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Numero do processo: 10630.001333/2005-14
Data da sessão: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2002
EMBARGOS DECLARATÓRIOS.
Merecem ser conhecidos, porém, não providos os embargos declaratórios interpostos, urna vez que não existe omissão ou contrariedade à prova dos autos no acórdão embargado.
A decisão refletiu perfeitamente, à época, o entendimento do Colegiada, sufragado pelas provas carreadas aos autos.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 3102-000.069
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer e rejeitar os Embargos Declaratórios, nos termos do votos do Relator.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
1.0 = *:*
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A decisão refletiu perfeitamente, à época, o entendimento do Colegiada, sufragado pelas provas carreadas aos autos, Embargos Rejeitados, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, conhecer e rejeitar os Embargos Declaratórios, nos termos do votos do Relator, Mei ia Helena, Trajan 'o\W=rim - Presidente I ri 1111 Corintho Machado Relator EDITADO EM: 06/08/2010 .(ii3Participaram do piesente julgamento os Conselheiros Mércia Helena Trajaria D'amorim, Ricardo Paulo Rosa, orintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, eatriz Veríssimo de Sena, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando, Relatório Reporto-me ao relato de fis. 140 e seguintes, por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, e adotado quando do julgamento por este Colegiado, que culminou na seguinte ementa: Assunto, Imposto sobre a Propriedade Ten-itorial Rural - ITR Exercicio.• 2002 ITR GLOSA DA ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. A ausência de comprovação hábil é motivo ensejado,- da não aceitação da área de utilização limitada como excluída da área tributável do imóvel rural, RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. O texto da decisão ficou assim consignado: ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do redator designado. Vencidos os Conselheiros Luciano Lopes de Almeida Moraes, relatol; Marcelo Ribeiro Nogueira, Beatriz Veríssimo de Sena e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castra. Designado para redigir o acórdão o Conselheiro Corintho Oliveira Machado.. Em 04/09/2008, foram opostos embargos declaratórios, fls. 167 e seguintes, tempestivos, pela embargante supracitada, alegando omissão no voto vencedor, o qual não se manifestou acerca da documentação juntada pela recorrente, fis.. 113 a 122, e que segundo a embargante comprovariam a averbação de área de reserva legal superior à declarada,. À fl.. 202, despacho da insigne Presidente desta Câmara, encaminhando os embargos a este Relator. É o Relatório. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator Os embargos declaratórios são tempestivos, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Em não havendo preliminares, passa-se de plano ao mérito dos embargos declaratórios, que consiste em saber-se se, de fato, houve a omissão apontada. Com efeito, o voto vencedor não se refere explicitamente aos documentos juntados às fls. 113 a 122, fazendo-o apenas indiretamente, quando diz na ementa que A ausência de comprovação hábil é motivo ensejador da não aceitação da área de utilização limitada como excluída da área tributável do imóvel rural, Insta referir, entretanto, que o voto vencedor, em seu intróito, aponta para a análise das razões ofertadas pela recorrente e das considerações tecidas pelo i. Conselheiro Relator, de onde pinça-se o seguinte trecho, fl. 143: / Processo IV 10630001:333/2005-14 S3-C1 T2 Acórdão ti 3102-00,069 Fl. 204 As matrículas juntadas aos autos 100 comprovam a área alegada, .já que se tratam, na maioria, de compromissos .florestais, que não se prestam para o presente caso, bem como não é possível se abstrair a efetiva averbaç'ão da área de reserva Diante desse quadro, entendo, s.m.j,, que a documentação juntada foi sim analisada pelo acórdão como um todo, e não merece prosperar a irresignação. Ante o expo4o, crheço dos embargos, e NEGO-LHES PROVIMENTO, hi! I / Corimbo Olbied Machado 3
score : 1.0
Numero do processo: 11543.002314/2001-15
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/09/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 30/04/2001
CONSTITUCIONALIDADE/ LEGALIDADE
Não compete ao CARF o exame da constitucionalidade das leis e normas administrativas, tampouco da legalidade das leis e normas administrativas.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3201-001.395
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: : Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Adriana Oliveira e Ribeiro e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausência justificada de Daniel Mariz Gudiño
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. JOEL MIYAZAKI Presidente. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: : Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Adriana Oliveira e Ribeiro e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausência justificada de Daniel Mariz Gudiño AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 54 3. 00 23 14 /2 00 1- 15 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 5/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por JOEL MIYAZAKI 2 Relatório O interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro/RJ. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: “Trata o presente processo de Auto de Infração de fls. 23 a 29 contra a contribuinte em epígrafe, relativo à falta de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, referente aos períodos de setembro a dezembro de 1999 e fevereiro de 2000 a abril de 2001, no valor de R$639.102,43 incluído principal, multa de ofício e juros de mora calculados até 31/05/2001. Na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fl. 24) a autoridade lançadora registra que a empresa iniciou suas atividades em agosto de 1999, tendo apresentado DIPJ/2000 pelo lucro real. Informa que da análise dos livros fiscais e contábeis e demais documentos exibidos, constatou a falta de recolhimento ou recolhimento a menor dos valores da COFINS no período autuado. As DCTF foram apresentadas com valores inferiores aos devidos, conforme comprovam as cópias anexadas às fls. 05 a 13. Aduz que a consolidação das bases de cálculo, dos valores declarados e dos créditos apurados encontrase no “Demonstrativo da Situação Fiscal Apurada” em fls. 20 a 22. Embasando o feito fiscal citou no auto de infração o art. 1o da Lei Complementar 70/91; arts. 2o, 3o e 8o da Lei 9.718/98, com as alterações da Medida Provisória 1.807/99 e suas reedições, com as alterações da Medida Provisória 1.858/99 e suas reedições. No que se refere à multa e aos juros de mora, os dispositivos legais aplicados encontramse relacionados no demonstrativo em fl. 29. A interessada foi cientificada em 20/06/2001 e, inconformada, apresentou a impugnação de fls. 55 a 67 em 18/07/2001, alegando em síntese que: o fiscal autuante considerou infringidos, genericamente, os artigos 1o, 2o, 3o, 4o e 5o da LC 70/91, o que, por si só, não autoriza a cobrança da contribuição em tela, sendo necessária a capitulação dos dispositivos da lei ordinária da pessoa de Direito constitucionalmente competente para instituir ou decretar o tributo; a peça acusatória não indicou nenhuma disposição da legislação ordinária que autorizasse a cobrança pois, como é de domínio público, o poder judiciário já proclamou a inconstitucionalidade da Lei 9.718/98. Tais fatos tornam flagrante a ilegalidade do Auto; o direito à legalidade e o direito de defesa abrangem não só o direito de petição e representação contra ilegalidade cometida pela Administração, como os direitos à ampla defesa, ao contraditório, ao devido processo legal e ao duplo grau de jurisdição; Fl. 141DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 5/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11543.002314/200115 Acórdão n.º 3201001.395 S3C2T1 Fl. 134 3 o direito à ampla defesa pressupõe o conhecimento integral, pelo acusado, de todos os termos e elementos da acusação formalmente deduzida, entre os quais se conta a indicação da norma legal de cuja infração é acusado; o art. 2o do Decreto 70.235/72 estabelece o respeito às formas prescritas na lei, enquanto o art. 10 estabelece os requisitos do ato administrativo, dentre os quais, a obrigatoriedade da indicação, no Auto de Infração, da disposição legal infringida; o Auto de Infração desprovido da disposição legal infringida além de ser um ato administrativo ilegal, é também inconstitucional e nulo de pleno direito. No caso, a falta de indicação da Lei ordinária infringida induz à nulidade da peça acusatória; como já assentou a jurisprudência, no caso de lançamento por homologação ou auto lançamento, no qual o imposto foi declarado e não pago pelo contribuinte, é desnecessário qualquer procedimento administrativo antes da inscrição em dívida ativa para a sua cobrança sujeita à multa moratória; tendo sido objeto de lançamento por homologação, a COFINS ora exigida não poderia ser objeto de novo lançamento ex officio. Caberia à Receita Federal apenas homologar ou não homologar o autolançamento efetuado e declarado em DCTF; por conseguinte, o Auto de Infração é ilegal. A fiscalização pretendeu, na realidade, artificiosamente promover a revisão do autolançamento com o único intento de majorar a penalidade aplicável, convertendo a multa moratória em multa punitiva; portanto, é patente a ilegalidade da aplicação da multa de 100% prevista no inciso I do art. 4o da Lei 8.218/91, uma vez que a única multa aplicável seria a multa de mora prevista no inciso II do art. 2o da referida Lei; em virtude da mora no recolhimento do tributo, a fiscalização pretende cobrar simultânea e cumulativamente juros à taxa superior a 1% ao mês, conforme disposição expressa do art 161 do CTN e acima das taxas cobradas no mercado financeiro; a cobrança simultânea e cumulativa de verbas de caráter moratório já teve sua inconstitucionalidade proclamada pelo STF; considerando que a Constituição de 1988 proíbe a utilização de tributo com efeito de confisco (art. 150, inc. IV) e a usura (art. 192, § 3o), não há dúvida quanto à inconstitucionalidade da pretensão fiscal; reconhecendo a inconstitucionalidade da cobrança da TRD, a própria SRF editou a IN 32/97 que em seu art. 1o determina a exclusão dos juros moratórios calculados com base na TRD no período de 04/02/91 a 29/07/91; da mesma forma, o STJ proclamou a inconstitucionalidade da aplicação da taxa SELIC para débitos fiscais; Fl. 142DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 5/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por JOEL MIYAZAKI 4 não há dúvida de que a cumulação de juros de 1% ao mês com a TRD acumulada e a SELIC sobre o valor corrigido do suposto débito se traduz numa cobrança arbitrária e ilegal comprometendo a validade do lançamento; à data em que foi editada a Lei Complementar 70/91 já estava exaurida a competência da União para a instituição das fontes básicas destinadas ao financiamento da seguridade social; a exigência da COFINS mostrase manifestamente inconstitucional, por não se adequar às condições da CF para o exercício da competência residual da União, por não obedecer ao princípio da não cumulatividade; a atividade administrativa de lançamento é inteiramente vinculada à lei e subordinada ao princípio da legalidade do tributo, devendo ser efetuado nas condições e sob os pressupostos estipulados pela Lei válida; diante do entendimento consagrado e da declaração de inconstitucionalidade da Lei 9.718/98exarada pelo TRF da 3a Região, não há mais o que discutir quanto à inconstitucionalidade de referida Lei, que fundamenta o Auto; mesmo que estivesse fundado na Lei 9.718/98, o Auto em tela é manifestamente inconstitucional, ilegal e nulo de pleno direito, pois fundamentase em atos legislativos inconstitucionais; O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/RJO II no 10097, de 22/09/2005, proferido pelos membros da 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro/RJ, cuja ementa dispõe, verbis: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 30/04/2001 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO NULIDADE Não se verificando a ocorrência de nenhuma das hipóteses previstas no artigo 59 do Decreto nº 70.235/72 e observados todos os requisitos do artigo 10 do mesmo diploma legal, não há que se falar em nulidade da autuação. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/09/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 30/04/2001 Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE Não compete à Autoridade Administrativa apreciar argüições de inconstitucionalidade de norma legitimamente inserida no ordenamento jurídico nacional, pois o controle das leis achase reservado ao Poder Judiciário. PROCEDIMENTO DE OFÍCIO – MULTA – Verificada em procedimento de ofício a falta de declaração e de recolhimento de contribuição ou tributo, cabe a aplicação da multa de 75%, por expressa determinação do artigo 44 da Lei nº 9.430/96. ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS DE MORA TAXA SELIC A partir de 01/04/1995, por expressa disposição legal, os juros de mora serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia Selic. Lançamento procedente. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 5/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11543.002314/200115 Acórdão n.º 3201001.395 S3C2T1 Fl. 135 5 O julgamento foi no sentido de julgar procedente o lançamento efetuado, determinando o prosseguimento da cobrança do crédito tributário constituído, com os devidos acréscimos legais. Regularmente cientificado do Acórdão proferido, o Contribuinte, tempestivamente, protocolizou o Recurso Voluntário, no qual, basicamente, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. Ressaltando, o descabimento da aplicação da penalidade de 75%, por ser confiscatória e que seja premente a decisão do STF acerca, da inconstitucionalidade da mudança de alíquota da Cofins e a incidência da base do cálculo sobre faturamento e receita bruta, o que, por si só, resulta em total contradição a presente exigência fiscal, tornandoa inevitavelmente nula, desprovida de fundamento jurídico. Considerando que foi declarada a inconstitucionalidade do art. 32 da Lei n° 10.522/2002, foi encaminhado o recurso voluntário ao CARF. O processo foi digitalizado e distribuído a esta Conselheira. É o relatório. Voto Conselheiro MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de Auto de Infração, relativo à falta de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, referente aos períodos de setembro a dezembro de 1999 e fevereiro de 2000 a abril de 2001, no valor de R$ 639.102,43 incluído principal, multa de ofício e juros de mora calculados até 31/05/2001. Conforme relatado, na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, temse que empresa iniciou suas atividades em agosto de 1999, tendo apresentado DIPJ/2000 pelo lucro real. Logo, da análise dos livros fiscais e contábeis e demais documentos, verificou a falta de recolhimento ou recolhimento a menor dos valores da COFINS no período da autuação. As DCTF foram apresentadas com valores inferiores aos devidos. Inicialmente, a recorrente apenas alega, sem qualquer documentação necessária à comprovação por conta da falta de recolhimento da Cofins. Pois bem, se a defesa entende que a verdade material não está contida nos documentos ora apresentados à fiscalização que ensejaram o respectivo auto de infração, deveria trazer ao processo elementos probantes do contrário, pois, é um direito seu apresentar as provas que julgar necessárias para reforçar seu ponto de vista, no entanto não o faz. Alega, ainda, a recorrente que a multa aplicada seria confiscatória e, por conseguinte, inconstitucional. Nesse tópico, vale lembrar que a vedação ao confisco prevista na Constituição Federal é dirigida ao legislador. Tal princípio orienta a feitura da lei, que deve observar a capacidade contributiva e não pode dar ao tributo a conotação de confisco. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 5/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por JOEL MIYAZAKI 6 Tal entendimento é, inclusive, objeto de súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, conforme segue: “Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” E, finalmente, em relação aos juros moratórios calculados pela taxa Selic, há que se citar primeiramente o Código Tributário Nacional (CTN), que em seu art. 161 determina: “Art. 161. O crédito tributário não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1° Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de 1% (um por cento) ao mês.” (grifouse) A Lei nº 8.981, de 1995, que trata dos pagamentos de tributos e contribuições arrecadados pela Secretaria da Receita Federal, não pagos nos prazos previstos na legislação tributária, assim dispõe: “Art. 84. Os tributos e contribuições sociais arrecadados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores vierem a ocorrer a partir de 1º de janeiro de 1995, não pagos nos prazos previstos na legislação tributária serão acrescidos de: I – juros de mora, equivalentes a taxa média mensal de captação do Tesouro Nacional relativa à Divida Mobiliária Federal Interna; (...) § 1º Os juros de mora incidirão a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao do vencimento, e a multa de mora, a partir do primeiro dia após o vencimento do débito; § 2º O percentual dos juros de mora relativo ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado será de 1,0 %;” 7. A seu turno, a Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, art. 13, determina: “Art. 13. A partir de 1º de abril de 1995, os juros de que tratam a alínea c do parágrafo único do art. 14 da Lei nº 8.847, de 28 de janeiro de 1994, com a redação dada pelo art. 6º da Lei nº 8.850, de 28 de janeiro de 1994, e pelo art. 90 da Lei nº 8.981, de 1995, o art. 84, inciso I, e o art. 91, parágrafo único, alínea “a.2”, da Lei nº 8.981, de 1995, serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente.” Da análise dos artigos citados, inferese que a utilização dos percentuais equivalentes à taxa referencial do Selic para fixação dos juros moratórios está em Fl. 145DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 5/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11543.002314/200115 Acórdão n.º 3201001.395 S3C2T1 Fl. 136 7 conformidade com a legislação vigente, pois existe a autorização legal específica preconizada pelo CTN, art. 161, § 1º. Nesse sentido, a Súmula nº 4 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, dispõe: “Súmula CARFnº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Diante do exposto e por tudo o mais que do processo consta, nego provimento ao recurso voluntário, prejudicados os demais argumentos. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator Fl. 146DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 5/09/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por JOEL MIYAZAKI
score : 1.0
Numero do processo: 13504.000054/2003-05
Data da sessão: Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998, 31/03/1998 a 30/11/1998
Ementa:.A opção pela via judicial importa renúncia às instâncias administrativas, mas se o transito em julgado da ação judicial ocorrer antes da lavratura do auto de infração, não ocorre a concomitância
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO PARCIALMENTE
Numero da decisão: 3101-001.419
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário para afastar a concomitância e determinar o retorno dos autos ao órgão julgador de primeira instância para analisar o mérito da compensação realizada pelo sujeito passivo.
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
Relatora Valdete Aparecida Marinheiro
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Vanessa Albuquerque Valente e Mônica Monteiro Garcia de los Rios..
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998, 31/03/1998 a 30/11/1998 Ementa:.A opção pela via judicial importa renúncia às instâncias administrativas, mas se o transito em julgado da ação judicial ocorrer antes da lavratura do auto de infração, não ocorre a concomitância RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO PARCIALMENTE
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Recorrida UNIÃO FEDERAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998, 31/03/1998 a 30/11/1998 Ementa:.A opção pela via judicial importa renúncia às instâncias administrativas, mas se o transito em julgado da ação judicial ocorrer antes da lavratura do auto de infração, não ocorre a concomitância RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO PARCIALMENTE ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário para afastar a concomitância e determinar o retorno dos autos ao órgão julgador de primeira instância para analisar o mérito da compensação realizada pelo sujeito passivo. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Vanessa Albuquerque Valente e Mônica Monteiro Garcia de los Rios.. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 50 4. 00 00 54 /2 00 3- 05 Fl. 138DF CARF MF Impresso em 05/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13504.000054/200305 Acórdão n.º 3101001.419 S3C1T1 Fl. 4 2 Tratase de auto de infração lavrado contra contribuinte já identificado (fls. 24/32), relativo à falta de recolhimento da Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS relativa aos períodos de apuração de janeiro, fevereiro a dezembro de 1998. Apresentado impugnação e levado a julgamento a 4º turma da DRJ/SDR através do voto condutor do relator Orlando Santiago da Costa Jr., foi proferida decisão que foi recorrida, cujo Acórdão nº. 1519.239 de fls. 83 traz a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/01/1998 a 31/01/1998, 31/03/1998 a 30/11/1998 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Afastado, por inconstitucional, o prazo de dez anos para o lançamento das contribuições destinadas à Seguridade Social, a contagem do prazo decadencial regese pelo disposto no Código Tributário Nacional – CTN, aplicandose a regra do § 4º do artigo 150 na hipótese em que houve pagamento antecipado da contribuição, ainda que parcial. CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. Tratandose de matéria submetida à apreciação do Poder Judiciário, não se conhece da impugnação administrativa, quanto ao mérito, por ter o mesmo objeto da ação judicial, em respeito ao princípio da unicidade de jurisdição contemplado na Carta Política. MULTA DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENEGNA. Em face da retroatividade benigna, cancelase a multa de lançamento de ofício. Lançamento Procedente em Parte. O contribuinte apresentou recurso voluntário a este Conselho de Recursos Fiscais (fls. 98 a 102) através de procurador, onde alega, em suma seu inconformismo com essa exigência na esfera administrativa, tendo em vista que o débito cobrado através do AI foi recolhido em época própria mediante compensação, suportado por decisão judicial (Processo nº 93.118340, Apelação nº 94.01.231290/BA) não havendo o que se falar em débito em aberto para com a Secretaria da Receita Federal, devendo, desta forma, este Conselho, cancelar o presente auto de infração. Finalmente, requereu que o seu Recurso Voluntário seja julgado procedente, para reformar a decisão recorrida, visto a total inconsistência de seus termos, com a determinação de arquivamento do processo e anulação da respectiva cobrança. É o relatório. Voto Fl. 139DF CARF MF Impresso em 05/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13504.000054/200305 Acórdão n.º 3101001.419 S3C1T1 Fl. 5 3 Conselheira Relatora Valdete Aparecida Marinheiro, O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento. O reconhecimento da concomitância pela decisão recorrida , por ter sido a matéria submetida à apreciação do Poder Judiciário, deve ser afastada, por ter ocorrido no processo judicial o transito em julgado da mesma antes da lavratura do auto de infração, em razão das informações obtidas agora em grau de recurso voluntário. Assim, afastada a concomitância, por inexistir a partir do trânsito em julgado da ação judicial a questão no judiciário, resta o julgamento do processo administrativo. Pelo exposto, Dou Provimento Parcial ao Recurso Voluntário, para afastar a concomitância e determinar o retorno dos autos a DRJ para análise das demais questões de mérito quanto a compensação realizada pelo contribuinte. É como voto. Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Fl. 140DF CARF MF Impresso em 05/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 14041.000502/2008-24
Data da sessão: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
Após inicio de procedimento fiscal, resta afastada a espontaneidade, nos termos do art. 138, parágrafo único, do CTN.
MULTA. RECÁLCULO.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, c do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-002.206
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para determinar o recálculo do valor da multa de mora, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei nº 9.430/96). Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Após inicio de procedimento fiscal, resta afastada a espontaneidade, nos termos do art. 138, parágrafo único, do CTN. MULTA. RECÁLCULO. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, c do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1755; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14041.000502/200824 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403002.206 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 13 de agosto de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente PATRIMONIAL SERVIÇOS ESPECIALIZADOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Após inicio de procedimento fiscal, resta afastada a espontaneidade, nos termos do art. 138, parágrafo único, do CTN. MULTA. RECÁLCULO. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para determinar o recálculo do valor da multa de mora, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei nº 9.430/96). Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 04 1. 00 05 02 /2 00 8- 24 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 14041.000502/200824 Acórdão n.º 2403002.206 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário, interposto em face do Acórdão nº. 03 29.863, proferido pela DRJ em Brasília na qual julgou pela procedência do lançamento efetuado, consubstanciado no DEBCAD nº. 37.158.0609, cujo montante equivale a R$ 5.010,73 (cinco mil dez reais e setenta e três centavos), correspondente ao período de 01/2004 a 12/2004, referente às contribuições destinadas aos Terceiros (Sal. Educação, INCRA, SENAC, SESC e SEBRAE) incidentes sobre as remunerações dos empregados que não foram declarados em GFIP. O Relatório Fiscal, fls. 34/38, assim consigna: DESCRIÇÃO DO FATO GERADOR Contribuições destinadas aos terceiros (Sal. Educação, INCRA, SENAC, SESC e SEBRAE) devidas pelo CONTRIBUINTE, incidentes sobre as remunerações dos segurados empregados que não foram declaradas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP. (...) DO PROCEDIMENTO FISCAL Todos os valores apurados foram relacionados através da folha de pagamento e demais documentos/arquivos digitais fornecidos pela empresa durante a fiscalização (validações dos arquivos digitais, anexo III). O crédito teve origem em situações encontradas na empresa, quanto aos valores existentes em folha de pagamento e não declarados em GFIP (ANEXO IV e ANEXO V). O valor do crédito constante neste Auto de Infração, destinado aos terceiros, incidentes sobre as remunerações não declaradas em GFIP foi calculado com base nas seguintes alíquotas: a) Sobre as verbas de remuneração dos segurados empregados: · 5,8% sobre o valor pago ou creditado no mês a título de contribuição da empresa para terceiros, sendo dividida nas seguintes proporções: SalárioEducação (2,5%), INCRA (0,2%), SENAC (1,0%), SESC (1,5%), SEBRAE (0,6%). Ressaltase que os valores aqui apurados não foram declarados em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP e correspondem às contribuições sociais destinadas aos terceiros (Sal. Educação, INCRA, SENAC, SESC Fl. 69DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 e SEBRAE), incidentes sobre as remunerações pagas e apuradas pela fiscalização. Destacase também que não existem recolhimento em Guia da Previdência Social – GPS para estes valores, pois as GPS constantes no sistema para a empresa estão relacionadas às GFIP declaradas. E mesmo assim a empresa possui valores a serem apurados automaticamente pelo sistema decorrentes destas GFIP declaradas em confronto com as GPS recolhidas no montante de R$ 811.882,32, valores estes que não foram autorizados para apuração por esta fiscalização e que serão oportunamente lavrados pelo setor competente através do batimento automático. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento efetuado, a empresa contestou a autuação fiscal por meio do instrumento de fls. 113/115 do Processo a qual está apenso, nº. 14041.000500/200835. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da então Impugnante, a 5ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em Brasília/DF, DRJ/BSA, prolatou o Acórdão n° 03 29.863, fls. 55/59, na qual se decidiu pela procedência do lançamento, mantendo incólume o crédito tributário constituído, conforme ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 AIOP nº. 37.158.0609 Contribuições destinadas a terceiros (Sal. Educação, INCRA, SENAC, SESC, SEBRAE) devidas pelo contribuinte, incidentes sobre as remunerações dos segurados empregados que não foram declarados em GFIP. GFIPretificadora.. A GFIP retificadora deverá ser apresentada com todas as informações corretas que veriam ter sido apresentadas inicialmente, visto que substitui a anterior. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Entendese por denúncia espontânea aquela efetuada pelo contribuinte responsável pela prática de infração tributária, antes de iniciado qualquer procedimento administrativo fiscal, acompanhada, se for o caso, do prévio pagamento do tributo, acrescido de juros e correção monetária. Lançamento Procedente DO RECURSO Irresignada, a Recorrente apresentou tempestivamente Recurso Voluntário, fls. 62/64, aduzindo, em apertada síntese, os seguintes argumentos de defesa: Fl. 70DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 14041.000502/200824 Acórdão n.º 2403002.206 S2C4T3 Fl. 4 5 Nos comprovantes anexos, os segurados empregados foram identificados em GFIP retificadoras, cujo recolhimento do INSS já fora efetuado no prazo legal, não havendo, portanto, nenhum recolhimento a ser efetuado; Traz em sua defesa o art. 138 do CTN, alegando que por ter apresentado as GFIP retificadoras, teria se manifestado previamente e de forma espontânea, razão pela qual não estaria sujeita ao pagamento da multa. É o relatório. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE O recurso é tempestivo, fl. 66, e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portando dele tomo conhecimento. MÉRITO As razões consignadas no Recurso Voluntário interposto pela Recorrente são idênticas as já apresentadas em sede de impugnação. Primeiramente, quanto a apresentação das GFIP’s retificadoras, temse que a empresa não realizou corretamente a retificação por não incluir a totalidade dos segurados a seu serviço. Isso porque, segundo o Manual da GFIP/SEFIP 8.0, vigente à época das correções procedidas pela empresa, quando retificadora, tal declaração tem o condão de se sobrepor à anteriormente declarada, fazendose necessário informar tanto as informações corretas declaradas anteriormente, bem como as correções das equivocadas e a inclusão das omissas. Não foi o que ocorreu no caso em tela. Segundo relata o Acórdão da DRJ, fl. 57, as GFIP’s retificadoras não contemplou o total dos seus segurados, in verbis: Outrossim, a defendente não procedeu à correção das GFIP, tendo omitido, nas GFIP retificadoras, vários dos segurados presentes nas GFIP anteriores e nas folhas de pagamento (conforme ANEXO IV – detalhamento nome a nome dos segurados para apuração da contribuição não declarada, que traz a discriminação dos segurados considerando cada competência e Sistemas GFIPWEB da RFB). Ademais, as GFIP’s retificadoras incluíram diversos empregados que não se encontravam nas GFIP’s primárias, sem que se efetuasse o correlato recolhimento das contribuições previdenciárias, razão pela qual não procede o argumento da Recorrente quando alega que as retificações realizadas não tiveram o único intuito de discriminar e identificar o recolhimento já realizado. Neste sentido, a Recorrente alega mero erro de divergência de código de recolhimento na identificação dos segurados (NIT), o que não prospera, conforme pesquisa realizada pela DRJ e constante em seu voto, conforme abaixo colacionado: A alegação dada pela Impugnante, para alguns empregados, de retificação do número do NIT, conforme documentos em anexo, não tem comprovação fática, haja vista a defendente não anexar nenhum documento relativo a essas alterações, bem como tal retificação não ser necessária, tendo em vista que, em pesquisa ao sistema CNISA da previdência social, para os segurados elencados, os NIT vinculados aos mesmos estão corretos, não possibilitando alteração. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 14041.000502/200824 Acórdão n.º 2403002.206 S2C4T3 Fl. 5 7 Considerando a fé de ofício nas informações prestadas pelas autoridades fiscais que compõem a Delegacia Regional de Julgamento, não havia equívoco junto ao NIT indicado nas GFIP’s primárias. Tal fato só poderia ser ilidido mediante a apresentação de quaisquer elementos probatórios aptos a provar o alegado. Isso porque, mesmo em matéria tributária, cabe a ambos, ao Fisco e ao contribuinte, não só alegar, como, precipuamente, produzir provas que ofereçam condições de convicção favoráveis à sua pretensão. Por oportuno, transcrevese as palavras de Marcos Vinícius Neder, quando afirma que “no processo administrativo fiscal, temse como regra que o ônus da prova recai sobre quem dela se aproveita. Assim, se a Fazenda alega ter ocorrido o fato gerador da obrigação tributária, deverá apresentar a prova de sua ocorrência. Se, por outro lado, o contribuinte aduz a inexistência da ocorrência do fato gerador, igualmente, terá que provar a falta dos pressupostos de sua ocorrência ou a existência de fatores excludentes” (A Prova no Processo Tributário, Coordenadores Marcos Vinicius Neder, Eurico Marcos Diniz de Santi, Maria Rita Ferragut, São Paulo: Dialética 2010). Portanto, temse devidos os valores lançados, inclusive aqueles cobrados a título de multa, por se ver afastada a espontaneidade, em razão do preceituado no art. 138, do CTN, que assim dispõe: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Portanto, desde a expedição e ciência do termo de início de procedimento fiscal, fls. 09/10, já não haveria que se falar em denúncia espontânea, de modo que não subsistem razões que permitam a exoneração da multa presentemente discutida. Quanto aos parcelamentos e comprovantes de recolhimento apresentados em sede de Impugnação, tais documentos já foram devidamente apropriados nos lançamentos que instruem o presente feito, conforme fls. 14/21. DA MULTA APLICADA A MP nº 449, convertida na Lei nº 11.941/09, que deu nova redação aos arts. 32 e 35 e incluiu os arts. 32A e 35A na Lei nº 8.212/91, trouxe mudanças em relação à multa aplicada no caso de contribuição previdenciária. Assim dispunha o art. 35 da Lei nº 8.212/91 antes da MP nº 449, in verbis: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Fl. 73DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). (sem destaques no original) Verificase, portanto, que antes da MP nº 449 não havia multa de ofício. Havia apenas multa de mora em duas modalidades: a uma decorrente do pagamento em atraso, desde que de forma espontânea a duas decorrente da notificação fiscal de lançamento, conforme previsto nos incisos I e II, respectivamente, do art. 35 da Lei nº 8.212/91, então vigente. Nesse sentido dispõe a hodierna doutrina (Contribuições Previdenciárias à luz da jurisprudência do CARF – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais / Elias Sampaio Freire, Marcelo Magalhães Peixoto (coordenadores). – Julio César Vieira Gomes (autor) – São Paulo: MP Ed., 2012. Pág. 94), in verbis: “De fato, a multa inserida como acréscimo legal nos lançamentos tinha natureza moratória – era punido o atraso no pagamento das contribuições previdenciárias, independentemente de a cobrança ser decorrente do procedimento de ofício. Mesmo que o contribuinte não tivesse realizado qualquer pagamento espontâneo, sendo, portanto, necessária a constituição do crédito tributário por meio do lançamento, ainda assim a multa era de mora. (...) Não se punia a falta de espontaneidade, mas tão somente o atraso no pagamento – a mora.” (com destaque no original) Com o advento da MP nº 449, que passou a vigorar a partir 04/12/2008, data da sua publicação, e posteriormente convertida na Lei nº 11.941/09, foi dada nova redação ao art. 35 e incluído o art. 35A na Lei nº 8.212/91, in verbis: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das Fl. 74DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 14041.000502/200824 Acórdão n.º 2403002.206 S2C4T3 Fl. 6 9 contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). (sem destaques no original) Nesse momento surgiu a multa de ofício em relação à contribuição previdenciária, até então inexistente, conforme destacado alhures. Logo, tendo em vista que o lançamento se reporta à data da ocorrência do fato gerador, nos termos do art. 144 do CTN, temse que, em relação aos fatos geradores ocorridos antes de 12/2008, data da MP nº 449, aplicase apenas a multa de mora. Já em relação aos fatos geradores ocorridos após 12/2008, aplicase apenas a multa de ofício. Contudo, no que diz respeito à multa de mora aplicada até 12/2008, com base no artigo 35 da Lei nº 8.212/91, tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei nº 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91, para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. CONCLUSÃO Ante o exposto, voto por conhecer do recurso para, no mérito dar parcial provimento, para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 75DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 18050.000065/2007-18
Data da sessão: Wed May 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/07/1998 a 31/01/1999
DECADÊNCIA -
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO.
Havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida, aplica-se o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4o, do CTN.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2301-003.508
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, : I) Por maioria de votos: a) em dar provimento ao Recurso, nas preliminares, para excluir do lançamento todas as contribuições apuradas, devido à aplicação da regra decadencial expressa no § 4°, Art. 150 do CTN, nos termos do voto do(a) Relator. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pela aplicação do I, Art. 173 do CTN para os fatos geradores não homologados tacitamente até a data do pronunciamento do Fisco com o início da fiscalização.
MARCELO OLIVEIRA - Presidente.
BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Manoel Coelho Arruda Júnior.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2173; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 791 1 790 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18050.000065/200718 Recurso nº 259.528 Voluntário Acórdão nº 2301003.508 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 15 de maio de 2013 Matéria DECADÊNCIA Recorrente BRASKEM S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1998 a 31/01/1999 DECADÊNCIA De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO. Havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida, aplicase o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4o, do CTN. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, : I) Por maioria de votos: a) em dar provimento ao Recurso, nas preliminares, para excluir do lançamento todas as contribuições apuradas, devido à aplicação da regra decadencial expressa no § 4°, Art. 150 do CTN, nos termos do voto do(a) Relator. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pela aplicação do I, Art. 173 do CTN para os fatos geradores não homologados tacitamente até a data do pronunciamento do Fisco com o início da fiscalização. MARCELO OLIVEIRA Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 05 0. 00 00 65 /2 00 7- 18 Fl. 795DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA 2 BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Manoel Coelho Arruda Júnior. Fl. 796DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 18050.000065/200718 Acórdão n.º 2301003.508 S2C3T1 Fl. 792 3 Relatório Tratase de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição dos empregados, à da empresa e à destinada ao financiamento dos benefícios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho. Consta do Relatório Fiscal da NFLD (fls. 57 a 225) que a notificada foi contratante da empresa prestadora TERMONTEC Projetos e Serviços Técnicos LTDA, para executar serviços de obra de construção civil, e não se elidiu da responsabilidade solidária nos termos da legislação aplicável. A autoridade notificante fundamentou o lançamento no art. 30, VI, da Lei 8.212/91, e expôs os motivos pelos quais entendeu que houve cessão de mão de obra nos serviços prestados, informando que o salário de contribuição foi aferido indiretamente, com fundamento no § 3o, do art. 33, do diploma legal citado acima. Informa que a presente notificação substitui a NFLD n° 35.455.8161, de 31/03/2004, tornada nula pela primeira instância administrativa em 29/04/2005, tendo em vista a ocorrência de vício insanável, uma vez que a notificação anterior não havia sido lavrada em nome da empresa sucessora. Esclarece ainda que, em função da falta de comprovação da elisão de responsabilidade solidária, foram aferidas remunerações de mãodeobra contidas em notas fiscais fatura de serviços, mediante aplicação do percentual de 40% sobre o valor bruto da nota fiscal, em conformidade com o §2° do artigo 601 da Instrução Normativa SRP n° 03, 14/07/2005, visto que não ficou configurada cláusula contratual de fornecimento de materiais e/ou equipamentos. A notificada impugnou o débito e a empresa contratada, devidamente intimada, não apresentou defesa. A Secretaria da Receita Previdenciária – SRP, por meio da Decisão Notificação nº ° 04.401.4/182/2007 (fls. 236 a 257), julgou o lançamento procedente em parte, indeferindo o pedido de perícia e o requerimento de juntada posterior de provas, e retificando a base de cálculo do levantamento TER referente a competência 12/1998, com base no Boletim de Medição apresentado pela recorrente junto à impugnação. Inconformada com a decisão, a notificada apresentou recurso tempestivo (fls.262), repetindo basicamente as alegações trazidas após a manifestação fiscal. Inicialmente, alega inexigibilidade do depósito prévio e chama a atenção para a impossibilidade de inclusão do nome de seus responsáveis legais na lavratura de eventual CDA para cobrança do suposto débito exigido, como a praxe vem consolidando, antes de comprovada quaisquer das condutas previstas no arts. 134 e 135 do CTN. Fl. 797DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA 4 Preliminarmente, alega nulidade da NFLD por ofensa aos arts 638 e 660, da IN 03/05, pela ausência, nos autos, dos relatórios DSE, RADA e DAL. Requer que o lançamento ora discutido seja considerado como originário, uma vez que, ao se anular a NFLD anterior, se reconheceu a sua total inexistência. Sustenta que é descabida a incidência de juros de mora em decorrência da anulação do lançamento anterior por equívoco exclusivo da fiscalização, e que somente serão devidos juros de mora se o devedor, ciente de sua obrigação de recolher os tributos em apreço, houver deixado de fazêlo no prazo previsto para tanto e, se ao contrário, a mora for imputável exclusivamente ao INSS, somente a ele se poderão imputar os ônus daí decorrentes. Argumenta que, uma vez anulada a NFLD por vício formal, procedeu o INSS a um relançamento dos tributos anteriormente apurados como devidos, sendo que tal procedimento ocorreu sem qualquer influência da ora Recorrente, ou seja, tanto a anulação do lançamento originário, quanto a expedição da segunda NFLD, ocorreram sem que houvesse participação direta da notificada, não podendo, portanto, considerar que esta deu causa à mora, ao menos não no que diz respeito ao período entre a anulação do lançamento primeiro e a concretização do segundo. Reafirma que ocorreu a decadência do débito e que foram realizados os pagamentos pela prestadora, entendendo ser absolutamente irrelevante se a guia identifica ou não os segurados/empregados que laboraram na execução do contrato. Defende que inexiste coresponsabilidade pelo preenchimento incompleto de guias, mas somente pelo débito, sendo que antes que haja lançamento que constitua o crédito tributário, atestando a existência de pendência do contribuinte, o crédito não existe juridicamente, não podendo ser exigido de quem quer que seja, contribuinte originário ou responsável. Assevera que, no caso em exame, a autoridade fiscal incidiu em ofensa ao CTN e ao entendimento Plenário do STF, pois deixou de constituir o crédito tributário perante seu contribuinte, acusando, em procedimento administrativo regular, a inexistência de pagamento pelo mesmo e dando ensejo à oposição de impugnação e recurso, até decisão final administrativa que atestasse, definitivamente, a existência do crédito, de modo a tornálo líquido e certo, para considerarse lançado o crédito. Reitera que, não tendo sido lançado o crédito antes, o mesmo não existe para efeitos fiscais e inclusive penais, conforme decidiu o STF e conclui que é impossível a cobrança do crédito do devedor solidário antes de que ele exista juridicamente, ou seja, antes de que ele seja constituído, pelo lançamento, contra o devedor solidário, em processo administrativo que apure a sua certeza e liquidez, extensão, contornos e montante, até mesmo para que se evite a cobrança dúplice e o enriquecimento ilícito do Erário. Entende que o débito atribuído à Recorrente não foi regularmente constituído pelo INSS, vez que o órgão previdenciário não procedeu a fiscalização a que estava legalmente obrigado no contribuinte original da obrigação, a empresa contratada pela notificada e que, no caso concreto, tanto a lei quanto a fiscalização procuraram ampliar, indevidamente, o alcance do instituto da cessão de mão de obra, deturpando o seu conceito técnico assentado na doutrina, para o efeito de ampliar indevidamente competências tributárias. Destaca que a lei excedeuse, juridicamente, ao dizer que a caracterização da cessão de mãodeobra "independe da forma de contratação e da natureza dos serviços", Fl. 798DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 18050.000065/200718 Acórdão n.º 2301003.508 S2C3T1 Fl. 793 5 deixando evidente a incompatibilidade da lei com o CTN, o que conduz ao reconhecimento de sua ilegalidade. Assegura que diversos dos serviços tomados pela recorrente foram expressamente excluídos do conceito de cessão de mãodeobra pelo próprio INSS, através da Ordem de Serviço n. 209. Infere que, a teor do disposto no art. 112, I, do CTN, a interpretação em caso de dúvida acerca da caracterização ou não da cessão de mãodeobra, há que ser feita de modo mais favorável ao ora responsabilizado, e que o lançamento por arbitramento apresentase como verdadeira medida punitiva, sancionatoria do sujeito passivo, devendo, assim, ter aplicação em restritíssimas hipóteses guardando, por tratarse de penalidade, a observância ao princípios que norteiam o direito sancionatório. Garante que todos os documentos pertinentes à correta identificação do devedor original foram fornecidos ao INSS, que tinha condições de se desincumbir do ônus que lhe cumpre, qual seja, a fiscalização e apuração do débito perante a empresa contratada pela ora Recorrente, e que somente no caso de comprovadamente a escrituração da aludida empresa se mostrar incorreta, poderia o INSS proceder em relação a ela a aferição indireta prevista no dispositivo legal já transcrito. Observa que a situação de responsabilidade solidária em debate não se enquadra em nenhuma das hipóteses do CTN, pois a Recorrente, ora responsabilizada, não sucedeu a terceirizada, nem guarda qualquer relação de mando/administração ou ingerência sobre a empresa prestadora, e o mero fato de se lhe exigir guarda de documentos (guias) desta última, evidentemente, é incapaz de alterar esse fato, pela simples circunstância de que isso não lhe confere poder de gestão sobre a mesma. Chama a atenção para o fato de que nenhuma relação jurídica existe entre a Recorrente e o empregado da empresa prestadora de serviço, mesmo que o serviço Prestado seja de "natureza contínua", e que o vínculo jurídico existente é entre a Recorrente e a empresa prestadora de serviço, sendo esse de natureza estritamente comercial, que se situa no âmbito do Direito Privado, não havendo entre as duas empresas nenhuma relação de natureza tributária a justificar a solidariedade pretendida pela Lei. Ressalta que a tomadora de serviços não tem nenhuma participação no pagamento da folha de salários da empresa prestadora, por trataremse de relações jurídicas independentes às quais não se vincula, comercial, contratual ou juridicamente e conclui que foi incorreta a utilização do instituto da solidariedade, já que a comprovação acerca da existência ou não de débito previdenciário só pode ser feita pelo INSS e perante o devedor originário da obrigação. Insiste no entendimento de que o procedimento do INSS de autuar a Recorrente sem anterior e regular constituição do débito através da fiscalização da empresa contratada, configura enriquecimento ilícito do órgão previdenciário, que se locupleta "n" vezes das mesmas contribuições, na mesma proporção em que autua "n" empresas donas das obras e tomadoras de serviços, desconsiderando que o fato gerador da contribuição é um só e não pode ser multiplicado e reafirma que o recolhimento já foi procedido pelo prestador de serviços. Fl. 799DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA 6 No mérito, insurgese contra a cobrança de contribuição ao SAT em alíquota superior à mínima estabelecida em lei (1%), a aplicação da multa e da taxa SELIC, ao argumento de ilegalidade e inconstitucionalidade. Regularmente cientifica da DN, a empresa contratada não se manifestou. Por meio da Resolução nº 230100.103, de 02/12/2010, o julgamento foi convertido em diligência, para se obter informações quanto à existência de recolhimento, ou de parcelamento, ou de fiscalização, ou de lançamentos de débito, ou de emissão de CND de baixa em nome da prestadora. Em cumprimento à diligência, a DRFB em Camaçari informou, por meio do Despacho de fls. 401, que a empresa prestadora Termontec foi fiscalizada, com exame de contabilidade, no ano de 1998, e que houve recolhimento de contribuições previdenciárias pela referida empresa em todo o período do débito. É o relatório Fl. 800DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 18050.000065/200718 Acórdão n.º 2301003.508 S2C3T1 Fl. 794 7 Voto Conselheiro Bernadete de Oliveira Barros O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. Da análise do autos, verificase que a fiscalização lavrou a presente NFLD com amparo na Lei 8.212/91 que, em seu art. 45, dispõe que o direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. No entanto, o Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, ‘b’ da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nº 556664, 559882, 559943 e 560626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei n. 8212/91,. Na oportunidade, foi editada a Súmula Vinculante nº 08 a respeito do tema, publicada em 20/06/2008, transcrita abaixo: Súmula Vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” O STJ pacificou o entendimento de que nos casos de lançamento em que o sujeito passivo antecipa parte do pagamento da contribuição, aplicase o prazo previsto no § 4º do art. 150 do CTN, ou seja, o prazo de cinco anos passa a contar da ocorrência do fato gerador, uma vez que resta caracterizado o lançamento por homologação. Contudo, não havendo recolhimento antecipado, aplicase o disposto no art. 173, do mesmo diploma legal. No caso em tela, a autoridade lançadora esclarece que a NFLD discutida foi lavrada em substituição à NFLD 35.455.8161 de 31/03/2004, tornada nula pela Primeira Instância Administrativa, conforme DecisãoNotificação n° 04.401.4/0265/2005, de 29/04/2005. Em diligência determinada por este CARF, verificouse que houve pagamento de contribuições tanto pela empresa tomadora quanto pela prestadora, em todo o período do débito. Portanto, houve recolhimento de parte do tributo, caso em que se aplica a regra contida no art. 150, § 40, do CTN.. Dessa forma, considerando que o débito se refere ao período compreendido entre as competência 07/1998 a 01/1999, e que a NFLD original foi lavrada em 31/03/2004, Fl. 801DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA 8 constatase que se operara a decadência total do crédito, nos termos do dispositivo legal citado acima. Nesse sentido, Voto por CONHECER do recurso e DARLHE PROVIMENTO, por decadência. É como voto Bernadete de Oliveira Barros Relatora Fl. 802DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 23 /05/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10675.003235/2006-78
Data da sessão: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/05/1996 a 01/03/1999
PASEP. RESTITUIÇÃO. PRAZO.
É de cinco anos o prazo para pleitear a restituição de valores pagos a maior. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-00.028
Decisão: ACORDAM os Membros da 3° CÂMARA / 2° TURMA ORDINÁRIA da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. O Conselheiro Alexandre Gomes acompanhou a relatora pelas conclusões.
Nome do relator: Josefa Maria Coelha Marques
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Numero do processo: 13841.000046/87-11
Data da sessão: Wed May 18 00:00:00 UTC 1988
Ementa: PIS-DEDUÇÃO - LANÇAMENTO DECORRENTE -
Recurso que apenas se reporta ao apelo formulado nos autos principais, já desprovido pelo Conselho de Contribuintes.
Auto de Infração mantido. Se o recorrente, no apelo interposto quanto a lançamento decorrente, apenas se" limita o repetir os mesmos argumentos expendidos no processo principal, já
repelidos pelo Conselho de Contribuintes, impoe-se a manutenção do auto de infração. Recurso desprovido.
Numero da decisão: 101-77.744
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o julgado
Nome do relator: José Eduardo Rangel de Alckmin
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ementa_s : PIS-DEDUÇÃO - LANÇAMENTO DECORRENTE - Recurso que apenas se reporta ao apelo formulado nos autos principais, já desprovido pelo Conselho de Contribuintes. Auto de Infração mantido. Se o recorrente, no apelo interposto quanto a lançamento decorrente, apenas se" limita o repetir os mesmos argumentos expendidos no processo principal, já repelidos pelo Conselho de Contribuintes, impoe-se a manutenção do auto de infração. Recurso desprovido.
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Recorrida: DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM CAMPINAS - SP PIS-DEDUÇÃO - LANÇAMENTO DECORRENTE - Recurso que apenas se reporta ao ape- lo formulado nos autos principais, já' desprovido pelo Conselho de Contri- buintes. Auto de Infração mantido. Se o recorrente, no apelo interposto quan to a lançamento decorrente, apenas se" limita o repetir os mesmos argumentos • expendidos no processo principal, já repelidos pelo Conselho de Contribuin • tes, impo-se a manutenção do auto de infração. Recurso desprovido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recursos interposto por =AFÊ COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO DE CAFÉ LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o julga do. Sala de Sessões (DF), em 18 de maio de 1988 4w URGEL • / IN,/ LOrES - PRESIDENTE AP , 1, J,SÉ EDUA"DO • I G, DE ALCKMIN - RELATOR 41rot; •VISTO EM OBI DAMASCENO FERREIRA - PROCURADOR DA SESSÃO DE: 1 6 JUN 1988 FAZENDA NACICNAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: v.v. , CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRISTÓVÃO • ANCHIETA DE PAIVA, RAUL PIMENTEL, ARY TORIBIO e VICTORINO RIBEIRO COE — H LHO (Suplente Convocado). , ill .i, , "I ri !i i • ,, , , , E 1 i i , i I ill 1 ] il ll 11 , 1 I 1 . ! . , . .. 2 -g• SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13841-000.046/87-11 RECURSO N9: 50.084 ACORDÃON9: 101-77.744 RECORRENTE : OSCAFÊ COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO DE CAFÉ LTDA. RELATÓRIO Cuida-se de exigência, relativa ao exercício de 1986, concernente à contribuição ao PIS deduzida do valor do imposto de ren- da da pessoa jurídica apurado em ação fiscal, na qual se entendeu ter havido omissão de receitas revéladas pela existência de suprimentos de caixa feitos pelos sócios sem comprovação, mediante documentos há- beis e idôneos, coincidentes em datas e valores, da origem e efetiva' entrega dos recursos entregues à empresa. Cientificada da ação fiscal em 8 de junho de 1987, a autuada formulou impugnação mediante petição protocolizada em 8 de ju lho seguinte, Nela, reportou-se aos argumentos expendidos na reclama- ção oferecida quanto à autuação principal, atinente ao imposto de ren - da de pessoa jurídica. A decisão de primeiro grau assim está ementada: "IMPOSTO DE RENDA - P. JUR1DICA - EX. 1986 - Suprimento de Caixa - Cabe à pessoa jurídica provar, com documentos hábeis e idôneos, os re gistros de sua contabilidade, inclusive do ef-J tivo ingresso no caixa da empresa e da efetiv-a- entrega, pelos subscritores, de numerário, pre sumindo-se, quando não for produzida essa pro- va, que os recursos tiveram origem em receita omitida na escrituração. EXIGÊNCIA FISCAL PROCEDENTE." /72' DMF - DF/19 C-C - Secgraf - 1600/75 , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 14841-000.046/87-59 3 Acórdão n9 101-77.744 ,. , , Em suas razões de decidir, a Autoridade ; julgadora salientou que no processo matriz foi mantido o lançamento, razão pe- la qual igual medida haveria ser adotada no processo decorrente. Intimada do decisório em 25.01.88, dele interpôs re_ curso em 24.02.88, limitando-se a renovar o asseverado na peça impug nativa. ,,, , ,, Esclareço, por oportuno, que em 16.05.88 foi julga- do o recurso atinente ao lançamento matriz, tendo sido negado provi- mento pelo AcórdãO 101-77.720, assim ementado: , "IRPJ - SUPRIMENTO DE CAIXA - FALTA DE COMPROVAÇÃO' DE ORIGEM E EFETIVA ENTREGA DE NUMERÁRIOS SUPRIDOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RECEITAS PROCEDENTE. Não demonstrando o contribuinte, mediante documenta ção hábil e idônea, coincidente em datas e valores, , a origem e efetiva entrega dos recursos supridos, correta se afigura a presunção de omissão de recei- tas com base nos dispositivos de lei sintetizados no art. - 181 do RIR/80. , Lançamento procedente. Recurso a que se,mega provi- mento."/ 1 1 2 o relatório. /1) ,, 1 , 1 , 1 1 J. 1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13841-000.046/87-59 4 Ac6rdão n9 101-77.744 VOTO Conselheiro JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, Relator: O recurso foi interposto com guarda do prazo de trin ta dias estabelecido pelo art. 33 do Decreto n9 70.235/72, razão por que merece ser conhecido. No mérito, a recorrente limitou-se a repetiros mes- mos argumentos expendidos no apelo referente ao lançamento de imposto de renda de pessoa jurídica, os quais já mereceram análise desta Cãma ra no Acórdão n9 101-77.720 já citado e que restaram desacolhidas. É manso e pacífico neste Colegiado o entendimento de que, não havendo matéria nova no recurso interposto no processo refle - ! xo, a decisão havida rios autos principais deve prevalecer, em virtude da estreira relação de causa e efeito entre os lançamentos. Com efeito, a base fática ensejadora das exigências' é idêntica, variando tão somente a norma incidente. A negativa da con figuração do suporte fático é examinado nos autos ditos principais. Se nesses se entende que a negativa não merece acolhida, e nos autos de- corrente nenhum elemento novo é trazido pelo apelante, logicamente o entendimento inicialmente adotado deve ser mantido. Assim, mantido o lançamento principal, igual medida se impõe ao que é discutido nesses autos. Em face do exposto, voto pela negativa de p devimento ao recurso. OF Amp2' 0.. A É EDUARDO RANe" -DE ALCKMIN - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10830.003341/98-41
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jan 06 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 04/06/1993
INDICAÇÃO INDEVIDA DE DESTAQUE EX"
As máquinas cuja função é estampar guarnições plásticas em tampas metálicas, para vedação quando aplicadas na garrafa, dispondo de partes específicas para este fim, e que realizam operação de extrusão a partir do recebimento de grânulos plásticos, não se classificam na posição 8465, nos termos das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado da citada posição, e não estão amparadas pelo "Ex" da Portaria 768/92.
Numero da decisão: 3101-001.756
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Luiz Roberto Domingo (Relator), Valdete Aparecida Marinheiro e Demes Brito, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes. O Conselheiro José Luiz Feistauer de Oliveira substituiu o Conselheiro José Henrique Mauri, ausente momentaneamente.
Henrique Pinheiro Torres - Presidente
Luiz Roberto Domingo - Relator
Rodrigo Mineiro Fernandes- Relator Designado
EDITADO EM: 17/11/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Luiz Feistauer de Oliveira (Suplente), Demes Brito (Suplente), Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres.
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 04/06/1993 INDICAÇÃO INDEVIDA DE DESTAQUE EX" As máquinas cuja função é estampar guarnições plásticas em tampas metálicas, para vedação quando aplicadas na garrafa, dispondo de partes específicas para este fim, e que realizam operação de extrusão a partir do recebimento de grânulos plásticos, não se classificam na posição 8465, nos termos das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado da citada posição, e não estão amparadas pelo "Ex" da Portaria 768/92.
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Luiz Roberto Domingo (Relator), Valdete Aparecida Marinheiro e Demes Brito, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes. O Conselheiro José Luiz Feistauer de Oliveira substituiu o Conselheiro José Henrique Mauri, ausente momentaneamente. Henrique Pinheiro Torres Presidente Luiz Roberto Domingo Relator Rodrigo Mineiro Fernandes Relator Designado EDITADO EM: 17/11/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Luiz Feistauer de Oliveira (Suplente), Demes Brito (Suplente), Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 33 41 /9 8- 41 Fl. 1439DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, A ssinado digitalmente em 15/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 Relatório Tratase de importação de mercadoria descrita como sendo "máquinas automáticas tipo PMC 250 para estampagem de guarnição plástica, a frio, em tampas metálicas para garrafas, com velocidade de produção de 120.000 tampas por hora”, classificada na posição 8465.99.9900 (NBM/SH) da Tabela de Incidência do IPI TIPI aprovada pelo Decreto n.° 97.410, de 23 de dezembro de 1988, que a Recorrente entende aplicável a isenção do IPI, por conta do disposto no art. 1o da Lei 8.191/1991 c/c art. 1o e seguintes do Decreto 151/1991, e art. 1o da Lei 8.643/1993, que prorrogou a vigência do benefício até 31/12/1994. Inobstante, entende a Recorrente que a importação está submetida à aplicação de ExTarifário "Ex001”, criado pela Portaria MF n° 768/92 e 313/95, que alterou para zero por cento, a alíquota do Imposto de Importação incidente, fls. 112. Art. 1o Ficam alteradas, para 0% (zero por cento), por até 1 (um) ano, as alíquotas "ad valorem" do imposto de importação incidentes sobre os seguintes produtos: Código da TAB: 8465.99.9900 Mercadoria: "Ex"00” Máquina automática para estampagem a frio de guarnição plástica de tampas metálicas para garrafas com produção igual ou superior a 75.000 unidades por hora. (grifo nosso) O lançamento fiscal está fundado em laudo pericial a partir do qual o Fisco alega e conclui que: Destaco uma das 23(vinte e três) inquisições do Fisco Federal, ou seja, quesitos endereçados ao perito para responder em seu laudo técnico, bem como a posição do perito, como segue: 10 As máquinas efetuam estampagem de guarnições plásticas, a frio, em tampas metálicas para garrafas? Explique, (inquisição do Fisco Federal) Resposta do perito: 10 As máquinas efetuam a estampagem do plástico dosado dentro da tampa metálica a partir de moldes resfriados a 40°C o que permite a polimerização imediata impossibilitando a deformação da guarnição. O perito não afirma ou conclui que as máquinas efetuam estampagem de guarnições plásticas a frio. ... Através do exame do texto isencional em confronto com o teor dos laudos técnicos elaborados pelos engenheiros apurei que as máquinas não efetuam estampagem a frio. Está provado que a moldagem(estampagem para o perito do contribuinte) é realizada a quente, visto que as tampas metálicas são aquecidas duas vezes. Os plásticos, em grânulos são aquecidos e, no estado pastoso são extrudados e dosados. Na operação de moldagem as tampas metálicas estão à temperatura Fl. 1440DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, A ssinado digitalmente em 15/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10830.003341/9841 Acórdão n.º 3101001.756 S3C1T1 Fl. 4 3 de aproximadamente 180°C, o plástico em estado pastoso à temperatura de aproximadamente 180"C e as punções de moldagem à temperatura de 40°C. As máquinas possuem 32(trinta e duas) punções para moldagem e não 24(vinte e quatro), conforme declarado na Declaração de Importação de n.° 02.315, de 06/06/93 e licenciado na Guia de Importação de n.° 190992/0223288. As máquinas, efetivamente importadas, não trabalham com plásticos duros ou em estado sólido, quer no momento em que iniciam o trabalho quer no momento da moldagem. Por conseguinte, as máquinas não se enquadram na isenção objetiva do Imposto de Importação EX alíquota zero), requerida e utilizada pel contribuinte e, instituída pela Portaria MF nº 768/92(DOU de 24/12/92). Examinando o texto do referido "Ex 001" denotase o seguinte: l.)que o exame da similaridade, realizado através de audiência pública foi efetuado para máquinas que estampam a frio guarnição plástica em tampas metálicas para garrafas; 2.)que em razão do Ex 001 ter sido incluído no código tarifário TABSH 8465.99.9900, as máquinas devem trabalhar com plásticos duros, no momento que o referido plástico começa a ser trabalhado; 3.)que a vontade do Ministério da Fazenda(do Poder Executivo) foi reduzir para 0%(zero por cento), a alíquota do imposto de importação apenas para as máquinas que trabalham com plásticos duros, no momento em que os plásticos começam a ser trabalhados. Em relação as máquinas efetivamente importadas apurei o seguinte: l.)que não trabalham com estampagem a frio; 2.)que iniciam o trabalho com plásticos, a partir de matérias granulosas; 3.)que operam pelo processo de moldagem da guarnição dentro das rolhas metálicas; 4.)que não trabalham com plásticos duros.” A recorrente apresentou laudo do INT para contrapor o laudo solicitado pelo Fisco e comprovar suas alegações. Submetida à apreciação da DRJ São Paulo/SP, o lançamento foi mantido conforme os fundamentos consubstanciados na seguinte ementa: "INDICAÇÃO INDEVIDA DE DESTAQUE "EX". As máquina cuja função é estampar guarnições plásticas em tampas metálicas, para vedação quando aplicadas na garrafa, Fl. 1441DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, A ssinado digitalmente em 15/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 dispondo de partes específicas para este fim, tal como; extrusora, estação de aquecimento, estação de moldagem, circulo de refrigeração etc. e, trabalham sendo alimentadas com plásticos em estado sólido (grânulos), não estão amparadas pelo "EX" da Portaria 768/92. Não se classificam na posição 8465, nos termos das Notas Explicativas do sistema Harmonizado da citada posição. Cabível a multa do art.44, inciso I da Lei n° 9.430/96, por ter havido declaração inexata nos termos do ADN 10/97. Lançamento Procedente" Intimada da decisão de primeira instância, em 12/01/2005 a Recorrente interpôs tempestivo Recurso Voluntário em 10/02/2005, no qual edifica os argumentos de sua defesa que transcrevo de relatórios anteriores: Preliminarmente, alega que sofreu cerceamento ao direito de defesa, tendo em vista que a decisão proferida não analisou laudo técnico expedido em 20/08/1998, pelo Instituto Nacional de Tecnologia — INT e juntando aos autos em 26/06/1998. Alega que houve equivoco por parte da Inspetoria da Receita Federal Aeroporto de Viracopos, que juntou o laudo aos autos do processo n° 10831.001419/9873, tendo em vista que esse fora o número indicado pelo agente público por ocasião do protocolo da impugnação. Ainda que corrigido o equivoco, entende que não pode ser mitigado o direito de apreciação da prova apresentada. A classificação fiscal adotada pela Recorrente NCM 8465.99.99.00 reflete as características do equipamento importado, que inclusive em verificação física, por agente técnico habilitado, no momento do desembaraço constatou tratarse de "máquina automática tipo PMC 250 para estampagem de guarnição plástica a frio, em tampas metálicas para garrafas com velocidade de produção de 120.00 tampas por hora, completas com 02 alimentadores". O laudo do INT é conclusivo e afirma que são aptas a realiza a estampagem a frio, e devem gozar dos benefícios tarifários ofertado no artigo 1° da Portaria MF n° 768/92, ainda alega que é indevida a multa imposta, pois, o próprio Fisco atestou a veracidade das informações por ocasião da conferencia aduaneira, que mudou de idéia ao revisar o despacho, em razão de duvidas quanto a natureza ou as circunstâncias materiais do fato, assim deve ser aplicado o artigo 112, inciso II, do código Tributário Nacional. Em seu pedido requer seja conhecido e provido o presente Recurso Voluntário, devendo ser acolhidas as preliminares argüidas cancelando definitivamente e integralmente a exação pretendida. É o relatório. O julgamento foi convertido em diligência, segundo a Resolução 301001.886 de 07 de agosto de 2007, com as seguintes determinações (fls. 606): 1) Oficiese a Secretaria do Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para prestar informações acerca dos documentos e solicitações que instruíram o pleito de criação do extarifário consignado na Portaria MF n°. 768, de 22/12/1992 e retificado pela Portaria MF n". 373, 09/07/1993, para a posição 8465.99.9900 "Ex' 001 — máquinas automáticas para estampagem a frio de guarnição plástica de tampas metálicas para garrafa" e, se possível, encaminhe cópia integral do pleito e da análise. Fl. 1442DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, A ssinado digitalmente em 15/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10830.003341/9841 Acórdão n.º 3101001.756 S3C1T1 Fl. 5 5 2) Intimese a Recorrente para, diante do presente despacho e dos documentos juntados a partir do Oficio acima, possa manifestarse e, querendo, apresentar novos quesitos ao INT, no prazo de 15 (quinze) dias. 3) Após encaminhese cópia dessa resposta ao Instituto Nacional de Tecnologia, afim de que possa, com base no Relatório Técnico n°. 104579, esclarecer os seguintes questionamentos: 3.1) A máquina importada descrita como "máquina automática tipo PMC 250 para estampagem de guarnição plástica a frio, em tampas metálicas para garrafas com velocidade de produção de 120.000 tampas por hora, completas com 02 alimentadores" trabalha com plástico duro? 3.2) Como é caracterizado, tecnicamente, o plástico duro e quais as diferenças que podem ser salientadas dos demais plásticos? 3.3) O instituto verificou as amostras de plásticos que são utilizadas pela máquina antes de depois do trabalho, ou seja, como insumo e:1á introduzido no produto final? Como podem. ser caracterizados os plásticos em cada um dos momentos do processo produtivo (plástico mole, duro, liquido, etc...)? 4) Concluída a diligência, intimese a Recorrente para, querendo, manifestarse acerca de seu resultado, no prazo de 30 (trinta) dias. Em 18/12/2008, respondendo ao Termo de Intimação nº 062/2008 (fls. 630), a Recorrente peticionou informando que as máquinas objeto do litígio foram vendidas, conforme nota fiscal de saída nº 007811, de 19/07/1999, que junta aos autos (fls. 631), aproveitando a oportunidade para formular os quesitos que pretende ver respondidos pelo INT (fls. 625/628). Finalmente, em 14/04/2009, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Sorocaba, propõe o retorno dos autos ao CARF a fim de que seja proferido julgamento (fls. 638), acolhendo o despacho de fls. 637, segundo o qual não há mais solicitações da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes a serem cumpridas que dependam da intervenção de AFRFB ou da abertura de ação fiscal. A diligência solicitada foi parcialmente cumprida, constando apenas a intimação da Recorrente para apresentar novos quesitos a serem encaminhados ao INT a fim de que os esclareça com base no Relatório Técnico n°. 104579 (fls. 572). Persistindo as dúvidas que motivaram a Diligência, julgamento foi novamente convertido em diligência pela Resolução nº 3101000184, de 10/11/2011, para que fosse obtida a manifestação da Secretaria do Comércio Exterior do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a fim de que prestasse as informações declinadas no item 1 da resolução anterior. “Ademais, inobstante a venda das máquinas, declarada pela Recorrente às fls. 625”, foi entendido “que sua verificação física pelo INT, ao contrário do que entende a Administração (fls. 633), não é, a priori, imprescindível, haja vista que os quesitos formulados no item 3 da Resolução 3011.886 de 07/08/2007 deverão levar em conta o Relatório Técnico nº 104579, cuja realização foi lastreada, também, pela vistoria física das máquinas”. Viram a resposta negativa da Secretaria do Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e a Resposta Técnica nº000.700/13 do INT, Fl. 1443DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, A ssinado digitalmente em 15/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 informando que não há na nomenclatura técnica a definição de plástico duro e ratificando o entendimento do Relatório Técnico: nº 104579, de 20 de agosto de 1998. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Luiz Roberto Domingo Conheço do Recurso por atender aos requisitos de admissibilidade. A lide travada neste feito não é fácil trato, haja vista que a interpretação do fato jurídico dependeria de uma análise mais aprofundadas das características das máquinas importadas que, em suma, poderiam ser descritas como sendo "máquinas automáticas tipo PMC 250 para estampagem de guarnição plástica, a frio, em tampas metálicas para garrafas, com velocidade de produção de 120.000 tampas por hora”. O fundamento para efetivar o lançamento está pautado em dois pontos: 1) a máquina não poderia ser classificada no Código da TAB: 8465.99.9900 porque inicia o trabalho com plásticos granulado, fato que exclui a máquina da posição conforme nota da NESH, e por consequência do ex 001; e, 2) a máquina não realiza estampagem a frio. Como visto o Ex 001 do Código da TAB: 8465.99.9900 estabelece alíquota zero para “Máquina automática para estampagem a frio de guarnição plástica de tampas metálicas para garrafas com produção igual ou superior a 75.000 unidades por hora”. O que se retira dos laudos elaborados pelo Fisco e pela Recorrente é que a máquina trabalha na colocação de revestimento plástico em tampas metálicas para garrafas. Assim, o elemento principal trabalhado é a “tampa metálica” submetida a aprimoramento, colocação de acessório – revestimento. O que vislumbro é que, apenas de um dos materiais empregados no processo de fabricação das tampas metálicas para garrafas, é colocado na máquina em grânulos, mas no momento da estampagem ele teria uma conformação muito próxima de sua forma final. Como não é possível qualquer classificação técnica em relação aos plásticos, em especial, o utilizado na máquina em apreço, entendo que faltou amparo técnico para conclusão que obteve a fiscalização de que o material não era duro e qual seria a dureza necessária para inclusão da máquina na posição escolhida pelo contribuinte e prevista pelo ex tarifário. De outro lado, o relatório fiscal ao constatar que “o perito não afirma ou conclui que as máquinas efetuam estampagem de guarnições plásticas a frio” não comprovou que a estampagem se dá por calor (a quente), não se pode afirmar que 40º seja frio ou quente já que o produto estampado passa por processo de resfriamento rápido o que faz sua temperatura cair de 180º para 8º, segundo Resposta Técnica nº000.700/13 do INT. Ademais, a posição indicada para classificação da máquina importada no Código TAB 8477.80.00, não está devidamente comprovada, uma vez que a posição 8477 contempla outras subposições mais específicas para o processo de estampagem – que pressupõe a prensa do plástico no metal – o que não foi observado pela fiscalização ou pelos Fl. 1444DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, A ssinado digitalmente em 15/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10830.003341/9841 Acórdão n.º 3101001.756 S3C1T1 Fl. 6 7 laudos elaborados e juntados pelo Fisco. Ou seja, dentre as diversas máquinas de moldar plásticos e prensálo não há elementos no processo que confirmem a posição adotada pelo Fisco1. De outro lado, o relatório fiscal ao constatar que “o perito não afirma ou conclui que as máquinas efetuam estampagem de guarnições plásticas a frio” não comprovou que a estampagem se dá por calor (a quente), não se pode afirmar que 40º seja frio ou quente já que o produto estampado passa por processo de resfriamento rápido o que faz sua temperatura cair de 180º para 8º, segundo Resposta Técnica nº000.700/13 do INT. Com relação ao laudo elaborado pelo INT, que goza da presunção legal de validade dada pelo art. 30 do Decreto nº 70.235/722, não há como considerálo improcedente para afastar sua validade. Aliás, a descrição dada à máquina encontra respaldo, inclusive nos laudos elaborados pelos assistentes técnicos do Fisco e do contribuinte, sendo que , tomandose a literalidade da norma de incidência verificaremos que corresponde exatamente à descrição técnica da máquina importada. O problema está na alocação do ex na posição 8465.99.9900, uma vez que ainda que seja apenas um insumo introduzido na máquina em grânulo haveria dúvida se este elemento seria capaz de descaracterizar o trabalho efetivado pela máquina sobre o insumo principal, a tampa metálica, que sem sombra de dúvida é material duro. Nesse diapasão entendo que se repete a insuficiência de comprovação dos níveis de dureza da guarnição plástica necessários para inclusão ou exclusão adotada pelo contribuinte. Assim, considerando que não há nos autos descrição bastante e suficiente para o enquadramento da mercadoria importada na posição 8477.80.00, haja vista que os laudos se limitam a excluir a máquina da posição adotada pelo contribuinte em face da alegada estampagem “a quente” e a entrada de insumos em grânulos, mas sem especificações quanto aos processos e características para inclusão da máquina na posição adotada pelo Fisco, entendo que a classificação fiscal da contribuinte deva prevalecer, seja por conta da sua da correspondência literal com a exceção tarifária criada na posição 8465.99.90, aprovada pela Secretaria do Comércio Exterior do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – o que por si só já asseguraria ao contribuinte a aplicação da exceção – seja por conta da ausência de prova robusta que confirme a classificação adotada pelo Fisco. Quanto às penalidades, entendo que devem ser excluídas em face da aplicação dos Atos Declaratórios Normativos nº 10/97 e 12/97, uma vez que a descrição da mercadoria corresponde perfeitamente à descrição da máquina importada e não se identificou qualquer má fé por parte da Contribuinte no momento de solicitar a isenção e alíquota zero, 1 8477109900 OUTS.MAQUINAS P/MOLDAR BORRACHA/PLASTICO,POR INJECAO 8477200000 MAQUINAS EXTRUSORAS DE BORRACHA/PLASTICO 8477300000 MAQUINAS P/MOLDAR BORRACHA/PLASTICO,POR NSUFLACAO 8477400000 MAQUINAS P/MOLDAR BORRACHA/PLASTICO, A VACUO/TERMOFORMAR 8477510000 MAQS.P/MOLDAR/RECAUCHUTAR,PNEUMATICO/MOLDAR CAMARAAR 8477590100 PRENSAS P/MOLDAR/DAR FORMA A BORRACHA/PLASTICO 8477599900 OUTS.MAQS/APARS.P/MOLDAR/DAR FORMA A BORRACHA/PLASTICO 8477800000 OUTS.MAQS/APARS.P/TRABALHAR/FABR.PRODS.DE BORRACHA/ETC. 2 Art. 30. Os laudos ou pareceres do Laboratório Nacional de Análises, do Instituto Nacional de Tecnologia e de outros órgãos federais congêneres serão adotados nos aspectos técnicos de sua competência, salvo se comprovada a improcedência desses laudos ou pareceres. Fl. 1445DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, A ssinado digitalmente em 15/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 8 com base na classificação fiscal adotada e a respectiva exceção aprovada pela Secretaria do Comércio Exterior do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Diante do exposto, DOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. Luiz Roberto Domingo Relator Voto Vencedor Rodrigo Mineiro Fernandes, redator designado. Conforme relatado, tratase de importação de mercadoria descrita como sendo "máquinas automáticas tipo PMC 250 para estampagem de guarnição plástica, a frio, em tampas metálicas para garrafas, com velocidade de produção de 120.000 tampas por hora”, classificada pelo importador na posição 8465.99.9900 (NBM/SH) da Tabela de Incidência do IPI TIPI aprovada pelo Decreto n.° 97.410, de 23 de dezembro de 1988. Entende a Recorrente que a importação estaria submetida à aplicação de Ex Tarifário "Ex001”, criado pela Portaria MF n° 768/92 e 313/95, que alterou para zero por cento, a alíquota do Imposto de Importação incidente. Art. 1o Ficam alteradas, para 0% (zero por cento), por até 1 (um) ano, as alíquotas "ad valorem" do imposto de importação incidentes sobre os seguintes produtos: [...] 8465.99.9900 "Ex" 001 Máquina automática para estampagem a frio de guarnição plástica de tampas metálicas para garrafas com produção igual ou superior a 75.000 unidades por hora. Segundo o entendimento fiscal, as máquinas importadas não se enquadram na isenção objetiva do Imposto de Importação “EX” requerida e utilizada pelo importador, pela constatação de que as máquinas não trabalham com estampagem a frio, que iniciam o trabalho a partir de matérias granulosas, e que não trabalham com plásticos duros. Entendeu a fiscalização que, de acordo com as notas explicativas do sistema harmonizado da posição 8465, as máquinas não poderiam ser classificadas na posição 8465, mas sim na posição 8477: Notas Explicativas do Sistema Harmonizado posição TABSH 8465: A presente posição abrange as máquinasferramentas concebidas para executar o acabamento ou trabalho de superfície (incluídos o corte, a deformação e a reunião) de madeira, de materiais derivados da madeira, de corliça, de osso, de borracha endurecida, de plásticos duros ou de matérias duras semelhantes (chifre, corozo, madrepérola, marfim, por exemplo). A presente posição não inclui as máquinas para trabalhar matérias que, ainda que correspondam à descrição do texto da posição, não apresentem as características de matérias duras no momento em que Fl. 1446DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, A ssinado digitalmente em 15/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10830.003341/9841 Acórdão n.º 3101001.756 S3C1T1 Fl. 7 9 começam a ser trabalhadas; este é o caso das máquinas para cortar ou fatiar os plásticos macios ou borracha não endurecida (posição 84.77). Esta posição não abrange máquinas para a fabricação de artefatos a partir de matérias granulosas ou pulverulentas, tais como as máquinas para moldar plásticos (posição 84.77), [...]. Ora, tanto o perito do Fisco Federal, como também o perito apresentado pelo interessado, em resposta ao quesito n° 01 afirmam que as máquinas realizam operação de extrusão a partir do recebimento de grânulos plásticos, logo, de acordo com as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado, na posição TABSH 8465, tais máquinas têm sua posição tarifária definida como sendo a 8477. Quanto às penalidades, tenho entendimento divergente do i. Relator, vez que entendo ser inaplicável ao caso em questão os Atos Declaratórios Normativos nº 10/97 e 12/97, para afastar a multa de ofício prevista no art. 44 da Lei nº 9.430/1996. Conforme determinado pelo referido dispositivo legal, nos casos de lançamento de ofício, será aplicada a multa de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento do tributo devido. É incontroverso que o erro de classificação fiscal gerou recolhimento a menor dos tributos aduaneiros, que foram objeto do lançamento em questão. Pelo enquadramento da conduta do sujeito passivo no tipo infracional previsto no art. 44 da lei nº 9.430/1996 (falta de pagamento ou recolhimento do tributo devido), foi lançada a multa de ofício de 75%. Restanos saber se a edição de um ato normativo (Ato Declaratório Normativo nº 10/2007) contrário à lei, poderia excluir a imposição de uma penalidade regulamente prevista em lei. De acordo com o art. 146 da Constituição Federal, cabe à lei complementar (CTN) estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária sobre o crédito tributário. A penalidade lançada (multa de ofício), faz parte do crédito tributário, e sua regulação deve obedecer ao título III do CTN. Regulamente lançado, o crédito tributário somente seria extinto pelas modalidades previstas no art. 156 do CTN. Já a exclusão do crédito tributário se dá através da isenção e da anistia. Em ambos os casos, a exclusão deve ser prevista em lei, não em ato normativo infralegal. Também o art. 100 do CTN não socorre a tese de afastamento da penalidade tributária aplicada, por referirse aos atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas como normas complementares das leis, não como normas contrárias às leis. O que o Ato Declaratório Normativo nº 10/2007 tentou fazer é considerar um fato definido por lei como infracional (falta de pagamento ou recolhimento do tributo devido) como não infracional, sem a competência para tanto. Não pode um ato normativo revogar uma lei! Portanto, não poderia um ato normativo (ADN 10/97) excluir a imposição de penalidade tributária prevista em lei (Lei nº 9.430), nem definir que determinado ato não Fl. 1447DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, A ssinado digitalmente em 15/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 10 constitui infração punível com multa prevista em lei, pela ausência de competência da autoridade que o editou, sendo matéria exclusivamente legal. Desta forma, uma vez constatado que a ação do sujeito passivo (falta de pagamento ou recolhimento do tributo devido), causou violação ao bem jurídico tutelado pelo regime jurídico tributário (arrecadação), correta a imposição da penalidade (multa de ofício de 75%). Com essas considerações, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Rodrigo Mineiro Fernandes [assinado digitalmente] Fl. 1448DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, A ssinado digitalmente em 15/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 13804.004715/2002-06
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 31/07/1997, 31/08/1997, 30/09/1997, 31/10/1997, 30/11/1997, 31/12/1997
PIS. LANÇAMENTO. REVISÃO DE DCTF. VINCULAÇÕES. PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO. FUNDAMENTAÇÃO SUPERADA.
No caso de lançamento efetuado a partir da revisão das declarações de créditos e débitos federais - DCTF, a prova da existência de ação judicial cuja não comprovação tenha fundamentado o auto de infração implica a improcedência do lançamento.
Recurso Voluntário Provido
Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 3302-002.111
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário e negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator.
Fez Sustentação Oral pela Recorrente Eduardo Garginho Ornelas Santiago OAB/RJ nº 114810.
(Assinado digitalmente)
Walber José da Silva Presidente
(Assinado digitalmente)
José Antonio Francisco - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: José Antonio Francisco
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário e negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator. Fez Sustentação Oral pela Recorrente Eduardo Garginho Ornelas Santiago OAB/RJ nº 114810. (Assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
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FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/07/1997, 31/08/1997, 30/09/1997, 31/10/1997, 30/11/1997, 31/12/1997 PIS. LANÇAMENTO. REVISÃO DE DCTF. VINCULAÇÕES. PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO. FUNDAMENTAÇÃO SUPERADA. No caso de lançamento efetuado a partir da revisão das declarações de créditos e débitos federais DCTF, a prova da existência de ação judicial cuja não comprovação tenha fundamentado o auto de infração implica a improcedência do lançamento. Recurso Voluntário Provido Recurso de Ofício Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário e negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator. Fez Sustentação Oral pela Recorrente Eduardo Garginho Ornelas Santiago – OAB/RJ nº 114810. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 4. 00 47 15 /2 00 2- 06 Fl. 296DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 17/07/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13804.004715/200206 Acórdão n.º 3302002.111 S3C3T2 Fl. 297 2 (Assinado digitalmente) Walber José da Silva – Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de recurso de ofício e voluntário (fls. 258 a 270) apresentado em 11 de agosto de 2009 contra o Acórdão no 1621.566, de 27 de maio de 2009, da 9ª Turma da DRJ/SPOI (fls. 233 a 247), cientificado em 10 de julho de 2009, que, relativamente a auto de infração de PIS dos períodos de julho a setembro de 1997, considerou a impugnação procedente em parte, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/1997 a 30/09/1997, 01/11/1997 a 30/11/1997 AUTO DE INFRAÇÃO NULIDADE. Satisfeitos os requisitos do art. 10 do Decreto nº 70.235/72 e não tendo ocorrido o disposto no art. 59 do mesmo diploma legal, não há que se falar em anulação ou invalidação do Auto de Infração. COMPENSAÇÃO ART. 66 DA LEI nº 8.383/91 SIMPLES ALEGAÇÃO AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO REGISTRO CONTÁBIL. A simples alegação de que os débitos lançados teriam sido compensados anteriormente ao início da ação fiscal não basta para atestarlhes a extinção. A compensação prevista no art. 66 da lei nº 8.383/91 deve estar consignada na escrituração contábil por meio de lançamentos específicos, a qual deverá ser exibida às autoridades fazendárias sempre que necessário, sem o que não será aceita a alegação de compensação. PRODUÇÃO DE PROVAS. As provas devem ser apresentadas no prazo de impugnação, não se admitindo a produção posterior de provas nos casos em que não fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação Fl. 297DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 17/07/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13804.004715/200206 Acórdão n.º 3302002.111 S3C3T2 Fl. 298 3 oportuna, por motivo de força maior, não se referir a fato ou direito superveniente ou não se destinar a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. MULTA DE OFÍCIO RETROATIVIDADE BENIGNA DO ART. 18 DA LEI Nº 10.833/2003. Com a edição da MP nº 135/2003, convertida na Lei nº 10.833/2003, não cabe mais imposição de multa excetuandose os casos mencionados em seu art. 18. Sendo tal norma aplicável aos lançamentos ocorridos anteriormente à edição da MP nº 135/2003 em face da retroatividade benigna (art. 106, II, “c” do CTN), impõese o cancelamento da multa de ofício lançada. Lançamento Procedente em Parte O auto de infração foi lavrado em 11 de junho de 2002, de acordo com o temo de fls. 199 a 206. A Primeira Instância assim resumiu o litígio: "Em ação fiscal levada a efeito em face da contribuinte acima identificada foi apurada falta de recolhimento da Contribuição para o Programa de Integração Social PIS dos fatos geradores ocorridos nos períodos de 07/1997 a 09/1997 e 11/1997, declarados na DCTF pois foi constatado o “Proc. jud não comprovado”, razão pela qual foi lavrado o Auto de Infração de fls. 97 e 98 integrado pelos termos e documentos nele mencionados, apurandose o crédito tributário composto de contribuição, multa de ofício e juros de mora calculado até 31/05/2002, perfazendo o total de R$ 4.263.433,93 (quatro milhões, duzentos e sessenta e três mil e quatrocentos e trinta e três reais e noventa e três centavos), com o seguinte enquadramento legal: Art. 1º e 3º, alínea “b”, da Lei Complementar nº 07/70; art. 83 inc. III, L.8981/95; art 1º, L 9249/95; art. 2º e inc. I, par Un, 3, 5, 6 e 8 inc. I, MP 1495/9611 e reed; art. 2 e inc. I e par 1, e arts. 3, 5, 6 e 8, inc. I MP 1546/96 e reed. 2. Inconformada com a autuação, da qual foi devidamente cientificada em 11/06/02 (AR às fls. 105 e 114), a contribuinte protocolou em 05/07/2002, a impugnação de fl. 1 a 4 acompanhada dos documentos de fls. 5104, na qual alega: 2.1. Com relação aos supostos débitos de PIS lançados pelo Fisco, correspondentes aos períodos de apuração julho, agosto, setembro e novembro de 1997, vale ressaltar que esses valores não foram recolhidos pela Impugnante em virtude da existência de decisão judicial que teve o condão de determinar a suspensão da exigibilidade do crédito tributário. 2.2. De fato, nos autos do Agravo de Instrumento n.º 96.03.0969419, interposto contra a decisão proferida nos autos do Mandado de Segurança n.º 96.00386048 e com trâmite perante o TRF da 3ª Região, foi proferida decisão concessiva de liminar para o fim de suspender a exigibilidade do PIS devido Fl. 298DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 17/07/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13804.004715/200206 Acórdão n.º 3302002.111 S3C3T2 Fl. 299 4 em períodos futuros em razão da sua compensação com os pagamentos indevidos de PIS no passado correspondentes ao período de vigência dos DL n.º 2445 e 2449/88, estes declarados inconstitucionais pelo STF (cópia dos documentos anexos – petição inicial do mandado de segurança, agravo de instrumento e decisão liminar). 2.3. Tal liminar concedida foi confirmada por sentença de primeiro grau de jurisdição e por acórdão proferido pelo TRF, acórdão este que, inclusive, já transitou em julgado (cópias da sentença, do acórdão e extrato comprovando o trânsito em julgado). 2.4. Isso significa que a liminar concedida permitiu que em 1997 fosse efetuada a compensação do crédito de PIS com o mesmo tributo devido naquele ano, razão pela qual nos meses de julho, agosto, setembro e novembro – objeto da presente autuação nada foi recolhido a título desse tributo, estando, portanto, suspensa a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, inciso IV, do CTN, não podendo prevalecer a exigência contida na presente autuação, por total contrariedade à norma citada. 2.5. E com o posterior trânsito em julgado de decisão favorável à Impugnante, como acima aludido, o crédito tributário ora pretendido restou extinto, a teor do disposto no inciso X do art. 156 do CTN, ficando referendada a compensação realizada no ano de 1997. 2.6. Não se pode admitir, portanto, que neste momento, quando já definitivamente autorizada a compensação pelo Poder Judiciário, venha a Impugnante sofrer autuação, com os evidentes prejuízos dela decorrentes, em virtude de débito manifestamente inexistente. 2.7. Deveria o Fisco, nesta situação, ter solicitado a ora Impugnante que comprovasse o informado na DCTF, para, somente na eventualidade de não demonstrada a suspensão da exigibilidade – o que não ocorreu in casu como visto – ter promovido a autuação. 2.8. A presente autuação revelase, assim, ilegal e, portanto, insubsistente, devendo a mesma ser cancelada de plano pelo Fisco. 2.9. Por fim, requer seja admitida, conhecida e, finalmente provida na íntegra a presente Impugnação para efeito de, anulando o Auto de Infração lavrado, cancelar o crédito tributário nele exigido." No recurso, a Interessada repetiu as alegações da impugnação e contestou os fundamentos do acórdão de primeira instância, que considerou absurdos, por referiremse à comprovação da realização escritural das compensações e não à comprovação da ação judicial, razão da autuação. Fl. 299DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 17/07/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13804.004715/200206 Acórdão n.º 3302002.111 S3C3T2 Fl. 300 5 Voto Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendose tomar conhecimento. Primeiramente, é importante reproduzir abaixo as razões que levaram a DRJ a manter o lançamento: 6.8.3. Assim, resta procedente o lançamento do PIS para o período de apuração lançado no presente auto de infração, já que a simples afirmação de que os débitos de PIS foram quitados por compensação com créditos oriundos de indébitos do próprio PIS não afasta a necessidade do contribuinte demonstrar a efetiva realização do procedimento. 6.9. Cabe lembrar que na sentença do MS n.º 96.00386048 (fl. 89), não foi reconhecido o crédito de PIS com valor ilimitado e portanto, assegurando ao Fisco o direito de verificar a exatidão e os limites das importâncias compensadas (art. 150, §§ 1º a 4º, CTN). 6.9.1. Ademais, no Auto de Infração (fl. 97) consta que fica o contribuinte intimado a recolher ou impugnar, no prazo de 30 dias contados da ciência deste Auto de Infração, nos termos dos arts. 5º, 15, 16,17 e 23 do Decreto nº 70.235/72, com as alterações introduzidas pela Lei nº 8.748/93 e pelo art. 67 da Lei nº 9.532/97. 6.9.2. Portanto, o Auto de Infração é uma intimação que respeita o prazo e os princípios de contraditório e ampla defesa assegurados no inciso LV, art. 5º da Constituição Federal. 6.9.3.. Ressaltese que não há desobediência à ordem judicial, pois, não se está negando o direito do contribuinte efetuar a compensação assegurada pelo Poder Judiciário. A questão, conforme já explanado, está na não comprovação pela impugnante da efetivação da alegada compensação. Entretanto, a acusação constante do auto de infração foi a suposta inexistência (não comprovação) do processo judicial vinculado na DCTF. De fato, podese pressupor que o lançamento ocorreu pelo fato de a os sistemas não terem localizado o processo n. 96.03.0969419, indicado pela Interessada na vinculação a compensações sem Darf. A existência do processo é inequívoca, conforme documento de fls. 99 e seguintes (eProcesso), que comprovou o provimento do agravo de instrumento proposto pela Interessada. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 17/07/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13804.004715/200206 Acórdão n.º 3302002.111 S3C3T2 Fl. 301 6 Diante do exposto, temse que, primeiramente, o lançamento decorreu de o sistema não ter localizado o número de processo informado pela Interessada e, em segundo lugar, o processo efetivamente; por fim, no lançamento, não foi imputada a acusação deduzida no acórdão de primeira instância, de que a Interessada não comprovou a realização contábil das compensações, e não foi o lançamento efetuado para prevenir a decadência. Nesse contexto, a decisão de primeira instância, alterou completamente a fundamentação da autuação, ao considerar que a Interessada não teria demonstrado a realização das compensações, questão que não deu causa à autuação. Portanto, o procedimento que deveria ter sido adotado seria o de lavrar outro auto de infração, depois de se verificar eventualmente que os depósitos seriam insuficientes ou não. O que ocorreu foi uma tentativa de manter o auto de infração originalmente lavrado por outras razões. Dessa forma, o lançamento revelase improcedente, devendose esclarecer, no entanto, que seu cancelamento não implica direito de restituição sobre os valores depositados e convertidos em renda da União, por não se tratar de hipótese prevista no art. 165 do CTN. À vista do exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário e negar provimento ao de ofício. (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Fl. 301DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 17/07/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 11618.000286/00-92
Data da sessão: Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES
Ano-calendário: 2001
Simples. Exclusão. Atividade excetuada da suposta restrição. Retroatividade da lei superveniente.
Obras de engenharia e serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de informática são citados na Lei Complementar 123, de 2006, como atividades econômicas beneficiadas pelo recolhimento de impostos e contribuições na forma simplificada, fato com repercussão pretérita por força do princípio da retroatividade benigna previsto no Código Tributário Nacional.
EMBARGOS ACOLHIDOS
Numero da decisão: 303-35.334
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de
contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração e retificar o Acórdão 303-31276 de 17/03/2004 para dar provimento ao recurso voluntário". Os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Heroldes Balir Neto, Vanessa Albuquerque
Valente, Celso Lopes Pereira Neto e Anelise Daudt Prieto votaram pela conclusão. O Conselheiro Celso Lopes Pereira Neto fará declaração de voto.
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Nome do relator: Tarásio Campelo Borges
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ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Ano-calendário: 2001 Simples. Exclusão. Atividade excetuada da suposta restrição. Retroatividade da lei superveniente. Obras de engenharia e serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de informática são citados na Lei Complementar 123, de 2006, como atividades econômicas beneficiadas pelo recolhimento de impostos e contribuições na forma simplificada, fato com repercussão pretérita por força do princípio da retroatividade benigna previsto no Código Tributário Nacional. EMBARGOS ACOLHIDOS 410 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração e retificar o Acórdão 303-31276 de 17/03/2004 para: " dar provimento ao recurso voluntário". Os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Heroldes Balir Neto, Vanessa Albuquerque Valente, Celso Lopes Pereira Neto e Anelise Daudt Prieto votaram pela conclusão. O Conselheiro Celso Lopes Pereira Neto fará declaração de voto. \nrY.65 ANE SE DAUDT PRIETO Pre idente >\)-' ' Processo n° 11618.000286/00-92 CCO3/CO3 Acórdão n.° 30345.334 Fls. 130 TARATO CAMPELO BORGES Relator Participou, ainda, do presente julgamento, a Conselheira Nanci Gama. Ausente justificadamente o Conselheiro Nilton Luiz Bartoli. 411 • Ur-\ 2 Processo n° 11618.000286/00-92 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.334 Fls. 131 Relatório Tratam os autos de embargos de declaração' manejados pela Procuradoria da Fazenda Nacional em face do Acórdão 303-31.276, de 17 de março de 2004 [2], da lavra do então conselheiro Carlos Fernando Figueiredo Barros. A embargante denuncia obscuridade do acórdão cujo voto condutor trata da regularização de débitos do sujeito passivo junto à PGFN enquanto o indeferimento do pedido de revisão de exclusão do Simples tinha como motivo o exercício de atividade econômica vedada: "manutenção preventiva e conetiva em microcomputadores e periféricos, instalações fisicas de cabos de rede e instalações de sistema operacional de rede"3. • Em junho de 2006, no despacho de folha 127, a presidente desta câmara designou este conselheiro para analisar os embargos e propor solução. Na folha imediatamente subseqüente, termo de juntada de documentos encerra o único volume dos autos ora submetidos a julgamento. É o relatório. \\‘' • 1 Embargos de declaração às folhas 124 e 125. 2 Inteiro teor do acórdão embargado acostado às folhas 111 a 121. 3 Parecer DRF/JPA/Saort 141, de 6 de maio de 2002, folha 84, parágrafo 24. 3 . ' Processo n° 11618.000286/00-92 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.334 Fls. 132 Voto Conselheiro TARÁSIO CAMPELO BORGES, Relator Conheço os embargos de declaração porque tempestivos e atendidos os demais pressupostos processuais. Da análise dos autos destaco quatro fatos relevantes para a solução do litígio: (1) a atividade econômica desenvolvida pela sociedade empresária é "manutenção preventiva e corretiva em microcomputadores e periféricos, instalações fisicas de cabos de rede e instalações de sistema operacional de rede"4; (2) o parecer DRF/JPA/Saort 141, de 6 de maio de 2002 [ 5], que dá suporte ao despacho decisório 6 de indeferimento do pedido de revisão da • exclusão do Simples tem como fundamento a vedação imposta pela legislação do Simples para o ingresso no sistema das pessoas jurídicas que exercem essa atividade econômica; (3) a superveniência da Lei Complementar 123, de 14 de dezembro de 2006; (4) o voto condutor do acórdão embargado discorre exclusivamente sobre regularização de débitos do sujeito passivo junto à PGFN para concluir pelo provimento do recurso voluntário. A propósito da Lei Complementar 123, de 2006, na seção que trata das vedações ao ingresso no Simples nacional, obras de engenharia e serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de informática são citados como atividades econômicas beneficiadas pelo recolhimento de impostos e contribuições na forma simplificada, senão vejamos: Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: 411 § 1' As vedações relativas a exercício de atividades previstas no caput deste artigo não se aplicam às pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente às atividades seguintes ou as exerçam em conjunto com outras atividades que não tenham sido objeto de vedação no caput deste artigo: IX — serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de escritório e de informática; v. 4 Parecer DRF/JPA/Saort 141, de 6 de maio de 2002, folha 84, parágrafo 24. 5 Inteiro teor do Parecer DRF/JPA/Saort 141, de 2002, acostado às folhas 76 a 84. 6 Inteiro teor do despacho decisório acostado à folha 85. 4 , • Processo n° 11618.000286/00-92 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.334 Fls. 133 XIII — construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada; XXJV — licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação; Por conseguinte, a situação ora examinada é um típico caso de aplicação do disposto no artigo 106, inciso II, alínea "a", do Código Tributário Nacional, verbis: Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; Com essas considerações, acolho os embargos de declaração para retificar o Acórdão 303-31.276, de 17 de março de 2004, e, amparado no principio da retroatividade benigna, dar provimento ao recurso voluntário. 111 Sala das Sessões, em 20 de maio de 2008 TA SIO CAMPELO BORGES - Relator Processo n° 11618.000286/00-92 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.334 Fls. 134 Declaração de Voto Conselheiro CELSO LOPES PEREIRA NETO Peço vênia ao i. relator para discordar do judicioso voto condutor do acórdão prolatado nos autos do presente recurso voluntário, quanto ao seu entendimento de que a situação ora examinada é um típico caso de aplicação do disposto no artigo 106, inciso II, alínea "a", do Código Tributário Nacional. relator considerou que a exclusão do Simples, quando a atividade da empresa leva à vedação de sua opção por aquele regime, seria uma infração e, uma vez que a Lei do "Super Simples" — LC n° 123/2006 — permitiria a inclusão das pessoas jurídicas que 011) realizam manutenção preventiva e conetiva em microcomputadores e periféricos, instalações fisicas de cabos de rede e instalações de sistema operacional de rede, seria o caso de aplicação retroativa da legislação mais benigna. Discordo desse entendimento. O que temos são dois regimes distintos, aquele da Lei n° 9.317/1996 (Regime Simples da União) e o da Lei Complementar n° 123/2006 (Simples Nacional). Inclusive, o Art. 94 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias — ADCT da CF/88, prevê que os regimes especiais de tributação para microempresas e empresas de pequeno porte próprios da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios cessarão a partir da entrada em vigor do regime previsto no art. 146, III, d, da Constituição, deixando claro que não se trata de uma simples modificação dos regimes anteriores, mas um novo regime nacional, de observância obrigatória por todas as esferas governamentais. Sendo regimes distintos, têm condições de enquadramento diferentes. A meu ver, não se pode considerar que o fato de não atender os requisitos e condições para optar por qualquer desses regimes especiais simplificados, constitua-se em infração. Portanto, não haveria sentido em aplicar-se, à espécie, o art. 106,11 do CTN. No entanto, voto pela não exclusão da empresa do regime simplificado da Lei n° 9.317/1996, por entender não ter sido demonstrado nos autos que a atividade por ela desenvolvida, qual seja, montagem e manutenção de equipamentos de informática e periféricos em geral seja atividade atinente à profissão de engenheiro, ou a essa assemelhada, e se enquadre nas vedações previstas no art 90, XII, alínea "a" e XIII da referida Lei. Sala das Sessões, em 20 de maio de 2008 \\C‘: CELSO LOPES PEREIRA NETO - Conselheiro 6
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