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Numero do processo: 35377.000644/2007-99
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2301-000.313
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes, que votou em analisar e decidir o recurso. Sustentação oral: Marcos César Najjarian Batista. OAB: 127.352/SP.
Marcelo Oliveira - Presidente
Adriano Gonzales Silvério - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes, que votou em analisar e decidir o recurso. Sustentação oral: Marcos César Najjarian Batista. OAB: 127.352/SP. Marcelo Oliveira - Presidente Adriano Gonzales Silvério - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1712; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 2 1 1 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35377.000644/200799 Recurso nº 999.999Voluntário Resolução nº 2301000.313 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 18 de outubro de 2012 Assunto Conexão Recorrente INDUSTRIA E COMÉRCIO DE CARNES MINERVA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes, que votou em analisar e decidir o recurso. Sustentação oral: Marcos César Najjarian Batista. OAB: 127.352/SP. Marcelo Oliveira Presidente Adriano Gonzales Silvério Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério. Tratase de Auto de Infração nº 37.084.5706, o qual exige multa do sujeito passivo por ter sido constatada a entrega da GFIP com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, infringindo, dessa forma, a regra contida no artigo 32, inciso IV, 5º§, da Lei nº 8.212/1991. RE SO LU Çà O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 3 53 77 .0 00 64 4/ 20 07 -9 9 Fl. 527DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 35377.000644/200799 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.313 S2C3T1 Fl. 3 2 Segundo o relatório fiscal, a multa aplicada se justifica em razão do sujeito passivo ter deixado de declarar em GFIP a totalidade dos valores relativos à comercialização da produção, tendo em vista a sua atividade ser enquadrada como sendo de agroindústria. Devidamente intimada a Recorrente apresentou tempestivamente impugnação, a qual, em apertada síntese, sustentou que no período de 02/03 a 10/03 não se configurava como agroindústria e, poratanto verteu contribuições previdenciárias sobre a folha de pagamentos. Ademais, não deveria incidir contribuição sobre a compra e venda de carne, comercialização de produto rural importado, além das exportações via trading estarem acobertadas pela imunidade do artigo 149, § 2º da CF/88. A DRJ de origem determinou a conversão do julgamento em diligência, a qual resultou na Informação Fiscal a qual esclareceu que no presente levantamento foi considerada a receita obtida com a comercialização da produção rural própria e adquirida de terceiros, industrializada ou não. Não foram computados no lançamento valores relativos a exportação, assim como valores das devoluções de venda. O sujeito passivo fora devidamente intimado para se manifestar sobre a citada Informação Fiscal, porém quedouse inerte. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP, proferiu decisão julgando improcedente a impugnação. Inconformada com a r. decisão acima transcrita, a Recorrente interpôs, dentro do prazo legal, Recurso Voluntário perante este E. Conselho, requerendo, preliminarmente, o julgamento conjunto com a NFLD nº 37.084.5684, bem como reiterando os argumentos articulados na impugnação. É o Relatório. VOTO Conselheiro Adriano Gonzales Silvério, Relator Percebese que a lavratura do Auto de Infração em exame se deve em decorrência da apuração fiscal que averiguou a ausência da declaração em GFIP da totalidade dos valores relativos à comercialização da produção, tendo em vista a sua atividade ser enquadrada como sendo de agroindústria. Diante dessa atuação, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário requerendo, em sede de preliminar, o reconhecimento da conexão deste processo com a NFLD 37.084.5684, no qual foi apurada a obrigação principal, isto é, a incidência das contribuições previdenciárias sobre a agorindústria. Do Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal – TEAF verificase que a fiscalização foi “restrita para fato gerador na comercialização de produtos rurais” e que foram lavradas, além da NFLD acima citada no recurso voluntário, a NFLD 37.084.5692. Assim, tendo presente que, tanto o processo em apreciação quanto o que está em trâmite (NFLD nº 37.084.5684) detêm a toda evidência a mesma causa de pedir, pois os fundamentos de fato e direito dos pedidos de um e de outro processo são praticamente Fl. 528DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 35377.000644/200799 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.313 S2C3T1 Fl. 4 3 idênticos e sucessórios, demonstra que o resultado de julgamento de um influenciará diretamente no desfecho do outro. Nesse caso, resta inexoravelmente configurada a conexão entre os dois processos, e, para evitar que se tenha decisões contraditórias, devese reunir os processos em uma mesma câmara para que se aplique a ambos a mesma decisão. Sobre tal aspecto, recorrese às lições do jurista e Ministro LUIZ FUX para melhor retratar a presente situação: “A conseqüência jurídicoprocessual mais expressiva da conexão, malgrado não lhe seja a única, é a imposição de julgamento simultâneo das causas conexas no mesmo processo (simultaneus processu). A razão desta regra deriva do fato de que o julgamento em separado das causas conexas gera o risco de decisões contraditórias, que acarretam grave desprestígio para o Poder Judiciário. Assim, v.g., seria incoerente, sob o prisma lógico, que um juiz acolhesse a infração contratual para efeito de impor perdas e danos e não a colhesse para o fim de rescindir o contrato, ou ainda, que anulasse a assembléia na ação movida pelo acionista X e não fizesse o mesmo quanto ao acionista Y, sendo idêntico a causa de pedir.” (Luiz Fux; Cursos de Direito Processual Civil; Editora Forense; Edição 2001) Já a jurisprudência deste próprio E. Conselho de Contribuinte é pacífica no sentido de admitir a possibilidade da aplicação da conexão em matéria de processo administrativo fiscal, conforme se denota das ementas abaixo colacionadas, Vejase: “NORMAS PROCESSUAIS. CONEXÃO. Dáse a conexão quando os fundamentos de fato e direito dos pedidos de um e de outro processo são idênticos. Neste caso, devese reunir os processos em uma mesma câmara para que se aplique a ambos a mesma decisão. Recurso não conhecido.” (Acórdão nº 20400694 do Processo Administrativo nº 10980013136200217; Órgão julgador: Segundo Conselho de Contribuintes. 4ª Câmara. Turma Ordinária; Data de Julgamento 08/11/2005) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 1999 Ementa: CONEXÃO DE MATÉRIAS ANÁLISE CONJUNTA NECESSIDADE Identificadaconexão entre as matérias contidas em processos administrativos distintos, os autos devem ser reunidos para que as decisões prolatadas sejam fundadas na totalidade dos elementos trazidos à consideração da autoridade julgadora. (Acórdão nº 10517246 do Processo 19740000426200389; Órgão Julgador: Primeiro Conselho de Contribuintes. 5ª Câmara. Turma Ordinária; Data de Julgamento 15/10/2008) Por toda essa razão, entendo que a decisão a ser tomada naqueles autos, pode, sobremaneira, surtir efeitos na decisão aqui a ser proferida por essa Egrégia 1º Turma, motivo pelo qual é prudente emprestar do Código de Processo Civil o instituto jurídico processual da conexão previsto no artigo 103 do CPC, e aplicálo no caso dos presentes autos, analogicamente. Isso se faz necessário porque se for decidido nos autos da NFLD nº 37.084.568 4 que é indevida a incidência da contribuição previdenciária no caso concreto, não haverá que se falar na multa ora aplicada. Fl. 529DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 35377.000644/200799 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.313 S2C3T1 Fl. 5 4 Daí porque, é necessário determinar, com fim específico de afastar a ventilada hipótese de decisões contraditórias, a reunião dos referidos processos administrativos fiscais, nos termos do artigo 6º do Regimento Interno do CARF, que assim dispõe: “Art. 6º Verificada a existência de processos pendentes de julgamento, nos quais os lançamentos tenham sido efetuados com base nos mesmos fatos, inclusive no caso de sujeitos passivos distintos, os processos poderão ser distribuídos para julgamento na Câmara para a qual houver sido distribuído o primeiro processo.” Logo, verificada a conexão entre os citados processos, devem, assim, ser apensados e reunidos para que sejam julgados pela C. Câmara para a qual foi distribuído o primeiro processo. Portanto, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que os autos do presente processo administrativo sejam apensados à NFLD nº 37.084.5684, a fim de que seja julgado pela Câmara para a qual foi distribuído o primeiro processo. Adriano Gonzales Silvério Conselheiro Fl. 530DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
score : 1.0
Numero do processo: 11610.002340/2002-83
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Oct 29 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/04/1997
AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO - PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO - NULIDADE
O Auto de Infração lavrado eletronicamente em virtude da não localização, pelo sistema da Secretaria da Receita Federal, dos processos judiciais que deram ensejo ao não recolhimento do tributo ou mesmo da guia DARF de pagamento, deve ser cancelado se o contribuinte comprovar a falsidade destas premissas. Caso a fiscalização, após constatada a efetiva existência do processo, ainda pretenda constituir os créditos, agora por razão diversa: falta de autorização judicial, para fim de evitar a decadência de valores, etc; deve iniciar mandado de procedimento fiscal e elaborar novo auto de infração, com outro fundamento. Inclusive, se for apenas para evitar a decadência, não haverá a incidência de multa. Não compete ao julgador alterar o fundamento do auto de infração para fim de regularizá-lo e manter a exigência, tal competência é privativa da autoridade administrativa fiscalizadora.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 3302-001.733
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente.
(assinado digitalmente)
FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS - Relatora.
EDITADO EM: 29/08/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Amauri Amora Câmara Júnior, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/1997 a 30/04/1997 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO - PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO - NULIDADE O Auto de Infração lavrado eletronicamente em virtude da não localização, pelo sistema da Secretaria da Receita Federal, dos processos judiciais que deram ensejo ao não recolhimento do tributo ou mesmo da guia DARF de pagamento, deve ser cancelado se o contribuinte comprovar a falsidade destas premissas. Caso a fiscalização, após constatada a efetiva existência do processo, ainda pretenda constituir os créditos, agora por razão diversa: falta de autorização judicial, para fim de evitar a decadência de valores, etc; deve iniciar mandado de procedimento fiscal e elaborar novo auto de infração, com outro fundamento. Inclusive, se for apenas para evitar a decadência, não haverá a incidência de multa. Não compete ao julgador alterar o fundamento do auto de infração para fim de regularizá-lo e manter a exigência, tal competência é privativa da autoridade administrativa fiscalizadora. Recurso voluntário provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS - Relatora. EDITADO EM: 29/08/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Amauri Amora Câmara Júnior, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
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INDÚSTRIA TÊXTIL Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/1997 a 30/04/1997 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO NULIDADE O Auto de Infração lavrado eletronicamente em virtude da não localização, pelo sistema da Secretaria da Receita Federal, dos processos judiciais que deram ensejo ao não recolhimento do tributo ou mesmo da guia DARF de pagamento, deve ser cancelado se o contribuinte comprovar a falsidade destas premissas. Caso a fiscalização, após constatada a efetiva existência do processo, ainda pretenda constituir os créditos, agora por razão diversa: falta de autorização judicial, para fim de evitar a decadência de valores, etc; deve iniciar mandado de procedimento fiscal e elaborar novo auto de infração, com outro fundamento. Inclusive, se for apenas para evitar a decadência, não haverá a incidência de multa. Não compete ao julgador alterar o fundamento do auto de infração para fim de regularizálo e manter a exigência, tal competência é privativa da autoridade administrativa fiscalizadora. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 0. 00 23 40 /2 00 2- 83 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 2 (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora. EDITADO EM: 29/08/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Amauri Amora Câmara Júnior, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de auto de infração eletrônico nº 9803 (fls. 34/38), lavrado em 23/02/02, para o fim de constituir débito de Cofins período relativo a 01/1997 a 04/1997 – em virtude da não comprovação de processo judicial (“proc jud não comprova”). Registrase que às fls. 38/39 consta planilha demonstrativa dos débitos, bem como a indicação do número do processo mencionado pelo contribuinte, qual seja: 92.111220. Às fls. 40 consta a DCTF entregue, indicando a compensação com base no mencionado processo judicial. Por retratar a realidade dos fatos, adoto o relatório da primeira instância administrativa, a saber: “Inconformada com a autuação, da qual foi devidamente cientificada, a contribuinte protocolizou, em 08/01/2002 a impugnação de fls. 01 a 27, acompanhada dos documentos de fls. 2873, na qual alega: I I N O MÉRITO. II. 1 DOS DÉBITOS. 2.1. A autuação se fundamenta, basicamente, nos valores dos débitos n° 496220, 496221, 496222 e 551144, os quais foram declarados nas DCTFs do 1ºo e 2 o trimestres de 1997 (docs. 5 e 6) vinculados a créditos reconhecidos judicialmente nos autos n° 92.11122 0, que tramitavam na 16ªa Vara Federal. 11.2 DO CRÉDITO QUE A AUTUADA DISPÕE QUE RESPALDA A COMPENSAÇÃO DOS VALORES QUESTIONADOS PELA AUTORIDADE FISCAL. 2.1.1. Os débitos fiscais reclamados pela Fazenda Nacional são insubsistentes, uma vez que o contribuinte procedeu a auto compensação destes valores, respaldado por decisão judicial que reconheceu crédito líquido e certo da autuada. 2.1.2. A Autuada propôs Ação Declaratória cumulada com repetição de indébito, autos n° 92.111220, com o fito de ver afastada a majoração sucessiva de alíquota do FINSOCIAL trazidas pelas Leis n° 7.689/88, 7.787/89, 7.894/89 e 8.147/90. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 11610.002340/200283 Acórdão n.º 3302001.733 S3C3T2 Fl. 11 3 2.1.3. Os atos normativos acima mencionados alteraram o Decreto 1.940/82, o qual instituiu o tributo in casu, sendo que as majorações de alíquota procedidas foram julgadas inconstitucionais pelo Plenário do Tribunal Regional Federal da 3ª Região e pelo Plenário do STF. 2.1.4. Neste quadro, a autuada obteve êxito na ação proposta, a qual foi confirmada pelo Egrégio TRF, nos autos da Apelação Cível n° 94.030973641, sendo que o valor do crédito que o contribuinte dispõe em face da Fazenda Nacional é de R$ 744.230.51, conforme planilha demonstrativa do crédito da autuada (doc.7). 2.1.5. Para comprovar o reconhecimento judicial do crédito aqui mencionado, juntase cópia das decisões prolatadas nos autos em questão (docs. 8 e 9). II. 2.1. DA POSSIBILIDADE DE EFETUAR A COMPENSAÇÃO DOS VALORES QUESTIONADOS SEM PROCESSO ADMINISTRATIVO DE VALORES COMPENSAÇÃO. 2.2. Em caso como o presente, é desnecessário a instauração de processo administrativo de compensação, posto que o crédito obtido judicialmente é relativo a tributo de mesma espécie e destinação constitucional que o tributo compensado, ou seja,estáse compensando o antigo FINSOCIAL pela COFINS, exação que o substituiu em face da superveniência da Carta Maior de 1988. 2.2.1. A previsão abstrata do direito à compensação, nos moldes cm que foi operada pela autuada, encontra supedâneo jurídico no artigo 66 da Lei 8.383/91, conforme reproduzido. 2.2.2. A permissão de auto compensação para créditos e débitos de tributos da mesma espécie e destinação constitucional, para efeitos da Lei 8.383/91, é disposta no artigo 14 da IN 21 de 1997 da SRF, conforme reproduzido. 2.2.3. Portanto, a compensação efetuada pela autuada, independentemente de requerimento, encontrase respaldada pela própria RF, conforme entendimento exarado na IN SRF 21/97. 11.2.2. DA INSUBSISTÊNCIA DA COBRANÇA DOS DÉBITOS. 2.3. Os débitos foram satisfeitos parte com pagamento com DARF e parte compensados sem DARF. II.2 DA IMPOSSIBILIDADE DE COBRANÇA DE JUROS SELIC E MULTA DE OFÍCIO CONSTANTES DO ANEXO III DO AUTO DE INFRAÇÃO. 2.4. Como todos os débitos fiscais reclamados pela autoridade fiscal foram regularmente pagos, conforme os documentos ora Fl. 142DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 4 juntados, não se pode imputar à autuada a incidência de quaisquer juros moratórios ou multa de ofício. II.2.1 DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA QUE ALBERGA O PRESENTE CASO. 2.5. No caso em questão, repitase, não houve nenhuma ocorrência de infração, mas, ainda que se considerar o acontecimento de alguma infração, devese mencionar que houve denúncia espontânea do debito fiscal reclamado pela autoridade fiscal, ima vez que o tributo foi pago antes de qualquer procedimento administrativo pela Fazenda Nacional. 2.5.1. Destarte, urge afastar a imposição de multas, sejam elas moratórias ou de oficio, face ao preceito do artigo 138 do CTN, reproduzido. II.2.2 DA ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE DA MULTA DE OFÍCIO DO ARTIGO 44 DA LEI 9.430/96 AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO NÃO CONFISCO E CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. 2.6. A imposição de multa no percentual de setenta e cinco por cento assume, nitidamente, caráter confiscatório, o que é vedado pela Carta Maior, artigo 150, inciso IV, conforme reproduzido. 2.7. Por fim, requer: que seja o auto de infração declarado improcedente: produção de todos os meios de prova em direito admitidos, mormente a apresentação de novos documentos, realização de diligências e as demais que se dizerem necessárias. que as intimações sejam realizadas à autuada no endereço citado na presente defesa.” Após analisar as razões apresentadas pela Recorrente, a 9ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em São Paulo, proferiu o acórdão nº 16 31.254, em 04/05/2011, por meio do qual manteve parcialmente o auto de infração, a saber: “PRODUÇÃO DE PROVAS. As provas devem ser apresentadas no prazo de impugnação, não se admitindo a produção posterior de provas nos casos em que não fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, não se referir a fato ou direito superveniente ou não se destinar a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. DILIGÊNCIA CONTÁBIL. A diligência contábil objetiva subsidiar a convicção do julgador e não inverter o ônus da prova já definido na legislação. A perícia se reserva à elucidação de pontos duvidosos que requerem conhecimentos especializados para o deslinde do litígio, não se justificando quando o fato puder ser demonstrado pela juntada de documentos. E prescindível a perícia quando presentes nos autos os elementos necessários e suficientes à formação da convicção do julgador para a decisão do processo. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 11610.002340/200283 Acórdão n.º 3302001.733 S3C3T2 Fl. 12 5 REPETIÇÃO DE INDÉBITO RECONHECIDA JUDICIALMENTE EXECUÇÃO JUDICIAL IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO ADMINISTRATIVA. Uma vez iniciada a execução do Acórdão que transitou em julgado 27/09/1995, onde foi reconhecido o direito à repetição de indébito do FINSOCIAL, não cabe pleitear a sua compensação com a COFINS via administrativa caracterizando duplicidade de aproveitamento do credito de Finsocial . MULTA DE OFÍCIO RETRO ATIVIDADE BENIGNA DO ART. 18 DA LEI N° 10.833/2003. Com a edição da MP n° 135/2003, convertida na Lei n° 10.833/2003, não cabe mais imposição de multa excetuandose os casos mencionados cm seu art. 18. Sendo tal norma aplicável aos lançamentos ocorridos anteriormente à edição da MP n° 135/2003 em face da retroatividade benigna (art. 106, II, "c" do CTN), impõese o cancelamento da multa de ofício lançada. JUROS DE MORA. Os juros de mora independem de formalização através de lançamento e serão devidos mesmo durante o período em que permanecer suspensa a exigibilidade do crédito tributário. JUROS DE MORA TAXA SELIC. Procede a cobrança de encargos de juros com base na taxa SELIC, porque encontrase amparada por lei, cuja legitimidade não pode ser aferida na esfera administrativa. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte.” Em resumo, as autoridades administrativa de primeira instância, entenderam por bem deferir parcialmente o recurso apresentado para o fim de cancelar a multa, aplicando para tanto a retroatividade benigna posto que nos termos da MP 135/2003 (convertida na Lei nº 10.833/03), a imposição de multa apenas é possível em caso de fraude, dolo ou simulação. Irresignada, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário (Fls. 112/136), por meio do qual reiterou as razões trazidas em sua impugnação, reiterando seu pedido de diligência para que possa ser comprovada a inexistência de execução da sentença judicial proferida. É o relatório. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 6 Voto Conselheira Relatora FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Conforme relatado, tratase de auto de infração eletrônico lavrado para fim de constituir débitos compensados com créditos decorrentes de processo judicial. Fato é que o processo judicial, em que se discutia a constitucionalidade da majoração do FINSOCIAL transitou em julgado em 22/09/1995 e, nos autos da ação judicial, a autora levantou os depósitos judiciais referentes a 75% do valor depositado, tendo 25% sido convertido em renda da União Federal (certidão de objeto e pé expedida em 29/06/2001 – fls. 137). No âmbito administrativo, a Recorrente compensou os créditos relativos a este processo judicial com débitos do ano de 1997. Registrase que não houve apuração de saldo credor, ou constatação de execução, na ação judicial, de qualquer diferença supostamente devida à Recorrente. Nenhuma destas informações, a meu ver, é relevante para o deslinde da questão. Isto porque, assim como esclarecido, o auto de infração foi lavrado em função do entendimento de que a Recorrente estava inadimplente sem o supedâneo de qualquer procedimento judicial que validasse o não recolhimento (resultante da compensação realizada). Neste sentido, com a comprovação da existência de processo judicial, a razão do auto de infração, a meu ver, deixa de existir. Após o cruzamento eletrônico das informações prestadas pela Recorrente, o sistema de controle da Secretaria da Receita Federal apontou a ausência de recolhimento dos valores de COFINS referentes ao ano de 1997. Esta indicação – falta de pagamento – teve como fundamento a não comprovação, pelo Recorrente, à Receita Federal (e ao sistema de controle), da existência do processo judicial indicado como justificava do não pagamento do tributo. Todavia, o pressuposto adotado pela fiscalização estava errado. O processo judicial existia. Este simples fato, comprovado pela Recorrente nos autos, no entender desta julgadora, é suficiente para constatar a nulidade do auto de infração, uma vez que este foi lavrado com base em suposição falsa. Caso a fiscalização pretendesse constituir os débitos em razão da duplicidade de aproveitamento do crédito tributário – fundamento utilizado pelo acórdão recorrido – deveria ter promovido a fiscalização neste sentido e elaborado novo auto de infração, com fundamento diverso. Inclusive, neste caso, poderseia aplicar multa por má fé (majoração para 150%). Entretanto, não foi o ocorrido. Imperioso lembrar que não compete ao julgador administrativo alterar o fundamento do auto de infração para fim de regularizálo e manter a exigência, tal competência é privativa da autoridade administrativa fiscalizadora. Fl. 145DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 11610.002340/200283 Acórdão n.º 3302001.733 S3C3T2 Fl. 13 7 Ante o exposto, conheço do presente recurso para o fim de DARLHE PROVIMENTO, cancelando a exigência em comento. É como voto. (assinado digitalmente) Relatora FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Fl. 146DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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Numero do processo: 10675.907119/2009-72
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO.
O Despacho Decisório que vem acompanhado de planilhas demonstrativas de resultado não está eivado de vício de nulidade por cerceamento de defesa.
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO, CONFISSÃO DE DÍVIDA. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO SEM LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
Desde o advento da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, a declaração de compensação passou a constituir confissão de dívida, sendo dispensável a lavratura de auto de infração para constituição do crédito nela declarado e não homologado.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. SÚMULA Nº 04 DO CARF.
A Súmula nº 04 do CARF dispõe o seguinte:
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Numero da decisão: 3401-001.965
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça e Ângela Sartori.
Nome do relator: JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA
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DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. O Despacho Decisório que vem acompanhado de planilhas demonstrativas de resultado não está eivado de vício de nulidade por cerceamento de defesa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO, CONFISSÃO DE DÍVIDA. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO SEM LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Desde o advento da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, a declaração de compensação passou a constituir confissão de dívida, sendo dispensável a lavratura de auto de infração para constituição do crédito nela declarado e não homologado. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. SÚMULA Nº 04 DO CARF. A Súmula nº 04 do CARF dispõe o seguinte: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 90 71 19 /2 00 9- 72 Fl. 177DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 2 JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça e Ângela Sartori. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10675.907119/200972 Acórdão n.º 3401001.965 S3C4T1 Fl. 178 3 Relatório Trata o presente processo de pedido de ressarcimento do IPI do 1o trimestre de 2005, no valor de R$ 43.039,88, transmitido por PER/DCOMP em 30/12/2005(fls.02/04). Em Despacho Decisório Eletrônico (fl.41), a Delegacia da Receita Federal em Santa Maria/RS reconheceu parcialmente o direito creditório no montante de R$ 19.409,11, sob justificativa de que constatou “que o saldo credor passível de ressarcimento é inferior ao valor pleiteado”. A Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade , mas a DRJ em Porto Alegre/RS manteve o indeferimento parcial, ao prolatar acórdão com a seguinte ementa (fls.97//101): “ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE MULTA E JUROS. A autoridade administrativa não é competente para examinar alegações de inconstitucionalidade da multa e dos juros sobre os débitos objeto de cobrança. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE POR PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. É descabida a alegação de nulidade de despacho decisório eletrônico, por suposta preterição do direito de defesa, no caso em que o despacho em causa explicita a fundamentação, a decisão e o correspondente enquadramento legal, consignando ainda que, no endereço eletrônico www.receita.fazenda.gov.br, na opção ‘Serviços’, ou através de certificação digital, na opção ‘eCAC’, assunto ‘PER/DCOMP Despacho Decisório’, podem ser obtidas as informações complementares da análise do crédito, identificação dos PER/DCOMPs objeto da análise, detalhamento da compensação efetuada, verificação de valores devedores e emissão de Documento de Arrecadação de Receitas Federais, bem assim podem ser obtidas orientações para apresentação de manifestação de inconformidade. PER/DCOMP. VERIFICAÇÃO ELETRÔNICA. RESSARCIMENTO DO IPI. IMPOSSIBILIDADE. A constatação de que o saldo credor passível de ressarcimento é inferior ao valor pleiteado impede o reconhecimento integral do alegado direito creditório. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido”. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 4 A Contribuinte foi intimada do acórdão da DRJ em 27/03/2012 (fls. 109/110) e interpôs Recurso Voluntário em 27/04/2012, com as alegações resumidas abaixo: 1 Nulidade da decisão que indeferiu parte dos créditos em razão de cerceamento de defesa, por não ter demonstrado o motivo que levou à glosa de parte do crédito pleiteado; 2 A cobrança representada pelo DARF que acompanhou a intimação da decisão cujo crédito indeferiu parcialmente é indevida, pois a simples declaração de compensação não constitui o crédito. Para haver a cobrança fazse necessário o lançamento efetuado por autoridade fiscal; 3 A decisão que glosou parte do crédito está deficientemente instruída, pois não apresentou os documentos comprobatórios justificadores das glosas, o que leva à nulidade da decisão; 4 Caso mantida a cobrança, deve ser afastada a aplicação da Taxa SELIC, por contrariar a Constituição e o Código Tributário Nacional. Ao fim, a Recorrente pediu a declaração de nulidade do valor cobrado e, alternativamente, o reconhecimento integral do crédito pleiteado com a conseqüente declaração de inexistência do valor cobrado e, caso mantida a cobrança, que seja afastada a aplicação da Taxa SELIC. É o Relatório. Voto Conselheiro JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA O Recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A Recorrente insurgese principalmente quanto à falta de informações e provas do fato que levou à redução do seu crédito, assim, o cerceamento ao direito de defesa é a matéria principal a ser apreciada, a qual também é acompanhada da aplicação da Taxa SELIC aos créditos tributários. 1. Do Cerceamento de Defesa Parte do crédito pleiteado pela Recorrente foi glosada por Despacho Decisório eletrônico (fl.40). A decisão constante no citado despacho está transcrita abaixo: Fl. 180DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10675.907119/200972 Acórdão n.º 3401001.965 S3C4T1 Fl. 179 5 “Analisadas as informações prestadas no PER/DCOMP e período de apuração acima identificados, constatouse o seguinte: Valor do crédito solicitado/utilizado: R$ 43.039,88 Valor do crédito reconhecido: R$ 19.409,11 O valor do crédito reconhecido foi inferior ao solicitado/utilizado em razão do(s) seguinte(s) motivo(s): Constatação de que o saldo credor passível de ressarcimento é inferior ao valor pleiteado. O crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo, razão pela qual: HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada no PER/DCOMP 08907.75880.080607.1.3.016868 Não há valor a ser restituído/ressarcido para o(s) pedido(s) de restituição/ressarcimento apresentado(s) no(s) PER/DCOMP: 26020.62191.060607.1.1.018183 24585.35428.301205.1.1.01 3768 (...) Para informações sobre a análise de crédito, detalhamento da compensação efetuada e identificação dos PER/DCOMP objeto da análise, verificação de valores devedores e emissão de DARF, consultar o endereço www.receita.fazenda.gov.br, menu "Onde Encontro", opção "PERDCOMP", item "PER/DCOMP Despacho Decisório". Enquadramento Legal: Art. 11 da Lei nº 9.779/99; art. 164, inciso I, do Decreto nº 4.544/2002 (RIPI). Art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Art. 36 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 2008”. Analisando a transcrição acima e compulsando o restante dos autos, notase que a autoridade fiscal demonstrou o motivo da divergência dos cálculos dos créditos, inclusive elaborou planilhas contendo todas as informações sobre os valores, de modo que não existe motivo para declarar o despacho decisório nulo. 2. Da Cobrança de Débito, Multa e Juros Desde o advento da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, a declaração de compensação passou a constituir confissão de dívida. Desse modo, como o pedido de Fl. 181DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 6 compensação foi transmitido em dezembro de 2005, é legal a cobrança dos débitos não homologados, acrescidos da exigência de multa e juros. 3. Da Taxa Selic Referente ao pleito do afastamento da aplicação da Taxa Selic não deve prosperar em razão da Súmula do Carf, in verbis: “Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Ex positis, nego provimento ao Recurso Voluntário interposto, para manter na integra o acórdão da DRJ. É como voto. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator Fl. 182DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA
score : 1.0
Numero do processo: 10510.002305/2006-53
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Verificada a existência de contradição no julgado é de se acolher os Embargos de Declaração apresentados pela FAZENDA NACIONAL.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996 - Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
ÔNUS DA PROVA. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus acréscimos patrimoniais.
Embargos acolhidos.
Acórdão retificado.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2202-002.064
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos Declaratórios apresentados para, retificando o Acórdão n.º 2202-00.427, de 04/02/2010, sanando o erro manifesto apontado, atribuir efeitos infringentes para negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Nelson Mallmann Presidente
(Assinado digitalmente)
Antonio Lopo Martinez Relator
Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausente justificadamente o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Ac.Patrim.Descoberto/Sinais Ext.Riqueza
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996 Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. ÔNUS DA PROVA. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus acréscimos patrimoniais. Embargos acolhidos. Acórdão retificado. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos Declaratórios apresentados para, retificando o Acórdão n.º 220200.427, de 04/02/2010, sanando o erro manifesto apontado, atribuir efeitos infringentes para negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 51 0. 00 23 05 /2 00 6- 53 Fl. 214DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausente justificadamente o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes. Fl. 215DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10510.002305/200653 Acórdão n.º 2202002.064 S2C2T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Embargos de Declaração opostos pela Fazenda, sob alegação de existência de um erro material no acórdão. Aduz a embargante, que o acórdão incorreu num erro material, uma vez que partiu de premissa incorreta. Segundo o acórdão embargado o lançamento baseado em depósitos bancários basearase somente no valores dos saldos mensais em conta corrente bancária no início e final de cada período, para efeito de determinar a variação patrimonial. Entretanto da análise dos autos constatase que tais saldos presentes no Anexo IV levam em conta apenas os depósitos bancários de origem não comprovada. Para ilustrar a situação o embargante apresenta didaticamente exemplos que visam comprovar sua argumentação. Registrese que o voto do acórdão embargado foi no sentido de dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência o item 002 do Auto de Infração (Omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários não justificados) O relator ao apreciar o embargo, propôs o acolhimento do embargo pelo fato da omissão ser evidente. A presidência da Câmara, as fls. 201, solicitou que o processo fosse encaminhado ao Conselheiro para inclusão em pauta. É o relatório. Fl. 216DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator Os presentes Embargos foram opostos objetivando a manifestação desta C. Câmara quanto ao erro material existente no acórdão embargado. Assiste razão à Fazenda Nacional. De fato, no acórdão embargado, encontra se uma evidente contradição, este entendeu que o lançamento teria sido apurado com base na variação dos saldos iniciais e finais, como se depreende do anexo IV, mas a argumentação e ilustrações da embargante, comprovam que o fundamento da decisão nesse item estavam equivocados. A partir da revisão dos documentos, observase que quando as fls. 125, indicavase saldo inicial, na maioria das vezes referiase ao valor de depósitos acumulados desde o período anterior, uma vez que nenhum depósito foi comprovado, a diferença entre o saldo final e inicial efetivamente representa os depósitos bancários do período, diante do exposto, está correto o lançamento. Urge registrar, que a presunção legal de omissão de rendimentos com base nos depósitos bancários está condicionada apenas à falta de comprovação da origem dos recursos que transitaram, em nome do sujeito passivo, em instituições financeiras, ou seja, pelo artigo 42 da Lei n° 9.430/1996, temse a autorização para considerar ocorrido o “fato gerador” quando o contribuinte não logra comprovar a origem dos créditos efetuados em sua conta bancária, não havendo a necessidade do fisco juntar qualquer outra prova. Via de regra, para alegar a ocorrência de “fato gerador”, a autoridade deve estar munida de provas. Mas, nas situações em que a lei presume a ocorrência do “fato gerador” (as chamadas presunções legais), a produção de tais provas é dispensada. Neste caso, ao Fisco cabe provar tãosomente o fato indiciário (depósitos bancários) e não o fato jurídico tributário (obtenção de rendimentos). No texto abaixo reproduzido, extraído de “Imposto sobre a Renda Pessoas Jurídicas” (JustecRJ; 1979:806), José Luiz Bulhões Pedreira sintetiza com muita clareza essa questão: O efeito prático da presunção legal é inverter o ônus da prova: invocandoa, a autoridade lançadora fica dispensada de provar, no caso concreto, que ao negócio jurídico com as características descritas na lei corresponde, efetivamente, o fato econômico que a lei presume cabendo ao contribuinte, para afastar a presunção (se é relativa) provar que o fato presumido não existe no caso. Assim, o comando estabelecido pelo art. 42 da Lei nº 9430/1996 cuida de presunção relativa (juris tantum) que admite a prova em contrário, cabendo, pois, ao sujeito passivo a sua produção. Nesse passo, como a natureza nãotributável dos depósitos não foi comprovada pelo contribuinte, estes foram presumidos como rendimentos. Assim, deve ser mantido o lançamento. Antes de tudo cumpre salientar que a presunção não foi estabelecida pelo Fisco e sim pelo art. 42 da Lei n° 9.430/1996. Tal dispositivo outorgou ao Fisco o seguinte poder: se provar o fato indiciário (depósitos bancários não comprovados), restará demonstrado o fato jurídico tributário do imposto de renda (obtenção de rendimentos). Fl. 217DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10510.002305/200653 Acórdão n.º 2202002.064 S2C2T2 Fl. 4 5 Assim, não cabe ao julgador discutir se tal presunção é equivocada ou não, pois se encontra totalmente vinculado aos ditames legais (art. 116, inc. III, da Lei n.º 8.112/1990), mormente quando do exercício do controle de legalidade do lançamento tributário (art. 142 do Código Tributário Nacional CTN). Nesse passo, não é dado apreciar questões que importem a negação de vigência e eficácia do preceito legal que, de modo inequívoco, estabelece a presunção legal de omissão de receita ou de rendimento sobre os valores creditados em conta de depósito mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações (art. 42, caput, da Lei n.º 9.430/1996). No que aos depósitos que o contribuinte alega que não foram excluídos, tendo em vista os saques realizados em sua conta de poupança, cabe reiterar que o recorrente não logra demonstrar a correspondência entre os saques e os depósitos. Tendo em vista que os depósitos que deveriam ser comprovados perfazem o valor de R$ 102.228,29, e não foram identificados quaisquer depósitos com valores superiores a R$ 12.000,00, não há o que repara no lançamento., uma vez que os depósitos superam o limite de R$ 80.000,00. Em razão de todo o exposto, voto no sentido de acolher os Embargos Declaratórios apresentados para, retificando o Acórdão n.º 220200.427, de 04/02/2010, sanando o erro manifesto apontado, atribuir efeitos infringentes para negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 218DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 10940.900815/2008-90
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2003, 2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA.
Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA
Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário negado,
Numero da decisão: 3801-001.269
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flavio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
EDITADO EM: 13/09/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio De Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. EDITADO EM: 13/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator)
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PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. EDITADO EM: 13/09/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 90 08 15 /2 00 8- 90 Fl. 45DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator) Fl. 46DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900815/200890 Acórdão n.º 3801001.269 S3TE01 Fl. 37 3 Relatório Trata o presente processo administrativo de pedido de compensação realizado através de PER/DCOMP, transmitida em 19/09/2006 (fls. 12/16), com base em suposto pagamento a maior a título de COFINS do período de apuração de março de 2004, por meio de guia DARF cujo recolhimento se deu em 15/04/2004, com débitos de COFINS do período de apuração de maio de 2004, tendo sido objetivada compensação no montante total de R$ 3.863,03. A DRF de origem proferiu despacho decisório (fls. 09) não homologando a compensação sob o fundamento de que o pagamento informado em PER/DCOMP, através de guia DARF, foi integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte. Inconformado, apresentou o contribuinte manifestação de inconformidade às fls. 01, sustentando, em síntese, que a origem do seu crédito decorre de pagamentos a maior, realizados em função da ausência de dedução da base de cálculo da Contribuição de valores legalmente dedutíveis, conforme supostamente lhe autorizaria a Lei nº 10.833/2003, sendo tais créditos aferíveis das respectivas DACON e DIPJ do período. A DRJ em Curitiba – PR, por sua vez, julgou improcedente a manifestação de inconformidade ofertada pelo contribuinte através do acórdão de fls. 19/20, considerando a ausência de comprovação do direito ao credito objeto da compensação materializada na PER/DCOMP, o que se confirmaria, inclusive, a partir inconsistências apuradas conta dos documentos mencionados pelo contribuinte na sua Manifestação de Inconformidade (DACON, DIPJ e DCTF) e planilha apresentada. Devidamente intimado para tanto (fls. 21), interpôs o contribuinte o presente Recurso Voluntário de fls. 22 (em 15/04/2004), através do qual sustenta, em síntese, que o argumento trazido em sua Manifestação de Inconformidade foi equivocado, e que em verdade “(...) os valores apropriados em Perd/Comp tem como sua origem o crédito de PIS nas entradas de Produtos e Serviços, como permite o contido no artigo 3º e parágrafos da MP 66/2002.” É o relatório. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl O recurso é tempestivo e reúne os demais pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele se conhece. O argumento recursal fundamental é o de que a Recorrente tem direito a indébitos de PIS/COFINS por recolhimentos foram feitos a maior por conta de não aproveitamento dos créditos que teria direito em decorrência da legislação pertinente. Para tanto a Recorrente juntou as planilhas demonstrativas dos créditos não aproveitados em suas operações. A DRJ com base nas declarações da contribuinte (DACON, DIPJ e DCTF), entendeu não estarem comprovados os créditos requeridos, mantendo o mesmo suporte do despacho decisório. Despacho Decisório este, ressaltese, elaborado eletronicamente, isto é, a partir de um mero confronto de informações realizadas pelos sistemas de controle da Receita Federal do Brasil (Dacon x DCTF x Darf), do qual exsurgiu a informação de que valor algum havia sido recolhido a maior, e, portanto, crédito algum haveria de ser reconhecido. No caso em concreto, o Contribuinte administrado deve apresentar as provas do seu direito creditório. Tratase de postulado do Código de Processo Civil, subsidiariamente aplicável ao PAF, vejamos: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Art. 396. Compete à parte instruir a petição inicial (art. 283), ou a resposta (art. 297), com os documentos destinados aprovarlhe as alegações. No processo administrativo fiscal, temse como regra que cabe àquele que pleiteia o direito, provar os fatos, prevalecendo o princípio de que o ônus da prova cabe a quem dela se aproveita. Portanto, no caso em apreço, compete ao sujeito passivo. À ora Recorrente, a comprovação de que preenche os requisitos para fruição do ressarcimento. Ademais, do mesmo modo que o Decreto nº 70.235/1972 estabelece, em seu artigo 9°, a obrigatoriedade da autoridade fiscal traduzir por provas os fundamentos do lançamento, também atribui ao contribuinte, no inciso III do artigo 16, o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Em verdade, este dispositivo legal apenas transfere, para o processo administrativo fiscal, o sistema adotado pelo Código de Processo Civil, que, em seu artigo 333, ao repartir o ônus probandi, o faz inadmitindo a mera alegação e a negação geral. Assim, na hipótese de ressarcimento pleiteado, recai sobre a interessada o ônus de provar a pretensão deduzida. Logo, é imprescindível que as provas e argumentos sejam Fl. 48DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900815/200890 Acórdão n.º 3801001.269 S3TE01 Fl. 38 5 carreados aos autos, no sentido de refutar o procedimento fiscal, se revistam de toda força probante capaz de propiciar o necessário convencimento e, conseqüentemente, descaracterizar o que lhe foi imputado pelo fisco. Do exame desse litígio administrativo, verificase que a Recorrente não apresentou documentos suficientes para demonstrar o seu crédito, juntando mera planilha de valores que pretende compensar de que sorte o pedido de compensação nos moldes requeridos não deve prosperar. Consignese que o artigo 170 da Lei nº 5.172, de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional) estabelece como requisito para compensação que o crédito seja líquido e certo. No caso em discussão, o direito creditório não se apresentou líquido e certo, pois a requerente não comprovou por meio de demonstrativos, da escrituração fiscal, notas fiscais que alega estarem canceladas e dos lançamentos contábeis o valor de seu crédito. Nesse sentido voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. É como voto. Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 49DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 16024.000442/2007-01
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 02 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 09 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004, 2005
CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Não ocorre a preterição do direito de defesa, a suscitar a nulidade da decisão recorrida, quando nesta são apreciadas todas as matérias contidas na peça impugnatória, embora não tenha sido acatado o pedido para apresentação de prova ou deferimento de perícia por entender desnecessário ao deslinde da questão e considerados presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para solução da lide.
LUCRO INFLACIONÁRIO DIFERIDO - DECADÊNCIA
O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é contado do período de apuração de sua efetiva realização ou do período em que, em face da legislação, deveria ter sido realizado, ainda que em percentuais mínimos. (Súmula CARF Nº 10)
LUCRO INFLACIONÁRIO. REALIZAÇÃO LINEAR.
A partir de 1º de janeiro de 1996, a pessoa jurídica deverá realizar no mínimo 10% ao ano do lucro inflacionário acumulado existente em 31 de dezembro de 1995 ou o percentual efetivo, quando maior, calculado em função da realização do ativo. A cada período de apuração deve ser reconhecida a parcela de realização do lucro inflacionário acumulado, na forma legalmente prevista.
COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS - Não há falar em compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores na fase recursal quando na ação fiscal o autuante já efetivou a compensação do lucro apurado com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% do lucro real apurado.
Numero da decisão: 1802-001.386
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins De Sousa Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José De Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002, 2003, 2004, 2005 CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Não ocorre a preterição do direito de defesa, a suscitar a nulidade da decisão recorrida, quando nesta são apreciadas todas as matérias contidas na peça impugnatória, embora não tenha sido acatado o pedido para apresentação de prova ou deferimento de perícia por entender desnecessário ao deslinde da questão e considerados presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para solução da lide. LUCRO INFLACIONÁRIO DIFERIDO - DECADÊNCIA O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é contado do período de apuração de sua efetiva realização ou do período em que, em face da legislação, deveria ter sido realizado, ainda que em percentuais mínimos. (Súmula CARF Nº 10) LUCRO INFLACIONÁRIO. REALIZAÇÃO LINEAR. A partir de 1º de janeiro de 1996, a pessoa jurídica deverá realizar no mínimo 10% ao ano do lucro inflacionário acumulado existente em 31 de dezembro de 1995 ou o percentual efetivo, quando maior, calculado em função da realização do ativo. A cada período de apuração deve ser reconhecida a parcela de realização do lucro inflacionário acumulado, na forma legalmente prevista. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS - Não há falar em compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores na fase recursal quando na ação fiscal o autuante já efetivou a compensação do lucro apurado com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% do lucro real apurado.
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NÃO CARACTERIZAÇÃO. Não ocorre a preterição do direito de defesa, a suscitar a nulidade da decisão recorrida, quando nesta são apreciadas todas as matérias contidas na peça impugnatória, embora não tenha sido acatado o pedido para apresentação de prova ou deferimento de “perícia” por entender desnecessário ao deslinde da questão e considerados presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para solução da lide. LUCRO INFLACIONÁRIO DIFERIDO DECADÊNCIA O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é contado do período de apuração de sua efetiva realização ou do período em que, em face da legislação, deveria ter sido realizado, ainda que em percentuais mínimos. (Súmula CARF Nº 10) LUCRO INFLACIONÁRIO. REALIZAÇÃO LINEAR. A partir de 1º de janeiro de 1996, a pessoa jurídica deverá realizar no mínimo 10% ao ano do lucro inflacionário acumulado existente em 31 de dezembro de 1995 ou o percentual efetivo, quando maior, calculado em função da realização do ativo. A cada período de apuração deve ser reconhecida a parcela de realização do lucro inflacionário acumulado, na forma legalmente prevista. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS Não há falar em compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores na fase recursal quando na ação fiscal o autuante já efetivou a compensação do lucro apurado com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% do lucro real apurado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 02 4. 00 04 42 /2 00 7- 01 Fl. 457DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins De Sousa – Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José De Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Relatório Por economia processual e bem descrever os fatos adoto o relatório da decisão recorrida (fls.429/430) que a seguir transcrevo: Em procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pela contribuinte supracitada foi apurada, nos anos calendário de 2002, 2003, 2004 e 2005, ausência de adição ao lucro líquido do período, na determinação do lucro real, do lucro inflacionário realizado no montante de R$ 119.206,69 por ano e R$ 29.801,67 por trimestre (anocalendário de 2005), uma vez que não foi observado o percentual de realização mínima previsto na legislação de regência. Foi lavrado o auto de infração de fls.262 a 272, exigindo IRPJ no valor de R$ 37.550,08, juros de mora de R$ 15.162,07 e multa proporcional de R$ 28.162,52, com fundamento no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, (Regulamento do Imposto de Renda– RIR, de 1999), arts. 249, I, e 449; Lei nº 9.065, de 1995, art. 8º; Lei nº 9.249, de 1995, arts. 6º e 7º. Notificada da autuação a contribuinte, representada pelo procurador Paulo Birkman (fls. 419 a 424), ingressou com a impugnação de fls. 288 a 326, alegando: · Nulidade por desobediência ao disposto no art. 9º do Decreto nº 70.235, de 1972, uma vez que não foram incluídas as declarações de IRPJ dos períodos de 1995 a 2007, resultando em ofensa ao princípio da legalidade e ao direito de ampla defesa; · Decadência, nos termos do art. 173, I, do Código Tributário Nacional (CTN), pois a declaração de ajuste anual de 1995 não é passível de revisão; Fl. 458DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/200701 Acórdão n.º 1802001.386 S1TE02 Fl. 3 3 · Ilegalidade da utilização da taxa Selic. A Lei nº 10.175,de 1998 é inconstitucional, visto o teor do art. 192 da Constituição Federal (CF). A taxa Selic tem natureza remuneratória e afronta os princípios constitucionais da isonomia e do não confisco; · Requer a juntada dos balanços de 2003 a 2005, demonstrando que não prosperam as imputações do auto de infração, pois houve prejuízos em todos os períodos. O lucro inflacionário foi totalmente absorvido até o ano de 2002, não existindo qualquer possibilidade de repercussão nos anos de 2003, 2004 e 2005; · Protesta por todos os demais meios de prova em direito admitidos, em especial a prova pericial e testemunhal, requerendo expressamente a intimação para sustentação oral, perante este Egrégio Colegiado. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento julgou improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido conforme decisão proferida no Acórdão nº 1435.976, de 29/11/2011, da 3ª Turma da DRJ/ Ribeirão/SP (fls.429/433), cuja ementa transcrevo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003, 2004, 2005 LUCRO INFLACIONÁRIO ACUMULADO. Constatada a existência de saldo de lucro inflacionário, efetua se o lançamento relativamente às realizações desse lucro não adicionadas na demonstração do lucro real. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002, 2003, 2004, 2005 NULIDADE. Não há que se cogitar de nulidade do lançamento quando observados os requisitos previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. PERÍCIA. REQUISITOS. O pedido de perícia deve ser denegado se tiver sido formulado em desacordo com as prescrições legais, aliado à circunstância de estarem presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para solução da lide. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTAÇÃO. A juntada posterior de documentação só é possível em casos especificados na lei. PROVA TESTEMUNHAL. Fl. 459DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 Inexiste previsão legal para oitiva de testemunhas no julgamento administrativo em primeira instância. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2002, 2003, 2004, 2005 DECADÊNCIA. IRPJ. O direito de a Fazenda Pública rever lançamento por homologação extinguese no prazo de 5 (cinco) anos contados do fato gerador, no caso de haver pagamento antecipado do tributo, caso contrário o prazo é contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. LUCRO INFLACIONÁRIO. REALIZAÇÃO. DECADÊNCIA. O fato gerador do imposto incidente sobre o lucro inflacionário somente ocorre no momento de sua realização, que determina, assim, o termo inicial do prazo de decadência do direito do Fisco. JUROS DE MORA. SELIC. A cobrança de juros de mora com base no valor acumulado mensal da taxa referencial do Selic tem previsão legal. A empresa autuada foi cientificada da mencionada decisão em 13/12/2011 e, protocolizou o recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em 11/01/2012, no qual apresenta, em síntese, os seguintes argumentos estruturados nos seguintes tópicos: DO CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA A recorrente alega que, fora indeferida pelo V. Acórdão, a prova pericial requerida, sob alegação de que não foram indicados os motivos que justificam o pedido, o que não pode aceitar, eis que fora especificado que a prova pericial seria imprescindível para demonstrar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário para ser realizado nos anos calendários de 2002,2003,2004 e 2005. Afirma que não tem fundamento o indeferimento da produção de prova documental requerida, porque solicitou à Receita Federal a disponibilização das cópias das declarações de imposto de renda, anocalendário 1995 a 2000, exercício 1996 a 2001, para demonstrar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário. E que, a Receita Federal negou o pedido, sob alegação de que somente poderia disponibilizar as declarações de imposto de renda do exercício, no caso, 2.006, e as 5 (cinco) anteriores, quais sejam: 2005, 2004, 2003, 2002, e 2001, no que cerceou o direito de defesa da Recorrente. Aduz que, a Recorrente não era obrigada a guardar as referidas declarações,em razão do transcurso do prazo prescricional, conforme dispõe o parágrafo único, do artigo 195, do Código Tributário Nacional. Assim, requer seja declarada a nulidade do V. Acórdão, com a consequente determinação de produção de prova pericial bem como que a Receita Federal disponibilize as declarações de imposto de renda, ano calendário 1995 a 2000, para demonstrar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário. Fl. 460DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/200701 Acórdão n.º 1802001.386 S1TE02 Fl. 4 5 DA PRESCRIÇÃO DO SUPOSTO CRÉDITO A recorrente discordando do entendimento proferido no V. Acórdão de que inexiste a decadência do tributo, eis que o fato gerador do lucro inflacionário ocorreria apenas na data em que a pessoa jurídica estivesse obrigado a realizálo, argúi que: o auto de infração baseiase na existência de suposto saldo de lucro inflacionário acumulado nos anos calendário 1.994 e 1995, e que, portanto, deveria ter sido utilizado nos anos seguintes, e não o foi, pelo que, foi atingido pela decadência, já que a notificação à Recorrente ocorreu, em 29.10.2007. Portanto, requer a declaração de prescrição do crédito tributário,eis que eventual saldo remanescente de lucro inflacionário deveria ter sido utilizado entre os anos calendário de 1995 a 2001, e não a partir de 2002. DA INEXISTÊNCIA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO A Recorrente reitera que inexiste o crédito apontado no auto de infração, pelos seguintes motivos: que eventual saldo de lucro inflacionário existente, certamente, foi absorvido entre os anos calendário de 1995 a 2001, ou seja, antes do ano calendário de 2002; que, a DIPJ do ano calendário 2002 já juntada no processo administrativo, apontou um prejuízo acumulado de R$ 1.122.128,03, pelo que, se existisse eventual saldo remanescente, seria compensado com o referido prejuízo, mesmo considerandose a limitação de 30% na compensação de prejuízos; que, não existiu saldo remanescente de lucro inflacionário que repercutisse nos anos de 2002, 2.003, 2004, e 2005, até porque nestes anos também houve prejuízo, pelo que, não há imposto de renda a pagar; que, o balanço patrimonial estampado na DIPJ Ano Calendário 2001, também já juntado ao processo administrativo, demonstra que a Recorrente tinha um ativo permanente na ordem de R$ 524.403,93 e um patrimônio líquido da ordem de R$ 948.873,60, sendo que estes valores indicam que no passado a Recorrente não poderia ter tido um RESULTADO DE CORREÇÃO MONETÁRIA CREDOR, ou seja, um lucro inflacionário diferido, mas sim DEVEDOR; que, nos anoscalendário de 2002 a 2005, não foi oferecido qualquer valor a título de realização de lucro inflacionário, sendo que a DIPJ ano calendário 2.001 e 2002, já juntadas ao processo administrativo não indicam nenhum LUCRO INFLACIONÁRIO a tributar na FICHA ajuste do LUCRO LÍQUIDO, em ADIÇÕES, o que confirma que não havia lucro inflacionário a tributar, sendo que a demonstração exigida pelo V. Acórdão seria realizada pelas Declarações de Imposto de Renda, que a Recorrente solicitou e a Receita Federal não disponibilizou, bem como pela prova pericial que fora indeferida. Ao final requer seja dado provimento ao recurso voluntário, acolhendose a preliminar arguida, de cerceamento do direito de defesa, com a determinação de retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, para a produção das imprescindíveis provas pericial e documental, com a consequente prolação de novo julgamento, ou, no mérito, o reconhecimento da total improcedência e insubsistência do auto de infração, pela inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário a ser tributado nos anos de 2002, 2.003, 2004 e Fl. 461DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 2005, cancelandose o débito fiscal reclamado, com todas as consequência legais, como medida de extrema Justiça. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Ester Marques Lins De Sousa O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72 e suas alterações posteriores. Dele tomo conhecimento. O Auto de Infração em questão, fls.262 a 272, referese ao IRPJ — Imposto de Renda Pessoa Jurídica dos anos calendário de 2002, 2003, 2004 (Lucro Real Anual) e 2005 (Lucro Real Trimestral) decorrente de ação fiscal efetuada junto à contribuinte, na qual a fiscalização constatou a falta de realização mínima do Lucro Inflacionário Acumulado em 31/12/1995. Consta da descrição dos fatos, fl.260, o seguinte: Ausência de adição ao lucro liquido do período, na determinação do lucro real apurado nas Declarações de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) dos anoscalendário de 2002, 2003, 2004 e 2005, do lucro inflacionário realizado no montante de R$ 119.206,69 por ano (anoscalendário de 2002, 2003 e 2004) e R$ 29.801,67 por trimestre (anocalendário de 2005), uma vez que não foi observado o percentual de realização mínima previsto na legislação de regência (10% por ano e 2,5% por trimestre de R$ 1.192.066,91 saldo de 31/12/1995). Lucro inflacionário do anocalendário de 2002 totalmente absorvido pelo prejuízo de (R$ 172.254,43), restando nesse ano apenas a retificação do prejuízo para (R$ 53.047,74). Concedida a compensação do lucro apurado de R$ 119.206,69 (anoscalendário de 2003 e 2004) com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% equivalente a R$ 35.762,00. Concedida a compensação do lucro apurado de R$ 29.801,67 (anocalendário de 2005) com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% equivalente a R$ 8.940,50. Conforme relatado, a defesa da recorrente se expressa nos seguintes tópicos que passo a analisálos na mesma ordem apresentada. DO CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA A recorrente alega que, fora indeferida pelo V. Acórdão, a prova pericial requerida, sob alegação de que não foram indicados os motivos que justificam o pedido, o que não pode aceitar, eis que fora especificado que a prova pericial seria imprescindível para demonstrar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário para ser realizado nos anos calendários de 2002,2003,2004 e 2005. Fl. 462DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/200701 Acórdão n.º 1802001.386 S1TE02 Fl. 5 7 Sobre o assunto o artigo 16 do Decreto nº 70.235/72 que regula o processo administrativo fiscal assim dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará: ... III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) ... § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) (...) Como se vê, é fundamental o cumprimento dos quesitos elencados no inciso IV do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, pois, de acordo com o parágrafo 1º acima descrito, na ausência deles considerase o pedido como não formulado. É o caso dos presentes autos, pois, na impugnação fl.314, a Recorrente, de forma genérica, simplesmente protesta “por todos os demais meios de prova em direito admitidas , Fl. 463DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 em especial a prova pericial e testemunhal , requerendo expressamente a INTIMAÇÃO PARA SUSTENTAÇÃO ORAL, perante este Egrégio Colegiado”. Consta da decisão de primeira instância que, o pedido de perícia deve ser denegado se tiver sido formulado em desacordo com as prescrições legais, aliado à circunstância de estarem presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para solução da lide. Assim, correta a decisão recorrida que ao fim e ao cabo considerou como inexistente o pedido a teor do dispositivo legal acima referenciado. A Recorrente afirma que não tem fundamento o indeferimento da produção de prova documental requerida, porque solicitou à Receita Federal a disponibilização das cópias das declarações de imposto de renda dos anos calendário de 1995 a 2000, para demonstrar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário. E que, a Receita Federal negou o pedido, sob alegação de que somente poderia disponibilizar as declarações de imposto de renda do exercício, no caso, 2006, e as 5 (cinco) anteriores, quais sejam: 2005, 2004, 2003, 2002, e 2001, no que cerceou o direito de defesa da Recorrente. Aduz que, a Recorrente não era obrigada a guardar as referidas declarações,em razão do transcurso do prazo prescricional, conforme dispõe o parágrafo único, do artigo 195, do Código Tributário Nacional. Assim, requer seja declarada a nulidade do V. Acórdão, com a consequente determinação de produção de prova pericial bem como que a Receita Federal disponibilize as declarações de imposto de renda, ano calendário 1995 a 2000, para demonstrar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário. Depreendese da observação no Sapli (fl.241) que não foi encontrada declaração para os anos calendário de 1995, 1996 e 1997 e 1998. Registrese, que poderia a autuada haver trazido aos autos o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) para comprovar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário, se fosse o caso. Quanto à documentação a ser juntada posteriormente, entendeu a DRJ que se encontram presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para solução da lide, e assim justifica no voto condutor do acórdão recorrido. Quanto à documentação, constam no processo as DIPJ dos anoscalendário fiscalizados, bem assim os demonstrativos do lucro inflacionário apurado em cada ano calendário, desde 1994, ressaltandose que o lucro inflacionário constante no demonstrativo da RFB reflete os valores informados pela contribuinte em suas declarações, acumulados até o ano do lançamento (fls. 237 a 250). Vêse, na declaração da pessoa jurídica do anocalendário de 1994 (fls. 237/250), que foram realizados, por exemplo, os valores de CR$5.074.074,00 e CR$ 7.734.879,00 nos meses de janeiro e fevereiro daquele ano, conforme consta no Demonstrativo do Lucro Inflacionário Sapli (fls.251/252). Consta, também, que foi apurado lucro inflacionário em todos os meses desse ano (fls. 245/248). Fl. 464DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/200701 Acórdão n.º 1802001.386 S1TE02 Fl. 6 9 A DIRPJ (fl.238) relativa ao ano calendário de 1994 é suficiente para demonstrar a existência de lucro inflacionário acumulado em 31/12/1994 e o diferido para o ano calendário de 1995 coerente com o demonstrativo SAPLI (fl.241). Resta demonstrado que o saldo do Lucro Inflacionário Acumulado (LIA) em 31/12/1995 nada mais é do que o saldo do Lucro Inflacionário Acumulado a Realizar de R$ 1.081.593, 00 em 31/12/1994 x Fator de Correção: 1,2246 = R$ 1.324.518,78 (Lucro Inflac. Diferido de Períodos Anteriores Corrigido). Tendose o mencionado valor, e, deduzida a Baixa por decadência de R$ 132.451,87, fica o Saldo do Lucro Inflacionário Acumulado a Realizar em 31/12/1995, no montante de R$ 1.192.066,91, constante do Sapli e considerado pela fiscalização. Desse modo, despiciendo se torna a apresentação de cópia das declarações dos anos calendário de 1995 a 2001 para fins de comprovação de saldo de lucro inflacionário para ser realizado nos anos calendários de 2002,2003,2004 e 2005 como será visto adiante, no tópico específico: “Da inexistência do crédito tributário” a que alude a recorrente. Como visto acima, há de se concluir, serem os elementos acostados aos autos suficientes para a análise conclusiva da lide. Ainda sobre o tema, vale esclarecer que a diligência se reserva à elucidação de pontos duvidosos para o deslinde do litígio, não se justificando a sua realização quando o fato probante puder ser demonstrado pelos documentos juntados nos autos, de sorte que a autoridade julgadora possa formar a sua livre convicção. A admissibilidade de diligência, depende do livre convencimento da autoridade julgadora como meio de melhor apurar os fatos, podendo como tal dispensar quando entender desnecessária ao deslinde da questão. O julgador na análise das provas produzidas nos autos, deve decidir conforme o seu convencimento em consonância com o art.29 do Decreto nº 70.235/72, assim estabelecido: “Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias”. Com efeito, não ocorre a preterição do direito de defesa, a suscitar a nulidade da decisão recorrida, quando nesta são apreciadas todas as matérias contidas na peça impugnatória, embora não tenha sido acatado o pedido para apresentação de prova ou deferimento de “perícia” por entender desnecessário ao deslinde da questão. Preliminar rejeitada. DA PRESCRIÇÃO DO SUPOSTO CRÉDITO Sob o título de prescrição mas que se entende por decadência, a recorrente discorda do entendimento proferido no V. Acórdão de que inexiste a decadência do tributo, eis que o fato gerador do lucro inflacionário ocorreria apenas na data em que a pessoa jurídica estivesse obrigado a realizálo, argúi que: o auto de infração baseiase na existência de suposto saldo de lucro inflacionário acumulado nos anos calendário 1994 e 1995, e que, portanto, deveria ter sido utilizado nos anos seguintes, e não o foi, pelo que, foi atingido pela decadência, já que a notificação à Recorrente ocorreu, em 29/10/2007. Fl. 465DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 10 Portanto, requer a declaração de “prescrição” do crédito tributário,eis que eventual saldo remanescente de lucro inflacionário deveria ter sido utilizado entre os anos calendário de 1995 a 2001, e não a partir de 2002. Observase no Sapli (fls.251/252) que fora baixado por decadência o lucro inflacionário a realizar nos anos calendários de 1996 a 2001, realização mínima de R$ 119.206,91 (anual). No que tange ao prazo decadencial para a constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido, a realizar nos anos calendário de 2002 a 2005, melhor sorte não tem a contribuinte. O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é matéria que já se encontra pacificada no âmbito desse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, sendo inclusive objeto da Súmula CARF nº 10, verbis: O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é contado do período de apuração de sua efetiva realização ou do período em que, em face da legislação, deveria ter sido realizado, ainda que em percentuais mínimos. Desse modo, o lucro inflacionário acumulado e diferido em 31/12/1995, relativo aos anos calendário de 2002 a 2005, somente deverá ser realizado nos respectivos fatos geradores para apuração do lucro real, ou seja: em 31/12/2002, 31/12/2003, 31/12/2004, 31/03/2005, 30/06/2005, 30/09/2005 e 31/12/2005. Considerando, o ano calendário de 2002, o mais antigo período de apuração, ainda que se tomasse 31/12/2002, data de apuração do lucro real anual, portanto, data do fato gerador do IRPJ, adotando a tese de que nos termos do § 4º do artigo 150 do CTN mais favorável ao contribuinte, a autoridade administrativa tem o prazo de cinco anos, contados da ocorrência do fato gerador para proceder ao lançamento de ofício, o Fisco teria até 31/12/2007, para proceder ao lançamento do crédito tributário ou a redução do prejuízo fiscal como se deu no presente caso. Como a ciência do lançamento deuse em 29/10/2007, não há falar em decadência tributária ou caducidade do direito da Fazenda Pública, para a administração lançar eventuais diferenças referentes ao ano calendário de 2002, mais antigo, nem tampouco em relação aos demais anos calendário de 2003, 2004 e 2005. Preliminar rejeitada. DA INEXISTÊNCIA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO A Recorrente reitera que inexiste o crédito apontado no auto de infração, porque eventual saldo de lucro inflacionário existente, certamente, foi absorvido entre os anos calendário de 1995 a 2001, ou seja, antes do ano calendário de 2002. Como dito acima pela DIRPJ (fl.238) relativa ao ano calendário de 1994 resta demonstrado que o saldo do Lucro Inflacionário Acumulado (LIA) em 31/12/1995 nada mais é do que o saldo do Lucro Inflacionário Acumulado a Realizar de R$ 1.081.593, 00 em 31/12/1994 x Fator de Correção: 1,2246 = R$ 1.324.518,78 (Lucro Inflac. Diferido de Períodos Anteriores Corrigido). Fl. 466DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/200701 Acórdão n.º 1802001.386 S1TE02 Fl. 7 11 Tendose o mencionado valor, e, deduzida a Baixa por decadência de R$ 132.451,87, fica o Saldo do Lucro Inflacionário Acumulado a Realizar em 31/12/1995, no montante de R$ 1.192.066,91, constante do Sapli e considerado pela fiscalização. Com relação ao valor a ser realizado, salientese que, pelo critério de tributação do lucro inflacionário, os saldos credores diferidos só são tributados na proporção da realização do ativo, ou em percentuais mínimos previstos na legislação. É necessário lembrar que, a partir do ano calendário de 1995, foi revogada a correção monetária das demonstrações financeiras consoante o disposto no art. 4º da Lei nº 9.249/95, verbis: Art. 4º Fica revogada a correção monetária das demonstrações financeiras de que tratam a Lei nº 7.799, de 10 de julho de 1989, e o art. 1º da Lei nº 8.200, de 28 de junho de 1991. Parágrafo único. Fica vedada a utilização de qualquer sistema de correção monetária de demonstrações financeiras, inclusive para fins societários. Por conseqüência direta da inexistência da correção monetária de balanço, a partir de períodos base iniciados em 1996, não mais ocorreu lucro inflacionário do período, ficando o saldo do lucro inflacionário acumulado “congelado”. Portanto, a tributação futura sempre alcançará as realizações por conta do saldo existente em 31.12.95, corrigido monetariamente até essa data. Os cálculos futuros devem ser feitos com base nos valores existentes em 31/12/95, corrigido monetariamente ate essa data. O art. 7º da Lei nº 9.249/95, retro mencionada, dispõe que “o saldo do lucro inflacionário acumulado, remanescente em 31/12/1995, corrigido monetariamente até essa data, será realizado de acordo com as regras então vigente”. A legislação vigente nessa matéria é a Lei nº 9.065 de 1995, cujos arts. 6º a 8º disciplinaram as formas de realização do lucro inflacionário, alterando as normas anteriores até então espelhadas na Lei nº 7.789 de 1989, restando claro, a partir de então, que o percentual de realização mínimo obrigatório seria de 10% (dez por cento) ao ano no caso de apuração anual ou 2,5% (dois e meio por cento) no caso de apuração trimestral, e deveria incidir sobre o valor do lucro inflacionário acumulado em 31/12/1995, corrigido monetariamente até essa data, de modo que ocorresse, de forma linear, a realização total do lucro inflacionário diferido, no prazo máximo de 10(dez) anos. A obrigatoriedade imposta pela norma legal é no sentido de se efetuar a realização do saldo do lucro inflacionário acumulado, em 31/12/95, ainda que em percentual mínimo, a cada período de apuração, de sorte a se transportar para os períodos seguintes, o saldo remanescente para fins de controle, apenas. Portanto, repitase, o percentual de realização deve incidir sobre o lucro inflacionário acumulado em 31/12/1995, corrigido monetariamente, e, não sobre o saldo do lucro inflacionário diferido transportado para os períodos seguintes. No presente caso, o relatório SAPLI (fls.241/242) demonstra que havia saldo de lucro inflacionário, em 31/12/1995, no montante de R$ 1.192.066,91, cuja tributação seria obrigatória em percentual idêntico ao de realização de ativos, ou o mínimo previsto na legislação. Fl. 467DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 12 Considerando a realização total do lucro inflacionário diferido, no prazo máximo de 10(dez) anos (10x R$ 119.206,69) e, baixado por decadência o lucro inflacionário a realizar nos períodos de 1996 a 2001 (06 anos) terseá como realizado o lucro inflacionário nos últimos 04 anos a saber: 2002 a 2005, objeto do auto de infração em comento. Assim, não há como acatar a alegação da contribuinte de que todo o lucro inflacionário foi totalmente absorvido até o ano de 2002. Ainda insistindo pela inexistência de lucro inflacionário acumulado em 31/12/1995, a recorrente alega que, o balanço patrimonial estampado na DIPJ/2002, Ano Calendário 2001, demonstra que tinha um ativo permanente na ordem de R$ 524.403,93 e um patrimônio líquido da ordem de R$ 948.873,60, sendo que estes valores indicam que no passado a Recorrente não poderia ter tido um RESULTADO DE CORREÇÃO MONETÁRIA CREDOR, ou seja, um lucro inflacionário diferido, mas sim DEVEDOR. De fato na DIPJ/2003 (fl.44), ano calendário 2002, consta que a Recorrente no ano anterior, ou seja em 31/12/2001, tinha um ativo permanente na ordem de R$ 524.403,93, e, patrimônio líquido negativo na ordem de (R$ 948.873,60). Sendo apenas R$ 1.000,00, o valor do capital realizado, gerador de correção monetária devedora. A argumentação da recorrente em nada lhe socorre, ao contrário demonstra que no passado a Recorrente teria RESULTADO DE CORREÇÃO MONETÁRIA CREDOR, haja vista que patrimônio líquido negativo de R$ 948.873,60, sendo prejuízo acumulado é conta retificadora do patrimônio líquido e como tal geradora de correção monetária credora. Desse modo, cai por terra a argumentação da recorrente e confirma que havia lucro inflacionário a tributar, pois, tanto o ativo permanente na ordem de R$ 524.403,93, quanto o patrimônio líquido negativo na ordem de (R$ 948.873,60) são contas geradoras de correção monetária credora. A recorrente alega que a DIPJ do ano calendário 2002 juntada no processo administrativo, apontou um prejuízo acumulado de R$ 1.122.128,03, pelo que, se existisse eventual saldo remanescente, seria compensado com o referido prejuízo, mesmo considerando se a limitação de 30% na compensação de prejuízos. E que, não existiu saldo remanescente de lucro inflacionário que repercutisse nos anos de 2002, 2.003, 2004, e 2005, até porque nestes anos também houve prejuízo, pelo que, não há imposto de renda a pagar. Conforme explicitado no início do presente voto, consta da descrição dos fatos do auto de infração, fl.260, que o Lucro Inflacionário a Realizar de R$ 119.206,69 no anocalendário de 2002, foi totalmente absorvido/compensado com o prejuízo de (R$ 172.254,43), restando nesse ano apenas a redução/retificação do prejuízo para (R$ 53.047,74). Também na ação fiscal foi efetivada a compensação do lucro apurado de R$ 119.206,69 (anos calendário de 2003 e 2004) com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% equivalente a R$ 35.762,00. E, concedida a compensação do lucro apurado de R$ 29.801,67 (anocalendário de 2005) com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% equivalente a R$ 8.940,50. Destarte, demonstrada a existência de saldo remanescente de lucro inflacionário com repercussão nos anos de 2002, 2.003, 2004, e 2005, e, efetivada a compensação com o prejuízo fiscal nos mencionados anos calendário, cabível o lançamento de ofício do IRPJ devido nos anos de 2003, 2004, e 2005, conforme demonstrado no auto de infração (fls. 263 a 268). Fl. 468DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/200701 Acórdão n.º 1802001.386 S1TE02 Fl. 8 13 Em face do exposto, voto no sentido de afastar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Relatora Ester Marques Lins De Sousa Fl. 469DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 15374.917265/2008-33
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004
PROVA DOCUMENTAL. CLAREZA DOS REGISTROS. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. MOMENTO PROCESSUAL DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. PRECLUSÃO. LEGALIDADE.
Somente se reconhece indébito fiscal e cogita-se da possibilidade da sua utilização na compensação de outros tributos quando devidamente comprovado por meio da escrituração contábil/fiscal, quando a DCTF é retificada após o despacho decisório. A documentação deve ser apresentada no momento da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, observadas as ressalvas previstas na norma e a possibilidade objetiva de aplicação do princípio da verdade material, que rege o Processo Administrativo Fiscal.
Numero da decisão: 3803-003.775
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa Relator
Participaram, ainda, da sessão de julgamento os Conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 PROVA DOCUMENTAL. CLAREZA DOS REGISTROS. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. MOMENTO PROCESSUAL DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. PRECLUSÃO. LEGALIDADE. Somente se reconhece indébito fiscal e cogita-se da possibilidade da sua utilização na compensação de outros tributos quando devidamente comprovado por meio da escrituração contábil/fiscal, quando a DCTF é retificada após o despacho decisório. A documentação deve ser apresentada no momento da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, observadas as ressalvas previstas na norma e a possibilidade objetiva de aplicação do princípio da verdade material, que rege o Processo Administrativo Fiscal.
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CLAREZA DOS REGISTROS. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. MOMENTO PROCESSUAL DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. PRECLUSÃO. LEGALIDADE. Somente se reconhece indébito fiscal e cogitase da possibilidade da sua utilização na compensação de outros tributos quando devidamente comprovado por meio da escrituração contábil/fiscal, quando a DCTF é retificada após o despacho decisório. A documentação deve ser apresentada no momento da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, observadas as ressalvas previstas na norma e a possibilidade objetiva de aplicação do princípio da verdade material, que rege o Processo Administrativo Fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 91 72 65 /2 00 8- 33 Fl. 1070DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/12/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram, ainda, da sessão de julgamento os Conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Trata o presente processo de compensação declarada pela Contribuinte, por meio da DComp nº 01367.61068.111104.1.3.046120, em que utilizou o alegado crédito de pagamento a maior, no valor de R$ 53.267,89, relativo ao mês de setembro de 2004, homologada parcialmente, por meio do despacho decisório eletrônico proferido pela Derat/Rio de Janeiro II. Em manifestação de inconformidade apresentada, a Interessada alegou, em síntese, que: a) a contribuição foi paga no valor de R$ 360.343,54, e equivocadamente declarada na DCTF e no Dacon no valor de R$ 317.322,41, por sua vez divergente e maior que o devido; b) o referido erro foi identificado e corrigido através de retificação de ambas as declarações, após emissão do despacho decisório. Em julgamento da lide a DRJ/Rio de Janeiro II verificou, nos sistemas da RFB, relativamente ao 3º trimestre de 2004, que a Contribuinte apresentara, além da DCTF original, oito DCTFs retificadoras, fl. 68, sendo as duas últimas apresentadas em data posterior à ciência do despacho decisório, com a alteração da contribuição a pagar para o valor de R$ 307.765,05. Da mesma forma, apresentou, além do Dacon original, quatro Dacons retificadores, fl. 69, com diversas alterações no valor da contribuição a pagar, e somente no último, apresentado, após a ciência da dita decisão administrativa, o valor foi retificado para R$ 307.765,05. Destacou a falta da espontaneidade das declarações retificadoras, e, em consequência, considerouas documentos insuficientes, por si sós, para fazer prova em favor da Manifestante, pois não se fizeram acompanhar de documentos fiscais e contábeis, capazes de demonstrar que a contribuição efetivamente devida não corresponde à importância anteriormente informada à RFB, mas, sim, ao último valor que declarou, tudo, conforme o exigem os arts. 15 e 16 do Decreto n º 70.235, de 1972. Cientificada da decisão, em 12 de setembro de 20112, a Interessada apresentou o recurso voluntário de fls. 82 a 83, em 03 de outubro de 2011, em que reitera a singela menção ao erro de apuração cometido e declara estar anexando cópias da DCTF retificadora, do Dacon retificador, do Livro Razão, do Balancete Contábil e do Termo de Abertura e Encerramento do Livro Diário, para que não reste dúvidas quanto ao direito alegado. É o relatório. Voto O recurso é tempestivo, e atende a todos os requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Fl. 1071DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/12/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15374.917265/200833 Acórdão n.º 3803003.775 S3TE03 Fl. !Configuração não válida de caractere 3 A Recorrente não desenvolve argumentos em sua defesa. Apenas afirma que pagou a maior e em um resumido parágrafo declara estar anexando as cópias dos documentos supramencionados, para o fim de ter a compensação realizada homologada integralmente. A DCTF e o Dacon foram documentos já não aceitos pelo Colegiado a quo, como documentos comprobatórios de que houvera pagamento a maior da contribuição. Com acerto foi proferida a decisão, eis que as declarações não se fizeram acompanhar da escrituração contábil e/ou fiscal naquela instância. A exemplo do anterior processo analisado por este Julgador, o balancete no mês de setembro mostra um sem número de registros relativos ao PIS, sem que a Recorrente tenha sido diligente em sua defesa para demonstrar com que números do balancete e/ou do razão compôs o cálculo do PIS o valor que pretendeu provar/ O Razão, por sua vez, mostra uma escrituração capilarizada em um sem número de operações, e, não obstante ser denominada de Razão Acumulado também é um Razão Analítico, de difícil identificação do efetivo débito que a Recorrente pretende provar existir. Em vista do registro sobremodo acentuado de operações, números em intensidade, deveria a Recorrente ter sido razoável e ter elaborado demonstrativo que melhor elucidasse a apuração que fez constar no Dacon e o valor que declarou por fim na DCTF retificadora ativa, e fornecesse o itinerário desse cálculo apontandoo no balancete e/ou no Razão, com indicação das contas ou saldos de contas e respectivos valores e páginas, a permitir um cotejo prático do valor da contribuição a que chegara. Mesmo que a Recorrente houvesse apontado para a identidade visível entre esses registros do cálculo do PIS, e que minudentemente estivesse descrita a natureza dos créditos apenas nesta fase recursal, tais elementos de defesa não se tornariam ainda uma justificação suficiente para converter o julgamento em diligência. Isso, porque os conceitos envolvidos na apuração dos créditos tem a forte probabilidade de suscitar uma nova disputa, que passaria ao largo da apreciação do órgão julgador de primeira instância, a subverter o rito do processo administrativo fiscal. Ora, se na hipótese acima esses elementos de defesa assim organizados talvez não pudessem socorrer a Recorrente, sequer para o fim de sua confirmação por meio de diligência, pela possibilidade de julgar preclusa a sua apresentação apenas nesta fase recursal, o que dizer da defesa que nada organiza, que anexa centenas, ou mais de um milhar, de registros, à espera de que a Auditoria Fiscal garimpe no meio dos números, realizando um trabalho que é da Recorrente, que já estaria realizado, mas que não chega ao órgão julgador devidamente esquadrinhado? Não há de ter expectativa de êxito quem se defende com esse descaso. Gizese que é ônus da Contribuinte trazer aos autos a completa prova da alegação de existência de crédito de pagamento indevido ou a maior, perante a Receita Federal do Brasil, nas circunstâncias em que este, após ter confessado e pago o débito, provê, posteriormente, a redução do crédito tributário. E esta prova deveria ter sido provida no momento processual da manifestação de inconformidade, nos termos dos arts. 15 e 16 do Decreto n º 70.235, de 1972, em que respaldouse a decisão de primeira instância, precluindo o direito de fazêlo em momento posterior. Fl. 1072DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/12/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Assim, não merece reparos a decisão recorrida, em vista de toda a exposição retro. Pelo que, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 29 de novembro de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 1073DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/12/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10909.000413/2008-80
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Mar 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
IMPOSTO DE RENDA SUPLEMENTAR. DEDUÇÃO DO VALOR DO IMPOSTO DE RENDA ORIGINALMENTE DECLARADO.
Tendo sido observada a dedução do valor do Imposto de Renda declarado pelo contribuinte, correto o valor do Imposto de Renda Suplementar mantido pela decisão de primeira instância.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2802-002.053
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Jaci de Assis Junior Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Juliana Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Melo.
Nome do relator: JACI DE ASSIS JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 IMPOSTO DE RENDA SUPLEMENTAR. DEDUÇÃO DO VALOR DO IMPOSTO DE RENDA ORIGINALMENTE DECLARADO. Tendo sido observada a dedução do valor do Imposto de Renda declarado pelo contribuinte, correto o valor do Imposto de Renda Suplementar mantido pela decisão de primeira instância. Recurso Negado.
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DEDUÇÃO DO VALOR DO IMPOSTO DE RENDA ORIGINALMENTE DECLARADO. Tendo sido observada a dedução do valor do Imposto de Renda declarado pelo contribuinte, correto o valor do Imposto de Renda Suplementar mantido pela decisão de primeira instância. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Juliana Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Melo. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 9. 00 04 13 /2 00 8- 80 Fl. 31DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de Notificação de Lançamento, fls. 02/03, para exigência do Imposto de Renda Pessoa Física Suplementar, código de receita 2904, no valor de R$ 4.493,63, sujeito aos acréscimos de multa de ofício de 75% e de juros de mora, relativos ao anocalendário de 2003, exercício financeiro de 2004. Conforme relatado na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 3, o lançamento é decorrente da glosa de dedução indevida de despesas médicas, no valor total de R$ 16.340.48, sendo: a) R$ 5.340,48 referente ao Bradesco Saúde S/A, em razão do contribuinte não ter apresentado documentação adequada para comprovar a dedutibilidade; b) R$ 4.500,00 referente Comunidade Terapêutica Reviver e R$ 6.500,00 referente Associação de Pais e Amigos do Loteamento Los Angeles, em razão dos dispêndios não reunirem condições de serem considerados despesas médicas, conforme a legislação aplicável à espécie. O contribuinte apresentou a impugnação de fl. 01. alegando que é responsável pelo pagamento integral das mensalidades do plano de saúde Bradesco Saúde S/A, conforme declaração da empresa e o termo de opção de permanência no plano de assistência médica mantido pela empresa Sadia S/A (fls.04/05). A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis (DRJ/FNS), fls. 11/12, considerou procedente em parte a impugnação, para restabelecer a dedução do valor de R$5.340,48 da base de cálculo declarada, mantendo em parte a exigência do Imposto de Renda Suplementar no valor de R$ 3.025,00, correspondente à parcela do imposto suplementar não impugnada. Cientificado em 28/04/2011, conforme Aviso de Recebimento de fls. 20, o contribuinte interpôs recurso voluntário em 30/05/2011, alegando que, por tratarse de Imposto de Renda Suplementar, do valor exigido de R$ 3.025,00 deve ser descontado a importância de R$1.665,24, correspondente ao imposto declarado e que foi objeto de parcelamento na forma da Lei nº 11.941, de 2009. Requer que “seja recalculado e informado o valor do saldo a ser pago e/ou parcelado, visto que parte do montante de R$ 3.205,00 já foi objeto de parcelamento, bem como seja permitido a sua inclusão nos moldes da lei 11941/09”(sic). É o relatório. Voto Conselheiro Jaci de Assis Junior O recurso foi tempestivamente apresentado e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Pretende o recorrente que seja deduzido do valor de R$ 3.025,00, que correspondente à parcela do imposto suplementar não impugnada, exigida após decisão de primeira instância, o valor de R$ 1.665,24, correspondente ao Imposto de Renda a Pagar, originalmente declarado. De acordo com o DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DO IMPOSTO DEVIDO, anexo à Notificação de Lançamento, fls. 02/03, a base de cálculo do Imposto de Renda, apurada após a glosa dos valores das deduções de despesas médicas, atingiu o montante de R$69.450,35 (item 6). O Imposto de Renda Devido correspondente foi calculado em Fl. 32DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10909.000413/200880 Acórdão n.º 2802002.053 S2TE02 Fl. 29 3 R$14.021,94 (item 7), tendo sido deste deduzidos os valores declarados de R$ 7.863.07 (item 10), referente ao Imposto de Renda Retido na Fonte, e de R$ 1.665.24 (item 14), relativo ao valor do Imposto a Pagar (item 14). Dessa operação, resultou o valor de R$ 4.493,63, que foi objeto de exigência pela Notificação de Lançamento a título de Imposto de Renda Suplementar (item 16, do demonstrativo, em referência). Examinando a impugnação apresentada, o Acórdão nº 0723.448, proferido pela 6ª Turma da DRJ/FNS, considerou procedente a impugnação para restabelecer parte da glosa da dedução que foi objeto de contestação, no valor de R$ 5.340,48. Diante disso, refez o cálculo do Imposto de Renda Suplementar devido pelo contribuinte, conforme abaixo se reproduz: Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido Anocalendário 2003 Descrição Valor em Reais RS 1) Total dos Rendimentos Tributáveis Declarados 82.121,12 2) Deduções [mantidas R$ 12.670,77 + restabelecidas R$ 5.340.48] 18.011,25 3) Base de Cálculo (12) 64.109,87 4) Imposto Devido [(BC x 27.5%) 5.076.90] 12.553,31 5) Imposto de Renda Retido na Fonte 7.863,07 6) Imposto a Pagar Declarado 1.665,24 7) Imposto Suplementar Não Impugnado 3.025,00 Dos cálculos acima, percebese que, tendo em vista a redução da base de cálculo do imposto para R$ 64.109,87 (item 3), o valor do Imposto Devido, apurado no mencionado DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DO IMPOSTO DEVIDO, foi reduzido para R$ 12.553,31 (item 4). Deste Imposto Devido foi deduzido os valores declarados de Imposto de Renda Retido na Fonte, no montante de R$ 7.863,07 (item 5), e do Imposto a Pagar Declarado pelo contribuinte no montante de R$ 1.665,24. Como resultado dessa operação, apurouse o valor de R$ 3.025,00, que constou da conclusão do voto da relatora do acórdão recorrido. Portanto, não há como acolher a pretensão do recorrente, uma vez evidenciado nos autos que o valor do Imposto de Renda declarado pelo contribuinte em sua Declaração de Ajuste Anual foi devidamente considerado para efeitos de se apurar o Imposto de Renda Suplementar mantido após decisão de primeira instância. Observese, finalmente, que compete à autoridade preparadora tomar as providências relativamente ao pedido do contribuinte para que lhe seja permitido parcelamento do crédito tributário exigido no presente processo. Voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Relator Fl. 33DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 34DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 16327.904326/2008-21
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF
Data do Fato Gerador: 13/11/2002
COMPENSAÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DILIGÊNCIA. APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS QUE COMPROVAM O INDÉBITO. HOMOLOGAÇÃO DO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO.
Sendo apresentado em diligência, os documentos que impediram a homologação do pedido de compensação. Fica comprovada o recolhimento a maior do IOF.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3102-001.591
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente.
Winderley Morais Pereira - Relator.
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Helder Massaaki Kanamaru, Winderley Morais Pereira, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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DILIGÊNCIA. APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS QUE COMPROVAM O INDÉBITO. HOMOLOGAÇÃO DO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. Sendo apresentado em diligência, os documentos que impediram a homologação do pedido de compensação. Fica comprovada o recolhimento a maior do IOF. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Winderley Morais Pereira Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Helder Massaaki Kanamaru, Winderley Morais Pereira, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 90 43 26 /2 00 8- 21 Fl. 548DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/12/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 2 Relatório Trata o presente processo de pedido de compensação de créditos de pagamento a maior do Imposto Sobre Operações Financeiras – IOF. Em auditoria eletrônica, o pedido de compensação não foi homologado em razão dos créditos informados estarem integralmente alocados a débitos da Recorrente, conforme declarado em DCTF, não restando créditos a serem utilizados. Inconformada, a Recorrente impugnou o despacho, alegando que os créditos teriam origem em valores recolhidos indevidamente do IOF. Para justificar o recolhimento a maior, a empresa apresentou os seguintes esclarecimentos: “A Requerente, Instituição Financeira, efetuou operações de crédito (empréstimo) com diversos clientes (pessoas jurídicas). Para tais operações, o art. 7°, I, "b", 1. do Decreto n°4.494/02 previu a incidência do IOF: "Art. 7° A base de cálculo e respectiva alíquota reduzida do I0F são (Lei n° 8.894, de 1994, art. 1°, parágrafo único, e Lei n° 5.172, de 1966, art. 64, inciso I): I na operação de empréstimo, sob qualquer modalidade, inclusive abertura de crédito: (...) b) quando ficar definido o valor do principal a ser utilizado pelo mutuário, a base de cálculo é o principal entregue ou colocado à sua disposição, ou quando previsto mais de um pagamento, o valor do principal de cada uma das parcelas: 1. mutuário pessoa jurídica: 0,0041% ao dia;” 0 mesmo Decreto, no art. 7°, § 1º, limitou a incidência do IOF sobre as operações de crédito financiamento ao "valor resultante da aplicação da alíquota diária a cada valor de principal, prevista para a operação, multiplicada por trezentos e sessenta e cinco dias" (365 dias x 0,0041%). Tal limitação ocorre, inclusive, quando há prorrogação da operação de crédito. É o que diz o § 7° do art. 7° do Decreto n° 4.494/02: § 7° Na prorrogação, renovação, novação, composição, consolidação, confissão de divida e negócios assemelhados, de operação de crédito em que lido haja substituição de devedor, a base de cálculo do IOF será o valor não liquidado da operação anteriormente tributada, sendo essa tributação considerada complementar a anteriormente feita, aplicandose a alíquota em vigor à época da operação inicial. Fl. 549DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/12/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 16327.904326/200821 Acórdão n.º 3102001.591 S3C1T2 Fl. 3 3 Conclusão: nas operações de credito (empréstimos) efetuadas pela Requerente com seus clientes, o IOF devido é aquele relativo ao valor objeto do empréstimo a alíquota diária de 0,0041% (limitada a 365 dias).” Detalhado o funcionamento dos contratos de mútuo a empresa alega que o recolhimento a maior, ocorreu sobre operações de crédito com determinadas empresas, quando, por erro de sistema, considerou novamente o IOF em cada prorrogação do prazo da operação, dessa forma não limitou o cálculo do IOF à alíquota máxima de 0,0041% x 365 dias. Informa ainda na impugnação, que por ser mera responsável pela retenção do IOF, apurou os pagamentos efetuados a maior e providenciou a devolução dos valores indevidamente retidos aos clientes, acrescidos de juros e correção monetária. Demonstrado dessa forma que a empresa assumiu o encargo financeiro, resta comprovado o direito a restituição do IOF. Ao apreciar a impugnação a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas/SP, analisou todas as alegações constantes da impugnação e toda a documentação apresentada, concluindo pelo provimento parcial da impugnação. A homologação parcial do pedido de restituição/compensação foi assim descritos no voto da decisão da autoridade a quo: “Já nas operações identificadas como BOC, Kerry1 e Timberjack, o conjunto probatório ressentese da ausência de elementos de prova imprescindível para os intentos da interessada. No caso da operação que teria sido realizada com a empresa BOC gases não foram trazidos aos autos os contratos relativos aos empréstimos alegados. Quanto à operação identificada como Kerry1, o extrato bancário que deveria comprovar a efetividade do empréstimo, fl. 106, não traz registro de empréstimo que passa ser correlacionada com os demais documentos. Por sinal, as operações de empréstimo que constam do citado extrato ou não se relacionam com a que seria a origem do crédito reivindicado ou representam lançamentos a débito da conta. Da mesma forma, no caso da operação envolvendo a empresa Timberjack aquele que seria o extrato representativo do depósito inicial, fl. 124, não contém qualquer lançamento a título de empréstimo. A ausência desses elementos probatórios compromete a força dos demais, uma vez que, sem o respaldo dos extratos bancários ou contratos, ficam sem comprovação a própria efetividade dos empréstimos, assim como as renovações que seriam o motivo da existência do crédito.” Fl. 550DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/12/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 4 A decisão da DRJ foi assim ementada: “ASSUNTO: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários IOF Dara do fato gerador: 02/04/2003 OPERAÇÕES DE CRÉDITO. ALÍQUOTA. LIMITE DE INCIDÊNCIA. EXTRAPOLAÇÃO. CRÉDITO. O valor do imposto recolhido sobre operações de crédito que exceder àquele correspondente ao resultante da aplicação da alíquota máxima legalmente estabelecida é considerado como pagamento a maior e passível de restituição/compensação. DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. O reconhecimento do direito creditório pleiteado requer a prova de sua existência e montante, sem o que não pode ser restituído ou utilizado em compensação. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos pela interessada elemento que permita a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. COMPENSAÇÃO. RESPONSÁVEL. TRIBUTO RETIDO. CONDIÇÕES. A compensação de tributo por quem realizou a retenção na condição de responsável tributário depende da comprovação da assunção do encargo financeiro. Comprovada nos autos a devolução aos clientes do imposto cobrado a maior, considera se cumprida a condição legal. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte” Cientificada da decisão, a empresa apresentou recurso voluntário, repisando as alegações apresentadas na impugnação, reafirmando o direito ao crédito e que a documentação juntada seria suficiente para comprovar o indébito tributário. No Recurso, discorre sobre o contrato de mutuo e a que a sua prova não necessita de forma escrita, podendo ser feita por outros meios e no caso de mutuo bancário basta provar a ocorrência do crédito dos valores na conta corrente. As alegações sobre a efetividade da operação com base na documentação apresentada, foram assim detalhadas pela Recorrente: “As planilhas, as declarações e os contratos (no caso dos empréstimos com a Kerry e Timberjack), além dos extratos bancários (no caso dos empréstimos com a BOC Gases) são elementos que demonstram suficientemente a efetividade dos Fl. 551DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/12/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 16327.904326/200821 Acórdão n.º 3102001.591 S3C1T2 Fl. 4 5 empréstimos e suas prorrogações. Ademais, os débitos de juros sobre ais empréstimos, presentes nos extratos da contacorrente das empresas mutuárias, configuram mais um elemento a provar a efetividade do aludido negócio jurídico. Com efeito, no caso dos empréstimos, contratados com a BOC Gases, para o qual os contratos estão faltantes, temse que a essência do mútuo ( a entrega da coisa mutuada, no caso o dinheiro) prevalece sobre o instrumento formal de sua existência (o contrato escrito).” Ao analisar o Recurso, a Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara resolveu determinar a baixa dos autos em diligência para que a Unidade Preparadora intimasse a Recorrente à apresentar os extratos bancários comprovando o depósito inicial dos contratos de mutuo referente às operações com a empresa Timberjack e aquela identificada como Kerry1 da empresa Kerry do Brasil Ltda. Na mesma diligência também deverá ser intimada a Recorrente a apresentar os contratos de mutuo referente as operações com a empresas BOC Gases do Brasil Ltda. Atendendo a intimação realizada pela Unidade de Origem, a Recorrente apresentou cópias de extratos bancários com os depósitos iniciais e os contratos de mutuo. Os autos retornaram ao CARF para prosseguimento. É o Relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. O recurso é voluntário e tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, merecendo, por isto, ser conhecido. A teor do relatado o cerne da lide é a discussão sobre as provas apresentadas para comprovação do indébito tributário. A autoridade considerou que parte dos créditos foram comprovados por meio da documentação apresentada, restando não comprovado os depósitos iniciais dos contratos de mutuo. O fato que estamos discutindo na presente lide é se foram apresentadas provas e se estas são suficientes para a comprovação das alegações constantes do Recurso. Diante deste fato, resolveu a Terceira Turma da Quarta Câmara baixar os autos em diligência para unidade preparadora intime a recorrente a apresentar os documentos que segundo a decisão da primeira instância seriam necessários para a comprovação do indébito referente aos contratos de mutuo. Fl. 552DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/12/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 6 Realizada a diligência, foram trazidas cópias dos extratos bancários comprovando o depósito inicial dos contratos de mutuo referente às operações com a empresa Timberjack e aquela identificada como Kerry1 da empresa Kerry do Brasil Ltda. Os depósitos apresentados possuem como título de operação "empréstimo" e correspondem exatamente aos valores constantes dos contratos de mutuo. Também foram apresentados os contratos de mutuo referente as operações com a empresas BOC Gases do Brasil Ltda. Portanto, com a documentação apresentada na diligência fica resolvida a questão suscitada no julgamento da primeira instância para a não concessão do indébito tributário. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário. Winderley Morais Pereira Fl. 553DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/12/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA
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Numero do processo: 10680.006795/2008-77
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos.
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2).
MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE.
Presentes os pressupostos de exigência, cobra-se multa de ofício pelo percentual legalmente determinado.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.822
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, José Evande Carvalho Araujo, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE. Presentes os pressupostos de exigência, cobra-se multa de ofício pelo percentual legalmente determinado. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, José Evande Carvalho Araujo, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
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COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tãosomente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE. Presentes os pressupostos de exigência, cobrase multa de ofício pelo percentual legalmente determinado. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício e Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 00 67 95 /2 00 8- 77 Fl. 107DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/12/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.006795/200877 Acórdão n.º 2801002.822 S2TE01 Fl. 108 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, José Evande Carvalho Araujo, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente ao exercício de 2004, por meio do qual se exige do contribuinte o crédito tributário no montante de R$ 21.349,53. O lançamento é decorrente da apuração de deduções indevidas a título de dependentes, despesas médicas, despesas com instrução e despesas com previdência privada. Em sua impugnação, o contribuinte anexa documentos para comprovar a dedutibilidade das referidas despesas. A impugnação foi julgada procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 76/84, para restabelecer dedução de contribuição previdenciária de R$1.378,88, dedução de despesas com instrução de R$ 1.998,00, dedução com dependente de R$1.272,00 e despesas médicas de R$2.876,52. Regularmente cientificado daquele acórdão em 26/04/2011 (fl. 88), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 93/102, em 19/05/2011. Em sua defesa, alega, em síntese, que os recibos apresentados representam documentos hábeis a comprovar os efetivos pagamentos procedidos a título de despesas médicas, ainda mais quando inexistente qualquer prova em contrário. Ressalta que os recibos relativos aos pagamentos de despesas médicas somente seriam inócuos à comprovação caso se apresentassem omissos em relação aos dados essenciais, como indicação do prestador de serviços e respectivo CPF ou CNPJ, o que não ocorre no caso. Aduz que é manifesta a natureza confiscatória da multa aplicada, porquanto é totalmente exacerbada em relação à falta cometida. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O litígio cingese à glosa de despesas médicas mantidas pela decisão recorrida relativas a quatro dentistas. Registrese que tais despesas médicas foram glosadas em razão da falta de comprovação decorrente do não atendimento à intimação. Após apreciar os documentos fornecidos pelo impugnante, a decisão de primeira instância manteve a glosa, uma vez que não se comprovou o efetivo pagamento das referidas despesas médicas. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/12/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.006795/200877 Acórdão n.º 2801002.822 S2TE01 Fl. 109 3 Também destacou que os recibos apresentados não atendem aos pressupostos estabelecidos no §2° do art. 8o da Lei n° 9.250/95, pois não informam o beneficiário dos serviços nem o endereço do profissional. Em relação aos recibos emitidos pelo dentista Javier Arze Alocer, observou, ainda, que não consta a informação de quem efetuou o pagamento e não apresentam data de pagamento. Verificou, também, que os recibos emitidos pela dentista Raíssa não informam a data de pagamento, somente constando o registro do ano. Em sede de recurso, o interessado requer o reconhecimento da comprovação das despesas médicas em discussão sem, contudo, aditar os elementos de provas que suprem as faltas verificadas nos documentos apresentados e demonstrem a efetividade dos pagamentos das reclamadas despesas médicas. No caso sob exame, como o recorrente não carreou aos autos as provas consideradas necessárias a comprovar a efetividade dos serviços/pagamentos em questão, denota que o procedimento fiscal foi acertado, porquanto indique a inexistência das despesas, ressalvada a comprovação contrária, que o interessado não logrou produzir, salientandose que, na análise de prova, à instância julgadora é assegurada a liberdade de convicção, a teor do art. 29 do Decreto nº 70.235, de 1972: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Diferentemente do que aduz o recorrente, não se trata de exigências descabidas ou ilegais, já que a legislação que rege a matéria dispõe que todas deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, conforme se depreende dos dispositivos abaixo, cabendo ao contribuinte que pleiteou a dedução provar que realmente efetuou os pagamentos nos valores e nas datas constantes nos comprovantes, para que fique caracterizada a efetividade da despesa passível de dedução, no período assinalado. Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999: Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decretolei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). O que não cabe aqui é admitirse a dedução de despesas médicas em valor significativo, como na espécie, sem tais comprovações. Assim, tão importante quanto o preenchimento dos requisitos formais do documento comprobatório da despesa, é a constatação da efetividade do pagamento direcionado ao fim indicado. Isto quer dizer que os documentos relacionados às despesas permitidas como dedução da base de cálculo do imposto sobre a renda não representam uma presunção absoluta e inquestionável, pois, sempre que necessário, a autoridade tributária poderá exigir do sujeito passivo a comprovação da sua efetividade/pagamento. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/12/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.006795/200877 Acórdão n.º 2801002.822 S2TE01 Fl. 110 4 Portanto, a exigência de comprovação do efetivo pagamento encontrase amparada na legislação e nos elementos fáticos existentes, razão pela qual deve ser mantida a glosa correspondente. Ressaltese, ainda, que a apuração de infrações em auditoria fiscal é condição suficiente para ensejar a exigência dos tributos mediante lavratura do auto de infração e, por conseguinte, aplicar a multa de oficio de 75% nos termos do artigo 44, inciso I, da Lei nº 9.430/1996. Assim, havendo lançamento de ofício, como neste caso, essa multa é devida. Ainda, no tocante ao suscitado caráter confiscatório da multa, destaquese a súmula nº 2, do CARF, a saber: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 110DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/12/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN
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