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Numero do processo: 10580.006282/2005-41
Data da sessão: Fri Apr 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 2003
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
O instituto da denúncia espontânea, previsto no artigo 138 do CTN, não alcança as infrações decorrentes do não-cumprimento de obrigações acessórias autônomas. Cabível a multa por atraso na entrega da entrega da declaração de rendimentos, mesmo que espontaneamente apresentada.
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. CARÁTER CONFISCATÓRIO. INCONSTITUCIONALIDADE.
O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária
Numero da decisão: 1803-000.390
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
Nome do relator: Selene Ferreira de Moraes
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DENÚNCIA ESPONTÂNEA. O instituto da denúncia espontânea, previsto no artigo 138 do CTN, não alcança as infrações decorrentes do não-cumprimento de obrigações acessórias autônomas. Cabível a multa por atraso na entrega da entrega da declaração de rendimentos, mesmo que espontaneamente apresentada. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. CARÁTER CONFISCATÓRIO. INCONSTITUCIONALIDADE. O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira De Moraes – Presidente e Relatora. Fl. 1DF CARF MF Excluído Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0719.11153.SS9U. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 EDITADO EM: 22/11/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Walter Adolfo Maresch, Luciano Inocêncio dos Santos, Sergio Rodrigues Mendes. Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: “Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração, com exigência do crédito tributário no valor de RS 12.339,05, referente à multa pelo atraso na entrega da declaração de informações DIPI do ano-calendário de 2002. Corno enquadramento legal citou-se: art. 106, inciso II, letra "c", da Lei n°5.172 de 25 de outubro de 1966, art. 88 da Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 27 da Lei n° 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 7° da Lei n" 10.426, de 24 de abril de 2004 e 1N n° 166, de 23 de dezembro de l 999. Inconformado com a exigência tributária, o interessado apresenta impugnação, por meio da qual argumenta, em síntese, que a autuação é nula devido ao cerceamento do direito de defesa pelo fato de a autuação ter sido remetida por via postal, sem que chegasse ao seu conhecimento em tempo hábil para a efetiva defesa; quanto ao mérito, justifica que não infringiu a legislação apontada, o que deu causa foi fato de terceiro e não deliberação da própria empresa por não ter sido comunicada previamente, e que não possui condições financeiras de cumprir com a obrigação tributária sem comprometer suas atividades fins.” A Delegacia de Julgamento considerou o lançamento procedente, em decisão assim ementada: “MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. A apresentação da Declaração de Informações - DIPJ pelas pessoas jurídicas obrigadas, quando intempestiva enseja a aplicação da multa por atraso na entrega. NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. - Não procedem as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos qualquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72.” Contra a decisão, interpôs a contribuinte o presente Recurso Voluntário, em que, além de reiterar as alegações contidas na impugnação, acrescenta as seguintes considerações: a) O legislador ao instituir a possibilidade de, através da denuncia espontânea, afastar a aplicação de penalidades ao contribuintes buscou incentivar a legalidade de boa Fl. 2DF CARF MF Excluído Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0719.11153.SS9U. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.006282/2005-41 Acórdão n.º 1803-00.390 S1-TE03 Fl. 2 3 conduta dos contribuintes no seu relacionamento com o fisco, não fazendo qualquer distinção acerca da natureza jurídica do objeto da denúncia espontânea, se obrigação acessória ou se obrigação principal. b) A aplicação de multa em valores escorchantes tem efeito confiscatório por ultrapassar os limites ao poder de tributar conferidos ao Estado, pois a este é vedada a apropriação de injustificada do patrimônio do contribuinte sob forma de sanção. É o relatório. Voto Conselheiro SELENE FERREIRA DE MORAES A contribuinte foi cientificada por via postal, tendo recebido a intimação em 31/08/2008 (AR de fls. 24). O recurso foi protocolado em 18/02/2008, logo, é tempestivo e deve ser conhecido. A multa em análise tem fundamento no art. 7˚ da Lei n° 10.426/2002, que visa punir, não só a falta de cumprimento da obrigação acessória de apresentação da declaração de rendimentos, mas também sua apresentação intempestiva. Ou seja, a não-apresentação da declaração de rendimentos no prazo fixado sujeita à aplicação da multa, o que não se modifica pela sua apresentação a destempo, mesmo que espontânea. No que se refere à exclusão da responsabilidade pela denúncia espontânea da infração, de que trata o art. 138 do CTN, cabe esclarecer que não se aplica aos casos de inobservância de obrigação acessória. O teor do referido dispositivo é o seguinte: “Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.” Da leitura do dispositivo depreende-se, claramente, que ele trata de penalidade vinculada a tributo, prevendo uma situação (denúncia espontânea) em que a multa não pode ser aplicada. Logo, não alcança as penalidades pela inobservância de obrigações acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo. Tal posicionamento encontra-se assentado em precedentes do eg. Superior Tribunal de Justiça, como é exemplo a seguinte ementa: “MULTA - EXIGIBILIDADE - CTN, ART. 138 - INAPLICABILIDADE - PRECEDENTES DO STJ. Consoante iterativa jurisprudência desta eg. Corte, o artigo 138 do CTN não alcança as obrigações acessórias autónomas, por isso que trata da responsabilidade de natureza puramente tributária. Fl. 3DF CARF MF Excluído Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0719.11153.SS9U. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 O contribuinte que apresenta a sua declaraç'ão de rendimentos após a data limite estabelecida pela Receita Federal fica sujeito às multas decorrentes do seu atraso, ainda que tenha se antecipado a procedimento administrativo ou medida de fiscalização. Recurso especial não conhecido. (REsp 637753 / SC - julgado em 18/11/2004)”. A imposição da multa por atraso na entrega da declaração é determinada pelo art. 7˚ da Lei n° 10.426/2002: “Art. 7º O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica - DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte - DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais - Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não- apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal - SRF, e sujeitar-se-á às seguintes multas: I - de dois por cento ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DIPJ, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3º; II - de dois por cento ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na Dirf, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas Declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3º; III - de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante da Cofins, ou, na sua falta, da contribuição para o PIS/Pasep, informado no Dacon, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3º deste artigo; e (...) § 2º Observado o disposto no § 3º, as multas serão reduzidas: I - à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; II - a setenta e cinco por cento, se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.” A hipótese legal de aplicação da multa restou plenamente configurada na situação fática descrita na presente autuação, sendo que as alegações de inconstitucionalidade dos dispositivos legais que determinam a aplicação da multa, não podem ser apreciadas na esfera administrativa, conforme Súmula nº 1 do 1ºCC: Fl. 4DF CARF MF Excluído Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0719.11153.SS9U. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.006282/2005-41 Acórdão n.º 1803-00.390 S1-TE03 Fl. 3 5 “Súmula 1ºCC nº 2: O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” Ante todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso. (assinado digitalmente) Selene Ferreira De Moraes – Relatora. Fl. 5DF CARF MF Excluído Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0719.11153.SS9U. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por SELENE FERREIRA DE MORAES em 22/11/2010 17:22:33. Documento autenticado digitalmente por SELENE FERREIRA DE MORAES em 22/11/2010. Documento assinado digitalmente por: SELENE FERREIRA DE MORAES em 22/11/2010. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 18/07/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP18.0719.11153.SS9U Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 12BDDEB578CF2B73A21520362E12417CF432D5BE Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10580.006282/2005-41. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 13896.001732/2004-63
Data da sessão: Wed May 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2002
EXCLUSÃO. PARTICIPAÇÃO DE SÓCIO EM OUTRA EMPRESA. Constatado que o sócio participa de outras empresas com mais de 10% do capital social e que a receita bruta global ultrapassou o limite legal, é cabível a exclusão da sistemática do Simples.
OPÇÃO. REVISÃO. EXCLUSÃO RETROATIVA. POSSIBILIDADE. A opção pela
sistemática do Simples é ato do contribuinte sujeito a condições, e passível de fiscalização posterior. A exclusão com efeitos retroativos, quando verificado que o contribuinte incluiu-se indevidamente no sistema, é admitida pela legislação.
Numero da decisão: 1402-000.183
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade, e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Nome do relator: Frederico Augusto Gomes de Alencar
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 EXCLUSÃO. PARTICIPAÇÃO DE SÓCIO EM OUTRA EMPRESA. Constatado que o sócio participa de outras empresas com mais de 10% do capital social e que a receita bruta global ultrapassou o limite legal, é cabível a exclusão da sistemática do Simples. OPÇÃO. REVISÃO. EXCLUSÃO RETROATIVA. POSSIBILIDADE. A opção pela sistemática do Simples é ato do contribuinte sujeito a condições, e passível de fiscalização posterior. A exclusão com efeitos retroativos, quando verificado que o contribuinte incluiu-se indevidamente no sistema, é admitida pela legislação.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-10-14T15:34:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 10124513.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2010-10-14T15:34:33Z; Last-Modified: 2010-10-14T15:34:33Z; dcterms:modified: 2010-10-14T15:34:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 10124513.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:a7940923-f443-4acc-acd0-2f5772de2cb2; Last-Save-Date: 2010-10-14T15:34:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2010-10-14T15:34:33Z; meta:save-date: 2010-10-14T15:34:33Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 10124513.doc; modified: 2010-10-14T15:34:33Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2010-10-14T15:34:33Z; created: 2010-10-14T15:34:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-10-14T15:34:33Z; pdf:charsPerPage: 1836; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2010-10-14T15:34:33Z | Conteúdo => S1-C4T2 Fl. 94 1 93 S1-C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13896.001732/2004-63 Recurso nº 144.585 Voluntário Acórdão nº 1402-00.183 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 19 de maio de 2010 Matéria Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributário Recorrente Udine Serviços Ltda EPP Recorrida Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas/SP ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 EXCLUSÃO. PARTICIPAÇÃO DE SÓCIO EM OUTRA EMPRESA. Constatado que o sócio participa de outras empresas com mais de 10% do capital social e que a receita bruta global ultrapassou o limite legal, é cabível a exclusão da sistemática do Simples. OPÇÃO. REVISÃO. EXCLUSÃO RETROATIVA. POSSIBILIDADE. A opção pela sistemática do Simples é ato do contribuinte sujeito a condições, e passível de fiscalização posterior. A exclusão com efeitos retroativos, quando verificado que o contribuinte incluiu-se indevidamente no sistema, é admitida pela legislação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade, e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima - Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar - Relator. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 14/10/2010 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 14/10/2010 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA 2 EDITADO EM: 14/10/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Albertina Silva Santos de Lima (Presidente de Turma), Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira (vice-Presidente), Antonio José Praga de Souza, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Maria Antonieta Lynch de Moraes e Sergio Luiz Bezerra Presta. Relatório Udine Serviços Ltda EPP recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 5ª Turma da DRJ Campinas/SP, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Trata o processo de exclusão do Simples em função da expedição do Ato Declaratório n.° 559.373, de 02/08/2004 (fl. 11), pelo motivo de o sócio participar de outra empresa com mais de 10% do capital social e a receita bruta global, no ano- calendário de 2001, ter ultrapassado o limite legal. 2. Cientificada do Ato Declaratório em 27/08/2004, a interessada apresentou manifestação de inconformidade, em 23/09/2004 (fls. 1/7), alegando, em síntese, que: 3.1. o Ato Declaratório informou o CPF do Sr. José Mário de Paula Ribeiro Júnior e o CNPJ da empresa Check Express Ltda. Ocorre que, pela cópia da declaração de imposto de renda do ano-calendário de 2001 da empresa Check Express, a receita bruta dessa empresa não ultrapassou o limite legal. Além disso, a Udine Serviços Ltda. iniciou suas atividades somente em 2002, motivo pelo qual não houve receita em 2001; 3.2. não é possível que o Fisco venha a constituir ou desconstituir determinadas relações por meio de declarações retroativas, sem que tenha notificado previamente o contribuinte, sob pena de afronta aos princípios constitucionais da publicidade e do devido processo legal; 3.3. considerando que a obrigação do contribuinte somente nasce com a publicidade do ato administrativo e considerando que esse ato se consumou apenas com esta notificação de desenquadramento, só a partir do exaurimento dos recursos administrativos é que se produzem os seus efeitos, e não a partir de maio de 2002; 3.4. sempre cumpriu com suas obrigações tributárias, seja pelo pagamento dos tributos, seja pela entrega de declarações, o que torna descabida qualquer punição. 4. Ao final, requer que o Ato Declaratório seja cancelado ou que a exclusão produza efeitos a partir da data do exaurimento dos recursos administrativos neste processo.” A DRJ proferiu em 23/02/2005 o Acórdão nº 8.788 (fls. 48-52), que traz a seguinte ementa: “EXCLUSÃO. PARTICIPAÇÃO DE SÓCIO EM OUTRA EMPRESA. Constatado que o sócio participa de outras empresas com mais de 10% do capital social e que a receita bruta global ultrapassou o limite legal, é cabível a exclusão da sistemática do Simples. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 14/10/2010 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 14/10/2010 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 13896.001732/2004-63 Acórdão n.º 1402-00.183 S1-C4T2 Fl. 95 3 OPÇÃO. REVISÃO. EXCLUSÃO RETROATIVA. POSSIBILIDADE. A opção pela sistemática do Simples é ato do contribuinte sujeito a condições, e passível de fiscalização posterior. A exclusão com efeitos retroativos, quando verificado que o contribuinte incluiu- se indevidamente no sistema, é admitida pela legislação.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 02/12/2008 (A.R. de fl. 55), a recorrente interpôs recurso voluntário, postado em 31/12/2008 onde argüi, como preliminar, cerceamento do seu direito de defesa, e, no mais, reitera os termos de sua manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve ser conhecido por esta Câmara. Da suposta nulidade por cerceamento do direito de defesa Argumenta a recorrente, nesse sentido, que não foi apontado de forma específica, no Ato Declaratório que determinou sua exclusão do Simples, “qual a empresa na qual o sócio, apontado apenas por meio do CPF, ultrapassou o limite permitido pela legislação”, o que preveniu a recorrente dos meios hábeis para que pudesse se defender de forma plena e eficaz. Cita em seu favor jurisprudência administrativa deste Conselho. Não procede a argumentação da recorrente quanto a essa preliminar. Consta do ADE que a excluiu da sistemática do Simples, fl. 11, como motivo de sua exclusão o seguinte, verbis: - Descrição: sócio ou titular participa de outra empresa com mais de 10% e a receita bruta global no ano-calendário de 2001 ultrapassou o limite legal. CPF 076.225.888-30. CNPJ 03.440.126/0001-75, 03.440.147/0001-90 Como se verifica, consta do aludido ADE o CPF do sócio e o CNPJ das empresas nas quais tem participação. Saliente-se, nesse sentido, que o sócio em questão não é pessoa estranha à empresa, pelo que descabe o argumento da recorrente quanto à dificuldade de acesso a meios hábeis para se defender. Suficiente os termos e referencias constantes no motivo da exclusão supra-transcrito para que soubesse a recorrente qual o sócio e quais as empresas referenciadas naquele Ato Declaratório contribuíram para a consecução da condição impeditiva de permanência na sistemática do Simples. De se destacar, ademais, que a empresa, ao impugnar o ADE em referência (fls. 01-07), demonstra pleno conhecimento dos motivos da sua exclusão da sistemática do Simples, mormente quanto à identificação do sócio e da correspondente empresa que levou à situação de exclusão discutida. É o que se depreende da leitura do excerto extraído de sua manifestação de inconformidade, fls. 02-03, a seguir transcrito: Fl. 3DF CARF MF Impresso em 14/10/2010 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 14/10/2010 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA 4 “O Ato Declaratório informou o número do CPF do Sr. José Mario de Paula Ribeiro Júnior e o CNPJ da empresa Check Express Ltda., da qual o Sr. José Mário também é sócio, demonstrando, implicitamente, tratar-se do sócio Sr. José Mario e da empresa Check Express. Ocorre que, pela cópia da declaração do imposto de renda do ano — calendário de 2001 da empresa Check Express, a receita bruta da aludida empresa não ultrapassou o limite legal. Além disso, convém observar que a empresa requerente iniciou suas atividades somente em 2002, motivo pelo qual não houve receita em 2001. Desse modo, a situação excludente do SIMPLES descrita no ato declaratório n 559.373, não ocorreu, já que a receita bruta global das empresas não ultrapassou, no ano de 2001, o limite legal. ... O Ato Declaratório informou o número do CPF do Sr. José Mario de Paula Ribeiro Junior e o CNPJ de duas empresas Check Express Ltda e Lignet Rede Multi Serviços Ltda, das quais o mesmo é sócio, demonstrando implicitamente a suposta situação excludente. ...” Por fim, é de se esclarecer que a jurisprudência administrativa colacionada pela recorrente, além de não guardar nexo específico com o ora discutido, não vincula este Relator, servindo, quando muito, como subsídio à formação de sua convicção, o que não se configurou no presente caso. Dessa forma, entende-se não ter havido cerceamento do direito de defesa da recorrente, pelo que se rejeita a preliminar de nulidade do ADE atacado. Da receita bruta global no ano-calendário de 2001 A recorrente reafirma os argumentos trazidos quando da manifestação de inconformidade contra o ADE em referência. Aduz que, pela cópia da declaração do imposto de renda do ano calendário de 2001 da empresa Check Express Ltda, sua receita bruta não teria ultrapassado o limite legal previsto na legislação. Além disso, sustenta que a Check Express Ltda teria iniciado suas atividades somente em 2002, motivo pelo qual não teria havido receita em 2001. Nesse ponto, peço vênia ao relator da decisão da DRJ para servir-me dos argumentos ali trazidos, com os quais concordo e adoto neste voto. “... 6. A contribuinte foi excluída do Simples sob a fundamentação de que seu sócio ou titular participa de outras empresas com mais de 10% do capital social e a receita bruta global no ano-calendário de 2001 teria ultrapassado o limite legal. Tal exclusão está baseada na inobservância da vedação estabelecida no inciso IX do art. 9 da Lei n 9.317, de 5 de dezembro de 1996, que tem a seguinte redação: Art. 9 - Não poderá optar pelo Simples a pessoa jurídica: (...) Fl. 4DF CARF MF Impresso em 14/10/2010 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 14/10/2010 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 13896.001732/2004-63 Acórdão n.º 1402-00.183 S1-C4T2 Fl. 96 5 IX – cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do art. 2 ; (...) 7. O limite de que trata o inciso II do art. 2º da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, é R$ 1.200.000,00. A contribuinte afirma que, conforme comprovaria a declaração de imposto de renda da empresa Check Express, esse limite não teria sido ultrapassado. 8. De plano, cabe ressalvar que, ao contrário do que afirma a contribuinte, o Ato Declaratório Executivo que a excluiu do Simples cita dois CNPJs: 03.440.126/0001-75 – Lignet Rede Multi Serviços Ltda. – e 03.440.147/0001-90 Check Express Ltda. Conforme, se observa pela consulta efetuada aos sistemas da Secretaria da Receita Federal (fls. 42/47), o total da receita bruta dessas empresas ultrapassa o limite de R$ 1.200.000,00. 9. Observe-se que os documentos anexados aos autos pela contribuinte (fls. 22/31) se reportam à Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte da empresa Check Express Ltda., a qual não contém toda a receita bruta. Na verdade, a receita bruta dessa empresa, conforme cópia de sua DIPJ (fl. 46), já descontadas as vendas canceladas, as devoluções e os descontos incondicionais, atinge R$ 5.736.638,69. ...” (grifei) Portanto, ao contrário do que afirma a recorrente, a receita bruta no ano- calendário de 2001, considerando apenas uma das empresas (Check Express Ltda) das quais participa como sócio o Sr. José Mario de Paula Ribeiro Júnior, conforme fl. 46, ultrapassou o limite permitido estabelecido na legislação. De se considerar, por conseguinte, descabida a argumentação apresentada pela recorrente quanto a esse ponto. Dos efeitos da exclusão Para o caso presente nos autos, o termo de início a partir do qual passam a surtir os efeitos da exclusão da sistemática do Simples está previsto no inciso II do art. 15 da Lei nº 9.317/1996. É de se esclarecer, de início que a redação daquele comando legal foi alterada por diversas ocasiões, senão vejamos: A redação original previa que: II - a partir do mês subseqüente ao em que incorrida a situação excludente, nas hipóteses de que tratam os incisos III a XVIII do art. 9º; Com a publicação da Lei nº 9.732/98, passou a ser: II - a partir do mês subseqüente àquele em que se proceder à exclusão, ainda que de ofício, em virtude de constatação de situação excludente prevista nos incisos III a XVIII do art. 9o; Fl. 5DF CARF MF Impresso em 14/10/2010 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 14/10/2010 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA 6 A redação dada pela Medida Provisória nº 2158-35/2001 estabelecia: II - a partir do mês subseqüente ao que incorrida a situação excludente, nas hipóteses de que tratam os incisos III a XIX do art. 9º; Finalmente, a redação atual, dada pela Lei nº 11.196/2005, prevê que a exclusão se dê com efeitos retroativos à data da situação excludente, conforme se constata de seus termos: II - a partir do mês subseqüente ao que for incorrida a situação excludente, nas hipóteses de que tratam os incisos III a XIV e XVII a XIX do caput do art. 9o desta Lei; A recorrente, ao sustentar que os efeitos da exclusão somente se processariam após a ciência do ato administrativo que a excluíra, toma por base redação ultrapassada do supracitado inciso II, especificamente aquela trazida pela Lei nº 9.732/98. A redação atual, assim como aquela vigente à época da emissão do ADE, é cristalina quanto ao alcance dos efeitos da exclusão da sistemática do Simples: a partir do mês subseqüente ao que for incorrida a situação excludente. Essa é, inclusive, a jurisprudência mais recente emanada por este Conselho, resumida no Acórdão 303-35.742, de 16/10/2008, cuja ementa se transcreve abaixo: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 PARTICIPAÇÃO DE SÓCIO NO CAPITAL DE OUTRA EMPRESA. EFEITOS DA EXCLUSÃO DO SIMPLES. A pessoa jurídica que tenha sócio que participe com mais de 10% do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global, no ano-calendário de 2001, tenha ultrapassado o limite estabelecido pelo inciso II do art. 2º da Lei nº 9.317/96, será excluída do Simples com efeitos a partir de 01/01/2002, por força do art. 15, II, da Lei nº 9.137/96, com a redação dada pela MP nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2001. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO (grifei) Assim, a aplicação da exclusão desde 15/05/2002, início das atividades da empresa, está em perfeita consonância tanto com a legislação vigente quanto com a melhor jurisprudência deste Conselho. Em face de todo o exposto, voto no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade por cerceamento do direito de defesa, para, no mérito negar provimento ao recurso voluntário apresentado. Sala das Sessões, em 19 de maio de 2010 (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar - Relator. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 14/10/2010 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 14/10/2010 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 13896.001732/2004-63 Acórdão n.º 1402-00.183 S1-C4T2 Fl. 97 7 Fl. 7DF CARF MF Impresso em 14/10/2010 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 14/10/2010 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 14/10/2010 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA
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Numero do processo: 10935.001407/95-74
Data da sessão: Tue Nov 10 00:00:00 UTC 1998
Numero da decisão: 107-00.221
Decisão: RESOLVEM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Francisco de Assis Vaz Guimaraes
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Numero do processo: 10070.000765/99-38
Data da sessão: Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 105-01.330
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: Daniel Sahagoff
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Numero do processo: 13805.011047/96-73
Data da sessão: Wed Mar 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 1995
ITR. REDUÇÃO DO VALOR DA TERRA NUA. REQUISITOS.
Para fins de revisão do VTN arbitrado pela fiscalização, com base no VTN/ha exige-se que o Laudo Técnico de Avaliação, emitido por profissional habilitado, atenda aos requisitos essenciais das Normas da ABNT, demonstrando, de forma inequívoca, o valor fundiário do imóvel, bem como, a existência de características particulares desfavoráveis em relação aos imóveis circunvizinhos.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2102-000.514
Decisão: Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: RUBENS MAURÍCIO CARVALHO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 1995 ITR. REDUÇÃO DO VALOR DA TERRA NUA. REQUISITOS. Para fins de revisão do VTN arbitrado pela fiscalização, com base no VTN/ha exige-se que o Laudo Técnico de Avaliação, emitido por profissional habilitado, atenda aos requisitos essenciais das Normas da ABNT, demonstrando, de forma inequívoca, o valor fundiário do imóvel, bem como, a existência de características particulares desfavoráveis em relação aos imóveis circunvizinhos. Recurso negado.
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decisao_txt : Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
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Numero do processo: 10980.000151/2009-71
Data da sessão: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ
Anocalendário:
2004, 2005, 2006
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO MPF. NULIDADE.
INOCORRÊNCIA.
Somente ensejam nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidas por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa, hipóteses essas que não estão presentes nos
autos.
INTERPOSIÇÃO DE PESSOAS. RESPONSABILIDADE PESSOAL ATOS
PRATICADOS EM INFRAÇÃO DE LEI.
Comprovados nos autos como verdadeiros proprietários e administradores da pessoa jurídica, pessoas físicas acobertadas por terceiros que apenas emprestavam o nome para que aqueles realizassem operações em nome da pessoa jurídica, da qual tinham ampla procuração para gerir seus negócios e
suas contascorrentes
bancárias, cabe a responsabilização pessoal dos
primeiros nos termos do art. 135 do Código Tributário Nacional
OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM
COMPROVAÇÃO DE ORIGEM.
O artigo 42 da Lei 9.430, de 1996, estabeleceu a hipótese da caracterização de omissão de receitas com base em movimentação financeira de origem não comprovada. A presunção legal trazida ao mundo jurídico pelo dispositivo em comento transfere o ônus da prova ao sujeito passivo, cabendo a este prestar os devidos esclarecimentos quanto aos valores movimentados.
MULTA DE OFICIO. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. CONFISCO.
A multa de lançamento de oficio decorre de expressa previsão legal e não se confunde com a multa de mora, aplicável aos pagamentos efetuados com atraso, porém de forma espontânea.A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador,
cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a multa, nos moldes da
legislação que a instituiu.
JUROS DE MORA. TAXA SELIC
A partir de 01/04/1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos
tributários administrados pela SRFB são devidos, no período da
inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e
Custódia – SELIC para os títulos federais (Súmula CARF 04).
PIS. COFINS. CSLL. DECORRÊNCIA. LANÇAMENTO REFLEXO.
Versando sobre as mesmas ocorrências fáticas, aplicase
ao lançamento
reflexo alusivo ao PIS, à Cofins e à CSLL o que restar decidido no
lançamento do IRPJ.
Numero da decisão: 1301-000.509
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto - Presidente. (documento assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Valmir Sandri, Waldir Veiga Rocha, Ricardo Luiz Leal de Melo, Paulo Jakson da Silva Lucas e Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
Nome do relator: Paulo Jakson da Silva Lucas
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2004, 2005, 2006 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO MPF. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Somente ensejam nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidas por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa, hipóteses essas que não estão presentes nos autos. INTERPOSIÇÃO DE PESSOAS. RESPONSABILIDADE PESSOAL ATOS PRATICADOS EM INFRAÇÃO DE LEI. Comprovados nos autos como verdadeiros proprietários e administradores da pessoa jurídica, pessoas físicas acobertadas por terceiros que apenas emprestavam o nome para que aqueles realizassem operações em nome da pessoa jurídica, da qual tinham ampla procuração para gerir seus negócios e suas contascorrentes bancárias, cabe a responsabilização pessoal dos primeiros nos termos do art. 135 do Código Tributário Nacional OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM COMPROVAÇÃO DE ORIGEM. O artigo 42 da Lei 9.430, de 1996, estabeleceu a hipótese da caracterização de omissão de receitas com base em movimentação financeira de origem não comprovada. A presunção legal trazida ao mundo jurídico pelo dispositivo em comento transfere o ônus da prova ao sujeito passivo, cabendo a este prestar os devidos esclarecimentos quanto aos valores movimentados. MULTA DE OFICIO. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. CONFISCO. A multa de lançamento de oficio decorre de expressa previsão legal e não se confunde com a multa de mora, aplicável aos pagamentos efetuados com atraso, porém de forma espontânea.A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a multa, nos moldes da legislação que a instituiu. JUROS DE MORA. TAXA SELIC A partir de 01/04/1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela SRFB são devidos, no período da inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para os títulos federais (Súmula CARF 04). PIS. COFINS. CSLL. DECORRÊNCIA. LANÇAMENTO REFLEXO. Versando sobre as mesmas ocorrências fáticas, aplicase ao lançamento reflexo alusivo ao PIS, à Cofins e à CSLL o que restar decidido no lançamento do IRPJ.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto - Presidente. (documento assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Valmir Sandri, Waldir Veiga Rocha, Ricardo Luiz Leal de Melo, Paulo Jakson da Silva Lucas e Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2220; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 1 1 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.000151/200971 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1301000.509 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de fevereiro de 2011 Matéria IRPJ/ARBITRAMENTO Recorrente PRÓ ÓRTESE ÓRTESE E PRÓTESE LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2004, 2005, 2006 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO MPF. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Somente ensejam nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidas por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa, hipóteses essas que não estão presentes nos autos. INTERPOSIÇÃO DE PESSOAS. RESPONSABILIDADE PESSOAL ATOS PRATICADOS EM INFRAÇÃO DE LEI. Comprovados nos autos como verdadeiros proprietários e administradores da pessoa jurídica, pessoas físicas acobertadas por terceiros que apenas emprestavam o nome para que aqueles realizassem operações em nome da pessoa jurídica, da qual tinham ampla procuração para gerir seus negócios e suas contascorrentes bancárias, cabe a responsabilização pessoal dos primeiros nos termos do art. 135 do Código Tributário Nacional OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM COMPROVAÇÃO DE ORIGEM. O artigo 42 da Lei 9.430, de 1996, estabeleceu a hipótese da caracterização de omissão de receitas com base em movimentação financeira de origem não comprovada. A presunção legal trazida ao mundo jurídico pelo dispositivo em comento transfere o ônus da prova ao sujeito passivo, cabendo a este prestar os devidos esclarecimentos quanto aos valores movimentados. MULTA DE OFICIO. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. CONFISCO. A multa de lançamento de oficio decorre de expressa previsão legal e não se confunde com a multa de mora, aplicável aos pagamentos efetuados com atraso, porém de forma espontânea. Fl. 613DF CARF MF Emitido em 15/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 15/ 03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 2 A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a multa, nos moldes da legislação que a instituiu. JUROS DE MORA. TAXA SELIC A partir de 01/04/1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela SRFB são devidos, no período da inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para os títulos federais (Súmula CARF 04). PIS. COFINS. CSLL. DECORRÊNCIA. LANÇAMENTO REFLEXO. Versando sobre as mesmas ocorrências fáticas, aplicase ao lançamento reflexo alusivo ao PIS, à Cofins e à CSLL o que restar decidido no lançamento do IRPJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente. (documento assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Valmir Sandri, Waldir Veiga Rocha, Ricardo Luiz Leal de Melo, Paulo Jakson da Silva Lucas e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Fl. 614DF CARF MF Emitido em 15/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 15/ 03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10980.000151/200971 Acórdão n.º 1301000.509 S1C3T1 Fl. 2 3 Relatório Por bem descrever os fatos adoto o relatório do acórdão recorrido: Tratase de lançamento de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), de Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), referente a fatos geradores ocorridos nos anos de 2004 a 2006, no valor consolidado de R$8.402.313,68, com imposição de multa de ofício de 150%. A empresa teve seu lucro arbitrado de ofício em razão de deixar de apresentar seus livros e documentos de sua escrituração, após ter sido regularmente intimada a fazêlo. O arbitramento se deu com base na receita bruta conhecida, composta pela receita conhecida de revenda de mercadorias e pela receita omitida determinada a partir da identificação de depósitos bancários de origem não comprovada. A ação fiscal foi deflagrada quando a fiscalização constatou que a empresa movimentara mais de 40 milhões de reais entre os anos de 2004 e 2006 e, no mesmo período, apresentara declarações de inatividade (anos de 2004 e 2005), ou encontravase omissa (ano de 2006), conforme fls. 183, 184 e 185. Ao tentar dar início à fiscalização, em 10.6.2008, a autoridade lançadora constatou a falsidade do endereço cadastral da autuada (fl. 10). Aprofundou as diligências e verificou que um dos sócios de direito da autuada, o Sr. Jaime Antunes de Almeida, era pessoa simples, contratado como servente do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul (fl. 13). Posteriormente, em 16.6.2008, o Sr. Isomar Sadi Kasper, diretor do Hospital Angelina Caron, procurou a fiscalização para levar, entre outras, a seguinte informação sobre a autuada (fl. 17): A empresa foi idealizada por Marco Caron e Pedro Caron, donos do Hospital, para comercializar órteses e próteses. Porém, como o CRM não permite que médicos tenham empresa nesse ramo, foram convidados os srs .Jaime e Lorival (e, posteriormente, Oides Bernardes) para constar como sócios. O Termo de Início da ação fiscal foi cientificado ao Sr. Jaime, na condição de sócio da autuada (fl. 21), que informou a inexistência de qualquer livro fiscal ou comercial, bem como deixou de apresentar os extratos bancários da empresa (fl. 28). Após a emissão da Requisição de Informações sobre Movimentação Financeira (RMF) de fl. 31, a fiscalização reuniu provas de que os irmãos Marco Antonio Caron e Pedro Ernesto Caron possuíam poderes amplos, gerais e ilimitados poderes de representação da empresa (fl. 68) e estavam habilitados a movimentar a sua conta corrente mantida no HSBC (fls. 70 a 77). Foi verificada a contabilidade do Hospital Angelina Caron e nela constatouse o registro de compras cujo fornecedor foi a autuada (razão juntado ao Anexo III). Essas compras foram consideradas receitas operacionais omitidas pela autuada. Fl. 615DF CARF MF Emitido em 15/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 15/ 03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 4 A autuada foi intimada a comprovar a origem dos depósitos em sua conta corrente mantida no HSBC (fl. 86) e não o fez. A fiscalização, então, considerou que esses valores, deduzidos das receitas operacionais decorrentes das vendas ao Hospital Angelina Caron, constituíramse receitas omitidas. A multa de ofício foi qualificada em vista da prática de sonegação fiscal. Os Srs. Marco Antonio Caron e Pedro Ernesto Caron, por terem idealizado e constituído de fato a autuada, foram intimados como responsáveis solidários pelos débitos da referida empresa (fls. 253 e 254). Em 14.1.2009, o sujeito passivo foi cientificado do lançamento (fl. 193) e, em 12.2.2009, apresentou quatro impugnações distintas, uma para cada tributo lançado de ofício, mas de idêntico teor (fls. 257 a 361), pelas quais aduz, em síntese: a)como preliminar, que o lançamento é nulo pois o Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) contemplou a fiscalização apenas do IRPJ, sem estendêla aos demais tributos lançados; b) que houve desrespeito à ampla defesa quando da configuração da suposta responsabilidade solidária pois esta questão não consta do enquadramento legal do auto de infração e somente a impugnante foi notificada; c) que a solidariedade não se sustenta pois não ocorreu o fato gerador do tributo; d)que a responsabilidade solidária do art. 124, 1, do Código Tributário Nacional (CTN) não pode ser presumida; e) que a quebra do sigilo bancário do sujeito passivo mediante procedimento administrativo é inconstitucional; f) que a conta corrente da autuada foi utilizada pelos sócios do Hospital Angelina Caron porque esta sofrera o bloqueio da sua conta bancária e não pôde movimentar recursos; g)que os responsáveis solidários, embasados na procuração concedida pelos sócios da impugnante, movimentaram a conta corrente de forma a poder abastecer o hospital com os equipamentos necessários bem como movimentar os recursos pertinentes às operações; h)que foi celebrado um contrato de conta corrente entre a impugnante e o hospital, de forma que o saldo final seria fechado e posteriormente repassado para a empresa devedora; i) que, de fato, a impugnante encontravase inativa pois quem movimentava a sua conta corrente eram os sócios do Hospital; j) que o arbitramento não se justifica pois foi apresentada a escrita fiscal e ficou provado que os depósitos bancários são provenientes de operações comerciais; k)que as receitas operacionais da autuada já foram objeto de tributação no Hospital Angelina Caron; l) que os depósitos bancários não se traduzem em renda tributável e não se pode exigir que a autuada saiba, com precisão, determinar a origem de todos os depósitos que circularam em sua conta corrente nos últimos cinco anos; m) que compete à Fazenda provar a existência de acréscimo patrimonial; Fl. 616DF CARF MF Emitido em 15/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 15/ 03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10980.000151/200971 Acórdão n.º 1301000.509 S1C3T1 Fl. 3 5 n) que a multa qualificada deve ser afastada pois a simples omissão de rendimentos não autoriza a sua aplicação, ela não tem cabimento quando a infração advém de presunção legal, o movimento bancário detectado é resultado de um contrato de conta corrente entre a autuada e o Hospital Angelina Caron, não se comprovou o dolo específico na prática da infração e nem ficou caracterizada a fraude; o) que é inconstitucional a multa com efeito confiscatório e a utilização da taxa de juros Selic; p) que é ilegal a aplicação da correção monetária e juros moratórios juntamente com a incidência da taxa Selic. A autoridade julgadora de primeira instância (DRJ/CTA), decidiu a matéria por meio do Acórdão 0622.448, de 29/05/1999, julgando procedente os lançamentos, tendo sido lavrada a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004, 2005, 2006 PRELIMINAR DE NULIDADE DO LANÇAMENTO POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Rejeitase a preliminar de nulidade do lançamento, quando este obedeceu a todos os requisitos formais e materiais necessários para a sua validade, em especial no que tange a garantia do contraditório e da ampla defesa, não estando caracterizado o cerceamento do direito de defesa. LUCRO ARBITRADO. O imposto será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado quando o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa na qual esteja escriturada toda a movimentação financeira, inclusive bancária. INTERPOSIÇÃO DE PESSOAS. RESPONSABILIDADE PESSOAL ATOS PRATICADOS EM INFRAÇÃO DE LEI. Comprovados nos autos como verdadeiros proprietários e administradores da pessoa jurídica, pessoas físicas acobertadas por terceiros que apenas emprestavam o nome para que aqueles realizassem operações em nome da pessoa jurídica, da qual tinham ampla procuração para gerir seus negócios e suas contascorrentes bancárias, cabe a responsabilização pessoal dos primeiros nos termos do art. 135 do Código Tributário Nacional. MULTA DE OFÍCIO DE 150%. APLICAÇÃO E PERCENTUAL. LEGALIDADE. DOLO. Aplicável a multa de ofício qualificada no lançamento de crédito tributário sonegado relativo a receitas sistematicamente omitidas pela empresa cujos sócios verificouse serem interpostas pessoas, caracterizandose as práticas dolosa de sonegação e conluio. INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. APRECIAÇÃO. VEDAÇÃO. Fl. 617DF CARF MF Emitido em 15/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 15/ 03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 6 Não compete à autoridade administrativa manifestarse quanto à inconstitucionalidade ou ilegalidade das leis, por ser essa prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. LEGALIDADE. Aplicamse juros de mora por percentuais equivalentes à taxa Selic por expressa previsão legal. É o relatório. Passo ao voto. Fl. 618DF CARF MF Emitido em 15/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 15/ 03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10980.000151/200971 Acórdão n.º 1301000.509 S1C3T1 Fl. 4 7 Voto Conselheiro Paulo Jakson da Silva Lucas O recurso voluntário repete as alegações iniciais. Por tempestivo e assente em lei, dele conheço. Para que não alegue qualquer omissão nesse julgamento, esse Relator passa a examinar pontualmente as alegações recursais: Preliminarmente examino a questão relativa à natureza do Mandado de Procedimento Fiscal. Filiome a corrente majoritária deste Colegiado em que abraça a jurisprudência predominante no sentido de que o MPF é mero instrumento de controle administrativo. Portanto, a alegação de nulidade pelo fato do MPF, inicialmente, indicar ação fiscal para apuração do IRPJ e não indicar expressamente com relação aos decorrentes CSLL, PIS e COFINS, entendo que não deve ser reconhecida no caso. O Mandado de Procedimento Fiscal advém de norma administrativa que tem por objetivo o gerenciamento da ação fiscal. Se o Auto de Infração possui todos os requisitos necessários à sua formalização, estabelecido pelo artigo 10 do PAF (Decreto 70.235, de 1972), e se não forem verificados os casos expressos e taxativos do artigo 59 do mesmo decreto, não há que se falar em nulidade do lançamento de ofício. Sob a ótica do administrado, o MPF atende ao princípio constitucional da cientificação, ao informar o contribuinte da decisão da administração de indicálo para ser fiscalizado, bem como define o escopo da respectiva fiscalização, reverenciando o princípio da pessoalidade, posto que nomina os agentes fiscais encarregados da fiscalização. Por isso, entendo que o Mandado de Procedimento Fiscal MPF, sob a égide da Portaria que o criou e dos atos posteriores que o disciplinam, integra o rol dos atos discricionários vinculados à autorização e controle da execução dos procedimentos de fiscalização, sem que se constitua em requisito de validade do lançamento tributário porque não integra o rol dos atos e termos a ele vinculados. Dispõe o art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN): Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Fl. 619DF CARF MF Emitido em 15/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 15/ 03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 8 O lançamento de ofício está vinculado à Lei. Assim, tornase imperativo concluir que o MPF não se constitui em elemento indispensável para dar validade ao lançamento tributário. Portanto, não há como declarar nulidade, quer material quer formal, de lançamento tributário que obedeceu a todas as regras legais. Em seguida analiso o tópico “DESRESPEITO À AMPLA DEFESA QUANDO DA CONFIGURAÇÃO DE SUPOSTA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA” alega a recorrente: “Neste ponto, definiu a DRJ que ocorre a sujeição passiva solidária, pois esta foi diversas vezes citada no decorrer dos procedimentos. Ocorre que não foi analisada a alegação do Recorrente de que não ocorreu o fato gerador de tributo, uma vez que os lançamentos captados pelo fisco na conta bancária da Impugnante, que foram comprovados, já sofreram tributação. Quanto à movimentação "não comprovada", esta não representa, por si só, fato gerador, nem base de cálculo apta a ensejar tributação. Ademais, quanto à responsabilidade solidária do artigo 124, I, esta não pode ser presumida.” Com relação a Responsabilidade Solidária, neste tópico, a recorrente alega nulidade da sujeição passiva solidária dos sócios do Hospital Angelina Caron (Marco Antonio Caron e Pedro Ernesto Caron), em vista da preterição do direito de defesa. Sustenta que essa sujeição não constou do enquadramento legal do auto de infração e que somente a empresa autuada foi notificada. Consta do Termo de Verificação Fiscal a descrição dos fatos atinentes à sujeição passiva solidária acompanhada do devido enquadramento legal (fl. 193). Esse termo foi assinado pelos referidos senhores (fl. 193, verso), bem assim como os quatro autos de infração (IRPJ fl. 203), (PIS fl. 217), (Cofins fl. 231) e (CSLL fl. 245), inclusive, a.autoridade lançadora teve o zelo de lavrar um termo de sujeição passiva solidária específico para cada um dos sócios de fato da autuada e estes foram regularmente cientificados, conforme fls. 253 e 254. Evidentemente, não houve qualquer cerceamento ao direito de defesa de qualquer dos responsáveis solidários, que poderiam ter apresentado as respectivas impugnações em separado ou, como de fato ocorrido, exercido as suas defesas indiretamente por meio da autuada. No tocante aos recursos movimentados em sua conta corrente bancária, a recorrente afirma que apenas cedeu o uso de sua conta para uso do Hospital Angelina Caron, pois este sofrera bloqueio de sua conta bancária e não pôde movimentar recursos. Afirma, também, que foi celebrado um contrato de conta corrente entre a impugnante e o hospital, de forma que o saldo final seria fechado e posteriormente repassado para a empresa devedora. Como bem fundamentado na decisão recorrida, esses argumentos não devem prosperar. Um eventual contrato de conta corrente firmado entre a recorrente e o Hospital Angelina Caron não serviria, por si só, a comprovar a origem dos recursos depositados no HSBC. Seria necessário apresentar a documentação que justificasse o recebimento dos referidos valores, que identificasse de maneira inequívoca o depositante e a operação que deu origem aos depósitos e que tais depósitos não se referissem a receitas omitidas. Como se trata de uma presunção legal, nesse caso específico o ônus da prova sobre a origem dos recursos recai sobre o sujeito passivo, e não sobre a Fazenda. Como esta se recusa ou não tem condição de determinar a origem desses depósitos, os respectivos valores são considerados receita omitida. Fl. 620DF CARF MF Emitido em 15/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 15/ 03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10980.000151/200971 Acórdão n.º 1301000.509 S1C3T1 Fl. 5 9 No tocante ao arbitramento, afirma a recorrente que não se justifica pois foi apresentada a escrita fiscal e ficou provado que os depósitos bancários são provenientes de operações comerciais. Contudo, como já observado no relatório, foi a própria contribuinte quem, ainda no início da ação fiscal, informou não ter localizado nenhum dos documentos pedidos pela fiscalização, posto que, a empresa não entrou em atividades, foi apenas constituída e permanece desativada (declaração de fl. 28). Contesta a recorrente da impossibilidade de arbitramento com relação as operações comprovadas, tendo por base a própria diligência efetuada no Hospital, na qual constatouse que a referida conta corrente estava sendo utilizada pelos procuradores para a manutenção das atividades do Hospital, através de vendas efetuadas pela ora recorrente, originando, portanto, as receitas comprovadas (conhecidas), pelo que entende que tais “vendas identificadas já foram objeto de tributação no hospital.” Da mesma forma, faço minhas as argumentações do relatório recorrido, no sentido de que não deve prosperar tais alegações, pois, em sendo assim, as suas receitas operacionais (conhecidas) simplesmente serviram para reduzir o lucro do Hospital Angelina Caron, que as contabilizou como compras. Em verdade, como a autuada jamais emitiu uma única nota fiscal, é de se questionar, inclusive, a idoneidade dos documentos que amparam a contabilização desses custos. A autuada demonstrase irresignada com o tratamento legal dado pela lei em relação aos depósitos bancários de origem não comprovada. Sustenta que não se traduzem em renda tributável. Prosseguindo, com relação as operações (depósitos) não comprovados afirma a recorrente: “Neste ponto, destacamos alguns requisitos importantes para aplicação do artigo 287 do RIR/99. Esta disposição, originária do artigo 42 da Lei no 9.430/96, acertadamente invoca o requisito da análise das informações prestadas pelo contribuinte porque a simples existência de depósitos bancários não configura fato gerador do Imposto de Renda, por não configurar acréscimo patrimonial.” Por pertinente, registre a constatação, às fls.39/60 do TVF, que a própria recorrente entregou, também, os extratos bancários durante a ação fiscal. Neste ponto, o art. 287 do RIR/1999 ancorase no disposto no art. 42 da Lei n. 9.430/1996, cujo caput e seu parágrafo 3o. apresenta a seguinte redação: "Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição ,financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. (...) § 2o. Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo do imposto a que estiverem sujeitos, submeterseão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos (Lei 9.430/96, art. 42).” Fl. 621DF CARF MF Emitido em 15/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 15/ 03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 10 O tipo expresso consiste em presunção legal atribuindo ao sujeito passivo o dever de comprovar a origem dos recursos que geraram os valores creditados em suas contas de depósitos ou de investimento. Vislumbrase, dessa forma, que o ônus probatório é daquele detentor dos valores creditados, independentemente de se constituir em pessoa física ou jurídica. Bem consignado na ação fiscal, que a contribuinte, embora com faturamento expressivo, declarouse inativa e, tampouco apresentou escrituração regular ou livros fiscais exigidos pela legislação, quando instada a fazêlo. Daí não restar outra alternativa a não ser o arbitramento do lucro, em conformidade com o permissivo insculpido no art. 530 do RIR, que estabelece: “Art. 530. O imposto, devido trimestralmente, no decorrer do ano calendário, será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado quando (Lei n" 8.981, de 1995, art. 47, e Lei n" 9.430, de 1996, art. 1°). (...) III o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, na hipótese do parágrafo único do art. 527;” Por último, ataca a recorrente a aplicação da multa qualificada de 150% e da inconstitucionalidade da Taxa Selic. Afirma a recorrente da abusividade da fixação da multa em 150% do valor do tributo exigido, frente à vedação de tributação com efeitos confiscatórios, impõese a redução da multa aplicada, para patamares compatíveis e razoáveis, bem como Ad argumentandum tantum, na eventualidade de entendimento diverso das razões supra explicitadas, há que se reconhecer, ao menos, a inconstitucionalidade da aplicação, incasu, da taxa SELIC. Resta claro que durante os anoscalendário de 2004, 2005 e 2006 a autuada deixou de escriturar e de comprovar a origem de diversos depósitos bancários, cuja movimentação foi subtraída à regular escrituração. Além de se utilizar de interpostas pessoas com o intuito de impedir, retardar a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. Esses procedimentos evidenciam consciente intuito de não pagar tributos e contribuições, e enquadramse perfeitamente às hipóteses previstas na Lei n" 4.502, de 30 de novembro de 1964, art. 71, como sonegação fiscal conforme assentado no voto do acórdão recorrido. Forçoso concluir pela procedência da multa qualificada. Vejamos o que diz a legislação: Lei n° 9.430/96 “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007) Fl. 622DF CARF MF Emitido em 15/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 15/ 03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10980.000151/200971 Acórdão n.º 1301000.509 S1C3T1 Fl. 6 11 II de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007) a) na forma do art. 8º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; (Incluída pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007) b) na forma do art. 2º desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. (Incluída pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007) § 1º O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007) § 2º Os percentuais de multa a que se referem o inciso I do caput e o § 1º deste artigo serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007) I prestar esclarecimentos; (Renumerado da alínea “a” pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007) II apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991; (Renumerado da alínea “b” com nova redação pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007) III apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38 desta Lei. (Renumerado da alínea “c” com nova redação pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007)” Lei n.° 4.502/1964 “Art. 71. Sonegação é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária. I— da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais; II — das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributário correspondente. Art. 72. Fraude é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o Fl. 623DF CARF MF Emitido em 15/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 15/ 03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 12 montante do imposto devido, ou a evitar ou diferir o seu pagamento. Art. 73. Conluio é o ajuste doloso entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas, visando qualquer dos efeitos referidos nos arts. 71 e 72.” Da mesma forma com relação à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC), a matéria já se encontra pacificada no âmbito deste E. Conselho, conforme Súmula 04, abaixo reproduzida. “A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SEL1C para títulos federais.´ LANÇAMENTOS REFLEXOS Quanto aos lançamentos decorrentes (CSLL, PIS e COFINS), por possuírem os mesmos fundamentos fáticos da presente exigência, a decisão aqui prolatada faz coisa julgada em relação aos decorrentes, em vista da íntima relação de causa e efeito que os une. Pelo exposto, voto no sentido de afastar a preliminar de nulidade e cerceamento suscitada, para no mérito negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator Fl. 624DF CARF MF Emitido em 15/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 15/ 03/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
Numero do processo: 13433.000572/2004-82
Data da sessão: Fri Jul 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: DIFERENÇA ENTRE VALORES DECLARADOS E ESCRITURADOS.
Procede a tributação do IRPJ sobre diferenças encontradas pela comparação entre os valores de receitas declarados na DCTF e os escriturados no Livro de Apuração do ICMS.
Recurso negado provimento
Numero da decisão: 1401-000.287
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao Recurso, nos termos do relatório e voto do Relator Maurício Pereira Faro
Matéria: IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
Nome do relator: Maurício Pereira Faro
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Recorrida FAZENDA NACIONAL DIFERENÇA ENTRE VALORES DECLARADOS E ESCRITURADOS. Procede a tributação do IRPJ sobre diferenças encontradas pela comparação entre os valores de receitas declarados na DCTF e os escriturados no Livro de Apuração do ICMS. Recurso negado provimento. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao Recurso, nos termos do relatório e voto do Relator Maurício Pereira Faro. Assinado digitalmente Viviane Vidal Wagner Presidente Assinado digitalmente Maurício Pereira Faro Relator Participaram do julgamento os conselheiros Viviane Vidal Wagner (Presidente), Karem Jureidini Dias (VicePresidente) Alexandre Antônio Alkmin Teixeira, Antônio Bezerra Neto, Mauricio Pereira Faro e Fernando Luiz Gomes de Mattos. Relatório Fl. 204DF CARF MF Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0218.11287.17UD. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Tratase de Auto de Infração lavrado em 06.01.2005 em face do ora Recorrente, em razão da constatação, pela fiscalização fazendária, de infrações à legislação de IRPJ, referentes aos anos calendários de 1999 à 2003. Os valores lançados decorrem das divergências constatadas entre os valores dos impostos declarados em DCTF e os valores encontrados nos Livros de Apuração do ICMS, com a ressalva de que as receitas dos meses de julho de 2001 e janeiro e fevereiro de 2002 foram obtidas a partir do somatório das notas fiscais apresentadas pelo contribuinte. Cientificado, o Contribuinte apresentou impugnação alegando, em síntese, que o Ilmo. Fiscal autuante tributou duplamente as receitas auferidas, tendo em vista que “deixou de considerar valores de Cupons Fiscais já constantes e citados no corpo das Notas Fiscais como se prova com amostragem em anexo, podendo ser comprovado com a verificação das notas emitidas". Requereu, por fim, a realização de diligência para averiguação da sua receita, bem como fosse reconhecida a decadência do lançamento referente ao ano calendário de 1999. A Delegacia de Julgamentos do Recife/PE, em análise de preliminar, reconheceu a decadência do Direito Fazendário de constituir crédito referente ao ano calendário de 1999, em razão do disposto no art. 150, do CTN. Quanto aos demais lançamentos, entendeu a r. decisão de 1ª Instância por mantêlos, tendo em vista que, ao contrário do sustentado pelo ora Recorrente, a fiscalização, para apuração dos valores lançados, baseouse somente em informações da DCTF, dos Livros de Apuração do ICMS e das Notas Fiscais dos meses de julho de 2001 e de janeiro a fevereiro de 2002, não tendo sido constatado em nenhum momento que foram considerados valores correspondentes a cupons fiscais, como alega o impugnante. As provas trazidas pelo Recorrente também apontam nesta direção já que somente constam as notas fiscais nas cópias do Registro de Saídas, fls. 115/130, não tendo sido contabilizado nenhum cupom fiscal. Portanto, como comprovadamente somente as notas fiscais foram consideradas na apuração, improcedente a alegação de dupla tributação. Quanto à solicitação da realização de diligência, verificase que não há necessidade, uma vez que não restam dúvidas acerca dos elementos presentes no processo. Irresignado com a r. decisão de 1ª Instância, foi interposto o Recurso Voluntário de fls. 175/176, no qual o Contribuinte limitase a ratificar o argumento segundo o qual o Ilmo. Fiscal autuante teria ”laborado em base falsa, tributando duplamente as receitas auferidas, pois deixou, de considerar valores de cupons fiscais já constantes e citados no corpo das notas fiscais”, deixando por conseguinte de enfrentar os argumentos despendidos na decisão recorrida. É o relatório. Voto Fl. 205DF CARF MF Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0218.11287.17UD. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13433000572200482 Acórdão n.º 140100.287 S1C4T1 Fl. 2 3 O Recurso Voluntário apresentado tempestivamente, não merece ser provido.Conforme bem asseverou o nobre julgador de 1ª Instância, com exceção do crédito referente ao anocalendário de 1999, que deve ser extinto em razão da ocorrência da decadência, o Auto de Infração lavrado deve ser mantido. Isso porque o Contribuinte não logrou êxito em comprovar suas alegações, tendo juntado, quando da apresentação de sua impugnação, documentos que só corroboram a tese de que a fiscalização, para apuração dos valores lançados, não considerou valores correspondentes a cupons fiscais. Sendo assim, tendo em vista a inexistência de comprovação das alegações formuladas pelo recorrente, bem como a inexistência de argumentos que sustentem a reforma da decisão de 1ª Instância, não há razões para reformar a decisão proferida pela DRJPE. Por todo o exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário interposto. Fl. 206DF CARF MF Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0218.11287.17UD. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por MAURICIO PEREIRA FARO em 29/03/2011 19:08:45. Documento autenticado digitalmente por MAURICIO PEREIRA FARO em 29/03/2011. Documento assinado digitalmente por: VIVIANE VIDAL WAGNER em 26/04/2011 e MAURICIO PEREIRA FARO em 29/03/2011. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/02/2018. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.0218.11287.17UD Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 2121844F14D6870170705A39036F8CCD97774269 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Outros". 3) Selecione a opção "eAssinaRFB - Validação e Assinatura de Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13433.000572/2004-82. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 00845.057911/81-60
Data da sessão: Fri Mar 26 00:00:00 UTC 1982
Ementa: ISENÇÃO - Tributado o excedente da mercadoria declarada isenta até determinada quantidade (contingenciamento).
Recurso desprovido.
Numero da decisão: 301-22.944
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: João Evangelista Carneiro da Cunha Neto
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O. U. .. Q ,,,A 7. 1 C - <7 5 /19s3 -, _ n 82. 59 -,- Jra:23ad: *Nti,' c bui,rica ...... .;;AO,rfr MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA CASB Sessão de 26 de março de 19 82 ACORDÃO N o 22.944 I Recurso n.o 102.500 Processo nQ 0845/057911/81-60. Recorrente FERTIBASE S/A - FERTILIZANTES BÁSICOS. Recorrida DRF - SANTOS. . 1 1 ISENÇÃO - Tributado o excedente da mercadoria decla rada isenta ate determinada quantidade (contingenciamento). Recurso desprovido. • i Visto, relatado e,discutido o presente processo» i . ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar proviMento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presen te julgado. 1 1 1 i i 1 Bryília, 26 de .rço de 1982. i1 /"---- 7. - --1.--------/ // - ç=2-_"- -, É 1 ' {'. •" — ------7=_7:-_ __________-__A I:. 1 9 ))t ivrEi Pres_k_ ent-e:— i1 Je7e EVANGELISTA CARNE(IRO DA CUNHA NETO - Relator. p cpc,¡:,.et f (,-- LF0 MAYER DA SILVEIRA =rocurador da Fazenda Nacional. 1 ) Participar. • , ainda, do presente julgamento os seguintes 1 Conselheiros: RAIMUNDO eSÉ ALVES GONÇALVES, HÉLVIO ESCOVEDO BARCELLOS, J FRANCISCO MART IS LEITE CAVALCANTE, AGOSTINHO SERRANO DE ANDRADE, WILFRIDO AU i ISTO MARQUES e WOLLS ROOSEWELT DE ALVARENGA. i 1 -2- • e • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL • MF - 3 g. CONSELHO DE CONTRIBUINTES - - RECURSO N g 102.500 - ACÓRDÃO N g 22.944 RECORRENTE: FERTIOASE S/A - FERTILIZANTES BASICOS. RECORRIDA : DRF - SANTOS. RELATOR : JOÃO EVANGELISTA CARNEIRO DA CUNHA NETO. • RELATóRIO - Recorre a epigrafada a este Conselho tempestivamente, da •deeis -áo do Delegado da Receita Federal em Santos que conside. rou procedente a aço fiscal fundada em acréscimo de mercadoria importada a granel - fosfato .de cálcio - com isenço de tributos nos termos das ResolUçEes nPs 3067 e 3146 do C.P.A.. - A aço fiscal se valeu do Certificado de Descarga n 0 5.236/79 constando do mesmo o excesso de 11.044 quilos do produ to manifestado e licenciado que era de 834.676 quilos,exigindo dai, diferenças do 1.I., I.P.I. e multa do Decreto-lei n g 1.736/79. Em suas raz6es de defesa e recurso a esta Instância, alega a interessada que, no havendo separaçao por lotes nos 'po r 'Oes . dos navios, a descarga e entrega da mercadoria é efetuada pe la Administraçáo do Porto sem verificar a ocorrencia de quebras . inevitáveis, sendo elaborado um rateio. apás a descarga, de modo que todos suportem igualmente a quebra. Continua, explicando que de conformidade com o mapa de rateio ocorreu uma quebra de 1,702524% do manifestado, dentro do limite portanto, estabelecido pela I.I. -SRF n g 12/76. Que, tal rateio e de obrigatoriedade do práprio IRB. Traz ainda 'a colaço diversos acOrdáos deste Conselho e da CSRF que viriam em apoio de sua tese.. - •É O RELATÓRIO VOTO •• • Esta Camara vem decidindo iterativamente que o exces. ,SQ do peso efetivamente constatado na descarga de mercadoria de V • ' • jO2.5U0 • " Ao. 22.944 -3- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL • • clarada isenta ate determinada quantidade (contingenciamento) fi ca sujeito ao tributo, pois se o favor fiscal é quantitativamente limitado, não há como justificar sua extensão a maior contigente. • Se o carregamento for comum a diversos importadores e alguns receberam mais e outros menos, os primeiros devem pagar o imposto sobre o excesso e os segundo, se quiserem, podem importar com isençao o que lhes faltam, pois ficaram com saldo credor nas respectivas guias de importação. • É a Unica solução legal atualmente. "De lego ferenda", seria da máxima conveniencia 'que o Fisco adotasse oficialmente o . procedimento equalizador imposto pe las seguradoras, mandando anotar nas guias de importaçao, nos ca sos semelhantes ao em exame, o rateio ou compensação, de faltas e excessos de modo que, no tendo havido excesso no total da car ga, nada se cobrasse, ficando ao mesmo tempo anulado o saldo cre dor das guias em que isso ocorresse. 1 Tal. providencia, porem, não pode, a meu ver, ser auto rizada por este Conselho, que deve limitar-se a aplicar a legisla çao vigente. • Nego, pois, provimento ao recurso. Sala das SessSes, em 26 de março de 1982. pr JOÃO/ 5 I GELISTA CARNEIRO'KA CUNHA NETO - Relator. L// • • • • • • • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL • PROCESSO N2 0845-057911/81-60. • REQUERENTE: FERTIBASE S/A - FERTILIZANTES BÁSICOS. ASSUNTO: Recurso de divergôncia à Câmara Supei iior de Recursos Fiscais. • 1?;_jI,B0 7 _ oy Yál • A requerente suscita divergÊncia entre o decidido por esta Câmara no AcOrdão n2 22.944 (fls. 60/62) e o entendimento da Terceira Câmara deste Conselho nos AcOrdãos n2s. 18.930 92.211 e 93.653, corroborado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais no AcOrdão n2 CSRF 03-0129, interpondo recurso especial perante esse colegiado superior. 2. COpias das deciá3es alegadas a fls. 75/5'.2, entre as quais também foi arrolada decisão desta prápria Câmara Accirdão n2 23.023. 3• A decisão desta Câmara deve ser desconsiderada, tendo em vista a exigÊncia do art. 32, inciso II, do Regimento Interno da Câmara "ad quem" de ser a diverg&ncia suscitével a existente entre Câmaras diferentes. • 4. Quanto às demais, embora a matéria julgada pela Ter- .- ceira Câmara deste Conselho e pela Câmara Superior de Recursos Fis _ ( cais não seja a mesma sob o ponto de vista do enquadramento estri , tamente legal, ha evidente discrepância no critério básico de a- preciação dos aspectos fticos determinantes dos julgados - acei tação ou não do repasse das mercadorias recebidas em excesso por uns, para outros importadores que as receberam com falta. - ( 5• Admito, pois, o seguimento do recurso especial, de a- . I • cordo com o .§ 32 do art. 52 do Regimento Interno da Câmara Superi . or de Recursos Fiscais. 6. Proceda-se de conformidade com o art. 62 e paragrafos do referido Regimento.g • . • Em - I . I I • • roaldonto da 1 5 Camara • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N2: 0845-057911/81-60. REQUERENTE: FERTIBASE S/A. - FERTILIZANTES BÁSICOS. Recurso de divergencia a Câmara Superior de Recursos Fiscais. 2. O O N Ig„2 A firma em tela traz a cola divergencial entre o AcOrdão n2 22.944 desta Câmara e os Acárdãos n2s. 18.930, 92.211 e 93.693 da 3 Câmara deste 32 Conselho. Tudo gira em torno do repasse de mercadorias recebidas em excesso por alguns importadores ou com falta por • outros. _ É necessário, para que haja recurso de diver- . gância, uma interpretação divergente da lei tributária, logo a divergância deve ocorrer quanto ao entendimento de uma mes I ma norma, disposiçao ou artigo da lei tributaria. Creio não ser o caso o caso em tela pois, no AcOrdão desta Câmara, tributou-se o excesso de um todo isen- to sem implicaçOes de rateio entre importadores, no entanto e aceito o seguimento do recurso especial por um melhor juizo da Câmara Superior de Recursos Fiscais. 3q CONSELHO DE CONTRIBUNTES CÂMARA EMfl / / . • 2.12119VJ 400 1 FO MAYER/nN LVcA ntocuuADos FAZN:n N • • PROCESSO N9 0845/057.911/81-GO O s°-" k . aze • IVHNISTEWO DA FAZENDA 4C' 2 2 • (11 • • . . CMVG • • Sessão de 3 de s~ro de19 84 ACORDÃOW- CSP•F/°3 -01.234 Remffson° RD/301-0.034 Recorrente FERTIBASE S/A - FERTILIZANTES BÁSICOS Rec-ôrrido 'PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL , • • Importação de mercadoria isenta transpor tada a granel e destinada a mais de ,um importador. Excesso verificado na descar • • ga para um dos importadores com falta d-6- produto para os demais. Admitida a com- • pensação das faltas pelo excedente, so-- • - • mente se comprovado o efetivoirepasse da mercadoria aos importadores que recebe-' ram com falta, o que não se verifica no • caso. Recurso de divergência ha° configu rado. Nega-se provimento ao apelo. • . Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re curso interposto por FERTIBASE S/A - FERTILIZANTES BÁSICOS: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis- cais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencida a Cons. Enila Leite de Freitas Chagas (Wêlatora). Designado Relator para o Acórdão o Cons. Jose Façanha Mamed0 . dala das Selssb...es 3(DF) em 03 de setembro de 1984. 7r\/ ) 7 . 1 AMADOR OUVAWáRNÁNDEZ -.PRESIDENTE /./ J sn mAm)E RELATOR DESIGNADO //. • - /.LUIZ FERNAN70/LIE MORAES - PROCURADOR DrFAZEN- . . DA NACIONAL, • • v.v •• • 1 • Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselho ros: HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, HAMILTON DE SÁ DANTAS, EDWALDOM DA SILVA NEWTON PARANHOS e SEBASTIÃO RODRICUES CABRAL. • • • * r • • • • • •• • • • , • • • • • • • • •' • • , •, R.. /* ig PfN '-¥11'4;;511 • • SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.Q 0845/057.911/81-60 RECURSO N.°: RD/301-0.034 ACÓRDÃO N.°: -CSRF/03-01.234 RECORRENTE: FERTIBASE S/A - FERTILIZANTES BÁSICOS RECORRIDA: PRIMEIRA CÃMAIN:a DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO • • Retornam os autos a julgamento apOs cumprimento de diligencia determinada pela Resolução n9 CSRF/03-0.015, deste cole- giado, "a fim de que sejam anexados ao processo os certificados de descarga dos demais importadores de fosfato de cãlcio a granel da partida transportada pelo navio "FARMSUM", aportado em Santos a 03/ • 03/1979, assim como as notas fiscais de repasse entre os importado- res." • • • • Em atendimento à diligencia, foram anexados os docu- mentos de fls. 112/177,pelos quais pretende a recorrente demonstrar a alegada compensação, aos demais importadores, das diferenças a me nor, ocorridas nos respecti<ios recebimentos do produto, quando da • descarga do aludido navio.d,) 7 S o relatórj_o • • • • • • • D M F - RJ/I.° C. C • Socgrnf - 11300/75 C-Zi P. e • SERVIÇO PÓDI ICO FEDERAL PROCESSO N9 0845/057.911/81-60 4$5,'-',< 2. - Acórdão n9-CSRF/03-01.234 bé In \1:t• • % 4/ • • d • • - • • • . . VOTO _ • Conselheiro: JOSP. FAÇANHA EAMEDE, Relator • Pretende a recorrente, no seu apelo, que esta Câmara . Superior de Recursos Fiscais declare ter havido divergéncia entre o • Acórdão recorrido e .deci3es da 3a. Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes e desta Câmara Superior de Recursos Fiscais, estas a- -, ' • ceitando a compensação entre importadores, de diferenças recebidas a menor, com os excessos verificados na descarga para outro importa — dor. • A compensação •das faltas de uns com acréscimo ocorri • - • do para outro é, efetivamente, questão pacifica, como se \ré dos do- cumentos acostados . pela recorrente. Hã, porém, uma exigência pata esta aceitação, exigéncia essa claramente ex pressa no Acórdão CSRF 03-0.129, da Câmara Superior de Recursos Fiscais, invocado pela re- s corrente, isto é, que o repasse de mercadoria do importador que re- i cebeu a'mais para ..os que tiveram quota menor que a esperada seja de- • •vidamente comprovado. Assim.tém sido, também, as decisOes da la. Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, que não discrepam das dos demais colegiadas como se poderá verificar das ementas abaixo transcritas de . acórdãos proferidos por aquela Câmara: .; • "Acórdão 301-24.660 - -Acréscimp. Verificado na importação de mercadoria transportada a granel.. • . Rateio não comprovado cabalmente: Recurso nega- do." • • "AcOrdão 301-24.659—Redução. Regime I de Cotas. A cr'escimo na descarga. Rateio não coM provado, vi -S- to que não evidenciado o efetivo repasse da mer.-: •• cadoria. Tryluto •ncigivel face à não comprovação do rateio."(p (- • _J • • • , • ,..„ iffi. • SERVIÇO Pelei 7C0 FEDEnAl PROCESSO N9 '0845/057.911/81-GO Acórdão n9-CSRF/03-01.234 • . "Aeardão 301-24.710--Importação de meira-d'oria • isenta transportada a granel e destinada a mais -. c:Ie um importador. So não se tributa o excesso re • cebido por qualquer dos importadores; em relação • ao manifestado, quando efetivamente comprovada a • -'..',.transferência física a outro que recebeu com fal ta. Recurso negado." ..:Sucede que a prova juntada pela recorrente serve jus tamente contra Silas pretensões, visto que demonstra que não foi ofe tuado o repasse fíSico da mercadoria. Com efeito, às Lis. 143 deste processo 0845/057-911/81-60-(RD/301-0.034), foi anexada a 5a. via da Nota 'Fiscal 32.354, cuja la. Via se encontra às fls. 95 deste mesmo • processo 0845/057.911/811s. 90 do processo 0845/058162/81-70 (RD/301-0.035). Da aludida 5a. Via consta declaração expressa da im , .portadora de que tal documento se refere a um ACERTO SIMBÓLICO, o .que equivale a dizer que o rateio não foi efetuado realmente ou que não verdadeira a informação contida naquele documento nos . seguin-. tes termos "mercadoria que 'ora lhe devolvemos, referente ao acer- to de rateio dosnavios.:.,"FARMSUN". Nota-se que a expressao ACERTO • SIMBÓLICO, inserta na , 5a... Via da Nota Fiscal 32.354, não aparecerias cópias constantes dos dois processos acima citados e que estas e6- pias contêm dados não apresentados na .referida 5a. Via: as parcelas, • relativas à descarga de. diversos navios, integrando um total de 208.467 quilos a que refere aquela Nota Fiscal, supostamente repas-. • sados a 'outro importador .(Produtos Químicos Elekeiroz S/A).. • • Face ao exposto, considero não comprovada . a diVeraan_ cia apontada e, em conseqüência, nego provimento ao reou . Brasília DF, em 03 de setembro de 19 L-1 // 7 -. • JOU AÇANHA MAMEDE - RELATOR DESIGNADO // //7 • 7 • • • • • . . • • • • 1 O. , . . • 4':'"'-'' . SERVIÇO PCMLICO FEDERAL PROCESSO N9 0845/057.911/81-60 'I keq \''''' Acôrdão n9-CSRF/03-0.234 . i ' "„ pi • ),,a . • . • , • . , ,. ..,., • • ,. . . . . . • . , . . . •. .. . . . .. . . . ..-- . . . . . ..::::,:- •.:. .:.• ::: ,. .., .. . . VOTO VENCIDO DA CONSELHEIRA ENILA LEITE DE FREITAS CHAGAS: -':;.,• . . • . • • . • •_k.-, • . . O presente processo integra um grupo de três autua- . ) • . çOes contra amesma. interessada, todas relativas a excesso de fosfato • 1 de cálcio apurado na descarga do navio FARMSUM; chegado a Santos em I • -03/03/79. A apuração se refere a cada conhecimento, formando-se pro- „, cedimentos independentes. 1 . , No caso presente, discute-se o acréscimo de 11.044 -kgs.', em partida coberta pelo B.L. n9 08, Tampa/Santos. Este valor, . I somado aos B.L. n9 06 . (21.780 . kgs.) e B.L. n9 07130,170 kgs.) acusa I 1 . um total.de 62.994 kgs. de excesso para a interessada na viagem em-. • . . questão.... : • . . .. . . - 1 , I • • 1. . . . . .. : . .. Por oUtro lado, os certificados . de descarga - dos de- . 1 . • mais consignatários da mercadoria atestam que houve raltas para • vá- ." • rios deles. Diretamente intimados pela repartição, apresentaram doeu. 1 _ mentação que Vem em socorro da interessada. O Certificado do Descar- ga relativo á mercadoria importada por EI,EQUEIRõZ S/A. acusa uma fal- ta de 369719 kgs. para a empresa; esta aparececomo "reCebedora" nos.„, 'r • mapas de rateio(fls.115) apresentado pelas diversas importadora, de- . • vendo a FERTIBASE entregar-lhe .l3.090 kgs. Embora o documento, con- siderado isoladamente, não comprove o efetivo rateio, com deslocamen_ to de mercadoria, ele sanha força, no caso, ao ser abonado por todas• as Partes interessadas e ao consignar quantidade que se 'identifica .• com aquela constante da Nota Fiscal de fls. 95. Aceito-a como prova dó envio de . rosrato de cálcio a ELEQUEIRC5Z S/A. em montante que supe ra de muito o excesso apontado, mesmo considerando as auantidades a- puradas nos dois outros conhecimentos. . ••O Vale assinalar, que na'autuação por excesso acusado na 1. • D.I. n9 15.845/79, do mesmo navio, viagem-e produto, com bise emidên' 'i • I . (ti - . . • . • •. .. . • . • 1. • .. . ,,„.------ - . . • , . . . •- 4k?' s CRvICÓlÕIL,CorlDLrAL PROCESSO N9 0845/057.911/81-70 14:( È4LP'' Acórdão n9-CSRF/03-01.234 • 4Cê tica documentação, a Primeira Cãmara do 39 Concelho de Contribuintes acolheu a tese do rateio e considerou-o comprovado, por unanimidade de votos. O Acórdão - n9 23.678, de 22/02/83, esta a fls. 140/142. Quanto ã terceira autuação, foi objeto do RD/301-035. Face o exposto, dou provimento ao recurso de FERTIBA- SE S/A.W, LV- 7//)5-;" • Brasilia (DF), em 03 de setembro de 1984. ENILA LEITE DE FREITAS CHAGAS - RELATORA VENCIDA • • • • • • • o • • • • • - " e • • • • • - . • .... . .. Enenrr.innelui-tf,“'s ,..Jr. p r •-•ev-iit•i gz ,,,In g 1t.. e uni,..,,,,,,,„f e cá, • .... • ..• . 54,4Z2,, re,el,:;4 a , C Cainn tv,";° 0 do (*s.r.,Filrii..it...f.-if.,es ii ....4A __,--./ .---- • • -1,-.....,,.....- iiir......m 1 o flCrr., S . .• . • . 1 NI 1 -ilif / O / / 1 f , t• : • '''''. ..... .A-- n f,,,v,..3C 9 V: : ,...,:',1-'¡, ,-.•,,, •. .-- . .- , -, • , , . .; .... ,, , , I i ,.. I r , n - i . • . . ., . , n 'n , • i' . .. r . I • .' , . . . . . . , „... . . I „I • . , . . — • • „ / •... • '.,. . . • ' -',.. . .r. , .. . . • ., •. .. , . • • • . - . . . . . ..•,
score : 1.0
Numero do processo: 10711.004183/95-12
Data da sessão: Mon Aug 20 00:00:00 UTC 2001
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS — DECISÃO ULTRAPETITA — INOCORRÊNCIA.
Na apreciação do Recurso Voluntário a Câmara não está adstrita,
única e exclusiva apreciação dos argumentos do recurso, sendo
competente para revisar o lançamento acerca da correta
aplicação da lei e das eventuais nulidades, incluído-se aí a
verificação da competência do agente prolator do ato de
lançamento, a correta interpretação dos fatos para a subsunção
normativa.
Recurso de Divergência a que se nega provimento.
Numero da decisão: CSRF/03-03.233
Decisão: Acordam os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos NEGAR provimento ao recurso, nos
termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Nilton Luiz Bartoli
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ementa_s : NORMAS PROCESSUAIS — DECISÃO ULTRAPETITA — INOCORRÊNCIA. Na apreciação do Recurso Voluntário a Câmara não está adstrita, única e exclusiva apreciação dos argumentos do recurso, sendo competente para revisar o lançamento acerca da correta aplicação da lei e das eventuais nulidades, incluído-se aí a verificação da competência do agente prolator do ato de lançamento, a correta interpretação dos fatos para a subsunção normativa. Recurso de Divergência a que se nega provimento.
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decisao_txt : Acordam os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA - CAMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Ne2,---- TERCEIRA TURMA Processo n° 10711004183/95-12 Recurso n° RD/302-0 394 Matéria CLASSIFICAÇÃO Recorrente . FAZENDA NACIONAL. Interessada LACHMANN AGÊNCIAS MARÍTIMAS S/A Recorrida 2° CÂMARA DO 3° CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sessão de 20 DE AGOSTO DE 2001 Acórdão n° . CSRF/03-03 233 NORMAS PROCESSUAIS — DECISÃO ULTRAPETITA — INOCORRÊNCIA. Na apreciação do Recurso Voluntário a Câmara não está adstrita, única e exclusiva apreciação dos argumentos do recurso, sendo competente para revisar o lançamento acerca da correta aplicação da lei e das eventuais nulidades, incluído-se aí a verificação da competência do agente prolator do ato de lançamento, a correta interpretação dos fatos para a subsunção normativa Recurso de Divergência a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela Fazenda Nacional Acordam os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado r• ON PE- -A e . -IGUES PRESIDEN - NI ON L/ BARTOR) ELATO - .._ _ FORMALIZADO EM 29 otrr 2001 PROCESSO N° 10711.004183/95-12 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03 233 Participaram, ainda, do presente julgado os Conselheiros CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, MOACYR ELOY DE MEDEIROS, MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, HENRIQUE PRADO MEGDA, PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES e JOÃO HOLANDA COSTA 2 PROCESSO N.° 10711.004183/95-12 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03.233 Recurso n° RD/302-0394 Recorrente FAZENDA NACIONAL. RELATÓRIO Trata-se de Recurso de Divergência interposto pela Fazenda Nacional, contra o r. Acórdão de n,° 302-33.731, proferido pela Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, cuja decisão consubstanciou-se na seguinte ementa "MULTA NA IMPORTAÇÃO - ART. 522, III, RA. A não apresentação, pelo transportador marítimo ou seu preposto, do Manifesto de Carga e cópia do Conhecimento, no momento da visita aduaneira, não caracteriza, por si só, a infração prevista no art.. 5, inciso III, do RA. Comprovado que a mercadoria havia sido regularmente importada, com emissão do respectivo Conhecimento de Embarque, tendo sido submetida a despacho, conferida e desembaraçada pela fiscalização aduaneira, não cabe o enquadramento da situação em tal dispositivo. RECURSO PROVIDO." Segundo o relatório, elaborado pela Relatora Elizabeth Maria Violatto, a contribuinte foi autuada em ato de visita aduaneira, pela não apresentação de manifesto do navio Repubblica di Venezia, provindo do porto de Genôva A autoridade coatora, aplicou multa de 9,30 UFIRs por volume embarcado, considerado então para o cálculo a quantidade de 384 volumes, A contribuinte impugna o valor da multa, por este ter sido aplicado em seu valor máximo previsto e por que não o mínimo, bem como alega que o volume a ser recebido pela depositária seria de 32 pallets A autoridade julgadora de Primeira Instância, julgou procedente em parte o pedido da Recorrente, determinado que o valor da multa fosse calculado pelo seu valor mínimo previsto, mantendo a quantidade de volume determinada no Auto de Infração - Recorreu a contribuinte, reafirmando sua posição de que a unidade de carga em questão são os pallets e não o seu conteúdo. 3 41‘ PROCESSO N.°: 10711.004183/95-12 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03.233 Em seu voto, a ilustre Relatora entendeu ser a matéria idêntica à abordada nos autos do Processo 10711.001801/94-74, sendo assim, adotou na íntegra o voto condutor do acórdão n.° 302-33.378, proferido pelo conselheiro Paulo Roberto Cuco Antunes, cujo entendimento é de que não houve infração do art 522, inciso III do Regulamento Aduaneiro, uma vez tal artigo refere-se a falta de Manifesto ou documento equivalente, tornando a mercadoria desamparada de documentação legal e irregularmente importada. Isto porque no presente, provou-se que a carga estava devidamente amparada de documentação legal, não ocorrendo apenas sua apresentação no ato da visita aduaneira, sendo ainda que a fiscalização tomou conhecimento da não apresentação do Manifesto, pela Denúncia Espontânea do Contribuinte, o que afasta qualquer penalidade, A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, recorre à esta Câmara Superior, alegando que não cabe à este processo a igualdade com o processo cujo acórdão utilizou-se para julgá-lo, uma vez que neste não ocorreu denúncia espontânea, e ainda por ter o contribuinte reconhecido a falta, pleiteando somente ao que se refere à quantidade de volumes a ser considerado no cálculo da multa. Alega ainda que o voto transcrito, ultrapassa os limites do pedido, ferindo os Princípios Gerais de Direito. Quanto ao mérito, aduz que pelo art. 44 do Regulamento Aduaneiro, a apresentação do manifesto deve ocorrer durante a visita aduaneira, o que não ocorreu no caso concreto, caracterizando dessa forma infração ao art 522, 111, do mesmo regulamento. Instruindo seu recurso, a Fazenda Nacional traz o Recurso Paradigma, RP/302-0.644, prolatado pela Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, cuja ementa transcrevo: "PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. Caracterizada decisão "ultra petita" na exclusão das multas dos art. 521-1I—"a" do RA e 364-1I-do RIPI Juros de mora são devidos pelo não pagamento dos impostos no prazo regulamentar. Provido o recurso Especial da Fazenda Nacional " Cópias do referido recurso encontra-se às fls. 38 a 44 destes autos. A contribuinte apresentou contra-razões, onde vem alegar que não existe previsão legal que determine um prazo fatal para a entrega do manifesto, bem como não há multa prevista pela sua apresentação tardia, o que descaracteriza o Auto de Infração que lhe foi lavrado. Se este não for o entendimento aceito, requer pela determinação do 4 PROCESSO N.° 10711.004183/95-12 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03 233 volume em 32 pallets, uma vez que no próprio manifesto a unidade de carga mencionada é o pallet e não o seu conteúdo É o relatório 5 PROCESSO N ° : 10711,004183/95-12 ACÓRDÃO N° . CSRF/03-03.233 VOTO CONSELHEIRO RELATOR.: NILTON LUIZ BARTOLI Trata-se como vista, de decisão colegiada que excluiu a aplicação da penalidade prevista no art 522, inciso III, do Regulamento Aduaneiro, pela apresentação a destempo de manifesto quando de vistoria aduaneira. Tendo entendimento que a decisão colegiada recorrida não extrapolou sua competência judicante, uma vez que não está limitada a apreciação dos termos veiculados no Recurso Voluntário ou de Ofício, O poder, ou melhor dizendo, o dever de revisão deve passar pela conferência da regularidade do ato de lançamento, pois está é a competência originária do Conselho, desde sua criação. Aliás, Alberto Xavier, em sua brilhante obra "Do Lançamento, Teoria Geral do Ato do Procedimento e do Processo Tributário" (Ed. Forense, 1998, pág.247/248) trata da extensão da competência da revisão administrativa do lançamento, explicando: "O tema da revisão do lançamento por iniciativa de ofício da autoridade administrativa envolve a ponderação de um conflito latente entre o princípio da legalidade — favorável à eliminação da ilegalidade que tenha afetado o ato primário de lançamento — e o princípio da segurança jurídica — favorável à estabilidade das situações jurídicas subjetivas declaradas por atos da autoridade Pública. Ora, se é certo que a restauração da legalidade violada, pela revisão do ato ilegal, reclama o afastamento de limites que a impeçam ou dificultem, também é verdade que a inexistência desses limites geraria para os particulares intoleráveis situações de incerteza, submetendo-os, porventura de surpresa, a uma pluralidade de novas definições da mesma situação jurídica, por ato da mesma autoridade ou de autoridade distinta, num reexercício ilimitado do seu poder de lançar, Sistemas baseados numa ilimitada revisibilidade dos atos tributários por iniciativa da Administração só podem conceber-se em ordens jurídicas de inspiração totalitária, avessas à idéia de segurança jurídica, como a do nacional-socialismo alemão que, no § 19° da Steuereinfachungsvreordnung, de 14 de setembro de 1944, autorizava a Administração fiscal a corrigir, sem quaisquer limites, os erros das suas decisões O Direito brasileiro estabeleceu para os poderes da revisão do lançamento duas ordens de limites limites temporais, respeitantes 6 Áfik".' PROCESSO N.° 10711.004183/95-12 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03 233 ao prazo dentro do qual a revisão pode ser legitimamente efetuada e limites objetivos, respeitantes aos fundamentos que podem ser invocados para proceder à revisão." Continua o autor, na mesma obra ao analisar "os conceitos de erro de fato, erro de direito e modificação de critérios jurídicos erro de direito em concreto e erro de direito em abstrato" "São três os fundamentos da revisão do lançamento: (i) a fraude ou falta funcional da autoridade que o praticou, (h) a omissão de ato ou formalidade essencial, (iii) a existência de fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior. Pode, assim, dizer-se que os vícios que suscitam a anulação ou reforma do ato administrativo de lançamento são a fraude, o vício de forma e o erro. Concentremo-nos no erro como fundamento da revisão do lançamento. Tem feito, entre nós, correr rios de tinta a questão de saber se apenas o "erro de fato" é fundamento da revisão do lançamento ou se também é invocável o "erro de direito" Em estudo publicado em 1948, RUBENS GOMES DE SOUSA sustentou a tese da irrevisibilidade do lançamento com fundamento em erro de direito Começa o autor por observar que a imutabilidade tendencial do lançamento resulta do fato de ele criar uma situação jurídica bilateral . "Se, por um lado, origina para o contribuinte a obrigação de pagar o imposto lançado, por outro lado confere-lhe o direito a ser tratado exatamente de acordo com o referido estatuto legal tributário, já agora não só no que aquele estatuto tem de geral e impessoal, como, principalmente, naquilo que se tornou individual e pessoal por força do lançamento efetuado". Esta imutabilidade — prossegue RUBENS GOMES DE SOUSA - não deve prevalecer se o lançamento foi praticado por erro de fato. Ao invés, não seria aceitável a revisibilidade "baseada em eventual divergência entre os conceitos jurídicos adotados pelo contribuinte e os adotados pelo Fisco na interpretação ou conceituação para efeitos fiscais dos fatos pertinentes ao lançamento, quando a aludida divergência se traduz por uma mudança de orientação do Fisco, posterior a um primeiro lançamento em que tenham sido adotados ou aceitos pelo Fisco conceitos jurídicos que este subseqüentemente venha a repudiar " É inadmissível que o Fisco possa "venire contra factum próprio" e anular "ex officio" um lançamento e substitui-lo por outro, ou ainda, proceder a lançamento suplementar, baseando-se na alegação de ter passada \ 7 PROCESSO N.° 10711.004183/95-12 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03.233 a adotar critérios jurídicos diferentes dos que aceitaria por ocasião de um primeiro lançamento. E isto com fundamento em que "o direito presume-se conhecido, mormente da autoridade incumbida da sua aplicação e, nessas condições, sendo o lançamento uma função precípua e um dever funcional da referida autoridade, a ela cumpre não incorrer em erro ao aplicá-lo, sob pena de não o poder retificar posteriormente" A aplicação da lei — disse-o RUBENS GOMES DE SOUSA noutro estudo — é matéria opinativa no sentido de que comporta um elemento de juízo hermenêutico, assim sendo, a variabilidade dos critérios de aplicação da lei implicaria uma discricionariedade incompatível com a própria natureza das leis de direito público, em geral, e de direito tributário, em particular" A esta construção aderiu expressamente GILBERTO ULHOA CANTO, segundo o qual a circunstância do erro de direito não ensejar anulação espontânea pela própria Administração resulta do fato de esta, ao invés dos indivíduos, "é governo, é poder, faz aplicação da lei, não pode ignorá-la ou pretender, a posteriori, ter feito dela errôneo uso" Sucede que o Projeto do Código Tributário Nacional (de cuja Comissão elaboradora RUBENS GOMES DE SOUSA fez parte), estabeleceu no seu artigo 109 que o lançamento regularmente notificado ao contribuinte é definitivo e inalterável, ressalvadas as hipóteses de revisão previstas em seu artigo 111, entre as quais se encontravam as de apreciação de fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior, de preterição de formalidade substancial no processo do lançamento primitivo, e de vício desse lançamento por erro na apreciação dos fatos ou na aplicação da lei.," Desde logo se vê que a competência do conselho de Contribuintes pode e deve ser exercida para conferir e confirmar o lançamento, se for o caso Diante de tais motivos entendo que não há, no caso, decisão "ultra petita" a ser reformada Quanto ao mérito, em meu entender, a fundamentação do Auto de Infração não encontra respaldo para aplicação da penalidade prevista no mencionado art. 522, inciso III, do Regulamento Aduaneiro que, repita-se, estabelece a multa especificamente "pela falta de manifesto ou documento equivalente ou ausência de sua autenticação, ou, ainda, falta de declaração quanto a carga" (grifei) 411. 8 PROCESSO N.°: 10711004183/95-12 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03 233 Vê-se, portanto, que a tipificação da infração não está relacionada, evidentemente, com a falta de apresentação do "Manifesto", pois, tal documento, foi entregue à administração aduaneira a destempo Assim, não se discute que o Regulamento Aduaneiro estabelece que o manifesto de carga deve ser entregue no momento da visita aduaneira, mas sim se o simples fato da entrega fora do prazo tipifica a aplicação sancionatória Como podemos observar, o fato apurado não se subsume à hipótese infracional, não há o que se falar em sanção. O direito penal (artigo1° do CP)e o direito tributário penal (artigo 970, II, do C.T N.) estão subordinados ao principio -- que decorre do inciso XXXIX do artigo 5° da Constituição -- da tipicidade da norma, i.e., o tipo de conduta ilegal deve estar perfeitamente identificado na norma jurídica "Nullum crimen nulla poena sine lege" é o brocardo que, na sua simplicidade, se insere na busca de justiça para o caso em julgamento Assim, para aplicação da norma penal, deve o fato presumível encaixar-se rigorosamente dentro do tipo descrito na lei No caso dos autos, a conduta dita como inadequada, e objeto da autuação, é a NÃO APRESENTAÇÃO DO MANIFESTO DE CARGA NO ATO DA VISITA ADUANEIRA. Em suma, o tipo infracional a ser punível seria, diz o artigo 522, inciso III do R.A.. (c/c a I.N. DpRF n..° 14/92, o seguinte. "de 4,84 a 9,30 UFIR, por volume, pela falta de manifesto ou documento equivalente ou ausência de sua autenticação, ou ainda, falta de declaração quanto à carga," Salta aos olhos que o dispositivo, supra transcrito, não se adequa ao fato tido como delituoso, i.e , a distinção entre a conduta dita como delituosa e a descrição normativa do fato punível é manifesta, o que afasta de imediato a exigência desta multa. Por outras palavras, ad argumentadum, pudesse ser possível penalizar o contribuinte com base no artigo 522, inciso III do RA.., ainda assim os tipos delituosos teriam que ser rigorosamente aqueles citados no inciso III ao artigo 522 Nem mais nem menos A lei penal não admite interpretações que não sejam aquelas objetivas e restritivas decorrente do texto punitivo O dispositivo penal-tributário não pode ser "uma norma penal em branco, que não contém em seu bojo a definição de uma conduta infracional típica ou específica. A abrangência e o alcance dessa norma penal ficariam inteiramente ao alvedrio da autoridade competente para aplicá-la. Citemos como exemplo o art. 526, IX do RA, é necessário que o fato apontado efetivamente afete, prejudique ou dificulte o controle administrativo das importações A simples inobservância de regra formal, sem nenhuma repercussã 9 PROCESSO N ° . 10711.004183/95-12 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03 233 no controle administrativo das importações, em termos concreto, não poderia sujeitar-se a uma penalidade correspondente a 20% do valor da mercadoria De acordo com Damásio E. de Jesus, in "Comentários ao Código Penal", fato delituosos é aquele que se encaixa, se amolda à conduta criminosa descrita pelo legislador. Tipo é o conjunto de elementos descritivos do crime contido na lei penal Conclui-se, após análise da norma legal transcrita supra, ser incabível a aplicação do artigo 522, inciso III, do R A, pelo fato de que a mesma é aplicável pela falta de apresentação do Manifesto, não sendo específica a hipótese de cabimento pela apresentação do Manifesto fora do prazo. A "Falta", a qual se refere este último dispositivo legal, está relacionado com a carga transportada pela embarcação ao total desamparo de documento legal (Manifesto e Conhecimento) e que não tenha sido regularmente importada. O fato de não existir a bordo, para exibição à autoridade fiscal no momento da "visita aduaneira", o Manifesto de Carga não significa, necessariamente, que tenha ocorrido a "falta" de tais documentos, ou que os mesmos sejam inexistentes A documentação acostada aos autos vem demonstrar, cristalinamente, que a situação sob enfoque é exatamente outra. O Manifesto de Carga foi entregue às autoridades aduaneiras Ocorreu, como já dito, inegavelmente, uma infração à legislação fiscal aduaneira, caracterizada pelo descumprimento de uma obrigação acessória, qual seja, a não apresentação dos documentos no ato da "visita aduaneira", documentos estes que existiam e que ensejaram a nacionalização (desembaraço aduaneiro) das cargas envolvidas Por ocasião da visita não houve o conhecimento da irregularidade pela autoridade aduaneira, pois que tal fato não ficou consignado no respectivo Termo de Visita nem em qualquer outro documento inserido nos autos. O Manifesto de Carga foi entregue à autoridade aduaneira, através da petição datada de 19 de junho de 1995 (fl. 01), anteriormente, portanto, ao conhecimento da irregularidade pela Autoridade. A matéria não é nova nesta Câmara Superior. Ao contrário, sobre ela muito já se pesquisou, discutiu e decidiu, ensejando a formação de copiosa jurisprudência. Apenas para mencionar, relembro a Decisão estampada no Acórdão n.°. CSRF/03-02,664, cuja Ementa transcrevo: "MANIFESTO — A visita aduaneira apenas coloca a embarcação sob custódia aduaneira, não caracterizando um procedimento fiscal" Igual decisões é encontrada em diversos outros Julgados desta 10 , PROCESSO N°: 10711.004183195-12 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03 233 Câmara Superior, como é o caso dos Acórdãos nr°'s CSRF/03-02.566, 03-02.332 e 03-02 983 Diante do exposto, estando perfeitamente evidenciados a competência da Eg Câmara para prolatar o v acórdão recorrido e a improcedência da penalidade aplicada pela repartição de origem, conheço do Recurso de Divergência para, no mérito, NEGAR-LHE PROVIMENTO. Sala das Sessões :rasília, 20 de agosto de 2001. NIT2L N LU :ARTO - Relator/ 11 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10580.720675/2015-33
Data da sessão: Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2018
Ementa: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2012
EXCLUSÃO SIMPLES NACIONAL. EXTRAPOLAMENTO DA RECEITA BRUTA AUFERIDA. AUTUAÇÃO NO ANO-CALENDÁRIO ANTERIOR. RELAÇÃO DE DEPENDÊNCIA. PROCEDÊNCIA DA EXAÇÃO FISCAL. MANUTENÇÃO DA EXCLUSÃO.
Quando a procedência do Ato Executivo Declaratório apresenta-se totalmente dependente da prevalência de Autuações fiscais que, por objetivo nexo causal, motivaram a exclusão do contribuinte do SIMPLES Nacional, deve ser observado o desfecho, em mesma instância, do julgamento dos referidos lançamentos de ofício.
Se ausentes outras razões e alegações para o cancelamento do ADE, quando verificada a manutenção de tais exações, deve prevalecer o Ato Executivo Declaratório e seus efeitos.
Numero da decisão: 1402-003.356
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: Caio Cesar Nader Quintella
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ementa_s : SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2012 EXCLUSÃO SIMPLES NACIONAL. EXTRAPOLAMENTO DA RECEITA BRUTA AUFERIDA. AUTUAÇÃO NO ANO-CALENDÁRIO ANTERIOR. RELAÇÃO DE DEPENDÊNCIA. PROCEDÊNCIA DA EXAÇÃO FISCAL. MANUTENÇÃO DA EXCLUSÃO. Quando a procedência do Ato Executivo Declaratório apresenta-se totalmente dependente da prevalência de Autuações fiscais que, por objetivo nexo causal, motivaram a exclusão do contribuinte do SIMPLES Nacional, deve ser observado o desfecho, em mesma instância, do julgamento dos referidos lançamentos de ofício. Se ausentes outras razões e alegações para o cancelamento do ADE, quando verificada a manutenção de tais exações, deve prevalecer o Ato Executivo Declaratório e seus efeitos.
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EXTRAPOLAMENTO DA RECEITA BRUTA AUFERIDA. AUTUAÇÃO NO ANOCALENDÁRIO ANTERIOR. RELAÇÃO DE DEPENDÊNCIA. PROCEDÊNCIA DA EXAÇÃO FISCAL. MANUTENÇÃO DA EXCLUSÃO. Quando a procedência do Ato Executivo Declaratório apresentase totalmente dependente da prevalência de Autuações fiscais que, por objetivo nexo causal, motivaram a exclusão do contribuinte do SIMPLES Nacional, deve ser observado o desfecho, em mesma instância, do julgamento dos referidos lançamentos de ofício. Se ausentes outras razões e alegações para o cancelamento do ADE, quando verificada a manutenção de tais exações, deve prevalecer o Ato Executivo Declaratório e seus efeitos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Presidente Substituto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 06 75 /2 01 5- 33 Fl. 250DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 (assinado digitalmente) Caio Cesar Nader Quintella Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Ailton Neves da Silva (Suplente Convocado), Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Barbara Santos Guedes (Suplente Convocada) e Paulo Mateus Ciccone (Presidente Substituto). Fl. 251DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720675/201533 Acórdão n.º 1402003.356 S1C4T2 Fl. 250 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 192 a 209) interposto contra v. Acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Fortaleza/CE (fls. 175 a 188) que negou provimento à Impugnação apresentada (fls. 153 a 171), mantendo a exclusão da Recorrente do SIMPLES Nacional (fls. 17). A presente contenda, formalizada e individualizada neste Processo Administrativo nº 10580.720675/201533, versa unicamente sobre a exclusão da Contribuinte do SIMPLES Nacional, por meio do Ato Declaratório Executivo DRF/Salvador nº 06/2015 (fls. 17): Como se observa, a exclusão da ora Recorrente da sistemática especial de tributação deuse apenas a partir de 1º de janeiro de 2012, em razão da apuração da infração de omissão de receitas no anocalendário de 2011, restando, então, extrapolado o limite da receita bruta auferida em tal período anual. Fl. 252DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 A referida pendenga tributária tramita no Processo Administrativo nº 10580.720800/201513, atualmente apensado ao presente feito, que já fora objeto de julgamento, sob a relatoria deste mesmo Relator, neste mesmo Órgão de Julgamento. Naquele outro feito, exigise créditos de IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, Contribuição Patronal Previdenciária e ICMS, referentes ao anocalendário de 2011, acrescidos de multa de ofício na monta de 75%, sob a acusação fiscal de omissão de receitas, com base no art. 42 da Lei nº 9.430/96, em face da constatação da ausência de declaração e não oferecimento a tributação de parte de valores percebidos com a revenda de mercadorias. Por bem resumir o início da lide, adotase a seguir trechos do preciso relatório elaborado pela DRJ a quo: Contra o sujeito passivo de que trata o presente processo foi emitido o Ato Declaratório Executivo DRFSalvador/SEFIS nº 0006, de 03 de fevereiro de 2015, fls. 17, nos seguintes termos: A pessoa jurídica tomou ciência do Ato Declaratório em 24/02/2015, fls. 18, tendo apresentado impugnação por via postal, fls. 153/171, (documento postado em 25/03/2015, fls. 172/173), contrapondose à exclusão do Simples com base nos argumentos a seguir sintetizados. De início a defesa alega que o excesso de receita que teria dado azo à exclusão do Simples Nacional não atende aos requisitos técnicos e legais para que surta os efeitos desejados pelo Fisco Federal. Em seguida, a impugnante apresenta os mesmos argumentos de defesa utilizados quando da contestação do lançamento em que foi apurado o excesso de receita (processo nº 10580.720800/201513), tendo em vista a vinculação direta que aquela infração tem com o ato declaratório de exclusão ora contestado. Preliminar de Nulidade De acordo com a defesa, há um principal e decisivo defeito no Auto de Infração do Simples Nacional que leva a sua nulidade e, por conseguinte, do lançamento dos impostos e contribuições nele contidos. Nesta perspectiva, a fundamentação legal da suposta infração atribuída a Impugnante não se coaduna diretamente com os Fl. 253DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720675/201533 Acórdão n.º 1402003.356 S1C4T2 Fl. 251 5 fatos narrados pelo digno auditor no Auto de Infração, já que se centra em dispositivos gerais da Lei Complementar n° 123/2006 e da Resolução CGSN n° 51/2008. O art. 33 da Lei Complementar nº 123/2006 referendado pelo autuante define a competência para fiscalizar o cumprimento das obrigações tributárias das empresas que optem pelo Simples Nacional, sem que tenha qualquer correlação como os fatos descritos no Auto de Infração Simples Nacional (“diferenças de base de cálculo”; “insuficiência de recolhimento diferença de alíquota”). A incidência e a cobrança dos tributos no ordenamento jurídico pátrio observam vários princípios constitucionais, como o da Legalidade, o da Anterioridade, dentre outros e infraconstitucionais como o da Tipicidade Tributária Cerrada. Este Princípio da Tipicidade Tributária Cerrada é um corolário do Princípio da Legalidade, e como tal, se subordina à idéia de segurança jurídica, levando, ainda, em consideração o Princípio da Capacidade Contributiva e outros vinculados à idéia de justiça. Considera a impugnante que, as supostas infrações fiscais imputadas à Impugnante deveriam guardar um nexo de causa e efeito, qual seja: os fatos descritos, como infração à legislação tributária, deveriam estar devida e legalmente tipificados guardando esse nexo de causalidade com os dispositivos tidos como violados. Não teria sido desta ordem a autuação ora combatida. Alega que foram apresentados levantamentos genéricos, capitulação legal de idêntica forma, impedindo, assim, o exercício de ampla defesa. Afirma que, somente com uma "dose de boa vontade" a Impugnante produziu a defesa para que não se alegue preclusão e, assim, não seja levado ao conhecimento do Senhor Julgador "tamanha medida de injustiça, quiçá, arbitrariedade". Continua. Neste prisma, os demais dispositivos da referenciada Lei Complementar, mencionados pelo i. Auditor Fiscal, no Auto de Infração, também são de caráter geral; de per si, apresentam conceitos, imposição de base de cálculo e de obrigações acessórias (declaração própria e manutenção de escrita contábil), não guardando, de igual maneira, intima relação que deve existir entre a descrição dos fatos autuados com o seu respectivo enquadramento legal. Após fazer a transcrição dos demais dispositivos legais da Lei Complementar nº 123/2006 que embasam a infração, indaga: “o nobre Auditor apenas se referiu a dispositivos genéricos; como pode prosperar o lançamento por ele leva a cabo contra Impugnante de tributo sem que esteja perfeitamente identificada, tipificada a infração legal cometida pelo sujeito passivo, sem que isso não implique sua nulidade? Obviamente que a resposta é negativa, por uma simples questão. Procedimento desta espécie Fl. 254DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 cerceia o direito de defesa atribuído ao cidadão brasileiro pela nossa Carga Magna, em quaisquer circunstâncias”. No que concerne às disposições contidas na Resolução CGSN N° 51/2008 invocadas pelo autuante, alega que tais disposições tratam da forma de tributação pela sistemática do Simples Nacional. Assim, mais uma vez ficaria perfeitamente caracterizada a falta de nexo casual entre a descrição dos fatos e a capitulação legal descrita no Auto de Infração Simples Nacional, o que por si só leva a nulidade do lançamento questionado, por dificultar o pleno exercício do direito de ampla defesa da Impugnante, que lhe é garantido constitucionalmente (Constituição Federal de 1988, artigo 5º, inciso LV). Noutra perspectiva, afirma que o lançamento ora rebatido traz outro gravame que o torna inexigível o exorbitante crédito tributário lançado fere o Princípio da Capacidade Contributiva da Impugnante, já que alcança um pequeno comerciante (mercadinho) em bairro "popular" deste município, já tão premido de tantas dificuldades de crédito, obrigações fiscais, trabalhistas, sanitárias, em que pese ser optante do Simples Nacional. Nesse aspecto, a defesa faz uma breve análise do art. 145, inciso I, da Constituição Federal, para concluir que a tributação não pode atingir níveis tão elevados que sejam considerados como confiscatórios, como se apresenta no apontado Auto de Infração Simples Nacional. Requer, ao final desse tópico da impugnação, que o Julgador passe a considerar o Sistema Tributário Nacional com uma visão da justiça fiscal e da proteção dos direitos dos contribuintes. E, é nesse contexto, que se considera a vital importância de uma efetiva aplicabilidade dos princípios da Legalidade, da Ampla Defesa, da Capacidade Contributiva como verdadeiros instrumentos aptos a concretizar a tão almejada tributação justa, adequada e equilibrada. Computo da Receita Mensal No tocante à apuração dos valores mensais de receitas, a defesa informa que a Impugnante tem conta bancária em três instituições (Banco HSBC, Bradesco e Citibank), tendo sido tomado como receita toda sua movimentação, o que não procederia. Alega que a Impugnante foi induzida a cometer grande equívoco ao escriturar um novo Livro Caixa apresentado ao auditor com referenciada movimentação bancária. Nenhum outro exame fiscal foi feito compulsando a documentação da empresa com os valores da movimentação bancária apresentada no referido livro. Considera que, se o auditor pretendia fundamentar seu lançamento na movimentação bancária da empresa, não teria que exigir da empresa que escriturasse o livro Caixa, como determinou que a Impugnante o fizesse; mas sim, intimála à comprovação da origem e efetiva entrega dos recursos bancários, como previsto no artigo art. 42 da Lei 9.430 de 1996. Fl. 255DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720675/201533 Acórdão n.º 1402003.356 S1C4T2 Fl. 252 7 A partir desse entendimento, a defesa faz uma análise sobre a tributação baseada no art. 42 da Lei nº 9.430/96, destacandose os seguintes argumentos: Os depósitos bancários, por eles mesmos, não constituem fato gerador do Imposto de Renda por não representarem aquisição de disponibilidade de renda ou proventos de qualquer natureza, como previsto no art. 43 do Código Tributário Nacional (CTN). Quando os depósitos bancários implicam em aumento patrimonial, em renda consumida ou em benefício de qualquer ordem da pessoa física e/ou jurídica passam eles a revelar a disponibilidade econômica da renda. Portanto, o suporte fático da tributação não é o depósito bancário em si, mas sim o acréscimo patrimonial, a renda consumida ou o benefício de qualquer ordem. Nos termos do art. 142 do CTN, é de competência exclusiva do agente lançador, identificar a renda consumida, o aumento da riqueza ou benefício econômico de qualquer ordem. Para tanto a autoridade lançadora dispõe de uma gama de recursos processuais, emanados no universo jurídico das provas, para cumprir suas responsabilidades processuais, o que não se operou no caso concreto do Auto em contestação. Por outra via, o destacado art. 42 da Lei 9.430, de 1.996, não implicou em alteração do regime tributário das pessoas físicas e/ou jurídicas, e muito menos, implicou em equiparação dos depósitos bancários à renda, como se fosse uma ficção jurídica. Simplesmente houve modificação no recurso processual probatório posto à disposição do Fisco Com base nesses aspectos, a defesa entende que o agente lançador não pode, nem poderia deixar de intimar o contribuinte para prestar esclarecimentos, tampouco, leválo a prática de ato totalmente equivocado escriturar depósitos bancários simplesmente como renda e/ou receita e, assim, deixar de investigar a movimentação desses recursos, fazendo que a empresa tivesse a obrigação de atuar contra si próprio, e como se fosse delegado, ser auxiliar do agente lançador. A impugnante também questiona o conteúdo do Termo de Verificação Fiscal, considerandoo sucinto, não revelando qualquer procedimento fiscal levado a cabo pela nobre figura do agente tributário. Questiona a tributação dos seguintes valores: o auditor fiscal não excluiu no cômputo dos valores considerados como receitas as transferências bancárias, como se demonstra, a título de exemplo, no extrato do HSBC (agência 0287, conta corrente nº 3962342), operação datada de 17/01/2011, sob histórico de “TRANSF CONNECT BANK”, no valor de R$ 10.000,00. Semelhante, repetese igual passagem em 04/03/2011, no valor de R$ 30.000,00; Fl. 256DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 8 nessa mesma instituição e de igual maneira, valores de operações com o histórico “TED DA MESMA TITULARIDADE” foram considerados como receita, como se verifica no dia 18/01/2011, no valor de R$ 13.000,00, Idêntica operação ocorre em 21/02/2011, na quantia de R$ 48.000,00; bem assim, em 21/07/2011, no valor de R$ 50.000,00. Respeitando o Princípio da Verdade Material, mencionados valores, inadvertidamente, foram colocados no Livro Caixa, apresentado ao auditor fiscal, como vendas, servindo, sem qualquer exame fiscal, como base de cálculo dos impostos e contribuições lançados de ofício, ora contestados. Reafirma: a movimentação bancária, de per si, não é uma renda, nem disponibilidade econômica jurídica; tão somente, poderia se formar num indício de sua aquisição. Daí, a necessidade imperiosa do agente fiscal aprofundar o exame deste, mediante intimação ao fiscalizado. A presunção legal em apreço (art. 42 da Lei 9.430 de 1.996) não pode ser empregada como norma penal e nem mesmo como norma material. Existem muitas atividades exercidas por pessoas físicas e/ou jurídicas, que implicam em inúmeros saques e depósitos bancários que circundam certo valor de capital necessário àquela atividade. É este capital que reflete o patrimônio da pessoa e não a somatória dos depósitos. Por isso mesmo a interpretação da presente norma processual não pode estar dissociada do que previsto no §1° do art. 145 de nossa Carta Magna que determina a identificação do patrimônio, da renda e da atividade do contribuinte, até mesmo para o legislador ordinário, quanto mais para o agente lançador ou julgador. Diante desses breves comentários sobre os recursos movimentados em contas bancárias, a defesa conclui afirmando que estes não fundam o caráter constitutivo da obrigação principal (lançamento do tributo). Dessa forma, não existiria sustentáculo legal que recepcione e fundamente o lançamento de ofício. Do Pedido Com base no exposto, a Impugnante requerer que seja cancelado o lançamento em litígio. Processada a Defesa, foi proferido pela 3ª Turma da DRJ/FOR o v. Acórdão, ora recorrido, negando provimento às razões apresentadas, mantendo a exclusão da Contribuinte do SIMPLES Nacional: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2012 Fl. 257DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720675/201533 Acórdão n.º 1402003.356 S1C4T2 Fl. 253 9 EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. EXCESSO DE RECEITA BRUTA. A apuração de omissão de receitas que somadas às receitas declaradas superam o limite máximo permitido para permanência no Simples Nacional, justifica a exclusão dessa sistemática, com efeitos no anocalendário subseqüente. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2012 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. Improcede a arguição de nulidade do auto de infração, por cerceamento do direito de defesa, quando a infração imputada ao contribuinte encontrase objetivamente descrita em termo de verificação que instrui a peça básica. ERRO NO ENQUADRAMENTO LEGAL. NÃO CARACTERIZAÇÃO. No caso de apuração de divergências entre a receita bruta escriturada no livrocaixa e a declarada por empresa optante pelo Simples Nacional, o enquadramento legal da infração cometida corresponde às disposições da legislação que tratam da obrigação tributária (definição da receita bruta, tributos abrangidos, determinação do valor devido, escrituração do livrocaixa e competência para fiscalização). ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2011 DEPÓSITO BANCÁRIO DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. As disposições contidas no art. 42 da Lei nº 9.430/96 depósito bancário de origem não comprovada não se aplicam na hipótese de o lançamento ter se restringido às diferenças encontradas entre os valores escriturados no livro caixa e os declarados pelo sujeito passivo. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Diante de tal revés, foi oposto o Recurso Voluntário, trazendo as mesmas alegações de Impugnação, repisando as supostas nulidades do lançamento, bem como as razões de improcedência das exações tributárias mas procedendo a pedido específico de cancelamento do ADE combatido. Fl. 258DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 10 Ainda que primeiramente certificado que seria o Apelo apresentado pela Recorrente intempestivo, após a apresentação de Petição de esclarecimento, incluindo prova da postagem das razões, via Correios, foi certificado, pela mesma SECAT, que a data de interposição do mesmo foi, na verdade, 16/05/2016. Na sequência, os autos foram encaminhados para este Conselheiro relatar e votar. É o relatório. Fl. 259DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720675/201533 Acórdão n.º 1402003.356 S1C4T2 Fl. 254 11 Voto Conselheiro Caio Cesar Nader Quintella Relator Diante da documentação acostada nos autos, confirmase que o Recurso Voluntário é tempestivo e sua matéria se enquadra na competência desse N. Colegiado. Inicialmente, frisa este Conselheiro que, mesmo diante de clara conexão processual, o julgamento da presente contenda, que versa apenas sobre a exclusão da Recorrente do SIMPLES Nacional a partir de 1º/01/2012, pode ser procedida separada e posteriormente à resolução meritória do Processo Administrativo nº 10580.720800/201513, que trata das exações fiscais referentes a omissão de receitas percebida no anocalendário de 2011, devendose, agora, observar e transpor os efeitos e consequências daquele outro julgamento ao presente expediente. Analisando o Recurso Voluntário apresentado nestes autos, verificase que não existem razões específicas e diretas em relação à validade e à legalidade do Ato Declaratório Executivo DRF/Salvador nº 06/2015 (fls. 17). As alegações da Recorrente referemse apenas ao lançamento de ofício debatido no Processo Administrativo nº 10580.720800/201513, em repetição àquilo já arguido no Recurso Voluntário interposto naquele outro processo. Ainda que seja certo que, se aquela Autuação fosse cancelada/anulada integralmente ou mesmo reduzida em relevante monta a motivação para a exclusão do Contribuinte do SIMPLES Nacional, formalizada por meio do referido ADE de 2015, restaria prejudicada e afastada. Mas a ausência de alegações específicas sobre a matéria da exclusão poderia justificar a inépcia do presente recurso, à luz do princípio da dialeticidade e das prescrições objetivas do Decreto nº 70.235/72. Contudo, por estarem os processos tramitando conjuntamente (em expedientes próprios), existindo pedido individual e adequado, bem como tendo a DRJ a quo proferido v. Acórdãos específicos para cada um dos feitos, deixase de se reconhecer a inépcia Recurso Voluntário e procedese ao seu julgamento, com exceção da matéria alheia a este processo. Fl. 260DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 12 Como já relatado e demonstrado, não existem razões que combatam direta e isoladamente o Ato Declaratório Executivo DRF/Salvador nº 06/2015, ficando a procedência de tal manobra fiscal e de outro lado o pedido da Recorrente para seu cancelamento, totalmente dependentes do desfecho das Autuações submetidas à apreciação no Processo Administrativo nº 10580.720800/201513. Esta é a verdadeira matéria a ser conhecida e julgada agora. Em tal processo, em sessão de julgamento de 24 julho de 2018, desta mesma 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 1ª Seção deste E. CARF, julgouse improcedente o Recurso Voluntário apresentado pela Recorrente, mantendo o lançamento de ofício na sua integralidade (enfrentando as mesmas razões apresentadas no Apelo agora sob apreciação). Para maior clareza e mais extensa fundamentação, confirase as razões de decidir daquele outro julgado: Diante da documentação acostada nos autos, confirmase que o Recurso Voluntário é tempestivo e sua matéria se enquadra na competência desse N. Colegiado. Os demais pressupostos de admissibilidade igualmente foram atendidos. Primeiro frisese que, entende este Conselheiro que, mesmo diante de clara conexão processual, o julgamento da presente contenda, que versa apenas sobre a procedência dos Autos de Infração sofridos pela Recorrente, em relação ao anocalendário do 2011, período anterior à sua exclusão do SIMPLES Nacional, não depende da resolução do Processo Administrativo nº 10580.720675/201533, devendose apenas, posteriormente, este mesmo Conselheiro, observar e transpor os seus efeitos e consequências deste Julgado no julgamento daquele outro expediente (do qual também é relator). Analisando o Recurso Voluntário, verificase primeiramente, assim como na Impugnação, que a Recorrente alega a nulidade do lançamento de ofício, em face da base legal invocada pela Autoridade Fiscal ser, supostamente, muito genérica, (...) sem que tenha qualquer correlação como (sic) os fatos descritos no Auto de Infração ("diferenças de base de cáculo"; "insuficiência de recolhimentos diferença de alíquota"). Fl. 261DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720675/201533 Acórdão n.º 1402003.356 S1C4T2 Fl. 255 13 Pois bem, devese ter claro que a Recorrente era optante do SIMPLES Nacional, tendo sido as exigências impostas à Recorrente calculadas ainda dentro de tal sistemática especial de arrecadação, bem o Auto de Infração confeccionado em observância às norma que lhe regulamentam. Dito isso, foram os seguintes dispositivos invocados pela Fiscalização para arrimar as exações: Estão abarcados em tais normas a definição de receita bruta tributável na sistemática do SIMPLES Nacional, os tributos inseridos, cálculo das obrigações mensais, obrigatoriedade de apresentação de declaração simplificada, obrigatoriedade de guarda de documentos e manutenção do LivroCaixa e competência para fiscalizar e autuar. Por outro lado, como expressamente descrito no TVF (fls. 80/81), in casu, a omissão de receitas foi apurada pela diferença entre os valores declarados na DASN e aqueles lançados no LivroCaixa, bem como presentes nos extratos bancários apresentados ao Fisco. Posto isso, considerando a natureza da infração, a clareza do TVF (ainda que breve) e o regime de apuração sob o qual foi lavrada a Autuação combatida, mostrase plenamente adequada a sua fundamentação e a base legal eleita. Mais do que isso, estão presentes todos elementos necessários para a plena compreensão das acusações e infrações imputadas à Recorrente, permitindo o exercício de sua ampla defesa e do contraditório. As Autuações estão munidas de toda a documentação referente à movimentação bancária percebida, individualização dos depósitos colhidos, receita bruta declarada, cópia da DASN e planilhas de cálculo. Oportuno citar passagem da v. Acórdão a quo sobre tal matéria: Fl. 262DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 14 Retornemos agora à infração apurada fazendo a devida correspondência com o enquadramento legal apontado pela fiscalização: Verificouse que o contribuinte declarou (art. 25) receitas (art. 3º, § 1º) com valores inferiores aos valores escriturados em seu Livro Caixa do ano de 2011 (art. 26, § 2º). Os valores lançados de ofício foram apurados de acordo com art. 13 e 18, e lançados por AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil (art. 33). (fls. 261) No mais, a Recorrente aprofunda suas razões quanto à nulidade arguida invocando os princípios da legalidade, ampla defesa, razoabilidade, da capacidade contributiva e da tipicidade cerrada, citando diretamente diversos artigos da Constituição da República de 1988 que teriam sido violados. Logo, é incidente aqui o disposto no art. 26A do Decreto nº 70.235/72, bem como a Súmula nº 2 deste E. CARF, não se podendo conhecer das alegações exclusivamente fundamentadas em dispositivos constitucionais. Posto isso, mostrase ausente qualquer vício que ensejaria a nulidade do lançamento, sendo formalmente adequada a sua lavratura. Sob outro prisma, agora meritório, a Recorrente passa a discorrer sobre o computo da receita mensal. Em suma firma que os valores colhidos das contas bancarias (Banco HSBC, BRADESCO e CITIBANK) não poderiam ter sido tomados como receita, o que não procede. Ainda que sem explicar, afirma que foi induzido a erro pelo Auditor Fiscal quando lançou tais valores em seu LivroCaixa. Também afirma que não intima a esclarecer a origem dos depósitos. Afirma que é cediço que os depósitos bancários, por eles mesmos, não constituem fato gerador do Imposto de Renda por não representarem aquisição de disponibilidade de renda ou proventos de qualquer natureza, como previsto no art. 43 do Código Tributário Nacional. (...) Portanto o suporte fático da tributação não é o depósito bancário em si, mas o acréscimo patrimonial, a renda consumida ou o benefício de qualquer ordem. Acrescenta que não houve a identificação do acréscimo patrimonial por parte da Autoridade Fiscal em cada um dos depósitos e invoca o princípio da verdade material, afirmando Fl. 263DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720675/201533 Acórdão n.º 1402003.356 S1C4T2 Fl. 256 15 que o art. 42 da Lei nº 9.430/96 não pode ser utilizado de modo punitivo. Não assiste razão à Recorrente. O art. 42 da Lei nº 9.430/96 está validamente inserido no sistema tributário nacional, veiculando presunção iuris tantum da omissão de receitas quando devidamente colhidas e comprovadas pela Fiscalização as condutas e ocorrências legalmente arroladas, justificada pela principiologia da praticabilidade tributária. O efeito de tal dispositivo é a inversão do ônus da prova sobre a ocorrência da infração de omissão de receitas, diante da devida fundamentação para a sua aplicação, dentro das hipótese previstas. Assim, em relação a essa matéria, não poderia o abstrato e processual princípio da busca pela verdade material, simplesmente, anular todos os efeitos de tal presunção legal, veiculada em Lei propriamente dita (obrigando, então, sempre à uma demonstração, por parte do Fisco, concreta de percepção de renda tributável em cada um dos depósitos colhidos). Logo não se trata de tributação fundada em movimentação bancária, mas, sim, em disposição legal expressa, presente há mais de duas décadas na legislação federal da tributação sobre a renda, que valese de corriqueira técnica de abstração. Não existe violação ao conceito legal de renda, estampado no art. 43 do CTN ou mesmo punição/penalização do contribuinte. Há muito a legitimidade jurídica de tal dispositivo não representa celeuma neste E. CARF, não procedendo qualquer um dos supostos conflitos legais aventados. Também cabível aqui a dicção da Súmula CARF nº 26, em face da alegação de que o suporte fático da tributação não é o depósito bancário em si, mas o acréscimo patrimonial, a renda consumida ou o benefício de qualquer ordem: Fl. 264DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 16 A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. Ainda, repetindo, ipsis litteris, a sua Impugnação, a Recorrente menciona que alguns valores foram, inadvertidamente, lançados na contabilidade como vendas: (fls. 308) Primeiro, não há qualquer prova que suporte tal alegação. Tratase de mera afirmação postulatória que, como já dito, não tem o condão de afastar a presunção veiculada pelo art. 42 da Lei nº 9.430/96. Tal carência probante já bastaria para o afastamento de tal alegação. Não obstante, prestigiando o excelente trabalho do I. Relator da DRJ a quo, colacionase e endossase o trabalho de verdadeira revisão do lançamento em relação aos valores e cálculos questionados, espontaneamente procedida: Por fim, a autuada questiona a tributação de diversos valores, que não corresponderiam a receitas (fls. 237). Nesse aspecto, a defesa apenas cita valores e datas, sem se aprofundar nos motivos que ocasionaram os depósitos bancários, nem efetuar a Fl. 265DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720675/201533 Acórdão n.º 1402003.356 S1C4T2 Fl. 257 17 devida correlação com os valores registrados no livrocaixa (como, por exemplo, identificar as folhas dos autos, etc.). Provar significa contextualizar elementos relevantes, e não meramente coletar uma massa infinda de documentos não hierarquizados, ou fazer referência genérica a operações e valores. O processo não é um mero repositório de documentos e alegações, mas o locus no qual tais documentos, devidamente referenciados pela parte interessada, compõem um quadro ordenado e lógico dos fatos alegados. Mesmo diante dessas deficiências, em respeito ao princípio da verdade material procurei identificar as operações, com bases nos elementos acostados ao processo pelo autuante (a defesa não apresentou nenhum outro elemento de prova). Dessa análise, chegase às seguintes conclusões: Valor de R$ 10.000,00, extrato do HSBC (agência 0287, conta corrente nº 3962342), operação datada de 17/01/2011, sob histórico de “TRANSF CONNECT BANK”. Comentário – foram identificados os seguintes registros: Livrocaixa, fls. 96: Extrato bancário, fls. 136: Fl. 266DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 18 Considerandose que a tributação aqui tratada não tomou por base os extratos bancários, mas sim os valores lançados no livrocaixa, o contribuinte deveria ter apresentado outros elementos que justificassem o suposto erro cometido no registro da operação como VENDAS A PRAZO. Nesse contexto, se faz necessário identificar que tipo de transferência foi efetuada para conta corrente da empresa, de sorte a afastar definitivamente a hipótese de erro de preenchimento no livrocaixa. O ônus da prova, no caso, é do contribuinte, pois a fiscalização não tomou por base os extratos bancários, mas sim os valores registrados em livro fiscal obrigatório, de responsabilidade da própria empresa. Valor de R$ 30.000,00, datado de 04/03/2011 (de acordo com a defesa, tratase de situação semelhante à anterior). Comentário – foram identificados os seguintes registros: Livrocaixa, fls. 102: Extrato bancário, fls. 136: Fl. 267DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720675/201533 Acórdão n.º 1402003.356 S1C4T2 Fl. 258 19 Situação idêntica à anterior. Portanto aplicamse as mesmas conclusões. Valor de R$ 13.000,00, com o histórico “TED DA MESMA TITULARIDADE”, datado de 18/01/2011: Comentário – foram identificados os seguintes registros: Livrocaixa, fls. 96: Extrato bancário, fls. 136: A situação é similar às anteriores, caberia, portanto, ao contribuinte o ônus de comprovar o suposto erro no livrocaixa, que resultou no registro de operação como venda a vista. O simples registro de “TED MESMA TITULARIDADE” no extrato bancário não é suficiente, de per si, para demonstrar que o valor não decorreu originalmente de uma venda à vista. Em idêntica situação se encontram os valores de R$ 48.000,00, datado de 21/02/2011, e de R$ 50.000,00, datado de 21/07/2011, conforme fazem prova os extratos a seguir fotocopiados: Fl. 268DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 20 Livrocaixa, fls. 100: Extrato bancário, fls. 143: Livrocaixa, fls. 120: Extrato bancário, fls. 143: Como se verifica, em nenhum dos casos alegados pela defesa restou comprovado o suposto erro na escrituração do livro caixa. Aliás, repitase, sequer foram anexados à peça impugnatória novos elementos para o deslinde da questão, tendo sido utilizado na presente análise exclusivamente os documentos que já haviam sido anexados pelo autor do procedimento. (fls. 262 a 267) Posto isso, restam integralmente apreciadas e afastadas as razões conhecidas do Apelo interposto Fl. 269DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.720675/201533 Acórdão n.º 1402003.356 S1C4T2 Fl. 259 21 Diante do exposto, voto por não conhecer das matérias referentes a inconstitucionalidade e, na parte conhecida, rejeitar as preliminares e negar provimento ao Recurso Voluntário, mantendose integralmente o v. Acórdão recorrido. Como registrado na Ata de julgamento correspondente, de 24 de julho de 2018, a votação sobre o mérito, para manter as Autuações, foi unânime: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer das matérias de cunho constitucional, divergindo o Conselheiro Leonardo Luis Pagano Gonçalves que a conhecia e, na matéria conhecida, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares de nulidade e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (destacamos) Dessa forma, uma vez mantida integralmente aquela Autuação combatida, revelamse plenamente válidas e procedentes a motivação e a fundamentação de exclusão do Contribuinte do SIMPLES Nacional, por meio do Ato Declaratório Executivo DRF/Salvador nº 06/2015, devendo este ser mantido. Diante do exposto, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário, mantendose integralmente o v. Acórdão recorrido. (assinado digitalmente) Caio Cesar Nader Quintella Fl. 270DF CARF MF Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.0419.09009.JO5N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por CAIO CESAR NADER QUINTELLA em 14/09/2018 18:56:00. Documento autenticado digitalmente por CAIO CESAR NADER QUINTELLA em 14/09/2018. Documento assinado digitalmente por: PAULO MATEUS CICCONE em 27/10/2018 e CAIO CESAR NADER QUINTELLA em 14/09/2018. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/04/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.0419.09009.JO5N Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha2: DD8646A01BCEA8C8431976DD631B2BFC68C17878DB1223CC2A0508C06C4FFA84 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10580.720675/2015-33. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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