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Numero do processo: 13056.000706/99-72
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 04 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Sep 04 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO-PORTE--SIMPLES
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1999
INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA. NÃO INCIDÊNCIA DO IPI.
Impossibilidade de se adicionar o percentual de0;5% à alíquota
do Simples; face à não subsunção ao IPI.
Recurso provido.
Numero da decisão: 202-19.336
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento ao
recurso.
Nome do relator: MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ
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Sia.e 92136 Sessão de 04 de setembro de 2008 Recorrente SCHMEDT & SESTHERAIM LTDA. Recorrida DRJ em Porto Alegre - RS ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO .DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO-PORTE--SIMPLES Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1999 • INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA. NÃO INCIDÊNCIA DO IPI. Impossibilidade-de-se-adicionar o percentual de-0;5%-à-alíquota _ - ------ — -do Simples; face à não subsunção ao TI. — - Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. • • 1 ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente „- em" MARIA TEESA MARTINEZ LÓPEZ Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Gustavo Kelly Alencar, Nadja Rodrigues Romero, Antônio Lisboa Cardoso, Antonio Zomer e Domingos de Sá Filho. Processo n° 13056.000706/99-72 CCO2/CO2MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTR:BUNTES Acórdão n.° 202-19.336 CONFERE COM O ORiGINP.1. Fls. 170 BraSiiia. 13 0‘ Ivana Cláudia Silva Castro 1,1 Met. Siape 9213S Relatório A empresa contribuinte é optante do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples, e no período de apuração de 01/01/1997 a 31/12/1999 foi constatada a insuficiência de recolhimento dos tributos devidos, razão da lavratura dos autos de infração de fls. 63/105. Em prosseguimento, adoto e transcrevo, a seguir, o relatório que compõe a decisão recorrida: "Mediante Autos de Infração (AI) de fls. 63, 70, 77, 84, 91 e 98, cientificados em 22-11-1999, fls. 63, 70, 77, 84, 91 e 98, com os respectivos Demonstrativos, Descrição dos Fatos e Enquadramento - Legal (fls. 01; 52 a 105), exige-se da contribuinte acima qualificada o recolhimento da importância de R$ 2.990,21 (fl. 01), calculados até 29- 10-1999, em virtude - da constatação de infring-ência a dispositivos •--legais, descritos a seguir. Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica - Simples, - - tendo sido identificado insuficiência de recolhimento, referente aos anos de 1997, 1998 e 1999, com enquadramento legal baseado no art. 5°, da Lei n°9.317/1996, art. 3° da Lei n°9 732/1998; arts. 889, inciso IV, e 890 do RIR/1994 e art5C-186,-188 e 841, inciso IV do RIR/1999ffis.-64.e-65); _ _ _ Auto de Infrae ão de Programa de Integração Social - Simples, tendo sido identificado insuficiência de recolhimento, referente aos anos de 1997, 1998 e 1999, com enquadramento legal baseado no art. 3°, -.alínea 'b' da Lei. Complementar n° 7/1970 c/c art. 1°, parágrafo único da Lei Complementar n°17/1973,' e arts 2°, inciso 1, 3°e 9° da Medida Provisória n° 1.249/1995 e suas reedições; no art. 5°, da Lei n° 9.317/1996 (fl. 71 e 72); Auto de Infração de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - Simples, tendo sido identificado insuficiência de recolhimento, referente aos anos de 1997, 1998 e 1999, com enquadramento legal • baseado no art. I° da Lei n° 7.689/1988 e no • art. 5°, da Lei n° 9.317/1996 (fl. 78); Auto de Infração de Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - Simples, tendo sido identificado insuficiência de recolhimento, referente aos anos de 1997, 1998 e 1999, com enquadramento legal baseado no art. 1° da Lei Complementar n°70/1991 e no art. 5°, da Lei n°9.317/1996 (fl. 85); Auto de Infração de Imposto sobre Produtos Industrializados - Simples, tendo sido identificado insuficiência de recolhimento, referente aos anos de 1997, 1998 e 1999, com enquadramento legal baseado nos arts. 3°, inciso II, 8°, 22, inciso II do RIPI/1982,- nos arts. 2°, 3°, 32, 33, 109e 114 do RIP1/1998 e nos arts. 3°, § 1°, alínea 'e', 5°, § 2° da Lei n°9.317/1996 (fls. 93 e 94); ( 2 • MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTR.:Mi iES CONFERE COM O ORIGINAL Processo n° 13056.000706/99-72 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-19.336 Brasilia / 14) C.Q.L-- Fls. 171 lvana Cláudia Silva Castro Met. Siape 92136 Auto de Infração de Contribuição para Seguridade Social - INSS - Simples, tendo sido identificado insuficiência de recolhimento, referente aos anos de 1997, 1998 e 1999, com enquadramento legal baseado no art. 5°, da Lei n°9.317/1996 gr. 99). A contribuinte apreSentou impugnação, fls. 107 a 115, solicitando o cancelamento dos Autos de Infração, baseado nas considerações enumeradas a seguir: Inicialmente a contribuinte concorda com as bases de cálculo do imposto descritas no auto, discordando do adicional de aliquota de 0,5% fls. 108e 113; A contribuinte argumenta que tem como única atividade a industrialização por encomenda de terceiros e a operação constitui em terceirizar etapas de industrialização de calçados, recebendo matéria- prima para industrialização, inclusive discriminando nas Notas Fiscais os materiais e os serviços executados, fls. 108 a 109; _ Argumenta que é insubsistente o maior esteio do procedimento fiscal, a - -menção-no-enquadramento -legal-da-Decisão-SRRF/10=RF/DISIT- n° 095, de 18 de junho de 1999, que não tem caráter normativo, fl. 109; .. . A impugnante transcreve o art 5°, ,§ 2°, da Lei n°9.317/1996 e da IN- SRF n°09/1999 e questiona ser contribuinte do IPI, levantando o fato gerador-do-unposto,-o -concetto de-estabeleamento-industrial, - concluindo-que-a-incidência de-IPI-é no-produto-e não-na-qualidade do — - - - estabelecimento, salientando que somente- 'z. pode ser considerado -- - _ . contribuinte o estabelecimento que promova a venda (saída) produto industrializado, nunca o que faz a industrialização. ', fls. 109 a 113; Argumenta que a industrialização por encomenda é uma operação não tributada, por isso não -é contribuinte do IPI e, consequentemente, não tem o adicional de 0,5% fl. 113; Transcreve as questões n° 50, 53 e 54 do 'SIMPLES - Perguntas e Respostas' do site da SRF na internei, enquadrando as suas atividades nas previstas nos questionamentos, concluindo que a sua operação não está no campo de incidência do IPI, fls. 113 a 114. Requer, ao final, que seja acolhida a impugnação, determinando o cancelamento do Auto de Infração; o reconhecimento de que o impugnante não é contribuinte do IPI e o reconhecimento de que não está sujeito ao adicional de 0,5% na alíquota do Simples, fls. 114 e 115." Por meio do Acórdão DRJ/POA n2 5.651, de 11 de maio de 2005, os Membros da 42 Turma de Julgamento da DRJ em Porto Alegre - RS decidiram, por unanimidade de votos, julgar procedentes os lançamentos. A ementa dessa decisão possui a seguinte redação: "Ementa: 1RPJ - SIMPLES - RECEITA BRUTA - A pessoa jurídica optante do SIMPLES e contribuinte do IPI deverá acrescer ao percentual mensal aplicável em face de sua receita bruta, 0,5% (meio ponto percentual) relativo a este imposto. 3 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTR:BOWES ' • Processo n°13056.000706/99-72 CONFERE COM O ORIGINAL CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-19.336 Brasi lia / 10 / Oq Fls. 172 ivana Cláudia Silva Castra I./ Mat. Siand 9213S LANÇAMENTOS DECORRENTES SIMPLES - PIS - COFINS - CSLL - IPI - INSS - Solução dada ao litígio principal, relativo ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, sob a sistemática de tributação simplificada, estende-se aos demais lançamentos decorrentes, tendo por fundamento o mesmo suporte fálico." Inconformada com a decisão prolatada pela primeira instância, a contribuinte apresenta recurso voluntário a este Eg.Conselho, no qual, em síntese e fundamentalmente, alega não ser contribuinte do IPI uma vez que a industrialização que realiza é que é o produto de sua venda, e não o material produzido, e assim, conseqüentemente, não é devido o adicional de 0,5% na alíquota do Simples. Os autos foram originariamente distribuídos ao Eg. Terceiro Conselho de Contribuintes que, por meio da Resolução n 2 303-01.214 (fls. 158/164), os encaminhou a este Eg. Segundo Conselho de Contribuintes sob a alegação de que "dos autos apura-se que não se trata de aplicação de legislação que diga respeito ao Simples, simplesmente, mas sim somente de apuração e cobrança de eventuais débitos gerados em decorrência da Recorrente ser ou não contribuinte do IPL" _ É o Relatório. Voto Conselheira-MARIA-TERESA- MARTINEZ-LOPEZRelatora _ O recurso voluntário é tempestivo, portanto dele tomo conhecimento. Trata-se de recurso voluntário interposto pela recorrente sob a alegação de que por não se tratara erripreáã autiiada de contribuinte - do IPI, não estaria sujeita ao adicional de 0,5% previsto na legislação do Simples. O Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples) é um regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido, aplicável às pessoas jurídicas consideradas como microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), nos termos definidos na Lei n2 9:317, de 1996, e alterações posteriores, estabelecido em cumprimento a- o que determina o disposto no art. 179 da Constituição Federal de 1988. Constitui-se em uma forma simplificada e unificada de recolhimento de tributos, por meio da aplicação de percentuais favorecidos e progressivos, incidentes sobre uma única base de cálculo, a receita bruta. Observe-se que mesmo que a autuação tenha se verificado, por falta de recolhimento do adicional de 0,5% da alíquota do Simples, como a matéria posta em discussão cinge-se em definir se a empresa é ou não contribuinte do JPI, esta definição será dada por este Eg. Segundo Conselho de Contribuintes que, de acordo com o art. 21, inciso I, letra "a", do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, é competente para julgar a aplicação da legislação do IPI. Note-se que embora a recorrente não empregue a expressão venda de serviços, a questão está em se estabelecer se a atividade que exerce é de prestação de serviços ou se de industrialização. 4 MF - SL: GUNDO CONSELHO C IE CONTRalatiiES • CONFERE COMO ORON.ta. Processo n° 13056.000706/99-72 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-19.336 Brasília is 1 .143 ott Fls. 173 ivana Cláudia Silva Castro"-, Mat. Si7i e 92136 O objeto social da empresa vem assim descrito no contrato social: "que a sociedade tem por objetivo: atelier de costura no ramo de calçados e comércio de calçados" (fls. 03/04). Na impugnação e no recurso, insiste em que não é contribuinte do IPI pois só efetua industrialização por encomenda de terceiros, sendo mera prestadora de serviços e como • conseqüência não sujeita ao § 22 do art. 52 da Lei n2 9.317/96.1 A fiscalização não trouxe notas fiscais de compra de insumos ou de venda de calçados que tenham sido por ela fabricados. A empresa também não faz prova da alegação de que é mera prestadora de serviços, por meio da apresentação de documentos contábeis, constando dos autos apenas cópia do Livro de Apuração do ICMS. Nele estão registradas como entradas operações sem crédito informadas como outras (ano de 1997), e com o código 1.93 em 1998 e 1999, também sem crédito do ICMS. Compulsando os autos, pelo lado das saídas, foram registradas saídas sem débito em 1997 como outras, e com códigos 5.13 e 5.94 em 1998 e 1999, também sem débito de imposto. - - Em alguns períodos houve registros ínfimos sob os códigos 1.97 e 1.99. _ "1.90 - OUTRAS ENTRADAS _1:93:::Compras.e/ou.rcCrzsferencias-de.materiitt-de consumo _ - -.1.97 - Compra de materiais para uso ou consumo - - - - - - - 1.99 - Outras entradas não especificadas 5.10 - VENDAS DE PRODUÇÃO PRÓPRIA E/OU DE TERCEIROS 5.13 - Industrialização efetuada para outras empresas 5.90 - OUTRAS SAIDAS 5.99 - Outras saídas não especificadas A análise das operações que deveriam ser registradas nos referidos códigos leva à constatação de que a recorrente, de fato, só realizou operações de industrialização por encomenda, não se enquadrando como contribuinte do IPI, não devendo adicionar o percentual de 0,5% à aliquota do Simples.2 Conclusão Por todo o exposto, estabelecido que a recorrente não é contribuinte do Imposto Sobre Produtos Industrializados - IPI, voto por DAR provimento ao recurso voluntário no limite da matéria que envolve ser ou não a interessada contribuinte do IPL matéria esta que, § 2°- No caso de pessoa jurídica contribuinte do IPI, os percentuais referidos neste artigo serão acrescidos de 0,5 (meio) ponto percentual. 2 Este foi o entendimento da SRF ao responder a pergunta n° 54 do " Perguntas e Respostas - Simples", transcrita no recurso da contribuinte. • 5 n 14F - SEGUNDO CONSELHO DE CONTR2UlikirES - •• CONFeRE COMO ORIGINAL Processo n° 13056.000706199-72CCO2/CO2 Sraselia. -1; r Si" 1 O Y Acórdão n.° 202-19.336 Fls. 174 lvana Cláudia Silva Castro "I Mat. Sisos 92138 obedecidas as regras processuais, tem reflexo aos demais lançamentos constantes do auto de infração (IRPJ - PIS — Cofins — CSLL E INSS). Sala das Sessões, em 04 de setembro de 2008. MARIA TERES7ARTÍNEZ LÓPEZ 6 (11 Page 1 _0010800.PDF Page 1 _0010900.PDF Page 1 _0011000.PDF Page 1 _0011100.PDF Page 1 _0011200.PDF Page 1
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Numero do processo: 10166.009336/2002-79
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
Ano-calendário: 1998
Ementa
DCTF .ERRO DE PREENCHIMENTO. PROVA CONTÁBIL. PAGAMENTO EFETUADO NO PRAZO LEGAL
Na parte em que restar comprovado que o fato gerador ocorreu em outro período de apuração, aliado ao pagamento pontual da obrigação tributária, amplamente demonstrado com provas robustas, é de se cancelar a autuação decorrente da auditoria eletrônica da aludida declaração.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-001.603
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Ano-calendário: 1998 Ementa DCTF .ERRO DE PREENCHIMENTO. PROVA CONTÁBIL. PAGAMENTO EFETUADO NO PRAZO LEGAL Na parte em que restar comprovado que o fato gerador ocorreu em outro período de apuração, aliado ao pagamento pontual da obrigação tributária, amplamente demonstrado com provas robustas, é de se cancelar a autuação decorrente da auditoria eletrônica da aludida declaração. Recurso provido.
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PROVA CONTÁBIL. PAGAMENTO EFETUADO NO PRAZO LEGAL Na parte em que restar comprovado que o fato gerador ocorreu em outro período de apuração, aliado ao pagamento pontual da obrigação tributária, amplamente demonstrado com provas robustas, é de se cancelar a autuação decorrente da auditoria eletrônica da aludida declaração. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora. EDITADO EM: 16/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Julianna Fl. 165DF CARF MF Impresso em 20/05/2013 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Bandeira Toscano, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello. Relatório Cooperativa Central de Crédito do Espírito Santo Ltda, já qualificada nestes autos, inconformada com o Acórdão n° 0322.019, de 24 de agosto de 2007, da 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento Brasília DF recorre voluntariamente a este colegiado, objetivando a reforma do referido julgado. A empresa foi autuada para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 11.197,36, conforme auto de infração de fls.19/20, em virtude de apuração das supostas irregularidades quanto à quitação de débitos, a seguir discriminadas, em auditoria da Declaração de Contribuições e Tributos Federais — DCTF, correspondente ao segundo e quarto trimestre de 1998 no valor de R$4.065,70: a) falta de recolhimento do IRRF referente aos códigos 0561, b) Multa de Ofício de R$3.049,28, c) Juros de Mora de R$2.915,68 sem o pagamento da multa de mora/juros de mora, sendo constituída multa isolada no valor total de R$ 1.166,70 (demonstrativos as fls. 10/15). A ciência do lançamento se deu em 11/06/2002, conforme documento à fl. 29 A interessada impugnou o lançamento em 10/10/2005 (fl. 33), consoante o relatório do Acórdão de Primeira instância, que pela sua clareza, peço vênia para transcrevêlo: “o Auto de Infração está assinado pelo próprio titular da recém criada Delegacia da Receita Federal. Assim, sendo, padece tal ato administrativo de nulidade plena, por falta de atribuição de seu signatário para emitir o referido auto de infração; o Delegado tem atribuições exclusivamente administrativa de direção do órgão do qual é titular e que em função da investidura tem as atribuições do cargo originário de AFRF, só que neste momento se despiu dessas atribuições, como resultado da nova investidura e passou a ter só aquelas atribuições inerentes ao cargo de delegado; não há noticia no Auto de Infração, do cumprimento do disposto no art. 12, do Decreto 70.235/72, que ainda está em vigor, eis que só uma assinatura contém o auto; percebe o descaso do fisco e a falta de observância dos preceitos legais, pois este sequer deu chance a impugnante para prestar esclarecimentos, conforme prevê o art. 44, § 2º, da Lei nº. 9.430/96; a administração pública vem lesar o direito fundamental do contribuinte a ampla defesa e do contraditório, previsto no art. 5º, LV da Constituição Federal, com o nascimento de mais um Processo Administrativo Fiscal inútil, que seria evitado se o contribuinte fosse intimado a comprovar o pagamento do tributo e a eventual erro de fato; Fl. 166DF CARF MF Impresso em 20/05/2013 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.009336/200279 Acórdão n.º 2802001.603 S2TE02 Fl. 3 3 requer que o auto de infração seja nulo, em fiel obediência aos princípios básicos que regem a Atividade Administrativa e os princípios constitucionais da Ampla Defesa e do Contraditório, inseridos em nossa Lei Maior; quanto ao tributo referente ao terceiro trimestre de 1998, no valor de R$ 2.803,29, o mesmo fora quitado em dois DARF, no vencimento legal; com relação ao quarto trimestre, no valor de R$ 3.568,83, esclarece que o mesmo fora informado na DCTF com o valor superior ao que realmente era devido, conforme folha de pagamento de salários e prólabore, anexas. 0 valor correto retido traz um montante a ser recolhido de R$ 2.306,42 e não de R$ 3.568,83; os valores de R$ 1.458,92 e R$ 847,50 foram informados na DIRF, corroborando com as afirmações aqui prestadas, bastando para resolver a pendência consultála, poupando se assim tivesse agido o fisco, a lavratura desnecessária do auto de infração;princípios constitucionais da Ampla Defesa e do Contraditório, inseridos em nossa Lei Maior; com relação ao terceiro trimestre de 1998, o imposto fora pago na data correta, no valor devido. Todavia, houve simples erro de informação na DCTF, a qual, por equivoco, fora informado o período de apuração como sendo 0505/98, com vencimento em 03/06/98, quando certo seria o período de apuração em 01 06/98, com vencimento em 10/06/98, conforme DARf em anexo; as multas aplicadas são totalmente absurdas e confiscatórias; é ilegal a criação de obrigação tributária acessória via Instrução Normativa, ainda mais neste caso em que seu descumprimento importaria em aplicação de penas pecuniárias. Portanto, se a instituição foi feita de maneira ilegal, ela é tida inexistente; as multa exorbitantes são ilegais e indevidas. Por fim, requer o julgamento pela improcedência do Auto de Infração. A 4º Turma da DRJ BRASÍLIA DF analisou a impugnação apresentada pela contribuinte e, por via do Acórdão n° 0322.019, de 24 de agosto de 2007 (fls. 52/59), considerou procedente em parte o lançamento, com a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE – IRRF Anocalendário: 1998 LANÇAMENTO COMPETÊNCIA PARA SUA FORMALIZAÇÃO – A competência para constituição do crédito tributário de tributos e contribuições administrados pela RFB, é exclusiva dos Auditores Fiscais da Receita Federal. E mais. 0 exercício do cargo de delegado (comissionado) não suspende a competência do AFRFB para formalizar o lançamento. CIÊNCIA DO LANÇAMENTO E INTIMAÇÃO AO CONTRIBUINTE Fl. 167DF CARF MF Impresso em 20/05/2013 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Os lançamentos de oficio, originários de revisão de declarações, inclusive "DCTF", independem de ciência prévia ao contribuinte. Isto, tem base no que dispõem o art. 2º da IN/SRF n° 77/98, c/c o art. 3º, parágrafo único, "a" da IN/SRF nº. 094/97. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA Preterição do direito defesa decorre de despachos ou decisões e não da lavratura do ato ou termo como se materializa a feitura do auto de infração, sendo incabível a alegação de cerceamento de defesa se nos autos existem os elementos de provas necessários a solução do litígio e a infração está perfeitamente demonstrada. MULTA ISOLADA RETROATIVIDADE BENIGNA O ordenamento: jurídico vigente prevê a aplicação de lei superveniente quando comina penalidade menos severa que a prevista no tempo do ato cometido. PROVAS Se na fase impugnatória a contribuinte comprovar a improcedência de parte do lançamento,seja por recolhimentos já efetuados ou por outra razão qualquer, ha. que se cancelar a importância da exigência fiscal correspondente. Por outro lado será mantido o valor do crédito tributário cujo recolhimento não for comprovado. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA A exigência da multa e dos juros, processados na forma dos autos, está prevista em normas regularmente editadas, não tendo os julgadores de 1ª instância administrativa competência para apreciar argüições contra a sua cobrança. INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS LEGAIS A instância administrativa não é foro apropriado para discussões desta natureza, pois qualquer discussão sobre a constitucionalidade de normas jurídicas deve ser submetida ao crivo do Poder Judiciário que detém, com exclusividade, a prerrogativa dos mecanismos de controle repressivo de constitucionalidade, regulados pela própria Constituição Federal. Lançamento Procedente em Parte Ciente da decisão de primeira instância em 12/11/2007, conforme Aviso de Recebimento à fl. 62, a contribuinte apresentou recurso voluntário em 07/12/2007 conforme protocolo recepção à folha 63. No recurso interposto (fls. 63/67), a recorrente apresenta as seguintes razões: • Ressalta que o relator adotou como razão de decidir unicamente o fato de que a Recorrente não apresentou nenhum documento contábil capaz de provar as suas alegações quanto ao valor correto do IRRF, e em ato continuo, desconsiderou as provas apresentadas (folhas de Fl. 168DF CARF MF Impresso em 20/05/2013 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.009336/200279 Acórdão n.º 2802001.603 S2TE02 Fl. 4 5 salário e prólabore ref. 09/98, fls. 14/15) e firmou entendimento como sendo correto o valor de R$ 3.568,83 • Se sente obrigado, pelo fisco, a apresentar provas de que o IRRF ref ao mês 09/98 é de R$ 2.306,42 e não de R$ 3.568,83, todavia, sequer esclarece que provas documentais são essas. • Afirma que o valor a titulo de IRRF a ser considerado como devido será aquele calculado e apresentado no documento contábil denominado folha de pagamento. E tal valor conforme resta provado às fls. 14/15 não é de R$ 3.568,83, erroneamente informado na DCTF, e sim de R$ 2.306,42 — fruto do somatório do IRRF sobre salário (R$ 1.3458,92) como o IRRF sobre a folha de prólabore (R$ 847,50). • Assevera que o valor informado na DCTF do 4º trimestre de 1998, a titulo de IRRF, código 0561, fora equivocado, fruto de alocação errônea realizada pelo seu sistema de gerenciamento contábil. Ou seja, foi erro material, engano de ocorrência fácil, que não tem o condão, por si só, de condenálo a pagar tributo que sequer se apossou. • Destaca que: § a Receita Federal possui na sua base de dados toda a informação necessária para a apuração do valor correto retido a titulo de IRRF, mormente, pela análise da sua DIRF apresentada, à época do evento, que traz de forma detalhada e individualizada o valor retido de cada beneficiário. § bastava e ainda basta que a Fazenda faça uma incursão nos dados constantes na sua base tributária para verificar que tem razão quanto ao valor por ele recolhido, a titulo de IRRF, para a competência 09/98 (R$ 2.306,42), pois fora este o valor efetivamente RETIDO dos beneficiários (sócios e empregados, código 0561). § Reafirma que se confrontar a DIRF, com as folhas de pagamento (fls. 14/15) se verificará com clareza solar que o valor RETIDO dos beneficiários referente ao mês 09/98 foi de R$ 2.306,42, exatamente o valor por ele recolhido. Portanto não há, diferença alguma a recolher a esse titulo. Ao revés, ao persistir a cobrança a Receita Federal atrai para si, inexoravelmente, o odioso e repulsivo enriquecimento sem causa. § Finalmente solicita o cancelamento do Auto de Infração Fl. 169DF CARF MF Impresso em 20/05/2013 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 É o relatório. Voto Conselheiro Dayse Fernandes Leite, Relatora O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. A contribuinte sempre argumentou que teria ocorrido um erro de preenchimento da DCTF, fato esse realizado sem dolo. Não é novidade os erros no preenchimentos das declarações nas DCTF no período em análise, que tem determinado muitas vezes revisões de ofício pela própria autoridade fiscal. Inicialmente, importa delimitar o litígio submetido a apreciação deste Colegiado. Conforme já se verificou, que a decisão de primeira instância julgou procedente em parte o lançamento, mantendo: a) o valor de R$ 1.262,41 — P.A 0110/98, folha 22, b) a multa de ofício e os juros de mora decorrentes do valor do imposto a pagar; Na peça impugnatória, a contribuinte contesta os débitos de R$ 1.262,41 — P.A 0110/98; Em relação a esse débito, o julgador a quo esclarece que (fls. 56); O débito no valor de R$ 1.262,41 — P.A 0110/98, folha 22, deve permanecer na tributação, pois a interessada não apresentou nenhum documento capaz de provar suas alegações quanto ao valor correto retido trazer um montante a ser recolhido de R$ 2.306,42 e não de R$ 3.568,83. Isto é, não anexou documentos contábeis do período correspondente a exigência fiscal. E mais. Os documentos de folhas 14/15 (folhas de pagamento) não são suficientes para elidir a infração. Em sede de recurso, a contribuinte ratifica suas alegações apresentadas em primeira instância e esclarece que a titulo de IRRF a ser considerado como devido será aquele calculado e apresentado no documento contábil denominado folha de pagamento. E tal valor conforme resta provado às fls. 14/15 não é de R$ 3.568,83, erroneamente informado na DCTF, e sim de R$ 2.306,42 — fruto do somatório do IRRF sobre salário (R$ 1.458,92) como o IRRF sobre a folha de prólabore (R$ 847,50). Alega ainda que o valor informado na DCTF do 4º trimestre de 1998, a titulo de IRRF, código 0561, fora equivocado, fruto de alocação errônea realizada pelo seu sistema de gerenciamento contábil. Ou seja, foi erro material, engano de ocorrência fácil, que não tem o condão, por si só, de condenálo a pagar tributo que sequer se apossou Nesse contexto, para que se possa formar um juízo acerca da matéria em discussão, em relação ao P.A 0110/98, é necessária a análise dos documentos acostados aos autos ( DCTF, folha de pagamento, DARFs de recolhimento). Fl. 170DF CARF MF Impresso em 20/05/2013 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.009336/200279 Acórdão n.º 2802001.603 S2TE02 Fl. 5 7 Quanto ao débito de IRRF, código 0561, PA 0110/1998, no valor de R$ 3.568,83, verificase pelos documentos acostados às fls. 14/15 (folhas de salários e prólabore), que cabe razão ao recorrente e que o valor que deveria ter sido informado na DCTF era R$ 2.306,42 (R$847,50 + R$1.458,92), sendo esse valor recolhido conforme DARFs de fls. 13. Assim, firmase a convicção que houve um erro de fato no preenchimento da DCTF, sem qualquer prejuízo ao erário público federal. Está comprovada a inexistência dos débitos de R$ 1.262,41 — P.A 0110/98. Ante ao exposto, voto por dar provimento ao recurso (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora Fl. 171DF CARF MF Impresso em 20/05/2013 por HIULY RIBEIRO TIMBO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10950.005197/2009-34
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004
Ementa: COFINS. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL
ANIDRO CARBURANTE PARA ADIÇÃO À GASOLINA.
As aquisições de álcool anidro realizada no período em apuração não geram direito ao crédito pleiteado tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com a produção dos efeitos do art. 7º da Lei nº 11.727/08.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.139
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 Ementa: COFINS. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL ANIDRO CARBURANTE PARA ADIÇÃO À GASOLINA. As aquisições de álcool anidro realizada no período em apuração não geram direito ao crédito pleiteado tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com a produção dos efeitos do art. 7º da Lei nº 11.727/08. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL ANIDRO CARBURANTE PARA ADIÇÃO À GASOLINA. As aquisições de álcool anidro realizada no período em apuração não geram direito ao crédito pleiteado tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com a produção dos efeitos do art. 7º da Lei nº 11.727/08. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Tratase de Pedido de Ressarcimento de PIS/PASEP, no valor de R$ 77.616.62, relativos ao 4º trimestre de 2004, vinculandose aos mesmos, Pedido de Compensação. A DRF/Maringá proferiu Despacho Decisório no qual foi parcialmente deferido o ressarcimento pleiteado, no montante de R$ 14.354,67, e homologadas as compensações apresentadas até o limite do crédito deferido. A fiscalização não considerou os valores referentes à aquisição de álcool anidro para fins de composição da base de cálculo da contribuição. Em Manifestação de Inconformidade a Interessada alegou que o álcool anidro é insumo em seu processo produtivo, posto que é adicionado a gasolina tipo “A”, para a obtenção da gasolina tipo “C”, e assim, em face da legislação do PIS e da Cofins não cumulativos, entende que tem direito ao abatimento do crédito relativo às aquisições do referido insumo, nos termos do art. 3º, II, das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003, desde o advento da Lei nº 10.865/2004. Argumenta ainda que: a) o álcool hidratado adquirido pela recorrente é revendido ‘in natura’ aos postos revendedores, (consumidoresvarejistas) ; por sua vez, o álcool anidro é utilizado como insumo na produção da gasolina ‘c’, desta forma, não se poderia tratar ambos produtos como se fossem idênticos, de modo que possuem destinação e finalidades dispares, sobretudo porque não há autorização legal para revenda e distribuição de álcool anidro de acordo com determinações técnicas desde o antigo órgão CPN e ANP, Agência Nacional do Petróleo, sendo utilizado exclusivamente como insumo obrigatório na composição final da gasolina ‘c’; b) a vedação ao creditamento contida no art. 3º, I, “a” das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003, referese única e exclusivamente ao álcool hidratado, e que as contribuições em debate, incidentes sobre o álcool anidro, não estão sujeitas ao regime de substituição tributária, como teria afirmado o fisco, mas, ao contrário, incidiriam em cada etapa do ciclo produtivo, conforme a situação do vendedor/adquirente, ou seja, se produtor, aplicarseia o disposto no art. 5º, I da Lei nº 9.718/1998, e se distribuidor, aplicarseia o contido no art. 5º, II da mesma lei. A DRJ em Curitiba indeferiu a Manifestação de Inconformidade e não reconheceu o direito creditório da CIAPETRO, conforme ementa que transcrevemos a seguir: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 RESSARCIMENTO. CRÉDITOS DE PIS E COFINS. ÁLCOOL ANIDRO PARA ADIÇÃO À GASOLINA. Até 30 de setembro de 2008, não havia direito a crédito do PIS e da Cofins, no sistema de nãocumulatividade, para distribuidora de combustíveis sobre aquisição de álcool anidro para fins Fl. 169DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10950.005197/200934 Acórdão n.º 3803003.139 S3TE03 Fl. 2 3 carburantes adicionado à gasolina “A” para obtenção da gasolina “C”. DCOMP. CRÉDITO INEXISTENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Comprovado nos autos a inexistência do crédito informado como suporte, não se homologam as compensações vinculadas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificada do acórdão retro em 20/04/2012, apresentou Recurso Voluntário para este Conselho Administrativo em 10/05/2012, no qual, em apertada síntese, repisou os mesmos argumentos aduzidos em sede de Manifestação de Inconformidade. Requereu, ao final, pelo reconhecimento do crédito oriundo das aquisições de álcool anidro, anteriores a agosto de 2008, e a homologação das compensações transmitidas pela empresa. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O presente recuso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade razão pela qual dele tomo conhecimento. Compulsando os autos facilmente se observa que a lide encontrase delimitada quanto a existência ou não de direito pelo contribuinte ao creditamento do Pis e da COFINS sobre as aquisições de álcool anidro, em face da realização de sua mistura à gasolina “A” com o fito de obter a gasolina “C”. Por seu turno, a DRJ em Curitiba considerou que a ora Recorrente não fabrica ou produz bens, de forma que possa considerar, para efeitos tributários, o álcool anidro e a gasolina “A” como insumo do produto, a gasolina “C”, destinado à venda. Argumenta que, diferentemente de produzir, a distribuidora apenas realiza a mistura da gasolina “A” com o álcool etílico anidro, para obtenção da gasolina “C”, em atendimento às normas baixadas pela Agência Nacional do Petróleo e que a legislação tributária de regência determinou que a alíquota para aquele produto seria zero por ser considerado um produto vendido pela distribuidora, e não um insumo. Ademais disso, ressaltou que o aproveitamento de créditos sobre aquisição de álcool anidro para adição à gasolina, para contribuinte sujeito ao regime de apuração nãocumulativa da COFINS e do PIS/PASEP somente tem vigência a partir de 01/10/2008, com a previsão contida no § 13 do art.5º da Lei nº 9.718,de1998. A contribuinte, busca através do Recurso Voluntário emplacar o entendimento de que o álcool anidro é produto intermediário obrigatório, e portanto insumo, da gasolina “c”, enquadrando o direito ao creditamento no art. 3º, II, das Leis nº 10.637/02 e 10.833/02, que assim dispõem: Fl. 170DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) Contudo, em que pesem seus argumentos e toda a construção jurídica desenvolvida no Recurso Voluntário que ora se analisa com vistas ao creditamento, os mesmos não merecem prosperar. Isto porque os créditos decorrentes da aquisição de álcool anidro os quais busca o ressarcimento se referem ao 4º trimestre de 2004. Conforme se extrai dos autos, parte integrante do Despacho Decisório proferido pela DRF em Marigá, a contribuinte “considerou as receitas de revendas de gasolina adicionada de álcool anidro como pertencente ao regime nãocumulativo de apuração da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins de que trata a Lei nº 10.833/2003, apropriando como custo, o total das aquisições de álcool anidro para fins carburantes do período”. Nas vendas de gasolina, com exceção da de aviação, óleo diesel e GLP, a contribuição para o Pis/Pasep e para a COFINS incide de forma concentrada, no inicio da etapa de comercialização, realizada pelos produtores ou importadores. Até o advento da Lei nº 10.637/02 e da 10.833/02, que instituíram a sistemática da nãocumulatividade para o Pis/Pasep e para a COFINS, respectivamente, essas receitas se mantiveram no regime da cumulatividade, se sujeitando ao art. 2º da Lei nº 9.718/98 se produtor, e arts. 5º e 6º do mesmo diploma legal se distribuidores ou importadores. O inciso IV do §3º do art. 1º da Lei nº 10.833/02, reproduzido de igual forma na Lei nº 10.637/02, determinava a não inclusão na base de cálculo das contribuições sociais das receitas de venda dos produtos de que tratam as Leis nos 9.990, de 21 de julho de 2000, 10.147, de 21 de dezembro de 2000, 10.485, de 3 de julho de 2002, e 10.560, de 13 de novembro de 2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição, dentre esses produtos destacamos o álcool para fins carburantes: Art. 1º A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: I decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero; II (VETADO) III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; Fl. 171DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10950.005197/200934 Acórdão n.º 3803003.139 S3TE03 Fl. 3 5 IV de venda dos produtos de que tratam as Leis nº 9.990, de 21 de julho de 2000, nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; Com o advento da Lei nº10.865, de 30 de abril de 2004, o artigo acima transcrito sofreu mudanças, de maneira que a vedação à inclusão na base de cálculo das contribuições sociais ficou restrita tão somente as operações de venda de álcool para fins carburantes, tal qual o caso: § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: I decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero; II (VETADO) III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; IV de venda dos produtos de que tratam as Leis nº 9.990, de 21 de julho de 2000, nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; IV de venda de álcool para fins carburantes; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (Vide Medida Provisória n° 413, de 3 de janeiro de 2008)(Vide art. 42 da Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008) Desta forma, a venda de álcool para fins carburantes permaneceu na sistemática da cumulatividade, a qual não permite o creditamento do crédito oriundo das referidas aquisições, de modo que esta situação permaneceu até sua revogação pela Medida Provisória nº 413, de 3 de janeiro de 2008, convertida na Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008, que assim dispôs em seu art. 42: 1 1 6 º TURMA. ACÓRDÃO Nº 1638910 de 17 de Maio de 2012. DRJ/SPO1. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: CRÉDITO DE COFINS. A aquisição de álcool anidro para fins carburantes e de gasolina A com a intenção de obtenção de gasolina C não gera crédito de COFINS para distribuidora de combustíveis. Os pro cedimentos de reconhecimento de direito creditório exigem do sujeito passivo a comprovação do direito que entende possuir. Anocalendário: : 01/01/2005 a 31/12/2005 DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM RIBEIRÃO PRETO. 1 º TURMA. ACÓRDÃO Nº 1425212 de 13 de Julho de 2009. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: CRÉDITO DE COFINS. ÁLCOOL ANIDRO PARA ADIÇÃO À GASOLINA. Até 30 de setembro de 2008, não havia direito a créditos da Cofins para distribuidora de combustíveis, sobre aquisição de álcool anidro par a fins de adição à gasolina. Período de apuração: : 01/07/2004 a 30/09/2004 Fl. 172DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Art. 42. Ficam revogados: III – a partir do primeiro dia do quarto mês subseqüente ao da publicação desta Lei: a) o parágrafo único do art. 6º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998; b) os incisos II e III do caput do art. 42 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001; c) o inciso IV do § 3º do art. 1º e a alínea a do inciso VII do art. 8º da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002; d) o inciso IV do § 3º do art. 1º e a alínea a do inciso VII do caput do art. 10 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003; e)os arts. 49, 50, 52, 55, 57 e 58 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, não havendo, após essa data, outra forma de tributação além dos 2 (dois) regimes previstos nos arts. 58A a 58U da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e demais dispositivos contidos nesta Lei a eles relacionados;(Vide Medida Provisória nº 436, de 26/06/2008) f)o § 7º do art. 8º e os §§ 9º e 10 do art. 15 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004.(Vide Medida Provisória nº 436, de 26/06/2008) Outrossim, o álcool anidro, composto que misturado a gasolina “A” origina a gasolina “C”, comercializada pelos postos revendedores e utilizada pela população em geral em seus veículos automotores, ao meu sentir, não foi tratado pela legislação tributária como insumo, mas sim um produto vendido pelo distribuidor. Tanto é que o inciso II do artigo 42 da MP nº 2.15835, de 2001, portanto vigente à época dos fatos, reduziu a zero a alíquota das contribuições sociais sobre a receita bruta decorrente da venda de álcool para fins carburantes quando adicionado à gasolina, auferida por distribuidores, dispositivo que também foi revogado pela Lei nº 11.727/08, porquanto o recolhimento já haveria sido efetuado na etapa anterior pelos produtores (usinas): Art.42.Ficam reduzidas a zero as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de: Igasolinas, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e GLP, auferida por distribuidores e comerciantes varejistas; IIálcool para fins carburantes, quando adicionado à gasolina, auferida por distribuidores; (Vide Medida Medida Provisória nº 413, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.727, de 2008) DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM SÃO PAULO. 6 º TURMA. ACÓRDÃO Nº 1619305 de 05 de Novembro de 2008. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: CRÉDITO DE COFINS. A aquisição de álcool anidro para fins carburantes e de gasolina A com a intenção de obtenção de gasolina C não gera crédito de COFINS para distribuidora de combustíveis. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. Os procedimentos de reconhecimento de direito creditório exigem do sujeito passivo a comprovação do direito que entende possuir. Anocalendário: : 01/01/2004 a 31/12/2004 Fl. 173DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10950.005197/200934 Acórdão n.º 3803003.139 S3TE03 Fl. 4 7 IIIálcool para fins carburantes, auferida pelos comerciantes varejistas. (Vide Medida Medida Provisória nº 413, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.727, de 2008) Nestes termos, as aquisições de álcool anidro realizada no período de 01/10/2004 a 31/12/2004 não geram direito ao ressarcimento da PIS/PASEP tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com o advento da Lei nº 11.727/08 e a produção dos efeitos do seu art. 7, a qual instituiu este regime diferenciado de tributação para os distribuidores de álcool anidro adicionado à gasolina. 2 De se acrescentar, que conforme todo o apanhado, não contestado pela Recorrente, no período de agosto de 2001 a setembro de 2008, as saídas de álcool promovida pelas distribuidoras, ainda que misturados à gasolina, estavam sujeitas à alíquota zero, o que comprova a sua finalidade carburante. Por tal razão, não se pode opor à situação que ora se analisa, o permissivo legal contido no art. 17 da Lei nº 11.033/04 cujo conteúdo transcrevemos a seguir para fins de melhor interpretação: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Pelo que se percebe, o contribuinte não poderá se creditar de todas as aquisições de produtos cuja saída do estabelecimento esteja sujeita à alíquota zero, tendo em vista que em determinados casos, como o dos autos, existe expressa determinação legal que veda esse aproveitamento (inciso IV, do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.833/03). Em julgado recente, a 4ª Câmara da 1ª Turma Ordinária desta 3ª seção posicionouse de forma semelhante, no acórdão de nº 340101.111, partilhando do mesmo entendimento que o refletido neste voto: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 CRÉDITOS NA AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL PARA FINS CARBURANTES. ÁLCOOL ANIDRO. VEDAÇÃO EXPRESSA. A possibilidade de manutenção de créditos a que se refere o art. 17 da 11.033, de 21 de dezembro de 2004, não é ampla e irrestrita, em face de vedação expressa contida na regra então vigente, qual seja, o artigo 3º, I, “a”, c/c o art. 2 SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 52 de 29 de Junho de 2011 ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: DISTRIBUIDOR DE GASOLINA. DIREITO A CRÉDITO. Até 30/09/2008, as aquisições, por distribuidor, de álcool anidro para fins carburantes para ser adicionado à gasolina não geravam direito a crédito, por força de vedação expressa contida na letra “a”, do inciso I do artigo 3º da Lei nº 10.833, de 2003. A partir de 01/10/2008, com a produção dos efeitos do artigo 7º da Lei nº 11.727, de 2008 e do Decreto nº 6.573, de 19/09/2008, pode o distribuidor que adquire álcool anidro para mistura à gasolina de produtor, importador ou outro distribuidor, creditarse em relação ao produto adquirido, sendo o valor do crédito determinado por unidade de medida, conforme estabelecido na norma regulamentadora. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 8 1º, § 3º, IV, da Lei nº 10.833, de 29/12/2003. Ante o exposto, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário, mantendo incólume a decisão proferida pelo Órgão de Piso. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 175DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10680.900072/2009-47
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001
Ementa: PEDIDO DE RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS
NA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO
DE INCIDÊNCIA.
Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula CARF nº 20)
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.764
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001 Ementa: PEDIDO DE RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS NA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA. Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula CARF nº 20) Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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INSUMOS APLICADOS NA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA. Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula CARF nº 20) Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 91DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 2 RIO VERDE MINERAÇÃO SA formulou pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI, referente ao período de apuração de 01/04/2001 a 30/06/2001, no montante de R$135.976,77, cumulado com Declaração De CompensaçãoDcomp desse crédito. O pedido foi indeferido, nos termos do Despacho Decisório de fl. 14. Sobreveio a Manifestação de Inconformidade de fls. 1 a 13, em que se controverteram as seguintes questões: 1) o minério produzido, embora seja NT, é exportado, gozando de imunidade ao IPI; 2) o minério sofre beneficiamento, o que caracteriza industrialização; 3) o crédito presumido, introduzido pelo art. 1º da Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, se destina à empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais, sem qualquer restrição, bastando que se produza e exporte o produto para fazer jus ao benefício; 4) ao ressarcimento deverá ser acrescido da variação da Selic, seja ela verificada entre a data da aquisição dos insumos até o efetivo recebimento, seja aquela calculada entre a data da protocolização do pedido até a data da efetiva restituição/compensação, por imposição dos princípios constitucionais da isonomia e da moralidade e por aplicação analógica do art. 66, § 3º, da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991, conforme autorizado pelo art. 108, I, do CTN, e em relação ao art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995; 5) os pneus dos caminhões fora de estrada e as partes e peças de reposição dos equipamentos utilizados na mina, sofrem desgaste contínuo, daí porque enquadrados no conceito de matériaprima ou de produto intermediário; 6) as notas fiscais de serviços e beneficiamento citados referemse à parte da industrialização realizada por terceiros dentro da linha de produção; 7) o combustível e a energia elétrica foram também consumidos em equipamentos constantes da linha de produção, perfeitamente admissíveis como; 8) as exportações indiretas por intermédio de empresas comerciais exportadoras (trading companies), como por intermédio das empresas exportadoras registradas na Cesex, fazendose necessária diligência para verificação. A 3ª Turma da DRJ/JFA julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 09035.791, de 29 de junho de 2011, fls. 47 a 51, teve ementa vazada nos seguintes termos (sublinhado no original): Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI Fl. 92DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10680.900072/200947 Acórdão n.º 380302.764 S3TE03 Fl. 92 3 Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001 IPI. RESSARCIMENTO. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. PRODUTOS NT O direito ao crédito do IPI condicionase a que os produtos estejam dentro do campo de incidência do imposto, o que não ocorre quando estes produtos são nãotributados (NT), na forma do parágrafo único, do artigo 2º do RIPI/98 (Decreto nº 2.637, de 1998) ou do RIPI/2002 (Decreto nº 4.544, de 2002). O mesmo ocorre com o crédito presumido que demanda que a operação de exportação se dê sobre produtos tributados. CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. Somente podem ser considerados como matériaprima ou produto intermediário, além daqueles que se integram ao produto novo, os bens que sofrem desgaste ou perda de propriedade, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização e desde que não correspondam a bens do ativo permanente. Dessa maneira, pneus fora da estrada, eletrodos para soldagem, graxas para máquinas e equipamentos, a energia elétrica e combustíveis, etc., elementos que não atuam diretamente sobre o produto, e, ainda, os gastos com a prestação de serviços não se enquadram nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário (PN CST, nº 65, de 1979; Lei nº 9.363, de 1996). Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001 CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS. É incabível, por falta de previsão legal, a incidência de atualização monetária ou de juros sobre créditos escriturais legítimos do IPI. Para créditos que se revelem inexistentes ou ilegítimos, a pretensão de tal incidência é, deveras, absurda. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001 PERÍCIA. DILIGÊNCIA. É o julgador de primeira instância competente para denegar a diligência ou perícia prescindível, assim também entendida aquela que não afetará a solução do litígio, em razão de já haver já nos autos motivo suficiente para a formação de sua convicção e denegação do pleito do contribuinte (art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972). Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 93DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/JFA3ª Turma. O arrazoado de fls. 75 a 89 reproduz integralmente os termos da Manifestação de Inconformidade, aduzindo apenas que o débito oposto em compensação do crédito pleiteado foi incluído no programa de parcelamento especial instituído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Pede provimento e deferimento do ressarcimento. É o Relatório. Voto Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 75 a 89 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJJFA3ªTurma nº 09035.791, de 29 de junho de 2011. Direito de crédito de IPI na industrialização de produtos NT Tratase de matéria já pacificada na segunda instância administrativa, desde os tempos do extinto Conselho de Contribuintes, com entendimento plasmado, atualmente, na Súmula CARF nº 20: Súmula CARF Nº 20 Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. Conclusão Com essas considerações, quedam prejudicadas todas as demais alegações recursais. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em Alexandre Kern Fl. 94DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10680.900072/200947 Acórdão n.º 380302.764 S3TE03 Fl. 93 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 95DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10880.006317/99-59
Data da sessão: Thu Oct 30 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Oct 30 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES
Ano-calendário: 1999
A desistência expressa do recurso interposto implica na perda do
objeto do processo.
Recurso Especial do Procurador Provido
Numero da decisão: CSRF/03-06.179
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em conhecer do recurso especial, para anular o acórdão recorrido. Vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli c Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Ano-calendário: 1999 A desistência expressa do recurso interposto implica na perda do objeto do processo. Recurso Especial do Procurador Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em conhecer do recurso especial, para anular o acórdão recorrido. Vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli c Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ai on . ° Praga - Presidente Susy offin nn - Relatora EDITADO EM: 12/07/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antônio José Praga de Suuza, Anelise Daudt Prieto, Susy Gomes Hoffinann, Judith do Amaral Marcondes Armando, N;Iton Luiz Bartoli, Maria Cristina Roza da Costa, Luciano Lopes de Almeida Moraes e Antonio Carlos Guidoni Filho. Ausentes justificadamente as Conselheiras Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Nanci Gama. Relatório Trata o presente de Recurso Especial por maioria, interposto pela Unido Federal, a fim de que seja reformada a decisão da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes que rejeitou o Embargo Inominado oposto pela Ilustre Conselheira Presidente da 3" Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, mantendo-se • assim;., a decisão por ele atacada. Para melhor elucidação do presente caso, transcrevo abaixo o relatório emitido no Acórdão 303-33567, pelo Ilustre Relator Conselheiro Silvio Marcos Barcelos Fiúza: O contribuinte recorrente, mediante Ato Declamtório de emissão do Sr. Delegado da Receita Federal em Sao Paulo de n" 157.122, foi excluído do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES, ao qual havia anteriormente optado, na firma da Lei n" 9.317, 05/12/1996 e alterações posteriores. O motivo cla exclusão teria sido a "Atividade Ezonómicct não permitida para o Simples" desenvolvida pela recorrente, ou seja, atividade de ensino, que implicaria em z serviço de professor, educador ou profissional assemelhado, legalmente habilitado ou não. Apresentando o interessado reclamação contra a referida exclusão, manifestou-se a DRF de origem por sua improcedência. De acordo com os artigos 14 e 15 do Decreto n" 70.235, de 06/03/1972, com a nova redação dada pela Lei n" 8.748/1993, o contribuinte apresentou impugnação «is. 21 a 40). Através de seu procurador legalmente habilitado, com procuração àjl. 12; alegando, em sinte. se: Que a Constituição Federal garante ao cidadão o direito c/c livre exercício de profissão bem como a constituição de empresas sejam elas de qualquer porte. Garante, também, às microempresas e empresas de pequeno porte, tratamento diferenciado conforme expresso no art. 179. Por seu turno, a Lei n°9.317/1996 veio a regular tal situação dando as hipóteses e a.forma para o exercício de tal prerrogativa Constitucional. Que a Lei n 9.317/1996 na parte que estabelece condições qualificativas e não apenas quantificativas para opção pelo regime diferenciado, certamente exorbitou, tamsfbrmando-se em um verdadeiro "monstrengo legislativo", eivado de inconstitucionalidades. Que pelo art. 179 da CF, evidente está que caberia apenas a lei infraconstitucional a função de definir quantitativamente o que sejam microempresas e empresas de pequeno porte. Em momento algum, o contribuinte delegou ao legislador comum, o poder de fixação ou até mesmo de definição de atividades excluídas do beneficio Não bastasse, o texto legal referido traz ainda uma evidente quebra da igualdade tributária (art. 150, inciso II c/a Constituição Federal).- atividade empresarial exercida pela prestadora de serviços educacionais é muito mais ampla que a desenvolvida pelo professor ou assemelhado, esta sim absurda e inconstitucionalmente "vedada" pela legislação ordinária. Muito embora não haja referência expressa neste 2 Processo n° 10880.006317/99-59 Acórclüo n.° 03-06.179 CSRF/T03 Fls. 172 sentido, pode-se afirmar que a decisão ora impugnada conclui que a atividade da escola é assemelhada a do professor. A escola para exercer sua atividade necessita um complexo de instalações, de ill.S111710S, de valores, as vezes mais expressivos que o custo da mão de obra do professor. Por ocasião da Lei n" 7.256/1984, a exemplo do que ocorre hoje, em razão dos absurdos de interpretação que vinham ocorrendo, ct matéria foi levada a apreciação do Conselho de Contribuintes, que decidiu favoravelmente ao enquadramento dos estabelecimentos de ensino C01710 microempresas. As disposigões contidas no art. 9" da Lei n" 9.317/1996 é praticamente "bis in idem" daquelas contidas no inciso VI, do art. 3" da Lei le 7.256/1984. Que a entidade mantenedora educacional 100 é WW1 sociedade de profissionais para o exercício da profissão de professor. A entidade é Sint uma sociedade entre empresários, semi' exigência de qualificaçõo profissional e livre para contratar profissionais devidamente qualificados e habilitcidos para o exercício de suas profissões. Através da Decisão DRI/SPO n" 003465 de 26/09/2000, a DRF de Julgamento em São Paulo-SP indeferiu a solicitação da recorrente, para molder a exclusão do sistema SIMPLES, alegando em síntese, o seguinte: "O impugnante se insurge contra a sua exclusão do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Micro empresas e das Empresas c/c Pequello Porte — SIMPLES, classificalido de inconstitucional o art. 9", da Lei n°9.317, de 05/12/1996. No entanto, não cabe à esfera administrativa apreciar alegadas c/c alas legais ou administrativos. É competência desse órgão julgador tão somente decidir sobre a 771(117111e1NC70 Olt exoneração dos laTIÇaMentOS, hem Como o cieferimnento ()Undo de solicitações .feitas à achninistração tributária, com base na legislação pertinente, neste caso em relação ao SIMPLES. A argiiigão de inconstitucionalidade é competência exclusiva do Poder Judiciário. 0 interessado alega que a sua exclusão do sistema SIMPLES infringe o Principio Constitucional Isonomia, dispondo Ho all. 150 inciso II c/a CF. No entmito, tcrl alegação não pode prosperar. O tributarista Hugo de Brito Machado, no compendio "Curso de Direito Tributário", assim discorre sobre o tema: "A iS0110111ia, ou igualdade de todos na lei e perante a lei, é um principio universal de justiça. Na verdade, UM estudo profundo do assunto nos levará certamente à conclusão de que o isonômico é o justo. 0 principio da Isonomia, entretanto, tem sido Inuit° mal entendido, prestando-se para .fimdamentar as mais absurdas pretensões. Dizer-se clue today são iguais perante a lei, na verdade, no mais significa do que cifirmar que as normas jurídicas devem ter caráter hipotético. Assim, qualquer que seja a pessoa posicionado nos ter1710S da previsão legal, a conseqiiência deve ser sempre a 111C.S711a. E171 outras palavras, ocorrida, vale clizer, concretizada, a previsão 3 normativa, a conseqüência deve ser a mesma, Rya quenz for a pessoa C0111 esta envolvida" Assim, se qualquer pessoa jurídica prestar serviço profissional de professor ou assemelhado ficará sujeito, também, a exciusao cio SIMPLES, assim como ocorrido coin o interessado. O impugnante argumenta, também, que o art. 179 da Constituição Federal, que assegura tratamento diferenciado ás microempresas e empresas de pequeno porte, não possibilita qualquer discriminação por conta da atividade a ser explorada. No entanto, não cabe razão ao impugnante ao alegar que a Lei n° 9.317/1996 distingue as, empresas ein virtude do seu objeto social. A lei que instituiu o SIMPLES foi responsável pela regulamenta 00 do tratamento diferenciado, sin iplificado e favorecido, aplicável as microempresas e as empresas de pequeno porte, relativamente aos impostos e as contribuições. O impugnante se opõe a sua exclusão do SIMPLES, alegando que ci proibição contida 110 inciso XIlI, cio art. 9", da Lei n" 9.317, de 05/12/1996, refere-se a sociedade de profissão legalmente regulamentada e por esse motivo foi excluída do SIMPLES, por equivocada interpretação da Receita Federal. Acredita a instituição que foi excluída do SIMPLES por ter sido considerada uma sociedade civil de profissão regulamentada, a q' 11611 a Lei n" 9.317/1996 veda a opção pelo referido sistema e, por não se enquadrar como tal, faria jus à opção efetuada. O contribuinte não é e 1150 foi considerado sociedade de profissão legalmente regulamentada, e foi excluído do sistema Imegrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES, conz fidcro no inciso XIII, do art. 90 da Lei 11" 9.317, de 05/02/1996, que disPõe: Art 9"-. Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa juriclica: XIII — que preste serviços profissionais de ... professor, ... ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida. Pela transcrição acima, verifica-se que o termo "assemelhados", consta da redação do texto legal e deve ser entendido como qualquer atividade de prestação de serviço que tem similaridade ou semelhança com as atividades enumeradas no referido dispositivo legal, vale dizer, a lista das atividades ali elencadas não é exaustiva. Dispondo sobre 11111 tratamento favorecido de exigências de tributos, a lei indica expressamente quais os tipos de serviços prestados . Pela empresas que não poderiam optar pele SIMPLES, ,a fim de .evita r. quaisquer dúvidas. Assim, as pessoas jurídicas,' C01710 a impugnantc, que têm como atividade a exploração do 1.01110 de ensino, coin a prestação de serviços de professor em cursos livres, não podem optar pelo aludido sistema, pois estão proibidas por dispositivo expresso da Lei. 4 Processo 11' 10880.006317/99-59 Acórd5o rt. ° 03-06.179 CSRF/T03 Fls. 173 No caso, afigura-se irrelevante o fato de que os serviços educativos se referiram ao ensino de curso regulamentar ou curso livre, mediante a contratação de professores ou professores autónomos. Alega o contribuinte que o texto e o conteúdo da lei do SIMPLES é o mesmo da Lei n° 7.256/1984 que regulamentava os benefícios legais referentes a micmempresa. Assim, a jurisprudéncia administrativa relativa ao enquadramento cio estabelecimento de ensino como microempresa também deve prevalecer. Em que pese a jurisprudência administrativa citada pelo impugnante , os acórdãos prolatados pelos Conselhos de Contribuintes não têm efeito vinculante em relação as decisões proferidas pehts Delegacias de Julgamento da SRF, tendo validade somente inter partes. Cabe esclarecer, inclusive, que a Lei n" 9.317/1996 revogou o art. 3" da Lei n" 7.256/1984, tendo sido esta, integralmente revogada peht Lei n" 9.841, de 05/10/1999. Diante do exposto, conclui-se que a legislação em vigor não ampara pretensão da impugnante, devendo a presente solicitação ser indeferida." Regularmente intimado via AR cm 14/08/2003, o recorrente apresentou recurso voluntório ao Egrégio Conselho de Contribuintes, tempestivamente, em 02/09/2003 (Postagent do documento via AR/ECT), e devidamente protocolado na DRF cm São Paulo- SP/DERAT CM 10/09/2003, (mile rebate as conclusões a que chegou a DRF de Julgamento, mantendo todo o seu arrazoamento apresentado em 1" Inshincia. O Processo for apreciado na Sessão de 27 de janeiro de 2005, dessa Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, que através do Voto condutor desse relator, resolveram por unanimidade de votos converter o julgamento em diligência, conforme Resolução n" 303- 01.010, nos. seguintes termos, que neste ato se transcreve: "Como pode ser aquilatado, não consta do Processo em referencia qualquer documento que comprove realmente qual o ramo de atividade que se dedica ct recorrente, jé que não faz parte do Processo e setts Atos Constitutivos e as eventuais Modificações„ve houveram, mesmo que constando as fis. 16/17, menção do Drs. Encarregado e Chefe. da DESIT (Divisão de Tributação) do 8"/DRF/SP/EQ/Allálise de Processos do IR, que o ramo de atividade desenvolvida seria "educação infantil", não 110S outorga certeza dessa finctlidade. ASSi171 SC17(10, Voto no sentido c/c transformar o julgamento em DILIGÊNCIA, pat-a que o presente processo retorne a Delegacia da Receita Federal (le origem onde deverão ser adotadas as seguintes providências: I. Que seja acostado ao presente Processo, os Atos Constitutivos da empresa recorrente e as eventuais Modificações posteriores, se 'louver; 2. Que seja Diligenciado no sentido de informar quctl o ramo c/c ativithule educacional que exercia e/ou vem exercendo a recorrente, se apenas o ramo de educação 5 infantil, e até que grail, ou se desenvolve e/ou desenvolveu outra atividade durante toda a sua existência; 3. Após o que, retorne o Processo para apreciação e julgamento por esse Conselho. Elli atendimento a decisão ora transcrita, a DRF de Sao Paulo, através da DERAT/DICAT/EQCOB, ultimou as providências requeridas, mediante MPF e Termo de Diligência Fiscal, conforme faz prova toda a documentação anexada /esfls. 80 a 122, retornando o processo para julgamento." Em sessão realizada no dia 21 de setembro de 2006, os membros da 3' Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes deram provimento ao recurso voluntário, por unanimidade de votos, posto que entenderam que o contribuinte comprovou que "se dedica exclusivamente a atividade de jardim de infância (educação infantil) e ensino fundamental, permitida pela legislação que disciplina a sistemática do SIMPLES". Determinando-se assim, o cancelamento do Ato Declaratório que excluiu a empresa do Sistema. Em 27.09.2006, foi recepcionado no Conselho de Contribuintes um requerimento de desistência total da impugnação ou do recurso interposto no presente processo (fls. 133), informando que os débitos objeto da desistência.seriam incluídos i) no PAEX (120 meses) — art. 8" MP 303/2006 e; ii) Parcelamento (6 i'neSes) .-coni 'redução — art. 9" MP 303/2006. Tal pedido fora protocolizado no CAC Santo Amaro na mesma data do julgamento do recurso voluntário, qual seja, 21/09/06. Diante desta controvérsia, a Ilustre Conselheira Presidente da Terceira Câmara, por meio de Embargo Inominado (fls. 145), submeteu os autos a análise da Câmara, tendo ern vista possível omissão na decisão, já que não mais havia objeto, "causado pelo desconhecimento da renúncia" Os membros do Conselho, entretanto, entenderam que não houve perda de objeto, posto que a renúncia fora protocolizada no mesmo dia do julgamento do recurso, julgamento este que teve publicação prévia da pauta no DOU. Não havendo assim, que se falar em "vicio, omissão, obscuridade, dúvida, contradição ou falta de objeto no Acórdão ora ern debate." Desta forma, rejeitaram o Embargo, por maioria de votos. A União Federal, por meio de seu Procurador, interpôs o presente Recurso Especial por maioria, requerendo o não conhecimento do Recurso Voluntário do contribuinte, em virtude da renúncia devidamente manifestada. Alega o Sr. Procurador que o Acórdão fora proferido quando já não mais existia objeto e, desta forma, a decisão mostrou-se contrária à prová'do'cumental constante dos autos. Em contra-razões, o contribuinte alega que o que perdeu o objeto foi o formulário de desistência, posto que protocolado junto ao Conselho em 27 de setembro de 2006 e que este requerimento "já se encontrava totalmente nulo, visto que repita-se, em 21 de setembro de 2006 já havia sido devidamente proferido o Acórdão contra o qual o Recorrente interpôs o Recurso." Em síntese é o relatório. 6 Processo n° 10880.006317/99-59 AcOrchion.° 03-06.179 CSRF/T03 Fls. 174 Voto Conselheira Susy Gomes Hoffinann, Relatora 0 presente recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos dc admissibilidade, razão porque dele torno conhecimento. Pleiteia a Unido a reforma da decisão da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes que rejeitou o Embargo Inominado oposto por sua Ilustre Conselheira Presidente, mantendo-se assim, a decisão por ele atacada. Alega o Procurador que o Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte (fls. 53/66) perdeu o objeto quando da fonnalização de desistência do processo, protocolizada pelo contribuinte em 21 de setembro de 2006, conforme se denota ás fls. 133, motivo pelo qual não deve ser conhecido. Razão assiste a Recorrente, posto que a desistência expressa do recurso acarreta a perda do seu objeto, posto que a própria parte manifestou sua falta de interesse no pleito aduzido na peça manejada. Este é o entendimento do Egrégio Conselho de Contribuintes, veja-se: OBJETO DA AÇÃO. CARÊNCIA. — Tendo o contribuinte recolhido o débito discutido e manifestado sua desistência quanto ao Recurso interposto, acarreta em perda o objeto da ação. Pela carência do objeto, não hã que ser apreciado o Recurso. Recurso Cl que não se toma conhecimento por unanimidade. Acórdão CSRF/03-03.719. Processo 10820.002616/96-31. Relatora Maria da Gloria Cintra Vilela. Julgado em 01/07/2003. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO DESISTÊNCIA. A desistência expressa da recorrente do recurso interposto implica a perdu do seu objeto. RECURSO NÃO RECONHECIDO, POR PERDA DE OBJETO — Decisão Unânime. Acórdão n" 301-31167. Primeira Câmara. Processo 13888.000461/2001-85. Relator Valmar Fonseca de Menezes. Julgado em 13/05/2004. Desta forma, não deve ser conhecido o Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte por perda de objeto e, conseqüentemente, deverá ser anulada a r. decisão proferida pela Terceira Camara, por meio do Acórdão IV 303-33567. Isto posto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DO PROCURADOR, para reformar a decisão que rejeitou o Embargo Inominado, diante da visível perda do objeto do presente processo. Susy qopit Hoffmann 7
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Numero do processo: 13527.000011/00-67
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.207
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
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Numero do processo: 10480.907256/2009-94
Data da sessão: Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000
Ementa: CONCOMITÂNCIA DE OBJETOS NA INSTÂNCIA
ADMINISTRATIVA E JUDICIAL. NÃO CONHECIMENTO.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo.
Inteligência da súmula nº 1 do CARF.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-002.515
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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NÃO CONHECIMENTO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Inteligência da súmula nº 1 do CARF. Recurso Voluntário Não Conhecido. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. EDITADO EM: 01/05/2012 Fl. 96DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani Relatório Versam os autos sobre Declaração de Compensação, transmitida em 31/01/2006, por meio da qual busca a contribuinte compensar créditos de COFINS oriundos de pagamento indevido ou a maior, no valor inicial de R$ 76.613,64, com débitos de IRPJ e CSLL nos valores de R$ 1.510,04 e R$ 1.066,90, respectivamente. Inferese, do Despacho Decisório, que, com fundamento nos arts. 165 e 170 do CTN e, ainda, no art. 74, da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, não foi reconhecido o direito creditório pleiteado e, por decorrência, foi não homologada a compensação no qual o pretenso crédito foi utilizado – pois o pagamento vinculado ao suposto indébito foi totalmente aproveitado para a extinção do débito de COFINS do período de apuração de junho/2000. A contribuinte devidamente cientificada, apresentou Manifestação de Inconformidade, na qual alega possuir créditos pautados em decisão judicial favorável à Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Pernambuco OAB/PE, garantidora da isenção do pagamento da COFINS às empresas exclusivamente prestadoras de serviços relativos a profissões legalmente regulamentadas, motivo o qual lhe daria direito ao reconhecimento do indébito do pagamento da COFINS e, conseqüentemente, à homologação das compensações realizadas por intermédio do PER/DCOMP aqui examinado. Sustenta, ainda, que, de acordo com informações colhidas junto ao Centro de Atendimento ao Contribuinte CAC da DRF/REC/PE, a conclusão atingida pelo Despacho Decisório censurado se deveria à nãoretificação, para o novo valor apurado, da respectiva Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) circunstância que, na visão da defendente, não anularia a existência do pretendido crédito. A DRJ/PE anexou: (i) extrato de consulta processual junto ao sítio do TRF/ 5ª Região à Ação Rescisória tombada sob o n° 2006.05.00.0442426 e ementas dos acórdãos proferidos naquela ação aos 23/11/2007, 27/02/2008 e 16/06/2010; e (ii) extrato de consulta processual junto ao sítio do Supremo Tribunal Federal STF à Reclamação etiquetada sob o n° 6.917/PE e decisão monocrática nela proferida aos 09/12/2008 pelo Exmo. Ministro Joaquim Barbosa. O Acórdão proferido pela DRJ/PE foi no sentido de manter o Despacho Decisório, não reconhecendo o direito ao aludido crédito, culminando com a não homologação da compensação, é o que se depreende da ementa, citada abaixo: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000 SOCIEDADE CIVIL. COFINS. ISENÇÃO RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. SUBSEQÜENTE POSICIONAMENTO DIVERSO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TITULO JUDICIAL INEXIGIBILIDADE. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10480.907256/200994 Acórdão n.º 380302.515 S3TE03 Fl. 2 3 É inexigível o título judicial, consubstanciado em decisão judicial transitada em julgado que reconhece direito à isenção do pagamento da COFINS a sociedades civis prestadoras de serviços relacionados a profissão legalmente regulamentada, quando sobrevindo a respeito posicionamento diverso consolidado junto ao Supremo Tribunal Federal, especialmente quando a eficácia da decisão judicial transitada em julgado haja sido desconstituída em ação rescisória. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO FUNDADO EM TÍTULO JUDICIAL INEXIGÍVEL. NÃOHOMOLOGAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. PROCEDÊNCIA. É procedente o Despacho Decisório que não homologa compensações em que é utilizado suposto direito creditório fundado em titulo judicial inexigível, por inexistir crédito líquido e certo a ser compensado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificada em 26/08/2011, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 23/09/2011 pleiteando a modificação do referido Acórdão. Em apertada síntese, alega a contribuinte que a revogação da isenção não pode abranger fatos pretéritos, somente a fatos que ocorram após a data do Acórdão do STF. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo, porém dele não tomarei conhecimento pelo que passo a explanar a seguir. A contribuinte se insurge contra Acórdão da 2ª Turma da DRJ/REC, que manteve o Despacho Decisório não homologatório da compensação pretendida. No Recurso Voluntário, pretende a revogação do decisum, defendendo que houve pagamento indevido da COFINS, com fulcro em decisão judicial que concedeu o benefício de isenção desta contribuição para Sociedades Civis de Prestação de Serviços de Profissão Regulamentada. Observase, ainda, mediante os documentos de fls. 42/53, que a desconstituição dos efeitos do enfocado acórdão é objeto de ação rescisória autuada sob o n° 2006.05.00.0442426, ajuizada pela Fazenda Nacional, julgada parcialmente procedente pelo E. TRF da 5ª Região, que rescindiu o decisum com efeitos ex nunc, entretanto, na parte em que lhe foi conferida eficácia prospectiva (assegurouse o resguardo da isenção sob o manto do acódão com trânsito em julgado, em homenagem ao princípio da segurança jurídica), o acórdão proferido na ação rescisória (ainda em tramitação, mercê dos embargos infringentes Fl. 98DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 4 interpostos) foi suspenso por decisão liminar de autoria do Exmo. Sr. Ministro Joaquim Barbosa nos autos da Reclamação n° 6.917/PE, fls. 54/57. Pelo conjunto probatório observase que a controvérsia do presente recurso trata do direito ao indébito de tributos pagos de forma indevida tendo em vista que, no entender da contribuinte, as sociedades civis de profissão regulamentada estariam isentas do pagamento da COFINS. Ocorre que, no caso que ora se analisa, a decisão judicial favorável aos interesses da contribuinte, com trânsito em julgado datado de 09/09/2004 (fls. 29), foi objeto de ação rescisória ainda não definitivamente julgada. Conforme se observa das ementas colacionada aos autos proferida pelo E. TRF da 5ª Região, a ação rescisória foi considerada parcialmente procedente para reconhecer o direito à isenção proclamada na decisão que transitou em julgado com a primazia do princípio da segurança jurídica, porém, aplicando prospectivamente a decisão reproduzida no julgado do STF do qual já tratamos mais acima. Em análise à reclamação, com pedido de medida liminar, ajuizada pela União contra ato praticado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, nos autos de ação rescisória, o Supremo Tribunal Federal, em decisão monocrática nela proferida aos 09/12/2008 pelo Exmo. Ministro Joaquim Barbosa (fls. 54/57) resolveu conceder a liminar para suspender o acórdão reclamado na parte em que conferiu efeitos meramente prospectivos à decisão que julgou procedente a ação rescisória. Consoante a jurisprudência deste Conselho, cristalizada na súmula CARF nº01, importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Conforme se observa de todo o exposto, a mesma matéria aqui tratada também encontrase sob apreciação do Poder Judiciário, qual seja, a revogação da isenção do pagamento da COFINS às prestadoras de serviços relativos a profissões legalmente regulamentada, caracterizando a concomitância entre as demandas. Pelo exposto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do presente Recurso Voluntário. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 99DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 35523.000385/2002-61
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 21/06/2002
Ementa: RESTITUIÇÃO. PARCELA A CARGO DO SEGURADO. RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. ACORDO HOMOLOGADO. COISA JULGADA MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
Os acordos homologados pela Justiça do Trabalho fazem coisa julgada material, conforme previsto no art. 269, inciso III do CPC. Uma vez transitando em julgado, a rediscussão da matéria somente é possível mediante ação rescisória.
Recuso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.246
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 21/06/2002 Ementa: RESTITUIÇÃO. PARCELA A CARGO DO SEGURADO. RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. ACORDO HOMOLOGADO. COISA JULGADA MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Os acordos homologados pela Justiça do Trabalho fazem coisa julgada material, conforme previsto no art. 269, inciso III do CPC. Uma vez transitando em julgado, a rediscussão da matéria somente é possível mediante ação rescisória. Recuso Voluntário Negado.
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Sulipa 751683 se:JC..zt MINISTÉRIO DA FAZENDA_ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° 35523.000385/2002-61 Recurso n° 141.254 Voluntário Matéria PEDIDO DE RESTITUIÇÃO "F-segutr,9:r. c; ti_ Acórdão n° 206-00.246 • Sessão de 11 de dezembro de 2007 ;R$:1:x conw- ticitn:es Recorrente NERCIO DO MELLO CUSTÓDIO Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA - RS Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 21/06/2002 Ementa: RESTITUIÇÃO. PARCELA A CARGO DO SEGURADO. RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. ACORDO HOMOLOGADO. COISA JULGADA MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Os acordos homologados pela Justiça do Trabalho fazem coisa julgada material, conforme previsto no art. 269, inciso III do CPC. Uma vez transitando em julgado, a rediscussão da matéria somente é possível mediante ação rescisória. Recuso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTAI& —s CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.• 35523.000385/2002-61 Brunia, 9.1 /717._9‘-g) CCO2/C06 Acórdão n.°206-00.246 Fls. 176 Maria de Fát. '1%‘. dadt° I> ra Carvalho Mat. Siape 751683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ELIAS SA PAIO FREIRE Presidente - ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. ME - SEGUNDO CONÇ F.LHO DE CONTAM: "." I Processo n.• 35523.000385/200241 CONFERE COM O ORIGINAL CCO2/C06 Acórdão n.• 206-00.246 Bnallit_21/ O r / Reld) Fls. 177 011 1111,,=exe.„4 f •Maria de Fátirna rtrn amam Mat. Siape 751683 Relatório Alegando recolhimento maior que o devido à Previdência Social, a recorrente em 21/06/2002, reiterou pedido de restituição das contribuições recolhidas em face de reclamatória trabalhista, referente ao Processo 94.008088-5 do TRT da 4° região, que determinou o pagamento de diferenças salariais decorrentes dos valores previstos para o cargo de gerente IV, nível 12, classe P, fls. 24 a 30. No caso, não se trata de acordo homologado em juízo, mas sentença proferida em sede de recurso ordinário para o TRT. Destaca-se que o recurso de revista interposto pela empresa não foi encaminhado ao tribunal, posto que o TRT entendeu não estarem previstos os requisitos do art. 896 da CLT. O reclamado pede provimento do agravo de instrumento, a fim de que seja processada a sua revista, no entanto o TST não conheceu da medida, pela ausência do translado dor, acórdão regional, peça essencial à compreensão da controvérsia, fl. 40 e 41. Foram apresentados os cálculos de liquidação, fls. 49 a 84, onde se demonstra mensalmente os valores pagos e as diferenças devidas pela empresa. Alega a recorrente que no período objeto da reclamação trabalhista já recolhia sobre o limite máximo do salário-de-contribuição, e dessa forma, os valores recolhidos em função da reclamatória são indevidos. A unidade da Receita Previdenciária indeferiu o pleito da requerente inicialmente, conforme fls. 05 e 06, em função de não terem sido apresentados todos os elementos necessários a apreciação do pleito. Após inclusão dos documentos a unidade de atendimento emitiu novo despacho esclarecendo que o requerente não apresentou recurso que seria o instrumento adequado para insurgir-se contra a decisão proferida. Entretanto, o requerente, protocolou novo pedido, de objeto idêntico ao anterior, o qual não foi conhecido pela unidade previdenciária. Inconformado, a requerente apresentou defesa, fls. 133 a 137. Em síntese, alega o seguinte: Necessária a apreciação do mérito, quanto ao pedido de restituição, antes do encaminhamento do presente recurso ao CRPS; O processo foi indeferido sem abrir possibilidade ao contribuinte de complementar a apresentação de documentos necessários a instrução do feito; A informação quanto a ser incabível recurso da decisão que não conheceu do recurso é ilegal, ferindo o direito do contraditório e cerceando o direito de defesa do recorrente; Requer em primeiro lugar seja o recurso recebido pela unidade de atendimento, A unidade de atendimento entendendo tratar-se de recurso e não de impugnação encaminhou o processo ao CRPS, para apreciação, fls. 140. O processo foi baixado em diligência pela 2° CaJ, para que a unidade local observe as normas procedimentais descritas no regimento daquele órgão, considerando que a não apreciação do feito foi ilegítima. MF - SEGUNDO CONSELHO DE C01.111181. CONFERE COMO ORIGINAL t2- O "WSProcesso n.• 35523.000385/2002-61 &adia. 1 / CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.246 Fls. 178 Maria de ré `. :11. e CL° 1 Mat. Ssapc 751683 Tendo o processo sido encaminhado a procuradoria, para manifestação acerca do pedido, a mesma assim se pronunciou, anexando cópia dos cálculos de liquidação não apresentados pelo requerente: Buscaram-se elementos nos autos do processo trabalhista n. 00145512/93-2 da 2° vara do trabalho de Bento Gonçalvez; De acordo com os cálculos de liquidação de sentença anexo, constata-se que o valor efetivamente descontado do requerente é de RS 773,57 atualizado até 01/10/1999; Da análise dos cálculos de liquidação extrai-se, que houve o respeito ao limites mensais do salário de contribuição; Que os valores das GPS recolhidas referem-se não apenas a parcela do segurado, mas também a parcela patronal, que não respeita qualquer limite mensal; Que os valores de prestação de contas apresentados as fls. 116 a 123, não valem como prova do desconto de contribuição previdenciárias em nome do empregado reclamante; Que os valores deduzidos do reclamante referem-se a períodos anteriores a sua aposentadoria; Foi dada ciência ao contribuinte acerca da decisão do 2° Cal, bem como do parecer da procuradoria, abrindo-se prazo para manifestação, fl. 156. Manifestou-se o recorrente solicitando seja providenciado junta a justiça do trabalho as informações pertinentes quanto aos descontos realizados, fl. 167. Foi emitido despacho em cumprimento a diligência requerida, demonstrando ter a unidade acatado o despacho exarado pela procuradoria da autarquia previdenciária, por fim esclarecendo ao contribuinte que o próprio poderia solicitar informações a justiça do trabalho, caso persistam as dúvidas, fl 170. Contribuinte não se manifestou acerca do despacho. Tendo sido cumprida diligência os autos retornam a este conselho para manifestação acerca do assunto. É o Relatório. Ló- AIF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIE, Processo n. 35523.000385/2002-61 CONFERE COMO ORIGINAL CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.246Fls. 179 Brasília, P._ I , o g- cu9S, Maria de F de CL9LOarvaiho Voto Mat. Siam 751683 Conselheira ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: Dispensável apreciação acerca da admissibilidade do recurso, face os autos estarem retomando de diligência determinada pelo CRPS. DO MÉRITO: A controvérsia se estabelece sobre o direito de a recorrente ter restituído as contribuições descontadas referente ao período objeto da reclamação trabalhista. Para solução da controvérsia, reporto-me ao voto proferido pelo conselheiro Marco André Ramos Vieira, em caso semelhante, onde restou demonstrada a competência para proceder a restituição de valores descontados em reclamatória trabalhista. "A fundamentação utilizada pelo órgão previdenciá rio para indeferir o pedido de restituição, baseada apenas no art. 43 da Lei n ° 8.212/1991 não seria suficiente. Não se pode interpretar de modo isolado esse artigo, pois conforme nele disposto quando houver pagamento de direitos sujeitos à incidência de contribuição previdenciária a autoridade judiciária determinará o recolhimento. E bem verdade que esse artigo não menciona limite para incidência, mas também não menciona as bases de incidência da contribuição. Assim, deve-se analisar, em conjunto, o artigo 28 da Lei n° 8.212/1991, que menciona as bases de incidência; nesse mesmo artigo há menção ao limite máximo do salário-de-contribuição. A Lei n ° 8.212/1991 é um todo orgânico e como tal deve ser analisada de maneira sistêmica. Art. 43. Nas ações trabalhistas de que resultar o pagamento de direitos sujeitos à incidência de contribuição previdenciá ria, o juiz, sob pena de responsabilidade, determinará o imediato recolhimento das importâncias devidas à Seguridade SociaL (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 05/01/93). Parágrafo único. Nas sentenças judiciais ou nos acordos homologados em que não figurarem, discriminadamente, as parcelas legais relativas à contribuição previdenciá ria, esta incidirá sobre o valor total apurado em liquidação de sentença ou sobre o valor do acordo homologado. (Parágrafo acrescentado pela Lei n° 8.620, de 05/01/93). A base de cálculo para o segurado empregado está sujeita ao limite máximo estabelecido em Portaria do Ministério da Previdência Social, conforme dispõe o art. 28, § 5° da Lei n ° 8.212/1991, nestas palavras. Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 1 - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIIR CONFERE COMO ORIGINAL Processo n.• 35523.000385/200241 1i 2.Q CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.246 4ne.. Fls. 180 Maria de rk:rna ' att Mat. Siane /;168e3 "ali° inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma e urtidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela MP n° 1.596-14, de 10/11/97 e convertida na Lei n°9.528. de 10/12/97). § 50 O limite máximo do salário-de-contribuição é de Cr$ 170.000,00 (cento e setenta mil cruzeiros), reajustado a partir da data da entrada em vigor desta lei, na mesma época e com os mesmos índices que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Entender de forma diferente ocasionaria violação ao princípio da isonomia, senão vejamos. Caso o segurado tivesse recebido as verbas reclamadas na época oportuna, na vigência do contrato, não recolheria as contribuições, pois já teria contribuído sobre o limite máximo. Pelo motivo de agora reclamar verbas não pagas, não veria motivo para se cobrar as contribuições para o segurado que tenha contribuído sobre o limite máximo do salário-de-contribuição. Ainda mais quando se recorda que o beneficio que este segurado receberá também se sujeita ao limite máximo, em regra. Corroborando esse entendimento a própria autarquia reconhecia o direito de o segurado contribuir observando o limite máximo do salário-de-contribuição, conforme dispunha o art. 18 da Ordem de Serviço Conjunta 1NSS/DAF/DSS N° 66, de 10 de outubro de 1997, nestas palavras: 18. Os cálculos de liquidação de sentença deverão consignar, mês a mês, os valores das bases de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa, bem como os salários-de-contribuição e os valores das contribuições do segurado empregado, atualizando-os da mesma forma das verbas a serem pagas ao reclamante. 18.1 A contribuição do empregado será calculada, mês a más, aplicando-se as alíquotas previstas no artigo 22 do Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social, observado o limite máximo do salário-de-contribuição. (grifei). 18.1.1 Havendo contribuição do segurado empregado no período objeto do cálculo, desde que comprovado o desconto, o salário-de- contribuição utilizado deverá ser considerado para faação da aliquota e para apuração mensal do limite máximo do salário-de-contribuição do segurado, para fins de obtenção da contribuição decorrente dos valores deferidos na sentença trabalhista. (grifei). No mesmo sentido dispõe o art. 276 do RPS, aprovado pelo Decreto n 3.048/1999, nestas palavras: 4' - • MF - SEGUNDO CONSELHO DE COMUM. A CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.• 35523.000385/2002-61 Brasília. / 9001i CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.246 Fls. 181 Maria de aí . I ra e Mat. Siepe 751683 Art.276. Nas ações trabalhistas de que resultar o pagamento de direitos sujeitos à incidência de contribuição previdenciá ria, o recolhimento das importáncias devidas à seguridade social será feito no dia dois do mês seguinte ao da liquidação da sentença. (4. f 4° A contribuição do empregado no caso de ações trabalhistas será calculada, mês a mês, aplicando-se as alíquotas previstas no art. 198, observado o limite máximo do salário-de-contribuição. (..). " Destaca-se que no caso em questão partindo-se de reclamatória trabalhista, em que foi proferido acórdão acerca do direito do reclamante em receber verbas trabalhistas resultantes do reenquadramento em plano de carreira, foram apresentados cálculos de liquidação, destacando mês a mês o valor dos ganhos do recorrente. Dessa forma, distante em um primeiro momento o pagamento ter sido realizado sobre o montante da reclamatória. fls. 147 a 154. Entretanto, entendo que a negativa ao pedido de restituição deva ser baseada em outra fundamentação, também muito bem colocada em seu voto pelo conselheiro Marco André, nestas palavras. "(4 Entretanto, a negativa da restituição dos valores não se fundamentou apenas no art. 43 da Lei n ° 8.212/1991. De fato a matéria de incidir ou não contribuição previdenciá ria sobre os valores recebidos pela segurada empregada, transitou em julgado com a homologação do acordo judicial. Assim, quanto ao argumento da Receita Previdenciária de que a decisão transitou em julgado, não podendo ser mais analisada pelo órgão previdenciário; entendo que assiste razão à Previdência Social. Conforme previsto no art. 269, inciso III do CPC, faz coisa julgada material a decisão judicial homologató ria de um acordo, uma vez que haverá extinção do feito com resolução do mérito. Desse modo, diante de uma decisão judicial que transitou em julgado, a única medida cabível para rediscussão da matéria seria a proposição de ação rescisória. Com a Emenda Constitucional n ° 20/1998 houve uma cisão de competência jurisdicional em relação às contribuições previdenciárias. Como regra a competência para dizer o direito em relação aos tributos federais é da Justiça Federal, conforme art. 109 da Carta Magna. Contudo, em relação às reclamató rias trabalhistas a competência será da Justiça do Trabalho. Considerando que a Justiça do Trabalho possui competência constitucional para execução de oficio das sentenças que proferir (art. 114 da Constituição Federal); da mesma forma que a decisão que reconhecer a não incidência de contribuições não poderá ser rediscutida pela Previdência Social, a decisão que reconhecer a incidência também não poderá ser rediscutida fora do Poder I SI MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRmi CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 35523.000385/2002-61 / ot CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.246 IFls. 182 Maria de Fátima F n Mat. Siape 751 683 Judiciário. Por uma questão lógica, quem é competente p ecutar é também competente para declarar tal direito. Portanto, para rever a decisão que homologou a incidência sobre as verbas trabalhistas homologadas, a parte interessada deveria ter ajuizado a ação rescisória. A decisão judicial ser justa ou injusta, de acordo ou contrária ao ordenamento jurídico, não tem que ser analisada pelo Poder Executivo, a quem cabe apenas cumpri-la. Ademais, mesmo sem considerar a esfera cabível para discutir valores descontados a maior em sentenças judiciais, destaco que pela análise dos documentos não restou comprovado que os recolhimentos foram descontados do montante destinado ao trabalhador. Pelo contrário, as GPS apresentadas, demonstram apenas o recolhimento realizado em nome da empresa, com a indicativa de recolhimento realizado face reclamatória trabalhista (por isso consta o nome do reclamante). Deve-se ter em mente que ao findar reclamatótia a empresa se obriga ao recolhimento da parcela patronal devida em função do fato gerador remuneração paga ou devida a segurado empregado. Pelo exposto, a recorrente não possui direito à restituição dos valores ora requeridos. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso, para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 11 de dezembro de 2007 tcÁLL) ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Page 1 _0045100.PDF Page 1 _0045200.PDF Page 1 _0045300.PDF Page 1 _0045400.PDF Page 1 _0045500.PDF Page 1 _0045600.PDF Page 1 _0045700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10640.900439/2012-02
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 15 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2009
MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE INTEMPESTIVA.
Não se verificando fato impeditivo para a fluência do prazo legal, correta a decisão que declarou a intempestividade da manifestação de inconformidade apresentada de forma extemporânea.
NOTIFICAÇÃO POR VIA POSTAL. VALIDADE.
De conformidade com a Súmula CARF nº 9, é válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário.
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.
De conformidade com a Súmula CARF nº 11, não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal.
Numero da decisão: 1302-004.625
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Ricardo Marozzi Gregorio - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Flávio Machado Vilhena Dias, Andréia Lúcia Machado Mourão, Cléucio Santos Nunes, André Severo Chaves (suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
Nome do relator: RICARDO MAROZZI GREGORIO
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2009 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE INTEMPESTIVA. Não se verificando fato impeditivo para a fluência do prazo legal, correta a decisão que declarou a intempestividade da manifestação de inconformidade apresentada de forma extemporânea. NOTIFICAÇÃO POR VIA POSTAL. VALIDADE. De conformidade com a Súmula CARF nº 9, é válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. De conformidade com a Súmula CARF nº 11, não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente (documento assinado digitalmente) Ricardo Marozzi Gregorio - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Flávio Machado Vilhena Dias, Andréia Lúcia Machado Mourão, Cléucio Santos Nunes, André Severo Chaves (suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
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conteudo_txt : Metadados => date: 2020-07-29T21:29:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-07-29T21:29:02Z; Last-Modified: 2020-07-29T21:29:02Z; dcterms:modified: 2020-07-29T21:29:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-07-29T21:29:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-07-29T21:29:02Z; meta:save-date: 2020-07-29T21:29:02Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-07-29T21:29:02Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-07-29T21:29:02Z; created: 2020-07-29T21:29:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2020-07-29T21:29:02Z; pdf:charsPerPage: 1840; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-07-29T21:29:02Z | Conteúdo => S1-C 3T2 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10640.900439/2012-02 Recurso Voluntário Acórdão nº 1302-004.625 – 1ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 15 de julho de 2020 Recorrente CASTOR MINAS RIO - INDUSTRIA E COMERCIO DE COLCHÕES LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2009 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE INTEMPESTIVA. Não se verificando fato impeditivo para a fluência do prazo legal, correta a decisão que declarou a intempestividade da manifestação de inconformidade apresentada de forma extemporânea. NOTIFICAÇÃO POR VIA POSTAL. VALIDADE. De conformidade com a Súmula CARF nº 9, é válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. De conformidade com a Súmula CARF nº 11, não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente (documento assinado digitalmente) Ricardo Marozzi Gregorio - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Flávio Machado Vilhena Dias, Andréia Lúcia Machado Mourão, Cléucio Santos Nunes, André Severo Chaves (suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 90 04 39 /2 01 2- 02 Fl. 268DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1302-004.625 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10640.900439/2012-02 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por CASTOR MINAS RIO - INDUSTRIA E COMERCIO DE COLCHÕES LTDA contra acórdão que não conheceu a manifestação de inconformidade apresentada diante da não homologação da compensação de crédito de pagamento indevido de IRRF com débitos da própria contribuinte. A unidade de origem não homologou a compensação porque constatou que o DARF discriminado no PER/DCOMP havia sido integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte. A DRJ não conheceu a manifestação de inconformidade por tê-la considerada intempestiva. Inconformada, a interessada apresentou recurso voluntário onde, no que interessa à presente análise, alega que: (i) houve prescrição intercorrente porque a decisão de piso foi proferida depois de mais de sete anos da interposição da manifestação de inconformidade; e (ii) houve nulidade da citação do despacho decisório no fato de a notificação postal não ter sido recebida pelo responsável pela empresa, bem como por pessoas autorizadas para realizar o recebimento de notificações, por isso haveria que se considerar a ciência efetivada pelo e-CAC. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Marozzi Gregorio, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Os arts. 14 e 15 do Decreto nº 70.235/72 (que disciplina o Processo Administrativo Fiscal – PAF) dispõem que: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. (...) Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Como atestado na decisão recorrida, consta nos autos que a ciência do despacho decisório proferido pela unidade de origem foi efetivada pela via postal com aviso de recebimento datado em 19/03/2012. No entanto, a manifestação de inconformidade só foi apresentada em 04/07/2012. A recorrente alega que a notificação não foi recebida pelo responsável nem por pessoa autorizada pela empresa. Contudo, não fez qualquer consideração acerca de eventual Fl. 269DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1302-004.625 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10640.900439/2012-02 distinção entre o endereço utilizado na correspondência e aquele que elegeu como seu domicílio fiscal. A questão da validade da ciência efetivada pela via postal já está pacificada nesta Casa desde a edição da Súmula nº 9, verbis: Súmula CARF nº 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. (Vinculante, conforme Portaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Cumpre enfatizar a exigência regimental para que os julgados desta Casa observem os entendimentos sumulados. É o que está determinado no artigo 72 do Anexo II do RICARF: Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Pelo mesmo motivo, o tema da prescrição intercorrente também não se aplica. Veja-se, neste sentido, o que diz a Súmula nº 11: Súmula CARF nº 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. (Vinculante, conforme Portaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Destarte, apesar de poder ser conhecido o recurso porque contesta a intempestividade declarada na primeira instância, inexiste razão para o seu provimento. Pelo fato de não se ter instaurado o contencioso, à luz do art.14 acima transcrito, ficam prejudicadas as razões de mérito deduzidas no recurso. Pelo exposto, oriento meu voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Marozzi Gregorio Fl. 270DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10480.909637/2009-16
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/09/2000 a 30/09/2000
Ementa: CONCOMITÂNCIA DE OBJETOS NA INSTÂNCIA
ADMINISTRATIVA E JUDICIAL. NÃO CONHECIMENTO.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo.
Inteligência da Súmula nº 1 do CARF.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.324
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
rejeitar a preliminar arguida e, no mérito, não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. COFINS. SOCIEDADE CIVIL. ISENÇÃO. Recorrente ARISTIDES JOSÉ CAVALCANTI BATISTA ADVOGADOS ASSOCIADOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2000 a 30/09/2000 Ementa: CONCOMITÂNCIA DE OBJETOS NA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA E JUDICIAL. NÃO CONHECIMENTO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Inteligência da Súmula nº 1 do CARF. Recurso Voluntário Não Conhecido Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar arguida e, no mérito, não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira e Jorge Victor Rodrigues. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani Relatório Fl. 126DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 2 ARISTIDES JOSÉ CAVALCANTI BATISTA ADVOGADOS ASSOCIADOS transmitiu, em 14/3/2005, o Pedido Restituição e Declaração de Compensação PER/DCOMP nº 09831.54123.140305.1.3.043400, visando à extinção de débito de PIS, no valor de R$ 3.113,29, utilizando crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior de Cofins. A DRF/RecifePE emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação, porque constatou que o DARF discriminado na DComp estava integralmente utilizado para quitação de débito de Cofins do período de apuração set/00, não restando saldo disponível para compensação dos débitos indicados. Sobreveio reclamação mediante a qual o declarante alegou ter sido beneficiado por decisão judicial transitada em julgado de iniciativa da OABPE, da qual é substituído processual, e na qual restou garantido o seu direito à isenção da Cofins. Por esta razão, entende que "(...) todos os pagamentos realizados a tal título tornaramse indevidos, na forma do art. 165, I, do CTN, razão pela qual poderiam ser utilizados pela empresa, como o foram, para a compensação de outros débitos da empresa para com a Receita Federal." E aduz, em relação à alegada informação obtida junto ao CAC da DRF/Recife acerca do fato de não ter retificado as DCTF, que isso "(...) não anula a existência dos créditos, vez que estes decorrem da existência de decisão judicial favorável à OABPE, da qual a empresa é sindicalizada, garantindo a isenção de Cofins para as empresas exclusivamente prestadoras de serviços relativos a profissões legalmente regulamentadas." A DRJ/REC2ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente, considerando a ausência de trânsito em julgado da decisão judicial que embasou as compensações, e a inexistência do direito de crédito da empresa em face de liminar concedida pelo Ministro Joaquim Barbosa do STF suspendendo, em sede de Reclamação, os efeitos da decisão do STF que garantia o direito de isenção da Cofins aos filiados à OABPE. O Acórdão nº 1133.701, de 12 de maio de 2011, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de apuração:01/09/2000 a 30/09/2000 SOCIEDADE CIVIL. COFINS. ISENÇÃO RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. SUBSEQÜENTE POSICIONAMENTO DIVERSO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TITULO JUDICIAL. INEXIGIBILIDADE. É inexigível o título judicial, consubstanciado em decisão judicial transitada em julgado que reconhece direito à isenção do pagamento da COFINS a sociedades civis prestadoras de serviços relacionados a profissão legalmente regulamentada, quando sobrevindo a respeito posicionamento diverso consolidado junto ao Supremo Tribunal Federal, especialmente quando a eficácia da decisão judicial transitada em julgado haja sido desconstituída em ação rescisória. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. A compensação, nos termos em que definida pelo artigo 170 do CTN só poderá ser homologada se o crédito do contribuinte em relação à Fazenda Pública estiver revestido dos atributos de liquidez e certeza. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/REC. O arrazoado de fls. s/nº, após síntese dos fatos relacionados com a lide, em sede de preliminar, argui a nulidade da decisão recorrida por ter cerceado o direito de defesa, ao inovar juridicamente nos argumentos sem prévia comunicação e abertura de prazo para alegações da Fl. 127DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10480.909637/200916 Acórdão n.º 380303.324 S3TE03 Fl. 118 3 empresa sobre os novos fatos e informações apresentados ao processo e que seriam objeto de análise, ofendendo frontalmente o art. 5o, da Constituição Federal de 1988. Quanto à existência do crédito oposto na compensação declarada, argumenta que a própria DRJ/Recife informa, no parágrafo 10 do voto, que a decisão judicial em Mandado de Segurança que concedeu o benefício de isenção à Cofins já havia sido encerrada, com reconhecimento o direito, e que apenas em sede de ação rescisória é que foi reanalisada a questão, tendo o TRF da 5a. Região decidido por conceder parcial provimento à rescisória, com efeitos ex nunc, não abrangendo os fatos pretéritos. Reconhece que a medida liminar concedida pelo Ministro Joaquim Barbosa do STF suspendeu a modulação temporal dos efeitos da decisão da rescisória, todavia destaca a precariedade de tal decisão e o fato de ela não ter anulado os efeitos materiais da ação rescisória, que se encontram apenas suspensos, e não cassados, aguardando pronunciamento do órgão colegiado do STF quanto à manutenção ou não da liminar. Aduz que a Procuradoria da República, em parecer acostado aos autos, pronunciouse em sentido contrário à concessão da liminar a fim de garantir os efeitos modulados da decisão rescisória. Conclui inexistir impedimento ao reconhecimento do crédito aventado na Dcomp de que se trata. Pede provimento. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJREC2ª Turma nº 1133.701, de 12 de maio de 2011. Preliminar de nulidade O recorrente, em preliminar, pede reforma da decisão recorrida por inovação dos fundamentos utilizados para o indeferimento do pleito, visàvis os empregados no Despacho Decisório da DRF/REC. Ao proceder assim, a autoridade julgadora a quo teria cerceado seu direito de defesa. Com efeito, a Autoridade Fiscal com competência regimental para apreciar o pleito limitouse a analisar a disponibilidade do pagamento pretensamente indevido. A constatação de que o mesmo estava alocado a débito do período de apuração de set/00, espontaneamente confessado pelo contribuinte, foi motivo bastante e suficiente para o indeferimento. Não há notícia nos autos de que o contribuinte tenha procedido à retificação da DCTF respectiva, mesmo depois da ciência do Despacho Decisório, de forma que o pagamento indigitado como indevido remanesce alocado a débito espontaneamente confessado. Penso que tal fato também bastaria para que a DRJ/REC julgasse a Manifestação de Inconformidade improcedente. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 4 A DRJ/REC2ª Turma, no entanto, viuse constrangida a debruçarse sobre os novos argumentos aportados aos autos na reclamação, pois foi só então que se conheceu a gênese do pagamento tido como indevido. E fêlo muito bem. Tivesse aderido inamovivelmente aos fundamentos do Despacho Decisório, sem nada tecer a respeito dos argumentos da reclamação, aí sim configurarseía o cerceamento do direito de defesa de que é, levianamente, acusada. Quanto ao argumento de não ter sido oportunizado à empresa a possibilidade de apresentar defesa sobre o assunto, o recorrente teve tal oportunidade com a interposição do recurso voluntário que ora se analisa, segunda as regras da lei processual administrativa federal vigente. Rejeito a preliminar. Mérito – liquidez e certeza do crédito oposto na compensação declarada Estando vigente a DCTF por meio da qual o contribuinte, ora recorrente, confessou o débito de Cofins de set/00, extinto pelo pagamento aventado como indevido, e à míngua de prova de que tal confissão tenha sido feita em erro, entendo que somente um provimento judicial nesse sentido poderia autorizar sua restituição. Consta dos autos que a OABPE impetrou mandado de segurança coletivo em nome dos seus escritórios de advocacia associados, autuada em 31/05/2001, sob o nº 2001.83.00.0145250, objetivando, principalmente, em síntese, a isenção do recolhimento da Cofins prevista no inciso II do art. 6° da Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991, e a compensação dos valores pagos indevidamente. A segurança foi denegada pelo juízo de primeiro grau, com fundamento em que não havia obstáculo para a revogação da isenção concedida pela LC nº 70, de 1991, pela Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, tendo em vista que a isenção não é matéria reservada à lei complementar. O magistrado considerou, então, prejudicada a análise do pleito de compensação. A AMS nº 80.558PE, interposta pela OABPE junto à 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, obteve provimento, por unanimidade, nos termos do voto do relator, que esposou entendimento diametralmente oposto ao do juiz singular, dando pela impossibilidade da revogação da referida isenção com fundamento no principio da hierarquia das leis. A Fazenda Nacional interpôs então Recurso Especial, que foi inadmitido. O Agravo de Instrumento manejado pela Fazenda Nacional teve provimento negado. Assim, a decisão no MS nº 2001.83.00.0145250 transitou em julgado em 09/09/2004, restando reconhecido o direito a isenção postulada. Posteriormente, a OABPE atravessou petição alegando que a edição da Lei nº 10.833, de 30 de dezembro de 2003, em seu art. 30, poderia obstruir o cumprimento da decisão judicial que reconheceu a isenção da Cofins para as sociedades civis dedicadas ao exercício da advocacia, mediante a retenção na fonte da referida contribuição. Requereu, na ocasião, fosse oficiada a Receita Federal para que se abstivesse de exigir o pagamento da Cofins sobre as receitas auferidas pela prestação de serviços de advocacia, bem como de exigir a retenção na fonte de tal contribuição pelas pessoas jurídicas tomadoras dos referidos serviços. O pleito foi deferido monocraticamente e, ao depois, atacado por agravo regimental aviado pela Fazenda Nacional, o qual foi provido com base nos fatos de não ter sido debatida, nos autos, a Lei nº 10.833, de 2003, e de que não seria admissível, naquele momento processual, inovar a actio, transmudandoa. Contra essa decisão, recorreu a OABPE, mediante o REsp nº 739.784 (nº 2005/00540062), cujo provimento foi negado por unanimidade pela Segunda Fl. 129DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10480.909637/200916 Acórdão n.º 380303.324 S3TE03 Fl. 119 5 Turma do STJ em sessão de 19/11/2009, tendose, em resumo, concluído que a superveniência da Lei nº 10.833, de 2003, não pode ser alcançada pelos efeitos da coisa julgada que concedera a segurança pleiteada, de modo a ampliar o objeto da lide. Registrese que, no decorrer do voto, o ministro relator, Mauro Campbell Marques, após afirmar, a titulo ilustrativo, que a tese adotada pela instância de origem para reconhecer a isenção postulada pela recorrente não mais subsistia em razão de o STF, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) nº 377.4573/ PR, relator o Ministro Gilmar Mendes, ter proclamado que a revogação da isenção da Cofins concedida pela LC nº 70, de 1991, pelo art. 56 da Lei nº 9.430, de 1996, foi plenamente válida e eficaz, porquanto o referido diploma, não obstante formalmente complementar, ostenta, materialmente, caráter de lei ordinária, esclareceu que Primeira Seção do STJ, ao julgar a Ação Rescisória (AR) nº 3.761/PR, na sessão de 12/11/2008, deliberou pelo cancelamento da Súmula nº 276, que enunciava a isenção da Cofins perante as ditas sociedades, independentemente do regime tributário adotado. Da decisão do STJ proferido no curso do MS acima referido, a Procuradoria Regional da Fazenda Nacional na 5ª Região propôs Ação Rescisória nº 5.471PE (processo nº 2006.05.006.0442426) junto ao TRF-5ª Região, que foi parcialmente procedente, por terem-lhe sido dados efeitos ex nunc. No acórdão exarado, aquele tribunal regional afirmou que o acórdão rescindendo fora proferido antes da manifestação do STF sobre ser a matéria constitucional ou não. Contra o efeito apenas ex nunc da decisão do TRF5ª Região —que, em tese, daria aos escritórios de advocacia filiados à OABPE o direito de não pagarem a Cofins no período abrangido pela ação coletiva até a publicação da decisão na ação rescisória —, a Fazenda Nacional protocolou Reclamação nº 6.917 junto ao STF, tendo o Ministro Joaquim Barbosa deferido, em 10/12/2008, liminar para suspender o acórdão da ação rescisória na parte em que conferiu efeitos meramente prospectivos ao acórdão que julgou procedente a ação rescisória. Pesquisa realizada no Portal da Justiça Federal de Pernambuco, sobre o andamento do processo originário 2001.83.00.0145250 Mandado de Segurança Coletivo, informa que o mesmo encontra-se aguardando o julgamento da ação rescisória, desde o dia 16/09/2010, portanto, sobrestado. A decisão que transitou em julgado no MS nº 2001.83.00.0145250 está sob o crivo do juízo rescindendo, podendo ser definitivamente rescindida ou não. Consoante a jurisprudência deste Conselho, cristalizada na súmula CARF nº 01, importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 6 Conforme se observa de todo o exposto, a mesma matéria aqui tratada também encontrase sob apreciação do Poder Judiciário, qual seja, a revogação da isenção do pagamento da COFINS às prestadoras de serviços relativos a profissões legalmente regulamentada, caracterizando a concomitância entre as demandas. Pelo exposto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do presente Recurso Voluntário. Ante o exposto, voto no sentido de rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, não conhecer do recurso, em face da concomitância entre processos judicial e administrativo com o mesmo objeto. Sala das Sessões, em Alexandre Kern Fl. 131DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10480.909637/200916 Acórdão n.º 380303.324 S3TE03 Fl. 120 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 132DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN
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