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Numero do processo: 12963.000832/2010-15
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido
elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO DEIXAR DE ARRECADAR, MEDIANTE DESCONTO, CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS PELOS SEGURADOS.
Constitui infração à legislação deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados a seu serviço.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.331
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO DEIXAR DE ARRECADAR, MEDIANTE DESCONTO, CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS PELOS SEGURADOS. Constitui infração à legislação deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados a seu serviço. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Fl. 63DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000832/201015 Acórdão n.º 240301.331 S2C4T3 Fl. 71 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente – CONDOMÍNIO OPERACIONAL DO MINAS SUL SHOPPING contra Acórdão nº 0937.576 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Juiz de Fora MG que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração de Obrigação Acessória – AIOA nº. 37.273.2488, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 1.410,79. A Recorrente está sendo autuada por descumprimento de obrigação acessória CFL 59 – por deixar de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados contribuintes individuais, no período fiscalizado. Foram juntados, por amostragem (Anexo I e II) os recibos de pagamento de segurados sem os respectivos descontos e tela do contacorrente da empresa, extraída do sistema informatizado da RFB, sem o recolhimento correspondente (Anexo III). Conforme o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, às fls. 08, houve infração ao disposto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa aplicada está capitulada na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373, cujos valores foram atualizados pela Portaria Interministerial (Ministério da Previdência Social e Ministério da Fazenda) n° 350 de 30.12.09. Não ficaram configuradas as circunstâncias agravantes e atenuantes previstas no Decreto no 3.048/1999. A Recorrente teve ciência do TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, às fls. 10 a 11, na qual consta o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0611200.2010.00161. A Recorrente teve ciência deste AIOA em 27.11.2010, conforme Aviso de recebimento – AR nº SR392390492BR. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 04, é de 09/2006 a 12/2009. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 0937.576 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Juiz de Fora MG, conforme Ementa a seguir: Fl. 65DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009 DEBCAD 37.273.2488 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. FALTA DE DESCONTO. Constitui infração à legislação previdenciária, a empresa deixar de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados a seu serviço. ILEGALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO APRECIAÇÃO. Não cabe apreciação, pela instância administrativa, de alegações de ilegalidade e ou inconstitucionalidade de leis e atos normativos em vigor, a qual incumbe ao Poder Judiciário. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário,, reiterando os argumentos utilizados em sede de Impugnação, em apertada síntese: (i) Pagamentos a autônomos. Argui serem indevidas as contribuições apuradas sobre os pagamentos de autônomos, por não estarem os serviços por eles prestados relacionados no rol exaustivo da Instrução Normativa SRP nº 3, de 2005. Citando os artigos 144, 145 e 147 da referida IN, afirma que os serviços contratados são considerados de empreitada, o que afasta a necessidade de retenção da contribuição e caracteriza ausência de fato gerador do lançamento. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000832/201015 Acórdão n.º 240301.331 S2C4T3 Fl. 72 5 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação da RFB: Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (A) Da regularidade do lançamento. De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. Folha de Rosto do Auto de Infração; Fl. 67DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 b. Instruções para o Contribuinte – IPC; c. REPLEG – Relatório de representantes Legais; d. VÍNCULOS – Relação de Vínculos; e. TIPF –Termo de Início do Procedimento Fiscal; f. Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD; g. TEPF –Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal. h. Relatório Fiscal da Infração. Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. artigo 293, Decreto 3.048/1999. DO MÉRITO Fl. 68DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000832/201015 Acórdão n.º 240301.331 S2C4T3 Fl. 73 7 (i) Pagamentos a autônomos. Argui serem indevidas as contribuições apuradas sobre os pagamentos de autônomos, por não estarem os serviços por eles prestados relacionados no rol exaustivo da Instrução Normativa SRP nº 3, de 2005. Citando os artigos 144, 145 e 147 da referida IN, afirma que os serviços contratados são considerados de empreitada, o que afasta a necessidade de retenção da contribuição e caracteriza ausência de fato gerador do lançamento. Analisemos. Conforme o já ressaltado pela decisão de primeira instância no AIOP nº 37.273.2500 conexo a este presente AIOA, às fls. 215, não se trata o AIOP de lançamento de crédito previdenciário relativo a serviços prestados sujeitos à retenção nos termos dos art. 144 e 145 da IN SRP nº 3, de 2005. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social referente às contribuições parte da empresa, devidas e não recolhidas à Seguridade Social incidentes sobre valores pagos/creditados a segurados empregados e contribuintes individuais, além das destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho GILRAT, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados. Desta forma, o AIOP lavrado se refere a contribuição social previdenciária prevista no art. 22, III, Lei 8.212/1991, segundo o qual a contribuição a cargo da empresa é de vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços. Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: (...) III vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso e NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 70DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 15956.000673/2010-28
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009
Ementa:
PREVIDENCIÁRIO. DESCUMPRIMENTO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
GFIP.
Constitui infração de obrigação acessória a apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
Não se caracterizando compulsória a obrigação principal, descabe exigir adimplementos de acessórios.
MULTA MAIS BENÉFICA
O artigo 106, “c” , do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna
Autuação lavrada por ofensa à legislação vigente capitulada no § 5°, do revogado artigo 32 da Lei 8.212, inciso IV, há que se submeter ao preceituado no artigo 32-A sob o novo comando expresso na forma do § 9º da redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.343
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando que sejam excluídos os lançamentos que constituíram os créditos levantados conforme as planilhas I e V, bem como determinar o recálculo da multa com base na redação do artigo 32-A. Vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari quanto à exclusão da planilha V.
Nome do relator: IVACIR JÚLIO DE SOUZA
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ementa_s : Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. DESCUMPRIMENTO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. GFIP. Constitui infração de obrigação acessória a apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Não se caracterizando compulsória a obrigação principal, descabe exigir adimplementos de acessórios. MULTA MAIS BENÉFICA O artigo 106, “c” , do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna Autuação lavrada por ofensa à legislação vigente capitulada no § 5°, do revogado artigo 32 da Lei 8.212, inciso IV, há que se submeter ao preceituado no artigo 32-A sob o novo comando expresso na forma do § 9º da redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. DESCUMPRIMENTO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. GFIP. Constitui infração de obrigação acessória a apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Não se caracterizando compulsória a obrigação principal, descabe exigir adimplementos de acessórios. MULTA MAIS BENÉFICA O artigo 106, “c” , do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna Autuação lavrada por ofensa à legislação vigente capitulada no § 5°, do revogado artigo 32 da Lei 8.212, inciso IV, há que se submeter ao preceituado no artigo 32A sob o novo comando expresso na forma do § 9o da redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando que sejam excluídos os lançamentos que constituíram os créditos levantados conforme as planilhas I e V, bem como determinar o recálculo da multa com base na redação do artigo 32A. Vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari quanto à exclusão da planilha V. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente. Ivacir Júlio de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Jhonatas Ribeiro de Souza. Fl. 177DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000673/201028 Acórdão n.º 2403001.343 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Na forma do RELATÓRIO FISCAL de fls. 05 : “ 1) Foram constatadas as faltas de inclusões dos segurados empregados, contribuintes individuais, e erro no auto enquadramento efetuado pela fiscalizada corresponde ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalhoRAT, conforme a Relação de Atividades Preponderantes e Correspondentes Graus de Risco, elaborada com base na Classificação Nacional de Atividades Econômicas CNAE, prevista no Anexo V do Regime de Previdência Social RPS, regulamentado pelo Decreto n° 3048, de 06/05/1999, nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP, entregues pela fiscalizada. 2) Estes segurados e contribuições estão discriminados nas planilhas citadas a seguir, da qual fazem parte integrante deste AI: a) Planilha I contém colunas com denominações de competência, nome do segurado, valor não declarado, contribuição do segurado, parte da empresa (20%), RAT ( 1 % ou 2%), e contribuição não declarada em GFIP. Estão relacionadas remunerações recebidas pelos segurados empregados, através da parcela denominada carga suplementar, correspondente a outro vínculo (cargo), além do já existente vinculado ao Regime Próprio de Previdência Social RPPS, referente às competências 11/2006 a 12/2007, incluindo o 13° salário. A explanação dos fatos geradores e a fundamentação do débito que deram origem ao presente AI, encontramse no Levantamento PC do relatório fiscal do AI DEBCAD n° 37.268.1212; b) Planilha II contém colunas com denominações de competência, nome do funcionário, remuneração, RAT (1%), e contribuição não declarada em GFIP. Estão relacionadas remunerações recebidas pelos segurados declarados em GFIP como contribuinte individual, mas são empregados constantes das folhas de pagamento, referente às competências 11/2006 a 05/2007. A explanação dos fatos geradores e a fundamentação do débito que deram origem ao presente AI, encontramse no Levantamento AT do relatório fiscal do AI DEBCAD n° 37.268.1212; c) Planilha III contém colunas com denominações de competência, nome do funcionário, remuneração, RAT (2%), e contribuição não declarada em GFIP. Estão relacionadas remunerações recebidas pelos segurados declarados em GFIP como contribuinte individual, mas são empregados constantes das folhas de pagamento, referente às competências 06/2007 a 11/2008. A explanação dos fatos geradores de contribuições previdenciárias e a fundamentação do débito que deram origem ao presente AI, encontramse no Levantamento RT do relatório Fl. 178DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 fiscal do AI DEBCAD n° 37.268.1212; d) Planilha IV contém colunas com denominações de competência, remuneração, 13° salário, total, RAT (1%), e contribuição não declarada em GFIP. Estão relacionadas os totais das remunerações recebidas pelos segurados empregados constantes das folhas de pagamento e declarados em GFIP, referente às competências 06/2007 a 11/2008, incluindo o 13° salário. A explanação dos fatos geradores e a fundamentação do débito que deram origem ao presente AI, encontramse no Levantamento RA do relatório fiscal do AI DEBCAD n° 37.268.1212; e) Planilha V contém colunas com denominações de competência, nota de liquidação/nome do prestador/tipo de serviço, valor não declarado, contribuição do segurado, parte da empresa (20%), e contribuição não declarada em GFIP. Estão relacionadas remunerações recebidas pelos contribuintes individuais constantes das notas de liquidação e pagamento, referente às competências 01/2007 a 12/2007. A explanação dos fatos geradores e a fundamentação do débito que deram origem ao presente AI, encontramse no Levantamento PF do relatório fiscal do AI DEBCAD n° 37.268.1212. 3) As cópias destes elementos de prova estão em fls. 113 a 390, 393 a 511 do AI DEBCAD n° 37.268.1212, ao qual o presente AI esta apensado.” A empresa apresentou impugnação na qual contesta o lançamento afirmando, em síntese, que eventual apuração de infração acessória deve ficar sobrestada até o julgamento das impugnações e eventuais recursos relativos aos Autos de Infração n° 37.268.1212 e 37.268.1212 (sic) e 37.268.1239. No mérito, reproduz sinteticamente as razões das impugnações dos autos principais que aguardam acolhida para posterior anulação da obrigação acessória, e alega que a Auditoria esqueceuse de demonstrar a aplicação do limite máximo da multa estabelecido pelo art. 32, § 5 o da Lei n° 8.212/91, o que torna nulo o respectivo Auto. Posto nesses argumentos, requereu o reconhecimento da acessoriedade da Autuação com o sobrestamento do julgamento até que haja decisão final nos Autos principais e a anulação do presente AI pela não demonstração da aplicação do limite máximo da multa prevista no regramento de regência. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.105, a 6ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Ribeirão Preto – SP DRJ/POR, em 28 de junho de 2011, exarou o Acórdão n° 1434.361, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.118, onde com introdução de pequenos ajustes, reiterou quase literalmente as alegações que fizera em instância “ad quod ” Fl. 179DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000673/201028 Acórdão n.º 2403001.343 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls.169, o recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento DO MÉRITO O Relatório Fiscal reproduzido é parte do Auto de Infração AI de n.° DEBCAD 37.268.1255 cujo processo em tela é secundário razão pela qual fora apensado ao principal n° 15956.000670/201094 que , na forma dos grifos que fiz, se referese ao multicitado Auto de Infração AI de n.° 37.268.1212 cujos lançamentos deram origem ao presente .As questões atinentes à este já foram enfrentadas naquele onde prosperou em parte os argumentos do Autuante . Desse modo, no que concerne ao processo em tela, com créditos constituídos sobre os mesmos fatos geradores do processo principal, alicerçado sobre os mesmo elementos probantes conforme revelado no Relatório Fiscal supra, em conseqüência, por vinculado e depender especificamente do êxito daquele processo, cabe dar provimento aos argumentos do Autuante às mesmas questões destacadas no decisium do principal. A decisão supra ficou assentada conforme abaixo: “ Em razão de tudo que foi exposto, conheço do recurso para , à exceção dos levantamentos AT, AT1, PR, RT, RT1 e RU que registram a constituição de créditos lançados na lavratura do auto em comento, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, determinando a exclusão dos demais levantamentos PC, PC1, PF, PF1, RA, RA1 e RB bem como consoante p princípio da retroatividade benigna determinar o recálculo da multa conforme o artigo 35 da Lei 8.212/91 nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996 de acordo com a redação dada pela Lei 11.941, de 2009.” No relatório DD DISCRIMINATIVO DO DEBITO do processo principal registra elencado a codificação utilizada pelo autuante para classificar os levantamentos. Trago á lume para efeito de melhor visualização e análise: “ DD DISCRIMINATIVO DO DEBITO LEV: AT RAT NAO Cl SIM EMPREGADO GFIP Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público Período de Apuração: 11/2006 a 12/2007 Periodo do Débito: 04/2007 a 05/2007 FPAS: 5820 Fl. 180DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Observação: RAT INCIDENTE SOBRE REMUNERAÇÕES DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS DECLARADOS EM GFIP, MAS SÃO EMPREGADOS LEV: AT1 RAT NAO Cl SIM EMPREGADO GFIP Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público Período de Apuração: 11/2006 a 12/2007 Período do Débito: 11/2006 a 03/2007 FPAS: 5820 Observação: RAT INCIDENTE SOBRE REMUNERAÇÕES DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS DECLARADOS EM GFIP, MAS SÃO EMPREGADOS LEV: PC CARGA SUPLEMENTAR PROF Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público Período de Apuração: 11 /2006 a 12/2007 Período do Débito: 04/2007 a 08/2007 FPAS: 5820 Observação: CARGA HORARIA EXCEDENTE DE PROFESSORES, DENOMINADO CARGA SUPLEMENTAR LEV: PCI CARGA SUPLEMENTAR PROF Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público ' Período de Apuração: 11/2006 a 12/2007 Período do Débito: 11/2006 a 12/2007 FPAS: 5820 Observação: CARGA HORARIA EXCEDENTE DE PROFESSORES, DENOMINADO CARGA SUPLEMENTAR LEV: PF PREST SERV CONTR INDIVIDUAIS Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público Período de Apuração: 01/2007 a 12/2007 Período do Débito: 04/2007 a 08/2007 FPAS: 5820 Observação: SERVIÇOS PRESTADOS POR PESSOAS FÍSICAS – AUTÔNOMOS LEV: PF1 PREST SERV CONTR INDIVIDUAIS Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público Período de Apuração: 01/2007 a 12/2007 Período do Débito: 01/2007 a 12/2007 FPAS: 5820 Observação: SERVIÇOS PRESTADOS POR PESSOAS FÍSICAS AUTÔNOMOS LEV: PR PREMIO PAGO EM FL PAGTO Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público Fl. 181DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000673/201028 Acórdão n.º 2403001.343 S2C4T3 Fl. 4 7 Período de Apuração: 06/2007 a 12/2009 Observação: PRÊMIO CONCEDIDO E PAGO AO MAGISTÉRIO LEV: RA RAT FL PAGTO Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público Período de Apuração: 06/2007 a 12/2009 Período do Débito: 06/2007 a 08/2007 FPAS: 5820 Observação: DIFERENÇA DE RAT INCIDENTE SOBRE TOTAL DE REMUNERAÇÕES DE EMPREGADOS DA FOLHA DE PAGAMENTO (CELETISTAS) LEV: RA1 RAT FL PAGTO Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público Período de Apuração: 06/2007 a 12/2009 Período do Débito: 09/2007 a 11/2008 FPAS: 5820 Observação: DIFERENÇA DE RAT INCIDENTE SOBRE TOTAL DE REMUNERAÇÕES DE EMPREGADOS DA FOLHA DE PAGAMENTO(CELETISTAS) LEV: RB RAT FL PAGTO Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público Período de Apuração: 06/2007 a 12/2009 Período do Débito: 12/2008 a 12/2009 FPAS: 5820 Observação: DIFERENÇA DE RAT INCIDENTE SOBRE TOTAL DE REMUNERAÇÕES DE EMPREGADOS DA FOLHA DE PAGAMENTO(CELETISTAS) LEV: RT RAT NAO Cl SIM EMPREGADO GFIP Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público Período de Apuração: 06/2007 a 12/2009 Período do Débito: 06/2007 a 08/2007 FPAS: 5820 Observação: RAT INCIDENTE SOBRE REMUNERAÇÕES DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS DECLARADOS EM GFIP, MAS SÃO EMPREGADOS LEV: RT1 RAT NAO Cl SIM EMPREGADO GFIP Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público Período de Apuração: 06/2007 a 12/2009 Período do Débito: 09/2007 a 11/2008 FPAS: 5820 Fl. 182DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Observação: RAT INCIDENTE SOBRE REMUNERAÇÕES DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS DECLARADOS EM GFIP, MAS SÃO EMPREGADOS LEV: RU RAT NAO Cl SIM EMPREGADO GFIP Classificação: Não declarado em GFIP / Órgão Público Período de Apuração: 06/2007 a 12/2009 Período do Débito: 12/2008 a 12/2009 FPAS: 5820 Observação: RAT INCIDENTE SOBRE REMUNERAÇÕES DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS DECLARADOS EM GFIP, MAS SÃO EMPREGADOS’ Conforme se extrai do sobredito “ decisium” , os levantamentos PC, PC1, PF, PF1, RA, RA1 e RB foram motivos de expurgo. Aduz que as planilhas colacionadas no processo em comento referemse àqueles mesmos elementos. Desse modo, analisandoas distintamente assim se observa: Planilha I às fls. 09 é a mesma do processo principal e referese à CARGA SUPLEMENTAR PROFESSORES cujos argumentos do autuante não prosperaram. Logo aqui também deve ser excluída; Planilha II DECLARADO GFIP COMO CONTR. INDIVIDUAL MAS É EMPREGADO, à exemplo do decidido no processo principal , mantenhase o lançamento; Planilha III DECLARADO GFIP COMO CONTR. INDIVIDUAL MAS É EMPREGADO, à exemplo do decidido no processo principal, pelos mesmos motivos supra, mantenhase o lançamento; Planilha IV REMUNERAÇÕES DECLARADAS EM GFIP ( VERIFICAR NO PRINCIPAL , mantenhase o lançamento. Planilha V REMUNERAÇÕES DOS PRESTADORES DE SERVIÇO PF, sofreu expurgo no processo principal , assim , deve ser excluída. DA MULTA Obedecendo aos preceitos legais vigentes , o valor da multa foi apurado na forma do artigo. 284, inciso II do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99 e Art. 32, inciso IV, § 5°, da Lei 8.212/91, que foi aplicada de acordo com a metodologia de cálculo descrita no Relatório Fiscal Da Aplicação Da Multa às fls. O1. DA MULTA MAIS BENÉFICA O auto de infração em apreço, foi lavrado por ofensa a legislação vigente preceituada no § 5° ,artigo 32 da Lei 8.212, inciso IV: “ Lei 8.212, inciso IV, § 5° (...) IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – Fl. 183DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000673/201028 Acórdão n.º 2403001.343 S2C4T3 Fl. 5 9 FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) (... ) § 5º A apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no parágrafo anterior. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). ” Ocorre que o § 5o foi revogado conforme redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009 e o novo comando se expressa na forma do § 9o da Lei nº 11.941, de 2009 : “A empresa deverá apresentar o documento a que se refere o inciso IV do caput deste artigo ainda que não ocorram fatos geradores de contribuição previdenciária, aplicandose, quando couber, a penalidade prevista no art. 32A desta Lei. (...) Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: Fl. 184DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.” O artigo 106 do Código Tributário Nacional CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Visto deste prisma, impõese o recálculo da multa com base no artigo 32A da Lei nº 11.941/ 2009 em razão do novo comando expressado na forma do § 9o da Lei nº 11.941/2009 para comparálo com o valor da multa aplicada com base na redação anterior do artigo 32 da Lei 8.212/91 para determinação e prevalência da multa mais benéfica. “ Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” Desse modo, pelo exposto, é pertinente o recálculo da multa. Expurgados os lançamentos apontados, a definição do cálculo se observará quando a liquidação do crédito for postulado pelo contribuinte, de acordo com o artigo 2° da Portaria Conjunta PGFN/RFB n°14, de 4 de dezembro de 2009: “Art. 2° No momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte, o valor das multas aplicadas será analisado e os lançamentos, se necessário, serão retificados, para fins de aplicação da penalidade mais benéfica, nos termos da alínea "c" do inciso II do art. 106 da Lei n ° 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional CTN.” Fl. 185DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000673/201028 Acórdão n.º 2403001.343 S2C4T3 Fl. 6 11 CONCLUSÃO Conheço do recurso para NO MÉRITO LHES DAR PROVIMENTO parcial determinando que sejam excluídos os lançamentos que constituíram os créditos levantados conforma as planilhas I e V do processo em tela. Devese também ser concedido os benefícios do principio da retroatividade benigna no sentido de aplicar o comando do artigo 32A da Lei n 8.212/91, incluído pela Lei n 11.941/2009, quando da ocasião do pagamento. Ivacir Júlio de Souza Relator É como voto. Fl. 186DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10880.037347/89-62
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 301-00.600
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia à CST, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: IVAR GAROTTI
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Sessão de 13/dezembro de 19 90 P.CORDÃO N.° Recurso n.o 112.294 Processo n 2 10880-037347/89-62. Recorrente TOLEDO DO BRASIL INDÚSTRIA DE BALANÇAS VIDA. Recorrida DRF - SAO PAULO - SP. RESOLU_ÇA0 N 2 301-600 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamen to em diligencia .6. CST, na forma do relatOrio e voto que passam a in tegrar o presente julgado. Brasilia-DF, 13 )de dezembro de 1990. /-) IMBV- ITAMAR VIEIRA DA COSTA - residente. LACE Proc.a Faze da Nacional. VISTO EM Participaram, ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, JOSE THEODOR° MASCARENHAS MENCK, FLA VIO ANTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO e PAULO CÉSAR BASTOS CHAUVET (Suplente). Ausente o Con selheiro WLADEMIR CLOVIS MOREIRA. SESSÃO DE. 2 6 FEV 1991 IVAR GtROTTI iforta r 01 v•Ile :q"I e a o SERVICO PÚBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, 1§ CÂMARA. RECURSO N 2 112.294 RESOLUÇÃO N2 301-600 RECORRENTE: TOLEDO DO BRASIL INDOSTRIA DE BALANÇAS LTDA. RECORRIDA : DRF - SAO PAULO - SP. RELATOR : IVAR GAROTTI. RELATÓRIO Adoto o Relatório integrante da decisão recorrida, ut infra: "Em ato de Revisão Aduaneira, a Fiscalização apurou que a empresa acima mencionada, efetuou o desembaraço , através da D.I. ng 500.977/88, de "Indicadores Digitais Luminosos", classificando-os na posigão 90.13.99.00 com aliquota de 45% para o II, no que foi contestada, tendo em vista o Parecer CST (SNM) ng 2.705/84, que posicionou a citada mercadoria no código 85.28.00.00, cuja aliquota estabelecida é de 100% para o II, ocorrendo com isso,uma diferença de aliquota, pela qual foi autuada com funda mento no art. 530 caput do Regulamento Aduaneiro, aprova do pelo Decreto ng 91.030/85. Inconformada a interessada apresenta a impugnação tempestivamente, alegando em síntese que: - a classificagão fiscal adotada e tida como corre ta pela requerente é a 90.13.99.00 com a aliquota de 45% para o imposto de importação; - a empresa já fora autuada em 22/04/84, após o AFTN autuante chegar a conclusão que a aplicagão correta se ria código tarifário 90.13.99.00, obtendo tal concluso, subsidios em laudo técnico, e na época a empresa classi ficava a mercadoria na posição TAB 85.21.99.00; - a Cacex formulou consulta a SNM da CST sobre a correta classificação do produto, e que tal consulta foi apreciada pela CST, depois de ouvir o Instituto Nacional de Tecnologia, do que resultou o Parecer CST (SNM) O... 2.705/84; -3- Rec. 112.294 Res. 301-600 SERVICO PÚBLICO FEDERAL - no se conformou com a orientação contida no Pare cer CST (SNM) n 2 2.705/84, solicitando em 22/09/84, pe dido de Reformulação do pre falado Parecer, e que at a presente data o pedido encontra-se pendente de aprecia ção; - a conclusão apontada no Parecer CST, objeto de de finiçio da mercadoria em tela e incorreta, pois partiu de premissas equivocadas; - relata ainda, com detalhes, o que diz ser disso nante para a classificação exigida, concluindo, que o Parecer supra citado, foi fundado em fatos inveridicos; - requer finalmente o cancelamento do A.I., com suas cominagOes legais; Por Ultimo nas folhas 41, o AFTN autuante, contesta a impugnação, concluindo pela manutenção do auto de in fração." A AUtoridade a quo, 'as fls. 49, assim decidiu: "Insuficiencia no recolhimento do Imposto de Impor- tação, caracterizada em ato de Revisão Aduaneira. Desclassificação do código TAB, posicionado pelo Importador em D.I., conquanto haja Parecer da CST, indicando o cOdigo correto para a mercadoria em lide. Ocorrencia de diferença da aliquota de 45% para 100%. IMPUGNAÇÃO INDEFERIDA." Com tempestividade, foi interposto o recurso de fls. 53 et seqs, que leio para meus pares. o relatório. -4- Rec. 112.294 Res. 301 - 600 SERVICO PÚBLICO FEDERAL VOTO 1 Consiste o litígio no fato de a Requerente ter importado "indicadores digitais luminosos fluorescentes, marca TUTABA 6LT-15Z", classificando-os no código TAB 90.13.99.00, de aliquotas de 45% para o I.I. e 15% para o IPI; o sofreu desclassificaç5o fiscal para 85.28. 00.00, com aliquotas de 100% para o I.I. e 10% para o IPI, tendo co- mo fundamento o Parecer CST (SNM) ng- 2.705, de 30.11.84, pelo que foi exigida a diferença de credito tributário pertinente e importa a multa prevista no art. 530 do RA. I 0 AIhe 29.09.89 e a Inconformada alega que, em 22.09.86, protocolou pedido de reformulagio do Parecer CST (SNM) ng 2705184,de fls. 29 et seqs, que, ate o presente momento, no teve solução. Tendo em vista a alegação de estar sob consulta, em pre- liminar, VOTO NO SENTIDO DE 0 JULGAMENTO SEJA CONVERTIDO EM DILIGEN- CIA, junto 'a Coordenação do Sistema de Tributação, para informar se realmente a requerente gozava do efeito suspensivo do tributo da Con sulta, nos termos do Dec. ng 70.235/72, sobre o objeto do litígio, na epoca da lavratura do auto de infração, questionando a oportunida de, de esclarecimentos sob a matéria técnica. ... Sala das Sesses, 13 de dezembro de 1990. IVAR GAROTTI Relator. Pi • •
score : 1.0
Numero do processo: 10831.000628/89-27
Data da sessão: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 1991
Ementa: CLASSIFICAÇÃO.
1. Microscópio eletrônico de varredura modo JXA,-840-A" com
acessórios que possibilitam as funções descritas nas NENCCA, da posição 9012. Com base no Laudo INT, o produto se classifica no código 9012.10.0000.
2. Recurso provido.
Numero da decisão: 301-26.729
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos em dar provimento ao recurso, vencido o Conselheiro João Baptista Moreira. Por unanimidade de
votos, em excluir a multa de mora, na forma do relatório e voto que
passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SANDRA MIRIAM DE AZEVEDO MELLO
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score : 1.0
Numero do processo: 13629.000351/2010-65
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2010 a 28/02/2010
OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. REGULARIZAÇÃO.CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS NÃO RECOLHIDAS.AFERIÇÃO TABELA CUB. PROCEDÊNCIA
COBRANÇA AUSÊNCIA DE PROVAS DO CONTRIBUINTE.
Será utilizada a aferição pela tabela CUB, toda vez que o contribuinte não apresentar provas contrárias ao alegado pela fiscalização ou a correta escrituração contábil da obra de construção civil.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.431
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2010 a 28/02/2010 OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. REGULARIZAÇÃO.CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS NÃO RECOLHIDAS.AFERIÇÃO TABELA CUB. PROCEDÊNCIA COBRANÇA AUSÊNCIA DE PROVAS DO CONTRIBUINTE. Será utilizada a aferição pela tabela CUB, toda vez que o contribuinte não apresentar provas contrárias ao alegado pela fiscalização ou a correta escrituração contábil da obra de construção civil. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1687; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 86 1 85 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13629.000351/201065 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403001.431 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 20 de junho de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente GUIMARÃES IMÓVEIS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2010 a 28/02/2010 OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL.REGULARIZAÇÃO.CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS NÃO RECOLHIDAS.AFERIÇÃO TABELA CUB. PROCEDÊNCIA COBRANÇA AUSÊNCIA DE PROVAS DO CONTRIBUINTE. Será utilizada a aferição pela tabela CUB, toda vez que o contribuinte não apresentar provas contrárias ao alegado pela fiscalização ou a correta escrituração contábil da obra de construção civil. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.58 a 62 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belo Horizonte/MG (fls.49 a 54) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração AIOP n° 37.241.8597, no valor consolidado de R$ 22.662,19 (vinte e dois mil seiscentos e sessenta e dois reais e dezenove centavos). Segundo o relatório fiscal, a cobrança referese à atitude da empresa em não recolher as contribuições devidas a segurados empregados apuradas e incidentes sobre o valor da mão de obra utilizada na construção de um galpão comercial de um pavimento com área construída de 1.442,84 m², descumprindo preceito da Instrução Normativa SRP nº 03, de 14 de julho de 2005. Desta autuação, o recorrente foi notificado em 24/03/2010 e apresentou impugnação às fls. 18 a 22 alegando: A impugnante fez cumprir ao rigor o RPS e a Lei 8212/91 todas as obrigações oriundas da execução de obra de construção civil, conforme se depreende do próprio relatório elaborado pelo agente de fiscalização. A área destinada a armazenagem que perfaz uma área construída de aproximadamente 1.274m² destinase a produtos que necessitam de sua locatária – empresa Atende Distribuidora S/A CNPJ 05.207.680/000132 – que se dedica ao comercio, por atacado, dos produtos resultantes do abate de gado bovino, bufalino, suíno e aves, o que exige, tanto ambientes que levam o produto ao congelamento, quanto mantêlo simplesmente resfriado. Nem de longe, o valor presumido pelo agente de fiscalização, com base na Tabela do Sinduscon/BA – R$ 838,47 m² pode ser admitido. Tal edificação concebese, com exceção da área destinada a escritórios, em uma plataforma coberta com telhas galvanizadas, tendo por sustentação pilares e vigas em aço, confirmadas através de fotos extraídas do local durante o período de execução da obra, conforme em anexo. O fechamento dos flancos da área de armazenagem são feitos com os próprios painéis termo acústicos utilizados para o controle da temperatura interna do armazém. Assim, constituemse tais painéis, não em obra de edificação, mas sim, em equipamento. A autuada teve sua escrituração contábil desclassificada pelo agente de fiscalização pelo simples fato de não haver esta, segregado por espécie, em rubricas distintas, gastos atinentes a obra, limitandose analisar a forma e não a essência contábil. O fato gerador das contribuições pode ser verificado da folha de pagamento elaborada pela empresa nos moldes definidos pela legislação trabalhista e previdenciária. A escrituração contábil mantida pela autuada está revestida de todas as formalidades recomendadas pelas melhores Fl. 87DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13629.000351/201065 Acórdão n.º 2403001.431 S2C4T3 Fl. 87 3 contábeis. A não segregação dos gastos por espécie não se consagra em essência, mas tão somente em forma. A escrituração contábil relativa a aquisições de materiais pós rescisões de contratos de trabalho dos operários encontra razões alheias a vontade da autuada, que sobretudo veiolhe a tona somente por ocasião deste feito, dado a insignificância de tal fato, evidentemente merecendo averiguações por parte da diretoria da autuada fiscalização Por fim, requereu o acolhimento da impugnação e a remissão do presente crédito. O processo foi retornado para o fiscal notificante para novas diligências devida a impugnação e o mesmo juntou ao processo principal seu reporte sobre esclarecimentos exigidos de fls. 108. Foi dado prazo para o recorrente se manifestar sobre o resultado da diligencia fiscal, mas não foi apresentada nenhuma impugnação, conforme despacho de fls. 105 do processo principal. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 6° Turma da DRJ/BHE/MG proferiu acórdão (n° 0231.780) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2010 a 28/02/2010 Ementa: OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. REGULARIZAÇÃO. As informações prestadas pelo contribuinte na Declaração e Informação Sobre Obra – DISO constituemse em elementos para o cálculo da remuneração da mão de obra empregada na construção, na apuração das contribuições previdenciárias devidas. Impugnação Improcedente Credito Tributário Mantido. Irresignado com a decisão supra, o recorrente interpôs recurso voluntário às fls.58 a 62, onde alegou que o valor arbitrado em m² pelo fiscal não era correto, pois a destinação do imóvel era para atender exigências da locatária. Também alegou que sua escrituração estava de acordo com todas as formalidades recomendadas pelas práticas contábeis e poderia também utilizar a rubrica “1.3.2.006.001” sem macular ou patrocinar a evasão fiscal. Por último afirma que a compra de materiais após a baixa rescisória de todos os operários não implicaria em macular a transparência que exerce suas atividades pois foi fato alheio a sua vontade. É o relatório. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO: I – DA INFRAÇÃO COMETIDA: I.1 – CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS A SEGURIDADE SOCIAL SOBRE A REMUNERAÇÃO DA MÃO DE OBRA: O recorrente foi autuado referente a contribuições devidas a segurados empregados sobre a remuneração da mão de obra empregada na edificação da obra de construção civil sob sua responsabilidade. A autoridade fiscal pode aferir a remuneração paga referente a mão de obra dos segurados empregados da construção civil, cabendo ao proprietário o ônus de provar o contrário, de acordo com o art. 33, §4º da Lei 8212/91, in verbis: LEI N 8.212/91 Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos. (...) § 4o Na falta de prova regular e formalizada pelo sujeito passivo, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mão de obra empregada, proporcional à área construída, de acordo com critérios estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, cabendo ao proprietário, dono da obra, condômino da unidade imobiliária ou empresa corresponsável o ônus da prova em contrário O referido crédito foi apurado pela fiscalização com a emissão do Avido de Regularização de Obra (ARO) a apartir das informações da Declaração e Informação Sobre a Obra (DISO) preenchida pelo contribuinte que enquadrou a obra como sendo: “Comercial, Andares Livres, 03 unidades, 01 pavimento, obra nova com 1.442,84m²”, documentos de fls. 98 dos autos. Em seu recurso, o contribuinte contesta o enquadramento da obra, dizendo tratarse de uma plataforma coberto por telhas galvanizadas tendo por sustentação pilares e vigas de aço, com exceção da área destinada a escritórios e que o fechamento dos flancos da área de armazenagem são feitos com os próprios painéis termoacústicos utilizados no controle de temperatura interna do armazém e não se constituem em obra de edificação mas sim, em equipamento. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13629.000351/201065 Acórdão n.º 2403001.431 S2C4T3 Fl. 88 5 Ao compararmos as informações prestadas pelo contribuinte em seu recurso e nas preenchidas na DISO, vemos uma contradição nas irformações e neste caso o mesmo não trouxe aos autos novas provas ou qualquer documento que comprove que a fiscalização errou ao aplicar a tabela CUB. Quanto a escrituração contábil, o recorrente fez os lançamentos referentes à construção da obra como pagamento de salários, compra de materiais, pagamento de tributos, instalação de equipamentos, sem discriminar os fatos geradores de contribuições previdenciárias todos em uma mesma conta – 1.3.2.006..0001 – Obras em Andamento, vemos que há uma desconsideração da obra e a imputação da infração no art.32, II, da Lei n 8.212/91 e 225, II e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social. A respeito da identificação correta dos títulos próprios, os incisos do § 13 do art.225 do Regulamento da Previdência Social prevêem que os lançamentos atendam ao Princípio Contábil do Regime de Competência e sejam registrados em contas individualizadas de modo que as rubricas das contribuições sejam identificadas melhor. Contudo, conforme já demonstrado, tendo em vista a impossibilidade de regularização da obra pela escritura contábil, o recorrente ficou sujeito a apuração das contribuições devidas através de aferição indireta baseada na sua DISO, observandose que os recolhimentos por ele efetuados e declarados foram aproveitados quando do lançamento fiscal, não cabendo, qualquer revisão do lançamento. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10711.001161/89-17
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 13 00:00:00 UTC 1992
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIA DE PROVA.
I. Ante a inexistência de amostra da mercadoria importada, dá-se a impossibilidade material de realizar a análise pedida ao Labana-Rio.
2. Destarte, prevalecem a classificação e descrição adotada pela recorrente, face ,a impossibilidade de se fundamentar a desclassificação.
Recurso provido.
Numero da decisão: 301-26.985
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
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Numero do processo: 10845.004184/89-59
Data da sessão: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 1991
Ementa: CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA.
I. Extrato não gorduroso de peixe, nome comercial ORGASOL,
classifica-se na posição TAB 16.03.01.02, conforme laudo e Informação Técnica do LABANA-SANTOS.
2. Nega-se provimento ao recurso: exclui-se de ofício
a multa de mora.
Numero da decisão: 301-26.730
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, excluída de ofício a multa de mora, vencidos os Cons. Sandra Miriam de Azevedo Mello, relatora, Fausto de Freitas e Castro Neto e Luiz Antônio Jacques. Designado para redigir o acórdão o Cons. Flávio Antônio Queiroga Mendlovitz, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: SANDRA MIRIAM DE AZEVEDO MELLO
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DRF - SANTOS - SP CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA. I. Extrato não gorduroso de peixe, nome comercial OR- GASOL, classifica-se na posição TAB 16.03.01.02 , conforme laudo'e Informação Técnica do LABANA-SAN- TOS. 2. Nega-se provimento ao recurso: exclui-se de ofício a multa de mora. • VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, excluída de ofício a multa de mora, vencidos os Cons.San dra Miriam de Azevedo Mello, relatora, Fausto de Freitas e Castro Ne to e Luiz Antônio Jacques. Designado para redigir o acórdão o Cons~ Flávio Antônio Queiroga Mendlovitz, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado . Brasília-D , em 07 de novembro de 1991. - ReI. Designado da Fazenda Nacional. Presidente FLÁ VISTO EM " SESSÃO DE: I Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: WLADEMIR CLOVIS MOREIRA e,JOAO BAPTISTA MOREIRA. Ausentes os Cons. JOS~ THEODORO MASCARENH~S MENCK e IVAR GAROTTI. DAM£'P/DF- SECoe H' 041/92 - J.H. SERViÇO PÚBLICO FEDERAL -2" Recurso 111.835 Ac. 301 -26.730 MEFP • TERCEIRO CONSELHO OE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CÂMARA RECORRENTE:IGUAP~ INDÚSTRIA E COM~RCIO LTDA.: RECORRIDA : DRF ! SANTOS - SP RELATOR.~ DESIGNADO: FLÁVIO ANTGlNIO;'QUEIROGA MENDLOVITZ " R E L .A T Ú R I O Retorna o presente processo de diIigincia ao LABANA - Santos, proposta em sessao de 20 de junho de 1990, através da Resolução nº ••.... 301.530. Adoto, pois, o Relatório de fls. 70/72, que leio em sessao, III 4t élusive o respectivo voto que fica fazendo. parte integrante do presente relatório. O Labama - Santos anexou, então, às fls. 78 a informação tec- nica nº 027/91, respondendo aos quesitos da seguinte forma: (ler fls ••• 78) • t o Relatório. OLS/CF • Sf,nvl(O f'lJnllCO fi (J[ liA! Recurso: Acórdão: 03. 111.835 301-26.730 v O T O Discordo totalmente do Voto da ilustre Conselheira. De fato, a mercadoria submetida a desembaraço, de no- me comercial ORGASOL, extrato nao gorduroso de peixe, foi reexamina- da pelo LABANA-SANTOS conforme diligência determinada por esta Câma- ra, que resulto!J na Informação Ticnica nº 27/91 de fls. 78: • firnl8 em epigra1e, iniornlAtnos: FERI3Ut'>!TA) (I prC!dLltco importado e uni pr"epClrC)~ Cll.' meJhot"'. Ó uma nli~tul'",", conc:entrClda a base de residuos (j~' pE'l>:e RESPOG'TA) N~o se tr,;l.tA pei:~e. Con"jarme Llteraturs Técnica Especifica al'l~::adaao process~, nome comercial (cópia ar!ella). C) Ilroduto e um celtJo cOllcel,tt"'sdo obtido' Legisla;&o para Derivados de Pescado do Mj,nistério da Agricultut"a. PERGUNTA) O produto serve para entrer no fabrico de alimentos de processamento sofisticado e rigorosu~ e qu~ esté de acordo com a pei):e ~ssociados a umnobres dodas partespelo cozimentc, • RESFOSTA) De acqt"'do com ReferÉ'ncias BiblioqràficCl.=-', produto~; desta 11atllreza S~C' ricos em mj,nerai5~vitaminA~ e 8rninoácidos e5~senciais, sendo portarlto utilizados coma suplemer,~os nutritivos pBr"a arlimais. I]rg~nicos à base de pei~e s~o COlllpostos de residuüs tot"'mados após a coc~~o do pescado e de.seus subprodutos~ os ql~ais foram fiubm~tidos as Dpet-açOes de prensagem ~ secagem e tr- i tu t":~l;~o, em desac:o •...do com cl descri~~o do processo de obten~~o do prodLlto em epig •...afe. F'ortant.o~ reafirmamos integr-almente o refe>rido Laudo (foll,a 27) t T•...ata-se de um El~t.ratt:) n,'~o Gorduroso de Pei){E'. 11 lmnCaL'l.llA N.a.clonal SHlVlCO PUBLICO' HIEHA[ Recurso: Acórdão: 04. 111.835 301-26.730 Assim sendo não resta dGvida, com base no laudo do exame realizado na amostra, que o ORGASOL classifica-se na posição TAS 16.03.01.02 - Extrato não gorduroso de peixe. VOTO para negar provimento ao recurso, excluindo de oficio a multa de mora. Sala das Sessões, em 07 de novembro de 1991. • • Ig I Imprensa Nacional FLÁVIO ENDLO ITZ - ReI. Designado SERVICO PUBLICO ~EDE"AL VOTO VENCIDO -:.5- Recurso 111.835 Ac. 301 -26.730 Cabe-nos analisar as três posições da TA8 levantadas processo. Como bem analisou em seu voto o ilustre Conselheiro Josi The- odoro Mascarenhas Menck, o produto importado não pode ser classificado, como declarou a empresa' na DI, na posição 31.01.99, pois segundo o Laudo do Labana, tal mercadoria não i um fertilizante. A propósito, a própria importadora reconheceu, às fls. 37 e 38, não ser essa a posição maIS ~ dequada. tt Já a fiscalização desclassificou a mercadoria para a posição TA8 16.03.01.02, por considerar tratar-se de extrato de peixe para ali - mentação humana, o que foi, tambim categoricamente refutado pelo Laudo do Labana. • Resta-nos, portanto, a terceira. classificação sugerida pela recorrente 23.07.04.01 e anteriormente adotada por esta Câmara. Como bem salientou o eminente Conselheiro Menck, em seu voto e relatório que propõs a diligência, pela simples leitura da posição 1603, vê-se que esta i para consumo humano, e em nenhum momento foi tal afirmação dita pelo Laboratório. Na 2ª questão, o Laboratório afirmou tratar-se de um suple - mento nutri ti vo p ara animal, descrição ess~,ue se adequa perfeitamente '. à posição 23.07.04.01 . Conforme outros julgados desta Câmara, quando a classificação correta i uma 3ª, ou seja, não i a indicada pelo importador e nem a ado tada pela fiscalização, merece prosperar o recurso da autuada. Aliás a própria empresa reconhece essa 3ª posição como a correta. Isto posto, dou provimento ao recurso, ressaltando que o pro- ~uto importado de nome comercial ORGASOLclassifica-se no Código TAB ..... 23.07.04.01 baseado, inclusive, no Acórdão nQ 301-25.642 cuja ementa transcrevo: "Classificação. Extrato não gorduroso de peixe, nome comer cial ORGASOL,classifica-se no Códiqp TAB 23.07.04.0.1.Recurso d]1S rovido". (grifo nosso) Sa a das Sessões, em 07 ~ll.novembro de 1991 o (}wJJQl<vdé QJ,u~ SANDRA mRIAM I)E l\lEVEDO MELLO - Conselheira OLS/CF
score : 1.0
Numero do processo: 10830.004628/88-80
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 301-00.517
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, encaminhar o processo à egrégia 3ª Câmara, por tratar-se de matéria de sua competência, vencidos os Conselheiros Maria Lucia Silva Castelo Branco, Relatora, João Holanda Costa, José Theodoro Mascarenhas Menck e Alvaro Augusto Vasconcelos Leite Ribeiro. Designado para redigir a resolução o conselheiro Hamilton de Sá Dantas, na forma do relatório e voto que passam a Integrar o presente julgado.
Nome do relator: MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO
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I r MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA. • ACORDÃO NO • • Recurso n,O Recorrente Recorrida 111.258 Processo nº 10830-004628/88-80. ICI BRASIL S.A. DRF - CAMPFNAS - SP. R E S O L U ç Ã O Nº 301-517 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, encaminhar o processo à egri gia 3ª Câmara, por tratar-se de matiria de sua competincia,vencidos os Conselheiros Mária Lucia Silva Castelo Branco, Relatora, Joâo Holanda Costa, Josi Theodoro Mascarenhas Menck e Álvaro Augusto Vasconcelos Lel te R~beir-o. Designado pararediGi~ a resoluçâo o conselh~iro _,:Hiliiriliton de Sa Dantas, na forma do relatorlo e voto que passam a Integrar o pr~• sente- julgado. • • Brasília- F, 2 de março de 1990 . Presidente. :~'lo; d,,',o'do. LVA - Proc. da Fazenda Nacional.VISTO EM SESSÃO DE: 22 MAR - Participaram, ainda 110 presente ju!:gamento os seguintes COll selheiros: JOSt MARIA DE MELO e ROBERTO VELLOSO (Suplente). Ausentes justificada- mente os Conselheiros: FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO e WLADEMIR CLOVIS MOREIRA. • • • • • • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO N_º 111.25B RESOLUÇÃO Nº 301-517 RECORRENTE: ICI BRASIL S.A. RECORRIDA DRF- CAMPINAS - SP. RELATORA MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO. R E L A T Ó R I O O presente Recurso já foi objeto de Relatório pelo Con selheiro José Alves da Fonseca, da 3ª Câmara deste Conselho, tendo sido remetido a esta 1ª Câmara através do. acórd~o nº 303-25.713, de fls. 58, por tratar-se a matéria de classificaç~o tarifária . Adota~do, na íntegra, o Relatório acima 'I.menc,ionado, transcrevo-o abaixo . nA empresa acima identificada foi autuada:em. virtude de o produto por ela declarado n;os documentos aduaneiros n~o se iden tificar com aquele dé'scrito no laLldo de análise realizado. Foi de.â. crito na DI como sendo um produto denomini~o "sal sódico de deriv~ do sulfonado de composto aminado (amida primária do ácido monocarbQ xilico-N Oleonil) de nome' químico Shodio methil N - Oleonil,Taurate . - L, ,poslçao 29.25.99.00 com allquotas de 30% para o 11 e 0% para o IPI, mas o laboratório de Análise; constatou que se trata de uma mistura de sais de amidas graxas sulfonadas, com predominância do N - Metil - N Oleoil Taurato de Sódio, um",produto de constituiç~o química n~o definida, com propriedades tensoativas, que foi classificado pela fiscalizaç~o na posiç~o 34.02.01.00 da TAB com alíquotas de 50% p~ ra o 11 e 15% para o IPI. Foi exigida a diferença dos dois tributos e multa do artigo 364, 11, do RIPI, por falta de recolhimento do IPI devido. Em impugnaç~o tempestiva, o contribuinte alega que sua classificaç~o está amparada pelo Parecer CST 338, ~e 23.02.81, edi tado em processo da Hokko do Brasil Ltda .. Àduz que seu produto é o mesmo constante do referido parecer e que as empresas envolvidas o utiliz~m na fabricaç~o de produto agropecuários, defensivos agri colas. Em nome do princípio da isonomia, pede que seja julgado lill procedente o AI. O julgador de 1ª instância manteve a exigência,por con • ~--~~~~~--------------------------------""'-"'3"'-""'- Rec.111.258 Res.301-517 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL siderar que não existe igualdade entre os dois produtos, visto que o Parecer invocado pela;!impugnante se refere ao produto denominado comercialmente FENEPON T - 77 - pó de cor creme, ao passo que o prQ duto ora importado se chama IGEPON T - 77 - sólido em escamas amare las. Agrega ainda que o produto, objeto do parecer citado, é um prQ duto org~nico de constituição quimilca definida, contrariamente ao produto importado pelo impugnante que não possui constituição quimi ca definida. Agrega que de acordo com a nota 29-1 da TAB, classifi- cam-se no capitulo 29 apenas os produtos org~nicos de constituição quimica definida, tendo a fiscalização adotado os alicerces dos Ps receres Normativos CST 124/75 e 116/86, bem como o fato de ter con~ tatado o laudo que se trata de um produto tensoativo. ~ Em recurso tempestivo dirigido a este Colegiado, o con tribuinte pede a reformulação da decisão recorrida, dizendo ser'O;" seu. \ produto o mesmo constante do Parecer CST 338/81. Diz que a diferen / e. ça entre eles refere-se apenas quanto ao nome comercial e a forma de apresentação" sob a forma de pó de cor creme e outro sól ido, em escamas amarelas (creme, amarelo, são cores similares). Agrega,ain da, que o nome cientifico do produto importado é "o mesmo identifics "db- pélo LABANA. • • Quanto aos pareceres normativos evocados pelo julgador de primeira inst~ncia, iriformaque.o~de; númer.o 82/86, confirma inteirs mente a posição correta adotada pelo recorrente." É o relatório. I, . I. • SERVICO PÚBLICO FEDERAl. v O T O , ~4;- Rec. 111.25'3 res. 301-517 • • Como visto aqui se tem matéria pertinente à infração administrativa ao controle das importações. O posicionamento do colegiado tem se orientado no sentido de que é da competência da egrégia Terceira Câmara a apreciação e deslinde de tais proce~ sos. Destaque-se, ademais, que a empresa declarou um pro- duto e importou outro - o que pressupõe, mais do que nunca, a in fração acima mencionada, matéria essa, indubitavelmente, cuja competência pertence a aquela respeitável Câmara. Pelo exposto, voto no sentido de que seja encaminhs do este processo a 3G Câmara, tendo em vista os fatos acima arti culados e as disposições do art. 92, inciso 111, alínea "g", do Regimento Interno, do Terceiro Conselho de Contribuintes. Sala das Sessões, 21 de março de 1990 • • ". designado . " , '. SERViÇO PÚBLICO FEDERAL v O T O V E N C I O O -8- Rec. 111.258 Res. 301-517 • • • • Tem esta Câmara entendido em preliminar que a discus- sao de casos como o que se apresenta neste processo compete à 3ª câmara deste Conselho, muito embora o meu entendimento pessoal s~ ja no sentido de que, se a questão envolve a classificação de meL cadoria, como é o caso, o julgamento dever-se-ia fazer por esta Iª Câmara, por ser matéria de sua competência, conforme determina o art. 9º, I, do Regimento Interno do 3º Conselho de Contribuin teso Sala das Sessões, 21 de março de 1990. MARIA LUCI~ST LO RR,"CO - Co""Ih,i" . 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 10630.720471/2011-36
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007
Ementa:
PREVIDENCIÁRIO. RISCOS AMBIENTAIS DO TRABALHO – RAT. ALÍQUOTA. GRAU DE RISCO. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM GERAL
Para os órgãos da Administração Pública em geral, a alíquota definida para financiamento dos riscos ambientais do trabalho – RAT foi alterada de 1% (risco leve) para 2% (risco médio) a partir de 06/2007, em decorrência da edição do Decreto nº 6.042, de 12/02/2007, que modificou o anexo V do Regulamento da Previdência Social.
PREVIDENCIÁRIO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEIXAR DE PREPARAR FOLHA DE PAGAMENTO DE ACORDO COM OS PADRÕES E NORMAS ESTABELECIDOS PELA RFB.
Deixar a empresa de preparar folha(s) de pagamento das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados e das pagas ou devidas aos contribuintes individuais, a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pela Receita Federal do Brasil RFB.
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.
PREVIDENCIÁRIO.MULTA DE OFÍCIO.
A multa de ofício só veio a ser observado para as Contribuições
Previdenciárias a partir da edição da MP 449 de 03 de outubro de 2008, regra mais tarde referendada pela redação dada pela a Lei 11.941, em 2009.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.325
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em dar
provimento parcial ao recurso determinando a anulação da multa de ofício.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
1.0 = *:*
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. RISCOS AMBIENTAIS DO TRABALHO – RAT. ALÍQUOTA. GRAU DE RISCO. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM GERAL Para os órgãos da Administração Pública em geral, a alíquota definida para financiamento dos riscos ambientais do trabalho – RAT foi alterada de 1% (risco leve) para 2% (risco médio) a partir de 06/2007, em decorrência da edição do Decreto nº 6.042, de 12/02/2007, que modificou o anexo V do Regulamento da Previdência Social. PREVIDENCIÁRIO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEIXAR DE PREPARAR FOLHA DE PAGAMENTO DE ACORDO COM OS PADRÕES E NORMAS ESTABELECIDOS PELA RFB. Deixar a empresa de preparar folha(s) de pagamento das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados e das pagas ou devidas aos contribuintes individuais, a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pela Receita Federal do Brasil RFB. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. PREVIDENCIÁRIO.MULTA DE OFÍCIO. A multa de ofício só veio a ser observado para as Contribuições Previdenciárias a partir da edição da MP 449 de 03 de outubro de 2008, regra mais tarde referendada pela redação dada pela a Lei 11.941, em 2009. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2110; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10630.720471/201136 Recurso nº 111.111 Voluntário Acórdão nº 2403001.325 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 16 de maio de 2012 Matéria LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente PREFEITURA MUNICIPAL DE MANHUACU Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. RISCOS AMBIENTAIS DO TRABALHO – RAT. ALÍQUOTA. GRAU DE RISCO. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM GERAL Para os órgãos da Administração Pública em geral, a alíquota definida para financiamento dos riscos ambientais do trabalho – RAT foi alterada de 1% (risco leve) para 2% (risco médio) a partir de 06/2007, em decorrência da edição do Decreto nº 6.042, de 12/02/2007, que modificou o anexo V do Regulamento da Previdência Social. PREVIDENCIÁRIO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEIXAR DE PREPARAR FOLHA DE PAGAMENTO DE ACORDO COM OS PADRÕES E NORMAS ESTABELECIDOS PELA RFB. Deixar a empresa de preparar folha(s) de pagamento das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados e das pagas ou devidas aos contribuintes individuais, a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pela Receita Federal do Brasil RFB. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. PREVIDENCIÁRIO.MULTA DE OFÍCIO. A multa de ofício só veio a ser observado para as Contribuições Previdenciárias a partir da edição da MP 449 de 03 de outubro de 2008, regra mais tarde referendada pela redação dada pela a Lei 11.941, em 2009. Recurso Voluntário Provido em Parte. Fl. 3142DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso determinando a anulação da multa de ofício. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente. Ivacir Júlio de Souza Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Jhonatas Ribeiro de Souza. . Fl. 3143DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10630.720471/201136 Acórdão n.º 2403001.325 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de Auto de Infração de Obrigação Principal, DEBCAD N° 37.342.3896, notificado em 03/08/2011, no valor total de R$205.274,85, referente à diferença do financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (1% de 06/2007 a 13/2007), conforme Levantamento R1 não declarado na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social GFIP. Período do Lançamento: 06/2007 até 13/2007, inclusive. O Relatório Fiscal reporta que lavrouse, também,na mesma ação fiscal o de Auto de Infração de Obrigação Acessória, em 25/07/2011, código de fundamentação legal 30, DEBCAD nº 37.342.3900, valor da multa aplicada de R$1.524,43. Consta no Relatório Fiscal, em síntese que: O auditor Fiscal revela que em relação ao auto de infração de obrigação principal foi verificado que é no setor da educação que concentra o maior número de funcionários municipais, e que a Prefeitura atua em mais de um nível da educação : Educação infantil creche (2%); Educação infantil pré escola (1%); ensino fundamental (1%); Atividades de apoio à educação, exceto caixas escolares (2%); Ensino de esportes (2%), que assim sendo é classificada na classe CNAE correspondente ao nível mais elevado 2%. Em relação ao auto de infração de Obrigação Acessória, informa que analisando as documentações apresentadas constatou que nas competências de janeiro/2007 a dezembro/2007, o Município remunerou diversos contribuintes individuais, através de notas de empenho, e que o mesmo não inseriu esses segurados na sua folha de pagamento de mensal. Conforme o Relatório Fiscal, foi aplicada a multa de oficio (75%). Inconformado o Contribuinte apresentou impugnação alegando em síntese que : “ A folha de pagamento da Prefeitura Municipal de Manhuaçu é composta, na sua maioria, por trabalhadores que laboram no ensino fundamental (CNAE 85139/ 00 RAT 1%)” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls 3.109, a 5ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Juiz de Fora – MG DRJ/JFA, em 27 de setembro de 2011, exarou o Acórdão n ° 09.37.071, mantendo procedente o lançamento. Fl. 3144DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls.3.122, o recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO O Auditor Fiscal ao promover laborioso critério para justificar a determinação do CNAE em razão da maior quantidade empregados deu margem à que a Recorrente interpusesse o presente Recurso com reiterada argumentação onde refuta que aquele seguimento escolhido abrigue atividade preponderante. Alega que nos termos estabelecidos pelo Auditor, prepondera as que envolve o Ensino Fundamental cuja a previsão legal requer que se estabeleça o CNAE 85139/00 com alíquota de 1%. Isto posto, cumpre destacar que em se tratando de órgão da Administração Pública não há que se observar quantidade de empregados para apontar atividade preponderante. No Anexo V do Decreto nº 6.042, de 12/02/2007 consta definido que para Administração Pública em geral deva ser adotado o CNAE 84116/00 com adoção de alíquota de grau de risco 2%. Nestes termos, tampouco, cabe falar em autoenquadramento uma vez que é compulsória a classificação. Assim, considerando que o crédito foi lançado sob a alíquota de 2%, não dou provimento não há reparos a se efetuar. Não dou provimento. PROCESSOS DISTINTOS O Relatório Fiscal apontou que houvera a lavratura de Auto de Infração por descumprimento de Obrigação Acessória, discorreu sobre a motivação e colacionou cópia do lançamento com assinatura da Recorrente confirmando que fora intimada do feito. O § 1o do artigo 9o do Decreto 70.235/72, prevê que os autos de infração e as notificações de lançamento podem ser objeto de um único processo, quando a comprovação dos ilícitos depender dos mesmos elementos de prova, verbis: Artigo 9° do Decreto 70.235/72, verbis: Fl. 3145DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10630.720471/201136 Acórdão n.º 2403001.325 S2C4T3 Fl. 3 5 “ Art. 9o A exigência do crédito tributário e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada tributo ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. ( Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009) § 1o Os autos de infração e as notificações de lançamento de que trata o caput deste artigo, formalizados em relação ao mesmo sujeito passivo, podem ser objeto de um único processo, quando a comprovação dos ilícitos depender dos mesmos elementos de prova. ( Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009)” ( grifos de minha autoria) Desse modo , não tendo a recorrente se pronunciado a respeito de tal imputação, o artigo 17 do sobredito Decreto define que serão consideradas não impugnadas as matérias não expressamente guerreadas pela impugnante, verbis: “ Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.( Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997) “ Desse modo, mantenhase o crédito. DA MULTA DE OFÍCIO Muito embora a notificação tenha ocorrido em 03/08/2011, cumpre observar o comando do artigo 144 do Código Tributário Nacional – CTN impõe que o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.verbis: “ Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.” Neste diapasão, cumpre trazer à lume, também, o comando do inciso II do artigo 106, do mesmo Codéx, que ainda que lançamento não se faça sucumbir aos pressupostos do artigo 144, retro, há que se subsumir à exegese do exortado artigo 106 em razão da aplicação do princípio da retroatividade benigna, verbis: “ Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: II tratandose de ato não definitivamente julgado:” Cumpre sublinhar que o lançamento foi realizado para constituir créditos formados por fatos geradores ocorridos no período 06/2007 até 13/2007. Neste sentido, é compulsório ressaltar que a determinação de impingir MULTA DE OFÍCIO às Contribuições Previdenciárias inadimplidas e lançadas de ofício, só veio a ser implementada a partir da edição da Medida Provisória – MP 449, em 03/12/2008 de 2008 , mais tarde tornada Lei n° 11.9412, em 2009. Fl. 3146DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Às fls. 07, colacionado pela própria Autoridade Autuante consta o documento denominado FUNDAMENTOS LEGAIS DO DÉBITO, item 701.01, que corroboram o sobredito : “ 701 FALTA DE PAGAMENTO, FALTA DE DECLARAÇÃO OU DECLARAÇÃO INEXATA 701.01 Competências : 06/2007 a 13/2007 Lei n. 8.212, de 24.07.91, 35A (combinado com o art. 44, inciso I da Lei n. 9.430, de 27.12.96), ambos com redação da MP n. 449 de 04.12.2008, convertida na Lei n. 11.941, de 27.05.2009. Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35, aplica se o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 1996.” ( grifos de minha autoria) Isto exposto, reparando que a penalidade em tela é de ser observada para fatos geradores posteriores aos do lançamento em comento, reputo nula a aplicação multa de ofício aplicada no presente Auto de Infração. A análise do Auto de Infração às fls. 02 fornece informação de que não se imputaram à infração a penalidade de MULTA DE MORA. Neste sentido há que se observar o princípio da “ non reformatio in pejus ” descabendo majorar o lançamento bem como o “decisium” “ ad quod ” que não procederam oportunamente ao necessário reajuste ora precluso. CONCLUSÃO. Conheço do Recurso, para NO MÉRITO DARLHE PROVIMENTO PARCIAL determinando a ANULAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Relator Fl. 3147DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10925.905145/2010-19
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed May 04 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006
PAF. RECURSO ESPECIAL. CONHECIMENTO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA.
Para que o recurso especial seja conhecido, é necessário que a recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de Acórdão paradigma em que, enfrentando questão fática equivalente, a legislação tenha sido aplicada de forma diversa.
Hipótese em que a decisão apresentada a título de paradigma trata de questão diferente daquela enfrentada no Acórdão recorrido.
Numero da decisão: 9303-013.043
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(documento assinado digitalmente)
Adriana Gomes Rego - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
Nome do relator: Luiz Eduardo de Oliveira Santos
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego - Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
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RECURSO ESPECIAL. CONHECIMENTO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA. Para que o recurso especial seja conhecido, é necessário que a recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de Acórdão paradigma em que, enfrentando questão fática equivalente, a legislação tenha sido aplicada de forma diversa. Hipótese em que a decisão apresentada a título de paradigma trata de questão diferente daquela enfrentada no Acórdão recorrido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego - Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 90 51 45 /2 01 0- 19 Fl. 456DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9303-013.043 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905145/2010-19 Trata-se de Recurso Especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional, contra a decisão consubstanciada no Acórdão nº 3301-009.552, de 27/01/2021 (fls. 391/410), proferida pela 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de julgamento do CARF, que deu parcial provimento ao Recurso Voluntário apresentado. Do Pedido de Ressarcimento Trata o presente processo de análise do Pedido de Ressarcimento (PER), com o objetivo de ser ressarcida do crédito da COFINS, não cumulativa - Mercado Interno, referente ao 1º trimestre de 2006, com respaldo no artigo 3º da Lei nº 10.833, de 2003. Visando compensar débitos próprios, transmitiu a respectiva PER/DCOMP. Dos termos do Despacho Decisório de fls. 288/305, observa-se que foi efetuada a glosa de créditos decorrentes de várias operações que, no entendimento da Fiscalização, não geram direito a crédito, nos termos da legislação aplicável ao regime de apuração da contribuição. Assim, com base na documentação apresentada pelo contribuinte, relacionou, por linha do DACON, as seguintes operações que, no seu entender, não geram direito a crédito, com as respectivas fundamentações: - Linha 02 – Bens utilizados como insumos e Linha 03 – Serviços utilizados como insumos: trata-se de aquisições de bens e serviços que não enquadrados como insumos, tais como despesas com aquisições de para-choques, vidros, lanternas, painéis internos e equipamentos de rastreamento, portas, quebra-vento, material de pintura, placas, farol auxiliar, cama, cozinha, tacógrafos, horímetro, entre outros, bem como as despesas com os serviços gerais, de solda, regulagens, socorro, lavagens dos veículos, etc. e, quanto às despesas com rastreamento da frota e no tocante às despesas com o pagamento de pedágio; e Linha 10 – Sobre Bens do Ativo Imobilizado (Com base no valor de aquisição) - Em que pese o valor contabilizado ser diferente daquele indicado na nota fiscal, esta indica claramente que a aquisição direta não foi realizada pela pretendente do crédito/ressarcimento. Assim, procedeu à glosa de créditos referentes a essas despesas, resultando no reconhecimento parcial do direito creditório. Da Manifestação de Inconformidade e Decisão de 1ª Instância Cientificada do Despacho Decisório, a Contribuinte apresentou a Manifestação de Inconformidade de fls. 323/337, alegando, em síntese, que: - alega que a Fiscalização utilizou uma interpretação restritiva do conceito de insumo para fundamentar o indeferimento do pedido, uma vez que insumo possui ampla acepção e, cita os arts. 2º e 3º das Leis nºs. 10.637/2002 e 10.833/2003. Defende que os bens e serviços adquiridos pela requerente não podem ser glosados, já que a norma concessiva do beneficio é ampla, e os dispositivos que o restringem são específicos e pontuais; tanto os bens, quantos os serviços são utilizados para a manutenção da frota de veículos, sendo indispensáveis à qualidade da prestação do serviço de transporte; - quanto às despesas com rastreamento da frota, alega que são indispensáveis ao transporte rodoviário de cargas e, por tanto, se caracterizam como insumo. No tocante às despesas com pedágio, destaca que as despesas da requerente não se referem ao vale-pedágio, mas a valores que saíram do caixa da requerente utilizados para o pagamento de pedágio. Frisa que a Lei n° 10.209/2001, utilizada pelo fiscal como fundamento à glosa do crédito, não se aplica ao caso dos autos, que objetiva o ressarcimento do crédito de PIS/Cofins em relação às despesas com pedágio no primeiro trimestre do ano de 2006. Que o mesmo ocorre com as despesas com Fl. 457DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9303-013.043 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905145/2010-19 agenciamento de carga, uma vez que se tratariam de serviço aplicado diretamente na atividade da empresa de transportes de cargas. - informa em sua defesa que as Leis n° 10.637/2002 e n° 10.833/2003, ao estabelecerem a possibilidade de creditamento dos encargos de depreciação e amortização de bens que integram o ativo imobilizado da empresa, não fizeram qualquer vedação ao período em que os bens foram adquiridos. A DRJ em Fortaleza (CE), apreciou a Manifestação de Inconformidade que, em decisão consubstanciada no Acórdão nº 08-45.182, de 28/11/2018 (fls. 340/363), considerou julgar procedente em parte a Manifestação apresentada, para anulação da glosa efetivada pela autoridade fiscal sobre os bens e serviços utilizados na manutenção da frota. Nessa decisão a Turma decidiu que, (i) os serviços de manutenção, bem assim as partes e peças de reposição, empregados em veículos utilizados na prestação de serviços de transporte, desde que não estejam obrigadas a integrar o ativo imobilizado, por resultar num aumento superior a um ano na vida útil dos veículos, são considerados insumos aplicados na prestação de serviços de transporte, (ii) não geram crédito os gastos relativos a rastreamento de veículos e cargas, seguros de qualquer espécie, agenciamento de frota e gastos com pedágio, uma vez que estes itens não configuram serviços aplicados ou consumidos na prestação de serviço de transporte rodoviário de carga, e o gasto com pedágio pelo uso da via é legalmente atribuído ao contratante do transporte; (iii) o contrato de arrendamento mercantil apresentado sem a devida comprovação de sua natureza, através de documentos hábeis e idôneos, enseja a manutenção das despesas glosadas. Recurso Voluntário Cientificada da decisão de 1ª Instância, o Contribuinte apresentou Recurso Voluntário de fls. 371/387, reprisando, na parte que que não lhe foi favorável, os argumentos da Manifestação de Inconformidade, acrescentando, em resumo, que: - discorre sobre o conceito de insumos, entendendo pela aplicação dos critérios adotados pelo STJ no julgamento do REsp n. 1.221.170-PR, sob o rito do art. 543-C do CPC de 1973, o qual deu uma interpretação mais extensiva ao conceito de insumo, considerando os critérios da essencialidade ou relevância dos gastos. - assevera que a realização de suas atividades de transporte implica uma série de despesas, dentre as quais, por serem relevantes para o presente caso, destaca a despesas com o pedágio, o arrendamento mercantil, despesas de depreciação de bens do ativo imobilizado. Acórdão/CARF O recurso foi submetido a apreciação da Turma julgadora e foi exarada a decisão consubstanciada no Acórdão nº 3301-009.552, de 27/01/2021 (fls. 391/410), proferida pela 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de julgamento do CARF, que deu parcial provimento ao Recurso Voluntário apresentado. Nessa decisão o Colegiado assentou que as despesas consideradas como essenciais e relevantes, desde que incorridas no processo produtivo da Contribuinte, geram créditos de PIS e COFINS no regime não cumulativo, conforme entendimento em sede de recursos repetitivos do STJ no REsp nº 1.221.170-PR, e reconheceu os créditos relativos aos pedágios suportados pela Fl. 458DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9303-013.043 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905145/2010-19 Contribuinte na sua atividade de transporte e também reconhece os créditos relativos a depreciação de bens do ativo imobilizado até 2004. Recurso Especial da Fazenda Nacional Regularmente notificado do Acórdão nº 3301-009.552, de 27/01/2021, a Fazenda Nacional apresentou Recurso Especial de fls. 413/422, apontando divergência com relação à seguinte matéria: à possibilidade de tomada de créditos das contribuições sociais não cumulativas sobre o valor das despesas com pedágios. Para tanto, indica como paradigma o Acórdão nº 3401-002.857, alegando que: No Acórdão recorrido a Turma defende que os gastos com pedágio suportados pela própria transportadora podem ser considerados insumos para a prestação do serviço de transporte de cargas, permitindo a apuração do crédito. Por essa razão, reverteu a glosa respectiva. Por outro lado o Acórdão paradigma, decidiu que o Acórdão da DRJ manteve a glosa das despesas com pedágios, por entender que tais despesas seriam arcadas pelo contratante do serviço de transporte, não integrando o frete. Dispõe o art. 2º da Lei n° 10.209/01, inclusive, que o valor do vale-pedágio não constituirá base de cálculo das contribuições sociais. Ante as considerações acima, restou claramente comprovado o dissídio jurisprudencial quanto ao direito dos créditos em relação às despesas com os pedágios. Assim, com os fundamentos do Despacho de Exame de Admissibilidade do Recurso Especial – da 3ª Câmara, de 05/05/2021, exarado pelo Presidente da 3ª Câmara da 3ª Seção (fls. 445/449), deu seguimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Contrarrazões do Contribuinte Regularmente notificada do Despacho acima que deu seguimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, o Contribuinte NÃO apresentou suas contrarrazões nos autos, conforme noticia o Despacho de fls. 454. O processo, então, foi sorteado para este Conselheiro para dar prosseguimento à análise do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator. Conhecimento O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, conforme consta do Despacho de Admissibilidade de Recurso Especial - 3ª Câmara, de 05/05/2021, exarado pelo Presidente da 3ª Câmara da 3ª Seção/CARF às fls. 445/449. Contudo, em face da análise efetuada no paradigma apresentado, entendo ser necessária uma apuração dos demais requisitos de admissibilidade referente à matéria provida no Exame de Admissibilidade. Isto porque entendo que, a Fazenda Nacional não haver conseguido Fl. 459DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 9303-013.043 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905145/2010-19 a efetiva demonstração da semelhança de situações fáticas, razão pela qual não se comprovaria a divergência suscitada no Recurso Especial interposto. Explico. No especial, a Fazenda Nacional suscita divergência jurisprudencial de interpretação da legislação tributária quanto à (im)possibilidade de tomada de créditos das contribuições sociais não cumulativas sobre “o valor pago com as despesas com pedágios”. Para tanto, indica como paradigma o Acórdão nº 3401-002.857, de 27/01/2015. No Acórdão recorrido, a Turma assentou que os gastos com pedágio suportados pela própria transportadora podem ser considerados insumos para a prestação do serviço de transporte de cargas, permitindo a apuração do crédito. Por essa razão, reverteu a glosa respectiva. No dispositivo do Acórdão recorrido, restou assentado que, “(...) Acordam os membros do colegiado, (...) para reconhecer os créditos relativos aos pedágios suportados pela Recorrente na sua atividade de transporte”. (Grifei) De outro lado, o Acórdão paradigma nº 3401-002.857, de 2015, tem a seguinte ementa, na parte que interessa ao caso: DESPESAS COM PEDÁGIO. NÃO SE ENQUADRAM COMO INSUMO. Despesas com vale-pedágio não podem gerar crédito de PIS e COFINS, devendo ser mantida a glosa realizada pela autoridade fiscal. Veja-se trecho do voto condutor do Acórdão: 3.1 DESPESAS COM PEDÁGIO O acórdão da DRJ manteve a glosa das despesas com pedágios, por entender que tais despesas seriam arcadas pelo contratante do serviço de transporte, não integrando o frete. Dispõe o art. 2º da Lei n° 10.209/ 01, inclusive, que o valor do vale-pedágio não constituirá base de cálculo das contribuições sociais: Art. 2º O valor do Vale Pedágio não integra o valor do frete, não será considerado receita operacional ou rendimento tributável, nem constituirá base de incidência de contribuições sociais ou previdenciárias. (Grifei) Desta forma, as despesas com vale-pedágio não podem gerar crédito de PIS e COFINS, devendo ser mantida a glosa realizada pela autoridade fiscal. (Grifei) Importante observar que no relatório do Acórdão recorrido (com base na decisão da DRJ), descreve a seguinte informação: “(...) No tocante às despesas com pedágio, destaca que as despesas da requerente não se referem ao vale-pedágio, mas a valores que saíram do caixa da requerente utilizados para o pagamento de pedágio. Frisa que a Lei n° 10.209/2001, utilizada pelo fiscal como fundamento à glosa do crédito, não se aplica ao caso dos autos, que objetiva o ressarcimento do crédito de PIS/Cofins em relação às despesas com pedágio no primeiro trimestre do ano de 2006. E desta forma, analisou o recorrido no voto condutor: “Despesas de Pedágio - Em relação ao pedágio, a Recorrente afirma que, apesar de ser beneficiada com a disciplina da Lei n. 10.209/2001, a lei do Vale-Pedágio, ela pretende se creditar dos dispêndios com pedágio nos casos em que não se vale do benefício. Explica que embora exista a previsão legal, e a obrigação de recolher o valor do pedágio tenha sido transferida aos embarcadores ou equiparados, isto é, aos clientes da recorrente, é, na realidade, a recorrente, em razão de suas relações negociais, quem, muitas vezes, acaba recolhendo os valores. Afirma que seus clientes aceitam contratar o transporte apenas sob a condição de que a recorrente pagará os gastos com o pedágio. Daí, para manter a relação negocial e, automaticamente, o seu negócio, a recorrente vê- se obrigada a ceder e pagar o pedágio. Somente razoável, nessas condições, que Fl. 460DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 9303-013.043 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905145/2010-19 os custos envolvendo o pagamento de pedágio representem crédito de PIS e COFINS. Assevera que o pagamento dos pedágios é essencial para sua atividade, que é transporte, pois sem tal pagamento não poderá transitar por certas vias e realizar o transporte. Neste ponto, creio que a Recorrente tem razão, que os gastos com pedágio suportados pela própria transportadora podem ser considerados insumos para a prestação do serviço de transporte de cargas, permitindo a apuração do crédito”. Como se vê, no Acordão recorrido debate o direito de crédito de despesas efetivamente suportadas e pagas pelo Contribuinte (valores que saíram do caixa da empresa), que é prestador de serviços de transporte de carga, por força de disposição contratual e relação negocial. A análise se deu sobre dispêndios com pedágio nos casos em que não se vale do benefício (vale-pedágio). De outro lado, a questão de fundo discutida no Acórdão paradigma, julgou recurso voluntário que controvertia a possibilidade de se creditar de gastos com o Vale- Pedágio, por entender que tais despesas seriam arcadas pelo contratante do serviço de transporte, não integrando o frete. E conclui que, dispõe o art. 2º da Lei n° 10.209, de 2001, inclusive, que o valor do vale-pedágio não constituirá base de cálculo das contribuições sociais. Assim, verifica-se de imediato, o afastamento da possibilidade de se estabelecer comparação e deduzir divergência de entendimentos entre os Acórdãos confrontados (recorrido e paradigma), pois trata-se de situações fáticas distintas. No paradigma, discute-se apropriação de créditos sobre dispêndios com o vale-pedágio (art. 2º da Lei n° 10.209, de 2001); no recorrido não se discute esse tipo de despesas e sim, dispêndios com pedágio, porém nos casos em que não se vale do benefício do vale-pedágio. Portanto, não há como formar uma divergência de interpretação da legislação, requisito de admissibilidade do recurso, quando inexiste uma similitude fática demonstrada. Isto posto, não conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Conclusão Em vista do exposto, voto no sentido de não conhecer do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. É como voto. (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 461DF CARF MF Documento nato-digital
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