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Numero do processo: 10680.014278/2004-48
Data da sessão: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DA PESSOA JURÍDICA - IRPJ
ANO-CALENDÁRIO: 2000 E 2001
OMISSÃO DE RECEITA: art. 40 da Lei 9430/96 —
Aplicabilidade. Uma vez comprovada que pagamentos a fornecedores não foram contabilizados, resta caracterizada a omissão de receitas. Caberia ao sujeito passivo o ônus da prova.
Numero da decisão: 1801-000.047
Decisão: ACORDAM os membros da lª Câmara/1ª Turma Especial da primeira
SEÇÃO DE JULGAMENTO: I) Por unanimidade de votos, manter a exigência fiscal devida pela omissão de receitas; II) Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso voluntário. Vencido o Conselheiro Marcos Vinícius de Barros Ottoni, que dava provimento parcial para adequar o lançamento da multa isolada até o montante devido anual do tributo/cancelar, no caso de saldo negativo anual, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Rogério Garcia Peres
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DA PESSOA JURÍDICA - IRPJ ANO-CALENDÁRIO: 2000 E 2001 OMISSÃO DE RECEITA: art. 40 da Lei 9430/96 — Aplicabilidade. Uma vez comprovada que pagamentos a fornecedores não foram contabilizados, resta caracterizada a omissão de receitas. Caberia ao sujeito passivo o ônus da prova.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2012-03-30T19:24:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2012-03-30T19:24:36Z; Last-Modified: 2012-03-30T19:24:36Z; dcterms:modified: 2012-03-30T19:24:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:707dab73-c892-4738-a5ea-1699ae2fcf1b; Last-Save-Date: 2012-03-30T19:24:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2012-03-30T19:24:36Z; meta:save-date: 2012-03-30T19:24:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2012-03-30T19:24:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2012-03-30T19:24:36Z; created: 2012-03-30T19:24:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2012-03-30T19:24:36Z; pdf:charsPerPage: 1315; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2012-03-30T19:24:36Z | Conteúdo => SI-C3TI Fl. I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10680.014278/2004-48 Recurso n° 152.900 Voluntário Acórdão n° 1801-00.047 — 3' Câmara / la Turma Ordinária Sessão de 28 de julho de 2009 Matéria IRPJ Recorrente CASA FERREIRA GONÇALVES LTDA. Recorrida 3a TURMA / DRJ BELO HORIZONTE / MG ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DA PESSOA JURÍDICA - IRPJ ANO-CALENDÁRIO: 2000 E 2001 OMISSÃO DE RECEITA: art. 40 da Lei 9430/96 — Aplicabilidade. Uma vez comprovada que pagamentos a fornecedores não foram contabilizados, resta caracterizada a omissão de receitas. Caberia ao sujeito passivo o ônus da prova. Recurso Voluntário Desprovido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da la. Câmara/P'. Turma Especial da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO: I) Por unanimidade de votos, manter a exigência fiscal devida pela omissão de receitas; II) Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso voluntário. Vencido o Conselheiro Marcos Vinícius de Barros Ottoni, que dava provimento parcial para adequar o lançamento da multa isolada até o montante devido anual do tributo/cancelar, no caso de saldo negativo anual, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. i ../ ANA DE &ROS FERNANDES - Presidente 1 ROGÉRIO G Editado em: - Relator Participa Ti da sessão de julgamento os Conselheiros: Ana de Barros Fernandes (Presidente da Turma), Cheryl Bemo, Rogério Garcia Peres e Marcos Vinícius Barros Ottoni. Como suplentes convocados, Marcos Antonio Pires e Marcelo Cuba Neto. Relatório Com a finalidade de privilegiar o principio da celeridade processual adoto o relatório proferido pela 3' Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte - MG: "0 auto de infração a folhas 3 a 6 exige isoladamente o recolhimento de multa no valor de R$ 47.525,07. A - DESCRIÇÃO DAS INFRAÇÕES IMPUTADAS A autuante atribui à autuada uma só infração, sintetizada adiante segundo o que consta no lançamento e no termo de verificação fiscal a folhas 7 a 8. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRPJ SOBRE BASE DE CÁLCULO ESTIMADA —ii autuada, nos anos-calendários de 2000 a 2001, adotou como base de cálculo do IRPJ o lucro real anual. Conseqüentemente estava obrigada ao recolhimento mensal do IRPJ apurado coin base de cálculo estimada. Houve levantamento de balanço ou balancete de suspensão ou redução em todos os meses daqueles anos-calendários, nos quais não foram computadas as omissões de receitas apuradas em ação fiscal, embora tais valores, demonstrados nos quadros demonstrativos anexos ao termo de verificação fiscal, integrem a receita bruta na apuração mensal das antecipações obrigatórias. A fiscalização os adicionou e apurou que la° foram recolhidos nem declarados em DCTF, a titulo de antecipação obrigatória de IRPJ, diferenças relativas aos meses de novembro e dezembro de 2000, c de janeiro e fevereiro de 2001. Nos demais meses, ainda que adicionadas as omissões de receita, não foi apurado importância a recolher. Sobre as diferenças não recolhidas de antecipações obrigatórias, calculou-se a multa isolada de 75%, nos tC17710S dos artigos 43 c 44, inciso I, § 1", da Lei n" 9.430, de 1996. Enquadramento legal: artigos 222, 843 e 957 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto n°3.000, de 26 de março de 1999 (RIR 1999). B - IMPUGNA CÃO DO LANÇAMENTO Notificada do lançamento em 25 de novembro de 2004, em 23 de dezembro de 2004 a autuada apresentou a impugnação juntada afolhas 44 a 49. Resumem o seu conteúdo os enunciados seguintes. • Na mesma ocasião em que foi lavrado o lançamento presente, lavrou-se outro, el11 que se imputa omissão do registro de compras e cujo crédito tributário montou a R$ 138.781,42, valor no qual se inclui a multa proporcional de R$ 43.756,99. Portanto, em conseqüência duma mesma infração foram aplicadas duas multas, ulna isolada e outra Processo II' 10680.014278/2004-48 S1-C3T1 Acórd5o n.° 1801-00.047 Fl. 2 proporcional, esta óltiina calculada sobre a diferença de imposto apurada ao . final do período. Tal procedimento não tem base legal. • Ao interpretar sistematicamente os diversos incisos do ,sç 1" do artigo 44 da Lei n" 9.430, de 1996, conclui-se que a multa isolada somente se aplica aos casos em ? que não ha a cobrança, em lançamento de oficio, do imposto devido na declaração anual. • Logo, no caso em discussão, só é cabível a multa prevista no inciso I, ,sç' I", do artigo 44 da Lei n" 9.430, de 1996. 0 lançamento concomitante da multa isolada constitui evidente bis in idem. • Transcrevem-se os artigos 70 e 71 do Código Penal, para concluir que o direito positivo brasileiro não aceita a aplicação de mais de uma pena para uma s6 infração. • A jurisprudência do Conselho de Contribuintes também jó repudiou esse procedimento. Ern abono da afirmação cita-se a ementa de três acórdãos atribuídos aquele órgão. • Não havendo base legal para a aplicação da multa isolada juntamente coin a multa proporcional, deve ser cancelado o auto de infração, que é o que se pede." Ao analisar a Impugnação do Recorrente, a 3' Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte - MG, deciciu por manter integralmente as exigências fiscais. Inconformada com a decisão acima, o Recorrente, interpôs recurso voluntário (fls. 67 a 72), alegando que a exação fiscal decorre de omissão de receitas calculadas corn base na não contabilização de pagamento a fornecedores, sendo que o fato gerador do imposto é a receita de venda e não compras. O ônus da prova nesse caso, no tocante a omissão de receitas, é da fiscalização. É o Relatório. Voto Conselheiro ROGÉRIO GARCIA PERES, Relator 0 recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. Não há argüição de qualquer preliminar. No mérito, analisando os autos verifico que o valor autuado corresponde a multa isolada, calculada a 75%, do valor não recolhido a titulo de antecipação de imposto de renda, nos períodos de apuração: novembro e dezembro de 2000 e janeiro e fevereiro de 2001. Corno fundamentação legal foi utilizado o art. 44, par. 1 0. IV, o qual transcrevemos abaixo: "Art. 44 — Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: Par. I " - As multas de que trata este artigo serão exigidas: IV — isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro liquido, na járIlla do art. 2", que deixar de fazê-lo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro liquido, no ano-calendário correspondente;" 0 motivo que levou a autuação fiscal foi que a Recorrente, supostamente, omitiu receitas. Tal presunção efetuada pela fiscalização ocorreu por conta de falta de contabilização de pagamentos efetuados a fornecedores. 0 pagamento não contabilizado sup -6e que a Recorrente quitou suas dividas com recursos que não foram contabilizados, incorrendo assim em omissão de receitas. Tal argumento está suportado no art. 40 da Lei n° 9430/96, in verbis: "Art. 40. A falta de escrituração de pagamentos efetuados pela pessoa jurídica, assim como a manutenção, no passivo, de obrigações cuja exigibilidade não seja comprovada, caracterizam, também, omissão de receita." A fiscalização elencou no termo de verificação fiscal as notas fiscais de compra de mercadorias que foram devidamente quitadas e que tais pagamentos não foram contabilizados. Para tanto utilizou notas fiscais e intimou o contribuinte a demonstrar que os pagamentos das referidas notas fiscais foram contabilizados. O contribuinte respondeu a intimação demonstrando que alguns pagamentos foram contabilizados, os demais foram objeto de autuação. ROGER "TERES (9- Sala das Sessõe , en e Julho de 2009 Processo n° 10680.014278/2004-48 S1-C3T1 Acórc ri.° 1801-00.047 Fl. 3 Portanto, a Recorrente para comprovar que não houve omissão de receita bastaria demonstrar a origem dos recursos utilizados para guitar esses pagamentos, bem como demonstrar que os mesmos foram tributados. Contudo, a Recorrente não apresentou os documentos necessários para descaracterizar a omissão de receitas, apenas alegou que a fiscalização afrontou o principio da legalidade ao considerar integralmente o valor das compras como resultado tributável (lucro real) que decorre do cotejo entre o custo de aquisição e a receita de revenda de mercadorias. Dessa forma não assiste razão a Recorrente. Assim, voto no sentido de NEGAR provimento ao Recurso Voluntário. 5
score : 1.0
Numero do processo: 11080.011769/2003-88
Data da sessão: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2007
Ementa: IRF – RESTITUIÇÃO – TERMO INICIAL – PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO - RESTITUIÇÃO. O direito de pleitear restituição de imposto retido na fonte sobre verbas recebidas como incentivo à adesão a Plano de Demissão Voluntária - PDV extingue-se no prazo de cinco anos, contados de 07/01/1999, primeiro dia após a publicação da IN SRF 165/98 no DOU.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/04-00.541
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencida a Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo que deu provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho
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materia_s : IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
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ementa_s : IRF – RESTITUIÇÃO – TERMO INICIAL – PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO - RESTITUIÇÃO. O direito de pleitear restituição de imposto retido na fonte sobre verbas recebidas como incentivo à adesão a Plano de Demissão Voluntária - PDV extingue-se no prazo de cinco anos, contados de 07/01/1999, primeiro dia após a publicação da IN SRF 165/98 no DOU. Recurso especial negado.
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Numero do processo: 10925.000244/2004-56
Data da sessão: Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Ano-calendário: 2004
DÉBITO CONFESSADO - CREDITO VEICULADO EM OUTRO PROCESSO ADMINISTRATIVO - CANCELAMENTO DO DÉBITO NO LIMITE DO CRÉDITO DEFERIDO
O débito compensado por meio de DComp - Declaração de Compensação - é indiscutível, por ter sido reconhecido pelo contribuinte e pela fiscalização. Desta forma, a menos que se comprove documentalmente a ocorrência do pagamento ou a existência de erro material, não há discussão sobre o debito. Ademais, na hipótese de o crédito ter sido discutido em outro processo administrativo, fez-se coisa julgada, inexistindo meios de se discutir novamente o quantum que foi deferido. Neste sentido, deve ser aplicada ao processo de compensação, a decisão definitiva proferida no processo que analisou a existência do crédito tributário e o quantificou. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 3302-00.293
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª turma ordinária do terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para autorizar a compensação dos débitos deste processo, ate o limite com o crédito disponível reconhecido no processo nº 10925.001229/98-61.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Ano-calendário: 2004 DÉBITO CONFESSADO - CREDITO VEICULADO EM OUTRO PROCESSO ADMINISTRATIVO - CANCELAMENTO DO DÉBITO NO LIMITE DO CRÉDITO DEFERIDO O débito compensado por meio de DComp - Declaração de Compensação - é indiscutível, por ter sido reconhecido pelo contribuinte e pela fiscalização. Desta forma, a menos que se comprove documentalmente a ocorrência do pagamento ou a existência de erro material, não há discussão sobre o debito. Ademais, na hipótese de o crédito ter sido discutido em outro processo administrativo, fez-se coisa julgada, inexistindo meios de se discutir novamente o quantum que foi deferido. Neste sentido, deve ser aplicada ao processo de compensação, a decisão definitiva proferida no processo que analisou a existência do crédito tributário e o quantificou. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
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Desta forma, a menos que se comprove documentalmente a ocorrência do pagamento ou a existência de erro material, não há discussão sobre o debito. Ademais, na hipótese de o crédito ter sido discutido em outro processo administrativo, fezse coisa julgada, inexistindo meios de se discutir novamente o quantum que foi deferido. Neste sentido, deve ser aplicada ao processo de compensação, a decisão definitiva proferida no processo que analisou a existência do crédito tributário e o quantificou. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª turma ordinária do terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para autorizar a compensação dos débitos deste processo, ate o limite com o crédito disponível reconhecido no processo nº 10925.001229/9861. WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente em Exercício. FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora Fl. 102DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 2 EDITADO EM: 22/06/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros José Antonio Francisco, Tânia Mara Paschoalin (Suplente), Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório O objeto do presente processo administrativo referese à compensação de crédito presumido de IPI, requerido por meio do pedido de restituição consubstanciado no processo nº 10925.001229/9861. A Delegacia da Receita Federal de origem proferiu o Despacho Decisório (fls. 12/14) deixou de homologar a compensação pleiteada sob o fundamento de inexistir direito liquido e certo ao crédito, urna vez que este estava vinculado a pedido de ressarcimento indeferido e que à. época ainda não havia sido julgado definitivamente. Inconformada, a Recorrente apresentou manifestação de inconformidade (fls. 18/31), por meio da qual informou que o processo administrativo referente ao ressarcimento (n° 10925.001229/9861) encontrase pendente de decisão junto a Câmara Superior de Recursos Fiscais e que o fato da autoridade administrativa ter sido contraria a seu pleito não implica na constituição definitiva do débito e menos ainda em aptidão para cobrança. A Recorrente ainda frisou que a exigência do adimplemento do credito somente seria possível após o término/esgotamento da discussão na esfera administrativa e que enquanto a compensação não for rejeitada pelo fisco mediante formalização de um procedimento administrativo que possibilite ao contribuinte exercer a mais ampla defesa, não cabe a inscrição de débito em divida ativa. Após analisar as razões trazidas pela Recorrente, a Segunda Turma da Delegacia de Julgamento de Ribeirão Preto exarou o acórdão nº 1416.221, as fls. 44/47, por meio do qual manteve a decisão da DRF, sob o fundamento de que a declaração de compensação sequer poderia ter sido apresentada, haja vista que no momento em que o foi já havia decisão administrativa (mesmo que no âmbito da DRF) contraria ao pedido de ressarcimento. Para tanto fundamentouse nas disposições normativas IN 210/210, art. 21, §4º; IN 460/04, art. 26, § 5º. Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário às fls. 61/72, através do qual alegou, em resumo, a existência de saldo credor a seu favor em virtude do direito à aplicação da Taxa Selic aos seus créditos do período de 05/11/98 ate 13/02/04; lapso temporal decorrido entre o protocolo do pedido de ressarcimento e a efetiva apresentação da DComp Declaração de Compensação. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Fabiola Cassiano Keramidas, Relatora. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10925.000244/200456 Acórdão n.º 330200.293 S3C3T2 Fl. 573 3 O recurso atende ao pressuposto de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Ao analisar detidamente os autos deste processo administrativo constatei que o objeto aqui discutido referese apenas à compensação do crédito presumido de IPI discutido no processo n° 10925.001229/9861. Para viabilizar o julgamento do presente recurso, o processo administrativo que decidiu o crédito tributário, no qual já foi proferida decisão definitiva pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, foi apensado aos autos. Conforme se verifica dos termos da decisão prolatada pela CSRF acórdão 201115838, fls. 917/923 do processo n° 10925.001229/9861 a decisão parcialmente procedente que havia sido proferida pela Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes foi mantida acórdão 20176.241, fls. 853/873. Também foi iniciada a execução da mencionada decisão fls. 930 do processo n° 10925.001229/9861, que glosou do pleito da Recorrente apenas os valores relativos a aquisições de uniformes, produtos sanitários, combustíveis e lubrificantes, que alcançam o montante de R$ 536.503,14, tendo se concluído pela concessão do crédito de R$ 8.223.909,73. O recurso da Recorrente defende seu direito a compensar os citados créditos e pretende a homologação total dos débitos apresentados para compensação, alegando que o crédito não é apenas R$ 8.223.909,73, mas este valor acrescido de Taxa Selic desde o momento do protocolo do pedido de ressarcimento até a apresentação da Declaração de Compensação. Em tese a Recorrente está certa. É de meu entendimento que o lapso temporal entre a solicitação do crédito e a sua utilização deve ser corrigido pela SELIC, o que evita a defasagem do crédito a que faz jus a contribuinte. Tal conclusão decorre da premissa de que o ressarcimento e uma espécie do gênero restituição. Todavia, este não é o âmbito para a pretendida discussão. Nos presentes autos estáse discutindo o débito, não o crédito. O crédito de IPI não está em análise nestes autos, cujo objeto consiste no débito de Cofins e que este débito existe, não se discute. A fiscalização concorda tanto que está exigindo os valores e a Recorrente não discorda, tanto que declarou os débitos à compensação. A aplicação da Taxa Selic deveria ter sido pleiteada e discutida no processo que debateu a existência do crédito tributário, o que não ocorreu. Ante o exposto, conheço do presente recurso para fim de DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, reconhecendo o direito da Recorrente a compensar os débitos deste processo com os créditos deferidos nos autos do processo administrativo n° 10925.001229/9861, no valor de R$ 8.223.909,73, deixando de homologar a compensação do valor que exceder a este montante. É como voto Fl. 104DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 4 FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Fl. 105DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 11080.011415/2005-03
Data da sessão: Thu Aug 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Aug 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2001,2002, 2003
RECURSO VOLUNTÁRIO - INTEMPESTIVIDADE - Não se conhece de recurso contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância quando apresentado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2202-000.239
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por intempestivo.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Antonio Lopo Martinez
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001,2002, 2003 RECURSO VOLUNTÁRIO - INTEMPESTIVIDADE - Não se conhece de recurso contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância quando apresentado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão. Recurso não conhecido.
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Numero do processo: 13857.000929/2002-80
Data da sessão: Fri Oct 30 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Oct 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1998,1999
DESPESAS MÉDICAS. INDÍCIOS DE NÃO-PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS CONSIGNADOS NOS RECIBOS.
Justifica-se a glosa de despesas médicas quando existem nos autos indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos apresentados não foram de fato executados e o contribuinte deixa de carrear aos autos a prova do pagamento e da efetividade dos serviços.
Numero da decisão: 2102-000.384
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Presentes os Conselheiros Pedro Anan Júnior e Gonçalo Bonet Allage.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: Núbia Matos Moura
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1998,1999 DESPESAS MÉDICAS. INDÍCIOS DE NÃO-PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS CONSIGNADOS NOS RECIBOS. Justifica-se a glosa de despesas médicas quando existem nos autos indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos apresentados não foram de fato executados e o contribuinte deixa de carrear aos autos a prova do pagamento e da efetividade dos serviços.
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Numero do processo: 10865.003398/2007-02
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Oct 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/07/2006 a 31/12/2006
PROVA. ÔNUS.
O ônus da prova de fatos que ensejam o cancelamento do Auto de Infração lavrado em conformidade com as normas tributárias é do contribuinte, que os alega. Não sendo produzida nos autos prova capaz de ilidir o lançamento do crédito tributário, torna-se este subsistente.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. INCIDÊNCIA DE MULTA.
A denúncia espontânea não exclui a responsabilidade do agente pelo atraso em cumprir obrigações acessórias, no caso, entrega de DCTF, mas somente as multas aplicadas de ofício pela autoridade responsável pelo lançamento tributário (Súmula CARF no. 49).
Numero da decisão: 1801-001.152
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente a Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/07/2006 a 31/12/2006 PROVA. ÔNUS. O ônus da prova de fatos que ensejam o cancelamento do Auto de Infração lavrado em conformidade com as normas tributárias é do contribuinte, que os alega. Não sendo produzida nos autos prova capaz de ilidir o lançamento do crédito tributário, torna-se este subsistente. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. INCIDÊNCIA DE MULTA. A denúncia espontânea não exclui a responsabilidade do agente pelo atraso em cumprir obrigações acessórias, no caso, entrega de DCTF, mas somente as multas aplicadas de ofício pela autoridade responsável pelo lançamento tributário (Súmula CARF no. 49).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente a Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2036; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 32 1 31 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.003398/200702 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801001.152 – 1ª Turma Especial Sessão de 12 de setembro de 2012 Matéria Multa de DCTF Auto de Infração Recorrente MASTRA IND. E COM. LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2006 a 31/12/2006 NULIDADE. LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. Não é passível de nulidade o lançamento tributário realizado em conformidade com as exigências legais impostas pelo art. 10 do Decreto nº 70.235/72 (PAF), quanto ao aspecto formal, e em observância aos ditames do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN), quanto ao aspecto material. SÚMULAS. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF (artigo 72 do Ricarf). ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/2006 a 31/12/2006 PROVA. ÔNUS. O ônus da prova de fatos que ensejam o cancelamento do Auto de Infração lavrado em conformidade com as normas tributárias é do contribuinte, que os alega. Não sendo produzida nos autos prova capaz de ilidir o lançamento do crédito tributário, tornase este subsistente. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. INCIDÊNCIA DE MULTA. A denúncia espontânea não exclui a responsabilidade do agente pelo atraso em cumprir obrigações acessórias, no caso, entrega de DCTF, mas somente as multas aplicadas de ofício pela autoridade responsável pelo lançamento tributário (Súmula CARF no. 49). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 00 33 98 /2 00 7- 02 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/09/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente a Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório A empresa recorre do Acórdão nº 1422.831/09 exarado pela Primeira Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirão Preto/SP, fls. 55 a 62, que manteve a autuação sofrida, consubstanciada no Auto de Infração de fl. 22 lavrado para a exigência de multa por atraso na entrega de DCTF relativa ao mês de novembro de 2005, no valor de R$ 8.033,01. Aproveito trechos do relatório e voto do aresto vergastado para historiar os fatos: “Ciente do lançamento, a contribuinte ingressou com impugnação (fls.1/21), alegando em suma: · Nulidade do auto de infração pela falta de prévia intimação da impugnante para esclarecimentos, conforme regra do art. 7o da Lei n° 10.426, de 24 de abril de 2002; · Impossibilidade de se fundamentar o lançamento tãosomente em informações eletrônicas da Receita Federal, pois o auto foi lavrado sem que qualquer auditorfiscal tenha ido até a impugnante para verificar a efetiva ocorrência da infração apontada, ou qualquer outra causa que tivesse impossibilitado o cumprimento da obrigação acessória; · No mérito, impossibilidade de transmissão da DCTF por ausência de certificação digital, requisito essencial para a entrega, conforme § 2o do art. 7o da Instrução Normativa (IN) SRF n° 695, de 2006, pois só conseguiu a liberação de seu certificado digital no começo do ano de 2006, quando tratou de efetuar a transmissão de todas as suas declarações fiscais, sem que houvesse intenção de lesar o Fisco, mas somente a impossibilidade de cumprimento da obrigação acessória; · Descaracterizada a intenção de fraude à fiscalização, resta descaracterizado o critério material de conduta ilícita para aplicação da multa punitiva; · Impossibilidade de aplicação da multa por ocorrência de denúncia espontânea, nos termos do Código Tributário Nacional (CTN), art. 138, pois a declaração foi entregue antes de qualquer intimação de início de ação fiscal; Fl. 91DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/09/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10865.003398/200702 Acórdão n.º 1801001.152 S1TE01 Fl. 33 3 · Ausência de prejuízo ao Erário, capaz de incidir a imputação de penalidade, uma vez que apresentou a declaração, ainda que a destempo. Solicitou seja declarado nulo o auto de infração, pelas duas causas apontadas, ou, no mérito, seja ele julgado improcedente. Protestou pela juntada de novos documentos, não colacionados em função da exiguidade do tempo, bem como pela produção de outras provas, como perícia, ofícios, declarações, constatações e diligências, em atendimento ao princípio da verdade material. Voto [...] Nulidade Aduziu a impugnante ser nulo o lançamento por falta de intimação prévia, nos termos da Lei n° 10.426, de 2002, art. 7o, e por se basear apenas em informações eletrônicas da Receita Federal, sem que qualquer auditorfiscal tenha ido até ela para verificar a efetiva ocorrência da infração apontada ou qualquer outra causa que tivesse impossibilitado o cumprimento da obrigação acessória. No caso em tela, não houve necessidade de prévia intimação, pois a autoridade autuante dispunha dos elementos necessários à constituição do crédito tributário devido. A prova da infração é a informação do prazo final para entrega da declaração e da data efetiva dessa entrega, a qual constou do lançamento. Não há qualquer problema em se fazer um lançamento apenas com base em informações eletrônicas. Não é intenção da lei que todo o procedimento ocorra no estabelecimento, bastando que a ciência, em princípio, seja dada ao contribuinte na empresa, ainda que por via postal. A ação fiscal é procedimento administrativo que antecede o processo administrativo fiscal. Sendo procedimento de natureza inquisitória, a ação fiscal tem por escopo a obtenção dos meios de prova e demais elementos necessários ao lançamento tributário, todos expressos no PAF, art. 9o, e no CTN, art.142, verbis: [...] Nessa fase dita inquisitória, muito embora os limites legais devam ser respeitados, a intimação do contribuinte somente terá lugar se necessária ou oportuna, não cabendo alegar cerceamento do direito de defesa ou ofensa ao princípio do contraditório ou devido processo legal. De fato, após a ciência do auto de infração é que o contribuinte poderá exercer o direito de defesa com todas as garantias constitucionais e legais inerentes. As disposições insertas no art. 7o da Lei n° 10.426, de 2002, não contrariam o entendimento manifestado acima, in verbis: [...] Portanto, a intimação que anteceda a constituição do crédito tributário somente será realizada se necessária, visando suprir o lançamento daqueles elementos previstos em lei e sem os quais ele poderia resultar ineficaz. É esse o entendimento do Conselho de Contribuintes, conforme ementas abaixo transcritas: Fl. 92DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/09/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 [...] MÉRITO Tratase de analisar lançamento referente à multa por atraso na entrega da DCTF do anocalendário de 2005. A impugnante alegou impossibilidade de transmissão da DCTF por ausência de certificação digital, requisito essencial para a entrega, conforme § 2o do art. 7o da IN SRF n° 695, de 2006, ausência de intenção de lesar o Fisco, impossibilidade de aplicação da multa por ocorrência de denúncia espontânea, nos termos do CTN, art. 138, e ausência de prejuízo ao Erário. A interessada não comprovou a suposta ausência de certificação digital, nem que o atraso nessa certificação tenha ocorrido por motivos alheios a sua vontade, para que esse motivo pudesse ser julgado como bastante para afastar a penalidade. O PAF, art. 16, III, com redação dada pela Lei n° 8.748, de 1993, art. 1o, e § 4o, introduzido pela Lei n° 9.532, de 1997, art. 67, estabelece: [...] A apresentação da DCTF fora do prazo enseja a aplicação da multa de ofício, conforme previsão legal constante do auto de infração. [...] No que se refere à alegação de denúncia espontânea, esclareçase que o CTN, art. 113, dispõe que a obrigação tributária é principal ou acessória e que a obrigação principal tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. Os §§ 2o e 3o do artigo retrocitado assim dispõem: [...] Vejase, a propósito, acórdãos do STJ, proferidos nos Recursos Especiais n° 208.097PR (08/06/1999), 195.161GO (23/02/1999) e 190.388GO (03/12/1998): [...] Assim, estando caracterizada a situação fática que originou o lançamento nenhum reparo há de se lhe fazer.” Irresignada, a empresa interpôs o Recurso de fls. 65 a 85 reiterando os termos da exordial. É o suficiente para o relatório. Passo ao voto. Voto Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Conheço do recurso interposto, por tempestivo. A recorrente argumenta, em suma, em preliminar, nulidade do Auto de Infração por ausência de intimação prévia à sua lavratura e por ausência de provas do ilícito tributário, e, no mérito, por impossibilidade no cumprimento da obrigação acessória que Fl. 93DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/09/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10865.003398/200702 Acórdão n.º 1801001.152 S1TE01 Fl. 34 5 motivou a exigência da penalidade em discussão e pela insubsistência da autuação em face de estar albergado o seu procedimento pelo instituto da denúncia espontânea, consagrado no artigo 138 do Código Tributário Nacional. Das Preliminares. O Auto de Infração (eletrônico) lavrado para a exigência do recolhimento referente à multa por atraso na entrega da DCTF relativa ao mês de novembro de 2005 não padece de qualquer vício que possa causar a sua nulidade. Cumpre esclarecer sobre o assunto ora versado que todo o procedimento fiscal está respaldado na legislação tributária. No Auto de Infração a infração tributária foi explicitada, a fundamentação legal foi exposta, o valor da penalidade imposta também está expresso, enfim, todos os elementos materiais e formais constam da autuação, consoante exige o artigo 142 do Código Tributário Nacional (CTN), quanto aos elementos materiais, e o artigo 10 do Decreto nº 70.235/72, que disciplina o processo administrativo fiscal PAF, quanto aos elementos formais: Lançamento – art. 142, caput, CTN Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Decreto 70.235/72 – art. 10, PAF Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Infundadas, por conseguinte, de plano, as alegações de que o Auto de Infração lavrado contra a recorrente possui quaisquer vícios, ou omissões, que possam acarretar a nulidade do lançamento tributário. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/09/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES 6 Oportuno esclarecer, a intimação prévia à lavratura de Auto de Infração não é condição sine qua non para a validade da autuação quando os fatos que constituem ilícito tributário não dependem da produção de provas ou de esclarecimentos. A questão fática que ensejou a autuação presente é simples e dispensa comprovação exceto a própria data de entrega da DCTF consignada nos autos e o prazo estabelecido em legislação tributária para a sua entrega. A DCTF conforme consigna o Auto de Infração deveria ter sido entregue até 06 de janeiro de 2006, mas foi entregue em 14 de fevereiro de 2006. A recorrente sequer argumenta que entregou a DCTF em prazo hábil, mas somente suscita que deveria ter sido intimada para entregar a declaração – quando já o tinha feito, visto que a autuação ocorreu em 17/10/07 – ou, então, que deveria ter sido intimada a esclarecer o porquê de não ter entregue a DCTF do período, situação que, de igual forma, não lhe é aplicável. Por conseguinte, em nada lhe socorre invocar as disposições inseridas no artigo 7º da Lei nº 10.426/02. A infração tributária que motivou a autuação fiscal consiste em atraso na entrega da DCTF, fato jurídico que per si resta comprovado. A efetivação da própria entrega em data posterior àquela estipulada pela Administração Tributária comprova o inobservância à legislação tributária dando azo à penalidade imposta. Não há pois como se aventar que houve ausência de produção de provas na lavratura do Auto de Infração. Pela mesma razão, descabida a solicitação feita pela recorrente de realização de perícia e produção posterior de “provas”, quando a matéria tratada centralizase na data de entrega da DCTF e na data imposta pela legislação tributária pertinente, ambas consignadas no Auto de Infração e assunto não confrontado pela recorrente. Afasto, por conseguinte, as argüições de nulidade do Auto de Infração. Do mérito. A recorrente argumenta que teve dificuldades na obtenção do certificado digital para efetivar a entrega da DCTF relativa ao período – novembro de 2005. Todavia, não há qualquer comprovação nos autos do que alega. Assim, faço coro com as razões esposadas no acórdão combatido para rechaçar esta argumentação da recorrente. O ônus de prova, neste caso, é da recorrente, pois pretende modificar o fato jurídico constatado pela fiscalização e objeto do lançamento de penalidade ora discutido. Alegar, sem comprovar é o mesmo que nada alegar. Ademais, a obrigatoriedade de entrega da DCTF mensal para o anocalendário de 2005 já fora estipulada na Instrução Normativa SRF nº 482, editada em 21 de dezembro de 2004, ou seja, foi válida para todo o anocalendário de 2005, desde o mês de janeiro, não sendo exigência criada pela administração tributária que poderia ter gerado dificuldade na empresa em se adaptar a novas regras: Da Forma de Apresentação Art. 5º A DCTF será elaborada mediante a utilização de programas geradores de declaração, que estarão disponíveis na página da Secretaria da Receita Federal (SRF) na Internet, no endereço <http://www.receita.fazenda.gov.br>. § 1º A DCTF deve ser transmitida pela Internet com a utilização do programa Receitanet, disponível no endereço eletrônico referido no caput. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/09/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10865.003398/200702 Acórdão n.º 1801001.152 S1TE01 Fl. 35 7 § 2º Para a transmissão da DCTF, é obrigatória a assinatura digital da declaração mediante utilização de certificado digital válido. § 3º Excepcionalmente, para a transmissão da DCTF Semestral, relativamente ao anocalendário de 2005, é opcional a utilização de certificado digital. (grifos não pertencem ao original) No que respeita a aplicar o instituto da denúncia espontânea preceituado no artigo 138 do Código Tributário Nacional (CTN) à mora no cumprimento das obrigações acessórias e à solicitação da recorrente de exonerála da imposição de penalidade, in casu, multa pelo atraso na entrega de DCTF, cabe esclarecer que o benefício da denúncia espontânea não socorre à recorrente. Em face a inúmeros julgados relativos a esta matéria, foi consolidada de forma mansa e pacífica a jurisprudência administrativa, resultante na edição da Súmula nº 49 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF: Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. Destarte, tratandose de matéria sumulada por este órgão, fica vedado a esta turma divergir do enunciado, nos termos do artigo 72, caput, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – Ricarf (Portaria MF nº 256/09): Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Por derradeiro, o procurador da recorrente insta para que as intimações sejam realizadas na sua pessoa. Não há amparo legal, em se tratando de processo administrativo fiscal, para a sua pretensão. As intimações fiscais são realizadas diretamente aos contribuintes, consoante preceitua o Decreto nº 70.235/72 – PAF. Da Intimação Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) Fl. 96DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/09/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES 8 III por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo. (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) (grifos não pertencem ao original) No mais, adoto as razões de decidir da turma julgadora de primeira instância por não confrontadas pontualmente pela recorrente. Por todo o exposto, voto, em preliminar, em afastar as nulidades suscitadas pela recorrente, em indeferir o pedido de realização de diligências, e, no mérito, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Relatora Fl. 97DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/09/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10845.009119/89-74
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 19 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Wed May 19 00:00:00 UTC 1993
Ementa: CLASSIFICAÇÃO.
Papel cartolina, sensibilizado, não impressionado e não revelado para imagem monocromática pronto para a reprodução de documentos ou imagens por processo eletrofotográfico, classifica-se no código TAB 48.13.99.00. Recurso provido parcialmente.
Numero da decisão: 301-27.407
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir a multa de mora, vencido o Conselheiro
Ronaldo Lindimar José Marton, na forma do relatório e voto
que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
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I Recorrente: Re cOfrid IMPORGRAF COMERCIAL E IMPORTADORA LTDA DRF - Santos - SP Classificação. Papel cartolina, sensibilizado, não impressionado e não revelado, para imagem monocromática pronto para a reprodução de documentos ou imagens por processo ele- trofotográfico, classifica-se no código TAB 48.13.99.00. Recurso provido parcialmente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, • ACORDAM os Membros da Primeira CAmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir a multa de mora, vencido o Conse- lheiro Ronaldo Lindimar José Marton, na forma do relatório e voto gue passam a integrar o pre ente julgado. Brasília-DF. em 9 de maio de 1993. - Presidente MOREI;lJl7t) VISTO EM SESSAO DE: RUY DRIGUES DE SOUZA - Proc. da Faz. Nacional 2 2 ou~1993 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: Fausto de Freitas e Castro Neto, José Theodoro Mascarenha Menck, Miguel Calmon Villas Boas, Maria de Fátima Pessoa de Mell Cartaxo e Luiz Antônio Jacgues. DAMEFP/DF. SECOS "' 047/92 - J. H. • • 2 MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 112.299 - ACORDA0 N. 301-27.407 RECORRENTE IMPORGRAF COMERCIAL E IMPORTADORA LTDA RECORRIDA DRF - Santos - SP RELATOR JOAO BAPTISTA MOREIRA R E L A T O R I O Adoto o Relatório integrante da Resolução n. 301-596 de fls. 157 "et seqs", ut infra: "Em ato de revisão das D.I-s. n.s 5969/86, 11793/87, 38405/87, 38817/87, 38819/87, 9982/88, 16973/88 e 39196/88, com base nos arts. 455 e 456 do Regulamento Adua- neiro (Dec. 91.030/85) constatou-se que a empresa acima sub- meteu a despacho a seguinte mercadoria: "Papéis cartolina, sensibilizados, não impressionados e não revelados, para imagens monocromáticas" classificando-a no código TAB 37.03.01.00, com alíquotas de 45% e 18% para o 1.1. e I.P.I. , respectivamente. Tendo em vista as informações contidas nos Laudos n.S 649/83, 583/84 e 941/85, emitidos pelo LABANA, a decisão n. 776/77 (DRF -Santos) e Acórdãos n. 20 296/78, do Terceiro Conselho de Contribuintes, tal mercadoria deve ser posicionada no código TAB 48.13.99.99, com as respectivas alíquotas de 85% para o 1.1. e 15% para o I.P.I. (até 06/88) e 45% e 15% para o 1.1. e I.P.I., respectivamente (após 07/88). Essa mesma mercadoria, também já foi objeto de Auto de Infração n. 10845-006618/86. Face ao exposto e por infringir ao disposto nos arts. 99 e 100 e parágrafo único do Regulamento Aduanei- ro, foi lavrado o Auto de Infração de fI. 01, para exigir da Autuada o crédito tributário ali apontado . As fls. 115/126, a Autuada apresentou impug- nação onde diz, em resumo, que: 1 - A classificação pretendida pela fiscalização decorreria das informações contidas nos lau- dos periciais emitidos pelo LABANA de n.s 649/83, 583/84 e 941/85, da decisão de n. 776/77 da DRF e o que determina o Acórdão n. 20.296/78, referem-se ou se fazem referir às importações de que tratam as D.I-s. objeto desta impugnação; 2 - Isto porque a mercadoria foi, em sua totali- dade, desembaraçada sem que a fiscalização tivesse contestado a classificação tarifária adotada, e dela não teve a cautela de retirar amostra que nesta oportunidade se impugna; • • 3 Rec.: 112.299 Ac.: 301-27.407 3 - A determinação da classificação é efetivada quando da conferência aduaneira, consoante o disposto nos art,s.444 a 449 do Regulamento Aduaneiro. Não se levantando qualquer dúvida na ocasião da conferência, àté porque, como visto, nenhuma amostra foi retirada, e uma vez recolhidos os tributos devidos, temos por concluído o desembaraço aduaneiro, a teor do que dispõe o art. 450 do Regulamento Aduanei- ro; 4 - A autuaç:ão baseou-se em laudos, decisão e acórdão Ja citados sem que tenha sido levado a efeito qualquer exame físico das mercado- rias submetidas a despacho, através das refe- ridas declarações de importação, que são in.- clusive posteriores àqueles atos administra- tivos. A se persistir no lançamento, inexis- tindo o elemento material que o embasa, ou seja, a própria mercadoria, temos por cercea- do o direito da defesa, porquanto, a prova pericial, de produção necessária com funda- mento nos arts. 17, 18 e 19 do Decreto 70.235/72, é impraticável; 5 - O auto de infração levado por pretendido errô na classificação tarifária, sem que se tenha procedido ao necessário exame físico da mer- cadoria, padece de vício insanável, porém ne- cessária, prova pericial, que desde logo se requer à autQrjdade preparadora; 6 - Em se tomando como veradeira a hipótese de ter havido erro na classificação da mercado- ria, o que se afirma apenas para argumentar, o erro, "in casu", seria inoperante, para propiciar a revisão de lançamento. Cita a Doutrina e Jurisprudência para embasar seu entendimento - fls. 121/124; 7 - Finalmente, requer a decretação de procedên- cia da impugnação apresentada e a determina- cão do cancelamento do Auto de Infracão. Apreciando, as razões de impugnação, a AFTN, autora do feito, mantém a ação fiscal, dizendo que a impug- nação apresentada pela autuada nada de novo trouxe aos au- tos, citando, inclusive, os arts. 455 e 456 do Regulamento Aduaneiro (Dec. 91.030/85)". A Autoridade "a quo", às fls. 136, assim de- cidiu: • • 'I F~(-:~~c,,:::L:l.~'::..~:':(J'9 (.:~c:,,:: ~':)O1 ....~':':"/••(:'.~()"7 11 j=;~E'V:i. ':;~~\'(C) (-leiu.":~.n(.~:i. I" .;';"1. :I.(.:.~V(y~da ~':\ r:~'f(.:.~:i.to d (.:.~ aC()I"(jo (:(:)rn (J av't" ],50 de) C,,'T'nl~l. c/c: art" 455, do 1~..A" 1:'ape:L eletlr(:)1Gtát:ic:o 1"ec(JI:)elrt() de c::anla(ja (je Ox:icl(:) (:Ie Z:irlC(Jll 15el"lsj,IJi,J,i,zável al'l"tp!5 de selr irltr(:)cILlZi(:I(:) enl mácILlj.nas~ dc)'taejas de sistema E:'fe:i't(:) (:(Jr(JJ'la~ se c:lass:i'fica 11() (:6c!igc) 48.13.99.00 da TAB. AÇRO FISCAL PROCE- DEI,rrE" • (~c)m tempe~st:iv:i(jacle, -fc:)i il'l.telr~)c)stC) C) v'pc::tAr'1!;C) d(.:~-fls .. :1.4:1. lIet !i~(.:.~qsll~I qlH:'~ l(~:'io P~':\I".:':\ m[.~u!:;p,':\I"(::~s" - Relator ", • • 5 Rec.: 112.299 Ac.: 301-27.407 v O T O Tendo o INT respondido, às fls. 205, mediante Informação Técnica, que a amostra do produto importado é de pape~s de cartolina, sensibilizados, não impressionados, não revelados, para imagens, monocromáticas, Tipo MRIB4", a descrição constante das D.los da Recorrente está correta. E impertinente o pronunciamento do referido laboratório de análises sob a classificação do material ana~ lisado em qualquer posição da TAB, face a sua notória incom- petência para tal. Excessivo, também, o seu procedimento de transcrever quase todo o processo em julgamento, o que difi- culta e tumultua o entendimento da análise pelas Partes. A alegação da Requerente de que os laudos LA- BANA/SP não correspondem às D.los da importação realizada, não é totalmente verdadeira, pois os há nos autos: Laudo n. 4795, às fls. 40, à D.I. n. 038819/87; Laudo n. 4792, às fls. 54, à DoI. n. 009982/88; Laudo n. 2327, às fls. 81, à D.I. n. 038817/87. Por falta, nos demais, foi pedido o pronunci- manento do INT. Além do Acórdão n. 301-20.296/78, há o Ac. n. 301-23.065 que diz, taxativamente, que a mercadoria descrita pela Requerente só poderia ter "tributo calculado com base no código NABALALC 37.03.01.01, apenas se se tratasse de pa- pel sensibilizado revelado por calor". Como o produto importado está "pronto para a reprodução de documentos ou imagens por processo eletrofoto- gráfico", a desclassificação fiscal para o código TAB 48.13.99.00 tem todo o cabimento, face a interpretação dos NENCCA. Destarte, voto no sentido de exonerar as mul- tas de mora, mantendo no demais a v. decisão revisanda. Sala das Sessões, 19 de maio de 1993. Jf~4MO';'RA 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 10283.003442/2001-21
Data da sessão: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE ARENDA DE PESSOA JLTRIDICA - IRPJ
Ano-calendário: 2000
Constatado que o contribuinte efetuou o recolhimento do IRPJ como
pagamento indevido no decurso do processo administrativo deve ser tratado como questão incidental. Sem qualquer razão óbvia para que seja encerrado o presente processo, e tenha o contribuinte que iniciar um novo processo para requerer a restituição do IRPJ pago indevido referente ao ano calendário em análise, para o que não há óbice normativo a impedir a solução da lide no âmbito do mesmo processo.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 1802-000.024
Decisão: ACORDAM os Membros da 2ª turma especial da primeira SEÇÃO DE
JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: Ester Marques Lins de Sousa
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Recorrida 1' TURMA/DRJ-BELEM/PA ASSUNTO: ImposTo SOBRE ARENDA DETESSOAJLTRIDICka IRPJ Ano-calendário: 2000 Constatado que o contribuinte efetuou o recolhimento do IRPJ como pagamento indevido no decurso do processo administrativo deve ser tratado como questão incidental. Sem qualquer razão óbvia para que seja encerrado o presente processo, e tenha o contribuinte que iniciar um novo processo para requerer a restituição do IRPJ pago indevido referente ao ano calendário em análise, para o que não há óbice normativo a impedir a solução da lide no âmbito do mesmo processo. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela ENGEPACK EMBALAGENS DA AMAZÔNIA LTDA. ACORDAM os Membros da 2' turma especial da primeira szçÂo DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Qat; /11 ADRIANc>nni• S • en Presidente • Processo e 10283.00344212001-21 S1-1102 Mórdio n.• 1802-00.024 F1. 2 • MAR, S LIN e" O Relatora FORMALIZADO EM: 'e JUL 2009 Participaram, • a. do presente julgamento, a Conselheira CIIERYL BERNO. Ausente, justificadam , o Conselheiro ROGÉRIO GARCIA PERES. • 2 Processo n° 10283.003442/2001-21 • 81-TE02 Acórdão a° 1802-00.024 Fl. 3 Relatório Por economia processual e bem resumir a lide adoto o Relatório da decisão recorrida (fl.108) que a seguir transcrevo: "Trata o processo de Pedido de Restituição/Compensação do IRPJ negativo no montante de R$ 106.979,97. Fundamentou-se o pedido na apuração de IRPJ negativo no ano-calendário de 2000 (ft I). 2.Em 19 de abril de 2006 a Unidade de origem Proferiu o Despacho Decisório sem número (fls. 61 a 64) deferindo parcialmente o pedido e reconhecendo o direito creditório de R$ 83.354,97. 3. A interessada foi cientificada da decisão no dia 20 de abril de 2006 UI 64). No dia 19 de maio de 2006 foi apresentada manifestação de inconformidade (fls. 77 a 83), cujo teor, em —suma foi:" MÉRITO PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO I) que "diferentemente do quanto afirmado no r. despacho decisório recorrido, o saldo de IRPJ a pagar, no valor de R$ 19.234,18 (dezenove mil, duzentos e trinta e quatro reais e dezoito centavos), foi regularmente recolhido pela Impugnante, • conforme DCTF e espelho do DARF, emitido pela própria Delegacia da Receita Federal em Manaus, em anexos (Doc. 04);" 2) que "Conforme o exposto acima, uma vez comprovadas as retenções de IRRF, no ano-calendário de 2000 e não havendo saldo de IRPJ apagar, é indubitável que o pedido de restituição deve ser restituído integralmente;" A empresa foi cientificada da decisão proferida pela DRJ/Selém/PA, mediante o Acórdão n° 01-6.426, de 03/08/2006 (fls.107/109), conforme o Aviso de Recebimento (AR), f1.110, em 21/09/2006, e, interpôs recurso ao Conselho de Contribuintes, em 20/10/2006 (fls.111/121). O Recorrente alega, em síntese, o que segue: - que, o pedido de restituição no valor de R$ 102.589,15 decorre do saldo credor do ERPJ no valor de R$ 83.354,97, referente ao ano calendário de 2000 e IRPJ a pagar no valor de R$ 19.234,18; - que, a decisão combatida entendeu que a Recorrente deveria ter promovido um encontro de contas dos valores acima referidos e solicitado a restituição pelo saldo de R' 83.354,97. Porém a empresa procedeu ao p• • amento do valor de R$ 19.234,18 e requ- - u a !- restituição do montante de R$ 102.589,15; 3 • • Processo n° 10283.003442/2001-21 S1-TE02 Acórdâo a° 1802-00.024 Fl. 4 - que, não existe vedação para que seja reconhecido, por ocasião do julgamento, o direito a restituição do valor pleiteado de R$ 102.589,15, por se tratar de mera irregularidade formal, já que a decisão reconhece expressamente que o pagamento de R$ 19.234,18, foi indevido. Ao final requer seja reconhecido o direito à restituição da totalidade do crédito pleiteado e conseqüente homologação da compensação efetuada. É o relatório. A • • • 4 Processo rt 10283.003442/2001-21 81-TE02 Acórclao n.• 1802-00.024 H. 5 Voto • Conselheira ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade. Dele conheço. De início vale esclarecer que o Saldo do IRPJ a restituir ou compensar no valor de R$ R$ 83.354,97, constante da D1PJ/2001 (fl.59), já se encontra reconhecido como direito creditório do contribuinte no despacho decisório (fl.63). A questão remanescente do processo, repousa no fato de o contribuinte, apesar do saldo do rRPJ a restituir/compensar, retro mencionado, recolheu por equívoco o valor de R$ R$ 19.234,18, como se devido fosse a título de "IRPJ a pagar". Para melhor entender a lide, faz-se necessário transcrever o seguinte trecho da decisão de primeiro grau (f1109): 8. Neste sentido, como pode ser observado nos espelhos da DIRPJ/01 da interessada (fls 58 e 59), no ano-calendário de 2000 foi apurado IRPJ na ordem de R$ 2.523.136,90. Mas a interessada usufruiu isenção/redução na ordem de R$ 2.503.902,72. Excluindo-se a parcela da isenção/redução obtém- se o valor do IRPJ devido: R$ 2.523.136,90 - R$ 2.503.902,72 = R$19.234,18. 9. A continuidade da apuração do IRPJ deveria ser da seguinte forma: R; 19.234,18— R$ 102.589,15 = (R$ 83.354,97). Assim, a interessada teria direito a restituição de n 83.354,97. Este valor foi inteiramente reconhecido pela Unidade de origem. 10. Malgrado a apuração, a impugn ante recolheu indevidamente o valor de R$ 19.234,18 a título de IRPJ anual. Como pôde ser observado no demonstrativo acima, não haveria necessidade de recolhimento de valor algum. Portanto, o recolhimento foi indevido. (Gr(ei) II. Mas a Unidade de origem não reconheceu este valor como direito creditório alegando que o valor representa o IRPJ devido e recolhida 12. Mas como foi exposto nos parágrafos precedentes, a impugnante errou ao recolher o valor de R$ 19.234,18 porque não se tratou de IRPJ devido, mas de IRPJ apurado. O valor devido somente emergiu após a dedução do IRRF decorrente de• aplicações financeiras. (Grifei) 5 . . . Processo n° 10283.003442/2001-21 S1-TE02 Acórdão n.• 1802-00.024 Fl 6 13. Sem embargo do exposto nos parágrafos precedentes, o valor de R$ 19.234,18 somente foi recolhido no dia 31 de julho de 2001, conforme comprovante à folha 100. (Grifei) 14.4 interessada protocolou o pedido de restituição no dia 14 de maio de 2001 (fl. 1). Assim, quando o recolhimento do valor de R$ 19.234,18 foi materializado (recolhimento indevido), o pedido de restituição/compensação já estava em andamento. (Grifei) 15. Tal (ato não existe pedido d restituição/compensação ca.cc_ A Interessada intentou avo car para o pedido de restituição, datado de 14 de maio de 2001, o valor de R$ 19.234,18 recolhido indevidamente em data posterior: no dia 31 de julho do mesmo ano. Portanto, a pretensão é inexeqüivel.(Gniki) CONCLUSÃO 16. De acordo com tudo o que consta nos autos e foi analisado, VOTO por indeferir a solicitação." Analisando a motivação acima para o indeferimento da restituição do valor pleiteado de R$ 19.234,18, conclui-se que, apesar de reconhecido como pagamento indevido, deixou-se de reconhecer o direito à restituição/compensação, em virtude do pagamento indevido ter ocorrido em 31/07/2001, e o formulário preenchido para o pedido de restituição referente ao IRPJ do ano calendário de 2000 ter sido apresentado em 14/05/2001. Desnecessário esclarecer que o contribuinte efetuou o referido recolhimento do IRPJ em 31/07/2001, como pagamento indevido, e, por erro, conforme reconhecido pelas autoridades administrativas a quo. Tal recolhimento no decurso do presente processo administrativo deve ser tratado como questão incidental. Sem qualquer razão óbvia para que seja encerrado o presente processo, e tenha o contribuinte que iniciar um novo processo para requerer a restituição do Mn pago indevido referente ao ano calendário de 2000 em análise, para o que não há óbice normativo a impedir a solução da lide no âmbito do presente processo. Odete Medauar leciona que, "o princípio da eficiência determina que a Administração Pública deve agir de modo rápido e preciso para produzir os resultados que satisfaçam às necessidades da população". (MEDAUAR, Odete. Direito Administrativo Moderno, 4*.ed.,RT, São Paulo 2000, p.152). Assim, em respeito ao principio da eficiência e da economia processual, entendo que o pagamento indevido em 31/07/2001, no valor de R$ 19.234,18, deve ser restituído para a compensação requerida nos autos do presente processo. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário. /e Sala das Sessôes - DF, e I 'e maio de 2009. ./#1...............- ,,w - ,. I • Q ' ~i l S DE SOUSA 6 , Page 1 _0063100.PDF Page 1 _0063200.PDF Page 1 _0063300.PDF Page 1 _0063400.PDF Page 1 _0063500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10825.001448/2003-51
Data da sessão: Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Sun Dec 14 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. CSLL - COFINS-PIS.
Diante do teor da Súmula vinculante n2 8, do Supremo. Tribunal
Federal, a contagem do prazo de decadência do direito do Fisco
efetuar o lançamento de oficio das contribuições sociais deve
obedecer às regras previstas no CTN.
Recurso extraordinário conhecido e, no mérito, negado.
Numero da decisão: PLENO/00-00.038
Decisão: ACORDAM os membros do Pleno da câmara superior de recursos fiscais, 1) Por maioria de votos, CONHECER do recurso extraordinário. Vencidos os Conselheiros Karem Jureidini Dias, José Clóvis Alves, Josefa Maria Coelho Marques, Susy Gomes Hoffmann, Maria Helena Cotta Cardozo, Gonçalo Bonet Allage, Marcos Vinícius Neder de Lima, Ana Maria Ribeiro dos Reis, Mário Sergio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior (substituto convocado) e Antonio Praga, que não conheciam do recurso extraordinário; 2) Por maioria de votos, REJEITAR a proposição proposta pela Conselheira Karem Jureidini Dias, de aprofundar a analise do mérito, para apreciar o termo de inicio da contagem do prazo decadencial, vencidos também os Conselheiros Marcos Vinícius Neder de Lima, Mário Sergio Fernandes Barroso e Gileno Gurjão Barreto que a acompanharam; e 3) No mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso extraordinário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas- presunção legal Dep. Bancarios
Nome do relator: Maria Teresa Martinez Lopez
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. CSLL - COFINS-PIS. Diante do teor da Súmula vinculante n2 8, do Supremo. Tribunal Federal, a contagem do prazo de decadência do direito do Fisco efetuar o lançamento de oficio das contribuições sociais deve obedecer às regras previstas no CTN. Recurso extraordinário conhecido e, no mérito, negado.
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decisao_txt : ACORDAM os membros do Pleno da câmara superior de recursos fiscais, 1) Por maioria de votos, CONHECER do recurso extraordinário. Vencidos os Conselheiros Karem Jureidini Dias, José Clóvis Alves, Josefa Maria Coelho Marques, Susy Gomes Hoffmann, Maria Helena Cotta Cardozo, Gonçalo Bonet Allage, Marcos Vinícius Neder de Lima, Ana Maria Ribeiro dos Reis, Mário Sergio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior (substituto convocado) e Antonio Praga, que não conheciam do recurso extraordinário; 2) Por maioria de votos, REJEITAR a proposição proposta pela Conselheira Karem Jureidini Dias, de aprofundar a analise do mérito, para apreciar o termo de inicio da contagem do prazo decadencial, vencidos também os Conselheiros Marcos Vinícius Neder de Lima, Mário Sergio Fernandes Barroso e Gileno Gurjão Barreto que a acompanharam; e 3) No mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso extraordinário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
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CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. CSLL - COFINS-PIS. Diante do teor da Súmula vinculante n2 8, do Supremo . Tribunal Federal, a contagem do prazo de decadência do direito do Fisco efetuar o lançamento de oficio das contribuições sociais deve obedecer às regras previstas no CTN. Recurso extraordinário conhecido e, no mérito, negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Pleno da câmara superior de recursos fiscais, 1) Por maioria de votos, CONHECER do recurso extraordinário. Vencidos os Conselheiros Karem Jureidini Dias, José Clóvis Alves, Josefa Maria Coelho Marques, Susy Gomes Hoffinann, Maria Helena Cotta Cardozo, Gonçalo Bonet Allage, Marcos Vinícius Neder de Lima, Ana Maria Ribeiro dos Reis, Mário Sergio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior (substituto convocado) e Antonio Praga, que não conheciam do recurso extraordinário; 2) Por maioria de votos, REJEITAR a proposição proposta pela Conselheira Karem Jureidini Dias, de aprofundar a analise do mérito, para apreciar o termo de inicio da contagem do prazo decadencial, vencidos também os Conselheiros Marcos Vinícius Neder de Lima, Mário Sergio Fernandes Barroso e Gileno Gurjão Barreto que a acompanharam; e 3) No mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso extraordinário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Processo n° 10825.001448/2003-51 CSRF/T00 Acórdão n.° 00-00.038 Fls. 2 ANTONIO Plyt- - Presidente MARIA T ESA MARTÍNEZ LÓPEZ Relatora FORMALIZADO EM: O 8 JUN 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Praga (Presidente da CSRF), Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho (vice-presidente da CSRF), José Clóvis Alves, Carlos Alberto Gonçalves Nunes, Josefa Maria Coelho Marques, Dalton César Cordeiro de Miranda, Anelise Daudt Prieto, Susy Gomes Hoffmann, Maria Helena Cotta Cardozo, Gonçalo Bonet Allage, Marcos Vinícius Neder de Lima, Karem Jureidini Dias, Henrique Pinheiro Torres, Maria Teresa Martínez Lopez, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rosa Maria de Jesus da Silva Cosa de Castro, Ana Maria Ribeiro dos Reis, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Mário Sergio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Antonio Carlos Atulim, Gileno Gurjão Barreto, Maria Cristina Roza da Costa, Nanci Gama, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Gustavo Lian Haddad, Antonio Bezerra Neto (Substituto Convocado), Júlio César Vieira Gomes, Leonardo Siade Manzan, Elias Sampaio Freire, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Gilson Macedo Rosenburg Filho e Manoel Coelho Arruda Junior (substituto convocado). Ausente momentaneamente o conselheiro Paulo Jacinto do Nascimento (Substituto Convocado). Relatório Trata-se de Recurso Especial ao Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, interposto pelo Procurador da Fazenda Nacional, em face do Acórdão CSRF/01-05.643, de 27 de março de 2007, que por maioria de votos, afastou a aplicação do art. 45 da Lei n 9 8.212/91, em acórdão que recebeu, na parte recorrida, a seguinte ementa: DECADÊNCIA — CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS — DECADÊNCIA — TRIBUTOS ADMINISTRADOS PELA SRF — A partir de janeiro de 1992, por força do artigo 38 da Lei n° 8.383/91, os tributos administrados pela SRF passaram a ser sujeitos ao lançamento pela modalidade homologação. O início da contagem do prazo decadencial é o da ocorrência do fato gerador do tributo, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, nos termos do § 4" do artigo 150 do CTN. Mantida a multa qualificada e tratando-se de apuração trimestral o início da contagem do prazo decadencial se dá no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o tributo poderia ser lançado. Tendo o Pleno do STF já se manifestado sobre a obrigatoriedade de veiculação de normas regulando s matérias contidas no artigo 146-111 da CF, serem complementares, pode o julgador administrativo se aliar à referida tese, aplicando-se o Código Tributário em detrimento de Lei 2 Processo n° 10825.001448/2003-51 CSRF/T00 Acórdão n.° 00-00.038 Fls. 3 Ordinária. (Si? TRIBUNAL PLENO — RE 407190/RS - SESSÃO DE 27-10-2004). Recurso especial negado. A Douta Procuradoria da Fazenda Nacional (fis. 3852/3871) alega divergência entre as Turmas da Câmara Superior, invocando como paradigma o Acórdão CSRF/02- 01.722, de 13/09/2004, que decidiu pela aplicabilidade do art. 45 da Lei n2 8.212/91. Alegou que no Acórdão recorrido deixou-se de aplicar lei específica — Lei n° 8.212/91, a qual estabelece, para o lançamento das Contribuições Sociais, o prazo de dez anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. Afirma a existência de precedentes dos Tribunais Superiores no sentido de que as contribuições para a seguridade social cujo prazo para constituição, com a edição da Lei n° 8.212/91, passou a ser de dez anos. Diante da observância dos pressupostos regimentais exigidos para sua admissibilidade, por meio do Despacho CSRF n° 086/2008, foi acolhido e dado seguimento ao recurso especial ao Pleno da CSRF. A interessada foi regularmente notificada e apresentou contra-razões em tempo hábil, alegando o não cabimento de novo recurso especial e pugnando pela mantença do julgado recorrido. Trouxe ao conhecimento o teor da Súmula vinculante n° 08, do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Voto Conselheira MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Relatora O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. Aprecia-se o recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, pelo qual se discute a figura da decadência dos créditos lançados. A Câmara recorrida acolheu a decadência pela regra do art. 173 do CTN, em razão ter sido lavrado o auto com uma multa de 150%. Tendo em vista que a contribuinte foi cientificada em 19/09/2003, o Acórdão recorrido manifestou-se pela decadência das exigências do IRPJ e CSL referentes aos fatos geradores ocorridos até o 3° trimestre de 1997 e da Cofins e do PIS referentes aos fatos geradores ocorridos até o mês de novembro de1997. A controvérsia cinge-se em saber se o prazo de decadência para o lançamento das contribuições sociais, sujeitas à sistemática do chamado "lançamento por homologação", if 3 Processo n° 10825.00144&/2003-5I CSRETTOO Acórdão n.° 00-00.038 Fls. 4 deve ser contado por uma das regras previstas no CTN ou pela regra prevista no art. 45 da Lei n°8.212/91. O Diário Oficial da União do dia 20/06/2008 publicou o enunciado da Súmula vinculante n2 8, verbis: "Em sessão de 12 de junho de 2008, o Tribunal Pleno editou os seguintes enunciados de súmula vinculante que se publicam no Diário da Justiça e no Diário Oficial da União, nos termos do ,f 4° do art. 2° da Lei n°11.417/2006: Súmula vinculante n° 8 - São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5° do Decreto-Lei n° 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Precedentes: RE 560.626, rel. Min. Gilmar Mendes, j 12/6/2008; RE 556.664, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.882, rel. MM. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.943, reL Min. Cármen Lúcia, j. 12/6/2008; RE 106.217, rel. MM. Octavio Gallotti, D.1 12/9/1986; RE 138.284, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28/8/1992. Legislação: Decreto-Lei n° 1.569/1997, art. 5°, parágrafo único Lei n°8.212/1991, artigos 45 e 46 CF, art. 146, 111 Brasília, 18 de junho de 2008. Ministro Gilmar Mendes Presidente" (DOU n° 117, de 20/06/2008, Seção 1, pág. I) Portanto, diante da declaração de inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n2 8.212/91 não há como se acolher o pleito da Procuradoria da Fazenda Nacional no sentido de reformar a decisão recorrida para restabelecer a decisão de primeira instância. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso do Procurador da Fazenda Nacional para manter o acórdão recorrido por seus próprios e jurídicos fundamentos. Sala das Sessões, em 15 de dezembro de 2008 MARIA CRTERESiT—IN EZ LOPEZe g..............- 4 Page 1 _0029100.PDF Page 1 _0029200.PDF Page 1 _0029300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10580.007593/2005-28
Data da sessão: Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002
PROVENTOS DE APOSENTADORIA. DOENÇA GRAVE. NEOPLASIA MALIGNA. COMPROVAÇÃO ATRAVÉS DE LAUDO MÉDICO OFICIAL.
Estão isentos do imposto de renda os proventos de aposentadoria recebidos por portador de doença grave. Estando comprovado, nos autos, que o beneficiário passou preencher os requisitos legais exigidos, ou seja, o reconhecimento que o contribuinte é portador de doença grave, comprovado mediante laudo pericial, emitido por junta médica oficial que estabeleceu, inclusive, quando a moléstia foi contraída e que os rendimentos foram percebidos durante período em que o contribuinte já estava aposentado, é de
se restabelecer a Declaração de Ajuste Anual retificadora.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2202-000.597
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao recurso, nos termos do Redator designado.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: Nelson Mallmann
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 PROVENTOS DE APOSENTADORIA. DOENÇA GRAVE. NEOPLASIA MALIGNA. COMPROVAÇÃO ATRAVÉS DE LAUDO MÉDICO OFICIAL. Estão isentos do imposto de renda os proventos de aposentadoria recebidos por portador de doença grave. Estando comprovado, nos autos, que o beneficiário passou preencher os requisitos legais exigidos, ou seja, o reconhecimento que o contribuinte é portador de doença grave, comprovado mediante laudo pericial, emitido por junta médica oficial que estabeleceu, inclusive, quando a moléstia foi contraída e que os rendimentos foram percebidos durante período em que o contribuinte já estava aposentado, é de se restabelecer a Declaração de Ajuste Anual retificadora. Recurso provido.
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DOENÇA GRAVE. NEOPLASIA MALIGNA. COMPROVAÇÃO ATRAVÉS DE LAUDO MÉDICO OFICIAL. Estão isentos do imposto de renda os proventos de aposentadoria recebidos por portador de doença grave. Estando comprovado, nos autos, que o beneficiário passou preencher os requisitos legais exigidos, ou seja, o reconhecimento que o contribuinte é portador de doença grave, comprovado mediante laudo pericial, emitido por junta médica oficial que estabeleceu, inclusive, quando a moléstia foi contraída e que os rendimentos foram percebidos durante período em que o contribuinte já estava aposentado, é de se restabelecer a Declaração de Ajuste Anual retificadora. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao recurso, nos termos do Redator designado. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente e Redator Ad Hoc Designado. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Pedro Anan Júnior, Antonio Lopo Martinez, Helenilson Cunha Pontes, Gustavo Lian Haddad e Nelson Mallmann. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN Processo nº 10580.007593/200528 Acórdão n.º 220200.597 S2C2T2 Fl. 2 3 Relatório BENEDITO PEREIRA, contribuinte inscrito CPF/MF sob o n° 006.425.255 87 com domicílio fiscal na cidade de Salvador – Estado da Bahia, Rua Território do Rio Branco, 257 – Edifício Enema – apto 302 – Bairro Pituba, jurisdicionado à Delegacia da Receita Federal do Brasil em Salvador BA, inconformado com a decisão de Primeira Instância (fls. 40/41), prolatada pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador BA, recorre, a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 45. Contra o contribuinte acima mencionado foi lavrado, em 07/06/2005, o Auto de Infração de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (fls. 08/14), com ciência através de AR, em 17/08/2005 (fls. 19), exigindose o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 8.818,90 (padrão monetário da época do lançamento do crédito tributário), a título de Imposto de Renda de Pessoa Física, acrescidos da multa de lançamento de ofício normal de 75% e dos juros de mora de, no mínimo, 1% ao mês, calculado sobre o valor do imposto de renda relativo ao exercício de 2002, correspondente ao anocalendário de 2001. A exigência fiscal em exame teve origem em procedimentos de fiscalização de Imposto de Renda, onde a autoridade lançadora entendeu haver as seguintes irregularidades: 1 – OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS: Omissão de rendimentos do trabalho com vinculo empregatício recebidos da empresa PETROS no valor de R$ 20.597,66, com imposto de renda na fonte equivalente a R$ 1.117,50. Infração capitulada nos artigos 1° ao 3° e 6º, da Lei n° 7.713, de 1988; artigos 1° ao 3°, da Lei n° 8.134, de 1990 e artigos 1°, 3º, 5º, 6º, 11 e 32, da Lei nº 9.250, de 1995. Inconformado o contribuinte apresenta, tempestivamente, em 29/08/2005, a peça impugnatória de fls. 01, instruído pelos documentos de fls. 02/16, discordando da autuação, baseado argumento de que é portador de uma doença CID C.84 (neoplasia maligna) desde 1997 e conforme atestados médicos anexos, isento de desconto de imposto de renda, “em conformidade com inciso XIV do art. 6º da Lei 7.713, de 23 de dezembro de 1988, art. 47 da Lei 8.541 de 23 de dezembro de 1992 e art. 30 da Lei 9.250, de 26 de dezembro de dezembro de 1995", em razão disso solicita que este débito seja reavaliado e anistiado. Após resumir os fatos constantes do pedido de restituição e as razões apresentadas pelo recorrente em sua peça impugnatória, a autoridade julgadora de primeira instância resolveu julgar improcedente a reclamação apresentada contra a autoridade fiscal lançadora, com base, em síntese, nas seguintes considerações: que de acordo com a Lei 9.250/1995, art. 30 e § 1°, a condição de portador da moléstia, para fins de isenção do imposto de renda, deve ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da Unido, dos estados, do Distrito Federal, ou dos municípios; que os documentos apresentado pelo impugnante não são suficientes para fundamentar o seu pleito, pois nenhum deles se qualifica como laudo pericial emitido por Fl. 66DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN 4 serviço médico oficial, mas sim atestados particulares. Não comprova assim o seu direito a isenção; que não comprova também que os rendimentos em questão decorrem de aposentadoria ou reforma, pois não anexa comprovantes de rendimentos e cópia do ato que o afastou dos serviços. A ementa que consubstancia os fundamentos da decisão de primeira instância é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2001 MOLÉSTIA GRAVE LAUDO PERICIAL. Para fins de isenção do imposto de renda, a condição de portador de moléstia grave deve ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da Unido, dos estados, do Distrito Federal, ou dos municípios. Lançamento Procedente Cientificado da decisão de Primeira Instância, em 27/08/2007, conforme Termo constante às fls. 42/43, e com ela não se conformando, o contribuinte interpôs, em tempo hábil (24/09/2007), o recurso voluntário de fls. 45, instruído com os documentos de fls. 46/61, apresentando, em síntese, os mesmos argumentos da peça impugnatória. É o relatório. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN Processo nº 10580.007593/200528 Acórdão n.º 220200.597 S2C2T2 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Nelson Mallmann, Relator Inicialmente é de se ressaltar, que em face da necessidade da formalização da decisão proferida no acórdão nº 220200.597 de 17 de junho de 2010, processo atualmente de competência da 2ª Seção de Julgamento, e tendo em vista que o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes, relator do processo, não mais faz parte de nenhum dos colegiados que integram o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o presidente da 2ª Câmara da 2ª Seção resolveu me designar, como redator ad hoc, para formalizar o acórdão já proferido, nos termos do item III do art. 17 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 (RICARF). O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Turma de Julgamento. Inicialmente é de se esclarecer que a competência para apreciar os processos administrativos relativos a restituição, compensação e ressarcimento de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal foi atribuída aos Delegados da Receita Federal e Inspetores das Inspetorias da Receita Federal Classe Especial, no âmbito da respectiva jurisdição (Portaria SRF n.º 4.980/94, art. 1º, X). Por outro lado, compete aos Conselhos de Contribuintes, observada sua competência por matéria e dentro dos limites de alçada fixados pelo Ministro da Fazenda, julgar os recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância e de decisões de recursos de ofício, nos processos relativos à restituição de impostos e contribuições (Lei n.º 8.748/93, art. 3º, II). Da análise dos autos, se verifica que o litígio gira em torno de restituição de imposto de renda retido na fonte solicitado através da apresentação de Declaração de Ajuste Anual Retificadora, ou seja, o litígio se refere ao lançamento de imposto de renda relativo ao anocalendário de 2001, consubstanciado no Auto de Infração de fls. 08/14, uma vez que os dados da declaração retificadora não foram acatados pelo Fisco prevalecendo os valores informados na declaração original. Nesta fase recursal, não há dúvidas de que o Laudo Pericial emitido em 22 de setembro de 2005 pelo Governo do Estado da Bahia (fls. 46) atesta que o paciente é portador do CID C.84 e Neoplasia Maligna, desde 18 de abril de 1997. Como também não há dúvidas, que o reconhecimento de que o contribuinte é portador de moléstia grave (neoplasia maligna) elencada no art. 6º, XIV, da Lei nº 7.713, de 1988 e alterações posteriores, está devidamente comprovado por meio do Laudo Médico Pericial emitido em 22/09/2005, por serviço médico oficial do Estado (fl. 46), de conformidade com o disposto no art. 30 da Lei nº 9.250, de 1995. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN 6 A norma legal sobre a isenção do imposto de renda sobre proventos de aposentadoria por doença grave diz o seguinte: Lei n.º 7.713, de 1988: Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...). XIV – Os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma. (...). XXI – os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XIV deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão. Lei n.º 9.250, de 1995: Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6º da Lei n.º 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei n.º 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1º O serviço médico oficial fixará o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle. Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999: RENDIMENTOS ISENTOS OU NÃO TRIBUTÁVEIS Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...). Proventos de Aposentadoria por Doença Grave XXXIII – os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivados por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia Fl. 69DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN Processo nº 10580.007593/200528 Acórdão n.º 220200.597 S2C2T2 Fl. 4 7 grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei nº 8.541, de 1992, art. 47, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 30, § 2º). Instrução Normativa da SRF n.º 49, de 1989: Item 4 – Quando a doença for contraída após a concessão da aposentadoria, a conclusão da medicina especializada de que trata a letra ”p” deverá ser reconhecida através do parecer ou laudo emitido por dois médicos especialistas na área respectiva ou por entidade médica oficial da União. Parecer CST/SIPR n.º 960, de 1989: Item 5 – Não basta, portanto, a indicação da moléstia através da utilização do Código Internacional de Doenças (CID) apropriado ou qualquer outro meio que deixe de tornar inequívoca a sua identificação nominal. Não sendo esta coincidente com a terminologia empregada pelo legislador, o laudo deverá conter a afirmação de que a moléstia citada se enquadra no conceito daquela prevista na lei. Instrução Normativa SRF nº 25, de 1996: “Art. 5º Estão isentos ou não se sujeitam ao imposto de renda os seguintes rendimentos: (...). XII – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os recebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondioartrose anquilosante, nefragia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) e fibrose cística (mucoviscidose); (...). § 2º A isenção a que se refere o inciso XII se aplica aos rendimentos recebidos a partir: a) do mês da concessão da aposentadoria ou reforma; b) do mês da emissão do laudo pericial, emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que reconhecer, se esta for contraída após a aposentadoria ou reforma. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN 8 Ato Declaratório Normativo COSIT nº 10, de 1996: O COORDENADORGERAL DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO, no uso de suas atribuições, e tendo em vista dúvidas suscitadas sobre a interpretação e aplicação do disposto no art. 5º, incisos XII e XXXV, e §§ 2º e 3º, da Instrução Normativa SRF nº 025/96, e no Ato Declaratório (Normativo) COSIT nº 33/93, Declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal e aos demais interessados, que: I – a isenção a que se referem os incisos XII e XXXV do art. 5º da IN SRF nº 025/96 se aplica aos rendimentos recebidos a partir da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial; II – é também isenta a complementação de pensão, paga por entidade de previdência privada, a beneficiário portador das doenças relacionadas no mencionado inciso XII, exceto as decorrentes de moléstia profissional. Pela leitura dos dispositivos legais supra transcritos e da análise dos documentos contidos no processo, especialmente os laudos periciais acostados na fase recursal, firmo entendimento de que o recorrente tem razão de contestar o lançamento efetuado, no que se refere a omissão de rendimentos, já que comprovou que preenchia todos os requisitos necessários à isenção do imposto de renda sobre os rendimentos percebidos, oriundos de sua aposentadoria, principalmente, porque comprovou ser portadora da moléstia alegada desde 18 de abril de 1997. Como visto, das normas em comento, para a configuração da isenção do imposto de renda, aos portadores de moléstia grave, a partir de 01/01/1996, devem concorrer, concomitantemente, três requisitos: a comprovação da doença grave (relacionadas de forma exaustiva na legislação de regência) por intermédio de laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios; a data da manifestação doença deve constar no laudo oficial, caso contrário será a data da emissão do laudo oficial e, ainda, exigese que os rendimentos estejam relacionados à aposentadoria, reforma ou pensão. Por outro lado, se poderia, em tese, no procedimento de análise dos pedidos de isenção ou restituição do imposto de renda incidente sobre rendimentos auferidos por portador de moléstia grave, analisar todos os elementos de convicção constantes dos autos, tais como, informações, atestados e exames laboratoriais que comprovassem, sem margem de dúvida, o termo inicial da doença que fosse gerar a isenção do imposto de renda, a exemplo de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida e fibrose cística (mucoviscidose). Como se depreende dos documentos apresentados, e em reconhecimento das assertivas aduzidas nas peças defensórias, restou comprovado na espécie, ter o contribuinte preenchido, a época dos fatos, os requisitos exigidos no conceito da legislação pertinente, posto que, detinha moléstia grave em grau avançado, (neoplasia maligna), diagnosticada por serviço médico oficial, cujo resultado, à luz da lei, permite o reconhecimento da isenção do imposto de renda da pessoa física sobre os valores recebidos a título de aposentadoria. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN Processo nº 10580.007593/200528 Acórdão n.º 220200.597 S2C2T2 Fl. 5 9 Assim, estando comprovado, nos autos, que o beneficiário passou preencher os requisitos legais exigidos, ou seja, o reconhecimento que o contribuinte é portador de doença grave, comprovado mediante laudo pericial, emitido por junta médica oficial que estabeleceu, inclusive, quando a moléstia foi contraída e que os rendimentos foram percebidos durante período em que o contribuinte já era aposentado é de se deferir o seu pedido. Diante do conteúdo dos autos e pela associação de entendimento sobre todas as considerações expostas no exame da matéria e por ser de justiça, voto no sentido de dar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Fl. 72DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por NELSON MALLMANN
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