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Numero do processo: 13502.000311/2004-00
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2002
CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA.
Extingue-se em cinco anos a contar do fato gerador o direito de a Fazenda constituir o crédito tributário, na hipótese de existência de pagamento antecipado.
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 9.718/98. INSTÂNCIAS
ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA.
As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal na sistemática prevista pelos artigos 543-B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
Assunto: Contribuição para o PIS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/1999, 01/03/1999 a 30/04/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/11/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 31/03/2000, 01/06/2000 a 31/07/2000, 01/09/2000 a 31/10/2000, 01/06/2001 a 30/06/2001, 01/09/2001 a 31/12/2001, 01/02/2002 a 28/02/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 01/07/2002 a 30/11/2002
BASE DE CÁLCULO. RECEITAS AUFERIDAS. TOTALIDADE.
Em razão da declaração de inconstitucionalidade do art. 3°, § 1°, da Lei n° 9.718/1998, as receitas financeiras somente poderão ser exigidas após a alteração legislativa promovida pela Lei n° 10.637/1998.
Numero da decisão: 3803-001.879
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2002 CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. Extingue-se em cinco anos a contar do fato gerador o direito de a Fazenda constituir o crédito tributário, na hipótese de existência de pagamento antecipado. INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 9.718/98. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal na sistemática prevista pelos artigos 543-B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assunto: Contribuição para o PIS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/1999, 01/03/1999 a 30/04/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/11/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 31/03/2000, 01/06/2000 a 31/07/2000, 01/09/2000 a 31/10/2000, 01/06/2001 a 30/06/2001, 01/09/2001 a 31/12/2001, 01/02/2002 a 28/02/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 01/07/2002 a 30/11/2002 BASE DE CÁLCULO. RECEITAS AUFERIDAS. TOTALIDADE. Em razão da declaração de inconstitucionalidade do art. 3°, § 1°, da Lei n° 9.718/1998, as receitas financeiras somente poderão ser exigidas após a alteração legislativa promovida pela Lei n° 10.637/1998.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2002 CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. Extinguese em cinco anos a contar do fato gerador o direito de a Fazenda constituir o crédito tributário, na hipótese de existência de pagamento antecipado. INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 9.718/98. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal na sistemática prevista pelos artigos 543B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assunto: Contribuição para o PIS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/1999, 01/03/1999 a 30/04/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/11/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 31/03/2000, 01/06/2000 a 31/07/2000, 01/09/2000 a 31/10/2000, 01/06/2001 a 30/06/2001, 01/09/2001 a 31/12/2001, 01/02/2002 a 28/02/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 01/07/2002 a 30/11/2002 BASE DE CÁLCULO. RECEITAS AUFERIDAS. TOTALIDADE. Em razão da declaração de inconstitucionalidade do art. 3°, § 1°, da Lei n° 9.718/1998, as receitas financeiras somente poderão ser exigidas após a alteração legislativa promovida pela Lei n° 10.637/1998. Fl. 290DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 11 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, Andréa Medrado Darzé, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 1513.360 – 4ª Turma da DRJ/SalvadorBA, de 07 de agosto de 2007, fls. 224 a 235, que indeferiu a solicitação. O lançamento decorre do procedimento fiscal de verificação do cumprimento das obrigatórias tributárias e observando a Fiscalização as alterações introduzidas pela Lei 9.718, de 1998 foram apuradas divergências entre os valores devidos de PIS e os valores declarados/pagos pelo contribuinte. Informou a Fiscalização que a autuada adotou o Regime de Competência para o cálculo das variações monetárias em função da taxa de câmbio, por determinação legal, em 1999, e por opção, a partir de 2000. Em sua impugnação, fls. 162/213, a interessada reconheceu como não litigiosa a parcela do auto correspondente ao PIS incidente sobre as receitas com serviços e sobre receitas diversas. Relacionou essas receitas e informou a providencia de efetuar o pagamento da contribuição correspondente, no valor de R$ 3.179,15; No mais, alegou, em síntese, que: a) no momento do lançamento já estava extinto o direito de constituir o crédito tributário relativo aos meses de janeiro a maio de 1999, nos termos do art. 150, § 4º, do CTN; b) o auto de infração exige PIS sobre ganhos cambiais e financeiros, valores esses que não se enquadram no conceito de faturamento – que corresponde ao somatório das receitas decorrentes da venda de mercadorias ou de serviços em flagrante violação ao art. 195, I, da CF/88, na redação vigente quando da publicação da Lei n° 9.718/98, e ao art. 110 do CTN, conforme já decidido pelo STF e STJ; c) exige o PIS sobre ganhos cambiais e financeiros ainda não realizados, valores que não se inserem no âmbito de incidência dessas contribuições, tal como definido pela própria Lei n° 9.718/98, já que não correspondem a receitas definitivamente auferidas; d) exige o PIS sobre reversões de perdas cambiais e financeiras apropriadas pelo regime de competência, as quais, por configurarem mera recuperação de perda, e não o Fl. 291DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 11 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 13502.000311/200400 Acórdão n.º 3803001.879 S3TE03 Fl. 285 3 ingresso de novas receitas, estão compreendidos na hipótese de exclusão da base de cálculo, prevista no § 2°, II, do art. 3° da Lei n° 9.718/98. Em julgamento da lide, a DRJ/Salvador assentou não estarem decaídos os períodos de apuração de janeiro a maio 1999, embora reconheça que a contribuição se insere, como a maioria dos tributos, no rol dos lançamentos por homologação, nos termos do art. 150 do CTN. Todavia, fundouse na ressalva constante do parágrafo quarto do dito artigo, para convalidar o lançamento feito sob o amparo do inciso I, do artigo 45, da Lei n° 8.212, de 1991, que estabelece o prazo de dez anos. Sobre a contestação da ampliação da base de cálculo do PIS, sob o argumento da inconstitucionalidade da Lei n° 9.718, de 1998, registrou que o controle jurisdicional da constitucionalidade das leis é matéria privativa do Poder Judiciário, por determinação da Constituição Federal. No mérito, quanto à utilização das receitas de aplicação financeira e de variação monetária na apuração da base de cálculo do PIS, admitiu o caráter amplo do art. 3º, § 1°, da Lei n° 9.718, de 1998, e, nos termos do § 2°, do mesmo artigo, as exclusões da base de cálculo de forma estreita, quase residual. Assentou que os ingressos de valores na empresa compõem a base de cálculo da Cofins, por expressa determinação legal, não se perquirindo sobre os aspectos do acréscimo patrimonial levantado pelo impugnante. Por sua vez, o disposto no art. 9°, ao tratar das variações monetárias ativas dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, as coloca de forma expressa na conceituação de "receitas financeiras", incluindoas na base de cálculo do PIS e da Cofins. Em face da opção do contribuinte pelo regime de competência, para apropriação das variações monetária em função da taxa de câmbio, faculdade permitida após janeiro de 2000, pela Medida Provisória n° 1.85810, de 26 de outubro de 1999, com os acréscimos da Medida Provisória 1.99114, de 11 de fevereiro de 2000, dispôs que não cabe pretender ser autuado conforme o regime de caixa, embora seja a regra automática trazida pela alteração, com a apropriação quando da efetiva liquidação. Cientificada da decisão em 11 de setembro de 2007, irresignada, a interessada apresentou o recurso voluntário de fls. 248 a 280, em 08 de outubro de 2007, atestada pelo documentos de fls. 282/283, em que maneja os mesmos argumentos da impugnação. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Preliminar de decadência Fl. 292DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 11 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 O lançamento foi efetuado sobre diferenças verificadas entre o declarado/pago e o devido, calculado sobre valores de receitas de variações cambiais ativas, e teve ciência do contribuinte em 11 de junho de 2004, AR à fl. 159. Ante o fato de ter havido pagamento, o prazo decadencial obedece à contagem prevista no art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional, reformandose, neste ponto a decisão recorrida, para afastar o fundamento sobre que subsistiu o auto de infração, o art. 45, da Lei nº 8.212, de 1991, em face de sua inconstitucionalidade, declarada pelo Supremo Tribunal Federal, e conseqüente Súmula Vinculante nº 08. Desse modo, encontramse fulminados pela decadência os períodos de apuração anteriores a junho de 1999, subsistindo a esta regra os períodos de apuração janeiro, março e abril de 1999. Preliminar acolhida. Mérito A exigência em foco envolve receitas financeiras, na forma de variações cambiais ativas. Em face da declaração de inconstitucionalidade do art. 3°, § 1°, da Lei n° 9.718/98, por ter ampliado a base de cálculo das contribuições desprovida do fundamento de validade, dispositivo cuja eficácia não pode ser convalidada pela EC 20/98, não pode a contribuição para o PIS incidir sobre essas receitas antes da alteração legislativa promovida pela Lei n° 10.637/2002. Como se pode ver dos autos, os períodos de apuração ora exigidos são anteriores à vigência da Lei n° 10.637/2002. A inconstitucionalidade do art. 3°, § 1°, da Lei n° 9.718/98 é, hoje, matéria para a qual se curva este Conselho, porquanto foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal como de repercussão geral e em decisão plenária definitiva declarada por aquele C. Tribunal, na sistemática prevista no art. 543B do CPC. As decisões daquela Corte tomadas nessa circunstância devem ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, consoante o que reza o art. 62A do Regimento Interno do CARF, verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Pelo exposto, voto por acolher a preliminar de decadência, declarando decaídos os períodos de apuração anteriores a junho de 1999, e, no mérito, por DAR PROVIMENTO ao recurso. Sala das sessões, 11 de agosto de 2011 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 293DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 11 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 13502.000311/200400 Acórdão n.º 3803001.879 S3TE03 Fl. 286 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 13502.000311/200400 Interessada: SOTEPSOCIEDADE TÉCNICA DE PERFURAÇÃO S.A. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 3803001.879, de 11 de agosto de 2011, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 11 de agosto de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 294DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 11 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 6 Fl. 295DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/08/20 11 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 11065.100267/2007-42
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 02 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jul 02 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA o PIS/PAsEP
Exercício: 2006
PIS NÃO CUMULATIVO. DIREITO A CRÉDITO. DESPESAS E CUSTOS DISSOCIADOS DO CONCEITO DE INSUMO. DESCABIMENTO.
Existe vedação legal para o creditamento de despesas que não
podem ser caracterizadas como insunios dentro da sistemática de
apuração de créditos pela não-cumulatividade de PIS e de Cofins.
Recurso negado.
Numero da decisão: 202-19.127
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: GUSTAVO KELLY ALENCAR
1.0 = *:*
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materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA o PIS/PAsEP Exercício: 2006 PIS NÃO CUMULATIVO. DIREITO A CRÉDITO. DESPESAS E CUSTOS DISSOCIADOS DO CONCEITO DE INSUMO. DESCABIMENTO. Existe vedação legal para o creditamento de despesas que não podem ser caracterizadas como insunios dentro da sistemática de apuração de créditos pela não-cumulatividade de PIS e de Cofins. Recurso negado.
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CCO2/CO2 • Má. 147- -""; ".• '''..: . MINISTÉRIO DA FAZENDA *unti„",-;0, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA phnintel ----Processo e- 11065:100267/2007-42 of.seet ocattecbetiiii--pois:01_1o_, • . Recurso n• 149.576 Voluntário o Nows Matéria PIS Acórdão n• 202-19.127 ME - SEGUN:00 CONMR0 DE 17.0N1 kussiiiírES CONFERE COM O OFJOINAL Sessão de 02 de julho de 2008 Brasília. JS , 0 11 I Cd Recorrente H. KUNTZLER E CIA. LTDA. Nana Cláudia Silva Castro 44, Mat, Siape 92136 Recorrida DRJ em Porto Alegre - RS 4 AssuNTo: CONTRIBUIÇÃO PARA o PIS/PAsEP Exercício: 2006 PIS NÃO CUMULATIVO. DIREITO A CRÉDITO. DESPESAS E CUSTOS DISSOCIADOS DO CONCEITO DE INSUMO. DESCABIMENTO. Existe vedação legal para o creditamento de despesas que não podem ser caracterizadas como insunios dentro da sistemática de apuração de créditos pela não-cumulatividade de PIS e de Cofins. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORD mbros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CO1)PtRmUrNTESk por unanimidade de votos, em negar provimento ao reallSO. . i C61"444£{1ANT IO CARLOS TULIM Presidente \.....L G AVO ALENCARkfl, Rel tor Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Nadja Rodrigues Romero, Antônio Lisboa Cardoso, Antonio Zomer, Domingos de Sá Filho e Maria Teresa Martinez López. 1 .. , • Processo n° 11065.100267/2007-42 CCO2/CO2 Acórdão n.• 202-19.127, -- Fls. 148 I" INF - SEGik113 (Assai.° GE •I`Uml nvatai:LS CONFEM COMO OFJGIN.AL Brasilia A p 06 po'___t_ lvana Cláudia Silva Castro',.' ; Relatório Mat. Slane 92136 __ — — - ---- -- - - - -- Trata-se- de pedido- de- feilliciii—ento de saldo credor de PIS não cumulativo_k relativo a julho a dezembro de 2006. A contribuinte adota a tributação com base no lucro real, realizando vendas diretas ao exterior e a comerciais exportadoras com o intuito de exportação. A contribuinte deixou de oferecer à tributação o ICMS transferido a terceiros, amparado por decisão judicial que assegura ao contribuinte o direito de excluir da base de cálculo do PIS e da Cofin.s o valor relativo aos créditos de ICMS transferidos a terceiros. • Prossegue a fiscalização informando que há despesas e/ou custos sem direito a crédito de PIS, conforme fls 79/80: auxilio creche, serviços de terceiros, manutenção e reparos, despesas com veículos, custos com importação (despachantes), assistência médica e odontológica, assistência farmacêutica, tratamento de resíduos industriais, transporte de pessoal, formação profissional, lanches e refeições, programa de alimentação ao trabalhador — PAT, comissões sobre vendas, serviços de despacho aduaneiro, propaganda e publicidade, assistência técnica e jurídica e outros. As irregularidades fiscais são consolidadas, há glosa parcial dos créditos e é apurado o direito creditório da contribuinte. , A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, onde alega que as glosas foram indevidas e pleiteia a utilização da taxa Selic. A DRJ em Porto Alegre - RS manteve o lançamento, alegando que existe vedação legal para o creditamento de despesas e custos que não possam ser caracterizados como insumos. Recorre a contribuinte essencialmente repisando os argumentos de sua impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro GUSTAVO KELLY ALENCAR, Relator Preenchidos os requisitos de admissibilidade, do recurso conheço. A legislação regente do PIS não cumulativo prevê expressamente que dão direito a crédito os bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção e fabricação de bens e produtos destinados a venda. No caso, pela relação de fls. 79/80, absolutamente nenhuma ligação as mesmas têm com a produção, não se enquadrando, portanto no conceito de insumo, que advém do IPI: \ ) 2 % - • - .. _ ... . MF - SECIUN n30 COSSI.LhO GE. '.....1. .4'41a .... • .,, . Processo? 11065.100267/2007-42 CONFERE COMO (.11-S3ae-a. CCO2/CO2n Acórdão n.• 202-19.127 Brasília, .25, cij g 0Y Fb. 149. .1. lvana Cláudia Sitva Castro • e 4./ Mp t. Siape92l3S O Parecer Normativo CST n2 65/79, aclarando o alcance do Regulamento do IPI, aduziu que os produtos intermediários e as matérias-primas que não integrem o produto final mas que sofram, em função da ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, i alterações tais como o desgaste, o dano ou perda de propriedades físicas ou químicas também - t_ __--- --- darão margem ao-creditamentdipãra-efeitos de IPI, por enquadrarem-se no conceito de insumo. Assim, o que deve ser perquirido para sabermos quais produtos dão margem ao chamado creditamento básico é identificarmos se eles entram no processo produtivo, ou integrando o produto final, quando não cabe maiores digressões, ou quando exercem ação direta sobre o produto em fabricação, ficando demonstrado seu desgaste físico e/ou químico. Toda a controvérsia dos autos gira em tomo da segunda hipótese, ou seja, insumos que não integram diretamente o produto final. Assim, havendo ação direta no processo produtivo e sofrendo desgaste físico 1 e/ou químico, a mim fica aclarado que há direito ao creditamento de tais valores. No caso, as despesas nada têm a ver com o conceito de insumos, como se vê da relação já mencionada: auxílio creche, serviços de terceiros, manutenção e reparos, despesas com veículos, custos com importação (despachantes), assistência médica e odontológica, assistência farmacêutica, tratamento de resíduos industriais, transporte de pessoal, formação profissional, lanches e refeições, programa de alimentação ao trabalhador — PAT, comissões sobre vendas, serviços de despacho aduaneiro, propaganda e publicidade, assistência técnica e jurídica e outros. Logo, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 02 de julho de 2008. GU VONII(kALENCAR \;;i 3 Page 1 _0018600.PDF Page 1 _0018700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10715.004584/96-79
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 12 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Jul 12 00:00:00 UTC 2006
Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL. "Aparelhos transmissores para rádio
chamada que operam na freqüência de 931.8125 Mhz".
Classificação fiscal NBM/SH 8525.10.0199 "aparelhos transmissores (emissores) para radiologia, radiodifusão ou televisão, mesmo incorporando um aparelho de recepção ou um aparelho de gravação ou de reprodução de som [...]"
Não aplicabilidade da NBM/SH 8525.20.0200, vez que transmissor e o receptor são equipamentos separados e independentes, sendo que o aparelho importado, qual seja, GLT 8500 não exerce a função de receptor, nem têm a ele incorporado, nem podem ser classificados como aparelhos de Radiodifusão e/ou de Televisão.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 303-33.325
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passa" a integrar o presente julgado. A Conselheira Nanci Gama declarou-se impedida
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T00:06:57Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T00:06:56Z; Last-Modified: 2009-08-07T00:06:57Z; dcterms:modified: 2009-08-07T00:06:57Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T00:06:57Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T00:06:57Z; meta:save-date: 2009-08-07T00:06:57Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T00:06:57Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T00:06:56Z; created: 2009-08-07T00:06:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-08-07T00:06:56Z; pdf:charsPerPage: 1532; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T00:06:56Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 10715.004584/96-79 Recurso n° : 127.299 Acórdão n° : 303-33.325 Sessão de : 12 DE JULHO DE 2006 Recorrente : TWW DO BRASIL S/A Recorrida : DRJ-FLORIANOPOLIS CLASSIFICAÇÃO FISCAL. "Aparelhos transmissores para rádio chamada que operam na freqüência de 931.8125 Mhz". Classificação fisCal NBM/SH 8525.10.0199 "aparelhos • transmissores (emissores) para radiologia, radiodifusão ou televisão, mesmo incorporando um aparelho de recepção ou um aparelho de gravação ou de reprodução de som [...]" Não aplicabilidade da NBM/SH 8525.20.0200, vez que • transmissor e o receptor são equipamentos separados e • independentes, sendo que o aparelho importado, qual seja, GLT • 8500 não exerce a função de receptor, nem têm a ele incorporado, nem podem ser classificados como aparelhos de Radiodifusão e/ou de Televisão. •' Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passa" a integrar o presente julgado. A Conselheira Nanci Gama declarou-se impedida. A jwfJcd ANELIS 'IRE p O Presidente g . , W,1011 i; §" D 0.STA Relator Formalizado em: 31 AG 2006 Participaram, ainda, do presente julgame o, os Conselheiros: Zenaldo Loibman, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Nilton Luiz : artoli, Tarásio Campelo Borges e Luis Carlos Maia Cerqueira (Suplente). Ausente o Conselheiro Sérgio de Castro Neves. DM 1. • • - • Processo n"- ' 10715.004584/96-79. •• c_ •.Acórdão n°' •• • 303-33.325,. , , • • .;% . RELATORIO ,•••.: , . :•• . • - • " •_- • ... ' • -; • • • ` • Pela clareza das informações prestadas; -adoto o relatório proferido = pelo ilustre Conselheiro João Holanda Costa, o qual passo itransdrevè-lo: • • •i• • ••• .".Contra -Warburg Paging do Brasil Ltda., foi lavrado o- auto de • infração de-flà. 01 : a 09 para exigir o pagamento de R$ 65.474,29 (sessenta e cinco •, , 2";•,' :;',1,..iru' l:quatrOCeiità's-e'Sétenta e quatro, reais e vinte e . nove Centavos), dê ,Imposto de •••••„.• • ...• . ,,....irripOtta.çaó:.(n);igiial...valor de multi de lançamento de Oficio do II, nos tentos do • ••••••• "':•-=°art; "4,; •1 da`Lei"n!,',8.218 •de 29/08/1991 - DOU 30/08/1991; : R$ 104 425,02 (cento e quatro mil quatrocentos e vinte, e cinco reais e dois centavos) . de multa por . '7,'...•.:..-2-;,.., infração sadriiinistratiVa'ad controle das importações; nos termos capitulados nó art 110 . • 526'. inciso ' II dó' Regulamento Aduaneiro (importar Mercadoria do exterior sem' • - • • . . . . • . • Guia ‘. de •• Importação , ou documento • equivalente financeiros ou . cambiais); R$ "•• '-`'...13'..523,38,(treze mil quinhentos e vinte e três reais e trinta e oito centavos) a título Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), .-, igual valor de multa de• . Y.lançamento de oficio dolPI, nos termos do • art. 364, - inciso II do Regulamento do " ••• • -•• 2-:-Imposto sobre Produtos Industrializados (RIPI) (art: 80, J da' Lei .n° 4.502 de . • é juros de Mora. . .• *.- • . • kaiitoridade fiscal entendeu ter havido falta de recolhimento do II *e IPI";1"-além "cle ' falta de' Guia de Importação' (GI), uma vez feita, de oficio, a, t • • • • vl .reclás. s. ifiCaçãO , fiscal das" mercadorias importadas, • de ...que trata a Declaração de .." IdiPortaçãà (DI) n" " 030845 (fls. 14/15.e19 a 28), adições 003 (fl. 21), 005 (fl. 23), 006 ••,(fl 24); 007. (fl. -. 26) e 008 (fl. 25), registrada na Alfândega do *Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro em 05/07/1996 e desembaraçada em_27/08/1996 (fl. s • 15).-s. . , : ' -• ' "•• • Q•processo cogita . uma importação de 21 .(vinte e•um)SaparelhOs. . , "ah :•. traãhissOres` Pata ,rádio- chamada gim operam na freqüência -de. , 931:8125 Mhz, Walém de componentes descritos nas já referidas adições e •à ff: ..02, aos quais a -•importadora 'atribuiu códigos específicos individualizados' em se tratando• de partes e • • . , A - fiscalização, porém, -verificou que o, importador, além de , • • . • . pretender'. .- sé beneficiar,. indevidamente, de "ex" tarifário, relativamente às . mercadorias: descritas nas adições 003, 006 e 008 declarou, também, "de forma irregular,' as mercadorias das adições 003, 005, 006, 007,, 008 e parte da 009,, pois• •. • . • , ...na real , páginaszpara transmissão da linha de rádio satélite ou ciclo de RF que envia . • ..• • ondas, , ,na tempo certo,,-- -a • um outro sistema transmissor associado, composto por21 , •;."• sisteiriaá .` 72 (com espaço; para introdução ." de ... Mais - .unidades, aparelhos pu=plachá,com - componentes elétricos e eletrônicos) a. • emas em • console de 36'; cOnforme se depreende das cópias de págin.s de "catálogo te *co e das,,fp"tografias' anexas (fls. 33 a 44). - • 2 . . : , . • ' . . .-. • .., . • , ., • .. . ' - - •• ,•• -• •• '-7.:- .,PrOcesSO ri°••• •• : ,,••••¡•' ''..- :••• •10715.004584/96-79 • . • - . • - ---:•.• ' - • • , - • .•••••• .• ACOrdão n",, .•:•••,:'-':•,- - 7 • ,- ... ,̀..-‘.303-33.325• :.., • . ' , t ..„ . . t • . ..r . . •. • . ,, , . . , s . , , , . , r . . . , ... , , „ s „ .. . . . - , r " • .+ . . . • ' . .. • , . ., . • • ' . ''. ';:.::' ':: ' ,":.: ''.' ' ''A. ` ".'. - '2: " - *; .' '. Na impugnação de f1S...46 á 71,- o Contribuinte alegou, em resumo, -• . ..•••• • ',-- ,6'séguinte: . . . . .. , . . . :. • . , .,'.•':::.-',:.:::-.• .'..,..-‘,.-.. ,,• a) ' , é • -• empresa • prestadora de serviços de telecomunicações, -',. • - . • ,' .-?..': especialmente • de s serviço •especial de •rádio. chamada . (paging), caracterizado pelo . ..7/:•.:.:-••,•.:' ,' •,;.,.: •.-.'..:::•etiViO:dá'rtien'ságeriS: 'atraVés .de uma central,. telefônica a tens clientes•• Credenciados, portadores de 'receptor - adequado. _Pará- a . realização de . Sua: finalidade- a. . .. . .,.. . ,.,,. • , . . , ..,- . , . • ;•• ,..''' , "-''''' 5'.•:,:rlinênàbanterieC6Sita •:':instalar; equipamentos de fornecimento '„ • áei. • sitiais s':(rádio chanid sá) s:Ãntenàà s,-,,tra- iiüttisSores;:cabos, etc; . . . ,' --.• : . ••• •-•••••,••••''',;::::;'•• •:**, ',.*:: • •, •,,.• , b) diante sdo interesse público envolvido foram concedidos diversos ' .• ' ' ' ' "••••"" • benefícioS '.' »tais . .Como -a• redução -. dos tributos • incidenteS.. sobre a importação dos • . ‘'...•-•'• equipamentos de telecomunicação, principalmente os de alta tecnologia;. • •-•_•, , .,. , .., .. . ,. , .. , • • • . • . ••,:., :••••:•.:.-' :.,:•'••": :•-::••••.• ':. ''. c) • 6 lançamento descumpriu. o contido nos. incisos III:e IV do art. • • •• _'‘ ••••-''. - . •:10 do' Decreto 'rio; 70.235,- de 06/03/1972, uma vez que . a• fiscal não_ procedeu .à • .:*; - •-:-'-',•••:-...,,thinticiOSsa. investigação. dás características dos bens. importados -(busca da verdade ..••••••••,;•.....::::,:material);''.:nen-i'elericoik'os elementos de convicção que, a . levaram a concluir que a - .. :::,.. •''': PetiCidn'ariaUS:itieieii. , erro na classificação fiscal dos bens qrie nriportou. A. falta .'"'"'• - ' ....*:,•'''''-'.?.'..desàe'S.:elementos dificulta o pleno exercício -do direito .de defesa, , -impondo, ,por ' •• • •-'2 . 2-'''': 7,2conseqüência, 'a nulidade do auto de' infração em :tela . (cita. A. A. Contreiras de •••":'::, '•••l,' "••••• CarVallio 'às .f1S.,-35/56).:.,O lançamento violou também o princípiO, da tipicidade e da - •• •,.• '-':',:•; • '.-::slegaiidade;::iiecá`Sária,s 4. exigência de credito tributário..0bàerva:que a fiscalização ' • .. • :'''' 'T'•••:•,iambéin" Se excedeu ao Conceituar componentes de um:. sistema de' rádio chamada• ,.• ,•. , ,... . , . • , - . •• como se :: fora Outro de . natureza totalmente diversa, • ••qual seja, aparelho de. • , _ . radibdifuSão,ou'lelevisão: Com efeito, aparelhos de rádio..chamadaclassificam-se no • ••.. • 'CaPíitild .25 •da NBM/SH;. • . ... • .. - .• . " • , .::: --,- ',:',.:.::',','"..,,-.:;<.,;::' ',.: • •-`:,..:, :-. '''.::::' , ''' • ' • ' • • - '.. - • ".'...'''...'"''';:".'''.... '',..:.'•'-' -''.' .', d) os serviços de radiodifusão ou televisão são aqueles destinados a , -': - ' ,...' •-. -':. -•-•ererki[reCebidoà7.direta e pelo público em gerai; enquanto os serviços --,.. -.• •• •',.• :realizados' pelaJniPtignante são especiais, ,codificados e endereçados a assinantes do. . . . . • .. • serviço, • . - . : .,., . . , . . , •' - - ',:'::::-•:';'..• •-••••---*•; • ,. . . • „ . . , , •., .,-,•.., • • • e) no que se refere à multa por falta de Guia de Importação (GI), - . • ".nos termos do art., 526, inciso II sua aplicação; para o caso de desclassificação fiscal,-, ., . . 2 • :;, •rião • é'adequada;••• Pois -a única modalidade de presunçãO de ausência de GI,é a posta :•-• • no art.:•526, § 1.° do :Regulamento Aduaneiro (RA) (transcreve);• • i• ••; , • ., . ,•• , • • • ,• • -, ....,'''''.»;,•,.•-:;';'.[:"...:,,•..,:;,:'..„,-', ,2 ',,• . '' :.,,: ''..,••• .... • :.', • •, • • - • • -..• f) relativamente à aplicação das demais penalidades de 'se . observar• 1, .. ,.1 , ...... ... , _ . que: a • autriada..nãoprocedeu com ,evidente intuito de fraude,' mas agiu sempre com - .. • ; ,.....-; s•,."-:.:'.:,:cprreçãO'e:boafé-..'s.s.• ..,. .,, s . , • . .. ._ ... . , . . .. . • • - . - 1 •. - . .. ,.., •,,.:.:,::, -,..,:.. .• .. , • Pede que seja declarada, a improcedência do lançamento., .. , ,,, S.. .•.,. ,r ,r,. . , . ., , . . ' . . :‘ '• n ‘ A : DRJ/RJ (fl. 140) competente à é oca para proceder ao . - •-:.,' julgamento do presente processo; converteu o julgament ,em diligen , icitando• ,,..,. „ . , , , • - • .:•••• .- •.•.à unidade de origem que designasse engenheiro credencia_ o pela SREpar aminar . 2'' . - ' :•. 'Os equipainentoSrem'questão e. responder , oá . quesitos de fls.,: 142 „ à; • 144, vendo a 3 • . . • -' :',::, • • ... . .. •••.. -•;.. •',,, i- ,, , . , . , - , 2:- -:::,.:.::.::•,:::•-:•-••,- -'• '•.' . ' .,.• -., -..,.. : • .. • . . . , . . • , • • .:-., , .. , •-. • , , . . • . •, -.,•. .•• . - , - • . . • • . . • n°. : 10715.004584/96-79 • Ac6idão n° . : .303-33.325 .•• , . . • • - • .• interessada apresentado , os endereços onde 'os equipamentos em questão poderiam ser • • • Vistoriados. • - • .• • • • • ,• , • ,•„ • • • •":='••'' • A2:diligência não foi realizada, pelas -razões": anotadas às fls. "` , • ‘-' •.:• "'''17/178..•• • •• :• • = • , • ''-‘ • • ' A DRJ/FNS proferiu seu julgamento conforme a Decisão • • 'configurada ,no Acórdão DRJ/FNS N° 1.336, de 30 de - agosto de 2002 Com a • - seguinte ementa'. ••- - • ',"‘", :.,`"••• '" .'Assuizto. Classificação de mercadorias. • . • ' • Data do fato gerador: 05/07/1996 • : '•Ementa SISTEMA TRANSMISSOR E.RECEPTÕR• DE ONDAS ••.... DE RÁDIO " -,• Todas .cis Partes e peças de um sistema transmissor e receptor de • .•• ondas de rádio classificam-se no código •N13M/SH 8525. 20.0200. Assunto: Imposto sobre a Importação -11 . ' • • Data do fato gerador: 05/07/1996• • ..• . , .•• • - -'Ementa: EXIGÊNCIA DO Il • • • " E exigivel II decorrente de alteração de • aliquota devido à • • •.- • re claisificação fiscal ex • officio de -produto erroneamente classificado . . . , . . . • 2' • , • ..:,MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO DO II. •• ••• "-Aplica-Se na exigência da multa de oficia sobre o II o.`percentual • ,• I mais benéfico de 75% decorrente de lei superVeniente. • • • , •• Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializado:s. - IP1 , • , ‘,'••••-• , Datct do fato gerador: 27/08/1996. •, "..• - ' Ementa: IPI VINCULADO A IMPORTAÇÃO ; . Não havendo impugnação diferenciada, relativamente a esse tributo .• "- •/MeSnias - conclusões postas na análise , do' cabimento do II se„ . • . • . - • aplicam ao IPI. . • • . ' • . • , • -.•,• • .; • -Obrigações Acessórias • • Data do fato gerador: 05/07/1996 . • . • ,• -., Ementa: MULTA POR FALTA DE G1 exigível á multa por falta de guia de importação (GI) quando a••• • • .. ". • s • • , • mercadoria é declarada com omissão das funções essenciais à sua• • , • • • classificação fiscal. • - • • • -" Lançamento Procedente em Parte'. , • • . Foi, portanto, considerado procqdente,- em parte, o lançamento, - • sendo,,Màntida-se exigência' do crédito tributário. de R$ 65 ..474,29 • (sessenta e cinco mil quatrocentos e _setenta . e quatro reais e vinte e . nove centvQs) de. Imposto de- • • •••• •". Importação (II), multa de lançamento de oficio do II, 104.425,0 ento e quatro 4 , , • . , , • , , . , •. • I • ' - . Processo n° . 10715.004584/96-79 ' 303-33.325 . •:, . • • •• , ' •':- : • • • • • • •••• mil quatrocentos - é vinte e cinco reais e dois centavos) a título de multa por falta de • -• GI, nosf. termoi:, capiMlados no art. 526; inciso II do RA, tendo , por base legal o art. • 19, inciso 1, alinea '1.1)" do Decreto-lei n° 37 de 18/11/1966; R$ 13.523,38 (treze •• mil 'quinhentos e vinte e três 'reais e trinta e Oito centavos) :a título de Imposto sobre ' • -‘.-• Produtos Industrializados ,(IPI),'R$ 10.142,54 (dez mil cento e quarenta e dois reais e: cinqüenta e; quatro centavos) de multa de lançamento de oficio' do ia além dos - .• . • juros de mora cobrados a epoca do pagamento. ' 1 '. • ••,..; Lei 1•1°, 8.218/1991- '. • • . .• •. • . . ''''''=•-'2'Art...4°.; Nos 'casos de lançamento de oficio nas; 'hipóteses abaixo; • sobre a totalidade ou- diferença doá tributos e contribuições. . .'• '• • .• • • devidOS, inclusive as contribuições para O INSS; serão aplicadas as •'.' seguintes multas: •. .• , ' I -' de cem por Cento, nos Casos de falta- de recolhimento, de falta • •;:; de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do : inciso 'seguinte; , - • • : . . .• ' . • ' : Art.. 364 - A falta de lançamento. do valor, : total ou parcial, do -••• irnpóátd na respectiva Nota-Fiscal, oU a falta de recolhimento do imposto lançado na Nota-Fiscal, porém não declarado ao órgão arrecadador, no prazo legal e na forma prevista neste • ,• • . 'Regulamento, sujeitará o contribuinte às multas básicas (Lei n° : 4 502/64, art. 80, e Decretos-leis n 9 - 34/66, art. 2°, alt. 22 0, e • ' • •' • .1;680/79, art. 2°) . • ,• _ • . •;» " '•'; II ::•"de.100% (cem por cento) do valor do imposto que 'deixou de ' ' • -Ser lançado, ou que, devidamente lançado, não foi recolhido -depois S i ' • 4'90 (noventa) dias do término do prazo, -• - •• . Consta do Acórdão; que o percentual de 100% do imposto devido, • 00Tonotebs da capitulação posta no art. 4°, inciso I, da Lei n° &218 de 29/08/1991 .-DOU: 30(08/1991. e 364, inciso II do RIPI/82, deve ser reduzido a 75%, espeetivamente 'pelos arts. 44 e 45 da Lei n° 9.430 de 27/12/1996 - DOU - ' • -r 30/12/1996; e que,:o-,,nOVo percentual por- ser mais benéfiçO '4 autuada deve ser • aplicadà ao presente lançamento devido aos termos do art...106, inciso II, alínea 'c' ...-dd , Oódigo',TribtifáriO-NáCional, segundo o qual, 'A lei aplica-se a . ato , ou fato •" `;•;',.,•-preténto II .•:tratando;•se de ato não definitivamente julgado: , c) quando lhe comine • penalidade Menos severa que a prevista na, lei vigente ao tempo da sua pratica' Inconformada, e em tempo hábil, •a •empr a deu • entrada a seu• , .,. • reCurso ,voluntário (fls.. 224/245) para novamente argüir a nulida o lançamento e reeditar SnaS razões de Mérito." • •• ," „ , • „- Ç-• • • • • ,, • " . . .,. . -- ...- --.';'.•,•;:••• '-`--:•:,,,...,,•... ....113715.00 , • .. - , . , .... ...i . ..•_ :•;.; •',-,•,_ ,.,,, '' •:.,',,-.:' -: 3 325 • '• " que . Câmara, . esso,11..- •••',.- • . • • esta L'a . o em . „ proc . - s . - • . . •• ....,„,,ado a ,, mesm . • - , ‘ ; . - ;..:', dão n - - -• • eneanuini converteu u „. que .o foi ,..._..a, co Tecnologia par'a tor • • • -• s, •-,.. - o processo landa c°8` -recuo '-.• receptor,, - .. , . • ..., •• . *nte, - Holanda i 'de - - • nao • : - - . , ' conseguinte, r João Nacional , __. ou . _,„,cpntar ' - ^ . .. ',-.' - -: • . Por co *ro RelatoConselheiro 6) ao Instituto objeto da ' . ' - , .: ' -- .- • dá' ilustre tituto -- l.dè incorpoi.a. 303-00.94 • equipamento J. intimando-se '..... ' ,., " •. • através s' •?resOlnçao• , • 's o eanip . ais_ intima . . As- - tico a Recorrente a .aFl"- apresentou ideraço *: , :•• .ligência; k. • —..-,éineidar e recepção de sin,195 '/296. .. . • - parecer tecn fl ,..dt.• .-.,—• digne •-, de: recçy - 'S fiS• ''' . '.-Pare :;., As s. ,,,;esmo•se.. função , .--- apresentados a- ' s • -es fulalb 4 ^`' - apresenta ,-, • ànresen . , • , .,:, ,.... .óu,ap....,,,v1.6 foram .- . suas ‘,0111, , .„,,sitb,...1...- - • Nacional apresentou • , . , ‘- .:';',•gt.t.::•-,...,..... ....• ''• '. r; Instituto. ente: ap:re Subiram então os 'buidos,•,1 distn ,_, ... a Recorrente . do silo - . • •.. - - • -,•.''s'-•••'''',:‘'.,',.2121321,- - te Colegl • ' .. • -. --, - , •• - '•.• ,, - f1s; ---/ - - ' tos a es • . ' . -: • -, l de Tecnologia - - » n • :, -pôr srtel—',.... io. • • ' . s. . , . . , , • ' , '''.- •.•.'-`; ..,,":`• - .; ." . - , . , '• '_ ' . , , • . , . . . ., ... ., . , . . . . .. • :. -.'.' . .... ',:,...... -,-. .. :' . . • .:. . -. , .. , ' • . - , ... . , '. .::',?..:,,- :-..,..- ,';; .- '. .', .,., .• - • . . . ‘ • - • - .. ... , . •.....,. ., ., , .. . .• , . ... , ... ,, ,, .. ... .. . _ , . . . . , , , . . , . . .... .-. .:.‘..'.-.;.. ,.-.,-;-., ' '. ‘.- . . - - • • , .., - . .. . • , , , . . . • . ._ . • .. • . .-. .. :. ',.‘?: ,. •,..",':,' : . :- .,' • -- . . .,-. ,'„ .. ..‘..--,..;:', :.'-'.,..s...-...;-, ,:,..'., --.• .. . 6 .. . ,. • -:. *:*-*,*. ,,',:**''. '., *''''" :. '. * , . ., " '' ‘ ' '..Pe.',..•'.!•,•,*-- -..... .' • , . • •. • ;',.... , ,,,.. .,--: .. ,. :'. --' .. . _ ,:. ",-; •••*,-, '..-.-/:: * . ., , ' . ,, 1', •. ::,: :'.' • .' . .. . .. , . . - . , ‘ • - . . *. . ,-• -,-,':* s'.-,:1/4•*.. • " • .: Processo n° : 10715.004584/96-79 , • . • Acórdão: n° • : 303-33.325 • • • • •, , • , VOTO . • • •• • • • • Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator • • . . • , ••• •-• •, • O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua .admissibilidade • razão pela qual dele tomo conhecimento.- . . ' • • • - •- , • • . • . • " • • ',Analisando-se o ,presente processo, temos- que a discussão reside • • em sé -;Cietérininar , qual •• a' classificação fiscal do produto ‘"aparelhos transmissores • ". • ': para rádio chamada que operam na freqüência de . 931:8125 Mhz, além de ..",.:Y .7•;omponerites descritos nas adições e à.fl. „. . • . : A Recorrente afirma ser empresa prestadora de serviços de • • ` s'telecomunicações, especialmente de serviço especial de rádio chamada (paging), :carácterizackypelo envio de mensagens através de unia' central telefônica a seus • clientés .,,credenciados, portadores de aparelho receptor adequado., Para -a realização . •.•de .sua -finalidade . a ,Recorrente necessita instalar equipanientos, de -fornecimento de " • • Sinaià, (rádio chamada), antenas, transmissores, cabo, etc. , • , Desta feita, a Recorrente classificou referidos aparelhos no código •• • ..*: NBM/SH 8525.10.0199, 'ou seja, "aparelhos transmissores (emissores) para • '• ,radiologia,' 'radiodifusão Ou televisão, mesmo incorporando um aparelho de recepção ou 'uni aparelho 'de gravação ou de reprodução de som [...]". Assim, os aparelhos '• seriam utilizados para emissão de ondas de rádio.. , , - Contrariando tal posicionamento, entende ..a autoridade fiscal, •• .''''-,',:•-eOtrobbiada..Peld•entendinientá da DRJ de 'Florianópolis/SC, -.que o código correto . ''.• ..:':•'.,`,.iiára, -os : aparelhos ' objetO do presente processo é o NBM/SH 8525.20.0200,. Ou seja, - 'transmissor com aparelho receptor incorporado, para • . radiodifusão 'ou 'telenrisãO. Assim, sua função seria de transmissão 'e recepção de . • -• ondas de rádio.' ' •.,• , • - , •• , • • Observa-se que a Fiscalização classificou os equipamentos ' • • • importados como sendo de Radiofusão ou Televisão e transmissores/receptores de- , mensagens ,- • Classificação 8525.20.0200 (8525.20.49) ao invés de considera-los • ' • • - :como' . de Rádio . Chamada e apenas transmissores (emissores) - classificação 8525.10 ..0199. (8525.10.10). " • ' •• ••- • , , „ Analisando o Parecer' Técnico' exarado -pelo 'Instituto Nacional de . ,,temos' que :efetivamente assiste razão à Recorrente; não • merecendo prosperar bs. argumentos trazidos pela autoridade fiscal e corroborados pela DRJ de • • ‘,".. :•.Florianópolis, Senão vejamos: ••• , • Em resposta aos quesitos apresentados pela Recorrente, o • . • -responsável técnico afirma que os aparelhos objeto do presente ,processo não podem ser "classificados •como aparelhos de Radiodifusã ou--0 Televisão, visto que a , • • . •.., .• • . • .. • • , •- - ',.:-..- Y •••.- -, .,,.- ...-.. -., - • _, . Y. .. • ' ', -,---. ,PA-OCeági.'n° '.• .. '', :* - 10715.004584/96-79 • . ,. , , -' • ... - Acórdão n° • ' ' - ‘ -303-33.325 -• •-• „ ... . , , , , .. • , . • . ` • -piiricipal função dos • mesmos é ampliar o sinal de Rádio Freqüência no, sistema,,. • ' •*.- pagmg , ' com- o . objetivo de enviar a mensagem ao interessado.- Ou seja, o '• : • ...-- equipamento . importado não faz parte do receptor SDM .54. Afirma também em .... .. resposta , aos,qwsitos As .fls. 320/321, que o "Serviço. de Rádio Chamada são gerados -. • '''• ...'„'daddsdigitais. -4ne,--são: .enyiados para um público específico (assinante) detentor .do ' - ' • , :'. equipamento receptor denominado "Pager". • . . ... . .-• , .. , ''. ' '.. ,...: .;•:":',;-.•,-,;4",- ., • ..- . • - : , Mais à frente, afirma que o aparelho importado, qual seja,' o GLTs., . ' ' • ' ' .18500 '-'representa a última etapa do sistema de Pager,tendo como função , a •- " ' • '.:.• transmissão dos dados para o Pager. • • .., . ... ., • .. • 2.2. • . ,:: '., ,. 'Destaca-se que ao confundir equipamentos *de Radiodifusão ou ` :•:. '',•• '-'stel 'e'VisãO • coti'e.quipamentos de Rádio Chamada, incorreu a _fiscalização • em erro -• , • • de classificação, pois,-...: o' Código Brasileiro ' de Telecomunicações , -define os, .. • • „ - ' . : .s. ••'', à'efn:/ioi; : de',fádi'odiftisà.6 ' condo aqueles — destinados a .serem recebidos . direta e 1 • . -: 'livremente i •pelo público em geral,' o que contraria a natureza dos serviços prestados ,.pela Recorrente, 'que "alcança apenas os seus assinantes. , .-.... - '.. ...- , ... • .. 'Por oportuno, cumpre nos esclarecer que em que pese que por •- ' - • ' ocasião'- da importação tenha sido classificado outros equipamentos importados ' • • - ' '-' conjuntamente, a contenda estabelecida reside sob aquele denominado GLT 8500. l , r r r . „ . • rr 4 • . , r ,.Diante de 'todo o exposto • e do parecer técnico às fls. 312/321, • : .. ',..., ....resta .. Elaro.. que o " transmissor e o receptor são equipamentos . separados e '.'• . 'Independentes,sendo que o aparelho importado, qual seja, GLT 8500 não exerce a- ,r1 .' .' .' • função de nem incorporado' têm a ele . ., , •,, .. . " ' '‘. ',""..' ''' - '"- `'• '' . Ante o _exposto, voto , no sentido de DAR PROVIMENTO AO - - • ' '' RECURSO em sua integralidade. , *• .... - , , . Sala das Ses- '17es, em 9 41 ; julho de 2006. .. . • ,, . . , „ .. . . ‘ .• , • ,, -, -.,-',-. ' -.',:-. •• . , • , .. 4 4 ,_ , , MAR --I .'• D IvR 11 +5,40/' - Relaur ,- I \ • ‘ - . ' , . : -• .. , , , . • ...„, . . , • •, . . , , , ., .„ , • ., , .• ., • . .. , . .. ', • • . , , , , ,.. . . ' •-••• - :-'. .••'.."-,' •,, , ,, • • . .. ,. '' :.:•'.', •`: -•,',. •-• - , . . • • , -• , • -:•...',,, ' • • -':' .'•' ... : • • • , . :- ', •••••-•:•,•- :. ,,,„'.,. - . • . . . - '' -,,..-:,"..:•y.,_ • , ', .. ._ ... ' . 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Numero do processo: 11516.001167/2009-41
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006
NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO.
Para fins de creditamento da Contribuição Social não cumulativa, insumos são todos aqueles bens e serviços que possam ser direta ou indiretamente empregados no processo produtivo, ou que o viabilizem, e na prestação de serviços, sem os quais não se realizem ou se incorra na perda substancial de qualidade dos produtos ou dos serviços prestados.
NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. ADMISSIBILIDADES.
Ensejam direito a crédito, enquanto insumos da atividade produtiva: i) os custos da recuperação ambiental inerentes ao compromisso assumido em Termo de Ajustamento de Conduta firmado perante o Ministério Público, condicionante do exercício da atividade produtiva; ii) os custos dos serviços de retificação de motores de vida útil inferior a 1 (um) ano, diretamente
vinculados ao processo produtivo; e iii) as despesas de depreciação incidentes sobre bens usados adquiridos e destinados ao ativo imobilizado.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Direito Creditório Reconhecido em Parte
Numero da decisão: 3803-003.386
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, por unanimidade de votos, para reverter as glosas dos créditos decorrentes dos custos da recuperação ambiental inerentes aos compromissos assumidos no TAC, e dos custos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferior a 1 (um) ano, efetivamente comprovados nos autos; e, por maioria de votos, para admitir o creditamento das despesas de depreciação de bens adquiridos usados. Vencido o Relator. Designado para a redação do voto vencedor, quanto a esta matéria, o Conselheiro Belchior Melo de Sousa.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO. Para fins de creditamento da Contribuição Social não cumulativa, insumos são todos aqueles bens e serviços que possam ser direta ou indiretamente empregados no processo produtivo, ou que o viabilizem, e na prestação de serviços, sem os quais não se realizem ou se incorra na perda substancial de qualidade dos produtos ou dos serviços prestados. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. ADMISSIBILIDADES. Ensejam direito a crédito, enquanto insumos da atividade produtiva: i) os custos da recuperação ambiental inerentes ao compromisso assumido em Termo de Ajustamento de Conduta firmado perante o Ministério Público, condicionante do exercício da atividade produtiva; ii) os custos dos serviços de retificação de motores de vida útil inferior a 1 (um) ano, diretamente vinculados ao processo produtivo; e iii) as despesas de depreciação incidentes sobre bens usados adquiridos e destinados ao ativo imobilizado. Recurso Voluntário Provido em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte
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conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-21T16:31:04Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-07-21T15:07:48Z; Last-Modified: 2014-07-21T16:31:04Z; dcterms:modified: 2014-07-21T16:31:04Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; xmpMM:DocumentID: uuid:1d3e1c89-f085-4bdf-82e2-50b80f3c3a58; Last-Save-Date: 2014-07-21T16:31:04Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-07-21T16:31:04Z; meta:save-date: 2014-07-21T16:31:04Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-07-21T16:31:04Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-07-21T15:07:48Z; created: 2014-07-21T15:07:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; Creation-Date: 2014-07-21T15:07:48Z; pdf:charsPerPage: 2374; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2014-07-21T15:07:48Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 335 1 334 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.001167/200941 Recurso nº 943.514 Voluntário Acórdão nº 3803003.386 – 3ª Turma Especial Sessão de 21 de agosto de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL NÃO CUMULATIVA PEDIDO DE RESSARCIMENTO Recorrente CARBONÍFERA METROPOLITANA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO. Para fins de creditamento da Contribuição Social não cumulativa, insumos são todos aqueles bens e serviços que possam ser direta ou indiretamente empregados no processo produtivo, ou que o viabilizem, e na prestação de serviços, sem os quais não se realizem ou se incorra na perda substancial de qualidade dos produtos ou dos serviços prestados. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. ADMISSIBILIDADES. Ensejam direito a crédito, enquanto insumos da atividade produtiva: i) os custos da recuperação ambiental inerentes ao compromisso assumido em Termo de Ajustamento de Conduta firmado perante o Ministério Público, condicionante do exercício da atividade produtiva; ii) os custos dos serviços de retificação de motores de vida útil inferior a 1 (um) ano, diretamente vinculados ao processo produtivo; e iii) as despesas de depreciação incidentes sobre bens usados adquiridos e destinados ao ativo imobilizado. Recurso Voluntário Provido em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, por unanimidade de votos, para reverter as glosas dos créditos decorrentes dos custos da recuperação ambiental inerentes aos compromissos assumidos no TAC, e dos custos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferior a 1 (um) ano, efetivamente Fl. 335DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 2 comprovados nos autos; e, por maioria de votos, para admitir o creditamento das despesas de depreciação de bens adquiridos usados. Vencido o Relator. Designado para a redação do voto vencedor, quanto a esta matéria, o Conselheiro Belchior Melo de Sousa. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa – Redator designado Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório CARBONÍFERA METROPOLITANA S/A formulou Pedido de Ressarcimento de crédito de Cofins nãocumulativa, no valor de R$ 581.780,85, decorrente de operações no mercado interno não tributadas, referentes ao período de apuração de 01/10/2006 a 31/12/2006. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em FlorianópolisSC deferiu o pleito parcialmente, autorizando o ressarcimento de R$ 465.366,09. Foram efetuados os seguintes ajustes no saldo credor passível de ressarcimento: a) glosa da base de cálculo do crédito a titulo de insumos de: i. custos de aquisições dos produtos e serviços que não se enquadram no conceito de insumos, arrolados nas planilhas juntadas às fls. 156 a 171 (terraplenagem, turfas ambientais, análise da água, conserto de máquina de escrever, comissões de vendas, assessoria fiscal e contábil, diversos cursos, despesas com alimentação dos trabalhadores, transporte dos empregados, despesas com vigilância e limpeza etc.); ii. parte dos valores pagos a GR Terraplanagem Ltda., arrolados na planilha juntada as fls. 172 a 174; iii. custos de aquisição de bens usados, como motores retificados; iv. custos de aquisições de instalações, e máquinas ou motores novos, que somente geram créditos decorrentes de suas amortizações e depreciações b. glosa dos créditos sobre encargos de depreciação na hipótese de aquisição de bens usados, expressamente vedados no inc. II do §3º do art. 1º da Instrução Normativa SRF nº 457, de 18 de outubro de 20041; 1 Art. 1º As pessoas jurídicas sujeitas à incidência nãocumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), em relação aos serviços e bens adquiridos no País ou no exterior a partir de 1º de maio de 2004, observado, no que couber, o disposto no art. 69 da Lei nº 3.470, de 1958, e no art. 57 da Lei nº 4.506, de 1964, podem descontar créditos calculados sobre os encargos de depreciação de: Fl. 336DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001167/200941 Acórdão n.º 3803003.386 S3TE03 Fl. 336 3 c. exclusão da base de cálculo da contribuição das receitas financeiras indevidamente incluídas. Sobreveio reclamação, por meio da qual o requerente rechaça a aplicação das normas da Instrução Normativa SRF nº 247 de 21 de novembro de 2002, e da Instrução Normativa SRF nº 404 de 12 de março de 2004, defendendo que, para fins de determinação e apuração dos créditos, bastam as normas e as disposições contidas na Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Tacha de ilegal qualquer restrição ou ressalva ao conceito de insumo introduzidas pelas referidas instruções normativas. Partindo deste pressuposto, defende que geram crédito todas as aquisições de bens e serviços aplicados na "produção de carvão mineral", "indispensáveis e obrigatórios" para "manter a mina em pleno funcionamento e operação". Explica que, na atividade de mineração, há vários itens a serem "observados e realizados tanto no interior como no exterior das respectivas minas", de "presença obrigatória para se produzir carvão mineral de forma regular e em estrita e perfeita observância às normas impositivas que se aplicam a este tipo de exploração econômica", os quais, ante as exigências de conservação e recuperação ambiental, devem "ser obrigatoriamente custeados e efetivamente realizados pela empresa mineradora, junto e concomitantemente a mineração do carvão propriamente dita, inclusive para que os órgãos estatais permitam que as minas permaneçam "abertas" e em funcionamento/operação". Cita os serviços de turfas ambientais, terraplanagem, análise da água dos córregos e rios e outros impostos por meio do Termo de Ajuste de Conduta celebrado ante o Ministério Público Federal e o Estadual, a FATMA e o DNPM. Contesta a glosa dos valores referentes a aquisições de bens usados, que diz "intrinsecamente utilizados nas minas e assim na exploração e produção do carvão mineral", com base no argumento de que a lei não prevê vedação ao aproveitamento de créditos decorrentes destas aquisições. Em relação aos bens do ativo imobilizado, alega que há os que "têm duração efêmera nesta atividade de altíssima intensidade de utilização inerente à mineração de carvão", pelo que sustenta ser “regular o creditamento integral quando da sua aquisição ou construção". Quanto aos "que tivessem que ter regularmente os respectivos créditos apurados sobre os montantes de inerente depreciação ou amortização", reclama que a Autoridade Fiscal não podia simplesmente glosar a integralidade dos créditos correspondentes, e sim os ter apurado, considerandoos no cálculo do crédito reconhecido; assevera ser I máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado para utilização na produção de bens destinados a venda ou na prestação de serviços; e II edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa. § 1º Os encargos de depreciação de que trata o caput e seus incisos devem ser determinados mediante a aplicação da taxa de depreciação fixada pela Secretaria da Receita Federal (SRF) em função do prazo de vida útil do bem, nos termos das Instruções Normativas SRF nº 162, de 31 de dezembro de 1998, e nº 130, de 10 de novembro de 1999. § 2º Opcionalmente ao disposto no § 1º, para fins de apuração da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, o contribuinte pode calcular créditos sobre o valor de aquisição de bens referidos no caput deste artigo no prazo de: I 4 (quatro) anos, no caso de máquinas e equipamentos destinados ao ativo imobilizado; ou II 2 (dois) anos, no caso de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos, relacionados nos Decretos nº 4.955, de 15 de janeiro de 2004, e nº 5.173, de 6 de agosto de 2004, conforme disposição constante do Decreto nº 5.222, de 30 de setembro de 2004, adquiridos a partir de 1o de outubro de 2004, destinados ao ativo imobilizado e empregados em processo industrial do adquirente. § 3º Fica vedada a utilização de créditos: I sobre encargos de depreciação acelerada incentivada, apurados na forma do art. 313 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda (RIR de 1999); e II na hipótese de aquisição de bens usados. Fl. 337DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 4 "obrigação inarredável dos agentes fiscais a recomposição dos créditos dai decorrentes da maneira e no valor que então consideraram corretos, face à expressa disposição do artigo 142 do CTN, que os obriga a apurar e a determinar, na sua integralidade, a matéria tributável". Em relação aos gastos com mãodeobra, aduz que o que se encontra vedado em lei é exclusivamente a remuneração paga a pessoa física em contrapartida ao serviço prestado, não, havendo, portanto, vedação em relação a todo e qualquer outro custo pago a pessoas jurídicas, contribuintes da Contribuição, que esteja obrigada a fazer para manter esta mãodeobra trabalhando regularmente e assim produzindo. Nesse sentido, defende o crédito em relação aos gastos com pessoal, de natureza não remunerat6ria, aos quais esteja obrigada por força de Convenção Coletiva de Trabalho, indispensáveis para manutenção da força de trabalho, tais como: transporte gratuito, controle e prevenção de pneumoconiose, equipamento de proteção individual, mudas de roupa, água potável e leite, exames médicos e laboratoriais, fornecimento de lanche, assistência ao trabalhador acidentado, vale alimentação e transporte dos empregados com ônibus e trajetos definidos em contratos específicos, além dos vales transporte. Defende ainda o direito de creditarse de gastos com serviços tomados de pessoas jurídicas, igualmente contribuinte da Contribuição Social, que sejam indispensáveis à manutenção de sua atividade produtiva, tais como: gastos com portaria, vigilância, motoristas para transportes e manutenção e conservação dos estabelecimentos das minas. Ainda em relação às glosas de gastos com serviços, a contribuinte defende que os prestados pela empresa GR Terraplanagem Ltda. consistem em insumos indispensáveis produção (que diz tratarse de "uma espécie de mineração de superfície") dos rejeitos carbonosos finos depositados nas bacias de decantação (depósitos de carvão mineral já na superfície depositados, portanto, já anteriormente minerados e ali deixados), as quais adquiriu da Companhia Siderúrgica Nacional CSN, para adequada entrega e fornecimento à sua cliente Tractebel. Na sequência, alega ainda que geram créditos os demais custos relacionados e indissociáveis à prestação deste serviço, no caso: os custos dos "serviços e os insumos de e para obrigatória recuperação ambiental assumida"; "custos de pessoal, materiais, vigilância, etc. desta GR Terraplenagem Ltda. como integrantes do preço de venda dos serviços cobrados por essa mesma empresa contratada". A DRJ/FNS4ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 07026.666, de 11 de novembro de 2011, 295 a 301, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 REPETIÇÃO DE INDÉBITO. APURAÇÃO DO CRÉDITO. DACON A apuração dos créditos das Contribuições para o PIS e da Cofins, nãocumulativas, é realizada pelo contribuinte por meio do Dacon, não cabendo a autoridade tributária, em sede do contencioso administrativo, assentir com a inclusão, na base de cálculo desses crédito, de custos e despesas não informados ou incorretamente informados neste demonstrativo. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE Fl. 338DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001167/200941 Acórdão n.º 3803003.386 S3TE03 Fl. 337 5 No âmbito especifico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório pleiteado. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Anocalendário: 2004 NÃOCUMULATIVIDADE. HIPÓTESES DE CREDITAMENTO. No âmbito do regime nãocumulativo de apuração da contribuição, somente, geram créditos passíveis de utilização pelo contribuinte aqueles custos, despesas e encargos expressamente previstos na legislação, não estando suas apropriações vinculadas à sua obrigatoriedade ou à caracterização de sua essencialidade na atividade da empresa. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS. No regime da nãocumulatividade da contribuição, para fins de creditamento de valores, somente são considerados como insumos: as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem, e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de sua aplicação direta no processo produtivo do bem destinado à venda; e os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no Pais, aplicados diretamente na produção ou fabricação do produto destinado à venda. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 4ª Turma da DRJ/FNS. O arrazoado de fls. 274 a 304, após síntese dos fatos relacionados com a lide, rechaça a assertiva de que os créditos controversos em questão não teriam sido materialmente comprovados e afirma que a suposta inexistência do direito creditório advém, única e exclusivamente, da assertiva de que os mesmos não seriam admitidos como créditos regularmente consideráveis e aproveitáveis para fins da apuração não cumulativa das contribuições sociais não cumulativas. Nesse passo, pugna por que se adote o conceito de insumo plasmado no Acórdão nº 320200.226, de 8 de dezembro de 2010, cuja ementa transcreve. Segundo o julgado citado, insumo para fim de creditamento de PIS e Cofins deve ser entendido como toda e qualquer despesa necessária á atividade da empresa, nos termos da legislação do IRPJ. Nesse contexto, ensejam direito à apuração e ao aproveitamento de créditos de Contribuição no regime da nãocumulatividade todas as aquisições de bens e serviços de outras pessoas jurídicas igualmente contribuintes da Contribuição, que sejam assim indispensáveis e obrigatórios à exploração, ao beneficiamento e à final produção do carvão mineral em que se constitui o objeto social da empresa aqui recorrente. Na continuação, reproduz literalmente todos os argumentos expedidos em sua Manifestação de Inconformidade no tocante a: Fl. 339DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 6 a) gastos obrigatórios e impositivos com conservação e recuperação ambiental; b) aproveitamento de créditos pela aquisição de bens usados, utilizados nas minas e assim na exploração e produção do carvão mineral, por se tratar de restrição carente de previsão legal; c) gastos com aquisição de bens destinados ao ativo imobilizado e à falta de creditamento pela depreciação desses bens; d) gastos com transportes, alimentação, lanche, leite, exames e tratamentos médicos e laboratoriais, uniformes etc., aos respectivos empregados; e) gastos com portaria, vigilância e motoristas para transportes; f) os custos de produção de carvão pagos a GR Terraplenagem Ltda. Discorre ainda sobre o conceito de insumo para fim de creditamento de PIS e Cofins e pugna por que se releve os erros cometidos no preenchimento do DACON, em homenagem ao princípio da verdade material, para autorizar integralmente o ressarcimento pleiteado. Pede provimento. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 274 a 304 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJFLS4ª Turma nº 07026.666, de 11 de novembro de 2011. Conceito de insumo para fim de creditamento das contribuições sociais não cumulativas Já está pacificado nesta 3ª Turma Especial o entendimento de que o conceito de insumo para o fim de creditamento das contribuições sociais não cumulativas é aquele deduzido na jurisprudência do STJ, plasmado no REsp 1.246.317MG, Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 16.06.2011, segundo o qual (sublinhado no original): Insumos, para efeitos do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002, e art. 3º, II, da Lei n. 10.833/2003 são todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser direta ou indiretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade da empresa, ou implica Fl. 340DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001167/200941 Acórdão n.º 3803003.386 S3TE03 Fl. 338 7 em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes. O Min. Campbell Marques extraiu o que há de nuclear na definição de insumo para tal fim: 1º O bem ou serviço tenha sido adquirido para ser utilizado na prestação do serviço ou na produção, ou para viabilizálos (pertinência ao processo produtivo); 2º A produção ou prestação do serviço dependa daquela aquisição (essencialidade ao processo produtivo); e 3º Não se faz necessário o consumo do bem ou a prestação do serviço em contato direto com o produto (possibilidade de emprego indireto no processo produtivo). Saiba o recorrente que, embora não se possa reconhecer como insumo, no caso das contribuições em questão, apenas as matériasprimas, os produtos intermediários e os materiais de embalagem utilizados no produto industrializado (tal como no IPI), o fato é que também não se pode ampliar tal noção de forma a permitir o abatimento de toda e qualquer despesa necessária à manutenção da atividade empresarial (despesas operacionais, no conceito do art. 290 e 299 do RIR). como pretende. A autorização para a dedução de despesas operacionais equipararia o PIS e a Cofins ao imposto de renda, o que não seria adequado, já que, além do referido imposto incidir sobre o lucro, e não sobre a receita, o IR onera o produtor, sem levar em consideração a especificidade de suas atividades, o que não pode ser aplicado para o caso das contribuições em questões que, repitase, oneram a receita obtida através de operações de venda de bens, prestação de serviços e outras previstas na lei2. Com esse conceito em vista, passemos à análise do caso concreto. Carbonífera Metropolitana S/A, estabelecida na cidade de CriciúmaSC, tem como objeto social a extração, beneficiamento e comércio de carvão, a produção e comercialização de coque, a produção e comercialização de concentrado piritoso e a comercialização de imóveis. Boa parte de sua produção, juntamente com um consórcio de empresas do mesmo ramo, é vendida a empresa Tractebel Energia S/A, conforme cópia de parte do contrato juntado aos autos. Gastos com recuperação/conservação ambiental É notório, a lavra de carvão mineral é atividade extremamente poluidora e degradante do ambiente natural. Não foi por outra razão, o ora recorrente viuse constrangido a celebrar Termo de Ajustamento de Conduta o Ministério Público Federal, Ministério Público e 2 Por essa razão é que se afasta, de plano, qualquer possível alegação no sentido de que o § 7º do artigo 3º das Leis 10637/02 e 10833/03, ao se referir a “custos, despesas e encargos”, teria ampliado a noção de insumos prevista no inciso II do caput daquele mesmo artigo. Mas ainda que assim não fosse, não se deve esquecer que, tecnicamente, um parágrafo pode significar uma exceção ou uma explicação ao que foi dito no caput. Em outras palavras, um parágrafo pode estabelecer uma regra contraditória à do caput, aplicável apenas a situações específicas, pois regra especial derroga regra geral, o que não é o caso do § 7º, que apenas explica melhor a forma de creditamento no caso de empresas sujeitas, ao mesmo tempo, ao regime cumulativo e não cumulativo, que devem se creditar, APENAS, dos custos, despesas e encargos na aquisição de bens e serviços ou, ainda, nas demais hipóteses autorizativas de dedução das contribuições devidas, PREVISTOS NO CAPUT DAQUELE ARTIGO, e não amplamente, como podem vir a defender alguns contribuintes. Fl. 341DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 8 Departamento Nacional de Produção Mineral, como forma de internalizar os custos sociais de da recuperação ambiental das áreas impactadas pela atividade. Como salientou o recorrente, as atividades de recuperação ambiental incluem análise da qualidade das águas, recursos hídricos, transporte, manuseio e destinação de rejeitos e respectivos depósitos, recomposição topográfica, bacias de decantação, recomposição da vegetação nativa imprescindível a correspondente terraplenagem e turfas ambientais, etc., e outras tantas e impositivas obrigações consignadas neste TAC. Em função do TAC, essas atividades tornaramse obrigatórias sob pena de interdição da atividade de lavra do carvão lato sensu. Em face da obrigatoriedade dos gastos com a recuperação ambiental e sua estrita vinculação com a viabilização legal do processo produtivo do recorrente, julgo que os custos das atividades inerentes aos compromissos assumidos no TAC subscrito pelo ora recorrente devem ser admitidos na base de cálculo dos créditos da Contribuição, pois atendem os critérios de pertinência e essencialidade. Revertamse as glosas procedidas a esse título. Custos de aquisição de bens usados O recorrente alega que tais gastos referemse, na verdade, a serviços de conserto e manutenção de motores, conforme atestariam as cópias das notas fiscais, que a decisão recorrida afirma terem sido aportadas aos autos até a Manifestação de Inconformidade, emitidas por retificadores de motores. Constatase, portanto, que a própria Administração tributária concebe que as ferramentas e os serviços de manutenção de máquinas utilizadas no processo produtivo dão direito à apuração de créditos das contribuições na sistemática da não cumulatividade. Tais serviços, em tese, subsumirseíam no conceito de insumo esposado nesta decisão, a depender da destinação dos motores retificados. Esse entendimento consta de algumas soluções de consulta, como a Solução de Consulta Disit08 nº 30/2010 e a de nº 420, de 5 de dezembro de 2010, publicada na Seção 1 do Diário Oficial da União de 2 de fevereiro de 2011, em que se registrou que “[os] valores referentes a serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, para manutenção das máquinas e equipamentos empregados na produção de bens destinados à venda, podem compor a base de cálculo dos créditos a serem descontados da Cofins não cumulativa, desde que respeitados todos os demais requisitos normativos e legais atinentes à espécie.” Nesse sentido, admitamse, na base de cálculo dos créditos da Contribuição, o valor dos custos efetivamente comprovados nos autos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferir a 1 (um) ano – condição para a sua não imobilização. Por outro lado, os custos dos serviços de retificação de motores não relacionados com o processo produtivo, que não estejam devidamente comprovados nos autos, não serão admitidos, ou que tenham vida superior a 1 (um) ano, não são admitidos. Custos de aquisição de bens destinados ao Ativo Permanente O recorrente, em relação aos bens do ativo imobilizado, objeta que há entre eles os que "têm duração efêmera nesta atividade de altíssima intensidade de utilização Fl. 342DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001167/200941 Acórdão n.º 3803003.386 S3TE03 Fl. 339 9 inerente à mineração de carvão", pelo que sustenta o "regular creditamento integral quando de sua aquisição ou construção". Quanto a isso, presumese que, tendo sido objeto de ativação, são bens com vida útil superior a 1 (um) ano. Nesse caso, na há falar em creditamento com base no conceito de insumo como pretende a contribuinte. Nos termos dos incisos VI, VII e §1° do art. 3° da Lei nº 10.637, de 2002, e da Lei nº 10.833, de 2003, as máquinas e equipamentos (novos) e edificações e benfeitorias geram crédito somente em relação aos encargos de depreciação e amortização, conforme o caso, e segundo a regulamentação posta pela IN SRF nº 457, de 2004. A depreciação de bens do ativo imobilizado corresponde à diminuição do valor dos elementos ali classificáveis, resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza ou obsolescência normal. Referida perda de valor dos ativos, que têm por objeto bens físicos do ativo imobilizado das empresas, deve ser registrada periodicamente nas contas de custo ou despesa (encargos de depreciação do período de apuração) que terão como contrapartida contas de registro da depreciação acumulada, classificadas como contas retificadoras do ativo permanente, nos termos do art. 305 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de Março de 1999 – RIR/99). Regra geral, a taxa de depreciação é fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar a utilização econômica do bem, pelo contribuinte, na produção dos seus rendimentos. Até 31/12/1998, a SRF não havia fixado, para efeitos fiscais, o prazo de vida útil para cada espécie de bem. Admitiamse até então as taxas anuais de depreciação, resultantes da jurisprudência administrativa. Todavia, desde 31 de dezembro de 1998, os prazos de vida útil admissíveis para fins de depreciação dos seguintes veículos automotores, adquiridos novos, foram fixados pela IN SRF no162, de 1998: No que diz respeito ao creditamento em razão das despesas de depreciação/amortização de bens adquiridos usados, que o recorrente diz "intrinsecamente utilizados nas minas e assim na exploração e produção do carvão mineral", o art. 311 do RIR/99 estabelece que o prazo de vida útil admissível para fins de depreciação de bem adquirido usado é o maior dentre os seguintes: a) metade do prazo de vida útil admissível para o bem adquirido novo, e; b) restante da vida útil do bem, considerada esta em relação à primeira instalação ou utilização desse bem. Nada obstante, a INSRF nº 457, de 2004, em seu art. 1º, § 3º, inc. II, veda expressamente o creditamento na hipótese de aquisição de bens usados. Mantenhamse as glosas a esse título. O recorrente repete a inconformidade já manifestada na reclamação no sentido de que a Autoridade Fiscal não podia simplesmente glosar a integralidade dos créditos correspondentes aos bens do Ativo Imobilizado, e que deveria ter apurado os encargos com depreciação/amortização, considerandoos no cálculo do crédito reconhecido. Entende ser, em seus próprios termos, "obrigação inarredável dos agentes fiscais a recomposição dos créditos dai decorrentes da maneira e no valor que então consideraram corretos, face à expressa disposição do artigo 142 do CTN, que os obriga a apurar e a determinar, na sua integralidade, a matéria tributável". Fl. 343DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 10 A referência ao art. 142 é imprópria, posto que não se cogita aqui de constituição de crédito tributário. Tratandose de ressarcimento de créditos, causa de exclusão do crédito tributário, o pleito é instruído por requerimento expresso, com o qual o interessado deve fazer prova das condições e dos cumprimentos das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei para a sua concessão. A atuação di Fisco, nesses casos, fica restrita à vontade original do interessado, vedados os provimentos extra petita, pois não cabe À Administração suplementar a vontade do administrado. Nada a reparar no procedimento fiscal quanto a esse aspecto. Gastos com o fornecimento de transporte, alimentação, lanches, leite, exames clínicos e laboratoriais e uniformes a empregados. Gastos com serviços de portaria, vigilância e motoristas Em relação aos gastos com pessoal, de natureza não remunerat6ria, aos quais o recorrente está obrigado por força de Convenção Coletiva de Trabalho, tais como: cartão de natal, bicicleta, camisas oficiais do Criciúma, boné para brinde, transporte gratuito, controle e prevenção de pneumoconiose, equipamento de proteção individual, mudas de roupa, água potável e leite, exames médicos e laboratoriais, fornecimento de lanche, assistência ao trabalhador acidentado, vale alimentação e transporte dos empregados com ônibus e trajetos definidos em contratos específicos, além dos vales transporte, bem assim aos gastos com serviços tomados de pessoas jurídicas, tais como: gastos com portaria, vigilância, motoristas para transportes, queda evidente, por sua própria natureza, que, muito embora importantes, os mesmos não guardam a necessária relação de pertinência e de essencialidade com o processo produtivo, nos termos do conceito de insumo adotado nesta decisão. Mantenhamse as glosas procedidas a esse título. Custos de produção de carvão pagos a GR Terraplenagem Ltda. O recorrente explica que, em 07/11/2000, adquiriu, em área contígua à hoje Tractebel, em Capivari de Baixo/SC, grande quantidade/tonelagem de depósitos de carvão mineral depositdos em superfície depositados (portanto; já anteriormente minerados e ali deixados) rejeitos carbonosos finos depositados em bacias de decantação no local existentes também de propriedade da CSN. Integrando o preço desta compra e venda de carvão mineral assim depositado já na superfície, o recorrente assumiu também o ônus e encargos relativos à obrigação de recuperação/reparação ambiental dessa mesma área. O carvão recuperado/retirado desta área é misturado ao carvão oriundo e produzido em suas minas no entorno de Criciúma/SC. Tratase, pois, de carvão coletado e produzido a partir destas respectivas bacias de decantação, com somatório destes custos de produção inerentes a esta sua recuperação e processamento/beneficiamento já na superfície e não advindo do subsolo. Nesse contexto, contratou os serviços de GR Terraplenagem Ltda. para recuperação/exploração, manuseio e transporte na produção e comercialização deste carvão de rejeitos carbonosos finos. Destacamse os serviços de escavações, carga, transporte, empilhamento, blendagem dos rejeitos carbonosos lá existentes, com ainda final transporte e entrega à Tractebel, pelo que todos estes evidentes custos inerentes à produção e à recuperação dessas mesmas quantidades de carvão lá existentes (uma espécie de mineração de superfície). Entende que tal serviço é insumo indispensável à produção e fornecimento à cliente Tractebel, perfeitamente ensejadores dos créditos correspondentes. Eventuais custos de pessoal, materiais, vigilância, etc. suportados por GR Terraplenagem Ltda., sujeitos à Fl. 344DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001167/200941 Acórdão n.º 3803003.386 S3TE03 Fl. 340 11 incidência e ao recolhimento da Contribuição, também ensejariam o direito ao creditamento na Carbonífera Metropolitana S.A., posto que integrantes do preço do serviço contratado. A propósito, as glosas procedidas pela Fiscalização restringemse aos itens "DESPESAS COM MÃODEOBRA + FAXINA", "DESPESAS DE MATERIAIS" e "VIGILÂNCIA 1/2 RD METRO" da Planilha DEMONSTRATIVO DE SERVIÇO MENSAL SERVIÇO GR/RD METRO, fls. 172 a 174, gastos que, segundo o conceito de insumo adotado, não geram créditos. Todos os demais itens da Planilha foram admitidos na base de cálculo dos créditos. Portanto, os custos dos serviços de produção de carvão (aí incluídas as atividades de lavra de superfície, transporte e entrega do produto) foram admitidos no creditamento das contribuições. Também nessa matéria, o procedimento fiscal e a decisão recorrida não merecem reparos. Conclusão Com essas considerações, voto por que se dê provimento parcial ao recurso, para reverter as glosas dos créditos relacionados apurados a partir de: a) dos custos da recuperação ambiental inerentes aos compromissos assumidos no TAC, e; b) dos custos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferir a 1 (um) ano, efetivamente comprovados nos autos; Sala das Sessões, em 21 de agosto de 2012 (assinado digitalmente) Alexandre Kern Voto Vencedor Conselheiro Belchior Melo de Sousa – Redator designado A divergência aberta no presente julgamento está adstrita a apenas a um ponto: o creditamento da depreciação incidente sobre bens usados adquiridos para o imobilizado. O Relator inicia o seu voto fixando as balizas dentro das quais expôs o seu entendimento na apreciação dos créditos admissíveis da contribuição em apreço incidentes sobre os insumos, consubstanciando o seu labor no meio termo entre a regência da legislação do IPI, relativamente ao ressarcimento do saldo credor deste imposto resultante da aplicação da técnica da não cumulatividade, e a regência da legislação do IRPJ, no tocante à dedução de despesas necessárias ao desenvolvimento da atividade empresarial, verbis: Saiba o recorrente que, embora não se possa reconhecer como insumo, no caso das contribuições em questão, apenas as Fl. 345DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 12 matériasprimas, os produtos intermediários e os materiais de embalagem utilizados no produto industrializado (tal como no IPI), o fato é que também não se pode ampliar tal noção de forma a permitir o abatimento de toda e qualquer despesa necessária à manutenção da atividade empresarial (despesas operacionais, no conceito do art. 290 e 299 do RIR). como pretende. A autorização para a dedução de despesas operacionais equipararia o PIS e a Cofins ao imposto de renda, o que não seria adequado, já que, além do referido imposto incidir sobre o lucro, e não sobre a receita, o IR onera o produtor, sem levar em consideração a especificidade de suas atividades, o que não pode ser aplicado para o caso das contribuições em questões que, repitase, oneram a receita obtida através de operações de venda de bens, prestação de serviços e outras previstas na lei. Para negar a pretensão da Recorrente de ver reconhecido este direito ao creditamento pelo Colegiado ad quem, ora dissentido, ancorouse na disciplina expressa do art. 1º, § 3º, inc. II, da IN SRF nº 457, de 20043. À míngua desse conceito esposado que, aditese, é possível apreenderlo da própria dicção do texto legal, numa leitura mesmo pouco detida entenderam os demais conselheiros, na discussão antecedente à tomada dos votos, que a disciplina veiculada pela citada instrução normativa, de excluir expressamente os créditos ora em foco, não é consentânea com o disposto legal, seja na Lei nº 10.637/2002 ou na Lei nº 10.833/2003. Em torno disso, podese afirmar que existe nessa regência restrição não fixada no texto legal, e que erige um entendimento a que não se chega por meio de leitura integrativa do preceito legal com outros, por sinal em nada revelado. Vejase o texto da Lei nº 10.637/2002, de conteúdo idêntico ao da Lei nº 10.833/2003, reguladoras, respectivamente do PIS e da Cofins, verbis: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: Produção de efeito (Vide Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeitos) (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010) I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o; I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) a) nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) a) no inciso III do § 3o do art. 1o; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 413, de 2008) Produção de efeitos a) no inciso III do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008). (Produção de efeitos) b) no § 1o do art. 2o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) 3 §3º. Fica vedada a utilização de créditos: [...] II na hipótese de aquisição de bens usados. Fl. 346DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001167/200941 Acórdão n.º 3803003.386 S3TE03 Fl. 341 13 b) nos §§ 1o e 1oA do art. 2o desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.787, de 2008) (Vide Lei nº 9.718, de 1998) II bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados à venda ou à prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes; II – bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados à venda ou na prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes; (Redação dada pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) III (VETADO) IV – aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; V despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples); V – despesas financeiras decorrentes de empréstimos, financiamentos e contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoas jurídicas, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES; (Redação dada pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) V valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) VI máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na fabricação de produtos destinados à venda, bem como a outros bens incorporados ao ativo imobilizado; VI máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços. (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) Fl. 347DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 14 VII edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros, quando o custo, inclusive de mãodeobra, tenha sido suportado pela locatária; VIII bens recebidos em devolução, cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei. IX energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) IX energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) X valetransporte, valerefeição ou valealimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção. (Incluído pela Lei nº 11.898, de 2009) Dessarte, inclinouse esta maioria a excluir das glosas de créditos os valores escriturados sob esta rubrica. Pelo exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso para incluir no cálculo do saldo credor do ressarcimento da contribuição os créditos de depreciação sobre os bens usados adquiridos para o ativo imobilizado, mantendose os demais provimentos já consignados no voto vencido. Sala das sessões, 21 de agosto de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 348DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001167/200941 Acórdão n.º 3803003.386 S3TE03 Fl. 342 15 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE INTIMAÇÃO Processo nº: 11516.001167/200941 Interessada: CARBONÍFERA METROPOLITANA S/A Intimese um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no Acórdão no 3803003.386, de 21 de agosto de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009. Brasília DF, em 21 de agosto de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 349DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10783.920818/2011-03
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 24 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Fri Oct 16 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI)
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006
RESSARCIMENTO DE IPI. SALDO CREDOR. CRÉDITOS BÁSICOS E CRÉDITO PRESUMIDO. DEVER DE ESCRITURAR.
O saldo, credor ou devedor, diz respeito ao confronto entre débitos e créditos, básicos e presumidos, na escrita fiscal do contribuinte, em cumprimento à característica fundamental, constitucional do tributo IPI, que é estar submetido ao princípio da não-cumulatividade. Quando se apura saldo credor surge o direito ao ressarcimento, mas sem dúvida deve ser antecedido pela apuração que se dá no âmbito da escrituração fiscal do contribuinte, que tem o interesse e a obrigação de provar o direito, mediante escrituração regular, amparada em documentação hábil e idônea para tal fim (art. 11 da Lei nº 9.779, de 1999, e art. 164, inc. I, do RIPI/2002, art. 190, do RIPI/2002).
Numero da decisão: 3302-009.535
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimarães, Walker Araújo, Jorge Lima Abud, José Renato Pereira de Deus, Corintho Oliveira Machado, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI) Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006 RESSARCIMENTO DE IPI. SALDO CREDOR. CRÉDITOS BÁSICOS E CRÉDITO PRESUMIDO. DEVER DE ESCRITURAR. O saldo, credor ou devedor, diz respeito ao confronto entre débitos e créditos, básicos e presumidos, na escrita fiscal do contribuinte, em cumprimento à característica fundamental, constitucional do tributo IPI, que é estar submetido ao princípio da não-cumulatividade. Quando se apura saldo credor surge o direito ao ressarcimento, mas sem dúvida deve ser antecedido pela apuração que se dá no âmbito da escrituração fiscal do contribuinte, que tem o interesse e a obrigação de provar o direito, mediante escrituração regular, amparada em documentação hábil e idônea para tal fim (art. 11 da Lei nº 9.779, de 1999, e art. 164, inc. I, do RIPI/2002, art. 190, do RIPI/2002).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimarães, Walker Araújo, Jorge Lima Abud, José Renato Pereira de Deus, Corintho Oliveira Machado, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
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SALDO CREDOR. CRÉDITOS BÁSICOS E CRÉDITO PRESUMIDO. DEVER DE ESCRITURAR. O saldo, credor ou devedor, diz respeito ao confronto entre débitos e créditos, básicos e presumidos, na escrita fiscal do contribuinte, em cumprimento à característica fundamental, constitucional do tributo IPI, que é estar submetido ao princípio da não-cumulatividade. Quando se apura saldo credor surge o direito ao ressarcimento, mas sem dúvida deve ser antecedido pela apuração que se dá no âmbito da escrituração fiscal do contribuinte, que tem o interesse e a obrigação de provar o direito, mediante escrituração regular, amparada em documentação hábil e idônea para tal fim (art. 11 da Lei nº 9.779, de 1999, e art. 164, inc. I, do RIPI/2002, art. 190, do RIPI/2002). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimarães, Walker Araújo, Jorge Lima Abud, José Renato Pereira de Deus, Corintho Oliveira Machado, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 78 3. 92 08 18 /2 01 1- 03 Fl. 396DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-009.535 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10783.920818/2011-03 Relatório Por bem esclarecer a lide, adoto o relato da decisão recorrida: Trata o presente processo de PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE IPI - PER, combinado com DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO – DCOMP, abaixo relacionados, relativos ao 1º trimestre do ano-calendário de 2006, composto por créditos básicos e pelo crédito presumido de IPI, segundo os documentos abaixo relacionados: (...) Para determinar o saldo credor a que fazia jus o requerente, foi instaurado procedimento fiscal amparado pelo MPF nº 0720100.211.01892-5. Em 16/01/2012, houve a notificação do contribuinte para apresentação de livros fiscais e outros documentos necessários à análise do pedido de ressarcimento. Do exame documental resultou o indeferimento dos créditos básicos e do crédito presumido de IPI. A justificativa para a denegação dos créditos básicos no valor de R$14.822,14 foi a constatação de que os créditos pertenciam ao estabelecimento filial nº de ordem 0008, que não os escriturou nos livros Registro de Entradas e Registro de Apuração do IPI, impedindo a apuração de alegado saldo credor, definido conforme o art. 11 da Lei nº 9.779, de 1999. Ademais, cabia ao estabelecimento filial, não ao estabelecimento matriz, o direito creditório sobre esses valores. Como regulamentadores da escrituração foram citados os arts. 190, 195, 313, 378, 399 e 518, inc. IV, do RIPI/2002. No que diz respeito às formalidades legais inerentes aos Livros de Registro de Entradas e Registro de Apuração do IPI foram citados os arts. 372 e 373 do RIPI/2002. Outro ponto observado pela fiscalização foi a não apresentação de notas fiscais que pudessem legitimar a escrituração de créditos ou identificar suas naturezas de matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem, conforme art. 164, inc. I, do RIPI/2002, e Parecer Normativo CST nº 65, de 1979. O detentor dos créditos básicos era o estabelecimento matriz. Sobre o crédito presumido, de R$154.769,28, cuja apuração se deu sob o regime da Lei nº 9.363, de 1996, a fiscalização observou que: 1) o contribuinte não apresentou, para a verificação do atendimento ao disposto no art. 164, inc. I, do RIPI/2002, a relação das notas de aquisições de MP, PI, ME e suas aplicações no processo de industrialização; 2) a receita de exportação foi dada na forma de um amontoado de notas fiscais, sem a requerida relação de exportações realizadas. Assim, a receita foi calculada pela fiscalização com base nas notas fiscais de exportação apresentadas pelo contribuinte, considerando as exportações relativas a produtos industrializados, excluindo as exportações de produtos não tributados, tais como blocos, chapas de brutas, e exportações de produtos adquiridos de terceiros que não tenham sido submetidos a qualquer processo de industrialização e os produtos adquiridos com o fim específico de exportação. A receita de exportação foi apresentada na Planilha de Apuração da Receita de Exportação; 3) não houve apuração de estoques no fim de cada período de apuração do crédito presumido. Somente foram apresentados os registros de inventário dos estabelecimentos 0002, 0007 e 0008. Com esses livros a fiscalização verificou que não houve escrituração de estoques de MP, PI e ME nos estabelecimentos 0002 e 0007. Não há Livro Registro de Inventário para o estabelecimento matriz. Na PLANILHA DE APURAÇÃO DE ESTOQUE, a fiscalização demonstrou de forma sintética o crédito presumido para o estabelecimento 0008. Fl. 397DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-009.535 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10783.920818/2011-03 4) A falta de apresentação de notas fiscais e a respectiva relação, tornou inviável a apuração dos insumos adquiridos para o trimestre; 5) a receita operacional bruta considerada foi a utilizada pelo contribuinte na memória de cálculo e no DCP; 6) a apuração do crédito presumido se tornou impossível em face das falhas apresentadas na escrituração, conforme art. 16 da IN SRF nº 419, de 2004, da ausência de informação sobre a aquisição de MP/PI/ME e da falta de formalidades legais do RAIPI. Inconformado, o contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 140/160, para alegar que: a) apresentou toda a documentação suficiente para comprovar a existência do crédito solicitado; b) fabrica dois tipos de produto: 6802.83.90 (antes 6802.23.00), tributado, e 2612.68.02, não tributado; c) é essencialmente exportadora e comercializa no mercado interno os produtos não tributados; d) quase nunca gera débitos de IPI, sendo a única hipótese de geração de débitos, raríssima, a venda no mercado interno de produtos tributados, conforme demonstra o simples exame perfunctório do RAIPI do mês de agosto 2006, quando houve o débito de R$62,73; e) o fiscal confirma que foram apresentadas 145 pastas com notas fiscais. Além disso, o fiscal dispunha, no sistema da RFB, da DIPJ, da DCTF e de todas as declarações prestadas pelo contribuinte, o que possibilitava apurar a veracidade dos fatos e o crédito presumido de IPI; f) o fiscal não enviou outro termo solicitando informações acerca do crédito para auxiliá-lo na apuração ou se dirigiu ao estabelecimento para entender seu processo produtivo; g) o argumento de denegação com base na falta de escrituração do crédito é pífio e frágil porque o fiscal tem acesso ao sistema da RFB e pode verificar todos os pedidos de ressarcimento transmitidos pelo contribuinte; h) a escrituração é falha, mas não inexistente. O contribuinte viveu muitos anos uma má fase operacional e administrativa, com falta de mão de obra contábil qualificada para escriturar livros corretamente. Ainda que o RAIPI não esteja escriturado na maneira esperada pelo fiscal, devem ser consideradas as notas fiscais apresentadas que ensejam o crédito; i) outra nuance não observada pelo fiscal foi a solicitação de créditos realizada extemporaneamente, ou seja, em 2007. Assim foram escriturados no RAIPI de 2007, que nunca foi requerido pelo fiscal; j) é prerrogativa do fiscal no curso da fiscalização chamar o contribuinte para esclarecer qualquer dúvida e poderia ainda pedir ao contribuinte para reescrever o RAIPI sem nenhum prejuízo para o fisco; k) o contribuinte não pode ficar a mercê do excesso de formalismo do fiscal, que prefere indeferir totalmente o crédito sem analisar a lista de notas fiscais anexadas ao pedido; l) ocorre que as notas fiscais de aquisição foram apresentadas, cerca de 20.000, conforme assinalado pelo próprio fiscal no item 24, possibilitando a identificação das MP, PI e ME; m) segundo o princípio da “essência sobre a forma” a essência econômica e jurídica de um fato não deve prevalecer sobre sua forma. No caso concreto, o crédito de IPI, presumido ou básico, existe e esta é a essência ser considerada, na contabilidade e no direito. O objetivo do princípio é também orientar a atuação valorativa do julgador, que deve interpretar as normas tributárias levando em conta a sua finalidade, o seu Fl. 398DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-009.535 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10783.920818/2011-03 significado econômico e a evolução das circunstâncias, impedindo que a obrigação tributária seja evitada ou diminuída mediante o abuso de formas; n) se faz necessária a análise do crédito para se chegar à verdade dos fatos (verdade material), o que será possível perante uma diligência ou perícia, com base nos arts. 16, inc. IV, e 17 do Decreto 70.235, de 1971. A autoridade administrativa tem o poder- dever de apreciar todas as informações e documentação que possa dizer respeito à matéria tratada para que não haja injustiça ou inverdade com o administrado, como in casu; o) a não correção monetária dos créditos acarreta um grande prejuízo em face da corrosão que a inflação carreta no valor nominal da moeda. O Decreto nº 2.138, de 1997, resolve qualquer dúvida quanto à possibilidade de correção monetária dos pedidos de ressarcimento. A interpretação teleológica e sistemática do referido decreto, combinada com o art. 39, §4º, da Lei nº 9.250, de 1995, impede qualquer interpretação que não a que determine a correção monetária dos créditos pleiteados pela taxa Selic. Em 23/05/2014, a DRJ/JFA julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006 IPI. RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR. CRÉDITOS BÁSICOS E CRÉDITO PRESUMIDO. DEVER DE ESCRITURAR O saldo, credor ou devedor, diz respeito ao confronto entre débitos e créditos, básicos e presumidos, na escrita fiscal do contribuinte, em cumprimento à característica fundamental, constitucional do tributo IPI, que é estar submetido ao princípio da não-cumulatividade. Quando se apura saldo credor surge o direito ao ressarcimento, mas sem dúvida deve ser antecedido pela apuração que se dá âmbito da escrituração fiscal do contribuinte. Dele é o interesse, dele é a obrigação de provar o direito, mediante escrituração regular, amparada em documentação hábil e idônea para tal fim (art. 11 da Lei nº 9.779, de 1999, e art. 164, inc. I, do RIPI/2002, art. 190, do RIPI/2002). IPI. AUTONOMIA DOS ESTABELECIMENTOS. Para o IPI, os créditos pertencem ao estabelecimento para o qual a nota fiscal de aquisição de MP, PI e ME é emitida, cuja identificação se dá mediante o CNPJ aposto no documento fiscal de aquisição. A essa característica peculiar do IPI se dá o nome de autonomia dos estabelecimentos. Tal disposição figura nos arts. 24, inc. II e parágrafo único, e 518, inc. IV, do RIPI/2002, cuja base legal encontra-se no art. 51 do CTN e deve ser necessariamente ser obedecida pelo contribuinte ao escriturar seus livros fiscais. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006 CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS. É incabível, por falta de previsão legal, a incidência de atualização monetária ou de juros sobre créditos escriturais legítimos do IPI. Para créditos que se revelem inexistentes ou ilegítimos, a pretensão de tal incidência é, deveras, absurda. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006 PERÍCIA. DILIGÊNCIA. Fl. 399DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3302-009.535 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10783.920818/2011-03 É o julgador de primeira instância competente para denegar a diligência ou perícia prescindível, assim também entendida aquela que não afetará a solução do litígio, em razão de já haver já nos autos motivo suficiente para a formação de sua convicção e denegação do pleito do contribuinte (art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972). Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Intimado da decisão, em 27/06/2014, consoante Aviso de Recebimento constante dos autos, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário, tempestivo, em 18/07/2014, consoante carimbo aposto na folha de rosto do recurso, no qual basicamente reprisou as alegações apresentadas na manifestação de inconformidade. Por fim, requer a procedência do recurso voluntário, para que seja determinada a baixa do processo para análise manual, que os agentes fiscais realizem a fiscalização de forma correta, eis que os dados necessários foram dispostos, e demonstrada a existência do crédito, sejam homologadas as compensações com o reconhecimento da taxa selic corrigindo o crédito. Posteriormente, o expediente foi encaminhado a esta Turma ordinária para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e preenchidos os demais requisitos de admissibilidade, merece ser apreciado e conhecido. Em primeiro plano, cumpre verificar que nada foi dito com relação à autonomia dos estabelecimentos do IPI, que justificou a negativa de créditos básicos, pois cabia ao estabelecimento filial (emissor das notas fiscais), e não ao estabelecimento matriz, o pleito de possível direito creditório sobre esses valores. Corolário disso, já se tem motivo suficiente para o indeferimento dos créditos básicos. Com respeito à desnecessidade de escrituração do RAIPI, apresentação de créditos extemporâneos em 2007, e o pedido de diligência, por conta do princípio da verdade material e correção monetária dos créditos pela taxa Selic, nada de novo veios aos autos, sendo repetida a versão apresentada em manifestação de inconformidade. Fl. 400DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3302-009.535 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10783.920818/2011-03 Corolário disso, cumpre prestigiar as razões de decidir da decisão recorrida, nos moldes do art. 50, § 1º, da Lei n° 9.784/00 e art. 57, § 3º, do Anexo II do RICARF: (...) Para o contribuinte, houve excesso de formalismo na análise fiscal, pois apresentou toda a documentação solicitada pela fiscalização e que as notas fiscais, documentos essenciais para a verificação de seus créditos, foram-lhe sim apresentadas. Faltou ou boa vontade ou expertise, pois com esses documentos poderia o fisco apurar o real montante de seu crédito, identificando as matérias-primas, os produtos intermediários e os materiais de embalagem. Sobre sua escrituração alegou que era falha, mas existente. Que durante anos esteve sob uma má fase operacional e administrativa, com falta de mão de obra contábil qualificada para escriturar livros corretamente. Ainda que o RAIPI não esteja escriturado na maneira esperada pelo fiscal, devem ser consideradas as notas fiscais apresentadas que ensejam o crédito. Apesar das deficiências da escrituração, alegou que segundo o princípio da “essência sobre a forma” a essência econômica e jurídica de um fato deve prevalecer sobre sua forma. No caso concreto, o crédito de IPI, presumido e/ou básico, existe e esta é a essência a ser considerada, na contabilidade e no direito. O objetivo do princípio é também orientar a atuação valorativa do julgador, que deve interpretar as normas tributárias levando em conta a sua finalidade, o seu significado econômico e a evolução das circunstâncias, impedindo que a obrigação tributária seja evitada ou diminuída mediante o abuso de formas. Acrescentou ainda que outra nuance não foi observada pelo fiscal, pois a solicitação de créditos foi realizada extemporaneamente, ou seja, em 2007. Assim foram escriturados no RAIPI de 2007, que nunca foi requerido pelo fiscal. Destacada, no meu entender, as principais alegações do contribuinte em defesa do saldo credor do trimestre que montou R$169.591,28, composto por créditos básicos de R$14.822,14 e por crédito presumido de R$ R$154.769,28. Entretanto, apesar da extensa argumentação do contribuinte, a legislação tributária não abona o ressarcimento de IPI embasado apenas em notas fiscais de aquisição de estabelecimento outro senão para aquele a quem as notas fiscais foram dirigidas. O IPI é um tributo singular. Os créditos pertencem ao estabelecimento para o qual a nota fiscal de aquisição de MP, PI e ME é emitida, cuja identificação se dá mediante o CNPJ aposto no documento fiscal de aquisição. A essa característica peculiar do IPI se dá o nome de autonomia dos estabelecimentos. Tal disposição figura nos arts. 24, inc. II e parágrafo único, e 518, inc. IV, do RIPI/2002, cuja base legal encontra-se no art. 51 do CTN: Art. 24. São obrigados ao pagamento do imposto como contribuinte: II - o industrial, em relação ao fato gerador decorrente da saída de produto que industrializar em seu estabelecimento, bem como quanto aos demais fatos geradores decorrentes de atos que praticar; Parágrafo único. Considera-se contribuinte autônomo qualquer estabelecimento de importador, industrial ou comerciante, em relação a cada fato gerador que decorra de ato que praticar. Art. 518 Na interpretação e aplicação deste Regulamento, são adotados os seguintes conceitos e definições: IV. são considerados autônomos, para efeito de cumprimento da obrigação tributária, os estabelecimentos, ainda que pertençam a uma mesma pessoa física ou jurídica; [CTN, Art. 51. Parágrafo único. Para os efeitos deste imposto, considera-se contribuinte autônomo qualquer estabelecimento de importador, industrial, comerciante ou arrematante.] Em face da autonomia dos estabelecimentos, não só os créditos são intransferíveis, mas também os respectivos débitos. Cada estabelecimento é responsável por sua escrituração Fl. 401DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3302-009.535 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10783.920818/2011-03 fiscal. Sendo assim, a confrontação entre débito e crédito que poderá resultar em saldo credor é realizada no RAIPI do estabelecimento adquirente de MP, PI e ME. Ele será o detentor de eventual saldo credor ou de saldo devedor de créditos tributários em favor da União. E ainda que no PER/DCOMP o estabelecimento matriz figure como o estabelecimento declarante, cabe ao verdadeiro detentor do crédito o direito ao ressarcimento, ou seja, em sendo um estabelecimento filial esse será ele o detentor do crédito, perfeitamente identificado no PER/DCOMP, e será na escrituração desse estabelecimento filial que se ampara o pedido de ressarcimento. Não se pode, por incompatível com a legislação tributária, acatar a petição do contribuinte que confunde créditos entre estabelecimentos, uma vez que não existe centralização no que tange ao IPI. Veja, no caso concreto, a matriz solicitou como se lhe pertencessem créditos que deveriam ser escriturados pelo estabelecimento filial número de ordem 0008. No entanto, nem matriz nem filial os escriturou. Desse modo, o supramencionado saldo credor trimestral não pode ser apurado. Demanda-se a apuração do saldo credor porque o art. 11 da Lei nº 9.779, de 19/01/1999, a lei mestra do ressarcimento, determina que: Art. 11. O saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, acumulado em cada trimestre-calendário, decorrente de aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento ou tributado à alíquota zero, que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser utilizado de conformidade com o disposto nos arts. 73 e 74 da Lei nº 9.430, de 1996, observadas normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal - SRF, do Ministério da Fazenda. Ao iniciar o artigo 11 pela expressão “O saldo credor”, quis o legislador que se confrontasse valores de débitos e de créditos, porque é dessa maneira que se torna possível apurar o saldo credor de IPI, em cumprimento à característica fundamental, constitucional do tributo IPI, que é estar submetido ao princípio da não-cumulatividade. É no princípio da não cumulatividade que se estriba toda a legislação do tributo, inclusive o art. 164 do RIPI/2002, então vigente: Art. 164. Os estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, poderão creditar-se (Lei nº 4.502, de 1964, art. 25): I - do imposto relativo a MP, PI e ME, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se, entre as matérias-primas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; Creditar-se significa escriturar, registrar para apurar saldo credor ou devedor em cada período de apuração. Não é colecionar ou entregar à fiscalização uma quantidade de notas fiscais para que ela, a fiscalização, se incumba de relacioná-las, organizálas e por fim determinar um saldo credor em favor do contribuinte. O ressarcimento é um direito que se materializa a partir de uma confrontação entre créditos e débitos na escrituração do contribuinte. Dele é o interesse, dele é a obrigação de provar o direito. Não tem a fiscalização o poder/dever de executar tarefas que pertencem à vida diária das empresas, escriturando-lhe os livros, apurando-lhe com esse feito possível direito creditório. Confunde-se o contribuinte. Poder/dever tem o fisco de constituir o crédito tributário, exigindo dos administrados o tributo devido. Jamais advogar causa do contribuinte, como esse fora seu poder/dever. Tal proceder é incompatível com a função pública. Não é sem causa que ao regulamentar as leis concernentes ao creditamento e o ressarcimento de IPI, dispõem os atos normativos que: RIPI/2002: Fl. 402DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3302-009.535 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10783.920818/2011-03 Art. 190 Os créditos serão escriturados pelo beneficiário, em seus livros fiscais, à vista dos documentos que lhes confirma legitimidade. Art. 195 Os créditos do imposto escriturados pelos estabelecimentos industriais ou equiparados a industrial serão utilizados mediante dedução do imposto devido pelas saídas de produtos dos mesmos estabelecimentos. Art. 378 O Livro Registro de Entradas, modelo 1, destina-se à escrituração das entradas de mercadorias a qualquer título. ... VI- nas colunas sob o título “IPI-Valores Fiscais” e “Operações Com Crédito do Imposto”: ... b) Coluna “Imposto Creditado” montante do IPI Art. 399. O Livro Registro de Apuração do IPI, modelo 8, destina-se a consignar, de acordo com os períodos de apuração fixados neste Regulamento, os totais dos valores contábeis e dos valores fiscais das operações de entradas e saídas, extraídas dos livros próprios atendido o CFOP. IN SRF 33, de 04/03/1999 Art. 2º Os créditos de IPI relativos à matéria-prima (MP), produto intermediário (PI) e material de embalagem )ME), adquiridos para emprego nos produtos industrializados, serão registrados na escrita fiscal. §2º No caso de permanecer saldo credor [...] II- ao final de cada trimestre calendário, permanecendo saldo credor, este poderá ser utilizado para ressarcimento ou compensação [...] IN SRF nº 600, de 2005 Art. Os créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados escriturados na forma da legislação específica [...] .... Mas é de se notar que a petição em causa diz respeito a saldo credor do estabelecimento matriz, enquanto os créditos pertencem ao estabelecimento filial, fato que inviabiliza legalmente o ressarcimento pretendido. Também quando se considera o crédito presumido, não se exime o contribuinte de escriturá-lo, pois o incentivo, em se tratando de estabelecimento matriz contribuinte do IPI, compõe o saldo credor. Forçosamente, a apuração de saldo credor se faz na escrita fiscal. Além do mais, as dificuldades encontradas pela fiscalização foram gritantes. Para bem esclarecê-las importante reproduzi-las: DOS CRÉDITOS PRESUMIDOS. 14. Inicialmente cabe destacar que o contribuinte não apresentou a relação das notas fiscais das aquisições de MP, PI e ME utilizados e suas aplicações no processo de industrialização, para que pudéssemos identificar se atendiam ao conceito de MP, PI e ME, conforme disposto no art. 164, I, do Decreto n° 4.544/002. 15. Foi apresentado tão somente um amontoado de 145 pastas, onde estavam todas as notas fiscais de aquisições do ano 2005/2006, incluindo as aquisições para uso/consumo, imobilizado, manutenção, peças e notas fiscais de transferências, de prestação de serviços, etc, sem identificação de quais se referiam a MP, PI e ME. Fl. 403DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 3302-009.535 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10783.920818/2011-03 16. Neste contexto, a fiscalização apurou e relacionou, por verdadeiro processo de garimpagem, em mais de 20.000 notas fiscais de aquisições, aquelas que poderiam atender ao conceito de MP, PI e ME do art. 164, I do dec. 4.544/02. 17. O mesmo procedimento de garimpagem foi realizado para apurar as receitas de exportação, porém, utilizando-se de uma relação apresentada de forma precária, tendo sido conferida com as notas fiscais de exportação apresentada, e relacionada na PLANILHA APURAÇÃO RECEITA EXPORTAÇÃO. 18. O contribuinte, por opção, adotou para apuração de possíveis créditos presumidos, o conceito e a sistemática da Lei 9.363/96, o que excluí da apuração as aquisições de combustíveis, energia elétrica e prestações de serviços de encomenda. A RECEITA DE EXPORTAÇÃO. 19. A receita de exportação foi apurada pela fiscalização com base nas notas fiscais de exportação apresentadas pelo contribuinte, considerando as exportações efetuadas, relativas a produtos industrializados, excluindo os produtos não tributados como blocos, chapas brutas e exportações de produtos adquiridos de terceiros que não tenham sido submetidos a qualquer processo de industrialização pelo contribuinte (CFOP - 7.102) e produtos adquiridos com fim específico de exportação. 20. Os valores constam da PLANILHA APURAÇÃO RECEITA EXPORTAÇÃO, com o CFOP correspondente à exportação (7.101/7.127) e a identificação dos produtos exportados, sendo CP - chapa polida, LAD - Ladrilho. Foram excluídos da receita de exportação os valores referentes às notas fiscais não apresentadas (falta N), as notas fiscais referentes a uso/consumo (CFOP 5.557). Também deve ser deduzido da receita de exportação os valores correspondentes às devoluções de vendas para exportação, sobre o qual o contribuinte silenciou e não prestou nenhuma informação. ESTOQUE 21. O contribuinte não apresentou a apuração do estoque ao final de cada período de apuração do crédito presumido, com as informações de MP, PI, ME, e os valores de MP, PI e ME incorporados nos produtos acabados e não vendidos e nos produtos em produção. Quanto aos produtos em estoque e em produção, informou ser impossível a sua apuração. 22. Somente foram apresentados os Livros Registros de Inventário dos estabelecimentos com CNPJ n° 00.450.220/0002-06, 00.450.220/0007-02 e 00.450.220/0008-93, não apresentando o Livro Registro de Inventário para o estabelecimento 00.450.220/0001-17. 23. De posse dos livros apresentados a fiscalização apurou que no ano calendário 2006 o contribuinte escriturou estoque de MP, PI e ME, nos estabelecimentos com CNPJ n° 00.450.220/0002-06 e 00.450.220/0007-02 e 00.450.220/0008-93, somente em 31/12/2006. No estabelecimento com CNPJ n° 00.450.220/0008-93 a fiscalização, apurou na conta insumos industriais, em 31/12/2006, os valores discriminados na PLANILHA APURAÇÃO ESTOQUE. Fl. 404DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 3302-009.535 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10783.920818/2011-03 C - MATÉRIA PRIMA (MP), PRODUTO INTERMEDIÁRIO (PI) E MATERIAL DE EMBALAGEM (ME) ADQUIRIDOS. 24. O valor das aquisições de MP, PI e ME foi apurado pela fiscalização através das notas fiscais apresentadas pelo contribuinte, obedecendo ao conceito do art. 164, I do Decreto n° 4.544/2002 e Parecer CST n° 65/79, que, como dito no item 16, foi feita através da verificação de cada nota individualmente, no meio de 20.000 notas fiscais de aquisição. 25. A inexistência da apuração mensal do estoque inicial e final não permite a apuração da quantidade de MP, PI e ME utilizada em cada mês, o que contraria o art. 11 da IN SRF 419/04 e não permite a apuração mensal do crédito presumido como determina o art. 4º da IN SRF 419. 26. Do valor das aquisições constantes da PLANILHA APURAÇÃO AQUISIÇÕES, ainda devem 'ser deduzidos o valor de custo das exportações excluídas pelos motivos elencados na PLANILHA APURAÇÃO RECEITA EXPORTAÇÃO, sobre o qual o contribuinte não prestou qualquer informação. D- RECEITA OPERACIONAL BRUTA 27. Na apuração do crédito presumido foi considerado o valor da receita operacional bruta utilizado pelo contribuinte na memória de cálculo apresentada e também utilizado no Demonstrativo do Crédito Presumido. E - APURAÇÃO DO CRÉDITO PRESUMIDO. 28 - Para apuração do crédito presumido devem ser considerados os valores de Receita Operacional Bruta, Receita de Exportação e Insumos Utilizados no Processo Produtivo (MP, PI, ME). 29- Como o contribuinte não prestou as informações necessárias à apuração do crédito presumido, especialmente no que se refere à quantidade de MP, PI e ME utilizado, ficou prejudicada a apuração do crédito presumido. 30. As considerações do item C, 25 e 26 também impedem a apuração do crédito presumido, assim como as considerações do item estoque. 31 - Ocorre que o contribuinte, contrariando o disposto no art. 16 da IN/SRF n° 419/2004, não efetuou nenhum registro do crédito presumido apurado em sua escrita fiscal, especificamente, no Livro de Registro e Apuração do IPI - RAIPI, no campo "Outros Créditos". 32- O registro do crédito no RAIPI é necessário, pois, serve, dentre outros motivos, de controle da utilização do crédito, impedindo que sejam apresentados diversos pedidos de ressarcimento com os mesmos valores. 33-Assim sendo, pela inconsistência da escrituração fiscal do contribuinte e falta de escrituração do crédito presumido no RAIPI, torna-se improcedente o pedido de ressarcimento apresentado para este crédito. Ora, evidencia o Relatório Fiscal que não se tratou, em relação ao crédito presumido, de simples falta de escrituração do incentivo. O que ocorreu, de fato, a impossibilidade de averiguar o valor pleiteado pelo contribuinte em decorrência de uma série de erros e incongruências existentes na sua escrituração fiscal e falhas inexcusáveis para quem pretende ter reconhecido o ressarcimento de saldo credor, pois essa foi a petição expressa no Per/DCOMP. Pretendia o contribuinte o ressarcimento de saldo credor composto por créditos básicos e crédito presumido de IPI, valores que necessariamente devem ser escriturados para a determinação do quantum pretendido por um estabelecimento matriz contribuinte do IPI. O crédito presumido não pode ser apurado e os créditos básicos, não escriturados, pertenciam ao estabelecimento filial 0008. Fl. 405DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 3302-009.535 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10783.920818/2011-03 Ademais, desde a instituição da Lei nº 9.779, de 1999, art. 15, o crédito presumido é apurado de forma centralizada e abrange toda movimentação da empresa. Com essa determinação legal, as matérias primas, a receita operacional bruta, os estoques, como todos os itens necessários à determinação do incentivo são computados em conjunto e abrangem todos os estabelecimentos pertencentes à pessoa jurídica. Se não são oferecidos à fiscalização todos os livros e dados de todos os estabelecimentos que compõem a empresa, a certeza e a liquidez do crédito ficam prejudicadas, o que inviabiliza o seu deferimento. O próprio contribuinte assume as deficiências da escrituração ao expor que: Em relação à escrituração que o fiscal diz ser inexistente nos livros de apuração do IPI, o que não é verdade porque ela apenas é falha, o contribuinte viveu muitos anos uma má fase operacional e administrativa, na qual lhe faltou mão de obra contábil qualificada para escriturar os livros corretamente. Contudo, ainda que o livro RAIPI não esteja escriturado da maneira esperada pelo fiscal, devem ser consideradas todas as notas fiscais apresentadas, nas quais ensejam o crédito devido. Numa outra passagem, afirma o contribuinte que: Outra nuance que não foi analisado pelo fiscal é que os créditos foram requeridos extemporaneamente, ou seja, em 2007, assim sendo, foram escriturados no livro RAIPI de 2007 (cópia anexa), que nunca foi requerido pelo fiscal. As declarações do contribuinte sobre a escrituração dos livros fiscais dão a medida certa da falta de credibilidade do livro RAIPI e dos PER/DCOMP apresentados. A sistemática de requisição de ressarcimento, mediante PER/DCOMP, definem como períodos de apuração aquele em que os créditos são escriturados. Sendo assim, se houve escrituração de créditos em trimestres-calendário de 2007, esse deveria ser a referência da petição do contribuinte: determinado trimestre do ano-calendário de 2007, porque a informação contida no PER/DCOMP deve espelhar o que está registrado no RAIPI. Se não são obedecidas as regras para a petição de ressarcimento/compensação, os PER/DCOMP transmitidos estão incorretos e não espelham a intenção do contribuinte. A orientação contida no parecer fiscal que desencadeou a emissão do despacho decisório com a denegação do pleito do contribuinte foi respaldada em atos legais, leis e atos normativos, aos quais os julgadores estão vinculados, a teor do disposto na Portaria MF nº 341, de 2011: São deveres do julgador: [...] IV- cumprir e fazer cumprir as disposições legais a que está submetido; e V- observar o disposto no inciso III do art. 116 da Lei nº 8.112, de 1990, bem como o entendimento da RFB expresso em atos normativos. Assim sendo, não há como acatar as alegações de existência de saldo credor defendida pelo contribuinte, em face da inexistência deste cálculo, bem como do registro de operações indispensáveis ao cálculo do crédito presumido de IPI, condições sine quae nom para o deferimento do pleito. Em face do exposto, torna-se também prescindível a perícia ou a diligência solicitadas, uma vez que realizá-las não traria modificação no entendimento expresso no presente voto. Conforme disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 06/03/1972, “A autoridade julgadora de primeira instância determinará de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendê-las necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28 in fine.” Especialmente em relação à perícia, de pronto, não seria acatada tendo em vista a falta de requisitos para deferi-la, tais quais, a indicação de perito e a formulação de quesitos, conforme definições trazidas pelo inc. IV do art. 16 do Decreto 70.235, de 1972: Art. 16. A impugnação mencionará: [...] IV - as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. Negadas, portanto, a perícia e a diligências requeridas. Fl. 406DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 12 do Acórdão n.º 3302-009.535 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10783.920818/2011-03 Sobre a correção monetária de saldo credor, uma vez que não reconhecido crédito no presente voto, incabível a aplicação de atualização monetária sobre créditos inexistentes. Mas, a título de esclarecimento, diga-se de pronto, que a legislação tributária não admite a atualização monetária de ressarcimento de IPI, notadamente a IN SRF nº 600, de 2005, §5º, art. 52, vigente à época da formulação do pedido de ressarcimento/compensação: § 5 º Não incidirão juros compensatórios no ressarcimento de créditos do IPI, da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, bem como na compensação de referidos créditos. Sobre a necessidade de escrituração do RAIPI, vale a pena trazer o entendimento atual da CSRF: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO. CORRETA ESCRITURAÇÃO. ESTORNO DE CRÉDITOS. REQUISITO Para a devida apuração do crédito presumido de IPI e seu eventual ressarcimento, é condição que o mesmo tenha sido devidamente escriturado nos livros fiscais com os respectivos estornos de créditos empregados na industrialização de produtos. Acórdão nº 9303-008.520 de 17/04/2019. Posto isso, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Fl. 407DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 19515.004377/2010-46
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 24 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 3402-002.725
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Rodrigo Mineiro Fernandes Presidente e relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Renata da Silveira Bilhim, Marcos Antonio Borges (suplente convocado), Sabrina Coutinho Barbosa (suplente convocada), Thais de Laurentiis Galkowicz e Rodrigo Mineiro Fernandes (Presidente). Ausente a Conselheira Maysa de Sá Pittondo Deligne.
Nome do relator: RODRIGO MINEIRO FERNANDES
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Rodrigo Mineiro Fernandes – Presidente e relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Renata da Silveira Bilhim, Marcos Antonio Borges (suplente convocado), Sabrina Coutinho Barbosa (suplente convocada), Thais de Laurentiis Galkowicz e Rodrigo Mineiro Fernandes (Presidente). Ausente a Conselheira Maysa de Sá Pittondo Deligne. Relatório Por bem retratar os fatos, adoto o relatório da DRJ Ribeirão Preto até aquela fase: “Trata-se de processo controlando Auto de Infração de IPI lavrado contra a interessada para os períodos de apuração 01/2005 a 06/2005, conforme fls. 438 a 439. O total do crédito tributário na data da lavratura foi de R$ 5.116.189,21, sendo R$ 2.122.721,37 de imposto, R$ 1.592.040,99 de multa proporcional de 75% e R$ 1.401.426,85 de juros de mora. Conforme Termo de Constatação Fiscal de fls. 365 a 387, o lançamento foi motivado pela interessada ter dado saída a produtos tributados com utilização da suspensão do imposto prevista no art. 29 da Lei nº 10.637/2002 sem que os requisitos para tanto estivessem atendidos. Especificamente, a fundamentação para a desconsideração da suspensão foi dada nos seguintes termos: 20. Ressaltamos que as "DECLARAÇÕES DE SUSPENSÃO DE IPI" apresentadas pelo fiscalizado em 02/DEZ/2010 e 06/DEZ/2010, com a intenção de cumprir o RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .0 04 37 7/ 20 10 -4 6 Fl. 868DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 3402-002.725 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 19515.004377/2010-46 determinado no inciso II do § 7.° do Art. 29 da Lei 10.637/2002, estavam completamente extemporâneas, pois em sua grande maioria tinham sido emitidas em 2002 e 2003, ou seja, estavam totalmente desatualizadas e completamente improfícuas para a condição de falta de destaque de IPI no decorrer de 2005 ( para valer o benefício da suspensão), pois de acordo com o dispositivo legal vigente, tais cartas deveriam declarar sobre os critérios dos respectivos adquirentes, relativamente a ano calendário imediatamente anterior ao da aquisição, ou seja, isto significa que nestas declarações apresentadas, os adquirentes estariam prestando informações necessárias para eventuais emissões de notas fiscais de Saída em 2002 e 2003, pois as mesmas haviam sido expedidas em 2001 e 2002 respectivamente, período este muitíssimo anterior ao período sob exame (2005). (...) 27 . Assim sendo, além da irregularidade descrita no item 24 acima, constatamos que o fiscalizado, sem estar de posse das necessárias "Declarações", relativas ao período das respectivas saídas, ou seja, AC 2005, indevidamente se beneficiou de suspensão de IPI nas vendas de produtos de embalagens, com classificação fiscal 3920.2090 (alíquota 15%), 3921.9019 (alíquota 15%) e 3921.9090 (alíquota 15%), para as empresas a seguir relacionadas, optantes pelo SIMPLES: -CNPJ 03.558.199/0001-66- LBR INDUSTRIA E COMERCIO DE CAFE LTDA -CNPJ 41.953.118/0001-11- SERGIO MEIRELLES FILHO -CNPJ 47.427.075/0001-17-TORREF. MOAGEM CAFE LAURO GARCEZ -CNPJ 71.105.902/0001-30-SUPRME IN. COM. PRODS. ALIMS. LTDA -CNPJ 71.671.242/0001-55- ONLY PLASTIC IND E COM LTDA EPP Cientificada em 13/12/2010 (fl. 442), a interessada apresentou, em 11/01/2011, a impugnação de fls. 444 a 471, na qual trouxe os seguintes argumentos de defesa, em síntese: - Teria ocorrido a decadência, por força do art. 150, §4º do CTN, dos valores lançados nestes autos. - Não há exigência legal da apresentação de uma declaração a que se refere o art. 29, §7º, da Lei nº 10.637/2002, com periodicidade anual. - O art. 111, inciso I, do CTN garante que a norma isentiva seja interpretada literalmente. - O benefício decorre de uma condição de fato, e não do cumprimento de uma obrigação formal. - Em razão da premissa acima, haveria nulidade por violação ao princípio da verdade material, pois a fiscalização deveria comprovar o descumprimento dos requisitos previstos no art. 29 da Lei nº 10.637/2002. - As empresas indicadas como optantes do SIMPLES não o eram no ano de 2005, conforme pesquisas juntadas com a impugnação (docs. 52 a 56, fls. 682 a 686). - O art. 41 do RIPI/2002 determinaria que a responsabilidade no caso concreto quanto ao IPI em discussão seria das adquirentes das embalagens produzidas pela interessada. - Em relação à saída para a empresa Tradbor Indústria e Comércio, teria ocorrido saída indevida com suspensão do IPI, mas teria havido a devida correção através de nota complementar (docs 57 a 65 anexos à impugnação, fls. 687 a 695). - As vendas à Only Plastic Indústria e Comércio LTDA foram de sucata, não sujeita ao IPI (docs. 66 a 76 anexos à inicial, fls. 696 a 706).” Em 21 de novembro de 2017, a 8ª Turma da Delegacia Regional do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto, por meio do acórdão 14-74.987 (fls. 739 a 756), por unanimidade Fl. 869DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 3402-002.725 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 19515.004377/2010-46 de votos, julgou parcialmente procedente a impugnação, mantendo parcialmente o crédito tributário lançado. A DRJ entendeu que não havia embasamento legal para se exigir a renovação anual da declaração prevista no artigo 29 da Lei nº 10.637/02 para fins de utilização da suspensão do IPI, de forma que a mera existência de uma declaração prévia à operação realizada seria suficiente para o cumprimento do requisito previsto da Lei. A decisão manteve o lançamento em relação a dois grupos de clientes do sujeito passivo: (i) clientes optantes pelo Simples Federal, em razão de vedação expressa legal; e (ii) clientes que, ou não apresentaram as declarações exigidas pelo art. 29, inciso II, § 7º da Lei, ou que apresentaram declarações com inconsistências. Tendo em vista que a decisão exonerou crédito tributário superior ao limite de alçada, a DRJ recorreu de ofício. O referido acórdão recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2005 a 30/06/2005 SUSPENSÃO. ART. 29 DA LEI Nº 10.637/2002. REQUISITOS. Para fins de enquadramento na suspensão do IPI de que trata o art. 29 da Lei nº 10.637/2002 no período tratado, era necessário que a vendedora estivesse em posse das declarações previstas no art. 29, §7º, inciso II, do mesmo diploma legal antes das saídas dos produtos de seu estabelecimento, bem como que nenhuma das envolvidas fosse optante pelo SIMPLES. Não há previsão legal para a exigência de que citada declaração seja renovada anualmente. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2005 a 30/06/2005 CONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE NO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. Não compete à autoridade julgadora administrativa afastar o direito positivado sob pretexto de alegados vícios de ilegalidade e inconstitucionalidade. NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos qualquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72. DECADÊNCIA. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. ART. 173, I, DO CTN Verificada no caso concreto a ausência de pagamentos antecipados, aplica-se a regra do art. 173, I, do CTN para contagem do prazo decadencial Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Regularmente cientificada do acórdão da DRJ, a contribuinte interpôs seu Recurso Voluntário (fls. 772 a 783), repisando os argumentos trazidos em sua impugnação. Alega, ainda, que a decisão da DRJ não poderia basear inteiramente em um suposto “sistema da RFB” que sequer teria sido juntado aos autos do processo administrativo, inexistindo, segundo seu entendimento, qualquer prova de que tal afirmação (de que os clientes estariam enquadrados no Simples Federal) seria verdadeira. Apresentou declarações das empresas Doutor Coffee Especialista em Café Ltda. (antiga Doutor Coffee Brasil Ltda), M. Dias Branco Indústria e Comércio de Alimentos Ltda., Agroindústria e Exportação Café-Bahia Ltda., Três Corações Alimentos S.A (antiga RN Santa Clara Ind. Com. Alimentos Ltda.), Cotam Cic Indul. de Alimentos S.A., Café Lontrinha Ltda. e Hileia Inds de Prods. Alimentícios S.A. (fls.799 a 812), a fim de atender ao disposto no art. 29, inciso II, § 7º da Lei nº 10.637/02. Fl. 870DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 3402-002.725 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 19515.004377/2010-46 O processo foi encaminhado a este Conselho para julgamento e posteriormente distribuído a este Relator. Em 25 de setembro de 2019 este Colegiado converteu o julgamento dos recursos em diligência à repartição de origem, para as seguintes providências por parte da Autoridade Lançadora: (i) apresente um demonstrativo de apuração do IPI para o período em questão, identificando os valores dos créditos básicos do imposto, os créditos incentivados e os débitos, com a apuração do valor por período de apuração; (ii) anexe o Livro de apuração do IPI, para o período em questão (01/01/2005 a 30/06/2005); (iii) anexe as comprovações cadastrais, extraída dos sistemas da RFB, relativos aos adquirentes dos produtos da recorrente enquadrados no Simples Nacional no ano de 2005, que foram objetos da autuação; (iv) analise as declarações das empresas Doutor Coffee Especialista em Café Ltda. (antiga Doutor Coffee Brasil Ltda), M. Dias Branco Indústria e Comércio de Alimentos Ltda., Agroindústria e Exportação Café-Bahia Ltda., Três Corações Alimentos S.A (antiga RN Santa Clara Ind. Com. Alimentos Ltda.), Cotam Cic Indul. de Alimentos S.A., Café Lontrinha Ltda. e Hileia Inds de Prods. Alimentícios S.A. (fls.799 a 812), apresentadas juntamente com o Recurso Voluntário, a avalie se as mesmas atendem ao disposto no art. 29, inciso II, § 7º da Lei nº 10.637/02. A Delegacia Especial de Fiscalização de Comércio Exterior e Indústria – DELEX, em atendimento à Resolução nº 3402-002.300, elaborou Informação Fiscal (fls.838 a 857), relatando o procedimento de diligência fiscal e as conclusões fiscais, e o Termo de ciência e de encerramento de diligência Fiscal. As ciências eletrônicas por decurso de prazo ocorreram em 11/02/2020, tanto para a Informação Fiscal (fl. 862), quanto para o Termo de Encerramento de Diligência Fiscal (fl.863). O processo foi devolvido para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes, Relator. Ao examinar os argumentos trazidos pela empresa SANTA ROSA, em cotejo com as alegações da Autoridade Fiscal, entendo necessária a nova conversão do julgamento em diligência com vistas a aclarar a situação que passo a descrever. A questão a ser decidida cinge-se sobre saídas de produtos (embalagens fabricadas) com utilização da suspensão do imposto prevista no art. 29 da Lei nº 10.637/2002, e o atendimento aos requisitos para tal suspensão. A empresa alega a decadência integral do direito de constituição dos créditos tributários nos termos do 150, §4º, do CTN. Conforme consta dos autos, o Auto de Infração foi lavrado em 13/12/2010, para exigência de valores de IPI não lançados referentes ao período de janeiro a junho de 2005, períodos estes que já estariam decaídos na data do lançamento. A DRJ não acatou tal alegação por entender que deveria ser aplicado o disposto no artigo 173, I, do CTN, iniciando-se o prazo decadencial quinquenal em 01/01/2006, de modo que a ciência em 13/12/2010 se deu antes da ocorrência da decadência dos períodos envolvidos. Fl. 871DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 da Resolução n.º 3402-002.725 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 19515.004377/2010-46 Tanto a empresa quanto a DRJ utilizam como fundamento o entendimento firmado pelo STJ no Recurso Especial nº 973.733/SC, julgado em sede de recurso representativo de controvérsia, de observância obrigatória por parte deste Colegiado: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (...)” (STJ, 1ª Sessão, REsp nº 973.733/SC, Relator: Ministro Luiz Fux, DJe 18.9.2009) Entretanto, a solução não é dada pela aplicação direta de tal decisão, visto que não houve pagamento antecipado, mas a compensação do IPI em conta gráfica. Em relação ao IPI, a legislação considera “pagamento” o aproveitamento de saldo credor (desde que legítimo). Veja- se o art. 124 do Regulamento do IPI/2002 (Decreto n.º 4.544/2002), aplicável ao caso: Art. 124. Os atos de iniciativa do sujeito passivo, no lançamento por homologação, aperfeiçoam-se com o pagamento do imposto ou com a compensação do mesmo, nos termos dos arts. 207 e 208 e efetuados antes de qualquer procedimento de ofício da autoridade administrativa (Lei nº 5.172, de 1966, art. 150 e § 1º, Lei nº 9.430, de 1996, arts. 73 e 74, e Medida Provisória nº 66, de 2002, art. 49). Parágrafo único. Considera-se pagamento: I - o recolhimento do saldo devedor, após serem deduzidos os créditos admitidos dos débitos, no período de apuração do imposto; II – o recolhimento do imposto não sujeito a apuração por períodos, haja ou não créditos a deduzir; ou III – a dedução dos débitos, no período de apuração do imposto, dos créditos admitidos, sem resultar saldo a recolher. No caso concreto, poderia ter havido dedução dos débitos com créditos que a empresa possuía, procedimento que poderia ser considerado pagamento, nos termos artigo mencionado acima. Ocorre que não estão anexados aos autos a cópia do livro de apuração do IPI, de forma a comprovar a dedução dos débitos, no período de apuração do imposto, dos créditos admitidos. Para esclarecer a questão, foi solicitado à unidade de origem a anexação do Livro de apuração do IPI, para o período em questão (01/01/2005 a 30/06/2005). A diligência não retornou as informações solicitadas. Transcrevo a Informação Fiscal (fls.838 a 857) com a manifestação da Delegacia Especial de Fiscalização de Comércio Exterior e Indústria: III - DILIGÊNCIA III.1 - A diligência fiscal a ser efetuada segue determinação contida no TDPF - Termo de Distribuição do Procedimento Fiscal de DILIGÊNCIA N.º Fl. 872DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 da Resolução n.º 3402-002.725 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 19515.004377/2010-46 08.1.65.00-2019-00936-0 (Código de Acesso: 14914081), expedido em 05/11/19 e para mim distribuído nesta mesma data, com o objetivo de coletar informações e/ou documentos conforme solicitado na RESOLUÇÃO N.º 3402- 002.300 - 3.ª Seção de Julgamento/ 4.ª Câmara/ 2.ª Turma Ordinária de 25/SET/2019, para instrução do Processo Administrativo Fiscal n.º 19515.0004377/2010-46; III. 2 - O presente procedimento de diligência teve início mediante expedição do Termo N.º 01 – Termo de Início de Diligência, expedido em 05/11/19 , dando ciência da citada diligência e intimando o contribuinte a apresentar documentos, conforme a seguir transcrito: “1. DAR CIÊNCIA do INÍCIO DE AÇÃO FISCAL relativa ao referido TDPF, expedido em 05/11/19 e para mim distribuído, para instrução do Processo Administrativo Fiscal n.º 19515.0004377/2010-46, com o objetivo de coletar informações e/ou documentos conforme solicitado na RESOLUÇÃO N.º 3402-002.300 - 3.ª Seção de Julgamento/ 4.ª Câmara/ 2.ª Turma Ordinária de 25/SET/2019; 2. DAR CIÊNCIA DA EXPEDIÇÃO DO TDPF supra, que ampara o exame fiscal a ser efetuado, informando que em obediência ao § 4.º do Art. 4.º da Portaria RFB nº 6.478, de 29 de dezembro de 2017, a referida ciência dar-se-á por intermédio da Internet, no endereço eletrônico www.receita.fazenda.gov.br (Consulta Termo de Distribuição do Procedimento Fiscal – TDPF) com a utilização do seguinte código de acesso : 14914081; 3. INTIMAR : No exercício das funções de Auditora Fiscal da Receita Federal do Brasil – AFRFB, com base nas disposições contidas nos artigos 505, 506, 507, 509, 510, 511, 513 e 516 do Regulamento do Imposto Sobre Produtos Industrializados – RIPI/2010, aprovado pelo Decreto no. 7.212, de 15 de junho de 2010, e amparado pelo TDPF em referência dou INÍCIO ao procedimento fiscal junto ao sujeito passivo em epígrafe, INTIMANDO-O, na pessoa de seu representante legal, a apresentar os elementos a seguir relacionados, relativamente ao tributo IPI, no prazo de 20 (VINTE) dias, contados da data da ciência do presente termo: 3.1 - Apresentar um demonstrativo de apuração do IPI para o período de 01/01/2005 a 30/06/2005, identificando os valores dos créditos básicos do imposto, os créditos incentivados e os débitos, com a apuração do valor por período de apuração; 3.2 – Apresentar o Livro de apuração do IPI, para o período 01/01/2005 a 30/06/2005. “ III.3 - O Termo n.º 01 , com prazo de 20 dias para atendimento, foi encaminhado por via postal, mas NÃO foi recebido no endereço cadastrado junto à RFB, havendo 03 tentativas de entrega e o não atendimento do correio, conforme demonstrado no retorno da referida correspondência - AR – registro n.º JU 57342502 7 BR; III.4 – Não havendo atendimento até 27/11/19, foi expedido o TERMO N.º 02 – TERMO DE CIÊNCIA E INTIMAÇÃO FISCAL com o objetivo de dar ciência do referido procedimento fiscal e coletar os documentos necessários para a análise a ser efetuada: “4.1 - Apresentar um demonstrativo de apuração do IPI para o período de 01/01/2005 a 30/06/2005, identificando os valores dos créditos básicos do Fl. 873DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 da Resolução n.º 3402-002.725 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 19515.004377/2010-46 imposto, os créditos incentivados e os débitos, com a apuração do valor por período de apuração; 4.2 – Apresentar o Livro de apuração do IPI, para o período 01/01/2005 a 30/06/2005.“ III.5 - Diante do não atendimento ao correio, observei que nos dados cadastrais da empresa, mantidos junto à Receita Federal existe a opção DTE: __ CNPJ,CONSULTA,CNPJ ( CONSULTA PELO CNPJ T34227WI DATA: 27/11/2019 PAG.: 1 / 1 USUARIO: SIMONE CPF DO RESPONSAVEL COM INSCRICAO EM SITUACAO REGULAR NA BASE CPF CNPJ: 60.570.884/0001-41 (MATRIZ) N.E.: SANTA ROSA EMBALAGENS FLEXIVEIS LTDA NOME FANTASIA: SANTA ROSA DT ABERTURA: 10/09/1973(09/1973) DT PRIM. ESTAB.: 10/09/1973 SIT.CAD.CNPJ: ATIVA END.: R IRINEU JOSE BORDON 582 608 648 BAIRRO/DISTRITO: VILA JAGUARA MUNICIPIO: 7107 SAO PAULO UF: SP CEP: 05120-060 ORGAO: 0818000 TELEFONE: 11-36222300 FAX: 11- 36214928 OPCAO SIMPLES NACIONAL: NAO SIMEI: NAO OPCAO DTE: SIM CNAE: 2222-6-00 Fabricação de embalagens de material plástico UN. ADUANEIRA POS-DESPACHO - 0816500 NAT JUR: 206-2 Sociedade Empresária Limitada III.6 - Assim, a solicitação de ciência do referido Termo n.º 02, conforme disposto do Art. 23, III, “a”, do Decreto nº 70.235/72 ocorreu por meio de CIÊNCIA DIGITAL através do domicilio tributário eletrônico – DTE no E-processo sob n.º 13032.064817/2019-07, havendo ciência por decurso de prazo, em 12/12/2019, III.7 - Até a presente data a empresa nada apresentou; III.8 - Desta forma, quanto ao solicitado nos tópicos (i) e (ii) da citada resolução, nada há a ser informado; Constata-se que não constam dos autos as comprovações de tentativa de ciência por via postal do Termo nº 01, e da ciência eletrônica por decurso de prazo através do DTE do Termo nº 02. Como a informação solicitada é imprescindível para o deslinde da questão entendo que a unidade de origem deve anexar a comprovação da ciência dos termos lavrados que possibilitariam a apresentação dos documentos por parte da empresa Santa Rosa. Constata-se, também, que a unidade de origem não atendeu ao disposto no item (i) da referida Resolução. Fl. 874DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 da Resolução n.º 3402-002.725 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 19515.004377/2010-46 Diante do exposto, voto por converter o julgamento do recurso voluntário em diligência à repartição de origem, para anexação dos comprovantes de ciência dos termos de intimação relacionados com a diligência fiscal objeto da Resolução nº 3402-002.300 (Termo nº 01 e Termo nº 02). Caso os comprovantes não sejam localizados, reiterar a intimação e repetir os procedimentos determinados pela Resolução nº 3402-002.300. Encerrada a instrução processual a Interessada deverá ser intimada para manifestar-se no prazo de 30 (trinta) dias, conforme art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011. Concluída a diligência, os autos deverão retornar a este Colegiado para que se dê prosseguimento ao julgamento. É a resolução. (assinado com certificado digital) Rodrigo Mineiro Fernandes Fl. 875DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 36624.008025/2006-65
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/04/1996 a 31/07/1997
Ementa: CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - TOMADOR DE SERVIÇOS DE CONTRUÇÃO CIVIL - SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA TOMADORA DE SERVIÇOS.
Conforme o art. 30, VI da Lei n° 8.212/1991, o proprietário, incorporador ou dono da obra não importa qual seja o tipo de contratação é solidário com o construtor pelo cumprimento das obrigações perante a previdência social.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.251
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNISO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, Por unanimidade de votos, am negar provimento ao recurso,
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/04/1996 a 31/07/1997 Ementa: CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - TOMADOR DE SERVIÇOS DE CONTRUÇÃO CIVIL - SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA TOMADORA DE SERVIÇOS. Conforme o art. 30, VI da Lei n° 8.212/1991, o proprietário, incorporador ou dono da obra não importa qual seja o tipo de contratação é solidário com o construtor pelo cumprimento das obrigações perante a previdência social. Recurso Voluntário Negado.
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Cr. 4 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° 36624.008025/2006-65 Recurso n" 144.093 Voluntário Matéria RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - CONSTRUÇÃO CIVIL Acórdão n° 206-00.251 ME-Segundo Conselho de Contribuintes Sessão de 11 de dezembro de 2007 dePuScr =a)d a l'•• n .3 Recorrente SENPAR LTDA Rubrica eir Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/04/1996 a 31/07/1997 Ementa: CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - TOMADOR DE SERVIÇOS DE CONTRUÇÃO CIVIL - SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. ÓNUS DA TOMADORA DE SERVIÇOS. Conforme o art. 30, VI da Lei n° 8.212/1991, o proprietário, incorporador ou dono da obra não importa qual seja o tipo de contratação é solidário com o construtor pelo cumprimento das obrigações perante a previdência social. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRJE CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 36624.008025/2006-65 ~dia, O a Loot CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.251 / Fls. 163 Maria de FM', de Carvalho Mal 814Pe 751683 — ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNISO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, Por unanimidade de votos, am negar provimento ao recurso. ELIAS PAIO FREIRE Presidente • - ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n.° 36624.008025/2006-65 MF • SEGUNDO CONSELHO DECONTRI13... CCOVC06 Acórdão n.° 206-00.251 CONFERE COMO ORIGINAL .ç Fls. 164 Bruilit_21/ O cfe Maria de Fátima .ra de CarvalhoRelatório mai Siape 751683 A presente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social em virtude do instituto da responsabilidade solidária, previsto no art. 30, Vida Lei n ° 8.212/1991. O período compreende a competência maio/1998 a 12/1998. A base de cálculo dos segurados utilizados na prestação de serviços pela empresa CONSTRUTORA JK LTDA. foram obtidas mediante as notas fiscais/faturas de serviços emitidas pela empresa contratada para execução dos serviços, conforme relatório fiscal fls. 19 a 21. Não conformada com a notificação, foi apresentada defesa, fls. 27 a 37. Foi emitida Decisão-Notificação confirmando a procedência do lançamento, fls. 54 a 63. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 70 a 89. Em síntese, a recorrente em seu recurso alega o seguinte: • A autoridade fiscal, face a determinação do parecer 2376/00, não adotou procedimentos hábeis a minimizar os riscos de lançamento em duplicidade; • Colaciona acórdão da 2 CaJ/CRPS, destacando que o INSS deve constatar a existência do crédito previdenciário junto ao contribuinte prestador dos serviços, somente da não apresentação ou apresentação deficiente da documentação contábil e trabalhista necessária a comprovar a extinção da obrigação previdenciária, poderia o INSS arbitrar, junto ao responsável solidário as contribuições que entender devidas; • Em declaração de voto o presidente da 2 Cal enfatiza que a autarquia não trouxe evidências que qualquer procedimento fiscal tendente a verificar o descumprimento da obrigação tributária principal pelo contribuinte, destacando , ainda, o item 14 do parecer 2376/00, em que não pode haver a cobrança de uma obrigação já paga ou negociada, ou seja, se um dos sujeitos passivos do tributo extinguir a obrigação pelo pagamento ou se ocorrer uma das hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário; • Face os acórdãos deve ser confirmada, a existência de débitos na origem, por meio de verificações na correspondente escrita contábil da empresa prestadora de serviços, sem prejuízo do fisco previdenciário de investigar em seus arquivos sistematizados; • Destaca, ainda, em seu recurso a inexistência de providências fiscais hábeis à caracterização da ocorrência de cessão de mão de obra hábil à geração de solidariedade previdenciária. Colaciona voto de conselheiro da 2Cal acerca dessa necessidade; • A autoridade fiscal responsável pelo lançamento, não descreve as particularidades necessárias não apenas a validação da NFLD, mas da própria segurança que o crédito previdenciário merece ostentar, posto que não restou demonstrado com clareza e objetividade a efetiva ocorrência de cessão de mão de obra; • Requer que seja processado o presente recurso, com acolhimento de suas argüições. I SeJUNDO CONSFLISO DE CO —"um."CONFERE COM O nRIOINAL --Z1 aC gProcesso n.• 36624.008025/2006-65 9, CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.251 ellibt. Fls. 165 Maria de Fátima .. 431 • it4 a t EiaPe 7g1a6ge3 .41h° A unidade descentralizada da Receita Previdenciária apresen a suas contra- razões às fls. 160 a 166, argumentando: • Que o presente crédito previdenciário fundamenta-se no art. 30, VI, da Lei 8212/1991, que trata de responsabilidade solidária na construção civil, mas tendo sido argumento da defesa a solidariedade na cessão de mão de obra; • Que o citado parecer é muito claro em suas proposições:traça da distinção entre obrigação tributária e crédito tributário, que a solidariedade regida pela redação original do art. 31, tanto pode ser constituído em face do contribuinte como do responsável tributário, sem benefícios de ordem; dispõe que não há vedação legal à existência de mais de um crédito tributário em relação à mesma obrigação tributária, não pode haver cobrança de uma obrigação já paga ou negociada. Por fim, destaca o dito parecer não existir impedimento ao procedimento adotado pela autoridade previdenciária em relação a tomadora dos serviços, esclarecendo inclusive, a não ocorrência da duplicidade de lançamento e nem bis in idem. • Que no caso em tela atendeu-se todos os cuidados propostos pelo referido parecer da consultoria jurídica, tendo a NFLD sido identificada com o nome do contribuinte, bem como de todos os responsáveis tributários, tendo sido lavrada no tomador, aferindo-se indiretamente o valor da contribuição; • Que restou atendido também o preceito do item 27 do parecer, sendo que para evitar Mura cobrança sobre débito já pago, constatou-se que o contribuinte prestador não foi fiscalizado no mesmo período e ainda tomou-se o cuidado de verificar, por meio de pesquisas nos sistemas informatizados da previdência a existência de lacunas e falhas de recolhimento na prestadora suficientes para ensejar a presente exigência. • Que todas as informações acima descritas foram devidamente informadas no relatório fiscal anexo a esta NFLD; • Que o art. 128 do CTN, possibilita que lei atribua de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação; • Que a previsão legal ao estabelecer a solidariedade entre tomadores e prestadores de serviços, seria alcançar contribuintes que de outra sorte dificilmente seriam alcançadas pela auditoria fiscal. Tanto a tomadora, como a cedente de mão de obra tem a obrigação de manter a documentação necessária para subsidiar a fiscalização e comprovar o cumprimento das obrigações previdenciárias. • A apresentação do acórdão 02-693/2004, trazido em sede de recurso não possui o condão de afastar a exigência tributária. Em primeiro os acórdãos emitidos pelo CRPS não possuem efeito vinculante, e no caso em questão existem diversos outros acórdãos reveladores de outro entendimento; • Ademais, restou demonstrado no próprio relatório a preocupação do fisco em identificar a existência de recolhimentos na cedente de mão de obra evitando cobrança em duplicidade. (./k- MF - SEGUNLY/ -N .-SELHO CONTR CONFERE CO51 (") OR TONAL Brunia. 42...1 O 2- ; Processo n.° 36624.008025/2006-65 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.251 Maria de rátána e:r3 de Carvalho Fls. 166 Mal. Siape 751683 • Já quanto ao inovador argumento em sede de recurso quanto a necessidade de comprovação da cessão de mão de obra, para que se identifique o instituto da responsabilidade solidária, destaca-se que essa orientação não é aplicável ao presente crédito previdenciário, tendo em vista que se trata de solidariedade na construção civil, conforme demonstrado no relatório de fundamentos legais. • Ante o exposto, requer seja negado provimento ao recurso em questão. É o Relatório. eév ME - SEGUNDo ComFE1.110 DE CONTRIEL..:7TES1Processo n.• 36624.008025/2006-65 CCO2C06COM ERE COM O ORIONALAcórdão n.• 206-00.251 Fls. 167 Bresilia, 2) '02- ,2eoczi 40SanMaria de Voto - Mat. Sto.: 751683 Conselheira ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 154. Foi dado prosseguimento ao recurso sem a efetivação do depósito recursal, por ter o recorrente obtido liminar junto a 26 Vara da Justiça Federal de São Paulo que autoriza o arrolamento de bens e direitos de sua propriedade como forma de garantia do crédito objeto desta NFLD, fls. 90 a 93. Avaliados os pressupostos, passo para o exame do mérito. DO MÉRITO: Em primeiro lugar cumpre-nos destacar que o procedimento fiscal atendeu todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por cerceamento de defesa. Destaca-se como passos necessários a realização do procedimento: O autorização por meio da emissão do Mandato de Procedimento Fiscal — MPF- F, com a competente designação do auditor fiscal responsável pelo cumprimento do procedimento, conforme fls. 13; O intimação para a apresentação dos documentos conforme Termos de Intimação para Apresentação de Documentos — TIAD, fls. 14, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; O autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandato, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes, conforme demonstrado às fls. 01 a21. Já com relação às alegações da recorrente acerca da responsabilidade solidária, clara é a possibilidade legal nesse sentido. Conforme destacado no art. 30, VI da Lei n 8.212/1991, o proprietário, incorporador ou dono da obra não importa qual seja o tipo de contratação é solidário com o construtor pelo cumprimento das obrigações perante a previdência social. Assim, descreve o texto legal: "An. 30 (...). VI - o proprietário, o incorporador definido na Lei n°4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condómino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contrata* da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importáncia ,111 I- 1 ______ - (.0NSED ) DE CONTRiCtrCS CONFE1C CCM O nRIOTNAL Braailia. 2,io& Processo n.• 36624.008025/2006-65 CCO2/036 Acórdão n°206-00.251 4", (Qes,i) Fls. 168 Maria de Fátima f. eira de C- alho Mat. Siape 75 1683 a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o beneficio de ordem:" (Redação dada pela MP n° 1.523-9, de 28/06/97 e reeditado até a MP n° 1.523- 13, de 23/10/97 - Republicado na MP n° 1.596-14 de 10/11/97, convertida na Lei n°9.528, de 10/12/97). A recorrente SENPAR LTDA na qualidade de tomadora de serviços contratou a empresa CONSTRUTORA JK LTDA, para prestação de serviços de transporte, carga, descarga e espalhamento na pista de material para reforço do sub leito, conforme informação descrita no relatório fiscal, fls. 19 a 21. Dessa forma, a recorrente tornou-se responsável solidária com a empresa que realizou os serviços. Assim, o contribuinte e o responsável tributário, no caso o recorrente, são solidários em relação à obrigação tributária, não cabendo, nos termos do parágrafo único do artigo 124 do crN e do art. 30, VI da Lei n° 8.212/1991, beneficio de ordem. Entendo que ao atribuir responsabilidade solidária pelo cumprimento da obrigação tributária, abriu o legislador a possibilidade de a autoridade previdenciária cobrar a satisfação da obrigação de qualquer das solidárias, sendo desnecessária a averiguação inicial na prestadora dos serviços. Se assim o fosse, estaríamos alterando o instituto jurídico para responsabilidade subsidiária, tomando inócuo o dispositivo legal. Portanto, razão não confiro a recorrente no sentido de ser necessário primeiro fiscalizar a prestadora. Merece destaque, até porque utilizado como argumento de defesa, ementa do Parecer CJ/MPAS n°2.376/2.000, nestas palavras: "DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. SOLIDARIEDADE PASSIVA NOS CASOS DE CONTRATAÇÃO DE EMPRESAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. DUPLICIDADE DE LANÇAMENTOS. NÃO OCORRÊNCIA. A obrigação tributária é uma só e o fisco pode cobrar o seu crédito tanto do contribuinte, quanto do responsável tributário. Não há ocorrência de duplicidade de lançamento, nem de bis in idem e nem de crime de excesso de exação." A recorrente poderia ter elidido, afastado a solidariedade nos termos do art. 220, § 3° do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999, conforme a época de ocorrência do fato gerador, bastando para tanto, o cumprimento do dispositivo legal. Assim, dispõe o texto legal: "Art. 220. O proprietário, o incorporador definido na Lei n°4.591, de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária cuja contratação da construção, reforma ou acréscimo não envolva cessão de mão-de-obra, são solidários com o construtor, e este e aqueles com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a seguridade social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o beneficio de ordem. ,f 3°A responsabilidade solidária de que trata o caput será elidida: S0 _ MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTR1BU" 'TES CONFERE CUM O oRIG:NAL Processo n.° 36624.008025/2006-65 Magia, CilLE/ O t9 LaQ5 CCO2/C06 Acórdão n.• 206-00.251 Fls. 169 • Maria de Fátima "rnl-é Mat. S lapa 751683 1- pela comprovação, na forma do parágrafo anterior, ao recpinimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados, incluída em nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, quando corroborada por escrituração contábil; e li-pela comprovação do recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados, aferidas indiretamente nos termos, fonna e percentuais previstos pelo Instituto Nacional do Seguro Social. III - pela comprovação do recolhimento da retenção permitida no caput deste artigo, efetivada nos termos do art. 219. (Inciso acrescentado pelo Decreto n°4.032, de 261)1/2001). Como descrito acima, não é exigido da empresa (tomadora dos serviços) o pleno conhecimento dos fatos ocorridos na construtora, bastando a guarda da documentação, folhas de pagamento e guias de recolhimento do pessoal utilizado na obra, para afastar a solidariedade que ora lhe é imputada. A elisão é uma faculdade conferida ao devedor solidário, que em não utilizando dessa prerrogativa, como no caso em questão, continua figurando como responsável solidário pelo cumprimento da obrigação previdenciária. Entendo que o instituto da responsabilidade solidária não possui o condão de punir os contratantes (tomadores de serviços), nem tão pouco tem por objetivo simplesmente favorecer ao fisco. Dentro de uma concepção de administração na busca da excelência, cada vez mais empresas têm se utilizado da especialização, na busca de atender seu público e realizar os seus contratos da maneira mais satisfatória, porém essa possibilidade deve ser realizada com propriedade, tendo em vista que existe um bem maior a ser resguardado que são os direitos dos trabalhadores, que tem no instrumento trabalho a única forma de garantir o seu sustento ao longo da vida. Dessa forma, em uma linguagem simples, quando a lei atribui responsabilidade a terceiro tem por bem obrigá-lo a ser zeloso com as empresas para as quais repassa os serviços, identificando se são idôneas, cumpridoras de suas obrigações sejam trabalhistas ou previdenciárias. Injusto seria não prescrever a possibilidade de em cumprindo os preceitos legais, ter afastada qualquer tipo de responsabilidade, o que não é o caso da legislação previdenciária brasileira. Não tendo a recorrente sob sua guarda a documentação especifica para a obra, a autoridade previdenciária passa a ter a prerrogativa de lançar a importância que reputar devida, cabendo ao contribuinte o ônus da prova em contrário, por força do artigo 33, § 3° da Lei n.° 8.212/1991. Assim a legislação previdenciária possibilita a autoridade fiscal mecanismos para lavrar a Notificação, o que no presente caso, foi realizado com base no valor da nota fiscal, pois embutido nesse valor há a parcela referente à mão-de-obra utilizada. "Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social - INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "a", 'b" e "c" do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal - SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normalizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "d" e "e" do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação alterada pela Lei n° 10.256/01). s(gi MI; - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIE. ""v I CONFERE COM 0 ORIGINAL IProcesso n. • 36624.008025/2006-65 Ensaia. / 1. • / fi *s CCO2/C06 Acórdão n.• 206-00.251 legi Fls. 170 :1/412ris cte FLur mra de st alho tape 1510 § 3° Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e o Departamento da Receita Federal - DRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de oficio importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário." (Atualmente Secretaria da Receita Federal, conforme o caput deste artigo e Lei n° 8.490/92). A recorrente deveria possuir guia de recolhimento especifico, bem como folha de pagamento elaborada pela construtora, a fim de elidir a responsabilidade. Em não conseguindo elidir-se da responsabilidade solidária, caberia ao recorrente provar que a prestadora já recolhera toda a contribuição devida em relação aos serviços prestados, face a inversão do ônus da prova. Compete à Receita Previdenciária cobrar de todos os sujeitos passivos o cumprimento da obrigação. Sendo a responsabilidade solidária uma garantia do crédito tributário, não pode ser dispensada pela autoridade fiscal, conforme previsto no art. 141 do CTN, conforme descrito abaixo: "Art. 141 - O crédito tributário regularmente constituído somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos previstos nesta lei, fora dos quais não podem ser dispensadas, sob pena de responsabilidade funcional na forma da lei, a sua efetivação ou as respectivas garantias." Ademais, como descrito no relatório fiscal, não foi realizada nenhuma fiscalização na empresa construtora, razão porque não há que se falar em duplicidade de cobrança. Informa ainda a autoridade fiscal, que antes da lavratura da NFLD, procedeu a pesquisa nos sistemas informatizados da previdência, tendo identificado que não existem recolhimentos em diversas competências objeto desta NFLD. Destaca-se, por fim, que a recorrente não fez prova do fiel cumprimento da legislação previdenciárias, com vistas a identificar os recolhimentos devidos por parte da empresa contratada. Ao contrário do acórdão colacionado aos autos entendo que não deve a autoridade fiscal diligenciar para examinar a contabilidade da prestadora, pois se assim o fosse não haveria o beneficio de ordem, não existiria motivo para se efetuar o lançamento na tomadora de serviços se em qualquer caso a auditoria devesse diligenciar para examinar a contabilidade da prestadora. Havendo inversão é imprescindível à colação aos autos da prova contábil pelos interessados. Quanto ao outro argumento de inexistirem providências fiscais hábeis à caracterização da ocorrência de cessão de mão de obra, para que se aplique o instituto da responsabilidade solidária, também não confiro razão a recorrente. Tal necessidade, só se faz presente em se tratando de contratação de serviços mediante cessão de mão de obra, com fundamento no art. 31 da Lei 8.212/91, o que não representa o objeto desta NFLD. Aqui, estamos tratando de responsabilidade de dono de obra pela contratação de serviços, com fundamento no art. 30, VI da mesma lei, sendo, portanto inócua tal especificidade. (1)e.- MIT-SEGUNDO DE cormub - CONFERE COM O nR FONAL Processo n.• 36624.008025/2006-65 rkasik-----/ • / Zerdt CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.251 Maria de Fár treval' irldei L: 1 Fls. 171 Mar. Srape 751683 Destaca-se por fim, que tanto a Decisão Notificação, como as contra-razões apresentadas pela unidade da SRP rebateram com muita propriedade os argumentos trazidos pela recorrente. A notificação fiscal tomou por base documentos do próprio recorrente; os fatos geradores estão discriminados de modo claro e preciso às fls. 04 a 08, o que, sem dúvida, possibilitou o pleno conhecimento do recorrente acerca do levantamento efetuado. Face ao exposto, o procedimento fiscal seguiu os ditames previstos, devendo ser mantido nos termos da Decisão-Notificação. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em li de dezembro de 2007 ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Page 1 _0050200.PDF Page 1 _0050300.PDF Page 1 _0050400.PDF Page 1 _0050500.PDF Page 1 _0050600.PDF Page 1 _0050700.PDF Page 1 _0050800.PDF Page 1 _0050900.PDF Page 1 _0051000.PDF Page 1
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Numero do processo: 13738.000737/94-40
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Dec 03 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Fri Dec 03 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 303-00.998
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, determinar a remessa do
processo à Repartição de Origem para apensação ao principal, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, determinar a remessa do processo à Repartição de Origem para apensação ao principal, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 03 de dezembro de 2004 ANELISE DAUDT PRIE Presidente TOiee Z BARTOL o r Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ZENALDO LOIBMAN, NANCI GAMA, SILVIO MARCOS BARCELOS FITIJZA, CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS (Suplente), MARIA DO SOCORRO FERREIRA AGUIAR (Suplente) e MARCIEL EDER COSTA. Ausente o Conselheiro SÉRGIO DE CASTRO NEVES. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional MARIA CECILIA BARBOSA. MA/4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 126.251 303-00.998 S/A INDÚSTRIA VOTORANTIM DRJ/RIO DE JANEIRO/RJ NILTON LUIZ BARTOLI RELATÓRIO Trata-se de lançamento de oficio, formalizado no Auto de Infração de fls. 01/09, no qual restou consignada a falta de recolhimento de Finsocial, decorrente de autuação principal referente ao IPI, no período de Janeiro a Dezembro de 1990. Capitulou-se a exigência no § 1 0, do artigo lc', do Decreto-lei n° 1.940/82, artigos 16, 80 e 83 do Regulamento do Finsocial, aprovado pelo Decreto 92.698/86 e artigo 28 da Lei no 7.738/89. Houve a aplicação de juros de mora e multa proporcional, esta com fundamento nos artigos 86, § 1' da Lei 7.450/85 combinado com o artigo 2° da Lei 7.683/88, e aqueles, com fundamento no artigo I. II do Decreto-lei n° 2.049/83, artigo 54, § 2°, da Lei 8.383/91 e artigo 38 e parágrafos da Medida Provisória 596/94. Ciente do referido Auto de Infração, o contribuinte apresentou Impugnação (fls. 23/25) aduzindo que, como o auto de infração relativo ao IPI já foi devidamente impugnado, reitera integralmente os argumentos de defesa ali utilizados, inclusive os requerimentos de produção de prova e pedido final. Apenas acrescenta impugnação especi fica, quanto aos aumentos de aliquotas inconstitucionalmente praticados no ano de 1990, urna vez que foram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, as alíquotas superiores a 0,5%. Requer seja a Manifestação de Inconformidade julgada procedente, para que se julgue insubsistente o Auto de Infração, decretando-se a improcedência da ação fiscal e o conseqüente arquivamento do respectivo processo. Remetidos os autos A. Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro/RJ, foi exarada decisão deferindo em parte a pretensão do contribuinte, conforme ementa: "CONTRIBUIÇÃO PARA O FINSOCIAL Aplica-se aos procedimentos intitulados decorrentes ou reflexos o decidido sobre o lançamento que lhes deu origem, por terem suporte fatico comum. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° : 126.251 : 303-00.998 Constatada a aplicação de aliquotas majoradas por legislação cuja execução foi suspensa, retifica-se o lançamento para adequá-lo ao disposto na Medida Provisória 1.542/97, art. 18, inciso III." LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE." O contribuinte apresenta tempestivo Recurso Voluntário afirmando que, por ser exigência reflexa do procedimento matriz relativo ao IPI, a exigência relativa ao Finsocial deveria ser objeto de um só processo, para decisão conjunta, conforme determina o art. 9° do Decreto no 70.235/72, com redação do art. 1° da Lei 8.4787/93. Dessa forma, refere-se ao Recurso Voluntário interposto no processo matriz relativo ao IPI, onde aduz, em suma, que: - demonstrou-se na impugnação, que a fiscalização considerou apenas as perdas de sacos ocorridas na operação de ensacamento, deixando de apurar outros fatos envolvendo a movimentação de embalagem e de cimento verificados no estabelecimento; - para demonstrar a incorreção do trabalho fiscal realizado e a inexistência de diferença tributável, requereu-se a realização de prova pericial, nos termos do artigo 16, inciso IV, do Decreto no 70.235/72, com redação dada pelo artigo 1° da Lei 8.748/93, justificando-a, formulando quesitos, indicando e qualificando perito; - recebeu em 12/08/96, termo de diligência e perícia solicitando a apresentação, no prazo de 5 (cinco) dias, de toda a documentação comprobatória das alegações de defesa; - nesse exíguo prazo, não pôde apresentar nada mais do que planilhas demonstrativas da incorreção do trabalho fiscal e reiterar o pedido de realização de prova pericial; - em 20/09/96 protocolou a documentação relativa aos meses de fevereiro, mar-go e abril de 1990, dispondo-se, inclusive, a enviar a volumosa documentação relativa aos outros meses do período; - embora a decisão recorrida tenha afirmado que a perícia "...foi deferida através da Resolução DRJ/RJ/SEPIN no 20/96, às fls. 95.", em nenhum momento a autoridade fazenddria admitiu a sua realização; - diante do nítido cerceamento do direito de defesa, impõe-se a anulação da decisão recorrida e a determinação da realização da perícia exigida; 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° : 126.251 : 303-00.998 - chegar-se à presunção de industrialização de cimento e sua saída do estabelecimento, com apoio apenas em apuração de quantidade de sacos utilizada pelo estabelecimento fiscalizado, é procedimento fiscal não autorizado pela lei, pois o artigo 343, §1°, do RLPU82 não autoriza referido procedimento; - a auditoria de produção não foi realizada de modo escorreito, pois nota-se o inexplicável desprezo pelo levantamento das matérias-primas, insumos e produtos intermediários consumidos no processo de industrialização, elementos indispensáveis para fundamentar presumida saída de produto industrializado; - no demonstrativo de "Produção/Expedição de Cimento CRII-32 — Ano de 1990", considerado pela fiscalização para fundamentar a lavratura do auto de infração, verifica-se ter o estabelecimento produzido 472.657 toneladas de cimento no ano de 1990; - se o estabelecimento deu saída com nota fiscal de 471.382 toneladas de cimento, conforme apurado no "Quadro Demonstrativo da Diferença Apurada", resta evidente que o estabelecimento não produziu a diferença de 7.635,9 toneladas de cimento constatada pela fiscalização; - a fiscalização deixou de considerar a margem de tolerância admitida para o cimento ensacado, que é de 2%, conforme dispõe o artigo 4', da Portaria n° 002, de 07/05/1982, do Presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Nonnatização e Qualidade Insdustrial — INMETRO (DOU 11/05/1982). Deixou de efetuar Depósito Recursal, conforme determina o art. 32 da Medida Provisória n° 1.973-65, de 29/08/2000, tendo em vista a medida liminar comcedida em Mandado de Segurança, conforme documentos de fls. 65/79. Os autos foram distribuídos a este Conselheiro, constando numeração até as fls. 82, última. É o relatório. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° : 126.251 : 303-00.998 VOTO Apurado estarem presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntdrio, por conter matéria de competência deste Terceiro Conselho de Contribuintes. Com efeito, é de se destacar, que os presentes autos e a autuação fiscal à que pertinem, são reflexos de exigência à titulo do Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI, apurada em decorrência de omissão de receitas verificada em auditoria de produção e discutida nos autos do Processo n° 13738.000735/94-14. Inclusive, segundo consta do despacho de fls. 78/79, a autoridade monocritica prolatora da decisão recorrida, valeu-se na presente discussão, da decisão que julgou o auto de infração relativo ao IPI, nos autos do processo supra mencionado. Como consta do mencionado despacho, sendo as matérias pertinentes a um e outro processo, conexas, deviam os mesmos serem apreciados em concomitância, a teor do disposto no artigo 105, do Código de Processo Civil. Não obstante referido despacho ter sido acatado pelo d. Presidente da 2'. Camara do Segundo Conselho de Contribuintes, como consta das fls. 80, não fora cumprida tal determinação, como consta dos Informativos de fls. 81/82 e posterior redistribuição a minha pessoa. Muito embora fosse a mais acertada a providência requerida no despacho de fls. 78/79, com a qual este Conselheiro concorda plenamente, após pesquisa ao site deste Conselho de Contribuintes i , denota-se que o processo conexo ao presente, foi julgado em sessão realizada em 22/05/2001, restando o julgado nos telinos da seguinte ementa: "IPI — PERÍCIA — Havendo sido deferida a perícia, a autoridade administrativa deve seguir os ditames do artigo 18 do Decreto n°. 70.235/72. Não o fazendo, fica caracterizado o cerceamento do direito de defesa do contribuinte. Processo que se anula a partir da decisão recorrida, inclusive." (Acórdão 201-74.628 - Recurso www.conselhos.fazenda.gov.br 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° : 126.251 : 303-00.998 107293 — Processo 13738.000735/94-14 — Relator: Conselheiro Sérgio Gomes Velloso). Não obstante, dispõe o § 1 0 do artigo 9° do Decreto n° 70.235/72: "Art. 90 (...) § 1° Quando, na apuração dos fatos, for verificada a pi -Mica de infrações a dispositivos legais relativos a um imposto, que impliquem a exigência de outros impostos da mesma natureza ou de contribuições, e a comprovação dos ilícitos depender dos mesmos elementos de prova, as exigências relativas ao mesmo sujeito passivo serão objeto de um só processo, contendo todas as notificações de lançamento e auto de infração." Diante do exposto, entendo que o presente deve ser enviado repartição de origem, a fim de que seja atendido o despacho de fis. 78/79, devendo o presente ser apenso ao Processo n° 13738.000735/94-14. Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 2004 )iLTON Z BARTO I - Relator S
score : 1.0
Numero do processo: 10865.909057/2009-04
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 31/10/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO
DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão-somente, sanar contradição entre sua fundamentação e a parte dispositiva, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado.
Embargos Acolhidos
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.730
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803-002.112, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/10/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar contradição entre sua fundamentação e a parte dispositiva, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. Embargos Acolhidos Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803002.112, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira , Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 85DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 2 ITAIQUARA ALIMENTOS S.A. formulou, em 23 de janeiro de 2012, os Embargos de Declaração de fls. s/nº, contra o Acórdão nº 3803002.112, de 7 de novembro de 2011, fls. 48 a 50, assim ementado: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/10/2004 Ementa: COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/10/2004 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Invocando o art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF, a embargante acusa a decisão embargada de incorrer em contradição ao tomar como base de decidir os fundamentos da decisão recorrida, que são distintos dos levantados na fundamentação da decisão embargada. Requer ainda reconsideração do indeferimento do pedido de sobrestamento do julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão nº 3803002.112, de 7 de novembro de 2011. Nos termos do art. 65 do RICARF, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a Turma. Contradição Compulsando o voto condutor da decisão embargada, constato que dele constou, sob o título “Conclusão”, o que segue: Conclusão Fl. 86DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.909057/200904 Acórdão n.º 380302.730 S3TE03 Fl. 3 3 Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei nº 9.784, de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 7 de novembro de 2011 Alexandre Kern Há que se dar razão à Embargante. Com a locução recém transcrita, o Acórdão embargado findou por encampar os fundamentos levantados pela decisão de primeira instância, sem, contudo ter discorrido sobre eles em sua fundamentação, limitandose a analisar a questão sob a ótica probatória. Nesse sentido, portanto, entendo que a contradição deve ser sanada pela via dos presentes declaratórios. A contradição é meramente aparente. Na verdade, a fórmula empregada na conclusão do voto condutor da decisão embargada não deveria dele constar, tratandose de erro manifesto na formalização do acórdão. Assim, retifico a decisão embargada, cuja conclusão passa a ser, simplesmente, a que segue: Conclusão Em face dessas considerações, nego provimento ao recurso. Pedido de reconsideração do indeferimento do pedido de sobrestamento A propósito do pedido de reconsideração, recorro à doutrina Humberto Theodoro Junior1 (2004, p. 560), que leciona que os Embargos de Declaração têm como pressuposto de admissibilidade a existência de obscuridade, contradição ou omissão na sentença produzida. E que, em qualquer caso, a substância da sentença será mantida, uma vez que tais embargos não visam à reforma do acórdão ou da sentença. Admitese a hipótese de alguma alteração no conteúdo do julgado, sem, entretanto, ocasionar um novo julgamento da causa, haja vista não ser esta a função desse remédio recursal. A jurisprudência não destoa: A omissão e a contradição que autorizam a oposição de embargos de declaração têm conotação precisa: a primeira ocorre quando, devendo se pronunciar sobre determinado ponto, o julgado deixa de fazêlo, e a segunda, quando o acórdão manifesta incoerência interna, prejudicandolhe a racionalidade. Não constitui omissão o modo como, do ponto de vista da parte, o acórdão deveria ter decidido, nem contradição o que, no julgado, lhe contraria os interesses.” (Edcl em REsp 56.201BA, Rel. Min. Ari Pargendler, DJU de 09.09.96, p. 32346) 1 THEODORO JUNIOR. Humberto. Curso de Direito Processual Civil. 41ª ed. Rio de Janeiro: Ed.Forense. 2004. p. 560 e ss Fl. 87DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Salientada a natureza específica deste recurso, qual seja, a de propiciar a correção, integração e complementação da decisão, o pedido em tela não merece acolhida, posto que a via empregada não se presta para o simples reexame do litígio, obtendo nova análise da questão sob determinado ângulo, como meio de alterar o decidido Não conheço o pedido. Conclusão Com essas considerações, voto pelo acolhimento dos declaratórios do contribuinte, apenas para rerratificar a decisão embargada, sem alterarlhe o resultado do julgamento. Sala das Sessões, em Alexandre Kern Fl. 88DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.909057/200904 Acórdão n.º 380302.730 S3TE03 Fl. 4 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 89DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 13973.000418/2004-01
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003
Ementa:. NÃO-CUMULATIVIDADE. RESSARCIMENTO.
CRÉDITOS. DESPESAS FINANCEIRAS. ATRASO NO
PAGAMENTO DE TÍTULOS. FACTORING. DESPESAS EM
CONTRATOS DE CÂMBIO.
As despesas financeiras decorrentes de operações de faturização, do atraso no pagamento de títulos e as despesas e deságios verificados em contratos de câmbio suportados pelo contribuinte, por não se caracterizarem como despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica, não dão direito a crédito da contribuição não-cumulativa.
Numero da decisão: 3803-002.352
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Vencido(a)s o(a) Conselheiro(a) Jorge Victor Rodrigues.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 Ementa:. NÃO-CUMULATIVIDADE. RESSARCIMENTO. CRÉDITOS. DESPESAS FINANCEIRAS. ATRASO NO PAGAMENTO DE TÍTULOS. FACTORING. DESPESAS EM CONTRATOS DE CÂMBIO. As despesas financeiras decorrentes de operações de faturização, do atraso no pagamento de títulos e as despesas e deságios verificados em contratos de câmbio suportados pelo contribuinte, por não se caracterizarem como despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica, não dão direito a crédito da contribuição não-cumulativa.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 Ementa:. NÃOCUMULATIVIDADE. RESSARCIMENTO. CRÉDITOS. DESPESAS FINANCEIRAS. ATRASO NO PAGAMENTO DE TÍTULOS. FACTORING. DESPESAS EM CONTRATOS DE CÂMBIO. As despesas financeiras decorrentes de operações de faturização, do atraso no pagamento de títulos e as despesas e deságios verificados em contratos de câmbio suportados pelo contribuinte, por não se caracterizarem como despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica, não dão direito a crédito da contribuição nãocumulativa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencido(a)s o(a) Conselheiro(a) Jorge Victor Rodrigues. [assinado digitalmente] Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Andréa Medrado Darzé, Alan Fialho Gandra, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 154DF CARF MF Impresso em 08/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Sasse Alimentos Ltda. requereu o ressarcimento dos créditos da Contribuição ao PIS/PASEP, no valor de R$ 20.998,12, apurados sob o regime da nãocumulatividade, decorrentes das operações no mercado externo, que, ao final do 3° trimestre de 2003, remanesceram das deduções do valor da contribuição a recolher, concernentes às demais operações no mercado interno. Cumulativamente, formulou Declaração(ões) de compensação do direito creditório almejado com débito(s) próprio(s). A DRFJoiville/SC autorizou o ressarcimento de tãosomente R$ 8.140,95. De acordo com o Despacho Decisório de fls. 109 a 112, a glosa, no valor de R$ 12.857,17, deveuse à exclusão da base de cálculo dos créditos dos valores que não configuram empréstimos nem financiamentos, sendo composto o valor correto desta rubrica como demonstrado abaixo: INSTITUIÇÃO FINANCEIRA JUL/03 AGO/03 SET/03 CEF 4.966,28 4.928,25 522,00 Uruguai 4.367,31 4.498,64 4.354,02 Brasil 644,27 619,23 587,26 ABN AMRO 1.607,64 1.044,48 1.574,40 ABN AMRO 5.288,21 5.017,14 5.178,84 BADESC 6.222,68 6.264,05 11.854,57 BADESC 6.340,81 6.403,00 10.274,70 BADESC 12.389,63 12.462,03 25.129,77 Total 41.826,83 41.236,82 59.475,56 DACON 195.503,64 166.725,83 550.488,97 Valor Glosado 153.676,81 125.489,01 491.013,41 Sobreveio manifestação de inconformidade, fls. 121 a 125, por meio da qual o requerente contesta a assertiva de que não poderia deduzir créditos relativos aos juros pagos pelo atraso no pagamento de títulos ou pela cessão de créditos, na medida em que se tratariam de verdadeiras despesas financeiras decorrentes de financiamentos, uma vez que a lei, em sua redação original, não teria estabelecido a distinção pretendida pelo fisco, acrescentando que a menção ao RIR/99, bem como à Lei nº 9.718, de 1998, daria conta de que as despesas financeiras não se restringiriam àquelas pagas a instituições financeiras ou relativas a contratos de mútuo, formalmente realizados nos termos do Código Civil. Aduz que a norma que autorizou o crédito se referiu a empréstimos e financiamentos da pessoa jurídica, conceito no qual se incluiriam os valores em questão. A DRJ/CTA3ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 0618.244, de 4 de junho de 2008, fls. 128 a 137, teve ementa vazada nos seguintes termos; ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 RESSARCIMENTO. NÃOCUMULATIVIDADE. DESPESAS FINANCEIRAS. FACTORING. ATRASO NO PAGAMENTO DE TÍTULOS. DESPESAS EM CONTRATOS DE CÂMBIO. No sistema de nãocumulatividade, não geram créditos a serem descontados do PIS, as despesas financeiras decorrentes de factoring, de atraso no pagamento de títulos, em cartório ou diretamente aos fornecedores, e as despesas e deságios verificados em contratos de câmbio suportados pelo contribuinte, por não se caracterizarem como despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica. Solicitação Indeferida Fl. 155DF CARF MF Impresso em 08/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 13973.000418/200401 Acórdão n.º 380302.352 S3TE03 Fl. 150 3 Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 3ª Turma da DRJ/CTA. O arrazoado de fls. 140 a 146, após dispensar o recorrente do arrolamento de bens e resumir a lide, retoma a insurgência contra a glosa dos créditos relativos aos juros pagos pelo atraso de pagamento de títulos ou pela cessão de créditos, na medida em que se tratariam de verdadeiras despesas financeiras decorrentes de financiamentos, sob o argumento de que a Lei não ampara a distinção operada pela Fiscalização. Da mesma forma, quanto às demais despesas consideradas indiretas pela Fiscalização, igualmente, consistiriam em "bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados à venda", de modo que seria legítimo o crédito aproveitado. Argumenta que o conceito de insumo não pode ser restringido àqueles produtos e serviços que irão, efetivamente, compor o produto final. Tratase, no caso, de despesas relativas a uniformes e equipamentos de segurança, ao custo de desenvolvimento de produtos, assessoria empresarial, entre outras, as quais consistem em custos necessários ao desenvolvimento das atividades. Discorre sobre os princípios regentes da atividade administrativa, cita e transcreve doutrina, tudo para articular que, se o objetivo da concessão do crédito da contribuição era o de dar efetividade ao principio da nãocumulatividade, desonerando o custo da produção, não restam dúvidas de que a base de cálculo empregado pelo contribuinte não poderia ter sido desconsiderado, visto referirse a despesas integralmente relacionadas a sua atividadefim. Pede provimento. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 124 a 130 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJCTA3ª Turma nº 0618.245, de 4 de junho de 2008. CRÉDITOS DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL NÃOCUMULATIVA POR DESPESAS FINANCEIRAS A matéria tem previsão no inc. V do art. 3º da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, com a redação dada pela Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003, admitindo se créditos por despesas financeiras decorrentes de empréstimos, financiamentos e contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoas jurídicas, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES. A esse propósito, a Fiscalização expressamente admitiu o creditamento da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS calculado em relação às despesas financeiras decorrentes da manutenção de saldo mensal a descoberto em contas de depósito, em instituições financeiras autorizadas, por caracterizarse como operação de crédito correspondente a empréstimo. Da mesma forma, relativamente à emissão de debêntures e às despesas financeiras decorrentes de contratos de financiamento obtidos junto a instituições financeiras autorizadas, vinculados a certa finalidade ou aquisição de determinado bem. O Fisco, no entanto, considerou que o atraso no pagamento de títulos, em cartório ou diretamente aos fornecedores; as despesas sobre contratos de câmbio e a faturização (a cessão de crédito na modalidade pro soluto, ou seja, sem a responsabilização do cedente dos créditos, ou mera "compra e venda" dos créditos) não configurariam empréstimos nem financiamentos, glosando Fl. 156DF CARF MF Impresso em 08/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN 4 essa parcela dos créditos. O manifestante e o recorrente, a seus respectivos turnos, contestam a glosa sobre o argumento de que se trata de “verdadeiras despesas financeiras decorrentes de financiamentos” e de que a Lei não ampara a distinção operada pela Fiscalização. O voto condutor da decisão recorrida, ciosamente, foi pesquisar na legislação (Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 — Código Civil, Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, Lei nº 7.492, de 16 de junho de 1986, Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995) e na doutrina (Fábio Ulhôa Coelho, De Plácido e Silva, Fran Martins e Maria Helena Diniz) a natureza jurídica de despesas financeiras, de empréstimos e financiamentos em cotejo com a das operações cujos créditos foram glosados (i atraso no pagamento de títulos, em cartório ou diretamente aos fornecedores; ii factoring ou faturização e iii despesas sobre contratos de câmbio), concluindo que tais operações não se subsumem nos conceitos de empréstimo, nem de financiamento. O argumento recursal de que são “verdadeiras despesas financeiras decorrentes de financiamento) não foi hábil para refutar tal conclusão. Com essas considerações e com os próprios fundamentos da decisão recorrida que, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, adoto como razão de decidir e passam a fazer parte integrante desse voto, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 26 de janeiro de 2012 Alexandre Kern Fl. 157DF CARF MF Impresso em 08/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 13973.000418/200401 Acórdão n.º 380302.352 S3TE03 Fl. 151 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 13973.000418/200401 Interessada: SASSE ALIMENTOS LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.352, de 26 de janeiro de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 26 de janeiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 158DF CARF MF Impresso em 08/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN
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