Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,679)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,907)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13973.000335/2002-42
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/08/1997 a 31/10/1997
AUDITORIA INTERNA DE DCTF. LANÇAMENTO. DECLARAÇÃO
INEXATA. COMPENSAÇÃO NÃO COMPROVADA.
Deve ser mantido o lançamento dos débitos declarados em DCTF
compensados com crédito de FINSOCIAL pleiteado judicialmente, na falta da comprovação da compensação mediante escrituração contábil e fiscal.
CONVALIDAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
Impossibilidade de convalidação da compensação pela IN SRF nº 32/97 para débitos posteriores à sua edição em 09 de abril de 1997.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/08/1997 a 31/10/1997
Deve ser aplicada a retroatividade benigna com base no art. 106, II, “c” do CTN, para cancelar a multa de ofício, em face da dispensa legal do lançamento para exigência de débitos apurados em procedimento interno de auditoria de DCTF.
Numero da decisão: 3803-002.416
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF_COFINS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (COFINS)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF_COFINS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (COFINS)
dt_index_tdt : Sat Dec 31 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/08/1997 a 31/10/1997 AUDITORIA INTERNA DE DCTF. LANÇAMENTO. DECLARAÇÃO INEXATA. COMPENSAÇÃO NÃO COMPROVADA. Deve ser mantido o lançamento dos débitos declarados em DCTF compensados com crédito de FINSOCIAL pleiteado judicialmente, na falta da comprovação da compensação mediante escrituração contábil e fiscal. CONVALIDAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Impossibilidade de convalidação da compensação pela IN SRF nº 32/97 para débitos posteriores à sua edição em 09 de abril de 1997. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/08/1997 a 31/10/1997 Deve ser aplicada a retroatividade benigna com base no art. 106, II, “c” do CTN, para cancelar a multa de ofício, em face da dispensa legal do lançamento para exigência de débitos apurados em procedimento interno de auditoria de DCTF.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 13973.000335/2002-42
conteudo_id_s : 6736824
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 30 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-002.416
nome_arquivo_s : 380302416_13973000335200242_201202.pdf
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 13973000335200242_6736824.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2012
id : 4556193
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:00 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044872589312
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1918; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 159 1 158 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13973.000335/200242 Recurso nº 150.174 Voluntário Acórdão nº 3803002.416 – 3ª Turma Especial Sessão de 13 de fevereiro 2012 Matéria COFINS AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente BELL' ARTE INDÚSTRIA DE ESTOFADOS ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/08/1997 a 31/10/1997 AUDITORIA INTERNA DE DCTF. LANÇAMENTO. DECLARAÇÃO INEXATA. COMPENSAÇÃO NÃO COMPROVADA. Deve ser mantido o lançamento dos débitos declarados em DCTF compensados com crédito de FINSOCIAL pleiteado judicialmente, na falta da comprovação da compensação mediante escrituração contábil e fiscal. CONVALIDAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Impossibilidade de convalidação da compensação pela IN SRF nº 32/97 para débitos posteriores à sua edição em 09 de abril de 1997. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/08/1997 a 31/10/1997 Deve ser aplicada a retroatividade benigna com base no art. 106, II, “c” do CTN, para cancelar a multa de ofício, em face da dispensa legal do lançamento para exigência de débitos apurados em procedimento interno de auditoria de DCTF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Fl. 168DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13973.000335/200242 Acórdão n.º 3803002.416 S3TE03 Fl. 160 2 Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Andréa Medrado Darzé, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0615.024 de 15 de agosto de 2007, da DRJCuritibaPR, às fls. 115 a 118, que julgou o lançamento procedente, em face da impugnação de fl. 01. O auto de infração é decorrente de auditoria interna de DCTF. No Demonstrativo dos Créditos Vinculados Não Confirmados aos débitos declarados está vinculado Comp. s/DARF Outros PJU, e indicado o Processo Judicial n° 96.01.029079, sob a ocorrência Proc Jud não comprovad, fls. 06/07. Em sua impugnação, fl. 01, a contribuinte declarou tão só não ter informado na DCTF que efetuara compensação dos débitos sob exigência com crédito deferido judicialmente. Na pretensão de comproválo anexou cópia do processo judicial número 92.01.016115. Em julgamento da lide, a DRJ/Curitiba apontou para a incorreção da declaração da Impugnante, destacando o processo judicial n° 96.01.029079, que a contribuinte fez constar na DCTF, e o indicado na defesa, n° 92.01.016115, do qual a Impugnante informa originaremse os créditos com que compensou os débitos lançados. Considerou, ainda, não ter sido comprovada a compensação conforme informada na DCTF, e procedente o lançamento, porquanto restou confirmada tanto a declaração inexata quanto a falta de recolhimento dos correspondentes débitos declarados de COFINS. Por fim, assentou que o direito então oposto à falta de recolhimento não é aquele que havia sido espontaneamente declarado, isto é, que a compensação reclamada nesta fase impugnatória não é aquela declarada na DCTF auditada, portanto o argumento da impugnante representa inovação quanto à declaração originalmente apresentada. Cientificada da decisão em 10 de outubro de 2007, apresenta recurso voluntário, fls. 121 a 124, em 09 de novembro de 2007, no qual a recorrente afirma a insubsistência do presente auto de infração e pede a reforma da decisão recorrida, em face da compensação dos débitos objeto do presente auto de infração, com crédito de FINSOCIAL decorrente de decisão com trânsito em julgado na ação judicial nº 92.01016115: Anexou cópias das decisões judiciais e extrato de movimento de processo para comprovação do que alega. É o relatório. Voto Fl. 169DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13973.000335/200242 Acórdão n.º 3803002.416 S3TE03 Fl. 161 3 Conselheiro Belchior Melo de Sousa Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, dele conheço. Entendimento unânime abraçado por esta Turma tem reconhecido que, em geral, os autos de infração lavrados em procedimento de auditoria interna tem demonstrado apoiarse em verificações prévias frágeis, ensejando amiúde a inexistência do suporte fático como fundamento de validade do procedimento fiscal. Por ser tal procedimento provido por meios eletrônicos, a cumprir de forma automática os comandos de ações previamente planejadas, não há flexibilidade operacional para avaliação de situações reais subjacentes ou conexas aos fatos detectados e captados pelo sistema como típicos para o lançamento. Não obstante se tenha como atenuante essa limitação, e ainda que esteja o procedimento fazendário diante do princípio constitucional da economicidade, que está intimamente ligado ao princípio da eficiência, este, entre outros, a reger os atos da Administração Pública, nos termos do art. 2º da Lei nº 9.784/99, não justifica a ausência de motivação da Administração Fazendária no exercício de sua prerrogativa de lançar, por insuficiência de verificação ou triagem prévia à emissão do auto de infração, em cada caso. No presente caso, porém, já ficou constatado desde a decisão de piso que houve erro do contribuinte em informar o número da ação judicial em que discutia o seu direito ao crédito. Cópia do movimento de processo de fl. 111, dá conta da existência do processo nº 96.0102907–9, número este aposto nos DARFs de fls. 60/61 e vinculado às compensações informadas nas DCTFs. Na defesa, a interessada socorrese da ação judicial nº 92.01016115, apresentando o suposto crédito ali deferido como respaldo às compensações que teria efetuado. Ocorre que o extrato de movimento de processo desta última ação dá conta de cumprimento de sentença mediante execução e, arquivado o processo e, posteriormente, desarquivado, consta o registro de conversão de depósito em renda, segundo o transcrito a seguir: 28/05/1996 19:16 REC DO JUIZ: PROMOVER EXECUCAO DA SENTENCA [LOC: SEC] 08/10/1996 15:01 PROCESSO ARQUIVADO CX897 22/11/1996 13:33 RETIRADO DO ARQUIVO SECRETARIA/SETOR 03/03/1997 19:02 REC DO JUIZ : AO REU FALAR SOBRE DEPOSITOS [LOC: 10C] 07/03/1997 18:54 REC DO JUIZ : DESPACHO: CONVERTER DEPOSITOS EM RENDA DA UNIA° [LOC: PEN] Justificase este histórico com o fato de que nesta o objeto foi a inexistência de relação jurídica que obrigasse a contribuinte a recolher o Finsocial além da alíquota de 0,5%, a inconstitucionalidade da majoração da alíquota, e o pedido restringiuse à condenação da ré a restituir as importâncias indevidamente pagas. Não há na decisão autorização para aproveitamentos do crédito em compensação. O provimento judicial atevese ao pedido. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13973.000335/200242 Acórdão n.º 3803002.416 S3TE03 Fl. 162 4 Inexplicavelmente, a Ação nº 96.0102907–9, que teve seu número aposto nos DARFs de fls. 60/61 e na DCTF, cujos períodos de apuração é o ora lançado, veiculou os mesmos objeto e pedido da ação anterior. Teve acórdão transitado em julgado em 15/03/1999, e o provimento obtido foi cumprido por meio de execução e expedição de precatório, em 02 de dezembro de 1999, e registro de aguardo de pagamento em 22 de maio de 2001. Embora conste no extrato abaixo transcrito que este pagamento se deu em data posterior à entrega das DCTFs, 15/05/2001, estas, do terceiro e quarto trimestres, não sofreram retificação para alteração do número deste processo, que nela constava e que se tornou inverídico para ali se manter, e a consignação do processo que ora pretende ofertar como ensejador do crédito, o de nº 92.01016115, se, de fato, nesta, existissem créditos autorizados a compensar. 25/03/1999 12:34 ACORDAO TRANSITADO EM JULGADO EM 15/03/99 07/12/2000 09:52 REQUISIÇÃO DE PAGAMENTO REMETIDA À SECRETARIA DE PRECATÓRIOS ATUALIZADO, PROPOSTA 2001 16/03/2000 14:20 PROCESSO RECEBIDO NA DIVISA() DE CONTADORIA GR 00/0028311 PARA CADASTRAMENTO NA PROPOSTA 2001.C1) 703/2000 13:50 PROCESSO REMETIDO A CONTADORIA P/CADASTRAMENTO ATUALIZAÇÃO JULHO/2000 11/02/2000 14:27 PROCESSO RECEBIDO NA SECRETARIA DE PRECATÓRIOS GUIA NR. : 11873 ORIGEM : SEC. DE REGISTROS E INFORMACOES PROCESSUAIS 07/02/2000 15:48 PROCESSO REMETIDO GUIA NR.: 000011873 DESTINO: DIVISÃO DE PRECATÓRIOS 22/05/2001 08:34 PROCESSO RECEBIDO NA SECRETARIA DE PRECATÓRIOS AGUARDANDO PAGAMENTO. Com razão, assim, a decisão recorrida ao apontar para a inovação da então Impugnante, em desejar promover compensação em sede de defesa, o que não é admissível. Isso torna legítimo o suporte fático em que se fundou o auto de infração: DECLARAÇÃO INEXATA de compensação operada. A recorrente, mesmo sendo noticiada, por meio da decisão recorrida, da necessidade de comprovação das compensações mediante a sua escrituração contábil/fiscal, uma vez mais, no presente recurso, não a anexa. E este foi o fundamento do decisum, a falta de comprovação da compensação na escrita contábil/fiscal. Do que, não se pode considerar compensados os débitos objetos do presente lançamento, devendo ser mantido o auto de infração. Quanto à multa de ofício, temos que os procedimentos de auditoria interna de DCTF passaram a sofrer mudanças a partir da IN SRF nº 16, de 14 de fevereiro de 19981, 1 Art. 1º O art. 7º da Instrução Normativa SRF nº 126, de 30 de outubro de 1998, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 7º. Todos os valores informados na DCTF serão objeto de procedimento de auditoria interna. § 1º Os saldos a pagar relativos a cada imposto ou contribuição, informados na DCTF, serão enviados para inscrição em Dívida Ativa da União, imediatamente após a entrega da DCTF. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13973.000335/200242 Acórdão n.º 3803002.416 S3TE03 Fl. 163 5 quando deixou de prescrever a incidência da multa de ofício nos débitos apurados. A IN SRF nº 482, de 21 de dezembro de 20042, alterou a forma de encaminhar a cobrança dos débitos apurados em procedimentos internos de auditoria de DCTF. Determinou a remessa, para inscrição em Dívida Ativa da União, das diferenças resultantes de informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, com os acréscimos moratórios devidos, descabendo a feitura de auto de infração e incidência da multa de ofício. Tais procedimentos são hoje regulamentados na forma retro pela IN SRF nº 1.110, de 24 de dezembro de 2010. Logo, deve ser aplicada a retroatividade benigna prevista no art. 106, II, “c” do CTN para excluir do lançamento a multa de ofício. Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso. Sala das Sessões, em 13 de fevereiro de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa § 2º Na hipótese de indeferimento de pedido de compensação, efetuado segundo o disposto nos arts. 12 e 15 da Instrução Normativa SRF nºs 21, de 10 de março de 1997, alterada pela Instrução Normativa SRF nº 73, de 15 de setembro de 1997, os débitos decorrentes da compensação indevida na DCTF serão comunicados à Procuradoria da Fazenda Nacional para fins de inscrição como Dívida Ativa da União, trinta dias após a ciência da decisão definitiva na esfera administrativa que manteve o indeferimento. § 3º Os saldos a pagar relativos ao imposto de renda e à contribuição social sobre o lucro líquido das pessoas jurídicas sujeitas à tributação com base no lucro real, apurado anualmente, serão, também, objeto de auditoria interna, abrangendo as informações prestadas na DCTF e na Declaração Integrada de Informações da Pessoa Jurídica DIPJ, antes do envio para inscrição em Dívida Ativa da União. § 4º Os débitos apurados nos procedimentos de auditoria interna serão exigidos de ofício, com o acréscimo de juros moratórios e de multa, moratória ou de ofício, conforme o caso, efetuado com observância do disposto nas Instruções Normativas SRF nº 094, de 24 de dezembro de 1997, e nº 077, de 24 de julho de 1998." 2 Art. 9o Todos os valores informados na DCTF serão objeto de procedimento de auditoria interna. § 1º Os saldos a pagar relativos a cada imposto ou contribuição, informados na DCTF, bem assim os valores das diferenças apuradas em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, serão enviados para inscrição em Dívida Ativa da União, com os acréscimos moratórios devidos. Fl. 172DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13973.000335/200242 Acórdão n.º 3803002.416 S3TE03 Fl. 164 6 Fl. 173DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13973.000335/200242 Acórdão n.º 3803002.416 S3TE03 Fl. 165 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 13973.000335/200242 Interessada: BELL' ARTE INDÚSTRIA DE ESTOFADOS ME TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 3803002.416, de 13 de fevereiro 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 13 de fevereiro 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 174DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13973.000335/200242 Acórdão n.º 3803002.416 S3TE03 Fl. 166 8 Fl. 175DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13973.000335/200242 Acórdão n.º 3803002.416 S3TE03 Fl. 167 9 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 13973.000335/200242 Interessada: BELL' ARTE INDÚSTRIA DE ESTOFADOS ME TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 3803002.416, de 13 de fevereiro 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 13 de fevereiro 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 176DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13973.000335/200242 Acórdão n.º 3803002.416 S3TE03 Fl. 168 10 Fl. 177DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10380.006177/2007-21
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/04/2000 a 30/04/2006
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN.
Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se
o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no
artigo 173, I.
Encontram-se atingidos pela decadência os fatos geradores referentes às competências anteriores a 12/2000, inclusive.
SEGURO DE VIDA EM GRUPO. PAGAMENTO EM DESACORDO COM A LEGISLAÇÃO.CONTRIBUIÇÃO À SEGURIDADE SOCIAL.
O pagamento de seguro de vida em grupo, sem a observância das normas trazidas no art. 214, § 9º do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n°3.048/99, se configura como salário de contribuição.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-000.890
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a) para declarar a decadência das competências anteriores a 12/2000, inclusive.
Nome do relator: OSÉAS COIMBRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 11 09:00:10 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201107
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/04/2000 a 30/04/2006 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I. Encontram-se atingidos pela decadência os fatos geradores referentes às competências anteriores a 12/2000, inclusive. SEGURO DE VIDA EM GRUPO. PAGAMENTO EM DESACORDO COM A LEGISLAÇÃO.CONTRIBUIÇÃO À SEGURIDADE SOCIAL. O pagamento de seguro de vida em grupo, sem a observância das normas trazidas no art. 214, § 9º do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n°3.048/99, se configura como salário de contribuição. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10380.006177/2007-21
anomes_publicacao_s : 201107
conteudo_id_s : 6795008
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 10 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.890
nome_arquivo_s : 280300890_10380006177200721_201107.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : OSÉAS COIMBRA
nome_arquivo_pdf_s : 10380006177200721_6795008.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a) para declarar a decadência das competências anteriores a 12/2000, inclusive.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
id : 4742993
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:48 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044875735040
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1739; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 791 1 790 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.006177/200721 Recurso nº 262.838 Voluntário Acórdão nº 280300.890 – 3ª Turma Especial Sessão de 27 de julho de 2011 Matéria Contribuições Previdenciárias Recorrente VULCABRAS DO NORDESTE S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/04/2000 a 30/04/2006 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. Encontramse atingidos pela decadência os fatos geradores referentes às competências anteriores a 12/2000, inclusive. SEGURO DE VIDA EM GRUPO. PAGAMENTO EM DESACORDO COM A LEGISLAÇÃO.CONTRIBUIÇÃO À SEGURIDADE SOCIAL. O pagamento de seguro de vida em grupo, sem a observância das normas trazidas no art. 214, § 9º do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n°3.048/99, se configura como salário de contribuição. Recurso Voluntário Provido em Parte Fl. 811DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10380.006177/200721 Acórdão n.º 280300.890 S2TE03 Fl. 792 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a) para declarar a decadência das competências anteriores a 12/2000, inclusive. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 812DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10380.006177/200721 Acórdão n.º 280300.890 S2TE03 Fl. 793 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve a notificação fiscal lavrada, referente a contribuições devidas em razão de pagamentos de seguro de vida em grupo, em desacordo com a legislação. A DecisãoNotificação – fls 738 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte : • Decadência referente aos créditos tributários relativos a fatos anteriores a novembro de 2001. • Inexigibilidade da cobrança de contribuição previdenciária sobre pagamentos realizados a título de seguro de vida. • Erro na base de cálculo considerada para a incidência dos tributos e na aplicação da alíquota sobre a contribuição parte empregado. • Existência de decisão judicial, proferida nos autos do Mandado de Segurança n° 2005.81.00.0075947, pela qual foi declarada a ilegalidade da cobrança da contribuição para o INCRA a partir de 01.09.1989, bem como a impossibilidade da administração de praticar quaisquer atos de autuação fiscal e de imposição de penalidades a este titulo. Assim sendo, não há que se falar nos presentes autos em qualquer discussão a respeito da contribuição ao INCRA. • Requer seja reconhecida a total improcedência/insubsistência do auto de infração lavrado, o qual deverá ser desconstituído, acarretando, por conseguinte, o arquivamento deste processo administrativo. Alternativamente, requerse seja reformada a r. decisão atacada para que (i) seja revista a base de cálculo, desconsiderandose os valores já descontados pela empresa de seus empregados; (ii) seja revista a alíquota aplicada a titulo de contribuição de empregados para os períodos compreendidos entre janeiro de 2000 e abril de 2006, nos termos em que disposto nas Portarias MPAS nºs 6.211/00 e 845/01 e; (iii) sejam excluídos do lançamento efetuado os valores referentes à contribuição ao INCRA, em cumprimento à decisão judicial obtida pela Recorrente rios autos do M, andado de Segurança n° 2005.81.00.007507. É o relatório. Fl. 813DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10380.006177/200721 Acórdão n.º 280300.890 S2TE03 Fl. 794 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DA DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, nº 08 traz: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base nos artigos art. 150, § 4º e 173, ambos do Código Tributário Nacional – CTN. Transcrevemos o artigo 173 : Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. A jurisprudência pátria já assentou que a aplicabilidade deste artigo seria na hipóteses de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo, conforme transcrevemos. “Ementa: .... II. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2ª Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) ... “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Fl. 814DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10380.006177/200721 Acórdão n.º 280300.890 S2TE03 Fl. 795 5 Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) Já o artigo 150, § 4º, informa: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) O Relatório DAD Discriminativo Analítico de Débito , de fls. 04 a 42 não aponta recolhimentos parciais, afastando a aplicabilidade do art.150 §4º. Aplicandose a regra do art 173, há que se reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 12/2000, inclusive, uma vez que a ciência do débito foi em 24/11/2006. Por fim, tal matéria foi submetida ao crivo da 1ª. Seção do Superior Tribunal de Justiça, através de Recurso Especial representativo de controvérsia – RESP 973.733, conforme art. 543C do normativo processual e, segundo a nova redação do art. 62A do Regimento interno do CARF, de reprodução obrigatória pelos Conselheiros. Na linha do que decidido pelo Superior Tribunal de Justiça, através do prefalado RESP 973.733/SC e do que consta do Recurso Especial 1.207.053 SP, cumpre esclarecer a decadência referente à competência 12/2000. Senão vejamos: Processo RECURSO ESPECIAL 1207053 Relator(a) CASTRO MEIRA Sigla do órgão STJ Órgão julgador SEGUNDA TURMA Fonte DJE DATA:23/11/2010 Ementa TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO Fl. 815DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10380.006177/200721 Acórdão n.º 280300.890 S2TE03 Fl. 796 6 ANTECIPADO. DECADÊNCIA. VERBA HONORÁRIA. ART. 20, § 4º, DO CPC. 1. Nos créditos tributários relativos a tributo sujeito a lançamento por homologação, cujo pagamento não foi antecipado pelo contribuinte – caso em que se aplica o art.173, I, do CTN –, deve o prazo decadencial de cinco anos para a sua constituição ser contado a partir do primeiro dia do exercício financeiro seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. 2. Na hipótese dos autos, deve ser reconhecida a decadência do direito à constituição do crédito tributário referente ao anobase de 1989, tendo em vista que o prazo para a notificação do contribuinte do auto de infração era de 1º de janeiro de 1990 a 31 de dezembro de 1994, enquanto a dívida foi inscrita somente em 30 de setembro de 1999. 3. Vencida a Fazenda Pública, mediante apreciação equitativa, pode o juiz arbitrar os honorários advocatícios em percentual que esteja dentro dos limites legais previstos no artigo 20, § 3º, do CPC. 4. Recurso especial não provido. Data da Decisão 09/11/2010 Data da Publicação 23/11/2010 PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2.(...) 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos Fl. 816DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10380.006177/200721 Acórdão n.º 280300.890 S2TE03 Fl. 797 7 previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed. Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. RECURSO ESPECIAL Nº 973.733 SC (2007/01769940).grifei Assim sendo, a competência 12/2000 também se encontra decadente, uma vez que a ciência do débito se deu em 24.11.2006 e o prazo final seria 31.12.2005, na linha dos acórdãos retro. Ante o exposto, acato a preliminar de decadência, nos termos do voto proferido. DO SEGURO DE VIDA EM GRUPO O art. 28 da lei 8.212/91 conceitua o salário de contribuição para fins previdenciários, assim determina: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) Fl. 817DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10380.006177/200721 Acórdão n.º 280300.890 S2TE03 Fl. 798 8 ... Percebese a abrangência do conceito, traduzindo a preocupação do legislador com a amplitude da base de cálculo de importante receita previdenciária. Não obstante seu alargamento, o ato normativo exclui, de forma taxativa, algumas parcelas, senão vejamos. § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o saláriomaternidade; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). b) as ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei nº 5.929, de 30 de outubro de 1973; (...) Do rol que consta do citado § 9º, não há exceção a seguro de vida em grupo, por outro lado, o art. 214, § 9º do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n°3.048/99, assim disciplina o tema. § 9º Não integram o saláriodecontribuição, exclusivamente: (...) XXV o valor das contribuições efetivamente pagas pela pessoa jurídica relativo a prêmio de seguro de vida em grupo, desde que previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho e disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9o e 468 da Consolidação das Leis do Trabalho. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de 1999) Sobre as condições necessárias para que o seguro de vida se qualifique no que consta no inciso XXV, assim se manifestou o Auditor Fiscal autuante – fls 223: 10. O contribuinte apresentou a auditoria fiscal os acordos/convenção coletiva de trabalho, correspondentes ao período fiscalizado. Constamos, na documentação apresentada, que não havia a previsão de concessão do beneficio de seguro de vida em grupo a totalidade de seus empregados e dirigentes. 11. A auditoria fiscal ressalta que nos acordos/convenções coletivas de trabalho, relativos aos empregados da empresa, a cláusula que prevê o beneficio de "AUXÍLIO FUNERAL" aos seus empregados, não demonstra que será concedido o beneficio de seguro de vida em grupo a totalidade de seus empregados. A DN manteve o entendimento do Auditor autuante, entendendo que “O texto da Convenção Coletiva apontado pela defesa como hábil a suprir o requisito documental não Fl. 818DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10380.006177/200721 Acórdão n.º 280300.890 S2TE03 Fl. 799 9 se presta a tal, tendo em vista estar a regulamentar o beneficio de AuxilioFuneral”, o que não foi impugnado, limitandose a recorrente a alegar que seguro de vida não é salário de contribuição. Da legislação retrocitada, forçoso reconhecer que somente o seguro de vida em grupo pago de acordo com o art. 214, § 9º do RPS não deva ser considerado salário de contribuição. Não havendo comprovação do pagamento nos moldes da regra específica, correto o procedimento fiscal. Acerca do erro na base de cálculo apurada e alíquotas utilizadas para a obtenção dos valores das contribuições da parte empregado, temos que não há o que se reparar na notificação lavrada. Referente a parte do segurado, a alíquota de mínima de 8% está prevista no art. 20 da lei 8.212/91 desde a lei 9.032, de 28.04.1995. A redução que constava das portarias do MPAS, se referiam a compensação, ao trabalhador, da respectiva CPMF, benefício esse não repassado a empresa quando esta deixa de descontar o que devido, e se transforma em responsável direta do tributo respectivo. Sobre os eventuais descontos efetuados sobre a remuneração dos segurados empregados, onde a empresa entende que deveriam ser considerados para reduzir a base de cálculo, pois se referem a parcela dos empregados no seguro de vida em grupo, também tenho como correta a avaliação da autoridade julgadora. As cópias do livro razão, acostadas às fls 694 e ss, onde constam lançamentos da conta 83090, desacompanhadas de qualquer elemento comprobatório, não se constituem em elemento suficiente a demonstrar a efetividade de qualquer natureza de desconto, além de não permitir determinar quem teria assumido eventuais reduções de remuneração, motivo pelo qual não assiste razão a recorrente nesse ponto. DAS CONTRIBUIÇÕES AO INCRA A DN – fls 745, informa que a ação judicial impetrada representou renúncia ao contencioso administrativo. Dessarte a discussão sobre a legalidade da rubrica é transferida para a esfera judicial, não cabendo manifestação sobre o mérito por parte do contencioso administrativo. A discussão judicial, contudo, não afasta o lançamento, cabendo à Procuradoria da Fazenda Nacional a cautela necessária quando do prosseguimento de eventual execução fiscal, observando a exigibilidade do crédito sub judice. A título informativo, a decisão de primeiro grau, favorável ao contribuinte, foi revertida no TRF da 5ª Região, nesses termos. EMENTA.TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. INCRA. ART. 6º, § 4º, DA LEI 2.613/55. EXIGIBILIDADE.1. A contribuição para o Incra tem natureza de contribuição especial de intervenção no domínio econômico, não tendo sido extinta nem pela Lei 7.789/89, nem pelas Leis 8.212/91 e 8.213/91, persistindo legítima a sua cobrança, também, de empresas urbanas. Jurisprudência firmada pelo STF, STJ e esta E. Corte.2. Remessa Oficial e apelações da Fazenda Nacional e do INCRA providas.3. Apelação do autor prejudicada.ACÓRDÃO. Fl. 819DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10380.006177/200721 Acórdão n.º 280300.890 S2TE03 Fl. 800 10 Vistos, etc.Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, por unanimidade, dar provimento à remessa oficial e às apelações da Fazenda Nacional e do INCRA, prejudicada a apelação do autor, nos termos do relatório, voto e notas taquigráficas constantes dos autos.Recife (PE), 27 de novembro de 2008.(Data do julgamento)Desembargador Federal CARLOS REBÊLO JÚNIOR Relator convocado. Publicado em 31.03.2009 Assim sendo, mantenho a decisão impugnada. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe parcial provimento para declarar a decadência das competências anteriores a 12/2000, inclusive. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 820DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 36984.000617/2006-40
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 24/05/2006
Ementa: DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA – INFRAÇÃO – PENALIDADE.
A elaboração de GFIP em desacordo com as formalidades especificadas pela SRP, constitui infração ao prevista art. 32, inciso IV, parágrafos 1º e 3º da Lei nº 8.212/91 c/c art. 225, inciso IV do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/1999.
AUTO DE INFRAÇÃO - RELEVAÇÃO DA MULTA – NÃO CUMPRIMENTO DE REQUISITOS – IMPOSSIBILIDADE.
Para fazer jus à relevação da multa prevista no § 1º do art. 291 do RPS, o autuado deverá cumprir, cumulativamente, os requisitos dispostos na legislação. A ausência de pedido formal de relevação, dentro do prazo de defesa, representa óbice à concessão do benefício.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.351
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 18 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200802
ementa_s : Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 24/05/2006 Ementa: DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA – INFRAÇÃO – PENALIDADE. A elaboração de GFIP em desacordo com as formalidades especificadas pela SRP, constitui infração ao prevista art. 32, inciso IV, parágrafos 1º e 3º da Lei nº 8.212/91 c/c art. 225, inciso IV do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/1999. AUTO DE INFRAÇÃO - RELEVAÇÃO DA MULTA – NÃO CUMPRIMENTO DE REQUISITOS – IMPOSSIBILIDADE. Para fazer jus à relevação da multa prevista no § 1º do art. 291 do RPS, o autuado deverá cumprir, cumulativamente, os requisitos dispostos na legislação. A ausência de pedido formal de relevação, dentro do prazo de defesa, representa óbice à concessão do benefício. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 36984.000617/2006-40
anomes_publicacao_s : 200802
conteudo_id_s : 6797613
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 14 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 206-00.351
nome_arquivo_s : 20600351_143673_36984000617200640_004.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : ANA MARIA BANDEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 36984000617200640_6797613.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso
dt_sessao_tdt : Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2008
id : 4841378
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:58 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044880977920
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-06T20:55:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-06T20:55:53Z; Last-Modified: 2009-08-06T20:55:54Z; dcterms:modified: 2009-08-06T20:55:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-06T20:55:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-06T20:55:54Z; meta:save-date: 2009-08-06T20:55:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-06T20:55:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-06T20:55:53Z; created: 2009-08-06T20:55:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-06T20:55:53Z; pdf:charsPerPage: 1304; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-06T20:55:53Z | Conteúdo => 2° CC/MF - Sexta Camara • CONFERE COMO ORIGIN CCO2/C06 Brasília, 0÷ Fls. 131 Maria de Fatima FeelIP:a ar" °Matr. Siado 751683 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESwfr .:;xx SEXTA CÂMARA Processo n° 36984.000617/2006-40 sante% Recurso n° 143.673 Voluntário cor „No Matéria AUTO DE INFRAÇÃO co 0,6:0° Acórdão n° 206-00.351 gresi* çbtoc Sessão de 12 de fevereiro de 2008 Recorrente EDIVALDO LOPES DOS REIS Recorrida SRP - SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA EM GOVERNADOR VALADRES - MG Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 24/05/2006 Ementa: DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA — INFRAÇÃO — PENALIDADE. A elaboração de GFIP em desacordo com as formalidades especificadas pela SRP, constitui infração ao prevista art. 32, inciso IV, parágrafos 1° e 3° da Lei n° 8.212/91 c/c art. 225, inciso IV do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n°3.048/1999. AUTO DE INFRAÇÃO - RELEVAÇÃO DA MULTA — NÃO CUMPRIMENTO DE REQUISITOS — IMPOSSIBILIDADE. Para fazer jus à relevação da multa prevista no § 1° do art. 291 do RPS, o autuado deverá cumprir, cumulativamente, os requisitos dispostos na legislação. A ausência de pedido formal de relevação, dentro do prazo de defesa, representa óbice à concessão do beneficio. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. et) 2° CC/MF - Sexta Câmara CONFERE IOM O ORIGIN • .• Processo n.° 36984.000617/2006-40 Brasília 04 / &is k • CCO21C06 Acórdão n.° 206-00.351 yr. mins Maria de Fatima Fe - • rvalho Fls. 132 Matr. Siape 751683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ELIAS SAM AIO FREIRE Presidente a del RIA BAN EIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n.°36984.000617/2006-40 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.351 .-Sanex otacoCienGaipiraA 133, Eis CO20NGFCERVIES,, 0 F aranha. (.)+" / IPA uri n/ Maria ele Fátima Fe -Ire •e a aho MaIr. Siape 751683 Relatório Trata-se de Auto de Infração, lavrado com fundamento na inobservância da obrigação tributária acessória prevista art. 32, inciso IV, parágrafos 1° e 3° da Lei n° 8.212/91 c/c art. 225, inciso IV do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999, que consiste em apresentar a GETP/GRFP em desconformidade com as formalidades especificadas no respectivo Manual de Orientação. O Relatório Fiscal da Infração (fls. 04/05) informa que, em ação fiscal efetuada na Câmara Municipal de Pedras de Maria da Cruz-MG, foi verificado que as GFIP — Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações á Previdência Social entregues pelo órgão continham, mensalmente, segurados não identificados nos documentos de registro como folhas de pagamento, notas de empenho e recibos de pagamento. A autuação se deu na pessoa do dirigente, conforme dispõe o art. 41 da Lei n° 8.212/1991, porque não foi apresentado à fiscalização, apesar da solicitação formal, nenhum ato normativo suficiente para identificar, de forma expressa e segura, o responsável pela infração verificada. A multa aplicada está prevista nos art. 92 e 102 da lei n° 8.212/91 c/c art. 283, caput e § 30 e art. 373 do Decreto n°3.048/1999. O autuado não apresentou impugnação e pela Decisão-Notificação n° 11.424.4/0306/2006 (fls. 38/40), a autuação foi considerada procedente. Contra tal decisão, o autuado apresentou recurso tempestivo (fls. 45/48) onde alega que foram apontadas falhas em diversas competências de fatos geradores informados nas SEFIPs, versões anteriores a 8.2, com números de inscrição junto ao INSS equivocados. Informa que refez todas as competências apontadas no relatório remetendo as SEFIPs corretamente. Em seguida, elenca as correções efetuadas e solicita a relevação da multa. Em contra-razões (fls. 129/130), a SRP manteve a decisão recorrida, salientando que o recorrente solicita relevação de multa, entretanto, como não apresentou impugnação na primeira etapa do processo administrativo, não faz jus à relevação e nem mesmo atenuação da multa aplicada. É o Relatório. Processo n.0 36984.000617/2006-40 CCO21C06 Acórdão n.°206-O0.351 Cl s. 134Corp4CFCE/RNIEFC-OSmexota0CRaimGamrakL .01 ta 991°Brasília, li ffMaria de Fátima Ferr- •r• Carvalho Voto Metr. Siape 751683 Conselheira ANA MARIA BANDEIRA, Relatora O recurso é tempestivo e está desacompanhado de depósito recursal previsto no § I° do art. 126, da Lei n° 8.213/1991 em razão da condição de pessoa fisica do recorrente. Assim, o mesmo deve ser conhecido. O recorrente nada questiona quanto ao mérito e a legitimidade passiva do mesmo. O recurso resume-se à informação de que teria providenciado a correção da falta e, dessa forma, solicita a relevação da multa aplicada. A relevação da multa é beneficio sujeito aos requisitos que estão previstos no § 1° do art. 291 da Lei n°8.212/1991, in verbis: "Art. 291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até a decisão da autoridade julgadora competente. sç' 1° A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante." No caso, o recorrente não atendeu o contido no dispositivo legal, pois não efetuou pedido dentro do prazo de defesa. Assim, não faz jus à relevação. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso e NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 12 de fevereiro de 2008 ANMARIA DEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 15504.011784/2010-88
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 30 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Exercício: 2010
RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVO.
Não se conhece de recurso voluntário interposto fora do prazo de 30 (trinta) dias previsto no artigo 33, do Decreto 70.235/72.
Numero da decisão: 3302-008.983
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimarães, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Corintho Oliveira Machado, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202007
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2010 RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVO. Não se conhece de recurso voluntário interposto fora do prazo de 30 (trinta) dias previsto no artigo 33, do Decreto 70.235/72.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 15504.011784/2010-88
anomes_publicacao_s : 202008
conteudo_id_s : 6254435
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3302-008.983
nome_arquivo_s : Decisao_15504011784201088.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
nome_arquivo_pdf_s : 15504011784201088_6254435.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimarães, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Corintho Oliveira Machado, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Jul 30 00:00:00 UTC 2020
id : 8409605
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:10 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044892512256
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-08-12T18:42:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-08-12T18:42:17Z; Last-Modified: 2020-08-12T18:42:17Z; dcterms:modified: 2020-08-12T18:42:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-08-12T18:42:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-08-12T18:42:17Z; meta:save-date: 2020-08-12T18:42:17Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-08-12T18:42:17Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-08-12T18:42:17Z; created: 2020-08-12T18:42:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2020-08-12T18:42:17Z; pdf:charsPerPage: 1219; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-08-12T18:42:17Z | Conteúdo => S3-C 3T2 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 15504.011784/2010-88 Recurso Voluntário Acórdão nº 3302-008.983 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 30 de julho de 2020 Recorrente MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2010 RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVO. Não se conhece de recurso voluntário interposto fora do prazo de 30 (trinta) dias previsto no artigo 33, do Decreto 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimarães, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Corintho Oliveira Machado, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 01 17 84 /2 01 0- 88 Fl. 129DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-008.983 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15504.011784/2010-88 Relatório Por bem esclareccr a lide, adoto o relato da decisão recorrida: Versa o presente processo sobre notificação de lançamento, mediante a qual é exigido do contribuinte acima identificado, crédito tributário relativo à multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF Mensal referente à março/2010, no valor de R$ 74.469,48. Ciente do lançamento o contribuinte ingressou com impugnação (fl. 2/9) na qual solicita o cancelamento da exigência tributária, sob alegação de que: a) a impugnante não deve se submeter ao seu cumprimento em razão da imunidade tributária recíproca; b) inexiste base de cálculo, já que a impugnante encontra-se exonerada do recolhimento do Pasep, em virtude de decisão judicial; c) ocorreu a denúncia espontânea, já que regularizou sua entrega antes da adoção de qualquer medida por parte da Administração Fazendária Federal, conforme art. 138 do CTN; d) a contribuição devida não pode jamais servir de parâmetro de base de cálculo por manifesta afronta aos princípios constitucionais da capacidade contributiva, não confisco, da razoabilidade e da proporcionalidade; e) embora o art. 113, §2° do CTN prevê que a obrigação acessória decorre da legislação tributária, não pode por instrução normativa da Secretaria da Receita Federal exigir de um ente federativo outra obrigação que não a prevista em lei. Que a LC n° 8/1970 não instituiu tal obrigação acessória. Requer por fim, que seja conhecida e provida a impugnação, determinando o cancelamento do lançamento consubstanciado na notificação em questão. Em 30/01/2014, a DRJ/RPO julgou improcedente a impugnação, nos termos da ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2010 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. DCTF. É devida a multa no caso de entrega da declaração fora do prazo estabelecido. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. ENTES FEDERATIVOS. INOCORRÊNCIA. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. A imunidade recíproca, fundamentada no art. 150, VI, “a”, da Constituição Federal, veda aos entes federativos instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros, não albergando as obrigações tributárias acessórias. DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. BASE DE CÁLCULO. No caso da DCTF, uma vez não observado o prazo definido na legislação para a entrega, a multa decorrente do atraso incide sobre o montante dos tributos e contribuições informados em tal declaração, ainda que integralmente pago, pois a obrigação acessória tem como fato gerador situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA AUTÔNOMA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INOCORRÊNCIA. O instituto da denúncia espontânea não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a DCTF; porquanto as responsabilidades acessórias autônomas, não estão alcançadas pelo art. 138 do CTN. Fl. 130DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-008.983 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15504.011784/2010-88 INCONSTITUCIONALIDADE. VIA ADMINISTRATIVA. APRECIAÇÃO. VEDAÇÃO. Os mecanismos de controle da constitucionalidade definidos pela própria Constituição Federal passam, necessariamente, pelo Poder Judiciário que detém, com exclusividade essa prerrogativa, cabendo à autoridade administrativa tão-somente velar pelo fiel cumprimento da legislação. DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. A multa pela entrega intempestiva da Declaração DCTF tem respaldo em lei, além de disciplinada em Instrução Normativa, cuja competência o legislador atribuiu à Secretaria da Receita do Brasil, para dispor sobre as obrigações acessórias relativas aos impostos e contribuições por ela administrados. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O contribuinte foi intimado da decisão em 21/02/2014, consoante Aviso de Recebimento constante dos autos, e como não apresentou recurso voluntário em 30 dias, foi lavrado Termo de perempção e iniciado procedimento de cobrança amigável. Ato seguido, é interposto recurso voluntário pela recorrente supra mencionada em 22/04/2014, consoante carimbo aposto na folha de rosto do recurso, no qual defende a tempestividade do recurso, pois a ciência do acórdão realizada não seria válida, uma vez que não teria endereço correto (juntou tela de sistema de computador “Contribuinte PJ – Consulta Estabelecimentos por CNPJ” – em que consta o endereço da recorrente); ainda em preliminar, alega nulidade da decisão recorrida, por incompetência territorial da DRJ, e nulidade da autuação, por ofensa ao princípio da isonomia entre os entes federados; no mérito, reprisou parte das alegações ofertadas na impugnação (imunidade recíproca e impossibilidade de exigência de obrigação acessória entre os entes federados), ao tempo que criticava as razões de decidir do acórdão guerreado. Por fim, requer que o presente recurso seja conhecido e provido para cancelar o débito fiscal ou, sucessivamente, seja cassada a decisão de primeira instância. Posteriormente, o expediente foi encaminhado a esta Turma ordinária para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator. Conforme relatado anteriormente, a recorrente defende a tempestividade do recurso, porque a ciência realizada em 21/02/2014 não seria válida, uma vez que não teria endereço correto (juntou tela de sistema de computador “Contribuinte PJ – Consulta Estabelecimentos por CNPJ” – em que consta o endereço da recorrente). Com isso, o recurso voluntário apresentado espontaneamente em 22/04/2014 seria tempestivo. Fl. 131DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-008.983 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 15504.011784/2010-88 Ao meu sentir, a alegação da recorrente não merece acolhida, porque o endereço constante do Aviso de Recebimento constante dos autos, em que a data de recebimento é 21/02/2014, é o mesmo da tela de sistema de computador “Contribuinte PJ – Consulta Estabelecimentos por CNPJ”, juntada aos autos pela recorrente para tentar comprovar o erro de endereçamento: Av. Afonso Pena, 1212 sl 318 – Centro – BH – MG. Nessa moldura, o recurso voluntário interposto pela Recorrente foi protocolizado em 22/04/2014, sendo esta data considerada como data de entrega para fins de exame de admissibilidade do referido recurso. Todavia, o prazo final para interposição do recurso voluntário era 25/03/2014, quinta-feira, considerando que o contribuinte foi cientificado da decisão de piso em 21/02/2014, sexta-feira, conforme Aviso de Recebimento constante dos autos. A planilha abaixo demonstra a cronologia dos atos procedimentais ocorridos nos autos: Intimação Início do prazo Término do Prazo - 30 dias Protocolo - Recurso 21/02/2014 (sexta-feira) 24/02/2014 (segunda-feira) 25/03/2014 (terça-feira) 22/04/2014 (terça-feira) Com relação ao prazo para apresentar recurso voluntário, dispõe o artigo 33 do Decreto nº 70.235/72, a saber: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. A contagem do prazo previsto no dispositivo anteriormente citado, deve observar as determinações contidas no artigo 5º do mesmo diploma legal, "in verbis": Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Deste modo, considerando que a Recorrente foi cientificada da decisão de primeira instância em 21/02/2014, e somente apresentou recurso voluntário em 22/04/2014, depois de ultrapassado o prazo de 30 (trinta) dias contados da ciência, conclui-se pela intempestividade do referido recurso. Ante o exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso voluntário, por intempestividade. (documento assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Fl. 132DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13807.011394/2001-87
Data da sessão: Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das
Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2000
Ementa: EXCLUSÃO SIMPLES. DÉBITOS INSCRITOS EM DÍVIDA ATIVA. SÚMULA.
A teor da Súmula nº 22 do CARF, é nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Divida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa
Numero da decisão: 1202-000.321
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: CARLOS ALBERTO DONASSOLO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Feb 04 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2000 Ementa: EXCLUSÃO SIMPLES. DÉBITOS INSCRITOS EM DÍVIDA ATIVA. SÚMULA. A teor da Súmula nº 22 do CARF, é nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Divida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa
numero_processo_s : 13807.011394/2001-87
conteudo_id_s : 5939020
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 03 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 1202-000.321
nome_arquivo_s : Decisao_13807011394200187.pdf
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO DONASSOLO
nome_arquivo_pdf_s : 13807011394200187_5939020.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2010
id : 7548142
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:08 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044902998016
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T21:24:16Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T21:24:16Z; Last-Modified: 2010-09-01T21:24:16Z; dcterms:modified: 2010-09-01T21:24:16Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:0b7578c6-e369-48c9-8569-9fd72ca6d281; Last-Save-Date: 2010-09-01T21:24:16Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T21:24:16Z; meta:save-date: 2010-09-01T21:24:16Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T21:24:16Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T21:24:16Z; created: 2010-09-01T21:24:16Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-09-01T21:24:16Z; pdf:charsPerPage: 1249; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T21:24:16Z | Conteúdo => SI-C212 H 1 • MINISTÉRIO DA FAZENDA• "r., CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13807.011394/2001-87 Recurso n" 333153 Voluntário Acórdão n" 1202-00.321 — r Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 05 de, julho de 2010 Matéria SIM PI ,ES Recorrente Algarve Pães e Doces Ltda, Recorrida DRJ/São Paulo I Assunto: Sistema Integrado de "Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Fiiipresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2000 Ementa: EXCLUSÃO SIMPLES., DÉBITOS INSCRVIOS EM DIVIDA ATIVA.. SÚMULA,. A teor da Sninula n" 22 do CARF, é nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Divida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dai provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e votos que integram o presente .julgado. Nelson U..so - Presidente. Carlos Alberto Do ssolo - Relator. EDITADO EM: 5 AEU 2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nelson Lósso Filho (Presidente), Carlos Alberto Donassolo, Valéria Cabral Géo Verçon, Darei Mendes de Carvalho Filho (Suplente Convocado), Nereida de Miranda Finamore Horta, Orlando Jose Gonçalves Bueno (Vice Presidente da Turma), Relatório Por bem descrever os fatos ocorridos, adoto parte do relatório da Resolução u" 303-01,212, do antigo Terceiro Conselho de Contribuintes, de lIs. 63 a 69: "Trata-se de M.anile.stação de Inconformidade (fis 1/3) face ao indeferimento da Solicitação de Revisão da ViWação/Exclus.ão à opção pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Illicroenyrre.sas e das Enyn esa.s de Pequeno Porte - Simples (lis 21), que manteve a evclusão do Simples realizada através do Ato .Declaratório Executivo - ADE n° 386.509 16), de 02/10/2000, em razão de "Pendências da Empresa r,/ou Sócios junto a PGPN" Ciente da decisão exarado (AR de fls. 22), o contribuinte interpôs tempestivamente a Impugnação de fls, 1/3, acompanhada dos documentos de lis 4/19 e 21/36, alegando que o Inativo pelo qual . frri mantida .tiTta eXChIsão não pro.spera, pois de acoido com o Protocolo do Ministério da Fazenda de /is 11 se pode constatar que o.s débitos para com a União se encontram subjudice do Segundo Conselho de Contribuinte.s, lu?ja vista .serem objetos de compensação/restituição do.s tributo.s rpre embasam a decisão ora impugnada (doe. 5, lis- 12/14). Inlarma que, em 30/06/9.9, ingressou com "Pedido de Compensação" (doe 05) dos tributos ali referidos, nos valores originais de RS 341,39, 1/$114,70, R$390,16, R$131,10 e .1/$252,98, os quais totalizavam a importância de R$1.230,33 Ademais, engana-se a Secretaria da Receita Federal, através da sua digna Divisão de hibutação, muito provavelmente em decorrência de não ter havido a necessária e indispensável comunicação entre a PG».711 e a Divisão em apreço. Nestes termos, requer seja afim-muda a decisão da DR1, ', consolidada na SRS, para ser mantido no Simples Segundo a inlarrnação de fls 38, os autos foram encaminhados à EQCAD/DICAT/DERATÁST para a anotação da .susperisão dos efeitos rio A.DE em discussão Em .seguida, a Delegacia da Receita l'ederal de Julgamento em São Paulo incielà-.ia o pedido do contribuinte (lis. 44/47), em razão de entender que o mencionado processo que está "sub judice" no Segundo Conselho de Contribuintes, trata de restituição de Finsocial, enquanto que as. pendências da impugnante na PG.FN dizem respeito 005 processo.s FI ('S' 10880.351172/99-84 e 10880..351171/99-11 Assim, os débitos não foram regularizados no prazo de apre.sentação da SRS, devendo ser mantido o Ato Declarató rio. Inconfarmado com a decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs às fls. 49/52, tempestivamente, Recurso. Voluntário, no qual reitera argumentos e pedidos já apresentados, bem como aduz, que o fundamento aludido na r decisão recorrida ., qual seja, o artigo 12 da IN SRP n° 09 não .se ajusta ao caso. haja vista este tratar que não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica nas condições que especifica. Ressalta que já estava enquadrado neste regime e não na condição de optar, tanto que ataca a medida que trata da sua exclusão/desenquadramento Acrescenta que, a data da inscrição na Divida Ativa (20/08/99) foi bem posterior ao pedido de compensação (30/06/1999), o que pode .YeT atestado pela "Tela da PG1W" - 2 Processo n" 13807 011394/2001-87 S1-C2T2 Acórdão n " 1202-00.321 Fl Ainda que pendente de julg,amento o processo de restituição/compensação, ejçtuomm o recolhimento dos tributos, cru 27/06/2005, com os acréscimos devidos. Ressalta que conforme Ne pode verificam- da Certidão de fls . 58, esta registra a "não existência de inscrições- na "Dívida Ativa" Na busca de um prosseguimento mais tranqüilo das suas- atividades, promoveu, inclusive, o recolhimento de tributos que a "Tela da PGEN" apontava, independentemente do desfecho dojulgamento do seu Recurso pela restituição/compensação, que ainda se encontram "subjudiee". Nestes termos, requer o acolhimento integral do presente recurso, revogando o desenauadramenio/exclusão do Simples Anexa o.s documentos de fls. 53/60, entre os quais, Dart s e Certidão Quanto à Dívida Ativa da União Persistindo dúvidas em relação aos débitos inscritos em dívida ativa que motivaram a exclusão do SIMPLES, constantes dos processos n"s 10880.351172/99-84 e 10880.351171/99-11, e dos débitos Constantes do processo ri' 13807.006411/99-24, que trata de restituição/compensação, o antigo Terceiro Conselho de Contribuinte aprovou a mencionada Resolução, decidindo por retornar o processo em diligência à unidade de origem, para esclarecer os seguintes pontos: "Isto posto, visando garantir o direito de permanência do contribuinte no Simples, em razão da :suspensão de :s-eus débitos, entendo por converter ()julgamento em diligência à repartição de origem para que sejam verificados e infirmados a este órgão julgador o que .segue: 1) data de apresentação de Impugnação nos aulas do processo fio 13807.0064.11/99- .?4,- 2) se há correspondência entre os débitos que geraram o Ato Declamatório de .Fxclusão n° 386.509, de 02/10/2000, e os pretensos débitos a serem compensados com créditos constantes do proces.so n° 13807.006411/99-24. Em atendimento à diligência solicitada, foi emitido o 'Despacho da 1.1 . 86, com o seguinte teor: "Em atendimento ao Acórdão de fls 63/69, infirmamos que a data da impugnação do processo 1.3807 006.411/99-24 é 26/01/2001 01 85) e os pretensos débitos compensadas são os de .11:s- 75/81, proponho que o presente processo seja encaminhado a EQCAD/DICAT/DERAT/SPO (01143115) para prosseguimento.. Na seqüência, o processo retornou a este órgão julgador e redistribuído a esta l' Seção face às novas competências atribuídas ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais-CA RF. É o relatório. • Voto Conselheiro CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Relator A controvérsia do presente processo gira cm torno de esclarecer se os dos débitos inscritos em dívida ativa, constantes dos .processos n"s 10880.351172/99-84 e 10880.351171/99-1, se referem aos mesmos débitos intbrinados nos pedidos de restituição/compensação do processo n° 13807,006411/99-24, este último com sua exigibilidade suspensa por Idrea d apresentação tempestiva, da impugnação/manifestação de ineontOrmidade, de lis.. 84/85 Ja o despacho emitido pela DERAVSão Paulo, de Os. 86, como resultado da diligência, solicitada pelo antigo Terceiro Conselho de Contribuintes, não Ibi suficientemente claro em informar se havia correspondência entre os débitos inscritos em divida ativa, que geraram o Ato .Dcelaratorio de Exclusão n" 386.509, de 02/ -10/2000, e Os pretensos débitos a. serem compensados no processo n.'13807.006411/99-24, como solicitado pelo antigo Terceiro Conselho de Contribuintes.. Como se percebe, até o presente momento não se sabe exatamente quais são os débitos inscritos en dívida ativa, proces:som n c's 10880_331172/99-84 e 10880,351171/99-1, que motivaram a expedição do o Ato Declaratório de Exclusão IV 386,509, de 02/10/2000, lis. 09/1.0 e .16. Com efeito, foi editada a Súmula CARF n" 22, aprovada nas sessões realizadas no dia 08 de dezembro de 2009, publicada no DOU de 22/12/2009, com o seguinte teor: ,SYrinttla (ARE n" 22: L nulo o alo declaratório de evaiisão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Dívida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos iriso. itos cuja exigibilidade não esteja 111,NpellSa Dessa forma, demonstrado que não houve a indicação dos débitos inscritos em divida ativa, cuja exigibilidade não. estava suspensa (fls. 09/10 e 16), deve ser aplicada a. Súmula CARF acima transcrita, de observância obrigatória nos termos do art.72, Anexo 11 do Regimento Interno deste CARF, aprovado pela Portaria ME n° 256, de 22 de junho de 2009 e alterações.. Em vista do que foi acima exposto, voto por anular o Ato Declaratorio de .Exclusão n° 386.509, de 02/10/2000, de fis, 16, para que seja dado provimento ao recurso vol untário. OLf • • Carlos Alberto Doi :solo 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELII0 ADM. /MS -MA.11V° DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA - PR [MEAR A SEÇÃO TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Pi ocuradotes da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão sairia, nos termos do ait 81, § 3 0 , do anexo II, do Regimento Interno do CAR.F, apt ovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de .junho de 2009. Btasilia, 09 de agosto de 2010, Maria Conceido Ide Sousa Rodrigues - Secretária da Carnal a Ciência Data: Nome: Piocurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: 1] apenas com ciência; [ I com Recurso Especial; I- 1 com Embargos de Declaração.
score : 1.0
Numero do processo: 10805.002009/2001-32
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2003
Numero da decisão: 303-00.902
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em
diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Nov 26 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200307
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2003
numero_processo_s : 10805.002009/2001-32
anomes_publicacao_s : 200307
conteudo_id_s : 6705548
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-00.902
nome_arquivo_s : 30300902_10805002009200132_200307.pdf
ano_publicacao_s : 2003
nome_relator_s : ANELISE DAUDT PRIETO
nome_arquivo_pdf_s : 10805002009200132_6705548.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2003
id : 4624848
ano_sessao_s : 2003
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:23 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044929212416
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30300902_10805002009200132_200307; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-02T17:21:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30300902_10805002009200132_200307; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30300902_10805002009200132_200307; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-02T17:21:58Z; created: 2017-06-02T17:21:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2017-06-02T17:21:58Z; pdf:charsPerPage: 680; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-02T17:21:58Z | Conteúdo => • " PROCESSO N° SESSÃO DE RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA 10805.002009/2001-32 03 de julho de 2003 124.981 IRMÃOS HARADA LTDA. DRJ/CAMPINAS/SP R E S O L U ç à O N° 303-00.902 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • • RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 03 de julho de 2003 14 AGO 2003 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ZENALDO LOIBMAN, IRINEU BIANCHI, CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS, PAULO DE ASSIS, NILTON LUIZ BARTOLI e FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE. tme •• MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA • RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 124.981 303-00.902 IRMÃOS HARADA LTDA. DRJ/CAMPINAS/SP ANELISE DAUDT PRIETO RELATÓRIO E VOTO • • • • A empresa acima qualificada recorre a este Conselho de julgado proferido pela autoridade a quo, que indeferiu a impugnação da decisão da Delegacia da Receita Federal em Santo André na Solicitação de Revisão Exclusão da Opção pelo SIMPLES. A SRS foi indeferida "tendo em vista que o processo administrativo nO 10805.000568/00-10 de restituição/compensação, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário, citado na petição foi indeferido por este SESIT com a Decisão nO 397/2000, e até o momento a interessada não comprovou sua situação regular perante a PGFN (Certidão Negativa ou Positiva com Efeito de Negativa da empresa e/ou sócios) e o INSS (Certidão Negativa ou Positiva com Efeito de Negativa da empresa e/ou sócios)".(fl. 5-v). Inconformada, a empresa apresentou manifestação de inconformidade, que deu origem à decisão recorrida, ementada da seguinte forma: "Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2000 Ementa: DÉBITO INSCRITO EM DÍVIDA ATIVA. OpçÃO. As pessoas jurídicas com débitos inscritos em Dívida Ativa da União, em nome próprio ou de seus sócios, cuja exigibilidade não esteja suspensa, estão vedadas de optar pelo Simples. Solicitação Indeferida" Em seu recurso voluntário, a contribuinte aduziu, em suma, que a exigibilidade do crédito estaria suspensa . Ocorre que a manifestação de inconformidade foi protocolada em 27/09/2001, sendo que a empresa, conforme consta da fl. 5-v, foi comunicada da decisão na SRS em 27/08/2001. À primeira vista, seria caso de intempestividade da apresentação da impugnação, haja vista o intervalo de 31 dias entre um evento e outro~ 2 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 124.981 303-00.902 • • • • • Considerando a possibilidade de existência de algum feriado local ou outra justificativa que levasse à conclusão sobre a tempestividade da impugnação, voto por baixar o presente processo em diligência para que a autoridade preparadora se pronuncie quanto à tempestividade da manifestação de inconformidade. Além disso, não consta dos autos a informação sobre em que data a recorrente teria sido cientificada da decisão recorrida, motivo pelo qual entendo que a autoridade preparadora deverá posicionar-se, também, quanto à tempestividade do recurso voluntário. Sala das Sessões, em 03 de julho de 2003 r;D~h ANELISE DAUDT PRIETO - Relatora 3 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 14052.000734/94-41
Data da sessão: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2003
Ementa: IOF. DECISÃO JUDICIAL. OBSERVÂNCIA - Havendo decisão judicial que entende não ser cabível o imposto, não há como prosseguir a exigência, por falta de objeto.
Recurso negado.
Numero da decisão: CSRF/02-01.257
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos
Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSEFA MARIA COELHO MARQUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 04 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200301
ementa_s : IOF. DECISÃO JUDICIAL. OBSERVÂNCIA - Havendo decisão judicial que entende não ser cabível o imposto, não há como prosseguir a exigência, por falta de objeto. Recurso negado.
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2003
numero_processo_s : 14052.000734/94-41
anomes_publicacao_s : 200301
conteudo_id_s : 4409626
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 01 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : CSRF/02-01.257
nome_arquivo_s : 40201257_098980_140520007349441_004.PDF
ano_publicacao_s : 2003
nome_relator_s : JOSEFA MARIA COELHO MARQUES
nome_arquivo_pdf_s : 140520007349441_4409626.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2003
id : 4727589
ano_sessao_s : 2003
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:39 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044934455296
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-07T23:30:22Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-07T23:30:22Z; Last-Modified: 2009-07-07T23:30:22Z; dcterms:modified: 2009-07-07T23:30:22Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-07T23:30:22Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-07T23:30:22Z; meta:save-date: 2009-07-07T23:30:22Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-07T23:30:22Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-07T23:30:22Z; created: 2009-07-07T23:30:22Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-07T23:30:22Z; pdf:charsPerPage: 1161; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-07T23:30:22Z | Conteúdo => -~ o MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS tlofW4-1" SEGUNDA TURMA Processo n : 14052.000734/94-41 Recurso n' : 202-98.980 Matéria : IOF Recorrente : FAZENDA NACIONAL Interessada : BANCO DO BRASIL S.A. Recorrida : Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes Sessão de : 28 de janeiro de 2003. Acórdão : CSRF/02-01.257 I0F. DECISÃO JUDICIAL. OBSERVÂNCIA - Havendo decisão judicial que entende não ser cabível o imposto, não há como prosseguir a exigência, por falta de objeto. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. -- ON PEREI • 01! UES PRESIDENTE • o juaiet. Ckd SEFA MARIA COELHO MARQUES RELATORA FORMALIZADO EM: " 1 JAN 2005 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, ROGÉRIO GUSTAVO DREYER, HENRIQUE PINHEIRO TORRES, DALTON CÉSAR CORDEIRO DE MIRANDA, OTACíLIO DANTAS CARTAXO E FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA. rcs Processo n : 14052.000734/94-41 Acórdão n° : CSRF/02-01.257 Recurso n' : 202-098.980 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Interessada : BANCO DO BRASIL S.A. Recorrida : Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes RELATÓRIO Trata-se de recurso especial, apresentado pela Procuradoria da Fazenda Nacional, contra decisão do Segundo Conselho de Contribuintes através do Acórdão n 202-12.370, de 16 de agosto de 2000 (fls. 4.754/4.814), cuja ementa é a seguinte: NORMAS PROCESSUAIS — AUTORIDADE COMPETENTE — O titular da delegacia de julgamento em cuja jurisdição situa a sede de empresa que realizou recolhimentos centralizados do imposto é competente para julgar a exigência independentemente do local dos atos e fatos que deram origem à obrigação. FUNDAMENTOS LEGAIS — O instrumento próprio para sediar os fundamentos legais da exigência e dos acréscimos legais é o lançamento. TAXA REFERENCIAL — TR — Argüição de ilegalidade desta taxa para o cálculo dos acréscimos legais da exigência não é pressuposto de nulidade do lançamento, sendo que eventual inadequação no seu uso é sanável no exame do mérito da exigência. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA — Não é nula a decisão que nega a realização de diligência que resultaria em detalhamento irrelevante para a apuração da base de cálculo do imposto. Preliminares de nulidade rejeitadas. IOF — RECURSO DE OFÍCIO — Nenhum reparo cabe à decisão singular que reduz a exigência no montante dos recolhimentos comprovados e da correção de falha na indexação de uma de suas parcelas. Recurso de ofício negado. LEI N° 8.033/90 — FALTA DE RECOLHIMENTO — Não comprovado o recolhimento do imposto incidente sobre a transmissão ou resgate de títulos e valores mobiliários (CDBs), de cujo principal o contribuinte era titular em 16/03/90, mantém-se a exigência. IMUNIDADE RECIPROCA — É de se reconhecer a proteção que goza os entes públicos em face dessa imposição, por força de entendimento inequívoco do STF nesse sentido. ITAIPU BINACIONAL — As aplicações financeiras de sua titularidade são livres desse gravame em decorrência de cláusula em tratado internacional que isenta essa entidade de quaisquer impostos brasileiros. ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA PRIVADA — Não há como se exigir o imposto que deixou de ser recolhido por força de decisão judicial. ENCARGO DA TRD — Não é de ser exigido no período de 04 de fevereiro a 29 de julho de 1991. Recurso voluntário provido em parte. Tendo o Colegiado da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, decidido, por I) unanimidade de votos, rejeitar as preliminares de nulidade e em negar provimento ao Recurso de Ofício; e II) por maioria de votos, dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, nos termos do voto da Relatora-Designada, a Procuradoria da Fazenda Nacional, por não concordar com a decisão proferida em segunda instância administrativa, interpôs Recurso Especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais, com fundamento no inciso I do art. 32 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, Anexo II, aprovado pela Portaria n' 55, de 1998, na parte que excluiu a exigência de IOF nas aplicações da Caixa de Previdência dos 2 4Vh` Processo n : 14052.000734/94-41 Acórdão n° : CSRF/02-01.257 Funcionários do Banco do Brasil — PREVI, no período anterior à concessão da liminar e, em conseqüência, manter a exigência do IOF nas referidas aplicações, em conformidade com o entendimento do voto do Conselheiro vencido. Através do Despacho tf 202-0.075 (fls. 4.823), o Presidente da 2" Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, recebeu o recurso interposto pelo Representante da Fazenda Nacional, tendo em vista a presença dos requisitos exigidos no Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais: decisão não-unânime (artigo 7, parágrafo 1") e tempestividade (artigo 7'). Encaminhados os autos à DRF em Brasília /DF, procedeu-se A solicitação contribuinte da apresentação de contra-alegações ao Recurso Especial. Devidamente cientificado, o contribuinte oferece suas contra-razões ao Recurso Especial do Sr. Procurador da Fazenda Nacional, alegando, em síntese que: 1 a controvérsia que se coloca entre o voto vencido e o voto vencedor diz respeito à extensão dos efeitos da decisão judicial proferida no MS n° 91.20568-0, de 21-10-1991, que reconheceu a imunidade tributária da PREVI; 2 a PREVI ajuizou o mandado de segurança em 27/05/1991 tendo como objeto a discussão da sua condição de entidade de previdência e assistência social imune frente ao IOF criado pela Lei n° 8.033, de 1990, sobre o resgate e transmissão de títulos e aplicações financeiras existentes em 16/03/1990; 3 a PREVI teve liminar concedida em 01/07/1991 no sentido de ser desobrigada de recolher a exação em discussão. A sentença foi prolatada em 21/10/1991 estabelece que a entidade goza de imunidade tributária, prevista no art. 150, inciso VI, alínea "c" da CF188, não estando sujeita à incidência do IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS — IOF — criado pelo artigo 1°, inciso I, da Lei n° 8.033/90; (Grifei) 4 a imunidade tributária refere-se ao contribuinte, sujeito passivo da relação jurídico-tributária, que o exclui do campo de incidência tributária não importando ser o fato gerador pretérito ou futuro; 5 a eficácia da decisão judicial que reconhece a imunidade tributária da PREVI, eminentemente declaratória, atinge qualquer fato gerador no tempo, não obstante atingir diretamente o crédito tributário, conforme demonstrado no histórico; 6 a manutenção da exação embasada em legislação inconstitucional contraria os mais comezinhos princípios constitucionais e tributários, institucionalizando o enriquecimento sem causa do Estado, o que, data maxima venha, é um disparate total. Finaliza, requerendo a manutenção da decisão no sentido de que seja excluída da base de cálculo do I0F, criado pela Lei n 8.033/90, a parcela referente ao resgate e transmissão de títulos e aplicações financeiras da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil — PREVI — por ser de direito e justo. É o relatório. 3 Processo n : 14052.000734/94-41 Acórdão n° : CSRF/02-01.257 VOTO Conselheira-Relatora: JOSEFA MARIA COELHO MARQUES Trata-se da incidência do TOF da Lei n° 8.033/1990 sobre o valor das aplicações financeiras da PREVI existentes em 16-03-1990 e resgatadas em 19-03-1990. O voto vencedor é exclusivamente em relação à matéria em discussão e diz: „(..) Portanto, havia sim uma ordem judicial, declarando à impetrante a imunidade, e como tal não estando sujeita à incidência do IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS — IOF criado pelo artigo 1°, inciso I, da Lei n° 8.033/90. A decisão proferida pela justiça foi suficiente para afastar a tributação pretendida, de forma genérica, sem que houvesse referência a um ato concreto ou estivesse delimitado no tempo. Há no caso uma decisão normativa com eficácia para os casos pendentes (em que a instituição não tivesse pmcedido ao recolhimento) e aos casos futuros (efeito continuado). Neste casos, tem-se que o Mandado de Segurança possui finalidade declarató ria. (..)" A decisão no Mandado de Segurança foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 2' Região em 02/09/1992, negando seguimento à remessa de oficio. Tal decisão transitou em julgado em 13/10/1992. O auto de infração foi lavrado pela DRF de Brasília-DF, em 07/03/1994, data essa em que a PREVI já possuía a sentença transitada em julgado pela qual não estava sujeita à incidência do I0F. E como ao Judiciário compete dizer o direito com o atributo da definitividade, com a força superior da coisa julgada, é constitucional, sensato e adequado que a esfera administrativa abra mão das mesmas questões examinadas por aquela outra esfera superiormente aquinhoada no que tange à competência para administrar a justiça, respeitando a sua função típica e a sua missão constitucional. Havendo decisão judicial que entende não ser cabível o imposto, não há como prosseguir a exigência, por falta de objeto. Assim, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões/DF, em 28 de janeiro de 2003. , ' • QikQ/01~.., lOtieth,r4 iOSEF • MARIA COELHO MARQUES 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10640.002546/2001-11
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1997
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS — MATÉRIA NÃO IMPUGNADA - ERRO DE FATO — Por força dos princípios da legalidade e da autotutela o erro
de fato deve ser levantado e conhecido em qualquer momento durante o prazo em que possível rever o lançamento.
ACRÉSCIMOS LEGAIS — MOTIVO — Falta motivo à exigência quando
centrada em acréscimos legais pelo recolhimento de tributos a destempo e o processo contém provas de que os pagamentos de referência foram efetuados com observância das determinações legais.
Recurso provido.
Numero da decisão: 102-48.135
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: DCTF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada(TODOS)
Nome do relator: NAURY FRAGOSO TANAKA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada(TODOS)
dt_index_tdt : Sat Jan 14 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200701
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1997 Ementa: NORMAS PROCESSUAIS — MATÉRIA NÃO IMPUGNADA - ERRO DE FATO — Por força dos princípios da legalidade e da autotutela o erro de fato deve ser levantado e conhecido em qualquer momento durante o prazo em que possível rever o lançamento. ACRÉSCIMOS LEGAIS — MOTIVO — Falta motivo à exigência quando centrada em acréscimos legais pelo recolhimento de tributos a destempo e o processo contém provas de que os pagamentos de referência foram efetuados com observância das determinações legais. Recurso provido.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10640.002546/2001-11
anomes_publicacao_s : 200701
conteudo_id_s : 4205239
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 13 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 102-48.135
nome_arquivo_s : 10248135_151255_10640002546200111_005.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : NAURY FRAGOSO TANAKA
nome_arquivo_pdf_s : 10640002546200111_4205239.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
id : 4660277
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:33 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044941795328
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-10T15:02:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-10T15:02:21Z; Last-Modified: 2009-07-10T15:02:21Z; dcterms:modified: 2009-07-10T15:02:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-10T15:02:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-10T15:02:21Z; meta:save-date: 2009-07-10T15:02:21Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-10T15:02:21Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-10T15:02:21Z; created: 2009-07-10T15:02:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-10T15:02:21Z; pdf:charsPerPage: 1171; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-10T15:02:21Z | Conteúdo => t CCOICO2 Fls. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10640.002546/2001-11 Recurso n° 151.255 Voluntário Matéria IRF ANO: 1997 Acórdão n° 102-48.135 Sessão de 25 de janeiro de 2007 Recorrente r TURMA/DRJ JUIZ DE FORA/MG Recorrida TRANSUR TRANSPORTE RODOVIÁRIO MANSUR LTDA. Assunto Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1997 Ementa: NORMAS PROCESSUAIS — MATÉRIA NÃO IMPUGNADA - ERRO DE FATO — Por força dos princípios da legalidade e da autotutela o erro de fato deve ser levantado e conhecido em qualquer momento durante o prazo em que possível rever o lançamento. ACRÉSCIMOS LEGAIS — MOTIVO — Falta motivo à exigência quando centrada em acréscimos legais pelo recolhimento de tributos a destempo e o processo contém provas de que os pagamentos de referência foram efetuados com observância das determinações legais. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO Presidente I 1 Processo n.° 10640.002546/2001-117..................... CCOI/CO2 Acórdão n.° 102-48.135 Fls. 2 Q---- NAURY FRAGOSO TA AKA Relator FORMALIZADO EM: O 2 11 A 12007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LEONARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, SILVANA MANCINI KARAM, ANTÔNIO JOSÉ PRAGA DE SOUZA, MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. • Processo n.° 10640.002546/2001-11 CCOI/CO2 Acórdão n.• 102-48.135 Fls. 3 Relatório O processo tem por objeto a exigência de oficio de crédito tributário em montante de R$ 4.132,67, resultante de tributos declarados mas considerados não recolhidos, tributos recolhidos a destempo e com cálculo de juros de mora incorreto, ou sem os acréscimos legais pertinentes, no ano-calendário de 1997, conforme Anexos la, III, e IV, fls. 3 a 5. Referido crédito foi formalizado pelo Auto de Infração n° 0000235, de 30 de outubro de 2001, fl. 2, e composto pelo tributo não recolhido, multa de oficio, a multa isolada e os juros de mora. Após a impugnação, a exigência foi revisada de oficio na unidade de origem e dessa atitude resultou proposta pela improcedência das infrações por falta de recolhimento de tributo, conforme demonstrativos às fls. 12 a 15. Na peça impugnatória fora contestada apenas a parte da exigência relativa à falta de recolhimento de tributo, fl. 1, e por esse motivo, o respeitável colegiado julgador da 2" Turma da DRJ Juiz de Fora considerou o lançamento procedente em parte e, para esse fim, afastou a incidência considerada incorreta na unidade de origem, mas considerou matéria não impugnada a relativa à multa isolada, conforme consta do Acórdão 6.948, de 22 de abril de 2004, fl. 29. Em sede de recurso, contestada a exigência da multa isolada porque o recolhimento a destempo que serviu de fundamento à penalidade, no entender da defesa, teria sido feito com observação do prazo legal, uma vez que houvera erro na informação prestada na DCTF, quanto à semana do fato gerador. Argumento no sentido de que a retenção de IR sobre a folha de pagamento, de R$ 94,40 e a retirada pró-labore de R$ 1.866,76, esta em 3 de março de 1997, e a primeira em 6 desse mês e ano, que corresponde à 2' semana desse mês, teriam limite para recolhimento em 12 de março desse ano, por força da localização na dita semana. No entanto, fora informado na DCTF, para tais fatos, a 1' semana de março de 1997, para a qual o prazo para recolhimento estende-se até 5 desse mês e ano. Juntados ao recurso, cópias dos DARFs de recolhimento desses valores, fls. 35 e 41, dos controles internos de pagamentos de salários e de retiradas pro-labore; fls. 39, 40 e 42; da DCTF retificadora para o 1" trimestre de 1997, fls. 43 e 44, do contrato social, 20 alteração, fls. 45 a 51, do auto de infração, fls. 52 a 54, da impugnação, fl. 55, e da decisão de primeira instância, fls. 56 a 58. Nesta parte do relato, cabe esclarecer que os débitos a fundamentar a referida multa encontram-se identificados nos Anexos lia, fl. 22; e IV, ti. 5; não consta demonstrativo relativo à revisão pela unidade de origem quanto à multa isolada, lis 12 a 16; e, finalmente, que as cópias dos DARF's. acima identificadas, contêm identificação dos fatos de referência coincidentes com aqueles indicados no recurso e data de chancela em 12 de marco de 1997. O recurso voluntário é tempestivo porque interposto em 4 de maio de 2005, enquanto a ciência da decisão de primeira instância ocorreu em 20 de abril desse ano, fl. 35. É o Relatório. /41 Processo n.' 10640.002546/200141 CCOI/CO2 Acórdão n.° 10248.135 Fls. 4 Voto Conselheiro NAURY FRAGOSO TANAICA, Relator Analisa-se neste voto, dois aspectos: a) a possibilidade da revisão do ato administrativo independente do protesto constar na peça impugnatória, porque esta não conteve menção à multa isolada; e b) ultrapassado o óbice posto no primeiro aspecto, os argumentos quanto à improcedência do feito na parte tocante à multa isolada. Quanto ao primeiro aspecto, em razão da conformação dos atos administrativos e da ação dos representantes da Administração Tributária ao princípio da legalidade, a constatação por qualquer destes de que a exigência encontra-se à margem da lei, deve ser seguida de representação à autoridade competente para o devido saneamento, caso ainda no prazo legal em que possível rever o feito. Não se pode exigir algo comprovadamente sem previsão legal de fundo, pois atitude ilícita. Nessa linha de raciocínio, os ensinamentos de Maria Silvia Zanella di Prieto (Direito Administrativo, 10.* Ed., São Paulo, Atlas, 1998, págs. 65 e 66): "Enquanto pela tutela a Administração exerce controle sobre outra pessoa jurídica por ela mesma instituída, pela autotutela o controle se exerce sobre os próprios atos, com a possibilidade de anular os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos, independentemente de recurso ao Poder Judiciário. É uma decorrência do princípio da legalidade; se a Administração Pública está sujeita à lei, cabe-lhe, evidentemente, o controle da legalidade. Esse poder da Administração está consagrado em duas súmulas do Supremo Tribunal FederaL Pela de n°346. "a administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos"; e pela de n°473, "a administração pode anular os seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revoga-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judiciaL" Vindo o processo a este órgão e estando ainda na fase litigiosa, a constatação e comprovação de ilegalidade na exigência tributária, independente do protesto em primeira instância, deve ser objeto de análise nesta instância. Passando ao segundo aspecto, deve-se esclarecer que o recolhimento do IR- Fonte tem periodicidade semanal, de acordo com o artigo 83, I, "d", da Lei n°8.981, de 1995, transcrito. "Lei n° 8.981, de 1995 - Art. 83. Em relação aos fatos geradores cuja ocorrência se verifique a partir de 1° de janeiro de 1995, os pagamentos do imposto de renda retido na fonte, do imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro e sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários e da contribuição para o Programa de Integração Social - PIS/PASEP deverão ser efetuados nos seguintes prazos: 1- Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF: , • Processo n.• 10640.002546/2001-11 CC0I/CO2 Acórdão n.• 102-48.135 Fls. 5 (...) d) até o terceiro dia útil da semana subseqüente à de ocorrência dos fatos geradores, nos demais casos;" Na seqüência, que a semana tem início no domingo e término no sábado e aquelas que comportam mudança de mês de referência devem constituir período de apuração na DCTF correspondente ao do último dia da semana, segundo orientação contida no Ato Declaratório COSAR/COTEC n° 17, de 1997, no sentido de que : "Nos casos em que o início e o término do período de apuração recaírem em meses diferentes, os valores correspondentes deverão ser informados no mês de encerramento do período de apuração. ( I ) ". Melhor explicando, se o fato gerador ocorre no dia 30, mas a semana que o contém termina no sábado, dia 2 do mês subsqüente, a semana de apuração é a l s do mês subseqüente. Como nesta situação, o dia 1° de março de 1997, foi um sábado, a l' semana do mês de março desse ano abrangia também os últimos dias do mês de fevereiro, enquanto a 2" semana de março, o período entre os dias 2 e 8, inclusive. Contendo os DARFs apresentados indicação de que os fatos ocorreram nos dias 3 e 6, estes deviam ser declarados como pertencentes à 2. semana de março de 1997 e não como pertencentes à 1" semana. Assim, constata-se e comprova-se que houve erro no preenchimento da DCTF, motivo para que a exigência da multa isolada seja afastada. Sob outra perspectiva, a multa isolada também não poderia ser exigida em razão da extensão dos efeitos da alteração posta pelo artigo 18 da MP n° 303, de 2006, que embora não transformada em lei teve vigência durante o período em que aguardou a aprovação. Ressalte-se que a referida alteração integrou a MP n°351, de 2007, ainda em análise. Destarte, voto no sentido de conhecer do recurso quanto à matéria nele contida para, no mérito, dar-lhe provimento. Sala das Sessões, 25 de janeiro de 2007 1... )NAURY FRAGOSO TAN 'Coletânea da Legislação Imposto de Renda 1997, v-1, Ministério da Fazenda, Secretaria da Receita Federal, fls. 336. Page 1 _0009700.PDF Page 1 _0009800.PDF Page 1 _0009900.PDF Page 1 _0010000.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 15940.000501/2007-28
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. CRÉDITOS. COMPROVAÇÃO.
NOTAS FISCAIS. PESSOAS JURÍDICAS INEXISTENTES DE FATO OU
NÃO AUTORIZADAS A EMITIREM DOCUMENTAÇÃO FISCAL.
GLOSAS. INÍCIO DE EFEITO. DATA DA DECLARAÇÃO DE
INAPTIDÃO.
Os créditos devem ser escriturados pelo beneficiário à vista do documento que lhes confira legitimidade, sendo imprestáveis para tal fim as notas fiscais emitidas por pessoas jurídicas na condição de inaptas no cadastro do CNPJ ou não autorizadas a emitilas.
Como decorrências destas circunstâncias, os créditos apurados com base em documentação fiscal inidônea devem ser glosados, na ausência de prova do pagamento do preço ao fornecedor e do
efetivo recebimento das mercadorias e serviços, com início de efeitos a partir do registro da situação de que resulta a inaptidão.
RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS NÃO
CUMULATIVAS. CORREÇÃO. VEDAÇÃO.
O aproveitamento de créditos de COFINS. não enseja atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores, por expressa disposição legal.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE
FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
PERÍCIA TÉCNICA.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. As perícias destinam-se à elucidação de questões para as quais se exige conhecimento técnico especializado, matérias impassíveis de deslinde a partir do conhecimento das partes e do julgador, e não para suprir a produção de prova que, segundo a distribuição do onus probandi, toca ao interessado produzir.
RECURSO VOLUNTÁRIO. MATÉRIA RECORRIDA. INTERESSE
RECURSAL. CARÊNCIA.
Não se conhece de discussão sobre matéria de defesa impertinente ao caso concreto, por carência de interesse recursal.
DECISÕES DO STJ. SISTEMÁTICA DO ART. 543-C DO CPC.
APLICAÇÃO NOS JULGAMENTO DO CARF.
As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo artigo 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no
âmbito do CARF (Resp 1.148.444).
Numero da decisão: 3803-003.340
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, para reverter a glosa dos créditos referentes às aquisições de couro a fornecedores inexistentes de fato. Vencido o relator e o conselheiro Hélcio Lafetá Reis, que negaram provimento ao recurso. Designado para a redação do voto vencedor o Conselheiro Belchior Melo de Sousa.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 11 09:00:10 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201207
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. CRÉDITOS. COMPROVAÇÃO. NOTAS FISCAIS. PESSOAS JURÍDICAS INEXISTENTES DE FATO OU NÃO AUTORIZADAS A EMITIREM DOCUMENTAÇÃO FISCAL. GLOSAS. INÍCIO DE EFEITO. DATA DA DECLARAÇÃO DE INAPTIDÃO. Os créditos devem ser escriturados pelo beneficiário à vista do documento que lhes confira legitimidade, sendo imprestáveis para tal fim as notas fiscais emitidas por pessoas jurídicas na condição de inaptas no cadastro do CNPJ ou não autorizadas a emitilas. Como decorrências destas circunstâncias, os créditos apurados com base em documentação fiscal inidônea devem ser glosados, na ausência de prova do pagamento do preço ao fornecedor e do efetivo recebimento das mercadorias e serviços, com início de efeitos a partir do registro da situação de que resulta a inaptidão. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS NÃO CUMULATIVAS. CORREÇÃO. VEDAÇÃO. O aproveitamento de créditos de COFINS. não enseja atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores, por expressa disposição legal. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. PERÍCIA TÉCNICA. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. As perícias destinam-se à elucidação de questões para as quais se exige conhecimento técnico especializado, matérias impassíveis de deslinde a partir do conhecimento das partes e do julgador, e não para suprir a produção de prova que, segundo a distribuição do onus probandi, toca ao interessado produzir. RECURSO VOLUNTÁRIO. MATÉRIA RECORRIDA. INTERESSE RECURSAL. CARÊNCIA. Não se conhece de discussão sobre matéria de defesa impertinente ao caso concreto, por carência de interesse recursal. DECISÕES DO STJ. SISTEMÁTICA DO ART. 543-C DO CPC. APLICAÇÃO NOS JULGAMENTO DO CARF. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo artigo 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF (Resp 1.148.444).
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 15940.000501/2007-28
conteudo_id_s : 6789044
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 07 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-003.340
nome_arquivo_s : 380303340_15940000501200728_201207.pdf
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 15940000501200728_6789044.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reverter a glosa dos créditos referentes às aquisições de couro a fornecedores inexistentes de fato. Vencido o relator e o conselheiro Hélcio Lafetá Reis, que negaram provimento ao recurso. Designado para a redação do voto vencedor o Conselheiro Belchior Melo de Sousa.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4575954
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:07 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044957523968
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-21T13:30:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-07-21T13:30:21Z; Last-Modified: 2014-07-21T13:30:21Z; dcterms:modified: 2014-07-21T13:30:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:9ffb438a-7193-4083-a93c-aff76a848641; Last-Save-Date: 2014-07-21T13:30:21Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-07-21T13:30:21Z; meta:save-date: 2014-07-21T13:30:21Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-07-21T13:30:21Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-07-21T13:30:21Z; created: 2014-07-21T13:30:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; Creation-Date: 2014-07-21T13:30:21Z; pdf:charsPerPage: 2024; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2014-07-21T13:30:21Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 2 1 1 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15940.000501/200728 Recurso nº 938.250 Voluntário Acórdão nº 3803003.340 – 3ª Turma Especial Sessão de 19 de julho de 2012 Matéria RESSARCIMENTO PIS/PASEP Recorrente VITAPELLI LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. CRÉDITOS. COMPROVAÇÃO. NOTAS FISCAIS. PESSOAS JURÍDICAS INEXISTENTES DE FATO OU NÃO AUTORIZADAS A EMITIREM DOCUMENTAÇÃO FISCAL. GLOSAS. INÍCIO DE EFEITO. DATA DA DECLARAÇÃO DE INAPTIDÃO. Os créditos devem ser escriturados pelo beneficiário à vista do documento que lhes confira legitimidade, sendo imprestáveis para tal fim as notas fiscais emitidas por pessoas jurídicas na condição de inaptas no cadastro do CNPJ ou não autorizadas a emitilas. Como decorrências destas circunstâncias, os créditos apurados com base em documentação fiscal inidônea devem ser glosados, na ausência de prova do pagamento do preço ao fornecedor e do efetivo recebimento das mercadorias e serviços, com início de efeitos a partir do registro da situação de que resulta a inaptidão. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS NÃO CUMULATIVAS. CORREÇÃO. VEDAÇÃO. O aproveitamento de créditos de COFINS. não enseja atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores, por expressa disposição legal. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. PERÍCIA TÉCNICA. Fl. 2110DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. As perícias destinamse à elucidação de questões para as quais se exige conhecimento técnico especializado, matérias impassíveis de deslinde a partir do conhecimento das partes e do julgador, e não para suprir a produção de prova que, segundo a distribuição do onus probandi, toca ao interessado produzir. RECURSO VOLUNTÁRIO. MATÉRIA RECORRIDA. INTERESSE RECURSAL. CARÊNCIA. Não se conhece de discussão sobre matéria de defesa impertinente ao caso concreto, por carência de interesse recursal. DECISÕES DO STJ. SISTEMÁTICA DO ART. 543C DO CPC. APLICAÇÃO NOS JULGAMENTO DO CARF. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo artigo 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF (Resp 1.148.444). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reverter a glosa dos créditos referentes às aquisições de couro a fornecedores inexistentes de fato. Vencido o relator e o conselheiro Hélcio Lafetá Reis, que negaram provimento ao recurso. Designado para a redação do voto vencedor o Conselheiro Belchior Melo de Sousa. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa – Redator designado Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira e Jorge Victor Rodrigues. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Relatório VITAPELLI LTDA. formulou Pedido de Ressarcimento (PER) do saldo credor de Contribuição para o PIS/Pasep, relativo a receita de exportações, apurado no regime de incidência não cumulativa, no valor de R$ 1.044.627,83, referente ao período de apuração de 01/10/2006 a 31/12/2006, cumulandoo com Declaração de Compensação (DComp) desse direito creditório com diversos tributos. A DRF/Presidente PrudenteSP deferiu parcialmente a solicitação da contribuinte, autorizando o ressarcimento de R$ 986.540,36 e homologando compensações até esse limite. Segundo o Termo de Verificação Fiscal constante dos autos (fls. 1.630 a 1.663), o deferimento parcial do pedido foi devido à: a) inclusão na base de cálculo de valores relativos à venda de ativo imobilizado e ao valor do Crédito Presumido Fl. 2111DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15940.000501/200728 Acórdão n.º 3803003.340 S3TE03 Fl. 3 3 do Imposto sobre Produtos Industrializados (CPIPI) aproveitado; b) apuração de créditos referentes a compras de matérias primas de empresas com situação cadastral irregular, como empresa inexistente de fato, inativa, não cadastrada na Secretaria de Fazenda estadual, omissa na entrega das declarações etc.; c) apuração de créditos referentes a pagamentos feitos a sócios e a gastos com benfeitorias realizadas em seus imóveis. Sobreveio reclamação, por meio da qual se alega, em resumo, que o valor do crédito presumido de IPI não é de receita, mas recuperação de custos, não sendo tributado pelas contribuições sociais de que se trata, conforme julgados que transcreve. Quanto às glosas das aquisições a pessoas jurídicas irregulares, alega que as operações de compras foram comprovadas, conforme documentos que demonstram o pagamento e o recebimento das mercadorias. Argúi que a Instrução Normativa nº 200, de 13 de setembro de 2002, em seu art. 43, dispõe que os documentos emitidos por sociedade tida como inapta somente são considerados inidôneos a partir da publicação do ato que declarou a inaptidão e que a maioria das declarações de inaptidão ocorreram a partir de dezembro de 2007, ou seja, posteriormente à realização das operações glosadas. Acrescenta que o art. 82 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, dispõe que os documentos emitidos por sociedades inaptas produzem efeitos para terceiros desde que a operação seja comprovada, e que o Conselho de Contribuintes e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vêm decidindo nesse sentido, conforme ementas de julgados que transcreve. Dizse terceiro de boafé. Explica que pesquisou a regularidade dos fornecedores nos sítios da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e da Fazenda estadual antes de realizar as operações e que, à época das operações, as sociedades estavam devidamente habilitadas, conforme cópias das telas do sítio da Receita Federal e do sistema Sintegra da Fazenda estadual, que anexa, não cabendo ao contribuinte provar a existência e a regularidade dos emitentes das notas fiscais, de acordo com decisões do STJ que transcreve. Anexa cópias dos depósitos bancários, tickets de pesagem, RPAs e planilha, onde vincula os dados das notas fiscais glosadas com os respectivos comprovantes bancários, para comprovar a regularidade das operações. Argúi ainda que a Fiscalização não procurou certificar o efetivo ingresso dos produtos adquiridos, cujas notas fiscais foram glosadas, em ofensa ao princípio da verdade material. Argumenta também que o crédito ressarcido deveria sofrer correção monetária, com a aplicação dos juros equivalentes à taxa do Selic ao valor deferido, em obediência ao princípio da isonomia para com a Fazenda Pública, que os cobra nos casos de inadimplência e acresce de juros moratórios as restituições de pagamentos indevidos, nos dois casos com juros do Selic. Transcreve julgados nesse sentido. Por fim, requer diligência e perícia, formulando quesitos. A 4ª Turma da DRJ/RPO julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente . O Acórdão nº 14036.058, de 12 de dezembro de 201, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 Fl. 2112DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN 4 EMPRESA INAPTA. DOCUMENTOS. VALIDADE. Documentos fiscais emitidos por empresa inapta somente produzem efeitos tributários para terceiros quando a empresa beneficiária dos documentos prove a existência e a legitimidade das operações. FORNECEDORES. PAGAMENTOS A TERCEIROS. CESSÃO DE CRÉDITO. GLOSA. Glosase o crédito referente ao PIS/Cofins nãocumulativo oriundo de compras cujo pagamento foi repassado a terceiros que não mantiveram qualquer espécie de relação jurídica ou negocial com a beneficiária do crédito. CESSÃO DE CRÉDITO. CONTRATO. COMPROVAÇÃO. Para ter eficácia perante terceiros, a cessão de crédito deve estar embasada em contrato público, ou particular que atenda aos requisitos da legislação civil, em ambos casos devidamente lançado no Registro de Títulos e Documentos. PIS. COFINS. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CÁLCULO. O crédito presumido de IPI integra a base de cálculo da Cofins e do PIS na sistemática nãocumulativa de apuração dessas contribuições. RESSARCIMENTO. JUROS SELIC. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste previsão legal para abonar atualização monetária ou acréscimo de juros equivalentes à taxa do Selic a valores objeto de ressarcimento. PEDIDO DE PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE. INDEFERIMENTO. Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indeferese, por prescindível, o pedido de diligência ou perícia. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso contra a de cisão da DRJ/RPO4ª Turma. O arrazoado de fls. s/nº, após síntese dos fatos relacionados à lide e protesto de tempestividade, controverte a inclusão, na base de cálculo da Contribuição, do valor do CPIPI, as glosas dos créditos relativos às aquisições de matériasprimas a sociedades inaptas e dos recebidos em cessão de terceiros e o direito à correção do valor do ressarcimento pelo abono de juros calculados pela taxa Selic, esgrimindo os mesmos argumentos já defendidos na Manifestação de Inconformidade. Pede provimento para o efeito de autorizarse o ressarcimento dos valores glosados. É o Relatório. Fl. 2113DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15940.000501/200728 Acórdão n.º 3803003.340 S3TE03 Fl. 4 5 Voto Vencido Conselheiro Alexandre Kern, Relator O valor da matéria recorrida monta a R$ 58.087,47, que se conforma à alçada desta Turma Especial, estabelecida no § 2º do art. 2º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF. Presentes os demais pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJRPO4ª Turma nº 14036.058, de 12 de dezembro de 201. Matéria litigiosa A matéria devolvida a esta instância recursal cingese nas questões relacionadas com a inclusão dos valores aproveitados a título de Crédito Presumido de IPI na base de cálculo das Contribuições Sociais não cumulativas, com a glosa dos créditos por aquisições de insumos a pessoas jurídicas com irregularidades cadastrais, entre eles, os relacionados a pagamentos efetuados a terceiros, não fornecedores, por cessão de crédito, e com o direito à correção monetário do valor do ressarcimento. Tributação pelas contribuições sociais dos valores aproveitados a título de Crédito Presumido de IPI Apesar de o recorrente insistir na exclusão do Crédito Presumido de IPI – CPIPI, instituído pela Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, da base de cálculo da Contribuição para o Plano de Integração Social PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins, desde 01/02/2004, quando entrou em vigor a sistemática de apuração não cumulativa da Cofins, passou a ser vedado aos contribuintes dessa contribuição e do PIS nãocumulativo o direito à fruição do referido benefício, nos termos dos arts. 14, 93, inc. I, e 94, inc. VI, da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003: "Art. 14. O disposto nas Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, e 10.276, de 10 de .setembro de .2001, não se aplica à pessoa jurídica submetida à apuração do valor devido na forma dos arts. 2º e 3º desta Lei e dos arts. 2° e 3º da Lei nº 10 637, de 30 de dezembro de 2002. A vedação é lógica, já que, na sistemática não cumulativa de apuração, há previsão legal de ressarcimento da contribuição incidente na cadeia produtiva de produtos exportados. Admitir a exclusão da tributação de valores indevidamente aproveitados a titulo de ressarcimento de CPIPI implicaria duplo ressarcimento e enriquecimento sem causa, repugnado pelo ordenamento jurídico. Carente de sentido, a controvérsia surpreendeume. Compulsando os autos, na planilha de cálculo anexa à Informação SAFIS nº 35/2008, fls. 1.628, constatei que não houve qualquer acréscimo a esse título na base de cálculo da contribuição. Concluo, assim, que o ajuste referente à inclusão do CPIPI na base de cálculo não diz respeito ao período de apuração de interesse, razão pela qual a controvérsia não será conhecida. Fl. 2114DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Créditos por aquisições a pessoas jurídicas com irregularidades cadastrais Consta dos autos, no Termo de Verificação Fiscal, abrangendo o período do 4º trimestre de 2002 ao 2º trimestre de 2007, que Vitapelli Ltda. adquiriu de fornecedores matéria prima (couro verde) a ser utilizada no processo de fabricação. A Fiscalização, após análise das notas fiscais de compras e pesquisas aos sistemas corporativos da Receita Federal, bem como do SINTEGRA (sistema cadastral do fisco estadual de São Paulo), e mesmo na INTERNET, constatou que parte dos fornecedores encontravamse em situação cadastral irregular por inexistência de fato, inatividade, omissão na entrega de declarações, não habilitação no sistema cadastral da secretaria de fazenda estadual (não habilitada no Sintegra) etc. A partir dessa constatação, realizaramse diligências nesses fornecedores, verificandose que a maioria deles era inexistente de fato, posto que não se localizavam nos endereços informados como sendo seu domicílio tributário no cadastro do CNPJ: São eles: Razão Social CNPJ Alexandra Nagle G dos Reis Rodrigues 05.542.612/000120 Arkima Comercial Ltda 02.938.228/000403 Carlos Roberto de Domenicis ME 03.583.719/000190 Card Alimentos Ltda 02.987.722/000107 Comércio de Couros Marapoana Ltda 05.212.284/000101 Comercial de Alimentos Sta Gertrudes Ltda 04.520.483/000106 Comercial St Paul Ltda 05.316.373/000190 Copelco Componentes para Calçados Ltda 07.587.770/000121 Frigoan Frigorífico Alta Noroeste Ltda 70.435.383/000297 Frigorífico Paulicéia Ltda 00.311.706/000174 Geil Comércio de Couros Ltda 05.446.089/000138 HFS Lima Indústria e Comércio 04.455.657/000102 Jadluc Indústria e Comércio de Couros 03.595.910/000152 Ki Belo Prod. E Equip. Identif. Animal Ltda 05.553.811/000133 Latino Comércio de Couros Ltda 06.344.078/000100 Maríabi Agro Comercial Ltda 05.724.387/000142 Marina Vieira da Silva Piracaia 02.424.668/000191 Max Com. de Couros Rio Preto Ltda 06.272.377/000186 Montana Comércio de Óleos Ltda 06.198.938/000144 M J Aragão Cruz ME 00.432.430/000182 Paraíso Com. Componentes p/Calçados Ltda 07.301.184/000179 Pro Boi Comércio Imp. Export.Ltda 71.226.856/000128 RD de Pádua Com de Couros Ltda – ME 07.907.944/000196 Santos Soares Dias 02.200.033/000100 Silva de Porciúncula Com de Couros Ltda – ME 07.340.773/000166 Trajano Comércio de Óleos Ltda 06.341.411/000127 WG Couros Ltda 04.461.371/000121 Tabela 1: Pessoas jurídicas fornecedoras inexistentes de fato Como consequência, glosaramse todos os créditos referentes às aquisições a esses fornecedores. Glosaramse também os créditos referentes às aquisições de pessoas jurídicas que haviam sido objeto de representação da Delegacia Regional Tributária 10 (Presidente Prudente) da Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo. Os créditos glosados referemse a operações posteriores à data em que as representadas ingressaram na situação cadastral que ensejou a representação. São elas: Razão Social CNPJ Motivo da representação Frigorífico São Matheus, nome fantasia da empresa CARD ALIMENTOS LTDA. 02.987.722/000107 Simulação da existência do estabelecimento e Simulação da realização de operações comerciais, concluindose pela inexistência de fato da empresa a partir de 03/10/2002e diligência à referida empresa Comércio e Transportes Castelo de Serpa Ltda 04.842.983/000164 inidoneidade de documentos fiscais posto que a pessoa jurídica estava na condição "não habilitada" no Sintegra desde 11/03/1999, Fl. 2115DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15940.000501/200728 Acórdão n.º 3803003.340 S3TE03 Fl. 5 7 Razão Social CNPJ Motivo da representação não estando autorizada a emitir notas fiscais a partir dessa data Agro indústria Bélica 03.061.815/000179 Não localizada desde 01/06/2003 Geraido Jailton Coimbra 04.058.064/000102 Inexistência de Fato desde 10/10/2000, Falsificação de documentos fiscais e "AIDF" de outro Comercial Frigonelli Ltda 03.739.574/000174 Emissão d e Notas Fiscais após a cessação das atividades, "não habilitada" no Sintegra desde 31/03/2006, não estando autorizada a emitir notas fiscais a partir dessa data Cobepel Comércio e Beneficiamento de Couros e Peles 04.816.083/000142 Inidônea desde 05/05/2006 por falsificação de documentos fiscais e uso de talonário paralelo Itaquacouros Comércio de Couros Ltda 07.188.806/000102 Inexistência de fato desde 10/02/2005 Evair A FerrareseEPP 06.297.301/000105 Simulação da existência do estabelecimento desde a data da pretensa constituição Comercial de Couros Celeste 06.859.837/0001 –77 Simulação da existência do estabelecimento e transporte por veículos de passeio desde a data da pretensa constituição Arlindo Moreira Campos Couros 06.967.685/000126 Inexistência de fato desde a data da pretensa constituição da pessoa jurídica. Tabela 2: Pessoas jurídicas fornecedoras inaptas no cadastro da Fazenda Estadual – Representação da DRT10/SP A Fiscalização ainda glosou os créditos referentes às aquisições amparadas por notas fiscais emitidas por pessoas jurídicas não habilitadas no sistema Sintegra e que, portanto, não estavam autorizadas a emitir documentos fiscais. As glosas operaramse a partir da data da entrada na situação “não habilitada”. São elas Razão Social CNPJ Data de referência Comercial de Produtos de Limpeza Crisóstomo Ltda 03.959.535/000182 Nunca teve inscrição Couro Norte Comércio e Distribuidora Ltda EPP 03.733.358/000111 30/09/2002 Frigoneto Ltda 16.676.348/000133 05/08/2006 M O A Comércio Atacadista de Couros Ltda 08.032.036/000169 19/06/2006 Nelore Couros Ltda 03.887.315/000190 01/08/2003 (omissão não localizada) Nunes Pinheiro Comércio de Celulares Ltda 05.748.461/000160 Nuca teve inscrição Pacol Paraíba Couros Comércio Ltda 08.369.171/000102 17/05/2007 Rubenaldo A Silva 05.010.536/000101 16/09/2003 Tabela 3: Pessoas jurídicas fornecedoras não habilitadas para a emissão de documentos fiscais pelo Fisco Estadual (sem habilitação no Sistema SINTEGRA) O recorrente objeta, alegando que documentos acostado aos autos comprovariam a efetividade das operações de compras, bem como o recebimento das mercadorias, o que se pode aferir pelos RPA's, Tickets de Pesagem e também os comprovantes de pagamento e planilhas vinculando os mesmos às respectivas notas fiscais. Lança mão de jurisprudência administrativa e judicial que entende ampararlhe, especialmente no tocante à modulação dos efeitos da declaração de inidoneidade no tempo e nos casos de adquirentes de boafé. Ainda, invoca a INSRF nº 200, de 2002, para tachar de nulos os procedimentos de declaração de inaptidão dos fornecedores, por desobedecimento de suas prescrições. Refuta as conclusões da Fiscalização a respeito da inexistência de fato, contrapondoas com as próprias operações descaracterizadas, que teriam efetivamente ocorrido. Entende que a Fiscalização foi desidiosa, não diligenciando a busca da verdade material. Fl. 2116DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN 8 A propósito, a ineficácia de documentos fiscais emitidos por pessoa jurídica inexistente de fato tem previsão na Portaria MF nº 187, de 26 de abril 19931 e no art. 822 da Lei nº 9430, de 1996, diploma que instituiu também (art. 813) a Declaração de Inaptidão de Pessoa Jurídica. No período de apuração de interesse, 01/10/2006 a 31/12/2006, vigia a Instrução Normativa RFB nº 568, de 8 de setembro de 2005 (mais tarde revogada pela Instrução Normativa RFB nº 748, de 28 de junho de 2007 DOU de 2.7.2007, referida pela Fiscalização e pela decisão recorrida), que, em sintonia com a Lei e a Portaria MF recém mencionadas, assim dispunha: IN SRF 568, de 2007 Da Situação Cadastral Inapta Art. 34. Será declarada inapta a inscrição no CNPJ de entidade: I – omissa contumaz: a que, embora obrigada, tenha deixado de apresentar, por cinco ou mais exercícios consecutivos, DIPJ, Declaração de Inatividade ou Declaração Simplificada das Pessoas Jurídicas Simples, e, intimada, não tenha regularizado sua situação no prazo de sessenta dias, contado da data da publicação da intimação; II – omissa e não localizada: a que, embora obrigada, tenha deixado de apresentar as declarações referidas no inciso I, em um ou mais exercícios e, cumulativamente, não tenha sido localizada no endereço informado à RFB; III – inexistente de fato; IV – que não efetue a comprovação da origem, da disponibilidade e da efetiva transferência, se for o caso, dos 1 Portaria MF nº 187, de 1993 Art. 3º Com base no procedimento administrativo a que se refere o art. 1º e mediante Ato Declaratório do Secretário da Receita Federal, publicado no Diário Oficial da União, será declarado ineficaz, para todos os efeitos tributários, o documento emitido em nome de pessoa jurídica que: I não exista de fato e de direito; ou II apesar de constituída formalmente, não possua existência de fato; ou III esteja desativada, extinta ou baixada no órgão competente. Parágrafo único. O Ato de que trata este artigo, quando referente a pessoa jurídica mencionada nos incisos II e III, deverá declarar a data a partir da qual são considerados tributariamente ineficazes os documentos por ela emitidos, bem como o cancelamento da correspondente inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda. Art. 4º Sempre que, no decorrer de ação fiscal, forem encontrados documentos emitidos em nome das pessoas jurídicas referidas no art. 3º, o contribuinte sob fiscalização deverá ser intimado para comprovar o efetivo pagamento e recebimento dos bens, direitos, mercadorias ou da prestação dos serviços, sob pena de: I ter glosados os custos e as despesas decorrentes do pagamento não comprovado; II ter glosado o crédito fiscal originário de documento inidôneo; e III ter lançado o crédito tributário relativo ao imposto de renda na fonte incidente sobre pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado. 2 Lei nº 9.430, de 1996, art. 82. Além das demais hipóteses de inidoneidade de documentos previstos na legislação, não produzirá efeitos tributários em favor de terceiros interessados, o documento emitido por pessoa jurídica cuja inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes tenha sido considerada ou declarada inapta. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos casos em que o adquirente de bens, direitos e mercadorias ou o tomador de serviços comprovarem a efetivação do pagamento do preço respectivo e o recebimento dos bens, direitos e mercadorias ou utilização dos serviços. 3 Lei nº 9.430, de 1996, art. 81. Poderá, ainda, ser declarada inapta, nos termos e condições definidos em ato do Ministro da Fazenda, a inscrição da pessoa jurídica que deixar de apresentar a declaração anual de imposto de renda em um ou mais exercícios e não for localizada no endereço informado à Secretaria da Receita Federal, bem como daquela que não exista de fato. Fl. 2117DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15940.000501/200728 Acórdão n.º 3803003.340 S3TE03 Fl. 6 9 recursos empregados em operações de comércio exterior, na forma prevista em lei. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica à pessoa jurídica domiciliada no exterior. Quanto à inexistência de fato de pessoa jurídica, a INRFB nº 568, de 2005, estabelece que: Da Pessoa Jurídica Inexistente de Fato Art. 41. Será considerada inexistente de fato a pessoa jurídica que: I – não disponha de patrimônio e capacidade operacional necessários à realização de seu objeto; II – não for localizada no endereço informado à RFB, bem assim não forem localizados os integrantes de seu QSA, o responsável perante o CNPJ e seu preposto; III – tenha cedido seu nome, inclusive mediante a disponibilização de documentos próprios, para a realização de operações de terceiros, com vistas ao acobertamento de seus reais beneficiários; IV – se encontre com as atividades paralisadas, salvo quando enquadrada nas situações a que se referem os incisos I, II e V do caput do art. 33. Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, o procedimento administrativo de declaração de inaptidão será iniciado por representação formulada por AFRFB, consubstanciada com elementos que evidenciem qualquer das pendências ou situações referidas. Ainda, a INRFB nº 568, de 2005, estabelece que é presumidamente idôneo, não produzindo efeitos tributários em favor de terceiros, o documento emitido por pessoa jurídica declarada inapta. O § 3º do seu art. 48 dispõe sobre os efeitos temporais da declaração de inidoneidade dos documentos: Art. 48. Será considerado inidôneo, não produzindo efeitos tributários em favor de terceiro interessado, o documento emitido por pessoa jurídica cuja inscrição no CNPJ haja sido declarada inapta. § 1º Os valores constantes do documento de que trata o caput não poderão ser: I – deduzidos como custo ou despesa, na determinação da base de cálculo do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); II – deduzidos na determinação da base de cálculo do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF); Fl. 2118DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN 10 III – utilizados como crédito do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e das Contribuições para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) não cumulativos; e IV – utilizados para justificar qualquer outra dedução, abatimento, redução, compensação ou exclusão relativa aos tributos administrados pela RFB. § 2º Considerase terceiro interessado, para os fins deste artigo, a pessoa física ou entidade beneficiária do documento. § 3º O disposto neste artigo aplicarseá em relação aos documentos emitidos: I – a partir da data da publicação do ADE a que se refere: a) o art. 37, no caso de pessoa jurídica omissa contumaz; b) o art. 39, no caso de pessoa jurídica omissa e não localizada. II – a partir da data desde a qual esteja caracterizada a situação prevista no inciso III do art. 41; III – na hipótese dos incisos I, II e IV do art. 41, desde a paralisação das atividades da pessoa jurídica ou desde a sua constituição, se ela jamais houver exercido atividade; e V – na hipótese de pessoa jurídica com irregularidade em operações de comércio exterior, desde a data de ocorrência do fato. § 4º A inidoneidade de documentos em virtude de inscrição declarada inapta não exclui as demais formas de inidoneidade de documentos previstas na legislação, nem legitima os emitidos anteriormente às datas referidas no § 3º. § 5º O disposto no § 1º não se aplica aos casos em que o terceiro interessado, adquirente de bens, direitos e mercadorias, ou o tomador de serviços, comprovar o pagamento do preço respectivo e o recebimento dos bens, direitos ou mercadorias ou a utilização dos serviços. § 6º A entidade que não efetuar a comprovação de que trata o § 5º sujeitarseá ao pagamento do IRRF na forma do art. 61 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, calculado sobre o valor pago constante dos documentos. Quanto à modulação temporal objetada pelo recorrente, frisese que, de no caso de créditos por compras de matériaprima a fornecedores pessoas jurídicas inexistentes de fato, segundo a IN vigente, a inidoneidade dos documentos retroage à data da constituição das mesmas, não havendo falar portanto em vedação à retroação dos efeitos da inidoneidade. Quanto às glosas de créditos por compras apoiadas em documentação fiscal emitida por fornecedores com inidoneidade declarada por outros motivos, com efeitos ex nunc, a insurgência do recorrente é abstrata, sem indicar precisamente em que casos o marco temporal dos efeitos da declaração teria sido violado. Ao contrário, analisando diversos recursos sobre a mesma matéria de interesse do mesmo contribuinte, percebi que a decisão recorrida foi ciosa e reverteu a glosa dos créditos por aquisições de couro a Ki Belo Couro Fl. 2119DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15940.000501/200728 Acórdão n.º 3803003.340 S3TE03 Fl. 7 11 Comercial Ltda., único caso em que não se observou o termo inicial dos efeitos da declaração de inaptidão. O Recorrente refuta ainda a conclusão a que chegou a Fiscalização quanto à inexistência de fato dos fornecedores. Consta dos TVF que a Fiscalização foi aos domicílios fiscais registrados no CNPJ e lá constatou que as pessoas jurídicas listadas na Tabela 1 (acima) não existiam de fato. Providenciou também a circularização expedientes às secretarias de fazenda de diversos estados e municípios e requereu diligências a repartições fiscais em outras Regiões Fiscais, pela qual constatou que as pessoas jurídicas arroladas na Tabela 2 e na Tabela 3, ou eram declaradas inaptas pelo Fisco Estadual, ou não estavam autorizadas a emitir documentação fiscal. As providências adotas pela Fiscalização são plenamente suficientes e hábeis para as conclusões a que se chegou. Nesse ponto, não se fale em exigência de que a Fiscalização diligencie a produção da prova que tocaria ao interessado produzir. Tratandose de ressarcimento de créditos, causa de exclusão do crédito tributário, o pleito é instruído por requerimento expresso, com o qual o interessado deve fazer prova das condições e dos cumprimentos das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei para a sua concessão. Diligências existem para resolver dúvidas acerca de questão controversa originada da confrontação de elementos de prova trazidos pelas partes, mas não para permitir que seja feito aquilo que a lei já impunha como obrigação, desde a instauração do litígio, às partes componentes da relação jurídica. Já as perícias existem para que sejam dirimidas questões para as quais se exige conhecimento técnico especializado, ou seja, matéria impassível de ser resolvida a partir do conhecimento das partes e do julgador. Dentro deste quadro, percebese que quando a Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008, admite "realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas", não está querendo dizer que, diante de qualquer pleito repetitório apresentado, deve a autoridade fiscal diligenciar para fins de verificar, de oficio, a existência do crédito pleiteado. O que o ato legal quer dizer, e isto sim, é que, apresentado o pedido e constatado que o contribuinte demonstrou, por documentos e registros contábeis individualmente associados, a origem dos créditos pleiteados, pode a autoridade fiscal, se dúvidas remanescerem em relação a questões pontuais (natureza da operação em um ou outro registro, falta de clareza de algum documento ou registro etc.), demandar por diligências para dirimir tais dúvidas. Por certo que o ato legal não quer, com a previsão da realização das diligências, transferir para a autoridade fiscal ou para o julgador administrativo a responsabilidade pela produção probatória atribuída originariamente ao contribuinte no caso dos pedidos de repetição de indébito. E é isso que ocorreria, por exemplo, se fossem promovidas diligências no caso, por exemplo, em que o contribuinte, junto com seu pleito, nada aporta aos autos além de suas alegações, ou traz apenas uma listagem genérica de créditos e uma massa de documentos fiscais sem vinculação recíproca; neste caso, a promoção das diligências estaria suprindo, irregularmente, a omissão do contribuinte, o que não é processualmente admissível. De se ressaltar, igualmente, que o fato de o processo administrativo ser informado pelo principio da verdade material, em nada macula tudo o que foi até aqui dito. É que o referido princípio destinase a busca da verdade que está para além dos fatos alegados pelas partes, mas isto num cenário dentro do qual as partes trabalharam proativamente no sentido do cumprimento do seu ônus probandi. Em outras palavras, o principio da verdade Fl. 2120DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN 12 material autoriza o julgador a ir além dos elementos de prova trazidos pelas partes, quando tais elementos de prova induzem à suspeita de que os fatos ocorreram não da forma como esta ou aquela parte afirma, mas de uma outra forma qualquer (o julgador não está vinculado às versões das partes). Mas isto, à evidência, nada tem a ver com propiciar à parte que tem o ônus de provar o que alega/pleiteia, a oportunidade de, por via de diligências, produzir algo que, do ponto de vista estritamente legal, já deveria compor, como requisito de admissibilidade, o pleito desde sua formalização inicial. Dito de outro modo: da mesma forma que não é aceitável que um lançamento seja efetuado sem provas e que se permita posteriormente, em sede de julgamento e por meio de diligências, tal instrução probatória, também não é aceitável que um pleito de ressarcimento seja proposto sem a minudente demonstração e comprovação da existência do crédito que posteriormente, também em sede de julgamento e por via de diligências, se oportunize tais demonstração e comprovação. Nesse passo, indefiro o pedido de perícia. Notese que, em vez de opor objeções genéricas e vazias, o interessado, ora recorrente, poderia afastar os efeitos da inidoneidade dos documentos, fazendo a prova do pagamento do preço respectivo e o recebimento das mercadorias. Entretanto, não há nos autos documentos que comprovem a efetiva entrada das mercadorias na empresa. As cópias de tickets de pesagem e recibos de pagamentos a autônomos (RPA’s), sem respaldo na escrituração contábil fiscal, não são hábeis para comprovar a entrada das mercadorias. Nada a reparar no procedimento fiscal e na decisão recorrida quanto a esta matéria. Pagamentos feitos a terceiros em razão de cessão de crédito do fornecedor Conforme já relatado, no curso da ação fiscal, a Fiscalização analisou os pagamentos amparados em notas fiscais emitidas por sociedades constatadas como inexistentes de fato. Apurouse então que vários desses pagamentos foram feitos a terceiras pessoas, alegadamente, mediante autorização do fornecedor por via de "Cessão de Crédito". Intimados os fornecedores, pretensos cedentes do crédito, a confirmar a operação, nenhum se manifestou. Os beneficiários desses pagamentos – pretensos cessionários de outra banda, não reconheceram qualquer relação comercial com o cedente, nem com o ora recorrente, razão pela qual as operações comerciais subjacentes às notas fiscais foram descaracterizadas e os créditos respectivos, glosados. Consta dos autos, por exemplo, a informação que os fornecedores Jadluc Indústria e Comércio de Couros Ltda. e Pro Boi Comércio Importação e Exportação Ltda., entre outros, cujas compras foram glosadas, foram intimados a informar se mantiveram relações comerciais com a Vitapelli, mas não houve resposta, provavelmente porque boa parte se trata de pessoa jurídica inexistente de fato. Essa conclusão acabou corroborada pelo fato de inúmeros pagamentos, em vez de ao fornecedor, terem sido efetuados a terceiras pessoas, sem autorização daquele. Nada obstante, a insurgência recursal contra essa glosa não será conhecida. É que, de acordo com o TVF, a glosa em questão referese ao período de apuração de dezembro de 2002, em que foi lavrado Auto de Infração, com a finalidade de constituir o crédito tributário. Para o período de interesse, referente a 01/10/2006 a 31/12/2006, não consta ter ocorrido a referida glosa. Fl. 2121DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15940.000501/200728 Acórdão n.º 3803003.340 S3TE03 Fl. 8 13 Abono de juros ao valor do ressarcimento A matéria prescinde de maiores digressões, pois a pretensão do recorrente – correção do ressarcimento pela incidência da taxa SELIC – encontrase cabal e expressamente vedada pela legislação de regência (art. 13 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, aplicável também ao ressarcimento de créditos da Contribuição para o PIS não cumulativa pela norma de extensão do inc. VI do art. 15): Art. 13. O aproveitamento de crédito na forma do § 4º do art. 3º, do art. 4º e dos §§ 1º e 2º do art. 6º, bem como do § 2º e inciso II do § 4º e § 5º do art. 12, não ensejará atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores. Conclusão Com essas considerações, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 19 de julho de 2012 (assinado digitalmente) Alexandre Kern Voto Vencedor Conselheiro Belchior Melo de Sousa – Relator Em resumo, as matérias controversas presentes no recurso voluntário são: 1) tributação pelas contribuições sociais dos valores aproveitados a título de crédito presumido de IPI; 2) créditos por aquisições a pessoas jurídicas com irregularidades cadastrais; 3) pagamentos feitos a terceiros em razão de cessão de crédito do fornecedor; e 4) abono de juros sobre valor do ressarcimento. Não foram conhecidas as matérias referentes aos itens “1” e “3”, por impertinentes ao período de apuração em apreço. Esta Turma não reconhece existir direito ao abono de juros sobre o ressarcimento. Portanto, o voto do i. Relator foi acompanhado, à unanimidade, quanto ao item “4”. Quanto ao crédito por aquisições a pessoas jurídicas com irregularidades cadastrais, segundo ao item “2”, acima, a abordagem do voto do d. Relator fez três análises envolvendo situações fáticas distintas, quais sejam: a) pessoas jurídicas fornecedoras inexistentes de fato; Fl. 2122DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN 14 b) pessoas jurídicas fornecedoras inaptas no cadastro da Fazenda Estadual – Representação da Delegacia Regional Tributária 10 (Presidente Prudente) da Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo; c) pessoas jurídicas fornecedoras não habilitadas para a emissão de documentos fiscais pelo Fisco Estadual (sem habilitação no Sistema SINTEGRA). No que tange ao fato tratado segundo a letra “b”, acima, foi unânime a convergência com voto proposto, tendo sido mantidas as glosas dos créditos por se referirem “a operações posteriores à data em que as representadas ingressaram na situação cadastral que ensejou a representação”. A Turma também acompanhou a proposta de voto quanto ao item “c”, para manter as glosas relativamente aos “créditos referentes às aquisições amparadas por notas fiscais emitidas por pessoas jurídicas não habilitadas no sistema Sintegra e que, portanto, não estavam autorizadas a emitir documentos fiscais. As glosas operaramse a partir da data da entrada na situação “não habilitada”.” A divergência foi aberta no tocante ao item “a”, no ponto em que o n. Relator maneja os fundamentos da inaptidão da inscrição no CNPJ de diversos fornecedores da Recorrente, listados neste tópico, capitulandoa como inexistente de fato, segundo a regulamentação trazida pelo art. 34 da IN RFB nº 568, de 2005, para, a partir desse enquadramento, aplicar o efeito temporal tributário da inidoneidade das notas fiscais de aquisições de matériasprimas (couro) por elas emitidas, e geradoras de créditos em favor da Recorrente, desde a constituição dessas pessoas jurídicas, verbis: Da Situação Cadastral Inapta Art. 34. Será declarada inapta a inscrição no CNPJ de entidade: I – omissa contumaz: a que, embora obrigada, tenha deixado de apresentar, por cinco ou mais exercícios consecutivos, DIPJ, Declaração de Inatividade ou Declaração Simplificada das Pessoas Jurídicas Simples, e, intimada, não tenha regularizado sua situação no prazo de sessenta dias, contado da data da publicação da intimação; II – omissa e não localizada: a que, embora obrigada, tenha deixado de apresentar as declarações referidas no inciso I, em um ou mais exercícios e, cumulativamente, não tenha sido localizada no endereço informado à RFB; III – inexistente de fato; IV – que não efetue a comprovação da origem, da disponibilidade e da efetiva transferência, se for o caso, dos recursos empregados em operações de comércio exterior, na forma prevista em lei. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica à pessoa jurídica domiciliada no exterior. Para sustentar este fundamento serviuse o nobre relator do que já fora consignado na ação fiscal, e mantido pela decisão recorrida Compulsandose o Termo de Verificação Fiscal, vêse que foi empreendida uma abrangente ação fiscal, cuidadosa em toda a sua extensão, com a ressalva que ora se faz Fl. 2123DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15940.000501/200728 Acórdão n.º 3803003.340 S3TE03 Fl. 9 15 apenas a um ponto, qual seja, à análise e conclusão a que chegou a diligente Fiscalização quanto a nunca terem existido as pessoas jurídicas indicadas. Em todo o texto que cuida dessa análise, conforme o transcrito abaixo, pode se perceber que não há elementos suficientes para que esta conclusão restasse consignada. Informa o teor do TVF que as cessões de crédito foram autorizadas pelos fornecedores, as pessoas destinatárias foram localizadas, e a única pergunta feita a esses destinatários é impertinente e, por si, insuficiente para descaracterizar a existência do fornecimento das matériasprimas, muito menos para atribuir inexistência a estes fornecedores desde a sua origem como pessoas jurídicas: No decorrer da ação fiscal, foram analisados pagamentos relativos às notas fiscais de fornecimento de couro das empresas acima à empresa fiscalizada. Foram constatados diversos pagamentos realizados a terceiras pessoas, através de autorização do fornecedor por via de "Cessão de Crédito". Ato continuo, intimamos os beneficiários de tais pagamentos a confirmarem a relação comercial com a empresa "Vitapelli Ltda". As respostas às intimações foram, quase na totalidade, as mesmas, ou seja, as pessoas intimadas não reconhecem qualquer relação comercial com a empresa "Vitapelli Ltda". Diante deste fato, fica descaracterizada a operação comercial amparada pelas notas fiscais. Anexamos cópias das intimações e respostas aos autos. Posto isto, efetuamos as glosas de créditos do PIS/COFINS, referentes às aquisições das empresas supracitadas, visto que as mesmas nunca existiram de fato. Conseqüentemente, haverá lavratura de auto de infração para constituição dos créditos tributários, bem como representação fiscal para fins penais.[grifo nosso]. Não foi visto nos autos elementos hábeis para caracterização dessas pessoas jurídicas como inexistentes de fato, sobretudo desde a sua constituição, senão tão só o sumário enquadramento feito pela Fiscalização. Sem base, pois, a afirmação no TVF de que tais pessoas jurídicas nunca existiram, para o fim de enquadrar os efeitos temporais da inidoneidade dos documentos no § 3º, III, do art. 48, IN RFB nº 568, de 2005: Art. 48. Será considerado inidôneo, não produzindo efeitos tributários em favor de terceiro interessado, o documento emitido por pessoa jurídica cuja inscrição no CNPJ haja sido declarada inapta. [...] § 3º O disposto neste artigo aplicarseá em relação aos documentos emitidos: I – a partir da data da publicação do ADE a que se refere: a) o art. 37, no caso de pessoa jurídica omissa contumaz; b) o art. 39, no caso de pessoa jurídica omissa e não localizada. Fl. 2124DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN 16 II – a partir da data desde a qual esteja caracterizada a situação prevista no inciso III do art. 41; III – na hipótese dos incisos I, II e IV do art. 41, desde a paralisação das atividades da pessoa jurídica ou desde a sua constituição, se ela jamais houver exercido atividade; [...].[grifo nosso]. Por essa razão, direciono este voto vencedor no sentido de aplicar o art. 48, § 3º, I, letra “b”, da mesma Instrução Normativa, que preceitua o início dos efeitos da inidoneidade dos documentos emitidos pelos fornecedores dessa lista a partir da data da publicação do ADE de inaptidão, no mesmo diapasão das demais glosas mantidas na proposta de voto. Por outro flanco, este direcionamento está alinhado com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, segundo o acórdão no Resp 1.148.444, de relatoria do Min. Luiz Fux, submetido ao regime da sistemática do art. 543C e representativo de controvérsia, uma vez que a instrução dos autos não se desincumbiu de elidir as aquisições como de boafé, frente ao ateste da própria Fiscalização de que as cessões de crédito dos fornecedores para terceiros foram por aqueles autorizadas, embora ante a resposta também destes, ao questionamento posto, de que não travaram relações comerciais com esta Recorrente, circunstância irrelevante para desfigurar a ocorrência dos fornecimentos de matériasprimas para a VITAPELLI. Pelo exposto, voto por dar parcial provimento para considerar o efeito da inidoneidade de documentos fiscais, originadores de créditos, emitidos pelas pessoas jurídicas declaradas inidôneas, com fundamento na inexistência de fato, nas circunstâncias presentes, a partir da publicação do Ato Declaratório Executivo. Sala da sessões, 19 de julho de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 2125DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15940.000501/200728 Acórdão n.º 3803003.340 S3TE03 Fl. 10 17 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE INTIMAÇÃO Processo nº: 15940.000501/200728 Interessada: VITAPELLI LTDA. Intimese um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no Acórdão no 3803003.340, de 19 de julho de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009. Brasília DF, em 19 de julho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciência Data: ____/___________/________ _____________________________ Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ ] apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração. [ ] _________________________ Fl. 2126DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN 18 Fl. 2127DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 11030.002257/2004-05
Turma: Primeira Turma Especial
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Sep 23 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Sep 23 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES
ANO-CALENDÁRIO: 2002
Simples. Exclusão. Participação de sócio ou titular superior ao
limite de 10% no capital de outra pessoa jurídica, concomitante
ao auferimento de receita bruta global superior a 10% no ano
calendário de 2002.
É legítima a exclusão de pessoa jurídica do Simples quando
motivada pela participação de sócio ou titular no capital de outra sociedade empresária, sempre que a receita bruta global
ultrapassar o limite legal.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 391-00.014
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Turma Especial do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: VINICIUS BRANCO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Mar 18 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200809
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES ANO-CALENDÁRIO: 2002 Simples. Exclusão. Participação de sócio ou titular superior ao limite de 10% no capital de outra pessoa jurídica, concomitante ao auferimento de receita bruta global superior a 10% no ano calendário de 2002. É legítima a exclusão de pessoa jurídica do Simples quando motivada pela participação de sócio ou titular no capital de outra sociedade empresária, sempre que a receita bruta global ultrapassar o limite legal. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
turma_s : Primeira Turma Especial
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 23 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 11030.002257/2004-05
anomes_publicacao_s : 200809
conteudo_id_s : 4464942
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 17 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 391-00.014
nome_arquivo_s : 39100014_138452_11030002257200405_003.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : VINICIUS BRANCO
nome_arquivo_pdf_s : 11030002257200405_4464942.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da Primeira Turma Especial do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 23 00:00:00 UTC 2008
id : 4694879
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:36 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044964864000
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-10T15:43:00Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-10T15:43:00Z; Last-Modified: 2009-11-10T15:43:00Z; dcterms:modified: 2009-11-10T15:43:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-10T15:43:00Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-10T15:43:00Z; meta:save-date: 2009-11-10T15:43:00Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-10T15:43:00Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-10T15:43:00Z; created: 2009-11-10T15:43:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-11-10T15:43:00Z; pdf:charsPerPage: 1364; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-10T15:43:00Z | Conteúdo => • CCO3/T91 Fls. 35 1..44 24 • MINISTÉRIO DA FAZENDA N, • ; TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA TURMA ESPECIAL Processo n° 11030.002257/2004-05 Recurso n° 138.452 Voluntário Matéria SIMPLES - EXCLUSÃO Acórdão n° 391-00.014 Sessão de 23 de setembro de 2008 Recorrente ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL BRILHO DE SOL LTDA. Recorrida DRJ/SANTA MARIA/RS ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES ANO-CALENDÁRIO: 2002 Simples. Exclusão. Participação de sócio ou titular superior ao limite de 10% no capital de outra pessoa jurídica, concomitante ao auferimento de receita bruta global superior a 10% no ano calendário de 2002. É legítima a exclusão de pessoa jurídica do Simples quando motivada pela participação de sócio ou titular no capital de outra sociedade empresária, sempre que a receita bruta global ultrapassar o limite legal. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO 110 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Turma Especial do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. 40~8,"—= ~MO' VINÍCIUS B • - NCO — Presidente e Relator Participaram, ainda, do • resente julgamento, os Conselheiros Hélcio Lafetá Reis e José Fernandes do Nascimen o (Suplente). Ausente a Conselheira Priscila Taveira Crisóstomo. , • , Processo n° 11030.002257/2004-05 CCO3/T91 Acórdão n.° 391-00.014 Fls. 36 Relatório O contribuinte foi excluído do SIMPLES através do ADE DRF/PFO no. 545.620, de 7/8/2003, uma vez que um de seus sócios (Sr. José Clovis Accadrolli) mantinha participação no capital de outra pessoa jurídica (Compasso Informática S.A., CNPJ no. 00.271.032/0001-01) superior a 10%, sendo que a receita bruta global dessas duas sociedades ultrapassava o limite legal, incorrendo na vedação prevista no art. 9°, inciso XIV da Lei no. 9.317/96. Contra esse ato, apresentou impugnação na qual sustentou que a participação a que se refere a lei não se aplicaria aos investimentos feitos em sociedades por ações. Alega • também ter feito consulta informal à Delegacia da Receita Federal local, que opinou pela viabilidade da estrutura societária. Acrescenta que tão logo tomou conhecimento do ato de exclusão, tratou de regularizar a situação, mediante retirada do quadro de sócios da Recorrente do quotista cuja participação constituiria óbice à adesão ao regime do Simples. Por fim alega que se a Recorrente não houvesse optado pelo Simples, teria recolhido aos cofres público uma diferença cujo valor seria insignificante, fato que demonstraria a sua boa fé. Referida impugnação não foi acolhida pela DRJ de Santa Maria, ensejando a interposição recurso voluntário, no qual o contribuinte reitera as razões anteriormente mencionadas. É o relatório 110 / /1, 2 A • Processo n° 11030.002257/2004-05 CCO3/T91 Acórdão n.° 391-00.014 Fls. 37 Voto Conselheiro Vinícius Branco, Relator O recurso deve ser conhecido, porquanto tempestivo e interposto segundo as formalidades legais. No mérito, o referido recurso não merece provimento, pelo não atendimento de uma das condições básicas para adesão ao regime do SIMPLES, qual seja, a inexistência de participação societária de sócio ou titular em outra pessoa jurídica superior a 10% do capital, cuja receita bruta, somada à da Recorrente, ultrapassasse o limite legal. 110 Tenha-se desde logo em conta que em momento algum o Recorrente nega referido excesso, que restou demonstrado no decorrer da instrução processual. O recurso não merece provimento, pois (i) a lei não contempla exceção em face da forma societária da empresa na qual tenha sido constatada participação superior a 10% do capital social, (ii) a consulta informal não tem qualquer valor jurídico, porquanto não prevista em nosso ordenamento, (iii) a eventual regularização promovida com o escopo de adequar-se à lei somente produz efeitos após a sua implementação, e não retroativamente, e (iv) o fato de ser irrisória a diferença entre a carga fiscal apurada de acordo com as normas aplicáveis ao regime do Simples e qualquer outro regime tributário não isenta o contribuinte da obrigação de atender às disposições legais. Por essas razões, conheço do recurso voluntário de fls. para no mérito, negar-lhe provimento, convalidando o ato declaratório executivo que excluiu o Recorrente do regime do SIMPLES. 111 Sala das Sessões, em de setembro de 2008 11111F2a-offik VINÍCIUS •i• O - Relator 3
score : 1.0
