Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 35087.001068/2006-81
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 25/10/2006
DEIXAR DE ARRECADAR CONTRIBUIÇÃO. INFRAÇÃO.
Constitui infração deixar de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos determinadas pela legislação.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 2402-001.168
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos nos termos do voto do relator.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
dt_index_tdt : Sat Oct 30 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201009
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 25/10/2006 DEIXAR DE ARRECADAR CONTRIBUIÇÃO. INFRAÇÃO. Constitui infração deixar de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos determinadas pela legislação. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 35087.001068/2006-81
conteudo_id_s : 6506720
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 26 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2402-001.168
nome_arquivo_s : Decisao_35087001068200681.pdf
nome_relator_s : MARCELO OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 35087001068200681_6506720.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
id : 9028752
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Mon Nov 08 18:40:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1715886498758262784
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T11:32:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T11:32:01Z; Last-Modified: 2010-12-21T11:32:02Z; dcterms:modified: 2010-12-21T11:32:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:8e21810b-0909-4b4a-a32b-54b12fb132dc; Last-Save-Date: 2010-12-21T11:32:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T11:32:02Z; meta:save-date: 2010-12-21T11:32:02Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T11:32:02Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T11:32:01Z; created: 2010-12-21T11:32:01Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-12-21T11:32:01Z; pdf:charsPerPage: 1071; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T11:32:01Z | Conteúdo => MARCELO OLIVEIRA Residente e Relator S2-C4T2 F1 1 151 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 35087.001068/2006-81 Recurso n° 160.2.34 Voluntário Acórdão n° 2402-01.168 — 411 Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 21 de setembro de 2010 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente JACIARA CARTORIO 1 OFICIO REG IMOV TIT DOC E PROTESTOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 25/10/2006 DEIXAR DE ARRECADAR CONTRIBUIÇÃO. INFRAÇÃO. Constitui infração deixar de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos determinadas pela legislação. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. alo, por unanimidade de votos, em negarACORDAM os nbros do cole0 provimento ao recurso, nos jp d94'o,t4}=clo re4t6r. Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Rogério de Lellis Pinto, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRFBJ), Campo Grande / MS, que julgou procedente a autuação motivada por descumprimento de obrigação tributária legal acessória, fl. 001. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls, 002, a autuação refere-se a recorrente ter deixado de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos determinadas pela legislação. Ainda segundo o RF, a autuação refere-se às remunerações do empregado MARCELO VILELA VICTOR DE OLIVEIRA, no período de 0111996 a 09/2002, cuja sentença de reconhecimento de vinculo transitou em julgado junto à Justiça do Trabalho (Proc. 00129.2005.071.23.00-2)., Os motivos que ensejaram a autuação estão descritos no RF e nos demais anexos da autuação. EIT125/10/2006 foi dada ciência à recorrente da autuação, fls. 027 Contra a autuação, a recorrente apresentou impugnação, fls. 035 a 042, acompanhada de anexos, A Delegacia analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, fls. 01117 a 01121. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 01132 a 01144, acompanhado de anexos, onde alega, em síntese, que: 1. A recorrente não tem legitimidade passiva, já que não possui personalidade jurídica; 2 Portanto, nula a autuação; 3. Caso persista a autuação, após a análise da preliminar, deve-se afastar a sanção aplicada no procedimento fiscal, devido ao reexame dos termos da impugnação; 4. Nestes termos, pede e espera deferimento. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 01150. É o relatório. 2 Processo n ü 35087 001068/2006-81 52-C4T2 Acórdão n 2402-01.168 H 1 152 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame de seus argumentos. DA PRELIMINAR Quanto às preliminares, a recorrente alega que não tem legitimidade passiva, .já que não possui personalidade jurídica, gerando a nulidade da autuação. Esclarecemos à recorrente que o conceito de empresa para a legislação previdenciária é amplo e abarca a atividade exercida pela recorrente. Lei 8.21211991: Art.. 15. Considera-se: 1 .. empresa - a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fiendacional; A obrigação acessória descumprida pela recorrente, motivadora da autuação, também consta da Lei de Custeio da Seguridade Social. Lei 8.212/1991: Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: 1- a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontando-as da respectiva remuneração,- Portanto, correto a autuação em nome da recorrente, pois, na legislação ci acima, encontra-se todas as características para sua sujeição passiva. Portanto, não há razão no argumento. Pela análise do processo e das alegações da recorrente, não encontrans motivos para decretar a nulidade do lançamento ou da decisão. Assim, o lançamento e a decisão encontram-se revestidos das formalidades legais, tendo sido lavrados por autoridade competente, sem preterição ao direito de defesa e de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto. 3 OLIVEIRA - Relator Por todo o exposto, rejeito as preliminares e passo ao exame do mérito. DO MÉRITO Quanto ao mérito, a recorrente repete os argumentos presentes em sua impugnação: 1. A autuação decorreu da não apresentação dos documentos exigidos na ação fiscal e, que nesta impugnação apresenta toda documentação e, com isso, alega a correção da falta e pede sua anulação; 2. Na NFLD 35.947.189-7 não foi recolhida a contribuição previdenciária do funcionário Marcelo Vilela Victor. Oliveira e, requer seu parcelamento; 3. O percentual da multa aplicada não deve ultrapassar 20%. Como está claro, os argumentos apresentados não tem o condão de elidir a autuação, pois: 1. A autuação não decorreu da não api esentação dos documentos exigidos na ação fiscal, mas sim da ausência da retenção de contribuição do segurado empregado, obrigação acessória tributária determinada na legislação; 2. Não estamos tratando de ausência de recolhimento, não havendo que se argumentar, neste processo, sobre parcelamento de obrigação tributária principal descumprida; 3. A multa aplicada, corno informado nos autos, fls. 003, seguiu, para seu cálculo, o que determina a legislação. Por todos os motivos expostos, não há razão nos argumentos da recorrente Finalmente, pela análise dos autos, chegamos à conclusão de que o lançamento e a decisão foram lavrados na estrita observância das determinações legais vigentes, sendo que tiveram por base o que determina a Legislação. CONCLUSÃO Em razão do exposto, Voto por negar provimento ao recurso, nos termos do voto. Sala das Seõe setero de 2010 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS QUARTA CÂMARA — SEGUNDA SEÇÃO SCS - QUADRA 01 - BLOCO "J" ED. ALVORADA 1 I ANDAR — CEP: 70396— 900— Brasília - DF Tel: (0xx6/ ) 3412-7568 Home Page:http:// vAvw earf fazenda gov br PROCESSO : "5"D 2 7 ()O I O / 20(),6- I INTERESSADO: TSG....,Cknu-N. o ki "r: " ei u -t n'c"." TERMO DE JUNTADA E ENCAMINHAMENTO Fiz juntada nesta data do Acórdão/Resolução-2 110-'2_ 0/ . de folhas Encaminhem-se os autos à Repartição de Origem, para as providências de sua alçada,
score : 1.0
Numero do processo: 10980.905733/2008-65
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 09 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3402-000.236
Decisão: RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da Terceira Seção de julgamento, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 06 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201108
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10980.905733/2008-65
conteudo_id_s : 6512517
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 03 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3402-000.236
nome_arquivo_s : Decisao_10980905733200865.pdf
nome_relator_s : GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10980905733200865_6512517.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da Terceira Seção de julgamento, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 09 00:00:00 UTC 2011
id : 9040544
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Mon Nov 08 18:41:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1715886498814885888
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1174; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 1 1 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10980905733/200865 Recurso nº Resolução nº 3402000.236 – 2ª Turma da 4ª Câmara Data 09/08/2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente Garagem Moderna Ltda Recorrida Delegacia Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da Terceira Seção de julgamento, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. NAYRA BASTOS MANATTA (Presidente) GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Relator) Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NAYRA BASTOS MANATTA (Presidente), RAQUEL MOTTA BRANDÃO MINATEL SUPLENTE), SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D’ECA, GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEÃO (SUPLENTE) Fl. 117DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 3/08/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 10980905733/200865 Resolução n.º 3402000.236 CSRFT3 Fl. 2 2 RELATÓRIO Tratase de processo de restituição/compensação em que o contribuinte teve seu pedido de indébito negado por despacho decisório eletrônico, sob o fundamento de que o crédito financeiro alegado como pagamento indevido foi integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Não consta nos autos que a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Curitiba tenha intimado o recorrente para informar as razões jurídicas de seu pedido. Como já mencionado, houve, apenas, um despacho eletrônico denegando seu pleito. Na manifestação de inconformidade, o recorrente alega que a origem de seus créditos tem amparo na Lei 10.485/2002, por se tratar de produtos monofásicos que teriam sido incluídos indevidamente nas bases de cálculo do PIS e da Cofins. A DRJ em Curitiba julgou improcedente a manifestação de inconformidade sob o fundamento de que as alegações trazidas pela interessada constituem fatos que não foram apreciados pela autoridade originalmente competente, posto que resultam de retificação de DCTF feita somente após a ciência do despacho decisório, além de não ter sido trazida aos autos a comprovação da existência do direito creditório alegado de forma genérica na manifestação de inconformidade. Irresignado com a decisão da primeira instância administrativa, o recorrente interpõe recurso voluntário ao CARF, repisando os argumentos apresentados anteriormente na manifestação de inconformidade, ressaltando que os fundamentos jurídicos que sustentam seu pleito derivam de sua atividade societária, comerciante de autopeças, cuja Lei nº 10.485/2002 reduziu a zero a alíquota a ser aplicada na receita bruta auferida na venda destes produtos. É o relatório. VOTO Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator O recurso foi apresentado com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dela tomo conhecimento e passo a apreciar. Como dito alhures, o contribuinte não foi intimado pela unidade preparadora para prestar informações jurídicas acerca do crédito requisitado. Foi exarado o despacho decisório que se restringiu a afirmar, sem análises jurídicas, que foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. A Delegacia de Julgamento utiliza como fundamento de seu voto que a recorrente não comprovou a existência de indébito que resultaria em uma eventual repetição. Discordo com veemência dos procedimentos adotados pela DRF e pela DRJ, explico: Fl. 118DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 3/08/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 10980905733/200865 Resolução n.º 3402000.236 CSRFT3 Fl. 3 3 A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Curitiba deveria ter intimado o contribuinte para apresentar as razões de seu pedido. Não se pode aceitar que seja proferida uma decisão sobre um direito potestativo, baseado apenas em batimento entre comprovante de recolhimento e a DCTF apresentada. A análise tem que passar, necessariamente, pela verdadeira causa de pedir do requisitante, nunca por um batimento eletrônico. A falta de intimação e de uma crítica aos verdadeiros fundamentos jurídicos que poderiam sustentar o pedido do contribuinte, ocasiona o cerceamento do direito de defesa. A DRJ de Curitiba, ao meu sentir, equivocouse ao decidir a questão sem antes baixar o processo em diligência para que fossem apuradas questões fundamentais as deslinde da causa, como, por exemplo, se foram incluídas na base de cálculo da exação receitas oriundas de venda de produtos considerados pela Lei nº 10.485/2002 como monofásicos. As alegações aduzidas pelo recorrente devem ser analisadas com mais profundidade, pois assim afastaremos o cerceamento do direito de defesa, e respeitaremos o direito de petição. Ressalto que a alegação de ser comerciante de autopeças e de ter recolhido PIS e Cofins sem excluir das respectivas bases de cálculo os valores correspondentes à venda de produtos com a alíquota zero, não foi comprovado pelo fisco nem pelo próprio recorrente. Contudo, como vejo verrosimilhança nos fatos, sintome obrigado a converter o julgamento em diligência com o fito de solucionar as questões abaixo, que na minha ótica são imprescindíveis na formação de minha convicção. 1) Qual o objeto da sociedade? 2) Qual o valor da receita auferida com a comercialização de produtos relacionados nos anexos I e II da Lei nº 10485/2002? 3) Qual o valor da base de cálculo da exação, retirando os valores do item anterior? 4) Qual o valor do recolhimento efetuado pelo recorrente? Após análise da Autoridade Preparadora, que sejam devolvidos os autos para prosseguimento do rito processual. É como voto. Sala das Sessões, em 09/08/2011 GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Fl. 119DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 3/08/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por NAYRA BASTOS MA NATTA
score : 1.0
Numero do processo: 10315.001056/2009-38
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 05 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Nov 05 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2004, 2005
RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA.
Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Súmula Carf nº 103.
Numero da decisão: 2401-009.931
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 2401-009.925, de 05 de outubro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10983.720269/2013-76, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier Presidente Redatora
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jose Luis Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Rodrigo Lopes Araujo, Andrea Viana Arrais Egypto, Gustavo Faber de Azevedo, Rayd Santana Ferreira, Wilderson Botto (suplente convocado(a)), Miriam Denise Xavier (Presidente).
Nome do relator: Gustavo Faber de Azevedo
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 06 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202110
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2004, 2005 RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Súmula Carf nº 103.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 05 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 10315.001056/2009-38
anomes_publicacao_s : 202111
conteudo_id_s : 6516125
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 05 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2401-009.931
nome_arquivo_s : Decisao_10315001056200938.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : Gustavo Faber de Azevedo
nome_arquivo_pdf_s : 10315001056200938_6516125.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 2401-009.925, de 05 de outubro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10983.720269/2013-76, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Presidente Redatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jose Luis Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Rodrigo Lopes Araujo, Andrea Viana Arrais Egypto, Gustavo Faber de Azevedo, Rayd Santana Ferreira, Wilderson Botto (suplente convocado(a)), Miriam Denise Xavier (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Oct 05 00:00:00 UTC 2021
id : 9045146
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Nov 08 18:41:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1715886498976366592
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-11-04T18:12:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-11-04T18:12:17Z; Last-Modified: 2021-11-04T18:12:17Z; dcterms:modified: 2021-11-04T18:12:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-11-04T18:12:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-11-04T18:12:17Z; meta:save-date: 2021-11-04T18:12:17Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-11-04T18:12:17Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-11-04T18:12:17Z; created: 2021-11-04T18:12:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2021-11-04T18:12:17Z; pdf:charsPerPage: 1394; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-11-04T18:12:17Z | Conteúdo => S2-C 4T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10315.001056/2009-38 Recurso De Ofício Acórdão nº 2401-009.931 – 2ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 5 de outubro de 2021 Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado LAURO HERBSTER FILHO ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2004, 2005 RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Súmula Carf nº 103. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 2401-009.925, de 05 de outubro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10983.720269/2013-76, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier – Presidente Redatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jose Luis Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Rodrigo Lopes Araujo, Andrea Viana Arrais Egypto, Gustavo Faber de Azevedo, Rayd Santana Ferreira, Wilderson Botto (suplente convocado(a)), Miriam Denise Xavier (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 5. 00 10 56 /2 00 9- 38 Fl. 697DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2401-009.931 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10315.001056/2009-38 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adoto neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de crédito tributário lançado de ofício em procedimento fiscal. Cientificado do lançamento, o sujeito passivo apresentou impugnação. Na sequência, sobreveio o julgamento de 1ª instância, tendo sido proferido acórdão da DRJ que exonerou o crédito tributário. Tendo em vista que o valor exonerado ultrapassou o limite de alçada à época do julgamento, o presidente da turma recorreu de ofício da decisão. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: De início, em 9/2/2017 foi publicada a Portaria MF nº 63, que aumentou o limite de alçada para fins de conhecimento de recurso de ofício, que antes era de um milhão de reais (Portaria MF n° 03/2008), para R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). Destaca-se que a Súmula CARF nº 103 esclarece que o limite de alçada para este fim é aquele na data de sua apreciação em segunda instância. Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Por fim, tendo em vista que a soma do valor do tributo e encargos de multa não ultrapassa o novo limite estabelecido na Portaria MF nº 63/2017, NÃO CONHEÇO do recurso de ofício. Fl. 698DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2401-009.931 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10315.001056/2009-38 CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de tal sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de não conhecer do recurso de ofício. (documento assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier – Presidente Redatora Fl. 699DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 35948.002283/2003-70
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 14 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Oct 29 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Ano-calendário: 2002, 2003
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. REQUISITOS.
O direito creditório somente deve ser reconhecido quando devidamente comprovado e forem atendidos todos os requisitos exigidos pela legislação.
Numero da decisão: 2002-006.622
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Mônica Renata Mello Ferreira Stoll - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Diogo Cristian Denny Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (Presidente), Diogo Cristian Denny e Thiago Duca Amoni.
Nome do relator: Mônica Renata Mello Ferreira Stoll
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 30 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202110
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Ano-calendário: 2002, 2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. REQUISITOS. O direito creditório somente deve ser reconhecido quando devidamente comprovado e forem atendidos todos os requisitos exigidos pela legislação.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 29 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 35948.002283/2003-70
anomes_publicacao_s : 202110
conteudo_id_s : 6510848
dt_registro_atualizacao_tdt : Sat Oct 30 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2002-006.622
nome_arquivo_s : Decisao_35948002283200370.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : Mônica Renata Mello Ferreira Stoll
nome_arquivo_pdf_s : 35948002283200370_6510848.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Mônica Renata Mello Ferreira Stoll - Presidente (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (Presidente), Diogo Cristian Denny e Thiago Duca Amoni.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 14 00:00:00 UTC 2021
id : 9038681
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Nov 08 18:40:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1715886499002580992
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-10-27T03:16:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-10-27T03:16:47Z; Last-Modified: 2021-10-27T03:16:47Z; dcterms:modified: 2021-10-27T03:16:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-10-27T03:16:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-10-27T03:16:47Z; meta:save-date: 2021-10-27T03:16:47Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-10-27T03:16:47Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-10-27T03:16:47Z; created: 2021-10-27T03:16:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2021-10-27T03:16:47Z; pdf:charsPerPage: 1702; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-10-27T03:16:47Z | Conteúdo => SS22--TTEE0022 MMIINNIISSTTÉÉRRIIOO DDAA EECCOONNOOMMIIAA CCoonnsseellhhoo AAddmmiinniissttrraattiivvoo ddee RReeccuurrssooss FFiissccaaiiss PPrroocceessssoo nnºº 35948.002283/2003-70 RReeccuurrssoo Voluntário AAccóórrddããoo nnºº 2002-006.622 – 2ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária SSeessssããoo ddee 14 de outubro de 2021 RReeccoorrrreennttee ALL - AMERICA LATINA LOGISTICA INTERMODAL SA IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Ano-calendário: 2002, 2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. REQUISITOS. O direito creditório somente deve ser reconhecido quando devidamente comprovado e forem atendidos todos os requisitos exigidos pela legislação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Mônica Renata Mello Ferreira Stoll - Presidente (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (Presidente), Diogo Cristian Denny e Thiago Duca Amoni. Relatório Trata-se de pedido administrativo de restituição da retenção de 11% incidentes sobre notas fiscais de prestação de serviços, protocolado em 22/06/2003, compreendendo as competências de 12/2002 a 04/2003. Em 19/11/2008, após análise da documentação apresentada pela contribuinte, a Delegacia da Receita Federal em Curitiba apreciou o requerimento e o indeferiu com base nos fundamentos constantes de fls. 97 e 98. AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 94 8. 00 22 83 /2 00 3- 70 Fl. 221DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2002-006.622 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 35948.002283/2003-70 Em face deste indeferimento, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, que foi julgada improcedente pela 7ª Turma da DRJ/CTA, em decisão assim ementada: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Ano-calendário: 2002, 2003 RESTITUIÇÃO. REQUISITOS PARA O DEFERIMENTO. Somente poderá ser restituída contribuição para a seguridade social, arrecadada pelo Instituto Nacional do Seguro Social, na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido, estando o contribuinte adimplente e tendo contabilizado os recolhimentos em títulos próprios. Cientificado do acórdão de primeira instância em 31/03/2010 (e-fls. 122), o interessado interpôs Recurso Voluntário em 28/04/2010 (e-fls. 124/131), alegando, em síntese, que: - nas notas fiscais emitidas houve a retenção e o respectivo recolhimento, cujos valores não foram objeto de compensação; - não havia contribuição previdenciária devida pela filial, considerando que as contribuições previdenciárias devidas tanto para os empregados quanto para os condutores autônomos foram recolhidas pelo estabelecimento matriz (CNPJ 03.172.874/0001-14), não havendo que se falar em ausência de recolhimento; - houve benefício da órgão arrecadador, pois ingressaram nos cofres recursos recolhidos a maior; - é possível o reconhecimento do direito mesmo havendo GFIP preenchida com dados inexatos, sob pena de prevalência de rígido formalismo em face de princípios constitucionais; - as diferenças encontradas pela fiscalização estão decaídas. Voto Conselheiro Diogo Cristian Denny - Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Os argumentos do contribuinte já foram enfrentados no acórdão recorrido, motivo pelo qual adoto as razões de decidir daquele julgado, conforme previsto no art. 57, §3º, Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, cabendo destacar os seguintes excertos do voto condutor: A contribuinte registrou todos os seus lançamentos sem distinção de estabelecimento, contrariando assim, a obrigação contida no art. 32, II, da Lei 8.212/92 e o art. 225 ; II c § 13 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, transcrito abaixo. Art.225. A empresa é também obrigada a: (...) Fl. 222DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2002-006.622 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 35948.002283/2003-70 II - lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; §13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: II - registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do salário-de-contribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. (grifo nosso) A contribuinte foi intimada, durante Ação Fiscal, a apresentar a relação de centros de custos utilizados em sua contabilidade, a fim de tentar identificar os lançamentos contábeis por estabelecimento. Em resposta ao Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, a contribuinte informou da impossibilidade de identificar os lançamentos por CNPJ específico, considerando que os centros de custos são comuns a todas as empresas do grupo. Ao assim proceder tornou-se inviável a identificação da prestação de serviços incluídas nas faturas que sofreram a retenção. Observa-se ademais, que a contribuinte, em algumas competências, não informou corretamente em GFIP os valores retidos, em outras, não apresentou GFIP contrariando, dessa forma, o subitem 7 do item 3 do Manual da GFIP , bem como o art. 225, IV do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99 transcritos abaixo: Manual da GFIP 3 TOMADOR DE SERVIÇO/OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL 7. A empresa contratada (cedente de mão-de-obra) deve elaborar GFIP distinta para cada estabelecimento ou obra de construção civil da empresa contratante do serviço, conforme o art. 219, § 5º, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99 e alterações posteriores, (grifo nosso) Decreto 3.048/99 Art.225. A empresa é também obrigada a: (...) IV - informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto; Os dispositivos acima são claros ao indicar a obrigatoriedade no cumprimento das obrigações acessórias pelo contribuinte, passível de multa imposta pelo seu não cumprimento. Ora, não o fazendo, torna-se fator impeditivo para se pleitear a restituição tendo em vista que não há como determinar se os recolhimentos foram realizados de fato, bem como se são indevidos. Por outro giro, em consulta ao CONRET - Consulta Valores de Retenção 11% declarados x recolhidos, conforme fls. 111 e 112, verifica-se que não foram identificados os recolhimentos efetuados pelo tomador White Martins G.I. Ltda, CNPJ 35.820.448/0098-69. Assim, muito embora tenha sido declarado os valores da retenção pelo interessado, não foram identificados os respectivos recolhimentos, cm desconformidade com o parágrafo único do Art. 6 o da IN/INSS 67/2002 o qual transcrevemos a seguir: Art 6°(...) Fl. 223DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2002-006.622 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 35948.002283/2003-70 Parágrafo único. Para os efeitos do disposto no caput, o sujeito passivo, considerados todos os seus estabelecimentos e obras de construção civil porventura existentes, deverá estar adimplente com as contribuições devidas à Previdência Social, inclusive com aquelas objeto de parcelamento ou de notificação fiscal de lançamento de débito cuja exigibilidade não esteja suspensa. Cabe ressaltar, inclusive, que os valores apurados na escrituração contábil e os valores recolhidos em guias de recolhimentos relacionadas aos fretes, efetuados nas competências objeto do Pedido de Restituição, foram insuficientes para quitar a obrigação tributária, conforme análise dos registros contábeis realizada pela fiscalização de acordo com o item 10 da Informação Fiscal de fl. 95. Tais valores não foram incluídos contudo em auto-de-infração em virtude da decadência quinquenal do art. 150, §4°, do CTN. Embora o Fisco não tenha o direito de fazer o lançamento do crédito tributário em casos dessa natureza, a restituição não pode ser deferida, tendo em vista que ainda havia valores a serem recolhidos aos cofres públicos no momento do Pedido de Restituição. Com efeito, tendo a contribuinte não contabilizado em títulos próprios específicos por estabelecimentos e estando inadimplente no momento do pedido, entendo que não é possível dar razão ao pleito da recorrente. (g.n.) Em resumo, verifica-se que: a) o contribuinte não recolheu todas as contribuições previdenciárias devidas sobre os serviços prestados por condutores autônomos de veículos rodoviários; b) não há como identificar quem efetivamente prestou os serviços incluídos nas faturas que sofreram retenção; c) não há como se apurar a contribuição previdenciária devida pelo estabelecimento que requereu a restituição; d) não há como saber se os recolhimentos foram indevidos, o que daria azo à restituição. Note-se que não estamos diante de “rígido formalismo”, como invocado na peça recursal, mas sim diante de várias inobservâncias de deveres impostos pela legislação, que impossibilitam a demonstração inequívoca do alegado indébito tributário. Em relação à jurisprudência reproduzida no recurso, observo que não se enquadra como norma complementar (art. 100 do CTN), motivo pelo qual não vinculam a decisão deste colegiado. Conclusão Por todo o exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e, no mérito, negar- lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny Fl. 224DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2002-006.622 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 35948.002283/2003-70 Fl. 225DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10880.676574/2009-95
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 14 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ)
Exercício: 2007
PER/DCOMP. PAGAMENTO A MAIOR. DETERMINAÇÃO DO IRPJ A PAGAR. IRRF. COMPROVAÇÃO DA EFETIVA RETENÇÃO E DO OFERECIMENTO DAS RECEITAS À TRIBUTAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 80.
Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto.
Numero da decisão: 1401-005.879
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar parcial provimento ao recurso voluntário para deferir o crédito relativo a pagamento a maior de IRPJ no valor original de R$28.341,64 e homologar as compensações até o montante disponível.
(documento assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves Presidente
(documento assinado digitalmente)
Carlos André Soares Nogueira Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Claudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Carlos André Soares Nogueira, André Severo Chaves, Itamar Artur Magalhaes Alves Ruga, André Luis Ulrich Pinto, Barbara Santos Guedes (suplente convocada), Luiz Augusto de Souza Goncalves (Presidente).
Nome do relator: Carlos André Soares Nogueira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 30 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202109
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Exercício: 2007 PER/DCOMP. PAGAMENTO A MAIOR. DETERMINAÇÃO DO IRPJ A PAGAR. IRRF. COMPROVAÇÃO DA EFETIVA RETENÇÃO E DO OFERECIMENTO DAS RECEITAS À TRIBUTAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 80. Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 10880.676574/2009-95
anomes_publicacao_s : 202110
conteudo_id_s : 6508567
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 28 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 1401-005.879
nome_arquivo_s : Decisao_10880676574200995.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : Carlos André Soares Nogueira
nome_arquivo_pdf_s : 10880676574200995_6508567.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar parcial provimento ao recurso voluntário para deferir o crédito relativo a pagamento a maior de IRPJ no valor original de R$28.341,64 e homologar as compensações até o montante disponível. (documento assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves Presidente (documento assinado digitalmente) Carlos André Soares Nogueira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Claudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Carlos André Soares Nogueira, André Severo Chaves, Itamar Artur Magalhaes Alves Ruga, André Luis Ulrich Pinto, Barbara Santos Guedes (suplente convocada), Luiz Augusto de Souza Goncalves (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Sep 14 00:00:00 UTC 2021
id : 9031620
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Nov 08 18:40:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1715886499156721664
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-09-30T12:45:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-09-30T12:45:15Z; Last-Modified: 2021-09-30T12:45:15Z; dcterms:modified: 2021-09-30T12:45:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-09-30T12:45:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-09-30T12:45:15Z; meta:save-date: 2021-09-30T12:45:15Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-09-30T12:45:15Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-09-30T12:45:15Z; created: 2021-09-30T12:45:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2021-09-30T12:45:15Z; pdf:charsPerPage: 1649; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-09-30T12:45:15Z | Conteúdo => S1-C 4T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10880.676574/2009-95 Recurso Voluntário Acórdão nº 1401-005.879 – 1ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 14 de setembro de 2021 Recorrente CPFL COMERCIALIZACAO CONE SUL S.A. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Exercício: 2007 PER/DCOMP. PAGAMENTO A MAIOR. DETERMINAÇÃO DO IRPJ A PAGAR. IRRF. COMPROVAÇÃO DA EFETIVA RETENÇÃO E DO OFERECIMENTO DAS RECEITAS À TRIBUTAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 80. Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar parcial provimento ao recurso voluntário para deferir o crédito relativo a pagamento a maior de IRPJ no valor original de R$28.341,64 e homologar as compensações até o montante disponível. (documento assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves – Presidente (documento assinado digitalmente) Carlos André Soares Nogueira – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Claudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Carlos André Soares Nogueira, André Severo Chaves, Itamar Artur Magalhaes Alves Ruga, André Luis Ulrich Pinto, Barbara Santos Guedes (suplente convocada), Luiz Augusto de Souza Goncalves (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 67 65 74 /2 00 9- 95 Fl. 256DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1401-005.879 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10880.676574/2009-95 Relatório Cuida o presente processo do Pedido de Restituição – PER, por meio do qual a contribuinte em epígrafe formalizou crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ. A origem do crédito pleiteado seria o DARF relativo ao IRPJ (Lucro Presumido, cód. receita 2089). O crédito formalizado no PER foi integralmente utilizado na respectiva Declaração de Compensação – DCOMP para quitar débitos de responsabilidade da contribuinte. A autoridade administrativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB, por meio de Despacho Decisório, indeferiu o crédito e não homologou as compensações. A razão apontada pela fiscalização para o indeferimento do crédito foi a utilização integral do DARF para quitação do débito de IRPJ declarado em DCTF. Irresignada com a decisão administrativa, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade alegando, em síntese, erro de fato no preenchimento da DCTF. A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente. O Acórdão nº 03- 58.525 da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília – DRJ/BSB recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2007 DECLARAÇÃO RETIFICADORA. PROVA INSUFICIENTE PARA COMPROVAR EXISTÊNCIA DE CRÉDITO DECORRENTE DE PAGAMENTO A MAIOR. Para se comprovar a existência de crédito decorrente de pagamento a maior, comparativamente com o valor do débito devido a menor, é imprescindível que seja demonstrado na escrituração contábil-fiscal, baseada em documentos hábeis e idôneos, a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração. A simples entrega de declaração retificadora, por si só, não tem o condão de comprovar a existência de pagamento indevido ou a maior. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. A compensação de créditos tributários só pode ser efetuada com crédito líquido e certo do sujeito passivo; no caso, o crédito pleiteado é inexistente. Fl. 257DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1401-005.879 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10880.676574/2009-95 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A razão fundamental apontada pela DRJ/BSB para o indeferimento do pleito foi a falta de comprovação da liquidez e certeza do crédito por meio da escrituração contábil e fiscal, com lastro em documentos hábeis e idôneos. Inconformada com a decisão de primeira instância, a contribuinte interpôs recurso voluntário. Na peça recursal, a contribuinte alegou, em síntese, que a diferença entre o IRPJ a Pagar declarado na DCTF original e o valor declarado na DCTF retificadora corresponderia exatamente o valor de IRRF retido no período. Segundo a recorrente, o crédito sob análise já teria sido devidamente comprovado pelos elementos probatórios juntados aos autos em sede de manifestação de inconformidade, referindo-se à DCTF retificadora, à DIPJ e ao comprovante de rendimentos emitido pela instituição financeira. Entretanto, mesmo entendendo que o crédito já estaria devidamente comprovado, a contribuinte juntou em sede de recurso voluntário novos elementos de prova. Reproduzo parte da peça recursal em que detalha os documentos juntados aos autos: Ao final, forte no princípio da verdade material, a contribuinte pugnou pela reforma da decisão de piso para que se reconheça a integralidade do crédito pleiteado e homologue as compensações declaradas. Era o que havia a relatar. Fl. 258DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1401-005.879 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10880.676574/2009-95 Voto Conselheiro Carlos André Soares Nogueira, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade. Dele, portanto, tomo conhecimento. A partir do relato acima, vê-se que, no momento da emissão do Despacho Decisório pela autoridade administrativa, o crédito pleiteado pela recorrente já havia sido integralmente utilizado para quitar débito declarado em DCTF. Essa foi a razão apontada pela fiscalização para não haver saldo disponível para o reconhecimento do crédito de pagamento a maior de IRPJ e, consequentemente, para a homologação das compensações declaradas em DComp. Impende ressaltar que, diante da situação fático-jurídica apresentada pela contribuinte, por meio do PER/DCOMP e da DCTF original, agiu de forma correta a fiscalização ao indeferir o crédito pleiteado. Contudo, em face da alegação de erro de fato no preenchimento da DCTF, abre-se a possibilidade de a contribuinte comprovar ao longo do processo administrativo fiscal a liquidez e certeza do crédito pleiteado. Vejamos. Impende destacar que, na sistemática do lançamento por homologação, a apresentação da DCTF não é mera obrigação acessória de prestar informações à Administração Tributária, posto que constitui o crédito tributário. Assim, conforme bem demarcado pela decisão de piso, a questão posta na espécie é a desconstituição de débito declarado por meio de DCTF, que requer a comprovação do erro em que se funde e de qual é o débito condizente com a verdade material. Em outras palavras, se a contribuinte equivocou-se na DCTF original e declarou débitos maiores do que os devidos, deve comprovar o erro e qual o montante efetivamente devido. É preciso lembrar que, de acordo com artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, a contribuinte deve apresentar na impugnação "os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir". No mesmo sentido, o artigo 373, I, do Código de Processo Civil, aplicável subsidiariamente ao processo administrativo fiscal, determina que incumbe ao autor o ônus da prova quanto ao fato constitutivo de seu direito. Entretanto, na manifestação de inconformidade, a contribuinte não logrou fazer tal prova. Apresentou tão-somente a ficha da DIPJ onde consta o débito que alega ser o correto. A DIPJ não constitui débitos e créditos. Trata-se de uma declaração unilateral de informações de interesse da administração tributária. Para dar suporte à alegação de que o débito de estimativa de IRPJ é inferior ao declarado em DCTF, a contribuinte deveria apresentar sua escrituração comercial e fiscal, lastreada em documentos hábeis e idôneos. Fl. 259DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1401-005.879 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10880.676574/2009-95 Neste sentido, é recorrente o posicionamento deste Conselho, conforme se pode observar nos seguintes julgados: DÉBITO INFORMADO EM DCTF. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO ERRO. A simples retificação de DCTF para alterar valores originalmente declarados, desacompanhada de documentação hábil e idônea, não pode ser admitida para modificar Despacho Decisório. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Constatada a inexistência do direito creditório por meio de informações prestadas pelo interessado à época da transmissão da Declaração de Compensação, cabe a este o ônus de comprovar que o crédito pretendido já existia naquela ocasião. (Acórdão nº 3201001.713, Rel. Cons. Daniel Mariz Gudiño, 3/1/2015) PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. DESPACHO DECISÓRIO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO ERRO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples retificação, desacompanhada de qualquer prova, não autoriza a homologação da compensação. (Acórdão nº 3802002.345, Rel. Cons. Solon Sehn, Sessão de 29/01/2014) DÉBITO INFORMADO EM DCTF. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO ERRO. A simples retificação de DCTF para alterar valores originalmente declarados, desacompanhada de documentação hábil e idônea, não pode ser admitida para modificar Despacho Decisório. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Constatada a inexistência do direito creditório por meio de informações prestadas pelo interessado à época da transmissão da Declaração de Compensação, cabe a este o ônus de comprovar que o crédito pretendido já existia naquela ocasião. (Acórdão nº 3302002.124, Rel. Cons. Alexandre Gomes, Sessão de 22/05/2013) Uma vez que a contribuinte não trouxe aos autos elementos mínimos de prova de que teria havido um erro de fato no valor do débito declarado em DCTF, tenho que também a DRJ/BSB acertou ao julgar improcedente a manifestação de inconformidade. Mas, no recurso voluntário, a contribuinte, dialogando com a decisão de piso, apresentou mais elementos probatórios. Desta feita, apresentou balancetes e demonstrativos extracontábeis. Estes documentos, embora tenham sido juntados em sede de recurso voluntário, devem ser conhecidos pelos julgadores de segunda instância porque albergados pela hipótese de exceção à regra geral de preclusão prevista no artigo 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/72: Art. 16. A impugnação mencionará: I - a autoridade julgadora a quem é dirigida; II - a qualificação do impugnante; Fl. 260DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 1401-005.879 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10880.676574/2009-95 III - os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; [...] § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refira-se a fato ou a direito superveniente; c) destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. [...] – grifei. Examinando os documentos juntados aos autos, verifico que a escrituração contábil apresenta os seguintes valores: Receitas operacionais (8%) Receitas Financeiras IRPJ devido Abril R$2.919.850,40 R$42.502,42 R$67.022,61 Maio R$3.031.577,84 R$3.875,95 R$59.600,54 Junho R$2.933.785,01 R$80.796,95 R$76.874,94 Total do trimestre R$8.885.213,25 R$127.175,32 R$203.498,09 Veja-se que o valor de R$ 203.498,09 corresponde ao montante registrado pela própria recorrente, conforme trecho da peça recursal acima transcrito. Na espécie, evidencia-se a relevância da apresentação dos elementos da escrituração para dar suporte à verificação da liquidez e certeza do crédito pleiteado. De um lado, constato que os registros contábeis listados na tabela acima confirmam os dados declarados na ficha 14A da DIPJ/2008 (ano calendário 2007). De outro, no entanto, cotejando os dados da DIPJ e da contabilidade com o Comprovante de Rendimentos entregue pela instituição financeira, verifico que a contribuinte não ofereceu integralmente as receitas financeiras à tributação. Copio parte do Comprovante de Rendimentos: De acordo com o comprovante de rendimentos, as receitas que deram origem à retenção de R$ 44.478,40 (R$ 41.029,19 + R$ 3.449,21) somaram R$ 199.598,01 (R$ 182.351,93 + R$ 17.246,08). Mas, conforme demonstrado acima, a contribuinte ofereceu à Fl. 261DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 1401-005.879 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10880.676574/2009-95 tributação somente R$ 127.175,32. Ou seja, a contribuinte levou à tributação apenas 63,72% das receitas financeiras registradas no Comprovante de Rendimentos. Desta forma, incide no caso concreto a exigência contida na Súmula CARF nº 80: Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto. Diante da norma de regência, uma vez que a contribuinte não ofereceu à tributação a integralidade das receitas financeiras, apenas parte das retenções na fonte poderão compor o saldo de Imposto a Pagar. Assim, penso que a contribuinte faz jus a apenas 63,72% do IRRF na apuração do IRPJ a Pagar no 2º trimestre de 2007. A apuração ficaria como segue: IRPJ devido R$203.498,09 IRRF (63,72%) R$28.341,64 IRPJ a Pagar R$175.156,45 Portanto, considerando que a contribuinte pagou efetivamente R$ 203.498,09, é de se dar parcial provimento ao recurso voluntário para reconhecer o pagamento a maior no valor de R$ 28.341,64. Conclusão. Voto por dar parcial provimento ao recurso voluntário para deferir o crédito relativo a pagamento a maior de IRPJ no valor original de R$ 28.341,64 e homologar as compensações até o montante disponível. (documento assinado digitalmente) Carlos André Soares Nogueira Fl. 262DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10380.901057/2008-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3402-000.309
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligencia, nos termos do voto e relatório.
Nome do relator: NAYRA BASTOS MANATTA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 06 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201109
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10380.901057/2008-10
conteudo_id_s : 6514197
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 04 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3402-000.309
nome_arquivo_s : Decisao_10380901057200810.pdf
nome_relator_s : NAYRA BASTOS MANATTA
nome_arquivo_pdf_s : 10380901057200810_6514197.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligencia, nos termos do voto e relatório.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2011
id : 9042140
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Mon Nov 08 18:41:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1715886500192714752
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1483; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380901057/200810 Recurso nº Despacho nº 3402000.309 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 01 de setembro de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente HAPVIDA ASSISTENCIA MEDICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligencia, nos termos do voto e relatório. Nayra Bastos Manatta – Presidente e relatora. EDITADO EM: 21/09/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA RELATORIO Tratase de pedido de ressarcimento cumulado com declaração de compensação. O credito usado na compensação é oriundo de pagamento a maior do PIS, efetuado em 13/12/2002. O Despacho decisório considerou que o recolhimento informado na DCOMP foi totalmente utilizado para quitar os débitos informados na DCTF, não havendo credito a ser usado na compensação. O pedido foi indeferido e as compensações não foram homologadas. Fl. 203DF CARF MF Emitido em 27/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Processo nº 10380901057/200810 Despacho n.º 3402000.309 S3C4T2 Fl. 2 2 Cientificada a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade alegando: o crédito apurado em seu favor decorreu de correção nos cálculos de apuração do PIS, entretanto não foi efetivada a retificação através do envio de DCTF retificadora, bem como de DIPJ retificadora. detectada a falha, foi apresentada somente a retificação da DIPJ. A DCTF não foi apresentada em virtude de o contribuinte ter recebido Termo de Intimação para prestar esclarecimentos acerca de divergências apresentadas entre DIPJ e DCTF relativo A COFINS. em dezembro de 2006 apresentou as justificativas para o Termo de Intimação e solicitou orientação sobre a necessidade de retificação das DCTF já que estava sob procedimento fiscal. A orientação até hoje não foi recebida. anexa os PER/DCOMP e planilhas de atualização do alegado crédito. considera que com a retificação da DCTF, estará regularizada a pendência. Para tanto procedeu a retificação da DCTF de 2002 em 04 de junho de 2008. Requer o acatamento da retificação da DCTF, como também que os PER/DCOMP sejam acolhidos e que a cobrança dos débitos constantes das notificações sejam anuladas. A autoridade julgadora a quo indeferiu a solicitação. A contribuinte apresenta recurso voluntário alegando as mesmas razçoes da inicial, acrescendo: • o credito apurado em favor da recorrente decorreu de correção nos cálculos de apuração do PIS, • a retificação das DCTF foi realizada em virtude da reviso de DIPJ realizada no âmbito do processo 10.380.001058/200781(anexo I) que culminou com a lavratura de Auto de Infração da COFINS . Neste processo o nobre auditor fiscal utilizou como base para autuação os valores constantes da DIPJ como podemos observar as folhas 08 deste processo nota de rodapé "Fonte : coluna (A e B) Linha 20 e 21 da ficha 20a — DIPJ"(anexo II). • Se o auditor utilizou a DIPJ para realizar a autuação é porque verificou junto a escrituração contábil que os valores estavam corretos e portanto válidos(vide anexo III), razão pela qual a contribuinte também poderia utilizarse destas mesmas informações para lastrear seu pedido de restituição já que a base de cálculo da COFINS é a mesma do PIS. • O que este contribuinte fez foi apenas adequar a base de cálculo utilizada pelo auditor autuante no processo 10380.001058/200781 — COFINS, à base de cálculo do PIS objeto da presente defesa, razão pela qual restaram evidenciados o pagamento à maior que foi objeto do presente crédito ora utilizado. Fl. 204DF CARF MF Emitido em 27/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Processo nº 10380901057/200810 Despacho n.º 3402000.309 S3C4T2 Fl. 3 3 • Os r. julgadores afirmam ter verificado que a recorrente apresentou DIPJ antes de cientificado da decisão denegatória de seu pedido, no entanto, a DIPJ, tratase de mecanismo meramente informativo de informações econômicofiscais, sem portanto, ter força de confissão. A Declaração que faria provas ao direito credit6rio seria a DCTF, por força do art. 5°. Do Decretolei no. 2.124/84, c/c o parágrafo 1 0. Do artigo 90• Da Instrução Normativa SRF no. 482, de 21 de dezembro de 2004, que lhe atribuem a condição de instrumento de confissão de divida e constituição definitiva de credito tributário. • Discorre sobre a ilegalidade da norma que criou a DCTF e deu a esta o caráter de confissão de divida. É o relatório. VOTO DA CONSELHEIRARELATORA NAYRA BASTOS MANATTA O recurso interposto encontrase revestido das formalidades legais cabíveis merecendo ser apreciado. O processo versa sobre a não homologação de compensações sob o argumento de que o direito creditório da contribuinte não restou demonstrado e que o pagamento indicado como origem dos créditos foi totalmente utilizado para quitar débitos informados em DCTF. A alegação da contribuinte é de que apresentou DCTF retificadora (ainda que posteriormente ao despacho decisório) baseado nas informações contidas na DIPJ retificadora (apresentada antes de proferido o despacho decisório denegando seu credito e a compensação realizada). Alega, ainda, e traz aos autos documentos comprobatórios destas alegações, que no processo 10.380.001058/200781(anexo I) que culminou com a lavratura de Auto de Infração da COFINS, a fiscalização utilizou como base para autuação os valores constantes da DIPJ como podemos observar as folhas 08 deste processo nota de rodapé "Fonte : coluna (A e B) Linha 20 e 21 da ficha 20a — DIPJ"(anexo II), razão pela qual, sendo estas verdadeiras, o que foi verificado pela fiscalização junto a escrituração contábil da contribuinte, também poderiam ser usadas para respaldar o pedido de restituição da contribuinte, já que as bases de calculo do PIS e da COFINS são as mesmas. Considerando que o Direito Tributário tem como um dos seus pilares a busca da verdade material e que dos autos constam fortes indícios de que efetivamente a contribuinte efetuou pagamento a maior do tributo devido (já que as bases de cálculos informadas na DIPJ foram usadas pela fiscalização para lastrear exigência fiscal formalizada por meio de auto de infração), propomos a conversão do presente voto em diligência, para que sejam tomadas as seguintes providências: a) Intimar a contribuinte para que ela apresente copias de seus livros fiscais demonstrando as corretas bases de calculo do PIS devido; Fl. 205DF CARF MF Emitido em 27/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Processo nº 10380901057/200810 Despacho n.º 3402000.309 S3C4T2 Fl. 4 4 b) Intimar a contribuinte para que ela efetivamente demonstre através de planilha demonstrativa pormenorizada, embasadas em documentos contábeis fiscais, a correta base de calculo da contribuição devida, os valores recolhidos por meio de DARF e os valores que entende indevidos, bem como quais os valores já utilizados em outras compensações (com a devida comprovação) c) Verificar diante das informações e documentos apresentados pela contribuinte a existência do alegado direito creditório, inclusive com elaboração de demonstrativos de calculo e relatório final de diligencia, anexando os documentos que se fizerem necessários para o deslinde da questão. Dos resultados das averiguações, seja dado conhecimento ao sujeito passivo, para que, em querendo, manifestese sobre o mesmo no prazo de 30 (trinta) dias. Após conclusão da diligência, retornem os autos a esta Câmara, para julgamento. Nayra Bastos Manatta Fl. 206DF CARF MF Emitido em 27/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA
score : 1.0
Numero do processo: 35417.000228/2005-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2005 a 31/03/2005
NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento e a fundamentação legal que o ampara, não há que se falar em nulidade em decorrência de uma suposta presunção dos valores lançados na NFLD,
VÍCIOS NO LANÇAMENTO FISCAL, INOCORRÊNCIA, Não há que se
falar em vícios no lançamento fiscal, eis que toda documentação probatória foi entregue pelo próprio sujeito passivo e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento e a fundamentação legal que o ampara, em consonância aos pressupostos do art. 142 do CTN, do art. 37 da Lei n.° 8.212/91 e do art. 10 do Decreto n° 70.235/1972.
MATERIALIZAÇÃO DA NFLD, REPARTIÇÃO FISCAL. NULIDADE.
INEXISTENTE, A impressão de relatórios e organização de demais anexos que comporão a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito feita dentro da repartição fiscal, para posterior entrega ao contribuinte, é procedimento usual, no qual não se vislumbra qualquer nulidade,
AFERIÇÃO INDIRETA, PREVISÃO LEGAL.Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação
deficiente, o Fisco pode, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de oficio importância que reputar devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário, conforme possibilitam o art. 148 do CTN e o art. 33, parágrafos 3°, 4° e 6', da Lei n° 8,212/1991.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 2402-001.189
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 30 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201009
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2005 a 31/03/2005 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento e a fundamentação legal que o ampara, não há que se falar em nulidade em decorrência de uma suposta presunção dos valores lançados na NFLD, VÍCIOS NO LANÇAMENTO FISCAL, INOCORRÊNCIA, Não há que se falar em vícios no lançamento fiscal, eis que toda documentação probatória foi entregue pelo próprio sujeito passivo e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento e a fundamentação legal que o ampara, em consonância aos pressupostos do art. 142 do CTN, do art. 37 da Lei n.° 8.212/91 e do art. 10 do Decreto n° 70.235/1972. MATERIALIZAÇÃO DA NFLD, REPARTIÇÃO FISCAL. NULIDADE. INEXISTENTE, A impressão de relatórios e organização de demais anexos que comporão a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito feita dentro da repartição fiscal, para posterior entrega ao contribuinte, é procedimento usual, no qual não se vislumbra qualquer nulidade, AFERIÇÃO INDIRETA, PREVISÃO LEGAL.Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Fisco pode, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de oficio importância que reputar devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário, conforme possibilitam o art. 148 do CTN e o art. 33, parágrafos 3°, 4° e 6', da Lei n° 8,212/1991. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 35417.000228/2005-13
conteudo_id_s : 6507337
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 26 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2402-001.189
nome_arquivo_s : Decisao_35417000228200513.pdf
nome_relator_s : RONALDO DE LIMA MACEDO
nome_arquivo_pdf_s : 35417000228200513_6507337.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
id : 9028784
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Mon Nov 08 18:40:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1715886500524064768
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T11:32:01Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T11:32:00Z; Last-Modified: 2010-12-21T11:32:01Z; dcterms:modified: 2010-12-21T11:32:01Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:16fbfcc9-6f10-4da2-bc4e-328dfd3699cc; Last-Save-Date: 2010-12-21T11:32:01Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T11:32:01Z; meta:save-date: 2010-12-21T11:32:01Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T11:32:01Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T11:32:00Z; created: 2010-12-21T11:32:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2010-12-21T11:32:00Z; pdf:charsPerPage: 1954; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T11:32:00Z | Conteúdo => S2-C4T2 H 664 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 35417.000228/2005-13 Recurso n" 151,140 Voluntário Acórdão n" 2402-01.189 — 4" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 21 de setembro de 2010 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS : OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL - PARCELA DOS SEGURADOS, PARTE DA EMPRESA, SAT/RAT E TERCEIROS Recorrente ELFER INDÚSTRIA, SERVIÇOS E COMÉRCIO LIDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2005 a 31/03/2005 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento e a fundamentação legal que o ampara, não há que se falar em nulidade em decorrência de uma suposta presunção dos valores lançados na NFLD, VÍCIOS NO LANÇAMENTO FISCAL, INOCORRÊNCIA, Não há que se falar em vícios no lançamento fiscal, eis que toda documentação probatória foi entregue pelo próprio sujeito passivo e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento e a fundamentação legal que o ampara, em consonância aos pressupostos do art. 142 do CTN, do art. 37 da Lei n.° 8.212/91 e do art. 10 do Decreto n° 70.235/1972. MATERIALIZAÇÃO DA NFLD, REPARTIÇÃO FISCAL. NULIDADE. INEXISTENTE, A impressão de relatórios e organização de demais anexos que comporão a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito feita dentro da repartição fiscal, para posterior entrega ao contribuinte, é procedimento usual, no qual não se vislumbra qualquer nulidade, AFERIÇÃO INDIRETA, PREVISÃO LEGAL.Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Fisco pode, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de oficio importância que reputar devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário, conforme possibilitam o art. 148 do CTN e o art. 3.3, parágrafos 3°, 4° e 6', da Lei n° 8,212/1991. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO, Vistas, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM provimento ao recurso, nos_,É o colegiado, por unanimidade de votos, em negar o relator. as megoros rios voto ARcno OLIVEIRA - Presidente RONALDO DE LIMA MACEDO - Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Rogério de Lellis Pinto, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado e Nereu Miguel Ribeiro Domingues, 2 Processo n" .35417000228/2005-1.3 S2-C4T2 Acórdão " 2402-01,189 F I 665 Relatório Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) lançada pelo Fisco contra a empresa ELFER Indústria, Serviços e Comércio Ltda, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, relativas às contribuições dos segurados não retidas, à parte patronal, incluindo as contribuições para o financiamento das prestações concedidas em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa e a Terceiros (FNDE/Salário-Educação, INCRA, SENAI, SESI e SEBRAE), para a competência 03/2005. O Relatório Fiscal da notificação (fls. 22 e 23) informa que o fato gerador decorre da remuneração da mão-de-obra empregada na execução de obra de construção civil de responsabilidade da notificada, lançada por aferição indireta, consoante art. 33, § 4°, da Lei n° 8,212/91 e demais dispositivos legais citados no Anexo FLD - Fundamentos Legais do Débito, às fls. 11 a13, O Relatório Fiscal registra que não foi apresentada para a fiscalização os Livros Diário/Caixa com os lançamentos contábeis da empresa relativos ao período de 01/1995 a 02/2005, tendo sido autuada conforme Auto de Infração (AI) n. 35765.789-6, de 29/03/05. Esse Relatório Fiscal informa ainda que a empresa aprovou junto a Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba-SP, um projeto para edificação de Galpão Industrial, com área total de 3.985,04m2, tendo edificado urna área de 3.550,80m2, restando a construir uma área de 434,24m2 correspondente aos escritórios. A Empresa também não matriculou junto a Autarquia Previdenciária a mencionada obra, não apresentou escrituração contábil, não fez prova da mão de obra empregada na construção e nem apresentou as guias especificas referente aos recolhimentos das contribuições previdenciárias respectivas. Diante da omissão da Empresa, lavrou os autos de infração n°5 35.765.788-8 e 35765.789-6, respectivamente, por não ter a mesma efetuado a matricula da obra junto ao INSS e por não apresentação os Livros Diários/Caixa, bem corno emitiu "ex-oficio" a matricula CEI 38.610,02560/71 e a Declaração e Informação Sobre Obra (DISO) n°06/2005 (fls. 24 e 25), bem como apurou o montante dos salários pagos na execução da obra edificada (3,550,80m2) e as respectivas contribuições previdenciárias devidas, utilizando o Custo Unitário Básico (CUB), conforme Aviso de Regularização de Obra (ARO) na competência 0.3/2005 (fls. 26). A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deu-se em 18/04/2005 (f1.01). 1. a Notificação Fiscal é abusiva por não motivar a fiscalização sua decisão de desconsideração da escrita fiscal do contribuinte e a falta de prova regular e formalizada acerca do montante dos salários pagos pela execução da obra; A Notificada apresentou impugnação tempestiva (fis. 4.3 a 51) — acompanhada de anexos de fls. 52 a 620 —, alegando, em síntese, que: 2. a fiscalização, apesar do exame do LRE, não observou o registro de empregados que foram utilizados na obra, assim como trabalhadores com o registro de pedreiro, em uma atividade laborai extra aquela objeto da empresa; 3. não foram deduzidas as contribuições recolhidas conforme RDA -Relatório de Documentos Apresentados em anexo (fis. 65/68), que como demonstrara, estariam computados os empregados contratados para a obra e outros empregados da Contratante deslocados para a construção; 4 o Aviso para Regularização de Obra (ARO) não condiz com a realidade dos fatos, eis que o arbitramento não considerou os efetivos empregados utilizados para a construção, os devidos recolhimentos e os demonstrativos de mão de obra temporária utilizada; 5. os empregados contratados diretamente para a obra, aqueles deslocados dentro da estrutura da empresa para a consecução da obra, os contratados por mão de obra temporária e as notas fiscais dos pagamentos realizados utilizados na obra, bem como cópias do Registro de Empregados, recibos de pagamento, GFIP e relação dos trabalhadores constantes do arquivo SEFIP, encontram-se demonstrados nos documentos acostados a impugnação, o que invalida o lançamento por arbitramento, na forma do art. 33 § 4 0, da Lei 8212/91; 6, a CP/88 veda o bis in idem, caracterizado "Neste caso, o fato da Contestante já haver realizado as contribuições previdenciárias, ainda que não individualizadas a princípio, corno referentes obra civil, mas de fato matizadas e ora discriminadas, impede que a Previdência Social lhe obrigue a repetir o recolhimento, ainda que recolhido sob codificação diferenciada pois senão estaria sendo estabelecido o bis in idem e ainda mais o enriquecimento sem justa causa ou ilícito, por parte da Autarquia Previdenciária". Portanto, requer que no caso de se entender devida a cobrança, sejam compensados os recolhimentos efetuados; 7. há ofensa ao princípio da legalidade ou reserva legal, urna vez que realizou todos os recolhimentos previdenciários decorrentes da obra, conforme documentação acostada, não havendo previsão legal para apuração do debito arbitramento e dos acessórios, o que conduz a nulidade do ato administrativo; 8. diz a Impugnante: "Os autos de infração foram produzidos por computador (vide Doc., original) — quiçá dentro da própria Repartição Pública — e entregues na empresa autuada, apenas para a coleta de assinatura do representante legal da mesma, sem que houvesse qualquer motivo relevante que impedisse ao Sr.. Fiscal do Trabalho o cumprimento das normas federais que regem a espécie. Tal procedimento vicia e nulifica o procedimento fiscal que não cumpriu assim, as normas cogentes, 4 Processo n" 35417 000228/2005-13 S2-C4T2 Acórdão n " 2402-01.189 Fi 666 superiores e obrigatórias, do art. 10, "caput" e inciso II, do Regulamento do Processo Administrativo — Decreto Federal n° 70.235, de 6.3„73"; 9, por fim requer: (i) a inexistência da relação juridico- obrigacional, do arbitramento e consectários legais; (ii) a nulidade do lançamento; (iii) no caso se entender devida qualquer contribuição que seja realizada a compensação dos valores recolhidos e discriminados nesta petição; (iv) protesta pela utilização de todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente a documental e testemunhal. A Delegacia da Receita Previdenciária (DRP) em São José dos Campos-SP — por meio da Decisão-Notificação (DN) 21437,4/0205/2006 (fls. 623 a 632) — considerou o lançamento fiscal procedente em sua totalidade, eis que as alegações da Impugnante trazidas aos autos não foram suficientes nem capazes de elidir e/ou modificar o lançamento, A Notificada apresentou recurso (fls. 6:38 a 648) — acompanhado de anexos de fls. 711 a 1261 —, manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento das contribuições e no mais efetua repetição das alegações de defesa. A Unidade de Atendimento da Receita Previdenciária em Pindamonhangaba- SP informa que o recurso interposto é tempestivo, fl, 653, A Delegacia da Receita Previdenciária (DRP) em São José dos Campos-SP apresenta contrarrazões e encaminha os autos ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), fls. 654 a 662. É o relatório. 5 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame de seus argumentos, DAS PRELIMINARES: umanto à ir-eliminar de nulidade da NFLD em decorrência de urna suposta presunção na apuração da base de cálculo dos valores lançados na NFLD tal argumentação não merece ser acatada, uma vez que os valores lançados nessa NFLD, conforme Relatório Fiscal de fls. 22 e 23, fbrarn baseados na área construída e no padrão da obra, pautados nos seguintes documentos: Aviso de Regularização de Obra (ARO), fl. 26; Declaração e Informação sobre a Obra (LESO), fls. 24 e 25; Alvará com Planta baixa, Cortes e Fachada do imóvel, emitida em 13/02/2003, fls. 27 e 28. Além dos esclarecimentos constantes do Relatório Fiscal (fis, 22 e 23), verifica-se que o lançamento fiscal ora analisado atende aos pressupostos essenciais para sua lavratura, já que, na NFLD com seus anexos, consta de forma clara os elementos necessários para a configuração do ato administrativo fiscal. Logo, não há que se falar em nulidade, pois estão estabelecidos de forma transparente nos autos (fls. 01 a 31) todos os seus requisitos legais, conforme preconiza o art. 142 do CTN, arts, 33 e 37, ambos da Lei n.° 8,212/1991, e art. 10 do Decreto n° 70235/1972, tais como: local e data da lavratura; caracterização da ocorrência da situação fática da obrigação tributária (fato gerador); determinação da matéria tributável; montante da contribuição previdenciária devida; identificação do sujeito passivo; determinação da exigência tributária e intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de 30 dias; disposição legal infringida e aplicação das penalidades cabíveis; dentre outros. Assim, dispõem o art. 142 do CTN e o art, 37 da Lei n.° 8212/1991: Art. 142 Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Art. 37. Constatado o não-recolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de benefício reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto de infração ou notificação de lançamento Nesse mesmo sentido dispõe o art. 10 do Decreto n° 70,235/1972: Art. 10 O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da . firlta, e conterá obrigatoriamente,. 1- a qualificação do autuado, 6 Processo n" 35417 000228/2005-13 S2-C4T2 Acórdão n 2402-01.,189 Fl 667 II - o local, a data e a hora da lavratura; III - a descrição do fato; IV - a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; - a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de trinta dias; VI - a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Vê-se que os valores do presente lançamento fiscal não foram constituídos com base em meras presunções, como quer fazer crer a Recorrente, mas sim nos dados e nas informações constantes nos seguintes documentos: Aviso de Regularização de Obra (ARO), fl. 26; Declaração e Informação sobre a Obra (DISO), fls. 24 e 25; Alvará com Planta baixa, Cortes e Fachadas do imóvel, fls. 27 e 28. Portanto, rejeito a preliminar de nulidade. Com rela ão à invalidade do procedimento de aferição indireta, utilizada paaaafir uração da base de cálculo relativa à mão-de-obra pertinente à construção civil, e que somente caberia a aferição indireta, caso tivesse descumprido o art. 33, 4°, da Lei n.° 8.212/1991, tal alegação também é infundada, eis que o Fisco cumpriu a legislação de regência e o lançamento de oficio, com a utilização da base de cálculo decorrente de aferição indireta. Esta decorre de um ato necessário e devidamente motivado, conforme registro no Relatório Fiscal — item "5" — (fl. 22), eis que não foi apresentada para a fiscalização os Livros Diário/Caixa com os lançamentos contábeis da empresa relativos ao período de 01/1995 a 02/2005, tendo sido autuada conforme Auto de Infração (AI) n. 35.765.789-6. Pela leitura dos itens "5" a "7" do Relatório Fiscal de fl2 22 e 23, verifica-se que a fundamentação legal que embasou o lançamento fiscal é justamente o art. .33, parágrafos 3', 40 e 6°, da Lei n.° 8.212/1991. Essa fundamentação legal também está registrada no anexo Fundamentos Legais do Débito (FLD) de fls. 11 a 13. Logo, a forma de apuração da base de cálculo, mediante critério de aferição indireta, encontra-se devidamente demonstrada nas peças que integram a notificação, tais como:Relatório Fiscal às fls. 22 e 23; Fundamentos Legais do Débito (FLD) às fls.. 11; e Discriminativo Analítico de Débito (DAD) às fls. 04. Nesse sentido, dispõem o art. 148 do CTN e o art. 33, parágrafos 3', 4' e 6', da Lei n° 8.212/1991: Art. 148.. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações- ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial. Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social — INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e norma tirar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo ÚllíCO do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal — SRF 7 compete arrecadar, .fiscalizar, lançar e normalizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas ri e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação dada pela Lei n" 10 2.56, de 2001) ( §3" Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou infOrmação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social-INSS e o Departamento da Receita Federal- DRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscreve,' de oficio importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. §4" Na falta de prova regulai e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mão-de-obra empregada, proporcional à área construída e ao padrão de execução da obra, cabendo ao proprietário, dono da obra, condômino da unidade imobiliária ou empresa co-responsável o ônus da prova em contrário. ) § 6" Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a .fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário, Assim, o lançamento fiscal ora analisado está amparado no art. 33, parágrafos 3', 4° e 6°, da Lei n° 8,212/1991 e no art. 148 do CTN, encontrando-se lavrado dentro da legalidade. A constatação da recusa em apresentar documentos e informações solicitadas pela auditoria fiscal está configurada quando do recebimento do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF), fls, 11 a 13, e do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos (TIAD), fls. 18 e 19, bem corno do Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal (TEAF), fl. 21, o qual ficou registrado a não apresentação dos Livros Contábeis (Livros Diários e Livros Caixa) no período de 01/1995 a 03/2005. Portanto, o procedimento de aferição indireta utilizado pela auditoria fiscal, para a regularização da obra em questão, foi corretamente aplicado, pois o fato gerador dos valores lançados neste processo foi suficientemente comprovado na notificação com seus anexos. Com isso, o lançamento fiscal foi devidamente motivado, contendo a descrição da razões de fato e de direito. Ainda em sede de eliminar a Recorrente aleaa q ue a notificaeão seria nula t or ter sido lavrada fora do estabelecimento fiscalizado.. Assim, entende a Recorrente que pelo fato da notificação ter sido materialmente produzida na repartição fiscal foi lavrada fora do estabelecimento o que causaria sua nulidade, Tal preliminar não merece ser acolhida e parece-me equivocada. Os procedimentos concernentes à materialização da notificação que será entregue ao sujeito 8 Processo n° 35417000228/2005-13 S2-C4T2 Acórdão n " 2402-01.189 El 668 passivo, tais corno a impressão e organização de relatórios, bem corno dos anexos, numeração de folhas, dentre outros, não necessitam ser realizados no estabelecimento da empresa submetida ao procedimento de auditoria fiscal. Nesse sentido, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) uniformizou a jurisprudência administrativa sobre a matéria por meio do enunciado da Súmula if 6, publicadas no DOU de 22/12/2009, ANEXO III - CONSOLIDAÇÃO DAS SÚMULAS CARF, pág. 71, transcrito a seguir: Súmula CARF n"6 É legitima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte, Súmulas 6 do 1" CC e 4 do 2" CC Diante disso, rejeito as preliminares ora examinadas, e passo ao exame de mérito. DO MÉRITO: Quanto ao mérito destaca-se que a não impugnação expressa dos fatos geradores objeto do lançamento importa em renúncia e conseqüente concordância com os termos da NELD„ Além disso, não verificamos a existência de qualquer fato novo que possa ensejar a revisão do lançamento em questão. Suas alegações apenas repetem os fundamentos de sua defesa. Dessa forma, em relação aos fatos geradores objeto da presente notificação, como não houve recurso expresso aos pontos da Decisão-Notificação (DN) 21.437.4/0205/2006 de fls. 623 a 632, presume-se a concordância da recorrente com a DN e, por consectário lógico, a lide não se instaurou. Portanto, deve ser mantida a Decisão- Notificação. A Recorrente durante o procedimento administrativo tributário não apresentou elementos fáticos nem documentos capazes de comprovar as alegações expostas na fase impugnatória e recursal. Ela resumiu-se a atacar a exigibilidade de contribuições, registrando que deveria haver apropriação de parte dos recolhimentos efetuados no CNP.1 00,677.174/0001-9.3 (matriz da empresa), conforme constatam-se as GFIP's de fls. 84 a 336, para a matrícula da obra CEI 38.610,02560-71, evitando-se, com isso, recolhimentos em duplicidade (bis in idem). Entendo que essa apropriação não tem respaldo contábil nem a documentação apresentada é suficiente para ensejar o procedimento alegado pela Recorrente. A Recorrente deixou de elaborar GFIP's e folhas especificas para a obra, não apresentou escrituração contábil, o que lhe acarretou inclusive imposição de penalidade decorrente do descumprimento de obrigação tributária acessória, não apresentou guias vinculadas a obra, já que a obra não possuía matricula, o que também foi objeto de autuação. Logo, desassiste razão à Recorrente quanto alegar que deveria haver apropriação de valores recolhidos no CNR1 da matriz da empresa para a matrícula CEI da obra, eis que se o sujeito passivo (Recorrente), tal corno afirma, efetuou o recolhimento das contribuições sociais incidentes sobre remuneração da mão-de-obra utilizada em su construção, deve comprová-la, trazendo para os autos as guias segundo as normas estabeleci s pela legislação previdenciária,. 9 RONALDO DE LIMA MACEDO — Relatou Por outro lado, se a Recorrente fez recolhimento de contribuições sociais de forma irregular, igualmente, compete-lhe comprovar juntando ao processo os elementos de convicção, tais como: escrituração contábil em que se evidencie a mão-de-obra utilizada na edificação e os respectivos recolhimentos das contribuições previdenciárias; folhas de pagamentos especificas; Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP's) retificadoras; dentre outros. Registramos ainda que esses fatos não podem ser supridos por prova testemunhal.. Não cabe prova testemunhal para o fato que exige em sua essência a prova documental; além disso, a Recorrente não fez anexação de qualquer' declaração, seja por instrumento particular, seja por instrumento público, o que seria admitido no processo administrativo e apreciado em decisão de primeira instância ou neste recurso voluntário. Nesse sentido, dispõe o art. 15 do 70.235/1972 — diploma que disciplina o processo administrativo fiscal no âmbito federal — abaixo transcrito: Ari 15, A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se . fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência Compulsando os autos, não se verificam elementos fático-probatórios capazes de demonstrar que houve recolhimentos das contribuições sociais previdenciárias concernentes à remuneração da mão-de-obra utilizada na construção da obra executada pela Recorrente. Finalmente, pela análise dos autos, chegamos à conclusão de que o lançamento foi lavrado na estrita observância das determinações legais vigentes, sendo que teve por base o que determina a Legislação de regência. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso, para rejeitar as preliminares de nulidade, e no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO, julgando procedente o lançamento efetuado. Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2010 10 Quarta Câmara da Segunda Seção MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS QUARTA CÂMARA — SEGUNDA SEÇÃO SCS — Q.01 — BLOCO "J" — ED. ALVORADA — 11" ANDAR EP: 70396-900 — BRASÍLIA (DF) Tel: (0xx61) 3412-7568 PROCESSO: 35417.000228/2005-13 INTERESSADO: ELFER INDÚSTRIA, SERVIÇOS E COMÉRCIO LTDA. TERMO DE JUNTADA E ENCAMINHAMENTO Fiz juntada nesta data do Acórdão/Resolução 2402-01.189 de folhas Encaminhem-se os autos à Repartição de Origem, para as providências de sua alçada.
score : 1.0
Numero do processo: 10840.003577/2004-77
Data da sessão: Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3402-000.350
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para aguardar na origem o desfecho do processo nº 15956.000309/2008-43.
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 06 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201111
numero_processo_s : 10840.003577/2004-77
conteudo_id_s : 6515204
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 05 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3402-000.350
nome_arquivo_s : Decisao_10840003577200477.pdf
nome_relator_s : GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10840003577200477_6515204.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para aguardar na origem o desfecho do processo nº 15956.000309/2008-43.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2011
id : 9045005
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Mon Nov 08 18:41:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1715886500610048000
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1504; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 118 1 117 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10840.003577/200477 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3402000350 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10/11/2011 Matéria PIS NÃO CUMULATIVO Recorrente CRYSTALSERV COM E REPRES LTDA Recorrida DRJ RIBERÃO PRETO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para aguardar na origem o desfecho do processo nº 15956.000309/200843. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da Tterceira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, NAYRA BASTOS MANATTA Presidente GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Digite em caixa baixa o nome dos conselheiros presentes à sessão. Relatório Para elucidar os fatos ocorridos até a interposição do Recurso Voluntário, transcrevo o relatório da DRJ, in verbis: Fl. 282DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 10840.003577/200477 Acórdão n.º 3402000350 S3C4T2 Fl. 119 2 Trata o presente processo de Declaração de Compensação (fl. 04/06) de crédito do Programa de Integração Social (PIS), relativo a receitas de exportação, apurado no regime de incidência nãocumulativa, referente ao período de apuração de abril de 2004, no valor de R$ 7.869,29, com débito de responsabilidade da interessada. A DRF de Ribeirão Preto (SP), por meio do Despacho Decisório (fl. 112), não homologou a compensação declarada, em razão da inexistência de saldo de créditos para a compensação, uma vez que o mesmo já fora utilizado para quitar o débito da contribuição do próprio mês. Na informação fiscal (fls. 110/111), que acompanha o despacho denegatorio, foi relatado, em breve resumo, que do cálculo do crédito do PIS demonstrado na ficha 04 do DACON, do 2º trimestre de 2004, foram glosados valores relativos aquisições de açúcar de álcool com fins específicos de exportação e aqueles relativos a pagamentos com fretes e armazenagem anexo I. Igualmente, efetuou ajustes na ficha 05 do DACON, referentea receitas que não podem ser consideradas como de exportação, resultando num novo valor de PIS devido, apurado após esgotados os créditos j á ajustados e resultou num saldo devedor de R$ 184.348,14. Assim, no mês de abril de 2004, inexistia valor de crédito de PIS a ser pleiteado em compensado. Cientificada do despacho e inconformada com a não homologação, a interessada apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 120/139, alegando, em inicial, ter sido submetida a anterior fiscalização, que concluiu pela inexistência dos créditos do PIS nos períodos compreendidos entre janeiro de 2003 e dezembro de 2004, tendo sido apurado, inclusive, insuficiência de recolhimento, o que foi objeto de lançamento de ofício no processo n° 15956.000309/200843. Argumenta, a interessada, que os mesmos créditos foram objeto de compensação com outros tributos, por meio de Dcomp. Conclui, sua inicial, com a alegação de que a matéria debatida na presente manifestação de inconformidade já fora integralmente consignada na impugnação ao auto de infração de que trata o processo acima citado, protocolizada em 23/10/2008, documento em que a requerente teria exaurido toda a sua dilação probatória; também, que o acolhimento de suas razões naquele processo prejudicará o julgamento da presente manifestação, por conta das matérias coincidentes glosa de créditos do PIS. Conclui que o presente seja objeto de julgamento único, em conjunto com o auto de infração albergado no processo n° 15956.000309/200843, e para que não tenha precluso o seu direito de impugnar toda a matéria aventada na informação fiscal, a recorrente ratifica suas razões de inconformidade. Quanto ao mérito, alega que se trata de empresa preponderantemente exportadora e que foram desconsiderados, Fl. 283DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 10840.003577/200477 Acórdão n.º 3402000350 S3C4T2 Fl. 120 3 de forma infundada, pela fiscalização, os lançamentos contábeis na conta de Receita de Revenda de Exportação a título de "Complemento de Preço", "Variação Monetária" e "Estornos", levando os respectivos valores à tributação da contribuição como se receita de mercado interno fossem, algo que não se pode convalidar; todas as operações comerciais de venda foram destinadas exclusivamente ao mercado externo, não tendo havido, neste período, qualquer operação de venda de produto no mercado interno. Após tecer considerações sobre os princípios contábeis atinentes a realização da receita conclui com a assertiva de que a receita de exportação somente se considera realizada no momento da transferência de propriedade dos produtos de uma entidade à outra, que se concretiza, no caso em apreço, pelo embarque das mercadorias exportadas no porto, razão pela qual, desde a emissão da Nota Fiscal de Exportação até que o momento em que se apure a receita de venda efetiva, são necessariamente efetuados ajustes, a débito e crédito, nas contas correspondentes de acordo com o regime de competência, sendo portando consideradas "variações cambiais", tanto para efeitos contábeis quanto fiscais, apenas após a tradição da mercadoria "emissão do Bill of Lading". Prossegue, afirmando que seria de praxe no mercado nacional e internacional de compra e venda de commodities, quando estas são negociadas em bolsas internacionais como é o caso do açúcar ou sujeitas a cotações diárias como é o caso do álcool , a apuração do preço de venda a posteriori, mesmo que após o embarque das mercadorias com destino ao exterior, por conta da possibilidade de fixação do preço final a critério e oportunidade do vendedor, o que gera em sua contabilidade, novamente em reverência ao princípio da competência, estornos e complementos de preço, de modo que a receita de exportação total reflita o valor final da operação. Os procedimentos legais de Despacho de Exportação, conforme consignado no termo de encerramento pela fiscalização, foram regularmente cumpridos pelo Contribuinte, não havendo determinação legal expressa de nova averbação no SISCOMEX no caso de emissão de nota fiscal de complemento de preço, nem tampouco qualquer necessidade de vinculação desta à comprovação da exportação para fins de gozo da imunidade das receitas de exportação à contribuição em apreço; ademais, o art. 160 da Portaria SECEX n° 36/07, que dispõe dos procedimentos de exportação, prevê que poderão ser efetuadas alterações no RE, e em casos bastante específicos, não havendo qualquer determinação expressa de nova averbação no caso de emissão de nota fiscal de complemento de preço, como requer a fiscal. No tocante aos créditos sobre despesas de frete e armazenagem na exportação, incorridas pela empresa em suas operações de venda, no período de fevereiro a dezembro de 2004, argumentou que mais do que comercial exportadora, é pessoa jurídica exportadora, o que lhe assegura o crédito nas aquisições Fl. 284DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 10840.003577/200477 Acórdão n.º 3402000350 S3C4T2 Fl. 121 4 vinculadas às suas receitas de exportação, conforme o art. 5 o da Lei n° 10.637/02, que reproduziu; Desta forma, aos exportadores, tendo em vista a imunidade das receitas de exportação prevista pelo art. 149, § 2º , I, da Constituição Federal com a redação dada pela ECn° 33/2001, é assegurado o direito à manutenção e desconto de créditos nas aquisições de bens e serviços no mercado interno com a incidência desta contribuição, sob pena de que o benefício outorgado pela CF resulte em incidência cumulativa da contribuição, aplicandose a referidas pessoas jurídicas exportadores as regras de desconto de crédito prevista no art. 2º da Lei n°10.637/02; E dizer, ao contrário das próprias mercadorias adquiridas com fim específico de exportação, os serviços acessórios contratados pela impugnante no desempenho de suas atividades não estão abarcados pela isenção ou nãoincidência do imposto, ou seja, os respectivos prestadores são contribuintes para o PIS, motivo pelo qual, é assegurado o direito de tomada de crédito relativo a essas despesas; Ainda sobre o assunto, alegou que o § 4º do art. 6º da Lei n° 10.833, no qual teria se baseado a autuante para negar o direito ao crédito, vedou a apropriação de créditos nas aquisições de mercadorias não sujeitas ao pagamento das contribuições, ratificando o disposto no art. 3º , § 2º , II da mesma lei, não se aplicando aos demais bens e serviços adquiridos com o pagamento de tais contribuições, os quais, ainda que vinculados à receita de exportação, não se confundem com a operação incentivada das comercias exportadoras de venda com fim específico de exportação. Por fim, esclarece que, por todo o exposto e, de acordo com a legislação de regência, tem direito à compensação informada na DCOMP, não havendo que se falar em débito remanescente. Após a reafirmação de suas razões de mérito j á constantes do processo anterior, pede ao final: I. O apensamento do presente procedimento administrativo àquele referente à cobrança do PIS auto de infração no processo n° 15956.000309/200843, que abrangeu os períodos de apuração de janeiro de 2003 a dezembro de 2004 e que tratou da mesma matéria, nos termos do art. 9º , § 1º , do PAF; II. Que julgue integralmente procedente a presente manifestação de inconformidade pela razões antes expendidas, nos termos do art.9° do PAF, bem como seja homologado o pedido de compensação.. A Delegacia de Julgamento em Ribeirão Preto considerou improcedente a manifestação de inconformidade, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: Fl. 285DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 10840.003577/200477 Acórdão n.º 3402000350 S3C4T2 Fl. 122 5 RECEITAS DE EXPORTAÇÃO. COMPLEMENTO DE PREÇO. As receitas vinculadas a exportação, para que sejam reconhecidas para efeito de benefício fiscal obrigatoriamente deverão ser referenciadas à nota fiscal de exportação original e registradas no SISCOMEX. CRÉDITO. EMPRESA COMERCIAL EXPORTADORA Empresas comerciais exportadoras se encontram legalmente impedidas de apurar créditos de contribuição para o PIS vinculados à aquisição de mercadorias com o fim específico de exportação. Tratase de caso de não incidência por força de disposição legal que, por conseqüência natural do regime da nãocumulatividade das contribuições, não resulta direito à apuração de crédito pela empresa comercial exportadora adquirente das mercadorias. BASE DE CÁLCULO. VARIAÇÕES CAMBIAIS. RECEITAS FINANCEIRAS. As variações monetárias ativas em função da taxa de câmbio constituemse em receitas financeiras, incluindose na base de cálculo da contribuição. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Datado fato gerador: 17/05/2006 DECORRÊNCIA. REVISÃO DE CRÉDITO DO PIS. Tendo, a apuração do crédito do PIS sido objeto de análise e revisão em procedimento fiscal anterior, a decisão ali adotada, deve ser igualmente aplicada neste processo, pois foi baseada nas mesmas razões de direito e nos mesmos elementos de prova. Descontente com a decisão de primeira instância, o sujeito passivo protocolou o recurso voluntário no qual argumenta, em síntese, que: a) O julgamento do processo administrativo nº 15956000309/200843 prejudicará o julgamento do presente recurso voluntário, por conta das matérias coincidentes. Assim, a lide posta nos dois processos devem ter seu julgamento de forma conjunta; b) Aos exportadores, tendo em vista a imunidade das receitas de exportação prevista pelo artigo 149, § 2º , inciso I da Constituição Federal — com redação dada pela Emenda Constitucional n°. 33/2001 — é assegurado o direito à manutenção e desconto de créditos de Contribuição para o PIS/Pasep nas aquisições de bens e serviços no mercado interno com a incidência desta contribuição, sob pena de que o benefício outorgado pela Constituição Federal Fl. 286DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 10840.003577/200477 Acórdão n.º 3402000350 S3C4T2 Fl. 123 6 resulte em incidência cumulativa da contribuição, aplicandose a referidas pessoas jurídicas exportadoras as regras de desconto de crédito previstas no artigo 3 o da Lei n°. 10.637/02; c) A Requerente é pessoa jurídica exportadora, enquadrandose perfeitamente aos dispositivos de mencionado artigo 5°, que lhe assegura o crédito nas aquisições vinculadas as suas receitas de exportação, sendo referido crédito passível, inclusive, de compensação com outros tributos federais e/ou restituição, denotando a liquidez do direito ao crédito em favor das pessoas jurídicas exportadoras. Portanto, faz jus aos créditos calculados sobre despesas de fretes e armazenagens na operação de venda para fins de cálculo do valor devido da exação; d) Uma vez reconhecido o direito creditório da recorrente no tocante às aquisições de mercadorias com finalidade específica de exportação, em abril de 2004, por expressa previsão legal e por ausência de qualquer vedação em contrário, sua declaração de compensação deve ser reconhecida, não havendo que se falar em débitos remanescentes de IRPJ, vez que os mesmos foram extintos por compensação, nos termos do artigo 156, inciso II do CTN. É o Relatório. Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator A impugnação foi apresentada com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dela tomo conhecimento e passo a apreciar. Preliminarmente, o recorrente solicita o apensamento do presente processo ao do auto de infração de nº 15956000309/200843 por tratarem de mesma matéria. Alega que o afastamento da exação cobrada no Processo Administrativo citado, quando decretado pelas instâncias de julgamento administrativo em decisão definitiva favorável à Recorrente, prejudicará o julgamento do presente Recurso Voluntário, por conta das matérias coincidentes glosa de créditos da Contribuição para o PIS/Pasep. Ao analisar o despacho decisório e o voto da primeira instância, resta evidente a prejudicialidade entre os processos, senão vejamos: Fl. 287DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 10840.003577/200477 Acórdão n.º 3402000350 S3C4T2 Fl. 124 7 O sujeito passivo protocolou pedido de ressarcimento de créditos do PIS não cumulativo referente ao mês de abril/2004. O Serviço de Orientação e Análise Tributária (Seort) da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ribeirão Preto proferiu despacho de fls. 112 denegando o pedido. O despacho decisório do Seort fundamentou sua decisão no despacho de fls. 110/111, no qual o Serviço de Fiscalização informa não haver crédito financeiro em benefício do recorrente, tendo por base a ação fiscal realizada na sociedade em que se apurou saldo devedor no valor de R$ 184.348,14, dando origem ao auto de infração contido no processo nº 15956.000309/200843. No voto da Delegacia de Julgamento fica cristalina a dependência entre os processos, conforme podese observar do enxerto que colaciono abaixo. “...o procedimento fiscal de que trata o processo de lançamento fiscal do PIS, revisou os créditos da contribuição correspondentes ao ano de 2004. O presente processo trata de PER/DCOMP encaminhada pela interessada tratando do aproveitamento dos citados créditos, que teriam sido apurados no mês de abril de 2004. Ora, como conseqüência daquele procedimento, a pretensão perdeu o objeto, pois foi constatada a inexistência do saldo credor que seria passível de compensação. A Manifestação de Inconformidade ora apresentada apenas ratifica as razões de defesa que foram analisadas na decisão de 2010 e, nas palavras da interessada exauriu toda a sua dilação probatória (fl. 125), portanto, o que foi decidido naquele processo, que analisou as mesmas questões de direito e de fato concernentes a existência do crédito do PIS, aplicase integralmente aos autos ora sob exame. De fato, nesses casos, como ambos processos possuem o mesmo objeto, em relação à existência do crédito compensável, é preferível que os julgamentos da impugnação ao lançamento e da manifestação de inconformidade ao despacho denegatório sejam realizados na mesma sessão de julgamento. No entanto, no caso concreto, isso é impossível, pois o julgamento, em primeira instância do processo nº 15956.000309/200843, j á ocorreu, e foi formalizado no Acórdão nº 1428.831, de 07/05/2010, por esta mesma 4º Turma de Julgamento da DRJ/Ribeirão Preto. Como aquele processo foi apreciado por esta mesma Turma de Julgamento, possui o mesmo objeto que o presente e a própria interessada ratificou os termos de sua defesa anterior, tendo solicitado o julgamento em conjunto com o presente, em relação às alegações de mérito, adotase o voto proferido e as mesmas razões de decidir, devendo, posteriormente, o presente ser apensado ao processo n º 15956.000309/200843. Para tanto, passase a transcrever, em parte, o voto contido no Acórdão nº 1428.831, de 07/05/2010, no qual a Turma decidiu por considerar procedente o lançamento, mantendo a exigência do crédito tributário constituído...” Como relatado, a Seort decidiu tomando por base o despacho da fiscalização em procedimento de diligência, que por sua vez utilizouse da conclusão do termo de informação fiscal produzido nos autos do processo nº 15956000309/200843. A DRJ alegou a impossibilidade de anexação dos processos em vista de estarem em fases distintas e utilizou a decisão do outro processo para sustentar sua posição. Fl. 288DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 10840.003577/200477 Acórdão n.º 3402000350 S3C4T2 Fl. 125 8 A partir do colocado, é de meridiana obviedade que todos os processos que tratem de compensação, cujo crédito a ser utilizado esteja sendo discutido nos autos do processo que contém o auto de infração devem esperar sua decisão para então poder ter seu desfecho. Em face da dependência, é necessário aguardar o término do processo nº 15956000309/200843, que definirá o direito creditório alegado nas compensações discutidas neste. Pelo exposto, voto por converter o julgamento em diligência, determinando que se aguarde a decisão final no processo nº 15956000309/200843. Após, deve ser acostada ao presente processo cópia da decisão definitiva do processo nº 15956000309/200843, com retorno dos autos a este Colegiado para apreciação. Sala das Sessões, em 10/11/2011 Gilson Macedo Rosenburg Filho Fl. 289DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/12/2011 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA
score : 1.0
Numero do processo: 11330.000541/2007-05
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/08/1996 a 31/12/1998
CONSTRUÇÃO CIVIL, FUNDAÇÃO DE DIREITO PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA,
O órgão público da administração direta, a autarquia e a fundação de direito público, na contratação de obra de construção civil por empreitada total, não respondem solidariamente pelas contribuições sociais previdenciárias decorrentes da execução do contrato, ressalvados o período anterior ao Decreto-lei n° 2.300, de 21 de novembro de 1986, quando contratar obra de
construção civil, reforma ou acréscimo, bem como quando contratar serviços mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário e; período de 29 de abril de 1995 a 31 de janeiro de 1999, quando contratar serviços mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário.
RECURSO DE OFÍCIO NEGADO,
Numero da decisão: 2402-001.194
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso de oficio nos termos do voto do relator.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Oct 30 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201009
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/1996 a 31/12/1998 CONSTRUÇÃO CIVIL, FUNDAÇÃO DE DIREITO PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA, O órgão público da administração direta, a autarquia e a fundação de direito público, na contratação de obra de construção civil por empreitada total, não respondem solidariamente pelas contribuições sociais previdenciárias decorrentes da execução do contrato, ressalvados o período anterior ao Decreto-lei n° 2.300, de 21 de novembro de 1986, quando contratar obra de construção civil, reforma ou acréscimo, bem como quando contratar serviços mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário e; período de 29 de abril de 1995 a 31 de janeiro de 1999, quando contratar serviços mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário. RECURSO DE OFÍCIO NEGADO,
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 11330.000541/2007-05
conteudo_id_s : 6507756
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2402-001.194
nome_arquivo_s : Decisao_11330000541200705.pdf
nome_relator_s : RONALDO DE LIMA MACEDO
nome_arquivo_pdf_s : 11330000541200705_6507756.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
id : 9030255
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Mon Nov 08 18:40:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1715886500633116672
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T11:33:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T11:33:47Z; Last-Modified: 2010-12-21T11:33:47Z; dcterms:modified: 2010-12-21T11:33:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:2db3aea1-fd06-432d-867d-0a326e750cf5; Last-Save-Date: 2010-12-21T11:33:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T11:33:47Z; meta:save-date: 2010-12-21T11:33:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T11:33:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T11:33:47Z; created: 2010-12-21T11:33:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-12-21T11:33:47Z; pdf:charsPerPage: 1505; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T11:33:47Z | Conteúdo => S2-C4T2 F'l 606 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 11330.000541/2007-05 Recurso n" 152.217 De Oficio Acórdão n" 2402-01.194 — 4" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 21 de setembro de 2010 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS : RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DECORRENTE DE EMPREITADA TOTAL DA CONSTRUÇÃO CIVIL Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ E OUTRO ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/1996 a 31/12/1998 CONSTRUÇÃO CIVIL, FUNDAÇÃO DE DIREITO PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA, O órgão público da administração direta, a autarquia e a fundação de direito público, na contratação de obra de construção civil por empreitada total, não respondem solidariamente pelas contribuições sociais previdenciárias decorrentes da execução do contrato, ressalvados o período anterior ao Decreto-lei n° 2.300, de 21 de novembro de 1986, quando contratar obra de construção civil, reforma ou acréscimo, bem como quando contratar serviços mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário e; período de 29 de abril de 1995 a 31 de janeiro de 1999, quando contratar serviços mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário. RECURSO DE OFÍCIO NEGADO, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do_colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio_ imuler, e los do vo/i do 1 ARCELO OLIVEI A - Presidente RONALDO DE LIMA MACEDO Relatoi Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Rogério de Lenis Pinto, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. 2 Processo n" 11330 000541/2007-05 S2-C4T2 Acórdão n° 2402-01,194 F1 607 Relatório Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) lançada pelo Fisco contra a empresa Fundação Oswaldo Cruz, referentes às contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, apurado com base no instituto da responsabilidade solidária, em que a empresa contratante de obra de construção civil responde solidariamente com a construtora pelas obrigações sociais para com a Seguridade Social, em relação ao serviço a ela prestado, admitido a retenção das importâncias devidas para a garantia do cumprimento dessas obrigações ), para as competências de 08/1996 a 1.2/1998. O Relatório Fiscal da notificação (fls. .35 a .37) informa que débito foi apurado porque a Fundação Oswaldo Cruz deixou de comprovar o efetivo recolhimento das contribuições para a Seguridade Social por parte da empresa construtora, para a elisão da responsabilidade solidária conforme dispunha a legislação em vigência,. Esse Relatório Fiscal informa ainda que neste levantamento estão lançados os valores apurados sobre as notas fiscais de serviço da empresa construtora SERGEN SERVIÇOS DE ENGENHARIA S/A, CNPJ 3.3.161.340/0001-53, com contrato de empreitada por preço global, para execução de obra de reforma do Pavilhão Leônidas Deane, sendo a matrícula CEI de responsabilidade da construtora. O débito foi apurado no período 08/1996 a 12/1998, no estabelecimento .33.781.0055/0001-35 porque não houve apresentação das folhas de pagamento dos empregados da obra e das guias de recolhimento na matrícula CEI da obra, tendo sido apurado o salário de contribuição por aferição indireta a partir das notas fiscais de serviço e ordens bancárias apresentadas. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deu-se em 1.3/12/2002 (fl. .39), por meio de Aviso de Recebimento (AR). A notificada apresentou impugnação tempestiva (fls. 46 a 64), acompanhada de anexos de fls. 65 a 398, alegando, em síntese, que: 1. por se tratar de fundação criada e mantida pelo Poder Público, está subordinada às normas de direito público, de modo que os contratos por ela celebrados são regulamentados pelo Lei n° 8.666/93; 2. a citada lei que fundamentou o lançamento fiscal estabelece a responsabilidade solidária pelos encargos previdenciários decorrentes dos contratos celebrados pela Administração Pública, nos termos do art. 31 da Lei ri' 8.212/91. Que após o advento da Lei n° 9.876/99 que deu nova redação para o art. .31 da Lei n° 8212/91, surgiu a figura da substituição tributária, mas, ainda assim, mantém-se para a Administração Pública a responsabilidade solidária; 3 3, da inaplicabilidade da responsabilidade solidária, face a natureza do serviço contratado.. Refere que o § 2 0 do art. 31 estabelece a cessão de mão de obra, corno a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos. Acontece que a construção civil não é a atividade fim, nem mesmo a atividade meio da Entidade, sendo as obras de construção civil necessidades eventuais, logo inaplicável o art. 31 da Lei n° 8212/91, sendo dessa forma ilegal a presente NEW. Por sua vez, a construtora SERGEN alega que já houve o recolhimento dos valores lançados, Com o :fito de demonstrar o cumprimento das obrigações previdenciárias devidas pelos serviços prestados à tomadora anexa aos autos Guias de Recolhimento da Previdência Social acompanhadas das respectivas folhas de pagamento, fls.. 94 a 309. Encontram-se anexadas as notas fiscais dos serviços de reforma do pavilhão da Fundação FIOCRUZ às fls. 312 a 400. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) no Rio de Janeiro-RJ — por meio do Acórdão n° 12-15A49 da 14' Turma da DRJ/RJOI (fls.. 597 a 605) — considerou o lançamento fiscal improcedente em sua totalidade, eis que não há, portanto, como imputar coresponsabilidade à Fundação Oswaldo Cruz por eventual insuficiência de recolhimento de contribuições previdenciárias da contratada. Essa decisão, ainda, registra que: "Considerando que o débito _fbi lavrado no nome e CNPJ da responsável solidária - Fundação Oswaldo Cruz, tendo como contribuinte principal a Sergen, uma vez que, o sistema informatizado do INSS não permite que se exclua do pólo passivo a Fundação Oswaldo Cruz e se mantenha o débito na empresa Sergen, faz-se necessária a decretação de IMPROCEDÊNCIA do presente lançamento" — item "47", fl. 605.. Após isso, a DRJ no Rio de Janeiro-RJ encaminha os autos Conselho de Contribuintes para que seja submetido a reexame necessário, conforme disposto no art. 366, inciso I, alínea "a", do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto ri' 3..048/1999, na redação dada pelo Decreto n° 6,032/2007, c/c o art. 29 da Lei n° 11.457/2007. 4 5 Processo tf 11330.000541/2007-05 S2-C4T2 Acói dão i." 2402-01.194 F I 608 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator Trata-se de recurso de oficio contra decisão que considerou improcedente o lançamento objeto da presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD), lavrado pelo descumprimento de obrigação tributária principal.. O processamento de recurso de oficio está condicionado ao requisito consubstanciado no fato do valor exonerado ser superior à alçada prevista em ato do Ministro da Fazenda. O limite foi estabelecido pela Portaria MF n" 03, de 3 de janeiro de 2008, publicada em 7 de janeiro de 2008, conforme se verifica do trecho abaixo transcrito: Art. 1" O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DAI) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). No caso em questão, trata-se de lançamento superior ao valor da alçada, razão pela qual o recurso de oficio deve ser conhecido Entendo que a decisão recorrida não merece reparo.. O presente crédito prevideneiário refere-se a lançamento tributário efetuado contra a Fundação Oswaldo Cruz, por responsabilidade solidária com a empresa prestadora de serviços SERGEN - Serviços Gerais de Engenharia S/A, abrangendo as competências 08/1996 a 12/1998, pelo não cumprimento de suas obrigações para com a Seguridade Social, prevista no artigo .30, inciso VI, da Lei n° 8,212/1991, que trata da responsabilidade solidária na construção civil. Verifica-se que se trata da contratação de construção, na modalidade empreitada total, pela entidade da Administração Pública, Fundação Oswaldo Cruz, Assim, não há aplicação do instituto da responsabilidade solidária com o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do contrato, nos termos do art. 30, inciso VI, da Lei n° 8112/1991. Nesse sentido, o Parecer n° AC 055 da Advocacia Geral da União, de 08/11/2006 publicado no DOU n° 225 de 24/11/2006, aprovado pelo Exm° Senhor Presidente da República, reconheceu que a responsabilidade da Administração Pública sobre as contribuições previdenciárias, decorrentes dos contratos administrativos, é restrita aos casos de cessão de mão de obra executados nos termos do artigo .31 da Lei n° 8.212/1991 (Lei n° 8,666/1993, art, 71, § 2°), não sendo responsável, porém, nos casos dos contratos referidos no artigo .30, VI, da Lei n° 8,212/1991 (contratação de construção, reforma ou acréscimo). Logo após o supracitado Parecer da Advocacia Geral da União foi editada a Instrução Normativa SRP n° 20, de 11/01/2007, que alterou a Instrução Normativa SRP n° 0.3/2005, determinando que o órgão público da administração direta, a autarquia e a fundação de direito público, na contratação de obra de construção civil por empreitada total, não respondem solidariamente nelas contribuições sociais previdenciárias decorrentes da execução do contrato de obra de construção civil, ressalvados os seguintes casos: a) período anterior ao Decreto-lei n° 2,300, de 21 de novembro de 1986, quando contratar obra de construção civil, reforma ou acréscimo, bem corno quando contratar serviços mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário; b) período de 29 de abril de 1995 a 31 de janeiro de 1999, quando contratar serviços mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário. Vejamos como dispõe o artigo 184 de Instrução Normativa SRP n.° 03/2005, com as alterações dadas pela instrução Normativa SRP n..° 20, de 11/01/2007: Art. 184. O órgão público da administração direta, a autarquia e a fundação de direito público, na contratação de obra de construção civil por empreitada total, não respondem solidariamente pelas contribuições sociais . previdenciárias decorrentes da execu ão do contrato ressalvado o dis posto no inciso VII do art. 179. (g.n,) O inciso VII do artigo 179 assim dispõe: Art. 179 São responsáveis solidários pelo cumprimento da obrigação previdenciária principal VII - o órgão público da administração direta, a autarquia e a fundação de direito público. • (Inchado pela IN n° 20, de 11 01.07) a) no período anterior ao Decreto-lei n°2 300, de 21 de novembro de 1986, quando contratar obra de construção civil, reforma ou acréscimo, bem como quando contratar serviços mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário; e (Incluído pela IN n° 20, de 11 01.07) b) no periodo de 29 de abril de 1995 a 31 de janeiro de 1999, quando contratar serviços mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário. (Incluído pela IN n° 20, de 11 01.07) Diante do exposto, a decisão de primeira instancia não merece qualquer reparo, eis que não há como imputar coresponsabilidade à Fundação Oswaldo Cruz por eventual insuficiência de recolhimento de contribuições previdenciárias da contratada. Voto no sentido de CONHECER do recurso de oficio e NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto.. Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2010 RONAL DE LIMA MACEDO Relator 6 Nt MINISTÉRIO DA FAZENDA ,10P -CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS gt.r?)' QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo n°: 11330,000541/2007-05 Recurso IV: 152,217 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3 0 do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial IV 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2402-01194 Brasília, 29 de novembro de 2010 \1\íàAl.R—IA MADALENA SIL A Chefe da Secretaria da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10980.010288/2003-49
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3402-000.420
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência nos termos do voto do relator.
Nome do relator: GILSON MACEDO RESENBURG FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Nov 08 18:31:01 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201206
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10980.010288/2003-49
conteudo_id_s : 6516325
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 08 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3402-000.420
nome_arquivo_s : 340200420_109800010288200349_201206.pdf
nome_relator_s : GILSON MACEDO RESENBURG FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10980010288200349_6516325.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
id : 5597988
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Mon Nov 08 18:40:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1715886500636262400
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1173; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 109800010288/200349 Recurso nº Resolução nº 3402000420 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 27/06/2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente INEPAR S/A INDÚSTRIA E CONSTRUÇÕES Recorrida DRJ CURITIBA (PR) RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência nos termos do voto do relator. NAYRA BASTOS MANATTA (Presidente) GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Relator) Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca, Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva. Fl. 3183DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 0/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 109800010288/200349 Resolução n.º 3402000420 S3C4T2 Fl. 2 2 RELATÓRIO Como forma de elucidar os fatos ocorridos até a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, colaciono o relatório do Acórdão recorrido, in verbis: Trata o presente processo de apreciação de compensação declarada no PER/DCOMP n° 20286.23653.301204.1.3.044306 em 30/12/2004, de crédito referente a valor que teria sido recolhido a maior ou indevidamente, em 14/07/2000, a titulo de Contribuição para o PIS, atinente ao período de apuração 06/2000, com débito de Contribuição para CSLL, referente ao período de apuração 11/2004, no valor de R$ 35.772,24. Por meio do Despacho Decisório n° 791183565, emitido eletronicamente (fl. 08), o Delegado da DERAT, não homologou a compensação declarada, alegando não restar saldo disponível para a compensação do débito informado, em virtude de o pagamento do qual seria oriundo já ter sido integralmente utilizado para quitar outros débitos da Contribuinte. Cientificada, a Interessada, inconformada, ingressou, em 06/11/2008, com a manifestação de inconformidade de fls. 10 a 25, na qual alega, em síntese, que: 1) Versa o presente processo sobre Declaração de Compensação apresentada pela Requerente, na qual se compensou débito de CSLL de novembro de 2004, no valor total de R$ 35.772,24, com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de PIS (junho de 2000). 2) Contudo, a presente Declaração de Compensação já foi objeto de apreciação, restando não homologada no PTA de crédito n.° 10768.906.671/200661. Conforme se depreende do despacho decisório (Doc. N.° 06), abaixo transladado: Com fundamento no parecer conclusivo n° 02/2008, às fls. 43 a 47, que aprovo e adoto, o qual fica fazendo parte integrante deste despacho decisório, como se nele estivesse transcrito, DECIDO: a) NÃO RECONHECER O DIREITO CREDITÓRIO pleiteado pelo interessado, relativo ao pagamento indevido ou a maior oriundo do DARF discriminado a M destes autos; b) NÃO HOMOLOGAR AS DCOMP a seguir listadas: 1 34635.27344.130603.13.040050, transmitida em 13/06/2003; 2 09384.8134.311003.1.3.04000, transmitida em 31/10/2003; 3 16234.29752.151203.1.3.046808, transmitida em 15/12/2003; 4 20286.23653.301207.1.3.044300, transmitida em 30/12/2004. 3) Entretanto, cabe ressaltar, que a referida Dcomp foi digitada de forma errada. Isto porque, a sua transmissão ocorreu em 30/12/2004, motivo pelo qual os dígitos relativos a data de transmissão deveriam ter sido Fl. 3184DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 0/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 109800010288/200349 Resolução n.º 3402000420 S3C4T2 Fl. 3 3 grafados da seguinte forma: 20286.23653.301204.1.3.04 4300. Ao invés de: 20286.23653.301207.1.3.044300, como foi digitado. 4) Além disso, tanto é inválido o número da Dcomp transcrita no item n.° 4 do despacho decisório acima transcrito, que o próprio sitio da Receita Federal não o reconhece, o que confirma que o número foi digitado erradamente. 5) Pois bem, após detectar esse equivoco de digitação, a Requerente chegou a conclusão que de a DComp listada no item n.° 4 só poderia se tratar da presente Dcomp, pelos seguintes motivos. 6) Em primeiro, a data de transmissão da Dcomp citada no despacho decisório do PTA n.° 10768.906.671/200661 é mesma da Declaração de Compensação analisada nos presentes autos, ou seja, 30.12.2004. 7) Em segundo lugar, o Darf que lastreia ambas as Dcomp's é o novamente o mesmo, qual seja, o crédito relativo ao pagamento a maior de PIS, no valor de R$ 1.639.910,89, período de junho de 2000. 8) Por fim, quando da não homologação das quatro Dcomp's acima demonstradas foram gerados três Darf s para pagamento dos débitos confessados. Sendo que, em um dos Darf foi incluído o valor de R$ 35.772,24, isto é, valor idêntico ao discutido na presente Dcomp, confirmandose a hipótese de que as duas cuidam da mesma Declaração de Compensação. 9) Logo, resta claro que a presente Declaração de Compensação é indubitavelmente a mesma Dcomp já apreciada e não homologada nos autos do PTA n.° 10768.906.671/200661. 10) Neste contexto, tornase necessário o apensamento dos presentes autos ao processo n.° 10768.906.671/200661, para que sejam julgados conjuntamente, haja vista que também foi apresentado Manifestação de Inconformidade naquele processo. 11) Como quer que seja, o direito creditório deve ser reconhecido em sua integralidade, tendo em vista sua disponibilidade na DCTF Ativa (Doc. n° 07) 12) E nem se alegue que a Requerente errou no apuração do valor do débito porque não incluiu na base de cálculo os valores recebidos a títulos de "custos com interconexão". 13) Isto porque receitas de "interconexão de redes" são aqueles valores recebidos pelas empresas prestadoras de serviços, mas que são repassados a terceiros, também prestadores de serviços de telecomunicação, em virtude da utilização de rede telefônica destes, na prestação de seus serviços. 14) Vejase o seguinte exemplo: uma chamada de longa distância feita por um usuário da TELEMAR no Rio de Janeiro para São Paulo. Neste caso, para completar a chamada, a operadora de origem precisa utilizar os meios (redes) da operadora de destino (prestação de serviço de comunicação da TELEFÔNICA para a TELEMAR, no exemplo dado), mediante o pagamento de uma remuneração (receita de interconexão daTELEFÔNICA). Fl. 3185DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 0/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 109800010288/200349 Resolução n.º 3402000420 S3C4T2 Fl. 4 4 15) Entretanto, este custo pela utilização da rede de terceiros (interconexão) é incluído na conta de telefone do usuário, que o paga para a empresa que lhe prestou o serviço de telecomunicação. 16) Sendo assim, no caso do exemplo acima, o valor referente ao serviço de interconexão de redes prestado pela TELEFÔNICA a TELEMAR é incluído na tarifa cobrada do usuário da TELEMAR, em sua conta telefônica. Assim, quando do pagamento pelo usuário, a TELEMAR recebe, além de valores decorrentes de sua própria prestação de serviços, o valor referente A interconexão de redes, que será repassado para a TELEFôNICA (titular da receita). 17) Neste contexto, o que se percebe é que há um ingresso para a TELEMAR que na verdade se refere A receita da TELEFÔNICA (custo de interconexão), razão pela qual tal ingresso não deverá ser incluído na base de cálculo do PIS e da Cofins (receita de terceiros). 18) é o que se passa a demonstrar. 19) Nenhuma empresa de telefonia detém rede própria de transmissão que cubra todo o Pais, e muito menos todo o globo, pretensão que se revelaria economicamente inviável, além de ocasionar desnecessária redundância de meios. 20) Assim, para completar parte de suas chamadas originadas de sua área de atuação, valese a Requerente (e sempre se valeram as suas sucedidas) da infraestrutura instalada das demais companhias telefônicas, por meio da integração das respectivas redes que é obrigatória por lei. 21) Tal sistemática recebe a denominação técnica de interconexão e está regulada pela Lei n° 9.472/97 (Lei Geral de Telecomunicações) e pela Norma n° 24/96 Remuneração pelo Uso das Redes de Serviço Móvel Celular e de Serviço Telefônico Público, aprovada pela Portaria no 1.537/96 do Ministro das Comunicações (doc. n° 08). 22) Sobre o assunto, registra a doutrina especializada: "De um ponto de vista comercial, a LGT caracteriza a interconexão entre redes pelo escopo de propiciar que os usuários de uma das redes possam comunicarse com usuários de serviços de outra e acessar serviços nela disponíveis (art. 146, caput e incisos I e II, LGT) De um ponto de vista jurídicoadministrativo, a interconexão constitui obrigação instrumental da imposição legal da obrigação de organização das redes de telecomunicações como vias integradas de livre circulação ou curso de tráfego (art. 146, caput e incisos I e II, LGT). A imposição da interconexão como serviço que dá acesso aos serviços disponíveis nas redes de terceiros e a imposição do curso de tráfego até ou a partir do ponto de interconexão, como meio de acesso ao usuário, essencial a prestação de serviços por terceiros, constitui norma especial de competição da LGT. (..) Fl. 3186DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 0/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 109800010288/200349 Resolução n.º 3402000420 S3C4T2 Fl. 5 5 A obrigação legal de interconexão tem, portanto, por objeto a prestação de, pelo menos, dois serviços distintos e logicamente sucessivos, porque inerentes a cada uma das redes de suporte de serviços ofertados ao usuário final. Seu aperfeiçoamento dáse pela execução global de prestações subjetivas distintas, que devem ser realizadas, sucessivamente, por cada operadora envolvida, em beneficio do direito de comunicação ou de acesso a serviços de outra ou de terceiro, de que é titular o usuário final. A interconexão deve darse mediante acordo, formalizado por contrato livremente negociado entre as operadoras interessadas (ad. 153 LGT). Na falta de acordo entre os interessados, não obstante a natureza da obrigação legal de interconexão como obrigação legal de contratar em beneficio de terceiro — o usuárioassinante — a LGT só admite seu suprimento pela ANATEL, por provocação de um deles (art. 153, § 2°, LGT)."(HELENA LOPES XAVIER, O regime especial da concorrência no direito das telecomunicações. Rio de Janeiro: Forense, 2003, p. 45 47) 23) Resulta evidente, pois, que uma mesma ligação telefônica pode ensejar duas prestações sucessivas de serviços de comunicação, a saber: 1ª prestação: prestador: a companhia que origina a chamada; tomador: o assinante desta; preço: a tarifa cobrada em conta telefônica. 2ª prestação: prestador: a companhia que termina a chamada; tomador: a companhia que a origina; preço: a tarifa de interconexão (receita de interconexão para a primeira; repasse de interconexão para a segunda). 24) A receita da operadora que termina a chamada (receita de interconexão) está, é óbvio, contida nas entradas financeiras daquela que a origina (tarifa cobrada do usuário em conta). 25) Tratandose de caso de contratação compulsória sob pena de intervenção da ANATEL , sem a qual, ademais, o serviço público essencial de telefonia não se completa, concluise que a receita de interconexão é, para a operadora que a paga, receita de terceiros destinada A remessa ao titular de rede utilizada na prestação de seu serviço. 26) Em não se tratando de receita própria, não há que se falar, sequer, em exclusão da base de cálculo. Para que se possa excluir da base de cálculo determinada receita, o ingresso deverá obrigatoriamente, constituirse em receita, de modo que haverá composição da base e posterior exclusão. 27) Em não se tratando de receita, os ingressos estão fora do âmbito de incidência da norma, em seu aspecto material. Em uma base de cálculo na qual são incluídas as receitas, não pode haver inclusão/exclusão de um ingresso que não preencha esse requisito. Fl. 3187DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 0/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 109800010288/200349 Resolução n.º 3402000420 S3C4T2 Fl. 6 6 28) A posição do Fisco, exarada no parecer conclusivo, causa dupla onerarão das receitas de interconexão, a primeira das quais (na operadora que origina a chamada) é manifestamente indevida, por incidir sobre receita de terceiro, que passa pelas suas mãos sem jamais lhe pertencer. 29) Não bastasse isso, a presente decisão caminha em sentido diametralmente oposto ao entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais do Conselho de Contribuintes. Em caso muito parecido, que discutiu a incidência no caso das receitas de roaming, vejase a ementa de recente julgado: "COFINS. RECEITAS DE TERCEIROS. TELEFONIA CELULAR. 'ROAMING". As receitas de "roaming" mesmo recebidas pela operadora de serviço móvel pessoal ou celular com quem o usuário tem contrato não se incluem na base de cálculo da Cofins por ela devida. A base de cálculo da contribuição é a receita própria, não se prestando o simples ingresso de valores globais, nele incluídos os recebidos por responsabilidade e destinados desde sempre a terceiros, como pretendido `faturamento bruto" para, sobre ele, exigi o tributo." (CC, CSRF, Processo n°10166.000888/2001 31. Sessão de 24 de janeiro de 2006). 30) O caso seria idêntico, não fosse o nome da receita de terceiro discutida. Ainda assim, os termos da ementa transcrita são inteiramente aplicáveis. A base de calculo do PIS e da Cofins é a receita própria, de modo que meros ingressos com fins de repasse assim não podem ser caracterizados. 31) A instituição válida de PIS e COFINS sobre a receita bruta deuse somente com as Leis n° 10.637/2002 e 10.833/2003, que não se aplicam à Requerente. 32) Em suma, o PIS e a COFINS incidem sobre o faturamento (receita bruta operacional) quando sujeitos ao regime cumulativo da Lei n° 9.718/98 caso da Impetrante – e receita bruta quando submetidos à sistemática da nãocumulatividade disciplinada pelas Leis n° 10.637/2002 e 10.833/2003. 33) As entradas a que corresponda dever de imediata transferência a terceiros não constituem receita da empresa que as recebe (mas sim dos terceiros a quem são repassadas), não devendo ser tributadas pelo PIS e pela COFINS nas mãos daquela. 34) Sendo o art. 3°, § 2°, III, da Lei n° 9.718/98 simples preceito declaratório, a aplicação do comando nele vazado impõese mesmo à falta de edição do regulamento infralegal a que remetia e mesmo diante de sua posterior revogação pela Medida Provisória n°1.991 18/99 e reedições posteriores. 35) De fato, a exclusão das receitas de terceiros da base de cálculo do PIS e da COFINS não depende de autorização legal, por constituir hipótese de nãoincidência natural, por falta de subsunção ao conceito de receita própria da entidade que as recebe e depois repassa. Fl. 3188DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 0/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 109800010288/200349 Resolução n.º 3402000420 S3C4T2 Fl. 7 7 36) Como é cediço, a norma isencional (a que equivale a autorização para a exclusão de determinados itens da base de cálculo de um tributo) só se faz necessária onde o tributo pudesse em principio incidir. 37) Não menos do que por isso, mesmo a falta de regra expressa, tem o STJ vedado a tributação de receitas de terceiros pelo ISS, com argumentos que se aplicam inteiramente ao PIS e à COFINS. 38) 0 que importa é distinguir como anotado pelo STJ no REsp. n° 777.717/MG, as transferências de receitas de terceiros, dedutíveis da base de calculo do PIS e da COFINS (bem como do ISS e de quaisquer outros tributos incidentes sobre a receita ou o faturamento), das simples despesas do contribuinte com a realização de sua atividade, que não o são (sob pena de confundiremse os conceitos de receita e de lucro). 39) A diferença está em que a despesa relacionamse à atividade do próprio contribuinte (pagamento de seus empregados, dos fornecedores das mercadorias que revende, investimento em maquinário, etc.) ou a atividades que, podendo ser por este exercidas, são terceirizadas por simples questão de conveniência (a editora que, em vez de ter ilustradores empregados, terceiriza a atividade para outras empresas ou profissionais autônomos). Por isso são indedutíveis da receita bruta. 40) Já as receitas de terceiros dizem respeito à atividade de pessoas a que o contribuinte tem por força de recorrer na realização da atividade contratada com o seu cliente, a qual desborda de seu objeto social (como pode uma agência de publicidade criar e veicular propaganda sem remunerar os veículos de comunicação? como pode uma empresa distribuir filmes que não realizou, senão pagando royalties ao titular dos direitos autorais? como pode uma agenciadora de mãodeobra — que não é uma empresa de segurança — atender a demanda de vigilância de um banco, senão contratando pessoas especificas para este fim?). 41) Como se pode perceber, a situação é clara: a receita de interconexão de redes é receita de terceiros, que transita na conta da Requerente, mas que é compulsoriamente repassada para outras empresas de telecomunicações, as quais prestam serviço de interconexão à Telemar. 42) Pede a procedência da manifestação de inconformidade, para que sejam homologadas as compensações efetuadas, reconhecendose o direito creditório, devidamente atualizado, bem como a insubsistência da decisão profligada e a extinção do crédito tributário consubstanciado na declaração de compensação não homologada. 43) Por fim, requer, ainda, com fulcro no art. 16, § 4°, "a" e § 5° do Decreto n° 70.235/72, a juntada posterior dos documentos que eventualmente se façam necessários à comprovação do direito alegado. Por intermédio do Acórdão nº 1328.994 de 27/07/2010 a DRJ do Rio de Janeiro julgou improcedente a manifestação de inconformidade, com a seguinte ementa: Fl. 3189DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 0/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 109800010288/200349 Resolução n.º 3402000420 S3C4T2 Fl. 8 8 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000 JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. 0 contribuinte deve instruir a peça impugnat6ria com todos os documentos comprobatórios de suas alegações, sob pena de preclusão, exceto em situações especificas previstas na legislação pertinente. PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO JÁ APRECIADO E INDEFERIDO NO ÂMBITO DE OUTRO PROCESSO ADMINISTRATIVO. 0 crédito que daria respaldo ao PER/DCOMP em questão seria oriundo de processo administrativo no qual não foi reconhecido qualquer direito creditório. COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO Tendo sido parcialmente utilizado o DARF discriminado no PER/DCOMP para quitação de outros débitos do contribuinte, não restando crédito disponível suficiente para compensação do débito nele informado, deve se considerar não homologada a compensação declarada. JULGAMENTO CONJUNTO DE PROCESSOS. FALTA DE PREVISÃO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE PRATICA Inexiste previsão legal para o julgamento conjunto de processos distintos. Ademais, já tendo sido um dos processos objeto de análise por esta DRJ, encontrandose ele no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, não é mais possível, mesmo que fosse legitimo, atender ao pedido de julgamento conjunto dos dois processos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Irresignado com a decisão da primeira instância administrativa, o recorrente interpõe recurso voluntário ao CARF, repisando os argumentos apresentados anteriormente na manifestação de inconformidade, pedindo a procedência do recurso para que seja reconhecido o direito creditório, bem como a insubsistência da decisão recorrida e a extinção do crédito tributário consubstanciado na declaração de compensação não homologada. É o Relatório. VOTO Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator. A impugnação foi apresentada com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dela tomo conhecimento e passo a apreciar. Fl. 3190DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 0/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 109800010288/200349 Resolução n.º 3402000420 S3C4T2 Fl. 9 9 Como já mencionado no relatório, o processo trata de análise de declaração de compensação, onde o sujeito passivo buscou compensar débitos tributários com créditos já pleiteados em outro processo administrativo. O fundamento jurídico utilizado no despacho decisório da DRF de origem para não homologar as compensações declaradas foi exatamente no sentido de que o crédito já teria sido pleiteado em outro processo. A Delegacia de Julgamento assim se pronunciou sobre o assunto: No caso especifico verificase que o despacho decisório n° 791183565 não homologou a compensação declarada no PER/DCOMP n° 20286.23653.301204.1.044306, em função de o valor de R$ 304.658,44, advindo do DARF de valor R$ 1.639.252,45, já ter sido pleiteado no processo administrativo n° 10768.906671/200661. A consulta ao sistema SIEF, anexada à folha 77, confirma tal fato. Nesta verificase que o pagamento no valor de R$ 1.639.910,89, realizado em 15/07/2000, foi informado, pelo próprio impugnante, no âmbito do processo administrativo n° 10768.906671/200661, e que deste pagamento, segundo o impugnante, decorreria um pretenso pagamento a maior no valor de R$ 304.658,44 a ser utilizado para fins de compensação no citado processo. Em função disto, no despacho decisório n° 791183565 (fl. 08), tal valor (R$ 304.658,44) foi subtraído do valor total do DARF (R$ 1.639.910,89) restando um saldo de R$ 1.335.252,45, que seria exatamente o valor vinculado na DCTF n° 00001.002.003/11559585, transmitida em 11/06/2003 (fls. 78/79), fazendo com que não houvesse qualquer crédito disponível para o contribuinte. Por tal motivo, não foi homologada a compensação declarada por meio do PER/DCOMP n° 20286.23653.301204.1.044306. No recurso voluntário, o recorrente não apresentou a antítese sobre o tema, tampouco provas de que o crédito que suportaria sua compensação não era o mesmo já negado no processo nº 10768.906671/200661. Pelo contrário, afirma que o crédito está sendo discutido no citado processo. A partir do colocado, é de meridiana obviedade que todos os processos que tratem de compensação, cujo crédito a ser utilizado esteja sendo discutido em outro processo administrativo devem esperar sua decisão para então poder ter seu desfecho. Em face da dependência, é necessário aguardar o término do processo nº 10768.906671/200661 que definirá o direito creditório alegado nas compensações discutidas neste. Pelo exposto, voto por converter o julgamento em diligência, determinando que se aguarde a decisão final no processo nº 10768.906671/200661. Após, deve ser acostada ao presente processo cópia da decisão definitiva daquele processo, com retorno dos autos a este Colegiado para apreciação. Sala das Sessões, em 27/06/2012. Fl. 3191DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 0/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 109800010288/200349 Resolução n.º 3402000420 S3C4T2 Fl. 10 10 GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Fl. 3192DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 0/07/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA
score : 1.0
