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Numero do processo: 10675.906294/2009-42
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Nov 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 9303-000.041
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em sobrestar o julgamento do recurso especial até a decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria de repercussão geral, em face do art. 62-A do Regimento Interno do CARF. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente Substituto
Nanci Gama - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em sobrestar o julgamento do recurso especial até a decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria de repercussão geral, em face do art. 62-A do Regimento Interno do CARF. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente Substituto Nanci Gama - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1899; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 300 1 299 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10675.906294/200942 Recurso nº Especial do Contribuinte Resolução nº 9303000.041 – 3ª Turma Data 13 de novembro de 2013 Assunto Repercurssão Geral sobrestamento Recorrente BANCO TRIÂNGULO S/A Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em sobrestar o julgamento do recurso especial até a decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria de repercussão geral, em face do art. 62A do Regimento Interno do CARF. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente Substituto Nanci Gama Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Relatório Tratase de pedido de restituição de PIS ancorada em ação judicial proposta pela contribuinte, transitada em julgado, na qual foi reconhecida a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98. Contra a decisão da DRJ de origem, que negou provimento ao recurso, a contribuinte interpôs recurso voluntário, que por sua vez foi julgado improcedente pela Câmara a quo. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 75 .9 06 29 4/ 20 09 -4 2 Fl. 300DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por NANCI GAMA Processo nº 10675.906294/200942 Resolução nº 9303000.041 CSRFT3 Fl. 301 2 Nessa oportunidade, a Recorrente interpôs recurso especial e sustentou que a decisão recorrida interpretou equivocadamente a decisão prolatada pelo eg. Supremo Tribunal Federal no RE 401.348/MG, devendo ser reformada para que a base de cálculo do PIS limitese à receita bruta das vendas de mercadoria e da prestação de serviços, sem a inclusão da receita financeira decorrente das operações bancárias. O i. Presidente da 1ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF deu seguimento ao recurso especial por considerar que restou comprovada a divergência jurisprudencial. Pede a Fazenda Nacional, em suas contrarrazões, para que seja mantida a decisão guerreada. É o Relatório. Voto Conselheira Nanci Gama, Relatora Conforme se verifica nos autos, a questão central neste processo é definir a base de cálculo da contribuição para as financeiras. Ainda que o pedido de restituição de PIS esteja ancorado em ação judicial proposta pela contribuinte, transitada em julgado, esta, reconheceu, tão somente a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98. Então tudo continua na mesma, pois sendo uma empresa financeira, fica a critério dos aplicadores do direito interpretar se as receitas financeiras (remuneração decorrente do pagamento de empréstimos bancários, spreads, prêmios, deságios, juros oriundos da intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, financiamentos, colocação e negociação de títulos e valores mobiliários, aplicações e investimentos, capitalização etc) integram ou não o faturamento. A questão das receitas que devem integrar a base de cálculo da contribuição devida por instituições financeiras é objeto do RE nº 609.096 (Tema 372), em relação ao qual o Supremo Tribunal Federal decidiu que existe repercussão geral e sobrestou os demais feitos judiciais em andamento, conforme se depreende do despacho do Ministro Ricardo Lewandowski, que transcrevo a seguir: “RE 609096/RS RIO GRANDE DO SUL RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI Julgamento: 10/06/2011 Publicação DJe115 DIVULG 15/06/2011 PUBLIC 16/06/2011 Partes Fl. 301DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por NANCI GAMA Processo nº 10675.906294/200942 Resolução nº 9303000.041 CSRFT3 Fl. 302 3 RECTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORGERAL DA REPÚBLICA RECTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES): PROCURADORGERAL DA FAZENDA NACIONAL RECDO.(A/S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S):MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) Decisão LibreOffice Petição 73745/2010STF. Federação Brasileira dos Bancos – FEBRABAN requer seu ingresso neste recurso extraordinário na condição de amicus curiae, bem como “a suspensão de todos os processos que tramitam em primeiro e segundo graus de jurisdição, que versem sobre a questão constitucional debatida nestes autos” (fl. 666). No caso, tratase de recursos extraordinários interpostos pela União e pelo Ministério Público Federal contra acórdão que entendeu que as receitas financeiras das instituições financeiras não se enquadram no conceito de faturamento para fins de incidência da COFINS e da contribuição para o PIS. Esta Corte reconheceu a existência de repercussão geral do tema versado neste recurso. Transcrevo a ementa: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. COFINS E CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS. INCIDÊNCIA. RECEITAS FINANCEIRAS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. CONCEITO DE FATURAMENTO. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (fl. 1.054). É o breve relatório. Decido. De acordo com o § 6º do art. 543A do Código de Processo Civil: “O Relator poderá admitir, na análise da repercussão geral, a manifestação de terceiros, subscrita por procurador habilitado, nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”. Por sua vez, o § 2º do art. 323 do RISTF assim disciplinou a matéria: “Mediante decisão irrecorrível, poderá o(a) Relator(a) admitir de ofício ou a requerimento, em prazo que fixar, a manifestação de terceiros, subscrita por procurador habilitado, sobre a questão da repercussão geral”. A esse respeito, assim se manifestou o eminente Min. Celso de Mello, Relator, no julgamento da ADI 3.045/DF: “a intervenção do amicus curiae, para legitimarse, deve apoiarse em razões que tornem desejável e útil a sua atuação processual na causa, em ordem a proporcionar meios que viabilizem uma adequada resolução do litígio constitucional”. Fl. 302DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por NANCI GAMA Processo nº 10675.906294/200942 Resolução nº 9303000.041 CSRFT3 Fl. 303 4 Verifico que a requerente atende aos requisitos necessários para participar desta ação na qualidade de amicus curiae. Quanto ao pedido de suspensão dos processos que tratam da mesma matéria versada nesses autos que tramitam em primeiro e segundo graus, entendo que não merece acolhida. É que os arts. 543B do CPC e 328 do RISTF tratam do sobrestamento de recursos extraordinários interpostos em razão do reconhecimento da repercussão geral da matéria neles discutida, e não de ações que ainda não se encontram nessa fase processual. Além disso, uma vez que esta Corte já reconheceu a repercussão geral da matéria aqui debatida, os recursos extraordinários que versam sobre o mesmo assunto ficarão sobrestados, na origem, por força do próprio art. 543B do CPC. Isso posto, defiro o pedido de ingresso da FEBRABAN na qualidade de amicus curiae e indefiro o pedido de suspensão requerido. Publiquese. Brasília, 10 de junho de 2011. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI” (Grifei) Considerando que houve determinação de sobrestamento por parte do STF dos demais feitos relativos à mesma questão que tramitam no Judiciário, voto no sentido de que este E. Colegiado aplique o art. 62A do Regimento Interno do CARF para sobrestar o julgamento do recurso voluntário até que sobrevenha decisão definitiva do STF no RE nº 609.096 (Tema 372). Nanci Gama Fl. 303DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por NANCI GAMA
score : 1.0
Numero do processo: 18108.002420/2007-72
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício: 2002, 2004, 2005
LANÇAMENTO. AUSÊNCIA DE NULIDADE.
Cumpridos os artigos 33 e 37, da Lei n. 8.212/1991, e 142 do CTN, em que o lançamento de crédito tributário contém todos os motivos fáticos e legais, descrição e cálculo do crédito, bem como descrição precisa dos fatos ocorridos e suas fontes para sua apuração, não há vícios no mesmo.
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL.
Em face da inconstitucionalidade declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento.
MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO RETROATIVA.
Apenas cabe aplicação retroativa de multa ou penalidade quando a mesma for realmente mais benéfica.
Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-003.360
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para: a) cancelar e declarar extinto os créditos tributários que tiveram por base fatos geradores ocorridos em datas anteriores a 09.12.2002, por ocorrência do lapso decadencial, conforme a regra do art. 150, §4º, CTN. b) que a multa aplicada observe o limite do art. 61, §2º, da Lei n. 9.430/1998, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação dada pela Lei n. 11.941/2009, em comparação com o disposto no art. 35, da Lei n. 8.212/1991 com a redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, desde que mais favorável ao contribuinte.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Carlos Cornet Scharfstein, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Exercício: 2002, 2004, 2005 LANÇAMENTO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. Cumpridos os artigos 33 e 37, da Lei n. 8.212/1991, e 142 do CTN, em que o lançamento de crédito tributário contém todos os motivos fáticos e legais, descrição e cálculo do crédito, bem como descrição precisa dos fatos ocorridos e suas fontes para sua apuração, não há vícios no mesmo. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. Em face da inconstitucionalidade declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO RETROATIVA. Apenas cabe aplicação retroativa de multa ou penalidade quando a mesma for realmente mais benéfica. Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para: a) cancelar e declarar extinto os créditos tributários que tiveram por base fatos geradores ocorridos em datas anteriores a 09.12.2002, por ocorrência do lapso decadencial, conforme a regra do art. 150, §4º, CTN. b) que a multa aplicada observe o limite do art. 61, §2º, da Lei n. 9.430/1998, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação dada pela Lei n. 11.941/2009, em comparação com o disposto no art. 35, da Lei n. 8.212/1991 com a redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, desde que mais favorável ao contribuinte. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Carlos Cornet Scharfstein, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2506; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 285 1 284 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18108.002420/200772 Recurso nº 18.108.002420200772 Voluntário Acórdão nº 2803003.360 – 3ª Turma Especial Sessão de 15 de maio de 2014 Matéria Contribuições Previdenciárias Recorrente L ATELIER MOVEIS LTDA E OUTROS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Exercício: 2002, 2004, 2005 LANÇAMENTO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. Cumpridos os artigos 33 e 37, da Lei n. 8.212/1991, e 142 do CTN, em que o lançamento de crédito tributário contém todos os motivos fáticos e legais, descrição e cálculo do crédito, bem como descrição precisa dos fatos ocorridos e suas fontes para sua apuração, não há vícios no mesmo. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. Em face da inconstitucionalidade declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO RETROATIVA. Apenas cabe aplicação retroativa de multa ou penalidade quando a mesma for realmente mais benéfica. Recurso Voluntário Provido Em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para: a) cancelar e declarar extinto os créditos tributários que tiveram por base fatos geradores ocorridos em datas anteriores a 09.12.2002, por ocorrência do lapso decadencial, conforme a regra do art. 150, §4º, CTN. b) que a multa aplicada observe o limite do art. 61, §2º, da Lei n. 9.430/1998, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação dada pela Lei n. 11.941/2009, em comparação com o disposto no art. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 10 8. 00 24 20 /2 00 7- 72 Fl. 286DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 286 2 35, da Lei n. 8.212/1991 com a redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, desde que mais favorável ao contribuinte. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Carlos Cornet Scharfstein, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 287DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 287 3 Relatório O presente Recurso Voluntário foi interposto contra decisão da DRJ, que manteve o crédito tributário oriundo de contribuições previdenciárias patronais, ao SAT e terceiros, sobre verbas remuneratórias pagas a empregados e contribuintes individuais declarados em GFIP, apurado entre os valores declarados e os valores pagos por GPS. As competências apuradas foram, 06, 12 e 13/2002, 07/2004, 04/2005.A ciência do auto de infração inaugural foi em 09.12.2007 (fls. 01). Assim, o recurso veio à presente turma especial para seu julgamento, em que apresentou os seguintes argumentos resumidos: em que as contribuições decadência e prescrição qüinqüenal dos créditos lançados, nulidade do lançamento por ausência de demonstração do fato gerador, base de cálculo, fundamentos legais, origem de dados, cerceamento de defesa. Esse é o relatório. Fl. 288DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 288 4 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato I O recurso foi apresentado tempestivamente, conforme supra relatado, atendido os pressupostos de admissibilidade, assim deve o mesmo ser conhecido. II – Quanto às alegações de nulidade e, conseqüente, cerceamento de defesa, ambas não devem se acolhidas. Notese que o lançamento foi muito claro ao informar, em relatório fiscal bem como nos discriminativos anexos, a origem dos dados e como foi quantificada a tributação. As alegações de ausência foram genéricas, não apontando onde estariam as faltas do lançamento. Os dados foram ofertados pelo próprio contribuinte por meio da apresentação da Guia Fiscal de Informações à Previdência Social e FGTS, onde estava a declaração dos fatos geradores nas respectivas competências (fls. 13 dos autos digitais). Declarações essas que tem natureza de confissão da ocorrência dos eventos tributados, na forma do art. 33, §7, da Lei n. 8212/1991, red. da Lei n. 9528/1997, vigente à época dos fatos geradores e lançamento. Calculado o crédito mediante a apuração de diferenças dos valores pagos ou não em GPS, observese que todos esses documentos que foram apresentados estão devidamente apropriados e aproveitados, observese fls.1112, 2123 dos autos digitais.Tal argüição foi muito bem tratada pela decisão a quo, não merecendo reparo. As bases fáticas e legais foram devidamente demonstradas, respeitando tento o arts. 33 e 37, da Lei 8.212/1991, com redação vigente a época dos fatos e do lançamento, bem como do art. 142, do Código Tributário Brasileiro. O cerceamento de defesa no caso somente poderia ser caracterizado em caso de ausência da devida demonstração dos fatos e fundamentos jurídicos do lançamento, dando plena condições de defesa à parte justamente pelo conhecimento de tais pontos do lançamento. Logo, não há como acolher tais fundamentos. III Atentase à extinção parcial dos créditos constituídos em razão da ocorrência de decadência. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado e obrigatório à administração pública, emitiu a Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, que pacificou o entendimento da inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Fl. 289DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 289 5 Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Observese a NFLD é referente às fatos geradores são dos períodos de 01/08/1998 e 31/12/2005, todos declarados em GFIP, sendo que houve pagamento parcial referentes às competências 06, 12 e 13/2002, conforme relacionado pelas GPS apresentadas pelo contribuinte à fiscalização. Neste caso, tratase de lançamento por homologação (art. 150, do CTN), com pagamento parcial dos valores declarados nas competências indiferentemente da rubrica paga, assim devese aplicar a regra decadencial, a disposta no art. 150, §4º, CTN, ou seja, da ocorrência de decadência e extinção do direito da Fazenda Pública em constituir o crédito após de 5(cinco) anos a partir da data do fato gerador. Entendimento esse consolidado e sumulado pela Súmula n. 99 do CARF/MF: Súmula CARF nº 99: Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração Dessa forma, considerando que a data de ciência e perfectibilização do lançamento deuse em 09.12.2007, resta por decretar a extinção dos créditos tributários (art. 156, do CTN) por ocorrência do lapso decadencial, que tiveram por base fatos geradores ocorridos em datas anteriores a 09.12.2002, conforme a regra do art. 150, §4º, CTN. IV – A multa aplicada à época da lavratura do lançamento estava correta, pois fora aplicado o art. 35, da Lei n. 8.212/1991, que aplica a multa em razão da mora, em que não usa como componente hipótese de incidência o elemento volitivo (intenção). Ou seja, o mesmo deve ser aplicado indiferentemente de culpa, dolo, ou máfé (art.; 136, do CTN), não havendo razão por parte do contribuinte neste ponto. Contudo, indiferentemente de não ter sido alegado pela Recorrente, por dever de ofício, em razão do princípio da legalidade e moralidade da Administração Pública, observase que os créditos tributários foram apurados por meio de inclusão nos registros cabíveis em razão do princípio da legalidade e moralidade da Administração Pública, observa se que os créditos tributários foram apurados por meio de inclusão nos registros cabíveis (pois os fatos geradores estavam declarados em GFIP), tanto que essas informações foram utilizadas para obter as diferenças e glosas, devese atentar às alterações legislativas recentes no que trata Fl. 290DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 290 6 a sanções tributárias (multa moratória) dispostas no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, que foi alterado pela Medida Provisória n. 449/2008, publicada em 04.12.2008, convertida na Lei n. 11.941/2009, passando a ter a seguinte redação: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Ou seja, há remissão expressa ao art.61, da Lei n. 9.430/2009, in verbis: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Toda multa tributária é uma sanção, ou seja tem natureza primária punitiva, ou de penalização. Contudo, ainda assim podem ser classificadas em multa moratória, decorrente do simples atraso na satisfação da obrigação tributária principal, e multa punitiva em sentido estrito, quando decorrente de infração à obrigação instrumental cumulada ou não com a obrigações principais. Tal classificação é necessária pois, apesar de não terem natureza remuneratória, mas sancionatória, os tribunais brasileiros admitem que as multas tributárias devem ser classificadas em moratórias e punitivas (sentido estrito), em razão da existência de tratamentos diversos para cada espécie pelo próprio Código Tributário Nacional e legislação esparsas. (RESP 201000456864, HUMBERTO MARTINS, STJ SEGUNDA TURMA, 29/04/2010; PAULSEN, Leandro. Direito tributário, constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 12ª Ed., Porto Alegre : Livraria do Advogado, 2010, p.1103 1109) Assim, coloco como premissa que a diferença entre multa moratória e multa punitiva em sentido estrito. Como supra colocado, a primeira decorre do mero atraso da obrigação tributária principal, podendo sendo constituída pelo próprio contribuinte Fl. 291DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 291 7 inadimplente no momento de sua apuração e pagamento. Já, a segunda espécie de multa, a punitiva em sentido estrito, demanda constituição pelos instrumentos de lançamento de ofício por parte dos agentes fiscais (art. 149, do CTN), em que se apura a infração cometida e a penalidade a ser aplicada. Inclusive a estipulação e definição da espécie de multa é dado exclusivamente pela lei, fato ressaltado em face do principio da estrita legalidade a que se regula o Direito Tributário e suas sanções (art. 97, V, do CTN). A mudança de natureza para fins de comparação no tempo, não pode ser realizada sem autorização legal, e por isso não se poderia comparar com multas punitiva em sentido estrito (referente à descumprimento de obrigação exclusivamente instrumental) com multas de natureza moratória a exemplo com a nova redação do art. 35A, da Lei n. 8212/1991, com a redação a partir da Medida Provisória n. 449/2008. Devido ao disposto no art. 112, IV, do CTN, a legislação tributária que define as infrações e comina suas penalidades deve ser interpretada de forma mais favorável ao contribuinte em casos de dúvidas quanto à natureza das infrações e suas penalidades. Interpretação que deve ser conjugada com a retroatividade benigna prevista no art. 106, II, a e c, do CTN, de forma a reduzir ou extinguir penalidades sempre quando lei posterior estabeleça pena menos grave ou não entenda mais como infração tal conduta. Portanto, também deve ser colocado como premissa, que além de retroagir a aplicação de dispositivo legal mais favorável essa retroação também deve sempre buscar uma aplicação mais favorável ao contribuinte. Não se pode tratar a hipótese de incidência da multa moratória disposta no art. 35 como uma possível multa de ofício para comparar com a nova redação do art. 35A, da Lei n. 8.212/1991, incluso pela Medida Provisória n. 449/2008, convertida em Lei n. 11.941/2009, nem de forma conjunta com o art. 32A, porque a multa aplicada pela redação anterior do art. 35, somente tratava de multa de natureza moratória, variada em razão das fases (tempo) do processo. Portanto, observando que o limite do art. 61, §2º, da Lei n. 9.430/1998, é inferior à multa moratória aplicada aos valores do créditos tributários lançados na NFLD que foram declarados em GFIP, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Lei n. 11.941/2009, deve a decisão a quo ser reformada no sentido de adequar a multa moratória à nova legislação, desde que mais favorável ao sujeito passivo. V Isso posto, voto por conhecer o recurso voluntário para, no mérito, dar lhe parcial provimento, no sentido de reformar o julgamento anterior e o lançamento para: a) cancelar e declarar extinto os créditos tributários que tiveram por base fatos geradores ocorridos em datas anteriores a 09.12.2002, por ocorrência do lapso decadencial,conforme a regra do art. 150, §4º, CTN. b) que a multa aplicada observe o limite do art. 61, §2º, da Lei n. 9.430/1998, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação dada pela Lei n. 11.941/2009, em comparação com o disposto no art. 35, da Lei n. 8.212/1991 com a redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, desde que mais favorável ao contribuinte. É como voto. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 292DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 18108.002420/200772 Acórdão n.º 2803003.360 S2TE03 Fl. 292 8 Fl. 293DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10980.924388/2009-40
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3202-000.312
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Assinado digitalmente
IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA- Presidente.
Assinado digitalmente
TATIANA MIDORI MIGIYAMA - Relatora.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora) .
Relatório
Nome do relator: Não se aplica
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Assinado digitalmente IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Presidente. Assinado digitalmente TATIANA MIDORI MIGIYAMA Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora) . RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 80 .9 24 38 8/ 20 09 -4 0 Fl. 75DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 76 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por Kraft Foods Brasil “Ltda” contra Acórdão nº 0633.038, de 10 de agosto de 2011, proferido pela 3ª Turma da DRJ/CTA, que acordou por unanimidade de votos, julgar a manifestação de inconformidade improcedente, ratificando a não homologação da compensação declarada na DCOMP nº 03530.48356.150906.1.3.046806. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: “Trata o presente processo de Declaração de Compensação (Dcomp) de nº 03530.48356.150906.1.3.046806, por meio da qual a contribuinte em epígrafe, valendose de crédito referente a pagamento indevido ou a maior de CIDE (código de receita 8741 – CIDE – Remessa ao Exterior – Lei nº 10.332/2001), recolhido em 15/12/2005, no valor original de R$ 94.504,73 (fl. 8), extinguiu débito de mesmo tributo, relativo ao período de apuração 08/2006, no valor do principal de R$ 16.687,03 (fl. 9). Em 22/06/2009 foi emitido Despacho Decisório de não homologação da compensação pelo fato de o pagamento informado pela recorrente estar integralmente utilizado para quitação de débito da contribuinte (CIDE, 8741, do período de apuração de 11/2005), não restando saldo credor disponível para a compensação pleiteada. Cientificada em 29/06/2009 (fl. 5), a contribuinte apresentou em 24/07/2009 a Manifestação de Inconformidade de fls. 11/14, alegando, em síntese, o seguinte. Afirma que quando da apuração da CIDE a ser recolhida em 2005 a empresa estava sujeita ao que regia o art. 4o da MP 2.15970, mais especificamente à alínea b, do inc. I, do § 1o, do art. 4o. Aduz, então, que “a apuração do valor devido a título de CIDE sobre Royalties pagos se dava mês a mês. O cálculo era feito considerando o crédito de 70% concedido pela MP já comentada. Assim que apurado o valor, este era recolhido e já declarado na DCTF mensalmente, em conformidade com o regime adotado, qual seja o de competência”. Diz, entretanto, que a “a empresa tem por costume o repasse trimestral dos Royalties ao exterior. Então, muito embora fosse feita a apuração mensal dos Royalties a serem pagos, assim como da CIDE que incidiria sobre este valor, o montante era remetido ao exterior trimestralmente. No caso em comento o equívoco se deu pelo seguinte motivo. Foram somados os valores referentes aos royalties devidos nos meses de Fl. 76DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 77 3 junho, agosto e setembro de 2005. No momento em que se definiu o valor e que foi remetido ao exterior, equivocadamente recolheuse novamente a CIDE correspondente a esses três meses e, ainda, sem a redução prevista na Medida Provisória. Gerouse, portanto, um crédito oriundo de um pagamento indevido que monta R$ 94.504,73”. Afirma, em consequência, que o valor foi erroneamente declarado em DCTF no valor de R$ 118.461,38, quando em verdade, o débito possuía o valor de R$ 14.894,20. Pretendendo, portanto, regularizar a situação, retificou sua DCTF em 06/07/2009, a fim de declarar corretamente o valor devido, assim como “comprovar a existência do crédito derivado do pagamento indevido, utilizado no PER/DCOMP em questão”. Requer, à vista do exposto, que seja acolhida a presente Manifestação e homologada a compensação realizada. É o relatório.” A DRJ, por unanimidade de votos, rejeitou a preliminar de tempestividade e, consequentemente, julgou a manifestação de inconformidade IMPROCEDENTE, ratificando a não homologação da compensação declarada na DCOMP de nº 03530.48356.150906.1.3.04 6806, em acórdão com a seguinte ementa: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 15/12/2005 DCTF RETIFICADORA POSTERIOR À CIÊNCIA DE DESPACHO DECISÓRIO. NÃO ADMISSÃO. Não cabe reparo a Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava integral e validamente alocado para a quitação de débito confessado. COMPENSAÇÃO. CERTEZA. LIQUIDEZ. COMPROVAÇÃO. A compensação de indébito fiscal com créditos tributários vencidos e/ou vincendos está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Fl. 77DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 78 4 Cientificado do referido acórdão em 1 de novembro de 2011, apresentou recurso voluntário em 30 de novembro de 2011 ao Conselho Administrativo Fiscal – CARF. Não obstante, consta observação da DRF/CTA CAC de que foi recepcionado o “documento” por insistência. É o relatório. Voto Conselheira Tatiana Midori Migiyama, Relatora Da admissibilidade Por conter matéria desta E. Turma da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a priori, passo a analisar a preliminar de legitimidade passiva do recurso voluntário. Para tanto, importante lembrar que a unidade de origem recepcionou o documento de fls. 50 a 71 entregue em 30 de novembro de 2011, como recurso voluntário. No entanto, observou que tal documento foi recepcionado como recurso voluntário por insistência. Cabe trazer que o “recurso voluntário”, em nome da Kraft Foods Brasil “LTDA”, foi assinado pelos Drs. José Augusto Lara dos Santos e Sara Fachini Truite. Depreendendose da análise dos autos do processo, vêse que não consta procuração com os nomes dos r. advogados, tampouco instrumento particular, substabelecendo ao Dr. José Augusto Lara, com reserva de iguais poderes para recepcionar intimações, podendo praticar todos os atos judiciais e extras judiciais necessários à apresentação e defesa dos interesses da Outorgante Kraft Foods Brasil S/A em qualquer juízo, instância ou Tribunais bem como perante quaisquer pessoas físicas ou jurídicas, inclusive de direito público, seus órgãos, Ministérios, Repartições Públicas Federais, Estaduais e Municipais, Juntas Comerciais, Prefeituras e Autarquias, com poderes para transigir, desistir, confessar, receber e dar quitação, firmar termos e compromissos, podendo inclusive substabelecer, enfim, praticar todos os demais atos necessários. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 79 5 Não há também acostados no processo instrumentos substabelecendo iguais poderes para a Dra. Sara Fachini Truite, que também assinou o Recurso Voluntário. O que em relação ao aspecto subjetivo da relação jurídica processual, considerando os documentos acostados ao processo, vêse que a mesma não possuiria legitimidade para figurar no pólo passivo da lide em que se discute a compensação – quando constar como sujeito passivo a Kraft Foods Brasil S/A. Cabe ressaltar que a procuração que consta como Outorgante a Kraft Food Brasil S.A.não consta o nome dos advogados supra mencionados, tampouco há Instrumento substabelecendo poderes nos autos do processo a eles. Independentemente das questões acima, cabe trazer que a Kraft Foods Brasil S/A sofreu reorganização societária e, por conseguinte foi renomeada para Mondelez Brasil Ltda em ato de julho/2013, conforme CNPJ abaixo: REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL CADASTRO NACIONAL DA PESSOA JURÍDICA NÚMERO DE INSCRIÇÃO 33.033.028/000184 MATRIZ COMPROVANTE DE INSCRIÇÃO E DE SITUAÇÃO CADASTRAL DATA DE ABERTURA 24/01/1973 NOME EMPRESARIAL MONDELEZ BRASIL LTDA TÍTULO DO ESTABELECIMENTO (NOME DE FANTASIA) MONDELEZ BRASIL CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA PRINCIPAL 82.99799 Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente CÓDIGO E DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS SECUNDÁRIAS Fl. 79DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 80 6 82.19999 Preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente 82.11300 Serviços combinados de escritório e apoio administrativo CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA 2062 SOCIEDADE EMPRESARIA LIMITADA LOGRADOURO AV PRESIDENTE KENNEDY NÚMERO 2511 COMPLEMENTO PARTE CEP 80.610010 BAIRRO/DISTRITO AGUA VERDE MUNICÍPIO CURITIBA UF PR SITUAÇÃO CADASTRAL ATIVA DATA DA SITUAÇÃO CADASTRAL 03/11/2005 MOTIVO DE SITUAÇÃO CADASTRAL SITUAÇÃO ESPECIAL ******** DATA DA SITUAÇÃO ESPECIAL ******** Aprovado pela Instrução Normativa RFB nº 1.470, de 30 de maio de 2014. Emitido no dia 29/10/2014 às 09:35:09 (data e hora de Brasília). O processo administrativo deve respeitar rotinas indispensáveis à segurança das partes, dos atos e da prestação jurisdicional e administrativa. O que, por conseguinte, nos casos de alteração de denominação social, decorrente de reorganizações societárias, os poderes outorgados anteriormente aos advogados da pessoa jurídica – sujeito passivo, deixam de existir. Tanto é assim que em outro processo da Kraft Foods Brasil S.A de nº 10980.901545/201082 vêse que o Recurso Voluntário foi apresentado regularmente com a nova denominação social da Kraft Foods Brasil S/A – qual seja, Mondelez Brasil LTDA, conjuntamente com a procuração e substabelecimento expondo como outorgante a Mondelez Brasil Ltda. Porém, no caso vertente, haja vista o Recurso Voluntário ter sido apresentado no dia 16.11.2011 portanto, antes da mudança da denominação social da Fl. 80DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 81 7 sociedade, independentemente de não ter sido apresentado o recurso conjuntamente com as procurações e demais documentos que possam atestar a legitimidade passiva, tornase necessário constar dos autos a procuração outorgando poderes, para tanto, a esses advogados, ou instrumento particular substabelecendo esses poderes. A meu sentir, para fins de se trazer a segurança necessária ao processo administrativo, tornase obrigatório a apresentação de procuração ou instrumento particular em cada processo, substabelecendo poderes, para tanto, a seus procuradores, sob pena de não conhecimento do recurso. Frisese os dizeres do art. 6º do CPC – “ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei”. No entanto, independentemente dessas considerações, é de se observar que os processos da recorrente foram apreciados no mesmo período ou períodos próximos por essa julgadora e, tendo em vista ter constado em outros processos instrumento particular substabelecendo poderes para Dr. José Augusto Lara, com reserva de iguais poderes para recepcionar intimações, podendo praticar todos os atos judicias e extras judiciais necessários à apresentação e defesa dos interesses da Outorgante Kraft Foods Brasil S/A em qualquer juízo, instância ou Tribunais bem como perante quaisquer pessoas físicas ou jurídicas, inclusive de direito público, seus órgãos, Ministérios, Repartições Públicas Federais, Estaduais e Municipais, Juntas Comerciais, Prefeituras e Autarquias, com poderes para transigir, desistir, confessar, receber e dar quitação, firmar termos e compromissos, podendo inclusive substabelecer, enfim, praticar todos os demais atos necessários, entendo sanada tal controvérsia – o que passo a apreciar o recurso voluntário. Quanto aos fatos, aduz a recorrente que: · Em agosto de 2006, apresentou em sua DCTF o débito apurado de CIDE, no valor de R$ 16.849,14; · Tendo em vista que possuía créditos em razão de um pagamento perpetrado a maior, optou por quitar parte do valor apurado de CIDE – Remessas ao Exterior, no limite de R$ 16.687,03 com créditos oriundos deste pagamento; Fl. 81DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 82 8 · Tal procedimento restou formalizado com a apresentação do PERDCOMP 03530.48356.150906.1.3.046806, que foi regularmente informado na DCTF de agosto de 2006; · A Receita Federal não localizou em seu sistema o crédito informado na PERDCOMP, determinando a intimação da recorrente para que apresentasse manifestação de inconformidade ou quitasse o valor que considerava estar em aberto, em decorrência da não compensação; · Após o recebimento do despacho decisório, a recorrente realizou uma análise de todas as informações e constatou que realmente havia divergência entre as informações constantes da PERDCOMP e o que foi informado na DCTF de novembro de 2005, onde se originou o crédito, vez que o valor erroneamente declarado em DCTF foi de R$ 118.461,38, quando na realidade o débito remontava R$ 14.894,20, valor este correspondente a CIDE incidente sobre os valores de royalties do mês de novembro, devidamente quitado; · No momento de apuração do valor da CIDE a ser recolhida em 2005 a empresa estava sujeita ao que regia o art. 4º da MP 2.159 que estabelecia, entre outros, a concessão de crédito incidente sobre a CIDE aplicável às importâncias pagas, creditadas, entregues, empregadas ou remetidas para o exterior a título de royalties referentes a contratos de exportação de patentes e de uso de marcas, sendo tal crédito de 70%, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1º de janeiro de 2004 até 31 de dezembro de 2008. · No caso, houve equívoco, já que a apuração da CIDE sobre royalties se dava mês a mês, vez que foram somados os valores referentes aos royalties devidos nos meses de julho, agosto e setembro de 2005; · No entanto, no momento em que se definiu o valor e que foi remetido ao exterior, equivocadamente recolheuse novamente a CIDE correspondente a esses três meses e, ainda, sem a redução Fl. 82DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 83 9 prevista pela MP, o que gerou crédito do pagamento efetuado indevidamente, na monta de R$ 94.054,73; · Sobreveio acórdão da 3º turma da DRJ de Curitiba com a seguinte ementa: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 15/12/2005 DCTF RETIFICADORA POSTERIOR À CIÊNCIA DE DESPACHO DECISÓRIO. NÃO ADMISSÃO. Não cabe reparo a Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava integral e validamente alocado para a quitação de débito confessado. COMPENSAÇÃO. CERTEZA. LIQUIDEZ. COMPROVAÇÃO. A compensação de indébito fiscal com créditos tributários vencidos e/ou vincendos está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” · O entendimento da DRJ considerou, para tanto, que a DCTF retificadora apresentada em data posterior à ciência acerca do despacho decisório de não homologação não produz efeitos. Em sede de preliminar, traz a recorrente a necessidade de se alegar a nulidade do despacho decisório, por ausência de motivação, considerando que: · A conduta adotada pela autoridade fazendária violou manifestamente o princípio da motivação dos atos administrativos, o que tem impossibilitado o exercício pleno do direito à ampla defesa e ao contraditório pela contribuinte; · O despacho eletrônico se originou automaticamente de cruzamentos de dados equivocados constantes do sistema eletrônico da SRF, não considerando a DCOMP formulada pelo contribuinte, denotando carência da motivação; · Inexistindo a apresentação dos fundamentos da decisão em toda a sua amplitude, tendo sido inclusive não considerada a apresentação de DCOMP pela contribuinte, o despacho decisório não configura “decisão administrativa” apta a consolidar débito tributário, uma vez que tal ato administrativo está desprovido de seus fundamentos mínimos de validade, sendo, portanto, completamente nulo; Fl. 83DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 84 10 · O referido despacho decisório não poderia consolidar débito tributário em desfavor do contribuinte, sem sequer mencionar as informações constantes da DCOMP retificadora, fazendo tão somente menção a seguinte “fundamentação legal”: arts. 165 e 170 da Lei 5.172/, art. 74 da Lei 9.430/96, tendo em vista que não houve o apontamento do artigo legal infringido ou violado pela contribuinte, nem mesmo o apontamento do artigo legal que embasa a aplicação de juros e da multa mencionados. Quanto à alegação de inexistência de produção de prova contra a contribuinte, traz a recorrente, em síntese, que: · A manifestação de inconformidade foi devidamente instruída com todos os documentos necessários à comprovação da existência dos créditos de IPI reconhecidos nos autos 97.01.017978, bem como informando o erro ocorrido na hora do preenchimento do PERDCOMP; · Não houve a efetiva e prévia comprovação pela autoridade administrativa do porquê da não homologação da compensação declarada pela contribuinte, muito menos nenhuma manifestação sobre a existência dos créditos de IPI; · Diante da total ausência de provas produzidas pela autoridade fazendária, bem como da incontestável boafé da recorrente, há que ser deferida a homologação integral da declaração de compensação apresentada. E, quanto ao mérito, insurge a recorrente que: · Ao contrário do que consta do despacho decisório e na decisão ora recorrida, a contribuinte detém créditos suficientes e disponíveis para realizar a compensação; · O débito declarado na DCTF não era de R$ 118.461,38, mas sim de R$ 14.894,20; · O pagamento, dessa forma, foi feito por valor superior; Fl. 84DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 85 11 · O erro ocorreu porque à medida que os montantes que vinham sendo pagos mês a mês vieram a ser pagos novamente ao final do trimestre; · Houve erro quando a redução e 70% autorizada pela MP 2.159 deixou de ser considerada para apuração dos valores devidos para pagamento, o que implicou também no pagamento a maior; · Em nenhuma das hipótese houve erro material, mas erro formal, de modo em nenhum dos momentos há a impossibilidade de retificação dos valores devidos na DCTF; · De acordo com o princípio da verdade material, a administração fazendária antes de indeferir o pleito do contribuinte, deve promover as diligências averiguatórias e probatórias que contribuam para a aproximação da verdade material; · Deve ser homologada a declaração de compensação, uma vez que comprovada a existência efetiva de créditos passíveis de compensação com o débito em foco; Continua a recorrente expondo que a DRJ negou procedência à Manifestação de inconformidade por considerar que a apresentação da DCTF retificadora posteriormente à ciência do despacho decisório não é possível. O que, para tanto, tomou por base a previsão da IN 786/07, art. 11, § 2º, inciso III, bem como da IN 1.110/10, art. 9º, § 2º, inciso II, que a sucedeu. Não obstante, argumenta que: · O pedido de compensação de créditos realizado por meio de PERDCOMP em muito difere do conceito que se tem acerca do que seria o procedimento fiscal, vez que o procedimento não foi iniciado de ofício, mas diante da espontaneidade do próprio contribuinte, que visa desde logo proceder à apuração de quaisquer valores que tenha pago a maior, passíveis de compensação; · A recorrente não deixou de incluir quaisquer informações na DCTF originária, vindo maliciosamente, a retificála após intimação do despacho decisório; · A recorrente verificou que o pedido de compensação deixou de ser homologado pois as informações prestadas na DCTF originária não Fl. 85DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 86 12 cruzaram no sistema com as informações constantes do PERDCOMP, motivo pelo qual procedeu à retificação da DCTF visando assegurar a pleiteada compensação tributária; · Portanto, seria admissível a retificação da DCTF, vez que não se trata de procedimento fiscal iniciado de ofício em face do contribuinte, e ainda diante da espontaneidade da recorrente de auferir os valores materialmente devidos, por meio do procedimento administrativo fiscal. Ademais, traz os princípios constitucionais da capacidade contributiva e do não confisco para manifestar que a norma jurídica que implica na impossibilidade de retificação da DCTF após ciência acerca do despacho decisório, deve ser relativizada em nome da proteção conferida pelos referidos princípios constitucionais – que, por sua vez, entende que devem orientar a atuação do Fisco perante os contribuintes. Por fim, atesta a recorrente que ainda que fosse admitido a impossibilidade de “salvabilidade” dos dados informados nas compensações, restaria ainda o dever da Administração Pública de proceder à pesquisa de possíveis créditos anteriores que tivessem sido utilizados em compensação. O que entende que não poderia a fiscalização simplesmente proceder à consolidação de supostos débitos sem investigar se a contribuinte utilizou ou não créditos em compensação à suposta ausência de recolhimentos. Em vista de todo o exposto, e depreendendose da análise dos documentos acostados, em homenagem ao princípio da verdade material que permeia o processo administrativo tributário, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem: · Intime a contribuinte para apresentar todos os documentos comprobatórios que ateste a veracidade do débito de R$ 14.894,20 da CIDE, considerando os erros alegados, quais sejam: ü Que os montantes da CIDE que vinham sendo pagos mês a mês foram pagos novamente ao final do trimestre; ü A não consideração do percentual de redução de 70% para fins de redução, tal como autorizada pela MP 2.15970 em seu art. 4º; Fl. 86DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA Processo nº 10980.924388/200940 Resolução nº 3202000.312 S3C2T2 Fl. 87 13 · Analise se, com a consolidação dos débitos, considerando o item acima, o valor efetivamente devido seria de R$ 14.894,20; · Cientifique a autoridade fazendária para se manifestar sobre o resultado da diligência, se houver interesse e caso entenda ser necessário; · Cientifique o contribuinte sobre o resultado da diligência, para que, se assim desejar, apresente no prazo legal de 30 (trinta) dias, manifestação, nos termos do art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574/11; · Findo o prazo acima, devolva os autos ao CARF para julgamento. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama Fl. 87DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 19/12/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 11065.922107/2009-19
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jan 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS.
Consideram-se precluídas, delas não se tomando conhecimento, as matérias não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente em sede de recurso voluntário.
Negado Provimento ao Recurso Voluntário.
Numero da decisão: 3101-001.587
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente.
(assinado digitalmente)
MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS - Redatora designada.
EDITADO EM: 10/01/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente),Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
Nome do relator: VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS. Consideram-se precluídas, delas não se tomando conhecimento, as matérias não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente em sede de recurso voluntário. Negado Provimento ao Recurso Voluntário.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente. (assinado digitalmente) MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS - Redatora designada. EDITADO EM: 10/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente),Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
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Recorrida DRJ PORTO ALEGRE ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS. Consideramse precluídas, delas não se tomando conhecimento, as matérias não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente em sede de recurso voluntário. Negado Provimento ao Recurso Voluntário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente. (assinado digitalmente) MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Redatora designada. EDITADO EM: 10/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente),Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 92 21 07 /2 00 9- 19 Fl. 68DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11065.922107/200919 Acórdão n.º 3101001.587 S3C1T1 Fl. 69 2 Por bem relatar os fatos, transcrevo o relatório da decisão recorrida: "O contribuinte acima identificado transmitiu, em 17/09/2007, pedido de ressarcimento do saldo credor do IPI (PER/DCOMP nº 24001.63703.170907.1.1.014660), referente ao quarto trimestre de 2006, no valor de R$ 74.883,24. A verificação da legitimidade dos créditos foi efetuada por processamento eletrônico, estando os resultados nos demonstrativos de fls. 20/21 . O saldo credor passível de ressarcimento apurado pelo processamento eletrônico foi inferior ao valor pleiteado, em virtude de glosas de créditos indevidos pelos motivos 1 – crédito de IPI não admitido para o CFOP registrado, e 7 – empresa emitente da nota fiscal optante do SIMPLES. Em decorrência das constatações, foi emitido Despacho Decisório, fl. 02, no qual foi reconhecido ao interessado o direito creditório no montante de R$ 74.504,94, e deferido parcialmente o pedido de ressarcimento apresentado no PER/DCOMP. Desse Despacho Decisório o contribuinte inconformado, apresentou, tempestivamente, manifestação de inconformidade, fls. 03/10, na qual apresenta suas razões 'para ver desconstituída a decisão que não reconheceu o pedido de compensação dos créditos solicitados', alega preliminarmente a “irregularidade decorrente de suposto débito”, dizendo que solicitou o pedido de compensação dos débitos existentes, face a existência de créditos suficientes para liquidálos; no mérito, alega tratarse de mero equívoco no preenchimento da PER/DCOMP, requer a anulação do lançamento tributário, por erro material; exclusão dos lançamentos e multas decorrentes da não compensação dos débitos existentes pelos créditos existentes; acolhimento das informações repassadas na PER/DCOMP com suas correções efetivas em consonância com os documentos fiscais e contábeis da empresa, homologandose as compensações apresentadas e, por conseqüência, a extinção/liquidação do crédito tributário." A DRJ de Porto Alegre julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, nos termos do Acórdão 10.36.200, de 15 de dezembro de 2011, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 GLOSAS DE CRÉDITOS CONSIDERADOS INDEVIDOS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Tornamse definitivas na esfera administrativa as glosas de crédito que não tenham sido expressamente contestadas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário a este Conselho, alegando, em síntese: Fl. 69DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11065.922107/200919 Acórdão n.º 3101001.587 S3C1T1 Fl. 70 3 a) que foi ilegal a aplicação de multa e juros de mora sobre os débitos compensados, tendo em vista que apresentou o pedido de compensação antes do vencimento dos tributos a compensar, utilizando créditos apurados antes do vencimento dos débitos; b) que não acatar o direito aos créditos de insumos adquiridos de empresas optantes do SIMPLES fere o princípio da nãocumulatividade do IPI; c) que eventual erro de preenchimento da DCOMP não pode prevalecer ante o conteúdo real da situação; d) que o contribuinte não pode ser prejudicado em decorrência da situação irregular de seus fornecedores; e) que "deve ser assegurado ao recorrente o direito à regra mais benigna, por ser este princípio geral de direito tributário"; f) que não se pode exigir tributo "por simples verossimilhança. mera probabilidade ou verdade material aproximada". É o relatório. Voto Conselheira Mônica Monteiro Garcia de los Rios – redatora ad hoc Por intermédio do Despacho de efolha 67, nos termos da disposição do art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF1, aprovado pela Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, incumbiume o Presidente da Turma a formalizar o Acórdão 3101001.587, não entregue pela relatora original, Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, que não integra mais nenhum dos colegiados do CARF. Desta forma, a elaboração deste voto deve refletir a posição adotada pela relatora original, que foi acompanhada, por unanimidade, pelos demais integrantes do colegiado. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos para sua admissibilidade. Dele se tomou conhecimento. Inicialmente é importante esclarecer que o presente processo cuida, tão somente, de Pedido de Ressarcimento Eletrônico (PER), não tendo sido vinculada, pelo contribuinte, nenhuma DCOMP ao PER tratado nestes autos. Desta foram, o presente litígio restringese ao exame das glosas efetuadas pelo processamento eletrônico, a saber: glosa de 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo órgão e ainda: (...) III designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazêlo ou não mais componha o colegiado; Fl. 70DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11065.922107/200919 Acórdão n.º 3101001.587 S3C1T1 Fl. 71 4 créditos indevidos em razão de: motivo 1 – crédito de IPI não admitido para o CFOP registrado; e motivo 7 – empresa emitente da nota fiscal optante do SIMPLES, segundo demonstrativo de análise do crédito, que integra o Despacho Decisório. . Compulsando a Manifestação de Inconformidade apresentada constatase que a contribuinte se insurgiu apenas contra a homologação parcial das compensações, que sequer são objeto do presente processo, de forma que suas alegações apresentadas em sede de recurso voluntário não guardam relação com o Despacho Decisório proferido nestes autos, que deferiu parcialmente o pedido de ressarcimento. Assim, não tendo havido contestação expressa, na Manifestação de Inconformidade, contra as glosas efetuadas pelo processamento eletrônico, que totalizaram R$378,30, tais glosas tornaramse definitivas na esfera administrativa, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235 (PAF), in verbis: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997) Em consequência, não se conhece do recurso voluntário na parte em que contestou o direito ao crédito básico do IPI nas aquisições de insumos perante fornecedores optantes do SIMPLES. Tratase, portanto, de matéria preclusa. Quanto à glosa de créditos nas aquisições escrituradas em CFOP que não gera direito a crédito, não houve contestação da contribuinte no recurso voluntário. Por último, não cabe qualquer manifestação, neste voto, quanto às alegações recursais contra as supostas multas aplicadas aos débitos cuja compensação foi não homologada, pois, como visto, não se trata de compensação no presente processo. Nestes termos, o colegiado negou provimento ao recurso voluntário apresentado. E são estas as considerações possíveis para suprir a inexistência do voto. Mônica Monteiro Garcia de los Rios – Redatora ad hoc Fl. 71DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS
score : 1.0
Numero do processo: 12585.000239/2010-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2005
REGIME DE TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO.
As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de gasolina e óleo diesel são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3301-002.336
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Fábia Regina Freitas (relatora), Maria Teresa Martinez Lopez e Antônio Mário de Abreu Pinto. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal. Fez sustentação pela recorrente a advogada Mary Elbe Queiroz, OAB/PE 25620 e, pela PGFN, o Procurador Frederico Souza Barroso.
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
Fábia Regina Freitas - Relatora.
Andrada Márcio Canuto Natal - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino Morais, Fábia Regina Freitas, Antônio Mário de Abreu Pinto e Andrada Márcio Canuto Natal.
Nome do relator: FABIA REGINA FREITAS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2005 REGIME DE TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO. As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de gasolina e óleo diesel são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Fábia Regina Freitas (relatora), Maria Teresa Martinez Lopez e Antônio Mário de Abreu Pinto. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal. Fez sustentação pela recorrente a advogada Mary Elbe Queiroz, OAB/PE 25620 e, pela PGFN, o Procurador Frederico Souza Barroso. Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. Fábia Regina Freitas - Relatora. Andrada Márcio Canuto Natal - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino Morais, Fábia Regina Freitas, Antônio Mário de Abreu Pinto e Andrada Márcio Canuto Natal.
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COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO. As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de gasolina e óleo diesel são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Fábia Regina Freitas (relatora), Maria Teresa Martinez Lopez e Antônio Mário de Abreu Pinto. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal. Fez sustentação pela recorrente a advogada Mary Elbe Queiroz, OAB/PE 25620 e, pela PGFN, o Procurador Frederico Souza Barroso. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. Fábia Regina Freitas Relatora. Andrada Márcio Canuto Natal Redator designado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 58 5. 00 02 39 /2 01 0- 15 Fl. 114DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 115 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino Morais, Fábia Regina Freitas, Antônio Mário de Abreu Pinto e Andrada Márcio Canuto Natal. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 116 3 Relatório Tratase de Pedido de Ressarcimento de créditos de COFINS Não Cumulativa decorrentes da aquisição, no mercado interno, de Gasolina A e Óleo Diesel, cujo PER/DCOMP n° 16584.65484.131008.1.1.112545, foi transmitido pelo interessado em 13/10/2008 (fls. 05 a 07). O Pedido de Ressarcimento da COFINS referese ao crédito atinente ao 3º trimestre de 2005, no montante de R$ 11.564.842,04 (onze milhões, quinhentos e sessenta e quatro mil e oitocentos e quarenta e dois reais e quatro centavos). Por bem resumir os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir (fl. 82/87): 4. O processo em exame versa sobre pedido eletrônico de ressarcimento de supostos créditos de Cofins nãocumulativa apurados no 3° trimestre de 2005. 5. Em despacho decisório exarado nas fls. 20/24, a Divisão de Orientação e Análise Tributária (DIORT) da DERAT/SPO indeferiu o pedido de ressarcimento, devido à falta de apresentação dos documentos comprobatórios solicitados pela autoridade fiscal. 6. Em 09/11/2011 apresentou o contribuinte a manifestação de inconformidade anexa às fls. 30/69, na qual alega em síntese que: 6.1 “todo o tratamento legal aqui abordado cingese apenas a creditamento na aquisição de Gasolina A e Óleo Diesel, doravante englobados apenas pelo termo combustível”; 6.2 foi desejo do legislador que, no regime nãocumulativo, não houvesse qualquer vedação ao creditamento; 6.3 existe nítida distinção entre os conceitos de “produtor” e “distribuidor”; 6.4 os distribuidores que apurem o IRPJ pelo lucro real “foram postos compulsoriamente na nãocumulatividade”; 6.5 o art. 3°, I, alínea “b” da lei n° 10.833/2003 referese apenas a produtores e importadores, de modo que não há lei vedando o aproveitamento de crédito pelos distribuidores de combustíveis. 6.6 a tributação com alíquota zero não se confunde com tributação monofásica; 6.7 o art. 17 da lei n° 11.033/2004 prevê expressamente que todos os contribuintes sujeitos ao regime da nãocumulatividade, ainda que faturem com alíquota zero, têm direito a creditarse de Pis e Cofins; 6.8 o regime nãocumulativo do Pis e da Cofins diverge em vários aspectos daqueles adotados no âmbito do IPI e do ICMS. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 117 4 7. Concluindo, requer o deferimento do creditamento pleiteado, bem como a homologação da compensação a ele vinculada. A Delegacia de Julgamento em São Paulo desproveu integralmente o apelo do contribuinte (fls. 82/87) por entender que a vedação ao creditamento pretendido encontrase prevista no art. 3º, I, “b” c/c art. 2º, § 1º., I da Lei n. 10.833/2003. Tal vedação, no entender da Delegacia, aplicavase ao contribuinte em análise, distribuidor dos produtos listados nos mencionados dispositivos, sobre os quais a incidência da COFINS é monofásica. A decisão possui a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2005 PEDIDO ELETRÔNICO DE RESSARCIMENTO Averiguada a inexistência do direito creditório pleiteado, deve se Indeferir o pedido de ressarcimento. AQUISIÇÃO DE DERIVADOS DE PETRÓLEO PARA REVENDA. PRODUTOS SUJEITOS À INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. IMPOSSIBILIDADE LEGAL DO CREDITAMENTO A aquisição para revenda de derivados de petróleo — particularmente gasolina A e óleo diesel — produtos sujeitos ao regime de incidência monofásica, não gera créditos por força de vedação expressa contida na legislação de regência. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, Recurso Voluntário (fls. 95/111), em que essencialmente, conclui o seu recurso afirmando os seguintes pontos: afirma que a empresa é tributada pelo Lucro Real, e, portanto havia sido posta compulsoriamente na incidência do regime nãocumulativo para o PIS/COFINS (Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03); afirma que para solucionar o caso, o julgamento deve se ater ao Principio da Legalidade, portanto, o único instrumento, com poderes para criar restrições a direitos como vedação a creditamento, é a lei, havendo um momento histórico em que realmente era negado o creditamento; afirma que é inegável a existência de uma norma que previu, expressamente, que a Contribuinte deveria tributar o PIS/COFINS com a alíquota zero sobre seu faturamento, e não em monofásica, substituição tributária ou nãoincidência; afirma que houve a introdução no universo jurídico do art. 17 da Lei nº 11.033/04, prevendo expressamente que, para todos os contribuintes da nãocumulatividade, mesmo que faturem com alíquota zero, ainda assim poderiam creditarse de PIS/COFINS; Fl. 117DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 118 5 afirma que a Lei nº 11.033/04 não é monotemática, mas norma geral do arcabouço tributário, alcançando todos que se enquadrassem em cada uma das situações previstas, ainda que de diversas matérias; afirma que o art. 16 da Lei 11.116/05 que, ao invés de restringir direito de creditamento, fez foi dotar de mais garantias a previsão do art. 17 da Lei nº 11.033/04, sem nenhuma preocupação em estabelecer exceções e vedações; afirma que sempre se ressalva, nas novas normas, o que fica ainda regulado em outra norma anterior, principalmente quando se pretende restringir direitos; o que não aconteceu com a possibilidade de creditamento para a Contribuinte; sendo certo que normas infralegais não têm tal condão; afirma que o direito de creditamento é coerente com a técnica de não cumulatividade empregada no PIS/COFINS; e em consonância com a prescrição constitucional, que permite à lei escolher quais setores serão incluídos na nãocumulatividade, só não permitindo esvaziar sua característica básica, que é a tomada de créditos, sob pena de se estar, de fato, em um regime cumulativo ou de substituição; afirma que o art. 17 da Lei nº 11.033/04 é justamente norma geral para os casos específicos que estavam vedados, pois obviamente seria desnecessário para os outros casos que não estavam vedados, até porque ninguém, nem o fisco, nunca restringiu o creditamento para os casos não vedados; afirma que o Poder Executivo, via Medida Provisória nº 413/08, tentar restringir creditamento baseados no art. 17 da Lei 11.033/04, mas que, até por intuitiva inconstitucionalidade, não foi mantida no ordenamento jurídico; e, apesar de ensaiar nova tentativa vedatória na Medida Provisória nº 451/08, esta também não foi convertida em lei; mas já provando que, quando quer, o Poder Executivo dá direito de creditamento, e expressamente também quando não quer, cria norma vedando a tomada de crédito. conclui arguindo que viola o arcabouço jurídico ser indeferido o direito da Contribuinte, de tomar os créditos aqui discutidos, pois amparada legal e constitucionalmente. E o relatório. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 119 6 Voto Vencido Conselheira Fábia Regina Freitas O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Tratase de Pedido de Ressarcimento de COFINS NãoCumulativa (fls. 05 a 07), referente ao 3º Trimestre de 2005, no valor de R$ 11.564.842,04. O v. acórdão recorrido negou o direito ao crédito da contribuinte por entender que o art. 3º, I, “b”, da Lei n. 10.833/2003, redação está abaixo transcrita, seria aplicável ao caso concreto e conteria vedação expressa ao creditamento pretendido pela contribuinte, reza o mencionado dispositivo: “Art. 3° Do valor apurado na forma do art. 2° a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) b) no § 1° do art. 2° desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004)” Já o § 1° do art. 2º, I, referido expressamente pela r. decisão, tem a seguinte redação: “Art. 2° Para determinação do valor da COFINS aplicarseá sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 1°, a alíquota de 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento). § 1° Excetuase do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: I nos incisos I a III do art. 4° da Lei n° 9.718, de 27 de novembro de 1998, e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo GLP derivado de petróleo e de gás natural; (Redação dada pela Lei nº 10.925, de 2004)“ O aresto recorrido embasou seu entendimento no fato de que o combustível revendido pela contribuinte no caso concreto teria tributação monofásica e, portanto, sujeita às alíquotas dispostas nos incisos I a III do art. 4º. da Lei n. 9.718/98. Em que pese o respeito pelo Ilmo. Julgador a quo, a interpretação por ele outorgada não é a que melhor se aplica ao caso em análise. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 120 7 A priori é de se destacar que no caso concreto, como bem ressalvado inclusive no relatório do aresto recorrido, trata de pedido de creditamento, por DISTRIBUIDOR, de supostos créditos decorrentes de aquisição, para revenda, de GASOLINA A e ÓLEO DIESEL. Sob esse enfoque é de se ressaltar que a vedação do art. 3º. destaca que a pessoa jurídica que apurar o tributo COFINS, na forma do que determina o caput do art. 2º da Lei n. 10.833/2003, não poderá descontar do valor a ser recolhido crédito decorrente de bens para a revenda descritos no § 1° do art. 2º, dentre os quais estão relacionados a gasolina A e o óleo diesel. Analisando a Exposição de Motivos da MP 164/2004, que foi convertida na Lei n. 10.865/2004, a qual introduziu a exceção descrita no famigerado art. 3º., I, “b”, extraise o seguinte excerto, especificamente sobre a norma mencionada: “3. Considerando a existência de modalidades distintas de incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS cumulativa e nãocumulativa no mercado interno, nos casos dos bens ou serviços importados para revenda ou para serem empregados na produção de outros bens ou na prestação de serviços, será possibilitado, também, o desconto de créditos pelas empresas sujeitas à incidência nãocumulativa do PIS/PASEP e da COFINS, nos casos que especifica. 4. A proposta, portanto, conduz a um tratamento tributário isonômico entre os bens e serviços produzidos internamente e os importados: tributação às mesmas alíquotas e possibilidade de desconto de crédito para as empresas sujeitas à incidência nãocumulativa. As hipóteses de vedação de créditos vigentes para o mercado interno foram estendidas para os bens e serviços importados sujeitos às contribuições instituídas por esta Medida Provisória.” Notese que a preocupação do legislador, desde o início da instituição dessas vedações introduzidas pela Lei n. 10.685/2004, era outorgar ao produto importado o mesmo tratamento do produto produzido no Brasil. Isso porque, para esse efeito, o importador, quando adquiria produto destinado a revenda no mercado interno, não possuía o mesmo tratamento do produtor nacional, vez que não havia previsão expressa para o seu aproveitamento de crédito. Tanto esse objetivo é verdadeiro que, para dirimir essa diferenciação, a Lei n. 10.685/2004, fazia constar crédito específico para o importador, em seus arts. 15 e 17: Art. 15. As pessoas jurídicas sujeitas à apuração da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, nos termos dos arts. 2º e 3º das Leis nºs 10.637, de 2002, e 10.833, de 2003, poderão descontar crédito, para fins de determinação dessas contribuições, em relação às importações sujeitas ao pagamento das contribuições de que trata o art. 1º desta Lei, nas seguintes hipóteses: I bens adquiridos para revenda; II – bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustível e lubrificantes; Fl. 120DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 121 8 (...) § 1º O direito ao crédito de que trata este artigo e o art. 17 desta Lei aplicase em relação às contribuições efetivamente pagas na importação de bens e serviços a partir da produção dos efeitos desta Lei. (...) § 8º As pessoas jurídicas importadoras, nas hipóteses de importação de que tratam os incisos a seguir, devem observar as disposições do art. 17 desta Lei: (...) II – produtos do § 8º do art. 8º desta Lei, quando destinados à revenda, ainda que ocorra fase intermediária de mistura; (...) Art. 17. As pessoas jurídicas importadoras dos produtos referidos nos §§ 1º a 3º e 5º a 10 do art. 8º desta Lei poderão descontar crédito, para fins de determinação da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, em relação à importação desses produtos, nas hipóteses: (...) II do § 8º do art. 8º desta Lei, quando destinados à revenda, ainda que ocorra fase intermediária de mistura; (...) Art. 8º. – (...) § 8º A importação de gasolinas e suas correntes, exceto de aviação, e óleo diesel e suas correntes, gás liquefeito de petróleo (GLP) derivado de petróleo e gás natural e querosene de aviação fica sujeita à incidência da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, fixadas por unidade de volume do produto, às alíquotas previstas no art. 23 desta Lei, independentemente de o importador haver optado pelo regime especial de apuração e pagamento ali referido Já o produtor nacional, como era sabido, já tinha o crédito garantido pelo que determinava o art. 3º, II da Lei n. 10.833/2003, em sua redação original, litteris: Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao Fl. 121DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 122 9 concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004). Diante dessa nova inserção – do crédito para o importador – por meio de dispositivo legal específico e regulado de forma igualmente específica, faziase necessário vedar, PARA O IMPORTADOR, por já haver previsão legal, o crédito descrito no art. 3º. quando se destinasse à aquisição de gasolina e seus derivados para revenda. Assim, tanto pela exposição de motivos da norma que introduziu a vedação contida no inciso I, “b”do art. 3º. da Lei n. 10.833/2003, como pela lógica legislativa empregada na interpretação das normas, concluise que a vedação não poderia atingir, de forma alguma, o DISTRIBUIDOR dos derivados de petróleo, que continuava a deter os créditos normalmente atribuídos pelo regime nãocumulativo da COFINS. Nesse ponto, tenho por bem fazer uma colocação no tocante ao regime aplicável à relação jurídicotributária estabelecida nesses autos, pois entendo que, nessa hipótese, o regime adotado não é o monofásico, mas o plurifásico, em que há incidência de imposto em todas as fases, mas apenas na primeira há uma alíquota positiva e, nas demais, a alíquota é zero. Também entendo se tratar de um sistema plurifásico regido pela não cumulatividade, em que os créditos decorrentes desse sistema devem ser reconhecidos. De toda a forma, ainda que meus pares não concordem com essas colocações, tal diferenciação passou a não fazer qualquer diferença para o caso concreto a partir da edição do art. 17 da Lei n. 11.033/2004 que veio a explicitar o direito ao crédito de PIS e COFINS em situações como a presente, considerando tratarse de sistema monofásico ou não. De fato, é o que se extrai do seu conteúdo, in litteris: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações.” Como se verifica, pelo que se extrai do teor da norma, a possibilidade de aproveitamento dos créditos autorizada pelo art. 17 aplicase para os casos que eventualmente tinham vedação expressa. Isso porque, para os demais casos, não havia necessidade dessa expressa autorização, na medida em que não estavam vedados, decorrendo da própria norma da nãocumulatividade. Nesse toada, após toda essa evolução legislativa, foi publicada a MP 413/2008, que expressamente buscava coibir o aproveitamento desses créditos de PIS e COFINS nos produtos sujeitos ao chamado regime monofásico (assim tratados pela legislação) a partir da regulamentação pela Secretaria da Receita Federal dos dispositivos que seriam por ela alterados (arts. 14 e 15 da Lei n. 10.637/2002 e 10.833/200). A tentativa de alteração das normas pela MP deixava evidente que os mencionados créditos sempre existiram, já que não se pode extinguir o que antes não existia. Ocorre que essa norma foi afastada pelo Congresso Nacional, por ocasião da conversão da MP 413 na Lei n. 11.727/2008, na qual os dispositivos mencionados não foram aproveitados. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 123 10 Após essa tentativa, o Poder Executivo buscou novamente afastar esse crédito por meio da MP 451/08, que continha dispositivos com a mesma finalidade da MP anterior, os quais foram igualmente rechaçados pelo Congresso, sendo a mencionada MP convertida na Lei n. 11.945/2009 sem tais disposições. Tais tentativas, por parte do Poder Executivo, só deixa ainda mais evidenciado que o direito ao crédito pleiteado nesses autos sempre existiu. O fato de o Poder Legislativo sempre ter repugnado essas investidas, deixa ainda mais evidenciada a legitimidade desses créditos, donde decorre que, esse Eg. CARF, como órgão aplicador das normas vigentes, também deve reconhecêlo. Por fim, importa registrar que, a despeito das diversas tentativas do Poder Executivo, todas frustradas, em tentar obstar o aproveitamento desses créditos, a própria Secretaria da Receita Federal do Brasil reconhece ser possível à convivência do direito de crédito para as pessoas jurídicas que esteja submetidas à alíquota zero. Tal conclusão é possível de se extrair da ementa da Solução de Consulta n. 18, de 25 de abril de 2013, que abaixo se transcreve, litteris: SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 18 de 25 de Abril de 2013 ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: Observadas as limitações legais ao creditamento, o comerciante varejista de combustíveis pode manter os créditos da não cumulatividade da Cofins que sejam vinculados às receitas sujeitas à alíquota zero em virtude do regime monofásico, quando apurados em decorrência de gastos com energia elétrica consumida no estabelecimento da pessoa jurídica, de pagamentos a pessoa jurídica referentes a aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos utilizados nas atividades da empresa e de encargos de depreciação de edificações e benfeitorias em imóveis utilizados nas atividades da empresa. É possível o ressarcimento de tais créditos ou sua compensação com outros tributos administrados pela RFB, por meio do sistema PER/DCOMP, desde que cumpridos os requisitos estabelecidos pela IN RFB nº 1.300, de 2012, e que o Pedido de Ressarcimento, obrigatório também no caso de compensação, seja efetuado dentro do prazo de cinco anos do encerramento do trimestrecalendário. Nos períodos compreendidos entre 01/05/2008 a 23/06/2008 e 01/04/2009 a 04/06/2009, esteve em vigor vedação expressa à manutenção de quaisquer créditos da Cofins nãocumulativa relacionados às vendas dos produtos sujeitos à tributação concentrada constantes no § 1º do art. 2º das Leis nº 10.833, de 2003, e nº 10.637, de 2002, por parte de distribuidores ou comerciantes atacadistas e varejistas, em decorrência das Medidas Provisórias nº 413, de 2008, e nº 451, de 2008. No mesmo sentido, a resposta dada pela Administração da Receita no “Perguntão” perguntas e Respostas Imposto sobre a Renda Pessoas Jurídica, publicado no site da SRFB, sobre a possibilidade de creditamento no chamado regime monofásico, verbis: 16. Em que consiste o sistema de tributação monofásica? Fl. 123DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 124 11 É um tratamento tributário próprio e específico que a legislação veio dar à Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de determinados produtos. O objetivo é concentrar a tributação nas etapas de produção e importação, desonerando as etapas subsequentes de comercialização. A concentração da tributação ocorre com a aplicação de alíquotas maiores que as usualmente aplicadas na tributação das demais receitas, unicamente na pessoa jurídica do produtor, fabricante ou importador, e a conseqüente desoneração de tributação das etapas posteriores de comercialização no atacado e no varejo dos referidos produtos. O sistema de tributação monofásica não se confunde com os regimes de apuração cumulativa e não cumulativa das contribuições. O enquadramento de uma pessoa jurídica e de suas receitas, que se dedique à venda de produtos sujeitos à tributação monofásica, ao regime de apuração cumulativa ou não cumulativa segue as mesmas regras de enquadramento a que se sujeitam pessoas jurídicas que não comercializem produtos monofásicos. Caso a pessoa jurídica venha a estar submetida ao regime de apuração não cumulativa das contribuições, a tributação monofásica também tem natureza não cumulativa, permitindo à pessoa jurídica o aproveitamento de créditos. (fonte:http://www.receita.fazenda.gov.br/publico/perguntao/dipj 2013/Capitulo_XXI_DisposicoesGerais_PISPasep_Cofins_2013) Diante de todo o exposto só se pode constatar que o direito ao crédito ora pleiteado é, de fato, indubitável e decorrente não apenas da Lei, mas da mais adequada interpretação das normas. Assim, sendo inegável tal direito, não cabe a esse Conselho restringir e limitar os créditos onde a lei não o fez, sendo de rigor o provimento do recurso da contribuinte. Fábia Regina Freitas – Relatora Fl. 124DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 125 12 Voto Vencedor Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal. A matéria discutida no presente processo já foi objeto de análise e julgamento em outras turmas da 3ª Seção de Julgamento. Neste sentido invoco o § 1º do art. 50 da Lei nº 9.784/99, para utilizar o voto do Conselheiro José Luiz Bordignon, abaixo transcrito, como razão de decidir. O voto foi retirado do Acórdão nº 3801001381, processo nº 10315.720434/200986, proferido na Sessão de 19/07/2012. “Em seu recurso voluntário a recorrente embasa sua defesa, da mesma forma que procedeu quando da apresentação de sua manifestação de inconformidade, nas questões relacionadas com a interpretação e aplicação da legislação à situação em concreto. Assim, a questão central para a solução da controvérsia reside na análise da possibilidade da interessada, uma vez que se ocupa do comércio varejista de combustível, utilizar como crédito os dispêndios realizados com a compra de gasolina e óleo diesel. Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Art. 1º A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, com a incidência nãocumulativa, tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo as receitas: I isentas ou não alcançadas pela incidência da contribuição ou sujeitas à alíquota 0 (zero); Art. 2º Para determinação do valor da COFINS aplicarseá, sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 1º, a alíquota de 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento). § 1º Excetuase do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) I nos incisos I a III do art. 4º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998 , e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo GLP derivado de petróleo e de gás natural; (Redação dada pela Lei nº 10.925, de 2004) X no art. 23 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes, querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo GLP derivado de petróleo e de gás natural. (Incluído pela Lei nº 10.925, de 2004) Fl. 125DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 126 13 § 1ºA Excetuase do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores, importadores ou distribuidores com a venda de álcool, inclusive para fins carburantes, à qual se aplicam as alíquotas previstas no caput e no § 4º do art. 5º da Lei no 9.718, de 27 de novembro de 1998. ( Incluído pela Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008 ) Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: ( Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004 ) b) nos §§ 1º e 1ºA do art. 2º desta Lei; ( Redação dada pela Lei nº 11.787, de 25 de setembro de 2008 ) Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004. Art. 4o Os arts. 2º, 5ºA e 11 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, passam a vigorar com a seguinte redação: (Vigência) "Art. 2º .............................................................. § 1º ................................................................... I nos incisos I a III do art. 4º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo GLP derivado de petróleo e de gás natural; Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004. Art. 15. As pessoas jurídicas sujeitas à apuração da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, nos termos dos arts. 2o e 3o das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, poderão descontar crédito, para fins de determinação dessas contribuições, em relação às importações sujeitas ao pagamento das contribuições de que trata o art. 1o desta Lei, nas seguintes hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeitos) Art. 16. É vedada a utilização do crédito de que trata o art. 15 desta Lei nas hipóteses referidas nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o e no art. 8o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o e no art. 10 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998. Art. 4º As contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/PASEP e para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS devidas pelos produtores e importadores de derivados de petróleo serão Fl. 126DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 127 14 calculadas, respectivamente, com base nas seguintes alíquotas: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I – 5,08% (cinco inteiros e oito centésimos por cento) e 23,44% (vinte inteiros e quarenta e quatro centésimos por cento), incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) II – 4,21% (quatro inteiros e vinte e um centésimos por cento) e 19,42% (dezenove inteiros e quarenta e dois centésimos por cento), incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de óleo diesel e suas correntes; ( Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004 ) Como é de conhecimento, o regime de nãocumulatividade das contribuições PIS e COFINS foram instituídos pelas Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03, sendo que a Lei nº 10.865/04 introduziu alteração no citado regime (nos artigos 3º, inciso I, alínea "b", das referidas leis), vedando a possibilidade de creditamento nas operações de venda de gasolina e óleo diesel. Posteriormente foi editada a Lei nº 11.033/04, cujo artigo 17 estabeleceu que “as vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações”, originando a contenda aqui presente. Argui a recorrente que essa norma teria revogado tacitamente aquelas restrições constantes dos artigos 3º, inciso I, alínea “b”, das Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03 (inseridas no regime de nãocumulatividade pela Lei nº 10.865/04). Em razão disso, entende ser de direito o crédito sobre as aquisições de combustíveis (gasolina, óleo diesel), sujeitos a tributação concentrada/monofásica. Quanto à controvérsia especificamente estabelecida nesse processo, fazse necessário tecer algumas considerações. Em linhas gerais, ressaltamse, a seguir, os regimes de incidência das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS. 1. Regime de Incidência Cumulativa. Nesse regime de apuração, a base de cálculo do PIS/PASEP e COFINS é a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza, conforme Lei nº 9.715, de 1998 e LC nº 70/91, cujas alíquotas são 0,65% e 3%, respectivamente. 2. Regime de Incidência NãoCumulativa. O regime da nãocumulatividade das Contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, introduzido pela EC (Emenda Constitucional) nº 42, de 2003, foi instituído pela Medida Provisória nº 66/2002 (convertida na Lei nº 10.637/2002) e Medida Provisória nº 135/2003 (convertida na Lei nº 10.833/2003), respectivamente, permitindo, nos exatos termos definidos em lei, o desconto de créditos apurados com base em custos, despesas e encargos da pessoa jurídica. Seu fundamento constitucional está gravado no art. 195, §12 da CF/1988: Fl. 127DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 128 15 Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: § 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão nãocumulativas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003). Nesse regime, as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins são, respectivamente, de 1,65% e de 7,6%. 3. Regime Diferenciado. Caracterizase pela incidência especial sobre algum tipo de receita e não sobre pessoas jurídicas, devendo as mesmas calcular as contribuições sobre as demais receitas, em existindo, na sistemática cumulativa ou não cumulativa. Tem seu fundamento constitucional no art. 149, §4º, abaixo colacionado: Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. § 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001). O regime diferenciado de apuração das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins pode ser assim especificado, resumidamente em: (i) base de cálculo e alíquota diferenciada; (ii) base de cálculo diferenciada; (iii) alíquota reduzida; (iv) substituição tributária e (v) monofásico ou concentrado. Fazse referência, a seguir, por se tratar do caso em análise, do sistema de apuração das contribuições intitulado de regime monofásico ou de alíquota concentrada. De acordo com esse regime, o importador ou produtor/fabricante tem suas alíquotas majoradas, incidindo uma única vez na cadeia de distribuição dos produtos, ficando os demais elos da referida cadeia desonerados das referidas contribuições. Quanto ao regime de apuração das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins na sistemática nãocumulativa do PIS e da Cofins a legislação não previa, de início, a inclusão das receitas sujeitas ao modelo monofásico. Somente a partir da edição da Lei nº 10.865, de 2004, permitiuse para o produtor e importador que o regime nãocumulativo do PIS e da Cofins abrangesse as receitas referente às vendas de produtos tributados com base em alíquotas diferenciadas (modelo concentrado/monofásico) e, com isso, abriuse a possibilidade destes contribuintes descontar créditos em relação a certos custos e despesas previstos nos arts. 3º das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 129 16 Podese dizer, em remate, que o regime de apuração das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins na sistemática da nãocumulatividade é geral, enquanto que o regime de tributação diferenciado na sistemática de apuração concentrada/monofásica é específico e apurado paralelamente àquele. Feitas as considerações acima, convém retornar à análise do art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, abaixo colacionado, bem como o entendimento da empresa no sentido de que essa norma teria revogado tacitamente aquelas restrições constantes dos artigos 3º, inciso I, alínea “b”, das Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03 (inseridas no regime de nãocumulatividade pela Lei nº 10.865/04), verdadeira razão da controvérsia submetida a esse colegiado. Art. 17 As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Relativamente à revogação tácita invocada pela recorrente, de acordo com o artigo 2º, §§ 1° e 2º, do DecretoLei nº 4.657, de 04 de setembro de 1942 Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro – “a lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior” e “a lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior”. Assim, como é incontroverso que não houve revogação expressa, nem tão pouco é possível se admitir que o referido artigo regulou inteiramente a matéria, resta tão somente a possibilidade do novo texto ser incompatível com o anterior. Quanto a esse aspecto, como visto na abordagem dos regimes de incidência das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins, a sistemática de apuração nas modalidades nãocumulativa e concentrada/monofásica tem fundamentos constitucionais diferentes, o que leva a concluir que são sistemas distintos, que não se misturam mesmo quando apurados paralelamente. Assim, da análise do art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, é manifesto que sua aplicação se limita a apuração das contribuições sob a sistemática da não cumulatividade. Portanto, no caso de receita sujeita a tributação concentrada, caso dos autos, referido comando legal é inaplicável. Desse modo, em razão do comando normativo expresso nos artigos 2º, § 1º, I, e 3º, I, “b”, das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, respectivamente, com a redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004 (arts. 21 e 37), e pela Lei nº 10.925, de 2004 (arts. 4º e 5º), é expressamente vedado descontar créditos calculados em relação às aquisições de combustíveis (gasolina, óleo diesel), adquiridas para revenda, submetidas ao regime de tributação estabelecido no artigo 4º da Lei nº 9.718, de 1998. Por fim, uma vez que as regras da nãocumulatividade das contribuições sociais definidas nas Leis nº 10.637/02 e 10.833/03 têm natureza específica e o art. 17 da Lei nº 11.033/04 é um dispositivo de caráter genérico, cujo comando não previu expressamente a revogação dos artigos 2º, § 1º, I, e 3º, I, “b” das referidas leis, predomina o princípio da especialidade na resolução do aparente conflito das leis no tempo. Significa dizer que as Leis nº 10.637/02 e 10.833/03 não foram atingidas pelo artigo 17 da Lei nº 11.033/04, inexistindo o direito da contribuinte ao ressarcimento buscado através do PER/DCOMP de fls. 02/04. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 12585.000239/201015 Acórdão n.º 3301002.336 S3C3T1 Fl. 130 17 Diante do acima exposto, encaminho meu voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário apresentado pela recorrente.” Do meu ponto de vista, por qualquer ângulo que se observe esta questão, a conclusão a que se chega é que o aproveitamento de crédito é totalmente incompatível com o regime monofásico de apuração das contribuições do PIS e da Cofins. Somente a título ilustrativo, caso fosse acatado o entendimento defendido pela recorrente de que se pudesse aproveitar o crédito nas vendas com alíquota zero de combustíveis e óleo diesel, temos que lembrar que tanto às distribuidoras e varejistas teriam direito a este aproveitamento. Nesta situação houve a incidência do PIS e da Cofins somente na refinaria e teria que ser ressarcido o mesmo valor para os dois elos da cadeia de distribuição. Nesta hipótese, chegaríamos ao absurdo de ter uma tributação negativa, tendo a Fazenda Nacional recolhido um valor, para em seguida devolvêlo em dobro. Desta forma, diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Andrada Márcio Canuto Natal – Redator Designado. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 09/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por FABIA REGINA FREITA S, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 13609.001748/2007-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Dec 29 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1301-000.173
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
documento assinado digitalmente
Valmar Fonseca de Menezes Presidente
documento assinado digitalmente
Wilson Fernandes Guimarães
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Valmar Fonseca de Menezes, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: Não se aplica
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Resolvem os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. “documento assinado digitalmente” Valmar Fonseca de Menezes Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Valmar Fonseca de Menezes, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 36 09 .0 01 74 8/ 20 07 -1 5 Fl. 716DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 976 2 Relatório EMBRASIL EMPRESA BRASILEIRA DISTRIBUIDORA LTDA, já devidamente qualificada nestes autos, inconformada com a decisão da 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte, Minas Gerais, que manteve, na íntegra, os lançamentos tributários efetivados, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência. Trata o processo de exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e MULTA ISOLADA, relativas aos anos calendário de 2002 e 2003, formalizadas a partir da apuração de insuficiência de recolhimento derivada da glosa de valores compensados indevidamente. Inconformada, a contribuinte apresentou impugnação ao feito fiscal (fls. 108/120) por meio da qual ofereceu, em síntese, os seguintes argumentos: que não teria entendido a motivação do lançamento, visto que os débitos exigidos já teriam sido objeto de inscrição em dívida ativa nos processos n°s 13609.000625/200597 e 13609.720020/200605; que os referidos débitos haviam sido parcelados no processo n° 13609.000625/200597 (IRPJ/CDA n° 6020501038601 e CSLL/CDA n° 6060501857105); que os débitos de IRPJ no valor de R$ 1.034.769,57 e de CSLL no valor de R$ 385.458,41 estariam no processo n° 13609.720020/200605, cuja homologação da compensação havia sido indeferida pela autoridade preparadora, também haviam sido remetidos à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União (IRPJ/CDA n° 6020700166952 e CSLL/CDA n° 6060700344086), sendo que tal matéria havia sido objeto do Mandado de Segurança n° 2007.38.12.0021685 e estaria relacionada com o processo n° 10660.000339/200266 da Comercial Beneficiadora de Café Ltda (Resolução do Senado n° 28, de 2005); que, relativamente ao processo n° 10660.000339/200266, os débitos ali constantes estariam com a exigibilidade suspensa, por força do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional; que não se poderia aplicar o conceito de "crédito de terceiros", porque teria havido cisão e incorporação parcial dos ativos da Comercial Beneficiadora de Café Ltda; que nos processos nºs 10410.005902/2002 e 10410.005828/200256 teria solicitado homologação da compensação dos débitos de IRPJ e CSLL com crédito de terceiros (Cia Açucareira Usina João de Deus Ação Ordinária n° 2001.80.00.0006139 e Cooperativa de Colonização Agropecuária e Industrial Pindorama Ltda Ação Ordinária n° 2000.80.00.0041070), que estariam tramitando no Tribunal Regional Federal da 5ª Região; que, em ambos os casos, teria havido indeferimento da homologação da compensação pela autoridade preparadora, que também indeferiu o parcelamento pleiteado; Fl. 717DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 977 3 que as compensações haviam sido requeridas em procedimento administrativo regular e que teria direito à homologação da compensação dos débitos, ainda que os créditos fossem de terceiros e ainda que inexistisse decisão judicial transitada em julgado; que comprovava a existência dos créditos adquiridos da Cia Açucareira Usina João de Deus e da Cooperativa de Colonização Agropecuária e Industrial Pindorama Ltda, em conformidade com as autorizações judiciais; que o procedimento fiscal não poderia prosperar, pois, os débitos compensados teriam sido objeto de inscrição em dívida ativa e cobrança judicial e estariam devidamente parcelados; que não poderiam ser aplicadas as disposições contidas na Lei n° 11.051, de 29 de dezembro de 2004, que alterou o art. 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, pois a lei não poderia retroagir para prejudicar o ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido (inciso XXXVI do art. 5º da Constituição Federal); que divergia do entendimento da autoridade fiscal que considerou não declaradas as compensações, porque se tratava de créditos de terceiros; que seu direito a esses créditos estaria amparado por provimentos jurisdicionais; que os débitos teriam sido remetidos à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição como dívida ativa da União e parcelados no processo n° 10410.005828/200256 (IRPJ/CDA n° 6020700166952 e CSLL/CDA n° 6060700344086); que, relativamente ao IRPJ e à CSLL anuais pagos a menor, discordava do entendimento da autoridade fiscal de que os pagamentos a título de estimativas deveriam ser glosados na compensação não declarada; que a multa de oficio não poderia prosperar, uma vez que houve os regulares recolhimentos das estimativas e dos saldos do IRPJ e da CSLL, de modo que os créditos tributários correspondentes estariam extintos pelo parcelamento; que, relativamente à multa isolada pela falta de pagamento da estimativa, teria havido engano por parte da autoridade fiscal, já que os valores correspondentes haviam sido liquidados por compensação com créditos de terceiros, que lhe foram transferidos por força de provimento jurisdicional; que teria cumprido todas as obrigações tributárias, principais e acessórias, inclusive com a apresentação da PER/DCOMP e DCTF, que são consideradas confissões de dívidas, de modo que a constituição desses débitos independe de lançamento de oficio; que, como os débitos estão extintos (inciso II do art. 156 do Código Tributário Nacional), não haveria que se falar em multa isolada; que o § 13 do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, também não seria aplicável ao presente caso, porque a legislação aplicada de oficio é posterior às confissões de dívida. Fl. 718DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 978 4 Consta dos autos a informação de que no processo n° 13607.000211/200821 houve a formalização da representação fiscal para fins penais. A 4a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte, analisando os feitos fiscais e a peça de defesa, decidiu, por meio do Acórdão nº. 0218.135, de 19 de junho de 2008, pela procedência dos lançamentos, conforme ementa que ora transcrevo. COMPENSAÇÃO As homologações das compensações pleiteadas pela impugnante foram indeferidas pela autoridade fiscal, porque foram utilizados indevidamente créditos de terceiros. A autoridade fiscal, em procedimento de auditoria interna, identificou inconsistências entre o resultado da análise das DCOMP e os dados efetivamente informados pela contribuinte nas DCTF. Por essa razão, os saldos devedores apurados foram encaminhados para inscrição em Dívida Ativa da União junto à PGFN. Em decorrência desses fatos, as DCTF e as DCOMP apresentadas não surtiram todos os efeitos legais de confissão irretratável de dívida, caso em que o lançamento de oficio é obrigatório para constituição do crédito tributário. PENALIDADES Nos casos de lançamento de oficio, são aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal do imposto ou contribuição determinado sobre base de cálculo estimada, que deixar de ser efetuado. REFLEXO Tratandose de lançamento de CSLL decorrente, a íntima relação de causa e efeito que informa os procedimentos de IRPJ e CSLL leva a que o resultado do julgamento do feito reflexo de CSLL acompanhe aquele que foi dado ao lançamento principal de IRPJ. Irresignada, a contribuinte apresentou o recurso de folhas 572/584, por meio do qual, renovando argumentos expendidos na peça impugnatória, aditou que a turma julgadora cometeu vários equívocos na interpretação da legislação, bem como não observou a impropriedade do auto infração, haja vista que os valores de IRPJ e CSLL ali lançados constavam de outros processos administrativos, isto é, já foram lançados, e foram inscritos em dívida ativa. Em sessão realizada em 29 de junho de 2011, a 2ª Turma Ordinária desta 3ª Câmara, por meio da Resolução nº 1302000.085, resolveu converter o julgamento em diligência para que a unidade administrativa de origem adotasse as seguintes providências: I – de acordo com o extrato de fls. 22/23, a contribuinte declarou os seguintes valores1, relativamente ao anocalendário de 2002: Imposto de Renda R$ 1.078.852,68 1 Os referidos montantes constam de quadro demonstrativo elaborado pela autoridade autuante (fls. 85). Fl. 719DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 979 5 Adicional R$ 695.235,12 PAT R$ 43.154,11 Imposto na Fonte R$ 147.300,85 Estimativa R$ 846.863,00 Imposto a Pagar R$ 736.769,84 Tomandose por base tal quadro, os valores deduzidos a título de estimativa na determinação do montante devido no ajuste anual foi de R$ 846.863,00. O lançamento, entretanto, foi efetuado considerando a soma das estimativas (R$ 846.863,00) com o saldo de imposto a pagar (R$ 736.769,84), diminuída dos montantes extintos por meio de DARF (R$ 1.032,98). Diante dessa circunstância, fosse informado se o SALDO DE IR A PAGAR assinalado na DIPJ/2003 (R$ 736.769,84) havia sido confessado por meio da competente DCTF, ou se tinha ocorrido, no caso, erro de preenchimento da declaração, de modo que o total das estimativas deduzidas foi de R$ 1.583.632,84; II – De igual forma, de acordo com o extrato de fls. 50 a contribuinte declarou os seguintes valores2, relativamente ao anocalendário de 2002: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido R$ 647.311,61 Estimativa R$ 307.949,37 CSLL A PAGAR R$ 339.362,24 Tomandose por base tal quadro, os valores deduzidos a título de estimativa na determinação do montante devido no ajuste anual foi de R$ 307.949,37. O lançamento, entretanto, foi efetuado considerando a soma das estimativas (R$ 307.949,37) com o saldo de contribuição a pagar (R$ 339.362,24), diminuída dos montantes extintos por meio de DARF (R$ 4.965,52). Diante dessa circunstância, fosse informado se o SALDO DE CSLL A PAGAR assinalado na DIPJ/2003 (R$ 339.362,24) havia sido confessado por meio da competente DCTF, ou se tinha ocorrido, no caso, erro de preenchimento da declaração, de modo que o total das estimativas deduzidas foi de R$ 647.311,61; III – anexasse cópia das páginas da DIPJ/2004 relativas às apurações dos SALDOS DE IR A PAGAR e de CSLL A PAGAR e, se fosse ocaso, considerando os valores lá assinalados, prestasse os esclarecimentos indicados nos itens I e II acima; IV – informasse as datas que os pedidos de compensação indicados na coluna COMPENSAÇÃO COM PROCESSO dos quadros de fls. 87 e 88 haviam sido protocolizados; V – informasse se os débitos inscritos em dívida ativa (processos administrativos nºs 13609.000625/200597 e 13609.720020/200605) haviam sido objeto de pedidos de parcelamento. Em caso positivo, informasse a data em que tais pedidos haviam sido protocolizados e se o parcelamento em questão encontravamse ativo; 2 Os referidos montantes constam de quadro demonstrativo elaborado pela autoridade autuante (fls. 86). Fl. 720DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 980 6 VI – esclarecesse porque não havia sido aplicada multa isolada relativamente às estimativas tidas como não recolhidas no anocalendário de 2002; VII – informasse a data de transmissão das PER/DCOMP por meio das quais a contribuinte pretendeu compensar débitos com crédito discutido no processo administrativo nº 10660.000339/200266; VIII – promovesse a anexação da decisão (ou decisões) exarada em segunda instância (e instância especial, se fosse o caso) no processo administrativo nº 10660.000339/2002663; e IX – intimasse a contribuinte a aportar aos autos documentos que comprovassem a transferência, para ela, por meio de CISÃO, do crédito discutido no processo administrativo nº 10660.000339/200266. Em atendimento, a Delegacia da Receita Federal em Sete Lagoas, Minas Gerais, produziu a Informação Fiscal de fls. 768/773, da qual transcrevo os seguintes fragmentos: Assim, em atendimento à citada Resolução e em resposta aos questionamentos elencados pelo Conselheiro Relator, são prestadas as seguintes informações: I O "SALDO DE IR A PAGAR" assinalado na DIPJ/2003 R$ 736.769,84 não foi confessado em DCTF. Tal valor realmente está incluso no total das estimativas declaradas sob o cód. 2362 para o ano de 2002 (fl. 85); II Da mesma forma que o item anterior, o “SALDO DE CSLL A PAGAR” assinalado na DIPJ/2003 – R$ 339.362,24 também não foi confessado em DCTF. Tal valor realmente esta incluso no total das estimativas declaradas sob o cód. 2484 para o ano de 2002 (f1.86); III Estão sendo anexadas as páginas da DIPJ/2004 solicitadas. Esclarecese que para a lavratura do Auto de Infração foram utilizadas as informações constantes nas DCTF's de 2003 nos códigos 2362 e 2484 (fls. 87 e 88). Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante nas planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente, R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605; IV Para os meses de Outubro a Dezembro de 2003, tanto IRPJ quanto CSLL, o contribuinte informou a compensação via Dcomp, conforme quadro seguinte: N° da Dcomp Informada na DCTF N° da Dcomp que informou o débito out/03 11951.80993.150104.1.7.0450772 5259.70541.130204.1.3.049172 nov/0311951.80993.150104.1.7.045077 25259.70541.130204.1.3.049172 dez/03 39551.59875.290104.1.7.049859 25259.70541.130204.1.3.049172 Portanto, houve outro engano no preenchimento da DCTF, tendo o contribuinte apresentado os pedidos de compensação no dia 13/02/2004; V O processo 13609.000625/200597 foi objeto de parcelamento especial definido na Lei n° 11.941/09, tendo sido protocolizado o pedido em 30/11/2009, encontrandose ativo tal parcelamento. Frisese, novamente, que os valores dos ajustes 3 De acordo com sistema de controle de processos, o processo administrativo nº 10660.000339/200266 havia sidoi movimentado para a Delegacia da Receita Federal em Varginha em 25 de maio de 2011. O referido controle indicava trânsito do citado processo pela Câmara Superior de Recursos Fiscais. Fl. 721DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 981 7 anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente, R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos nesse processo. Os demais débitos (abril a setembro de 2003) incluídos nesse processo, conforme informação mais adiante, estão sendo excluídos a pedido desta DRF; Quanto ao processo 13609.720020/200605, informo que o contribuinte impetrou Mandado de Segurança e obteve decisão judicial favorável para o sobrestamento da cobrança até o julgamento de pedido de compensação formulado junto aos autos do processo 10660.000339/200266. Este processo ainda se encontra em julgamento no CARF; VI Não foi aplicada a multa isolada das estimativas para o ano de 2002 por duas razões: porque havia recolhimentos via DARF e retenções em diversos meses ao longo de 2002 e para evitar discussões quanto a uma possível decadência, pois o procedimento iniciou, e finalizou, em Dezembro de 2007; VII As PER/DCOMP utilizadas pelo contribuinte para compensar débitos, contestados neste processo (IRPJ e CSLL de 2002 e 2003), com crédito discutido no processo administrativo 10660.000339/200166 foram transmitidas em 13/02/2004 e 18/01/2005: tratase das PERD/DCOMP 25259.70541.130204.1.3.049172 e 33987.09655.180105.1.3.047018. VIII Estão sendo juntadas as decisões proferidas no processo administrativo 10660.000339/200166, processo que, inclusive, já foi digitalizado. IX Termo de Intimação Fiscal lavrado, tendo a empresa apresentada a resposta em 19/04/2012. Todos os documentos estão juntados aos autos. Esclareço ainda que, oriundo de requerimento do contribuinte, a Seção de Orientação e Análise Tributária desta Delegacia SAORT/DRF/STL proferiu decisão no processo 13609.720738/201231, nos seguintes termos: “a) a suspensão no sistema Sief dos débitos de IRPJ e CSLL, períodos de apuração 12/2003, declarados na DCTF n° 0001.002.009/61970619, nos códigos 2362 e 2484, nos valores de R$ 773.297,87 e R$ 239.955,68, tendo em vista o lançamento de ofício do IRPJ e da CSLL, processo n° 13609.001748/200715; b) a exclusão dos débitos de IRPJ e CSLL, relativos aos períodos de apuração de outubro, novembro e dezembro/2003, cadastrados no processo 13609.720020/200606, sob os código 2362 e 2484, tendo em vista o lançamento de oficio do IRPJ e da CSLL, processo n° 13609.001748/200715; c) seja solicitado o retorno do processo 13609.000625/200597 da PFN/MG para exclusão dos débitos de IRPJ e CSLL, relativos aos períodos de apuração de abril a setembro/2003, código 2362 e 2484, tendo em vista o lançamento de oficio do IRPJ e da CSLL, processo n° 13609.001748/200715;” Cientificada da Informação Fiscal acima referenciada, a contribuinte trouxe aos autos os esclarecimentos a seguir reproduzidos (fls. 778/779). Há um ligeiro equívoco na afirmativa: “III ... Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante das planilhas de .fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente. R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605;”, devendo esta ser corrigida, tendo em vista que tais valores constam deste processo, porém, relacionados ali com os códigos: "243001 período de apuração 12/2003" e "677301 período de apuração 12/2003" Fl. 722DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 982 8 como se atesta a "NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 de 17 de novembro de 1006" Carta de cobrança 167/2006" (cópias anexas). Tal equívoco foi motivado pela lavratura do auto de infração com a DCTF daquele período onde constam os Códigos "2362 e 2484". Para tanto, basta ver o tópico da informação fiscal “III Estão sendo anexadas as páginas da DIPJ/2004 solicitadas. Esclarecese que para a lavratura do Auto de Infração foram utilizadas as informações constantes nas DCTF's de 2003 nos códigos 2362 e 2484 (fls. 87 e 88)” Portanto, por estarem tais valores relacionados no Processo n° 13609.720.020/200605 e Carta de Cobrança 167/2006, inclusive com inscrição em dívida ativa pela Procuradoria da Fazenda Nacional em Belo Horizonte, sendo essa a razão do Mandado de Segurança Processo 2007.38.12.0021685. Registrese que nas DCTF's foram informados os Códigos 2362/01 – IRPJ mensal e 2484/01 – CSLL mensal porque a impugnante/requerente efetuou a retificação de sua DIPJ pela existência de balancetes de suspensão apurando o IRPJ e CSLL mensalmente, o que determinou a retificação, também, das DCTFs e já vigente o Ato Declaratório Corat n° 19, de 12 de março de 2007. Tendo o auto de infração tomado como base de lançamento os códigos e valores constantes das DCTFs após as retificações instaurouse a confusão até porque o auto de infração não poderia ser lavrado, haja vista, o imposto e contribuição social neste exigidos já haviam sido declarados e parte sendo paga através de parcelamento conforme processo n° 13609.00625/200597 e parte conforme processo nº 13609.720020/200605 impugnada e suspensa por força do Mandado de Segurança. Logo, o auto de infração nem sequer poderia ser lavrado, exceto pela constatação de diferenças na apuração e recolhimento. Assim sendo, a recorrente reafirma o pedido de provimento de seu recurso para cancelamento do auto de infração e seus consectários legais. No despacho de encaminhamento do presente processo a este Colegiado, a Delegacia da Receita Federal em Sete Lagoas informou que o acórdão nº 930300204, de 12 de agosto de 2009, da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, referente ao processo nº 10660.000339/200266, encontravase digitalizado e disponível para consulta pelo sistema e processo. Retornando os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, esta 1ª Turma Ordinária, em sessão realizada em 06 de novembro de 2012, resolveu mais uma vez converter o julgamento em diligência (Resolução nº 1301000.096). Transcrevo, abaixo, os questionamentos estampados na Resolução nº 1301 000.096. I – IRPJ do anocalendário de 2002 O total lançado foi de R$ 1.582.599,87, que correspondeu a soma das estimativas compensadas com processo, que, também, representa a soma dos valores declarados na DIPJ/2003 a título de IMPOSTO DE RENDA MENSAL PAGO POR ESTIMATIVA (R$ 846.863,00) e de IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (R$ 736.769,84), subtraída da estimativa paga por DARF (R$ 1.032,98), conforme documentos de fls. 23 (Ficha 12 A da DIPJ/2003) e 85 (planilha que serviu de base para o lançamento). Fl. 723DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 983 9 Na planilha de fls. 85 consta a informação de que os processos vinculados à compensação, referentes a créditos de terceiros, são os seguintes: 10410.003714/2002 71 e 10660.000339/200266. Referidos processos têm como interessados a Cooperativa de Colonização Industrial Pindorama Ltda. e Comercial Beneficiadora de Café Ltda, o que leva à suposição de que os créditos (de terceiros) encontramse em tais processos. Não restaram identificados, assim, os processos administrativos relativos aos pedidos de compensação (com créditos de terceiros). Entretanto, de acordo com o recurso voluntário impetrado, os referidos processos seriam os seguintes: 13609.720020/200605 – R$ 736.769,84 10410.005828/200256 – R$ 845.830,03 Indagações: a) do total lançado relativamente ao IRPJ de 2002, o montante de R$ 736.769,84 efetivamente consta do processo nº 13609.720020/200605? b) se o valor de R$ 736.769,84 consta do processo nº 13609.720020/200605, este montante também foi inscrito em dívida ativa e encontrase com a cobrança suspensa em razão da decisão prolatada no Mandado de Segurança nº 2007.38.12.0021685?; c) se for o caso, alguma providência foi tomada no sentido de cancelar a inscrição em dívida ativa do montante de R$ 736.769,84 (vez que tal valor integrou o lançamento de ofício)? d) considerada informação trazida pela contribuinte, o montante de R$ 845.830,03 foi inscrito em dívida ativa (CDAs nºs 60707009836 e 6060700346534)? II – CSLL do anocalendário de 2002 O total lançado foi de R$ 642.346,09, que correspondeu a soma das estimativas compensadas com processo, que, também, representa a soma dos valores declarados na DIPJ/2003 a título de CSLL MENSAL PAGA POR ESTIMATIVA (R$ 307.949,37) e de CONTRIBUIÇÃO SOCIAL A PAGAR (R$ 339.362,24), subtraída da estimativa paga por DARF (R$ 4.965,52), conforme documentos de fls. 50 (Ficha 17 da DIPJ/2003) e 86 (planilha que serviu de base para o lançamento). Na planilha de fls. 86 consta a informação de que os processos vinculados à compensação, referentes a créditos de terceiros, são os seguintes: 10410.003714/2002 71 e 10660.000339/200266. Referidos processos têm como interessados a Cooperativa de Colonização Industrial Pindorama Ltda. e Comercial Beneficiadora de Café Ltda., o que leva à suposição de que os créditos (de terceiros) encontramse em tais processos. Não restaram identificados, assim, os processos administrativos relativos aos pedidos de compensação (com créditos de terceiros). Entretanto, de acordo com o recurso voluntário impetrado, os referidos processos seriam os seguintes: 13609.720020/200605 – R$ 339.362,24 10410.005828/200256 – R$ 298.018,33 Fl. 724DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 984 10 Cabe notar que a soma dos valores acima indicados com o montante pago por meio de DARF não corresponde ao total lançado. Indagações: a) do total lançado relativamente à CSLL de 2002, o montante de R$ 339.362,24 efetivamente consta do processo nº 13609.720020/200605? b) se o valor de R$ 339.362,24 consta do processo nº 13609.720020/200605, este montante também foi inscrito em dívida ativa e encontrase com a cobrança suspensa em razão da decisão prolatada no Mandado de Segurança nº 2007.38.12.0021685?; c) se for o caso, alguma providência foi tomada no sentido de cancelar a inscrição em dívida ativa do montante de R$ 339.362,24 (vez que tal valor integrou o lançamento de ofício)? d) considerada informação trazida pela contribuinte, o montante de R$ 298.018,33 foi inscrito em dívida ativa (CDAs nºs 60707009836 e 6060700346534)? III – IRPJ do anocalendário de 2003 De acordo com a FICHA 12 da Declaração de Informações relativa ao ano calendário de 2003 (DIPJ/2004), fls. 690, a contribuinte extinguiu o saldo de imposto de R$ 1.193.476,25 informando pagamento de estimativas de igual montante. O valor considerado no auto de infração, contudo, foi de R$ 1.770.892,60, que correspondeu, segundo relatório da diligência fiscal, ao montante registrado a título de estimativa na DCTF (planilha de fls. 87). Indagação: tratandose de infração descrita como IMPOSTO ANUAL PAGO A MENOR (Relatório de Auditoria Fiscal – fls. 81), qual o motivo que levou à tributação do total das estimativas compensadas com processo, quando, a princípio, o lançamento deveria limitarse ao montante do ajuste anual que foi compensado com referidas estimativas (R$ 1.193.476,25, excluído o valor de R$ 290,32, relativo à estimativa extinta por meio de DARF)? De acordo com o recurso voluntário interposto, o Imposto de Renda relativo ao anocalendário de 2003 teria sido “liquidado” da seguinte forma: R$ 1.034.785,94 – PER/DCOMP (processo nº 13609.720020/200605) R$ 158.400,00 – Inscrição em Dívida Ativa (processo nº 10410.005828/200256 – CDAs nºs 60707009836 e 6060700346534) R$ 577.706,66 – Inscrição em Dívida Ativa (processo nº 13609.000625/200597 parcelado na Procuradoria da Fazenda Nacional). De acordo com a planilha de fls. 87, relativamente as estimativas compensadas com processo, temos: Total Lançado: R$ 1.770.982,00 PFN – Inscrição (processo nº 13609.000625/200597) R$ 577.706,66 PFN – Inscrição (processo nº 13609.720020/200605) R$ 261.482,70 PFN – Inscrição (processo nº 13609.720020/200605) R$ 773.286,87 Fl. 725DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 985 11 Solicitações: 1. o valor de R$ 773.286,87, identificado como ANUAL na planilha, pelo que foi possível depreender, foi considerado, para fins de lançamento, nas estimativas compensadas com processo. Sendo correta a assertiva, solicito esclarecimento acerca da consideração abaixo reproduzida, trazida na resposta à diligência requerida anteriormente. [...] Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante nas planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente, R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605; 2. não obstante o disposto acima, solicito informações acerca da argumentação abaixo transcrita (inclusive em relação ao documento de fls. 783/785), trazida pela contribuinte em resposta ao resultado da diligência que lhe foi apresentado. [...] Há um ligeiro equívoco na afirmativa: “III ... Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante das planilhas de .fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente. R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605;”, devendo esta ser corrigida, tendo em vista que tais valores constam deste processo, porém, relacionados ali com os códigos: "243001 período de apuração 12/2003" e "677301 período de apuração 12/2003" como se atesta a "NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 de 17 de novembro de 1006" Carta de cobrança 167/2006" (cópias anexas). Tal equívoco foi motivado pela lavratura do auto de infração com a DCTF daquele período onde constam os Códigos "2362 e 2484". Para tanto, basta ver o tópico da informação fiscal “III Estão sendo anexadas as páginas da DIPJ/2004 solicitadas. Esclarecese que para a lavratura do Auto de Infração foram utilizadas as informações constantes nas DCTF's de 2003 nos códigos 2362 e 2484 (fls. 87 e 88)” Portanto, por estarem tais valores relacionados no Processo n° 13609.720.020/200605 e Carta de Cobrança 167/2006, inclusive com inscrição em dívida ativa pela Procuradoria da Fazenda Nacional em Belo Horizonte, sendo essa a razão do Mandado de Segurança Processo 2007.38.12.0021685. Registrese que nas DCTF's foram informados os Códigos 2362/01 – IRPJ mensal e 2484/01 – CSLL mensal porque a impugnante/requerente efetuou a retificação de sua DIPJ pela existência de balancetes de suspensão apurando o IRPJ e CSLL mensalmente, o que determinou a retificação, também, das DCTFs e já vigente o Ato Declaratório Corat n° 19, de 12 de março de 2007. Tendo o auto de infração tomado como base de lançamento os códigos e valores constantes das DCTFs após as retificações instaurouse a confusão até porque o auto de infração não poderia ser lavrado, haja vista, o imposto e contribuição social neste exigidos já haviam sido declarados e parte sendo paga através de parcelamento conforme processo n° 13609.00625/200597 e parte conforme processo nº 13609.720020/200605 impugnada e suspensa por força do Mandado de Segurança. Logo, o auto de infração nem sequer poderia ser lavrado, exceto pela constatação de diferenças na apuração e recolhimento. Fl. 726DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 986 12 Na resposta à diligência requisitada foi informado que, em atendimento a requerimento da contribuinte (processo nº 13609.720738/201231), foi efetuada a exclusão (da inscrição em dívida ativa, supõese) dos débitos de IRPJ relativos aos períodos de apuração de outubro a dezembro de 2003, cadastrados no processo 13609.720020/200606, e pedido o retorno do processo 13609.000625/200597 da PFN/MG para exclusão dos débitos de IRPJ relativos aos períodos de apuração de abril a setembro/2003, código 2362 e 2484. Solicitações: 1. diante do fato de que, enquanto as medidas acima referenciadas (exclusão dos débitos da inscrição em dívida ativa) não forem efetivadas, a duplicidade de exigência resta caracterizada, solicito que sejam encaminhados documentos comprobatórios da efetivação da providência (o processo deverá retornar com pronunciamento conclusivo acerca desta questão, eis que, do contrário, este Colegiado ficará impedido de julgar a controvérsia instaurada); 2. indique, detalhadamente, considerado o valor lançado, os valores encaminhados à PFN que tiveram a respectiva inscrição cancelada. IV – CSLL do anocalendário de 2003 De acordo com a FICHA 17 da Declaração de Informações relativa ao ano calendário de 2003 (DIPJ/2004), fls. 691, a contribuinte extinguiu o saldo da Contribuição Social de R$ 449.069,11 informando pagamento de estimativas de igual montante. O valor considerado no auto de infração, contudo, foi de R$ 695.805,09, que correspondeu, segundo relatório da diligência fiscal, ao montante registrado a título de estimativa na DCTF (planilha de fls. 88). Indagação: tratandose de infração descrita como IMPOSTO ANUAL PAGO A MENOR (Relatório de Auditoria Fiscal – fls. 81), qual o motivo que levou à tributação do total das estimativas compensadas com processo, quando, a princípio, o lançamento deveria limitarse ao montante do ajuste anual que foi compensado com referidas estimativas (R$ 449.069,11, excluído o valor de R$ 6.010,70 relativo à estimativa extinta por meio de DARF)? De acordo com o recurso voluntário interposto, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido relativa ao anocalendário de 2003 teria sido “liquidada” da seguinte forma: R$ 385.458,42 – PER/DCOMP (processo nº 13609.720020/200605) R$ 57.600,00 – Inscrição em Dívida Ativa (processo nº 10410.005828/200256 – CDAs nºs 60707009836 e 6060700346534) R$ 252.746,67 – Inscrição em Dívida Ativa (processo nº 13609.000625/200597 parcelado na Procuradoria da Fazenda Nacional). De acordo com a planilha de fls. 88, relativamente as estimativas compensadas com processo, temos: Total Lançado: R$ 695.805,09 PFN – Inscrição (processo nº 13609.000625/200597) R$ 252.746,67 PFN – Inscrição (processo nº 13609.720020/200605) R$ 145.502,73 Fl. 727DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 987 13 PFN – Inscrição (processo nº 13609.720020/200605) R$ 239.955,68 Solicitações: 1. o valor de R$ 239.955,68, identificado como ANUAL na planilha, pelo que foi possível depreender, foi considerado, para fins de lançamento, nas estimativas compensadas com processo. Sendo correta a assertiva, solicito esclarecimento acerca da consideração abaixo reproduzida, trazida na resposta à diligência requerida anteriormente. [...] Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante nas planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente, R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605; 2. não obstante o disposto acima, solicito informações acerca da argumentação abaixo transcrita (inclusive em relação ao documento de fls. 783/785), trazida pela contribuinte em resposta ao resultado da diligência que lhe foi apresentado. [...] Há um ligeiro equívoco na afirmativa: “III ... Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante das planilhas de .fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente. R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605;”, devendo esta ser corrigida, tendo em vista que tais valores constam deste processo, porém, relacionados ali com os códigos: "243001 período de apuração 12/2003" e "677301 período de apuração 12/2003" como se atesta a "NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 de 17 de novembro de 1006" Carta de cobrança 167/2006" (cópias anexas). Tal equívoco foi motivado pela lavratura do auto de infração com a DCTF daquele período onde constam os Códigos "2362 e 2484". Para tanto, basta ver o tópico da informação fiscal “III Estão sendo anexadas as páginas da DIPJ/2004 solicitadas. Esclarecese que para a lavratura do Auto de Infração foram utilizadas as informações constantes nas DCTF's de 2003 nos códigos 2362 e 2484 (fls. 87 e 88)” Portanto, por estarem tais valores relacionados no Processo n° 13609.720.020/200605 e Carta de Cobrança 167/2006, inclusive com inscrição em dívida ativa pela Procuradoria da Fazenda Nacional em Belo Horizonte, sendo essa a razão do Mandado de Segurança Processo 2007.38.12.0021685. Registrese que nas DCTF's foram informados os Códigos 2362/01 – IRPJ mensal e 2484/01 – CSLL mensal porque a impugnante/requerente efetuou a retificação de sua DIPJ pela existência de balancetes de suspensão apurando o IRPJ e CSLL mensalmente, o que determinou a retificação, também, das DCTFs e já vigente o Ato Declaratório Corat n° 19, de 12 de março de 2007. Tendo o auto de infração tomado como base de lançamento os códigos e valores constantes das DCTFs após as retificações instaurouse a confusão até porque o auto de infração não poderia ser lavrado, haja vista, o imposto e contribuição social neste exigidos já haviam sido declarados e parte sendo paga através de parcelamento conforme processo n° 13609.00625/200597 e parte conforme processo nº 13609.720020/200605 impugnada e suspensa por força do Mandado de Segurança. Logo, o auto de infração nem sequer poderia ser lavrado, exceto pela constatação de diferenças na apuração e recolhimento. Fl. 728DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 988 14 Na resposta à diligência requisitada foi informado que, em atendimento a requerimento da contribuinte (processo nº 13609.720738/201231), foi efetuada a exclusão (da inscrição em dívida ativa, supõese) dos débitos de CSLL relativos aos períodos de apuração de outubro a dezembro de 2003, cadastrados no processo 13609.720020/200606, e pedido o retorno do processo 13609.000625/200597 da PFN/MG para exclusão dos débitos de CSLL, relativos aos períodos de apuração de abril a setembro/2003, código 2362 e 2484. Solicitações: 1. diante do fato de que, enquanto as medidas acima referenciadas (exclusão dos débitos da inscrição em dívida ativa) não forem efetivadas, a duplicidade de exigência resta caracterizada, solicito que sejam encaminhados documentos comprobatórios da efetivação da providência (o processo deverá retornar com pronunciamento conclusivo acerca desta questão, eis que, do contrário, este Colegiado ficará impedido de julgar a controvérsia instaurada); 2. indique, detalhadamente, considerado o valor lançado, os valores encaminhados à PFN que tiveram a respectiva inscrição cancelada. Por fim, solicito que órgão requisitado (Delegacia da Receita Federal em Sete Lagoas) se pronuncie sobre a seguinte questão: diante da suspensão da cobrança relativa ao processo administrativo nº 13609.720020/200605 (Mandado de Segurança nº 2007.38.12.0021685), ainda que a exclusão solicitada em atendimento ao requerido pela contribuinte por meio do processo nº 13609.720738/201231 tenha sido efetivada, penso que será merecedora de apreciação a abrangência da decisão judicial, ou seja, o fato de os débitos serem excluídos da dívida ativa e passarem a ser exigidos por meio do presente processo deve ser objeto de análise, em razão do provimento judicial conferido à contribuinte. De acordo com dados colhidos no sistema de controle de processos (eprocesso), a COMERCIAL BENEFICIADORA DE CAFÉ LTDA., nos autos do processo administrativo nº 10660.000339/200266, interpôs, em 14 de novembro de 2011, Embargos de Declaração, e, atualmente, o referido processo encontrase no Serviço da Seção de Julgamento da 3ª Seção deste Colegiado. (GRIFOS DO ORIGINAL) Reproduzo, a seguir, fragmentos da INFORMAÇÃO FISCAL aportada aos autos pela Delegacia da Receita Federal em Sete Lagoas (fls. 959/974). Para tanto, faço breve referência à indagação formulada pela Resolução nº 1301000.096, de modo a tornar compreensível o pronunciamento da unidade administrativa referenciada. Indagações: a) do total lançado relativamente ao IRPJ de 2002, o montante de R$ 736.769,84 efetivamente consta do processo n° 13609.720020/200605? NÃO. O Valor de R$736.769,84 não consta do processo 13609.720020/2006 05. O Despacho Decisório do Delegado emitido em 23/02/2007 (DD 17/2007) considerou não declaradas as compensações lá relacionadas. Dentre estas compensações estava incluso o valor de R$736.769,84 (Tabela 2: Dcomp 25259.70541.130204.1.3.049172), sendo determinada a sua exclusão do sistema Profisc (Tabela 15). Assim, tal valor foi excluído do processo 13609.720020/200605 em 06/03/2007 (ver Histórico do processo 13609.720020/200605) e por isso não constou da Carta Cobrança n° 014/2007 emitida nesse mesmo dia 06/03/2007. Fl. 729DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 989 15 b) se o valor de R$ 736.769,84 consta do processo n° 13609.720020/200605, este montante também foi inscrito em dívida ativa e encontrase com a cobrança suspensa em razão da decisão prolatada no Mandado de Segurança n° 2007.38.12.0021685? Ver resposta da letra "a". c) se for o caso, alguma providência foi tomada no sentido de cancelar a inscrição em dívida ativa do montante de R$ 736.769,84 (vez que tal valor integrou o lançamento de oficio)? Ver resposta da letra "a". d) considerada informação trazida pela contribuinte, o montante de R$ 845.830,03 foi inscrito em dívida ativa (CDAs nºs 60707009836 e 60607003465 34)? Os CDAs 6070700099836 e 6060700346534 referemse as inscrições em divida ativa de PIS e COFINS, respectivamente. Tais CDAs realmente são oriundos do processo 10410005825/200256, porém sem qualquer relação com o IRPJ de 2002. Ou seja, o montante de R$845.830,03 não foi inscrito em dívida ativa. Indagações: a) do total lançado relativamente à CSLL de 2002, o montante de R$ 339.362,24 efetivamente consta do processo n° 13609.720020/200605? NÃO. O Valor de R$339.362,24 não consta do processo 13609.720020/200605. O Despacho Decisório do Delegado emitido em 23/02/2007 (DD 17/2007) considerou não declaradas as compensações lá relacionadas. Dentre estas compensações estava incluso o valor de R$339.362,24 (Tabela 2: Dcomp 25259.70541.130204.1.3.049172), sendo determinada a sua exclusão do sistema Profisc (Tabela 15). Assim, tal valor foi excluído do processo 13609.720020/200605 em 06/03/2007 (ver Histórico do processo 13609.720020/200605) e por isso não constou da Carta Cobrança nº 014/2007 emitida nesse mesmo dia 06/03/2007. b) se o valor de R$ 339.362,24 consta do processo n° 13609.720020/200605, este montante também foi inscrito em dívida ativa e encontrase com a cobrança suspensa em razão da decisão prolatada no Mandado de Segurança n°2007.38.12.0021685? Ver resposta da letra "a". c) se for o caso, alguma providência foi tomada no sentido de cancelar a inscrição em dívida ativa do montante de R$ 339.362,24 (vez que tal valor integrou o lançamento de oficio)? Ver resposta da letra "a". d) considerada informação trazida pela contribuinte, o montante de R$ 298.018,33 foi inscrito em dívida ativa (CDAs nºs 60707009836 e 60607003465 34)? Os CDAs 6070700099836 e 6060700346534 referemse às inscrições em dívida ativa de PIS e COFINS, respectivamente. Realmente são oriundos do processo 10410005825/200256, porem sem qualquer relação com a CSLL de 2002. Ou seja, Fl. 730DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 990 16 esse montante de R$298.018,33 citado pelo contribuinte não foi inscrito em dívida ativa. Indagação: tratandose de infração descrita como IMPOSTO ANUAL PAGO A MENOR (Relatório de Auditoria Fiscal fls. 81), qual o motivo que levou à tributação do total das estimativas compensadas com processo, quando, a principio, o lançamento deveria limitarse ao montante do ajuste anual que foi compensado com referidas estimativas (R$ 1.193.476,25, excluído o valor de R$ 290,32, relativo estimativa extinta por meio de DARF)? O valor de RS 1.770.892,60 foi considerado tendo em vista a realidade dos fatos. Como houve confusão por parte do contribuinte em relação à apuração da estimativa mensal (especialmente a de Dezembro) e à apuração do lucro real anual, e como também havia desencontro de informações entre a DCTF e a DIPJ, a realidade demonstrava que o valor total anual apurado de IR era de R$1.771.182,92, conforme planilha de fl 87, exatamente em função desta confusão com a estimativa de Dezembro. Esta situação também ocorrera em 2002. E isso ficou cabalmente demonstrado, inclusive posteriormente, quando o próprio contribuinte sequer questionou na impugnação e inclusive promoveu a alteração na DCTF em maio/2009 para informar os mesmos valores de IR apurados por esta fiscalização no procedimento. Solicitações: 1. o valor de R$ 773.286,87, identificado como ANUAL na planilha, pelo que foi possível depreender, foi considerado, para fins de lançamento, nas estimativas compensadas com processo. Sendo correta a assertiva, solicito esclarecimento acerca da consideração abaixo reproduzida, trazida na resposta à diligência requerida anteriormente. Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante nas planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente, R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605; O Despacho Decisório do Delegado emitido em 23/02/2007 (Notificação/Saort/DRF/STL/MG nº 043/2007) considerou não declaradas as compensações lá relacionadas. Dentre estas compensações estava incluso o valor de R$773.297,87 cód 2430 (Tabela 12: Dcomp 33987.09655.180105.1.3.047018), sendo determinada a sua exclusão do sistema Profisc. Assim, tal valor foi excluído do processo 13609.720020/200605 em 06/03/2007 (ver Histórico do processo 13609.720020/200605) e por isso não constou da Carta Cobrança n° 014/2007 emitida nesse mesmo dia 06/03/2007. Assim, retificaria a informação anterior para adequação ao correto tempo verbal: ao invés de "não foram incluídos" passaria a ser "não estavam inclusos". 2. não obstante o disposto acima, solicito informações acerca da argumentação abaixo transcrita (inclusive em relação ao documento de fls. 783/785), trazida pela contribuinte em resposta ao resultado da diligência que lhe foi apresentado. Há um ligeiro equivoco na afirmativa: "III ... Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante das planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL,respectivamente. R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo I3609.720020/200605;", devendo esta ser corrigida, tendo em vista que tais valores constam deste processo, porém, relacionados ali com os códigos: "243001 período de apuração 12/2003" e "677301 período de apuração 12/2003" como se atesta a "NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STUMG N° Fl. 731DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 991 17 270/2006 de 17 de novembro de 1006" Carta de cobrança 167/2006" (cópias anexas). Tal equívoco foi motivado pela lavratura do auto de infração com a DCTF daquele período onde constam os Códigos "2362 e 2484". Para tanto, basta ver o tópico da informação fiscal "III Estão sendo anexadas as páginas da DIPJ/2004 solicitadas. Esclarecese que para a lavratura do Auto de 1nfraço foram utilizadas as informações constantes nas DCTF's de 2003 nos códigos 2362 e 2484 (fls. 87 e 88)" Portanto, por estarem tais valores relacionados no Processo n° 13609.720.020/200605 e Carta de Cobrança 167/2006, inclusive com inscrição em dívida ativa pela Procuradoria da Fazenda Nacional em Belo Horizonte, sendo essa a razão do Mandado de Segurança – Processo 2007.38.12.0021685. Registrese que nas DCTF's foram informados os Códigos 2362/01 IRPJ mensal e 2484/01 CSLL mensal porque a impugnante/requerente efetuou a retificação de sua DIPJ pela existência de balancetes de suspensão apurando o IRPJ e CSLL mensalmente, o que determinou a retificação, também, das DCTFs e já vigente o Ato Declaratório Corat n° 19, de 12 de março de 2007. Tendo o auto de infração tomado como base de lançamento os códigos e valores constantes das DCTFs após as retificações instaurouse a confusão até porque o auto de infração não poderia ser lavrado, haja vista, o imposto e contribuição social neste exigidos já haviam sido declarados e parte sendo paga através de parcelamento conforme processo n° 13609.00625/200597 e parte conforme processo n° 13609.720020/200605 impugnada e suspensa por força do Mandado de Segurança. Logo, o auto de infração nem sequer poderia ser lavrado, exceto pela constatação de diferenças na apuração e recolhimento Na resposta à diligência requisitada foi informado que, em atendimento a requerimento da contribuinte (processo n° 13609.720738/201231), foi efetuada a exclusão (da inscrição em divida ativa, supõese) dos débitos de IRPJ relativos aos períodos de apuração de outubro a dezembro de 2003, cadastrados no processo 13609.720020/200606, e pedido o retorno do processo 13609.000625/200597 da PFN/MG para exclusão dos débitos de IRPJ relativos aos períodos de apuração de abril a setembro/2003, código 2362 e 2484. Cabe estabelecer a ordem dos fatos para melhor elucidação da questão. Ordem inclusive conhecida do contribuinte e mencionada no Mandado de Segurança. Realmente houve a Notificacão/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 de 17 de novembro de 2006 que deu ciência do Despacho Decisório de 13/11/2006, referente ao processo 13609.720020/200605, e da Carta de cobrança 167/2006. Porém, tal Notificação foi tornada sem efeito por meio do já citado Despacho Decisório emitido em 23/02/2007 Notificação/Saort/FRF/STL/MG N° 043/2007 de 07 de março de 2007. Neste Despacho Decisório, além de tornar sem efeito a NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 (e conseqüentemente a Carta de Cobrança 167/2006), determinou a exclusão no Profisc de diversos débitos, entre eles os valores de R$773.297,87 (cód 2430) e R$239.955,68 (cód 6773). A exclusão ocorreu em 06/03/2003 tendo sido emitida no mesmo dia uma nova Carta Cobrança, a de nº 014/2007, que cobrava os débitos remanescentes, constantes do processo 13609.720020/200605 naquela data. Fl. 732DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 992 18 E foi em função deste novo Despacho Decisório (e conseqüente da Carta Cobrança nº 014/2007) que foi impetrado o Mandado de Segurança. Inclusive isso foi explicado pelo próprio contribuinte na petição inicial do Mandado de Segurança (fls. 650 a 652) impetrado em 28/08/2007 (MS 2007.38.12.0021685). Quanto ao processo 13609.000625/200597, constatase que houve o parcelamento nos termos da Lei nº 11.941/09 (Refis da Crise), que existiram pagamentos e que alguns débitos encontramse quitados junto à PFN. Assim, a proposta de exclusão dos débitos de IRPJ e CSLL de abril a setembro/2003 (Despacho Decisório no processo 13609.720738/201231), tendo em vista o lançamento de ofício do presente processo administrativo fiscal, não foi efetuada pela PFN/MG. Já a exclusão dos débitos de estimativa de outubro a dezembro/2003, processo 13609.720020/200605, foi realizada para evitar a cobrança em duplicidade. Solicitações: 1. diante do fato de que, enquanto as medidas acima referenciadas (exclusão dos débitos da inscrição em dívida ativa) não forem efetivadas, a duplicidade de exigência resta caracterizada, solicito que sejam encaminhados documentos comprobat6rios da efetivação da providência (o processo deverá retornar com pronunciamento conclusivo acerca desta questão, eis que, do contrário, este Colegiado ficará impedido de julgar a controvérsia instaurada); 2. indique, detalhadamente, considerado o valor lançado, os valores encaminhados à PFN que tiveram a respectiva inscrição cancelada. Foram anexadas as telas dos sistemas que demonstram tanto o histórico da exclusão dos débitos quanto os valores de débitos que constam atualmente nos processos 13609.720020/200605 e 13609.000625/200597. Do que foi colocado até aqui merecem esclarecimentos os seguintes tópicos: Houve a exclusão das estimativas. (cód. 2362) de outubro, novembro e dezembro de 2003 cadastradas no processo 13609.720020/200605. O objetivo era evitar a duplicidade com o valor lançado no presente processo. Os débitos excluídos referiamse aos valores declarados em DCTF ativa quando da emissão do Despacho Decisório de 23/02/2013. Esclareçase ainda que não havia qualquer decisão judicial quando foi efetuado o lançamento tributário objeto destes Autos e encontravase vigente os ditames da Solução de Consulta Interna SCI – nº 18/2006; O processo 13609.000625/200597 encontrase na PGFN e foi parcelado de acordo com a Lei 11.941/09. Pelo extrato do sistema da PGFN, encontramse quitados integralmente os meses de abril a julho/2003, quitado parcialmente o mês de agosto/2003 e não quitado o débito de setembro/2003; Deste modo, podemos resumir os débitos do IRPJ de 2003 na seguinte tabela: DCTF Crédito Vinculado com Darf Débito Inscrito Processo Situação Janeiro 79.200,00 Fevereiro 79.200,00 Fl. 733DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 993 19 Março Abril 92.640,00 92.640,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Maio 87.840,00 87.840,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Junho 86.240,00 86.240,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Julho 96.640,00 96.640,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Agosto 102.240,00 102.240,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Setembro 112.106,66 112.106,66 13609.000625/200597 Não Quitado Outubro 124.313,90 124.313,11 13609.720020/200605 Excluído jul/2012 Novembro 70.923.33 70.918,75 13609.720020/200605 Excluído jul/2012 Dezembro 66.541,16 290,32 66.250,84 13609.720020/200605 Excluído jul/2012 ANUAL 773.297,87 773.286,87 13609.720020/200605 Excluído mar/2007 Indagação: tratandose de infração descrita como IMPOSTO ANUAL PAGO A MENOR Relatório de Auditoria Fiscal fls. 81), qual o motivo que levou à tributação do total das estimativas compensadas com processo, quando, a principio, o lançamento deveria limitarse ao montante do ajuste anual que foi compensado com referidas estimativas (R$ 449.069,11, excluído o valor de R$ 6.010,70 relativo estimativa extinta por meio de DARF)? O valor de R$ 695.805,09 realmente foi considerado tendo em vista a soma das estimativas do período. Porém, esta era a realidade da empresa. Como houve confusão por parte do contribuinte, tanto em 2002 quanto em 2003, em relação à apuração da estimativa mensal (especialmente a de Dezembro) e apuração do lucro real anual, e como também havia desencontro de informações entre a DCTF e a DIPJ, a realidade demonstrava que o valor total anual apurado da CSLL era de R$ 701.815,79, conforme planilha de fl 88. E isso ficou cabalmente demonstrado, inclusive posteriormente, quando o próprio contribuinte sequer questionou na impugnação essa questão e inclusive promoveu a alteração na DCTF em maio/2009 para informar os mesmos valores de CSLL apurados por esta fiscalização no procedimento. Solicitações: 1. o valor de R$ 239.955,68, identificado como ANUAL na planilha, pelo que foi possível depreender, foi considerado, para fins de lançamento, nas estimativas compensadas com processo. Sendo correta a assertiva, solicito esclarecimento acerca da consideração abaixo reproduzida, trazida na resposta à diligência requerida anteriormente. [...]Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante nas planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente, R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/2006 05; O Despacho Decisório do Delegado emitido em 23/02/2007 (Notificação/Saort/DRF/STL/MG no 043/2007) considerou não declaradas as compensações lá relacionadas. Dentre estas compensações estava incluso o valor de R$ Fl. 734DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 994 20 239.955,68 cód 6776 (Tabela 12: Dcomp 33987.09655.180105.1.3.047018), sendo determinada a sua exclusão do sistema Profisc. Assim, tal valor foi excluído do processo 13609.720020/200605 em 06/03/2007 (ver Histórico do processo 13609.720020/200605) e por isso não constou da Carta Cobrança n° 014/2007 emitida nesse mesmo dia 06/03/2007. Assim, retificaria a informação anterior para adequação ao correto tempo verbal: ao invés de "não foram incluídos" passaria a ser "não estavam inclusos". 2. não obstante o disposto acima, solicito informações acerca da argumentação abaixo transcrita (inclusive em relação ao documento de fls. 783/785), trazida pela contribuinte em resposta ao resultado da diligência que lhe foi apresentado. [...] Há um ligeiro equívoco na afirmativa: "III ... Cabe aqui destacar que, diferentemente do constante das planilhas de fls. 87 e 88, os valores dos ajustes anuais do IRPJ e da CSLL, respectivamente. R$773.286,87 e R$239.955,68, não foram incluídos no processo 13609.720020/200605;", devendo esta ser corrigida, tendo em vista que tais valores constam deste processo, porém, relacionados ali com os códigos: "243001 período de apuração 12/2003" e "677301 período de apuração 12/2003" como se atesta a "NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 de 17 de novembro de 1006" Carta de cobrança 167/2006" (cópias anexas). Tal equívoco foi motivado pela lavratura do auto de infração com a DCTF daquele período onde constam os Códigos "2362 e 2484". Para tanto, basta ver o tópico da informação fiscal "III – Estão sendo anexadas as páginas da DIPJ/2004 solicitadas. Esclarecese que para a lavratura do Auto de Infração foram utilizadas as informações constantes nas DCTF's de 2003 nos códigos 2362 e 2484 fls. 87 e 88)" Portanto, por estarem tais valores relacionados no Processo n° 13609.720.020/200605 e Carta de Cobrança 167/2006, inclusive com inscrição em dívida ativa pela Procuradoria da Fazenda Nacional em Belo Horizonte, sendo essa a razão do Mandado de Segurança – Processo 2007.38.12.0021685. Registrese que nas DCTF's foram informados os Códigos 2362/01 1RPJ mensal e 2484/01 CSLL mensal porque a impugnante/requerente efetuou a retificação de sua DIPJ pela existência de balancetes de suspensão apurando o IRPJ e CSLL mensalmente, o que determinou a retificação, também, das DCTFs e já vigente o Ato Declaratório Corat n° 19, de 12 de março de 2007. Tendo o auto de infração tomado como base de lançamento os códigos e valores constantes das DCTFs após as retificações instaurouse a confusão até porque o auto de infração não poderia ser lavrado, haja vista, o imposto e contribuição social neste exigidos já haviam sido declarados e parte sendo paga através de parcelamento conforme processo n° 13609.00625/200597 e parte conforme processo n° 13609.720020/200605 impugnada e suspensa por força do Mandado de Segurança. Logo, o auto de infração nem sequer poderia ser lavrado, exceto pela constatação de diferenças na apuração e recolhimento. Na resposta à diligência requisitada foi informado que, em atendimento a requerimento da contribuinte (processo n° 13609.720738/201231), foi efetuada a Fl. 735DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 995 21 exclusão (da inscrição em divida ativa, supõese) dos débitos de CSLL relativos aos períodos de apuração de outubro a dezembro de 2003, cadastrados no processo 13609.720020/200606, e pedido o retorno do processo 13609.000625/200597 da PFN/MG para exclusão dos débitos de CSLL, relativos aos períodos de apuração de abril a setembro/2003, código 2362 e 2484. Cabe estabelecer a ordem dos fatos para melhor elucidação da questão. Ordem inclusive conhecida do contribuinte e mencionada no Mandado de Segurança. Realmente houve a Notificação/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 de 17 de novembro de 2006 que deu ciência do Despacho Decisório de 13/11/2006, referente ao processo 13609.720020/200605, e da Carta de cobrança 167/2006. Porém, tal Notificação foi tornada sem efeito por meio do já citado Despacho Decisório emitido em 23/02/2007 Notificação/Saort/FRF/STL/MG N° 043/2007 de 07 de março de 2007. Neste Despacho Decisório, além de tornar sem efeito a NOTIFICAÇÃO/Saort/FRF/STL/MG N° 270/2006 (e conseqüentemente a Carta de Cobrança 167/2006), determinou a exclusão no Profisc de diversos débitos, entre eles os valores de R$773.297,87 (cod 2430) e R$239.955,68 (cód 6773). A exclusão ocorreu em 06/03/2003 tendo sido emitida no mesmo dia uma nova Carta Cobrança, a de n° 014/2007, que cobrava os débitos remanescentes, constantes do processo 13609.720020/200605 naquela data. E foi em função deste novo Despacho Decisório (e conseqüente da Carta Cobrança nº 014/2007) que foi impetrado o Mandado de Segurança. Inclusive isso foi explicado pelo próprio contribuinte na petição inicial do Mandado de Segurança (fls. 650 a 652) impetrado em. 28/08/2007 (MS 2007.38.12.0021685). Portanto, o valor de R$239.955,68 não constava do processo 13609.720020/200605 quando impetrado o Mandado de Segurança, nem quando lavrado o Auto de Infração. Quanto ao processo 13609.000625/200597, constatase que houve o parcelamento nos termos da Lei n° 11.941/09 (Refis da Crise), que existiram pagamentos e que alguns débitos encontramse quitados na PFN. Assim, a proposta de exclusão dos débitos de IRPJ e CSLL de abril a setembro/2003 (Despacho Decisório no processo 13609.720738/201231), tendo em vista o lançamento de ofício do presente processo administrativo fiscal, não foi efetuada pela PFN/MG. Já a exclusão dos débitos de estimativa de outubro a dezembro/2003 processo 13609.720020/200605 foi realizada para evitar a cobrança em duplicidade. Solicitações: 1. diante do fato de que, enquanto as medidas acima referenciadas (exclusão dos débitos da inscrição em divida ativa) não forem efetivadas, a duplicidade de exigência resta caracterizada, solicito que sejam encaminhados documentos comprobatórios da efetivação da providência (o processo deverá retornar com pronunciamento conclusivo acerca desta questão, eis que, do contrário, este Colegiado ficara impedido de julgar a controvérsia instaurada); 2. indique, detalhadamente, considerado o valor lançado, os valores encaminhados à PFN que tiveram a respectiva inscrição cancelada. Foram anexadas as telas dos sistemas que demonstram tanto o histórico da exclusão dos débitos quanto os valores de débitos que constam atualmente nos processos 13609.720020/200605 e 13609.000625/200597. Do que foi colocado até aqui merecem esclarecimentos os seguintes tópicos: Fl. 736DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 996 22 Houve a exclusão das estimativas (cód. 2484) de outubro, novembro e dezembro de 2003 cadastradas no processo 13609.720020/200605. O objetivo era evitar a duplicidade com o valor lançado no presente processo . Os débitos excluídos referiamse aos valores declarados em DCTF ativa quando da emissão do Despacho Decisório de 23/02/2013. Esclareçase ainda que não havia qualquer decisão judicial quando foi efetuado o lançamento tributário objeto destes Autos e encontravase vigente os ditames da Solução de Consulta Interna SCI nº 18/2006; O processo 13609.000625/200597 encontrase na PGFN e foi parcelado de acordo com a Lei 11.941/09. Pelo extrato do sistema da PGFN, encontramse quitados integralmente os meses de abril a julho/2003, quitado parcialmente o mês de agosto/2003 e não quitado o débito de setembro/2003; Deste modo, podemos resumir os débitos da CSLL de 2003 na seguinte tabela: DCTF Crédito Vinculado com Darf Débito Inscrito Processo Situação Janeiro 29.950,82 1.150,82 Fevereiro 29.950,82 1.150,82 Março Abril 40.530,00 40.530,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Maio 38.430,00 38.430,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Junho 37.730,00 37.730,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Julho 42.280,00 42.280,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Agosto 44.730,00 44.730,00 13609.000625/200597 Quitado Integralmente Setembro 49.046,67 49.046,67 13609.000625/200597 Não Quitado Outubro 51.755,13 69.056,44 13609.720020/200605 Excluído jul/2012 Novembro 26.897,95 39.514,47 13609.720020/200605 Excluído jul/2012 Dezembro (*) 310.514,40 3.709,06 TOTAL 701.815,79 3.709,06 (*) Dezembro Cód. 2484 70.558,72 3.709,06 36.931,82 13609.720020/200605 Excluído mai/2002 Cód. 6773 239.955,68 239.955,68 13609.720020/200605 Excluído mar/2007 Por fim, o relator ainda solicita que haja o pronunciamento sobre a seguinte questão "diante da suspensão da cobrança relativa ao processo administrativo n° 13609.720020/200605 (Mandado de Segurança n° 2007.38.12.0021685), ainda que a exclusão solicitada em atendimento ao requerido pela contribuinte por meio do processo n° 13609.720738/201231 tenha sido efetivada, penso que será merecedora de apreciação a abrangência da decisão judicial, ou seja, o fato de os débitos serem excluídos da dívida ativa e passarem a ser exigidos por meio do presente processo deve ser objeto de análise, em razão do provimento judicial conferido à contribuinte." Fl. 737DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 997 23 Em relação à abrangência da decisão judicial, a matéria já foi colocada anteriormente pelo contribuinte e enfrentada parcialmente pela Seção de Orientação e Análise Tributária desta Unidade, no despacho decisório do processo n° 13609.720738/201231, que reproduzo a seguir: Constatase que o contribuinte cometeu o equívoco de informar na Dcomp nº 33987.09655.180105.1.3.047018 os débitos do PA 12/2003 com os códigos 24301 e 67731. E considerando que quando da elaboração do despacho decisório do processo n° 13609.720020/200605, em 23/02/2007, esses débitos também não estavam declarados na DCTF original ativa, foi necessário efetuar representação à Safis/DRF/STL para lançamento de oficio nos termos do art. 31, § 3°, da 1N SRF n° 600, de 28 de dezembro de 2005. O art. 31, § 3°, do citado diploma legal determina que a compensação considerada não declarada implicará a constituição dos créditos tributários que ainda não tenham sido lançados de oficio nem confessados ou a cobrança dos débitos já lançados de oficio ou confessados. Em conseqüência, foram tais débitos excluídos do processo 13609.720020/200605, conforme o despacho decisório de fls. 100/106 e demonstrativo de débitos anexo da Carta Cobrança nº 014/2007, encaminhada ao contribuinte juntamente com o despacho decisório, fls. 107/110. Portanto, os valores em questão não constaram desta cobrança, uma vez que foram excluídos do processo para lançamento de oficio. Nesse sentido, temos que discordar do contribuinte quando alega que tais débitos estão com a exigibilidade suspensa por sentença judicial proferida nos autos do Mandado de Segurança processo n° 2007.38.12.0021685. Ainda sobre esta questão, cabe mencionar que na decisão no processo nº 13609.720738/201231: houve a suspensão dos débitos de Dezembro/03 em função da retificação da DCTF de 2003, efetuada em 25/05/2009 DCTF n° 0001.002.009/61970619, portanto pós Auto de Infração, que ocasionava a cobrança em duplicidade de tais valores pelo sistema da Receita Federal responsável por esse controle (Sief); também houve a exclusão dos débitos de IRPJ e CSLL, sob os códigos 2362 e 2484, relativos aos períodos de apuração outubro, novembro e dezembro de 2003. O objetivo foi evitar a duplicidade com o presente processo. Esclareçase, mais uma vez, que ainda não havia qualquer decisão judicial quando foi efetuado o lançamento tributário objeto destes Autos e encontravamse vigentes os ditames da Solução de Consulta Interna SCI n° 18/2006, motivos que justificariam que o controle e cobrança dos débitos desses períodos fossem efetuados por este processo desde o lançamento tributário, em Dezembro/2007. É o Relatório. Fl. 738DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 13609.001748/200715 Resolução nº 1301000.173 S1C3T1 Fl. 998 24 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães, Relator Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. Como visto, o julgamento da lide instaurada no presente processo, por duas vezes, foi convertido em diligência para que fossem trazidas informações que possibilitassem dirimir dúvidas surgidas a partir da análise dos elementos reunidos aos autos. Inadvertidamente, por ocasião da proposição para que fosse realizada a segunda diligência, não constou registro no sentido de que, uma vez respondidos os questionamentos suscitados, o Relatório correspondente fosse devidamente cientificado à contribuinte. Assim, consubstanciado no entendimento de que a medida concorrerá para a manutenção do equilíbrio das partes envolvidas na relação processual, conduzo meu voto no sentido de que o presente processo deva ser restituído à unidade administrativa de origem para que seja oportunizado prazo para que a contribuinte, se assim desejar, se pronuncie sobre a INFORMAÇÃO FISCAL de fls. 959/974. Sala das Sessões, em 07 de novembro de 2013 “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Fl. 739DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 06/1 2/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 22/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES
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Numero do processo: 16327.002165/2005-96
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jan 08 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Exercício:1999
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDOCSLL. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. DIFERENÇA VALOR DECLARADO. ANTECIPAÇÃO PAGAMENTO. OCORRÊNCIA.
Em caso de tributo sujeito ao lançamento por homologação, havendo a ocorrência de pagamento a aplica-se o prazo decadencial de 05 (cinco) anos, contados da ocorrência do ato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, do Códex Tributário, por observância das decisões tomadas pelo STJ nos autos de Recursos Repetitivos Resp n° 973.733/SC.
Numero da decisão: 1803-002.298
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Presidente
(assinado digitalmente)
Arthur José André Neto Relator
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Artur José André Neto, Ricardo Diefenthaeler, Roberto Armond Ferreira da Silva e Carmen Ferreira Saraiva.
Nome do relator: ARTHUR JOSE ANDRE NETO
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DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. DIFERENÇA VALOR DECLARADO. ANTECIPAÇÃO PAGAMENTO. OCORRÊNCIA. Em caso de tributo sujeito ao lançamento por homologação, havendo a ocorrência de pagamento a aplicase o prazo decadencial de 05 (cinco) anos, contados da ocorrência do ato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, do Códex Tributário, por observância das decisões tomadas pelo STJ nos autos de Recursos Repetitivos Resp n° 973.733/SC. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Presidente (assinado digitalmente) Arthur José André Neto – Relator Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Artur José André Neto, Ricardo Diefenthaeler, Roberto Armond Ferreira da Silva e Carmen Ferreira Saraiva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 21 65 /2 00 5- 96 Fl. 576DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2014 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/20 14 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16327.002165/200596 Acórdão n.º 1803002.298 S1TE03 Fl. 3 2 Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pela empresa IGS FACTORING EMPREEND E NEGÓCIOS LTDA, em face da decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de São Paulo (SP) que julgou improcedente a impugnação apresentada e manteve o lançamento de débito. 2. Conforme termo de verificação (fls. 6/9) tratase de recolhimento insuficiente de CSLL para o anocalendário 1999. Diante dessa constatação, a autoridade fiscal promoveu a lavratura do presente auto de infração composto, pela contribuição não recolhida, multa proporcional e juros de mora, até 30/11/2005 e lançou a diferença, a título de CSLL, entre o que foi declarado na DIPJ 2000 e o que foi declarado nas DCTF’s do mesmo período.. 3. Após devidamente intimada, a recorre apresentou impugnação às fls. 244/245. No entanto, não obstante ao arrazoado apresentado pela recorrente, a primeira instância administrativa manteve o lançamento. O acórdão a quo restou ementado nos seguintes termos: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. Nos termos do PAF, se o interessado alega quitação de determinado débito, deve comprovar que houve o pagamento ou compensação alegados, anteriormente ao início do procedimento fiscal. (fls. 456/459) 4. Inconformada com a manutenção do crédito tributário, eis as razões do Recurso Voluntário (fls. 489/509) endereçado a esse Conselho: a) Preliminarmente, aduz que o crédito foi alcançado pelo instituto da decadência, haja vista, transcorrido mais de cinco anos entre o período fiscalizado e a lavratura do auto de infração; b) No mérito, afirma que os débitos referentes à CSLL inexistem. Pois as diferenças encontradas pela fiscalização foram compensadas com saldo negativo apurado em exercícios anteriores, não havendo o que se falar em valores devidos a título de contribuição; c) Sustenta que por mero equívoco, a recorrente não informou as compensações , que estava realizando em sua escrita fiscal, nas DCTF’s dos trimestres correspondentes. Isso ao seu ver, configura mero erro formal que não possui o condão de macular o credito da recorrente; d) Os documentos acostados nos autos, são aptos a comprovar a regularidade da compensação realizada; 5. Sem contrarrazões fiscais os autos foram encaminhados à apreciação e julgamento por este Conselho. Fl. 577DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2014 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/20 14 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16327.002165/200596 Acórdão n.º 1803002.298 S1TE03 Fl. 4 3 É o relatório. Voto Conselheiro Artur José André Neto, Relator DA ADMISSIBILIDADE 1. O recurso é tempestivo e presentes se encontram os demais requisitos para a sua admissibilidade, razão pela qual dele eu conheço. DA DECADÊNCIA 2. Preliminarmente, aduz que o crédito foi alcançado pelo instituto da decadência, haja vista, transcorrido mais de cinco anos entre o período fiscalizado e a lavratura do auto de infração. 3. Sobre a decadência, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08, verbis: “(...) Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantém se hígida a legislação anterior, com seus prazos quinquenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto.” ............................................................. “Súmula Vinculante n° 08: São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” 4. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentados pela Lei 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Fl. 578DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2014 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/20 14 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16327.002165/200596 Acórdão n.º 1803002.298 S1TE03 Fl. 5 4 “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.” 5. Ainda sobre o assunto, a Lei 11.417, de 19 de dezembro de 2006, dispõe o seguinte: “Art. 2º O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1º O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão.” 6. Assim, como demonstrado, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. Dessa forma, afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional CTN se aplicar ao caso concreto. 7. Acerca das regras de verificação da decadência, frisese, posto que importante, que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidouse no seguinte sentido: “(...) 1. Está assentado na jurisprudência desta Corte que, nos casos em que não tiver havido o pagamento antecipado de tributo sujeito a lançamento por homologação, é de se aplicar o art. 173, inc. I, do Código Tributário Nacional (CTN). Isso porque a disciplina do art. 150, § 4º, do CTN estabelece a necessidade de antecipação do pagamento para fins de contagem do prazo decadencial. Precedente em recurso representativo de controvérsia (REsp 973733/SC, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 18.9.2009). [...] 3. Recurso especial parcialmente provido”. (REsp 1015907/RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, DJe 10/09/2010) “(...) 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). Fl. 579DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2014 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/20 14 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16327.002165/200596 Acórdão n.º 1803002.298 S1TE03 Fl. 6 5 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o ‘primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado’ corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, ‘Decadência e Prescrição no Direito Tributário’, 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199) (...) 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial quinquenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008”. (REsp 973733/SC, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 18/09/2009). 8. Dessa forma, as contribuições destinadas a Seguridade Social estão sujeitas ao lançamento por homologação, e por consequência, a regra decadencial a ser aplicada seria aquela constante do artigo 150, § 4º, do CTN, levandose em consideração a natureza do tributo atribuída por lei, tendo em vista que o lançamento tratase de diferença entre o valor devido de CSLL e aquele efetivamente recolhido, conforme Termo de Verificação (fl. 6): “Trata o presente procedimento fiscal de irregularidade quanto aos débitos declarados e o pagamento dos mesmo. Foi detectado em revisão interna, a incompatibilidade entre os valões da CSLL a recolher na DIPJ 2000, nas DCTF’s – Declaração de Contribuições e Tributos Federais e no valor efetivamente pago. Verificouse que o contribuinte havia declarado o valor total de CSLL a pagar de R$ 202.157,61, na DIPJ e na DCTF R$ 10.518,48. Os pagamentos com DARFs totalizaram R$ 10.518,48 e nada compensou e/ou deduziu (...)”. Fl. 580DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2014 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/20 14 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16327.002165/200596 Acórdão n.º 1803002.298 S1TE03 Fl. 7 6 9. Insta mencionar o posicionamento da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais no sentido de reconhecer a aplicabilidade da regra decadência insculpida no art. 150, §4º do CTN, nos casos em que houve recolhimento parcial do tributo, ou divergência entre o valor declarado e o efetivamente recolhido, in verbis: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDOCSLL. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. DIFERENÇA VALOR DECLARADO. ANTECIPAÇÃO PAGAMENTO. OCORRÊNCIA. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, havendo a ocorrência de pagamento, é entendimento uníssono deste Colegiado a aplicação do prazo decadencial de 05 (cinco) anos, contados da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, do Códex Tributário, ressalvados entendimentos pessoais dos julgadores a propósito da importância ou não da antecipação de pagamento para efeito da aplicação do instituto, sobretudo após a alteração do Regimento Interno do CARF, notadamente em seu artigo 62A, o qual impõe à observância das decisões tomadas pelo STJ nos autos de Recursos Repetitivos Resp n° 973.733/SC. Recurso Extraordinário Negado. (Ac. 9900000.260, 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais do CARF. Data de julgamento 7/12/11, Conselheiro Relator: Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Relator) 10. Ressaltese que eximese a aplicação da regra para esculpida no art. 150, §4º do CTN somente nas hipóteses de ocorrência de dolo, fraude ou conluio, circunstância que pressupõem a aplicação do art. 173, inciso I do CTN. 11. Assim, concluise que houve recolhimentos – antecipação de pagamento , em face de recolhimentos declarados e recolhidos na DCTF no valor de R$ 10.518,48 (fl. 6). Fato esse relevante para a aplicação do entendimento do STJ supra mencionado, dando margem à aplicação do art. 150, §4º do CTN. 12. Considerando que a fiscalização cientificou o contribuinte do lançamento em 21/12/2005, referente a fato gerador ocorrido em 1999 (anocalendário 1999), o prazo limite para o lançamento seria até o ano de 2004. Resta, portanto, fulminado pelo instituto da decadência o crédito tributário. CONCLUSÃO 13. Em face do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso voluntário para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO. (assinado digitalmente) Artur José André Neto Fl. 581DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2014 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/20 14 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16327.002165/200596 Acórdão n.º 1803002.298 S1TE03 Fl. 8 7 Fl. 582DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2014 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/20 14 por ARTHUR JOSE ANDRE NETO, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Numero do processo: 10120.904806/2009-11
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Dec 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 30/04/2004
COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTOS INDEVIDOS DE COFINS/PIS. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO CREDITÓRIO.
É ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art. 170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência.
RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE NEGADO.
Numero da decisão: 9303-002.574
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial do sujeito passivo.
(assinado digitalmente)
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente.
(assinado digitalmente)
RODRIGO DA COSTA PÔSSAS - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño (Substituto convocado), Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente).
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/04/2004 COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTOS INDEVIDOS DE COFINS/PIS. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO CREDITÓRIO. É ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art. 170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência. RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial do sujeito passivo. (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. (assinado digitalmente) RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño (Substituto convocado), AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 48 06 /2 00 9- 11 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 31/07/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente). Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela pelo sujeito passivo, contra acórdão proferido pela 1ª Turma Especial da Terceira Seção do CARF, que deu provimento, por maioria de votos, ao Recurso Voluntário, sob a seguinte ementa: COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DA DCTF. A simples retificação de DCTF não é elemento de prova suficiente para aferir a liquidez e certeza do direito creditório. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INCERTO. A compensação não pode ser homologada quando o sujeito passivo não comprova a origem de seu direito creditório. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/04/2004 PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. PRECLUSÃO TEMPORAL. A prova documental deverá ser apresentada com a manifestação de inconformidade, sob pena de ocorrer a preclusão temporal. Não restou caracterizada nenhuma das exceções do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72 (PAF). Recurso Voluntário Negado. É o relatório. Voto Os requisitos para se admitir o Recurso Especial foram todos cumpridos e respeitadas a formalidades previstas no RICARF. Os objetos da presente lide são o ônus probatório nos casos de repetição de indébito e também o momento legal para a apresentação das provas (preclusão temporal), nos termos do art. 16 do decreto 70.235/72. Primeiramente cabe dizer que todo direito pleiteado deve ser acompanhado das provas que trazem a certeza daquele direito, principalmente quando se trata de um direito creditório pleiteado por um particular contra o Estado. Aqui o ônus probante é daquele que pleiteia o direito creditório, nos exatos termos do art. 333 do CPC. A comprovação de uma das partes de determinado fato ou situação jurídica decorre das distribuição legal do ônus da prova. Há que se “convencer” o julgador da existência do direito e a parte contrária dos fatos impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do sujeito ativo. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 31/07/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10120.904806/200911 Acórdão n.º 9303002.574 CSRFT3 Fl. 423 3 O que ocorre é a assunção dos riscos de uma decisão desfavorável de quem efetivamente tinha o ônus probatório, ou seja, o encargo jurídico de demonstrar a veracidade de fatos ou a existência de situações jurídicas que ensejassem que os julgadores tomassem uma decisão que lhe fosse favorável. Não há a obrigatoriedade das partes em se produzir a prova. È interesse de ambas as parte em fazêlo. Mas se o ônus decaí em uma parte e ela não o faz, assume os riscos e as conseqüências estabelecidos no arcabouço jurídico relacionado àquela matéria. O ônus da prova não é um dever e nem um comportamento necessário da parte interessada, mas um direito de a parte poder convencer os julgadores acerca da veracidade de suas alegações, aumentando as chances de uma decisão favorável. In casu, o titular do direito creditório, em tese, é que tem que provar, por meio de provas sufuciciente para demosntrar a certeza e liquidez do direito. A meu ver o contribuinte não se desimcimbiu desse ônus. Destarte, apenas com a retificação da DCTF não gera direito creditório. Mesmo que haja uma retificação a destempo, o fato é que este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais vem relativizando o entendimento da preclusão tanto da retificação da DCTF quanto ao momento da apresentação de provas, desde sejam provas cabais, necessárias e suficientes. A prova deve exaurir em si mesma, ou seja, a sua simples apresentação é suficiente para a comprovação do direito , não tento que se fazer outras averiguações. Reforçando: quando demonstrado pelo contribuinte, que o seu direito creditório é líquido e certo, tudo em homenagem ao Princípio da Verdade Material, desde que sejam apresentadas as provas necessárias e sufucientes para embasar a operação, temse relativizado a ocorrência da preclusão temporal. Nesse sentido, há diversos julgados, tais como: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 DCTF. RETIFICAÇÃO CONSIDERADA NÃO ESPONTÂNEA EM PROCESSO ANTERIOR. VERDADE MATERIAL. DCTF retificadora apresentada de forma não espontânea, em virtude de transmissão efetivada após a ciência de despacho decisório de não homologação de compensação, que não reconhecer o direito creditório alegado, viabiliza compensações posteriores, relativas a esse mesmo crédito se for comprovada através dos documentos fiscais competentes em virtude do princípio da verdade material. DÉBITOS CONFESSADOS. RETIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE ESCRITA FISCAL. COMPROVAÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. Eventual retificação dos valores confessados em DCTF deve ter por fundamento, como no caso, os dados da escrita fiscal do contribuinte, para a comprovação da existência de direito creditório decorrente de pagamento indevido (Acórdão 130201.015– 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária) Fl. 142DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 31/07/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Anocalendário: 2004 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da DCTF, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado. A simples retificação, desacompanhada de suporte probatório, não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (Acórdão3802001.550– 2ª Turma Especial) Observese que para que seja aceito o direito creditório, ainda que a DCTF não tenha sido retificada espontaneamente, deve ser comprovado de maneira cabal o direito creditório, mediante a comprovação dos valores pagos a maior pela apresentação da contabilidade escriturada à época dos fatos, acompanhada por documentos que a embasam. É dizer, planilha confeccionada pela empresa, desacompanhada de quaisquer outros documentos, não se prestam à finalidade almejada. Aliás, a consulta ao banco de dados da jurisprudência deste Conselho, demonstra que há diversos pedidos de compensação da Recorrente, que foram denegados pela ausência de prova, como os Acórdãos 3802001.602, 3801001.660, 3801001.659, 3802 001.598, 3802001.599, 3802001.593, entre outros. Tampouco procede a argumentação da Recorrente no sentido de que haveria a obrigação do Fisco em comprovar a inexistência de indébito, pois não se está diante de lançamento de ofício. Não há motivos para a pleiteada inversão do ônus da prova. Também não se verificou nehumas da exceções previstas no PAF para apresentação a posteriori das provas alegadas. Assim, voto por negar provimento ao Recurso Especial. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Relator Fl. 143DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 31/07/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10120.904806/200911 Acórdão n.º 9303002.574 CSRFT3 Fl. 424 5 Fl. 144DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 31/07/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 10410.720030/2005-81
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 21 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 23 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2004, 2005
COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DE TERCEIROS. LIMINAR JUDICIAL. POSTERIOR JULGAMENTO DE IMPROCEDÊNCIA.
Não se pode homologar compensação intentada com base em liminar que não opera mais nenhum efeito favorável ao contribuinte. Aplicação, ao presente caso, do então vigente Art. 30 da IN 210/2002 que, com base no art.170 do CTN, dispunha ser ...vedada a compensação de débitos do sujeito passivo, relativos a impostos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, com créditos de terceiros.
REVISÃO DE SALDO NEGATIVO. FORMA DE QUITAÇÃO DAS ESTIMATIVAS. DECADÊNCIA.
Glosa de saldo negativo apontado pelo contribuinte, quando baseada exclusivamente nas parcelas a deduzir mencionadas no §4º, IV do Art. 2º da Lei 9.430/1996 - e não no imposto devido apurado pelo contribuinte - não se caracteriza como lançamento (CTN, Art. 142), não se sujeitando ao prazo decadencial do Código Tributário Nacional.
Numero da decisão: 1801-002.156
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Wipprich - Presidente.
(assinado digitalmente)
Alexandre Fernandes Limiro - Relator.
Participaram da sessão de julgamento, os conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Neudson Cavalcante Albuquerque, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich.
Nome do relator: ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2004, 2005 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DE TERCEIROS. LIMINAR JUDICIAL. POSTERIOR JULGAMENTO DE IMPROCEDÊNCIA. Não se pode homologar compensação intentada com base em liminar que não opera mais nenhum efeito favorável ao contribuinte. Aplicação, ao presente caso, do então vigente Art. 30 da IN 210/2002 que, com base no art.170 do CTN, dispunha ser ...vedada a compensação de débitos do sujeito passivo, relativos a impostos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, com créditos de terceiros. REVISÃO DE SALDO NEGATIVO. FORMA DE QUITAÇÃO DAS ESTIMATIVAS. DECADÊNCIA. Glosa de saldo negativo apontado pelo contribuinte, quando baseada exclusivamente nas parcelas a deduzir mencionadas no §4º, IV do Art. 2º da Lei 9.430/1996 - e não no imposto devido apurado pelo contribuinte - não se caracteriza como lançamento (CTN, Art. 142), não se sujeitando ao prazo decadencial do Código Tributário Nacional.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004, 2005 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DE TERCEIROS. LIMINAR JUDICIAL. POSTERIOR JULGAMENTO DE IMPROCEDÊNCIA. Não se pode homologar compensação intentada com base em liminar que não opera mais nenhum efeito favorável ao contribuinte. Aplicação, ao presente caso, do então vigente Art. 30 da IN 210/2002 que, com base no art.170 do CTN, dispunha ser “...vedada a compensação de débitos do sujeito passivo, relativos a impostos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, com créditos de terceiros”. REVISÃO DE SALDO NEGATIVO. FORMA DE QUITAÇÃO DAS ESTIMATIVAS. DECADÊNCIA. Glosa de saldo negativo apontado pelo contribuinte, quando baseada exclusivamente nas parcelas a deduzir mencionadas no §4º, IV do Art. 2º da Lei 9.430/1996 e não no “imposto devido” apurado pelo contribuinte não se caracteriza como lançamento (CTN, Art. 142), não se sujeitando ao prazo decadencial do Código Tributário Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Wipprich Presidente. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 41 0. 72 00 30 /2 00 5- 81 Fl. 220DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO, Assinado digitalmente em 27/1 1/2014 por ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por ANA DE BARROS FERNAND ES 2 Alexandre Fernandes Limiro Relator. Participaram da sessão de julgamento, os conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Neudson Cavalcante Albuquerque, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich. Relatório Tratamse de diversos pedidos de compensação discriminados nas efls. 02/42, transmitidos entre o período de 15/01/2004 a 30/06/2005. Em 28/03/2008 foi proferido o PARECER SAORTDRFB/MAC n. 260/2007 e com base nele Despacho Decisório (efls. 68/70), que homologou apenas parcialmente as compensações intentadas. As DCOMP’s indicaram como crédito, o saldo negativo de IRPJ, do exercício 2001 no valor de R$ 556.265,82, composto por Estimativas Mensais no valor de R$ 403.446,69 e de IR Retido na Fonte, R$ 319.095,59. No parecer que serviu de base ao despacho decisório, concluiuse que os valores do IRRF foram não apenas confirmados pelas DIRF`s (efl. 63 e ss), mas que terseia de fonte valor de R$ 415.002,79, portanto, maior do que o montante declarado (R$ 403.446,69). Em relação às Estimativas Mensais, todavia, concluiuse que o valor considerado pelo contribuinte deveria ser de R$ 305.815,86, ao invés de R$ 403.446,69 e que este, mesmo assim, não teria sido objeto de qualquer pagamento ou compensação. Vejamos: Quanto às Estimativas Mensais que compõem o saldo negativo, declaradas na linha 17, ficha 12 A, fl. 47, o valor deve ser R$ 305.815,86, ao invés de R$ 403.446,69 (este valor é resultante do somatório do imposto de renda a pagar, conforme ficha 11, fl. 44, dos meses de janeiro a março/ R$ 16.012,67 + 147.865,26 + 141.937,93 = R$ 305.815,86). Estes valores de imposto a pagar, que constituem as estimativas no ajuste, não estão confessados nas DCTFs, conforme cópias de fls. 48 a 53. Também não foram pagos, conforme pesquisa realizada nos códigos 2362, 5993, 2089, SINAL de fls. 54 a 57. E não há comprovação nem indício de que foram compensados, por inexistência de crédito decorrente de saldo negativo de exercício anterior, uma vez que o saldo do IR a Pagar no encerramento do anocalendário 1999, exercício 2000, é positivo, conforme ficha 13A, fl. 58. Em consequência, o valor das estimativas não pode ser considerado como dedução do imposto apurado na ficha 12 A, fl. 47. Eis a síntese do despacho decisório: Síntese do Despacho Decisório (efl. 6869) Valores DIPJ (Ficha 12A – efl. 48) Pretensão fiscal IRPJ e ADICIONAL ( + ) R$ 1.087.212,75 Sem contestação DEDUÇÕES ( ) Fl. 221DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO, Assinado digitalmente em 27/1 1/2014 por ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por ANA DE BARROS FERNAND ES Processo nº 10410.720030/200581 Acórdão n.º 1801002.156 S1TE01 Fl. 221 3 PAT R$ 26.669,11 Sem contestação Isenção ou redução R$ 894 267,18 Sem contestação IRRF R$ 319.095,59 R$ 415.002,79 Estimativas R$ 403.446, 69 Ausência de pagamento ou compensação IMPOSTO DE RENDA A PAGAR ( = ) R$ 556.265, 82 R$ 250.446,96 SALDO NEGATIVO R$ 556.265, 82 R$ 250.446,96 Como se vê, reconheceuse como saldo negativo para a compensação apenas o valor de R$ 250.446,96, homologandose parcialmente as DCOMP’s deste processo. O contribuinte foi intimado dessa decisão em 11/08/2008 (efls. 75) e, irresignado, apresentou Manifestação de Inconformidade em 10/09/2008 (efls. 76/77). A DRJ que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade (efls. 142/144) e, de início chamou atenção para erro material no resultado contido no despacho decisório: “A vista desses fatos, teve por reconhecido o saldo negativo no valor de R$ 250.446,96. Registro que o valor correto resultante da soma algébrica seria de R$ 248.726,33 (R$ 166.276,46 R$ 415.002,79)”. Sobre as alegações do contribuinte de que as estimativas no valor de R$ 305.815,86 foram extintas através de compensação com créditos de terceiros (efl. 89) alude o órgão recorrido que tal compensação não teria sido declarada em DCTF e que o documento de efl. 89 demonstra que houve tal pedido, mas não se ele foi deferido. Argumenta então que para o saldo negativo ser restituído ou compensado, é necessário que ele seja líquido e certo, nos termos do art. 170 do CTN. Registrou ainda que, embora o mérito do pedido de compensação não estivesse em discussão, na época em que tal pedido foi formulado já estava vigente o art. 1º da IN SRF n° 41/2000, o qual veda a compensação com créditos de terceiros. O contribuinte foi intimado desta decisão em 23/03/2012 (efl. 149) e em 24/04/2012 interpôs Recurso Voluntário (efls. 151/161), onde: a) Esclarece a origem da compensação n. 10410.002781/200198, onde a empresa utilizou crédito transferido por terceiro (Usina Caeté S/A), o qual foi discutido na Ação Judicial n. 99.00079892, que concedeu antecipação de tutela à Usina Caeté S/A para restituição sob a forma de compensação, permitindolhe, inclusive, a compensação com débitos de outros contribuintes. Deste modo, alega que esta compensação foi realizada com amparado nesta decisão judicial, a qual teria autorizado a escrituração do crédito na escrita fiscal da cedente (Usina Caeté S/A), bem como autorizou sua transferência a terceiros. Assim, argumenta que devem ser acatados os valores das estimativas compensadas, sob pena de se caracterizar cobrança em duplicidade. Fl. 222DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO, Assinado digitalmente em 27/1 1/2014 por ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por ANA DE BARROS FERNAND ES 4 b) Alega a impossibilidade de revisar a DIPJ 2001 em função da decadência. Isto porque decorridos 05 anos das informações prestadas na DIPJ, esta se torna imutável, cabendo a DRFB/AL homologar integralmente o crédito requestado. Entende que ao não homologar o referido crédito, a DRFB/AL, por via transversa, revisou a DIPJ 2001. Registrou que este entendimento não confronta o argumento de que houve observância do prazo de 05 anos contados na entrega do PER/DCOMP, nos termos do §5º do art. 74 do Lei n. 9.430/96, pois este dispositivo não estabelece regra interruptiva dos prazos previstos nos arts. 150, § 4º c/c parágrafo único do art. 173 do CTN, ou seja, o pedido de ressarcimento não interrompe o prazo decadencial. c) Alega a decadência do direito da DRFB/AL glosar a compensação realizada, uma vez que o pedido de compensação n. 10410.002781/200198 foi protocolado em 04/07/2001 e a glosa/desconsideração das estimativas ocorreu em agosto/2008. Lembrou que à época a compensação não constituída confissão de débito. Invocou a Solução de Consulta Interna n. 03 de 08/01/2004, onde a COSIT entende pela necessidade de lançamento tributário para as compensações formuladas. Concluiu então que se a compensação não pode ser revista em virtude da decadência, consequentemente, o crédito dela resultante não poderia ser glosado pela DRFB/AL. Colacionou julgado administrativo. Ao final, requer o provimento do recurso, a fim de que se reforme a decisão para reconhecer a totalidade do crédito do Saldo Negativo de CSLL do AnoCalendário 2000 (exercício 2001), homologue integralmente os débitos não homologados que se encontram controlados neste processo e que o crédito tributário compensado permaneça com sua exigibilidade suspensa até julgamento final do recurso, nos termos do art. 151, III do CTN. Voto Conselheiro Alexandre Fernandes Limiro, Relator Presentes os pressupostos recursais, conheço do presente recurso. Compensação realizada com amparo em decisão judicial A liminar proferida em ação judicial colacionada pelo contribuinte não ampara o procedimento por ele adotado, podendose assim concluir independentemente de se entrar na seara de a recorrente ter sido ou não parte nesse processo. Consulta ao sítio do TRF (< http://www.trf5.jus.br/processo/002782710.2000.4.05.0000 >) revela que a ação na qual foi proferida a malsinada liminar foi julgada improcedente, tendo, posteriormente, sido renunciado, pelo seu autor, o direito que em se funda a ação. O processo continua em andamento, todavia, a quaestio juris pendente resumese à condenação em honorários em prol da Fazenda Nacional. A improcedência do pedido leva à cassação da liminar com efeitos ex tunc, consoante, exemplificadamente, dispõe a Súmula 405 do STF. Vejamos: STF Súmula nº 405. Denegado o mandado de segurança pela sentença, ou no julgamento do agravo, dela interposto, fica sem efeito a liminar concedida, retroagindo os efeitos da decisão contrária. Assim, não se pode homologar a compensação intentada com base em liminar que não opera mais nenhum efeito favorável ao contribuinte. Aplicase ao presente caso, portanto, o então vigente Art. 30 da IN 210/2002 que, com base no art.170 do CTN, Fl. 223DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO, Assinado digitalmente em 27/1 1/2014 por ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por ANA DE BARROS FERNAND ES Processo nº 10410.720030/200581 Acórdão n.º 1801002.156 S1TE01 Fl. 222 5 dispunha ser “...vedada a compensação de débitos do sujeito passivo, relativos a impostos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, com créditos de terceiros”. Rejeitase, portanto tal pretensão. Da alegação de decadência quanto à revisão do Saldo Negativo declarado em 2001 e da forma como quitadas as estimativas que o compuseram A composição do saldo de imposto a pagar (positivo) ou a compensar (negativo), dentro da sistemática de pagamentos por estimativas é prevista no Art. 2º da Lei 9.430/1996, sendo obtido das deduções abaixo discriminadas a partir do imposto a pagar como resultado da apuração do lucro real em 31 de dezembro de cada ano: Lei 9.430/1996, Art. 2º. [...] § 3º A pessoa jurídica que optar pelo pagamento do imposto na forma deste artigo deverá apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano, exceto nas hipóteses de que tratam os §§ 1º e 2º do artigo anterior. § 4º Para efeito de determinação do saldo de imposto a pagar ou a ser compensado, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor: I dos incentivos fiscais de dedução do imposto, observados os limites e prazos fixados na legislação vigente, bem como o disposto no § 4º do art. 3º da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995; II dos incentivos fiscais de redução e isenção do imposto, calculados com base no lucro da exploração; III do imposto de renda pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real; IV do imposto de renda pago na forma deste artigo. Infirmações, pelo fisco, de saldo negativo eventualmente declarado pelos contribuintes, devem, portanto, ser cabalmente analisadas. Acaso impliquem na revisão do “montante do tributo devido” apurado pelo contribuinte, encaixamse no conceito de lançamento (CTN, Art. 142), estando tal direito do Fisco temporalmente limitado pelo instituto da decadência (CTN, Art. 173 ou 150, §4º a depender de cada caso). No presente caso, entretanto, o despacho decisório, prolatado em 2008 subsumese à constatação de ausência de pagamento ou compensação das estimativas, assim consideradas as declaradas pelo próprio contribuinte em DIPJ no exercício de 2001. A glosa do saldo negativo apontado pelo contribuinte, portanto, se deu sobre parcelas a deduzir do imposto – especificamente a prevista no §4º, IV do Art. 2º da Lei 9.430/1996 – não sendo revolvido o “imposto devido” apurado pelo contribuinte no exercício de 2000. Tal atividade fiscal, de conferência da liquidez e certeza dos créditos que lhe são imputados nada mais é do que o exercício do “poderdever” da Administração Tributária de conferir a liquidez e certeza (CTN, Art. 170 do CTN) dos créditos que lhe são imputados, não se submetendo a prazo decadencial. Fl. 224DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO, Assinado digitalmente em 27/1 1/2014 por ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por ANA DE BARROS FERNAND ES 6 Ante o exposto, nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Alexandre Fernandes Limiro Fl. 225DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO, Assinado digitalmente em 27/1 1/2014 por ALEXANDRE FERNANDES LIMIRO, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por ANA DE BARROS FERNAND ES
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Numero do processo: 13770.001015/2007-09
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 01 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/11/2006
GRUPO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.
As empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza, respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações previdenciárias.
Caracteriza-se grupo econômico quando duas ou mais empresas estão sob a direção, o controle ou a administração de outra, compondo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica, ainda que cada uma delas tenha personalidade jurídica própria.
Numero da decisão: 2403-002.687
Decisão: Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, em Preliminares: por maioria de votos em conhecer dos recursos voluntários dos devedores solidários. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. No Mérito: Pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Marcelo Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas e Daniele Souto Rodrigues
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Ivacir Julio de Souza, Daniele Souto Rodrigues e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1997 a 30/11/2006 GRUPO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. As empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza, respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações previdenciárias. Caracteriza-se grupo econômico quando duas ou mais empresas estão sob a direção, o controle ou a administração de outra, compondo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica, ainda que cada uma delas tenha personalidade jurídica própria.
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decisao_txt : Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, em Preliminares: por maioria de votos em conhecer dos recursos voluntários dos devedores solidários. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. No Mérito: Pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Marcelo Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas e Daniele Souto Rodrigues Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Ivacir Julio de Souza, Daniele Souto Rodrigues e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
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RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. As empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza, respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações previdenciárias. Caracterizase grupo econômico quando duas ou mais empresas estão sob a direção, o controle ou a administração de outra, compondo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica, ainda que cada uma delas tenha personalidade jurídica própria. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, em Preliminares: por maioria de votos em conhecer dos recursos voluntários dos devedores solidários. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. No Mérito: Pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Marcelo Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas e Daniele Souto Rodrigues AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 77 0. 00 10 15 /2 00 7- 09 Fl. 1700DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Ivacir Julio de Souza, Daniele Souto Rodrigues e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 1701DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro, Acórdão 1231.114 da 15ª Turma, que julgou a impugnação procedente em parte. A decisão de primeira instância, conforme abaixo, reconheceu a decadência do crédito lançado até a competência 05/2002, com base na regra do § 4º do artigo 150 do CTN. Disso resultou a permanência do levantamento ADG pagamentos efetuados a contribuintes individuais a título de Adiantamentos/Empréstimos, referente ao período não decadente, ou seja, de 06/2002 a 11/2005 e do levantamento DAL, até 11/2006. 56.5. Assim sendo, tendo em vista que o crédito foi constituído em 22/06/2007 e que houve pagamento parcial da obrigação tributária em tela, verificase que o período de 01/1997 a 05/2002 encontrase fulminado pela decadência nos termos do art. 150, §4° do Código Tributário Nacional. 56.6. Portanto, os levantamentos abaixo relacionados serão excluídos do presente lançamento pela ocorrência da decadência: AD01/1997 a 10/1998 ADG 01/1999 A 05/2002 AL01/1997 A 12/1998 ALG01/1999 A 12/1999 Cl01/1997 A 12/1998 56.7. Só serão analisadas, por conseguinte, as questões impugnadas relativas ao levantamento ADG pagamentos efetuados a contribuintes individuais a título de Adiantamentos/Empréstimos, referente ao período não decadente, ou seja, de 06/2002 a 11/2005. O lançamento e a impugnação foram assim relatadas no julgamento de primeira instância: Da autuação Fl. 1702DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 A presente autuação referese ao AI 37.020.1868 que, tendo em vista a extinção da Secretaria da Receita Previdenciária do Ministério da Previdência Social e a conseqüente transferência dos processos administrativofiscais para a Secretaria da Receita Federal do Brasil, conforme art. 4o da Lei n° 11.457, de 16 de março de 2007, recebeu nova numeração, passando a consubstanciar o processo de n° 13770.001015/200709. 2. Tratase de crédito tributário lançado pela Fiscalização contra o interessado acima identificado, que, de acordo com o Relatório Fiscal de fls. 113/128, é relativo às contribuições destinadas à Seguridade Social correspondentes à parte da empresa e de segurados a partir de 04/2003 conforme o art. 4o da Lei 10.666/2003, seguindo o limite estabelecido no artigo 28, § 5o da lei 8.212/91, para o período de 01/97 a 11/05. 3. Ainda segundo o Relatório Fiscal: 3.1. Da empresa: 3.1.1. É uma Sociedade Anônima de Capital Fechado, conforme Estatuto Social. 3.1.2. Possui matriz, filiais 1 e 2 e depósito fechado, todos com atividades relacionadas ao objeto social da empresa (atividades relacionadas à importação e exportação). 3.2. Do grupo econômico: Constatouse que a notificada faz parte de um conjunto de empresas juridicamente independentes, tendo cada uma personalidade jurídica própria. Tais empresas possuem o mesmo objeto social, outras dentro do mesmo seguimento econômico e outras exercem atividades que se completam; às vezes são prestadoras de serviços umas das outras em atividade de apoio, tudo no sentido de tornar o grupo mais rentável possível, com o barateamento dos custos e com otimização dos procedimentos. Examinando os Contratos, Estatutos e Atas de Assembléias das diversas empresas integrantes do grupo, verificouse haver co responsáveis em comum nas Ltdas (sócios) e nas Sociedades Anônimas (diretores), além da nítida relação de parentesco entre eles. Algumas empresas exercem suas atividades dentro das instalações da BARTER, não tendo as mesmas seu estabelecimento e endereço próprios. A contabilidade das empresas componentes do grupo é feita no mesmo local onde é realizada a contabilidade da BARTER, em suas dependências, pelo mesmo Contador, que assina como responsável pela escrituração contábil de todas elas. 3.2.5. Anexa Termo de Distrato do Contrato de Prestação de Servii/os entre a BETRA TRADING S/A e a BARTER, cujo funcionamento seria nas mesmas dependências, além do termo de Transferência, em que se dá a transferência de segurados empregados das empresas do mesmo grupo sem a correspondente rescisão do contrato de trabalho, assumindo, Fl. 1703DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 4 5 dessa forma, a BARTER, total responsabilidade pela continuidade do contrato celebrado entre as partes. Essa situação evidencia a caracterização do grupo econômico (item 3 do citado Termo de Transferência), onde as empresas admitem, inclusive, integrar o mesmo grupo econômico. Concluise pela formação de um grupo econômico por excelência. São as empresas formadoras do grupo econômico: Barter Comércio Internacional S/A; Betra Trading S/A; Flexpar Investimentos e Participações Ltda; Expar Investimentos e Participações Ltda; INNPAR Investimentos Nacionais e Participações Ltda; NEW Participações Ltda; Base Transportes e Locações Ltda; Nova Importação e Exportação Ltda; Agropecuária Modelo Ltda; FRH Fornecedora de Recursos Humanos; 3.3. Constituem fatos geradores das contribuições lançadas: 3.3.1. Pagamentos efetuados a contribuintes individuais autônomos através de RPA's e empresários a título de pró labore discriminados nos Recibos de Pagamentos e confirmados no Livro Diário, (levantamento Cl até 12/98) 3.3.2. Pagamentos efetuados a contribuintes individuais a título de Adiantamentos/Empréstimos que não foram ressarcidos à empresa, haja vista não haver discriminação de tais valores como baixa ou devolução em conta específica. Alguns pagamentos permanecem em aberto até 30/10/2006, última competência fiscalizada, e outros em contrapartida de conta de despesas, não havendo o efetivo ressarcimento, (levantamentos AD até 12/98 e ADG a partir de 01/99). Em análise da Contabilidade percebese a evolução do saldo da conta Adiantamentos/Empréstimos, ocorrendo apenas o débito e, eventualmente, o crédito da mesma. A empresa transfere saldo de conta empréstimo para adiantamentos e vice versa, dificultando sua análise. Conclui que é uma forma da empresa remunerar contribuintes individuais, utilizandose de outra conta contábil, configurandose portanto salário de contribuição. 3.3.3. Pagamentos efetuados a título de aluguéis para os sócios Raul de Paula Machado e Arnaldo Assis Martins Júnior, (levantamentos AL até 12/98 e ALG a partir de 01/99). Fl. 1704DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 3.4. Foram aproveitados para fins de dedução todos os pagamentos efetuados pela empresa, verificados no conta corrente da mesma, assim como os depósitos judiciais convertidos em renda para o INSS. Os elementos examinados para apuração do débito foram GPSs, RPAs, Recibos de Pagamentos a Aluguéis por meio de cópias de cheques e Livros Diário e Razão. A empresa não informou os fatos geradores em GFIP a partir da competência 01/1999. Foi lavrada Representação Fiscal para Fins Penais tendo em vista a configuração, em tese, do crime de sonegação de contribuição previdenciária. Da impugnação da Barter 4. O interessado acima apresentou, em 31/07/2007, sua impugnação conforme instrumento de fls. 146/209, anexando cópias de documentos às fls. 210/372. Alega, em síntese: Decadência para se constituir créditos tributários cujo fato gerador seja anterior a cinco anos da data da notificação do lançamento. Da inexistência de Grupo Econômico e a inaplicabilidade da responsabilidade solidária: A Barter não forma com as demais empresas um grupo econômico de qualquer espécie, sendo inaplicável a responsabilidade solidária de que trata o art. 30, IX da lei 8.212/91. A responsabilidade solidária das empresas integrantes de um grupo econômico é tributária, devendo obedecer aos princípios norteadores do direito tributário, dentre eles os da legalidade estrita. Sendo assim, devese ter por base o conceito legal da lei 8.212/91 e não só construções doutrinárias e/ou jurisprudenciais. Devese também considerar as definições da Lei 6.404/76, assim como da CLT. Norteia sua defesa no sentido de que o indispensável para a caracterização de um grupo econômico é a unidade de direção. Não cabe a interpretação elastecida do Direito do Trabalho para embasar a conclusão pela existência de um grupo econômico de fato. Assim, mesmo no caso de um grupo econômico por coordenação, haveria a necessidade de haver uma direção comum, o que não restou comprovado durante a fiscalização. 4.2.6. Admite a existência de participação pela impugnante em um grupo econômico, pelo período de 30/03/2001 a 23/04/2004, em que a impugnante era controlada pela empresa INNPAR, Fl. 1705DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 5 7 conforme documentos anexos. Nesta ocasião, a INNPAR possuía participações em outras empresas, dentre as quais a BETRA TRADING S/A, quando cedia mãodeobra à Impugnante. Foi em virtude dessa relação e neste contexto que foram confeccionados os seguintes documentos: Distrato do Contrato de Prestação de Serviços e o Termo de Transferência dos segurados empregados da BETRA para a impugnante. 4.2.7. De fato, atualmente admite que a Barter compõe juntamente com a sua controladora (FLEXPAR) um grupo econômico, conforme se vê em seu estatuto social, mas entende ser um exagero estender este grupo a todas as empresas elencadas pela auditoria. Verificase que estas nuances não foram consideradas pela auditora fiscal a qual deixou de esclarecer que o grupo econômico, se é que pode ser assim denominado, só existiu de 28/02/2001 a 10/10/03 e não englobava todas as empresas indicadas na NFLD, não podendo a responsabilidade solidária de que trata a Lei 8.212/91 ser estendida indiscriminadamente como ocorreu. A responsabilidade é tributária, daí ser necessária a comprovação dos requisitos dos artigos 134 e 135 do CTN para fins de responsabilização de pessoas físicas, o que não houve. Também não merece guarida o argumento de que as empresas exerciam suas atividades dentro da Barter e de que não teriam estabelecimento próprio, apresentando suas justificativas a respeito. Contesta a alegação de que a contabilidade de todas as empresas relacionadas seria feita no mesmo local onde é feita a contabilidade da impugnante. Pelo exposto, conclui pela total improcedência da inclusão das empresas e respectivos sócios e acionistas como responsáveis solidários. Contesta o Relatório de Representantes Legais e o Relatório de Vínculos. Quanto ao Relatório de Representantes Legais, o mesmo deve ser corrigido, haja vista que a fiscalização se equivocou quando indicou algumas pessoas físicas como diretores, assim como os seus períodos de atuação. Quanto ao Relatório de Vínculos, alega a inexistência de Grupo Econômico e a inaplicabilidade da responsabilidade solidária, a seguir. 4.3. Da inexistência de vínculo empregatício 4.3.1. A fiscalidade não se ateve aos critérios da norma consolidada para caracterização do vínculo empregatício, tendo considerado como empregados pessoas que não mantém relação de emprego com a impugnante. Descreve suas razões de impugnação conforme fls. 173/185. Fl. 1706DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 4.4. Do contribuinte individual. 4.4.1. Alega que houve a decadência dos valores lançados sobres esta rubrica com base no artigo 173,1 do CTN. 4.5. Adiantamentos/Empréstimos Inexistência da Exigibilidade de Contribuição. A auditoria limitouse a analisar casos excepcionais em que os empréstimos adiantamentos não foram integralmente ressarcidos, presumindo a partir daí que todos os demais tratavamse na verdade de remuneração paga a contribuintes individuais. Contudo esta presunção não condiz com a realidade. No art. 9o, inc. V do Decreto 3.048/99 não se vislumbram entre os contribuintes individuais muitas das pessoas elencadas pela auditoria no Relatório de Lançamentos RL. A auditoria não apontou de forma clara os dispositivos legais que deram embasamento à presente notificação em relação a este fato gerador, ferindo os princípios do contraditório e ampla defesa. Alega que não são todos os empréstimos que ainda não foram quitados, destacando especificadamente vários deles, conforme fls. 189/192, dentre eles os empréstimos à: Luiz Phelippe de Araújo Schneider Padilha: parte da dívida foi quitada pelo Sr. Luiz Phelippe mediante depósito, conforme razão em anexo. Os demais valores foram transferidos para a Schneider Assessoria em Comércio Exterior Ltda, mediante assunção de débito, nos termos do art. 299 do Código Civil e estão sendo quitados mediante compensação com créditos decorrentes de comissões devidas a esta empresa pela ora impugnante. Vitor de Pinho: a dívida do Sr. Vitor foi integralmente transferida para a VPR Consultoria mediante assunção de débito, nos termos do art. 299 do Código Civil, conforme se vê no Razão em anexo. Tais débitos estão sendo gradualmente quitados mediante compensação com créditos oriundos de comissões devidas a esta empresa pela ora impugnante. Múcio Machado Borges: todos os empréstimos concedidos ao Sr. Múcio foram integralmente quitados, conforme se vê no extrato razão em anexo. Carlos Renato Pinheiro Fontes: parte da dívida foi compensada com créditos do Sr. Carlos Renato em relação à ora impugnante, oriundos da aquisição dos haveres do BANDES contra a impugnante, conforme Ata de Assembléia Extraordinária em anexo. A parte restante foi repactuada por meio de novação de dívida, conforme se vê no contrato em anexo. Fl. 1707DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 6 9 Leonardo Braga de Assis: parte da dívida do Sr. Leonardo foi transferida para a Sra. Adriana Braga de Assis, que a assumiu como parte do pagamento das cotas da empresa NOVA Importação e Exportação Ltda que adquiriu, conforme se vê no contrato de cessão de direitos, em anexo. A dívida restante foi repactuada, conforme contrato de novação de dívida em anexo. 4.5.5. Conforme afirmado anteriormente, os registros contábeis não coadunam com o asseverado pela auditoria fiscal, haja vista que a quase totalidade dos adiantamentos/empréstimos foram restituídos à impugnante. Portanto, não se pode considerar remuneração os valores devolvidos por quem os recebeu. Desconsiderar as relações de direito privado no que tange aos empréstimos/mútuo, é agir com arbitrariedade. Invoca o art. 104 do Código Civil. Entende que foram cumpridos todos os requisitos para a celebração de um negócio jurídico válido: agente capaz (por tratarse a Barter de uma empresa regularmente constituída e de outro lado pessoas físicas ou jurídicas plenamente capazes), objeto lícito (sendo o empréstimo regulamentado legalmente, com fulcro no art. 586, cujos valores são discriminadamente contabilizados, se trata, pois, de um objeto lícito) e forma prescrita ou não defesa em lei (não há base legal que exija para os contratos de empréstimos a forma escrita, de outro modo, não se proíbe que estes contratos sejam feitos verbalmente, sendo assim, os empréstimos que não se materializam em contrato formal, não deixam de ter validade jurídica, resultando no completo cumprimento dos requisitos de validade dos empréstimos celebrados). A partir da CF 88 as contribuições previdenciárias readquiriram a sua natureza tributária, assim, alude ao art. 110 do CTN a fim de justificar seu entendimento que não pode o Fisco descaracterizar um instituto do Dir. Privado, como é o caso do mútuo, a fim de caracterizálo como remuneração. Mútuo e remuneração apresentam conceitos diferentes, não podendo o mútuo se enquadrar no conceito de salário de contribuição do art. 28, I da Lei 8.212/91. Assim, não se pode considerar o mútuo como fato gerador de contribuição previdenciária. Tal instituto exige a restituição do que foi emprestado, e, pela documentação em anexo, verificase que os referidos contratos não foram descartados pela mutuante (a impugnante) como se jamais existissem., mas pelo contrário. Fl. 1708DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 Se existem empréstimos que ainda não foram pagos, a impugnante ainda tem prazo legal para cobrálos de acordo com o Código Civil. Se existem contratações que ainda não foram pagas, outras tantas o foram, divergindo do afirmado pela auditoria. Assim, não há uma determinação sobre a temporalidade em que os empréstimos devem ser restituídos, tampouco que sua indeterminação do prazo traria a sua descaracterização. Portanto, não há que se falar em infração ao artigo 32, IV, §5 ° da lei 8.212/91 e nem no crime de sonegação de contribuição previdenciária. 4.6. Da inexistência do pagamento in natura Alega que inexistiu pagamento in natura aos sócios Raul e Agnaldo, haja vista que os imóveis não se encontravam disponíveis exclusivamente aos mesmos, mas sim ao acomodamento de diversas outras pessoas, visando à consecução dos trabalhos da empresa. Apresenta jurisprudência a respeito. 4.7. Do Relatório de Representantes Legais 4.7.1. Contesta o Relatório de Representantes Legais e o Relatório de Vínculos; Quanto ao Relatório de Representantes Legais, há de se corrigir os erros constantes no mesmo porquanto se vê que a auditoria se equivocou quando indicou algumas pessoas físicas na função de "diretores", bem como os seus "períodos de atuação". Segundo a definição do art. 47 do Código Civil de 2002 e art.17 da lei 3.071 de 1916, não poderiam ser incluídos neste relatório os sócios cotistas ou acionistas que não detiveram qualquer função de administração junto à impugnante. Patrícia Marques Rodrigues de Sousa (em 13/10/95 a 30/03/01), Andréa Braga de Assis (em 13/10/95 a 30/03/01), Emílio Álvares Coppola (em 13/10/95 a 30/03/01) e Leônidas José Braga de Assis (em 31/03/00 a 30/03/01), não atuaram na função de diretores, devendo ser excluídos da relação em comento. 4.7.5. Outros períodos de atuação também foram indicados equivocadamente, devendo ser corrigidos: Alcione Vaz de Assis (04/07/89 a 30/03/01), Carlos Renato Pinheiro Fontes (03/04/96 a 17/02/06), Erika de Paula Machado Martins (03/04/96 a 13/01/98) e Raul de Paula Machado (13/01/98 a 30/03/00). Fl. 1709DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 7 11 Da impugnação da Flexpar Investimentos e Participações Ltda 5. A empresa foi notificada em 26/07/2007, fls. 143, apresentando defesa conforme instrumento de fls. 394/407, em 27/08/2007, procuração às fls. 393 e documentos às fls. 408/456. Alega em síntese: Decadência dos créditos havidos em período anterior a 2001, com fulcro no art. 156, V do CTN; A inexistência de Grupo Econômico e a inaplicabilidade da responsabilidade solidária. Da impugnação da Base Transportes e Locações Ltda 6. A empresa foi notificada em 26/07/2007, fls. 142, apresentando defesa conforme instrumento de fls. 459/471, em 24/08/2007, procuração às fls. 458 e documentos às fls. 472/492. Alega em síntese: Decadência dos créditos havidos em período anterior à 2001, com fulcro no art. 156, V do CTN; A inexistência de Grupo Econômico e a inaplicabilidade da responsabilidade solidária. Da impugnação da Expar Investimentos e Participações Ltda 7. A empresa foi notificada em 26/07/2007, fls. 376, apresentando defesa conforme instrumento de fls. 494/505, em 26/08/2007 e documentos às fls. 506/544. Alega em síntese: 7.1. Decadência dos créditos havidos em período anterior à 2001, com fulcro no art. 156, V do CTN; 7.2. A inexistência de Grupo Econômico e a inaplicabilidade da responsabilidade solidária. Da impugnação da Agropecuária Modelo Ltda 8. A empresa foi notificada em 31/07/2007, fls. 377, apresentando defesa conforme instrumento de fls. 547/559, em 24/08/2007, procuração às fls. 546 e documentos às fls. 560/591. Alega em síntese: Decadência dos créditos havidos em período anterior à 2001, com fulcro no art. 156, V do CTN; Fl. 1710DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 A inexistência de Grupo Econômico e a inaplicabilidade da responsabilidade solidária. Da impugnação da New Participações Ltda 9. A empresa foi notificada em 26/07/2007, fls. 145, apresentando defesa conforme instrumento de fls. 594/609, em 24/08/2007 e documentos às fls. 610/630. Alega em síntese: Decadência dos créditos havidos em período anterior à 2001, com fulcro no art. 156, V do CTN; A inexistência de Grupo Econômico e a inaplicabilidade da responsabilidade solidária. Da impugnação da Nova Importação e Exportação Ltda 10. A empresa foi notificada em 26/07/2007, fls. 377, apresentando defesa conforme instrumento de fls. 633/645, em 24/08/2007, procuração às fls. 632 e documentos às fls. 646/702. Alega em síntese: Decadência dos créditos havidos em período anterior à 2001, com fulcro no art. 156, V do CTN; A inexistência de Grupo Econômico e a inaplicabilidade da responsabilidade solidária. Da impugnação da FRH Fornecedora de Recursos Humanos Ltda 11. A empresa foi notificada em 26/07/2007, fls. 144, apresentando defesa conforme instrumento de fls. 705/717, em 24/08/2007, procuração às fls. 704 e documentos às fls. 718/733. Alega em síntese: Decadência dos créditos havidos em período anterior à 2001, com fulcro no art. 156, V do CTN; A inexistência de Grupo Econômico e a inaplicabilidade da responsabilidade solidária. Da impugnação da Betra Trading S/A 12. A empresa foi notificada em 21/08/2007, fls. 384, apresentando defesa conforme instrumento de fls. 734/746, em 20/09/2007, procuração às fls. 748 e documentos às fls. 749/777. Alega em síntese: DRJ/RJ1 Fls. 1.043 Fl. 1711DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 8 13 Decadência dos créditos havidos em período anterior à 2001, com fulcro no art. 156, V do CTN; A inexistência de Grupo Econômico e a inaplicabilidade da responsabilidade solidária. Da impugnação da Innpar Investimentos Nacionais e Participações Ltda 13. A empresa foi notificada em 21/08/2007, fls. 382/3, apresentando defesa conforme instrumento de fls. 778/789, em 20/09/2007, procuração às fls. 803 e documentos às fls. 790/843. Alega em síntese: Decadência dos créditos havidos em período anterior à 2001, com fulcro no art. 156, V do CTN; A inexistência de Grupo Econômico e a inaplicabilidade da responsabilidade solidária. Da Diligência O presente processo foi encaminhado à DRJ/RJOII para julgamento, sendo, então, requerida a diligência fiscal conforme fls. 845/847, para manifestação da auditoria a respeito das alegações da empresa sobre o levantamento com base nos pagamentos efetuados aos segurados contribuintes individuais a título de adiantamento/empréstimos não ressarcidos e para proceder às atualizações cadastrais de acordo com as alterações contratuais apresentadas pela empresa. Em resposta é emitido despacho, fls. 849/851, cujas informações são, a seguir, reproduzidas, em síntese: 15.1. São feitas considerações em relação a cada contribuinte individual, e com relação aos seguintes segurados foram incluídos no período decadente:Alcione Vaz de Assis, Raul de Paula Machado, Tomás Janos Bodolay, Dalva Marchiori, Coriolando Aurélio de Almeida, Ildiko de Paula Machado, Carlos Alberto Silva Vieira, Luciana Martins, Paulo Sérgio Salviano, Marilene Vilano. 15.2. A seguir, são apresentadas as considerações em relação aos segurados inseridos em período não decadente: Luiz Phelippe de Araújo Scheneider Padilha: Apesar da impugnante alegar que parte da dívida foi quitada mediante depósito e parte foi transferida mediante assunção de Fl. 1712DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 débito, a mesma não apresentou nenhum documento que desse suporte para corroborar o lançamento efetuado na contabilidade. Quanto a assunção do débito não foi apresentado nenhum documento que comprovasse a transferência da dívida, ou seja, um consentimento expresso ao credor (Barter). Verificase também através da contabilidade que no período de 06/02 a 08/03 foi pago ao Sr. Luiz Phelippe um valor constante de R$ 3.000,00, desamparado de qualquer contrato. Os contratos de mútuo às fls. 299 e 300 não estão revestidos das formalidades legais, uma vez que não encontramse registrados nos órgãos competentes para que possam fazer provas junto a terceiros, o que impede que façam prova junto ao fisco. Desta forma, os fatos apresentados pelo Sr. Luiz Phelippe não modificam o valor do débito ora lançado. Vitor de Pinho Conforme lançamentos efetuados no Razão Analítico às fls. 338 a 341 verificase a habitualidade dos valores constantes a ele pagos, a título de adiantamento e empréstimocontrato de mútuo. A empresa não apresenta documentos que sustentem tal alegação. Quanto à transferência da dívida mediante assunção do débito do Sr. Vítor de Pinho para a VPR Consultoria S/C da qual é sócio, também não comprova expressamente o consentimento do credor (Barter). Os fatos novos anexados pela impugnante ao processo não modificam em nada o valor do débito ora lançado. Múcio Machado Borges Conforme lançamentos efetuados no Razão Analítico verificase pagamentos com habitualidade de valores constantes a ele pagos, a título de empréstimocontrato de mútuo. A impugnante não comprova documentalmente tais lançamentos e em especial que tais empréstimos foram realizados por contrato de mútuo. Carlos Renato Pinheiro Fontes Todos os elementos apresentados pela empresa já foram analisados quando da ação fiscal, não apresentando fatos novos que pudessem modificar o débito ora lançado. Leonardo Braga de Assis Todos os elementos apresentados pela empresa já foram analisados quando da ação fiscal, não apresentando fatos novos que pudessem modificar o débito ora lançado. 15.3. Com relação a proceder às atualizações cadastrais de acordo com as alterações contratuais apresentadas pela empresa, a auditora notificante informa: Esclarecemos que essa Auditoria procedeu a inclusão dos sócios quando limitada e acionistas quando sociedade anônima que não faziam parte da administração da empresa, com o objetivo de Fl. 1713DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 9 15 evidenciar que os mesmos eram comuns ao quadro societário das outras empresas que formam o grupo econômico. Por uma limitação do sistema, em se tratando de S/A a única opção é de Diretor, ainda que não façam parte da direção.| De acordo com as alterações contratuais constantes do processo e as apresentadas na diligência, foram procedidas as atualizações cadastrais com a devida qualificação dos responsáveis legais e período de atuação a partir da competência janeiro/2002, uma vez que até a competência dezembro/2001já está decadente. Sócio Gerente/Diretor Agnaldo de Assis Martins Júnior Período: até 21/08/02 sócio gerente na LTDA Período: até 22/08/02 em diante Diretor na S/A Carlos Renato Pinheiro Fontes Período: até 21/08/02 sócio gerente na LTDA Período: até 22/08/02 a 17/02/06 e de 14/12/06 em diante Diretor na S/A Carlos Alberto Silva Vieira Período: 14/03/06 em diante Diretor na S/A 15.4. Em relação à decadência, considerando a edição da Súmula Vinculante n° 8 e o Parecer da PGFN 1.617, manifesta se pela decadência a partir da competência Janeiro/2002. Da manifestação das notificadas após a realização da diligência 16. A empresa notificada e as responsabilizadas solidariamente foram cientificadas do resultado da diligência conforme fls. 860/893. 16.1. A Barter junta pedido às fls. 894, vol. V, para que seja intimada à Av. Acesso Rodoviário, Quadra 09, Módulos 02/03, TIMS, Serra/ES, CEP: 29.161376. Da Innpar Investimentos Nacionais e Participações Ltda 17. A empresa foi notificada do resultado da diligência através de seu sócio em 11/09/2009, fls. 893, tendo protocolado sua manifestação em 18/09/2009, fls. 895/896. Alega em síntese: Fl. 1714DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 16 A defendente recebeu comunicação enviada pelo SECAT/Vitória na qual foi cientificada que foi elaborado relatório fiscal complementar relativo à NFLD em comento, entretanto, não recebeu relatório fiscal complementar correspondente, tal como ocorrido na primeira intimação do ofício, oportunidade na qual sequer recebeu os autos da NFLD. Em sendo assim, a mesma se vê impossibilitada de oferecer nova impugnação ou aditar as razões de defesa já apresentadas. Desta forma, requer sejam ratificados os termos da impugnação já apresentada (20/09/2007), a qual fundase na decretação de decadência, inexistência de grupo econômico e de responsabilidade solidária, de modo que, mais uma vez, não entra no mérito do Relatório Fiscal elaborado em face da empresa BARTER, posto não possuir os subsídios necessários à defesa de seus direitos, haja vista não ter recebido, como dito anteriormente, o relatório objeto da presente comunicação. Da Betra Trading S/A 18. A empresa foi notificada do resultado da diligência através de sua sócia em 12/09/2009, fls. 892, tendo protocolado sua manifestação em 18/09/2009, fls. 899/900. Alega em síntese: A defendente recebeu comunicação enviada pelo SECAT/Vitória na qual foi cientificada que foi elaborado relatório fiscal complementar relativo à NFLD em comento, entretanto, não recebeu relatório fiscal complementar correspondente, tal como ocorrido na primeira intimação do ofício, oportunidade na qual sequer recebeu os autos da NFLD. Em sendo assim, a mesma se vê impossibilitada de oferecer nova impugnação ou aditar as razões de defesa já apresentadas. Desta forma, requer sejam ratificados os termos da impugnação já apresentada (20/09/2007), a qual fundase na decretação de decadência, inexistência de grupo econômico e de responsabilidade solidária, de modo que, mais uma vez, não entra no mérito do Relatório Fiscal elaborado em face da empresa BARTER, posto não possuir os subsídios necessários à defesa de seus direitos, haja vista não ter recebido, como dito anteriormente, o relatório objeto da presente comunicação. Da Agropecuária Modelo Ltda 19. A empresa foi notificada do resultado da diligência em 22/07/2009, fls. 877, tendo protocolado sua manifestação em 28/07/2009, procuração às fls. 905. Alega em síntese: Quando da primeira intimação, por não possuir os subsídios necessário e por não ter recebido a NFLD, a defendente ficou impossibilitada de apresentar impugnação em face de toda matéria possivelmente elencada, tendo, por conseguinte, fundadose tão somente na existência da decadência e na inexistência de grupo econômico. Mais uma vez se vê impossibilitada de apresentar manifestação quanto aos pontos tratados na diligência em comento, haja vista Fl. 1715DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 10 17 não ser conhecedora de toda matéria alegada no relatório fiscal complementar, bem como não possuir elementos necessários para contrapor as considerações do aludido relatório. Não obstante o supramencionado, da leitura das fls. 817/818, verificase que a diligência concluiu, com base na Súmula Vinculante n° 8 do STF, que o prazo decadencial de 10 anos é inconstitucional, tal como sustentado na primeira impugnação. Assim, ratifica os termos da impugnação já apresentada, restando para análise a decretação da inexistência de grupo econômico e da responsabilidade solidária, não entrando no mérito do Relatório Fiscal da empresa Barter, por não possuir os subsídios necessários. Da Barter Comércio Internacional SA 20. A empresa foi notificada do resultado da diligência em 13/07/2009, fls 871, tendo protocolado sua manifestação em 22/07/2009, fls. 914/926, procuração às fls. 927. Alega em síntese: Primeiramente, conforme fls. 817/818, o período do lançamento passou a ser determinado somente a partir da competência janeiro/2002. Assim, não contradiz ou adita defesa em relação a este ponto. Em seguida, passa a contrapor as considerações a respeito de cada segurado contribuinte individual, não mencionadas as pessoas físicas na qual se apurou a decadência. Assim, apresenta suas razões de defesa às fls. 915/926 em relação à: Luiz Phelippe de Araújo Scheneider Padilha, Edivaldo Santos, Vitor de Pinho, Múcio Machado Borges, Carlos Renato Pinheiro Fontes e Leonardo Braga de Assis. A seguir são reproduzidas em síntese: Luiz Phelippe de Araújo Scheneider Padilha: 20.2.1. Conforme se depreende dos documentos que acompanham a impugnação originária, é forçoso asseverar que a auditoria ignora um depósito bancário feito pelo Sr. Luiz Phelippe, no valor de R$ 16.252,50, o que corrobora a existência do empréstimo concedido pela Barter. 20.2.2. Mútuo e remuneração apresentam conceitos diferentes. Assim, não somente pelo comprovante de depósito acima mencionado como forma de quitação parcial do mútuo, mas também pela regular e válida escrituração contábil, os valores cedidos pela Barter o foram a título de empréstimo. 20.2.3. Não se contentando com as provas documentais, requer o depoimento pessoal do Sr. Luiz Phelippe, nos termos do § único do art. 221 do Código Civil. Fl. 1716DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 18 Baseia seus argumentos nos artigos 226, 229 e seguintes do Código Civil, entendendo que os registros contábeis neste caso fazem prova a favor da impugnante, e, com relação à assunção de dívida, pelo fato de o Código Civil não determinar a obrigatoriedade de contrato escrito para validação da assunção, mas apenas consentimento expresso do credor, o consentimento da empresa Barter pode ser cristalinamente observado mediante a inclusão do saldo transportado para a empresa Schneider Assessoria em Comércio Exterior Ltda, no seu respectivo razão analítico, que compreende expressa declaração de vontade. Ademais, a dispensa de formalidade foi peculiar do caso, uma vez que o Sr. Luiz Phelippe é sóciogerente da empresa Schneider, ou seja, não se trata de uma empresa totalmente estranha à relação. Com relação às alegações da fiscalidade que os contratos de mútuo não estão revestidos de formalidades legais por não se encontrarem registrados nos órgãos públicos, bem como com que habitualidade os valores foram depositados no período de 06/02 a 08/03, a defendente prossegue a sua defesa da seguinte forma: Com relação à habitualidade, para a configuração do mútuo, não importa quantas vezes fora pactuado o empréstimo, mas sim, que o mesmo seja restituído no mesmo gênero e quantidade, tal como ocorrido na relação entre as partes contratantes e, divergindo neste ponto da natureza da remuneração. 20.2.8. O fundamento de que os contratos apresentados não estão revestidos de formalidade também não deve prosperar, isso porque, são princípios basilares do Direito Contratual a autonomia da vontade e a liberdade contratual, conforme se observa do disposto no art. 421 do Código Civil. 20.2.9. Defende também, com base no art. 104 do CC, que não há previsão para o contrato em espécie o registro nos órgãos públicos. Edivaldo Santos A auditoria informa que a impugnante não apresentou os documentos que deram suporte ao lançamento contábil referente à quitação integral feita pelo Sr. Edivaldo, entretanto, ignora os documentos anexados pela impugnante, pois como se observa dos documentos em apenso à impugnação primitiva, há comprovantes de depósitos realizados da empresa subscritora, a título de restituição do empréstimo obtido pelo Sr. Edivaldo. Não obstante o supra mencionado, o fato de não haver os comprovantes correspondentes à quitação integral do mútuo, não é fundamento suficiente para descaracterizar os empréstimos, pois os livros da sociedade provam a seu favor, podendo ser confirmado pelo depoimento pessoal do Sr. Edivaldo (§ú do art. 221 do CC). Vitor de Pinho Fl. 1717DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 11 19 Primeiramente, com relação às alegações da fiscalidade de que os valores pagos pela empresa ao Sr. Vitor foram realizados sem que tenha apresentado documentos que sustentem a alegação de adiantamento/empréstimo, defendese alegando que o fato de inexistir contrato que materialize a existência de mútuo não é suficiente para descaracterizar os empréstimos cedidos pela Barter. Isto porque, com base nos artigos 421 e 104 III do Código Civil, não há previsão que determine que o mútuo seja exteriorizado mediante contrato escrito, podendo as partes convencionálo verbalmente. Com relação à assunção do crédito, baseiase nos artigos 226 e 299 do Código Civil, entendendo que o consentimento da empresa Barter pode ser cristalinamente observado mediante a inclusão do saldo transportado para a empresa VPR Consultoria S/C, no seu respectivo razão analítico, que compreende expressa declaração de vontade, já em apenso aos autos. Ademais, a dispensa de formalidade foi peculiar do caso, uma vez que o Sr. Vitor é sóciogerente da empresa VPR, ou seja, não se trata de uma empresa totalmente estranha à relação. 20.2.15. Não se contentando com as provas documentais, requer o depoimento pessoal do Sr. Vitor, nos termos do § único do art. 221 do Código Civil. 20.2.16. Por fim, quanto ao argumento em que se verificou a habitualidade dos valores constantes a ele pagos a título de adiantamento/empréstimocontrato de mútuo, não é fator que descaracterize o mútuo, pois o que configura a relação de empréstimo não é quantas vezes o mesmo é pactuado, mas sim a restituição de quem recebeu a coisa, no mesmo gênero, qualidade e quantidade (Art. 586, CC). Múcio Machado Borges Em relação à habitualidade alegada pela fiscalidade, mais uma vez consubstancia sua defesa nos princípios basilares do Direito Contratual, quais sejam, a autonomia de vontade e a liberdade contratual, conforme se observa do disposto no artigo 421 do Código Civil, ratificado pelo art. 104, III do CC. Assim, as partes contratantes, em regra geral, possuem liberdade para contratarem entre si, o que pode ser observado quanto ao mútuo firmado entre a impugnante e o Sr. Múcio. O fato de inexistir contrato que materialize esta relação, não descaracteriza o mútuo. Os dispositivos legais que tratam do contrato de mútuo no CC não prevêem a necessidade de materialização da relação contratual estabelecida, apenas afirma que uma das determinações para a configuração do mútuo é o empréstimo de coisa fungível, no qual o mutuário fica obrigado a restituir ao mutuante o que dele recebeu no mesmo gênero, qualidade e quantidade. Assim, o fato de inexistir contrato que materialize esta relação não descaracteriza o mútuo. Fl. 1718DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 20 Mesmo que a relação contratual não esteja corporificada por meio de contrato, se encontra materializada por meio de razão analítico, o que, conforme asseverado anteriormente, faz prova em favor da sociedade a que pertence (art. 226 e §ú do CC), podendo, ainda, ser corroborada pelo depoimento pessoal do Sr. Múcio, nos termos do §ú do art. 221 do CC. 20.2.21. Refuta o argumento da habitualidade alegando que para a configuração do mútuo necessário se faz que haja a restituição dos respectivos valores, os quais foram integralmente quitados, constando, inclusive, nos documentos oportunamente juntados quando do protocolo da impugnação originária, um recebimento de caixa, escrito de próprio punho, datado de 30/12/2003 no valor de R$ 65.010,00. Carlos Renato Pinheiro Fontes Em relação aos argumentos da auditoria de que os elementos já foram analisados e de que não há fatos novos que modifiquem o débito lançado, alega que realmente não há fatos novos, haja vista que os documentos já em apenso são suficientes para retratar a relação de mútuo existente entre o Sr. Carlos Renato e a Barter. Da análise dos documentos, é límpido observar que o Sr. Carlos Renato confessou ser devedor de saldo apurado em diversos contratos de mútuo. Contudo, consoante documento intitulado "Aquisição de Direito Referentes a contrato de Financiamentos no Leilão FUNDAP n° 85", considerando que a Barter não possuía recursos para a liquidação do leilão, o Sr. Carlos Renato, em parceria com outros sócios, resolveu participar do leilão, em face do que despendeu de dinheiro próprio para tanto. Assim, os valores despendidos pelo Sr. Carlos Renato para o leilão FUNDAP foram compensados mediante quitação parcial dos empréstimos, de modo que a parte restante foi pactuada por meio de novação de dívida. As provas apresentadas em apenso à impugnação primitiva retratam, de fato e de direito, que os valores disponibilizados pela Barter ao sr. Carlos Renato tratamse de empréstimos, tendo sido referidos valores compensados com o valor que o Sr. Carlos Renato despendeu para com a quitação dos haveres do BANDES em favor da Barter. Conclui alegando que a autoridade fiscal ignora todos os documentos apresentados pela impugnante, e que, pela análise dos mesmos, verificase a insubsistência da autuação, por restar comprovado, mediante restituição e compensação, tratarse de mútuo e não remuneração, como pretende a auditoria. Leonardo Braga de Assis Em relação aos argumentos da auditoria de que os elementos já foram analisados e de que não há fatos novos que modifiquem o débito lançado, alega que mais uma vez a fiscalidade desconsiderou os documentos apresentados pela impugnante. Fl. 1719DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 12 21 Os documentos apresentados pela empresa subscritora são válidos e eficazes para demonstrar a relação de mútuo pactuada entre o Sr. Leonardo e a Barter. Há nos autos um contrato de confissão e novação de dívida no qual o Sr. Leonardo confessa ser devedor dos saldos apurados nos diversos contratos de mutuo. Não obstante o supra mencionado, o sr. Leonardo possuía cotas de uma empresa (Nova Importação e Exportação LTDA), as quais foram transferidas para a Sra. Adriana Braga de Assis, de modo que, como forma de pagamento pelas cotas, esta última assumiu a condição de devedora principal e por assunção de débito, em face da dívida daquele perante a empresa Barter, situação está devidamente documentada e já em apenso aos autos. A dívida restante foi repactuada mediante novação. Assim, os registros contábeis não se coadunam com o asseverado pela auditoria fiscal, haja vista que quase a totalidade dos adiantamentos/empréstimos foram restituídos à impugnante, o que pode ser confirmado mediante depoimento pessoal. Significa agir com arbitrariedade desconsiderar as relações de direito privado no que tange aos mútuos/empréstimos. Todos os requisitos necessários para a validade do negócio (art. 104 CC) jurídico se encontram presentes nos casos em análise. Não há base legal que exija para os contratos de empréstimos a forma escrita, de outro modo, não se proíbe que estes contratos sejam feitos verbalmente, sendo assim, os empréstimos que não se materializaram em contrato formal, não deixam de ter validade jurídica, resultando no completo cumprimento dos requisitos de validade dos empréstimos celebrados. Remetese à CF/88 e ao art. 110 do CTN a fim de afirmar que não pode a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado. Conclui que somente um entendimento poderseia ter frente às conceituações do mútuo e da remuneração: não há que se falar em arrecadação ou recolhimento das contribuições previdenciárias ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social, porquanto o contratado entre as pessoas mencionadas na NFLD foi mútuo, o quajjião se constitui em fato gerador de nenhum tributo previdenciário. Ratifica as alegações em relação à inexistência de grupo econômico e à responsabilização dos sócios. Por último, em sendo necessário para a confirmação dos documentos apresentados em apenso a impugnação originária, requer o depoimento pessoal das pessoas físicas elencadas, nos termos do § ú do art. 221 do Código Civil. Fl. 1720DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 22 Da Nova Importação e Exportação Ltda 21. A empresa foi notificada do resultado da diligência em 13/07/2009, fls. 873, tendo protocolado sua manifestação em 22/07/2009, fls. 942/943, procuração às fls. 944. Alega em síntese: Quando da primeira intimação, por não possuir os subsídios necessário e por não ter recebido a NFLD, a defendente ficou impossibilitada de apresentar impugnação em face de toda matéria possivelmente elencada, tendo, por conseguinte, fundadose tão somente na existência da decadência e na inexistência de grupo econômico. Mais uma vez se vê impossibilitada de apresentar manifestação quanto aos pontos tratados na diligência em comento, haja vista não ser conhecedora de toda matéria alegada no relatório fiscal complementar, bem como não possuir elementos necessários para contrapor as considerações do aludido relatório. Não obstante o supramencionado, da leitura das fls. 817/818, verificase que a diligência concluiu, com base na Súmula Vinculante n° 8 do STF, que o prazo decadencial de 10 anos é inconstitucional, tal como sustentado na primeira impugnação. Assim, ratifica os termos da impugnação já apresentada, restando para análise a decretação da inexistência de grupo econômico e da responsabilidade solidária, não entrando no mérito do Relatório Fiscal da empresa Barter, por não possuir os subsídios necessários. Da FRH Fornecedora de Recursos Humanos Ltda 22. A empresa foi notificada do resultado da diligência em 13/07/2009, fls. 875, tendo protocolado sua manifestação em 22/07/2009, fls. 956/957, procuração às fls. 958. Alega em síntese: Quando da primeira intimação, por não possuir os subsídios necessário e por não ter recebido a NFLD, a defendente ficou impossibilitada de apresentar impugnação em face de toda matéria possivelmente elencada, tendo, por conseguinte, fundadose tão somente na existência da decadência e na inexistência de grupo econômico. Mais uma vez se vê impossibilitada de apresentar manifestação quanto aos pontos tratados na diligência em comento, haja vista não ser conhecedora de toda matéria alegada no relatório fiscal 1 1 9 Fl. 1721DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 13 23 complementar, bem como não possuir elementos necessários para contrapor as considerações do aludido relatório. Não obstante o supramencionado, da leitura das fls. 817/818, verificase que a diligência concluiu, com base na Súmula Vinculante n° 8 do STF, que o prazo decadencial de 10 anos é inconstitucional, tal como sustentado na primeira impugnação. Assim, ratifica os termos da impugnação já apresentada, restando para análise a decretação da inexistência de grupo econômico e da responsabilidade solidária, não entrando no mérito do Relatório Fiscal da empresa Barter, por não possuir os subsídios necessários. Da Base Transportes e Locações Ltda 23. A empresa foi notificada do resultado da diligência em 13/07/2009, fls. 876, tendo protocolado sua manifestação em 22/07/2009, fls. 973/974, procuração às fls. 975. Alega em síntese: Quando da primeira intimação, por não possuir os subsídios necessário e por não ter recebido a NFLD, a defendente ficou impossibilitada de apresentar impugnação em face de toda matéria possivelmente elencada, tendo, por conseguinte, fundadose tão somente na existência da decadência e na inexistência de grupo econômico. Mais uma vez se vê impossibilitada de apresentar manifestação quanto aos pontos tratados na diligência em comento, haja vista não ser conhecedora de toda matéria alegada no relatório fiscal complementar, bem como não possuir elementos necessários para contrapor as considerações do aludido relatório. Não obstante o supramencionado, da leitura das fls. 817/818, verificase que a diligência concluiu, com base na Súmula Vinculante n° 8 do STF, que o prazo decadencial de 10 anos é inconstitucional, tal como sustentado na primeira impugnação. Assim, ratifica os termos da impugnação já apresentada, restando para análise a decretação da inexistência de grupo econômico e da responsabilidade solidária, não encontrando no mérito do relatório Fiscal da empresa Barter, por não possuir os subsídios necessários. Da New Participações Ltda 24. A empresa foi notificada do resultado da diligência em 13/07/2009, fls. 878, tendo protocolado sua manifestação em 22/07/2009, fls. 987/988, procuração às fls. 989. Alega em síntese: Fl. 1722DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 24 Quando da primeira intimação, por não possuir os subsídios necessário e por não ter recebido a NFLD, a defendente ficou impossibilitada de apresentar impugnação em face de toda matéria possivelmente elencada, tendo, por conseguinte, fundadose tão somente na existência da decadência e na inexistência de grupo econômico. Mais uma vez se vê impossibilitada de apresentar manifestação quanto aos pontos tratados na diligência em comento Não obstante o supramencionado, da leitura das fls. 8^7/818, verificase que a diligência concluiu, com base na Súmula Vinculante n° 8 do STF, que o prazo decadencial de 10 anos é inconstitucional, tal como sustentado na primeira impugnação. Assim, ratifica os termos da impugnação já apresentada, restando para análise a decretação da inexistência de grupo econômico e da responsabilidade solidária, não entrando no mérito do Relatório Fiscal da empresa Barter, por não possuir os subsídios necessários. Da Flexpar Investimentos e Participações Ltda 25. A empresa foi notificada do resultado da diligência em 13/07/2009, fls. 880, tendo protocolado sua manifestação em 22/07/2009, fls. 1003/1004, procuração às fls. 1005. Alega em síntese: Quando da primeira intimação, por não possuir os subsídios necessário e por não ter recebido a NFLD, a defendente ficou impossibilitada de apresentar impugnação em face de toda matéria possivelmente elencada, tendo, por conseguinte, fundadose tão somente na existência da decadência e na inexistência de grupo econômico. Mais uma vez se vê impossibilitada de apresentar manifestação quanto aos pontos tratados na diligência em comento, haja vista não ser conhecedora de toda matéria alegada no relatório fiscal complementar, bem como não possuir elementos necessários para contrapor as considerações do aludido relatório. Não obstante o supramencionado, da leitura das fls. 817/818, verificase que a diligência concluiu, com base na Súmula Vinculante n° 8 do STF, que o prazo decadencial de 10 anos é inconstitucional, tal como sustentado na primeira impugnação. Assim, ratifica os termos da impugnação já apresentada, restando para análise a decretação da inexistência de grupo econômico e da responsabilidade solidária, não entrando no mérito do Relatório Fiscal da empresa Barter, por não possuir os subsídios necessários. Da petição apresentada pela Barter Fl. 1723DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 14 25 26. A empresa Barter apresenta documento, juntado às fls. 1018/1019, entretanto a petição não é relativo a este processo, mas sim ao de n° 13770.000981/200709. Inconformada com a decisão, a BARTER apresentou recurso voluntário onde alega/questiona, em síntese: · Inexistência de grupo econômico e inaplicabilidade da responsabilidade solidária. · Questiona o lançamento incidente sobre empréstimos/adiantamentos. · Inexistência do pagamento in natura (aluguel). Os demais devedores solidários apresentaram recurso questionando a questão do grupo econômico e a solidariedade. À folha 1251 consta requerimento de desistência do recurso por parte da Barter (inclusão em parcelamento especial). É o relatório. Fl. 1724DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 26 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. Tendo em vista a desistência do recurso por parte da Barter, resta decidir acerca da questão do grupo econômico e solidariedade. GRUPO ECONÔMICO – SOLIDARIEDADE A solidariedade entre os grupos de empresas de qualquer natureza, quanto ao cumprimento das obrigações previdenciárias, está estabelecida na Lei n°. 8.212/91, em seu art. 30, inciso IX. Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: IX as empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações decorrentes desta Lei; O legislador, na Lei 8.212/91, especificou que a solidariedade é para grupo econômico de qualquer natureza. Portanto, não fica restrito aos grupos econômicos regularmente constituídos. O CTN, no artigo 124, estabelece regras para a solidariedade tributária. São elas: as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal ou as pessoas expressamente designadas por lei. Art. 124. São solidariamente obrigadas: Fl. 1725DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 15 27 I as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal; II as pessoas expressamente designadas por lei. Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem. Também a Consolidação das Leis do Trabalho Decretolei 5452/43 , em seu artigo 2º, § 2º estabelece a solidariedade (trabalhista) entre integrantes do mesmo grupo econômico e critérios legais para definição de grupo econômico. Conforme essa orientação, existe grupo econômico quando uma ou mais empresas, embora tendo cada uma delas personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra (grupo econômico por subordinação). Tratase de grupo econômico de dominação, que pressupõe uma empresa principal ou controladora e uma ou várias empresas controladas (subordinadas). Art. 2º Considerase empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. § 1º Equiparamse ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. Entretanto, o entendimento prevalente na Justiça do Trabalho é no sentido de que também é possível a configuração de grupo econômico sem relação de dominação, bastando que haja uma relação de coordenação entre as diversas empresas, como acontece quando o controle das empresas está nas mãos de uma ou mais pessoas físicas, detentoras de um número de ações suficiente para criar um elo entre todas (unidade de comando). "EMENTA: GRUPO ECONÔMICO CARACTERIZAÇÃO Para configuração do grupo econômico, não mister que uma empresa seja a administradora da outra, ou que possua grau hierárquico ascendente. Ora, para que se caracterize um grupo econômico basta uma relação de simples coordenação dos entes empresariais envolvidos. A melhor doutrina e jurisprudência Fl. 1726DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 28 admitem hoje o grupo econômico independente da controle e fiscalização de uma empresalíder. Basta unia relação de coordenação, conceito obtido por uma evolução na interpretação meramente literal do art. 2", parágrafo 2° da CLT," (TR7' 3° R. 4T RO/8486/01 Rel. Juiz Márcio Flávio Salem Vidigal DJMG 18/08/2001 P.14). "EMENTA: GRUPO ECONÔMICO Empresas que embora tenham personalidade jurídica distinta, são dirigidas pelas mesmas pessoas, exercem sua atividade no mesmo endereço e uma delas presta serviços somente á outra formam um grupo econômico a teor das disposições trabalhistas,sendo solidariamente responsáveis pelos legais direitos do empregado de qualquer delas." (TRT 3"R, 2T RO/1551/86 Rel. Juiz Édson Antônio Fiúza Gouthier DJMG 12/09/1986P.). "EMENTA : GRUPO ECONÔMICO DE FATO CARACTERIZAÇÃO, O parágrafo 2º do art. 2º da CLT deve ser aplicado de forma mais ampla do que o seu texto sugere, considerandose a finalidade da norma, e a evolução das relações econômicas nos quase sessenta anos de sua vigência. Apesar da literalidade do preceito, podem ocorrer; na prática, situações em que a direção, o controle ou a administração não estejam exatamente nas mãos de uma empresa, pessoa jurídica. Pode não existir uma subordinação especifica em relação a uma empresa mãe, mas sim uma coordenação, horizontal, entre as empresas, submetidas a um controle geral, exercido por pessoas jurídicas ou físicas, nem sempre revelado nos seus atos constitutivos, notadamente quando a configuração do grupo quer ser dissimulada. Provados, fartamente, o controle e a direção por determinadas pessoas tísicas que, de fato, mantém a administração das empresas„ sob um comando único, configurado está o grupo econômico, incidindo a responsabilidade solidária." (PROCESSO TRT/15ª REGIÃON00902200108315000R0 (22352/2002RO9) RECURSO ORDINÁRIO DA 3ª VARA DO TRABALHO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS). Em atenção ao princípio da verdade material, a responsabilidade solidária recai sobre grupos de empresas constituídos formal (contrato social ou estatuto social) ou informalmente, sendo que estes últimos são identificados a partir da análise da relação entre a empresa empregadora e as demais. Isto porque nem sempre é fácil a identificação da existência de grupo econômico, porque as empresas se utilizam de diferentes expedientes para ocultar o liame existente entre elas. A Justiça do Trabalho tem identificado grupos de empresas constituídos informalmente a partir dos seguintes indícios, conforme comentários da Juíza do Trabalho Regina M. V. Dubugras ao art. 2º, § 2º, da CLT (in CLT interpretada: artigo por artigo, parágrafo por parágrafo. Antonio Cláudio da Costa Machado (org.). Domingos Sávio Zainaghi (coord). 2ª ed. Barueri, SP: Manole, 2009. p. 4): Fl. 1727DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 16 29 · a direção e/ou administração das empresas pelos mesmos sócios e gerentes e o controle de uma pela outra; · a origem comum do capital e do patrimônio das empresas; · a comunhão ou a conexão de negócios; · a utilização da mãodeobra comum ou outros elos que indiquem o aproveitamento direto ou indireto por uma empresa da mãodeobra contratada por outra. No recurso e na impugnação apresentados pela Barter, existe o reconhecimento parcial do grupo econômico, conforme apresentado no relatório acima: 4.2.6. Admite a existência de participação pela impugnante em um grupo econômico, pelo período de 30/03/2001 a 23/04/2004, em que a impugnante era controlada pela empresa INNPAR, conforme documentos anexos. Nesta ocasião, a INNPAR possuía participações em outras empresas, dentre as quais a BETRA TRADING S/A, quando cedia mãodeobra à Impugnante. Foi em virtude dessa relação e neste contexto que foram confeccionados os seguintes documentos: Distrato do Contrato de Prestação de Serviços e o Termo de Transferência dos segurados empregados da BETRA para a impugnante. 4.2.7. De fato, atualmente admite que a Barter compõe juntamente com a sua controladora (FLEXPAR) um grupo econômico, conforme se vê em seu estatuto social, mas entende ser um exagero estender este grupo a todas as empresas elencadas pela auditoria. Por concordar com a decisão de primeira instância e por entender bem fundamentada em fatos, reproduzo aqui parte do texto, que também motiva meu posicionamento. 45. A Fiscalização constatou que a notificada "faz parte de um conjunto de empresas juridicamente independentes, tendo cada uma personalidade jurídica própria. Tais empresas possuem o mesmo objeto social, outras dentro do mesmo seguimento econômico e outras exercem atividades que se completam; às vezes são prestadoras de serviços umas das outras em atividade de apoio, tudo no sentido de tornar o grupo mais rentável possível, com o barateamento dos custos e com otimização dos procedimentos." Fl. 1728DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 30 46. Ou seja, verificase que a Barter e as outras empresas trabalham conjunto, no sentido de se obter cooperação e vantagens na atuação das mesmas. 47. Aliado a isso, a fiscalização verificou que no quadro administrativo encontrase, preponderantemente parentes cosanguíneos e afins, ficando evidenciado que o controle das empresas é exercido por um grupo familiar. A seguir, serão demonstradas as relações empresarias identificadas, para o período de 06/2002 em diante, haja vista que o período anterior foi abrangido pela decadência, como será demonstrado mais adiante. 47.1. A empresa Barter apresenta em seu quadro societário para o período de 2002 até 2004 as empresas INNPAR Invest. Nac. e Partic. Ltda e NOVA Import. e Export. Por sua vez a INNPAR possui como sócios Emílio Alvares Coppola, Andréia Braga de Assis e Patrícia Marques R.S. Álvares que faziam parte do quadro societário da BARTER. Estes se retiraram em 2001 da Barter e passaram a fazer parte do quadro societário da INNPAR. 47.2. A NOVA fazia parte do quadro societário da Barter até 04/2004, sendo que após este período se retirou e o que se verifica é que o seu quadro societário também modificase, passando a fazer parte também da sua composição a empresa EXPAR Invest. e Partic. Ltda. Esta compõe o quadro societário da Barter durante um ano, de abril de 2004 a abril de 2005. 47.3. A FLEXPAR Invest. E Partic. Ltda por sua vez, passa a fazer parte da composição social da Barter a partir de aril de 2005 assim como Carlos Alberto Silva Vieira passa a fazer parte da composição social da barter em março de 2006, sendo que também é sócio da empresa FRH Fornecedora de Recursos Humanos. 47.4. Pois bem, a FLEXPAR tem como sócios, entre eles, Raul de Paula machado e Emílio Álvares Coppola, que também são sócios da EXPAR, INNPAR, NEW e FRH. 47.5. A empresa BETRA Trading tem em sua composição social a partir de 2001 as empresas INNPAR e o sócio Alcione Vaz de Assis, sendo que em sua composição também entraram a empresa BARTER e NOVA, assim como outras pessoas físicas que comprovadamente apresentam relação de parentesco conforme restará demonstrado. 47.6. Também, as empresas FLEXPAR, EXPAR, INNPAR, NEW, BASE, NOVA, AGROPECUÁRIA MODELO E FRH possuem em seu quadro social a identidade de vários sócios, como resta demonstrado no Relatório Fiscal às fls. 116/123. 47.7.A BASE além de possuir identidade de sócios com as outras empresas do grupo, também teve a participação da Betra em 2001 , da INNPAR ao longo doano de 2002 até 2003, e atualmente conta com a participação da NEW. 47.8 Outrossim, a NOVA também conta com identidade de sócios do grupo e, a título de exemplo, teve a participação da INNPAR Fl. 1729DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13770.001015/200709 Acórdão n.º 2403002.687 S2C4T3 Fl. 17 31 de 2002 a 2004, assim como da EXPAR de abril de 2004 em diante. 47.9.A Agropecuária Modelo também tem em sua composição empresas do grupo, sendo elas INNPAR, NEW e EXPAR, além de possuir sócio pessoa física em comum com as outras, o Sr. Raul de Paula Machado. 47.10. A FRH contém em seu quadro societário vários sócios pessoas físicas em comum com as outras empresas do grupo, destacandose Raul de Paula Machado, Emílio Álvares Coppola, Adriana Braga de Assis, Andréia Braga de Assis, Patrícia Marques R.S. Álvares, Ildiko de Paula Machado e Agnaldo de Assis Martins Júnior, que, à época do presente lançamento, era o Diretor Presidente da Barter. 47.11. Como se observa da Ata de Assembléia Geral Extraordinária da BARTER às fls. 214, a FLEXPAR se apresenta como principal acionista da BARTER, sendo que verificase também neste documento que o Sr. Agnaldo de Assis Martins Júnior, Carlos Alberto Silva Vieira e Carlos Renato Pinheiro Fontes se apresentam como sócios minoritários, com uma só ação cada um e a FLEXPAR com mais de 3 milhões de ações. A FLEXPAR também apresenta o Sr. Agnaldo e Carlos Renato como seus sócios. 47.12. Além disso, a título exemplificativo, corroborando o entendimento emanado pela auditoria em seu Relatório fiscal, verificase vínculo familiar ou afim entre os seguinte sócios: Agnaldo de Assis Martins Júnior casado com Erika de Paula Machado Martins, Andréa Braga de Assis casada com Carlos Alberto Silva Vieira, Raul de Paula Machado casado com Ildiko de Paula Machado e, também, Carlos Renato Pinheiro Fontes, Alcione Vaz de Assis, Patrícia Marques Rodrigues de Souza Álvares e Emílio Álvares Coppola. 48.Como se não bastasse, a fiscalização constatou que as empresas praticam a transferência de empregados entre elas, sem que haja a rescisão do vínculo empregatício na empresa de origem, como pode se verificar no Termo de Transferência dos empregados da Betra para a Barter. 49.Ainda, a impugnante traz os cartões CNPJ das empresas responsabilizadas, o que só confirma o verificado pela auditoria, bem como descrito no relatório fiscal: que a empresas possuem o mesmo endereço, e que algumas exercem suas atividades dentro da Barter, não tendo as mesmas estabelecimento e endereço próprio. Portanto, também em relação a este ponto, entendo que não logrou êxito a impugnante com relação aos seus argumentos e documentos trazidos aos autos. 50. Outrossim, a impugnante se defende em relação ao fato apontado pela fiscalização de que todas as empresas teriam um mesmo contador, fato este não negado pela mesma e que, portanto, traduzse em fato incontroverso. A rigor, realmente, a existência de um contador não é requisito para caracterização Fl. 1730DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 32 de um grupo econômico, mas, entretanto, diante de tantas evidências de que há uma unidade de direção e mais o fato de que há uma única empresa que controla a contabilidade de todas elas, entendese que este fato traduzse em prova indiciária da existência de um grupo econômico. Entendo bem caracterizado o grupo econômico. CONCLUSÃO Voto por negar provimento aos recursos voluntários. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 1731DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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