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Numero do processo: 10715.000027/2010-80
Data da sessão: Fri Mar 20 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue May 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/02/2006 a 24/02/2006
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Aplica-se o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-005.350
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso reconhecendo-se o instituto da denúncia espontânea. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges que negavam provimento ao recurso nesta matéria. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Fez sustentação oral pela recorrente a Dra. Laiana Lacerda da Cunha, OAB/DF 41.709.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
(assinado digitalmente)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Cassio Schappo, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Aplicase o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso reconhecendose o instituto da denúncia espontânea. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges que negavam provimento ao recurso nesta matéria. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Fez sustentação oral pela recorrente a Dra. Laiana Lacerda da Cunha, OAB/DF 41.709. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 5. 00 00 27 /2 01 0- 80 Fl. 138DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000027/201080 Acórdão n.º 3801005.350 S3TE01 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Cassio Schappo, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente). Fl. 139DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000027/201080 Acórdão n.º 3801005.350 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: Tratam os autos da exigência, no valor de R$ 35.000.00, consubstanciada no auto de infração de fls. 01 a 09, referente à multa regulamentar pela não prestação de informação sobre veículo ou carga transportada, ou sobre operações que executar, prevista no artigo 107, inciso IV, alínea "e", do DecretoLei n° 37/1966, com a redação dada pelo artigo 77 da Lei n° 10.833/2003 e nas Instruções Normativas 28 e 510, expedidas pela Secretaria da Receita Federal em 1994 e 2005, respectivamente. De acordo com a descrição dos fatos e enquadramento legal, a autuada registrou a destempo os dados de embarque referentes aos transportes internacionais realizados no mês de fevereiro de 2006 no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro ALF/GIG, concernentes às cargas amparadas nas declarações de exportação DDE's listadas no demonstrativo de fl. 09, descumprindo, por conseguinte, a obrigação acessória de que trata o artigo 37 da IN SRF n° 28/1994, alterado pelo artigo I o da IN SRF n° 510/2005, tendo em conta que o inciso II do artigo 39 da mencionada norma (IN SRF n° 28/1994) considera intempestivo o registro dos dados de embarque efetuado pelo transportador em prazo superior a dois dias. Não se conformando com a exigência à qual foi intimada (fls. 11/12), a autuada apresentou impugnação às fls. 14 a 23, acompanhada dos documentos de fls. 24 a 56, para, ao final, "requerer seja julgado improcedente o Auto de Infração tendo em vista à violação aos princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e da moralidade pela Autoridade impugnada, assim como às constantes falhas verificadas no sistema SISCOMEX, fatos que isentam de culpa a Impugnante nos atrasos alegados. Ainda assim, caso não seja aceita tal argumentação, subsidiariamente, requerse a nulidade das multas decorrentes dos embarques datados em 02.02.06 e 10.02.06, já que seus registros ocorreram no prazo de 02 dias, conforme nova regulamentação instituída pela IN 510/05".. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (SC) julgou parcialmente procedente a Impugnação, sendo o acórdão recorrido dispensado de ementa nos termos da Portaria SRF n.° 1.364/2004: Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho repisando as alegações ofertadas quando da impugnação, e pleiteando ainda a aplicação do instituto da denúncia espontânea após a publicação da Lei nº 12.350/2010, a qual alterou o art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, devendose aplicar ao caso o instituto da retroatividade benigna. disposto no art. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000027/201080 Acórdão n.º 3801005.350 S3TE01 Fl. 5 4 106. II. do Código Tributário Nacional e a aplicação de multa singular em virtude da continuidade delitiva. É o Relatório. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000027/201080 Acórdão n.º 3801005.350 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Vencido Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. No presente caso foi lavrado Auto de Infração para cobrança da multa prevista na alínea "e" do inciso IV do art. 107 do DecretoLei n° 37/1966, com redação dada pela Lei n° 10.833/2003, abaixo transcrita, haja vista o descumprimento da obrigação acessória disposta no art. 37 da IN SRF no. 28/1994, o qual foi posteriormente alterado pela IN SRF n° 510/2005: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): e) por deixar de prestar informação sobre veiculo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada ir empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga. (Grifado) A IN SRF n° 28, de 27/04/1994, em seu art. 37, na redação dada pela IN SRF n° 510/2005, determinava que referido registro deveria ser efetuado no prazo de até dois dias da data do embarque: Art. 37. 0 transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de dois dias, contado da data da realização do embarque. (Grifado) Da aplicação do novo prazo previsto na IN RFB no 1.096, de 13/12/2010. Entretanto, no tocante à penalidade, cumpre ainda verificar que a IN SRF n° 28/1994, teve sua redação alterada pela IN RFB n° 1.096, de 13/12/2010, com vigência a partir de 14/12/2010, estabelecendo o novo prazo de sete dias para a prestação das informações sobre embarque de mercadoria, conforme abaixo: Art. 37. 0 transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de 7 (sete) dias,, contados da data da realização do embarque. (Redação dada pela Instrução Normativa RFB n°1.096, de 13 de dezembro de 2010) (grifei) Portanto, vêse, de fato, que a nova redação deixou de considerar como infração a prestação da informação em tela no prazo de até 7 dias da data do embarque, o que Fl. 142DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000027/201080 Acórdão n.º 3801005.350 S3TE01 Fl. 7 6 possibilita, em tais casos – desde que a lide não tenha sido definitivamente julgada – a aplicação da retroatividade benigna capitulada no artigo 106, inciso II, “b”, do CTN, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo: c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Quanto a contagem do prazo previsto para se prestar a informação sobre veiculo ou carga transportada, no Siscomex, este deve ser contado de forma contínua, a partir da data da realização do embarque, conforme estipulado no caput do artigo 37 da IN/SRF 28/04, excluindose na sua contagem o dia de início e incluindose o de vencimento, em obediência a forma prevista no caput do artigo 210 do CTN, independente do expediente da repartição aduaneira, uma vez que o acesso ao referido sistema informatizado pelo responsável por prestar a informação ocorre de forma ininterrupta, sem a necessidade da intervenção da repartição aduaneira. Da análise da tabela acostada aos autos temse que o lançamento só poderia vigorar em relação às Declarações de Despacho de Exportação – DDE nas quais ao menos uma das informações sobre o embarque foi prestada em prazo superior aos 7 dias previsto na nova redação do artigo 37 da IN SRF nº 28/94 dada pela IN RFB no 1.096, de 13/12/2010, conforme reconhecido pela decisão recorrida. Da aplicação do instituto da denúncia espontânea No entendimento do STJ, conforme comprovam diversos julgados, a entrega extemporânea de qualquer tipo de obrigação acessória (DCTF, por exemplo) configura infração formal, não podendo ser considerada como infração de natureza tributária apta a atrair o instituto da denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN. A prestação de informações no Siscomex, como é o caso, é uma obrigação acessória e, aplicandose essa linha de raciocínio, deveria se observar a aplicação da Súmula CARF n° 49, que adota a mesma interpretação: Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do CTN) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. No entanto, essa discussão foi reaberta em face da nova redação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, decorrente do art. 40 da Lei nº 12.350/2010: Art.102 A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. (Redação dada pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) Fl. 143DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000027/201080 Acórdão n.º 3801005.350 S3TE01 Fl. 8 7 § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 2o A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (Redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010) Apesar de alguns julgados recentes do CARF estarem admitindo a caracterização da denúncia espontânea com fundamento da nova redação do dispositivo, entendo que na aplicação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, devese analisar o conteúdo da “obrigação acessória” violada. Isso porque nem todas as infrações pelo descumprimento de deveres instrumentais são compatíveis com a denúncia espontânea, como é o caso das infrações caracterizadas pelo fazer ou não fazer extemporâneo do sujeito passivo. Esse entendimento, do qual eu compartilho, foi evidenciado em voto do eminente Conselheiro José Fernandes do Nascimento, no Acórdão 310200.988. 3a S/1a C/2a TO. S. de 22/08/2013: O objetivo da norma em destaque, evidentemente, é estimular que o infrator informe espontaneamente à Administração aduaneira a prática das infrações de natureza tributária e administrativa instituídas na legislação aduaneira. Nesta última, incluída todas as obrigações acessórias ou deveres instrumentais (segundo alguns) que tenham por objeto as prestações positivas (fazer ou tolerar) ou negativas (não fazer) instituídas no interesse fiscalização das operações de comércio exterior, incluindo os aspectos de natureza tributária, administrativo, comercial, cambial etc. Não se pode olvidar que, para aplicação do instituto da denúncia espontânea, é condição necessária que a infração de natureza tributária ou administrativa seja passível de denunciação à fiscalização pelo infrator. Em outras palavras, é requisito essencial da excludente de responsabilidade em apreço que a infração seja denunciável. No âmbito da legislação aduaneira, em consonância com o disposto no retrotranscrito preceito legal, as impossibilidades de aplicação dos efeitos da denúncia espontânea podem decorrer de circunstância de ordem lógica (ou racional) ou legal (ou jurídica). No caso de impedimento legal, é o próprio ordenamento jurídico que veda a incidência da norma em apreço, ao excluir determinado tipo de infração do alcance do efeito excludente da responsabilidade por denunciação espontânea da infração Fl. 144DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000027/201080 Acórdão n.º 3801005.350 S3TE01 Fl. 9 8 cometida. A título de exemplo, podem ser citadas as infrações por dano erário, sancionadas com a pena de perdimento, conforme expressamente determinado no § 2°, in fine, do citado art. 102. A impossibilidade de natureza lógica ou racional ocorre quando fatores de ordem material tornam impossível a denunciação espontânea da infração. São dessa modalidade as infrações que têm por objeto as condutas extemporâneas do sujeito passivo, caracterizadas pelo cumprimento da obrigação após o prazo estabelecido na legislação. Para tais tipos de infração, a denúncia espontânea não tem o condão de desfazer ou paralisar o fluxo inevitável do tempo. Compõem essa última modalidade toda infração que tem o atraso no cumprimento da obrigação acessória (administrativa) como elementar do tipo da conduta infratora. Em outras palavras, toda infração que tem o fluxo ou transcurso do tempo como elemento essencial da tipificação da infração. São dessa última modalidade todas as infrações que têm no núcleo do tipo da infração o atraso no cumprimento da obrigação legalmente estabelecida. A título de exemplo, pode ser citada a conduta do transportador de registrar extemporaneamente no Siscomex os dados das cargas embarcadas, infração objeto da presente autuação. Veja que, na hipótese da infração em apreço, o núcleo do tipo é deixar de prestar informação sobre a carga no prazo estabelecido, que é diferente da conduta de, simplesmente, deixar de prestar a informação sobre a carga. Na primeira hipótese, a prestação intempestiva da informação é fato infringente que materializa a infração, ao passo que na segunda hipótese, a mera prestação de informação, independentemente de ser ou não a destempo, resulta no cumprimento da correspondente obrigação acessória. Nesta última hipótese, se a informação for prestada antes do início do procedimento fiscal, a denúncia espontânea da infração configurase e a respectiva penalidade é excluída. De fato, se registro extemporâneo da informação da carga materializasse a conduta típica da infração em apreço, seria de todo ilógico, por contradição insuperável, que o mesmo fato configurasse a denúncia espontânea da correspondente infração. De modo geral, se admitida a denúncia espontânea para infração por atraso na prestação de informação, o que se admite apenas para argumentar, o cometimento da infração, em hipótese alguma, resultaria na cobrança da multa sancionadora, uma vez que a própria conduta tipificada como infração seria, ao mesmo tempo, a conduta configuradora da denúncia espontânea da respectiva infração. Em consequência, ainda que comprovada a infração, a multa aplicada seria sempre inexigível, em face da exclusão da responsabilidade do infrator pela denúncia espontânea da infração. Fl. 145DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000027/201080 Acórdão n.º 3801005.350 S3TE01 Fl. 10 9 Esse sentido e alcance atribuído a norma, com devida vênia, constitui um contrassenso jurídico, uma espécie de revogação da penalidade pelo intérprete e aplicador da norma, pois, na prática, a sanção estabelecida para a penalidade não poderá ser aplicada em hipótese alguma, excluindo do ordenamento jurídico qualquer possibilidade punitiva para a prática de infração desse jaez. Assim, a aplicação da denúncia espontânea às infrações caracterizadas pelo fazer ou nãofazer extemporâneo do sujeito passivo, no caso a prestação de informação no Siscomex na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, implicaria no esvaziamento do dever instrumental, comprometendo o controle aduaneiro efetuado pela autoridade administrativa no exercício do seu Poder de Polícia. Entendese, portanto, que a denúncia espontânea (art. 138 do CTN e art. 102 do DecretoLei n° 37/1966) não alcança as penalidades exigidas pelo descumprimento de obrigações acessórias caracterizadas pelo atraso na prestação de informação à administração aduaneira. Quanto a alegação de aplicação de multa singular entendo que não assiste razão à recorrente uma vez que o aspecto material da penalidade é deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, o que, por não estar expressamente consignado, poderia levar a interpretação de que a multa deveria ser aplicada a cada carga transportada (identificada por diferentes Declarações para Despacho de Exportação), mas que numa interpretação mais benéfica ao contribuinte entendese que a imposição da multa do art. 107, inciso IV, alínea “e”, do DecretoLei nº 37/66 deve ser aplicada uma única vez, por cada veículo transportador, ou seja, por viagem, conforme considerou a fiscalização, mas nunca uma aplicação de multa singular para embarques diversos, devendo ser aplicada para cada veiculo identificado pelo respectivo vôo. Essa matéria já foi enfrentada em julgamentos anteriores desse conselho: Assunto: Obrigações Acessórias Ano calendário:2006 ILEGIMITIDADE PASSIVA. MULTA. REGISTRO DE DADOS DE EMBARQUE MARÍTIMO EM ATRASO. EXPORTAÇÃO. RESPONSABILIDADE DO TRANSPORTADOR. É legitimo para figurar no polo passivo da autuação, o transportador que registou os dados de embarque fora do prazo estabelecido no art. 37, §2º, da Instrução Normativa SRF nº 28/94. Inteligência dos arts. 107, inciso IV, alínea “e” e 37 do DecretoLei nº 37/66 c/c arts. 37, §2º, 44 e 46 da Instrução Normativa SRF nº 28/94. REGISTRO DE DADOS DE EMBARQUE MARÍTIMO EM ATRASO. PENALIDADE APLICADA POR VIAGEM EM VEÍCULO TRANSPORTADOR. Ocorrendo dúvida quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão de seus efeitos; à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; e à natureza da penalidade aplicação, ou à sua gradação, deve ser aplicada a interpretação mais favorável ao acusado (art. 112, CTN). A multa prescrita no art. 107, inciso Fl. 146DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000027/201080 Acórdão n.º 3801005.350 S3TE01 Fl. 11 10 IV, alínea “e”, do DecretoLei nº 37/66 referente ao atraso no registro dados de embarque de mercadorias destinadas à exportação no Siscomex é aplicada por viagem do veículo transportador e não por carga (Declaração para Despacho de Exportação). DUPLICIDADE DA COBRANÇA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. Não comprovada documentalmente o alegado bis in idem, improcedente a alegação de duplicidade da cobrança e a consequente identidade de objetos entre dois processos administrativos fiscais. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ART. 138, CTN. MULTA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. INAPLICABILIDADE. Não alegado em momento oportuno, o argumento está precluso, pelo que não merece ser conhecido, ex vi dos arts. 16, inciso III e 17, do Decreto nº 70.235/72. (Recurso Voluntário nº 11968.001039/200717, Relator Bruno Mauricio Macedo Curi, da 2ª Câmara da 3ª Sessão de Julgamento do Carf, Publicada em 11/09/2013) Quanto às alegações da recorrente de que a imposição da penalidade viola os princípios da finalidade e da proporcionalidade, respeitam a matéria cuja discussão é estranha à competência deste Colegiado. Com efeito, na via administrativa o exame da lide há de se ater apenas à aplicação da legislação vigente, sendo descabido pronunciarse sobre a validade ou constitucionalidade dos atos legais, matéria que se encontra afeta ao Supremo Tribunal Federal, como se verifica dos artigos 102, I, “a” e III, “b”, da CRFB. Matéria está pacificada no âmbito administrativo, tendo sido objeto da Súmula CARF no 2, consolidada na Portaria CARF no 52, de 21/12/2010 (DOU de 23/12/2010), que dispôs, verbis: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Desta forma, em virtude de todos os motivos apresentados e dos fatos presentes no caso concreto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 147DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000027/201080 Acórdão n.º 3801005.350 S3TE01 Fl. 12 11 Voto Vencedor Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Em que pese o entendimento do relator, ouso dele discordar. A questão em debate cingese à incidência da multa prevista pelo art. 107, IV, alínea “e” do DecretoLei nº 37/66. Entendo que a penalidade não deve ser aplicada no presente caso. Ocorre que a Recorrente alega que as informações foram prestadas antes da lavratura do auto de infração. Portanto, nos termos do art. 138, caput, do Código Tributário Nacional (CTN), a multa deveria ter sido excluída em razão da caracterização da denúncia espontânea: “Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentado após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.” Deste modo, entendo que por ter a Recorrente apresentado as declarações, mesmo que fora do prazo, passou a existir o instituto da denúncia espontânea. Assim, muito embora típica e perfeitamente subsumido o fato à norma, no caso em tela se está diante de uma excludente da punibilidade, haja vista a Recorrente estar amparada pela hipótese legal da chamada denúncia espontânea. Esse instituto jurídico tem lugar quando o contribuinte informa à administração as infrações por ele praticadas, antes de iniciado qualquer procedimento fiscalizatório. A vantagem dessa confissão prévia e espontânea para o contribuinte está na consequência legal que o instituto lhe garante. No presente caso temse que o pedido de retificação prestado pela recorrente foi anterior à lavratura do Auto de Infração, bem como de qualquer outra intimação da RFB. Deste modo, aplicase ao presente caso o instituto da denúncia espontânea. O Código Tributário Nacional disciplina no art. 138 a exclusão da responsabilidade quando a denúncia espontânea for acompanhada do pagamento do tributo e dos juros de mora, restringindo tal hipótese quando caracterizado o início do procedimento administrativo ou qualquer medida de fiscalização, nos termos do parágrafo único. Destacase também que até a edição da Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, convertida na Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010, a caracterização da denúncia espontânea não contemplava as obrigações acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com o fato gerador do tributo. Porém, com a vigência da norma acima, foi Fl. 148DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000027/201080 Acórdão n.º 3801005.350 S3TE01 Fl. 13 12 modificado o § 2º, do art. 102 do DecretoLei nº 37/66, incluindo as penalidades administrativas dentre aquelas possíveis de aplicação da denúncia espontânea, in verbis: Art. 102. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (grifouse) No presente caso, temos portanto que a retificação foi apresentada antes de qualquer procedimento de fiscalização, caracterizando a denúncia espontânea, devendo ser excluída a penalidade ora discutida, de natureza administrativa, conforme previsão do § 2º do artigo 102 do DecretoLei nº 37/66. Ainda, cabe observar que, sendo o fato gerador anterior a Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, necessário aplicar in casu a retroatividade benigna da alteração legislativa processada pela referida Medida Provisória, conforme determina o artigo 106 do CTN. Logo, aplicável à referida legislação ao presente caso. Acrescentase ainda que este Egrégio Conselho tem compartilhado deste entendimento, consoante se verifica pelos arestos abaixo: DENÚNCIA ESPONTÂNEA CONFIGURAÇÃO A retificação de informação prestada em registro de conhecimento de carga antes de qualquer procedimento da fiscalização aduaneira, está amparada pela denúncia espontânea prevista no art. 102, do mesmo diploma legal (Acórdão 3101001.138, 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão de 22/05/2012, Relator Conselheiro Luiz Roberto Domingo) DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO AS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. RETROATIVIDADE BENIGNA. A alteração do art. 102 do DecretoLei nº 37/66 promovida pela Medida Provisória nº 497/2010, posteriormente convertida na Lei nº 12.350/2010, que incluiu as penalidades de natureza administrativa, dentre aquelas alcançadas pela denúncia espontânea é aplicada aos casos ainda pendentes de julgamento, em razão da retroatividade benigna, nos termos do art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN. (Acórdão 3102001.663, 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, sessão de 25/10/2012, Relator Conselheiro Álvaro Arthur L. de Almeida Filho) Fl. 149DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000027/201080 Acórdão n.º 3801005.350 S3TE01 Fl. 14 13 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA ADMINISTRATIVA ADUANEIRA ISOLADA. DENUNCIA ESPONTÂNEA. Por força de dispositivo legal, a denúncia espontânea passou a beneficiar a multa administrativa aduaneira aplicada isoladamente por descumprimento de obrigação acessória denunciada antes de quaisquer procedimentos de fiscalização. (Acórdão 3301001.691, 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão de 30/01/2013, Relator Conselheiro Jose Adão Vitorino de Morais) Diante da aplicação do instituto da denúncia espontânea, deixo de apreciar os demais argumentos trazidos pela recorrente. Em face do exposto, encaminho o voto para DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, para excluir a penalidade aplicada, em razão da denúncia espontânea. É assim que voto. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Relator Fl. 150DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 13433.000209/2009-71
Data da sessão: Fri Oct 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins e Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/05/2002 a 30/06/2002, 01/08/2002 a 31/12/2004
VENDAS PARA EXPORTAÇÃO. REQUISITOS.
Consideram-se destinadas ao fim especifico de exportação as mercadorias que, consoante o Decreto-Lei n° 1.248/72, forem diretamente embarcadas para exportação ou depositadas em entreposto, sob regime aduaneiro extraordinário de exportação, nas condições estabelecidas em regulamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3301-00.695
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Maurício Taveira e Silva
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ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins e Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/05/2002 a 30/06/2002, 01/08/2002 a 31/12/2004 VENDAS PARA EXPORTAÇÃO. REQUISITOS. Consideram-se destinadas ao fim especifico de exportação as mercadorias que, consoante o Decreto-Lei n° 1.248/72, forem diretamente embarcadas para exportação ou depositadas em entreposto, sob regime aduaneiro extraordinário de exportação, nas condições estabelecidas em regulamento. Recurso Voluntário Negado.
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Rodrigo da C ssas ente. S3-C3T1 1-1 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 134.3.3.000209/2009-71 Recurso n" 508.747 Voluntário Acórdão n" 3301-00.695 — 3" Câmara / P Turma Ordinária Sessão de 01 de outubro de 2010 Matéria PIS e Cofins Recorrente AQUARIUM - AQUICULTURA DO BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins e Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/05/2002 a 30/06/2002, 01/08/2002 a 31/12/2004 VENDAS PARA EXPORTAÇÃO. REQUISITOS. Consideram-se destinadas ao fim especifico de exportação as mercadorias que, consoante o Decreto-Lei n° 1.248/72, forem diretamente embarcadas para exportação ou depositadas em entreposto, sob regime aduaneiro extraordinário de exportação, nas condições estabelecidas em regulamento. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,. R) Mauricio "F veita e Silv - elator. EDITADO EM: 27/10/2010 Participaram do presente julgamento: os Conselheiros José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Mauricio Taveira e Silva (Relator), Rodrigo Perch a de Mello, Maria Teresa Martinez Lopez e Rodrigo da Costa Possas (Presidente). Relatório AQUARIUM - AQUICULTURA DO BRASIL LTDA., devidamente qualificada nos autos, recorre a este Colegiado, através do recurso de fls. 4731474, contra o acórdão n" 11-26.174, de 11/05/2009, prolatado pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife - PE, fls. 454/464, que considerou procedentes em parte os lançamentos de fls. 33/36 e 43/46 de PIS e Cofins, por falta/insuficiência de recolhimento dessas contribuições, relativas a períodos compreendidos entre maio/2002 a dezembro/2004, cuja ciência ocorreu em 12/05/2005, conforme relatado pela instância a quo, nos seguintes termos: Contra a empresa . já identificada foram lavrados os Autos de Infração, de fls. 33/36 e 43/46 do presente processo, que foram juntados por anexação ern cumprimento it disposição contida no art 2" da Portaria SRF n" 6.129, de 02 12,2005, para a exigência dos créditos tributários, adiante especificados, referentes aos períodos já mencionados Valores em Real Crédito Tributário PIS COFINS Contribuição 88,309,65 407.583,49 Juros de Mora 26.735,94 123.397,35 Multa Proporcional 66.232,12 305.687,51 TOTAL 181.277,71 836.668,35 2 De acordo com as infounações comidas nos Termos de Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal que acompanham os refinados Autos de Igfração, Ibram apuradas as seguintes it regularidades praticadas pela empresa autuada, emtelaçâo às contribuições do PIS e da Co fins: falta ou insuficiência de recolhimento das mesmas cujos valores foram obtidos nos livros Razão, Diário e Registry de Apuração do 'CMS e nas DCTF e DIPJ 3 IncomYrnzada com as autuações, a contribuinte, por seu sócio administrador, api es catou a impugnação, de fl 418, anexou cópias de documentos, alegando, em sintese, que: 3.1 — o agente fiscal em suas considerações gerais, alega que as empresas . CINA — Companhia Nordeste de Aqiiicultura e Alimentação; BRAMEX — Brasil Mercantil S/A,. Crustáceos do Brasil Ind. E' Corn. Lida; Frigromaris Lida, para as qu efetuadas vendas com o fim especifico de exportação, ão so. empiesas comerciais exportadoras em suas ativ principais, fato que den origem aos débitos tribtatirios ins cri no referido auto de infiação, 3 2 — as empresas citadas, efetuaram as expo; tações das mercadorias a elas vendidas por esta emnpm esa, confiorme ficou comprovado ali avés dos memorandos de exportação apresentados no decorter do processo de fiscalização; 3 3 — fica evidenciado que como essas empresas efetuaram as exportações, estavam credenciadas e registradas no Órgão competente paia tal operação Além disso, o fato de sua atividade principal, new ser de empresa comercial exportador a, 2 aza d Processo n" 13 ,133.000209/2047 I S.3-C311 Fl 2 AcCrulao ti " 3301-00,695 não inibe o fato de ter em seu contrato social a atividade de exportação; . 3.4 — confbrine determina a Lei Kandir, coin o objetivo de incentivar as expor/ações, que foi para isso que ela foi cilada, as expoi loções dir etas ou inda etas, são isentas de iodo e qualquer imposto nos âmbitos municipal, estadual e federal; 3 5 — assim, as operações realizadas pela Impugnante estão de acordo coin o que determina a legislação em vigor, enquadrada no beneficio da isenção, excluindo a base de cálculo de todos os tributos, utilizada para seu cálculo A DR]. houve por bem excluir do lançamento os períodos de dezembro/2002 a dezembro/2004 em relação ao PIS e de fevereiro a dezembro/2004, em relação à Cofins, pois, nesses períodos, a contribuinte estava obrigada ao recolhimento dessas contribuições pelo regime no cumulativo, em razão de ser tributada no imposto de renda pelo lucro real. Contudo, o autuante adotou na apuração das diferenças das duas contribuições, equivocadamente, a sistemática anterior aplicando as aliquotas de 0,65% e .3% sobre a receita bruta. O acórdão restou assim ementado: Assunto Contribuição para o P1S/Pasep Período cio apuração: 01/05/2002 a 30/06/2002, 01/08/2002 a 31/12/2004 PIS - ISENÇÃO. Indispensável a comprovação de que as vendas efetuadas coin o firit especifico de exportação sejam implementadas para empresas exportadwas registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indástria, do Comér cio e do Turismo, ou para enwesas que sejam coastiluidas nos termos do Decreto- lei 1,248/1972 PIS- BASE DE CALCULO, Coin a edição da Lei 9,718/1998 a base de cálculo do PIS passou a ser a totalidade das receitas auferidas pela empresa sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO PIS A fidta ou insuficiência de recolhimento da Cofiar infração que autoriza a lavartura do competente infração, para a constituição do crédito tributário. PIS NÃO CUMULATIVO, Corn o advento da Lein" 10.637, de 30 de dezembro de 2002, as pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda con: base no lucro real passaram a ser tributadas pelo PIS cam a incidência não - cumulativa, o qual passou a viger a partir de 1" de 3 dezembro de 2002. Dessa forma, a pm tir daquela data, estando o contribuinte enquadrado na situação relerenciada, torna-se improcedente o lançamento tributário coriespondente à referida contribuição efetuado de . forma diversa da estabelecida por aquele dispositivo legal Assunto • Contribuição pa, a o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Period() de apuração 01/05/2002 a 30/06/2002, 01/08/2002 a 31/12/2004 COFINS - . ISENÇÃO. Indispensável a comprovação de que as vendas efetuadas com o fim especifico de exportação sejam implementadas para empresas exportadoras registradas na Sect etai ia de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, ou para empresas que sejam constituídas nos termos do Decreto- lei 1.248/1972 COF1NS- BASE DE CALCULO. Com a edição da Lei 9.718/1998 a base de cálculo do PIS passou a ser a totalidade das receitas auferidas pela empresa sendo irrelevanies o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DA COFINS A Pita ou insuficiência de recolhimento da Co/ins constitui infração que autoriza a lavratura do competente auto de ii?fiação, para a constituição do crédito uibutário. COP:INS NÃO CUMULATIVO. Coin o advento da Lei n°10.833, de 29 de dezembi o de 2003 as pessoas juridicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro real passaram a ser tributadas pela CONS' com a incidência não - cumulativa. Dessa forma, de acordo com o art. 93, inciso I, do mesmo dispositivo legal, a partir de 1" de fevereiro de 2004, as pessoas juridicas enquadradas na situação referenciada estarão sujeitas ao recolhimento da Colins na firma nela estabelecida, tornando-se improcedente, portanto, o Lançamento tributário correspondente, efetuado nos moldes da legislação ante,. Lançamento Procedente em Parte Tempestivamente, em 25/09/2009, a contribuinte protocolizou re voluntário de fls. 473/474, alegando que, tendo cm vista a dificuldade de obter dados relação a comprovação de que as empresas citadas no item 1, se enquadram no que determina legislação, para usufruir do beneficio da isenção, com base no art, 333, parágrafo único e incisos, do CPC, a própria SRF deverá buscar em seus arquivos cadastrais as comprovações aludidas neste processo. Assinala que, devido ao grande volume, os documentos fiscais encontram-se a disposição deste Conselho, mediante requisição. Registra, ainda, que não se levou em consideração os memorandos de exportação, de modo a comprovai que os produtos foram de fato exportados.. 4 Process() n" 13433 000209/2009-71 S3-C3T1 ike6RIZio " 3301-00.695 H 3 Por fim, requer seja julgado improcedente o auto de inflação. o RelatOrio. Voto Conselheiro Mauricio Taveira e Silva, Relator O recurso é tempestivo, atende aos requisitos de admissibi li dade previstos em lei, razão pela qual, dele se conhece. Conforme registra o Termo de Encerramento de fls.. 53/56 a contribuinte atua no ramo de criação de camarões e comercializa os camarões corn as quatro empresas que menciona, dentre as quais, nenhuma é comercial exportadora, bem assim, a contribuinte não exporta diretamente seu produto . Registra, ainda que "As empresas apresentadas no Memorando de Exportação estão em desacordo com o Decreto-Lei n°1.248/72 artigo 1°." Conforme bem abordou a decisão recorrida, o art. 14 da MP n" 1.807-5, de 17 de junho de 1999 e respectivas reedições até a 2.158-35/2001, quanto às isenções da contribuição para o PIS e a Cofins, preve: "Art, 14, Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1"de fevereiro de 1999, silo isentas da COFINS as receitas: II - da exportação de mercadorias para o exterior,. 111 - dos serviços prestados a pessoa fisica ou jurídica tevidente OU domiciliada no exterior; crilo pagamento represente ingresso de divisas,' [ VIII - de vendas realizadas pelo produtor-vendedor õs empresas comerciais exportadoras nos termos do Decreto-lei n" 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fin? e.specifico de exportação para o exterior, LX- de vendas, co,,? Jim especifico de exportação pare o exteri a empresas exportado, as registradas na Secretaria de Camel Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indas Comércio, [ § 10 Selo isentas da contribuição para o PIS/PASEP as r aceitas aferidas nos incisos- Ia IX do awn!. § 2 As isenções previstas no caput e no 2não alcançam as receitas de vendas efetuadas ill - a estabelecimento industrial, para inclustrialização de produtos destinados à exportação, ao ampar o do art 3o da Lei no 8.402, de 8 de lancho de 1992 " (Gr.ifim-se) Portanto, para que possa se valer do beneficio, a contribuinte deve demonstrar que a venda à empresa comercial exportadora teve o fim especifico de exportação. Ademais, assim preconiza o Decreto-Lei n" 1.248/72, ao conceituar expressão "firn especifico de exportação"; Art 1"- As operações decorrentes de compra de mercadorias no mercado Interno, quando realizadas por empresa comer cial exportadora, para o .fim especifico de exporia cão, terão o tratamento tributário previsto neste Decreto-Lei Parcigraf6 único Consideram-se destinadas ao firn especifico de exportação as mercadorias que Jhiem diretamente remelidas do estabelecimento do produtor-vendedor para. embarque de exportação por conta e ordem da empresa comercia! exportadora,. b) depósito em entreposto, pm conta e older» da cup asa comercial exportadora, sob regime aduaneiro extraordinário de exportação, nas condições estabelecidas e»? regulamento. Portanto, é necessário que a venda seja efetuada para empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, ou para empresas que sejam constituídas nos termos do Decreto-lei 1.248/1972. Poi outro lado, a contribuinte não comprovou o necessário atendimento ao precitado Decreto-Lei, demonstrando haver remetido diretamente para embarque de exportação ou efetuado o depósito em entreposto, sob regime aduaneiro de exportação. Esta comprovação é de responsabilidade da recorrente e assim tern entendido este Conselho, conforme demonstram as ementas dos acórdãos que se traz A colação: PIS 1SENÇÃO VENDAS PARA EXPORTAÇÃO REQUISITOS A isenção concedida para vendas a empresas export dor s, devidamente registradas no órgão competente, cot emp a apenas aquelas efetuadas coin fins específicos de expo; tç o, assim consideradas quando as mercadorias forem diretarn embarcadas para expot tação au depositadas em entreposto, sy regime aduaneiro extraordinário de exportação, por conta PC ordem de empresa exportadora. Reciuso negado. (Acórdão 203- 1020/; Recurso 125208; Relator Emanuel Carlos Dantas de Assis; Data da Sessão 14/06/05). PIS COMPROVAÇÃO DE VENDA A EMPRESA COMERCIAL EXPORTADORA. RESPONSABILIDADE DO VENDEDOR Consideram-se destinadas ao fim especifico de exportação as tnercadorias que form diretamente renietidas do estabelecimento do produtor-vendedor para embarque de exportação por conta e ordem da empresa comercial 6 Portanto, no há reparos Isto posto, nego provina fazer a decisão recorrida, recurso voluntário. Processo n" I 3433 000209/20011-71 S3-C3 Tf ! Acól dão o 3301-00.695 H 4 exportadota ou depósito em entreposto, por conta e ordem da enwresa comercial exportadora, sob regime aditaneiro extraordinário de exportação, nas condições estabelecidas em regulamento MULTA AGRAVADA. É aplicável nos casos de fraude, dolo ou simulação. Recurso tzegado. (Acórdão 203- 089.56, Recurso 121253; Relatora Maria Cristina Roza da Costa, Data da Sessão 10/06/03) ISENÇÃO VENDA PARA EMPRESA COMERCIAL. EXPORTADORA Silo isentas da Cojins as vendas realizados com ofini especifico de exportação, desde que osj,rodutov sejam remetidos diretamente do estabelecimento prodtaor-vendedor para embarque de exportação ou pm a recintos alfimdegados, por conta e olden? da empresa comercial exportadora adquirente Recurso negado. (Acól dão 201-79655, Recurso 129489; Relatm Walber Jo da Silva; Data da Sessão 22/09/06). Maurício Tavei 7
score : 1.0
Numero do processo: 11080.001802/2005-23
Data da sessão: Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon May 18 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/1991 a 31/10/1994
PIS. INCONSTITUCIONALIDADE DOS DECRETOS-LEIS Nºs 2.445 e 2.449.
Com o afastamento da aplicação dos Decretos-leis nº 2.445 e 2.449, ambos de 1988, aplicam-se na apuração do crédito para o Programa de Integração Social - PIS as normas previstas pela Lei Complementar nº 7/70 e nº 8/70.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3403-002.943
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Antonio Carlos Atulim- Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Alexandre kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Nome do relator: Relator
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INCONSTITUCIONALIDADE DOS DECRETOSLEIS Nºs 2.445 e 2.449. Com o afastamento da aplicação dos Decretosleis nº 2.445 e 2.449, ambos de 1988, aplicamse na apuração do crédito para o Programa de Integração Social PIS as normas previstas pela Lei Complementar nº 7/70 e nº 8/70. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Alexandre kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 00 18 02 /2 00 5- 23 Fl. 845DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Cuida de Recurso Voluntário visando modificar a decisão de piso que acolheu parte do pleito relativo ao indébito oriundo de decisão judicial referente exigência imposta pelos DecretosLeis nº 2.445 e 2.449 de 1988 por ter sido declarado inconstitucionais relativo ao período de 01.01.1991 a 31.10.1994. A irresignação trazida em Manifestação de Inconformidade abordava dois pontos: a) obediência semestralidade da base de cálculo; b) alíquota correta de 0,65% e não de 0,75% utilizada pela Administração Fiscal na apuração do indébito. O julgado recorrido observou semestralidade, contudo, manteve o cálculo do crédito para o PIS para os fatos geradores ocorridos até 29 de fevereiro de 1996 a alíquota correspondente de 0,75% período esse sob a égide da Lei Complementar nº 7/70. Inconformado com aplicação da alíquota de 0,75% é que apresenta o Recurso Voluntário visando modificar o entendimento do Julgador de Piso, alegando a inexistência de discussão quanto alíquota aplicável, mas tãosomente quanto à base de cálculo. É o relatório. Voto Conselheiro Relator, Domingos de Sá Filho. Cuidase de recurso tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual impõe o seu conhecimento. O assunto tratado no bojo desse processado não demanda complexidade, e, essa Turma já decidiu a essa mesma matéria em outras oportunidades. Tenho que não merece acolhida a irresignação, e a decisão recorrida merece ser mantida pelos seus próprios fundamentos. É de sabença geral com o afastamento do ordenamento jurídico dos Decretos leis nºs 2.445 e 2.449, ambos de 1988, pela Resolução nº 49/95 do Senado Federal decorrente de decisão do STF, vigorou a Lei Complementar nº 7/70 e nº 8, de 3 de dezembro de 1970, instrumento jurídico que nunca perdeu a eficácia, e, estipulava alíquota de 0,75%, vigente até edição da Medida Provisória nº 1.212/95. Os diplomas legais considerados inconstitucionais fixaram alíquota de 0,65%, perdendo a eficácia, alíquota é aquela prevista pela Lei Complementar nº 7/70, dúvida não há. Portanto, intocável a decisão que mantém a apuração do crédito para o PIS à alíquota de 0,75%. Diante do exposto, conheço do recurso e nego provimento. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 846DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 11080.001802/200523 Acórdão n.º 3403002.943 S3C4T3 Fl. 4 3 Fl. 847DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 15954.000125/2007-12
Data da sessão: Wed May 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
IRPF. DEDUÇÕES. DESPESA MÉDICA COMPROVADA.
Comprovada, através de recibos idôneos trazidos aos autos - e ainda de esclarecimentos prestados pelo contribuinte - a efetividade das despesas médicas efetuadas, devem as mesmas ser restabelecidas.
IRPF. DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. FALTA DE PROVA.
Nos termos do art. 8º, § 2º, inc. III da Lei nº 9.250/95, somente podem ser deduzidas as despesas médicas comprovadas por meio de recibo que preencha os requisitos da lei (com indicação do nome, endereço e número de inscrição no CPF ou no CNPJ de quem os recebeu). Quando, porém, os recibos não forem suficientes à comprovação da despesa, cabe ao contribuinte fazer prova - por quaisquer outros meios - de que os recibos correspondem a serviços efetivamente prestados e pagos, sob pena de prevalecer a glosa das referidas despesas.
MULTA DE OFÍCIO. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. EXAME DA LEGALIDADE E CONSTITUCIONALIDADE. APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF Nº 02.
Não compete à autoridade administrativa de qualquer instância o exame da legalidade/constitucionalidade da legislação tributária, tarefa exclusiva do Poder Judiciário.
TAXA SELIC
Em atenção à Súmula nº 04 deste CARF, é aplicável a variação da taxa Selic como juros moratórios incidentes sobre créditos tributários.
Numero da decisão: 2102-002.560
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR PARCIAL provimento ao recurso, para restabelecer despesas médicas no valor de R$1.410,00.
Assinado Digitalmente
Jose Raimundo Tosta Santos - Presidente
Assinado Digitalmente
Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti - Relatora
EDITADO EM: 08/07/2013
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, RUBENS MAURICIO CARVALHO, NUBIA MATOS MOURA, ACACIA SAYURI WAKASUGI, ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA.
Nome do relator: ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 IRPF. DEDUÇÕES. DESPESA MÉDICA COMPROVADA. Comprovada, através de recibos idôneos trazidos aos autos - e ainda de esclarecimentos prestados pelo contribuinte - a efetividade das despesas médicas efetuadas, devem as mesmas ser restabelecidas. IRPF. DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. FALTA DE PROVA. Nos termos do art. 8º, § 2º, inc. III da Lei nº 9.250/95, somente podem ser deduzidas as despesas médicas comprovadas por meio de recibo que preencha os requisitos da lei (com indicação do nome, endereço e número de inscrição no CPF ou no CNPJ de quem os recebeu). Quando, porém, os recibos não forem suficientes à comprovação da despesa, cabe ao contribuinte fazer prova - por quaisquer outros meios - de que os recibos correspondem a serviços efetivamente prestados e pagos, sob pena de prevalecer a glosa das referidas despesas. MULTA DE OFÍCIO. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. EXAME DA LEGALIDADE E CONSTITUCIONALIDADE. APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF Nº 02. Não compete à autoridade administrativa de qualquer instância o exame da legalidade/constitucionalidade da legislação tributária, tarefa exclusiva do Poder Judiciário. TAXA SELIC Em atenção à Súmula nº 04 deste CARF, é aplicável a variação da taxa Selic como juros moratórios incidentes sobre créditos tributários.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR PARCIAL provimento ao recurso, para restabelecer despesas médicas no valor de R$1.410,00. Assinado Digitalmente Jose Raimundo Tosta Santos - Presidente Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti - Relatora EDITADO EM: 08/07/2013 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, RUBENS MAURICIO CARVALHO, NUBIA MATOS MOURA, ACACIA SAYURI WAKASUGI, ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA.
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DEDUÇÕES. DESPESA MÉDICA COMPROVADA. Comprovada, através de recibos idôneos trazidos aos autos e ainda de esclarecimentos prestados pelo contribuinte a efetividade das despesas médicas efetuadas, devem as mesmas ser restabelecidas. IRPF. DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. FALTA DE PROVA. Nos termos do art. 8º, § 2º, inc. III da Lei nº 9.250/95, somente podem ser deduzidas as despesas médicas comprovadas por meio de recibo que preencha os requisitos da lei (com indicação do nome, endereço e número de inscrição no CPF ou no CNPJ de quem os recebeu). Quando, porém, os recibos não forem suficientes à comprovação da despesa, cabe ao contribuinte fazer prova por quaisquer outros meios de que os recibos correspondem a serviços efetivamente prestados e pagos, sob pena de prevalecer a glosa das referidas despesas. MULTA DE OFÍCIO. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. EXAME DA LEGALIDADE E CONSTITUCIONALIDADE. APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF Nº 02. Não compete à autoridade administrativa de qualquer instância o exame da legalidade/constitucionalidade da legislação tributária, tarefa exclusiva do Poder Judiciário. TAXA SELIC Em atenção à Súmula nº 04 deste CARF, é aplicável a variação da taxa Selic como juros moratórios incidentes sobre créditos tributários. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 95 4. 00 01 25 /2 00 7- 12 Fl. 189DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR PARCIAL provimento ao recurso, para restabelecer despesas médicas no valor de R$1.410,00. Assinado Digitalmente Jose Raimundo Tosta Santos Presidente Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Relatora EDITADO EM: 08/07/2013 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, RUBENS MAURICIO CARVALHO, NUBIA MATOS MOURA, ACACIA SAYURI WAKASUGI, ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA. Relatório Em face do contribuinte acima identificado foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 46/49 para exigência de IRPF em razão da glosa das despesas médicas constantes de sua DIRPF do Exercício 2004 Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01/21, por meio da qual suscitou os argumentos assim resumidos pela decisão recorrida: • Entregou todos os recibos a fiscalização, bem como declaração dos profissionais acerca da prestação do serviço e recebimento, ainda, informação de que os valores foram declarados pelos mesmos; • Todos os recibos atendem os requisitos estampados no RIR/99, deste modo somente caberia a exigência de cheque para a comprovação das despesas médicas, no caso de não ser possível a prova, por documento; • Em tais condições, é possível verificar que, simplesmente, presumiuse a inidoneidade dos documentos apresentados, sem qualquer prova em contrário, adotando, simplesmente, a presunção, e ignorando a boafé do contribuinte; • Em extenso arrazoado contesta a utilização da taxa SEL1C e a multa de oficio, qualificandoa confiscatória, pretende aplicação da multa no patamar de 20% pela aplicação do art. 61, §2° da Lei 9.430/96. Na análise de suas alegações, os membros da DRJ em São Paulo decidiram pela manutenção integral do lançamento. O contribuinte teve ciência de tal decisão e contra ela interpôs o Recurso Voluntário de fls. 63/84, por meio do qual reiterou os argumentos expostos em sua Impugnação, insistindo que o lançamento foi baseado em mera presunção, e também que a Fl. 190DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 15954.000125/200712 Acórdão n.º 2102002.560 S2C1T2 Fl. 88 3 multa deveria ser reduzida ao patamar de 20%. Afirmou ainda que a exigência de juros com base na variação da taxa Selic não teria amparo legal. Os autos então foram remetidos a este Conselho para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti, Relatora O contribuinte teve ciência da decisão recorrida em 25.08.2009, como atesta o AR de fls. 62v.. O Recurso Voluntário foi interposto em 18.09.2009 (dentro do prazo legal para tanto), e preenche os requisitos legais por isso dele conheço. Conforme relatado, tratase de processo instaurado com Impugnação a lançamento por meio do qual foram glosadas as despesas médicas deduzidas pelo Recorrente em sua DIRPF do Exercício 2004. Tais glosas foram assim justificadas pela autoridade lançadora: VALOR ALTERADO CONFORME ABAIXO: 1 CLINICA FISIOTERAPIA RIBEIRAO PRETO LTDA, ANA LÍVIA CAMARGO E PLINIO JOSE E CAMARGO VALORES GLOSADOS POR FALTA DE COMPROVAÇAO DO EFETIVO PAGAMENTO. EM RELAÇÃO AO BENEFICIARIO PLINIO JOSE E CAMARGO, O CONTRIBUINTE APRESENTOU DUAS COPIAS DE CHEQUES (ABRIL/2003) QUE OS VALORES SAO DIVERGENTES DO RECIBO DATADO DE ABRIL DE 2003. OBS. CONFORME REITERADOS ACÓRDÃOS DO 1° CONSELHO DE CONTRIBUINTES, PARA SE GOZAR DO ABATIMENTO PLEITEADO COM BASE EM DESPESAS MÉDICAS, NAO BASTA A DISPONIBILIDADE DE UM SIMPLES RECIBO, SEM VINCULAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO, AINDA QUE OS EMITENTES TENHAM CONFIRMADO O ATENDIMENTO DO CONTRIBUINTE E DE SEUS DEPENDENTES. A PROVA IRREFUTÁVEL,DA EFETIVIDADE DOS PAGAMENTOS SERIA POSSÍVEL MEDIANTE A APRESENTAÇÃO DE CÓPIAS DE CHEQUES OU EXTRATOS BANCÁRIOS, NOS QUAIS CONSTATASSE OS SAQUES EFETUADOS, COINCIDENTES EM DATAS E VALORES COM OS RECIBOS 1 I 1 APRESENTADOS. SE A COMPROVAÇÃO É POSSÍVEL E O CONTRIBUINTE NÃO A FAZ, PORQUE NÃO PODE OU PORQUE NÃO QUER, É LICITO CONCLUIR QUE TAIS OPERAÇÕES NÃO OCORRERAM DE FATO. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS 4 ASSIM, COMO O CONTRIBUINTE NÃO APRESENTOU COMPROVAÇÃO INEQUÍVOCA DOS PAGAMENTOS CORRESPONDENTES AOS SERVIÇOS PRESTADOS, É DE SE GLOSAR O MONTANTE DE R$ 37.410,00, CONSIGNADO COMO DEDUÇÃO A TÍTULO DE DESPESAS MÉDICAS. Com efeito, a legislação vigente prevê que para que o contribuinte possa se beneficiar da dedução de suas despesas médicas do Imposto de Renda, deverá ele ter em mãos, além dos recibos competentes (que devem preencher os requisitos da lei), quaisquer outros documentos que demonstrem, ainda que minimamente, a efetividade dos serviços prestados, bem como o seu pagamento. Sem que tais provas sejam feitas, está correta a glosa das despesas médicas não comprovadas. É o que determina o art. 8º da Lei nº 9.250/95: Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: (...) II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2º O disposto na alínea a do inciso II: I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; (...) Por isso a autoridade lançadora pode e deve exigir a comprovação do pagamento das despesas cuja dedução pleiteia o contribuinte em sua DIRPF. Esta comprovação pode ser exigida quando faltarem outros dados de comprovação da efetividade das despesas, e/ou ainda quando a documentação apresentada pelo contribuinte for inidônea. Fl. 192DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 15954.000125/200712 Acórdão n.º 2102002.560 S2C1T2 Fl. 89 5 No caso dos autos, o Recorrente apresentou, no intuito de comprovar a efetividade das despesas cuja dedução pleiteou, recibos e declarações prestadas pelos profissionais que constaram de sua Declaração de Ajuste. Os profissionais para os quais o Recorrente pleiteou deduções que não foram aceitas em sua Declaração de Ajuste Anual foram os seguintes: profissional especialidade Justificativa para a utilização dos serviços Valor CLINICA FISIOTERAPIA RIBEIRÃO PRETO LTDA. Fisioterapia Paralisia do nervo facial, serviços de fisioterapia ao longo de 4 meses (fls. 27) 1.410,00 PLÍNIO JOSE E CAMARGO Informação não consta dos autos Informação não consta dos autos 20.000,00 ANA LIVIA CAMARGO Informação não consta dos autos Informação não consta dos autos 16.000,00 37.410,00 Para comprovar a efetividade das despesas tidas com os referidos profissionais, o Recorrente trouxe aos autos os seguintes documentos: Clinica: recibos de fls. 28/31, no valor de R$ 1.410,00; Plinio: declaração (fls. 32) e recibos (fls. 33/35) no valor total de R$ 20.000,00; e Ana Livia: declaração (fls. 36) e recibos (fls. 37/40) no valor total de R$ 16.000,00. Estes são os únicos documentos trazidos pelo Recorrente para demonstrar a efetividade dos serviços tomados. A decisão recorrida, ao analisar os documentos por ele apresentados, entendeu que: Os recibos, em sua maioria, sequer atendem os requisitos de lei, eis que não constam endereços dos profissionais, não constam dos mesmos as datas do recebimento e, ' ainda observase que tanto os recibos de Plínio José E. Camargo e os de Ana Lívia Monteiro de Camargo, foram emitidos pela mesma pessoa e mesmo serviço, ou seja, "serviços médicos", somando, somente esses recibos, o valor de R$ 36.000,00 despendidos com serviços médicos, a despeito de o impugnante possuir convênio médico com a UNIMED. Salientamos que a legislação tributária não dá aos comprovantes, ainda que revestidos de todas as formalidades, valor probante absoluto. Não ha dúvidas de que a efetividade do Fl. 193DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS 6 pagamento a titulo de despesa médica não se comprova com a mera exibição de, recibos, mormente quando os valores pleiteados, com deduções de despesas médicas, são expressivos em relação aos rendimentos declarados. (§ 1°, art. 73 do RIR/99). Em seu Recurso Voluntário, porém, o Recorrente não trouxe novos documentos que comprovassem os serviços prestados, e também não se preocupou em refutar os argumentos acima transcritos. Assim, a decisão é de ser parcialmente mantida. Isto porque, a despeito de não haver a efetiva comprovação do pagamento do valor de R$ 1.410,00 pagos à Clinica de Fisioterapia Ribeirão Preto, é forçoso reconhecer que os recibos apresentados pelo Recorrente preenchem os requisitos da lei. Além disso, os valores deles constantes não são expressivos (indicando que poderiam ter sido pagos em espécie) e o Recorrente logrou esclarecer o que motivou o tratamento fisioterápico (paralisia do nervo facial). Assim, as despesas com a referida Clínica de Fisioterapia devem ser restabelecidas. Este entendimento, porém, não se aplica às despesas com os profissionais Plínio e Ana Lívia. Contribuem para a formação deste entendimento os seguintes fatores, que devem aqui ser levados em consideração pelo seu conjunto: os recibos emitidos por ambos os profissionais não preenchem os requisitos da lei (pois deles não consta o endereço do profissional dos mesmos), além de serem todos idênticos, assim como as declarações firmadas por ambos; não foi feita a prova do pagamento dos valores a que se referem os recibos, sendo que os valores pagos são significativos, de forma que seria fácil ao Recorrente produzir tal prova; o valor das despesas glosadas é consideravelmente alto, de forma que os serviços prestados provavelmente não se referiam a meras consultas, sendo por isso mesmo fácil a comprovação de quais os serviços teriam sido prestados; e o Recorrente em nenhum momento descreveu quais foram os serviços prestados por tais profissionais e tampouco trouxe documentos, exames ou laudos que justificassem suas despesas com os mesmos. Nem se alegue que o sigilo profissional não o permitiria, pois o que se pede é tãosomente um esclarecimento acerca do serviço prestado, ou mesmo da especialidade do médico prestador do serviços – o que sequer foi informado pelo Recorrente. Ressaltese mais uma vez que a decisão recorrida esclareceu perfeitamente os motivos pelos quais as glosas deveriam ser mantidas, razão pela qual caberia ao Recorrente ter contraditado tais argumentos e trazido novos documentos no intuito de demonstrar o seu bom direito. Não o tendo feito, devem ser mantidas as glosas em questão. Outrossim, o Recorrente se insurge contra a aplicação da taxa Selic ao lançamento e ainda contra a multa de ofício a ele aplicada (de 75%). Quanto ao pedido de exclusão da aplicação da taxa Selic sobre o crédito tributário em discussão, foi editada a Súmula nº 4 deste Conselho Administrativo de Recursos Fl. 194DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 15954.000125/200712 Acórdão n.º 2102002.560 S2C1T2 Fl. 90 7 Fiscais, segundo a qual: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.”. Outrossim, a alegação de que a multa de ofício aplicada ao lançamento teria caráter confiscatório também esbarra em um enunciado da Súmula deste Conselho, este o de nº 2, segundo o qual: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.”. Neste último caso, apesar do enunciado não tratar diretamente da questão da multa, deve ele ser aplicado ao caso vertente, pois, sendo a multa de ofício uma determinação legal – devidamente prevista no art. 44 da Lei nº 9.430/96, não cabe ao julgador administrativo avaliar sobre o seu acerto ou sua tecnicidade, mas somente aplicála. O Recorrente pugna pela redução da multa para um patamar de, no máximo, 20% no entanto, não há previsão legal para que se opere tal redução na multa de ofício, não podendo sua pretensão ser acolhida. Como se vê, todas estas questões suscitadas pelo Recorrente esbarram, de fato, nos enunciados acima transcritos. Sendo assim, deve ser aplicado aqui o caput art. 72 do Regimento Interno deste Conselho, que assim determina: Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Diante do exposto, VOTO no sentido de DAR PARCIAL provimento ao Recurso para restabelecer despesas médicas no valor de R$ 1.410,00 relativamente ao ano calendário 2003. Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Fl. 195DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 13/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 13884.000636/88-47
Data da sessão: Mon Nov 06 00:00:00 UTC 1989
Ementa: IRPJ - DESPESAS ATIVÁVEIS - BENFEITORIAS EM
IMOVEL LOCADO. - O custo de aquisiçao de
bens do.ativo permanente, bem como o custo
dos bens adquiridos ou das melhorias realizadas,
cuja vida útil ultrapasse o período
de um ano, deverão ser ativados para a res
pectiva depreciação ou amortizaçao, conforme
o caso.
•
DESPESAS OPERACIONAIS - DESPESAS COM VEÍ-
CULOS - UTILIZAÇA0 DOS VEÍCULOS DA EMPRESA -
PELOS SOCIOS. - Se o veiculo está escritura
do no imobilizado da pessoa jurídica e se -je
utilizado pelo sócio para os interesses da
empresa não há como se glosar a despesa de
combustível, pois neste caso se está diante
de despesa necessária ã fonte produtora.
DESPESAS OPERACIONAIS - DESPESAS DE ,REPRESENTAÇA0.-
As verbas recebidas pelos sócios
a título de "verbas de representação" devem
compor o valor do seu pro labore, e
não simplesmente serem glosadas, como se a
lei proibisse a pessoa jurídica de . pagar
uma verba ao sócio a tal titulo.
DESPESAS OPERACIONAIS - PROVISÃO PARA DEVEDORES
DUVIDOSOS. - Somente os creditos oriundos
da atividade operacional da empresa
podem compor a base de cálculo da Provisão
para Devedores Duvidosos. Em _decorrência,
dela devem ser excluídas as aplicações
financeiras de qualquer espécie (ADN
CST n9 34/76).
DESPESAS OPERACIONAIS - DESPESAS COM COMISSÕES
SOBRE VENDAS. - Devem ser provadas com
documentos hábeis, não bastando a menção de
cheques pagos a pessoa que se de omina de
"representantes". CORREÇÃO MONETÁRIA DO BALANÇO - ADIANTA
MENTOS FEITOS A SOCIOS - -DISTRIBUIÇA0
DISFARÇADA DE LUCROS. - Correta se acha
a glosa do valor da correção monetária
do Patrimônio Líquido, contra Lucros Acumulados,
efetuada a maior, em virtude
dos adiantamentos feitos a sócios serem
considerados, no caso, hipótese de distribuição
disfarçada de lucros em razão
de o empréstimo ter sido realizado
na ocasião em que a escrituração aponta
ira lucros acumulados, não tendo a empre
sa excluído o valor do empréstimo, por
ocasião do cálculo da correção monetária
do balanço.
Recurso a que se dá provimento parcial.
Numero da decisão: 103-09.723
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro
Conselho de Contribuintes, Por maioria de votos, em dar provimento
parcial ao recurso a fim de se excluir da tributação, nos exercícios de 1985 e 1986, respectivamente, as importâncias de Cr$
36.558.824 e Cr$ 24.935.748. Vencido o Conselheiro Luiz Alberto
Cava Maceira, que, nesses mesmos exercícios, ainda excluía as importâncias de Cr$ 45.362.207 e Cr$ 139.232.231.
Nome do relator: Antonio da Silva Cabral
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ementa_s : IRPJ - DESPESAS ATIVÁVEIS - BENFEITORIAS EM IMOVEL LOCADO. - O custo de aquisiçao de bens do.ativo permanente, bem como o custo dos bens adquiridos ou das melhorias realizadas, cuja vida útil ultrapasse o período de um ano, deverão ser ativados para a res pectiva depreciação ou amortizaçao, conforme o caso. • DESPESAS OPERACIONAIS - DESPESAS COM VEÍ- CULOS - UTILIZAÇA0 DOS VEÍCULOS DA EMPRESA - PELOS SOCIOS. - Se o veiculo está escritura do no imobilizado da pessoa jurídica e se -je utilizado pelo sócio para os interesses da empresa não há como se glosar a despesa de combustível, pois neste caso se está diante de despesa necessária ã fonte produtora. DESPESAS OPERACIONAIS - DESPESAS DE ,REPRESENTAÇA0.- As verbas recebidas pelos sócios a título de "verbas de representação" devem compor o valor do seu pro labore, e não simplesmente serem glosadas, como se a lei proibisse a pessoa jurídica de . pagar uma verba ao sócio a tal titulo. DESPESAS OPERACIONAIS - PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS. - Somente os creditos oriundos da atividade operacional da empresa podem compor a base de cálculo da Provisão para Devedores Duvidosos. Em _decorrência, dela devem ser excluídas as aplicações financeiras de qualquer espécie (ADN CST n9 34/76). DESPESAS OPERACIONAIS - DESPESAS COM COMISSÕES SOBRE VENDAS. - Devem ser provadas com documentos hábeis, não bastando a menção de cheques pagos a pessoa que se de omina de "representantes". CORREÇÃO MONETÁRIA DO BALANÇO - ADIANTA MENTOS FEITOS A SOCIOS - -DISTRIBUIÇA0 DISFARÇADA DE LUCROS. - Correta se acha a glosa do valor da correção monetária do Patrimônio Líquido, contra Lucros Acumulados, efetuada a maior, em virtude dos adiantamentos feitos a sócios serem considerados, no caso, hipótese de distribuição disfarçada de lucros em razão de o empréstimo ter sido realizado na ocasião em que a escrituração aponta ira lucros acumulados, não tendo a empre sa excluído o valor do empréstimo, por ocasião do cálculo da correção monetária do balanço. Recurso a que se dá provimento parcial.
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, Por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso a fim de se excluir da tributação, nos exercícios de 1985 e 1986, respectivamente, as importâncias de Cr$ 36.558.824 e Cr$ 24.935.748. Vencido o Conselheiro Luiz Alberto Cava Maceira, que, nesses mesmos exercícios, ainda excluía as importâncias de Cr$ 45.362.207 e Cr$ 139.232.231.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-23T13:58:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-23T13:58:54Z; Last-Modified: 2009-07-23T13:58:55Z; dcterms:modified: 2009-07-23T13:58:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-23T13:58:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-23T13:58:55Z; meta:save-date: 2009-07-23T13:58:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-23T13:58:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-23T13:58:54Z; created: 2009-07-23T13:58:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 20; Creation-Date: 2009-07-23T13:58:54Z; pdf:charsPerPage: 1659; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-23T13:58:54Z | Conteúdo => • /-• -t• PROCESSO 149 13884/000.636/88-47 ilW9+ MINISTÉRIO DA FAZENDA AC/ Soim . 06. novembro de 19 89 ACORDA° N.•.103-09.723 Recurso n.• - 95.014 - IRPJ EXS: DE 1985 e 1986 . Recorrente - TORIN AEROTÉCNICA LTDA. Recorrid - DRF em TAUBATÉ - SP IRPJ - DESPESAS ATIVÁVEIS - BENFEITORIAS EM IMOVEL LOCADO. - O custo de aquisiçao de bens do.ativo permanente, bem como o custo dos bens adquiridos ou das melhorias reali- zadas, cuja vida útil ultrapasse o período de um ano, deverão ser ativados para a res pectiva depreciação ou amortizaçao, confor- me o caso. • DESPESAS OPERACIONAIS - DESPESAS COM VEÍ- CULOS - UTILIZAÇA0 DOS VEÍCULOS DA EMPRESA - PELOS SOCIOS. - Se o veiculo está escritura do no imobilizado da pessoa jurídica e se -je utilizado pelo sócio para os interesses da empresa não há como se glosar a despesa de combustível, pois neste caso se está diante de despesa necessária ã fonte produtora. DESPESAS OPERACIONAIS - DESPESAS DE ,REPRE- SENTAÇA0.- As verbas recebidas pelos sócios a título de "verbas de representação" de- vem compor o valor do seu pro labore, e não simplesmente serem glosadas, como se a lei proibisse a pessoa jurídica de . pagar uma verba ao sócio a tal titulo. DESPESAS OPERACIONAIS - PROVISÃO PARA DEVE- DORES DUVIDOSOS. - Somente os creditos o- riundos da atividade operacional da empre- sa podem compor a base de cálculo da Provi- são para Devedores Duvidosos. Em _decorrên- cia, dela devem ser excluídas as aplica- ções financeiras de qualquer espécie (ADN CST n9 34/76). DESPESAS OPERACIONAIS - DESPESAS COM COMIS- SÕES SOBRE VENDAS. - Devem ser provadas com documentos hábeis, não bastando a menção de cheques pagos a pessoa que se de omina de "representantes". • monommxon~Processoan9 138841000.636188-47 1A. Acórdão n9 103-09.723 CORREÇÃO MONETÁRIA DO BALANÇO - ADIANTA MENTOS FEITOS A SOCIOS - -DISTRIBUIÇA0 DISFARÇADA DE LUCROS. - Correta se acha a glosa do valor da correção monetária do Patrimônio Líquido, contra Lucros A- cumulados, efetuada a maior, em virtude dos adiantamentos feitos a sócios serem considerados, no caso, hipótese de dis- tribuição disfarçada de lucros em ra- zão de o empréstimo ter sido realizado na ocasião em que a escrituração aponta ira lucros acumulados, não tendo a empre sa excluído o valor do empréstimo, por ocasião do cálculo da correção monetá- ria do balanço. Recurso a que se dá provimento parcial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por TORIN AEROTÉCNICA LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, Por maioria de votos, em dar provimen- to parcial ao recurso a fim de se excluir da tributação, nos exer cicios de 1985 e 1986, respectivamente, as importâncias de Cr$... 36.558.824 e Cr$ 24.935.748. Vencido o Conselheiro Luiz Alberto Cava Maceira, que, nesses mesmos exercícios, ainda excluia as im- portâncias de Cr$ 45.362.207 e Cr$ 139.232.231. S. wa das Sessões em 06 de novembro de 1989 aia ONIO DA VA CABRAL PRESIDENTE E RELA TOR 1 VISTO EM INITO 0 A BRAGA PROCURADOR DA FAZEN SESSÃO DE i s forigge DA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse- lheiros, AYRES DE OLIVEIRA, LORGIO RIBEIRO, D1CLER DE ASSUNÇÃO FRANCISCO XAVIER DA SILVA GUIWyRAES, ANTONIO PASSOS COSTA DE OLI VEIRA E BRAZ JANUÁRIO PINTO, . •• • SERVIÇO MUCO FEDERAL Processo n9 13884/000.636/88-47 Recurso n9 95.014 Acórdão n9 103-09.723 Recorrente: TORIN AEROTÉCNICA LTDA RELATÓRIO TORIN AEROTÉCNICA LTDA., com sede em São José dos Campos, Estado de São Paulo, solicita a reforma da decisão de fls. 874/880. Contra a empresa foi lavrado auto de infração de fls. 574, conforme abaixo. 01 - Manutenção de Prédios e Instalações CR$ Valor de Benfeitorias em Imóvel locado, não contabilizado em conta do Ativo Permanente Deferido no período-base, conforme documen- tos ãs fls. 104 a 181 e 341 a 424 c/ infra- ção ao art9 193 do RIR/80. Período-base de 1984 14.215.749 Período-base de 1985 = 33.542.097 02 - Despesas c/ Veículos BHB Valor das despesas com veículos de uso pró- prio do sócio acima, não comprovada sua ne cessidade para manutenção da -fonte produto ra e não incluído no cálculo do excesso de retiradas, com infração aos artigos 191,236 § 49 e 387 do RIR/80. Período-base de 1984 4.094.691 Período-base de 1985 = 11.594.215 03 - Despesas c/Veículos KJ Valor das despesas com veículos de uso pró- prio do sócio acima, não comprovada sua ne cessidade para manutenção da fonte produto- ra e não incluído no cálculo do excesso de retiradas, com infração aos artigos 191 e • SERVIÇOMucoFEDERAL Processo n9 13884/000.636/88-47 2. Acórdão n9 103-09.723 387 do RIR/80. Período-base de 1984 5.139.607 Período-base de 1985 = 10.782.899 04 - Despesas de Representação Valor das despesas de representação pa- gas aos sócios H. Barteledes e Keith Ja cob, não incluídas no cálculo de exces- so de pró-labore, com infração aos arti gos 236 § 49 e 387 do RIR/80, conf. doc. de fls. 196 a 201 e 440 a 455. Período-base de 1984 1.162.263 Período-base de 1985 2.558.634 05 - Despesas c/Provisão p/Devedores Duvido- sos Valor da Provisão constituída a maior conforme demonstrativo de cálculos às fls. 210 a 475, com infração ao art9 221 do RIR/80. Período-base de 1984 = 45.362.207 Período-base de 1985 = 139.232.231 06 - Despesas com Comissões s/Vendas Valor das despesas com comissões s/Ven- das, não dedutíveis por falta de compro vagão com documentos hábeis e idóneos com infração ao artigo 191 e 387 do RIR/ /80, conforme documentos às fls. 211 a_ 326 e 476 a 560. Período-base de 1984 = 34.220.523 Período-base de 1985 = 40.324.446 07 - Correção Monetária do Balanço Valor da correção monetária do Patrimô- nio Líquido - conta Lucros Acumulados efetuada a maior, em virtude dos adian- tamentos concedidos a sócios serem con- siderados distribuição disfarçada de lu ..... . . . . . ... • SERVIÇO mouco FEDERAI. Processo n9 13884/000.636/88-47 3. Acórdão n9 103-09.723 cros, caracterizada pela existência de lucros acumulados no período, de acor- do com o artigo 367-V, com infração ao artigo 347, I "b" do RIR/80, conforme demonstrado abaixo e documentos de fls. 329 a 340 e 561 a 573. Período-base de 1984 (OTN Dez/84 - 1) x total adiantamentos = C.M.Balanço efetua- OTN Dez/83••do a maior. (22.110,46 - 1) x Cr$ 8.300.179,08 . 17.868.625 = 17.868.625 7.012,99 Período-base de 1985 (OTN Dez/85 - 1) x total adiantamentos . C.M.Balanço efetua- OTN Dez/84 do a maior (70.613,76 - 1) x CR$ 8.041.622,00 . 17.640.906 . 17.640.906 22.110,46 Total - do Peri:ócio-base de 1984 . 122.063.665 Total do Período-base de 1985 . 225.675.428 Na impugnação alegou, em síntese, a empresa: 1. Despesas com veículos dos sócios: 1.1 - a fiscalização não quis levar em conta que os veículos não pertencem aos sócios, mas ã empresa, conforme compro vantes em anexo; 1.2 - os gastos com combustível entre a residência dos sócios e o escritório se enquadram no conceito de despesa ne- cessária (Ac. 103-03.706/81); 1.3 - a participação dos sócios no capital da empre sa é simbólica (1 quota cada um). Desta forma, o poder de decisão administrativo e financeiro pertence ã sócia quotista de capital estrangeiro, restando aos sócios, pessoas físicas, a mera capaci- dade de representação da sociedade, perante terceiros. Citou tre cho do contrato social no qual está dito tão somente que os só- ": cios são representantes da sociedade e que para a ática . dos A:MO PUBLICO PEDEM Processo n9 13884/000.636/88-47 Acórdão n9 103-09.723 atos que aí especifica "haverá necessidade da aprovação pré, por escrito da sécia CLEVEPAK CORPORATION". 1.4 - Além disso, não possuem os sécios poderes administração. Citou, a propósito, a ementa do Acórdão n9 103-04.285/82: "SÓCIO-EMPREGADO - O sócio empregado de sociedaü por quotas, que não exerça atividades de gerência direção ou administração, não tem seu pro labort sujeito aos parâmetros deste artigo." 1.5 - Os fiscais lançaram como despesa indevida o total da conta Despesas com Veículos, no valor de Cr$ 4.000.000 sem levar em conta, sequer, o estorno de Cr$ 800.000. 2. Despesas de representação e Correção Monetária 2.1 - Despesas de Representação. A empresa é uma so ciedade de capital estrangeiro e tem necessidade de um bom rela- cionamento com clientes e fornecedores. Grande parte dos gastos glosados pela fiscalização representam gastos com hospedagens e transporte de representantes comerciais, em visita ã fábrica da impugnante, com vistas a um melhor esclarecimento técnico dos pra dutos, objeto da comercialização. Não se deve perder de vista que o País vivia, ã época, um período de incertezas e as empresas ti- nham que fazer de tudo para poderem sobreviver. A impugnante sofreu, também, a glosa de despesas de viagens de seus sécios-gerentes ao exterior, esquecendo-se os au- tuantes que o detentor do capital da sociedade está, em realidade, no exterior. As despesas foram necessárias, pois, para a manuten vão da fonte pagadora. 2.2 - Os fiscais pretenderam efetuar, também, a cor reção monetária do patrimônio líquido a menor do que o do balanço, [.- em virtude de adiantamentos feitos pela empresa a seus sócios " . . • • SERVIÇO POeuo3 ~ui Processo n9 13884/000.636/88-47 5. Acórdão n9 103-09.723 ses adiantamentos tiveram a natureza de verbas de representação. Para todos os adiantamentos feitos foram apresenta- das as devidas prestações de contas, com a documentação suporte dos gastos, anexas. Não há como configurar como distribuição disfarçada de lucros simples adiantamentos de despesas dos sócios, sendo que os relatórios de despesas foram apresentados e se encontram supor tados em notas fiscais. 3. Despesa com a constituição da provisão para deve dores duvidosos. O art. 221, § 39, do RIR/80 determina que a pro visão será feita "sobre o montante dos créditos", não excluindo , pois, os créditos embasados em aplicações financeiras. Além do mais, o Regulamento do Imposto de Renda, em seus artigos 253 e 254 se reporta às operações financeiras como "Outros Resultados 0 peracionais", o que significa que esses créditos fazem parte das operações normais da sociedade. Sem qualquer embasamento legal o entendimento do ADN n9 34/76, no sentido de que "somente os crédi tos oriundos da atividade operacional da empresa podem compor a base de cálculo da provisão para créditos de liquidação duvidosa. Em decorrência, dela devem ser excluídas as aplicações financei - ras de qualquer espécie." Onde está a hierarquia das normas? 4. Despesas com comissões sobre vendas. Para comprovar essas despesas anexou um dos contra tos de representação, cujo texto foi preparado de maneira padroni zada para todos os seus representantes comerciais, e que dão ori- gem aos referidos pagamentos. Teceu várias considerações sobre a bilateralidade dos contratos, lembrando que se, de um lado, a impugnante exige dos seus representantes certos comportamentos, de outro, tem ela o dever de pagar as comissões a que eles têm direito. Às fls. 868/873 foi inserida a respectiva informa - . -. . . .... • SERVIÇO Pegue° FEDUUL Processo n9 13884/000.636/88-47 6. Acórdão n9 103-09.723 ção fiscal, propondo o autuante a manutenção do auto de infração. Na decisão singular entendeu o julgador improceden- tes as alegações da impugnante, pelos seguintes motivos, que se passa a resumir: 1. em relação ã falta de contabilização das benfei- torias em imóveis não apresentou a impugnante nenhuma contestação; 2. no tocante ã provisão para devedores duvidosos contrariando o ADN N9 34/76, não prospera o entendimento do art. 100 do CTN, que estabelece como norma complementar das leis os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. "Por tanto, essa vedação - a das aplicações financeiras - está incluí- da em Lei, a 5.172/66, impossibilitando que entendimentos diver sos sejam extraídos, por falta de amparo legal, do teor do ADN 34/76, o qual não conflita com os arts. do RIR/80 citados pela in teressada, mas, tão somente complementa-os, delimitando e circuns tanciando o alcance da matéria abrangida pelos artigos em forma genérica.". 3. No que concerne às despesas com comissões, glosa das em virtude da não comprovação com documentação hábil e idônea, verifica-se a apresentação de contestação suportada apenas num contrato padrão, além de enfática afirmação pela validade jurídi- ca dos contratos bilaterais, sem que se tenha produzido provas ir refutáveis dos serviços prestados pelos beneficiários das , comis_ sões, onde se percebam claramente a imprescimbilidade da interme-. diação efetuada pelos representantes em prol da venda dos _ produ_. tos da interessada. Faltou, no caso, documentação circunstanciada e sistemática, caracterizadora, enfim, de todo um trabalho paten- te, direto e substancial desenvolvido pelo representante. Observa -se que o contrato de fls. 75 impõe ã representante a incumbência de preparar detalhadas informações sobre o andamento dos traba- lhos ã interessada, o que lhe daria condições de circunstanciar e subsidiar relatórios e informações, satisfaze do a exigência fis- cal, tarefa esta, no entanto, não cumprida. . .. . . . .. . - SERVIÇOPÚBLICOFEDERAL Processo n9 13884/000.636/88-47 7. Acórdão n9 103-09.723 4. Quanto à correção monetária do balanço a maior, a impugnante apenas alegou referirem-se os valores glosados a ver_ bas de representação, cuja prestação de contas teria ocorrido nor malmente, suportada em documentação. "Ocorre que, existindo lu- cros acumulados, cabe a tributação como distribuição disfarçadade lucros, dos adiantamentos efetuados aos sócios em perfeito atendi mento ao art. 367, V, do RIR/80, irrelevante ter havido quitação no correr do período e improcedente a afirmação de duplicidade- de tributação, não se confundindo com as verbas de representação e- lencadas às fls. 196/201 e 440/455. Cabe a aplicação do referido dispositivo. _— 5. Quanto às despesas de representação, não inclui- 9( das no cálculo de excesso de pro labore, bem como as despesas com --- veículos sem a devida comprovação da necessidade para a empresa,a lém da não inclusão no cálculo no excesso de retiradas, verifica- -se que, tendo sido caracterizada a condição de sócio da empresa pelos estritos termos dos contratos sociais, é de se aplicar o disposto no art. 236, § 49, do RIR/80, às verbas de representação despendidas. A idêntico tratamento se submetem as despesas com veículos, ainda mais não comprovada a correspondente relação de benefício que possa ter sido proporcionada à fonte produtora. A caracterização como sócio, acrescentou o julgador, encontra-se detalhada no contrato social (2 is. 38), que se regis- tra a admissão como sócios, e na clailsula 2, que dispõe sobre a administração. A alteração contratual de fls. 62 e 63 detalha o rol das atividades dos sócios sem anuência da sEicia estrangeira,à vista dos itens b, c, d, f, g e k, até determinados limites. Atos privativos de sócios e de administradores que comprovam a gerán - cia DA empresa com habitualidade. A documentação contestatóriarão se reporta a que despesa se refere - despesa com veículo ou repre sentação -, além de pertencer ao ano de 1984; também se apresenta em desacordo com as afirmações da impugnação, cobrindo percussos em locais diferentes. No recurso voluntário, a empresa praticamente repe- L' tiu os mesmos argumentos da impugnação, v lendo salientar, apenas, • mmnoftsucona Processo n9 13884/000.636/88-47 8. Acórdão n9 103-09.723 alguns tópicos de seu recurso. Em primeiro lugar, tornou a salientar, no tocante a despesas com veículos dos sécios, que esses veículos eram da em. presa e não deles, sécios. O fato de esses veículos servirem para transporte dos sécios para o local de trabalho já indica que os gastos são em benefício da fonte produtora. Sobre as despesas de representação salientou, ainda, y_ que grande parte dessas despesas representava gastos com hospeda/ gens e transportes de representantes comerciais, em visita à fã brica, com vistas a realização de negócios da impugnante. Além do mais, as viagens realizadas pelos sécios estão relacionadas com as atividades da empresa. Quanto à constituição da provisão para devedores du vidosos tornou a sustentar a tese de que as aplicações financei - ras devem compor os créditos que fazem a base de cálculo da provi são. Quanto à correção monetária a maior tornou a dizer que os adiantamentos se referem a verbas de representação. Trata- -se de adiantamentos para cobrirem as despesas dos sécios em suas viagens. Não houve empréstimo algum. Com relação a despesas com comissões, salientou, no vamente, que elas se acham embasadas em contratos, acrescentando que: "A alegação do Ilmo prolator, que a obrigação contratual de apresentar detalhadas informações sobre o andamento dos trabalhos não foi apresentada, comprova a aceitação das alegações a respei- to da natureza jurídica dos contratos, apresentadas na impugnação. O fato das informações sobre o andamento dos trabalhos não terem sido juntadas aos autos decorre da não necessidade do cumprimento de tal exigência, pois, para a Recorrente, constitui obrigação do representante a existência do contrato e obrigação da Recorrente o pagamento da comissão mediante a comprovação da venda (através da nota fiscal) e do recebimento da venda (através da quitação das duplicatas e do ingresso do numerário no caixa; po anto, para de SERVIÇO MOUCO FEDOUL Processo n9 13884/000.636/88-47 9. Acórdão n9 103-09.723 dutibilidade do valor das comissões, basta o contrato bilateral a comprovação do pagamento que, conforme já alegado nos autos,com põe-se de recibos e/ou notas fiscais de serviços e/ou cópias de cheque de pagamento." É o relatório. VOTO_ _ Conselheiro ANTONIO DA SILVA CABRAL, Relator: O recurso é tempestivo, eis que a ciência da deci são recorrida se deu em 26.06.89 (AR de fls. 882), enquanto a pro tocolização do presente ocorreu em 20.07.89 (doc. de fls. 883). I - MANUTENÇÃO DE PRÉDIOS E INSTALAÇÕES Conforme acentuara o julgador singular, a mpresa não contestou esta parte do auto. No recurso voluntário nenhuma palavra disse, também, a respeito, o que significa ter a recorren te concordado com esta parte da autuação. II - DESPESAS COM VEÍCULOS Segundo o auto de infração, as despesas glosadas diziam respeito a veículos de uso próprio do sócio, não comprova- da sua necessidade para a manutenção da fonte produtora. Entendo caber razão ã recorrente. Abrindo-se o processo às fls. • 102,_ encontra-se um manuscrito no qual a pessoa jurídica explicou, para responder a uma intimação dos fiscais, o seguinte: "As despesas com veículos de uso dos diretores Ben Haines e Keith Edward W. Jacob, a serviço da empre- sa, são necessários para agilizar os contatos fre- quentes do primeiro com clientes e representantes e do segundo com fornecedore e pessoal técnico dos clientes, quando muitos p idos ou definições das . - . ' SERVIÇO PUBLICO RURAL Processo n9 13884/000.636/88-47 10. Acórdão n9 103-09.723 especificações técnicas são concluídas. O uso des- tes veículos representa a"realização de significati va parcela dos negócios da Torin Aerotécnica -Ltda. Além desses diretores que visitam clientes, a empre sa só conta com um Engenheiro de Vendas para aten - der todos os clientes e representantes no Brasil." Na impugnação a empresa acrescentou, às fls. 580: "Trata-se dos gastos de combustível dispendidos no percurso entre a residência dos sócios e o escritó- rio, o que se enquadra, perfeitamente, no conceito de despesa necessária à atividade da empresa, na me dida em que permite e/ou facilita o acesso de seu' empregados ao local de trabalho." Entendo trata-se-: de despesas "normais" de uma em- presa, pois até as empresas do Governo utilizam carros oficiais pa ra essa espécie de trabalho. Ficou o autuante impressionado com o fato de a -au tuada ter mencionado que os sócios, na realidade, procedem como empregados, pois cada qual tem apenas uma cota do capital social. Este particular, no entanto, não importa consideravelmente para o caso, pois mesmo em se tratando de diretores, as atividades e as finalidades mencionadas pela empresa dão suporte para se concluir que os carros eram utilizados para a produção e em benefício da fonte produtora de rendimentos. Há um outro pormenor, que me faz pender pela norma- lidade da despesa: os veículos são de propriedade da pessoa jurí- dica. Os sócios dispõem, apenas, do uso destes veículos. No recur_ so voluntário, aliais, a recorrente citou os Acórdãos 101-72.534/ /81 e 105-0.136/83, que exigem estarem os veículos escrituradosro Imobilizado. Chegou a recorrente a juntar documentos para provar que os veículos são de sua propriedade e de uso dos sócios. O ponto falho da autuação consistiu, no meu enten- der, em não ter o autuante provado que os sócios utilizavam esses veículos para seus próprios interesses como, por exemplo, para transportar seus familiares, utilização em casa I d campo, emprego I SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 13884/000.636/88-47 11. Acórdão n9 103-09.723 em diversões particulares dos sócios, etc. O argumento de que a empresa chegou a escriturar o estorno de Cr$ 800.000 a título de despesa com veículos é, também, um indício de que a pessoa jurídica emprega esses meios de trans- porte para suas atividades de produção. Entendo, pois, deverem ser excluídas da tributação as seguintes quantias: Exercício de 1985 Cr$ 4.094.691 Cr$ 5.139.607 Exercício de 1986 Cr$ 11.594.215 Cr$ 10.782.899 III - DESPESAS DE REPRESENTAÇÃO Reportou-se o autuante a despesas de representação pagas aos sócios e não incluídas no cálculo do excesso de pro la- bore. Em primeiro lugar, faltou ao autuante especificar em quadro próprio, quais as despesas que estavam sendo glosadas já que os documentos de fls. 196 a 201 e 440 a 455 apontam inúmer ras despesas das mais variadas espécies. Além disso, o autuante glosou valores gerais de re- presentação pagas aos sócios H. Barteldes e Keith Jacob, não in cluídas no cálculo do excesso de pro labore. Já que invocou o art. 236, § 49, do RIR/80, era necessário que especificasse, em - rela cão a cada sócio, qual foi o seu pro labore, o que recebeu a títu lo de representação e reelaborar o cálculo do limite individual e do limite global, pois mesmo recebendo verbas extras poderá um di retor não exceder o limite. Isto, infelizmente, não foi examinado pelo autuante. Nem a fiscalização nem o julgador de primeira ins- tância deram a devida atenção ao que dissera a empresa em sua de fesa: • SERVIÇO MOUCO?" Processo n9 13884/000.636/88-47 1, Acórdão n9 103-09.723 "Conforme já explanado anteriormente, a impugnanb é uma empresa de capital estrangeiro, e suas ativi- dades, assim como de qualquer outra empresa, depen- dem de um bom relacionamento com clientes, fornece- dores e, principalmente, representantes comerciais. Grande parte das despesas glosadas pela fiscaliza - ção, representavam os gastos com hospedagem e trans portes de representantes comerciais, em visita ã brica da Impugnante, com vistas a um melhor esclare cimento técnico acerca dos produtos, objeto de co- mercialização como a discussão com o departamento de vendas da Impugnante sobre novas estratégias de vem das." Se o Tesouro Nacional participa dos lucros das em- presas deve concordar, também, com os gastos para a obtenção des ses lucros. Não se deve perder de vista que, hoje, um gasto com refeição ou com hospedagem de terceiros não é mera liberalidade da empresa, pois esse tratamento tem por finalidade o melhor desempe nho da fonte produtora. Note-se que a fiscalização não negou que as despesas existiram. A glosa foi devida ao excesso de retiradas. Deve ser dado provimento a esta parte, excluindo-se da tributação, nos exercícios de 1985 e 1986, respectivamente, as importâncias de Cr$ 1.162.263 e Cr$ 2.558.634. IV - DESPESAS COM PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS De acordo com a fiscalização, a empresa constituiu a maior esta provisão, conforme demonstrativo de cálculo de fls.210/ /475, com infringência do art. 221 do RIR/80. Conforme se percebe, tanto pela informação fiscal quanto pela decisão de primeiro grau, o montante da provisão que deveria ser de Cr$ 43.539.720, foi aumentado para Cr$ 88.901.927, porque a empresa considerou como fazendo parte dos "devedores du- vieosos" o total das aplicações financeiras. Está absolutamente correto o Ato Declaratório Norma tivo n9 34/76 quando afirma que somente podem cpmpor a base de cálculo da provisão para devedores duvidosos o créditos oriundos • sanoMUCOFEDERAL Processo n9 13884/000.636/88-47 13. Acórdão n9 103-09.723 da atividade operacional. Tal entendimento decorre do espírito da lei. Quando o § 19 do art. 221 do RIR/80 diz que a importância dedutível é aquela que torne a provisão suficiente para absorver as perdas que provavelmente ocorrerão no recebimento de créditos existentes ao fim de cada exercício é óbvio que está se referindo a créditos li gados com as operações de vendas de mercadorias e ou serviços e não com aplicações financeiras. Se o § 39 excluiu do montante da provisão os crédi- tos provenientes de vendas com reserva de domínio, de alienaçãofi duciária em garantia, ou de operações com garantia real, é mais do que certo que estão excluídas as aplicações financeiras, que nenhum risco apresentam para o investidor. Desejo ressaltar o seguinte tudo do Parecer CST/ /SLTN n9 2610, de 06.10.76: "Assim, para orientar o raciocínio e partindo da premissa de que a provisão para créditos de liquida cão duvidosa constitui despesa operacional (funda r mentada no fato de estar a provisão inserida na Se ção III, do Capítulo IX do RIR/75, que trata doí custos, despesas operacionais e encargos, e poder ser registrada como custo ou despesa operacional - - art. 166) é evidente que os créditos que compõem a base de cálculo da provisão são somente aquelesre sultantes de vendas a prazo de bens e serviços objj to das transações da empresa ou seja, os créditosre sultantes em atividade operacional não sendo admis- sível incluir aqueles decorrentes de aplicações fi nanceiras, transações eventuais em quaisquer outro; extra-operacionais. Robustece esse entendimento o art. 152 que concei - tua o lucro operacional como sendo "o resultado das atividades normais da empresa"; e o art. 154 dispor que "o lucro operacional será formado pela diferen- ça entre a receita bruta operacional e os custossas despesas operativas, os encargos, a provisão e as perdas autorizadas pelo Regulamento". Acresce, ain- da, o fato de que a apuração das transações even- tuais será efetuada por seus "resultados líquidos destacadamente do lucro operacional", conforme dis- posto no art. 201 do RIR/75, e qçte esses resultados líquidos, juntamente com o •lucro operacional apura- SERVIÇO Pfmuco FEDERAL Processo 1W 13884/000.636/88-47 14. Acórdão n9 103-09.723 do destacadamente, vão compor o lucro real (art. 151). Pela análise sistemática dos dispositivos citados fica claro que somente os dispêndios efetuados para a realização das receitas operacionais (art. 155) - - podem ser classificados como custos e despesas o peracionais (arts. 161 e 162). E não poderia ser ou tra a interpretação, visto que a intenção clara (15 legislador, ao permitir a formação da provisão, foi assegurar o máximo de garantia possível às opera- ções usuais e normais da empresa. Por tudo isso, ressalta evidente que somente os cré ditos de natureza operacional podem compor a base de cálculo para 'formação da provisão. Mas, essa con dição, por si só, não basta; é necessário, também 7 que eles não tenham qualquer espécie de garantia real ou pessoal,para que possam compor a base de cálculo da provisão." Esta parte do auto deverá, pois, ser mantida. V - DESPESAS COM COMISSÕES SOBRE VENDAS O autuante glosou as despesas com comissões sobre vendas por falta de comprovação. Entendo que a autuação deverá ser mantida. Conforme disse o julgador de_ptimeiro grau, não bas ta alegar que se fez contrato com determinada pessoa para se ter direito a deduzir despesas de comissão. É preciso, segundo o jul- gador: "... que se tenha produzido provas irrefutáveis dos servi- ços prestados pelas beneficiárias das comissões, onde se percebam claramente a imprescindibilidade da intermediação efetuada pelas representantes em prol da venda de produtos da interessada." O que se nota é que a empresa simplesmente juntou cópias que se re- portariam a cheques que teriam sido emitidos em favor de determi- nadas pessoas físicas ou jurídicas, mas não há recibos, documenta ção e outras provas que atestem de que serviços se trata, se real mente foram prestados, etc. A mera apresentação de um contrato, especificando em que consistirá a representação, por ou ro lado, não é suficien umnommomem Processo n9 13884/000,636/88,47 15. Acórdão n9 103-09.723 te para a comprovação da efetiva prestação de serviços. Não cabe razão à recorrente, quando afirma às fls. 889, que: "A alegação do Ilmo. prolator, que a obrigação contra- tual de apresentar detalhadas informações sobre o andamento dos trabalhos não foi apresentada, comprova a aceitação das alegações a respeito da natureza jurídica dos contratos, apresentadas na impugnação," Em verdade, quem lê a decisão às fls. 877 e 878 vê que o julgador disse exatamente o contrário do que pensa a recor- rente. O equívoco da recorrente está em afirmar que: ... constitui obrigação do representante a existên cia do contrato e obrigação da Recorrente ao paga mento da comissão mediante a comprovação da venda (através da nota fiscal) e do recebimento da venda (através da quitação das duplicatas e do ingresso do numerário no caixa); portanto, para a dedutibili dade do valor das comissões basta o contrato bilaG ral e a comprovação do pagamento que, conforme ji alegado nos autos, compõe-se de recibos e/ou notas fiscais de serviços e/ou cópias de cheques de paga- mento." Em primeiro ligar, a recorrente só juntou um contra to, que se-refere à E.P.S.A. Ainda assim, este documento não está registrado, conforme determina o art. 135 do Código Civil, está assinado por uma só pessoa, não identificável, quando deveria es tar assinado pelas partes contratantes, o lugar das "testemunhas" está em branco, etc. Não basta, além disso, assinar um contrato para que a despesa de comissão seja real. É necessário ter outras provas da efetiva prestação de serviços. Mais ainda, é necessário que a empresa comprove quais serviços foram prestados. A simples menção a cheques pagos a essas pessoas nada prova, a não ser que a empre sa pagou determinada quantia a uma terceiro. Resta sempre a per- gunta: a que título? Se simplesmente bastasse a empresa escritu - rar um pagamento como "comissão" estar-se-ia abrindo uma válvula de consequências imprevisíveis para o País, sobretudo em se tra- miono pamon" Processo n9 13884/000.636/88-47 Acórdão n9 103-09.723 tando de empresas como a que está recorrendo, em que ela mesma se diz agente do capital estrangeiro no Brasil, já que os dois só cios, juntos, possuem apenas 2 quotas do capital social e eles mesmos se qualificaram de "empregados" do quotista que está situa do no exterior. Não juntou a recorrente comprovantes como notas fiscais e outros documentos. Acontece, no entanto, que este Conselho deverá es- tar atento para o dinamismo do mercado e para o que realmente a contece no mundo dos negócios. No caso da E.P.S.A. embora cada do cumento, de per si, não seja suficiente para se aquilatar a pres- tação do serviço, entendo se deva dar provimento parcial ao recur so, já que: a) existe a minuta de contrato de representação de fls. 751/768; b) existe a especificação para preenchimento do Arte xo C, conforme se vê, às fls. 770; c) foram anexadas cópias dos documentos referentes aos cheques, com o número destes, passíveis, portanto, de verifi- cação, pelo fisco, da veracidade do seu pagamento (fls. 778 e segs.); d) A própria EPSA emitiu notas fiscais de prestação de serviços e especificou os serviços, conf. docs. de fls. 780 e segs. Este conjunto de provas leva ã presunção de , q realmente os serviços de representação foram prestados. Deverá, pois, ser excluída, no exercício de 198- importância de Cr$ 26.428.827. no exercício de 1986 nenhuma t foi feita a respeito da EPSA. r- - , •Y. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13884/000.636/88-47 17. Acórdão n9 103-09.723 VI - CORREÇÃO MONETÁRIA DE BALANÇO Trata-se de exclusão do patrimônio liquido de impor tâncias escrituradas como "adiantamentos" aos sócios, mas que, em realidade, representam empréstimos, com base no art. 367 do RIR/ /80. Disse a empresa, já na impugnação, que: "Os adianta mentos a que se referem os agentes fiscalizadores, são referentes às verbas de representação, cuja natureza está amplamente demons- trada no subitem 11.1 desta impugnação." Compulsando-se os autos, nota-se que o fiscal baseou sua autuação na listagem de fls. 339, que se encontra entre os docs. de fls. 329 a 340 e 561 a 573. Com prando-se os valores aí constantes com os da glosa de despesas de representação de fls. 196 a 201 e 440 a 455, verifica-se não ha- ver coincidência entre os números. São importâncias e datas com pletamente diferentes. Disse, mais a impugnante: "Convém ressaltar, ainda, que para todos os adiantamentos sacados pelos sócios-gerentes, fo ram apresentadas as devidas prestações de contas, com a documenta ção suporte dos gastos, anexadas." Não citou em que folhas do pro cesso está semelhante documentação. Não citou porque ela não se encontra nos autos. Faltou à empresa justamente provar que esses adiantamentos eram para despesas da empresa. Como se apresentamas provas, os adiantamentos, no caso, são da espécie de todos os a- diantamentos em conta corrente, que o Conselho de Contribuintes sempre tem entendido como empréstimo, conforme se depreende dos Acórdãos nos 104-4.557/84, 103-7.398/86, 105-1.548/85, entre ou- tros. Diz a empresa que todos os adiantamentos -.' tiveram suas prestações de contas. Ora, não existe prova alguma no proces so no sentido de que essa prestação de contas foi realmente fei- ta. Nem sequer os comprovantes das despesas relativas a esses a diantamentos foram apresentados. Entendo caber razão ao autuant quando afirmou às e. SERVIÇO POMO FEDERAL Processo n9 13884/000.636/88-47 18. Acórdão n9 103-09.723 fls. 871: "Aqui, novamente subverte a realidade, afirmando que os adiantamentos são aquelas verbas de representa - ção já comentadas, mas os docs. fls. 196/201, 330/ /340, 440/455 e 561/573 não deixam dúvidas, identi- ficando a contabilização em separado de despesas de representação como contas de resultado, ao passo que as outras, pelas quais caracterizou-se a distribui- ção de lucros, são contas patrimoniais e de nature- za devedora, como as primeiras. Destruídos os meios de negar que os beneficiários dos adiantamentos não sejam seus sócios, a discusâãopre sente envolve a quitação, no decorrer do •período, das antecipações que a empresa tenha-lhes efetuado, o que tem caráter irrelevante, se a legislação nada agiu a respeito. Sendo pessoas ligadas é nula a con testação documental da duplicidade de lançamento d; ofício sobre o mesmo fato gerador, trafega inaltera do o procedimento fiscal da respectiva cobrança." - Assim sendo, voto no sentido de dar provimento par cial ao recurso a fim de. se excluir da tributação, nos exercícios de 1985 e 1986, as importâncias de Cr$ 36.558.824 e Cr$ 24.935.748. Br sília-DF., em 06 de novembro de 1989 ON10 DA SILVA CABRAL RELATOR Page 1 _0020600.PDF Page 1 _0020800.PDF Page 1 _0021000.PDF Page 1 _0021200.PDF Page 1 _0021400.PDF Page 1 _0021600.PDF Page 1 _0021800.PDF Page 1 _0022000.PDF Page 1 _0022200.PDF Page 1 _0022400.PDF Page 1 _0022600.PDF Page 1 _0022800.PDF Page 1 _0023000.PDF Page 1 _0023200.PDF Page 1 _0023400.PDF Page 1 _0023600.PDF Page 1 _0023800.PDF Page 1 _0024000.PDF Page 1 _0024200.PDF Page 1
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Numero do processo: 10715.002642/2004-82
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 27/08/2001
CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE DA DECISÃO.
O indeferimento da Per/Dcomp por razões diversas daquelas que constaram como fundamento do despacho decisório, sem que o contribuinte seja cientificado e instado a manifestar-se sobre a análise sumária do crédito pleiteado, realizada em sede de julgamento, caracteriza cerceamento de defesa e provoca a nulidade de decisão de primeira instância. Recurso voluntário parcialmente provido.
Numero da decisão: 3202-000.881
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para anular a decisão da DRJ.
Nome do relator: Charles Mayer de Castro Souza
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NULIDADE DA DECISÃO. O indeferimento da Per/Dcomp por razões diversas daquelas que constaram como fundamento do despacho decisório, sem que o contribuinte seja cientificado e instado a manifestarse sobre a análise sumária do crédito pleiteado, realizada em sede de julgamento, caracteriza cerceamento de defesa e provoca a nulidade de decisão de primeira instância. Recurso voluntário parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para anular a decisão da DRJ. Irene Souza da Trindade Torres – Presidente Charles Mayer de Castro Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres (presidente), Gilberto de Castro Moreira Junior, Octávio Carneiro Silva Correa, Charles Mayer de Castro Souza, Luís Eduardo Garrossino Barbieri e Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 5. 00 26 42 /2 00 4- 82 Fl. 155DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 1 4/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por CHARL ES MAYER DE CASTRO SOUZA 2 Contra a contribuinte acima qualificada, lavrouse auto de infração formalizando a exigência de Imposto de Importação – II, acrescido de multas de ofício e juros de mora. Por bem retratar os fatos constatados nos autos, transcrevo o Relatório da decisão de primeira instância administrativa, in verbis: Trata o presente processo de auto de infração lavrado para exigência de crédito tributário no valor de R$ 12.179,84 referente a imposto de importação, multa de oficio, multa por mercadoria classificada incorretamente na NCM e juros de mora. Depreendese da descrição dos fatos do auto de infração que a interessada importou mercadorias amparadas pela Declaração de Importação n° 01/08494653 (fls.10 a 12), descrevendoas como CASSAPPRET SRNA LIQ 0120 e classificandoas na NCM 3907.99.18 Tereftalato :de polibutileno em líquidos e pastas. Analisada amostra do produto o Laboratório de Análises do Ministério da Fazenda LABOR, emitiu o Laudo n° 22214/01 (f1.14), concluindo que se trata de preparação química à base de poliéster do ácido tereftálico, em meio aquoso, apta para uso na indústria têxtil. Em função do resultado da análise laboratorial, foi realizada revisão aduaneira na Declaração de Importação, sendo reclassificada a mercadoria para a NCM 3809.91.90. Em decorrência dessa nova classificação fiscal foi constituído auto de infração paia cobrança da diferença de Imposto de Importação, da multa prevista no inciso I do artigo 44 da Lei n° 9.430/96, da multa devido a mercadoria classificada incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercosul, prevista no inciso I do art. 84 da Medida Provisória n° 2.158/2001,1 e dos juros de mora. Regularmente cientificada por via postal (AR às fls. 38), a interessada apresentou tempestivamente a impugnação de folhas 39 a 58, com os documentos de folhas 59 a 86 anexados. A impugnante contesta a reclassificação fiscal determinada pela fiscalização defendendo que as conclusões do laudo no qual se embasou estão equivocadas. Alega que o produto importado é, quimicamente, uma emulsão aquosa de um poliéster (tereftalato de glicois e poliglicois) e que o próprio Laudo Técnico n° 22.214/2001 confirma que se trata de um "polímero", apresentado sob a forma de um liquido branco leitoso. Assim, defende que, com base nas Notas Complementares do Capitulo 39 da TECNCM vigente, o produto está corretamente classificado na NCM 3907.99.18. Alega que a classificação fiscal adotada pela fiscalização infringiu o determinado nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Mercadorias ao Capítulo 3809. Contesta a exigência da multa prevista no inciso I do 'artigo 44 da Lei n° 9.430/1996, defendendo que não houve "declaração inexata" de mercadoria e que a mercadoria está descrita com os elementos que permitiram sua correta identificação. Ampara seu argumento no Parecer CST n° 477/88 e no Ato Declaratório Interpretativo n° 13/2002 da Secretaria da Receita Federal. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 1 4/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por CHARL ES MAYER DE CASTRO SOUZA Processo nº 10715.002642/200482 Acórdão n.º 3202000.881 S3C2T2 Fl. 156 3 Discorda da multa prevista no inciso I do artigo 84 da Medida Provisória n° 2.15835/2001, alegando que a mercadoria foi classificada corretamente na NCM e que, mesmo que houvesse erro no código NCM, o Ato Declaratório Normativo n° 29/80 da Coordenação do Sistema de Tributação da SRF e o Parecer CST/SRF n° 477/88, determinariam a inexigência de qualquer multa. Contesta ainda a aplicação da taxa Selic alegando ser a mesma inconstitucional, conforme julgado do STJ. Requer se declare improcedente o auto de infração e, em caso de dúvidas, a realização de diligência ao laboratório de análises para a resposta aos quesitos que apresenta. Determinada diligência, foi realizada nova análise laboratorial de amostra do produto importado, com a expedição do Parecer Técnico 026/2008 de folhas 106 e 107. Cientificada do resultado da diligência (AR fls. 110), a interessada apresentou o aditivo à impugnação de folhas 112 a 114, com os documentos de folhas 115 a 120 anexados, no qual defende que o resultado laboratorial referenda sua alegação de que a reclassificação fiscal promovida pela fiscalização é indevida, pois não se trata de "uma preparação química à base de poliéster do ácido tereftálico, em meio aquoso, para uso na indústria têxtil". Ao mesmo tempo defende que a classificação fiscal por ela adotada está correta, e por esse motivo, requer seja declarado improcedente o auto de infração. É o relatório. A 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC julgou parcialmente procedente a impugnação, proferindo o Acórdão DRJ/FNS n.º 0715.184 (fls. 127/131), mantendo crédito tributário no valor de R$ 500,00. Fundamentouse essa decisão, cuja ementa foi dispensada por autorização de ato normativo específico, que tanto a classificação fiscal apontada pela fiscalização, quanto a adotada pelo importador, estavam equivocadas. O tributo exigido foi exonerado (também multa de ofício vinculada e juros de mora), mas mantida a prevista no art. 84, I, da Medida Provisória – MP n.º 2.15635, de 2001, por erro de classificação fiscal. Irresignada, a interessada apresentou, no prazo legal (ver fl. 218), recurso voluntário de fls. 139/153, por meio do qual sustenta, no que interessa ao deslinde do litígio, que, embora tenha havido o cancelamento da exigência quanto aos tributos e consectários legais, mantevese a exigência do da penalidade prevista no art. 84, I, da MP n° 2.15635, de 2001, sob a alegação de ter havido erro na classificação fiscal adotada pelo importador. Contudo, seria entendimento pacífico do CARF que, quando o produto deve ser enquadrado numa terceira classificação fiscal (nem a do Fisco, nem a do importador), o lançamento deve ser declarado integralmente nulo. É o relatório. Voto Fl. 157DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 1 4/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por CHARL ES MAYER DE CASTRO SOUZA 4 Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O recurso atende a todos os requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. Vêse que a instância de origem entendeu incorreta a classificação fiscal apontada pela fiscalização, razão pela qual exonerou o imposto de importação e seus consectários legais, porém, como também considerou incorreta a utilizada pelo importador, manteve a multa prevista no art. 84, I, da MP n.º 2.15835, de 2001. Instaurado o litígio quanto à exigência da penalidade isolada, sustenta a Recorrente que, em tal situação, o lançamento deve ser declarado nulo. A razão, a nosso juízo, encontrase com a Recorrente. Notese, inicialmente, que o fundamento utilizado pela DRJ para manter a exigência da penalidade isolada é diverso daquele registrado no campo “Descrição dos Fatos” do auto de infração. Com efeito, a fiscalização alegou que a classificação fiscal correta do produto importado seria 3809.91.90 (“preparação química à base de poliéster do ácido tereftálico, em meio aquoso, apta para uso na indústria têxtil”), com base em que promoveu a cobrança do II, acrescido de multa e juros, e da penalidade por erro de classificação fiscal. Não sendo correta a classificação fiscal utilizada pela fiscalização para proceder ao lançamento, não poderia a instância de origem, considerando correta uma terceira classificação, manter a penalidade isolada, pois esse fato caracteriza cerceamento ao direito de defesa, uma vez que à Recorrente não se conferiu oportunidade de se pronunciar, em sua impugnação, sobre esta terceira classificação fiscal. Abraçando esse entendimento, transcreve se a seguinte ementa de decisão do CARF: FUNDAMENTOS DO LANÇAMENTO. PREJUÍZO AO DIREITO DE DEFESA DO SUJEITO PASSIVO. NULIDADE. É nula, por prejuízo ao direito de defesa do sujeito passivo, a decisão de primeira instância que apresenta fundamentos fático jurídicos ao lançamento impugnado não constantes da peça de ataque. (CARF/Segunda Seção/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária, Acórdão n.º 2401002.593, de 14/08/2012). Assim, a instância de origem nada mais fez do que promover uma alteração na fundamentação do ato administrativo (lançamento), visto que o motivo de fato do qual resultou a exigência da penalidade foi que a classificação fiscal adotada pela Recorrente estava errada porque correta era a indicada pela fiscalização. Configurado prejuízo ao direito de defesa, é de se declarar nula decisão proferida pela DRJ, com fulcro no art. 59, II, do Decreto n.º 70.235, de 1972. Pelo exposto, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para anular a decisão proferida pela DRJ. É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 158DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 1 4/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por CHARL ES MAYER DE CASTRO SOUZA Processo nº 10715.002642/200482 Acórdão n.º 3202000.881 S3C2T2 Fl. 157 5 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 1 4/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por CHARL ES MAYER DE CASTRO SOUZA
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Numero do processo: 35344.000219/2006-04
Data da sessão: Wed Jun 03 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 2401-000.032
Decisão: RESOLVEM os membros da Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara
do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência a Repartição de Origem.
Nome do relator: Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira
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Numero do processo: 16327.001624/2005-14
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Período de apuração: 01/10/2003 a 31/03/2004
Ementa:
PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA.
A matéria já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na via administrativa. Caracteriza-se a concomitância quando o pedido e a causa de pedir dos processos administrativos e judiciais guardam irrefutável identidade.
DEPÓSITOS JUDICIAIS. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE. INTEGRALIDADE.
Os depósitos judiciais apenas suspendem a exigibilidade do crédito tributário se forem efetuados em montante integral.
DEPÓSITO SUFICIENTE - MULTA DE OFÍCIO
Havendo suficiência dos depósitos extrajudiciais ocorre a situação descrita no art. 151, II do CTN, logo, existindo causa suspensiva da exigibilidade do crédito tributário é improcedente a aplicação da multa de ofício.
JUROS DE MORA. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário decorrente de depósitos judiciais não impede a constituição do crédito referente aos juros moratórios. Sobre os créditos tributários vencidos e não pagos incidem juros de mora, conforme legislação em vigor na data de sua aplicação.
Numero da decisão: 3402-002.204
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em não se conhecer da matéria referente ao alargamento da Base de Cálculo da Cofins e à isenção prevista na Lei Complementar nº 70/91, em virtude da concomitância. Na parte conhecida, em dar provimento ao recurso para afastar a exigência da multa de ofício e dos juros de mora incidentes sobre o valor da Cofins do período de apuração compreendido entre 10/2003 e 03/2004.
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Relator e Presidente Substituto
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca, Winderley Morais Pereira.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 01/10/2003 a 31/03/2004 Ementa: PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. A matéria já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na via administrativa. Caracteriza-se a concomitância quando o pedido e a causa de pedir dos processos administrativos e judiciais guardam irrefutável identidade. DEPÓSITOS JUDICIAIS. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE. INTEGRALIDADE. Os depósitos judiciais apenas suspendem a exigibilidade do crédito tributário se forem efetuados em montante integral. DEPÓSITO SUFICIENTE - MULTA DE OFÍCIO Havendo suficiência dos depósitos extrajudiciais ocorre a situação descrita no art. 151, II do CTN, logo, existindo causa suspensiva da exigibilidade do crédito tributário é improcedente a aplicação da multa de ofício. JUROS DE MORA. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário decorrente de depósitos judiciais não impede a constituição do crédito referente aos juros moratórios. Sobre os créditos tributários vencidos e não pagos incidem juros de mora, conforme legislação em vigor na data de sua aplicação.
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CONCOMITÂNCIA. A matéria já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na via administrativa. Caracterizase a concomitância quando o pedido e a causa de pedir dos processos administrativos e judiciais guardam irrefutável identidade. DEPÓSITOS JUDICIAIS. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE. INTEGRALIDADE. Os depósitos judiciais apenas suspendem a exigibilidade do crédito tributário se forem efetuados em montante integral. DEPÓSITO SUFICIENTE MULTA DE OFÍCIO Havendo suficiência dos depósitos extrajudiciais ocorre a situação descrita no art. 151, II do CTN, logo, existindo causa suspensiva da exigibilidade do crédito tributário é improcedente a aplicação da multa de ofício. JUROS DE MORA. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário decorrente de depósitos judiciais não impede a constituição do crédito referente aos juros moratórios. Sobre os créditos tributários vencidos e não pagos incidem juros de mora, conforme legislação em vigor na data de sua aplicação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em não se conhecer da matéria referente ao alargamento da Base de Cálculo da Cofins e à isenção prevista na Lei Complementar nº AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 16 24 /2 00 5- 14 Fl. 509DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16327.001624/200514 Acórdão n.º 3402002.204 S3C4T2 Fl. 205 2 70/91, em virtude da concomitância. Na parte conhecida, em dar provimento ao recurso para afastar a exigência da multa de ofício e dos juros de mora incidentes sobre o valor da Cofins do período de apuração compreendido entre 10/2003 e 03/2004. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Relator e Presidente Substituto Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca, Winderley Morais Pereira. Relatório Como forma de elucidar os fatos ocorridos, colaciono o relatório da decisão vergastada, verbis: Trata o presente processo de Auto de Infração (fls. 366/367), lavrado em procedimento de fiscalização, para a constituição de crédito tributário de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins dos meses de outubro/2003 a março/2004, relativo à matéria discutida no Mandado de Segurança n° 1999.61.00.0337209, impetrado perante a 17ª Vara Cível da Subseção Judiciária de São Paulo. De acordo com o Termo de Verificação Fiscal n° 03 (fls. 357 a 362), por meio da referida ação judicial, o contribuinte objetivava se eximir do recolhimento da Cofins, permanecendo no gozo da isenção concedida pelo art. 11 da Lei Complementar n° 70/91 ou, alternativamente, proceder ao recolhimento da contribuição nos termos da Lei Complementar n° 70/91, sem se submeter aos critérios previstos na Lei n° 9.718/98 (petição inicial às fls. 28 a 45) A liminar foi deferida em 20/07/1999, autorizando o recolhimento da Cofins nos termos da Lei Complementar n° 70/91 (fls. 47 e 48), e, em 12/07/2000 foi concedida a segurança, para o fim de assegurar ao impetrante o direito de isenção conferido na forma da Lei Complementar n° 70/91 (fls. 50 a 56). Ao apreciar o recurso da Fazenda Nacional contra essa decisão (fls. 57 a 68), a 6ª Turma do TRF 3ª Região deu provimento à apelação da União e à remessa oficial nos seguintes termos: "(...) por serem constitucionais as normas veiculadas pela Lei n° 9.718/98, não há falarse em isenção do pagamento da COFINS, nos moldes da LC 70/91. Destarte, de rigor a reforma da sentença", tendo sido publicado o acórdão em 15/08/2003 (fls. 70 a 81). Fl. 510DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16327.001624/200514 Acórdão n.º 3402002.204 S3C4T2 Fl. 206 3 Em 11/09/2003, o contribuinte apresentou petição dirigida ao Sr. Desembargador Relator, requerendo autorização para realizar o depósito dos valores controversos a título de Cofins não recolhidos, bem como dos valores vincendos, mensalmente devidos (fls. 87 e 88). Em 12/09/2003, foi indeferido o pedido de depósito judicial dos valores em controvérsia na demanda (fls. 90). Em 14/09/2003, pela Medida Cautelar n° 2003.03.00.0556440 (fls. 99 a 110), o contribuinte insistiu na realização do depósito judicial, mas o TRF 3a Região, em 16/09/2003 novamente negou seu pedido (fls. 113 a 116). Inconformada, em 17/09/2003, ingressou com Agravo Regimental contra essa decisão (fls. 118 a 127). Também em 17/09/2003, o contribuinte propôs nova medida judicial, o Mandado de Segurança n° 2003.03.00.0570289, insistindo novamente no depósito judicial (fls. 129 a 147). No dia seguinte, o pedido foi indeferido e, em 22/09/2003, a empresa interpôs Agravo Regimental contra a decisão, ao qual foi negado provimento (fls. 148 a 168). Não tendo obtido êxito em sua pretensão de efetuar os depósitos judiciais, o contribuinte efetuou, em 19/09/2003, o recolhimento da Cofins do período de junho/1999 até agosto/2003, com o acréscimo dos juros moratórios, mas sem a multa de mora. Como o prazo previsto no § 2º do art. 63 da Lei n° 9.430/96 havia se esgotado em 17/09/2003, foi efetuado o lançamento da multa de ofício isolada, objeto do processo administrativo fiscal n° 16327.001623/200570, que atualmente se encontra no Segundo Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda. Em relação aos fatos geradores de setembro de 2003 e seguintes, o contribuinte passou a fazer depósitos extrajudiciais, tendo requerido à Secretaria da Receita Federal um número de processo administrativo para vincular os depósitos. Tal processo recebeu o número 16327.003473/200377 (fls. 178 e 179). Alega a fiscalização que esses depósitos não têm o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário nos termos do art. 151, II, do Código Tributário Nacional, visto que foram efetuados sem que houvesse qualquer litígio administrativo a respeito desses valores. Acrescenta que o contribuinte discute a exigência da Cofins na via judicial e que o próprio Poder Judiciário indeferiu o pedido de depósito. A fiscalização informa que o presente lançamento abrange apenas os períodos de outubro/2003 a março/2004, pois, em relação a esses períodos, os débitos de Cofins não foram declarados em DCTF. (...) Cientificado da autuação em 13/10/2005 (fls. 366), o contribuinte apresentou em 14/11/2005, a impugnação de fls. 373 a 384, acompanhada dos documentos de fls. 385 a 459. Fl. 511DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16327.001624/200514 Acórdão n.º 3402002.204 S3C4T2 Fl. 207 4 Alega que o lançamento é indevido, em face da inconstitucionalidade das normas contidas na Lei n° 9.718/98. Argumenta que a Lei Complementar n° 70/91 previa expressamente a isenção da Cofins em relação às empresas de seguros privados, não podendo a lei ordinária, no caso a Lei nº 9.718/98, revogar isenção que havia sido concedida por lei complementar. Acrescenta que, nos termos do art. 146 da Constituição Federal, as normas gerais em matéria tributária e as limitações constitucionais ao poder de tributar devem ser editadas por meio de lei complementar. Sustenta que, ainda que não faça jus a essa isenção, não estaria sujeito ao recolhimento da Cofins nos termos da Lei n° 9.718/98, mas nos moldes da Lei Complementar n° 70/91, visto que a Lei n° 9.718/98 estabeleceu base de cálculo que não encontra fundamento no art. 195 da Constituição Federal. Conclui, assim, que o lançamento se baseia em dispositivos inconstitucionais, devendo ser julgado improcedente. Caso assim não se entenda, alega o impugnante ser indevida a exigência da multa de ofício, pois os créditos tributários encontravamse com a exigibilidade suspensa em face dos depósitos extrajudiciais efetuados. Sustenta que efetuou os depósitos em consonância com as normas que regem a matéria, ou seja, os depósitos foram realizados na Caixa Econômica Federal em conta específica para esse fim, à disposição do Sr. Delegado da Deinf/SPO, vinculados ao processo administrativo n° 16327.003473/2003 77, criado para. essa finalidade. Acrescenta que a alegação da fiscalização de que os depósitos extrajudiciais somente suspenderiam a exigibilidade do crédito tributário se estivessem vinculados a processos administrativos litigiosos não procede, pois tal entendimento não tem respaldo na legislação. Ante o exposto, o impugnante requer seja reconhecida a improcedência do lançamento fiscal, tendo em vista a inconstitucionalidade das exigências impostas pela Lei n° 9.718/98. Alternativa e sucessivamente, requer seja reconhecida a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários em questão, cancelandose a exigência da multa de ofício. A 3ª Turma da Delegacia de Julgamento em Campinas julgou improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão nº 0526767, de 14 de setembro de 2009, cuja ementa abaixo reproduzo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/10/2003 a 31/03/2004 Fl. 512DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16327.001624/200514 Acórdão n.º 3402002.204 S3C4T2 Fl. 208 5 PROCESSO JUDICIAL E IMPUGNAÇÃO ADMINISTRATIVA. CONCOMITÂNCIA. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. DEPÓSITO EXTRAJUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. MULTA DE OFÍCIO. O depósito extrajudicial não caracteriza hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, II, do CTN, se não houver processo administrativo litigioso relativo à matéria, sendo exigível a multa de ofício. Lançamento Procedente Inconformado com a decisão da DRJ, apresentou recurso voluntário ao CARF, no qual argumenta, em brevíssima síntese, que: a) O lançamento fiscal foi efetuado com o objetivo de exigir valores a Título de Cofins, cuja exigibilidade está sendo discutida nos autos do Mandado de Segurança Nº 1999.61.00.0337209. Por tal motivo resta clara a necessidade de imediato sobrestamento desse processo administrativo, nos termos do art. 265, IV, a do Código de Processo Civil; b) Desde o início do procedimento fiscalizatório que originou o presente processo administrativo, o valor total dos créditos tributários de Cofins sob análise foram depositados extra judicialmente, visando manter a suspensão da exigibilidade desses valores até a decisão final da ação judicial correlata. Esses depósitos extras judiciais foram vinculados ao processo administrativo nº 16327003472/200377, criado exclusivamente para o fim pela Delegacia de Instituições Financeiras em atenção a requerimento da recorrente, no qual foi expressamente consignado que a devolução ou a conversão dos depósitos em renda dependem do resultado final do mandado de Segurança nº 1999.61.00.0337209. Não obstante a existência de depósitos integrais dos valores ora exigidos, as autoridades julgadoras de primeira instância alegam que tais créditos não estariam com a exigibilidade suspensa, uma vez que o depósito extrajudicial não caracteriza hipótese de suspensão do crédito tributário, nos termos do art. 151, II do CTN, se não houver processo administrativo litigioso relativo a matéria. Ocorre que a existência ou não de um litígio administrativo não possui qualquer influência na Fl. 513DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16327.001624/200514 Acórdão n.º 3402002.204 S3C4T2 Fl. 209 6 suspensão da exigibilidade dos créditos tributários que se encontram integralmente depositados. Uma vez demonstrado que os valores ora exigidos já se encontravam devidamente depositados anteriormente ao lançamento que deu origem a este processo, e que, o auto de infração foi lavrado com o único objetivo de prevenir a decadência dos créditos em discussão na esfera judicial, é evidente a impossibilidade de exigência da multa de ofício e dos juros de mora sobre tais valores. Termina sua petição recursal requerendo o sobrestamento do processo administrativo até que seja proferida decisão final nos autos do Mandado de Segurança nº 1999.61.00.0337209. Alternativamente, que seja dado provimento ao recurso para determinar a exclusão dos juros de mora e da multa de ofício lançados no auto de infração. É o Relatório. Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator A impugnação foi apresentada com observância do prazo previsto. Quanto aos demais requisitos de admissibilidade passo a analisar individualmente cada matéria trazida no recurso voluntário. Alargamento da Base de Cálculo da Cofins e a Isenção prevista na Lei Complementar nº 70/91. É fato incontroverso que essas duas matérias estão em discussão no Mandado de Segurança nº 1999.61.00.0337209, impetrado em 15/17/1999 perante a 17ª Vara Cível da Subseção Judiciária de São Paulo. Quando há processos paralelos, com objeto e finalidade idênticos, podem resultar em efeitos redundantes ou antagônicos. Em qualquer das hipóteses, prevalecerá a decisão judicial, motivo pelo qual a concomitância de processos ofende o princípio da economia processual. Em face disso, a opção do contribuinte pela via judicial encerra o processo administrativo fiscal em definitivo, em qualquer das fases em que ele se encontre. Nestes casos, quando o sujeito passivo opta pela via judicial para a discussão de matéria tributária implica na renúncia ao poder de recorrer nesta instância, nos termos do parágrafo único do art. 38 da Lei nº 6.830/80 e do § 2º, art. 1º do Decretolei nº 1.737, de 1979. Ratificando este entendimento, foi aprovado o enunciado de Súmula CARF nº 01, publicada no DOU de 22/12/2009, in verbis: Súmula CARF nº 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas Fl. 514DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16327.001624/200514 Acórdão n.º 3402002.204 S3C4T2 Fl. 210 7 a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Registrese que a coisa julgada a ser proferida no âmbito do Poder Judiciário jamais poderia ser alterada no processo administrativo, pois tal procedimento feriria a Constituição Federal, que adota, como já mencionado, o modelo de jurisdição una, onde são soberanas as decisões judiciais. Posta assim a questão, entendo que este Colegiado não pode apreciar matéria já submetida ao Poder Judiciário, na linha da Súmula Carf nº 01. Na linha do entendimento fixado, não conheço destas matérias por enxergar identidade entre os pedidos e as causas de pedir apresentados no MS nº 1999.61.00.0337209 e neste recurso administrativo. Multa de Ofício e Juros Moratórios. Quanto aos capítulos em que o recorrente se defende da multa de ofício e dos juros moratórios, identifico os requisitos de admissibilidade. Sendo assim, deles tomo conhecimento e passo a apreciálos. Multa de Ofício. Oportuno discorrer acerca do significado extraído inciso II do art. 151 do CTN: O referido artigo 151 do CTN assim prescreve: “Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I moratória; II o depósito do seu montante integral; III as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV a concessão de medida liminar em mandado de segurança. V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; (Inciso incluído pela LC nº 104, de 10.1.2001)” O depósito é o ato de o contribuinte depositar, voluntariamente, o valor integral do tributo supostamente devido. Pode ser definido também como a quantia debatida em juízo que, para fins de suspensão de exigibilidade do crédito tributário, poderá ser entregue a uma instituição financeira determinada que fará a guarda do numerário (dinheiro) até o final do processo. O depósito, segundo o artigo 151, II do Código Tributário Nacional, constitui em uma das causas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Porém, para tanto, diz a súmula 112 do STJ, que é necessário que o contribuinte o realize de maneira integral e em dinheiro. Fl. 515DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16327.001624/200514 Acórdão n.º 3402002.204 S3C4T2 Fl. 211 8 O artigo 151, II do CTN, mencionado acima, também aduz à necessidade de o depósito ser feito de modo integral para que possa ocorrer a suspensão. Esse depósito tem a finalidade de evitar a aplicação de multa pelo atraso no recolhimento do tributo, bem como dos juros de mora. Segundo o art. 111 do CTN, interpretase literalmente a legislação que disponha sobre suspensão do crédito tributário, mandamento que objetiva afastar qualquer ampliação do comando legal, e que, forçosamente, levanos à conclusão de que o depósito de montante integral, seja judicial ou extrajudicial possui o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário. Não há na legislação ressalva acerca da necessidade de existência de litígio para efetuar depósitos extrajudiciais. A determinação do montante integral é prerrogativa do Fisco, conforme tem decidido a jurisprudência, logo, o montante integral é o valor pretendido pelo credor, valor este determinado por disposição legal, e não o valor que o devedor entende ser devido: “TRIBUTÁRIO. DEPÓSITO DO MONTANTE CONTROVERTIDO. CTN, ART. 151, II. O montante integral do crédito tributário, a que se refere o artigo 151, II, do Código Tributário Nacional, é aquele exigido pela Fazenda Pública, e não aquele reconhecido pelo sujeito passivo da obrigação tributária. Recurso especial conhecido e provido.” (grifos nossos) (STJ, RESP 69.648/SP, 2a Turma, Relator Min. Ari Pargendler, agosto/1997) “PROCESSUAL CIVIL. DEPÓSITO EM GARANTIA DO JUÍZO. INTEGRALIDADE. LIBERAÇÃO... O depósito de que trata o art. 151, II, do CTN, pode ser feito independentemente de autorização judicial. Independe assim, da propositura de ação cautelar. De qualquer modo, só suspende a exigibilidade do crédito tributário quando integral, vale dizer, da quantia correspondente ao que o credor pretende receber, sendo inadmissível qualquer disputa a respeito de seu valor...” (grifos nossos) (TRF5, AG 0502386, 1a Turma, Relator Juiz Hugo de Brito Machado) É importante ressaltar que, conforme indicam os arts. 139 e 113, §1º do CTN, a cada fato gerador corresponde uma obrigação e seu respectivo crédito. No caso da exação em epígrafe, o critério temporal da regramatriz de incidência indica que a referida contribuição incide sobre o faturamento mensal, portanto, a cada mês verificamos a ocorrência de um fato gerador da obrigação tributária. Logo, se um Auto de Infração é referente a créditos da Cofins relativos a diversos meses estamos diante de uma pluralidade de obrigações, e não de uma pluralidade de prestações, uma vez que a cada prestação corresponde um fato gerador, ou melhor, um título diverso: Não se deve confundir pluralidade de obrigações com pluralidade de prestações. O que distingue a obrigação cumulativa é a pluralidade de prestações, oriunda da mesma Fl. 516DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16327.001624/200514 Acórdão n.º 3402002.204 S3C4T2 Fl. 212 9 causa, decorrente, por outras palavras, do mesmo título. Se as diversas prestações correspondem a obrigações com diferentes causas, a pluralidade não se verifica no objeto da obrigação, pois que cada qual tem objeto simples. (GOMES, Orlando. Obrigações. 13a ed, Forense, São Paulo, 2000, p. 73.) Resta claro que o depósito do montante integral deve ser considerado em relação a cada fato gerador, ou melhor, a cada crédito individualmente considerado, e não em relação ao total do crédito constituído pelo Auto de Infração. Tratandose de suspensão de exigibilidade pelo depósito do montante integral analisemos a questão da imposição da multa de ofício. O art. 63 da Lei no 9.430/96, alterado pelo art. 70 da Medida Provisória nº 2.15835/2001, dispõe que a multa de ofício não se aplica à constituição de créditos destinada a prevenir a decadência cuja exigibilidade esteja suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 do CTN. Art. 63. Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício. (redação dada pelo artigo 70 da Medida Provisória nº 2.15834 de 27.07.2001.) § 1º O disposto neste artigo aplicase, exclusivamente, aos casos em que a suspensão da exigibilidade do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. Houve omissão quanto aos outros casos de suspensão da exigibilidade do crédito, dentre os quais o depósito do montante integral, todavia, estando a exigibilidade do crédito suspensa, não há que se falar em obrigatoriedade de recolhimento e, conseqüentemente, em infração ensejadora da penalidade tipificada no art. 44 da Lei no 9.430. Além das hipóteses acima previstas de lançamento sem multa de ofício, têm se, nos termos do Parecer Cosit nº 02, de 05.01.1999, que o depósito judicial do montante integral do crédito tributário também obsta a imposição de multa de ofício Hipótese prevista no inciso II do art. 151 do CTN “7. Relativamente ao depósito do montante integral do crédito tributário, é pertinente salientar que, em conformidade com o art. 4º do Decretolei nº 1.737, de 20 de dezembro de 1979, deve ele ser efetuado pelo valor monetariamente atualizado do crédito, acrescido da multa e juros de mora cabíveis, calculados a partir da data do vencimento do tributo ou contribuição até a data do depósito. Assim, à suspensão da exigibilidade do crédito tributário agregase o principal efeito decorrente do depósito, qual seja, exime o sujeito passivo, a partir da data em que é efetuado, do ônus da correção monetária e evita a fluência dos juros e multa de mora em que incorreria até a solução da lide ou litígio. Fl. 517DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16327.001624/200514 Acórdão n.º 3402002.204 S3C4T2 Fl. 213 10 8. Considerando que a conversão do depósito em renda, após solução favorável à União, é, nos termos do art. 156, inciso VI, do CTN, modalidade de extinção do crédito tributário e que ela opera efeitos ex tunc, retroagindo à data do depósito, parece claro que não há que se falar em pagamento extemporâneo do crédito tributário, tampouco em pagamento após o vencimento sem os acréscimos moratórios cabíveis. 9. Em face disso, concluise que, ao dispor sobre a inaplicabilidade da multa de ofício na constituição de créditos tributários para prevenir a decadência, entendeu o legislador desnecessário expressar que o tratamento previsto no art. 63 da Lei nº 9.430/1996 estendese aos casos de suspensão da exigibilidade do crédito em razão do depósito do seu montante integral, pois dispensável é legislar sobre o óbvio.” Pelo exposto, concluise que existindo depósito no valor integral, valor esse definido nos termos da RFB, haverá suspensão da exigibilidade do crédito tributário e conseqüentemente não caberá o lançamento da multa de ofício. Juros de Mora A melhor lição a respeito do caráter dos juros de moratório é encontrada no voto do ilustre Professor Moreira Alves, nos autos do RE nº 906568, julgado pelo Pleno do STF. Diz ele: Os juros são, portanto, uma compensação que aufere o credor pela privação em que fica e também pelo risco que corre com o empréstimo de seu capital: sob este aspecto, podese dizer que os juros de qualquer espécie são compensatórios. Mas pode também acontecer que os juros não representem essa compensação, mas antes constituam sob uma forma precisa e fixa o equivalente legal das perdas e danos que nas dívidas de dinheiro ou coisa fungível podem resultar da mora no cumprimento da obrigação; chamamse moratórios, por isso são devidos pela mora. No direito tributário os juros de mora são regulados pelo art. 161 do CTN: Art. 161 O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de 1% (um por cento) ao mês, formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. Acerca da natureza penal dos juros de mora, ouçamos a doutrina de Bernardo Ribeiro de Moraes: Do ponto de vista do direito tributário, a natureza jurídica dos juros de mora é de sanção pecuniária em razão da impontualidade do sujeito passivo no cumprimento da Fl. 518DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16327.001624/200514 Acórdão n.º 3402002.204 S3C4T2 Fl. 214 11 obrigação, objetivando não retardar o recolhimento da respectiva dívida. Os juros de mora são devidos independentemente da prova de prejuízo do credor pela demora do devedor. Os juros de mora são, portanto, uma sanção (conseqüência do ilícito) pecuniária que tem causa jurídica na impontualidade em relação ao adimplemento da obrigação. Assim, os juros de mora serão devidos sempre que o principal for recolhido a destempo, seja qual for o motivo determinante da falta. Na verdade, a fluência dos juros moratórios, a partir do vencimento dos tributos e contribuições, decorre de expressas disposições legais, sendo que o ato administrativo do lançamento apenas formaliza a pretensão da Fazenda Pública, acrescentando à obrigação tributária, surgida com a ocorrência do fato gerador, o atributo da exigibilidade. Na forma da legislação em vigor, os juros de mora são devidos inclusive durante o período em que a respectiva cobrança estiver suspensa por decisão administrativa ou judicial (Decretolei nº 1.736/79, art. 5º), de sorte que a pretensão da interessada, ao alegar que os juros não incidem quando suspensa a exigibilidade do crédito tributário, não pode prosperar. Por outro lado, a Norma de Execução Csar/CST/CSF nº 02, de 14/01/1992, determina, em seus itens II.B. 2 e II.B. 5, que o depósito judicial é considerado um pagamento na data em que efetivado, vale dizer, se o depósito foi efetuado após o prazo de vencimento do tributo devem ser exigidos juros moratórios. No caso de depósito efetuado dentro do prazo de vencimento, o DARF de conversão em renda da União Federal deve corresponder aos depósitos atualizados desde a data da efetivação até a data da conversão. Portanto, havendo conversão em renda da União Federal, e tratandose de depósito judicial efetuado dentro do prazo de vencimento do tributo, o crédito tributário está extinto, como, aliás, determina o art. 156, inciso VI, do CTN, pois o valor depositado é considerado, na amortização do débito, como um DARF pago, na data do depósito. Com a edição da Lei nº 9.703, de 17/11/1998 (conversão da Medida Provisória nº 1.721, de 28/10/1998), o depósito judicial passou a ser, obrigatoriamente, efetuado em dinheiro e junto à Caixa Econômica Federal, que, por sua vez, os repassa para a Conta Única do Tesouro Nacional, independentemente de qualquer formalidade, no mesmo prazo fixado para o recolhimento dos tributos e das contribuições federais. Além disso, que, mediante ordem judicial, após o encerramento da lide, é devolvido ao depositante pela Caixa Econômica Federal, no prazo máximo de vinte e quatro horas, quando a sentença lhe for favorável, ou na proporção em que o for, acrescido de juros, na forma estabelecida pelo § 4º do art. 39 da Lei nº 9.250, de 26/12/1995, ou transformado em pagamento definitivo, proporcionalmente à exigência do correspondente tributo ou contribuição, inclusive seus acessórios, quando se tratar de sentença ou decisão favorável à Fazenda Nacional. Portanto, a conversão do depósito em renda em favor da União, se for o caso, equivale a um pagamento, que deve ser confrontado com o valor do débito devido à data em que efetuado o depósito, de modo que essa é a razão pela qual, quando realizado no seu montante integral, deve inibir o lançamento de juros de mora por meio de auto de infração, ainda que para se prevenir o Fisco quanto à ocorrência da decadência. Na linha do raciocínio desenvolvido, o valor do depósito efetuado tempestivamente pelo contribuinte afasta qualquer discussão acerca dos juros de mora. Fl. 519DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16327.001624/200514 Acórdão n.º 3402002.204 S3C4T2 Fl. 215 12 Contudo, quando o depósito efetuado a destempo, a aplicação dos juros de mora é legal e deve fazer parte da exigência fiscal. Como dito alhures, o que afasta os juros de mora é o adimplemento da obrigação dentro do prazo estabelecido por lei. No caso de depósito integral efetuado na data do vencimento não caberá juros de mora sobre o montante, pois o crédito tributário se encontra a disposição da Fazenda Pública. Fixada as premissas quanto à incidência da multa de ofício e dos juros de mora, retornemos aos fundamentos jurídicos presentes nos autos e caracterizadores da premissa menor. Compulsando os autos, identifico: a) Que os períodos de apuração objeto do lançamento são relativos à Cofins de 10/2003 a 03/2004; b) Que a Autoridade Fiscal efetuou o lançamento de valores não declarados em DCTF; c) Que sujeito passivo efetuou recolhimentos extrajudiciais, na Caixa Econômica Federal, por intermédio dos documentos para depósitos à ordem e à disposição da autoridade judicial ou administrativa – DJE; d) Que os recolhimentos foram efetuados nas respectivas datas de vencimentos dos períodos de apuração; e) Que os valores depositados representavam a totalidade dos tributos calculados nas bases determinadas pela RFB; e f) Que a Autoridade Fiscal acompanhava os depósitos efetuados pelo recorrente por meio do processo administrativo nº 16327.003473/200377. Diante dos fatos jurídicos apresentados nos autos, não resta dúvida que o sujeito passivo efetuou depósitos integrais na data dos vencimentos da Cofins referentes aos fatos geradores compreendidos entre 10/2003 e 03/2004. Assim sendo, entendo descabidos os juros de mora e a multa de ofício e sobre o montante do tributo constituído no auto de infração, objeto deste processo administrativo. Forte nestes argumentos, não conheço da matéria referente ao alargamento da Base de Cálculo da Cofins e a isenção prevista na Lei Complementar nº 70/91, em virtude da concomitância. Na parte conhecida, dou provimento ao recurso para afastar a exigência da multa de ofício e dos juros de mora incidentes sobre o valor da Cofins do período de apuração compreendido entre 10/2003 e 03/2004. É como voto. Fl. 520DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16327.001624/200514 Acórdão n.º 3402002.204 S3C4T2 Fl. 216 13 Sala das Sessões, 26/09/2013 Gilson Macedo Rosenburg Filho Fl. 521DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 5/10/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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Numero do processo: 16561.000152/2007-71
Data da sessão: Tue Apr 08 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário:2001, 2002
LUCRO AUFERIDO POR CONTROLADA NO EXTERIOR
Exonera-se a parcela referente ao lucro auferido por controlada no exterior . relativo ao ano de 2001, em rigorosa observância da decisão prolatada na
ADI 2588 do STF, uma vez declarada a inconstitucionalidade do parágrafo único do art.74 da MP 2158-35, que determinava que os lucros apurados em 2001, seriam considerados disponibilizados em 31 de dezembro de 2002, para fins tributários.
VARIAÇÃO CAMBIAL.
Tributa-se a variação cambial ativa, apurada por ocasião da redução de capital investido, pela conversão para moeda nacional do direito de crédito do contribuinte.
CSLL. PIS. DECORRÊNCIA.
A decisão relativa ao lançamento principal se aplica, no que couber, As exigência da CSLL e da Contribuição para o PIS, por serem fundamentados nos mesmos elementos de prova.
SALDOS DE PREJUÍZOS FISCAIS E BASE DE CÁLCULO NEGATIVA DA CSLL.
Na hipótese de cisão parcial, a pessoa jurídica cindida poderá compensar os seus próprios prejuízos, proporcionalmente à parcela remanescente do patrimônio liquido.
MULTA DE OFÍCIO. SUCESSORA POR INCORPORAÇÃO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA.
A incorporadora é responsável pelo pagamento da multa de oficio decorrente de infração atribuída à incorporada, mormente se sucessora e sucedida faziam, parte do mesmo grupo empresarial. JUROS DE MORA. TAXA SELIC
Consta da Súmula do CARF a exigência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custodia para Títulos Federais - SELIC, acumulada mensalmente.
Numero da decisão: 1202-001.132
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso em relação aos lucros auferidos por controlada no exterior relativo ao ano de 2001 e, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso quanto à exigência do IRPJ e da CSLL por variação cambial na redução do capital de controlada no exterior, quanto ao aproveitamento integral da base de cálculo negativa da CSLL e quanto à tributação do PIS por variação cambial, nos termos dos votos do Relator e do Redator Designado, vencidos os Conselheiros Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno. Por unanimidade de votos, excluir a exigência da COFINS relativa a dezembro de 2002. Designado o Conselheiro Plínio Rodrigues Lima para redigir o voto vencedor.
Nome do relator: Orlando José Gonçalves Bueno
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário:2001, 2002 LUCRO AUFERIDO POR CONTROLADA NO EXTERIOR Exonera-se a parcela referente ao lucro auferido por controlada no exterior . relativo ao ano de 2001, em rigorosa observância da decisão prolatada na ADI 2588 do STF, uma vez declarada a inconstitucionalidade do parágrafo único do art.74 da MP 2158-35, que determinava que os lucros apurados em 2001, seriam considerados disponibilizados em 31 de dezembro de 2002, para fins tributários. VARIAÇÃO CAMBIAL. Tributa-se a variação cambial ativa, apurada por ocasião da redução de capital investido, pela conversão para moeda nacional do direito de crédito do contribuinte. CSLL. PIS. DECORRÊNCIA. A decisão relativa ao lançamento principal se aplica, no que couber, As exigência da CSLL e da Contribuição para o PIS, por serem fundamentados nos mesmos elementos de prova. SALDOS DE PREJUÍZOS FISCAIS E BASE DE CÁLCULO NEGATIVA DA CSLL. Na hipótese de cisão parcial, a pessoa jurídica cindida poderá compensar os seus próprios prejuízos, proporcionalmente à parcela remanescente do patrimônio liquido. MULTA DE OFÍCIO. SUCESSORA POR INCORPORAÇÃO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. A incorporadora é responsável pelo pagamento da multa de oficio decorrente de infração atribuída à incorporada, mormente se sucessora e sucedida faziam, parte do mesmo grupo empresarial. JUROS DE MORA. TAXA SELIC Consta da Súmula do CARF a exigência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custodia para Títulos Federais - SELIC, acumulada mensalmente.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso em relação aos lucros auferidos por controlada no exterior relativo ao ano de 2001 e, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso quanto à exigência do IRPJ e da CSLL por variação cambial na redução do capital de controlada no exterior, quanto ao aproveitamento integral da base de cálculo negativa da CSLL e quanto à tributação do PIS por variação cambial, nos termos dos votos do Relator e do Redator Designado, vencidos os Conselheiros Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno. Por unanimidade de votos, excluir a exigência da COFINS relativa a dezembro de 2002. Designado o Conselheiro Plínio Rodrigues Lima para redigir o voto vencedor.
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score : 1.0
Numero do processo: 36778.003119/2004-22
Data da sessão: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/1999 a 30/09/2001
RESTITUIÇÃO. RETENÇÃO DOS 11%. DÉBITO EM DESFAVOR DO SUJEITO PASSIVO SUPERIOR AO MONTANTE DE RESTITUIÇÃO PLEITEADA. COMPENSAÇÃO EX OFFICIO.
Somente poderá ser restituída contribuição para a Seguridade Social na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido. Verificada a existência de débito em nome do sujeito passivo, o valor da restituição será utilizado para extingui-lo, total ou parcialmente, mediante compensação de ofício, conforme previsto no §8º do art. 89 da Lei nº 8.212/91.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-002.394
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liége Lacroix Thomasi Presidente de Turma.
Arlindo da Costa e Silva - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente de turma), André Luís Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva.
Nome do relator: ADRIANA SATO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/1999 a 30/09/2001 RESTITUIÇÃO. RETENÇÃO DOS 11%. DÉBITO EM DESFAVOR DO SUJEITO PASSIVO SUPERIOR AO MONTANTE DE RESTITUIÇÃO PLEITEADA. COMPENSAÇÃO EX OFFICIO. Somente poderá ser restituída contribuição para a Seguridade Social na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido. Verificada a existência de débito em nome do sujeito passivo, o valor da restituição será utilizado para extingui-lo, total ou parcialmente, mediante compensação de ofício, conforme previsto no §8º do art. 89 da Lei nº 8.212/91. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liége Lacroix Thomasi Presidente de Turma. Arlindo da Costa e Silva - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente de turma), André Luís Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/1999 a 30/09/2001 RESTITUIÇÃO. RETENÇÃO DOS 11%. DÉBITO EM DESFAVOR DO SUJEITO PASSIVO SUPERIOR AO MONTANTE DE RESTITUIÇÃO PLEITEADA. COMPENSAÇÃO EX OFFICIO. Somente poderá ser restituída contribuição para a Seguridade Social na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido. Verificada a existência de débito em nome do sujeito passivo, o valor da restituição será utilizado para extinguilo, total ou parcialmente, mediante compensação de ofício, conforme previsto no §8º do art. 89 da Lei nº 8.212/91. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liége Lacroix Thomasi – Presidente de Turma. Arlindo da Costa e Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vicepresidente de turma), André Luís Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 36 77 8. 00 31 19 /2 00 4- 22 Fl. 417DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Relatório Período de apuração: 01/10/1999 a 30/09/2001 Data do Requerimento RRR: 18/08/2004. Tratase de Recurso interposto em face de Decisão Administrativa proferida pela Seção de Orientação da Arrecadação da Gerência Executiva Florianópolis/SC, que indeferiu Requerimento de Restituição de Retenção RRR, a fl. 02/03, referente a importâncias retidas a título de contribuições previdenciárias na forma do art. 31 da Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei nº 9.711/98, relativas às competências de outubro/1999 a setembro/2001. O pedido foi indeferido em razão da existência de débito constituído em desfavor do requerente no valor de R$ 24.825,61, formalizado mediante a NFLD nº 35.735.7027, nos termos da Informação Fiscal a fl. 315 e do Ofício nº 260/2005 da Delegacia da Receita Federal do Brasil – Previdenciária em Florianópolis, a fl. 319. Inconformado com a negativa de provimento ao pedido de restituição, o Requerente apresentou recurso à Câmara de Julgamento do CRPS, a fls. 323/324, alegando em síntese: · Que a Fiscalização considerou que a empresa recolhia em favor do INSS, um valor inferior a 40% dos serviços prestados, em relação à contribuição mensal, e não considerou que os próprios sócios também trabalham nos serviços prestados pela Empresa. Aduz que a carga do imposto é muito alta, por isso o proprietário contribuiu sobre 1 (um) salário mínimo; · Que do total do faturamento, de acordo com as Notas Fiscais extraídas, são incluídos despesas com material de consumo aplicado, bem como desgastes de equipamentos e ferramentas utilizados para a prestação de serviço, que são de propriedade da empresa. A 2ª CaJ do CRPS converteu o julgamento em diligência para que fosse promovido o apensamento do vertente Pedido de Restituição aos autos da NFLD nº 35.735.7027, nos termos do Acórdão a fls. 327/328. Tendo em vista que o Sujeito Passivo não ofereceu impugnação à NFLD nº 35.735.7027 acima referida, houve se por lavrado Termo de revelia a fls. 389, para fins de encaminhamento daquele processo à Procuradoria, retornando os presentes autos à 2ª CaJ do CRPS para fins de julgamento. A 2ª CaJ do CRPS converteu, uma vez mais, o julgamento em diligência para que o órgão previdenciário se pronunciasse sobre divergências identificadas no feito, nos termos do Acórdão a fls. 385/386. Informação Fiscal a fls. 391/393. Fl. 418DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 36778.003119/200422 Acórdão n.º 2302002.836 S2C3T2 Fl. 418 3 O julgamento foi convertido uma vez mais em diligência para que fosse dada ciência do resultado das diligências anteriores ao Sujeito Passivo, nos termos do Despacho nº 2302000.098 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, a fl. 394. Por se encontrar em lugar incerto e indeterminado, o Sujeito Passivo houve se por cientificado por Edital em 26/05/2012, não se manifestando nos autos do processo no prazo normativo. Relatados sumariamente os fatos relevantes. Fl. 419DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Voto Conselheiro Arlindo da Costa e Silva, Relator. 1. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE Sendo tempestivo o recurso e estando presentes seus demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. Ante a inexistência de questões preliminares, passamos diretamente ao exame do mérito. 2. DO MÉRITO Cumpre de plano assentar que não serão objeto de apreciação por este Colegiado as matérias não expressamente impugnadas pelo Recorrente, as quais serão consideradas como verdadeiras, assim como as matérias já decididas pelo Órgão Julgador de 1ª Instância não expressamente contestadas pelo sujeito passivo em seu instrumento de Recurso Voluntário, as quais se presumirão como anuídas pela Parte. Também não serão objeto de apreciação por esta Corte Administrativa as matérias substancialmente alheias ao vertente lançamento, eis que em seu louvor, no processo de que ora se cuida, não se houve por instaurado qualquer litígio a ser dirimido por este Conselho, assim como as questões arguidas exclusivamente nesta instância recursal, antes não oferecida à apreciação do Órgão Julgador de 1ª Instância, em razão da preclusão prevista no art. 17 do Decreto nº 70.235/72. 2.1. DAS RAZÕES RECURSAIS. O Recorrente alega que a Fiscalização considerou que a empresa recolhia em favor do INSS, um valor inferior a 40 % dos serviços prestados, em relação à contribuição mensal, e não considerou que os próprios sócios também trabalham nos serviços prestados pela Empresa. Aduz que a carga do imposto é muito alta, por isso o proprietário contribuiu sobre 1 (um) salário mínimo; Argumenta que do total do faturamento, de acordo com as Notas Fiscais extraídas, são incluídos despesas com material de consumo, aplicado, bem como desgastes de equipamentos e ferramentas utilizados para a prestação de serviço, que são de propriedade da empresa. Ocorre, todavia, que o presente PAF não se configura como o forum apropriado para o debate das questões acima interpostas pelo Recorrente, uma vez que elas se referem inteiramente ao lançamento tributário formalizado mediante a NFLD nº 35.735.7027, de 31/01/2005, no valor consolidado de R$ 24.825,61, cujo palco Fl. 420DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 36778.003119/200422 Acórdão n.º 2302002.836 S2C3T2 Fl. 419 5 para discussão e julgamento circunscrevese aos autos do Processo Administrativo Fiscal correspondente, no qual o Sujeito Passivo foi considerado formalmente como revel, conforme Termo de Revelia a fl. 381, do qual o Contribuinte teve ciência em 30/05/2005 (fl. 382), circunstância que implica o Trânsito em Julgado administrativo do lançamento aviado mediante a NFLD acima mencionada. Compulsando os autos, em especial o Requerimento de Restituição de Retenção a fls. 02/03, verificamos que o requerente reclama uma restituição no montante global de R$ 12.192,79, referente ao período de outubro/1999 até setembro/2001. Ocorre, todavia, que o §8º do art. 89 da Lei nº 8.212/91, estatui que, sendo apurada a existência de débito em nome do sujeito passivo, o valor da restituição será utilizado para extinguilo, total ou parcialmente, mediante compensação ex officio. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 89. Somente poderá ser restituída ou compensada contribuição para a Seguridade Social arrecadada pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido. §1º Admitirseá apenas a restituição ou a compensação de contribuição a cargo da empresa, recolhida ao INSS, que, por sua natureza, não tenha sido transferida ao custo de bem ou serviço oferecido à sociedade. §2º Somente poderá ser restituído ou compensado, nas contribuições arrecadadas pelo INSS, valor decorrente das parcelas referidas nas alíneas "a", "b" e "c" do parágrafo único do art. 11 desta Lei. §3º Em qualquer caso, a compensação não poderá ser superior a trinta por cento do valor a ser recolhido em cada competência. §4º Na hipótese de recolhimento indevido, as contribuições serão restituídas ou compensadas atualizadas monetariamente. §5º Observado o disposto no §3º, o saldo remanescente em favor do contribuinte, que não comporte compensação de uma só vez, será atualizado monetariamente. §6º A atualização monetária de que tratam os §§ 4º e 5º deste artigo observará os mesmos critérios utilizados na cobrança da própria contribuição. §7º Não será permitida ao beneficiário a antecipação do pagamento de contribuições para efeito de recebimento de benefícios. §8o Verificada a existência de débito em nome do sujeito passivo, o valor da restituição será utilizado para extinguilo, total ou parcialmente, mediante compensação. (grifos nossos) Fl. 421DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 No caso presente, há constituído em desfavor do Sujeito Passivo ora em tela um crédito tributário no montante consolidado de R$ 24.825,61 , formalizado mediante a NFLD nº 35.735.7027, de 31/01/2005, já transitada em julgado administrativamente, circunstância que representa óbice legal intransponível para o deferimento do pedido de restituição pleiteado. 3. CONCLUSÃO Pelos motivos expendidos, CONHEÇO do Recurso para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Arlindo da Costa e Silva. Fl. 422DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI
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