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Numero do processo: 10680.006270/2002-46
Data da sessão: Mon May 11 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon May 11 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - DECADÊNCIA - CSLL - SUA NATUREZA TRIBUTÁRIA - APLICAÇÃO DO ARTIGO 150 DO CTN - A Contribuição social sobre o lucro líquido, instituída pela Lei n° 7.689/88, em conformidade com os arts. 149 e 195, § 4°, da Constituição Federal, tem a natureza tributária, consoante decidido pelo Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, por
unanimidade de votos, no RE N° 146.733-9-SÃO PAULO, o que implica na observância, dentre outras, das regras do art. 146, III, da Constituição Federal de 1988. Desta forma, a contagem do prazo decadencial da CSLL se faz de acordo com o artigo 150, § 4° do CTN. Súmula Vinculante do STF n° 08.
Recurso Especial da Fazenda Nacional conhecido e improvido.
Numero da decisão: 9101-000.115
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de vetos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: CSL- auto eletrônico (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: José Carlos Passuello
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CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 10680.006270/2002-46 Recurso n° 105-147.856 Especial do Procurador Acórdão n° 9101-00.115 — 1' Turma Sessão de 11 de maio de 2009 Matéria CSLL Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado BONSUCESSO DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - DECADÊNCIA - CSLL - SUA NATUREZA TRIBUTÁRIA - APLICAÇÃO DO ARTIGO 150 DO CTN - A Contribuição social sobre o lucro líquido, instituída pela Lei n° 7.689/88, em conformidade com os arts. 149 e 195, § 4°, da Constituição Federal, tem a natureza tributária, consoante decidido pelo Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, por unanimidade de votos, no RE N° 146.733-9-SÃO PAULO, o que implica na observância, dentre outras, das regras do art. 146, III, da Constituição Federal de 1988. Desta forma, a contagem do prazo decadencial da CSLL se faz de acordo com o artigo 150, § 4° do CTN. Súmula Vinculante do STF n° 08. Recurso Especial da Fazenda Nacional conhecido e improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primei a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de vetos, NEGAR •rovimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a in egar o prese . e julgado. CARLOS ALBERTO F ITAS B • " TO Presidi: /14 o/ / J8,: C • 'LOS PASSUELLO Relator Processo n° 10680.006270/2002-46 CSRF-Tl Acórdão n.° 9101-00.115 Fl. 2 Formalizado em: 01 SET 2000 Participaram, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: José Clóvis Alves, Carlos Alberto Gonçalves Nunes, Adriana Gomes Rego, Antonio Praga, Marcos Vinicius Neder de Lima, Antonio Carlos Guidoni Filho, Nelson Lósso Filho, Valmir S. • (Substituto Convocado), Karem Jureidini Dias e Alexandre Andrade Lima da Fonte •• • (Vice-Presidente Substituto). 4 2 Processo n° 10680.006270/2002-46 CSRF-T1 Acórdão n.° 9101-00.115 Fl. 3 Relatório Trata-se de recurso especial da Fazenda Nacional com arrimo no art. 32, I, do RI vigente à época da interposição, face à decisão da 5a Câmara consubstanciada no Acórdão n° 105-15.657, assim sumariado no sitio eletrônico dos Conselhos: Número do Recurso:147856 Câmara:QUINTA CÂMARA Número do Processo:10680.00627012002-46 Tipo do Recurso:VOLUNTÁRIO Matéria:CONTRIBUIÇÃO SOCIAULL Recorrente:BONSUCESSO DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. Recorrida/Interessado:3 a TURMA/DRJ-BELO HORIZONTE/MG Data da Sessão:26/0412006 00:00:00 Relator:Daniel Sahagoff Decisão:Acórdão 105-15657 Resultado:DPM - DAR PROVIMENTO POR MAIORIA Texto da Decisão:Por maioria de votos, DAR provimento ao recurso para acolher a preliminar de decadência. Vencidos os Conselheiros Luís Alberto Bacelar Vidal, Cláudia Lúcia Pimentel Martins da Silva e Wilson Fernandes Guimarães. Ementa:CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - PRAZO DECADENCIAL - Face ao disposto no art. 146, inciso III, letra B da Constituição Federal, somente Lei Complementar pode dispor sobre prazos prescricionais e decadenciais tributários, razão pela qual prevalece o prazo decadencial de cinco anos contados do fato gerador, previsto no artigo 150 do C.T.N, recepcionado com força de Lei Complementar pela atual Constituição Federal, sobre aquele de dez anos previsto na Lei Ordinária n° 8.212/91 .Recurso provido. O recurso ataca a decisão no que se refere ao prazo decadencial da CSLL, apresentando a contrariedade à lei n° 8.212/91 (art. 45), além de tecer alegações acerca da incompetência do Conselho em afastar a aplicação da lei por inconstitucionalidade, e teve seguimento por força do despacho Pres n° 105-188/2006 (fls. 126). O contribuinte manifestou-se em contra-razões, pela manutenção da decisão recorrida. O lançamento ocorreu em 30.04.2002 (fls. 54) e teve como fatos geradores os trimestres de 1996. A empresa apre - tara sua declaração de rendimentos com valores insuficientes, o que corresponde a .. gamem is parciais. Assim se aprese a o processo para julgamento. É o Relatório 4 3 Processo n° 10680.006270/2002-46 CSRF-T1 Acórdão n.° 9101-00.115 Fl. 4 Voto Conselheiro JOSÉ CARLOS PASSUELLO, Relator O recurso foi adequadamente admitido e deve ser conhecido. A discussão sobre a contagem do prazo decadencial relativamente às contribuições sociais vem se travando há longo tempo e estava centrada na hierarquia das leis. Questionava-se a aplicação do artigo 45 da Lei n° 8.212/91 1 , em especial o seu inciso I, em cotejo com o artigo 150, par 4°, do CTN, perante o artigo 146, III, da Constituição Federa12. Era predominante neste Colegiado a posição que entendia que, sendo a Lei n° 8.212/91 norma ordinária, não lhe competia regular matéria relativa à decadência, que recebia pelo texto do artigo 146, III, da Carta Magna, definição pela necessidade de tratamento por lei complementar, a cujo "status" estava guindado o CTN. Assim, aceitava-se que o prazo decadencial era aquele estatuído no par 4°, do artigo 150, do CTN, de cinco anos contados a partir da ocorrência do fato gerador. O judiciário também estava indeciso, apesar da predominância pela aplicação do CTN em prejuízo da lei ordinária (Lei n° 8.212/91). A Corte Especial do STJ, na competência definida no artigo 97 da Constituição Federa1 3, na sessão de 15.08.2007, em AI no REsp 616348/MG, apreciando argüição de inconstitucionalidade, assim decidiu: Processo AI no REsp 616348 / MGARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NO RECURSO ESPECIAL2003/0229004-0 Relator(a) /ri ART.45 - O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contar s: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; (..-) 2 Art. 146. Cabe à lei complementar: (...) III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: (-..) b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários; Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. 4 • ••1~~.-9.- - Processo n° 10680.006270/2002-46 CSRF-Tl Acórdão n.° 9101-00.115 Fl. 5 Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI (1124) Órgão Julgador CE - CORTE ESPECIAL Data do Julgamento 15/08/2007 Data da Publicação/Fonte DJ 15.10.2007 p. 21ORDDT vol. 149 p. 129RET vol. 59p. 51 Ementa CONSTITUCIONAL, PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE. DO ARTIGO 45 DA LEI 8.212, DE 1991. OFENSA AO ART. 146,111, B, DA CONSTITUIÇÃO. 1. As contribuições sociais, inclusive as destinadas a financiar a seguridade social (CF, art. 195), têm, no regime da Constituição de 1988, natureza tributária. Por isso mesmo, aplica- se também a elas o disposto no art. 146, III, b, da Constituição, segundo o qual cabe à lei complementar dispor sobre normas gerais em matéria de prescrição e decadência tributárias, compreendida nessa cláusula inclusive a fixação dos respectivos prazos. Conseqüentemente, padece de inconstitucionalidade formal o artigo 45 da Lei 8.212, de 1991, que fixou em dez anos o prazo de decadência para o lançamento das contribuições sociais devidas à Previdência Social. 2. Argüição de inconstitucionalidade julgada procedente. Acórdão Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia Primeira Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, preliminarmente, conhecer, por maioria, da argüição de inconstitucionalidade, vencido o Sr. Ministro José Delgado, e, no mérito, após o voto-vista do Sr. Ministro José Delgado e os votos dos Srs. Ministros Fernando Gonçalves, Felix Fischer, Aldir Passarinho Junior, Gilson Dipp, Eliana Calmon, Paulo Gallotti, rancisco Falcão e Luiz Fux acompanhando o voto do Sr. Ministro Relator, por unanimidade, declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212, de 1991, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Na preliminar os Srs. Ministros Antônio de Pádua Ribeiro, Francisco Peçanha Martins, Humberto Gomes de Barros, Fernando Gonçalves, Felix Fischer, Aldir Passarinho Junior, Gilson Dipp, Eliana Calmon, Paulo Gallotti, Francisco Falcão e Luiz Fux votaram com o Sr. Ministro Relator. No mérito os Srs. Ministros Antônio de Pádua Ribeiro, Francisco Peçanha Martins, Humberto Gomes de Barros, Cesar Asfor Rocha, José Delgado, Fernando Gonçalves, Felix Fischer, Aldir Passarinho Junior, Gilson Dipp, Eliana Calmon, Paulo Gallotti, Francisco Falcão e Luiz Fux votaram com o Sr. Ministro Relator. Não participaram do julgamento os Srs. Ministros Nilson Naves, Barros Monteiro, Hamilton Carvalhido, João Otávio de Noronha e Arnaldo Esteves Lima. Ausentes, justificadamente, a Sra. Ministra Laurita Vaz e, ocasionalmente, os Srs. Ministros Cesar Asfor Rocha e Carlos Alberto Menezes Direito. Nesse processo, o Ministério Público já se manifestou pelo Parecer do Dr. Benedito Izidro da Silva, Subprocurador-Geral da República, no referido REsp n° 1613481MG, pelo cabimento do incidente com a declaração da inconstitucionalidade formal do art. 45 da Lei Ordinária n° 8.212/91, adotando nas conclusões o seguinte teor, reproduzido abaixo- "Utilizando-se a hermenêutica constitucional, a solução da antinomia jurídica configurada entre o C77V e a lei ordinária da IA previdência social deve ocorrer pelo critério da hierarquia, que( / 5 • • —• Processo n° 10680.006270/2002-46 CSRF-T1 Acórdão n.° 9101-00.115 Fl. 6 faz prevalecer a norma cuja a Constituição Federal de 1988 situou em grau hierárquico superior; in casu, o Código Tributário Nacional que foi recepcionado pela ordem constitucional como lei complementar. Conclui-se, destarte, por meio das diversas conclusões parciais que se concatenam, no seguinte sentido: 1) a contribuição social como tributo deve observância as normas gerais de Direito Tributário; 2) A decadência como norma geral deve ser veiculada pelo instrumento normativo da lei complementar por expressa previsão constitucional (art. 146, III, b da CF) e a mesma se submete as contribuições sociais; 3) reconhecido o status de lei complementar do CTN quando dispõe de normas gerais em matéria de legislação tributária, 4) disposição expressa no C1N fixando o prazo qüinqüenal; 5) lei ordinária adotando prazo diverso; 6) prazo determinado que não elide seu conteúdo de norma geral; 7) regras de hermenêutica constitucional, critério da hierarquia das normas e principio do paralelismo das normas; 8) inconstitucionalidade da lei ordinária que adentra competência reservada à lei complementar em matéria de direito tributário. No sentido da inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212/91, a Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 4' Região também se pronunciou no AI n° 200070010041785 — 2/PR em julgamento proferido na data de 22 agosto de 2001. Pelo exposto, opina o Ministério Público Federal por seu representante, o Subprocurador-Geral da República infra- assinado, pelo cabimento do incidente com a declaração da inconstitucionalidade formal do art. 45 da Lei ordinária nr 8.212/9" Finalmente, encerrando a discussão, o STF, na sessão de 11 de junho de 2008, decidiu que somente a lei complementar pode dispor sobre normas gerais como a prescrição e a decadência, ao apreciar os Recursos Extraordinários n° 556664, 559882, 559943 e 560626, todos por unanimidade. Seguiu-se a aprovação da Súmula vinculante n° 8, assim formalizada: "Súmula Vinculante n°8 Após ouvir a opinião favorável do vice-procurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel, os ministros aprovaram a Súmula Vinculante número 8, sobre o tema julgado, que passa a vigorar com a seguinte redação: "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário"." A Súmula Vinculante compromete o Poder Judiciário em todas suas instâncias e as decisões prolatadas após sua aprovação serão a ela submissas. Se bem possam alguns entenderem que a Súmula Vinculante não subordina os processos administrativos, apenas por falta de previsão expressa, seria insanidade não ado _ Processo n° 10680.006270/2002-46 CSRF-T1 Acórdão n.° 9101-00.115 Fl. 7 suas determinações, sob pena de permitir o ingresso de discussões no Judiciário que somente terão como conseqüência a determinação de pesadas sucumbências aos cofres públicos. Além disso, o Decreto n° 2.194/97 determina em seu artigo 3°, ao se referir a matéria tratada em texto declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, que os créditos tributários pendentes de julgamento devem subtrair a aplicação da lei, na forma de seu texto: Art. 3° Caso os créditos tributários constituídos estejam pendentes de julgamento, compete aos órgãos julgadores, singulares ou coletivos, subtraírem a aplicação da lei, tratado ou ato normativo federal, declarado inconstitucional. Dessa forma, além de me basear na jurisprudência administrativa forjada neste Colegiado, decido diante da declaração de inconstitucionalidade do artigo 45 declarada formalmente tanto pelo STJ quanto pelo STF, esse último se expressando definitivamente pela Súmula Vinculante n° 8. Deixo de apreciar os demais argumentos expendidos no recurso da Fazenda Nacional, por não conduzirem razões que possam se sobrepor às razões adotadas no presente voto. Assim diante do que consta do processo, voto por conhecer do recurso especial da Fazenda Nacional e, no mérito, negar-lhe provimento. Sala d. sões, -m 11 de maio de 2009. JO CALOS PASSUELÉO 7
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Numero do processo: 10825.901294/2010-29
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI - FALTA DE PROVAS. INDEFERIMENTO
Nos pedidos de ressarcimento ou restituição, recai sobre a requerente o ônus de provar a pretensão deduzida. O pedido administrativo deve ser instruído com todos os elementos hábeis a demonstrar o direito da requerente
DILIGÊNCIAS - IMPOSSIBILIDADE
A diligência não se presta a suprir material probatório da parte obrigada pela sua produção.
Numero da decisão: 3803-003.439
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
[assinado digitalmente]
Alexandre Kern - Presidente.
[assinado digitalmente]
João Alfredo Eduão Ferreira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani.
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI - FALTA DE PROVAS. INDEFERIMENTO Nos pedidos de ressarcimento ou restituição, recai sobre a requerente o ônus de provar a pretensão deduzida. O pedido administrativo deve ser instruído com todos os elementos hábeis a demonstrar o direito da requerente DILIGÊNCIAS - IMPOSSIBILIDADE A diligência não se presta a suprir material probatório da parte obrigada pela sua produção.
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INDEFERIMENTO Nos pedidos de ressarcimento ou restituição, recai sobre a requerente o ônus de provar a pretensão deduzida. O pedido administrativo deve ser instruído com todos os elementos hábeis a demonstrar o direito da requerente DILIGÊNCIAS IMPOSSIBILIDADE A diligência não se presta a suprir material probatório da parte obrigada pela sua produção. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 82 5. 90 12 94 /2 01 0- 29 Fl. 65DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 28/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Tratase de pedido de ressarcimento de crédito de IPI formulado em 31 de outubro de 2006, através do PER/DCOMP 13001.17957.311006.1.1.019073 (fls. 2 a 23) no valor de R$ 60.223,50. Em despacho decisório eletrônico (fls 24 a 29), com fundamento no art. 11 da Lei 9779/99; art. 164, inciso I, do Decreto nº 4544/2002; art. 74 da Lei 9430/96 e art. 36 da IN RFB nº 900, de 2008, foi homologado o valor de R$ 45.751,74, remanescendo o valor de R$ 14.471,76, objeto do presente recurso. Inconformada, a Recorrente apresentou manifestação de inconformidade alegando que os produtos: CONTINUUM, CORRSHIELD, LOGOSFLOC, STOCKOSORB, CORTROL, FLOGARD, OPTISPERSE, HYPERPERSE, SPECTRUS, STEAMATE e OPTISPERSE, são primordiais ao processo produtivo, tendo papel fundamental para atingir a temperatura , pressão, PH e tempo de resistência controlados na caldeira de cozimento de cavacos de madeira. Aduz, em sua manifestação, explicação do processo industrial Kraft de produção de celulose. Ao final pede que sejam reconhecidos os créditos. A DRJ em Ribeirão Preto considerou improcedente a manifestação de inconformidade, confirmando o despacho decisório. Em seu acórdão a turma traz uma pesquisa feita nos sites das fabricantes dos produtos químicos objeto da glosa e constata que a função destacada pela manifestante não é relatada nem mencionada nas descrições. Alega ainda que o ônus da prova é da recursante e não foram anexadas provas que comprovem a utilização dos produtos químicos no seu processo produtivo. Ementa nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 CRÉDITO DO IPI. MATÉRIASPRIMAS, PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS E MATERIAL DE EMBALAGEM Os conceitos de produção, matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem são os admitidos na legislação aplicável ao IPI, não bastando simplesmente participar do ciclo produtivo do estabelecimento. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificada em 24/11/2011, apresentou recurso voluntário para este Conselho, no qual questiona a fonte de pesquisa da DRJ e que a turma julgadora possuía em mãos todos os recursos para buscar as provas necessárias que corroborasse as alegações deduzidas pela recorrente. Advoga a mesma tese da manifestação sobre a importância dos produtos, e requer ao final, a conversão do julgado em diligência a fim de dirimir a dúvida levantada pela fiscalização acerca da finalidade e utilização dos produtos listados. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 28/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10825.901294/201029 Acórdão n.º 3803003.439 S3TE03 Fl. 11 3 Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, pelo que conheço e passo a análise do mérito. A interessada, em seu recurso voluntário, discorre sobre a importância dos produtos químicos objeto da glosa, no processo de dissociação da lignina, por comporem o vapor d'água utilizado na produção da celulose. A presença dos componentes, alega a empresa, seria de fundamental importância por garantir a pureza da água. Aduz que o vapor d'água carregado dos referidos produtos químicos continua a agir sobre a celulose nas demais etapas do processo produtivo e que sua utilização é preponderante para atingir a temperatura, pressão, PH e tempo de resistência controlados. Alega que é impossível manter o controle de PH unicamente com a utilização de vapor d'água. Frisase que, nos casos em que o contribuinte alega a existência de crédito, sobre este recai a responsabilidade da apresentação de todos os elementos de provas que demonstrem a cabal existência do crédito pretendido, desta forma, a apresentação de tais documentos oferecem maior possibilidade de apreciação objetiva e segura quanto às conclusões extraídas de seus resultados, assegurando ampla defesa ao contribuinte, para que o mesmo não seja maculado além do expressamente previsto na legislação tributária. A defesa, porem, nada trouxe que pudesse comprovar suas afirmações. Trata se de postulado do Código de Processo Civil, instituído pela Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, e adotado de forma subsidiária na esfera administrativa tributária: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Art. 396. Compete à parte instruir a petição inicial (art. 283), ou a resposta (art. 297), com os documentos destinados a provarlhe as alegações. Assim, na hipótese de pedidos de ressarcimento e restituição, recai sobre a interessada o ônus de provar a pretensão deduzida. Logo, o pedido administrativo deve ser instruído com todos os elementos hábeis a demonstrar o direito da requerente. As diligências destinamse à formação da convicção do julgador, e servem para que se aprofunde ou complemente matéria probatória existente nos autos. Jamais poderão estenderse à produção de novas provas ou à reabertura, por via indireta, da ação fiscal. Não se pode conceber, portanto, o uso da diligência para fins de suprir material probatório da parte obrigada pela sua produção. No presente caso, não foi apresentado nenhum elemento de prova destinado a pelo menos evidenciar as afirmações proferidas. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 28/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Em face ao exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário, indeferindo o pedido de diligência. É como voto. João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 68DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 28/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 11968.000537/2008-23
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3401-000.540
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o presente julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ANGELA SARTORI
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o presente julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Ângela Sartori – Relator Julio Cesar Alves Ramos – Presidente. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Dantas de Assis, Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Jean Simões Mendonça, Ângela Sartori e Julio Cesar Alves Ramos. Fl. 650DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 11968.000537200823 Resolução n.º 3401000.540 S3C4T1 Fl. 2 2 Relatório O importador, através das Declarações de Importação enumeradas às fls. 07 e 08 do AI submeteu a despacho de importação mercadoria descrita como: "ladrilhos de granito artificial para uso exclusivo em revestimento de pisos, na construção em geral", classificando a na Tarifa Externa Comum (TEC) e na Tabela do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) , então vigentes, no código 6810.19.00, como: "Outras obras de cimento, de concreto ou de pedra artificial, mesmo armadas", com alíquotas de 8% de II, 0% de IPI, 1,65% de PIS/PASEP, e 7,60% de COFINS. De acordo com entendimento Nota Coana/Cotac/Dinon 0319, de 2007 (Anexo 01), a mercadoria foi reclassificada para o código 6907.90.00 da NCM/TEC e da NBM/TIPI, como "Placas de Porcelanato, não vidradas nem esmaltadas, para pavimentação ou revestimento". A alteração na classificação do produto importado gerou diferenças a recolher relativamente ao II, ao PIS/PASEP e à COFINS, e imposto a pagar no que toca ao 1PI, além da multa regulamentar de 1% sobre valor aduaneiro da mercadoria por classificação incorreta da mesma na NCM/TEC, tudo conforme Demonstrativos de Apuração desses impostos, contribuições e multa. Fazem parte dos Autos de Infração, a cópia da Nota Coana/Cotac/Dinon n° 0319, de 16.08.2007, As fls. 104 a 107, cópia da Decisão prolatada no Mandado de Segurança n° 2008.83.00.0066185, impetrado pela empresa contra o Inspetor da ALF/SPE, as fls. 65 a 69. Intimado nos respectivos Autos de Infração, em 06.11.2008, a empresa apresentou, tempestivamente impugnação, as fls. 85 a 99 alegando que importou matéria prima, classificandoa no código NCM/TEC 6810.19.00, classificação essa consolidada pela RFB em diversas importações e fundamentada em Laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, emitido em agosto de 2002, por solicitação da própria ALF/SPE, juntado aos autos. Diz que foi surpreendida pela alteração da classificação, sem direito a ampla defesa, o que ensejou a impetração de Mandado de Segurança n° 2008.83.00.0066185, com o objetivo exclusivo de desembaraçar as mercadorias importadas mediante o deposito das diferenças de tributos porventura devidas, enquanto não regularmente intimada do processo administrativo que determinou a nova e equivocada interpretação quanto à classificação do produto importado. Alegou ainda: Fl. 651DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 11968.000537200823 Resolução n.º 3401000.540 S3C4T1 Fl. 3 3 Na Preliminar, 1) Ausência de Concomitância: alegando que o MS impetrado teve apenas o fito de discutir a liberação das mercadorias mediante depósito prévio dos valores exigidos. Em nenhum momento pretendeu discutir no MS a classificação fiscal do produto importado ou qualquer outra matéria de direito. 2) Nulidade da autuação afronta ao Principio da Verdade Material: A autoridade lançadora não apresentou classificação fiscal válida para embasar o lançamento e fundamentou a autuação em Nota Coana/Cotac/Dinon n. 0319, de 2007, que se pronunciou sobre o produto ao desamparo de qualquer análise de amostra do mesmo, o que vai de encontro ao principio da verdade material. No Mérito: 3) Mudança de Critério Jurídico: A mudança de critério jurídico foi fruto da insistência da Secretaria da Fazenda do Estado de PE que, baseada em questionável laudo e informações de concorrentes que produzem produtos diversos do importado e industrializado pela impugnante, pretendem alterar a classificação fiscal do produto por ela importado há anos, tendo sido, inclusive, objeto de previa e regular Consulta, conforme provam os documentos anexos. 4) Inadequação da Classificação imposta: Na realidade, "...tratase de importação de produto comercialmente denominado de porcelanato, nome que não existe na nomenclatura cientifica e em nada se aproxima da porcelana. Justamente por se tratar de produto relativamente "novo", surgiram divergências quando à classificação fiscal a ser adotada" O porcelanato é um produto composto predominantemente por feldspato (mineral fundente), dolomita (rocha calcária que atua como agente fundente), quartzo e uma pequena quantidade de argila, inferior a 15%, composição que é diversa da cerâmica e se assemelha mais ao granito, consoante laudo técnico do IPT, de São Paulo (item 26 da defesa). O porcelanato é composto de pó de pedra, basicamente de feldspato, substância que não se modifica no processo produtivo, já que seu ponto de fusão é acima de 1.400° C, podendo ser submetido a temperaturas que variam de 1.210° C a 1.250 ° C, de sorte que os seus elementos não atingem o ponto de fusão, sendo apenas aglutinados. Não alcançando o ponto de fusão, são mantidas as características químicas dos elementos que compõem o porcelanato, diferentemente do que ocorre quando a cozedura ultrapassa o ponto de fusão. Fl. 652DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 11968.000537200823 Resolução n.º 3401000.540 S3C4T1 Fl. 4 4 A cerâmica, por sua vez, submetese a temperaturas de ate 1.150° C, podendo ser fundida a temperatura de 1.000° C, donde se conclui, quanto a cozedura e ponto de fusão, que há uma substancial diferença entre porcelanato e cerâmica. "Em que pese a similaridade do processo produtivo da cerâmica com o do porcelanato, há caracteristicas .fundamentais que diferenciam os referidos produtos, tanto que, comercialmente, são tratados como mercadorias que podem se prestar ao mesmo fim, mas são de espécies diferentes. ...quando se fala de revestimento de pisos ou paredes, têmse como principais opções: cerâmica, granito ou porcelanato.inexiste confusão ou dúvidas quanto às característica de cada um dos produtos, que são bastante distintos. Entretanto, facilmente, se constata major similaridade entre o granito e o porcelanato do que entre este e a cerâmica." 5) Multa regulamentar incabível: A imposição da multa regulamentar decorreria do suposto erro quanto classificação da mercadoria importada. Contudo, não se trata de erro, mas de divergência de interpretação. uma divergência de interpretação das regras de classificação fiscal". 6) Pedido de Perícia: A defendente requer a realização de perícia, de acordo corn o artigo 16 do Decreto n° 70.235, de 1972, tendo em vista estar envolvida no litígio a composição do produto importado (apresenta alguns quesitos a serem respondidos, às fls.97 e 98). Corroborando o seu pedido, transcreve Ementa de Acórdão do então Conselho de Contribuintes que diz respeito à dúvida de classificação de determinado produto estar pautada exclusivamente na sua composição química, tornandose, nesse caso, indispensável a produção de perícia. Anexa, o Parecer Técnico n° 8.202, de agosto de 2002, do IPT, de São Paulo, do qual fazem parte o Relatório Técnico n° 58.258, além de outras análises. Por todo o exposto, a Recorrente requer seja julgado nulo de pleno direito o Auto de Infração. Caso assim não entenda a autoridade julgadora, pede que seja a ação fiscal julgada improcedente pelas razões de mérito apresentadas, protestado pelo deferimento do pedido de perícia formulado. A DRJ decidiu em síntese: Fl. 653DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 11968.000537200823 Resolução n.º 3401000.540 S3C4T1 Fl. 5 5 ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 10/04/2008, 25/04/2008, 05/05/2008 Classificação incorreta de Mercadorias na NCM/TEC e NBM/TIPI. Multa. As Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado e as Regras Gerais Complementares são o suporte legal para a classificação de mercadorias na Nomenclatura Comum do Mercosul Tarifa Externa Comum e na Nomenclatura Brasileira de Mercadorias Tabela do Imposto sobre Produtos Industrializados. Lajes de Porcelanato, não vidradas nem esmaltadas, para pavimentação ou revestimento classificamse no código 6907.90.00 da NCM/TEC e NBM/T1PI, aprovadas pela Resolução Camex n° 43, de 2006, e pelo Decreto n° 6.006, de 2006, respectivamente. A mercadoria classificada incorretamente na NCM/TEC cabe a aplicação de multa, no percentual de 1%, sobre o valor aduaneiro, nos termos da Medida Provisória 11° 2.15835, de 2001, combinada corn a Lei n° 10.833, de 2003. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 10/04/2008, 25/04/2008, 05/05/2008 Desclassificação de Mercadoria. Recolhimento a menor. Constatado o recolhimento a menor do imposto no registro da Declaração de Importação, em função da classificação incorreta da mercadoria na NCM/TEC, cabe o lançamento da sua diferença, nos termos do Decreto n° 4.543, de 2002, Medida Provisória n° 2.15835, de 2001, e Lei n° 10,833, de 2003. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 10/04/2008, 25/04/2008, 05/05/2008 Desclassificação de Mercadoria. Falta de recolhimento. Constatado o não recolhimento do imposto sobre a mercadoria importada objeto de nova classificação tarifária, cabe o lançamento desse imposto nos termos do Decreto n° 4.544, de 2002 (RIPI/2002). ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Data do fato gerador: 10/04/2008, 25/04/2008, 05/05/2008 Desclassificação de Mercadoria. Recolhimento a menor. Em razão da diferença das aliquotas do II e do lPI, em decorrência da desclassificação fiscal efetivada, cabe a reconstituição da base de cálculo dessa Fl. 654DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 11968.000537200823 Resolução n.º 3401000.540 S3C4T1 Fl. 6 6 Contribuição e recolhimento da sua diferença, nos termos da Lei n° 10.865, de 2004 c/c Decreto n° 4.543, de 2002. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 10/04/2008, 25/04/2008, 05/05/2008 Desclassificação de Mercadoria/ Insuficiência de recolhimento Em razão da diferença das aliquotas do II e do IPI, em decorrência da desclassificação fiscal efetivada, cabe a reconstituição da base de cálculo dessa Contribuição e recolhimento da sua diferença, nos termos da Lei IV 10.865, de 2004, c/c Decreto n°4.543, de 2002. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 10/04/2008, 25/04/2008, 05/05/2008 Revisão de Oficio Tendo o contribuinte agido em desacordo com a legislação tributária aplicável, a autoridade administrativa, no estrito cumprimento de seu dever, deve proceder à revisão de oficio e, se for o caso, exigir, por meio do respectivo lançamento, os tributos não pagos por ocasião do registro da Declaração de Importação e do desembaraço aduaneiro das mercadorias importadas, além dos acréscimos legais e regulamentares cabíveis. Perícia. Indeferimento. Dispensável a produção de mais um laudo técnico sobre as características da mercadoria quando os laudos e documentos integrantes dos autos revelamse suficientes para a formação de convicção e consequente julgamento do feito. Concomitância entre Processos Administrativo e Judicial. Impugnação conhecida. Tomase conhecimento da impugnação, no tocante à matéria (classificação tarifária) que não faz parte da discussão judicial. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido. A Recorrente no Recurso Voluntário corroborou os argumentos descritos na impugnação acima transcrito, requerendo a nulidade do processo e insubsistência do auto de infração. Fl. 655DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 11968.000537200823 Resolução n.º 3401000.540 S3C4T1 Fl. 7 7 É o relatório Voto O Recurso é tempestivo e segue os demais requisitos de admissibilidade, por isto dele tomo conhecimento. Ângela Sartori Conselheira PRELIMINAR O Mandado de Segurança impetrado, cuja Decisão (cópia) foi juntada aos autos fls. 65 a 69 teve apenas o fito de discutir a liberação das mercadorias mediante depósito prévio dos valores exigidos. Em nenhum momento entrou no mérito da classificação fiscal do produto importado ou abordou qualquer outra matéria de direito. A preliminar levantada sob o argumento de que a autoridade lançadora não apresentou classificação fiscal válida para embasar o lançamento e fundamentou a autuação em Nota Coana/Cotac/Dinon n° 0319, de 2007, que se pronunciou sobre o produto ao desamparo de qualquer análise de amostra do mesmo, é completamente descabida de razão, porquanto, como se verá na apreciação do mérito, o lançamento foi efetivado levando em conta as diretrizes legais do Sistema Harmonizado (SH), base da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) Tarifa Externa Comum (TEC) e da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (NBM) Tabela do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI). A Nota em questão apenas corroborou esse posicionamento. MÉRITO Diante do exposto, dos fatos narrados acima, havendo dúvidas quanto ao direito requer seja o processo convertido em diligência para que seja formulado laudo técnico pelo INT no sentido de elucidar as dúvidas, respondendo inclusive os seguintes quesitos: Qual a composição do porcelanato? O porcelanato é uma obra de pedra natural como mármore, granito? É semelhante ao granito? Felpatzo é uma pedra natural? Fl. 656DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 11968.000537200823 Resolução n.º 3401000.540 S3C4T1 Fl. 8 8 Há transformação química do Si02 a partir das matériasprimas de partida? 0 acabamento do porcelanato para polimento é o mesmo realizado em granitos e mármores? Uma cerâmica pode ser submetida ao mesmo tipo de polimento do porcelanato? É correto afirmar que o produto importado pela Recorrente é feito de pó de pedra natural? É correto afirmar que o porcelanato é uma imitação de pedra? A Recorrente deverá ser cientificada quanto ao teor da diligência para, desejando, manifestarse no prazo de 30 dias. Após, o processo deverá retornar a este Colegiado. Angela Sartori (assinado digitalmente) Fl. 657DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
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Numero do processo: 10580.001865/2003-14
Data da sessão: Tue Sep 22 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Sep 22 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 1996
IRPF. PEDIDO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. REQUERIMENTO DE
RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. PRAZO.
Tratando-se de pedido de restituição/compensação de Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física, incidente sobre as verbas pagas em decorrência de adesão a Programa de Demissão Voluntária — PDV, o term9 a quo do prazo prescricional de 05 (cinco) anos para o pleito da contribuinte é a data da publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, de 06/01/1999, que reconheceu a natureza indenizatória de aludidas importâncias, não sujeitas,
portanto, à incidência do IRPF, conforme precedentes jurisprudenciais Administrativos e Judiciais.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-000.271
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar
provimento ao recurso especial e determinar o retorno dos autos à Unidade local da RFB para que aprecie as demais questões relacionadas ao pleito. Vencido o Conselheiro Carlos Alberto
Freitas Barreto que dava provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira
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PEDIDO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. REQUERIMENTO DE RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. PRAZO. Tratando-se de pedido de restituição/compensação de Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física, incidente sobre as verbas pagas em decorrência de adesão a Programa de Demissão Voluntária — PDV, o term9 a quo do prazo prescricional de 05 (cinco) anos para o pleito da contribuinte é a data da publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, de 06/01/1999, que reconheceu a natureza indenizatória de aludidas importâncias, não sujeitas, portanto, à incidência do IRPF, conforme precedentes jurisprudenciais Administrativos e Judiciais. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. , Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial e determinar o retorno dos autos à Unidade local da RFB para que aprecie as demais questões relacionadas ao pleito. Vencido o Conselheiro Carlos Alberto Freitas Barreto que dava provimento ao recurso. 1 1 , , 1Áitt_.len CARLOS ALB i 1 1t ' ' ITAS B ' 'RETO — Presidente .d... lftleb,_......,,,-.4,....„......-„,..,._,, RYCARDO HE R Q E MAGA HÃES DE OL , IRA - Relator EDITADO EM: 2 lil SE -1- ao' Particip. . da ses ão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Gonç. e Bon; Allage (substituto do Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gustavo Lian Hadda • convocado), Julio Cesar Vieira Gomes, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Nelson Mallmann (convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, temporariamente, o Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes (convocado) Relatório JOSÉ RAIMUNDO NUN'ALVARES PEREIRA, contribuinte, pessoa fisica, já devidamente qualificado nos autos do processo administrativo em epígrafe, apresentou requerimento de retificação de declaração de ajuste anual, com respectivo Pedido de Restituição de Imposto de Renda Pessoa Física, em 14 de março de 2003, em relação ao ano-calendário 1996, incidente sobre as verbas indenizatórias percebidas em virtude de adesão a Plano de Demissão Voluntária, conforme Petição Inicial, às fls. 01/03, e demais documentos que instruem o processo. Após regular processamento, interposto recurso voluntário ao Primeiro Conselho de Contribuintes contra Decisão da 3a Turma da DRJ em Salvador/BA, consubstanciada no Acórdão n° 10.257/2006, às fls. 27/30, que indeferiu integralmente o Pedido em referência, a Egrégia 45 Câmara, em 14/09/2007, por maioria de votos, achou por bem DAR PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO DO CONTRIBUINTE, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão n° 104-22.672, sintetizados na seguinte ementa: "RESTITUIÇÃO - DECADÊNCIA - PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO - Conta-se a partir da publicação, em 06 de janeiro de 1999, da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal n°165, de 31 de dezembro de 1998, o prazo decadencial para a apresentação de requerimento de restituição dos valores indevidamente retidos na fonte, relativos aos planos de desligamento voluntário, sendo irrelevante a data da efetiva retenção, que não é marco inicial do prazo extintivo. PDV - MÉRITO - Afastada a decadência, e sendo esta a única matéria até o momento debatida nos autos, cabe o retorno do processo à DRJ, para julgamento do mérito. Recurso provido." Irresignada, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, às fls. 62/67, com arrimo no artigo 7°, inciso I, do então Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147/2007, procurando demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: 2 Processo n° 10580.001865/2003-14 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.271 Fl. 2 Após breve relato dos fatos ocorridos no decorrer do processo administrativo fiscal, insurge-se contra o Acórdão atacado, por entender ter contrariado os preceitos contidos nos artigos 165, inciso I, e 168, inciso I, do Código Tributário Nacional. Assevera que a Instrução Normativa n° 165/1998, que reconheceu a não incidência de IRPF sobre as verbas pagas a título de PDV, em razão de sua natureza indenizatória, não exerce qualquer influência na contagem do prazo para repetição de indébito e/gig":. cdiniensação, sobretudo quando referida norma secundária, por esse próprio caráter, não tem o coridão 'de extinguir exigência tributária. Alega que foi editado pela Secretaria da Receita Federal o Ato Declaratório n° 096, de 26 de dezembro de 1999, o qual é expresso ao dispor que o direito a restituição do tributo pago indevidamente extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos, contado da 'data da extinção do crédito tributário, não tendo a Instrução Normativa o condão de criar ou extinguir direitos, não inovando o lapso decadencial. Nesse sentido, sustenta que, para o CTN, a causa do recolhimento indevido é irrelevante, eis que não definiu como termo a quo para contagem da prescrição a edição de Instruções Normativas, Resolução do Senado Federal ou declaração de inconstitucionalidade pelo STF, não podendo o julgador dar à norma legal em comento interpretação que dela não decorre, sob pena de tornar indefinido o termo inicial do prazo para o pedido de restituição, destruindo o instituto da decadência, em total afronta a segurança jurídica. Defende que os artigos 3° e 4°, da Lei Complementar n° 118/2005, efo artigo 106, inciso I, do CTN, corroboram seu entendimento, possibilitando, inclusive, a aplicação retroativa do artigo 3°, da LC n° 118, em virtude de sua natureza interpretativa. Por fim, requer o conhecimento e provimento do Recurso Especial, impondo a reforma do decisum ora atacado, nos termos encimados. Submetido a exame de admissibilidade, a ilustre Presidente da então 45 Câmara do 1° Conselho, entendeu por bem admitir o Recurso Especial do Procurador, sob o argumento de que a recorrente logrou comprovar que o Acórdão recorrido, em tese, contrariou a legislação tributária, especialmente os artigos 165, inciso I e 168, inciso I, do Código Tributário Nacional, conforme Despacho n° 104-072/2008, às fls. 69/71. Instado a se manifestar a propósito do Recurso Especial do Procurador, o contribuinte ofereceu suas contra-razões, às fls. 75/80, corroborando as razões de decidir do Acórdão recorrido, em defesa de sua manutenção. É o relatório. 3 Voto Conselheiro RYCARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, sendo tempestivo e acatada pela ilustre Presidente da então 4a Câmara do 1° Conselho a contrariedade à lei suscitada, conheço do Recurso Especial e passo à análise das razões recursais. Conforme se depreende da análise do Recurso Especial pretende a Procuradoria a reforma do Acórdão recorrido, alegando, em síntese, que as razões de decidir ali esposadas contrariaram os preceitos contidos nos artigos 165, inciso I, e 168, inciso I, do Código Tributário Nacional. Em que pesem os argumentos da recorrente, seu inconformismo, contudo, não tem o condão de prosperar. Do exame dos elementos que instruem o processo, conclui-se que o Acórdão recorrido apresenta-se incensurável, devendo ser mantido em sua plenitude. Antes mesmo de se adentrar ao mérito da questão, cumpre trazer à baila os dispositivos legais que regulamentam a matéria, que assim prescrevem: " Art.I65 - O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4° do art. 162, nos seguintes casos: 1 - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;" "Art.168 - O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I - nas hipóteses dos incisos I e II do art. 165, da data da extinção do crédito tributário," Na hipótese dos autos, não há dúvidas quanto a existência do indébito, tendo em vista tratar-se de pedido de restituição de Imposto de Renda Pessoa Física — IRPF incidente sobre as verbas concedidas em virtude de adesão a Programa de Demissão Voluntária - PDV, reconhecidas como indenizatórias e, por conseguinte, não integrantes da base de cálculo do tributo sob análise, mediante edição da Instrução Normativa SRF n° 165, de 06/01/1999. Nesse sentido, a discussão centra-se tão somente no prazo prescricional para o contribuinte exercer seu direito de repetição de indébito, mais precisamente em relação ao termo a quo de referido prazo. 4 Processo n° 10580.001865/2003-14 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.271 Fl. 3 A Procuradoria da Fazenda Nacional, com amparo nos artigos 106, inciso I, 165 inciso I, e 168, inciso I, do Códex Tributário, entende que o termo a quo do prazo prescricional em comento é a data do pagamento do tributo indevido. Por sua vez, a Câmara recorrida, em sua maioria, determinou que o prazo para a contribuinte pleitear a restituição e/ou compensação dos tributos em referência (IRPF) inicia-se na data da publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, de 06/01/1999, entendimento compartilhado por este conselheiro, pelas razões de fato e de direito que passamos a desenvolver. Afora as várias discussões doutrinárias a propósito do tema, o certo é que o IRPF, cobrado sobre as verbas recebidas pela pessoa fisica em decorrência de adesão a PDV, só passou a ser indevido quando do definitivo reconhecimento pela autoridade fazendária da não incidência de tal imposto sobre aludidos valores, ou seja, a partir da publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, de 06/01/1999. Em outras palavras, antes da IN SRF n° 165/1999, o tributo em debate era devido e deveria ser recolhido em época própria, ou melhor, os pagamentos foram efetuados com fulcro na legislação de regência vigente, só passando a ser indébito quando da edição daquela Instrução Normativa. Nessa toada, ao admitir como termo a quo do prazo prescricional sub examine a data do pagamento do tributo indevido, estamos privilegiando o contribuinte que não o pagou, eis que não cumpriu a legislação de regência válida à época e não suportará lançamento fiscal com o fito de exigir tal exação, porquanto declarada inconstitucional posteriormente. Em outra via, o contribuinte que cumpriu com sus obrigações tributárias, pagando o tributo em dia, será penalizado por seguir os preceitos dos malfadados dispositivos legais que regulamentavam a matéria. Mais a mais, repita-se, à época dos pagamentos do IRPF incidentes sobre as importâncias recebidas em razão de adesão a Programa de Demissão Voluntária, tal tributo era efetivamente devido, só passando a ser indébito quando do reconhecimento de sua natureza indenizatória pela própria autoridade fazendária e, por conseguinte, fora do alcance do IRPF, mediante edição da Instrução Normativa SRF n° 165/1999. Na esteira desse entendimento, as razões de decidir do Acórdão atacado representam, além da observância ao princípio da legalidade, o cumprimento do dever legal do julgador de se fazer justiça. Assim, não se pode admitir como termo inicial do prazo prescricional em análise, a data do pagamento do tributo. Este, aliás, é o entendimento majoritário da doutrina e jurisprudência judicial e administrativa, conforme restou circunstanciadamente demonstrado no Acórdão recorrido, bem como nas peças recursais da contribuinte. A propósito da matéria, somente como ilustração, por se referir à indébito decorrente de norma declarada inconstitucional pelo STF, mister transcrever excerto da obra de Leandro Paulsen, que assim preleciona: 5 " [.] O STJ, contudo, tem se pronunciado reiteradamente no sentido de que, em se tratando de tributo declarado inconstitucional, o prazo qüinqüenal conta-se da publicação da decisão do STF em ação direta ou da publicação da Resolução do Senado, havendo precedente no sentido da contagem a partir da publicação da decisão do recurso extraordinário. [4 - Procuramos identificar a origem da posição do STJ no sentido de que o prazo para repetição contar-se-ia da decisão do STF. A 1 0 Seção firmou tal entendimento por ocasião do julgamento dos Embargos de Div. no Recurso Especial n°43.502 e também no 44.952. Houve transcrição, pelo Min. Américo Luz, de voto anteriormente proferido pelo MM. Pádua Ribeiro no Resp 44.221/PR, em que resgatava voto proferido por Hugo de Brito Machado na AC 44.403-3, na 1' T. do TRF%, em abril de 1994, sendo que também Hugo valera-se da lição alheia (de Ricordo Lobo Torres), conforme segue de seu voto: "O direito de pleitear a resituicão, perante a autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei que se tenha por inconstitucional, somente nasce com a declaração de inconstitucionalidade, em ação direta. Ou com a suspensão, pelo Senado Federal, da lei declarada inconstitucional, na via indireta. RICARDO LOBO TORRES, ensina: 'Na declaração de inconstitucionalidade da lei a decadência ocorre depois de cinco anos da data do trânsito em julgado da decisão do STF proferida em ação direta ou da publicação da Resolução do Senado que suspendeu a lei com base em decisão proferida incidenter tantum pelo STF." ("DIREITO TRIBUTÁRIO — Constituição e Código Tributário Nacional à luz da Doutrina e da Jurisprudência", Leandro Paulsen — 5' edição, pág. 991) (grifamos) Igualmente, a jurisprudência consolidada nesse Colendo Tribunal Administrativo oferece proteção ao pleito da contribuinte, senão vejamos: "IRPF — RESTITUIÇÃO — TERMO INICIAL — PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO — Conta-se a partir da publicação da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal n° 165, de 31 de dezembro de 1998, o prazo decadencial para a apresentação de requerimento de restituição dos valores indevidamente retidos na fonte, relativos aos planos de desligamento voluntário. . IRPF — PDV — PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - ALCANCE — Tendo a Administração considerado indevida a tributação dos valores percebidos como indenização relativos aos Programas de Desligamento Vonluntário em 06/01/99, data da publicação da Instrução Normativa n° 165 de 31 de dezembro de 1998, é irrelevante a data da efetiva retenção, que não é marco inicial do prazo extintivo. — Recurso Especial negado." ( 1 a Turma da Câmara 6 Processo n° 10580.001865/2003-14 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.271 Fl. 4 Superior de Recursos Fiscais, Recurso n° 127.011, Acórdão n° C SRF/01-04.174 — Sessão de 14/10/2002) "IRRF — RESTITUIÇÃO DE TRIBUTO. PRAZO DECADENCIAL — Nos casos de retenção pela fonte pagadora de importância a título de imposto de renda na fonte considerado indevido por legislação superveniente, o termo inicial para o sujeito passivo apresentar o pedido de restituição junto ao órgão competente é a data em que vigora os efeitos da nova legislação. PDV — PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. TERMO DE INICIO — No caso de retenções relativas a , Programa de Demissão Voluntária ocorridas além do prazo de cinco anos, o termo inicial para protocolização de pedido de restituição ocorre em 06.01.1999, data da publicação de ato administrativo que reconheceu indevida referida exação. Recurso negado" (1' Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, Recurso n° 126.098, Acórdão n° CSRF/01 -05.133 — Sessão de 29/11/2004) No caso vertente, não se cogita em prescrição do direito da contribuinte, tendo em vista que apresentou pedido de restituição em 14 1 de março de 2003, dentro do prazo prescricional de 05 (cinco) anos, contados da publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, DOU de 06/01/1999. Assim, escorreito o Acórdão recorrido devendo, nesse sentido, ser mantido o provimento ao recurso voluntário do contribuinte, na forma decidida pela 4' Câmara do 1° Conselho de Contribuintes, uma vez que a recorrente não logrou infirmar os elementos que serviram de base ao decisório atacado. Por todo o exposto, estando o Acórdão guerreado em consonância com os dispositivos legais que regulam a matéria, VOTO NO SENTIDO DE NEGAR PROVIMENTO AO RE s RSO ESPECIAL DA PROCURADORIA, pelas razões de fato e de direito acima esp. a as.' ) 1 d f'. . ia .•n al L,.... .i _, 1 rw,....,......,....,..,.......-.................... Rycardo--"ilragalhães de Oliveira - Relator ,, , 1 7
score : 1.0
Numero do processo: 13832.000146/99-17
Data da sessão: Tue Jun 17 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Jun 17 00:00:00 UTC 2008
Ementa: FINSOCIAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. Exercício: 1999
O direito de pleitear o reconhecimento de crédito com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei que tenha sido declarada inconstitucional, somente surge com a declaração de inconstitucionalidade pelo STF, em ação direta, ou com a suspensão, pelo Senado Federal, da lei declarada inconstitucional, na via indireta. Ante à inexistência de ato específico do Senado Federal, o Parecer COSIT n° 58, de 2710/98, firmou entendimento de que o termo a quo para o pedido de restituição começa a contar a partir da edição da Medida Provisória n° 1.110, em 31/08/95, primeiro ato emanado do Poder Executivo a reconhecer o caráter indevido do recolhimento do Finsocial à alíquota superior a 0,5%, expirando em 31/08/00. O pedido de restituição da contribuinte foi formulado em 21/09/99.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/03-05.703
Decisão: ACORDAM os membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial e determinar o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal de origem, para apreciação as demais matérias. As Conselheiras Anelise Daudt Prieto, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes acompanharam o Conselheiro Relator pelas suas conclusões quanto ao prazo para pleitear o direito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Otacílio Dantas Cartaxo
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ementa_s : FINSOCIAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. Exercício: 1999 O direito de pleitear o reconhecimento de crédito com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei que tenha sido declarada inconstitucional, somente surge com a declaração de inconstitucionalidade pelo STF, em ação direta, ou com a suspensão, pelo Senado Federal, da lei declarada inconstitucional, na via indireta. Ante à inexistência de ato específico do Senado Federal, o Parecer COSIT n° 58, de 2710/98, firmou entendimento de que o termo a quo para o pedido de restituição começa a contar a partir da edição da Medida Provisória n° 1.110, em 31/08/95, primeiro ato emanado do Poder Executivo a reconhecer o caráter indevido do recolhimento do Finsocial à alíquota superior a 0,5%, expirando em 31/08/00. O pedido de restituição da contribuinte foi formulado em 21/09/99. Recurso especial negado.
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Numero do processo: 10830.004103/2007-12
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/03/2001 a 31/10/2004
ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA NORMA SUPERVENIENTE. Tendo havido alteração na legislação que instituiu sistemática de cálculo da penalidade por descumprimento de obrigação acessória, deve-se aplicar a norma superveniente aos processos pendentes de julgamento, se mais benéfica ao sujeito passivo. INCORREÇÕES NA GFIP QUE NÃO IMPLICAM EM LANÇAMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. APLICAÇÃO DA NORMA MAIS BENÉFICA. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE ÚNICA. Tendo-se em conta que a legislação atual prevê lavratura única para as falhas relativas a GFIP que não impliquem em lançamento de ofício, deve subsistir apenas uma das lavraturas efetuadas com base na legislação anterior, que previa autuações distintas a depender da natureza das falhas verificadas. Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2401-002.574
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire - Presidente Kleber Ferreira de Araújo - Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA NORMA SUPERVENIENTE. Tendo havido alteração na legislação que instituiu sistemática de cálculo da penalidade por descumprimento de obrigação acessória, devese aplicar a norma superveniente aos processos pendentes de julgamento, se mais benéfica ao sujeito passivo. INCORREÇÕES NA GFIP QUE NÃO IMPLICAM EM LANÇAMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. APLICAÇÃO DA NORMA MAIS BENÉFICA. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE ÚNICA. Tendose em conta que a legislação atual prevê lavratura única para as falhas relativas a GFIP que não impliquem em lançamento de ofício, deve subsistir apenas uma das lavraturas efetuadas com base na legislação anterior, que previa autuações distintas a depender da natureza das falhas verificadas. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 41 03 /2 00 7- 12 Fl. 68DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/08 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/08 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10830.004103/200712 Acórdão n.º 2401002.574 S2C4T1 Fl. 69 3 Relatório Tratase do Auto de Infração – AI n.º 35.957.6141, lavrado para aplicação de multa decorrente do descumprimento da obrigação acessória de declarar a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP distinguindo cada estabelecimento ou obra de construção civil da empresa contratante. De acordo com o Relatório Fiscal da Infração, fl. 14, a autuada deixou de apresentar GFIP distintas para diversas obras de construção civil, no período de 03/2001 a 10/2004. O Relatório de Aplicação da Multa, fl. 15, apresenta a fundamentação legal que sustentou a aplicação da penalidade e os critérios fixados para a sua gradação. Foi acostada planilha, fl. 16, na qual são discriminadas, por competência, as falhas verificadas pela Auditoria. Apresentada a impugnação, a Delegacia da Receita Previdenciária em Campinas (SP) declarou procedente a autuação, mantendo integralmente a multa, ver fls. 28/32. Irresignado, o sujeito passivo interpôs recurso, fls. 37/52, no qual, em apertada síntese, alegou que: a) todos os fatos que deram ensejo ao AI foram suficientemente rebatidos nas NFLD que guardam relação com o mesmo; b) embora nos relatórios fiscais conste que foram examinados os Livros Diário de n.ºs 12, 13 e 14, no Termo de Encerramento da Ação Fiscal há a menção à análise apenas no Livro de n.º 14. Esse fato representa incoerência gritante; c) o fisco deixou de examinar documentos essenciais ao desenvolvimento do trabalho de fiscalização, por isso todo o procedimento deve ser anulado; d) para comprovar cita as requisições documentais feitas mediante os Termos de Intimação para a Apresentação de Documentos – TIAD, lavrados em 24/10/2006 e 07/11/2006, nos quais foram solicitados documentos de períodos não incluídos na ação fiscal; e) Não consta dos autos informação de que a fiscalização tenha requerido e examinado documentos específicos inerentes aos CNPJ 61.074.829/002843, 61.074.829/0008 08 e 01.399.857/000126; f) insiste em afirmar que o fisco deixou de apreciar os documentos que poderiam comprovar a ocorrência da infração, fato que leva a nulidade de todo o procedimento; g) para comprovar o alegado, requer a juntada de documentos a posteriori. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/08 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Ao final, requesta pela nulificação de todos os processos decorrentes da ação fiscal sob enfoque. É o relatório. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/08 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10830.004103/200712 Acórdão n.º 2401002.574 S2C4T1 Fl. 70 5 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator Admissibilidade O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Aplicação na legislação – aplicação da norma superveniente Tendose em conta a alteração da legislação na parte que cuida da aplicação de multa decorrente de infrações relacionadas é GFIP, é de se fazer uma retrospectiva dos dispositivos legais que tratam da questão. Observase que com o advento da Medida Provisória MP n.º 449/2008, convertida na Lei n.º 11.941/2009, houve profunda alteração no cálculo das multas decorrentes de descumprimento das obrigações principais e acessórias relacionadas às contribuições previdenciárias. Na sistemática anterior, a infração de omitir fatos geradores em GFIP era punida com a multa correspondente a cem por cento da contribuição não declarada, ficando a penalidade limita a um teto calculado em função do número de segurados da empresa. Havia ainda as punições cumulativas por a) apresentar a guia com erros em campos não relacionados aos fatos geradores de contribuições sociais; b) preparar a declaração em desconformidade com o Manual de Orientações e c) não apresentar GFIP distintas por estabelecimento ou obra de construção civil do tomador de serviços. Com a nova legislação, há duas sistemáticas de aplicação da multa. Inexistindo o lançamento das contribuições, aplicase apenas a multa de ofício prevista no art. 32A da Lei n. 8.212/1991, que é calculada a partir de um valor fixo para cada grupo de 10 informações incorretas ou omitidas, nos seguintes termos: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e (...) Todavia pelo art. 35A da mesma Lei, também introduzido pela Lei n.º 11.941/2009, ocorrendo o lançamento da obrigação principal, a penalidade decorrente do erro ou omissão na GFIP fica incluída na multa constante no crédito constituído. Deixa, assim, de haver cumulação de multa punitiva (descumprimento de obrigação acessória) e multa incidente sobre o tributo devido, condensandose ambas em valor único. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/08 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 Considerandose que no AI que ora se julga, o erro apontado não gerou contribuições a recolher, aplicase atualmente ao caso a norma do art. 32A, I, da Lei n.º 8.212/1991. Ressaltese que na mesma ação fiscal, dois outros AI foram lavrados sem que também motivassem lançamento de obrigação principal, quais sejam: a) AI n.º 35.957.6133 – erros em campos não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias; b) AI n.º 35.957.6150 – apresentação da GFIP em desconformidade com o Manual de Orientações. De acordo com o art. 32A, I, da Lei n.º 8.212/1991 caberia apenas um AI englobando as três situações, ou seja, todas as condutas seriam consideradas como incorreções/omissões, verificandose o número de campos com falhas para definir o valor da penalidade. Tendose em conta que foi mantida parcialmente a multa para o AI n.º 35.957.6133, devese, em homenagem ao disposto no art. 106, II, “c”, do CTN cancelar a multa do presente AI e daquele de n.º 35.957.6150, posto que, conforme vimos, hodiernamente a legislação manda que se lavre apenas uma autuação, condensandose numa mesma lavratura todas as falhas que não acarretem lançamento de ofício de contribuições. Para aplicação da multa menos gravosa, devese manter apenas uma das três lavraturas, justificandose, na espécie, a manutenção do AI n.º 35.957.6133, pelo fato da multa no mesmo ter sido aplicada por competência, favorecendo a comparação com a sistemática atual, que também fundase na imposição de penalidade por competência. Observese que no presente AI, bem como no de n.º 35.957.6150, a penalidade é um valor fixo, que independe da quantidade de erros. Justificase assim o cancelamento da multa imposta no presente AI. Conclusão Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 73DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/08 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 10580.011824/2002-55
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue May 27 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1993
DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO - PDV - O início da contagem do prazo de decadência para pleitear a restituição dos valores recolhidos a título de imposto de renda sobre os montantes pagos como incentivo pela adesão a Programas de Desligamento Voluntário - PDV, começa a fluir a partir da data em que o contribuinte viu reconhecido, pela administração tributária, o direito de pleitear a restituição. No momento em que a Secretaria da Receita Federal editou a Instrução Normativa SRF n° 165, de 31/12/1998, que foi publicada no Diário Oficial da União que circulou no dia 06/01/1999, tem-se que os pedidos protocolizados até 06/01/2004 são tempestivos.
Recurso Especial do Procurador Negado
Numero da decisão: CSRF/04-00.920
Decisão: ACORDAM os membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial e determinar o retorno dos autos à DRF de origem para apreciar as demais questões relacionados ao pleito. Vencidas as Conselheiras Maria Helena Cotta Cardozo e Ana Maria Ribeiro dos Reis que deram provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Antônio José Praga de Souza
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1993 DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO - PDV - O início da contagem do prazo de decadência para pleitear a restituição dos valores recolhidos a título de imposto de renda sobre os montantes pagos como incentivo pela adesão a Programas de Desligamento Voluntário - PDV, começa a fluir a partir da data em que o contribuinte viu reconhecido, pela administração tributária, o direito de pleitear a restituição. No momento em que a Secretaria da Receita Federal editou a Instrução Normativa SRF n° 165, de 31/12/1998, que foi publicada no Diário Oficial da União que circulou no dia 06/01/1999, tem-se que os pedidos protocolizados até 06/01/2004 são tempestivos. Recurso Especial do Procurador Negado
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decisao_txt : ACORDAM os membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial e determinar o retorno dos autos à DRF de origem para apreciar as demais questões relacionados ao pleito. Vencidas as Conselheiras Maria Helena Cotta Cardozo e Ana Maria Ribeiro dos Reis que deram provimento ao recurso.
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Numero do processo: 10380.011638/2006-04
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004
Ementa:
ADESÃO AO PARCELAMENTO NO CURSO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESISTÊNCIA.
Segundo inteligência do art. 78, do Regimento Interno do CARF, importa desistência do processo administrativo a adesão, pelo Recorrente, ao parcelamento para pagar débitos objetos da discussão.
Numero da decisão: 1802-001.359
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marco Antonio Nunes Castilho - Conselheiro.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Gilberto Baptista, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
Matéria: IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 Ementa: ADESÃO AO PARCELAMENTO NO CURSO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESISTÊNCIA. Segundo inteligência do art. 78, do Regimento Interno do CARF, importa desistência do processo administrativo a adesão, pelo Recorrente, ao parcelamento para pagar débitos objetos da discussão.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho - Conselheiro. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Gilberto Baptista, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1492; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 245 1 244 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.011638/200604 Recurso nº 163.852 Voluntário Acórdão nº 1802001.359 – 2ª Turma Especial Sessão de 11 de setembro de 2012 Matéria Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Recorrente BRASIL USA VACATIONS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003, 2004 Ementa: ADESÃO AO PARCELAMENTO NO CURSO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESISTÊNCIA. Segundo inteligência do art. 78, do Regimento Interno do CARF, importa desistência do processo administrativo a adesão, pelo Recorrente, ao parcelamento para pagar débitos objetos da discussão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Conselheiro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 01 16 38 /2 00 6- 04 Fl. 245DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10380.011638/200604 Acórdão n.º 1802001.359 S1TE02 Fl. 246 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Gilberto Baptista, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Relatório Tratase de autuação exigindo Imposto de Renda e Contribuição Social, relativo aos anoscalendário de 2002, 2003 e 2004, decorrente da opção pela tributação com base no lucro presumido, adotando o percentual de 8% sobre a receita bruta, sendo que autoridade autuante entendeu que o correto seria a utilização do percentual de 32%, em razão de exercer atividades de prestação de serviços de administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza, classificada no CNAE no código 74.993/99. Apresentado Recurso Voluntário, na sessão de 29 de junho de 2011, esse respeitável colegiado, por unanimidade de votos, resolveu converter o julgamento em diligência para angariar provas adicionais acerca da natureza das atividades da Recorrente, para fins de aplicar correto enquadramento quanto ao percentual, se 32% ou 8%, sobre a receita bruta auferida, relativamente aos períodos de apuração dos anos de 2002, 2003 e 2004, para a presunção do lucro correspondente. Nesse sentido, determinouse o encaminhamento do processo à Delegacia de origem para solicitar ao contribuinte o seguinte: a) Apresentação de cópia do Contrato de Promessa de Cessão de Uso de Fração Ideal de Imóvel Vinculada do Tempo de Uso – Regime de Tempo Compartilhado; b) Comprovação das compras e vendas efetuadas; c) Juntada de documentos fiscais em relação aos anos autuados que conste de maneira clara a natureza das atividades exercidas pela Recorrente e; d) Descrição detalhada do ‘modus operandi’ das operações. Cumprindo o que fora determinado, a Delegacia de origem diligenciou junto ao Recorrente, em resposta ao Termo de Intimação n° 1 (fls. 235), que solicitava apresentação dos documentos acima aduzidos. Em 22/06/2012, o Recorrente, através de sua procuradora, apresentou requerimento desistindo do recurso interposto, sob a alegação de que em 2006, o crédito tributário constante no Processo em epígrafe fora objeto de pedido de parcelamento (fls. 238). É o relatório, passo a decidir. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10380.011638/200604 Acórdão n.º 1802001.359 S1TE02 Fl. 247 3 Voto Conselheiro Relator Marco Antonio Nunes Castilho O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A Recorrente apresentou petição, em 22/06/2012, requerendo a desistência da lide, vez que efetuou o parcelamento do débito através do Processo 10380.011638/200604, ocasião em que efetuou a confissão da dívida, bem como desistiu de todo e qualquer procedimento administrativo e judicial que tivesse por objeto referido débito. O procedimento acima referido foi constato pelo extrato de fls 240 e, pela manifestação do fiscal às fls. 241. Assim, de acordo com o que dispõe o art. 78, parágrafos 2° e 3° do Regimento Interno deste Conselho, o pedido de parcelamento importa desistência do recurso e a renúncia ao direito sobre o qual se funda o mesmo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente, in verbis: Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. (...) § 2° O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. § 3º No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se funda o recurso interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente, descabendo recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional por falta de interesse. Desta forma, haja vista a adesão da Recorrente ao parcelamento dos débitos, antes discutidos na via administrativa, houve perda superveniente do objeto do presente Recurso Voluntário. Fl. 247DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10380.011638/200604 Acórdão n.º 1802001.359 S1TE02 Fl. 248 4 Ante o exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso por falta de objeto. (documento assinado digitalmente) Marco Antonio N. Castilho – Relator Fl. 248DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07 /10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
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Numero do processo: 10730.008339/2008-29
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Súmula CARF nº 68.
As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei n° 8.852/94 não representam hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo princípio da estrita legalidade em matéria tributária, disposição legal específica.
Súmula CARF nº 68: A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.632
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Antonio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente
Assinado digitalmente
Sandro Machado dos Reis Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Súmula CARF nº 68. As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei n° 8.852/94 não representam hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo princípio da estrita legalidade em matéria tributária, disposição legal específica. Súmula CARF nº 68: A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Súmula CARF nº 68. As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei n° 8.852/94 não representam hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo princípio da estrita legalidade em matéria tributária, disposição legal específica. Súmula CARF nº 68: A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 0. 00 83 39 /2 00 8- 29 Fl. 63DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHAES Processo nº 10730.008339/200829 Acórdão n.º 2801002.632 S2‐TE01 Fl. 56 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Trata o processo fiscal de lançamento, gerado após o processamento da declaração de ajuste, por omissão de rendimentos recebidos. Cientificado, o impugnante insurgiuse contra o lançamento, focando primordialmente o inciso III do art. 1º da Lei 8.852/94, o qual, segundo alega, enumera hipóteses que excluiriam rendimentos do campo de incidência do imposto de renda sobre a pessoa física e, assim, a Secretaria da Receita Federal deveria rever o lançamento. A DRJ, analisando os argumentos do contribuinte, proferiu decisão que restou assim ementada: ASSUNTO : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS.. As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei n° 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Princípio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal específica. Lançamento Procedente Diante daquela decisão, foi interposto Recurso Voluntário reiterando os argumentos da Impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Conheço do Recurso, pois presentes os seus requisitos de admissibilidade. Conforme relatado, tratase de lançamento realizado em face do Recorrente sob o argumento de omissão de receitas tributáveis. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHAES Processo nº 10730.008339/200829 Acórdão n.º 2801002.632 S2‐TE01 Fl. 57 3 A controvérsia restringese, basicamente, em definir se as verbas previstas no art. 1ª, inciso III, da Lei nº 8.852/94, uma vez que excluídas da remuneração do funcionário público, podem ser igualmente extirpadas da base tributária do IR: “Art. 1º Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da União compreende: (...) III como remuneração, a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual e demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou ao local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei nº 8.112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo excluídas: a) diárias; b) ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transporte; c) auxíliofardamento; d) gratificação de compensação orgânica, a que se refere o art. 18 da Lei nº 8.237, de 1991; e) saláriofamília; f) gratificação ou adicional natalino, ou décimoterceiro salário; g) abono pecuniário resultante da conversão de até 1/3 (um terço) das férias; h) adicional ou auxílio natalidade; i) adicional ou auxílio funeral; j) adicional de férias, até o limite de 1/3 (um terço) sobre a retribuição habitual; l) adicional pela prestação de serviço extraordinário, para atender situações excepcionais e temporárias, obedecidos os limites de duração previstos em lei, contratos, regulamentos, convenções, acordos ou dissídios coletivos e desde que o valor pago não exceda em mais de 50% (cinqüenta por cento) o estipulado para a hora de trabalho na jornada normal; m) adicional noturno, enquanto o serviço permanecer sendo prestado em horário que fundamente sua concessão; n) adicional por tempo de serviço; o) conversão de licençaprêmio em pecúnia facultada para os empregados de empresa pública ou sociedade de economia mista por ato normativo, estatutário ou regulamentar anterior a 1º de fevereiro de 1994; Fl. 65DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHAES Processo nº 10730.008339/200829 Acórdão n.º 2801002.632 S2‐TE01 Fl. 58 4 p) adicional de insalubridade, de periculosidade ou pelo exercício de atividades penosas percebido durante o período em que o beneficiário estiver sujeito às condições ou aos riscos que deram causa à sua concessão; q) hora repouso e alimentação e adicional de sobreaviso, a que se referem, respectivamente, o inciso II do art. 3º e o inciso II do art. 6º da Lei nº 5.811, de 11 de outubro de 1972; r) outras parcelas cujo caráter indenizatório esteja definido em lei, ou seja reconhecido, no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, por ato do Poder Executivo. § 1º O disposto no inciso III abrange adiantamentos desprovidos de natureza indenizatória.” A decisão de primeira instância, de maneira acertada, entendeu pela impossibilidade de que tais verbas fossem excluídas da base de cálculo do IR, sob o fundamento de que o referido dispositivo legal não confere qualquer tipo de isenção. De fato, inexiste a isenção, na medida em que a lei tributária que a concede deve ser específica. Por outro lado, fato é que, da análise de algumas das alíneas transcritas, as verbas nelas previstas gozam de nítido caráter indenizatório, de modo que não poderiam ser incluídas na base de cálculo do IR, sob pena de deturpação do conceito constitucional de renda, que pressupõe um acréscimo patrimonial. Ocorre que o § 1º também transcrito acima, de forma expressa e direta, assevera que todas as verbas previstas no inciso III do art. 1º da Lei nº 8.852/94 não dispõem de caráter indenizatório. Portanto, somente seria possível afastar esse regramento legal mediante a sua declaração de inconstitucionalidade por afronta ao conceito constitucional. Todavia, como se sabe, este E. Conselho não dispõe de competência para tanto, nos termos de sua Súmula Vinculante nº 2, devendo aplicar a legislação tributária tal qual ela esteja cunhada. Diante disso, e observando principalmente o §1º do art. 1º da Lei nº 8.852/94, muito embora as verbas previstas no inciso III daquele mesmo artigo não possam ser incluídas no conceito jurídico de remuneração, devem ser incluídas na base de cálculo do imposto de renda, na medida em que, por não possuírem caráter indenizatório, configuramse efetivo acréscimo patrimonial. Vale lembrar, por fim, a Súmula CARF nº 68, segundo a qual a Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Pelo exposto, nego provimento ao recurso. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHAES Processo nº 10730.008339/200829 Acórdão n.º 2801002.632 S2‐TE01 Fl. 59 5 Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 67DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHAES
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Numero do processo: 10580.008369/2007-15
Data da sessão: Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2001
Ementa:CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. INCIDÊNCIA SOBRE A REMUNERAÇÃO PAGA PELA CAMARA AOS SERVIDORES OCUPANTES DE CARGO EFETIVO, AOS OCUPANTES DE CARGO EM COMISSÃO, SERVIDORES TEMPORÁRIOS E OCUPANTES DE EMPREGO PÚBLICO.
A NFLD e seus anexos discriminam de modo claro os fatos geradores, as contribuições devidas e os períodos a que se referem, cumprindo, portanto, com os requisitos formais exigidos pela lei.
A folha de pagamento é documento oficial elaborado pelo município. Os valores ali lançados fazem prova contra e a favor do município. As informações ali lançadas presumem-se verdadeiras.
A partir da EC n° 20, apenas os servidores efetivos poderiam estar incluídos no regime próprio de Previdência Social do município. Aos ocupantes exclusivamente de cargo em comissão e àqueles contratados temporariamente, aplica-sei o RGPS.
Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2302-002.325
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
Liege Lacroix Thomasi - Presidente.
Adriana Sato - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Manoel Coelho Arruda Junior, Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo Da Costa E Silva, Adriana Sato, Bianca Delgado Pinheiro
Nome do relator: ADRIANA SATO
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ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2001 Ementa:CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. INCIDÊNCIA SOBRE A REMUNERAÇÃO PAGA PELA CAMARA AOS SERVIDORES OCUPANTES DE CARGO EFETIVO, AOS OCUPANTES DE CARGO EM COMISSÃO, SERVIDORES TEMPORÁRIOS E OCUPANTES DE EMPREGO PÚBLICO. A NFLD e seus anexos discriminam de modo claro os fatos geradores, as contribuições devidas e os períodos a que se referem, cumprindo, portanto, com os requisitos formais exigidos pela lei. A folha de pagamento é documento oficial elaborado pelo município. Os valores ali lançados fazem prova contra e a favor do município. As informações ali lançadas presumem-se verdadeiras. A partir da EC n° 20, apenas os servidores efetivos poderiam estar incluídos no regime próprio de Previdência Social do município. Aos ocupantes exclusivamente de cargo em comissão e àqueles contratados temporariamente, aplica-sei o RGPS. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido
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MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2001 Ementa:CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. INCIDÊNCIA SOBRE A REMUNERAÇÃO PAGA PELA CAMARA AOS SERVIDORES OCUPANTES DE CARGO EFETIVO, AOS OCUPANTES DE CARGO EM COMISSÃO, SERVIDORES TEMPORÁRIOS E OCUPANTES DE EMPREGO PÚBLICO. A NFLD e seus anexos discriminam de modo claro os fatos geradores, as contribuições devidas e os períodos a que se referem, cumprindo, portanto, com os requisitos formais exigidos pela lei. A folha de pagamento é documento oficial elaborado pelo município. Os valores ali lançados fazem prova contra e a favor do município. As informações ali lançadas presumemse verdadeiras. A partir da EC n° 20, apenas os servidores efetivos poderiam estar incluídos no regime próprio de Previdência Social do município. Aos ocupantes exclusivamente de cargo em comissão e àqueles contratados temporariamente, aplicasei o RGPS. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 00 83 69 /2 00 7- 15 Fl. 1472DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado Liege Lacroix Thomasi Presidente. Adriana Sato Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Manoel Coelho Arruda Junior, Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo Da Costa E Silva, Adriana Sato, Bianca Delgado Pinheiro Fl. 1473DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10580.008369/200715 Acórdão n.º 2302002.325 S2C3T2 Fl. 1.473 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito lavrada em 28/06/2002, cuja ciência do Recorrente ocorreu em .07/08/2002 (fls.78) De acordo com o Relatório Fiscal de fls.73/79, a presente NFLD trata de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à parte dos segurados empregados, da empresa, financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (para competências a partir de 07/97), correspondente aos salários lançados em Folha de pagamento e diferença entre a folha de pagamento e a GFIP. Constitui como fato gerador das contribuições previdenciárias as remunerações pagas aos servidores empregados, vinculados ao Regime Geral de Previdência Social (exercente de mandato eletivo, servidor efetivo a partir de11/08/99, data da extinção do regime próprio de previdência social, ocupante de cargo em comissão e ocupante de cargo temporário ou de emprego público), registradas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP e nas Folhas de Pagamento, disponibilizadas péla Câmara de Vereadores de Lauro de Freitas, no período de 01/1999 a 13/2001, conforme determina o artigo 28 da Lei 8212/91, combinado com o artigo 37, I do Decreto 2173 / 97 e artigo 214, I do Decreto 3048/99, cujos valores encontramse registrados no Relatório de Fatos Geradores e no Discriminativo Analítico do Débito em anexo. Ainda de acordo com o Relatório Fiscal, o crédito constante do lançamento foi obtido com base na diferença entre a folha de pagamento e a GFIP e as folhas de pagamento ; quando verificamos que a autuada não comprovou integralmente o recolhimento das contribuições devidas ao INSS, destinadas à Seguridade Social, como determina a Lei 8.212/91, em seu artigo 22% combinada com o artigo 25° do Decreto 2.173/97 e o artigo 201 do Decreto 3048/99. O Recorrente apresentou impugnação com documentos, alegando em síntese: ausência de fato gerador e base de calculo; ausência de elemento subjetivo do ato; cerceamento ao direito de defesa em razão do exíguo prazo; omissão de elemento essencial do ato; ilegitimidade passiva; ilegitimidade do co responsável; inexistência de obrigação previdenciária em razão de possuir sistema previdenciário próprio; Fl. 1474DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 extinção da obrigação tributária em razão do pagamento; necessária a realização de perícia;. Em razão da impugnação apresentada, os autos foram baixados em diligência, conforme despacho de fls. 653/654, a fim de que os auditores responsáveis pela notificação se pronunciassem acerca dos documentos trazidos aos autos. Em resposta ao pedido de diligências, os auditores fiscais juntaram aos autos os documentos de fls. 655 a 1079 (folhas de pagamento, tabela demonstrativa de despesas com pessoal, planilhas que discriminam a remuneração dos servidores da Câmara, GFIP apresentadas pela Câmara, Guias da Previdência Social — GPS, Lei Municipal n° 803/1993 e FORCED — Formulário para Cadastramento e Emissão de Documentos). Em seu pronunciamento (fls. 1080 a 1082), os auditores informaram que, durante a fiscalização, solicitaram a apresentação dos documentos comprobatórios de recolhimento e parcelamento de contribuições devidas pela Câmara Municipal, sendo informados que tais documentos não existiam. Em diligência, estes documentos foram novamente solicitados e mais uma vez foi informado aos auditores que inexistem parcelamentos anteriores de débitos relativos à Câmara Municipal. As contribuições confessadas no parcelamento de n° 35.079.7439 foram abatidas na apuração dos valores lançados na NFLD n° 35.079.6122, conforme relatório juntado às fls. 1033/1035. Os valores retidos no Fundo de Participação dos Municípios foram abatidos na apuração dos valores devidos pela Prefeitura Municipal. Os documentos juntados aos autos pela impugnação referemse à Prefeitura Municipal, e não à Câmara de vereadores. Logo, não guardam relação com as contribuições lançadas nesta NFLD. Na apuração da presente NFLD, foram somadas em cada competência as folhas de pagamento entregues pela Câmara e, deste total, foram abatidos os valores lançados na NFLD n° 35.079.6157 (levantamentos 1CA, 1CB e 1DI). Em seu pronunciamento, os auditores informam ainda que houve lançamentos a maior nas competências 01/1999 a 11/1999, 13/1999, 01/2000. Em função disto, foi apresentado FORCED indicando as correções a serem efetuadas no lançamento. No que toca às contribuições devidas pelos segurados, as contribuições constantes das folhas de pagamento entregues pela Câmara Municipal foram somadas e, deste total, foram abatidas as contribuições lançadas na NFLD n° 35.079.6157 e 35.079.6106, bem como os valores recolhidos em GPS pela Câmara no dia 28/06/2002. Houve lançamentos a maior nas competências 01/1999 a 04/1999, 108/1999 a 13/1999, 06/2000 e 08/2000 a 13/2000, razão pela qual foi apresentado FORCED para retificação dos valores lançados nestas competências. Os auditores finalizam o pronunciamento afirmando que as GPS juntadas às fls. 1016/1027 foram abatidas no cálculo das contribuições lançadas nesta NFLD. Após o pronunciamento dos auditores, nova diligência foi solicitada (fls. 1084/1085), a fim de que fossem esclarecidos alguns aspectos acerca dos valores que, no entender dos auditores notificantes, deveriam ser excluídos desta NFLD. Os esclarecimentos foram prestados às fls. 1090. Novo pedido de diligência foi efetuado (fls. 1105/1106), afim de que fosse excluída da NFLD a remuneração dos ocupantes de cargo eletivo, bem como para verificar se, Fl. 1475DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10580.008369/200715 Acórdão n.º 2302002.325 S2C3T2 Fl. 1.474 5 entre os assessores advogados e servidores administrativos incluídos na base de cálculo do levantamento 1CB, há algum ocupante de cargo letivo. Em resposta ao pedido de diligência, os auditores informaram que não há nenhum servidor ocupante de cargo efetivo cuja remuneração esteja incluída no levantamento 1CB e anexaram nova planilha explicativa das retificações efetuadas no crédito. Foi encaminhado ofício ao Recorrente informando os eventos ocorridos no processo após a impugnação, tendo sido reaberto o prazo para apresentação de impugnação. O ofício foi recebido em 26/07/2007 (fls. 1122) e não foi apresentada nova impugnação. A DN julgou o lançamento procedente em parte, e, inconformado, o Recorrente interpôs recurso, alegando em síntese: decadência; a deficiência do relatório fiscal e dos seus anexos motivaram o cerceamento ao direito de defesa; errônea identificação do sujeito passivo; ausência do elemento subjetivo do ato; indeferimento ao pedido de perícia; os ocupantes de cargos em comissão, seja porque prestam serviço a uma entidade de direito público e estão vinculados ao regime estatutário, ou, seja porque amoldam se no conceito de agentes políticos, não integram a categoria de trabalhador prevista no art. 195, II, da Constituição Federal, conforme decisão do STF; da ilegalidade da autuação quanto aos contratos temporários em razão dos mesmos estarem resguardados pelo Regime Próprio; da extinção da obrigação tributária em razão do pagamento; É o Relatório. Fl. 1476DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 Voto Conselheiro Adriana Sato Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo a análise das questões suscitadas. No que tange a preliminar de decadência, o STF, conforme entendimento sumulado – Súmula Vinculante de n º 8 –, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Dessa forma, não é mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, e devem ser observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional (CTN). As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim, devem, em regra, observar o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Havendo, então, o pagamento antecipado, observarseá a extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN (operase a homologação tácita). Entretanto, se não houver o pagamento antecipado, não se aplica o disposto no art. 156, inciso VII do CTN; devendo, assim, ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN; há, portanto, a necessidade de lançamento de ofício substitutivo, conforme previsto no art. 149, inciso V do CTN. Nessa hipótese, caso não ocorra o lançamento, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN (decadência). Destacase que, nas hipóteses de ocorrências de dolo, fraude ou simulação; não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Nesses casos, deve ser aplicado, necessariamente, o previsto no art. 173, inciso I, independentemente, de ter havido o pagamento antecipado. No presente caso, o Recorrente foi cientificado da NFLD em 07/08/2002, e, considerando que o período do débito referese as competências de 01/1999 ao 13° de 2001, não há que se falar em decadência, tanto na regra do disposto no art. 173, inciso I do CTN, quanto a do disposto no artigo 150, parágrafo 4° do CTN. Fl. 1477DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10580.008369/200715 Acórdão n.º 2302002.325 S2C3T2 Fl. 1.475 7 A Câmara de Vereadores do Município de Lauro de Freitas não recolheu integralmente as contribuições a seu cargo incidentes sobre a remuneração paga aos seus empregados. 0 fato gerador, portanto, ao contrário do que afirma o impugnante, encontrase discriminado no relatório fiscal da NFLD. A base de cálculo, nos exatos ternos dos itens 3.3 do relatório fiscal, corresponde aos salários lançados em folha de pagamento e à diferença entre a folha de pagamento e a GFIP. Portanto, o relatório fiscal expressamente afirma que a base de cálculo foi obtida nas folhas de pagamento apresentadas pela Câmara de vereadores. A folha de pagamento é documento de elaboração obrigatória, previsto no art. 32, I da Lei 8.212/91. De acordo com o referido artigo, a folha de pagamento deve registrar a remuneração paga a todos os segurados a serviço da empresa, seguindo os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social.. O Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, ao estabelecer a forma de elaboração da folha de pagamento, no inciso I e no § 9° do art. 225, dispõe que neste documento devem ser discriminadas as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais. Portanto, ao contrário do que afirma o Recorrente, a folha de pagamento é documento intrinsecamente relacionado às contribuições previdenciárias e contém os elementos necessários ao cálculo das contribuições devidas. A folha de pagamento é um documento oficial elaborado pela Câmara Municipal, e, os valores ali lançados fazem prova contra e a favor da Câmara. As informações ali lançadas presumemse verdadeiras: 0 município não apresentou nenhum documento que suporte as suas afirmações de que a folha de pagamento da Câmara não reflete a realidade da remuneração paga pelo município. Os documentos juntados às fls. 292 a 550 (folhas de pagamento e contratos de prestação de serviços) nada informam sobre o fato gerador das contribuições lançadas nesta NFLD, uma vez que se referem a trabalhadores contratados pela Prefeitura Municipal e não pela Câmara de Vereadores. A mesma situação ocorre em relação aos Demonstrativos de Despesa com Pessoal, juntados às fls. 555 a 557. Ainda que outros valores existam registrados na contabilidade da Câmara Municipal, isto não é suficiente para infirmar a prova feita pela folha de pagamento. Os valores registrados em folha foram creditados aos trabalhadores. Em nenhum momento o município afirma o contrário, Portanto, tais valores constituem fato gerador de contribuição previdenciária. A base de cálculo das contribuições lançadas encontrase discriminada, mês a mês, no relatório Fatos Geradores Geral (fls. 29 a 44), No levantamento 1CA (09/1999 a 13/2001), foram lançadas as contribuições incidentes sobre as folhas de pagamento de servidores efetivos, sobre as folhas de pagamento de vereadores, bem como sobre as folhas de pagamento dos assessores e advogados. No levantamento 1CB (01/1999 a 13/2001), foram lançadas as folhas de pagamento dos vereadores, dos assessores e advogados. Fl. 1478DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 A base de cálculo do levantamento FG corresponde à diferença entre os valores constantes das folhas de pagamento e aqueles declarados pelo município na GFIP. Não há coincidência entre as competências em que há débito no levantamento FPT e aquelas em que há contribuições devidas no levantamento FG. Nas competências em que houve apresentação de GFIP, a diferença entre o valor das folhas e o valor da remuneração declarada em GFIP consta da base de cálculo do levantamento FG. Nas competências em que não houve apresentação de GFIP, toda a remunerarão constante das folhas de pagamento foi lançada na base de cálculo do levantamento FPG. O Discriminativo Analítico do Débito — DAD (fls, 04 a 16) relaciona as contribuições lançadas em cada um dos levantamentos e competências da NFLD, bem como os valores anteriormente recolhidos ou parcelados pelo Recorrente que foram devidamente abatidos no cálculo das contribuições devidas. Além disso, todas as demonstrações relacionadas ao débitoforam feitas com elementos constantes dos autos da NFLD e entregue ao Recorrente, sendo totalmente incabível as alegações de cerceamento de defesa e ausência de elemento subjetivo ao ato. Quanto à prova pericial a mesma tem que ser requerida na peça inaugural da defesa, conforme disposição expressa no regulamento do Processo Administrativo. De acordo com o disposto no art. 9º, IV da Portaria MPAS n ° 520/2004, são requisitos da perícia, nestas palavras: Art. 9º A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; IV as diligências ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito. § 1º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. § 2º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. Fl. 1479DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10580.008369/200715 Acórdão n.º 2302002.325 S2C3T2 Fl. 1.476 9 § 3º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pelo Conselho de Recursos da Previdência Social. § 4º A matéria de fato, se impertinente, será apreciada pela autoridade competente por meio de Despacho ou nas contra razões, se houver recurso. § 5º A decisão deverá ser reformada quando a matéria de fato for pertinente. § 6º Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada. § 7º As provas documentais, quando em cópias, deverão ser autenticadas, por servidor da Previdência Social, mediante conferência com os originais ou em cartório. § 8º Em caso de discussão judicial que tenha relação com os fatos geradores incluídos em Notificação Fiscal de Lançamento de Débito ou Auto de Infração, o contribuinte deverá juntar cópia da petição inicial, do agravo, da liminar, da tutela antecipada, da sentença e do acórdão proferidos. No presente caso, não houve o preenchimento dos requisitos exigidos para realização da perícia, assim considerase não formulado tal pedido. Desse modo, pode a autoridade julgadora indeferir o pleito da recorrente, sem ferir o princípio da ampla defesa. Nesse sentido, segue o teor do art. 11º da Portaria MPAS n ° 520/2004: Art. 11 A autoridade julgadora determinará de ofício ou a requerimento do interessado, a realização de diligência ou perícia, quando as entender necessárias, indeferindo, mediante despacho fundamentado ou na respectiva DecisãoNotificação, aquelas que considerar prescindíveis, protelatórias ou impraticáveis. § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 9º. § 2º O interessado será cientificado da determinação para realização da perícia por meio de Despacho, que indicará o procedimento a ser observado. No mesmo sentido dispõe o Decreto n ° 70.235/1972 sobre o processo administrativo fiscal, nestas palavras: Art. 17. A autoridade preparadora determinará, de ofício ou a requerimento do sujeito passivo, a realização de diligência, inclusive perícias quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis. Parágrafo único. O sujeito passivo apresentará os pontos de discordância e as razões e provas que tiver e indicará, no caso de perícia, o nome e o endereço do seu perito. Fl. 1480DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 10 Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligência ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pelo art. 1º da Lei nº 8.748/93) (...) A necessidade de o requerimento da perícia ter que constar na peça de impugnação não fere a ampla defesa, pois no processo judicial, rito sumário, os quesitos da perícia tem que constar na petição inicial, bem como na contestação. Pela mesma razão, não se acolhe o pedido de realização de perícia formulado pelo Recorrente por não ter sido indicado o nome do perito e nem os quesitos a serem respondidos. A Câmara Municipal, enquanto órgão do poder legislativo municipal carece de personalidade jurídica própria. Em função disto, a legislação previdenciária obriga que o lançamento do débito seja feito em nome da pessoa jurídica de direito público à qual o órgão estiver vinculado. Este é o exato teor do art. 14 da IN/INSS/DC n° 65, de 14/05/2002, vigente à época do lançamento: Art. 14. Os documentos de constituição do crédito previdenciário serão emitidos no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da União, dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios, quando a auditoria fiscal se desenvolver nos órgãos públicos da Administração Direta (ministérios, assembléias legislativas, câmaras municipais, secretarias, órgãos do Poder Judiciário etc), sendo obrigatória a lavratura de notificação fiscal distinta para cada órgão. Na capa da NFLD, consta a identificação do sujeito passivo como Município de Lauro de Freitas — Prefeitura Municipal, entretanto, o relatório fiscal identifica corretamente o sujeito passivo e, ao descrever os fatos geradores das contribuições lançadas, deixa claro que estes consistiram no pagamento de remuneração pela Câmara de vereadores aos segurados a seu serviço. Não houve prejuízo ao direito de defesa do Recorrente, haja vista que o próprio Recorrente afirma que as contribuições lançadas decorrem das remunerações pagas pela Câmara. O regime previdenciário próprio do município foi criado pela Lei 803/93 e veio a ser extinto pela Lei n° 927, de 11/08/1999 (fls. 231/232). De acordo com o art, 6° da referida lei, as suas disposições entraram em vigor a partir do dia 01/08/1999. De início, devese afirmar que as contribuições incidentes sobre a remuneração dos servidores ocupantes de cargo efetivo apenas foram lançadas nesta NFLD a partir da competência 08/1999. Fl. 1481DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10580.008369/200715 Acórdão n.º 2302002.325 S2C3T2 Fl. 1.477 11 A controvérsia, entretanto, reside na vinculação ao RGPS, no período de 01/1999 a 07/1999, dos servidores comissionados, ocupantes de cargo eletivo e contratados temporariamente. De acordo com o Recorrente todos estes servidores encontravamse, até 07/1999, vinculados ao regime próprio do município. No que tange aos servidores comissionados e aos contratados temporariamente, entretanto, a existência de Regime Previdenciário Próprio no município não afasta a vinculação de tais trabalhadores ao Regime Geral de Previdência Social — RGPS no período citado. Isto porque, o caput do art. 40 da CF, na redação que lhe foi dada pela Emenda Constitucional n° 20, de 16/12/1998, passou a assegurar o regime próprio de Previdência apenas aos servidores titulares de cargo efetivo. O § 13 do mesmo art. 40 da CF, também inserido EC n° 20, passou a dispor que aos servidores ocupantes exclusivamente de cargo em comissão, bem como de outro cargo temporário ou emprego público aplicase o RGPS. Antes mesmo da EC n° 20, a Lei 9,717, de 27/11/1998, que dispôs sobre regras gerais para organização e o funcionamento dos regimes próprios de Previdência Social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, determinou no inciso V do art. 1° que tais regimes deveriam oferecer cobertura exclusiva a servidores públicos titulares de cargos efetivos e a militares. Sobre a constitucionalidade do § 13 do art. 40 da CF, o STF, apreciando pedido de medida cautelar nos autos da Ação Direta de Inconstitucional idade — ADI n° 2.0242, assim se pronunciou: EMENTA L Ação direta de inconstitucionalidade: seu cabimento afirmado no STF desde 1926 para questionar a compatibilidade de emenda constitucional com os limites formais ou materiais impostos pela Constituição ao poder constituinte derivado: precedente. 11. Previdência social (CF, art. 40, § 13, çr EC 20198): submissão dos ocupantes exclusivamente de cargos em comissão, assim como os de outro cargo temporário ou de emprego público ao regime geral da previdência social: argüição de inconstitucionalidade do preceito por tendente a abolir a 'forma federativa do Estado " (CF, art, 60, § 4°, 1); implausibilidade da alegação: medida cautelar indeferida. 4. A matéria da disposição discutida é previdenciária e, por sua natureza, comporta norma geral de ámbito nacional de validade, que à União se facultava editar, sem prejuízo da legislação estadual suplementar ou plena, na falta de lei federal (CF 88, art, 24, XII, e 40,§ 22): se já o podia ter feito a lei federal, com base nos preceitos recordados do 'texto constitucional originário, obviamente não afeta ou, menos ainda, tende a abolir Fl. 1482DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 12 a autonomia dos Estadosmembros que assim agora tenha prescrito diretamente a norma constitucional sobrevinda. Deste modo, a partir da EC n° 20, de 16/12/1998, apenas os servidores efetivos poderiam estar incluídos no regime próprio de Previdência Social do município. Aos ocupantes exclusivamente de cargo em comissão e àqueles contratados temporariamente, aplicase o RGPS. Neste sentido são as disposições dos itens 24 e 27 do Parecer CJ n° 2.281/2000, aprovado pelo Ministro da Previdência Social em 06/09/2000 (DOU 12/09/2000): 24. Já os servidores exercestes, exclusivamente, de cargos em comissão devem obrigatoriamente ser vinculados ao RGPS conforme determina o inciso V do art. 1 ° da Lei n'9. 717198 e o § 13 do art, 40 da Constituição da República, com a redação dada pela Emenda Constitucional n° 20, de 15 de dezembro de 1998. 27. No tocante aos servidores ocupantes de cargos temporários, os mesmos devem estar vinculados ao RGPS na conformidade da mesma argumentação utilizada para os exercentes exclusivamente de cargos em comissão. O Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, acerca do enquadramento previdenciário dos ocupantes de cargo em comissão, de emprego público, bem como dos servidores contratados temporariamente: Art.9° São segurados obrigatórios da previdência social as seguintes pessoas físicas: tcomo empregado: i) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; l) o servidor contratado pela União, Estado, Distrito Federal ou Município, bem como pelas respectivas autarquias e fundações, por tempo determinado,, para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal; m) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante de emprego público. Diante do que acima se expôs, podese concluir que as disposições do art. 4° da Lei Municipal n° 803/93 (fls. 226), que submetem os servidores temporários ao sistema previdenciário municipal, a partir da publicação da EC n° 20, em 16/12/1998, carecem de fundamento constitucional, razão pela qual não mais devem ser aplicadas. A partir de então, a Constituição, que nada dispunha acerca do enquadramento Previdenciário dos trabalhadores contratados temporariamente, passa a dispor de modo expresso que estes trabalhadores vinculamse ao Regime Geral de Previdência Social. Fl. 1483DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10580.008369/200715 Acórdão n.º 2302002.325 S2C3T2 Fl. 1.478 13 No que tange a expressão cargo temporário, o § 13 do art. 40 da CF afasta a sua aplicabilidade àqueles contratados com fundamento no inciso IX do art. 37. Isto porque, a Previdência Social, como um dos ramos de atuação da Seguridade Social, obedece ao princípio da universalidade da cobertura e do atendimento, nos termos do parágrafo único do art. 194 da CF. Isto significa que a proteção previdenciária deve atingir todos os trabalhadores. Assim, tendo em vista que o caput do art. 40 da CF assegura a participação nos regimes próprios de Previdência apenas aos servidores efetivos, deve a proteção previdenciária ser garantida aos demais servidores pelo regime geral. Não há outra possibilidade prevista na Constituição. Deste modo, não resta qualquer dúvida no que tange a vinculação dos servidores municipais não efetivos ao RGPS no período de janeiro a julho de 1999, bem como a vinculação de todos os servidores municipais ao RGPS após a extinção do regime próprio do município. No que tange a contribuição incidente sobre a remuneração dos ocupantes de cargo eletivo, a DN já exclui do lançamento mencionado lançamento em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal, nos autos do RE n° 351.717, que decidiu em 08/10/2003 ser inconstitucional a inclusão destes servidores entre os segurados obrigatórios do RGPS, efetuada pela Lei 9.506./97. Posteriormente, o Senado Federal, em 21/06/2005, editou a Resolução no 26, que suspendeu a execução da alinea "h", doinciso I, do artigo 12, da Lei 8.212/91, acrescentada pelo § 1° do artigo 13 da Lei 9.506. O prefeito municipal não figura no pólo passivo da Notificação Fiscal, mas sim a pessoa jurídica Município de Lauro de Freitas. O prefeito encontrase apenas relacionado como representante legal do município. No que tange a alegação de pagamento, temos que nos despachos de fls. 1080/1082 e 1090, após análise de cada um destes documentos, o valor do débito apurado nas competências 01 a 11/1999, 01/2000 a 13/2000, 06 a 07/2001 e 09 a 13/2001 foi reduzido, conforme planilha juntada às fls. 999 a 1001. As folhas de pagamento apresentadas pela Câmara Municipal foram juntadas às fls. 655/977. A planilha de fls. 978/998 resume os valores constantes nas folhas de pagamento de cada uma das competências, dessa forma, os pagamentos efetuados foram devidamente abatido do valor do débito. Por todo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Adriana Sato Relator Fl. 1484DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 14 Fl. 1485DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI
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