Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10380.729429/2013-31
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Wed Feb 14 00:00:00 UTC 2024
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2011
PERD/COMP - DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INEXISTÊNCIA.
Não se considera ocorrida denúncia espontânea, para fins de aplicação do artigo 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002, quando o sujeito passivo declara o débito, mas o paga a destempo.
Numero da decisão: 3001-002.362
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
João José Schini Norbiato Presidente
(documento assinado digitalmente)
Wilson Antonio de Souza Corre - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: João José Schini Norbiato (presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Bruno Minoru Takii e Francisca Elizabeth Barreto. Ausente(s) o conselheiro(a) Laura Baptista Borges.
Nome do relator: WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 17 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 202401
ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2011 PERD/COMP - DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INEXISTÊNCIA. Não se considera ocorrida denúncia espontânea, para fins de aplicação do artigo 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002, quando o sujeito passivo declara o débito, mas o paga a destempo.
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 14 00:00:00 UTC 2024
numero_processo_s : 10380.729429/2013-31
anomes_publicacao_s : 202402
conteudo_id_s : 7017255
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 14 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 3001-002.362
nome_arquivo_s : Decisao_10380729429201331.PDF
ano_publicacao_s : 2024
nome_relator_s : WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA
nome_arquivo_pdf_s : 10380729429201331_7017255.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) João José Schini Norbiato Presidente (documento assinado digitalmente) Wilson Antonio de Souza Corre - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: João José Schini Norbiato (presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Bruno Minoru Takii e Francisca Elizabeth Barreto. Ausente(s) o conselheiro(a) Laura Baptista Borges.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2024
id : 10289402
ano_sessao_s : 2024
atualizado_anexos_dt : Sat Feb 17 09:02:32 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1791136167459028992
conteudo_txt : Metadados => date: 2024-02-06T23:00:08Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2024-02-06T23:00:08Z; Last-Modified: 2024-02-06T23:00:08Z; dcterms:modified: 2024-02-06T23:00:08Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2024-02-06T23:00:08Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2024-02-06T23:00:08Z; meta:save-date: 2024-02-06T23:00:08Z; pdf:encrypted: true; modified: 2024-02-06T23:00:08Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2024-02-06T23:00:08Z; created: 2024-02-06T23:00:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2024-02-06T23:00:08Z; pdf:charsPerPage: 1476; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2024-02-06T23:00:08Z | Conteúdo => S3-TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10380.729429/2013-31 Recurso Voluntário Acórdão nº 3001-002.362 – 3ª Seção de Julgamento / 1ª Turma Extraordinária Sessão de 24 de janeiro de 2024 Recorrente BANCO NORDESTE DO BRASIL SA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2011 PERD/COMP - DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INEXISTÊNCIA. Não se considera ocorrida denúncia espontânea, para fins de aplicação do artigo 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002, quando o sujeito passivo declara o débito, mas o paga a destempo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) João José Schini Norbiato – Presidente (documento assinado digitalmente) Wilson Antonio de Souza Corre - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: João José Schini Norbiato (presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Bruno Minoru Takii e Francisca Elizabeth Barreto. Ausente(s) o conselheiro(a) Laura Baptista Borges. Relatório Em 07.OUT.2013 a Recorrente aviou à Receita Federal do Brasil, junto a Delegacia da Receita Federal em Fortaleza – CE, o pedido de restituição em razão de denúncia espontânea, através do PERDCOMP, cuja soma total foi de R$ 189.286,28. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 72 94 29 /2 01 3- 31 Fl. 593DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3001-002.362 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10380.729429/2013-31 Declarou ser legítimo o seu requerimento, mormente porque, em casos de denúncia espontânea, pode o contribuinte realizar o recolhimento do valor do tributo pago em atraso apenas com os juros de mora, sem incidência da multa moratória, segundo inteligência do § único do artigo 138 do CTN. Argumenta que a PGFN, após reiteradas decisões judicias favoráveis aos contribuintes, por meios de Atos Declaratórios nºs 04/2011 e 08/2011 e seus respectivos pareceres PGFN/CRJ nºs 2113/2011 e 2124/2011 passou dispensar a interposição de recurso com relação as ações judiciais que entendem que a exclusão da multa moratória, quando realizada a denúncia espontânea, ao entendimento que inexiste diferença entre a multa moratória e a multa punitiva, segundo inteligência do artigo 138 do Código Tributário Nacional e, teria os pareceres o condão de impedir que a SRFB constitua o crédito tributário. A SEORT da DFR/FOR deferiu a restituição no valor de R$ 188.203,12, referente a diversos PERDCOMPs, indeferindo somente um, dentre os relacionados no pedido inicial, PER nº 26861.73266.230913.1.2.04-8440, no valor de R$ 1.083,16. Por AR, em 04.DEZ.2013 tomou conhecimento a Recorrente do despacho decisório supramencionado. Em 27.JAN.2014 aviou sua manifestação de inconformidade, onde alega cabimento, tempestividade (eis que o Decreto 70.235/72 admite que a contagem do prazo para fins recursais sejam iguais ao CPC, ou seja, conta-se somente os dias úteis) e como matéria de fundo defende que a denúncia e espontânea, na dinâmica do artigo 138 do CTN legitima o contribuinte ao beneplácito da restituição por ele perseguido. Em 27.JAN.2020 foi exarado o acórdão nº 14-104.436, pela 14ª TURMA DA DRJ/RPO, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade. Em 21.FEV.2020 tomou conhecimento e no dia 20.MAR.2020 juntou o presente Recurso Voluntário alegando i) tempestividade; ii) aplicabilidade da denúncia espontânea no caso de compensação, e iii) demonstração fática que houve o acréscimo do valor do débito confessado em relação ao valor pago em atraso. Eis o relato dos fatos. Voto Conselheiro Wilson Antonio de Souza Correa, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e acode todos os requisitos de admissibilidade, e, portanto dele conheço e passo analise das questões suscitadas no presente remédio recursivo. Fl. 594DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3001-002.362 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10380.729429/2013-31 APLICABILIDADE DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA E SUA APLICABILIDADE AO CASO O Código Tributário Nacional prevê a denúncia espontânea, cuja qual ocorre quando o contribuinte, independente de provocação do FISCO, por sua própria iniciativa e anterior a qualquer procedimento administrativo ou ato fiscalizatório, informa a ocorrência de infrações tributárias por ele realizadas, obrigatoriamente acompanhadas do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante dependa de conferência. Ela tem como fim incentivar o contribuinte a regularizar sua situação tributária, para que não lhe seja aplicada as penalidades e multas pela infração cometida. Por sua vez, ao realizar a denúncia espontânea o contribuinte demonstra boa-fé e cooperação com a administração tributária, resultando na eliminação de responsabilidade pela infração cometida. Mas, não o desobriga do pagamento do tributo e dos juros de mora, ou seja, tão somente o isenta das penalidades e multas aplicáveis à infração cometida. Necessário destacar que ela seja providenciada antes de qualquer ato administrativo. Como alhures dito, há previsão legal para aplicabilidade estampada no Código Tributário Nacional em seu § único e caput do artigo 138. ‘In verbis’: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Dessa forma, como dizem os latinos, ‘na clareza da lei cessa sua interpretação’, concluindo-se, portanto, ser imperiosa aplicação do instituto, quando socorrer as exigências legais. Para julgamento do caso em tela, mister analise percuciente das exigências balizadas pela RFB que sobre o tema, através da Coordenação-Geral de Tributação-Cosit, com base nas disposições do art. 19 da Lei nº 10.522, de 2002, e dos Atos Declaratórios da PGFN nº 4 e 8 de 2011, publicou Nota Técnica Cosit nº 19, de 12 de junho de 2012 (que cancelou a Nota Técnica nº 1, de 2012, citada pela contribuinte), assim definindo os casos de ocorrência de denúncia espontânea: 5. Em consequência, conclui-se: a) pelo cancelamento da Nota Técnica Cosit nº 1,de 18 de janeiro de 2012; b) que se considera ocorrida a denúncia espontânea, para fins de aplicação do artigo 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002: Fl. 595DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3001-002.362 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10380.729429/2013-31 b1 ) quando o sujeito passivo confessa a infração, inclusive mediante a sua declaração em DCTF, e até este momento extingue a sua exigibilidade com o pagamento, nos termos do Ato Declaratório PGFN n° 4. de 20 de dezembro de 2011; b2) quando o contribuinte declara a menor o valor que seria devido e paga integralmente o débito declarado, e depois retifica a declaração para maior, quitando-o, nos termos do Ato Declaratório PGFN n° 8, de 20 de dezembro de 2011; c) não se considera ocorrida denúncia espontânea, para fins de aplicação do artigo 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002: c1) quando o sujeito passivo paga o débito, mas não apresenta declaração ou outro ato que dê conhecimento da infração confessada; c2) quando o sujeito passivo declara o débito a menor, mas não paga o valor declarado e posteriormente retifica a declaração, pagando concomitantemente todo o débito confessado; c3) quando o sujeito passivo compensa o debito confessado, mediante apresentação de Dcomp; c4) quando o sujeito passivo declara o débito, mas o paga a destempo; d) que os eventuais pedidos de revisão de lançamento, restituição e/ou compensação dos créditos já constituídos nas situações do item "b" acima devem ser analisados com base no entendimento exarado nos Atos Declaratórios PGFN n°s 4 e 8, de 2011. Considerou a autoridade autuante e o Colegiado de piso, com relação ao débito de IOF 7893 do período de apuração dia 31.OUT.2011, cujo vencimento em 04.NOV.2011, foi recolhido por Darf em 22.JUN.2012, a DCTF originalmente entregue em 20.DEZ.2011 consignou débito total no valor de R$ 274.136,96, e a DCTF retificadora de 08.AGO.2013 manteve o referido valor, não tendo havido, portanto, acréscimo ao valor do débito total confessado. E, diante disso, não considerou que nesse período houve a denúncia espontânea alegada peça Recorrente. Por sua vez a Recorrente alega que para chegar a existência da denúncia espontânea, é necessário verificar a composição da DCTF original com a retificadora, a retificação e a compensação realizada concomitantemente. E, nessa seara, se observado a composição dos valores informados na DCTF retificadora de fls. 376/378 do dia 29.AGO.2012, comparada à DCTF original de fls. 372/374 cristalino não está que houve o acréscimo do valor do débito confessado em relação ao valor pago em atraso. Todavia, ainda que se considere a composição das DCTF’s originária com a retificadora, no caso em tela, ao que vislumbro houve a declaração do equívoco e fora pago, mas com atraso, o que culmina no não reconhecimento da denúncia espontânea, na hipótese prevista no item c4 da Nota Cosit nº 19, de 2012, ou seja, não se considera ocorrida denúncia espontânea, para fins de aplicação do artigo 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002, quando o sujeito passivo declara o débito, mas o paga a destempo. CONCLUSÃO Fl. 596DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3001-002.362 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10380.729429/2013-31 Diante do exposto, conheço do recurso por socorrer todas as condições intrínsecas e extrínsecas, para no mérito negar-lhe provimento, em razão de não configurar denúncia espontânea em razão do pagamento extemporâneo. É como voto. (documento assinado digitalmente) Wilson Antonio de Souza Correa Fl. 597DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 18239.005370/2008-71
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Jan 29 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Exercício: 2006
IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. PENSÃO ALIMENTÍCIA. DEDUÇÃO. FALTA DE REQUISITOS.
É dedutível da base de cálculo do imposto de renda o valor pago a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, no valor definido na justiça efetivamente pago pelo contribuinte. Falta de comprovação da efetividade do pagamento dos valores a título de pensão judicial.
REGIMENTO INTERNO DO CARF - PORTARIA MF Nº 1.634, DE 21/12/2023 - APLICAÇÃO DO ART. 114, § 12, INCISO I
Quando o Contribuinte não inova nas suas razões já apresentadas em sede de impugnação, as quais foram claramente analisadas pela decisão recorrida, esta pode ser transcrita e ratificada.
Numero da decisão: 2003-006.249
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Ricardo Chiavegatto de Lima - Presidente e Relator(a)
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cleber Ferreira Nunes Leite, Wilderson Botto, Thiago Alvares Feital (suplente convocado (a)), Ricardo Chiavegatto de Lima (Presidente).
Nome do relator: RICARDO CHIAVEGATTO DE LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 17 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 202401
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2006 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. PENSÃO ALIMENTÍCIA. DEDUÇÃO. FALTA DE REQUISITOS. É dedutível da base de cálculo do imposto de renda o valor pago a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, no valor definido na justiça efetivamente pago pelo contribuinte. Falta de comprovação da efetividade do pagamento dos valores a título de pensão judicial. REGIMENTO INTERNO DO CARF - PORTARIA MF Nº 1.634, DE 21/12/2023 - APLICAÇÃO DO ART. 114, § 12, INCISO I Quando o Contribuinte não inova nas suas razões já apresentadas em sede de impugnação, as quais foram claramente analisadas pela decisão recorrida, esta pode ser transcrita e ratificada.
turma_s : Terceira Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
numero_processo_s : 18239.005370/2008-71
anomes_publicacao_s : 202402
conteudo_id_s : 7018522
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 2003-006.249
nome_arquivo_s : Decisao_18239005370200871.PDF
ano_publicacao_s : 2024
nome_relator_s : RICARDO CHIAVEGATTO DE LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 18239005370200871_7018522.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima - Presidente e Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cleber Ferreira Nunes Leite, Wilderson Botto, Thiago Alvares Feital (suplente convocado (a)), Ricardo Chiavegatto de Lima (Presidente).
dt_sessao_tdt : Mon Jan 29 00:00:00 UTC 2024
id : 10291948
ano_sessao_s : 2024
atualizado_anexos_dt : Sat Feb 17 09:02:35 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1791136167465320448
conteudo_txt : Metadados => date: 2024-02-09T15:30:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2024-02-09T15:30:23Z; Last-Modified: 2024-02-09T15:30:23Z; dcterms:modified: 2024-02-09T15:30:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2024-02-09T15:30:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2024-02-09T15:30:23Z; meta:save-date: 2024-02-09T15:30:23Z; pdf:encrypted: true; modified: 2024-02-09T15:30:23Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2024-02-09T15:30:23Z; created: 2024-02-09T15:30:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2024-02-09T15:30:23Z; pdf:charsPerPage: 1799; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2024-02-09T15:30:23Z | Conteúdo => SS22--TTEE0033 MMiinniissttéérriioo ddaa EEccoonnoommiiaa CCoonnsseellhhoo AAddmmiinniissttrraattiivvoo ddee RReeccuurrssooss FFiissccaaiiss PPrroocceessssoo nnºº 18239.005370/2008-71 RReeccuurrssoo Voluntário AAccóórrddããoo nnºº 2003-006.249 – 2ª Seção de Julgamento / 3ª Turma Extraordinária SSeessssããoo ddee 29 de janeiro de 2024 RReeccoorrrreennttee SILVIO FONTES FARIA IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2006 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. PENSÃO ALIMENTÍCIA. DEDUÇÃO. FALTA DE REQUISITOS. É dedutível da base de cálculo do imposto de renda o valor pago a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, no valor definido na justiça efetivamente pago pelo contribuinte. Falta de comprovação da efetividade do pagamento dos valores a título de pensão judicial. REGIMENTO INTERNO DO CARF - PORTARIA MF Nº 1.634, DE 21/12/2023 - APLICAÇÃO DO ART. 114, § 12, INCISO I Quando o Contribuinte não inova nas suas razões já apresentadas em sede de impugnação, as quais foram claramente analisadas pela decisão recorrida, esta pode ser transcrita e ratificada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima - Presidente e Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cleber Ferreira Nunes Leite, Wilderson Botto, Thiago Alvares Feital (suplente convocado (a)), Ricardo Chiavegatto de Lima (Presidente). AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 23 9. 00 53 70 /2 00 8- 71 Fl. 120DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2003-006.249 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18239.005370/2008-71 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (e-fls. 63 e ss.), interposto contra o Acórdão de Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (e-fls. 56 e ss.) que considerou, por unanimidade de votos, improcedente a Impugnação do contribuinte apresentada diante de Notificação de Lançamento (e-fls. 04 e ss.), lavrada pela constatação de Dedução Indevida de Pensão Alimentícia Judicial. Por retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: Trata o presente processo de notificação de lançamento (fls. 04/08), emitida em nome do contribuinte acima identificado, em decorrência de revisão de sua Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda (DIRPF), referente ao exercício de 2006, ano- calendário de 2005, tendo sido apurado IR suplementar no valor de R$ 7.196,73, acrescido de multa de ofício e juros de mora. Conforme a descrição dos fatos e enquadramento legal, a Fiscalização apurou Dedução Indevida de Pensão Alimentícia Judicial, glosa do valor de R$ 40.800,00. Cientificado em 23/07/2008 (fl. 14), o Contribuinte apresentou a impugnação de fl. 03 na qual afirma que está apresentando a sentença do acordo homologado judicialmente para comprovar a dedutibilidade da pensão alimentícia. Tendo em vista o disposto no art. 1º da IN RFB nº 1.061/10, os documentos apresentados e as questões de fato alegadas foram analisados pela autoridade lançadora, sendo lavrados Termo Circunstanciado (fls. 19/22) e Despacho Decisório (fl. 23), em que foi mantido o lançamento uma vez que o contribuinte não comprovou o efetivo pagamento da pensão alimentícia judicial. (ora grifado) Cientificado dessa decisão em 11/04/2012, o Contribuinte se manifestou através da peça de fl. 27 na qual afirma que pediu ao Banco Itaú os comprovantes de depósitos referente ao ano de 2005 para anexar posteriormente ao processo e atender a exigência da Receita Federal do Brasil. A decisão de primeira instância manteve o lançamento do crédito tributário exigido, encontrando-se assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2006 PENSÃO ALIMENTÍCIA. COMPROVAÇÃO. É dedutível a pensão alimentícia paga em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, e comprovada através de documentação hábil e idônea. Cientificado da decisão de primeira instância em 23/04/2013 (e-fl. 60), o sujeito passivo interpôs, em 23/05/2013 (e-fl.63), Recurso Voluntário, alegando a improcedência da decisão recorrida, sustentando, em apertada síntese, que o acordo homologado judicialmente para o pagamento de pensão alimentícia está comprovado nos autos e que parte dos pagamentos de pensão alimentícia estão comprovados nos autos através da juntada de seu extrato bancário (e- fl. 77 e ss.). Informa que solicitou a seu Banco os demais comprovantes e solicita prazo para anexá-los. Fl. 121DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2003-006.249 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18239.005370/2008-71 É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Chiavegatto de Lima - Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. O litígio recai sobre constatação de Dedução Indevida de Pensão Alimentícia Judicial no valor de R$40.800,00. Não há questões preliminares a serem apreciadas nesta fase recursal. Tendo em vista que a parte recorrente trouxe em sua peça recursal basicamente os mesmos argumentos deduzidos na impugnação, nos termos do art. 114, § 12, inciso I, do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 1.634, de 21/12/2023, reproduz-se no presente voto excertos da decisão de 1ª instância adotados como razões pertinentes de decidir: Voto A impugnação é tempestiva e atende aos requisitos de admissibilidade. Portanto, dela conheço. O art. 78 do Regulamento do Imposto de Renda – RIR 99, aprovado pelo Decreto nº 3.000/99, trata da dedução de pensão alimentícia: Art. 78. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida a importância paga a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inciso II). § 1º A partir do mês em que se iniciar esse pagamento é vedada a dedução, relativa ao mesmo beneficiário, do valor correspondente a dependente. Por sua vez, o “caput” do artigo 73, do RIR/1999 estabelece que: Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). Portanto, o contribuinte está obrigado a comprovar, de forma inequívoca e mediante documentação hábil e idônea, a realização das deduções informadas. Embora esteja demonstrado que o contribuinte detinha a condição de alimentante através do Acordo homologado judicialmente de fl. 12, não foi juntado aos autos qualquer documento com o intuito de comprovar o efetivo pagamento dessas despesas no ano calendário 2005. Cumpre ressaltar que apenas as importâncias comprovadamente despendidas podem ser consideradas para fins de dedução na Declaração de Ajuste Anual, a teor do art. 73, caput, do RIR/99 acima reproduzido. ... ... A responsabilidade pela apresentação dos documentos de acordo com os requisitos legais é do contribuinte que pretende se beneficiar da dedução, devendo ocorrer junto com a impugnação, excetuados os casos legais, sujeitando-se inclusive à preclusão, a teor do § 4º do art. 57 do Decreto nº 7574/2011 (Processo Administrativo Fiscal), “in verbis”: (ora grifado) Fl. 122DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2003-006.249 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18239.005370/2008-71 “Art. 57. (...) § 4.º. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refira-se a fato ou a direito superveniente; c) destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos.” Por todo o acima exposto, voto no sentido de que seja considerada improcedente a impugnação e mantido o crédito tributário impugnado. ... Nesta fase recursal apresenta o interessado extrato de sua conta corrente buscando comprovar parte do efetivo pagamento da pensão judicial (e-fls. 77 e ss). Mas o fato é que mesmo aceitando tal documento com relativização de sua preclusão, as movimentações apontadas no recurso e grifadas na cópia do extrato tratam-se de transferências e este ultimo não especifica o destinatário das mesmas, o que impede então sua consideração como prova do efetivo pagamento ao alimentando. Mantém-se portanto a glosa em sua integralidade. Verifica-se portanto que, apreciados e afastados todos os argumentos apresentados pelo contribuinte, não há motivo para retificação da Decisão a quo devidamente proferida. Dispositivo Isso posto, voto em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima Fl. 123DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10675.002615/2002-61
Data da sessão: Tue Nov 08 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 204-00.129
Decisão: RESOLVEM os Membros da. Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: JORGE FREIRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 17 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 200511
numero_processo_s : 10675.002615/2002-61
conteudo_id_s : 7017972
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 204-00.129
nome_arquivo_s : Decisao_10675002615200261.pdf
nome_relator_s : JORGE FREIRE
nome_arquivo_pdf_s : 10675002615200261_7017972.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da. Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 08 00:00:00 UTC 2005
id : 10290785
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Sat Feb 17 09:02:33 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1791136167480000512
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Resolução nº 204-00.129; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2016-11-22T14:26:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Resolução nº 204-00.129; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: Resolução nº 204-00.129; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-11-22T14:26:35Z; created: 2016-11-22T14:26:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2016-11-22T14:26:35Z; pdf:charsPerPage: 848; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2016-11-22T14:26:35Z | Conteúdo => Processo~nº " Recurso nº Ministério <!IaFazenda Segundo Conselho de Contfibuintes 10675.002615/2002-61 .' 127.785 /2'CC-MF ,IFL Recorrente Recorrida CARLOS SARAIVA IMPORTAÇÃO E COMÉ~CIO LTOA. DRj em Juiz de Fora - MG RESÓLUÇÃO N° 204-00.129 . Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CARLOS SARAIV A IMPORTAÇÃO E COMÉRCIO LTDA. RESOLVEM os Membros da. Quartà Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Sala das Sessões, em 08 de novembro de 2005. ~ '~ -- ,~"7 !~-~. ;' -:-.(-,~ ~'"'7 - enrlquePinhelro Torres Presi n __ o, VI ..~... ',:1, DA FAZENDA - 29 CC- ," :';:IfERE COM O ORIGINAL' , ~'llSILlA.P..~..I.l1.2_:-1M...... fi-, I' , \ ' . , ) , t I Par~iciparam, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Flávio de Sá Munhoz, Nayra Bastos Manatta, Rodrigo Bemardes de Carvalho, Júlio César Alves ~alÍ1os, Sandra Barbon Lewis e, Adriene Maria de Miranda. ' , I '\ 1 PJ;ocesso nº Recurso nº Recorrente ~---~~-_._---~'-'~'""'-._ .....__ .•......~-,~ , f r~"[ ')" (''' 1I\ ...::_~:~".:......L}!.._..!.: '~::"":'~_'=_':__-::.'.::..-4 Ministério da Fazenda 1 CC I'.!! [Ri: C 0;\'\ O ORIGINI\l ' Segundo Conselho de Contribuintes I ,...;~(\~;iL i 1\ ,.. ffi.., _'" .() <_ .._' º-'-.._: 10675.00261512002-61 .L_, - m;;iif.-, .._._.-., 121.785~ . CARLOS SARAIVA IMPORTAÇAO E COMÉRCIO LTDA. 1 2' e, C-M, F, I' FI..' , , I, a. RELATÓRIO A empresa em epígrafe foi autuada devido ao fato de o contribuinte, no Processo Administrativo nO',10675.00205712001-53, ter seu pedido de compen~ação do valor pago em excesso de Finsocial com débito de, PIS referente ao período de apuração outubro/200l ter sido denegado, conforme despacho decisório da DRFIUBE/SAORT (cópia às fls.' 11/13), o qual fundou-se no fato de, em suma, a matéria estar sendo objeto de' disçussão judícial. . A DRJ em Juiz de Fora - MG, em análise da manifestação de inconformidade do contribuinte, manteve o lançamento. Às, fls. 7'2/79, informação fis'cal da DRF em Uberl~ncia ~ MG, de 12/021200'4, 'aéerca do crédito de Finsocial na Ação Judicial n° 93.0300040-4,' com cQnsideraçõessobre a forma de atualização monetária do cr~dito daquela contribuição. " Não resignada com a r. decisão, foi interposto recurso voluntário, no qual, em suma, aleg~-se que o direjto creditório. da recorrente seria líquido e certo. Ademais,' discorre sobre os íncides de correção monetária, pugnando ~pela inclusão ~~s expurgos no cálculo do indébito. Por fim, alega que enquanto pendente de decisão administráiiva definitiva no processo que pleiteia a homologação de compensação, nos termos da legislação que cita, estaria o crédito tributário sob exação com sua exigibilidade suspensa. Foram ~ITolados (fl.l04) bens para recebimento e processamento do recurso. ÉQ relatóri~, / . . ' 't ,/f I , 2 1 Cl!~ ~.. h. ,'~' ';. ' \ ::. ~-- •••••l., I", •• ,'. 'I.~~ •.•••• ~ .••••• ~,. " .", ,,'" ;r,l'\l i MIlllsteno da Fazenda t i I,!l ,<'- C',\ \ ;.'" . .' . 'I Segundo Conselho de Contribuinte~ .'.., I: ,\ o.~ ' fI~,'> lJ.Ó \ Processo nº : 10675.002615/2002-61 í. ..: ..:/::h .....=_.=-J Recurso nº 127.785 '~ ..__.. " ...- . - .~..0' '- \. /1:.1," 'lf, ' VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JORGE FREIRE A decisão recorrida averba que não reconhecida a homologação da compensação postulada pela autoridade administrativa, ainda que tal decisum. seja objeto de recurso administrativo legítimo, cabe o lançamento do valor compensado. Nada obstante tal' afirmativa, a . '.'; conclusão da L decisão foi 'vazada nos seguintes termos: Diante do exposto, voto no sentido de julgar procedente o lançamento, devendo a DRF uberlância, smj, verificar o ándamento da ação judicial do contribuinte, bem assim o recurso voluntário no pedido de compensação. I Data' máxima vênia, entendo qúe o Acórdão recorrido equivocou-se, pois a jurisprudência deste Conselho é no sentido de não admitir o pedido de compensação como exceção de defesa, o que deveria ser feito em procedimento próprio ..... Mas o caso vertente não é este, eis que o fundamento da autuação é justamente o fato de não terem sido homologapas, pelo despacho do órgão local-;:-..as compensações pleiteadas, as quais estavam devidamente' protocoladas quando do lançamento. Assim, entendo que a solução da exação sob análise está. absolutamente vinculada e dependente do Processo Administrativo em que se examina o pleito compensatório, o de n° 10675.00205712001-53. Parece-me contraditório e injusto que o crédito tribú{4rio .emanado de~tes autos continue exigível enquanto o contribuinte discuta administrativamente a não homologação da compensação, que é o próprio fundamento da exigência. Caso contrário, poderemos chegar à situação em que este crédito pode estar sendo executado judicialmente, com todas a~ conseqüências daí advindas, e, posteriormente, por hipótese, a própria Administração, esgotadas' as instâncias recursais que -oprocesso administrativo fiscal faculta ao administrado, entender que a compensação era devida, quando, então, restará prejudicado o lançamento. Portanto, a mim resta evidente a vinculação .do deslinde desta lide aos processos ~m que se discute a homologação, ou não, 'da compensação. Aliás, como já tive oportunidade de me manifestar quando do julgamento do Recurso n° 120.611, julgado em junho de 2003, nada impede que o lançamento seja levado a cabo fundado. na não homologação de compensação. Todavia, o processo de lançamento deveria estar apenso ao do pedido de homologação de compensação, já que 'aquele terá seu destino vinculado ao desfecho deste. Ou seja, se a compensação, administrativamente, ."transitar em julgado" no sentido do postulado pela .recorrente, Q lançamento restará prejudicado, posto que seu fundamento reside justamente na indevida compensação. Ao revés, revigorada estará a exigibilidade do crédito lançado, objeto f destes autos. Com efeito, o contraditório em relação à pertinência da compensação será travada no respectivo processo aonde se pede a homologação dacompensação. É nele que deve ser definida acontrovérsia sobre a inclusão ou não dos expurgos inflacionário,e sobre a extensão dos efeitos da coisa julgada no Processo Judicial 11°93.0300040-4. 'Até o fim dessa lide, a presente exação, que dela decorre, não pode ser exigível, pelo que' este processo deve restar sobrestadó até o esgotamento das vias rec~rsais administratiyas d<?referido processo d~ co,en~ação. CONCLUSAO // . -- 2{ 3 Processo n!! Recurso n!! ~" Ministério da Fazenda i '...•.. Segundo Conselho de Contribuintet> .' i0675.002615/2002-61 ~ 127.785 • ..".. t__.. . ...., . ,. " l.nC-¥F IFI. , " I. '. Assim sendo, diante dós fatos, e com esteio no artigo 29 do Decreto n° 70.235/72, somos pela transformação' do presente voto em diligência, para que sejam tomadas as seguintes providências:' . 1. aguardar a decisão definitiva do processo de compensação e anexar. cópia da de~jsão final, ~icando sobrestada a presente exa';ão; , Dos résultados das averiguações', seja intimado o sl}jeito passivo, para que, em querendo, manif~ste-se sobre o mesmo no prazo de 30 (trinta) dias. :::~ Após conclusão da diligência,. retomem os autos a esta Câmara, para julgamento. É o voto. sal~:m 08 d~novembrode 2005. ~ . JORGE FREIRE . " 4 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10166.904259/2012-34
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 16 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (CSLL)
Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006
DCOMP. CSLL. SALDO NEGATIVO. REQUISITOS. COMPROVAÇÃO CRÉDITOS LÍQUIDOS E CERTOS. NECESSIDADE. RETENÇÕES DE TERCEIROS. OUTROS MEIOS DE PROVA. POSSIBILIDADE.
Na esteira dos preceitos da Súmula CARF nº 143, a comprovação das retenções que deram azo ao pedido de compensação, a partir de saldo negativo de CSLL, não se fixa exclusivamente aos comprovantes de recolhimento/retenção por parte da fonte pagadora, impondo sejam acolhidos outros documentos que se prestam a tanto, limitando-se as compensações, no entanto, às comprovações de recolhimentos. A compensação levada a efeito pelo contribuinte extingue o crédito tributário, nos termos do artigo 156, inciso II, do CTN, conquanto que observados os requisitos legais inscritos na legislação de regência, notadamente artigo 74 da Lei nº 9.430/1996, especialmente a comprovação da liquidez e certeza do crédito pretendido, lastro das declarações de compensação, não se prestando para tanto a simples apresentação de notas fiscais, extratos e documentação diversa atinente à período alheio ao do objeto da demanda, sem a demonstração inequívoca do crédito pretendido.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006
LIVRE CONVICÇÃO JULGADOR. PROVA PERICIAL. INDEFERIMENTO.
Nos termos do artigo 29 do Decreto nº 70.235/72, a autoridade julgadora de primeira instância, na apreciação das provas, formará livremente sua convicção, podendo determinar diligência que entender necessária
A produção de prova pericial deve ser indeferida se desnecessária e/ou protelatória, com arrimo no § 2º, do artigo 38, da Lei nº 9.784/99, ou quando deixar de atender aos requisitos constantes no artigo 16, inciso IV, do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 1001-003.156
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Rafael Zedral - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rafael Zedral, José Roberto Adelino da Silva, Roney Sandro Freire Corrêa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 17 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 202401
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (CSLL) Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 DCOMP. CSLL. SALDO NEGATIVO. REQUISITOS. COMPROVAÇÃO CRÉDITOS LÍQUIDOS E CERTOS. NECESSIDADE. RETENÇÕES DE TERCEIROS. OUTROS MEIOS DE PROVA. POSSIBILIDADE. Na esteira dos preceitos da Súmula CARF nº 143, a comprovação das retenções que deram azo ao pedido de compensação, a partir de saldo negativo de CSLL, não se fixa exclusivamente aos comprovantes de recolhimento/retenção por parte da fonte pagadora, impondo sejam acolhidos outros documentos que se prestam a tanto, limitando-se as compensações, no entanto, às comprovações de recolhimentos. A compensação levada a efeito pelo contribuinte extingue o crédito tributário, nos termos do artigo 156, inciso II, do CTN, conquanto que observados os requisitos legais inscritos na legislação de regência, notadamente artigo 74 da Lei nº 9.430/1996, especialmente a comprovação da liquidez e certeza do crédito pretendido, lastro das declarações de compensação, não se prestando para tanto a simples apresentação de notas fiscais, extratos e documentação diversa atinente à período alheio ao do objeto da demanda, sem a demonstração inequívoca do crédito pretendido. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 LIVRE CONVICÇÃO JULGADOR. PROVA PERICIAL. INDEFERIMENTO. Nos termos do artigo 29 do Decreto nº 70.235/72, a autoridade julgadora de primeira instância, na apreciação das provas, formará livremente sua convicção, podendo determinar diligência que entender necessária A produção de prova pericial deve ser indeferida se desnecessária e/ou protelatória, com arrimo no § 2º, do artigo 38, da Lei nº 9.784/99, ou quando deixar de atender aos requisitos constantes no artigo 16, inciso IV, do Decreto nº 70.235/72.
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
numero_processo_s : 10166.904259/2012-34
anomes_publicacao_s : 202402
conteudo_id_s : 7018510
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 1001-003.156
nome_arquivo_s : Decisao_10166904259201234.PDF
ano_publicacao_s : 2024
nome_relator_s : RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10166904259201234_7018510.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Rafael Zedral - Presidente (documento assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rafael Zedral, José Roberto Adelino da Silva, Roney Sandro Freire Corrêa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 16 00:00:00 UTC 2024
id : 10291916
ano_sessao_s : 2024
atualizado_anexos_dt : Sat Feb 17 09:02:34 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1791136167496777728
conteudo_txt : Metadados => date: 2024-02-01T00:12:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2024-02-01T00:12:35Z; Last-Modified: 2024-02-01T00:12:35Z; dcterms:modified: 2024-02-01T00:12:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2024-02-01T00:12:35Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2024-02-01T00:12:35Z; meta:save-date: 2024-02-01T00:12:35Z; pdf:encrypted: true; modified: 2024-02-01T00:12:35Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2024-02-01T00:12:35Z; created: 2024-02-01T00:12:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2024-02-01T00:12:35Z; pdf:charsPerPage: 2287; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2024-02-01T00:12:35Z | Conteúdo => S1-TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10166.904259/2012-34 Recurso Voluntário Acórdão nº 1001-003.156 – 1ª Seção de Julgamento / 1ª Turma Extraordinária Sessão de 16 de janeiro de 2024 Recorrente INDRA BRASIL SOLUÇÕES E SERVIÇOS TECNOLÓGICOS LTDA. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (CSLL) Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 DCOMP. CSLL. SALDO NEGATIVO. REQUISITOS. COMPROVAÇÃO CRÉDITOS LÍQUIDOS E CERTOS. NECESSIDADE. RETENÇÕES DE TERCEIROS. OUTROS MEIOS DE PROVA. POSSIBILIDADE. Na esteira dos preceitos da Súmula CARF nº 143, a comprovação das retenções que deram azo ao pedido de compensação, a partir de saldo negativo de CSLL, não se fixa exclusivamente aos comprovantes de recolhimento/retenção por parte da fonte pagadora, impondo sejam acolhidos outros documentos que se prestam a tanto, limitando-se as compensações, no entanto, às comprovações de recolhimentos. A compensação levada a efeito pelo contribuinte extingue o crédito tributário, nos termos do artigo 156, inciso II, do CTN, conquanto que observados os requisitos legais inscritos na legislação de regência, notadamente artigo 74 da Lei nº 9.430/1996, especialmente a comprovação da liquidez e certeza do crédito pretendido, lastro das declarações de compensação, não se prestando para tanto a simples apresentação de notas fiscais, extratos e documentação diversa atinente à período alheio ao do objeto da demanda, sem a demonstração inequívoca do crédito pretendido. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 LIVRE CONVICÇÃO JULGADOR. PROVA PERICIAL. INDEFERIMENTO. Nos termos do artigo 29 do Decreto nº 70.235/72, a autoridade julgadora de primeira instância, na apreciação das provas, formará livremente sua convicção, podendo determinar diligência que entender necessária A produção de prova pericial deve ser indeferida se desnecessária e/ou protelatória, com arrimo no § 2º, do artigo 38, da Lei nº 9.784/99, ou quando deixar de atender aos requisitos constantes no artigo 16, inciso IV, do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 90 42 59 /2 01 2- 34 Fl. 260DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1001-003.156 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.904259/2012-34 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Rafael Zedral - Presidente (documento assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rafael Zedral, José Roberto Adelino da Silva, Roney Sandro Freire Corrêa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Relatório INDRA BRASIL SOLUÇÕES E SERVIÇOS TECNOLÓGICOS LTDA. (sucessora de POLITEC TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO S/A) contribuinte, pessoa jurídica de direito privado, já devidamente qualificada nos autos do processo administrativo em epígrafe, apresentou DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO, objeto da PER/DCOMP nº 06018.76363.050907.1.2.03-0780, de e-fls. 22/30, para fins de compensação dos débitos nelas relacionados com o crédito de saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, relativo ao 3º trimestre de 2006, nos valores ali elencados, conforme peça inaugural do feito e demais documentos que instruem o processo. Em Despacho Decisório Eletrônico, de e-fls. 17/20, da DRF em Brasília/DF, a autoridade fazendária reconheceu em parte o direito creditório pleiteado, não homologando parcialmente, portanto, a compensação declarada, determinando, ainda, a cobrança dos respectivos débitos confessados. Após regular processamento, a contribuinte interpôs manifestação de inconformidade, às e-fls. 02/10, a qual fora julgada procedente em parte pela 1ª Turma da DRJ em Porto Alegre/RS, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão nº 10-62.433, de 12 de julho de 2018, de e-fls. 51/57, com sua ementa abaixo transcrita: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 SALDO NEGATIVO. CONFIRMAÇÃO DAS PARCELAS DE COMPOSIÇÃO DO CRÉDITO. O reconhecimento do saldo negativo de CSLL deve ser realizado à medida da confirmação das parcelas de sua composição. RETENÇÕES NA FONTE. COMPROVANTES. Fl. 261DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1001-003.156 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.904259/2012-34 As deduções das fontes retidas de CSLL, para fins de cálculo da contribuição a pagar ou do saldo negativo, devem ser amparadas em comprovantes de retenção. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte” Em suma, entendeu a autoridade julgadora de primeira instância que as retenções confirmadas nos sistemas fazendários, a partir das informações extraídas dos documentos colacionados aos autos, foram capazes de gerar somente parte do saldo negativo de CSLL pretendido, razão do acolhimento parcial da pretensão da contribuinte. Irresignada, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, às e-fls. 63/81, procurando demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: Após breve relato das fases e fatos ocorridos no decorrer do processo administrativo fiscal, insurge-se contra a decisão recorrida, a qual reconheceu parcialmente o crédito pleiteado, homologando em parte a declaração de compensação promovida, aduzindo para tanto que colacionou aos autos os comprovantes das retenções, mais precisamente Notas Fiscais, Extratos Bancários e demais documentos fiscais, os quais se prestam a corroborar o seu pleito, sobretudo com esteio no princípio da verdade material. Em defesa de sua pretensão, assevera que muito embora o Sistema DW sirva como meio hábil a confirmar os valores ali contidos, não significa que somente estes valores foram de fato retidos pelas fontes pagadoras, de modo que a RFB não pode simplesmente ignorar outras retenções comprovadas pelo contribuinte através de documentação hábil e idônea, como no caso em apreço em que a Recorrente trouxe aos autos Informes de Rendimentos, registros contábeis, Notas Fiscais e extratos bancários. Defende que a legislação tributária admite como prova os informes de rendimentos fornecidos pelas fontes pagadoras, corroborados pelas notas fiscais e planilhas constantes dos autos, não fazendo sentido deixar de acolher os documentos trazidos à colação pela contribuinte com o fito de demonstrar seu direito creditório. Sustenta que eventuais erros cometidos pelas fontes pagadoras no preenchimento das suas DIRFs, informando retenções menores do que efetivamente procedido, não podem impedir o reconhecimento do direito ao crédito, mormente quando se comprova que as retenções foram promovidas pelas fontes pagadoras. A fazer prevalecer sua tese, aduz que os dispositivos legais que regulamentam a matéria, corroborados pela jurisprudência deste Colegiado, estabelecem que os comprovantes de recolhimentos não são o único meio de comprovar o direito creditório pretendido, impondo sejam analisados outros elementos de prova, in casu, informes de rendimentos, notas fiscais, extratos e planilhas, sob pena de cerceamento do direito de defesa da recorrente. Com fulcro nos princípios da verdade material e da legalidade, requer sejam analisados todos documentos colacionados aos autos para fins de reconhecimento do direito creditório da recorrente, com a consequente homologação do pedido de compensação efetuado. Fl. 262DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1001-003.156 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.904259/2012-34 Alternativamente, entendendo-se por bem não reconhecer de pronto os créditos da recorrente, pretende seja determinada a conversão do julgamento em diligência para intimar as fontes pagadoras a apresentar os Informes de Rendimentos. Por fim, requer o conhecimento e provimento do Recurso Voluntário, impondo a reforma do decisum ora atacado, nos termos encimados, reconhecendo os créditos pretendidos e homologando a compensação declarada, ou mesmo a conversão do julgamento em diligência para produção das provas cabíveis. É o relatório. Voto Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Relator. Presente o pressuposto de admissibilidade, por ser tempestivo, conheço do recurso e passo ao exame das alegações recursais. Conforme se depreende dos elementos que instruem o processo, pretende a recorrente a reforma do Acórdão atacado, o qual reconheceu em parte o direito creditório requerido, homologando parcialmente, portanto, a declaração de compensação promovida pela contribuinte, com base em crédito decorrente de saldo negativo de CSLL, relativo ao 3º trimestre de 2006, consoante peça inaugural do feito. Destarte, a contribuinte inconformada interpôs substancioso recurso voluntário, com uma série de razões que entende passíveis de reformar o julgado recorrido, as quais passamos a analisar. No mérito, em suma, o deslinde da presente controvérsia se fixa na eterna discussão da distribuição da prova no caso de pedido de reconhecimento de direitos creditórios, com a respectiva homologação da declaração de compensação realizada pela contribuinte. De um lado, a autoridade recorrida, após reformar o Despacho Decisório (que admitiu parte do direito da contribuinte) reconheceu parcialmente os créditos da recorrente, não homologando integralmente, portanto, as compensações declaradas, a pretexto de não restar comprovada a totalidade das retenções arguidas pela empresa. Com mais especificidade, o julgador de primeira instância, rechaçou em parte a pretensão da contribuinte, com base nos seguintes fundamentos sintetizados: “[...] Admite-se que as informações prestadas em Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) sirvam de prova em favor do contribuinte. Isso faz sentido diante da aplicação do princípio da verdade material. O quadro apresentado a seguir congrega um resumo das informações da análise que serviu de base ao despacho decisório, bem como os argumentos da manifestação de inconformidade e as conclusões deste relator para as divergências que compõem o litígio (desprezada diferença de R$ 0,01): [...] Fl. 263DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 1001-003.156 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.904259/2012-34 O quadro identifica que não houve complementação de provas novas ou hábeis para validar as retenções informadas no PER/DCOMP. Entretanto, o sistema DW da Receita Federal, coletando os valores atualizados, informados em Dirf pelas fontes pagadoras, revela um montante de R$ 971.599,80 a título de retenções de CSLL. Assim, o saldo negativo pode ser assim recalculado: [...] As receitas oferecidas à tributação na DIPJ são compatíveis com o rendimento bruto informado pelas fontes. Não houve autuação que pudesse ter alterado o saldo negativo informado na DIPJ. Diante do exposto, voto por afastar as preliminares de nulidade, por indeferir os pedidos de perícia e diligências e pela procedência parcial da manifestação de inconformidade, de modo a reconhecer a parcela de crédito complementar de R$ 13.636,95 e autorizar compensações formuladas até esse limite. [...]” De outra banda, argumenta a recorrente que a legislação aplicável ao caso admite como prova os informes de rendimentos fornecidos pelas fontes pagadoras, corroborados pelas notas fiscais, extratos bancários, planilhas e demais documentos contábeis constantes dos autos, não fazendo sentido deixar de acolher os documentos trazidos à colação pela contribuinte com o fito de demonstrar seu direito creditório. Defende que eventuais erros cometidos pelas fontes pagadoras no preenchimento das suas DIRFs, informando retenções menores do que efetivamente procedido, não podem impedir o reconhecimento do direito ao crédito, mormente quando se comprova que as retenções foram levadas a efeito pelas fontes pagadoras. A fazer prevalecer sua tese, aduz que os dispositivos legais que regulamentam a matéria, corroborados pela jurisprudência deste Colegiado, estabelecem que os comprovantes de recolhimentos não são o único meio de comprovar o direito creditório pretendido, impondo sejam analisados outros elementos de prova, in casu, informes de rendimentos, notas fiscais, extratos e planilhas, sob pena de cerceamento do direito de defesa da recorrente. Com esteio nos princípios da verdade material e da legalidade, requer sejam analisados todos documentos colacionados aos autos para fins de reconhecimento do direito creditório da recorrente, com a consequente homologação do pedido de compensação efetuado. Em que pesem as substanciosas razões ofertadas pela contribuinte, seu inconformismo, contudo, não tem o condão de prosperar. Do exame dos elementos que instruem o processo, conclui-se que o Acórdão recorrido apresenta-se incensurável, devendo ser mantido pelos seus próprios fundamentos. Destarte, de conformidade com o artigo 156, inciso II, do Códex Tributário, de fato, a compensação levada a efeito pelo contribuinte, conquanto que observados os requisitos legais, é modalidade de extinção do crédito tributário, senão vejamos: “Art. 156. Extinguem o crédito tributário: [...] II – a compensação; [...]” Fl. 264DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 1001-003.156 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.904259/2012-34 Com mais especificidade, o artigo 170 do mesmo Diploma Legal, ao tratar da matéria, atribui à lei o poder de disciplinar referido procedimento, nos seguintes termos: “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública.” Em atendimento aos preceitos contidos no dispositivo legal encimado, o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 contemplou a compensação no âmbito da Receita Federal do Brasil, estabelecendo o regramento para tanto, in verbis: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002)(Vide Decreto nº 7.212, de 2010)(Vide Medida Provisória nº 608, de 2013)(Vide Lei nº 12.838, de 2013)(Vide Medida Provisória nº 1.176, de 2023) Observe-se, que as normas legais acima transcritas são bem claras, não deixando margem de dúvidas a respeito do tema. Com efeito, dentre outros requisitos a serem estabelecidos pela Receita Federal, é premissa básica que a compensação somente poderá ser levada a efeito quando devidamente comprovado o direito creditório que se funda a declaração de compensação. Em outras palavras, exige-se, portanto, que o direito creditório que a contribuinte teria utilizado para efetuar as compensações com débitos tributários seja líquido e certo, passível de aproveitamento. Não se pode partir de um pretenso crédito para se promover compensações, ainda que, em relação ao direito propriamente dito, o requerimento da contribuinte esteja devidamente amparado pela legislação ou mesmo por decisão judicial. Na hipótese dos autos, não se vislumbra essa condição para parte das compensações efetuadas pela contribuinte, não havendo liquidez e certeza do crédito pretendido em sua integralidade. Com efeito, a jurisprudência administrativa consolidou entendimento mais amplo de matéria probatória, possibilitando seja comprovado o direito creditório arguido, in casu, atinente às retenções, por outros meios de prova, afora os comprovantes de recolhimentos/retenções, na esteira dos preceitos da Súmula CARF nº 143, com o seguinte enunciado: “A prova do imposto de renda retido na fonte deduzido pelo beneficiário na apuração do imposto de renda devido não se faz exclusivamente por meio do comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos.” No caso vertente, em sede de recurso voluntário, a contribuinte não se ateve as especificidades do Acórdão recorrido ao refutar parcialmente sua pretensão, se limitando a inferir que o ônus da prova do direito creditório da empresa é do Fisco, no sentido de comprovar que ela não faria jus ao crédito pretendido, além de reportar aos mesmos documentos trazidos à colação na defesa inaugural e já devidamente analisados, os quais, isoladamente, não se prestam a tal finalidade. Fl. 265DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 1001-003.156 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.904259/2012-34 De início, convém registrar ser princípio comezinho do direito que o ônus da prova cabe a quem alega (artigo 373 do CPC), aforas as exceções legais (presunções legais, por exemplo), inscritas, portanto, na legislação de regência, o que não se vislumbra no caso sob análise, onde a contribuinte é quem argumenta possuir crédito e, nesta toada, deverá comprovar o seu direito. É bem verdade que o Fisco, sobretudo após a edição do Decreto nº 9.094/2017, não pode exigir do contribuinte documentos e/ou comprovantes que constam de sua base de dados, impondo sejam extraídos diretamente dos seus respectivos sistemas fazendários. E assim procedeu a autoridade julgadora de primeira instância, extraindo de sua base de dados as retenções que foram admitidas no julgamento atacado. Por sua vez, a contribuinte não logrou refutar nesta oportunidade as razões de decidir do julgador recorrido. A propósito da matéria, a jurisprudência administrativa é por demais enfática ao exigir que as retenções objeto do pedido de compensação se refiram, além de receitas submetidas à tributação, ao mesmo período do saldo negativo aduzido, consoante se extrai dos recentíssimos julgados com suas ementas abaixo transcritas, in verbis: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Período de apuração: 01/07/2012 a 30/09/2012 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. IRPJ. SALDO NEGATIVO. DIREITO CREDITÓRIO NÃO RECONHECIDO. COMPROVAÇÃO INSUFICIENTE. Não apresentação de prova inequívoca hábil e idônea tendente a comprovar a existência e validade de indébito tributário derivado de saldo negativo de IRPJ, acarreta a negativa de reconhecimento do direito creditório e, por consequência, a não-homologação da compensação declarada em face da impossibilidade da autoridade administrativa aferir a liquidez e certeza do pretenso crédito. COMPENSAÇÃO. IRRF. APROVEITAMENTO EM PERÍODO DE APURAÇÃO DIVERSO DE SUA OCORRÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. A legislação não autoriza que as retenções na fonte sejam computadas na apuração do IRPJ de período de apuração diverso de sua ocorrência (Lei 9.430/1996, art. 2º, § 4º, III, c/c art. 6º, § 1º, II). O que se restitui ou compensa é sempre o saldo negativo de IRPJ, e não retenções de IR-fonte ocorridas ao longo de um determinado ano ou trimestre. SALDO NEGATIVO DE IRPJ.. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE RECONHECIMENTO E OFERECIMENTO À TRIBUTAÇÃO DA RECEITA FINANCEIRA CORRESPONDENTE. APLICAÇÃO DA SUMULA CARF. 80. Constitui condição indispensável para aproveitamento do crédito de IRRF sobre aplicações financeiras, a comprovação do efetivo reconhecimento da receita financeira correspondente. Aplicação da Súmula CARF n. 80.” (Processo nº 10680.919425/2017- 92 – Acórdão nº 1002-003.000 – 1ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária, Sessão de 15/09/2023) “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano- calendário: 2009 PER/DCOMP. SALDO NEGATIVO. LUCRO REAL TRIMESTRAL. IRRF DE PERÍODOS ANTERIORES. COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REGIME DE COMPETÊNCIA. O IRRF é considerado, em regra, antecipação do devido para as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real. Os resultados auferidos e que deram origem às retenções do imposto na fonte devem, obrigatoriamente, integrar o resultado tributável da pessoa jurídica sujeita à apuração com base no Lucro Real, em obediência ao regime de competência. No Lucro Real trimestral, o imposto é apurado de forma definitiva, não sendo possível, portanto, para fins de apuração de saldo negativo ou de imposto a pagar, a compensação do IRRF, relativo a receitas auferidas em trimestres anteriores, com o imposto devido no trimestre em curso. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao interessado a Fl. 266DF CARF MF Original Fl. 8 do Acórdão n.º 1001-003.156 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.904259/2012-34 demonstração, com documentação comprobatória, da existência do crédito, líquido e certo, que alega possuir junto à Fazenda Nacional (art. 170 do Código Tributário Nacional).” (Processo nº 10880.910689/2018-13 – Acórdão nº 1003-003.757 – 1ª Seção de Julgamento / 3ª Turma Extraordinária, Sessão de 12/07/2023) Observe-se, que a contribuinte em seu recurso voluntário não apresentou novos documentos e/ou razões capazes de rechaçar o entendimento do julgador recorrido, se limitando a fazer referência aos documentos colacionados aos autos na manifestação de inconformidade, especialmente notas fiscais, extratos bancários, livros fiscais e planilhas, e reiterar as razões desta, além de suscitar a improcedência do Acórdão recorrido, de onde restou claro que a documentação referenciada, isoladamente, não tem o condão de comprovar o direito creditório pretendido em sua integralidade. Aliás, verifica-se que a contribuinte teve, no mínimo, 3 (três) oportunidades de comprovar a integralidade do crédito pretendido, seja quando da apresentação da DCOMP, na interposição da manifestação de inconformidade e, nesta fase recursal, no recurso voluntário, não tendo logrado êxito em demonstrar a diferença do crédito ainda em discussão. Nesse sentido, não há como se acolher a pretensão da contribuinte, de maneira a homologar a totalidade das compensações pleiteadas, tendo a autoridade recorrida agido da melhor forma, com estrita observância à legislação tributária. DO PEDIDO DE DILIGÊNCIA Alternativamente, entendendo-se por bem não reconhecer de pronto os créditos da contribuinte, pretende a recorrente seja determinada a conversão do julgamento em diligência, de maneira a intimar as fontes pagadoras a apresentar os Informes de Rendimentos, pleito que, igualmente, não merece acolhimento. Com efeito, a produção de prova pericial se faz necessária quando indispensável ao deslinde da controvérsia e observados os pressupostos para tanto, não se prestando para fins protelatórios, o que impõe o seu indeferimento nos termos do artigo 38, § 2º da Lei nº 9.784/99 c/c o artigo 16, inciso IV, § 1º do Decreto 70.235/72, in verbis: “Lei 9.784/99 Art. 38. [...] § 2º Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias.” “Decreto 70.235/72 Art. 16. [...] IV - as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito; Fl. 267DF CARF MF Original Fl. 9 do Acórdão n.º 1001-003.156 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.904259/2012-34 § 1º - Considerar-se-á não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16.” Ademais, tratando-se de matéria de fato, caberia a contribuinte ao ofertar a sua defesa produzir a prova em contrário através de documentação hábil e idônea. Não o fazendo, é de se manter o Acórdão recorrido. Registre-se, por fim, que a contribuinte em seu Recurso Voluntário, a exemplo das fases anteriores do processo administrativo, não apresentou nenhuma documentação complementar capaz de comprovar que os valores pleiteados foram integralmente recolhidos, impondo seja indeferido o pedido de diligência. Quanto às demais alegações da contribuinte, não merece aqui tecer maiores considerações, uma vez não serem capazes de ensejar a reforma da decisão recorrida, especialmente quando desprovidos de qualquer amparo legal ou fático, bem como já devidamente rechaçadas pelo julgador de primeira instância. Assim, escorreita a decisão recorrida devendo nesse sentido ser mantida a homologação parcial da declaração de compensação sob análise, uma vez que a contribuinte não logrou infirmar os elementos colhidos pela Fiscalização que serviram de base ao indeferimento do seu pleito, atraindo para si o ônus probandi dos fatos alegados. Não o fazendo razoavelmente, não há como se acolher a sua pretensão. Por todo o exposto, estando o Acórdão recorrido em consonância com os dispositivos legais que regulam a matéria, VOTO NO SENTIDO DE CONHECER DO RECURSO VOLUNTÁRIO, rejeitar o pedido de diligência e, no mérito, NEGAR-LHE PROVIMENTO, mantendo incólume a decisão de primeira instância, pelos seus próprios fundamentos. (documento assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Fl. 268DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 15374.003620/2001-19
Data da sessão: Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 3402-000.028
Decisão: RESOLVEM os membros da Membros da 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: NAYRA BASTOS MANATTA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 17 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 200908
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 15374.003620/2001-19
anomes_publicacao_s : 200908
conteudo_id_s : 6503616
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 14 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 3402-000.028
nome_arquivo_s : 340200028_15374003620200119_200908.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : NAYRA BASTOS MANATTA
nome_arquivo_pdf_s : 15374003620200119_6503616.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os membros da Membros da 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
id : 4629559
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Feb 17 09:02:37 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-05-09T17:46:50Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-05-09T17:42:52Z; Last-Modified: 2014-05-09T17:46:50Z; dcterms:modified: 2014-05-09T17:46:50Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:78056c58-4328-4e51-943a-20671f0cd53f; Last-Save-Date: 2014-05-09T17:46:50Z; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-05-09T17:46:50Z; meta:save-date: 2014-05-09T17:46:50Z; pdf:encrypted: false; modified: 2014-05-09T17:46:50Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-05-09T17:42:52Z; created: 2014-05-09T17:42:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2014-05-09T17:42:52Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2014-05-09T17:42:52Z | Conteúdo =>
_version_ : 1791136167499923456
score : 1.0
Numero do processo: 10805.904197/2012-98
Data da sessão: Mon Oct 16 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006
IMPOSSIBILIDADE DE HOMOLOGAÇÃO TÁCITA.
O prazo para homologação da compensação declarada pela sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação.
Numero da decisão: 3302-013.818
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Flávio José Passos Coelho - Presidente
(documento assinado digitalmente)
José Renato Pereira de Deus - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Jose Renato Pereira de Deus, Aniello Miranda Aufiero Junior, Denise Madalena Green, Celso Jose Ferreira de Oliveira, Mariel Orsi Gameiro, Flavio Jose Passos Coelho (Presidente).
Nome do relator: JOSE RENATO PEREIRA DE DEUS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 17 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 202310
ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006 IMPOSSIBILIDADE DE HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. O prazo para homologação da compensação declarada pela sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação.
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
numero_processo_s : 10805.904197/2012-98
anomes_publicacao_s : 202402
conteudo_id_s : 7018482
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 3302-013.818
nome_arquivo_s : Decisao_10805904197201298.PDF
ano_publicacao_s : 2024
nome_relator_s : JOSE RENATO PEREIRA DE DEUS
nome_arquivo_pdf_s : 10805904197201298_7018482.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Flávio José Passos Coelho - Presidente (documento assinado digitalmente) José Renato Pereira de Deus - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Jose Renato Pereira de Deus, Aniello Miranda Aufiero Junior, Denise Madalena Green, Celso Jose Ferreira de Oliveira, Mariel Orsi Gameiro, Flavio Jose Passos Coelho (Presidente).
dt_sessao_tdt : Mon Oct 16 00:00:00 UTC 2023
id : 10291578
ano_sessao_s : 2023
atualizado_anexos_dt : Sat Feb 17 09:02:34 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1791136167515652096
conteudo_txt : Metadados => date: 2023-10-31T19:00:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2023-10-31T19:00:35Z; Last-Modified: 2023-10-31T19:00:35Z; dcterms:modified: 2023-10-31T19:00:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2023-10-31T19:00:35Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2023-10-31T19:00:35Z; meta:save-date: 2023-10-31T19:00:35Z; pdf:encrypted: true; modified: 2023-10-31T19:00:35Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2023-10-31T19:00:35Z; created: 2023-10-31T19:00:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2023-10-31T19:00:35Z; pdf:charsPerPage: 2109; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2023-10-31T19:00:35Z | Conteúdo => SS33--CC 33TT22 MMiinniissttéérriioo ddaa EEccoonnoommiiaa CCoonnsseellhhoo AAddmmiinniissttrraattiivvoo ddee RReeccuurrssooss FFiissccaaiiss PPrroocceessssoo nnºº 10805.904197/2012-98 RReeccuurrssoo Voluntário AAccóórrddããoo nnºº 3302-013.818 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária SSeessssããoo ddee 16 de outubro de 2023 RReeccoorrrreennttee VIGEL SERVIÇOS E ADMINISTRAÇÃO EIRELI IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006 IMPOSSIBILIDADE DE HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. O prazo para homologação da compensação declarada pela sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Flávio José Passos Coelho - Presidente (documento assinado digitalmente) José Renato Pereira de Deus - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Jose Renato Pereira de Deus, Aniello Miranda Aufiero Junior, Denise Madalena Green, Celso Jose Ferreira de Oliveira, Mariel Orsi Gameiro, Flavio Jose Passos Coelho (Presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela Recorrente para reverter o indeferimento do pedido de ressarcimento e não homologar a compensação declarada. Conforme a decisão recorrida, o instituto da homologação tácita não é aplicável, visto que o despacho decisório com ciência ao contribuinte ocorreu dentro do prazo de 5 (cinco) anos, e no mérito não houve comprovação da origem do pretenso crédito alegado. Nas razões do recurso, a Recorrente pleiteia o reconhecimento da prescrição, com a extinção do crédito em questão, nos termos do artigo 174 do Código Tributário Nacional. Este é o relatório. Voto AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 80 5. 90 41 97 /2 01 2- 98 Fl. 69DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-013.818 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10805.904197/2012-98 Conselheiro José Renato Pereira de Deus, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, uma vez que foi apresentado dentro do prazo de 30 (trinta) dias. Como mencionado anteriormente, a Recorrente pleiteia o reconhecimento da prescrição e a extinção do crédito tributário, nos termos do artigo 174 do CTN. Alega também o dever da administração pública de observar a Súmula Vinculante nº 08 do STF, que declarou inconstitucionais os parágrafos únicos do artigo 5º do Decreto-Lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam da prescrição e decadência de crédito tributário. Não houve questionamento contra os fundamentos da decisão recorrida, que afastou o instituto da homologação tácita e a ausência de provas para comprovar a origem do crédito. Pois bem. Em primeiro lugar, é importante destacar que o presente processo não trata da constituição do crédito tributário por meio de lançamento, o qual está sujeito ao prazo prescricional estabelecido no artigo 173 do CTN. O presente processo, ao contrário do entendimento equivocado da Recorrente, refere-se à análise do crédito apurado e utilizado pela contribuinte, objeto do PER/DCOMP, sujeitando-se ao prazo previsto no art. 74 da Lei 9.430, de 1996, e na Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 2012 (a mesma regra consta da IN anterior e da atual, IN RFB nº 1.717, de 2017): Lei 9.430, de 1996 Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (...) § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pela sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 2012: Art. 44. (...) § 2º. O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de cinco anos, contados da data da entrega da Declaração de Compensação. Considerando que a DCOMP nº 32401.64412.211207.1.3.10-4448 foi transmitida em 21/12/2007 e que a ciência do Despacho Decisório que não a homologou ocorreu em 14/11/2012, não se configurou a homologação tácita da compensação declarada. Isso porque a Recorrente tomou ciência do Despacho Decisório antes de completar 5 anos a partir do envio da DCOMP. Nesse contexto, não cabe falar em prescrição para lançamento do crédito tributário, pois essa questão não se aplica ao presente caso, tampouco em homologação tácita, visto que os atos realizados ocorreram dentro do prazo de 5 (cinco) anos. Além disso, a Súmula Vinculante nº 08 do STF, que declarou a inconstitucionalidade dos parágrafos únicos do artigo 5º do Decreto-Lei 1569/77 e dos artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, não se aplica ao presente caso, pois essas normas não estão relacionadas ao crédito em análise. O primeiro dispositivo legal trata da não cobrança de débito tributário em valor ínfimo, enquanto o segundo se refere à seguridade social, questão distinta do crédito de PIS/COFINS. Fl. 70DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-013.818 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10805.904197/2012-98 Por fim, é importante observar que a Recorrente não contestou a decisão que negou seu direito devido à falta de comprovação da origem do crédito, tornando-se, assim, definitiva a decisão recorrida nesse ponto, de acordo com o parágrafo único do artigo 42 do Decreto nº 70.235/72. Portanto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. É assim que voto. (documento assinado digitalmente) José Renato Pereira de Deus Fl. 71DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10855.002146/2003-43
Turma: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jun 29 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Jun 29 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 204-00.253
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em nos termos do voto do Relator.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: FLAVIO DE SÁ MUNHOZ
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Sat Feb 17 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 200606
turma_s : Quarta Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Jun 29 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10855.002146/2003-43
anomes_publicacao_s : 200606
conteudo_id_s : 7018140
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 204-00.253
nome_arquivo_s : 20400253_10855002146200343_200606.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : FLAVIO DE SÁ MUNHOZ
nome_arquivo_pdf_s : 10855002146200343_7018140.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 29 00:00:00 UTC 2006
id : 4625381
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Sat Feb 17 09:02:36 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1791136167520894976
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-12-05T11:29:45Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 4; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-12-05T11:29:45Z; Last-Modified: 2013-12-05T11:29:45Z; dcterms:modified: 2013-12-05T11:29:45Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:3d8ff996-6f12-497c-9b61-4fb27ef37594; Last-Save-Date: 2013-12-05T11:29:45Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-12-05T11:29:45Z; meta:save-date: 2013-12-05T11:29:45Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-12-05T11:29:45Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-12-05T11:29:45Z; created: 2013-12-05T11:29:45Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2013-12-05T11:29:45Z; pdf:charsPerPage: 970; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-12-05T11:29:45Z | Conteúdo => Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 22 CC-N1F Fl. Processo n2 : 10855.002146/2003-43 Recurso n2 : 127.972 Recorrente : ROLIM DE FREITAS & CIA. LTDA. Recorrida : DRJ em Ribeirão Preto - SP ..•••■•••••■•••••■•••••••••• ••111.0.111.10111*11. 1111101.0, tirk - 2Y CC • COt•TER: ERP.SiLIA ... ........ • YILGtP-- VISTO RESOLUÇÃO N° 204-00.253 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ROLIM DE FREITAS & CIA. LTDA. RESOLVEM os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em nos termos do voto do Relator. Sala das Sessões, em 29 de junho de 2006. Henrique Pinheiro t o es' Presidente Flávio . d:Vd-1-■4- im-17;oZ Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Nayra Bastos Manatta. Raquel Motta B. Minatel (Suplente), Júlio César Alves Ramos, Leonardo Siade Manzan e Ivan Allegretti (Suplente). Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes . . r.: BRASL.IA VISTO CC-N1F Fl. Processo IV Recurso : 10855.002146/2003-43 : 127.972 Recorrente : ROLIM DE FREITAS & CIA. LTDA. RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto e transcrevo o relatório elaborado pela DRJ em Ribeirão Preto — SP: Contra a empresa acima qualificada, foi emitido o auto de infração as fls. 23/25 e anexos as fls. 21/22, em virtude da apuração de folio de recolhimento das contribuições para o financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre os fatos geradores ocorridos nos períodos mensais de competência de fevereiro a maio de 2002, conforme descrição dos fatos e enquadramento legal àfl. 24. Por meio do presente procedimento administrativo fiscal, o auditor-fiscal autuante constatou que a interessada compensou as contribuições ora exigidas COM indébitos tributários resultantes de recolhimentos a maior para o PIS, nos períodos mensais de 12/02/1992 a 15/03/1996, nos termos dos Decretos-lei n.° 2.445 e n.° 2.449, ambos de 1988. Contudo, como o pedido de restituição/compensação dos indébitos utilizados nas compensações efetuadas pela interessada foi analisado e indeferido pela DRF em Sorocaba, SP, por meio do processo administrativo n.° 10855.000952/2002-04, o auditor-fiscal autuante glosou tais compensações e lavrou o presente auto de infração, exigindo-as por meio de lançamento de oficio, acrescidas de multa punitiva e juros de mora. De acordo com os demonstrativos de apuração da Cofins a fl. 21 e de multa e juros de mora a fl. 22, o crédito tributário constituído totalizou R$ 526.120,33, sendo R$271.400,00 de contribuições, R$51.170,33 de juros de mora calculados até 30/04/2003, e R$203.550,00 de multa proporcional passível de redução. A base legal do lançamento foi quanto a contribuição: Lei Complementar (LC) n.° 70, de 30 de dezembro de 1991, art. 1°, Lei n.° 9.718, de 27 de novembro de 1998, arts. 2°, 3°, e 8°, e Medida Provisória n.° 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, art. 90; aos juros de mora: Lei n.° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 61, § 3'; e a multa proporcional: LC n.° 70. de 1991. art. 10, parágrafo finico, e Lei n.° 9.430, de 1996, art. 44, I. Devidamente cientificada do lançamento, a interessada apresentou a impugnação cis 28/41, requerendo a esta DRJ que decrete a nulidade do lançamento e a extinção do crédito tributário e, caso não seja anulado o auto de infração (lançamento), julgue-o improcedente, cancelando-se a cobrança do principal e da multa. Para fundamentar sua impugnação apresentou as razões resumidas a seguir: I — Preliminarmente Discorreu, as fls. 28/32, sobre a ação fiscalizadora, destacou sua finalidade, o poder discricionário da administração publica, concluindo que esta deve agir, atuar e realizar seus atos em absoluta consonância com as normas legais. No seu entendimento, o auto de infração em discussão, além de não possuir numero (n.°) de processo de identificação, contém erro latem lie, vez que não é o competente meio para efetivação da cobrança. 9 vyrn.00•■••• Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo n : 10855.002146/2003-43 Recurso n 2 : 127.972 CC-NIF FL A definição de lançamento constante do Código Tributário Nacional (C7N), arts. 142 e seguintes, é o ato constitutivo do crédito tributário tendente a verificar a ocorrência do fato gerador e a obrigação correspondente. No presente caso, pretende a autoridade transformar o auto de infração em auto de infração e imposição de 'milk?. Ao agente fiscal cabe apenas constatar e descrever a infração e propor a aplicação da penalidade e não aplicá-la, fazendo-a, estará usurpando a fitnção privativa do órgão judicante. Ainda, segundo seu entendimento, a Constituição Federal de 1988, art. 153, § 15. dispõe; "a lei assegurará a todos ampla defesa", e que ninguém pode privar outrem dos bens que por direito lhe pertencem. Qualquer disposição em sentido oposto viola o direito de propriedade consagrado no art. 5 0, XXII daquela Constituição. Concluiu, ao final, que o autuante pode propor mas não impor multa e que estaria, se condenada, a pagar o quantum ora questionado, sendo despojada de seus bens sem qualquer oportunidade de defesa, fato que fere os princípios constitucionais; assim, o auto de infração (lançamento), sem prévia anuência do acusado é nulo, devendo o crédito tributário ser descotzstituido e o processo arquivado. II— Mérito Antecedentes fciticos Efetuou recolhimentos para o P1S nos períodos mensais, objeto do presente pedido de restituição, nos termos dos Decretos-lei n.° 2.445 e n.° 2.449, ambos de 1988, posteriormente julgados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal e cujas execuções foram suspensas pelo Senado Federal por meio da Resolução 11. 0 49, de 09/10/1995. Dessa forma, formulou e protocolou pedido de restituição/compensação, objetivando a recuperação dos valores indevidamente recolhidos a titulo de PIS. Todavia, seu pedido foi indeferido pela DRF CM Sorocaba, sob o fundamento de que seu pretenso direito encontra-se decaído, nos termos do Código Tributário Nacional (CTN), art. 165, I, e art. 168, 1. Foi então autuada porque o auditor-fiscal autuante considerou que as compensações efetuadas por ela caracterizaram débitos em aberto, esquecendo-se que a compensação é uma das formas de quitação de créditos tributários que independe de autorização do Fisco, pois já é expressatnente autorizada pela legislação em vigor. Assim, não merece prosperar o auto de infração na medida que o processo administrativo da compensação não foi encerrado, ou seja, ainda não há decisão definitiva que possa exigir dela os valores compensados e glosados pelo autuante. 11.2 — A delimitação da norma no tempo Discorreu sobre a delimitação da norma no tempo, concluindo que a competência para delimitar prazo para o exercício de direito a repetição de indébitos tributários são as fontes do Direito, ou seja, a lei, a jurisprudência, a doutrina e os princípios gerais. No caso dos tributos, quenz delimita a conduta que o contribuinte deve seguir é, basicamente, a Constituição Federal e o Código Tributário Nacional, arts. 150, 156, 168 e 174. Assim, é necessário que o Poder Judiciário, COMO intérprete e aplicador da lei, defina as questões que geram insegurança jurídica, motivo pelo qual a jurisprudência é considerada uma das fontes de direito. 11.3 — Do limite temporal para restituição/cmvensação do PIS Neste tópico, as fls. 35/38, expendeu extenso arrazoado, citando e transcrevendo cinemas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre Empréstimo Compulsório sobre Consumo de Combustíveis, reconhecendo que a falta de homologação, a decadência do 3 zit Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10855.002146/2003-43 Recurso n2 : 127.972 CC-N1F F l . direito.de repetir o indébito tributário ocorre após decorridos cinco anos desde o fato gerador, acrescidos de outros cincos anos, contados do tennos final do prazo deferido ao Fisco para apuração do tributo devido. Desse modo, concluiu que, sendo a contribuição para o PIS um tributo sujeito a lançamento por homologação, não havendo a homologação expresso do pagamento efetuado pelo contribuinte, a extinção do crédito tributário somente se dá COM a homologação tácita, nos termos do CTN, art. 150, ,§ 4°, ou seja, após cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, quando de fato ocorre a extinção e se inicia a contagem do prazo decadencial para se exercer o direito à repetição de possíveis indébitos tributários resultantes de tais recolhimentos. Portanto, o prazo final para se exercer o direito à repetição de indébitos resultantes de recolhimentos indevidos para o PIS é dez anos, contados da data da ocorrência dos respectivos fatos geradores, ou seja, cinco anos para a extinção do crédito tributário, neste caso pela homologação tácita, e mais cinco para a decadência do direito. 11.4 — 0 direito de compensação Neste tópico, citando as Lei it.° 8.383, de 1991, n.° 9.430, de 1996, e o Decreto 17 • 0 2.138, de 1997, expedido pelo Senhor Presidente da República, concluiu que tem direito de compensar indébitos tributários coin créditos tributários, ambos administrados pelo mesmo órgão, na forma estabelecida por esses diplomas legais. Assim, não pode o Fisco por meio do presente auto de infração pretender receber os valores que por força de lei não lhe são devidos. A DRJ em Ribeirão Preto - SP negou provimento ã impugnação, e manteve a exigência, em decisão assim ementada: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/02/2002 a 31/05/2002 Ementa: FALTA DE RECOLHIMENTO. A falta ou insuficiência de recolhimento da Colitis, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais. MULTA. Nos lançamentos de oficio de créditos tributários não-pagos, incide multa punitiva, calculada sobre a totalidade ou diferença do tributo ou contribuição lançados, segundo a legislação tributário vigente. LANÇAMENTO. NULIDADE. válido o procedimento administrativo desenvolvido eia conformidade coin os ditames legais. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃ O. A restituição e/ ou compensação de indébitos fiscais com créditos tributários vencidos e/ ou vincendos, está condicionada à comprovação da certeza e liquidez daqueles. Lançamento Procedente Contra a referida decisão, a empresa interpôs recurso voluntário, que foi acompanhado de arrolamento de bens, na forma disciplinada pela IN SRF n° 264/2002, no qual reiterou e reforçou seus argumentos expendidos na impugnação. 4 Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes VISTO Processo & : 10855.002146/2003-43 Recurso nq : 127.972 22 CC-NIF Fl. Em sessão realizada em 21/10/05, por unanimidade de votos, o julgamento foi convertido em diligência para que fosse identificada a parcela do crédito remanescente após o processamento das compensações homologadas nos autos do Processo Administrativo n° 10855.000952/2002-04, que foi julgado naquela mesma Sessão de julgamento. Ocorre que o pedido de restituição e compensação n° 10855.000952/2002-04, foi indeferido, nos termos da decisão proferida por esta Quarta Câmara, pelo voto de qualidade, conforme cópia da decisão juntada ts fls. 137 a 144. Assim, a DRF em Sorocaba — SP informou da decisão desta Camara, e.encaminhou o processo para julgamento (fl. 145). o relatório. 5 Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 1. 41, • 2" CC 1 0 CC-N1F Fl. Processo n2 : 10855.002146/2003-43 Recurso n2 : 127.972 VISTO VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR FLAVIO DE SA MUNHOZ Trata-se de auto de infração decorrente de compensação declarada pela Recorrente por meio do Processo Administrativo n° 10855.000952/2002-04. No referido processo administrativo de restituição e compensação, a Recorrente pleiteou a restituição de créditos relativos ã Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, apresentado em 28 de fevereiro de 2002, referente ao período de apuração de dezembro de 1992 a fevereiro -de 1996. Os indébitos relativos aos períodos de apuração de dezembro de 1992 a setembro de 1995 teriam sido gerados pela inconstitucionalidade dos Decretos-Leis it's 2.445/88 e 2.449/88, declarada por decisão definitiva proferida pelo Supremo Tribunal Federal e a conseqüente aplicação da Lei Complementar n° 7 de 1970, cujo art. 6°, parágrafo estabelece a base de cálculo do PIS como o faturamento do sexto mês anterior, sem previsão de atualização monetária da base de cálculo. Os pagamentos indevidos referentes aos períodos de apuração de outubro de 1995 a fevereiro de 1996 decorrem da decisão proferida pelo do Supremo Tribunal Federal na ADIN 1417-0, que declarou inconstitucional a expressão "aplicando-se aos fatos geradores ocorridos a partir de 1° de outubro de 1995", contida na parte final do art. 15 da MP 1.212/95 e suas reedições posteriores, calculado pela diferença entre o valor pago nos termos dos Decretos-Leis n's 2.445/88 e 2.449/88 e o valor devido com base na Lei Complementar n° 7 de 1970. Referido processo de restituição e compensação foi julgado por esta Câmara na Sessão de Julgamento realizada em 09 de novembro de 2005, sendo negado provimento ao recurso do Contribuinte, pelo voto de qualidade, e não reconhecido o direito ã restituição/compensação, nos termos do voto da Relatora-Designada. Ocorre que, não há nos autos noticia de que a decisão proferida nos autos do Processo Administrativo n° 10855.000952/2002-04 tenha se tornado definitiva em âmbito administrativo. Com estas considerações, voto no sentido de converter o julgamento do recurso em diligência para que a DRF jurisdicionante certifique se a decisão proferida nos autos do Processo Administrativo n° 10855.000952/2002-04 se tornou definitiva em âmbito administrativo ou se houve interposição de recurso. Caso tenha havido interposição de recurso ou ainda não tenha se tornado definitiva a decisão administrativa proferida nos autos do processo administrativo já mencionado, a DRF deverá aguardar o julgamento definitivo do processo de compensação, sendo providenciada pela DRF autuante a juntada da cópia da decisão proferida, antes do retorno dos autos a este Conselho de Contribuintes. Finda a diligência, seja oferecida oportunidade ao sujeito passivo de manifestar- se, caso queira, no prazo de trinta dias, sobre o resultado da diligência, antes do retorno dos autos a este Colegiado. É como voto. Sala das Sessões, em 29 de junho de 2006. FLAVIO 15E SA MUNHOZ 6
score : 1.0
Numero do processo: 10855.000567/00-52
Turma: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 08 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 204-00.125
Decisão: Resolveram os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: JULIO CESAR ALVES RAMOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 17 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 200511
turma_s : Quarta Câmara
numero_processo_s : 10855.000567/00-52
conteudo_id_s : 7017860
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 204-00.125
nome_arquivo_s : Decisao_108550005670052.pdf
nome_relator_s : JULIO CESAR ALVES RAMOS
nome_arquivo_pdf_s : 108550005670052_7017860.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolveram os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 08 00:00:00 UTC 2005
id : 10290782
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Sat Feb 17 09:02:33 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1791136167534526464
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Resolução nº 204-00.125; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2016-11-22T14:14:16Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Resolução nº 204-00.125; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: Resolução nº 204-00.125; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-11-22T14:14:16Z; created: 2016-11-22T14:14:16Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2016-11-22T14:14:16Z; pdf:charsPerPage: 895; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2016-11-22T14:14:16Z | Conteúdo => Processo n!! Recurso n!! Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes ,.10855.000567/00-52 129.64,2 " I 2' CC. MP IFI. , Recorrente Recorrida COMERCIAL E CONSTRUTORA GUITTE LTDA. DRJ em Ribei~ão Preto - SP MIN, DA f'A 71."~' 2" CC CONFERE COlv' O ORIGINA~ , IIRASiUA _.º-J ..J .,~ ... ~ •..• ) 12L. ---~--Vl~ . ~,RESOLUÇÃO N° 204-00;125 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por i COMERCIAL.E CONSTRUTORA GUITTE LTDA. Resolveram os Membros da Quarta Câmara do~ Segundo Conselho de Contribuintes, por l;lnanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto 40 Relator. . ' ' '.' Sala das Sessões, em 08 de novembro de 2005. /£..."i4?~ J?-.(-,~Y-r.~"1'~ A('"H~nrique Plnhei~O 1 ~s Presidente :> \ /,- , J '0 César Alves R 'os ator , " " Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros 'Jorge Freire, Flávio de Sá Mtinhoz,.1 -Nay.t:aBastos Manatta, Rodrigo Bemardes de Carvalho e Sandra Barbon Lewis. . Auseilte, justificadamente, a Conselheira Adriene Maria 'de Miranda. 1 Processo Iͺ Recurso nº Ministério da Fazenda Segunpo Conselho de Contribuintes 10855.000567/00-52 129.642 2~CC-MF FI. Recorrente COMERCIAL E CONSTRUTORA GUITTE LTDA RELATÓRIO Por bem descrever os fatos de que trata o processo, adoto o Relatório da decisão recorrida, que passo a transcrever. .'A emp:esa qualificada em epígrafe foi autuada em virtude da apuração de falta de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) no período de maio, julho, agosto e outubro de 1995, janeiro, fevereiro, abril e julho. de 1996 e março de 1997, exigindo-se-lhe contribuição de R$ 46.023,35, multa de oftC!iode R$ 34.517,48 e juros de mora de R$ 44.302,72, perfazendo o total de R$124.84$,55. O lançamentofoi baseado na Lei Complementar (LC) n° 10,.de 30 de dezembro de 1991, arts. ]O e 2~,0Lei nO9.718, de 27 de novembro de 1998, 'arts. 2~ 3° e 8°; Medidas Provisórias (MP) nOs1.807 e 1.858, de 1999. , ::. Segundo a fiscalização, a contribuinte q.eixoude recolher e declarar a contribuiç(io no período acima, assim estafoi lançada de ofício. . Inconformada, a âutuada impugnou o lançamento alegando, em síntese" que os valores lançados teriam sido compensados com créditos do F.insocial'recolhidos a maior, conforme decisão judicial, e que o valor compensádofo/informado à Receita F,ederal e está aguardando homologação. Como, àfl. 23, consta Certidão de Objeto e Pé informando que a contribuinte obteve na Justiça o direito de compensar os, valores do Finsocial pagos com alíquota acima de 0,5% com débitos da Cofins, o proce.sso foi baixado em diligência para que o fiscal autuante se manifestasse. Em atendimento à diligência, o fis.cal autuante informou (jl. 73) que não -levouem conta o pedido' de compensação pelo fato de os valores não constarem em DCTF e, de acordo com a regra então vigente, cabia à fiscalização constituir de ofício os valores não' declarados. . . . A DRJ em Ribeirão Preto - SP julgou o lançamento contra a empresa, em 27 de outubrp de 2004 e considerou-o proceden~e, sob os argumentos' de que a empresa não provou_em sua impugnação a quais períodos se refere a compensação pleiteada e deferida judicialmente, nem o resultado da demanda administrativá a qual também se referiria a compensação de IRPJ e não do PIS como por ela alegado. Irresignada, recorreu a empresa a este Conselho reiterando os argumentos de sua impugnação, em especial juntando. comprovante de que o processo administrativo de compensação niencionaqo se refere de fato ao PISe não aq IRPJ conio afirmado pela autoridãde julgadora "deprimeira instância. É o rel~tório. ~ \" ,)V ~ .\.~ , \ . \ . \. . 2 I >"CC-MP , FI. , I .,. '7: j, J, , .~,1"""-'~ ,\ ~ I I I 11 ,~ \. Ministério da F~zenda r: .,,'.'. . ;, , " - ~ ,. •••. ,_," .', , '".' ,I <- Segundo Conselho de ~ontribuintes : ,; ,< LI. ;. I" . O.f ,od.. . ;vl',~ P º •. 10855 000567/00' 52 .~ '-' .. '. /:/-/.-- irocesso n. . . - ';. ,. . . , Recurso nº : 129.642 '.- ---.. , ....,.,-,--c-~)..~ "'" \ VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR \ JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Estando revestido de todas as formalidades legais, tomo conhecimento do' recurso interposto. I I , Como,' se mencionou no relatório, o contribuinte alega ter pleiteado. administrativamente a compensação de,PIS com os débitos de Cofins ora lançados de ofício por meio dos Processos Administrativos 10885.000184/98-05 e 10855.000819/96-95. Havendo pleito compensatório formulado antes do início da ação fiscal envolvendo os períodos lançados, . deve ser observada a decisão final proferida na esfera administrativa no âmbito dos referidos processos de restituição/compensação para que seja possível a foimaçao do juízo no processo que trata de Íançamento decorrente da glosa da compensação pleiteada naqueles. Assim sendo, diante dos fatos, e com esteio no artigo 29 do Decreto n° 70.235/72, somos pela transformação do presente vot'? em diligência, para que sejam' toma4as as seguintes prqvidências:' < , . 1. verificar se o Processo Administrativo n° 10855.000819/96-95 refere-se"Jde fato à compensação de indébitos de PIS com débitos de Cofins de, período" .englobados no present~ lançamento de ofício; . .~ . 2. verificar se a compensação efetuada, nosmoldes',.definidos pela decisão final 'administrativa proferida nos autos dos Processos nOs 10885.000184/98-05 e' 10855.000819/96-95 (este último se realmente referente a compensação de Cofins, conforme item anterior) foi suficiente para cobrir os valores lançados no presente Auto de Infração, elaborando demonstrativo dos cálculos; e 3. elaborar planilha de cálculos e relatórIO conclusivo, anexando os documentos que se fizerel1l necessários. Dos resultados das averiguações, seja dado collhecimento ao'.sujeito passivo, para que, em querendo, manifeste-se sobre o mesmo no prazo de 30 (trinta) dias. Após conclusão da diligê'ncia, retornem os autos a esta Câmara, para julgamento. É como voto. novembro de 2005'. 3 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 11543.000845/2010-64
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Jan 29 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Fri Feb 16 00:00:00 UTC 2024
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Exercício: 2008
IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. RENDIMENTOS ISENTOS NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE. MOLÉSTIA GRAVE DE ALIMENTANDO.
Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Súmula CARF nº63. Falta de comprovação do valor efetivamente recebido a título de pensão alimentícia.
Numero da decisão: 2003-006.255
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Ricardo Chiavegatto de Lima - Presidente e Relator(a)
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cleber Ferreira Nunes Leite, Wilderson Botto, Thiago Alvares Feital (suplente convocado (a)), Ricardo Chiavegatto de Lima (Presidente).
Nome do relator: RICARDO CHIAVEGATTO DE LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 17 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 202401
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2008 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. RENDIMENTOS ISENTOS NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE. MOLÉSTIA GRAVE DE ALIMENTANDO. Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Súmula CARF nº63. Falta de comprovação do valor efetivamente recebido a título de pensão alimentícia.
turma_s : Terceira Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 16 00:00:00 UTC 2024
numero_processo_s : 11543.000845/2010-64
anomes_publicacao_s : 202402
conteudo_id_s : 7019559
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 16 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 2003-006.255
nome_arquivo_s : Decisao_11543000845201064.PDF
ano_publicacao_s : 2024
nome_relator_s : RICARDO CHIAVEGATTO DE LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 11543000845201064_7019559.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima - Presidente e Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cleber Ferreira Nunes Leite, Wilderson Botto, Thiago Alvares Feital (suplente convocado (a)), Ricardo Chiavegatto de Lima (Presidente).
dt_sessao_tdt : Mon Jan 29 00:00:00 UTC 2024
id : 10292450
ano_sessao_s : 2024
atualizado_anexos_dt : Sat Feb 17 09:02:35 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1791136167537672192
conteudo_txt : Metadados => date: 2024-02-09T15:34:04Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2024-02-09T15:34:04Z; Last-Modified: 2024-02-09T15:34:04Z; dcterms:modified: 2024-02-09T15:34:04Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2024-02-09T15:34:04Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2024-02-09T15:34:04Z; meta:save-date: 2024-02-09T15:34:04Z; pdf:encrypted: true; modified: 2024-02-09T15:34:04Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2024-02-09T15:34:04Z; created: 2024-02-09T15:34:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2024-02-09T15:34:04Z; pdf:charsPerPage: 2028; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2024-02-09T15:34:04Z | Conteúdo => SS22--TTEE0033 MMiinniissttéérriioo ddaa EEccoonnoommiiaa CCoonnsseellhhoo AAddmmiinniissttrraattiivvoo ddee RReeccuurrssooss FFiissccaaiiss PPrroocceessssoo nnºº 11543.000845/2010-64 RReeccuurrssoo Voluntário AAccóórrddããoo nnºº 2003-006.255 – 2ª Seção de Julgamento / 3ª Turma Extraordinária SSeessssããoo ddee 29 de janeiro de 2024 RReeccoorrrreennttee FLÁVIA BALBI SOARES IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2008 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. RENDIMENTOS ISENTOS NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE. MOLÉSTIA GRAVE DE ALIMENTANDO. Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Súmula CARF nº63. Falta de comprovação do valor efetivamente recebido a título de pensão alimentícia. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima - Presidente e Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cleber Ferreira Nunes Leite, Wilderson Botto, Thiago Alvares Feital (suplente convocado (a)), Ricardo Chiavegatto de Lima (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (e-fls. 39 e ss.), interposto contra o Acórdão de Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (e-fls. 29 e ss.) que considerou, por unanimidade de votos, improcedente a Impugnação do contribuinte apresentada diante de Notificação de Lançamento (e-fls. 22 e ss.), lavrada pela constatação de Omissão de Rendimentos recebidos de pessoas físicas – Aluguéis e outros. AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 54 3. 00 08 45 /2 01 0- 64 Fl. 59DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2003-006.255 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 11543.000845/2010-64 Por retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: Contra a contribuinte em epígrafe foi emitida a Notificação de Lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF, referente ao exercício 2008, por AFRFB da DRF/Vitória. ... O referido lançamento teve origem na constatação da seguinte infração: Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoas Físicas - Aluguéis e Outros. Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte, e/ou das informações constantes dos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil, constatou-se omissão de rendimentos recebidos de pessoa Física, pelo titular e/ou dependentes, no valor de R$ 25.363,10. Complementação da Descrição dos Fatos: Rendimento total recebido de pessoa física, de acordo com o Comprovante de Rendimentos apresentado = R$ 46.726,20; menos valor declarado como recebido de pessoa jurídica = R$ 21.363,10; Diferença tributada = R$ 25.363,10. Obs.: São tributáveis os rendimentos recebidos a titulo de pensão alimentícia. A base legal do lançamento encontra-se nos autos. A contribuinte teve ciência do lançamento em 12/03/2010, conforme documento de fl. 15, e, em 09/04/2010, apresentou impugnação, em petição de fl. 02, acompanhada dos documentos de fls. 04 a 14, por meio da qual alega o seguinte: - que não houve omissão de rendimento, pois não foi recebido rendimento algum a esse título; - que o valor recebido refere-se a pensão alimentícia da filha Patrícia Soares Mariano, CPF 117.321.167-50, incapaz por ter Síndrome de Down, sendo o rendimento considerado isento; - que anexa documentos de identificação, termo de curatela, exame, laudo médico e documento de separação consensual. É o relatório. A decisão de primeira instância manteve o lançamento do crédito tributário exigido, encontrando-se assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2008 ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA POR MOLÉSTIA GRAVE. Os valores recebidos a título de pensão em cumprimento de acordo ou decisão judicial, ou ainda por escritura pública, inclusive a prestação de alimentos provisionais, são abrangidos pela isenção de portadores de moléstia grave, quando devidamente comprovada a natureza dos rendimentos e a moléstia, nos moldes da legislação tributária. Cientificado da decisão de primeira instância em 06/03/2012 (e-fl. 38), o sujeito passivo interpôs, em 04/04/2012 (e-fl. 39), Recurso Voluntário, alegando a improcedência da decisão recorrida, sustentando, em apertada síntese, inexistência de omissão em razão dos rendimentos serem isentos por moléstia grave e pagos na forma de pensão alimentícia. Anexa novos documentos comprobatórios (e-fl. 40 e ss.). Apresenta documentos complementares através de petição em 11/11/2013 (e-fl. 50) É o relatório. Fl. 60DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2003-006.255 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 11543.000845/2010-64 Voto Conselheiro Ricardo Chiavegatto de Lima – Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço O litígio recai sobre Omissão de Rendimentos recebidos de pessoas físicas – Aluguéis e outros, no valor de R$25.363,10. Destaque-se que os argumentos preliminares e meritórios se confundem na peça recursal e, dessa forma, serão analisados em conjunto e que os novos documentos apresentados em sede recursal serão apreciados com relativização de sua preclusão, com base no disposto no Decreto nº 70.235/1972, art. 16, inciso III e § 4º, uma vez que visam à complementação dos argumentos e provas já expostos em sede impugnatória. De assaz interesse a citação dos seguintes excertos do voto combatido, uma vez que trazem a fundamentação legal do tema tributário e as razões denegatórias de primeira instância: ... Trata-se de lançamento decorrente de Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoas Físicas – Pensão Judicial. A impugnante discorda do lançamento, sob o argumento do rendimento ser isento, pois se refere à pensão recebida por sua filha, que é portadora de Síndrome de Down. Antes de se passar à análise dos argumentos de defesa, veja-se o disposto no Regulamento do Imposto de Renda – RIR/1999, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 1999, acerca dos rendimentos isentos do Imposto de Renda, sobre a possibilidade de isenção, em razão de moléstia grave, dos rendimentos pagos a título de pensão: CAPÍTULO II RENDIMENTOS ISENTOS OU NÃO TRIBUTÁVEIS Seção I Rendimentos Diversos Art.39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: .................................................................................................................................. . Pensionistas com Doença Grave XXXI - os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XXI, e Lei nº 8.541, de 1992, art. 47); .................................................................................................................................. . Proventos de Aposentadoria por Doença Grave XXXIII- os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por Fl. 61DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2003-006.255 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 11543.000845/2010-64 radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei nº 8.541, de 1992, art. 47, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 30, §2º); (...) §4º Para o reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII, a partir de 1º de janeiro de 1996, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle (Lei nº 9.250, de 1995, art. 30 e §1º). (...) (Grifei). Da leitura do dispositivo legal acima, depreende-se que, para fazer jus à isenção como portador de moléstia grave, é necessário que a contribuinte comprove, em relação à sua filha Patrícia, o preenchimento cumulativo dos requisitos a seguir enumerados: 1 - que os rendimentos sejam oriundos de pensão alimentícia paga em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado na justiça; (ora grifado) 2 - que a filha é portadora de moléstia grave, atestada por meio de laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. (ora grifado) Para comprovar as informações referentes à pensão judicial, a contribuinte juntou a petição de fls. 11 a 14, referente à Ação de Separação Consensual dirigida ao MM. Juiz de Direito da Vara de Família da Comarca de Juiz de Fora (MG), com data de 14 de outubro de 1993. Em que pese esse documento, de fato, defina que o ex-cônjuge deve pagar pensão aos filhos menores, não foi apresentada a decisão judicial que define essa pensão ou a homologação judicial de acordo, previstos pelo art. 78 do RIR/1999. (ora grifado) Dessa forma, considera-se que a contribuinte não comprovou que os rendimentos considerados como omissos pela fiscalização são decorrentes do pagamento de pensão alimentícia em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado na justiça. Já com relação ao estado de saúde de sua filha Patrícia, a contribuinte buscou comprová-lo por meio da apresentação do “Exame Cariótipo”, fls. 08/09, com data de 25/08/1988. Ressalte-se que não consta dos autos o laudo médico que a interessada alega ter juntado ao processo. Verificou-se, portanto, que a contribuinte também não comprovou que a filha é portadora de moléstia grave, por meio de Laudo Médico Pericial, emitido por serviço médico oficial, conforme exige a legislação tributária. Como não foi especificado nos autos, por meio de documento hábil, o quadro clínico da filha contribuinte, julga-se importante deixar claro que os rendimentos recebidos a título de Pensão Alimentícia Judicial, regra geral, são considerados tributáveis (art. 54 do RIR/1999). A isenção em relação aos rendimentos recebidos a título de pensão judicial pelos portadores de moléstia grave é uma exceção prevista pela legislação, conforme já esclarecia o Perguntas e Respostas/2008: 263 — É tributável a pensão alimentícia judicial recebida por portador de doença grave? Fl. 62DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2003-006.255 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 11543.000845/2010-64 Não. Os valores recebidos a título de pensão em cumprimento de acordo ou decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, estão abrangidos pela isenção de portadores de moléstia grave. Ressalte-se que, por outro lado, a isenção prevista pelo inciso VI, do art. 39, do RIR/1999, relacionada aos deficientes mentais, não abarca os rendimentos recebidos a título de pensão alimentícia judicial, mas tão somente os valores decorrentes de prestações do regime de previdência social ou de entidades de previdência privada: VI - os valores recebidos por deficiente mental a título de pensão, pecúlio, montepio e auxílio, quando decorrentes de prestações do regime de previdência social ou de entidades de previdência privada (Lei nº 8.687, de 20 de julho de 1993, art. 1º); Dessa forma, uma vez que não foram atendidas, cumulativamente, as duas condições previstas pela legislação tributária, para que seja concedida a isenção de imposto de renda sobre os valores recebidos, a título de pensão judicial, por beneficiário portador de moléstia grave, mantenho o lançamento tributário. ... Neste diapasão, destaque-se a súmula CARF n o 63, de observância obrigatória por este Colegiado: Súmula CARF nº 63 Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Portanto, para reconhecimento da isenção pleiteada, é necessária a comprovação da existência de duas condições concomitantes: (i) que os rendimentos sejam oriundos de aposentadoria, reforma ou pensão e (ii) que o contribuinte seja portador de uma das patologias previstas pela legislação de regência atestado em laudo médico que cumpra os requisitos legais. Em contraponto aos argumentos denegatórios de primeira instância, ora apresenta a interessada Laudo pericial emitido por órgão oficial indicando que realmente sua filha é acometida de moléstia grave (e-fls. 52), cumprindo um dos requisitos necessários. Mas noutro giro, a documentação apresentada em impugnação e ora complementada não indica claramente os valores relativos a pensão que tenha sido recebida pela dependente, apesar dos documentos judiciais indicarem a determinação de desconto mensal em folha do genitor da pensão de sua filha (e-fl. 41). Portanto, a segunda condição para o reconhecimento da isenção remanesce sem cumprimento. Verifica-se assim que, apreciados os argumentos apresentados pelo contribuinte, não há motivo para retificação da Decisão a quo devidamente proferida. Dispositivo Isso posto, voto em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima Fl. 63DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 2003-006.255 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 11543.000845/2010-64 Fl. 64DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 11618.000539/2001-16
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI
Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO.
PRESSUPOSTOS.
As obscuridades, dúvidas, omissões, contradições e inexatidões materiais contidas no acórdão podem ser saneadas através de Embargos de Declaração, conforme previsão no artigo 66 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITO MODIFICATIVO. VIABILIDADE.
É cabível a modificação de julgado impugnado por embargos de declaração quando constatado omissão de ponto sobre o qual a turma devia pronunciar-se.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 3801-001.643
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração.
Nome do relator: JOSE LUIZ BORDIGNON
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 17 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 201301
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO. PRESSUPOSTOS. As obscuridades, dúvidas, omissões, contradições e inexatidões materiais contidas no acórdão podem ser saneadas através de Embargos de Declaração, conforme previsão no artigo 66 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITO MODIFICATIVO. VIABILIDADE. É cabível a modificação de julgado impugnado por embargos de declaração quando constatado omissão de ponto sobre o qual a turma devia pronunciar-se. Embargos Acolhidos.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 11618.000539/2001-16
conteudo_id_s : 5310926
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 15 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 3801-001.643
nome_arquivo_s : Decisao_11618000539200116.pdf
nome_relator_s : JOSE LUIZ BORDIGNON
nome_arquivo_pdf_s : 11618000539200116_5310926.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2013
id : 5202747
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Sat Feb 17 09:02:38 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1791136167545012224
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1555; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 540 1 539 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11618.000539/200116 Recurso nº 340.729 Embargos Acórdão nº 3801001.643 – 1ª Turma Especial Sessão de 29 de janeiro de 2013 Matéria EMBARGOS IPI/RESSARCIMENTO Recorrente Conselheiro Relator José Luiz Bordignon Recorrida POLIMASSA ARGAMASSAS LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO. PRESSUPOSTOS. As obscuridades, dúvidas, omissões, contradições e inexatidões materiais contidas no acórdão podem ser saneadas através de Embargos de Declaração, conforme previsão no artigo 66 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITO MODIFICATIVO. VIABILIDADE. É cabível a modificação de julgado impugnado por embargos de declaração quando constatado omissão de ponto sobre o qual a turma devia pronunciar se. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 8. 00 05 39 /2 00 1- 16 Fl. 552DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Relator. EDITADO EM: 07/02/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 553DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11618.000539/200116 Acórdão n.º 3801001.643 S3TE01 Fl. 541 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir: A interessada acima qualificada formalizou pedido de ressarcimento de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI, no valor de R$ 22.378,66, referente ao período de julho a dezembro de 2000, com fundamento no art. 11 da Lei n.° 9.779, de 1999. As fls. 164 a 169, encontramse pedidos de compensação com débitos neles elencados. 2. No Termo de Informação Fiscal de fls. 268/278, a autoridade diligenciadora, depois de elencar os processos de ressarcimento formulados pela contribuinte e os fundamentos jurídicos dos pedidos, consignou, em apertada síntese, as seguintes informações: 2.1. A contribuinte fabrica argamassas colante, para rejuntamento e para revestimentos, que classifica com alíquota de 0% (zero por cento); 2.2. As notas fiscais que embasaram o pedido referemse a insumos destinados a industrialização; 2.3. Glosouse o valor de R$ 1.193,98, que se refere a transferências de cimento da filial para a matriz, nas quais a contribuinte creditouse do IPI à alíquota de 4%. A filial é não contribuinte de IPI, pois se dedica a revenda de mercadorias e não fez a opção pela equiparação. Como a filial é estabelecimento comercial que exerce o comércio atacadista, a matriz só terá direito a se creditar do IPI, calculado mediante a aplicação da aliquota a que estiver sujeito o produto, sobre 50% (cinqüenta por cento) do valor que consta da nota fiscal (art. 148 do Regulamento do IPI de 1998 — RIPI/98); 2.4. Classificando os produtos fabricados pela contribuinte com base na Tabela do IPI — TIPI e nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH), editadas pela Instrução Normativa — IN SRF n.° 157/2002, contatouse que a argamassa colante tem classificação na posição 3214.90.00, "Ex" 01, com aliquota de 0% (zero por cento); a argamassa para rejuntamento classificase na posição 3214.10.10, com aliquota de 10°A (dez por cento); e a argamassa para revestimento classificase na posição 3824.50.00, com aliquota de 10% (dez por cento); 2.5. Elaborada planilha de apuração de saldo do IPI, constatou se que houve saldo devedor, nos 3° e 4° trimestres de 2000. Fl. 554DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 3. Tendo em vista as informações consignadas, a autoridade a quo indeferiu o pedido de ressarcimento e não homologou os pedidos de compensação apresentados (fl. 279). 4. Inconformada, a contribuinte apresentou, tempestivamente, manifestação de inconformidade, acostada is fls. 287/304, na qual aduz, em apertada síntese: Preliminarmente 4.1. Requer a juntada deste processo ao de n.° 11618.001024/200587, para que sejam decididos conjuntamente. Transferências entre a filial e a matriz 4.2. Não há que se falar em comércio entre estabelecimentos do mesmo contribuinte. No aspecto fiscal, os estabelecimentos matriz e filial são autônomos entre si; no aspecto econômico e tributário, um é extensão do outro; 4.3. As transferências de bens de produção (cimento) da filial para a matriz foram feitas com destaque de 4% de IPI, imposto que deve ser creditado integralmente por ocasião da entrada. 0 estabelecimento filial é contribuinte do IPI, porque se dedica à comercialização de produtos fabricados pela matriz, na forma do art. 90, III, do R1PI/98. 4.4. O art. 40, XI, do mesmo Regulamento contempla hipótese de suspensão do IPI; seu §3° prevê os casos em que a referida suspensão não se aplica. S6 se pode suspender o que existe. 0 imposto destacado nas notas das filiais foi feito com acerto e correção, porque sendo o aludido estabelecimento equiparado a industrial, outro não poderia ser o seu comportamento, ao promover a saída do produto tributado. Cabe salientar que o valor do IPI incidente sobre a compra de cimento portland, destacado nas notas fiscais do fornecedor, cujo produto, embora destinado a fabrica fora endereçado e entregue no estabelecimento filial, foi registrado em seu Registro de Entradas e, sem seguida, esta promoveu a transferência para o efetivo destinatário; Reclassificação fiscal dos produtos 4.5. Entre 1° de outubro a 31 de dezembro de 2001, encontrava se vigente a Tabela de IPI (TIPI), aprovada pelo Decreto n.° 3.777, de 23/03/1996. Nesta tabela, consta o "Ex" 01 na posição 3214.90.00; 4.6. A autoridade autuante, baseandose em Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH), editadas pela IN SRF n.° 157/2002, e da Solução de Consulta SRRF/45 RF/Diana n.° 8, datada de 08/06/2004, cuidou de censurar o procedimento da empresa para aplicar aos casos pretéritos legislação que somente veio a ser editada depois dos fatos geradores; 4.7. Foram consideradas, também, normas do Decreto n.° 4.070, de 28/12/2001, que não se pode aplicar a fatos geradores Fl. 555DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11618.000539/200116 Acórdão n.º 3801001.643 S3TE01 Fl. 542 5 ocorridos no ano de 1999, pois somente entrou em vigor em 1° de janeiro de 2002; 4.8. As Notas Explicativas para interpretação da TIPI, nos períodos de que cuida o processo, reportamse ao Decreto n.° 435, de 28/01/1992, que aprovou as NESH, "alterado pela IN SRF 111/94; IN 25/95; IN 123/98; IN 05/99; IN 54/99" (sic). Na auditoria, não se percebeu que, até a publicação do Decreto n.° 4.441, de 25/10/2002, existia na TIPI o "Ex" 01 na posição 3214.90.00, que só foi revogado a partir de 1°/11/2002. A Solução de Consulta SRRF/431RF/Diana n.° 8, de 2004, não se presta para situação ocorrida no ano de 1999, porque não se encontrava mais em vigor o "Ex" 01 da posição 3214.90.00; 4.9. Os produtos fabricados pela empresa são classificados no "Ex" 01 da posição 3214.90.00, porque todos eles foram tipificados dentro da especificação estabelecida, por se tratar de mistura de cimento e/ou cal, com pelo menos um dos seguintes elementos: saibro, areia, quartzo, pedrisco, pedra britada, pó de pedra e semelhantes, adicionada ou não de água, corante ou impermeabilizante; Argamassas de Rejuntamento 4.10. Esses produtos são comercializados com a denominação de "Rejunto sem Resina" e "Rejunte com Resina". Compõese, como descrito, de uma mistura de cimento, pedra britada e moída (carbonato de cálcio), retentor de água, corante (pigmento), impermeabilizante (hidrofugante) e polimero, sendo que, em alguns casos, é utilizado areia no lugar de pedra britada. De acordo com a TIPI, o "Ex" 01 da posição 3214.90.00 é a mais especifica para classificar este produto; 4.11. O induto diferenciase de mástique por possuir elevado teor de matérias de carga, sendo este teor muito superior ao dos aglutinantes. No caso da argamassa de rejuntamento, o teor de material de carga é de 73,15% (pedra britada e corante) e de aglutinantes é de 26,85% (cimento, retentor de água, impermeabilizante e polímero). Logo, fácil concluir que a argamassa de rejuntamento é um induto, não um mástique, pois na mistura dos aglutinantes o cimento corresponde a 25%, ou seja, é um produto rígido, deixando esta argamassa com grande quantidade de material de carga e não elástica ou borracha, que são características do mástique; 4.12. A classificação adequada para a argamassa de rejuntamento é na posição 3214, no "Ex" 01, por se tratar de induto não refratário do tipo dos utilizados em alvenaria e por comporse de cimento e pedra britada; Argamassa de revestimento 4.13. Outro equivoco foi enquadrar a argamassa de revestimento, com nome de fantasia "Assentamento Pronto", "Reboco Pronto", "Massa Única", "Chapisco Pronto", e "Contrapiso Pronto", na posição 3824.50.00, quando a própria Fl. 556DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 6 disposição do capitulo encontrase claramente ressalvada que a tipificação somente se daria ali caso não estivesse compreendida em outra posição. Existe um "Ex" 01, na posição 3214.90.00, que se constitui "em exceção à regra por mais especifica que seja, destaque prevalente em qualquer situação como já descrito, fato esse que já dispensaria por si só a necessidade de ressalva acima mencionada"; 4.14. Além disso, a Rega Geral 3a. para interpretação do Sistema Harmonizado estabelece que a posição mais especifica prevalece sobre a mais genérica; 4.15. A interpretação da fiscalização, baseada na Solução de Consulta realizada para outra empresa em 8/06/2004, cuida de TIPI que não se aplica ao período examinado. O "Ex" 01 da posição 3214.90.00 já havia sido extinto pelo Decreto n.° 4.441, de 25/10/2002, ou seja, a TIPI utilizada para a resposta era diferente daquela do período fiscalizado; 4.16. A referida Solução de Consulta não deve ser estendida a terceiros e por esses utilizada; 4.17. Consta no Capitulo 32, posição 14, "INDUTOS NÃO REFRATÁRIOS DO TIPO DOS UTILIZADOS EM ALVENARIA", "e nas subposições e itens da tabela dessa posição não aparecer especificamente, levando a concluir, logicamente, que se insere no subitem 3214.90.00 e, em especial, dentro do Destaque 'Ex 01' desse subitem"; 4.18. Nas Notas Explicativas previstas na IN SRF n.° 157, de 2002, que tratam de indutos não refratários do tipo dos utilizados em alvenaria, diz que se aplicam nas fachadas, paredes interiores, pavimentos e tetos de prédios, nas paredes e fundos de piscinas etc., de modo a tornálos impermeáveis it umidade e a darlhes boa aparência. Este grupo compreende, entre outros, os indutos pulverizados à base de quartzo em pó e cimento, adicionados de uma pequena quantidade de plastificantes e utilizados, por exemplo, depois de se lhes acrescentar água, para assentamento de ladrilhos de azulejos; 5. Ao final, requer o crédito fiscal indevidamente glosado, que seja desconsiderada a reclassificação feita pela fiscalização, homologada as compensações do imposto acostadas, tornada sem efeito o refazimento da escrita e nulos os atos decorrentes do procedimento equivocado da autoridade autuante. 6. Através do Acórdão DRJ/REC n.° 13.620, de 27/10/2005 (fls. 190/209), anulouse a decisão proferida nos autos, pois entendida em desconformidade com a legislação. Na oportunidade, o relator do voto vencedor reputou conveniente averiguar se os créditos constantes no RAIPI, na rubrica reservada a "transferências para industrialização", já teriam sido escriturados a titulo de "compras para industrialização", além do que, diante da circunstância de que algumas mercadorias transitaram inicialmente pela filial, verificar quais insumos chegaram ao estabelecimento industrial e, conseqüentemente, foram empregados no processo produtivo. Fl. 557DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11618.000539/200116 Acórdão n.º 3801001.643 S3TE01 Fl. 543 7 7. A autoridade a quo prolatou nova decisão, por meio da qual igualmente indeferiu o pedido de ressarcimento e não homologou a compensação (vide fls. 267/274). Na Informação Fiscal de fls. 221/232, a autoridade diligenciadora consignou, quanto à primeira das indagações apresentadas pela DRJ, que não houve duplicidade de escrituração; quanto seguinte, que as aquisições de cimento pela filial foram escrituradas no Livro de Registro de Entradas e, quando da transferência para a matriz, no Livro de Registro de Saídas; no estabelecimento matriz, foram escrituradas no Livro de Registro de Entradas e de Apuração de IPI, respectivamente, com valores equivalentes. Diz, ainda, que as transferências de cimento (sacos) da filial para a matriz, suscitadas no Acórdão DRJ/REC n.° 13.620, de 27/10/2005, como nãopassíveis de direito ao crédito do IPI em sua totalidade, estão sendo glosados integralmente (aplicação da aliquota de 4% sobre 50% do valor das notas fiscais). 8. A contribuinte apresentou, no prazo legal, manifestação de inconformidade contra a nova decisão (fls. 355/382), na qual aduz, em síntese: 8.1. A filial foi constituída como varejista, mas opera no atacado (80%), com venda de bens de produção, e no varejo (20%), com venda de bens de consumo, predominando a venda de produtos de fabricação própria (90%); 8.2. O Decreto n.° 2.637, de 1998 (RIPI/98), consagra, em seu art. 14, inciso H, que estabelecimento comercial varejista é aquele que efetuar vendas diretas para consumidor, ainda que realize vendas por atacado esporadicamente, considerandose esporádicas as vendas por atacado quando, no mesmo semestre civil, o seu valor não exceder a vinte por cento do total das vendas realizadas. A fiscalização teve acesso a tais dados; a empresa não poderia ser considerada varejista, pois excedeu o limite várias vezes; 8.3. A filial é estabelecimento equiparado a industrial. Quando de sua implantação, imaginouse que a sua atividade preponderante seria a de comércio varejista, sendo que a sua realidade é outra, tendo sido promovida a correspondente alteração cadastral; Transferências entre matriz e filial 8.4. Para cada nota fiscal emitida pelo fornecedor em nome da filial, sem que o insumo fosse sequer recebido, a empresa emitia uma nota fiscal (de transferência), na mesma quantidade, para "capear" a primeira nota, fazendo o insumo chegar à fábrica acompanhado por ambas os documentos fiscais. 0 art. 171, III, do RIPI/98 prescreve que os créditos serão escriturados pelo beneficiário "nos casos de produtos adquiridos para utilização ou consumo próprio ou para comércio, e eventualmente destinados a emprego como matériaprima, produtos intermediários ou material de embalagem na industrialização de produtos para os quais o crédito seja assegurado, na data da sua redestinação". Tal dispositivo consagra o direito da empresa em Fl. 558DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 8 consonância com o principio da nãocumulatividade e com o disposto no art. 163 do RIPI/2002. ilegítimo glosar os créditos de tais notas fiscais, emitidas para acompanhar o trânsito entre o estabelecimento filial e a matriz, para neste último ser empregado na produção industrial; Reclassificação fiscal dos produtos 8.5. No período, encontravase vigente a Tabela de IPI (TIPI), aprovada pelo Decreto n.° 3.777, de 23/03/2001. Nessa tabela, consta o "Ex" 01 na posição 3214.90.00. A empresa aplicou o "ex" tarifário na comercialização dos produtos: argamassa colante, argamassa para rejuntamento e argamassa para revestimento, cujas saídas se deram com aliquota zero. Tais produtos se tratam de mistura de cimento, com pelo menos um dos seguintes elementos: saibro, areia, quartzo, pedrisco, pedra britada e pó de pedra e semelhantes, adicionado, ou não, água, corante ou impermeabilizante. Para que o produto pudesse ser tarifado no "ex" 01 da posição 3214.90.00, bastava se tratar de uma mistura de cimento (e/ou cal), com saibro, areia, quartzo, pedrisco, pedra britada ou pó de pedra. Irrelevante que fosse adicionada, ou não, água, corante ou impermeabilizante; 8.6. A fiscalização considerou a Solução de Consulta SRRF/4 5 RE/Diana n.° 8, datada de 08/06/2004, que somente veio a ser editada depois dos fatos geradores. A nova apuração do 1PI, decorrente da decisão prolatada DRJ/REC, visou corrigir o procedimento antes homologado, permanecendo o entendimento da fiscalização em procurar demonstrar exaustão que os produtos deveriam ter sido classificados diferentemente; 8.7. A empresa se socorreu de entendimento técnico abalizado, no caso, o CENTRO PROFISSIONAL DE COMÉRCIO EXTERIOR — CENPEC, o qual tem como titular um ex AuditorFiscal e professor de Comércio Exterior, para que fosse aceito ou tivesse valia para Fazenda Pública. Além de discordar da interpretação da fiscalização, consignou, dentre outras informações, que o "Ex=Tarifário se refere a uma mercadoria muito bem especificada e não simplesmente vinculada a um determinado código, muitas vezes mal classificado pela administração pública" (ipsis litteris; sublinho do original); 8.8. Não resta dúvida que, existindo um "ex" tarifário, o produto que se tipifique com a especificação nele trazida, esteja onde estiver classificado na TIPI, terá que se deslocar, para fins de tributação, para esse "ex" tarifário. Não muda a classificação fiscal do produto, o que muda é a tributação incidente (cita decisões do Conselho de Contribuintes para embasar seu raciocínio); 8.9. Utilizandose das características do produto argamassa de revestimento, da Regra Geral do Sistema Harmonizado RGI/SH n.° 1 (valor legal do produto determinado pelo texto da posição) e das notas explicativas da posição, a sua classificação é 3214.90.00, "Ex" 01, conforme atesta o Parecer Técnico n.° 016.454 do Instituto Tecnológico de Pernambuco — ITEP (cita as Soluções de Consulta para embasar o seu entendimento); Fl. 559DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11618.000539/200116 Acórdão n.º 3801001.643 S3TE01 Fl. 544 9 8.10. A ressalva contida no texto da posição 3824 somente deve ser considerada se não existirem outras posições cuidando das mesmas coisas (a posição 3214 é mais especifica). A opinião de AuditorFiscal aposentado corrobora o entendimento da empresa; 8.11. No caso de argamassa para rejuntamento, a mesma é um induto, não um mástique; 8.12. As notas fiscais de do Sistema Harmonizado são pobres em definir e distinguir induto de mástique. Segundo tais notas, os mástiques se destinam a obturar fendas. As argamassas de rejuntamento produzidas pela empresa destinamse a preencher juntas de assentamento. Não se pode confundir fenda com junta de assentamento (reproduz trecho de norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT, na qual se define junta de assentamento); 8.13. O rejunte da empresa não é utilizado para obturar fenda em alvenaria, mas, sim, para ser aplicado em superfícies mais importantes, isto é, no acabamento das juntas de assentamento de revestimentos cerâmicos e azulejos. As notas explicativas da posição 3214 explicam que mástique e induto se caracterizam, essencialmente, pela sua utilização. A argamassa de rejuntamento é um induto, e a sua classificação correta é na posição 3214.90.00, "Ex" 01; 8.14. Juntase correspondência do SINAPROCIM, enviada "ao então Sr. Secretário da Receita Federal, em face do Decreto nº 4.441, de 25/10/2002, que extinguiu o ex 01, da posição 3214.90.00 para as argamassas (Dec. 08), cuja resposta enviada pelo Coordenador Geral de Tributação, datada de 22/05/2003 (Dec. 09), procurou justificar o porquê da alteração de sua tributação para 10%, a partir de 1° de novembro de 2002, sem qualquer divergência, com o entendimento esposado na correspondência do Sindicato, quanto classificação das argamassas de revestimento e de rejuntamento no "ex" 01 da posição 3214.90.00" (ipsis litteris; negritos do original); 8.15. Foram, anexadas notas fiscais emitidas por empresas de grande porte, que tiveram o mesmo entendimento; 8.16. A Solução de Consulta SRRF14a RF/Diana n.° 8, de 08106/2004, está embasada na TIPI aprovada pelo Decreto n.° 4.542, de 26/12/2002, que entrou em vigor em 01/01/2003, embora o presente processo somente se refira ao 4° trimestre de 2001. 9. Ao final, requer a restauração do crédito indevidamente glosado, a desconsideração da classificação fiscal pretendida Pela fiscalização, a homologação da compensação, bem como seja tornado sem efeito o refazimento da escrita fiscal. Fl. 560DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 10 A Delegacia de Julgamento em Recife proferiu a seguinte decisão, nos termos da ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2000 a 31/12/2000 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. ARGAMASSA COLANTE. TIPI 3214.90.00. A argamassa colante, induto nãorefratário, resultante da mistura de cimento, areia, retentor de água, resina polímero aderente e resina polímero flexível, que, adicionada de água, é utilizada para assentar cerâmicas, pastilhas, e porcelanatos, classificase na posição 3214.90.00 da TIPI. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. ARGAMASSA PARA REJUNTAMENTO. TIPI. 3214.10.10. A argamassa para rejuntamento (mástique), resultante da mistura de cimento, carbonato de cálcio, retentor de Água, hidrofugante, bactericida, resina polímero flexibilizante e pigmentos, que, adicionada de água, é utilizada para rejuntar peças cerâmicas, classificase na posição 3214.10.10 da TIPI. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. ARGAMASSA PARA REVESTIMENTO. TIPI. 3824.50.00. A argamassa para revestimento nãorefratária, resultante da mistura de cimento, cal, carbonato de cálcio, retentor de água, hidrofugante, bactericida, resina polímero flexibilizante e pigmentos, que, adicionada de água, é utilizada para assentar blocos de concreto ou cerâmicos ou de cimento e revestir paredes e tetos, de Áreas internas e externas, para ponte de aderência entre base e revestimento, para regularização de pisos e lajes de revestimento, classificase na posição 3824.50.00 da TIPI. Solicitação Indeferida. Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso de fls. 432 a 448 reproduzindo, na essência, as razões apresentadas por ocasião da manifestação de inconformidade, acrescentando, em síntese: · Independente do rumo que tomou a demanda, a matéria discutida se prende a glosa de parte do crédito fiscal do IPI, focado em dois núcleos principais que deram origem aos pedidos de compensação, a saber: · a) aproveitamento (ou não) de crédito fiscal do IPI pela matriz, em relação matériaprima que tendo sido adquirida pela filial, foi transferida para o processo industrial da RecorrenteMatriz; Fl. 561DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11618.000539/200116 Acórdão n.º 3801001.643 S3TE01 Fl. 545 11 · b) possibilidade (ou não) de enquadramento dos produtos fabricados pela Recorrente no "Ex" tarifário 3214.90.00 sujeito a alíquota "0" (zero) de IPI. · No que tange ao item "b" é importante destacar que a matéria não se prende à classificação fiscal do produto em si, mas, ao ressarcimento de IPI decorrente do efetivo emprego de matériasprimas, produtos intermediários e embalagens tributados, aplicados na fabricação de produtos industrializados pela Recorrente, cuja tributação desses últimos, nas saídas ocorridas entre Janeiro de 1999 e setembro de 2002, deuse para efeito do IPI, no "Ex" 01, da Posição 3214.90.00, sujeitas à alíquota 0 (zero) . · O julgamento da primeira manifestação de inconformidade da ora Recorrente contra despacho anterior que indeferiu parte do seu pedido de ressarcimento, a Recorrida por maioria de votos julgou NULO o Despacho Decisório. A última manifestação de inconformidade apresentada pela ora Recorrente não poderia levar em conta o primeiro Despacho nulo, tampouco sua manifestação anterior, considerando que procedimento nulo, ser procedimento inexistente. Todavia, o julgamento ora recorrido além de reportarse, insistentemente, ao procedimento nulo, embasou os seus fundamentos quase que exclusivamente na apreciação anterior, ressalvandose, apenas, as novas questões trazidas quando ao aproveitamento do crédito fiscal (item "b" acima), de modo que não fez um "mínimo" comentário aos argumentos trazidos com a última manifestação de inconformidade, tampouco, quanto as provas produzidas, limitandose, tão somente, a relatar o que constou da impugnação, em evidente cerceamento ao direito de defesa da recorrente, porque não apreciou adequadamente seus argumentos. · O Despacho recorrido não apreciou adequadamente todos os fundamentos da manifestação de inconformidade, não trouxe argumentação lógica, coerente, consistente, com justificativas e detalhamentos relevantes e, ademais, desprezou as informações prestadas e ignorou os pareceres técnicos e demais documentos comprobatórios do direito da ora Recorrente. Em 29 de outubro de 2007 o processo foi encaminhado para julgamento e em 01 de fevereiro de 2010, pela Resolução nº 380100.042, da Primeira Turma Especial do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o julgamento foi convertido em diligência, conforme relatório e voto abaixo colacionado: RELATÓRIO E VOTO Conselheiro Arno Jerke Junior, Relator. Fl. 562DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 12 Cuidase de pedido de ressarcimento de créditos de IPI, referente aos períodos informados nos autos, com fulcro no art. 11 da Lei n° 9.779/99. A discussão do processo se resume a dois pontos cardeais: a classificação dos produtos fabricados e seu enquadramento como produto de saída isenta de IPI, bem como a tributação sobre transferência de mercadoria entre filial e matriz. Contudo, entendo que o julgamento da matéria dependa do conhecimento da composição e da classificação exata da mercadoria objeto dos pedidos, razão pelo qual voto em baixar os autos em diligencias para realização de perícia técnica nos produtos, Argamassa Colante (Colaforte Polimassa), Argamassa para rejuntamento (Rejuntes Polimassa), Argamassas para Revestimento, objeto dos pedidos de ressarcimento O objetivo da diligência será definir objetivamente a composição, natureza e o conseqüente enquadramento dos produtos supra referidos, respondendo, inclusive, os questionamentos abaixo: a) se os produtos se configuram mástice ou indultos ou uma terceira opção de enquadramento. b) Se na composição do produtos, estão incluídos os materiais incluídos no ex tarifário, vigente à época do pedido. c) Se carbonato de cálcio é o mesmo que pedra britada; d) Classificação fiscal de cada um deles. É como voto. Arno Jerke Júnior Em atendimento, foi requerida pela autoridade fiscal perícia técnica à Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado da Paraíba – FUNAPE, que apresentou o Laudo Técnico de fls. 486/502. Também, foi juntada aos autos a Informação Fiscal de fls. 503/513. Em 27 de junho de 2012, a presente contenda foi julgada pela Primeira Turma Especial da Terceira Seção do CARF que prolatou o Acórdão nº 3801001.299, conforme ementa abaixo colacionada: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 NORMAS PROCESSUAIS. CONVERSÃO DE PEDIDO DE COMPENSAÇÃO EM DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. O parágrafo quarto do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996 , introduzido pela Lei n° 10.637/2002, transformou os pedidos de compensação em declarações de compensação, desde o protocolo do respectivo pedido. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. Fl. 563DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11618.000539/200116 Acórdão n.º 3801001.643 S3TE01 Fl. 546 13 O Prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo é de 05 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Transcorrido esse prazo sem que a autoridade administrativa se pronuncie, considerarseá homologada (homologação tácita) a compensação declarada pelo sujeito passivo e, definitivamente, extinto o crédito tributário nela declarado. Recurso Voluntário Provido Por seu turno, em razão de omissão de ponto sobre o qual a turma devia pronunciarse no referido julgamento, o Conselheiro Relator apresentou Embargos de Declaração, conforme se depreende do texto abaixo transcrito: Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento de créditos de Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, no valor de R$ 22.378,66, referente ao 4º trimestre de 2001, combinado com Pedido de Compensação de fls. 164/169. A DRF/João Pessoa indeferiu integralmente o pedido, conforme Despacho Decisório DRF/JPA, de 06 de julho de 2006, fls. 353, cientificado em 17/07/2006. A interessada apresentou recurso voluntário contra o Acórdão nº 1117.160, da 5ª Turma da DRJ/Recife, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade, fls. 418/429. O Colegiado, após receber um memorial do Patrono da recorrente, onde constava uma cópia do Pedido de Ressarcimento e Compensação, datado de 14 de fevereiro de 2001, e da sustentação oral defendendo a homologação tácita das compensações pelo transcurso do prazo de 05 (cinco) anos entre o protocolo do pedido (14/02/2001) e a ciência do Despacho Decisório (17/07/2006), por maioria de votos, julgou procedente o recurso voluntário, homologando tacitamente as compensações objeto do processo em comento. Ocorre que, em 24/09/2002, fls. 161, a interessada encaminhou o documento “Substituição de pedidos de ressarcimento e compensação”, requerendo o que segue: “[...] vem perante vossa senhoria requerer a substituição dos formulários dos pedidos de ressarcimento e de compensações constantes do processo em epígrafe pelos que seguem acostados, em razão da adequação dos créditos apurados aos trimestres civis”. Assim, uma vez que o protocolo dos pedidos de compensação ocorreram em 24/09/2002, e a postulante foi cientificada do Despacho Decisório da DRF/João Pessoa em 17/07/2006, o período de tempo transcorrido entre o protocolo e a ciência foi Fl. 564DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 14 inferior a 05 (cinco) anos, não ocorrendo, por conseguinte, a homologação tácita. Desse modo, por se tratar de informação relevante e necessária ao julgamento da lide, ausente do relatório apresentado e não percebida pelos membros do Colegiado, entendo como medida correta o recebimento e acolhimento dos presentes embargos, para sanar/retificar todos os vícios existentes no acórdão acima referido. É o relatório. Fl. 565DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11618.000539/200116 Acórdão n.º 3801001.643 S3TE01 Fl. 547 15 Voto Conselheiro José Luiz Bordignon, Relator À luz do artigo 65 caput e §1º, da Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 (RI – CARF) a apresentação dos Embargos de Declaração é tempestiva e atende aos demais pressupostos, portanto dele tomase conhecimento. PORTARIA Nº 256, DE 22 DE JUNHO DE 2009: Art. 64. Contra as decisões proferidas pelos colegiados do CARF são cabíveis os seguintes recursos: I Embargos de Declaração. Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. § 1° Os embargos de declaração poderão ser interpostos, mediante petição fundamentada dirigida ao presidente da Turma, no prazo de cinco dias contado da ciência do acórdão. Para fundamentar a admissão dos presentes embargos de declaração, o embargante invoca a ocorrência de omissão de ponto sobre o qual a turma devia pronunciarse, pois não foi considerado na decisão o documento “Substituição de pedidos de ressarcimento e compensação”, fls. 161, protocolizado pela interessada, no qual requer “a substituição dos formulários dos pedidos de ressarcimento e de compensações constantes do processo em epígrafe pelos que seguem acostados, em razão da adequação dos créditos apurados aos trimestres civis”. De fato, compulsandose os autos, constatase que o referido documento, seguido de novos “Pedidos de Ressarcimento”, fls. 162 e 163, e dos “Pedido de Compensação”, fls. 164 a 169, foram todos protocolizados em 24/09/2002. Isto é, o decurso de prazo entre os Pedidos de Ressarcimento/Compensação e o Despacho Decisório foi inferior a 05 (cinco) anos, não ocorrendo, portanto, a homologação tácita. Assim, ao sanar a omissão apontada, reconhecendo a inexistência de homologação tácita nas compensações requeridas, o resultado do julgamento deve ser modificado e os embargos de declaração acolhidos, isto porque, tal como afirmado, restou claro que o tempo decorrido entre o protocolo dos Pedidos de Ressarcimento/Compensação e o Despacho Decisório foi inferior a 05 (cinco) anos. Por outro lado, às fls. 287, por ocasião da apresentação da manifestação de inconformidade, a interessada requereu a juntada ao presente processo o de nº 11618.001024/200567, para que fossem decidimos conjuntamente. Fl. 566DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 16 Em pesquisa no “e processo”, constatouse que o referido processo se encontra na DRJ/Recife para julgamento. Também, que se trata de lançamento de ofício do IPI, referente aos períodos de apuração janeiro/2000 a setembro/2002, em razão de erro de classificação fiscal dos seguintes produtos: ARGAMASSA PARA REJUNTAMENTO (Produtos REJUNTES POLIMASSA) : 3214.10.10 de 10%. ARGAMASSAS PARA REVESTIMENTO (Produtos Polimassa Assentamento Pronto, Reboco Pronto, Chapisco Pronto, Contrapiso Pronto): 3824.50.00 — Alíquota de 10%. A seguir, trago a colação excertos do “Relatório Fiscal”, parte integrante do auto de infração de que trata o processo nº 11618.001024/200567, fls. 1.044 a 1.046. A POLIMASSA ARGAMASSAS LTDA, CNPJ 00.850.507/0001 34, apresentou os Pedidos de Ressarcimento do Saldo Credor Acumulado do IPI do período de 01 de janeiro de 1999 a 30 de setembro de 2002, através dos processos a abaixo discriminados, tendo o trabalho de auditoria do saldo credor do IPI apurado os seguintes resultados: [...] PROCESSO 11618.000539/200116 Período: 3° e 4° Trimestre de 2000 (Jul. a Dez/00) Data de Protocolo: 14/02/01 Valor Pleiteado R$ 22.378,66 Valor Glosado: R$ 22.378,66 Valor Deferido: R$ 0,00 [...] Fls. 1.046 O presente Relatório Fiscal referese ao trabalho de fiscalização do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), no período de janeiro de 2000 a setembro de 2002, conforme Mandado de Procedimento Fiscal Complementar 0430100.2004.00262 01, emitido em 07/03/05. A auditoria do IPI foi baseada no resultado do trabalho de análise do Saldo Credor de IPI (Lei 9.779/99), objeto do Pedido de Ressarcimento de IPI, conforme processos acima relacionados. O referido trabalho apurou erro de classificação fiscal dos produtos fabricados e de alíquotas nas saídas desses produtos do estabelecimento industrial. O contribuinte adotou alíquota zero para todos os seus produtos fabricados, tendo a fiscalização, no trabalho de análise dos processos de ressarcimento, feito nova classificação fiscal e, conseqüentemente, encontrado alíquotas diferentes de zero, no caso 10%, para certos produtos. Tal procedimento, por parte do contribuinte, resultou em emissão de Fl. 567DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11618.000539/200116 Acórdão n.º 3801001.643 S3TE01 Fl. 548 17 notas fiscais sem destaque do IN, infração prevista no Regulamento do IPI (inc. I, art. 461, Decreto 2.637, de 25/06/98). Foi apurado, também, saldo devedor do IPI em decêndios do período fiscalizado, conforme planilha Demonstrativo de Apuração do Saldo de IPI (fls.450 a 464). Fls. 06 [...] 001 PRODUTO SAÍD0 DO ESTABELECIMENTO INDUSTRIAL OU EQUIPARADO A INDUSTRIAL COM EMISSÃO DE NOTA FISCAL OPERAÇÃO COM ERRO DE CLASSIFICAÇÃO FISCAL E/OU ALÍQUOTA. Falta de lançamento de imposto por ter o estabelecimento industrial ou equiparado a industrial promovido a saída de produto(s) tributado(s), com falta, insuficiência de lançamento de imposto, por erro de classificação fiscal e/ou erro de alíquota, em relação ao(s) produto(s) ARGAMASSAS PARA REVESTIMENTO (Produtos PolimassaAssentamento Pronto, Reboco Pronto, Chapisco Pronto, Contrapiso Pronto) e ARGAMASSA PARA REJUNTAMENTO (Produtos REJUNTES POLIMASSA), conforme Relatório Fiscal (fls. 1042/1057), parte integrante do presente auto de infração. Da análise do processo em epígrafe e do processo nº 11618.001024/200567, referente ao lançamento de ofício do IPI, por falta de destaque do tributo, relativo aos períodos de apuração 01/2000 a 09/2002, inferese que a autoridade fiscal refez a escrita fiscal do contribuinte, levando em conta a nova classificação fiscal adotada para os produtos ARGAMASSA PARA REJUNTAMENTO (NCM 3214.10.10 – alíquota de 10%) e ARGAMASSA PARA REVESTIMENTO (NCM 3824.50.00 Alíquota de 10%). Em razão do acima exposto, para que não haja decisões conflitantes no presente caso, uma vez que está pendente de decisão a classificação fiscal adotada, se a do contribuinte ou a do fisco, entendo que se faz necessária a juntada ao presente processo da decisão final acerca do auto de infração consubstanciado no processo nº 11618.001024/2005 67. Desse modo, encaminho meu voto no sentido de acolher os embargos de declaração com efeitos modificativos, para alterar a decisão anterior que reconheceu a homologação tácita e converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, para que a autoridade preparadora aguarde o julgamento definitivo do processo nº 11618.001024/200567 e após junte aos autos a decisão final do auto de infração supra referido, para posterior apreciação do mérito deste recurso. É assim que voto. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Fl. 568DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 18 Fl. 569DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
