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Numero do processo: 16327.903235/2008-78
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 11 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3403-000.245
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converte o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converte o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Antonio Carlos Atulim Presidente. Winderley Morais Pereira Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Winderley Morais Pereira, Domingos de Sá Filho, Liduína Maria Alves Macambira, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Trata o presente processo de pedido de compensação de créditos de pagamento a maior do Imposto Sobre Operações Financeiras – IOF. Em auditoria eletrônica, o pedido de compensação não foi homologado em razão dos créditos informados estarem integralmente alocados a débitos da Recorrente, conforme declarado em DCTF, não restando créditos a serem utilizados. Fl. 393DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0121.18506.Y9OO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.903235/200878 Resolução n.º 3403000.245 S3C4T3 Fl. 2 2 Inconformada, a Recorrente impugnou o despacho, alegando que os créditos teriam origem em valores recolhidos indevidamente do IOF. Para justificar o recolhimento a maior, a empresa apresentou os seguintes esclarecimentos: “A Requerente, Instituição Financeira, efetuou operações de crédito (empréstimo) com diversos clientes (pessoas jurídicas). Para tais operações, o art. 7°, I, "b", 1. do Decreto n°4.494/02 previu a incidência do IOF: "Art. 7° A base de cálculo e respectiva alíquota reduzida do I0F são (Lei n° 8.894, de 1994, art. 1°, parágrafo único, e Lei n° 5.172, de 1966, art. 64, inciso I): I na operação de empréstimo, sob qualquer modalidade, inclusive abertura de crédito: (...) b) quando ficar definido o valor do principal a ser utilizado pelo mutuário, a base de cálculo é o principal entregue ou colocado à sua disposição, ou quando previsto mais de um pagamento, o valor do principal de cada uma das parcelas: 1. mutuário pessoa jurídica: 0,0041% ao dia;” 0 mesmo Decreto, no art. 7°, § 1º, limitou a incidência do IOF sobre as operações de crédito financiamento ao "valor resultante da aplicação da alíquota diária a cada valor de principal, prevista para a operação, multiplicada por trezentos e sessenta e cinco dias" (365 dias x 0,0041%). Tal limitação ocorre, inclusive, quando há prorrogação da operação de crédito. É o que diz o § 7° do art. 7° do Decreto n° 4.494/02: § 7° Na prorrogação, renovação, novação, composição, consolidação, confissão de divida e negócios assemelhados, de operação de crédito em que lido haja substituição de devedor, a base de cálculo do IOF será o valor não liquidado da operação anteriormente tributada, sendo essa tributação considerada complementar a anteriormente feita, aplicandose a alíquota em vigor à época da operação inicial. Conclusão: nas operações de credito (empréstimos) efetuadas pela Requerente com seus clientes, o IOF devido é aquele relativo ao valor objeto do empréstimo a alíquota diária de 0,0041% (limitada a 365 dias).” Detalhado o funcionamento dos contratos de mútuo a empresa alega que o recolhimento a maior ocorreu por erro de sistema, que considerou novamente o IOF em cada prorrogação do prazo da operação com a empresa General Mills, dessa forma não limitou o cálculo do IOF à alíquota máxima de 0,0041% x 365 dias. Informa ainda na impugnação, que por ser mera responsável pela retenção do IOF, apurou os pagamentos efetuados a maior e providenciou a devolução dos valores Fl. 394DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0121.18506.Y9OO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.903235/200878 Resolução n.º 3403000.245 S3C4T3 Fl. 3 3 indevidamente retidos aos clientes, acrescidos de juros. Demonstrado dessa forma que a empresa assumiu o encargo financeiro, resta comprovado o direito a restituição do IOF. Ao apreciar a impugnação a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas/SP analisou todas as alegações constantes da impugnação e toda a documentação apresentada, concluindo pelo indeferimento da manifestação de inconformidade. A não homologação do pedido de restituição/compensação foi assim justificada no voto da decisão da autoridade a quo: “Examinada, a documentação apresentada padece de uma importante lacuna, que é a falta do extrato bancário que apresente o depósito inicial dos recursos que teriam sido emprestados. A ausência desse elemento probatório compromete a força dos demais, uma vez que, sem o respaldo do extrato bancário, ficam sem comprovação a própria efetividade do empréstimo, assim como a renovação que seria o motivo da existência do crédito. Sem a comprovação de que houve um empréstimo e de quais foram suas condições, os contratos e os documentos que seriam relativos à devolução feita ao cliente, perdem a coerência e, com isso, a força probatória e o necessário elo com a reivindicação de crédito.” A decisão da DRJ foi assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF Data do fato gerador: 13/11/2002 DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. 0 reconhecimento do direito creditório pleiteado requer a prova de sua existência e montante, sem o que não pode ser restituído ou utilizado em compensação. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos pela interessada elemento que permita a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Cientificada da decisão, a empresa apresentou recurso voluntário, repisando as alegações apresentadas na impugnação, reafirmando o direito ao crédito e que a documentação juntada seria suficiente para comprovar o indébito tributário. Fl. 395DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0121.18506.Y9OO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.903235/200878 Resolução n.º 3403000.245 S3C4T3 Fl. 4 4 No Recurso, discorre sobre o contrato de mutuo e a que a sua prova não necessita de forma escrita, podendo ser feita por outros meios e no caso de mutuo bancário basta provar a ocorrência do crédito dos valores na conta corrente. As alegações sobre a efetividade da operação com base na documentação apresentada, foram assim detalhadas pela Recorrente: “Contudo, como visto, os contratos, as planilhas e as declarações são elementos que demonstram suficientemente a efetividade dos empréstimos e suas prorrogações. Ademais, os débitos de juros sobre tais empréstimos, presentes nos extratos da contacorrente da empresa mutuária, configuram mais um elemento a provar a efetividade do aludido negócio jurídico. Enfim, a coincidência de datas e valores presentes nos contratos, planilhas, declarações e extratos apresentados, somada aos cálculos • que demonstram a incorreção dos recolhimentos de 10F nas prorrogações dos mútuos, com o consequente surgimento de indébitos, formam um conjunto probatório com força suficiente para comprovar a existência e efetividade dos empréstimos e renovações. Em outras palavras, a verossimilhança das alegações do Recorrente é robusta o suficiente para provar em seu favor. A falta de extrato com o depósito inicial dos recursos, como visto, não é razão suficiente para a desconsideração de todo o negócio jurídico cuja ocorrência, em datas e valores, se pode extrair e comprovar facilmente a partir da análise dos documentos apresentados..” É o Relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. O recurso é voluntário e tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, merecendo, por isto, ser conhecido. A teor do relatado o cerne da lide é a discussão sobre as provas apresentadas para comprovação do indébito tributário. A autoridade considerou que os créditos não foram comprovados por meio da documentação apresentada. Fl. 396DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0121.18506.Y9OO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.903235/200878 Resolução n.º 3403000.245 S3C4T3 Fl. 5 5 A lide da questão merece uma abordagem objetiva em relação aos documentos constantes dos autos. A autoridade a quo entendeu ser necessário para comprovação do contrato de mútuo da Recorrente com a empresa General Mills, a comprovação do depósito inicial do valor contratado. Os documentos constantes dos autos tragos pela Recorrente para comprovar as operações com a empresa General Mills, não constam nos extratos os depósitos iniciais. Para melhor enfrentar a questão, vejamos o enunciado do artigo 170, do Código Tributário Nacional – CTN, que ao disciplinar o instituto da compensação, exige certeza e liquidez dos créditos alegados. “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro de 1% (um por cento) ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da compensação e a do vencimento.” A exigência de liquidez e certeza dos créditos sempre foi condição sine qua non, para a compensação. Autorizar a compensação com créditos pendentes de certeza e liquidez é inaplicável. A autoridade a quo de forma diligente analisou toda a documentação traga pela Recorrente e decidiu pela homologação parcial do pedido de compensação. Para o restante, a não homologação ocorreu por entender estar ausente documentação essencial para comprovação do pagamento a maior do IOF. O fato que estamos discutindo na presente lide é se foram apresentadas provas e se estas são suficientes para a comprovação das alegações constantes do Recurso. No caso em tela, entendo que as provas constantes dos autos, guardam uma relação lógica o que traria indícios da operação alegada no Recurso. Entretanto, entendo ser necessária a apresentação dos documentos faltantes, que foram apontados na decisão da primeira instância. Estamos diante de um despacho decisório exarado pela autoridade fiscal e entendo não existir nenhum obste legal ou equivoco neste procedimento. Entretanto, quando a pessoa fiscalizada é cientificada de decisão que lhe é desfavorável tem o direito ao contraditório e que sejam analisadas as suas alegações. Caso a autoridade, responsável pela apreciação destes argumentos, entenda que as provas apresentadas não são suficientes para a convicção no julgamento poderá determinar a busca destas provas, por meio direto, se lhe for possível ou por determinação de diligência nos termos previstos no Processo Administrativo Fiscal – PAF. Diante do exposto e buscando a verdade material dos fatos, voto no sentido de converter o julgamento do recurso em diligência a fim de que unidade preparadora intime a Fl. 397DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0121.18506.Y9OO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.903235/200878 Resolução n.º 3403000.245 S3C4T3 Fl. 6 6 recorrente para no prazo de 30 (trinta) dias, apresentar os extratos bancários comprovando o depósito inicial dos contratos de mutuo referente às operações com a empresa General Mills. Winderley Morais Pereira Fl. 398DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP20.0121.18506.Y9OO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por WINDERLEY MORAIS PEREIRA em 12/09/2011 13:50:03. Documento autenticado digitalmente por WINDERLEY MORAIS PEREIRA em 12/09/2011. Documento assinado digitalmente por: WINDERLEY MORAIS PEREIRA em 12/09/2011 e ANTONIO CARLOS ATULIM em 12/09/2011. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 20/01/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP20.0121.18506.Y9OO Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 46D8A26DAF9859307CE3ED573567912136AB868F Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 16327.903235/2008-78. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 19515.720645/2014-02
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 18 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Dec 10 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (CSLL)
Ano-calendário: 2010
BASE DE CÁLCULO NEGATIVA.
A decisão proferida no processo principal estende-se ao decorrente, na medida em que não há fatos ou argumentos a ensejar conclusão diversa.
Numero da decisão: 1301-005.907
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Heitor de Souza Lima Junior - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Rafael Taranto Malheiros - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Giovana Pereira de Paiva Leite, Jose Eduardo Dornelas Souza, Lizandro Rodrigues de Sousa, Lucas Esteves Borges, Rafael Taranto Malheiros, Marcelo Jose Luz de Macedo, Fellipe Honorio Rodrigues da Costa (suplente convocado), Heitor de Souza Lima Junior (Presidente)
Nome do relator: Rafael Taranto Malheiros
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Heitor de Souza Lima Junior - Presidente (documento assinado digitalmente) Rafael Taranto Malheiros - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Giovana Pereira de Paiva Leite, Jose Eduardo Dornelas Souza, Lizandro Rodrigues de Sousa, Lucas Esteves Borges, Rafael Taranto Malheiros, Marcelo Jose Luz de Macedo, Fellipe Honorio Rodrigues da Costa (suplente convocado), Heitor de Souza Lima Junior (Presidente)
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conteudo_txt : Metadados => date: 2021-12-06T02:17:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-12-06T02:17:23Z; Last-Modified: 2021-12-06T02:17:23Z; dcterms:modified: 2021-12-06T02:17:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-12-06T02:17:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-12-06T02:17:23Z; meta:save-date: 2021-12-06T02:17:23Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-12-06T02:17:23Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-12-06T02:17:23Z; created: 2021-12-06T02:17:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2021-12-06T02:17:23Z; pdf:charsPerPage: 1850; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-12-06T02:17:23Z | Conteúdo => S1-C 3T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 19515.720645/2014-02 Recurso Voluntário Acórdão nº 1301-005.907 – 1ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 18 de novembro de 2021 Recorrente DELOITTE TOUCHE TOHMATSU CONSULTORES LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (CSLL) Ano-calendário: 2010 BASE DE CÁLCULO NEGATIVA. A decisão proferida no processo principal estende-se ao decorrente, na medida em que não há fatos ou argumentos a ensejar conclusão diversa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Heitor de Souza Lima Junior - Presidente (documento assinado digitalmente) Rafael Taranto Malheiros - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Giovana Pereira de Paiva Leite, Jose Eduardo Dornelas Souza, Lizandro Rodrigues de Sousa, Lucas Esteves Borges, Rafael Taranto Malheiros, Marcelo Jose Luz de Macedo, Fellipe Honorio Rodrigues da Costa (suplente convocado), Heitor de Souza Lima Junior (Presidente) Relatório Trata o presente de análise de Recurso Voluntário interposto face a Acórdão de 1ª instância, que considerou a “Impugnação Improcedente”, tendo por resultado “Crédito Tributário Mantido”. 2. Foi lavrado Auto de Infração (AI), de e-fls. 690/698, relativo a fatos geradores ocorridos no ano-calendário de 2010, devido à compensação indevida de base de cálculo negativa de CSL de períodos anteriores (anos-calendário de 2002 e 2003), reduzida em vista da autuação levada a efeito no âmbito do processo nº 19515.002958/2007-48, que se encontrava, à AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 72 06 45 /2 01 4- 02 Fl. 936DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1301-005.907 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720645/2014-02 época da autuação, aguardando julgamento em 2ª instância administrativa. O Contribuinte foi cientificado em 18/06/2014 (e-fls. 699). 3. Irresignado, em 18/07/2014, o Contribuinte apresentou Impugnação (e-fls. 703/707), aduzindo, em síntese, que os fundamentos da autuação decorrem da presunção antecipada e precipitada de que haverá a convalidação, pela 2ª instância administrativa, das glosas indevidamente efetivadas sobre a Base de Cálculo Negativa de CSLL reportada para os anos de 2002 e 2003, o que não se pode admitir. 4. Sobreveio deliberação da Autoridade Julgadora de 1ª instância, consubstanciada no Acórdão nº 03-91.927 - 2ª Turma da DRJ/BSB, proferido em sessão de 12/06/2020 (e-fls. 800/805), de que se deu ciência ao Contribuinte em 06/10/2020 (e-fls. 813), cuja ementa se transcreve: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2010 LANÇAMENTO. INTEGRIDADE. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” 5. Irresignado, em 04/11/2020 (e-fls. 820), o Contribuinte apresentou Recurso Voluntário (e-fls. 816/830), em que, sinteticamente, repisa as razões de Impugnação. Voto Conselheiro Rafael Taranto Malheiros, Relator. 6. O Recurso Voluntário é tempestivo (e-fls. 813 e 820), pelo que dele se conhece. MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DO JULGAMENTO DO PROCESSO Nº 19515.002958/2007-48 7. O processo em comento, a que este se vincula, nos termos do inc. II do § 1º do art. 6º do “Anexo II” da Portaria MF nº 343, de 2015, que veicula o “Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais”, foi julgado na presente reunião, pelo que não há como se Fl. 937DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1301-005.907 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720645/2014-02 admitir o pedido da Recorrente, no sentido de que seja determinada a “[...] suspensão dos presentes autos”. Quanto ao mérito, não assiste razão à Interessada, eis que o Recurso Voluntário, no âmbito do processo administrativo nº 19515.002958/2007-48, não foi provido. CONCLUSÃO 8. Por todo o exposto, conheço o Recurso Voluntário e, no mérito, em razão do quanto decidido no âmbito do processo administrativo nº 19515.002958/2007-48, nego provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Rafael Taranto Malheiros Fl. 938DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 11065.003220/2001-46
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/10/1996 a 31/08/2001 INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS TRIBUTÁRIAS. INCOMPETÊNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 2 DO CARF.
Este Colegiado é incompetente para apreciar questões que versem sobre constitucionalidade das leis tributárias.
COFINS. BASE DE CÁLCULO.
A base de cálculo das contribuições para a COFINS é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no § 1º, do art. 3º, da Lei nº 9.718/98 por sentença proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado em 29/09/2006.
COFINS. LEI Nº 9.718/98. RECEITAS TRANSFERIDAS PARA TERCEIROS. INEFICÁCIA.
O inciso III do § 2º do art. 3º, da Lei nº 9.718 ao prever que os “valores que, computados como receita tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica observadas normas regulamentares expedidas pelo Poder Executivo", embora vigente temporariamente, não logrou eficácia no ordenamento, em face de sua revogação pelo art. 47, inciso IV, da MP nº 1991-18 antes de qualquer
iniciativa regulamentar.
AUTO DE INFRAÇÃO. MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE A multa de ofício de 75 % (setenta e cinco por cento) aplicada nos lançamentos de ofício esta prevista no inciso I, do art. 44 da Lei nº 9.430/96.
JUROS DE MORA. SELIC. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 4 DO CARF.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3102-001.428
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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INCOMPETÊNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 2 DO CARF. Este Colegiado é incompetente para apreciar questões que versem sobre constitucionalidade das leis tributárias. COFINS. BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo das contribuições para a COFINS é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no § 1º, do art. 3º, da Lei nº 9.718/98 por sentença proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado em 29/09/2006. COFINS. LEI Nº 9.718/98. RECEITAS TRANSFERIDAS PARA TERCEIROS. INEFICÁCIA. O inciso III do § 2º do art. 3º, da Lei nº 9.718 ao prever que os “valores que, computados como receita tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, observadas normas regulamentares expedidas pelo Poder Executivo", embora vigente temporariamente, não logrou eficácia no ordenamento, em face de sua revogação pelo art. 47, inciso IV, da MP nº 199118 antes de qualquer iniciativa regulamentar. AUTO DE INFRAÇÃO. MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE. Fl. 7608DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 2 A multa de ofício de 75 % (setenta e cinco por cento) aplicada nos lançamentos de ofício esta prevista no inciso I, do art. 44 da Lei nº 9.430/96. JUROS DE MORA. SELIC. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 4 DO CARF. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em ngar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Winderley Morais Pereira Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Luciano Pontes de Maya Gomes, Winderley Morais Pereira, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão da DRJ, que passo a transcrever. “Contra a interessada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 423/425 relativo a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social dos períodos de apuração de outubro de 1996 a agosto de 2001, totalizando R$ 3.412.818,92 (três milhões, quatrocentos e doze mil, oitocentos e dezoito reais e noventa e dois centavos), com juros calculados até 28 de setembro de 2001. De acordo com o Relatório de Verificação Fiscal (fls. 416/422) o lançamento de ofício foi efetivado ante a não inclusão de valores Fl. 7609DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 11065.003220/200146 Acórdão n.º 310201.428 S3C1T2 Fl. 2 3 na base de cálculo da contribuição, constituídos de faturamento denominado "reembolso". A interessada constituise em empresa de agenciamento de transporte. Ficou constatado pela fiscalização, através do exame dos livros contábeis e demais documentos, que a contribuinte contratava com suas clientes serviços de transporte e outros, recebendo o valor por tais serviços. No entanto, contratava diretamente outras empresas para a efetiva prestação do serviço de transporte, contabilizando como receita apenas a parcela que finalmente lhe cabia e como passivo circulante os demais valores (Débito — clientes e Crédito — Fretes a remeter exterior). Já no Livro de Apuração de Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, considerava os valores pagos às empresas que contratava como não tributáveis, da mesma forma não os considerando na base de cálculo do Pis e da Cofins. O procedimento relatado não se coaduna com as normas comerciais e de tributação que determinam que a empresa pagadora contabiliza o pagamento realizado a uma credora, a qual compete contabilizar o valor recebido como receita e como custos os valores que por sua vez pagou a quem efetivamente realizou o serviço. Às fls. 09/14 a contribuinte apresentou as bases de cálculo do PIS e da Cofins dos períodos de janeiro de 1996 a setembro de 2001, verificandose que a partir de janeiro de 1997 começou a operar a filial em Porto Alegre e a partir de janeiro de 1998 também a de Curitiba. Foram juntadas cópias dos documentos da interessada (fls. 05/413), a saber, Contratos Sociais e respectivas alterações, Notas Fiscais de prestação de serviços emitidas pela interessada, Livro Diário e Livro Registro Especial do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza e Plano de Contas adotado pela sua contabilidade. Através destes elementos a fiscalização verificou que a contribuinte considerava como sendo receita apenas os valores anotados como tributáveis para fins de apuração do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. Os autuantes esclarecem que a juntada das Notas Fiscais e Balancetes foi efetuada a título de amostragem, para comprovar seu procedimento. A interessada impugna tempestivamente o lançamento (fls. 442/461) alegando ter havido entendimento equivocado por parte da fiscalização, passando aos esclarecimentos para elucidar a sua posição. Alega tratarse de empresa que trabalha com agenciamento de transportes nacionais e internacionais de cargas, que consiste na prática diária de procurar vender a prestação de serviços de transporte aéreo, terrestre e marítimo de cargas que as empresas transportadoras, que efetivamente realizam os serviços, oferecem ao mercado industrial brasileiro. Assim, sua receita consistiria no valor recebido pelo agenciamento das transportadoras pela colocação destes fretes. Os valores correspondentes aos fretes propriamente ditos cobrados dos clientes das transportadoras pela remessa de suas Mercadorias (remetentes das mercadorias, no caso de exportação, e destinatários das mercadorias nos casos de Fl. 7610DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 4 importações) não poderiam conter as receitas auferidas pela empresa agenciado0 pois não pertenceriam a ela. Tais valores transitam pelo conta corrente que a interessada mantém em sua contabilidade pois esta seria a única forma de poder controlar os contratos que efetivamente são fechados entre as Companhias de Transportes e os clientes destas, de forma a não perder o controle dos seus serviços de agenciamento. Por amostragem, como feito pela fiscalização, afirma trazer ao Processo documentos relativos a algumas operações de agenciamento de fretes, nos quais se poderia conferir o quantum de remuneração que lhe é pago a título de agenciamento, referindose e exemplificando tanto operações de importação como de exportação. Afirma também que o lançamento constituiria ato de bitributação, ou seja, incluiria os mesmos valores na base de cálculo sobre os quais também incidirá a Cofins das empresas transportadoras. Tentando elucidar melhor sua tese, compara seus serviços aos serviços bancários, nos quais o Banco recebe uma determinada quantia em dinheiro lançandoo em uma ficha razão de controle diário, gerindo esta conta em nome do depositante, passando a lançar a débito valores relativos às obrigações que este correntista assumiu e que pretende sejam debitados em conta pelo Banco, bem como creditar valores que cobra em nome do cliente, mediante o pagamento de remuneração Pelos serviços prestados. O fato do Banco cobrar os títulos de crédito e creditar os valores na conta do cliente, não implica dizer que os valores por ele recebidos 'destes títulos de créditos sejam receitas do Banco. Pela administração desta conta o Banco Cobrará pelos serviços prestados. O valor destes serviços, portanto, constitui a sua receita, e sobre ela incidirá PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, jamais podendo ser exigido do Banco o recolhimento destas contribuições sobre o saldo do depósito na conta do correntista. Considera que da mesma forma deve ser tratada a sua atividade, considerando Como base de cálculo das contribuições apenas o valor do seu agenciamento, ou seja, apenas o valor da comissão auferida em cada frete e não o valor do frete em si. Pelos diplomas legais apontados no Auto de Infração, considera não ter havido violação dos mesmos. Os valores que serviram de base de cálculo do Auto de Infração estariam ao abrigo do disposto no inciso III, do § 2°, do artigo 3°, da Lei n° 9.718, de 1998. 1 Ademais, considera que o serviço de agenciamento que presta em relação a mercadorias com destino ao exterior estaria isento do pagamento de Cofins, de acordo com a leitura que faz do artigo 70, da Lei Complementar n° 70, de 1991. Afirma a juntada de documentos (03 a 238) que comprovariam as situações de exclusão e de isenção. Requer, por fim, o deferimento do prazo de 30 dias para juntada de documentos com a devida tradução e que após seja julgada procedente a impugnação com o cancelamento do Auto de Infração, de acordo com o artigo 156, IX, do CTN. Fl. 7611DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 11065.003220/200146 Acórdão n.º 310201.428 S3C1T2 Fl. 3 5 Com a impugnação, faz juntada do Instrumento de Mandato, e cópias da alteração do Contrato Social (documento 2, fls. 463/472), bem como de Contratos de Câmbio em que é compradora de moeda estrangeira remetida para o exterior ou recebedora de moeda estrangeira, Notas Fiscais de Serviços, Relatórios de Vendas emitidos pela VARIG S.A. Viação Aérea Riograndense, Conhecimentos Aéreos emitidos pela mesma companhia, e outros elementos, alguns em língua estrangeira e outros nos quais não consta a interessada como agente. Posteriormente requereu (fl. 859) a juntada de novos elementos, traduções efetivadas por Tradutora Comercial (fls. 860/941), relativas a Conhecimentos de Embarque, Faturas, Faxes, E Mails, Informações Siscomex, manifestos de consolidação, transferências de clientes, declarações de contas e de containers, notas de créditos. Passados aproximadamente 7 meses da data do Auto de Infração, juntou Memorial (fls. 955/960), através de Procurador habilitado (instrumento de fl. 953/954), reiterando as razões já apresentadas (base de cálculo apenas sobre os valores do agenciamento e isenção de Cofins nos serviços internacionais), bem como insurgindose contra a incidência dos juros de mora e da multa de ofício. Através do Acórdão 2.130, de 27 de fevereiro de 2003, esta 2a turma de julgamento DRJ Porto Alegre manifestouse no sentido julgar procedente o lançamento (962/971). E, precisamente por considerar extemporâneos os elementos probatórios trazidos ao processo a fls. 859/941, deles não tomou conhecimento, até mesmo porque o memorial de fls. 955/960 era mera reiteração das razões já apresentadas anteriormente na peça impugnatória. Tempestivamente a autuada apresentou Recurso Voluntário ao então 2° Conselho de Contribuintes repetindo as razões da impugnação. Nada foi argüido quanto aos documentos apresentados extemporaneamente, após a apresentação da peça impugnatória. Não obstante, em julgamento proferido em 17 de fevereiro de 2004 , os membros da 3' Câmara do 2° Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, consideraram nulo o acórdão recorrido pela ocorrência de cerceamento do direito de defesa da autuada. Em 31 de agosto de 2004, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial de Divergência contra o Acórdão da 3a Câmara, invocando inclusive precedentes do próprio 2° C.C. nos quais as provas e argumentos apresentados após a impugnação configuraram matéria preclusa (fls. 1.014/1.037). Devidamente cientificada da divergência, a empresa apresentou contrarazões ao Recurso da Procuradoria dentro do prazo de quinze dias, alegando que o acórdão DRJ Poa feriu os princípios da verdade material, do contraditório e da ampla defesa, violando também o art. 142 do CTN e o art. 31 do Paf. A fls. 1.065/1.070 do presente processo a 2' Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais não conheceu do Recurso Especial Fl. 7612DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 6 interposto pela Fazenda Nacional. Esta novamente compareceu aos autos em 04/10/2007 (fls. 1.074/1.076) apresentando embargos declaratórios apontando erro material, já que a ementa da CSRF não condiz com o teor do voto do relator. Em despacho de 17 de outubro de 2008 (fls. 1.078) o Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais encaminha os autos à relatora do acórdão "para a devida apreciação dos fatos apontados pela PFN". Invocando o art. 42 do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, o mesmo Presidente, em 31/12/2008, a fls. 1.087/1.088 revisou o encaminhamento anterior, e, despachando novamente, entendeu que se tratava de mera inexatidão material devida a lapso manifesto, a qual foi solucionada pela retificação do acórdão, conforme fls. 1.090/1.095, onde foi substituída a ementa contraditória pela seguinte: "Por força Regimental, não caberá recurso especial de decisão de qualquer das Câmaras dos Conselhos que na apreciação de matéria preliminar decida pela anulação da decisão de primeira instância (art. 32, §3°)." Em 16 de fevereiro de 2009 (fls. 1.089) o Presidente da CSRF proferiu novo despacho, encaminhando à Secretaria da CSRF para implementação das providências e prosseguimento do processo, providência adotada em despacho datado de 16/02/2008 (fls. 1.096). A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento manteve integralmente o lançamento. A decisão da DRJ foi assim ementada: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/10/1996 a 31/08/2001 Em atendimento a comando emanado de instância superior do contencioso tributário federal, proferese novo acórdão examinando os argumentos e documentos juntados pela autuada após' o prazo legal de 30 dias para impugnação e que haviam sido expressamente desconsiderados no primeiro julgamento. Constitui base de cálculo da Cofins devida pela interessada o valor recebido dás empresas contratantes, mesmo a parcela repassada para quem finalmente prestou o serviço. EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS As Receitas decorrentes de prestação de serviços para o exterior somente são isentas do pagamento da contribuição para a Cofins quando preencherem as condições previstas na legislação.” Cientificada da decisão da DRJ, a empresa apresentou recurso voluntário, requerendo a reforma da decisão, repisando as alegações apresentadas na impugnação. Reafirmando que o seu faturamento seria inferior aquele apurada pelo Fisco, alegando a Fl. 7613DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 11065.003220/200146 Acórdão n.º 310201.428 S3C1T2 Fl. 4 7 existência de receitas de serviços prestados a empresas sediadas no exterior e por fim questiona a multa de ofício e os juros moratórios constantes no Auto de Infração. Ao analisar o Recurso, a Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara, resolveu determinar a baixa dos autos em diligência para que a Unidade Preparadora intimasse a Recorrente, a apresentar relatório dos serviços prestados a empresas sediadas no exterior no período de outubro de 1996 a agosto de 2001, com as seguintes informações: as empresas beneficiadas, o serviço prestado, data da realização e valores recebidos referentes a prestação do serviço. Intimada em 14/10/2011, a Recorrente veio aos autos e apresentou manifestação alegando que o seu faturamento efetivo seria composto de percentuais que incidiriam sobre os contratos de fretes por ela agenciados, e quanto a documentação solicitada apresentou Balancetes referentes ao período de 01/03/1998 a 31/12/2001, Livros Razão dos períodos de janeiro/1996 a dezembro de 2000 e livro diário referente ao período de outubro a dezembro de 1999. Concluída a diligência, retornaram os autos a este Conselho para prosseguimento do julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. O recurso atende os requisitos de admissibilidade, merecendo, por isto, ser conhecido. Ao analisar a questão estamos novamente as voltas com a discussão sobre a composição do faturamento para as empresas que prestam serviços, onde se discute a possibilidade de se tributar apenas parte da receita, excluindo valores repassados a terceiros que efetivamente realizem os serviços contratados. A discussão já foi debatida várias vezes nesse conselho e comporta dois esclarecimentos para a resolução da lide. Base de cálculo da COFINS prevista na Lei nº 9.718/98. Inicialmente a discussão sobre a base de cálculo a ser utilizada para apuração da COFINS cumulativa sob a égide da Lei nº 9.718/98. Que quando da sua edição trouxe uma grande discussão sobre o alargamento da base de cálculo, que passou a comportar as receitas financeiras e outras além daquelas originárias das atividades da empresa. Assim estavam redigidos originalmente os art. 2º e 3º deste diploma legal. “Art.2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão Fl. 7614DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 8 calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. Art.3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. §1º Entendese por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas.” Como é de conhecimento geral a questão já foi enfrentada pelo STF nos Recursos Extraordinários nº 346.084, 358.273, 357.950 e 390.840, quando foi decidido pela inconstitucionalidade do § 1º, do artigo 3º, da Lei nº 9.718/98. Abaixo a ementa da decisão no RE 358.273 de relatoria do Ministro Marco Aurélio. “CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada.” A impossibilidade deste colegiado em apreciar a inconstitucionalidade de normas legais não alcança a matéria em questão e entendo ser de aplicação deste colegiado, pois, apesar de não existir súmula vinculante tratando da matéria, a decisão foi realizada no âmbito do Tribunal Pleno e vem sendo adotada por aquela corte superior. A possibilidade de afastar a aplicação de norma sob o fundamento de inconstitucionalidade, quando existe decisão do STF está prevista no inciso I, do Parágrafo Único, do artigo 62, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009. Fl. 7615DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 11065.003220/200146 Acórdão n.º 310201.428 S3C1T2 Fl. 5 9 “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993.” A matéria também já foi objeto de julgamento na Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, que decidiu no Acórdão nº 0203.757, na sessão de 11 de fevereiro de 2009 pelo afastamento do alargamento da base de cálculo, previsto no § 1º, do art. 3º da Lei nº 9.718/98. Transcrevo abaixo a parte da ementa que trata da matéria. “PIS. BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo das contribuições para o PIS e a Cofins é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no § 1º, do art. 3º, da Lei nº 9.718/98 por sentença proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado em 29/09/2006.” Afastado a ampliação da base de cálculo da COFINS, prevista na Lei nº 9.718/98, a COFINS volta a incidir somente sobre o faturamento nos termos da LC nº 7/70, sendo considerado a receita de venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços. A base de cálculo da COFINS,conforme dito alhueres, após discussão no STF ficou confirmada como a receita de bens e serviços. Fl. 7616DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 10 A teor do relatado a receita da Recorrente compõese de valores recebidos para prestação de serviços de frete. Em que pese o seus argumentos que parte significativa dos valores seriam repassados a terceiros, é inconteste que a sua receita foi o total recebido. Se pagamentos a outros prestadores de serviços possam ser necessários para a execução dos fretes contratados, em nada afeta a sua receita, que foi faturada pelo valor total da prestação do serviço. Impossibilidade da exclusão dos valores transferidos a outras pessoas jurídicas, na base de cálculo da COFINS. O segundo aspecto a ser analisado referese ao argumento constante do recurso sobre possibilidade de exclusão dos valores transferidos a outras pessoas jurídicas no cálculo do PIS e da COFINS, nos termos previstos no art. 3º, § 2º, inciso III, da Lei nº 9.718 de 1998, transcrito abaixo. “Art. 3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. ... § 2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluemse da receita bruta: ... III – os valores que computados como receita tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, observadas normas regulamentadoras expedidas pelo Poder Executivo;” O inciso em questão foi revogado pela alínea “b’, do inciso IV, do art. 47, da Medida Provisória nº 1.99118, de 9 de junho de 2000. “Art. 47. Ficam revogados: ... IV – a partir da publicação desta Medida Provisória: ... b) o inciso III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.18, de 1998.” Portanto, a discussão se delimita a um espaço temporal em que a norma existiu, entretanto, a sua eficácia ficou condicionado a regulamentação pelo Poder Executivo. Condição sine qua non para que pudesse produzir efeitos no mundo jurídico. A matéria já foi enfrentada dentro deste Conselho, sendo confirmada a necessidade da regulamentação do Poder Executivo para a eficácia do dispositivo legal em questão, conforme pode ser verificado no Acórdão nº 0202.351, da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais do Conselho de Contribuintes. “Ementa: PIS. LEI Nº 9.718/98. RECEITAS REPASSADAS PARA TERCEIROS. INEFICÁCIA. Fl. 7617DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 11065.003220/200146 Acórdão n.º 310201.428 S3C1T2 Fl. 6 11 O inciso III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718 ao prever que os “valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, observadas normas regulamentares expedidas pelo Poder Executivo", embora vigente temporariamente, não logrou eficácia no ordenamento, face de sua revogação pelo art. 47, inciso IV, da MP nº 199118 antes de qualquer iniciativa regulamentar.” O mesmo entendimento também esta assentado na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, conforme o AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 544.104PR (2003/01534915), de relatoria do Ministro Humberto Martins, cuja ementa transcrevo abaixo. “TRIBUTÁRIO TRIBUTÁRIO PIS E COFINS RECEITA BRUTA PRETENDIDA COMPENSAÇÃO DE VALORES TRANSFERIDOS A OUTRA PESSOA JURÍDICA ART. 3º, § 2º, INCISO III, DA LEI N. 9.718/98 AUSÊNCIA DE REGULAMENTAÇÃO POR DECRETO DO PODER EXECUTIVO POSTERIOR REVOGAÇÃO DO FAVOR FISCAL PELA MEDIDA PROVISÓRIA N. 199118/2000 PRECEDENTES. Dispõe o artigo 3º, § 2º, inciso III, da Lei n. 9.718 que poderiam ser excluídos da base de cálculo da contribuição devida a título de PIS e COFINS "os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, observadas normas regulamentadoras expedidas pelo Poder Executivo". A aplicabilidade da referida norma esteve condicionada, até sua revogação pela Medida Provisória 199118/2000, à edição de decreto pelo Poder Executivo Federal. A exclusão da base de cálculo do PIS e da COFINS dos valores que, ao constituírem a receita da empresa, fossem transferidos para outra pessoa jurídica, somente poderia ocorrer após a devida regulamentação. Se tal não se deu, inviável o deferimento da pretensão do contribuinte. Agravo regimental improvido.” Portanto, diante da falta de regulamentação do Poder Executivo, não existe amparo legal para exclusão dos valores transferidos a outras pessoas jurídicas, na base de cálculo do PIS e da COFINS. Receitas recebidas de empresas sediadas no exterior. Fl. 7618DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 12 Por fim, o recurso traz a alegação que parte da receita teria sua origem na prestação de serviços a empresas sediadas no exterior, o que tornaria isentas estas receitas para efeito do cálculo das contribuições. Tal fato reside legalmente em verdade, pois a legislação considera isentas as receitas provenientes da venda de bens e prestação de serviços a empresas sediadas no exterior, entretanto, tais operações necessitam de comprovação, pois como cediço as isenções não se presumem sendo necessária a comprovação dos fatos alegados. Tal entendimento foi o fator primordial para a resolução da Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara, que determinou a diligência para que a Recorrente apresentasse relatório e documentos comprobatórios das operações com empresas sediadas no exterior. Na resposta apresentada e nos documentos juntados aos autos, a Recorrente não prestou os esclarecimentos determinados pela diligência. Não apresentado relatório das operações com empresas sediadas no exterior, tampouco os documentos comprobatórios destas operações. A resposta da Recorrente se resumiu a afirmar a alegação, que somente parte de suas receitas comporiam a base de cálculo das contribuições. Fato já analisado anteriormente nesta mesma peça, onde foi esclarecido que a exclusão da base de cálculo pretendida pela Recorrente, carece de amparo legal. As provas que foram buscadas por meio da diligência, foram claramente delineadas na resolução da Terceira Turma da Quarta Câmara, não restando nenhuma dúvida quanto aos esclarecimentos e documentos a serem apresentados. O lançamento constituído pelo Fisco teve origem nas informações da própria Recorrente e a discussão sobre as receitas recebidas de empresas sediadas no exterior já consta dos autos desde a impugnação, posição rechaçada pela decisão de piso por falta de comprovação. O Recurso Voluntário trouxe novamente a mesma alegação, o que ensejou a diligência determinada no âmbito deste conselho, e novamente não foram tragos aos autos os esclarecimentos e a documentação necessária a comprovação das operações. A autoridade fiscal tem o ônus da comprovação dos fatos quando da realização do lançamento tributário. Entretanto, estamos tratando de caso diverso. O lançamento foi motivado por informações constantes da contabilidade da Recorrente e a decisão da primeira instância manteve integralmente o lançamento não aceitando o argumento da existência de operações com empresas sediadas no exterior, por falta de comprovação documental. A modificação da decisão recorrida, somente poderia ocorrer com a comprovação da existência das operações alegadas. A simples afirmação, sem a apresentação de documentação comprobatória, não pode ser analisada, muito menos, obrigar a outra parte que promova a busca das provas necessárias à comprovação dos fatos constantes do recurso. Analisando a situação da necessidade da prova, lembro a lição de Humberto Teodoro Júnior. “Não há um dever de provar, nem à parte contraria assiste o direito de exigir a prova do adversário. Há um simples ônus, de modo que o litigante assume o risco de perder a causa se não provar os fatos alegados dos quais depende a existência de um direito subjetivo que pretende resguardar através da tutela jurisdicional. Isto porque, segundo máxima antiga, fato alegado e não provado é o mesmo que fato inexistente.” 1 1 Huberto Teodoro Júnior, Curso de Direito Processual Civil, 41ª ed., v. I, p. 387. Fl. 7619DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 11065.003220/200146 Acórdão n.º 310201.428 S3C1T2 Fl. 7 13 Multa de ofício e juros moratórios utilizando a taxa SELIC. Quanto ao questionamento da multa de ofício no valor de 75% (setenta e cinco por cento), não assiste razão a recorrente, a multa, objeto do lançamento no Auto de Infração está prevista no inciso I, do art. 44, da Lei 9.430/96, sendo aplicada nos lançamentos de ofício para exigência de tributos. “Art.44 Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I – de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata;” No caso em tela foi realizado o lançamento de ofício, formalizado por meio do Auto de Infração e, portanto, tornase obrigatória a exigência da multa de ofício no valor de 75% (setenta e cinco por cento) aplicada sobre o valor do tributo exigido. Por fim, o contribuinte se insurge sobre a cobrança de juros de mora e utilização da taxa SELIC. Também nesta matéria não assiste razão a recorrente, os juros moratórios incidem sobre o crédito tributário não integralmente pago, no intuito de corrigir os valores devidos, sem se configurar em penalidade. A previsão para a cobrança dos juros de mora consta do art. 161 do Código Tributário Nacional. “Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito.” Depreendese da leitura do § 1º que a cobrança de um por cento fica afastada no caso de lei dispuser de modo diverso. No caso em análise, a legislação trouxe novos valores de cobrança, em substituição àquele original, que vem a ser o art. 2º do DecretoLei 1.736/79, alterado pelo artigo 16 do DecretoLei 2.32387 com redação dada pelo artigo 6º do DecretoLei 2.33187 e art. 54 parágrafo 2º da Lei 8.383/91. Quanto ao cabimento da cobrança de juros de mora, utilizando a taxa SELIC. O CARF editou a súmula nº 4, publicada no DOU de 22/12/2009. Fl. 7620DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 14 “Súmula CARF nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais”. Portanto, a cobrança dos juros moratórios utilizando a taxa SELIC é matéria já sumulada e de aplicação obrigatória nos julgamentos deste colegiado. Por fim, o Recurso traz argumentos de ofensa a preceitos constitucionais no lançamento ora combatido. Estas afirmações não serão objeto de discussão por este colegiado, em razão da sua incompetência para decidir sobre a constitucionalidade de lei tributária. Conforme a súmula CARF nº 2, publicada no DOU de 22/12/2009. “Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária” Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Winderley Morais Pereira Fl. 7621DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 06/06/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA
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Numero do processo: 35524.000993/2003-46
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/2002 a 31/07/2002
EXCLUSÃO DO SIMPLES DECISÃO ADMINISTRATIVA DEFINITIVA
O não conhecimento de Recurso Especial apresentado pelo contribuinte frente à Câmara Superior de Recursos fiscais representa o trânsito em julgado administrativo da decisão de exclusão deste do SIMPLES RESTITUIÇÃO EMPRESA COM CRÉDITO CONSTITUÍDO IMPOSSIBILIDADE
Restituição é o procedimento administrativo mediante o qual o sujeito passivo é ressarcido de valores recolhidos indevidamente. Não há que se falar em restituição de valores se na competência em questão restar comprovado que o contribuinte é na verdade devedor de contribuições , inclusive com os créditos devidamente constituídos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-001.989
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2002 a 31/07/2002 EXCLUSÃO DO SIMPLES DECISÃO ADMINISTRATIVA DEFINITIVA O não conhecimento de Recurso Especial apresentado pelo contribuinte frente à Câmara Superior de Recursos fiscais representa o trânsito em julgado administrativo da decisão de exclusão deste do SIMPLES RESTITUIÇÃO EMPRESA COM CRÉDITO CONSTITUÍDO IMPOSSIBILIDADE Restituição é o procedimento administrativo mediante o qual o sujeito passivo é ressarcido de valores recolhidos indevidamente. Não há que se falar em restituição de valores se na competência em questão restar comprovado que o contribuinte é na verdade devedor de contribuições , inclusive com os créditos devidamente constituídos. Recurso Voluntário Negado.
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Não há que se falar em restituição de valores se na competência em questão restar comprovado que o contribuinte é na verdade devedor de contribuições , inclusive com os créditos devidamente constituídos. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 92DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/09/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso Júlio César Vieira Gomes – Presidente Ana Maria Bandeira Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Tiago Gomes de Carvalho Pinto e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 93DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/09/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 35524.000993/200346 Acórdão n.º 2402001.989 S2C4T2 Fl. 93 3 Relatório Tratase de pedido de restituição de contribuições retidas formulado pela empresa. O pedido foi indeferido e no Despacho de folhas 32/33 é informado que a interessada teria sido excluída do SIMPLES, de tal sorte que ficou caracterizado que a empresa seria devedora da Previdência Social. Contra tal decisão, a interessada apresentou recurso tempestivo (fls. 37/40), onde alega que o ato de exclusão do SIMPLES emitido pela Secretaria da Receita Federal foi impugnado pela mesma e se encontra em grau de recurso no Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda. Entende que vislumbrase perfeitamente a aplicação do efeito suspensivo da decisão enquanto houver discussão sobre a decisão em via recursal. Os autos foram encaminhados à então 2ª Câmara de Julgamentos do CRPS — Conselho de Recursos da Previdência Social que pelo Decisório n° 358/2004, converteu o julgamento em diligência para que fosse informada a decisão do Conselho de Contribuintes acerca da exclusão da empresa do SIMPLES. Em resposta (fl. 82), a SRP informou que por meio de oficio, a DRF – Delegacia da Receita Federal informou que o processo permaneceria no Terceiro Conselho de Contribuintes e juntou cópia da decisão proferida pela DRJ no Rio de Janeiro. Os autos foram encaminhados para a então 6ª Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda que por meio da Resolução n° 206.00.127 (fls. 83/85) converteu novamente o julgamento em diligência com o objetivo de manter o processo sobrestado na origem até a decisão definitiva quanto à exclusão da empresa do SIMPLES. Pelo Acórdão 9101000.807 a 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais não conheceu do recurso especial interposto pelo contribuinte mantendo a decisão da 2ª Câmara do 3ª Conselho de Contribuintes que negou provimento ao recurso voluntário do contribuinte contra ato declaratório de exclusão do SIMPLES. Após demonstrado que ocorreu o trânsito em julgado administrativo relativamente ao inconformismo da empresa quanto à sua exclusão do SIMPLES, com resultado desfavorável à mesma, os autos foram remetidos à esta Câmara para continuidade do julgamento. É o relatório. Fl. 94DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/09/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora Dando continuidade ao julgamento, uma vez que o recurso já havia sido conhecido no âmbito do então CRPS – Conselho de Recursos da Previdência Social, passo a tratar das alegações apresentadas. A recorrente alega tão somente que o ato de exclusão do SIMPLES emitido pela então Secretaria da Receita Federal teria sido impugnado pela mesma e se encontraria em grau de recurso no Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, portanto perfeitamente se aplicaria o efeito suspensivo da decisão enquanto houvesse discussão sobre a decisão em via recursal. Pois bem, as conversões em diligências efetuadas no decorrer no contencioso objetivaram justamente o aguardo da decisão administrativa final no que tange ao ato declaratório de exclusão do SIMPLES. Com o Acórdão 9101000.807 a 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais não conheceu do recurso especial interposto pelo contribuinte e, desta forma, a decisão administrativa é definitiva. O indeferimento do pedido de restituição formulado pelo contribuinte ocorreu porque como este havia sido excluído do SIMPLES não haveria que se restituir valores, ao contrário, haveria débito para com a Previdência Social. Asseverese que foi objeto do lançamento nos autos do processo nº 35524.000413/200400, as contribuições da empresa, à destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, as destinadas a terceiros (SalárioEducação, SESC, SENAC, SEBRAE e INCRA), incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados e contribuintes individuais, bem como a contribuição do contribuinte individual, cuja arrecadação e recolhimento passou a ser responsabilidade da empresa após a vigência da Lei nº 10.666/2003. O lançamento acima compreendeu as competências posteriores à exclusão da empresa do SIMPLES, no caso 01/1999 a 12/2003. De igual forma, o lançamento das contribuições patronais foi objeto de recurso que também foi julgado por esta 2ª Turma Ordinária que entendeu por dar provimento parcial ao recurso apenas para reconhecer a decadência até 03/1999, mantendo o restante do lançamento em sua integralidade. Assim, resta demonstrada a inexistência de qualquer direito à restituição por parte da recorrente. De acordo com o exposto e com tudo o mais que dos autos consta. Fl. 95DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/09/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 35524.000993/200346 Acórdão n.º 2402001.989 S2C4T2 Fl. 94 5 Voto no sentido de CONHECER do recurso e NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Ana Maria Bandeira Fl. 96DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/09/2011 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2011 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 13804.004929/2006-06
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Nov 19 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Dec 09 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ)
Ano-calendário: 1958
PER. RESTITUIÇÃO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA. OBRIGAÇÕES DO REAPARELHAMENTO ECONÔMICO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO NORMATIVA. INVIABILIDADE.
Inexiste norma que autoriza a restituição, diretamente pela Receita Federal do Brasil, de suposto crédito estampado em Títulos da Dívida Pública, inclusive Apólices (cártulas) das Obrigações do Reaparelhamento Econômico, devendo ser indeferido o pedido de restituição formulado pelo contribuinte que alega ser seu detentor
Numero da decisão: 1201-005.461
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Neudson Cavalcante Albuquerque - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Jeferson Teodorovicz - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Efigênio de Freitas Junior, Jeferson Teodorovicz, Wilson Kazumi Nakayama, Fredy José Gomes de Albuquerque, Sérgio Magalhães Lima, Viviani Aparecida Bacchmi, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada) e Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente).
Nome do relator: Jeferson Teodorovicz
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Neudson Cavalcante Albuquerque - Presidente (documento assinado digitalmente) Jeferson Teodorovicz - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Efigênio de Freitas Junior, Jeferson Teodorovicz, Wilson Kazumi Nakayama, Fredy José Gomes de Albuquerque, Sérgio Magalhães Lima, Viviani Aparecida Bacchmi, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada) e Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente).
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano-calendário: 1958 PER. RESTITUIÇÃO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA. OBRIGAÇÕES DO REAPARELHAMENTO ECONÔMICO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO NORMATIVA. INVIABILIDADE. Inexiste norma que autoriza a restituição, diretamente pela Receita Federal do Brasil, de suposto crédito estampado em Títulos da Dívida Pública, inclusive Apólices (cártulas) das Obrigações do Reaparelhamento Econômico, devendo ser indeferido o pedido de restituição formulado pelo contribuinte que alega ser seu detentor Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Neudson Cavalcante Albuquerque - Presidente (documento assinado digitalmente) Jeferson Teodorovicz - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Efigênio de Freitas Junior, Jeferson Teodorovicz, Wilson Kazumi Nakayama, Fredy José Gomes de Albuquerque, Sérgio Magalhães Lima, Viviani Aparecida Bacchmi, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada) e Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário, fls. 458/481, contra acórdão da DRJ, fls. 437/451, que negou provimento à manifestação de inconformidade, fls. 374/396, interposta pelo contribuinte contra despacho decisório, fls. 325/339, que não homologou pedido de restituição, por sua vez fundado em títulos de dívida ligados à créditos de obrigações do reaparelhamento econômico. Além do processo principal n. 13804.004929/2006-06, foram juntados também aos autos os processos apensos n 138040001-222007777; 13804000287200749, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 4. 00 49 29 /2 00 6- 06 Fl. 484DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1201-005.461 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13804.004929/2006-06 143804000174200743, referentes a pedidos de compensação vinculados ao principal e versando sobre as mesmas matérias de fato e de direito relativas ao principal, pois também objetos do despacho decisório que indeferiu a restituição e vinculadas ao processo principal. Para síntese dos fatos, reproduzo o relatório a seguir: Trata o presente processo de pedido de restituição, formulado em 22/12/2006, no valor atribuído de R$ 9.108.269,14 (fl. 01), com base nas cártulas denominadas Obrigações ao Reaparelhamento Econômico (Leis n° 1474/1951, 1628/1952 e 2973/1956), série 1956, números "025,146" e "025,148", emitidas pela Caixa de Amortização do Ministério da Fazenda, conforme cópia autenticada dos documentos As fls. 41 e 49, laudos de exame de documentos, exames periciais e cálculos de atualização monetária, As fls. 42 a 48 e 50 a 148. Foram também protocolizadas Declarações de Compensação por meio dos processos n° 13804.000287/2007-49, 13804.000174/2007-43 e 13804.000122/2007-77, antes apensadas ao presente. Segundo consta do despacho datado de 04/06/2008 (fl. 257), tais processos foram desapensados e encaminhados à DEFIS/SP para lançamento dos débitos vinculados ao crédito requerido, por não terem sido declarados. O pedido de restituição foi indeferido e as compensações vinculadas foram consideradas não declaradas, por meio do Despacho Decisório proferido pela DIORT/DERAT/SP, fls. 162 a 169. Cientificado o sujeito passivo em 08/04/2008, segundo aviso de recebimento (AR A fl. 195). Julgada inadmissível a restituição de suposto crédito oriundo de titulo denominado Obrigações do Reaparelhamento Econômico, por não se tratar de tributo ou contribuição sob a administração da RFB passível de restituição ou ressarcimento por esse órgão. Em conseqüência, vedada a utilização do pretenso crédito para compensar débitos tributários. Foi considerada não declarada a compensação em que o crédito se refira a titulo público ou não se refira a tributos e contribuições administrados pela SRF (Lei n° 9.430/1996, art. 74, §12, inciso II, alíneas "c" e "e", com redação da Lei no 11.051/2004). Outrossim, determinou-se A ECRER/DIORT o envio de cópia do despacho fiscalização, para o cumprimento do disposto no §3° do artigo 31 da IN/SRF n° 600/2005 e lançamento da multa isolada. Informou-se, ainda, A interessada, sobre a possibilidade de apresentação de manifestação de inconformidade a autoridade julgadora de primeira instância, somente quanto ao indeferimento do pedido de restituição. E, no tocante As compensações consideradas não declaradas, que caberia recurso hierárquico, sem efeito suspensivo. Em 07/05/2008, representada por advogado, procurador, segundo dão conta os documentos de fl. 224 a 230, a interessada apresentou manifestação de inconformidade (fls. 201 a 223) reportando-se A decisão do órgão administrativo. Protesta pela alegação da autoridade, quanto a haver literal disposição legal vedando as compensações solicitadas, que aduziu inclusive a ausência de efeito suspensivo ao presente recurso. Alega que a Lei n° 11.051/2004, que deu nova redação ao artigo 74 da Lei 9.430/1996, colide com o Código de Defesa do Consumidor, que consagrou a boa-fé nas relações jurídicas, em especial para aplicação no presente caso o artigo 5° e seus incisos LIV e LV. Reputa ferido o Principio Constitucional da Isonomia Tributária (artigo 150, inciso II, da CF), por ter o seu direito de defesa cerceado sem a suspensão automática do crédito a compensar. Assim, pede a nulidade do despacho decisório e que o presente feito seja regido pelo rito do Decreto n° 70.235/1972. No mérito, aduz as seguintes razões, em síntese: - o empréstimo compulsório não poderia ter sido arrecadado por meio de DARF até porque este documento não existia, só foi criado após autorização do Decreto no 76.607/1974; Fl. 485DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1201-005.461 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13804.004929/2006-06 - o Conselho de Contribuintes julgando o recurso 124905 decidiu que a SRF é competente para apreciar pedido de restituição do empréstimo compulsório instituído pelo DL 2.288/1986 (devido pelos consumidores de gasolina e álcool, pago no abastecimento dos veículos nos postos de gasolina); - as cártulas "Obrigações do Reaparelhamento Econômico" não se incluem entre os títulos públicos adquiridos mediante manifestação de vontade do seu adquirente, portanto, com esses não se confundem, visto possuírem natureza tributária, em razão dos fatos que lhes deram origem e, ainda, porque compulsoriamente entregues, como forma de garantir a restituição do adicional do imposto de renda, instituído pela Lei n° 1.474/1951; - a cobrança do empréstimo compulsório aqui tratado foi revogada a partir de 1965, por força do art. 15 da Lei n°4.506/1964; - a devolução dos empréstimos pagos de 1952 a 1957 foi garantida mediante a entrega compulsória das mencionadas Obrigações. Já para os adicionais pagos a titulo de empréstimo compulsório, a partir de 1958 até 1964, foi autorizada a compensação com imposto de renda devido, a partir do ano de 1968, segundo escala imposta pelo Decreto- lei n° 349/1968. Não há lógica no tratamento diverso aos portadores das ditas Obrigações dos que recolheram o Empréstimo Compulsório a partir de 1958 até sua extinção; - ainda assim, insistiu a Unido através da SRF em não autorizar a compensação prevista em lei, sob o argumento de falta de regulamentação legal; - as obrigações do reaparelhamento econômico não são títulos públicos no sentido estrito, mas sim originados de empréstimo compulsório e, portanto, têm natureza tributária; - somente a créditos de natureza tributária se aplica o disposto na IN SRF n° 600/2005. O empréstimo compulsório exigido como adicional do imposto de renda foi administrado pela SRF, que assumiu como sucessora todas as obrigações da antiga Direção- Geral da Fazenda Nacional a quem cabia a administração desses adicionais. Ao final, requer a interessada o deferimento da restituição, e a homologação das compensações. Outrossim, que seja dado o rito estabelecido na Lei n° 70.235/1972 para as compensações, devendo ficar suspensas até decisão final administrativa, por dependerem do julgamento da restituição ora discutida. Por outro lado, o acórdão recorrido negou provimento à manifestação de inconformidade, conforme ementa abaixo reproduzida: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1958 RESTITUIÇÃO. COMPETÊNCIA. OBRIGAÇÕES AO PORTADOR. FUNDO DE REAPARELHAMENTO ECONÔMICO. Compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil a restituição de quantias recolhidas ao Tesouro Nacional a titulo de tributo ou contribuição por ela administrados e de outras receitas da Unido arrecadadas mediante Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Ainda que não se entenda que é titulo público, pois Empréstimo Compulsório, o hipotético crédito originado de valores recolhidos para. o Fundo de Reaparelhamento Econômico, não tem a RFB competência para autorizar a restituição pleiteada. Solicitação Indeferida Irresignado, o interessado interpôs recurso voluntário, repisando os argumentos já apresentados na manifestação de inconformidade e sustentando: a possibilidade dos títulos relativos à créditos de obrigações de reaparelhamento econômico (títulos legal, conforme Parecer do Prof. José Souto Maior Borges), além do necessário deferimento do pedido de restituição Fl. 486DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1201-005.461 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13804.004929/2006-06 relativo às obrigações do reaparelhamento econômico, bem como seja dado provimento para as declarações de compensação a ele vinculadas, uma vez que há previsão legal para atender o pedido administrativo de restituição e, por consequência, de compensação, além da manutenção da suspensão da exigibilidade do crédito tributário até decisão final administrativa. É o Relatório. Voto Conselheiro Jeferson Teodorovicz, Relator. O recurso é tempestivo e apresentado por representante devidamente constituído, razão pela qual dele tomo conhecimento. A questão não é nova, já tendo sido objeto de processos recentes no âmbito desta turma, conforme o recente acórdão n. 1201-004.939, de relatoria do i. conselheiro Efigênio de Freitas Júnior, votado em sessão realizada em 16/06/2021, por unanimidade de votos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2011 DCOMP. OBRIGAÇÕES DO REAPARELHAMENTO ECONÔMICO. TÍTULO PÚBLICO. COMPENSAÇÃO NÃO DECLARADA. DCTF. DIFERENÇA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A compensação com créditos correspondentes às Obrigações do Reaparelhamento Econômico deve ser considerada não declarada por se referir a título público, conforme determina o art. 74, §12, II, "c", da Lei nº 9.430, de 1996. Por conseguinte, a diferença não declarada em DCTF está sujeita ao lançamento de ofício com multa de 75%. Peço vênia para transcrever as razões aduzidas naquele acórdão, com as quais concordo, adotando-as como razão de decidir: 13. Quanto à natureza do crédito, a Lei nº 1.474, de 1951, como dito no Despacho Decisório, instituiu empréstimo compulsório – adicional do imposto de renda – a ser recolhido pelos contribuintes nos exercícios de 1952 a 1956, para formar um Fundo de Reaparelhamento Econômico, o qual a própria lei determinou que fosse restituído em títulos da dívida pública federal. Veja-se: “Art. 3º O impôsto de que trata a Lei n° 154, de 25 de novembro de 1947, e regulamentada pelo Decreto n° 24.239, de 22 de dezembro de 1947, nos exercícios de 1952 a 1956, inclusive, será acrescido de um adicional que será calculado sôbre as importâncias devidas pelos contribuintes, a partir, quanto às pessoas físicas, de Cr$10.000,00 (dez mil cruzeiros) assim discriminado: [...] § 3° As importâncias provenientes da cobrança do adicional de que trata este artigo, serão, no decurso do sexto exercício e, após o do respectivo recolhimento, com uma bonificação restituídas em títulos da dívida pública federal, cuja emissão fica o Poder Executivo autorizado a fazer até a importância de Cr$10.000.000.000,00 (dez bilhões de cruzeiros). (Grifo nosso). 14. No âmbito judicial, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) também é no sentido de que as Obrigações do Reaparelhamento econômico configuram títulos públicos. Assenta ainda que não se pode exigir o pagamento desses títulos em razão da prescrição e que as compensação veiculadas com tais títulos devem ser consideradas não declaradas e não estão sujeitas à manifestação de inconformidade: Fl. 487DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1201-005.461 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13804.004929/2006-06 PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA. OBRIGAÇÕES DO REAPARELHAMENTO ECONÔMICO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. LEIS 1.474/51, 1.628/52 E 2.973/56. PRESCRIÇÃO. DECRETOS-LEIS 263/67 E 396/68. PRECEDENTES. 1. A ausência de prequestionamento de dispositivo legal dito violado atrai o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF. 2. O Governo Federal, ao editar os Decretos-Leis 263/67 e 396/68, reconheceu a dívida, porém, considerando que esses títulos não se amoldavam aos papéis que passaram a ser colocados no mercado, alterou o termo inicial para resgate, antecipando-o (beneficiando os credores, a toda evidência) e fixando prazo para que o possuidor da apólice o fizesse, sob pena de prescrição do título. 3. Os credores que não resgataram as Obrigações do Reaparelhamento Econômico (Leis 1.474/51, 1.628/52 e 2.973/56), nos prazos autorizados pelos Decretos-Leis 263/67 e 396/68, não podem exigir o pagamento dos títulos em razão da prescrição. 4. Recurso especial desprovido. (REsp. n. 960.107 / PR, Primeira Turma, Rel. Min. Denise Arruda, julgado em 20.11.2008) (...) 15. Na mesma trilha do STJ, caminham as decisões do Carf: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2007 RESTITUIÇÃO. CRÉDITO DE OBRIGAÇÕES DO REAPARELHAMENTO ECONÔMICO. FALTA DE PREVISÃO NORMATIVA. Deve ser indeferido o pedido de restituição de crédito relativo a obrigações do reaparelhamento econômico, uma vez que inexiste norma que autorize a restituição de créditos da espécie pela Receita Federal do Brasil. (Acórdão Carf 1402-00.347, julgado em 15/12/2010, Rel. Frederico Augusto Gomes de Alencar) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 1952, 1953, 1954, 1955, 1956 PER. RESTITUIÇÃO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA. OBRIGAÇÕES DO REAPARELHAMENTO ECONÔMICO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO NORMATIVA. INVIABILIDADE. Inexiste norma que autoriza a restituição, diretamente pela Receita Federal do Brasil, de suposto crédito estampado em Títulos da Dívida Pública, inclusive Apólices (cártulas) das Obrigações do Reaparelhamento Econômico, devendo ser indeferido o pedido de restituição formulado pelo contribuinte que alega ser seu detentor. (Acórdão Carf 1402- 002.835, julgado em 26/01/2018, Rel. Caio Cesar Nader Quintella) 16. Isso posto, confirmado que as Obrigações do Reaparelhamento Econômico são Títulos da Dívida Pública, correta a decisão que considerou a compensação pretendida como não declarada e assentou não ser possível a interposição de manifestação de inconformidade. Acertada, portanto, a decisão recorrida que entendo deva ser mantida. Ante o exposto, CONHEÇO do recurso para, no mérito, NEGAR PROVIMENTO. (documento assinado digitalmente) Fl. 488DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 1201-005.461 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13804.004929/2006-06 Jeferson Teodorovicz Fl. 489DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 13896.901683/2017-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Dec 03 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF)
Data do fato gerador: 03/05/2016
COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADA
O deferimento de retificação de DCTF por agente fiscal afasta necessidade de reapresentação de provas no âmbito processual administrativo relativas às informações nela contidas.
Numero da decisão: 1201-005.266
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário, para que se retorne o processo à Receita Federal do Brasil, a fim de que reaprecie o pedido formulado pelo contribuinte, levando em consideração o deferimento da retificação da DCTF pela própria RFB e os demais documentos juntados aos autos, podendo intimar a parte a apresentar documentos adicionais, devendo ser emitida decisão complementar contra a qual caberá eventual manifestação de inconformidade do interessado, retomando-se o rito processual. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 1201-005.231, de 18 de outubro de 2021, prolatado no julgamento do processo 13896.901641/2017-44, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Neudson Cavalcante Albuquerque Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Efigênio de Freitas Junior, Jeferson Teodorovicz, Wilson Kazumi Nakayama, Fredy José Gomes de Albuquerque, Sérgio Magalhães Lima, Viviani Aparecida Bacchmi, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada) e Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente).
Nome do relator: Jeferson Teodorovicz
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF) Data do fato gerador: 03/05/2016 COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADA O deferimento de retificação de DCTF por agente fiscal afasta necessidade de reapresentação de provas no âmbito processual administrativo relativas às informações nela contidas. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário, para que se retorne o processo à Receita Federal do Brasil, a fim de que reaprecie o pedido formulado pelo contribuinte, levando em consideração o deferimento da retificação da DCTF pela própria RFB e os demais documentos juntados aos autos, podendo intimar a parte a apresentar documentos adicionais, devendo ser emitida decisão complementar contra a qual caberá eventual manifestação de inconformidade do interessado, retomando-se o rito processual. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 1201-005.231, de 18 de outubro de 2021, prolatado no julgamento do processo 13896.901641/2017-44, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Neudson Cavalcante Albuquerque – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Efigênio de Freitas Junior, Jeferson Teodorovicz, Wilson Kazumi Nakayama, Fredy José Gomes de Albuquerque, Sérgio Magalhães Lima, Viviani Aparecida Bacchmi, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada) e Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso Voluntário interposto pela contribuinte, contra Acórdão da DRJ que negou provimento à pretensão impugnatória. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 90 16 83 /2 01 7- 85 Fl. 436DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1201-005.266 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.901683/2017-85 No presente caso, o Despacho Decisório não homologou o PER/DCOMP transmitido com o objetivo de compensar débito(s) próprio(s) com crédito de IRRF, por sua vez decorrente de recolhimento com DARF. Ainda, conforme alude o Despacho decisório a partir das características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizado(s) para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, cientificado do despacho, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, sustentando o seguinte: a) no termo de intimação fundamentado pelo auditor fiscal da RFB, o crédito não foi homologado com a alegação de inconsistências na informação dos créditos constantes da declaração de compensação; b) foi elaborada Declaração de Débitos Tributários Federais – DCTF Retificadora, para demonstrar o pagamento indevido a maior da DCTF que se encontrava ativa na data do processamento do PER/DCOMP; c) cabe à RFB efetuar análise das informações detalhadas transmitidas à RFB pela empresa sobre a respectiva compensação, que se encontram devidamente detalhadas na DCTF retificadora e no PER/DCOMP. Contudo, o Acórdão recorrido, dispôs o seguinte, em acórdão assim ementado, em síntese: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF) (...) Ementa: COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. A restituição/compensação de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro, como ocorre com o IRRF, somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Irresignado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, entendendo que a DCOMP deve ser integralmente homologada, pelos seguintes fundamentos: a) nulidade do Acórdão em face de alteração de critério jurídico (segundo o recorrente, o acórdão teria adotado dispositivo legal não utilizado pela autoridade fiscal, violando o art. 146 do CTN); b) que o IRRF indevidamente recolhido pelo recorrente nos pagamentos efetuados à sociedade estrangeira foi integralmente suportado pela Recorrente; c) que o pedido de retificação da DCTF foi deferido, e que comprovariam os créditos existentes; d) entendeu pela impossibilidade da tributação da renda relativa ao pagamento de serviços para sociedade residente na França em função da aplicação de Tratado bilateral entre os dois países em que estão sediadas as partes contratantes, fundamentado no Ato Declaratório Interpretativo n. 5/14 e na Solução Cosit n. 507/17, assim como em jurisprudência administrativa colacionada na peça recursal. Após, os autos foram encaminhados para o CARF, para apreciação e julgamento. É o Relatório. Fl. 437DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1201-005.266 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.901683/2017-85 Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Trata-se de Recurso Voluntário em face da r. decisão que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada, mantendo em integridade o r. despacho decisório que indeferiu o direito creditório pleiteado. Analisando o despacho decisório, verifica-se que o motivo do indeferimento da compensação requerida residiu no fato de o direito creditório informado na DCOMP referir-se a pagamento utilizado integralmente na quitação de débito regularmente confessado em DCTF: De outro lado, ao analisar a manifestação de inconformidade, a r. DRJ acrescenta, ainda, que no tocante ao IRRF, a interessada deve ainda, comprovar que atende aos requisitos previstos no art. 166 do CTN para que o direito creditório lhe seja reconhecido. Nesse aspecto, passo a analisar a razão inicial do indeferimento do crédito. Neste aspecto bem andou a DRJ ao registrar que: No caso vale lembrar que a DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), instituída pela IN SRF nº 126/98, constitui confissão de dívida nos termos do artigo 5º, § 1º, do Decreto-lei nº 2.124/84, que dispõe que “O documento que formalizar o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito“. Cumpre observar, ainda, que a DCTF retificadora que tenha por objeto alterar os débitos relativos a tributos e contribuições entregue após o início de qualquer procedimento fiscal, como no presente caso (a ciência do despacho decisório ocorreu em 11/05/2017), somente pode ser aceita no âmbito do contencioso administrativo fiscal se guardar consonância com o conteúdo das outras declarações prestadas pelo contribuinte à RFB. Lembre-se, em adição, que tal retificação ainda deve ser restar acompanhada de elementos de prova bastantes para confirmar a efetiva ocorrência do equívoco objeto da retificação, na esteira da norma veiculada no art. 147, §1º, do CTN, e item 13.1 do Parecer Normativo COSIT nº. 2/2015, a seguir transcrito: “O sujeito passivo é obrigado a comprovar a veracidade das informações declaradas na DCTF e no PER/DCOMP e a autoridade administrativa tem o poder-dever de confirmá-las. A autoridade administrativa poderá solicitar a comprovação do alegado crédito informado no PER/DCOMP, e se ele, por exemplo, for um pagamento e estiver perfeitamente disponível nos sistemas da RFB, pode ser considerado apto a ser objeto de restituição ou de compensação, sem prejuízo de ser solicitado do declarante comprovação de que se trata de fato de indébito. Vale dizer, a retificação da DCTF é necessária, mas não Fl. 438DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1201-005.266 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.901683/2017-85 necessariamente suficiente para deferir o crédito pleiteado, que depende da análise da autoridade fiscal/julgadora do caso concreto. Tanto que tal autoridade poderá discordar das razões apresentadas (a despeito da retificação da DCTF) e, consequentemente, indeferir/não homologar o PER/DCOMP com base em outros elementos de prova de que tal pagamento, ainda que disponível nos sistemas da RFB” (g.n.) Assim, consideram-se devidos os valores confessados em DCTF, exceto se o interessado lograr comprovar ter incorrido em erro em seu preenchimento, mediante documentação hábil e legítima, em atenção ao princípio da verdade material. Vale ressaltar que a prevalência do princípio da verdade material não transfere o ônus da prova que, no caso de postulação de direito creditório, recai sobre o contribuinte. Com efeito, nos termos da legislação processual em vigor, o ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; e ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333 do Código de Processo Civil). In casu, a prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo. Decorre daí que os pedidos, solicitações e declarações envolvendo reivindicação de direito creditório junto à Fazenda Nacional devem estar, necessariamente, instruídos com as provas do indébito tributário no qual se fundamentam, sob pena de pronto indeferimento, configurando-se imprescindível, no caso de pagamento indevido de IRRF, que seja comprovada a regular apuração do débito devido no período, bem como sua quitação. Os créditos declarados pelos contribuintes devem obrigatoriamente refletir a apuração corretamente escriturada, sujeitando-se, assim, à comprovação documental para aferição da certeza do crédito pleiteado. Assim sendo, a prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição, compete ao sujeito passivo que teria, supostamente, efetuado pagamentos indevidos. Decorre, daí, que o pleito deve estar necessariamente instruído com as provas nas quais se fundamenta, sob pena de pronto indeferimento. Observo ainda que, nas fls. 334-341, a recorrente apresentou o Despacho Decisório DRF/BRE/SECAT n°191/2019 proferido nos Processos Administrativos n. 13896.721736/2017-86 e 13896.721008/2018-55, em que a própria RFB após analisar a documentação necessária, deferiu a correção do débito relativo à IRRF e CIDE: Diante de todo o exposto e considerando: • as justificativas apresentadas pelo requerente; • os documentos que suportaram cada uma das operações em que ensejaram as alterações na apuração dos tributos; • o teor das normas internas acerca das retificações de DCTF ; • o teor do Decreto n° 70.506/1972, das Soluções de Consulta COSIT n° 381/2017 e 501/2017 e do art. 2°da Lei n°10.168/2000; Ficam DEFERIDAS as alterações nos débitos conforme demonstrativo a seguir, em Reais: (...) Tudo somado, a meu ver, resta demonstrada a verossimilhança suficiente das alegações da recorrente enquanto aptas a provocar a reanálise do direito crédito pleiteado. Fl. 439DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1201-005.266 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.901683/2017-85 Ante o exposto, CONHEÇO do Recurso para dar PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário, para que se retorne o processo à Receita Federal do Brasil, a fim de que reaprecie o pedido formulado pelo contribuinte, levando em consideração o deferimento da retificação da DCTF pela própria RFB e os demais documentos juntados aos autos, podendo intimar a parte a apresentar documentos adicionais, devendo ser emitida decisão complementar contra a qual caberá eventual manifestação de inconformidade do interessado, retomando-se o rito processual. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar parcial provimento ao recurso voluntário, para que se retorne o processo à Receita Federal do Brasil, a fim de que reaprecie o pedido formulado pelo contribuinte, levando em consideração o deferimento da retificação da DCTF pela própria RFB e os demais documentos juntados aos autos, podendo intimar a parte a apresentar documentos adicionais, devendo ser emitida decisão complementar contra a qual caberá eventual manifestação de inconformidade do interessado, retomando-se o rito processual. (documento assinado digitalmente) Neudson Cavalcante Albuquerque – Presidente Redator Fl. 440DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10830.912993/2009-91
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3403-000.226
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Winderley Morais Pereira, Liduina Maria Alves Macambira, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Trata os presentes autos de compensação não homologada intentada com crédito oriundo de pagamento maior ou indevido, com débito referente ao período de apuração de 01.04.2002 a 31.04.2002, relativo à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS. Fl. 99DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/08/2011 por DOMINGOS DE SA FILHO Assinado digitalmente em 01/08/2011 por ANTONIO CARLOS ATULIM, 01/08/2011 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10830.912993/200991 Resolução n.º 3403000226 S3C4T3 Fl. 2 2 O pleito deixou de ser homologado, segundo consta dos autos, em razão da inexistência de saldo credor relativo aos pagamentos indicados, por ter sido integralmente utilizados para quitação de débito confessado por meio de DCTF. Irrsignada, a empresa sustenta que teria deixado de retificar a declaração, DCTF, fazendoa tãologo tomou conhecimento do despacho indeferidor do pleito. A douta autoridade julgadora de primeira instância administrativa manteve o indeferimento a pretensão da recorrente, sustentando ser necessário além da retificação da DCTF, a demonstração do motivo pelo qual levou o contribuinte a proceder à modificação para menos do débito confessado, que poderia ter sido justificado por meio de prova, que deveria ter sido realizada por meio de documentos contábeis, DIPJ e Dacon. Na fase recursal argumenta que o pagamento a maior decorreu da inclusão de “outras receitas” a base de cálculo, receitas essas que não se encartam no conceito de faturamento, estando à empresa sujeita ao regime cumulativo disciplinado pela Lei nº 9.718/98. Corroborando com os argumentos aduzidos, cuidou de trazer à colação cópia do livro razão relativo ao período de apuração, planilhas destacando as receitas que compõe o grupo de “outras receitas”, cuja à incidência da alíquota de 3% (três por cento) confirmaria o valor recolhido indevidamente. Desse modo assevera tratarse mero erro, passível de correção. É o relatório. Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho Relator. O recurso é tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual tomo conhecimento. Conforme relatado, a questão controvertida centra na própria existência do crédito que se pretende utilizar em processo de compensação com débitos da interessada. Os documentos contábeis e os demonstrativos elaborados pela contribuinte carreados aos autos revelam indício da plausividade da existência do crédito. Assim, diante dos fatos alegados, passiveis de serem apurados por meio de documentação colecionada, capaz de afastar a dúvida quanto à certeza do crédito, e, em respeito ao princípio da verdade material, a onde o julgador tem o direito e dever de carrear para o processo todos os elementos e informações que contribuam com justo julgamento, conduz no sentido de se proceder à diligência com objetivo de verificar a real situação do crédito pretendido. Fl. 100DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/08/2011 por DOMINGOS DE SA FILHO Assinado digitalmente em 01/08/2011 por ANTONIO CARLOS ATULIM, 01/08/2011 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10830.912993/200991 Resolução n.º 3403000226 S3C4T3 Fl. 3 3 Nessa linha de entendimento, essa d. Turma tem aberto a possibilidade de se averiguar cuidadosamente os fatos quando arrimado em documentação, e, tem decidido transformar o julgamento em diligência para apurar a verdade material. Opino em converter o julgamento em diligência para: 1) que seja averiguado por meio da contabilidade, da DIPJ e outras declarações obrigatórias o verdadeiro faturamento da empresa; 2) verificar se a empresa está realmente sujeita ao regime cumulativo; 3) detalhar as receitas que compõem o grupo “outras receitas”, informando se estão ou não sujeitas à incidência da contribuição. Em sendo assim, voto no sentido de transformar o julgamento em diligência. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 101DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/08/2011 por DOMINGOS DE SA FILHO Assinado digitalmente em 01/08/2011 por ANTONIO CARLOS ATULIM, 01/08/2011 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 13017.000355/2007-46
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007
AUTO DE INFRAÇÃO. ANULAÇÃO. AUSÊNCIA DE DOLO, FRAUDE OU MÁ-FÉ.
IRRELEVÂNCIA. Para a aplicação das multas pelo descumprimento de obrigações acessórias impostas pela legislação previdenciária, não importa se o agente a praticou com a ausência de dolo,
fraude ou má-fé, pois o elemento volitivo não é exigido para a caracterização da falta cometida.
AUTO DE INFRAÇÃO. APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS. A apresentação de livros e documentos requeridos pela fiscalização, em desconformidade com a legislação de regência e nos quais se
apure informações que não condizem com a realidade, enseja a imputação de multa.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-001.974
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: LOURENÇO FERREIRA DO PRADO
1.0 = *:*
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. ANULAÇÃO. AUSÊNCIA DE DOLO, FRAUDE OU MÁ-FÉ. IRRELEVÂNCIA. Para a aplicação das multas pelo descumprimento de obrigações acessórias impostas pela legislação previdenciária, não importa se o agente a praticou com a ausência de dolo, fraude ou má-fé, pois o elemento volitivo não é exigido para a caracterização da falta cometida. AUTO DE INFRAÇÃO. APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS. A apresentação de livros e documentos requeridos pela fiscalização, em desconformidade com a legislação de regência e nos quais se apure informações que não condizem com a realidade, enseja a imputação de multa. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrente FERNANDO AZEVEDO AMÉRICO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. ANULAÇÃO. AUSÊNCIA DE DOLO, FRAUDE OU MÁFÉ. IRRELEVÂNCIA. Para a aplicação das multas pelo descumprimento de obrigações acessórias impostas pela legislação previdenciária, não importa se o agente a praticou com a ausência de dolo, fraude ou máfé, pois o elemento volitivo não é exigido para a caracterização da falta cometida. AUTO DE INFRAÇÃO. APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS. A apresentação de livros e documentos requeridos pela fiscalização, em desconformidade com a legislação de regência e nos quais se apure informações que não condizem com a realidade, enseja a imputação de multa. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Júlio César Vieira Gomes Presidente. Lourenço Ferreira do Prado Relator. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 26/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/09/2011 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 19/09/2011 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Tiago Gomes de Carvalho Pinto e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 26/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/09/2011 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 19/09/2011 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13017.000355/200746 Acórdão n.º 2402001.974 S2C4T2 Fl. 66 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por FERNANDO AZEVEDO AMÉRICO, em face de acórdão que manteve a integralidade da multa lançada no Auto de Infração 37.114.0587, por ter a recorrente apresentado livros Diários contendo informações divergentes da realidade. Ao que se depreende do relatório fiscal, verificouse que a recorrente, optante do Lucro Presumido, apresentou Livros Diários de: 2005: n° 04 registro na Junta Comercial n° 9587/07, 2006: n° 05 — registro na Junta Comercial n° 9588/07, e 06/2007: n° 06 — registro na Junta Comercial n° 9589/07, com omissão de toda a movimentação bancária, conforme documentos anexados, por amostragem, das contas dos bancos, Ban risul conta 06.855011.05 e Caixa Econômica Federalconta 2893, extratos bancários estes solicitados e apresentados pela empresa, conforme TIAD's, Termos de Intimação para Apresentação de Documentos, de 10/10/2007 e 25/10/2007. Também restou verificado que na competência de 01/2005, deixou de ser lançado o pagamento feito ao segurado empregado Eder Martins Eliziário, conforme cópias da folha de pagamento, GFIP e folha do diário O lançamento compreende o descumprimento da obrigação no período de 01/2005 a 12/2007, tendo sido o recorrente cientificado do lançamento em 31/10/2007 (fls. 01). Devidamente intimado do julgamento em primeira instância (fls. 52/54), o contribuinte interpôs o competente recurso voluntário de fls.58/59, através do qual sustenta, em síntese: 1. que as GFIP’s já foram retificadas e que as folhas não foram individualizadas por tomador por que estes não efetuaram a retenção de INSS sobre o serviço. 2. que não houve qualquer dolo, fraude ou máfe, devendo ser anulada da autuação; Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 26/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/09/2011 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 19/09/2011 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. Sem preliminares, passo ao mérito. MÉRITO O recurso não merece provimento. Conforme já relatado, o contribuinte sustenta a necessidade da anulação do Auto de Infração em virtude de já ter corrigido as GFIP’s e que as folhas de pagamento não foram individualizadas pois não foi efetuada a retenção de INSS sobre os serviços prestados. Ao que se depreende do relatório fiscal da infração referidas argumentações são impertinentes ao objeto do presente processo, que se resume na apresentação de livros com informações divergentes da realidade, já que não foram neles lançados a totalidade da movimentação financeira de contas bancárias em nome da recorrente. Tais alegações são as mesmas da impugnação, situação que caracteriza a infração como incontroversa.já não fora expressamente impugnada. Deixo, portanto, de analisar tais pontos. Por fim, também não merece qualquer amparo o pedido de anulação do Auto de Infração em razão da recorrente não ter agido com dolo, fraude ou máfé em desfavor do INSS, pois tais ações não são impostas ou reguladas pela legislação previdenciária como condições para a aferição da necessidade de aplicação da multa, quando restar verificada a prática de infração. E tal entendimento está retratado no art. 136 do CTN, a seguir: Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Ante todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado Fl. 4DF CARF MF Emitido em 26/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/09/2011 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 19/09/2011 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13017.000355/200746 Acórdão n.º 2402001.974 S2C4T2 Fl. 67 5 Fl. 5DF CARF MF Emitido em 26/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/09/2011 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 19/09/2011 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 15983.000075/2011-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 04 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Mon Dec 06 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL (PAF). ILEGITIMIDADE PASSIVA. CONTESTAÇÃO. EFEITO DEVOLUTIVO. INOVAÇÃO RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA.
A parte do lançamento com a qual o contribuinte concorda ou não a contesta expressamente em sua impugnação torna-se incontroversa e definitiva na esfera administrativa. Afinal, inadmissível o CARF inaugurar apreciação de matéria desconhecida do julgador de origem, porque não impugnada, eis que o efeito devolutivo do recurso abarca somente o decidido pelo órgão a quo.
PAF. LANÇAMENTO. REQUISITOS LEGAIS. CUMPRIMENTO. NULIDADE. INEXISTENTE.
Cumpridos os pressupostos do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN) e tendo o autuante demonstrado de forma clara e precisa os fundamentos da autuação, improcede a arguição de nulidade quando o auto de infração contém os requisitos contidos no art. 10 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e ausentes as hipóteses do art. 59, do mesmo Decreto.
PAF. INCONSTITUCIONALIDADES. APRECIAÇÃO. SÚMULA CARF. ENUNCIADO Nº 2. APLICÁVEL.
Compete ao poder judiciário aferir a constitucionalidade de lei vigente, razão por que resta inócua e incabível qualquer discussão acerca do assunto na esfera administrativa. Ademais, trata-se de matéria já sumulada neste Conselho.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS (CSP). OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS. CONTABILIDADE. TÍTULOS PRÓPRIOS. DISCRIMINAÇÃO MENSAL. OBRIGATORIEDADE. CFL 34.
O contribuinte que descumprir a obrigação acessória de discriminar mensalmente, em títulos próprios de sua contabilidade, o montante das contribuições devidas sujeita-se à penalidade prevista na legislação de regência.
PAF. RECURSO VOLUNTÁRIO. NOVAS RAZÕES DE DEFESA. AUSÊNCIA. FUNDAMENTO DO VOTO. DECISÃO DE ORIGEM. FACULDADE DO RELATOR.
Quando as partes não inovam em suas razões de defesa, o relator tem a faculdade de adotar as razões de decidir do voto condutor do julgamento de origem como fundamento de sua decisão.
Entidade beneficente de assistência social e obrigações acessórias
A condição de beneficiária da isenção de que tratava o artigo 55 da Lei 8.212/91 ou a perda deste benefício perda do direito à isenção não exclui a obrigação do Contribuinte de cumprir as pertinentes obrigações tributárias acessórias, inclusive atender integralmente aos requisitos intrínsecos e extrínsecos da contabilidade.
Numero da decisão: 2402-010.445
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Denny Medeiros da Silveira Presidente
(documento assinado digitalmente)
Francisco Ibiapino Luz - Relator
Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros: Denny Medeiros da Silveira, Márcio Augusto Sekeff Sallem, Ana Claudia Borges de Oliveira, Renata Toratti Cassini, Gregório Rechmann Júnior, Rafael Mazzer de Oliveira Ramos, Francisco Ibiapino Luz e Marcelo Rocha Paura (suplente convocado).
Nome do relator: Francisco Ibiapino Luz
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL (PAF). ILEGITIMIDADE PASSIVA. CONTESTAÇÃO. EFEITO DEVOLUTIVO. INOVAÇÃO RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. A parte do lançamento com a qual o contribuinte concorda ou não a contesta expressamente em sua impugnação torna-se incontroversa e definitiva na esfera administrativa. Afinal, inadmissível o CARF inaugurar apreciação de matéria desconhecida do julgador de origem, porque não impugnada, eis que o efeito devolutivo do recurso abarca somente o decidido pelo órgão a quo. PAF. LANÇAMENTO. REQUISITOS LEGAIS. CUMPRIMENTO. NULIDADE. INEXISTENTE. Cumpridos os pressupostos do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN) e tendo o autuante demonstrado de forma clara e precisa os fundamentos da autuação, improcede a arguição de nulidade quando o auto de infração contém os requisitos contidos no art. 10 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e ausentes as hipóteses do art. 59, do mesmo Decreto. PAF. INCONSTITUCIONALIDADES. APRECIAÇÃO. SÚMULA CARF. ENUNCIADO Nº 2. APLICÁVEL. Compete ao poder judiciário aferir a constitucionalidade de lei vigente, razão por que resta inócua e incabível qualquer discussão acerca do assunto na esfera administrativa. Ademais, trata-se de matéria já sumulada neste Conselho. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS (CSP). OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS. CONTABILIDADE. TÍTULOS PRÓPRIOS. DISCRIMINAÇÃO MENSAL. OBRIGATORIEDADE. CFL 34. O contribuinte que descumprir a obrigação acessória de discriminar mensalmente, em títulos próprios de sua contabilidade, o montante das contribuições devidas sujeita-se à penalidade prevista na legislação de regência. PAF. RECURSO VOLUNTÁRIO. NOVAS RAZÕES DE DEFESA. AUSÊNCIA. FUNDAMENTO DO VOTO. DECISÃO DE ORIGEM. FACULDADE DO RELATOR. Quando as partes não inovam em suas razões de defesa, o relator tem a faculdade de adotar as razões de decidir do voto condutor do julgamento de origem como fundamento de sua decisão. Entidade beneficente de assistência social e obrigações acessórias A condição de beneficiária da isenção de que tratava o artigo 55 da Lei 8.212/91 ou a perda deste benefício perda do direito à isenção não exclui a obrigação do Contribuinte de cumprir as pertinentes obrigações tributárias acessórias, inclusive atender integralmente aos requisitos intrínsecos e extrínsecos da contabilidade.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2021-10-21T13:19:45Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-10-21T13:19:45Z; Last-Modified: 2021-10-21T13:19:45Z; dcterms:modified: 2021-10-21T13:19:45Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-10-21T13:19:45Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-10-21T13:19:45Z; meta:save-date: 2021-10-21T13:19:45Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-10-21T13:19:45Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-10-21T13:19:45Z; created: 2021-10-21T13:19:45Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; Creation-Date: 2021-10-21T13:19:45Z; pdf:charsPerPage: 2190; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-10-21T13:19:45Z | Conteúdo => S2-C 4T2 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 15983.000075/2011-11 Recurso Voluntário Acórdão nº 2402-010.445 – 2ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 4 de outubro de 2021 Recorrente CÍRCULO DE AMIGOS DO MENOR PATRULHEIRO DE SANTOS Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL (PAF). ILEGITIMIDADE PASSIVA. CONTESTAÇÃO. EFEITO DEVOLUTIVO. INOVAÇÃO RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. A parte do lançamento com a qual o contribuinte concorda ou não a contesta expressamente em sua impugnação torna-se incontroversa e definitiva na esfera administrativa. Afinal, inadmissível o CARF inaugurar apreciação de matéria desconhecida do julgador de origem, porque não impugnada, eis que o efeito devolutivo do recurso abarca somente o decidido pelo órgão “a quo”. PAF. LANÇAMENTO. REQUISITOS LEGAIS. CUMPRIMENTO. NULIDADE. INEXISTENTE. Cumpridos os pressupostos do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN) e tendo o autuante demonstrado de forma clara e precisa os fundamentos da autuação, improcede a arguição de nulidade quando o auto de infração contém os requisitos contidos no art. 10 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e ausentes as hipóteses do art. 59, do mesmo Decreto. PAF. INCONSTITUCIONALIDADES. APRECIAÇÃO. SÚMULA CARF. ENUNCIADO Nº 2. APLICÁVEL. Compete ao poder judiciário aferir a constitucionalidade de lei vigente, razão por que resta inócua e incabível qualquer discussão acerca do assunto na esfera administrativa. Ademais, trata-se de matéria já sumulada neste Conselho. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS (CSP). OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS. CONTABILIDADE. TÍTULOS PRÓPRIOS. DISCRIMINAÇÃO MENSAL. OBRIGATORIEDADE. CFL 34. O contribuinte que descumprir a obrigação acessória de discriminar mensalmente, em títulos próprios de sua contabilidade, o montante das contribuições devidas sujeita-se à penalidade prevista na legislação de regência. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 98 3. 00 00 75 /2 01 1- 11 Fl. 270DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2402-010.445 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15983.000075/2011-11 PAF. RECURSO VOLUNTÁRIO. NOVAS RAZÕES DE DEFESA. AUSÊNCIA. FUNDAMENTO DO VOTO. DECISÃO DE ORIGEM. FACULDADE DO RELATOR. Quando as partes não inovam em suas razões de defesa, o relator tem a faculdade de adotar as razões de decidir do voto condutor do julgamento de origem como fundamento de sua decisão. ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS A condição de beneficiária da isenção de que tratava o artigo 55 da Lei 8.212/91 ou a perda deste benefício perda do direito à isenção não exclui a obrigação do Contribuinte de cumprir as pertinentes obrigações tributárias acessórias, inclusive atender integralmente aos requisitos intrínsecos e extrínsecos da contabilidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira – Presidente (documento assinado digitalmente) Francisco Ibiapino Luz - Relator Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros: Denny Medeiros da Silveira, Márcio Augusto Sekeff Sallem, Ana Claudia Borges de Oliveira, Renata Toratti Cassini, Gregório Rechmann Júnior, Rafael Mazzer de Oliveira Ramos, Francisco Ibiapino Luz e Marcelo Rocha Paura (suplente convocado). Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância, que julgou improcedente a impugnação apresentada pela Contribuinte com a pretensão de extinguir crédito tributário decorrente do descumprimento da obrigação acessória de discriminar mensalmente, em títulos próprios de sua contabilidade, o montante das contribuições devidas (CFL-34). Auto de Infração e Impugnação Por bem descrever os fatos e as razões da impugnação, adoto excertos do relatório da decisão de primeira instância – Acórdão nº 05-37.653 - proferida pela 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas - DRJ/CPS - transcritos a seguir (processo digital, fls. 164 a 173): Fundamentos do lançamento fiscal. Trata-se do Auto de Infração DEBCAD 37.312.942-4 lavrado para imposição de multa por descumprimento de obrigação tributária acessória, qual seja: deixar o Contribuinte de lançar em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos Fl. 271DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2402-010.445 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15983.000075/2011-11 geradores de todas as contribuições, os montantes das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. O Contribuinte, para o período fiscalizado, encontrava-se enquadrado na condição de entidade beneficente de assistência social no gozo da isenção das contribuições previdenciárias (artigo 55 da Lei 8.212/91). Conforme informa o Relatório Fiscal - RF (fls. 34/39), foram especificamente os seguintes os fatos e omissões do Contribuinte que ensejaram a imposição da multa: 1. Consta que “... a fiscalização verificou diversos fatos geradores de contribuições previdenciárias registradas em sua contabilidade, sob denominação incompatível com a real natureza dos dispêndios financeiros, dificultando a pronta identificação dos fatos geradores”. 2. Despesas com cestas básicas e vale-refeição teriam sido contabilizadas em “salários a pagar" (RF, item cinco), segundo informações do Contribuinte. 3. Foram registrados pagamentos a segurados (empregados e contribuintes individuais) nas seguintes em contas: "Despesa com Material de Escritório e Informática" (conta 331405) e "Despesas com Manutenção de Bens e Instalações" (conta 331406) - RF, item seis. Os lançamentos contábeis estão demonstrados em documentos acostados aos autos (fls. 86/96). Fundamentos da Impugnação São as seguintes, em síntese, as alegações apresentadas pelo Contribuinte (fls. 101/128): 1. Declara que imposição da multa teria sido motivada pela "... suposta perda ... da isenção que gozava como associação de caráter civil, uma vez que teria se desviado do seu objetivo social, realizando pagamentos de utilidades a segurados e contribuintes individuais, que foram considerados salário-de-contribuição ". 2. Quanto à desconsideração do gozo do benefício do artigo 55 da Lei 8.212/91, em face de ter entendido a Fiscalização que o Contribuinte teria deixado de atender às exigências dos incisos IV e V do aludido dispositivo legal, afirma que "... redundam em meras suposições, pois o trabalho fiscal não comprovou se a natureza desses valores descumpria ou não o objeto social da Impugnante, tendo sido toda a ação fiscal guiada por meras suposições a partir de simples análise de contas contábeis, sem perquirir materialmente, mediante provas, que tais pagamentos estavam desvinculados ou não das atividades da Impugnante ". 3. Além do mais, a Fiscalização teria "pura e simplesmente" se baseado em Ação Civil Pública não transitada em julgado. 4. O procedimento adotado pela Fiscalização, além de se fundar em procedimento judicial pendente de desfecho final, teria suprimido o procedimento administrativo do prévio cancelamento do benefício fiscal. 5. Invocando as disposições do artigo 142 do CTN, ressalva que "... o Fisco deveria ter produzido provas hábeis a demonstrar que o diretor da Impugnante teria recebido remuneração ou que recursos próprios foram aplicados em atividades alheias ao seu objeto institucional" . 6. Passa a tratar das contas contábeis "Outras Despesas Administrativas" e "Despesas com Representação", buscando definir o que seja "remuneração", propondo defini-la e estabelecer os limites do conceito de "remuneração", para vinculá-lo à "habitualidade" e à "retributividade", que não estariam demonstrados no lançamento. 7. Menciona a prática de rescisões de contratos de trabalho para gerar a obrigação de pagar a multa de 40% do FGTS não estaria provada a "... simulação, ou seja, a intenção, o dolo, no sentido do que fora por ele apontado ". A Simulação exigiria provas. 8. O lançamento fiscal também não teria cumprido as formalidades legais estabelecidas pelo artigo 10 do Decreto 70.235/72, quais sejam "caracterização precisa do fato por ele Fl. 272DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2402-010.445 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15983.000075/2011-11 imputado", "não identificar a matéria tributável", do que decorreria a nulidade do procedimento, por impedimento do exercício do contraditório e da ampla defesa. 9. A falta de "investigação exaustiva " ou "aprofundada " e a forma "açodada " com teria se dado o lançamento, teria subtraído "o atributo da certeza" de que deve se revestir o lançamento fiscal. 10. Ressalva as disposições do parágrafo quarto do artigo 55 da Lei 8.212/91, para concluir que o lançamento somente poderia ter sido realizado depois de concluído o processo administrativo no qual se discutisse o cancelamento da isenção. No mesmo sentido, transcreve disposições do Decreto 3.048/99, no que teria seguido a Instrução Normativa RFB 971/09. 11.Vale-se de procedimento administrativo no âmbito do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que teria concluído pela regularidade de suas práticas, bem como da Medida Provisória 446/08, que teria assegurado a renovação de seu CEBAS. 12. Passa, então, a abordar as despesas com planos de saúde, em relações quais defende a não integração à remuneração dos empregados. 13. Quanto ao fornecimento de cestas básicas e alimentação, sustentando que, por não integrarem o salário-de-contribuição, pelas razões teóricas e jurisprudenciais que propõe, não haveria obrigação de “... destacar tais fatos em sua contabilidade, devendo ser anulada a presente multa ". 14. Quanto aos pagamentos a contribuintes individuais, reporta-se praticamente de forma literal, aos argumentos constantes dos itens 1 a 5, supra. Requer que a Impugnação seja julgada procedente, "... suspendendo-se a exigibilidade do crédito tributário até seu julgamento final... ". (Destaques no original) Julgamento de Primeira Instância A 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas, por unanimidade, julgou improcedente a contestação da Impugnante, nos termos do relatório e voto registrados no Acórdão recorrido, cuja ementa transcrevemos (processo digital, fls. 164 a 173): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS A condição de beneficiária da isenção de que tratava o artigo 55 da Lei 8.212/91 ou a perda deste benefício perda do direito à isenção não exclui a obrigação do Contribuinte de cumprir as pertinentes obrigações tributárias acessórias, inclusive atender integralmente aos requisitos intrínsecos e extrínsecos da contabilidade. Aplicação do artigo 175 do CTN. Impugnação Improcedente. (Destaques no original) Recurso Voluntário Discordando da respeitável decisão, o Sujeito Passivo interpôs recurso voluntário, repisando os argumentando apresentados na impugnação, mas inaugurando os seguintes argumentos (processo digital, fls. 180 a 200): Fl. 273DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2402-010.445 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15983.000075/2011-11 1. A ação civil pública teve seu julgamento finalizado no âmbito do Poder Judiciário, sendo ratificado que a ora Recorrente não se coadunou com os desvios de conduta apontados, imputando-se tais atos fraudulentos única e exclusivamente ao seu ex-presidente, Sr. Oswaldo Cruz Soares Ferreira, o que atrai a responsabilidade pessoal do administrador nos termos do art. 135 do CTN. 2. O descumprimento do art. 55 da Lei nº 8.212, de 1991 não decorreu de ato praticado pela Recorrente, e sim de seu ex-Presidente, razão por que dita obrigação tributária a ele deverá ser direcionada. Contrarrazões ao recurso voluntário Não apresentadas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. É o relatório. Voto Conselheiro Francisco Ibiapino Luz - Relator Admissibilidade O recurso é tempestivo, pois a ciência da decisão recorrida se deu em 6/5/2013 (processo digital, fl. 178), e a peça recursal foi interposta em 5/6/2013 (processo digital, fl. 179), dentro do prazo legal para sua interposição. Contudo, embora atendidos os demais pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, dele tomo conhecimento apenas parcialmente, ante a preclusão consumativa vista no presente voto. Preliminares Matéria não impugnada Em sede de impugnação, a Contribuinte discorda da autuação em seu desfavor, mas nela não se insurge acerca da ilegitimidade passiva, teses inauguradas somente no recurso voluntário. Por conseguinte, este Conselho está impedido de se manifestar acerca da referida alegação recursal, já que o julgador de origem não teve a oportunidade de a conhecer e sobre ela decidir, porque sequer constava na contestação sob sua análise. Com efeito, haja vista o que está posto precedentemente, a Contribuinte apresenta novos argumentos, completamente dissociados da tese de defesa constante de sua impugnação, a qual foi devolvida a esta seara recursal, para exame da matéria ali analisada e julgada desfavoravelmente à então Impugnante. Portanto, ante a preclusão consumativa posta, o crédito correspondente aos reportados tópicos torna-se incontroverso e definitivamente constituído, não se sujeitando a Recurso na esfera administrativa, nos termos dos arts. 16, III, e 17 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972. Confirma-se: Art. 16. A impugnação mencionará: [...] III - os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) [...] Fl. 274DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 Fl. 6 do Acórdão n.º 2402-010.445 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15983.000075/2011-11 Art. 17. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pelo art. 67 da Lei n' 9.532/97). Arrematando o que está posto, conforme se vê na transcrição dos arts. 21, §§ 1º e 3º, e 43 do mesmo Ato, caracterizada a definitividade da decisão de primeira instância, resolvido estará o litígio, iniciando-se o procedimento de cobrança amigável: Art. 21. Não sendo cumprida nem impugnada a exigência, a autoridade preparadora declarará a revelia, permanecendo o processo no órgão preparador, pelo prazo de trinta dias, para cobrança amigável. § 1º No caso de impugnação parcial, não cumprida a exigência relativa à parte não litigiosa do crédito, o órgão preparador, antes da remessa dos autos a julgamento, providenciará a formação de autos apartados para a imediata cobrança da parte não contestada, consignando essa circunstância no processo original. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) [...] § 3° Esgotado o prazo de cobrança amigável sem que tenha sido pago o crédito tributário, o órgão preparador declarará o sujeito passivo devedor remisso e encaminhará o processo à autoridade competente para promover a cobrança executiva. Art. 43. A decisão definitiva contrária ao sujeito passivo será cumprida no prazo para cobrança amigável fixado no artigo 21, aplicando-se, no caso de descumprimento, o disposto no § 3º do mesmo artigo. (Grifo nosso) Nulidade do lançamento Inicialmente, registre-se que o lançamento é ato privativo da Administração Pública, pelo qual se verifica e registra a ocorrência do fato gerador, a fim de apurar o quantum devido pelo sujeito passivo da obrigação tributária prevista no artigo 113 da Lei n.° 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional (CTN). Portanto, à luz do art. 142 do mesmo Código, trata-se de atividade vinculada e obrigatória, como tal, sujeita à apuração de responsabilidade funcional em caso de descumprimento, pois a autoridade não deve nem pode fazer juízo valorativo acerca da oportunidade e conveniência do lançamento. Confira-se: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Assim sendo, não se apresenta razoável o argumento da Recorrente de que o lançamento ora contestado é nulo, supostamente porque ela teria direito ao benefício, assim como pela falta de ato cancelatório prévio e ilegitimidade tanto passiva como das bases de cálculo apuradas. Não obstante mencionadas alegações, entendo que o auto de infração contém todos os requisitos legais estabelecidos no art. 10 do Decreto nº 70.235/72, que rege o Processo Administrativo Fiscal, trazendo, portanto, as informações obrigatórias previstas nos seus incisos I a VI, especialmente aquelas necessárias ao estabelecimento do contraditório, permitindo a ampla defesa do autuado. Confirma-se: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I - a qualificação do autuado; II - o local, a data e a hora da lavratura; Fl. 275DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 Fl. 7 do Acórdão n.º 2402-010.445 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15983.000075/2011-11 III - a descrição do fato; IV - a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V - a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de trinta dias; VI - a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Nestes termos, ainda na fase inicial do procedimento fiscal, a Contribuinte foi regularmente intimada a apresentar documentos e esclarecimentos relativos ao período sob procedimento fiscal. Portanto, compulsando os preceitos legais juntamente com os supostos esclarecimentos disponibilizados pela Recorrente, a autoridade fiscal formou sua convicção, o que não poderia ser diferente, conforme preceitua o já transcrito art. 142 do CTN. Confira-se o excerto do Relatório Fiscal acostado ao processo da obrigação principal (processo digital nº 5983.000069/2011-55, fl. 155): 8. A fiscalização teve início através do Termo de Início de Procedimento Fiscal - TIPF, de 22/01/2010 para apresentação em 22/02/2010, de diversos documentos. Outras informações foram solicitadas através dos Termos de Intimação Fiscal de nos: 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 08 e 09; de: 19/02/10, 01/03/10, 24/03/10, 25/05/10, 26/07/10, 20/09/10, 24/09/10, 26/10/10 e 22/11/10; respectivamente. Cópias anexas ao Processo de No: 15983.000067/2011 - 66. A tal respeito, dito lançamento identificou a irregularidade apurada e motivou, de conformidade com a legislação aplicável à matéria, o procedimento adotado, tudo feito de forma transparente e precisa, como se pode observar no “Auto de Infração” e “Relatório Fiscal”, em consonância, portanto, com os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da legalidade (processo digital, fls. 3 a 7 e 34 a 39). Tanto é verdade, que a Interessada refutou, de forma igualmente clara, a imputação que lhe foi feita, como se observa do teor de sua contestação e da documentação a ela anexada. Neste sentido, expôs os motivos de fato e de direito de suas alegações e os pontos de discordância, discutindo o mérito da lide relativamente a matéria envolvida, nos termos do inciso III do art. 16 do Decreto nº 70.235/72. Logo, não restaram dúvidas de que o Sujeito Passivo compreendeu perfeitamente do que se tratava a exigência, como e perante quem se defender. Além disso, nos termos do art. 59 do Decreto nº 70.235/1972, incisos I e II, a nulidade processual opera-se somente quando o feito administrativo foi praticado por autoridade incompetente ou, exclusivamente quanto aos despachos e decisões, ficar caracteriza preterição ao direito de defesa respectivamente, nestes termos: Art. 59. São nulos: I - os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Como se vê, cogitação acerca do cerceamento de defesa é de aplicação restrita nas fases processuais ulteriores à constituição do correspondente crédito tributário (despachos e decisões). Por conseguinte, suposta nulidade de autuação (auto de infração ou notificação de lançamento) transcorrerá tão somente quando lavrada por autoridade incompetente. Ademais, conforme art. 60 do mesmo Decreto, outras falhas prejudiciais ao sujeito passivo, quando for o caso, serão sanadas no curso processual, sem que isso importasse forma diversa de nulidade. Confira-se: Fl. 276DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 2402-010.445 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15983.000075/2011-11 Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio. Ante o exposto, cumpridos os pressupostos do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN) e tendo o autuante demonstrado de forma clara e precisa os fundamentos da autuação, improcede a arguição de nulidade, eis que o auto de infração contém os requisitos contidos no art. 10 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e ausentes as hipóteses do art. 59, do mesmo Decreto. Logo, já que o caso em exame não se enquadra nas transcritas hipóteses de nulidade, incabível sua declaração, por não se vislumbrar qualquer vício capaz de invalidar o procedimento administrativo adotado, razão por que esta pretensão preliminar não pode prosperar, porquanto sem fundamento legal razoável. Princípios constitucionais Ditos princípios caracterizam-se preceitos programáticos frente às demais normas e extensivos limitadores de conduta, motivo por que têm apreciação reservada ao legislativo e ao judiciário respectivamente. O primeiro, deve considerá-los, preventivamente, por ocasião da construção legal; o segundo, ulteriormente, quando do controle de constitucionalidade. À vista disso, resta inócua e incabível qualquer discussão acerca do assunto na esfera administrativa, sob o pressuposto de se vê tipificada a invasão de competência vedada no art. 2º da Constituição Federal de 1988. Nessa perspectiva, conforme se discorrerá na sequência, o princípio da legalidade traduz adequação da lei tributária vigente aos preceitos constitucionais a ela aplicáveis, eis que regularmente aprovada em processo legislativo próprio e ratificada tacitamente pela suposta inércia do judiciário. Por conseguinte, já que de atividade estritamente vinculada à lei, não cabe à autoridade tributária sequer ponderar sobre a conveniência da aplicação de outro princípio, ainda que constitucional, em prejuízo do desígnio legal a que está submetida. Como visto no art. 142, § único, do CTN já transcrito em tópico precedente, o lançamento é ato privativo da autoridade administrativa, que desempenha suas atividades nos estritos termos determinados em lei. Logo, haja vista reportada vinculação legal, a fiscalização está impedida de fazer juízo valorativo acerca da oportunidade e conveniência da aplicação de suposto princípio constitucional, enquanto não traduzido em norma proibitiva ou obrigacional da respectiva conduta. Diante do exposto, concernente aos argumentos recursais de que tais comandos foram agredidos, supostamente porque a ausência de prévio cancelamento da isenção macula o princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório, .manifesta-se não caber ao CARF apreciar questão de feição constitucional. Nestes termos, a Medida Provisória n.º 449, de 3 de dezembro de 2008, convertida na Lei n.º 11.941, de 27 de maio de 2009, acrescentou o art. 26-A no Decreto n.º 70.235, de 1972, o qual determina: Art. 26-A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) [...] § 6 o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) [...] Fl. 277DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11941.htm#art25 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11941.htm#art25 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11941.htm#art25 Fl. 9 do Acórdão n.º 2402-010.445 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15983.000075/2011-11 II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n o 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da Advocacia-Geral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n o 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Ademais, trata-se de matéria já pacificada perante este Conselho, conforme Enunciado nº 2 de súmula da sua jurisprudência, transcrito na sequência: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Do exposto, improcede a argumentação do Recorrente, porquanto sem fundamento legal razoável. Mérito Fundamentos da decisão de origem Por oportuno, vale registrar que os §§ 1º e 3º do art. 57 do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015, com a redação dada pela Portaria MF nº 329, de 4 de junho de 2017, facultam o relator fundamentar seu voto mediante transcrição da decisão recorrida, quando o recorrente não inovar em suas razões recursais, verbis: Art. 57. Em cada sessão de julgamento será observada a seguinte ordem: [...] § 1º A ementa, relatório e voto deverão ser disponibilizados exclusivamente aos conselheiros do colegiado, previamente ao início de cada sessão de julgamento correspondente, em meio eletrônico. [...] § 3º A exigência do § 1º pode ser atendida com a transcrição da decisão de primeira instância, se o relator registrar que as partes não apresentaram novas razões de defesa perante a segunda instância e propuser a confirmação e adoção da decisão recorrida. (Redação dada pela Portaria MF nº 329, de 2017) Nessa perspectiva, quanto às demais questões levantadas no recurso, a Recorrente basicamente reiterou os termos da impugnação, nada acrescentando que pudesse alterar o julgamento a quo. Logo, tendo em vista minha concordância com os fundamentos do Colegiado de origem e amparado no reportado preceito regimental, adoto as razões de decidir constantes no voto condutor do respectivo acórdão, nestes termos: Os fundamentos da multa aplicada A aplicação da multa deu-se pelas seguintes razões: 1. Contabilização de fatos geradores em contas com "DENOMINAÇÃO INCOMPATÍVEL". 2. Contabilização das despesas com alimentação em "SALÁRIOS A PAGAR". 3. Contabilização de pagamentos a segurados em contas: "DESPESA COM MATERIAL DE ESCRITÓRIO E INFORMÁTICA" (conta 331405) e "DESPESAS COM MANUTENÇÃO DE BENS E INSTALAÇÕES " (conta 331406). A Impugnação, de início, alega que a aplicação da multa teria como causa a perda da condição de entidade beneficente de assistência social no gozo dos benefícios do artigo Fl. 278DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11941.htm#art25 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10522.htm#art18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11941.htm#art25 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11941.htm#art25 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp73.htm#art43 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp73.htm#art43 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11941.htm#art25 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp73.htm#art40 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11941.htm#art25 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11941.htm#art25 Fl. 10 do Acórdão n.º 2402-010.445 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15983.000075/2011-11 55 da Lei 8.212/91; como a perda não teria fundamento, não caberia a aplicação da multa. Na realidade, a imposição da multa deu-se em face da constatação de que o Contribuinte deixou de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições da empresa e os totais recolhidos, conforme previsões do inciso II do artigo 32 da Lei 8.212/91, combinado com o inciso II e parágrafos treze a dezessete do artigo 225 do Decreto 3.048/99. O fundamento da autuação é, pois, o descumprimento de obrigação tributária acessória, que é exigível de todos contribuintes indistintamente, inclusive dos isentos de recolhimento dos tributos. Com efeito, o CTN estabelece: Art. 175. Excluem o crédito tributário: I – a isenção; II – a anistia. Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela conseqüente. A Instrução Normativa SRP 3/05, vigente na época a que se referem os fatos geradores envolvidos, dispunha a respeito da exigência legal das entidades beneficentes de assistência social de cumprir as obrigações acessórias: Art. 316. A entidade beneficente de assistência social em gozo de isenção é equiparada às empresas em geral, ficando sujeita ao cumprimento das obrigações acessórias previstas no art. 60 e, em relação às contribuições sociais, fica obrigada a: (...). Parágrafo único. A EBAS em gozo de isenção deverá demonstrar em sua contabilidade, segregados das demais atividades, todos os elementos que compõem as receitas, custos, despesas e resultados do exercício, referentes às atividades sobre as quais recaia a isenção, o valor da isenção usufruída, bem como os elementos necessários à comprovação da manutenção do CEAS e do Título de Utilidade Pública Federal. (...). O artigo 60 a que se refere o "caput" estabelecia: Art. 60. A empresa e o equiparado, sem prejuízo do cumprimento de outras obrigações acessórias previstas na legislação previdenciária, estão obrigados a:(Revogado pela Instrução Normativa n° 971, de 13 de novembro de 2009) (...). IV - lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições sociais a cargo da empresa, as contribuições sociais previdenciárias descontadas dos segurados, as decorrentes de sub-rogação, as retenções e os totais recolhidos, observado o disposto nos § § 4°, 5° e 7° e ressalvado o previsto no § 6°, todos deste artigo; (...). VI - prestar ao INSS e à SRP todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização; VII - exibir à fiscalização da SRP, quando intimada para tal, todos os documentos e livros com as formalidades legais intrínsecas e extrínsecas, relacionados com as contribuições sociais; (...). Fl. 279DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 2402-010.445 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15983.000075/2011-11 § 4° Os lançamentos de que trata o inciso IV do caput, escriturados nos Livros Diário e Razão, são exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições sociais, devendo: I - atender ao princípio contábil do regime de competência; II - registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições sociais de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e as não-integrantes do salário de contribuição, bem como as contribuições sociais previdenciárias descontadas dos segurados, as contribuições sociais a cargo da empresa, os valores retidos de empresas prestadoras de serviços, os valores pagos a cooperativas de trabalho e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. § 5° As exigências previstas no inciso IV do caput e no § 4 ° não desobrigam a empresa do cumprimento das demais normas legais e regulamentares referentes à escrituração contábil. (...). § 7° Para fins do disposto nos incisos III e IV do caput, a empresa deve manter à disposição da fiscalização da SRP os códigos ou abreviaturas que identifiquem as respectivas rubricas utilizadas na elaboração das folhas de pagamento, bem como as utilizados na escrituração contábil. A Instrução Normativa RFB 971/2009, ora vigente e sucessora da Instrução Normativa SRP 3/05, dispõe a respeito: Art. 227 A entidade beneficente de assistência social certificada na forma da Lei n° 12.101, de 2009, fará jus à isenção das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 da Lei n° 8.212, de 1991, desde que cumpra, cumulativamente, os seguintes requisitos: (Redação dada pela Instrução Normativa RFB n° 1.071, de 15 de setembro de 2010) I - manter escrituração contábil regular, que registre receitas, despesas e aplicação de recursos em gratuidade de forma segregada, em consonância com as normas emanadas do Conselho Federal de Contabilidade; II - não distribuir resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio sob qualquer forma ou pretexto; III - manter em boa ordem e à disposição da RFB, pelo prazo de 10 (dez) anos, contados da data de emissão, os documentos que comprovem a origem e a aplicação de seus recursos e os relativos a atos ou operações que impliquem modificação da situação patrimonial; IV - manter em boa ordem e à disposição da RFB as demonstrações contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independente habilitado nos Conselhos Regionais de Contabilidade, quando a receita bruta anual auferida for superior ao limite máximo estabelecido pelo inciso II do art. 3° da Lei Complementar n° 123, de 2006; V - não remunerar diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores e não lhes conceder vantagens ou benefícios a qualquer título, direta ou indiretamente, em razão das competências, funções ou atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos; VI - aplicar integralmente suas rendas, seus recursos e o eventual superávit em território nacional, na manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos institucionais; VII - apresente certidão negativa ou certidão positiva com efeito de negativa de débitos relativos aos tributos administrados pela RFB; Fl. 280DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 12 do Acórdão n.º 2402-010.445 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15983.000075/2011-11 VII - manter regularidade fiscal em relação a todos os tributos administrados pela RFB durante todo o período de gozo da isenção; (Redação dada pela Instrução Normativa RFBn° 1.238, de 11 de janeiro de 2012) VIII - manter certificado de regularidade do FGTS durante todo o período de gozo da isenção; e (Redação dada pela Instrução Normativa RFB n° 1.238, de 11 de janeiro de 2012) IX - cumprir as obrigações acessórias estabelecidas pela legislação tributária. Portanto, tal fato - a perda do direito à isenção, ainda que tivesse sido indevida - não excluiria a obrigação do Contribuinte de formalizar sua contabilidade com o integral atendimento dos requisitos legais transcritos, especialmente incorrendo nas falhas e omissões que ensejaram a imposição da multa, senão vejamos: 1. Contabilização de despesas com alimentação em "SALÁRIOS A PAGAR": o próprio Contribuinte ao contabilizá-las desta forma incorre em dois equívocos: as despesas com alimentação regularmente realizadas não constituem absolutamente "SALÁRIO A PAGAR." Por isso, realmente não foram contabilizadas em títulos próprios. Aliás, caso cumprisse os requisitos legais pertinentes (Lei 6.321/76 e Decreto 5/91), as despesas com alimentação definitivamente não seriam consideradas salário. A própria Impugnação, contrapondo-se ao procedimento do Contribuinte, faz longas considerações para justamente demonstrar que tais pagamentos não teriam natureza salarial! Por este aspecto, está claro que a contabilização não se deu em títulos próprios. 2. Pagamentos a segurados em contas denominadas "Despesa com Material de Escritório e Informática " (conta 331405) e "Despesas com Manutenção de Bens e Instalações " (conta 331406): ora, tendo sido realizados pagamentos a pessoas físicas (contribuintes individuais), ainda que o Contribuinte seja (ou fosse) entidade beneficente de assistência social, estaria obrigada a "... lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições sociais a cargo da empresa, as contribuições sociais previdenciárias descontadas dos segurados, as decorrentes de sub-rogação, as retenções e os totais recolhidos ..." (inciso IV do artigo 60 da Instrução Normativa SRP 3/05, então vigente), especialmente porque estaria obrigada a promover as arrecadações de contribuições previdenciárias, mediante desconto na remuneração de contribuições individuais que contratasse. Finalmente, e por tais razões, considerando, inclusive, as disposições do artigo 175 do CTN (já transcritas), a circunstância de ter sido o Contribuinte regular ou irregularmente excluído pela Fiscalização da condição de beneficiário da isenção de que tratava o artigo 55 da Lei 8.212/91; a efetiva (ou não) ocorrência dos motivos que a fundamentaram a exclusão; ou, mesmo, a alegada prévia necessidade de decisão passada em julgado do processo administrativo que versasse sobre a perda do benefício são irrelevantes neste lançamento. Fl. 281DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 13 do Acórdão n.º 2402-010.445 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15983.000075/2011-11 Conclusão Ante o exposto, conheço parcialmente do recurso interposto, não se apreciando a matéria não impugnada, para, na parte conhecida, rejeitar as preliminares nela suscitadas e, no mérito, negar-lhe provimento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Francisco Ibiapino Luz Fl. 282DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 11065.001398/2007-48
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/12/2005 a 31/03/2007
PAGAMENTOS REALIZADOS À SEGURADOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. ELABORAÇÃO DE FOLHA DE PAGAMENTO. OBRIGAÇÃO.
De acordo com o art. 225, inc. I, do Decreto nº 3.048/1999, é dever da empresa preparar folha de pagamento da remuneração paga a todos os segurados a seu serviço.
ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a incidência da lei em razão de inconstitucionalidade, salvo nos casos previstos no art. 103A
da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2402-002.056
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/12/2005 a 31/03/2007 PAGAMENTOS REALIZADOS À SEGURADOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. ELABORAÇÃO DE FOLHA DE PAGAMENTO. OBRIGAÇÃO. De acordo com o art. 225, inc. I, do Decreto nº 3.048/1999, é dever da empresa preparar folha de pagamento da remuneração paga a todos os segurados a seu serviço. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a incidência da lei em razão de inconstitucionalidade, salvo nos casos previstos no art. 103A da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF. Recurso voluntário negado. Fl. 107DF CARF MF Emitido em 10/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Julio César Vieira Gomes Presidente. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ana Maria Bandeira, Tiago Gomes de Carvalho Pinto, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 108DF CARF MF Emitido em 10/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 11065.001398/200748 Acórdão n.º 240202.056 S2C4T2 Fl. 105 3 Relatório Tratase de auto de infração lavrado para exigir multa no valor de R$ 2.390,26, em razão da Recorrente não ter incluído em sua folha de pagamento os valores pagos ao contribuinte individual Regis Luiz Vargas e à segurada empregada Eliane Alves Almeida, durante o período de 12/2005 a 03/2007. A Recorrente apresentou impugnação (fls. 28/37) alegando que apresentou a GFIP corretamente e que a colaboradora Eliane Alves Almeida é contribuinte individual e não segurada empregada, requerendo, por fim, a total improcedência do auto de infração. A d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte determinou a realização de diligência para que fossem sanadas as seguintes dúvidas (fls. 43/44): a) se as contribuições relativas à segurada Eliane Alves Almeida foram incluídas nas LDC’s nº 37.057.2645 e 37.057.2653; b) se sim, em qual categoria (empregado ou autônomo) a colaboradora foi enquadrada; e c) caso tenha sido enquadrada como empregada, que seja anexado ao presente processo cópia do relatório fiscal do LDC que dispõe sobre a caracterização da segurada Eliane Alves Almeida como empregada. O auditor fiscal da RFB informou que as contribuições previdenciárias referentes à segurada Eliane Alves Almeida foram incluídas na LDC nº 37.057.2653, tendo sido esta considerada como segurada empregada (fl. 49), conforme cópia do relatório fiscal anexo (fls. 45/48). A Recorrente se manifestou quanto à diligência realizada (fls. 53/82), alegando que a colaboradora Eliane Alves Almeida é autônoma, conforme pagamentos em RPA acostados aos autos, bem como está vinculada à empresa Unazp Beneficiadora de Calçados Ltda., consoante folhas de pagamento e GPS juntadas. A d. DRJ em Belo Horizonte, analisando o processo (fls. 88/93), julgou o lançamento totalmente procedente, por entender que a infração ao art. 32, inc. IV e § 5º, da Lei nº 8.212/1991, restou caracterizada, mormente quando a empresa confessou dever as contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração paga à segurada Eliane Alves Almeida, na qualidade de segurada empregada. A Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 97/101) alegando que: (i) a colaboradora Eliane Alves Almeida é contribuinte individual e não segurada empregada; (ii) a multa é confiscatória; (iii) a capitalização dos juros é proibida pelo art. 253 do Código Comercial; (iv) a taxa SELIC é inconstitucional. É o relatório. Fl. 109DF CARF MF Emitido em 10/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Primeiramente, cabe mencionar que o presente recurso é tempestivo e preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A Recorrente defende, inicialmente, que a colaboradora Eliane Alves Almeida é contribuinte individual e não segurada empregada, razão pela qual a multa imposta é indevida. Contudo, cabe esclarecer que a presente infração toma como base o art. 283, inc. I, alínea “a”, da Lei nº 8.212/1991, que aplica a penalidade quando a empresa deixa “de preparar folha de pagamento das remunerações pagas, devidas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com este Regulamento e com os demais padrões e normas estabelecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social”. Assim, ainda que a colaboradora Eliane Alves Almeida fosse considerada como contribuinte individual (como pretendido pela Recorrente), ela ainda continuaria sendo uma segurada a serviço do contribuinte, nos termos do art. 12, inc. V, da Lei nº 8.212/1991, razão pela qual persistiria o dever de elaborar folha de pagamento para as remunerações pagas a este contribuinte. Não obstante, a Recorrente não trouxe também qualquer argumento quanto aos valores pagos ao colaborador Regis Luiz Vargas. Como a presente penalidade independe do número de irregularidades, a falta de elaboração de folha de pagamento para os valores pagos ao colaborador Regis Luiz Vargas justificaria, por si só, esta autuação. Entendo, portanto, que não há razão nos argumentos da Recorrente. A Recorrente sustenta também que a multa é confiscatória, a capitalização dos juros é proibida pelo art. 253 do Código Comercial e que a taxa SELIC é inconstitucional. Contudo, para que seja possível afastar a aplicação dos juros e da multa imposta neste processo, devese reconhecer a ilegalidade e/ou inconstitucionalidade de seus dispositivos, atribuição esta concedida apenas aos órgãos do Poder Judiciário, sendo vedado a este Conselho infringir esta competência, salvo naqueles casos expressamente previstos no art. 103A da CF/88 e no art. 62, parágrafo único do Regimento Interno do CARF, sob pena de afronta ao princípio da separação dos poderes. Fl. 110DF CARF MF Emitido em 10/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 11065.001398/200748 Acórdão n.º 240202.056 S2C4T2 Fl. 106 5 Não há, portanto, como acatar o pedido formulado pela Recorrente. Diante do exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para NEGAR LHE PROVIMENTO. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Fl. 111DF CARF MF Emitido em 10/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES
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