Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,212)
- Segunda Câmara (27,796)
- Primeira Câmara (25,084)
- Segunda Turma Ordinária d (17,283)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (15,968)
- Primeira Turma Ordinária (15,819)
- Primeira Turma Ordinária (15,807)
- Primeira Turma Ordinária (15,722)
- Segunda Turma Ordinária d (15,676)
- Segunda Turma Ordinária d (14,211)
- Primeira Turma Ordinária (12,949)
- Primeira Turma Ordinária (12,262)
- Segunda Turma Ordinária d (12,222)
- Quarta Câmara (11,512)
- Primeira Turma Ordinária (11,277)
- Quarta Câmara (83,808)
- Terceira Câmara (65,808)
- Segunda Câmara (54,396)
- Primeira Câmara (18,980)
- 3ª SEÇÃO (15,968)
- 2ª SEÇÃO (11,240)
- 1ª SEÇÃO (6,768)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (121,670)
- Segunda Seção de Julgamen (112,719)
- Primeira Seção de Julgame (74,977)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,905)
- Câmara Superior de Recurs (37,572)
- Terceiro Conselho de Cont (25,954)
- IPI- processos NT - ressa (5,001)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,960)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,860)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,239)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,651)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,197)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,600)
- HELCIO LAFETA REIS (3,506)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,200)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,888)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- WILDERSON BOTTO (2,588)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,555)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,820)
- 2019 (30,956)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,913)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,464)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,024)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,077)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 11968.000773/2007-69
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 16/10/2006
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NA ETAPA QUE ANTECEDE LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO
Só se discute cerceamento do direito de defesa a partir do momento em que tal direito pode ser exercido. Ou seja, a partir da etapa de impugnação.
Não se fala em violação aos direitos A ampla defesa e ao contraditório na fase de investigação que antecede A lavratura do auto de infração.
PEDIDO DE PERÍCIA. CONDIÇÕES
Não há que se falar em nulidade por indeferimento de pedido de perícia quando os autos reúnem os elementos necessários à formação da convicção do julgador e, o que é mais relevante, o sujeito passivo não logra êxito em demonstrar a imprescindibilidade desse exame suplementar.
FARINHA DE TRIGO FORTIFICADA.
A mercadoria "Farinha de trigo forti ficada com ácido fólico e ferro contendo 0,07% de cloreto de sódio (sal)" classifica-se no código NCM 1101.00.10, conforme Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado.
Numero da decisão: 3302-002.290
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente.
(assinado digitalmente)
ALEXANDRE GOMES - Relator.
EDITADO EM: 06/07/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), Paulo Guilherme Deroulede, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: ALEXANDRE GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 16/10/2006 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NA ETAPA QUE ANTECEDE LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO Só se discute cerceamento do direito de defesa a partir do momento em que tal direito pode ser exercido. Ou seja, a partir da etapa de impugnação. Não se fala em violação aos direitos A ampla defesa e ao contraditório na fase de investigação que antecede A lavratura do auto de infração. PEDIDO DE PERÍCIA. CONDIÇÕES Não há que se falar em nulidade por indeferimento de pedido de perícia quando os autos reúnem os elementos necessários à formação da convicção do julgador e, o que é mais relevante, o sujeito passivo não logra êxito em demonstrar a imprescindibilidade desse exame suplementar. FARINHA DE TRIGO FORTIFICADA. A mercadoria "Farinha de trigo forti ficada com ácido fólico e ferro contendo 0,07% de cloreto de sódio (sal)" classifica-se no código NCM 1101.00.10, conforme Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11968.000773/2007-69
anomes_publicacao_s : 201407
conteudo_id_s : 5359628
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3302-002.290
nome_arquivo_s : Decisao_11968000773200769.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ALEXANDRE GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 11968000773200769_5359628.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES - Relator. EDITADO EM: 06/07/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), Paulo Guilherme Deroulede, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
id : 5520906
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:24:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812458221568
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1987; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 335 1 334 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11968.000773/200769 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302002.290 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 22 de agosto de 2013 Matéria CLASSIFICAÇÃO FISCAL Recorrente NAP ALIMENTOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 16/10/2006 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NA ETAPA QUE ANTECEDE LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO Só se discute cerceamento do direito de defesa a partir do momento em que tal direito pode ser exercido. Ou seja, a partir da etapa de impugnação. Não se fala em violação aos direitos A ampla defesa e ao contraditório na fase de investigação que antecede A lavratura do auto de infração. PEDIDO DE PERÍCIA. CONDIÇÕES Não há que se falar em nulidade por indeferimento de pedido de perícia quando os autos reúnem os elementos necessários à formação da convicção do julgador e, o que é mais relevante, o sujeito passivo não logra êxito em demonstrar a imprescindibilidade desse exame suplementar. FARINHA DE TRIGO FORTIFICADA. A mercadoria "Farinha de trigo forti ficada com ácido fólico e ferro contendo 0,07% de cloreto de sódio (sal)" classificase no código NCM 1101.00.10, conforme Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 96 8. 00 07 73 /2 00 7- 69 Fl. 335DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES 2 WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator. EDITADO EM: 06/07/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), Paulo Guilherme Deroulede, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Por bem retratar a matéria tratada no presente processo, transcrevo o relatório produzido pela DRJ de Recife: Tratase de auto de infração lavrado em desfavor da pessoa jurídica NPAP ALIMENTOS LTDA, onde é formalizada a exigência de Imposto de Importação, PIS e Cofins incidentes na importação, acrescidos de juros e multa proporcional a tais tributos, além das multas por violação ao controle administrativo das importações e pela classificação da mercadoria em desacordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Consigna a autoridade fiscal que o sujeito passivo promovera a importação de 180 toneladas do produto denominado "mistura para elaboração de macarrão, marca LETIZIA", classificandoo no item 1901.90.90 da NCM, próprio para outras preparações alimentícias de farinha, ao invés do item 1101.00.10, próprio para farinha de trigo. 0 suporte fático para tal reclassificação teria sido extraído do laudo técnico de análise n° 2712/20061 1, expedido pelo Centro Tecnológico de Controle da Qualidade L.A. Falcão Bauer, onde foi consignada a conclusão de que o produto importado tratarseia de farinha de trigo fortificada com ácido fólico e ferro, contendo 0,07% de cloreto de sódio (sal). Informa ainda a autoridade fiscal que, após a ação fiscal, o importador passou a classificar produtos idênticos ao que é objeto do presente processo no código 1101.00.10. Regularmente cientificado em 24/07/2007, comparece o contribuinte ao processo em 09/08/2007, alegando,, em síntese: 1 Nulidade do auto de infração em razão de: 1.1 Violação ao principio da ampla defesa e do contraditório, em razão de não lhe ter sido concedido prazo para manifestação acerca do laudo técnico que deu respaldo as conclusões da autoridade previamente a autuação. Alega que tal conduta teria impedido seu acesso as amostras colhidas e lacradas pelo Fisco para fins de produção de contraprova, sem todavia, apresentar qualquer documento que ateste a formulação Fl. 336DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 11968.000773/200769 Acórdão n.º 3302002.290 S3C3T2 Fl. 336 3 de petição e seu indeferimento. Cita jurisprudência em que assenta suas conclusões a respeito da violação ao principio da ampla defesa e contraditório; 1.2 Violação ao principio da verdade material, em razão de que a autoridade fiscal se limitara a imputar valores com base em presunção, sem observar laudo anteriormente obtido a partir de solicitação de outra unidade administrativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), onde seriam apresentadas conclusões diversas das assentadas pelo laudo que respaldou a autuação. 2 Imprestabilidade do laudo técnico 2.1 — Sustenta que seria inadmissível que a impugnante não conhecesse seu processo produtivo e utilizasse produto sem saber da sua composição; 2.2 — Aduz que a importação alvo de exigência não seria a primeira realizada pela impugnante, que já teria adquirido o mesmo produto do mesmo fornecedor em outras oportunidades, reiterando que laudo anterior, elaborado por engenheiro vinculado a Universidade Federal de Pernambuco, demonstrara que, diferentemente do alegado, tratarseia de uma mistura, aditivada de outros componentes. Junta cópia4 . 3 Necessidade de nova perícia: 3.1 Na hipótese de não serem adotadas as conclusões do laudo técnico que entende contradizer aquele apresentado pela autoridade fiscal, pleiteia a realização de uma segunda perícia. Indica quesitos e assistente. Posteriormente, após o encerramento do prazo de impugnação, traz ao processo nova petição onde pleiteia a nulidade do auto de infração, nos termos do Acórdão 0811.266, onde a 2 Turma da DRJ Fortaleza decidiu anular de oficio auto de infração aparentemente idêntico ao que se debate no presente processo. A par dos argumentos lançados na Impugnação apresentada, a DRJ entendeu por bem julgar improcedente a defesa, em decisão que assim ficou ementada: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 16/10/2006 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NA ETAPA QUE ANTECEDE LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO Só se discute cerceamento do direito de defesa a partir do momento em que tal direito pode ser exercido. Ou seja, a partir da etapa de impugnação. Não se fala em violação aos direitos A ampla defesa e ao contraditório na fase de investigação que antecede A lavratura do auto de infração. Fl. 337DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES 4 PEDIDO DE PERÍCIA. CONDIÇÕES Não há que se falar em nulidade por indeferimento de pedido de perícia quando os autos reúnem os elementos necessários à formação da convicção do julgador e, o que é mais relevante, o sujeito passivo não logra êxito em demonstrar a imprescindibilidade desse exame suplementar. ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 12/09/2006 FARINHA DE TRIGO FORTIFICADA. A mercadoria "Farinha de trigo fortificada com ácido fólico e ferro contendo 0,07% de cloreto de sódio (sal)" classificase no código NCM 1101.00.10, conforme Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado. ERRO NA IDENTIFICAÇÃO E NA CLASSIFICAÇÃO. REGIME DE ORIGEM DO MERCOSUL. CONSEQUÊNCIAS. Constatada diferença entre a classificação consignada no Certificado de Origem e a resultante da verificação aduaneira da mercadoria, resta afastada a preferencia tarifária própria do regime do Mercosul. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Contra esta decisão foi apresentado Recurso Voluntário onde são reprisados os argumentos lançados na Impugnação apresentada É o relatório. Voto Conselheiro Relator ALEXANDRE GOMES O presente Recurso Voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos e dele tomo conhecimento. Conforme se depreende do relatório acima transcrito, tratase de auto de infração decorrente de equivocada classificação fiscal adotada pela Recorrente para produto importado por ela. Diante do Recurso Voluntário apresentado, são três os pontos a serem analisados: (i) nulidade do auto de infração diante do cerceamento do direito de defesa; (ii) Classificação Fiscal do produto importado; e (iii) ilegalidade da cumulação das multas. A respeito das preliminares levantadas, sem razão a Recorrente. A Recorrente alega o cerceamento do seu direito de defesa diante da ausência da garantia ao contraditório no momento da elaboração do laudo produzido pela Fiscalização em momento anterior a lavratura do auto de infração. Fl. 338DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 11968.000773/200769 Acórdão n.º 3302002.290 S3C3T2 Fl. 337 5 Como bem pontuou a decisão recorrida, com a instauração do processo administrativo que se inicia com a apresentação da impugnação é que deve ser garantido ao contribuinte a oportunidade a ampla defesa e ao contraditório. Assim determina a Carta magna: "Art. 5° (...) LV — aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;" Por sua vez, assim prescreve o Decreto 70.235/72 a respeito do termo incial do processo administrativo fiscal: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Assim a ampla defesa e o contraditório somente passa a ser uma garantia após a instaruação do processo administrativo fiscal. No presente caso, o laudo produzido na fase de persecução fiscal, ou seja, em momento anteior ao lançamento, foi devidamente questionado pela Recorrente com a apresentação da Impugnação. Não há reparos a fazer a decisão recorrida neste ponto. Ainda em relação a necessidade de elaboração de prova precicial, mister transcrever o que dispõe o decreto que regula o processo administrativo: Art. 16. A impugnação mencionará: IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias.” A necessidade de realização de diligencia pode ser aferida pela autoridade administrativa, que mediante decisão fundamentada pode afastala. No caso sob análise, a partir da leitura dos quesitos formulados pelo Recorrente, verifico inegável similaridade com os quesitos respondidos pelo Laudo que a contribuinte juntou ao processo, ficando patente a denecessidade de realização de nova perícia. Fl. 339DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES 6 Faço remissão aos fundamentos da decisão recorrida neste ponto, em complemento aos acima transcritos. Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre a recorrente. A questão relacionada a correta classificação a ser aplicada ao produto importado pela Recorrente, já foi objeto de análise neste Conselho. Transcrevo como razão de decidir, os argumentos utilizados pelo eminente Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, que nos autos do processo nº 11968.000394/200779 assim decidiu: O laudo técnico requisitado pela fiscalização concluiu que a mercadoria em apreço seria “farinha de trigo fortificada com ácido fólico e ferro, contendo 0,20% de cloreto de sódio (sal)”. Para a correta classificação fiscal de uma mercadoria, é necessário observar diversas regras, entre elas as Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado (RGI) e as Regras Gerais Complementares (RGC). As primeiras regras interpretativas estão previstas no artigo 1º do RGC e do RGI, vejamos: RGC: Art. 1 As Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado se aplicarão, "mutatis mutandis", para determinar dentro de cada posição ou subposição, o item aplicável e, dentro deste último, o subitem correspondente, entendendose que apenas são comparáveis desdobramentos regionais (itens e subitens) do mesmo nível. RGI: Art. 1 Os títulos das Seções, Capítulos e Subcapítulos têm apenas valor indicativo. Para os efeitos legais, a classificação é determinada pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo e, desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posições e Notas, pelas Regras seguintes (...) (g.n.) A fiscalização entende que a classificação correta para as mercadorias seria o código NCM 1101.00.10, posição do produto farinha de trigo: “1001 – FARINHAS DE TRIGO OU MISTURA DE TRIGO E CENTEIO 1001.00.10 – Farinha de trigo” De seu turno, a Recorrente classificou as mercadorias importadas no código NCM 1901.90.90, posição correspondente ao produto mistura para macarrão: “19.01 Extratos de malte;; preparações alimentícias de farinhas, grumos, sêmolas, amidos, féculas ou de extratos de malte, que não contenham cacau ou que contenham menos de 40 %, em peso, de cacau, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, não especificadas nem compreendidas noutras posições;; preparações alimentícias de produtos das posições 04.01 a 04.04, que não contenham cacau ou que contenham menos de 5 %, em peso, de cacau, calculado sobre uma base Fl. 340DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 11968.000773/200769 Acórdão n.º 3302002.290 S3C3T2 Fl. 338 7 totalmente desengordurada, não especificadas nem compreendidas noutras posições. 1901.10 Preparações para alimentação de crianças, acondicionadas para venda a retalho 1901.20 Misturas e pastas para a preparação de produtos de padaria, pastelaria e da indústria de bolachas e biscoitos, da posição 19.05 1901.90 Outros 1901.90.10 Extrato de malte 1901.90.20 Doce de leite 1901.90.90 Outros” (g.n.) Diante do fato de a RGI determinar a interpretação a partir dos textos das posições e das notas de seção e capítulo, cumpre então examinálos à luz das NESH (anexo único da Instrução Normativa RFB nº 807, de 11 de janeiro de 2008): 11.01 Farinhas de trigo ou de mistura de trigo com centeio (méteil). Esta posição compreende as farinhas de trigo ou de mistura de trigo com centeio (méteil ou meslin) (isto é, os produtos pulverulentos resultantes da moagem dos cereais da posição 10.01) que, além do teor de amido e de cinzas previstos na alínea A) da Nota 2 deste Capítulo (ver as Considerações Gerais), satisfaçam o critério de passagem numa peneira padrão, nas condições definidas na alínea B) da mesma Nota. As farinhas desta posição podem ser melhoradas pela adição de ínfimas quantidades de fosfatos minerais, antioxidantes, emulsificantes, vitaminas ou de pós para levedar preparados (farinhas fermentantes). A farinha de trigo pode, além disso, ser enriquecida pela adição de uma quantidade de glúten que, em geral, não ultrapasse 10%. A presente posição compreende também as farinhas denominadas “expansíveis” (“prégelatinizadas”) que tenham sido submetidas a um tratamento térmico que provoque uma pré gelatinização do amido. Estas farinhas utilizamse na fabricação das preparações da posição 19.01, de beneficiadores de panificação, de alimentos para animais ou em algumas indústrias, tais como a indústria têxtil, a do papel ou a metalúrgica (preparação de núcleos de fundição). As farinhas que tenham sido submetidas a tratamentos complementares ou adicionadas de outros produtos a fim de serem utilizadas como preparações alimentícias classificamse geralmente na posição 19.01. Também se excluem as farinhas misturadas com cacau (posição 18.06 se o teor de cacau, em peso, for igual ou superior a 40%, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, e posição 19.01, em caso contrário). Por outro lado, as misturas alimentícias são assim descritas: “19.01 Extratos de malte; preparações alimentícias de farinhas, grumos, sêmolas, amidos, féculas ou de extratos de malte, que Fl. 341DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES 8 não contenham cacau ou que contenham menos de 40 %, em peso, de cacau, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, não especificadas nem compreendidas noutras posições; preparações alimentícias de produtos das posições 04.01 a 04.04, que não contenham cacau ou que contenham menos de 5 %, em peso, de cacau, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, não especificadas nem compreendidas noutras posições. (...) 1901.90 Outros (...) II. Preparações alimentícias de farinhas, grumos, sêmolas, amidos, féculas ou de extratos de malte, não contendo cacau ou contendoo numa proporção inferior a 40%, em peso, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, não especificadas nem compreendidas em outras posições. Esta posição compreende um conjunto de preparações alimentícias, à base de farinhas, grumos, sêmolas, amidos, féculas ou de extratos de malte, cuja característica essencial provenha destes constituintes, quer eles predominem ou não em peso ou em volume. A estes diversos componentes principais podem adicionarse outras substâncias, tais como leite, açúcar, ovos, caseína, albumina, gorduras, óleos, aromatizantes, glúten, corantes, vitaminas, frutas ou outras substâncias destinadas a aumentar lhes as propriedades dietéticas, ou cacau desde que neste último caso, o teor em peso de cacau seja inferior a 40% calculado sobre uma base totalmente desengordurada (ver as Considerações Gerais do presente Capítulo). Convém referir que estão, todavia, excluídas as preparações contendo mais de 20%, em peso, de enchidos, carne, miudezas, sangue, peixe ou crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos ou de uma combinação desses produtos (Capítulo 16). Na acepção desta posição: A) Os termos “farinhas” e “sêmolas” designam não só as farinhas e sêmolas dos cereais do Capítulo 11, mas também, as farinhas, sêmolas e pós alimentícios de origem vegetal, qualquer que seja o Capítulo em que se incluam, tal como a farinha de soja. Todavia, estes termos não abrangem as farinhas, sêmolas e pós, de produtos hortícolas secos (posição 07.12), de batata (posição 11.05) ou de legumes de vagem secos (posição 11.06). B) Os termos “amidos” e “féculas” compreendem os amidos e féculas não transformados e os pregelatinizados ou solubilizados, com exclusão dos produtos resultantes de uma decomposição mais profunda dos amidos ou féculas, tal como a dextrimaltose. As preparações da presente posição podem ser líquidas, em pó, em grânulos, em pasta ou apresentarse sob qualquer outra forma sólida, como fitas e discos. Fl. 342DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 11968.000773/200769 Acórdão n.º 3302002.290 S3C3T2 Fl. 339 9 Muitas vezes, estes produtos destinamse quer à preparação rápida de bebidas, papas, alimentos para crianças, alimentos dietéticos, etc., por simples dissolução ou ligeira ebulição em água ou leite, quer à fabricação de bolos, cremes, pudins ou de preparações culinárias semelhantes. Podem também constituir preparações intermediárias destinadas à indústria alimentar. A título de exemplo, podem citarse como preparações incluídas na presente posição: 1) As farinhas lácteas, obtidas por evaporação de uma mistura de leite, açúcar e farinha. 2) As preparações constituídas por uma mistura de ovos e leite, em pó, de extrato de malte e de cacau em pó. 3) O racahout, preparação alimentícia composta de farinha de arroz, de diversas féculas, de farinha de bolota doce, de açúcar e de cacau em pó, aromatizada com baunilha. 4) As preparações constituídas por uma mistura de farinhas de cereais com farinha de frutas, a maior parte das vezes adicionadas de cacau em pó, ou por farinhas de frutas adicionadas de cacau em pó. 5) O leite maltado e as preparações semelhantes constituídas por uma mistura de leite em pó e de extrato de malte, com ou sem açúcar. 6) Os Knödel, Klösse e Nockerln, contendo ingredientes, tais como sêmolas, farinhas de cereais, farinha de pão, gorduras, açúcar, ovos, especiarias, levedura, geléia ou frutas. Todavia, os produtos desta natureza à base de farinha de batata, classificam se no Capítulo 20. 7) As massas preparadas, essencialmente constituídas por farinha de cereal adicionada de açúcar, gorduras, ovos ou de frutas (incluídas as que se apresentem enformadas ou modeladas na forma do produto final). 8) As pizzas não cozidas, constituídas por uma base de massa de pizza recoberta de diversos outros ingredientes, tais como queijo, tomate, azeite, carne, anchovas. As pizzas précozidas ou cozidas são, todavia, classificadas na posição 19.05. Independentemente das preparações excluídas deste Capítulo pelas Considerações Gerais, esta posição não compreende: a) As farinhas fermentantes e as farinhas denominadas “expansíveis” (“prégelatinizadas”), das posições 11.01 ou 11.02. b) As farinhas de cereais misturadas (posições 11.01 ou 11.02), as farinhas e sêmolas de produtos hortícolas secos misturadas, e Fl. 343DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES 10 as farinhas, sêmolas e pós de frutas misturados (posição 11.06), sem qualquer outro preparo. c) As massas alimentícias e o “couscous” da posição 19.02. d) A tapioca e seus sucedâneos (posição 19.03). e) Os produtos de padaria inteira ou parcialmente cozidos, necessitando estes últimos de um cozimento suplementar antes de serem consumidos (posição 19.05). f) As preparações para molhos e os molhos preparados (posição 21.03). g) As preparações para sopas e caldos, as sopas ou caldos preparados e as preparações alimentícias compostas homogeneizadas (posição 21.04). h) As proteínas vegetais texturizadas (posição 21.06). ij) As bebidas do Capítulo 22. Tenho entendido que a posição em apreço deixa claro que nela se compreendem preparações alimentícias de farinhas, grumos, sêmolas, amidos, féculas ou de extratos de malte. O plural quer me fazer crer que o produto em questão comporta sempre o acréscimo de mais de um cereal ou outra substância, assim, a preponderância de farinha de trigo sem quaisquer acréscimos de outra farinha ou substância descrita na nota explicativa, denotaria que essa não seria a classificação correta para o produto em apreço. Isto porque, em nenhum momento a nota explicativa trata de farinha de modo isolado, ou no singular. O substantivo vem sempre no plural. Quando examinamos as notas explicativas da posição NCM 1101, de início, fazse a seguinte discriminação: “Esta posição compreende as farinhas de trigo ou de mistura de trigo com centeio (méteil ou meslin)”. Embora aqui também haja o emprego do plural (farinhas), vêse que a nota explicativa logo trata do tipo de farinha que ela visa colher. Aqui temos também farinhas, mas sempre de trigo, haja vista a expressa qualificação da nota explicativa. Quando se lê as notas explicativas da posição NCM 1901, tal não ocorre. O substantivo farinhas ali inserido quer fazer crer que se trata de mais de uma farinha, não apenas farinha de trigo, ainda que enriquecida. Além disso, as notas explicativas da posição NCM 1101 indicam que o acréscimo de ínfimas quantidades de fosfatos minerais, antioxidantes, emulsificantes, vitaminas e, no caso do glúten, em quantidades iguais ou inferiores a 10%, não desnaturam o produto como farinha de trigo. Diversamente do que alega a Recorrente, a decisão recorrida não adotou retroativamente o entendimento contido no Ato Declaratório Executivo nº 1, de 2008, que no ditame 2 define a Fl. 344DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 11968.000773/200769 Acórdão n.º 3302002.290 S3C3T2 Fl. 340 11 posição NCM 1101.00.10 para farinha de trigo que contenha proporção de cloreto de sódio igual ou superior a 0,5%. Vêse que aquela decisão pautouse pelo confronto do texto da posição declarada e daquela imputada pelo Fisco, concluindo que não se tratava de mistura, por não haver nenhuma das substâncias previstas para a posição declarada. Além disso, levou em conta o fato de o laudo ter aferido que a farinha analisada atendia ao disposto na Nota 2 do Capítulo 11, que leva em conta o teor de amido e cinzas, bem assim a granulometria apresentada pela farinha, ou seja, a pesagem da substância quando submetida a peneira de certa densidade, sendo que os testes apontaram que o produto submetido à análise atendia aos teores e pesagens definidos na referida nota de capítulo. Assim, a classificação do produto em apreço na posição NCM 1101.00.01 decorre exclusivamente de sua subsunção aos critérios das Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado (RGISH). Tendo em conta que à mercadoria em apreço foram acrescentadas ínfimas quantidades de ácido fólico (vitamina B12) e ferro, acrescida de cloreto de sódio (sal), na proporção de 0,20%, sem a adição de quaisquer das substâncias previstas nas notas explicativas da posição 1901, e como bem observado na decisão recorrida, há determinação legal no sentido de que a farinha de trigo seja enriquecida com ácido fólico e ferro, tem se que as demais substâncias, acrescidas em quantidades ínfimas – o cloreto de sódio, à razão de 0,20%, inclusive – não desnaturam a composição do produto para fins de classificação fiscal, tratando se, assim, de farinha de trigo. Quanto as multas de oficio e pela classificação equivocada aplicadas cumulativamente, correta a decisão proferida pela DRJ de Recife. Ambas as multas encontramse previstas em Lei (Lei 9.430/96, art. 441e MP. 2.15835/01 art. 842, inciso I) vigente e aplicável ao caso em concreto. Destaco que ao Conselheiro é vedado afastar dispositivo de lei em pleno vigor por inscontitucionalidade ou ilegalidade (art. 26 A do Decreto 70.235/72 e 62 do Regimento Interno do CARF.). 1 Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte 2 Art. 84. Aplicase a multa de um por cento sobre o valor aduaneiro da mercadoria: I classificada incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercosul, nas nomenclaturas complementares ou em outros detalhamentos instituídos para a identificação da mercadoria;; ou Fl. 345DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES 12 Merece destaque o fato que, a teor do que dispõe o art. 723 do RICARF, as súmulas editadas pelo CARF são de aplicação obrigatória pelos julgadores. Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, nos termos do voto acima transcrito em complemneto as razões exaradas na decisão recorrida a qual faço remissão nos termos do art. 50, § 1º da Lei 9.784/99. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator 3 Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Fl. 346DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10073.902011/2009-72
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: null
null
Numero da decisão: 3802-003.069
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano DAmorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
ementa_s : null null
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 10 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10073.902011/2009-72
anomes_publicacao_s : 201407
conteudo_id_s : 5358470
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 10 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-003.069
nome_arquivo_s : Decisao_10073902011200972.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
nome_arquivo_pdf_s : 10073902011200972_5358470.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano DAmorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5515122
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:24:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812466610176
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1716; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 124 1 123 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10073.902011/200972 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3802003.069 – 2ª Turma Especial Sessão de 27 de maio de 2014 Matéria Compensação Recorrente Samer Serviços de Assistência Médica de Resende S/C Ltda Recorrida Fazenda Nacional Assunto: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/06/2001 a 30/06/2001 COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO CREDITÓRIO É ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art.170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência. Bem como o contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis erro na DCTF. Recurso Voluntário o qual se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D’Amorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 3. 90 20 11 /2 00 9- 72 Fl. 123DF CARF MF Impresso em 10/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/07/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 O interessado acima identificado recorre a este Conselho de Contribuintes, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro I/RJ. Tratase de Declaração de Compensação Eletrônica, cujo suposto crédito pleiteado é oriundo de pagamento a maior, a título de PIS/COFINS, referente ao período de apuração indicado. Por meio do Despacho Decisório emitido eletronicamente, a DRF Volta Redonda, não homologou a compensação declarada, alegando não restar crédito disponível para a compensação dos débitos informados, em virtude de o pagamento do qual seria oriundo já ter sido integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Cientificada, a Interessada alega em sede de manifestação de inconformidade que: A Empresa apurou créditos de tributos e contribuições pagos indevidamente ou a maior a qual se utilizou dos benefícios legais e que no momento do procedimento das compensações — PER/DCOMP informou corretamente todos os dados constantes no DARF como também o crédito, já identificado no despacho decisório. Tratase então, de apenas proceder as retificações das respectivas DCTFs — Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais, o que não invalida o direito de proceder a compensação do pagamento efetuado indevidamente ou a maior. O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, ou seja, o julgamento foi pela improcedência da manifestação de inconformidade, no sentido de manter a não homologação da compensação, por falta de direito creditório, nos seguintes termos: INDÉBITO FISCAL. COMPENSAÇÃO. Somente com a comprovação do pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido, em face da legislação tributária aplicável, cogitase o reconhecimento de indébito fiscal, e da sua utilização na compensação de outros tributos e contribuições. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2001 a 30/09/2001 ÔNUS DA PROVA. ALEGAÇÃO DESACOMPANHADA DE PROVA.PRECLUSÃO. A prova do crédito, que suporta Declaração de Compensação, cabe à contribuinte, devendo ser apresentada até o momento da Manifestação de Inconformidade, sob pena de preclusão, salvo em casos excepcionais legalmente previstos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 10/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/07/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10073.902011/200972 Acórdão n.º 3802003.069 S3TE02 Fl. 125 3 Portanto, o julgamento foi no sentido de não acolher a pretensão pela falta de liquidez e certeza do aludido crédito de compensação. Consta a informação que tendo em vista a greve dos correiosETC, não foi possível precisar data do AR, pois o mesmo foi extraviado, dessa forma fica o recurso voluntário aceito. Regularmente cientificado do Acórdão proferido, a recorrente, protocolizou o Recurso Voluntário, no qual, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. O processo digitalizado foi distribuído e encaminhado a esta Conselheira para prosseguimento. É o Relatório. Voto Conselheiro MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente da não conformidade pela não homologação da compensação do débito declarado, por falta de direito creditório contra a Fazenda Nacional, já que o alegado recolhimento indevido não fora suficiente. O cerne da questão é a comprovação ou não do direito creditório para fins da compensação/restituição. No caso da compensação, o marco inicial do contencioso é declaração produzida pelo próprio contribuinte, que constitui a relação de indébito do Fisco (pagamento indevido) e promove atos para a extinção da obrigação tributária, nos termos do art. 156, II do CTN, que fica sujeita a posterior homologação, ou seja, submetese ao poderdever da Administração de verificação de sua regularidade. A não homologação, não obstante, localizado o pagamento apontado na DCOMP como origem do crédito, o valor correspondente fora utilizado para a extinção anterior de outros débitos. De fato, tal constatação decorre diretamente do exame de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF apresentada pelo próprio contribuinte e na qual o pagamento apontado na DCOMP é utilizado totalmente para a quitação do débito indicado. Portanto, a análise das declarações prestadas à Receita Federal mostra que o crédito utilizado na compensação declarada não é suficiente. Não havendo saldo disponível para suporte de uma nova extinção, por meio de compensação. Não há a disponibilidade, tampouco suficiência de tal direito creditório, muito menos a efetividade e regularidade da compensação alegada, por meio da apresentação da escrituração contábil e fiscal. Observase, portanto, que a Receita Federal em dados constantes de seus sistemas informatizados, alimentados por informações prestadas pelo próprio contribuinte, por Fl. 125DF CARF MF Impresso em 10/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/07/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 meio de declarações fiscais próprias, constatou que o pagamento informado foi integralmente utilizado para quitar tributo informado, logo, tributo considerado devido, não restando crédito disponível para a compensação declarada. Assim sendo, o Despacho Decisório foi lançado perfeitamente, com base nas informações disponíveis à Receita Federal. Como sabido, a Lei nº 9.430/96 prevê que somente os créditos passíveis de restituição e compensação poderão ser utilizados na compensação tributária. Quanto à retificação da DCTF, como argumenta a recorrente, mesmo que tivesse sido efetuada, não dispensa o dever de comprovar a origem do crédito alegado na PerdComp. Este dever está vinculado a quem solicita, inclusive com prova contábilfiscal robusta para suportar sua alegação, o que não ocorreu ao caso. Esta turma tem admitido a DCTF retificadora mesmo quando posterior à ciência do despacho decisório, desde que acompanhada da prova de erro na DCTF retificada, por meio da escrituração e dos documentos fiscais e contábeis. São exemplos deste entendimento os Acórdãos 3802001.290, de 25/09/2012, relatado pelo Conselheiro José Fernandes do Nascimento, e 3802001.593, de 27/02/2013, relatado pelo Conselheiro Francisco José Barroso Rios, dentre outros. Assim sendo, é ônus do recorrente de comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art.170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência, e, por conseguinte, o erro em que se fundou a não – homologação dos créditos. A recorrente não comprova a alegação. Não junta aos autos qualquer documento contábilfiscal que pudesse corroborar o direito alegado. Para que o alegado direito a crédito fosse comprovado, a contribuinte deveria ter trazido aos autos o demonstrativo de apuração das contribuições acompanhado da escrituração contábil e fiscal que pudesse lastrear as informações nele contidas. Em face do exposto, observase que a inércia da recorrente, que detém o ônus da prova para comprovar a liquidez e certeza do direito creditório é determinante pelo não reconhecimento do direito creditório reivindicado. No que tange à prova, é de se observar o esclarecimento de Paulo Celso B. Bonilha (Da Prova no Processo Administrativo Tributário, 2ª Edição, Dialética, São Paulo, 1997): “Embora de maior amplitude, o poder de prova das autoridades administrativas deve ser, por uma questão de princípio, distinto do direito de prova a ser exercido pela Fazenda na relação processual. Essa conclusão elementar decorre da própria estrutura da relação processual administrativa, visto que ela pressupõe modos de atuação distintos da Administração: não se confundem as atribuições de defesa da pretensão fiscal e a de julgamento, por isso mesmo desempenhadas por órgãos autônomos. Essas premissas, a nosso ver, justificam as seguintes assertivas: o poder instrutório das autoridades de julgamento (aqui englobamos a de preparo) deve se nortear pelo esclarecimento dos pontos controvertidos , mas sua atuação não pode implicar invasão dos campos de exercício de prova do contribuinte ou da Fazenda. Em outras palavras, o caráter Fl. 126DF CARF MF Impresso em 10/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/07/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10073.902011/200972 Acórdão n.º 3802003.069 S3TE02 Fl. 126 5 oficial da atuação dessas autoridades e o equilíbrio e imparcialidade com que devem exercer suas atribuições, inclusive a probatória, não lhes permite substituir as partes ou suprir a prova que lhes incumbe carrear para o processo.” (Grifado) Por essa razão, não se pode aceitar a compensação em discussão, com base nas alegações da recorrente sem documentação necessária à comprovação da consistência dos créditos, que pretende compensar. Por todo o acima exposto, nego provimento ao recurso voluntário, prejudicados os demais argumentos. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator Fl. 127DF CARF MF Impresso em 10/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/07/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10850.722374/2011-93
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3801-000.676
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Paulo Sérgio Celani - Presidente Substituto.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani (Presidente Substituto), José Luiz Feistauer De Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Jacques Mauricio Ferreira Veloso De Melo
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10850.722374/2011-93
anomes_publicacao_s : 201407
conteudo_id_s : 5357262
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-000.676
nome_arquivo_s : Decisao_10850722374201193.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARCOS ANTONIO BORGES
nome_arquivo_pdf_s : 10850722374201193_5357262.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani - Presidente Substituto. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani (Presidente Substituto), José Luiz Feistauer De Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Jacques Mauricio Ferreira Veloso De Melo
dt_sessao_tdt : Thu Mar 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5508545
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:24:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812550496256
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1654; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 141 1 140 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10850.722374/201193 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3801000.676 – 1ª Turma Especial Data 27 de março de 2014 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente GREEN STAR PECAS E VEICULOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani Presidente Substituto. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani (Presidente Substituto), José Luiz Feistauer De Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Jacques Mauricio Ferreira Veloso De Melo Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir: Trata o presente processo de Pedido de Restituição de créditos de Cofins, referentes a pagamento efetuado indevidamente ou ao maior no período de apuração setembro de 2002, no valor de R$ 2.292,80.. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 50 .7 22 37 4/ 20 11 -9 3 Fl. 141DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/05/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.722374/201193 Resolução nº 3801000.676 S3TE01 Fl. 142 2 O pagamento foi efetuado pela empresa Green Star Comércio de Veículos Ltda., CNPJ nº 02.938.193/000151, incorporada pela recorrente em 30/11/2002. O pedido foi transmitido através do PER nº 00798.00078.160807.1.2.043557, fls. 4/6, em 16/08/2007.. Posteriormente, o contribuinte apresentou a Dcomp nº 35069.18244.181108.1.3.045010, utilizando os mesmos créditos objeto do mencionado PER. O despacho decisório de fls. 18/21, não reconheceu o direito creditório, indeferiu o pedido de restituição e não homologou a Dcomp, pois o pagamento indicado no PER teria sido integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para restituição. O despacho foi encaminhado para ciência do contribuinte, conforme comprovante constante à fl. 24. Irresignado, o recorrente apresentou, tempestivamente, a manifestação de inconformidade de fls. 26/32, para alegar que: I. O Despacho Decisório não teria examinado o motivo real dos recolhimentos a maior, por não ter aventado a possibilidade de que tais pagamentos seriam devido à ampliação da base de cálculo do PIS e da Cofins de que trata a Lei nº 9.718/98; dessa forma, deveria ser reformado, em desrespeito ao artigo 65 da IN RFB nº 900/2008, e ao artigo 142 do Código Tributário Nacional – CTN; II. O pagamento indevido, objeto da restituição, seria devido à inconstitucionalidade do parágrafo 1º, do artigo 3º, da Lei nº 9.718/98, que trata da ampliação da base de cálculo do PIS e da Cofins; a discussão de tal matéria estaria superada pelo STF, pois já teria sido aplicada a repercussão geral no RE nº 585.235, de 10/09/2008; III. Outra prova da pacificação de tal entendimento seria a edição da Lei nº 11.941/2009, que teria revogado o parágrafo 1º, do artigo 3º, da Lei nº 9.718/98; IV. O entendimento do STF deveria ser aplicado às decisões administrativas, conforme os seguintes dispositivos: inciso I do parágrafo 6º, do artigo 26A, do Decreto nº 72.235/72 – PAF; inciso I, do artigo 59, do Decreto n° 7.574/2011; inciso I, parágrafo 1º, do artigo 62 e caput do artigo 62A., ambos do RICARF; Concluiu argumentando que na base de cálculo do PIS e da Cofins deveriam ser incluídos os valores correspondentes apenas às receitas de vendas de mercadorias e serviços. Solicitou comprovar as alegações através da realização de diligência, perícia e juntada de documentos. Requereu o reconhecimento do direito à restituição da Cofins, e a homologação da Dcomp relacionada. Apensou planilha e balancete contendo as receitas financeiras da empresa (fls. 54/58). Fl. 142DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/05/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.722374/201193 Resolução nº 3801000.676 S3TE01 Fl. 143 3 A Delegacia de Julgamento em Ribeirão Preto (SP) proferiu a seguinte decisão, nos termos da ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/09/2002 AMPLIAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. INCONSTITUCIONALIDADE. A inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal em recurso extraordinário, não gera efeitos erga omnes, sendo incabível sua aplicação a contribuintes que não façam parte da respectiva ação. RESTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE SALDO A RESTITUIR. Verificado que o crédito pleiteado foi totalmente utilizado, em momento anterior, para quitação de débitos declarados em DCTF, resta impossibilitada, por falta de saldo, a restituição. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/09/2002 PEDIDO DE PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE. INDEFERIMENTO. Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indeferese, por prescindível, o pedido de diligência ou perícia. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho reproduzindo, na essência, as razões apresentadas por ocasião da impugnação e juntando documentação comprobatória. É o relatório. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/05/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.722374/201193 Resolução nº 3801000.676 S3TE01 Fl. 144 4 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. A questão posta em discussão cingese ao direito ao crédito de COFINS pago com base no art. 3º, § 1, da Lei n° 9.718, de 1998, que foram posteriormente declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Preliminarmente, entendo que deve ser considerada a documentação comprobatória apresentada em sede de Recurso Voluntário, que, em tese, estaria atingida pela preclusão consumativa, em obediência aos princípios da ampla defesa e da verdade material, conforme entendimento prevalente nesse colegiado e que foram juntadas em complemento aos documentos comprobatórios apensados anteriormente, os quais, em tese, ratificam os argumentos apresentados. No mérito, vejamos o alegado: A Lei nº 9.718/98, conversão da Medida Provisória nº 1.724/98, estendeu o conceito de faturamento, base de cálculo das contribuições PIS e Cofins, definindoo no §1º do art. 3º como "receita bruta" da pessoa jurídica, e esta seria “a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas”. Ocorre, todavia, que o Pleno do Egrégio Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento dos Recursos Extraordinários n.ºs 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, Relator Ministro Marco Aurélio, e n.º 346.0846/PR, do Ministro Ilmar Galvão, pacificou o entendimento da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo das contribuições destinadas ao PIS e à Cofins, promovida pelo § 1º, do artigo 3º, da Lei n.º 9.718/98. Os aludidos acórdãos foram assim ementados: CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e Fl. 144DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/05/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.722374/201193 Resolução nº 3801000.676 S3TE01 Fl. 145 5 faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. No mais, o STF, no julgamento do RE nº 585.235, publicado no DJ nº 227 do dia 28/11/2008, julgado no qual havia sido aplicada a repercussão geral da matéria em exame, reconheceu a inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98. Segue a ementa, in verbis: RECURSO. Extraordinário. Tributo. Contribuição social. PIS. COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.9.2006; REs nos 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 15.8.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso improvido. É inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Neste sentido, há de se observar o artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria nº 256/2009 do Ministro da Fazenda, com alterações das Portarias 446/2009 e 586/2010, que dispõe que os Conselheiros têm que reproduzir as decisões do STF proferidas na sistemática da repercussão geral, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Outrossim, o Decreto nº 70.235/72, que rege o processo fiscal, estabelece: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade* (...) §6º O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo:* I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal;* (...)” *Nova redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009 Fl. 145DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/05/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.722374/201193 Resolução nº 3801000.676 S3TE01 Fl. 146 6 Atentese que em relação ao PIS, a partir da Lei 10.637, de 2002, e à Cofins, a partir da Lei 10.833, de 2003, para aquelas empresas sujeitas ao regime não cumulativo de apuração das referidas contribuições, essa discussão deixou de ser pertinente, vez que as normas em questão instituíram nova base de cálculo, desta feita com amparo na Constituição Federal, pela redação da Emenda Constitucional 20, de 1998. Além do mais, em consonância com o entendimento da Excelsa Corte, a Lei nº 11.941/09 revogou expressamente o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98. Da análise dos demonstrativos e da Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), verificase que outras receitas compuseram a base de cálculo da contribuição COFINS em desacordo com o conceito de faturamento adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), qual seja, a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza. Com efeito, é incontroverso o bom direito da recorrente em relação aos recolhimentos à título de Cofins no período de apuração apontado no pedido de restituição, tendo em vista que esse litígio administrativo tem como objeto principal a restituição de contribuição paga a maior com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 pelo Excelso STF (alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins). Em que pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios, Constatase que, no caso vertente, os documentos apresentados são insuficientes para se apurar a correta composição da base de cálculo da contribuição da Cofins e eventuais pagamentos a maior. Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência, para que a Delegacia de origem: a) apure a composição da base de cálculo da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) com base na documentação apresentada e na escrita fiscal e contábil, relativo aos períodos de apuração apontados nos pedidos de restituição, e a correção dos valores inicialmente pleiteados correspondentes à indevida ampliação da base de cálculo do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98; b) cientifique a interessada quanto ao teor dos cálculos para, desejando, manifestarse no prazo de dez dias. Após a conclusão da diligência, retornar o processo a este CARF para julgamento. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 146DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/05/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/05/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por PAULO SERGIO CELANI
score : 1.0
Numero do processo: 10768.901860/2006-48
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2000
COMPENSAÇÃO REALIZADA PELO SUJEITO PASSIVO. INCIDÊNCIA DE ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS SOBRE O CRÉDITO TRIBUTÁRIO JÁ VENCIDO NO MOMENTO DA PROTOCOLIZAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE.
Vencido o crédito tributário incidem sobre o mesmo os juros de mora e a multa de mora, que passam a integrar o crédito em favor da Fazenda Pública. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo o débito será, pois, considerado na situação em que é apresentada a declaração de compensação, ou seja, sujeito à incidência de multa e de juros moratórios se já vencido naquele momento.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DÉBITO NÃO QUITADO. NÃO CARACTERIZAÇÃO.
Um dos pressupostos essenciais à denúncia espontânea é a quitação do débito, sem a qual não há como caracterizar o instituto em evidência.
COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA NÃO DEMONSTRADAS. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A FAZENDA PÚBLICA.
A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN.
A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação.
Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 3802-003.364
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim - Presidente.
(assinado digitalmente)
Francisco José Barroso Rios - Relator.
Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, Mércia Helena Trajano Damorim, Solon Sehn e Waldir Navarro Bezerra.
Nome do relator: FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2000 COMPENSAÇÃO REALIZADA PELO SUJEITO PASSIVO. INCIDÊNCIA DE ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS SOBRE O CRÉDITO TRIBUTÁRIO JÁ VENCIDO NO MOMENTO DA PROTOCOLIZAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. Vencido o crédito tributário incidem sobre o mesmo os juros de mora e a multa de mora, que passam a integrar o crédito em favor da Fazenda Pública. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo o débito será, pois, considerado na situação em que é apresentada a declaração de compensação, ou seja, sujeito à incidência de multa e de juros moratórios se já vencido naquele momento. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DÉBITO NÃO QUITADO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Um dos pressupostos essenciais à denúncia espontânea é a quitação do débito, sem a qual não há como caracterizar o instituto em evidência. COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA NÃO DEMONSTRADAS. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A FAZENDA PÚBLICA. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10768.901860/2006-48
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5367218
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-003.364
nome_arquivo_s : Decisao_10768901860200648.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
nome_arquivo_pdf_s : 10768901860200648_5367218.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim - Presidente. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios - Relator. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, Mércia Helena Trajano Damorim, Solon Sehn e Waldir Navarro Bezerra.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
id : 5560973
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:25:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812595585024
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2230; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 126 1 125 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10768.901860/200648 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802003.364 – 2ª Turma Especial Sessão de 23 de julho de 2014 Matéria Pedido de Compensação PER/DCOMP Recorrente Santos Brasil S.A. Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2000 COMPENSAÇÃO REALIZADA PELO SUJEITO PASSIVO. INCIDÊNCIA DE ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS SOBRE O CRÉDITO TRIBUTÁRIO JÁ VENCIDO NO MOMENTO DA PROTOCOLIZAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. Vencido o crédito tributário incidem sobre o mesmo os juros de mora e a multa de mora, que passam a integrar o crédito em favor da Fazenda Pública. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo o débito será, pois, considerado na situação em que é apresentada a declaração de compensação, ou seja, sujeito à incidência de multa e de juros moratórios se já vencido naquele momento. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DÉBITO NÃO QUITADO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Um dos pressupostos essenciais à denúncia espontânea é a quitação do débito, sem a qual não há como caracterizar o instituto em evidência. COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA NÃO DEMONSTRADAS. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A FAZENDA PÚBLICA. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 90 18 60 /2 00 6- 48 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, Mércia Helena Trajano Damorim, Solon Sehn e Waldir Navarro Bezerra. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 6a Turma da DRJ São Paulo I (fls. 88/92 do processo eletrônico), que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade formalizada contra o não reconhecimento do direito creditório pleiteado mediante declaração de compensação, em acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2000 DIREITO CREDITÓRIO. NECESSIDADE DE PROVA Incumbe ao sujeito passivo, na forma da legislação em vigor, demonstrar por meio de documentação contábil idônea a existência do direito creditório informado em declaração de compensação. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA Não havendo provas da existência do crédito utilizado, devese negar homologação à compensação declarada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Conforme relatado, o contribuinte formalizou declaração de compensação que, todavia, não foi homologada em virtude de o pagamento apontado como origem do crédito já haver sido integralmente utilizado para fins de quitação de débitos da interessada. Inconformado, o sujeito passivo apresentou manifestação de inconformidade onde alegou, em síntese: a) que a interposição do recurso em apreço suspende a exigibilidade do crédito tributário a que alude o despacho decisório, consoante dispõe o art. 151, inciso III, do CTN; b) que a RFB entendeu não restar crédito disponível para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP porque não reconheceu o crédito declarado pela empresa em DCTF retificadora; Fl. 127DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM Processo nº 10768.901860/200648 Acórdão n.º 3802003.364 S3TE02 Fl. 127 3 c) que não protocolou o PER/DCOMP na data de vencimento do tributo porque ainda não haviam sido disponibilizados o programa e as respectivas instruções de preenchimento, o que só viria a ocorrer mais tarde, com a edição da IN SRF n° 320, de 11/04/2003; d) além disso, não havia à época determinação legal para enviar o PER/DCOMP na referida data de vencimento, o que, em face dos princípios da proporcionalidade e da moralidade, aos quais se subordina a Administração Pública, afasta a possibilidade de exigir da empresa multa e juros; e) em suma, não tendo havido nenhuma lesão aos cofres federais, a eventual exigência de multa e juros de mora por mero erro formal acarretaria o enriquecimento ilícito da Fazenda Pública; f) a revelarse insuficiente a argumentação acima, resta assinalar que houve extinção do crédito tributário via compensação sem nenhum conhecimento ou ação do Fisco Federal, o que configura denúncia espontânea, situação que, nos termos do artigo 138 do CTN, exime a requerente da multa moratória, consoante atestam a jurisprudência e a doutrina referenciadas. A decisão de primeira instância, como já mencionado, indeferiu a manifestação de inconformidade, em síntese, com base na inexistência, nos autos, de qualquer documentação capaz de atestar a liquidez e a certeza do crédito tributário alegado. A ciência da decisão que manteve a exigência formalizada contra a recorrente ocorreu em 27/06/2011 (fls. 124). Inconformada, a mesma apresentou, em 27/07/2011, o recurso voluntário de fls. 94/114, onde reitera os argumentos aduzidos na primeira instância, requerendo, ao final, seja dado provimento ao seu recurso com a conseqüente homologação da compensação vislumbrada, bem como a exclusão de qualquer incidência tributária adicional decorrente da compensação realizada. É o relatório. Voto O recurso merece ser conhecido por preencher os requisitos formais e materiais exigidos para sua aceitação. Conforme relatado, vêse que a contenda envolve aduzido direito creditório com base no qual o sujeito passivo formalizou declaração de compensação que, todavia, não foi homologada em virtude de o pagamento apontado como origem do crédito já haver sido integralmente utilizado para fins de quitação de débitos da interessada. Nos autos não está comprovada, minimamente, a existência do crédito reclamado. Conforme consignado na decisão de primeira instância, a recorrente não apresentou nenhuma documentação necessária à comprovação do reclamado direito, situação que se repete na presente instância recursal. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM 4 A compensação, como uma das formas de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Assim, a certeza e a liquidez do direito creditório alegado deverá ser cabalmente demonstrada pela interessada na extinção do crédito tributário mediante compensação. Para tanto, não é suficiente a simples apresentação de DCTF retificadora, a menos que a mesma esteja lastreada por documentação idônea comprobatória do erro, o que não foi minimamente observado nos autos. A não comprovação da certeza e da liquidez dos reclamados créditos não poderia redundar na extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação. Com relação à pleiteada suspensão do crédito tributário objeto deste processo, ressaltese que tal está previsto no § 11 do artigo 74 da Lei nº 9.430/96, segundo o qual “a manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9º e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação”. Por sua vez, o inciso III do artigo 151 do CTN estabelece que suspendem a exigibilidade do crédito tributário, dentre outros, “as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo”. Consequentemente, muito embora, uma vez inadmitida a compensação pleiteada pela recorrente, seja legítima a cobrança dos créditos tributários que esta intentava extinguir por compensação, a exigência permanece suspensa até o fim da presente demanda administrativa, por força do inciso III do artigo 151 do Código Tributário Nacional. No que diz respeito às alegações formalizadas pela interessada sobre a vigência das instruções normativas que tratavam da matéria e inerente aos acréscimos legais sobre os débitos em aberto, apresento, abaixo, as razões pelas quais entendo que também no que diz respeito aos aludidos argumentos não merecem ser acolhidas as alegações do sujeito passivo. Com a edição da Medida Provisória nº 66, de 29/08/2002 (publicada no DOU de 30/08/2002), posteriormente convertida na Lei nº 10.637, de 31/12/2002, o artigo 74 da Lei nº 9.430, de 30/12/2002, ganhou nova redação segundo a qual as formas de compensação anteriormente existentes foram substituídas pela autocompensação declarada, efetuada mediante a entrega de Declaração de Compensação – DCOMP, onde deverão constar as informações sobre os créditos utilizados e os respectivo débitos compensados, com efeito extintivo do crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Essa nova forma de compensação passou a viger a partir de 1º/10/2002, conforme disposto no artigo 63, inciso I, da Medida Provisória nº 66/2002. A fim de disciplinar a nova sistemática inaugurada pela aludida Medida Provisória, a Secretaria da Receita Federal editou a Instrução Normativa nº 210, de 30/09/2002 (DOU de 1º/10/2002), a qual, em relação às datas a serem consideradas na compensação, estabeleceu o seguinte no que é relevante para a presente contenda: Art. 28. A compensação deverá ser efetuada considerandose as seguintes datas: Fl. 129DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM Processo nº 10768.901860/200648 Acórdão n.º 3802003.364 S3TE02 Fl. 128 5 I do pagamento indevido ou a maior que o devido, no caso de restituição, ressalvadas as hipóteses seguintes; II do ingresso do pedido de ressarcimento, quando destinado à compensação com débito vencido; III do vencimento do débito, quando o pedido de ressarcimento houver ocorrido antes dessa data; [...] (grifo nosso) A redação do aludido artigo 28 da IN SRF nº 210/2002 foi alterada posteriormente pela IN SRF nº 323, de 24/04/2003, vigente a partir de 28/05/2003. Segundo a nova redação, “na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os créditos serão acrescidos de juros compensatórios [...] e os débitos sofrerão a incidência de acréscimos moratórios, na forma da legislação de regência, até a data da entrega da Declaração de Compensação”. Esta determinação ainda continua em vigor, nos termos do art. 431 da Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 20/11/2012. Portanto, para fins de quitação de débito tributário em aberto sem a incidência dos encargos legais (juros de mora e multa de mora), a declaração de compensação deve ser apresentada até a data do vencimento do referido débito. Com efeito, vencido o débito e não quitado o mesmo incidem os correspondentes encargos previstos na lei. A partir de então o crédito tributário passa a ser constituído pelo principal acrescido de juros de mora e de multa de mora, não tendo a declaração de compensação apresentada posteriormente o caráter de desconstituir parcialmente aludido crédito pela exclusão dos encargos. Ademais, merece ser ressaltado que não existia nenhuma impossibilidade normativa ou técnica que viesse impedir a suplicante de apresentar o pedido de compensação. De fato, conforme ressaltado pela instância recorrida, muito embora e IN SRF nº 320/2003, que introduziu o procedimento eletrônico de declaração – versão 1.0 do PER/DCOMP – só tenha entrado em vigor em 14/05/2003, isso não justifica a inação do sujeito passivo, já que a matéria era regulada completamente pela IN SRF nº 210/2002, que previa a entrega da declaração em formulário de papel. Por fim, no que concerne à reclamada caracterização de denúncia espontânea, tal argumentação não pode ser acatada principalmente pelo fato de inexistir pressuposto essencial para a caracterização do instituto em tela, qual seja, o pagamento do tributo, como se depreende do disposto no artigo 138 do CTN, abaixo transcrito: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos 1 Art. 43 . Na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os créditos serão valorados na forma prevista nos arts. 83 e 84 e os débitos sofrerão a incidência de acréscimos legais, na forma da legislação de regência, até a data de entrega da Declaração de Compensação. § 1º A compensação total ou parcial de tributo administrado pela RFB será acompanhada da compensação, na mesma proporção, dos correspondentes acréscimos legais. § 2º Havendo acréscimo de juros sobre o crédito, a compensação será efetuada com a utilização do crédito e dos juros compensatórios na mesma proporção. § 3º Aplicamse à compensação da multa de ofício as reduções de que trata o art. 6º da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991, salvo os casos excepcionados em legislação específica. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM 6 juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. (grifo nosso) Diante do não pagamento do tributo ou de sua quitação via compensação legítima, desnecessário tecer maiores comentários à respeito do assunto. Da conclusão Por todo o exposto, voto para negar provimento ao recurso voluntário interposto pelo sujeito passivo. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Fl. 131DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10730.720097/2007-64
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2005
Ementa:
ITR. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. PARQUE ESTADUAL.
Comprovado o fato de que a propriedade está inserida em Parque Estadual criado por meio de Decreto do Governador do Estado, é lícita a sua exclusão da base de cálculo do ITR, na forma do art. 10, § 1º, inciso II, alínea "b", da Lei nº. 9.393/96.
Numero da decisão: 2102-002.517
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Acompanhou o julgamento o patrono do contribuinte, Fernando Raposo Franco, inscrito na OAB-RJ 173.010.
Assinado Digitalmente
Rubens Maurício Carvalho Presidente em Exercício
Assinado Digitalmente
Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti - Relatora
EDITADO EM: 05/06/2013
Participaram, ainda, do presente julgamento, os RUBENS MAURICIO CARVALHO, ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, NUBIA MATOS MOURA, EWAN TELES AGUIAR, FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA.
Nome do relator: ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2005 Ementa: ITR. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. PARQUE ESTADUAL. Comprovado o fato de que a propriedade está inserida em Parque Estadual criado por meio de Decreto do Governador do Estado, é lícita a sua exclusão da base de cálculo do ITR, na forma do art. 10, § 1º, inciso II, alínea "b", da Lei nº. 9.393/96.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 07 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10730.720097/2007-64
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5365758
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 07 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2102-002.517
nome_arquivo_s : Decisao_10730720097200764.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI
nome_arquivo_pdf_s : 10730720097200764_5365758.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Acompanhou o julgamento o patrono do contribuinte, Fernando Raposo Franco, inscrito na OAB-RJ 173.010. Assinado Digitalmente Rubens Maurício Carvalho Presidente em Exercício Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti - Relatora EDITADO EM: 05/06/2013 Participaram, ainda, do presente julgamento, os RUBENS MAURICIO CARVALHO, ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, NUBIA MATOS MOURA, EWAN TELES AGUIAR, FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
id : 5553362
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:25:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812601876480
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1827; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 212 1 211 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10730.720097/200764 Recurso nº 111.111 Voluntário Acórdão nº 2102002.517 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 16 de abril de 2013 Matéria ITR Recorrente JOÃO LUIZ ALVES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2005 Ementa: ITR. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. PARQUE ESTADUAL. Comprovado o fato de que a propriedade está inserida em Parque Estadual criado por meio de Decreto do Governador do Estado, é lícita a sua exclusão da base de cálculo do ITR, na forma do art. 10, § 1º, inciso II, alínea "b", da Lei nº. 9.393/96. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Acompanhou o julgamento o patrono do contribuinte, Fernando Raposo Franco, inscrito na OABRJ 173.010. Assinado Digitalmente Rubens Maurício Carvalho – Presidente em Exercício Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Relatora EDITADO EM: 05/06/2013 Participaram, ainda, do presente julgamento, os RUBENS MAURICIO CARVALHO, ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, NUBIA MATOS MOURA, EWAN TELES AGUIAR, FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 0. 72 00 97 /2 00 7- 64 Fl. 212DF CARF MF Impresso em 07/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por RUB ENS MAURICIO CARVALHO 2 Relatório Em face do contribuinte acima identificado, foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 01/06 para exigência do Imposto Territorial Rural (ITR) em razão da revisão da DITR entregue para o exercício de 2005, relativamente ao imóvel denominado “FAZENDA MACAE DE CIMA”, localizado no Município de Nova Friburgo RJ. De acordo com os esclarecimentos constantes da Notificação, o lançamento decorreu da glosa da área declarada como sendo de preservação permanente, bem como da alteração do VTN declarado. Através deste lançamento, foram alteradas as áreas declaradas pelo contribuinte da seguinte forma (cf. quadro de fls. 05): 2005 Declarado Considerado no lançamento Área de Preservação Permanente 771,4 0,0 VTN 33.924,00 3.034.633,60 Cientificado do lançamento, o Interessado apresentou a Impugnação de fls. 38/51, por meio da qual apresentou os argumentos assim sintetizados pela decisão recorrida: I a Notificação não consegue explicar com clareza, em face dos documentos anteriormente apresentados, os motivos que levaram ei autuação do Impugnante; tendo em vista não ter a fiscalização analisado a documentação fornecida pelo impugnante por oportunidade do Termo de Intimação Fiscal, requer a anulação da Notificação de Lançamento, por vicio formal; II conforme poderá ser verificado através da Certidão exarada pela prefeitura Municipal de Nova Friburgo, a área objeto da presente autuação está localizada em Area de Preservação Ambiental AIM; Iii a Área de Proteção Ambiental de Macaé de Cima foi criada pelo Decreto n° 156 de 03 de janeiro de 1990; a legislação ambiental restringiu severamente o uso; IV o imóvel também é uma APÁ Estadual encontrandose dentro de Parque Estadual conforme dispões o Decreto Estadual n° 29.213/2001 e o Decreto Estadual n°31.343/2002, gozando de proteção integral; V alega está incluída no art. 10, inciso V do Decreto n° 4.382, de 19 de setembro de 2002; VI caso a documentação ora juntada não seja suficiente para elidir a cobrança ora realizada, requer a suspensão do feito até Fl. 213DF CARF MF Impresso em 07/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por RUB ENS MAURICIO CARVALHO Processo nº 10730.720097/200764 Acórdão n.º 2102002.517 S2C1T2 Fl. 213 3 o IEF/RJ Instituto Estadual de Florestas responda a solicitação fella para vistoriar o imóvel; V que no Ato Declaratório Ambiental ADA está declarada apenas a área de Preservação Permanente de acordo cam o Laudo Técnico, não fazendo qualquer menção á Area de Interesse Ecológico, como deveria estar previsto; VI na DITR/2005 informa que toda a area do imóvel é de Preservação Permanente quando deveria constar que 570 hectares seriam de Preservação Permanente e que todo o imóvel, em razão do Decreto Municipal 156/1990 e do Decreto Estadual n°29.213/2001 e também do Decreto Estadual n o 31.343/2002, seriam também de Proteção Ambiental/Interesse Ecológico; VI a fiscalização desconsiderou, sem motivo, os valores informados pelo impugnante na DITR/2005 no valor de R$ 33.924,00 e, de maneira voluntariosa, utilizou outro método, mais favorável a Fazenda; VII caso os elementos trazidos aos autos não sejam suficientes para a improcedência da Notificação de Lançamento, requer seja realizada perícia técnica no imóvel tendo determinado o perito e os quesitos. Na análise de tais alegações, os integrantes da DRJ em Recife decidiram pela parcial manutenção do lançamento, acolhendo, como comprovada uma área de preservação permanente de 570,0 hectares, verbis: 33. O Impugnante apresentou o Ato Declaratório Ambiental — ADA protocolado no lbama em 2000 com 570,0ha de Area de preservação permanente, fl. 23, tendo assim direito a deduzir esta Area da Area tributável. Inconformado com a manutenção da parcela remanescente, o contribuinte interpôs o Recurso Voluntário de fls. 123/135, por meio do qual requereu: IV— DO PEDIDO: Ante todo o exposto, a ora Recorrente vem, respeitosamente, presença deste E. Conselho, requerer que seja reformada parcialmente a decisão recorrida, para: (I) declarar que a área de 201,4 ha (duzentos e um e quatro décimos de hectares) não é passível de tributação pelo ITR, em razão de se tratar de área imprestável à atividade rural, estar ocupada com benfeitorias e estradas, além de localizarse dentro da APA Municipal e Estadual; e (II) caso assim não entenda, o que se admite por amor ao debate, acolher o pedido de posterior juntada dos documentos que comprovam as alegações do ora Recorrente, os quais ainda não foram Fl. 214DF CARF MF Impresso em 07/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por RUB ENS MAURICIO CARVALHO 4 fornecidos pelo IEF/RJ e o INEA/RJ, além de acolher o pedido de produção de prova pericial, a qual demonstrará que o VTN utilizado para fins do cálculo do ITR não guarda nenhuma relação com o valor de mercado da terra praticado na localidade. Os autos então foram remetidos a este Conselho para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti, Relatora O contribuinte teve ciência da decisão recorrida em 29.06.2010, como atesta o AR de fls. 122. O Recurso Voluntário foi interposto em 29.07.2010 (dentro do prazo legal para tanto), e preenche os requisitos legais por isso dele conheço. Conforme relatado, tratase de lançamento de ITR relativo ao Exercício 2005. O lançamento originalmente contemplava a glosa de área de preservação permanente de 771,4 hectares, assim como o arbitramento do VTN. A decisão recorrida, porém, acolhendo ADA apresentado tempestivamente pelo contribuinte, alterou a glosa da área de preservação permanente, reduzindo tal glosa para 201,4 hectares (771,4 – 570,0). O Recorrente não se conformou com a manutenção parcial do lançamento, e pugna pela exclusão total da área da tributação. Passase então a analisar suas alegações de mérito. Da alegação de que a propriedade está inserida em APA e em Parque Estadual O Recorrente afirma que sua propriedade está integralmente inserida em uma Área de Preservação Ambiental (APA) e também está inserida dentro de um parque estadual. Até a interposição do Recurso Voluntário, porém, não trouxera qualquer prova de suas alegações, limitandose a afirmar que requerera ao IEF e ao INEA que realizassem perícias no local a fim de atestar estes fatos. Requereu então que: Assim, requer, igualmente, seja permitida a posterior juntada da referida declaração para que reste finalmente demonstrada que toda a área da "Fazenda Taquaraoca e Verdum" está inserida na APA Estadual de Macaé de Cima e no Parque Estadual dos Três Picos. Após a distribuição do recurso, e anteriormente à inclusão do mesmo em pauta para julgamento, o Recorrente fez juntar aos autos (fls. 208/209) documento emitido pelo INEA/RJ do qual consta que: Fl. 215DF CARF MF Impresso em 07/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por RUB ENS MAURICIO CARVALHO Processo nº 10730.720097/200764 Acórdão n.º 2102002.517 S2C1T2 Fl. 214 5 Em atenção ao requerimento de V.Sa., serve o presente para informar que os imóveis denominados Fazenda macaé de Cima e Fazenda Taquaraoca e Verdum encontramse inseridos nos limites do Parque Estadual dos Três Picos e na área de Proteção Ambiental de Macaé de Cima, conforme mapa anexo. Tal documento foi assinado pela Diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente – INEA e, de fato, comprova a alegação de que sua propriedade está integralmente inserida no referido parque estadual, assim como na APA denominada Macaé de Cima. De fato, se a totalidade da referida área está inserida em área de interesse ecológico para proteção de ecossistemas, ela não poderá estar sujeita ao ITR, pois tais áreas devem ser excluídas da tributação pelo imposto, nos exatos termos do que determina a Lei nº 9.393/96, em seu art. 10, § 1º, II, b, verbis: Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitandose a homologação posterior. § 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá: (...) II área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: (...) a) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; (...). Como se viu, os documentos trazidos pelo Recorrente demonstram que a FAZENDA TAQUARAOCA E VERDUM estaria realmente inserida no Parque Estadual dos Três Picos. Este parque, por seu turno, foi criado em 05.06.2002, por meio do Decreto Estadual nº n° 31.343, e tinha, entre outros, o objetivo de proteger os ecossistemas da região. Releva nota ainda que o mencionado parque estadual foi criado nos termos da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que assim dispõe: Art. 2o Para os fins previstos nesta Lei, entendese por: I unidade de conservação: espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção; (...) Fl. 216DF CARF MF Impresso em 07/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por RUB ENS MAURICIO CARVALHO 6 Art. 7o As unidades de conservação integrantes do SNUC dividemse em dois grupos, com características específicas: I Unidades de Proteção Integral; (...) Art. 8o O grupo das Unidades de Proteção Integral é composto pelas seguintes categorias de unidade de conservação: I Estação Ecológica; II Reserva Biológica; III Parque Nacional; IV Monumento Natural; V Refúgio de Vida Silvestre. (...) Art. 11. O Parque Nacional tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico. § 1o O Parque Nacional é de posse e domínio públicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites serão desapropriadas, de acordo com o que dispõe a lei. § 2o A visitação pública está sujeita às normas e restrições estabelecidas no Plano de Manejo da unidade, às normas estabelecidas pelo órgão responsável por sua administração, e àquelas previstas em regulamento. § 3o A pesquisa científica depende de autorização prévia do órgão responsável pela administração da unidade e está sujeita às condições e restrições por este estabelecidas, bem como àquelas previstas em regulamento. § 4o As unidades dessa categoria, quando criadas pelo Estado ou Município, serão denominadas, respectivamente, Parque Estadual e Parque Natural Municipal (sem destaques no original) Com base na legislação acima transcrita, a outra conclusão não se pode chegar senão a de que a área em que está situada a propriedade do Recorrente é de posse e domínio públicos, por se tratar de parque estadual – que tem, nos termos da referida lei – os mesmos efeitos de um parque nacional, tratandose de unidade de proteção integral, nos termos das normas acima transcritas. Fl. 217DF CARF MF Impresso em 07/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por RUB ENS MAURICIO CARVALHO Processo nº 10730.720097/200764 Acórdão n.º 2102002.517 S2C1T2 Fl. 215 7 Sendo assim, é lícito concluir que: i) a propriedade do Recorrente está situada em parque estadual, criado em 2002; e ii) quando da criação do parque, nos termos da Lei nº 9.985/00, passou a ser área de posse e domínio público. Por isso, é de reconhecer que, de fato, a propriedade da Recorrente encontra se integralmente em área de uso limitado, razão pela qual tem ele direito à exclusão da mesma da tributação pelo ITR, nos termos do que determina o art. 10 da Lei nº 9.393/96, já transcrita anteriormente. Neste sentido: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 1999 ITR ÁREAS DE RESERVA LEGAL E DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL EXIGÊNCIA. Não há obrigação de prévia apresentação protocolo do pedido de expedição do Ato Declaratório Ambiental para exclusão das áreas de preservação permanente e de reserva legal da base de cálculo do ITR1999. A obrigação de comprovação da área declarada em DITR por meio do ADA, foi facultada pela Lei nº. 10.165/2000, que alterou o art. 17O da Lei nº 6.938/1981. É apropriada a comprovação das áreas de utilização limitada e de preservação permanente por meio de laudo técnico, subsidiado de elementos que demonstrem sua existência, ainda mais quando instrui pedido de autorização junto ao IBAMA. ITR ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA INTERESSE ECOLÓGICO. A criação de Parque Estadual por meio de Decreto do Governador do Estado, com o fim de conciliar a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais, afeta a área da propriedade atingida para efeitos de sua exclusão da base de cálculo do ITR, na forma do art. 10, § 1º, inciso II, alínea "b", da Lei nº. 9.393/96. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. (Acórdão nº 30134410, Processo 10820002278200372, julgado em 25.04.2008) Outrossim, é importante destacar que a propriedade do Recorrente também está inserida – conforme atestado pela certidão anteriormente referida na Área de Proteção Ambiental (APA) denominada Reserva Eco1ógica de Macaé de Cima, conforme Decreto nº 156, de 03 de Janeiro do 1990. Tal decreto estabeleceu que: Art. 3º Ressalvadas as atividades cientificas que deverão ter tratamento especifico, através das autoridades competentes a nível federal e municipal, são proibidas, dentro do perímetro que compõe a Reserva Ecológica de Macaé de Cima, quaisquer atividades de utilização, perseguição, caça, apreensão ou introdução de espécies da flora e da fauna silvestres, bem como aquelas que, a qualquer titulo pretendido, implicarem em modificações do ambiente. Assim é que também por este motivo, a propriedade do Recorrente não poderia estar sujeita ao pagamento do ITR, conforme jurisprudência deste Conselho: Fl. 218DF CARF MF Impresso em 07/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por RUB ENS MAURICIO CARVALHO 8 Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 1998 Imóvel cravado em área de Proteção Ambiental de Interesse Ecológico. Decreto juntado aos autos. Exclusão da obrigação tributária. Comprovado, inclusive por informação do IBAMA, que o imóvel está encravado em área de proteção ambiental, não há incidência do ITR, visto que é hipótese legal de exclusão da obrigação tributária. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. (Acórdão nº 30133992, Processo 13362000802200222, julgado em 04.07.2007) Diante de todo o exposto, deve ser reconhecida a isenção do ITR sobre a totalidade da propriedade da Recorrente, nos termos do art. 10, § 1º, II, b, da Lei nº 9.393/96. Por este mesmo motivo, deixo de analisar o pedido do Recorrente no que diz respeito às demais razões de mérito. Assim, VOTO no sentido de DAR provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Fl. 219DF CARF MF Impresso em 07/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 09/08/2013 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por RUB ENS MAURICIO CARVALHO
score : 1.0
Numero do processo: 11543.004265/00-21
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 10/01/1996 a 20/12/1997
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -INEXATIDÃO MATERIAL E OMISSÃO - CORREÇÃO - ART. 60 DO DECRETO Nº 70.235/72.
Constatado erro material na conclusão do voto e súmula da ementa do acórdão em sede de Recurso Voluntário, acolhem-se os embargos de declaração com efeitos infringentes para suprir omissão e retificação da inexatidão material na sua conclusão e súmula, nos termos do art. 60 do Decreto nº 70.235/72, mantida a fundamentação do v. Acórdão embargado.
Numero da decisão: 3402-002.319
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, conhecer
e acolher os embargos com efeitos infringentes, para conhecer do recurso de ofício e negálo.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 10/01/1996 a 20/12/1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -INEXATIDÃO MATERIAL E OMISSÃO - CORREÇÃO - ART. 60 DO DECRETO Nº 70.235/72. Constatado erro material na conclusão do voto e súmula da ementa do acórdão em sede de Recurso Voluntário, acolhem-se os embargos de declaração com efeitos infringentes para suprir omissão e retificação da inexatidão material na sua conclusão e súmula, nos termos do art. 60 do Decreto nº 70.235/72, mantida a fundamentação do v. Acórdão embargado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 11543.004265/00-21
conteudo_id_s : 5351609
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jun 05 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3402-002.319
nome_arquivo_s : Decisao_115430042650021.pdf
nome_relator_s : FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA
nome_arquivo_pdf_s : 115430042650021_5351609.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, conhecer e acolher os embargos com efeitos infringentes, para conhecer do recurso de ofício e negálo.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
id : 5477614
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:22:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812608167936
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2070; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 2 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11543.004265/0021 Recurso nº 140.946 Embargos Acórdão nº 3402002.319 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de fevereiro de 2014 Matéria EMBARGOS DECLARATÓRIOS OMISSÃO Embargante FAZENDA NACIONAL (PGFN) Interessado TELEMAR NORTE LESTE S/A (INCORPORADORA DA TELEST) ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 10/01/1996 a 20/12/1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INEXATIDÃO MATERIAL E OMISSÃO CORREÇÃO ART. 60 DO DECRETO Nº 70.235/72. Constatado erro material na conclusão do voto e súmula da ementa do acórdão em sede de Recurso Voluntário, acolhemse os embargos de declaração com efeitos infringentes para suprir omissão e retificação da inexatidão material na sua conclusão e súmula, nos termos do art. 60 do Decreto nº 70.235/72, mantida a fundamentação do v. Acórdão embargado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, conhecer e acolher os embargos com efeitos infringentes, para conhecer do recurso de ofício e negálo. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente Substituto FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Luiz Carlos Simoyama (Suplente), Pedro Sousa Bispo (Suplente), João Carlos Cassuli Júnior e Francisco Maurício Rabelo de Albuqueruqe Silva. Ausentes, justificadamente as Conselheiras Silvia de Brito Oliveira e Nayra Bastos Manatta. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 54 3. 00 42 65 /0 0- 21 Fl. 1791DF CARF MF Impresso em 05/06/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 2 Relatório Tratase de Embargos Declaratórios (fls. 332/ 334) interpostos pela d. PGFN, com fundamento no art. 65, inc. II do RICARF por suposta omissão no v. Acórdão nº 3402 001.868 exarado por esta 2ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção do CARF (fls. 1761/1779) de minha relatoria em sede de Recurso Voluntário que, em sessão de 13/08/09, por unanimidade de votos não conheceu do Recurso de Ofício em face do valor exonerado ser inferior ao valor de alçada e por maioria de votos deram provimento ao Recurso Voluntário (Vencido o Conselheiro Mário César Francalossi Bais. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg e Sílvia Brito Oliveira), aos seguintes fundamentos sintetizados nas seguintes ementa, súmula e conclusão: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 10/01/1996 a 20/12/1997 IPI ISENÇÃO CONDICIONADA A DESTINAÇÃO DO PRODUTO ART. 9º § 1º DA LEI Nº 4.502/64 RESPONSABILIDADE DO ADQUIRENTE ART. 23, INC. VII DO RIPI/82. Tratandose de isenção condicionada à destinação do produto, a lei somente autoriza a imputação responsabilidade tributária a quem der destino diverso ao produto, hipótese em que este responde pelo pagamento do imposto e da penalidade cabível, como se a isenção não existisse, e não do fabricante, junto ao qual foram colocados os pedidos. O art. 23, inc. VII do RIPI/82 extrapolou a autorização legal de imputação responsabilidade tributária restrita a quem der destino diverso ao produto sujeito a isenção condicionada, quando pretende estender a responsabilidade tributária a todos os que desatenderem às normas e requisitos a que estiver condicionada a isenção do imposto deferida ao contribuinte e, por não se revestir de suficiente idoneidade jurídica que lhe permita restringir direitos ou criar obrigações (art. 99 do CTN), compromete a subsistência da motivação do lançamento formalizado. Precedentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, RO por unanimidade de votos não se conheceu do recurso de ofício em face do valor exonerado ser inferior ao valor de alçada. RV por maioria de votos deuse provimento ao recurso. Vencido Conselheiro Mário César Fracalossi Bais. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg e Silvia de Brito Oliveira. ...... Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenbug Filho e Nayra Bastos Manatta (Presidente). O Presidente substituto da Turma, assina o acórdão, face à impossibilidade, por motivo de saúde, da Fl. 1792DF CARF MF Impresso em 05/06/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11543.004265/0021 Acórdão n.º 3402002.319 S3C4T2 Fl. 3 3 Presidente Nayra Bastos CManata. ; Fernando Luiz da Gama Lobo d’Eça (Relator), Mário Cesar Fracalossi Bais (S ente), Silvia de Brito Oliveira, João Carlos Cassuli Júnior, Francisco Maurício Rabelo de lbuquerque Silva.” Entende a ora embargante que teria havido “relevante omissão que prejudica o amplo exercício do direito de defesa na eventual interposição de recurso”, eis que o v. Acórdão embargado deixou de conhecer do Recurso de Ofício em face do valor exonerado ser inferior ao valor de alçada quando é certo que “à época a decisão recorrida, proferida em sede de 1ª instância pela DRJ o crédito exonerado superava o limite de alçada nos termos da Portaria MF nº 375/2001”, razão pela qual requer sejam recebidos e providos os embargos de declaração, para sanar o vício”. É o relatório. Voto Conselheiro FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA, Relator Os Embargos Declaratórios são tempestivos, merecem ser conhecidos e, no mérito merecem ser parcialmente acolhidos para correção de erro de fato na conclusão do voto vencedor e súmula do v. Acórdão embargado. Realmente, tem razão a ora embargante quando afirma que teria havido “omissão” decorrente de erro material cometido no v. Acórdão embargado quando deixa de conhecer do Recurso de Ofício em face do valor exonerado ser inferior ao valor de alçada quando é certo que “à época a decisão recorrida, proferida em sede de 1ª instância pela DRJ o crédito exonerado superava o limite de alçada nos termos da Portaria MF nº 375/2001”. Referido “erro” deste Relator decorreu da menção expressa na r. decisão da DRJ, então recorrida, no sentido de que aximia “a contribuinte do recolhimento do imposto no valor total de R$ 325.040,08, referente aos períodos de apuração de 10/01/1996 a 31/08/1997” Entretanto verificase que o v. Acórdão ora embargado encampou a fundamentação da decisão da DRJ na parte em que eximiu “a contribuinte do recolhimento do imposto no valor total de R$ 325.040,08, referente aos períodos de apuração de 10/01/1996 a 31/08/1997” quando aduz “Notese que no caso concreto a própria r. decisão recorrida afasta qualquer possibilidade de responsabilização da Recorrente com base no art. 9º §1º da Lei nº.4.502/64, por ter dado destinação diversa de produtos isentos, quando certifica que: assinado digitalmente conforme MP nº 2.2002 de 24/08/2001 “Claro está que não se está imputando à empresa ter dado destinação diversa aos produtos adquiridos. O que se discute é a sua responsabilidade face ao descumprimento de obrigações acessórias que condicionavam a eficácia do beneficio.” Fl. 1793DF CARF MF Impresso em 05/06/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 4 Se não bastasse, a própria r. decisão atesta a insubsistência do lançamento no períododeaneode1996 a agosto de 1997, em razão da falsidade do motivo do indeferimento da prorrogação do prazo da isenção, cujos fundamentos por amor à brevidade adoto e transcrevo: “1 – Do indeferimento do pedido de prorrogação do benefício A controvérsia surgiu pelo fato da Informação MF/SRF/COSIT/DIPIT DIPEX N° 71/98 (fls. 114/115), que amparou o despacho de fl. 116, ter fundamentado o indeferimento do pleito de prorrogação do prazo para fruição dos benefícios fiscais do DL n° 1.335/74, com a inscrição da empresa no CADIN vinculada ao processo fiscal 10783.005938/9491. Ressaltese que em atendimento a oficio expedido pela Cosit à época, a empresa apresentou CND emitida pelo INSS e extrato da sua ficha no CADIN/SISBACEN, onde não constava sua inscrição (vide cópia dos documentos extraídos do processo 10168.003144/9700 –fls. 290 a 297). A própria Cosit também atestou que a empresa estava em situação regular perante a SRF, onde obteve Certidão Positiva com Efeitos de Negativa (fl. 115). Não resta dúvida, portanto, que a única pendência da empresa quanto a sua regularidade fiscal à época era, efetivamente, sua inscrição no CADIN vinculada ao processo 10783.005938/9491, inscrição esta que constava dos sistemas da SRF. Contudo, a impugnante trouxe aos autos consulta a sistema da PFN que põe por terra a motivação do indeferimento então proferido pela Cosit. Notese, que segundo informações da consulta de fl. 216, o crédito tributário relativo ao processo n° 10783.005938/9491 foi inscrito na Dívida Ativa da União em 04/07/1997 sob o n° 72 7 97 0005 7485, sendo a inscrição extinta em 31/07/1997 com a seguinte informação: "pagamento integral do crédito antes da inscrição em dívida ativa da União confirmado pela DRF competente". Ou seja, a própria inscrição em dívida ativa já foi indevida, uma vez que o crédito tributário já havia sido pago antes da inscrição. Que dirá da inscrição no CADIN, que decorre daquela?! Se verídicas as informações da consulta de fl. 216, comprovado está o erro de fato que motivou o indeferimento. Para dirimir a questão acerca da inscrição/exclusão da empresa no CADIN, o processo foi remetido à DRF/Vitória conforme despacho de fls. 228/229. Em atendimento às questões formuladas, foram anexados os documentos de fls. 230/250. Da análise da documentação anexada aos autos constatase que: a)a consulta anexada pela empresa à fl. 216foi confirmada pela PFN/Vitória 241), que informou que "em análise do processo 10783.005938/9491, verificase as informações de fls. 216" (vide cópia dos documentos às fls. 298/299, extraídas do processo ora citado); b)os outros débitos que justificariam a inscrição da empresa no CADIN à época (01/01/1996 a 21/09/1998), conforme consulta Fl. 1794DF CARF MF Impresso em 05/06/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11543.004265/0021 Acórdão n.º 3402002.319 S3C4T2 Fl. 4 5 de fl. 237 (inscrições 72 5 94 00058830 e 72 5 97 009 7121) também já se encontravam extintos antes do indeferimento do pleito da empresa. Mesmo não tendo sido mais possível resgatar dos sistemas as informações acerca da inscrição da empresa no CADIN à época, pelos documentos que constam do presente processo consideramos restar comprovado que a inscrição no CADIN motivada pelo processo 10783.005938/9491 foi indevida, contrariamente ao entendimento da Cosit, que alegou não caber "rever de oficio o indeferimento proferido com base em informações não comprovadas nos autos". Comprovado que o processo citado não justificava a inscrição no CADIN à época, comprovado que o indeferimento do pleito de prorrogação do beneficio, por via de conseqüência, também foi indevido, visto que motivado em erro de fato. Superada, portanto, esta questão. Todavia, este não foi o único suporte do lançamento efetuado contra a empresa, que envolve também questões acerca do inadimplemento da beneficiária quanto a prestação de informações a que estava obrigada para fazer jus à isenção. 2–Das obrigações necessárias à eficácia do benefício. Informam os auditores em seu relatório: "Ademais, desde 1 8/09/2000 até o fechamento deste Auto de Infração a empresa não havia conseguido localizar em seu arquivo a relação dos produtos adquiridos, com a indicação dos fornecedores, itens do Acordo de Participação, número/data/valor das notas fiscais de aquisição, a que alude o item 4.3 da INSRF 049/79, (...) Esclareçase que o item 4 do Ato Declaratório n° 72, de 27/02/86, é enfático ao atar a plena e definitiva eficácia do ato concessivo ao atendimento do disposto nos itens 4 e 7 da IN SRF 049/79, de tal sorte que o contribuinte, inobstante a apresentação de motivos plausíveis, encontrase inadimplente quanto ao cumprimento das obrigações acessórias, porquanto não foi encontrado no processo especifico o documento previsto no item 4.3 do referido instrumento normativo". O ato concessivo dos benefícios fiscais do DL 1 .335/74 à Telest, CST n° 72/86, cópia às fls. 63/64 deste, assim dispôs: 4.Para plena e definitiva eficácia do ato concessivo, deverá a interessada atender ao disposto nos itens 4 e 7 da Instrução Normativa no 049, de 02 de agosto de 1979. O texto é cristalino. Mesmo que a empresa obtenha o conhecimento para usufruir o beneficio fiscal, o que não ocorreu na presente situação, a publicação do concessório não é condição suficiente a garantir a plena utilização do beneficio. Necessário atender, dentre outras, às disposições da Instrução Normativa SRF n° 49, de 2 de agosto de 1979. Fl. 1795DF CARF MF Impresso em 05/06/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 6 Nesse ponto, cumpre observar que estamos tratando de beneficio fiscal, em que a União abre mão de receitas que lhe são próprias com objetivos definidos, no caso, a expansão, ampliação e modernização dos serviços de telecomunicações prestados pela interessada. Em se tratando de favor fiscal, compete ao beneficiário cumprir todas as condições e exigências atreladas à concessão do beneficio e à sua efetivação. Quanto à IN SRF 049/79, vejamos suas disposições: 4.A eficácia plena e definitiva do ato concessivo fica condicionada ao cumprimento pelo empreendedor, perante a repartição da Receita Federal com jurisdição sobre o local onde se executa o Projeto, das seguintes exigências: 4.1(..). 4.2 – Apresentação, até o último dia útil de cada mês, de cópia das notas fiscais referentes às máquinas e equipamentos, recebidos com incentivos, no mês anterior, relacionandoas, se for o caso, conforme os itens correspondentes do Acordo de Participação; 4.3 – Apresentação no prazo de 60 (sessenta) dias, contados da última aquisição (Considerada como tal a data de emissão da nota fiscal pelo fabricante), da relação dos produtos adquiridos, identificando o respectivo vendedor, mencionando o item correspondente do: Acordo de Participação (quando for o caso), número, data e valor das notas fiscais e número e data dos pedidos ou ordens de compra que deram origem às notas fiscais relacionadas; 4.4 – Comprovação, no mesmo prazo previsto no item anterior, da disponibilidade de recursos, oriundos das fontes indicadas no despacho concessivo dos incentivos, em montante suficiente a fazer face ao valor total das máquinas e equipamentos adquiridos com benefícios. 5.As comprovações a que se refere o item anterior deverão ser anexadas ao processo que deu origem à concessão dos benefícios fiscais. 6. O descumprimento dos requisitos legais ou a inadimplência das exigência á de controle fiscal, implicará na ineficácia do ato concessivo dos estímulos tributários, a ser declarada pelo Secretário da Receita Federal. 7. Qualquer alteração na listagem de máquinas e equipamentos ou no Acordo de Participação, a que se referem os subitens 2.3 e 1,bem como na origem dos recursos destinados ao custeio do empreendimento, deverá ser imediatamente comunicada à Secretaria da Receita Federal. 8. As Coordenações dos Sistemas de Fiscalização e de Tributação poderão baixar normas complementares à execução desta Instrução Normativa. Como a empresa continuou a efetuar as aquisições de equipamentos, com isenção do IPI, antes de proferida a resposta Fl. 1796DF CARF MF Impresso em 05/06/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11543.004265/0021 Acórdão n.º 3402002.319 S3C4T2 Fl. 5 7 definitiva da SRF quanto a seu pleito de prorrogação de prazo, obviamente, contava com seu deferimento. Estava obrigada, portanto, a cumprir as exigências do artigo 4º acima transcrito. O auditor informa que a empresa não apresentou a relação prevista no item 4.3 do artigo 4° em comento. Analisemos o que consta dos autos. a) Período de janeiro/1996 a agosto de 1997 No decorrer deste período a empresa apresentou regularmente à SRF as cópias das notas ficais em atendimento ao disposto no item 4.2 da IN SRF 049/79, conforme documentos às fls. 01 a 357 dos Anexos I e II. Além disso, a empresa apresentou, junto com as cópias das notas fiscais dos produtos adquiridos com isenção, relação indicando o número do item correspondente de cada aquisição no Acordo de Participação, o nome do fornecedor, o número, a data de emissão e o valor de cada nota fiscal. Ou seja, embora a própria empresa informasse que estava apresentando a relação e cópias de notas fiscais em atendimento ao disposto no item 4.2 da IN em comento, em verdade, da forma como foram apresentadas as informações, já estavam sendo apresentadas, também, as informações previstas no item 4.3 da mesma IN, à exceção da indicação dos números do pedidos ou ordens das respectivas compras. Para a solução do presente litígio não vejo melhor alternativa que apelar ao bom senso. Em primeiro lugar, entendo não existir dúvidas de que as exigências prescritas nos itens 4 a 7 da IN 049/79 têm por objetivo permitir ao órgão responsável, no caso a SRF, exercer o devido controle fiscal sobre a isenção concedida aos beneficiários. Entendo também, s.m.j., que a partir das cópias das notas fiscais de aquisição e da relação apresentada, com indicação do item do. Acordo de Participação correspondente a cada aquisição, estavam presentes, senão todos, ao menos os elementos indispensáveis para que a SRF exercesse sua competência Faltou a apresentação dos pedidos de compras, que são solicitados tendo em vista que a isenção abrange os pedidos apresentados até a data estipulada para a fruição do benefício (item 5 do AD CST 72/86–fl. 65). Ou seja, não é a data da saída do produto do estabelecimento industrial que deve ser considerada para certificar que a aquisição foi efetivada dentro do prazo para a fruição do beneficio, mas sim a data de apresentação do pedido ou ordem de compra correspondente. Como todas as aquisições objeto da presente autuação (todas as saídas dos produtos dos fornecedores) foram efetuadas até 17/12/1997 (fl. 429), não resta dúvida de que todos os pedidos de compra foram apresentados ,antes desta data, o que supre a falta destes para fins de comprovação da regularidade das aquisições quanto ao prazo. Fl. 1797DF CARF MF Impresso em 05/06/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 8 Ademais, a fiscalização anexou aos autos cópia dos documentos apresentados pela Telest quando do encerramento do acordo de Participação. Apesar de não ter sido anexado aos autos, na comunicação de fls. 120/121 consta expressamente, no item VII, que a empresa juntou demonstrativo da origem e aplicação dos recursos utilizados na execução do Acordo. Não vejo, portanto, motivos a justificar o presente lançamento com base no descumprimento de obrigações acessórias por parte da interessada para o período em questão. Ressaltese, ainda, que mesmo após as revisões e prorrogações de prazo homologadas pelo órgão competente do então Ministério da Indústria e Comércio e do Turismo, o Acordo foi encerrado sem aproveitamento integral dos valores autorizados, conforme demonstrativo de fl. 147.” Não configurados os pressupostos do dever legal de sujeição passiva da obrigação, não pode haver responsabilidade tributária, nem o conseqüente comprometimento ou sujeição do patrimônio pessoal do responsável, cuja conseqüência é a insubsistência do lançamento em relação a este último, eis que como já assentou o E. STJ “a Administração não poderá proibir ou impor comportamento algum a terceiro, salvo se estiver previamente embasada em determinada lei que lhe faculte proibir ou impor algo a quem quer que seja” (cf. Ac. da 1ª Turma do STJ no REsp 778896/AM, Reg. nº 2005/01247458, em sessão de 12/06/2007, Rel. Min. LUIZ FUX, DJ 23.08.2007 p. 21 1). Assim, impõese o acolhimento parcial dos presentes embargos, com caráter infringente, para conhecer e acolher parcialmente os Embargos declaratório com caráter infringente, para corrigir a inexatidão material cometida na conclusão do voto vencedor acolhido por esta C. Câmara, reconhecer que o crédito exonerado superava o limite de alçada nos termos da Portaria MF nº 375/2001” e suprir a omissão para declarar que o Recurso de Ofício foi conhecido e improvido por maioria de votos nos termos da fundamentação da decisão da DRJ expressamente transcrita na decisão ora embargada. Isto voto no sentido de conhecer e acolher parcialmente os Embargos declaratório com caráter infringente, para corrigir a inexatidão material e a omissão cometidos no v. Acórdão embargado, nos termos do item supra e do art. 60 do Decreto nº 70.235/72 e declarar que o Recurso de Ofício foi conhecido e improvido por maioria de votos nos termos da fundamentação da decisão da DRJ expressamente transcrita na decisão ora embargada. É como voto. Sala das Sessões, em 25 de fevereiro de 2014 FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Fl. 1798DF CARF MF Impresso em 05/06/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11543.004265/0021 Acórdão n.º 3402002.319 S3C4T2 Fl. 6 9 Fl. 1799DF CARF MF Impresso em 05/06/2014 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 19/03/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10215.720197/2008-09
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2801-000.299
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente e Relatora.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Mara Eugenia Buonanno Caramico, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10215.720197/2008-09
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5366658
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2801-000.299
nome_arquivo_s : Decisao_10215720197200809.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : TANIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10215720197200809_5366658.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente e Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Mara Eugenia Buonanno Caramico, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
id : 5559916
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:25:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812612362240
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1608; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 377 1 376 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10215.720197/200809 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2801000.299 – 1ª Turma Especial Data 16 de julho de 2014 Assunto IRPF Recorrente SERGIO AMARO AQUINO Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente e Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Mara Eugenia Buonanno Caramico, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 2ª Turma de Julgamento da DRJ/BEL/PA. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: Contra o contribuinte em epígrafe foi emitido o auto de infração do Imposto de Renda da Pessoa Física — IRPF, referente aos exercícios 2004/2005, anoscalendário de 2003/2004, por AFRF da DRF/Santarém/PA. A ciência do lançamento ocorreu em 23/09/2008, RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 02 15 .7 20 19 7/ 20 08 -0 9 Fl. 377DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/08/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10215.720197/200809 Resolução nº 2801000.299 S2TE01 Fl. 378 2 fl.161. 0 valor do crédito tributário apurado esta assim constituído: (em Reais) Imposto 163.752,61 Juros de Mora (cálculo até 29/08/2008) 83.238,43 Multa Proporcional (passível de redução) 122.814,45 Total do Crédito Tributário 369.805,49 2. De acordo com o Auto de Infração e o Termo de Verificação de Infração, fls.145/159, o motivo da autuação foi a OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA. 3. Inconformado com a autuação o contribuinte apresentou sua impugnação em 20/10/2008, fls.163/203, alegando o seguinte: 3.1 A origem da movimentação financeira foi a Venda de Ouro Ativo Financeiro, produzido no garimpo de sua concessão, conforme comprovam as Notas Fiscais, DARF de recolhimento de Imposto e demais documentos expedidos pelo DNPM referente as PLGs, Permissões de Lavras Garimpeiras e Licenças Operacionais da SECTAM; 3.2 0 contribuinte teve a seguinte movimentação na Venda de Ouro: ANOCALENDÁRIO 2003 Valor da Venda de Ouro R$496.503,50 Valor base de Cálculo para fins de Imposto de Renda R$ 49.650,35 Venda à empresa OUROMINAS DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. R$49.650,35 Imposto de Renda Retido na Fonte R$11.205,33 ANOCALENDÁRIO 2004 Valor da Venda de Ouro R$657.031,20 Valor base de Cálculo para fins de Imposto de Renda – R$ 65.703,12 Venda à empresa OUROMINAS DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. R$ 49.650,35; Imposto de Renda Retido na Fonte R$16.391,67 Não foi especificado no campo 7 do informe de rendimentos dos anoscalendário 2003 e 2004, fornecidos pela fonte pagado a na caso a empresa OUROMINAS DISTRIBUIDORA DE TiTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA., os 90% sobre as vendas realizadas nos respectivos anos, fazendo com que ocorresse um lapso por parte do contador não lançando no item 12 — rendimentos isentos e ao tributáveis, da Declaração de Ajuste Anual 2003 e 2004, os respectivos valores de R$446.853,15 e R$591.328,08. 3.4 Os valores fracionados entraram nas respectivas contas bancárias, em razão dos adiantamentos feitos pela compradora de ouro, para viabilizar a produção de ouro no garimpo do contribuinte, como espelha o modelo de contrato em anexo. 3.5 0 contrato de compra e venda de ouro na folha caracterizase quando garimpeiro tem uma produção dentro da normalidade e com isso tem uma média razoável de produção. Neste caso as grandes compradoras de ouro, procuram assegurar a compra, mediante os contratos de adiantamento na compra e venda do ouro, ficando com isso consignado a produção a ser vendida na empresa fomentadora da produção por força do contrato. 3.6 Como se vê a própria movimentação financeira, é menor do que o valor total das respectivas Notas Fiscais de compra e venda de ouro, Fl. 378DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/08/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10215.720197/200809 Resolução nº 2801000.299 S2TE01 Fl. 379 3 essas diferenças a menor, devese ao fato de que parte do valor das vendas, o contribuinte por necessidade e hábito na regido, as pessoas conforme a situação — trabalhadores e garimpeiros e alguns comerciantes, nesse interior receberem somente em valores em espécie, dai a necessidade de receber parte desses valores diretamente do caixa e em espécie, isto é, sem passar via conta bancária. 3.7 Obedeceu ao preceito do art.10 da Lei N°7.713/88. 3.8 0 lançamento foi baseado em indícios e presunções, sem a identificação do sujeito passivo responsável pelo fato imponível, assim está lastrado de vícios e totalmente NULO. Não foi encontrado sinal exterior de riqueza. Depósitos bancários não representam por si só, rendimentos tributáveis, assim como não constituem fato gerado de imposto de renda ou disponibilidade econômica. Os depósitos podem ter origem de empréstimos de terceiros ou de transferência entre contas, que são de livre arbítrio de seu titular. Relembra a súmula 182 do extinto TFR. Há fortes indícios de que o lançamento tenha sido constituído para satisfazer interesses particulares regidos pela Lei N°10.910/2004, que garante gratificações aos auditores. 3.9 Não houve autorização judicial para a quebra do sigilo bancário. A autoridade deveria solicitar os dados bancários via Requisição de Movimentação Financeira (RMF). 3.10 A fiscalização confirmou as informações junto à empresa de compra de ouro OUROMINAS DTVM LTDA, mas mesmo assim lavrou o Auto de Infração, apesar de a movimentação financeira estar abaixo do faturamento de venda de ouro aluvionar, devidamente comprovado. Nenhuma outra diligência foi realizada no sentido de corroborar o trabalho fiscal no que tange as transferências e depósitos bancários; 3.11 Acrescenta decisões e doutrina; 3.12 Requer a insubsistência do Auto de Infração e a declaração de inexistência do Crédito Tributário. A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 307/321, que restou assim ementado: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004, 2005 Ementa: DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PRESUNÇÃO LEGAL. A Lei n° 9.430, de 1996, estabeleceu uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza lançar o imposto correspondente sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 379DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/08/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10215.720197/200809 Resolução nº 2801000.299 S2TE01 Fl. 380 4 Regularmente cientificado daquele Acórdão em 29/12/2010 (fl. 3282), o interessado, representado por seu Advogado (fl. 371), interpôs recurso voluntário de fls. 455/370, em 28/01/2011, no qual, em síntese, reitera os argumentos apresentado na fase impugnatória. Conforme despacho de fl. 376, foi sobrestado o julgamento do recurso, nos termos do art. 62A, §§1º e 2º do Regimento do CARF, tendo em vista que a quebra de sigilo bancário é matéria reconhecida de repercussão geral e aguarda julgamento pelo STF (RE 601.314). Com a revogação dos §§1º e 2º do art. 62A do Regimento do CARF, conforme Portaria nº 545 de 18 de novembro de 2013, publicada no DOU de 20 de novembro de 2013, o recurso voluntário foi incluído em pauta para julgamento. A numeração de folhas citada nesta decisão referese à serie de números do arquivo PDF. É o relatório. VOTO Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cuida o presente lançamento de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, amparada no art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996. De acordo com os extratos bancários apresentados, às fls. 28/65, o sujeito passivo possuía duas contas bancárias. A de n° 22.2534, mantida no Banco Bradesco S/A (fls. 26/35), e a de n° 15.8514, no Banco Itaú S/A. Em relação ao Banco Itaú S/A, existe indício de que a conta é conjunta, pois assim consta consignado no correspondente extrato bancário “SERGIO AMARO AQUINO E/OU AGENCIA 1433 CONTA CORRENTE 158514” O art. 42, § 6º, da Lei nº 9.430/96 determina o rateio dos depósitos bancários em contas com cotitulares quando estes não comprovam a origem dos depósitos, bem como tenham rendimentos independentes, com apresentação de declarações de ajuste em separado. Para contas bancárias com mais de um titular, portanto, a presunção legal somente se aperfeiçoa com a intimação de todos cotitulares das referidas contas. Nesse sentido, dispõe a Súmula CARF nº 29: Todos os cotitulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na fase que precede à lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento. Fl. 380DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/08/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10215.720197/200809 Resolução nº 2801000.299 S2TE01 Fl. 381 5 Face o acima exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência à unidade de origem para que: · intime o contribuinte a informar se as contas correntes de n° 22.2534, mantida no Banco Bradesco S/A (fls. 26/35), e de n° 15.8514, no Banco Itaú S/A, eram individuais ou conjuntas nos anoscalendários de 2003 e 2004; · caso alguma delas seja conjunta, o contribuinte deverá colacionar aos autos comprovação inequívoca de que a conta era conjunta nos anoscalendários sob exame. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 381DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/08/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10580.728352/2009-40
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Aug 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/02/2006 a 31/08/2007
AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES.
Constitui infração a apresentação de GFIP com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme artigo 32, Inciso IV e §5º, da Lei nº8. 212/91.
AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP. CFL 68. ART. 32-A DA LEI N° 8212/91. RETROATIVIDADE BENIGNA.
As multas decorrentes de entrega de GFIP com incorreções ou omissões foram alteradas pela Medida Provisória n° 449/2008, a qual fez acrescentar o art. 32-A a Lei n° 8.212/91.
Incidência da retroatividade benigna encartada no art. 106, II, 'c' do CTN, sempre que a norma posterior cominar ao infrator penalidade menos severa que aquela prevista na lei vigente ao tempo da prática da infração autuada.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-003.379
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator, para que a multa seja recalculada, conforme previsto no art. 32-A, I, da Lei nº. 8.212/91, se mais benéfica ao contribuinte.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Natanael Vieira dos Santos - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior e Eduardo de Oliveira.
Nome do relator: NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/02/2006 a 31/08/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES. Constitui infração a apresentação de GFIP com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme artigo 32, Inciso IV e §5º, da Lei nº8. 212/91. AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP. CFL 68. ART. 32-A DA LEI N° 8212/91. RETROATIVIDADE BENIGNA. As multas decorrentes de entrega de GFIP com incorreções ou omissões foram alteradas pela Medida Provisória n° 449/2008, a qual fez acrescentar o art. 32-A a Lei n° 8.212/91. Incidência da retroatividade benigna encartada no art. 106, II, 'c' do CTN, sempre que a norma posterior cominar ao infrator penalidade menos severa que aquela prevista na lei vigente ao tempo da prática da infração autuada. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 11 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10580.728352/2009-40
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5366354
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 11 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2803-003.379
nome_arquivo_s : Decisao_10580728352200940.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
nome_arquivo_pdf_s : 10580728352200940_5366354.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator, para que a multa seja recalculada, conforme previsto no art. 32-A, I, da Lei nº. 8.212/91, se mais benéfica ao contribuinte. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior e Eduardo de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
id : 5558052
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:25:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812639625216
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2031; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 90 1 89 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.728352/200940 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2803003.379 – 3ª Turma Especial Sessão de 16 de julho de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente RÁDIO FM IEMANJÁ LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/02/2006 a 31/08/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES. Constitui infração a apresentação de GFIP com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme artigo 32, Inciso IV e §5º, da Lei nº8. 212/91. AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP. CFL 68. ART. 32A DA LEI N° 8212/91. RETROATIVIDADE BENIGNA. As multas decorrentes de entrega de GFIP com incorreções ou omissões foram alteradas pela Medida Provisória n° 449/2008, a qual fez acrescentar o art. 32A a Lei n° 8.212/91. Incidência da retroatividade benigna encartada no art. 106, II, 'c' do CTN, sempre que a norma posterior cominar ao infrator penalidade menos severa que aquela prevista na lei vigente ao tempo da prática da infração autuada. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator, para que a multa seja recalculada, conforme previsto no art. 32A, I, da Lei nº. 8.212/91, se mais benéfica ao contribuinte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 83 52 /2 00 9- 40 Fl. 104DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 91 2 (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior e Eduardo de Oliveira. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 92 3 Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pela empresa RADIO FM IEMANJÁ LTDA., em face da decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador (BA) que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação interposta e manteve o crédito tributário, relativo à multa por infringência ao disposto no art. 32, inc. IV, § 5°, da Lei 8.212/91 (DEBCAD nº 37.2129501). 2. Por bem retratar os fatos passo a adotar parcialmente o relatório constante do acórdão recorrido (fl. 81): 2.1. Foi constatado que o Sujeito Passivo pagou, no período de 2005 a 2008, aos seus segurados Participação nos Lucros ou Resultados PLR, porém em desacordo ao estabelecido na Lei n° 10.101 de 19/12/2000. 2.2. O descumprimento dessas formalidades legais transformou esses pagamentos em parcelas remuneratórias integrantes do saláriodecontribuição a base de cálculo previdenciária. Estas parcelas não foram, porém, declaradas nas GFIP’s e nem foram objeto de recolhimento/parcelamento das contribuições previdenciárias, sendo portanto, objeto dos Autos de Infração n°s 37.212.9510 (patronal) e 37.212.9528 (segurados), cujos relatórios fiscais foram anexados ao presente processo por cópia. 2.3. Foi efetuada a comparação da multa, confrontandose a legislação em vigor na ocorrência do fato gerador com a legislação atual, aplicandose a mais benéfica, razão pela qual apenas foram lançadas no presente auto de infração (código de fundamentação legal 68) as competências 02/2006 e 02/2007. 2.4. Em decorrência da infração praticada, foi aplicada a multa prevista no art.284, inciso II, do Decreto 3.048/99, correspondendo ao valor de R$ 5.316,72 (cinco mil trezentos e dezesseis reais e setenta e dois centavos), considerando os valores atualizados pela Portaria MPS/MF n°. 48, de 12 de fevereiro de 2009, conforme Tabela elaborada no Relatório Fiscal. 3. Lavrado o auto de infração, o sujeito passivo foi dele regulamente cientificado em 17/12/2009, por via postal, conforme Aviso de Recebimento do Serviço dos Correios, nº AR 520809983RL (fl. 51), tendo a autuada, tempestivamente, apresentado impugnação às folhas 52/61, a qual foi encaminhada a Receita Federal do Brasil, por via postal, conforme SEDEX SK229803004BR (fls. 78/79). 4. Ao analisar os argumentos apresentados pela contribuinte, o Colegiado de primeira instância não acolheu as teses apresentadas. O acórdão restou lavrado com a ementa abaixo transcrita: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. Período de apuração: 28/02/2006 a 28/02/2007. INFRAÇÃO. GFIP. OMISSÃO DE FATO GERADOR.. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 93 4 Constitui infração prevista no art. 32, inciso IV, parágrafo 5°, da Leinº 8.212/91, apresentar o sujeito passivo GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. INOBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. A participação nos lucros ou resultados da sociedade empresária, quando paga ou creditada em desacordo com a Lei específica, integra o salário de contribuição previdenciário. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. RETROATIVIDADE BENIGNA. MULTA MENOS SEVERA. A lei aplicase a fato pretérito quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. A comparação das multas para verificação e aplicação da mais benéfica somente poderá operacionalizarse quando o pagamento do crédito for postulado pelo contribuinte ou quando do ajuizamento de execução fiscal Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido.” (fl. 80),. 5. Da decisão supra a recorrente foi regulamente notificada em 17/12/2012, conforme AR 0976636668DH, do serviços postal (fl. 174), bem como de outras decisões relativas aos Auto de Infração, a saber: PAF’s de nºs. 10580.728349/200926 10580.728350/200951 e 10580.728351/200903. Os demais AI’s são os seguintes: DEBCAD/PAF TIPO DE CONTRIBUIÇÕES DATA DE EMISSÃO PERÍODO DO DÉBITO TOTAL CONSOLIDA DO EM 07/12/2009 – R$ MOTIVAÇÃO DO AI 37.212.9528 (10580.728350/200951) Contribuição dos segurados empregados 14/12/2009 02/2006 a 08/2007 5.315,26 Diferenças dos segurados empregados, incidentes sobre as remunerações pagas a título de PLR paga em desacordo com a legislação. 37.212.9510 (10580.728349/200926) Contribuição patronal (EMPRESA e GILRAT) 14/12/2009 02/2006 a 08/2007 45.214,45 Contribuições sociais previdenciárias lançadas se referem “exclusivamente às diferenças patronais (EMPRESA e GILRAT), incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados a título de PLR Participação nos Lucros e Resultados, em desacordo com a legislação que rege a matéria 37.261.1818 (10580.728351/200903) Contribuição destinada a Outras Entidades e Fundos (Terceiros) 14/12/2009 02/2006 a 08/2007 8.984,73 Contribuição a cargo da empresa referentes a outras entidades e fundos (Terceiros) , incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados a título de PLR. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 94 5 6. Em peça única, acostada ao processo principal, PAF 10580.728349/2009 26, a contribuinte, demonstrando seu inconformismo, apresentou recurso voluntário, fls. 185 a 205, do referido PAF, em 16/01/2013, tendo a autoridade de origem informado, por despacho de 18/01/2013, fl. 205 daqueles autos, que nesta data foi juntado o recurso. 7. Com vistas à anulação de todos os AI’s anteriormente mencionados, em peça única, a contribuinte em seu recurso voluntário, basicamente, traz os mesmos argumentos apresentados na impugnação, onde, em síntese, alega que: a) em relação aos presentes autos, os valores pagos aos empregados são relativos à Participação nos Lucros e Resultados, e por isso mesmo desvinculados dos salários, não sendo passíveis de incidência de contribuições sociais porque foram pagos com observância ao art 7º, XI, da Constituição Federal de 1988, assim como o art. 28, § 9°, "j", da Lei n° 8.212/1991. b) com relação ao suposto atraso no registro dos documentos perante o Sindicato, a ora Recorrente salienta que de fato tal atraso ocorreu. No entanto, ressaltase que o fato do registro ter sido tardio junto ao Sindicato não pode acarretar de sobremaneira, a descaracterização da natureza jurídica dos pagamentos realizados a título de PLR. c) o pagamento da PLR, por si só, não acarreta a obrigação tributária do recolhimento de contribuição previdenciária e, consequentemente, não gera obrigação de declaração em GFIP. d) por não ter se verificado inadimplemento de obrigação tributária é completamente absurda a cobrança, pela Receita Federal, de qualquer multa, seja ela de caráter moratório ou punitivo. Assim, a multa ora aplicada torna se inexigível porque deixouse de observar os princípios constitucionais da Razoabilidade, da Proporcionalidade e do Nãoconfisco. e) por fim, requer reforma do Acórdão recorrido, e, por conseguinte, a improcedência do Auto de Infração (DEBCAD nº 37.2129501). Alternativamente, caso necessário, requer diligência para a verificação do alegado. 8. O fisco não apresentou contrarrazões e o processo foi encaminhado para análise e julgamento por este Conselho. É o relatório. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 95 6 Voto Conselheiro Natanael Vieira dos Santos, Relator. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO 1. Conheço do recurso voluntário, uma vez que foi tempestivamente apresentado, preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº. 70.235, de 6 de março de 1972 e passo a analisálo. PRELIMINARES DA MULTA APLICADA E DA IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA ALEGAÇÃO DE SEU CARÁTER CONFISCATÓRIO 2. Igualmente fez na impugnação, sem diferenciar se decorrente de obrigação principal ou acessória, alega a recorrente que a multa lançada é excessiva, confiscatória, portanto, e afronta os princípios constitucionais da razoabilidade, proporcionalidade e o do não confisco, razões pelas quais deve ser afastada. 3. Apenas a título de argumentação, é imperioso apontar que esta alegação não deve prosperar, pois o caráter confiscatório da multa somente resta configurado quando o valor agredir violentamente o patrimônio do contribuinte, o que não ocorre na hipótese analisada. 4. Quantos aos princípios constitucionais da razoabilidade, da legalidade, dentre outros, utilizados pela recorrente para se contrapor a penalidade, entendo que tais princípios são dirigidos ao legislador, e não ao aplicador da lei, o qual, diante da norma existente no mundo jurídico, deverá aplicála obrigatoriamente, não estando assim facultada a sua discricionariedade aspectos meritórios de validade de norma posta. 5. Nesse diapasão já é possível sinalizar que o exame da matéria, como articulado no recurso voluntário interposto pela recorrente, inevitavelmente passaria pela análise da constitucionalidade dos dispositivos que fundamentaram a aplicação da penalidade em face do inadimplemento da obrigação tributária pela empresa. 6. No entanto, os fundamentos tomados pela recorrente para sua irresignação, reiterese, não deve ser apreciada por este Conselho, em respeito à competência privativa do Poder Judiciário, já que o afastamento da aplicação da Legislação referente à exigibilidade da multa, no caso ora analisado, indubitavelmente, ensejaria o reconhecimento de inconstitucionalidade de lei em vigor, conforme previsto nos artigos 97 e 102, I, “a” e III, “b” da Constituição Federal, o que é vedado a este Conselho. Ou seja, a autoridade administrativa falece competência para afastar a aplicação de norma sob fundamento de sua inconstitucionalidade, uma vez que tratarse de atividade estranha constitucionalmente as suas atribuições. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 96 7 7. Sobre a questão, o CARF consolidou referido entendimento por meio do enunciado da Súmula n. 02, a seguir: “Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” 8 Permitir que órgãos colegiados administrativos reconhecessem a inconstitucionalidade de normas jurídicas seria infringir o disposto na própria Constituição Federal que atribui ao poder judiciário tal competência, padecendo, portanto, a decisão que assim o fizer de vício de constitucionalidade, já que invadiu competência exclusiva de outro Poder. 9. O professor Hugo de Brito Machado in “Mandado de Segurança em Matéria Tributária”, Ed. Revista dos Tribunais, páginas 302/303, assim concluiu: “A conclusão mais consentânea com o sistema jurídico brasileiro vigente, portanto, há de ser no sentido de que a autoridade administrativa não pode deixar de aplicar uma lei por considerála inconstitucional, ou mais exatamente, a de que a autoridade administrativa não tem competência para decidir se uma lei é, ou não é inconstitucional.” 10. Não há que se falar em caráter confiscatório, portanto, da multa imposta por infração do art. 32, inc. IV, parágrafo 5º, da Lei nº 8.212/91. 11. Assim, deixo de apreciar eventuais aspectos relacionados à exorbitância da multa imposta ao presente caso, haja vista que não compete a autoridade lançadora ou julgadora dispensar ou reduzir valores de multas, sob o argumento de inconstitucionalidade, aí compreendida abusividade ou ilegalidade. DO PEDIDO DE REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIA 12. Quanto à diligência ventilada pela recorrente, cabe esclarecer que se trata de procedimento, do qual a prova ou informações dela extraída tem como destinatária a autoridade julgadora que fará juízo de valor quanto a ser ela imprescindível ou não para a solução da controvérsia objeto do litígio. 13. Acrescente a isto que, a diligência ou a prova pericial não são buscadas ou obtidas ao sabor do julgador, mas elas sempre serão necessárias nas hipóteses em que a verdade material não puder ser alcançada de outra forma mais célere e simples. 14. No presente caso, entendo que estão presentes todas as informações suficientes para compreensão dos fatos e solução do litígio, razões pelas quais não vejo como necessária a realização da diligência, aventada de forma vaga e imprecisa pela recorrente, eis que em nenhum momento o fez com observância ao que dispõe o inciso IV, do art. 16, do Dec. 70.235/72, in verbis: “ IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação Fl. 110DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 97 8 profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993).” 15. Assim, tendo em conta que a recorrente, em seu recurso voluntário apenas, de forma alternativa faz ilações da necessidade de diligência sem observar os requisitos estabelecidos no dispositivo acima transcrito, implica em considerar como não tendo sido feito tal pedido, nos termos do §1º, do mesmo artigo, o qual determina que “Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16.” 16. Assim, do até aqui arrazoado, resta patente a impossibilidade de invalidar ou ter como improcedente os procedimentos adotados pelo Agente Fiscal, bem como o deferimento de diligência feito pela recorrente. 17. Ultrapassada essas questões preliminares, passo a analisar o descumprimento da obrigação acessória e sua motivação. DA PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS PLR 18. Observese que, as alegações da recorrente acerca da PLR, já foram analisadas e rebatidas nos autos dos processos nºs. 10580.728349/200926 (DEBCAD 37.212.9510), 10580.728350/200951 (DEBCAD 37.212.9528) e 10580.728351/200903 (DEBCAD 37.261.1818). 19. Da análise dos autos mencionados, especialmente dos acordos apresentados para o período fiscalizado, verificouse que os mesmos não estão aptos a concederem a isenção previdenciária sobre os pagamentos feitos a título de PLR pela contribuinte, razão pela qual foram tais pagamentos incluídos pela fiscalização como salário de contribuição. . DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA 20. Conforme determina a legislação previdenciária é obrigação da empresa informar mensalmente, mediante entrega da GFIP a totalidade da remuneração paga aos segurados a serviço da empresa, conforme art. 32, inc. IV da Lei nº 8.212/91, combinado com o art. 225, inc. IV do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...). IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Inciso acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97); RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99 Art. 225. A empresa é também obrigada a: (...). Fl. 111DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 98 9 IV – informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele instituto; 21. A recorrente em seu recurso afirma que “(...) pretende o Fisco fazer incidir sobre os pagamentos de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), distribuídos aos empregados, a contribuição previdenciária de terceiros, além de multa.” (fl. 188 do PAF nº 10580.728349/200926), e, por conta da natureza de tal pagamento alega, também, que “é indevido o recolhimento de contribuição previdenciária sobre os fatos que, por conta de não terem sido lançados nas GFIP do período auditado, ensejaram a lavratura do presente Auto de Infração.” (fl. 190 do PAF nº 10580.728349/200926). 22. Em síntese, o que pretende a recorrente com tais alegações é sustentar que não cometeu qualquer infração, uma vez que no seu entender foi regular o pagamento da PLR. No entanto, narra, claramente, ao contrário o relatório fiscal que (fl. 25): “(...). 8. Foi constatado que o Sujeito Passivo pagou, no período de 2005 a 2008, aos seus segurados Participação nos Lucros ou Resultados PLR, porém em desacordo ao estabelecido na Lei n° 10.101 de 19/12/2000. O descumprimento dessas formalidades legais transformou esses pagamentos em parcelas remuneratórias integrantes do saláriodecontribuição a base de cálculo previdenciária. Estas parcelas não foram, porém, declaradas nas GFIP’s e nem foram objeto de recolhimento/parcelamento das contribuições previdenciárias, sendo portanto, objeto dos Autos de Infração n°s 37.212.9510 (patronal) e 37.212.9528 (segurados), cujos relatórios fiscais foram anexados ao presente processo por cópia. 9. Assim, o contribuinte, ao omitir do instrumento declaratório próprio, nomes e valores passíveis de incidência de contribuições previdenciárias na forma do art. 22, I a II da Lei 8.212/91, configura a infração ao disposto no art. 32, inc. IV da Lei n.° 8.212/91, acima transcrito. (...).” 23. Do acima colacionado, verificase que o sujeito passivo foi autuado por ter deixado de informar fatos geradores de contribuições previdenciárias, pois, a fiscalização, em consulta ao nos sistemas corporativos informatizados de arrecadação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) CNIS Cadastro Nacional de Informações Sociais Demonstrativo de Normalizações e Informações Sociais DNA, contatou que o sujeito passivo entregou as GFIP’s relativas às Folhas de Pagamentos de seus segurados empregados, em todas as competências do período auditado (01/2005 a 12/2008), nas respectivas épocas de vencimento, ali omitindo os pagamento feitos a título de PLR em desacordo com a legislação. 24. Vêse que, de fato, houve descumprimento de obrigação acessória, notadamente, aos dispositivos supra mencionados e os argumentos apresentados pela Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 99 10 recorrente não são hábeis a combaterem os fundamentos da autuação fiscal, dessa forma mantenho o lançamento fiscal. 25. No que tange ao valor da multa aplicada, essa matéria deve ser revista de ofício tendo em vista a superveniência de legislação mais benéfica no que se refere à penalidade por descumprimento de obrigação acessória. 26. Ocorre que a Lei nº. 11.941, de 2009, alterou a Lei nº. 8.212/91 para abrandar os valores da multa aplicada: “Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e. II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3º deste artigo. § 1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2º Observado o disposto no § 3º deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou . II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3º A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e. II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.” 27. Diante da regulamentação acima exposta, é possível identificar as regras do artigo 32A: a) é regra aplicável a uma única espécie, dentre tantas outras existentes, de declaração: a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP; Fl. 113DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 100 11 b) é possibilitado ao sujeito passivo entregar a declaração após o prazo legal, corrigila ou suprir omissões antes de algum procedimento de ofício que resultaria em autuação; c) regras distintas para a aplicação da multa nos casos de falta de entrega/entrega após o prazo legal e nos casos de informações incorretas/omitidas; sendo no primeiro caso, limitada a vinte por cento da contribuição; d) desvinculação da obrigação de prestar declaração em relação ao recolhimento da contribuição previdenciária; e) reduções da multa considerando ter sido a correção da falta ou supressão da omissão antes ou após o prazo fixado em intimação; e f) fixação de valores mínimos de multa. 28. Evidenciadas as regras veiculadas no art. 32A, da Lei nº. 8.212/91, passo a examinar a natureza da multa aplicada com relação à GFIP, sejam nos casos de “falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo” ou “informações incorretas ou omitidas”. 29. O inciso II do artigo 32A manteve a desvinculação entre as obrigações do sujeito passivo: acessória, quanto à declaração em GFIP e principal, quanto ao pagamento da contribuição previdenciária devida: II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3º. deste artigo. 30. Dessa forma, depreendese da leitura do inciso que o sujeito passivo estará sujeito à multa prevista no citado artigo, mesmo nos casos em que efetuar o pagamento em sua integralidade, ou seja, cem por cento das contribuições previdenciárias. 31. E fazendo uma comparação do referido dispositivo com o artigo 44 da Lei nº. 9.430, de 27/12/1996 (que trata das multas quando do lançamento de ofício dos tributos federais) percebese que as regras se diferem entre si, pois as multas nele previstas incidem em razão da falta de pagamento ou, quando sujeito a declaração, pela falta ou inexatidão da declaração: “LEI Nº 9.430, DE 27 DE DEZEMBRO DE 1996. Dispõe sobre a legislação tributária federal, as contribuições para a seguridade social, o processo administrativo de consulta e dá outras providências. (...). Seção V Normas sobre o Lançamento de Tributos e Contribuições (...). Fl. 114DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 101 12 Multas de Lançamento de Ofício Art.44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II cento e cinquenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis.” 32. Outra diferença é que as multas elencadas no artigo 44 justificamse pela necessidade de realização de lançamento pelo fisco, já que o sujeito passivo não efetuou o pagamento, sendo calculadas independentemente do decurso do tempo, eis que a multa de ofício não se cumula com a multa de mora. A finalidade é exclusivamente fiscal, diferentemente do caso da multa prevista no artigo 32A, em que independentemente do pagamento/recolhimento da contribuição previdenciária, o que se pretende é que, o quanto antes (daí a gradação em razão do decurso do tempo), o sujeito passivo preste as informações à Previdência Social, dados esses que viabilizam a concessão dos benefícios previdenciários. 33. Feitas essas considerações, tenho por certo que as regras postas no artigo 44 aplicamse aos processos instaurados em razão de infrações cometidas sobre a GFIP. No que se refere à “falta de declaração e nos de declaração inexata”, devese observar o preceito por meio do qual a norma especial prevalece sobre a geral, uma vez que o artigo 32A da Lei nº. 8.212/1991 traz regra aplicável especificamente a uma espécie de declaração que é a GFIP, devendo assim prevalecer sobre as regras do artigo 44 da Lei nº. 9.430/1996 o qual se aplicam a todas as demais declarações a que estão obrigados os contribuintes e responsáveis tributários. Pela mesma razão, também não pode ser aplicado o artigo 43 da mesma lei: “Auto de Infração sem Tributo Art.43.Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a juros de mora, isolada ou conjuntamente. Parágrafo único. Sobre o crédito constituído na forma deste artigo, não pago no respectivo vencimento, incidirão juros de mora, calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.” 34. Resumindo, é possível concluir que para a aplicação de multas pelas infrações relacionadas à GFIP devem ser observadas as regras do artigo 32A da Lei nº. 8.212/1991 que regulam exaustivamente a matéria, sendo irrelevante a existência ou não de pagamento/recolhimento e qual tenha sido a multa aplicada no documento de constituição do crédito relativo ao tributo devido. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 102 13 35. Quanto à cobrança de multa nesses lançamentos, realizados no período anterior à MP nº. 449/2008, entendo que não há como aplicar o artigo 35A, pois poderia haver retroatividade maléfica, o que é vedado, tampouco a nova redação do artigo 35. 36. Os dispositivos legais não são interpretados em fragmentos, mas dentro de um conjunto que lhes dê unidade e sentido. As disposições gerais nos artigos 44 e 61 são apenas partes do sistema de cobrança de tributos instaurado pela Lei nº. 9.430/1996. Quando da falta de pagamento de tributos são cobradas, além do principal e juros moratórios, valores relativos às penalidades pecuniárias, que podem ser a multa de mora, quando embora a destempo tenha o sujeito passivo realizado o pagamento/recolhimento antes do procedimento de ofício, ou a multa de ofício, quando realizado o lançamento para a constituição do crédito. Essas duas espécies são excludentes entre si. Essa é a sistemática adotada pela lei. As penalidades pecuniárias incluídas nos lançamentos já realizados antes da MP nº. 449/2008 são, por essa nova sistemática aplicável às contribuições previdenciárias, conceitualmente multa de ofício e pela sistemática anterior multa de mora. Do que resulta uma conclusão inevitável: independentemente do nome atribuído, a multa de mora cobrada nos lançamentos anteriores à MP n° 449/2008 não é a mesma da multa de mora prevista no artigo 61 da Lei nº. 9.430/1996. Esta somente tem sentido para os tributos recolhidos fora de prazo, mas espontaneamente, sem procedimento de ofício. Seguem transcrições: “Art.35.Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do art. 11, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 1996. Art.35A.Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 1996. Seção IV Acréscimos Moratórios Multas e Juros Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. Redação anterior do artigo 35: Fl. 116DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 103 14 Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; b) quatorze por cento, no mês seguinte; c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa;” 37. No que tange aos autos de infração referentes à GFIP, relativos a períodos anteriores a vigência da MP n° 449/2008, importa que seja feita a análise quanto à aplicação do artigo 106, inciso II, alínea “c” do CTN: “Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...). II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” 38. E como pode ser notado, as novas regras trazidas pelo artigo 32A são, a priori, mais benéficas que as anteriores, posto que nelas existem limites inferiores, senão vejamos: no caso da falta de entrega da GFIP e omissão de fatos geradores, a multa não pode exceder a 20% da contribuição previdenciária, no primeiro caso; e será de R$ 20,00 por grupo de 10 informações omitidas ou incorretas, no segundo caso. Fl. 117DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10580.728352/200940 Acórdão n.º 2803003.379 S2TE03 Fl. 104 15 39. Portanto, nos casos mais benéficos ao sujeito passivo, consoante o disposto no artigo 106 do CTN, a multa deve ser reduzida para adequála ao artigo 32A. Porém, nos casos em que a multa contida no auto de infração é inferior à que seria aplicada pelas novas regras, não há como se falar em retroatividade. 40. Assim, pelas razões acima delineadas, entendo que os valores impostos pelo fisco devem ser calculados com observância ao novo regramento do citado artigo 32A, I, da Lei nº 8.212/91, introduzido pela Lei nº 11.941/2009. 40. Neste ponto, dou provimento parcial ao recurso. CONCLUSÃO 41. Por todo o exposto, conheço do recurso voluntário, para, no mérito, dar lhe provimento parcial para que a multa seja recalculada, conforme previsto no art. 32A, I, da Lei nº. 8.212/91, se mais benéfica ao contribuinte. É como voto. (Assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 30/0 7/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10840.000818/2008-50
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2003
CIÊNCIA DA NOTIFICAÇÃO POR VIA POSTAL.
É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. (Súmula CARF nº 9)
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA.
A instauração do litígio administrativo sob o amparo do Decreto 70.235 de 1972 é condicionada à impugnação tempestiva do lançamento.
Recurvo Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.879
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin
Presidente e Redatora ad hoc na data de formalização da decisão (26/06/2014), em substituição ao Relator Sandro Machado dos Reis.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Sandro Machado dos Reis.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2003 CIÊNCIA DA NOTIFICAÇÃO POR VIA POSTAL. É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. (Súmula CARF nº 9) IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. A instauração do litígio administrativo sob o amparo do Decreto 70.235 de 1972 é condicionada à impugnação tempestiva do lançamento. Recurvo Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10840.000818/2008-50
anomes_publicacao_s : 201407
conteudo_id_s : 5357217
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2801-002.879
nome_arquivo_s : Decisao_10840000818200850.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SANDRO MACHADO DOS REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10840000818200850_5357217.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente e Redatora ad hoc na data de formalização da decisão (26/06/2014), em substituição ao Relator Sandro Machado dos Reis. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Sandro Machado dos Reis.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
id : 5508377
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:23:58 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812644868096
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1807; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 64 1 63 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10840.000818/200850 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801002.879 – 1ª Turma Especial Sessão de 23 de janeiro de 2013 Matéria IRPF Recorrente EUDINEIA LARA MENEGAZZO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003 CIÊNCIA DA NOTIFICAÇÃO POR VIA POSTAL. É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. (Súmula CARF nº 9) IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. A instauração do litígio administrativo sob o amparo do Decreto 70.235 de 1972 é condicionada à impugnação tempestiva do lançamento. Recurvo Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente e Redatora ad hoc na data de formalização da decisão (26/06/2014), em substituição ao Relator Sandro Machado dos Reis. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Sandro Machado dos Reis. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 00 08 18 /2 00 8- 50 Fl. 64DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10840.000818/200850 Acórdão n.º 2801002.879 S2TE01 Fl. 65 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Contra o contribuinte acima identificado foi emitida a Notificação de Lançamento (fls. 13/15) que alterou o resultado da declaração de ajuste do anocalendário 2003 de imposto a restituir de R$ 2.928,40 para imposto suplementar de R$ 1.642,15. A infração atribuída ao contribuinte é a seguinte: 1 Compensação Indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte. Em decorrência do não atendimento da intimação, foi glosado o IRRF de R$ 4.963,00, relativo aos rendimentos recebidos de INSS, indevidamente compensado. Fundamentação legal: art. 12, V, Lei 9.250/95. Cientificado do lançamento em 15/01/2008, o contribuinte, inconformado, apresenta impugnação de fls. 02, em 29/02/2008, em que alega que o valor de R$ 4.571,15 foi indevidamente enquadrado com o código de receita 0588, quando o correto seria 0246. Considerada intempestiva a impugnação, a Notificação de Lançamento foi examinada pela Seção de Controle e Acompanhamento Tributários, da DRF/Ribeirão Preto, e o crédito tributário foi mantido, conforme Despacho Decisório de fls. 26. Inconformado, o contribuinte apresenta Recurso Hierárquico, com as seguintes alegações: 1 recebeu rendimentos em ação judicial julgada procedente; 2 recolheu o IRRF com o código 0588, quando o correto era 0246; 3 intimada a impugnar o lançamento, o AR foi entregue ao faxineiro do edifício em que reside, chegando a destempo às mãos da requerente; 4 a guia retificadora foi apresentada junto com a impugnação. Ao analisar o pedido da contribuinte, a DRJ não conheceu da impugnação, por intempestiva. Doravante, houve a interposição de recurso voluntário da contribuinte, requerendo o provimento ao recurso e cancelamento da exigência, repisando os mesmos argumentos trazidos na sua impugnação e defendendo que não é válida a ciência postal por terceiros. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10840.000818/200850 Acórdão n.º 2801002.879 S2TE01 Fl. 66 3 É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Salientese que é valida a questionada ciência mediante assinatura do Aviso de Recebimento por terceiros. Esse entendimento já é posição sumulada neste Conselho: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. ( Súmula CARF nº 9) Portanto, considerase acertada a decisão de primeira instância que não conheceu da impugnação pela intempestividade. Por fim, importa esclarecer que fica a cargo e critério da autoridade administrativa, responsável pelo lançamento, verificar se se trata de hipótese de revisão de ofício, à luz do art. 149 do Código Tributário Nacional. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Redatora ad hoc, em substituição ao Conselheiro Relator Sandro Machado dos Reis. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 19647.006047/2006-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 07 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2003
COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DA CSLL. PROCESSO DECORRENTE.
Se o indeferimento do pedido de compensação justificou-se pela formalização de exigência tributária que anulou o crédito pleiteado, deve ser restabelecido o direito creditório se o julgamento no CARF decidiu pela improcedência da autuação.
Numero da decisão: 1402-001.692
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário e reconhecer o direito ao crédito pleiteado.
LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto
Nome do relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2003 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DA CSLL. PROCESSO DECORRENTE. Se o indeferimento do pedido de compensação justificou-se pela formalização de exigência tributária que anulou o crédito pleiteado, deve ser restabelecido o direito creditório se o julgamento no CARF decidiu pela improcedência da autuação.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 19647.006047/2006-11
anomes_publicacao_s : 201406
conteudo_id_s : 5354629
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1402-001.692
nome_arquivo_s : Decisao_19647006047200611.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : LEONARDO DE ANDRADE COUTO
nome_arquivo_pdf_s : 19647006047200611_5354629.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário e reconhecer o direito ao crédito pleiteado. LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto
dt_sessao_tdt : Wed May 07 00:00:00 UTC 2014
id : 5498527
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:23:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812652208128
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1545; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 2 1 1 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19647.006047/200611 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1402001.692 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 7 de maio de 2014 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNANBUCO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DA CSLL. PROCESSO DECORRENTE. Se o indeferimento do pedido de compensação justificouse pela formalização de exigência tributária que anulou o crédito pleiteado, deve ser restabelecido o direito creditório se o julgamento no CARF decidiu pela improcedência da autuação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário e reconhecer o direito ao crédito pleiteado. LEONARDO DE ANDRADE COUTO – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 64 7. 00 60 47 /2 00 6- 11 Fl. 373DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 2 Relatório Por bem resumir a controvérsia, adoto o relatório da decisão recorrida que abaixo transcrevo: A interessada acima qualificada apresentou Declarações de Compensação — Dcomps (fls. 12/57), por meio das quais compensou crédito da Contribuição Social Sobre o Lucro Liquido CSLL com débitos de sua responsabilidade. O crédito informado seria decorrente de saldo negativo da CSLL apurado no anocalendário 2003, exercício 2004, no total de R$ 3.277.176,31 (valor originário constante da sua DIPJ/2004 retificadora entregue em 30/10/2006). De acordo com o Relatório de Informação Fiscal (fls.07/09), propôsse a não homologação das compensações, haja vista que após as verificações necessárias para a confirmação do crédito declarado, a fiscalização detectou falta de adição ao lucro liquido de despesas operacionais indedutiveis contabilizadas como amortização de ágio, fato este que • corrigido de oficio ensejou na cobrança da CSLL relativa ao ano calendário de 2003 no valor de R$ 3.043.622,96,(Demonstrativo As fls. 97/98 e Termo de Encerramento de Ação Fiscal As fls.100/126), portanto deixando de existir o crédito da CSLL declarado pela contribuinte. Aprovando o citado parecer, o Delegado da Receita Federal do Brasil em Recife exarou o Despacho Decisório DRF/REC de fl.147, através do qual resolveu NÃO HOMOLOGAR a compensação. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 151/162), alegando, em síntese, que a suposta infração detectada pela fiscalização, a qual alterou o resultado da CSLL constitui o processo de no 196476.010151/200783 que se encontra em litígio, desta feita, o presente processo deverá aguardar a decisão definitiva do citado processo por estar estritamente relacionado com o mesmo. A impugnante também argumenta contra a infração detectada relativamente à glosa de despesa relativa à amortização de ágio constante do processo n° 19647.010151/2007 83. A impugnante requer que seja julgada a presente impugnação conjuntamente com a impugnação apresentada no processo n° 19647.010151/200783, e em caso contrário que este processo seja sobrestado com fulcro no art. 265, inciso IV do CPC até o desfecho do citado processo. Requer ainda que, caso entendimento for no sentido de a presente lide ser julgada independentemente do processo n° 19647.010151/200783, seja analisado o mérito alegado e reformada a decisão recorrida. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora – MG prolatou o Acórdão 0943939 negando provimento à manifestação de inconformidade, sob o argumento principal de que não há previsão para sobrestamento nas normas que regem o processo administrativo fiscal. Acrescenta que a suspensão de exigibilidade pleiteada é definida pela interposição dos recursos pertinentes. Devidamente cientificada, a interessada recorre a este Colegiado ratificando em essência as razões expedidas na manifestação de inconformidade. É o Relatório. Fl. 374DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 19647.006047/200611 Acórdão n.º 1402001.692 S1C4T2 Fl. 3 3 Voto Conselheiro LEONARDO DE ANDRADE COUTO O recurso é tempestivo, foi interposto por signatário devidamente legitimado e preenche as demais condições de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. Em resumo da lide, tratamse de pedidos de compensação nos quais o crédito pleiteado – saldo negativo da CSLL apurado no anocalendário de 2003 – foi anulado pela lavratura de auto de infração formalizado nos autos do processo 19647.010151/200783. Sustenta a recorrente que o julgamento do presente só poderia ocorrer quando houvesse decisão definitiva naquele outro, pela relação direta entre eles. De imediato, registrese que não há controvérsias quanto à ligação entre os processos, pois o crédito aqui pleiteado foi anulado por procedimento fiscal que gerou a autuação de que trata o processo 19647.010151/200783. A princípio, concordo com a decisão recorrida no sentido de que as regras norteadoras do processo administrativo fiscal não prevêem expressamente a figura do sobrestamento. Por outro lado, tal questão, admito, é controversa nesta Corte onde vários julgados posicionamse no sentido de que, em casos como o presente, a apreciação do processo de compensação só deve ocorrer quando do trânsito em julgado da decisão proferida nos autos em que o crédito foi anulado ou reduzido. A meu ver a solução mais adequada seria o trâmite simultâneo dos processos, o que permitiria que as decisões estivessem em sintonia dentro da mesma instância administrativa. Em outras palavras, proferida decisão no CARF em relação ao auto de infração tal decisão poderia, e deveria, ser imediatamente aplicada no processo de compensação. Caberia às partes interessadas (sujeito passivo ou Fazenda Nacional) efetuar as devidas gestões para que uma eventual reversão daquele julgado fosse trazida ao processo de compensação. Sob esses prisma, constatase que o processo 19647.010151/200783 foi apreciado no CARF tendo sido prolatado o Acórdão 1201000.689, com decisão nos seguintes termos: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em NEGAR provimento ao recurso de ofício e em DAR provimento ao recurso voluntário. Os conselheiros Marcelo Cuba Netto, Claudemir Rodrigues Malaquias e Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz não acompanharam o Relator quanto à preliminar de decadência. Cancelada a exigência, como conseqüência devem ser restabelecidos os valores apurados pela interessada, inclusive o saldo negativo da CSLL. Fl. 375DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 4 Sendo assim, voto por dar provimento ao recurso voluntário e reconhecer o direito ao crédito pleiteado. Salientese que a execução desta decisão condicionase ao trânsito em julgado do acórdão proferido nos autos do processo 19647.010151/200783, motivo pelo qual deve ser promovida a juntada por apensação deste àquele. Compete à CSRF quando do julgamento do recurso especial interposto naquele processo ratificar ou retificar, conforme o caso, a decisão aqui proferida. Leonardo de Andrade Couto Relator Fl. 376DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 13/06 /2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
