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Numero do processo: 13683.000024/2001-68
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 06 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES.
REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ.
No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser
reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito
proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria
infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B
e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o Regimento Interno.
Numero da decisão: 3803-001.435
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES. REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o Regimento Interno.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1644; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 332 1 331 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13683.000024/200168 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803001.435 – 3ª Turma Especial Sessão de 06 de abril de 2011 Matéria RESSARCIMENTO DE IPI Recorrente CIA DE FIAÇÃO E TECIDOS SANTO ANTÔNIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES. REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o Regimento Interno. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Alexandre Kern (Presidente), Belchior Melo de Sousa (Relator), Hélcio Lafetá Reis, e a suplente Andréa Medrado Darzé. Fl. 108DF CARF MF Emitido em 25/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 24/04/2011 por ALEXANDRE KERN, 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0916.836, de 08 de agosto de 2007, da DRJJuiz de Fora/MG, fls. 294 a 298, que deferiu em parte a solicitação reconhecendo parcela do direito creditório reivindicado, já aplicado na compensação efetuada pela contribuinte. Em julgamento o pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI para ressarcimento da contribuição para o PIS e da COFINS, fl. 01, relativo ao 3° trimestre de 2000, no valor de R$ 57.004,07, fundado nos termos da Lei n° 9.363/96 e da Portaria MF n° 38/97. Pedido de compensação vinculado ao pleito de ressarcimento à fl. 36. Os resultados da verificação da legitimidade do crédito, apurados a partir dos livros, documentos fiscais e informações obtidas junto à empresa, estão consolidados na Informação Fiscal de fls. 187 a 193 e no demonstrativo de fl. 204. A DRF/Curvelo deferiu em parte a solicitação, tendo excluído uma parcela do custo da produção por ela apresentado correspondente a: a) insumos não enquadrados nos conceitos de MP, PI ou ME; b) insumos importados (algodão importado); c) insumos adquiridos, no mercado nacional, de nãocontribuintes do PIS e da Cofins (algodão em pluma e uréia técnica). Em sua manifestação de inconformidade, fls. 203 a 206, a interessada informou que utilizara insumos que se encontravam na relação de estoques, alegando que houve falha na geração dos arquivos do demonstrativo 4, que não registrou as aquisições dos insumos que foram levados diretamente para a produção, cujo controle é feito através de BPC — Boletim de Produção e Consumo. O julgamento de primeira instância foi convertido em diligência para que se comprovasse a alegação. Da nova apuração o reconhecimento do crédito presumido saltou de R$ 27.227,91 para a importância de R$ 32.431,47, face à inclusão dos custos dos insumos indicados pela empresa nos demonstrativos de fls. 238/240 apresentados com a manifestação de inconformidade. Cientificada das alterações promovidas em virtude da diligência solicitada, em suas razões adicionais alegou que as aquisições de algodão importado e de algodão em pluma efetuadas de não contribuintes do PIS e da COFINS devem ser incluídas na base de cálculo do crédito presumido, segundo entendimento pacificado do Conselho de Contribuintes, independentemente de ter havido incidência das contribuições na etapa anterior. Do valor requerido, o litígio restringiuse ao montante de R$ 29.776,16. A DRJ/Juiz de Fora, decidiu manter a glosa: a) dos insumos não enquadrados no conceito de MP, PI ou ME, por falta de contestação da interessada; Fl. 109DF CARF MF Emitido em 25/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 24/04/2011 por ALEXANDRE KERN, 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 13683.000024/200168 Acórdão n.º 3803001.435 S3TE03 Fl. 333 3 b) dos insumos importados, em face da disposição expressa do artigo 1° da Lei 9.363/96; c) das aquisições efetuadas de não contribuintes do PIS e da COFINS, em vista da determinação expressa contida no artigo 2°, § 2°, da IN SRF 23/97, e do art. 2° da IN SRF 103/97, o entendimento da SRF que vincula as Delegacias da Receita Federal de Julgamento, conforme preceitua o art. 7° da Portaria MF 58/2006. d) deferida a solicitação relativamente à glosa do consumo de insumos resultante da divergência entre os demonstrativos 1 e 4. Cientificada da decisão em 22 de dezembro de 2009, irresignada, a interessada apresentou o recurso voluntário de fls. 311 a 312, em 12 de janeiro de 2009, no qual alegou apenas que “diferentemente do que restou destacado no acórdão combatido, encontrase pacificado no âmbito deste Colendo Conselho de Contribuintes, inclusive na Câmara Superior de Recursos Fiscais, que as aquisições de não contribuintes devem ser incluídas na base de cálculo do crédito presumido, sendo irrelevante ter havido incidência das contribuições na etapa anterior, uma vez que não há qualquer determinação neste sentido na Lei 9.363/96”: É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A controvérsia que remanesce para manifestação deste Conselho diz respeito aos insumos importados e aos insumos adquiridos de não contribuintes. Na decisão recorrida as glosas mantidas estão compartimentadas em tópicos separados por serem de distintas as razões de decidir. No presente recurso eles são unificados pela recorrente, a que contrapõe um só e genérico argumento: o de ser irrelevante ter havido ou não incidência das contribuições na etapa anterior para a inclusão dos valores dessas aquisições de insumos na base de cálculo do crédito presumido de IPI, sejam elas importadas ou adquiridas no mercado interno. Sustentao afirmando que não há qualquer determinação na Lei 9.363/96 de excluir tais aquisições. Com respeito às aquisições de insumos importados, há equívoco na afirmação da recorrente, sendo incontornável o entendimento da decisão de piso, que se pautou na disposição expressa da norma do art. 1º, que reza: Art. 1. 0 A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nºs 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, Fl. 110DF CARF MF Emitido em 25/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 24/04/2011 por ALEXANDRE KERN, 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. (grifos não originais) Assim, não merece reparo a decisão recorrida, nesta questão. Quanto às aquisições de não contribuintes das contribuições em tela, no caso da recorrente referese às aquisições de “algodão pluma”, esta matéria possui decisão definitiva de mérito, com acórdão publicado no Diário de Justiça Eletrônico em 17 de dezembro de 2010, cuja ementa reproduzo em parte: “O crédito presumido de IPI, instituído pela Lei 9.363/96, não poderia ter sua aplicação restringida por força da Instrução Normativa SRF 23/97, ato normativo secundário, que não pode inovar no ordenamento jurídico, subordinandose aos limites do texto legal. [...] Conseqüentemente, sobressai a "ilegalidade" da instrução normativa que extrapolou os limites impostos pela Lei 9.363/96, ao excluir, da base de cálculo do benefício do crédito presumido do IPI, as aquisições (relativamente aos produtos oriundos de atividade rural) de matériaprima e de insumos de fornecedores não sujeito à tributação pelo PIS/PASEP e pela COFINS. (RESP 993164, Min. Luiz Fux) A ementa fez destaque de inúmeros precedentes aos quais a decisão se alinha. O resultado de julgamento final teve a seguinte dicção: “a seção, por unanimidade, deu provimento ao recurso especial da empresa e negou provimento ao recurso especial da fazenda nacional, nos termos do voto do Sr.Ministro relator.” Ao caso, devese aplicar o art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos FiscaisCARF, que determina a reprodução, pelos Conselheiros, das decisões definitivas de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, consoante seus termos expressos a seguir: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para que os valores correspondentes às aquisições no mercado interno de fornecedores não contribuintes das contribuições e que foram objeto das glosas mantidas pela decisão de primeira instância componham a base de cálculo do crédito presumido pleiteado. Sala das sessões, 06 de abril de 2011 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 111DF CARF MF Emitido em 25/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 24/04/2011 por ALEXANDRE KERN, 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 13683.000024/200168 Acórdão n.º 3803001.435 S3TE03 Fl. 334 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 13683.000024/200168 Interessada: CIA DE FIAÇÃO E TECIDOS SANTO ANTÔNIO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 3803001.435, de 06 de abril de 2011, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 06 de abril de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 112DF CARF MF Emitido em 25/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 24/04/2011 por ALEXANDRE KERN, 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 6 Fl. 113DF CARF MF Emitido em 25/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 24/04/2011 por ALEXANDRE KERN, 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10940.900486/2006-15
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Feb 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 15/12/1999
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.253
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 15/12/1999 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Perrucci Fiorin. Relatório Staroi Distribuidora de Alimentos Ltda. transmitiu, em 7/25/2003, o Pedido Eletrônico de Ressarcimento/Declaração de Compensação PER/DCOMP nº 29262.82877.250703.1.3.042067, visando à compensação do débito próprio com direito creditório oriundo do pagamento a maior efetuado em 15/12/1999. A DRF/Ponta Grossa, por meio do Despacho Decisório 770246588, de 16/06/2008 (fl. 21), indeferiu o pleito de restituição porque o DARF aventado não foi localizado nos sistemas da Administração Tributária. Via de consequência, não homologou a compensação declarada. Sobreveio Manifestação de Inconformidade , fls. 1 a 11, por meio da qual alega: Fl. 57DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 2 a) que os débitos opostos na compensação declarada já estão sendo analisados na representação nº 74/2003, consubstanciada no procedimento administrativo fiscal nº 16408.000831/200632, e que a lavratura deste novo procedimento implicará um segundo lançamento dos mesmos valores, razão pela qual caberá tãosomente a esta autoridade declarar a sua nulidade; b) a inconstitucionalidade, ilegalidade e invalidade da legislação vigente, ao instituir a incidência das contribuições PIS e Cofins sobre os valores recebidos e repassados ao Governo Estadual a título de ICMS, extrapolando a competência constitucional outorgada, tanto nos limites do conceito de aquisição de receita, como no de faturamento, e; c) seu direito à restituição dos valores de PIS e Cofins que recolheu, mensalmente, desde o início de suas operações mercantis; relativamente à incidência dessas contribuições sobre o ICMS devido, e ao seu aproveitamento em compensação de débitos próprios; A DRJ/CTA1ª Turma julgou a reclamação improcedente. O Acórdão nº 06 26.272, de 22 de abril de 2010, fls. 30 a 33, teve ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 1999 NULIDADE. Além de não se enquadrar nas causas enumeradas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, é incabível falar em nulidade do lançamento quando não houve transgressão alguma ao devido processo legal. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Anocalendário: 1999 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO SOB CONDIÇÃO RESOLUTÓRIA DE SUA ULTERIOR HOMOLOGAÇÃO. A compensação declarada pelo sujeito passivo, na qual constam informações relativas aos créditos utilizados e aos débitos a serem compensados, extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. PIS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICM. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste previsão legal para excluir da base de cálculo do PIS o valor do ICMS, o qual está incluso no preço da mercadoria, que, por sua vez, compõe a receita bruta de vendas. INCONSTITUCIONALIDADE. Falece competência legal à autoridade julgadora de instância administrativa para se manifestar acerca da constitucionalidade ou legalidade de normas legais regularmente editadas segundo o Fl. 58DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10940.900486/200615 Acórdão n.º 380301.253 S3TE03 Fl. 53 3 processo legislativo estabelecido, tarefa essa reservada constitucionalmente ao Poder Judiciário. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO NO PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado no PER/DCOMP, é de se considerar nãohomologada a compensação declarada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 1ª Turma da DRJ/CTA. O arrazoado de fls. 37 a 43, depois de dispensarse do depósito prévio ou do arrolamento de bens e de protestar pela sua tempestividade, argui, em sede de preliminar, a nulidade formal do procedimento, porque os valores discutidos no presente processo já são objeto de cobrança em outro, o que redundará em cobrança dúplice. Esclarece, na continuação a gênese do indébito que busca repetir e aproveitar: o pagamento a maior a título de contribuição, na parcela da base de cálculo relativa aos valores recebidos e repassados ao erário estadual a título de ICMS. Discorre sobre a inconstitucionalidade da incidência do PIS e da Cofins sobre essa parcela. Cita e transcreve doutrina e jurisprudência. Conclui, requerendo o provimento de seu recurso, reformando a decisão recorrida, para o efeito de se acolher a compensação declarada com os créditos decorrentes da exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições sociais. É o relatório. Voto Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 37 a 43 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJCTA1ª Turma nº 0626.272, de 22 de abril de 2010. Preliminar de nulidade Rejeito a preliminar. Não há o menor risco de que se efetue cobrança em dobro do(s) débito(s) confessado(s) na DCOMP ora sub judice, visto que de cobrança não se trata no presente procedimento. Ademais, como exaustivamente demonstrado na decisão recorrida, não houve qualquer infração ao art. 59 do Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 – PAF: o Despacho Decisório nº 770246588 foi lavrado por AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil em pleno exercício de suas atribuições, razão pela qual não há se falar em incompetência da autoridade fiscal. Tampouco ocorreu cerceamento do direito de defesa: o requerente (fl. 19) foi intimado a retificar os dados informados na Ficha DARF do PER/DCOMP e lhe facultada a apresentação de reclamação e de recurso voluntário, respectivamente, contra a nãohomologação da Fl. 59DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 4 compensação declarada e contra a decisão que julgou improcedente a sua Manifestação de Inconformidade . Mérito – reconhecimento de indébito decorrente da inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições sociais O recorrente pede que sejam considerados os créditos apurados com base no recolhimento indevido, efetuado seja com base no regime da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, seja no regime da nãocumulatividade. Pergunto: que créditos? Que apuração? Penso ser até intuitivo, não basta a existência "em tese" de uma declaração de inconstitucionalidade de lei instituidora de um tributo para que surja um direito de crédito. Há de se verificar, primeiramente, se o pagamento reputado posteriormente como indevido em razão da declaração de inconstitucionalidade da lei realmente existiu. O Despacho Decisório nº 770246588 dá conta de que o pagamento referido no PERDcomp não foi localizado. Contra essa constatação, o recorrente nada – absolutamente nada – opõe. Silencia solenemente. Ainda que existisse o referido DARF, haveria de comprovar o pagamento a maior, demonstrando cabalmente a base de cálculo correta, em síntese, quanto foi pago a maior. Ora, se o próprio fisco precisa instaurar um procedimento administrativo para que se reconheça a existência do fato gerador, por que poderia o particular ter um "crédito" em face do fisco apenas em razão de hipotéticos pagamentos? Essa é a pretensão do recorrente: restituirse de um indébito apenas em face de uma tese, sem ao menos comprovar que recolheu algo ao fisco. Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Conclusão Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 28 de fevereiro de 2011 Alexandre Kern Fl. 60DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10940.900486/200615 Acórdão n.º 380301.253 S3TE03 Fl. 54 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10940900486200615 Interessada: STAROI DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.253, de 28 de fevereiro de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 28 de fevereiro de 2011. [assinado digitalmente] _____________________________ Alexandre Kern Presidente da 3a Turma Especial da 3a Seção Fl. 61DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10805.002000/87-85
Data da sessão: Mon Mar 22 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROGRAMA ESPECIAL DE EXPORTAÇÃO - BEFIEX .
Empresas comerciais exportadoras podem atuar como consignatárias de empresas titulares de Programa Especial de Exportação (BEFIEX), desde que sejam observadas as instruções e restrições emanadas dos
respectivos órgãos intervenientes no processo de importação. Incabível a multa do artigo 521, 1, c do RA. Recurso negado.
Numero da decisão: CSRF/03-02.118
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: UBALDO CAMPELO NETO
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Empresas comerciais exportadoras podem atuar como consignatãrias de empresas ti__. "tulares de Programa Especial de Exporta- ção (BEFIEX), desde que sejam observadas as instruçOes e restriçOes emanadas dos respectivos órgãos intervenientes no pro cesso de importação. Incabivel amulta do artigo 521, 1, c do RA. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis- cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julga- do. _, ...-.1a dÀ.s, Sa:sbes-DF, em 22 de março de 1993., r--... i"- . MAR & ppm/ - PRESIDENTE tBALDO CAMPEW :g"..' -Õ - RELATOR, , LUIZ FERNA.NDO /7 IRA DE MORAES ' -.- PROCURADOR DA FAZENDA / NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os- seguintes Conselhei- ros: ITAMAR VIEIRA DA COSTA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, Sr.,,R- - GIO CASTRO NEVES, JOÃO HOLANDA COSTA, HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FI LHO e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Defendeu o sujeito passivo, se-ti patrono, Sr.Sr. Duarte Osvaldo Afonso CRE/n9 17.061/SP. Defendeu a Fa. '41' 'n._ -?".i., DAMEFP/DF- SECOU t44 064/gg - zenda Naciona seu Procurador -Representante, Dr. Luiz Fernando Oli- veira de librai,: 151 i4 n PROCESSO N. 10805/002.000/87-85 RECURSO N. RP/303-1.161 ACORDA() CSRF/03-02.118 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : 3a. CAMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AISA IMPORTAÇA0 E EXPORTAÇA0 LTDA. RELATORIO Recorre a esta Câmara Superior a Procuradoria da Fazenda Nacional, para pleitear a reforma do acórdão pro- latado pela 3a. Câmara do Terceiro Conselho de Contribuin- tes, por ocasião do julgamento do processo em referência, cuja ementa traduz a seguinte decisão: "DRAWBACK - ISENÇAO. Empresa consignatária. Importação promovida por empresa consignatária integrante do sis- tema FUNDAP encontra amparo nas normas ema- nadas das autoridades governamentais envol- vidas no referido processo. O regime não se estende à empresa consigna- tária. Esclarecido pela CACEX que a mercadoria (Borracha natural), goza do benefício do "drawback" - isenção. Não se demonstrou o descumprimento das con- dições do regime deferido ao titular do Ato Concessório. Recurso provido." Em breve histórico, a recorrente relata que a fiscalização procedeu à lavratura de Auto de Infração contra a empresa acima indicada, por ter constatado que teria esta importado mercadorias sob o regime de drawback cujos atos concessórios contemplavam com o benefício outra empresa. Prossegue, reportando-se às razões de impug- nação oferecidas, informando que a autuada alega ter reali- zado a importação na qualidade de consignatária do benefi- ciário do regime, tendo nesta qualidade constado na Guia de Importação, e que apenas figurou na D.I. como é importadora devido à ausência de campo apropriado ao consignatário. Apreciadas as razões de defesa a autoridade julgadora, em primeira instância administrativa, manteve a exigência, por entender que a autuada agiu como importadora, inclusive com a obtenção de lucro constatável através do exame das notas fiscais emitidas. Argumenta a recorrente não ser convincente o argumento oferecido pelo sujeito passivo, de que a diferença de valores observada no cotejo entre os documentos de impor- tação e as notas fiscais, correspondem à correção cambial e à apreciação das despesas relativas ao transporte e entre- postamento da mercadoria. E a seu ver, não convencem estes argumentos porque, além de tal procedimento infringir as disposições regulamentares relativas à emissão de nota fiscal, npre se iiipu J&N) 0 PROCESSO N9 10805/002.000/87-85 Acórdão n9-CSRF/03-02.118 2 detecta nenhum esforço, por parte da interessada, em demons- trar a veracidade de suas alegações. Acrescenta que a necessidade de transferência da mercadoria do entreposto para a empresa consumidora, bem como a sujeição da operação à fiscalização estadual, não serve de álibe para a pertinência da emissão de nota fiscal em desacordo com a legislação. O fato de ser a autuada consignatária de di- versas empresas, por si só, já obriga à melhor observância dos procedimentos, com vistas a não prejudicar os mecanismos de controle das importações e exportações de produtos adqui- ridos com o benefício da suspensão dos tributos. Lembra que a matéria discutida nos autos não se reporta ao cumprimento das condições do drawback, mas sim ao fato de que a importação foi realizada em nome da inte- ressada, que não preenchia as condições para fruição do re- gime. Pelo exposto espera o provimento do recurso especial interposto. Em suas contra-alegações, o sujeito passivo reafirma sua condição de consignatário do importador, sem nunca ter pleiteado para si os benefícios da importação que alcançavam a importadora da mercadoria, detentora do compro- misso de drawha.Qk firmado com a CACEX. Transcreve, além do voto proferido por oca- sião do julgamento do recurso n. 111.753, que conduz decisão favorável à sua causa, o texto do item 4.1.2.4 do Comunicado CACEX n. 56, que autoriza a emissão de Guia de Importação em que o consignatário da mercadoria for outro que não o impor- tador. Afirma o contribuinte que também a SRF estava de acordo com o procedimento adotado, uma vez que, através do telex n. 521/80, instruia as repartições fiscais a acei- tar as Declarações de Importação preenchidas em nome do con- signatário, desde que constassem como importadores nas fatu- ras comerciais e nos conhecimentos de transportes pertinen- tes, o que se verificou no caso vertente. Em igual sentido, e dentro das mesmas condições, autorizou o Banco Central o contrato de câmbio também em nome da consignatária, estando, pois, as operações realizadas amparadas pelas autoridades governamentais. Reporta-se, ainda, à consulta formulada pelo Terceiro Conselho à CACEX, que afirmou estar correto o pro- cedimento ora questionado. Analisando cada tópico levantado pela recor- rente, argumenta o sujeito passivo que: - a questão da irregularidade na emissão das notas fiscais não é matéria prequestiona- da, e nem seria da competência desta Corte o julgamento deste assunto; - a empresa autuada jamais pleiteou para si o benefício fiscal, posto não ser produto- ra de manufatura de borracha e nem deten- tora do compromisso com a CACEX. Lembra que o principal compromisso é o de reex- portar o produto importado sob o regime de drawback, sendo inadmissível a e.igênci. * ' PROCESSO N9 10805/002.000/87-85 AcOrdão n9-CSRF/03-02.118 3 dos tributos suspensos quando foi cumprido tal compromisso; - que a única hipótese para perda do bene- ficio é a condição prevista no artigo 319 do RA, quando os demais procedimentos de importação e exportação são atendidos. Lembra, para finalizar, que outros recursos, idênticos a este, tiveram provimento, por unanimidade, na 3a. Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes. Face ao exposto, pede a confirmação da deci- são recorrida. E o relatório. '4141:,14 4. PROCESSO N? 10805/002.000/87-85 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Acórdão n9-CSRF/03-02.118 VOTOO Conselheiro UBALDO CAEPELO NETO, relator. Compartilho da opinião do ilustre relator do proces- so em tela na Terceira Câmara' do Terceiro Conselho de Contribuin tes Dr. José Alves da Fonseca. Em assim sendo, adoto e transcrevo seu brilhante vo- to na íntegra, como se segue abaixo: "Apesar de não ter sido possível conseguir maio res informações sobre a utilização dosiricentivos FU-Ü. DAP por empresas consignatárias, entendo que o esseri cial foi esclarecido, estando o processo erucondiaes de ser julgado. Observa-se que a empresa estava respalda. para atuar como consignatária nas importações de produtos para programas BEFIEX, por todas as autoridades en- volvidas no processo de importação, ou seja: Na área do Programa BEFIEX, 71a reunião plená- ria do dia 17 de novembro de 1982; a Comissão BEFIEX decidiu autorizar a sua Secretaria Executiva a libe- rar as Guias de Ibportação de empresas titulares de Programas Especiais de Exportação, cujo consignatá- rio seja empresa comercial importadora e desde que a importadora sejá a prOpria detentora do Certifi•cac.b.BEVIEX; Na área fiscal aduaneira, o Telex Circular BSA/ /CST/DAA n9 521, de 05.08.90, assinado pelo Secretá- rio da Receita Federal, orientava as repartições no sentido de que fossem aceitas as Declarações de impor tação formuladas em nome de consignatários indicados nas Guias de Importação, desde que referidos consig- natários constem como importadores nas faturas comer ciais e nos conhecimentos de transporte respectivos; Na área de política de comárcio exterior, oitem 4.1.2.4. do Comunicado 133 da CACEX permite que aque les órgão emita, a critério de sua Direção Geral;gui: as de importação em que o consignatário da mercado- ria seja outro que não o prOprio importador, devendo o pedido de guia de importação ser acompanhado de con cordáncia expressa do dito consignatáro. r4 _ SERVICO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10805/002.000/87-85 5. AcOrdão n9-CSRF/03-02.118 Na area cambial, a TnatxuçÃo de Servi:ço DECAM170/ 181 autoriza A contrata7Ão de cambio destinada ao pag a mento de mexcadorias ipportadas Ao amparo de guias de importação, observadas as deVal=s regras que regem as importaçaes, se forMalizada por empresas consignata- rias, como tal iniiradas nas respectivas guias desde que: sejam beneficiarias do Fundo para o Desenvolvi mento das atividades Portuarias, FUNDAP doEspirito SaN to; -CL constem como importadoras nas faturas comerci- ais e nos conhecimentos de transporte maritimo e, guan- do for o caso nas declaraOes de importação. Mesmo que esta legislação citada, que converge no sentido de garantir a °perna° praticada pela recorren te, fosse de hierarquia inferior, incapaz.de contra- riar dispositivos maiores, como entende o julgador sin guiar, ainda assim, deveria se atentar para certos as- pectõs do dispositivo maior que instituiu os incenti- vos BEFIEX CDecreto Lel 1.219172), procurando extrair os objetivos económicos que o governo tinha em mente QO adotar os incentivos BEFIEX. O objetivo fundamental e besico do Programa BEFIEX e provocar um saldo positl vo de divisas na balança comercial por parte da empxe= sa detentora dos beneficies, e não o recolhimento de tributos.. A recolhimento de tributos 'isentos devera ocorrer quando A empresa beneficiaria do programa dei- xar de cumprir o compromisso ocorrido, o que não se ve rificou no presente caso. Se a empresa , consignatária. viesse a ser penalizada com o recolhimento dos tribu- tos que incidiriam sobre a importação, no caso do não cumprimento dos compromissos de exportação, estariam ocorrendo dois fatores mutuamente exclusivos, que como o pr6prio nome indica são eventos impossiveis. Havendo o cumprimento do compromisso não deveria haver recolhimento de tributos isentos e, consequente- mente, não havendo sido cumprido o Compromisso de ex- portação deveria haver o recolhimento de tributos isen tos. O que jamais poderia ocorrer seria o .cumprimentU do compromisso de exportar pelo beneficiário doBIEFIX, e, ao mesmo tempo, alguém ter de recolher os impostos incidentes sobre a importação beneficiada. Quanto a multa aplicada (artigo 521, 1, c do RA1 entendemos ser a mesma, também, indevida. A penalidade aplicada deve ocorrer quando houver uso de falsidade nas provas exigidas para obtenção de beneficies e esti mulos previstos no regulamento aduaneiro. Primei o, r -te7 j su~puulcont~ PROCESSO N9 10805/002.000/87-85 6. AcOrdão n9-CSRF/03-02.118 tendemos que a empresa por não esconder a condição de consignatÃri'.a e, por ter cumprido s. Ustru f;ões citadas nas Sreas do pxogxama BEFIEX, fiscal aduaneira, de poli tica de com'ércio exterior e cambial, demonstiou que no usou de falsidade nas provas ? procuran4o sempre se ater às referidas instruOes. SegundO, a empre g a naQ plei- teou benefSeios fiscais nem tentou obte-los, agindo ape nas CoM0 consignatária," Pelo exposto, nego provimento ao recurso es pecial da Procuradorj:a da Fazenda Nacional, mantendo ( assin ( a decisão da Co' lenda Tercera Cãmara do Tercej:ro Conselho de Contribuintes. Sala das Sess6es- ,-DF, em 22 de março de 1993. P/41115) ~IN UBALDO CAMPELO TO LATOR gr Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
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Numero do processo: 12965.001863/2008-41
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.799
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Recurso voluntário negado.
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COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tãosomente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 99DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 12965.001863/200841 Acórdão n.º 280101.799 S2TE01 Fl. 81 2 Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 13.408,19, referente ao exercício de 2004, a título de imposto (R$ 5.667,75), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 4.250,81), além dos juros de mora (R$ 3.408,19). O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de despesas médicas. Em sua impugnação, o contribuinte alegou, em síntese, que: • A solicitação da comprovação do efetivo pagamento só é cabível na falta de documentação que comprove a realização da despesa; • Todos os recibos apresentados atendem ao exigido pela legislação; • Sempre manteve uma quantia em moeda corrente em seu poder suficiente para atender aos pagamentos efetuados; • A emissão dos recibos com data que vieram a coincidir com sábado, domingo ou feriado não é cabível de contestação, por falta de embasamento legal. A 6ª Turma da DRJ/JFA/MG, conforme Acórdão de fls. 55/63, julgou procedente em parte a impugnação, para apenas corrigir o erro de cálculo verificado no lançamento em relação ao valor glosado de R$ 20.610,00, eis que o valor correto correspondente a R$ 20.160,00. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 22/05/2009 (fl. 66), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 67/78, em 17/06/2009. Em sua defesa, aduz que não há lugar, inclusive em sede de fiscalização, para interpretações que possam configurar excessos no poder de policia do agente público, o desvio da finalidade do ato, e a indiferença a toda norma legal vigente e pertinente à matéria em questão. Sustenta que demonstrou ter disponibilidades financeiras suficientes para suportar os gasto com despesas médicas. Defende que, pela documentação acostada aos autos, provou o fato gerador da dedução e os pagamentos a ele vinculados, elidindo, assim, a imputação da irregularidade sobre ele lançada. Entende que os documentos somente poderiam ser recusados se o Fisco lograsse derrubar a veracidade do contexto neles registrado. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Fl. 100DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 12965.001863/200841 Acórdão n.º 280101.799 S2TE01 Fl. 82 3 O recorrente defende que os recibos apresentados e a sua disponibilidade financeira comprovam suficientemente seu direito à dedução em questão. Relativamente a essa questão, importa observar que a glosa foi motivada pela falta de comprovação do efetivo pagamento. Destacou a fiscalização que o contribuinte, medico, ao pretender justificar o pagamento de R$ 20.160,00, afirmou que o fez com rendimentos (dinheiro e cheques) recebidos de clientes de seu consultório, sendo que o contribuinte declarou que recebeu de pessoas físicas somente R$ 2.530,00. Salientou, também, que seria plenamente possível a comprovação do efetivo pagamento, levandose em conta o que foi declarado pelo próprio contribuintes como recebimento de rendimentos de pessoas jurídicas, dado que esses, invariavelmente, transitaram pelas contas bancárias. A decisão recorrida julgou procedente as referidas glosas, concluindo que as despesas médicas em questão não se comprovam com a apresentação de recibos médicos sem a prova dos desembolsos representativos dos pagamentos supostamente realizados. Em sede de recurso, o interessado requer o reconhecimento da comprovação das despesas médicas em discussão sem, contudo, aditar os elementos de provas julgados necessários pela fiscalização e decisão recorrida a comprovar a efetividade dos pagamentos das reclamadas despesas médicas. Também entendo que, no caso sob exame, a falta de comprovação dos pagamentos denota que o procedimento fiscal foi acertado, porquanto indique a inexistência das despesas, ressalvada a comprovação contrária, que o interessado não logrou produzir, salientandose que, na análise de prova, à instância julgadora é assegurada a liberdade de convicção, a teor do art. 29 do Decreto nº 70.235, de 1972: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Diferentemente do que aduz o recorrente, não se trata de exigências descabidas ou ilegais, já que a legislação que rege a matéria dispõe que todas deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, devendo o contribuinte apresentar elementos de prova do efetivo desembolso dos valores e efetiva prestação do serviços. O que não cabe aqui é admitirse a dedução de despesas médicas em valor significativo, como na espécie, que representam aproximadamente 22% dos rendimentos do autuado, sem tais comprovações. Assim, tão importante quanto o preenchimento dos requisitos formais do documento comprobatório da despesa, é a constatação da efetividade do pagamento direcionado ao fim indicado. Isto quer dizer que os documentos relacionados às despesas permitidas como dedução da base de cálculo do imposto sobre a renda não representam uma presunção absoluta e inquestionável, pois, sempre que necessário, a autoridade tributária poderá exigir do sujeito passivo a comprovação da sua efetividade/pagamento. No tocante às jurisprudências citadas, cumpre registrar que essas não vinculam as decisões prolatadas por este Colegiado. Fl. 101DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 12965.001863/200841 Acórdão n.º 280101.799 S2TE01 Fl. 83 4 Portanto, a exigência de comprovação do efetivo pagamento encontrase amparada na legislação e nos elementos fáticos existentes, razão pela qual deve ser mantida a glosa correspondente. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 102DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10865.720029/2008-51
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2004
VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO.
O arbitramento do VTN, apurado com base nos valores do Sistema de Preços de Terra (SIPT), deve prevalecer sempre que o contribuinte deixar de comprovar o VTN informado no DIAT, por meio de laudo de avaliação, elaborado nos termos da NBR-ABNT 14653-3.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.374
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ARBITRAMENTO. O arbitramento do VTN, apurado com base nos valores do Sistema de Preços de Terra (SIPT), deve prevalecer sempre que o contribuinte deixar de comprovar o VTN informado no DIAT, por meio de laudo de avaliação, elaborado nos termos da NBRABNT 146533. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Fl. 94DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10865.720029/200851 Acórdão n.º 280102.374 S2TE01 Fl. 91 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ/CGE/MS. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra o interessado supra, foi emitida a Notificação de Lançamento e respectivos demonstrativos de fls. 01 a 05, por meio da qual se exigiu o pagamento do ITR do Exercício de 2004, acrescido de juros moratórios e multa, totalizando o crédito tributário de R$ 140.195,91, relativo ao imóvel rural denominado "Fazenda Prudente do Morro", com área total de 7.456,1 ha, NIRF —Número do imóvel na Receita Federal 0.276.8909, localizado no município de Casa Branca/SP. As alterações no cálculo do imposto estão demonstradas às fls. 02 e 03. O fiscal autuante relata que em procedimento fiscal do cumprimento das obrigações tributárias relativas ao ITR, do exercício de 2004, o sujeito passivo regularmente intimado não comprovou por meio de Laudo de Avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.6533 da ABNT, o valor da terra nua declarado. Em complemento à descrição dos fatos, o fiscal relata, ainda, que o Laudo Técnico apresentado pelo contribuinte considerou um processo avaliatório para determinação do valor de mercado 10 propriedades da regido, cujos valores foram fornecidos pelo Sindicato Rural de Casa Branca e pelo Tabelião de Notas e de Protesto do município. Cientificado do lançamento em 30/05/2008, conforme AR de fl. 07, o interessado apresentou, em 30/06/2008, a impugnação de fls. 44 a 52, aduzindo, em síntese, que: • A autoridade fiscal rejeitou o laudo para o exercício de 2004, sob a alegação de que não foram comprovados a área ocupada com benfeitorias e o valor da terra nua apurado de R$ 1.370,00/ha; • Sustentou, ainda, a autoridade que as propriedades relacionadas no laudo para determinação do valor de mercado, não foram objeto de pesquisa, tampouco foram vistoriadas, e que os valores foram obtidos mediante informações do Sindicato Rural do município de Casa Branca e do Tabelião de Notas e Protesto do município; • O laudo de avaliação é idôneo para comprovar a área ocupada com benfeitorias e o valor da terra nua; • O item 7.3, da NBR da ABNT 14.6533 permite ao engenheiro de avaliações conhecer da melhor maneira possível, o imóvel avaliando e o contexto imobiliário a que pertence, de forma a orientar a coleta de dado, não implicando, contudo, em vistoria de imóveis; Fl. 95DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10865.720029/200851 Acórdão n.º 280102.374 S2TE01 Fl. 92 3 • Transcreveu a ementa do acórdão 30334069 de 27/02/2007, do Conselho de Contribuintes para justificar o seu entendimento a respeito de Laudo Técnico; • Discorda da multa de oficio de 75% sobre o valor do imposto lançado, porque apresentou espontaneamente e tempestivamente a DITR/2004 e recolheu integralmente o tributo, devendo ser aplicada a multa de mora prevista na legislação de regência de 0,33% ao dia, não excedendo de 20%; • Por último requer: a) O valor da terra nua de R$ 1.370,00 por hectare; b) A área ocupada com benfeitorias declarada; c) Afastamento da multa de oficio e retificação do lançamento conforme os valores constantes no laudo. Instruíram os autos, os documentos de fls. 14 a 41.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 60/66, que restou assim ementado: Denúncia Espontânea. Tributo sujeito a Lançamento por Homologação. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o inicio de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Juros de Mora e Multa de Oficio. São cabíveis a aplicação de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), e da multa de oficio de 75% por expressa previsão legal. Valor da Terra Nua VTN. O lançamento que tenha alterado o VTN declarado, utilizando valores de terras constantes do Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal SIPT, nos termos da legislação, é passível de modificação, somente, se na contestação forem oferecidos elementos de convicção, como solicitados na intimação para tal, embasados em Laudo Técnico, elaborado em consonância com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 30/09/2010 (fl. 71), o interessado, representado por sua advogada (fl. 85), interpôs o recurso de fls. 73/77, em 27/10/2010. Em sua defesa, sustenta que o Laudo de Avaliação (fls.08/13) demonstra como fonte pesquisada 08 propriedades rurais no município de Casa Branca, conforme declarações de ITR para exercício de 2004, cujas cópias foram obtidas junto ao Sindicato Rural de Casa Branca, com a autorização dos respectivos contribuintes. Aduz que o trabalho técnico foi elaborado por engenheiro devidamente habilitado e está acompanhado do ART, nos termos do § 4º, art. 3º, da Lei 8.847/94 e das normas da ABNT, devendo ser reputado de fé pública, Fl. 96DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10865.720029/200851 Acórdão n.º 280102.374 S2TE01 Fl. 93 4 provido de força probatória, para comprovar as informações prestadas na DITR/2004, e no mínimo autorizar a retificação do lançamento. Alega, ainda, que as declarações de contribuintes de imóveis vizinhos provam que o valor do laudo reflete bem a realidade, pelo que deve ser acatado. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cuida o presente lançamento da alteração procedida pela fiscalização do VTN declarado de R$ 10.000.000,00 para o VTN arbitrado de R$ 26.445.519,16, tendo em vista que não foram aceitos os valores da terra nua dos imóveis elencados para avaliação pelo método comparativo, considerando que não restou demonstrado o valor de mercado que deve ser determinado pela comparação direta com outros imóveis semelhantes ao avaliando, cujas informações ou dados de mercado podem ser obtidos valendose de entrevistas, visitas técnicas, anúncios de jornais ou revistas, documentações de transferências, cadastros ou informações de corretores. Sobre o referido arbitramento, assim se manifestou a decisão recorrida: Nesta fase, o contribuinte pretende seja aceito o laudo apresentado à fiscalização sob o argumento de ser ele idôneo e atendendo aos requisitos explicitados na Norma. Analisando o documento citado, verificamos que a rejeição se justifica, conforme relatado na descrição dos fatos do lançamento, em virtude de não terem sido atendidos os requisitos para que fosse atingido o grau de fundamentação e precisão II. Para chegarse a esta conclusão, basta fazer a confrontação entre o disposto na norma e o texto do laudo apresentado pelo contribuinte. Ora, o disposto no item 9.2.3.5, alínea "b", da Norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas 14.6533, que detalha as diretrizes e padrões específicos de procedimentos para a avaliação de imóveis rurais, preceitua que para enquadramento nos graus de fundamentação II e III, é obrigatório que o Laudo contenha, "no mínimo, cinco dados de mercado efetivamente utilizados". Os valores dos elementos pesquisados foram fornecidos através de opiniões do Escritório Contábil e Imobiliária Schiavo e Agnaldo Combinato Schiavo, do Tabelião de Notas e de Protesto de Casa Branca e do Sindicato Rural. O item 9.2.3.1 da citada norma prevê que no caso de a maioria dos dados coletados se referir a opiniões, ficará caracterizado o Grau de Fundamentação I, e o item 9.1.2 diz que no caso de insuficiência de informações que não permitam utilizar os métodos especificados na norma, o trabalho Fl. 97DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10865.720029/200851 Acórdão n.º 280102.374 S2TE01 Fl. 94 5 não poderá ser classificado quanto à fundamentação e à precisão, sendo considerado parecer técnico. Portanto, não há como, em sede de julgamento, acatarse levantamento precário, inapto a alterar o valor atribuído no lançamento. Convém salientar que, no caso de a fiscalização utilizar os valores indicados no SIPT para apuração do VT'N de um determinado imóvel rural e seu proprietário discordar dessa avaliação, por entender que seu imóvel possui VTN menor, a legislação faculta a autoridade administrativa rever o VTN considerado no lançamento, desde que o contribuinte apresente Laudo Técnico de Avaliação nos moldes exigidos na intimação, que comprove o VTN efetivo de seu imóvel. O recorrente contesta o arbitramento, trazendo como principal ponto de sua defesa o laudo apresentado, já durante o procedimento fiscal. Ocorre que no referido laudo não existe sequer um dado de mercado efetivamente utilizado. O VTN ali apurado baseouse exclusivamente em informações obtidas junto ao Escritório Contábil e Imobiliária Schiavo, Tabelião de Notas e de Protesto de Casa Branca e Sindicato Rural de Casa Branca e encontramse desacompanhadas de quaisquer documentos que comprovem os valores informados. Assim, de acordo com o disposto na NBR/ABNT 14653 – parte 3, a conclusão que se impõe é que o documento fornecido pelo contribuinte, durante o procedimento fiscal, não pode sequer ser considerado um laudo de avaliação, muito menos de grau de fundamentação II, classificandose, no máximo, como parecer técnico, conforme bem observou a decisão recorrida. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 98DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N
score : 1.0
Numero do processo: 13839.001759/2005-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2002
DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA. REQUISITOS.
Para que seja possível a dedução de despesas médicas, indispensável a existência de respectivas provas comprobatórias, representadas por documentos hábeis e idôneos, que contenham todos os requisitos previstos na legislação que trata da matéria.
PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR.
Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-001.775
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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DEDUÇÃO. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA. REQUISITOS. Para que seja possível a dedução de despesas médicas, indispensável a existência de respectivas provas comprobatórias, representadas por documentos hábeis e idôneos, que contenham todos os requisitos previstos na legislação que trata da matéria. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Eivanice Canário da Silva, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre. Fl. 54DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13839.001759/200511 Acórdão n.º 280101.775 S2TE01 Fl. 51 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 04/07, em 16/06/05, relativo à Declaração de Ajuste AnualDAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2002, anocalendário 2001, decorrente da glosa total das despesas médicas declaradas, no valor de R$ 22.372,18, conforme demonstrativo de fls. 05, resultando na apuração de um imposto suplementar de R$ 4.751,91, mais acréscimos legais. Para fins de comprovação das aludidas despesas médicas, foi expedido o Termo de Intimação Fiscal de fls. 08, solicitando ao interessado os respectivos documentos comprobatórios. Conforme informação prestada pelo próprio contribuinte em sua impugnação (fls. 01), a ciência deste Termo ocorreu 22/03/05 e sua resposta foi apresentada em 15/04/05 (esclarecimentos de fls. 09/10 e documentos de fls. 11/17), após, portanto, o prazo estabelecido pelo Fisco para apresentação da documentação (vinte dias). Diante da falta de comprovação das despesas médicas declaradas dentro do prazo determinado, foi lavrado o auto de infração em discussão. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01/03, acatada como tempestiva, alegando, em síntese, conforme relatório do acórdão de primeira instância (fls. 36), que: “a) compareceu à SRF para apresentar a documentação referente às despesas médicas, mas foi surpreendido com a lavratura do auto de infração. b) dessa forma, requer a devolução do processo para a Delegacia de origem para que haja oportunidade de verificar os documentos e as razões anexas para decidir, se elas satisfazem as exigências fiscais sobre a matéria em questão. c) que caso se considere já superada esta instância inferior, que o julgador, após análise da presente impugnação e dos documentos apensados, conclua estar perfeitamente regular a situação fiscal do contribuinte, no tocante às despesas médicas e, desta forma, dar inteiro acolhimento à presente impugnação.” ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Brasília julgou o lançamento procedente (fls. 36/39), nos termos do voto da relatora, abaixo reproduzido: “A impugnação apresentada pelo contribuinte atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, e dela se toma conhecimento. Sobre as Deduções com Despesas Médicas, o art. 80, § 1°, incisos I a V, do Decreto n° 3000, de 26 de março de 1999 Regulamento do Imposto de Renda, assim dispõe: Fl. 55DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13839.001759/200511 Acórdão n.º 280101.775 S2TE01 Fl. 52 3 ‘Art.80. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias (Lei n° 9.250, de 1995, art. 8°, inciso II, alínea "a"). §1° 0 disposto neste artigo (Lei n° 9.250, de 1995, art. 8°, §2°): 1aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; IIrestringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; 111limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas FísicasCPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IVnão se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; Vno caso de despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, exigese a comprovação com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário. "(o grifo não é do original) Por sua vez, o art. 73 do Decreto n° 3.000, de 1999, Regulamento do Imposto de Renda, RIR/999, dispõe: "Art.73. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora." (DecretoLei n° 5.844, de 1943, art. 11, §3°). § 1° Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis,poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (DecretoLei n° 5.844, de 1943, art. 11, § 4°).’ Assim, nos termos do inciso III do § 1°, do art. 80, combinado com o § 1°, do art. 73, todos do RIR11999, acima transcritos, para que as despesas médicas constituam dedução, necessário se faz à comprovação mediante documentação hábil e idônea da prestação dos serviços e da efetividade das despesas, limitando se, portanto, a pagamentos especificados e comprovados, ajuízo da autoridade lançadora. Outrossim, a lei também pode determinar a quem caiba a incumbência de provar determinado fato. É o que ocorre no caso das deduções na declaração do imposto sobre a renda, no Fl. 56DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13839.001759/200511 Acórdão n.º 280101.775 S2TE01 Fl. 53 4 sentido de que o art. 11, § 3° do DecretoLei n° 5.844, de 1943, estabeleceu expressamente que o contribuinte pode ser instado a comproválas ou justificálas, deslocando para ele o ônus probatório. Portanto, a inversão legal do ônus da prova, do fisco para o contribuinte, transfere para o impugnante o ônus de comprovação e justificação das deduções, e, não o fazendo, deve assumir as conseqüências legais, ou seja, o não cabimento das deduções, por falta de comprovação e justificação. Também importa dizer que o ônus de provar implica trazer elementos que não deixem nenhuma dúvida quanto ao fato questionado. Não cabe ao fisco, neste caso, obter provas da inidoneidade do recibo, mas, sim, à impugnante apresentar elementos que dirimam qualquer dúvida que paire a esse respeito sobre o documento. Assim sendo e considerando o disposto no já transcrito art. 73, do Decreto n° 3.000, de 1999, cuja matriz legal é o § 3° do art. 11 do Decretolei n° 5.844, de 1943, compete ao sujeito passivo o ônus de prova, no caso de deduções de despesas médicas. Registrese, ainda, que em defesa do interesse público, para ter direito às deduções com despesas médicas, não basta ao contribuinte apresentar simples recibos e/ou declarações dos profissionais, cabendo a esse, se questionado pela autoridade administrativa, comprovar, de forma objetiva, a vinculação da prestação do serviço médico com o pagamento efetivamente realizado. O impugante anexa diversos recibos emitidos pelos dentistas Hamilton Taddel Bellin e Flávio de França Silveira Ribeiro com o fim de comprovar os serviços prestados. Entretanto, como bem esclarecido acima, quando pleiteadas deduções em relação aos rendimentos tributáveis, como é o caso do contribuinte, simples recibos ou declarações emitidas pelos profissionais não são suficientes para comprovar, primeiramente, o serviço prestado, e, principalmente, o efetivo desembolso dos valores declarados como pagos a ditos profissionais, como bem o contribuinte poderia ter feito, mediante apresentação de documentos tais como cheques, saques, transferências e/ou extratos bancários, etc., que fossem capazes de vincular os recibos apresentados aos dispêndios efetuados com os respectivos pagamentos pelos serviços prestados. Com relação aos boletos bancários emitidos pela empresa Notre Dame Seguradora S/A, às fls. 11/14, no valor total autenticado de R$ 13.547,47, referente ao plano GT 040 (1409) — Individual, cumpre esclarecer que o Impugnante não juntou aos autos, o contrato de prestação de serviços com a referida seguradora e nem declaração informando os beneficiários do plano de saúde com os respectivos pagamentos efetuados no anocalendário 2001. Fl. 57DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13839.001759/200511 Acórdão n.º 280101.775 S2TE01 Fl. 54 5 Nesse sentido, VOTO pela procedência do lançamento, para manter integralmente a glosa das despesas médicas, na forma apurada no respectivo Auto de Infração. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 08/08/08, fls. 42, o contribuinte apresentou, em 25/08/08, o Recurso de fls. 43/48, alegando, em síntese, que: a) apresentou como comprovantes das despesas médicas declaradas doze recibos de prestações mensais, pagas à empresa Notre Dame Seguradora S/A, a título de seguro saúde, sete recibos de tratamento odontológico, deixando de apresentar sete recibos de despesas médicas, por terem sido encaminhados à Notre Dame Seguradora S/A para fins de reembolso; b) do valor declarado a título de seguro saúde foi descontado o montante dos reembolsos efetuados, correspondente a R$ 652,96; c) os recibos apresentados contêm todos os elementos descritos no art. 320 do Código Civil como necessários para serem considerados como prova da quitação dos respectivos pagamentos; d) quanto ao seguro saúde, afirma tratarse de seguro coletivo realizado por intermédio da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo, da qual é associado, ressaltando que nos recibos apresentados seu nome está registrado como beneficiário, razão pela qual entende que tais documentos provam os pagamentos declarados sob aquele título. Diante do exposto acima conclui pela improcedência do lançamento, pelo que requer a reforma do acórdão recorrido. É o Relatório Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A dedução das despesas médicas da base de cálculo do IRPF na declaração de ajuste anual está prevista na Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, in verbis: “Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: (...). II das deduções relativas: Fl. 58DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13839.001759/200511 Acórdão n.º 280101.775 S2TE01 Fl. 55 6 a) aos pagamentos efetuados, no ano calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...). § 2º O disposto na alínea “a” do inciso II: (...). II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; V no caso de despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, exigese a comprovação com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário.” O art. 11, § 3º, DecretoLei nº 5.844, de 1943, dispõe que o contribuinte pode ser instado a comprovar ou justificar as deduções, deslocando para ele o ônus probatório. O referido dispositivo constitui a matriz legal do art. 73 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, in verbis: “Art.73.Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, §3º).” Vale dizer que o dispositivo legal citado pelo contribuinte para fundamentar sua alegação de que os recibos apresentados são hábeis a comprovar as despesas médicas em questão, art. 320 do Código Civil, não se aplica ao presente caso, por existir legislação específica que trata da matéria, conforme demonstrado anteriormente. Diante do exposto acima e, analisando os documentos anexados como prova das despesas médicas, juntados às fls. 12/17, não os considero suficientes para comproválas, no exercício da faculdade concedida pelo art. 29 do Decreto nº 70.235/72, pelas razões expostas abaixo: a) os recibos de fls. 15/17, relativos aos profissionais Hamilton Tadei Bellini e Flávio de França Silveira Ribeiro, não discriminam o beneficiário dos supostos serviços prestados, além de não conter o endereço de quem os emitiu, não atendendo, assim aos requisitos estabelecidos no art. 8º da Lei nº 9.250/95; Fl. 59DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13839.001759/200511 Acórdão n.º 280101.775 S2TE01 Fl. 56 7 b) o recorrente não comprovou que os pagamentos efetuados à Notre Dame Seguradora S/A (fls. 12/14) são relativos a seguro saúde, haja vista que nos documentos anexados não há quaisquer provas nesse sentido. Convém ressaltar que o contribuinte foi intimado a apresentar os comprovantes das despesas médicas declaradas e, em relação a tais despesas, limitouse a carrear aos autos os documentos de fls. 12/14; Cumpre observar que, em relação às demais despesas médicas declaradas e glosadas, discriminadas na relação de pagamentos efetuados da DAA do contribuinte (fls. 18), não foram apresentados quaisquer documentos comprobatórios, razão pela qual também não podem ser aceitas como deduções. O recorrente alegou que os recibos dessas despesas foram encaminhados à Notre Dame Seguradora S/A para fins de reembolso, todavia, mesmo que isso tenha ocorrido e o contribuinte tenha seguro saúde daquela empresa, o que não restou provado nos autos, ainda assim tais despesas não poderiam ser deduzidas, haja vista a vedação contida no art. 8º, § 2º, IV, da Lei nº 9.250/95. É importante destacar que os valores declarados como despesas médicas correspondem a 44% dos rendimentos tributáveis informados na respectiva DAA, montante bastante elevado, que constitui motivo suficiente para não acatar como provas meros recibos, desprovidos de requisitos previstos em lei e desacompanhados de outros documentos, tais como exames, laudos ou comprovantes de pagamentos. Por tais razões voto por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 60DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
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Numero do processo: 10983.901629/2006-18
Data da sessão: Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano calendário: 1999
BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DE VALORES TRANSFERIDOS A TERCEIROS. IMPOSSIBILIDADE.
O art. 3º, § 2º, III, da Lei n° 9.718/98, ao prever a exclusão da base de cálculo da COFINS e do PIS de valores que, computados como receita, houvessem sido transferidos a outras pessoas jurídicas, constituiu norma de eficácia condicionada à regulamentação pelo Poder Executivo, que não produziu efeitos porque revogada antes de regulamentada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.085
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO de RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 1999 BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DE VALORES TRANSFERIDOS A TERCEIROS. IMPOSSIBILIDADE. O art. 3º, § 2º, III, da Lei n° 9.718/98, ao prever a exclusão da base de cálculo da COFINS e do PIS de valores que, computados como receita, houvessem sido transferidos a outras pessoas jurídicas, constituiu norma de eficácia condicionada à regulamentação pelo Poder Executivo, que não produziu efeitos porque revogada antes de regulamentada. Recurso Voluntário Negado.
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Numero do processo: 13605.000411/2003-99
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES
Ano-calendário: 2002
Opção pelo SIMPLES. Atividade vedada. Exclusão.
O exercício de atividade de prestação de serviços de engenharia
não é vedada pela nova legislação do Simples Nacional, a teor do
disposto na Lei Complementar n.° 123/2006, § 1. 0, inciso XIII, e
§ 2.°.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 301-34.586
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOÃO LUIZ FREGONAZZI
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Ano-calendário: 2002 Opção pelo SIMPLES. Atividade vedada. Exclusão. O exercício de atividade de prestação de serviços de engenharia não é vedada pela nova legislação do Simples Nacional, a teor do disposto na Lei Complementar n.° 123/2006, § 1. 0, inciso XIII, e § 2.°. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
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K.;À, • . ,,, '1 .' TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 13605.000411/2003-99 -. Recurso n° 134.988 Voluntário Matéria SIMPLES - EXCLUSÃO Acórdão n° 301-34.586 Sessão de 20 de junho de 2008 Recorrente ELETRO - IMA LTDA - ME. Recorrida DRJ/JUIZ DE FORA/MG • ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Ano-calendário: 2002 Opção pelo SIMPLES. Atividade vedada. Exclusão. O exercício de atividade de prestação de serviços de engenharia não é vedada pela nova legislação do Simples Nacional, a teor do disposto na Lei Complementar n.° 123/2006, § 1. 0, inciso XIII, e § 2.°. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. ilitN, \ ) OTACÍLIO DANTA • ARTAXO - Presidente "ãe _ C JOÃO LUI REG ZZI Relator 1 Processo n° 13605.000411/2003-99 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.586 Fls. 408 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, Valdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffinann. • 2 Processo n° 13605.000411/2003-99 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.586 Fls. 409 Relatório Por meio do Ato Declaratório Executivo (ADE) DRF / CFN n.° 429.115, de 07/08/2003, a contribuinte em epígrafe foi excluída do Simples a partir de 01/01/2002, em razão de constar no contrato social o exercício de atividade vedada, tombada sob o código 4541-1/00, correspondente a instalação e manutenção elétrica em edificações, inclusive elevadores, escadas, esteiras rolantes e antenas. A contribuinte apresentou Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples (SRS), a qual foi indeferida pela DRF Coronel Fabriciano/MG, alegando que a apreciação do mérito refoge à competência adstrita àquela autoridade. Tendo sua pretensão indeferida pela autoridade julgadora de primeira instância, a querelante aduziu manifestação de inconformidade argumentando em síntese: - sua atividade não necessita de profissional legalmente habilitado, tendo sido considerada permitida em solução de SRS anterior; - conforme estabelecido em lei, a exclusão de oficio surte efeito a partir da comunicação; - a Lei n° 9.317/96 diz que a exclusão de oficio surte efeito a partir do ano-calendário subseqüente ao que incorrida a situação excludente. A autoridade julgadora de primeira instância indeferiu a solicitação sob o argumento que a contribuinte exercer atividade vedada, a teor do disposto no artigo 9°, XIII, da Lei n°9.317, de 1996. Inconformada, a recorrente interpôs recurso voluntário onde reitera argumentos já expostos na manifestação de inconformidade. 111 Por intermédio da Resolução n.° 3/1-1.835, assentada às fls. 69 e seguintes, os autos retornaram à unidade de origem para que se verificasse as atividades realmente realizadas pela recorrente, em atenção precipuamente ao princípio da verdade material. Consoante o termo de constatação fiscal de fls. 78 e documentação anexa, verificou-se que a contribuinte em epígrafe presta serviços de montagem eletromecânica e de instrumentação industrial para a Companhia Vale do Rio Doce desde o ano de 1998. É o Relatório. 3 Processo n° 13605.000411/2003-99 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.586 Fls. 410 Voto Conselheiro João Luiz Fregonazzi, Relator O Recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. O cerne o litígio restringe-se a verificar se a prestação de serviços elétricos prediais, residenciais e industriais, atividade prevista no contrato social da contribuinte, encontrava-se vedada. Consoante a norma contida no artigo 9°, XIII, da Lei n° 9.317, de 1996, as atividades de engenheiro ou assemelhadas são vedadas, isto é, não podem ser exercidas por pessoas jurídicas que exerceram a opção pelo SIMPLES. Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: (.) XIII — que preste serviço profissional de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, fisico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida. Conforme termo de constatação fiscal de fls 78, a recorrente exerce atividade vedada, pois presta serviços de montagem eletromecânica e de instrumentação industrial à S. CVRD. Outrossim, no contrato celebrado com aquela pessoa jurídica, anexado aos autos às fls.79, consta do objeto, conforme cláusula primeira, a prestação de serviços de manutenção preventiva e conetiva em equipamentos e redes de iluminação. As atividades desenvolvidas pela empresa são privativas de engenheiros e assemelhados, os quais dependem de habilitação legalmente exigida para o exercício da profissão, consoante disposto na Lei n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966. Conforme bem registra o nobre relator a quo no voto condutor do acórdão recorrido, que traz a Resolução Confea n° 218/73, não restam dúvidas que a atividade de manutenção de equipamentos e redes de iluminação encontrava-se vedada: "O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA, usando das atribuições que lhe conferem as letras "d" e 7", parágrafo único do artigo 27 da Lei n°5.194, de 24 DEZ 1966, CONSIDERANDO que o Art. 7° da Lei n° 5.194/66 refere-se às atividades profissionais do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro agrônomo, em termos genéricos; 4 Processo n° 13605.000411/2003-99 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.586 Fls. 411 (-) RESOLVE: Art. 1" - Para efeito de fiscalização do exercício profissional correspondente às diferentes modalidades da Engenharia, Arquitetura e Agronomia em nível superior e em nível médio, ficam designadas as seguintes atividades: Atividade 15 - Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção; Atividade 16 - Execução de instalação, montagem e reparo; Atividade 17- Operação e manutenção de equipamento e instalação; • Art. 23 - Compete ao TÉCNICO DE NíVEL SUPERIOR ou TECNOLOGO: I - o desempenho das atividades 09 a 18 do artigo 1" desta Resolução, circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais; - as relacionadas nos números 06 a 08 do artigo 1 0 desta Resolução, desde que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. Art. 24- Compete ao TÉCNICO DE GRAU MÉDIO: I - o desempenho das atividades 14 a 18 do artigo 1° desta Resolução, circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais; - as relacionadas nos números 07 a 12 do artigo 1" desta Resolução, desde que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. A teor do disposto na norma contida no art. 9°, inciso XIII, da Lei n° 9.317/96, não podem exercer opção pelo Simples aqueles que prestem serviços de engenheiro e assemelhados, ou de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida. Veja o que dispõe a IN SRF n° 250, de 26 de novembro de 2002, sobre o assunto: Art. 20. Não poderá optar pelo Simples, a pessoa jurídica: (.) XII - que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, fisico, químico, economista, 5 • Processo n° 13605.000411/2003-99 CCO3/C01 Acórdão n.° 30134.586 Fls. 412 contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; (.) Art. 24. A exclusão do Simples nas condições de que tratam os arts. 22 e 23 surtirá efeito: II - a partir do mês subseqüente àquele em que incorrida a situação excludente, nas hipóteses de que tratam os incisos III a XVIII do art. 20; • Parágrafo único. Para as pessoas jurídicas enquadradas nas hipóteses dos incisos III a XVII do art. 20, que tenham optado pelo Simples até 27 de julho de 2001, o efeito da exclusão dar-se-á a partir: I - do mês seguinte àquele em que se proceder a exclusão, quando efetuada em 2001; II - de 1 0 de janeiro de 2002, quando a situação excludente tiver ocorrido até 31 de dezembro de 2001 e a exclusão for efetuada a partir de 2002. Registro que disposição idêntica está contida no art. 24 da Instrução Normativa SRF n° 608, de 9 de janeiro de 2006. No que respeita à SRS, cuja decisão foi favorável à contribuinte (flS. 27 e 28), releva considerar que refere-se a Ato Declaratório anterior e diverso do agora sob julgamento. Naquela ocasião o mérito dizia respeito à comprovação da regularidade de débitos perante o INSS. Todavia, muito embora a prestação de serviços de engenharia e assemelhados fosse vedada, não é o que ocorre pela novel legislação que regulou a matéria. RETROATIVIDADE DA LEI No que respeita à retroatividade da lei mais benéfica, é de se considerar que a Lei n.° 9.317/1996, assim dispunha sobre o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES: Art. 2" Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se: I - microempresa a pessoa jurídica que tènha auferido, no ano- calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais); - empresa de pequeno porte a pessoa jurídica que tenha auferido, no ano-calendário, receita bruta superior a R$ 240.000,00 (duzentos e 6 • Processo n° 13605.000411/2003-99 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.586 Fls. 413 quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais). § 1" No caso de início de atividade no próprio ano-calendário, os limites de que tratam os incisos I e II serão proporcionais ao número de meses em que a pessoa jurídica houver exercido atividade, desconsideradas as frações de meses. § 2 0 Para os fins do disposto neste artigo, considera-se receita bruta o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, não incluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. Art. 3" A pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa e de empresa de pequeno porte, na forma do art. 2', poderá optar pela inscrição no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - 011P SIMPLES. A novel legislação, que veio a regular a tributação das microempresas e empresas de pequeno porte, institui sistema em tudo semelhante às disposições que revogou, inclusive definindo o novo sistema como um regime unificado de arrecadação de tributos e contribuições devidos pelas microempresas e empresas de pequeno porte, a teor do disposto na Lei Complementar n.° 123/2002, art. 12, verbis: Art. 12. Fica instituído o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples Nacional. Da comparação entre as normas, verifica-se que o novo sistema veio tão só regular da mesma forma a tributação das micro e pequenas empresas. Dessa forma, a lei deverá retroagir se for mais benéfica, em face do disposto no artigo 106, inciso II, alíneas "a", "h" ou "c", do CTN: • Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Entendo que o ato de exclusão do SIMPLES tem a natureza jurídica de uma sanção administrativa. Trata-se de ato administrativo que penaliza o contribuinte que 7 Processo n° 13605.000411/2003-99 CCO3/C01 Acórdão n.° 30134.586 Fls. 414 porventura cometa alguma infração, ou deixe de cumprir determinada obrigação acessória, conforme se depreende da análise do artigo 29 da Lei Complementar n.° 123/2006. Muito embora o ato de exclusão possa ser motivado por conduta que não constitua ato ilícito, o importante é que normalmente o referido ato de exclusão tem por escopo impor ao contribuinte a penalidade de exclusão. Nesses casos, via de regra há a incidência do princípio da retroatividade da lei mais benéfica. De qualquer forma, a alínea "h" do supracitado art. 106, II, do C'TN determina a retroação da norma mais benéfica quando deixe de tratar o ato praticado como contrário a vedação legal. E a nova legislação considera que a atividade supostamente vedada é agora admitida, a teor do disposto no artigo 17, § 1. 0, incisos XIII da Lei Complementar n.° 123/2006. Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: I — (..) sf 1 o As vedações relativas a exercício de atividades previstas no caput deste artigo não se aplicam às pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente às atividades seguintes ou as exerçam em conjunto com outras atividades que não tenham sido objeto de vedação no caput deste artigo: 1— creche, pré-escola e estabelecimento de ensino fundamental; II — agência terceirizada de correios; III — agência de viagem e turismo; IV — centro de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de passageiros e de carga; V — agência lotérica; VI — serviços de manutenção e reparação de automóveis, caminhões, ônibus, outros veículos pesados, tratores, máquinas e equipamentos agrícolas; VII — serviços de instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos automotores; VIII — serviços de manutenção e reparação de motocicletas, motonetas e bicicletas; IX — serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de escritório e de informática; X — serviços de reparos hidráulicos, elétricos, pintura e carpintaria em residências ou estabelecimentos civis ou empresariais, bem como manutenção e reparação de aparelhos eletrodomésticos; 8 Processo n° 13605.000411/2003-99 CCO3/C01 Acórdão n.° 30134.586 Fls. 415 XI — serviços de instalação e manutenção de aparelhos e sistemas de ar condicionado, refrigeração, ventilação, aquecimento e tratamento de ar em ambientes controlados; XII — veículos de comunicação, de radiodifusão sonora e de sons e imagens, e mídia externa; XIII — construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada; XIV—transporte municipal de passageiros; XV—empresas montadoras de estandes para feiras; XVI — escolas livres, de línguas estrangeiras, artes, cursos técnicos e gerenciais; XVII — produção cultural e artística; 41111 XVIII — produção cinematográfica e de artes cênicas; XIX — cumulativamente administração e locação de imóveis de terceiros; XX— academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais; XXI — academias de atividades fisicas, desportivas, de natação e escolas de esportes; XXII — (VETADO); XXIII — elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante; XXIV — licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação; IP XXV — planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas, desde que realizados em estabelecimento do optante; XXVI— escritórios de serviços contábeis; XXVII — serviço de vigilância, limpeza ou conservação; XXVIII— (VETADO). sç 20 Também poderá optar pelo Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte que se dedique à prestação de outros serviços que não tenham sido objeto de vedação expressa neste artigo, desde que não incorra em nenhuma das hipóteses de vedação previstas nesta Lei. Assim, os serviços de montagem eletromecância e instrumentação industrial e manutenção e instalação e reparos nas redes elétricas são obras de engenharia, os quais são permitidos pela nova legislação que regulou a matéria. Corrobora esse entendimento a disposição inserta no parágrafo 2° do referido artigo 17. 9 Processo n° 13605.000411/2003-99 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.588 Fls. 416 Em face do exposto, dou provimento ao recurso voluntário. É como voto. Sala das Sessões, em 20 de junho de 2008 JOÀ-17LIZ FRDÍON ZZI - Relator 10
score : 1.0
Numero do processo: 11075.001377/96-53
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.956
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência b. Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-29T11:10:50Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 1; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-29T11:10:50Z; Last-Modified: 2013-10-29T11:10:50Z; dcterms:modified: 2013-10-29T11:10:50Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:14c5d365-aade-473b-b77d-8f33f97bf94f; Last-Save-Date: 2013-10-29T11:10:50Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-29T11:10:50Z; meta:save-date: 2013-10-29T11:10:50Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-29T11:10:50Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-29T11:10:50Z; created: 2013-10-29T11:10:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2013-10-29T11:10:50Z; pdf:charsPerPage: 933; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-29T11:10:50Z | Conteúdo => CC03/C01 Fls. 695 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA 11075.001377/96-53 125.807 Solicitação de Diligência 301-1.956 25 de abril de 2008 COMERCIAL DE COMBUSTÍVEIS SCHWANCK LTDA. DRJ/SANTA MARIAJRS Processo n" Recurso Assunto ResoluçAo no Data Recorrente Recorrida • • RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência b. Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. eN■ OTACiLIO DAN S CARTAXO Presidente to, f 9441!' SU " • ES 0 FFMANN Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente). Ausente a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. Processo n." 11075.001377/96-53 Resolução n.° 301-1.956 CC03/C01 Fls. 696 RELATÓRIO Foram lavrados três autos de infração, a saber: 1) 0 de jis. 01/02, com os anexos de fls, 04/08, que formalizou a exigência da contribuição para o Finsocial, coni intimação para recolhimento do valor de 403,21 UFIRs, relativamente a fatos geradores entre 06/1991 e 03/1992, acrescido da multa de oficio de 80% ou 100 0% conforme o período, e juros de mora regulamentares, em conseqüência de falta de recolhimento da exaglio, sendo as bases de cálculo extraídas de informações constantes de declarações IRPJ e balancetes apresentados pela empresa, verificando-se, também, DARR e depósitos judiciais, tendo como suporte legal o artigo 1 0, § 1", do Decreto-lei n". 1940, de 25/05/1982; os artigos 16,80 e 83 do Regulamento do Finsocial, aprovado pelo Decreto n". 92.698, de 21/05/1986; e o artigo 28 da Lei 7.738, de 09/03/1989, havendo ciência em 05/09/1996; 2) 0 de ,fls. 157/158, resultante da determinação de revisão de oficio estabelecida à fl. 156, onde foram apurados os valores devedores de Finsocial a partir do período de apuração 09/1989, realizando-se compensação de valores entendidos como recolhidos a maior, resultando no lançamento do valor de 287,58 UFIRs, acrescido de multa de oficio de 75% e juros regulamentares, relativamente aos períodos de apuração 02 e 03/1992, tendo como referência legal o artigo 1", § 1", do Decreto-lei no. 25/05/1982; os artigos 16, 80 e 83, do Regulamento do Finsocial, aprovado pelo Decreto n". 92.698, de 21/05/1986; e o art. 28 da Lei 7.738, de 09/03/1999, do qual houve ciência em 19/06/1997; 3) 0 de fls. 244/245, constante do processo re). 11075.002135/00-16, complementar ao referido em "b", do qual resultou a formalização da exigência do Finsocial no valor de R$ 105,26, acrescido de multa de oficio de 75% e juros de mora, tendo como base legal art. 1", § 1°, do Decreto-lei n" 25/05/1982; os artigos 16, 80 e 83, do Regulamento do Finsocial, aprovado pelo Decreto n". 92.698, de 21/05/1986, havendo ciência em 27/10/2000. Durante a tramitação do processo o contribuinte apresentou três impugnações, de onde se extrai, em síntese: Impugnação apresentada em 04/10/1996 — fls. 59/66: I) Recolheu regularmente a contribuição ao Finsocial relativo aos meses de 09/1989 a 02/1991, com aliquotas de 1%, 1,2% e 2%; 2) Em 1991 impetrou mandado de segurança, insurgindo-se contra as majorações de alíquotas que excedessem a 0.5 0/0, tendo seu pleito sido reconhecido, com a referida ação transitada em julgado; • • 2 Processo n.° 11075.001377/96-53 Resolução n.° 301-1.956 3) Entende que, face ao antes referido, passou a ser credora de ludo o quanto pagou além da alíquota de 0.5%, tendo elaborado demonstrativo, sendo evidente que a parte daqueles créditos devem ser utilizados para quitação, por compensação, do valor apurado no presente Auto de Infração, argüindo o disposto no artigo 66 da Lei n". 8.383, 1991; 4) Devem ser excluídos do Auto de Infração os valores relativos a multa e juros, visto que dispunha de valores à compensar antes do surgimento dos valores que ora lhe são imputados. Impugnação apresentada em 18/07/1997 - fls.182/191: 1) A ação fiscal teve origem em verificação fiscal procedida por Auditores Fiscais, que, verificando os recolhimentos do Finsocial entre 09/1989 a 03/1992, elaboraram um conta corrente dessa exacdo, encontrando, para o período entre 09/1989 a 05/1991 saldo devedor a favor da empresa, encontrando, também, a partir da competência 06/1991, valores pagos a menor; 2) Diante disso, o Fisco passou a abater, dos valores apurados como devidos a partir de 06/1991, os valores pagos indevidamente desde a competência 09/1989, tomando o valor original, sem qualquer correção até 12/1991, quando instituída a UFIR; 3) A ação fiscal é totalmente improcedente. Repete os argumentos apresentados na primeira impugnação, produzindo arrazoado acerca da correção dos créditos; Impugnação apresentada em 28/11/2000 — fls.466/483: 1) 0 auto de infração deve ser declarado nulo, não resultando qualquer efeito. Isto porque não foram respeitadas regras elementares do Decreto le. 70.235, de 1972, que trata do PAF, na medida em que já haviam sido lavrados, anteriormente, dois outros autos de infração tomando por base os mesmos períodos de apuração e mesmos fatos geradores, os quais foram, tempestivamente, impugnados, não tendo a empresa tomado ciência de decisão que porventura neles tivesse sido proferida; 2) Enquanto não esgotadas todas as possibilidades de defesa, relativamente aos créditos tributários apontados como devidos, nenhum outro procedimento de exigência do mesmo crédito tributário poderá ser adotado pela administração fazendciria, sob pena de absoluta nulidade de qualquer ato que venha a ser praticado neste sentido, chamando a atenção o fato de não terem sido proferidas decisões acerca dos outros autos de infração lavrados; 3) Deve-se determinar a suspensão de todos os efeitos do auto de infração, pelo menos por prudência e economia processual, até que ocorra o julgamento, em última instância, das defesas apresentadas contrariamente aos outros dois autos de infração; 4) Trata-se de um auto de infração complementar, lavrado sob o argumento de que já havia decaído o direito ao pleito da compensa cão. CC03/C0 I Fls. 697 3 Processo n.° 11075.001377/96-53 Resoluvio n.° 301-1.956 CC03/C01 Fls. 698 Repete as alegações :Ili inseridas nas impugnações anteriores, acerca do seu direito à compensação; 5) 0 STJ tern se manifestado no sentido de que o prazo decadencial começa a correr após decorridos 5 anos da ocorrência do fato gerador, somados mais 5 anos, sendo que tanto o Primeiro quanto o Segundo Conselho de Contribuintes tem proferido decisões na mesma linha, restando que seu crédito não foi alcançado pela decadência, eis que, em relação ao período mais antigo, esta ocorreria em 09/1999, sendo que seu pedido inicial foi protocolado em 04/10/1996; 6) Devem ser excluídos do lançamento os valores relativos a multa e aos juros moratórios, devendo ser considerado, para fins de compensação, somente o principal. Isto porque a empresa já era detentora de vultoso crédito da mesma exação, decorrente de pagamentos a maior efetuados em períodos anteriores ao nascimento dos débitos não recolhidos. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Santa Maria proferiu acórdão (fls.646/654) julgando o lançamento procedente em parte, sob a alegação de que: 1) a lei nova se aplica a ato ou fato não definitivamente julgados, quando lhes comine penalidade menos severa do que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática, resultando, dessa forma, na redução da multa para 75%, relativamente a todos os valores lançados; 2) a legislação de regência determina a subtração da cobrança da TRD, corno juros de mora, no período compreendido entre 4 de fevereiro a 29 de julho de 1991. Irresignado, o contribuinte apresentou recurso (fls.658/672) reiterando praticamente todos os argumentos trazidos nas impugnações apresentadas. Os Membros do Terceiro Conselho de Contribuintes acordaram (fls.676/682) em converter o julgamento em diligência para esclarecer o que segue: a) Determinar o valor atualizado do crédito de Finsocial de acordo com a Norma de Execução COSIT/COSAR 8/97; b) Indicar se nos livros contábeis está registrado tal crédito, bem como indicar quanto do valor total do crédito ainda está reservado para compensação com os valores devidos pela Recorrente no lançamento que originou o presente processo; c) Se for encontrado o saldo em favor da Recorrente, atualizar o referido saldo e indicar se ele é suficiente para a compensação do valor do crédito exigido no lançamento que origina o presente processo também este crédito devidamente atualizado. Em 19/02/08, o contribuinte protocolizou petição informando que a respeito da contabilização dos créditos gerados pela majoração do Finsocial compreendido de setembro de 1989 a fevereiro de 1991, os mesmos foram levantados extra contabilidade, e reduzidos diretamente dos débitos futuros, sendo a contabilização realizados pelo liquido, procedimento este adequado, pois a contabilidade é o registro dos atos e fatos ocorridos, contabilizou-se 4 • Processo n." 11075.001377/96-53 Resolução TO 301-1.956 CC03/COI Fls. 699 apenas os valores que de fato deveriam ser recolhidos, sendo o controle realizado por planilhas extracontábil. A Delegacia da Receita Federal em Uruguaiana informou (fls.694) que não foi entregue documentação exigida na referida intimação, que pudesse evidenciar qualquer registro contábil. o relatório. • 5 SUSY Processo n.° 11075.001377/96-53 Resolução n.° 301-1.956 CC03/C01 Fls. 700 VOTO Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora Cuida-se de processo administrativo fiscal em que se impugna três Autos de Infrações, de fls. 01/02, 157/158 e 244/245, lavrados contra a empresa Comercial de Combustíveis Schwanck, em decorrência de falta de recolhimento da Contribuição para o Fundo de Investimento Social — Finsocial. A fim de melhor embasar meu julgamento, decidi pela conversão do julgamento em diligência. Entretanto, o contribuinte não apresentou nenhuma documentação solicitada na intimação feita pela Delegacia da Receita Federal. Todavia, entendo que para o adequado julgamento deste processo e preciso uma melhor instrução processual, de tal forma que é necessária a conversão do julgamento em diligência a fim de que os autos retornem A delegacia de origem com o intuito de que sejam verificados, pelo Agente competente, junto A empresa recorrida, os seguintes dados: a) Determinar o valor atualizado do crédito de Finsocial de acordo com a Norma de Execução Cosit/Cosar 8/97. b) Indicar se nos livros contábeis está registrado sal crédito, bem como indicar quanto do valor total do crédito ainda está reservado para compensação com os valores devidos pela Recorrente no lançamento que originou o presente processo. c) Se for encontrado o saldo em favor da Recorrente, atualizar o referido saldo e indicar se ele é suficiente para a compensação do valor do crédito exigido no lançamento que origina o presente processo também este crédito devidamente atualizado. Importante ressaltar, ainda, que parte das providencias solicitadas podem ser realizadas pela Delegacia da Receita Federal, tal como a determinação do valor do crédito de Finsocial de acordo com a Norma de Execução COSIT/COSAR n°, 08/97, de tal forma, que, ainda que em parte, pode ser feita a diligência já solicitada. Assim, insisto que seja feita a diligencia, ainda que na parte que atine A. fiscalização. Após a realização da diligência deve ser notificada a Recorrente para se manifestar sobre o resultado da mesma e, após tais providencias, retorne-se o processo para este Terceiro Conselho para julgamento. COMO voto. Sala das Sessões, em 25 de abril de 2008 6
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Numero do processo: 11050.000511/86-88
Data da sessão: Thu Sep 15 00:00:00 UTC 2022
Numero da decisão: 303-00.170
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Ausente, justificadamente o Conselheiro José Jadir dos Santos.
Nome do relator: HELIO LOYOLLA DE ALENCASTRO
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Recurso n.O -108.768 - Processo n!! 11050-000511/86-88 Recorrente FERRAMENTAS GEDORE DO BRASIL S.A. Recorrid DRF /RIO GRANDE-RS RE S O L~U ç Ã O N!! 303-0.170 • curso vistos, relatados e discutidos os presentes autos de r~interposto por FERRAMENTAS GEDORE DO BRASILS.A. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Con- selhode Contribuintes, por unanimiqade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Ausente,ju.ê. tificadamente o Conselheiro José Jadirdos Santos. DE ALENCASTRO - Presidente e RelatorHÉLIO 28 de 1988. VISTO EM SESSÃO DE: ju.: f; -r - '00 ch eB.~~O~ l1il __ LUIZ-o.E~ DE BESSA FiE"URYS- 2 e ABR 1988 Procurador da Fazenda Nacional. Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: CARLINDO DE SOUZA MACHADO E SILVA, CELITA OLIVEIRA SOU- SA, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR, WILFRIDO AQ CUSTO MARQUES, RUBENS PELLICCIARI e FLÚVIO CÁSSIO DE MELLO SOUZA. ''" - ~":')-j • ACORDÃO: 303-25. SERViÇO PÚBLICO FEDERAL. PROC. N!! 11050-000.511/86-88 ,~ RECURSO N!! 108.768 RECORRENTE: FERRAMENTAS GEDORE DO BRASIL S.A. RECORRIDA DRF/RIO GRANDE-RS R E L A T Ó R I O E V O T O • Adoto o relatório da autoridade de lª instância (fls.37/ 39), que leio em sessão. Informação fiscal às fls. 22/23, pronunciando-se o autor do feito pela manutenção do A.I.; em seguida, decisão "a quo", :'rjul- gando procedente a exigência, na íntegra. A empresa autuada insurge-se contra a cobrança, sob 'ale- gaçao de que houve manifesto erro de interpretação da Res.-CPA n2 ••• 3019/77, pela digna autoridade julgadora, pois nao é lógico nem ra- cional, que, em termos de alíquota específica, se atribua tratamento tributário a produtos desiguais, uma vez que o ato normativo (Res.-CPA 3019/77) estabeleceu preço de referência (de US$ 1.60/UNI/CIF) para o produto "chave soquete", com encaixe de 13 até 20mm, enquanto a r,g corrente importou "Trava Para Catraca" em aço. Nesta instância recursal, o julgamento foi convertido em diligência, à origem, para fins de regularização da representaçãoprQ cessual, uma vez que, tanto a defesa quanto o apelo foram firmados por pessoa sem poderes específicos (despachante aduaneiro). Houve interposição de recurso especial da Fazenda, à câ- mara Superior, sob o fundamento de que a decisão contida na Res ..... 303-106, rejeitando a preliminar de não conhecimento do recurso vo- luntário, levantada de ofício pela Procuradoria, era ilegal e abusi- va, uma vez que os atos praticados pelo despachante não poderiam ser convalidados, sendo, como efetivamente é, o procuratório extrajudi- cial atividade privativa do advogado. Baixaram, então, os atos, com vistas, ao oferecimento de contra-raz6es pela Recorrida. Na oportunidade em que recebeu cópia do recurso especial e foi cientificada do prazo para oferecimento de suas contra-raz6es, a recorrente, a~ém de juntar procuração dando poderes ao Or. Cristov Becker e outros, alegou ainda cerceamento do direito de defesa, dês que não foi intimada diretamente da decisão de lª instância, pois a mesma se processou na pessoa do despachante aduaneiro. A C.S.R.F. não conheceu do recurso da Fazenda,em decisã:~: J~: SERViÇO PÚBLICO FEDERAL assim ementada ("verbis"): RECURSO: 109.768 ACORDÃO:303-25. -2- "Nãóéabe _recurso,,;contrà1-i'Resoltlções das Câmaras de Conselho de Contri- buin tes, s:e",tais;o deliberações,:não'encer- raln o litígio naqueles colegiados. Recurso não conhecido". Vieram, então, os autos para julgamento do feito, tendo havido pedido de vista, após o relatório e sustentação oral pelo pa- trono da recorrente, calcada em extenso memorial, anteriormente ofe- recido e que instrui os autos (fls. 89/99), arrazoado em que suscita a preliminar de cerceamento do direito de defesa e de modo alêntado, a borda a questão do mérito. Adveio pedido de dispensa da função de . pelo Or. José Jadir dos Santos . _ .Conselhelro,trmotlvando, aSSlm, a redlstrl~ulçao do felto. O processo, "data maxima venia", conforme pode fazer-"crer" à primeira vista, não diz respeito a classificação tarifária não ha- vendo, nem mesmo remotamente, implicações quanto a tal matéria; ver- sajinequivocamente, sobre base de cálculo do 11. Com efeito, o produto despachado foi classificado no có- digo 82.03.03.00 (v. anexo 11 da 0.1., de fls. 28) pelo importador e o Fisco não contesta essa classificação; apenas; diz que as travas~. por seguirem a classificação do principal - "chave soquete" -./estão sujeitas a preço de referência (US$ 1.60/unid./cif) conf. Res.-CPAn2 3019, enquanto o contribuinte sustenta, c/base no preço guiado e da fatura)que o produto tem o preço unitário US$ 0.02 e o total de US$. 944.00. A questão, portanto, é dirimir-se qual '0 valor que deve pre- valecer para efeito de apuraçao da base de cálculo e, conseqüente,. 60brànça ~os_tributos. Para que, no entanto,se possa, eficazmente, compor a li- de e se firmar um adequado convenc;imen;to,entendo que certos elemen- tos devam ser trazidos aos autos. Assim sendo, voto no sentido de que seja o julgamento convertido em diligência à repartição de ori- , ,gem, a Cacex e a CPA, para os seguintes fins: I) À ORF/Rio Grande: - para juntar original da G.I. n2 185-85/000533-2 e aditivo n2 185-85/000301-1"0 ppr imprestabilidade das cópias; - idem, idem, da 0.1. n2 000549-de 14/03/86, folha de rosto, Anexo Ir 11 e 111. -3- RECURSO: 108.768 ACORDÃO:303-25. SERViÇO PÚBLICO FEDERAL II) À CAC.EX: - referentemente ao campo 13 da G.I. supra _ "Apli- cação da Mercadoria" _ para que se digne informar a qual indicação corresponde o código "25-6"; - em relação ao campo 15 _ "F'ormade Pagamento" _, tendo em conta a quantidade importada, 47.200 pe- ças, e o presumível emprego industrial dos compo- nentes, para que se digne esclarecerem quetefmos importador justificou a indicação "IMPORTAÇÃO SEM COBERTURA CAMBIAL - DOAÇÃO", para obter a guia de importação. 111) À CPA: - para que sé,'digneésclarec.e:r'.:::-tendo eriL:vistar'que a "chave soquete", com encaixe de l3mm, e seu ace-ª. sório "catraca" estão sujeitas a preço de referên- cia _. se a "trava", que" é um componente da catra- ca de chave ,de soquete de l3mm, igualmente classi- ficada no código 82.03.03.00, também estaria abran gida pela Resolução n2 3019. • Sala de 1988. DE ALENCASTRO - Presidente e Relator 00000001 00000002 00000003 00000004
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