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Numero do processo: 16682.721793/2015-05
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 27 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador:22/09/2011
MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO.
Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996.
Numero da decisão: 3201-009.787
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.748, de 27 de setembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 16682.721714/2015-58, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Carlos Delson Santiago (Suplente convocado), Laércio Cruz Uliana Júnior, Márcio Robson Costa e Hélcio Lafetá Reis (Presidente e Relator).
Nome do relator: Hélcio Lafetá Reis
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador:22/09/2011 MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO. Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996.
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COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO. Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.748, de 27 de setembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 16682.721714/2015-58, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Carlos Delson Santiago (Suplente convocado), Laércio Cruz Uliana Júnior, Márcio Robson Costa e Hélcio Lafetá Reis (Presidente e Relator). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso Voluntário interposto em contraposição ao acórdão da Delegacia de Julgamento (DRJ) que julgou procedente em parte a Impugnação manejada pelo contribuinte acima identificado em decorrência do lançamento de multa isolada, exigida em AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 68 2. 72 17 93 /2 01 5- 05 Fl. 323DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3201-009.787 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721793/2015-05 razão da não homologação da compensação declarada no processo administrativo nº 16682.720030/2015-39, com base no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Na Impugnação, o contribuinte requereu (i) o reconhecimento da nulidade do auto de infração, aduzindo a falta de motivação válida, dada a inocorrência de conduta ilícita ou abusiva, (ii) a suspensão do processo até a prolação de decisão definitiva no julgamento do Recurso Extraordinário 796.939/RS, com repercussão geral reconhecida pelo STF, (iii) a suspensão do processo até a prolação de decisão definitiva no processo em que se discute a compensação não homologada e (iv) o reconhecimento da ocorrência de bis in idem em razão da exigência da multa de mora sobre o débito não compensado cumulativamente com a multa destes autos. A DRJ manteve a exigência da multa, afastando-se todos os argumentos de defesa do contribuinte. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário e reiterou seus pedidos, repisando os argumentos de defesa, sendo ainda requerida a apensação destes autos ao processo da compensação. Por meio da Resolução, esta turma ordinária converteu o julgamento do recurso em diligência, para que estes autos fossem apensados ao processo nº 16682.720030/2015-39, em razão de conexão. O contribuinte peticionou junto à repartição de origem aduzindo que o presente processo devia ser imediatamente extinto por perda de objeto, ante o seu caráter acessório ao processo de crédito, dada a prolação, pela 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF, declarando a nulidade do despacho decisório que dera origem aos presentes autos. O Presidente da 3ª Seção do CARF exarou despacho informando que, no julgamento do processo nº 16682.720030/2015-39, já havia sido prolatada decisão administrativa definitiva no sentido de se reconhecer a nulidade do despacho decisório, razão pela qual a resolução destes autos havia perdido o seu objeto. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Conforme acima relatado, trata-se do lançamento de multa isolada, exigida em razão da não homologação da compensação declarada no processo administrativo nº 16682.720030/2015-39, com base no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Fl. 324DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3201-009.787 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721793/2015-05 Após a conversão do julgamento do Recurso Voluntário em diligência à repartição de origem para que estes autos fossem apensados ao processo da compensação, em razão de conexão, o Presidente da 3ª Seção do CARF exarou despacho, no qual se destacam os seguintes trechos: O colegiado resolveu remeter os autos para a Unidade de Origem para que fosse realizada a apensação ao processo principal acima referido, a requerimento da parte, com posterior retorno para continuidade do julgamento. Ao que parece, o colegiado pretendeu que os autos fossem remetidos para julgamento em conjunto com o processo nº 16682.720030/2015-39, o que ocorreu na 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento. Ocorre que o julgamento do processo principal ocorreu em 13/12/2018, antes do julgamento em que se prolatou a resolução, em 31/01/2019. No caso, a distribuição por decorrência poderia ocorrer antes do julgamento do processo principal, a teor do §2º do artigo 6º do Anexo II do RICARF, abaixo transcrito: (...) Destaca-se ainda que o processo principal já possui decisão definitiva no âmbito administrativo e não mais retornará para pauta. Ao contrário, deverá retornar à Unidade de Origem para dar seguimento na apuração do direito creditório. Em consulta aos seus autos, verifico que o Acórdão de Embargos nº 3302-006.418 teve a seguinte decisão: “Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para dar provimento parcial ao recurso voluntário e declarar a nulidade do despacho decisório ora atacado; efetivar a apuração das contribuições e do direito creditório através dos arquivos digitais no leiaute do ADE nº 15/2001, independentemente da apresentação do ADE nº 25/2010; e para que DCOMP sejam separadas por processo.” Tomando ciência da decisão, a PGFN interpôs recurso especial, o qual, entretanto, não foi admitido, conforme despacho, cujo dispositivo transcrevo abaixo: “3 Conclusão Em cumprimento ao disposto no art. 18, inc. III, do Anexo II do RI-CARF, NEGO SEGUIMENTO ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Contra este despacho cabe o recurso previsto no art. 71, do Anexo II, do RI-CARF. Encaminhe-se à PGFN, para ciência do presente despacho. Após, caso haja interposição do recurso previsto no art. 71 do RI-CARF, encaminhe- se ao CARF para apreciação. Caso não haja, encaminhe-se à Unidade Local da RFB, para cientificar o sujeito passivo do Acórdão nº 3302- 006.418, bem como para a adoção das demais providências de sua alçada.” Desse despacho a PGFN não interpôs agravo, tornando a decisão proferida no acórdão de embargos definitiva. Portanto, a resolução perdeu seu objeto. Fl. 325DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3201-009.787 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721793/2015-05 Destarte, devem os autos retornar para nova distribuição/sorteio no âmbito da 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento, uma vez que o relator original não mais pertence aos quadros de conselheiro do CARF. Salienta-se que o processo deve ser desapensado do processo principal nº 16682.720030/2015-39, que deve ser encaminhado à Unidade Preparadora para dar continuidade à apuração do direito creditório, não havendo mais litígio quanto ao despacho decisório que deu origem à não homologação das compensações. (g.n.) Considerando-se o acima exposto, conclui-se que, diante da declaração de nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento de exigência da multa destes autos, razão pela qual deve ela ser cancelada. Diante do exposto, vota-se por dar provimento ao Recurso Voluntário. Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Presidente Redator Fl. 326DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 18471.000563/2005-30
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF.
Exercício: 2003
IRPF. ISENÇÃO ORGANISMOS INTERNACIONAIS. IICA/OEA.
Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da OEA e suas Agências Especializadas, com vinculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
MULTA ISOLADA - MULTA DE OFÍCIO – CONCOMITÂNCIA.
Descabida a exigência de multa isolada concomitantemente com a multa de oficio, tendo ambas a mesma base de cálculo e/ou fato gerador do lançamento do tributo.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-000.460
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos do relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF. Exercício: 2003 IRPF. ISENÇÃO ORGANISMOS INTERNACIONAIS. IICA/OEA. Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da OEA e suas Agências Especializadas, com vinculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. MULTA ISOLADA - MULTA DE OFÍCIO – CONCOMITÂNCIA. Descabida a exigência de multa isolada concomitantemente com a multa de oficio, tendo ambas a mesma base de cálculo e/ou fato gerador do lançamento do tributo. Recurso provido em parte.
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I S2-TE02 Fl 152 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 18471 000563/2005-30 Recurso n" 160 075 Voluntário Acórdão n° 2802-00.460 — 2" Turma Especial Sessão de 22 de setembro de 2010 Matéria IRPF Recorrente ANNA MARIA DE ASSIS RIBEIRO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 IRPF. ISENÇÃO ORGANISMOS INTERNACIONAIS. IICA/OEA Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da OEA e suas Agências Especializadas, com vinculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. MULTA ISOLADA - MULTA DE OFÍCIO - CONCOMITÂNCIA - Descabida a exigência de multa isolada concomitantemente com a multa de oficio, tendo ambas a mesma base de cálculo e/ou fato gerador do lançamento do tributo. Recurso provido em parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos do relator. (Assinado digitalmente) Valéria Pestana Marques - Presidente (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso - Relator EDITADO EM: 21/10/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valéria Pestana Marques (Presidente), Carlos Nogueira Nicácio, Jorge Claudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Eriehsen e Lúcia Reiko Sakae. Ausente justificadamente o Conselheiro Sidney Ferro As;Jloac Barros. io tfigitMmente aro U4/1 1»2.0 10 por VALERIA PESTANA MARQUES 21110/2010 por JORGE ci...Aunio DUARTE CARDOSO Auteotieadfl J itoIm fun 2 - 1!10/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO NriiAdo rr?! TI 1 0112/2E10 pelo Minj6tério do P2:',:nc.j DF C A RI' N1 1" Fl. 2 Relatório Foi lavrado Auto de Infração do Imposto de Renda Pessoa Física, fls. 47 e ss., em nome de ANNA MARIA DE ASSIS RIBEIRO, relativo ao exercício de 2003, ano- calendário 2002, o qual resultou em crédito tributário no montante de R$ 17 165,76, sendo R$ 5.280,89 de imposto, R$ 3960,66 de multa de oficio proporcional, R$ 6108,12 de multa isolada por falta de recolhimento de carnê-leão e R$ 1,816,09 de juros de mora (calculados até 29/04/2005). O referido lançamento teve origem na constatação das infrações "Classificação Indevida de Rendimentos recebidos provenientes de fontes no exterior" e "Falta de Recolhimento do IRPF devido a título de Camê-Leão", conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de Es, 48/49 e Termo de Verificação Fiscal de tis 42/46 O lançamento foi julgado procedente em primeira instância, tendo como ementa que o impugnante possui relação era apenas contratual com o Interarnericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e, portanto, sem privilégios de natureza tributária, por falta de previsão em Tratado ou Convênio Internacional, pois somente os funcionários do quadro do Pessoal Internacional do IICA, no cumprimento de missões oficiais, gozarão de inviolabilidade de suas bagagens, papéis e documentos, e estarão isentos de toda contribuição e impostos sobre salários ou vencimentos pagos pelo Instituto, Ciente da decisão de primeira instância em 18/06/2007 (tis 136), o requerente apresentou recurso voluntário na mesma data (tis 137), no qual apresenta os seguintes argumentos: 1) Os Organismos Internacionais e Agências vinculadas tanto à ONU, como à OEA, incluem, no seu Corpo Funcional, profissionais nacionais dos países Membros de reconhecida capacidade, que, em etapas anteriores, assimilaram conhecimentos especializados como funcionários ou da ONU, ou da OEA Dessa forma, passam a trabalhar como funcionários desses Organismos e/ou Agências, sujeitos às normas e procedimentos estabelecidos pelos entes de direto público externo e que não correspondem àqueles vigentes no Brasil em condições e circunstâncias de trabalho e, assim, são também cobertos por prerrogativas e privilégios revistos nas Convenções e Acordo firmados pelos Estados Membros. 2) O recorrente não é prestador de serviço e sim funcionário do IICA/OEA, portanto, amparado pelo inciso II do art. 22 do RIR99; 3) A norma legal isentiva não fez distinção entre trabalhos de qualquer natureza, não sendo cabível distinguir entre trabalho com ou sem vínculo empregatício; 4) Reporta-se à pergunta n° 172 do Manual Perguntas e Respostas da Receita Federal - IRPF95 em que há esclarecimento quanto ao funcionário brasileiro pertencente ao quadro do PNUD - também aplicável aos demais servidores do UCA/OEA, no sentido de que não incidirá o imposto de renda brasileiro sobre os rendimentos do trabalho oriundos de suas funções especificas nesse organismo. Analisando os itens n" 02 e 03 da resposta, não restam dúvidas de que qualquer contribuinte nas condições do recorrente - contrato permanente e jornada de Çrabalho, folha„de ponto, reee,birnento de benefIcios„férias regulamentares - se As:Mado digi,arp erite U4:11/2010 por ./Al.E.E,.1A 1", ApiA iv1Aut,a.7.;,_ 211111/2010 por ACKUL CLAUE.Jil.ruU1E. CARDOSO Aule.nticncin (J1gitM plonle oro 201012010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 E mi/ido oro '10/12/2010 pelo klinister10 de Farende DF CARI- MI' Ui 3 Processo n" 18471,000563/2005-30 S2-TE02 Acárchlo n° 2802-00,460 P1 153 enquadraria no item de n° 02, pois o de n° 03, são destinados àqueles que não têm vínculos empregatícios, isto é, trabalhador autônomo; não há especificação de exigências a serem atendidas pelos funcionários para gozo da isenção, como ter sido formalmente nomeado e integrar "lista" apresentada pelo organismo internacional ao governo brasileiro, com quer o julgador de primeira instância; 5) A referida orientação se repetiu, em que pese a tentativa de reduzir direitos por parte da Receita Federal, primeiramente, na pergunta n° 13.3 do IRPF2002, na qual constou que os rendimentos do trabalho recebidos por funcionário brasileiros, oriundos de suas funções especificas no PNUD, não se sujeitam ao imposto de renda brasileiro desde que o nome do funcionário conste da relação entregue à SRF na forma do anexo IV da IN SRF n° 73/98 e, em seguida, na pergunta 172, do mesmo manual, por meio da qual a Receita Federal informa que o tratamento a ser aplicado para as demais Agências Especializadas da ONU, tratamento extensivo à OEA, é o mesmo; ó) Cita o Acórdão CSRF 01-04 131 em sua defesa, no sentido de que é irrelevante o fato de tratar-se de membro efetivo do quadro da OEA ou técnico contratado por tempo determinado para exercer funções junto a uma dessas entidades internacionais; 7) Que as normas de direito internacional não traçam distinções entre as categorias de funcionários - peritos de assistência técnica- agentes - para efeito da aplicabilidade das disposições constantes da "Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas,"; 8) As conclusões contidas na decisão recorrida são frutos de mera interpretação de parte da legislação internacional que rege a matéria; as convenções e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, incorporam-se à legislação pátria, harmonizando- se com as nossas leis internas; as disposições normativas e dos vocábulos empregados na legislação não podem ser analisadas de forma literal; 9) A nomeação exigida para ser funcionário de Agência Especializada da OEA não é feita com as mesmas formalidades presentes na legislação brasileira, estando comprovado nos autos o exercício, por parte do recorrente, em caráter permanente junto a organismo internacional, fazendo jus a rendimentos mensal, seguro de vida em grupo, seguro saúde obrigatório, jornada de trabalho, entre outros, O recorrente cumpriu jornada de trabalho, assina folha de ponto, está subordinado à hierarquia do organismo, somente pode gozar férias por período determinado autorizado pela chefia, restando mais do que evidente a sua condição de funcionário(a) do organismo internacional e o vínculo ernpregatício; 10) Todos os contratos de brasileiros para o desempenho de funções nos organismos internacionais, seja nos projetos vinculados ou não, são ratificados pelo governo brasileiro por intermédio do Ministério das Relações Exteriores; tais contratos são peculiares próprios aos organismos internacionais, aplicados em vários países, com vínculo permanente de trabalho, apesar de estabelecerem condições diversas daquelas que vigoram nos contratos de trabalho em nosso pais e muitos dos funcionários autuados pela Receita Federai pertencem ao quadro do organismo internacional há mais de 10 anos; II) O inciso II do art. 22 do RIR atinge os rendimentos do trabalho auferido pelos servidores de organismos internacionais, tanto os estrangeiros com os nacionais, pois, A„:á„lü d i g i L,, r m„Ittc„9P9-091á4011ÇÇÇMOROPFOSOPhAMJA!.g, iPOMMIJIN i9Rgdg.,g,Ruâlê 992Qft como nos incisos I CARDOSO Alry,nlic;.Ado Erachte, 21;1W2010 por JORGE C.:LAUDO DuARTE CARDOSO 3 ern1 W12i2010 ilMc) Mini: .:,-tério ia Euenda DF' CA NI I' II 4 e III que são específicos para estrangeiros; ficando evidente que o recorrente goza de isenção sobre o rendimento do trabalho percebido de organismos internacionais de que o Brasil faz parte ou mantém acordo ou convênio, por força da legislação pertinente ao caso, e por força de legislação complementar que a própria Receita Federal expediu, conforme está no Parecer CS1 n° 897, de 31 de outubro de 1973, que analisando o artigo 13, letra "h", do R1R66, posteriormente reproduzido no artigo 15 do RIR/80 e no artigo 23 do RIR1999, todos tendo como base legal o artigo 5' da Lei n'. 4.506/64; 12) A orientação emanada da Receita Federal por meio de Pareceres Normativos, tanto o de n° 717, de 06 de abril de 1979, amplamente comentado na impugnação e que foi elaborado em atendimento à consulta feita pelo Organismo Internacional denominado Programa das Nações Tinidas para o Desenvolvimento/PNUD, e que se estende a todos os demais organismos internacionais, como o mais recente, Parecer Normativo ri° 03, de 28 de agosto de 1996, é no sentido de que não são abrangidos pela isenção "os funcionários recrutados no local e que sejam remunerados a taxa horária, condições essas cumulativas"; os atos normativos da Receita Federal consideram como tributáveis somente os rendimentos auferidos pelos funcionários remunerados por hora trabalhada, o que não é o caso em tela, não atribuem aos funcionários do organismo internacional a conotação restritiva contida na decisão recorrida; 13) Que de acordo com o que está colocado no item 19 do PN rf 717/79, a Receita Federal foi informada pela pessoa competente sobre a extensão do beneficio a todos os funcionários brasileiros, exceto aqueles remunerados por taxa horária, esse Parecer de n° 717/79, da CST Órgão da Receita Federal, encarregado de elaborar a interpretação de normas legais e dirimir dúvidas sobre a aplicação da lei - espanca as dúvidas de todas as demais indagações que pudessem pairar sobre o tema; 14) A Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas prevê o encaminhamento pelo organismo internacional ao governo brasileiro de "lista" identificando os funcionários atingidos pela isenção de tributos, fato destacado nos Pareceres Normativos n" 717/79 e 03/96, entretanto, a elaboração da "lista" é determinação a ser cumprida pelos organismos internacionais que, se descumprida, não acarreta qualquer responsabilidade a ser imputada aos funcionários das agências especializadas contratados no Brasil; 15) No Brasil a nomeação é compatível com a designação para a investidura em determinado cargo, principalmente para o desempenho de determinada função pública, enquanto que funcionário aplica-se tanto ao servidor público como ao empregado de empresas privadas; o artigo 22 do RIR11999 em que foi utilizado o termo genérico "servidores" de organismos internacionais, não se refere tão-somente a funcionário, pois servidor tem abrangência maior e funcionário é espécie do gênero servidor - citando ensinamentos doutrinários (fls. 146/147); 16) A previsão da comunicação periódica dos nomes dos ocupantes das categorias listadas na Resolução 76/46 é mera faculdade deferida ao Secretário Geral da ONU e não requisito de gozo da isenção E caso não forneça ele ao Estado-membro a lista periódica, abre-se ao Fisco local a possibilidade — que não existe em relação aos funcionários eventualmente listados - com base numa interpretação da Resolução n.° 76/46, de considerar que um ou outro empregado da ONU não esteja no rol dos ocupantes das categorias beneficiadas pela isenção; Assinado digitaWnente em 04 , 11.'201ü per VALI:: R EA PESTANA MARQUES 21,1W201 O por JORGE CLAUDIO C.)1JARTE CARDOSO Auterilicade rfigil.rlimente Edil 21110 1 2010 pel . JORGE CLAUD#0 DUARTE CARDOSO Emitido oro '1W12)2010 pelo NU. listério do Fr..-..er,wirM 4 DF C ARI MI' El 5 Processo n" 18471.000563/2005-30 S2-TE02 Acórdão " 2802-00.460 Fl 154 17) Cita em sua defesa as perguntas 140, 172 e 176 do Manual Perguntas e Respostas que esclarecem que o tratamento dado aos funcionários da OEA e o mesmo aplicável aos do PNUD/ONU; e 18) Transcreve decisões da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais em abono de seu recurso É o relatório, i'firt C1 ,111 V2C;10 per FÊSTANit., MAROLIES. 21/112010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Ateeilic»Jiln dgitalrnenIe ein 21i1I.P2015 pnr JORGE. Ca..AUDID DUARTE. CARDOSO 10,12.i2010 pelo Msléri j l'azeoda 5 DF CA R F I' J. 6 Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele deve-se tomar conhecimento. No caso em questão, os rendimentos foram recebidos do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), organismo especializado da OEA e o diploma legal que disciplina o assunto é o "Acordo Básico, entre o governo da República Federativa do Brasil e o IICA, sobre Privilégios e Imunidades e Relações Institucionais", promulgado pelo Decreto n°361, de 1991 Dispõe o artigo 13 do referido acordo: "Os funcionários do quadro do Pessoal internacional do Instituto, no cumprimento de missões oficiais, gozarão de inviolabilidade de suas bagagens, papéis e documentos, e estarão isentos de toda contribuição e impostos sobre salários ou vencimentos pagos pelo Instituto." Os litígios envolvendo a isenção conferida aos funcionários dos organismos internacionais foram objeto de decisões do Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), conforme pode ser exemplificado pelas ementas a seguir: IRPF PNUD - ISENÇÃO - A isenção de imposto sobre rendimentos pagos pelo PNUD da ONU é restrita aos salários e emolumentos recebidos pelos funcionários internacionais : assim considerados aqueles que possuem vínculo estatutário com a Organização e foram incluídos nas categorias determinadas pelo seu Secretário-Geral, aprovadas pela Assembléia Geral. Não estão albergados pela isenção os rendimentos recebidos pelos técnicos a serviço da Organização, residentes no Brasil, sejam eles contratados por hora, por tarefa ou mesmo com vinculo confrontai permanente Recurso especial provido. CSRF/04- 00060 IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA REMUNERAÇÃO AUFERIDA POR NACIONAIS JUNTO AO PNUD. TRIBUTAÇÃO — São detentores de privilégios e imunidades em matéria civil, penal e tributária os funcionários de organismos internacionais com os quais o Brasil mantém acordo, em especial, da Organização das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos, situações não extensivas aos prestadores de serviço junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD, contratados em território nacional. Neste caso, por faltar-lhes a condição de funcionário: a remuneração advinda em face de tais contratos não está abrangida pelo instituto da isenção fiscal CSRE/04-00002 Analo digitairmente em (1V 11r2113ÇÇW;Yoigl?..giq,IVIYKOP MARQUES 2100/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO AilenCMmIo d tMmente em 21,10'2010 por JORGE CLALIDIO DUARTE CARDOSO ern 10/12/2010 pelo Ministério de Fazenda 6 Dl F17 Processo n' 18471 000563/2005-30 S2-1E02 Acórdão n" 2802-00,460 Ff 155 Deve-se ressaltar que a matéria foi objeto da Súmula CARF n° .39, que consoante o art. 72 do Regimento Interno do CARF é de observância obrigatória pelos membros do CARF Eis o teor da referida Súmula: Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vinculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Fisica Convém ressaltar que a contribuinte firmou o Contrato de Consultoria N'086/99, com o IICA, fls. 19/25, no qual consta o seguinte: "CLÁUSULA SEGUNDA — DAS OBRIGAÇÕES DO(A)CONSULTOR(A) 3)Do IRRF e ISS: 0(A) CONSULTOR (A) ficará responsável pelos pagamentos dos impostos, taxas e outros encargos perante o Governo Brasileiro CLÁUSULA SÉTIMA — DO REGIME JURlDICO O presente contrato não caracteriza qualquer forma de vinculo trabalhista ou relação empregatícia, sendo regido exclusivamente pelas disposições contidas na ordem executiva n° 01/98 do IICA a qual o contratado declara ter pleno conhecimento e concorda em se submeter a todos os seus termos, reconhecendo expressamente que todos os direitos e deveres decorrentes do presente contrato limitam-se aos previstos na referida norma Não obstante a extensa argumentação trazida aos autos, o requerente é contratado para prestar serviço ao IICA, não estando comprovado seu vinculo estatutário e sim contratual, o que prejudica toda a sua argumentação. Assim, ainda que os dispositivos do Acordo sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas da OEA sigam a mesma linha dada pela Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, essa conclusão não beneficia o requerente no que diz respeito à isenção de impostos. Ademais, uma nota de caráter objetivo foi prevista nos Acordos internacionais para fazer com que a isenção fosse reconhecida, a inclusão do nome do funcionário do Organismo Internacional em lista própria a ser encaminhada ao Governo Local, logo essa condição é imprescindível para apurar, caso a caso, a existência do direito à isenção. O requerente não tem direito à isenção pleiteada. Aplica-se ao caso presente a Súmula CARF n° 29. Quanto à alegações em torno das orientação da Receita Federal e as decisões do„Primeiro Conselho de_ çontribtr,inte_e da GSRF, devQ-.$P-OSG 1 Weeer que.A d Jqmte em u4:11/2.01 O pnr VALL. HIA por ..i(JNI.:st.": UAI./ Ui0 ouAh;'rE CARDOSO AuterVicadn digitalrient em 21110.2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 7 ErniUdo errl 101'120)11) pelo Mini;:;té rio Id F.2Zel}fia DF CA RE' M EL 8 a) As orientações do Manual Perguntas e resposta não são aptas a outorga de isenção, matéria sujeita à reserva legal, e os textos apresentados peio recorrente referentes a outros exercícios são a priori irrelevantes para o caso presente, uma vez que ao lançamento aplica-se a lei vigente na ocorrência do fato gerador; e b) As decisões proferidas por este Conselho aplicam-se, exclusivamente, aos processos em que foram proferidas, somente as Sumulas possuem o caráter vinculante para o membros do CARF, de forma que a Súmula 29 sobrepõem-se a qualquer outro acórdão que venha a ser apontado pelo recorrente. Não obstante, o controle de legalidade a cargo deste Conselho requer considerar que a hipótese envolve a aplicação concomitante da multa de oficio sobre os rendimentos omitidos decorrentes dos valores recebidos de pessoa física e sujeitos ao recolhimento mensal obrigatório e da multa isolada sobre os mesmos rendimentos O julgamento, nesse ponto, por envolver cominação de penalidade à infração da legislação tributária deve manter consonância como o disposto no art. 112 do Código Tributário Nacional (C TN) e com as lições do direito tributário penal. Art. 112 A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto.. 1- à capitulação legal do/ato, - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação A interpretação conjunta do art 112 do CTN com os principies do direito penal da consunção e da proibição do bis in idem, levam ao entendimento de que a multa isolada (inciso II do art. 44 da Lei n°9.430, de 1996 com a redação dada pela Lei n" 1 L488, de 2007) é absorvida pela multa prevista no inciso I do art. 44 da lei 9,430/1996 que é mais abrangente. Nestes autos há identidade entre ambos os valores e concomitância das multas. A concomitância na aplicação da multa isolada e da multa de oficio tem sido repelida por este Conselho, conforme decisões abaixo transcritas que tem afastado a multa isolada nesses casos: MULTA ISOLADA E MULTA DE OFICIO - CONCOMITÂNCIA - MESMA BASE DE CÁLCULO - A aplicação concomitante da multa isolada e da multa de oficio não é legitima quando incide sobre uma mesma base de cálculo (Acórdão CSRF n" 01-04.987 de 15/06/2004). ( (Acórdão 102-48981 de 23/04/2008 da 2° Câmara do 1° Conselhos de Contribuintes, Relatot José Raimundo Tosta Santos, recurso 148,735) MULTA ISOLADA - CUMULATIVIDADE - MULTA DE OFICIO — Contendo o artigo 44, I, da lei n." 9,430, de AssIrwidn cligItaimente em 0 41 1112199&r nonnaAorészlibéggdWedra;igenéricar dÉPp-eigamento DUARTE CARDOSO Anmlicaclo digiLlimente wl) 2 - 1/1012010 pL/1- JORGE CLAUDIO DUARTE. CARDOSO ErnIlido Irri 1 011 2/2010 pele) MinkLérin çk] Fazenda a DF CA RI MI: Fl 9 Processo n° 18471 000563/2005-30 S2-1E02 Acórdão n 2802-00,460 Ft 156 do Imposto de Renda, sua aplicação inibe a eficácia simultânea daquela contida no ,sç I .", III, do mesmo artigo (Acórdão 102-47973, de 19/10/2006, relator Naury Fragoso Tanaka, recurso 143042) Note-se que a menção acima ao inciso III do §1" da lei 9,430/1996 refere-se à redação original do dispositivo, sem a alteração promovida pela lei 11.488/2007. No mesmo sentido tem sido o entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme demonstrado abaixo: MULTA ISOLADA — DUPLA INCIDÊNCIA — A omissão de rendimentos recebidos de pessoas fisicas deve ser punida com a multa isolada prevista no art. 44, ,yç 1", inciso III, da Lei n" 9.430, de 1996. Indevida sua exigência conjunta com a multa de oficio por declaração inexata, com a mesma base de cálculo.(CSRF CSRF/04-00105, de 2.2/09/2005, da 4" Turma, relatora Leila Maria Scherrer Leitão) MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO — CONCOMITÂNCIA — MESMA BASE DE CÁLCULO — A aplicação concomitante da multa isolada (inciso III, do ,§ 1", do ar! 44, da Lei n" 9.430, de 1996) e da multa de oficio (incisos I e II, do art. 44, da Lei n 9.430, de 1996) não é legítima quando incide sobre uma mesma base de cálculo( CSRF/04-00832, de 04/03/2008 da 4" Turma, relatora Ivete Malaquias Pessoa Monteiro e CSRF/01-04987, de 15/06/2004 da 1 Turma, relatora Leila Maria Scherrer Leitão) Entendimento que foi ratificado pelo Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF): CSRF/04-00271 12/6/2006 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO - MULTA DE OFÍCIO - CONCOMITÂNCIA Improcede a multa por atraso na entrega da declaração exigida sobre a mesma base de cálculo e concomitantetnente com a multa de oficia (acórdão n" CSRF-04-00271, de 12/06/2006, da Pleno da CSRF, conselheiro(a) relator(a) Remis Almeida Estol) Destarte, sigo a jurisprudência deste Conselho acima transcrita para afastar a multa isolada Por essas razões voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para tão só afastar a multa isolada aplicada pela falta de recolhimento do camê-leão (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso eklI1aImento em 0 ,1111J2210 par VALERIA PESTANA-, MARQUES 21,101201D pôr JORGE CLAUDIO DUARTE ARDOSO Aoienticadn dIgimImenTo ein2 U11j!2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Erni:Ido em 10112/2010 p&o Minislt;: rIo do Fazendâ 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n': 18471.000563/2005-30 Recurso n° : 160.075 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3' do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial if 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2802-00.460 Brasília/DF, 14/12/200. EVEL1NE COÊLHO DE XELO HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: Apenas com ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10768.102125/2003-14
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 23 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1999
DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - RENDIMENTOS OMITIDOS - FATO GERADOR COM PERIODICIDADE MENSAL - IMPOSSIBILIDADE - APRECIAÇÃO EQUIVOCADA DO ART. 42, § 4º, DA LEI Nº 9.430/96 - FATO GERADOR COM PERIODICIDADE ANUAL.
É equivocado o entendimento de que o fato gerador do imposto de renda que incide sobre rendimentos omitidos oriundos de depósitos bancários de origem não comprovada tem periodicidade mensal. A uma, porque o art. 42, §4º, da Lei nº 9.430/96 sequer definiu o vencimento da exação dita mensal; a duas, porque os rendimentos sujeitos à tabela progressiva obrigatoriamente são colacionados no ajuste anual, quando, então, apura-se o imposto devido,
indicando que o fato gerador, no caso vertente, aperfeiçoou-se em 31/12 do ano-calendário; a três, porque a regra geral da periodicidade do fato gerador do imposto de renda da pessoa física é anual, na forma do art. 2º da Lei nº 7.713/88 c/c os arts. 2º e 9º da Lei nº 8.134/90.
FALTA DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO DEVIDO SOBRE GANHO LÍQUIDO DE RENDA VARIÁVEL. DECADÊNCIA.
O prazo para pagamento ou recolhimento do imposto é relevante para fins de decadência, porque delimita a data a partir da qual o lançamento de ofício pode ser efetuado no caso de inadimplência, e, por conseguinte, o primeiro dia do exercício seguinte que constitui o marco inicial do prazo decadencial
(CTN, art. 173, I).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2802-000.513
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de decadência referente à constituição do crédito tributário decorrente de omissão de rendimentos por depósitos bancários de origem não comprovada e, por maioria, rejeitar a referente ao ganho líquido de renda variável, vencidos nesse ponto os Conselheiros Valéria Pestana Marques e Carlos Nogueira Nicácio. No mérito, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso interposto, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN
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É equivocado o entendimento de que o fato gerador do imposto de renda que incide sobre rendimentos omitidos oriundos de depósitos bancários de origem não comprovada tem periodicidade mensal. A uma, porque o art. 42, §4º, da Lei nº 9.430/96 sequer definiu o vencimento da exação dita mensal; a duas, porque os rendimentos sujeitos à tabela progressiva obrigatoriamente são colacionados no ajuste anual, quando, então, apura-se o imposto devido, indicando que o fato gerador, no caso vertente, aperfeiçoou-se em 31/12 do ano-calendário; a três, porque a regra geral da periodicidade do fato gerador do imposto de renda da pessoa física é anual, na forma do art. 2º da Lei nº 7.713/88 c/c os arts. 2º e 9º da Lei nº 8.134/90. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO DEVIDO SOBRE GANHO LÍQUIDO DE RENDA VARIÁVEL. DECADÊNCIA. O prazo para pagamento ou recolhimento do imposto é relevante para fins de decadência, porque delimita a data a partir da qual o lançamento de ofício pode ser efetuado no caso de inadimplência, e, por conseguinte, o primeiro dia do exercício seguinte que constitui o marco inicial do prazo decadencial (CTN, art. 173, I). Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 1DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.1019.10469.XAYV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de decadência referente à constituição do crédito tributário decorrente de omissão de rendimentos por depósitos bancários de origem não comprovada e, por maioria, rejeitar a referente ao ganho líquido de renda variável, vencidos nesse ponto os Conselheiros Valéria Pestana Marques e Carlos Nogueira Nicácio. No mérito, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso interposto, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) VALÉRIA PESTANA MARQUES - Presidente (assinado digitalmente) ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Nogueira Nicácio, Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Lúcia Reiko Sakae e Valéria Pestana Marques (Presidente) Ausente justificadamente Sidney Ferro Barros. Relatório Conforme Termo de Verificação Fiscal, esclarece a fiscalização que denúncias de irregularidades a respeito de supostas remessas de divisas para o exterior por fiscais estaduais e auditores federais, que poderiam materializar hipótese de incidência tributária, motivaram a abertura de procedimentos de fiscalização junto aos contribuintes envolvidos, entre estes o contribuinte objeto da presente ação fiscal. O presente auto de infração decorre do encerramento dos procedimentos de fiscalização correspondente ao exercício 1999, ano-calendário 1998, tendo em vista que foram apuradas as seguintes infrações : A) Falta de recolhimento do imposto incidente sobre ganhos líquidos no mercado de renda variável, referente à operação realizada na Bolsa de Mercadorias e Futuros intermediada por Umuaram S.A. Corretora de Títulos e Valores Imobiliários B) Omissão de Rendimentos caracterizada por valor creditado em conta de depósito mantida em instituição financeira, em relação a qual o contribuinte, após regularmente intimado, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos; C) Classificação indevida na Declaração de Ajuste anual do valor de R$ 15.000,00, atribuindo-lhe caráter isento e não tributável. Para todas as infrações foi aplicada a multa de 112% nos termos do art. 44, inciso I, parágrafo 2°, da Lei 9.430/96, por entender que os procedimentos do contribuinte em não esclarecer as situações de interesse tributário lhe foram exigidas através de intimações,, não atendendo as solicitações, revela o caráter protelatório. A DRJ do Rio de Janeiro, julgou o lançamento procedente em parte, nos termos da ementa abaixo transcrita: Fl. 2DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.1019.10469.XAYV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10768.102125/2003-14 Acórdão n.º 2802-00.513 S2-TE02 Fl. 2 3 DECADÊNCIA. O direito de a Fazenda constituir o crédito tributário, por intermédio do lançamento, cessa após o decurso de prazo de cinco anos, contados da data da entrega da declaração de ajuste, se efetuada no exercício financeiro em que deve ser apresentada. PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA. Concedido ao contribuinte ampla possibilidade de analisar as provas produzidas e de apresentar documentos e esclarecimentos, tanto no decurso do procedimento fiscal como na fase impugnatória, não há que se falar em cerceamento do direito de defesa. NULIDADE. Somente ensejam a nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente ou com preterição do direito de defesa. SIGILO BANCÁRIO. EXAME DE EXTRATOS. AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. DISPENSABILIDADE. É lícito ao fisco, mormente após a edição da Lei Complementar 105/2001, examinar informações relativas ao contribuinte, constantes de documentos, livros e registros de instituições financeiras e de entidades a ela equiparadas, inclusive os referentes a contas de depósitos e de aplicações financeiras, independentemente de autorização judicial, quando houver de fiscalização em curso e tais exames forem indispensáveis. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. A autoridade administrativa não é competente para se manifestar acerca da constitucionalidade de dispositivos legais, prerrogativas essa reservada ao Poder Judiciário. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. CLASSIFICAÇÃO INDEVIDA DE RENDIMENTOS.É incabível o lançamento embasado em presunções não autorizadas em lei e que não esteja firmado em provas materiais. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO DE RENDA DEVIDO SOBRE O GANHO LÍQUIDO DE RENDA VARIÁVEL. DECADÊNCIA. Quando o contribuinte não efetua previamente o pagamento do imposto devido a título de ganho líquido em operações de renda variável, o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário se extingue após cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. MULTA AGRAVADA. INAPLICABILIDADE. Incabível a imposição da multa agravada prevista no art. 44, § 2°, da Lei Fl. 3DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.1019.10469.XAYV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 9.420/96, se não restou comprovado que o contribuinte possuía os documentos solicitados, mediante intimação. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A utilização da taxa SELIC como juros moratórios decorre de expressa disposição legal. O contribuinte foi intimado do acórdão da DRJ em 02/02/2005 e interpôs Recurso Voluntário em 22/02/2005, onde repisa os argumentos trazidos em sede de impugnação abaixo transcritos: 1 – Decadência de toda tributação relativa aos fatos geradores do período de 01/01/1998 a 30/11/1998, tendo em vista tratar-se de lançamento por homologação, e a tributação é mensal, e portanto, em 23/12/2003, já haver transcorrido o prazo decadencial; 2 – Alega cerceamento do direito de defesa e ofensa ao princípio do contraditório uma vez que não estão anexados ao processo administrativo todos os documentos do escopo da fiscalização, que gerou o lançamento do crédito tributário. 3 – Defende que o fisco, tem, sob pena de nulidade, de fornecer precisamente ao contribuinte todas as informações necessárias para que o mesmo possa cotejar a realidade dos fatos com a apuração do auditor fiscal e concordar com o mesmo ou possuir condições de questionar legitimamente o lançamento efetuado e demonstrar os equívocos existentes. 4 – Que o lançamento decorreu de quebra irregular de seu sigilo; 5 – Que descabe cogitar-se da aquisição de disponibilidade jurídica ou econômica de renda, pela simples constatação da realização de depósito em conta bancária pertencente ao contribuinte; 6 – Por fim discute a cobrança de juros de mora calculados com base na taxa SELIC. Voto Conselheira Ana Paula Locoselli Erichsen O recurso é tempestivo e preenche os demais pressupostos de admissibilidade e portanto dele conheço e passo a sua análise. 1 – Preliminar – Decadência O Contribuinte alega, em sede de preliminar a decadência de toda tributação relativa aos fatos geradores do período de 01/01/1998 a 30/11/1998, tendo em vista tratar-se de lançamento por homologação, e a tributação é mensal, e portanto, em 22/12/2003, já haver transcorrido o prazo decadencial. Aqui, deve-se discutir qual a periodicidade do fato gerador do imposto de renda referente aos rendimentos sujeitos à colação na declaração de ajuste anual, ou seja, se tal fato gerador tem periodicidade mensal ou anual. Na mesma linha, deve-se discutir a periodicidade da omissão de rendimentos caracterizada pelos depósitos bancários de origem não comprovada. Fl. 4DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.1019.10469.XAYV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10768.102125/2003-14 Acórdão n.º 2802-00.513 S2-TE02 Fl. 3 5 Sobre o assunto permito-me destacar voto do Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, que tomo como razões de decidir. Vê-se,que é fragilíssima a tese da periodicidade mensal do imposto de renda que incide sobre os rendimentos omitidos oriundos dos depósitos bancários de origem não comprovada, pelos motivos que seguem: o fato gerador do imposto de renda da pessoa física, como regra geral, tem periodicidade anual, na forma do art. 2º da Lei nº 7.713/88 c/c os arts. 2º e 9º da Lei nº 8.134/90; como os rendimentos dos depósitos bancários estão sujeitos à aplicação da tabela progressiva, obrigatoriamente devem ser levados à colação no ajuste anual, quando, então, aperfeiçoa-se o fato gerador em 31/12, permitindo-se a apuração do imposto devido; Se os rendimentos sujeitos ao recolhimento mensal obrigatório (carnê-leão), com vencimento definido em lei, e que não tiveram o imposto antecipado dentro do ano-calendário, são submetidos ao ajuste anual, sendo o fato gerador do imposto complexivo anual, com muito mais razão deve-se estender essa interpretação para os rendimentos oriundos da presunção dos depósitos bancários de origem não comprovada; ausente o pagamento do imposto devido dentro do ano- calendário para o caso vertente, torna-se impossível cobrar as antecipações, cabendo, se houvesse previsão legal, a aplicação de multa de isolada de ofício, de forma similar à ausência do recolhimento mensal obrigatório (carnê-leão). Por tudo, percebe-se que a tese da periodicidade mensal do fato gerador dos rendimentos omitidos oriundos dos depósitos bancários de origem não comprovada não pode ser aceita. Ora, a exigência formulada neste processo reporta-se a omissão de rendimentos auferidos no ano-calendário de 1998 – portanto, na linha acima explanada, deve- se tomar como ocorrido o fato gerador em 31.12.1998. Considerada a ciência do Auto de Infração em 22/12/2003 (doc. de fls. 117/148), não se operou a decadência, uma vez que ela se configurou em 31/12/2003. 2 - Mérito No tocante à omissão de rendimentos com base em depósito bancário, não assiste razão ao contribuinte, tendo em vista que durante a ação fiscal, o mesmo não logrou êxito em comprovar a origem do depósito, nos termos do art. 42 da Lei 9.430/96, restando caracterizada a aquisição de renda omitida à tributação, fato gerador do imposto de renda, descrito no art. 43 do CTN. No que tange a infração relativa à falta de recolhimento do imposto sobre ganho líquido de renda variável, em que o contribuinte sustenta novamente a decadência do Fl. 5DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.1019.10469.XAYV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 lançamento, por tratar-se de lançamento por homologação e sujeitar-se-ia ao prazo decadencial do art. 150, § 4º do CTN, não há como prosperar sua irresignação, a saber. Tal infração foi apurada através da análise documentação (fls. 50/53) em que foi constatada a obtenção de rendimentos líquido proveniente de operação financeira no mercado de renda variável, intermediada pela corretora Umuarama S/A Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, cujo fato gerador ocorreu em novembro de 2008, no valor de R$ 17.190,60, sem o correspondente recolhimentos do imposto devido à alíquota de 10%. Sendo que também não consta de sua DIRPF 99 tal informação. Portanto, como não houve o pagamento prévio, o prazo decadencial para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário é regido pelo art. 173, I do CTN, que assim dispõe: “Art. 173. O direito da Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I – do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado; II – da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.” Desta forma, tendo em vista que o fato gerador relativo à operação financeira no mercado de renda variável, ocorreu em novembro de 1998, sem o pagamento do imposto correspondente, o prazo decadencial iniciou-se no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento de ofício poderia ser feito, ou seja, em 01/01/1999, com seu termo final em 31/12/2003. Tendo o contribuinte tomado ciência do auto de infração em 23/12/2003 (fls. 123), não se operou a decadência do lançamento em questão. Com relação aos demais argumentos repisados pelo contribuinte, reporto-me ao voto da DRJ do Rio de Janeiro, que aqui adoto como razões de decidir. Diante do exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. Sala das Sessões, DF/Brasília, 23 de setembro de 2010. (assinado digitalmente) Ana Paula Locoselli Erichsen - Relator Fl. 6DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.1019.10469.XAYV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN em 21/10/2010 13:08:11. Documento autenticado digitalmente por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN em 21/10/2010. Documento assinado digitalmente por: VALERIA PESTANA MARQUES em 04/11/2010 e ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN em 21/10/2010. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 09/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP09.1019.10469.XAYV Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 03488E51672ED76B1107C98E9EEF111DCB202AD5 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10768.102125/2003-14. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10865.000741/2003-25
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 1997
COFINS. EXTINÇÃO DO CREDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA
Nos lançamentos por homologação, sem que a Fazenda Pública tenha se pronunciado quanto ao pagamento antecipado efetuado pelo contribuinte, extingue-se o crédito tributário após cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, desde que não haja outro prazo fixado em lei, nos termos do art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN). Em relação aos fatos geradores em que houve antecipação de pagamento por parte do contribuinte, operou-se a homologação tácita do art, 150, § 4º, do CTN, e, em relação aos demais, a decadência prevista no art. 173, I, do mesmo diploma legal.
Numero da decisão: 3803-001.027
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Ausentes, temporariamente, os conselheiros Antônio Mário de Abreu Pinto (Suplente) e Daniel Maurício Fedato.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1997 COFINS. EXTINÇÃO DO CREDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA Nos lançamentos por homologação, sem que a Fazenda Pública tenha se pronunciado quanto ao pagamento antecipado efetuado pelo contribuinte, extingue-se o crédito tributário após cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, desde que não haja outro prazo fixado em lei, nos termos do art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN). Em relação aos fatos geradores em que houve antecipação de pagamento por parte do contribuinte, operou-se a homologação tácita do art, 150, § 4º, do CTN, e, em relação aos demais, a decadência prevista no art. 173, I, do mesmo diploma legal.
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INFRAÇÃO Recorrente ENGOMATÊXTIL LTDA.. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMS GERAIS DE DMEITO TRIBUTARIO Ano-calendário: 1997 COFINS. EXTINÇÃO DO CREDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA Nos lançamentos por homologação, sem que a Fazenda Pública tenha se pronunciado quanto ao pagamento antecipado efetuado pelo contribuinte, extingue-se o crédito tributário após cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, desde que no haja MAIO prazo fixado em lei, nos termos do art.. 150, § 4 0, do Código Tributário Nacional (CTN). Em relação aos fatos geradores em que houve antecipação de pagamento por parte do contribuinte, operou-se a homologação tácita do art, 150, § 40, do CTN, e, em relação aos demais, a decadência prevista no art. 173, 1, do mesmo diploma legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Ausentes, temporariamente, os conselheiros Antônio Mario de Abreu Pinto (Suplente) e Daniel Maurício Fedato. Assinado digitalmente . ALEXANDRE KERN - Presidente. Assinado digitalmente HELCIO LAFETA REIS - Relator. EDITADO EM: 24/12/2010 : 17.1 (; 1), 1 .= Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente). Lafetri Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa e Elias Fernandes Eufrasio (S pie ite). Ausentes, temporariamente, os conselheiros Antônio Mario de Abreu Pinto (Si plente) e Daniel Maur icio Fedato_ R latório 'Trata-se de Recurso Voluntário (fls. 73 a 77) interposto ern face de decisão da DRJ Ribeirao Preto/SP (fls.. 64 a 66) que julgou procedente o auto de infração relativo a CofinS, decorrente de trabalhos fiscais em que se detectou recolhimento a menor da co tribuição (Us. 4 a 40). Conforme consta da Informação Fiscal as fls.. 38 a 39, a sociedade empresária et optante pelo Simples desde janeiro de 1997, sendo que recolhera aos cofres públicos va ores com código de receita n° 2172, relativo a Cofias, tendo apresentado de laração retificaclora do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, com opção pela forma de tri utação com base no lucro real, Instado a esclarecer tais constatações eia mais de uma ocasião, o contribuinte nã respondeu as intimações a ele endereçadas, em razão do que se lavrou o auto de infração, en que as diferenças apuradas constam do Demonstrativo de Imputação as fls, 31 a 34, Apôs ciência do auto de infração, o contribuinte impugnou a exigência (Us.. 4 a 48), alegando que o saldo devido, apôs compensação com valores da contribuição para o PIS pagos a maior, teria sido retificado com a entrega da declaração do imposto de renda ifreadora do exercício de 1998, sendo que a fiscalização não teria considerado os novos valores' in formados. Argumentou, ainda, que a multa de oficio, no percentual de 75%, seria abusiva e que dever ia ser reduzida a 20%. A DRJ Ribeirão Preto/SP, ao apreciar a Impugnação, decidiu pela pipcedéncia do lançamento (fls. 64 a 66), considerando que a falta ou insuficiência de olhirnento da Cofias, apurada em procedimento fiscal, ensejaria o lançamento de oficio corn acréscimos legais, Decidiu, também, no sentido de que a compensação ser ia regida por regras próprias, não se constituindo o processo de constituição do crédito tributário no meio adequado d fazê-la, bem como pela procedência da aplicação da multa de oficio, no percentual previsto er lei, por se tratar de caso de recolhimento a menor de ti ibuto devido. No se conformando com os termos da decisão a quo, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 73 a 77) e reitera seu pedido de cancelamento do auto de infração, r pisando os mesmos argumentos, o relatório. oto 2 Processo n" 10865000741/2003-25 S3-I E03 Accinlao n "3803-01.027 Fl 80 Conselheiro 1-161cio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as denials condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento.. Conforme acima relatado, o auto de infração decorreu de trabalhos fiscais em que se detectou recolhimento a menor da corm ibuição do ano-calendário de 1997, sendo que, instado a esclar ecer as divergências apuradas, o contribuinte não se pronunciou. De inicio, constata-se que o lançamento de oficio operou-se num momento em que já não mais se assegurava à Fazenda Pública o direito em questão, em face da ocorrência da homologação tácita dos pagamentos antecipados efetuados pelo contribuinte e da decadência relativamente aos meses em que tal providência não se operara, conforme sera a seguir demonstrado, Apesar de se referir a matéria não ventilada pelo Recorrente, trata-se de questão de ordem pública suscittivel a qualquer momento da relação processual, cabendo a este Colegiado se pronunciar corn vistas a conformação da controvérsia aos contornos do sistema jurídico pátrio. Tendo o contribuinte tido ciência do auto de infração em 20 de junho de 2003 (1l. 45) e os fatos geradores objeto do lançamento se referirem ao ano-calendário de 1997, naquela data, há havia transcorrido o prazo de cinco anos contado das datas dos fatos geradores ocorridos nos meses de abril, agosto e dezembro de 1997, nos termos previstos no art. 150, cupid, e § 40 do Código Tributário Nacional (CTN), tendo-se em conta que o contribuinte havia antecipado os pagamentos respectivos, ainda que em valores menores que os apurados pela Fiscalização, conforme consta do Demonstrativo de Imputação As fls. 31 a 34 e na tela do sistema de pagamentos da Receita Federal A fl. 30. 0 Supremo Tribunal Federal, por meio da Sumula Vinculante n° 8, a seguir transcrita, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212/1991, que previa o prazo deeaclencial de dez anos para a constituição de créditos tributários relativos a contribuições sociais. São inconstinicionals o parágrafo único do a; ligo 5" do Decrew- Lei n" I 569/1977 e os ai tips 45 e 46 da Lei n" 821.2/199/, que tratam de pt eso ição e decadéncia de crédito tributário (Sumula vinculante n°8 de 12/06/2008). A Constituição Federal, por sua vez, em seu art. 103-A e §§, determina que o conteúdo de sumula vinculante deve ser observado pelo Poder Judiciário e pela Administração PUblica, in vet his 103-,-1 O Supremo Dibunal Fedo ai poderá, de oficio ou po, pi ovocação. mediante decisão de dois terços dos setts membios. após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, op oval Amnia que, a pal lit de sua publicação na imprensa oficial. lerá efeito vinculante em relação aos *Milk órgãos do Poder Judiciário e it administração pública direta e twin eta, nas esferas fetter al. estadual e municipal, bent como pm °ceder it -sua 'Ms& ou cancelamento. na forma estabelecido em lei E (/ncluidn pela EMCIIda Constitncianal n" 45, de 2004) Wide. Lei n" 11.417, de 200a - Grifei I" A súmula loci por objetivo et validade. a interpretação e a diccitict de nor nuts determinadas, acerca das quais haja controvdrsia atrial entre judiciaries mi elute esses e a administ, (Kilo pública que man etc gr ave insegur anca lurid/ca e relevante multiplicação de processos sobre questão !dancer sç 2" Sem prejuizo do qua vier a set estabelecido em lei, a aprovação. IIIViSf70 ou cancelamento de sfirrtula poderei set provocada par aqueles que podem pr opal a agile direta de iirconstituciortalidade § 3° Do ato administrative ou decisão judicial que contrai ia; a súmula apliccivel on que indevielamente a aplica caberei reclamação ao Sup: emo Tribunal Federal que. julgando-a pi ocedente, anulará o ato administrative ou cascarei a decisão judicial reclamada, e determinate; que outra seja pi ofer ida com ou sera a aplicação da súmula, confia me o caso " Consoante tais dispositivos, o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais — CARP prevd dispensa, por patte dos julgadores, de observância de lei já eclarada inconstitucional pelo SIP, a saber . : Art. 62 Fica vedado aos mentb: os tiers turmas de julgamento do (2ARP" afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo inlet nacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstinicionalidade Pardo afo único. O disposto no capat não se aplica aos casos de ira/ado, acordo inlet nacional, lei ou ato normativo I - que já tenha sido declarado Mew:861100nd por decisão plendria definitiva do Supremo Tribunal Federal, (grifei) No mesmo sentido, a Lei Complementar n ° I 18/2008 revogou o referido art„ 45, conforme demonstrado a seguir: Art 13. Ficam revogados 1 — a partir da data de publicação desta Lei Complementar a) os arts. 45 e 46 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991. Dessa forma, diante do fato de se tratar a Cofins de tribute sujeito ao la çamento por homologação previsto no art.. 150 do MN, para fins de apuração do prazo d cadencial, deve-se aplicar a regra prevista no § 4 0 do mesmo artigo, in verbis 1,50 0 !emollient() pot homologação. que oco; re quanta aos tributes cuja legislação an ibua ao sujeito passive, o clever de antecipa, o pagamento sem pnivio exame da autoridade culministrativa, ape, u-se pelo ate em que a referida autotidade, tomando conhecimento da atividade assim eve; cida pelo obi igado, exp, essameme a homologa I r• 4 (— ) ;. . • • ;',J Process() n" 10865 000741/2003-25 S3-1 E03 Acórdlin n" 38113411.027 H RI § 4° Se a lei 11C7C) fixar prato a homologação. sera ele de cinco arms, a coma' da °co, Facia do fair, get odor, expir ado esse prazo sent que a Fazenda Pública 5C tenha pronunciado. consider a-se homologado o lançamento e definitivamente extimo o crédito,salvo se comprovada a °cot -I-Curcio dc dolo. [mande ou simulação Considerando que no presente caso houve pagamentos antecipados em telação aos latos geradores ocorridos nos meses de abril, agosto e dezembro de 1997, recolhimentos esses sujeitos á homologação por parte da Fazenda Pública, tem-se por configurada homologação tácita do lançamento, por ter havido atuação *via do contribuinte voltada ao cumprimento da obrigação tributária . Em relaçio- aos demais fatos geradores, relativos aos meses de janeiro, fevereiro, março, maio, junho, julho, setembro, outubro e novembro de 1997, por niio ter havido pagamento antecipado por parte do contribuinte, deve-se aplicar a regra geral da decadência prevista no art. 173, 1, do CTN, in verb's; Art 173 0 direito de a Fazenda Pública comfit:11r o cm édito ii ibutório ex//ligue-se após 5 (cinco) anos, contados. - do primeiro dia do exer cicio seguinte aquele em que o lançamento podei la ter sido efetuado, 0 Superior Tribunal de Justiça (STI) já decidiu nesse sentido, con forme se verifica na ementa a seguir reproduzida referente ao REsp 445.137/MG de agosto de 2006: PROCESSU1L CIVIL. TRIBUTÁRIO. ISS. LISTA DE SERVIÇOS TAXATIVIDADE INTERPRETAÇJO EXTENSIVA PREOUESTIONAMENTO AUSÊNCIA PRAZO DECADENCIAL CORREC.J0 DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 1NiCIO DA AC-TO FISCAL NOTIFICAÇJO DO LAKAIENTO SCIMULAS 7 E 211 DO ST./ SÚMULAS 282 E 3.5600 STF ARTIGO .535. II, DO CPC ( 3 Se não houve pagamento antecipado pelo contribuinte. cabível o lançamento direto substinnivo, previsto no at t 149, V cio CTN e o pi azo decadencial rege-se pela regra geral do art 173, I do C/ mV /'i'cedcmitc, da 1" Seção 9 Recurs° especial conhecido em par le e pi avid° Nesse mesmo sentido, tem -se o seguinte posicionamento doutrinário: Nas cams de nibutos sujellos a lançamento por homologação, podem ocorler duas hiptiteseS guard() à contagem do praw decadencial do Fisco pat a a constituiçao do miclito tributch lo. I) quando o cony ibuinte efetua o pagamento no vencimento. o pi (co polo o lançamento de oficio de eventual diferença 01110101 , ainda devida, é de cinco arias comados da ocorriarcia do faro gerador; forte no art 150, § 4°, do CTN; .?) quando o ‘;: - -r)iac;if.) UtF ET? 5 contribuinte não clique, o pagamento no vencimento. o m azo para o lançamento de oficio er de chic° anus coniados do primeiro dia do exercício seguinte ao de °col ratio do fato get adom. o que decor re da aplicação. ao caso, do al I /73, I, do CTN Importante é considerar que, conform o rasa sere oplicavel um on outs o pm azo; jamais os dois suces.sivamente, pois são excludentes um do outro Ong() caso da cvlicacão da repo especial ou da regra geral, jamais aplicando-se as duos no mesmo caso" 'Fri Re Esse entendimento acima reproduzido consta da súmula n° 219 do extinto unal Federal de Recursos, bem como da decisfro do Tribunal Regional Federai da 4' 2' Turma, AC 2004.70.00.004560-0/PR, in verbis: [FR Sfintula tr° 219 - 12-08-1986 - Di 18-08-86 Antecipa cão de Pagamento - Direito de Constituir o Crédito Pt erhienciar lo - Extinção - Palo Gel ado, Não havendo antecipação de pagamento, o di, eito de constitub o crédito previdenciar lo extingue-se decorridos cinto anos do pm imeiro dia do exercido seguinte aquele em que mot reu o Rao ger odor AP ELAÇAO Ciro_ N" 2004 70 00 004560-0/PR EXECIA7.i0 FISCAL DECADÊNCIA. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO 1 Em relação aos tributas stdeit as ao lançamento por homologação, poderá ocorrer as seguintes situaçaes. (a) o corm ibuinte efetua o pagamento tempestivo do n ibuto neste caso, a Fazenda poderá homologar ou efetuar lançamento de oficio de eventuais diferenças no prazo decadencial de 5 anos contados na forma do artigo 150. § 4°, do Cl r\i; (b) o conn ibuime não efetua o pagamento tempestivo o Fisco terá que efetuar lançamento de oficio no prazo decadencicd de 5 anos contados na for uma do ar ligo 173, I. do CM ( ) 4 No caso em tela, não houve qualquer pagamento, incidindo. pois. o prazo do aIr 173, 1, do CT Al O Auto c/c ação lavrado em janeiro de 2000 relativamente a Lampert:Was de 1989/1990 evela Iançamertto a &slew°, quando o NA° já decaita de tal clireito Portanto, tendo em vista que o auto de infração foi lavrado em 20 de junho de 2q03,, aplicando-se quaisquer das regras de decadência anteliormente abordadas — h moiogaçao tácita ou regra geral da decadência—, tem-se que a totalidade do crédito tributúrio re rente aos fatos geradores ocortidos em 1997 já se encontrava decaído naquela data, com b e nos dispositivos acima reproduzidos. AULSEN, Leandro, Direito tributaria; Constituição e código uibutario a luz da doutrina e da jurisprudEncia . ed. Potro Alegre: Livraria do Advogado Editora; ESMAPE, 2008 IEL:;.: ! i 6 Process() n" 10865 000741 12003-25 S3-.1 U13 Accirdiin n " 38113-U1,027 Fl 82 Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, no sentido de cancelar o lançamento de oficio em face da decadência operada e da homologação tácita dos pagamentos antecipados pelo contribuinte.. E. como voto. Assinado digitalmente 1-Idlcio Lafeta Reis - Relator 7 CARF-MF Fl Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção - Terceira Camara Processo n." :10865.000741/2003-25 Recorrente : ENGOMA TEXTIL LIDA. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4 do art.. 63 e no § 3 2 do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n9 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão n2 330.3-01.027. Brasilia - DF, em 14 de janeiro de 2011. f Areovaito Mariano Tavares Chefe da Secretaria da Terceira Seção Terceira Camara Ciente, com a observação abaixo: 1 ( ) Apenas com ciência ( )Com embargos de declaração ( ),Com recurso especial
score : 1.0
Numero do processo: 10480.006225/2003-29
Data da sessão: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01 105/1999 a 31/01/2000, 01/03/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 31/12/2002, 01/02/1999 a 28/02/1999
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. PONTOS SOBRE OS
QUAIS A TURMA NÃO SE PRONUNCIOU. NECESSIDADE DE
INTEGRAÇÃO.
Constatada a existência de omissão sobre ponto sobre o qual o colegiado deveria pronunciar-se, cabem Embargos de Declaração a fim de promover integração do julgado.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/05/1999 a 31/01/2000, 01/03/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 31/12/2002, 01/02/1999 a 28/02/1999
JUROS DE MORA À TAXA SELIC.
E cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais. (Súmula CARF nº 4)
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/02/1999 a 28/02/1999, 01/05/1999 a 30/11/1999, 01/01/2000 a 31/01/2000, 01/03/2000 a 30/06/2000, 01/08/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 28/02/2002, 01/04/2002 a 30/11/2002
JUROS DE MORA À TAXA SELIC.
E cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais (Súmula CARF nº 4)
Numero da decisão: 3803-001.212
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, acolher os declaratórios e integrar o Acórdão nº 2803-00.119, de 1º de junho de 2009, fls. 670 a 675, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01 105/1999 a 31/01/2000, 01/03/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 31/12/2002, 01/02/1999 a 28/02/1999 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. PONTOS SOBRE OS QUAIS A TURMA NÃO SE PRONUNCIOU. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO. Constatada a existência de omissão sobre ponto sobre o qual o colegiado deveria pronunciar-se, cabem Embargos de Declaração a fim de promover integração do julgado. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/05/1999 a 31/01/2000, 01/03/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 31/12/2002, 01/02/1999 a 28/02/1999 JUROS DE MORA À TAXA SELIC. E cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/1999 a 28/02/1999, 01/05/1999 a 30/11/1999, 01/01/2000 a 31/01/2000, 01/03/2000 a 30/06/2000, 01/08/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 28/02/2002, 01/04/2002 a 30/11/2002 JUROS DE MORA À TAXA SELIC. E cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais (Súmula CARF nº 4)
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-10T13:05:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-10T13:05:03Z; Last-Modified: 2011-03-10T13:05:03Z; dcterms:modified: 2011-03-10T13:05:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:6070838a-c01b-4bc9-8f2a-2b9cace279d4; Last-Save-Date: 2011-03-10T13:05:03Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-10T13:05:03Z; meta:save-date: 2011-03-10T13:05:03Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-10T13:05:03Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-10T13:05:03Z; created: 2011-03-10T13:05:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2011-03-10T13:05:03Z; pdf:charsPerPage: 1818; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-10T13:05:03Z | Conteúdo => H "2 534 E03 11 743 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo o" Recurso n" Acórdão n" Sessão de Matéria Em ha rgan te Interessado 10480,006225/2003-29 161 .602 Embargos 3803-01.212 — 3" Turma Especial .3 de fevereiro de 2011 PIS E COFINS - AUTO DE INFRAÇÃO EXCLUSÕES DA BASE DE CALCULO AÇÃO JUDICIAL, - CONCOMITANCIA 1RCA NUTRIÇÃO E AVICULTURA SA FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESS° ADMIN S1RATIVO FISCAL Período de apuração: 01 105/1999 a 31/01/2000, 01/03/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 31/12/2002, 01/02 1 1999 a 28/02/1999 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. PONTOS SOBRE OS QUAIS A TURMA NÃO SE PRONUNCIOU. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO. Constatada a existência de omissão sobre ponto sobre o qual o colegiado deveria pronunciar-se, cabem Embargos de Declaração a fim de promover integração do julgado, ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Perfoclo de apuração: 01/05/1999 a 31/01/2000, 01/03/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 31/12/2002, 01/02/1999 a 28/02/1999 JUROS DE MORA A. TAXA SELIC. E cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuiçoes administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil corn base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais. (Súmula CARE n2 4) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/1999 a 28/02/1999, 01/05/1999 a 30/11/1999, 01/01/2000 a 31/01/2000, 01/03/2000 a 30/06/2000, 01/08/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 28/02/2002, 01/04/2002 a 30/11/2002 JUROS DE MORA ik TAXA SELIC. E cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuiçoes administrados pela Secretaria da KEIThJ I .1., Di LARI- I I Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custodia - Selic paia títulos federais (Súmula CARE' n 2 4) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, acolher os declaratórios e integrar o Acórdão n 2 2803-00 119, dc 1 2- de junho de 2009, fls. 670 a 675, nos termos do voto do relator. [assinado digitalmente] Alexandre Kern — Presidente e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Rangel Perrucci Fiorin , Helcio Lafetá Reis e Daniel Mauricio Fedato, Esteve ausente, momentaneamente, o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima, Relatório Cuida-se de petição (fls. 684 a 686) formulada por Irea Nutrição e Avicultura SA, acusando o Acórdão n2 3803-00.119, de 1 2 de ,junho de 2009, fls. 670 a 575, de omissão de pronunciamento quanto à legalidade da utilização da taxa Selic no cálculo dos juros de mora. A decisão recorrida está assim ementada: Assunto Processo Administrativo Fiscal Período de apuração 01/05/1999 a 31/01/2000, 01/03/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 31/12/2002, 01/02/1999 a 28/02/1999 PROCESSO JUDICIAL PROCESSO ADMINISTRAHVO CONCOMITÂNCIA Existindo concomitcincia entre as insicincias administrativa e judicial, quando se discute nas duas esferas o mesmo objeta o respeito à /facia hegemônica do Poder Judiciário impede o enftentamento na via administrativa de matéria submetida direiamente el via judicial (Srimula 2° CC 02) PRECLUSJO Inadmissivel a apt eciação em grau de recurso de matéria não suscitada na insicincia a quo, excel° quando deva ser reconhecida de oficio Recurso não conhecido De acordo com o expediente, a questão da aplicabilidade da taxa Selic do cálculo dos juros de mora não faz parte do objeto da discussão travada nos autos do MS n 2 99.02654-3, impetrado pelo ora recorrente, não se podendo declarar a concomitância quanto a ela. Conclui, requerendo conhecimento e a prolação de nova decisão, desta vez, analisando a inaplicabilidade dos juros de mora quando o Auto de Infração é lavrado unicamente com o fito de evitar a decadência, r(q if ff. , 17;i ff.Ef ktf.1 tf...f.f.t.erff .fffffl , fc, 06iri Tq., I IEFflI 2 frrifilifk» ff'f .f:ff");,'..:fff'r I f. .liff ff, f Process() n" I 0480 006225/2003-29 5.3- .LE03 AcórcLio n " 3803411.212 It 744 É o relatório do que interessa. Voto Conselheiro Alexandre Kern Admissibilidade Nos termos do art. 65 do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais R1-CARF, aprovado pela Portaria MF n 2 256, de 23 de junho de 2009, com as alterações introduzidas pela Portaria MF n 2 586, de 22 de dezembro de 2010, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, 0111iSSE10, contradição entre a decisão e seus fündamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma, em petição dirigida ao presidente da Turma em cinco dias da data da ciência do acórdão. Considerando-se que o contribuinte foi intimado do Acórdão n 2 380.3-00..119 em 25/06/2010, copia do A.R. na fl. 682, a petição de fls. 684 a 686 foi .foimulada no prazo regulamentar . Ademais, o voto da decisão recorrida, efetivamente, não se pronunciou sobre a argüição de ilegalidade da utilização da taxa Selic no cálculo dos juros de mora, articulada as fls. 665 e 666. Do exposto, conheço a petição de fls. 684 a 686 como embargos de declaração em face do Acórdão n2 3803-00.119, de 1 2 de junho de 2009, fls.. 670 a 575. Destaco, por oportuno, que a matéria constante do pedido inaplicabilidade dos juros de mora quando o Auto de Infração é lavrado unicamente com o fito de evitar a decadência — é inovação do embargante, não tendo sido objeto do recurso voluntário e, portanto, não sera conhecida, Mérito Taxa SELIC no calculo dos juros de mora No mérito, a matéria já está definitivamente pacificada no âmbito do CARF, no entendimento plasmado na Súmula CARF n 2 4: Stimula CARF 117°.4 A partir de 1' de abril de 199.5, os juros moratórias incidentes -sabre débitos tributários administrados pela Sect oat ia c/a Receita Federal do Brasil são devidos, no period() de inadimplMcia, à taw i eftrencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SEL1C para títulos federais Conclusão Em face do recém-exposto, admito os Embargos de Declaração e os acolho tão-somente para integrar o Acórdão 112 3803-00.119, de 1 2 de junho de 2009, fls. 670 a 575, rerratificando-o. 3 DI' (...:\AU: ivrr Sala das Sessões, em 3 de fevereiro de 2011 Alexandre Kern I p...1 cn7110 4 ''E) I f.;L:7c.ncid 1-1 Process() n" 006 7 25/2003-29 S3-TE03 Ac(ircMo n " 3803 -01.212 Ft 7-15 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção - Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo 10450 006225/2003-29 Interessada: IR.CA NUTRIÇÃO E AVICULTURA SA Encaminhem-se, de ordem, os presentes autos it unidade de origem, para ciência a interessada do teor do Acórdãon 1") 3803-01.212, de 3 de fevereiro de 2011, da 3 a , Turma Especial da 3. Seção e demais providancias. Brasilia - DF, em 3 de fevereiro de 2011. [assinado digitalmente! Alexandre Kern Presidente de Turma PL/1 . (.\LLT....>;/ ■ 1'11211=';EI:
score : 1.0
Numero do processo: 16682.721760/2015-57
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 27 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador:24/08/2011
MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO.
Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996.
Numero da decisão: 3201-009.773
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.748, de 27 de setembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 16682.721714/2015-58, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Carlos Delson Santiago (Suplente convocado), Laércio Cruz Uliana Júnior, Márcio Robson Costa e Hélcio Lafetá Reis (Presidente e Relator).
Nome do relator: Hélcio Lafetá Reis
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador:24/08/2011 MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO. Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996.
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COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO. Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.748, de 27 de setembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 16682.721714/2015-58, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Carlos Delson Santiago (Suplente convocado), Laércio Cruz Uliana Júnior, Márcio Robson Costa e Hélcio Lafetá Reis (Presidente e Relator). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso Voluntário interposto em contraposição ao acórdão da Delegacia de Julgamento (DRJ) que julgou procedente em parte a Impugnação manejada pelo contribuinte acima identificado em decorrência do lançamento de multa isolada, exigida em AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 68 2. 72 17 60 /2 01 5- 57 Fl. 339DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3201-009.773 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721760/2015-57 razão da não homologação da compensação declarada no processo administrativo nº 16682.720030/2015-39, com base no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Na Impugnação, o contribuinte requereu (i) o reconhecimento da nulidade do auto de infração, aduzindo a falta de motivação válida, dada a inocorrência de conduta ilícita ou abusiva, (ii) a suspensão do processo até a prolação de decisão definitiva no julgamento do Recurso Extraordinário 796.939/RS, com repercussão geral reconhecida pelo STF, (iii) a suspensão do processo até a prolação de decisão definitiva no processo em que se discute a compensação não homologada e (iv) o reconhecimento da ocorrência de bis in idem em razão da exigência da multa de mora sobre o débito não compensado cumulativamente com a multa destes autos. A DRJ manteve a exigência da multa, afastando-se todos os argumentos de defesa do contribuinte. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário e reiterou seus pedidos, repisando os argumentos de defesa, sendo ainda requerida a apensação destes autos ao processo da compensação. Por meio da Resolução, esta turma ordinária converteu o julgamento do recurso em diligência, para que estes autos fossem apensados ao processo nº 16682.720030/2015-39, em razão de conexão. O contribuinte peticionou junto à repartição de origem aduzindo que o presente processo devia ser imediatamente extinto por perda de objeto, ante o seu caráter acessório ao processo de crédito, dada a prolação, pela 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF, declarando a nulidade do despacho decisório que dera origem aos presentes autos. O Presidente da 3ª Seção do CARF exarou despacho informando que, no julgamento do processo nº 16682.720030/2015-39, já havia sido prolatada decisão administrativa definitiva no sentido de se reconhecer a nulidade do despacho decisório, razão pela qual a resolução destes autos havia perdido o seu objeto. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Conforme acima relatado, trata-se do lançamento de multa isolada, exigida em razão da não homologação da compensação declarada no processo administrativo nº 16682.720030/2015-39, com base no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Fl. 340DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3201-009.773 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721760/2015-57 Após a conversão do julgamento do Recurso Voluntário em diligência à repartição de origem para que estes autos fossem apensados ao processo da compensação, em razão de conexão, o Presidente da 3ª Seção do CARF exarou despacho, no qual se destacam os seguintes trechos: O colegiado resolveu remeter os autos para a Unidade de Origem para que fosse realizada a apensação ao processo principal acima referido, a requerimento da parte, com posterior retorno para continuidade do julgamento. Ao que parece, o colegiado pretendeu que os autos fossem remetidos para julgamento em conjunto com o processo nº 16682.720030/2015-39, o que ocorreu na 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento. Ocorre que o julgamento do processo principal ocorreu em 13/12/2018, antes do julgamento em que se prolatou a resolução, em 31/01/2019. No caso, a distribuição por decorrência poderia ocorrer antes do julgamento do processo principal, a teor do §2º do artigo 6º do Anexo II do RICARF, abaixo transcrito: (...) Destaca-se ainda que o processo principal já possui decisão definitiva no âmbito administrativo e não mais retornará para pauta. Ao contrário, deverá retornar à Unidade de Origem para dar seguimento na apuração do direito creditório. Em consulta aos seus autos, verifico que o Acórdão de Embargos nº 3302-006.418 teve a seguinte decisão: “Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para dar provimento parcial ao recurso voluntário e declarar a nulidade do despacho decisório ora atacado; efetivar a apuração das contribuições e do direito creditório através dos arquivos digitais no leiaute do ADE nº 15/2001, independentemente da apresentação do ADE nº 25/2010; e para que DCOMP sejam separadas por processo.” Tomando ciência da decisão, a PGFN interpôs recurso especial, o qual, entretanto, não foi admitido, conforme despacho, cujo dispositivo transcrevo abaixo: “3 Conclusão Em cumprimento ao disposto no art. 18, inc. III, do Anexo II do RI-CARF, NEGO SEGUIMENTO ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Contra este despacho cabe o recurso previsto no art. 71, do Anexo II, do RI-CARF. Encaminhe-se à PGFN, para ciência do presente despacho. Após, caso haja interposição do recurso previsto no art. 71 do RI-CARF, encaminhe- se ao CARF para apreciação. Caso não haja, encaminhe-se à Unidade Local da RFB, para cientificar o sujeito passivo do Acórdão nº 3302- 006.418, bem como para a adoção das demais providências de sua alçada.” Desse despacho a PGFN não interpôs agravo, tornando a decisão proferida no acórdão de embargos definitiva. Portanto, a resolução perdeu seu objeto. Fl. 341DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3201-009.773 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721760/2015-57 Destarte, devem os autos retornar para nova distribuição/sorteio no âmbito da 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento, uma vez que o relator original não mais pertence aos quadros de conselheiro do CARF. Salienta-se que o processo deve ser desapensado do processo principal nº 16682.720030/2015-39, que deve ser encaminhado à Unidade Preparadora para dar continuidade à apuração do direito creditório, não havendo mais litígio quanto ao despacho decisório que deu origem à não homologação das compensações. (g.n.) Considerando-se o acima exposto, conclui-se que, diante da declaração de nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento de exigência da multa destes autos, razão pela qual deve ela ser cancelada. Diante do exposto, vota-se por dar provimento ao Recurso Voluntário. Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Presidente Redator Fl. 342DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10805.900105/2006-52
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 13/06/2003
PRÉQUESTIONAMENTO. PRECLUSÃO.
Preclui a faculdade de aportar no recurso voluntário matéria que não fora questionada na manifestação de inconformidade, configurando inovação nos argumentos de defesa.
Numero da decisão: 3803-001.321
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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PRECLUSÃO. Preclui a faculdade de aportar no recurso voluntário matéria que não fora questionada na manifestação de inconformidade, configurando inovação nos argumentos de defesa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0523.900, de 23 de outubro de 2008, da DRJCampinas/SP, fls. 58 a 59, que indeferiu a solicitação e não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação declarada. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 09/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 09/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Declaração de Compensação de Fls. 02 a 06 indica pagamento indevido ou a maior de PIS compensando débito da mesma contribuição, ambos referentes ao mesmo peíodo de apuração. O pagamento não foi localizado e a contribuinte foi intimada a cotejar a consistência dos seus dados e efetuar as devidas retificações. Silenciou a respeito. Não procedidas quaisquer retificação foi emitido o Despacho Decisório de fl. 09 que não homologou a compensação declarada por inexistência do direito creditório. Em sua manifestação de inconformidade, diz a interessada: a) que é uma sociedade de profissão regulamentada para o exercício da advocacia). Nesse sentido entende que o recolhimento do PIS e da COFINS para estas sociedades é ilegal e a exigência dessas contribuições não pode ser recepcionada pela Constituição Federa; b) que moveu ação judicial nesse sentido e aguarda decisão definitiva acerca de seu pedido judicial. c) defende que através da Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991, fora instituída a COFINS que, em seu artigo 6°, II, isentou desse pagamento as sociedades civis descritas no Decretolei n°2.397/87. Tal isenção concedida por lei complementar não pode ser revogada por uma lei ordinária d) esse direito veio consolidado através da Súmula n° 276 do STJ; e) a Receita Federal, por seu órgão regional, já julgou o mérito desta compensação, que também foi objeto de recurso pelo recorrente, em auto de infração já lavrado que encontrase em análise no sistema de fiscalização (cópias anexas). f) os processos devem se apensados pois tratam da mesma matéria, não podendo ocorrer julgamento separado por contrariar o direito de defesa da recorrente. g) no mais, as razões devem ser providas na sua totalidade pois o direito socorre ao contribuinte, e, mais ainda, a compensação foi feita anteriormente à edição da súmula 212 do STJ, e, portanto,com amparo legal. A DRJ/Campinas entendeu que os documentos trazidos junto com a manifestação de inconformidade não permitem identificar a conexão que a interessada pretendeu estabelecer entre a compensação formalizada nos presentes autos e outros processos administrativos. Não vislumbrando qualquer prejuízo ao direito de defesa não acolheu o pedido de apensação. No mérito, a compensação não foi homologada por conta da inexistência do direito creditório com o qual a interessada pretendeu sustentála. Como relatado, o documento de arrecadação não foi localizado nos controles eletrônicos da Administração Tributária. Constatou que não há na defesa argumento ou documento que tenha por objetivo demonstrar a existência do pagamento tido por indevido pela interessada. Todo arrazoado diz respeito à existência de isenção; fundamento de todo ausente das Fl. 2DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 09/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 09/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 10805.900105/200652 Acórdão n.º 3803001.321 S3TE03 Fl. 76 3 razões da nãohomologação. Não existem tampouco provas documentais que possam contestar o Despacho de nãohomologação. Ausente a prova da existência do crédito que dá suporte à compensação declarada, decidiu que remanescem íntegros os fundamentos da decisão proferida pela autoridade jurisdicionante. Cientificada da decisão em 10 de dezembro de 2008, irresignada, a interessada apresentou o recurso voluntário de fls. 62 a 65, em 16 de dezembro de 2008, em que discute a ampliação da base de cálculo pela Lei nº 9.718, de 1998, ao desamparo da EC Nº 20/98 , que não lhe dera fundamento de validade. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo, porém não atende a todas as condições de admissibilidade. A recorrente inova em seus argumentos, não mais agora discorrendo sobre a isenção das sociedades civis de prestação de serviços de profissões regulamentadas, pela impossibilidade de sua revogação por lei ordinária, trazendo matéria que não fora objeto de questionamento na sua manifestação de inconformidade: a ampliação da base de cálculo pela Lei nº 9.718, de 1998, que não encontra fundamento de validade na EC Nº 20/98. Pelo que, não sendo contestados os fundamentos da decisão recorrida, a defesa da recorrente não preenche as condições de configurar recurso voluntário. Pelo exposto, voto por não conhecer do recurso. Sala das sessões, 02 de março de 2.011 Fl. 3DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 09/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 09/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10805.900105/200652 Interessada: WILTON ROVERI ADVOGADOS ASSOCIADOS Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803001.321, de 02 de março de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 02 de março de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Belchior Melo de Sousa Fl. 4DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 09/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 09/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
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Numero do processo: 11065.909794/2009-87
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/09/2001 a 30/09/2001
INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO.
Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador.
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL
SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/09/2001 a 30/09/2001
Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS
CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO.
O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação.
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.112
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2001 a 30/09/2001 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/2001 a 30/09/2001 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2001 a 30/09/2001 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indeferese o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/2001 a 30/09/2001 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado Fl. 1DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Rangel Perrucci Fiorin, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Daniel Maurício Fedato. O Dr. Camilo de Oliveira Leipnitz – OAB/RS no 58.392 – fez sustentação oral. Relatório Centro Clínico Canoas Ltda. transmitiu, em 12/09/2005, o Pedido de Ressarcimento ou Restituição / Declaração de Compensação PER/DCOMP no 15920.93444.120905.1.3.044503, visando a restituirse de indébito ocasionado pelo pagamento de no 1195205161 e a declarar a compensação do direito creditório daí emergente com débitos de PISdo período de apuração de set/2001. O Despacho Decisório no 843147892, fl. 1, não homologou a compensação porque o referido pagamento foi integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não resultando crédito disponível para a compensação dos débitos informados no PER/Dcomp para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Sobreveio Manifestação de Inconformidade, fls. 2 a 6, por meio da qual o requerente alega que: a) o direito creditório está relacionado com o efetivo pagamento do tributo. Pagamento este comprovado a partir da guia DARF devidamente autenticada pela instituição que recebeu o pagamento; b) o documento legitimador do crédito é a respectiva DARF e não a DCTF e/ou DIPJ; c) o pagamento indevido decorreu de equívoco constatado na apuração do valor devido a título de PIS, período de apuração: set/2001, que não corresponde ao valor constante da DARF de pagamento. Logo, apenas a instituição fazendária é capaz de autorizar o contribuinte a retificar a DCTF, com isso, restará explícito o direito creditório que a empresa possui. A DRJ/POA2ª Turma julgou a reclamação improcedente e não reconheceu o direito creditório pleiteado. O Acórdão no 1023.440, de 16 de dezembro de 2009, fls. 29 e 30, teve emente vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/09/2001 a 30/09/2001 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA INDEFERIMENTO. Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, essencial à comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas, sendo obrigação do contribuinte comprovar suas alegações, nos termos do art.333, inciso II do Código de Processo Civil. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.909794/200987 Acórdão n.º 380301.112 S3TE03 Fl. 69 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/POA2a Turma. O arrazoado de fls. 34 a 51, em sede de preliminar, argui a nulidade da decisão recorrida, que teria alterado a fundamentação do indeferimento de seu pleito, em violação aos arts. 2° e 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999. No mérito, sinteticamente, pede reforma, alegando que: a) a instituição fazendária tem o dever de intimar a recorrente para apresentar os documentos contábeis e fiscais para comprovar o erro ocasionado no preenchimento da DCTF, sob pena de incorrer em manifesta ilegalidade; b) conforme entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e jurisprudência pacificada no Superior Tribunal de Justiça, a cópia autenticada do DARF é suficiente para comprovação do recolhimento indevido de tributo; c) o pagamento indevido decorreu do equívoco decorrente da apuração do valor devido a título de PIS, na competência de set/2001; d) apenas a fiscalização tem o poder de autorizar que a empresa retifique a DCTF, motivo pelo qual a recorrente reitera seus argumentos para que seja possível sanar o erro cometido. Conclui, pedindo anulação do acórdão ora recorrido e, alternativa e sucessivamente, sua reforma para homologar o pedido de compensação formulado, haja vista a existência do DARF legitimador do direito creditório. Requer, por derradeiro, sejam, todas as intimações e comunicações do presente procedimento administrativo, inclusive para fins de sustentação oral, realizadas sempre em nome dos procuradores signatários. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 29 e 30 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJPOA2ª Turma nº 1023.440, de 16 de dezembro de 2009. Pedido de direcionamento das intimações para o endereço dos procuradores Com relação ao requerimento para que as notificações e intimações relativas ao presente processo sejam enviadas ao endereço do patrono da causa, indefirase. Na atual fase do procedimento, todos os atos administrativos são, via de regra, feitos por meio postal e o Fl. 3DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 4 Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 PAF, art. 23, II, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 67, determina que, nesta modalidade, sejam endereçados ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não há portanto como deferir a solicitação para que as intimações sejam encaminhadas ao domicílio dos procuradores da sociedade. Preliminar de nulidade da decisão recorrida O recorrente infirma a decisão de piso sob o argumento de que apresentou novo fundamento para o indeferimento do pleito, em infração ao art. 50 da Lei nº 9.784, de 1999. O argumento recursal é o de que, enquanto o Despacho Decisório no 843147892 considerou que não haveria direito creditório para realizar a compensação, porque o valor do DARF teria sido utilizado para quitar débito do contribuinte, a decisão recorrida julgou improcedente a manifestação de inconformidade sob o fundamento de que a ora recorrente deveria comprovar, por meio de documentos contábeis e fiscais que houve erro no preenchimento da DCTF. A argüição de nulidade não prosperará simplesmente porque inexistiu a alegada inovação. Com efeito, o fundamento fático para o indeferimento do pleito de restituição e para a nãohomologação da compensação declarada foi a integral utilização do pagamento no 1195205161 na extinção de débitos do próprio contribuinte. Tratandose de julgamento de reclamação formulada pelo requerente, fundada na alegação de erro no preenchimento da Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF, instituída pela Instrução Normativa SRF nº 129, de 19 de novembro de 1986, a decisão recorrida julgoua improcedente porquanto inexistia, nos autos, qualquer prova do erro alegado. Não se trata pois de novo fundamento para o indeferimento do pleito, visàvis o motivo original, mas, tãosomente, de refutação expressa de argumento brandido na reclamação. Rejeito a preliminar. Mérito – A comprovação do indébito O recorrente está prenhe de razão: constatando que houve equívoco na apuração da base de cálculo de um tributo ou contribuição, o sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo no caso de cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido. É o que assegura o inc. I do art. 165 do CTN, transcrito em rodapé pelo recorrente, mas merecedor de maior destaque por caudalosa jurisprudência judicial, e.g.: “Ementa: .... I. Demonstrado o pagamento indevido de tributo, em razão de erro– depósito judicial feito por equívoco, mas convertido em renda da União – impõese a restituição (art. 165, II, do CTN). ....” (TRF1ª Região. AC 2000.01.00.0958800/MA. Rel.: Des. Federal Olindo Menezes. 3ª Turma. Decisão: 29/10/02. DJ de 13/12/02, p. 47.) “Ementa: .... É clara a autorização normativa à restituição de tributo recolhido indevidamente (art. 165, I, CTN). ....” (TRF2ª Região. AC 1999.02.01.0351647/RJ. Rel.: Des. Federal Ricardo Regueira. 1ª Turma. Decisão: 06/11/00. DJ de 07/12/00.) Fl. 4DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.909794/200987 Acórdão n.º 380301.112 S3TE03 Fl. 70 5 “Ementa: .... III. A restituição do tributo recolhido indevidamente encontra arrimo no art. 165, I, do CTN. ....” (TRF5ª Região. AC 2002.05.00.0177105/PE. Rel.: Des. Federal Luiz Alberto Gurgel de Faria. Decisão: 17/12/02. DJ de 16/04/03, p. 407.) Tenho certeza, o relator da decisão recorrida jamais pretendeu oporse a esse direito. O recorrente, no entanto, articula argumento falacioso, ao pugnar por seu direito à restituição, bradando que o mesmo “.., consoante dispõe o art. 165, inc. I do CTN decorre da ‘cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ...", e não dos valores declarados pelo contribuinte em DIPJ, DCTF...”. Se, de um lado é certo que o DARF informado no PER/Dcomp nº 15920.93444.120905.1.3.044503 comprova um recolhimento, de outro, como bem destacou a decisão recorrida, inexiste nos autos qualquer prova de que o pagamento nº 1195205161 seja indevido. Há tãosomente a alegação do requerente, ora recorrente. Nada mais. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). A esse propósito, reportome à Lei nº 9.784, de 1999, que o recorrente demonstrou bem conhecer. De acordo com o seu art. 36, que regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC), já referido pela decisão recorrida. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também corrobora esse entendimento: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e Fl. 5DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 6 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) Ao contrário, em face da legislação tributária aplicável, milita contra a alegação do requerente a presunção de que o pagamento nº 1195205161 não lhe confere qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF. O recorrente poderia objetar que, dada sistemática declaratória atual do procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, espontaneamente, retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF no 482, de 21 de dezembro de 2004, então vigente, e o próprio processamento eletrônico do PER/Dcomp nº 15920.93444.120905.1.3.044503 lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria Fl. 6DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.909794/200987 Acórdão n.º 380301.112 S3TE03 Fl. 71 7 espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008. O recorrente, contudo, não se dignou a fazêlo, talvez esperando que a autoridade fiscal suplementasse a sua vontade e o intimasse a tanto. Ou, quem sabe, contasse o requerente justamente com a usual dilação temporal do processo administrativo com o propósito de fazer adiar ao máximo o cumprimento da obrigação tributária confessada, como permite supor a sua insistência nos requerimentos de suspensão da exigibilidade do débito oposto na compensação do hipotético direito creditório, aventura jurídica corriqueira depois da edição da Medida Provisória no 66, de 2002. Seja como for, tranqüilizese o contribuinte. Caso realmente disponha do direito creditório alegado, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932, tem cinco anos, contados da data do pagamento indevido – desde que devidamente comprovada essa circunstância – para buscar seu direito. Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Conclusão Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 2 de fevereiro de 2011 Alexandre Kern 1 Súmula CARF No. 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 8 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11065909794200987 Interessada: CENTRO CLÍNICO CANOAS LTDA. Encaminhemse, de ordem, os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.112, de 2 de fevereiro de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 2 de fevereiro de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 8DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 11065.003096/90-41
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 19997
Numero da decisão: 303-00.666
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à SECEX do MICT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à SECEX do MICT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. '. Brasília-DF, 26 de fevereiro de 1997 ',.8 JUN. 1997 NIL~NCB:::r) RE~OR• • Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : GUINÊs ALVAREZ FERNANDES, LEVI DAVET ALVES, ANELISE DAUDT PRIETO, FRANCISCO RITTA BERNARDINO e SERGIO SILVEIRA MELO, MANOEL D' ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES . RC •• • MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CÂMARA RECURSO : 113.979 .R..ESDj2:tJYACí'N'?303-666 RECORRENTE: HEXCO EXPORTADORA LTDA. RECORRIDA :DRF - NOVO HAMBURGO/RS. RELATOR :NILTON LUIZ BARTOLI RELATÓRIO O Contribuinte acima identificado obteve permissão para a importação de matéria prima sob o regime de "drawback" suspensão, ficando obrigado a comprovar, perante a Cacex, até 01.03.90, a exportação dos produtos em que foram empregados. Em 24.08.90 a Cacex comunicou a Receita Federal que o importador não havia realizado qualquer comprovação, determinando a cobrança dos tributos sobre a totalidade do valor dos produtos importados. Em decorrência, foi lavrado o auto de infração de fls. 26/31, que o contribuinte impugnou tempestivamente alegando que em 18.08.90, antes mesmo da comunicação da Cacex à Receita Federal, solicitou prorrogação do prazo para comprovação das exportações. Contesta, também, a exigência de tributos sobre o total do valor importado, alegando que remeteu para o exterior 83,69% do que estava obrigado a exportar. A autoridade monocrática julgou procedente a ação fiscal, decisão com a qual o contribuinte não se conforma, recorrendo a este Colegiado, reeditando as razões da impugnação . É o relatório . I Y • RECURSO: 113.979 RES: 303-666 VOTO A primeira discussão nesta Câmara Adoto o relatório de fls., da lavra da ilustre Relatora anteriormente designada, SANDRA MARIA FARONI. O feito em exame foi submetido a julgamento em sessão de 10 de junho de 1992 do qual a ilustre Conselheira entendeu que no processo não havia informações suficientes para decisão e solicitou diligência a COORDENAÇÃO TÉCNICA DE INTERCÂMBIO COMERCIAL - C.T.I.C. para que ateste ou não o adimplemento parcial do compromisso, uma vez que os relatórios foram protocolizados após a comunicação de inadimplemento feita à Receita Federal e, portanto, não levados em consideração quando daquela comunicação. A proposta foi aprovada, a qual resultou na Resolução N° 303-515 (fls.66/69) . Em determinação a Resolução acima, o Delegado da Receita Federal em Novo Hamburgo - RS. em data de 24.09.92 encaminhou a C.T.I.C. - Rio de Janeiro o processo (fl. 70) solicitando sua manifestação. Atendendo ao oficio e, em sua informação, o DEPARTAMENTO DE OPERAÇÕES DE COMÉRCIO EXTERIOR expediu o documento DECEX-96/5996 datado de 27.09.96, esclarecendo que: a) "Na análise das comprovações vinculadas aos Atos Concessórios de "drawback", são consideradas as exportações efetivamente realizadas, desde que atendidas integralmente as disposições legais, todas elas de conhecimento pleno da empresa, uma vez que, por ocasião do deferimento de cada operação, é assinado o termo de responsabilidade que se encontra a fls. 18 v do presente processo; b) no caso em exame, a falta de cumprimento do compromisso assumido, notadamente no que se refere ao prazo para apresentação dos relatórios de comprovação das exportações efetivamente realizadas, ensejou a comunicação do inadimplemento à Receita Federal, nos termos dos artigos 11, 12 e 15.1 da Portaria M.F. n° 36, de 11/12/82, hoje substituída pela Portaria M.E.F.P. nO594/92; c) no exame do citado dispositivo fica evidenciado que a conclusão pelo inadimplemento da operação revestiu-se de pleno amparo legal, não cabendo ao Banco do Brasil, na ocasião, outra providência face ao descaso da empresa, uma vez que as importações foram desembaraçadas em 15, 18, 21 e 23.08.89, a validade do Ato Concessório expirou-se em 01.03.90 e a comunicação do inadimplemento foi dirigida à Receita Federal em 24.08.90, sem que a empresa apresentasse qualquer manifestação no período. d) os relatórios de comprovação apresentados após o prazo de validade da operação não mereceram acolhida à época, face à sua extemporaneidade e foram devolvidos à empresa juntamente com toda a documentação pertinente, inclusive as vias originais das guias de exportação. e) portanto, a questão central apresentada pela douta relatora, qual seja, a validade ou não das exportações efetivadas pela empresa dentro do prazo de validade do Ato Concessório, embora não comunicadas na ocasião oportuna, as quais totalizam US$ • RES • 303-666 • '. 212.118,08, somente poderão ser auferidas com a reapresentação das citadas comprovações, acompanhadas de toda documentação pertinente, para que seja atestada a sua não utilização em outro compromisso, bem como outros aspectos atinentes ao processo de drawback (tipo de calçado, consumo de couro, preços, etc.). Neste caso, se decidido por esse Colendo Colegiado acolher citadas exportações visando sua utilização na comprovação parcial do compromisso assumido pela empresa, toda a documentação deverá ser analisada pela agência do Banco do Brasil responsável pela condução do Ato Concessório; t) quanto às demais exportações, realizadas em setembro e outubro de 1990, foram embarcadas após a validade da operação, o que as toma irremediavelmente inaproveitáveis. Tendo em vista as informações apresentadas pelo DEPARTAMENTO DE OPERAÇÕES DE COMÉRCIO EXTERIOR, verifica-se que, em resumo, está caracterizado que os. bens exportados em setembro e outubro de 1990 no valor de US$ 205.927,91 foram extemporaneamente exportadas, assim, a requerente descumpriu o compromisso assumido, tomando-se inadimplente em relação a este valor. Com relação as exportações no valor de US$ 212.118,08, entendemos que os documentos acostados aos autos comprovam que a requerente efetivamente exportou os bens dentro da vigência do Ato Concessório, muito embora não comunicada na ocasião oportuna, dessa forma, solicitamos seja o processo convertido em diligência através da Repartição de origem, para que a requerente reapresente as citadas comprovações, acompanhadas de toda a documentação pertinente, para que seja atestada a sua não utilização em outro compromisso, bem como outros aspectos atinentes ao processo, através da agência do Banco do Brasil responsável pela condução do Ato Concessório, conforme informado no item ''E " do oficio DECEX-96/5996 de 24.09.96 do DEPARTAMENTO DE OPERAÇÕES DE COMÉRCIO EXTERIOR - SECRETARIA DE COMÉRCIO EXTERIOR DO MINIsTÉRIO DA INDÚSTRIA,DO COMÉRCIO E DOTURISMO. 4 00000001 00000002 00000003 00000004
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Numero do processo: 19515.000876/2004-16
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/11/1994 a 31/12/1994
COFINS. DECADÊNCIA.
O direito da Fazenda Pública constituir credito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos contados do fato gerador.
Numero da decisão: 3803-001.196
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao recurso, nos termos do relator.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/11/1994 a 31/12/1994 COFINS. DECADÊNCIA. O direito da Fazenda Pública constituir credito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos contados do fato gerador.
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DECADÊNCIA. O direito da Fazenda Pública constituir credito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos contados do fato gerador. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acor os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao re termos ao rplator. • RE KERN - Presidente. DANIE MAURICIO FEDATO - Relator. .EDITADO EM: 28/04/2011 Participaram também da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Perrucci Fiorin. Relatório 1 Fl. 202SP SAO PAULO DERAT Documento nato-digital Documento de 5 página(s) confirmado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP06.0420.15413.LTUA. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Conta a empresa Haramura Indústria Eletrônica Ltda, em 27.04.04 f lavrado Auto de Infração (fls. 43/48) consubstanciando a exigência tributária no montante d R$ 5.129,63, decorrente da ausência do recolhimento da Cofins referente ao período de novembro a dezembro/94. O Termode—Nrei-ificação Firçc—la (fls. 40/42) constatou que a—Requerente possuía débitos da Cofms do período de apuração de abril/94i setembro/95, onde compensou com créditos decorrentes de pagamento a maior de débitos de Finsocial, estes oriundo de Medida Judicial. Ocorre que os créditos que a Autora detinha não foram suficientes para quitar integralmente seus débitos, não foram cobertos os débitos de novembro/94 e dezembro/94, nem os compreendidos entre dezembro/94 a setembro/95. Estes, de dez/94 a set/95 já foram encaminhados para a inscrição da divida ativa, e os demais (nov/94 e dez/94) originaram o Auto de Infração, que é a matéria em questão. Cientificada do Lançamento, a Interessada protocolou Impugnação em 24.05.04 (fls. 50/53), colacionada de extratos do andamento da matéria no judiciário, 411 almejando o sobrestamento do feito até o trânsito em julgado da ação. Para o pleito apresentou em síntese as seguintes alegações: "a) Em 2410411994, ajuizou a ação cautelar inominada n° 94.0010270-4, distribuída à 138 VF1SP, seguida da Ação principal n° 94.00.20802-2, cujo objeto principal é Proceder à compensação do crédito de FINSOCIAL com débito de COFINS de 04194 a 07195; b) As ações, acima referidas, foram julgadas parcialmente procedentes (ação cautelar e principal) pelo E. TRF 3 a Região, reconhecendo o direito da requerente de efetivar a compensação dos valores recolhidos a título de FINSOCIAL com COFINS; c) Foi interposto recurso por ambas as partes, sendo por unanimidade, concedido provimento parcial à apelação do autor, da União e a remessa oficial (cópia anexa), cuja ementa se transcreve; d) Improcede a presente autuação, uma vez que a autuada apenas exerceu seu direito de compensar, direito esse expressamente previsto na Lei 8383191, como bem asseverado no v. Acórdão cuja ementa foi acima transcrita, que "o sujeito passivo de tributos e contribuições, na dicção do art. 66. da Lei 8383191, tem o direito de, ele mesmo, desencadear o procedimento de compensação"; e) O v. Acórdão já citado, ainda não transitou em julgado, tendo a Autuada interposto Recurso Especial, com a finalidade, de ser reconhecida a aplicação de juros 1% a.m., incidentes desde o recolhimento indevido, uma vez que reconheceu apenas sua incidência apenas a partir do trânsito em julgado, negando vigência à Lei 9.250195; f) Há previsão legal amparando a pretensão da Autuada, com relação à incidência de juros, desde o recolhimento indevido, ou seja, os juros são calculados desde o recolhimento indevido, conforme dispõe o art. 39, § 4°, da Lei n° 9.250/95; 43. 2 Fl. 203SP SAO PAULO DERAT Documento nato-digital Documento de 5 página(s) confirmado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP06.0420.15413.LTUA. Consulte a página de autenticação no final deste documento. g) Apurando-se o crédito desta forma, a Autuada, conformidade com a planilha anexa, possui crédito excedente, mesmo considerando o período já compensado; e h) A disparidade de entendimento com relação ao "quantum" de crédito da Autuada deve-se ao fato de a Autuante não reconhecer a correção monetária plena, vale dizer, a atualização monetária dos valores exigidos indevidamente a título de Finsocial, deve ser aplicado os índices expurgados, aliás, já concedidos pelo TRF, conforme acórdão anexo." 83-TE03 Processo n° 19515.000876/2004-16 Acórdão n.° 3803-01.196 FI.A20.3 • A DRJ do Rio de Janeiro/RJ II, em 28.12.07 por unanimidade de votos julgou procedente o lançamento, denegando o pedido de sobrestamento sob a fundamentação de que o procedimento não encontra respaldo no Decreto 70.235/72 (PAF), elucidando também que não há concomitância entre a matéria objeto da presente lide e aquela levada ao crivo do Poder Judiciário. O Relator, ao final do voto, findou seu entendimento ressalvando o andamento das referidas ações judiciais, com as seguintes considerações: "é de se esclarecer que em 2210312005 (fl. 117), foi publicado no DJU decisão na qual não foram admitidos os recursos especiais interpostos pela Autora - Hararmura Ind. Eletrônica Ltda., e pela União Federal, tendo sido mantido o decidido no Acórdão de fls. 89199. O processo foi baixado à Vara de origem, e arquivado em 2910512007 (17. 105)." A Suplicante cientificada da decisão, refuta o Acórdão com Recurso Voluntário (fls. 143/151), aguardando deste Conselho provimento no sentido de que se determine a aplicação da correção monetária plena, para compensação dos referido débitos da Cofins (novembro e dezembro/94). Apresento em suma, considerações elencadas no Recurso: "a) ...é pacífico o entendimento pela constitucionalidade e legalidade do procedimento da compensação instituído pelo art. 66 da Lei n° 8.383191 para os tributos e contribuições sujeitos a lançamento por homologação, sem necessidade de prévia autorização administrativa ou judicial, sendo que, no caso presente, "a compensação foi efetuada entre tributos da mesma espécie, ou seja, FINSOCIAL com a COFINS... b) ...com relação a multa de oficio! imposta sobre o período de parte de 11194 e 12194 não merece guarida, uma vez que a compensação para o período de abril/94 até parte de 11194, a multa de oficio não foi estabelecida... c) ...ademais, apenas a partir da previsão contida nos artigos 73 e 74 da Lei n° 9.430, de 27.12.96, tornou-se exigível a prévia autorização administrativa para a compensação, o que não abrange o caso presente... d) ...conforme precedentes do Eg. STJ, o regime da compensação aplicável se rege pela lei vigente à época do ajuizamento da ação, as leis supervenientes não podem retroagir para alcançar procedimentos anteriores, facultando-se ao contribuinte Fl. 204SP SAO PAULO DERAT Documento nato-digital Documento de 5 página(s) confirmado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP06.0420.15413.LTUA. Consulte a página de autenticação no final deste documento. proceder administrativamente à compensação conforme a nova _e) ...a nova regra estabelecida do art. 170-A, do Código Tributário Nacional, introduzido pela Lei Complementar n° 104, de 10.01.2001, que veda a compensação antes do trânsito em julgado ddaecisão judicial _quando o tributo é objeto __de contestação judícial pelõ sujeito passivo... f) ...a ação foi ajuizada aos 24104111994, e o prazo para homologação él de cinco anos, logo, por ocasião da lavratura do presente auto, já havia! transcorrido o prazo legal para homologação da compensação, devendo, assim, o crédito tributário compensado ser considerado extinto... g) ...a aplicação da correção monetária deve ser de tal forma a recompor a real desvalorização da moeda, conforme entendimento do Egrégio Superior Tribunal de Justiça no REsp 418.6441SP... h) ...é pacífica a jurisprudência do Egrégio Superior Tribunal de Justiça no sentido de reconhecer a legalidade da aplicação dos expurgos inflacionários no cálculo da correção monetária, uma vez que a correção monetária é mera manutenção do valor real da moeda, podendo ser requerida a qualquer tempo..." Em síntese, é o Relatório. Voto Conselheiro Daniel Maurício Fedato, Relator. O Recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço e passo a votar. Conforme Relatório demonstra, versa o presente Processo sobre a exigência tributária no montante R$ 5.129,63, oriundo da lavratura do Auto de Infração, este cientificado em 27.04.04, referente a insuficiência do recolhimento da Confis do período de novembro e dezembro/94. Para sustentar meu entendimento, evoco a afirmação do Ilustre Relator da DRJ do Rio de Janeiro/RJ, onde descreve no "item 20" do Voto, "...não há concomitância entre a matéria objeto da presente lide e aquela levada ao crivo do poder judiciário...". Sob esta constatação, que realmente se confirma na Ação colacionada nos autos, vejo caminho para julgar a matéria sob o seguinte aspecto, este também argumentado pela Requerente. Ora, evidenciando-se que os fatos geradores são de novembro e dezembro/04, e a lavratura do Auto ocorreu em 27.04.04, conclui-se que lançamento está largamente decaído, sendo que o Direito da Fazenda Pública constituir credito tributário, neste caso, extingue-se após cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. "Art. 150 (CTN) 4 Fl. 205SP SAO PAULO DERAT Documento nato-digital Documento de 5 página(s) confirmado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP06.0420.15413.LTUA. Consulte a página de autenticação no final deste documento. • Processo n°19515.000876/2004-16 Acórdão n.° 3803-01.196 § 4° Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de _ cinco anos, a contar—da ocoriin-Eia dõ—Tato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação." Diante desta elucidação, voto no sentido de considerar decaídas as exigências fiscais de novembro e dezembro/94, dando provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. c_2‘ /le ra4 Daniel Maurício Fedato e Fl. 206SP SAO PAULO DERAT Documento nato-digital Documento de 5 página(s) confirmado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP06.0420.15413.LTUA. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento juntado ao processo decorrente de ato do servidor habilitado e reconhecido via certificado digital. Corresponde à fé pública do servidor. Histórico de ações sobre o documento: Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 06/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP06.0420.15413.LTUA Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 774D520FC224F5ACD2E52985E23FB51E73C2A5B6 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 19515.000876/2004-16. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo. Acordão
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