Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10980.001649/2008-71
Data da sessão: Fri Dec 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jan 06 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/09/1990 a 31/10/1995
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PIS. DECADÊNCIA.
A decadência do direito de pleitear a restituição tem como termo inicial de contagem a decisão transitada em julgado que reconheceu a inconstitucionalidade da norma.
Recurso Provido.
Numero da decisão: 3202-001.447
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário.
Assinado digitalmente
IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA - Presidente.
Assinado digitalmente
TATIANA MIDORI MIGIYAMA - Relatora.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora).
Nome do relator: TATIANA MIDORI MIGIYAMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201412
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/09/1990 a 31/10/1995 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PIS. DECADÊNCIA. A decadência do direito de pleitear a restituição tem como termo inicial de contagem a decisão transitada em julgado que reconheceu a inconstitucionalidade da norma. Recurso Provido.
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 06 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10980.001649/2008-71
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5414587
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 13 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3202-001.447
nome_arquivo_s : Decisao_10980001649200871.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : TATIANA MIDORI MIGIYAMA
nome_arquivo_pdf_s : 10980001649200871_5414587.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Assinado digitalmente IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA - Presidente. Assinado digitalmente TATIANA MIDORI MIGIYAMA - Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora).
dt_sessao_tdt : Fri Dec 12 00:00:00 UTC 2014
id : 5778900
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076607785730048
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1640; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 807 1 806 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.001649/200871 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3202001.447 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 12 de dezembro de 2012 Matéria PIS Recorrente KRAFT FOODS BRASIL S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/1990 a 31/10/1995 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PIS. DECADÊNCIA. A decadência do direito de pleitear a restituição tem como termo inicial de contagem a decisão transitada em julgado que reconheceu a inconstitucionalidade da norma. Recurso Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Assinado digitalmente IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Presidente. Assinado digitalmente TATIANA MIDORI MIGIYAMA Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 16 49 /2 00 8- 71 Fl. 807DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 808 2 Tratase de recurso voluntário interposto por Kraft Foods Brasil S.A. contra Acórdão nº 0628.015, de 25 de agosto de 2010, proferido pela 3ª Turma da DRJ/CTA, que acordou por unanimidade de votos, acolher em parte as razões de inconformidade para: a) reconhecer o direito creditório de R$ 7.046.233,33, em valores de 31/12/1995, deferindose a restituição correspondente; b) indeferir a parcela remanescente do pedido (R$ 1.754.174,83), relativa aos pagamentos efetuados anteriormente a outubro de 1990, não abrangidos por ação judicial, em razão da decadência do direito de restituição. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: “Conforme esclarece o despacho decisório de fls. 212/215 do Chefe do Seort da DRF em Curitiba, o presente processo foi formalizado, de oficio, "para abrigar pleito do interessado conexo aoPedido de Restituição, defl. 03,onde ocontribuinte alega créditos de PIS no valor de RS 21.472.692,26. Aludido valor, conforme consta, contempla créditos de três empresas incorporadas pela Kraft Lacta Suchard Brasil Ltda: QRefresco, Kibon e Indústria de Chocolate Lacta. Posteriormente, a Kraft Lacta Suchard Brasil Ltda. Foi incorporada pela Kraft Foods Brasil S/A. No relatório do despacho decisório também consta que: 3. Relativamente aos créditos da QRefresco S/A e da Kibon S/A os mesmos já foram analisados e reconhecidos mediante o processo n° 13811.002238/9717. 4. Com relação ao crédito da Indústria de Chocolate Lacta S/A (R$ 8.800.408,16 ver fl. 07), o mesmo não foi analisado no processo 13811.002238/97 17 uma vez que o interessado havia optado pela via judicial (e, portanto, renunciado a via administrativa) e a ação judicial, à época, não havia sido (sic) transitado em julgado ......... 7. No entanto, o contribuinte, posteriormente ix emissão do despacho decisório conexo aos créditos da 0Refresco S/A e Kibon S/A (ver cópia às fls. 165 a 208) mediante o qual foi reconhecido crédito para estas 2 empresas; compareceu perante esta Delegacia para apresentar as peças judiciais conexas ao crédito da Indústria de Chocolate Lacta S/A (ver documentos de fls. 60 a 164), inclusive, com o comprovante do trânsito em julgado da ação. Fl. 808DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 809 3 8. Tendo em vista as informações acima, optei por providenciar a abertura do presente processo para analisar o pleito do interessado conexo à Indústria de Chocolates Lacta S/A. De acordo com os autos, ao analisar o pedido, o Seort da DRF em Curitiba concluiu que na ação judicial não houve o reconhecimento expresso da semestralidade do PIS, tendo apenas sido assegurado o direito de compensação dos valores recolhidos indevidamente a mesmo titulo. Concluiu, também, inexistirem créditos em favor da interessada. Inconformada com as conclusões do despacho de fls. 212/215, da qual foi cientificada em 15/02/2008 (fl. 215), a contribuinte, em 28/02/2008, ingressou com a manifestação de fls. 221/229 onde discorre sobre o contido no despacho c conclui ser absurdo o indeferimento tendo como base a simples omissão direta da expressão `semestralidade' na decisão, já que a inconstitucionalidade dos decretosleis foi decretada. Aduz que o reconhecimento da inconstitucionalidade dos decretos é o próprio reconhecimento da tese da semestralidade' c pede o deferimento do pleito. Discorre, adicionalmente, sobre o posicionamento dos Conselhos de Contribuintes acerca do tema. Insiste no reconhecimento do direito e requer, inclusive, a homologação das compensações efetivadas. A fl. 260, despacho encaminhando o processo para esta DRJ cm Curitiba, para julgamento. Tendo em vista o contido nas decisões judiciais, e, também, a adoção administrativa da tese da semestralidade, decidiuse devolver o processo em diligência para que o Seort da DRF cm Curitiba: a) informasse se as bases de cálculo indicadas na planilha de fls. 162/164, relativas aos fatos geradores havidos a partir de 22/11/1990, como sendo relativas ao 6° mês anterior ao da apuração, estavam corretas; b) atestasse os recolhimentos (11s.124/161) havidos para os débitos de PIS relativos aos fatos geradores ocorridos a partir de 22/11/1990, tal como indicado na planilha de fls. 162/164; c) apurasse o montante passível de restituição, adotandose a tese da semestralidade, e corrigisse monetariamente os recolhimentos pelos mesmos índices usados pela Fazenda Nacional; d) desse ciência ã contribuinte das conclusões obtidas para que, sendo necessário, ela pudesse se manifestar no processo. Em decorrência, foram juntados os extratos de fls. 265/291 e a tabela de atualização monetária de fl. 292, bem como o Parecer Técnico de fls. 293/312, que concluiu pela existência do valor de R$ 7.046.233,33, passível de restituição (a ser acrescido da taxa de juros Selic a partir de 01/01/1996). Fl. 809DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 810 4 Ciente do Parecer cm 09/06/2010 (fls. 313/314), a contribuinte solicitou e obteve cópia integral dos autos (fl. 315) e, em 09/07/2010 ingressou com a manifestação de inconformidade de fls. 333/341, questionando as conclusões do parecer. Juntamente com a manifestação juntou cópia da petição inicial relativa à ação ordinária n" 1999.03.99.0758910 Na manifestação a interessada alega que o parecer incorreu em equivoco ao deixar de considerar os pagamentos efetuados no período de janeiro de 1988 a setembro de 1990, também constantes do pedido. Diz que tais pagamentos não foram objeto de decisão judicial e que em relação a eles não há que se falar em prescrição ou decadência. Pede a aplicação da súmula n° 15 do CARF e, em conseqüência, o deferimento total do pedido, nos termos da planilha de fl. 08. E o relatório.” A DRJ, por unanimidade de votos, acolheu em parte as razões de inconformidade em acórdão com a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/1990 a 31/10/1995 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. SEMESTRALIDADE.RECONHECIMENTO. Nos termos da legislação de regência, estando comprovado o recolhimento indevido ou maior que o devido de tributo ou contribuição, reconhecese o direito creditório c autorizase a restituição correspondente. Período apuração: 01/01/1988 a 31/08/1990 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PIS. DECADÊNCIA. A decadência do direito de pleitear a restituição ocorre em cinco anos contados da extinção do crédito pelo pagamento. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte” Cientificado do referido acórdão em 20 de setembro de 2010, apresentou recurso voluntário em 19 de outubro de 2010 ao Conselho Administrativo Fiscal – CARF. É o relatório. Voto Fl. 810DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 811 5 Conselheira Tatiana Midori Migiyama, Relatora Da admissibilidade Por conter matéria desta E. Turma da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte, considerando que a recorrente teve ciência da decisão de primeira instância em 20 de setembro de 2010, quando, então, iniciouse a contagem do prazo de 30 (trinta) dias para apresentação do presente recurso voluntário – apresentandoo em 19 de outubro de 2010. Depreendendose da análise do processo, vêse que a lide envolve a decadência alegada pela DRJ da parcela remanescente de R$ 1.754.174,83, objeto de pedido de restituição pela contribuinte, relativa aos pagamentos efetuados entre janeiro de 1988 até setembro de 1990. Quanto aos fatos, traz a recorrente que para adotar tal posicionamento a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba/PR (DRJ/CTA) expressamente contrariou determinação contida no v. acórdão de fls. 37158 proferido pelo Segundo Conselho de Contribuintes, bem como afrontou a jurisprudência pacífica deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) acerca da contagem do prazo decadencial nas situações em que ocorreu a declaração de inconstitucionalidade da exação. Dessa forma, relativamente às questões de direito, traz a recorrente que: · A decisão colegiada ora atacada consignou expressamente que a “ação judicial analisou apenas os pagamentos de PIS feitos a partir de outubro de 1990". Sendo assim, "como os demais pagamentos realizados (anteriormente a outubro de 1990) não foram incluídos na ação judicial, o entendimento a ser adotado em relação a eles passa a ser o administrativo"; · Os valores recolhidos pela LACTA, no período de janeiro de 1988 até setembro de 1990, já integravam o pedido de restituição originalmente formulado em 04.12.1998, sendo que, por Fl. 811DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 812 6 determinação do próprio Segundo Conselho de Contribuintes, exarada nos termos o V. acórdão de fls. 37/58, a sua apreciação foi postergada/suspensa até o trânsito em julgado da referida ação judicial; · Apesar da referida ação judicial não envolver a discussão especificamente dos valores recolhidos naquele período, o presente pleito administrativo ficou vinculado a declaração judicial incidental da inconstitucionalidade dos Decretosleis n°. 2.445/88 e 2.449/89, uma vez que esse pedido, contido na referida ação judicial, não se restringia apenas a determinado período temporal; · Assim sendo, tendo devidamente transitado em julgado a decisão declaratória da inconstitucionalidade dos Decretosleis n°. 2.445/88 e 2.449/89, a esfera administrativa foi reinstaurada, para, no tocante ao pedido de restituição formulado pela LACTA em 04.12.1998: (i) aferir, quantificar e restituir os créditos da contribuinte relacionados aos recolhimentos ocorridos no período novembro de 1990 até dezembro de 1995 (nos termos da decisão transitada em julgado); e, finalmente, (ii) apreciar o pedido de restituição (que se encontrava, então, "suspenso") dos valores recolhidos pela contribuinte no período de janeiro de 1988 até setembro de 1990 (nos termos do v. acórdão de fls. 37/58 do Segundo Conselho de Contribuintes). · Diante disso, importa consignar que, ao finalmente apreciar o pedido de restituição da LACTA, referente ao período de janeiro de 1988 até setembro de 1990, tendo em vista o trânsito em julgado da declaração incidental de inconstitucionalidade dos referidos diplomas legais, tornouse inadmissível qualquer eventual pretensão administrativa de reanalisar o mérito da tese da semestralidade do PIS; · É que, como acima anotado, a declaração de inconstitucionalidade de leis, em controle incidental, não se resumiu a determinado lapso Fl. 812DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 813 7 temporal; ao contrário, referida forma de declaração de inconstitucionalidade possuiu eficácia ex tunc, nulificando todos os efeitos gerados pelos atos normativos. Quanto à ausência de decadência do direito à restituição dos valores indevidamente recolhidos no período de janeiro de 1988 até setembro de 1990, traz a recorrente que: · O completo esgotamento do presente pedido de restituição carecia da apreciação administrativa definitiva relacionada aos valores de PIS recolhidos pela contribuinte no período de janeiro de 1988 até setembro de 1990, devendo, quanto a essas parcelas, ser aplicado o entendimento judicial já transitado em julgado relacionado a inconstitucionalidade dos Decretosleis n°'s. 2.445/88 e 2.449/88; · Mesmo diante de todas essas constatações, a Terceira Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba/PR indeferiu o pleito de restituição das parcelas recolhidas no período de janeiro/1988 até setembro/1990, sob o pretexto de que o direito do contribuinte estaria caduco; · Para tanto, a decisão ora atacada sustentou que seriam apenas passíveis de restituição as parcelas recolhidas pelo contribuinte até 04.12.1993, tendo em vista que esse pedido de restituição foi formulado em 04.12.1998; · Sempre com o devido respeito, o entendimento defendido pela decisão atacada é flagrantemente equivocado, na medida em que define como termo inicial da contagem do prazo decadencial a data em que foram indevidamente recolhidos os valores aos cofres públicos; · Tal entendimento afronta claramente o entendimento jurisprudencial pacifico acerca do tema neste egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), bem como viola a próprio entendimento já proferido nestes autos, pelo v. acórdão n°. 20215.432 do Segundo Conselho de Contribuintes, que originalmente apreciou o presente caso (fls. 37/58); Fl. 813DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 814 8 · Nesse sentido, importa anotar, preliminarmente, que os DecretosLeis n°. 2.445/88 e 2.449/88 foram declarados inconstitucionais pelo excelso Supremo Tribunal Federal, tendo sido posteriormente objetos da Resolução n°. 49, do Senado Federal, publicada em 10/10/1995; · Em decorrência dessa peculiaridade, o prazo decadencial para o contribuinte pleitear a restituição dos valores indevidamente recolhidos teve inicio apenas com a publicação da referida Resolução e não propriamente com os efetivos recolhimentos indevidos realizados, como equivocadamente defendeu a decisão ora atacada; · Diante de tudo isso, logo se percebe que o prazo decadencial para que fosse formulado o requerimento administrativo de restituição de valores de PIS, recolhidos com base nos Decretosleis n°. 2.445/88 e 2.449/88, apenas se iniciou em 10 de outubro de 1995, esgotandose, conseqüentemente, em 10 de outubro de 2000; · Por essa razão, como o presente pedido de restituição foi originalmente formulado pela contribuinte ainda em 04/12/1998 – conforme expressamente anotado pela própria decisão atacada importa concluir que os referidos créditos de PIS ainda não foram extintos pela decadência; · Firmada essa conclusão, importa consignar que a decisão colegiada ora atacada, ao negar o pedido de restituição das parcelas remanescentes de PIS (recolhidos indevidamente pelo contribuinte, entre jan/1988 e set/1990), adotou posicionamento rechaçado — de maneira unânime — por esse egrégio Órgão Julgador e pela própria Secretaria da Receita Federal do Brasil (a teor do disposto no Parecer COSIT n°. 58/1998, acima mencionado); · Afora isso, cabe anotar que a decisão ora recorrida, ainda, confessadamente contrariou o entendimento manifestado pelo v. acórdão n°. 20215.432 do Segundo Conselho de Contribuintes, o qual originalmente apreciou o presente caso (fls. 37/58). Nesse sentido, transcrevemos trecho da decisão ora atacada: "Oportuno ressaltar contudo que, ainda que no âmbito do Acórdão n°. 202 — 15.432, do então Segundo Fl. 814DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 815 9 Conselho de Contribuintes, tenha se considerado que nenhuma dessa parcelas (em relação as demais empresas envolvidas no processo original) estivesse decaída, tal entendimento, que como se percebe deflui de posicionamento que admite como termo inicial do prazo qüinqüenal de repetição a data do transito em julgado da ação que reconheceu a inconstitucionalidade, não pode ser adotado no presente âmbito, por absoluta falta de previsão legal" · a decisão recorrida afronta claramente a autoridade do julgado proferido por esse colendo Órgão Julgador, o qual declara expressamente, no tocante aos pleitos da QREFRESCO S.A. e da KIBON S.A. — que os créditos da contribuinte não estariam caducos, tendo em vista que o pedido foi formulado antes do transcurso do prazo qüinqüenal decadencial previsto no art. 165, inciso Ill c/c o art. 168, inciso II, ambos do Código Tributário Nacional, cuja contagem se inicia apenas com o efetivo trânsito em julgado da decisão judicial declaratória da inconstitucionalidade dos atos normativos. Portanto, até mesmo por uma questão de isonomia no tratamento das questões, o entendimento já manifestado pelo acórdão n°. 20215.432 (fls. 37/58) deve ser igualmente aplicado aos créditos ora pleiteados, uma vez que o processo administrativo de restituição foi reaberto de oficio em 08/02/2008 pela autoridade fazendária, após pouco mais de três anos do efetivo trânsito em julgado da decisão judicial que incidentalmente declarou a inconstitucionalidade dos Decretosleis n°'s. 2.445/88 e 2.449/88 (fls. 92); · Assim sendo, mesmo que este pedido de restituição fosse considerado um "novo" requerimento administrativo (o que já foi inclusive rechaçado pela própria decisão recorrida), cabe anotar que o pleito da contribuinte não estaria caduco, na medida em que foi instaurado em 08/02/2008, sendo que o trânsito em julgado da decisão judicial ocorreu ainda em 05/04/2005. Logo, pela aplicação do disposto nos arts. 165, inciso Ill c/c art. 168, inciso II, ambos do Código Tributário Nacional, o pedido de restituição da contribuinte não decaiu; Fl. 815DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 816 10 · Dessa maneira — sela pela aplicação do entendimento pacifico desta egrégia Corte Julgadora e do Parecer COSIT n°. 581/1998, seja pela aplicação do art. 165, inciso Ill, c/c o art. 168, inciso II, ambos do Código Tributário Nacional (tal como realizado pelo v. acórdão n°. 20215.432) tornase peremptória a conclusão de que este pleito de restituição de valores, indevidamente recolhidos no período compreendido entre janeiro de 1988 até setembro de 1990, não está decaído; · Por conseqüência, a decisão colegiada ora atacada deve ser parcialmente reformada, de modo que seja reconhecido o direito da contribuinte de ser restituída na importância histórica total de R$ 8.800.408,16 (oito milhões, oitocentos mil, quatrocentos e oito reais e dezesseis centavos), conforme planilha constante As fls. 08 destes autos; Por fim, diante das argumentações postas, requer a recorrente que seja dado provimento ao presente recurso voluntário, para que seja integralmente reconhecido o direito de ser restituída a importância de R$ 8.800.408,16, sendo, se necessário, determinado o retorno dos autos à origem para apurar a efetiva existência dos créditos de PIS oriundos de pagamentos indevidos realizados no período de janeiro de 1988 até setembro de 1990. Passada a descrição das argumentações esposadas pela recorrente, em relação à esse tema, concordo com o entendimento exposto no Acórdão 123.972 – que expõe, entre outros que, o termo inicial de contagem da decadência/prescrição para solicitação de restituição/compensação de valores pagos a maior não coincide com o dos pagamentos realizados, mas com o da decisão judicial definitiva que reconheceu a inconstitucionalidade da lei. Tal acórdão contempla a apreciação da matéria pela 2ª Câmara do 2º Conselho de Contribuinte que, em sessão de julgamento, acordou, por unanimidade de votos em acolher o pedido para afastar a decadência, tendo como Presidente o ilustre Conselheiro Henrique Pinheiro Torres e como relatora a Conselheira Nayra Bastos Manatta. Fl. 816DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 817 11 Para melhor confortar meu entendimento, peço licença para transcrever parte do voto da relatora: “[...] Entretanto, é de se observar que a ação interposta pela recorrente não se refere apenas ao direito compensatório, mas, também, à declaração de inconstitucionalidade dos já citados DecretosLeis. A declaração de inconstitucionalidade de uma norma não há de ser feita por período determinado, pois que, uma vez declarada a sua inconstitucionalidade, ela se toma nula desde a sua origem. Desta forma, em se tratando de pedido de repetição de indébito, ainda que determinado período não tenha sido albergado pelo pedido judicial da recorrente especificamente, é de se considerar que o direito de pedir repetição dos valores pagos a maior com base na norma cuja constitucionalidade está sendo questionada judicialmente sujeitase, no que diz respeito ao prazo decadencial, à mesma situação descrita no item anterior, qual seja, exteriorização de situação jurídica conflituosa, hipótese em que o pedido de restituição tem assento no inciso III do art. 165 do CTN, contandose o prazo de prescrição a partir da data do trânsito em julgado da ação que reconheceu a impertinência da exação tributária anteriormente exigida. [...] Em razão do principio constitucional da unidade de jurisdição, consagrado no art. 5°, XXXV, da Constituição Federal, de 1988, a decisão judicial sempre prevalece sobre a decisão administrativa, e o julgamento em processo administrativo passa a não mais 'fazer sentido, em havendo ação judicial tratando da mesma matéria, uma vez que, se todas as questões podem ser levadas ao Poder Judiciário, somente a ele é conferida a capacidade de examinálas, de forma definitiva e com o efeito de coisa julgada. O processo administrativo é, assim, apenas uma alternativa, ou seja, uma opção, conveniente tanto para a administração como para o contribuinte, por ser um processo gratuito e sem a necessidade de intermediação de advogado e geralmente com maior celeridade que a via judicial. Fl. 817DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 818 12 Em razão disso, a propositura de ação judicial pela contribuinte, quanto à mesma matéria, torna ineficaz o processo administrativo. Com efeito, em havendo deslocamento da lide para o Poder Judiciário, perde o sentido a apreciação da mesma matéria na via administrativa. Ao contrário, terseia a absurda hipótese de modificação de decisão judicial transitada em julgado e, portanto, definitiva, pela autoridade administrativa: basta imaginar um processo administrativo que, tramitando mesmo após a propositura de ação judicial, seja decidido após o trânsito em julgado da sentença judicial e no sentido contrário desta Ademais, a posição predominante sempre foi nesse sentido, como comprova o Parecer da Procuradoria da Fazenda Nacional publicado no DOU de 10/07/1978, pág. 16.431, e cujas conclusões são as seguintes: "32. Todavia, nenhum dispositivo legal ou princípio processual permite a discussão paralela da mesma matéria em instâncias diversas, sejam administrativas ou judiciais ou uma de cada natureza. 33. Outrossim, pela sistemática constitucional, o ato administrativo está sujeito ao controle do Poder Judiciário, sendo este último, em relação sio primeiro, instância superior e autónoma. SUPERIOR, porque pode rever, para cassar ou anular, o ato administrativo; AUTÔNOMA, porque a parte não está obrigada a percorrer às instâncias administrativas, para ingressar em juízo. Pode fazêlo diretamente. 34. Assim sendo, a opção pela via judicial importa em princípio, em renúncia às instâncias administrativas ou desistência de recurso acaso formulado. 35. Somente quando a pretensão judicial tem por objeto o próprio processo administrativo (v.g. a obrigação de decidir de autoridade administrativa; a inadmissão de recurso administrativo válido, dado por intempestivo ou incabível por falta de garantia ou outra razão análoga) é que não ocorre renúncia à instância administrativa, pois aí o objeto do pedido judicial é o próprio rito do processo administrativo. 36. Inadmissível, porém, por ser ilógica e injurídica, é a existência paralela de duas iniciativas, dois procedimentos, com idêntico objeto e para o mesmo fim." (Grifos do original)". Fl. 818DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 819 13 Cabe ainda citar o Parecer PGFN n.° 1.159, de 1999, da lavra do ilustre Procurador representante da PGFN junto aos Conselhos de Contribuintes, Dr. Rodrigo Pereira de Mello, aprovado pelo ProcuradorGeral da Fazenda Nacional e submetido à apreciação do Sr. Ministro de Estado da Fazenda e cujos itens 29 a 34 assim esclarecem: "29. Antes de prosseguir, cumpre esclarecer que o Conselho de Contribuintes, ao contrário do aventado na consulta, não tem entendimento diverso daquele que levou ao disposto no ADN n. 3/96. Conforme verificase, dentre inúmero; outros, dos acórdãos n. 0202.098, de 13.12.98, 0102.127, de 17.3.97, 'e 0303.029, de 12.4.99, todos da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), e 10192.102, de 2.6.98, 10192.190, de 15.7.98, 103 18.091, de 14.11.96, e 108.03.984, estes do Primeiro Conselho de Contribuintes, há firme entendimento no sentido da renúncia à discussão na esfera administrativa quando há anterior, concomitante ou superveniente arguição da mesma matéria junto ao Poder Judiciário. O que ocorreu algumas vezes e ' excepcionalmente ainda ocorre, é que há conselheiros — e, quiçá, certas Câmaras em certas composições — que assim não entendem, especialmente quando a ação judicial é anterior ao lançamento: alegam, aqui, que ninguém pode renunciar aquilo que ainda não existe. Nestes casos — isolados e cada vez mais excepcionais, repitase a PGFN, forte nos precedentes da CSRF acima referidos, vem sistematicamente levando a questão àquela superior instância, postulando e obtendo sua reforma neste particular. 30. Voltando ao tema do procedimento a adotar nos casos enunciados no item 28, preliminarmente anotamos que não nos parece existir qualquer distinção entre a ocorrência destas situações antes ou após o trânsito em julgado da decisão judicial menos favorável ao contribuinte, pois sendo a decisão administrativa imediatamente executável e mandatária à administração (art. 42, inciso II, do Decreto n. 70.235/72) enquanto a decisão judicial será apenas declaratória dos interesses da Fazenda Nacional , a situação de impasse se instalará qualquer que seja a posição processual do trâmite judicial. Fl. 819DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 820 14 31. No mérito, verificase que muitas destas situações são evitadas quando os agentes da administração tributária, conforme é da sua incumbência, diligenciam nos atos preparatórios do lançamento para verificar a existência de ação judicial proposta pelo contribuinte naquela matéria, ou ainda, preocupamse em rapidamente informar aos órgãos julgadores (de primeira ou de segunda instância) acerca do mesmo fato quando identificado no curso de tramita* do processo administrativo. O mesmo se diga com a boafé processual que deve presidir as atitudes do contribuinte, pois que ele – mais que qualquer agente da administração estaria em condições de informar no processo administrativo sobre a existência de ação judicial e igualmente informar no processo judicial acerca de eventual decisão na instância administrativa: no primeiro caso, o órgão administrativo deixaria de apreciar o litígio na matéria idêntica àquela deduzida em juízo; no segundo caso, provavelmente o Poder Judiciário deixaria de enfrentar os temas já resolvidos prócontribuinte na instância administrativa, até mesmo por superveniente carência de interesse da União; em qualquer hipótese, estaria evitado o conflito entre as jurisdições. 32. Naquelas ocorrências onde estas cautelas não são possíveis ou não atingem os efeitos almejados, temos que analisar o tema sobre duas óticas diversas: o primeiro, da superioridade do pronunciamento do Poder Judiciário: o segundo, da revisibilidade da decisão – administrativa e dos procedimentos à realização deste intento. 33. Não há qualquer dúvida acerca da superioridade do pronunciamento do Poder Judiciário em relação àquele que possa advir de órgãos administrativos. Fosse insuficiente perceber a óbvia validade dessa assertiva em nosso modelo constitucional, assentada na unicidade jurisdicional, basta verificar que as decisões administrativas são sempre submissíveis ao crivo e legalidade do judicium, não sendo o reverso verdadeiro (melhor dizendo, o reverso não é sequer possível!!!). É por esse motivo que havendo tramitação de feito judiciário concomitante à de processo administrativo fiscal, considerase renunciado pelo contribuinte o direito a prosseguir na contenda administrativa. E também por este motivo que a administração não Fl. 820DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 821 15 pode deixar de dar cumprimento a decisão judiciária mais favorável que outra proferida no âmbito administrativo. 34. Ora, caracterizada a prevalência da decisão judicial sobre a administrativa em matéria de legalidade, temse de verificar as possibilidades de revisão da decisão definitiva proferida pelo Conselho de Contribuintes quando, nesta específica hipótese, for menos favorável à Fazenda Nacional. A possibilidade da revisão existe, conforme comentado nos itens 3/10 supra, e sendo definitiva a decisão do Conselho de Contribuintes, nos termos do art. 42 do Decreto' n. 70.235/72 — pois se não for devem ser utilizados os competentes instrumentos recursais (recurso especial e embargos de declaração, este inclusive pelas autoridades julgadora de primeira instância e executora do acórdão) — resta apenas a cassação da decisão pelo Sr. Ministro da Fazenda, que pode ser total ou parcial, mas sempre vinculada apenas à parte confrontadora com o Poder Judiciário. Neste quadro, o exercício excepcional desta prerrogativa estaria assentado nas hipóteses de inequívoca ilegalidade (quando houver o confronto de posições tout court) ou abuso de poder (quando deliberadamente ignorada a submissão do tema ao crivo do Poder Judiciário), conforme o caso." Dessa forma, agiu corretamente a autoridade a quo ao afastar a possibilidade de reconhecimento, pela autoridade administrativa, de matéria que está em discussão na esfera judicial que tem a competência para dizer o direito em última instância, quais sejam, o direito compensatório para os períodos de outubro/90 a outubro/95; constitucionalidade dos DecretosLeis nºs 2.445/88 e 2.449/88; e aplicação da LC if 07/70, inclusive a semestralidade. Vale lembrar que, de acordo com o art 170A do CTN só se pode efetivar, a compensação de qualquer tributo, em virtude de decisão judicial, após o trânsito em julgado desta. No caso, não consta do processo o trânsito em julgado da Ação Ordinária na qual foi proferida a sentença autorizadora da compensação. Portanto, inexiste coisa julgada em favor da contribuinte, autorizandolhe o exercício do pretenso direito à compensação. Fl. 821DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 822 16 A compensação, a teor do art. 156, inciso II, do CTN, constitui uma forma de extinção do crédito tributário. Por sua vez, a extinção ou é definitiva ou inexiste, pois extinção provisória significa uma incompatibilidade lógica irreconciliável. No caso, o direito da impugnante à compensação ainda não foi decidido definitivamente. Jaz tãosomente provisoriamente reconhecido, pela ausência de decisão transitada em julgado. Como não há compensação provisória, vez que extinção ainda instável, ou seja, sujeita a modificação, não é extinção, não poderia a autoridade administrativa reconhecer, desde já, o já o direito compensatório da contribuinte, provisoriamente concedido pelo Judiciário. Para os períodos de julho/88 a setembro/90 também há de se aplicar a renúncia em relação à constitucionalidade dos DecretosLeis nºs 2.445/88 e 2.449/88 e à aplicação da LC n°07/70, inclusive a semestralidade. Ressalte se que estes períodos ainda não podem ser objeto de pedido de restituição/compensação na via administrativa, pois que os recolhimentos efetuados com base nos DecretosLeis n's 2.445 e 2.449, ambos de 1988, até a presente data, não foram definitivamente considerados ilegítimos pelo Judiciário na ação interposta pela empresa, faltandolhe a definitividade que só ocorrerá com o trânsito em julgado da decisão final.” Importante também frisar o entendimento externado pelo Parecer Cosit 58/98 (destaques meus): “25 Para que se possa cogitar de decadência, é mister que o direito seja exercitável; que, no caso, o crédito (restituição) seja exigível. Assim, antes de a lei ser declarada inconstitucional não há que se falar em pagamento indevido, pois, até então, por presunção, eram a lei constitucional e os pagamentos efetuados efetivamente devidos; 26 Logo, para o contribuinte que foi parte na relação processual que resultou na declaração incidental de inconstitucionalidade, o início da decadência é contado a partir do trânsito em julgado da decisão judicial. Quanto aos demais, só se pode falar em prazo decadencial quando os efeitos da decisão foram válidos "erga omnes", que, conforme já dito no item 12, ocorre apenas após a publicação da Resolução do Senado ou após a edição de ato específico, do Secretário da Receita Federal (hipótese do Decreto nº 2.346/1997, art. 4º). Fl. 822DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 823 17 26.1 Quanto à declaração de inconstitucionalidade de lei por meio de ADIn, o termo inicial para a contagem do prazo de decadência é a data do trânsito em julgado da decisão do STF" (apud Ricardo Mariz de Oliveira in Repetição do Indébito e Compensação no Direito Tributário, pág. 366, publicado pela DIALÉTICA em coedição com o Instituto Cearense de Estudos Tributários).” É de se ater, dessa forma, que a inconstitucionalidade de uma norma inserida no direito posto depende do Poder Judiciário. Ademais, não poderia o sujeito passivo, a cada recolhimento efetuado, ingressar com um pedido de restituição para se garantir do prazo decadencial, tendo em vista que demonstraria falta de confiança nas normas ora positivadas. Não por menos, peço também licença para transcrever o ementário do Acórdão nº 10805.791, da lavra do ilustre e nobre José Antonio Minatel: "RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA INTELIGÊNCIA DO ART. 168 DO CTN: O prazo para pleitear a restituição ou compensação de tributos pagos indevidamente é sempre de 5 (cinco) anos, distinguindose o início de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática não litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem início a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter início com a decisão definitiva da controvérsia, como acontece nas soluções jurídicas ordenadas com eficácia erga omnes, pela edição de resolução do Senado Federal para expurgar do sistema norma declarada inconstitucional, ou na situação em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência de exação tributária anteriormente exigida." Destarte, a rigor, vêse que o pagamento indevido, diante da inconstitucionalidade da lei que havia criado o tributo materializase na data da decisão definitiva da controvérsia. Sendo assim, entendo que, no presente caso, não houve decadência do direito de se pleitear os valores indevidamente recolhidos no período compreendido entre janeiro de 1988 até setembro de 1990. Fl. 823DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.001649/200871 Acórdão n.º 3202001.447 S3C2T2 Fl. 824 18 Diante de todo o exposto, por conseguinte, voto por dar provimento ao recurso voluntário para deferir a parcela remanescente do pedido relativa aos pagamentos efetuados anteriormente a outubro de 1990, afastando a decadência do direito de restituição. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama Fl. 824DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 13973.000013/85-12
Data da sessão: Thu Nov 14 00:00:00 UTC 1985
Ementa: ERRO MATERIAL,- Retificação do ac6rdão. Inversão
de algarismos na decisão prolatada justifica a adoção- do disposto no art. 26 do Regimento Interno do 19 C.C., aprovado pela .
Portaria MF 182/77.
Numero da decisão: 101-76.267
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho
de Contribuintes, por unanimidade de votos, retificar o Acórdão
n9 101-76.181 para que, onde se lê dar provimento, parcial ao recurso para excluir da. base de cálculo a. quantia de Cr$ 190.00W, passe a ler-se: "dar provimento parcial ao recurso, para excluir da base de cálculo a quantia de Cr$ 109.000 nos termos do relatório e voto que passam, a integrar o presente julgado
Nome do relator: Alceu de Azevedo Fonseca Pinto
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 198511
ementa_s : ERRO MATERIAL,- Retificação do ac6rdão. Inversão de algarismos na decisão prolatada justifica a adoção- do disposto no art. 26 do Regimento Interno do 19 C.C., aprovado pela . Portaria MF 182/77.
numero_processo_s : 13973.000013/85-12
conteudo_id_s : 5455516
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Apr 16 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 101-76.267
nome_arquivo_s : Decisao_139730000138512.pdf
nome_relator_s : Alceu de Azevedo Fonseca Pinto
nome_arquivo_pdf_s : 139730000138512_5455516.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, retificar o Acórdão n9 101-76.181 para que, onde se lê dar provimento, parcial ao recurso para excluir da. base de cálculo a. quantia de Cr$ 190.00W, passe a ler-se: "dar provimento parcial ao recurso, para excluir da base de cálculo a quantia de Cr$ 109.000 nos termos do relatório e voto que passam, a integrar o presente julgado
dt_sessao_tdt : Thu Nov 14 00:00:00 UTC 1985
id : 5897374
ano_sessao_s : 1985
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076607792021504
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-07T17:05:30Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-07T17:05:30Z; Last-Modified: 2009-07-07T17:05:30Z; dcterms:modified: 2009-07-07T17:05:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-07T17:05:30Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-07T17:05:30Z; meta:save-date: 2009-07-07T17:05:30Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-07T17:05:30Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-07T17:05:30Z; created: 2009-07-07T17:05:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-07-07T17:05:30Z; pdf:charsPerPage: 1454; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-07T17:05:30Z | Conteúdo => PROCESSO N9 13.973-000.013/85-12 .';',•i‘::=,.2,5 , MINISTÉRIO DA FAZENDA CVf Sessão de 14 novembro de 19 85 ACORDÃO N, 0 101-76 • 267 • Recurso n.° — 89.643 - IRPJ - Exercício de 1983 . Recorrente - COMPANHIA MÃQUINAS FAMAC Recorrida - DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM JOINVILLE (SC). ERRO MATERIAL,- Retificação do ac6rdão. In- versão de algarismos na decisão prolatada justifica a adoção- do disposto no art. 26 do Regimento Interno do 19 C.C., aprovado pela . Portaria MF 182/77. ,, Vistos, relatados e discutidos Os presentes autos de recurso interposto por COMPANHIA MÁQUINAS FAMAC: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, retificar o AcOrdão n9 101-76.181 para que, onde se lê: "dar provimento, parcial ao recur- so_para excluir da. base de cálculo a. quantia de Cr$ 190.00W, passe a ler-se: "dar provimento parcial ao recurso, para excluir da base de cálculo a quantia de Cr$ 109.000,, n termos do relat6rio e voto que . , passam, a integrar o presente julliad ,, ,, Sala das /g .-si- /f (DF) em 14 de novembro de 1985. d AMADOR Ow 'WN'.'é r RMANDEZ - PRESIDENTE )/< BE A VED.„ PONÉECA PINTO - RELATOR 1 - VISTO EM A OST ; INHO F go" S -.PROCURADOR DA .J. SESSÃO DE:14 irin/ 0 MG FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do. presente julgamento, os seguintes Conselhei ros: SYLVIO RODRIGUES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CARLOS ALBERTO GON- ÇALVES NUNES, AGOSTINHO. SERRANO FILHO, RAUL PIMENTEL e JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. , 02 . 4.—,s- 1 :•;.".. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO NP? 13.973/000.013/85-12 RECURSO N9: 89.643 ACÓRDÃO N9: 101- 76.267 RECORRENTE N9: COMPANHIA MÃQÜINAS FAMAC RELATÕRI 0 Voltam os autos a esta Cãmara com a observação do Delegado da Receita Federal em Joinville de que houve erro mate- rial (inversio denúmeros) no AcOrdão n9 101-76.181 (de fls. 80 e 83), uma vez que o valor a ser excluido da base de cãlculo, que nele se determina, deveria ser de Cr$ 109.000 e não 190.000 comocon- signado. , o relatOrio. i i DMF - DF/19 C-C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13.973-000.013/85-12 03. Acórdão n9 101-76.267 VOTO_ Conselheiro ALCEU DE AZEVEDO FONSECA PINTO, Relator: Do exame dos autos conclui-se incensurável a obser vação do Sr. Delegado da Receita Federal em Joinville. Com base no art. 26 da Portaria Ministerial numero 182/77 (Reg. Int. 19 C.C.) voto pela retificação do Acórdão n9 101-76.181 para, onde se lê: dar provimento parcial ao recurso pa ra excluir da base de cálculo a quantia de Cr$ 190.000, leia-se: dar provimento parcial ao ,ecurso para excluir da base de cálculo a quantia de Cr$ 109.000. f ;///// CEU D A VEDO FONC PINTO - RELATOR.
score : 1.0
Numero do processo: 10845.900613/2006-64
Data da sessão: Fri Aug 05 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL
Ano-calendário: 2002
BUSCA DA VERDADE MATERIAL No
processo administrativo predomina o
princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador e se a obrigação teve seu nascimento e regular constituição. Nesse contexto, devem ser superados os procedimentos errôneos dos
contribuintes ou da autoridade tributária que não impliquem em prejuízo às partes e, por conseqüência, ao processo.
SALDOS NEGATIVOS DE RECOLHIMENTO DO IRPJ. PRAZO PARA
PLEITEAR A RESTITUIÇÃO E PARA EFETUAR VERIFICAÇÕES FISCAIS. O
prazo para pleitear a restituição do saldo negativo de IRPJ, acumulado, devidamente apurado e escriturado, é de 5 anos contados do período que a contribuinte ficar impossibilitada de aproveitar esses créditos, mormente pela mudança de modalidade
de apuração dos tributos ou pelo encerramento de atividades.
Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 1402-000.708
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, para que seja efetuada a recomposição dos saldos negativos de recolhimento do IRPJ pela Unidade de origem, nos termos do relatório e voto que passam a
integrar o presente julgado. Os Conselheiros Albertina Silva Santos de Lima e Eduardo Martins Neiva Monteiro, votaram pelas conclusões.
Nome do relator: Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201108
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Ano-calendário: 2002 BUSCA DA VERDADE MATERIAL No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador e se a obrigação teve seu nascimento e regular constituição. Nesse contexto, devem ser superados os procedimentos errôneos dos contribuintes ou da autoridade tributária que não impliquem em prejuízo às partes e, por conseqüência, ao processo. SALDOS NEGATIVOS DE RECOLHIMENTO DO IRPJ. PRAZO PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO E PARA EFETUAR VERIFICAÇÕES FISCAIS. O prazo para pleitear a restituição do saldo negativo de IRPJ, acumulado, devidamente apurado e escriturado, é de 5 anos contados do período que a contribuinte ficar impossibilitada de aproveitar esses créditos, mormente pela mudança de modalidade de apuração dos tributos ou pelo encerramento de atividades. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
numero_processo_s : 10845.900613/2006-64
conteudo_id_s : 5449636
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 23 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1402-000.708
nome_arquivo_s : Decisao_10845900613200664.pdf
nome_relator_s : Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira
nome_arquivo_pdf_s : 10845900613200664_5449636.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que seja efetuada a recomposição dos saldos negativos de recolhimento do IRPJ pela Unidade de origem, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Os Conselheiros Albertina Silva Santos de Lima e Eduardo Martins Neiva Monteiro, votaram pelas conclusões.
dt_sessao_tdt : Fri Aug 05 00:00:00 UTC 2011
id : 5884008
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076607793070080
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2203; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 1 1 0 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10845.900613/200664 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 140200.708 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 5 de agosto de 2011. Matéria DCOMP ELETRONICO SALDO NEGATIVO DA CSLL Recorrente SISTEMA TRANSPORTES S A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2002 BUSCA DA VERDADE MATERIAL No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador e se a obrigação teve seu nascimento e regular constituição. Nesse contexto, devem ser superados os procedimentos errôneos dos contribuintes ou da autoridade tributária que não impliquem em prejuízo às partes e, por conseqüência, ao processo. SALDOS NEGATIVOS DE RECOLHIMENTO DO IRPJ. PRAZO PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO E PARA EFETUAR VERIFICAÇÕES FISCAIS. O prazo para pleitear a restituição do saldo negativo de IRPJ, acumulado, devidamente apurado e escriturado, é de 5 anos contados do período que a contribuinte ficar impossibilitada de aproveitar esses créditos, mormente pela mudança de modalidade de apuração dos tributos ou pelo encerramento de atividades. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que seja efetuada a recomposição dos saldos negativos de recolhimento do IRPJ pela Unidade de origem, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Os Conselheiros Albertina Silva Santos de Lima e Eduardo Martins Neiva Monteiro, votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira – Relator Fl. 330DF CARF MF Emitido em 19/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O Assinado digitalmente em 19/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, 19/08/2011 por ALBERTINA S ILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10845.900613/200664 Acórdão n.º 140200.708 S1C4T2 Fl. 0 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Relatório SISTEMA TRANSPORTES S A, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF), recorre a este Conselho contra o acórdão proferido pela Delegacia de Julgamento da Receita Federal, em primeira instância administrativa, que indeferiu seu pleito. Em razão de sua pertinência, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): Trata o presente processo de análise das Declarações de Compensação Eletrônica DCOMP de fls. 01/32, transmitidas durante o ano de 2004, de números 35782.35926.290704.1.7.032145 (fls. 15/24 retificadora da 36346.96000.300903.1.3.039841), 31804.13956.300904.1.3.039133 (fls. 25/32) e 39225.13160.111104.1.3.030217 (fls. 30/32) utilizando crédito decorrente de saldo negativo de CSLL do exercício de 2003, sem especificar as datas de início e final do período, no valor original de 134.523,16, para extinguir débitos de tributos administrados pela RFB a seguir relacionados: (...) A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Santos/SP, em despacho decisório datado de 04/06/2009, fls. 186/191, RECONHECEU EM PARTE o direito creditório no montante de R$ 95.189,36 do saldo negativo de CSLL apurado em 31/12/2002, HOMOLOGANDO a compensação dos débitos declarados até o limite de crédito reconhecido e intimando a contribuinte ao recolhimento das parcelas de débitos não compensadas em razão da insuficiência do crédito, sob a seguinte justificativa: “Assim, da análise da documentação mencionada, podese afirmar que o saldo negativo reclamado não poderá ser deferido na sua totalidade, visto que a estimativa declarada para o ano diverge dos valores comprovados, especialmente aqueles que teriam sido extintos por compensação com saldos credores de exercícios anteriores.” E explica: Com o objetivo de conferir as compensações promovidas entre as antecipações de CSLL com saldos credores de outros anos, sob o auspício da Instrução Normativa SRF nº 21/97, que permitiria a compensação entre tributos de mesma espécie sem anuência prévia da Secretaria da Receita Federal do Brasil, foi necessário retroagir ao exercício de 1996, época em que foi possível avistar a origem de saldo credor de contribuição social sobre o lucro líquido. Naquele exercício foi observado que a interessada, embora tenha declarado a quitação das antecipações mensais por meio de pagamentos cuja soma Fl. 331DF CARF MF Emitido em 19/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O Assinado digitalmente em 19/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, 19/08/2011 por ALBERTINA S ILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10845.900613/200664 Acórdão n.º 140200.708 S1C4T2 Fl. 0 3 atingiu R$ 49.124,84, parte deles não foi localizada na base de dados da RFB, que comprovou a recepção de somente R$ 12.804,29. Desta forma, o valor considerado como estimativa total do ano foi de R$ 12.804,29 que, confrontando com a contribuição devida no ajuste do fim do exercício, resultou no saldo credor de R$ 5.985,38, em contraste com o declarado de R$ 45.506,24. Diante desse resultado, promoveuse de ofício a restauração dos saldos negativos a partir de 1996, ano a ano, cujo histórico foi sumarizado na planilha juntada aos autos (fl.191). (...) Além do crédito acima, a interessada informou também haver compensado parte das antecipações do ano de 2002 com um crédito obtido em razão de pagamento a maior de CSLL, efetuado em 30.11.2001, no valor de R$ 10.646,46, que foi reconhecido como devido. Sendo assim, somados os recolhimentos recepcionados, mais as compensações convalidadas, chegouse a uma estimativa total no ano de 2002, no valor de R$ 175.926,35. Na comparação com a CSLL efetivamente devida, concluise pelo reconhecimento de saldo negativo da contribuição social sobre o lucro líquido, do exercício de 2003, anocalendário 2002, no valor de R$ 95.189,36, conforme abaixo demonstrado.(...)” Enviado Despacho Decisório à Sistema Transportes S/A, com ciência em 13/07/2009 (fl.186), a manifestante protocolizou, em 07/08/2009, por meio de seu procurador (instrumento de procuração à fl. 199), a manifestação de inconformidade de fl. 192, alegando as razões adiante sintetizadas. Informa que o crédito referese a saldo negativo existente em 31/12/2002, sendo que o mesmo seria composto de estimativas pagas por meio de DARF e compensações efetuadas com crédito de saldo negativo do anocalendário 2001. Em relação aos valores componentes do saldo negativo do anocalendário de 1995, cuja quitação não foi encontrada nos sistemas da RFB, ressalta que o valor localizado na base de dados referese a estimativas pagas através de Darf, sendo que a diferença não localizada na base de dados referese às estimativas compensadas com saldos negativos de períodos anteriores (ano calendário 1994). Defende que se nos 5 anos subseqüentes a DRF não fez nenhum questionamento a respeito das antecipações lançadas, reconheceu como existente o crédito registrado na DIPJ. Encerra requerendo o acolhimento de sua Manifestação de Inconformidade. A decisão recorrida está assim ementada: Estimativas Mensais. Composição do Saldo Negativo. Prova da Extinção. Necessidade. Decadência. Não Ocorrência. Até o mês de setembro de 2002, a compensação entre tributos de mesma espécie prescindia de autorização administrativa e poderia ser efetuada apenas na contabilidade das empresas. Isto, no entanto, não implica reconhecer a veracidade das compensações informadas, mormente quando se verifica a inexistência do direito creditório utilizado nas Fl. 332DF CARF MF Emitido em 19/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O Assinado digitalmente em 19/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, 19/08/2011 por ALBERTINA S ILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10845.900613/200664 Acórdão n.º 140200.708 S1C4T2 Fl. 0 4 referidas compensações e a interessada não apresenta elementos que possam demonstrar a sua veracidade. Não podem ser computados, na apuração final da CSLL, os valores de estimativas cuja extinção, seja por pagamento, seja por compensação, não tenha sido comprovada. Indébito tributário. Ônus da prova. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo. Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual contesta as conclusões do acórdão recorrido nos seguintes termos (verbis): A decisão da DRJ/CPS no sentido de não homologar as compensações remanescentes e manter a cobrança dos débitos, norteouse na falta de apresentação, por parte da defesa, de provas que subsidiassem as alegações feitas na manifestação de inconformidade. Conforme esclarecimentos feitos através da manifestação de inconformidade, o crédito referese a saldo negativo de CSLL existente em 31/12/2002 — estimativas pagas através de darf's e estimativas compensadas' com saldo negativo de períodos anteriores, neste caso saldo negativo existente em 31/12/2001. De acordo com o despacho decisório DRF/STS No. 90 a insuficiência do crédito tem sua origem no exercício de 1996 (ano calendário 1995), pois das estimativas declaradas como quitadas num total de R$ 49.124,84, somente consequiram localizar na base de dados o paqamento de R$ 12.804,29. Ressaltamos que o valor localizado na base de dados referese a estimativas pagas através de darf's, sendo que a diferença não localizada na base de dados referese as estimativas compensadas com saldos negativos de períodos anteriores(ano calendário 1994). Como as declarações de IRPJ/94ano calendário 1993 e IRPJ/95ano calendário 1994, foram apresentadas informando o saldo negativo de CSLL em 31/12/1993 e em 31/12/1994 e a composição desses saldos era formado por estimativas pagas através de DARF's cujos pagamentos constam na base de dados da DRFB, deixamos de anexar tais documentos. Diante dos fatos e comprovado que não ha insuficiência de crédito para efetuar as compensações do ano calendário 1995 e consequentemente as declaradas através de perdcomp , requeremos seja reconhecido o credito e homologadas as compensações em sua totalidade.. Para a efetiva comprovação, anexamos: cópia das declarações de IRPJ exercício 1994 e 1995, bem como dos darfs relativos as estimativas de CSLL pagos em 1993 e 1994. cópia dos termos de abertura e encerramento e das fls 224/225/226(demonstrações do resultado do exercício) e fls 236/237(balanço patrimonial) do livro diário n° 25 (1994). É o relatório. Fl. 333DF CARF MF Emitido em 19/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O Assinado digitalmente em 19/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, 19/08/2011 por ALBERTINA S ILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10845.900613/200664 Acórdão n.º 140200.708 S1C4T2 Fl. 0 5 Voto Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. Conforme relatado, a recorrente reitera as alegações no sentido de que a diferença do saldo Negativo de recolhimentos da CSLL do ano de 2002, não reconhecida pela Unidade de origem, é composta por recolhimentos efetuados nos anos de 1994 e 1995. A DRJ não aceitou tais alegações pelos seguintes fundamentos: Alega a manifestante que a diferença não localizada na base de dados da RFB (R$ 39.333,66) adviria de compensações efetuadas com crédito de saldo negativo do anocalendário 1994. Segundo ela, tais compensações comporiam o saldo negativo do anocalendário 1995, o qual teria sido utilizado na composição do saldo negativo do ano 2001, tendo sido este, por fim, utilizado na quitação das estimativas relativas aos meses de fevereiro a agosto/2002 (anocalendário 2001). Esclareçase que em sua manifestação de inconformidade a contribuinte limitouse a indicar a suposta origem dos créditos de saldo negativo que respaldariam as compensações alegadas dos débitos declarados em DCTF, não trazendo aos autos, contudo, qualquer prova da efetiva compensação realizada em sua contabilidade. Ora, conforme disciplinado no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, a respeito dos temas “prova” e “juntada de documentos”, dispõe especificamente o art. 16: (...) Como visto, a legislação transcrita determina a apresentação da prova no momento da impugnação (no caso em tela, da manifestação de inconformidade). Não tendo sido apresentados quaisquer outros meios de prova para comprovar o alegado, e tendo o direito de produzir novas provas precluído, não há como reconhecer o crédito pleiteado. Em caso de apresentação a posteriori, há forma a observar, conforme dispositivo acima transcrito. Assim, não apresentando a defesa quaisquer provas que subsidiem suas alegações, esta autoridade julgadora valida a apuração da CSLL do anocalendário 2002, determinada pela autoridade da DRF em Santos/SP, conforme quadro abaixo: (...) Não havendo diferença comprovada de saldo negativo de CSLL do anocalendário 2002, não há direito creditório a ser reconhecido nos presentes autos. A contribuinte rebate tais fundamentos na peça recursal aduzindo que “as declarações de IRPJ/94ano calendário 1993 e IRPJ/95ano calendário 1994, foram apresentadas informando o saldo negativo de CSLL em 31/12/1993 e em 31/12/1994 e a composição desses saldos era formado por estimativas pagas através de DARF's cujos pagamentos constam na base de dados da DRFB, deixamos de anexar tais documentos (...)”. Tem razão a recorrente. Tendo apresentado as Declarações de IRPJ espontânea e tempestivamente, bem como registrado que as estimativas daqueles períodos foram efetivamente pagas, bastava à DRJ ou ‘a DRF de Origem verificar a procedências das alegações mediante consulta aos sistemas da própria Receita Federal. Fl. 334DF CARF MF Emitido em 19/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O Assinado digitalmente em 19/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, 19/08/2011 por ALBERTINA S ILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10845.900613/200664 Acórdão n.º 140200.708 S1C4T2 Fl. 0 6 Ora, ainda que a contribuinte juntasse aos autos seus comprovantes, como acabou fazendo na peça recursal (fls. 219 e seguintes), somente a Receita Federal poderia atestar a autenticidade dos mesmos, infirmandoos se fosse o caso. O aproveitamento dos saldos negativos nos períodos de apuração seguintes independe autorização prévia da RFB, muito menos estava sujeita a apresentação de pedido de compensação antes da instituição da DCOMP. Tratase de um verdadeiro contacorrente, a exemplo do que ocorre com o Imposto sobre Produtos Industrializado. A cada mês o contribuinte apura o tributo devido, verifica o saldo de recolhimento do período anterior (existência de saldo negativo), bem como as retenções na fonte, e apura o saldo a pagar ou o novo saldo negativo de recolhido. Tratase de um procedimento dinâmico, que deve ser objeto de registro contábeis ,controlado no Lalur. Assim, uma vez que a autoridade tributária não considerou os saldos negativos de períodos anteriores na verificação do anocalendario de 2001, cumpre determinar a reapreciação do litígio pela Unidade de Origem. A análise deve partir da reconstituição dos resultados do contribuinte, em cada período de apuração, observando a premissa que de o lucro real apurado e regularmente declarado não pode mais ser objeto de auditoria. Porem, na auditoria da formação do saldo negativo de recolhimentos do IRPJ/CSLL, e conseqüente apuração do saldo acumulado podem e devem ser computadas as compensações de prejuízo ou bases negativas da CSLL, no limite da legais, os recolhimentos por estimativa, as retenções em fonte comprovadas (cujas receitas ou rendimentos compuseram o resultado tributável do período), compensações já efetuadas, e demais procedimentos relacionados. Lembro que a contribuinte pode e deve ser intimada a produzir demonstrativos desses valores, período a período, com transposição de saldos, devidamente respaldados e acompanhados da documentação contábil e fiscal a que está obrigada a conservar para fazer jus ao pleito, consoante art. 264 do RIR/99. Registrese que, desse novo despacho decisório, se desfavorável, o contribuinte poderá, caso deseje, apresentar manifestação de inconformidade à DRJ no prazo de 30 dias. Conclusão Diante do exposto, considerando a deficiência do despacho decisório quanto a apreciação do direito creditório pleiteado pelo contribuinte, oriento meu voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, determinado seja efetuada a recomposição dos saldos negativos de recolhimento da CSLL pela Unidade de origem, desde o anocalendário de 1993, partindo das declarações e verificação dos recolhimentos e IRFonte, nos sistemas da RFB. (assinado digitalmente) Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira Fl. 335DF CARF MF Emitido em 19/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O Assinado digitalmente em 19/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, 19/08/2011 por ALBERTINA S ILVA SANTOS DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10510.001345/2004-16
Data da sessão: Mon Aug 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003
SUBVENÇÕES CORRENTES PARA CUSTEIO - As subvenções para custeio da folha de pagamentos e respectivos encargos, recebidas de Prefeitura Municipal, integram o resultado operacional da pessoa jurídica beneficiária, mesmo sendo esta uma empresa pública, e sujeitam-se à incidência da contribuição social.
PAF — EMPRESA PÚBLICA. REGIME TRIBUTÁRIO — Às Empresas Públicas - constituídas que são como pessoas jurídicas de direito privado — submetem-se ao mesmo tratamento tributário dispensado às demais sociedades que exploram atividades econômicas, não se cogitando, em relação a elas, do beneficio da imunidade recíproca prevista na Constituição Federal.
PAF - APURAÇÃO CONTÁBIL - A ciência contábil é formada por uma estrutura única composta de postulados e orientada por princípios. Sua produção deve ser a correta apresentação do patrimônio, com apuração de suas mutações e análise das causas de suas variações. A apuração contábil observará as três dimensões na qual está inserida e as quais deve servir comercial - a Lei 6404/1976; contábil - Resolução 750/1992 e fiscal, que implica em chegar ao cálculo da renda, obedecendo a critérios constitucionais com fins tributários. A regência da norma jurídica originária de registro contábil tem a sua natureza dupla: descrever um fato econômico em linguagem contábil sob forma legal e um fato jurídico imposto legal e prescritivamente. Feito o registro contábil, como determina a lei, torna-se norma jurídica individual e concreta, observada por todos, inclusive a administração, fazendo prova a favor do sujeito passivo. Caso contrário, faz prova contra.
FALTA DE RECOLHIMENTO CSLL POR ESTIMATIVA MENSAL. MULTA ISOLADA. CONCOMITÂNCIA. A multa isolada por falta de recolhimento de CSLL sobre base de cálculo mensal estimada não pode ser aplicada cumulativamente com a multa de lançamento de oficio prevista no art. 44, I, da Lei 9.430/96, sobre os mesmos valores apurados em procedimento fiscal.
Numero da decisão: 1102-000.270
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por de votos e, no mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa isolada, par concomitante, nos termos de relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos conselheiros José Sergio Gomes e Marcos Antonio Pires.
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 SUBVENÇÕES CORRENTES PARA CUSTEIO - As subvenções para custeio da folha de pagamentos e respectivos encargos, recebidas de Prefeitura Municipal, integram o resultado operacional da pessoa jurídica beneficiária, mesmo sendo esta uma empresa pública, e sujeitam-se à incidência da contribuição social. PAF — EMPRESA PÚBLICA. REGIME TRIBUTÁRIO — Às Empresas Públicas - constituídas que são como pessoas jurídicas de direito privado — submetem-se ao mesmo tratamento tributário dispensado às demais sociedades que exploram atividades econômicas, não se cogitando, em relação a elas, do beneficio da imunidade recíproca prevista na Constituição Federal. PAF - APURAÇÃO CONTÁBIL - A ciência contábil é formada por uma estrutura única composta de postulados e orientada por princípios. Sua produção deve ser a correta apresentação do patrimônio, com apuração de suas mutações e análise das causas de suas variações. A apuração contábil observará as três dimensões na qual está inserida e as quais deve servir comercial - a Lei 6404/1976; contábil - Resolução 750/1992 e fiscal, que implica em chegar ao cálculo da renda, obedecendo a critérios constitucionais com fins tributários. A regência da norma jurídica originária de registro contábil tem a sua natureza dupla: descrever um fato econômico em linguagem contábil sob forma legal e um fato jurídico imposto legal e prescritivamente. Feito o registro contábil, como determina a lei, torna-se norma jurídica individual e concreta, observada por todos, inclusive a administração, fazendo prova a favor do sujeito passivo. Caso contrário, faz prova contra. FALTA DE RECOLHIMENTO CSLL POR ESTIMATIVA MENSAL. MULTA ISOLADA. CONCOMITÂNCIA. A multa isolada por falta de recolhimento de CSLL sobre base de cálculo mensal estimada não pode ser aplicada cumulativamente com a multa de lançamento de oficio prevista no art. 44, I, da Lei 9.430/96, sobre os mesmos valores apurados em procedimento fiscal.
numero_processo_s : 10510.001345/2004-16
conteudo_id_s : 5484777
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1102-000.270
nome_arquivo_s : Decisao_10510001345200416.pdf
nome_relator_s : Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
nome_arquivo_pdf_s : 10510001345200416_5484777.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por de votos e, no mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa isolada, par concomitante, nos termos de relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos conselheiros José Sergio Gomes e Marcos Antonio Pires.
dt_sessao_tdt : Mon Aug 02 00:00:00 UTC 2010
id : 6034117
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076607796215808
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-22T13:59:37Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-22T13:59:34Z; Last-Modified: 2010-09-22T13:59:37Z; dcterms:modified: 2010-09-22T13:59:37Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:15b23915-1766-4ab2-aca1-e96ebe7819b4; Last-Save-Date: 2010-09-22T13:59:37Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-22T13:59:37Z; meta:save-date: 2010-09-22T13:59:37Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-22T13:59:37Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-22T13:59:34Z; created: 2010-09-22T13:59:34Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 25; Creation-Date: 2010-09-22T13:59:34Z; pdf:charsPerPage: 2220; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-22T13:59:34Z | Conteúdo => S1-0 C2 F 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS W:.;,45/Y PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10510.001345/2004-16 Recurso n" 163. 615 Voluntário Acórdão n" 1102-00.270 — 1" Câmara / 2' Turma Ordinária Sessão de 02 de agosto de .2010 Matéria CSLL Recorrente EMPRESA MUNICIPAL DE URBANIZAÇÃO - EMURB Recorrida 2A. TURMA/DRJ-SALVADOR /BA Assunto: Contribuição Social sobre o Lucio Líquido - CSLL Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 200.3 SUBVENÇÕES CORRENTES PARA CUSTEIO - As subvenções para custeio da folha de pagamentos e respectivos encargos, recebidas de Prefeitura Municipal, integram o resultado operacional da pessoa jurídica beneficiária, mesmo sendo esta uma empresa pública, e sujeitam-se à incidência da contribuição social. PAF — EMPRESA PÚBLICA. REGIME TRIBUTÁRIO — Às Empresas Públicas - constituídas que são como pessoas jurídicas de direito privado — submetem-se ao mesmo tratamento tributário dispensado às demais sociedades que exploram atividades econômicas, não se cogitando, em relação a elas, do beneficio da imunidade recíproca prevista na Constituição Federal. PAF - APURAÇÃO CONTÁBIL - A ciência contábil é formada por uma .•• estrutura única composta de postulados e orientada por princípios. Sua produção deve ser a correta apresentação do patrimônio, com apuração de suas mutações e análise das causas de suas variações. A apuração contábil observará as três dimensões na qual está inserida e as quais deve servir: comercial - a Lei 6404/1976; contábil - Resolução 750/1992 e fiscal, que implica em chegar ao cálculo da renda, obedecendo a critérios constitucionais com fins tributários. A regência da norma jurídica originária de registro contábil tem a sua natureza dupla: descrever um fato econômico em linguagem contábil sob forma legal e um fato jurídico imposto legal e prescritivamente. Feito o registro contábil, como determina a lei, torna-se norma jurídica individual e concreta, observada por todos, inclusive a administração, fazendo prova a favor do sujeito passivo. Caso contrário, faz prova contra. FALTA DE RECOLHIMENTO CSLL POR ESTIMATIVA MENSAL. MULTA ISOLADA, CONCOMITÂNCIA. A multa isolada por falta de recolhimento de CSLL sobre base de cálculo mensal estimada não pode ser aplicada cumulativamente com a multa de lançamento de oficio prevista no art. 44, I, da Lei 9.430/96, sobre os mesmos valores apurados em procedimento fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por de votos e, no mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa isolada, par concomitante, nos termos de relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos conselheiros José Sergio Gomes e Marcos rito lio Pires. 144 . r- ivEr M LAQ~PESSOA MONTEIRO —Presidente e Relatota EDITADO EM: g SET 2010 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros, José Sergio Gomes (Suplente convocado) Silvana Rescigno Barreto, Marcos Antonio Pires (suplente convocado) Frederico de Moura Theophilo e João Carlos Lima Junior(Vice-Presidente) 2 Processo o" I 0510 001.345/2004- I 6 SI-Cl T2 Acôrd5o o." 1102-00,270 Fl 2 Relatório Trata-se de lançamento para exigência da CSII.,,conforme auto de infração de fls. 07/26, referente aos anos-calendários 1999 a 2003. O termo de verificação fiscal de fis.34/41 aponta os seguintes fatos:a) incorreções na escrituração contábil;b) estorno de receitas indevidamente contabilizadas; c) notas fiscais não contabilizadas; d) exclusões indevidas da base de cálculo do tributo; e) falta de declaração e/ou recolhimento da CSLL; f) falta de recolhimento das estimativas. Enquadramento legal nos respectivos termos. Irresignada a Contribuinte interpõe suas razões impugnatórias às fls. 431/468, onde, em síntese, ressalta sua natureza jurídica de Empresa Pública Municipal, que presta serviços públicos, atuando como agente arrecadador das taxas públicas, afastando-se de seu caráter de pessoa jurídica de direito privado, e agindo eminentemente no exercício do Poder de Polícia da Administração Pública, Destaca que o fato de ter forma de pessoa jurídica de direito privado é irrelevante, para fins de determinação de seu regime jurídico. A simples constituição em forma de empresa de direito privado não implica, necessariamente, na sua subordinação ao regime privado. Deve prevalecer a essência do tipo do serviço que está sendo prestado. Define, através de doutrinadores, o "Regime Tributário das Empresas Públicas" a partir das suas finalidades, para concluir que, em verdade, é uma empresa pública de natureza peculiar, que exerce atividades típicas de secretaria municipal de obras e urbanização e, em pequena proporção, pratica atividade de exploração econômica, em concorrência com a iniciativa privada_ Por um lado são imunes todos os recursos provenientes dos serviços e exercício do Poder de Polícia, por outra via estão sujeitos à tributação todos os rendimentos decorrentes da exploração da atividade econômica, consoante art. 150, § 3 0, da Constituição, dispositivo que transcreve. Nesse compasso, imperiosa a" Exclusão de Receitas Decorrentes de Taxas da Base de Cálculo do IRPJ, posto que tais receitas decorrentes da prestação de serviço público e do exercício do Poder de Polícia se enquadram no conceito de taxa, nos exatos termos do art, 145, inciso ii, da Constituição Federal e do art. 77 do Código Tributário Nacional..Transcreve os dispositivos, para dizer que é necessária a reforma do Auto de Infração para que sejam excluídas todas as contas de resultado relacionadas às receitas decorrentes da prestação de serviço público e do exercício do Poder de Polícia, quais sejam: 1) Aforamento; 2) Taxas de Administração; 3) Transferência; 4) Taxa de Fiscalização; 5) Demarcação e Vistoria; 6) Regularização e Notificação; 7) Construção; 8) Habite-se; 9) Reforma do Imóvel; 10) Processo; 11) Desmembramento do Imóvel. Mesmo que essas receitas não sejam objeto de tributação, vinha adotando procedimento contábil irregular, mas favorável à Fazenda Pública, pois todos os valores vinham sendo oferecidos à tributação. Havendo exclusão das referidas receitas da base de cálculo da CRI, não há que se falar em valores devidos à Receita Federal, mas sim em valores a serem objeto de repetição do indébito, nos termos do Código Tributário Nacional, que 3 assegura ao contribuinte o direito de restituição do tributo pago indevidamente, ainda que recolhido de forma espontânea..Pede a Exclusão dos Recursos decorrentes de Subvenções, pois o atuante majorou a Base de Cálculo do IR e ao considerou os valores recebidos cia Prefeitura Municipal de Aracaju, desconsiderando as exclusões efetuadas no LALUR, com indicação expressa de incidência do disposto no art. 391 do R1R/1999. Comenta que houve a extinção de algumas secretarias e órgãos, com suas atividades e quadro de funcionários a ela repassados, por mandamento legislativo.E nada mais lógico que a Prefeitura de Aracaju se responsabilizasse pelo pagamento das despesas com o pagamento do pessoal transferido. Dai, a justificativa dos repasses dos valores à Contribuinte que não se tratam de Subvenções, como mencionado pela contabilidade, mas sim de mera transferência orçamentária da Prefeitura para a empresa pública equiparada a verdadeiro órgão ela administração direta, enquadrando-se no conceito de verbas orçamentárias especialmente destinadas, prevista no art. 5 0, alínea "b", da Lei 42917.5, imunes a qualquer tipo de tributação.. Reclama Dos Demais Pontos do Lançamento — Dos Lançamentos em Duplicidade da Conta "Processos" , discorre sobre o procedimento e aponta os equívocos Reclama da duplicidade da cobrança da multa de oficio de 75% e aponta erros materiais nos ajustes realizados pelo autuante (a — Ajuste 05/1999 — Nota Fiscal n" 1342 na competência de maio de 1999; b — Ajuste 05/07/12/2000 — Nota Fiscal 1533, Pede cancelamento das exigências e junta documentos de fls,204 à 429; e o volume 111, da folha 430 à 714. Decisão de fis.7151736, de 12/09/2007, acórdão 15-13.653, esta assim ementada: Assumo Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 EMPRESA PÚBLICA REGIME TRIBUTÁRIO. ÀS Empresas Publicas - constituídas que são como pessoas .jurídicas de direito privado - deve ser dado o mesmo tratamento tributário dispensado às demais sociedades que exploram atividades econômicas, não se cogitando, em relação a elas, do beneficio da imunidade reciproca prevista na Constituição Federal Assunto Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 SUBVENÇÕES CORRENTES PARA CUSTEIO. AN subvenções para custeio da fblha de pagamentos e respectivos encargos, recebidas de Prefeitura Municipal, integram o resultado opeiacional da pessoa juridica beneficiária, mesmo sendo esta uma empresa pública, e .sujeitam-se à incidência da contribuição social. INCORREÇÕES NA ESCRITA CONTA BIL. Caso a pessoa Jurídica não logre justificar os erros identificados em sua escrita contábil, tais como estornos indevidos, apropriação de receitas em desacordo com o regime de compeiencia, etc, cabe a retificação dessas irregularidades e o lançamento de oficio da diferença de contribuição, se houver, que dei you de sei declarada. 4 Processo IV 10510.001345/2004-16 SI-C1T2 Acárdào ii '' 1102-00.270 [1..3 OMISSÃO DE RECEITAS A falta de contabilização de notas fiscais regularmente emitidas caracteriza omissão de receitas. FALTA DE RECOLHIMENTO Cabe o lançamento de oficio dos valores registrados nas Declarações de hyrormações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica - DIPI e não declarados nas respectivas Declarações de Débitos e Créditos Federais - DCTF, e nem recolhidos RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. MULT.A DE OFICIO ISOLADA. RETROATIVIDADE BENIGNA. A . falta de recolhimento das estimativas mensais da contribuição social, autoriza o lançamento de ofício da multa isolada, ainda que coexistindo com a multa de ofício cominada em fitnção de declaração inexata, exigida juntamente com a contribuição que deixou de ser paga, ressaltando-se, porém, que o percentual da penalidade isolada deve ser reduzido para 50% (cinqüenta por cento), em obediência ao principio da retroatividade da lei mais benigna. Considera parcialmente procedentes os lançamentos relativos à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, e a multa isolada pela falta de recolhimento da CSLL por estimativa, a seguir demonstrados: LANÇADO E ESPÉCIE/PERÍODO-BASE EXONERADO MANTIDO IMPUGNADO CSLL/1999 118.536,20 8.292,28 110.243,92 CSLL/2000 62.032,66 33.328,80 28.703,86 CSLL/2001 25.986,41 0,00 25.986,41 CSLL/2002 12.167,33 0,00 12.167,33 CSLL/2003 66.842,43 0,00 66.842,43 Multa Isolada CSLL/Jan 1999 4.746,77 1.582,26 3.164,51 Multa Isolada CSLL/Dez 1999 82.877,99 32.472,36 50.405,63 Multa Isolada CSLL/Jul 2000 13.279,76 4.426,59 8.853,17 Multa Isolada CSLL/Set 2000 19.142,47 6.380,83 12.761,64 Multa Isolada CSLL/Dez 2000 14.103,62 14.103,62 0,00 Multa Isolada CSLL/Fev 2001 43.889,12 14.629,71 29.259,41 Multa Isolada CSLL/Jul 2002 7.291,92 2.430,64 4.861,28 Multa Isolada CSLL/Nov 2002 38.251,06 12.750,35 25.500,71 Multa Isolada CSLL/jan 2003 22.840,38 7.613,46 15226,99 Multa Isolada CSLL/Fev 2003 17.316,26 5.772,09 11.544,17 Multa Isolada CSLL/Mar 2003 7.126,52 2.375,51 4.751,01 Multa Isolada CSLL/Ago 2003 7.084,40 2.361,47 4.722,93 Multa Isolada CSLL/Set 2003 4.650,80 1.550,27 3.100,53 10) 5 LANÇADO E ESPÉCIE/PERIODO-BASE EXONERADO MANTIDO IMPUGNADO Multa Isolada CSLL/Out 2003 3,128,03 L042,68 2.085,35 Multa Isolada CSLL/Nov 2003 3.681,11 1.227,04 2.454,07 Ciente em 19 de outubro de 2007, confbrme 11.743, interpõe o voluntário de fis,746/773, vol, IV, em 14/11/2007 (fis.746) onde, em síntese, (i)narra o procedimento, e (ii) "Preliminarmente — da natureza jurídica dos serviços prestados", Reclama da decisão que considerou válido o registro cartorário de empresa pública e não o seu campo de atuação. A significar, portanto, que se é empresa pública, inexiste imunidade recíproca, conforme determina a Constituição Federal, Aduz que embora constituída como empresa pública suas atividades são integrantes do elenco da administração direta. Prova a sua receita, em percentual considerável proveniente de tributos, taxas, conforme se constata do Código Tributário Municipal, art. 16 a 221, o qual junta. Desse modo as atribuições que exerce estão fora do alcance da atividade econômica privada. Transcreve, no item "Irde suas lazões — Breve esforço histórico — legislativo da EMURB”, discorre sobre o tópico, para ao final comentar que: "As transcrições- ¡Oram longas, mas elucidativas para demonstrar que e inqnignante teve, ao longo dos anos, fl sua competência ampliada, aia/orada, estendida 'pelo Poder Legislativo Municipal passando de em espectro estreito e limitado-de atuação, para o exercício de uma série de atribuições próprias de uma verdadeira secretaria municipal, com prestação de serviços públicos e exercendo, inclusive, Poder de Polícia Esta fbi, evidentemente, à vontade do legislador municipal, constante dos textos normativos retromencionados• transf brmar a EMURB em verdadeira longa manas da Administração Direta, não sendo possível, por hipótese alguma, desconsiderar tal peculiar idade. Em conclusão, entendemos nós, que para se tributar as atividades- exercidas pela EMURB, não basta considerar a sua natureza jurídica de empresa, mas sim, a natureza dos serviços que presta e que estão na mira tributária e que, data vênia, não cabe a voracidade da máquina, já que a execução de políticas públicas urbanisticas não é uma atividade econômica, pertencente a iniciativa privada PRELIMINARMENTE, pois, requer a EMURB, o afastamento da incidência tributária sobre o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica IRPJ em suas atividades em que atua como longa manus do Município de Aracaju e, por conseguinte, a extinção administrativa, do processo." No item "III" — "No mérito", refere-se ao regime jurídico de empresa pública, para comparara os serviços prestados à exploração da atividade econômica e concluir que não se compaginam entre si, 6 • • Processo n" 10510 001345/2004-16 SI-C I T2 Acórdão ri' 1102-00,270 Fl. 4 Comenta que em relação às empresas estatais exploradoras de atividade econômica, nada mais natural que o regime jurídico aplicável seja idêntico aos das pessoas jurídicas de direito privado, até por força do que estabelece o art. 173, § 1°, inciso 11, e § 2°, da Constituição Federal, sob pena de se estabelecer privilégios à empresa publica, em nítida afronta ao Princípio da Isonomia, estabelecido no art. 5°, inciso II, do mesmo diploma legal. Todavia, o mesmo não se pode dizer das empresas estatais com finalidades próprias da administração pública, porque concebidas para prestar serviços públicos ou desenvolver atividades de índole pública propriamente (corno promover a realização de obras públicas). Por isto é natural que sofram influxo mais acentuado de princípios e regras de Direito Público, ajustados, portanto, ao resguardo de interesses desta índole, (Transcreve doutrina sobre o tema e reproduz ementa do acórdão proferido no recurso 135442, de 28/01/2004, da 1 Câmara do l n .CCMF). Conclui que se insere no contexto público, como uma das formas de atuação do Município de Aracaju, para prestação de serviços públicos, exercício do poder de polícia e intervenção na atividade econômica, criada por meio de lei e submetendo-se, ao regime jurídico da administração pública. Continua para citar doutrinadores e dizer que a forma da sociedade é irrelevante para fins de se perquirir sobre sua natureza jurídica. Define, no item 'V' das razões de recurso, "o Regime Tributário das Empresas públicas, que deve ser determinado após o reconhecimento do regime jurídico que lhe for aplicável.. Ou seja, reconhecendo-se que a empresa pública explora atividade econômica, pois atua em seara que não lhe é própria, em nítida concorrência com a iniciativa privada, há que ser aplicado o regime tributário das empresas privadas, não sendo possível fornece-lhe qualquer tipo de privilégio. Aplica-se, com efeito, o disposto no art. 173, §1°, inciso II, da CF188, Ao tempo em que se reconhecido que a empresa pública não explora 'atividade econômica', mas, ao contrário, desempenha serviço público e atividades próprias da administração pública há que se atestar a impossibilidade de aplicação do disposto no art. 17.3, §§ 1° e .2° da Constituição, pois acobertaria pelo manto constitucional da imunidade tributária, disciplinada no art. 150, inciso VI, alínea "a", do texto constitucional. Sentido no qual transcreve doutrina de Roque Carraza. Fazendo alusão ao seu regime jurídico, narra que inicialmente, como Empresa Municipal de Urbanização — tinha basicamente duas finalidades, nos termos do art. 1° da Lei 429/75: (i) implantar planos urbanísticos no Município de Aracaju e (ii) executar serviços de caráter econômico, por meio das competências estabelecidas no art. 7' do Estatuto aprovado pelo Decreto Municipal 45/77, Vê-se, de pronto, que as atividades voltadas à implementação de planos urbanísticos no Município de Aracaju não tem caráter econômico ou, por outras palavras, não tem finalidade lucrativa. Nada mais óbvio: como obter lucros com a implantação de planos urbanísticos no município de Aracaju, se é o próprio Município o detentor da EMURB e, aliás, responsável pela garantia de todas as suas operações até o limite do seu capital social (art, 7°, Lei 429/75)? Com efeito, somente a execução de outros serviços não atrelados ao Município de Aracaju é que dispõem de caráter econômico, isto é, que tem finalidade lucrativa. Pede que, como dispõe de dois regimes jurídicos: (i) um relativo aos serviços prestados à Prefeitura Municipal de Aracaju, já que isentos de qualquer finalidade lucrativa, devendo ser aplicado o regime jurídico da administração pública, aplicando regime tributário diferenciado; (ii) outro referente aos serviços de caráter econômico ou lucrativo, próprio da iniciativa privada e sujeitando-a, neste particular, às mesmas regras de tributação aplicáveis a qualquer pessoa jurídica de direito privado, tal ponto seja observado. Retorna a digressão histórica de sua atividade, para pedir a exclusão das receitas recorrentes de taxas que majoraram a base de cálculo da CSLL, por impossibilidade legal de prosperar sua exigência (art145, inciso II, da Constituição Federal e 77 do CTN) Com isto, impõe-se a reforma do Auto de Infração em tela, para que sejam excluídas da tributação, todas as contas de resultado, relacionadas as receitas decorrentes da prestação de serviços públicos e do exercício do Poder de Polícia, quais sejam: 1) Afbramento; 2) Taxas de Administração; 3)Transferência; 4) Taxa de Fiscalização; 5) Demarcação e Vistoria; 6)Regularização e Notificação; 7) Construção; 8) Habite-se; 9) Reforma do Imóvel; 10) Processo; 11) Desmembramento do Imóvel. Adverte que, não obstante, a nomenclatura das contas de resultado, às vezes enseje alguma duvida quanto à natureza das receitas carreadas, são sempre contas referentes às receitas decorrentes da prestação de um serviço público ou do exercício do poder de policia, como já amplamente explicitado. E embora tais receitas não sejam objeto de tributação, vinha adotando procedimento contábil irregular, mas favorável à Fazenda Pública Federal, pois todo os valores vinham sendo oferecidos á tributação_ Assim, pois uma vez desconsideradas as referidas receitas, será, obviamente, reduzida a base de cálculo oferecida à tributação e conseqüentemente, os valores de todos os tributos devidos em cada período de apuração, o que implicará em redução da base de cálculo da CSLL, isto é, do lucro liquido. Descabe-se fálar em valores devidos á Secretaria da Receita Federal, mas sim em valores a serem objeto de repetição de indébito, nos termos do art, 165 do CTN, que assegura ao contribuinte o direito a restituição total do tributo pago indevidamente, ainda que recolhido de forma espontânea. Pede VIII EXCLUSÃO DOS RECURSOS DECORRENTES DE. SUBVENÇÕES MAJORAÇÃO DA BASE DE CALCULO DO IR E CSSE, pois o auditor fiscal considerou, na base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro, os valores percebidos, sistematicamente, pela EMURB da Prefeitura Municipal de Aracaju, desconsiderando as exclusões efetuadas pela contabilidade no LALU.R, com indicação do disposto no art. 391 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3 000/99), porque tais valores de serviços públicos de obras e urbanização e exercício do Poder de Policia, jamais poderiam integrar a base de cálculo dos tributos em análise. Isto ocorre porque os recursos estão fora do espectro tributável do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro, haja vista não constituírem em acréscimo patrimonial, estando, portanto, tais valores alheios ao conceito de renda definido pelos art. 43 do CTN e 153, inciso III da CF, e açambarcados pela imunidade prevista no art. 150, inciso VI, alínea da Lei Maior. Informa que, em nenhum momento, agiu desta ou daquela forma, mas foi obrigada por meio da lei, submetendo-se ao principio da legalidade, informador da administração pública. Foi, como já anunciado acima, o art. 81 da lei 1659190 que determinou a transferência dos servidores lotado nos órgãos extintos da Secretaria Municipal de Obras e da Subsecretaria de Urbanismo para a Emurb. A decisão foi legislativa e não da direção da 4# Processo n" 10510 001345/2004-16 SI-C1T2 Acórdão n " 1102-00.270 Fl 5 empresa pública, como, certamente, haveria de ser numa empresa pública atuante na exploração da atividade econômica. Como houve transferência dos servidores lotados nos referidos órgãos para a Contribuinte , a Prefeitura Municipal de Aracaju se responsabilizou pelo pagamento das despesas decorrentes de decisão legislativa. Os valores repassados a EMURB servem para o custeio das despesas com o pessoal ligado à prestação de serviços públicos e exercício do Poder de Polícia, o que prova que esses repasses não se tratam, de SUBVENÇÕES, como mencionado pela contabilidade, mas sim de mera transferência orçamentária da Prefeitura para a empresa pública equiparada a verdadeiro órgão da administração direta, enquadrando se no conceito de verbas orçamentárias especialmente destinadas, previstas no art. 5 0, alínea "b", da Lei 429f75, imunes a qualquer tipo de tributação. Refere-se, no item 'IX', aos demais pontos do lançamento para dizer que ao serem acolhidas essas considerações resultaria na impossibilidade de prosperar o lançamento porque restara maculado. Contudo, outros pontos haveria , que, do mesmo modo, ensejam a acolhimento da presente defesa, na hipótese de rejeição das questões já abordadas, tais sejam, IX. 1— DOS LANÇAMENTOS EM DUPLICIDADE. DA CONTA PROCESSOS" – Esclarecer que a conta "Processos" teve movimentação contabilmente equivocada.. Foram lançados valores a créditos nas contas de resultados, que se podem observar durante os anos calendários 1999, 2000, 2001, 20002 e 2003. . Aduz que esta conta criou-se com o intuito de centralizar todos os créditos oriundos da cobrança de taxas de Regularização de Terrenos que foram objeto de parcelamento por parte do contribuinte,Deste modo sua movimentação aponta apropriação e recebimentos diversos, relacionando, respectivamente, o nome do Contribuinte, a data do depósito. Contudo, a sistemática adotada pela contabilidade gerou diversos lançamentos em duplicidade, uma vez que, os valores recebidos a titulo, por exemplo, de Regularização de Terrenos integravam a totalidade das Receitas Operacionais, para fins de apuração do CORNS em dois momentos: a) na apropriação do valor global do parcelamento e b) no pagamento mensal das parcelas, Assim, o contribuinte que pagasse de forma parcelada o habite-se solicitava a Contribuinte a abertura de um Processo de Parcelamento - daí a nomenclatura da conta - momento no qual se apropriava no Livro Razão o valor total da divida. Após, havia o ajuste dos valores, recebidos mensalmente, até o adimplemento total da dívida. Por ocasião da concessão do parcelamento, o lançamento contábil se dava a débito da conta de ativo (título a receber) pelo valor integral do parcelamento e a crédito da conta de resultado (conta de processos) também pelo valor total. Aponta razonetes contábeis, tomando-se como exemplo um valor total parcelado de R$ 5,000,00 divididos em 5 parcelas de R$ 1,000,00, o qual exemplifica na seguinte ordem: Ativo: Conta de Títulos a receber Resultado: Conta de Processo Débito: R$ 5,000,00 Crédito: R$ 5,000,00 No momento do efetivo pagamento de cada parcela, os lançamentos contábeis não mais passariam pelas contas de resultado, já que os créditos foram reconhecidos corretamente com o 9 h"éi primeiro lançamento. Deveriam apenas transitar pelas contas de ativo, da seguinte forma: no valor da parcela a crédito na conta títulos a receber, baixando a conta até que fosse zerada com o pagamento da ultima parcela, e a debito da conta de caixa. Vejamos os razonetes: Ativo: Conta de Títulos a receber Ativo: Conta de Caixa Crédito: R$ 1.000,00 Débito: R$ -1 .000,00. Foi exatamente, neste ponto, que incorreu em equivoco a contabilidade da EMURB. Ao contrário cio que determinam as regras contábeis, os valores das parcelas foram novamente escrituradas a crédito da conta "Processos" (e não na conta Títulos a receber) sob a rubrica de "recebimentos conforme Depósito", organizado por dia de ocorrência dos mesmos. Dai, a duplicidade de lançamento da receita na conta de resultado. Vejamos os razonetes: Ativo: Conta de Caixa Resultado: Conta de Processo Débito: R$ 1.000,00 Crédito: R$ 1,000,00 Assim, em virtude dos vários depósitos ocorridos no mesmo — dia o Ilustre AFRF não encontrou origem dos mesmos, incluindo todos nas Bases de Cálculo mensais por ele apuradas, desconhecendo sua anterior apropriação pelo valor global.. Afirma que demonstraria, mais adiante como se identificaria a sistemática adotada pala empresa na conta "Processos" através dos relatórios mensais de depósitos das parcelas ajustadas bem como da inexistência de amortização da divida na conta "Títulos a Receber". Transcreve exemplo 1,2,3,4,5, para resumir que os valores descritos no Mapa de Pagamentos Mensais não estão acrescidos de multa e juros pelo atraso no pagamento, nem reproduzem fielmente a data dos depósitos como acontece no razão.. Contudo, é notória a grande quantidade de lançamentos em duplicidades da conta "Processos", tendo em vista a apropriação imediata do valor global do parcelamento no momento do seu ajuste o que levou a estornar diversos lançamentos ao verificar o problema, principalmente no final do ano de 1999, Por isto necessária a retificação do lançamento excluindo-se da .BC apurada os créditos objetos de Recebimentos da Conta "Processos", urna vez que tais créditos são oriundos cio pagamento parcelado de valores, integralmente no momento do ajuste em suas respectivas contas. No item X reclama da multa de oficio de 75% - da duplicidade da cobrança e de sua incidência sem base legal. Reproduz os dispositivos e comenta que da legislação colacionada observa-se a prescrição legal da incidência da multa de 75%. O caput do art. 44 esclarece o fato gerador da incidência da multa de oficio de 75% corno sendo o lançamento de oficio de tributos por ausência de recolhimento ou após o vencimento de prazo.. Por sua vez o seu parágrafo 1 0 , que a ele se refere, esclarece de que maneira serão exigidas as multas previstas pelo caput, qual seja a de 75% e a de 150%, Assim é preciso delimitar primeiramente que o dispositivo legal do art. 44 esta prescrevendo duas multas, tendo cada urna delas sua hipótese de incidência bem delimitada, O inciso I prevê a incidência da multa de 75% quando houver falta de pagamento de tributo ou recolhimento após o vencimento do prazo. O inciso 11 prevê a multa de 150% nos casos de fraude. A redação do § 1° é bem clara ao estabelecer a forma de 1° OP„ PI ()cesso n" 10510 001345/2004-16 S1-C1I2 Acórdão n " 1102-00.270 Fl 6 cobrança das multas de que trata o art. 44. Assim é conclusivo que se trata apenas de uma multa de 75% incidente quando realizado o seu fato gerador. Conclui pela impertinência da multa isolada. Aponta erros materiais nos ajustes realizados pelo autuante (a — Ajuste 05/1999 — Nota Fiscal ir 1342 na competência de maio de 1999; b — Ajuste 05/07/12/2000 — Nota Fiscal 153.3, com os seguintes argumentos: Na . fiscalização ora combatida o 1. AFRF procedeu a determinados ajustes para a apuração da base de cálculo da contribuição, em .função da forma de escrituração da contabilidade, que possui uma série de lançamentos em duplicidade e indevidos. Nesse ínterim, elaborou a autoridade atuante a planilha denominada: "Balancetes de Apuração do Resultado", na qual procedeu aos ajustes que considerava indispensáveis para a fbrmação da base de cálculo do tributo .fiscalizado Adicionou e excluiu receitas, trangériu para outras contas em virtude de erro de classificação ou momento de apuração da receita. Contudo, após analise detalhada da mencionada planilha furam identificados erros de procedimentos de ajustes que imputam ao contribuinte o recolhimento em duplicidade do tributo, objeto do presente lançamento de oficio Alguns dos ajustes indevidamenteefetuados refletem diretamente na formação da base de cálculo, gerando duplicidade de receitas oferecidas à tributação, senão Vejamos. A - Ajuste 0.5/1999 - Nota fiscal N°1342 Na competência de maio de 1999 impõe o AFRF ajuste no valor de R$ 124.320,00, relativo a Nota fiscal de n° 1342, estabelecendo o cômputo da receita neste mês, e excluindo o seu lançamento no mês de dezembro de 1999, através do cancelamento do lançamento *usado pelo próprio sujeito passivo Ocorre, entretanto, que a receita da NF de n° 1342 já .foi devidamente contabilizada a crédito pela autuada no próprio mês de sua emissão - maio de 1999, na conta de n° 3.1.01 03.031-- "Recuperação de diversas artérias", conforme demonstra as . fis 79 do razão (doc 07). Paralelamente, a autuada lançou por equivoco, a crédito a mesma receita no mês de dezembro de 1999 na mesma conta- (3! 01.03.031- Recuperação de Diversas Artérias), coafbrine constatou o próprio auditor ao efrtuar o cancelamento do lançamento. if Dessa &ma, a contabilidade apresentava dois lançamentos a crédito, no mesmo valor e da mesma receita, confOrme indica a razão de 1999 às lis 79 e 118 Ao proceder ao ajuste o fiscal incluiu a receita novamente no mês de maio, mantendo a duplicidade de lançamentos indevidos que havia anteriormente ao ajuste, na medida em que transferiu o lançamento de dezembro a crédito para o mês de maio, restando configurado no momento do ajuste, dois lançamentos idênticos no mês de maio. um lançado pela contabilidade na escrituração (fls 79 —razão — doe 07) e outro, resultado do ajuste programático realizado pelo AFR.F. A.ssim, faz-se necessário a exclusão do lançamento programático do mês de maio, para que a receita no valor de R$ 124 320,00 seja oferecida à tributação uma única vez B — Ajuste 05(0711212000— Nota fiscal N°1533 Informou o 1 AFRF, que nos meses objetos de sua auditoria, em que forem constatados lançamentos com efeito global nulo sobre a receita do mês • (lançamentos a crédito e a debito no mesmo valor numa mesma conta ou não) nenhum ajuste foi programado, Contudo, esta não fbi a situação vislumbrada no ajuste mencionado acima. A Nota Fiscal de n° 1533 no valor de R$ 515.003,34 (quinhentos e quinze mil, três reais e trinta e quatro centavos) emitida no mês de maio do ano de 2000 fbi devidamente contabilizada a crédito no seu mês de competência, na conta de 12ceita de n° 3.1.01 03.031 — Recuperação de Diversas Artérias, às /Is 80 do livro razão do período (doe 07), Em julho de 2000, mas uma vez a contabilidade por equivoco, escriturou a nota a crédito na mesma conta (recuperação de diversas artérias) consoante se extrai da leitura do razão às lis 71 (doc 07) do referido mês de referencia. Diante da contabilização indevida de julho de 2000, a autuada Procedeu ao estorno do lançamento em dezembro de 2000na mesma conta (Razão lis 122), lançando o mesmo valor a débito .Não obstante erroneamente, lançou mais uma vez a crédito a mesma receita no mês de dezembro (Razão fls . 123), gerando o efeito global nulo, já que uma receita iria anular a outra (crédito e débito). Em síntese, permaneciam dois lançamentos a crédito de receita. Uni em maio de 2000 e outro, em julho de 2000, sendo apenas o primeiro corretamente escriturado. Era portanto, premente a necessidade de exclusão do lançamento de julho de 2000. Porém, ao realizar o ajuste programático o I AFRE cancelou o lançamento indevido de julho de 2000, como também o estorno do lançamento Cl débito efetuado em dezembro de, 2000, 12 it Processo n" 10510 001345/2004-16 SI-C1T2 Acól dão n " 1102-00.270 Fl 7 positivando então o lançamento a crédito do valor de R$ 515.003,34 que antes era anulado pelo valor a débito do estorno. _Assim gerou a situação de um lançamento a crédito no mês de maio de 2000 e outro lançamento a crédito indevido em dezembro de .2000. Logo, é patente que o ajuste programático somente deveria ter ocorrido em relação ao lançamento indevido do mês de julho de 2000, na medida em que as receitas em duplicidade lançadas em dezembro de .2000, no valor de R$ 515.003,34 geravam efeito global nulo. Pede, alternativamente a retroatividade benigna com a incidência da Lei 11,488/2007, para reduzir a multa isolada, se não for acolhido todo seu pleito. Anexos de fls,774/888. Despacho de fls, 889 encaminha os autos ao CARF. Recebo, por sorteio, os autos para relato. Este o relatório, •t 13 n Ç Voto Conselheiro Ivete Malaquias Pessoa Monteiro , Relatar O recurso é tempestivo, preenche os demais pressupostos de admissibilidade e deve, portanto, ser conhecido. Trata-se de exigência para a CSLL, referente aos anos calendários de 1999/2003.. A Contribuinte, pede sejam analisados os seguintes pontos:a) regime jurídico especifico dessa empresa pública; b)em conseqüência o regime tributário correspondente; Oreconhecimento dos erros contábeis cometidos em sua escrituração, inclusive com a possibilidade de conceder-lhe restituição de valores indevidamente acrescentados a base de cálculo da contribuição; d)exclusão do lançamentos dos valores referentes às subvenções recebidas da Prefeitura e, por conseqüência e) a declaração de nulidade do lançamento, por erro em sua base de cálculo; Olançamentos duplicados na conta processo;multa exigida duas vezes sobre a mesma base;erros nos ajustes das notas fiscais 1342 /1999 e 1533/2000.. Inicio pelo último item (f) A Contribuinte volta a contestar os ajustes correspondentes à contabilização de duas notas fiscais, quais sejam, a de n" 1342 e a de n" 1533. A primeira, no valor de R$124.320,00, emitida no mês de maio de 1999, contabilizada no próprio mês de competência e depois, novamente, de forma equivocada, no mês de dezembro de 1999. Ambos os lançamentos foram efetuados na conta n" 3.1.01.03.031 — "Recuperação de diversas Artérias". Aqui reclamam as razões que houvera erro no lançamento. Contudo, a decisão combatida contempla o pedido da Recorrente, inclusive a matéria foi objeto do provimento parcial concedido, conforme se vê na transcrição seguinte (fis.731 /732 do acórdão combatido): Impugnante contesta os ajustes correspondentes à contabilização de duas notas fiscais, quais sejam, a de n" 1342 e a de n" 1533. A primeira, no valor de R$124 320,00, emitida no mês de inalo de 1999, teria sido contabilizada no próprio mês de competência e depois, novamente, de farina equivocaria, no má de dezembro de 1999 Ambos os lançamentos Main efetuadas na conta n°3 1 01.03.031 — "Recuperação de diversas Artérias" O Autuante teria cancelado corretamente o lançamento de dezembro, mas lançado o mesmo valor, outra vez, a crédito, no mês de inaio de 1999, mantendo a duplicidade do lançamento. Assiste razão à Impugnante, já que o lançamento original, eia maio de 1999, está comprovado através de cópia do livro Razão, anexada à 11 528, tendo sido ignorado pela Fiscalização, que acertou, apenas, quando anulou o lançamento equivocado .feito no mês de dezembro, como faz prova a cópia do Razão, à fl 529. 14 ." 111/31' Processo n" 10510 001.345/2004-16 Acórdão n° 1102-00.270 FI 8 • Assim, o valor negativo apurado no ano-calendário de 1999, conforme planilhas de .fls. 42 a 48, a ser diminuído do valor tributável total do período, deve ser alterado de R$298.965,33 para R$423.285,33. Eni relação à outra nota fiscal, de n" 15.33, no valo, de R$.515. 003,34, emitida em inalo de 2000, a Impugnante declara que ela foi contabilizada no próprio mês de inalo, na mesma conta de receita que a nota fiscal anterior e, por equívoco, novamente contabilizada em julho de 2000 Verificado o equívoco, procedeu ao estorno, em dezembro de 2000, mas cometeu outro erro e lançou o valor, de novo, a crédito, em dezembro de 2000 Em síntese, os dois lançamentos de dezembro se anulariam Bastaria, então, excluir o lançamento de julho de 2000. O Fisco, porém, apesar de cancelar o lançamento de julho de 2000, cancelou também o lançamento a débito de dezembro (o estorno), mantendo dois lançamentos a crédito: um em maio de .2000 e outro em dezembro de 2000, ou seja, manteve o duplo lançamento De novo, o entendimento da Impugnante está correto O lançamento a crédito, no mês de maio de .2000, confirme cópia do Razão, à fl .531, fbi acertado. O cancelamento, pelo Fisco, do lançamento equivocado efetuado no mês de julho (cópia do Razão, à fl. .532), também fbi acertado Contudo, os dois lançamentos feitas em dezembro de 2000, itin a débito e outro a crédito, não surtiram efeitos práticos, pois se anularam. Logo, errou o Autuante ao cancelar apenas o lançamento de estorno. Desse modo, o ajuste realizado no ano-calendário de 2000, no valor de R$10.000,00, conforme planilhas de 11s. 42 a 48, passa para um valor negativo de R$505.003,34, que deve ser deduzido do valor tributável total apurado no mesmo período. Desta forma resta contemplado o pedido da Contribuinte sem mais nada acrescentar a este item. No tocante à análise do regime jurídico especifico dessa empresa pública e em conseqüência o regime tributário correspondente, a matéria é específica a reserva da Lei Maior, A contribuinte é Empresa Pública vinculada ao município de Aracaju e pauta seus argumentos na peça recursal visando demonstrar que, embora integre a Administração Indireta do município de Aracaju, exerce, na realidade, atividades próprias da Administração Direta, razão pela qual faria jus à imunidade tributária prescrita no artigo 150, inciso VI, alínea "a", da Constituição Federal. Para tanto detalha, de forma exaustiva, o caminho traçado pela Empresa, desde a edição da Lei Municipal que autorizou sua constituição, no ano de 1975, a aprovação de seu Estatuto Social, que vem ao longo do tempo sendo alterado para se adequar às mudanças na estrutura da administração direta do município e reformas administrativas, 15 responsáveis pela extinção de órgãos e secretarias municipais, que implicaram ampliações das suas competências e atribuições administrativas.. Buscam também essas razões, afirmar que, embora explore atividade econômica concorrente com a iniciativa privada, presta serviços inerentes à Administração Pública, fato este que estaria a lhe conferir regime jurídico peculiar, ou duplo regime juridico„ Tudo para afirmar que deve submeter-se a um regime de tributação diferenciado para os serviços púbicos prestados, que não estão sujeitos à tributação, e outro regime tributário para as demais receitas, decorrentes do exercício de atividades econômicas. Contudo, a pretensão não encontra amparo na legislação de regência da matéria, pois as reformas estruturais levadas a efeito, que obrigaram-na a novas atribuições à Contribuinte não conseguiram alterar sua personalidade jurídica de Empresa Pública Municipal, integrante da Administração Indireta do Município de Aracaju e, dessa forma, sempre foi — e continua sendo — unia pessoa jurídica de direito privado, como se vê do próprio texto constitucional, que a seguir se reproduz. Art 173 Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidas em ki :1 empresa pública, a sociedade dc economia mista e nica sujeitam se quanto às obrigações trabalhistas c tributárias. § 1" A lei estabelecerá o estatutajuridico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre. (Redação dada pela Emenda Constitucional n" 19, de 1998) ) § 2" - A empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios .fiscais não extensivos às do setor privado. §' 3" - A lei regulamentará as relações da empresa pública com o Estado e a sociedade §. 4" - A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao caimento arbitrário dos lucros. § 5" - A lei, .sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa jurídica, estabelecerá a responsabilidade desta, sujeitando-a às punições compatíveis com sua natureza, nos atos praticados contra a ordem econômica e financeira e contra a economia popular E quanto aos dispositivos legais emitidos pelo Município , nada mais representam que a implementação dos ditames constitucionais contidas nos § § 3°.,4'. e 5 0 , do artigo 173, acima reproduzido, que ao invés de criar privilégios, como faz crer a Contribuinte, 16 Api5 fr Processo n" 10510. 00 I 345/2004-16 S 1-0 A côi dão n " 1102-00270 El 9 geram obrigação por parte da empresa privada que exerce serviços que tenham natureza Pública. Por isto não há como acolher a tese da "natureza jurídica híbrida", "duplo regime jurídico", "regime tributário diferenciado" e, muito menos, em imunidade tributária, prevista no artigo 150, inciso VI, alínea "a", da Constituição Federal. Ao contrário, à Contribuinte aplicam-se as normas estabelecidas no artigo 173, §§ 1" e 2" da Constituição Federal e deve lhe ser dispensado o mesmo tratamento conferido a todas as empresas públicas, uma vez que desempenha atividade econômica. Veja-se que a Lei maior privilegia a realização dos serviços públicos pelo próprio estado. Tanto que o texto do artigo 173 só permite "a exploração direta de atividade econômica pelo Estado quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo" mas não admite concorrência econômica desigual, tanto que assim dispõem o § 2", do referido artigo 173: "As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado", Isto mostra que as relações tributárias são idênticas para as empresas privadas quer exerçam atividades específicas de órgão de estado, por delegação de competência, quer sejam naturalmente privadas. Também reproduzo parte dos fundamentos expendidos pela n„relatora do acórdão de 1'. grau, Miguel Jimenez Alamino, por bem definirem a questão: A Constituição Federal, em diversos de seus dispositivos, rqkre- se à "autarquia", "empresa pública" e "sociedade de economia mista", sem contudo . farnecer o seu conceito jurídico. Significa dizer que, ao fazer referência a essas entidades, a Constituição Federal tomou emprestado os respectivos conceitos jurídicos dados por um ato anterior. O ato a que nos referimos é o Decreto-lei n°200, de 1967, que assim dispõe, verbis: Art 5" Para os fins desta lei, considera-se I — Autarquia — o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor ,funcionamento, gestão aállildStratiVa e .financeira descentralizada. II — Empresa Pública — a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criado por lei para a exploração de atividade econômica que o Governo seja levado a exercer por- fbrça de contingência ou de conveniência administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. (Redação dada pelo Decreto-Lei n°900, de 1969) III — Sociedade de Economia Mista — a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua .110 maioria à União ou a entidade da Administração htdireta ("Redação dada pelo Decreto-Lei n" 900, de 1969) É certo que, em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista, não mais se aplica a limitação de sua criação somente pela União A própria Constituição possibilitou a criação por outros entes da federação Entretanto, a Constituição não alterou a essência dessas entidades E sua essência é a execução de atividades próprias da Administração Pública (autarquias) ou a exploração de atividades econômicas (empresas públicas e sociedades de economia mista) Pela análise do texto legal transcrito, fica evidente que, por . definição legal, as empresas públicas e as sociedades de economia mista não podem ser concebidas para exercerem atividades típicas da Administração Pública A Autuada tem natureza de pessoa . jurídica de direito privado, e como tal deve ser tributada. Alega, ainda, a hnpugnante, que as receitas decorrentes da prestação de serviços não podem ser vistas como resultantes da exploração de atividade e econômica regida pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados e se enquadram perfeitamente no conceito de taxa, tal como definido no artigo 145, inciso II, da Constituição Federal. A propósito, o tratamento constitucional da imunidade reciproca encontra-se no inciso VI, "a", e §§ 2"e 3" do art. 150, verbis Art 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios-. 1/7 — instituir impostos sobre. a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; § 2" A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às /Undações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. § 3". As vedaçães cio inciso VI, "a", e do parágrafb anterior não se aplicam ao patrimônio, á renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestacão ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. (grilbu-se) _lá foi dito anteriormente que, ao contrário do que afirma a hnpugnante, os serviços públicos por ela prestados nada mais são do que atividades econômicas exercidas por uma empresa pública vinculada ao municipio de Aracaju No entanto, ainda que não se pensasse dessa maneira, o sç 3" do art. 150 é cristalino quando impede o gozo da imunidade ao IRPI em 18 - ' Processo n" 10510.001.345/2004-16 SI-C1T2 ~afilo n.° 1102-00,270 Fl 10 qualquer caso em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário. Como a Requerente admite que cobra tarifa pela prestação dos serviços, não pode pretender gozar da imunidade recíproca. Por ,fim, a própria Interessada afirma que nunca apai tou receitas que — só agora — imputa como não tributáveis- daquelas que seriam passíveis de tributação. Ora, tal procedimento deixa patente seu reconhecimento quanto à natureza tributável da totalidade das receitas auferidas. O item 1 do Auto de Infração trata da exclusão indevida da base de cálculo da contribuição social apurada nos anos-calendário de 2000 e 2003, das importâncias recebidas da Prefeitura de Aracaju, a título de subvenções para custeio da folha de pagamentos e encargos sociais, nos valores respectivos de R$6.669.446,12 e R$10.802,999,38, na forma descrita no item 04 do Termo de Verificação de Infração Fiscal (fis, 34 a 41). Alega a Contribuinte que, os valores recebidos da PMA decorrem da assunção das novas atribuições oriundas de órgãos extintos da administração direta,inelusive o pessoal. E que tais valores são referentes às despesas com esse pessoal.. Esse repasse de verbas não seriam "subvenções", como consta de sua contabilidade, mas mera transferência orçamentária da prefeitura para empresa pública equiparada a um órgão da administração direta. Deste modo, corno anteriormente comentado, a pretensão não avança. Mesmo porque quando intimada a esclarecer a natureza jurídica dos recursos excluídos quando da apuração do lucro real, nas DIPJ de 1999 a 2003, sob a rubrica "Outras Exclusões", a Contribuinte confirmou tratar-se de "Subvenções para Custeio", exatamente como se encontra registrado em seu LALUR, vindo a apresentar, às fis, 94 a 98, a titulo de exemplificação, cópias de Notas de Sub-Empenhos, referentes a novembro de 2002 e outubro e novembro de 2003, emitidas pela Secretaria Municipal de Planejamento da Prefeitura de Aracaju, bem como Autorizações de Saque, no Banco do Estado de Sergipe, nos meses de novembro de 2002 e 200.3. .• Deste modo restam prejudicados os demais argumentos expendidos neste item, porque ao assumir as despesas relativas à folha de pagamento da Contribuinte a Prefeitura de Aracaju subvencionou suas despesas de custeio. No âmbito do IRPJ, a tributação das subvenções para custeio encontra-se disciplinada pelo artigo 392, inciso I, do Regulamento do Imposto de Renda — RIR/1999 (Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999), nos termos seguintes: Ar! 392. Serão computadas na determinação do lucro operacional 1 - as .subvenções correntes para custeio ou operação, recebidas de pessoas jurídicas de direito público ou privado, ou de pessoas naturais (Lei n" 4..506, de 1964, art. 44, inciso IV),. ) A mesma linha do Parecer' Normativo CST n" 112, de 1978, publicado no Diário Oficial da União do dia 11 de janeiro de 1979, que caracteriza a subvenção como "uni IV 19 . P auxilio que não importa em qualquer exigibilidade para o seu recebedor". É valor que entra no patrimônio da pessoa jurídica, sem que "isto importe na assunção de uma dívida ou obrigação". Elas podem se .caracterizar corno de operação (custeio é sinônimo) ou de investimento. A subvenção de custeio cobre despesas operacionais. No termos do anteriormente citado Parecer Normativo, as "operações da pessoa jurídica, realizadas para que alcance suas finalidades sociais, provocam custos ou despesas, que, talvez, por- serem superiores às receitas por ela produzidas, requerem o auxílio de fora, representado pelas SUBVENÇÕES". Por isto os recursos originados em dotação orçamentária para custeio das atividades da Empresa Pública não podem ser excluídos do lucro líquido na apuração da base de cálculo da contribuição social, por sua natureza de receitas operacionais (da mesma forma que as despesas pagas com os referidos recursos não foram excluídas). Essas verbas destinaram-se ao pagamento de pessoal e respectivos encargos sociais, revestindo-se, das características das subvenções para custeio e, portanto, sua tributação deve ser mantida. A Contribuinte reclama de lançamentos em duplicidade na conta processos. Aqui é necessário se retornar ao item 2 do Auto de Infração que reporta as incorreções identificadas na escrituração contábil da Contribuinte.. Os lançamentos incorretos decorrem de erros quanto ao mês de competência das receitas escrituradas e foram realocados pelo autuante, em conformidade com os procedimentos descritos no item 01 do 'Termo de Verificação de Inflação Fiscal (fls.. 34 a 41), que a partir da análise dos livros e documentos abrangendo o período de 01/1999 a 12/2003; os balancetes mensais de apuração do resultado; livros razão; livros de registro de apuração do ISS e do talonários das notas fiscais emitidas, complementada pelas declarações e informações disponíveis nas bases de dados da SRF, vários ajustes foram realizados. A partir da análise desse elementos, em especial dos balancetes mensais de apuração do resultado e dos livros razão, identifica a ocorrência de elevado número de duplicidades na contabilização de receitas, de lançamentos retificativos de estornas e de transferências entre contas por erro de classificação, principalmente nos anos calendário de 1999 e 2000 Também consigna a existência de irregularidades na contabilização das operações da pessoa jurídica, tais como: a) erros quanto ao mês de competência na escrituração de notas fiscais; b) estamos caracterizadameme indevidos, pela existência de igual quantidade de lançamentos a crédito e a débito de uma mesma pata fiscal, na mesma conta ou não; c).falta de contabilização de notas fiscais regularmente emitidas. Destaca, ainda, que a excessiva quantidade de lançamentos incorretos e respectivas retificações, "deformaram" significativamente o lucro líquido acumulado apurado no decorrer do período base, o qual, após as adições, exclusões e compensações prescritas ou autorizadas pela legislação em vigor, é utilizado como base de cálculo para os t recolhimentos mensais da contribuição e para a apuração do ajuste anual. 20 41118:4 Prbeesso n" 10510 001345/2004-16 S1-C1T2 Acórdão n." 1102-00,270 Fl II Buscando sanear os valores do lucro líquido constantes das demonstrações contábeis, de forma que representassem o resultado efetivo obtido pela pessoa jurídica, realizou os ajustes seguintes: (planilhas de fis, 42 a 47): - cancelamento de lançamentos de receita indevidamente efetuados, no próprio mês de sua ocorrência, mediante ajuste com valor negativo. Nos meses subseqüentes, na hipótese de ter sido efetuado um ou mais estornos referentes à mesma operação, íbi programado ajuste em sentido contrário, - ti ansferência de valores entre contas, no próprio mês da ocorrência do erro de classificação, procedendo-se ajuste inverso no mês em que a transferência foi efetuada na contabilidade; - nos meses em que foram constatados lançanientas com efeito global nulo sobre a receita do mês (lançamento a crédito e débito do mesmo valor numa niesma conta ou não), nenhum ajuste fbi programado No item 01.09 , fis, 37 consigna o autuante que na auditoria das contribuições para o P1S/PASEP e COFINS, o contribuinte apresentou, para o ano calendário de 2002, demonstrativo em que discrimina, mês a mês, a contabilização indevida de receitas na conta: "PROCESSOS" (doc.de fis, 91 ), não estornadas nas demonstrações contábeis. Informou, genericamente, que se tratava de operações a prazo regularmente escrituradas como receitas, por ocasião da sua percepção, e novamente contabilizadas como receitas no momento do recebimento das parcelas mensais, quando deveriam ter sido lançadas a crédito de títulos a receber. É de se observar que o contribuinte apenas relacionou os valores de receitas que alega terem sido contabilizados de forma indevida, não demonstrando os cálculos efetuados nem especificando as datas nem os valores das operações originais. Quanto aos comprovantes dessas operações, apenas informa estarem disponíveis na contabilidade. Aqui também reproduzo a decisão recorrida por bem analisar a matéria: Convém, ainda, destacar as alegações da hnpugnante, a respeito da existência de lançamentos em duplicidade na conta "Processos", durante os anos-calendário de 1999 a 2003. Explica, a Requerente, que a referida conta centraliza todos os créditos decorrentes da regularização de terrenos, cujas cobranças tenham sido objeto de parcelamento e que os respectivos valores foram apropriados, equivocadamente, tanto na abertura do processo de parcelamento, pelo valor global, quanto no momento do pagamento de cada uma das parcelas mens-ais-. Nesse sentido, cabe observar que a própria Impugnante, em determinado trecho de seu arrazoado, declara .. "os valores recebidos a titulo de Regularização de Terrenos integravam a totalidade das Receitas Operacionais, para fins de apuração do PIS/COFINS em dois momentos. a) na apropriação do valor global do parcelamento e b) no pagamento mensal das parcelas". (grifei) .(10r1 21 Ora, a Requerente deixa bem claro que a apropriação, em duplicidade, das receitas decorrentes da regularização de terrenos ocorreria para .fins de apuração do .PIS/COFINS Nesse caso, não haveria qualquer influência na base de cálculo da contribuição social sobre o lucro liquido, de que trata este processo Ainda que assim não fOsse, não lograria êxito a pretensão da Inqmgnante Primeiramente, parque os alegados lançamentos em duplicidade não guardam qualquer relação com as infrações apontadas no presente Auto de Infração Além disso, os reftridos equivocas, se efetivamente cometidos pela Autuada, poderiam ter sido, assim que constatados, devidamente retificados, e não o foram. A hnpugnante traz à baila "cinco exemplos" que SerVillaM para comprovar a dupla contabilização de tais receitas O "exemplo 01" trata de um processo em nome de Gessé dos Santos Filho, no valor global de R$609,84, parcelado em três prestações de R$203,28, a serem pagas nos dias 8 de outubro, 8 de novembro e 8 de dezembro de 1999 Diz que o valor total firi apropriado em outubro de 1999, quando do deferimento do parcelamento, e o de cada parcela quando de seu pagamento Juntou os documentos comprobatórios de/Is 500 a 508. A documentação anexada inclui "Relação de Processos Parcelados", do mês de outubro de 1999, "Mapa Mensal de Processos Pagos", do mês de novembro de 1999, e algumas cópias de Miras do livro Razão. Os documentos não provam a apropriação do valor global de R$609,84, mas apenas a da segunda parcela, paga em 08/11/1999, englobada no valor total das prestações pagas na mesma data, referentes a diversos processos de parcelamento. O "exemplo 02" reporta-se a processo em nome de Rogério Reginato Nunes, no valor global de R$5 .553,10, cujo saldo final (não infirma o número de parcelas) remanescente, no valor de R$56,36, teria sido pago em 29/10/1999. Diz que a soma dos valores depositados nessa data, segundo o Mapa .Mensal Processos Pagos, do mês de outubro de 1999, é o mesmo valor creditado na conta "Processos", no mês de outubro. Juntou os documentos de fls. 509 a 512. A documentação apresentada não comprova a apropriação do valor total de R$5..553,10, mas apenas da importância de R$56,36, incluiria no total recebido em 29/10/1999. O "exemplo 3" menciona, tão-somente, que os valores depositados em 22/09/1999 integram os créditos da conta "Processos" e que o valor global do parcelamento fbi apropriado em suas respectivas contas Anexou os documentos de fls 513 a 515. Tais documentos comprovam apenas que o total das prestações pagas no dia 22/09/1999 (relativo a vários processos de parcelamento), no valor de R$4.983,85, Ibi devidamente contabilizado na conta "Processos". Nada mais. 224 P." Processo n" 10510 001345/2004-16 S1-C1T2 Acórcifio n." 1102-00270 H 12 No "exemplo 04", a Imptignante afirma que os valores pagos pelos contribuintes Iranilton Leal dos Santos, Roosevelt do Espá lio Santo e Izalas Dionizio dos Santos . furam apropriados nas respectivas contas, no momento do deferimento do parcelamento, e também à medida que eram pagas as prestações mensais, por intermédio da conta "Processos "„Juntou os documentos delis. 516 a 522. Nesse caso, os documentos anexados (Mapa Mensal de Processos Pagos, de outubro de 1999; Relação de Processos Parcelados, de setembro de 1999; e cópia de folha do Razão) demonstram a contabilização dos valores integrais, mas não das parcelas mensais, No "exemplo 0.5", diz a Requerente que o valor dos depósitos efetuados no dia 14/10/1999 coincidiu C0111 o valor escriturado na conta "Processos", no mesmo dia. Mais unia vez, o único fato provado aqui é que o total dos pagamentos feitos no dia 14/10/1999 foram escriturados na conta "Processos" Em suma, não obstante a reclamação da Autuada, a respeito de apropriações em duplicidade de receitas contabilizadas em conta de resultado denominada "Processos", referir-se, especificamente, à apuração das contribuições para o PIS/COFINS, como também pelo . fato de não se confundirem com as infrações capituladas neste processo, as provas .funtadas pela Impugnante sequer se mostraram :suficientes e capazes para justificar sua extemporânea pretensão de ver excluídos do 1)1011k1171e tributário eyigido os créditos registrados lia conta "Processos", tidos como duplamente contabilizados. A contribuinte pretende que seus erros contábeis sejam corrigidos em sede de procedimento fiscal e até poderia, se restasse comprovado a ocorrência de erro de fato. Mas a própria Contribuinte reconhece que os lançamentos "não batem"por conta de "encargos", que, ao fanal, restaram inexplicados. Cabe observar que a ciência contábil é formada por uma estrutura única composta de postulados e orientada por princípios. Sua produção deve ser a correta apresentação do patrimônio, com apuração de suas mutações e análise das causas de suas variações A apuração contábil observará as três dimensões na qual está inserida e as quais deve servir: comercial, contábil e fiscal, que implica cru chegar ao cálculo da renda, obedecendo a critérios constitucionais com fins tributários. A regência da norma jurídica originária de registro contábil tem a sua natureza dupla: descrever um fato econômico em linguagem contábil sob forma legal e um fato jurídico imposto legal e prescritivamente. Feito o registro contábil, como determina a lei, torna-se norma jurídica individual e concreta, observada por todos, inclusive a administração, Em sede de recurso especial a Contribuinte, com os mesmos argumentos de sua peça vestibular, faz crer que é dever do fisco realizar os ajustes contábeis, em seu lugar. Aqui, mais uma vez, o que se observa, é a ausência da prova das alegações aduzidas. Além do mais a retificação dessas operações deveriam ser processadas em tempo hábil, nos termos do artigo 2°, § .2°. do Decreto lei 486/1969 e na norma NBCT 423 aprovada pela resolução CFC 596/85, do Conselho Federal de Contabilidade, pelo que, os mencionados valores não podem ser excluídos do resultado contábil para efeito de apuração da base de cálculo da CSLL, por absoluta falta de amparo legal. Agora vejo uma matéria na qual assiste razão a Contribuinte que é quanto a exigência da multa isolada aplicada concomitante à multa de oficio. Curvei-me ao entendimento da Câmara Superior de recursos -fiscais que reiteradamente tem decidido acerca da impossibilidade de aplicação conjunta, sobre mesma base de cálculo, das multas previstas nos incisos e II do art 44 da Lei 9.430/96, com aquela relativa à ausência de recolhimento mensal por estimativa, prevista para aplicação isoladamente do tributo, conforme ementas a seguir transcritas: "MULTA ISOLADA E MULTA DE OFICIO. CONCOMITÂNCIA MESMA BASE DE CÁLCULO A aplicação concomitante da multa isolada (inciso III, do 1", do art. 44, da Lei n" 94.30, de 1996) e da multa de oficio (incisos I e II, do art 44, da Lei n 9 430, de 1996) não é legitima quando incide sob, e uma mesma base de cálculo (Acórdão 103-22 217) PENALIDADE MULTA ISOLADA. FALTA DE .RECOLLIDIENTO DE IRPI POR ESTIMATIVA CONCOMITÂNCIA COM MULTA DE OFICIO EXIGIDA PELA CONSTATAÇÃO DE OMISSÃO DE RECEITAS Incabivel a aplicação concomitante da multa por .fhlta de recolhimento de ti ibuto com base em estimativa e da multa de oficio exigida pela constatação de omissão de receitas, que tiveram como base o mesmo valor apurado em procedimento fiscal (Acórdão 108- 07.49,3) MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO CONCOMITÂNCIA MESMA BASE DE CÁLCULO. A aplicação concomitante da multa isolada (inciso III, do §. 1", do art 44, da Lei n" 9.430, de 1996) e da multa de oficio (incisos I e II, do art. 44, da Lei n 9 4.30, de 1996) não é legítima quando incide sobre uma mesma base de cálculo (Acórdão CSRF/01-04 987)" Deixo de analisar os demais argumentos expendidos nas razões oferecidas, neste item, por restarem prejudicados. • Nesta ordem de juízos, DOU parcial provimento ao recurso para cancelar a exigência da multa isolada. . • .0 • AL AQUI • SSOA MONTEIRO 24 Processo n" 10510 001345/2004-16 S1-C1T2 Acórdão r" 1102-00.270 Fl 13 1 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art. 81, § 3', do anexo II, cio Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009.. Brasília, () SET 2010 4W.;.45,,à,ç-C-/-e- d i."- -.JOSÉ ANTONIO DA SILVA Chefe de Equipe da I" Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais-ME Ciência Data: Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: .[ apenas com ciência; [ com Recurso Especial; [ J com Embargos de Declaração;
score : 1.0
Numero do processo: 13520.000239/00-16
Data da sessão: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2005
Ementa: FINSOCIAL - DECADÊNCIA - AFASTADA - INÍCIO DE CONTAGEM DA PRESCRIÇÃO - MP Nº 1110/95
1. Em análise a questão afeita ao critério para contagem do prazo prescricional do presente pedido de restituição declarado inconstitucional pelo Superior Tribunal Federal, entende-se que o prazo prescricional em pedidos que versem sobre restituição ou compensação de tributos e contribuições, diante da ausência de ato do Senado Federal (art. 52, X da CF), fixa-se o termo ad quo da prescrição da vigência de ato emitido pelo Poder Executivo como efeitos similares. Tocante ao FINSOCIAL, tal ato é representado pela Medida Provisória nº 1110/95.
2. Assim, o termo a quo da prescrição é a data da edição da MP nº 1110, de 30 de agosto de 1995, desde que o prazo de prescrição, pelas regras do CTN, não se tenha consumado.
3. In casu, o pedido ocorreu na data de 05 de Outubro de 2000, logo fora do prazo prescricional.
Recurso Voluntário desprovido.
Numero da decisão: 303-31.900
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Finsocial- ação fiscal (todas)
Nome do relator: Marciel Eder Costa
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Finsocial- ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200502
ementa_s : FINSOCIAL - DECADÊNCIA - AFASTADA - INÍCIO DE CONTAGEM DA PRESCRIÇÃO - MP Nº 1110/95 1. Em análise a questão afeita ao critério para contagem do prazo prescricional do presente pedido de restituição declarado inconstitucional pelo Superior Tribunal Federal, entende-se que o prazo prescricional em pedidos que versem sobre restituição ou compensação de tributos e contribuições, diante da ausência de ato do Senado Federal (art. 52, X da CF), fixa-se o termo ad quo da prescrição da vigência de ato emitido pelo Poder Executivo como efeitos similares. Tocante ao FINSOCIAL, tal ato é representado pela Medida Provisória nº 1110/95. 2. Assim, o termo a quo da prescrição é a data da edição da MP nº 1110, de 30 de agosto de 1995, desde que o prazo de prescrição, pelas regras do CTN, não se tenha consumado. 3. In casu, o pedido ocorreu na data de 05 de Outubro de 2000, logo fora do prazo prescricional. Recurso Voluntário desprovido.
numero_processo_s : 13520.000239/00-16
conteudo_id_s : 5408533
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 303-31.900
nome_arquivo_s : Decisao_135200002390016.pdf
nome_relator_s : Marciel Eder Costa
nome_arquivo_pdf_s : 135200002390016_5408533.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2005
id : 5764430
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-05-17T14:30:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-05-17T14:30:54Z; created: 2013-05-17T14:30:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-05-17T14:30:54Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-05-17T14:30:54Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714076607803555840
score : 1.0
Numero do processo: 10930.001498/2005-01
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2000
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA E JUROS. INCIDÊNCIA
Em se tratando de crédito tributário apurado em procedimento de ofício, impõe-se a aplicação da multa de ofício prevista no art. 44 da Lei no 9.430/1996, bem como dos juros moratórios calculados pela Taxa SELIC.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. CARACTERIZAÇÃO.
O benefício da denúncia espontânea de uma infração pressupõe não só a sua confissão, mas também o pagamento do tributo devido quando for o caso, antes do início do procedimento de ofício.
Numero da decisão: 2202-002.311
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Pedro Paulo Pereira Barbosa Presidente
(Assinado digitalmente)
Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga Relatora
Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Jimir Doniak Junior (suplente convocado), Pedro Anan Junior e Pedro Paulo Pereira Barbosa. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fábio Brun Goldschmidt.
Nome do relator: MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2000 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA E JUROS. INCIDÊNCIA Em se tratando de crédito tributário apurado em procedimento de ofício, impõe-se a aplicação da multa de ofício prevista no art. 44 da Lei no 9.430/1996, bem como dos juros moratórios calculados pela Taxa SELIC. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. CARACTERIZAÇÃO. O benefício da denúncia espontânea de uma infração pressupõe não só a sua confissão, mas também o pagamento do tributo devido quando for o caso, antes do início do procedimento de ofício.
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10930.001498/2005-01
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5283557
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2202-002.311
nome_arquivo_s : Decisao_10930001498200501.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA
nome_arquivo_pdf_s : 10930001498200501_5283557.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Pedro Paulo Pereira Barbosa Presidente (Assinado digitalmente) Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga Relatora Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Jimir Doniak Junior (suplente convocado), Pedro Anan Junior e Pedro Paulo Pereira Barbosa. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fábio Brun Goldschmidt.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
id : 5007223
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076607805652992
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2040; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 109 1 108 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10930.001498/200501 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202002.311 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 18 de junho de 2013 Matéria Multa de Ofício e Juros de Mora Recorrente ANTONIO ERALDO NEI MARTIRE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2000 CERCEAMENTO DO DIREITO DEFESA. INOCORRÊNCIA. Descabida a argüição de cerceamento do direito de defesa, quando se constata que o auto de infração contém todos os elementos necessários à perfeita compreensão das razões de fato e de direito que fundamentaram o lançamento de ofício e o sujeito passivo teve conhecimento dos documentos que o embasaram. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2000 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA E JUROS. INCIDÊNCIA Em se tratando de crédito tributário apurado em procedimento de ofício, impõese a aplicação da multa de ofício prevista no art. 44 da Lei no 9.430/1996, bem como dos juros moratórios calculados pela Taxa SELIC. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. CARACTERIZAÇÃO. O benefício da denúncia espontânea de uma infração pressupõe não só a sua confissão, mas também o pagamento do tributo devido quando for o caso, antes do início do procedimento de ofício. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 0. 00 14 98 /2 00 5- 01 Fl. 116DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 10930.001498/200501 Acórdão n.º 2202002.311 S2C2T2 Fl. 110 2 Pedro Paulo Pereira Barbosa – Presidente (Assinado digitalmente) Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga – Relatora Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Jimir Doniak Junior (suplente convocado), Pedro Anan Junior e Pedro Paulo Pereira Barbosa. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fábio Brun Goldschmidt. Fl. 117DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 10930.001498/200501 Acórdão n.º 2202002.311 S2C2T2 Fl. 111 3 Relatório Contra o contribuinte acima qualificado foi lavrado o Auto de Infração de fl. 9 a 14, pelo qual se exige a importância de R$2.479,59, a título de Imposto de Renda Pessoa Física Suplementar, anocalendário 2000, acrescida de multa de ofício de 75% e juros de mora. Em consulta ao Demonstrativo das Infrações de fl. 11, verificase que o lançamento decorre da glosa parcial do imposto de renda retido na fonte, reduzindo o valor declarado para R$673,15 (fl. 12), assim fundamentado pelo autuante: DEDUÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. GLOSA DO VALOR R$ 4.366,41 A TÍTULO DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE: A) R$ 4.320,00 REFERENTE A FONTE PAGADORA SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CNPJ 76.416.890/000189, POIS OS VALORES NÃO FORAM INFORMADOS NA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA NA FONTE (DIRF) DA FONTE PAGADORA E NO COMP DE RENDIMENTOS; B) R$ 46,41, REF. A PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE IBIPORÃ, CNPJ 76.244.961/000103, POIS CORRESPONDE A IRRF INCIDENTE SOBRE O DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO, CUJO REGIME DE TRIBUTAÇÃO É EXCLUSIVO NA FONTE. DA IMPUGNAÇÃO Inconformado, o contribuinte apresentou a impugnação de fl. 1, instruída com os documentos de fls. 2 a 15, cujo resumo se extraí da decisão recorrida (fl. 68): O contribuinte apresentou, em 17/05/2005, a impugnação de fl. 01, considerada tempestiva pela Unidade de origem, fl. 63, onde alega que, por lapso, "no momento da transcrição do item imposto retido na fonte, foi aposto o valor de R$ 4.320,00 (Quatro Mil, Trezentos e Vinte Reais), que esse é o valor do item Dependentes; que na realidade não houve má fé" e o valor retido referente à fonte pagadora Secretaria de Estado da Educação é nulo. Reitera que não houve dolo e nem máfé e, por encontrarse em situação financeira difícil, requer a dispensa do pagamento da multa e dos acréscimos legais, exigindose somente o principal de R$ 2.479,59. DO JULGAMENTO DE 1ª INSTÂNCIA Apreciando a impugnação apresentada, a 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Curitiba (PR) manteve integralmente o lançamento, proferindo o Acórdão no 0617.381 (fls. 67 a 70), de 25/03/2008, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001 MATÉRIA NÃOIMPUGNADA. IMPOSTO SUPLEMENTAR. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 10930.001498/200501 Acórdão n.º 2202002.311 S2C2T2 Fl. 112 4 Considerase como nãoimpugnada a parte do lançamento com a qual o contribuinte concorda. MULTA DE OFICIO. JUROS DE MORA. DISPENSA. As multas de ofício e os juros de mora são exigências previstas em lei, não possuindo a autoridade administrativa nenhum poder discricionário para dispensálas ou reduzilas. A decisão a quo deixa claro que a impugnação foi parcial, uma vez que o contribuinte concorda expressamente com o imposto suplementar de R$2.479,59, restringindo se a lide à exigência multa de ofício e ao juros de mora (vide fls. 68 e 69). DO RECURSO Cientificado do Acórdão de primeira instância, em 14/04/2008 (vide AR de fl. 73), o contribuinte apresentou, em 13/05/2008, tempestivamente, o recurso de fls. 74 a 80, firmado por seu procurador (vide instrumento de mandato de fl. 81), expondo suas razões de irresignação a seguir sintetizadas. 1. O recorrente alega que a justificativa do mero equívoco no apontamento da retenção na fonte “não foi julgado, nem acolhido, porquanto ignorado na decisão” e que tal “erro poderia ter sido meramente corrigido, com a dispensa da aplicação da multa, vez que diante inexistência de qualquer máfé!” (fl. 75). 2. Aduz que o valor do IRRF no anocalendário fiscalizado foi de R$719,56, conforme documento que anexa (fl. 107), a despeito do equívoco relativo aos R$4.320,00, que se referia à dedução de dependentes e não ao IRRF, como declarado. 3. O contribuinte sustenta que o Auto de Infração lavrado incorreu também em erro, ao desconsiderar o valor efetivo do IRRF, preferindo apontar que havia uma mera retenção de R$673,15, devendo ser reconhecida sua nulidade. Entende, assim, que (fl. 78): Valorandose o equívoco do contribuinte em consonância com o equívoco na lavratura do Auto de Infração, impera a necessidade de reconhecerse a denúncia espontânea do contribuinte em relação à parte não impugnada do lançamento, permitindose o saneamento do equívoco do contribuinte com o pagamento correspondente à mesma, em idêntico modo como se permitiria o saneamento do equívoco do contribuinte. Assim, uma vez acolhido o pleito do contribuinte quanto à nulidade do Auto de Infração, ainda que em parte, REQUER, desde logo, seja considerada a espontaneidade da denúncia quanto à parte não impugnada do lançamento fiscal, que deverá ser considerada como imposto suplementar, apurado pela correção do equivoco do contribuinte apontado na DIRPF em questão, mandando proceder a intimação do mesmo para o pagamento. 4. Ao final, salienta que permitir a correção do equívoco da autoridade fazendária, impondo penalidade de multa ao contribuinte, seria uma verdadeira ofensa ao princípio da isonomia. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 10930.001498/200501 Acórdão n.º 2202002.311 S2C2T2 Fl. 113 5 DA DISTRIBUIÇÃO Processo que compôs o Lote no 02, distribuído para esta Conselheira na sessão pública da Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais de 07/02/2012, veio numerado até à fl. 108 (última folha digitalizada)1. 1 Não foi encaminhado o processo físico a esta Conselheira. Recebido apenas o arquivo digital. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 10930.001498/200501 Acórdão n.º 2202002.311 S2C2T2 Fl. 114 6 Voto Conselheira Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. 1 Nulidade do Auto de Infração O contribuinte argúi a nulidade do Auto de Infração, alegando que o fisco incorreu também em erro, ao desconsiderar o valor efetivo do IRRF (R$719,56), conforme informado no comprovante de rendimentos de fl. 107, considerando na apuração do imposto suplementar uma mera retenção de R$673,15. Aduz, ainda, que a decisão recorrida teria ignorando a justificativa para o equívoco na declaração do valor do imposto de renda retido. Inicialmente, fazse oportuno transcrever a parte final da impugnação (fl. 1): 4. Que, em virtude de me encontrar em situação financeira difícil, este conceituado órgão Federal acarreta a autoridade de dispensar os ACRÉSCIMOS LEGAIS, ficando tão somente o imposto principal para recolher, baseado na explicação do item anterior; ou seja, o valor de R$ 2.479,59 (Dois Mil, Quatrocentos e Setenta e Nove Reais e Cinqüenta e Nove Centavos ). Como se percebe, o contribuinte expressamente concordou com o valor do imposto suplementar, restringindose a lide aos acréscimos legais, conforme ratificado no item “Da Matéria Não Impugnada” da decisão recorrida e, portanto, não houve omissão por parte do julgador a quo, conforme alegado. Ademais, convém observar que no Demonstrativo das Infrações (fl. 11) está claro que foram dois os motivos da glosa do IRRF: (a) R$4.320,00, referente à Secretaria de Estado da Educação, CNPJ 76.416.890/000189, uma vez que o valor não foi informado em DIRF nem no comprovante de rendimentos emitidos pela fonte pagadora; e (b) R$46,41, referente à Prefeitura Municipal de Ibiporã, CNPJ 76.244.961/000103, pois correspondente a IRRF incidente sobre o 13o salário, cujo regime de tributação é exclusivo na fonte (vide DIRF apresentada pela fonte pagadora à fl. 39). Observase que no comprovante de rendimentos fornecido pela fonte pagadora (fl. 107) foi informado o total do IRRF (R$719,56), incluindo, indevidamente o IRRF incidente sobre o 13o salário. Destarte, correto o procedimento fiscal. Ainda que houvesse equívoco na indicação do IRRF, tal fato não configuraria vício que pudesse macular integralmente o lançamento aqui discutido, evidenciando, no máximo, erro material plenamente saneável, e que em nada afetaria a transparência do procedimento de ofício e a clareza da materialidade da infração fiscal apontada. No caso, procederseia a retificação do valor do IRRF e nunca uma medida tão drástica quanto considerar improcedente o auto de infração como um todo. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 10930.001498/200501 Acórdão n.º 2202002.311 S2C2T2 Fl. 115 7 Nesses termos, rejeitase a preliminar de nulidade do lançamento. 2 Multa de ofício e juros de mora A contribuinte pede a exclusão dos acréscimo moratórios, diante da ausência de máfé, invocando o benefício da denúncia espontânea. Quanto à alegação de que o contribuinte teria agido de boafé, cumpre lembrar que a responsabilidade por infrações tributárias independe da intenção do agente, conforme disposto no art. 136 do Código Tributário Nacional, e, portanto, a constatação de dolo, fraude ou simulação só tem relevância quanto se trata de multa qualificada, o que não ocorreu no presente caso, pois foi aplicado o percentual de 75%. Em se tratando de falta de pagamento ou recolhimento de tributo, apurada em procedimento de ofício, a autoridade lançadora deve aplicar a multa de lançamento de ofício, prevista no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de Dezembro de 1996, não podendo deixar de aplicá la ou reduzir seu percentual ao seu livre arbítrio. Da mesma forma, todo atraso no pagamento do credito tributário enseja a cobrança de juros de mora, independente do motivo ou de quem tenha dado causa, conforme determinação expressa contida no art. 161 do Código Tributário Nacional – CTN: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. §1o Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de 1% (um por cento) ao mês. O texto legal acima, determinou a cobrança de juros de mora à taxa de 1% ao mês, sobre o crédito pago após o vencimento, caso a lei não disponha de modo diverso. No presente lançamento está se exigindo a título de juros de mora a Taxa Selic sobre os valores pagos em atraso, prevista, de forma literal, no artigo 13 da Lei no 9.065, de 20 de junho de 1995 e no § 3o do art. 61 da Lei no 9.430/1996. Ademais, esta matéria já se encontra pacificada no âmbito deste Tribunal Administrativo, nos termos da Súmula no 4 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em, em vigor desde 22/12/2009: Súmula CARF no 4: A partir de 1o de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Por fim, quanto ao benefício da denúncia espontânea, cabe transcrever o art. 138 do Código Tributário Nacional – CTN: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 10930.001498/200501 Acórdão n.º 2202002.311 S2C2T2 Fl. 116 8 Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Como se depreende do dispositivo acima reproduzido, a denúncia espontânea de uma infração pressupõe não só a sua confissão, mas também o pagamento do tributo devido quando for o caso, antes do início do procedimento de ofício. No caso dos autos, o lançamento decorre da revisão da Declaração de Ajuste Anual apresentada pelo contribuinte, em que a fiscalização glosou o valor do imposto de renda retido na fonte e, portanto, não se aplica a denúncia espontânea porque a discussão versa sobre imposto suplementar apurado de ofício e, logo, não se pode dizer que houve pagamento prévio de imposto, pois, se assim o fosse, não haveria litígio. Destarte, legítima a incidência de multa de ofício e juros de mora sobre o imposto mantido. 3 Conclusão Diante do exposto, voto por REJEITAR a preliminar suscitada pelo recorrente e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga Fl. 123DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 09/07/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
score : 1.0
Numero do processo: 11610.021229/2002-96
Data da sessão: Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURIDICA IRPJ
Exercício: 2003
INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF N° 213, DE 2002. ART 26 DA Lei n°9.249, de 1996. ART. 15 DA LEI N° 9.4.30, DE 1996.
A Instrução Normativa SRF° n°213, de 7 de outubro de 2002, que "dispõe sobre a tributação de lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior pelas pessoas jurídicas domiciliadas no Pais", ao normatizar, entre outros, o art, 26 da Lei n° 9.249, de 1995, embora não se refira especificamente ao art. 15 da Lei if 9.430, de 1996, alcança, também, a compensação do imposto pago no exterior sobre a receita decorrente da
prestação de serviços efetuada diretamente, por força do disposto no próprio art. 15,in fine, da Lei n°9.430, de 1996.
ART. 14, § 15, DA INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF N° 21.3, DE 2002.
TRIBUTO PAGO NO EXTERIOR. RECEITA DECORRENTE DA
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EFETUADA DIRETAMENTE.
COMPENSAÇÃO.
O tributo pago no exterior sobre a receita decorrente da prestação de serviços
efetuada diretamente, que não puder ser compensado em virtude de a pessoa jurídica, no Brasil, no respectivo ano-calendário, não ter apurado lucro real positivo, poderá ser compensado com o que for devido nos anos-calendário subsequentes.
Numero da decisão: 1803-000.482
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: Sergio Rodrigues Mendes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - restituição e compensação
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURIDICA IRPJ Exercício: 2003 INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF N° 213, DE 2002. ART 26 DA Lei n°9.249, de 1996. ART. 15 DA LEI N° 9.4.30, DE 1996. A Instrução Normativa SRF° n°213, de 7 de outubro de 2002, que "dispõe sobre a tributação de lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior pelas pessoas jurídicas domiciliadas no Pais", ao normatizar, entre outros, o art, 26 da Lei n° 9.249, de 1995, embora não se refira especificamente ao art. 15 da Lei if 9.430, de 1996, alcança, também, a compensação do imposto pago no exterior sobre a receita decorrente da prestação de serviços efetuada diretamente, por força do disposto no próprio art. 15,in fine, da Lei n°9.430, de 1996. ART. 14, § 15, DA INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF N° 21.3, DE 2002. TRIBUTO PAGO NO EXTERIOR. RECEITA DECORRENTE DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EFETUADA DIRETAMENTE. COMPENSAÇÃO. O tributo pago no exterior sobre a receita decorrente da prestação de serviços efetuada diretamente, que não puder ser compensado em virtude de a pessoa jurídica, no Brasil, no respectivo ano-calendário, não ter apurado lucro real positivo, poderá ser compensado com o que for devido nos anos-calendário subsequentes.
numero_processo_s : 11610.021229/2002-96
conteudo_id_s : 5329824
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 15 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1803-000.482
nome_arquivo_s : Decisao_11610021229200296.pdf
nome_relator_s : Sergio Rodrigues Mendes
nome_arquivo_pdf_s : 11610021229200296_5329824.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
id : 5334227
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076607828721664
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-10-07T14:11:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-10-07T14:11:58Z; Last-Modified: 2010-10-07T14:11:58Z; dcterms:modified: 2010-10-07T14:11:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:d7e48405-057f-41c5-8efe-33bba9f35aca; Last-Save-Date: 2010-10-07T14:11:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-10-07T14:11:58Z; meta:save-date: 2010-10-07T14:11:58Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-10-07T14:11:58Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-10-07T14:11:58Z; created: 2010-10-07T14:11:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2010-10-07T14:11:58Z; pdf:charsPerPage: 1745; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-10-07T14:11:58Z | Conteúdo => SI -TE03 Fl 598 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 1161(L 021229/2002-96 Recurso n" 177,346 Voluntário Acórdão n° 1803-00.482 — 3" Turma Especial Sessão de 08 de julho de 2010 Matéria IRPI - DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente SOLVAY INDUPA DO BRASIL S/A, Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 200.3 INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF N° 213, DE 2002. ART 26 DA Lei N° 9.249, de 1996. ART. 15 DA LEI N° 9,4.30, DE 1996. A Instrução Normativa SRF n° 213, de 7 de outubro de 2002, que "dispõe sobre a tributação de lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior pelas pessoas jurídicas domiciliadas no País", ao normatizar, entre outros, o art, 26 da Lei n° 9.249, de 1995, embora não se refira especificamente ao art. 15 da Lei n° 9.4.30, de 1996, alcança, também, a compensação do imposto pago no exterior sobre a receita decorrente da prestação de serviços efetuada diretamente, por força do disposto no próprio ait 15, in fine, da Lei n° 9.430, de 1996. ART.. 14, § 15, DA INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 1\1° 21.3, DE 2002. TRIBUTO PAGO NO EXTERIOR. RECEITA DECORRENTE DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EFETUADA DIRETAMENTE, COMPENSAÇÃO, O tributo pago no exterior sobre a receita decorrente da prestação de serviços efetuada diretamente, que não puder ser compensado em virtude de a pessoa jurídica, no Brasil, no respectivo ano-calendário, não ter apurado lucro real positivo, poderá ser compensado com o que for devido nos anos-calendário subseqUentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos„ Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, kr provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. 5frr" Processo o' 1 1610 021229/2002-96 S1-IE03 Acórdão o " 1803-00.482 Fl 599 ---Selene Ferreira de Moraes - Presidente S114/R/i, Sérgio Rodrigues Men - Relator EDITADO EM: 05/08/2010 Participaram presente de julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Walter Adolfo Maresch, Luciano Inocêncio dos Santos, Roberto Armond Ferreira da Silva, Sérgio Rodrigues Mendes e Benedicto Celso Benício Júnior, Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 535 e 536): SOL VAY INDUPA DO BRASIL SÃ. manifesta incoidbrinidade com Despacho Decisório proferido pela Divisão de Orientação e Análise Tributária/EOPIR da Delegacia de Administração Tributária em São Paulo - DERAT (fls. 312 e 318), que homologou parcialmente as Declarações de Compensação apresentadas (fls. 01 e 02) e Per/DCOMP Uls, 76 a 80). 2. Ao analisar os documentos apresentados, a Autoridade Fiscal reconheceu o crédito de R$ 3.580.543,77, relativo ao saldo credor de IRRI de 2002, homologando a compensação efetuada sem processo dos débitos constantes às fls, 236 a 282, Com o saldo restante de R$ 1.622.293,61, homologou também as DCOMP apresentadas às ,fls. 01 e 02, bem como as Per/DCOMP delis, 307a 310. 3. Mas não reconheceu os alegados créditos relativos a imposto recolhido no exterior por prestação de serviços em outros exercícios fiscais, argumentando que esse tipo de crédito somente pode ser descontado do imposto apurado no Brasil, relativo ao rendimento auferido no exterior, Uma vez que a empresa teve prejuízo no exercício, esse crédito não poderia ser utilizado em outros exercícios, 4, Cientificada, em 03/10/2007, da decisão profèrida (fis, 758), a contribuinte, apresentou, em 31/10/2007, Manifestação de Inconformidade (fls, 333 a 351), cujas razões estão a seguir, em apertada síntese" 4.1 Faz longa peroração sobre porque entende que tem direito de compensar o imposto pago no exterior sobre prestação de serviços com débitos de IRRI e CSLL em períodos posteriores ao do recolhimento do imposto quando, no ano de recolhimento, a empresa apurar prejuízo ao final do ano fiscal. Processo n° 11610.021229/2002-96 S1-TE03 Acónkin n.° 1803-00482 Fl. 600 4.2 Cita documentos legais, jurisprudência administrativa e judicial, entendendo que tem direito líquido e certo a esse crédito, 4.3 Alega que, mesmo que tenha errado ao computar o valor pago como saldo negativo de IRRI, ao invés de controlá-lo na parte B do LALUR, como manda a IN SRF n° 213/2002, teria incorrido em mero erro formal, e não em prática tendente a burlar a legislação. 4.4 Alega que os débitos de IRPJ/CSLL que não foram homologados devem ter sua exigibilidade suspensa em virtude da apresentação da presente Manifestação de Inconformidade. 4 5 Por fim, requer que seja cancelada a decisão atacada, convalidando-se e homologando-se integralmente as compensações efetuadas neste processo, reconhecendo-se o direito à compensação do imposto pago no exterior no ano de 2001 com os débitos do período subseqüente, em 2002 ou, se não .forem canceladas as glosas, requer que o processo seja devolvido à instância fiscal de origem, para que sejam verificados os cálculos relativos aos rendimentos auferidos no exterior, em cotejo com as compensações do montante pago no exterior com os débitos apurados no Brasil, autorizando-se, ainda, o ajuste e a retfficação da DIRI, DCT.F, LALUR, entre outros A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 534): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRP,I Ano-calendário:- 2002 Ementa . COMPENSAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NO EXTERIOR. A contribuinte tem direito ao imposto de renda pago ou retido no exterior; relativo à prestação de serviços, desde que cumpra os requisitos formais exigidos pela Lei. Compensação não Homologada Cientificada da referida decisão em 09/02/2009 (A,R, de fls. 549-verso), a tempo, em 02/03/2009, apresenta a interessada Recurso de fls. 557 a 575, instruído com os documentos de fls, 576 a 596, nele argumentando, em síntese: a) que é inconteste o direito de a pessoa jurídica nacional compensar ou deduzir, no Brasil, o imposto pago no exterior, decorrente de prestação de serviços, conforme previsão expressa da Lei n° 9,430, de 1996; b) que a pessoa jurídica pode compensar, no país, o imposto pago no exterior sobre receita de prestação de serviços, observados os limites do art. 26 da Lei n° 9.249, de 1995, sendo certo que, afora isso, nenhum outro limite ou requisito é exigido pela lei para tal compensação; c) que nada traz a legislação aplicável acerca da imposição de tal compensação ser efetuada tão-somente no exercício em que foram pagos os impostos no exterior; 5R(v\ Processo tf 11610 021229/2002-96 Acórdão n ° 1803-00A82 S1-TE03 P1 601 d) que o imposto pago no exterior sobre as receitas de prestação de serviços traduz-se, inexoravelmente, em um crédito da Recorrente, já que a própria Lei n° 9,430, de 1996, o considera como valor a recuperar no País, oponível ao Fisco (direito subjetivo do contribuinte); e) que compensou o crédito de IRRI/CSLL gerado em 2001, com débitos de IRPJ/CSLL apurados em 2002, conforme atestam as planilhas de compensação; f) que a IN SRF n° 213, de 2002, não regulamentou a matéria ora em apreço, porquanto o caso da Recorrente decorre de receita de prestação de serviço no exterior, ao passo que o aludido normativo ventila, unicamente, hipótese de lucros, rendimentos e ganhos de capital obtidos no exterior, razão pela qual não pode essa IN servir de limite/embasamento para a glosa fiscal; g) que possui um direito material maior, de compensar o imposto pago no exterior sobre receita de prestação de serviço com débitos de IRRI/CSLL apurados no Brasil, pelo que se pode concluir que a forma eleita para o exercício desse direito não deve extrapolar os limites legais, sendo mero acessório quando confrontado com o direito substancial; h) que, muito embora não tenha a Recorrente formalizado tais compensações mediante controle na parte B do Lalur, conforme determinação da IN SRF n° 213, de 2002, fato é que acabou realizando as compensações de seu crédito de IRPJ/CSLL com débitos da mesma natureza, nos períodos subsequentes; i) que o fato de essa compensação ter se procedido de maneira equivocada não possui o condão de invalidar a compensação levada a cabo, haja vista que, ao se aplicar as disposições da IN SRF n° 213, de 2002, deve-se tratar o crédito glosado como decorrente de mero erro formal no instrumento eleito para compensação desse crédito; j) que seu direito ao crédito subsiste, como exaustivamente demonstrado, tendo-se por inconteste que esse direito material não deve ser suprimido pelas formalidades acessórias relativas à forma de utilização do crédito, notadamente quando não houve prejuízo ao fisco; e k) que a necessidade de se desconsiderar eventuais erros de forma realizados é decorrente da busca da verdade real, em detrimento da verdade formal, como forma de garantir a essência da operação levada a cabo pel Recorrente, primando pela realidade dos fatos evidenciados, ,5‘1\rf Em mesa para julgamento. Processo e 11610.021229/2002-96 SI-TE03 Acórdão n " 1803-00482 Fl 602 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do recurso. Dispõe o art, 15 da Lei n° 9,430, de 27 de dezembro de 1996 (grifou-se): Art. 15. A pessoa jurídica domiciliado no Brasil que auferir, de ,fonte no exterior, receita decorrente da prestação de serviços efetuada diretamente, poderá compensar o imposto pago no país de domicílio da pessoa física ou jurídica contratante, observado o disposto no art. 26 da Lei n" 9.249, de 26 de dezembro de 1995. Por sua vez, estatui o referido art. 26 da Lei n° 9,249, de 26 de dezembro de 1995 (destacou-se): Art. 26. A pessoa jurídica poderá compensar o imposto de renda incidente, no exterior, sobre os lucros, rendimentos e ganhos de capital computados no lucro real, até o limite do imposto de renda incidente, no Brasil, sobre os referidos lucros, rendimentos ou ganhos de capital, § 1" Para efeito de determinação do limite fixado no caput, o imposto incidente, no Brasil, correspondente aos lucros, rendimentos ou ganhos de capital auferidos no exterior, será proporcional ao total do imposto e adicional devidos pela pessoa jurídica no Brasil, § 2" Para fins de compensação, o documento relativo ao imposto de renda incidente no exterior deverá ser reconhecido pelo respectivo órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada Brasileira no país em que for devido o imposto. § O imposto de rendo a ser compensado será convertido em quantidade de Reais, de acordo com a taxa de câmbio, para venda, na data em que o imposto ,foi pago; caso a moeda em que o imposto ,fbi pago não tiver cotação no Brasil, será ela convertida em dólares norte-americanos e, em seguida, em Reais. Entende este Relator que a Instrução Normativa SRF ri° 213, de 7 de outubro de 2002, que "dispõe sobre a tributação de lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior pelas pessoas jurídicas domiciliadas no País", ao normatizar, entre outros, o art, 26 da Lei n°9.249, de 1995, embora não se refira especificamente ao art. 15 da Lei tf 9.430, de 1996, alcança, também, a compensação do imposto pago no exterior sobre a receita decorrente da prestação de serviços efetuada diretamente, ao estabelecer, em seu art. 14, o seguints (sublinhou-se): 3 53Pfv\n Acórdão n ° 1803-00.482 F1 603 Processo n° 11610.021229/2002-96 SI-TE03 se): Art. 14. O imposto de renda pago no país de domicilio da filial, sucursal, controlada ou coligada e o pago relativamente a rendimentos e ganhos de capital, poderão ser compensados com o que for devido no Brasil, [ § 15. O tributo pago sobre lucros, rendimentos e ganhos de capital aaferidos no exterior, que não puder ser compensado em virtude de a 'assoa 'urídica no Brasil no res ectivo ano- calendário, não ter apurado lucro real positivo, poderá ser compensado com o que for devido nos anos-calendário subseqüentes. § 16. Para efeito do disposto no § 15, a pessoa jurídica deverá calcular o montante do imposto a compensar em anos- calendário subseqüentes e controlar o seu valor na Parte B do Livro de Apuração do Lucro Real (Lahn). § 17. O cálculo referido no § 16 será efetuado mediante a multiplicação dos lucros, rendimentos ou ganhos de capital computados no lucro real, considerados individualizadamente por filial, sucursal, coligada ou controlada, pela alíquota de quinze por cento, se o valor computado não exceder o limite de isenção do adicional, ou pela alíquota de vinte e cinco por cento, se exceder § 18, Na hipótese de lucro real positivo, mas, em valor infèrior ao total dos lucros, rendimentos e ganhos de capital nele computados, o tributo passível de compensação será determinado de conformidade com o disposto no § 17, tendo por base a diferença entre aquele total e o lucro real correspondente. § 19 Caso o tributo pago no exterior seja inferior ao valor determinado na forma dos §§ 17 e 18, somente o valor pago poderá ser compensado. § 20.: Em cada ano-calendário, a parcela do tributo que for compensada com o imposto de renda e adicional devidos no Brasil, ou com a CSLL, na hipótese do art.. 1.5, deverá ser baixada da respectiva folha de controle no Loiro- Contudo, constou do Voto do acórdão reconido o seguinte (fis, 537) (grifou- 14. Por outro lado, o _sÇ 20 do art. 26, acima citado, especifica as condições para que sela aceito o documento de imposto de renda emitido pelo país onde o contribuinte prestou os serviços, ou seja, deverá haver o reconhecimento pelo respectivo órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada Brasileira no país em que for devido o imposto. 1,5. Examinando-se a documentação trazido pela contribuinte «Is. 826 a 850 e 853 a 859) [fls. 179 a 194], constata-se que, embora apresente, às .fls. 851, um suposto documento de ,5)r Processo n u 11610 021229/2002-96 81-TE03 Acórclilo n `) 1803-00.482 F I . 604 arrecadação de imposto argentino, não há qualquer chancela da embaixada brasileira atestando o documento que, sequer, foi traduzido para o idioma brasileiro. Não há, também, nada no documento que comprove que se trata de imposto retido por prestação de serviços, como alega a empresa. 16. Desse modo, o valor reclamado de crédito também não pode ser reconhecido por falta de comprovação. Quanto a esse ponto, dispõe o art. 128 do Código de Processo Civil - CPC (Lei rr9 5.869, de 11 de janeiro de 1973), aplicável subsidiariamente ao Processo Administrativo Fiscal (PAF) (sublinhou-se): Art. 128. O juiz decidirá a lide nos limites em que foi proposta, sendo-lhe defeso conhecer de questões não suscitadas, a cujo respeito a lei exige a iniciativa da parte. Observa-se que, em nenhum momento, nos autos, foi levantada, pela Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF), a questão de o documento de imposto de renda emitido pelo pais onde o Recorrente prestou os serviços não ter o reconhecimento pelo respectivo órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada Brasileira no pais em que for devido o imposto. Assim sendo, não é admissivel que a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DR] . ) e, menos ainda, este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), atropelando o procedimento adotado pela DRF, exijam novas comprovações anteriormente não requeridas, obstando, dessa forma, por vias transversas, o pleito da recorrente, Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de DAR PROVIMENTO AO RECURSO, devendo a repartição de origem proceder aos cálculos necessários à compensação requerida. É corno voto. SV/ \r).( \N Sérgio Rodngues wrRndes 7 Processo n°11610.021229/2002-96 S1-TE03 Acórdão n.°180.3-00,482 F I 605 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art, 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial IV 256, de 22 de junho de 2009. Brasília, O 3 SEI 2010 (1 a-ristàfá-SeóVeiffi'dricáriW4ecretária da Câmara Ciência Data: Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [J apenas com ciência; [] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração. TERMO DE JUNTADA a SeÇãO Declaro que juntei aos autos original do acórdão n° 1803-00.482 (fls. ), e certifico que a cópia arquivada neste Conselho confere com o mesmo. Encaminhem-se os presentes autos à Procuradoria da Fazenda Nacional, para ciência do acórdão. Em / / ASSINATURA MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS - CARF Processo n° : 11610,02122912002-96 Interessado(a) SOLVAY INDUPA DO BRASIL S.A.
score : 1.0
Numero do processo: 13804.000443/2005-18
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004
CRÉDITO PRESUMIDO. AGROINDÚSTRIA.
O valor do crédito presumido previsto no art. 8° da Lei n° 10.925/2004 somente pode ser utilizado para dedução do valor devido das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, não podendo ser objeto de compensação ou de ressarcimento.
PRINCÍPIO DA AUTOTUTELA.
À Administração cabe rever seus próprios atos quando contrários à lei, não havendo que se falar em agressão a direitos adquiridos em tal hipótese, pois os direitos são adquiridos em face da lei, não contrariamente a ela.
Numero da decisão: 3101-001.489
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os conselheiros Valdete Aparecida Marinheiro e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo (suplente). Ausentes os Conselheiros Luiz Roberto Domingo e Vanessa Albuquerque Valente, que foi substituída pelo Conselheiro Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo. Fez sustentação oral a Dra. Letícia de Souza Zugaib, OAB/SP nº 257.787, advogada do sujeito passivo.
Henrique Pinheiro Torres - Presidente.
Rodrigo Mineiro Fernandes - Relator.
EDITADO EM: 31/10/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra (suplente) e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo (suplente). Ausentes os conselheiros Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
Nome do relator: RODRIGO MINEIRO FERNANDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 CRÉDITO PRESUMIDO. AGROINDÚSTRIA. O valor do crédito presumido previsto no art. 8° da Lei n° 10.925/2004 somente pode ser utilizado para dedução do valor devido das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, não podendo ser objeto de compensação ou de ressarcimento. PRINCÍPIO DA AUTOTUTELA. À Administração cabe rever seus próprios atos quando contrários à lei, não havendo que se falar em agressão a direitos adquiridos em tal hipótese, pois os direitos são adquiridos em face da lei, não contrariamente a ela.
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 18 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13804.000443/2005-18
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5307300
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 18 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3101-001.489
nome_arquivo_s : Decisao_13804000443200518.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : RODRIGO MINEIRO FERNANDES
nome_arquivo_pdf_s : 13804000443200518_5307300.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os conselheiros Valdete Aparecida Marinheiro e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo (suplente). Ausentes os Conselheiros Luiz Roberto Domingo e Vanessa Albuquerque Valente, que foi substituída pelo Conselheiro Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo. Fez sustentação oral a Dra. Letícia de Souza Zugaib, OAB/SP nº 257.787, advogada do sujeito passivo. Henrique Pinheiro Torres - Presidente. Rodrigo Mineiro Fernandes - Relator. EDITADO EM: 31/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra (suplente) e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo (suplente). Ausentes os conselheiros Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
id : 5173697
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076607851790336
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2018; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 3 1 2 S3C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13804.000443/200518 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3101001.489 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de setembro de 2013 Matéria RessarcimentoCofins Recorrente Independência Alimentos Ltda Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 CRÉDITO PRESUMIDO. AGROINDÚSTRIA. O valor do crédito presumido previsto no art. 8° da Lei n° 10.925/2004 somente pode ser utilizado para dedução do valor devido das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, não podendo ser objeto de compensação ou de ressarcimento. PRINCÍPIO DA AUTOTUTELA. À Administração cabe rever seus próprios atos quando contrários à lei, não havendo que se falar em agressão a direitos adquiridos em tal hipótese, pois os direitos são adquiridos em face da lei, não contrariamente a ela. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os conselheiros Valdete Aparecida Marinheiro e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo (suplente). Ausentes os Conselheiros Luiz Roberto Domingo e Vanessa Albuquerque Valente, que foi substituída pelo Conselheiro Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo. Fez sustentação oral a Dra. Letícia de Souza Zugaib, OAB/SP nº 257.787, advogada do sujeito passivo. Henrique Pinheiro Torres Presidente. Rodrigo Mineiro Fernandes Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 4. 00 04 43 /2 00 5- 18 Fl. 1362DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 31/10 /2013 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S 2 EDITADO EM: 31/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra (suplente) e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo (suplente). Ausentes os conselheiros Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo. Relatório Adoto o relato do órgão julgador de primeiro grau até aquela fase: Trata o presente processo de pedido de ressarcimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins referente ao 4º trimestre de 2004. Pelo Despacho Decisório de fls. 1068/1073, a Autoridade a quo deferiu em parte a pretensão da Interessada, apurando um crédito em favor da Contribuinte no montante de R$ 6.228.743,28. Desistiu a Interessada, fl. 1078, de se manifestar contra o referido Despacho Decisório de fls. 1068/1073. Pelo Despacho Decisório de fls. 1128/1135, a Autoridade a quo reviu de ofício a decisão anterior, alterando o valor do crédito da Contribuinte de R$ 6.228.743,28 para R$ 3.302.051,43 e homologando, "em consequência" (fl. 1134), "as compensações vinculadas ao presente processo até o limite do valor deferido" (fl. 1134). O posicionamento da Delegacia de origem vai, em síntese, no sentido: de que, valendose da autotutela, "a Administração tem permissão de rever seus atos, condutas e decisões" (fl. 1130), cabendo, no caso destes autos, a revisão de ofício da decisão anterior, posto que ali foi aplicada incorretamente a Lei 10.925/2004; de que são incabíveis créditos “No tocante ao aluguel pago a pessoa física” (fl.1132) uma vez que "somente há previsão legal para custos e despesas incorridas em favor de pessoas jurídicas domiciliadas no País" (fl. 1132); e de que o crédito presumido tratado no art. 8° da Lei 10.925/2004 prestase unicamente à dedução dos valores devidos da Cofins, vedado sua compensação ou ressarcimento em espécie, entendimento pacificado no âmbito da Secretaria da Receita Federal do Brasil — RFB com a edição do Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 15, de 22 de dezembro de 2005. Contra o Despacho Decisório de fls.1128/1135 foi apresentada a manifestação de inconformidade de fls. 1140/1155 na qual argumenta se, em síntese, no sentido: de que o crédito presumido da agroindústria, previsto no art. 8° da Lei 10.925, pode ser compensado ou ressarcido; de que o Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 15/2005 não interpreta a lei, mas nega o direito nela previsto; de que o princípio da autotutela não se aplica ao caso, dado que o no primeiro despacho decisório foram utilizados os corretos parâmetros legais; e de que a decisão recorrida afronta a Súmula 473 do STF, "que veda a anulação de atos administrativos em desrespeito aos direitos adquiridos" (fl. 1154). Fl. 1363DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 31/10 /2013 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 13804.000443/200518 Acórdão n.º 3101001.489 S3C1T1 Fl. 4 3 Conforme cópia de petição datada de 9 de janeiro de 2008 endereçada ao Delegado da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo ("DERAT/SP0/8aRF"), fls. 1205/1207 (acompanhadas de subsequente documentação), se requer que os créditos reconhecidos nos processos administrativos n° 13804.000440/200576, 13804.000441/200511, 13804.000442/200565 e 13804.000443/2005 18 sofram a incidência da Taxa Selic. Há notícias de liminar — deferida nos autos do mandado de segurança 2008.61.00.0067970 movido contra o "Delegado da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo" (fls. 1195/1196) — determinando "à autoridade impetrada que conclua a análise do pedido administrativo de correção pela Taxa SELIC referente aos processos administrativos n° 13804.00440/200576, 13804.000441/200511, 13804.000442/200565 e 13804.000443/200518" (fl. 1226). Pelo Despacho de fl. 1289, "foram juntados, numerados e rubricados os documentos de fls. 1205/1288, referentes à manifestação intempestiva do contribuinte solicitando a correção do crédito pela SELIC' (fl. 1289). Em seguida, o presente processo foi direcionado a esta Delegacia de Julgamento "para apreciação da manifestação de inconformidade de fls. 1.140/1.155 e dos documentos de fls. 1205/1288" (fl. 1289). A 6ª turma de julgamento da DRJ de São Paulo I, por unanimidade de votos, negou provimento à manifestação de inconformidade apresentada, ementando assim o acórdão nº 1621.080: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2004 CRÉDITOS PRESUMIDOS. COMPENSAÇÃO E RESSARCIMENTO. IMPOSSIBILIDADE. A partir de 10 de agosto de 2004, os créditos presumidos da agroindústria somente podem ser aproveitados como dedução da própria contribuição devida em cada período de apuração, não existindo previsão legal para que se efetue a sua compensação com os demais tributos e contribuições ou o seu ressarcimento. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE E/OU ILEGALIDADE. DESCABIMENTO. Se um órgão do Poder Executivo editou por via de sua autoridade máxima um ato declaratório interpretativo sobre determinada matéria, a presunção é que o tenha feito em consonância com as normas constitucionais e legais, devendo tal ato ser acatado pelas instâncias de referido órgão. AUTOTUTELA. À Administração cabe rever seus próprios atos quando contrários à lei, não havendo que se falar em agressão a direitos adquiridos em tal hipótese, pois os direitos são adquiridos em face da lei, não contrariamente a ela. Solicitação Indeferida. Fl. 1364DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 31/10 /2013 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S 4 Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, onde reprisa os argumentos esgrimidos na manifestação de inconformidade, ao tempo em que acusa de equivocado o acórdão produzido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo I, e requer a reforma do decisum. A Repartição de origem encaminhou os autos, com o Recurso Voluntário, para apreciação do órgão julgador de segundo grau. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes. Conheço do Recurso Voluntário por ser tempestivo e atender aos demais requisitos de admissibilidade. A controvérsia em discussão nestes autos referese à glosa de crédito presumido da agroindústria de que trata o artigo 8º da Lei nº 10.925/2004, e a possibilidade de seu ressarcimento e compensação com demais tributos e contribuições. A defesa da recorrente alega (i) o direito ao ressarcimento do crédito presumido de COFINS; (ii) a negativa de vigência do Ato Declaratório Interpretativo nº 15/2005; e (iii) a inaplicabilidade do princípio da autotutela na decisão recorrida. Essa turma de julgamento, em sua composição anterior, por unanimidade de votos, decidiu que o direito de utilização do crédito presumido de PIS e COFINS, concedido na forma do art. 8º da Lei nº 10.925/2004, exsurge após a regular compensação entre créditos e débitos, de modo que, remanescendo devedor, o contribuinte qualificado na norma poderá deduzir o valor a pagar com os créditos presumidos apurados, exclusivamente, naquele período de apuração, não sendo possível a acumulação de saldo credor desse tipo de crédito (acórdão nº 310100.756, sessão de 4 de maio de 2011, Relator Conselheiro Luiz Roberto Domingo). Tal interpretação decorre diretamente do texto legal, in verbis: Art. 8o As pessoas jurídicas, inclusive cooperativas, que produzam mercadorias de origem animal ou vegetal, classificadas nos capítulos 2, 3, exceto os produtos vivos desse capítulo, e 4, 8 a 12, 15, 16 e 23, e nos códigos 03.02, 03.03, 03.04, 03.05, 0504.00, 0701.90.00, 0702.00.00, 0706.10.00, 07.08, 0709.90, 07.10, 07.12 a 07.14, exceto os códigos 0713.33.19, 0713.33.29 e 0713.33.99, 1701.11.00, 1701.99.00, 1702.90.00, 18.01, 18.03, 1804.00.00, 1805.00.00, 20.09, 2101.11.10 e 2209.00.00, todos da NCM, destinadas à alimentação humana ou animal, poderão deduzir da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, devidas em cada período de apuração, crédito presumido, calculado sobre o valor dos bens referidos no inciso II do caput do art. 3o das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, adquiridos de pessoa física ou recebidos de cooperado pessoa física. (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) (Vigência) (Vide Lei nº 12.058, de 2009) (Vide Lei nº 12.350, de 2010) – grifo nosso. Fl. 1365DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 31/10 /2013 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 13804.000443/200518 Acórdão n.º 3101001.489 S3C1T1 Fl. 5 5 Depreendese da redação do referido artigo, que o legislador teve a intenção de desonerar os produtos agropecuários, por meio da dedução da parcela devida a cada período de apuração de um crédito presumido relativo às aquisições de pessoas físicas. Constatase, também, que o referido crédito presumido foi destinado, exclusivamente, à dedução do valor devido, de modo que, não havendo contribuição a pagar, inexiste o direito de manutenção desse crédito. Esse limite no aproveitamento do crédito é também disposto no parágrafo 2º do mesmo artigo 8º, in verbis: Art. 8º [...] § 2º O direito ao crédito presumido de que tratam o caput e o § 1º deste artigo só se aplica aos bens adquiridos ou recebidos, no mesmo período de apuração, de pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no País, observado o disposto no § 4º do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003. [...] Ao estabelecer que o crédito presumido só é aplicável no mesmo período de apuração, concluise que não é possível a utilização do crédito presumido de outro período ou em outro período, de modo que esse benefício não é passível de ser acumulado para formação do saldo credor e, consequentemente, não é passível de ressarcimento. O Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 15, de 22 de dezembro de 2005, como é próprio de um ato de sua natureza, apenas procurou explicitar a regra já contida no artigo 8º da Lei nº 10.925/2004, não trazendo nenhuma inovação. Assim dispôs o referido ato: Art. 1º O valor do crédito presumido previsto na Lei nº 10.925, de 2004, arts. 8º e 15, somente pode ser utilizado para deduzir da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) apuradas no regime de incidência não cumulativa. Art. 2º O valor do crédito presumido referido no art. 1º não pode ser objeto de compensação ou de ressarcimento, de que trata a Lei nº 10.637, de 2002, art. 5º, § 1º, inciso II, e § 2º, a Lei nº 10.833, de 2003, art. 6º, § 1º, inciso II, e § 2º, e a Lei nº 11.116, de 2005, art. 16. A impossibilidade de compensar ou de ressarcir o valor do crédito presumido de que trata o artigo 8º da Lei nº 10.925/2004 decorre da própria exegese da lei, que expressamente dispunha que o crédito presumido era destinado, exclusivamente, à dedução do valor devido das contribuições. Não foi o Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 15/2005 que trouxe essa limitação, não restringindo, portanto, a vigência legal por um ato interpretativo da Secretaria da Receita Federal. Quanto à alegação de inaplicabilidade do princípio da autotutela na decisão recorrida, também não assiste razão a recorrente. O procedimento revisional efetuado pela unidade de origem fundamentouse nos artigos 53 e 54 da Lei n 9.784/99, in verbis: Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogálos por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. Fl. 1366DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 31/10 /2013 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S 6 Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má fé. [...] Tratase do princípio da autotutela, o qual determina a anulação ou revogação dos próprios atos pela Administração Pública em casos de ilegalidade, inoportunidade e inconveniência, desde que obedecido o prazo decadencial de cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada máfé. Esse princípio está consagrado em duas súmulas do Supremo Tribunal Federal, abaixo transcritas: Súmula 346 A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. Súmula 473 A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogálos, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. A revisão do despacho decisório originário, que não observava a limitação do crédito presumido da agroindústria de que trata o artigo 8º da Lei nº 10.925/2004, foi motivada pela constatação de ilegalidade do ato original, que deferiu, sem base legal para tanto, o pedido de ressarcimento e compensação com base em crédito presumido da agroindústria. Por se tratar de uma ilegalidade, não há que se falar em direito adquirido por parte da interessada, conforme se extrai da Súmula 473 do STF já transcrita, porque de atos ilegais não se originam direitos. Em face do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, nos termos do presente voto. Sala das sessões, em 24 de setembro de 2013. [Assinado digitalmente] Rodrigo Mineiro Fernandes – Relator Fl. 1367DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 31/10 /2013 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S
score : 1.0
Numero do processo: 10166.720582/2010-95
Data da sessão: Thu Jul 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Oct 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Os embargos de declaração não se prestam para a rediscussão de matéria enfrentada no acórdão embargado.
Embargos Rejeitados
Numero da decisão: 2402-004.176
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os embargos opostos, vencido o conselheiro Thiago Taborda Simões. Os conselheiros Thiago Taborda Simões e Luciana de Souza Espíndola Reis apresentarão declaração de voto.
Julio Cesar Vieira Gomes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Luciana de Souza Espíndola Reis, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Thiago Taborda Simões. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Os embargos de declaração não se prestam para a rediscussão de matéria enfrentada no acórdão embargado. Embargos Rejeitados
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 17 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10166.720582/2010-95
anomes_publicacao_s : 201410
conteudo_id_s : 5390111
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 17 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2402-004.176
nome_arquivo_s : Decisao_10166720582201095.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : JULIO CESAR VIEIRA GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 10166720582201095_5390111.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os embargos opostos, vencido o conselheiro Thiago Taborda Simões. Os conselheiros Thiago Taborda Simões e Luciana de Souza Espíndola Reis apresentarão declaração de voto. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Luciana de Souza Espíndola Reis, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Thiago Taborda Simões. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 17 00:00:00 UTC 2014
id : 5668446
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076607863324672
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1729; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 2.692 1 2.691 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.720582/201095 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2402004.176 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de julho de 2014 Matéria ARBITRAMENTO DE CONTRIBUIÇÕES Embargante LPS BRASÍLA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Os embargos de declaração não se prestam para a rediscussão de matéria enfrentada no acórdão embargado. Embargos Rejeitados Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os embargos opostos, vencido o conselheiro Thiago Taborda Simões. Os conselheiros Thiago Taborda Simões e Luciana de Souza Espíndola Reis apresentarão declaração de voto. Julio Cesar Vieira Gomes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Luciana de Souza Espíndola Reis, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Thiago Taborda Simões. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 05 82 /2 01 0- 95 Fl. 415DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS 2 Relatório Tratamse de Embargos de Declaração com fundamento no artigo 65 do Regimento Interno do CARF, opostos pelo contribuinte contra acórdão desta turma: Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Alega a embargante que o acórdão teria incorrido em omissões. Segue transcrição: Omissão quanto à inadmissibilidade da presunção simples Alega a embargante que não se examinou que o direito tributário não admite que presunção simples sustente a existência do fato gerador, pois ela acarreta a inversão do ônus da prova. Segue transcrição: As presunções simples, contudo, não são admitidas no Direito Tributário. Também, pudera, no âmbito da atividade administrativa plenamente vinculada, tal qual o lançamento tributário, não haveria de se considerar procedentes acusações baseadas no inconformismo, no desconforto psíquico ou na incontinência emocional de quem aplica a norma. Admitir a procedência do lançamento baseado em presunção simples implicaria a ilegal inversão do ônus da prova, o que, em absoluto, não se mostra apropriado. Em sede jurisprudencial, a inadmissibilidade da presunção simples foi consagrada segundo a seguinte fórmula: se a autoridade fiscal presumir algo, mas não trouxer aos autos elementos que excluam qualquer possibilidade diversa da presumida, o fato presumido há de ser reputado inexistente. O acórdão embargado assim enfrentou a matéria: Observase a conexão existente entre as autuações correspondente às obrigações principais objeto dos processos 10166.720564/201011 e 10166.720565/201058 e a presente autuação, isto porque só há que prevalecer a obrigação acessória se reconhecida a existência dos fatos geradores que levaram ao lançamento correspondente à obrigação principal. Asseverese que os citados processos também foram objeto de recurso a este Conselho, cujo julgamento resultou nos Acórdãos nº 2402003.188 e 2402003.189 que deram provimento parcial ao recurso apenas para que reconhecer que a multa aplicada não deveria ser a multa de ofício de 75% prevista no art. 44, inciso I, da Lei nº 9.430/1996, mas aquela vigente à época dos fatos geradores prevista no art. 35 da Lei nº 8.212/1991, na redação então vigente. Fl. 416DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS Processo nº 10166.720582/201095 Acórdão n.º 2402004.176 S2C4T2 Fl. 2.693 3 Notase que no mérito a autuação foi mantida em sua integralidade (...) ........................... Como se vê, a autuação deve prevalecer, quer seja pela situação ocorrida na competência 01/2008, não contestada pela recorrente, quer seja pela situação ocorrida nas competências 02 e 03/2008. É o Relatório. Fl. 417DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS 4 Voto Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, Relator Verifico o preenchimento dos requisitos formais dos embargos opostos, e portanto, passo a examinálos. Primeiramente, ressaltase que mesmo em procedimento administrativo os embargos de declaração representam uma via estreita, não se prestando para a modificação da decisão embargada que não contenha omissão, contradição ou obscuridade. Adotada essa primeira premissa, passo ao exame do recurso. Peço vênia ao Conselheiro Carlos Henrique Oliveira para reproduzir sua análise trazida aos autos na informação em embargos. As decisões em recursos não são omissas pelo fato de não enfrentar pontoa ponto as alegações do recorrente. Cabe ao julgador examinar todas as questões fáticas e jurídicas apresentadas pelas partes e fundamentar sua decisão, sem que necessariamente seja pautada pela concatenação dialética do recorrente. É permitido ao julgador organizar seus fundamentos e conclusões na ordem que compreenda mais adequada para sua exposição. Esse entendimento é esposado por Theotonio Negrão ( in Código de Processo Civil e legislação Processual em vigor. 29ª ed. Saraviva, 1998, p. 448, item 17a), que assevera que “o juiz não está obrigado a responder todas as alegações das partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para fundar a decisão, nem se obriga a aterse aos fundamentos indicados por elas e tampouco a responder um a um todos os seus argumentos”. Nesse sentido é a jurisprudência do STJ: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HABEAS CORPUS. DOSIMETRIA. APLICAÇÃO DA PENABASE. AMBIGUIDADE, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. INOCORRÊNCIA. MANIFESTAÇÃO QUANTO À TESE LEVANTADA NO PARECER MINISTERIAL. DESNECESSIDADE. SUPOSTA VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. INCOMPETÊNCIA DESTE STJ. PRETENSÃO DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VÍCIO. EMBARGOS REJEITADOS. 1. Nos limites estabelecidos pelo art. 619, do Código de Processo Penal, os embargos de declaração destinamse a suprir omissão, afastar obscuridade ou eliminar contradição eventualmente existentes no julgado. 2. O julgador não está obrigado a se manifestar acerca de todas as alegações suscitadas pelas partes, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão da pena imposta pelas instâncias ordinárias via hábeas corpus é possível em situações de manifesta ilegalidade Fl. 418DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS Processo nº 10166.720582/201095 Acórdão n.º 2402004.176 S2C4T2 Fl. 2.694 5 ou abuso de poder reconhecíveis de plano, sem maiores incursões em aspectos circunstanciais ou fáticos e probatórios, consoante orientação pacificada neste Superior Tribunal. 4. O Superior Tribunal de Justiça não é competente para se manifestar sobre suposta violação de dispositivo constitucional, sequer a título de prequestionamento. Exegese do art. 105 da CF/88. 5. A pretensão de rejulgamento da causa, na via estreita dos declaratórios, mostrase inadequada. 6. Inexistente na decisão monocrática embargada qualquer ambigüidade, obscuridade, contradição ou omissão, não há como se acolher os declaratórios. 7. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no HC 164356 / DF EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS 2010/00394014; relator Ministro JORGE MUSSI (1138); T5 – Quinta Turma, DJ 26/06/2012) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL E CIVIL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. RECURSO PROVIDO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO OU CONTRADIÇÃO. EMBARGOS REJEITADOS. Os embargos de declaração têm como objetivo sanar eventual existência de obscuridade, contradição ou omissão (CPC, art. 535), sendo inadmissível a sua oposição para rediscutir questões tratadas e devidamente fundamentadas na decisão embargada, já que não são cabíveis para provocar novo julgamento da lide. A contradição apta a abrir a via dos embargos declaratórios é aquela interna ao decisum, existente entre a fundamentação e a conclusão do julgado ou entre premissas do próprio julgado, o que não se observa no presente caso. A omissão que autoriza o manejo dos embargos declaratórios diz respeito à questão fundamental ao deslinde da controvérsia não examinada no julgado. No caso, todas as questões foram decididas, nos limites necessários julgamento da causa. Embargos declaratórios rejeitados. (Edcl. no Recurso Especial nº 1.193.789SP; Rel. Min. Raul Araújo; DJ 22/10/2013) (grifei) Ainda assim constatase que se trata do descumprimento de obrigação acessória sendo impertinente a discussão sobre o pagamento do tributo ou seu critério de apuração. Como inicialmente exposto adotamos que os embargos não se prestam para rediscussão das matérias enfrentadas no acórdão recorrido. Em suma, não se verificam as omissões alegadas no presente embargo de declaração, pois todos as questões supostamente suprimidas da decisão foram enfrentadas, seja Fl. 419DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS 6 diretamente, seja de forma englobada, deixando claro que as alegações da recorrente fizeram parte da análise da decisão colegiada porém restando vencidas. Assim, voto no sentido de rejeitar os embargos opostos. É como voto. Julio Cesar Vieira Gomes Fl. 420DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS Processo nº 10166.720582/201095 Acórdão n.º 2402004.176 S2C4T2 Fl. 2.695 7 Declaração de Voto Thiago Taborda Simões Tratase de Embargos de Declaração opostos pelo Recorrente em face do acórdão prolatado por esta Turma, que negou provimento ao Recurso Voluntário para manter o crédito tributário discutido. É cediço que instrumento processual dos embargos declaratórios não permite a rediscussão de matéria apreciada pela decisão recorrida, servindo apenas para corrigir eventuais hipóteses de omissão, contradição ou obscuridade naquela. Não obstante, o julgador não é obrigado a enfrentar todo e qualquer argumento apresentado pelo contribuinte na peça recursal (em especial quando esta apresenta extensas 59 páginas), mas sim subsidiar sua decisão com os elementos mínimos e nucleares necessários à garantia da realização do direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório, de modo a sustentar a lógica que inferiu a incidência normativa. No caso analisado, tratase de lançamento realizado pelo método da aferição indireta, conforme previsão dos artigos 148 do CTN e 33 da Lei 8.212/1991. Tal procedimento, como hipótese de exceção, deve necessariamente caminhar nos estreitos contornos normativos, sob pena de excesso da exação. Conforme entendimento já firmado nessa turma, a aferição indireta não é do fato imponível, mas da sua base de cálculo. A determinação da base de cálculo é elemento nuclear na instrução do lançamento por arbitramento. Encaminho meu voto no sentido de que o acórdão recorrido foi omisso e contraditório na apreciação de argumentos e documentos indispensáveis à mensuração da base de cálculo, constantes dos autos e do Recurso Voluntário. Conforme p. 43 da peça recursal: “v) ainda que tivesse havido repasse de comissões, a simples existência de uma norma do CRECI permitiria que todas s 1200 comissões devidas no período terial sido rateadas, entre a Recorrente e os Corretores Autônomos, segundo a taxa de 50%? Eis o cúmulo da presunção. Nos documentos acostados aos autos, a Recorrente apresenta diversas vendas em que a razão existente entre as comissões da Recorrente e do Corretor Autônomo (se fosse o caso de se aferir tal razão, já que, como visto, os pagamentos foram independentes, feitos por devedores diversos) era inferior a 50%. Se considerada a razão originalmente presente no Auto de Infração, enquanto a Recorrente contabilizava 50% das comissões, os Corretores Autônomos recebiam valores que variavam de cerca de 3,3% a 18% do total (presumido) das comissões. O fato é que, ainda que fosse aplicada corretamente o critério (sic) de rateio, de modo que o total de receitas contabilizado correspondesse a 100% das comissões, ainda assim não se vislumbraria a razão de 50% entre as supostas comissões dos Corretores Autônomos e da Recorrente, pois, como evidenciam os documentos trazidos aos autos, essa razão não passou dos 35%, chegando a ser de 7,43% em um dos casos. Somese a isso, ainda, o fato de que a prática de mercado não consiste em aplicar rigidamente a tabela do CRECIDF, e, por fim, lembrese: estáse, aqui, diante de uma Fl. 421DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS 8 presunção simples, que somente pode ser confirmada se ela é apta a afastar as situações contrárias à presumida; comprovada, como está sendo, a existência de situações diversas da presumida, o procedimento utilizado, como um todo, perde sua legitimidade.” (...) E na p. 57: (iii) a aferição indireta de que se valeu a autoridade fiscal é ilegal, no presente caso, porque: (...) (d) a Recorrente demonstrou, documentalmente, que em diversas ocasiões a razão entre a receita total de comissões presumida pela autoridade fiscal, e a comissão recebida pelos Corretores Autônomos, paga por seus clientes, era bem inferior a 50%, circunstância que se mostra suficiente a ensejar a dúvida razoável que derruba a presunção simples de que se valeu o Auto de Infração; e” (grifos nossos) Já o acórdão hostilizado, quando analisa a base de cálculo, assim dispõe: “A auditoria fiscal tomou por base a tabela de honorários extraída do sítio do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 8ª Região CRECI – DF, segundo a qual a divisão de comissão entre corretores e/ou empresa imobiliária ocorreria na razão de 50% para cada parte e que constituiria infração grave ao código de ética instituído pela Lei Federal n° 6.530, de 12/05/1978 o pagamento de valor inferior. A recorrente ainda mantendo seu argumento de que os corretores de imóveis estariam efetuando corretagem de compra, ou seja, prestando serviços aos compradores de imóveis, alega a impropriedade da utilização da tabela de honorários. A meu ver, tendo os corretores de imóveis prestado serviços efetivamente à recorrente, configurase a situação considerada pela auditoria fiscal, qual seja, empresa procedendo à venda de imóveis por meio de corretores a ela vinculados, razão pela qual a comissão deveria ser rateada em partes iguais. Se a recorrente utilizou o expediente de transferir o ônus do pagamento das comissões para os compradores, não efetuou qualquer registro contábil destas e tampouco apresentou documentos que comprovassem que as comissões dos corretores seriam diferenciadas das suas, não pode querer desqualificar o método utilizado pela auditoria fiscal. Tal expediente também impediu que a auditoria fiscal verificasse quais os segurados estiveram a serviço da recorrente, suas remunerações, bem como aplicasse o limite do salário de contribuição previsto na legislação. Embora a recorrente questione o fato de a auditoria fiscal não haver observado o limite máximo do salário de contribuição previsto no art. 28, § 5º da Lei nº 8.212/1991 e de haverse furtado de individualizar os segurados contribuintes individuais, tal fato ocorreu unicamente em razão da conduta irregular da recorrente e da sua negativa em apresentar a totalidade dos documentos e informações solicitadas. Fl. 422DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS Processo nº 10166.720582/201095 Acórdão n.º 2402004.176 S2C4T2 Fl. 2.696 9 Assim, não acolho a alegação.” (grifos nossos) Considerando os trechos transcritos, vejo no acórdão indigitado a presença de omissão e contradição: Omissão na medida em que se abstém de analisar as alegações do Recurso Voluntário de que as comissões dos corretores considerados como contribuintes individuais eram percentualmente inferiores a 50%; Contradição quando declara a inexistência de apresentação pelo Contribuinte de documentos que comprovem que as comissões dos corretores seriam diferenciadas das suas, o que vai de encontro com os documentos constantes nas fls. XX dos autos. Sistemática de incidência da aferição indireta O arbitramento não é uma caixa vazia cujo conteúdo a autoridade pode preencher discricionariamente. Esse método de aferição pressupõe a observação de provas robustamente indiciárias da materialidade dos fatos imponíveis.Sua aplicação demanda derivação próxima da prova ao fato. Percebese que a presunção tem como elemento nuclear a probabilidade. Probabilidade da ocorrência de determinado fato que se busca admitir como certo, a partir de outro fato sabidamente certo. O nexo entre fato certo e presumido assentase na observação da reiteração de idêntico fenômeno sempre que o fato ou os fatos certos sejam verificados no mundo fenomênico. O risco de falha reside justamente no ponto em que, por maior que seja a probabilidade do sucesso de determinado fato, resiste ainda a probabilidade mínima de sua inexistência, ponto em que reside a perversidade de sua aplicação para fins fiscais. Isso não significa que o arbitramento não seja juridicamente autorizado, uma vez que positivado, mas sim enfatizar a necessidade de cautela na aplicação, bem como justificar imperativamente que no lançamento, toda presunção é relativa, não havendo espaço para realidades jurídicas absolutas quando introduzidas pelo método presuntivo1. Considerando a presunção como construção lógica do raciocínio a partir da observação da reiteração da manifestação de fatos em decorrências de outros fatos, podemos construir um arquétipo da fenomenologia da presunção na aferição indireta tributária: O aplicador (agente investido para realização do ato administrativo) encontra obstaculação na identificação de subsídio necessário à instrução do lançamento (omissão de informação ou resistência do contribuinte) gerando a impossibilidade de identificação do fato imponível; Incide a norma autorizadora da aferição indireta; para preencher a lacuna, o agente busca outros fatos conhecidos que conduzam à conclusão da ocorrência do fato 1 CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário. 26. ed. São Paulo: Malheiros, 2010. p. 446. Fl. 423DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS 10 presumido. Essa conclusão baseiase: a) na correlação lógica entre os fatos; e b) na observação fenomênica da reiteração de relações semelhantes; Identificados os fatos conhecidos, estes constituem prova indireta2, indício robustamente provável da ocorrência do fato imponível; a incidência da norma de presunção transforma o incerto fato presuntivo em fato jurídico, instaurando a relação jurídica tributária. Os fatos de suporte devem necessariamente ser aqueles que se relacionem com o fato presuntivo por processos de inferência e de observação. É necessária a comprovação pelo agente fiscal de que no mundo em que vivemos os fatos conhecidos de que se dispõe (fatos presuntivos) habitualmente, reiteradamente, acarretam a ocorrência do fato desconhecido (fato presumido). É necessária, portanto, a conjugação de três elementos: a) a comprovação do fato presuntivo; b) a demonstração do nexo lógico fato presuntivo/fato resumido; e c) a comprovação da reiteração do fenômeno fato presuntivo/fato presumido. Outrossim, mesmo caminhando a fiscalização no perímetro normativamente autorizado, persiste o risco da subsistência da distorção. Assim também a mínima probabilidade de resultado diverso da conduta esperada é passível de concretização. De acordo com Roque Antonio Carrazza: “Indício, como genialmente percebeu Shakespeare, na famosa peça O mercador de Veneza, “só conduz às portas da verdade”. Nunca – permitimo nos acrescentar –à certeza da verdade. Por isso, é próprio do indício não concluir certamente, mas apenas inferir, conjecturar. Ele sempre deixa no ar um clima de incerteza.”3 A única maneira de corrigir essa distorção, para fins tributários, é reconhecer a natureza relativa da presunção: “A presunção é um elemento importantíssimo na dialética jurídica, pois torna verdadeiros fatos apenas possíveis, dando maior segurança às relações entre as pessoas (intersubjetivas). Fruto do raciocínio, pouco importa se obtida por dedução ou indução. (...) As presunções em nosso Direito, derivam da lei 2 Como toda prova. 3CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de direito constitucional tributário. 26. ed. São Paulo: Malheiros, 2010. p. 488. Fl. 424DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS Processo nº 10166.720582/201095 Acórdão n.º 2402004.176 S2C4T2 Fl. 2.697 11 (por isso mesmo, presunções legais) ou do senso comum (presunções hominis. Algumas presunções legais – as iure et de iure ou absolutas – eliminam completamente a prova em contrário, criando, assim, total certeza diante de um determinado fato. Outras – as iuris tantum ou relativas admitem que a parte contrária demonstre a inveracidade daquilo que lhe está sendo irrogado. Têmse por verdadeiras até prova em contrário, comportando, deste modo, dilação probatória.”4 Todo lançamento deve ser pautado pela busca da verdade material. Dessa proposição deriva imperativamente que, uma vez demonstrado que a ficção normativa contrasta com a realidade, deve ser fulminada. De outra maneira, seria configurada a inaceitável hipótese de incidência vazia, ocorrendo o nascimento da obrigação tributária descolado da prática do fato imponível, por desvio de inferência. Da mensuração da base de cálculo No caso em tela, não cuidamos agora de analisar o pressuposto da aplicação do método da aferição indireta, o que foge ao escopo dos embargos declaratórios (em que pese meu entendimento no sentido de que a fiscalização solicitou provas diabólicas documentos e informações impossíveis de serem fornecidos, se considerarmos a sistemática operacional apresentada pelo contribuinte). A presente análise restringese ao critério escolhido pela fiscalização para determinação da base de cálculo, vez que esta é justamente o objeto da aferição. O critério no caso adotado foi a TABELA REFERENCIAL DE COMISSÕES E SERVIÇOS IMOBILIÁRIOS do CRECIDF, aprovada pela AGE de 22/11/1996: DIVISÃO DE COMISSÃO ENTRE CORRETORES DE IMÓVEIS Corretor de Imóveis e/ou empresa imobiliária de vendedor 50% Corretor de Imóveis e/ou empresa imobiliária de comprador 50% Corretor de Imóveis, em regime de coparticipação com empresa imobiliária, na venda de imóveis de terceiros, somadas as comissões de captação e venda 30% Corretores de Imóveis de plantão de incorporação mínima 25% Corretagem de participação entre imobiliárias 50% Referida tabela, conforme própria disposição, é referencial, ou seja, não imperativa, servindo a orientar parâmetros de composição entre as partes tuteladas pelo poder de polícia exercido pelo CRECI, na hipótese de concorrência de dois ou mais agentes na viabilização de determinado negócio. 4 Idem. p. 446. Fl. 425DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS 12 Nada obsta, entretanto, que tais referências não sejam adotadas. Não ignoro posições diversas, como a evidenciadas pelo acórdão recorrido, de que se trata de norma cogente, cujo descumprimento tem consequências sancionatórias. Tais consequências, entretanto, não interessam à incidência tributária, que se restringe à comprovação ou não da ocorrência do fato imponível, e em que medida efetivamente se efetivou, em homenagem ao princípio da verdade material. Os documentos acostados às fls. XX dos autos demonstram claramente que, naquelas hipóteses, o percentual da comissão devido aos corretores autônomos variou de 3,3 a 35% do valor total. Tais fatos, considerando a inexistência de outros elementos trazidos ao procedimento fiscal, deveriam pautar eventual lançamento que considere a ocorrência do fato imponível. A utilização de presunção que fuja a essa sistemática deve ser instruída por um critério suficiente para infirmála. No caso, foi adotada a referida tabela. Ocorre que da simples leitura observase que os percentuais de divisão dos honorários podem ser de 25, 30 ou 50% do valor da comissão, de acordo com a atividade de intermediação imobiliária realizada. De acordo com o relatório fiscal, uma das razões que levaram ao convencimento pela realização da hipótese tributária foi a realização de plantões pelos corretores de imóveis, a que se referencia a alíquota de 25%. A fiscalização, que dispunha da informação de que os percentuais foram efetivamente praticados em valores por vezes inferiores à tabela, optou discricionariamente por utilizar o percentual máximo, sem instruir seu ato de qualquer justificativa que desconsiderasse a informação prestada pelo contribuinte. Não quero com isso dizer que em todos os negócios jurídicos realizados pelo contribuinte os corretores autônomos receberam 3,3% do valor das comissões pagas. Mas é fato que não existe motivação alguma no relatório fiscal que sustente a aplicação do percentual de 50%. Cuido aqui da motivação intrínseca do instituto da aferição indireta, aquela que subsidia a decisão do agente fiscal pela adoção do critério mensurador da base de cálculo imponível. Entender o contrário é o mesmo que sujeitar o contribuinte à discricionariedade do agente para arbitrar, independente de qualquer fato concreto, o que evidentemente não conforma ao direito. Por essas razões não vejo como permitir a manutenção do crédito tributário. Conclusão Diante do exposto, voto por CONHECER os embargos declaratórios, para a eles DAR PROVIMENTO para anular o crédito tributário por vício material. Thiago Taborda Simões Fl. 426DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS Processo nº 10166.720582/201095 Acórdão n.º 2402004.176 S2C4T2 Fl. 2.698 13 Declaração de Voto Luciana de Souza Espíndola Reis LPS BRASÍLIA CONSULTORIA DE IMÓVEIS LTDA apresenta embargos de declaração em face do acórdão n° 2402003.191 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária, no qual, após relatar os fatos, argui que o referido acórdão padece de vício de omissão em relação ao ponto que será abordado após as considerações preambulares que passo a expender. Acompanho o relator em sua premissa de que os embargos de declaração representam uma via estreita, não se prestando para a modificação da decisão embargada, exceto para sanar eventual omissão, contradição ou obscuridade. Também o acompanho em suas referências doutrinárias e jurisprudenciais das quais se depreende que o órgão julgador não está obrigado a responder todas as alegações dos interessados, nem se obriga a aterse aos fundamentos por eles indicados e, tampouco, a responder pormenorizadamente a todos os seus argumentos, por mais importantes que lhes pareçam, bastando a explicitação dos motivos norteadores do convencimento, pertinentes ao núcleo da lide e suficientes para seu deslinde. Quanto ao acórdão embargado, na parte pertinente aos embargos ora examinados, verifico que não foi dado provimento ao recurso voluntário e que foi mantida a exigência de penalidade pecuniária por ter, a empresa, apresentado folhas de pagamento e contabilidade com informações incorretas relativas à remuneração dos corretores de imóveis que lhe prestaram serviços. Passo ao exame da omissão arguida. OMISSÃO QUANTO À INADMISSIBILIDADE DA PRESUNÇÃO SIMPLES Alega a embargante que não foi objeto de análise no acórdão embargado o argumento no sentido de que o direito tributário não admite que presunção simples sustente a existência do fato gerador, pois ela acarreta a inversão do ônus da prova. Transcreve trecho do recurso que considera pertinente: As presunções simples, contudo, não são admitidas no Direito Tributário. Também, pudera, no âmbito da atividade administrativa plenamente vinculada, tal qual o lançamento tributário, não haveria de se considerar procedentes acusações baseadas no inconformismo, no desconforto psíquico ou na incontinência emocional de quem aplica a norma. Admitir a procedência do lançamento baseado em presunção simples implicaria a ilegal inversão do ônus da prova, o que, em absoluto, não se mostra apropriado. Em sede jurisprudencial, a inadmissibilidade da presunção simples foi consagrada segundo a seguinte fórmula: se a Fl. 427DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS 14 autoridade fiscal presumir algo, mas não trouxer aos autos elementos que excluam qualquer possibilidade diversa da presumida, o fato presumido há de ser reputado inexistente. Para deslinde da presente argüição, há de se trazer os seguintes excertos do voto da relatora, nas 7ª e 13ª laudas do acórdão embargado: Observase a conexão existente entre as autuações correspondente às obrigações principais objeto dos processos 10166.720564/201011 e 10166.720565/201058 e a presente autuação, isto porque só há que prevalecer a obrigação acessória se reconhecida a existência dos fatos geradores que levaram ao lançamento correspondente à obrigação principal. Asseverese que os citados processos também foram objeto de recurso a este Conselho, cujo julgamento resultou nos Acórdãos nº 2402003.188 e 2402003.189 que deram provimento parcial ao recurso apenas para que reconhecer que a multa aplicada não deveria ser a multa de ofício de 75% prevista no art. 44, inciso I, da Lei nº 9.430/1996, mas aquela vigente à época dos fatos geradores prevista no art. 35 da Lei nº 8.212/1991, na redação então vigente. Notase que no mérito a autuação foi mantida em sua integralidade (...) .............................. Como se vê, a autuação deve prevalecer, quer seja pela situação ocorrida na competência 01/2008, não contestada pela recorrente, quer seja pela situação ocorrida nas competências 02 e 03/2008. Observase que a ratio decidendi do acórdão embargado foi a manutenção da obrigação principal discutida nos processos mencionados, distintos do presente processo, que cuida da penalidade por descumprimento da obrigação acessória. Por esse motivo, não há como ser acolhida, nos presentes autos, alegação de omissão que diga respeito à obrigação principal. Assim, voto no sentido de rejeitar os embargos opostos. Luciana de Souza Espíndola Reis Fl. 428DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 11/09/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, As sinado digitalmente em 17/10/2014 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 13974.000299/2003-98
Data da sessão: Mon May 04 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 2804-000.003
Decisão: RESOLVEM os Membros da 4ª Turma Especial da 2ª Seção do CARF, por
unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MAGDA COTTA CARDOZO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200905
numero_processo_s : 13974.000299/2003-98
conteudo_id_s : 6424932
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 16 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2804-000.003
nome_arquivo_s : 280400003_13974000299200398_200905.pdf
nome_relator_s : MAGDA COTTA CARDOZO
nome_arquivo_pdf_s : 13974000299200398_6424932.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da 4ª Turma Especial da 2ª Seção do CARF, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Mon May 04 00:00:00 UTC 2009
id : 5019832
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-04-20T19:13:20Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-11-08T15:36:00Z; Last-Modified: 2015-04-20T19:13:20Z; dcterms:modified: 2015-04-20T19:13:20Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; xmpMM:DocumentID: uuid:81ff2d01-8f23-495b-a18d-af7dc8a644ab; Last-Save-Date: 2015-04-20T19:13:20Z; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-04-20T19:13:20Z; meta:save-date: 2015-04-20T19:13:20Z; pdf:encrypted: false; modified: 2015-04-20T19:13:20Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-11-08T15:36:00Z; created: 2013-11-08T15:36:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-11-08T15:36:00Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-11-08T15:36:00Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714076607882199040
score : 1.0
