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Numero do processo: 15504.017428/2008-53
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/11/2005 a 31/12/2006
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA
Constitui infração deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos e do contribuinte individual a seu serviço.
CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS
É segurado obrigatório da Previdência Social como contribuinte individual quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego.
Numero da decisão: 2403-000.545
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS É segurado obrigatório da Previdência Social como contribuinte individual quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente/Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 105DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Fl. 106DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.017428/200853 Acórdão n.º 2403000.545 S2C4T3 Fl. 105 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte, Acórdão 0225.042 6ª Turma, que julgou improcedente a impugnação referente à obrigação tributária legal acessórial, no montante de R$ 1.254,89. A autuação foi assim resumida pela DRJ, no relatório do acórdão: Tratase de infração ao artigo 30, I, 'a' da Lei 8.212/91 e artigo 4° da Lei 10.666/03, tendo em vista que, conforme Relatório Fiscal da Infração de fls.06/08, no período 11/2005 a 12/2006, a empresa deixou de arrecadar contribuições devidas pelos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço, mediante desconto de suas remunerações. Informa o Relatório Fiscal que a empresa remunerou parte de seus empregados e contribuintes individuais, sem efetuar o desconto da contribuição previdenciária devida pelos segurados, tendo sido os valores apurados através do exame da contabilidade (Livros Diário e Razão), folhas de pagamento de salários, notas fiscais/faturas referentes ao pagamento de assistência médicoodontológica e recibos de pagamento, conforme demonstrado nos anexos 01 a 04, de fls. 10 a 32. De acordo com os itens 4 e 5 do Relatório Fiscal da Infração (fls. 06/08) e item 2 do Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, fls. 09, não ficaram configuradas as circunstâncias agravantes e nem as atenuantes previstas na nova redação dada pelo Decreto n" 6.032 de 12/02/2007, que alterou a redação do artigo 290, § único e o artigo 291 do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n" 3.048/99. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Dispensa do depósito recursal. • Falta de fundamentação do acórdão. • O plano de assistência médica e odontológica foi disponibilizada a todos os empregados, que manifestaram livremente sua opção pelo Sistema Único de Saúde. • Vários empregados optaram por permanecer no SUS. • Representante comercial não é empregado. Fl. 107DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 • Todos os representantes são autônomos, sem qualquer subordinação com a recorrente. • No que diz respeito à multa, bem como a reincidência, forçoso reconhecer sua manifesta improcedência. É o Relatório. Fl. 108DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.017428/200853 Acórdão n.º 2403000.545 S2C4T3 Fl. 106 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. Registrese que este recurso está sendo apreciado sem o depósito recursal. MÉRITO ASSISTÊNCIA MÉDICA E ODONTOLÓGICA A Lei 8.212/91, no artigo 28 estabelece o que se entende por salário de contribuição, valor esse que será utilizado no cálculo do benefício previdenciário. O parágrafo 9º desse mesmo artigo estabelece frações não integrantes do salário de contribuição. Especificamente na questão da assistência médica ou odontológica, textualmente consta da Lei que não integra o salário de contribuição o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) II para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; III para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Fl. 109DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 IV para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite máximo a que se refere o § 5o. (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). ... § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) ... q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médicohospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; (grifei) Entendido o que a Lei estabelece, devese efetuar análise da situação fática. A recorrente afirma que o plano de assistência médica e odontológica foi disponibilizada a todos os empregados, que manifestaram livremente sua opção pelo Sistema Único de Saúde e que vários empregados optaram por permanecer no SUS, isto é, não estão cobertos pelo plano. Do confronto da previsão legal com a situação encontrada na empresa, concluise que os valores relativos à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, por não darem cobertura a todos segurados, devem ser tributados. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS A tese apresentada pela recorrente é que os representantes comerciais são autônomos. Veremos abaixo que os autônomos também são segurados obrigatórios da Previdência Social e sobre sua remuneração incide contribuição. Inicialmente cabe registrar que o lançamento referese à tributação dos pagamentos ou créditos de remunerações a segurados contribuintes individuais, referentes a comissões sobre vendas, de serviços prestados por pessoas físicas, lançadas nos Livros Diário e Razão. O ponto inicial é verificar que a Lei 8.212/91 determina que trabalhador autônomo é segurado obrigatório. Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: V como contribuinte individual: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). g) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Fl. 110DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.017428/200853 Acórdão n.º 2403000.545 S2C4T3 Fl. 107 7 h) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). OBRIGAÇÃO DE ARRECADAR Uma vez verificada a correta tributação dos valores pagos a título de assistência médica e odontológica e sobre a remuneração dos contribuintes individuais, resta verificar a obrigação da empresa de descontar e recolher as contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais, descontandoas da respectiva remuneração. A Lei 8.212/91 estabelece a obrigação de arrecadar a contribuição dos empregados. Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) I a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração; A Lei 10.666/2003 estabelece a obrigação de arrecadar a contribuição dos contribuintes individuais. Art. 4o Fica a empresa obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontandoa da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da competência, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia. Entendo caracterizada a infração. CONCLUSÃO À vista do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 111DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Fl. 112DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 18471.002030/2004-10
Data da sessão: Thu May 07 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 07 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1801-000.003
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia.
Matéria: IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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O Auto de Infração encontra-se às fls. 93 a 99 e limitou-se a exigir as diferenças apontadas na planilha de fls. 66 e 67, referentes a IRPJ tributado com base no Lucro Presumido dos seguintes trimestres: 1° trimestre de 2000 e 1°, 2°, 3° e 4" trimestres de 2002. A contribuinte foi devidamente cientificada da autuação em 23/11/2004. A empresa impugnou o Auto de Infração às fls. 104 limitando-se a esclarecer que os valores contabilizados e informados em DCTF e outros documentos estaduais estão corretos e que as DIPJ foram preenchidas com erro, razão pela qual solicita as devidas retificações dos valores. As cópias das DCTF pertinentes aos períodos tributados, ex officio, foram • juntadas ao processo às fls. 128 a 132, observando-se que, com referência aos trimestres: Valor DIPJ — RS Valor DCTF — RS 1° Trimestre —2000 705,53 705,53 1" Trimestre —2002 2.862,44 2.862,44 2' Trimestre — 2002 11.718,36 10.631,02 3° Trimestre —2002 17.390,87 14.034,52 4° Trimestre —2002 12.878,74 11.327,25 77. • • Processo n° 18471.002030/2004- 10 SI-TE01 Erro! À origem da referência não foi encontrada. n.° SI-TE01- 00003 Fl. 2 A contribuinte não informou em DCTF os valores dos adicionais IRPJ relativos aos segundo, terceiro e quarto trimestres de 2002. A Nona Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro — I/RJ exarou o Acórdão n° 12-14.079/07 mantendo o lançamento tributário em sua integralidade, esclarecendo que não cabe pedido de retificação de declaração após iniciado o procedimento fiscal — fls. 133 a 136. Tempestivamente, a contribuinte interpôs o Recurso Voluntário de fls. 141 a 145, alegando que tem como clientes órgãos públicos municipais, estaduais e federais e que estes retêm na fonte o IRPJ ora cobrado da contribuinte, ex officio, não tendo sido tais valores considerados pela autoridade lançadora, pelo que solicita a realização de nova auditoria sendo impossível juntar ao presente processo o que estima serem 130.000 anexos para comprovar o que alega. Cita o artigo 64 da Lei n° 9.430/96 para fundamentar o alegado, sobre a obirgação da retenção pelas fontes dos tributos federais. Instrui o Recurso com algumas cópias de contratos firmados entre a Marinha, no Rio de Janeiro, e do Exército Brasileiro, também daquele estado.. Com efeito, constata-se que a contribuinte não informou na DIPJ / 2003 qualquer valor a titulo de IRRF por órgãos públicos para os trimestres do ano-calendário de 2002, conforme fls. 29 e 30. Diferentemente em relação ao I° trimestre de 2000, pois consta na DIPJ/2001 o valor retido por órgãos públicos da ordem de R$ 6.337,72, portanto devidamente computado na apuração do imposto devido. Cediço é que, ao se efetuar o lançamento tributário cujo Mandado de Procedimento Fiscal focaliza o trabalho em mera verificação entre os valores escriturados epla contribuinte e aqueles declarados espontaneamente, a autoridade fiscal não está obrigada a investigar os valores que compuseram, formaram, a contabilidade, sendo auditoria sumária de checagem superficial. Não consta desse processo cópias dos balancetes mensais do Diário, nem documentos internos dos sistemas do fisco que poderiam informar a efetiva retenção na fonte praticada pelos órgãos públicos clientes da empresa, que faz inicio de prova de pelo menos existirem dois (Marinha e Exército Brasileiros). Ainda que possa haver falha da contribuinte em ter deixado de informar nas DIPJ os impostos efetivamente retidos pelos órgãos públicos, se é que houve as retenções, e falha ainda em não instruir os recursos com os informes de rendimentos pagos fornecidos por esses órgãos, entendo que, em prestigio à verdade material dos fatos: I) a empresa deve ser intimada, com relação ao 1° trimestre de 2000 e aos quatro trimestres de 2002, a: 1) apresentar os informes de rendimentos fornecidos pelos órgãos públicos pagadores; 2) se houver, cópia dos balancetes mensais registrados no Diário e fichas do Razão demonstrando os pagamentos recebidos e os valores relativos às retenções efetuadas por órgãos públicos; .7)( 2 . • Processo n° 18471.002030/2004-10 SI-TE01 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.° SI-TE01- 00003 Fl. 3 3) apresentar planilha demonstrando efetivamente os valores recebidos, retidos pelas fontes pagadoras; 4) apresentar planilha compondo os valores escriturados no Livro de Registro de Saídas, relacionando-os com os valores recebidos de órgãos públicos que ale ga haver sofrido retenção no período fiscalizado. II) a autoridade fiscal designada deverá : 1) juntar ao presente pesquisa do sistema — DIRF — que informe eventual retenção de órgão público em favor da interessada no período que sofreu a fiscalização; 2) confrontar os valores com aqueles apresentados pela contribuinte em resposta à Intimação Fiscal; 3) verificar as informações prestadas junto aos Livros Contábeis e Fiscais; 4) emitir um Relatório de Diligência Fiscal, computando nos valores devidos de IRPJ a recolher eventuais retenções sofridas, se comprovadas, dando a devida ciência à contribuinte e prazo para, desejando, se manifestar. Encaminhe-se o presente à DEFIC do Rio de Janeiro para cumprimento. Sala das Sessões — DF, em 07 de maio de 2009• ANA DE BARROS FERNANDES Pr(An Antonio José Praga de Souza Presidente da PS* de Julgamento do aeuelboAdmitittracitro de Recursos Foceis-ME 3 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 11610.002999/2003-11
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1801-000.057
Decisão: Resolvem os membros 1ª Turma Especial da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos: a) em preliminar, afastar o argumento da decadência suscitada pela Recorrente; b) e, no mérito, converter o julgamento em realização de diligência, nos termos
do voto da Relatora.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Resolvem os membros 1ª Turma Especial da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos: a) em preliminar, afastar o argumento da decadência suscitada pela Recorrente; b) e, no mérito, converter o julgamento em realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, André Lemes da Silva e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO A Recorrente formalizou as Declarações de Compensação (DComp) em 26/02/2003, 19/09/2006 e 27/12/2007, fls. 01 e 525/527, utilizandose do crédito relativo ao Fl. 1DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11610.002999/200311 Resolução n.º 180100.057 S1TE01 Fl. 951 2 saldo negativo de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) no valor de R$4.430.660,78 informado na DIPJ, fl. 268 e ao saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no valor de R$503.398,74 informados na DIPJ, fl. 277, ambos do ano calendário de 2002. O processo foi instruído com a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ) do anocalendário de 2002, fls. 251/281, com a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), fls. 282/286 e ainda com os Informes de Rendimentos, fls. 338/353. Em conformidade com o Despacho Decisório, fls. 750/757, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo deferimento em parte do pedido relativamente ao saldo negativo de IRPJ no valor original de R$4.300.852,64 e de saldo negativo CSLL no valor original de R$114.390,68, cujos montantes foram utilizados para compensar os débitos informados nas Declarações de Compensação (DComp), fls. 01 e 525/5277. Restou esclarecido que o saldo negativo de IRPJ não reconhecido no valor de R$129.807,14 é decorrente da dedução indevida de valor de IRRF do anocalendário de 2002. No que diz respeito ao saldo negativo de CSLL não reconhecido no valor de R$398.008,06, é originário da falta de informação em DCTF do valor de R$139.538,63 atinente ao tributo determinado sobre a base de cálculo estimada no anocalendário de 2001 e da dedução indevida do valor de R$146.956,18 do IRRF pago no exterior sobre lucros, rendimentos e ganhos de capital não declarados no anocalendário de 2000. Cientificada em 03/03/2008, fl. 758, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 02/04/2008, fls. 782/802, argumentando em síntese que discorda da conclusão da análise do pedido. Defende a tese de que os débitos objeto de compensação estão com a exigibilidade suspensa. Argúi que os procedimentos apuração de saldos credores dos anoscalendário de 2000 e 2001 não mais poderiam ser retificados de ofício, uma vez que sobre eles houve a homologação tácita e se operou a decadência pelo decurso do prazo superior a cinco anos até a ciência do Despacho Decisório em 03/03/2008 (§ 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional). No que se refere à mencionada falta de informação em DCTF do valor de R$139.538,63 atinente ao tributo determinado sobre a base de cálculo estimada no ano calendário de 2001, enfatiza que: é certo que o saldo credor de CSLL de 2001, atualmente, encontrase, em discussão, com sua exigibilidade suspensa, no processo acima apontado (11610.021229/200296), em virtude de apresentação de Manifestação de Inconformidade pela ora Manifestante (doc. 03), razão pela qual não pode ser objeto de cobrança. Atinente à dedução do valor de R$146.956,18 do IRRF pago no exterior sobre lucros, rendimentos e ganhos de capital do anocalendário de 2000, esclarece que efetivamente informou esta quantia na linha a “receita de prestação de serviços” e não na linha “rendimentos Fl. 2DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11610.002999/200311 Resolução n.º 180100.057 S1TE01 Fl. 952 3 e ganhos de capital auferidos no exterior” da Ficha 06A da DIPJ, fls. 253/254 (art. 21 da Medida Provisória nº 2.15835 de 24 de agosto de 2001 e art. 26 da Lei nº 9.249, de dezembro de 1995 Afirma que Tais compensações foram efetuadas com a própria CSLL devida, por estimativa, apurado mediante balancetes de suspensão/redução, nos primeiros meses do ano calendário de 2002, conforme atestou a DIPJ 2003 anobase 2002 e DCTF's, nas quais o valor do débito já é considerado liquido (com a dedução do crédito compensações sem processo). Indica a legislação que rege a matéria, princípios que alega foram violados ainda entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Por todo o exposto, requer seja conhecida e provida a presente Manifestação de Inconformidade, para que seja CANCELADA a decisão ora atacada, CONVALIDANDOSE E HOMOLOGANDOSE INTEGRALMENTE o crédito objeto do pedido de compensação n° 11610.002999/200311 e apensos, bem assim as compensações com débitos dele decorrentes, pelo reconhecimento destes D. Julgadores da ocorrência da decadência do fisco de questionálo em cotejo com o direito à compensação da contribuição social paga no exterior no ano de 2000 com os débitos do período de 2002. Caso os i. julgadores não cancelem de plano a totalidade dos valores glosados, nesse caso, a Manifestante requer sejam os autos devolvidos à instância fiscal de origem, a fim de se verificar os cálculos relativos aos rendimentos auferidos no exterior, em cotejo com as compensações do montante do imposto pago no exterior daí decorrentes, com os débitos apurados no Brasil, nos períodos subseqüentes, autorizandose, para tanto, a retificação e ajuste dos instrumentos acessórios, tais como DIPJ, DCTF, LALUR, em cumprimento ao princípio da verdade material que norteia o processo administrativo. Termos em que, P. Deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 5ª TURMA/DRJ/SPO I/SP nº 16 17.912, de 28/07/2008, fls. 882/889: “ Compensação Homologada em Parte”, uma vez que foi homologada tacitamente a compensação constante na DComp apresentada em 26/02/2008, fl. 01. Restou ementado ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. Consideramse homologadas as declarações se compensação após cinco anos de seu protocolo, nos termos do § 5º, do art. 74, da Lei n° 9.430/96, com a redação dada pela Lei n° 10.833/03. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11610.002999/200311 Resolução n.º 180100.057 S1TE01 Fl. 953 4 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NO EXTERIOR IMPOSTO PAGO A contribuinte tem direito à compensação de imposto pago no país em que prestou serviços, desde sue atenda aos requisitos previstos na Legislação Brasileira. Notificada em 28/05/2009, fl. 896verso, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 26/06/2009, fls. 899/948, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera todos os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Requer a produção de todos os meios de prova e que sejam aceitos todos os documentos acostados aos autos. Conclui Por todo o exposto, requer seja conhecido e provido o presente Recurso Voluntário, para que seja reformada a decisão ora atacada, CONVALIDANDOSE E HOMOLOGANDOSE INTEGRALMENTE o crédito objeto do pedido de compensação n° 11610.002999/200311, bem assim as compensações com débitos dele decorrentes, pelo reconhecimento destes D. Julgadores da ocorrência da decadência do fisco questionálo em cotejo com o direito à compensação da contribuição social paga no exterior no ano de 2000 com os débitos apurados. Ainda, requer seja suspensa a exigibilidade dos débitos de IRPJ/CSLL referentes ao período de 2002, cujos pedidos de compensação foram atrelados ao crédito em comento, até o julgamento definitivo do presente processo administrativo. Caso os i. julgadores não cancelem de plano a totalidade dos valores glosados, nesse caso, requer sejam os autos devolvidos à instância fiscal de origem, a fim de verificar os cálculos relativos aos rendimentos auferidos no exterior, em cotejo com as compensações do montante do imposto pago exterior daí decorrentes, com os débitos apurados no Brasil, nos períodos subseqüentes, autorizandose, para tanto, a retificação e ajuste dos instrumentos acessórios, tais como DIPJ, DCTF, LALUR, em cumprimento aos princípios da verdade material que norteia o processo administrativo e ampla defesa. Termos em que, Pede Deferimento. Houve sustentação oral pelo representante legal da Recorrente Dr. Marcos Hideo Moura Matsunaga OAB/Sp nº 174.341. É o Relatório. VOTO Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11610.002999/200311 Resolução n.º 180100.057 S1TE01 Fl. 954 5 A parcela litigiosa devolvida para reexame nesta segunda instância de julgamento, referese ao saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2002 não reconhecido no valor total de R$398.008,06: pela falta de informação em DCTF no valor de R$139.538,63 atinente ao tributo determinado sobre a base de cálculo estimada no anocalendário de 2001; pela compensação indevida do valor de R$146.956,18 do fonte paga no exterior. Preliminar A Recorrente diz que os procedimentos apuração de saldos credores dos anos calendário de 2000 e 2001 não mais poderiam ser retificados de ofício, uma vez que sobre eles houve a homologação tácita e se operou a decadência pelo decurso do prazo superior a cinco anos até a ciência do Despacho Decisório. O procedimento de apuração do direito creditório não prescinde do exame de todos os valores que compõem o montante pleiteado. Necessária é a constatação da sua liquidez e certeza, já que não há norma que lhe atribua esta presunção como absoluta. Os créditos do sujeito passivo para com a Fazenda Pública somente são passiveis de restituição quando revestidos destes requisitos, os quais devem restar evidenciados. Por esta razão, a Recorrente é obrigada a conservar em ordem, enquanto não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, os livros, documentos e papéis relativos a sua atividade, ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial ( art. 4º do DecretoLei nº 486, de 03 de março de 1969). Não tem cabimento, assim, alegar a caducidade do direito de a Fazenda Pública verificar se a escrituração está mantida com observância das disposições legais e demonstrada por documentos hábeis. Neste sentido, o reconhecimento do direito creditório alegado e a conseqüente homologação da compensação efetivada impõe que a Recorrente apresente comprovação inequívoca dos elementos que integraram o valor objeto de repetição. No presente caso, tratase de DComp originalmente entregues em 2003, fls. 762/777, referentes a direito creditório do anocalendário de 2002, que contém fragmentos de valores referentes aos anoscalendário de 2000 e 2001, cujos débitos não foram alcançados pela homologação tácita da compensação. Por conseguinte, diferente do entendimento da Recorrente, não há que se falar em decadência do direito de o Erário de averiguar a liquidez e certeza dos valores objeto do pedido de reconhecimento do direito creditório. Mérito Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11610.002999/200311 Resolução n.º 180100.057 S1TE01 Fl. 955 6 1) Falta de informação em DCTF R$139.538,63 No que se refere ao valor de R$139.538,63 do tributo determinado sobre a base de cálculo estimada no anocalendário de 2001, cabe esclarecer que, em conformidade com a informação da Requerente, o saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2001 está sob análise administrativa no processo nº 11610.021229/200296 que atualmente se encontra na “EQ ANALISE PROC IMPOSTO RENDADERATSPO” (fonte: http://comprot.fazenda.gov.br/Egov/cons_dados_processo.asp; acesso em 03/02/2011). Nos termos do art. 34 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 30 de dezembro de 2008, verificase que não pode ser objeto de compensação mediante entrega de DComp o crédito, cujo valor seja objeto de pedido de restituição indeferido pela autoridade competente da RFB, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa. 2) Dedutibilidade de Fonte Paga no Exterior R$146.956,18 Atinente à compensação do valor de R$146.956,18 de fonte paga no exterior (Argentina) sobre lucros, rendimentos e ganhos de capital do anocalendário de 2000, a Recorrente junta aos autos os documentos, fls. 826 a 850 e 853 a 859 sobre os quais deve ser perquirido o preenchimento das condições de dedutibilidade tributária no âmbito da legislação nacional. Nos temos do art. 26 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 e do art. 16 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. a pessoa jurídica pode compensar o imposto de renda incidente, no exterior, sobre os lucros, rendimentos e ganhos de capital computados no lucro real, até o limite do imposto de renda incidente, no Brasil, sobre os referidos lucros, rendimentos ou ganhos de capital, devendo o documento ser reconhecido pelo respectivo órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada Brasileira no país em que for devido o imposto. Por outro lado, fica dispensada da obrigação a que se refere o § 2º do art. 26 da Lei nº 9.249, 1995, no caso de restar comprovado que a legislação do país de origem do lucro, rendimento ou ganho de capital prevê a incidência do imposto de renda que houver sido pago, por meio do documento de arrecadação apresentado. Em face destas questões, com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento em diligência para que sejam tomadas as seguintes providências em relação ao anocalendário de 1998: a) a Recorrente deve ser intimada a: Fl. 6DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11610.002999/200311 Resolução n.º 180100.057 S1TE01 Fl. 956 7 a.1) apresentar a legislação do país de origem do lucro, rendimento ou ganho de capital (Argentina) que prevê a incidência do imposto de renda que houver sido pago, por meio do documento de arrecadação apresentado, regularmente traduzida em vernáculo por tradutor juramentado (§ 3º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972); a.2) se houver, cópia dos balancetes mensais registrados no Diário e fichas do Razão demonstrando os pagamentos recebidos e os valores relativos às retenções efetuadas; a.3) apresentar planilha demonstrando efetivamente os valores recebidos e retidos pelas fontes pagadoras; a.4) apresentar planilha compondo os valores escriturados a título de receita auferida, relacionandoos com os valores recebidos das fontes pagadoras que alega haver sofrido retenção no período fiscalizado referente ao valor de R$146.956,18 de fonte paga no exterior; b) a Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona a Recorrente deve: b.1) juntar ao presente processo cópias das pesquisas efetuadas nos sistemas internos da RFB, em especial naquele em que contenham dados a receita oferecida à tributação pela Recorrente no anocalendário de 2002; b.2) confrontar os referidos valores com aqueles apresentados pela Recorrente em resposta à Intimação Fiscal; b.3) juntar ao presente processo cópias dos autos do processo nº 11610.021229/200296 em que possa constatar se o valor de R$139.538,63 do tributo determinado sobre a base de cálculo estimada no anocalendário de 2001, compôs o saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2001 e se está disponível para utilização para compor o saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2002 constante neste processo; b.4) verificar todas as informações elaborando um demonstrativo analítico com todas t as informações referentes ao valor de R$146.956,18 e ao valor de R$139.538,63, que compuseram o saldo negativo da CSLL do anocalendário de 2002. A autoridade fiscal designada ao cumprimento das diligências solicitadas deverá elaborar Relatório Fiscal sobre o fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes (inciso LV do art. 5º da Constituição da República). (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 7DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 30/03/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES
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Numero do processo: 12963.000340/2007-16
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA
VINCULANTE STF Nº. 8.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.638
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso, face a aplicação da decadência total do credito tributário, por quaisquer dos critérios adotados no CTN, tanto no art. 173, I, quanto no art. 150§ 4º do CTN.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Recurso Voluntário Provido.
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DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso, face a aplicação da decadência total do credito tributário, por quaisquer dos critérios adotados no CTN, tanto no art. 173, I, quanto no art. 150§ 4º do CTN. Ivacir Julio de Souza – Presidente Substituto Marthius Sávio Cavalcante Lobato Relator Fl. 128DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid MArconi Gurgel de Souza. Ausente o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. . Fl. 129DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 12963.000340/200716 Acórdão n.º 240300.638 S2C4T3 Fl. 308 3 Relatório Adoto integralmente o relatório de fls. 108/109, in verbis: A Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD DEBCAD 37.034.7196 foi regularmente lavrada e fundamentada, tendo o contribuinte dela tornado conhecimento em 03/12/2007, conforme recibo firmado às fls. 01. A lavratura do débito foi precedida de entrega ao contribuinte de "Mandado de Procedimento Fiscal MPF" (fls. 42) e de "Termo de Início de Ação Fiscal T1AF" (fls. 43 e 44). Referese o lançamento às contribuições devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, destinadas à Seguridade Social, correspondentes a diferença de acréscimos legais (DAL), contribuições a cargo dos segurados empregados e da cota patronal, a saber, contribuições da empresa, contribuições destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (SAT) e ainda as destinadas aos terceiros (SALÁRIOEDUCAÇÃO, INCRA, SENAC, SESC e SEBRAE), como constou do Relatório Fiscal que constitui fls. 89 e 90 dos autos. As contribuições lançadas na NFLD em referência incidiram sobre as remunerações pagas/devidas/creditadas aos segurados empregados, administradores e autônomos (contribuintes individuais) que prestaram serviços ao contribuinte acima identificado durante o seguinte período: LEVANTAMENTO DAL Diferença de Acréscimos Legais:10/1997 e • LEVANTAMENTO FPA – FOLHA DE PAGAMENTO ANTERIOR A GFIP: 01/1997, 02/1997, 04/1997 a 13/1997e 01/1998 a 12/1998. Constou dos itens 3 a 5 do Relatório Fiscal que, embora previamente notificado a exibir as folhas de pagamento de todo o período fiscalizado, por meio de "Termo de Inicio de Ação Fiscal TIAF" (fls. 43 e 44), o contribuinte apresentou apenas as folhas do período de 01/2003 a 12/2004, inclusive do décimo terceiro salário, o que motivou a lavratura do auto de infração AI DEBCAD N°37.034.7268. O lançamento do crédito se refere a período anterior à implantação da "Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP". Também constou do item 7 do Relatório Fiscal (fls. 89) que as Fl. 130DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 4 contribuições foram apuradas por meio de exame dos lançamentos constantes do Livro Razão, cuias cópias de algumas folhas foram acostadas às fls. 80 a 88, à título de amostragem. Nos itens 8 e 9 (fls. 89 e 90) o fisco informou os fatos geradores e as alíquotas aplicadas, esclarecendo no item 10 que o lançamento do crédito está amparado na legislação discriminada no documento "Fundamento Legal do Débito FLD" constante de fls.34 a 39 dos autos. Após regularmente notificado, o contribuinte contestou tempestivamente o feito fiscal por meio da peça impugnatória protocolada em 02/01/2008, acostada às fls. 92 a 101. Preliminarmente, a impugnante alegou a prescrição c a decadência total do crédito atinente ao período que antecede os últimos cinco anos; citando julgados e afirmando que o INSS vem agindo em desobediência à decisão do STJ que julgou inconstitucional o prazo decenal estabelecido nos artigos 45 c 46 da Lei n°8.212/1991. A defendente pediu Ainda que fossem excluídos da NFLD os nomes dos presidentes que não atuaram durante o período notificado, alegando que os mesmos não teriam praticado nenhum ato de gestão capaz de qualificálos como coresponsáveis. No tocante ao mérito, a impugnante argumentou que o crédito foi lançado com base nos dados constantes do Livro Razão, sem verificação do conteúdo das notas fiscais e recibos e que, além de estar prescrito, o lançamento contemplou pequenas diferenças de arredondamento em diversos meses. Alegou "diferença de aplicação da aliquota terceiros, devido a aplicação equivocada do seguro, corno atividade de risco acima do normal." Afirmou que, ao deixar de utilizar as folhas de pagamento de todo o período notificado, a fiscalização apurou valores divergentes daqueles recolhidos pelo contribuinte, o que gerou diferenças inexistentes de recolhimento. Ponderou que no lançamento das contribuições incidentes sobre as remunerações pagas a autônomos (aliquota de15°/0), o fisco não considerou que, se o valor devido no mês for inferior ao mínimo previsto na legislação vigente, o recolhimento ficará acumulado para o período seguinte, além do fato de que a base de cálculo dessas contribuições foi obtida mediante exame do Livro Razão, sem análise de cada documento, uma vez que nem todos os recibos lançados se referem à prestação de serviços, mas a compra de produtos, portanto não incidindo sobre esses valores contribuição previdenciária. Por fim, pleiteou a extinção do crédito com fulcro nas preliminares arguidas ou, caso essas não sejam acolhidas, pediu a improcedência do feito fiscal em face do acatamento das alegações de mérito”. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 12963.000340/200716 Acórdão n.º 240300.638 S2C4T3 Fl. 309 5 A instância “a quo” analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998 CONSTITUIÇÃO DE CRÉDITO. DIFERENÇA DE ACRÉSCIMOS LEGAIS. CONTRIBUIÇÕES A CARGO DO SEGURADO E DO EMPREGADOR. REMUNERAÇÕES PAGAS A EMPREGADOS, ADMINISTRADORES E AUTÔNOMOS. A empresa é obrigada a recolher as contribuições incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados, trabalhadores avulsos, empresários c autônomos (contribuintes individuais) que lhe prestarem serviços, conforme estabelecido no artigo 22, incisos I a IV, da Lei n" 8.212/1991, bem como recolher as contribuições destinadas aos terceiros, nos termos do disposto no artigo 94 da referida lei, na redação dada pela legislação posterior. ALIQUOTA DO SAT/RAT. ATIVIDADE PREPONDERANTE. A fixação da alíquota do seguro de acidente do trabalho válida para todos os estabelecimentos da empresa decorre do enquadramento da atividade preponderante, ou seja, aquela que ocupa o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. LIVRO RAZÃO. PROVA DOCUMENTAL HÁBIL. No processo administrativo fiscal predominam as provas documental, pericial e indiciaria, dentre elas os livros contábeis, sendo o Livro Razão documento. hábil para provar a verdade dos fatos em que se funda a ação ou a defesa. RELATÓRIO DE REPRESENTANTES LEGAIS. EMISSÃO OBRIGATÓRIA. O "REPLEG Relatório de Representantes Legais" é documento de emissão obrigatória que integra a notificação fiscal de lançamento de crédito. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA. PRAZO DECENAL. O direito de cobrar os créditos da Seguridade Social prescreve em 10 (dez) anos, não sendo possível, na instância administrativa, afastar a aplicação de lei, decreto ou ato normativo em plena vigência. LEGALIDADE E/OU CONSTITUCIONAL1DADE DE LEI. ARGUIÇÃO. DESCABIMENTO NA ESFERA ADMINISTRATIVA. O controle da legalidade e/ou da constitucionalidade de Fl. 132DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 6 lei é matéria reservada ao Supremo Tribunal Federal. Lançamento Procedente. Irresignado, recorre voluntárimente, fl. 122/125. Alega inicialmente a Decadência e Prescrição tendo em vista de o prazo de 5 (cinco) anos. Cita arestos. No mérito, reitera os termos de sua defesa, requerendo pela improcedência do Lançamanto. É o Relatório. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 12963.000340/200716 Acórdão n.º 240300.638 S2C4T3 Fl. 310 7 Voto Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação de fl. Conheço do recurso. DA DECADÊNCIA Conforme ementa transcrita, a decadência somente não fora acolhida sob o fundamento de que o prazo, nos termos do artigo 45 e 46 da Lei 8.212/91 aplicada é de 10 (dez) anos. O Supremo Tribunal Federal – STF editou a Súmula Vinculante nº 8 em 20.06.2008, nos seguintes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. Desta feita, com fulcro no artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06 c/c art. 62, § único, I do Regimento Interno do CARF, aplicoa integralmente. Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, e 173 do Código Tributário Nacional. CONCLUSÃO Conheço do Recurso e DOULHE PROVIMENTO para aplicar a decadência, nos termos dos fundamentos supra que fica fazendo parte do presente dispositivo, julgando improcedente o lançamento. É como voto. Marthius Sávio Cavalcante Lobato Fl. 134DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 8 Fl. 135DF CARF MF Impresso em 31/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA
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Numero do processo: 10680.904390/2006-34
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 07 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1001-000.040
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em sobrestar o julgamento do litígio dos presentes autos, na espera do julgamento definitivo no processo principal nº 10680.0020311/200560.
Nome do relator: LIZANDRO RODRIGUES DE SOUSA
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em sobrestar o julgamento do litígio dos presentes autos, na espera do julgamento definitivo no processo principal nº 10680.0020311/200560. (Assinado Digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, José Roberto Adelino da Silva e Eduardo Morgado Rodrigues. RELATÓRIO Tratase de pedido de Restituição/Declarações de Compensação (Per/DComp) (de 15.05.2003, retificado em 14.01.2009, fls. 6670) em que o contribuinte utilizou de crédito relativo ao saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do ano calendário de 2002 apurado com base no lucro real anual no valor total de R$ 6.145,72, de acordo com a Declaração Integrada de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) (efl. 1765). O pedido foi indeferido, conforme Despacho Decisório Eletrônico (efl. 10), que analisou as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório e concluiu que não havia qualquer valor apurado da DIPJ a título de saldo negativo de CSLL do período em referência. Pela precisão na descrição dos fatos seguintes, reproduzo a seguir o Relatório constante na Resolução 180100.090 da extinta 1ª Turma Especial da 3ª Câmara (efls. 395/399) que converteu o julgamento em diligência: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 80 .9 04 39 0/ 20 06 -3 4 Fl. 488DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.0322.17129.OCT7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10680.904390/200634 Resolução nº 1001000.040 S1C0T1 Fl. 489 2 Cientificada em 01.09.2009, fl. 71, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 21.09.2009, fls. 0107, com as argumentações abaixo sintetizadas. Suscita que o ato é nulo, uma vez que foi proferido por autoridade incompetente. Argumenta que incorreu em erro nos dados informados na DIPJ original e por esta razão apresentou documento retificador em 21.08.2006, apurando um saldo negativo de CSLL de R$ 6.154,72. Solicita produção de todos os meios de prova. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Ante o exposto, confia a Contribuinte que será declarada nula a respeitável decisão hostilizada, porquanto proferida em desrespeito às regras de competência e de delegação contempladas nos artigos art. 14, §3º, da Lei n° 9.874/99 e 63, caput e § 51, da IN RFB n° 900/2008. No mérito, uma vez devidamente demonstrada a legitimidade da operação de encontro de contas levada a efeito in casu, confia a Contribuinte que será revista a r.decisão recorrida e homologada a compensação realizada. Nestes termos, pede deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/BHE/MG nº 0224.795, de 09.12.2009, fls. 102106:“Manifestação de Inconformidade Improcedente”.Restou ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2002 COMPENSAÇÃO CRÉDITO INEXISTENTE. Não se admite a compensação de débito com crédito que se comprova inexistente. (...) Através de Resolução (efls. 395/399) a 1ª Turma Especial da 3ª Câmara do CARF converteu o julgamento em diligência por entender que o processo em questão ainda não teria condições de ser definitivamente resolvido: Fl. 489DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.0322.17129.OCT7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10680.904390/200634 Resolução nº 1001000.040 S1C0T1 Fl. 490 3 "Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. I) Lançamento de Ofício Processo nº 10680.0020311/200560 Cabe ressaltar que no processo nº 10680.0020311/200560 houve lançamento de ofício da CSLL dos anoscalendário de 1994 a 2002. A Recorrente questiona a exigência e a impugnação foi julgada procedente em parte nos termos do Acórdão da 2ª TURMA/DRJ/BHE/MG nº 0223.045, de 21.07.2009, fls. 7893, uma vez que foi acatada a preliminar de decadência das exigências relativas aos anoscalendário de 1994 a 1998, em face da qual foi interposto recurso de ofício. Por seu turno, consta que na parte dispositiva do Acórdão 2ª TURMA ORDINÁRIA/4ª CÂMARA/1ª SEÇÃO DE JULGAMENTO/CARF nº 140200.429, de 23.02.2011: “Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara/2ª turma ordinária da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO: 1) Por unanimidade de votos negar provimento ao recurso de ofício. 2) Por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência em relação ao anocalendário 1999 e no mérito, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para afastar as multas de ofício e as multas isoladas, considerar suspensa a exigibilidade do crédito tributário até o trânsito em julgado da ação rescisória, manter a exigência de juros de mora e negar provimento em relação às demais matérias. Tudo nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.” A ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional apresentou regularmente o Recurso Especial questionando tão somente o acatamento da preliminar da decadência, o qual ainda está pendente de apreciação. II) Ações Judiciais Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988 Consta que a Recorrente, como associada ao Sindicato da Indústria da Construção Pesado do Estado de Minas Gerais (SICEPOTMG), tem em seu favor provimento jurisdicional transitado em julgado em 04.02.1992 reconhecendo a inconstitucionalidade formal e material da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, em conformidade com o Mandado de Segurança Coletivo nº 89.00.012568/MG. Ainda assim, foi cobrado administrativamente da Recorrente o mencionado tributo e por esta razão o SICEPOTMG impetrou o Mandado de Segurança Coletivo nº 96.00.364583/MG para que o Erário se abstivesse da exigência. Novamente ela teve em seu favor provimento jurisdicional transitado em julgado em 18.05.1999. A Fazenda Nacional ajuizou Ação Rescisória nº 2001.01.00.0150718/DF, cujo pedido rescisório foi julgado improcedente por unanimidade em 21.09.2011 e o acórdão foi divulgado no EDJF1 do dia 14.10.2011. Houve interposição de Embargos de Declaração pela Fazenda Nacional que foram rejeitados Fl. 490DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.0322.17129.OCT7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10680.904390/200634 Resolução nº 1001000.040 S1C0T1 Fl. 491 4 por unanimidade em 14.03.2012 e o acórdão foi divulgado no EDJF1 do dia 30.03.2012 e publicado no dia 02.04.2012. III) Análise da Per/DComp, fls. 6670 Processo nº 10680.904390/200634. O fato de o único fundamento da decisão de primeira instância ter indeferido o pedido foi a impossibilidade de aproveitamento de indébitos tendo em vista a exigência formalizada no Auto de Infração de CSLL do anocalendário de 2002 constante no processo nº 10680.0020311/200560 não permite concluir pela integridade da formação do crédito. A autoridade administrativa centrou sua decisão, exclusivamente, na possibilidade do pedido, e assim não analisou a efetiva existência do crédito decorrente do saldo negativo de CSLL. Superada esta questão, necessário se faz a apreciação do mérito pela autoridade administrativa competente, quanto aos demais requisitos para homologação da compensação. Em face desta questão e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento na realização de diligência para que sejam tomadas as seguintes providências pela Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona a Recorrente: 1.a) verificar o atual andamento processual da Ação Rescisória nº 2001.01.00.0150718/DF, que tramita junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, tecendo esclarecimentos inclusive se contra a última decisão cabe mais algum recurso; 1.b) indicar os efeitos do nexo de causalidade existentes entre a referida Ação Rescisória nº 2001.01.00.0150718/DF e os Autos de Infração formalizados no processo nº 10680.0020311/200560 e na Per/Dcomp protocolizada no presente processo nº 10680.904390/200634; 2) No caso de a decisão da Ação Rescisória nº 2001.01.00.0150718/DF ter transitado em julgado indicar: 2.a) se os créditos tributários nos Autos de Infração formalizados no processo nº 10680.0020311/200560 serão extintos e exigidos; 2.b) se o direito creditório solicitado na Per/Dcomp protocolizada no presente processo nº 10680.904390/200634 deve indeferido de plano; caso haja a possibilidade jurídica de deferimento, que sejam analisadas: a regularidade dos comprovantes das retenções na fonte de CSLL por órgãos públicos; a regularidade do oferecimento da receita correspondente à tributação em cotejo com a escrituração e documentos, em especial com o Livro Razão, com o Livro Diário com a Declaração Integrada de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) retificadora. A autoridade fiscal designada ao cumprimento das diligências solicitadas deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se Fl. 491DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.0322.17129.OCT7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10680.904390/200634 Resolução nº 1001000.040 S1C0T1 Fl. 492 5 manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes. Em resposta a Unidade de Origem apresentou Relatório de Diligência (efls. 454/457) em que anota, em resumo, que: Trata o presente processo de compensação do Saldo Negativo da CSLL referente ao anocalendário 2002 com débitos diversos. (...) Ação Rescisória nº 2001.01.00.0150718/DF A Ação Rescisória nº 2001.01.00.0150718/DF foi proposta pela Fazenda Nacional contra o Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais – SICEPOT/MG com o objetivo rescindir o acórdão que negou provimento à sua Apelação, restando mantida a sentença que assegurou aos filiados do réu o direito de não recolherem a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, cuja norma instituidora (Lei nº 7.689/88) fora reconhecida como inconstitucional em outro processo. Em 21.092011 foi julgado improcedente o pedido rescisório (certidão às folhas 401 e 402). Posteriormente, foi negado seguimento ao Recurso Especial e não admitido o Recurso Extraordinário. Porém, em despacho de 01.02.2017, anexado à folha 403, foi determinado o sobrestamento do processo em função da discussão no STF do Tema 881 de repercussão geral limite da coisa julgada em âmbito tributário, na hipótese de o contribuinte ter em seu favor decisão judicial transitada em julgado que declare a inexistência de relação jurídicotributária, ao fundamento de inconstitucionalidade incidental de tributo, por sua vez declarado constitucional, em momento posterior, na via do controle concentrado e abstrato de constitucionalidade exercido pelo STF. Assim, não há uma decisão final sobre a Ação Rescisória, que depende da definição do Supremo Tribunal Federal sobre o Tema 881. Processo nº 10680.002031/200560 O Auto de Infração formalizado no processo nº 10680.0020311/2005 60 trata da CSLL relativa aos anoscalendários 1994 a 2002, uma vez que nesse período o contribuinte não declarou débito de CSLL em DCTF nem efetuou os recolhimentos devidos. Em função desse trabalho, foram lançados de ofício os débitos da CSLL relativos aos anoscalendários 1994, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000 e 2002. No anocalendário 2001 foi apurada base de cálculo negativa (fls. 404 a 429). A DRJ Belo Horizonte exonerou a exigência relativa aos anos calendários 1994 a 1998 por decadência, mantendo os demais períodos. O acórdão do CARF acatou a decadência em relação ao ano calendário 1999 e manteve o lançamento dos demais períodos. Registrese, porém, que a decisão considera suspensa a exigibilidade Fl. 492DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.0322.17129.OCT7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10680.904390/200634 Resolução nº 1001000.040 S1C0T1 Fl. 493 6 do crédito tributário até o trânsito em julgado da ação rescisória (fls. 430 a 442). O Recurso Especial da empresa foi negado em 27.10.2016 (fls. 443 a 448). Em 28.11.2016, o contribuinte protocolizou “recurso de agravo” contra essa decisão. O processo foi enviado ao CARF em 14.02.2017 para apreciação de petição do contribuinte e julgamento do recurso especial da PGFN relativo às multas de ofício. Portanto, até o momento, o débito da CSLL relativo ao anocalendário 2012 lançado de ofício permanece inalterado, com valor de R$ 27.269,64. Porém o processo não está encerrado e a cobrança está suspensa em razão de não haver decisão definitiva sobre aa ação rescisória. Dcomp 39365.59925.140109.1.7.039095 A Dcomp 39365.59925.140109.1.7.039095, cuja não homologação originou o presente processo, tem como crédito o Saldo Negativo da CSLL, anocalendário 2002. A DIPJ 2003 ativa no sistema – retificadora apresentada em 21.08.2006 não informa a apuração da CSLL (fls. 449 a 453). Como vimos, houve lançamento de ofício da contribuição relativa a esse período. A situação final do Auto de Infração depende da Ação Rescisória nº 2001.01.00.0150718/DF, que por sua vez está sobrestada em função da discussão do Tema 881 no STF. Assim, até que se definam todos esses pontos, não é possível definir se a empresa é devedora da CSLL no anocalendário 2002. A Dcomp 39365.59925.140109.1.7.039095 informa, como única origem do Saldo Negativo da CSLL, retenções que teriam ocorrido no anocalendário 2002, no valor de R$ 6.145,72. Essas retenções não constam na DIPJ ativa, onde também não há apuração de Saldo Negativo da CSLL. Observase que o Auto de Infração não considerou eventuais retenções existentes no cálculo da CSLL devida,. De fato, a planilha do Termo de Verificação Fiscal à folha 428 apresenta os seguintes valores: (...) Assim, s.m.j., entendo que as decisões finais sobre a Ação Rescisória e o Auto de Infração não interferirão no julgamento do direito creditório oriundo de eventuais retenções. Questões prejudicadas O CARF indicou ainda outras questões a serem tratadas “no caso de a decisão da Ação Rescisória nº 2001.01.00.0150718/DF ter transitado em julgado”. Como o trânsito em julgado não ocorreu, as questões sob os itens 2.a e 2.b da Resolução ficaram prejudicadas. Fl. 493DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.0322.17129.OCT7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Erro! A origem da referência não foi encontrada. Fls. 494 ___________ VOTO Conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa Relator O recurso ao CARF é tempestivo, e portanto dele conheço. Inicialmente importante delimitar o litígio. Tratase de pedido de Restituição/Declarações de Compensação (Per/DComp) (de 15.05.2003, retificado em 14.01.2009, fls. 66/70) em que o contribuinte utilizou de crédito relativo ao saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do anocalendário de 2002 apurado com base no lucro real anual no valor total de R$ 6.145,72, de acordo com a Declaração Integrada de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica DIPJ (efl. 17/65). A Unidade de Origem e a DRJ indeferiram o pleito. E o primeiro ponto a destacar é a origem do crédito classificada pelo próprio contribuinte em sua PERDCOMP: crédito relativo ao saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do anocalendário de 2002 (efls. 66/67). Cabe assinalar que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige a averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo, fazendose necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontandoas com análise da situação fática, de modo a se conhecer qual o tributo (no caso, a CSLL) devido no período de apuração do ano calendário e comparálo ao pagamento efetuado (Ac. CARF 1802002.551 – 2ª TEsp, 25/03/2015). Nesse sentido, na declaração de compensação apresentada, o indébito não contém os atributos necessários de liquidez e certeza, os quais são imprescindíveis para reconhecimento pela autoridade administrativa de crédito junto à Fazenda Pública, sob pena de haver reconhecimento de direito creditório incerto, contrário, portanto, ao disposto no artigo 170 do Código Tributário Nacional (CTN). É indiscutível que a CSLL retida na fonte sobre as receitas declaradas pode ser deduzida da apurada no encerramento do período. É certo também que o artigo 165 do Código Tributário Nacional autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Conforme confirmado pela diligência, a Dcomp 39365.59925.140109.1.7.03 9095, cuja não homologação originou o presente processo, tem como crédito o Saldo Negativo da CSLL, anocalendário 2002. A DIPJ 2003 ativa no sistema – retificadora apresentada em 21.08.2006 não informa a apuração da CSLL (fls. 449 a 453). Conforme confirmada também pela diligência, houve lançamento de ofício da contribuição relativa ao mesmo período. Desta forma, infiro que os dois procedimentos estão relacionados: o primeiro que apurou, de ofício, a CSLL devida relativa ao ano calendário 2002 e o outro oriundo de compensação efetuada pelo contribuinte cujo crédito declarado adviria de saldo negativo da CSLL no mesmo ano calendário. Fl. 494DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.0322.17129.OCT7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10680.904390/200634 Resolução nº 1001000.040 S1C0T1 Fl. 495 8 Em outras palavras, se o Auto de Infração, formalizado no processo nº 10680.0020311/200560, relativo a CSLL do anocalendário 2002 restar transitada em julgado na esfera administrativa com o crédito lançado confirmado, as retenções deveriam servir ao seu pagamento, mesmo que parcial, e não à compensação que pretendeu efetuar via DCOMP. Em caso contrário, ou seja, não se confirmando o lançamento de CSLL no processo nº 10680.0020311/200560, restaria comprovado que o contribuinte tinha razão (que não haveria saldo de CSLL a pagar, como declarou em DIPJ) e que restaria disponível as retenções para a aludida compensação. Assim, voto para sobrestar (§ 5º do art. 6º do RICARF ) o julgamento do litígio dos presentes autos, na espera do julgamento definitivo no processo (principal) 10680.0020311/200560. (Assinado Digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Fl. 495DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP23.0322.17129.OCT7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por LIZANDRO RODRIGUES DE SOUSA em 22/03/2018 06:51:00. Documento autenticado digitalmente por LIZANDRO RODRIGUES DE SOUSA em 22/03/2018. Documento assinado digitalmente por: LIZANDRO RODRIGUES DE SOUSA em 28/03/2018. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 23/03/2022. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP23.0322.17129.OCT7 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha2: 896CF48B742C3C251B39C1CF792A4C80645883769446B2014DC6B42286A63926 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10680.904390/2006-34. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10480.016152/2001-11
Data da sessão: Thu May 07 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 07 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1801-000.001
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos,
CONVERTER o julgamento em diligencia, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-08-31T14:06:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 1; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-08-31T14:06:33Z; Last-Modified: 2011-08-31T14:06:33Z; dcterms:modified: 2011-08-31T14:06:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:c49fc1c7-4d46-412f-a97d-c05f89671a53; Last-Save-Date: 2011-08-31T14:06:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-08-31T14:06:33Z; meta:save-date: 2011-08-31T14:06:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-08-31T14:06:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-08-31T14:06:33Z; created: 2011-08-31T14:06:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2011-08-31T14:06:33Z; pdf:charsPerPage: 766; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-08-31T14:06:33Z | Conteúdo => Processo n" CCOI/T91 Fl% I Recurso n" Assunto ResoitKiio n" I Data Recorrente Recorrida MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA TURMA ESPECIAL 10480.016152/2001-11 160.872 Solicitação de Diligência 1801-00.001 07 de maio de 2009 Hospital Memorial sae. José - Maternidade e Cirurgia da Mulher 3" Turma da DRJ em Recife/PE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligencia, nos termos do voto do Relator. /(/ NlePRAGA — Presidente NA-RCOS VINÍCIUS BARROS OTTONI Relator Editado em: 3 „.1 A ; .,;ii Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Praga I (Presidente), Ana de Banos Fernandes e Marcos Vinícius Banos Ottoni, 7.1 Processo n" 10480 016152/2001-11 Rcsoluciio n " 1801-00 001 Is. 2 Relatório e voto Cuidam os autos de Recurso Voluntário interposto por Hospital Memorial São José — Maternidade e Cirurgia. da Mulher, em face do acórdão n° 11-18,660, da lavra da 3" Turma da DRJ em Recife — PE, o qual considerou o lançamento procedente em parte, "pal a manter o imposto no valor principal de R$ 48 973,71 e exonerar o imposto no valor principal elk R$ 16.438,28". Em 26/10/2001, o contribuinte foi intimado da lavratura do Auto de Infração de fls. 03/10, por meio do qual lhe era exigido o crédito tributário relativo ao IRPJ no valor de R$ 142,881,00, incluídos juros de mora e multa de oficio de 75%, cujos fatos geradores ocorreram nos exercícios de 1999 e 2000 . De acordo corn a descrição dos fatos (fl. 04) e com o relatório de trabalho Fiscal fls. 13/18), o lançamento decorreu de dedução a maior de imposto retido na fonte em 1998, ssim como de declaração a menor de receitas escrituradas no Livro Razão em 1998 e 1999. Irresignado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação, alegando, inteticaniente, o seguinte, conforme relatado pela DRJ: - que a receita tida corno não declarada foi estornada em sua escrituração; - que a retenção na fonte decorreu de aplicação resgatada em janeiro de 1999 e; - que, para o ano-calendário de 1999, possui imposto retido na fonte em valores superiores aos compensados na declaração de rendimentos, para os quais requer compensação restituição do excedente. Ao apreciar a impugnação apresentada, houve por bem a DRJ considerar arcialmente procedente o lançamento, em acórdão assim ementado: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendaria: 1998, 1999 RETENÇÃO NA FONTE COMPENSA (,7ÃO, O imposto de renda retido na 'ante sobre quaisquer rendimentos somente podei ii ser compensado se o contribuinte possuir 2 Processo n 10480.016152/2001-11 Resoluçiio o" 1801-00001 CCOlfT91 Fls 3 comprovante hábil de retenção emitido em seu nome pela Otte pagadora dos rendimentos. RECEITAS ESCRITURADAS E RECEITAS DECLARADAS. DIFERENÇA. LANÇAMENTO DE OF1CIO. Constatado que o sujeito passivo declarou a menor receitas escrituradas em seus livros contábeis, legitima a tributação da diferença apurada.. Exonera-se a parcela comprovadamente declarada. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1998, 1999 ALEGAÇÃO. COMPROVAÇÃO. A impugnação deve estar instruída C0171 todos os documentos e provas que possam fundamentar as contestações de defesa Não tent valor as alega cães desacompanhadas de documentos comprobatórios, quando ,/br este o meio pelo qual devam ser provados as Alas alegados. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. A competência originária para apreciar pedido de restituição/compensação é do Delegado ou Inspetor da Receita Federal do domicilio Fiscal do contribuinte." Ainda inconformado, o contribuinte interpõe o presente recurso voluntário, rgiiindo o seguinte, verbis: "I - que havia declarado indevidamente as receitas tributáveis em sua DIPJ de 1999, ano base 1998, gerando recolhimentos de impostos a major no 2" trimestre RS 17.243,63, no 3" trimestre R$ 35.501,23 e no 4" trimestre R$ 19 326,51, conforme planilha de apuração de IRPJ presumido (Doc. n" 10) e a DIPJ/1999 retificadora (Doc n" 11). 2 — os valores declarados como receita financeira, de acordo com a IN/SRF acima, deveriam ter sido declarados a partir do seu resgate, ou seja, em janeiro de 1999 — 1" trimestre, logo, compensados na Declaração do ano base de 1999; 3 — a receita declarada indevidamente na DIPJ de 1999, ano base 1998, fbi considerada e cobrada pelo ,fisco, que acatou os valores da receita financeira, porém, não deduziu o imposto retido na fbnte referente à mesma; 4 — Referente à DIE1 2000 , ano base 1999, no primeiro trimestre foi lançada a receita ,financeira a menor, :tuna vez que havia sido tributada na DIPJ 1999, ano base 1998, ou seja, as valores deveriam ter sido lançados na épa ca do resgate . da aplicação financeira — janeiro/99, foram lançados 1716S a Ines por regime de competência, no ano de 1998; e 3 processo 10450016152/2001-i1 Itcsolu0o ii 1801-00 001 CCOITT91 F Is 4 5 — Com o remanejamento da receita financeira, referente ao Banco Safra da D1PJ ano base de 1998 para a DIN. ano base 1999 e consequentes retificaçães das declara çaões ano base 1998 e 1999, ben? como a utilização do 1RRF sobt .e esta receita, gerou o recolhimento de IRPJ a menor no 2" trimestre/99 — R$ 21.312,42 e 3" trimestre/99 — R$ :3.300,09, que serão compensados com os pagamentos do IRPJ recolhido a maior no ano alentitirio de 1998." Ao final, requer o contribuinte seja julgado improcedente a ação fiscal, seja autorizada a retificação da DIPJ ano calendário de 1998 e 1999, e que seja autorizada a Compensação dos valores recolhidos a maior no 2°, 3' e 40 trimestre de 1998, "em virtude do tLemanejamento da receita de aplicação financeira do Banco Sc¡fia, e a RESTITUIÇÃO dos valores oriundos dos recolhimentos a maior". No que pertine às alegações da contribuinte em sede de impugnação, a justificativa para o lançamento quanta ao fato gerador 12/1998 seria o estorno de rendimentos le aplicações financeiras, uma vez que verificou que a rentabilidade era menor que o valor apropriado. Quanto aos demais fates geradores, a contribuinte alegou que tem imposto de tenda retido na fonte a restituir nos mesmos periodos base e, portanto, requer a sua compensação com os créditos ora lançados. Posteriormente, em seu recurso voluntário, asseverou que "partindo do pressuposto que o auto de infração tenha coma base da autuação a aplicação financeira, e que esta só poderia ser tributada pelo liter° presumido quando do seu resgate, e só tendo chegado a este entendimento após a ciência do acórdão acima citado, a empresa voltou a analisar a iua contabilidade, chegando a conclusão que havia declarado indevidamente as receitaslbutdveis na sua DIPJ de 1999, ano base 1998 (..)". 11 Assim procedeu a contribuinte, também, quanto ii DIPJ 2000, ano base 1999. Pela alteração nas matérias de defesa apresentadas, em um primeiro momento, oder-se-ia argüir a ocorrência da preclusão lógica e mesmo da preclusão consumativa ao caso yertente, uma vez que o contribuinte, em sede impugnatória, deduziu matéria de defesa distinta quanta ao fato gerador ocorrido em 12/98 (preclusão consumativa) e acabou por acatar o liançamento relativo ao ano base de 1999, ao pleitear a compensação do mesmo com créditos porventura existentes (preclusão lógica). Ocorre que, ao assumir que somente agora entendeu o problema ensejador do lançamento, o contribuinte informa que procedeu aos ajustes em suas DIN de 1999 e 2000, inclusive apresentando novos documentos que embasam seus argumentos. Ern seu pedido, a Contribuinte requer, ainda, sejam autorizadas as retificações da DIPJ realizadas, por ter havido erro de fato e erro de direito. De fato, de uma análise das justificativas, bem como dos documentos apresentados, verifica-se a verossimilhança das alegações da contribuinte, mas que somente Poderão ser acatadas após serem submetidas à DRF de origem, principalmente para a confirmação das retificações mencionadas, sob pena de supressão de instância. No que tange â eventual óbice da preclusão, entendo que o mesmo possa ser afastado em beneficio do principio da verdade material que deve vigorar no processo 4 Processo n " 10480 016152/2001-11 Resoluçtio n " 1801-00 001 CCOUT91 F Is 5 'administrativo fiscal , porquanto o contribuinte demonstrou, ao menos em uma primeira análise, qual seria o problema verificado em sua escrituração. Desta forma, pelas razões apresentadas, converto o feito em diligencia para que a DRF verifique as bases de calculo do IRP.J dos exercícios de 1999 e 2000 e, ao final, produza relatório circunstanciado acerca das retificações mencionadas, dando-se ciência ao contribuinte dos resultados para que, querendo, possa o mesmo se manifestar. Sala das Sessões, em 07 de maio de 2009 Barros Ottoni Relator 5
score : 1.0
Numero do processo: 13896.905742/2008-01
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1801-000.285
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência para proceder à apensação dos presentes autos de cobrança ao processo principal (Per/Dcomp), nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência para proceder à apensação dos presentes autos de cobrança ao processo principal (Per/Dcomp), nos termos do voto da Relatora.. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO Trata o presente de Recurso Voluntário contra a cobrança de débitos federais vinculados ao Per/Dcomp objeto de julgamento no processo administrativo fiscal nº 13896.904037/200889, cujo direito creditório pleiteado pela recorrente foi apreciado nesta mesma sessão de julgamento – Acórdão nº 1801001.629 (a ser anexado digitalmente). Consta dos autos despacho para a apensação deste processo àquele, principal, bem como nota digital, às efls. , mas tal procedimento não foi efetuado pelo que o presente foi distribuído por sorteio para a apreciação por esta ConselheiraRelatora. É o suficiente para o relatório. Passo ao voto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 96 .9 05 74 2/ 20 08 -0 1 Fl. 94DF CARF MF Impresso em 30/09/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES WIPPRICH, Assinado digitalmente e m 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES WIPPRICH Processo nº 13896.905742/200801 Resolução nº 1801000.285 S1TE01 Fl. 3 2 VOTO Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Não havendo direito creditório a ser reconhecido nos autos, foge ao escopo deste órgão julgador pronunciarse sobre o débito tributário, por ser valor confessado pela recorrente, ainda que alegue ser indevido. Tratandose de confissão de dívida realizada de forma unilateral pelo contribuinte, não há que se falar em instauração de litígio, quando o contribuinte se arrepende de valores que espontaneamente confessou como devidos ao fisco. Não há, pois, litígio administrativo, mas solicitação de cancelamento da cobrança dos débitos confessados pela contribuinte – daí que o rito processual não é o previsto pelo Decreto nº 70.235/72 – PAF, mas segue o rito previsto na Lei nº 9.784/99 (processos administrativos em geral). A competência para julgar o cancelamento do Per/Dcomp regularmente emitido eletronicamente, ou cobrança de débitos correspondentes, é da unidade de jurisdição da recorrente. A decisão cabe às autoridades com competência para processar as declarações entregues, ou seja, em primeira instância as unidades de jurisdição do contribuinte (DRF Delegado) e em segunda instância a autoridade hierárquica superior (Superintendência da Região Fiscal – SRRF). Dispõe o artigo 302, inciso XI, do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012: Art. 302. Aos Delegados da Receita Federal do Brasil e Inspetores Chefes da Receita Federal do Brasil incumbem, no âmbito da respectiva jurisdição, as atividades relacionadas com a gerência e a modernização da administração tributária e aduaneira e, especificamente: [...]XI decidir sobre pedidos de cancelamento ou reativação de declarações; O processo de cobrança dos débitos confessados nos Per/Dcomp é decorrente do processo em que se discute o direito creditório pleiteado para a quitação (compensação) destes débitos e deve seguir a sorte do principal, por isso, deve ser apensado àquele. Pelo exposto, voto em converter o julgamento do presente na realização de diligência para apensálo ao processo principal citado no início do relatório. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 95DF CARF MF Impresso em 30/09/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES WIPPRICH, Assinado digitalmente e m 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES WIPPRICH
score : 1.0
Numero do processo: 14485.001817/2007-99
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2000 a 02/02/2002
DECADÊNCIA.CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ART. 45 DA LEI 8.212/91. SUMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF.
O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º ou 173, I, ambos do CTN, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal que declara inconstitucional o art. 45, da Lei 8.212/91, dispositivo esse que previa prazo de decadência de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2403-000.517
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência total com base nos critérios estabelecidos no Art. 150, § 4º, CTN. Votou pelas conclusões o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Acompanhou o julgamento a advogada da recorrente Elaine Perez OAB/SP 258462
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2000 a 02/02/2002 DECADÊNCIA.CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ART. 45 DA LEI 8.212/91. SUMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º ou 173, I, ambos do CTN, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal que declara inconstitucional o art. 45, da Lei 8.212/91, dispositivo esse que previa prazo de decadência de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
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ART. 45 DA LEI 8.212/91. SUMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º ou 173, I, ambos do CTN, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal que declara inconstitucional o art. 45, da Lei 8.212/91, dispositivo esse que previa prazo de decadência de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência total com base nos critérios estabelecidos no Art. 150, § 4º, CTN. Votou pelas conclusões o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Acompanhou o julgamento a advogada da recorrente Elaine Perez OAB/SP 258462 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente. Marcelo Magalhães Peixoto Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari (presidente da turma), Marcelo Magalhães Peixoto (vicepresidente), Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Renato Coelho Borelli (suplente) Fl. 1DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 29/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 2 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD DEBCAD, consolidada em 30/10/2007, cientificado o contribuinte aos 31/10/2007, correspondente às contribuições previdenciárias devidas e não recolhidas relativas a parte da empresa, financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e as destinadas aos terceiros (SESI, SENAI, SEBRAE, Salário Educação e INCRA), referente ao período de janeiro e fevereiro de 2000; janeiro de 2001 e janeiro e fevereiro de 2002. De acordo com o Relatório Fiscal, as contribuições lançadas incidem sobre as remunerações pagas aos segurados, a titulo de Participação nos Lucros, por não atenderem aos pressupostos previstos nos artigos 1°, 2° e 3° da MP 198268 convertida em Lei nº 10.101, de 19/12/2000. Deste modo, entende o Fisco que o pagamento da Participação nos lucros, em desacordo com a legislação, a confere a característica de salário de contribuição para fins previdenciários Foram lavradas as NFLDs 37.046.4737 e 37.022.2377 também correspondentes a Participação nos lucros paga em desacordo com a legislação.Os Autos de Infração de números 37.046.4753 e 37.046.4745 completam o total de documentos gerados nesta ação fiscal. Inconformada, a recorrente contestou o lançamento, através do instrumento de fls. 95/124, trazendo os seguintes argumentos, a seguir sintetizados: Os créditos objeto de lançamento já foram atingidos pelo instituto da decadência, nos termos do que dispõe o Código Tributário Nacional – CTN; Cerceamento de defesa, dada a insuficiência na fundamentação da presente NFLD; Nulidade do lançamento, dada a verificação de erro na identificação do período que compreende o crédito, já que a Autoridade Fiscal apontou período diverso dos fatos geradores, ou seja, das efetivas distribuições de lucros; Eficácia dos Acordos Coletivos firmados pela Recorrente, razão pela qual os valores percebidos pelos empregados não devem se submeter a tributação previdenciária, tendo em vista não compor o saláriodecontribuição, mas sim, distribuição de lucros. Deste modo, pleiteou a recorrente pelo provimento da defesa para tornar insubsistente a NFLD impugnada. A DRJ julgou pela procedência do lançamento (fls. 154/169), rejeitando os argumentos apresentados pela Recorrente. Inconformada, a empresa interpôs Recurso Voluntário (fls. 175/204), sob os mesmos argumentos de sua defesa. É o relatório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 29/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 14485.001817/200799 Acórdão n.º 2403000.518 S2C4T3 Fl. 216 3 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto O Recurso preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8 nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõe o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; (...) De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 29/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 4 In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Logo, se as contribuições em apreço referemse às competências de janeiro e fevereiro de 2000; janeiro de 2001 e janeiro e fevereiro de 2002, seu prazo decadencial ocorreu no período de janeiro de 2005 a fevereiro de 2007 (nos termos do art. 150, § 4º, do CTN) ou janeiro de 2006 a janeiro de 2008 (nos termos do art. 173, I, do CTN). Ocorre que a consolidação da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD DEBCAD, correspondente às contribuições previdenciárias supostamente devidas, somente se deu em 30 de outubro de 2007, com ciência do contribuinte aos 31 de outubro de 2007 (conforme fl. 01), portanto, é certo que ocorreu o fenômeno da decadência do crédito tributário em sua íntegra, tanto nos termos do art. 150, § 4º, do CTN, conseqüentemente, encontrandose, portanto, extinto o crédito tributário por força do inciso V, do art. 156, do CTN. Insta destacar que, de acordo com posicionamento pacificado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, o prazo decadencial para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, quando se verifica o pagamento antecipado, mesmo que parcial, é aquele previsto no art. 150, § 4º, do CTN: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO A MENOR. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL A CONTAR DO FATO GERADOR. 1. É firme o entendimento desta Corte Superior de Justiça de que o prazo decadencial para a Fazenda Pública constituir o crédito nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que houve pagamento antecipado, ainda que parcial, é contado da ocorrência do fato gerador. 2. Agravo regimental improvido. (STJ – 1ª Turma AgRg no REsp 1182862/RS – Relator Ministro HAMILTON CARVALHIDO DJe 02/02/2011) PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA DO DIREITO DO FISCO DE CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO POR MEDIDA LIMINAR. POSSIBILIDADE. ART. 151, V, DO CTN. 1. Ausente a violação ao art. 535, do CPC, quando a Corte de Origem expressamente se manifesta a respeito dos artigos de lei invocados. Ademais, o Poder Judiciário não é obrigado a efetuar expresso juízo de valor a respeito de todas as teses levantadas pelas partes, bastando proferir decisão suficientemente e adequadamente fundamentada. 2. Se houve pagamento antecipado por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento pelo Fisco de eventuais diferenças de tributos sujeitos ao lançamento por homologação é de cinco anos a contar do fato gerador, conforme estabelece o § 4º do art. 150 do CTN. Precedentes: AgRg nos EREsp. n. 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Fl. 4DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 29/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 14485.001817/200799 Acórdão n.º 2403000.518 S2C4T3 Fl. 217 5 Zavascki, Primeira Seção, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006 p. 111; e EREsp. n. 101.407/SP, Primeira Seção, Rel. Min. Ari Pargendler, DJ de 08.05.2000. 3. Se não houve pagamento antecipado por parte do contribuinte, o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, desde que não se tenha constatado a ocorrência de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, aplicandose o art. 173, I, do CTN. Precedente representativo da controvérsia: REsp. n. 973.733 SC, Primeira Seção, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 12.8.2009. 4. Em ambos os casos, não há que se falar em prazo decenal derivado da aplicação conjugada do art. 150, §4º, com o art. 173, I, do CTN. 5. O art. 151, V, do CTN, estabelece que suspende a exigibilidade do crédito tributário a concessão de medida liminar ou tutela antecipada. 6. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido. (STJ – 2ª Turma RESP RECURSO ESPECIAL – 1033444 – Relator Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES DJE DATA:24/08/2010) O presente caso importa a aplicação do prazo previsto no art. 150,§ 4º, do CTN, já que, conforme Relatório Fiscal, tratase de NFLD lavrada em razão da descaracterização dos valores pagos a título de Participação nos Lucros (em desacordo com a legislação vigente), conferindolhe natureza de salário de contribuição para fins previdenciários. Neste caso, temos que a Recorrente efetuou, no período do débito, o recolhimento das contribuições previdenciárias incidentes sobre a base de cálculo que entendia como devida. Deste modo, majorada a base de cálculo, face a inclusão dos valores pagos a título de Participação nos Lucros pela autoridade fiscal, verificamos que houve o pagamento antecipado pela Recorrente, sendo, contudo, configurado o pagamento a menor, hipótese que comporta a aplicação do prazo decadencial previsto no art. 150, § 4º, do CTN. A decadência é matéria de ordem pública que deve ser declarada a qualquer tempo e até mesmo de oficio. Do exposto, manifestome pelo PROVIMENTO do presente Recurso Voluntário para reconhecer a decadência dos créditos lançados, com base no critério estabelecido no art. 150, § 4º, do CTN. Marcelo Magalhães Peixoto Relator Fl. 5DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 29/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 6 Fl. 6DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 29/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI
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Numero do processo: 10073.901504/2008-12
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 02 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.155
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligencias nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligencias nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Guilherme Polastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/11/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2012 por ANA D E BARROS FERNANDES Processo nº 10073901504/200812 Resolução nº 1801000.155 S1TE01 Fl. 71 2 RELATORIO Versa o processo sobre PER/DCOMP nº 03707.62944.130204.1.3.042965 de 13/02/2004 no valor de R$ 5.284,30. A DRF/Volta Redonda, através do Despacho Decisório n° 791175140, não homologou a compensação pretendida diante da inexistência do crédito, já que o DARF discriminado no PERDCOMP não foi localizado nos sistemas da RFB. O interessado apresentou a manifestação de inconformidade alegando em síntese que: houve a transmissão de um PER/DCOMP informando que o crédito pleiteado para compensação é Pagamento Indevido ou a Maior, identificado pelo DARF com as seguintes características: período de apuração 30/01/1998; cód. rec. 3252; valor total do DARF R$ 2.948,50; data da arrecadação 31/08/1999. ocorre que este DARF informado como crédito no PERDECOMP, constam as seguintes informações referentes ao recolhimento que deveriam estar discriminadas quando da informação do crédito, conforme cópia do comprovante de arrecadação em anexo: período de apuração 31/01/1998; data da arrecadação 31/08/1999; vencimento 27/02/1998; principal cód. 2362 R$ 14.742,50; multa cód. 3252 R$ 2.948,50; juros cód. 2807 R$ 3.987,85 total R$ 21.678,85. houve um equívoco no preenchimento de 2 campos no PERDCOMP: 1 o período de apuração que deveria ser 31/01/1998 e não 30/01/1998; e, 2 o preenchimento do DARF, conforme descrição abaixo: Principal cód. 2362 R$ 14.742,50; Multa cód. 3252 R$ 2.948,50; Juros cód. 2807 R$ 3.987,85; Total R$ 21.678,85. desta forma a Receita não identificou o DARF como crédito. o motivo do erro no preenchimento deuse porque o programa não reconhece a multa como crédito pelo recolhimento espontâneo. E o envio de um novo PERDCOMP retificador não resolveria o problema, já que não existe campo específico para esta informação. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/11/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2012 por ANA D E BARROS FERNANDES Processo nº 10073901504/200812 Resolução nº 1801000.155 S1TE01 Fl. 72 3 o crédito original informado na PERDCOMP no valor de R$ 2.948,50, tratase de recolhimento espontâneo. o crédito trata de Recolhimento Espontâneo, ou seja, a multa recolhida sem o procedimento de cobrança por parte da Receita Federal, nos termos do art 138 do CTN. desta forma com o recolhimento espontâneo deve ser excluída a cobrança da multa moratória. o prazo para a prescrição do direito de compensar este crédito é de 10 anos a partir da data do recolhimento do tributo. cita jurisprudência e finaliza solicitando a aceitação da compensação efetuada. A 1ª Turma da DRJ/RJ, por unanimidade de votos, negou provimento a impugnação da interessada, mantendo o Despacho Decisório nº 791175140, sob os seguintes fundamentos: a jurisprudência (quer administrativa, quer judicial) não tem força vinculante. o interessado pretendeu compensar valor pago a título de multa de mora, invocando o art. 138 do CTN. não se pode confundir pagamento atrasado com denúncia espontânea. O art. 138 do CTN, que trata da denúncia espontânea, não eliminou a figura da multa de mora, a que o Código também faz referência (art. 134, parágrafo único). a iniciativa do sujeito passivo, promovida com a observância do art. 138, tem a virtude de evitar a aplicação de penas de natureza punitiva, porém não afasta os juros de mora e a chamada multa de mora, de índole indenizatória e destituída do caráter de punição. A multa de mora não é afastada em razão de recolhimento espontâneo e, por conseguinte, seu pagamento não representa indébito. o Despacho Decisório recorrido deve, então, ser mantido, por não ter restado configurada a existência de crédito. Tendo tomado ciência da decisão da DRJ em 22/10/10, apresentou recurso voluntário, reiterando os argumentos da impugnação e acrescentando o seguinte\; o tributo em questão foi recolhido voluntariamente com multa e juros, sem que houvesse qualquer cobrança por parte da RF e a Lei 9.430196 , que dispõe sobre a legislação tributária federal, no artigo 47 e o próprio RIR/99, no art. 909 , contemplam e impõem regras para o benefício do procedimento espontâneo. É o Relatório. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/11/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2012 por ANA D E BARROS FERNANDES Processo nº 10073901504/200812 Resolução nº 1801000.155 S1TE01 Fl. 73 4 VOTO Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Alega o contribuinte em seu recurso o seguinte: “O motivo da presente impugnação é o de analisar e contrapor o voto declarado no relatório da Primeira Turma da DRF/RJ1. em 0810412010, sentenciado contra a compensação que consta no processo em epígrafe cujo assunto é Denúncia Espontânea. No entendimento da Interessada, no caso da denúncia espontânea da infração, acompanhada da prova do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, a responsabilidade é excluída.” Em relação ao mérito há uma questão fundamental ao deslinde da questão, que é a comprovação da alegada denúncia espontânea. Entendeu o STJ que nos casos em que o contribuinte recolhe o tributo, em atraso, mas antes de qualquer procedimento de ofício ou mesmo de apresentar/retificar a DCTF, a Corte Superior entende que pode se beneficiar do instituto da denúncia espontânea com o fim de eximirse da exigência da multa moratória Diante da decisão sobre denúncia espontânea do STJ, que é de repercussão geral, se faz necessário para a comprovação da mesma que se junte a DCTF com o respectivo comprovante de sua entrega para o deslinde da questão. Em face do exposto, voto por baixar o processo em diligência para que se junte a DCTF, com a data de entrega, a fim de se comprovar a pertinência ou não do pagamento da multa e aproveitamento do crédito. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Fl. 67DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/11/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2012 por ANA D E BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 35464.004199/2006-76
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1996 a 01/01/1999
DECADÊNCIA.CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ART. 45 DA
LEI 8.212/91. SUMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF.
O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º ou 173, I, ambos do CTN, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal que declara inconstitucional o art. 45, da Lei 8.212/91, dispositivo esse que previa prazo de decadência de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2403-000.528
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência total com base nos critérios estabelecidos tanto na Art. 173, I, CTN; quanto no Art. 150, § 4º, CTN
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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ART. 45 DA LEI 8.212/91. SUMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º ou 173, I, ambos do CTN, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal que declara inconstitucional o art. 45, da Lei 8.212/91, dispositivo esse que previa prazo de decadência de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência total com base nos critérios estabelecidos tanto na Art. 173, I, CTN; quanto no Art. 150, § 4º, CTN. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente. Marcelo Magalhães Peixoto Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari (presidente da turma), Marcelo Magalhães Peixoto (vicepresidente), Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Renato Coelho Borelli (Suplente). Fl. 252DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 29/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 2 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD DEBCAD, consolidada em 10/11/2006, cientificado o contribuinte na mesma data, correspondente às contribuições previdenciárias devidas e não recolhidas incidentes sobre a remuneração contida em Nota Fiscal/Fatura e/ou Recibo de serviços prestados por segurados da empresa FISIOCLIN FISIOTERAPIA S/C LTDA., mediante cessão de mãodeobra. Segundo o Relatório Fiscal, os fatos geradores ocorreram com o pagamento das Notas Fiscais/Faturas e/ou Recibos de serviços devidamente registradas na contabilidade e verificadas nos Livros Diário dos anos de 1996 a 1999. O lançamento foi efetuado contra a Notificada porque, em razão de ter ela deixado de apresentar à Fiscalização as cópias de Guias de Recolhimento da Previdência Social (GRPS/GPS) e respectivas folhas de pagamento específicas elaboradas pela empresa cedente de mãodeobra e referentes aos segurados prestadores de serviço, tornouse responsável solidária pelas contribuições incidentes sobre a remuneração daqueles segurados, nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212/91, na redação vigente antes da Lei n° 9.711/98. Inconformada, a recorrente contestou o lançamento, através do instrumento de fls. 48/118, trazendo os seguintes argumentos, a seguir sintetizados: Primeiramente, traz explanação acerca da natureza das atividades exercidas pela Fundação Adib Jatene; Após, argumenta que a exigência seria indevida, tendo em vista tratarse de entidade que se beneficia de imunidade e isenção das contribuições previdenciárias; Deste modo, argumenta que, descaracterizada a obrigação principal, não poderia subsistir a obrigação acessória; Ademais, defende que os serviços prestados não caracterizariam cessão de mão de obra que justifique a imputação da regra de solidariedade; Ressalta ainda a existência de previsão contratual de responsabilidade da contratada pelos tributos advindos do Contrato de Prestação de Serviços; E, por fim, defende a ocorrência dos institutos da decadência e prescrição, conforme previsão do Código Tributário Nacional. A DRJ julgou pela procedência do lançamento (Fls 182/194), rejeitando os argumentos apresentados pela Recorrente. Inconformada, a empresa interpôs Recurso Voluntário (Fls. 206/230), restringindo seus argumentos de sua defesa na alegação de imunidade da recorrente, na prescrição e decadência do crédito tributário e na descaracterização dos serviços prestados como cessão de mãodeobra. É o relatório. Fl. 253DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 29/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 35464.004199/200676 Acórdão n.º 2403000.528 S2C4T3 Fl. 253 3 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto O Recurso preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8 nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõe o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; (...) De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como Fl. 254DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 29/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 4 proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Logo, se as contribuições em apreço referemse às competências de janeiro de 1996 a janeiro de 1999, seu prazo decadencial ocorreu no período de janeiro de 2004 (nos termos do art. 150, § 4º, do CTN) ou em janeiro de 2005 (nos termos do art. 173, I, do CTN). Ocorre que a consolidação da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD DEBCAD, correspondente às contribuições previdenciárias supostamente devidas, somente se deu em 10/11/2006, com ciência do contribuinte na mesma data (conforme fl. 01), portanto, é certo que ocorreu o fenômeno da decadência do crédito tributário em sua íntegra, tanto nos termos do art. 150, § 4º, quanto pela aplicação do art. 173, inciso I, ambos do CTN, conseqüentemente, encontrandose, portanto, extinto o crédito tributário por força do inciso V, do art. 156, do CTN. A decadência é matéria de ordem pública que deve ser declarada a qualquer tempo e até mesmo de oficio. Do exposto, manifestome pelo PROVIMENTO do presente Recurso Voluntário para reconhecer a decadência dos créditos lançados, com base nos critérios estabelecidos tanto no art. 173, I, do CTN, quanto no art. 150, § 4º, do CTN. Marcelo Magalhães Peixoto Relator Fl. 255DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 29/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI
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