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Numero do processo: 10950.001093/2007-99
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/02/2005 a 30/06/2005
CRÉDITO NÃO TRIBUTÁRIO, IMPOSSIBILIDADE DE
COMPENSAÇÃO. MULTA DE OFÍCIO.
A legislação veda a compensação de débitos com créditos não
tributários.
A sanção tributária, como qualquer sanção jurídica, tem por
finalidade dissuadir o possível devedor de eventual
descumprimento da obrigação a que estiver sujeito e, assim,
desestimular da prática de conduta ilícita.
Recurso negado.
Numero da decisão: 202-19.614
Decisão: ACORDAM os membros da segunda câmara do segundo conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Domingos de Sá Filho
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MO 0R . cuc i CO21CO2 is. 345 n44.2ir osx, MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 44-~ SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10950.001093/2007-99 Recurso u° 153.795 Voluntário Matéria IPI Acórdão n" 202-19.614 Sessão de 05 de fevereiro de 2009 Recorrente DROGARIA DROGASUPER LTDA. - EPP Recorrida DRJ em Ribeirão Preto - SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/02/2005 a 30/06/2005 CRÉDITO NÃO TRIBUTÁRIO, IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO. MULTA DE OFÍCIO. A legislação veda a compensação de débitos com créditos não tributários. A sanção tributária, como qualquer sanção jurídica, tem por finalidade dissuadir o possível devedor de eventual descumprimento da obrigação a que estiver sujeito e, assim, desestimular da prática de conduta ilícita. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM/os membros da segunda câmara do segundo conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, em 'negar provimento ao recurso. t.ft ANToINIO CARLOS ATULIM Pre.idente DOMINGOS DE SÁFILHO ( Relator kr. 't—LNCIO CONSEL}-15C.*: á. -,f CONFERE IAM', O Processo n° 10950.001093/2007-99Q9 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-19.614 r:V.:.iti;1, Fls. 346 1. ...... Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Zomer, Gustavo Kelly Alencar, Mônica Monteiro Garcia de los Rios (Suplente), Antônio Lisboa Cardoso, Carlos Alberto Donassolo e Maria Tereza Martínez López. Relatório Trata-se de recurso voluntário, em face do respeitável acórdão da DRJ em Ribeirão Preto - SP, que manteve o auto de infração lavrado em decorrência de solicitação de compensação/ressarcimento de aproveitamento de créditos, a título de IPI, decorrentes de ação judicial, relativos ao período de 01/02/2005 a 30/06/2005. Trata-se de compensação de débitos tributários com créditos não tributários efetuada pela contribuinte. Consta que a contribuinte compensou indevidamente os débitos tributários com créditos não tributários e créditos inexistentes por intermédio de Declarações de Compensação — DComps, transmitidas em 23/08/2004, 16/09/2004, 19/10/2004, 16/11/2004, 13/12/2004, 21/12/2004 e 05/10/2005, informando para os itens 01 a 06 como origens de créditos "outros Créditos — oriundo de ação Judicial", citando os processos 1059-57, e quanto ao item 07, informou pagamento de IPI com crédito oriundo do Processo n°10950.000396/2006-11. Em relação aos itens 01 a 06 "outros créditos", trata-se de crédito obtido de terceiro, oriundo de ação judicial em demanda com o Governo do Estado do Paraná, portanto, crédito de natureza não tributária. A recorrente, ao impugnar os ilícitos tributários que lhe foram imputados, sustenta que se trata de supostas irregularidades fiscais, tendo sido atribuída a prática de compensação indevida de débitos tributários com créditos de origens não tributárias, alega cerceamento de defesa por falta ou insuficiência de informações, o que ofende o direito de ampla defesa, configurando nulidade do ato. Segundo a recorrente, o cerceamento de defesa estaria configurado na ausência de indicação do fundamento legal, que corresponda à infração que lhe foi imputada, urna vez que consta prática de crime contra a ordem tributária, previsto nos arts. 1° e 2° da Lei n° 8.137, de 27/12/1990. Sustenta que a Instrução Normativa n° 517, de 25 de fevereiro de 2005, teria sido expressamente revogada pela Instrução Normativa 598, de dezembro de 2005, de acordo com a redação de seu art. 5 0, desta forma, de acordo com o art. 2° do Decreto-Lei n° 4.657, de 04/09/1942, não há como atribuir extra-atividade àquela norma em razão da superveniência de norma posterior que, de modo expresso, determinou o término de sua vigência. Pugna pela inexistência das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n° 4.502/64, e inexistência de crime contra a ordem tributária, uma vez que não há prova concreta da prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n° 4.502/64. 2 . "t • MC:- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRiDUIN rES CONFERE COM O ORIG:ki. Processo n° 10950.001093/2007-99 Ecuain, Z. ct / k. e) / O Cf CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-19.614 Fls. 347 Em síntese, as razões de recurso são os mesmos fundamentos contidos na impugnação. Concluiu requerendo o provimento do recurso para afastar aplicação da multa de ofício e/ou a limitação de 75%. É o Relatório. Voto Conselheiro DOMINGOS DE SÁ FILHO, Relator Conheço do recurso por ser tempestivo e preencher os demais pressupostos de admissibilidade. A preliminar de cerceamento argüida pela recorrente não merece prosperar, pois o auto de infração atende à risca o disposto no Decreto n o 70.235/72. O indeferimento da compensação/restituição encontra consubstanciado pela inexistência de parte do crédito, bem como utilização de crédito de terceiro, ainda, assim, de natureza não tributária. Em que pese confundir com o mérito, pode ser afastada de pronto, pois a motivação e a fundamentação restam demonstradas de modo claro e objetivo, além do que nenhum prejuízo acarreta a defesa da recorrente, portanto, não aranha o principio constitucional da ampla defesa. Assim sendo, rejeito a preliminar. No mérito, a decisão atacada merece prosperar pelos seus próprios fundamentos. A recorrente em nenhum momento enfrenta os fatos lhe foram imputados, mesmo para negar. Alega apenas de que se trata de supostas irregularidades fiscais, quando há nos autos Escritura Pública de Cessão e Transferência Creditórios, outorgada por Maria de Fátima Bonini e Nilde Aparecida Cesari, que, por si só, revela tratar de crédito de natureza não tributária, fls. 150/151, e certidão fornecida pelo cartório por onde tramitou a referida ação, fl. 152. O crédito obtido pela recorrente é decorrente de demanda judicial em Ação Reivindicatória do imóvel denominado "APERTADOS" movida em face do Estado do Paraná. Em relação ao crédito inexistente, a recorrente deixou de cuidar de demonstrar que o Fisco estivesse equivocado em relação ao suposto crédito. Assim sendo, assiste total razão à autoridade administrativa, pois nenhuma dúvida há de que as compensações realizadas são indevidas. Portanto, sabedora de que o crédito obtido não era oriundo de crédito tributário, bem como inexistência de outra parte, por si só revela a vontade de fraudar o Tesouro Nacional; ilícito penal tipificado no art. 2° da Lei n° 8.137/90. Por outro lado, não pode alegar ignorância em relação à legislação vigente, que estipula para esses casos a multa de oficio de 150%. 3 - SEGUNDO CONSELHO r, ;= CON-R:SU;M'r`.":1 CUNFERE COM O (»;;;IAL Processo n° 10950.001093/2007-99 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-19.614 Eraí, 2.• el / o9 F1s. 348 qãudijik A sanção tributária, como qualquer sanção jurídica, tem por finalidade dissuadir o possível devedor de eventual descumprimento da obrigação a que estiver sujeito e, assim, estimular o pagamento correto e pontual do tributo devido, sob risco de sua oneração. Portanto, diante da ausência de argumentos satisfatórios e de prova capaz de afastar a conduta tributária ilícita praticada em relação aos fatos lhe se atribuídos, não resta qualquer dúvida de que neste caso assiste toda razão à Administração. Diante do exposto, nego provimento ao recurso e mantenho a decisão recorrida. É C MO voto. •ala ias Sessões, em 05 de fevereiro de 2009. DOM GOS DE Sá FILHO • 4
score : 1.0
Numero do processo: 13026.000250/00-40
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Nov 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Nov 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CÁLCULO. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES. PESSOAS FÍSICAS E COOPERATIVAS. ART. 62-A DO RICARF.
Os valores correspondentes às aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem de não contribuintes do PIS e da COFINS podem compor a base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei nº. 9.363/96. Não cabe ao intérprete fazer distinção nos casos em que a lei não o fez. Antecedentes desta Câmara Superior de Recursos Fiscais. Recurso Repetitivo do STJ.
Recurso Especial do Contribuinte Provido
Numero da decisão: 9303-003.190
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
Júlio César Alves Ramos - Redator ad hoc
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente à época do julgamento).
Nome do relator: NANCI GAMA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CÁLCULO. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES. PESSOAS FÍSICAS E COOPERATIVAS. ART. 62-A DO RICARF. Os valores correspondentes às aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem de não contribuintes do PIS e da COFINS podem compor a base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei nº. 9.363/96. Não cabe ao intérprete fazer distinção nos casos em que a lei não o fez. Antecedentes desta Câmara Superior de Recursos Fiscais. Recurso Repetitivo do STJ. Recurso Especial do Contribuinte Provido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Júlio César Alves Ramos - Redator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente à época do julgamento).
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FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CÁLCULO. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES. PESSOAS FÍSICAS E COOPERATIVAS. ART. 62A DO RICARF. Os valores correspondentes às aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem de não contribuintes do PIS e da COFINS podem compor a base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei nº. 9.363/96. Não cabe ao intérprete fazer distinção nos casos em que a lei não o fez. Antecedentes desta Câmara Superior de Recursos Fiscais. Recurso Repetitivo do STJ. Recurso Especial do Contribuinte Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente Júlio César Alves Ramos Redator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas, Ana Clarissa AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 02 6. 00 02 50 /0 0- 40 Fl. 349DF CARF MF Impresso em 05/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/11/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RA MOS Processo nº 13026.000250/0040 Acórdão n.º 9303003.190 CSRFT3 Fl. 350 2 Masuko dos Santos Araújo, Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente à época do julgamento). Relatório Tratamse de recursos especiais interpostos pela Fazenda Nacional e pelo contribuinte em face ao acórdão de n.º 20402.469, proferido pela Quarta Câmara do extinto Segundo Conselho de Contribuintes, que, por maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso voluntário no sentido de admitir apenas a inclusão das aquisições de cooperativas no cálculo do crédito presumido do IPI e negou provimento quanto às aquisições de insumos de pessoas físicas, conforme ementa a seguir transcrita: “NORMAS PROCESSUAIS. MATÉRIA NÃO CONSTANTE DO PEDIDO ORIGINAL. PRECLUSÃO. Não se conhece de matéria não constante do pedido formalizado. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CALCULO. INSUMOS ADQUIRIDOS DE NÃO CONTRIBUINTES. PESSOAS FÍSICAS. Excluemse da base de cálculo do crédito presumido do IPI as aquisições de insumos que não sofreram incidência das contribuições ao PIS e A COFINS no fornecimento ao produtorexportador. BASE DE CALCULO. INSUMOS ADQUIRIDOS DE COOPERATIVAS. A partir da revogação da isenção deferida às cooperativas de produção, em relação às contribuições ao PIS e à COFINS, é legitima a inclusão das aquisições a essas entidades na base de cálculo do crédito presumido instituído pela Lei ri° 9.363/96. Recurso provido em parte.” Inconformada, a Fazenda Nacional interpôs recurso especial de divergência na parte em que o acórdão entendeu pela inclusão de aquisições de cooperativas e indicou como paradigmas os Acórdãos 20212.304 e 20181.596. Assim, concluiu que tendo o exportador adquirido insumos de cooperativas, o mesmo não teria tido qualquer dispêndio com PIS e COFINS, não havendo que se falar em compensação desses valores para comporem o crédito presumido de IPI. Em exame de admissibilidade de fl. 2891, o i. Presidente da Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento do CARF deu seguimento ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional por entender ter sido configurada a divergência para com as decisões citadas como paradigmas pela Fazenda Nacional. Regularmente intimado, o contribuinte apresentou suas contrarrazões às fls. 293/298, mediante as quais requer seja negado provimento ao recurso especial 1 As referências às folhas do processo dizem respeito à numeração atribuída digitalmente Fl. 350DF CARF MF Impresso em 05/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/11/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RA MOS Processo nº 13026.000250/0040 Acórdão n.º 9303003.190 CSRFT3 Fl. 351 3 interposto pela Fazenda Nacional e, paralelamente, interpôs recurso especial de divergência, por meio do qual requer sejam incluídos, na base de cálculo do crédito presumido de IPI, os valores relativos à aquisição de insumos de pessoas físicas. Cita como paradigma o acórdão prolatado pela CSRF/0203.323. Em exame de admissibilidade de fls. 328/329, foi dado seguimento ao recurso especial do contribuinte. Regularmente intimada, a Fazenda Nacional apresentou suas contrarrazões às fls. 332/341, requerendo fosse negado provimento ao recurso especial interposto pelo contribuinte, de forma que fosse mantido o acórdão a quo nessa parte. É o relatório. Voto Conselheiro Júlio César Alves Ramos, Redator ad hoc Por intermédio do Despacho de fl. 348, nos termos do art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015, incumbiume o Presidente da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais de redigir o presente acórdão. Ressaltese que a relatora original disponibilizou à secretaria da Câmara Superior o relatório e a ementa acima transcritos, bem como o voto que será aqui igualmente aproveitado. Contudo, em virtude de sua renúncia ao mandato, não foi possível concluir a formalização da citada decisão. Dessa forma, adoto o voto entregue pela relatora original, Conselheira Nanci Gama, vazado nos seguintes termos: Os recursos especiais interpostos pela Fazenda Nacional e pelo contribuinte, no que se referem à aquisição de cooperativas e pessoas físicas são tempestivos e preenchem os requisitos necessários às suas admissibilidades, razão pela qual os conheço. Quanto às cooperativas, entendo que as mesmas estão inseridas na mesma situação que as pessoas físicas, eis que ambas não são contribuintes do PIS e da COFINS na etapa anterior, razão pela qual julgarei ambas em conjunto. A controvérsia cingese em determinar se as aquisições de insumos de cooperativas e pessoas físicas podem ser incluídas na base de cálculo do crédito presumido de IPI. Na verdade, aludida controvérsia existe por conta da publicação das Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal de nos 23/97 e 103/97, as quais limitam os artigos 1º e 2º da Lei 9.363/96, impondo que o direito ao crédito presumido de IPI somente pode ser configurado para aquisições de pessoas jurídicas, sendo excluídas, ainda, as aquisições de cooperativas. Em ambos os casos, o fundamento para essas Instruções Normativas é o mesmo, qual seja, o de que o benefício do crédito presumido de IPI, para ressarcimento de PIS/PASEP e Cofins, somente será cabível quando nas aquisições Fl. 351DF CARF MF Impresso em 05/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/11/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RA MOS Processo nº 13026.000250/0040 Acórdão n.º 9303003.190 CSRFT3 Fl. 352 4 de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem pelo produtor exportador, houver incidência dessas contribuições sociais. Eis as suas transcrições: IN SRF n° 23/97: “Art. 2º (...) § 2º O crédito presumido relativo a produtos oriundos da atividade rural, conforme definida no art. 2º da Lei nº 8.023, de 12 de abril de 1990, utilizados como matériaprima, produto intermediário ou embalagem, na produção bens exportados, será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições, efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas às contribuições PIS/PASEP e COFINS.” IN SRF n° 103/97: “Art. 2° as matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de cooperativas de produtores não geram direito ao crédito presumido.” A matéria já foi objeto de diversos julgados nesta Câmara Superior de Recursos Fiscais, sendo pertinente destacar as conclusões de Ricardo Mariz de Oliveira2, mencionado no voto da nobre conselheira Maria Teresa Martínez López, quando do julgamento do Recurso Especial nº 215.839: “VII CONCLUSÃO: AS AQUISIÇÕES NÃO TRIBUTADAS INTEGRAM O CÁLCULO DO INCENTIVO, SENDO ILEGAIS AS INSTRUÇÕES NORMATIVAS FAZENDÁRIAS EM CONTRÁRIO De tudo se conclui que as aquisições de insumos que não tenham sofrido a incidência da contribuição ao PIS e da COFINS também integram a determinação da base de cálculo do crédito presumido a que alude a Lei n. 9363. Isto porque, e em síntese: a expressão legal “contribuições incidentes” não pode ser vinculada a cada operação de aquisição de insumos, pois tal vinculação não faz qualquer sentido lógico, além de impor condição a incidência sobre cada aquisição, isoladamente considerada de realização impossível, porque as contribuições não incidem na base de 5,37%, que é a porcentagem para cálculo do crédito presumido segundo a respectiva fórmula legal; seja pela literalidade da norma do art. 1º da Lei n. 9363, seja por sua consideração em conjunto com os demais dispositivos dessa mesma lei, especialmente com os que estatuem a fórmula de cálculo do crédito presumido, verificase que a alusão ao ressarcimento das contribuições incidentes somente pode ser referida a todas as incidências que possivelmente tenham ocorrido em qualquer anterior etapa do ciclo econômico do produto exportado e dos seus insumos; 2 DE OLIVEIRA, Ricardo Mariz in “Crédito Presumido de IPI para ressarcimento de PIS e COFINS – direito ao cálculo sobre aquisições de insumos não tributadas” Fl. 352DF CARF MF Impresso em 05/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/11/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RA MOS Processo nº 13026.000250/0040 Acórdão n.º 9303003.190 CSRFT3 Fl. 353 5 o incentivo corresponde a um crédito que é presumido, cujo valor deflui de fórmula estabelecida pela lei, a qual considera que é possível ter havido sucessivas incidências das duas contribuições, mas que, por se tratar de presunção “juris et de jure”, não exige nem admite prova ou contraprova de incidências ou não incidências, seja pelo fisco, seja pelo contribuinte; a fórmula legal de cálculo do incentivo manda considerar o valor total das aquisições de insumos, sem distinção entre as tributadas e as não tributadas; o crédito presumido é uma subvenção que visa incrementar as exportações brasileiras, e não se confunde com restituição de contribuições, não havendo, assim, razão para exigir a incidência de contribuições para que uma aquisição de insumos seja integrada ao respectivo cálculo; o ressarcimento do crédito presumido, em moeda corrente, é uma forma alternativa de pagamento da subvenção, sendo que ressarcimento significa provimento do incentivo, em cobertura de parte das despesas de custeio, e não restituição de contribuições, também por isto sendo irrelevante ter ou não ter havido incidência sobre cada aquisição de insumos, isoladamente considerada; a prova da incidência e dos recolhimentos sobre cada aquisição de insumos era exigida pela legislação anterior, mas foi tacitamente revogada, não, podendo, pois, ser feita na vigência da nova lei, revogadora da anterior; o ressarcimento, por ser presumido e estimado na forma da lei, é referente às possíveis incidências das contribuições em todas as etapas anteriores à aquisição dos insumos e à exportação, as quais integram o custo do produto exportado; tudo isto é confirmado pelas regras de hermenêutica, que excluem a interpretação pela literalidade da norma legal e a consideração de apenas um dispositivo isolado das demais normas da mesma lei e do ordenamento jurídico, que exigem resultado derivado da interpretação que seja coerente com os objetivos da lei, que excluem resultado ilógico e de realização impossível, e que requerem o emprego de todos os métodos de exegese, notadamente o sistemático, o teleológico e o histórico; não obstante, mesmo a letra da lei comporta perfeitamente a interpretação no sentido de que não é necessária a incidência sobre a aquisição de insumos, propriamente dita, referindose, antes, às possíveis incidências em quaisquer outras operações que tenham onerado as aquisições dos insumos e o custo do produto exportado. Em vista disso tudo, concluise de modo inarredável que carecem de base legal o parágrafo 2º do art. 2º da Instrução Normativa SRF nº. 23/97 (que limita o crédito às aquisições feitas à pessoas jurídicas e que tenham sido tributadas) e o art. Fl. 353DF CARF MF Impresso em 05/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/11/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RA MOS Processo nº 13026.000250/0040 Acórdão n.º 9303003.190 CSRFT3 Fl. 354 6 2º da Instrução Normativa SRF nº. 103/97 (que exclui as aquisições feitas à cooperativas).” E, como muito bem esclarecido em referido voto proferido pela ilustre Conselheira Maria Teresa Martinez López, “na verdade, o crédito presumido de IPI, por ser presumido, independe do valor que efetivamente tenha sido recolhido a título daquelas contribuições sobre as diversas fases de elaboração do produto vendido. Mesmo o inexpressivo pagamento de PIS/PASEP e COFINS em etapas anteriores não obstaria o direito ao crédito. Isto porque a lei, ao estabelecer a base de cálculo e o percentual, criou uma presunção absoluta, juris et de jure. A dimensão real da cadeia produtiva é irrelevante para o cálculo do benefício”. Inclusive é esse o entendimento consolidado na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a saber: 1)“(...) mesmo quando o produtorexportador adquire matéria prima ou insumo agrícola diretamente do produtor rural pessoa física, paga, embutido no preço dessas mercadorias o tributo (PIS/COFINS) indiretamente em outros insumos ou produtos, tais como ferramentas, maquinários, adubos, etc., adquiridos no mercado e empregados no respectivo processo produtivo.(...)” 3 2)“TRIBUTÁRIO – CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI – RESSARCIMENTO DE PIS/COFINS – INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO NO JULGADO A QUO – ART. 1º DA LEI N. 9.363/96 – RESTRIÇÃO PELA IN 23/97 DA SECRETARA DA RECEITA FEDERAL – ILEGALIDADE. 1. A controvérsia restringese à limitação da incidência do art. 1º da Lei n. 9.363/96, imposta pelo art. 2º, § 2º da IN 23/97, da Secretaria da Receita Federal, que determina que o benefício do crédito presumido do IPI, para ressarcimento de PIS/PASEP e COFINS, somente será cabível em relação às aquisições de pessoa jurídicas. 2. Inexistente a alegada violação do art. 535 do CPC, pois a prestação jurisdicional foi dada na medida da pretensão deduzida, conforme se depreende da análise do julgado a quo. 3. Ora, uma norma subalterna, qual seja, instrução normativa, não tem a faculdade de limitar o alcance de um texto de lei. A jurisprudência do STJ posicionase no sentido da ilegalidade do art. 2º, §2º da IN 23/97. Recurso especial improvido.” 4 (grifouse) 3)“TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. IPI. LEI Nº 9.363/96. CRÉDITO PRESUMIDO. INDUSTRIALEXPORTADOR. RESSARCIMENTO DE PIS E COFINS EMBUTIDOS NO PREÇO DOS INSUMOS. POSSIBILIDADE. DESCABIMENTO DE DISTINÇÃO ENTRE FORNECEDOR DE INSUMOS PESSOA JURÍDICA OU PESSOA FÍSICA. ILEGALIDADE DE 3 REsp 529.758SC, STJ, Ministra Eliana Calmon. 4 REsp 719.433CE, STJ, Ministro Humberto Martins. Fl. 354DF CARF MF Impresso em 05/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/11/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RA MOS Processo nº 13026.000250/0040 Acórdão n.º 9303003.190 CSRFT3 Fl. 355 7 IN –SRF 23/97. PRECEDENTES. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E NÃOPROVIDO. 1. O apelo especial da Fazenda Nacional prendese à alegativa de que a utilização do incentivo fiscal do art. 1º da Lei 9.363/96 deve observar as limitações impostas pela IN SRF 23/97, tese rechaçada pelo acórdão recorrido, que negou provimento à apelação movida pelo órgão fazendário. 2. Contudo, o inconformismo não merece acolhida, na medida em que o entendimento aplicado pelo julgado atacado está em sintonia com a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual, não havendo a Lei 9.363/96 feito distinção entre fornecedores de insumos pessoas físicas (não contribuintes do PIS/PASEP) e fornecedores pessoas jurídicas, não poderia têlo feito a IN SRF 23/97, que é de todo ilegal e descaracteriza o favor fiscal em tela. Nesse sentido o julgado: De acordo com o disposto no art. 1º da Lei 9.363/96, o benefício fiscal de ressarcimento de crédito presumido do IPI, como ressarcimento do PIS e da COFINS, é relativo ao crédito decorrente da aquisição de mercadorias que são integradas no processo de produção de produto final destinado à exportação. Portanto, inexiste óbice legal à concessão de tal crédito pelo fato de o produtor/exportador ter encomendado a outra empresa o beneficiamento de insumos, mormente em tal operação ter havido a incidência do PIS/COFINS, o que possibilitará a sua desoneração posterior, independente de essa operação ter sido ou não tributada pelo IPI ” (REsp nº 576857/RS, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ de 19/12/2005). 3. O crédito presumido previsto na Lei nº 9.363/96 não representa receita nova. É uma importância para corrigir o custo. O motivo da existência do crédito são os insumos utilizados no processo de produção, em cujo preço foram acrescidos os valores do PIS e COFINS, cumulativamente, os quais devem ser devolvidos ao industrialexportador. 4. Precedentes: Resp 627.941/CE, DJ 07/03/2007, Rel. Min. João Otávio de Noronha; Resp 644.789/CE, DJ 04/12/2006, Rel. Min. Denise Arruda; Resp 617.733/CE, DJ 24/08/2006, Rel. Min. Teori Albino Zavascki; REsp nº 576857/RS, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ de 19/12/2005; Resp 813.280,/SC, DJ 02/05/2006, de minha relatoria; Resp 529.758/SC, DJ 20/02/2006, Rel. Min. Eliana Calmon; Resp 586.392/RN, DJ 06/12/2004, Rel. Min. Eliana Calmon. 5. Recurso especial nãoprovido.” 5 (grifouse) E para finalizar, não poderia ser outra a decisão desta CSRF, eis que nos termos do artigo 62A do regimento interno desse Conselho Administrativo, a matéria já foi apreciada em sede de Recurso Especial Repetitivo (993.164MG) do STJ. 5 REsp 921.397CE, STJ, Ministro José Delgado. Fl. 355DF CARF MF Impresso em 05/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/11/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RA MOS Processo nº 13026.000250/0040 Acórdão n.º 9303003.190 CSRFT3 Fl. 356 8 Em face do exposto, conheço dos recursos especiais interpostos pela Fazenda Nacional e pelo contribuinte, quanto às aquisições de pessoas físicas e cooperativas, para, no mérito, negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional e dar provimento ao recurso especial interposto pelo contribuinte. Com base nesses fundamentos a relatora original negou provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional e deu provimento ao recurso especial do contribuinte, sendo acompanhada por unanimidade do Colegiado, e esse é o acórdão que me coube redigir. Júlio César Alves Ramos Fl. 356DF CARF MF Impresso em 05/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 03/11/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 03/11/2015 por JULIO CESAR ALVES RA MOS
score : 1.0
Numero do processo: 10580.727924/2011-98
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 12 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Sep 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2009 a 31/12/2009
RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS. RELATÓRIO CORESP
Súmula CARF nº 88: A Relação de Co-Responsáveis - CORESP, o Relatório de Representantes Legais - RepLeg e a Relação de Vínculos - VÍNCULOS, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa.
Numero da decisão: 2803-004.232
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator, no sentido apenas de declarar que o relatório de vínculos/CORESP tem função informativa, não estabelecendo qualquer vinculo de responsabilidade dos sócios da contribuinte. Os Conselheiros Eduardo de Oliveira e Helton Carlos Praia de Lima votaram pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos
PRESIDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO NA DATA DA FORMALIZAÇÃO.
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Redator ad hoc na data da formalização.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA (Presidente), RICARDO MAGALDI MESSETTI, AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, OSEAS COIMBRA JUNIOR, GUSTAVO VETTORATO, EDUARDO DE OLIVEIRA.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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RELATÓRIO CORESP Súmula CARF nº 88: A Relação de CoResponsáveis CORESP”, o “Relatório de Representantes Legais RepLeg” e a “Relação de Vínculos VÍNCULOS”, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator, no sentido apenas de declarar que o relatório de vínculos/CORESP tem função informativa, não estabelecendo qualquer vinculo de responsabilidade dos sócios da contribuinte. Os Conselheiros Eduardo de Oliveira e Helton Carlos Praia de Lima votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos PRESIDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO NA DATA DA FORMALIZAÇÃO. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 79 24 /2 01 1- 98 Fl. 134DF CARF MF Impresso em 11/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 01/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA 2 (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Redator ad hoc na data da formalização. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA (Presidente), RICARDO MAGALDI MESSETTI, AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, OSEAS COIMBRA JUNIOR, GUSTAVO VETTORATO, EDUARDO DE OLIVEIRA. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 11/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 01/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 10580.727924/201198 Acórdão n.º 2803004.232 S2TE03 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão que manteve os créditos tributários lavrados nos Autos de Infração de Obrigação Principal DEBCAD n. 37.332.2569 (contribuições previdenciárias patronais e SAT/RAT) e 37.332.2577(contribuições previdenciárias dos segurados), e 37.332.2585 (contribuições a terceiras entidades). O lançamento foi realizado em conjunto com a declaração de exclusão da empresa do regime simplificado de tributação (Simples Nacional). Em recurso voluntário, alegou que a multa aplicada é confiscatória e abusiva, que foi nula a exclusão da empresa do Simples, que o relatório de vínculos não pode direcionar o lançamento aos sócios e diretores da contribuinte. É o relatório. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 11/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 01/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA 4 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira Redator designado ad hoc na data da formalização Para registro e esclarecimento, pelo fato do conselheiro responsável pelo voto ter deixado o CARF antes de sua formalização, fui designado AD HOC para redigir o voto. Esclareço que aqui reproduzo as razões de decidir do então conselheiro, com as quais não necessariamente concordo. I O recurso é tempestivo, preenchendo os requisitos de admissibilidade, assim deve o mesmo ser conhecido. II Quanto à suposta inconstitucionalidade da aplicação da sanção/multa em face do principio da vedação ao confisco, é vedado aos Conselheiros do CARFMF afastarem a aplicação da lei ou decreto sob tal argumento, salvo nas exceções expressas dos artigos 62 e 62A, do Anexo II, do Regimento Interno do CARFMF. III – Quanto ao ato de exclusão e sua possível anulação deve ser apreciado em processo administrativo próprio, o que não demonstrou a parte ter questionado em momento próprio (art. 39, §6º, da Lei Complementar n. 123/2006) , precluindo e consolidando o ato de exclusão do regime de apuração e arrecadação diferenciado. Ou seja, como observado pela decisão a quo, não podendo ser rediscutido dentro do procedimento de lançamento de contribuições previdenciárias, porque conforme o art. 2º, inciso V, do Regimento Interno do CARF/MF, a competência para processamento e julgamento de recursos que discutam propriamente essa matéria é da Primeira Seção de Julgamento deste Conselho. Tal incompetência para apreciação inclui inclusive quanto aos efeitos da retroatividade das decisões de exclusão, pois são matérias atinentes às próprias causas da mesma. Inclusive, os artigos 13 e 15 da Lei n° 9.317/96 e artigos 28 e 31 da LC n° 123/06. Assim, as alegações da ilegalidade da exclusão da Recorrente do SIMPLES, bem como a extensão temporal de seus efeitos, não devem ser conhecidos, conhecendose apenas as demais matérias devolvidas à apreciação. III – Quanto às alegações referentes ao Relatório de Vínculos, de que a alegação de que não fora demonstrada a vinculação de responsabilização dos sócios da recorrente, como dá a entender o relatório CORESP, realmente tem razão os seus fundamentos. Pois não estariam demonstradas as causas previstas no art. 135, do CTN. Ainda, tal entendimento é pacífico no CARF/MF quanto ao mero caráter de informação de tal relatório (Súmula CARF nº 88). Foi assim que o conselheiro votou na sessão de julgamento. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 11/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 01/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 10580.727924/201198 Acórdão n.º 2803004.232 S2TE03 Fl. 4 5 IV Conclusão Isso posto, voto por conhecer o recurso voluntário, para, no mérito, DAR LHE PARCIAL PROVIMENTO, no sentido apenas de declarar que o relatório de vínculos/CORESP tem função informativa, não estabelecendo qualquer vinculo de responsabilidade dos sócios da contribuinte. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Redator ad hoc na data da formalização. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 11/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 01/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10909.003308/2010-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/2008 a 31/01/2010
RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO.
Deixa-se de apreciar o recurso voluntário interposto fora do prazo estabelecido no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972.
Recurso não conhecido
Numero da decisão: 2401-003.990
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário em razão da intempestividade.
Questionamento: RECURSO VOLUNTÁRIO
(Assinado digitalmente)
ANDRÉ LUÍS MARSICO LOMBARDI - Presidente
(Assinado digitalmente)
CLEBERSON ALEX FRIESS - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: André Luís Marsico Lombardi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Carlos Alexandre Tortato, Cleberson Alex Friess, Luciana Matos Pereira Barbosa, Theodoro Vicente Agostinho, Carlos Henrique de Oliveira e Rayd Santana Ferreira.
Nome do relator: CLEBERSON ALEX FRIESS
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário em razão da intempestividade. Questionamento: RECURSO VOLUNTÁRIO (Assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MARSICO LOMBARDI - Presidente (Assinado digitalmente) CLEBERSON ALEX FRIESS - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: André Luís Marsico Lombardi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Carlos Alexandre Tortato, Cleberson Alex Friess, Luciana Matos Pereira Barbosa, Theodoro Vicente Agostinho, Carlos Henrique de Oliveira e Rayd Santana Ferreira.
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Arbitramento de Construções Recorrente M J M CONSTRUTORA E INCORPORADORA EIRELI EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/2008 a 31/01/2010 RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. Deixase de apreciar o recurso voluntário interposto fora do prazo estabelecido no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972. Recurso não conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário em razão da intempestividade. Questionamento: RECURSO VOLUNTÁRIO (Assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MARSICO LOMBARDI Presidente (Assinado digitalmente) CLEBERSON ALEX FRIESS Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: André Luís Marsico Lombardi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Carlos Alexandre Tortato, Cleberson Alex Friess, Luciana Matos Pereira Barbosa, Theodoro Vicente Agostinho, Carlos Henrique de Oliveira e Rayd Santana Ferreira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 9. 00 33 08 /2 01 0- 17 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEBERSON ALEX FRIESS, Assinado digitalmente em 23/12/201 5 por CLEBERSON ALEX FRIESS, Assinado digitalmente em 06/01/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, As sinado digitalmente em 23/12/2015 por CLEBERSON ALEX FRIESS Processo nº 10909.003308/201017 Acórdão n.º 2401003.990 S2C4T1 Fl. 92 2 Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto em face da decisão da 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (DRJ/FNS), cujo dispositivo tratou de considerar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido. Transcrevo a ementa do Acórdão nº 0731.780 (fls. 60/67). ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/2008 a 31/01/2010 AI nº 37.293.4471, de 13/09/2010 AFERIÇÃO INDIRETA. MOTIVOS AUTORIZADORES. Está autorizada a utilização da técnica de aferição indireta para apurar a remuneração de segurados, na hipótese de a contabilidade da empresa fiscalizada não espelhar a realidade dos fatos. LANÇAMENTO. ATIVIDADE VINCULADA E OBRIGATÓRIA. As autoridades lançadora e a julgadora estão adstritas, no âmbito de suas competências, às normas válidas no mundo jurídico. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. FASE INQUISITÓRIA. Durante o procedimento fiscal, marcado pela inquisitoriedade, não há que se falar ainda em direito ao contraditório e da ampla defesa, princípios próprios do processo, que somente é instaurado com a apresentação da impugnação tempestiva por parte do autuado. ARGÜIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE DE LEIS E ATOS NORMATIVOS. As Delegacias Regionais de Julgamento (DRJ) não são competentes para apreciar argüições de invalidade de leis ou atos normativos. MULTA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Em caso de lançamento de iniciativa do fisco, denominado lançamento de ofício, é aplicável a multa de, pelo menos, 75%. PRODUÇÃO DE PROVAS. O momento de produção de provas em sede de processo administrativo tributário é na impugnação. Qualquer pretensão de produção em momento posterior deve vir acompanhada de motivo justificador previsto em lei. DILIGÊNCIAS. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEBERSON ALEX FRIESS, Assinado digitalmente em 23/12/201 5 por CLEBERSON ALEX FRIESS, Assinado digitalmente em 06/01/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, As sinado digitalmente em 23/12/2015 por CLEBERSON ALEX FRIESS Processo nº 10909.003308/201017 Acórdão n.º 2401003.990 S2C4T1 Fl. 93 3 As diligências no processo administrativo fiscal serão realizadas quando, após esgotada a fase de produção de provas, ainda remanescer dúvida substancial ao julgador quanto ao esclarecimento de determinada situação de que dependa o julgamento. 2. Extraise do relatório fiscal, às fls. 17/22, que o processo administrativo é composto pelo Auto de Infração (AI) nº 37.293.4471, abrangendo as contribuições previdenciárias parte empresa e parcela destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho incidentes sobre a remuneração da mão de obra empregada na execução de obra de construção civil de responsabilidade de pessoa jurídica, matriculada sob o nº 51.201.24559/71, na competência 07/2010. 2.1 O montante da remuneração foi apurado, por aferição indireta, mediante cálculo da mão de obra empregada proporcional à área construída e ao padrão de execução da obra, utilizandose as tabelas do Custo Unitário Básico (CUB) divulgadas pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil. 3. Cientificado pessoalmente da autuação em 13/09/2010, às fls. 2, o contribuinte impugnou a exigência fiscal (fls. 42/48). 4. Intimada em 15/1/2014, por via postal, da decisão do colegiado de primeira instância, às fls. 68/70, a recorrente apresentou recurso voluntário no dia 20/2/2014 (fls. 80/85). 4.1 Em síntese, a recorrente em sede recursal repete os argumentos expostos na sua impugnação, a saber: i) nulidade do lançamento fiscal, na medida em que o arbitramento da remuneração da mão de obra empregada na execução de obra de construção civil fundamentouse em equivocada interpretação de que sua escrita contábil não atenderia aos princípios das normas brasileiras de contabilidade; ii) ilegalidade do cálculo da mão de obra empregada proporcional à área construída e ao padrão de execução da obra, utilizandose as tabelas do Custo Unitário Básico (CUB); e iii) caráter confiscatório da multa de ofício, aplicada no percentual de 75% (setenta e cinco por cento). É o relatório. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEBERSON ALEX FRIESS, Assinado digitalmente em 23/12/201 5 por CLEBERSON ALEX FRIESS, Assinado digitalmente em 06/01/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, As sinado digitalmente em 23/12/2015 por CLEBERSON ALEX FRIESS Processo nº 10909.003308/201017 Acórdão n.º 2401003.990 S2C4T1 Fl. 94 4 Voto Conselheiro Cleberson Alex Friess, Relator Tempestividade 5. Das decisões de primeira instância, cabe recurso voluntário. Nesse sentido, prescreve o art. 33 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, "in verbis": Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. 6. Constatase que a recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância em 15/1/2014, quartafeira, por via postal, sendolhe conferido prazo de trinta dias para interposição de recurso. Com isso, o termo do prazo recursal iniciouse em 16/1, quintafeira, e finalizou no dia 14/2, sextafeira. 7. Todavia, protocolou seu recurso somente em 20/2/2014, ou seja, depois de transcorrido o lapso temporal previsto em lei para sua apresentação. 8. Suplantado o permissivo legal, ausente o requisito extrínseco da tempestividade. Portanto, reputo inadmissível o recurso voluntário de fls. 80/85 e dele não tomo conhecimento. Conclusão Ante o exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso voluntário, por intempestivo. É como voto. (Assinado digitalmente) Cleberson Alex Friess Fl. 94DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEBERSON ALEX FRIESS, Assinado digitalmente em 23/12/201 5 por CLEBERSON ALEX FRIESS, Assinado digitalmente em 06/01/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, As sinado digitalmente em 23/12/2015 por CLEBERSON ALEX FRIESS
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001015/2002-84
Turma: Quarta Turma Especial
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Sep 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DIVERGÊNCIA ENTRE OS VALORES DECLARADOS E OS ESCRITURADOS.
Será objeto de lançamento de ofício o tributo devido em decorrência da apuração de divergências entre os valores declarados ou pagos e os valores escriturados pelo sujeito passivo, em conformidade com a legislação de regência vigente à época dos fatos geradores.
Numero da decisão: 2804-000.018
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Quarta Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nayra Bastos Manatta (Presidente), Arno Jerke Júnior (Relator), Renata Auxiliadora Marcheti e Magda Cotta Cardozo.
Nome do relator: Hélcio Lafetá Reis
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DIVERGÊNCIA ENTRE OS VALORES DECLARADOS E OS ESCRITURADOS. Será objeto de lançamento de ofício o tributo devido em decorrência da apuração de divergências entre os valores declarados ou pagos e os valores escriturados pelo sujeito passivo, em conformidade com a legislação de regência vigente à época dos fatos geradores.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Quarta Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nayra Bastos Manatta (Presidente), Arno Jerke Júnior (Relator), Renata Auxiliadora Marcheti e Magda Cotta Cardozo.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DIVERGÊNCIA ENTRE OS VALORES DECLARADOS E OS ESCRITURADOS. Será objeto de lançamento de ofício o tributo devido em decorrência da apuração de divergências entre os valores declarados ou pagos e os valores escriturados pelo sujeito passivo, em conformidade com a legislação de regência vigente à época dos fatos geradores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Quarta Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nayra Bastos Manatta (Presidente), Arno Jerke Júnior (Relator), Renata Auxiliadora Marcheti e Magda Cotta Cardozo. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 10 15 /2 00 2- 84 Fl. 98DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 18471.001015/200284 Acórdão n.º 2804000.018 S2TE04 Fl. 99 2 Na condição de relator ad hoc neste processo, reproduzo o relatório elaborado pela DRJ Belo Horizonte/MG, que muito bem descreve os fatos controvertidos nos autos: Lavrouse contra o contribuinte identificado o auto de infração de fls. 06/09 relativo à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Cofins, totalizando um crédito tributário de R$ 1.616,49, incluindo multa e acréscimos regulamentares, correspondente a fatos geradores especificados em fls. 07. A autuação ocorreu em virtude de divergências entre os valores declarados ou pagos e os valores escriturados, conforme Demonstrativo de Apuração de Receita de fls. 04 preparado pelo contribuinte e encaminhado à fiscalização, em resposta à. intimação de fls. 03. Os dispositivos legais infringidos constam na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal do referido auto de infração, em fls. 07. Irresignada, tendo sido cientificada em 10/05/2002, a empresa apresentou, em 27/05/2002, o arrazoado de fls. 15/16, argumentando em síntese que: O lançamento é conseqüente de auto de infração lavrado — processo 15374.005126/200199 contra a suplicante através do qual se discutiu a eventual existência de omissão de receitas, tendo a empresa apresentado impugnação naquele processo. Diz que naquela oportunidade apurouse o valor correspondente à alegada diferença de receita tributável e a contribuição foi cobrada. Por conseguinte, consolidouse o lançamento, que foi homologado para os fins de efeitos do art. 150 do CTN. Não é possível por isso sobre a mesma matéria constituir novo processo, alterando a receita que foi reconhecida como válida para determinar o tributo devido em processo em curso. Solicita a realização de perícia. Requer o cancelamento do auto. A decisão da DRJ Belo Horizonte/MG que considerou o lançamento procedente restou ementada da seguinte forma: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 Ementa: Não merece reparos o lançamento, quando efetuado : consoante a legislação de regência da matéria. Lançamento Procedente Fl. 99DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 18471.001015/200284 Acórdão n.º 2804000.018 S2TE04 Fl. 100 3 Cientificado da decisão, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário e reiterou seu pedido, repisando os mesmos argumentos de defesa. Junto ao Recurso Voluntário, o contribuinte trouxe aos autos cópias de documentos de sua escrituração. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Considerando o teor da decisão final da turma julgadora, encaminho o presente voto, na condição de relator ad hoc, no mesmo sentido da DRJ Belo Horizonte/MG, dispensandose a reprodução, neste voto, do inteiro teor do voto condutor do acórdão recorrido presente às fls. 30 a 31. Os documentos juntados em sede de recurso não foram considerados hábeis para comprovar as alegações do Recorrente. Dessa forma, votase por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É o voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Fl. 100DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 10711.006682/2006-03
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Jan 04 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Data do fato gerador: 05/03/2002, 22/05/2002
EX TARIFÁRIO. MATÉRIA-PRIMA DESTINADA À FABRICAÇÃO DE UÍSQUE. GRADUAÇÃO ALCOÓLICA SUPERIOR A 61%.
Os destilados alcoólicos importados que constituem matéria-prima destinada à fabricação de uísque e que apresentam graduação alcoólica superior a 61% Gay-Lussac são tributados a titulo de IPI à aliquota de 70%, segundo o EX 003 do código NCM 2208.30.10 da TEC, sendo a falta de recolhimento, decorrente da declaração inexata da mercadoria, punível com a multa de oficio proporcional a 75% da diferença de tributo não recolhida, consoante expressa determinação legal.
CLASSIFICAÇÃO FISCAL - ANÁLISE LABORATORIAL - PRECEDÊNCIA DA FISCALIZAÇÃO ADUANEIRA.
para fins de classificação da mercadoria o certificado emitido por solicitação da autoridade aduaneira reveste-se de força normativa capaz e suficiente para amparar a decisão da fiscalização, ainda que contrário à certificação de Inspeção Vegetal, cuja função, de controle administrativo, não se confunde com o controle fiscal, a cargo da fiscalização aduaneira
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-002.691
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, pelo voto de qualidade, NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen .
(assinado digitalmente)
Andrada Márcio Canuto Natal - Presidente
(assinado digitalmente)
José Henrique Mauri - Relator.
Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal (Presidente), Francisco José Barroso Rios, José Henrique Mauri, Luiz Augusto do Couto Chagas, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
Nome do relator: JOSE HENRIQUE MAURI
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MATÉRIAPRIMA DESTINADA À FABRICAÇÃO DE UÍSQUE. GRADUAÇÃO ALCOÓLICA SUPERIOR A 61%. Os destilados alcoólicos importados que constituem matériaprima destinada à fabricação de uísque e que apresentam graduação alcoólica superior a 61% GayLussac são tributados a titulo de IPI à aliquota de 70%, segundo o EX 003 do código NCM 2208.30.10 da TEC, sendo a falta de recolhimento, decorrente da declaração inexata da mercadoria, punível com a multa de oficio proporcional a 75% da diferença de tributo não recolhida, consoante expressa determinação legal. CLASSIFICAÇÃO FISCAL ANÁLISE LABORATORIAL PRECEDÊNCIA DA FISCALIZAÇÃO ADUANEIRA. para fins de classificação da mercadoria o certificado emitido por solicitação da autoridade aduaneira revestese de força normativa capaz e suficiente para amparar a decisão da fiscalização, ainda que contrário à certificação de Inspeção Vegetal, cuja função, de controle administrativo, não se confunde com o controle fiscal, a cargo da fiscalização aduaneira Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, pelo voto de qualidade, NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen . AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 1. 00 66 82 /2 00 6- 03 Fl. 275DF CARF MF Impresso em 04/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 26/12/2015 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL 2 (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal Presidente (assinado digitalmente) José Henrique Mauri Relator. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal (Presidente), Francisco José Barroso Rios, José Henrique Mauri, Luiz Augusto do Couto Chagas, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. Relatório Conselheiro José Henrique Mauri Relator Por bem reproduzir os fatos, adoto o relatório constante do Acórdão recorrido, de lavra do julgador Jorge Frederico Cardoso de Menezes, até aquele ponto: A empresa em epígrafe submeteu a despacho de importação, em 05/03/2002 e 22/05/2002, a mercadoria discriminada, respectivamente, nas DI n.° 02/01929788 e 02/04563679 (fls. 17 a 21 e 35 a 38), como "DESTILADO ALCOÓLICO CHAMADO DE CEREAL UISQUE (GRAIN WHISKY) COM GRADUAÇÃO ALCOÓLICO DE 59,5% GAY LUSSAC OBTIDO DE CEREAL NÃO MALTADO NÃO ADICIONADO DE CEVADA COM MÍNIMO DE 3 ANOS DE ENVELHECIMENTO", e classificoua no código NCM 2208.30.10 da TEC, havendo calculado e pago o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) à alíquota de 20%, conforme o "ex" tarifário 002. Todavia, em ato de revisão aduaneira, a fiscalização da Alfândega do porto do Rio de Janeiro (RJ) apurou que, referida mercadoria, quando submetida A análise laboratorial (fls. 10 e 30), foi identificada como "MATÉRIAPRIMA OBTIDA DE CEREAL DESTINADA A PRODUÇÃO DE UISQUE", com graduação alcoólica igual a 63,4% e 63,0%, respectivamente. em razão de que o IPI devido nas referidas importações deveria ter sido calculado e pago à alíquota de 70%, consoante o previsto no "ex" tarifário 003. Em conseqüência, lavrouse o auto de infração, de fls. 01 a 06, mediante o qual está sendo exigido o pagamento da diferença do IPI, em face da declaração inexata das mercadorias importadas (artigos 2°, 15, 16, 17, 20, inciso I, 23, inciso I, 28, 32, inciso I, 109, 110, inciso I, alínea "a" e inciso II, alínea "a", III, parágrafo único, inciso II, 112, inciso III, 114, 117, 118, inciso I, alínea "a", 183, inciso I, 185, inciso 1,438 e 439, todos do RIPI/98, aprovado pelo Decreto n.° 2.637/98), acrescido de multa de oficio proporcional a 75% do imposto devido (art. 80, inciso I, da Lei n.° 4.502/64, com redação dada pelo art. 45 da Lei n.° 9.430/96) e juros morat6rios (art. 61, § 3°, da Lei n.° 9.430/96). Regularmente cientificado, por AR (fl. 53) em 08/11/2006, o contribuinte irresignado apresentou, em 06/12/2006, os documentos de fls. 69 a 125 e a impugnação de fls. 54 a 68, onde, em síntese: Alega que, muito embora os laudos técnicos que embasaram a autuação tenham constatado uma graduação alcoólica superior a que foi efetivamente utilizada nas mercadorias importadas, é de ser considerado que tais mercadorias constituem produtos controlados pelo Ministério da Agricultura que aprovou a sua importação através das LI n.'s 02/01902556 e 02/05528160. Fl. 276DF CARF MF Impresso em 04/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 26/12/2015 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL Processo nº 10711.006682/200603 Acórdão n.º 3301002.691 S3C3T1 Fl. 8 3 Aduz que os certificados de origem das mercadorias em questão indicam que a graduação alcoólica dos produtos corresponde a 59,5% GayLussac, com no mínimo 3 anos de envelhecimento, o que levou o Ministério da Agricultura a autorizar a importação e a expedir os certificados de inspeção vegetal n.'s 039/2002 e 114/2002, relativos As DI n.°s 02/01929788 e 02/04563679, respectivamente. Neste passo, argumenta que referidos certificados expedidos pelo Ministério da Agricultura, autorizando a importação e a comercialização das mercadorias, após ter realizado a análise de seus conteúdos, comprova que a graduação alcoólica utilizada foi aquela declarada pelo importador, razão pela qual faz jus A aplicação da alíquota de IPI prevista no "ex" tarifário 002. Reclama que a fiscalização inobservou o principio da verdade material ao desconsiderar a existência de certificados que, expedidos por entes públicos, autorizaram as importações sob apreço, presumindo, sem a devida comprovação, que os produtos importados possuíam graduação alcoólica superior a 59,5%. Em outra vertente, aduz que no caso em comento não houve prejuízo ao Erário, haja vista que, em razão do principio da nãocomulatividade que rege o IPI e acaso houvesse pago o imposto A alíquota de 70%, teria direito ao crédito consistente do valor do imposto recolhido, quando da saída da mercadoria de seu estabelecimento. Reclama também que, uma vez apurada a legalidade das importações em causa, a multa lançada de oficio é totalmente indevida e configura excesso de exação, nos termos do art. 316, § 1 0, do Código Penal. Finalmente, em face do que foi exposto, requer o cancelamento do auto de infração ora hostilizado. Na seqüência foi exarado o Acórdão 0719.118 da 2ª Turma da DRJ/FNS, ora recorrido, onde os membros daquela Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, acordaram em julgar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido, expedindose a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 05/03/2002, 22/05/2002 EX TARIFÁRIO. MATÉRIAPRIMA DESTINADA A FABRICAÇÃO DE UÍSQUE. GRADUAÇÃO ALCOÓLICA IGUAL A 63,4% e 63,0%. Os destilados alcoólicos importados que constituem matériaprima destinada a fabricação de uísque e que apresentam graduação alcoólica superior a 61% GayLussac são tributados a titulo de IPI à alíquota de 70%, segundo o EX 003 do código NCM 2208.30.10 da TEC, sendo a falta de recolhimento, decorrente da declaração inexata da mercadoria, punível com a multa de oficio proporcional a 75% da diferença de tributo não recolhida, consoante expressa determinação legal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Irresignado o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, fls. 145/161, reprisando, essencialmente, as argumentações apresentadas na impugnação, requerendo, ao final, seja reformada a r. decisão dandose provimento integral ao RECURSO VOLUNTÁRIO, com a conseqüente anulação do lançamento e arquivamento dos autos. Fl. 277DF CARF MF Impresso em 04/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 26/12/2015 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL 4 É o relatório. Voto Conselheiro José Henrique Mauri O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Tratase de importação de Uísques, com teor alcoólico, em volume, superior a 50%, classificados na NCMSH 2208.30.10. Até aqui concordam a fiscalização e o importador. Contudo Há previsão de alíquotas diferentes para o IPI, a depender do "Ex" a que pertencer a mercadoria.importada. O teor alcoólico de 59,5% + 1,5 (58% a 61%) estabelece o limite máximo para que o IPI incida na alíquota de 20% ("Ex" 002), conquanto no caso de o teor alcoólico situarse acima desse patamar, o IPI passa a ser de 70% ("Ex" 003): 2208.30 Uísques 2208.30.10 Com um teor alcoólico, em volume, superior a 50% vol, em recipientes de capacidade superior ou igual a 50 litros Alíquota de IPI =20% EX 001 — Destilado alcoólico chamado uísque de malte ("malt whisky') com teor alcoólico em volume de 59,5% +/ 1,5% (59,5% +/ 1,5% GayLussac), obtido de cevada maltada. EX 002 Destilado alcoólico chamado uísque de cereais ("grain whisky') com teor alcoólico em volume de 59,5% +/ 1,5% (59,5% +/ 1,5% GayLussac), obtido de cereal não maltado adicionado ou não de cevada maltada. Alíquota de IPI = 70% EX 003 — Outras preparações próprias para elaboração de uísque. Destarte, o cerne do litígio limitase à determinação do percentual de teor alcoólico, em volumes, encontrado nas mercadorias importadas. Se equivalentes a 63,4 e 63,0% (respectivamente para uma e outra mercadoria declarada), conforme apurado pela fiscalização, ou equivalentes a 59,5%, para ambas mercadorias, conforme declarado pelo importador. A fiscalização, em sua autuação, ancorouse em Laudo Técnico emitido pelo Labana, laboratório de análises da Receita Federal do Brasil (RFB), conquanto o importador utilizouse de Certificado de Inspeção Vegetal, emitido pelo Ministério da Agricultura (MAPA), órgão anuente, responsável pelo controle administrativo do produto importado. Fl. 278DF CARF MF Impresso em 04/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 26/12/2015 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL Processo nº 10711.006682/200603 Acórdão n.º 3301002.691 S3C3T1 Fl. 9 5 No presente caso, houve emissão, por parte do MAPA, antes do início do despacho aduaneiro, de Certificado de Inspeção Vegetal, autorizando a importação e a comercialização das mercadorias. Posteriormente, a RFB, em procedimento fiscal, determinou a realização de análise laboratorial e emissão de respectivo Laudo Técnico para a mercadoria importada. A análise ficou a cargo do Labana, Laboratório de Análises da RFB. Restou concluso, por parte do Labana, que a mercadoria importada tratavase de "matériaprima obtida de cereal destinada à produção de uísque", com teor alcoólico de 63,4% e 63,0%, respectivamente para uma e outra declaração, contrariamente às informações declaradas pelo importador e àquelas constantes dos Certificados de inspeção Vegetal, expedidos pelo MAPA, onde constaram teor de 59,5%, para ambas as mercadorias declaradas. O laudo emitido pelo Labana, por requisição da fiscalização aduaneira, é soberano para fins de determinação da classificação fiscal da mercadoria importada, ainda que contrário à certificado emitido por outros órgãos oficiais, p.ex. o MAPA. É que a fiscalização aduaneira é a autoridade legalmente revestida de competência para definir a correta classificação fiscal da mercadoria importada. Ademais, temos que o laudo emitido por requerimento da fiscalização aduaneira é o que se reveste de natureza e características específicas para fins de classificação da mercadoria importada, demandado para complementar a conferência aduaneira, permitindo a correta classificação da mercadoria conforme as regras preconizadas no Sistema Harmonizado, método de Classificação adotado pelo Brasil. Conquanto o Certificado emitido pelo MAPA cumpre a função de aferir o atendimento de requisitos e condições para a inserção do produto importado no mercado brasileiro, desfocandose dos aspectos referente aos interesses da fiscalização tributária. O Decreto n.° 2.314, de 4 de setembro de 1997, que estabelece as normas gerais sobre registro, padronização, classificação e, ainda, inspeção e fiscalização da produção e do comércio de bebidas, denomina como destilados alcoólicos os produtos com graduação alcoólica superior a 54% e inferior a 95%, em volume e ainda que para se caracterizar um Uisque (whisky ou whiskey) a graduação alcoólica deve situarse entre 38% a 54%, em volume. Vêse que pequena variação do teor alcoólico, a princípio, não é elemento relevante na avaliação da inspeção vegetal realizada pelo MAPA, cujo interesse situase em ampla margem percentual, 54 a 95%. Em relação ao interesse fiscal, para fins de classificação, matéria pertinente à fiscalização aduaneira, pequeno distanciamento do índice de 59,5 (permitindose tolerância de 1,5) é suficiente para alterar a classificação da mercadoria. Fl. 279DF CARF MF Impresso em 04/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 26/12/2015 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL 6 Nesse pormenor, o que é irrelevante para o MAPA é essencial para a Receita Federal do Brasil. Assim, para fins de classificação da mercadoria o Certificado emitido por solicitação da autoridade aduaneira revestese de força normativa capaz e suficiente para amparar a decisão da fiscalização, ainda que contrário à certificação de Inspeção Vegetal, cuja função, de controle administrativo, não se confunde com o controle fiscal, a cargo da fiscalização aduaneira. Alega a recorrente que "a autuação se deu com base em presunção, pois baseada em resultado de análise laboratorial que não corresponde com a realidade do produto importado". Não assiste razão a recorrente, vejamos. A fiscalização baseouse em dados concretos, obtidas por meio de laudo técnico, elaborado por laboratório oficial, requerido com fins específicos de se obter elementos necessários à correta classificação da mercadoria, dentre os quais destacase o teor alcoólico. Assim, não há que se falar em presunção por parte da fiscalização. Ademais, acaso o Certificado do MAPA fosse suficiente para a conclusão da conferência aduaneira, a fiscalização não condicionaria a entrega da mercadoria à assinatura de Termo de Responsabilidade por parte do importador, como ocorreu nas importações que cuidam o presente processo, tampouco o importador acolheria tal exigência: TERMO DE RESPONSABILIDADE PELO PRESENTE TERMO DE RESPONSABILIDADE, NOS COMPROMETEMOS A RECOLHER NO PRAZO DE 72 HORAS A DIFERENÇA DE TRIBUTOS, MULTAS OU OUTROS ENCARGOS FISCAIS QUE VIEREM A SER APURADOS EM CONSEQÜÊNCIA DO EXAME LABORATORIAL DA MERCADORIA DE ACORDO COM O DISPOSTO NA INSTRUÇÃO NORMATIVA DA SRF Nº 69 ART. 39. Noutra linha, o laudo emitido pelo Labana não apresenta lacunas ou inconsistências fáticas, suscitadas ou identificadas no presente processo, exceto por irresignação por parte do recorrente alegando que o laudo emitido contem erro na indicação do teor alcoólico. Ante o todo exposto, voto por Negar Provimento ao Recurso Voluntário para manter íntegro o Acórdão recorrido. É como voto. José Henrique Mauri relator Fl. 280DF CARF MF Impresso em 04/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 26/12/2015 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL Processo nº 10711.006682/200603 Acórdão n.º 3301002.691 S3C3T1 Fl. 10 7 Fl. 281DF CARF MF Impresso em 04/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 21/12/2015 por JOSE HENRIQUE MAURI, Assinado digitalmente em 26/12/2015 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
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Numero do processo: 10882.001682/2006-47
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 09 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Mar 07 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/06/2005 a 30/06/2006
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. ÓBICE À UTILIZAÇÃO. DEMONSTRAÇÃO. NECESSIDADE.
Na esteira da jurisprudência dos tribunais superiores, mormente o REsp nº 1.035.847, julgado na forma de recurso repetitivo, nos termos do art. 543-C do Código de Processo Civil, de observância impositiva no âmbito deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF (art. 62, § 2º do RICARF, Portaria MF 343/2015), cujo entendimento está cristalizado na Súmula STJ nº 411, a atualização monetária de créditos de Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, da qual é espécie o crédito presumido de que trata a Lei nº 9.363/96, requer a existência e demonstração de óbice à sua utilização por parte da Administração Tributária, não bastando a tal desiderato a simples referência genérica à sua ocorrência.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3401-003.015
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso.
Júlio César Alves Ramos - Presidente
Robson José Bayerl - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Robson José Bayerl, Eloy Eros da Silva Nogueira, Fenelon Moscoso de Almeida, Augusto Fiel Jorge DOliveira, Waltamir Barreiros, Elias Fernandes Eufrásio e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco.
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/06/2005 a 30/06/2006 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. ÓBICE À UTILIZAÇÃO. DEMONSTRAÇÃO. NECESSIDADE. Na esteira da jurisprudência dos tribunais superiores, mormente o REsp nº 1.035.847, julgado na forma de recurso repetitivo, nos termos do art. 543C do Código de Processo Civil, de observância impositiva no âmbito deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF (art. 62, § 2º do RICARF, Portaria MF 343/2015), cujo entendimento está cristalizado na Súmula STJ nº 411, a atualização monetária de créditos de Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, da qual é espécie o crédito presumido de que trata a Lei nº 9.363/96, requer a existência e demonstração de óbice à sua utilização por parte da Administração Tributária, não bastando a tal desiderato a simples referência genérica à sua ocorrência. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso. Júlio César Alves Ramos Presidente Robson José Bayerl Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 00 16 82 /2 00 6- 47Fl. 152DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 07/01/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado dig italmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Robson José Bayerl, Eloy Eros da Silva Nogueira, Fenelon Moscoso de Almeida, Augusto Fiel Jorge D’Oliveira, Waltamir Barreiros, Elias Fernandes Eufrásio e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco. Relatório Cuidase de pedido de ressarcimento exclusivo de atualização monetária de créditos de IPI passíveis de ressarcimento, cuja utilização teria ocorrido entre 14/06/2005 e 15/06/2006, conforme demonstrativo de fl. 06. A DRF Osasco/SP indeferiu o pleito por considerar a compensação aviada não declarada, motivada pela não utilização do programa próprio, como exigiam as INs SRF 600/05 e 751/07. Em manifestação de inconformidade o contribuinte sustentou que o sistema PERDCOMP não permitiria a transmissão deste tipo de crédito, tratandose de consectário já admitido tanto pelo STJ quanto pelo Conselho de Contribuintes; que a correção fora calculada a partir da data de protocolo do pedido de ressarcimento respectivo; que impetrou mandado de segurança, com liminar concedida, para que as declarações de compensação fossem consideradas “não homologadas”, de modo a permitir o rito do Decreto nº 70.235/72; que o procedimento adotado obedeceu aos ditames dos atos normativos baixados pela RFB; que o despacho decisório seria irregular e ilegal; que a atualização monetária não diria respeito aos créditos requeridos nos processos 10882.001896/200647 e 10882.100041/200755, relativos ao ressarcimento de IPI do 3º e 4º trimestres de 2005; e, que dita atualização encontraria respaldo na jurisprudência administrativa e judicial. Às fls. 67/87 constam cópias das peças judiciais do processo 2008.61.00.0028976, que tramitou no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, dando conta da ordem para que a peça recursal fosse admitida como manifestação de inconformidade, para os efeitos do art. 74, §§ 7º, 9º e 11 da Lei nº 9.430/96. A DRJ Ribeirão Preto/SP julgou improcedente a manifestação de inconformidade destacando que o processamento do recurso é objeto de discussão judicial e, como tal, não poderia ser examinado em sede administrativa, por força da concomitância. No mérito, alegou a inexistência de previsão legal para a correção pretendida, bem assim, a carência de prova do anterior direito ao crédito presumido, eis que fundado em simples demonstrativo confeccionado pelo próprio contribuinte. Em recurso voluntário o contribuinte asseverou a inexistência de concomitância, por serem distintos o mérito da ação judicial e do pleito administrativo, e, no mais, reprisou os fundamentos da manifestação de inconformidade. Na sessão de 28/06/2012, através da Resolução nº 340300.352, foi o julgamento convertido em diligência para se aguardar o trânsito em julgado do MS 2008.61.00.0028976, tramitado no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que, por sua vez, determinou a observância do rito previsto no Decreto nº 70.235/72, com todos os efeitos dele inerentes, ainda que se tratasse originariamente de compensação não declarada. Cumprida a diligência, retornam os autos para prosseguimento do julgamento. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 07/01/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado dig italmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL Processo nº 10882.001682/200647 Acórdão n.º 3401003.015 S3C4T1 Fl. 11 3 É o relatório. Voto Conselheiro Robson José Bayerl, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais pressupostos de admissibilidade. Garantido o direito ao rito do processo administrativo fiscal, Decreto nº 70.235/72, pelo Mandado de Segurança 2008.61.00.0028976 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), mediante decisão transitada em julgado, não mais pende a causa prejudicial ao exame de mérito consubstanciado neste processo administrativo. Neste passo, a questão de fundo diz respeito à possibilidade de correção monetária de créditos de IPI, relativos a créditos presumidos da Lei nº 9.363/96, supostamente detidos pelo recorrente, tendo como termo inicial de fluência a data do “protocolo” do pedido de ressarcimento. Em que pese a jurisprudência dos tribunais superiores acerca da matéria, a exemplo do RE’s 653.342 e 644.916 e do REsp 1.035.847, este último julgado na sistemática do art. 543C do Código de Processo Civil, que admitem o direito à atualização monetária quando houver imposição de óbice indevido à sua utilização pela Administração Tributária, a verdade é que, no caso vertente, não há demonstração que algum empecilho tenha sido erigido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ao reconhecimento deste direito. O contribuinte, ora recorrente, não indica o período de apuração do pretenso crédito presumido, o número do processo onde postulado o ressarcimento e tampouco se houve reconhecimento de direito creditório. Ou seja, não há como aferir a procedência da argumentação recursal, que, aliás, parece defender o cabimento indistinto de correção monetária a quaisquer créditos escriturais de IPI, apenas presumindo a resistência do Fisco. Contudo, não é essa a orientação jurisprudencial referida, valendo a transcrição do já aludido RE 653.342, de lavra da Min. Carmem Lúcia: “1. Recurso extraordinário interposto com base no art. 102, inc. III, alínea a, da Constituição da República contra o seguinte julgado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região: “TRIBUTÁRIO. LEI 9.363/96. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DE INSUMOS ADQUIRIDOS DE SOCIEDADES COOPERATIVAS E PESSOAS FÍSICAS. RECEITA DE EXPORTAÇÃO FORMADA INCLUSIVE PELO FATURAMENTO RESULTANTE DE PRODUTO NÃO TRIBUTADO PELO IPI. CORREÇÃO MONETÁRIA. APLICAÇÃO EM CASO DE NEGATIVA ADMINISTRATIVA OU ATRASO INJUSTIFICADO NO DEFERIMENTO DO PEDIDO ADMINISTRATIVO. TERMO INICIAL DA ATUALIZAÇÃO. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC EM RELAÇÃO AOS CRÉDITOS PRESUMIDOS OUTORGADOS NAS VIAS ADMINISTRATIVAS E JUDICIAL. VERBA HONORÁRIA. ART. 20 DO CPC .1. A Lei 9.363/96 permite que Fl. 154DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 07/01/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado dig italmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL 4 na determinação da base de cálculo do crédito presumido do IPI seja incluída as aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo de bens destinados à exportação para o exterior, independentemente da empresa exportadora ter adquirido tais insumos de sociedades cooperativas e pessoas físicas, as quais não estão sujeitas ao pagamento da COFINS e da contribuição ao PIS. Hermenêutica em consonância com os métodos interpretativos gramatical, lógico, sistemático, histórico e finalístico. Precedentes do STJ e desta Corte. 2. Na apuração da base de cálculo do crédito presumido do IPI, em consonância com uma interpretação histórica, finalística e o teor do disposto na Lei 9.363/93, a receita de exportação abrange inclusive o faturamento resultante do produto não tributado pelo IPI (N/T na tabela do IPI TIPI) e de produtos que não tenham sido objeto de industrialização pela empresa exportadora. Precedentes desta Corte. 3. A correção monetária sobre valor a ser restituído a título de crédito presumido do IPI, à semelhança dos créditos escriturais, tãosomente é possível quando houver negativa administrativa ou mesmo atraso injustificado no deferimento do pedido administrativo. 4. O ressarcimento em espécie, a ser realizado pela Administração Fazendária, dos créditos presumidos do IPI, outorgados tanto na via administrativa como na via judicial, devem ser corrigidos pela taxa SELIC, por analogia à regra correspondente à forma de atualização monetária prevista para a repetição do indébito e a compensação das dívidas tributárias da Fazenda Nacional com o contribuinte, consoante o disposto no § 4º do art. 39 do da Lei 9.250, de 26 de dezembro de 1995. 5. É viável o afastamento dos limites de 10% e 20%, definidos no § 3º do art. 20 do CPC, quando for vencida a Fazenda Pública, naquelas causas onde não houver condenação, nas de valor inestimável, desde que a observância do critério dos percentuais mínimos e máximos resultar em valor ínfimo ou exorbitante, ante a exigência de adequação da aludida verba sucumbencial ao grau de zelo profissional, ao lugar da prestação do serviço, à natureza e complexidade da causa, ao trabalho realizado pelo advogado e ao tempo exigido para o seu serviço. Interpretação em consonância com a regra do § 4º do art. 20 do CPC” (fl. 696, grifos nossos). 2. A Recorrente afirma que o Tribunal a quo teria contrariado os arts. 2º, 5º inc. II, e 153, § 3º, da Constituição da República. Argumenta que “não se pode equiparar (…) a restituição ou a compensação de tributos pagos a maior com o mero ressarcimento de créditos de IPI. Naqueles, ocorre devolução de valores pagos indevidamente, incidindo a correção monetária prevista no art. 66 da Lei n. 8.383/91 e/ou art. 74 da Lei n. 9.430/96; no ressarcimento de créditos presumidos, ao contrário, não há pagamento indevido, configurando tal instituto, em realidade, um benefício fiscal, sendo descabida, porque não prevista em lei, a incidência da correção monetária” (fl. 785). Analisados os elementos havidos nos autos, DECIDO. 3. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 4. O acórdão recorrido se assentou ter havido “negativa administrativa ou atraso injustificado no deferimento do pedido administrativo” (fl. 696) do Recorrido, o que não pode ser reavaliado em sede extraordinária. Pela jurisprudência do Supremo Tribunal, é devida correção monetária dos créditos de Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI se houver resistência ilegítima da Fazenda Pública à sua utilização pelo contribuinte. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSTO Fl. 155DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 07/01/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado dig italmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL Processo nº 10882.001682/200647 Acórdão n.º 3401003.015 S3C4T1 Fl. 12 5 SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI. RESISTÊNCIA INDEVIDA DA FAZENDA À UTILIZAÇÃO DO CRÉDITO: INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO MONETÁRIA. 3. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS (SÚMULA 279). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 644.916AgR/DF, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 22.9.2011, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CRÉDITOS DE IPI. INDEVIDA OPOSIÇÃO DO FISCO. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência desta Corte firmouse no sentido de que, nos casos em que se reconhece a ilegítima resistência do Estado em possibilitar o aproveitamento dos créditos do IPI e do ICMS, os respectivos créditos devem ser atualizados monetariamente. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI 820.614AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 4.3.2011 – grifos nossos). “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CRÉDITO. CORREÇÃO MONETÁRIA. DEFINIÇÃO DO ÍNDICE, PERÍODO, MONTANTE. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS OU QUE DEPENDEM DE PROVA. CRÉDITO ESCRITURADO EXCEDENTE. CORREÇÃO INDEVIDA. RESISTÊNCIA ILEGÍTIMA DO ESTADO EM RECONHECER CRÉDITOS EM FAVOR DO CONTRIBUINTE. SITUAÇÃO DIVERSA. CORREÇÃO MONETÁRIA DEVIDA. EMBARGOS ACOLHIDOS PARCIALMENTE. I Discussão sobre definição do índice de correção monetária, período de incidência e fixação do valor devido. Questões infraconstitucionais ou que dependem da análise de provas. II Correção monetária. Créditos escriturais excedentes. Questão constitucional. Correção monetária indevida. Benefício fiscal que só pode ser concedido pelo Poder Legislativo. Inexistência de ofensa aos postulados da não cumulatividade e da isonomia. III Correção monetária. Créditos escriturais não utilizados no tempo devido por ilegítima resistência do Estado. Questão constitucional diversa do item anterior. Correção monetária devida durante o período de oposição do Estado. IV Entendimentos aplicáveis ao ICMS e ao IPI. V Embargos de declaração acolhidos parcialmente para, mantendo a parte dispositiva do acórdão, sanar os vícios alegados” (RE 411.861AgRED, Rel. Min. Ricardo Lewsandowski, Primeira Turma, Dje 25.6.2010, grifos nossos) . “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IPI. CORREÇÃO MONETÁRIA. RESISTÊNCIA ILEGÍTIMA DO ESTADO. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. Incide correção monetária no período em que se reconheceu ilegítima a resistência do Estado em possibilitar o aproveitamento dos créditos mencionados. Precedentes. Agravo regimental improvido” (AI 783.603AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, Dje 14.5.2010, grifos nossos). 5. Nada há a prover quanto às alegações da Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).” (destaques no original) Na mesma linha interpretativa o REsp 1.035.847, julgado em 25/11/2009: “PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. PRINCÍPIO DA NÃO Fl. 156DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 07/01/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado dig italmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL 6 CUMULATIVIDADE. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. 1. A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade (créditos escriturais), por ausência de previsão legal. 2. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da nãocumulatividade, descaracteriza referido crédito como escritural, assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil. 3. Destarte, a vedação legal ao aproveitamento do crédito impele o contribuinte a socorrerse do Judiciário, circunstância que acarreta demora no reconhecimento do direito pleiteado, dada a tramitação normal dos feitos judiciais. 4. Consectariamente, ocorrendo a vedação ao aproveitamento desses créditos, com o conseqüente ingresso no Judiciário, postergase o reconhecimento do direito pleiteado, exsurgindo legítima a necessidade de atualizálos monetariamente, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Precedentes da Primeira Seção: EREsp 490.547/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.09.2005, DJ 10.10.2005; EREsp 613.977/RS, Rel. Ministro José Delgado, julgado em 09.11.2005, DJ 05.12.2005; EREsp 495.953/PR, Rel. Ministra Denise Arruda, julgado em 27.09.2006, DJ 23.10.2006; EREsp 522.796/PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, julgado em 08.11.2006, DJ 24.09.2007; EREsp 430.498/RS, Rel. Ministro Humberto Martins, julgado em 26.03.2008, DJe 07.04.2008; e EREsp 605.921/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 12.11.2008, DJe 24.11.2008). 5. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008.” Como se vê, a existência de indevido obstáculo à utilização do crédito é condição sine qua non para a incidência da correção monetária, o que não ocorreu nestes cadernos processuais. Esta, inclusive, é a posição sedimentada na Súmula STJ nº 411: “É devida a correção monetária ao creditamento do IPI quando há oposição ao seu aproveitamento decorrente de resistência ilegítima do Fisco.” Neste processo, não há qualquer elemento que indique a existência do óbice criado pela Secretaria da Receita Federal, ainda que decorrente da inércia em analisar o pleito formulado, a justificar a atualização pretendida. Como dito, o processo é paupérrimo em informações acerca do crédito originalmente requerido, dados esses de responsabilidade do requerente carrear ao processo, nos termos do art. 333, I do Código de Processo Civil, utilizado subsidiariamente no processo administrativo fiscal. Fl. 157DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 07/01/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado dig italmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL Processo nº 10882.001682/200647 Acórdão n.º 3401003.015 S3C4T1 Fl. 13 7 Como não bastasse, o processo não está formalizado em devida ordem, eis que não há pedido de ressarcimento algum, em relação ao crédito da atualização monetária, mas apenas a juntada de um requerimento. Também não há cópia de livros ou documentos fiscais que, em tese, amparariam a pretensão sub examine, mas apenas um demonstrativo com os valores supostamente devidos. Enfim, sob qualquer ângulo que se avalie o processo, não há como acolher o pleito deduzido nestes autos. Com estas considerações, voto por negar provimento ao recurso voluntário interposto. Robson José Bayerl Fl. 158DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 07/01/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 21/01/2016 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado dig italmente em 07/01/2016 por ROBSON JOSE BAYERL
score : 1.0
Numero do processo: 13830.001642/2004-37
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 3102-000.020
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Marcelo Ribeiro Nogueira
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TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO * ":'"' _ Processo n° 13830.001642/2004-37 Recurso n° Wø53 Resolução n° 3102-00.020 — i a Câmara / 2 Turma Ordinária Data 26 de março de 2009 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente FUNDAÇÃO EDUCACIONAL MIGUEL MOFARREJ Recorrida DRJ-CAMPO GRANDE/MS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do Relator. g.._ _...-- M ' NNELE A T ' • J. 61 .In1 • B A - Presidente • _ ino '. A_, ck_ f2... , ) . MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA — Rela • r EDITADO EM: 04/09/2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Ricardo Paulo Rosa, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira (Relator), Beatriz Veríssimo de Sena, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando. 1 Processo n° 13830.001642/2004-37 S3-CITI Resolução n.° 3102-00.020 Fl. 130 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Contra o interessado supra-identificado foi lavrado o Auto de Infração e respectivos demonstrativos de f. 01/09, por meio do qual se exigiu o pagamento de diferença do Imposto Territorial Rural — ITR do Exercício 2000, acrescido de juros de mora, multa de oficio, totalizando o crédito tributário de R$ 4.220,13, relativo ao imóvel rural cadastrado na Receita Federal sob n° 0.246.529-9, localizado no município de Ourinhos - SP. Na descrição dos fatos (f: 04/05), o fiscal autuante relata apesar de intimado, o contribuinte não comprovou que o imóvel atendia aos requisitos de imunidade/isenção previstos na legislação. Em conseqüência, houve aumento da área tributável, modificando a base de cálculo e o valor devido do tributo. Intimado do lançamento na forma da lei, o interessado apresentou a impugnação de f 86/89. Alega, em síntese, que adquiriu o imóvel em 14 de janeiro de 2000, não sendo parte legítima para figurar no pólo passivo da obrigação tributária. Sustenta que somente os créditos tributários já constituídos pelo lançamento podem ser sub-rogados. Por este motivo, o lançamento deveria ser efetuado no nome do antigo proprietário, haja vista que o lançamento só foi efetuado em 2004, não podendo sub-rogar-se na pessoa do adquirente. Alega, ainda, que não pode ser desconsiderada a imunidade a que faz jus a entidade. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2000 IMUNIDADE. Incumbe ao contribuinte a prova da relação entre o patrimônio e a finalidade essencial da entidade, prevista no § 4' do art. 150 da CF Lançamento procedente. O contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Os autos foram enviados ao antigo Terceiro Conselho de Contribuintes e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental. Tendo sido criado o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pela Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008, e mantida a competência deste Conselheiro para atuar como relator no julgamento deste processo, na forma da Portaria n° 41, de 15 de fevereiro de 2009, requisitei a inclusão em pauta para julgamento deste recurso. É o Relatório. 2 • Processo n° 13830.001642/2004-37 S3-C IT1 Resolução n.° 3102-00.020 Fl. 131 Voto Conselheiro MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Relator Entendo que o recurso é tempestivo e atende aos requisitos legais. É essencial para o correto e justo julgamento do presente recurso identificar as atividades promovidas pela recorrente no imóvel em questão, portanto, VOTO por converter o julgamento em diligência para que a delegacia a que está submetido o contribuinte providencie que um auditor fiscal vá, em diligência, ao referido imóvel para verificar se o mesmo é utilizado na atividade do contribuinte sujeita à imunidade tributária, trazendo aos autos fotos e relatório com o resultado desta diligência. Após, seja dada vista do resultado da diligência para o contribuinte a fim de que o mesmo possa, no prazo de 10 (dez) dias, manifestar-se sobre este resultado, facultando-lhe juntar os documentos que julgar necessários. Depois, seja dada vista à Procuradoria da Fazenda Nacional, pelo prazo de 10 (dez) dias, e, finalmente, retornem os autos a este Conselho para continuidade do julgamento na forma regimental. f\OUi0t_ kdt-t-uk, c-3 - MA'RCELO RIBEIRO NOGUEIRA5 3
score : 1.0
Numero do processo: 10711.001318/2010-25
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 25 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon Mar 07 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 16/10/2008
PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. MATÉRIA IDÊNTICA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA.
A propositura de ação judicial, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal, implica na renúncia à instância administrativa.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3301-002.854
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário por concomitância com ação judicial.
Andrada Márcio Canuto Natal - Presidente e relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Semíramis de Oliveira Duro, Luiz Augusto do Couto Chagas, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Paulo Roberto Duarte Moreira (Suplente), Hélcio Lafetá Reis (Suplente) e Maria Eduarda Alencar Câmara Simões.
Nome do relator: ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
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MATÉRIA IDÊNTICA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. A propositura de ação judicial, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal, implica na renúncia à instância administrativa. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário por concomitância com ação judicial. Andrada Márcio Canuto Natal Presidente e relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Semíramis de Oliveira Duro, Luiz Augusto do Couto Chagas, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Paulo Roberto Duarte Moreira (Suplente), Hélcio Lafetá Reis (Suplente) e Maria Eduarda Alencar Câmara Simões. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 1. 00 13 18 /2 01 0- 25 Fl. 757DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 03/ 03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL Processo nº 10711.001318/201025 Acórdão n.º 3301002.854 S3C3T1 Fl. 11 2 Relatório Por economia processual, adoto o relatório elaborado pela decisão recorrida, abaixo transcrito. Trata o presente processo de auto de infração lavrado para constituição de crédito tributário no valor de R$ 22.498,46 referente a multa por importação desamparada de licença de importação. Depreendese da descrição dos fatos do auto de infração que a interessada registrou a Declaração de Importação n 08/16435191, em 16/10/2008, para amparar a importação de “378.000 pares de meias de fibra sintética, classificadas no código NCM 6115.10.93, com base na Licença de Importação (LI) nº 08/11334438. No decorrer da conferência aduaneira verificouse que havia erro relativo ao valor aduaneiro declarado, assim como em relação à unidade de medida estatística declarada, tanto da Declaração de Importação, quanto na Licença de Importação. Nesse aspecto a interessada declarou a mercadoria na unidade de medida “quilos”, quando deveria ter utilizados a unidade de medida “pares”. Cientificada da exigência de correção dos erros, a interessada apresentou, em 04/11/2008, petição acompanhada de DARF’s das diferenças decorrentes da retificação do valor aduaneiro e extrato de nova Licença de Importação, de nº 08/27068560 que, todavia, não havia sido deferida pelo órgão anuente – Decex que solicitou a apresentação de “documentação que justifique o preço negociado, na forma dos artigos 13 e 25 da Portaria Secex 36/2007” Assim, o despacho de importação permaneceu bloqueado aguardando o deferimento da LI nº 08/27068562. Em razão de decisão judicial nos autos da Medida Cautelar de Caução nº 2008.34.00.0383398, interposta pela interessada, a mercadoria foi liberada mediante depósito judicial de 15% do seu valor. Em face dessa decisão e visando prevenir os efeitos da decadência, estando suspensa a exigibilidade do crédito tributário, conforme preceitua o art. 151, incisos II e IV, da Lei nº 5.172/1966, foi lavrado o auto de infração do presente processo, a fim de formalizar a exigência de multa de 30% sobre o valor aduaneiro pela importação de mercadoria ao desamparo da licença de importação, conforme hipótese tipificada no art. 706, I, a, do Decreto nº 6.759/2009 (que revogou o Decreto nº 4.543/2002, vigente à época), cuja matriz legal é o art. 169 do Decretolei nº 37/1966.. “Depreendese que a ordem judicial em questão ao determinar o depósito de 15% do valor da mercadoria, já computou em seu cálculo a redução de 50% da multa, conforme estabelecido no art. 6º da Lei nº 8.215/1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2009.” Cientificada do auto de infração, a interessada apresentou impugnação na qual alega, em síntese, que: Fl. 758DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 03/ 03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL Processo nº 10711.001318/201025 Acórdão n.º 3301002.854 S3C3T1 Fl. 12 3 As alterações determinadas pela fiscalização não implicaram na mudança de classificação fiscal das mercadorias e as exigências tributárias, cuja base de cálculo importou em R$ 402,88, foram atendidas. Inexiste qualquer razoabilidade em impor restrição ao desembaraço aduaneiro fundada no pedido de nova Licença de Importação tão somente para ajustar a medida estatística. Não houve alteração em nenhuma característica do produto importado, não houve reclassificação fiscal, o preço não foi alterado, a quantidade de bens importados permaneceu inalterada, portanto não é razoável a exigência de nova licença de importação. A competência para fiscalizar preço é do Ministério da Fazenda, por intermédio da Receita Federal, e não do Ministério do Desenvolvimento e Comércio, por intermédio do Decex. Portanto, é indevida a exigência do Decex, como demonstram as decisões judiciais transcritas. Depois da ação judicial as mercadorias foram desembaraçadas sem que houvesse qualquer indicativo de que o preço não estivesse correto. O preço utilizado no pedido de licença de importação é aquele negociado entre as partes envolvidas, representado pela fatura comercial, como determinado pela OMC/GATT. Portanto, o óbice indicado para obstar o deferimento da nova licença de importação foi afastado pela Receita Federal, haja vista que liberou as mercadorias sem que tenha feito qualquer ressalva sob tal aspecto (preço). A exação exigida já foi plenamente garantida por intermédio da caução realizada nos autos da medida cautelar impetrada. A impugnante sempre autuou de boafé, sem causar nenhum embaraço aos órgãos de fiscalização, atuando de forma perfeita no trâmite burocrático e adimplindo com todas as obrigações tributárias incidentes na operação. As mercadorias objeto do auto de infração são lícitas. Julgados do Conselho de Contribuintes apóiam a tese de que a retificação de medida estatística solicitadas pela fiscalização não implicaria na aplicação da multa em apreço. “Ademais, tendo havido o depósito integral da exação, no valor que seria exigível, naquele momento, é mister reconhecer que, na hipótese improvável de este auto de infração ser julgado procedente, a Impugnante faz jus à redução de 50% na multa, prevista no artigo 6º da lei nº 8.218/1991.” Requer seja julgado improcedente o auto de infração. A 1ª Turma da DRJ/FlorianópolisSC, ao julgar referida impugnação, proferiu o Acórdão nº 0736.129, de 04/12/2014, julgando totalmente procedente o lançamento fiscal, concluindo pela legalidade da aplicação da multa, sendo fato que o sujeito passivo não possuía a Licença de Importação. Fl. 759DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 03/ 03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL Processo nº 10711.001318/201025 Acórdão n.º 3301002.854 S3C3T1 Fl. 13 4 Não concordando com referida decisão, o contribuinte apresentou recurso voluntário, por meio do qual, tece praticamente os mesmos argumentos constantes de sua impugnação. É o relatório do essencial. Fl. 760DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 03/ 03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL Processo nº 10711.001318/201025 Acórdão n.º 3301002.854 S3C3T1 Fl. 14 5 Voto Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal O recurso voluntário é tempestivo, porém não deve ser conhecido pelas razões a seguir elencadas. Entendo que o objeto do presente recurso, o afastamento da multa por desnecessidade de emissão de uma nova licença de importação, foi submetido ao poder judiciário e, em razão disso, não pode ser apreciado por esta instância julgadora. O acórdão recorrido abordou de forma incompleta esta questão. Transcrevo abaixo parte do voto a esse respeito: (...) Cumpre finalmente registrar que o objeto da ação judicial impetrada pela interessada não guarda identidade com o objeto do auto de infração em apreço, pois enquanto a ação judicial tem por objeto a liberação das mercadorias importadas mediante a apresentação de caução, o auto de infração trata de crédito tributário referente a multa por importação de mercadorias sem Licença de Importação ou documento de efeito equivalente. (...) Ocorre que a ação judicial citada acima não foi a única interposta. Na verdade o contribuinte apresentou uma ação com solicitação de medida cautelar que teve por objeto somente a liberação das mercadorias importadas, mediante a apresentação da caução. Paralelamente, propôs a ação ordinária principal na qual pede a dispensa da obtenção de nova Licença de Importação. Obviamente, sendo vencedor da ação, a multa de que trata o presente processo não pode ser exigível, já que foi aplicada justamente pela falta da Licença de Importação. A petição da ação ordinária nº 2009.34.00.0056099 consta às efls. 109/117. A sentença foi proferida pela Terceira Vara Cível Federal do Distrito Federal e consta às efls. 210/213. Abaixo transcrição de parte da sentença: (...) Ante o exposto, julgo procedente o pedido para ratificar o que determinado nos autos n. 2008.34.00.0383398 quanto ao desembaraço das mercadorias objeto da Declaração de Importação n. 08/16435191 independentemente de nova licença, e para autorizar o levantamento pela autora do valor da caução depositado nos autos da ação cautelar.(Destaquei) (...) Desta decisão a União apresentou recurso de apelação, efls. 221/229, e não se tem mais notícias do andamento dessa ação judicial. Fl. 761DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 03/ 03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL Processo nº 10711.001318/201025 Acórdão n.º 3301002.854 S3C3T1 Fl. 15 6 A própria unidade preparadora, Secat/Alfândega do Porto do Rio de Janeiro, por meio de despacho, efls. 724/725, reconheceu o vínculo do presente processo á citada ação judicial. Abaixo transcrevo trechos do referido despacho: (...) Posteriormente, por meio do Memorando nº 22/2014/PRFN 1ª Região/DIDE2, de 14 de janeiro de 2014, esta Alfândega foi notificada, em 24/01/2014, da sentença exarada nos autos da Ação Ordinária nº 2009.34.005609 9/DF, que julgou procedente o pedido para ratificar o que fora determinado nos autos da Ação Cautelar nº 2008.34.00.0383398/DF, para autorizar o desembaraço das mercadorias objeto da DI nº 08/16435191, independentemente de nova Licença de Importação, além de autorizar o levantamento do valor da caução depositada nos autos da Ação Cautelar. Ressaltase que, foi juntada aos autos cópia da petição inicial referente à Ação Ordinária nº 2009.34.00.0056099/DF, extraída do PAJ nº 10711.008455/200876, que passou a constituir as fls. 715/723. Conforme informação da Equipe de Informações Judiciais – EQJUD desta Alfândega às fls. 495/496, a Fazenda Nacional interpôs Apelação, cujo recurso foi recebido nos efeitos suspensivo e devolutivo, estando o mesmo aguardando julgamento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, segundo consulta extraída da internet. (...) Pelo que se depreende das circunstâncias acima narradas, a contenda administrativa depende de uma decisão judicial indiretamente atrelada à exigibilidade do crédito tributário a que se refere o Auto de Infração de que trata presente processo, contestada por meio da impugnação de fls. 67/73. (...) Portanto o recurso voluntário não deve ser conhecido tendo em vista que o contribuinte interpôs ação judicial com o mesmo objeto do presente processo administrativo. Como sabido, a coisa julgada proferida no âmbito do Poder Judiciário não pode ser alterada no processo administrativo, pois tal procedimento feriria a Constituição Federal brasileira, que adota o modelo de jurisdição una, onde são soberanas as decisões judiciais. Eventuais decisões antagônicas, nas esferas administrativa e judicial, teriam uma única solução, qual seja, prevaleceria a da esfera judicial, em razão do princípio constitucional da jurisdição única, art. 5º, XXXV, da Constituição Federal. Destarte, não faz sentido a continuação da discussão no âmbito administrativo, pois o mérito da questão será decidido pelo Poder Judiciário com efeito de coisa julgada. Consolidando esse entendimento a Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas Fl. 762DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 03/ 03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL Processo nº 10711.001318/201025 Acórdão n.º 3301002.854 S3C3T1 Fl. 16 7 a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Diante do exposto voto por não conhecer do recurso voluntário. Andrada Márcio Canuto Natal Relator Fl. 763DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 03/ 03/2016 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
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Numero do processo: 13855.000089/2009-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2004, 2005, 2006, 2007
PETIÇÃO INTEMPESTIVA. CONTENCIOSO NÃO INSTAURADO. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO
Não instaura o contencioso na segunda instância a apresentação de petição recursal posteriormente ao prazo de 30 dias prescrito pelo caput do artigo 33 do Decreto no 70.235/72.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 3301-002.684
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Andrada Márcio Canuto Natal - Presidente.
(assinado digitalmente)
Francisco José Barroso Rios - Relator.
Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Francisco José Barroso Rios, José Henrique Mauri, Luiz Augusto do Couto Chagas, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
Nome do relator: FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
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CONTENCIOSO NÃO INSTAURADO. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO Não instaura o contencioso na segunda instância a apresentação de petição recursal posteriormente ao prazo de 30 dias prescrito pelo caput do artigo 33 do Decreto no 70.235/72. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal Presidente. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Francisco José Barroso Rios, José Henrique Mauri, Luiz Augusto do Couto Chagas, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 5. 00 00 89 /2 00 9- 41 Fl. 201DF CARF MF Impresso em 27/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 21/ 12/2015 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 26/01/2016 por FRANCISCO JOSE BARR OSO RIOS 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 3ª Turma da DRJ Campinas (fls. 169/175), a qual, por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação apresentada pelo sujeito passivo, onde este se contrapõe a auto de infração lavrado para a exigência de CPMF não retida e não recolhida por força de medida judicial posteriormente revogada. A ciência da decisão de primeira instância ocorreu em 16/05/2013 (vide AR de fls. 189). Inconformada, a interessada apresentou, em 18/06/2013 (fls. 190), a petição de recurso voluntário de fls. 190/197, mediante a qual requer seja julgado improcedente o lançamento vergastado. É o relatório. Voto Conselheiro Francisco José Barroso Rios Conforme relatado, vêse que a ciência da decisão recorrida se deu em 16/05/2013 (vide AR de fls. 189) uma quintafeira. Porém, a petição de recurso voluntário só foi apresentada em 18/06/2013 (fls. 190), uma terçafeira, portanto, posteriormente ao prazo de 30 dias de que dispõe o sujeito passivo para formalizar sua contestação, nos termos do artigo 33, caput, do Decreto n° 70.235/72, abaixo transcrito: Art. 33. Da decisão [de primeira instância] caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. (grifo nosso) O prazo de que trata o dispositivo acima referenciado, além de peremptório, ou seja, improrrogável, é também preclusivo, tendo, portanto, natureza decadencial, posto que findo o mesmo não mais se torna possível a prática de atos posteriores. Logo, no caso presente, não há como se conhecer do recurso, uma vez que não houve a apresentação do mesmo no prazo legal, o que impede o conhecimento da peça contestatória na presente instância. Por fim, importa destacar que a unidade de origem, mediante despacho de fls. 199, ressaltou que "o recurso é intempestivo", tendo, posteriormente, remetido os autos do processo para este CARF para julgamento. Da conclusão Por todo o exposto, e considerando que a petição recursal só foi apresentada posteriormente ao prazo legal, voto para não conhecer do recurso interposto pelo sujeito passivo. Sala de Sessões, em 08 de dezembro de 2015. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Fl. 202DF CARF MF Impresso em 27/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 21/ 12/2015 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 26/01/2016 por FRANCISCO JOSE BARR OSO RIOS Processo nº 13855.000089/200941 Acórdão n.º 3301002.684 S3C3T1 Fl. 202 3 Fl. 203DF CARF MF Impresso em 27/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 21/ 12/2015 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 26/01/2016 por FRANCISCO JOSE BARR OSO RIOS
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