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Numero do processo: 10980.013910/2006-13
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 02/03/1994 a 30/10/1998
RECURSOS REPETITIVOS (REsp 962379).
Consoante o art. 62-A do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RI/CARF), aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na sistemática prevista no art. 543-C da Lei nº 5.869/1973 (Código de Processo Civil) devem ser reproduzidas nos julgamentos do CARF.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 02/03/1994 a 30/10/1998
RESTITUIÇÃO. MULTA DE MORA. PAGAMENTOS EM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
Os pagamentos em atraso relativos a tributo sujeito ao lançamento por homologação, efetuados em datas anteriores à entrega da declaração que constitui as respectivas dívidas, se beneficiam da denúncia espontânea, em razão do que não se exige o cômputo, nos totais recolhidos, da multa de mora que seria devida, caso os recolhimentos tivessem ocorrido após a entrega da DCTF.
REPETIÇÃO DO INDÉBITO. MULTA. PRAZO.
Uma vez que o pagamento de tributo sujeito ao lançamento por homologação pode ser repetido no prazo de até 10 anos, a restituição de multa de mora a ele vinculado também se submete ao mesmo prazo.
Numero da decisão: 3803-002.463
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencidos os conselheiros Alexandre Kern e Belchior Melo de Sousa que negaram provimento.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 02/03/1994 a 30/10/1998 RECURSOS REPETITIVOS (REsp 962379). Consoante o art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RI/CARF), aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na sistemática prevista no art. 543C da Lei nº 5.869/1973 (Código de Processo Civil) devem ser reproduzidas nos julgamentos do CARF. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 02/03/1994 a 30/10/1998 RESTITUIÇÃO. MULTA DE MORA. PAGAMENTOS EM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Os pagamentos em atraso relativos a tributo sujeito ao lançamento por homologação, efetuados em datas anteriores à entrega da declaração que constitui as respectivas dívidas, se beneficiam da denúncia espontânea, em razão do que não se exige o cômputo, nos totais recolhidos, da multa de mora que seria devida, caso os recolhimentos tivessem ocorrido após a entrega da DCTF. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. MULTA. PRAZO. Uma vez que o pagamento de tributo sujeito ao lançamento por homologação pode ser repetido no prazo de até 10 anos, a restituição de multa de mora a ele vinculado também se submete ao mesmo prazo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 2 Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencidos os conselheiros Alexandre Kern e Belchior Melo de Sousa que negaram provimento. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de retorno dos autos de diligência requerida por esta Turma, destinada a se apurar a existência de declaração, com efeitos de confissão de dívida, que pudesse, nos termos já decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), na sistemática dos recursos repetitivos, afastar a alegação do Recorrente de que teria direito à restituição dos valores de multa de mora, por ele recolhidos, decorrentes dos valores do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pagos após o prazo de vencimento. Em seu pedido, o contribuinte argumentou que a multa de mora recolhida em razão do pagamento em atraso do tributo deveria ser restituída por se enquadrar na hipótese da denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional (CTN), com a devida atualização pela taxa Selic. A repartição de origem, em despacho decisório exarado em 16 de dezembro de 2003 (fls. 49 a 50), indeferiu o pedido de restituição, argumentando que a espontaneidade do pagamento não eximiria o recolhimento da multa de mora, mas apenas preveniria o lançamento da multa de ofício. Salientou a autoridade administrativa que, apesar de o contribuinte não ter comprovado os pagamentos alegados, estes, com exceção de apenas um, foram comprovados em consulta ao sistema da Receita Federal. Concluiu a autoridade administrativa que, ainda que se admitisse o direito alegado pelo contribuinte, terseia configurado o transcurso do prazo para a repetição do indébito, nos termos do Ato Declaratório SRF nº 96/1999, que se fundamenta nos artigos 165, I, e 168, I, do Código Tributário Nacional (CTN). Não satisfeito com a decisão, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e reafirmou seu direito à restituição dos valores pagos indevidamente a título de multa de mora, alegando o seguinte: a) o prazo para repetição de indébitos é de 10 anos, conforme se extrai da interpretação conjunta dos artigos 150, § 4º, e 168, I, do CTN; Fl. 112DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10980.013910/200613 Acórdão n.º 380302.463 S3TE03 Fl. 108 3 b) a multa de mora recolhida deve ser restituída pois que fora paga juntamente com o tributo em atraso antes de qualquer iniciativa do Fisco, nos termos preceituados pelo art. 138 do CTN. A DRJ Ribeirão Preto/SP indeferiu o pedido, tendo o acórdão sido ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 02/03/1994 a 30/10/1998 RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente, ou em valor maior que o devido, extinguese após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. MULTA DE MORA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Indeferese o pedido de restituição de multa de mora paga juntamente com o imposto, em denúncia espontânea, uma vez que a sanção moratória é radicada na legislação tributária em plena vigência. RECOLHIMENTO ESPONTÂNEO. MULTA MORATÓRIA. O recolhimento espontâneo de tributos e contribuições em atraso deve ser acompanhado do pagamento da multa de mora. Solicitação Indeferida Irresignado, o contribuinte recorreu a este Conselho e reiterou seu pedido, repisando os mesmos fundamentos apresentados na Manifestação de Inconformidade. Em 1º de junho de 2011, esta Terceira Turma Especial, por meio da Resolução nº 380300.102, decidiu por baixar os autos em diligência à repartição de origem, para que se procedesse à verificação quanto à existência de declaração com força de confissão de dívida, ou seja, com poder de constituição do crédito tributário, relativa a parte ou a todo o período sob exame, referente a débitos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A repartição de origem, após realização da diligência, encaminhou a este Conselho a Informação Fiscal de fls. 105 a 106. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis Fl. 113DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 4 Em resposta à diligência requerida por este Colegiado, a repartição de origem juntou aos autos cópias de DCTFs e outras informações constantes dos sistemas da Receita Federal (fls. 98 a 104), em que se constata que o Recorrente havia declarado os valores do imposto pago a destempo. Na Informação Fiscal (fls. 105 a 106), a autoridade administrativa informa que a confirmação dos recolhimentos já se encontra no processo (fls. 31 a 47), onde também se pode confirmar os valores recolhidos a titulo de multa de mora e que, para os períodos de apuração correspondentes a tais recolhimentos, haviam sido apresentadas DCTFs (fls. 98 a 104) que se configuram em confissão de divida, por força do art. 5°, § 1º , do Decretolei n° 2.124/84. Além disso, registra a autoridade que, dos valores confessados nas referidas DCTFs, apenas quatro apresentam correspondência idêntica à dos recolhimentos efetuados em 29/09/95, 27/12/95, 23/01/96 e 01/10/97 (fls. 31, 41,42 e 44 c/c 100, 100, 101 e 102) e sete outros recolhimentos apresentam valores menores do que os que se encontram confessados, tendo em vista se tratar de recolhimentos parciais em atraso, sendo eles os com datas de recolhimento de 31/01/95 (dois), 12/04/95, 30/04/96 (dois) e 17/02/98 (dois), conforme fls. 39, 40, 43 e 45 c/c 99, 98, 99, 101, 103 e 104. Apenas em relação a um dos recolhimentos, informa a autoridade, aquele com data de pagamento de 02/03/94, o valor recolhido é maior que o que se encontra confessado em DCTF para o período (2° decêndio de fevereiro 1994, já que a data de vencimento é 28/02/94), sendo que o valor pleiteado da multa de mora (R$ 338,69), corresponde ao valor confessado, que é de R$ 1.552,03 (fl. 98). Passase à análise do pedido formulado em sede de Recurso Voluntário. Conforme acima relatado, nos presentes autos, se controverte sobre duas questões preliminares, a saber: 1ª questão: o prazo para a repetição do indébito em relação aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação; 2ª questão: a incidência da multa de mora no pagamento espontâneo de tributos em atraso. Tendose em conta a primeira questão, considerando que ainda não se encontra disponível no sítio do STF na internet o resultado do julgamento em que se decidiu o mérito quanto à retroação da Lei Complementar nº 118/2005, poderseia decidir, com base no § 1º do art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, pelo sobrestamento do julgamento do presente recurso pelo fato de se tratar de matéria submetida ao Supremo Tribunal Federal (STF), em recurso extraordinário (RE 561908), em relação à qual se reconheceu a repercussão geral, mas que ainda não transitou em julgado. Contudo, em consulta ao sítio do STF na internet, verificase que não consta da decisão expressa determinação no sentido de se sobrestar o julgamento dos processos relativos à matéria recorrida que se encontrassem em andamento. O § 1º do art.1º e o art. 4º da Portaria CARF nº 001, de 3 de janeiro de 2012, estipulam que, nos casos da espécie, inexistindo determinação do STF no sentido de sobrestar todos os processos em andamento que versem sobre a matéria, independentemente da existência de repercussão geral, eles devem ser submetidos a julgamento, não se lhes aplicando o sobrestamento reclamado pelo Embargante. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10980.013910/200613 Acórdão n.º 380302.463 S3TE03 Fl. 109 5 Nesse sentido, uma vez que este Colegiado se encontra desobrigado de sobrestar o julgamento do processo, passase ao enfrentamento do mérito. Referida matéria já foi objeto de apreciação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento submetido à sistemática dos recursos repetitivos (Recurso Especial nº 1.002.932), cujo teor deve ser obrigatoriamente observado por este Colegiado, conforme preceitua o art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009. Assim decidiu o STJ: RECURSO ESPECIAL Nº 1.002.932 SP (2007/02600019) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX (...) EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. AUXÍLIO CONDUÇÃO. IMPOSTO DE RENDA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. PAGAMENTO INDEVIDO. ARTIGO 4º, DA LC 118/2005. DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO RETROATIVA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE DIFUSO. CORTE ESPECIAL. RESERVA DE PLENÁRIO. 1. O princípio da irretroatividade impõe a aplicação da LC 118, de 9 de fevereiro de 2005, aos pagamentos indevidos realizados após a sua vigência e não às ações propostas posteriormente ao referido diploma legal, posto norma referente à extinção da obrigação e não ao aspecto processual da ação correspectiva. 2. O advento da LC 118/05 e suas conseqüências sobre a prescrição, do ponto de vista prático, implica dever a mesma ser contada da seguinte forma: relativamente aos pagamentos efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o prazo para a repetição do indébito é de cinco a contar da data do pagamento; e relativamente aos pagamentos anteriores, a prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior, limitada, porém, ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da lei nova. 3. Isto porque a Corte Especial declarou a inconstitucionalidade da expressão "observado, quanto ao art. 3º, o disposto no art. 106, I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional", constante do artigo 4º, segunda parte, da Lei Complementar 118/2005 (AI nos ERESP 644736/PE, Relator Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 06.06.2007). 4. Deveras, a norma inserta no artigo 3º, da lei complementar em tela, indubitavelmente, cria direito novo, não configurando lei meramente interpretativa, cuja retroação é permitida, consoante apregoa doutrina abalizada: (...) 5. Consectariamente, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a cognominada tese dos Fl. 115DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 6 cinco mais cinco, desde que, na data da vigência da novel lei complementar, sobejem, no máximo, cinco anos da contagem do lapso temporal (regra que se coaduna com o disposto no artigo 2.028, do Código Civil de 2002, segundo o qual: "Serão os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada." ). 6. Desta sorte, ocorrido o pagamento antecipado do tributo após a vigência da aludida norma jurídica, o dies a quo do prazo prescricional para a repetição/compensação é a data do recolhimento indevido. 7. In casu, insurgese o recorrente contra a prescrição qüinqüenal determinada pelo Tribunal a quo, pleiteando a reforma da decisão para que seja determinada a prescrição decenal, sendo certo que não houve menção, nas instância ordinárias, acerca da data em que se efetivaram os recolhimentos indevidos, mercê de a propositura da ação ter ocorrido em 27.11.2002, razão pela qual forçoso concluir que os recolhimentos indevidos ocorreram antes do advento da LC 118/2005, por isso que a tese aplicável é a que considera os 5 anos dedecadência da homologação para a constituição do crédito tributário acrescidos de mais 5 anos referentes à prescrição da ação. 8. Impende salientar que, conquanto as instâncias ordinárias não tenham mencionado expressamente as datas em que ocorreram os pagamentos indevidos, é certo que os mesmos foram efetuados sob a égide da LC 70/91, uma vez que a Lei 9.430/96, vigente a partir de 31/03/1997, revogou a isenção concedida pelo art. 6º, II, da referida lei complementar às sociedades civis de prestação de serviços, tornando legítimo o pagamento da COFINS. 9. Recurso especial provido, nos termos da fundamentação expendida. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008. No que tange à aplicação da interpretação retroativa da regra dos cinco anos contados da data do pagamento impingida pela Lei Complementar nº 118/2005, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 566.621, ocorrido em 4 de agosto de 2011, mas ainda não disponível na internet, submetido à regra da repercussão geral, decidiu pela inconstitucionalidade da segunda parte do artigo 4º da lei complementar. Consoante Informativo STF 634, relativo ao período de 1º a 5 de agosto de 2011, nesse julgamento prevaleceu o voto proferido pela ministra relatora Ellen Gracie, no sentido de respeitar o princípio da segurança jurídica e declarar a vigência da Lei Complementar nº 118/2005, inclusive o artigo 3º, a partir de 9 de junho de 2005, que corresponde a cento e vinte dias após sua publicação. Na vacatio legis, segundo o STF, permanece inarredável, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo jurisdicionalmente fixado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) de 5 anos para a homologação, a partir da ocorrência do fato gerador, acrescido de outros 5 anos para o sujeito passivo pleitear a repetição do indébito. Dessa forma, pelo fato de não ser possível, ainda, a aferição do trânsito em julgado do Recurso Extraordinário (RE), não se torna possível aplicar a regra do art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, que Fl. 116DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10980.013910/200613 Acórdão n.º 380302.463 S3TE03 Fl. 110 7 determina a reprodução obrigatória por parte deste Colegiado das decisões da Supremo Tribunal Federal (STF) submetidas à sistemática da repercussão geral. Por outro lado, dado o julgamento do Recurso Especial (RE) reproduzido em parte acima, transitado em julgado e submetido à sistemática dos recursos repetitivos, o prazo de 10 anos deve ser adotado neste julgamento, consistente no resultado da soma do prazo de cinco anos para a homologação tácita do pagamento acrescido de cinco anos para a repetição do indébito. O presente caso se refere a multa de mora decorrente do pagamento extemporâneo do IPI, que é imposto sujeito ao lançamento por homologação, em razão do que a multa de mora eventualmente paga de forma indevida, decorrente do imposto quitado em atraso, deve se submeter à mesma regra do principal, por se tratar de penalidade vinculada à exação fiscal. Dessa forma, afastase a alegação de extinção do prazo para pleitear a restituição dos pagamentos efetuados pelo Recorrente. Quanto à segunda questão, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento submetido ao rito do art. 543C do Código de Processo Civil (recursos repetitivos), já decidiu pela não aplicação da denúncia espontânea aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação regularmente declarados (REsp 962379), decisão essa cujo teor consta da súmula 360/STJ. Nesse julgamento, o STJ deixa claro que o afastamento da denúncia espontânea (art. 138 do CTN) somente se dá quando o tributo, sujeito ao lançamento por homologação, tiver sido recolhido em atraso, mas após a apresentação da declaração com efeito de confissão de dívida. Eis o teor de partes dessa decisão do STJ: TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ. 1. Nos termos da Súmula 360/STJ, "O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo" . É que a apresentação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, de Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei, é modo de constituição do crédito tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco. Se o crédito foi assim previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido.(grifei) (...) VOTO (...) Fl. 117DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 8 4. Importante registrar, finalmente, que o entendimento esposado na Súmula 360/STJ não afasta de modo absoluto a possibilidade de denúncia espontânea em tributos sujeitos a lançamento por homologação. A propósito, reportome às razões expostas em voto de relator, que foi acompanhado unanimente pela 1ª Seção, no AgRG nos EREsp 804785/PR, DJ de 16.10.2006: "(...) 4. Isso não significa dizer, todavia, que a denúncia espontânea está afastada em qualquer circunstância ante a pura e simples razão de se tratar de tributo sujeito a lançamento por homologação. Não é isso. O que a jurisprudência afirma é a nãoconfiguração de denúncia espontânea quando o tributo foi previamente declarado pelo contribuinte, já que, nessa hipótese, o crédito tributário se achava devidamente constituído no momento em que ocorreu o pagamento. A contrario sensu, podese afirmar que, não tendo havido prévia declaração do tributo, mesmo o sujeito a lançamento por homologação, é possível a configuração de sua denúncia espontânea, uma vez concorrendo os demais requisitos estabelecidos no art. 138 do CTN. (grifei) Verificase dos excertos supra que, para se afastar a denúncia espontânea, há necessidade de que o tributo tenha sido pago em atraso após a sua declaração com efeito de confissão de dívida. No presente caso, o quadro a seguir evidencia a seguinte situação: Data do recolhimento Data do vencimento Data da entrega da DCTF 02/03/1994 (fl. 38) 28/02/1994 (fl. 38) 30/03/1994 (fl. 98) 31/01/1995 (fl. 39) 10/01/1995 (fl. 39 20/01/1995 (fl. 39) 24/02/1995 (fl. 98 e 99) 12/04/1995 (fl. 40) 10/04/1995 (fl. 40) 01/12/1995 (fl. 99) 29/09/1995 (fl. 31) 08/09/1995 (fl. 31) 01/12/1995 (fl. 100) 27/12/1995 (fl. 41) 30/11/1995 (fl. 41) 28/12/1995 (fl. 100) 23/01/1996 (fl. 42) 10/01/1996 (fl. 42) 30/01/1996 (fl. 101) 30/04/1996 (fl. 43) 20/03/1996 (fl. 43) 29/03/1996 (fl. 43) 30/04/1996 (fl. 101) 01/10/1997 (fl. 44) 30/09/1997 (fl. 44) Não consta (fl. 102) 17/02/1998 (fl. 45) 20/01/1998 (fl. 45) 30/01/1998 Não consta (fl. 103 e 104) Fl. 118DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10980.013910/200613 Acórdão n.º 380302.463 S3TE03 Fl. 111 9 Do quadro supra, é possível constatar que todos os pagamentos em atraso foram efetuados em data anterior à data da apresentação da DCTF, exceto em relação ao pagamento ocorrido em 30/04/1996, em que a DCTF foi entregue na mesma data. Em relação aos pagamentos em atraso efetuados nos anos de 1997 e 1998, não consta as datas de apresentação das DCTFs nas cópias de telas trazidas aos autos pela autoridade que realizou a diligência, mas, tendose em conta que o pagamento efetuado em 01/10/1997 se refere ao imposto devido no terceiro trimestre do mesmo ano, temse que a DCTF, no mínimo, foi apresentada na mesma data do recolhimento, pois só a partir de 1º/10/1997, seria possível apresentar a DCTF devida no período. O mesmo se conclui em relação aos pagamentos efetuados em 17/02/1998, cuja DCTF corresponde ao primeiro trimestre do mesmo ano, passível de apresentação somente a partir do mesmo de abril. Nesse contexto, é possível inferir que todos os pagamentos efetuados em atraso se deram em datas anteriores ou na mesma data da entrega da DCTF, o que faz com que o benefício da denúncia espontânea alcance todos os eventos. Eis a dicção do art. 138 do CTN: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Dessa forma, diante da determinação contida no art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF, no sentido de que este Colegiado deve reproduzir as decisões do STJ proferidas na sistemática dos recursos repetitivos, concluise pela extensão do benefício da denúncia espontânea que alcança todos os eventos sob análise neste processo. Portanto, voto por PROVER o recurso, pelo fato de que todos os pagamentos em atraso efetuados pelo contribuinte ocorreram em datas anteriores ou na mesma data da entrega da declaração em que a dívida se tornou confessada, o que reclama pela aplicação da denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 119DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 10 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 10980.013910/200613 Interessada: METALÚRGICA GANS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 380302.463, de 14 de fevereiro de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 14 de fevereiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 120DF CARF MF Impresso em 15/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 10980.013910/2006-13
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 01 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3803-000.102
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à repartição de origem, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à repartição de origem, nos termos do voto do relator. Assinado digitalmente ALEXANDRE KERN Presidente. Assinado digitalmente HÉLCIO LAFETÁ REIS Relator. EDITADO EM: 06/06/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Andréa Medrado Darzé, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 82 a 93) interposto em face de decisão da DRJ Ribeirão Preto/SP (fls. 76 a 79) que decidiu por indeferir o pedido de restituição formulado pelo contribuinte (fls. 2 a 4) relativo à multa de mora que fora paga juntamente com os juros e parcelas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) recolhidas após o prazo de vencimento. Em seu pedido, o contribuinte argumentou que a multa de mora recolhida em razão do pagamento em atraso do tributo deveria ser restituída por se enquadrar na hipótese da denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional (CTN), com a devida atualização pela taxa Selic. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 14/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por HELCIO LAFETA REIS Assinado digitalmente em 07/06/2011 por ALEXANDRE KERN, 06/06/2011 por HELCIO LAFETA REIS 2 A repartição de origem, em despacho decisório exarado em 16 de dezembro de 2003 (fls. 49 a 50), indeferiu o pedido de restituição, argumentandose que a espontaneidade do pagamento não eximiria o recolhimento da multa de mora, mas apenas preveniria o lançamento da multa de ofício. Salientou a autoridade administrativa que, apesar de o contribuinte não ter comprovado os pagamentos alegados, estes, com exceção de apenas um, foram comprovados em consulta ao sistema da Receita Federal. Concluiu a autoridade administrativa que, ainda que se admitisse o direito alegado pelo contribuinte, terseia configurado o transcurso do prazo para a repetição do indébito, nos termos do Ato Declaratório SRF nº 96/1999, que se fundamenta nos artigos 165, I, e 168, I, do Código Tributário Nacional (CTN). Não satisfeito com a decisão, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e reafirmou seu direito à restituição dos valores pagos indevidamente a título de multa de mora, alegando o seguinte: a) o prazo para repetição de indébitos é de 10 anos, conforme se extrai da interpretação conjunta dos artigos 150, § 4º, e 168, I, do CTN; b) a multa de mora recolhida deve ser restituída pois que fora paga juntamente com o tributo em atraso antes de qualquer iniciativa do Fisco, nos termos preceituados pelo art. 138 do CTN. A DRJ Ribeirão Preto/SP indeferiu o pedido, tendo o acórdão sido ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 02/03/1994 a 30/10/1998 RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente, ou em valor maior que o devido, extinguese após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. MULTA DE MORA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Indeferese o pedido de restituição de multa de mora paga juntamente com o imposto, em denúncia espontânea, uma vez que a sanção moratória é radicada na legislação tributária em plena vigência. RECOLHIMENTO ESPONTÂNEO. MULTA MORATÓRIA. O recolhimento espontâneo de tributos e contribuições em atraso deve ser acompanhado do pagamento da multa de mora. Solicitação Indeferida Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho e reitera seu pedido, repisando os mesmos fundamentos apresentados na Manifestação de Inconformidade. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 14/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por HELCIO LAFETA REIS Assinado digitalmente em 07/06/2011 por ALEXANDRE KERN, 06/06/2011 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10980.013910/200613 Resolução n.º 380300.102 S3TE03 Fl. 96 3 É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, preenche as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, nos presentes autos, se controverte sobre duas questões preliminares, a saber: 1ª questão: o prazo para a repetição do indébito em relação aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação; 2ª questão: a incidência da multa de mora no pagamento espontâneo de tributos em atraso. Tendose em conta a primeira questão, poderseia decidir, com base no § 1º do art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, pelo sobrestamento do julgamento do presente recurso pelo fato de se tratar de matéria submetida ao Supremo Tribunal Federal (STF), em recurso extraordinário com julgamento sobrestado (RE 561908), em relação à qual se reconheceu a repercussão geral. Por outro lado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento submetido ao rito do art. 543C do Código de Processo Civil (recursos repetitivos), já decidiu pela não aplicação da denúncia espontânea aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação regularmente declarados (REsp 962379), decisão essa cujo teor consta da súmula 360/STJ. Decidindose nos termos do recurso repetitivo supra mencionado, conforme determina o art. 62A do Regimento Interno do CARF, terseia por prejudicada a primeira questão, dado que, independentemente do prazo para a repetição do indébito, inexistiria direito à restituição de multa de mora recolhida juntamente com o tributo pago extemporaneamente, previamente declarado. Contudo, nos presentes autos, não há qualquer informação acerca da existência de declaração prestada pelo contribuinte, com força de constituição do crédito tributário, relativamente ao IPI pago após o vencimento. A existência de declaração com caráter de confissão de dívida implicaria na inviabilidade do pleito do Recorrente de obter a restituição da multa de mora paga com base no art. 138 do CTN (denúncia espontânea). Dessa forma, para o deslinde da controvérsia, necessário se torna obter informação que ateste a existência de declaração com força de constituição do crédito tributário relativa a parte ou a todo o período sob exame. Diante do exposto, considerando o contido no art. 18, inciso I, do Anexo II do Regimento Interno do CARF – Portaria MF n° 256/2008 – que prevê a realização de diligências para suprir deficiências do processo, bem como o princípio da verdade material decorrente do princípio da legalidade, proponho que se converta o julgamento em diligência à repartição de origem para que se proceda à verificação quanto à existência de declaração com força de confissão de dívida, ou seja, com poder de constituição do crédito tributário, relativa a Fl. 3DF CARF MF Emitido em 14/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por HELCIO LAFETA REIS Assinado digitalmente em 07/06/2011 por ALEXANDRE KERN, 06/06/2011 por HELCIO LAFETA REIS 4 parte ou a todo o período sob exame, referente a débitos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). É como voto. Assinado digitalmente Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 4DF CARF MF Emitido em 14/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por HELCIO LAFETA REIS Assinado digitalmente em 07/06/2011 por ALEXANDRE KERN, 06/06/2011 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10980.013910/200613 Resolução n.º 380300.102 S3TE03 Fl. 97 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10980.013910/200613 Interessada: METALÚRGICA GANS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Encaminhemse, de ordem, os presentes autos à unidade de origem, para ciência do teor da Resolução no 380300.102, de 1º de junho de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 1º de junho de 2011. _____________________________ Alexandre Kern 3ª Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 5DF CARF MF Emitido em 14/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por HELCIO LAFETA REIS Assinado digitalmente em 07/06/2011 por ALEXANDRE KERN, 06/06/2011 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 10882.001125/2005-45
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1301-000.030
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: CSL- glosa compens. bases negativas de períodos anteriores
Nome do relator: WALDIR VEIGA ROCHA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1721; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 312 1 311 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10882.001125/200545 Recurso nº Resolução nº 130100.030 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 29 de setembro de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente LINDE GASES LTDA., atual denominação de AGA SOCIEDADE ANÔNIMA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente (assinado digitalmente) Waldir Veiga Rocha Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Waldir Veiga Rocha, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, Paulo Jakson da Silva Lucas, Carlos Augusto de Andrade Jenier, Valmir Sandri e Alberto Pinto Souza Junior. Relatório LINDE GASES LTDA., atual denominação de AGA SOCIEDADE ANÔNIMA, já qualificada nestes autos, inconformada com o Acórdão n° 0514.334, de 14/08/2006, da 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP, recorre voluntariamente a este Colegiado, objetivando a reforma do referido julgado. Por bem descrever o ocorrido, valhome do relatório elaborado por ocasião do julgamento do processo em primeira instância, a seguir transcrito. Fl. 337DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 26/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10882.001125/200545 Resolução n.º 130100.030 S1C3T1 Fl. 313 2 Trata o presente processo de auto de infração da contribuição social sobre o lucro líquido, lavrado em 23/05/2005, contra a contribuinte em epígrafe, constituindo crédito tributário total de R$2.369.868,35, abrangendo o principal, multa de ofício e juros de mora, estes calculados até abril/2005. 2. No Termo de Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de fls. 86/87, a autoridade fiscal relata as infrações apuradas, no seguinte teor: “O presente Auto de Infração originouse da revisão da Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ apresentada pelo contribuinte acima identificado, de acordo com o disposto no art. 835 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (Regulamento do Imposto de Renda). No procedimento de revisão foi constatada a existência de irregularidade(s), sendo o contribuinte intimado a prestar os esclarecimentos necessários quanto às divergências apontadas. Em atendimento à intimação o contribuinte informa que efetuou as compensações acima do limite legal amparado em liminar em mandado de segurança, processo 200.51.01.0141222 proposto junto à 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Informa ainda que a liminar inicialmente deferida e, no mérito, concedida em julgamento de 1ª instância, foi posteriormente denegada em vista do Recurso de Apelação da União ao qual foi dado provimento e Recurso Extraordinário do contribuinte ao qual foi negado seguimento. O trânsito em julgado deuse em 29/04/2004. Por fim, invocando o Art. 909 do RIR/99, apresentou os DARFs de recolhimento relativos ao crédito tributário decorrente das divergências verificadas nas DIPJ 2001 e 2002, anoscalendário de 2000 e 2001, objeto da intimação. Informa ainda ter apresentado, após recebimento da intimação, declarações retificadoras relativas aos períodos retro citados. O citado diploma legal (Art. 909 do RIR/99) permite ao sujeito passivo o pagamento, com os acréscimos legais aplicáveis nos casos de procedimentos espontâneos, de tributos e contribuições já declarados, o que não ocorre com o crédito tributário decorrente das divergências verificadas nas DIPJ retro citadas, estando o contribuinte sujeito ao disposto no parágrafo único do Art. 138 do CTN e Art. 7º, § 1º do Dec. 70235/72 (PAF). Desta forma, lavrouse o presente auto de infração para lançamento do crédito tributário apurado com base nos valores informados na intimação inicial, cujo(s) fato(s) gerador(es), descrição dos fatos, valor tributável, multa aplicável e enquadramento legal encontramse abaixo especificados. 001 – BASE DE CÁLCULO NEGATIVA DE PERÍODOS ANTERIORES COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE BASE DE CÁLCULO NEGATIVA DE PERÍODOS ANTERIORES Glosa de valores compensados na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ, a título de base(s) de cálculo negativa(s) em período(s)base anterior(es). Fl. 338DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 26/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10882.001125/200545 Resolução n.º 130100.030 S1C3T1 Fl. 314 3 Mês/Ano BC antes Compens. BC Neg. Compensada Limite 30% Saldo BC Negativa Dif.Apurada 12/2000 4.511.150,58 4.511.150,58 1.353.345,17 30.194.175,22 3.157.805,41 12/2001 11.319.143,93 11.319.143,93 3.395.743,17 28.840.830,05 7.923.400,76 Fato Gerador Ocorrência Val. Tributável ou Contribuição Multa(%) 31/12/2000 12/2000 R$3.157.805,41 75,00 31/12/2001 12/2001 R$7.923.400,76 75,00 [...] 3. Inconformada com a exigência fiscal, da qual foi cientificada em 30/05/2005, conforme assinatura aposta no auto de infração (fls. 84), a contribuinte, por seu procurador legalmente habilitado, interpôs, em 28/06/2005, impugnação de fls. 102/106, expondo em sua defesa as razões de fato e de direito a seguir sintetizadas: 3.1 – faz considerações iniciais sobre a tempestividade da impugnação, afirmando que atendeu ao disposto no artigo 15, do Decreto 70.235, de 6 de março de 1972, que regula o processo administrativo fiscal; 3.2 – afirma que o auto de infração teve como motivação o suposto não atendimento, pela impugnante, de um dos requisitos dispostos no artigo 47, da Lei nº 9.430, de 17 de dezembro de 1996, para gozo dos benefícios da denúncia espontânea, estabelecidos no artigo 138, do CTN; 3.3 – transcreve o artigo 47, da Lei nº 9.430, de 1996, dizendo que os pressupostos para usufruir dos benefícios do artigo 138, do CTN, são: a) que o tributo ou contribuição já tenha sido declarado; e b) que o pagamento do(a) mesmo(a) se dê até o vigésimo dia subseqüente à data de recebimento do termo de início de fiscalização; 3.4 – com relação ao requisito do item b), informa que apresentou em 12/04/2005 prova inequívoca de seu cumprimento, ao entregar as DIPJ de 2000 e 2001, para o que fora intimada em 05/04/2005; 3.5 – em relação ao item a), traz à colação doutrina de Marco Aurélio Greco, para interpretar o termo “declarado”, asseverando que o seu entendimento deve seguir o sentido comum, definido no Dicionário Aurélio como “dar a conhecer, manifestar, pronunciar, expor, dizer”; 3.6 – nesses termos, a Procuradora Geral da Fazenda Nacional – PGFN, ficou ciente das informações relativas ao IRPJ devido pela impugnante, quando citada no mandado de segurança impetrado contra a União pela impugnante; 3.7 – a Secretaria da Receita Federal, igualmente, tomou conhecimento das atividades da recorrente, que entregou as competentes DIPJ dos anoscalendário de 2000 e 2001; 3.8 – ressalta ainda a interessada a publicidade dada por meio do Diário Oficial, do andamento e a decisão final do mandado de segurança; Fl. 339DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 26/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10882.001125/200545 Resolução n.º 130100.030 S1C3T1 Fl. 315 4 3.9 – enfatiza que “Resta demonstrado, portanto, que as informações relativas ao montante do tributo efetivamente devido pela Impugnante já eram dadas a conhecer ao Ente tributante – União, tanto antes, quanto no prazo de vinte dias do início da fiscalização e foram, portanto, declaradas para os fins do artigo 47 da Lei 9.430/96”; 3.10 – considera ainda que a inércia da empresa, no período entre o trânsito em julgado do mandado de segurança e o início da fiscalização da Receita Federal, não caracterizou tentativa de sonegação de informações ou do tributo exigido, porquanto assim agiu, aguardando a definição de tendência da jurisprudência, sobre a validade jurídica e constitucionalidade da legislação que impôs limite à compensação de prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas da CSLL. Cita a Súmula 304, do STF; 3.11 – esclarece que, iniciado o procedimento de fiscalização e diante do quadro jurisprudencial sobre a matéria, a impugnante decidiu recolher o tributo devido, calculado conforme a legislação, sendo improcedente a lavratura do auto de infração; 3.12 – protesta que a fiscalização, além de interpretar equivocadamente a legislação aplicável ao caso, deixou de considerar, no cálculo do tributo devido, a contribuição social retida na fonte, bem como os pagamentos com DARF, relativos aos períodos encerrados em 2000 e 2001; 3.13 – informando que está anexando planilha de cálculo, que serviu de base para os ajustes e recolhimentos efetuados dentro do prazo de vinte dias, após o início da fiscalização, requer seja julgado improcedente o auto de infração e cancelado o débito fiscal correspondente. A 4ª Turma da DRJ em Campinas/SP analisou a impugnação apresentada pela contribuinte e, por via do Acórdão nº 0514.334, de 14/08/2006 (fls. 166/174), considerou procedente o lançamento com a seguinte ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL Anocalendário: 2000, 2001 Ementa: RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS. AÇÃO FISCAL EM CURSO. Já iniciado o procedimento fiscal, não se admite a declaração de rendimentos retificadora que vise sanar os valores que evidenciam a infração investigada, porque excluída a espontaneidade do sujeito passivo. FALTA DE OBSERVÂNCIA DO PRAZO PREVISTO NO ART. 47 DA LEI Nº 9.430, DE 1996. As disposições constantes da legislação em comento não se destinam à regularização de equívocos na declaração de rendimentos, apenas conferem prazo para pagamento espontâneo dos valores já regularmente declarados pelo contribuinte. BASE DE CÁLCULO NEGATIVA DA CSLL. COMPENSAÇÃO. LIMITE. A base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), apurada a partir do anocalendário de 1995, poderá ser compensada, cumulativamente com as bases de cálculo negativas Fl. 340DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 26/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10882.001125/200545 Resolução n.º 130100.030 S1C3T1 Fl. 316 5 apuradas até 31/12/94, observado o limite máximo, para a compensação, de 30% do lucro líquido ajustado. Ciente da decisão de primeira instância em 29/04/2008, conforme Aviso de Recebimento à fl. 179, a contribuinte apresentou recurso voluntário em 29/05/2008 conforme carimbo de recepção à folha 213. No recurso interposto (fls. 214/235), a interessada esclarece, inicialmente, que não discute que os valores exigidos a título de CSLL (principal) são efetivamente devidos. O que pleiteia é o reconhecimento de que o débito teria sido extinto mediante o aproveitamento da CSLL retida na fonte, além do recolhimento das quantias remanescentes, acrescidas de juros e multa de mora, ocorrido sob o manto do art. 47 da Lei nº 9.430/1996 (art. 909 do RIR/99). A recorrente afirma que o art. 47 da Lei nº 9.430/1996 seria exceção à regra geral de exclusão da espontaneidade do sujeito passivo após o início da fiscalização. Sustenta ainda que as duas condições estabelecidas pelo dispositivo legal mencionado teriam sido por ela cumpridas, a saber, (i) o tributo já havia sido declarado na DIPJ original, limitandose a declaração retificadora a corrigir a forma de sua extinção; e (b) o pagamento do valor principal declarado/devido ocorreu mediante o aproveitamento da CSLL retida pelas fontes pagadoras e recolhimento de DARF, acrescido de juros e multa, tudo antes do prazo de vinte dias da data de recebimento do termo de início de fiscalização. Acerca do caráter declaratório da DIPJ, a recorrente se escuda no art. 5º do DecretoLei nº 2.124/1984, e colaciona jurisprudência do Conselho de Contribuintes e do Superior Tribunal de Justiça que entende favorável à sua tese. Sustenta que as DIPJs originais já haviam declarado/confessado o valor devido do tributo antes do início do procedimento fiscal, e que as declarações retificadoras nada mais teriam feito do que alterar a forma de extinção, sem modificar o valor do débito. A interessada aduz que seria dever da fiscalização, no exercício de atividade vinculada, previamente ao lançamento, considerar os valores retidos pelas fontes pagadoras em nome da recorrente. Tais valores retidos seriam antecipação do montante devido ao final do período de apuração. Quanto aos comprovantes das alegadas retenções, sustenta que não os teria recebido dos órgãos públicos pagadores, como seria seu dever. No entanto, tais informações estariam à disposição da RFB, pelo que seria cabível a realização de diligência, para apuração da verdade material. Requer, então, a diligência, mencionada. Faz juntar aos autos o Doc. 03 – demonstrativo/controle contábil das retenções (fls. 268/302). A seguir, a contribuinte pede a aplicação, ao seu caso, do entendimento de que, em se tratando de lançamento por compensação indevida de bases de cálculo negativas, seria necessário verificar se o valor da contribuição exigida não foi objeto de recolhimento nos exercícios subsequentes. Em tal situação, tratarseia de mera inobservância do regime de competência, com o tratamento tributário de postergação de pagamento. Conclui, então, que “com muito mais razão devese proceder a essa verificação quando haja ocorrido, dentro do próprio período de apuração, recolhimentos efetuados a título de antecipação da CSL suficientes para absorver (no todo ou em parte) os valores devidos porventura encontrados pela fiscalização”. Finalmente, a recorrente se insurge contra a aplicação de juros sobre a multa de ofício, os quais considera incabíveis. Sustenta que os dispositivos legais em que se baseia o Fl. 341DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 26/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10882.001125/200545 Resolução n.º 130100.030 S1C3T1 Fl. 317 6 Fisco para tal exigência não autorizariam a exação. Colaciona jurisprudência que entende favorável a sua tese. Conclui com o pedido de provimento de seu recurso e improcedência do auto de infração, com a reforma da decisão recorrida. Subsidiariamente, a título argumentativo, pede o afastamento dos juros sobre a multa de ofício. É o Relatório. Voto Conselheiro Waldir Veiga Rocha, Relator O recurso é tempestivo e dele conheço. Conforme se depreende do relatório que antecede a este voto, inexiste discussão acerca dos valores devidos a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL nos anoscalendário 2000 e 2001. O litígio se estabeleceu diante: (i) da alegação da interessada sobre a existência de valores de CSLL retidos pelas fontes pagadoras, os quais deveriam abater parcela do valor devido, apurado ao final do período de apuração anual; e (ii) da pretensão da interessada de efetuar o pagamento, como de fato efetuou, mediante DARF, da parcela remanescente dos valores devidos, acompanhada de juros e multa moratória, dentro do prazo de vinte dias contados do início da ação fiscal, amparada pelas disposições do art. 47 da Lei nº 9.430/1996 (art. 909 do RIR/99). Entende a interessada que os débitos de CSLL estariam, então, extintos por pagamento, nada mais havendo a se exigir mediante o presente lançamento. Compulsando os autos, considero que o processo não se encontra em condições de julgamento. Os valores de CSLL alegadamente retidos pelas fontes pagadoras não foram aceitos em primeira instância por falta de provas, tendo assim se manifestado a Autoridade Julgadora: 28 No entanto, a interessada não juntou aos autos os comprovantes da contribuição social retida na fonte por órgãos públicos, inviabilizando o abatimento do valor correspondente, em relação aos débitos exigidos. Alega a ora recorrente que não teria recebido os comprovantes de retenção das fontes pagadoras, e faz juntar aos autos o demonstrativo de fls. 268/302. Tratase de um extrato contábil, assemelhado a um Razão, discriminando e totalizando os valores de retenções que constam das DIPJs retificadoras. Por si só, não prova as retenções, mas bem pode ser tido como princípio de prova, a suscitar a dúvida. Por outro lado, não encontro nos autos qualquer pesquisa nos bancos de dados informatizados da RFB (especialmente a DIRF), que demonstre a existência ou não de retenções de CSLL sobre os pagamentos de que foi beneficiária a interessada. Embora caiba à interessada a prova de suas alegações, deve ser levado em consideração que as retenções, se de fato existentes, bem podem constar das DIRFs que tenham sido apresentadas pelas fontes Fl. 342DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 26/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10882.001125/200545 Resolução n.º 130100.030 S1C3T1 Fl. 318 7 pagadoras à Administração. Nesse sentido, aplicáveis as disposições dos arts. 36 e 37 da Lei nº 9.784/1999, verbis: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. Também de interesse o pagamento, em 28/04/2000, no valor de R$112.116,47, código 2484 (CSLL – DEMAIS PJ QUE APURAM O IRPJ COM BASE EM LUCRO REAL ESTIMATIVA MENSAL), registrado no sistema SINAL à fl. 152. Esse valor foi incluído pela contribuinte, como se retenção na fonte fosse, no total de retenções do anocalendário 2000, vide demonstrativo à fl. 285. Pelo exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência para que a Unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil encarregada do preparo do processo adote as seguintes providências: 1. Faça juntar aos autos, se existentes, extratos da DIRF correspondentes aos anoscalendário 2000 e 2001, em que a interessada conste como beneficiária, relacionando os valores por ela recebidos e as retenções de CSLL sofridas. Os valores dos recebimentos e das retenções de CSLL devem ser totalizados para cada anocalendário. 2. Intime a interessada e, se necessário, examine sua escrita contábil e fiscal, a fim de confirmar se os valores que constam do demonstrativo de fls. 268/302 estão adequadamente contabilizados e se possuem documentos que lhes dêem suporte. Se for o caso, correlacionálos aos extratos da DIRF do item 1, acima. 3. Nos casos em que for confirmada a retenção na fonte (seja pela DIRF, seja mediante outros documentos), informe se os rendimentos correspondentes à CSLL retida foram oferecidos à tributação no respectivo anocalendário. 4. Informe se o contribuinte já utilizou de alguma forma (restituição, compensação) a CSLL retida na fonte confirmada nos itens acima. 5. Se manifeste de forma conclusiva acerca do pagamento em 28/04/2000, no valor de R$112.116,47, código 2484, registrado no sistema SINAL à fl. 152. É de interesse saber se o pagamento em questão foi feito a título de estimativa de CSLL no anocalendário 2000, e se está disponível para reduzir o valor devido, ao final do período de apuração. 6. Acrescente outras informações e/ou documentos que considerar relevantes. Fl. 343DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 26/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10882.001125/200545 Resolução n.º 130100.030 S1C3T1 Fl. 319 8 O resultado final das verificações ora requeridas deve constar de relatório conclusivo, do qual deve ser cientificada a empresa, para que, querendo, se manifeste sobre seu conteúdo e conclusões, em prazo adequado. Na hipótese de desistência do recurso, por parte do contribuinte, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais deverá ser informado. (assinado digitalmente) Waldir Veiga Rocha Fl. 344DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 26/10/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Numero do processo: 11080.935241/2009-91
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Nov 23 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3803-000.247
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório COMPANHIA DE GERAÇÃO TÉRMICA DE ENERGIA CGTEE formulou em papel pedido de restituição dos créditos de PIS e COFINS, relacionados ao período de novembro de 2004 a julho de 2005, no valor original de R$ 3.985.103,55 (três milhões, novecentos e oitenta e cinco mil, cento e três reais e cinqüenta e cinco centavos) objeto do processo administrativo nº 11080.003212/200969. Transmitiu ainda a Declaração de Compensação DComp nº 33422.06821.140208.1.3.041168 com vistas à extinção de débitos próprios, montantes a R$ 19.440,11, com direito creditório decorrente de pedido de restituição de indébito por pagamento a maior do que o devido, objeto do processo admnistrativo fiscal 11080.003212/200969. Neste processo, o contribuinte fundamentou seu pedido de restituição no fato de ter tributado as receitas decorrentes dos contratos de suprimento de energia elétrica com base no regime nãocumulativo, pelo PIS (1,65%), a partir de dezembro de 2002, e pela Cofins (7,6%), a partir de fevereiro de 2004, até fevereiro de 2006, quando deveria têlas tributado sob o regime cumulativo. Para tanto, retificou suas DCTF's, para constar os débitos de PIS e Cofins do período de dezembro de 2002 a fevereiro de 2006 com base no regime cumulativo, apoiandose no inc. XI do art. 10 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, Fl. 548DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11080.935241/200991 Resolução n.º 3803000.247 S3TE03 Fl. 549 2 que previu a possibilidade de que as receitas de contratos de fornecimento de serviços a preço predeterminado, com prazo superior a um ano, firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003, pudessem ser tributadas pela sistemática da cumulatividade. A Coordenação de Tributação da Receita Federal do Brasil submeteu a matéria à apreciação da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, por meio da Nota Técnica COSIT nº 1, de 16 de fevereiro de 2007, resultando na edição do Parecer PGFN/CAT nº 1.610, de 01 de agosto de 2007. Esse Parecer esclareceu que “contratos iniciais” e “contratos bilaterais”, empregados pelo contribuinte para a comercialização de energia, perdem o caráter de contratos de preço predeterminado, tendo em vista reajuste efetuado pelo IGPM e, pela variação tributária, portanto, não se subsumindo na exceção prevista no art. 10, XI da Lei nº 10.833, de 1003. O contribuinte formulou consulta respeito da matéria à Superintendência Regional da Receita Federal na 10ª Região Fiscal, objeto do processo 11080.006335/200951, solucionada nos termos da Solução de Consulta nº 228, de 14 de dezembro de 2009, assim ementada: CONTRATOS FIRMADOS ANTERIORMENTE A 31 DE OUTUBRO DE 2003. PREÇO PREDETERMINADO. REAJUSTE COM BASE NO IGPM. Para efeito de definir o regime de incidência da Cofins aplicável às receitas relativas a contratos com prazo superior a 1 (um) ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços, firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003, o cômputo do IGPM no percentual de reajuste de preços, descaracteriza a condição de preço predeterminado, ainda que nesse percentual de reajuste seja também considerada a variação de determinados custos de produção, o que implica a sujeição dessas receitas à incidência nãocumulativa. Não obstante, quando o reajuste de preços, efetivado após 31 de outubro de 2003, não superar o percentual correspondente ao acréscimo dos custos de produção, e desde que o referido reajuste leve em conta termos de custos de produção ou insumos, a condição de preço predeterminado não se terá descaracterizado, consoante explicitação do § 3º do art. 3º da IN SRF nº 658, de 2006. Nessa hipótese, e cumpridos os demais requisitos dessa Instrução, as receitas em questão submetemse à incidência da Cofins na forma cumulativa, até que venha a suceder a perda do caráter de preço predeterminado, ocasião em que as receitas passarão a sujeitarse à incidência não cumulativa, de modo definitivo. Com base no entendimento acima exposto e na informação Fiscal SEFIS/DRF/POA, a DRF/POA indeferiu a restituição objeto do processo 11080.003212/2009 69 e não homologou a compensação declarada na DComp nº 33422.06821.140208.1.3.04 1168, tudo nos termos do Despacho Decisório DRF/POA nº 2.132, de 05/11/2010 (fls. 388 a 393). Em Manifestação de Inconformidade (fls. 2 a 64), o declarante, em síntese, insistiu no entendimento de que os contratos celebrados com as sociedades contratantes de seus serviços atendem aos requisitos erigidos no inc. XI do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003, e por Fl. 549DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11080.935241/200991 Resolução n.º 3803000.247 S3TE03 Fl. 550 3 isso permanecem tributados no regime da cumulatividade, o que o torna detentor de créditos por indébitos recolhidos na sistemática da não cumulatividade. Refere ainda a apresentação de Recurso Especial de Divergência contra o entendimento da Solução de Consulta nº 228, proferida pela SRRF10/DISIT. Apontou a impossibilidade da cobrança dos débitos compensados com créditos referentes aos períodos de apuração janeiro e fevereiro de 2006, uma vez que esses períodos foram objeto de auto de infração (processo 11080.722655/201096), o qual estaria pendente de análise. Ao final requereu a nulidade do Despacho Decisório com reconhecimento integral do crédito e conseqüente homologação das compensações declaradas ou ainda que fosse proferida nova decisão pela DRF de origem. Alternativamente, caso não fosse declarada a nulidade do Despacho Decisório, pleiteou a sua reforma integral e o reconhecimento do direito creditório e a homologação das compensações declaradas. A Manifestação de Inconformidade foi julgada improcedente pela 2ª Turma da DRJ/POA. O Acórdão nº 10039.511, de 5 de julho de 2012, fls. 417 a 431, teve ementa vazada nos seguintes termos. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 PRELIMINAR DE NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Demonstrado que o Despacho Decisório foi formalizado de acordo com os requisitos de validade previstos em lei e que não ocorreu violação ao disposto no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, não deve ser acatado o pedido de nulidade formulado. PREÇO PREDETERMINADO. IGPM. ÍNDICE GERAL. Nos termos do disposto no art. 109 da Lei nº 11.196/2006, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado. O IGPM não é índice que obedeça ao disposto no art. 109 da Lei nº 11.196/2006, por ser índice geral de reajuste de preços. PIS. REGIME DA CUMULATIVIDADE. RECEITA. CONTRATOS A PREÇO PREDETERMINADO. EFEITOS. A possibilidade de manter no regime da cumulatividade do PIS receitas oriundas de contratos a preço predeterminado, celebrados anteriormente a 31/10/2003, produz efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2004. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/POA. O arrazoado de fls. 437 a 489, após protesto de tempestividade e síntese dos fatos relacionados Fl. 550DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11080.935241/200991 Resolução n.º 3803000.247 S3TE03 Fl. 551 4 com a lide, retoma as razões já defendidas na Manifestação de Inconformidade, assim resumidas: a) A Instrução Normativa nº 658, de 4 de julho de 2006, que regulamentou a Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, criou regra não prevista em lei, o que acarretou violação do princípio da estrita legalidade em matéria tributária; b) O conceito jurídico de preço predeterminado é estabelecido mediante o uso de uma interpretação sistemática do direito civil, estando o seu emprego pelo direito tributário restrito aos limites impostos pelas regras extraídas dos arts. 109 e 110 do CTN. Assim, preço predeterminado é aquele que as partes têm conhecimento objetivo e real do preço acordado no instante da celebração do contrato, não se confundindo esse conceito com a idéia de preço fixo; c) A legislação vigente reconhece que a aplicação de cláusulas de reajuste não descaracteriza o preço predeterminado (art. 109 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, e Nota Técnica 224/2006SFF/ANEEL); d) O IGPM reflete o custo da produção e é índice de recomposição de preço, razão pela qual não descaracteriza a predeterminação do quantum fixado nos contratos da Recorrente e, tendo por escopo evitar os efeitos nocivos do tempo para a relação contratual, é índice que se amolda perfeitamente ao comando do art. 109 da Lei nº 11.196, de 2005; e e) O conceito econômico de preço predeterminado é contraposto ao entendimento esposado pelo acórdão atacado, uma vez que, como visto, a incidência de IGPM como índice de correção nos contratos fiscalizados não implica a alteração dos valores percebidos pela Recorrente; tal índice visa apenas a preservar os valores contratados no tempo, de modo que o importe nominalmente recebido pelos seus serviços não seja economicamente corroído ao longo de um dado período. Ao fim, requer: I. o julgamento conjunto do presente processo administrativo com o processo administrativo nº 11080.003212/200969, pois são feitos intrinsecamente relacionados, tendo por base exatamente os mesmos fatos e as mesmas razões jurídicas; II. seja dado provimento ao presente Recurso Voluntário para reformar integralmente o acórdão recorrido, reconhecendose integralmente o direito à restituição dos créditos de contribuição social objetos da declaração de compensação indicada nos autos. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Fl. 551DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11080.935241/200991 Resolução n.º 3803000.247 S3TE03 Fl. 552 5 Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 437 a 489 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJPOA2ª Turma nº 10039.511, de 5 de julho de 2012. Conforme relatado, o presente processo tem como objeto, exclusivamente, o encontro de contas declarado na DComp nº 33422.06821.140208.1.3.041168. O direito creditório aventado na peça recursal, referente a Pedido de Restituição de PIS, é objeto de outro processo, de nº 11080.003212/200969, com tramitação independente e que, segundo consta do sítio do CARF, está, desde o dia 24/09/2012, na atividade RECEBER PROCESSO TRIAGEM E COMPLEMENTAÇÃO CADASTRAL@GEPAF/SECOJ/SECEX/CARF/MF. Andamentos do Processo Data Tramitação Fase Ocorrência 24/09/2012 ORDINÁRIA RECEPÇÃO RECEBER PROCESSO TRIAGEM E COMPLEMENTAÇÃO CADASTRAL Unidade: CARF Orgao Julgador: GEPAF/SECOJ/SECEX/CARF/MF A confirmação do direito creditório oposto na(s) compensação(ões) declarada(s) é questão prejudicial ao julgamento do mérito do recurso voluntário ora sub judice. Por essa razão, voto por que se converta o presente julgamento em diligência, baixandose o presente processo ao órgão fiscal da jurisdição do contribuinte, para que a Autoridade Preparadora ateste, nos autos, o resultado da decisão final do processo nº 11080.003212/200969, repercutindo seus efeitos na compensação de que se trata. Adicionalmente, a Autoridade Preparadora deverá atestar a competência do servidor que subscreve o Despacho Decisório DRF/POA nº 2.132, de 05/11/2010 (fls. 388 a 393). Após, devolvase o processo a esta 3ª TE/3ª SEJUL/CARF/MF para julgamento. Sala das Sessões, em 23 de novembro de 2012 Alexandre Kern Fl. 552DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10725.000013/2003-18
Data da sessão: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 3804-000.003
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10725.000013/2003-18 Recurso n° 160.691 Resolução n° 3804-00.003 — Turma Especial / 4' Turma Especial Data 28 de maio de 2009 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente MARLUCIA FERREIRA MANHÃES Recorrida 4' TURMA/DRJ-BRASILIA/DF Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MARLUCIA FERREIRA MANHÃES. RESOLVEM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos voto da Relatora. / iam/ 1760 A Lt IZNe - resid te AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE Relatora FORMALIZADO EM: 28 AGO 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Magalhães Peixoto e Júlio Cezar da Fonseca Furtado. Processo n° 10725.000013/2003-18 S3-TE04 Resolução 3804-00.003 Fl. 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 03 e 04, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2001, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$ 5.664,45, acrescido de multa de oficio e juros de mora. A autuação foi assim resumida no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 58): "Decorre tal lançamento de revisão procedida em sua declaração de ajuste anual do exercício de 2001, ano-calendário de 2000, quando foram alterados: a) rendimentos recebidos de pessoas jurídicas para R$ 36.750.39, devido à omissão de rendimentos: a. 1) decorrentes de trabalho com vínculo empregaticio, pagos pela pessoa jurídica CNPJ 29.247.566/0001-02, no valor de R$ 8.281,32; a.2) decorrentes de trabalho sem vínculo empregaticio, pagos pelas seguintes pessoas jurídicas: CNPJ 00.974.482/0001-80, no valor de R$ 3.462,28; CNPJ 33.000.167/0001-01, no valor de R$ 7.105,59; e CNPJ 92.693.118/0001-60, no valor de R$ 17.901,20; b) rendimentos recebidos de pessoas físicas para R$ 311.500,00, decorrentes de trabalho sem vínculo empregatício; c) dedução com contribuição à previdência oficial para R$ 961,52, devido à inclusão de dedução a esse título; c) imposto de renda retido na fonte para R$ 2.425,98, devido à inclusão do imposto retido na fonte incidente sobre os rendimentos omitidos." IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 58 e 59): "- que apresentou sua Declaração de Ajuste Anual original em 29/04/2001, sem informar valores, conforme recibo de fi. 2; - que apresentou sua primeira declaração retificadora muito antes do termo de intimação, a qual ensejou termo de intimação para apresentação dos documentos que a embasaram; - que a documentação solicitada foi apresentada em 05/09/2002, juntamente com a segunda retzficadora. - que a apresentação da segunda retificadora objetivava discriminar mensalmente os valores dos rendimentos de pessoas físicas e as 2 Processo n° 10725.008013/2003-18 53-TE04 Resolução n.• 3804-00.003 Fl. 3 despesas do livro caixa, informados diretamente na coluna total na primeira retificadora. Contesta, ainda, a glosa do valor da contribuição à previdência privada de R$ 467,94, bem como a glosa de despesas médicas no valor de R$ 2.393,36, cujos comprovantes foram apresentados com ao termo de intimação." ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ-Brasília/DF, após solicitar (fls. 34) à Delegacia da Receita Federal de origem para que juntasse aos autos o dossiê da malha fiscal que embasou a autuação e cópia completa do Auto de Infração do IRPF do exercício de 2001, julgou parcialmente procedente o lançamento. Foram aceitas as despesas relativas ao pagamento de plano de saúde à Unimed de Campos Cooperativa de Trabalho Médico (R$2.393,36). Os fundamentos da decisão de primeira instância estão consubstanciados nas seguintes ementas (fls. 56): "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO DE OFICIO. Será efetuado lançamento de oficio no caso de omissão de rendimentos tributáveis percebidos pelo contribuinte e omitidos na declaração de ajuste anual. DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO. Todas as deduções permitidas para apuração do imposto de renda esta sujeitas à comprovação ou justificação. LIVRO CAIXA. DESPESAS DEDUTIVEIS As despesas dedutiveis escrituradas em livro Caixa estão condicionadas à veracidade dos gastos efetuados, previstos em lei e necessários à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. Lançamento Procedente em Parte" RECURSO AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Cientificada da decisão de primeira instância em 13/06/2007 (fls. 67), a contribuinte apresentou, em 13/07/2007, o Recurso de fls. 68 a 70, instruido com os documentos de fls. 71 a 179, argumentando, em síntese, que, por desconhecimento, deixou de apresentar, anteriormente, cópia dos documentos que justificam as despesas escrituradas em Livro Caixa. Pondera que a falha encontra-se sanada neste momento, à exceção dos comprovantes de pagamento das contas telefônicas, as quais já haviam sido descartadas. Afirma que não conseguiu obter segundas vias na prestadora de serviços, tendo sido informada que talvez fosse possível fazê-lo através de solicitação judicial. Se coloca à disposição para, se for o caso, solicitar as microfilmagens à instituição bancária em que está cadastrado o débito automático. 3 Processo n0 10725.000013/2003-18 53-TE04 Resolução n, 3804-00.003 Fl. 4 O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 180, que também trata do envio dos autos ao Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. r 4 Processo n° 10725.00001312003-18 53-TE04 Resolução n.° 3804-00.003 EI. 5 Voto Conselheira AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, a contribuinte sé agora apresentou os documentos referentes ao Livro Caixa. Assim sendo, os autos devem retornar à repartição de origem a fim de que a fiscalização examine os referidos documentos e se manifeste acerca da dedução pleiteada. A interessada deverá ser cientificada do resultado da diligência, reabrindo-se prazo para sua manifestação. Diante do exposto, voto por CONVERTER o julgamento em diligência. Sala das Sessões — DF, em 28 de maio de 2009. AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE 5 Page 1 _0005100.PDF Page 1 _0005200.PDF Page 1 _0005400.PDF Page 1 _0005500.PDF Page 1
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Numero do processo: 11962.000467/2007-82
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/06/2005 a 31/03/2007
Ementa:INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DF NORMAS LEGAIS. VEDAÇÃO.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para afastar a aplicação de normas legais e regulamentares sob fundamento de inconstitucionalidade.
SALÁRIO EDUCAÇÃO
É constitucional a cobrança da contribuição do salário-educação, seja sob a carta de 1969, seja sob a constituição federal de 1988, e no regime da lei 9A24/96.
SEBRAE
Submetem-se à tributação para o SEBRAE pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo,
SESC E SENAC. CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS POR PRESTADORAS DE SERVIÇO.
Em relação às contribuições destinadas ao SESC e ao SENAC devidas pelas prestadoras de serviços há que se aplicar o entendimento exarado no Parecer CJ n° 1.861, devendo ser excluídas as competências até dezembro de 2002,
Para o período posterior são devidas as contribuições em função do advento do Parecer CJ n° 2.911, que o revogou.
JUROS DE MORA. TAXA SELIC. APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS.
É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
MULTA - REDUÇÃO - LEI MENOS SEVERA - APLICAÇÃO RETROATIVA CTN, ART. 106
Tratando-se de crédito não definitivamente julgada, aplica-se o disposto no art. 106 do CTN que permite a redução da multa prevista na lei mais nova, por ser mais benéfica ao contribuinte, mesmo a fatos anteriores à legislação aplicada
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
Numero da decisão: 2403-000.163
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, no mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recalculo da multa de mora, de acordo com o determinado no Art. 35, caput, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 1 L941/2009 prevalecendo o mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro no que refere se ao recalculo da multa.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2005 a 31/03/2007 Ementa:INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DF NORMAS LEGAIS. VEDAÇÃO. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para afastar a aplicação de normas legais e regulamentares sob fundamento de inconstitucionalidade. SALÁRIO EDUCAÇÃO É constitucional a cobrança da contribuição do salário-educação, seja sob a carta de 1969, seja sob a constituição federal de 1988, e no regime da lei 9A24/96. SEBRAE Submetem-se à tributação para o SEBRAE pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo, SESC E SENAC. CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS POR PRESTADORAS DE SERVIÇO. Em relação às contribuições destinadas ao SESC e ao SENAC devidas pelas prestadoras de serviços há que se aplicar o entendimento exarado no Parecer CJ n° 1.861, devendo ser excluídas as competências até dezembro de 2002, Para o período posterior são devidas as contribuições em função do advento do Parecer CJ n° 2.911, que o revogou. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. MULTA - REDUÇÃO - LEI MENOS SEVERA - APLICAÇÃO RETROATIVA CTN, ART. 106 Tratando-se de crédito não definitivamente julgada, aplica-se o disposto no art. 106 do CTN que permite a redução da multa prevista na lei mais nova, por ser mais benéfica ao contribuinte, mesmo a fatos anteriores à legislação aplicada RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
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JANEIRO II/RJ ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2005 a 31/03/2007 Ementa:INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DF. NORMAS LEGAIS. VEDAÇÃO. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para afastar a aplicação de normas legais e regulamentares sob fundamento de ineonstitucionalidade. SALÁRIO EDUCAÇÃO É constitucional a cobrança da contribuição do salário-educação, seja sob a carta de 1969, seja sob a constituição federal de 1988, e no regime da lei 9A24/96. SEBRAE Submetem-se à tributação para o SEBRAE pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo, SESC E SENAC. CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS POR PRESTADORAS DE SERVIÇO. Em relação às contribuições destinadas ao SESC e ao SENAC devidas pelas prestadoras de serviços há que se aplicar o entendimento exarado no Parecer CJ ri° 1.861, devendo ser excluídas as competências até dezembro de 2002, Para o período posterior são devidas as contribuições em função do advento do Parecer CJ n° 2.911, que o revogou. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. MULTA - REDUÇÃO - LEI MENOS SEVERA - APLICAÇÃO RETROATIVA CTN, ART. 106 Tratando-se de crédito não definitivamente julgada, aplica-se o disposto no art. 106 do CTN que permite a redução da multa prevista na lei mais nova, por ser mais benéfica ao contribuinte, mesmo a fatos anteriores à legislação aplicada RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, no mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recalculo da multa de mora, de acordo com o determinado no Art.. 35, caput, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 1 L941/2009 prevalecendo o mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro no que refere se ao recalculo da multa. //! ",77), CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente e Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, lvacir Júlio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato, Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. 2 Processo n° 11962 000467/2007-82 52-C4T3 Acórdão IV 2403-00.163 Fl. 140 Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro II, Acórdão 13-17.982, 6' Turma, que julgou procedente o lançamento, oriundo da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito 37.070.737-0, fl. 001. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls„ 33 e 34, o crédito lançado, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à parte da empresa, do financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho — SAT, àquelas devidas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salário Educação, INCRA, SENAC, SESC e SEBRAE) e ainda à diferença de acréscimos legais atinente à competência 06/2005, totalizando o montante de R$ 111265,73 (cento e treze mil, duzentos e sessenta e cinco reais e setenta e três centavos) em 31/05/2007, data de sua consolidação. A NFLD é relativa às diferenças apuradas entre as contribuições que a empresa declarou nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social.-- GFIPs e o que foi efetivamente recolhido por aquela em suas Guias de Recolhimento da PrevidênCia Social — GPSs. O Relatório informa também que: • a fiscalização foi de natureza seletiva, voltada para a verificação de fatos geradores específicos, sem a análise da contabilidade da empresa; • o período de apuração do débito é de 06/2005 a 03/2007 (incluindo-se o 13 0 salário); • os fatos geradores das contribuições são as remunerações pagas, devidas ou creditadas durante o mês aos segurados empregados e contribuintes individuais da notificada, além da diferença de acréscimos legais na GPS apresentada relativa à competência 06/05 (com data de pagamento em 06/07/05); • os documentos examinados que serviram de base para o presente levantamento foram as GFIPs, GPSs e folhas-de- pagamento da notificada. Inconformada com a decisão da DRJ, que julgou procedente o lançamento, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 106 a 131, onde questiona, em síntese, os seguintes aspectos: 1. Tributação do salário educação 2. Tributação para o SEBRAE 3 3. 'Tributação para o SESC e SENAC 4. Multa 5. Juros. É o relatório. Processo n" 11962.000467/2007-82 S2-C4T3 Acórdão n.° 2403-00.163 19. 141 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. Inconstitucionalidade - competência A contribuinte alega ilegalidades e/ou inconstitucionalidades nas normas que fundamentaram o lançamento e competência deste colegiado para decidir sobre a questão. Inicialmente deve-se registrar que tanto o lançamento como os acréscimos têm respaldo nas leis. Cumpre esclarecer que não compete aos órgãos julgadores da Administração Pública exercer o controle de constitucionalidade de normas legais„ O Decreto n° 6.764, de 10 de fevereiro de 2009, que aprovou a Estrutura Regimental do Ministério da Fazenda apresenta as atribuições do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais — CARF, no artigo 32. Art, 32. Ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, órgão colegiada judicante, paritário, compete julgar recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância, bem como recursos especiais, sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, conforme estabelecido nos arts, 25, inciso II, e 37, ,ss. 22, do Decreto II 70235, 6 de março de 1972, alterado pela Medida Provisória if 449, de 3 de dezembro de 2008. Parágrafo única, Metade dos conselheiros integrantes do CARF será constituída de representantes da Fazenda Nacional, e a outra metade, de representantes dos contribuintes, indicados pelas confederações representativas de categorias econômicas de nível nacional e pelas centrais sindicais Note-se, que o escopo do processo administrativo fiscal é verificar a regularidade/legalidade do lançamento à vista da legislação de regência, e não das normas vigentes frente à Constituição Federal. Essa tarefa é de competência privativa do Poder Judiciário, A Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, que aprovou o Regimento Interno do CARF, em seu artigo 62 expressamente veda aos julgadores do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade„ 5 Observe-se, que somente nas hipóteses contempladas no parágrafo único e incisos do dispositivo legal encimado poderá ser afastada a aplicação da legislação de regência, o que não se vislumbra no presente caso. Ari 62, Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARI afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo.: I - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal,' ou - que fundamente crédito tributário objeto de, a) dispensa legal de constituição ou de ato declarató rio do Ptocurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts 18 e 19 da Lei n° 10,522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da Advocacia-Geral da União, na . forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do Advogado-Geral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Para haver harmonia nos julgamentos, conforme artigo 72 do Regimento Interno, o CARF emitirá súmulas para decisões reiteradas e umiformes, de observância obrigatória pelos membros do CARF. Art, 72, As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Nesse sentido, quando da Consolidação das Súmulas dos Conselhos de Contribuintes, foi editada a Súmula CARFn° 2: Súmula CARF n" 2: O CARF não é conzpetente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, Finalmente, o artigo 102, I, "a" da Constituição Federal, não deixa dúvida a propósito da discussão sobre inconstitucionalidade, que deve ser debatida na esfera do Poder Judiciário, senão vejamos: Art. 102., Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipitam ente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe.' processar e julgar; originariamente,' a) a ação direta de inconstitucionalidade de Lei ou ato normativo .federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de Lei ou ato normativo federal, Dessa forma, não há como se acolher a pretensão da contribuinte, em relação a ilegalidade e inconstitucionalidade de normas ou atos normativos que fundamentaram o presente lançamento. 6 Processo n° 11961000467/2007-82 S2-C4T3 Acórdão n.° 2403-00.163 F1 142 Tributação do salário educação Com relação à contribuição social ao salário-educação, sua constitucionalidade é reconhecida através da Súmula de n ° 732 do Supremo Tribunal Federal, o que reforça a presunção de legalidade da lei que instituiu sua cobrança, conforme plenamente indicado no relatório de fundamentos legais, impedindo este órgão colegiado de afastar sua aplicação, conforme Súmula 02 do Segundo Conselho de Contribuintes, publicada no DOU de 26/09/2007: Súmula e 7.32 É constitucional a cobrança da contribuição do salário- educação, seja sob a carta de 1969, seja sob a constituição .federal de 1988, e no regime da lei 9.424/96 Súmula n° 02 "O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária" Tributação para o SEBRAE Sobre a alegação de ilegalidade na imputação de contribuição ao SEBRAE, esclarecemos a recorrente que todas as empresas industriais vinculadas ao SESI/SENAI e as comerciais vinculadas ao SESC/SENAC são contribuintes do SEBRAE A contribuição ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) foi criada pela Lei n° 8.029, de 12/04/90, que autorizou o Poder Executivo a desvincular da Administração Pública Federal o antigo CEBRAE, mediante sua transformação em serviço social autônomo, consoante disposto no artigo 8°: Art, 80 É o Poder Executivo autorizado a desvincula]; da Administração Pública Federal, o Centro Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa — CEBRAE, mediante sua transformação em serviço social autônomo. § .3° As contribuições relativas às entidades de que trata o artigo 1" do Decreto-Lei n°2.318, de 30 de dezembro de 1986, poderão ser majoradas em até 0,3% (três décimos por cento), com vistas a ,financiar a execução da política de Apoio às Mio-oempresas e às Pequenas Empresas, § 40 O adicional da contribuição a que se refere o parágrafo anterior será arrecadado e repassado mensalmente pelo órgão competente da Previdência e Assistência Social ao CEBRAE. O artigo 1° do Decreto-Lei n° 2.318/86 dispõe sobre a cobrança, fiscalização, arrecadação e repasse às entidades das contribuições para o SENAI, SENAC, SESI e SESC. O Poder Executivo, fazendo uso da autorização legal, editou o Decreto n° 99.570, de 09/10/90, transformando o CEBRAE no atual SEBRAE, conforme o artigo 1°: 7 Art 1° Fica desvinculado da Administração Pública Federal o Centro Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresas — CEBRAE e transformado em serviço social autônomo Parágrafo único O Centro Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresas — CEBRAE, passa a denominar-se Serviço Brasileiro de Apoio às Microempresas — SEBRAE. Do mesmo modo que a Lei n° 8,029/90, o Decreto n° 99370/90 manteve a autorização para o INSS arrecadar o adicional da contribuição, com o repasse ao SEBRAE, nos termos do artigo 6°, que assim dispõe: Art. 6" O adicional de que trata o parágrafo 3" do art. 8' da Lei n" 8 029, de 12 de abril de 1990, será arrecadado pelo Instituto Nacional da Seguridade Social — INSS e repassado ao SEBRAE no prazo de trinta dias após a sua arrecadação, Já em 28/12/1990, foi editada a Lei n° 8.154, que em seu artigo 8°, definiu os percentuais devidos a título do adicional da contribuição, da seguinte forma: Art. 8" ( ..sç 3' Para atender à execução da política de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, é instituído adicional às ~lotas das contribuiçôes sociais relativas às entidades de que trata o artigo 1" do Decreto Lei n°2318 de 30 de dezembro de 1986, de,' a, 0,1% (um décimo por cento) no exercício de 1991; h 0,2% (dois décimos por cento) em 1992, e c, 0,3% (três décimos por cento) a partir de 1993, Desta forma, podemos perceber que a questionada contribuição destinada ao custeio do Serviço de Apoio às Microempresas e às Pequenas Empresas, foi criada como uma majoração das contribuições devidas ao SESI/SENAI, SESC/SENAC e, posteriormente, ao SEST/SENAT, criado após o acima mencionado decreto-lei, por meio da Lei rf 8.706, de 14/09/1993. Desta foirna, todas as pessoas jurídicas obrigadas ao recolhimento da contribuição devida às referidas entidades, por força dos dispositivos legais retro transcritos, passaram a ser obrigadas ao recolhimento do adicional devido ao SEBRAE. Apenas para ilustrar, em relação à cobrança das contribuições destinadas ao SEBRAE, segue ementa do entendimento firmado pelo TRF da 4' Região: Tributário — Contribuição ao Sebrae — Exigibilidade. 1. O adicional destinado ao Sebrae (Lei n°8.029/90, na redação dada pela Lei n° 8, 154/90) constitui simples majoração das alíquotas previstas no Decreto-Lei n" 2..318/86 (Seriai, Senac, Sesi e Sesc), prescindível, portanto, sua instituição por lei complementar.. 2. Prevê a Magna Carta tratamento mais , favorável às micro e pequenas empresas para que seja promovido o progresso nacional: Para tanto submete à exação pessoas juridicas que não tenham relação direta com o incentivo. 3. Precedente da I" Seção desta Corte (EIAC n 2000.04,01106990-9), Processo n° 11962,000467/2007-82 S2-C4T3 Acórdão n.° 2403-00.163 Fl 143 ACÓRDÃO: Vistos e relatados estes autos entre as partes acima indicadas, decide a Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4" Região, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório, voto e notas taquisráficas que ficam fazendo parte integrante do presente julgado, Porto Alegre, 17 de junho de 2003, (TRF 4" R — 2" T — Ac, n" 2001,70,07,002018-3 — Rel. Dirceu de Almeida Soares — 9,7.2003 — p. 274) Na mesma linha é o pensamento do STJ, conforme ementa do Agravo Regimental no Agravo Regimental no Agravo de Instrumento de n 0 840946 / RS, publicado no Diário da Justiça em 29 de agosto de 2007: TRIBUTÁRIO — CONTRIBUIÇÕES AO SESC, AO SEBRAE E AO SENAC RECOLHIDAS PELAS PRESTADORAS DE SERVIÇO — PRECEDENTES, 1. A jurisprudência renovada e dominante da Primeira Seção e da Primeira e da Segunda Turma desta Corte se pacificou no sentido de reconhecer a legitimidade da cobrança das contribuições sociais do SESC e SENAC para as empresas prestadoras de serviços, 2, Esta Corte tem entendido também que, sendo a contribuição ao SEBRAE mero adicional sobre as destinadas ao SESC/SENAC, devem recolher aquela contribuição todas as empresas que são contribuintes destas. 3, Agravo regimental improvido. Desse modo, não procede o argumento da recorrente de que as contribuições destinadas ao SEBRAE não podem ser exigidas. Tributação para o SESC e SENAC Quanto ao argumento de que as prestadoras de serviços não são contribuintes do SESC nem do SENAC, o mesmo não merece prosperar. As contribuições são previstas em lei e não há norma expressa que fundamente a alegação suscitada. Nesse sentido é o entendimento atual do STJ, como exemplo segue ementa do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n ° 840946/RS, cuja relatora foi a Eminente Ministra Eliana Calmon, publicado no DJ em 29 de agosto de 2007, nestas palavras; TRIBUTÁRIO CONTRIBUIÇÕES AO SESC, AO SEBRAE E AO SENAC RECOLHIDAS PELAS PRESTADORAS DE SERVIÇO — PRECEDENTES, 1, A jurisprudência renovada e dominante da Primeira Seção e da Primeira e da Segunda Turma desta Corte se pacificou no sentido de reconhecer a legitimidade da cobrança das contribuições sociais do SESC e SENAC para as empresas prestadoras de serviços, 2, Esta Corte tem entendido também que, sendo a contribuição ao SEBRAE mero adicional sobre as destinadas ao SESC/SENAC, devem recolher aquela contribuição todas as empresas que são contribuintes destas,. 3. Agravo regimental improvido. 9 Juros A Legislação é quem deteimina a cobrança de juros e multa. Lei 8.212/1991: Art, 34.. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação . fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, „ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia-SELIC, a que se refere o art 13 da Lei n" 9,065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável Parágrafo único. O percentual dos .juros moratórios relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Art. 35, Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: I - para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; b) quatorze por cento, no 711êS seguinte; c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; Ii - para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da nOtificação; b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do conselho de Recursos da Previdência Social - CRPS; d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do conselho de Recursos da Previdência Social - CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; III - para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: a) sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; b) setenta por cento, se houve parcelamento; c) oitenta por cento, após o ajttizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento. .§ 1" Na hipótese de parcelamento ou reparcelamento, incidirá um acréscimo de vinte por cento sobre a multa de mora a que se refere o capta e seus incisos. 10 Processo o° 11962.000467/2007-82 S2-C4T3 Acórdão a° 2403-00.163 El. 144 § 2" Se houver pagamento antecipado à vista, no todo ou em parte, do saldo devedor, o acréscimo previsto no parágrafo anterior não incidirá sobre a ?ilidia correspondente à parte do pagamento que se efetuai.. § 3' O valor do pagamento parcial, antecipado, do saldo devedor de parcelamento ou do reparcelamento somente poderá ser utilizado para quitação de parcelas na ordem inversa do vencimento, sem prejuízo da que for devida no mês de competência em curso e sobre a qual incidirá sempre o acréscimo a que se refere o § 1" deste artigo. § 40 Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no documento a que se refere o inciso IV do art. .32, ou quando se tratar de empregador doméstico ou de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora a que se refere o capta e seus incisos será reduzida em cinqüenta por cento. Outro ponto a ressaltar é que o Segundo Conselho, do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, aprovou - na Sessão Plenária de 18 de setembro de 2007, publicada no D.O.U. de 26/09/2007, Seção 1, pág. 28 - a Súmula 3, que dita: É cabível a cobrança de ,juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liqüidação e Custódia — Selic para títulos federais. Assim, não há que se falar em improcedência na exigência dos juros e multas presentes no lançamento. Multa de mora A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8,212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal, Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11,941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei d 9,430, de 27 de dezembro de 1996, 61 da Lei 9,430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8,212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106 A lei aplica-se a ato ou/ato pretérito:. I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos Interpretados,' II - tratando-se de ato não definitivamente julgado:. 11 Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2010 i)?»// 7 c-- CARLOS ALBERTO MEES STR1NGARI Relator a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Conclusão À vista do exposto, voto pelo provimento parcial do recurso, determinando o recalculo da multa de mota, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. 12 /MINISTÉRIO DA FAZENDA -CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS .19y QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo n': 11962.000467/2007-82 .-Recurso n': 158.745 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3 0 do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial IV 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2403-00.163 Brasília/. 25 da outubro de 2010 MAS SAMPAIO FREIRE Presidente da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ Apenas com Ciência [ I Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
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Numero do processo: 10925.902384/2009-75
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3803-000.143
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Alexandre Kern e Belchior Melo de Sousa, que não conheceram o recurso.
Nome do relator: ANDREA MEDRADO DARZE
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COFINS. Recorrente COOPERATIVA DE ALIMENTOS E AGROPECUÁRIA TERRA VIVA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Alexandre Kern e Belchior Melo de Sousa, que não conheceram o recurso. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] Andréa Medrado Darzé Relatora. Participaram ainda da sessão de julgamento os conselheiros Alexandre Kern (presidente), Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de decisão da DRJ Florianópolis que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, não reconhecendo o direito creditório e não homologando a compensação declarada, por entender que não teria sido observado requisito essencial, qual seja, a retificação de DCTF antes da transmissão da PER/DCOMP. A ora recorrente apresentou pedido de ressarcimento e declaração de compensação (PER/Dcomp) em face do suposto pagamento indevido da COFINS no 3º e 4º trimestre de 2004 e no 1º e 2º trimestre de 2005. Fl. 98DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1220.14098.SDM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10925.902384/200975 Despacho n.º 3803000.143 S3TE03 Fl. 154 2 A DRF Joaçaba/SC emitiu Despacho Decisório eletrônico não homologando a compensação declarada, sob o argumento de que o pagamento fora integralmente utilizado na quitação de débitos da contribuinte, não restando assim crédito disponível para a compensação. Contra esta decisão, a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, alegando que a despeito de as bases de cálculo das Contribuições PIS faturamento Código 6912 e COFINS faturamento Código 5856, relativa ao período pleiteado, estarem negativas, a contribuinte procedeu ao seu recolhimento. O equívoco teria se dado em razão de, mesmo tendo a empresa migrado para a sistemática não cumulativa, procedeu ao cálculo do tributo no antigo regime cumulativo. Afirmou que o erro pode ser verificado, por exemplo, observando a DCTF do terceiro trimestre de 2004, recibo n. 36.97.31.31.8974, onde constava valores a recolher com os códigos 8109 para PIS faturamento/PJ e 2172 para a COFINS faturamento/PJ e a DCTF do terceiro trimestre de 2004, recibo n.° 22.75.64.84.3410, com os Códigos da Receita 58561 Cofins não cumulativa e 69121 Pis não cumulativo. Por fim, acrescentou que o equívoco teria sido corrigido através das DCTFs Retificadoras datadas de 21/05/2009, recibo n.° 29.52.22.44.6608, onde apresenta as bases zeradas para o 3.° trimestre de 2004, recibo n.° 34.58.24.34.0891, onde apresenta as bases zeradas para o 4.° trimestre de 2004, recibo n.° 14.87.50.65.8135, onde apresenta as bases zeradas para o 1.° semestre de 2005. A DRJ Florianópolis julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade nos seguintes termos: COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Nos casos em que a existência do indébito incluído em declaração de compensação está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é maior do que o devido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais outras verificações, nos casos em que o contribuinte, previamente à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada, a contribuinte recorreu a este Conselho, alegando, em apertada síntese, que apresentou provas da existência do crédito. Acrescentou que com o processamento das DCOMPs acima citadas, caracterizaria a existência jurídica do crédito. Todos os pedidos de compensação (PER/DCOMP) apresentados são de datas posteriores as DCOMPs apresentadas. É o relatório. Voto Conselheira Andréa Medrado Darzé. Fl. 99DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1220.14098.SDM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10925.902384/200975 Despacho n.º 3803000.143 S3TE03 Fl. 155 3 O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme é possível perceber do relato acima, a Recorrente alega que teria um crédito de COFINS em virtude de ter realizado, equivocadamente, o seu pagamento sob a sistemática cumulativa, quando já teria migrado para o regime não cumulativo e sua base de cálculo, do período, seria negativa. Para demonstrar o seu direito, instrui sua Manifestação de Inconformidade com os DARF’s nos quais constam o código de receita 2172, bem como indicou o número de recibo da DCTF retificadora, onde apresentou as bases zeradas para o período. A autoridade recorrida entendeu que, independentemente da existência de crédito, a presente compensação não poderia ser homologada, uma vez que as DCTF’s retificadoras foram transmitidas a destempo, após o PER/DCOMP. Por óbvio que não se está aqui a afirmar que o crédito contra a Fazenda Nacional existe ou não existe, dado que não é isto que importa para o caso concreto que aqui se tem. O que se afirma, e isto sim, é que só a partir da retificação da DCTF é que a contribuinte passou a ter crédito contra a Fazenda devidamente conformado na forma da lei. Assim, a retificação já efetuada pode produzir efeitos em relação a DCOMP apresentadas posteriormente a esta retificação, mas não para validar compensações anteriores. De se dizer que débitos anteriores, não adimplidos no prazo legal, podem ser incluídos em DCOMP, mas neste caso, por óbvio, tais débitos deverão ser declarados com a devida adição da multa e dos juros de mora legalmente previstos (aliás, está aqui mais uma razão para a impossibilidade de validação retroativa da compensação: como só posteriormente à data de vencimento do tributo e à data de prolação do Despacho Decisório é que houve retificação da DCTF, estarseia permitindo, com a validação retroativa, o adimplemento a destempo da obrigação tributária, sem o acréscimo da penalidade e encargos legais previstos). Neste ponto, entendo que não assiste razão a autoridade recorrida, que considera a transmissão de DCTF retificadora após o despacho decisório sem efeito, vez que não espontânea. Ora, nos termos do art. 138 do CTN, a espontaneidade é relevante apenas para excluir a responsabilidade pela infração. Por conta disso, e tendo em vista que não estamos falando de ausência de pagamento de tributo, mas, pelo contrário, de pagamento a maior, não há que se obstar a análise de documento fiscal, pela simples razão de ter sido transmitido após o início do procedimento de restituição. Por outro lado, também o art. 9º, § 1º, II, da IN 255/02, não se presta para fundamentar a conclusão de que a DCTF retificadora apresentada após o despacho decisório não poderia ser analisada. Com efeito, o texto deste enunciado normativo é muito claro ao prescrever que não será aceita a retificação da DCTF que tenha por objeto alterar os débitos relativos a tributos e contribuições em relação aos quais o sujeito passivo tenha sido intimado do Fl. 100DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1220.14098.SDM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10925.902384/200975 Despacho n.º 3803000.143 S3TE03 Fl. 156 4 inicio de procedimento fiscal. Ou seja, o que se veda é a entrega de DCTF para retificar débito sob procedimento fiscal e não crédito, como o fez a Recorrente. Neste contexto, resta evidente que a alegação de erro na DCTF, quando acompanhada de retificadora, deve ser apreciada, nos termos do art. 16, III, do PAF, não podendo ser considerada como sem efeito jurídico a transmissão de DCTF retificadora após o despacho decisório. Tecidos estes comentários, resta evidente que a documentação trazida pela Recorrente deveria ter sido analisada, uma vez que existe nos autos elementos que indicam que o recolhimento da COFINS foi feito sob o regime equivocado, o que representa forte indício de pagamento indevido. Por conta disso e considerando o que dispõe o art. 18, I, Anexo II, da Portaria MF n° 256/08, o qual prevê a realização de diligências para suprir deficiências do processo, proponho que se converta o julgamento deste Recurso Voluntário em diligência à repartição de origem, para que verifique se está correto o valor indicado pela Recorrente como pagamento a maior, bem como se ele não está alocado a outro débito. [assinado digitalmente] Andréa Medrado Darzé Fl. 101DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1220.14098.SDM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10925.902384/200975 Despacho n.º 3803000.143 S3TE03 Fl. 157 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10925.902384/200975 Interessada: COOPERATIVA DE ALIMENTOS E AGROPECUÁRIA TERRA VIVA Encaminhemse, de ordem, os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor da Resolução nº 3803000.143 – 3ª Turma Especial e demais providências. Brasília DF, em 13 de fevereiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 102DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1220.14098.SDM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ANDREA MEDRADO DARZE MINATEL em 20/03/2012 12:18:41. Documento autenticado digitalmente por ANDREA MEDRADO DARZE MINATEL em 20/03/2012. Documento assinado digitalmente por: ANDREA MEDRADO DARZE MINATEL em 20/03/2012 e ALEXANDRE KERN em 20/03/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 17/12/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP17.1220.14098.SDM4 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 2AD3F77958C14296A7947437AE91F039E8F1E121 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10925.902384/2009-75. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 11080.928332/2009-71
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3803-000.236
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. O Dr. Leonardo Pimentel Bueno – OAB/DF nº 22.403 – fez sustentação oral. Relatório COMPANHIA DE GERAÇÃO TÉRMICA DE ENERGIA CGTEE formulou em papel pedido de restituição dos créditos de PIS e COFINS, relacionados ao período de novembro de 2004 a julho de 2005, no valor original de R$ 3.985.103,55 (três milhões, novecentos e oitenta e cinco mil, cento e três reais e cinqüenta e cinco centavos) objeto do processo administrativo nº 11080.003212/200969. Transmitiu ainda a Declaração de Compensação DComp nº 18395.41832.230408.1.7.042154 com vistas à extinção de débitos próprios, montantes a R$ 1.103,92, com direito creditório decorrente de pedido de restituição de indébito por pagamento amaior do que o devido, objeto do processo admnistrativo fiscal 11080.003212/200969. Neste processo, o contribuinte fundamentou seu pedido de restituição no fato de ter tributado as receitas decorrentes dos contratos de suprimento de energia elétrica com base no regime nãocumulativo, pelo PIS (1,65%), a partir de dezembro de 2002, e pela Cofins (7,6%), a partir de fevereiro de 2004, até fevereiro de 2006, quando deveria têlas tributado sob o regime cumulativo. Para tanto, retificou suas DCTF's, para constar os débitos Fl. 549DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11080.928332/200971 Resolução n.º 3803000.236 S3TE03 Fl. 550 2 de PIS e Cofins do período de dezembro de 2002 a fevereiro de 2006 com base no regime cumulativo, apoiandose no inc. XI do art. 10 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, que previu a possibilidade de que as receitas de contratos de fornecimento de serviços a preço predeterminado, com prazo superior a um ano, firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003, pudessem ser tributadas pela sistemática da cumulatividade. A Coordenação de Tributação da Receita Federal do Brasil submeteu a matéria à apreciação da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, por meio da Nota Técnica COSIT nº 1, de 16 de fevereiro de 2007, resultando na edição do Parecer PGFN/CAT nº 1.610, de 01 de agosto de 2007. Esse Parecer esclareceu que “contratos iniciais” e “contratos bilaterais”, empregados pelo contribuinte para a comercialização de energia, perdem o caráter de contratos de preço predeterminado, tendo em vista reajuste efetuado pelo IGPM e, pela variação tributária, portanto, não se subsumindo na exceção prevista no art. 10, XI da Lei nº 10.833, de 1003. O contribuinte formulou consulta respeito da matéria à Superintendência Regional da Receita Federal na 10ª Região Fiscal, objeto do processo 11080.006335/200951, solucionada nos termos da Solução de Consulta nº 228, de 14 de dezembro de 2009, assim ementada: CONTRATOS FIRMADOS ANTERIORMENTE A 31 DE OUTUBRO DE 2003. PREÇO PREDETERMINADO. REAJUSTE COM BASE NO IGPM. Para efeito de definir o regime de incidência da Cofins aplicável às receitas relativas a contratos com prazo superior a 1 (um) ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços, firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003, o cômputo do IGPM no percentual de reajuste de preços, descaracteriza a condição de preço predeterminado, ainda que nesse percentual de reajuste seja também considerada a variação de determinados custos de produção, o que implica a sujeição dessas receitas à incidência nãocumulativa. Não obstante, quando o reajuste de preços, efetivado após 31 de outubro de 2003, não superar o percentual correspondente ao acréscimo dos custos de produção, e desde que o referido reajuste leve em conta termos de custos de produção ou insumos, a condição de preço predeterminado não se terá descaracterizado, consoante explicitação do § 3º do art. 3º da IN SRF nº 658, de 2006. Nessa hipótese, e cumpridos os demais requisitos dessa Instrução, as receitas em questão submetemse à incidência da Cofins na forma cumulativa, até que venha a suceder a perda do caráter de preço predeterminado, ocasião em que as receitas passarão a sujeitarse à incidência não cumulativa, de modo definitivo. Com base no entendimento acima exposto e na informação Fiscal SEFIS/DRF/POA, a DRF/POA indeferiu a restituição objeto do processo 11080.003212/2009 69 e não homologou a compensação declarada na DComp nº 18395.41832.230408.1.7.04 2154, tudo nos termos do Despacho Decisório DRF/POA nº 2.132, de 05/11/2010 (fls. 388 a 393). Fl. 550DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11080.928332/200971 Resolução n.º 3803000.236 S3TE03 Fl. 551 3 Em Manifestação de Inconformidade (fls. 2 a 64), o declarante, em síntese, insistiu no entendimento de que os contratos celebrados com as sociedades contratantes de seus serviços atendem aos requisitos erigidos no inc. XI do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003, e por isso permanecem tributados no regime da cumulatividade, o que o torna detentor de créditos por indébitos recolhidos na sistemática da não cumulatividade. Refere ainda a apresentação de Recurso Especial de Divergência contra o entendimento da Solução de Consulta nº 228, proferida pela SRRF10/DISIT. Apontou a impossibilidade da cobrança dos débitos compensados com créditos referentes aos períodos de apuração janeiro e fevereiro de 2006, uma vez que esses períodos foram objeto de auto de infração (processo 11080.722655/201096), o qual estaria pendente de análise. Ao final requereu a nulidade do Despacho Decisório com reconhecimento integral do crédito e conseqüente homologação das compensações declaradas ou ainda que fosse proferida nova decisão pela DRF de origem. Alternativamente, caso não fosse declarada a nulidade do Despacho Decisório, pleiteou a sua reforma integral e o reconhecimento do direito creditório e a homologação das compensações declaradas. A Manifestação de Inconformidade foi julgada improcedente pela 2ª Turma da DRJ/POA. O Acórdão nº 10039.497, de 5 de julho de 2012, fls. 418 a 432, teve ementa vazada nos seguintes termos. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/12/2003 a 31/12/2003 PRELIMINAR DE NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Demonstrado que o Despacho Decisório foi formalizado de acordo com os requisitos de validade previstos em lei e que não ocorreu violação ao disposto no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, não deve ser acatado o pedido de nulidade formulado. PREÇO PREDETERMINADO. IGPM. ÍNDICE GERAL. Nos termos do disposto no art. 109 da Lei nº 11.196/2006, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado. O IGPM não é índice que obedeça ao disposto no art. 109 da Lei nº 11.196/2006, por ser índice geral de reajuste de preços. PIS. REGIME DA CUMULATIVIDADE. RECEITA. CONTRATOS A PREÇO PREDETERMINADO. EFEITOS. A possibilidade de manter no regime da cumulatividade do PIS receitas oriundas de contratos a preço predeterminado, celebrados anteriormente a 31/10/2003, produz efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2004. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 551DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11080.928332/200971 Resolução n.º 3803000.236 S3TE03 Fl. 552 4 Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/POA. O arrazoado de fls. 438 a 490, após protesto de tempestividade e síntese dos fatos relacionados com a lide, retoma as razões já defendidas na Manifestação de Inconformidade, assim resumidas: a) A Instrução Normativa nº 658, de 4 de julho de 2006, que regulamentou a Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, criou regra não prevista em lei, o que acarretou violação do princípio da estrita legalidade em matéria tributária; b) O conceito jurídico de preço predeterminado é estabelecido mediante o uso de uma interpretação sistemática do direito civil, estando o seu emprego pelo direito tributário restrito aos limites impostos pelas regras extraídas dos arts. 109 e 110 do CTN. Assim, preço predeterminado é aquele que as partes têm conhecimento objetivo e real do preço acordado no instante da celebração do contrato, não se confundindo esse conceito com a idéia de preço fixo; c) A legislação vigente reconhece que a aplicação de cláusulas de reajuste não descaracteriza o preço predeterminado (art. 109 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, e Nota Técnica 224/2006SFF/ANEEL); d) O IGPM reflete o custo da produção e é índice de recomposição de preço, razão pela qual não descaracteriza a predeterminação do quantum fixado nos contratos da Recorrente e, tendo por escopo evitar os efeitos nocivos do tempo para a relação contratual, é índice que se amolda perfeitamente ao comando do art. 109 da Lei nº 11.196, de 2005; e e) O conceito econômico de preço predeterminado é contraposto ao entendimento esposado pelo acórdão atacado, uma vez que, como visto, a incidência de IGPM como índice de correção nos contratos fiscalizados não implica a alteração dos valores percebidos pela Recorrente; tal índice visa apenas a preservar os valores contratados no tempo, de modo que o importe nominalmente recebido pelos seus serviços não seja economicamente corroído ao longo de um dado período. Ao fim, requer: I. o julgamento conjunto do presente processo administrativo com o processo administrativo nº 11080.003212/200969, pois são feitos intrinsecamente relacionados, tendo por base exatamente os mesmos fatos e as mesmas razões jurídicas; II. seja dado provimento ao presente Recurso Voluntário para reformar integralmente o acórdão recorrido, reconhecendose integralmente o direito à restituição dos créditos de contribuição social objetos da declaração de compensação indicada nos autos. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. Fl. 552DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11080.928332/200971 Resolução n.º 3803000.236 S3TE03 Fl. 553 5 É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 438 a 490 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJPOA2ª Turma nº 10039.497, de 5 de julho de 2012. Conforme relatado, o presente processo tem como objeto, exclusivamente, o encontro de contas declarado na DComp nº 18395.41832.230408.1.7.042154. O direito creditório aventado na peça recursal, referente a Pedido de Restituição de PIS, é objeto de outro processo, de nº 11080.003212/200969, com tramitação independente e que, segundo consta do sítio do CARF, está, desde o dia 24/09/2012, na atividade RECEBER PROCESSO TRIAGEM E COMPLEMENTAÇÃO CADASTRAL@GEPAF/SECOJ/SECEX/CARF/MF. Andamentos do Processo Data Tramitação Fase Ocorrência 24/09/2012 ORDINÁRIA RECEPÇÃO RECEBER PROCESSO TRIAGEM E COMPLEMENTAÇÃO CADASTRAL Unidade: CARF Orgao Julgador: GEPAF/SECOJ/SECEX/CARF/MF A confirmação do direito creditório oposto na(s) compensação(ões) declarada(s) é questão prejudicial ao julgamento do mérito do recurso voluntário ora sub judice. Por essa razão, voto por que se converta o presente julgamento em diligência, baixandose o presente processo ao órgão fiscal da jurisdição do contribuinte, para que a Autoridade Preparadora ateste, nos autos, o resultado da decisão final do processo nº 11080.003212/200969, repercutindo seus efeitos na compensação de que se trata. Adicionalmente, a Autoridade Preparadora deverá atestar a competência do servidor que subscreve o Despacho Decisório DRF/POA nº 2.132, de 05/11/2010 (fls. 388 a 393). Após, devolvase o processo a esta 3ª TE/3ª SEJUL/CARF/MF para julgamento. Sala das Sessões, em 25 de outubro de 2012 Alexandre Kern Fl. 553DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10380.005472/2008-41
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005
PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
COMPENSAÇÃO.
A compensação depende da reciprocidade das obrigações e da liquidez do crédito.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
Numero da decisão: 2403-000.147
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, I) No mérito, por unanimidade de
votos, em negar provimento ao recurso quanto a compensação. Vencidos os Conselheiros Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro pelo não conhecimento do recurso com base na Súmula N° I do CARF. II) No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recalculo da multa de mora, de acordo com o determinado no Art. 35, caput, da Lei 8,212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009 prevalecendo o mais benéfico ao contribuinte. Vencido o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro no que refere se ao recalculo da multa.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. COMPENSAÇÃO. A compensação depende da reciprocidade das obrigações e da liquidez do crédito. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros do Colegiado, I) No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso quanto a compensação. Vencidos os Conselheiros Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro pelo não conhecimento do recurso com base na Súmula 1\1° I do CARF. II) No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recalculo da multa de mora, de acordo com o determinado no Art. 35, caput, da Lei 8,212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009 prevalecendo o mais benéfico ao contribuinte. Vencido o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro no que refere se ao recalculo da multa. /// CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente e Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Júlio de Souza, Cid Mar coni Gurgel de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. 2 Processo n° 10.380.005472/200841 S2-C4T3 Acórdão n 2403-00.147 F1 793 Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária (DRP) de Fortaleza, REFORMA DE DECISÃO- NOTIFICAÇÃO n° 05.401.4/088/2007, que anulou a Decisão-Notificação de n°05.401.4/731/2006 e que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária legal principal. Destaco que a Reforma de Decisão visou exclusivamente corrigir erro constante na DN 05.401.4/731/2006, qual seja, a equivocada identificação do CNPJ do Contribuinte, ali constando 07202.740/0001-50, enquanto o correto seria 05,974.450/0001-07. O lançamento, de acordo com o Relatório Fiscal de fls. 45 e 46, corresponde a contribuições sociais incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais, correspondendo à contribuição da empresa, à destinada ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho — GILRAT, bem com as destinadas aos Terceiros (INCRA, SEST, SENAT, SEBRAE e FNDE). Os valores incluídos na notificação resultaram do procedimento de confrontação das contribuições decorrentes dos fatos geradores declarados em Guias de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social GFIP com os recolhimentos efetuados através de Guias da Previdência Social — GPS. Foram consideradas as compensações informadas em GFIP nas competências 03/2005 a 06/2005 e 11/2005, decorrentes de valores recolhidos a maior nas competências 02/2005 e 10/2005. Foram glosadas as demais compensações efetuadas nas competências 0112004 a 13/2005 em razão de inexistência de credito liquido nos termos do art. 89 da Lei 8.212191 e do art. 66 da Lei 8„383/91. A ação fiscal ocorreu entre fevereiro e março de 2006 e cabe salientar que as informações correspondentes a ditas compensações foram declaradas por meio de GFIPs retificadoras enviadas à Previdência Social por meio da Conecfividade Social no mês de março de 2006. Em 31/03/2006 foi dada ciência à recorrente do lançamento. Inconformada com a Decisão Notificação, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 645 a 679, acompanhado de anexos, onde alega, em síntese, que: • Protocolizou processos administrativos solicitando compensação; • Fiscalização não se manifestou sobre os pedidos de compensação; • Entende que falta de resposta representa homologação tácita; • Denúncia espontânea por ter apresentado as GFIPs; e Sentença judicial autorizava compensar; e O débito deve permanecer suspenso enquanto tramitar o processo administrativo. Complemenatarmente, passo a apresentar algumas informações relevantes para o processo: 2004 e 2005 — Empresa passa a ser devedora da previdencia social. 08/2005 — empresa adquire Apólica da Dívida Pública 166638, referente a título emitido em 1935 para obras novas no porto de Recife. Aquisição registrada na Escritura Pública Declaratória de Cessão de Direitos de Ativo Financeiro originário do Processo 2001.35,00.006898-2, da 3 n Vara da Seção Judiciária de Goiás (folhas 155 e 156). 09, 10, 11 e 12/2005 e 01/2-006 — empresa protocola pedidos de compensação. 02 e 03/2006 — Ação fiscal para conciliação FGIP x GPS 03/2006 — empresa entrega MN retificadoras informando compensação. 31/03/2006 — empresa é notificada do débito. É o relatório, 4 Processo n 10380.005472/2008-41 S2-C4T3 Acórdão o.' 2403-00.147 FL 794 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões. O que está em discussão neste processo é um lançamento efetuado pela fiscalização de divergência entre valor declarado em GFIP e recolhido em GPS, para o qual o contribuinte afirma haver compensação. Da Compensação Inicialmente vamos conceituar a compensação, utilizando a instrução Normativa INSS 3/2005. Art, 192. Compensação é o procedimento facultativo pelo qual o sujeito passivo se ressarce de valores pagos indevidamente, deduzindo-os das contribuições devidas à Previdência Social. A compensação, nos processos previdenciários, é procedimento de iniciativa do contribuinte, onde ao fisco cabe a homologar ou não. O Código Tributário Nacional, estabelece no seu artigo 170,que transcrevemos a seguir, que a compensação é matéria a ser autorizada por lei: "Art. 170. A Lei pode, nas condições e sob garantias que estipular; ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública." As contribuições previdenciárias, objeto da compensação pleiteada, possuem regramento e disciplina próprios, somente sendo autorizada a compensação em caso de pagamento indevido das contribuições à Seguridade Social, conforme dispositivo legal abaixo transcrito: Lei it 08212/91 Art 89. Somente poderá ser restituída ou compensada contribuição para a Seguridade Social arrecadada pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido § I' Admitir-se-á apenas a restituição ou compensação de contribuição a cargo da empresa, recolhida ao INSS, que, por sua natureza, não tenha sido transferida ao custo de bem ou serviço oferecido à sociedade. áç 2 0 Somente poderá ser restituído ou compensado, nas contribuições arrecadadas pelo INSS, o valor decorrente das parcelas referidas nas alíneas "a", "b" e "c", do parágrafo único do art. 11 desta lei. A recorrente apresenta sentença de 1° Instância onde se autoriza a compenssaçao. Ocorre que as decisões contra a Fazenda Pública somente surtem efeito após a confirmação pelo respectivo Tribunal de 2° Grau, diante do duplo grau obrigatório, contido no art. 475, CPC. LEI N° 5.869, DE 11 DE JANEIRO DE 1973. Institui o Código de Processo Civil, Ar t, 475. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal, a sentença; (Redação dada pela Lei n°10.352, de 26.12.2001) I - proferida contra a União, o Estado, o Distrito Federal, o Município, e as respectivas autarquias e fundações de direito público; (Redação dada pela Lei n°10.352, de 2612.2001) II que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública (art. 585, VI). (Redação dada pela Lei n° 10.352, de 26 12.2001) § 1° Nos casos previstos neste artigo, o juiz ordenará a remessa dos autos ao tribunal, haja ou não apelação; não o fazendo, deverá o presidente do tribunal avocá-los.. (Incluído pela Lei n° 10.352, de 26.12.2001) § 2° Não se aplica o disposto neste artigo sempre que a condenação, ou o direito controvertido, for de valor certo não excedente a 60 (Sessenta) salários mínimos, bem como no caso de procedência dos embargos do devedor na execução de dívida ativa do mesmo valor (Incluído pela Lei n° 10352, de 26.12.2001) ,sç 3° Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em . jurisprudência do plenário do Supremo Tribunal Federal ou em súmula deste Tribunal ou do tribunal superior competente. (Incluído pela Lei n° 10.352, de 26,1 22001) As execuções provisórias somente ocorrerão quando a decisão estiver vigente e com parcial eficácia, o que não acontece com as decisões prolatadas contra a Fazenda Pública, independente dos efeitos no recebimento da apelação; pois, conforme artigo supra (art.475, I, CPC), prevalece o duplo grau de jurisdição, não produzindo qualquer efeito até a confirmação pelo Tribunal. Ademais, o Código Tributário Nacional impede a compensação de tributos antes do trânsito em julgado da respectiva decisão, confourre art.170-A, Art, 170-A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial.(Artigo incluído pela Lep n" 104, de 10.1.2001) 6 Processo n° 10380,005472/2008-41 S2-C4-13 Acórdão n,° 2403-00.147 F1 795 Buscando, nos anais da Justiça o que aconteceu com o processo judicial, encontramos a decisão da 7. Turma do TRF P Região, que entendeu que o ativo financeiro adquirido pela recorrente estava prescito. EMENTA APELAÇÃO CÍVEL n. 2001.35.00.006898-2/GO Processo na Origem: 200135000068982 RELATOR(A)-,-- DESEMBARGADOR FEDERAL ANTÔNIO EZEQUIEL DA SILVA RELATOR(A)-:-JUIZA FEDERAL ANAMARIA REYS RESENDE (CONE) ATO/PRESIDENTE/1104 - 1351 APELANTE-;-INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS E OUTROS(AS) PROCURADOR-:-MARIA JOSE FERREIRA APELANTE-:-BANCO CENTRAL DO BRASIL - BACEN PROCURADOR-:-JOSE MARIA DA CUNHA E OUTRO(A) APELANTE-:-BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL - BNDES PROCURADOR-:-LUIZ CARLOS DA ROCHA MESSIAS E OUTRO(A) APELANTE-:-FAZENDA NACIONAL PROCURADOR-:-JOSE LUIZ GOMES ROLO APELADO-:-MONICA AUGUSTA FLORENTINO ADVOGADO-:-AFONSO CELSO TEIXEIRA RABELO E OUTRO(A) EMENTA PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA EMITIDOS NO INICIO DO SÉCULO XX. PRELIMINARES AFASTADAS. PRESCRIÇÃO RECONHECIDA. 1. Não há que falar em inconstitucionalidade do Decreto-Lei n. 263/67, por vício de origem, em razão de ter estabelecido, em seu art.. 3°, a extinção da dívida decorrente de Títulos da Dívida Pública, se não resgatados no prazo ali fixado, tendo em vista que o Poder Executivo estava autorizado a legislar sobre finanças públicas por meio de decreto-lei, nos termos do art. 9', § 2', do Ato Institucional n, 04, de 0712.66. O mesmo se diga em relação ao Decreto-Lei n. 396/68, que prorrogou o prazo de apresentação das titulas para resgate, com base na autorização dada pelo art. 2°, § 1°, do Ato Institucional n. 05, de 13,12.68, 2, Os referidos Decretos-leis não regularam, em termos gerais, sobre prescrição ou decadência, mas, tão-só, sobre aspecto essencial dos mesmos títulos, qual seja, o prazo de resgate dos títulos, que se encontra, também, inserido no âmbito das finanças públicas. 3„ A prescrição da dívida decorrente do resgate dos títulos da dívida pública e do pagamento dos respectivos juros está prevista no art 60 da Lei re 4J969/62, que estabeleceu o prazo de cinco anos para os interessados reclamarem o seu pagamento, de forma que, os créditos que a autora alega possuir contra a União Federal encontram-se atingidos pela prescrição. 4. O § 3" do art. 30 da Medida Provisória n, 1.238/95, porque suprimido do texto antes de sua apreciação pelo Congresso Nacional, não tem aptidão para ressuscitar a validade dos títulos emitidos no início do século XX e já atingidos pela prescrição, uma vez que às Medidas Provisórias não se aplica o disposto no art 4°, § 1", da Lei de Introdução ao Código Civil, diante do que dispõe o § 3" do art. 62 da Constituição Federal de 1988., 5, Apelações da UNIÃO, do BNDES, do BACEN e do INSS providas, em parte. 6, Remessa oficial provida. ACÓRDÃO Decide a Turma, por unanimidade, dar parcial provimento aos apelos da União, do BNDES, do BACEN e do INSS, e dar provimento à remessa oficial. 7" Turma do TRF 1" Região — 03/04/2007. Juíza Federal ANAMARIA REYS RESENDE Relatora Convocada Para complementar registro que também houve erro ao compensar com recursos pertencentes a terceiros, o que é ilegal. Registro por fim que o instituto da compensação tem como pressupostos, entre outros, a reciprocidade das obrigações e a liquidez do crédito, conforme dispõe o art. 170 do CTN, os quais não se encontram presentes no caso dos autos. Concluo que a compensação foi indevida. Suspensão da exigibilidade do crédito O art. 151, III, do CTN, prevê a suspensão da exigibilidade do crédito tributário pela interposição de reclamações ou recursos administrativos, não havendo dúvida quanto a tal efeito. Considerando que não tenho registro de desrespeito a tal norma, considero a questão incontroversa. Denúncia Espontânea Quanto à tese levantada pela recorrente da denúncia espontânea pela correção das faltas antes da lavratura da autuação, com a conseqüente exclusão da multa, esclarecemos à recorrente que não ocorreu a denúncia espontânea. CTN: 8 Processo n° 10380005472/2008-41 S2-C4T3 Acórdão n.° 2403-00.147 FL 796 Art. 138. A responsabilidade é exchdda pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a ily9-açaa Fica claro que a denúncia espontânea só pode ocorrer antes do inicio de qualquer procedimento do Fisco. Como podemos facilmente notar, a recorrente entregou as GFIPs retifieadoras durante a ação fiscal. Portanto, não há razão neste argumento da recorrente. Multa de mora A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei n 9,430, de 27 de dezembro de 1996. 61 da Lei 9,430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, principio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106, A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: 1- em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II- tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. 9 v — Conclusão À vista do exposto, voto pelo provimento parcial do recurso, determinando o recalculo da multa de mora, com base na nova redação do artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2010 CARLOS ALBERTOALBERTO MEES STR1NGARI Relator 10 )4, /MINISTÉRIO DA FAZENDA -CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS -044VY QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo n': 10380.005472/2008-41 .-Recurso n°: 160.805 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3 0 do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de ,junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 24W-00,147 Brasília', 25 dei outubro de 2010 ELMS SAMPAIO FREIRE Presidente da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
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Numero do processo: 10865.000825/88-87
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.698
Decisão: RESOLVEM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, converter o julgamento em diligência ao LABANA, através da Repartição de origem (DRF-Limeira-SP), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SANDRA MIRIAM DE AZEVEDO MELLO
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DRF - LIMEIRA - SP. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RESOLUC AO N-Q- 301-698 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os membros da Primeira CSmara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, converter o julgamento em diligencia ao LABANA, através da Repartiç'áo de origem (DRF-Limeira-SP), na forma do relató- rio e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília -DFj 20 d agosto de 1991. IT -MAR VIEIRA DA USIA - Presidente. L6-( 0 i't frif SANDRA MfRIAM DE AZEVEDO MELLO - Relatora. CONRA ALV ES - Procurador da Fazenda Nacional. VISTO EM 2 6 SET SESSÃO DE: participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: PAULO CÉSAR BASTOS CHAUVET (Suplente), WLADEMIR CLOVIS MOREIRA, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, FLAVIO ANTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ. Ausentes Os Conselheiros JOÃO BAPTISTA MOREIRA (justificadamente), LUIZ ANTONIO JACQUES (justificadamente), IVAR GAROTTI e JOSÉ THEODORO MASCARENHAS MENCK. • 2. SERVICO 10 ELiC0 FE:-..ERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, lg CÂMARA. RECURSO Ng 111.233 RESOLUCAO Ng 301-698 RECORRENTE: FIBERGLAS FIBRAS LTDA. RECORRIDA : DRF - LIMEIRA - SP. RELATORA : CONSELHEIRA SANDRA MIRIAM DE AZEVEDO MELLO. RELATÓRIO Pelo auto de fls. 01 a DRF de Limeira pretende cobrar impos- tos e adicionais sa recorrente, sob alegação de que a classificação tari- fária do produto importado não era a da posição 34.02.03.00 pretendida pela autuada, mas sim a 34.04.01.99, de acordo com a descrição do produ- to pelo Laudo 0 3.697 do LABANA (fls. 04/05). Há nos autos extensa análise do processo pela DRF, pela em- presa na Impugnação e no Recurso Voluntário e dois Laudos do LABANA (fls. 04/05 e 68 a 74). Vindo a esta Camara foi o processo relatado pelo eminente Conselheiro Jose Theodoro Mascarenhas Menck, cujo RelatOrio e Voto (fls. 58 a 61) foram aprovados na sessão de 06.11.90, Resolução n 301-573 (fl. 57) que determinou diligencia junto ao LABANA para dirimir dividas do Relator sobre a existencia ou não de sinominia entre expressões que menciona 'a fl. 60. A essa indagação respondeu o LABANA que não são sinônimas as expressões pela empresa e pelo Laudo primitivo (fl. 68). • • Ê 0 RELATÓRIO. VOTO No me alonguei na analise deste processo, no Relatório aci- ma, porque suas pegas ja foram objeto de ampla descrição e, sobretudo,pe las razões que a seguir menciono. Foi-me distribuído para relato o processo ng 10865-001105/88-93 - Recurso ng 111.323, que estou submetendo a julgamento nesta sessão.Tra ta-se de caso pertinente 6 mesma empresa, 6 mesma DRF e ao mesmo produto, pelo menos, neste ponto, no que tange ao nome comercial PLURONIC F 68-PO. Nesse outro processo sugiro diligencia para esclarecer dóvi- das diversas que se encontram no bojo do mesmo e em relagão ao que cons- ta destes autos que, também, apresenta divergências. Conforme se observa da Impugnação de fls. 08. a 10 e do re- curso de fls. 32 a 35, são diferenciados os entendimentos das partes quan I to ao aspecto técnico-cientifico do produto importado e dai deriva a po- sigão tarifaria discutida. 0 Laudo do Labana, fl. 05, informa que o produto é uma cons- tituigão química "não definida com características de cera artificial". No Laudo de fl. 68 diz o [ABANA, entre várias considerações, que "Embora apresente características de Cera Artificial..." o PLURONIC 68 "deriva das propriedades tenso-ativas e no das características de Cera Artificial". Outrossim, a Informação Técnica ng 143/90 que o [ABANA pede para ser considerda foi juntada 'as fls. 69 a 74 por cópia ilegível. Além disso, deveria o Laboratório esclarecer qual o motivo de reportar-se 'ague la Informação, sem dizer da sua importãncia para o caso. Outrossim, no processo 001105/88-93 - Rec.111.323, a que me reportei anteriormente, a empresa usou o código 34.02.03.00 isto 6, o mesmo que nesta importação, e a DRF entendeu que a posição correta seria 38.19.99.00 enquanto que neste processo a DRF aplica o código 34.04.01.99 Ina autuação. Entendo que se trata de casos identicos, salvo maiores e me- lhores informações de natureza técnico-cientifica e de uma definição pre Cisa sobre a classificação tarifaria, em face daquelas informações. -3- Rec. 111.233 Res. 301-698 SERVIÇO POeuco FEDERAL Conforme observei no outro processo, VOTO para que o julga- mento deste seja convertido em diligencia, para: -4- Rec. 111.233 Res. 301-698 - que seja ouvido o LABANA para que defina, de forma clara, precisa e suscinta, de modo a permitir o entendimento desta Camara, qual a ca- racteristicas do produto importado, considerando o que consta dos seus Laudos neste e no outro processo (Processo ng 10865-001105/88-93), harminizando-os, se for o caso. b - que o LABANA junte a estes autos cópia legível da Informação Técnica ng 143/90 e diga de sua ligaçio com este e o outro caso; - que seja intimada a empresa para oferecer amostra do produto, e ofe- recer, querendo, quesitos. Sala das Sessaes, 20 de agosto de 1991. ttt AA 7 fAA. 04 a 1441,, SANDRA MIRIAM DE AZEVEDO MELLO - Relatora. SERVICC PLL:ELICC FEEL
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