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Numero do processo: 13603.001178/2005-43
Data da sessão: Fri May 22 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri May 22 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2001, 2002
ITR. RESERVA LEGAL.
Estando a reserva legal registrada à margem da matrícula do registro dc imóveis, ainda que intempestiva, deve ser excluída da base de cálculo do ITR, sob pena de afronta a dispositivo legal.
PRESERVAÇÃO PERMANENTE.
A obrigação de comprovação da área declarada em DITR como de preservação permanente por meio do ADA, foi facultada pela Lei n°. 10.165/2000, que alterou o art. 17-0 da Lei n°. Lei no 6.938/1981. É apropriada a comprovação da área de preservação permanente por meio de laudo técnico, subsidiado de elementos que demonstrem sua existência.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3101-000.107
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª câmara / 1ª turma ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: Luiz Roberto Domingo
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ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2001, 2002 ITR. RESERVA LEGAL. Estando a reserva legal registrada à margem da matrícula do registro dc imóveis, ainda que intempestiva, deve ser excluída da base de cálculo do ITR, sob pena de afronta a dispositivo legal. PRESERVAÇÃO PERMANENTE. A obrigação de comprovação da área declarada em DITR como de preservação permanente por meio do ADA, foi facultada pela Lei n°. 10.165/2000, que alterou o art. 17-0 da Lei n°. Lei no 6.938/1981. É apropriada a comprovação da área de preservação permanente por meio de laudo técnico, subsidiado de elementos que demonstrem sua existência. Recurso Voluntário Provido
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Numero do processo: 13826.000034/99-19
Data da sessão: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 31/03/1988 a 31/01/1995
Ementa: PIS. RESTITUIÇÃO. PRAZO PARA PEDIDO. TERMO INICIAL. RESOLUÇÃO DO SENADO FEDERAL N. 49, DE 1995.
A decadência do direito de pleitear a compensação/restituição é de 5 (cinco) anos, tendo como termo inicial, na hipótese dos autos, a data da publicação da Resolução do Senado Federal.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/02-02.584
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Antônio Carlos Atulim, Antônio Bezerra Neto e Henrique Pinheiro Torres que deram provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: Josefa Maria Coelho Marques
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ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 31/03/1988 a 31/01/1995 Ementa: PIS. RESTITUIÇÃO. PRAZO PARA PEDIDO. TERMO INICIAL. RESOLUÇÃO DO SENADO FEDERAL N. 49, DE 1995. A decadência do direito de pleitear a compensação/restituição é de 5 (cinco) anos, tendo como termo inicial, na hipótese dos autos, a data da publicação da Resolução do Senado Federal. Recurso especial negado.
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Numero do processo: 11075.002455/2003-63
Data da sessão: Fri Aug 21 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Aug 21 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1999
OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI N°. 9.43ÍT, de 1996 - Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS - VALOR INDIVIDUAL IGUAL OU INFERIOR A R$ 12.000,00 - LIMITE ANUAL DE R$ 80.000,00 - No caso de pessoa física, não são considerados rendimentos omitidos, para os fins da presunção do artigo 42, da Lei n° 9.430, de 1996, os depósitos de valor igual ou inferior a R$ 12.000,00, cuja soma anual não ultrapasse R$ 80.000,00 (§3°, inciso II, da mesma lei, com a redação dada pela Lei n° 9.481, de 1997).
Recurso provido em parte
Numero da decisão: 2202-000.249
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para reduzir a base de cálculo da exigência para o valor de R$ 52.200,00.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Antonio Lopo Martinez
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999 OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI N°. 9.43ÍT, de 1996 - Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. DEPÓSITOS BANCÁRIOS - VALOR INDIVIDUAL IGUAL OU INFERIOR A R$ 12.000,00 - LIMITE ANUAL DE R$ 80.000,00 - No caso de pessoa física, não são considerados rendimentos omitidos, para os fins da presunção do artigo 42, da Lei n° 9.430, de 1996, os depósitos de valor igual ou inferior a R$ 12.000,00, cuja soma anual não ultrapasse R$ 80.000,00 (§3°, inciso II, da mesma lei, com a redação dada pela Lei n° 9.481, de 1997). Recurso provido em parte
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Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 31/12/1997, 31/12/1998
DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 173, I § 4o DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2402-002.685
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Igor Araújo Soares - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes , Igor Araújo Soares, Ewan Teles Aguiar, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Ana Maria Bandeira.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: IGOR ARAUJO SOARES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 31/12/1997, 31/12/1998 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 173, I § 4o DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias. Recurso Voluntário Provido
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SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 173, I § 4o DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Igor Araújo Soares Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes , Igor Araújo Soares, Ewan Teles Aguiar, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Ana Maria Bandeira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 47 9. 00 07 58 /2 00 7- 11 Fl. 179DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 15/12/20 12 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por VER COMERCIO DE VEÍCULOS E PECAS LTDA em face do acórdão fls. 95/109, que manteve a integralidade da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito n. 37.134.3070, lavrada para a cobrança de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à: a)parte Patronal — FPAS b)financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho — GILRAT c)Outras Entidades: (FNDE, INCRA, SENAC, SESC e SEBRAE). O lançamento compreende as competências 13/1997 e 13/1998, tendo sido o contribuinte cientificado em 31/10/2007 (fls. 01) Consta do relatório fiscal que os recolhimentos não foram comprovados pela empresa e não constam do banco de dados do Sistema de Informação de Arrecadação e Débito do INSS – DATAPREV, sendo que os fatos geradores foram apurados em decorrência da análise da folha de pagamentos. Em seu recurso, a recorrente defende que o acórdão não enfrentou todos os tópicos trazidos pela defesa, portanto deve ser anulado e proferido novo acórdão; também que a NFLD incorreu em vício formal ao violar o disposto no art. 37 da Lei 8.212/91 e ofensa do disposto no art. 142 do CTN padecendo, de acordo com a recorrente, de vícios absolutamente insanáveis, ao não calcular o montante do tributo devido, decorrendo a necessidade de novo procedimento fiscalizatório. De acordo com o Código Tributário Nacional – CTN, o prazo decadencial é de cinco anos, e não podendo ser aplicado o previsto na Lei n.° 8.212/91. Afirma que a Administração Pública está obrigada a apreciar alegações de inconstitucionalidade, de acordo com a doutrina trazida. Aduz ser indevida a cobrança de contribuição destinada a FUNRURAL/INCRA, pois a recorrente é empresa vinculada à Previdência Urbana. Tal contribuição só poderia ser exigida até o advento da Lei n. 8.212/91, motivo pelo qual deve ser reconhecida como indevida sua cobrança e também excluída do levantamento realizado. Indicou ser descabida a cobrança de contribuições destinadas ao Seguro de Acidente de Trabalho, por ter sido atribuído ao Poder Executivo estipular requisitos à cobrança do mesmo, por meio de Decreto, e por falta de descrição no relatório fiscal. Quanto à taxa de juros com base na taxa SELIC, aduz ser abusiva, fere a previsão constitucional do art. 192, §3°, e não pode ser aplicada para correção de débito previdenciário. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 15/12/20 12 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 14479.000758/200711 Acórdão n.º 2402002.685 S2C4T2 Fl. 171 3 No tocante à multa, deverá ser aplicado o art. 106, II, "c", do CTN, que prevê cominação de penalidade menos severa que a vigente ao tempo da prática da infração. Traz à colação manifestações doutrinárias acerca do processo administrativo fiscal e afirma que a fiscalização não analisou todos os documentos retidos. Sendo necessária a realização de novo procedimento de fiscalização para apurar a efetiva regularidade da situação da Impugnante quanto ao recolhimento das contribuições previdenciárias e quaisquer infrações praticadas. Trouxe em seu recurso ensinamentos de Doutrinadores acerca de Atos Administrativos (competência, forma, finalidade, motivo e objeto), porém demonstrou os vícios determinantes da nulidade dos atos praticados pelo agente fiscalizador no quesitos finalidade, motivo e objeto, foram eles: a)quanto à finalidade, indica o auto de infração como nulo pois caracterizou desvio de poder, conforme doutrina apontada. b)quanto ao motivo, apontou incoerência com a legislação e jurisprudência vigentes, nas matérias administrativa e judicial. c)quanto ao objeto, considerou nulo por ter sido considerada uma disposição jurídica ilícita, pois o ato deve ser lícito, moral, e juridicamente possível. O fato de não ter a auditora indicado as bases de cálculo utilizadas para o lançamento tributário, segundo a recorrente, impossibilitou o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, ofendendo, ainda, o devido processo legal inerente aos atos administrativos. Dissertou ainda sobre a violação dos princípios do devido processo legal, da legalidade e da segurança jurídica, respectivamente: “(...)a ofender o devido processo legal ao qual subordinase o processo administrativo, . considerandose a impossibilidade de constatação de quais os elementos a ensejarem tão absurdos números nos lançamentos ora impugnados, razões por deveras suficiente, à que sejam, por inteiro, fustigados os atos praticados, promovendose nova ação fiscal, que habilmente constitua eventual débito existente junto ao Fisco Previdenciário.” (fls. 77) “Pois bem, no caso vertente temse que a D. Fiscalização, conforme será demonstrado, majorou arbitrariamente a base de cálculo das contribuições em questão, representando, pois, a presente NFLD uma total afronta ao princípio da legalidade.”(fls. 80) “(...)devese observar que a D. Administração Pública não apenas pretendeu ampliar a base de cálculo expressamente prevista em lei para as contribuições ora tratadas, como também, ao lavrar a presente NFLD, desconsiderou diversos valores efetivamente recolhidos pela ora Impugnante.” (fls. 83) interpretado pela recorrente como a tentativa da Administração Pública tomar o papel do legislador, o que inibe o princípio da segurança jurídica de ter os seus direitos devidamente resguardados. Requer, por fim, seja anulada a NFLD por ocorrência de decadência e por esta não respeitar o ordenamento jurídico vigente, e protesta pela juntada de novos documentos e/ou aditamento da defesa para comprovação de suas alegações. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 15/12/20 12 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, vieram os autos a este Eng. Conselho. É o relatório. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 15/12/20 12 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 14479.000758/200711 Acórdão n.º 2402002.685 S2C4T2 Fl. 172 5 Voto Conselheiro Igor Araújo Soares, Relator CONHECIMENTO. Tempestivo o recurso, dele conheço. PRELIMINARMENTE Quanto ao pedido para o reconhecimento da decadência, há se de considerar que Supremo Tribunal Federal, ao julgar os Recursos Extraordinários nº 556664, 559882, 559943 e 560626, quando, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei n. 8212/91, foi determinada a edição da Súmula Vinculante nº 08 a respeito do tema, cujo teor é o seguinte: Súmula Vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” Logo, conforme se depreende do art. 103A, caput, da Constituição Federal que foi inserido pela Emenda Constitucional nº 45/2004 (teor transcrito a seguir), o enunciado das Súmulas Vinculantes editadas e aprovadas pelo Eg. STF devem obrigatoriamente ser observados pelos órgãos da administração pública direta e indireta, como é o caso do CARF, confirase: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (g.n.) Em assim sendo, resta patente a necessidade de que para a contagem do prazo decadencial, em se tratando de lançamento por homologação, deverão ser aplicadas as regras dispostas pelo Código Tributário Nacional, seja a do art. 150, §4º, seja a do art. 173, I, cuja aplicação deverá ser verificada caso a caso, conforme tenha ou não havido antecipação, mesmo que parcial, do pagamento do tributo ou contribuição devida. No caso de ter havido antecipação, mesmo que parcial, deverá ser aplicado, para fins de contagem, o art. 150, §4º do CTN e quando não houve qualquer antecipação, deverá ser aplicado o art. 173, I. Tal orientação acerca da aplicação das regras de contagem do prazo decadencial, já fora inclusive objeto de análise e confirmação pelo Eg. Superior Tribunal de Fl. 183DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 15/12/20 12 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Justiça, quando do julgamento do RESP 973.733, julgado em 12/08/2009 , que se deu sobre o rito dos recursos repetitivos, com fundamento no art. 543B do Código de Processo Civil Brasileiro. Ao analisar o presente caso, verificase por qualquer das regras aplicáveis, o lançamento está totalmente decadente. Ante todo o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para declarar extinto o crédito tributário. É como voto. Igor Araújo Soares Fl. 184DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 15/12/20 12 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 10980.011276/2004-12
Data da sessão: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Nov 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 1999
IRPF - MAGISTRADO - RESOLUÇÃO N° 245 DO STF - PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - DECADÊNCIA.
Por força do artigo 62-A do RICARF, este Colegiado deve reproduzir, com relação ao marco inicial do prazo decadencial para os pedidos de restituição de imposto de renda, as decisões proferidas pelo Egrégio STJ nos autos do REsp n° 1.002.932/SP e pelo Egrégio STF nos autos do RE n° 566.621/RS, ou seja, ... para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN..
O pedido de restituição em apreço foi protocolado em 27/12/2004, relativamente a imposto de renda retido na fonte em 06/12/1999.
Portanto, a decadência não atingiu o direito pleiteado pelo contribuinte.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.462
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, com retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem para apreciação das demais questões.
.
(Assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
Gonçalo Bonet Allage Relator
EDITADO EM: 19/11/2012
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Júnior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: GONCALO BONET ALLAGE
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Por força do artigo 62A do RICARF, este Colegiado deve reproduzir, com relação ao marco inicial do prazo decadencial para os pedidos de restituição de imposto de renda, as decisões proferidas pelo Egrégio STJ nos autos do REsp n° 1.002.932/SP e pelo Egrégio STF nos autos do RE n° 566.621/RS, ou seja, “... para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN.”. O pedido de restituição em apreço foi protocolado em 27/12/2004, relativamente a imposto de renda retido na fonte em 06/12/1999. Portanto, a decadência não atingiu o direito pleiteado pelo contribuinte. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, com retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem para apreciação das demais questões. . AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 12 76 /2 00 4- 12 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.011276/200412 Acórdão n.º 9202002.462 CSRFT2 Fl. 129 2 (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres – Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Gonçalo Bonet Allage – Relator EDITADO EM: 19/11/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Júnior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Em 27/12/2004, Voldir Franco de Oliveira, CPF n° 003.104.41900, protocolou o pedido de restituição de fls. 0106, sob o fundamento de que a resolução n° 245, de 12 de dezembro de 2002, do Supremo Tribunal Federal considerou de natureza indenizatória os reajustes concedidos ou incorporados à remuneração dos magistrados, a contar de janeiro de 1998 até a edição da Lei n° 10.474/2002. Desta forma, ao recalcular o imposto de renda sobre a gratificação de natal, nos anos de 1999/2000, verificase uma retenção a maior, objeto do presente pedido de restituição. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Curitiba e a 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (PR) indeferiram a pretensão do contribuinte em razão da decadência (fls. 0708 e 2730, respectivamente). Por sua vez, a Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, apreciando o recurso voluntário interposto pelo interessado, proferiu o acórdão n° 10248.629, que se encontra às fls. 5359, cuja ementa é a seguinte: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Anocalendário: 1999 Ementa: IRPF — RESTITUIÇÃO — TERMO INICIAL — ISENÇÃO VERBAS INDENIZATÓRIAS O prazo para interposição do pleito contase a partir do ato que reconheceu a natureza indenizatória da verba recebida. Recurso provido. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.011276/200412 Acórdão n.º 9202002.462 CSRFT2 Fl. 130 3 A decisão recorrida, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso para afastar a decadência do direito de pedir do contribuinte e determinar o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento de origem para apreciação das demais questões. Intimada do acórdão em 13/02/2008 (fls. 60), a Fazenda Nacional interpôs, com fundamento no artigo 7°, inciso II, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria n° 147/2007, recurso especial às fls. 6976, acompanhado dos documentos de fls. 77102, cujas razões podem ser assim sintetizadas: a) Insurgese a Fazenda Nacional contra o r. acórdão unânime proferido pela e. Camara a quo, que deu provimento ao recurso voluntário, para afastar a decadência do pedido de restituição; b) Tratase de pedido de restituição, protocolado em 27/12/2004, de imposto de renda retido na fonte em 06/12/1999, incidente sobre 13° salário, em decorrência da Lei n.° 10.474/2002 e da Resolução do Supremo Tribunal Federal de n.° 245, datada de 12/12/2002. O requerimento foi negado sob o fundamento de que sua apresentação se deu após o decurso do prazo de cinco anos, contados a partir da data da extinção do crédito tributário, conforme disposto pelo art. 168 c/c art. 165 do CTN; c) Ocorre que a e. Câmara a quo deu provimento ao pedido de restituição, argumentando que o prazo para a apresentação do requerimento se iniciaria na data da publicação da Resolução n° 245/STF e não na data do pagamento do tributo; d) Merece reforma o r. acórdão; e) Em relação ao prazo decadencial para o pedido de restituição, a decisão proferida pela e. Câmara a quo está em divergência com o acórdão n° 302 35.782; f) Há clara divergência jurisprudencial, eis que o acórdão recorrido considerou como dies a quo para a contagem do prazo decadencial relativo ao pedido de restituição data diversa daquela em que se deu a extinção do crédito tributário (publicação Da Resolução n° 245, do STF); g) Por outro lado, no r. acórdão paradigma, firmouse entendimento segundo o qual o dies a quo tem início com a extinção do crédito tributário, e não com a publicação de ato normativo ou prolação de decisão judicial; h) A Segunda Câmara do 3° Conselho de Contribuintes julgou que o reconhecimento da inconstitucionalidade da exação (naquele caso, a edição da MP 1.110/95) não significaria determinação para restituição ou compensação tributária, mas, apenas, ordem de não constituição do crédito tributário; i) Assim, o prazo para a apresentação do pedido de restituição ou de compensação do tributo indevidamente pago, porque a lei que o teria instituído seria inconstitucional, extinguirseia após cinco anos, contados da Fl. 3DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.011276/200412 Acórdão n.º 9202002.462 CSRFT2 Fl. 131 4 data do pagamento, e não de prolação de decisão judicial ou de publicação de ato normativo relacionado; j) O prazo para a devolução de indébito tributário é disposto pelo art. 168 c/c art. 165 do CTN. O contribuinte possui cinco anos para requerer a devolução, contados da data da extinção do crédito tributário, no caso, o recolhimento; k) Os fundamentos aduzidos pelo r. acórdão recorrido foram exaustivamente refutados no alentado Parecer PGFN/CAT/n.° 1538/99; l) Com base neste Parecer, foi editado pela Secretaria da Receita Federal o Ato Declaratório n.° 096, de 26 de novembro de 1999, o qual é expresso ao dispor que o direito a restituição do tributo pago indevidamente extinguese após o transcurso do prazo de cinco anos, contado da data da extinção do crédito tributário; m) Portanto, extinto o tributo pelo pagamento, ainda que indevido, cabe ao sujeito passivo requerer a sua restituição no prazo de cinco anos, contados da data do pagamento indevido , consoante disposto no art. 168 c/c art. 165 do CTN. independentemente de a suposta ilegitimidade da cobrança do tributo ser ou não reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal; n) Requer seja dado provimento ao presente recurso, para que seja mantida integralmente a r. decisão de primeira instância, declarandose decadente o pedido de restituição feito fora do prazo legal estabelecido no art. 168 do CTN. Admitido o recurso através do despacho n° 236 (fls. 103104), o contribuinte foi intimado e apresentou contrarrazões às fls. 108113, onde defendeu, fundamentalmente, a necessidade de manutenção da decisão recorrida. É o Relatório. Voto Conselheiro Gonçalo Bonet Allage, Relator O Recurso Especial da Fazenda Nacional cumpre os pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido. Reitero que o acórdão proferido pela Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, afastou a decadência do direito do contribuinte de pedir a restituição do imposto de renda incidente sobre 13° salário, em decorrência da Lei n° 10.474/2002 e da Resolução do STF n° 245/2002, tendo determinado o retorno dos autos à DRJ de origem para apreciação das demais questões. Portanto, a questão que reclama solução reside em saber se o interessado decaiu ou não do direito de requerer a restituição do imposto de renda retido na fonte no ano calendário 1999 (06/12/1999, fls. 06), considerando que tal pleito foi protocolado em 27/12/2004. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.011276/200412 Acórdão n.º 9202002.462 CSRFT2 Fl. 132 5 Pois bem, o imposto de renda pessoa física é tributo sujeito ao regime do lançamento por homologação, na medida em que cabe ao contribuinte verificar a ocorrência do fato gerador, determinar a matéria tributável, identificar o sujeito passivo, calcular e recolher o tributo devido, independentemente de qualquer iniciativa da autoridade administrativa, que apenas homologará, expressa ou tacitamente, a atividade exercida pelo obrigado. A regra geral relativa ao prazo decadencial para pedido de restituição de indébito tributário resulta da interpretação dos artigos 165, inciso I e 168, inciso I, ambos do Código Tributário Nacional – CTN, os quais estão assim dispostos: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4° do art. 162, nos seguintes casos: I – cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I – nas hipóteses dos incisos I e II do art. 165, da data da extinção do crédito tributário. Da conjugação desses dispositivos legais concluise que, como regra, o contribuinte tem 5 (cinco) anos, a contar da extinção do crédito tributário, para requerer a restituição de exação indevidamente recolhida. No entanto, por força do que determina o artigo 62A do Regimento Interno do CARF, não posso deixar de reproduzir aqui o julgamento proferido pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça – STJ nos autos do REsp n° 1.002.932/SP, cuja ementa tem o seguinte teor: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. AUXÍLIO CONDUÇÃO. IMPOSTO DE RENDA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. PAGAMENTO INDEVIDO. ARTIGO 4º, DA LC 118/2005. DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO RETROATIVA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE DIFUSO. CORTE ESPECIAL. RESERVA DE PLENÁRIO. 1. O princípio da irretroatividade impõe a aplicação da LC 118, de 9 de fevereiro de 2005, aos pagamentos indevidos realizados após a sua vigência e não às ações propostas posteriormente ao referido diploma legal, posto norma referente à extinção da obrigação e não ao aspecto processual da ação correspectiva. 2. O advento da LC 118/05 e suas conseqüências sobre a prescrição, do ponto de vista prático, implica dever a mesma ser contada da seguinte forma: relativamente aos pagamentos efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o prazo para a repetição do indébito é de cinco a contar da data Fl. 5DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.011276/200412 Acórdão n.º 9202002.462 CSRFT2 Fl. 133 6 do pagamento; e relativamente aos pagamentos anteriores, a prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior, limitada, porém, ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da lei nova. 3. Isto porque a Corte Especial declarou a inconstitucionalidade da expressão "observado, quanto ao art. 3º, o disposto no art. 106, I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional", constante do artigo 4º, segunda parte, da Lei Complementar 118/2005 (AI nos ERESP 644736/PE, Relator Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 06.06.2007). 4. Deveras, a norma inserta no artigo 3º, da lei complementar em tela, indubitavelmente, cria direito novo, não configurando lei meramente interpretativa, cuja retroação é permitida, consoante apregoa doutrina abalizada: [...] 5. Consectariamente, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a cognominada tese dos cinco mais cinco, desde que, na data da vigência da novel lei complementar, sobejem, no máximo, cinco anos da contagem do lapso temporal (regra que se coaduna com o disposto no artigo 2.028, do Código Civil de 2002, segundo o qual: "Serão os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada." ). 6. Desta sorte, ocorrido o pagamento antecipado do tributo após a vigência da aludida norma jurídica, o dies a quo do prazo prescricional para a repetição/compensação é a data do recolhimento indevido. 7. In casu, insurgese o recorrente contra a prescrição qüinqüenal determinada pelo Tribunal a quo, pleiteando a reforma da decisão para que seja determinada a prescrição decenal, sendo certo que não houve menção, nas instância ordinárias, acerca da data em que se efetivaram os recolhimentos indevidos, mercê de a propositura da ação ter ocorrido em 27.11.2002, razão pela qual forçoso concluir que os recolhimentos indevidos ocorreram antes do advento da LC 118/2005, por isso que a tese aplicável é a que considera os 5 anos de decadência da homologação para a constituição do crédito tributário acrescidos de mais 5 anos referentes à prescrição da ação. 8. Impende salientar que, conquanto as instâncias ordinárias não tenham mencionado expressamente as datas em que ocorreram os pagamentos indevidos, é certo que os mesmos foram efetuados sob a égide da LC 70/91, uma vez que a Lei 9.430/96, vigente a partir de 31/03/1997, revogou a isenção concedida pelo art. 6º, II, da referida lei complementar às Fl. 6DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.011276/200412 Acórdão n.º 9202002.462 CSRFT2 Fl. 134 7 sociedades civis de prestação de serviços, tornando legítimo o pagamento da COFINS. 9. Recurso especial provido, nos termos da fundamentação expendida. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008. (STJ, Primeira Seção, REsp n° 1.002.932/SP, Relator Ministro Luiz Fux, DJE de 18/12/2009) Portanto, de acordo com a decisão proferida pelo Egrégio STJ pelo rito do artigo 543C do Código de Processo Civil CPC, o prazo para requerer a restituição de indébito de tributo sujeito ao lançamento por homologação, com o advento da Lei Complementar n° 118, de 09/06/2005, contase da seguinte forma: 1) Recolhimentos efetuados antes de 09/06/2005 – Prazo de dez anos (tese dos cinco + cinco) a contar do fato gerador, limitado ao período máximo de cinco anos a contados da vigência da lei nova; 2) Recolhimentos realizados após 09/06/2005 – Prazo de cinco anos a contar da data do pagamento indevido. Este posicionamento restou corroborado pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal, que no julgamento do Recurso Extraordinário n° 566.621/RS, seguindo a sistemática do 543B do CPC, proferiu acórdão cuja ementa assim dispõe: DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005. DESCABIMENTO .VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA . NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS. APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. Fl. 7DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.011276/200412 Acórdão n.º 9202002.462 CSRFT2 Fl. 135 8 A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. (STF, Pleno, RE n° 566.621/RS, Relatora Ministra Ellen Gracie, DJE de 11/10/2011) Tal decisão transitou em julgado em 17/11/2011. Por força do Regimento Interno do CARF, a matéria não comporta maiores digressões, sendo necessário reproduzir aqui o entendimento adotado pelos Egrégios STJ e STF. O pedido de restituição em apreço foi protocolado em 27/12/2004 (ou seja, antes do advento da Lei Complementar n° 118/2005), relativamente a imposto de renda retido na fonte sobre 13° salário em 06/12/1999. Assim, aplicase ao caso a tese dos cinco + cinco, de modo que a decadência não atingiu o direito pleiteado pelo contribuinte. Dessa forma, o acórdão recorrido deve ser confirmado, ainda que por outros fundamentos. Fl. 8DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.011276/200412 Acórdão n.º 9202002.462 CSRFT2 Fl. 136 9 Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, ressaltando que os autos devem retornar para a Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem para apreciação das demais questões. (Assinado digitalmente) Gonçalo Bonet Allage Fl. 9DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE
score : 1.0
Numero do processo: 11075.002484/99-41
Turma: Terceira Turma Superior
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 31/01/1991 a 31/07/1994, 28/02/1995 a 31/03/1995,31/05/1995 a 31/12/1995
NULIDADE DO LANÇAMENTO
Incabível reconhecer nulidade do lançamento quando estão presentes todos os requisitos legais previstos para seu efeito.
Recurso Especial do Contribuinte Negado.
Numero da decisão: 9303-000.539
Decisão: 11075.002484/9941
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Judith Do Amaral Marcondes Armando
1.0 = *:*
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score : 1.0
Numero do processo: 13888.000109/99-37
Data da sessão: Mon May 05 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon May 05 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÕES PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/07/1989 a 31/10/1995
PIS. DECADÊNCIA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. RESOLUÇÃO Nº
49 DO SENADO FEDERAL.
A decadência do direito de pleitear a compensação/restituição tem como prazo inicial, na hipótese dos autos, a data da publicação da Resolução do Senado que retira a eficácia da lei declarada inconstitucional (Resolução do Senado Federal nº 49, de 09/10/95, publicada em 10/10/95). Assim, a partir de tal data, conta-se 05 (cinco) anos até a data do protocolo do pedido (termo final)
Recurso especial negado
Numero da decisão: CSRF/02-03.031
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho que deu provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: Leonardo Siade Manzan
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/1989 a 31/10/1995 PIS. DECADÊNCIA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. RESOLUÇÃO Nº 49 DO SENADO FEDERAL. A decadência do direito de pleitear a compensação/restituição tem como prazo inicial, na hipótese dos autos, a data da publicação da Resolução do Senado que retira a eficácia da lei declarada inconstitucional (Resolução do Senado Federal nº 49, de 09/10/95, publicada em 10/10/95). Assim, a partir de tal data, conta-se 05 (cinco) anos até a data do protocolo do pedido (termo final) Recurso especial negado
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Numero do processo: 10880.005631/2001-08
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1999
LANÇAMENTO. NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA.
Não procedem as argüições de nulidade do lançamento quando não se vislumbra nos autos qualquer uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO CONTRÁRIA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CANCELAMENTO.
Quando do confronto das informações prestadas pelo contribuinte e pela fonte pagadora restar constatado elemento de prova que descaracterize a omissão de rendimentos, cabível o cancelamento do correspondente crédito tributário.
Preliminar Rejeitada.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.731
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Antonio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1999 LANÇAMENTO. NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as argüições de nulidade do lançamento quando não se vislumbra nos autos qualquer uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO CONTRÁRIA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CANCELAMENTO. Quando do confronto das informações prestadas pelo contribuinte e pela fonte pagadora restar constatado elemento de prova que descaracterize a omissão de rendimentos, cabível o cancelamento do correspondente crédito tributário. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Provido.
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NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as argüições de nulidade do lançamento quando não se vislumbra nos autos qualquer uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO CONTRÁRIA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CANCELAMENTO. Quando do confronto das informações prestadas pelo contribuinte e pela fonte pagadora restar constatado elemento de prova que descaracterize a omissão de rendimentos, cabível o cancelamento do correspondente crédito tributário. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 00 56 31 /2 00 1- 08 Fl. 265DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/10/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10880.005631/200108 Acórdão n.º 2801002.731 S2TE01 Fl. 266 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 5ª Turma de Julgamento da DRJ em São Paulo II, SP. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “O contribuinte acima identificado insurgese contra auto de infração que e exige crédito tributário no montante de R$ 77.425,51, referente ao anocalendário 1998, sendo R$ 2.165,69 de imposto, R$ 36.092,38 de imposto de renda suplementar, R$ 27.069,28 e multa de ofício, R$ 12.098,16 referente a juros de mora, fl. 130. O auto de infração incluiu rendimentos de Caixa Econômica Federal no valor e R$ 129.935,93, e Unibanco — União de Bancos no valor de R$ 3.536,58, fl. 133. Inicia protestando pela tempestividade da impugnação e, em seguida, alegou, e síntese, que o imóvel alugado para a Caixa Econômica Federal que gerou os aluguéis objeto o lançamento é tido em copropriedade com outros contribuintes conforme formal de partilha que anexou aos autos. Informa os valores que cada coproprietário recebeu no anocalendário 1998 e respectivo imposto retido na fonte, fls. 07/08. Com relação ao aluguel recebido do Unibanco, concordou com o lançamento. Argumenta que os princípios informadores do processo administrativo fiscal não foram respeitados na medida em que o contribuinte não foi intimado a justificar o rendimento na fase que antecede o lançamento. Insiste não ter ocorrido o fato gerador do imposto sobre a renda nos moldes previstos no art. 43 do CTN. Alega que elaborou corretamente sua declaração, utilizando a faculdade prevista no §1° do art. 7° do RIR/99. Sustenta que é a fonte pagadora a única responsável pela retenção e recolhimento do imposto e que não existe qualquer disposição na lei que permita ao Fisco cobrar do proprietário do imóvel o imposto de renda não retido dos alugueres pagos por pessoa jurídica locatária. Protesta pela aplicação de juros de mora, conforme entende determinado pelo CTN, no percentual de 1%, pois a Taxa Selic Fl. 266DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/10/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10880.005631/200108 Acórdão n.º 2801002.731 S2TE01 Fl. 267 3 seria ilegal como juros de mora por ter caráter remuneratório e não meramente moratório. Esta Turma converteu o julgamento em diligência para melhor instruir o processo e esclarecer a divergência de valores entre a impugnação do contribuinte o informado pela Caixa Econômica Federal, fls. 98/99. Em resposta à intimação, a Caixa Econômica Federal confirmou que pagou ao interessado o valor de R$ 129.995,93, fls. 115.” A DRJ em São Paulo II, conforme Acórdão de fls. 141/148, julgou procedente o lançamento sob os fundamentos consubstanciados nas seguintes ementas: PROCEDIMENTOS DE FISCALIZAÇÃO. INAPLICABILIDADE DO CONTRADITÓRIO. A fase de investigação e formalização da exigência, que antecede à fase litigiosa do procedimento, é de natureza inquisitorial, não prosperando argüição de nulidade do auto de infração por não observância do princípio do contraditório. INCLUSÃO DE RENDIMENTOS. PROCEDÊNCIA. Todos os rendimentos tributáveis informados pelas fontes pagadoras devem compor a base 4e cálculo do imposto. RENDIMENTOS DOS BENS COMUNS DO CASAL. TRIBUTAÇÃO DE 50% PARA CADA CÔNJUGE. Na constância da sociedade conjugal, cada cônjuge terá seus rendimentos tributados na proporção de cinqüenta por cento dos produzidos pelos bens comuns. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. LEGALIDADE. Inexistência de ilegalidade na aplicação da taxa Selic devidamente demonstrada no auto de infração, porquanto o Código Tributário Nacional outorga à lei a faculdade de estipular os juros de mora incidentes sobre os créditos não integralmente pagos no vencimento e autoriza a utilização de percentual diverso de 1%, desde que previsto em lei. Regularmente notificado daquele Acórdão em 13/10/2008 (fl. 150), o sujeito passivo, representado por seu procurador (fl. 21), interpôs recurso voluntário de fls. 157/175, em 30/10/2008, no qual repete os argumentos da impugnação Conforme Resolução nº 2801000.042 (fls. 226/230), o julgamento foi convertido em diligência à repartição de origem para que a Caixa Econômica fosse intimada para: 1. apresentar cópia do contrato de locação do imóvel situado na Rua Senador Flaquer nº 185, Município de Santo André, vigente para o ano calendário de 1998; Fl. 267DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/10/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10880.005631/200108 Acórdão n.º 2801002.731 S2TE01 Fl. 268 4 2. informar os rendimentos pagos a título de aluguel a todos os co proprietários do referido imóvel no anocalendário de 1998; 3. esclarecer as divergências existentes entre as informações constantes dos comprovantes de rendimentos de fls. 69/73 e aquelas consignadas na respectiva DIRF apresentada à Receita Federal. Em resposta, foram juntados aos autos o “Relatório Fiscal”, às fls. 262/263, juntamente com a documentação apresenta pela Caixa Econômica Federal, às fls. 238/261. Os autos, então, retornaram ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para prosseguimento. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O contribuinte suscitou preliminar de nulidade do auto de infração, alegando ofensa aos princípios informadores do processo administrativo fiscal, na medida em que ele não foi intimado a justificar os rendimentos na fase que antecede o lançamento. Porém, não há como acolher tal alegação, pois a teor das disposições do art. 59 do Decreto n° 70.235/72, no Processo Administrativo Fiscal da União, as nulidades são aquelas expressamente indicadas no referido dispositivo, quais sejam, os atos praticados por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa, o que não restou provado no caso presente. Qualquer outra irregularidade não implica em nulidade e deve ser sanada quando resultar em prejuízo ao sujeito passivo, o que também resta afastado no presente caso, considerando que o contribuinte teve oportunidade de apresentar todos os elementos de prova tanto na fase impugnatória quanto em sede de recurso. Desta forma, não se caracterizando o cerceamento do direito de defesa nem se verificando a ausência de qualquer requisito formal indispensável, rejeitase a nulidade, quer do auto de infração, quer do procedimento fiscal que lhe deu origem Quanto ao mérito, defende o recorrente que recebeu rendimentos da Caixa Econômica Federal, durante o ano de 1998, no valor de R$ 23.244,06,e não R$129.935,33, consoante consta do Auto de Infração. A decisão recorrida, no que se refere a essa questão, assim se pronunciou: “No caso dos autos, há provas de que o impugnante recebeu rendimentos e não os incluiu na totalidade na declaração de ajuste anual. Ressaltamos que a dúvida que havia quanto ao valor do rendimento foi afastada com o resultado da diligência Fl. 268DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/10/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10880.005631/200108 Acórdão n.º 2801002.731 S2TE01 Fl. 269 5 que apurou que a Caixa Econômica Federal confirmou ter pago ao impugnante o montante de R$ 129.995,93, confirmando o conteúdo do lançamento, fls. 115. (...) No caso em destaque, verificamos, em consulta à declaração do cônjuge do impugnante (não anexada por respeito ao sigilo fiscal), que foram informados rendimentos em valores muito próximos àqueles informados como pagos pela CEF ao impugnante, o que nos indica que cada um dos cônjuge optou por declarar 50% dos rendimentos dos bens comuns, uma vez que, possuindo a mesma proporção do imóvel, recebem a mesma renda de aluguel. Dois elementos, então, foram decisivos para o nosso convencimento da correção do lançamento: a informação prestada pela CEF e o valor de rendimentos declarado pelo cônjuge. Sem dúvida, o primeiro elemento a informação da CEF foi o mais relevante deles, uma vez que afastou a hipótese de erro cometido pela fonte pagadora.” Ocorre que consta dos autos o Contrato de Locação de fls. 61/65, firmado entre a Caixa Econômica Federal e os coproprietários Tema Iantevi, Flora Iantevi, Mara Iantevi Ghelfond, Charles Ghelfond e Miriam Iantevi Soares de Camargo, referente ao prédio comercial situado à situados na Rua Senador Flaquer nº 185, Município de Santo André, com início em 29.08.1997 e término em 28.08.2001, estabelecendo o aluguel mensal de R$ 23.000,00, reajustável anualmente pela variação do IGPM/FGV, ou pela menor periodicidade que vier a ser permitida pela lei. Ademais, conforme cópias de fls. 69/73, a Caixa Econômica Federal emitiu Comprovantes de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte, relativos ao anocalendário de 1998, informando os seguintes rendimentos tributáveis para os referidos coproprietários: · Tema Iantevi – R$ 139.520,04; · Flora Iantevi – R$ 46.515,99; · Miriam Iantevi Soares de Camargo – R$ 46.515,93; · Mara Iantevi Ghelfond, R$ 23.244,06; · Charles Ghelfond –R$ 23.244,06. Conforme Resolução nº 2801000.042 (fls. 226/230), o julgamento foi convertido em diligência à repartição de origem para que a Caixa Econômica fosse intimada para: · apresentar cópia do contrato de locação do imóvel situado na Rua Senador Flaquer nº 185, Município de Santo André, vigente para o anocalendário de 1998; · informar os rendimentos pagos a título de aluguel a todos os co proprietários do referido imóvel no anocalendário de 1998; Fl. 269DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/10/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10880.005631/200108 Acórdão n.º 2801002.731 S2TE01 Fl. 270 6 · esclarecer as divergências existentes entre as informações constantes dos comprovantes de rendimentos de fls. 69/73 e aquelas consignadas na respectiva DIRF apresentada à Receita Federal. Em decorrência do procedimento de diligência, a fiscalização elaborou o “Relatório Fiscal” (fls. 262/263), cujo excerto referente à oitiva da fonte pagadora se transcreve: “Para elucidar a situação delineada, intimamos a fonte pagadora Caixa Econômica Federal a apresentar o contrato de locação, informar os rendimentos pagos a título de aluguel a todos os coproprietários do referido imóvel e, bem como, esclarecer a divergências entre o valor inserto no comprovante de rendimentos e na Dirf. Como resposta, a Caixa Econômica Federal informou não ter sido possível recuperar as informações da Dirf; contudo, asseverou que os valores pagos correspondem aos percentuais devido a cada coproprietário e espelham os valores indicados nos comprovantes de rendimentos pagos apresentados às fls. 69/73, a saber: Charles Ghelfond coproprietário, com direito a 8,33% do aluguel (R$ 279.040,08, no ano), percebeu a valor de R$ 23.244,06.” Neste contexto, resta demonstrado que o contribuinte recebeu a título de aluguel da fonte pagadora Caixa Econômica Federal, no anocalendário de 1998, o montante de R$ 23.244,06, que foi devidamente oferecido à tributação na declaração sob exame, haja vista cópia da DIRPF/1999, à fl. 168. Concluise, portanto, que não procede o lançamento que incluiu na base de cálculo rendimentos de Caixa Econômica Federal no valor de R$ 129.935,93. O IRRF considerado no feito também deverá ser ajustado para contemplar a exclusão do IRRF correspondente à referida omissão de rendimentos. Diante do exposto, voto por rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, dar provimento ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento o valor de R$ 129.935,93, referente à omissão de rendimentos da fonte pagadora Caixa Econômica Federal, bem como o valor R$ 31.412,37 do IRRF incidente sobre tais rendimentos, que havia sido compensado na apuração do imposto devido Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 270DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/10/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 10880.005631/200108 Acórdão n.º 2801002.731 S2TE01 Fl. 271 7 Fl. 271DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/10/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES
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Numero do processo: 13808.001237/2001-53
Data da sessão: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 1996
Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO — PRAZO - INTEMPESTIVIDADE. O
recurso voluntário apresentado fora do prazo de trinta dias da ciência da decisão da DRJ é intempestivo, a teor do disposto no art. 33 do Decreto n° 70.2.35/72.
Numero da decisão: 1802-000.096
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, no
conhecer do recurso por intempestivo, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Leonardo Lobo de Almeida
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Exercício: 1996 Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO — PRAZO - INTEMPESTIVIDADE. O recurso voluntário apresentado fora do prazo de trinta dias da ciência da decisão da DRJ é intempestivo, a teor do disposto no art. 33 do Decreto n° 70.2.35/72.
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JULGAMENTO Processo n° 13808.001237/2001-53 Recurso no 163.544 Voluntário Acórdão n" 1802-00.096 — 2' Turma Especial Sessão de 28 de julho de 2009 Matéria IRPJ Recorrente Associl - Assessora de Saúde em Odontologia ao Comércia e Indústria Ltda. Recorrida 3a Turma - DRJ Sao Paulo I Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 1996 Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO — PRAZO - INTEMPESTIVIDADE. O recurso voluntário apresentado fora do prazo de trinta dias da ciência da decisão da DR.I é intempestivo, a teor do disposto no art. 33 do Decreto n° 70.2.35/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, no conhecer do recurso por intempestivo, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. C— Leonardo Lo o Almei a elIts6r EMTADO EM: 213 JAN Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ester Marques Lins de Sousa, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, Leonardo Lobo de Almeida, João Francisco Bianco, Décio Lima Jardim e Jose de Oliveira Ferraz Correa. Process() if 13808 001237/2001-53 81-T E02 Ac6rdiin n " 1802-00.096 Fl 2 Relatório Trata o presente processo de auto de infração (fis. 57/58) lavrado contra o contribuinte, em razão da constatação de erro no calculo do adicional de IRPJ nos meses de fevereiro, março, abril, maio, agosto, setembro, outubro e dezembro do ano-calendário de 1995, exer cicio de 1996. Assim, foi lançado crédito tributário no valor de R$ 152.755,81 (cento e cinqüenta e dois mil, setecentos e cinqüenta e cinco reais e oitenta e um centavos), incluidos o tributo, a multa de oficio e juros de mora calculados até 23.022001. Devidamente intimado em 19/03/2001, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 61/62), em 18/04/2001, alegando que os acréscimos aplicados sobre o principal (multa proporcional de 75% e juros moratórios) são injustos e indevidos, pois acreditava que o programa de computação de dados fornecido pela própria Receita Federal efetuaria automaticamente a conferência de cálculos, apontando e corrigindo eventuais erros identificados. Os membros da 3' Turma da DRJ/Sdo Paulo (SP), por unanimidade de votos, julgaram procedente o lançamento, sob o fundamento de que caberia ao contribuinte calcular o valor devido, conforme instruVies de preenchimento da ficha 08 da DIRPJ/1996. Assim, em sendo constatada infração à legislação tributária não haveria como se afastar os juros de mora e multa de oficio aplicadas. Não satisfeito, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls. 78/79) para este Conselho, repetindo ipsis litteris o teor da sua impugnação, ou sejam a excessividade da multa e que a infração constatada decorreu de inconsistência do programa fornecido pela própria Receita Federal. o relatório. 2 Processo n° 13808.001237/2001-53 S 1 -T E02 Acórdão n.° 1802-00.096 F l 3 Voto Conselheiro Relator, Leonardo Lobo de Almeida Inicialmente, cumpre analisar os requisitos de admissibilidade do presente recurso, especialmente a sua tempestividade. 0 art. 33 do Decreto n° 70,235/72 dispõe expressamente: "Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seznintes à ciência da decisão," (grifou-se) No caso presente, o Recorrente teve ciência da decisão da 3a Turma da DRJ/São Paulo (SP) em 04/07/2007 (fls. 77). Contudo, somente protocolou o presente recurso em questão em 08/08/2007, ou seja, muito após o termino do prazo legal de 30 (trinta) dias. Não restam dúvidas, portanto, de que o presente recurso foi apresentado fora do prazo legal, sendo, portanto, intempestivo. Este é o entendimento pacifico deste Conselho de Contribuintes, como se percebe pelos arestos abaixo transcritos: RECURSO VOLUNTARIO INTEMPESTIVIDADE Não se conhece de recurso voluntário contra decisão de primeira instância quando apresentado depois de decorrido o prazo de trinta dias da ciência da referida decisão. Recurso não conhecido. (1° CC — 4" Câmara — Recuso n" 15.5792 — Relator Conselheiro Gustavo Lion Haddad —julgado em 07/08/2008) IMPUGNAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. Por intempestivo, não se conhece do Recurso Voluntário protocolizado axis o prazo de trinta dias, a cantor da ciência da decisão de primeira instância, nos termos do art. 33 do Decreto n" 70.235/72. Recurso não conhecido, face à iniempestividade. (1" CC — I" Câmara — Recurso n" 149298— Relator Conselheiro Joao Cai /os de Lima Jánior —julgado em 18/10/2006) NORMAS PROCESSUAIS INTEMPESTIV1DADE - Por intempestivo, não se conhece do Rem, Voluntário 3 Processo n" 13808 001237 12001-53 S1-TE02 AcOrctrio n 1802-00,096 Ft 4 protocolizado após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância, nos termos do art 33 do Decreto n" 70.235/72. Recurso não conhecido, face à intempestividade, (I" CC — 5" Câmara Recurso n" 157698 Relator Conselheiro Roberto Bekierman —julgado em 06/12/2007) Assim, A. vista do exposto, no conheço do presente recurso. Sala das Sessões, em 28 de julho de 2009. Leonardo Lobo de Almeida 4
score : 1.0
Numero do processo: 10670.001363/2004-65
Data da sessão: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2000
BASE DE CÁLCULO. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. PRESCINDIBILIDADE.
Para fins de exclusão da base de cálculo do ITR, somente após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000 é que se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal.
Recurso especial não conhecido.
Numero da decisão: 9202-000.192
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: Júlio César Vieira Gomes
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ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2000 BASE DE CÁLCULO. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. PRESCINDIBILIDADE. Para fins de exclusão da base de cálculo do ITR, somente após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000 é que se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal. Recurso especial não conhecido.
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ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. PRESCINDIBILIDADE. Para fins de exclusão da base de cálculo do ITR, somente após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000 é que se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal. Recurso especial não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros i • colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. I (f CARLOS ,' B F ' = AS B ' " ' TO — Presidente ‘,144,1:4. 1JULIO C k . RO' EIRA GOMES — Re ator EDITADO EM: 18 SEI 2009 1 Processo n° 10670.001363/2004-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.192 Fl. 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Gonçalo Bonet Allage (substituto do Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (convocada), Julio Cesar Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Júnior, Moisés Giaconelli Nunes da Silva, Nelson Mallmann (convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Trata-se de recurso especial de contrariedade interposto pela Fazenda Nacional contra Acórdão, no qual, decidiu-se pela exclusão da base de cálculo do ITR da área, do imóvel de preservação ambiental permanente, ainda que não informada em ato declaratório ambiental ou informada intempestivamente. Alega o ilustre representante da Fazenda Nacional que, ao prover o recurso voluntário, o acórdão recorrido acabou por malferir o artigo 10, § 4°, inciso I, da IN/SRF n° 43/1997, com a redação do artigo 1°, inciso II, da IN/SRF n° 67/1997, o artigo 10 da Lei n° 9.393/96 e os artigos 2°, 3° e 16 da Lei n° 4.771/65. E ainda que: a) A exigência existe desde a Lei n° 6.938, de 31/08/1981 com a redação dada pela Lei n° 10.165/2000, reiterando-se os termos da supracitada instrução normativa; b) A exigência alinha-se com a norma que consagrou o beneficio, servindo como meio para comprovação da área alcançada; c) A declaração evita que o direito seja comprovado por meios mais gravosos e dispendiosos, como a nomeação de peritos; e d) Não se discute a materialidade, isto é, ser ou não a área de preservação permanente ou reserva legal, mas apenas o descumprimento de exigência essencial para que se valha do direito legal ao beneficio tributário, sempre interpretado literalmente. O recurso foi admitido através de despacho sob o fundamento de que merece (1 acolhimento, haja vista que a decisão foi prolatada por maioria de votos e contrariou dispositivos de instrução normativa. 1 Em contra-razões, o interessado sustenta a inadmissibilidade do recurso e, no mérito, reprisa os argumentos em seu recurso voluntário. É o relatório. • 2 Processo n° 10670.001363/2004-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.192 Fl. 3 Voto Conselheiro JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Relator Examinando o recurso especial e o despacho que lhe deu seguimento, entendo que não foram atendidos os pressupostos para sua admissibilidade. A alegada contrariedade é em face do artigo 10 da Instrução Normativa SRF n° 88/99, além do artigo 10, da Instrução Normativa/SRF no. 43/97, com as alterações introduzidas pela Instrução Normativa/SRF n° 67/97. Ainda que tenha sido referenciado o artigo 10, caput, da Lei n° 9.393, de 19/12/1996, em última instância, a contrariedade é em face de instrução normativa que trouxe a exigência, portanto à legislação tributária, e não à lei, como prevê o artigo 7°, inciso I do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, publicado no DOU de 28/06/2007: Art. 7° Compete à Câmara Superior de Recursos Fiscais, por suas Turmas, julgar recurso especial interposto contra: 1- decisão não-unânime de Câmara, quando for contrária à lei ou à evidência da prova; Código Tributário Nacional: Art. 96. A expressão "legislação tributária" compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa; III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; IV - os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Caso o artigo 7°, I do Regimento fosse interpretado para alcançar toda a legislação tributária, estar-se-ia negando autonomia ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão colegiado, paritáio, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, conforme artigo 25, inciso II do Decreto n° 70.235/72, verbis: 3 Processo n° 10670.001363/2004-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.192 Fl. 4 Art. 25. II — em segunda instância, ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão colegiado, paritá rio, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, com atribuição de julgar recursos de oficio e voluntários de decisão de primeira instância, bem como recursos de natureza especial. Portanto, voto pelo não conhecimento do recurso especial por falta de comprovação da contrariedade à lei. No entanto, diante da possibilidade de prevalência do entendimento contrário, resultando daí o seguimento do recurso, e considerando o princípio duração razoável do processo, procedo ao exame de mérito. Devolve-se a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais o exame quanto ál essencialidade ou não do cumprimento de determinadas exigências ou formalidades para fins' de inclusão na base de cálculo do imposto territorial rural - ITR das áreas rurais de proteção ambiental, conforme artigo 11 da Lei n° 8.847/94, verbis: Art. 11. São isentas do imposto as áreas: 1— de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 1965, com a nova redação dada pela Lei n° 7.803, de 1989. (.) Embora ambas as áreas sejam protegidas, há distinção na legislação no que se refere ao tratamento fiscal a elas dispensado, especialmente quanto às exigências a serem cumpridas. A matéria é quanto à necessidade ou não do Ato de Declaração Ambiental - ADA para fins de exclusão da área de preservação permanente da base de cálculo do ITR. Em complemento ao Código Florestal e ao artigo 11 da Lei n° 8.847/94, abaixo transcrita, tem-se o artigo 10, caput, da Lei n° 9.393, de 19/12/1996, in verbis: Art. 11. São isentas do imposto as áreas: 1— de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 1965, com a nova redação dada pela Lei n° 1 n 1 7.803, de 1989. (-) Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. ,f 1° Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: (.) 4 Processo no 10670.001363/2004-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.192 Fl. 5 II — área tributável, a área total do imóvel menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; Mas, a exigência é encontrada no artigo 10 da Instrução Normativa SRF n° 43, de 07/05/1997, com a redação dada pelo art. 1° da Instrução Normativa SRF n° 67, de 01/09/1997, verbis: Art. 10. Área tributável é a área total do imóvel excluídas as áreas: 1- de preservação permanente; II - de utilização limitada. § 1° A área total do imóvel deve se referir à situação existente à época da entrega do DIA 7', e a distribuição das áreas, à situação existente em 1° de janeiro de cada exercício, de acordo com os incisos I e (.) § 3 0 São áreas de utilização limitada: • ** § 40 As áreas de preservação permanente e as de utilização limitada serão reconhecidas mediante ato declarató rio do IBAIVIA, ou órgão delegado através de convênio, para fins de apuração do ITR, observado o seguinte: II - o contribuinte terá o prazo de seis meses, contado da data da 0j, entrega da declaração do ITR, para protocolar requerimento do ato declarató rio junto ao IBAMA: III - se o contribuinte não requerer, ou se o requerimento não for reconhecido pelo IBAMA, a Secretaria da Receita Federal fará lançamento suplementar recalculando o ITR devido. (.) Nos termos acima está claro que o contribuinte tem o prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR, para protocolizar requerimento do ato declaratório junto ao lbama. Sendo que para o exercício de 1998, o prazo se expirou em 31/05/1999, ou seja, seis meses após o prazo final para a entrega da DITR/1998, que foi 30/11/1998, conforme Instrução Normativa SRF n° 136, de 20/11/1998. A questão é saber se tal regra, veiculada por instrução normativa, encontra guarida no ordenamento jurídico. Entendo que não. De fato, não recebeu a autoridade administrativa delegação legal para criar exigências necessárias ao gozo da isenção: Constituição Federal: 5 Processo n° 10670.001363/2004-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.192 Fl. 6 Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; Isto porque o artigo 10, caput, da Lei n° 9.393, de 19/12/1996, cuidou somente de adotar como modalidade o lançamento por homologação, conforme artigo 150, §4° do CTN, o que implica, necessariamente, a ulterior verificação do pagamento realizado pelo sujeito passivo. Contraria o disposto no artigo 150, §6° da Constituição Federal e o artigo 97, inciso IV do CTN o entendimento de que criar exigências por instrução normativa para o gozo do beneficio de redução da base de cálculo estaria em consonância com a expressão "nos, prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal". Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 40 Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse)1 prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Art. 150 (..) § 6. 0 Qualquer subsidio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei especifica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.°, XII, g. (Redação dada pela Emenda Constitucional n°3, de 1993). Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: 6 Processo n° 10670.001363/2004-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.192 Fl. 7 ... IV - a fixação de aliquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; Reitero que a delegação através da expressão "nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal" cinge-se às verificações necessárias para a homologação do pagamento realizado pelo contribuinte, não alcançando, muito menos, os procedimentos praticados junto aos órgãos de proteção do meio ambiente, no caso o MAMA. E, em arremate, traz-se também as disposições dos artigos 176 e 179 do CTN que reservam apenas à lei a competência para especificar as condições e requisitos necessários ao gozo da isenção, seja ela específica ou geral: Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. • • • Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para concessão. , ,Conclu . do, tendo que para o período lançado a ausência do Ato de Declaração Ambiental — e é impedido para o gozo da isenção. i \(tn Julio ar eira Gomes - Relator 7 I 1
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