Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,988)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,536)
- Primeira Turma Ordinária (13,108)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,534)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,777)
- Terceira Câmara (68,236)
- Segunda Câmara (57,099)
- Primeira Câmara (21,379)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,096)
- Segunda Seção de Julgamen (115,765)
- Primeira Seção de Julgame (77,654)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,458)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,581)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,683)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,662)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,340)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10983.911778/2009-20
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2005
RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações presentes nos sistemas internos da Receita Federal.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Ano-calendário: 2005
PIS NÃO CUMULATIVO. GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA.
CONTA DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS (CCC). CONTA DE
DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO (CDE). BASE DE CÁLCULO.
FATURAMENTO E RECEITA.
Os valores relativos à Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), repassados a título de subsídio às sociedades empresárias geradoras de energia elétrica que se utilizam de usinas termoelétricas, cujo objetivo é a compensação do alto custo decorrente do consumo de combustíveis fósseis, integram a base de cálculo da contribuição social calculada na sistemática da não cumulatividade.
Numero da decisão: 3803-002.866
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos temos do voto do relator. Fez sustentação oral: Dr. Vítor Feitosa OAB/SP nº 246837.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 18 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201204
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2005 RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações presentes nos sistemas internos da Receita Federal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ano-calendário: 2005 PIS NÃO CUMULATIVO. GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA. CONTA DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS (CCC). CONTA DE DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO (CDE). BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO E RECEITA. Os valores relativos à Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), repassados a título de subsídio às sociedades empresárias geradoras de energia elétrica que se utilizam de usinas termoelétricas, cujo objetivo é a compensação do alto custo decorrente do consumo de combustíveis fósseis, integram a base de cálculo da contribuição social calculada na sistemática da não cumulatividade.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 10983.911778/2009-20
conteudo_id_s : 6769612
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 16 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-002.866
nome_arquivo_s : 380302866_10983911778200920_201204.pdf
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10983911778200920_6769612.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos temos do voto do relator. Fez sustentação oral: Dr. Vítor Feitosa OAB/SP nº 246837.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2012
id : 4863826
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:02 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045641195520
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-12-09T17:13:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-12-09T17:12:41Z; Last-Modified: 2019-12-09T17:13:07Z; dcterms:modified: 2019-12-09T17:13:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:6a0fb68d-df59-400a-8b0a-1e8e5e605df4; Last-Save-Date: 2019-12-09T17:13:07Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-12-09T17:13:07Z; meta:save-date: 2019-12-09T17:13:07Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-12-09T17:13:07Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-12-09T17:12:41Z; created: 2019-12-09T17:12:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2019-12-09T17:12:41Z; pdf:charsPerPage: 2065; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-12-09T17:12:41Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 166 1 165 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10983.911778/200920 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 380302.866 – 3ª Turma Especial Sessão de 26 de abril de 2012 Matéria PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente TRACTEBEL ENERGIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações presentes nos sistemas internos da Receita Federal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2005 PIS NÃO CUMULATIVO. GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA. CONTA DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS (CCC). CONTA DE DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO (CDE). BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO E RECEITA. Os valores relativos à Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), repassados a título de subsídio às sociedades empresárias geradoras de energia elétrica que se utilizam de usinas termoelétricas, cujo objetivo é a compensação do alto custo decorrente do consumo de combustíveis fósseis, integram a base de cálculo da contribuição social calculada na sistemática da não cumulatividade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos temos do voto do relator. Fez sustentação oral: Dr. Vítor Feitosa OAB/SP nº 246837. (assinado digitalmente) Fl. 168DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS 2 Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de decisão da DRJ Florianópolis/SC que não reconheceu o direito creditório pleiteado pelo contribuinte, consistente em alegada contribuição recolhida a maior, no valor de R$ 687.439,94, que se refere ao valor do recolhimento de R$ 482.210,96 atualizado até a data do pedido de restituição. Submetida a Declaração de Compensação (DCOMP) à apreciação da Receita Federal, expediuse despacho decisório (fls. 125) denegatório do direito pleiteado, em que se consignou que o valor recolhido e indicado como fonte do crédito já havia sido integralmente utilizado para o pagamento de débitos do sujeito passivo. Irresignado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 1 a 19), protestou pela juntada de novos documentos e pela produção de outras provas que pudessem ser consideradas imprescindíveis ao esclarecimento/comprovação da regularidade dos procedimentos adotados e requereu a homologação integral da compensação ou, alternativamente, que o processo fosse baixado em diligência à repartição de origem com vistas à confirmação da existência do direito creditório em face da não incidência da contribuição sobre os recebimentos oriundos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: a) a fonte de seus créditos está associada à indevida consideração como receita de valores recebidos a título de "reembolso de despesas" no âmbito da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), ambas geridas pela Eletrobrás; b) anteriormente, por equivocado regramento contábil, classificavamse formalmente tais recebimentos como receitas, o que fazia com que sobre eles incidissem as contribuições sociais (PIS e Cofins), sendo que, posteriormente, "após amplo e exauriente debate técnico mantido junto à ANEEL", concluiuse que tais valores têm natureza de "reembolso de despesas", o que os afastaria da incidência das contribuições regidas pelas Leis n° 10.637/2002 e n° 10.833/2003; c) os valores devidos da contribuição foram recalculados, expurgandose os “reembolsos de despesas”, do que originou o crédito pleiteado neste processo; d) os valores vinculados às contas CCC e CDE são incluídos, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), no cálculo da conta dos consumidores residentes nas regiões Sul, Sudeste, CentroOeste e Nordeste, por meio das concessionárias distribuidoras, e repassados à Eletrobrás, que administra tais recursos e reembolsa as empresas geradoras de Fl. 169DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.911778/200920 Acórdão n.º 380302.866 S3TE03 Fl. 167 3 energia elétrica que se utilizam de termoelétricas para atender à demanda de áreas isoladas da região Norte, dado o alto custo de geração de energia elétrica nessas condições; e) as geradoras de áreas isoladas da região Norte não arcam com os custos dos combustíveis fósseis destinados à geração da energia termoelétrica adquiridos com os recursos da CCC/CDE, os quais são rateados entre as distribuidoras e cobrados dos consumidores finais; f) os valores recebidos da CCC/CDE não podem ser considerados como receitas, pois, inobstante o fato de sua contabilização, no passado, como receitas de subvenção, tal procedimento encontravase em consonância com a redação anterior do Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, que, após a constatação do equívoco pela ANEEL, foi alterado, por meio do Despacho n.° 657, de 30 de março de 2006, no sentido de classificálos em conta retificadora dos custos com matériaprima e insumos para produção de energia elétrica; g) também de acordo com a Nota Técnica n° 115 e a Nota Técnica n° 116, ambas da ANEEL, para as concessionárias de geração de energia elétrica, os repasses da CCC/CDE são "reembolsos de despesas"; h) a própria ANEEL esclareceu que os valores outrora contabilizados como "receitas de subvenção" deveriam ser contabilizados como "recuperação de custos", em conta retificadora dos dispêndios com matériaprima e insumos, não se integrando às receitas das concessionárias geradoras; i) de acordo com parecer emitido pelo tributarista Ives Gandra da Silva Martins, trazido aos autos, os valores oriundos da CCC não podem ser caracterizados como receitas; j) de acordo com a jurisprudência administrativa, em face do princípio da verdade material, não pode um eventual equívoco formal se sobrepor à realidade dos fatos, devendo os erros em declarações apresentadas à Administração tributária ser reparados após a demonstração da verdade real. Junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópias do Instrumento de Mandato, da documentação societária, das Notas Técnicas nº 115 e 116/2006 da ANEEL, de parecer do professor Ives Gandra da Silva Martins, de uma tabela intitulada “Memória de Cálculo”, de comprovantes de recolhimento da contribuição e do Despacho Decisório (fls. 20 a 125). A DRJ Florianópolis/SC não reconheceu o direito creditório (fls. 129 a 138), tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS 4 Nos casos em que a existência do indébito incluído em declaração de compensação está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é maior do que o devido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais outras verificações, nos casos em que o contribuinte, previamente à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. ASSUNTO: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Anocalendário: 2004 EMPRESAS GERADORAS DE ENERGIA ELÉTRICA. VALORES RECEBIDOS DA CONTA DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS. INCIDÊNCIA NO CASO DE TRIBUTAÇÃO SOBRE A RECEITA BRUTA Os valores relativos à Conta de Consumo de Combustíveis, recebidos pela empresas geradoras de energia elétrica por meio de usinas termoelétricas e destinados à compensação do custo incorrido em razão do consumo de combustíveis fósseis, tratam se de subvenções que integram a receita daquelas empresas, incluindose nos "resultados nãooperacionais" da atividade. Por conta disto, tais receitas devem ser incluídas nas bases de cálculo das exações que incidem sobre a receita bruta. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 DILIGÊNCIAS. DESCABIMENTO NO CASO DE LITÍGIO ACERCA DE QUESTÕES DE DIREITO Como as diligências são destinadas à elucidação de questões de fato não devidamente evidenciadas nos autos, não podem elas ser realizadas nos casos em que os litígios se resumem à elucidação de questões de direito. JUNTADA DE PROVAS. LIMITE TEMPORAL A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, ou que se refira ela a fato ou direito superveniente ou se destine a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Ressaltou o relator a quo que, de acordo com entendimentos expressos e formais da Receita Federal, “os valores arrecadados para a CCC compõem regularmente a base de cálculo do PIS e da COFINS (ou seja, são tidos como "receitas” daqueles entes), mas não dão ensejo ao creditamento de valores no âmbito do regime nãocumulativo em razão de não estarem associados a insumos adquiridos (Solução de Consulta COSIT n° 27, de 09/09/2008, Solução de Consulta SRRF/4ª RF/DISIT n° 87, de 29/09/2004, Solução de Consulta SRRF/4ª RF/DISIT n° 32, de 28/04/2004 e Decisão SRRF/lª RF/DISIT n° 30, de 11/09/1998)”. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.911778/200920 Acórdão n.º 380302.866 S3TE03 Fl. 168 5 Ainda segundo o relator, a Solução de Consulta SRRF/2ª RF n° 11, de 22/02/2006, “aborda o tema na esfera do Imposto sobre a Renda, afirmando que "os valores relativos à Conta Consumo de Combustíveis dos Sistemas Isolados destinamse à compensação do custo incorrido em razão do consumo de combustíveis fósseis, tratandose de subvenção que integra a receita das concessionárias, incluindose nos 'resultados nãooperacionais' da atividade, havendo de compor, assim, o lucro real apurado para fins do Imposto de Renda e bases imponíves reflexas, nos termos da legislação tributária vigente". Na sequência, afirma que criouse “um mecanismo de equalização de custos destinado a viabilizar as operadoras termoelétricas, possibilitando uniformização de preços aos consumidores finais por intermédio de uma sistemática de rateio entre as concessionárias do sistema, com o subseqüente repasse às concessionárias termoelétricas, destinado à compensação do custo superior incorrido em razão do consumo de combustíveis fósseis”. (...) Os “valores relativos à CCC têm por finalidade "subsidiar" a geração de energia elétrica com o uso de combustíveis fósseis, buscando compensar os custos elevados da geração termoelétrica. Neste sentido, mostrase indubitável seu caráter de "receita" do empreendimento, e não de "recuperação de custos", como quer defender a contribuinte. E isto porque no caso da recuperação de custos, a caracterização como tal depende, em regra, de uma operação posterior entre os dois entes que efetuaram a operação negocial anterior. Em outras palavras: para a caracterização da recuperação de um custo anteriormente sofrido, deve haver uma operação posterior, entre os mesmos dois entes, que represente um estorno daquilo que havia sido previamente negociado”, o que não ocorre no presente caso, pois, aqui, “a Eletrobrás, que é a gestora da CCC, reembolsa a empresa geradora de energia elétrica pelos desembolsos destinados à aquisição de combustíveis junto às empresas fornecedoras destes combustíveis. Ou seja, não há tecnicamente recuperação de custos, pois a operação entre a empresa geradora e a empresa fornecedora de combustíveis permanece inalterada; o que ocorre é que a Eletrobrás, um terceiro naquela relação negocial, com recursos.do CCC e nos termos da lei, reembolsa a adquirente dos combustíveis”. Não satisfeito, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 141 a 164) e reitera seus pedidos, repisando os mesmos argumentos de defesa, ressaltandose a ausência de análise da DCTF retificadora apresentada anteriormente à inscrição em dívida ativa e antes do início do procedimento de fiscalização, conforme exige o art. 11 da Instrução Normativa RFB n° 768, de 7 de março de 2008. Segundo o Recorrente, a “Receita Federal do Brasil possui o dever de averiguar materialmente os fatos ocorridos, não podendo se amparar em circunstâncias formais ou fatores alheios e especulativos para determinar a ocorrência de falaciosa não homologação de compensação pelo não processamento de declaração retificadora”. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Fl. 172DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS 6 De início, registrese que o Recorrente não trouxe aos autos, em nenhuma das oportunidades em que se manifestou, qualquer elemento probatório que atestasse o valor por ele pleiteado a título de pagamento indevido, não tendo sido apresentada a escrituração contábilfiscal ou qualquer outro documento que demonstrasse de forma hábil e idônea o indébito alegado. Nem mesmo as cópias das DCTFs original e retificadora a que o contribuinte faz referência foram trazidas aos autos para embasar sua argumentação. Consta dos autos, no que tange a essa questão, apenas a afirmativa do relator a quo de que a DCTF retificadora havia sido apresentada após a ciência do despacho decisório. Trouxe o Recorrente aos autos, no que se refere a elementos materiais de prova, apenas um demonstrativo por ele elaborado, denominado de “Memória de Cálculo”, em que se registram valores relativos às bases de cálculo da contribuição, mas desacompanhado de qualquer lastro probatório referente à escrita ou à documentação fiscal. Ora, a pessoa que alega ser detentora de um direito tem o dever de comprovar a sua pretensão. A defesa genérica desprovida de provas não é apta a favorecer a tese defendida pelo ora Recorrente. Nos termos do art. 16 do Decreto n° 70.235/1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF), aplicável na discussão de processos envolvendo compensação tributária, cabe ao impugnante o ônus da prova de suas alegações contrapostas à decisão de não homologação da declaração apresentada. Referido dispositivo assim dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) – Grifei (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) No presente caso, nem na fase de Manifestação de Inconformidade, nem no Recurso Voluntário, o interessado se predispôs a demonstrar de forma inequívoca a ocorrência de inobservância, por parte da Administração tributária, dos valores por ele declarados, nem a quantificação do indébito alegado, defendendose apenas quanto à matéria de direito, no que Fl. 173DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.911778/200920 Acórdão n.º 380302.866 S3TE03 Fl. 169 7 tange aos recebimentos oriundos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). O contribuinte poderia ter apresentado, desde o primeiro momento de sua manifestação, os documentos necessários à demonstração do direito creditório. Contudo, nada foi trazido aos autos que pudesse embasar suas meras alegações. Nesse contexto, mostrase oportuno e esclarecedor o seguinte excerto extraído da obra “Processo administrativo federal” de autoria de Rodrigo Francisco de Paula, editora Dey Rey, Belo Horizonte, 2006, páginas 153 a 154: Dessa feita, em muitas situações, a mera alegação não se apresenta suficiente. É necessário conferirlhe grau substancial de veracidade, com elementos que revelem liame entre o alegado e o ocorrido. Assim, o impugnante deve se desimcumbir de sua tarefa de comprovar o que alega, para que suas alegações se revistam de um tônus diverso do meramente protelatório, já que a impugnação administrativa suspende a exigibilidade do crédito tributário. Ainda que se abstraísse das questões processuais, como a ausência de elementos materiais de prova (escrituração e documentos fiscais), ou ainda a retificação da DCTF após a ciência do despacho decisório, em prol do princípio da verdade material, há que se consignar que, no mérito, não nos alinhamos com os entendimentos externados pelo Recorrente em sua defesa. Conforme apontado pelo próprio Recorrente, até 30 de março de 2006, data do despacho nº 657, a ANEEL classificava os valores recebidos a título de Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) sob a rubrica contábil de “receita operacional bruta”, passando, a partir daquela data, por provocação do ora Recorrente, a considerálos como “reembolsos de despesas”. Como o caso sob análise se refere a valor da contribuição devido no ano de 2005, sua tributação se encontrava em consonância com a normatização então vigente da ANEEL. Mas, mesmo que se cogitasse acerca da possibilidade de se imputar efeito retroativo às Notas Técnicas da ANEEL nº 115 e 116, ambas de 2006, há que se ressaltar que o entendimento externalizado por essa agência reguladora não se sobrepõe aos dispositivos da legislação tributária que versam sobre a incidência de tributos. Ainda que a ANEEL defina tais valores como “reembolsos de despesas”, essa titulação administrativa, de alcance restrito à área técnica regulada, qual seja, a geração e a distribuição de energia elétrica, não se sobrepõe aos fatos geradores tributários definidos na legislação de regência que dispõe sobre as hipóteses de incidência da contribuição, estas amparadas nos dispositivos constitucionais que definem a competência tributária da União para instituir contribuição social sobre o faturamento e as receitas auferidas pelos contribuintes elegidos pelo legislador constituinte. Conforme apontado pelo Recorrente, assim como pela autoridade julgadora de piso, os valores relativos às contas CCC e CDE, cobrados dos usuários das regiões Nordeste, Sudeste, Sul e CentroOeste, têm por finalidade "subsidiar" a geração de energia Fl. 174DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS 8 elétrica em áreas isoladas da região Norte do País, estas abastecidas com energia oriunda da queima de combustíveis fósseis, buscandose, com o subsídio, compensar os custos elevados da geração de energia termoelétrica que oneraria desigualmente o consumo de energia elétrica nas áreas sob comento. Registrese que, de acordo com uma cartilha datada de outubro de 2008 produzida pela ANEEL, denominada “Por Dentro da Conta de Luz – Informação de Utilidade Pública”, disponível em seu sítio na internet (www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Cartilha_ 1p_atual.pdf), a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e a Conta de Desenvolvimento energético (CDE) são identificadas como destinadas a, respectivamente, “subsidiar a geração térmica principalmente na região norte (Sistemas Isolados)”, e “subsidiar as tarifas da subclasse residencial Baixa Renda”. Verificase, portanto, que se trata de subsídios destinados a equalizar o custo do consumo de energia elétrica nas diversas regiões do País, dadas as condições desiguais de sua geração. Os valores repassados às geradoras de energia elétrica de áreas isoladas vão compor o conjunto de ingressos que se agrupam sob a denominação genérica de “receitas”. Não se trata, como quer fazer crer o Recorrente, em “reembolso de despesas”, pois, conforme já salientado pelo relator a quo, nesses casos, temse a recuperação de valor dispendido no passado, tendose em conta suas dimensões qualitativa e quantitativa, estornandose um valor, em sua exata medida, que havia sido contabilizado como custo ou despesa e que depois veio a ser revertido. Os custos e as despesas decorrem da geração de energia elétrica nas localidades em que disponibilizada, em que se relacionam o prestador do serviço e os usuários da região. Os repasses das contas CCC e CDE, por seu turno, decorrem da lei e têm seu dimensionamento definido, não com base em valores exatos dos dispêndios efetivamente realizados, mas de fórmulas que possibilitam, com base em previsões, a equalização pretendida entre as geradoras de áreas isoladas e as demais instaladas no território nacional. Nos casos de subsídios, os valores repassados não correspondem exatamente aos custos incorridos, podendo superálos, ser coincidentes com eles ou, ainda, ser inferiores, assim como ocorre com o faturamento, que pode suplantar em muito o total de dispêndios, do que resultarão os lucros, ou ser inferior às despesas, casos em que se configurarão os prejuízos. A tributação das contribuições sociais incidentes sobre o faturamente e sobre as demais receitas independe da ocorrência posterior de lucro ou prejuízo, pois o fato imponível se esgota no momento da entrada dos recursos decorrentes da venda de produtos ou da prestação de serviços, assim como da obtenção de outras receitas, independentemente dos desdobramentos contábeis subsequentes. A tributação de receitas não se confunde com a tributação do lucro, pois, nesta, admitese a dedução de todos os dispêndios (custos e despesas) necessários e usuais ao funcionamento da sociedade empresária. Uma vez auferida uma receita, sobre ela incidirão as contribuições para o PIS e a Cofins, independentemente de se consubstanciarem, ao final, em lucro ou prejuízo. Toda atividade empresarial envolve custos que impactarão negativamente o saldo das receitas auferidas, o que, contudo, não significa que a parcela da receita absorvida Fl. 175DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.911778/200920 Acórdão n.º 380302.866 S3TE03 Fl. 170 9 pelos custos deixará de ser receita para fins de incidência da Cofins e da contribuição para o PIS. O critério que deve orientar a identificação de uma receita é o jurídico e não o econômico ou empresarial, pois parte significativa do que vier a ser auferido pelas pessoas jurídicas será vertida a terceiros a título de pagamento pelos serviços prestados, pelos bens adquiridos ou por outros custos e despesas incorridos. Os valores recebidos pelas geradoras de energia em áreas isoladas vêm suprir o seu baixo faturamento, dadas as condições adversas enfrentadas no desempenho de suas atividades, somandose às quantias obtidas a partir do serviço efetivamente prestado, de forma a tornar a sua atividade o mais isonômica possível em relação às das demais geradoras existentes nas demais regiões do País, privilegiandose a isonomia que deve alcançar todos os partícipes da produção nacional. Se se admitisse a redução das receitas ora analisadas em razão da parcela que será absorvida por custos ou despesas, tal procedimento deveria alcançar não apenas os repasses oriundos das contas CCC e CDE, mas, também, as parcelas do faturamento e das demais receitas percebidas pelas pessoas jurídicas, pois muitas delas serão consumidas por dispêndios necessários ao desempenho da atividade do sujeito passivo, privileginadose, da mesma forma, a isonomia que deve orientar a tributação em nível nacional. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso, seja em razão da ausência de comprovação do indébito pleiteado, seja por se referir a ingressos que compõem a receita do sujeito passivo no âmbito da tributação da contribuição na sistemática não cumulatividade. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 176DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS 10 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10983.911778/200920 Interessada: TRACTEBEL ENERGIA S/A Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.866, de 26 de abril de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 26 de abril de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 177DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001460/2004-14
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
Ementa:
DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. OMISSÃO. INOCORRÊNCIA.
Não há que se falar de omissão de acórdão que deixou de apreciar
documentos alusivos a deduções de exercícios estranhos à autuação objeto do processo em julgamento.
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO.
A impugnação é que instaura a fase litigiosa do procedimento de exigência do crédito tributário, sendo considerada não impugnada a matéria que não
tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.
DEDUÇÕES. DESPESAS. MEDICAS COMPROVAÇÃO.
A ausência de documentos probantes de supostas despesas médicas
impossibilita o aproveitamento das mesmas para dedução da base de cálculo
do Imposto de Renda de Pessoa Física.
REVISÃO DE DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. PROCEDIMENTO
DE OFÍCIO. PERDA DA ESPONTANEIDADE.
A emissão de termo de intimação fiscal, por servidor competente, caracteriza início de procedimento fiscal e exclui a espontaneidade do sujeito passivo, o que somente se descaracteriza pela ausência, por mais de sessenta dias, de outro ato escrito de autoridade que lhe dê prosseguimento. Desta forma, se o contribuinte está sob procedimento fiscal, eventual apresentação de declarações retificadoras não caracteriza espontaneidade, tampouco enseja a nulidade do lançamento de ofício. Recurso negado.
Numero da decisão: 2802-000.759
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201104
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 Ementa: DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. OMISSÃO. INOCORRÊNCIA. Não há que se falar de omissão de acórdão que deixou de apreciar documentos alusivos a deduções de exercícios estranhos à autuação objeto do processo em julgamento. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO. A impugnação é que instaura a fase litigiosa do procedimento de exigência do crédito tributário, sendo considerada não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. DEDUÇÕES. DESPESAS. MEDICAS COMPROVAÇÃO. A ausência de documentos probantes de supostas despesas médicas impossibilita o aproveitamento das mesmas para dedução da base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Física. REVISÃO DE DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. PERDA DA ESPONTANEIDADE. A emissão de termo de intimação fiscal, por servidor competente, caracteriza início de procedimento fiscal e exclui a espontaneidade do sujeito passivo, o que somente se descaracteriza pela ausência, por mais de sessenta dias, de outro ato escrito de autoridade que lhe dê prosseguimento. Desta forma, se o contribuinte está sob procedimento fiscal, eventual apresentação de declarações retificadoras não caracteriza espontaneidade, tampouco enseja a nulidade do lançamento de ofício. Recurso negado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 18471.001460/2004-14
anomes_publicacao_s : 201104
conteudo_id_s : 6699337
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.759
nome_arquivo_s : 280200759_18471001460200414_201104.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 18471001460200414_6699337.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
id : 4740109
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:44 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045647486976
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1943; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 129 1 128 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.001460/200414 Recurso nº 166.055 Voluntário Acórdão nº 280200.759 – 2ª Turma Especial Sessão de 13 de abril de 2011 Matéria IRPF Recorrente LAURO FERNANDES PEREIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 Ementa: DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. OMISSÃO. INOCORRÊNCIA. Não há que se falar de omissão de acórdão que deixou de apreciar documentos alusivos a deduções de exercícios estranhos à autuação objeto do processo em julgamento. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO. A impugnação é que instaura a fase litigiosa do procedimento de exigência do crédito tributário, sendo considerada não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. DEDUÇÕES. DESPESAS. MEDICAS COMPROVAÇÃO. A ausência de documentos probantes de supostas despesas médicas impossibilita o aproveitamento das mesmas para dedução da base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Física. REVISÃO DE DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. PERDA DA ESPONTANEIDADE. A emissão de termo de intimação fiscal, por servidor competente, caracteriza início de procedimento fiscal e exclui a espontaneidade do sujeito passivo, o que somente se descaracteriza pela ausência, por mais de sessenta dias, de outro ato escrito de autoridade que lhe dê prosseguimento. Desta forma, se o contribuinte está sob procedimento fiscal, eventual apresentação de declarações retificadoras não caracteriza espontaneidade, tampouco enseja a nulidade do lançamento de ofício. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente eRelator. EDITADO EM: 26/04/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Luis Fabiano Alves Penteado (Suplente convocado), Dayse Fernandes Leite e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Sidney Ferro Barros. Relatório DO LANÇAMENTO Tratase de auto de infração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2003, anocalendário 2002, em decorrência da glosa de dependentes, despesas médicas, de instrução e de previdência privada/FAPI. Por meio desse auto de infração houve redução do imposto a restituir que foi apurado na Declaração de Ajuste Anual, de R$6.434,27 para R$1.379,11. Na parte final do Termo de Verificação Fiscal (fls. 82) consta que foram glosadas deduções pleiteadas indevidamente com dependente, despesas médicas e despesas com instrução não comprovadas, e que foram lavrados dois autos de infração, um para os anos calendário de 1999, 2000 e 2001, exercícios 2000, 2001 e 2002, em que o contribuinte já havia recebido a restituição pleiteada na declaração, e outro auto de infração para o ano calendário de 2002, exercício de 2003, em que a declaração do contribuinte ficou retida em malha e não houve recebimento da restituição pleiteada pelo contribuinte. DO TRABALHO INVESTIGATIVO DA RECEITA FEDERAL O Termo de Verificação Fiscal (fls. 81 e ss) contém descrição das peculiaridades da investigação desenvolvida pela Receita Federal: a) a ação fiscal resultou de amplo trabalho investigativo desenvolvido na Receita Federal, a partir da análise das declarações de ajuste anual apresentadas por contribuintes da 7ª Região Fiscal. b) a investigação desenvolvida na Receita Federal detectou cerca de 700 (setecentos) contribuintes da 7ª RF cujas declarações de ajuste anual, nos exercícios de 1999 a 2003, apresentaram declarações de ajuste anual com elevados valores de deduções de rendimentos tributáveis. Estas deduções, com valores elevados, levam a uma diminuição do imposto de renda devido, ocasionando o pagamento de restituição. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 18471.001460/200414 Acórdão n.º 280200.759 S2TE02 Fl. 130 3 c) a ocorrência de similaridade de procedimento entre centenas de contribuintes passou a ocorrer mais acentuadamente a partir do exercício de 2001, e de forma continuada. d) o padrão típico de comportamento caracterizase pela inclusão de despesas que não foram de fato incorridas, embora informadas como deduções de rendimentos tributáveis nas declarações de ajuste anual (despesas com saúde, instrução, previdência privada, dependentes, etc) e além da simples "criação" de deduções, constatase ainda casos de "majoração" de outras despesas dedutíveis. DO JULGAMENTO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA Na primeira instância de julgamento foram declaradas não impugnadas as glosas de dependentes, despesas com instrução e de previdência privada, reputando como impugnadas exclusivamente as despesas médicas. O órgão julgador considerou que os documentos apresentados (fls. 59/67 e 69/70) não eram hábeis para fins de dedução do imposto pois eram meras cópias, ao passo que o art. 46 da In SRF 15/2001 dispõe que a comprovação deve ser feita por meio de documentos originais (fls. 99). DO RECURSO VOLUNTÁRIO Ciente da decisão de primeira instância em 03/01/2008 (fls. 104), o recorrente apresentou recurso voluntário em 31/01/2008 (fls. 105), no qual apresenta os seguintes argumentos: 1. preliminarmente pleiteia devolução do prazo para apresentar impugnação, caso tenho precluído, para, se entender conveniente, aditar a defesa, em razão de dificuldades de obter cópia dos autos o que cerceou seu direito de defesa; 2. a premissa do acórdão recorrido de que os documentos referentes aos anoscalendário de 1999 a 2001 referemse a período estranho à autuação não é correta pois o Termo de Início de Fiscalização continha intimação para apresentação de documentos de 1999 a 2003, labutando em omissão o acórdão que deixou de apreciar os documentos relativos aos anoscalendário de 1999 a 2001; e 3. quanto ao anocalendário 2002, houve apresentação de Declaração de Ajuste Anual retificadora antes do início do procedimento fiscal (Termo de Início de Fiscalização) motivo pelo qual esse período não foi impugnado. Entre os documentos juntados com o recurso voluntário constam cópia de dois autos de infração: um no valor de R$8.639,53 (fls. 112/121) referente aos anoscalendário 1999 a 2001; outro de R$1.739,11 (fls. 122/127) que se refere ao anocalendário 2002 e à “redução do valor da restituição pleiteada pelo contribuinte cuja declaração ficou retida em malha” Fl. 3DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. A admissão do recurso torna irrelevantes as alegações iniciais do recorrente sobre a devolução do prazo para defesa. Para melhor compreensão do litígio é necessário que se esclareça que o contribuinte foi fiscalizado nos anoscalendário 1999 a 2002 e que essa fiscalização teve como conseqüências glosas das deduções pleiteadas indevidamente com dependente, despesas médicas e despesas com instrução não comprovadas, o que foi feito por meio de dois autos de infração. Um dos autos de infração trata dos anos calendário de 1999, 2000 e 2001, exercícios 2000, 2001 e 2002, em que o contribuinte já havia recebido a restituição pleiteada na declaração. Este auto de infração não integra o presente processo. O outro auto de infração trata do ano calendário de 2002, exercício de 2003, em que a declaração do contribuinte ficou retida em malha e não houve recebimento da restituição pleiteada pelo contribuinte. Devese deixar bem claro que o presente processo trata exclusivamente desse auto de infração anocalendário 2002 (fls. 84/88). Não obstante, o recorrente traz junto ao recurso voluntário cópia (fls. 122/127) tanto do auto de infração que é objeto desse processo (anocalendário 2002) como cópia do outro auto de infração (anoscalendário de 1999 a 2001, fls. 112/121). A juntada desses documentos (fls. 112/121) não tem o efeito de expandir os limites do litígio. Qualquer insurgência contra aquela autuação (anoscalendário 1999 a 2001) há de ser feita especificamente contra aquele auto de infração no âmbito do respectivo processo administrativo. Destarte, o litígio ora em julgamento trata exclusivamente do anocalendário 2002. Assim sendo, não houve omissão do acórdão recorrido como alega o recorrente pelo fato de não serem apreciados os documentos referentes aos anoscalendário 1999 a 2001. Consignase que a autuação decorreu de trabalho investigativo da Receita Federal contra um grupo formado de centenas de contribuintes cujo o padrão típico de comportamento caracterizavase pela inclusão de despesas que não foram de fato incorridas, embora informadas como deduções de rendimentos tributáveis nas declarações de ajuste anual (despesas com saúde, instrução, previdência privada, dependentes, etc), além da simples "criação" de deduções, bem como casos de "majoração" de outras despesas dedutíveis. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 18471.001460/200414 Acórdão n.º 280200.759 S2TE02 Fl. 131 5 Expostas essas considerações, devese ressaltar que, quanto ao ano calendário 2002, o argumento do recorrente é que houve apresentação de Declaração de Ajuste Anual retificadora antes do início do procedimento fiscal (Termo de Início de Fiscalização) motivo pelo qual não impugnou as glosas de dependentes, despesas com instrução e de previdência privada. Segundo o recorrente, a retificadora foi apresentada espontaneamente em 10 042004 (fls. 30), pois anteriormente ao recebimento do Termo de Início de Fiscalização em 26042004 (fls.18) A declaração que a fiscalização tomou como base da autuação foi a retificadora transmitida pela internet em 02122003 (fls. 04/07) que retificou a declaração original entregue em 30042003. Especificamente em relação à glosa de despesas médicas que foram mantidas pela DRJ em razão de os documentos apresentados serem cópias (fls. 59/67 e 69/70) e, portanto, inábeis para fins de dedução do imposto (art. 46 da In SRF 15/2001), não houve qualquer manifestação de inconformismo do recorrente e não foram apresentados os documentos originais. A análise da espontaneidade da declaração retificadora apresentada em 10 042004 requer que se aprecie o Termo de Intimação Fiscal recebido pelo contribuinte em 05 012004 (fls. 11/12) por meio do qual foi intimado a apresentar documentação referente às deduções pleiteadas nos exercícios de 1999 a 2003, e especialmente o Termo de Intimação Fiscal recebido em 02032004 (fls. 13/14) mediante o qual a Fiscalização, tendo em vista o não atendimento do Termo de Intimação anterior, reintimou o contribuinte a apresentar a referida documentação dos exercícios 1999 a 2003. Isso permite concluir que, em 10042004, cerca de um mês após receber o segundo Termo de Intimação Fiscal, o contribuinte não agiu ao abrigo da espontaneidade, logo sua Declaração de Ajuste Anual retificadora entregue nessa condição é ineficaz. Outrossim, os demais termos escritos foram recepcionados pelo contribuinte em 26042004 (fls.18) , 24052004 (fls. 21), 09072004 (fls. 73/74), 04082004 (fls. 75/76) e 23092004 (fls. 82 e 84) de forma não houve qualquer lapso temporal que permitisse ao contribuinte agir sob o manto da espontaneidade. Registrese que, na tentativa de retificar a declaração objeto do procedimento de ofício, o contribuinte excluiu das deduções os valores que foram objeto da fiscalização e da autuação e , conseqüentemente, reduziu o valor do imposto a restituir para R$1.124,63. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 5DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Fl. 6DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 13805.008372/96-86
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.322
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Finsocial- ação fiscal (todas)
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Finsocial- ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Sat Feb 18 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200706
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 13805.008372/96-86
anomes_publicacao_s : 200706
conteudo_id_s : 6766476
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 14 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-01.322
nome_arquivo_s : 30301322_138050083729686_200706.pdf
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : ANELISE DAUDT PRIETO
nome_arquivo_pdf_s : 138050083729686_6766476.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
id : 4628023
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:28 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-04-01T16:54:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-04-01T16:54:58Z; created: 2013-04-01T16:54:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2013-04-01T16:54:58Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-04-01T16:54:58Z | Conteúdo =>
_version_ : 1761290045657972736
score : 1.0
Numero do processo: 36624.006224/2006-39
Data da sessão: Wed Apr 28 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Apr 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA_ ART. 74, § 12, II, DA LEI ir
9.430/1996. ART. 66 DA LEI. 8383/1991 TÍTULOS DA DIVIDA
PÚBLICA. Tanto a regra do art. 66 da Lei n. 8383/1991 quanto a do art, 74, § 12% II, c e e, da Lei n. 9430/1996 vedam a homologação de compensação administrativa de créditos tributários com créditos de natureza não-tributária oriundos de Títulos da Divida Pública. Bem como, não há previsão legal especial para que a Secretaria da Receita Previdenciária e a Secretaria da Receita Federal do Brasil aceitem a compensação, sobre os valores devidos à Previdência Social, de créditos oriundos de Títulos da Dívida Externa,
RECURSO ADMINISTRATIVO. PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. ART. 151, III, DO CTN., Será considerada não declarada
a compensação nas hipóteses cru que o crédito retira-se a título público. A hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário não se aplica às compensações consideradas não declaradas. Portanto, por não haver legislação aplicável à espécie, não será possível reconhecer a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, nos termos do disposto no art. 151, 111, CTN, pela sua manifesta contrariedade à disposição contida no art. 89 da Lei n° 8.212/91.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-000.080
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso e negar provimento quanto a homologação de compensação e, por maioria de votos, negar provimento quanto a atribuição de efeito suspensivo dos créditos questionados, nos termos do voto vencedor apresentado pela redatora Conselheira CAROLINA. SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE, vencidos o relator e a Conselheira VERA KEMPERS DE MORAES ABREU (suplente).
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jan 21 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201004
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006 COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA_ ART. 74, § 12, II, DA LEI ir 9.430/1996. ART. 66 DA LEI. 8383/1991 TÍTULOS DA DIVIDA PÚBLICA. Tanto a regra do art. 66 da Lei n. 8383/1991 quanto a do art, 74, § 12% II, c e e, da Lei n. 9430/1996 vedam a homologação de compensação administrativa de créditos tributários com créditos de natureza não-tributária oriundos de Títulos da Divida Pública. Bem como, não há previsão legal especial para que a Secretaria da Receita Previdenciária e a Secretaria da Receita Federal do Brasil aceitem a compensação, sobre os valores devidos à Previdência Social, de créditos oriundos de Títulos da Dívida Externa, RECURSO ADMINISTRATIVO. PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. ART. 151, III, DO CTN., Será considerada não declarada a compensação nas hipóteses cru que o crédito retira-se a título público. A hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário não se aplica às compensações consideradas não declaradas. Portanto, por não haver legislação aplicável à espécie, não será possível reconhecer a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, nos termos do disposto no art. 151, 111, CTN, pela sua manifesta contrariedade à disposição contida no art. 89 da Lei n° 8.212/91. Recurso Voluntário Negado
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 28 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 36624.006224/2006-39
anomes_publicacao_s : 201004
conteudo_id_s : 6746204
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.080
nome_arquivo_s : 280300080_248469_36624006224200639_201004.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : GUSTAVO VETTORATO
nome_arquivo_pdf_s : 36624006224200639_6746204.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso e negar provimento quanto a homologação de compensação e, por maioria de votos, negar provimento quanto a atribuição de efeito suspensivo dos créditos questionados, nos termos do voto vencedor apresentado pela redatora Conselheira CAROLINA. SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE, vencidos o relator e a Conselheira VERA KEMPERS DE MORAES ABREU (suplente).
dt_sessao_tdt : Wed Apr 28 00:00:00 UTC 2010
id : 4751188
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:53 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045668458496
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-15T10:28:45Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-15T10:28:44Z; Last-Modified: 2010-12-15T10:28:45Z; dcterms:modified: 2010-12-15T10:28:45Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:54217576-0baf-4835-bab5-8b3edb6e0e08; Last-Save-Date: 2010-12-15T10:28:45Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-15T10:28:45Z; meta:save-date: 2010-12-15T10:28:45Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-15T10:28:45Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-15T10:28:44Z; created: 2010-12-15T10:28:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; Creation-Date: 2010-12-15T10:28:44Z; pdf:charsPerPage: 2209; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-15T10:28:44Z | Conteúdo => 52-1E03 . Fl 1 .. á.x.,. ..5, ..,;:t=) '. 4 ,, MINISTÉRIO DA FAZENDA '''2Fi t _• ''''',.;?.&..? CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS o . • •Inn--t-117,' ' n;• .;."1.1 ‘; .4' SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Nme....e.;04- Processo n" 36624.006224/2006-39 Recurso n" 248.469 Voluntário Acórdão n" 2803-00.080 — 3" Turma Especial Sessão de 28 de abril de 2010 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente TRANS VALE TRANSPORTES DE CARGAS E ENCOMENDAS LTDA Recorrida DELEGACIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA SÃO PAULO OESTE ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006 COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA_ ART. 74, § 12, II, DA LEI ir 9.430/1996. ART. 66 DA LEI. 8383/1991 TÍTULOS DA DIVIDA PÚBLICA. Tanto a regra do art. 66 da Lei n. 8383/1991 quanto a do art, 74, § 12% II, c e e, da Lei n_ 9430/1996 vedam a homologação de compensação administrativa de créditos tributários com créditos de natureza não-tributária oriundos de Títulos da Divida Pública. Bem como, não há previsão legal especial para que a Secretaria da Receita Previdenciária e a Secretaria da Receita Federal do Brasil aceitem a compensação, sobre os valores devidos à Previdência Social, de créditos oriundos de Títulos da Dívida Externa, RECURSO ADMINISTRATIVO. PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. ART. 151, III, DO CTN., Será considerada não declarada a compensação nas hipóteses cru que o crédito retira-se a título público. A hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário não se aplica às compensações consideradas não declaradas. Portanto, por não haver legislação aplicável à espécie, não será possível reconhecer a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, nos termos do disposto no art. 151, 111, CTN, pela sua manifesta contrariedade à disposição contida no art. 89 da Lei n°8.212/91. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso e negar provimento quanto a homologação de compensação e, por maioria de votos, negar provimento quanto a atribuição de efeito suspensivo dos créditos questionados, nos termos do voto vencedor apresentado pela 1 .M1,) spv redatora Conselheira CAROLINA. SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE, vencidos o relator e a Conselheira VERA K..EMPERS DE MORAES ABREU (suplente). , HELION ..:-. , .LIS , . A--D-E---EI-M-A — Presidente 4/111r pia/vO(Mria CÁA,CWC.Á.., CAROL NA SIQUEIR À MONTEIRO DE ANDRADE - Redatora designada "ff. _...... .,.. S AVO VETTORATO - Relator / Participaram do presente julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coinbria Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes (/' Abreu (suplente), Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório A recorrente em 12.09,2007, requereu a homologação de compensação créditos tributários oriundos de contribuições previdenciárias referentes ao período de apuração 04/2006 com Títulos e Apólices da Dívida Pública, todas emitidas anteriormente anteriores à 1930, alegando a sua validade, vigência e responsabilidade da União. Ainda, junta ao autos laudos periciais de autenticidade dos documentos crediticios(fls., 01148). A autoridade preparadora remeteu os autos à Procuradoria-Geral Federal (fl. 152, verso), a qual se pronunciou pela improcedência do pedido e negativa à homologação da compensação, (fls. 153-154) O pedido de homologação foi negado pela Chefe do Serviço de Arrecadação da Receita Previdenciária, do MPS/SRP, da Delegacia da Receita Previdenciária São Paulo Oeste (fls. 163-166). O fundamento de sua negativa foi na impossibilidade da compensação de títulos da dívida pública com créditos de natureza previdenciária, em face do art.66, da Lei n. 8.383/1993, combinado com o art. 89, da Lei n 8 212/1991, não autorizariam a compensação na forma requerida pela Recorrente. Acrescentou que a Lei n.9.711/98 determina de forma taxativa que a compensação de créditos vencidos de natureza não tributária ocorrerá á critério exclusivo do Ministério da Fazenda, e mesmo nesse caso o artigo 5,° inciso II exclui do mecanismo os créditos contra a União originários de títulos da divida publiu federal, e que não . ser trata do caso em questão. Por final, esclareceu que Lei 10.072/2000 apenas autoriza o Poder Executivo a abrir ao Orçamento da União, crédito extraordinário para refinanciamento da Divida Pública Mobiliária Federal, não sendo vinculado diretamente à aplicação das normas de compensação tributária. Já a Lei 10..179/2001 trata da autorização ao poder executivo de emitir títulos da divida pública de responsabilidade da Secretaria Tesouro Nacional, não autorização de compensação dos títulos que estão em posse da Recorrente. Por final, não reconheceu a suspensão da exigibilidade dos créditos objetos do pedido de homologação, por entender que não haveria incidência do art 151, III, do CTN, por não se tratar de impugnação. Em face dessa decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário ao antigo Conselho de Recursos da Previdência Social, requerendo a reforma da decisão a quo no sentido de homologar a compensação dos créditos tributários de origem previdenciária com os títulos G612 0 Processo n" 36624 006224/2006-39 S2- T E03 Acórdão n " 2803-00.080 Fl 2 da dívida pública apresentados nos autos. Alegou ser proprietária de 15 (quinze) títulos da dívida pública. Defende que não houve prescrição dos indicados títulos, pois se tratam de títulos representativos da dívida externa, e sobre eles não incidiriam as regras de consolidação da divida pública interna. Fundamenta a possibilidade de compensação nos artigos 156, 170, do Código Tributário Nacional, nos artigos 73 e 74, da Lei o. 9.430/1996, e no decreto de regulamentação dos mesmos vigentes à época do recurso. Por final, requer o reconhecimento da incidência da norma de suspensão de exigibilidade do crédito tributário que se encontra sob o pedido de compensação, conforme o art 150, III, do CTN.. (fls. 174-187) Atente-se para o fato de que os 15(quinze) títulos e apólices as quais a Recorrente alega ser titular, em seu recurso, são os mesmos que os elenculos nos processos: 35564_002474/2006-99; 35415_000735/2006-40; 35564 002475/2006-33; 44023,000150/2007-13; 44023.000030/2006-27; 36624_006224/2006-39; 36624 006.224/2006-39; 36624 006224/2006-39; 44023 000031/2006-71; 44023.000031/2006-71; 44023 000148/2007-36; 44023 .000153/2007-49; 44023_000175/2007-17; 35564.002473/2006-44; 35564 002472/2006-08; 35415.000733/2006-51; 35462 001202/2006-10; 35564.002472/2006-08. E encontram-se sob a relatoria do presente Conselheiro_ Em contra-razões, a autoridade a quo repete os argumentos de sua decisão.(fls 189) Após ajuntada das peças acima relatadas, o processo foi distribuído ao antigo 20 Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, que assumiu as atribuições do Conselho de Recursos da Previdência Social quanto ao custeio da mesma, cujos as atribuições são atualmente exercidas pela 2" Seção de Julgamento do Conselho Administrativos de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda. Esse é o relatório, Voto Conselheiro GUSTAVO VETTORATO, Relator I — Das condições para homologação de compensação Preliminarmente, corno condição básica para discutir se os créditos em favor da contribuinte são ou não válidos ou se estão prescritos, deve-se verificar as condições mínimas, competência dos órgãos públicos (antiga Secretaria da Receita Previdenciária e da Secretaria da Receita Federal) e natureza dos créditos, para se homologar a compensação de créditos tributários com créditos oriundos de Títulos da Divida Pública em favor do sujeito passivo daquele primeiro. O caso em questão já foi alvo de discussões em grande volume já no antigo Conselho de Contribuintes, bem como no atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que se trata da possibilidade de compensação de obrigações de natureza financeira, como Títulos da Dívida Pública e/ou Apólices da Dívida Pública, de que não são tratadas pela Lei n. 9711/1998, com tributos administrados pela antiga Secretaria da Receita Previdenciária - SRP (vinculada ao INSS) e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, procedendo-se da mesma forma após a união administrativa e de competência das duas, com a Lei n 11 098/2005. 3 0-4 O artigo 170, do Código Tributário Nacional, em consonância ao art. 146, III, b, da CF/1988, define as regras gerais de instituição e condições que autorizam a compensação de créditos tributários. Nesse dispositivo está claro que a lei ordinária pode instituir condições, limites e garantias a serem atribuídas à autoridade administrativa de forma a autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. De igual forma, a utilização de meios de pagamento de créditos tributários, diversos da moeda corrente, vale postal ou cheque, dependem de lei específica que os disciplinem (art. 162, do CTN). Isso quer dizer que a compensação entre créditos tributários e créditos em favor do sujeito passivo da relação jurídico-tributária, seguirá o princípio da estrita legalidade da Administração Pública, retirando qualquer discricionariedade do agente público para tanto. Inicialmente, a compensação entre dos créditos tributários oriundos de contribuições federais, foi regulado pelo disposto nos art. 66 da Lei, 8383/1991, ao qual se ressalta o disposto no caput e no § 1": Ari 66 Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuiçõe.s federais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de impor (Cilicia correspondente á período subseqüente (Redação dada pela Lei n" 9.069, de 29 6 1995) I" A compensação só poderá ser efetuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie (Redação dada pela Lei n" 9.069, de 29 6 1995) A interpretação do § I' do art. 66, da Lei 8.383/1991, está sintonizada com o art. 89 da Lei. 8 212/1991, com a redação vigente na época do protocolo do pedido (da Lei n. 9..032/1995), em que somente se autorizaria a compensação entre créditos tributários com créditos contra a Fazenda Pública oriundo de obrigações de tributárias de mesma espécie daquele primeiro. Já em 2009, a redação cio art. 89, da Lei n 8212/1991, passou a ser a seguinte: Art 89 As contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parápqfo único do ar! li desta Lei, as contribuições instituídas a titulo de substituição e as contribuições devidas a terceiros somente poderão ser restituídas ou compensadas nas hipóteses de pagamento ou recolhimento indevido ou maior que o devido, nos ter mos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (Redação dada pela Lei n" 11.941, de 2009) Pelo texto acima, e por integração legislativa, está claro que a matéria deve ser remetida ao disposto no art, 74, Lei n° 9.430/1996: Ari 74 O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os. judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou conn ibuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo ira compensação cie débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão (Redação dada pela Lei n" 10 637, de 2002) •) 12 Será considerada não declarada a compensação nas hipóteses (Redação dada pela Lei n" I I 0.51, de 2004) g6) 4 Processo n" 36624 00622412006-39 52-T E03 Acórdão n " 2803-00.080 Fl 3 ) II - em que o crédito (Incluído pela Lei n" 11 051, de 2004) c) refila-se a título público, (Incluída pela Lei n" 11 051, de 2004) e) não se refira a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal - SRF (Incluída pela Lei n" 11„051, de 2004) ( :) § 14 A Secretaria da Receita Federal - SRF disciplinará o disposto neste artigo, inclusive quanto à fixação de critérios de prioridade para apreciação de processos de restituição, de ressarcimento e de compensação (Incluído pela Lei n" 11 051, de 2004) Observe-se que tanto no art. 66, da Lei 8383/1991, quanto na ai t 74, da Lei n. 9.430/1996, e suas redações posteriores, contêm um râcleo em comum, exigem que a compensação se dê principalmente entre créditos que tenham natureza tributária. Note-se que o caput do artigo supra citado está claro em autorizar a Secretária da Receita Federal do Brasil em compensar créditos tributários e créditos favoráveis ao contribuinte desde que sejam todos oriundos da incidência de tributos administrados pela própria Secretária da Receita Federal do Brasil. Enquanto o art. 66, da Lei 8.383/1993, era bem mais rígido, exige que os débitos e créditos fossem de mesma espécie. Os próprios títulos e apólices de títulos trazidas pela Recorrente são claros em demonstrar a sua natureza não tributária, mas meramente financeira, sendo eles oriundos de empréstimos estatais feitos por entes públicos e privados de várias esferas de poder, em vários casos emitidos por entes diversos da União. Em momento algum há qualquer indicação que os mesmos são frutos de incidência tributária. Nesse caso, teríamos a vedação disposta no art 74, § 12, II, c, da Lei n. 9430/1996, em que expressa como não declarada a compensação de créditos tributários com créditos oriundos de títulos públicos em geral. Também, ao caso há a incidência do disposto no art. 74, § 12, 1, e, do mesmo diploma, em que estabelece dupla vedação: a primeira é referente à necessidade de serem os créditos compensáveis oriundos de tributos, a segunda de que os mesmos sejam administrado pela própria Secretaria da Receita Federai. Ainda, os títulos aos quais espera a Recorrente compensar, não são enquadrados como Letras Financeiras do Tesouro ou Letras do Tesouro Nacional, como tenta apresentar em seus pedidos, ao invocar o art. 5 0 , do Decreto-Lei n. 2376/1987 Observe-se que tal dispositivo apenas se refere às Letras Financeiras do Tesouro criadas a partir 1987, com possibilidade de compensação com tributos, tinham natureza escriturai e nominativa. Da mesma forma, se trata a alegação de que a Lei ir 10179/2001, art. 60, que trata apenas das Letras aos quais à mesma lei autoriza a emitir, não se estendendo às demais obrigações ou títulos anteriores. Também, a Lei n. 9.711/1998 determina de forma taxativa que a compensação de créditos não tributários vencidos de natureza não tributária ocorrerá á critério T-1, exclusivo do Ministério da Fazenda, e mesmo nesse caso o artigo 5.° inciso II exclui do mecanismo os créditos contra a União originários de títulos da divida publica federal. Ou seja, as hipóteses legais especiais permissivas de compensação tributária citadas pela Recorrente em nada incidem os títulos e apólices juntados no pedido de homologação de compensação, logo não pode receber nenhum tratamento especial para fins de compensação tributária. Quanto à natureza dos seus créditos, a Recorrente declara serem tais títulos frutos da dívida externa do Brasil, contudo, verifica-se não há qualquer indicação legal de que tais títulos possam ter a compensação homologada pelas Secretarias da Receita Federal do Brasil ou Receita Previdenciária, Quanto ao alegado frente à Lei ri. 10.072/2000, esta apenas autoriza o Poder Executivo a abrir ao Orçamento da União, crédito extraordinário para refinanciamento da Divida Pública Mobiliária Federal, não sendo vinculado diretamente à aplicação das normas de compensação tributária Bastam estes fundamentos para retirar qualquer possibilidade de compensação administrativa realizada por homologação da Secretária da Receita Federal e da Secretaria da Receita Previdenciária Por final, cumpre ressaltar o parecer da Procuradoria Geral Federal presente nos autos, a título de argumentação, que aponta a ausência de exigibilidade dos títulos em questão, principalmente após o Decreto-Lei n" 263/1967, e o Decreto-Lei n" 396/1968, que unificou os prazos de vçncimento de títulos e apólices da divida pública interna emitidas pela União até data da publicação dos decretos-leis nominados. O artigo 3' do Decreto-Lei n. 263/1967, foi expresso em definir o prazo para apresentação e prescrição de tais títulos, 12(doze meses) a partir da publicação do edital de início dos serviços de apresentação do Banco Central (red. Decreto-Lei n" 396/1968). 11— Dos Precedentes Jurisprudenciais O posto acima está fundado na jurisprudência no antigo 2° Conselho de Contribuintes e ratificada pelo atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, bem corno pelo Poder Judiciário aos quais são acatados por este voto, a exemplo: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO - RESGATE DE TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA EXTERNA DO SÉCULO XIX E XX EMITIDOS PELA ANTIGA PROVÍNCIA DA BAHIA E PELO ESTADO DO AMAZONAS - COMPENSAÇÃO COM TRIBUTOS FEDERAIS - ILEGITIMIDADE DA FN, INSS E BANCO CENTRAL DO BRASIL EXTINÇÃO DO PROCESSO. . . . 1 Emitidos os títulos pela Província da Bahia e pelo Estado do Amazonas, não há falar em legitimidade passiva da União, do INSS ou do Banco Central do Brasil para o resgate desses títulos 2 A Lei 17 ° 10 181/01 não determina que a União se responsabilize pelos títulos da dívida externa emitidos pelos entes de direito público interno, apenas a autoriza adquirir esses titulas "em casos eycepcionals, visando resguardai as relações ciediticias do Pais e a normalidade dos mercados financeiros" (ai 1° da Lei n ° 10 181/01). 3 Apelação não provida, 4, Peças liberadas pelo Relator em 10/03/2009 para publicação do acórdão (AC 200236000078580, DESEMBARGADOR FEDERAL LUCIANO TOLENTINO AMARAL, TRFI - SÉTIMA ' TURMA, 20/03/2009) 6 14' Processo n°36624 006224/2006-39 S2-TE03 Acórdão n " 2803-00.080 Fl 4 TRIBUTÁRIO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA EXTERNA PRESCRIÇÃO COMPENSAÇÃO COM DÉBITOS FISCAIS INSS. IMPOSSIBILIDADE NULIDADE DA SENTENÇA - EXTRA PETITA E CERCEAMENTO DE DEFESA INOCORRÊNC1A 1 Na hipótese dos autos, discute-se, basicamente, sobre a possibilidade de compensação de débitos fiscais da parte Autora junto ao INSS, com créditos que detém em face da União, através títulos da dívida publica externa emitidos em 1911 e 1932. 2 Primeiramente, quanto à alegação de que o Juiz 'a giro' julgou 'extra petita', eis que embasou o seu entendimento em fundamentos equivocados e divorciados do pedido, entendo descabida, posto que o Juiz 1770170aálico indeferiu o pedido do Autor, acolhendo a alegação do INSS de ocorréiwia prescrição das apólices da dívida pública, fino este, que constitui situação impeditiva ao deferimento do pleito do Autor quanto à quitação da dívida O que configura o julgamento ext., a penta não é o fundamento equivocado ou divorciado do pedido, mas sim provimento jurisdicional, ou seja, a decisão concedida fbra dos limites do pleito Preliminar desacolhida 3. Quanto à preliminar de nulidade da sentença por cerceamento de defesa, embasada no fato de que o juízo 'a quo' intimou a apelante para falar apenas sobre as preliminares argüidas pelo INSS na sua contestação e não .sobre o mérito, considero-a, poi igual, descabida, pois em se tratando de matéria essencialmente de direito, não há necessidade de réplica do Autor Ademais, o apelante se manifestou após a contestação do INSS, permanecendo silente sobre a alegação de prescrição Por igual, na exordial, o Autor; já prevendo unia possível alegação de prescrição, fez uma breve defesa, no item 2 3 17, não configurando, portanto, o cerceamento de defesa Preliminar desacolhida 4 A prescrição é um instituto jurídico destinado a preservai a segurança das relações jurídicas Não é dado ao credor ficai inerte esperando passivamente que o devedor cumpra sua obrigação. As apólices da dívida pública externa com as quais pretende a apelante quitar seu débito junto à Previdência Social datam de 1911 e 1932, emitidas, portanto, há mais de 90 (noventa) e 70 (setenta) anos respectivamente, e, pretender a apelante, só agora, compensar seus débitos fiscais com tais títulos, afronta o bom senso jurídico e o princípio da boa-lé que devem presidir as relações jurídicas. 5 Ademais, é fbrçoso verificar que, por qualquer in azo prescricional existente em nosso direito, é de se reconhecer a incidência da prescrição de tais títulos, mesmo que a eles não se apliquem especificamente os Decretos /WS 263/67 e 396/68, posto que são títulos da dívida pública externa, a eles se aplicarão o prazo máximo da prescrição admitido pelo Código 1 7 Civil, 20 anos (ar! 177 CC/1916) ou 10 anos (art 205 CC/2002) 6 hnportante isco, por derradeiro, que o pleito dos Autores consiste na possibilidade da ocorrência do instituto da compensação, que, independentemente do direito aplicado às apólices (interno ou internacional), é instituto do direito tributário, regulado pelo ai! 170.5 do CTN, que exige, para tal mister, créditos líquidos e cei tos, o que não ocoire, 'ia casui, com as cq.7ólices da dívida pública externa, de emissão datada do ildd0 do século, carecedoras da necessária liquidez A apólice da dívida pública que não tem cotação no nzo cada financeiro, sendo seu valor meramente hi.stórico . e de difícil resgate não se apresenta como hábil à quitação de tributos federais, tanto na forma cie pagamento, dação, compensação ou qualquer outra forma de extinção do crédito tributár io (Precedentes SLI, 1 a e 5a Regiões) 7 Apelação interposta pela Autora impiovida (AC 20018300017300.2, Desembargador Federal Hélio Sílvio Ourem Campos, TR.F5 Terceira Turma, 02/1.2/2003) Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fito gerador 27/11/2006 PREVIDENCIÁRIO - COMPENSAÇÃO - FALTA DE PREVISÃO LEGAL Não há previsão legal para que se aceite a compensação, sobre Os valores devidos à Previdência Social, de o éditos oriondo.s de títulos da Divida Externa Brasileit a Recurso Voluntário Negado (Recurso n 241 803, Ac 206- 00866, Cons. Rel Bernardete de Oliveira Barros- da 6' Cámara do Segundo Conselho de Connibuirne.s, »dg 09 05 2008 — No mesmo sentido Ac 206-01 241, Ac 206-01239 e outros) O mesmo apontado acima observa-se ao presente caso, nem a antiga Secretaria da Receita Previdenciária do rNSS/MPS, nem a Secretária da Receita Federal do Brasil, têm competência ou autorização para prover a restituição ou compensação de obrigações das oriundas dos títulos e apólices apresentadas. 111— Da Suspensão da Exigibilidade dos Créditos 'Tributários Por final, quanto ao pedido de aplicação da suspensão da exigibilidade dos créditos tributários aos quais à Recorrente buscou quitar com os créditos supra mencionados, com fundamento no art 151, III, do CTN. Pedido esse que foi negado na decisão recorrida, pelo motivo da autoridade entender que não serem os atos de constituição objetos do recurso ou do pedido.. Observe-se que os créditos e pedido objetos deste processo, são anteriores à unificação de procedimentos decorrentes da alteração do art. 89, da Lei ri. 8.212/1991, pela Lei n° 11.941/2009, assim não se pode aplicar as vedações à suspensão à exigibilidade do crédito tributário objetos de pedido de compensação declaradas não homologadas do art. 74, § 13 0, da Lei ri 9430/1994 . Este Conselho tem o entendimento que se aplica a norma suspensiva, pois o art. 151, III, do CTN, não se referiria à constituição do crédito tributário, mas sim ao próprio crédito Entendimento comungado com o seguinte voto condutor' da lavra da Conselheira Doutora Maria Teresa Martinez Lopez: O inciso III do artigo 151, não faz a distinção entre crédito tributário lançado ou 11(-10 Menciona apenas. Suspendem a exigibilidade cio o-édito ri ibutário III- as reclamações e os recursas, nos lel mos das leis reguladoras do processo tributário Processo n° .36624 006224/2006-39 S2-T E03 Acórdão n " 2803-00,080 Fl 5 administrativo Numa interpretação mais restrita não se pode suspender a exigibilidade se esta ainda não eviste O crédito, a rigor, só é exigível quando já não caiba reclamação, nem recurso contra o respectivo lançamento Nesse entendimento, sequer nos casos de lavratura de auto de infração haveria a suspensão da exigibilidade do crédito tributário Não é lógico se pensar dessa forma, como tem registrado a doutrina e a jurisprudência Alie-se a isto o . fato de, com a evolução do direito e a aplicação da interpretação do Superior Tribunal de Justiça, claro está em admitir que o lançamento poderá ser tácito (auto lançamento) ou de oficio, quando da existência de informação em declarações, dos valores apurados pela contribuinte Na verdade, o próprio pedido de compensação é unia infra mação do valor crina-orlo pela própria contribuinte No mais, revela a jurisprudência judicial entendimento no sentido de conferir suspensão do crédito tributário nesses casos, para efeito de obtenção de Certidão Negativa de Débito Positiva com Efeito de Negativa Nesle sentido, veja-se Agravo de Instrumento n° 2002.04 01 011344-4/RS — TRF da 4 Região — Des Federal Luiz Carlos de Castro Lugon ( ) Realmente, o que se quer e se entende pela suspensão da exigibilidade do crédito tributário, é apenas uma paralisação ou cessação temporária, ou por tempo limitado, do procedimento executório, sem retirar cio próprio crédito tributário as suas características de definitivamente constituído Apenas, o que se espera, que esse crédito .se torne administrativamente inexigível enquanto não decidido a pendenga administr ativa Apenas isto." (Trecho do voto condutor do Ac ri 126321, da 3" Câmara do 2" Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, DOU 13 03.2005) Por esses motivos, deve-se reconhecer a incidência da norma de suspensão dos créditos tributários objetos do pedido de compensação desde a data de protocolo do mesmo, até o trânsito em julgado da presente decisão, IV – Do Dispositivo do Voto Dessa forma, o voto é por conhecer o Recurso Voluntário, mas DAR PROVIMENTO PARCIAL, mantendo a decisão denegatória do pleito de homologação de compensação, devido ao não preenchimento das condições necessárias à compensação dos créditos objetos de discussão e da incompetência da Secretaria da Receita Federal do Brasil e da Secretaria de Receita Previdenciária para promover a compensação de títulos da divida pública, mas admitindo a suspensão dos débitos objeto do pedido de compensação, em amparo ao que dispõe o artigo 151, inciso III, do CTN. Este é o meu voto. i .._ , , .„:,..,... .1 . __ ,_,, m iuti . • GUSTAVO VETTORATO - Relator . 9 '..i W\ N'oto Vencedor Conselheira CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE, Redatora designada - vencedor somente no tocante a suspensão da exigibilidade do crédito tributário A divergência instaurada no presente julgamento diz respeito única e exclusivamente à verificação da hipótese prevista no art. 151, III, do Código Tributário Nacional, que trata da suspensão da exigibilidade do crédito tributário pela apresentação de reclamação ou recurso administrativo pelo interessado, Veja, a respeito, o que estabelece o mencionado dispositivo legal: "Aut 151 Suspendem a exigibilidade do crédito tributátio: III - as reclamações e os recmsos, nos termos das leis reguladoras cio pi °cesso tributário administrativo," Tal fato é de extrema relevância se considerarmos que a não suspensão da exigibilidade do crédito tributário terá como efeito imediato o prosseguimento do procedimento de cobrança e a inscrição do débito em dívida ativa. Como já mencionado no relatório, na hipótese tratada nos autos, o Recorrente requereu a homologação de compensação de débitos de contribuições previdenciárias com créditos decorrentes de Títulos e Apólices da Dívida Pública, todos emitidas anteriormente anteriores ao ano de 1930, alegando a sua validade, vigência e responsabilidade da União pela sua legitimidade A compensação tributária encontra-se prevista no art. 170 do Código Tributário Nacional e somente poderá se realizar em conformidade com as condições e procedimentos estabelecidos em lei, como se verifica abaixo: 'AH 170 A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade adminisn ativa, autorizar a compensação de créditos ti ibutários com créditos líquidos e cei tos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública Pai ágrafo único Sendo vincendà o crédito do sujeito .possivo, lei determinará, paia os (feitos ileste artigo, a apuraçâo'clo seu montante, não podendo, porém, cominar redução maioi que a correspondente ao juro de 1% (uni por cento) ao Inês pelo tempo a decorrei entre a data da compensação e a cio vencimento No âmbito previdenciário, a compensação era, à época em que realizada; regulada pelo art 89 da Lei n" 8.212/91, com a redação dada pela Lei n° 9,129/95, que estabelecia que somente poderia ser restituída ou compensada contribuição para a Segui idade Social arrecadada pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS na hipótese de pagamento ou recolhimento indeviclo Do dispositivo acima mencionado é possível inferir que apenas os créditos decorrentes de pagamento ou recolhimento indevido ou a maior de contribuições previdenciárias é que poderiam ser objeto de compensação tributária, /io 11\ Processo n" 36624 006224/2006-39 SI-TE03 Acórao n " 2803-00.080 Fl 6 Nestes termos, resta indubitável que a compensação pleiteada pelo Recorrente, de débitos previdenciários com crédito de natureza não tributária, tem o condão única e exclusivamente de postergar o recolhimento do tributo devido, já que não encontra amparo ou respaldo no ordenamento jurídico brasileiro. Ora, é inconteste que a atividade administrativa está adstrita aos ditames legais, por força do que estabelece o art. 37 da Constituição Federal de 1988. Nesse sentido, dispondo o art. 170 que apenas a lei poderá estabelecer condições e garantias para a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública, a simples inexistência de lei nestes termos já é suficiente para afastar a pretensão da Recorrente. E mais, a única lei que regulamenta a compensação no âmbito previdenciário é a Lei ri' 8.212/91 apenas permite a compensação de débitos previdenciários com créditos de natureza tributária. Por fim, com relação à previsão contida na Lei n" 9.711/98, cumpre esclarecer que a aceitação de títulos públicos para amortização ou quitação de dívidas previdenciárias, em permuta por títulos de responsabilidade do Tesouro Nacional, se efetivará tão-somente em leilões promovidos pela União, com essa exclusiva finalidade, consoante o que estabelece o seu art. 3°. A jurisprudência administrativa é unânime em refutar as pretensões dos contribuintes de compensação de débitos com créditos decorrentes de títulos da dívida pública . É o que se verifica das decisões proferidas pelos Conselhos de Contribuintes do Ministério da Fazenda, atualmente reunidos neste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: "NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - ANO- CALENDÁRIO - 2002 - .PEDIDO DE COMPENSA ç1To - TITULO DA DIVIDA PÚBLICA - PRESCRIÇÃO LIQUIDEZ E CERTEZA - Descabe reconhecimento de direito creditário de titulo da Divida Pública Externa, inexistindo lei especifica autorizadora de compensação com créditos tributários, nos termos do cul. 170 do CM, mormente em se tratando de título pi escrito." (Acór dão105-15549, Recurso: 147348, Primeiro Conselho de Contribuintes, Quinta Câmara, Relator: Luís Alberto Bacelar Vidal) "COMPENSA çÃo NÃO HOMOLOGADA.. A apresentação de PER/Decomp para compensar crédito tributário com título da dívida pública externa, no âmbito administrativo, corresponde à não implementação de compensação de espécie alguma, em face da proibição expressa na legislação tributária COMPENSAÇÃO INDEVIDA COM CREDITO NÃO TRIBUTÁRIO. MULTA DE OFICIO ISOLADA. O caput do ar! 18 da Lei n" 10.833/2003 determina a aplicação da multa de ofício no caso de compensação com créditos de origem não tributária. Essa redação permaneceu vigente no § 4" do mesmo artigo, nos termos do art. 4" da Lei n" 11.051/2004 MULTA DE OFICIO AGRAVAMENTO.. Não restando cabalmente comprovado o dolo, fraude ou simulação, a multa aplicada deve ficar limitada ao inciso I do copia do ar! 44 da Lei n" .9.430/96.. Recurso provido em parte " (Acórdão 202-19 110, Recurso, Segundo Conselho de Contribuintes, Segunda Câmara, Relatora: Maria Cristina R.oza da Costa) "TÍTULO DA DIVIDA PÚBLICA FEDERAL CRÉDITO DE NATUREZA NÃO TRIBUTÁRIA. COMPENSAÇÃO Inadmissível a compensação I Q-11 de suposto ) ,aloi de título da divida pública federal, de natureza não-tributária, com tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, em face de expressa vedação legal, conforme art. 170 do CTN, que só autoriza a compensação mediante lei especifica " (Acórdão 301-34,255, Terceiro Conselho de Contribuintes, Primeira Câmara, Relator: João Luiz Fregonazzi) Esclareça-se que este é o mesmo posicionamento já adotado pelo Conselho de Recursos da Previdência Social, órgão responsável, à época, pela análise das compensações realizadas em âmbito previdenciário: "PREVIDENCIARIO, COMPENSAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIARIA TÍTULOS EMITIDOS PELA ELETR OBRAS E SECURITIZADOS PELA UNIÃO. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA. PRINCIPIO DA LEGALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PUBLICA. Ine..xiste autorização legal pai a aceitação de títulos emitidos pela ELETR OBRAS para quitação de débitos junto à Previdência Social. Não comprovou a recorrente que cumpriu os requisitos da Lei n° 9 711/98 para a extinção de crédito previdenciário mediante dação em pagamento de títulos. A atividade administrativa é informada pelo princípio da legalidade, de modo que somente é permitido ao administrador fazer o que a lei autoriza, RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO," (Processo n" 35249.000076/2005-20 - 19/05/2005, Conselho de Recursos da Previdência Social, Segunda Câmara de Julgamento) 'PREVIDENCMRIO.. CUSTEIO PEDIDO RESSARCIMENTO/RESTITUIÇÃO CUMULADO COM PEDIDO DE COMPENSÃÇAO UTILIZAÇÃO DE TITULO EMITIDO PELA ELE TROBRAS IMPOSSIBILIDADE' JURÍDICA A pretensão do contribuinte não encontra ~paio na lei de custeio da seguridade social e não atende ao disposto no art. 170 do CTN, porquanto a compensação somente poderá sei admitida se constante de disposição expressa em lei.. Nesse sentido, o contribuinte não logrou provar seu enquadramento nas disposições do art 3" da Lei n" 9.,711/9& RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO "(Processo n" 37067.002127/2004-60, Conselho de Recursos da Previdência Social, Segunda Câmara de Julgamento) Diante do exposto, restando claro que os procedimentos realizados com créditos de natureza não tributária não se tratam de verdadeiras compensações, por não haver legislação aplicável à espécie, não será possível reconhecer a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, nos termos do disposto no art. 151, III, CIN, pela sua manifesta contrariedade à disposição contida no art. 89 da Lei n° 8.212/91. Este entendimento foi positivado pelo art. 74, § 12", da Lei no 9.430/96, ao estabelecer, expressamente, que será considerada não declarada a compensação nas hipóteses em que o crédito refira-se a titulo público. No seu § 13', o art. 74 consignou que a hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário não se aplica às compensações consideradas não declaradas Muito embora tal disposição legal não possa ser aplicada ao caso dos autos, por se tratar de compensação realizada antes da sua subsunção à Lei n" 9..430/96, há que se observar que a conclusão de ausência de efeito suspensivo ao recurso interposto contra a decisão que não admitiu a compensação realizada com créditos de natureza não tributária pode ser extraída de uma interpretação conjunta do que está previsto no art 170 do Código Tributário Nacional e no art. 89 da Lei n°8.212/91. 12 Processo n" 36624 006224/2006-39 S2-TE03 Acórdão n " 2803-00.080 P1 7 Diante do exposto, acompanho o Relator para CONHECER do Recurso Voluntário e NEGAR PROVIMENTO mantendo a decisão denegatória do pleito de homologação de compensação, devido ao não preenchimento das condições necessárias à compensação dos créditos objetos de discussão e da incompetência da Secretaria da Receita Federal do Brasil e da Secretaria de Receita Previdenciária para promover a compensação de títulos da divida pública, divergindo, contudo, quanto à suspensão da exigibilidade do crédito tributário, pelo fato de não se tratar de compensação realizada nos moldes da legislação aplicável à espécie. É como voto. Sala das Sessões, em 28 de abril de 2010 LÕIA,i)(/1/1AL/UQUIt(V1/21/M.v,,l./ CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE - Redatora designada 13
score : 1.0
Numero do processo: 10120.016064/2008-85
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PIS/COFINS
Período de Apuração: 31/01/2005 a 31/12/2005
ILEGALIDADE LANÇAMENTO. AUSÊNCIA.
Tendo o lançamento sido pautado nas provas juntadas aos autos sem que o contribuinte tenha atacado tais provas de maneira a questionar e demonstrar a ausência de conteúdo das mesmas, não há que se falar em nulidade do lançamento.
MULTA QUALIFICADA.
A prática de oferecer à tributação, em todos os períodos de apuração do ano, percentual ínfimo da receita bruta declarada ao fisco estadual e escriturada no Livro de Apuração do ICMS, constitui ilícito que justifica a qualificação da multa de oficio.
PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA ALEGADA APENAS EM SEDE DE RECURSO VOLUNTÁRIO.
Segundo o artigo 17 do Decreto 70.235/72, considerar-se-á
não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela Recorrente, motivo pelo qual se encontram preclusas as matérias alegadas pela Recorrente apenas
em sede de Recurso Voluntário.
RECURSO VOLUNTÁRIO CONHECIDO EM PARTE. NA PARTE CONHECIDA, REJEITADA A PRELIMINAR DE NULIDADE DE LANÇAMENTO E NO MÉRITO NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO.
Numero da decisão: 3202-000.284
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, conhecer em parte do recurso voluntário; na parte conhecida, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, negar provimento ao Recurso Voluntário
Nome do relator: GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 18 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : PIS/COFINS Período de Apuração: 31/01/2005 a 31/12/2005 ILEGALIDADE LANÇAMENTO. AUSÊNCIA. Tendo o lançamento sido pautado nas provas juntadas aos autos sem que o contribuinte tenha atacado tais provas de maneira a questionar e demonstrar a ausência de conteúdo das mesmas, não há que se falar em nulidade do lançamento. MULTA QUALIFICADA. A prática de oferecer à tributação, em todos os períodos de apuração do ano, percentual ínfimo da receita bruta declarada ao fisco estadual e escriturada no Livro de Apuração do ICMS, constitui ilícito que justifica a qualificação da multa de oficio. PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA ALEGADA APENAS EM SEDE DE RECURSO VOLUNTÁRIO. Segundo o artigo 17 do Decreto 70.235/72, considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela Recorrente, motivo pelo qual se encontram preclusas as matérias alegadas pela Recorrente apenas em sede de Recurso Voluntário. RECURSO VOLUNTÁRIO CONHECIDO EM PARTE. NA PARTE CONHECIDA, REJEITADA A PRELIMINAR DE NULIDADE DE LANÇAMENTO E NO MÉRITO NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10120.016064/2008-85
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4939336
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 17 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3202-000.284
nome_arquivo_s : 320200284_10120016064200885_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 10120016064200885_4939336.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, conhecer em parte do recurso voluntário; na parte conhecida, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, negar provimento ao Recurso Voluntário
dt_sessao_tdt : Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
id : 4740758
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:45 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045672652800
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2093; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 204 1 203 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.016064/200885 Recurso nº 511.046 Voluntário Acórdão nº 3202000.284 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 4 de maio de 2011 Matéria PIS/COFINS Recorrente FRIGORÍFICO VALE DO CEDRO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: PIS/COFINS Período de Apuração: 31/01/2005 a 31/12/2005 ILEGALIDADE LANÇAMENTO. AUSÊNCIA. Tendo o lançamento sido pautado nas provas juntadas aos autos sem que o contribuinte tenha atacado tais provas de maneira a questionar e demonstrar a ausência de conteúdo das mesmas, não há que se falar em nulidade do lançamento. MULTA QUALIFICADA. A prática de oferecer à tributação, em todos os períodos de apuração do ano, percentual ínfimo da receita bruta declarada ao fisco estadual e escriturada no Livro de Apuração do ICMS, constitui ilícito que justifica a qualificação da multa de oficio. PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA ALEGADA APENAS EM SEDE DE RECURSO VOLUNTÁRIO. Segundo o artigo 17 do Decreto 70.235/72, considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela Recorrente, motivo pelo qual se encontram preclusas as matérias alegadas pela Recorrente apenas em sede de Recurso Voluntário. RECURSO VOLUNTÁRIO CONHECIDO EM PARTE. NA PARTE CONHECIDA, REJEITADA A PRELIMINAR DE NULIDADE DE LANÇAMENTO E NO MÉRITO NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, conhecer em parte do recurso voluntário; na parte conhecida, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, negar provimento ao Recurso Voluntário José Luiz Novo Rossari Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior Relator Fl. 209DF CARF MF Emitido em 01/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 21/06/2011 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI Processo nº 10120.016064/200885 Acórdão n.º 3202000.284 S3C2T2 Fl. 205 2 Editado em: 02/06/2011. Participaram do presente julgamento os conselheiros José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Mara Cristina Sifuentes, Rodrigo Cardozo Miranda, Antonio Spolador Junior e Gilberto de Castro Moreira Junior. Relatório Adoto o relatório da decisão de 1ª instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: “Contra a contribuinte identificada no preâmbulo foram lavrados os autos de infração às fls: 74/89; formalizando lançamento de oficio do crédito tributário discriminado, relativo aos períodos de apuração de 31/01 a 31/12/2005, incluindo juros de mora calculados até 31/10/2008 e multa qualificada,de 150%, totalizando R$ 1.979.064,70: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS 1.734.490,43 Contribuição para o Programa de Integração Social PIS 375.806,28 Segundo a descrição dos fatos, detalhada no relatório lavrado às fls. 90/91, as exigências resultam de procedimento fiscal que constatou insuficiências de recolhimento das contribuições, incidentes sobre a receita bruta, conforme demonstrativo à fl. 73. O arbitramento foi efetuado sobre a receita bruta coligida do Livro de Registro de Apuração do 1CMS (RAICMS), cujos dados conferem com os informados nas DPI (Declaração Periódica de Informações) apresentadas pela contribuinte à Secretaria de Fazenda do Estado de Goiás; obtidas nos termos do Convênio UniãoSRF/Estado de GoiásSefaz, ao qual a fiscalização recorreu e verificou o fato de que, na DIPJ/2006 apresentada pelo sujeito passivo, este informou à SRF receita bruta igual a zero em todos os trimestres, enquanto nas DPI declarou receita de vendas superior a R$ 22.000.000,00 auferida no ano calendário de 2005. Adicionalmente, foi Constatado que nas DCTF de 2005 a contribuinte declarou à SRF débitos de PIS e Cofins no montante aproximado de apenas 10% do que deveria ter sido recolhido sobre as receitas declaradas nas DPI, conduta que revela intuito deliberado de ludibriar a Fazenda Nacional, o que levou à qualificação da penalidade, na forma do art. 44, inciso II, da Lei nº. 9.430, de 1996. A existência de indício de prática de crime contra a ordem tributária motivou a formalização de representação fiscal para .fins penais, conforme Portaria RFB nº. 665, de 2008, nos autos do processo administrativo nº. 10120.0160772008 54. Cientificada das exigências por via postal em 09/12/2008 (AR reproduzido à 95), a contribuinte apresentou em 08/01/2009 a petição acostada às fls. 102/107 atacando o procedimento fiscal com os argumentos a seguir expostos. Inicialmente, a impugnante alega que a autoridade lançadora baseouse unicamente em informações colhidas da DPI apresentada à SefazGO, não Fl. 210DF CARF MF Emitido em 01/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 21/06/2011 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI Processo nº 10120.016064/200885 Acórdão n.º 3202000.284 S3C2T2 Fl. 206 3 considerando as despesas, exclusões, devoluções e cancelamentos referentes ao ICMS, de modo que a base imponível resultante não corresponde à grandeza buscada para apuração das contribuições: a receita bruta. Em defesa de sua tese, reproduz ementa de decisão desta DRJ e de acórdãos proferidos pelo 1º Conselho de Contribuintes. Discorda da qualificação da penalidade, argumentando que as informações contraditórias identificadas pela fiscalização não se tratam de prática reiterada, pois se deram em trimestres específicos, e não ao longo de todo o ano, o que descaracteriza o intuito de fraude invocado pelo autor do feito, devendose as divergências a erro escusável da contribuinte no preenchimento da DCTF e da DIPJ, facilmente perceptível”. Ato seguinte, a decisão recorrida (fls. 142/145) recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 31/01/2005 a 31/12/2005 DETERMINAÇÃO DA RECEITA BRUTA. Não merece reparo a prática da fiscalização em apurar a receita bruta do contribuinte para efeito de base de cálculo da contribuição, a partir de declaração por ele prestada ao fisco estadual, mormente quando os valores dessas receitas coincidem com os escriturados no Livro de Apuração do ICMS. MULTA QUALIFICADA. A prática de oferecer à tributação, em todos os períodos de apuração do ano, percentual ínfimo da receita bruta declarada ao fisco estadual c escriturada no Livro de Apuração do ICMS, constitui ilícito que justifica a qualificação da multa de oficio. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 31/01/2005 a 31/12/2005 LANÇAMENTO DECORRENTE DO MESMO FATO. Ao lançamento da contribuição para o PIS aplicase, no que couber, o decidido em relação à CSLL, formalizado a partir da mesma matéria fálica. Lançamento Procedente”. Restando inconformado com a decisão de 1ª instância o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 155/198), nos termos abaixo. Alega, preliminarmente, a ilegalidade do lançamento em virtude: (i) de que cabe ao Fisco provar a veracidade do que alega; (ii) da ilegalidade do lançamento com base em informações obtidas junto à Fazenda Estadual, sob o argumento de que a prova, por si só, não justifica exigência de tributo; (iii) de que a suposta diferença da receita declarada ao fisco federal e ao fisco estadual pode ser considerada como mero indício, não sendo suficiente para fundamentar um lançamento de omissão de receita. Ressalta, ainda, que Fl. 211DF CARF MF Emitido em 01/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 21/06/2011 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI Processo nº 10120.016064/200885 Acórdão n.º 3202000.284 S3C2T2 Fl. 207 4 cabe ao Fisco Federal, de posse dos elementos fornecidos pela Fazenda Estadual, aprofundarse nas investigações, delimitando a matéria tributável, situação que não ocorreu no caso dos autos, e (iv) da aplicação equivocada da multa isolada (150%), devendo ser, no caso dos autos, aplicada a multa de 75%. No mérito, aduz: (i) a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS; (ii) a inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS, e (iii) a ilegalidade da correção dos débitos pela taxa Selic. Oportunamente, os autos foram enviados a este Colegiado. Tendo sido designado relator do caso, requisitei a inclusão em pauta para julgamento do recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os pressupostos de admissibilidade. Desta forma, dele tomo conhecimento parcial e passo a analisar as questões de mérito. Ausência de ilegalidade do lançamento A Recorrente, preliminarmente, ataca a legalidade do lançamento aduzindo que caberia ao Fisco provar a veracidade do que alega. Ora, uma simples consulta aos autos do presente processo administrativo demonstra cabalmente que o Fisco prova a veracidade do que alega, trazendo aos autos elementos e documentos norteadores do lançamento. Em relação à utilização de prova emprestada do Fisco Estadual entendo tal hipótese ser perfeitamente cabível. Aliás, ao contrário do que afirma a Recorrente em sua peça recursal, as provas colhidas do Fisco Estadual foram colacionadas nestes autos em virtude de ausência de possibilidade de juntada de tais documentos pela própria Recorrente, sempre a pedir dilação de prazo para trazer documentação comprobatória da regularidade de sua situação aos autos (fls. 06/ 10), deixando claro, inclusive, que os documentos solicitados estavam em poder do Fisco Estadual (fl. 10), motivo pelo qual àquele ente da administração pública foram solicitados tais documentos para arbitramento do lucro com base na receita bruta da Recorrente (fls. 36/37). Fl. 212DF CARF MF Emitido em 01/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 21/06/2011 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI Processo nº 10120.016064/200885 Acórdão n.º 3202000.284 S3C2T2 Fl. 208 5 A Recorrente teve oportunidade de se manifestar acerca do conteúdo dos documentos juntados, jamais tendo se infringindo contra ou trazido provas que derrubassem as acusações, fato que demonstra a legalidade da situação. Notase aqui, que foram observados os princípios do contraditório e da ampla defesa, aplicáveis ao contencioso administrativo fiscal. Hugo de Brito Machado Segundo estabelece relação entre prova emprestada e a observância de tais princípios, in verbis: “Finalmente, é necessário, quanto à prova emprestada utilizada pela administração para agravar a situação do sujeito passivo, que sejam respeitados os princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Para tanto, é importante que a Administração colha emprestada a prova produzida em outro processo, e não a decisão proferida com base em tais provas”. (Processo Tributário, 5ª edição. Editora Atlas. p. 156) Notase, ainda, ao compulsar os autos, que durante todo o curso do procedimento de fiscalização e, mesmo após instaurada a fase contenciosa do processo administrativo fiscal, a Recorrente se limitou a atacar as provas apresentadas de maneira apenas genérica, afirmando que não poderiam servir como base para autuação, jamais trazendo elementos fáticos e reais aptos a descaracterizar os documentos colacionados. Notese, aqui, que a Recorrente jamais se insurgiu contra a DIPJ 2006 (AC 2005) acostada aos autos zerada (fls. 60/67), mesmo diante do fato de que em seus livros fiscais fornecidos ao Fisco Estadual constava como Receita Bruta exorbitantes R$ 22.000.000,00, bem como em relação à notória diferença percebida em planilha contendo valores apurados e efetivamente declarados e recolhidos por ela (fl. 73) Ainda, mais uma vez, ao contrário do que afirma a Recorrente, destacase que a autuação objeto do presente processo foi decorrente de apurado investimento de Fiscalização e não com base apenas em meros documentos emprestados do Fisco Estadual, tendo a Recorrente se pronunciado nos autos sempre de maneira genérica, jamais trazendo documentos aptos a derrubar a realidade a que se chegou através da análise das provas. Por tais motivos não há que se falar em nulidade do lançamento, destacandose que tal procedimento se encontra em perfeita harmonia com o princípio da verdade material, aplicável ao processo administrativo fiscal. Multa qualificada Em relação a este tópico, colaciono trecho do voto do acórdão proferido neste processo, pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília/DF, por entender que resume o fato dos autos, aplicando a legislação correspondente de maneira pertinente: “No que diz respeito à qualificação da penalidade, salta aos olhos a circunstância de que as discrepâncias constatadas pela fiscalização não podem ser interpretadas como resultado de mero erro escusável, diante de sua constância e magnitude. Ao contrário do que procura afirmar a impugnante, a prática adotada verificouse ao longo de todos os períodos de apuração do ano de 2005, como espelha o demonstrativo à fl. 73. Neste aspecto, como bem frisa a fiscalização na descrição dos fatos, foi reiterado o procedimento de informar em DCTF apenas o percentual ínfimo de Fl. 213DF CARF MF Emitido em 01/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 21/06/2011 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI Processo nº 10120.016064/200885 Acórdão n.º 3202000.284 S3C2T2 Fl. 209 6 cerca de 10% do tributo e da contribuição incidentes sobre a receita bruta, no regime do lucro presumido, não se tratando, portanto, de meros erros pontuais ou de diferenças de menor relevância, justificandose plenamente a aplicação da penalidade no percentual previsto no inciso II do art. 44 da Lei nº. 9.430, de 1996, pois a ilicitude deixa visível a intenção do sujeito passivo de burlar o fisco, recolhendo sistematicamente as contribuições (Cofins e PIS) em valores significativamente aquém dos devidos”. Preclusão. Matéria não impugnada alegada apenas em sede de recurso voluntário. De acordo com o artigo 17 do Decreto nº 70.235/72 “considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante”. No presente caso se observa que nem todos os argumentos levantados no recurso voluntário estavam presentes na peça impugnatória. Ressaltase que a fase recursal tem como fundamento, na visão de JAMES MARINS, o princípio do duplo grau de cognição, o qual atende ao princípio da ampla defesa. Nas palavras do citado autor: “A idéia de revisão recursal dos julgamentos administrativos ou judiciais atende a necessidades de qualidade e segurança da prestação estatal julgadora e é imperativo jurídico expresso no art. 5º, LV, da CF/88. Representa, o direito a recurso, manifestação axiomática do direito à ampla defesa. Denominase de “hierárquico” o recurso que submete a revisão da decisão a órgão julgador, monocrático ou colegiado, de hierarquia superior, competente para reapreciação e rejulgamento da lide fiscal”. (Direito processual tributário brasileiro: administrativo e judicial. 4ª edição. São Paulo: Dialética, 2005. p. 196). Da afirmação é possível compreender que o recurso tem como objetivo a revisão da decisão da DRJ. Dentro deste enfoque, se estabelece também limitação à Recorrente, no sentido de possuir prazo específico para alegar toda a defesa que entenda necessária. Entretanto, passada esta fase depois de iniciado o processo administrativo, a Recorrente não pode, no recurso, alegar matéria não impugnada, caso contrário terseia a análise inicial de defesa na fase recursal, o que causaria enorme contradição, pois não haveria quem analisasse em fase de recurso os argumentos levantados apenas em etapa recursal. Além disso, o processo administrativo poderia se tornar uma seqüência infinita, com a alegação de novos argumentos a qualquer momento, e a conseqüente necessidade de análise. Neste sentido, já decidiu o E. Conselho de Contribuintes: “(...) NORMAS PROCESSUAIS–PRECLUSÃO – Nos termos do artigo 17 do Decreto 70235/72, matéria não impugnada está fora do litígio e o crédito tributário a ela relativo, tornase consolidado. (...)” Fl. 214DF CARF MF Emitido em 01/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 21/06/2011 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI Processo nº 10120.016064/200885 Acórdão n.º 3202000.284 S3C2T2 Fl. 210 7 (Recurso Voluntário nº: 129198. 8ª Câmara. Processo nº 13924.000383/9516. Recorrente Varaschin & Cia. Ltda. Recorrida DRJCuritiba/PR. Sessão: 17/04/2002. Relatora: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro. Acórdão 10806924. Resultado: NPU negado provimento por unanimidade). No mesmo sentido, destaque o acórdão CSRF/ 10103.351 (DOU de 28.09.2001) que prima pelo duplo grau de jurisdição, afastando o conhecimento de matérias preclusas por este Conselho. Desta forma, não cabe a análise dos seguintes tópicos alegados pela Recorrente no recurso voluntário devido ao fato de não terem sido anteriormente apresentados: (i) exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS; (ii) inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS e (iii) suposta ilegalidade da correção dos débitos pela Taxa Selic. DISPOSITIVO Ante o exposto, voto por conhecer o Recurso Voluntário em parte, sendo que, na parte conhecida, rejeito a preliminar de nulidade de lançamento e no mérito nego provimento ao Recurso. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 215DF CARF MF Emitido em 01/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 17/06/2011 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 21/06/2011 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI
score : 1.0
Numero do processo: 10580.720896/2007-00
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
Ementa:
ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE.
São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria percebidos pelos portadores de moléstia grave descrita no inciso XIV do art. 6º da lei 7.713/1988, quando a patologia for comprovada, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estado, do Distrito Federal ou dos Municípios. Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-000.870
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201106
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 Ementa: ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria percebidos pelos portadores de moléstia grave descrita no inciso XIV do art. 6º da lei 7.713/1988, quando a patologia for comprovada, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estado, do Distrito Federal ou dos Municípios. Recurso provido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10580.720896/2007-00
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 6703280
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 17 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.870
nome_arquivo_s : 280200870_10580720896200700_201106.PDF
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 10580720896200700_6703280.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
id : 4741964
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:47 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045703061504
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1499; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 58 1 57 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.720896/200700 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280200.870 – 2ª Turma Especial Sessão de 07 de junho de 2011 Matéria IRPF Recorrente DEMETRIO FILIPE SILVA GOMES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 Ementa: ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria percebidos pelos portadores de moléstia grave descrita no inciso XIV do art. 6º da lei 7.713/1988, quando a patologia for comprovada, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estado, do Distrito Federal ou dos Municípios. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 01/07/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Sidney Ferro Barros, Lúcia Reiko Sakae, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Fl. 59DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de notificação de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2004, anocalendário 2003, em virtude de apuração de omissão de rendimentos (R$33.494,00), tendo a autoridade fiscal registrado que o contribuinte não comprovou a condição de portador de moléstia grave, para efeito de isenção do imposto de renda. O contribuinte faleceu após a ciência do lançamento e a impugnação foi apresentada por sua esposa. A impugnação foi indeferida sob o fundamento de que o laudo médico oficial e a certidão de óbito apresentados comprovam que o recorrente é portador de cardiomiopatia dilatada, mas essa doença não está prevista na lei que outorga a isenção e não é lícito equiparar, pelo senso comum, o diagnóstico de cardiomiopatia dilatada ao de cardiopatia grave, esta sim enumerada no texto legal. Ciente da decisão de primeira instância em 09092010, o recorrente apresentou recurso voluntário em 17092010, no qual apresenta os seguintes argumentos: 1. os laudos expedidos pela perícia médica do INSS atestam que o contribuinte era portador de CARDIOPATIA GRAVE, concedendolhe o direito a isenção a partir do ano de 2002; e 2. o contribuinte veio a falecer no período da intimação da malha fiscal pelo mesmo motivo. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. O cerne do litígio é a isenção dos proventos recebidos pelos portadores de moléstia grave tipificada na Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988. O artigo 6º da Lei n° Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com as alterações do art.47 da Lei n° 8.541, de 23 de dezembro de 1992 e com acréscimo de exigência trazido pela § 2º do art. 30 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, estabelece dois requisitos cumulativos para concessão dessa modalidade de isenção: a) os valores recebidos devem ser proventos de aposentadoria, reforma ou pensão; e b) a moléstia deve estar prevista no texto legal e comprovada por meio de laudo médico pericial emitido pelo serviço médico oficial da União, Estados, Distrito Federal ou dos Municípios (caput art. 30 da Lei nº 9.250/1995). Embora concorde com o argumento exposto no acórdão recorrido que não é lícito, em matéria de isenção, equiparar uma doença (cardiomiopatia dilatada) a outra (cardiopatia grave), o conjunto de documentos acostados aos autos após o recurso voluntário, Fl. 60DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10580.720896/200700 Acórdão n.º 280200.870 S2TE02 Fl. 59 3 entre os quais está presente a declaração de perita médica do INSS, permite concluir que o recorrente era portador de cardiopatia grave, desde abril de 2002. Vejamos os documentos fundamentais: a) Laudo médico particular indica que o paciente era portador do CID I150.0 – Cardiopatia grave, dede 16 de julho de 2002, este laudo foi assinado em 13 de maio de 2005, pelos médicos Wladmyr de Carvalho Machado e José Jorge Abbud Dantas; e b) a médica perita do INSS, Drª Iwana Souto Almeida Darze, em 17 de setembro de 2007, declara que o contribuinte é portador do CIDI42.0, desde 4 de abril de 2002, e que, portanto, é isento do desconto do imposto de renda em conformidade com o inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988; e c) Documento expedido pela Petros em 2007 atesta a presença da cardiopatia grave e com isso é autorizado pela Petros a cessação da retenção na fonte (fls. 49); Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 61DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 62DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10580.720896/200700 Acórdão n.º 280200.870 S2TE02 Fl. 60 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº: 10580.720896/200700 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 2802000.870. Brasília/DF, 01/07/2011 ____________________________________________ JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 63DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 13819.002413/2002-26
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997
AUDITORIA ELETRÔNICA DE DCTF. PAGAMENTOS NÃO LOCALIZADOS ALEGAÇÃO DE PARCELAMENTO ANTERIOR AO LANÇAMENTO.
A falta de confirmação dos pagamentos efetuados, no âmbito de
parcelamento proposto, mas pendente de apreciação pela autoridade tributária jurisdicionante, justifica a lavratura de auto de infração, para constituição de crédito tributário. Cabe à autoridade tributária responsável pela execução da decisão definitiva zelar para que não ocorra cobrança em duplicidade.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2803-000.022
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE
JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: DCTF_COFINS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (COFINS)
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF_COFINS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (COFINS)
dt_index_tdt : Sat Jan 14 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200903
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 AUDITORIA ELETRÔNICA DE DCTF. PAGAMENTOS NÃO LOCALIZADOS ALEGAÇÃO DE PARCELAMENTO ANTERIOR AO LANÇAMENTO. A falta de confirmação dos pagamentos efetuados, no âmbito de parcelamento proposto, mas pendente de apreciação pela autoridade tributária jurisdicionante, justifica a lavratura de auto de infração, para constituição de crédito tributário. Cabe à autoridade tributária responsável pela execução da decisão definitiva zelar para que não ocorra cobrança em duplicidade. Recurso Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13819.002413/2002-26
anomes_publicacao_s : 200903
conteudo_id_s : 6742200
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 12 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.022
nome_arquivo_s : 280300022_152283_13819002413200226_200903.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 13819002413200226_6742200.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2009
id : 4717320
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:38 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045711450112
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-06-16T12:04:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-06-16T12:04:21Z; Last-Modified: 2010-06-16T12:04:21Z; dcterms:modified: 2010-06-16T12:04:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-06-16T12:04:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-06-16T12:04:21Z; meta:save-date: 2010-06-16T12:04:21Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-06-16T12:04:21Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-06-16T12:04:21Z; created: 2010-06-16T12:04:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-06-16T12:04:21Z; pdf:charsPerPage: 1247; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-06-16T12:04:21Z | Conteúdo => S2-1E03 Fl. 92 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS vt<rt-al SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n0 13819.002413/2002-26 Recurso n° 152.283 Voluntário Acórdão nó 2803-00.022 — 3° Turma Especial Sessão de 10 de março de 2009 Matéria COFINS - AUTO DE INFRAÇÃO - FALTA DE RECOLHIMENTO Recorrente FESTPAN PRODUTOS PARA PANIFICAÇÃO LTDA. Recorrida DRJ - CAMPINAS - SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 AUDITORIA ELETRÔNICA DE DCTF. PAGAMENTOS NÃO LOCALIZADOS ALEGAÇÃO DE PARCELAMENTO ANTERIOR AO LANÇAMENTO. A falta de confirmação dos pagamentos efetuados, no âmbito de parcelamento proposto, mas pendente de apreciação pela autoridade tributária jurisdicionante, justifica a lavratura de auto de infração, para constituição de crédito tributário. Cabe à autoridade tributária responsável pela execução da decisão definitiva zelar para que não ocorra cobrança em duplicidade. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Gilson Macedo • osenburg Filho /Pres..ente - Alex ndre Kern Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Luís Guilherme Queiroz Vivacqua e Andréia Dantas Lacerda Moneta. Relatório Cuida-se de recurso (fls. 119 a 126) interposto pelo recorrente acima qualificado, contra o Acórdão n2 05-15735, de 10 de janeiro de 2007, da DRJ/CPS, fis.103 a 107, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 1997 DCTF. REVISÃO INTERNA. PAGAMENTOS NÃO LOCALIZADOS. ALEGAÇÃO DE PARCELAMENTO ANTERIOR AO LANÇAMENTO. Á formalização, mediante Auto de Infração, de crédito tributário eventualmente confessado, embora dispensável, não configura ato administrativo nulo, sendo instrumento hábil para conferir liquidez e certeza à exigência nele consignada. Cabe à administração, porém, cuidar para que não ocorra duplicidade na cobrança. DÉBITOS DECLARADOS. MULTA DE °Fia°. Em face do princípio da retroatividade benigna, exonera-se a multa de oficio no lançamento decorrente de pagamentos não comprovados, apurados em declaração prestada pelo sujeito passivo, por se configurar hipótese diversa daquelas versadas no art. 18 da Medida Provisória n' 135/2003, convertida na Lei n° 10.833/2003. Lançamento Procedente em Parte Após resumir os fatos relacionados com o Auto de Infração n° 0003477 COFINS/1997, fls. 5 e 6, o recorrente pede reforma da decisão da DRJ-CPS, alegando que, em 23/09/1998, solicitou o parcelamento dos débitos objeto do referido AI, acrescidos de juros e multa moratória (demonstrativo das folhas 143 a 151), quase cinco anos antes da lavratura do mesmo. Destaca que, à época da autuação, em 10/05/2002, estava regularmente em dia com os pagamentos do parcelamento, inexistindo qualquer causa que justificasse o seu indeferimento, e que, somente em meados de agosto de 2003, foi comunicado do indeferimento de seu pedido, referindo-se ao Despacho Decisório n° 346/03 (fls. 204 a 205), sob a consideração de que o requerente não havia cumprido o disposto no § 5° do art. 31 da Portaria Conjunta PGFN/SRF n° 663, por existir débito em aberto com exigibilidade plena. Argumenta que, em se tratando de débitos confessados, parcelados e de exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151, inc. VI, da Lei n 2 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional - CTN, não poderiam ter sido objeto de lançamento. Cita e transcreve jurisprudência. Acrescenta que, no momento da lavratura do AI, já havia impetrado Mandado de Segurança, obtendo liminar e sentença definitiva de mérito (fls. 206 a 213) que lhe asseguraram o direito ao parcelamento referido, sem a inclusão do débito que fora citado como causa do indeferimento. Denuncia descumprimento de ordem judicial. Frisa que o relatório de fls. 104 e 105 é inverídico e contraditório. Informa que a DRF de jurisdição reformou o Despacho Decisório n° 346/03 exarando o Despacho Decisório n° 065/04, de 04/03/2004 (fls. 214 e 2 5), para deferir o parcelamento. / 014' 2 Processo ri° 13819.002413/2002-26 82-TE03 Acórdão 11.° 2803-00.022 Fl. 93 Conclui, requerendo reforma da decisão da DRJ-CPS, para o efeito de se cancelar o Auto de Infração if 0003477, vez que o valor exigido estaria integralmente pago. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 119 a 126 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ-CPS n 2 05-15.735, de 10 de janeiro de 2007. Em breve resumo, o presente processo trata dos famigerados lançamentos eletrônicos decorrentes de auditoria automática da DTCF do 3' e 4° trimestre(s) de 1997, em que o declarante, ora recorrente, informou que seus débitos de COFINS dos meses de agosto a dezembro daquele ano, nos valores de R$ 13.671,27, R$ 14.431,10, R$ 18.350,06, R$ 17.271,80 e R$ 13.987,78, haviam sido extintos por pagamento. Sob o fundamento "Pagto não Localizado" (Mexo Ia — RELATÓRIO DE AUDITORIA INTERNA DE PAGAMENTOS INFORMADOS NA DCTF, fls. 7 e 8), o Fisco (no caso, o computador do SERPRO) não acolheu a exceção de pagamento e lançou de oficio os referidos débitos, com os consectários de praxe, formalizando a exigência constante do Auto de Infração n 2 0003477 COFINS/1997, fls. 5 e 6 e anexos. O argumento principal do recurso voluntário é o de que os débitos já foram incluídos em programa especial de parcelamento, e definitivamente extintos pelo pagamento, motivo pelo qual se deve cancelar o AI. A própria decisão recorrida dá conta de que (fl. 106): "Em consulta aos sistemas informatizados da S'RF, confirma-se que o processo administrativo n` 13819.000180/9914, alegado na impugnação, de fato, existe e nele estão controlados débitos da COF1NS devidos em setembro/95, outubro/95, dezembro/96 e fevereiro/97 a dezembro/97 (fls. 87). Tal processo correspondia aparcelamento pleiteado em 23/09/98 e "cancelado por rescisão em 25/01/2005", com conseqüente envio à REN na mesma data, após alocação de 66 (sessenta e seis) pagamentos efetuados de 23/09/98 a 27/02/2004 (lls. 86/102), em razão dos quais foram liquidados os débitos de setembro/95, outubro/95, dezembro/96, fevereiro/97 e parte do débito de março/97 (fls. 93/99). Especificamente nos períodos aqui autuados, vê-se que os valores ali controlados são praticamente idênticos aos aqui tratados (R$ 13.671,27 em agosto/97. R$ 14.431,10 em setembro/97, R$ 18.350,06 em outubro/97, R$ 17.271,80 em novembro/97 e R$ 11987,78 em dezembro/97). Contudo, nenhum deles foi alcançado pela alocação dos recolhimentos parcelados (fls. 87/92). Ainda, os sistemas informatizados da SRF indicam registros de It//1 indeferimento de pedido de parcelamento em 17/10/2003 e de / „tf • novo deferimento em 04/03/2004, com posterior rescisão enz 08/10/2004 07s. 100/101)." 16,,,_„ • /3 ,_., ett s Sob o fundamento de que o lançamento tinha respaldo legal e não se verificava qualquer das hipóteses de nulidade do art. 59 do Decreto n 8 70.235, de 6 de março 1972 - PAF, a 5a Turma da DRJ-CPS, à unanimidade, houve por bem em rejeitar a argüição de nulidade do lançamento e restringir o litígio unicamente à validade do lançamento de débitos já confessados em parcelamento, dando por certa a prévia concessão do mesmo. Nesse sentido, manteve a exigência do principal, mas cancelou a aplicação da multa de lançamento de oficio, por aplicação retroativa do art. 18 da Lei ti 8 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Alio-me, integralmente, a esse entendimento. À época em que foi lavrado o AI, em 10/06/2002 (AR. na fl. 77), e não em 10/05/2002, como pensou o recorrente, o parcelamento proposto pelo contribuinte ainda não havia sido apreciado, inexistindo qualquer óbice ao lançamento. Além de versar sobre débitos que não foram alcançados pelos recolhimentos efetuados, o lançamento está plenamente albergado pelo art. 90 da Medida Provisória n2 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, fatos que afastam a possibilidade de seu cancelamento. Oportuno o caveat da DRECPS-53 Turma, no Acórdão ora fustigado, que determinou que a autoridade incumbida da sua execução observasse a existência dos pagamentos realizados enquanto o parcelamento esteve vigente e tomasse providências no sentido de evitar cobrança em duplicidade. Por todo o exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. 40( : a .s Sessões, em'10 de março de 200>i, - a Alex: dre ' ern 4
score : 1.0
Numero do processo: 12466.005044/2002-16
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.385
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho dc Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligencia, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 25 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200712
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 12466.005044/2002-16
anomes_publicacao_s : 200712
conteudo_id_s : 6772889
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 23 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-01.385
nome_arquivo_s : 30301385_12466005044200216_122007.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : ZENALDO LOIBMAN
nome_arquivo_pdf_s : 12466005044200216_6772889.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho dc Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligencia, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2007
id : 4627108
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:27 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-08-19T14:10:10Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; xmp:CreatorTool: CNC Capture; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; pdfa:PDFVersion: A-1b; dc:creator: CNC Solution; dcterms:created: 2013-08-19T14:10:09Z; Last-Modified: 2013-08-19T14:10:10Z; dcterms:modified: 2013-08-19T14:10:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:d345eb1b-b536-4f5a-a357-018fd4aa00da; Last-Save-Date: 2013-08-19T14:10:10Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC Capture; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2013-08-19T14:10:10Z; meta:save-date: 2013-08-19T14:10:10Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-08-19T14:10:10Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solution; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solution; pdfaid:conformance: B; meta:author: CNC Solution; meta:creation-date: 2013-08-19T14:10:09Z; created: 2013-08-19T14:10:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 34; Creation-Date: 2013-08-19T14:10:09Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; pdfaid:part: 1; access_permission:can_print: true; Author: CNC Solution; producer: CNC Solution; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solution; pdf:docinfo:created: 2013-08-19T14:10:09Z | Conteúdo =>
_version_ : 1761290045713547264
score : 1.0
Numero do processo: 13819.000111/00-07
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 08 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Dec 08 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.087
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento do
recurso voluntário quanto ao Finsocial e declinar competência para julgamento quanto à Cofins ao Segundo Conselho 'de Contribuintes, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Dec 24 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200512
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 08 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 13819.000111/00-07
anomes_publicacao_s : 200512
conteudo_id_s : 6730496
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-01.087
nome_arquivo_s : 30301087_138190001110007_200512.pdf
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : ANELISE DAUDT PRIETO
nome_arquivo_pdf_s : 138190001110007_6730496.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento do recurso voluntário quanto ao Finsocial e declinar competência para julgamento quanto à Cofins ao Segundo Conselho 'de Contribuintes, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 08 00:00:00 UTC 2005
id : 4628204
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:29 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045721935872
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Resolução nº 303-01.087; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2016-12-19T17:09:20Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Resolução nº 303-01.087; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: Resolução nº 303-01.087; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-12-19T17:09:20Z; created: 2016-12-19T17:09:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2016-12-19T17:09:20Z; pdf:charsPerPage: 1082; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2016-12-19T17:09:20Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES' TERCEIRA CÂMARA mmm Formalizado em: 2.7 D~1 2005 RESOLUÇÃO N° 303-01.087 13819.000111/00-07 128.816 . 08 de dezembro de 2005 . BOAINAIN INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. DRJ/CAMPINAS/SP , '. j} >J ~~ ANELISE DAUDT PRIETO Presidente E Relatora Vistos, relatados e discutidos os presentes autos .. FINSOCIAL. CONCOMITANCIA DE PROCESSOS. Não se-toma conhecimento do recurso, devido àexistênCÍa de butro processo sobre a mesma lide . . COFINS. COMPETÊNCIA. O exame das controvérsias relativas à COFINS é de competência do Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Consdheiros: Zenaldo Loibman, Nanci Gama; Sergio de Castro Neves, Silvio Marcos Barcelos Fiúza,Márciel Eder Costa, Nilton Luiz Bártoli e Tarásio Campelo Borges. Esteve presente'o procurador da Faienda Nácional I:-eandro Felipe ~ueno Tiemo. RESOLVEM' os Membros' da Terceira Câmara' do Terceiro Conselho /de Contribuin~es, por unaIÚmidade de votos, não tomar conhecimento do recurso voluntário quanto ao Finsocial e declinar competência para julgarpento quanto à Cofins ao Segundo Conselho 'de Contribuintes, nos termos do voto da relatora. I. •. Processo .n° ''Re~urso n° Sessão de Recorrente Recorrida Processo nO Resolução nO . 13819.000111/00-07 303-01.087 RELATÓRIO 2 Por bem descrever os fatos e a decisão recorrida, adoto o relatório e- transcrevo voto do julgado a quo. I "Trata o presente processo de pedido de restituição/compensação da contribuição ao Fundo de Investimento S0cial.- Finsocial e da Contribuição para O Fin~ciamento da Seguridade Social - Cofins, apresentado em 20/01/2000 (fl. 1), referente a pagamentos efetuados de outubro/1989 a dezembro/1999, no montante de , ,I , R$ 4.549.700,05. . 2. A autoridade fiscal indeferiu o pedido (fls. 271/273), sob a seguinte fundamentação: 2.1. com relação ,ao Finsocial, os valores recolhidos indevidamente acima da alíquota de 0;5% já 'foram 9bj~to de compensação com débitos da Cofins por parte da contribuinte, tendo inclusive sido apúrada insuficiência de crédito. a compensar, o que res'ultou no processo de cobrança n° 10880.019813/94-59; 2.2. à interessada entende que/os recolhimentos da Cofins aciina da alíquota de ,0,5% são indevidos (conforme seu demonstrativode fls. 2431246), porém não apresentou nada que. pudesse sustentar tal entendimento. Ademais, a interessada foi intimada a apresentar cópia de ação judicial contra a União que tratasse desse ,assunto, mas apresentou tão-somente cópia da certipão de objeto e pé,. emitida pelo TRF 33 Região; em 09!12/2002, na qual consta que, por meio de mandado de segurança, ainda não transitado em julgado, foi ,autorizado à impetrante recolher a Cofins sobre faturamento, con$oante' definido na Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro' de 1991, à alíquota de 2%. Portanto, não há na sentença judicial . nenhuma determinação de compensação, conforme pretende a interessada. . 3. ,Cientifjeada da decisão em 13/02/2003, a çontribuinte manifestou seu inconformismo com a decisão, em 17/03/2003 (fls. 275/286), alegando, em 'síntese e fundamentalmente" que: 3.1. com a'decisão do Supremo Tribunal Federal no RE nO1~0.764- 1 PE,que declarou a inconstitucionalidade dos dispositivos legais' que alteraram a alíquota de .0,5%,' e pela edição da Medida Provisória n°. 1.110, de 30 de agosto de 1995, que reconheceu a ~ / . I 6. Par autro lado., na que tange à'Cafins, a auditor fiscal nãa'se referiu a nenhuma ação. judicial que teria reêanhecida a direita à cantribuinte de . 5. As' alegações da interessada não. guardam nenhuma pertinência cam a decisão. da DRF São. Bernardo. da Campa ,que indeferiu seu pedida. De fato., cam relação. ao. Finsacial, ela afirma a seu direita à campensaçãa das valores' reca1hidas indevidamente em razão. da incanstitucianalidade das aumentas da alíquata. Tadavia, em nenhum mamenta a decisão. da DRF deixaude recanhecer esse direita. Pelo contrário" a decisão afirmou não só que. existe 9 direito da contribuinte de compensar os respectivos indébitos, como esse direito já foi por ela exercido.' feIa informação, ,fiscal de ,fls 85/86, relativa ao processo administrativo' n° 10880. 019813/94-59 verifica-se que a inter.essada utilizou os indébitos de Finsocial para compensar débitos de Cofinsrélativosao período de dezembro(1993 a agosto/1994. Esse procedimento foi conferido pelo auditor, fiscal, tendo resultado divergências quanto a,omontante a compensar, em razão dos índices de correção monétárià aplicados, sendo que os débitáS decorrentes da diferença apurada estão sendo cobrados naquele processo. Lago., a presente pedida de restituiçãa/campensaçãa de indébitas da Finsaciai não. pade ser acatada, , porque estes já faram utilizadas pela interessada. (grifei) , ' decisão. acima e exteriarizau seus efeitas, inexiste dúvida quanta ao. . direita líqujda e certa em relação. àa crédito. de Finsacial apantada; , 3.2. não. acarreu a decadência da direita ao. crédito., ,pdis a Medida Pravisória n° 1.110 fai publicada em 1995, quando. só então. passau 'a se falar em tributa indevido. Citajurisprudência da Canselha de Cantribuintes;. \ 4. A manifestação. de incanfarmisma é tempestiv~, pela que :dela ( 13819.000111/00-07 303-0.1.087 3.3. a auditar fiscal argumenta que a decisão. judicial em testilha, que récanheceu a direita ao. crédito., não. transitau em julgado. e que, partanta, não. paderia ser aplicada. Tadavia, ele eximiu-se de expar asdispasitivas .legais que fundamentam a referida decisão. em relação. à Cafins. Impartante ressaltar que 'Ín~xiste razão. para tal atitude: Além disso., descumpriu-se ardem judicial que garante a direita da requerente em realizar a' campensaçãa dóS referidas vaIares, a que, em tese, acarretaria a acarrência de crime de desabedi~ncia. Mesma não. atacada pelo auditar fiscal, impartante esclarecer que tal restrição. quanta à realização. de campensaçãa veia apenas cam a LeiCamplementar nO104, de 10 de janeiro de 2001, , não. sep.da, pois, aplicável a fatas anteriares a sua vigência. ' Processa n° ' Res~luçãa nO se canhece: VOTO \ 4 expõe: 13819.0001l1/00~07 303-01.087 f.) que não ocorreu a decadência do direito, umavez que seu pedido foi protocolizado em 20101/2000: Cita diversos julgados do Segundo, Conselho em defesa de sua tese. e.) que dessa decisão foi editada a Medida Provisória nO 1:110 de 30108/95, que reconheceu, daí, o direito de o contribuinte realizar a compensação de valores recolhidos indevidamente a esse título; d.) que o Súpremo Tribunal Federal, no RE n° l50.764-l/PE declarou a inconstitucionalidade dos dispositivos legais que alteraram a alíquota de 0,5% originalmente fixada pelo artigo 1°, S 1° do Decreto-Lei 1940, de 25/05/82; c.) que ,a competência para, julgar em p~imeira instância é do Delegad.o da Reéeita Federal de Julgamento, e que só' a partir daí se instaura o contraditório fiscal, e não a part'ir da 'decisão do DRF que indeferiu o pedido de restituição/compensação; I • a.), preliminarmente; que' a decisão recorrida ~presenta incoerência cristalina, visto que alega que os valores já foram compensados no processo administrativo nO10880.019813/94-59; Irresignada, 'a interessada apresenta tempestivo recurso, no qual, \ 7. Em face do exposto voto pelo indeferimento da solicitação da contribuÍnte, ratifiéando assim o Despacho Decisório da DRF." , Processo nO Resolução n° compensar os créditos que alega possuir. Pelo contrário; ele afirmou que foi solicitada, a apresentação de ação judicial" que houvesse sido ajuizada p~la contribuinte 'nl::sse sentido (fi. 237), mas que apena,s foi trazida aos autos c9pia de certidão de objeto e pé (fi. 269), de Mandado de, Segurança cuja segurança, foi concedida para afastar as exigências contidas nos arts. 2°, 3° e 8°, e seus parágrafos, da Lei nO9:718, de 27 de novembro de 1998, autorizando o recolhimento da Cofins segundo a Lei Complementar n° 7Q, de 1991, à alíquota de 2 %. Ou seja, essa decisão não assegurou nenhum direito à compensação e trata apenas do período posterior à edição da Lei n° 9.718, de 1998. Ademais, essa decisão reafirma que na vigência da Lei Complementar n° 70, de 1991, aalíquota da Cofins era de 2%, o que contraria o motivo dó pedido da ipteressada, que, conforme seu demonstrativo de fis. 243/246, entende que essa contribuição deveria ser exigida com a alíquota de 0,5%, o que, diga-se, não tem nellhum fundamento. .' , " , b.) que apesar de reconhecer o direito à compensação e dizer que os ,valores já foram.compebsados, a autoridade fiscal não demonstrou essa compensação, devendo, 'por isso, o pedido sér procedente, coma homologação das compensações realizadas; ( L .~. .1:, , J ', Processo n9 :,Resolução n° Í3819.000111/00-07 303-01.087, .I ., , ,f / . I. I _, ,. I '. " ,/ " 5 ,., , / ,/ \ , :1' ". É o rel.atório. 1 ' .( '.. Insiste no dir~ito à compensação dos 'valores tecolh(dos, a tíiulo de ' ' Cofins, 'tendo, em vista Q1)e,'se a dedsãO judicial que rec~nheceu. ó direito ao credito I , hão transit<?uem julgado, não poderia ter. sidO aplicada; } J" " ' . I, ,Requer o provimento do 'recurso, com a' reforma do' acórdão' ' ,recdrridó e a consêqüerite h()molog~ção dos valores compensados. , l ' I L • I I' , (, I foi juntadq, por ,apensaçã(), o processo'n° 13819.000184/2003-40, .; que, conforme se lê à fi. 42, trata da cobrança dos débitos referentes aos pedidos de compensação em tela. ",' ~. " ., . ;, .k' ~,, !, , . / I Processo n° Resolução n° 13819.000111/00-07 .303,.01.087 VOTO c ( COQ-selheiraAnelise Daudt Prieto, Relatora Está evidente ao longo dos autos. que existe compensação dos créditos da empresa relativos à Contribuição para o. Finsocial sendo discutida por meio do processo n° 10880.019813/94-59. A própria DRF diligenciou no sentido de acostar (fls. 264/265) informação fiscal exarada naquele processo cuidando dos créditos relativos ao Finsocial. '. Ora, se a questão está sendo lá debatida, não poderia ter sidó aventada neste processo. A meu 'ver, é a empresa que deve satisfações ao Fisco, explicando o porquê de ter tratado da mesma matéria em processos diversos omitindo, inclusive; tal informação do Fisco. Não, há,- portanto,' como .conhecer, neste process~,da questão relativa aos créditos relativos ao Finsocial. Quanto aos créditos de COFINS que a empresa aduz ter direito, trata-se de matéria que, de acordo com o Regimento Interno dos Conselhos de Coptribuintes, é de,competência do E.Segundo Conselho. . Face ao exposto, voto por não tomar conhecimento do recurso voluntário no quç conceme ao direito creditório relativo ao. Finsocial e por declinar competência da matéria restante em favor do Egrégio Segundo Conselho de.' . Contribllintes. Sala das Sessões, em 08 de dezembro de 2005 ANELISEDAM~ 6 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
score : 1.0
Numero do processo: 11516.006163/2007-97
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/2006
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL.
Em face da inconstitucionalidade declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento.
Em atenção ao Auto de Infração em questão, tratar-se de lançamento de ofício conforme estipula o art. 142, II do CTN, fundado em descumprimento de obrigação acessória de informação na forma da legislação tributária, aplica-se a contagem do prazo de 5(cinco) anos na forma do artigo 173, inciso I, do CTN.
EXTRAPOLAMENTO DE PRAZO DE ENCERRAMENTO DE FISCALIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE NULIDADE.
Mandado de Procedimento Fiscal, instituído pelo Decreto n. 3.969/2001, é apenas um instrumento de natureza jurídica administrativo gerencial, que não afeta o ato de lançamento lavrado posterior ao final do prazo de encerramento de fiscalização. Tanto que o MPF não tem o condão de interromper a
decadência, como faz a ciência da NFLD que consubstancia o ato de
lançamento do crédito tributário.
LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INFRAÇÃO. GFIP. DEIXAR DE INFORMAR FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS EM GFIP.
Deixar de informar em GFIP os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias constitui infração ao artigo 32, Inciso IV, da Lei n° 8.212/1991, na redação dada pela Lei n°9.528/1997, e artigo 225, IV, do Decreto n. 3.048/1999.
RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI N º 11.941/09. REDUÇÃO DA
MULTA. As multas referentes a declarações em GFIP foram alteradas pela lei nº 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A à Lei nº 8.212/91. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, deve-se aplicar a norma mais benigna ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-000.534
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), retificando-se o lançamento, no sentido de declarar a decadência dos créditos constituídos com base em fatos geradores ocorridos anteriormente a 1º.01.2001, bem como que a aplicação da sanção seja regida pela multa estabelecida no artigo 32-A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §
5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 18 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201103
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/2006 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. Em face da inconstitucionalidade declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento. Em atenção ao Auto de Infração em questão, tratar-se de lançamento de ofício conforme estipula o art. 142, II do CTN, fundado em descumprimento de obrigação acessória de informação na forma da legislação tributária, aplica-se a contagem do prazo de 5(cinco) anos na forma do artigo 173, inciso I, do CTN. EXTRAPOLAMENTO DE PRAZO DE ENCERRAMENTO DE FISCALIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. Mandado de Procedimento Fiscal, instituído pelo Decreto n. 3.969/2001, é apenas um instrumento de natureza jurídica administrativo gerencial, que não afeta o ato de lançamento lavrado posterior ao final do prazo de encerramento de fiscalização. Tanto que o MPF não tem o condão de interromper a decadência, como faz a ciência da NFLD que consubstancia o ato de lançamento do crédito tributário. LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INFRAÇÃO. GFIP. DEIXAR DE INFORMAR FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS EM GFIP. Deixar de informar em GFIP os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias constitui infração ao artigo 32, Inciso IV, da Lei n° 8.212/1991, na redação dada pela Lei n°9.528/1997, e artigo 225, IV, do Decreto n. 3.048/1999. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI N º 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA. As multas referentes a declarações em GFIP foram alteradas pela lei nº 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A à Lei nº 8.212/91. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, deve-se aplicar a norma mais benigna ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11516.006163/2007-97
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 4920998
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.534
nome_arquivo_s : 280300534_11516006163200797_201103.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : GUSTAVO VETTORATO
nome_arquivo_pdf_s : 11516006163200797_4920998.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), retificando-se o lançamento, no sentido de declarar a decadência dos créditos constituídos com base em fatos geradores ocorridos anteriormente a 1º.01.2001, bem como que a aplicação da sanção seja regida pela multa estabelecida no artigo 32-A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, § 5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
id : 4743181
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:49 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290045726130176
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2265; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 109 1 108 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.006163/200797 Recurso nº 250.973 Voluntário Acórdão nº 280300.534 – 3ª Turma Especial Sessão de 15 de março de 2011 Matéria Auto de Infração Recorrente SANTA CATARINA TURISMO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/2006 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. Em face da inconstitucionalidade declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento. Em atenção ao Auto de Infração em questão, tratarse de lançamento de ofício conforme estipula o art. 142, II do CTN, fundado em descumprimento de obrigação acessória de informação na forma da legislação tributária, aplicase a contagem do prazo de 5(cinco) anos na forma do artigo 173, inciso I, do CTN. EXTRAPOLAMENTO DE PRAZO DE ENCERRAMENTO DE FISCALIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. Mandado de Procedimento Fiscal, instituído pelo Decreto n. 3.969/2001, é apenas um instrumento de natureza jurídica administrativogerencial, que não afeta o ato de lançamento lavrado posterior ao final do prazo de encerramento de fiscalização. Tanto que o MPF não tem o condão de interromper a decadência, como faz a ciência da NFLD que consubstancia o ato de lançamento do crédito tributário. LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INFRAÇÃO. GFIP. DEIXAR DE INFORMAR FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS EM GFIP. Deixar de informar em GFIP os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias constitui infração ao artigo 32, Inciso IV, da Lei n° Fl. 112DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORATO Assinado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORAT O Processo nº 11516.006163/200797 Acórdão n.º 280300.534 S2TE03 Fl. 110 2 8.212/1991, na redação dada pela Lei n°9.528/1997, e artigo 225, IV, do Decreto n. 3.048/1999. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI N º 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA. As multas referentes a declarações em GFIP foram alteradas pela lei nº 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212/91. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, devese aplicar a norma mais benigna ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), retificandose o lançamento, no sentido de declarar a decadência dos créditos constituídos com base em fatos geradores ocorridos anteriormente a 1º.01.2001, bem como que a aplicação da sanção seja regida pela multa estabelecida no artigo 32A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, § 5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 113DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORATO Assinado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORAT O Processo nº 11516.006163/200797 Acórdão n.º 280300.534 S2TE03 Fl. 111 3 Relatório O presente Recurso Voluntário (fls. 8896) busca a revisão total da decisão a quo (fls.7884), que manteve crédito constituído pelo Auto de Infração a título de sanção por deixar de informar em GFIP fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, constituindo infração ao artigo 32, Inciso IV, da Lei n° 8.212/1991, na redação dada pela Lei n°9.528/1997, e artigo 225, IV, do Decreto n. 3.048/1999, referente a várias competências entre 01/1999 a 01/2006. Sendo a penalidade o pagamento de multa punitiva estabelecida pela Lei 8.212 de 24.07.1991, artigo 32, IV, §5º, e regulada no art. 284, II, do Decreto n° 3.048/91 (com a redação dada pelo Decreto n° 4.729, de 09.06.03). A ciência do auto de infração se deu no dia 02.08.2006 (fls.53). Em seu recurso, a contribuinte alegou decadência qüinqüenal dos créditos em razão do art. 173, I, do CTN; nulidade do lançamento por extrapolação de prazo de fiscalização. O recurso foi inicialmente considerado deserto pela autoridade preparadora, por ausência do depósito recursal, contudo a mesma reviu tal ato após ordem judicial, seguindo originalmente para o 2º Conselho de Contribuintes, que teve suas competências transferidas à 2ª Seção de Julgamento do CARF/MF, e, por conseguinte, veio distribuído à presente Turma Especial e relator. Este é o Relatório. Fl. 114DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORATO Assinado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORAT O Processo nº 11516.006163/200797 Acórdão n.º 280300.534 S2TE03 Fl. 112 4 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato I O recurso é tempestivo, conforme supra relatado, dispensado do depósito prévio (Súmula Vinculante 21 do STF), assim deve o mesmo ser conhecido. II Quanto alegado pela Recorrente referente à fluência do prazo decadencial, a mesma deve ser parcialmente reconhecida. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado (Súm. Vinculante de n º 8, de 12.06.2008), pacificou o entendimento da inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Por se tratar de constituição de crédito tributário oriundo de aplicação de sanção por descumprimento de obrigação instrumental (acessória) o lançamento de crédito tributário é realizado de ofício, em especial nos casos de declarações não prestadas, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária (art. 149, II, do CTN). Assim, no presente caso, as regras de decadência do crédito tributário a serem aplicadas não são as definidas para os casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação de pagamento (art. 150, § 4º e art. 156, VII, do CTN), mas das regras destinadas a reger a decadência dos créditos tributários sujeitos ao lançamento de ofício, devendo assim ser observado o disposto nos arts. 156, V, e 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o direito de constituição do crédito tributário será extinto ao termo de 5 (cinco) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Essa é inclusive a orientação jurisprudencial de vários julgados do 2º Conselho de Contribuintes e da 2ª Sessão de Julgamento do CARF/MF, a exemplo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Fl. 115DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORATO Assinado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORAT O Processo nº 11516.006163/200797 Acórdão n.º 280300.534 S2TE03 Fl. 113 5 Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/1998 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 40, do Códex Tributário, ou do 173 do mesmo Diploma Legal, no caso de dolo, fraude ou simulação comprovados, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's n os 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, tratandose de Auto de Infração por descumprimento de obrigação acessória, aplicase o artigo 173, inciso I, do CTN, uma vez que a contribuinte omitiu informações ao INSS, caracterizando lançamento de oficio. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. (Ac. 240100.567, ,Rel.Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira da 1ª Turma da 4ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF/MF, sessão de 03.12.2009 – no mesmo sentido Ac Ac. 20601.698 do 2º CC) No presente caso, em que a aplicação da sanção é feita de acordo com cada mês de competência que não foi apresentada a GFIP, considerando que a ciência do Auto de Infração impugnado foi no dia 02.08.2006, pela contagem do prazo do art. 173, I, do CTN, 5(cinco) anos a contar do primeiro dia do exercício seguinte ao que o crédito poderia ser lançado. Na interpretação em análise de recurso repetitivo do Superior Tribunal de Justiça, o início do prazo decadencial se dá “ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível” (REsp. n. 973.733/SC, Rel. Min. Luiz Fux, 18.09.2009), de obediência necessária pela presente Turma Especial (art. 62A, do RI/CARF). Assim, todos os créditos constituídos com base em fatos geradores ocorridos antes da data de 1º.01.2001, estão caducos. Logo, a alegação decadência deve ser parcialmente acolhida, excluindose do Auto de Infração o lançamento dos créditos com base nos fatos geradores anteriores à 1º.01.2001. III Quanto à alegação de que o AI teria sido consolidado após o término de prazo de fiscalização e que isso acarretaria em nulidade da mesma, em face do art. 7º, §2º, do Dec. 70.235/1972, devese tecer as devidas considerações. Primeiro, a Recorrente desconsidera a possibilidade de que o prazo para fiscalização pode ser prorrogado, desde que feito por escrito pela autoridade, e comunicada ao contribuinte. Fatos esses bem descritos pelo decisão recorrida, que explanou sobre a seqüência de prorrogações do Mandado de Procedimento Fiscal inicial n. 0928442300, emitido em 18/01/2006, e cientificado ao contribuinte em 01/02/2006. Tudo em conformidade com o art. 13, do Decreto n. 3969/2001, que regulou internamente os instrumentos de fiscalização da Previdência Social. Fl. 116DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORATO Assinado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORAT O Processo nº 11516.006163/200797 Acórdão n.º 280300.534 S2TE03 Fl. 114 6 Segundo, a extrapolação de prazo de fiscalização não gera a nulidade dos atos de lançamento posteriores, apenas restitui ao contribuinte a condição de espontaneidade de pagamento, possibilitando a denúncia espontânea disposta no art. 138, do CTN, entre o final do prazo de fiscalização e a ciência de sua prorrogação ou do lançamento realizado. Interpretação oriunda do próprio dispositivo argüido pela Recorrente. Ademais, é entendimento de ampla maioria dos julgados do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, seguindo a orientação dos antigos Conselhos de Contribuintes, de que o Mandado de Procedimento Fiscal, instituído pelo Decreto n. 3.969/2001, é apenas um instrumento de natureza jurídica administrativogerencial, que não afeta o lançamento de ofício. Isso porque o lançamento de ofício é o ato administrativo vinculado para constituição do crédito tributário, baseado na competência do agente, objeto/conteúdo, forma, finalidade e motivo, conforme determinado pela lei tributária de natureza ordinária, que não pode ser afastado por ato infralegal, que não lhe atribui tais efeitos. Tudo isso em observância ao artigos 100, 142, 145 e 149 do CTN. (Precedente: Acórdão n. 20219.208, de 03.06.2008, 2º CC/MF). Tanto que o MPF não tem o condão de interromper a decadência, como faz a ciência do Auto de Infração que consubstancia o ato de lançamento do crédito tributário. Ressaltase o fato que os atos do processo administrativo tributário federal, somente serão nulos no caso estabelecidos no art. 59, do Decreto n. 70235/1972 (com força de lei ordinária). Ou seja, a nulidade somente seria decretada nos caso que os atos e termos fossem lavrados por pessoa incompetente, ou despachos e decisões que preterissem a defesa ou apresentassem outra nulidade material. No caso, não houve qualquer preterição de defesa. Defesa que foi oportunizada, bem como em face da constituição do crédito. IV – Todavia, por dever de ofício, ao se verificar a multa aplicada por descumprimento de obrigação acessória prevista no art. 32, IV, §§3º e 5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, devese atentar às alterações legais implementadas por esta e sua lei de conversão (Lei n. 11.941/2009), que revogou os parágrafos e incluiu o art 32A, I,. Recentemente, as normas sancionatórias relativas à GFIP foram alteradas pela lei n º 11.941/09, e provavelmente beneficiam a Recorrente. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212, in verbis: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia Fl. 117DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORATO Assinado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORAT O Processo nº 11516.006163/200797 Acórdão n.º 280300.534 S2TE03 Fl. 115 7 seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Toda multa tributária é uma sanção, ou seja tem natureza primária punitiva, ou de penalização. Contudo, ainda assim podem ser classificadas em multa moratória, decorrente do simples atraso na satisfação da obrigação tributária principal, e multa punitiva em sentido estrito, quando decorrente de infração à obrigação instrumental cumulada ou não com a obrigações principais. Tal classificação é necessária pois, apesar de não terem natureza remuneratória, mas sancionatória, os tribunais brasileiros admitem que as multas tributárias devem ser classificadas em moratórias e punitivas (sentido estrito), em razão da existência de tratamentos diversos para cada espécie pelo próprio Código Tributário Nacional e legislação esparsas. (RESP 201000456864, HUMBERTO MARTINS, STJ SEGUNDA TURMA, 29/04/2010; PAULSEN, Leandro. Direito tributário, constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 12ª Ed., Porto Alegre : Livraria do Advogado, 2010, p.1103 1109) Assim, coloco como premissa que a diferença entre multa moratória e multa punitiva em sentido estrito. Como supra colocado, a primeira decorre do mero atraso da obrigação tributária principal, podendo sendo constituída pelo próprio contribuinte inadimplente no momento de sua apuração e pagamento. Já, a segunda espécie de multa, a punitiva em sentido estrito, demanda constituição pelos instrumentos de lançamento de ofício por parte dos agentes fiscais (art. 149, do CTN), em que se apura a infração cometida e a penalidade a ser aplicada. Inclusive a estipulação e definição da espécie de multa é dado exclusivamente pela lei, fato ressaltado em face do principio da estrita legalidade a que se regula o Direito Tributário e suas sanções (art. 97, V, do CTN). A mudança de natureza para fins de comparação no tempo, não pode ser realizada sem autorização legal, e por isso não se poderia comparar com multas punitiva em sentido estrito (referente à descumprimento de obrigação exclusivamente instrumental) com multas de natureza moratória a exemplo com a Fl. 118DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORATO Assinado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORAT O Processo nº 11516.006163/200797 Acórdão n.º 280300.534 S2TE03 Fl. 116 8 nova redação do art. 35A, da Lei n. 8212/1991, com a redação a partir da Medida Provisória n. 449/2008. Devido ao disposto no art. 112, IV, do CTN, a legislação tributária que define as infrações e comina suas penalidades deve ser interpretada de forma mais favorável ao contribuinte em casos de dúvidas quanto à natureza das infrações e suas penalidades. Interpretação que deve ser conjugada com a retroatividade benigna prevista no art. 106, II, a e c, do CTN, de forma a reduzir ou extinguir penalidades sempre quando lei posterior estabeleça pena menos grave ou não entenda mais como infração tal conduta. Portanto, também deve ser colocado como premissa, que além de retroagir a aplicação de dispositivo legal mais favorável essa retroação também deve sempre buscar uma aplicação mais favorável ao contribuinte. Assim, em razão do princípio da retroatividade benigna (art. 106, do CTN), como o entendimento que a aplicação da sanção deve ser regida pela multa estabelecida no artigo 32A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, § 5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008. V Isso posto, voto por conhecer o Recurso Voluntário e, no mérito, para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, retificandose o lançamento, no sentido de declarar a decadência dos créditos constituídos com base em fatos geradores ocorridos anteriormente a 1º.01.2001, bem como que a aplicação da sanção seja regida pela multa estabelecida no artigo 32A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, § 5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008. Sala de Sessões, 15 de março de 2011. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 119DF CARF MF Emitido em 15/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORATO Assinado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 11/05/2011 por GUSTAVO VETTORAT O
score : 1.0
