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Numero do processo: 11543.001283/2006-90
Data da sessão: Thu May 20 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2002
Ementa:
EXCLUSÃO DO SIMPLES. ATIVIDADE VEDADA. Pessoa jurídica cuja atividade seja academia de ginástica, ou prestação de serviços de condicionamento fisico, não pode optar pelo Simples.
EXCLUSÃO DO SIMPLES. EFEITOS - Para a hipótese de exclusão do Simples, com fundamento no inciso XIII do art. 9º da Lei nº 9.317/96, a data a partir da qual surtirão os seus efeitos decorre da previsão do inciso II do art. 15 da mesma Lei.
Numero da decisão: 1102-000.199
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: João Otávio Oppermann Thomé
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ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 Ementa: EXCLUSÃO DO SIMPLES. ATIVIDADE VEDADA. Pessoa jurídica cuja atividade seja academia de ginástica, ou prestação de serviços de condicionamento fisico, não pode optar pelo Simples. EXCLUSÃO DO SIMPLES. EFEITOS - Para a hipótese de exclusão do Simples, com fundamento no inciso XIII do art. 9º da Lei nº 9.317/96, a data a partir da qual surtirão os seus efeitos decorre da previsão do inciso II do art. 15 da mesma Lei.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 11543.001283/2006-90 Recurso n" 340.677 Voluntário Acórdão n" 1102-00.199 — 1" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 20 de maio de 2010 Matéria SIMPLES. EXCLUSÃO. Recorrente ACADEMIA DE GINÁSTICA LYSIS Recorrida DRJ/RIO DE. JANEIRO Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 Ementa: EXCLUSÃO DO SIMPLES. ATIVIDADE VEDADA, Pessoa jurídica cuja atividade seja academia de ginástica, ou prestação de serviços de condicionamento fisico, não pode optar pelo Simples, EXCLUSÃO DO SIMPLES. EFEITOS - Para a hipótese de exclusão do Simples, com fundamento no inciso XIII do art. 9" da Lei ri c) 9„317/96, a data a partir da qual surtirão os seus efeitos decorre da previsão do inciso II do art. 15 da mesma Lei. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. IVET Ã 1:11-A-S PESSOA MONTEIRO - Presidente. — Á • • JOÃO OTAVIO pPPERMANN THOME - Relatou EDITADO EM: 12/08/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente), João Otávio Opperman Thome (Relator), José Sérgio Gomes (Suplente Convocado) e Manoel Mota Fonseca (Suplente Convocado). -.Relatório Trata o presente processo de exclusão do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples, promovida pelo Ato Declaratório Executivo (ADE) DRE/VIT n° 422.191, emitido em 07/08/2003, fl. 10, com efeitos a partir de 01/01/2002, sob o fundamento de a contribuinte exercer atividade vedada à opção ao Simples (CNAE 9261-4/05 — Atividades de condicionamento fisico), de acordo com o disposto na Lei n° 9.317/96. Em 15/09/2003 a interessada apresentou a Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples — SRS, tis. 04, ao argumento de que não depende, para as atividades desenvolvidas — "danças de salão em geral, sauna, natação, e ginástica com uso de aparelhos", de profissionais cujas profissões tenham de ser regulamentadas, bem como aufere receita dentro dos limites impostos pela lei. Esclarece que estaria providenciando alteração contratual em razão de que não pratica todas as atividades previstas no seu objeto social, A Administração Tributária, por meio da decisão consubstanciada no corpo da própria SRS 0720100/013, fls. 04 e 05, julgou improcedente a soliCitação, ao fundamento de que o Contrato Social descreve como objetivo da empresa a "Prestação de serviços de ensino particular, sauna, dança, .fisioterapia e ginástica em geral", prestando, pois, serviços profissionais de professor, ou, no mínimo, a este assemelhado. Desta decisão a interessada tomou ciência em 01/06/2006, apresentando Manifestação de Inconformidade, em 14/06/2006, fls. 01 e 02, contra o ADE, argumentando que se trata de uma pequena empresa cujo faturamento não permitirá a sua continuidade se tiver que optar por outro regime de tributação, e requerendo que a ela seja aplicado o mesmo tratamento conferido às demais empresas de seu porte, em face do disposto pelo artigo 150, inciso II, cia Constituição Federal, A 4" Turma de Julgamento da DRJ/Rio de Janeiro-I indeferiu a solicitação da interessada e julgou correta a exclusão efetuada, sob o fundamento de que "basta o exerci cio da prestação dos serviços de professor ou . fisicultor, seja por profissional regulamentado ou não, para que a opção pelo Simples seja vedada." Cita decisão da antiga 1" Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, no mesmo sentido, Acórdão n° 301-31.283, sessão de 17/06/04, assim ementado: SIMPLES. EXCLUSÃO. As atividades relativas a academia de desportos ou de ginástica são vedadas ao exercício da opção, tendo em vista que desenvolvem atividades assemelhadas às de professor, fisicultor ou dançarino, que dependem de habilitação profissional legalmente exigida. Recurso voluntário desprovido. Inconformada com a decisão prolatada, a contribuinte apresenta recurso a este Conselho, fls. 19 a 25, no qual renova os mesmos argumentos já expostos, e discorre a respeito da inconstitucionalidade cla Lei do SIMPLES no que instituiu tratamento desigual entre contribuintes ao excluir algumas atividades do regime. Entende que a sua solicitação foi deferida em parte pela autoridade julgadora de primeira instância, tendo transferido os efeitos da exclusão de 01/01/2002 para 01/01/2006, conforme se depreende do seguinte trecho do seu recurso: 2 Processo o" 11543 001283/2006-90 51-CI T2 Acál dão " 1102-0€1,199 F[ 2 "Com eleito, em 01/11/2007, a recorrente obteve ciência que sua impugnação fbi deferida em parte, ou seja, lhe fbi admitido a inclusão no SIMPLES até 31/12/2005, ficando excluída de tal _sistemática no ex-ercício de 2006." Ao final, solicita a sua reinclusão no Simples "a partir da opção .firmada junto a Receita Federal em 01/01/2000, e não conforme entendeu o nobre julgador, que da sistemática do SIMPLES ficaria a empresa excluída no ano calendário de 2006." ¡ (a)': É o relatório.. 3 Voto Conselheiro João Otávio Oppermann Thome O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Consoante o que dispunha o Contrato Social da recorrente à época dos fatos, o objetivo da empresa era a "Prestação de serviços de ensino particular, sauna, dança, fisioterapia e ginástica em geral." A recorrente alega que as atividades que efetivamente praticava compreenderiam "danças de salão em geral, sauna, natação, e ginástica com uso de aparelhos", e que para estas atividades não depende de profissionais cuias profissões tenham de ser regulamentadas. A recorrente efetuou alteração no objeto do seu Contrato Social em 26/11/2004, o qual passou a ser o de "Prestação de Serviços de condicionamento físico", fls. 07, e, atualmente, a atividade econômica principal da empresa, constante do seu Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ, conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas — CNAE — corresponde ao código 9261-4/05 Atividades de condicionamento físico, fls..06. Dispõe o art. 9" da Lei ri' 9.317/96: "Art. 9" - Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa .juridica XIII - que preste serviços profissionais de cosi ciar, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida." (Grile° Destarte, três diferentes hipóteses de ,vedação decorrem deste dispositivo legal: A primeira, que se destina às pessoas jurídicas que prestem ou vendam os serviços relativos às profissões expressamente listadas. A segunda, que estende a vedação para as pessoas jurídicas que prestem ou venciam serviços profissionais assemelhados àqueles listados anteriormente. E a terceira, que dispõe que a pessoa jurídica que preste serviços profissionais de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida também incorre em vedação à opção. 4 Processo n'' 1 1543 001283/2006-00 SI-CIT2 Acói dão 1 " 1102-00,109 Fl 3 Interligadas as duas primeiras hipóteses pela caracterização da atividade exercida, tal como expressamente listada, na primeira hipótese, ou assemelhada, na segunda, depreende-se do próprio dispositivo legal que elas são distintas e independentes da terceira, bastando que a pessoa jurídica incorra em uma só delas para que a sua permanência no Simples seja vedada,. Portanto, não assiste razão à recorrente quanto à sua alegação de que não depende de profissionais cujas profissões tenham de ser regulamentadas, As atividades por ela mesma descritas, tanto antes quanto após a alteração contratual efetuada, enquadram-se na definição de serviços de professor ou fisicultor, ou, no mínimo, a elas assemelhada, não sendo relevante, neste caso, que essas atividades sejam desenvolvidas por profissional regulamentado ou não, visto que, conforme referido, esta é apenas uma das hipóteses previstas no inciso XIII do art. 9" da Lei n° 9 „317/96 para a vedação à opção.. Resta analisar a circunstância suscitada pela recorrente de que a autoridade julgadora de primeira instância teria deferido parcialmente a solicitação da ora recorrente, ao transferir os efeitos da exclusão de 01/01/2002, conforme constam do ADE, para 01/01/2006, Revendo todos os elementos que do processo constam, em especial a decisão em questão, não vislumbro que tal hipótese tenha sido sequer considerada, donde concluo tratar-se de interpretação equivocada da recorrente acerca da decisão recorrida.. É verdade que na ementa da referida decisão consta equivocadamente a expressão "ano-calendário 2006", contudo a leitura do relatório e voto, bem como do texto do Acórdão, permitem claramente identificar que não apenas a solicitação da então impugnante foi indeferida, como também que a sua exclusão do Simples foi ratificada, sem qualquer' menção quanto à alteração de data dos seus efeitos, Confira-se o texto da decisão: "Vistos, relatadas e discutidos os autos do processo em epígrafe, ACORDAM os . julgadores da Turma, por unanimidade de votos, INDEFERIR a solicitação, nos termos do relatório e voto que passam a integral- o presente julgado E a parte final do voto do relator: "Em face do exposto, INDEFIRO a solicitação do contribuinte, ratificando sua exclusão do Simples." A data a partir da qual surtem os efeitos da exclusão consta expressamente do ADE de fls, 10, e corresponde a 01/01/2002. O art, 15, inciso II, da Lei n° 9.317/96 assim dispõe, na redação vigente à época da exclusão efetuada: .Art. 15 A exclusão do SIMPLES nas condições de que tratam os arts. 13 e 14 tirtiró efeito II - a pai tir do mês subseqüente ao que incorrida a situação exchidente, nas hipótese.s de que tratam os incisos III a XIX do art. 9", (Redação dada pela Medida Provisória n" 21.58-35, de 2001), 5 Contudo, a Secretaria da Receita Federal, por meio da Instrução Normativa SRF n" 250, de 26 de novembro de 2002, em procedimento benéfico ao contribuinte, delimitou que, nos casos em que a contribuinte tenha optado pelo Simples até 27/07/2001, e essa situação excludente tenha ocorrido até 31/12/2001, e a referida exclusão tenha sido efetuada a partir de 01/01/2002, o referido ato de exclusão somente surtiria efeitos a partir de 01/01/2002 (art. 24, parágrafo único, da IN SRF n" 250/2002).. Este é precisamente o caso dos autos. Por todo o exposto, nego provimento ao recurso voluntário, ratificando a exclusão da recorrente a partir de 01/01/2001. ,, É como voto. ., n / f 11" - / João O ; a Oppermann Thomé - Relator • 6
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Numero do processo: 13839.003925/2002-71
Data da sessão: Wed Aug 25 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/02/1991 a 30/04/1995
Ementa:
O direito de pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário
Numero da decisão: 9303-001.070
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª turma do câmara SUPERIOR DE RECURSOS
FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Os Conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann votaram pelas conclusões.
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/02/1991 a 30/04/1995 Ementa: O direito de pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-17T18:09:46Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 2007991_0.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2010-11-17T18:09:46Z; Last-Modified: 2010-11-17T18:09:46Z; dcterms:modified: 2010-11-17T18:09:46Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 2007991_0.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:060eb439-3b68-4f72-b66a-b7d074c41a79; Last-Save-Date: 2010-11-17T18:09:46Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2010-11-17T18:09:46Z; meta:save-date: 2010-11-17T18:09:46Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 2007991_0.doc; modified: 2010-11-17T18:09:46Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2010-11-17T18:09:46Z; created: 2010-11-17T18:09:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-11-17T18:09:46Z; pdf:charsPerPage: 1878; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2010-11-17T18:09:46Z | Conteúdo => CSRF-T3 Fl. 203 1 202 CSRF-T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13839.003925/2002-71 Recurso nº 228382 Especial do Contribuinte Acórdão nº 9303-1070 – 3ª Turma Sessão de 25 de agosto de 2010 Matéria PIS Recorrente HELIOS COMÉRCIO INDUSTRIA DE MADEIRAS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/02/1991 a 30/04/1995 Ementa: O direito de pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª turma do câmara SSUUPPEERRIIOORR DDEE RREECCUURRSSOOSS FFIISSCCAAIISS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Os Conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann votaram pelas conclusões Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Gilson Macedo Rosenburg Filho - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, José Luiz Novo Rossari (Substituto convocado), Leonardo Siade Manzan, Fl. 208DF CARF MF Impresso em 13/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 7/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13839.003925/2002-71 Acórdão n.º 9303-1070 CSRF-T3 Fl. 204 2 Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Trata-se de recurso especial interposto pelo sujeito passivo, fls. 138/143, visando reformar o Acórdão n o 202-18003 da 2ª Câmara do 2º Conselho de Contribuintes, que negou provimento ao recurso voluntário do sujeito passivo, sob o fundamento da decadência de se repetir valores recolhidos a mais de cinco anos do respectivo pedido de restituição. A ementa foi assim vazada, in verbis: Ementa: DECADÊNCIA. A compensação de valores de PIS com outros dessa mesma contribuição somente seria possível se não houvesse transcorrido mais de 5 (cinco) anos da extinção do crédito tributário. Recurso negado. Em sua petição recursal, o recorrente reclama que o prazo para repetir indébito tributário referente a tributos sujeitos ao lançamento pro homologação é de 10 anos contados do fato gerador. Por sua tese, havendo silêncio do fisco, o prazo decadencial inicia-se após transcorrido cinco anos da ocorrência do fato gerador, o que garante, portanto, o prazo de dez anos para decadência do direito de o contribuinte restituir valores pagos indevidamente. Por intermédio do despacho nº 202-179, fl. 181, o recurso foi admitido. A Fazenda Pública apresentou contrarrazões, fls. 185/199. É o Relatório. Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator O recurso foi apresentado com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dele tomo conhecimento e passo a apreciar. A controvérsia se instaurou por entendimentos divergentes quanto ao prazo decadencial para apresentar pedido de restituição de indébito referente à contribuição para o PIS. Esta controvérsia é conhecida por esse Colegiado. O recorrente defende a tese dos dez anos para se repetir o indébito tributário, enquanto a Fazenda Pública defende que o prazo da decadência tem início na data do recolhimento do valor que se pretende repetir. Delimitada lide, passo a análise. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 13/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 7/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13839.003925/2002-71 Acórdão n.º 9303-1070 CSRF-T3 Fl. 205 3 Cabe observar que dentro do sistema jurídico tributário, como definido no Código Tributário Nacional, inexiste base legal para que se estabeleça um novo prazo para os pedidos de restituição, mesmo que o pagamento tenha sido considerado indevido por interpretação superveniente. A arrecadação que por cinco anos não foi objeto de demanda restituitória não mais pode ser restituída. É o que determina o art. 168, I, do CTN sem que haja qualquer exceção a essa regra. O art. 165 do CTN reconhece o direito à repetição do indébito, todavia este direito deve ser exercido no prazo assinalado pelo art. 168 do mesmo diploma legal. “Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. Art. 168 - O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I - nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; II - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória.” Em relação à decadência, devemos notar que as normas processuais, ao fixarem os prazos que limitam o direito de ação, são essenciais à segurança jurídica, pois delimitam o período em que se pode validamente questionar um direito. Pelo conteúdo ser puramente formal, essas normas exigem, para a sua aplicação, a mera constatação da ocorrência, no mundo real, do transcurso ou não deste prazo. Como delimitam o campo em que se admite o direito de ação, constatando-se o transcurso do prazo em que se extingue este direito, não se pode admitir em juízo argumentos casuísticos que venham a questionar se este prazo é justo ou não. Do contrário, estar-se-ia ameaçando o direito investido no outro pólo da relação jurídica, que se encontra garantido exatamente pelo transcurso deste prazo. Esgotando-se o prazo legal, extingue-se o direito de pleitear a restituição, ainda que o pagamento tenha sido materialmente indevido. Assim, o contribuinte não mais o poderá reaver, se não pleitear a sua restituição dentro do prazo, sem que isto represente um enriquecimento ilícito do Erário. A lei não distingue entre as possíveis formas de pagamento indevido para estabelecer prazos distintos para o pedido de restituição; conseqüentemente, não cabe fazer esta distinção com base em argumentações estranhas à norma. Portanto, existindo norma legal conferindo ao contribuinte o direito de pleitear a restituição de que trata o presente processo, e extinguindo-se esse direito no prazo de cinco anos, como previsto na legislação retrocitada, não cabe considerá-lo de outra forma, até mesmo Fl. 210DF CARF MF Impresso em 13/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 7/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13839.003925/2002-71 Acórdão n.º 9303-1070 CSRF-T3 Fl. 206 4 em face das restrições impostas à autoridade administrativa para aplicação de seu poder discricionário em matéria explicitamente legislada. Considerando que o prazo para o pedido de restituição está definido no art.168, I, do Código Tributário Nacional – CTN, como exposto, para um melhor enfoque do assunto é interessante ser notado, nesta altura, que a exação em exame é contribuição sujeita a lançamento por homologação, pois cabe ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. Desse modo, cumpre esclarecer em que data deve-se considerar extinto o crédito tributário no caso do lançamento por homologação. A solução está contida de forma clara no § 1º do artigo 150 do CTN: “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento.” Para melhor compreender o significado desse dispositivo, cito a lúcida lição de ALBERTO XAVIER: “... a condição resolutiva permite a eficácia imediata do ato jurídico, ao contrário da condição suspensiva, que opera o diferimento dessa eficácia. Dispõe o artigo 119 do Código Civil que "se for resolutiva a condição, enquanto esta se não realizar, vigorará o ato jurídico, podendo exercer-se desde o momento deste o direito por ele estabelecido; mas, manifestada a condição, para todos os efeitos, se extingue o direito a que ela se opõe”. Ora, sendo a eficácia do pagamento efetuado pelo contribuinte imediata, imediato é o seu efeito liberatório, imediato é o efeito extintivo, imediata é a extinção definitiva do crédito. O que na figura da condição resolutiva sucede é que a eficácia entretanto produzida pode ser destruída com efeitos retroativos se a condição se implementar.” (Do Lançamento, Teoria Geral do Ato e do Processo Tributário", Editora Forense, 1998, pags. 98/99). O pagamento antecipado, portanto, extingue o crédito tributário e é a partir da sua data que se conta o prazo de cinco anos; o crédito é extinto quando ocorre a antecipação do seu pagamento, sob condição resolutória, consoante art.150, § 1º, do Código Tributário Nacional – CTN. Registra o mestre ALIOMAR BALEEIRO (Direito Tributário Brasileiro, 10a ed., Forense, Rio, 1.993, p. 570) que o prazo de que cuida o art. 168 do CTN é de decadência; essa realidade criada pelo direito – a decadência – que dá ao tempo o condão de aperfeiçoar as relações, garantindo que, com o decurso de prazo, as situações tornem-se definitivas. Nessa linha, a Lei Complementar no 118, de 09 de fevereiro de 2005, estabelece: “Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de Fl. 211DF CARF MF Impresso em 13/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 7/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13839.003925/2002-71 Acórdão n.º 9303-1070 CSRF-T3 Fl. 207 5 tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei.” Repare-se que o art. 106, I, do CTN, mencionado no art. 4º da LC nº 118/05, dispõe que a lei se aplica a ato ou fato pretérito quando seja expressamente interpretativa. “Art. 4º Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3o, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional.” Por ser de caráter interpretativo, o dispositivo acima se aplica a fato pretérito, como se depreende da leitura do art. 106 do CTN: “Art. 106 - A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I – em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados;” Voltando ao caso em análise, o recorrente pretendeu compensar débitos tributários referentes ao períodos de apuração de agosto a novembro de 2001, março de 2002 e junho a outubro de 2002, com créditos de supostos recolhimentos indevidos de períodos de apuração compreendidos entre janeiro de 1991 e abril de 1995. Diante deste fato, o fisco efetuou o lançamento tributário em decorrência de haver se passado mais de cinco anos entre os supostos recolhimentos indevidos e os períodos compensados via DCTF. Ressalto que o recorrente não apresentou pedido de restituição, o que nos leva a utilizar os procedimentos de compensação da sistemática da Lei nº 8383/91 como instrumento capaz de marcar a data do pedido de restituição. Apenas para elucidar, a compensação contemplada nos termos da Lei nº 8383/91 deve seguir a seguinte sistemática: O contribuinte apura o indébito e faz a compensação em sua contabilidade. O ciclo se completa com a informação em DCTF da compensação efetuada. Neste caso, não é preciso formular um pedido de restituição/compensação, bastando observar os procedimentos acima citado. É sobremodo importante assinalar que o período de apuração mais próximo que o contribuinte pretendeu compensar foi o de agosto de 2001, cuja entrega estava programada para o 15º dia do mês de outubro de 2001. Ora, se o débito que se pretendeu compensar é de agosto de 2001, não é preciso empreender qualquer esforço matemático para concluir que, quando foi entregue a DCTF que completou o ciclo da compensação acima descrita, já se tinha transcorrido mais de cinco anos do recolhimento dos valores referentes aos períodos de apuração compreendidos entre janeiro de 1991 e abril de 1995. Portanto, o direito de utilizar os referidos recolhimentos já havia sido extinto, pois foi alcançado pela decadência, que se operou com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário, pelo pagamento. Nos casos de pagamento indevido ou a maior, fatos que justificam uma eventual repetição do indébito, a idéia de restituir é para que ocorra um reequilíbrio patrimonial. O direito de repetir o que foi pago emerge do fato de não existir débito correspondente ao pagamento. Portanto, a restituição é a devolução de um bem que foi transladado de um sujeito a outro equivocadamente. Deve ficar entre dois parâmetros, não podendo ultrapassar o Fl. 212DF CARF MF Impresso em 13/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 7/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13839.003925/2002-71 Acórdão n.º 9303-1070 CSRF-T3 Fl. 208 6 enriquecimento efetivo recebido pelo agente em detrimento do devedor, tampouco ultrapassar o empobrecimento do outro agente, isto é, o montante em que o patrimônio sofreu diminuição. O ordenamento jurídico estabelece a obrigação de restituir a “todo aquele que recebeu o que lhe não era devido”, e essa obrigação se extingue com a restituição do indevido ou com a decadência do direito. Forte nestes argumentos, negou provimento especial do sujeito passivo. É como voto. Sala das Sessões, em 25 de agosto de 2010 Gilson Macedo Rosenburg Filho Fl. 213DF CARF MF Impresso em 13/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 7/11/2010 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
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Numero do processo: 10140.001795/00-32
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jan 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995
RESTITUIÇÃO. REQUISITOS. CERTEZA. LIQUIDEZ.
A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pleitos de restituição, em matéria tributária.
Numero da decisão: 3403-002.613
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente.
ROSALDO TREVISAN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Marcos Tranchesi Ortiz (vice-presidente), Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan e Ivan Allegretti.
Matéria: Pasep- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1585; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 485 1 484 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10140.001795/0032 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3403002.613 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 26 de novembro de 2013 Matéria RESTITUIÇÃOPASEP Recorrente FUNDAÇÃO DE CULTURA DO MATO GROSSO DO SUL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995 RESTITUIÇÃO. REQUISITOS. CERTEZA. LIQUIDEZ. A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pleitos de restituição, em matéria tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente. ROSALDO TREVISAN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Marcos Tranchesi Ortiz (vicepresidente), Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan e Ivan Allegretti. Relatório Versa o presente sobre pedido de restituição da Contribuição para o PASEP AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 14 0. 00 17 95 /0 0- 32 Fl. 485DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN 2 instituída pela Lei Complementar no 8, de 3/12/1970, registrado em 06/09/2000 (fls. 2 a 71), em função da declaração de inconstitucionalidade dos Decretosleis no 2.445/1988 e no 2.449/1988. No pedido afirmase que, estando reconhecido e sendo inquestionável o direito “à restituição daquilo que foi pago a maior a título de PASEP, resta unicamente a aferição por parte dessa Secretaria da Receita Federal de seu valor real com a verificação da documentação respectiva”, e que requer realização de diligência para “confirmação do valor global do crédito em apreço”, para compensação com débitos em aberto da requerente. Anexa ao pedido os documentos de fls. 9 a 59. A unidade local da RFB aprecia o pedido em 09/10/2000, e, por meio da Decisão no 743/00 (fls. 61 a 66), conclui pelo indeferimento, considerando que o pedido foi feito após o decurso de cinco anos da data da extinção do crédito tributário, conforme arts. 165, I e 168, I do CTN, e que é vedada a restituição ou compensação de quantias pagas a título de PASEP de conformidade com a sistemática de cálculo dos artigos 14 e 15 do Decreto no 71.618/1972, que regulamenta a Lei Complementar no 8/1970, e alterações posteriores. A empresa apresenta sua Manifestação de Inconformidade em 29/11/2000 (fls. 70 a 96), sustentando que não houve decadência, nem prescrição, em relação ao direito da recorrente, e que, na linha em que entendem as cortes superiores do País, não se deve confundir a base de cálculo da contribuição (tratada no art. 14 do Decreto no 71.618/1972) com o prazo de recolhimento (constante no art. 15 do mesmo Decreto). Em 29/08/2001 é emitida a decisão de primeira instância (fls. 100 a 114), no mesmo sentido do despacho decisório da unidade local. Por sua vez, no recurso voluntário de fls. 120 a 161 (acompanhado dos documentos de fls. 162 a 194), reiterase a argumentação exposta na manifestação de inconformidade. A matéria foi, então, apreciada no âmbito do Segundo Conselho de Contribuintes, que acordou unanimemente (Acórdão no 20175.787, fls. 199 a 224) em dar provimento ao recurso voluntário, entendendo que, no caso, o termo inicial do prazo para pleitear a restituição é a data da publicação da Resolução do Senado Federal no 49, de 09/10/1995, e que com a retirada do mundo jurídico dos Decretosleis declarados inconstitucionais, por meio da citada Resolução, prevalecem as regras da Lei Complementar no 8/1970, e de seu regulamento (Decreto no 71.618/1972), e a base de cálculo de que trata o art. 14 de tal Decreto se manteve incólume até o advento da Medida Provisória no 1.212/1995, quando deixou de ser o faturamento do sexto mês anterior e passou a ter por base o faturamento do mês. A decisão do tribunal, ao final, asseverou que “a recorrente apresentou cálculos através (sic) da planilha de fls. 07/08 que, no entanto, não foram examinados pela Secretaria da Receita Federal”, concluindo que o pleito da recorrente não se encontra alcançado pela decadência, que deve ser adotada a semestralidade, e que “fica ressalvado o direito de a Fazenda Nacional examinar e conferir todos os cálculos”. Após a apresentação de Recurso Especial pela União (fls. 226 a 231), com contrarrazões às fls. 252 a 261, a decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais, em 14/09/2004 (fls. 269 a 272), foi no sentido de que a base de cálculo da contribuição “é a de seis meses antes da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária, até o advento da MP no 1.212/95”, negandose provimento ao Recurso Especial interposto. Para dar cumprimento à decisão administrativa definitiva proferida no presente processo, a unidade local da Receita Federal intima (fl. 295) a empresa a apresentar documentos para quantificação do valor a restituir/compensar, em 23/11/2006 (AR à fl. 296). 1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do processo (eprocessos). Fl. 486DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10140.001795/0032 Acórdão n.º 3403002.613 S3C4T3 Fl. 486 3 Em resposta (fls. 298 a 301), a empresa afirma que “não mais mantém em seus arquivos” os atos constitutivos e os demonstrativos, mês a mês, identificando, separadamente, o montante das receitas orçamentárias e das transferências recebidas, mas que “a documentação constante dos presentes autos é suficiente para demonstrar os valores a que faz jus a título de restituição nos termos da decisão que lhe é favorável”, pois só se discute nestes autos a semestralidade no pagamento da contribuição. Como as bases de apuração do recolhimento foram tacitamente homologadas, tornarseia irrelevante a exigência dos citados documentos. A unidade local da Receita Federal expede, então, novo despacho decisório, fundado no Parecer no 197/2007 (fls. 303 a 306), no qual conclui que está prejudicada a apuração da base de cálculo, diante da ausência de apresentação de livro ou documento idôneo que pudesse servir à sua verificação, visto que a documentação existente nos autos não permite a apuração do indébito. A empresa apresenta então nova Manifestação de Inconformidade em 11/07/2007 (fls. 309 a 313), reiterando que a documentação existente nos autos é suficiente à análise do pleito, que se restringe ao prazo de recolhimento do tributo, e não a seus elementos constitutivos (fato gerador, base de cálculo e alíquota), e as bases de apuração foram tacitamente homologadas, conforme art. 150, § 4o do CTN. Em 14/12/2007 é emitida decisão de primeira instância (fls. 328 a 332), na qual a DRJ declarase incompetente para apreciar a matéria (liquidação de Acórdão prolatado pela instância superior administrativa). Cientificada da decisão (em 09/01/2008, conforme AR de fls. 340), a empresa interpõe o recurso voluntário de fls. 341 a 357, no qual alega que a DRJ é competente para apreciar a matéria, seja por disposição regimental, ou em decorrência de princípios constitucionais, sendo nula a decisão exarada. Em adição, reitera a desnecessidade de apresentação de documentos. A unidade local emite então novo parecer (no 251/2008 fls. 375 a 377), no qual toma a peça intitulada de “recurso voluntário” como “pedido de revisão de ato de liquidação”, que indefere pela ausência de elementos que justifiquem a reconsideração do despacho decisório anterior. O novo parecer também é objeto de recurso por parte da empresa (fls. 382 a 385), com base na Lei no 9.784/1999, no qual se reitera a argumentação exposta nas peças anteriores sobre a desnecessidade de apresentação de documentos. A questão é analisada pela DISIT/SRRF01, que conclui (fls. 386 a 393) que na instauração de novo contencioso sobre direito creditório de fato, independente de decisões já proferidas, o rito a ser seguido é o do Decreto no 70.235/1972. Na mesma linha se manifesta a COSIT (fls. 394 a 402) e o Secretário da Receita Federal do Brasil (fl. 403). A DRJ profere então o Acórdão no 0427.430, em 14/02/2012 (fls. 405 a 410), julgando improcedente a manifestação de inconformidade da qual anteriormente não havia conhecido, entendendo agora que “a administração pode rever documentos e cálculos para a apuração de certeza e liquidez de créditos, mesmo relativamente a períodos já alcançados pela decadência do direito de lançar tributos”, e que “a apuração de valores a restituir depende da apresentação de documentos hábeis para tal”. Cientificada da nova decisão em 25/04/2012 (AR à fl. 418), a empresa apresenta Recurso Voluntário às fls. 419 a 430, anexando os documentos de fls. 431 a 469. No Fl. 487DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN 4 recurso, reiterase que a documentação apresentada nos autos (DARF e planilhas) é suficiente para atendimento do pleito, devendo o fisco demonstrar o contrário. No mais, afirmase que decaiu o direito de lançar do fisco (e nem mesmo o devedor pode desconstituir a decadência), e que estão sendo adotados critérios diferenciados para julgamento de processos idênticos. Pede ainda, alternativamente, sejam expurgados do encontro de contas os valores indicados como créditos tributários em aberto, mas que não foram objeto de lançamento regular, nem de confissão por DCTF ou outro meio (referentes a PASEP de 1988 a 1995). Solicita, por fim, sejam feitos os cálculos com as planilhas apresentadas inicialmente pela empresa, com os expurgos inflacionários reconhecidos em juízo. Por meio da Resolução no 3403000.457, de 23/05/2013 (fls. 473 a 476), esta Terceira Turma baixou em diligência o processo, para que a autoridade local se manifestasse conclusivamente sobre a tempestividade do recurso apresentado, se necessário com verificação junto aos correios, retornando posteriormente os autos a este CARF, tendo em vista que os elementos do processo não permitiam verificar a tempestividade, e não havia menção a ela no encaminhamento inicial efetuado pela unidade preparadora. Retornam os autos a este CARF pelo despacho de fl. 483, atestando a tempestividade. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. O presente processo já percorreu todas as instâncias julgadoras administrativas, e, em face da iliquidez da decisão proferida (na qual se afirmou que “fica ressalvado o direito de a Fazenda Nacional examinar e conferir todos os cálculos”), ensejou novo contencioso, agora discutindo a forma pela qual a unidade local promoveu a implementação/execução administrativa do acórdão, situação essa que está se tornando cada vez mais comum neste CARF, a ponto de suscitar preocupação com a efetividade dos julgamentos, e com a aplicabilidade das decisões. Contudo, neste processo, a iliquidez tem origem muito precisa. No primeiro despacho decisório emitido (fls. 61 a 66), assim como na primeira decisão da DRJ (fls. 100 a 114), sequer se analisou se realmente houve pagamento a maior, visto que a motivação para o indeferimento foi basicamente a decadência. Daí a cautela na decisão do Segundo Conselho de Contribuintes (Acórdão no 20175.787, fls. 199 a 224) ao reconhecer o direito creditório, ressalvando que incumbiria à unidade local verificar a correção dos cálculos apresentados em planilha pela recorrente (isso porque ninguém havia checado tais cálculos, referentes ao período de janeiro de 1988 a junho de 1995). A iliquidez, assim deriva do fato de o CARF ter analisado inauguralmente o mérito da questão, visto que as instâncias antecedentes encontravam obstáculo preliminar, removido pelos Conselheiros. Fl. 488DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10140.001795/0032 Acórdão n.º 3403002.613 S3C4T3 Fl. 487 5 É preciso voltar a tal decisão do CARF para verificar as três preocupações do julgador, na ocasião (fl. 203): “A primeira, se houve, ou não, decadência”, a segunda, “a definição de qual é a base de cálculo do PASEP com a retirada do mundo jurídico dos DecretosLeis n°s 2.445/88 e 2.449/88”, e a terceira, “os cálculos”. Afastada a decadência (entendendose que o termo inicial do prazo para pleitear a restituição seria, no caso, a data da publicação da Resolução do Senado Federal no 49, de 09/10/1995), e esclarecida a base de cálculo (Lei Complementar no 8/1970, e art. 14 do Decreto no 71.618/1972, que se manteve incólume até a MP no 1.212/1995, que retorna da “semestralidade” ao faturamento do mês), restou tratar do cálculo, ao final. E, nesse tópico, limitase o voto condutor do acórdão a afirmar que: “A recorrente apresentou cálculos através da Planilha de fis. 07/08 que, no entanto, não foram examinados pela Secretaria da Receita Federal. CONCLUSÃO Isto posto, dou provimento ao recurso para considerar que: 1) o pleito da recorrente não se encontra alcançado pela decadência; 2) a base de cálculo do PASEP para o período abrangido pelo presente processo é a soma da receita com as transferências apuradas no sexto mês anterior; e 3) fica ressalvado o direito de a Fazenda Nacional examinar e conferir todos os cálculos.” (grifo nosso) Pelo exposto na decisão, resta inequívoco que a unidade local não poderia rejeitar de forma alguma a argumentação pela semestralidade, ou reiterar que houve decadência. Mas poderia verificar se os cálculos apresentados na planilha estavam escorreitos, ou seja, se correspondiam à escrituração e à documentação fiscal do contribuinte. É nesse contexto que a unidade responsável pela implementação/execução administrativa do acórdão do CARF intima a recorrente a apresentar demonstrativos, cópias de balancetes mensais do período a ser verificado, recebendo a resposta de que “a empresa não os mantêm mais em seus arquivos” (fl. 299). Aí se inicia um segundo ciclo contencioso, onde basicamente sustenta o Fisco que “o ônus da prova incumbe ao autor do pedido quanto ao fato constitutivo do seu direito (art. 333, I do CPC), e, portanto, cabe ao requerente o cuidado e zelo com os documentos comprobatórios de suas alegações” (fl. 305), e que “a planilha apresentada pelo contribuinte não é documento hábil e suficiente para comprovar a base de cálculo do PASEP, pois não se pode garantir a sua exatidão em relação aos registros contábeis ou documento fiscal” (ainda fl. 305), e sustenta a recorrente que os “documentos que já se encontram nos presentes autos são hábeis a demonstrar os valores a que este recorrente faz jus a título de restituição nos termos do julgamento que lhe foi favorável” (fl. 310), e que o “objeto de questionamento contido nos autos, portanto, nunca esteve centrado nos elementos constitutivos do tributo (fato gerador, base de cálculo e alíquota), os quais, ocorridos há mais de uma década, já sofreram a homologação tácita do respectivo lançamento, nos termos do artigo Fl. 489DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN 6 150, parágrafo 4o do Código Tributário Nacional, não sendo mais passíveis de revisão ou questionamento” (fl. 311). Há que se rechaçar de imediato um dos argumentos, o de que os documentos que já se encontram nos presentes autos são hábeis a demonstrar os valores a que este recorrente faz jus a título de restituição nos termos do julgamento que lhe foi favorável, pois a afirmativa nega o teor do próprio julgamento. Assim como se afirmou, algumas linhas atrás, nesse voto, que resta inequívoco que a unidade local, na implementação/execução administrativa do acórdão do CARF, não poderia rejeitar de forma alguma a argumentação pela semestralidade, ou reiterar que houve decadência (pois estaria atentando contra o julgado administrativo do CARF), não se poderia admitir que o julgador ressalvou o direito de examinar e conferir todos os cálculos à Fazenda, sendo que ele próprio poderia (em verdade, deveria) fazêlo. O fato de o julgador fazer a ressalva, por si, demonstra que os elementos constantes do processo eram insuficientes para concluir peremptoriamente em relação à matéria. Ademais, a tese referida no recurso voluntário de que os comprovantes de pagamento (DARF), ladeados pelas planilhas de cálculo, seriam suficientes a atestar a liquidez do crédito não merece prosperar, pois não haveria como cotejar se o valor pago corresponde ao devido, escriturado, declarado. E tal documentação, ainda reparando a alegação do recurso voluntário, não fica de posse da Receita Federal, mas do próprio contribuinte, mormente à época dos fatos, em que a informatização ainda não atingia os avançados patamares atuais. O fato de se reiterar nos julgados do CARF (alguns deles trazidos em sede recursal) que o DARF é imprescindível à comprovação da liquidez do direito creditório não tem o condão de dizer que é suficiente à comprovação da liquidez. É certo que a ausência de DARF é recorrente causa ensejadora de indeferimentos de direito creditório, mas isso de forma alguma permite concluir que a presença de DARF seria suficiente para o deferimento, se existente planilha (que, destaquese, jamais foi cotejada pelo fisco com a escrituração e com as declarações do contribuinte). Há que se acordar, assim, com o argumento do fisco de que a planilha apresentada, mesmo acompanhada de comprovantes (DARF) de pagamento, não imprime liquidez ao crédito, pois restou ausente a possibilidade de verificar a exatidão dos dados nela inseridos, o que seria possível a partir da documentação solicitada à interessada, que não a possuía mais. Recentemente esta Terceira Turma julgou caso em que ocorria algo semelhante (a recorrente, que pleiteava direito creditório, não possuía mais a documentação que conferia liquidez ao crédito): “A recorrente reconhece, também no Recurso Voluntário, que, por ter passado por muitas mudanças, e serem documentos muito antigos, houve dificuldades em localizar a documentação solicitada pela fiscalização para comprovar as exportações.” (Acórdão no 3403002.016, Rel. Cons. Rosaldo Trevisan, unânime, sessão de 21.mar.2013) No citado caso, entendeuse unanimemente que se tratando “de pedido de ressarcimento/compensação, incumbe à solicitante a prova do alegado”. Ou, reproduzindo as palavras do despacho decisório da unidade local, no presente processo (fl. 305), “o ônus da prova incumbe ao autor do pedido quanto ao fato Fl. 490DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10140.001795/0032 Acórdão n.º 3403002.613 S3C4T3 Fl. 488 7 constitutivo do seu direito (art. 333, I do CPC), e, portanto, cabe ao requerente o cuidado e zelo com os documentos comprobatórios de suas alegações”. É de se endossar que a comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida do pleito da recorrente. E, no presente processo, não se logrou verificar (por omissão da recorrente, e não do fisco) a liquidez do crédito tributário, pois não se teve como verificar se os dados constantes da planilha apresentada correspondiam à escrituração e à documentação fiscal do contribuinte. Esclareçase que a unidade local solicitou a documentação (não apresentada pela recorrente), para que fosse possível verificar a liquidez do direito creditório, e não para lançar crédito tributário, pelo que não se afigura pertinente a alegação de decadência. É óbvio que o fisco não poderia, da análise dos documentos (caso tivessem sido apresentados), efetuar lançamento em relação a períodos para os quais houvesse operado a decadência. Mas poderia verificar se o direito creditório está corretamente quantificado nas planilhas apresentadas, evitando a restituição de quantia indevida. Por fim, em relação à argumentação de falta de isonomia, há que se reconhecer a notoriedade com que tribunais administrativos e judiciais tratam distintamente matérias aparentemente idênticas (ou ao menos idênticas aos olhos das partes). O único caso trazido para “demonstrar a incoerência de julgados”, citando processo em que o pedido de restituição é “idêntico ao presente feito”, não logra êxito em sua missão, pois com os elementos apresentados não se pode verificar a identidade. Sequer se sabe, no excerto transcrito no recurso (“com base na documentação apresentada pelo requerente, foram determinadas as bases de cálculo mensais”), quais os documentos apresentados pela recorrente. A leitura integral do julgado, anexado ao recurso, não resolve a dúvida, permitindo somente verificar que houve inexatidão na transcrição, que deveria ser: “com base na documentação apresentada pelo requerente (cópias às fls. 390/569), foram determinadas as bases de cálculo mensais”. De todo o exposto, resta concluir que não foi possível verificar a liquidez do direito creditório, pela impossibilidade de cotejo dos valores constantes das planilhas e dos pagamentos efetuados com a documentação cuja guarda e apresentação incumbia à recorrente. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário apresentado, mantendo a decisão de primeira instância. Rosaldo Trevisan Fl. 491DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN 8 Fl. 492DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN
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Numero do processo: 10580.726164/2009-87
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2004, 2005, 2006 RESOLUÇÃO STF Nº 245/2002. DIFERENÇAS DE URV CONSIDERADAS PARA A MAGISTRATURA DA UNIÃO E PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL COMO VERBAS ISENTAS DO IMPOSTO DE RENDA PELO STF. DIFERENÇAS DE URV PAGAS AOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. NÃO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA.
A Lei Complementar baiana 20/2003 determinou o pagamento das diferenças de URV aos membros do Ministério Público local, dando a elas a natureza de indenização, excluindo assim, da base de cálculo do imposto de renda. O STF interpretou através da Resolução 245/2002, que estes pagamentos quando efetuados pela União aos membros da magistratura e do Ministério Público Federal, não se sujeitavam à tributação, o que foi objeto também do Parecer PGFN 923/2003, endossado pelo Sr. Ministro da Fazenda.
Numero da decisão: 2102-002.755
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Nome do relator: ATILIO PITARELLI
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DIFERENÇAS DE URV CONSIDERADAS PARA A MAGISTRATURA DA UNIÃO E PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL COMO VERBAS ISENTAS DO IMPOSTO DE RENDA PELO STF. DIFERENÇAS DE URV PAGAS AOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. NÃO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA. A Lei Complementar baiana 20/2003 determinou o pagamento das diferenças de URV aos membros do Ministério Público local, dando a elas a natureza de indenização, excluindo assim, da base de cálculo do imposto de renda. O STF interpretou através da Resolução 245/2002, que estes pagamentos quando efetuados pela União aos membros da magistratura e do Ministério Público Federal, não se sujeitavam à tributação, o que foi objeto também do Parecer PGFN 923/2003, endossado pelo Sr. Ministro da Fazenda. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente Assinado digitalmente ATILIO PITARELLI Relator Fl. 233DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10580.726164/200987 Acórdão n.º 2102002.755 S2C1T2 Fl. 11 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Eivanice Canario da Silva, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Mauricio Carvalho. Relatório O presente Recurso Voluntário é decorrente de decisão proferida em 11 de maio de 2.011, pela 3a Turma da DRJ/SDR (fls. 125/1130), que por unanimidade de votos manteve integralmente a exigência objeto do Auto de Infração lavrado em 23/09/2008, no valor total de R$ 115.872,14, sendo R$ 53.666,88 a título de imposto, R$ 21.955,10 de juros de mora calculados até 30/09/2009, multa proporcional de R$ 40.250,16, onde constam como infrações à legislação fiscal os fatos que originaram o lançamento, assim descritos: “001 – CLASSIFICAÇÃO INDEVIDA DE RENDIMENTOS NA DIRF RENDIMENTOS CLASSIFICADOS INDEVIDAMENTE NA DIRPF O Sujeito passivo classificou indevidamente como Rendimentos Isentos e Não Tributáveis os rendimentos auferidos do Ministério Público do Estado da Bahia, CNPJ 04.142.491/000166, a título de “Valores Indenizatórios de URV”, a partir de informações a ele fornecidas pela fone pagadora. Tais rendimentos decorrem de diferenças de remuneração ocorridas quando da conversão de Cruzeiro Real para a Unidade Real de Valor – URV em 1994, reconhecidas e pagas em 36 parcelas iguais no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, com base na Lei Complementar do Estado da Bahia n.o 20, de 08 de setembro de 2003.. Preceitua a referida Lei Estadual, dentre outras coisas, que a verba em questão é de natureza indenizatória. A única interpretação possível em harmonia com o ordenamento jurídico nacional e em especial com o sistema tributário, é a de que esta Lei disciplina aquilo que é pertinente à competência do Estado, em nada alterando a legislação do Imposto de Renda, de competência da União. Não poderiam os Estados Federados versarem sobre o que não se lhes foi constitucionalmente outorgado, seja para criar, seja para isentar tributo, em respeito aos limites impostos às competências tributárias dispostas na Carta Magna de 1988. As diferenças recebidas pelo sujeito passivo têm natureza eminentemente salarial, e conseqüentemente são tributadas pelo Imposto de Renda, conforme disposto nos arts. 43 e 114 da Lei n,o 5,172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional (CTN), sendo irrelevante a denominação dada ao rendimento para sujeitálo ou não à incidência do imposto. Ademais, o CTN dispõe no art. 111 que se interpreta literalmente a legislação tributária pertinente à outorga de isenção. As isenções do Imposto de Renda da Pessoa Física são as expressamente especificadas no art. 3o do Decreto n.o 3.000, de 1999 (RIR/99), no qual não consta relacionado como isento as diferenças salariais reconhecidas posteriormente, ainda que recebam a denominação de “indenização” ou “valores indenizatórios”. Fl. 234DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10580.726164/200987 Acórdão n.º 2102002.755 S2C1T2 Fl. 12 3 Resta claro, pois, que os valores recebidos pelo sujeito passivo em virtude de diferenças de remuneração ocorridas na conversão de Cruzeiro Real para a URV em 1994, denominadas “Valores indenizatórios de URV”, são tributáveis.” Notificada do lançamento, apresentou impugnação, não acolhida pela 3a Turma da DRJ/SDR, que em decisão de 11 de maio de 2.011 recebeu a seguinte ementa (fl. 125): Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Anocalendário: 2004, 2005, 2006 DIFERENÇAS DE REMUNERAÇÃO. INCIDÊNCIA IRPF. As diferenças de remuneração recebidas pelos Magistrados do Estado da Bahia, em decorrência da Lei Estadual da Bahia n° 8.730, de 08 de setembro de 2003, estão sujeitas à incidência do imposto de renda. MULTA DE OFÍCIO. INTENÇÃO. A aplicação da multa de ofício no percentual de 75% sobre o tributo não recolhido independe da intenção do contribuinte. Impugnação Improcedente Em grau de recurso a este colegiado, em apertada síntese, aduz o Recorrente que: a) a exigência recai sobre a parcela referente às diferenças da URV, que tem caráter indenizatório, pois decorre de medida governamental para repor perda salarial decorrente da inflação, conforme plano econômico, resultando em operação matemática prevista no art. 21 da MP 434, não podendo com isso, ser confundida e tributada como de natureza salarial, como pretende a autoridade fiscal; b) em 08 de setembro de 2003 foi editada a lei estadual complementar n.o 20, que dispunha sobre os rendimentos dos membros do Ministério Público Estadual da Bahia, com base em ação ordinária apreciada pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, com precedentes do Supremo Tribunal Federal, reconhecendo o caráter indenizatório dessa verba; c) não houve interpretação própria e sim, da própria fonte pagadora, até mesmo com fundamento na Resolução 245 do Supremo Tribunal Federal, e que se algum imposto seria devido, este deveria ser calculado mensalmente, com base na tabela progressiva e não da forma como está sendo exigido; d) a decisão recorrida não enfrentou a questão da quebra da capacidade contributiva, o que representa negativa do direito de petição, assegurada pela Constituição Federal, ao elencar os direitos e garantias do cidadão; Fl. 235DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10580.726164/200987 Acórdão n.º 2102002.755 S2C1T2 Fl. 13 4 e) também, alega ilegitimidade da União para cobrar o valor do imposto de renda incidente na fonte que não foi objeto de retenção pelo Estado, uma vez que a ele pertence a receita oriunda de eventual rendimento de seus funcionários; f) reitera e destaca o caráter indenizatório das verbas recebidas, portanto, isenta da tributação do imposto de renda, transcrevendo dispositivos legais e a Resolução 245 do Supremo Tribunal Federal e a simetria com os recebimentos pelos integrantes do Ministério Público Federal, sob pena de ferir outro princípio constitucional, que o consagra a isonomia; g) se algum imposto fosse devido, a alíquota utilizada pelo autuante está incorreta, pois não aplicou a tabela progressiva e nem tão pouco, considerou os abatimentos a que todos os contribuintes têm direito, tornando assim, indevida a exigência, como também, a exclusão dos valores relativos ao 13o e férias indenizadas, e h) que agiu de boa fé, o que já seria suficiente para afastar a aplicação de multa de ofício e dos juros moratórios, caso algum valor a título de imposto fosse devido, o que não corre no presente caso, pois recebeu os valores com base em lei estadual e informe fornecido pela fonte pagadora; É o relatório. Voto Conselheiro Atilio Pitarelli, Relator. O recurso é tempestivo, em conformidade com o prazo estabelecido pelo artigo 33 do Decreto 70.235/72, foi interposto por parte legítima e está devidamente fundamentado, dele conhecendo. Inicialmente cabe destacar que tratase de matéria específica relativa à remuneração decorrente da conversão de Cruzeiro Real para URV em 1.994, denominadas “Valores indenizatórios de URV”, já conhecida deste colegiado, que em processos similares, reiteradamente, tem afastado a pretensão fiscal, quando aprecia o mérito do lançamento. Na sessão de 08 de junho de 2011, esta Turma de julgamento prolatou o Acórdão nº 2102001.337, unânime, na relatoria do Dr. Giovanni Chistian Nunes Campos, quando se apreciou a tributação da diferença de URV paga a um membro do Ministério Público da Bahia, com fundamento na Lei Complementar 20/83, que ora se toma como razão de decidir e abaixo se colacionam as razões lá deduzidas (em itálico): Para o deslinde da controvérsia, trazse a Resolução STF nº 245/2002: RESOLUÇÃO Nº 245, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2002 Dispõe sobre a forma de cálculo do abono de que trata o artigo 2º e §§ da Lei nº 10.474, de 27 de junho de 2002. Fl. 236DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10580.726164/200987 Acórdão n.º 2102002.755 S2C1T2 Fl. 14 5 O PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 13, XVII, combinado com o artigo 363, I, do Regimento Interno, Considerando o decidido pelo Tribunal, na sessão administrativa de 11 de dezembro de 2002, presentes os ministros Moreira Alves, Sydney Sanches, Sepúlveda Pertence, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Maurício Corrêa, Nelson Jobim, Ellen Gracie e Gilmar Mendes; Considerando a vigência do texto primitivo – anterior à Emenda nº 19/98 – da Constituição de 1988, relativo à remuneração da magistratura da União; Considerando a vigência da Lei Complementar nº 35, de 14 de março de 1979; Considerando o direito à gratificação de representação – artigo 65, inciso V, da Lei Complementar nº 35, de 1979, e Decretolei nº 2.371, de 18 de novembro de 1987, nos percentuais fixados; Considerando o direito à gratificação adicional de cinco por cento por qüinqüênio de serviço, até o máximo de sete qüinqüênios – artigo 65, inciso VIII, da Lei Complementar nº 35, de 1979; Considerando a absorção de todos e quaisquer reajustes remuneratórios percebidos ou incorporados pelos magistrados da União, a qualquer título, por decisão administrativa ou judicial pelos valores decorrentes da Lei nº 10.474, de 27 de junho de 2002 – artigos 1º, § 3º, e 2º, §§ 1º, 2º e 3º; Considerando o disposto na Resolução STF nº 235, de 10 de julho de 2002, que publicou a tabela da remuneração da Magistratura da União, decorrente da Lei nº 10.474, de 2002; Considerando o escalonamento de cinco por cento entre os diversos níveis da remuneração da magistratura da União – artigo 1º, § 2º, da Lei nº 10.474, de 2002; Considerando a necessidade de, no cumprimento da Lei Complementar nº 35, de 1979, e da Lei nº 10.474, de 2002, adotarse critério uniforme, a ser observado pelos órgãos do Poder Judiciário da União, para cálculo e pagamento do abono; Considerando a publicidade dos atos da Administração Pública, RESOLVE: Art. 1º É de natureza jurídica indenizatória o abono variável e provisório de que trata o artigo 2º da Lei nº 10.474, de 2002, conforme precedentes do Supremo Tribunal Federal. Art. 2º Para os efeitos do artigo 2º da Lei nº 10.474, de 2002, e para que se assegure isonomia de tratamento entre os beneficiários, o abono será calculado, individualmente, observandose, conjugadamente, os seguintes critérios: I – apuração, mês a mês, de janeiro/98 a maio/2002, da diferença entre os vencimentos resultantes da Lei nº 10.474, de 2002 (Resolução STF nº 235, de 2002), acrescidos das vantagens pessoais, e a remuneração mensal efetivamente percebida pelo Magistrado, a qualquer título, o que inclui, exemplificativamente, as verbas referentes a diferenças de URV, PAE, 10,87% e recálculo da representação (194%); II – o montante das diferenças mensais apuradas na forma do inciso I será dividido em vinte e quatro parcelas iguais, para pagamento nos meses de janeiro de 2003 a dezembro de 2004. Art. 3º Serão recalculados, mês a mês, no mesmo período definido no inciso I do artigo 2º, o valor da contribuição previdenciária e o do imposto de renda retido na fonte, expurgandose da base de cálculo todos e quaisquer reajustes percebidos ou incorporados no período, a Fl. 237DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10580.726164/200987 Acórdão n.º 2102002.755 S2C1T2 Fl. 15 6 qualquer título, ainda que pagos em rubricas autônomas, bem como as repercussões desses reajustes nas vantagens pessoais, por terem essas parcelas a mesma natureza conferida ao abono, nos termos do artigo 1º, observados os seguintes critérios: I – o montante das diferenças mensais resultantes dos recálculos relativos à contribuição previdenciária será restituído aos magistrados na forma disciplinada no Manual SIAFI pela Secretaria do Tesouro Nacional; II – o montante das diferenças mensais decorrentes dos recálculos relativos ao imposto de renda retido na fonte será demonstrado em documento formal fornecido pela unidade pagadora, para fins de restituição ou compensação tributária a ser obtida diretamente pelo magistrado junto à Receita Federal. Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Ministro MARCO AURÉLIO Pela Resolução STF nº 245/2002, especificamente em seu art. 3º, ficou determinado que “todos e quaisquer reajustes percebidos ou incorporados no período [1998 a 2002], a qualquer título, ainda que pagos em rubricas autônomas, bem como as repercussões desses reajustes nas vantagens pessoais”, percebidos pela Magistratura da União, com base no art. 6º da Lei nº 9.655/98 c/c o art. 2º da Lei nº 10.474/2002, inclusive as verbas referentes a diferenças de URV, ficaram excluídos da base de cálculo do imposto de renda, por terem a mesma natureza indenizatória do abono variável. O Sr. Ministro da Fazenda, com base no Parecer PGFN nº 529/2003, reconheceu o caráter indenizatório das verbas percebidas com base na legislação citada. Ocorre que foi publicada a Lei nº 10.477/2002, que, em seu art. 2º, estendeu aos Membros do Ministério Público Federal MPF as mesmas vantagens do art. 6º da Lei nº 9.655/98 dadas à Magistratura da União, e, instado o Sr. Ministro da Fazenda sobre o caráter dos valores percebidos no período 19982002 pelos Membros do MPF, aplicou a mesma interpretação do parágrafo precedente, em linha com o entendimento do Supremo Tribunal Federal para a Magistratura da União (Resolução STF nº 245/2002), apoiado no Parecer PGFN nº 923/2003. Interessante ressaltar que a Lei nº 9.655/98 estava voltada unicamente à Magistratura da União, com deferimento de abono variável a partir de janeiro de 1998, de forma a atingir o subsídio que se esperava vir a lume com publicação da Emenda Constitucional nº 19/1998, situação que não se concretizou, levando, posteriormente à publicação da Lei nº 10.474/2002, que majorou os estipêndios da Magistratura da União e determinou o pagamento das diferenças do período 19982002 em 24 parcelas a partir de janeiro de 2003. Os Membros do Ministério Público não tinham quaisquer expectativas de aumento de remuneração com base na Lei nº 9.655/98, pois lá não tinham sido contemplados. A despeito disso, quando o art. 2º da Lei nº 10.477/2002 fez remissão ao abono variável do art. 6º da Lei nº 9.655/1998, pugnaram a exclusão da base de cálculo do imposto de renda dos valores citados no art. 3º da Resolução STF nº 245/2002, obtendo, como se viu, o beneplácito do Ministro da Fazenda. Ora, se o Sr. Ministro da Fazenda interpretou as diferenças do art. 2º da Lei federal nº 10.477/2002 nos termos da Resolução STF nº 245/2002, excluindo da incidência do imposto de renda, exemplificadamente, as verbas referentes às diferenças de URV, não parece juridicamente razoável sonegar tal interpretação às diferenças pagas aos Membros da Magistratura do Estado da Bahia e do Ministério Público, na forma da Lei complementar baiana nº 20/2003, referentes às mesmas diferenças de URV. Fl. 238DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10580.726164/200987 Acórdão n.º 2102002.755 S2C1T2 Fl. 16 7 Observese que aqui não se está aplicando analogia para afastar o tributo devido, até porque nenhuma das leis citadas, federais ou estadual, trata de incidência do imposto de renda, mas apenas dando a mesma interpretação jurídica a normas que só não são idênticas por provirem de fontes diversas – União e Estado da Bahia – e terem destinatários diferentes. Porém os efeitos do art. 2º da Lei federal nº 10.477/2002 e da Lei complementar estadual nº 20/2003 são idênticos, no caso das diferenças da URV, beneficiando destinatários diversos, não podendo o imposto de renda incidir sobre diferenças de uma, sendo afastado de outra. Assim, se o Sr. Ministro da Fazenda, com esteio no Parecer PGFN nº 923/2003, com supedâneo último na Resolução STF nº 245/2002, entendeu que as diferenças auferidas pelos Membros do MPF e Magistratura Federal com base no art. 2º da Lei nº 10.477/2002 tem caráter indenizatório, igual raciocínio deve ser aplicado às diferenças auferidas pelos Membros da Magistratura Estadual com base na lei ordinária 8.730/2003, pois onde há a mesma razão, deve haver o mesmo direito (ubi eadem ratio ibi idem ius). Com as razões acima, voto no sentido de DAR provimento ao recurso. Ainda, pela não tributação das diferenças de URV percebidas por magistrados estaduais, temse precedente do Superior Tribunal de Justiça, especificamente o REsp nº 1.187.109, relatora Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, sessão de 17/08/2010, que restou assim ementado: TRIBUTÁRIO PROCESSO CIVIL CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL INCOMPETÊNCIA DO STJ IMPOSTO SOBRE A RENDA URV DIFERENÇAS RESOLUÇÃO N. 245/STF APLICAÇÃO. 1. Falece competência ao Superior Tribunal de Justiça para conhecer de alegações de ofensa à Constituição Federal. 2. A utilização de fundamento constitucional pelo tribunal local impede a admissão do recurso especial quanto à questão controvertida. 3. Cuidandose de remuneração percebida por magistrado estadual, aplicase na resolução da controvérsia a Resolução n. 245/STF, que considerou de natureza jurídica indenizatória o abono variável e provisório de que trata o artigo 2º da Lei nº 10.474, de 2002. 4. Recurso especial conhecido em parte e não provido. Oportuno ainda ressaltar, que esta Turma de Julgamento apreciou a mesma matéria em debate nestes autos, referente às diferenças de URV percebidas por magistrado do Estado da Bahia, quando prolatou o Acórdão nº 210201.565, sessão de 28/09/2011, unânime, na relatoria da Conselheira Núbia Matos Moura, assim ementado: RESOLUÇÃO STF Nº 245/2002. DIFERENÇAS DE URV CONSIDERADAS PARA A MAGISTRATURA DA UNIÃO E PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL COMO VERBAS ISENTAS DO IMPOSTO DE RENDA PELO PRETÓRIO EXCELSO. DIFERENÇAS DE URV PAGAS AOS MAGISTRADOS DA BAHIA. NÃO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA. A Lei Estadual da Bahia nº 8.730, de 08 de setembro de 2003 pagou as diferenças de URV aos Membros da Magistratura local, as quais, no caso dos Membros do Ministério Público Federal, tinham sido excluídas da incidência do imposto de renda pela leitura combinada das Leis nº 10.477/2002 e nº 9.655/98, com supedâneo na Resolução STF nº 245/2002, conforme Parecer PGFN nº 923/2003, endossado pelo Sr. Ministro da Fazenda. Ora, se o Sr. Ministro da Fazenda interpretou as diferenças do art. 2º da Lei federal nº 10.477/2002 nos termos da Resolução STF nº 245/2002, excluindo da incidência do imposto de renda, Fl. 239DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10580.726164/200987 Acórdão n.º 2102002.755 S2C1T2 Fl. 17 8 exemplificativamente, as verbas referentes às diferenças de URV, não parece juridicamente razoável sonegar tal interpretação às diferenças pagas a mesmo título aos Membros da Magistratura da Bahia, na forma da Lei Estadual da Bahia nº 8.730/2003. Recurso Voluntário Provido Dos precedentes pertinentes aos valores pagos aos membros da Magistratura para os membros do Ministério Público diferem apenas o diploma legal, uma vez que para os membros do Ministério Público as diferenças foram determinadas pela Lei Complementar 20/2003, enquanto que para os magistrados, a mesma decorreu da lei ordinária n.o 8.730/2003, ambas do Estado da Bahia. Por todo o exposto, voto no sentido de DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente ATILIO PITARELLI Fl. 240DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 10/04/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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Numero do processo: 13805.007276/97-38
Data da sessão: Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/1997 a 30/06/1997
CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Devem ser acolhidos os embargos quando existente dúvida a respeito do alcance da decisão. Rerratifica-se o decidido no acórdão embargado quando a eventual contradição não tenha provocado qualquer efeito.
Numero da decisão: 9303-002.248
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para rerratificar o acórdão embargado, mantida a decisão prolatada. Esteve presente ao julgamento o Dr. Amador Outerelo Fernández, OAB/DF nº 7.100, advogado do sujeito passivo.
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente.
MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ - Relatora.
NOME DO REDATOR - Redator designado.
EDITADO EM: 05/06/2013
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Antônio Lisboa Cardoso, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para rerratificar o acórdão embargado, mantida a decisão prolatada. Esteve presente ao julgamento o Dr. Amador Outerelo Fernández, OAB/DF nº 7.100, advogado do sujeito passivo. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente. MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ - Relatora. NOME DO REDATOR - Redator designado. EDITADO EM: 05/06/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Antônio Lisboa Cardoso, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
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BASE DE CÁLCULO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Devem ser acolhidos os embargos quando existente dúvida a respeito do alcance da decisão. Rerratificase o decidido no acórdão embargado quando a eventual contradição não tenha provocado qualquer efeito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para rerratificar o acórdão embargado, mantida a decisão prolatada. Esteve presente ao julgamento o Dr. Amador Outerelo Fernández, OAB/DF nº 7.100, advogado do sujeito passivo. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ Relatora. NOME DO REDATOR Redator designado. EDITADO EM: 05/06/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Antônio Lisboa Cardoso, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 5. 00 72 76 /9 7- 38 Fl. 599DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 19/ 09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/06/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ L OPEZ 2 Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Tratase de análise de Embargos de Declaração interpostos pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Consta dos embargos o que a seguir reproduzo: Na via especial, a Segunda Turma da CSRF deu parcial provimento ao recurso interposto pela União, conforme se lê na parte dispositiva do acórdão CSRF/02 02.268, in verbis: "ACORDAM os membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para excluir da base de cálculo do credito presumido os dispêndios com energia elétrica. Vencido o Conselheiro Antônio Bezerra Neto (Relator), Josefa Maria Coelho Marques, Antônio Carlos Atulim e Henrique Pinheiro Torres que proveram parcialmente o recurso em maior extensão e a Conselheira Adriene Maria de Miranda que negou provimento ao recurso, nos exatos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Dalton Cesar Cordeiro de Miranda." Contudo, o próprio Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais verificou contradição entre a decisão acima transcrita e a parte dispositiva do voto condutor, exarado pelo ilustre Conselheiro Dalton César Cordeiro de Miranda, que assim concluiu: "Por todos os motivos expostos, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso especial da Fazenda Nacional, para tão somente reconhecer como indevido o creditamento referente às aquisições de energia elétrica, combustíveis, lubrificantes e gases industriais." Verificada contradição entre a decisão recorrida e sua fundamentação, o Presidente da CSRF acertadamente opôs embargos de declaração ao colegiado da turma julgadora. Em acórdão proferido às fls. 557/559, a 3ª Turma da CSRF acolheu os aludidos embargos para "sanar a omissão na ementa do Acórdão CSRF/02 02.268, de 24/04/1996, nos termos do voto da Relatora". Por entender que a ementa do aresto embargado não apresentava toda matéria julgada, a Relatora fez nela incluir a matéria quanto à: "PRODUTOS EXPORTADOS CLASSIFICADOS NA TIPI COMO NÃO TRIBUTADOS." Em que pese o acerto em suas razões de decidir quanto a omissão na ementa do julgado, a 3 4 Turma da CSRF não sanou a contradição apontada pelo Presidente da Camara Superior em seus embargos. Fl. 600DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 19/ 09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/06/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ L OPEZ Processo nº 13805.007276/9738 Acórdão n.º 9303002.248 CSRFT3 Fl. 5 3 Com efeito, o julgado embargado ainda apresenta decisão, que, em sua parte dispositiva, se mostra contraditória com a conclusão do voto vencedor. A contradição se constata, a medida que o dispositivo do aresto deu parcial provimento ao recurso da União para excluir os gastos com energia elétrica da base de cálculo do credito presumido do IPI, enquanto o voto vencedor conclui pelo provimento parcial do apelo especial para afastar as aquisições não só de energia elétrica, como também de combustíveis, lubrificantes e gases industriais do creditamento do IPI. (grifos, não do original) Constatado tal vicio, fazse necessária a integração do julgado por meio desta via recursal. Ante o exposto, requer a UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) sejam conhecidos e providos os presentes embargos, para que seja objeto de saneamento a contradição acima apontada. É o relatório. Voto Conselheira MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ Tratase de análise de embargos de declaração interpostos pela Fazenda Nacional. Conforme relatado, alega a embargante ter ocorrido CONTRADIÇÃO : A contradição se constata, a medida que o dispositivo do aresto deu parcial provimento ao recurso da União para excluir os gastos com energia elétrica da base de cálculo do credito presumido do IPI, enquanto o voto vencedor conclui pelo provimento parcial do apelo especial para afastar as aquisições não só de energia elétrica, como também de combustíveis, lubrificantes e gases industriais do creditamento do IPI. (grifos, não do original) O voto vencedor, do Conselheiro Dalton Miranda, também concordou com o voto do relator (vencido) em excluir da base de cálculo do crédito presumido a ENERGIA ELÉTRICA, LUBRIFICANTES E GASES INDUSTRIAIS. Portanto, desnecessário Voto Vencedor quanto a este aspecto. Não vejo necessidade de excluir as razões de decidir do voto vencedor quando na verdade deveria se manifestar apenas quanto às matérias em que foi vencedor. Se assim o faz, poderia sêlo como forma de reforçar o resultado final, ou até porque, as suas razões de decidir levaram em conta uma outra fundamentação. Mas, o importante é que ambos Fl. 601DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 19/ 09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/06/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ L OPEZ 4 (relator vencido e vencedor) deram provimento ao item: energia elétrica, combustíveis, lubrificantes e gases industriais. Para a execução do acórdão, implícito está pela leitura dos votos (vencedor e vencido) que a única matéria em que a Fazenda Nacional foi vitoriosa, em conseqüência da interposição do recurso especial, foi em relação ao item: energia elétrica, combustíveis, lubrificantes e gases industriais. Muito embora o resultado final do Acórdão tenha sido em DAR provimento Parcial (recurso da Fazenda) para excluir da base de cálculo do crédito presumido os dispêndios com energia elétrica, e não tenha se referido “ aos combustíveis, lubrificantes e gases industriais” vejase que ambos, voto vencedor e vencido, se referem à rubrica “ energia elétrica, combustíveis, lubrificantes e gases industriais, como uma coisa só, objeto de uma mesma análise. Apenas, acredito que por economia, constou abreviadamente, tão somente a energia elétrica. Desta forma, inexiste contradição, apenas um equívoco, mas que a bem da verdade, e como medida esclarecedora, aqui se justifica. Nesse sentido, penso que podem ser acolhidos os embargos quando existente dúvida a respeito do alcance da decisão. A retificação, por amor ao debate, neste caso, mostrase no resultado de julgamento, apenas e tão somente na parte dispositiva do aresto que deu parcial provimento ao recurso da União para excluir os gastos com energia elétrica da base de cálculo do credito presumido do IPI, quando o correto é ter mencionado, não só de energia elétrica, como também de combustíveis, lubrificantes e gases industriais do creditamento do IPI. No entanto, ratificase o decidido no acórdão embargado quando o eventual “ dúvida” não tenha provocado qualquer efeito. Com essas considerações, conheço dos embargos para no mérito rerratificar o decidido na decisão embargada. Sala das Sessões, em 07 de maio de 2013. MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ Fl. 602DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 19/ 09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/06/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ L OPEZ Processo nº 13805.007276/9738 Acórdão n.º 9303002.248 CSRFT3 Fl. 6 5 Fl. 603DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 19/ 09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/06/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ L OPEZ
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Numero do processo: 10140.001797/93-67
Data da sessão: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 1996
Ementa: IRPJ - MULTA - FALTA DE EMISSÃO DE DOCUMENTO FISCAL
- A falta de emissão de Nota Fiscal, recibo ou documento equivalente,
no momento da efetivação da operação, sujeita o contribuinte, pessoa
física ou jurídica, à multa de 300% sobre o valor do bem objeto da
operação ou do serviço prestado. OBRIGAÇÃO ACESSORIA -
Segundo disposto no Código Tributário Nacional, a obrigação
acessória, pelo simples fato de sua inobservância, converte-se em
obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.
Numero da decisão: 102-40.224
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado Vencido o Conselheiro Ramiro Heise
Nome do relator: Ursula Hansen
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OBRIGAÇÃO ACESSORIA - Segundo disposto no Código Tributário Nacional, a obrigação acessória, pelo simples fato de sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CAMPO VERDE COMÉRCIO DE COMBUSTÍVEIS LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado Vencido o Conselheiro Ramiro Heise ANTONIO DE/FREITAS DUTRA PRESIDENTE / UR' ; _ HANSEN `L-RELI"'ATORA FORMALIZADO EM: - g J . 1 ! 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros. MAMA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE, JOSÉ CLÓVIS ALVES, SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO, JÚLIO CÉSAR GOMES DA SILVA e FRANCISCO DE PAULA CORRÊA CARNEIRO GIFFONI. MNS MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10140/001.797/93-67 ACÓRDÃO N° 102-40 224 RECURSO N° 110.404 RECORRENTE CAMPO VERDE COMÉRCIO DE COMBUSTÍVEIS LTDA RELATÓRIO CAMPO VERDE COMÉRCIO DE COMBUSTÍVEIS LTDA, inscrita no CGC sob o n° 33 180 308/0001-15, recorre a este Colegiado de decisão do Delegado da Receita Federal em Campo Grande, MS, que manteve a cobrança do crédito tributário apurado em valor equivalente a 2 975,70 UF1R A exigência, conforme Auto de Infração de fls e anexos, capitulada nos artigos 1° a 40 da Medida Provisória n° 374, de 22 de novembro de 1993, correspondente à multa por não cumprimento de obrigação tributária acessória - realização de venda de mercadorias sem a correspondente emissão de notas fiscais ou documentos equivalentes Ao impugnar o feito, a contribuinte, em síntese, alegou: - que a Medida Provisória n° 374/93, que dispões sobre a emissão de documentos fiscais, teve cessada sua vigência e eficácia desde a edição, uma vez que o Congresso Nacional não a converteu em lei no prazo determinado, - que não teve a intenção de burlar o Fisco, - que sempre emite uma única Nota Fiscal correspondente à aferição das bombas, - que os funcionários não emitiram Notas Fiscais relativas à lavagem de veículos, por mera desinformação, pelo que requer seja determinada a nulidade do Auto de Infração 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° . 10140/001 797/93-67 ACÓRDÃO N° 102-40.224 A autoridade julgadora singular, após analisar e rejeitar os argumentos formulados relativos à vigência na norma legal, mantém o lançamento No tocante às alegações de que a emissão de uma única Nota Fiscal, resultante da diferença apurada após aferição das bombas, baseou-se em orientação do fisco estadual e em normas baixadas pelo Departamento Nacional de Combustíveis, observa que tais orientações não estão acordadas em ajuste do SINIEF, não sendo válida a prática a nível de legislação federal Em suas razões de recurso voluntário, acostadas aos autos às fls 34/38, a contribuinte reitera os argumentos já expendidos na fase impugnatória. É o relató * . ( , L77(/ 3 ..,_j :.- x•i_ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. 10140/001797/93-67 ACÓRDÃO N° 102-40224 VOTO CONSELHEIRA URSULA HANSEN, RELATORA Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais, dele tomo conhecimento Preliminarmente, deve-se esclarecer que os atos praticados soba égide da Medida Provisória n° 374, de 22/11/1993, foram convalidados pela edição da Medida Provisória n° 391, de 23/12/1993, e, posteriormente, pela Lei n° 8.846, de 21/01/1994 De fato, o artigo 10 da citada Lei reza. " Art. 10 - Ficam convalidados os atos praticados com base nas Medidas Provisórias n° 374, de 22 de novembro de 1993, e n° 391, de 23 de dezembro de 1993". Verifica-se, assim, que o Congresso Nacional, usando das atribuições emanadas da Constituição Federal, em seu artigo 62, parágrafo único, editou a Lei n° 8 846/94, disciplinando as relações jurídicas decorrentes da adoção das Medidas Provisórias n's. 374 e 391, ou seja, restabeleceu a validade dos referidos atos Determina a Medida Provisória n° 374/93, à similaridade da Medida Provisória n° 391/93, posteriormente convertida na Lei n° 8 846/94, verbis "Artigo 1° - A emissão de nota fiscal, recibo ou documento equivalente, relativo à venda de mercadorias, prestação de serviços ou operações de alienação de be s / i,,t, 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,zà. »,.,,' 4. PROCESSO N°. 10140/001 797/93-67 ACÓRDÃO N°. 102-40 224 móveis, deverá ser efetuada, para efeito da legislação do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, no momento da efetivação da operação Artigo 2° - Caracteriza omissão de receita ou de rendimentos, inclusive ganhos de capital, para efeito do imposto sobre a renda ou proventos de qualquer natureza e das contribuições sociais incidentes sobre o lucro e o faturamento, a falta de emissão de nota fiscal, recibo ou documento equivalente, no momento da efetivação das operações a que se refere o artigo anterior, bem como a sua emissão com valor inferior ao da operação Artigo 3° - Ao contribuinte, pessoa fisica ou jurídica, que não houver emitido nota fiscal, recibo ou documento equivalente, na situação de que trata o art 2°, ou não houver comprovado sua emissão, será aplicada a multa pecuniária de trezentos por cento sobre o valor do bem ou objeto da operação ou do serviço prestado, não passível de redução, sem prejuízo da incidência do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza e das contribuições sociais Artigo 4° - A base de cálculo da multa de que trata o art 3° será o valor efetivo da operação, devendo ser utilizado, em sua falta, o valor constante da tabela de preços do vendedor, para pagamento à vista ou o preço de mercado (os grifos não são do original) " A legislação é taxativa foi instituída a cobrança de multa pecuniária de 300% quando da não emissão de nota fiscal ou documento equivalente, ocorrendo o fato gerador, a obrigatoriedade, no momento da realização da operaçãiv - 5 r . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. 10140/001 797/93-67 ACÓRDÃO N° . 102-40.224 A mera alegação de que a contribuinte teria por hábito emitir nota fiscal única, após aferição do movimento diário das bombas, portanto, não possui o condão de elidir o lançamento Também não oferece respaldo à pretensão da Recorrente, a afirmação de que tal procedimento estaria fundamentado em normas expedidas por órgão estadual Estas normas não foram acostadas aos autos e, ainda que apresentadas, não poderiam ser superpostas à legislação federal - como bem destacou a autoridade "a quo", em sua bem fundamentada decisão, o modus operandi da contribuinte somente poderia ser considerado se estribado em regulamentação de outros órgãos - especificamente o Fisco Estadual, se constantes de acordo firmado entre os diversos níveis governamentais, o SINIEF, no caso. Considerando o acima exposto e o que mais dos autos consta, Considerando que a ora Recorrente não logrou carrear aos autos quaisquer fatos, provas ou razões novas passíveis de elidir o acerto da decisão recorrida, Voto no sentido de negar-se provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 13 de junho de 1996 Últ,V-A4IÂNSEN 6 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10980.009337/2005-62
Data da sessão: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 2003
PEREMPÇÃO.
O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes é de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância. Recurso apresentado após o prazo estabelecido não pode ser conhecido, haja vista que a decisão a quo já se tornou definitiva.
Recurso voluntário não conhecido.
Numero da decisão: 3102-000.109
Decisão: ACORDAM os Membros da 1ª CÂMARA / 2ª TURMA ORDINÁRIA da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso, por perempto.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2003 PEREMPÇÃO. O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes é de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância. Recurso apresentado após o prazo estabelecido não pode ser conhecido, haja vista que a decisão a quo já se tornou definitiva. Recurso voluntário não conhecido.
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10980.009337/2005-62 Recurso n° 142.433 Voluntário Acórdão n° 3102-00.109 — P Câmara / 2 a Turma Ordinária Sessão de 27 de março de 2009 Matéria DCTF Recorrente TENGEL ENGENHARIA LTDA. Recorrida DRJ-CURITIBA/PR ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2003 PEREMPÇÃO. O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes é de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância. Recurso apresentado após o prazo estabelecido não pode ser conhecido, haja vista que a decisão a quo já se tornou definitiva. Recurso voluntário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da 1' CÂMARA / 2a TURMA ORDINÁRIA da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso, por perempto. iRCIAVLENT'ÁATANO D'AMORIM Presidente CORINTHO O ' RA MACHADO Relator Processo n° 10980.009337/2005-62 S3-CIT2 Acórdão n.° 3102-00.109 Fl. 52 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Luciano Lopes de Almeida Moraes, Judith do Amaral Marcondes Armando, Marcelo Ribeiro Nogueira, . Beatriz Veríssimo de Sena, Ricardo Paulo Rosa e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. 2 Processo n° 10980.009337/2005-62 S3-CI1'2 Acórdão n.° 3102-00.109 Fl. 53 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância: Por meio do Auto de Infração de fls. 04, o contribuinte acima identificado foi autuado e intimado a recolher o crédito tributário no valor de R$ 6.354,46, a título de multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF referente ao 1°, 2°, 3° e 4° trimestres do ano- calendário de 2003. Em 30/08/2005, a autuada apresentou a impugnação de fls. 01 a 03, alegando, em síntese, que: - deveria ser aplicada a multa de R$ 57,34 por mês de atraso, conforme estabelecido na legislação da época dos fatos, não podendo a norma atual ser aplicada a fatos ocorridos antes de sua vigência, nos termos do art. 150, III, a e b, da Constituição Federal; - que restou caracterizada a denúncia espontânea, nos termos do art. 138 do Código Tributário Nacional, pois a DCTF foi entregue antes de qualquer ação do agente fiscalizador. A DRJ em CURITIBA/PR julgou procedente o lançamento. Discordando da decisão a quo, a interessada apresentou recurso voluntário, fls. 23 e seguintes, onde requer a reforma do acórdão hostilizado. A Repartição de origem encaminhou os presentes autos para apreciação deste Colegiado, fl. 49. É o Relatório. 3 Processo n° 10980.009337/2005-62 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.109 Fl. 54 Voto Conselheiro CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Relator Questão preliminar - perempção. A tempestividade do recurso é um dos pressupostos objetivos para que a Corte Administrativa possa conhecê-lo. A pessoa jurídica foi cientificada da decisão de primeira instância no dia 11 de abril de 2008, sexta-feira, conforme Aviso de Recebimento constante da página 22, iniciando-se a contagem do prazo recursal em 14 de abril de 2008, segunda-feira. A contribuinte interpôs recurso contra a decisão a quo em 14 de maio de 2008, conforme carimbo constante da fl. 23. Diz o artigo 33 do Decreto n° 70.235/72 que rege o Processo Administrativo 1 Fiscal: , "Art. 33 - Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão". Assim é que o prazo para interposição de recurso venceu no dia 13 de maio de 2008, terça-feira, sendo portanto o recurso apresentado em 14 de maio do mesmo ano, intempestivo. No vinco do exposto, voto por não conhecer do recurso, por perempto. Sala das Sessõei - n 7 de março de 2009.i)i 411/ CORINTHO O . ' 11° • MACHADO 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 13851.720004/2006-32
Data da sessão: Thu Oct 01 00:00:00 UTC 2009
Ementa: ANO CALENDÁRIO 2002
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO.
A compensação de tributos e contribuições administradas pela Secretaria da Receita Federal está condicionada à compensação de certeza e liquidez dos alegados indébitos, exigência que, no caso de saldo negativo de IRPJ a compensar, oriundo de retenções do imposto de renda na fonte, pressupõe a comprovação de sua retenção, da formação do saldo negativo do imposto, no
correspondente ano-calendário, e de sua regular escrituração contábil/fiscal.
Numero da decisão: 1802-000.216
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior
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ementa_s : ANO CALENDÁRIO 2002 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. A compensação de tributos e contribuições administradas pela Secretaria da Receita Federal está condicionada à compensação de certeza e liquidez dos alegados indébitos, exigência que, no caso de saldo negativo de IRPJ a compensar, oriundo de retenções do imposto de renda na fonte, pressupõe a comprovação de sua retenção, da formação do saldo negativo do imposto, no correspondente ano-calendário, e de sua regular escrituração contábil/fiscal.
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PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13851.720004/2006-32 Recurso n° 164.661 Voluntário Acórdão n° 1802-00.216 — 2a Turma Especial Sessão de 01 de outubro de 2009 Matéria IRPJ Recorrente Tecno Service e Serviços Temporários Ltda. Recorrida 5Turma/DRJ - Ribeirão Preto/SP. ANO CALENDÁRIO 2002 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. A compensação de tributos e contribuições administradas pela Secretaria da Receita Federal está condicionada à compensação de certeza e liquidez dos alegados indébitos, exigência que, no caso de saldo negativo de IRPJ a compensar, oriundo de retenções do imposto de renda na fonte, pressupõe a comprovação de sua retenção, da formação do saldo negativo do imposto, no correspondente ano-calendário, e de sua regular escrituração contábil/fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório r.,voto que integram o presente julgado. ,(40°---,4411• `.-‘ • • p! • U • - • residente. EDWAL CASONI D ...oldra ANDES J IR — Relator. EDITADO EM: Ü 4 rif-2009 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente da Turma), João Francisco Bianco (Vice-Presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Leonardo -Lobo de Almeida, Nelso Kichel (Suplente) e Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior.Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Francisco Bianco (vice presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Leonardo Lobo de Almeida e Nelso Kichel (suplente). Processo n° 13851.720004/2006-32 S1 -TE02 Acórdão n.° 1802-00.216 Fl. 2 Relatório Cuida-se de Recurso Voluntário apresentado contra decisão da 5' Turma da DRJ de Ribeirão Preto/SP. A recorrente qualificada ao topo, apresentou declaração de compensação – PER/DCOMP (fls. 01 – 07) informando como origem do crédito saldo negativo de Imposto de Renda apurado na declaração de IRPJ do exercício de 2003 (AC 2002), na quantia de R$ 31.465,81, consignando na dita DCOMP que usou o valor de R$ 21.4689,29 para compensar-se débitos da COFINS do período de apuração de outubro e novembro de 2000. Às folhas 10 a 81 está anexada a DIPJ 2003, e à folha 82 foi anexada tela do sistema da Receita Federal – CNPJ Consulta indicando o representante legal da recorrente, às folhas 87 a 93 relacionou-se cópias do plano de contas apresentado pela contribuinte, às folhas 96 a 106 comprovantes anual de rendimentos pagos ou creditados de retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte e às folhas 107 a 236 cópias do Livro Diário. Sua solicitação, contudo, foi indeferida, não sendo homologada a compensação efetuada, nos termos do Parecer e Despacho Decisório da Delegacia da Receita Federal em Araraquara – SP (fls. 308 – 301), assentou a autoridade administrativa que a recorrente foi intimada diversas vezes a apresentar cópias dos Livros Diário e Razão indicando as páginas dos lançamentos de apropriação do IR e das receitas que originaram as retenções do Importo de Renda na Fonte e a apresentar demonstrativo detalhado indicando CNPJ da fonte declarante e o número das folhas do Diário nas quais foram escriturados os rendimentos que originaram as retenções, bem como o valor retido. Iniciou-se a fundamentação, aduzindo que confrontando-se com as DIRF's apresentadas pela recorrente (fls. 241 – 258) não foram identificadas na escrituração da recorrente as receitas, tampouco as retenções correspondentes, uma vez que a contribuinte adota o sistema de escrituração por partidas mensais. A par disso, as informações apresentadas pela recorrente não indicariam de forma detalhada as páginas do Diário em que foram escriturados mensalmente os rendimentos e aqueles que originaram retenções na fonte e o valor mensal retido na fonte e o valor mensal retido por CNPJ e fonte pagadora. Verificou-se ainda, não haver correspondência—éntre as informações apresentadas pela recorrente em sua Declaração de Rendimentos DIPJ/2003 – Ficha 43 (fls. 78 – 80) e os valores informados pela contribuinte na PER/DCOMP (fls. 03 – 05) e os valores informados pelas declarantes nas DIRF's. registrou-se também, que sequer foram localizados no Sistema DIRF para a contribuinte, referente à declarante ELETROLUX DA AMAZÔNIA • LTDA. – CNPJ 02.421.684/0001-20 (fls. 251 e 252) e LATINATEC COM. PEÇAS SERV. LTDA. CNPJ 02.270.993/0001-47 (fls. 256 a 257), conforme minudente quadro demonstrativo elaborado pela autoridade administrativa ao final da página 309. Por fim assentou-se que a escrituração dos contribuintes deve retratar; • diferentemente da apresentada pela recorrente, com clareza e fidelidade os lançamentos de tal forma que permitam a perfeita verificação das operações, sendo que a recorrente não logrou comprovar via escrituração, o total das receitas auferidas no ano calendário 2002, bem como o ERRF. Processo n° 13851.720004/2006-32 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.216 Fl. 3 Decidindo-se, em vista da sistemática de que os pedidos de compensação gerados a partir do programa PER/DCOMP que pressupõem a análise do direito creditório, e considerando que in casu não se satisfez os requisitos de certeza e liquidez exigidos pelo artigo 170 do Código Tributário Nacional, por indeferir o pedido da recorrente e não homologar a compensação. Cientificada a recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade (fl. 317), alegando em síntese que os valores declarados pelos contribuintes tomadores de serviços, não expressavam a verdadeira situação do exercício, conquanto estes, só constaram e DIRF as notas nas quais houveram retenções, não incluindo as notas fiscais de valores menores ou dispensadas de retenções. Quanto aos referidos lançamentos contábeis, tais se encontrariam lançados de forma sintética, porém, possuiriam respaldo no livro de registro de prestação de serviços lançados individualmente por documento fiscal e com cópia em anexo, instruindo sua manifestação com os documentos de folhas 317 a 355. Conheceu da Manifestação de Inconformidade a 5 5 Turma da DRJ de Ribeirão Preto que nos termos do acórdão e voto de folhas 368 a 373 indeferiu a solicitação, relembrando que o Código Tributário Nacional, em seu artigo 170, condiciona a compensação à certeza e liquidez dos créditos pleiteados, cabendo nesse mister, perquirir à luz do disposto na legislação de regência, se o pedido de restituição/compensação da recorrente encontrava-se devidamente instruído, especialmente no que concerne à comprovação da certeza e liquidez, transcrevendo a esse propósito o artigo 2° da Lei n°. 9.430/96. Esclareceu na sequência, que para fins de retenção do imposto de renda, os artigos 649 e 650 do Decreto n°. 3.000/99, ao regulamentarem o disposto no artigo 55 da Lei n°. 7.713/88 e nada obstante, o IRRF somente poderá ser utilizado para dedução do IR a pagar e, eventualmente, contribuir para a formação do saldo negativo de IRPJ, se atender ao previsto no artigo 55 da Lei n°. 7.450/85, que disciplina a compensação de IRRF incidente sobre rendimentos computados na declaração, condicionando-se o procedimento à apresentação dos respectivos comprovantes de retenção. Destarte, no entender daquela Turma Julgadora, a apuração da certeza e liquidez do crédito pleiteado, no caso, está na dependência de efetiva demonstração, pela recorrente, do saldo negativo de IRPJ apurado no final de cada período, uma vez que as retenções na fonte são consideradas como antecipações do imposto devido, consoante artigo 650 do RIR/99. Frente à essa conclusão, entendeu-se não bastar ao interessado comprovar a retenção do imposto de renda na fonte, mas também a efetiva apuração de saldo negativo de IRPJ ao final de cada período, devendo-se demonstrar que as receitas sobre as quais incidiram as retenções foram oferecidas à tributação. Na espécie, destarte, a contribuinte deveria ter juntado aos autos os comprovantes dos rendimentos fornecidos pelas fontes pagadoras Eletrolux da Amazônia Ltda. e Latinatec Com. de Peças, todavia, não fez, e as provas necessárias seriam aquelas contábeis, às quais a recorrente estava adstrita por conta do seu regime de tributação pelo Lucro Real. Considerou-se por fim, deficiente a escrituração da recorrente e precluso o momento de produção de provas indeferindo-se a Manifestação de Inconformidade. _ Processo n° 13851.720004/2006-32 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.216 Fl. 4 Devidamente notificada (fl. 376) a contribuinte apresentou Recurso Voluntário, alegando ter apresentado todos os informes de rendimentos de seus clientes, consubstanciado no exato valor do Crédito solicitado, alegou ter apresentado ainda, cópia do Razão das contas de IRRF no ativo e conta Prestação de Serviços nas contas de resultado, bem como, apresentou-se planilhas com todas as notas lançadas individualmente mês a mês com os respectivos totais, para a devida comprovação no Livro Razão já que esses lançamentos se encontram lançados de forma sintética, sendo coincidente a somatória destes com os valores pleiteados. Teria juntado com sua Manifestação de Inconformidade cópia do Livro de Registro de Prestação de Serviços (ISS), demonstrando ali os valores totalmente iguais aos valores lançados na contabilidade, situação que não foi levado em conta ao indeferir-se sua solicitação, requerendo ao fim, fosse provido seu recurso voluntário. É o relatório. • Processo n° 13851.720004/2006-32 81-TE02 Acórdão n.° 1802-00.216 Fl. 5 Voto Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, Relator O recurso é tempestivo e preenche as condições de admissibilidade, razão pela qual, dele tomo conhecimento. Trata-se de pedido de restituição/compensação, cujo crédito seria oriundo de Imposto de Renda Retido na Fonte. Registre-se de início, que o cotejo traçado pela autoridade administrativa com respeito à não correspondência entre as informações apresentadas pela recorrente em sua Declaração de Rendimentos DIPá003 — Ficha 43 (fls. 78 — 80) e os valores informados pela contribuinte na PER/DCOMP (fls. 03 — 05) e aqueles informados pelas declarantes nas DIRF's, bem como, não foram localizados no Sistema DIRF para a contribuinte, referente à declarante ELETROLUX DA AMAZÔNIA LTDA. — CNPJ 02.421.684/0001-20 (fls. 251 e 252) e LATINATEC COM. PEÇAS SERV. LTDA. CNPJ 02.270.993/0001-47 (fls. 256 a 257), conforme minudente quadro demonstrativo elaborado pela autoridade administrativa ao final da página 309, foi acertado e devidamente satisfatório. Sem me de deter quanto à efetividade das retenções, faço constar desde logo, que comungo do entendimento adotado pela distinta Turma Julgadora ao assentar-se que o IRRF, dado à sua sistemática de antecipação do tributo devido a título de Imposto de Renda, poderá ser utilizado para a dedução do IR a pagar, ou compor o saldo negativo de IRPJ e apenas saldo remanescente dará azo à eventual pedido de restituição/compensação. A par disso, é imperioso constar que para tal desiderato (compensação de IRRF), mister comprovação da certeza e liquidez do crédito que se pretende deduzir, considere-se, que ao teor do disposto no artigo 170 do Código Tributário Nacional é requisito indispensável para homologação de compensação, que o crédito goze de indelével certeza e liquidez, in verbis: Artigo 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos liauidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. (.) (Grifei) A demonstração da certeza e liquidez deve atender à sistemática do IRRF, - que como já adiantei funciona como antecipação do imposto devido ao final do exercício, - assim sendo, em havendo prejuízo fiscal que compreenda em seu bojo valor retido maior que o imposto devido ao final do exercício, seria possível a restituição compensação como prejuízo fiscal, exigindo-se para tanto, indicação na DIPJ correspondente, de eventual IRPJ a pagar negativo comprovando que todas as retenções foram oferecidas à tributação, lastreando por - meio das DIRF' s. Processo n° 13851.720004/2006-32 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.216 Fl. 6 Como já assentado no acórdão recorrido, o contribuinte não trouxe aos autos, os comprovantes dos rendimentos fornecidos pelas fontes pagadoras, tampouco, demonstrou se o prejuízo fiscal apurado levou em conta as supostas retenções, padecendo o crédito dos requisitos de liquidez e certeza. Por essas razõe • to por negar provimento ao Recurso Voluntário. Edwal Casoni e Paula -- andes Junior 6
score : 1.0
Numero do processo: 13859.000015/91-49
Data da sessão: Fri Mar 24 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PIS - FATURAMENTO - DECORRÊNCIA -
Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão
proferida no processo matriz se projeta no
julgamento do processo decorrente recomendando
o mesmo tratamento, dada a íntima relação de
causa e efeito.
Numero da decisão: 102-29.791
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Waldevan Alves de Oliveira
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ementa_s : PIS - FATURAMENTO - DECORRÊNCIA - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se projeta no julgamento do processo decorrente recomendando o mesmo tratamento, dada a íntima relação de causa e efeito.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-05T21:16:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-05T21:16:03Z; Last-Modified: 2009-07-05T21:16:03Z; dcterms:modified: 2009-07-05T21:16:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-05T21:16:03Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-05T21:16:03Z; meta:save-date: 2009-07-05T21:16:03Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-05T21:16:03Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-05T21:16:03Z; created: 2009-07-05T21:16:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-05T21:16:03Z; pdf:charsPerPage: 1120; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-05T21:16:03Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 13859/000.015/91-49 Sessão de 24 de março de 1995 ACÓRDÃO N° 102-29.791 RECURSO N°: 81.689 - PIS FATURAMENTO - EXS.: 1986 a 1988 RECORRENTE. NADIR COMÉRCIO DE CAFÉ E CEREAIS LTDA. RECORRIDA : DRF - RIBEIRÃO PRETO - SP. PIS - FATURAMENTO - DECORRÊNCIA - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se projeta no julgamento do processo decorrente recomendando o mesmo tratamento, dada a íntima relação de causa e efeito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por NADIR COMÉRCIO DE CAFÉ E CEREAIS LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. Sala d, . oes, 1-24 de ar0 de 1995 ou‘,1.4k. e _ ••-• e, e • 11 • - PRESIDEM E WALD •`11 1 SP OLIVEIRA - RELATOR VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNE R1CHA - PROCURADOR DA SESSÃO DE: FAZENDA NACIONAL 19 MAI 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Maria Clélia de Andrade Figueiredo, Ursula Hansen, Júlio César Gomes da Silva e José Carlos Passuello MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 03 PROCESSO N° 13859/000.015/91-49 Acórdão N° 102-29.791 A decisão da autoridade julgadora de primeira instância foi proferida às fls. 37/38, deferindo parcialmente a impugnação apresentada pela contribuinte, cujos fundamentos se acham sintetizados na seguinte ementa: "CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP - PIS/FATURAMENTO - A omissão de receitas apurada na pessoa jurídica e julgada parcialmente procedente, implica na exigência da contribuição para o PIS/FATURAMENTO, calculada sobre o valor omitido". Não se conformando com a decisão retro, a contribuinte interpôs recurso a este Conselho às fls. 43/51, cujas razões são lidas na íntegra em sessão. É o relatório \ , \\' - MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 04 PROCESSO N° 13859/000.015/91-49 Acórdão N° 102-29.791 VOTO Conselheiro WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, Relator A matéria submetida ao julgamento desta Câmara decorre de lançamento ex-officio levado a efeito contra a pessoa jurídica, processo matriz, relativamente a imposto de renda, resultando daí o lançamento decorrente nos termos do auto de infração de fls. 15/17. Trata-se, portanto, de lançamento reflexivo, do conhecimento da recorrente, revelado em sua peça impugnatória e bem assim em seu recurso onde insiste na vinculação deste processo ao julgamento do processo principal. Ocorre, todavia, que o recurso interposto pela pessoa jurídica, a propósito do imposto de renda foi objeto de julgamento por esta Câmara, em sessão realizada em 08 de dezembro de 1993, que por unanimidade de votos, negou-lhe provimento, conforme faz certo o Acórdão N° 102-28.714. Destarte, em se tratando de lançamento decorrente, a decisão proferida nos autos do processo principal se projeta neste processo reflexivo, recomendando o mesmo tratamento, dada a íntima relação de causa e efeito. Pelo exposto, nego provimento ao recurso. iiiÇBrasília - DF., e arço de 1995 ) WALDEVAN : S DE OLIVEIRA REJL OR MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 02 PROCESSO N° 13859/000.015/91-49 RECURSO N° . 81.689 ACÓRDÃO N°: 102-29.791 RECORRENTE . NADIR COMÉRCIO DE CAFÉ E CEREAIS LTDA RELATÓRIO NADIR COMÉRCIO DE CAFÉ E CEREAIS LTDA., com sede na cidade de Itápolis, Estado de São Paulo, na guarda do prazo legal recorre a este Conselho do ato do titular da DRF em Ribeirão Preto - SP., que, deferindo parcialmente a sua impugnação, manteve lançamento ex-officio em suas declarações de rendimentos apresentadas para os exercícios de 1986 a 1988, ensejando a cobrança do PIS no valor de Cr$ 91,89, acrescido da multa de 50% e demais encargos legais Iniciou-se o procedimento em decorrência de ação fiscal levada a efeito contra a pessoa jurídica, processo matriz, culminando com a lavratura do auto de infração de fls. 15/17 do seguinte teor. "Lançamento decorrente da fiscalização do Imposto de Renda - Pessoa Jurídica, na qual foi apurada omissão da receita operacional ocasionando, por conseguinte, insuficiência na determinação da base de cálculo deste imposto/contribuição. O cálculo do imposto/contribuição, a atualização monetária, as penalidades aplicáveis e os respectivos enquadramentos legais constam de demonstrativos anexos, os quais fazem parte integrante deste Auto. Artigo 3°, alínea "b", da Lei Complementar N° 07/70, c/c artigo 1°, parágrafo único da Lei Complementar N° 17/73 e título 5°, capítulo 1°, seção I, alíenea "b", itens I e II do Regulamento do PIS/PASEP, aprovado pela Portaria MF N° 142/82". Notificada do lançamento, a empresa apresentou impugnação tempestiva às fls. 21/24, e reportando a defesa apresentada no processo principal, que faz acostar às fls. 25/29, requerendo a sustação do julgamento deste processo até que aquele seja julgado. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 15979.000123/2007-45
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Oct 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/2003 a 31/07/2006
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - NFLD. CONTRIBUIÇÕES NÃO RECOLHIDAS. CONSEQUENCIAS. TAXA SELIC. SÚMULA CARF Nº 4.
O Relatório Fiscal (fls. 67 e seguintes) informa que o contribuinte descumpriu as regras contidas nos incisos I, II e III do art. 22 da Lei nº 8.212/91, não recolhendo as contribuições ali previstas, bem como descumpriu as determinações do art. 3º da Lei nº 11.098/05 e também não recolheu os valores devidos pelos carreteiros (11% da Lei nº 10.666/03).
No que se refere à aplicabilidade da Taxa SELIC, há que se destacar que os membros do CARF devem se ater ao comando previsto na Súmula CARF nº 4.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-002.712
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente
(Assinado digitalmente)
Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/2003 a 31/07/2006 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - NFLD. CONTRIBUIÇÕES NÃO RECOLHIDAS. CONSEQUENCIAS. TAXA SELIC. SÚMULA CARF Nº 4. O Relatório Fiscal (fls. 67 e seguintes) informa que o contribuinte descumpriu as regras contidas nos incisos I, II e III do art. 22 da Lei nº 8.212/91, não recolhendo as contribuições ali previstas, bem como descumpriu as determinações do art. 3º da Lei nº 11.098/05 e também não recolheu os valores devidos pelos carreteiros (11% da Lei nº 10.666/03). No que se refere à aplicabilidade da Taxa SELIC, há que se destacar que os membros do CARF devem se ater ao comando previsto na Súmula CARF nº 4. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos.
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CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO NFLD. CONTRIBUIÇÕES NÃO RECOLHIDAS. CONSEQUENCIAS. TAXA SELIC. SÚMULA CARF Nº 4. 1. O Relatório Fiscal (fls. 67 e seguintes) informa que o contribuinte descumpriu as regras contidas nos incisos I, II e III do art. 22 da Lei nº 8.212/91, não recolhendo as contribuições ali previstas, bem como descumpriu as determinações do art. 3º da Lei nº 11.098/05 e também não recolheu os valores devidos pelos carreteiros (11% da Lei nº 10.666/03). 2. No que se refere à aplicabilidade da Taxa SELIC, há que se destacar que os membros do CARF devem se ater ao comando previsto na Súmula CARF nº 4. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 97 9. 00 01 23 /2 00 7- 45 Fl. 475DF CARF MF Impresso em 18/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 2/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15979.000123/200745 Acórdão n.º 2803002.712 S2TE03 Fl. 3 2 (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 476DF CARF MF Impresso em 18/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 2/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15979.000123/200745 Acórdão n.º 2803002.712 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD lavrada em desfavor do contribuinte acima identificado, relativamente a contribuições destinadas à Seguridade Social, parte da empresa, ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (incluindo o adicional da contribuição para o financiamento da aposentadoria especial, conforme art. 57, § 5º da lei nº 8.212/91), e as destinadas aos terceiros (Salário Educação, INCRA, SEST SENAT e SEBRAE). O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 15 de março de 2007 e ementada nos seguintes termos: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Contribuições devidas à Seguridade Social correspondentes à parte da empresa, ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho – GILRAT e as destinadas aos terceiros – Salário Educação, INCRA, SEST, SENAT e SEBRAE. A empresa que mantiver trabalhador sujeito a condições especiais que prejudiquem a sua saúde ou a sua integridade física estará sujeita ao pagamento do adicional da contribuição para financiamento da aposentadoria especial, conforme art. 57, § 6º da Lei 8.212/91. LANÇAMENTO PROCEDENTE. Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: É equivocada a decisão recorrida ao rejeitar a impugnação apresentada, quando não acolhe a alegação de cerceamento de defesa, claramente praticada na elaboração da Notificação Fiscal impugnada, fazendo pior ainda, praticando novo cerceamento de defesa ao deixar de acolher o requerimento de prova pericial, indispensável para a demonstração dos fatos arguidos na defesa. A NFLD, muito embora afirme estar acompanhada de um rol de anexos obrigatórios e que dela seriam parte integrante, na verdade apresentase incompleta, posto que não acompanhada do MPF e do MPF Complementar. A delegação do MPF é ilegal, pois foi entregue pelo Auditor Fiscal Alberto Alves das Graças e assinado pela servidora Tercilia Perini Imakawa, sem que se tenha demonstrado ter ela competência funcional para a expedição do Mandato. Fl. 477DF CARF MF Impresso em 18/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 2/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15979.000123/200745 Acórdão n.º 2803002.712 S2TE03 Fl. 5 4 O MPF extrapola o prazo estabelecido, fato que constitui irregularidade insanável. A NFLD foi emitida sem a necessária cobertura de MPF em vigor. A autuação não esclarece de modo claro e suficiente a forma pela qual chegou aos valores apurados a título de contribuições devidas. O contribuinte efetuou vários pagamentos. A Taxa SELIC é ilegal. Diante de todo o exposto, espera e requer seja processado e provido o presente recurso para o fim de reformar a decisão recorrida, anular o processo e determinar a sua instrução mediante produção da prova requerida, ou, desde logo, enfrentando o mérito, declarar imprestável, nula e sem nenhum efeito a NFLD impugnada, devendo ser anulados e cancelados o lançamento de ofício e o auto de infração. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 478DF CARF MF Impresso em 18/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 2/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15979.000123/200745 Acórdão n.º 2803002.712 S2TE03 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. O Relatório Fiscal (fls. 97 e seguintes) informa que o contribuinte descumpriu as regras contidas nos incisos I, II e III do art. 22 da Lei nº 8.212/91, não recolhendo as contribuições ali previstas, bem como descumpriu as determinações do art. 3º da Lei nº 11.098/05. De acordo com o Relatório Fiscal, a ação teve início em 02/08/2006 com a lavratura do MPF nº 09321621F00 e a MPF Complementar nº 321621C01, datado de 27/09/2006. Conforme se pode observar do item “4” do referido relatório, o valor originário das contribuições previdenciárias devidas é proveniente da análise das Folhas de Pagamento, das importâncias declaradas nas GFIPS e dos recibos/planilhas dos carreteiros. Portanto, da análise dos documentos apresentados pelo próprio contribuinte, bem como pelas informações constantes dos sistemas informatizados do INSS, apurouse os fatos geradores objeto da NFLD ora em discussão. Há que se levar em conta, ademais, que no curso da fiscalização, o contribuinte apresentou algumas GPS que, depois da análise das informações, foram deduzidas das contribuições apuradas, as importâncias relativas a pagamentos efetuados pela empresa, notadamente as importâncias relativas a salário família e salário maternidade. A fundamentação legal para sustentar o lançamento consta do item 10 do Relatório Fiscal. De sua parte, o contribuinte apresenta recurso voluntário repetindo praticamente os mesmos argumentos contidos na sua impugnação. De início, o contribuinte alega cerceamento de defesa, em razão de o julgador de primeira instância não ter acolhido suas teses. Ora, o acolhimento da tese de defesa será considerado, caso as teses sejam pertinentes. Na situação dos autos, restou amplamente evidenciado que o contribuinte descumpriu as regras de pagamento de contribuições previdenciárias e de contribuições de terceiros, claramente previstas no ordenamento jurídico brasileiro. Ademais, ao mesmo tempo em que o contribuinte alega que a NFLD apresta se incompleta por não estar acompanhada do MPF e do MPF Complementar, ele informa que o MPF extrapolou o prazo estabelecido. Fl. 479DF CARF MF Impresso em 18/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 2/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15979.000123/200745 Acórdão n.º 2803002.712 S2TE03 Fl. 7 6 Ora, pela simples observação da contradição apontada no parágrafo anterior, é perceptível que a defesa apresentada pelo contribuinte visa tãosomente atacar eventuais vícios do lançamento, sem, contudo, atacar o mérito, ou seja, o não recolhimento do devido. Resta claro, portanto, que uma defesa superficial não pode surtir o efeito desejado, pois carente de fundamentos que possam mudar a realidade fática. No que se refere à aplicabilidade da Taxa SELIC, há que se destacar que os membros do CARF devem se ater ao comando previsto na Súmula CARF nº 4, in verbis: Súmula CARF nº 4: a partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para títulos federais. Em suma, o lançamento está correto e deve ser mantido pelos seus próprios fundamentos. CONCLUSÃO. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 480DF CARF MF Impresso em 18/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 2/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
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