e a lei local permitem que entre os elementos componentes e formativos da base de cálculo do ICMS se inclua o valor do próprio imposto. É demais sabido que a ampliação do conceito de faturamento pelo § 1º, do art. 3º, da Lei nº 9.718/98 foi foco da disputa que resultou na declaração da sua § 1o Integra a base de cálculo do imposto, inclusive na hipótese do inciso V do caput deste artigo: (Redação dada pela Lcp 114, de 16.12.2002) I o montante do próprio imposto, constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de controle; § 2º Não integra a base de cálculo do imposto o montante do Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configurar fato gerador de ambos os impostos. 9 A LC nº 87/96, distintamente da LC nº 406/67, dispõe que integra a base de cálculo do ICMS além do próprio imposto o montante do IPI, exceto quando a operação, realizado entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou comercialização, configurar fato gerador de ambos os impostos. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/01/20 14 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assin ado digitalmente em 05/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 10 inconstitucionalidade pelo STF, prevalecendo a definição abrangente apenas das receitas provenientes das vendas de mercadorias e serviços pertinentes ao objeto social da atividade da pessoa jurídica. Em vista de subsistir uma definição legal de faturamento que permite considerar nele contido o ICMS normal segundo os dispositivos acima destrinçados , o Supremo Tribunal Federal ao fixar o seu conteúdo com a declaração de inconstitucionalidade do § 1º, do art. 3º, da Lei nº 9.718/98, poderia ter declarado a inconstitucionalidade sem redução de texto do § 2º do mesmo artigo, por deixar de inserir no rol das exclusões da receita bruta o ICMS normal. Se aquela Corte tinha a prerrogativa de fazêlo e não o fez, para tornar livres de mais questionamentos os seus contornos, o juízo que proferiu, tendo como alvo apenas o art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98, ao contrário de se reputálo omisso, endossa o entendimento de inclusão do ICMS no faturamento. Entender diferente está a depender de novo posicionamento daquele Tribunal. A idéia sobre a qual se funda o grito pela exclusão do ICMS do faturamento é a de que o imposto é ‘cobrado’ do comprador pelo vendedor, e, assim, representa um ônus tributário que é repassado ao Estado; logo, por não configurar circulação de riqueza, não ingressa no patrimônio do alienante, não podendo ser considerado receita do vendedor. Esta é a suma da tese que sustenta o voto do Min. Marco Aurélio no RE nº 240.785/MG, abraçada pelo i. Relator. A tese já foi contraposta com sólido argumento por Hugo de Brito Machado10, ao qual me filio. Defende ele que o entendimento segundo o qual o valor do ICMS componente do preço é receita do Estado é um equívoco conceitual relacionado à sujeição passiva do ICMS. O vendedor é o contribuinte de direito, não atua como um intermediário entre o comprador e o Estado, e os custos com o pagamento do imposto são custos seus e não do adquirente. O ônus correspondente ao valor do imposto é suportado pelo adquirente somente por meio do pagamento do preço, que é a contrapartida do fornecimento de mercadorias e serviços. Resultante dessa continência, tal valor ingressa no patrimônio do alienante e compõe o seu faturamento11. Apesar de ser voto minoritário no julgamento do RE 240.785/MG o Ministro Eros Grau manifestouse nesse mesmo sentido, verbis: O Min. Eros Grau, em divergência, negou provimento ao recurso por considerar que o montante do ICMS integra a base de cálculo da COFINS, porque está incluído no faturamento, haja vista que é imposto indireto que se agrega ao preço da mercadoria. Ser o ICMS custo que se adere à estrutura do preço do produto ou serviço e, via de consequência, integra o faturamento, e não um ônus tributário do adquirente do qual se desincumbe perante o Estado por intermédio do repasse feito pelo vendedor, é demonstrado por implicações de ordem sancionatória, segundo as hipóteses abaixo: 10 Citado por Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, in A inclusão do ICMS na Base de Cálculo da COFINS, disponível em http://jus.com.br/artigos/9674/ainclusaodoicmsnabasedecalculodacofins/2; data de acesso: 22.12.2013. 11 No ICMSST o empresário que promove a saída do produto é o contribuinte de direito. No entanto, a Lei de Normas Gerais do ICMS, LC 87/96, ao manter na relação jurídica tributária o adquirente, por legitimálo para repetir indébito ou pagamento a maior do imposto recolhido pelo substituto, subverte a lógica própria desse regime e faz com que o vendedor atue como intermediário entre o comprador e o Estado e torna de terceiro os custos com o pagamento do imposto e de natureza tributária o ônus correspondente ao valor do imposto suportado pelo adquirente. Penso que daí a sua legitimação para não integrar o faturamento o ICMS retido pelo vendedor. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/01/20 14 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assin ado digitalmente em 05/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10945.900899/201206 Acórdão n.º 3803004.967 S3TE03 Fl. 81 11 a): a falta de inclusão do ICMS no valor da operação, com a subsequente falta de destaque do imposto e de posterior recolhimento, não afeta a relação jurídica de sujeição passiva tributária, havendo de ser exigido do vendedor o imposto e seus consectários; b) a inclusão do ICMS no valor da operação e a subsequente falta de emissão da nota fiscal não configura o crime de apropriação indébita, mas o de sonegação fiscal, previsto art. 1º, V, da Lei nº 8.137/90 e no art. 71, I, da Lei nº 4.502/65, cujo procedimento fiscal terá como sujeito passivo o vendedor. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 26 de novembro de 2014 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 86DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/01/20 14 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assin ado digitalmente em 05/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 10680.724124/2009-72
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005, 2006, 2007
AUTO DE INFRAÇÃO - NULIDADE - Não está inquinado de nulidade o auto de infração lavrado por autoridade competente e que não tenha causado preterição do direito de defesa, efetuado em consonância com o que preceitua o art. 142 do Código Tributário Nacional, especialmente se o sujeito passivo, em sua defesa, demonstra pleno conhecimento dos fatos que ensejaram a sua lavratura, exercendo, atentamente, o seu direito de defesa.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS
Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção relativa de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
Numero da decisão: 2202-002.532
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Antonio Lopo Martinez - Presidente Substituto.
(Assinado digitalmente)
Pedro Anan Junior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Lopo Martinez (Presidente), Pedro Anan Junior, Marcio De Lacerda Martins, Rafael Pandolfo, Fabio Brun Goldschmidt, Heitor De Souza Lima Junior .
Nome do relator: PEDRO ANAN JUNIOR
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DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção relativa de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Presidente Substituto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 41 24 /2 00 9- 72 Fl. 2775DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/12/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 (Assinado digitalmente) Pedro Anan Junior– Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Lopo Martinez (Presidente), Pedro Anan Junior, Marcio De Lacerda Martins, Rafael Pandolfo, Fabio Brun Goldschmidt, Heitor De Souza Lima Junior . Fl. 2776DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/12/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10680.724124/200972 Acórdão n.º 2202002.532 S2C2T2 Fl. 2.776 3 Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado Auto de Infração de fls. 02/1075, em 28/10/2009, com lançamento de imposto de renda da pessoa física relativo ao exercício 2005 ano base 2004, no valor de R$141.950,02; exercício 2006 ano base 2005, no valor de R$165.291,78 e exercício 2007 ano base 2006, no valor de R$170.819,56, que incluídos multa e juros de mora calculados até 30/09/2009, totalizou o crédito tributário no montante de R$1.027.716,81. A lavratura do auto de infração decorreu da constatação de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, cujo enquadramento legal, descrição e demonstrativo do fato gerador, e valor tributável foram devidamente consignados no auto de infração e Termo de Verificação Fiscal, respectivamente às fls. 02/12 e 13/51. Consoante Termo de Verificação Fiscal, o Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil (AFRFB), na forma dos artigos 904, 905, 911 e 927 do Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99 (Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999), procedeu à fiscalização do contribuinte acima identificado, conforme determinado no Mandado de Procedimento Fiscal n° 0610100.2008.015392, e após exame de toda a documentação disponível no presente procedimento, chegou às seguintes conclusões fiscais, com fundamento nos fatos verificados e a seguir descritos. O contribuinte acima identificado foi selecionado para fiscalização em razão de ter apresentado uma movimentação financeira muito superior aos rendimentos declarados nos anos de 2004 a 2006. Em vista disso, em 18/06/2008, foi lavrado o Termo de Inicio da Ação Fiscal (fls. 92 a 94), considerando que foi detectada movimentação financeiras em abaixo suas contas correntes ou de investimentos, mantidas junto às instituições financeiras no montante de R$2.598.275,60, expressivamente maiores do que os rendimentos informados nas Declarações de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa FísicaDIRPF, dos exercícios de 2005 a 2007, relativas aos anoscalendários de 2004 a 2006. Inicialmente a fiscalização solicitou as seguintes providências ao contribuinte: apresentação de todos os extratos bancários relativos as contas correntes, de poupança e de aplicações financeiras que deram origem as movimentações financeiras discriminadas acima, no caso de uma ou mais das contas correntes, de poupança e de aplicações financeiras que deram origem as movimentações financeiras discriminadas por serem conjuntas, informar, por escrito, os nomes e CPF dos demais titulares; comprovar, mediante apresentação de documentação hábil e idônea, coincidentes em datas e valores, a ORIGEM dos recursos depositados/creditados nas contas bancárias; Fl. 2777DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/12/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 justificar/comprovar os motivos dessas movimentações financeiras bancárias expressivamente maior do que os rendimentos declarados em suas DIRPF. no caso da justificativa acima ser em razão de transferências para de depósitos/créditos em outras contas bancárias (nas instituições financeiras relacionadas no quadro da página anterior ou em outras), onde o contribuinte participe como cotitular, apresentar também todos os extratos bancários relativos a estas contas; comprovar, mediante apresentação de documentação hábil e idônea, coincidentes em datas e valores, a ORIGEM dos recursos depositados/creditados nas contas bancárias a que se refere o item anterior. No Termo de Inicio, foi esclarecido ao contribuinte que a não comprovação da origem dos recursos depositados/creditados em contascorrentes ou de investimento mantidas junto às instituições financeiras ensejaria lançamento tributário por omissão de rendimentos, conforme preceitua o art.42 da Lei n° 9.430/96. Após diversas intimações o contribuinte, como não conseguiu comprovar a origem dos depósitos a autoridade lançadora formalizou o lançamento através do auto de infração. Regularmente cientificado, o contribuinte através de procurador constituído apresentou a impugnação de fls. 1.089/1.134, com documentos de fls. 1135/1356. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte DRJ/BJE, ao analisar a impugnação, negou provimento, conforme ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004, 2005, 2006 CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não há que se falar em cerceamento de defesa durante a verificação dos fatos, visto ser incabível tal alegação ante a ausência de litígio, na fase inquisitória, ou seja, antes da formalização da exigência fiscal cujo procedimento transcorreu com a regular e exaustiva intimação do contribuinte de todos os atos e ao final forneceu ao contribuinte todos os elementos para impugnação. CF/88 art.5º, LV. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Fl. 2778DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/12/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10680.724124/200972 Acórdão n.º 2202002.532 S2C2T2 Fl. 2.777 5 A Lei nº 9.430/1.996, no seu art. 42, estabeleceu uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente, sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. PRESUNÇÃO LEGAL RELATIVA. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. FATO INDICIÁRIO. FATO JURÍDICO TRIBUTÁRIO. A presunção legal relativa inverte o ônus da prova. Neste caso, a autoridade lançadora fica dispensada de provar que o depósito bancário não comprovado (fato indiciário) corresponde, efetivamente, ao recebimento de rendimentos fato jurídico tributário. Cabe ao Fisco simplesmente provar a ocorrência do fato indiciário e ao contribuinte provar que o fato presumido não existiu na situação concreta. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. Compete exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal decidir sobre matéria relativa a constitucionalidade de lei. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões administrativas, mesmo as proferidas por Conselhos de Contribuintes, e as judiciais, não proferidas pelo STF, não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão em litígio específico DA PRODUÇÃO DE PROVAS A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual.. Devidamente cientificado dessa decisão o contribuinte apresenta tempestivamente recurso voluntário onde alega em síntese: Fl. 2779DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/12/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 6 teria ocorrido cerceamento no direito de defesa do Recorrente uma vez que não foi dada a oportunidade do contribuinte comprovar a origem do depósitos objeto do lançamento; que os valores considerados como omissão de rendimentos tendo como origem depósito bancário, não se prestam para ensejar o fato gerador do imposto de renda; sejam excluídos os depósitos abaixo de R$ 12.000,00 cujo valor não ultrapasse a R$ 80.000,00 no ano; sejam excluídos os depósitos efetuado na conta corrente da sua cônjuge a Sra. Viviane Cardoso; e, tendo em vista que os valores seriam da sua atividade principal que seria rural que fosse aplicado o arbitramento de 20%. É o relatório Fl. 2780DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/12/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10680.724124/200972 Acórdão n.º 2202002.532 S2C2T2 Fl. 2.778 7 Voto Conselheiro Pedro Anan Junior O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade portanto deve ser conhecido. Vamos analisar a preliminar de nulidade suscitada pelo Recorrente no que diz respeito ao cerceamento do direito de defesa. PRELIMINAR DE NULIDADE DO LANÇAMENTO Quanto as preliminares de nulidade do lançamento, por cerceamento do direito de defesa, argüidas pelo suplicante, sob o entendimento de que tenha ocorrido ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, entendendo que a autoridade lançadora e administrativa feriram diversos princípios fundamentais.. Estas preliminares devem ser rejeitadas pelos motivos que se seguem. Entendo, que o procedimento fiscal realizado pela agente do fisco foi efetuado dentro da estrita legalidade, com total observância ao Decreto n° 70.235, de 1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal, não se vislumbrando, no caso sob análise, qualquer ato ou procedimento que tenha violado ou subvertido o princípio do devido processo legal. O princípio da verdade material tem por escopo, como a própria expressão indica, a busca da verdade real, verdadeira, e consagra, na realidade, a liberdade da prova, no sentido de que a Administração possa valerse de qualquer meio de prova que a autoridade processante ou julgadora tome conhecimento, levandoas aos autos, naturalmente, e desde que, obviamente dela dê conhecimento às partes; ao mesmo tempo em que deva reconhecer ao contribuinte o direito de juntar provas ao processo até a fase de interposição do recurso voluntário. O Decreto n.º 70.235, de 1972, em seu artigo 9º, define o auto de infração e a notificação de lançamento como instrumentos de formalização da exigência do crédito tributário, quando afirma: A exigência do crédito tributário será formalizado em auto de infração ou notificação de lançamento distinto para cada tributo Com nova redação dada pelo art. 1º da Lei n.º 8.748/93: Fl. 2781DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/12/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 8 A exigência de crédito tributário, a retificação de prejuízo fiscal e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada imposto, contribuição ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. O auto de infração, bem como a notificação de lançamento por constituírem peças básicas na sistemática processual tributária, a lei estabeleceu requisitos específicos para a sua lavratura e expedição, sendo que a sua lavratura tem por fim deixar consignado a ocorrência de uma ou mais infrações à legislação tributária, seja para o fim de apuração de um crédito fiscal, seja com o objetivo de neutralizar, no todo ou em parte, os efeitos da compensação de prejuízos a que o contribuinte tenha direito, e a falta do cumprimento de forma estabelecida em lei torna inexistente o ato, sejam os atos formais ou solenes. Se houver vício na forma, o ato pode invalidarse. Ora, não procede à nulidade do lançamento argüida sob o argumento de que o auto de infração não foi lavrado dentro dos parâmetros exigidos pelo art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972. Com a devida vênia, o contribuinte foi intimado diversas vezes pela autoridade lançadora para comprovar a origem dos valores objeto do lançamento, não cabendo portanto a alegação que houve cerceamento no direito de sua defesa. Não tenho dúvidas, que o excesso de formalismo, a vedação à atuação de ofício do julgador na produção de provas e a declaração de nulidades puramente formais são exemplos possíveis de serem extraídos da prática forense e estranhos ao ambiente do processo administrativo fiscal. A etapa contenciosa caracterizase pelo aparecimento formalizado no conflito de interesses, isto é, transmudase a atividade administrativa de procedimento para processo no momento em que o contribuinte registra seu inconformismo com o ato praticado pela administração, seja ato de lançamento de tributo ou qualquer outro ato que, no seu entender, causalhe gravame com a aplicação de multa por suposto nãocumprimento de dever instrumental. Assim, a etapa anterior à lavratura do auto de infração e ao processo administrativo fiscal, constitui efetivamente uma fase inquisitória, que apesar de estar regrada em leis e regulamentos, faculta à Administração a mais completa liberdade no escopo de flagrar a ocorrência do fato gerador. Nessa fase não há contraditório, porque o fisco está apenas coletando dados para se convencer ou não da ocorrência do fato imponível ensejador da tributação. Não há, ainda, exigência de crédito tributário formalizada, inexistindo, conseqüentemente, resistência a ser oposta pelo sujeito fiscalizado. O lançamento, como ato administrativo vinculado, celebrase com estrita observância dos pressupostos estabelecidos pelo art. 142 do Código Tributário Nacional, cuja motivação deve estar apoiada estritamente na lei, sem a possibilidade de realização de um juízo de oportunidade e conveniência pela autoridade fiscal. O ato administrativo deve estar consubstanciado por instrumentos capazes de demonstrar, com segurança e certeza, os legítimos fundamentos reveladores da ocorrência do fato jurídico tributário. Isso tudo foi observado quando da determinação do tributo devido, através do Auto de Infração lavrado. Assim, não há como pretender premissas de nulidade do auto de infração, nas formas propostas pelo recorrente, neste processo, já que o mesmo preenche todos os requisitos legais necessários. Fl. 2782DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/12/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10680.724124/200972 Acórdão n.º 2202002.532 S2C2T2 Fl. 2.779 9 Nunca é demais lembrar, que até a interposição da peça impugnatória pelo contribuinte, o conflito de interesses ainda não está configurado. Os atos anteriores ao lançamento referemse à investigação fiscal propriamente dita, constituindose medidas preparatórias tendentes a definir a pretensão da Fazenda. Ou seja, são simples procedimentos que tãosomente poderão conduzir a constituição do crédito tributário. Na fase procedimental não há que se falar em contraditório ou ampla defesa, pois não há ainda, qualquer espécie de pretensão fiscal sendo exigida pela Fazenda Pública, mas tãosomente o exercício da faculdade da administração tributária em verificar o fiel cumprimento da legislação tributária por parte do sujeito passivo. O litígio só vem a ser instaurado a partir da impugnação tempestiva da exigência, na chamada fase contenciosa, não se podendo cogitar de preterição do direito de defesa antes de materializada a própria exigência fiscal por intermédio de auto de infração ou notificação do lançamento. Assim, após a impugnação, oportunizase ao contribuinte a contestação da exigência fiscal. A partir daí, instaurase o processo, ou seja, configurase o litígio. No caso dos autos, a autoridade lançadora cumpriu todos preceitos estabelecidos na legislação em vigor e o lançamento foi efetuado com base em dados reais sobre a suplicante, conforme se constata nos autos, com perfeito embasamento legal e tipificação da infração cometida. Como se vê, não procede à situação conflitante alegada pelo recorrente, ou seja, não se verificam, por isso, os pressupostos exigidos que permitam a declaração de nulidade do Auto de Infração. Desta forma, verificase totalmente incabível a alegação de cerceamento do direito de defesa, haja vista que o lançamento foi perfeitamente assimilado pelo litigante, não se constatando em seu recurso qualquer dificuldade para o exercício do seu direito de defesa, pois demonstrou pleno conhecimento da infração apontada, até porque a movimentação bancária foi por ele realizada, além de já ter sido intimado e reintimado a prestar esclarecimentos e documentos durante a fase preparatória do lançamento. Ademais, a jurisprudência é mansa e pacífica no sentido de que quando o contribuinte revela conhecer as acusações que lhe foram impostas, rebatendoas, uma a uma, de forma meticulosa, mediante extensa impugnação, abrangendo não só as questões preliminares como também as razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa. Desta forma, rejeito a preliminar suscitada pelo Recorrente no que diz respeito a nulidade por cerceamento de direito de defesa. OMISSÃO DE RENDIMENTOS – DEPÓSITOS BANCÁRIOS – PRESUNÇÃO. O auto de infração elaborado pela autoridade lançadora também teve como base o artigo 42, caput e §§ 1º e 2º, da Lei nº 9.430, de 1996: Fl. 2783DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/12/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 10 “Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1º O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. § 2º Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos.” Nos termos da referida norma legal presumese omissão de rendimentos sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. No presente caso foi comprovado através de documentação e provas que a Contribuinte é titular das contas bancária, sendo que o lançamento foi efetuado a partir da presunção relativa de omissão de rendimentos calcada em depósitos bancários de origem não demonstrada, nos termos artigo 42 da Lei nº 9.430, de 1996. Não houve demonstração por parte da Contribuinte através de provas hábeis, a origem dos valores depositados na sua conta bancária, sendo que o mesmo foi intimado por diversar vezes para demonstrar que os valores depositados em sua conta bancária não representam rendimentos omitidos, o contribuinte não conseguiu trazer provas e fatos que pudessem comprovar as origem dos valores. Desta forma verificase que os depósitos bancários que formaram a base de cálculo do auto de infração são valores que foram movimentados e não foram oferecidos a tributação, não havendo nenhuma evidência de que alguma dessas importâncias foram declaradas pela Contribuinte ou têm natureza isenta, uma vez que a Contribuinte nada trouxe para esclarecer e comprovar a origem dos referidos depósitos. Podemos concluir que o Contribuinte não conseguiu demonstrar que não houve omissão de rendimentos, pois não apresentou nenhum documento ou prova que comprovariam que os depósitos efetuados em sua conta bancária possuíam origem isenta ou já submetida à tributação. Também não se aplica ao presente caso a exclusão dos depósito individuais cujo valor seja inferior a R$ 12.000,00 cuja soma não ultrapasse a R$ 80.000,00 por ano tendo em vista que os valores movimentados em cada anocalendário pelo Recorrente, ultrapassam a R$ 80.000,00. Fl. 2784DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/12/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10680.724124/200972 Acórdão n.º 2202002.532 S2C2T2 Fl. 2.780 11 No que diz respeito a exclusão dos valores de titularidade de sua cônjuge, também não há que sustentar a tese do Recorrente, uma vez que a mesma era dependente em sua declaração de rendimentos, portanto todos os valores são tributados como uma só, e nesse caso também não foi comprovada a origem de tais valores. Em relação a aplicação do arbitramento de 20% como atividade rural, isso só se aplicaria se o Recorrente tivesse comprovado que tais valores tinham como origem a exploração de atividades rurais, caso que não foi comprovado, apesar das diversas intimações que o contribuinte teve oportunidade de fazelo. Desta forma, é devida a presente tributação com base em depósitos bancários de origem não comprovada. Assim, por tudo o que dos autos consta, VOTO por REJEITAR A PRELIMINAR ARGUIDA E NO MÉRITO NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO do contribuinte (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Fl. 2785DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/12/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/02/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Numero do processo: 16327.001895/2008-12
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jan 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO. OMISSÃO PARCIAL NO ACÓRDÃO.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Na condução do voto, havendo omissão, ainda que parcial, é cabível embargos de declaração.
TERMO DE COMPROMISSO. ESTAGIÁRIOS. RELAÇÃO DE EMPREGO STRICTO SENSU. DECRETO 87.497/82. COMPROVANTE DA INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. EMPRESAS CONCEDENTES. MATRÍCULA E FREQÜÊNCIA. CONVÊNIO COM CENTRO INTEGRADO EMPRESA ESCOLA - CIEE. INFORMAÇÕES ATUALIZADAS SOBRE OS ESTAGIÁRIOS.
Se não restarem desnaturados os Termos de Compromisso pactuados entre os estagiários, a Recorrente, o Interveniente CIEE e as instituições de ensino não se caracteriza relação de emprego stricto sensu .
Na forma do que determinara § 1º do o art . 6º do Decreto n° 87.497, de 18 de agosto de 1982 que regulamentava a revogada Lei nº 6.494/77, o Termo de Compromisso celebrado entre o estudante e a parte concedente com a interveniência da instituição de ensino, constitui comprovante da inexistência de vínculo empregatício.
As empresas concedentes de estágios conveniadas com o Centro de Integração Empresa Escola - CIEE, quando abrem vagas para estágios exigem, que os educandos estejam matriculados e cursando, de forma regular os estabelecimentos de ensino.
O parágrafo único do inciso VII, art. 7º da Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 que revogou a Lei n º 6.494, de 7 de dezembro de 1977, atribuiu às instituições de ensino a obrigação de comunicar às partes concedentes dos estágios informações atualizadas sobre os estagiários seus educandos.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 2403-002.374
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Vencidos os conselheiros Jhonatas Ribeiro da Silva e Marcelo Freitas de Souza Costa que votaram pelo não conhecimento dos Embargos de Declaração. O conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari votou pelas conclusões. Fez sustentação oral o Dr. Leandro Cabral e Silva- OAB/SP nº 234.687
CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente.
IVACIR JÚLIO DE SOUZA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Jhonatas Ribeiro da Silva..
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO. OMISSÃO PARCIAL NO ACÓRDÃO.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Na condução do voto, havendo omissão, ainda que parcial, é cabível embargos de declaração. TERMO DE COMPROMISSO. ESTAGIÁRIOS. RELAÇÃO DE EMPREGO “STRICTO SENSU”. DECRETO 87.497/82. COMPROVANTE DA INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. EMPRESAS CONCEDENTES. MATRÍCULA E FREQÜÊNCIA. CONVÊNIO COM CENTRO INTEGRADO EMPRESA ESCOLA CIEE. INFORMAÇÕES ATUALIZADAS SOBRE OS ESTAGIÁRIOS. Se não restarem desnaturados os Termos de Compromisso pactuados entre os estagiários, a Recorrente, o Interveniente CIEE e as instituições de ensino não se caracteriza relação de emprego “ stricto sensu ”. Na forma do que determinara § 1º do o art . 6º do Decreto n° 87.497, de 18 de agosto de 1982 que regulamentava a revogada Lei nº 6.494/77, o Termo de Compromisso celebrado entre o estudante e a parte concedente com a interveniência da instituição de ensino, constitui comprovante da inexistência de vínculo empregatício. As empresas concedentes de estágios conveniadas com o Centro de Integração Empresa Escola CIEE, quando abrem vagas para estágios exigem, que os educandos estejam matriculados e cursando, de forma regular os estabelecimentos de ensino. O parágrafo único do inciso VII, art. 7º da Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 que revogou a Lei n º 6.494, de 7 de dezembro de 1977, atribuiu às instituições de ensino a obrigação de comunicar às partes concedentes dos estágios informações atualizadas sobre os estagiários seus educandos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 18 95 /2 00 8- 12 Fl. 817DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/12/201 3 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Embargos Rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Vencidos os conselheiros Jhonatas Ribeiro da Silva e Marcelo Freitas de Souza Costa que votaram pelo não conhecimento dos Embargos de Declaração. O conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari votou pelas conclusões. Fez sustentação oral o Dr. Leandro Cabral e Silva OAB/SP nº 234.687 CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente. IVACIR JÚLIO DE SOUZA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Jhonatas Ribeiro da Silva.. Fl. 818DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/12/201 3 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16327.001895/200812 Acórdão n.º 2403002.374 S2C4T3 Fl. 818 3 Relatório Na forma do Acórdão 2403002.152, exarado na sessão de 17 de julho de 2013, esta Colenda Turma acordou , por maioria de votos, no mérito, em dar provimento ao Recurso Voluntário interposto pelo interessado BANCO SANTANDER S.A. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Votou pelas conclusões o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Aduz que sob o comando do art. 65 do Regimento Interno deste E. Conselho, A UNIÃO (FAZENDA NACIONAL), por sua procuradora, opôs EMBARGOS DE DECLARAÇÃO em face de suposta omissão requerendo seja o mesmo provido para sanar o vicio apontado nas razões que apresentou. Cumpre destacar que várias foram as irregularidades enfrentadas na condução do voto, entretanto o embargo interposto registra que este Colegiado restou omisso no que toca à análise de apenas uma das irregularidades apontadas pela autoridade fiscal: “Tratase do item 5.2 do relatório fiscal, que dispõe sobre a necessidade de comprovação de matricula e de freqüência escolar dos estagiários em cursos de nível superior, profissionalizante de 2° grau ou escolas de educação especial para gozo da isenção prevista no art. 28 § 90, "i", da Lei n° 8.212/91 1 . Confirase, por oportuno, o que restou consignado no termo de verificação fiscal (fl. 39): Apesar de diversas solicitações por TIAD, não foram comprovadas, para esta auditoria, a freqüência e matricula de nenhum dos contratados, conforme previsto no , § 1o do art. 1° da Lei n° 6.494, de 7 de dezembro de 1977. Nesse contexto, e considerando que um dos pontos indicados pela autoridade fiscal como contrários à legislação não foi analisado pelo Colegiado, fazse mister que a Turma manifeste seu posicionamento, esclarecendo se a falta de comprovação de matricula e de freqüência escolar dos estagiários em cursos de nível superior, profissionalizante de 2° grau ou escolas de educação especial é (ou não) condição suficiente para autorizar a incidência de contribuições previdenciárias sobre as verbas pagas aos estagiários. Diante do exposto, a Unido (Fazenda Nacional) requer que os presentes embargos de declaração sejam recebidos, conhecidos e providos para sanar o vicio apontado.” É o Relatório. Fl. 819DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/12/201 3 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza DA TEMPESTIVIDADE. O recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme o relatório de primeira instância cujo trecho abaixo se transcreve, a Recorrente já houvera registrado as razões de não dispor dos documentos requeridos: “Informa, também, que todas as informações e relatórios acerca dos estagiários foram devidamente encaminhados às Instituições de Ensino e/ou ao Centro de Integração Empresa Escola CIEE, e que não caberia a ela a guarda deste material, até porque, muitas vezes, os mencionados relatórios são enviados via digital, ficando disponíveis em sistema por apenas seis meses.” É de relevo notar que, conforme registro às fls. 01, autuação em comento foi notificada em 19/12/2008, e que na forma do Acórdão de fls 219, a decisão de primeira instância ocorreu em 19 de maio de 2009 quando já vigorava a Lei n° 11.788, de 25 de setembro de 2008 que revogara a Lei 6.494/77 que motivara a autuação bem como assentou as razões do “decisium”. Sobre os documentos exigidos, a instância a quo, exortando a Lei n.° 6.494/77, rebateu a alegação da impugnante mas não apontou em qual artigo da lei se baseara para exigir tal cumprimento. Neste sentido, tenho entendimento que o arrazoado a quo apresentou convicção assentado em mero juízo de valor, verbis: “Cumpre esclarecer que, ao contrário do que entende a impugnante, a simples apresentação de Termos de Compromisso de Estágio celebrados com os estudantes não constitui prova suficiente da inexistência de vínculo empregatício. Não basta a apresentação, pela empresa, destes Termos, para comprovar a regularidade dos estágios. É inadmissível prosperar a tese de que, uma vez contratado o estudante, com a formalização de Termo de Compromisso de Estágio, nenhuma outra providência ou controle viesse a ser exercido pela concedente do estágio ou exigido dela. A existência dos referidos Termos de Compromisso não constitui condição suficiente, mas apenas necessária para descartar o vínculo empregatício. Deve ser observado, aqui, o princípio da verdade material, que norteia o processo administrativo fiscal, no qual o que prevalece é a realidade fática sobre a realidade formal. Em outras palavras, tais Termos de Compromisso só descaracterizam a relação de emprego quando observados todos os preceitos da Lei n.° 6.494/77, que foi regulamentada pelo Decreto n.° 87.497/82, o que não ocorreu no presente caso. Fl. 820DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/12/201 3 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16327.001895/200812 Acórdão n.º 2403002.374 S2C4T3 Fl. 819 5 Cabe observar que não procede a alegação da impugnante no sentido de que não caberia a ela a guarda e a apresentação da documentação solicitada pela fiscalização, mediante TIAD (Termo de Intimação para Apresentação de Documentos), referente a outros relatórios e informações acerca dos estagiários que não os Termos de Compromisso de Estágio retro mencionados, uma vez que tais documentos constituem elementos probatórios das condições do estágio, sendo necessários para fins de comprovação do atendimento dos requisitos previstos na Lei n.° 6.494/77, sem a qual os estagiários são caracterizados como segurados empregados, com a integração das verbas pagas a eles ao saláriodecontribuição, nos termos do artigo 28, parágrafo 9°, alínea "i" da Lei n.° 8.212/91, e dos artigos 9°, inciso I, alínea "h" e 214, parágrafo 9°, inciso IX do RPS, aprovado pelo Decreto n.° 3.048/99.”( grifos de minha autoria) Ressaltese que ao contrário do que se convencera a instância a quo , na forma do que determinara § 1º do o art . 6º do Decreto nº 87.497, de 18 de agosto de 1982, que regulamentava a revogada Lei nº 6.494/77, o Termo de Compromisso celebrado entre o estudante e a parte concedente com a interveniência da instituição de ensino, constituirá comprovante exigível pela autoridade competente, da inexistência de vínculo empregatício, verbis: “ § 1º O Termo de Compromisso será celebrado entre o estudante e a parte concedente da oportunidade do estágio curricular, com a interveniência da instituição de ensino, e constituirá comprovante exigível pela autoridade competente, da inexistência de vínculo empregatício ”( grifos de minha autoria) Destaquese que a necessidade de o estagiário estar regularmente matriculado e freqüentando um estabelecimento de ensino é condição compulsória quando da assinatura do Termo de Compromisso executado sob a obrigatória interveniência da instituição de ensino. O I.Embargante entende que no julgamento do Acórdão em apreço esta Turma teria cometido omissão por não enfrentar o que a Autoridade autuante alegou ser motivo um dos da lavratura do auto em comento tendo em vista o que determina o comando do e § 1o do artigo 1° da Lei n.° 6.494/77. Na forma do Relatório Fiscal o fato de a empresa não ter apresentado documentos comprovando a freqüência e matrícula dos estagiários teria previsão no sobredito artigo de forma fatal para comprovar irregulares os contratos . De fato, o sobredito § 1o do artigo 1° da Lei n.° 6.494/77 exige comprovação da matrícula e da freqüência, verbis: Art. 1º As pessoas jurídicas de Direito Privado, os órgãos de Administração Pública e as Instituições de Ensino podem aceitar, como estagiários, os alunos regularmente matriculados em cursos vinculados ao ensino público e particular ( Redação dada pela Lei n 8.859, de 23.3.1994) § 1o Os alunos a que se refere o caput deste artigo devem, comprovadamente, estar freqüentando cursos de educação Fl. 821DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/12/201 3 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 superior, de ensino médio, de educação profissional de nível médio ou superior ou escolas de educação especial.” Do modo supra se observa que o auditor cita corretamente a necessidade de o estagiário estar matriculado e freqüentando o estabelecimento de ensino mas não registra qual artigo da Lei exige que a empresa concedente do estágio tenha que ter a guarda e de tais documentos. Destaquese que na revogada Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977 abaixo transcrita na íntegra não se alcança tal exigência : “ Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977. Revogada pela Lei nº 11.788, de 2008 Regulamento Dispõe sobre os estágios de estudantes de estabelecimento de ensino superior e ensino profissionalizante do 2º Grau e Supletivo e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º As pessoas jurídicas de Direito Privado, os Órgãos da Administração Pública e as Instituições de Ensino podem aceitar, como estagiários, aluno regularmente matriculados e que venham freqüentando, efetivamente, cursos vinculados à estrutura do ensino público e particular, nos níveis superior, profissionalizante de 2º Grau e Supletivo. § 1º O estágio somente poderá verificarse em unidades que tenham condições de proporcionar experiência prática na linha de formação, devendo, o estudante, para esse fim, estar em condições de estagiar, segundo o disposto na regulamentação da presente Lei. § 2º Os estágios devem propiciar a complementação do ensino e da aprendizagem a serem planejados, executados, acompanhados e avaliados em conformidade com os currículos, programas e calendários escolares, a fim de se constituirem em instrumentos de integração, em termos de treinamento prático, de aperfeiçoamento técnicocultural, científico e de relacionamento humano. Art. 1º As pessoas jurídicas de Direito Privado, os órgãos de Administração Pública e as Instituições de Ensino podem aceitar, como estagiários, os alunos regularmente matriculados em cursos vinculados ao ensino público e particular.(Redação dada pela Lei nº 8.859, de 23.3.1994) § 1º os alunos a que se refere o caput deste artigo devem, comprovadamente, estar freqüentando cursos de nível superior, profissionalizante de 2º grau, ou escolas de educação especial.(Redação dada pela Lei nº 8.859, de 23.3.1994) § 1o Os alunos a que se refere o caput deste artigo devem, comprovadamente, estar freqüentando cursos de educação superior, de ensino médio, de educação profissional de nível Fl. 822DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/12/201 3 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16327.001895/200812 Acórdão n.º 2403002.374 S2C4T3 Fl. 820 7 médio ou superior ou escolas de educação especial. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.16441, de 2001) § 2º o estágio somente poderá verificarse em unidades que tenham condições de proporcionar experiência prática na linha de formação do estagiário, devendo o aluno estar em condições de realizar o estágio, segundo o disposto na regulamentação da presente lei.(Redação dada pela Lei nº 8.859, de 23.3.1994) § 3º Os estágios devem propiciar a complementação do ensino e da aprendizagem e ser planejados, executados, acompanhados e avaliados em conformidade com os currículos, programas e calendários escolares.(Incluído pela Lei nº 8.859, de 23.3.1994) Art. 2º O estágio, independentemente do aspecto profissionalizante, direto e específico, poderá assumir a forma de atividade de extensão, mediante a participação do estudante em empreendimentos ou projetos de interesse social. Art. 3º A realização do estágio darseá mediante termo de compromisso celebrado entre o estudante e a parte concedente, como interveniência obrigatória da instituição de ensino. § 1º Os estágios curriculares serão desenvolvidos de acordo com o disposto no parágrafo 2º do art. 1º desta Lei. § 1º Os estágios curriculares serão desenvolvidos de acordo com o disposto no § 3° do art. 1º desta lei.(Redação dada pela Lei nº 8.859, de 23.3.1994) § 2º Os estágios realizados sob a forma de ação comunitária estão isentos de celebração de termo de compromisso. Art. 4º O estágio não cria vínculo empregatício de qualquer natureza e o estagiário poderá receber bolsa, ou outra forma de contraprestação que venha a ser acordada, ressalvado o que dispuser a legislação previdenciária, devendo o estudante, em qualquer hipótese, estar segurado contra acidentes pessoais. Art. 5º A jornada de atividade em estágio, a ser cumprida pelo estudante, deverá compatibilizarse com o seu horário escolar e com o horário da parte em que venha a ocorrer o estágio. Parágrafo único. Nos períodos de férias escolares, a jornada de estágio será estabelecida de comum acordo entre o estagiário e a parte concedente do estágio, sempre com interveniência da instituição de ensino. Art. 6º O Poder Executivo regulamentará a presente Lei, no prazo de 30 (trinta) dias. Art. 7º Lei entrará em vigor na data de sua publicação. Art. 8º Revogamse as disposições em contrário. Fl. 823DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/12/201 3 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Brasília, 7 de dezembro de 1977; 156º da Independência e 89º da República. ERNESTO GEISEL ” Relevante ressaltar que o art. 3º da sobredita lei, revela que o Termo de Compromisso tido pela instância a quo como de somenos importância é celebrado pelo estudante e a parte concedente com a OBRIGATÓRIA interveniência da instituição de ensino. Tal formalidade impõe, por óbvio, que o aluno esteja matriculado e freqüentando regularmente o estabelecimento de ensino, verbis: “Art. 3º A realização do estágio darseá mediante termo de compromisso celebrado entre o estudante e a parte concedente, como interveniência obrigatória da instituição de ensino.” Toda a circunstância supra descrita torna óbvio que dando cumprimento ao comando do art. 3º supra, ao efetuaremse os Termos de Compromisso com a inteveniência obrigatória das instituições de ensino resta claro que os estagiários eram alunos matriculados e com freqüência normal. Se não tivesse sido observada tal exigência as instituições de ensino e tampouco o Centro de Integração Empresa Escola CIEE, concordariam em efetuar os contratos. A autoridade autuante revelou que : “ o contribuinte apresentou um Convênio Nacional, firmado com o Centro de Integração Empresa Escola CIEE, CNPJ 61.600.839/000155 (datado de 25/02/2003), cujo objetivo é disponibilizar estagiários para o Contribuinte, e, também, diversos Acordos de Cooperação e Termo de Compromisso de Estágio, todos tendo como interveniente o CIEE” Também registrou que : “ formara convicção incluindo os Convênio firmado com Centro de Integração Empresa Escola CIEE; Acordos firmados para estágio: “ entre os elementos de convicção, se destacam: Convênio firmado com Centro de Integração Empresa Escola CIEE;Acordos firmados para estágio (anexo "AcordosSBA" no CD); Folhas de pagamento do período;” As empresas concedentes , tal qual o próprio Instituto Nacional do Seguro Social – INSS , eventualmente conveniadas com o Centro de Integração Empresa Escola CIEE, como era o caso da autuada na ocasião dos fatos geradores, quando abrem vagas para estágios exigem, que os educandos estejam matriculados e cursando, de forma regular os estabelecimentos de ensino, vide o edital abaixo transcrito: “ 3o PROCESSO SELETIVO PÚBLICO DE 2013 PARA INGRESSO NO PROGRAMA DE ESTÁGIO DA GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL EM ANÁPOLIS GOIÁS 1. INSTRUÇÕES GERAIS O processo seletivo destinase à formação de cadastro de reserva para estagiários de Nível Médio e de Nível Fl. 824DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/12/201 3 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16327.001895/200812 Acórdão n.º 2403002.374 S2C4T3 Fl. 821 9 Superior, para atender às demandas da Gerência Executiva do INSS em Anápolis e suas Agências de Previdência Social subordinadas. Os prérequisitos para inscrição neste processo seletivo são: Ter, no mínimo, 16 (dezesseis) anos; Estar matriculado e cursando, de forma regular, curso de Nível Superior, a partir do terceiro período ou do segundo ano (conforme estrutura curricular) nas áreas disponíveis, ou de Nível Médio, ambos, devidamente, aprovados e regulamentados pelo MEC, de modo que: I. Alunos a partir do terceiro período ou do segundo ano (em nível superior) devem apresentar as notas do último período/ano cursado. Não serão aceitas inscrições de candidatos que estão a menos de um ano da conclusão do curso: é necessário um contrato de no mínimo um ano. Alunos do primeiro ano do ensino médio devem apresentar as notas da antiga oitava série ou do nono ano; Alunos matriculados no segundo ano do ensino médio devem apresentar as notas do Primeiro ano. Por meio deste Edital/Processo Seletivo não poderão se inscrever alunos que estejam cursando o terceiro ano do Ensino Médio Para os candidatos do Curso de Engenharia Civil são estabelecidos, também, os seguintes critérios: Saber operar o software AutoCAD. Ter conhecimento mínimo em leitura de projeto. Ter conhecimento mínimo em operações com planilhas do Excel. Preferencialmente, ter cursado as disciplinas de "Construção Civil" e "Planejamento de Obras". Estar cursando a partir do 6o (sexto) período do curso. Fazer o cadastro gratuito e a inscrição no site do CIEE (www.ciee.org.br) para concorrer às vagas disponíveis e às que vierem a ser disponibilizadas para a Gerência Executiva do INSS em Anápolis e Agências de Previdência Social subordinadas; Fl. 825DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/12/201 3 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 Preencher a Ficha de Inscrição, situada no Anexo II, para a entrega dos demais documentos necessários, anexados à mesma.” DO VOTO DE SEGUNDA INSTÂNCIA Conforme já fora ressaltado, a matéria houvera sido indiretamente enfrentada. Aduz que quando da condução do voto de minha relatoria, em razão das precárias condições do documento não permitir transcrição, registrei que não se tratava de obrigação da Recorrente ao tempo em que exortei checar a veracidade diretamente o documento de fls. 87 : “ Colacionado pela Autoridade Autuante, às fls. 87, documento registra a existência de Convênio Nacional do CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA ESCOLA CIEE e as partes entre as quais a Recorrente. Dado que consta de reiteradas intimações para a apresentação dos documentos constantes na clausula 2 do sobredito convênio, é lícito concluir que a Autoridade autuante não desconhecia que a referida cláusula define obrigações do CIEE e não da recorrente. As obrigações da Recorrente no referido Convênio estão elencadas na cláusula 3 do documento em apreço e não foram motivo de questionamento sugerindo, pois adimplidas. A cópia do documento supra está em precárias condições produzindo péssimas reproduções. Assim, assim eventual confronto do acima disposto deve ser efetuado “in loco” às fls. 87.” Datado de 25 de fevereiro de 2003, o documento supra registra no §2° da primeira cláusula que ; “ Fica o CIEE autorizado a representar os concedentes junto às instituições de ensino para os procedimentos de caráter legal, burocráticos e administrativos necessários à realização dos estágios conforme preceitua o art. 7º do Decreto nº 87.497/82. Registra ainda o referido Convênio, na letra “g” da cláusula 2ª , que caberá ao CIEE : “ notificar a concedente qualquer irregularidade na situação escolar dos estagiários sempre que informada pelas instituições de ensino. Registrado alhures, a autuação em comento foi notificada em 19/12/2008, quando já vigorava a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 que revogara a Lei n º 6.494, de 7 de dezembro de 1977, que motivara a autuação e a decisão a quo. O parágrafo único do inciso VII, art. 7º da Lei nova , ao contrário do que entenderam as sobreditas autoridades atribuí às instituições de ensino a obrigação de comunicar às partes concedentes dos estágios informações atualizadas sobre os estagiários seus educandos: verbis: “ Art. 7o São obrigações das instituições de ensino, em relação aos estágios de seus educandos: VII – comunicar à parte concedente do estágio, no início do período letivo, as datas de realização de avaliações escolares ou acadêmicas. Fl. 826DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/12/201 3 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16327.001895/200812 Acórdão n.º 2403002.374 S2C4T3 Fl. 822 11 Parágrafo único. O plano de atividades do estagiário, elaborado em acordo das 3 (três) partes a que se refere o inciso II do caput do art. 3o desta Lei, será incorporado ao termo de compromisso por meio de aditivos à medida que for avaliado, progressivamente, o desempenho do estudante. ” As obrigações da concedente ficam mais claramente definidas no art. 9, com destaque para o inciso IV onde no que se refere a guarda de documentos exigese tãosomente manter à disposição da fiscalização documentos que comprovem a relação de estágio, verbis: “ DA PARTE CONCEDENTE Art. 9o As pessoas jurídicas de direito privado e os órgãos da administração pública direta, autárquica e fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como profissionais liberais de nível superior devidamente registrados em seus respectivos conselhos de fiscalização profissional, podem oferecer estágio, observadas as seguintes obrigações: I – celebrar termo de compromisso com a instituição de ensino e o educando, zelando por seu cumprimento; II – ofertar instalações que tenham condições de proporcionar ao educando atividades de aprendizagem social, profissional e cultural; III – indicar funcionário de seu quadro de pessoal, com formação ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso do estagiário, para orientar e supervisionar até 10 (dez) estagiários simultaneamente; IV – contratar em favor do estagiário seguro contra acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com valores de mercado, conforme fique estabelecido no termo de compromisso; V – por ocasião do desligamento do estagiário, entregar termo de realização do estágio com indicação resumida das atividades desenvolvidas, dos períodos e da avaliação de desempenho; VI – manter à disposição da fiscalização documentos que comprovem a relação de estágio; VII – enviar à instituição de ensino, com periodicidade mínima de 6 (seis) meses, relatório de atividades, com vista obrigatória ao estagiário. Parágrafo único. No caso de estágio obrigatório, a responsabilidade pela contratação do seguro de que trata o inciso IV do caput deste artigo poderá, alternativamente, ser assumida pela instituição de ensino. ”( grifos de minha autoria) DO PEDIDO DO EMBARGANTE Fl. 827DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/12/201 3 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 No pedido do I. Embargante é relevante ressaltar que não se faz alusão ao fato de a Lei n º 6.494/77, que motivara a autuação e a decisão a quo, ter sido revogada. Também não restou efetivamente apontado em qual artigo e lei se exige a obrigação em comento. Toda a sobredita exposição não permite alcançar exigível que as empresas concedentes de estágios tenham obrigação de ter a guarda de registros da assiduidade dos estagiários bem como seus documentos de matrículas nas instituições de ensino. CONCLUSÃO Diante de tudo que foi exposto, conheço dos embargos para REJEITÁLOS e ratificar PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Relator Fl. 828DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/12/201 3 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 16004.001643/2008-36
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Feb 24 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1402-000.145
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, determinar que o julgamento do processo seja sobrestado até pronunciamento definitivo do STF sobre a matéria sujeita a repercussão geral. Ausente o Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Leonardo de Andrade Couto Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto.
Relatório
Nome do relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, determinar que o julgamento do processo seja sobrestado até pronunciamento definitivo do STF sobre a matéria sujeita a repercussão geral. Ausente o Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira. Leonardo de Andrade Couto – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 60 04 .0 01 64 3/ 20 08 -3 6 Fl. 1053DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/10/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/10 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16004.001643/200836 Resolução nº 1402000.145 S1C4T2 Fl. 121 2 Relatório Por bem resumir a controvérsia, adoto o Relatório da decisão recorrida que abaixo transcrevo: No procedimento instituído pelo Mandado de Procedimento Fiscal (MPF)n. 0810700.2008.02037 contra a contribuinte acima identificada, submetida à tributação pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples, foi lavrado auto de infração que exigiu os tributos abaixo relacionados. A capitulação legal está descrita nos termos de apuração (fls. 460/507). Tributo Lançado Multa Juros Total IRPJ 72.200,61 108,300,90 55.025,84 235.527,35 CSLL 112.248.34 168.372,50 85.651,48 366.272,32 Cofins 224.496.70 336.745,01 171.303,06 732.544,77 PIS/Pasep 72.200,61 108.300.90 55.025.84 235.527,35 INSS 476.406.97 714.610.43 362,972.38 1.553.989,78 Total 957.553,23 1.436,329.74 729.978.60 3.123.861,57 Registra o Termo de Constatação e Descrição dos Fatos (fls. 450/459) que a contribuinte, inicialmente com o ramo de intermediação de mercadorias em geral, alterou seu objeto social, para o de transporte rodoviário de cargas, e modificou seu quadro societário. Está diretamente ligada com as empresas envolvidas na denominada Operação Grandes Lagos, em especial com Continental Ouroeste Carnes e Frios Ltda. e Frigoríficos Ouroeste Ltda. e seus sócios de direito e de fato, senhores Edson Garcia de Lima, Dorvalino Francisco de Souza, José Roberto de Souza, Antonio Martucci, Luiz Ronaldo Costa Junqueira, Oswaldo Antonio Arantes, José Ribeiro Junqueira Neto e João Francisco Naves Junqueira. Segundo a autoridade fiscal o modus operandi das empresas envolvidas na citada operação é a interposição de pessoas com objetivo de comercialização de produtos do ramo frigorifico sem o pagamento dos tributos devidos. Duas anotações de mudança contratual merecem ser destacadas: Primeira, a que registra a mudança da sede da contribuinte para a Rua Rio Grande do Sul, 243B, centro, em Bálsamo, SP, que se constatou jamais ter existido, pois ela jamais mudouse para tal endereço, cujo imóvel pertence ao pai do contador responsável por sua escrita (fls. 11/12, 32/33). Segunda, a alteração do corpo societário qué incluiu a senhora Joana Garcia Martinez de Lima e o senhor Manoel dos Reis de Oliveira.. Eles, não apresentavam condição de dirigir a atividade empresarial, circunstância demonstrada pela_ concessão de mandato ao senhor Edson Garcia de Lima que lhe atribuiu amplos poderes de gestão. Fl. 1054DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/10/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/10 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16004.001643/200836 Resolução nº 1402000.145 S1C4T2 Fl. 122 3 Outro fato que merece destaque foi o recebimento de três cheques de R$26.666,66 que o senhor José Roberto de Souza alega decorrerem de empréstimo efetuado para a contribuinte. No entanto foram repassados a ele por outra coligada, Continental Ouroeste Carnes e Frios Ltda. Intimada a apresentar livros contábeis e fiscais, contrato social e extratos bancários a contribuinte exibiu Livro Caixa com registro de algumas receitas e despesas, sem a movimentação financeira ou bancária, Livro de Saídas, contrato social e extratos bancários da Nossa Caixa relativos àcontan. 4.000.2791, agência 4341. Com base nas informações constantes dos extratos em duas oportunidades a contribuinte foi instada a justificar débitos e créditos lançados em sua conta corrente. Posteriormente, fora novamente intimada a apresentar referidas informações além dos livros contábeis e fiscais e extratos bancários relativos aos anoscalendário de 2004 a 2007. Novamente não houve atendimento da intimação. Verificouse que no anocalendário de 2003 a contribuinte manteve conta de depósitos no Banco Mercantil do Brasil S.A. Em vista de que as intimações não foram atendidas, procedeuse à requisição da movimentação financeira diretamente das instituições bancárias. De posse dos extratos a autoridade fiscal elaborou a planilha de fls. 277/311, capeada pela intimação de fls. 275/276 que instou a contribuinte a comprovar a origem dos recursos que ingressaram nas respectivas contas bancárias, bem assim a identificar os créditos decorrentes de transferências de contas da mesma titularidade. Nos casos de operações de desconto, a informar e demonstrar o negócio jurídico que originou a emissão dos respectivos títulos de crédito. Dada a inércia da contribuinte, a autoridade fiscal elaborou a intimação de fls. 334/371 e a remeteu para o endereço do senhor Edson Garcia de Lima, que também mantevese silente. Em vista de que os intimados não se manifestaram, os valores creditados em conta de depósito foram considerados omissão de receita para fins de apuração da base de cálculo tributada no Simples, sintetizados no demonstrativo de fls. 454. Foram excluídos transferências, estornos, devolução de cheques e valores já oferecidos à tributação, descritos na planilha de fls. 408/440, acrescidos do que foi lançado na Declaração Anual Simplificada da Pessoa Jurídica (PJSI). Segundo a autoridade fiscal pela circunstancia de ter havido excesso de receita bruta no Simples seria proposta a exclusão da contribuinte do Sistema com efeitos a partir de 01/01/2004, nos termos da Lei n. 9.317/1996, arts. 13, II e 15, IV, com a alteração dada pelas Leis n. 9.732/1998 e Lei n. 11.196/2005. Por considerar que houve intuito doloso com o objetivo de fraudar a Fazenda Pública Federal, houve agravamento da multa de oficio. Foi imputada responsabilidade tributária aos/senhores José Roberto de Souza, Dorvalino Francisco de Souza e Edson Garcia de Lima por serem proprietários de fato da contribuinte e terem sido beneficiados pelas "fraudes praticada, , notadamente pela transferência de valores da empresa De Souza e (sic) Lima Ltda., diretamente ïi ara sua constas correntes (sic) e/ou para as contas correntes das empresas da qual (sic) são sócios (Continental Ouroeste Carnes e Frios Ltda., Frigorifico Ouroeste Ltda. e Transportadora Sulera Ltda.), conforme restou devidamente comprovado no Termo de Constatação e Descrição dos Fatos anexo ao Auto de Infração lavrado", caracterizando Fl. 1055DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/10/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/10 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16004.001643/200836 Resolução nº 1402000.145 S1C4T2 Fl. 123 4 o interesse comum a que alude o art. 124, inciso I, do Código Tributário Nacional (CTN). Em vista de que o procedimento decorreu de requisição do Ministério Público Federal a autoridade fiscal procedeu à comunicação dos fatos apurados à Justiça Federal e ao Ministério Público Federal. Intimados da imposição tributária a contribuinte e os responsáveis tributários ingressaram com impugnações distintas, em que alegam: Da contribuinte (fls. 514/550) Arguiu, em sede preliminar: por se tratar de lançamento por homologação, em que vige a regra instituída pelo art. 150, § 4 0, do CTN, ocorreu a decadência do direito de o Fisco proceder ao lançamento para o período de janeiro a novembro de 2003, em vista de que houve a entrega das informações respectivas e recolhimento dos tributos apurados, aliado ao fato de que a existência de dolo ou simulação não fora comprovada; a imposição tributária padece de clareza, materializada na falta de explicação sobre a origem das importâncias lançadas; tampouco demonstrou a existência de, vinculo ou correlação entre os valores depositados nas contas bancárias e a atividade de transporte desenvolvida pela contribuinte. No mérito, alegou que: o lançamento efetuado não pode se basear em suposições, conjecturas ou presunções, A. luz da regra prevista no art. 142 do CTN que exige fatos concretos para sua efetivação, admitindose a dispensa de sua comprovação apenas nas hipóteses das ditas presunções legais, tal como prevê o art. 334, IV, do Código de Processo Civil (CPC); os depósitos bancários listados pela autoridade fiscal e que serviram de base de cálculo para o lançamento pertencem à sociedade empresária Continental Ouroeste Carnes e Derivados Ltda., que à época dos fatos utilizavase de contas correntes da contribuinte em decorrência de falta de crédito e limites operacionais; listou uma série de providências que a autoridade fiscal deveria ter tomado para demonstrar que os recursos depositados efetivamente decorreriam de rendimentos de transporte; os valores que serviram de base de cálculo para a constituição do crédito tributário já foram objeto de outro procedimento fiscal deflagrado junto da empresa Continental Ouroeste Ltda., cuja imposição foi lançada em desfavor de Frigorífico Ouroeste Ltda. é improcedente a imposição de multa qualificada em vista de que não existe certeza acerca do lançamento nem comprovação de ter havido evidente intuito de fraude, conluio ou sonegação. Ao final da peça impugnatória requereu: "a) seja preliminarmente acolhida a preliminar de decadência, nos termos requeridos b) preliminarmente, seja decretada a nulidade do auto de infração/lançamento, pelo evidente cerceamento pleno ao direito de defesa, por não atender ao (sic) pressupostos legais; Fl. 1056DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/10/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/10 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16004.001643/200836 Resolução nº 1402000.145 S1C4T2 Fl. 124 5 c) no mérito, ad argumentandum tantum, ainda que não seja acolhida a preliminar de nulidade do lançamento, seja deferida a sua impugnação, em homenagem ao Direito e como medida da mais elevada Justiça; d) caso ainda não seja deferida a sua pretensão quanto ao mérito, o que se admite apenas por amor a argumentação, não poderia se cogitar de penalidade agravada por absoluta ausência da prova do crime". Dos responsáveis Edson Garcia de Lima e Dorvalino Francisco de Souza (fls. 656/702) Os designados responsáveis fizeram como seus os argumentos apresentados pela autuada, ao mesmo tempo em que acrescentaram o que segue: alegaram que em face de o último Termo de Sujeição Passiva ter sido entregue em 04 de dezembro de 2008, quintafeira, o prazo começaria a fluir a partir do dia 05 de dezembro de 2008 e venceria no dia 03 de janeiro de 2009, sábado, com prorrogação para o primeiro dia útil seguinte, segundafeira, 05 de janeiro de 2009; por se tratar de lançamento por homologação, em que vige a regra instituída pelo art. 150, § 4 0, do CTN, ocorreu a decadência do direito de o Fisco proceder ao lançamento para o período de janeiro a novembro de 2003, em vista de que houve a entrega das informações respectivas e recolhimento dos tributos apurados, aliado ao fato de que a existência de dolo ou simulação não fora comprovada; a imposição tributária padece de clareza, materializada na falta de explicação sobre a origem das importâncias ora lançadas; tampouco demonstrouse a existência de vinculo ou correlação dos valores depositados nas contas bancárias com a atividade de transporte desenvolvida pela contribuinte; após descrever as alterações contratuais ocorridas, notadamente a saída dos sócios Edson Garcia de Lima e Dorvalino Francisco de Souza, os responsáveis alegaram que a contribuinte continuou a exploração das atividades; em consequência, não houve sucessão da empresa a justificar a imposição de responsabilidade solidária aos sócios que se retiraram; é inaplicável a imposição da solidariedade baseada no interesse comum a que alude o art. 124, I, do CTN, em vista de que o lançamento efetuado não pode se basear em suposições, conjecturas ou presunções, à luz da regra do art. 142 do CTN que exige fatos concretos para sua efetivação; admitese a dispensa de comprovação apenas nas hipóteses das presunções legais, tal como prevê o art. 334, IV, do Código de Processo Civil (CPC); os valores que serviram de base de cálculo para a constituição do crédito tributário já foram objeto de outro procedimento fiscal deflagrado junto à empresa Continental Ouroeste Ltda., cuja imposição foi lançada em desfavor de Frigorifico Ouro este Ltda.; é improcedente a imposição de multa qualificada em vista de que não existe certeza acerca do lançamento, tampouco comprovação de ter havido evidente intuito de fraude, conluio ou sonegação. Ao final da peça impugnatória requereram: "a) seja preliminarmente acolhida a preliminar de decadência, nos termos requeridos; Fl. 1057DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/10/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/10 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16004.001643/200836 Resolução nº 1402000.145 S1C4T2 Fl. 125 6 b) preliminarmente, seja decretada a nulidade do auto de infração/lançamento, pelo evidente cerceamento pleno ao direito de defesa, por não atender ao (sic) pressupostos legais; c) no mérito, ad argumentandum tantum, ainda que não seja acolhida a preliminar de nulidade do lançamento, seja deferida a sua impugnação, em homenagem ao Direito e como medida da mais elevada Justiça; c) caso ainda não seja deferida a sua pretensão quanto ao mérito, o que se admite apenas por amor a argumentação, não poderia se cogitar de penalidade agravada por absoluta ausência da prova do crime". Do responsável José Roberto de Souza (fls. 772/805) O designado responsável fez como seus os argumentos apresentados pela autuada, ao mesmo tempo em que acrescentou o que segue: alegou que em face de o ultimo Termo de Sujeição Passiva ter sido entregue em 04 de dezembro de 2008, quintafeira, o prazo começaria a fluir a partir do dia 05 de dezembro de 2008 e venceria no dia 03 de janeiro de 2009, sábado, com prorrogação para o primeiro dia útil seguinte, segundafeira, 05 de janeiro de 2009; por se tratar de lançamento por homologação, em que vige a regra do art. 150, § 4°, do CTN, ocorreu a decadência do direito de o Fisco proceder ao lançamento para o período de janeiro a novembro de 2003, em vista de que houve a entrega das informações respectivas e recolhimento dos tributos apurados, aliado ao fato de que a existência de dolo ou simulação não fora comprovada; a imposição tributária padece de clareza, materializada na falta de explicação sobre a origem das importâncias ora lançadas; tampouco demonstrouse a existência de vinculo ou correlação dos valores depositados nas contas bancárias com a atividade de transporte desenvolvida pela contribuinte; arguiu que nunca participou do quadro de sócios da autuada e o fato de ter lhe efetuado empréstimo gratuito cujo pagamento ocorreu com cheques de outra empresa não autoriza o fisco tornálo presuntivamente responsável solidário pelos tributos lançados; a indagação sobre as razões por que a contribuinte efetuou pagamento com cheques de terceiros devem ser dirigidas diretamente a ela; é inaplicável a imposição da solidariedade baseada no interesse comum a que alude o art. 124, I, do CTN, em vista de que o lançamento efetuado não pode se basear em suposições, conjecturas ou presunções, deduz da regra do art. 142 do CTN que exige fatos concretos para sua efetivação; admitese a dispensa de sua comprovação apenas nas hipóteses das presunções legais, previstas no art. 334, IV, do Código de Processo Civil (CPC); é improcedente a imposição de multa qualificada em vista de que não existe certeza acerca do lançamento, tampouco comprovação de ter havido evidente intuito de fraude, conluio ou sonegação. Ao final da peça impugnat6ria requereu "a) seja preliminarmente acolhida a preliminar de decadência, nos termos requeridos; Fl. 1058DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/10/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/10 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16004.001643/200836 Resolução nº 1402000.145 S1C4T2 Fl. 126 7 b) preliminarmente, seja decretada a nulidade do auto de infração/lançamento, pelo evidente cerceamento pleno ao direito de defesa, por não atender ao (sic) pressupostos legais; c) no mérito, ad argumentandum tantum, ainda que não seja acolhida a preliminar de nulidade do lançamento, seja deferida a sua impugnação, em homenagem ao Direito e como medida da mais elevada Justiça; d) caso ainda não seja deferida a sua pretensão quanto ao mérito, o que se admite apenas por amor a argumentação, não poderia se cogitar de penalidade agravada por absoluta ausência da prova do crime". A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto –SP prolatou o Acórdão 1435.835, pelo qual não conheceu das impugnações apresentadas pelos coobrigados por considerálas intempestivas. Em relação à impugnação formalizada pela pessoa jurídica, manifestouse pela improcedência. A decisão consubstanciouse na seguinte ementa: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 2003 DEPOSITO BANCÁRIO. ORIGEM. FALTA DE COMPROVAÇÃO. OMISSÃO DE RECEITA. PRESUNÇÃO LEGAL. Caracteriza omissão de receita decorrente de presunção legal a ausência de comprovação da origem de depósitos mantidos em conta corrente bancária. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO.CONTAGEM. PRAZO. MARCO INICIAL. Na sistemática de lançamento por homologação é necessário o pagamento antecipado do tributo para que a contagem do prazo decadencial inicie a partir do fato gerador, além da inocorrência de dolo, fraude ou simulação. PRESUNÇÃO JURIS TANTUM. INVERSÃO DO ONUS DA PROVA. FATO INDICIÁRIO. FATO JURÍDICO TRIBUTÁRIO. A presunção legal juris tantum inverte o ônus da prova e dispensa a autoridade lançadora de provar que o fato indicidrio corresponde A. obtenção de rendimentos, cabendo ao Fisco demonstrar a ocorrência do fato indicidrio e ao contribuinte comprovar que o fato presumido inexistiu na situação concreta. MULTA QUALIFICADA. DOLO. INTENÇÃO. DEMONSTRAÇÃO. É cabível a imposição de multa de ofício qualificada quanto ficar demonstrada intenção dolosa. TRIBUTAÇÃO REFLEXA: CSLL. PIS. COFINS. INSS Tratandose de exigências reflexas de tributos e/ou contribuições que têm por base os mesmos fatos que ensejaram o lançamento do imposto sobre a renda de pessoa jurídica (IRPJ), a decisão de mérito prolatada no processo principal constitui prejulgado da decisão dos processos decorrentes. Fl. 1059DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/10/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/10 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16004.001643/200836 Resolução nº 1402000.145 S1C4T2 Fl. 127 8 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2003 RESPONSÁVEL TRIBUTÁRIO. IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. A impugnação apresentada a destempo pelo responsável tributário não instaura o correspondente litígio no procedimento administrativo. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificados da decisão, a pessoa jurídica e os coobrigados apresentaram recurso voluntário a este Colegiado repisando as razões de defesa suscitadas na peças impugnatória. No que se refere à intempestividade das impugnações, os coobrigados alegam que, segundo orientação emanada pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em São José do Rio Preto, no caso da atribuição de solidariedade passiva contra várias pessoas ao mesmo tempo, o termo inicial do prazo para impugnação é a data de recebimento do último AR. Acrescentam que a Portaria RFB nº 2.284/2010 que, em situações como essa, define o prazo a partir de cada intimação, só produziria efeitos a partir de sua edição. Reclamam ainda que a Receita Federal do Brasil em São José do Rio Preto não funcionou para o público no dia 02/01/2009, tendo em vista que compareceu ao setor de atendimento no horário normal de funcionamento e o mesmo se encontrava fechado. Aduz que, se nessa data o setor de atendimento funcionou em horário diverso do convencional, não há como considerar dia de expediente normal para efeitos de contagem do prazo recursal. É o Relatório. Fl. 1060DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/10/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/10 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16004.001643/200836 Resolução nº 1402000.145 S1C4T2 Fl. 128 9 Voto Conselheiro relator teste Pelo exame dos autos constatei que a autoridade lançadora efetuou requisição de informações bancárias diretamente as instituições financeiras, que forneceram os dados solicitados. Tendo em vista que a legalidade desse procedimento está sob análise do STF com repercussão geral reconhecida e sobrestamento dos recursos a ele referentes, entendo que aplicase ao caso as disposições do art. 62A do Anexo II, da Portaria MF n° 256/2009, que determina que seja sobrestado no CARF o julgamento dos recursos que tratem da mesma matéria. Assim proponho que o julgamento do presente seja sobrestado até pronunciamento definitivo do STF sobre o tema. Leonardo de Andrade Couto Relator Fl. 1061DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/10/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/10 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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Numero do processo: 10830.014946/2010-14
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2301-000.389
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a)
Marcelo Oliveira - Presidente
Adriano Gonzales Silvério - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
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Resolvem os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a) Marcelo Oliveira Presidente Adriano Gonzales Silvério Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério. Tratase de Auto de Infração nº 37.241.3943, o qual exige contribuições previdências, parte de Terceiros, incidentes sobre pagamentos efetuados a segurados empregados, incluindose o SAT, bem como a segurados contribuintes individuais no período de janeiro de 2006 a dezembro de 2007. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 30 .0 14 94 6/ 20 10 -1 4 Fl. 38DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 03/12 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10830.014946/201014 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.389 S2C3T1 Fl. 3 2 Aponta o Relatório Fiscal às fl. 18 que “foi constatado que em 27/12/2005, a Delegacia da Receita Previdenciária em CampinasSP havia cancelado a isenção das contribuições de que tratam os artigos 22 e 23 da lei 8.212/91, por infração ao inciso II do artigo 55 da Lei 8.212/91, pelos motivos especificados na Decisão Notificação n° 21.424.4/007/2005.” Ainda de acordo com o citado Relatório verificouse que a associação não possuiu o Registro e Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, fornecidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social, no período de 01/01/2004 a 31/12/2006, conforme Resolução n. 7 de 03/02/2009. Ademais, aduz que o sujeito passivo voltou a possuir o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social a partir de 01/01/2007, mas não requereu ao INSS a isenção das contribuições previdenciárias, conforme previsto no parágrafo 1º, do artigo 55 da Lei 8.212/91. Devidamente intimado em 10/11/2010 o sujeito passivo apresentou impugnação, a qual, em apertada síntese, sustentou o seguinte: i) preliminarmente, que impetrou, em 01.11.2006, mandado de segurança, que recebeu o n° 001363974.2006.403.6105, para discutira imunidade das contribuições previdenciárias, com base no §7º, do art. 195 da CF/88, sendo necessária a suspensão do presente processo administrativo para evitar decisões conflitantes; ii) no mérito, que é sociedade de assistência social sem fins lucrativos, fundada há mais de 100 anos, cujo principal objetivo é a prática permanente da gratuidade e filantropia e goza da isenção prevista no § 7º do artigo 195 da Carta Magna. Sustenta que a renovação do CEBAS para o período de 01/01/2004 a 31/12/2006 foi requerida através do protocolo n° 71010.002644/200312, e apesar de não constar da Resolução n° 7/2009, foi automaticamente renovado nos termos do artigo 39, da MP 446/2008 e que não pode se sujeitar ao pagamento do SalárioEducação. A DRJ de Campinas manteve parcialmente a autuação em acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 IMUNIDADE/ISENÇÃO. REQUISITOS. ART. 55 DA LEI Nº 8.212, DE 1991. REQUERIMENTO AO INSS. CEBAS. Para a fruição da imunidade/isenção em relação às contribuições previdenciárias, a entidade deve preencher todos os requisitos previstos no art. 55 da Lei nº 8.212, de 1991, entre eles ter requerido ao INSS tal benefício e ser portadora do Registro e do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social. SALÁRIO EDUCAÇÃO. ORGANIZAÇÕES HOSPITALARES E DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. ISENÇÃO. As organizações hospitalares e de assistência social são isentas do recolhimento da contribuição social do Salário Educação, desde que atendam cumulativamente aos requisitos estabelecidos nos incisos I a V do art. 55 da Lei nº 8.212, de 1991. CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. Fl. 39DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 03/12 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10830.014946/201014 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.389 S2C3T1 Fl. 4 3 Não cabe às autoridades que atuam no contencioso administrativo proclamar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo em vigor, pois tal competência é exclusiva dos órgãos do Poder Judiciário. Impugnação Procedente em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Diante da decisão supra a empresa apresentou recurso voluntário repisando os argumentos suscitados na impugnação. Na assentada de 21 de junho de 2012 essa Turma decidiu converter o julgamento em diligência a fim de que: “a autoridade fiscal informe nesses autos acerca do andamento processo administrativo que deu origem ao Ato Cancelatório de fl. 33, bem como anexe as decisões e os recursos nele protocolados, bem como intime o sujeito passivo para trazer aos autos cópia da petição inicial do mandado de segurança n° 001363974.2006.403.6105, bem como da sentença, recursos e acórdãos por ventura existentes. É o Relatório. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 03/12 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10830.014946/201014 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.389 S2C3T1 Fl. 5 4 Conselheiro Adriano Gonzales Silvério, Relator Como se depura dos autos foi lavrado Auto de Infração exigindo as contribuições previdenciárias do período, uma vez que entendeu a Fiscalização não ter cumprido o sujeito passivo ao menos dois requisitos previstos no artigo 55 da Lei nº 8.212/91 para obter a isenção, quais sejam, deter o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social e requerer a isenção junto ao INSS. Segundo consta no Relatório Fiscal a isenção do sujeito passivo fora cancelada pela DRP de Campinas em 27/12/2005 mediante Ato Cancelatório retroativo a 01/01/1993, o qual se encontra anexado às fl. 24 desses autos. O sujeito passivo, por sua vez, em que pese não repetir a informação no recurso voluntário, aduziu na impugnação que ingressou com ação judicial para discutir o § 7º do artigo 195 da Constituição, o qual regula, em nível Magno, a isenção das contribuições previdenciárias das entidades beneficentes de assistência social. A r. decisão a quo ao enfrentar o pedido da ora recorrente de suspensão do processo administrativo em decorrência do ajuizamento da mencionada ação judicial relata que “não se poder julgar se há identidade exata de objetos entre este processo administrativo e o mandado de segurança impetrado”. Entendi em assentada anterior que antes mesmo de se ingressar no mérito da questão ora trazida pelo recurso voluntário, há de se buscar informações e documentos que podem influenciar a decisão a ser tomada, seja em relação ao processo administrativo que cancelou a isenção do sujeito passivo, seja em relação ao processo judicial por este promovido. Assim, o julgamento foi convertido em diligência a fim de que a autoridade fiscal informe nesses autos acerca do andamento processo administrativo que deu origem ao Ato Cancelatório de fl. 33, bem como anexe as decisões e os recursos nele protocolados, bem como intime o sujeito passivo para trazer aos autos cópia da petição inicial do mandado de segurança n° 001363974.2006.403.6105, bem como da sentença, recursos e acórdãos por ventura existentes. Contudo, verificase que a diligência foi cumprida parcialmente, momento em que foram anexadas cópias de decisões obtidas junto ao site do E. Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Nesse sentido, VOTO no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA devendo os autos retornar a origem para que a diligência requisitada seja cumprida na sua integralidade de modo que: sejam anexadas as decisões e os recursos protocolados, bem como intimese o sujeito passivo para trazer aos autos cópia da petição inicial do mandado de segurança n° 001363974.2006.403.6105, bem como da sentença, recursos e acórdãos por ventura existentes. Adriano Gonzales Silvério Conselheiro Fl. 41DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 03/12 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10830.014946/201014 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.389 S2C3T1 Fl. 6 5 Fl. 42DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 03/12 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
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Numero do processo: 10880.962334/2008-20
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Dec 18 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3201-000.441
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em converter os autos em diligência, nos termos do voto da relatora.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Daniel Mariz Gudiño, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Adriene Maria de Miranda Veras. Ausência justificada do Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em converter os autos em diligência, nos termos do voto da relatora. JOEL MIYAZAKI Presidente. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Daniel Mariz Gudiño, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Adriene Maria de Miranda Veras. Ausência justificada do Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes. RELATÓRIO O interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: “A interessada acima qualificada apresentou Declaração de Compensação nº 05784.85567.0911040340 em 09/11/04 (fls. 06/10), pleiteando a RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 62 33 4/ 20 08 -2 0 Fl. 211DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 7/12/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 17/12/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10880.962334/200820 Resolução nº 3201000.441 S3C2T1 Fl. 212 2 compensação de débitos de COFINS, com créditos de COFINS, decorrentes de suposto pagamento a maior ou indevido efetuado em 15/03/00. Por meio do Despacho Decisório Eletrônico de fl. 01, emitido em 11/12/08, a compensação pleiteada não foi homologada, sob o fundamento de que a partir das características do DARF por meio do qual teria ocorrido o pagamento a maior ou indevido, o pagamento foi integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Cientificado da decisão em 05/01/09 (fls. 04/05), o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 11/14) alegando, em síntese, que: Como se pode observar no demonstrativo da composição das bases de cálculo, o crédito de COFINS utilizado para sua compensação referese à parcela da contribuição indevidamente paga sobre valores relativos às saídas gratuitas (“brindes”) de seus produtos. Se a base de cálculo tanto do PIS quanto da COFINS é constituída pela receita ou pelo faturamento, não há que se falar em ocorrência do fato gerador sobre o valor de notas fiscais de saída de mercadorias, sem que haja de fato ou de direito a correspondente receita ou faturamento. Ao compor a base de cálculo das contribuições, cometeu equívoco de incluir valores que não constituíam sua receita ou faturamento, e deveria ter apresentado retificações de suas declarações para excluir destas bases de cálculos do PIS e da COFINS estes valores. Em determinados casos, suas declarações não foram retificadas, e assim, cometeu erro de fato no procedimento tendente à apresentação desta PER/DCOMP. Tal equívoco não macula seu direito à obtenção dos créditos, de fácil apuração, caso a autoridade administrativa competente tivesse cumprido sua obrigação legal e diligenciado ao estabelecimento da ora requerente, como determina o artigo 24 da IN SRF nº 600/2005. Não procedendo assim, o despacho decisório representa ofensa aos princípios da moralidade administrativa, da razoabilidade, da finalidade e da oficialidade, além de ensejar o enriquecimento sem causa da União, ferindo o caput do artigo 37 da Carta Magna, e os artigos 2º, 3º, inciso I, e 50, inciso I da Lei 9.784/99. Requer a reforma do Despacho Decisório, reconhecendo seu direito creditório na sua totalidade e homologando a compensação do PER/DCOMP. É o relatório.” Fl. 212DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 7/12/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 17/12/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10880.962334/200820 Resolução nº 3201000.441 S3C2T1 Fl. 213 3 O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/SP 1 n° 1630.898, de 14/04/2011, proferida pelos membros da 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo /SP, cuja ementa dispõe, verbis: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins Anocalendário: 2000 DIREITO CREDITÓRIO. NECESSIDADE DE PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da existência do crédito declarado, para possibilitar a aferição de sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. NÃO COMPROVAÇÃO. EFEITO. A falta de comprovação do crédito objeto da Declaração de Compensação apresentada impossibilita a homologação das compensações declaradas. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido. O julgamento foi no sentido de indeferimento da manifestação de inconformidade para manter o Despacho Decisório. O Contribuinte protocolizou o Recurso Voluntário, tempestivamente, no qual, basicamente, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. Em sede de recurso voluntário, observei que a empresa argumentou, dentre outros: repisa que deve ser decretada a nulidade de Despacho Decisório (811463540) (fl. 18 do pdf); anexa vários documentos (01 a 06), tendo em vista que a decisão de primeira instância reputou que a documentação anterior apresentada carecia de elementos mínimos, tais como assinatura do contabilista responsável e registro no CRC, segundo as regras estabelecidas pelas Normas Brasileiras de Contabilidade; traz doc. Com a devida procuração (docs 01 e 02); anexa Notas Fiscais que não deveriam ser incluídas na base de cálculo da COFINS (docs. 05); anexa Livro Registro de Saídas dos respectivas Notas Fiscais (docs. 06), e enfim, que seja dado provimento ao recurso voluntário. O processo digitalizado foi distribuído e encaminhado a esta Conselheira para prosseguimento. É o Relatório. VOTO Conselheiro MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Fl. 213DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 7/12/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 17/12/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10880.962334/200820 Resolução nº 3201000.441 S3C2T1 Fl. 214 4 O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de solicitação de compensação através da Declaração de Compensação nº 05784.85567.0911040340 em 09/11/04. Ou seja, compensação de débitos de COFINS, com créditos de COFINS, decorrentes de suposto pagamento a maior ou indevido efetuado em 15/03/00 (saídas gratuitasbrindes). Juntou, inicialmente, aos autos, “Demonstrativo COFINS fevereiro de 2000” e “balancete” da competência 02/2000. Constam documentação transmitida pela empresa, como DCTF referente ao mês de 02/2000 e a DIPJ do anocalendário de 2000. Tendo em vista que a recorrente apresenta a seguinte documentação (recurso voluntário): docs. 03 e 04documentos anteriormente apresentados, com os elementos exigidos; doc 05 demonstrativo de Notas Fiscais que não deveriam ter sido incluídas na base de cálculo da Cofins/valores/CFOP; doc. 06cópia do Termo de abertura, do Termo de encerramento e das páginas do livro Registro de Saídas em que referidas notas fiscais foram lançadas. Assim sendo, em atendimento ao princípio da verdade material e da estrita legalidade, entendo pela conversão do feito em diligência para que a Delegacia da Receita Federal se digne: pela análise dos documentos apresentados e trazidos em sede de recurso voluntário. –documentos intitulados 01/02 referentes à procuração; 03/04 , as Notas Fiscais referidas nos docs. 05, bem como Livro Registro de Saídas dos respectivas Notas Fiscais (docs. 06). Após a realização das análises solicitadas, profira parecer conclusivo sobre o crédito pretendido e abram vistas para que a recorrente se pronuncie, se entender necessário; bem como a Procuradoria da Fazenda NacionalPGFN. Concluída a diligência solicitada, retornem os autos para seguimento no julgamento por esta turma do CARF. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator Fl. 214DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 7/12/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 17/12/2013 por JOEL MIYAZAKI
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Numero do processo: 10680.005737/2008-26
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
IRPF. DESPESAS MÉDICO-ODONTOLÓGICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
Em conformidade com a legislação regente, todas as deduções estarão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora, sendo devida a glosa quando há elementos concretos e suficientes para afastar a presunção de veracidade dos recibos, sem que o contribuinte prove a realização das despesas deduzidas da base do cálculo do imposto.
SÚMULA CARF Nº 2
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2102-002.748
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
Assinado digitalmente.
Jose Raimundo Tosta Santos - Presidente
Assinado digitalmente.
Rubens Maurício Carvalho Relator.
EDITADO EM: 20/11/2013
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Eivanice Canário da Silva, Jose Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: RUBENS MAURICIO CARVALHO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente. Jose Raimundo Tosta Santos - Presidente Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. EDITADO EM: 20/11/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Eivanice Canário da Silva, Jose Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho.
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DESPESAS MÉDICOODONTOLÓGICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Em conformidade com a legislação regente, todas as deduções estarão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora, sendo devida a glosa quando há elementos concretos e suficientes para afastar a presunção de veracidade dos recibos, sem que o contribuinte prove a realização das despesas deduzidas da base do cálculo do imposto. SÚMULA CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente. Jose Raimundo Tosta Santos Presidente Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho – Relator. EDITADO EM: 20/11/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 00 57 37 /2 00 8- 26 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 20/11/ 2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10680.005737/200826 Acórdão n.º 2102002.748 S2C1T2 Fl. 3 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Eivanice Canário da Silva, Jose Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Para descrever a sucessão dos fatos deste processo até o julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), adoto de forma livre o relatório do acórdão da instância anterior de fls. 62 a 69: Contra o contribuinte identificado acima foi lavrada Notificação de Lançamento relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2007, ano calendário 2006, formalizando a exigência de crédito tributário assim discriminado: IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA SUPLEMENTAR R$10.374,04 MULTA DE OFÍCIO R$7.780,53 JUROS DE MORA (até 31/03/2008) R$1.041,55 TOTAL R$19.196,12 O lançamento reportase aos dados informados na declaração de ajuste anual do interessado, entre os quais foi glosada dedução a título de despesas médicas no valor de R$37.723,80, por falta de comprovação do efetivo pagamento. Foram aceitas as despesas relativas ao plano de saúde Unimed. O interessado tomou ciência da Notificação de Lançamento em 18/04/2008, comprovante anexado às fl.09, e apresentou a impugnação em 14/05/2008. Alega que os recibos apresentados especificam e comprovam os pagamentos. Salienta que nenhum dos dispositivos legais citados na notificação exige a comprovação das despesas por outro meio idôneo que não seja recibo. Entende que os §§3º e 4º do art. 11 do Decreto Lei 5.844/43 que fundamentam o art. 73 do Decreto 3.000/99 não se aplicam pois não tratam de despesas médicas e sim de despesas necessárias à percepção dos rendimentos. Alega que a matéria já está normatizada na Lei nº 9.250/95. Cita jurisprudência administrativa. Pede o cancelamento do Auto e o restabelecimento da DIRPF 2007/2006 apresentada. Diante desses fatos, as alegações da impugnação e demais documentos que compõem estes autos, o órgão julgador de primeiro grau, ao apreciar o litígio, em votação unânime, julgou procedente o lançamento, mantendo o crédito consignado no auto de infração, considerando que os argumentos da recorrente não foram acompanhados de provas suficientes, para desconstituir os fatos postos nos autos que embasaram o lançamento,resumindo o seu entendimento na seguinte ementa: Fl. 87DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 20/11/ 2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10680.005737/200826 Acórdão n.º 2102002.748 S2C1T2 Fl. 4 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2006 DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. ÔNUS PROBATÓRIO DO CONTRIBUINTE. O direito à dedução de despesas é condicionado à comprovação da efetividade dos serviços prestados, bem como dos correspondentes pagamentos. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Transcrevemos livremente os fundamentos da decisão de 1a instância antes referida: Não foram acostados, além de recibos, documentos ou provas adicionais que demonstrassem o efetivo pagamento das despesas médicas que foram glosadas pela Fiscalização, não cabendo, pois o restabelecimento das deduções. Também não foram juntados qualquer exame, laudo, receituário, radiografia, odontograma que indicasse a prestação dos serviços. Portanto, o notificado, na fase impugnatória, perdeu a oportunidade de comprovar o efetivo pagamento das despesas glosadas pela Fiscalização. Quanto aos pagamentos declarados à Francislaine Veiga da Silva no ano calendário 2006 no valor de R$ 4.285,00, além da falta de comprovação do desembolso financeiro dos pagamentos, não há previsão legal de dedução da base de cálculo do imposto de renda. A propósito, vejase a redação do artigo 8º, II, “a”, da Lei 9.250/95, no qual podese observar que não há referência a pagamentos feitos a nutricionistas. No tocante a dedução relativo ao pagamento de prótese dentária a Ricardo Heringer Leitão Almeida, exigese ainda o receituário odontológico e nota fiscal em nome do beneficiário (Perguntas e Respostas IRPF 2007, pergunta 338). Por conseguinte, nada há a reparar no feito fiscal. Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, de fls. 76 a 82, ratificando os argumentos de fato e de direito expendidos em sua impugnação, insistindo que na legislação não há previsão legal para se exigir provas além dos recibos quando estes não estão comprovadamente inidôneos, requerendo pelo provimento ao recurso e cancelamento da exigência. Dando prosseguimento ao processo este foi encaminhado para o julgamento de segunda instância administrativa. É O RELATÓRIO. Voto Fl. 88DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 20/11/ 2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10680.005737/200826 Acórdão n.º 2102002.748 S2C1T2 Fl. 5 4 Conselheiro Rubens Maurício Carvalho. ADMISSIBILIDADE O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. Acerca das alegações de ilegalidades e inconstitucionalidades, trazidas com o presente recurso não mais suscita dissídio jurisprudencial, tratada em súmula deste Conselho: SÚMULA CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Dessa forma, não há como prosperar nesse julgamento as referidas alegações. GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS Discutese as glosas das despesas médicas no valor de R$37.723,00 representadas por todas as despesas médicas constantes da declaração da contribuinte, vide a tabela a seguir: Pagamento a Ricardo Heringer Leitão Almeida no valor de R$3.615,00 por serviços de prótese odontológica no tratamento realizado por Rony Araújo Soares; Pagamento a nutricionista Francislaine Veiga da Silva no valor de R$4.285,00; Pagamento à psicóloga Miriam Matos Zadarony no valor de R$6.650,00; Pagamento ao psicólogo André Luiz Resende no valor de R$6.160,00; Pagamento ao odontológo Rony Araújo Soares no valor de R$6.837,00; Pagamento a fisioterapeuta Oswaldo Magela de Lima no valor de R$120,00. Pagamento ao fisioterapeuta Christiano Almeida Paiva no valor de R$7.560,00; Pagamento a odontóloga Celeste Joaquina Vieira Angelina no valor de R$2.495,00; Total de R$37.723,00 Para o exame da questão transcrevemse a seguir os dispositivos que regulam a matéria: Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995 Art.8º – A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: I – de todos os rendimentos percebidos durante o ano calendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II – das deduções relativas: Fl. 89DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 20/11/ 2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10680.005737/200826 Acórdão n.º 2102002.748 S2C1T2 Fl. 6 5 a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decretolei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). Entendo que os recibos médicos, em si mesmos, não são uma prova absoluta para dedutibilidade das despesas médicas da base de cálculo do imposto de renda, mormente quando: 1. as despesas forem excessivas em face dos rendimentos declarados; 2. houver o repetitivo argumento de que todas as despesas médicas de diferentes profissionais, vultosas, tenham sido pagas em espécie sem comprovação de qualquer pagamento; 3. o contribuinte fizer uso de recibos comprovadamente inidôneos, p.ex. no caso da edição de súmula administrativa de documentação tributariamente ineficaz em desfavor de prestador de serviço informado na declaração de renda do autuado, o que é suficiente para lançar sombra de suspeição sobre as demais despesas médicas de outros prestadores; 4. houver a negativa de prestação de serviço por parte de profissional que consta como prestador na declaração do fiscalizado; 5. houver recibos médicos emitidos em dias não úteis, por profissionais ligados por vínculo de parentesco, tudo pagos em espécie; 6. houver múltiplas glosas de outras despesas (dependentes, previdência privada, pensão alimentícia, livro caixa e instrução), bem como outras infrações (omissão de rendimentos, de ganho de capital, da atividade rural), a levantar sombra de suspeição sobre todas as informações prestadas pelo contribuinte declarante. Por tudo, não há qualquer dúvida que o contribuinte se enquadrou na tipologia 1 (R$ 150mil de rendimentos Brutos e desp. médicas de aprox. R$ 40mil, fl. 46), na tipologia 2 (embora não afirme que pagou todas as despesas em espécie, não fez nenhuma comprovação de pagamento, o que resulta na mesma situação) e na tipologia 5 (10/06/2006 sábado fl. 22, 09/09/2006sábado, fl. 26, 18/06/2006, fl. 37, domingo, 30/09/2006 sábado, fl. 40. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 20/11/ 2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10680.005737/200826 Acórdão n.º 2102002.748 S2C1T2 Fl. 7 6 Em princípio, admitese como prova idônea de pagamentos, os recibos fornecidos por profissional competente, legalmente habilitado. Entretanto, existindo dúvida quanto à idoneidade do documento por parte do Fisco, pode este solicitar provas não só da efetividade do pagamento, mas também da efetividade dos serviços prestados pelos profissionais. Entendo que diante dos fatos narrados, a apresentação dos recibos e declarações sem nenhuma comprovação de pagamento e/ou documentação complementar médica, v.g., exames clínicos, laudos, atestados, não se tem a substância de prova que se procura. Cumpre, ainda, ressaltar que o imposto de renda tem relação direta com os fatos econômicos. Quando a um ato jurídico se segue a tributação, não quer dizer que se tribute aquele, mas sim o fenômeno econômico que está por detrás dele. Concluise, portanto, que o ônus da prova recai sobre aquele que aproveita o reconhecimento do fato. Ressalto que o contribuinte declarou somente fontes de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, que preferencialmente fazem os seus pagamentos via contas bancárias, em função de controle contábil, não seria, assim, difícil de se fazer a prova dos pagamentos seja por cheques, transferências bancárias ou saques com datas e valores coincidentes dos pagamentos das deduções pleiteadas. Ainda, aceitável se não fosse possível a prova de todos pagamentos mas de alguns pagamentos pelo menos, contudo, no presente caso, nenhum pagamento foi efetivamente comprovado. Pelo exposto, não merecendo reparos da decisão recorrida, NEGO provimento ao recurso. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 20/11/ 2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S
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Numero do processo: 10215.720068/2007-21
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO NÃO CARACTERIZADA. REJEIÇÃO.
Rejeitam-se os embargos apresentados por não restar configurada a alegações de existência de omissão no acórdão embargado.
Numero da decisão: 1302-001.277
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conhecer dos embargos de declaração, para, no mérito, rejeitá-los, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
(assinado digitalmente)
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Presidente.
(assinado digitalmente)
LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Waldir Veiga Rocha, Marcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
Nome do relator: LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO NÃO CARACTERIZADA. REJEIÇÃO. Rejeitam-se os embargos apresentados por não restar configurada a alegações de existência de omissão no acórdão embargado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conhecer dos embargos de declaração, para, no mérito, rejeitá-los, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Presidente. (assinado digitalmente) LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Waldir Veiga Rocha, Marcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
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LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO NÃO CARACTERIZADA. REJEIÇÃO. Rejeitamse os embargos apresentados por não restar configurada a alegações de existência de omissão no acórdão embargado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conhecer dos embargos de declaração, para, no mérito, rejeitálos, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente. (assinado digitalmente) LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Waldir Veiga Rocha, Marcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 21 5. 72 00 68 /2 00 7- 21 Fl. 2047DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 26 /12/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03/01/2014 por ALBERTO PINTO SOU ZA JUNIOR Processo nº 10215.720068/200721 Acórdão n.º 1302001.277 S1C3T2 Fl. 2.048 2 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional em face do Acórdão nº 130200.579 proferido por esta 2a. Turma Ordinária da 3a. Câmara, em 25/05/2011, com a seguinte ementa: LUCRO ARBITRADO. Em consonância com o disposto no art. 47 da Lei nº 8.981, de 1995, o lucro da pessoa jurídica será arbitrado quando, dentre outras hipóteses, a escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar erros ou deficiências que a tornem imprestável para identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A partir da edição da Lei nº 9.430, de 1996, caracterizamse omissão de receita os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. CONFISCO. VIOLAÇÃO. APRECIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. RECEITA DECLARADA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Restando evidenciado que a receita declarada transitou pelas contas correntes bancárias do contribuinte, a receita tida como omitida deve ser determinada a partir da subtração entre o montante de depósitos de origem não comprovada e total declarado. O colegiado deu provimento parcial ao recurso voluntário, por unanimidade de votos, reduzindo o valor lançado a título de omissão de receitas apuradas com base em créditos bancários de origem não comprovada. Cientificada em 07/12/2011, a Procuradoria da Fazenda Nacional, com base no art. 65 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF. 256/2009, opôs na embargos de declaração em 12/12/2011, sustentando que ao dar provimento parcial ao recurso voluntário, para excluir da tributação parte dos valores lançados como omissão de receitas com base em créditos bancários de origem não comprovada, por entender que a tributação a titulo de receita omitida deveria recair apenas sobre a diferença entre o total de depósitos bancários e o montante declarado, não observou que na atuação a autoridade fiscal já havia excluído do montante de tributos que havia sido pago sobre a base declarada. Fl. 2048DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 26 /12/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03/01/2014 por ALBERTO PINTO SOU ZA JUNIOR Processo nº 10215.720068/200721 Acórdão n.º 1302001.277 S1C3T2 Fl. 2.049 3 Entende a embargante que, ao assim decidir, o acórdão embargado teria propiciado uma dupla dedução do montante declarado, reduzindo indevidamente os valores devidos a título de IRPJ e CSLL. Conclui, alegando que “considerando que o Colegiado não se manifestou sobre a informação aposta nos autos pelo auditor fiscal acerca da exclusão prévia do valor do IRPJ e da CSLL declarados, deduzido do numerário cobrado nos presentes autos, restando omisso nesse ponto, fazse mister que esclareça seu posicionamento. Isto é, revelase imperioso que Colegiado esclareça se a exclusão já efetuada pela autoridade fiscal, aliada à diminuição da base de cálculo autorizada pela Turma, constitui ou não dupla dedução do montante declarado, com interferência no valor devido a titulo de 1RPJ e de CSLL”. Ao final, a embargante requer que “os presentes embargos de declaração sejam recebidos, conhecidos e providos para sanar a omissão apontada. E, caso o Colegiado conclua ter ocorrido dupla dedução do montante declarado, confira efeitos infringentes aos presentes embargos para ajustar a base de calculo do tributo.” É o relatório. Fl. 2049DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 26 /12/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03/01/2014 por ALBERTO PINTO SOU ZA JUNIOR Processo nº 10215.720068/200721 Acórdão n.º 1302001.277 S1C3T2 Fl. 2.050 4 Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado Os embargos interpostos são tempestivos e preenchem os requisitos de admissibilidade previsto no art. 65 do RICARF, assim, deles tomo conhecimento. Alega a Fazenda Nacional, ora embargante, que a decisão recorrida ao dar provimento parcial ao recurso voluntário do sujeito passivo contém omissão a ser sanada, na medida em que ao entender que a tributação a titulo de receita omitida deveria recair apenas sobre a diferença entre o total de depósitos bancários e o montante declarado (o que corresponde a R$ 680.720,22), deixou de observar que na atuação a autoridade fiscal já havia excluído do montante de tributos que havia sido pago sobre a base declarada. Assim, o acórdão embargado teria propiciado uma dupla dedução do montante declarado, reduzindo indevidamente os valores devidos a título de IRPJ e CSLL. Não procede a alegação da embargante. O lançamento em questão foi efetuado mediante o arbitramento de lucros, tendo a autoridade fiscal utilizado como base de cálculo: 1 A receita conhecida/declarada pela interessada; e 2 A receita omitida apurada com base em depósitos bancários de origem não comprovada. O colegiado embargado reduziu a base de cálculo relativa à omissão de receitas por entender que a receita declarada transitou pelas contas correntes bancárias do contribuinte e, assim, a receita tida como omitida deve ser determinada a partir da subtração entre o montante de depósitos de origem não comprovada e total declarado. O acórdão manteve integralmente a base de cálculo relativa à receita declarada, utilizada no arbitramento. A dedução, efetuada pela autoridade fiscal, dos tributos pagos sobre a receita declarada tem o condão de evitar o bis in idem sobre esta parte da base de cálculo, submetida ao arbitramento e não afeta em nada a tributação da parcela lançada sobre a receita omitida apurada. Já a exclusão da receita declarada/tributada do montante de créditos bancários, determinada pelo acórdão embargado, decorre do reconhecimento de que esta receita transitou pelas contas bancárias, sendo, portanto, menor o montante omitido a ser tributado. Ante ao exposto, voto no sentido de conhecer dos embargos interpostos, para, no mérito, rejeitálos, mantendose íntegra a decisão recorrida. Sala de sessões em, 04 de Dezembro de 2013. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Relator Fl. 2050DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 26 /12/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03/01/2014 por ALBERTO PINTO SOU ZA JUNIOR Processo nº 10215.720068/200721 Acórdão n.º 1302001.277 S1C3T2 Fl. 2.051 5 Fl. 2051DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 26 /12/2013 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03/01/2014 por ALBERTO PINTO SOU ZA JUNIOR
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Numero do processo: 13864.000348/2007-63
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 12 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2401-000.309
Decisão:
RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Elias Sampaio Freire Presidente
Igor Araújo Soares Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
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Elias Sampaio Freire – Presidente Igor Araújo Soares – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 64 .0 00 34 8/ 20 07 -6 3 Fl. 1623DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 08/11/2 013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 13864.000348/200763 Resolução nº 2401000.309 S2C4T1 Fl. 1.325 2 RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário interposto por CONSERRA COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA em face do acórdão que manteve parcialmente a NFLD Auto de Infração n. 37.036.7472, lavrada para a cobrança de contribuições previdenciárias parte dos segurados, incidentes sobre pagamentos efetuados a segurados empregados e contribuintes individuais. Consta do relatório fiscal que os fatos geradores das contribuições lançadas foram formalizados nas seguintes rubricas: a) Levantamento A1: valores pagos a título de “ajuda de custo” mensalmente aos funcionários sem a comprovação de qualquer corelação com mudança de local de trabalho, única modalidade que entendeu a fiscalização que tal rubrica estaria abarcada pela isenção; b) Levantamento T1: valores pagos a título de auxíliotransporte constantes em folha de pagamentos. Neste caso Não houve comprovação, por parte do contribuinte, de que tais valores se enquadrassem em qualquer situação prevista pela legislação para não incidência das contribuições. Não houve comprovação de tratarse de reembolso de despesas feitas pelos empregados. Ao ver da fiscalização tratase de situação semelhante ao pagamento de "vale transporte" ern dinheiro, circunstância em que deve incidir a contribuição previdenciária. c) Levantamento V1: vale transporte em moeda, com descrição da motivação idêntica a do levantamento T1. d) Levantamento V1: Prêmio. Cita o fiscal Não houve comprovação, por parte do contribuinte, de que tais valores se enquadrassem em qualquer situação prevista pela legislação para não incidência das contribuições. 0 pagamento de premio ou bonificações vinculados a fatores de ordem pessoal do trabalhador, gera incidência de contribuições previdenciárias. e) Levantamento S1: Pessoas Físicas. valores contabilizados em livros diário em contas com o titulo de serviços prestados por pessoa física. O período apurado compreende a competência 04/2000 a 12/2005, tendo sido o contribuinte cientificado em 02/08/2007 (fls. 112). O acórdão de primeira instância excluiu do lançamento as competência tidas por decadentes som base no art. 150, §4o do CTN, tendo mantido o lançamento relativo as competências de 12/2001, 01/2002, 03/2002, 04/2002 e 05/2002, pois para tais períodos não foram verificados pagamentos. Em seu recurso, a recorrente argumenta ser microempresa, de modo que a fiscalização previdenciária deve se dar de forma orientadora, de forma que antes de qualquer lançamento devem ser apontadas as falhas cometidas, para que então possam vir a ser corrigidas. Fl. 1624DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 08/11/2 013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 13864.000348/200763 Resolução nº 2401000.309 S2C4T1 Fl. 1.326 3 A decadência do lançamento com base no art. 150, 4o do CTN. Alega que o presente Auto de Infração tem como período fiscalizado as competências de 04/2000 a 12/2005, sendo que, no entanto, no ano de 2004 já sofreu fiscalização conforme NFLD n° 35.459.83006 e A.I n° 35.459.9550 de 31.08.2004, onde foram fiscalizados os períodos 04/2000 a 03/2004. Defende que o agente fiscal teve franqueado o acesso documentação da empresa, sempre que solicitados, bem como teve esclarecidos todos os pontos necessários a urna Plena Fiscalização. Por fim sustenta que os valores foram pagos com a finalidade de reparação dos gastos efetuados pelo empregado, na realização dos serviços de interesse do empregador, e Tais alegações se comprovam pelas exigências mínimas para exercerem estas funções, quais sejam: carro próprio; registro e demonstração da área de prospecção, rol de clientes; dentre outras. Sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, novamente vieram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 1625DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 08/11/2 013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 13864.000348/200763 Resolução nº 2401000.309 S2C4T1 Fl. 1.327 4 VOTO Conselheiro Igor Araújo Soares, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso, dele conheço. PRELIMINARMENTE Antes mesmo de adentrar a análise do mérito das alegações constantes no recurso voluntário, creio haver questão posta nos autos que merece melhor esclarecimento. É que a recorrente alega que já fora fiscalizada anteriormente com relação as mesmas contribuições e com relação mesmo período do presente lançamento. Ao compulsar os autos, verifiquei que às fls. 200 e seguintes, de fato, a recorrente trouxe noticia de fiscalização anterior a que fora submetida, e que, a princípio, parece ter analisado os mesmos fatos geradores constantes no presente lançamento. Entendo que o devido esclarecimento sobre as bases da fiscalização anterior sejam relevantes no julgamento do presente recurso. Ante todo o exposto, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que baixem os autos a origem e para que sejam informadas quais ações fiscais foram desenvolvidas em face do contribuinte no período de 04/2000 a 12/2005, bem para que informe o fiscal se referidas ações fiscais foram totais e se houve ou não verificação da escritura contábil. É como voto. Igor Araújo Soares. Fl. 1626DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 08/11/2 013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por IGOR ARAUJO SOARES
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