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4463479 #
Numero do processo: 35377.000644/2007-99
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2301-000.313
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes, que votou em analisar e decidir o recurso. Sustentação oral: Marcos César Najjarian Batista. OAB: 127.352/SP. Marcelo Oliveira - Presidente Adriano Gonzales Silvério - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1712; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C3T1  Fl. 2          1 1  S2­C3T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  35377.000644/2007­99  Recurso nº  999.999Voluntário  Resolução nº  2301­000.313  –  3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária  Data  18 de outubro de 2012  Assunto  Conexão  Recorrente  INDUSTRIA E COMÉRCIO DE CARNES MINERVA LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.    Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o  julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Damião  Cordeiro de Moraes, que votou em analisar e decidir o recurso. Sustentação oral: Marcos César  Najjarian Batista. OAB: 127.352/SP.       Marcelo Oliveira ­ Presidente     Adriano Gonzales Silvério ­ Relator   Participaram, ainda, do presente  julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira  (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva e  Adriano Gonzales Silvério.    Trata­se  de  Auto  de  Infração  nº  37.084.570­6,  o  qual  exige  multa  do  sujeito  passivo por ter sido constatada a entrega da GFIP com dados não correspondentes a todos os  fatos geradores de contribuições previdenciárias,  infringindo, dessa forma, a regra contida no  artigo 32, inciso IV, 5º§, da Lei nº 8.212/1991.     RE SO LU Çà O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 3 53 77 .0 00 64 4/ 20 07 -9 9 Fl. 527DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 35377.000644/2007­99  Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301­000.313  S2­C3T1  Fl. 3          2 Segundo  o  relatório  fiscal,  a  multa  aplicada  se  justifica  em  razão  do  sujeito  passivo ter deixado de declarar em GFIP a totalidade dos valores relativos à comercialização da  produção, tendo em vista a sua atividade ser enquadrada como sendo de agroindústria.  Devidamente intimada a Recorrente apresentou tempestivamente impugnação, a  qual, em apertada síntese, sustentou que no período de 02/03 a 10/03 não se configurava como  agroindústria  e,  poratanto  verteu  contribuições  previdenciárias  sobre  a  folha  de  pagamentos.  Ademais, não deveria  incidir contribuição sobre a compra e venda de carne, comercialização  de  produto  rural  importado,  além  das  exportações  via  trading  estarem  acobertadas  pela  imunidade do artigo 149, § 2º da CF/88.  A DRJ de origem determinou a conversão do julgamento em diligência, a qual  resultou na Informação Fiscal a qual esclareceu que no presente levantamento foi considerada a  receita  obtida  com  a  comercialização  da  produção  rural  própria  e  adquirida  de  terceiros,  industrializada ou não. Não foram computados no lançamento valores relativos a exportação,  assim como valores das devoluções de venda.  O sujeito passivo  fora devidamente  intimado para se manifestar sobre a  citada  Informação Fiscal, porém quedou­se inerte.   A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP, proferiu  decisão julgando improcedente a impugnação.  Inconformada com a r. decisão acima transcrita, a Recorrente interpôs, dentro do  prazo  legal,  Recurso  Voluntário  perante  este  E.  Conselho,  requerendo,  preliminarmente,  o  julgamento  conjunto  com  a  NFLD  nº  37.084.568­4,  bem  como  reiterando  os  argumentos  articulados na impugnação.  É o Relatório.  VOTO   Conselheiro Adriano Gonzales Silvério, Relator   Percebe­se  que  a  lavratura  do  Auto  de  Infração  em  exame  se  deve  em  decorrência da apuração fiscal que averiguou a ausência da declaração em GFIP da totalidade  dos  valores  relativos  à  comercialização  da  produção,  tendo  em  vista  a  sua  atividade  ser  enquadrada como sendo de agroindústria.  Diante dessa atuação, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário requerendo, em  sede de preliminar, o reconhecimento da conexão deste processo com a NFLD 37.084.568­4,  no qual foi apurada a obrigação principal, isto é, a incidência das contribuições previdenciárias  sobre a agorindústria.  Do  Termo  de  Encerramento  da  Auditoria  Fiscal  –  TEAF  verifica­se  que  a  fiscalização  foi  “restrita  para  fato  gerador  na  comercialização  de  produtos  rurais”  e  que  foram lavradas, além da NFLD acima citada no recurso voluntário, a NFLD 37.084.569­2.  Assim, tendo presente que, tanto o processo em apreciação quanto o que está em  trâmite  (NFLD nº 37.084.568­4) detêm ­ a  toda evidência  ­ a mesma causa de pedir, pois os  fundamentos  de  fato  e  direito  dos  pedidos  de  um  e  de  outro  processo  são  praticamente  Fl. 528DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 35377.000644/2007­99  Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301­000.313  S2­C3T1  Fl. 4          3 idênticos  e  sucessórios,  demonstra  que  o  resultado  de  julgamento  de  um  influenciará  diretamente no desfecho do outro. Nesse  caso,  resta  inexoravelmente  configurada  a  conexão  entre os dois processos, e, para evitar que se  tenha decisões contraditórias, deve­se  reunir os  processos em uma mesma câmara para que se aplique a ambos a mesma decisão.  Sobre  tal  aspecto,  recorre­se  às  lições  do  jurista  e Ministro  LUIZ  FUX  para  melhor retratar a presente situação:  “A  conseqüência  jurídico­processual  mais  expressiva  da  conexão,  malgrado não lhe seja a única, é a imposição de julgamento simultâneo  das  causas  conexas  no  mesmo  processo  (simultaneus  processu).  A  razão desta regra deriva do fato de que o julgamento em separado das  causas conexas gera o risco de decisões contraditórias, que acarretam  grave  desprestígio  para  o  Poder  Judiciário.  Assim,  v.g.,  seria  incoerente,  sob  o  prisma  lógico,  que  um  juiz  acolhesse  a  infração  contratual para efeito de impor perdas e danos e não a colhesse para o  fim  de  rescindir  o  contrato,  ou  ainda,  que  anulasse  a  assembléia  na  ação  movida  pelo  acionista  X  e  não  fizesse  o  mesmo  quanto  ao  acionista  Y,  sendo  idêntico  a  causa  de  pedir.”  (Luiz  Fux; Cursos  de  Direito Processual Civil; Editora Forense; Edição 2001)   Já  a  jurisprudência  deste  próprio  E.  Conselho  de  Contribuinte  é  pacífica  no  sentido  de  admitir  a  possibilidade  da  aplicação  da  conexão  em  matéria  de  processo  administrativo fiscal, conforme se denota das ementas abaixo colacionadas, Veja­se:   “NORMAS PROCESSUAIS. CONEXÃO. Dá­se  a  conexão  quando  os  fundamentos de  fato e direito dos pedidos de um e de outro processo  são idênticos. Neste caso, deve­se reunir os processos em uma mesma  câmara para  que  se  aplique  a  ambos  a mesma decisão. Recurso  não  conhecido.”  (Acórdão  nº  20400694  do  Processo  Administrativo  nº  10980013136200217;  Órgão  julgador:  Segundo  Conselho  de  Contribuintes.  4ª  Câmara.  Turma  Ordinária;  Data  de  Julgamento  08/11/2005)  ASSUNTO:  IMPOSTO  SOBRE  A  RENDA  DE  PESSOA  JURÍDICA  ­  IRPJ Exercício: 1999 Ementa: CONEXÃO DE MATÉRIAS ­ ANÁLISE  CONJUNTA ­ NECESSIDADE ­ Identificadaconexão entre as matérias  contidas  em  processos  administrativos  distintos,  os  autos  devem  ser  reunidos para que as decisões prolatadas sejam fundadas na totalidade  dos  elementos  trazidos  à  consideração  da  autoridade  julgadora.  (Acórdão  nº  10517246  do  Processo  19740000426200389;  Órgão  Julgador:  Primeiro  Conselho  de  Contribuintes.  5ª  Câmara.  Turma  Ordinária; Data de Julgamento 15/10/2008)  Por  toda essa razão, entendo que a decisão a ser  tomada naqueles autos, pode,  sobremaneira, surtir efeitos na decisão aqui a ser proferida por essa Egrégia 1º Turma, motivo  pelo qual é prudente emprestar do Código de Processo Civil o instituto jurídico processual da  conexão  previsto  no  artigo  103  do  CPC,  e  aplicá­lo  no  caso  dos  presentes  autos,  analogicamente.  Isso se faz necessário porque se for decidido nos autos da NFLD nº 37.084.568­ 4 que é indevida a incidência da contribuição previdenciária no caso concreto, não haverá que  se falar na multa ora aplicada.  Fl. 529DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 35377.000644/2007­99  Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301­000.313  S2­C3T1  Fl. 5          4 Daí porque, é necessário determinar, com fim específico de afastar a ventilada  hipótese de decisões contraditórias,  a  reunião dos  referidos processos administrativos  fiscais,  nos termos do artigo 6º do Regimento Interno do CARF, que assim dispõe:  “Art. 6º Verificada a existência de processos pendentes de julgamento,  nos quais os lançamentos tenham sido efetuados com base nos mesmos  fatos,  inclusive  no  caso  de  sujeitos  passivos  distintos,  os  processos  poderão  ser  distribuídos  para  julgamento  na  Câmara  para  a  qual  houver sido distribuído o primeiro processo.”   Logo,  verificada  a  conexão  entre  os  citados  processos,  devem,  assim,  ser  apensados  e  reunidos  para  que  sejam  julgados  pela C. Câmara  para  a  qual  foi  distribuído  o  primeiro processo.   Portanto,  voto  no  sentido  de  CONVERTER  O  JULGAMENTO  EM  DILIGÊNCIA,  para  que  os  autos  do  presente  processo  administrativo  sejam  apensados  à  NFLD nº 37.084.568­4,  a  fim de que  seja  julgado pela Câmara para  a qual  foi  distribuído o  primeiro processo.    Adriano Gonzales Silvério ­ Conselheiro  Fl. 530DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO

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4347254 #
Numero do processo: 11610.002340/2002-83
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Oct 29 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/1997 a 30/04/1997 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO - PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO - NULIDADE O Auto de Infração lavrado eletronicamente em virtude da não localização, pelo sistema da Secretaria da Receita Federal, dos processos judiciais que deram ensejo ao não recolhimento do tributo ou mesmo da guia DARF de pagamento, deve ser cancelado se o contribuinte comprovar a falsidade destas premissas. Caso a fiscalização, após constatada a efetiva existência do processo, ainda pretenda constituir os créditos, agora por razão diversa: falta de autorização judicial, para fim de evitar a decadência de valores, etc; deve iniciar mandado de procedimento fiscal e elaborar novo auto de infração, com outro fundamento. Inclusive, se for apenas para evitar a decadência, não haverá a incidência de multa. Não compete ao julgador alterar o fundamento do auto de infração para fim de regularizá-lo e manter a exigência, tal competência é privativa da autoridade administrativa fiscalizadora. Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 3302-001.733
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS - Relatora. EDITADO EM: 29/08/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Amauri Amora Câmara Júnior, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS

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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/1997 a 30/04/1997 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO - PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO - NULIDADE O Auto de Infração lavrado eletronicamente em virtude da não localização, pelo sistema da Secretaria da Receita Federal, dos processos judiciais que deram ensejo ao não recolhimento do tributo ou mesmo da guia DARF de pagamento, deve ser cancelado se o contribuinte comprovar a falsidade destas premissas. Caso a fiscalização, após constatada a efetiva existência do processo, ainda pretenda constituir os créditos, agora por razão diversa: falta de autorização judicial, para fim de evitar a decadência de valores, etc; deve iniciar mandado de procedimento fiscal e elaborar novo auto de infração, com outro fundamento. Inclusive, se for apenas para evitar a decadência, não haverá a incidência de multa. Não compete ao julgador alterar o fundamento do auto de infração para fim de regularizá-lo e manter a exigência, tal competência é privativa da autoridade administrativa fiscalizadora. Recurso voluntário provido.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2132; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C3T2  Fl. 10          1 9  S3­C3T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  11610.002340/2002­83  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3302­001.733  –  3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  18 de julho de 2012  Matéria  Cofins  Recorrente  DOU­TEX S.A. INDÚSTRIA TÊXTIL  Recorrida  Fazenda Nacional    ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA  SEGURIDADE  SOCIAL ­ COFINS  Período de apuração: 01/01/1997 a 30/04/1997  AUTO  DE  INFRAÇÃO  ELETRÔNICO  ­  PROCESSO  JUDICIAL  NÃO  COMPROVADO ­ NULIDADE  O Auto de  Infração  lavrado eletronicamente  em virtude da não  localização,  pelo  sistema  da  Secretaria  da  Receita  Federal,  dos  processos  judiciais  que  deram  ensejo  ao  não  recolhimento  do  tributo  ou mesmo  da  guia DARF  de  pagamento, deve ser cancelado se o contribuinte comprovar a falsidade destas  premissas.  Caso  a  fiscalização,  após  constatada  a  efetiva  existência  do  processo, ainda pretenda constituir os créditos, agora por razão diversa: falta  de autorização judicial, para fim de evitar a decadência de valores, etc; deve  iniciar  mandado  de  procedimento  fiscal  e  elaborar  novo  auto  de  infração,  com outro fundamento. Inclusive, se for apenas para evitar a decadência, não  haverá a incidência de multa. Não compete ao julgador alterar o fundamento  do  auto  de  infração  para  fim  de  regularizá­lo  e  manter  a  exigência,  tal  competência é privativa da autoridade administrativa fiscalizadora.  Recurso voluntário provido.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  dar  provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora.    (assinado digitalmente)  WALBER JOSÉ DA SILVA ­ Presidente.      AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 0. 00 23 40 /2 00 2- 83 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS     2   (assinado digitalmente)  FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS ­ Relatora.    EDITADO EM: 29/08/2012  Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva,  José  Antonio  Francisco,  Fabiola  Cassiano  Keramidas,  Amauri  Amora  Câmara  Júnior,  Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.    Relatório  Trata­se  de  auto  de  infração  eletrônico  nº  9803  (fls.  34/38),  lavrado  em  23/02/02, para o fim de constituir débito de Cofins ­ período relativo a 01/1997 a 04/1997 – em  virtude da não comprovação de processo judicial (“proc jud não comprova”). Registra­se que  às fls. 38/39 consta planilha demonstrativa dos débitos, bem como a indicação do número do  processo  mencionado  pelo  contribuinte,  qual  seja:  92.11122­0.  Às  fls.  40  consta  a  DCTF  entregue, indicando a compensação com base no mencionado processo judicial.  Por  retratar  a  realidade  dos  fatos,  adoto  o  relatório  da  primeira  instância  administrativa, a saber:  “Inconformada  com  a  autuação,  da  qual  foi  devidamente  cientificada,  a  contribuinte  protocolizou,  em  08/01/2002  a  impugnação  de  fls.  01  a  27,  acompanhada  dos  documentos  de  fls. 28­73, na qual alega:  I I ­ N O MÉRITO.  II. 1 ­ DOS DÉBITOS.  2.1.  A  autuação  se  fundamenta,  basicamente,  nos  valores  dos  débitos  n°  496220,  496221,  496222  e  551144,  os  quais  foram  declarados nas DCTFs do 1ºo e 2 o trimestres de 1997 (docs. 5 e 6)  vinculados  a  créditos  reconhecidos  judicialmente  nos  autos  n°  92.11122­ 0, que tramitavam na 16ªa Vara Federal.  11.2  ­  DO  CRÉDITO  QUE  A  AUTUADA  DISPÕE  QUE  RESPALDA  A  COMPENSAÇÃO  DOS  VALORES  QUESTIONADOS PELA AUTORIDADE FISCAL.  2.1.1. Os débitos fiscais reclamados pela Fazenda Nacional são  insubsistentes,  uma  vez  que  o  contribuinte  procedeu  a  auto  compensação  destes  valores,  respaldado  por  decisão  judicial  que reconheceu crédito líquido e certo da autuada.  2.1.2.  A  Autuada  propôs  Ação  Declaratória  cumulada  com  repetição  de  indébito,  autos  n°  92.11122­0,  com  o  fito  de  ver  afastada  a  majoração  sucessiva  de  alíquota  do  FINSOCIAL  trazidas pelas Leis n° 7.689/88, 7.787/89, 7.894/89 e 8.147/90.  Fl. 141DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 11610.002340/2002­83  Acórdão n.º 3302­001.733  S3­C3T2  Fl. 11          3 2.1.3.  Os  atos  normativos  acima  mencionados  alteraram  o  Decreto 1.940/82, o qual instituiu o tributo in casu, sendo que as  majorações  de  alíquota  procedidas  foram  julgadas  inconstitucionais pelo Plenário do Tribunal Regional Federal da  3ª Região e pelo Plenário do STF.  2.1.4. Neste quadro, a autuada obteve êxito na ação proposta, a  qual  foi  confirmada  pelo Egrégio  TRF,  nos  autos  da  Apelação  Cível  n°  94.03097364­1,  sendo  que  o  valor  do  crédito  que  o  contribuinte  dispõe  em  face  da  Fazenda  Nacional  é  de  R$  744.230.51,  conforme  planilha  demonstrativa  do  crédito  da  autuada (doc.7).  2.1.5. Para comprovar o reconhecimento judicial do crédito aqui  mencionado,  junta­se  cópia  das  decisões  prolatadas  nos  autos  em questão (docs. 8 e 9).  II.  2.1.  ­  DA  POSSIBILIDADE  DE  EFETUAR  A  COMPENSAÇÃO  DOS  VALORES  QUESTIONADOS  SEM  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  DE  VALORES  COMPENSAÇÃO.  2.2. Em caso como o presente, é desnecessário a instauração de  processo  administrativo  de  compensação,  posto  que  o  crédito  obtido  judicialmente  é  relativo  a  tributo  de  mesma  espécie  e  destinação  constitucional  que  o  tributo  compensado,  ou  seja,está­se compensando o antigo FINSOCIAL pela COFINS,  exação  que  o  substituiu  em  face  da  superveniência  da  Carta  Maior de 1988.  2.2.1. A previsão abstrata do direito à compensação, nos moldes  cm que  foi  operada pela  autuada,  encontra  supedâneo  jurídico  no artigo 66 da Lei 8.383/91, conforme reproduzido.  2.2.2. A permissão de auto compensação para créditos e débitos  de  tributos da mesma espécie  e destinação constitucional, para  efeitos da Lei 8.383/91, é disposta no artigo 14 da IN 21 de 1997  da SRF, conforme reproduzido.  2.2.3.  Portanto,  a  compensação  efetuada  pela  autuada,  independentemente  de  requerimento,  encontra­se  respaldada  pela  própria  RF,  conforme  entendimento  exarado  na  IN  SRF  21/97.  11.2.2.  ­  DA  INSUBSISTÊNCIA  DA  COBRANÇA  DOS  DÉBITOS.  2.3.  Os  débitos  foram  satisfeitos  parte  com  pagamento  com  DARF e parte compensados sem DARF.  II.2  ­  DA  IMPOSSIBILIDADE  DE  COBRANÇA  DE  JUROS  SELIC  E MULTA DE OFÍCIO CONSTANTES DO ANEXO  III  DO AUTO DE INFRAÇÃO.  2.4. Como  todos  os  débitos  fiscais  reclamados  pela  autoridade  fiscal  foram  regularmente  pagos,  conforme  os  documentos  ora  Fl. 142DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS     4 juntados,  não  se  pode  imputar  à  autuada  a  incidência  de  quaisquer juros moratórios ou multa de ofício.  II.2.1  ­  DA  DENÚNCIA  ESPONTÂNEA  QUE  ALBERGA  O  PRESENTE CASO.  2.5.  No  caso  em  questão,  repita­se,  não  houve  nenhuma  ocorrência  de  infração,  mas,  ainda  que  se  considerar  o  acontecimento  de  alguma  infração,  deve­se  mencionar  que  houve  denúncia  espontânea  do  debito  fiscal  reclamado  pela  autoridade  fiscal,  ima  vez  que  o  tributo  foi  pago  antes  de  qualquer procedimento administrativo pela Fazenda Nacional.  2.5.1. Destarte, urge afastar a  imposição de multas,  sejam elas  moratórias ou de oficio, face ao preceito do artigo 138 do CTN,  reproduzido.  II.2.2 ­ DA ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE DA  MULTA  DE  OFÍCIO  DO  ARTIGO  44  DA  LEI  9.430/96  ­  AFRONTA  AOS  PRINCÍPIOS  DO  NÃO  CONFISCO  E  CAPACIDADE CONTRIBUTIVA.  2.6. A imposição de multa no percentual de setenta e cinco por  cento assume, nitidamente, caráter confiscatório, o que é vedado  pela Carta Maior, artigo 150, inciso IV, conforme reproduzido.  2.7. Por fim, requer:  ­ que seja o auto de infração declarado improcedente:  ­  produção  de  todos  os  meios  de  prova  em  direito  admitidos,  mormente  a  apresentação  de  novos  documentos,  realização  de  diligências e as demais que se dizerem necessárias.   ­  que  as  intimações  sejam  realizadas  à  autuada  no  endereço  citado na presente defesa.”  Após  analisar  as  razões  apresentadas  pela  Recorrente,  a  9ª  Turma  da  Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em São Paulo, proferiu o acórdão nº 16­ 31.254, em 04/05/2011, por meio do qual manteve parcialmente o auto de infração, a saber:  “PRODUÇÃO DE PROVAS.  As provas devem ser apresentadas no prazo de impugnação, não  se admitindo a produção posterior de provas nos casos em que  não  fique  demonstrada  a  impossibilidade  de  sua  apresentação  oportuna,  por  motivo  de  força maior,  não  se  referir  a  fato  ou  direito  superveniente  ou  não  se  destinar  a  contrapor  fatos  ou  razões posteriormente trazidos aos autos.  DILIGÊNCIA CONTÁBIL.  A diligência contábil objetiva subsidiar a convicção do julgador  e  não  inverter  o  ônus  da  prova  já  definido  na  legislação.  A  perícia  se  reserva  à  elucidação  de  pontos  duvidosos  que  requerem  conhecimentos  especializados  para  o  deslinde  do  litígio, não se justificando quando o fato puder ser demonstrado  pela  juntada  de  documentos.  E  prescindível  a  perícia  quando  presentes  nos  autos  os  elementos  necessários  e  suficientes  à  formação da convicção do julgador para a decisão do processo.  Fl. 143DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 11610.002340/2002­83  Acórdão n.º 3302­001.733  S3­C3T2  Fl. 12          5 REPETIÇÃO  DE  INDÉBITO  RECONHECIDA  JUDICIALMENTE  ­  EXECUÇÃO  JUDICIAL  ­  IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO ADMINISTRATIVA.  Uma  vez  iniciada  a  execução  do  Acórdão  que  transitou  em  julgado 27/09/1995,  onde  foi  reconhecido o  direito à  repetição  de  indébito  do  FINSOCIAL,  não  cabe  pleitear  a  sua  compensação com a COFINS via administrativa caracterizando  duplicidade de aproveitamento do credito de Finsocial .  MULTA DE OFÍCIO ­ RETRO ATIVIDADE BENIGNA DO ART.  18 DA LEI N° 10.833/2003.  Com  a  edição  da  MP  n°  135/2003,  convertida  na  Lei  n°  10.833/2003,  não cabe mais  imposição  de multa  excetuando­se  os casos mencionados cm seu art. 18. Sendo tal norma aplicável  aos  lançamentos  ocorridos  anteriormente  à  edição  da  MP  n°  135/2003 em face da retroatividade benigna (art. 106, II, "c" do  CTN), impõe­se o cancelamento da multa de ofício lançada.  JUROS DE MORA.  Os  juros  de  mora  independem  de  formalização  através  de  lançamento  e  serão  devidos  mesmo  durante  o  período  em  que  permanecer suspensa a exigibilidade do crédito tributário.  JUROS DE MORA ­ TAXA SELIC.  Procede  a  cobrança  de  encargos  de  juros  com  base  na  taxa  SELIC, porque encontra­se amparada por lei, cuja legitimidade  não pode ser aferida na esfera administrativa.  Impugnação  Procedente  em  Parte  Crédito  Tributário  Mantido  em Parte.”  Em resumo, as autoridades administrativa de primeira instância, entenderam  por bem deferir parcialmente o recurso apresentado para o fim de cancelar a multa, aplicando  para tanto a retroatividade benigna posto que nos termos da MP 135/2003 (convertida na Lei nº  10.833/03), a imposição de multa apenas é possível em caso de fraude, dolo ou simulação.  Irresignada, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário (Fls. 112/136), por  meio  do  qual  reiterou  as  razões  trazidas  em  sua  impugnação,  reiterando  seu  pedido  de  diligência  para  que  possa  ser  comprovada  a  inexistência  de  execução  da  sentença  judicial  proferida.   É o relatório.          Fl. 144DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS     6 Voto             Conselheira Relatora FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS      O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade,  razão pela qual dele conheço.    Conforme relatado, trata­se de auto de infração eletrônico lavrado para fim de  constituir  débitos  compensados  com  créditos  decorrentes  de  processo  judicial.  Fato  é  que  o  processo  judicial,  em  que  se  discutia  a  constitucionalidade  da  majoração  do  FINSOCIAL  transitou  em  julgado  em  22/09/1995  e,  nos  autos  da  ação  judicial,  a  autora  levantou  os  depósitos judiciais referentes a 75% do valor depositado, tendo 25% sido convertido em renda  da União Federal (certidão de objeto e pé expedida em 29/06/2001 – fls. 137).  No  âmbito  administrativo,  a  Recorrente  compensou  os  créditos  relativos  a  este  processo  judicial  com  débitos  do  ano  de  1997.  Registra­se  que  não  houve  apuração  de  saldo credor, ou constatação de execução, na ação judicial, de qualquer diferença supostamente  devida à Recorrente.  Nenhuma  destas  informações,  a  meu  ver,  é  relevante  para  o  deslinde  da  questão.  Isto  porque,  assim  como  esclarecido,  o  auto  de  infração  foi  lavrado  em  função  do  entendimento  de  que  a  Recorrente  estava  inadimplente  sem  o  supedâneo  de  qualquer  procedimento judicial que validasse o não recolhimento (resultante da compensação realizada).  Neste  sentido,  com  a  comprovação  da  existência  de  processo  judicial,  a  razão  do  auto  de  infração, a meu ver, deixa de existir.  Após o cruzamento eletrônico das  informações prestadas pela Recorrente, o  sistema de controle da Secretaria da Receita Federal apontou a ausência de recolhimento dos  valores  de COFINS  referentes  ao  ano  de  1997.  Esta  indicação  –  falta  de  pagamento  –  teve  como  fundamento  a  não  comprovação,  pelo  Recorrente,  à  Receita  Federal  (e  ao  sistema  de  controle), da  existência do processo  judicial  indicado como  justificava do não pagamento do  tributo.  Todavia,  o pressuposto  adotado pela  fiscalização estava  errado. O processo  judicial  existia. Este  simples  fato,  comprovado pela Recorrente nos  autos,  no  entender  desta  julgadora,  é  suficiente  para  constatar  a  nulidade  do  auto  de  infração,  uma  vez  que  este  foi  lavrado com base em suposição falsa. Caso a fiscalização pretendesse constituir os débitos em  razão  da  duplicidade  de  aproveitamento  do  crédito  tributário  –  fundamento  utilizado  pelo  acórdão recorrido – deveria ter promovido a fiscalização neste sentido e elaborado novo auto  de infração, com fundamento diverso. Inclusive, neste caso, poder­se­ia aplicar multa por má­ fé (majoração para 150%). Entretanto, não foi o ocorrido.  Imperioso  lembrar  que  não  compete  ao  julgador  administrativo  alterar  o  fundamento do auto de infração para fim de regularizá­lo e manter a exigência, tal competência  é privativa da autoridade administrativa fiscalizadora.    Fl. 145DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 11610.002340/2002­83  Acórdão n.º 3302­001.733  S3­C3T2  Fl. 13          7 Ante  o  exposto,  conheço  do  presente  recurso  para  o  fim  de  DAR­LHE  PROVIMENTO, cancelando a exigência em comento.    É como voto.    (assinado digitalmente)  Relatora FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS                                  Fl. 146DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS

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Numero do processo: 10675.907119/2009-72
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. O Despacho Decisório que vem acompanhado de planilhas demonstrativas de resultado não está eivado de vício de nulidade por cerceamento de defesa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO, CONFISSÃO DE DÍVIDA. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO SEM LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Desde o advento da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, a declaração de compensação passou a constituir confissão de dívida, sendo dispensável a lavratura de auto de infração para constituição do crédito nela declarado e não homologado. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. SÚMULA Nº 04 DO CARF. A Súmula nº 04 do CARF dispõe o seguinte: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.”
Numero da decisão: 3401-001.965
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça e Ângela Sartori.
Nome do relator: JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA

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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. O Despacho Decisório que vem acompanhado de planilhas demonstrativas de resultado não está eivado de vício de nulidade por cerceamento de defesa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO, CONFISSÃO DE DÍVIDA. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO SEM LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Desde o advento da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, a declaração de compensação passou a constituir confissão de dívida, sendo dispensável a lavratura de auto de infração para constituição do crédito nela declarado e não homologado. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. SÚMULA Nº 04 DO CARF. A Súmula nº 04 do CARF dispõe o seguinte: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.”

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça e Ângela Sartori.

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA     2   JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS ­ Presidente.     JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA ­ Relator.    Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Júlio  César  Alves  Ramos (Presidente), Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Emanuel Carlos  Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça e Ângela Sartori.                                            Fl. 178DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10675.907119/2009­72  Acórdão n.º 3401­001.965  S3­C4T1  Fl. 178          3   Relatório  Trata o presente processo de pedido de ressarcimento do IPI do 1o  trimestre  de 2005, no valor de R$ 43.039,88, transmitido por PER/DCOMP em 30/12/2005(fls.02/04).  Em Despacho Decisório  Eletrônico  (fl.41),  a  Delegacia  da Receita  Federal  em Santa Maria/RS reconheceu parcialmente o direito creditório no montante de R$ 19.409,11,  sob justificativa de que constatou “que o saldo credor passível de ressarcimento é inferior ao  valor pleiteado”.  A Recorrente  apresentou Manifestação de  Inconformidade  , mas  a DRJ em  Porto Alegre/RS manteve o indeferimento parcial, ao prolatar acórdão com a seguinte ementa  (fls.97//101):    “ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE MULTA E  JUROS.  A  autoridade  administrativa  não  é  competente  para  examinar  alegações de inconstitucionalidade da multa e dos juros sobre os  débitos objeto de cobrança.  DESPACHO  DECISÓRIO  ELETRÔNICO.  ALEGAÇÃO  DE  NULIDADE POR PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA.  É  descabida  a  alegação  de  nulidade  de  despacho  decisório  eletrônico, por suposta preterição do direito de defesa, no caso  em  que  o  despacho  em  causa  explicita  a  fundamentação,  a  decisão  e  o  correspondente  enquadramento  legal,  consignando  ainda  que,  no  endereço  eletrônico  www.receita.fazenda.gov.br,  na opção ‘Serviços’, ou através de certificação digital, na opção  ‘e­CAC’,  assunto  ‘PER/DCOMP  Despacho  Decisório’,  podem  ser  obtidas  as  informações  complementares  da  análise  do  crédito,  identificação  dos  PER/DCOMPs  objeto  da  análise,  detalhamento  da  compensação  efetuada,  verificação  de  valores  devedores e emissão de Documento de Arrecadação de Receitas  Federais,  bem  assim  podem  ser  obtidas  orientações  para  apresentação de manifestação de inconformidade.  PER/DCOMP.  VERIFICAÇÃO  ELETRÔNICA.  RESSARCIMENTO DO IPI. IMPOSSIBILIDADE.  A constatação de que o saldo credor passível de ressarcimento é  inferior ao valor pleiteado impede o reconhecimento integral do  alegado direito creditório.  Manifestação de Inconformidade Improcedente  Direito Creditório Não Reconhecido”.    Fl. 179DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA     4 A Contribuinte foi intimada do acórdão da DRJ em 27/03/2012 (fls. 109/110)  e interpôs Recurso Voluntário em 27/04/2012, com as alegações resumidas abaixo:  1­  Nulidade da decisão que indeferiu parte dos créditos em  razão  de  cerceamento  de  defesa,  por  não  ter  demonstrado  o  motivo  que  levou  à  glosa  de  parte  do  crédito pleiteado;  2­  A cobrança representada pelo DARF que acompanhou a  intimação  da  decisão  cujo  crédito  indeferiu  parcialmente  é  indevida,  pois  a  simples  declaração  de  compensação  não  constitui  o  crédito.  Para  haver  a  cobrança  faz­se  necessário  o  lançamento  efetuado  por  autoridade fiscal;  3­  A  decisão  que  glosou  parte  do  crédito  está  deficientemente  instruída,  pois  não  apresentou  os  documentos comprobatórios justificadores das glosas, o  que leva à nulidade da decisão;  4­  Caso mantida a cobrança, deve ser afastada a aplicação  da  Taxa  SELIC,  por  contrariar  a  Constituição  e  o  Código Tributário Nacional.  Ao  fim,  a  Recorrente  pediu  a  declaração  de  nulidade  do  valor  cobrado  e,  alternativamente, o reconhecimento integral do crédito pleiteado com a conseqüente declaração  de inexistência do valor cobrado e, caso mantida a cobrança, que seja afastada a aplicação da  Taxa SELIC.  É o Relatório.    Voto             Conselheiro JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA  O Recurso  é  tempestivo  e  atende  aos  demais  requisitos  de  admissibilidade,  razão pela qual dele tomo conhecimento.  A  Recorrente  insurge­se  principalmente  quanto  à  falta  de  informações  e  provas do fato que levou à redução do seu crédito, assim, o cerceamento ao direito de defesa é  a matéria principal a ser apreciada, a qual também é acompanhada da aplicação da Taxa SELIC  aos créditos tributários.    1.  Do Cerceamento de Defesa  Parte  do  crédito  pleiteado  pela  Recorrente  foi  glosada  por  Despacho  Decisório eletrônico (fl.40). A decisão constante no citado despacho está transcrita abaixo:    Fl. 180DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10675.907119/2009­72  Acórdão n.º 3401­001.965  S3­C4T1  Fl. 179          5 “Analisadas  as  informações  prestadas  no  PER/DCOMP  e  período  de  apuração  acima  identificados,  constatou­se  o  seguinte:  ­ Valor do crédito solicitado/utilizado: R$ 43.039,88  ­ Valor do crédito reconhecido: R$ 19.409,11  O  valor  do  crédito  reconhecido  foi  inferior  ao  solicitado/utilizado em razão do(s) seguinte(s) motivo(s):  ­ Constatação de que o saldo credor passível de ressarcimento é  inferior ao valor pleiteado.  O  crédito  reconhecido  foi  insuficiente  para  compensar  integralmente os débitos  informados pelo  sujeito passivo,  razão  pela qual:  HOMOLOGO  PARCIALMENTE  a  compensação  declarada  no  PER/DCOMP 08907.75880.080607.1.3.01­6868  Não há valor a  ser  restituído/ressarcido para o(s) pedido(s) de  restituição/ressarcimento apresentado(s) no(s) PER/DCOMP:  26020.62191.060607.1.1.01­8183  24585.35428.301205.1.1.01­ 3768  (...)  Para  informações  sobre  a  análise  de  crédito,  detalhamento  da  compensação efetuada e  identificação dos PER/DCOMP objeto  da análise, verificação de valores devedores e emissão de DARF,  consultar  o  endereço  www.receita.fazenda.gov.br,  menu  "Onde  Encontro",  opção  "PERDCOMP",  item  "PER/DCOMP­ Despacho Decisório".  Enquadramento  Legal:  Art.  11  da  Lei  nº  9.779/99;  art.  164,  inciso I, do Decreto nº 4.544/2002 (RIPI). Art. 74 da Lei 9.430,  de 27 de dezembro de 1996. Art. 36 da Instrução Normativa RFB  nº 900, de 2008”.    Analisando a transcrição acima e compulsando o restante dos autos, nota­se  que a autoridade fiscal demonstrou o motivo da divergência dos cálculos dos créditos, inclusive  elaborou  planilhas  contendo  todas  as  informações  sobre  os  valores,  de modo que  não  existe  motivo para declarar o despacho decisório nulo.    2. Da Cobrança de Débito, Multa e Juros  Desde  o  advento  da Medida  Provisória  nº  135,  de  30  de  outubro  de  2003,  posteriormente  convertida  na  Lei  nº  10.833,  de  29  de  dezembro  de  2003,  a  declaração  de  compensação  passou  a  constituir  confissão  de  dívida.  Desse  modo,  como  o  pedido  de  Fl. 181DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA     6 compensação  foi  transmitido  em  dezembro  de  2005,  é  legal  a  cobrança  dos  débitos  não  homologados, acrescidos da exigência de multa e juros.    3. Da Taxa Selic  Referente  ao  pleito  do  afastamento  da  aplicação  da  Taxa  Selic  não  deve  prosperar em razão da Súmula do Carf, in verbis:  “Súmula CARF nº  4: A  partir  de 1º  de  abril  de  1995,  os  juros moratórios  incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita  Federal  são  devidos,  no  período  de  inadimplência,  à  taxa  referencial  do  Sistema Especial de Liquidação e Custódia ­ SELIC para títulos federais.”  Ex  positis,  nego  provimento  ao Recurso Voluntário  interposto,  para manter  na integra o acórdão da DRJ.    É como voto.    JEAN  CLEUTER  SIMÕES  MENDONÇA  ­  Relator                               Fl. 182DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA

score : 1.0
4392812 #
Numero do processo: 10510.002305/2006-53
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Verificada a existência de contradição no julgado é de se acolher os Embargos de Declaração apresentados pela FAZENDA NACIONAL. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996 - Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. ÔNUS DA PROVA. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus acréscimos patrimoniais. Embargos acolhidos. Acórdão retificado. Recurso negado.
Numero da decisão: 2202-002.064
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos Declaratórios apresentados para, retificando o Acórdão n.º 2202-00.427, de 04/02/2010, sanando o erro manifesto apontado, atribuir efeitos infringentes para negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausente justificadamente o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Ac.Patrim.Descoberto/Sinais Ext.Riqueza
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ

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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Verificada a existência de contradição no julgado é de se acolher os Embargos de Declaração apresentados pela FAZENDA NACIONAL. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996 - Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. ÔNUS DA PROVA. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus acréscimos patrimoniais. Embargos acolhidos. Acórdão retificado. Recurso negado.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2011; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C2T2  Fl. 2          1 1  S2­C2T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10510.002305/2006­53  Recurso nº  165.378   Embargos  Acórdão nº  2202­002.064  –  2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  17 de outubro de 2012  Matéria  IRPF  Embargante  FAZENDA NACIONAL  Interessado  SIMONE FONTES REIS    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­ IRPF  Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004  EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ­ Verificada a existência de contradição  no  julgado  é  de  se  acolher  os  Embargos  de  Declaração  apresentados  pela  FAZENDA NACIONAL.  OMISSÃO  DE  RENDIMENTOS  ­  DEPÓSITOS  BANCÁRIOS  DE  ORIGEM NÃO COMPROVADA ­ ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996  ­ Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em  conta de depósito ou de  investimento mantida junto a instituição financeira,  em  relação  aos  quais  o  titular,  pessoa  física  ou  jurídica,  regularmente  intimado,  não  comprove, mediante  documentação  hábil  e  idônea,  a  origem  dos recursos utilizados nessas operações.  ÔNUS  DA  PROVA.  Se  o  ônus  da  prova,  por  presunção  legal,  é  do  contribuinte,  cabe  a  ele  a  prova  da  origem  dos  recursos  utilizados  para  acobertar seus acréscimos patrimoniais.   Embargos acolhidos.   Acórdão retificado.  Recurso negado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros  do Colegiado,  por  unanimidade  de votos,  acolher os  Embargos  Declaratórios  apresentados  para,  retificando  o  Acórdão  n.º  2202­00.427,  de  04/02/2010,  sanando  o  erro  manifesto  apontado,  atribuir  efeitos  infringentes  para  negar  provimento ao recurso.    (Assinado digitalmente)     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 51 0. 00 23 05 /2 00 6- 53 Fl. 214DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     2 Nelson Mallmann – Presidente  (Assinado digitalmente)  Antonio Lopo Martinez – Relator    Composição  do  colegiado:  Participaram  do  presente  julgamento  os  Conselheiros  Maria  Lúcia  Moniz  de  Aragão  Calomino  Astorga,  Rafael  Pandolfo,  Antonio  Lopo  Martinez,  Odmir  Fernandes,  Pedro  Anan  Júnior  e  Nelson  Mallmann.  Ausente  justificadamente o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes.  Fl. 215DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10510.002305/2006­53  Acórdão n.º 2202­002.064  S2­C2T2  Fl. 3          3     Relatório  Trata­se de Embargos de Declaração opostos pela Fazenda, sob alegação de  existência de um erro material no acórdão.   Aduz a embargante, que o acórdão incorreu num erro material, uma vez que  partiu  de  premissa  incorreta.  Segundo  o  acórdão  embargado  o  lançamento  baseado  em  depósitos  bancários  baseara­se  somente  no  valores  dos  saldos  mensais  em  conta  corrente  bancária  no  início  e  final  de  cada  período,  para  efeito  de  determinar  a  variação  patrimonial.  Entretanto da análise dos autos constata­se que  tais  saldos presentes no Anexo  IV  levam em  conta  apenas  os  depósitos  bancários  de  origem  não  comprovada.  Para  ilustrar  a  situação  o  embargante apresenta didaticamente exemplos que visam comprovar sua argumentação.  Registre­se  que  o  voto  do  acórdão  embargado  foi  no  sentido  de  dar  provimento  parcial  ao  recurso  para  excluir  da  exigência  o  item  002  do  Auto  de  Infração  (Omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários não justificados)  O relator ao apreciar o embargo, propôs o acolhimento do embargo pelo fato  da omissão ser evidente. A presidência da Câmara, as fls. 201, solicitou que o processo fosse  encaminhado ao Conselheiro para inclusão em pauta.   É o relatório.  Fl. 216DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     4   Voto             Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator  Os  presentes Embargos  foram opostos  objetivando  a manifestação  desta C.  Câmara quanto ao erro material existente no acórdão embargado.  Assiste razão à Fazenda Nacional. De fato, no acórdão embargado, encontra­ se uma evidente contradição, este entendeu que o lançamento teria sido apurado com base na  variação dos saldos  iniciais e  finais, como se depreende do anexo  IV, mas a argumentação e  ilustrações  da  embargante,  comprovam  que  o  fundamento  da  decisão  nesse  item  estavam  equivocados.  A  partir  da  revisão  dos  documentos,  observa­se  que  quando  as  fls.  125,  indicava­se  saldo  inicial,  na  maioria  das  vezes  referia­se  ao  valor  de  depósitos  acumulados  desde o período anterior, uma vez que nenhum depósito  foi comprovado, a diferença entre o  saldo  final  e  inicial  efetivamente  representa  os  depósitos  bancários  do  período,  diante  do  exposto, está correto o lançamento.   Urge  registrar,  que  a presunção  legal de omissão de  rendimentos  com base  nos  depósitos  bancários  está  condicionada  apenas  à  falta  de  comprovação  da  origem  dos  recursos que transitaram, em nome do sujeito passivo, em instituições financeiras, ou seja, pelo  artigo 42 da Lei n° 9.430/1996, tem­se a autorização para considerar ocorrido o “fato gerador”  quando  o  contribuinte  não  logra  comprovar  a  origem  dos  créditos  efetuados  em  sua  conta  bancária, não havendo a necessidade do fisco juntar qualquer outra prova.  Via de  regra,  para  alegar  a ocorrência de “fato gerador”,  a autoridade deve  estar  munida  de  provas.  Mas,  nas  situações  em  que  a  lei  presume  a  ocorrência  do  “fato  gerador” (as chamadas presunções legais), a produção de tais provas é dispensada. Neste caso,  ao Fisco cabe provar tão­somente o fato indiciário (depósitos bancários) e não o fato jurídico  tributário (obtenção de rendimentos).  No texto abaixo reproduzido, extraído de “Imposto sobre a Renda ­ Pessoas  Jurídicas” (Justec­RJ; 1979:806), José Luiz Bulhões Pedreira sintetiza com muita clareza essa  questão:  O efeito prático da presunção legal é inverter o ônus da prova:  invocando­a, a autoridade lançadora fica dispensada de provar,  no caso concreto, que ao negócio jurídico com as características  descritas na lei corresponde, efetivamente, o fato econômico que  a  lei  presume  ­  cabendo  ao  contribuinte,  para  afastar  a  presunção (se é relativa) provar que o fato presumido não existe  no caso.  Assim,  o  comando  estabelecido  pelo  art.  42  da  Lei  nº  9430/1996  cuida  de  presunção  relativa  (juris  tantum)  que  admite  a  prova  em  contrário,  cabendo,  pois,  ao  sujeito  passivo  a  sua  produção.  Nesse  passo,  como  a  natureza  não­tributável  dos  depósitos  não  foi  comprovada  pelo  contribuinte,  estes  foram  presumidos  como  rendimentos.  Assim,  deve  ser  mantido o lançamento.  Antes  de  tudo  cumpre  salientar  que  a  presunção  não  foi  estabelecida  pelo  Fisco  e  sim pelo  art.  42 da Lei n° 9.430/1996. Tal dispositivo outorgou ao Fisco o  seguinte  poder: se provar o fato indiciário (depósitos bancários não comprovados), restará demonstrado  o fato jurídico tributário do imposto de renda (obtenção de rendimentos).   Fl. 217DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10510.002305/2006­53  Acórdão n.º 2202­002.064  S2­C2T2  Fl. 4          5 Assim, não cabe ao  julgador discutir se  tal presunção é equivocada ou não,  pois  se  encontra  totalmente  vinculado  aos  ditames  legais  (art.  116,  inc.  III,  da  Lei  n.º  8.112/1990), mormente quando do exercício do controle de legalidade do lançamento tributário  (art. 142 do Código Tributário Nacional ­ CTN). Nesse passo, não é dado apreciar questões que  importem  a  negação  de  vigência  e  eficácia  do  preceito  legal  que,  de  modo  inequívoco,  estabelece  a  presunção  legal  de  omissão  de  receita  ou  de  rendimento  sobre  os  valores  creditados em conta de depósito mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o  titular,  pessoa  física  ou  jurídica,  regularmente  intimado,  não  comprove,  mediante  documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações (art. 42, caput,  da Lei n.º 9.430/1996).  No  que  aos  depósitos  que  o  contribuinte  alega  que  não  foram  excluídos,  tendo em vista os saques realizados em sua conta de poupança, cabe reiterar que o recorrente  não logra demonstrar a correspondência entre os saques e os depósitos. Tendo em vista que os  depósitos  que  deveriam  ser  comprovados  perfazem  o  valor  de  R$  102.228,29,  e  não  foram  identificados quaisquer depósitos com valores superiores a R$ 12.000,00, não há o que repara  no lançamento., uma vez que os depósitos superam o limite de R$ 80.000,00.  Em  razão  de  todo  o  exposto,  voto  no  sentido  de  acolher  os  Embargos  Declaratórios  apresentados  para,  retificando  o  Acórdão  n.º  2202­00.427,  de  04/02/2010,  sanando  o  erro  manifesto  apontado,  atribuir  efeitos  infringentes  para  negar  provimento  ao  recurso.  (Assinado digitalmente)  Antonio Lopo Martinez                                Fl. 218DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ

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Numero do processo: 10940.900815/2008-90
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2003, 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário negado,
Numero da decisão: 3801-001.269
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio De Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. EDITADO EM: 13/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1585; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­TE01  Fl. 36          1 35  S3­TE01  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10940.900815/2008­90  Recurso nº  919.541   Voluntário  Acórdão nº  3801­001.269  –  1ª Turma Especial   Sessão de  24 de maio de 2012  Matéria  Compensação  Recorrente  GUARÁ AUTO PECAS SA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Exercício: 2003, 2004  PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA.  Cabe ao  contribuinte o ônus de  comprovar as  alegações que oponha ao  ato  administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem  os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações.  COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA  Somente  os  créditos  líquidos  e  certos  são  passíveis  de  compensação  nos  termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional.  Recurso Voluntário negado,      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.  (assinado digitalmente)  Flavio De Castro Pontes ­ Presidente.   (assinado digitalmente)  Sidney Eduardo Stahl ­ Relator.    EDITADO EM: 13/09/2012     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 90 08 15 /2 00 8- 90 Fl. 45DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES     2 Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Flávio  De  Castro  Pontes  (Presidente),  José  Luiz  Bordignon,  Paulo  Sérgio  Celani,  Jacques  Maurício  Ferreira  Veloso  De Melo, Maria  Inês  Caldeira  Pereira  Da  Silva Murgel  e  eu  Sidney  Eduardo  Stahl  (Relator)    Fl. 46DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900815/2008­90  Acórdão n.º 3801­001.269  S3­TE01  Fl. 37          3 Relatório  Trata  o  presente  processo  administrativo  de  pedido  de  compensação  realizado  através  de  PER/DCOMP,  transmitida  em  19/09/2006  (fls.  12/16),  com  base  em  suposto  pagamento a maior a título de COFINS do período de apuração de março de 2004, por meio de  guia DARF cujo recolhimento se deu em 15/04/2004, com débitos de COFINS do período de  apuração  de  maio  de  2004,  tendo  sido  objetivada  compensação  no  montante  total  de  R$  3.863,03.  A  DRF  de  origem  proferiu  despacho  decisório  (fls.  09)  não  homologando  a  compensação sob o fundamento de que o pagamento informado em PER/DCOMP, através de  guia DARF, foi integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte.  Inconformado, apresentou o contribuinte manifestação de inconformidade às fls.  01,  sustentando,  em  síntese,  que  a  origem  do  seu  crédito  decorre  de  pagamentos  a  maior,  realizados em função da ausência de dedução da base de cálculo da Contribuição de valores  legalmente dedutíveis, conforme supostamente lhe autorizaria a Lei nº 10.833/2003, sendo tais  créditos aferíveis das respectivas DACON e DIPJ do período.  A DRJ em Curitiba – PR, por sua vez,  julgou improcedente a manifestação de  inconformidade  ofertada  pelo  contribuinte  através  do  acórdão  de  fls.  19/20,  considerando  a  ausência  de  comprovação  do  direito  ao  credito  objeto  da  compensação  materializada  na  PER/DCOMP,  o  que  se  confirmaria,  inclusive,  a  partir  inconsistências  apuradas  conta  dos  documentos mencionados pelo contribuinte na sua Manifestação de Inconformidade (DACON,  DIPJ e DCTF) e planilha apresentada.  Devidamente  intimado  para  tanto  (fls.  21),  interpôs  o  contribuinte  o  presente  Recurso Voluntário  de  fls.  22  (em  15/04/2004),  através  do  qual  sustenta,  em  síntese,  que  o  argumento trazido em sua Manifestação de Inconformidade foi equivocado, e que em verdade  “(...)  os  valores  apropriados  em  Perd/Comp  tem  como  sua  origem  o  crédito  de  PIS  nas  entradas  de Produtos  e  Serviços,  como permite  o  contido  no  artigo  3º  e  parágrafos  da MP  66/2002.”  É o relatório.    Fl. 47DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES     4 Voto             Conselheiro Sidney Eduardo Stahl  O  recurso  é  tempestivo  e  reúne  os  demais  pressupostos  de  admissibilidade,  razão pela qual dele se conhece.  O  argumento  recursal  fundamental  é  o  de  que  a  Recorrente  tem  direito  a  indébitos  de  PIS/COFINS  por  recolhimentos  foram  feitos  a  maior  por  conta  de  não  aproveitamento dos créditos que teria direito em decorrência da legislação pertinente.  Para  tanto  a  Recorrente  juntou  as  planilhas  demonstrativas  dos  créditos  não  aproveitados em suas operações.  A  DRJ  com  base  nas  declarações  da  contribuinte  (DACON,  DIPJ  e  DCTF),  entendeu  não  estarem  comprovados  os  créditos  requeridos,  mantendo  o  mesmo  suporte  do  despacho decisório. Despacho Decisório este, ressalte­se, elaborado eletronicamente,  isto é, a  partir de um mero confronto de informações realizadas pelos sistemas de controle da Receita  Federal do Brasil (Dacon x DCTF x Darf), do qual exsurgiu a informação de que valor algum  havia sido recolhido a maior, e, portanto, crédito algum haveria de ser reconhecido.  No caso em concreto, o Contribuinte administrado deve apresentar as provas  do seu direito creditório. Trata­se de postulado do Código de Processo Civil, subsidiariamente  aplicável ao PAF, vejamos:  Art. 333. O ônus da prova incumbe:  I ­ ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito;  II ­ ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo  ou extintivo do direito do autor.  Art. 396. Compete à parte instruir a petição inicial (art. 283), ou  a resposta (art. 297), com os documentos destinados aprovar­lhe  as alegações.  No  processo  administrativo  fiscal,  tem­se  como  regra  que  cabe  àquele  que  pleiteia o direito, provar os fatos, prevalecendo o princípio de que o ônus da prova cabe a quem  dela se aproveita. Portanto, no caso em apreço, compete ao sujeito passivo. À ora Recorrente, a  comprovação de que preenche os requisitos para fruição do ressarcimento.  Ademais, do mesmo modo que o Decreto nº 70.235/1972 estabelece, em seu  artigo  9°,  a  obrigatoriedade  da  autoridade  fiscal  traduzir  por  provas  os  fundamentos  do  lançamento, também atribui ao contribuinte, no inciso III do artigo 16, o ônus de comprovar as  alegações  que  oponha  ao  ato  administrativo.  Em  verdade,  este  dispositivo  legal  apenas  transfere,  para  o  processo  administrativo  fiscal,  o  sistema  adotado  pelo Código  de  Processo  Civil, que, em seu artigo 333, ao repartir o ônus probandi, o faz inadmitindo a mera alegação e  a negação geral.  Assim,  na  hipótese  de  ressarcimento  pleiteado,  recai  sobre  a  interessada  o  ônus de provar a pretensão deduzida. Logo, é imprescindível que as provas e argumentos sejam  Fl. 48DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900815/2008­90  Acórdão n.º 3801­001.269  S3­TE01  Fl. 38          5 carreados  aos  autos,  no  sentido  de  refutar  o  procedimento  fiscal,  se  revistam  de  toda  força  probante capaz de propiciar o necessário convencimento e, conseqüentemente, descaracterizar  o que lhe foi imputado pelo fisco.  Do  exame  desse  litígio  administrativo,  verifica­se  que  a  Recorrente  não  apresentou documentos  suficientes para demonstrar o  seu  crédito,  juntando mera planilha de  valores que pretende compensar de que sorte o pedido de compensação nos moldes requeridos  não deve prosperar.  Consigne­se  que  o  artigo  170  da  Lei  nº  5.172,  de  25/10/1966  (Código  Tributário Nacional) estabelece como requisito para compensação que o crédito seja líquido e  certo.  No caso em discussão, o direito creditório não se apresentou líquido e certo,  pois  a  requerente  não  comprovou  por  meio  de  demonstrativos,  da  escrituração  fiscal,  notas  fiscais que alega estarem canceladas e dos lançamentos contábeis o valor de seu crédito.  Nesse sentido voto por negar provimento ao presente recurso voluntário.  É como voto.  Sidney Eduardo Stahl ­ Relator                                  Fl. 49DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES

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Numero do processo: 16024.000442/2007-01
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 02 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 09 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002, 2003, 2004, 2005 CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Não ocorre a preterição do direito de defesa, a suscitar a nulidade da decisão recorrida, quando nesta são apreciadas todas as matérias contidas na peça impugnatória, embora não tenha sido acatado o pedido para apresentação de prova ou deferimento de “perícia” por entender desnecessário ao deslinde da questão e considerados presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para solução da lide. LUCRO INFLACIONÁRIO DIFERIDO - DECADÊNCIA O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é contado do período de apuração de sua efetiva realização ou do período em que, em face da legislação, deveria ter sido realizado, ainda que em percentuais mínimos. (Súmula CARF Nº 10) LUCRO INFLACIONÁRIO. REALIZAÇÃO LINEAR. A partir de 1º de janeiro de 1996, a pessoa jurídica deverá realizar no mínimo 10% ao ano do lucro inflacionário acumulado existente em 31 de dezembro de 1995 ou o percentual efetivo, quando maior, calculado em função da realização do ativo. A cada período de apuração deve ser reconhecida a parcela de realização do lucro inflacionário acumulado, na forma legalmente prevista. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS - Não há falar em compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores na fase recursal quando na ação fiscal o autuante já efetivou a compensação do lucro apurado com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% do lucro real apurado.
Numero da decisão: 1802-001.386
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins De Sousa – Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José De Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 2; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2380; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­TE02  Fl. 2          1 1  S1­TE02  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  16024.000442/2007­01  Recurso nº  933.020   Voluntário  Acórdão nº  1802­001.386  –  2ª Turma Especial   Sessão de  2 de outubro de 2012  Matéria  Lucro Inflacionário ­ IRPJ  Recorrente  WSV INDÚSTRIA COMÉRCIO IMPORTAÇÃO E  EXPORTAÇÃO LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA ­ IRPJ  Ano­calendário: 2002, 2003, 2004, 2005   CERCEAMENTO  AO  DIREITO  DE  DEFESA.  NÃO  CARACTERIZAÇÃO.  Não  ocorre  a  preterição  do  direito  de  defesa,  a  suscitar a nulidade da decisão recorrida, quando nesta são apreciadas todas as  matérias  contidas  na  peça  impugnatória,  embora  não  tenha  sido  acatado  o  pedido para apresentação de prova ou deferimento de “perícia” por entender  desnecessário  ao  deslinde  da  questão  e  considerados  presentes  nos  autos  elementos de  convicção  suficientes  à adequada  compreensão dos  fatos  para  solução da lide.  LUCRO INFLACIONÁRIO DIFERIDO ­ DECADÊNCIA  O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro  inflacionário  diferido  é  contado  do  período  de  apuração  de  sua  efetiva  realização  ou  do  período  em  que,  em  face  da  legislação,  deveria  ter  sido  realizado, ainda que em percentuais mínimos. (Súmula CARF Nº 10)  LUCRO INFLACIONÁRIO. REALIZAÇÃO LINEAR.  A partir de 1º de janeiro de 1996, a pessoa jurídica deverá realizar no mínimo  10% ao ano do lucro inflacionário acumulado existente em 31 de dezembro  de  1995  ou  o  percentual  efetivo,  quando  maior,  calculado  em  função  da  realização  do  ativo.  A  cada  período  de  apuração  deve  ser  reconhecida  a  parcela de realização do lucro inflacionário acumulado, na forma legalmente  prevista.  COMPENSAÇÃO  DE  PREJUÍZOS  FISCAIS  ­  Não  há  falar  em  compensação  de  prejuízos  fiscais  de  períodos  anteriores  na  fase  recursal  quando na ação fiscal o autuante já efetivou a compensação do lucro apurado  com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30%  do lucro real apurado.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 02 4. 00 04 42 /2 00 7- 01 Fl. 457DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     2     Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  REJEITAR  as  preliminares  suscitadas  e,  no  mérito,  NEGAR  provimento  ao  recurso,  nos  termos do relatório e voto que integram o presente julgado.    (documento assinado digitalmente)  Ester Marques Lins De Sousa – Presidente e Relatora.    Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de  Sousa, José De Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel  Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.      Relatório  Por economia processual e bem descrever os fatos adoto o relatório da decisão recorrida  (fls.429/430) que a seguir transcrevo:  Em procedimento de verificação do cumprimento das obrigações  tributárias pela contribuinte supracitada foi apurada, nos anos­ calendário de 2002, 2003, 2004 e 2005, ausência de adição ao  lucro  líquido  do  período,  na  determinação  do  lucro  real,  do  lucro inflacionário realizado no montante de R$ 119.206,69 por  ano e R$ 29.801,67 por trimestre (ano­calendário de 2005), uma  vez  que  não  foi  observado  o  percentual  de  realização  mínima  previsto na legislação de regência.  Foi  lavrado o auto de  infração de fls.262 a 272, exigindo IRPJ  no  valor  de  R$  37.550,08,  juros  de  mora  de  R$  15.162,07  e  multa  proporcional  de  R$  28.162,52,  com  fundamento  no  Decreto  nº  3.000,  de  26  de  março  de  1999,  (Regulamento  do  Imposto  de  Renda–  RIR,  de  1999),  arts.  249,  I,  e  449;  Lei  nº  9.065, de 1995, art. 8º; Lei nº 9.249, de 1995, arts. 6º e 7º.  Notificada  da  autuação  a  contribuinte,  representada  pelo  procurador  Paulo  Birkman  (fls.  419  a  424),  ingressou  com  a  impugnação de fls. 288 a 326, alegando:  · Nulidade por desobediência ao disposto no art. 9º do Decreto  nº  70.235,  de  1972,  uma  vez  que  não  foram  incluídas  as  declarações  de  IRPJ  dos  períodos  de  1995  a  2007,  resultando  em  ofensa  ao  princípio  da  legalidade  e  ao  direito  de  ampla  defesa;  · Decadência,  nos  termos  do  art.  173,  I,  do Código  Tributário  Nacional (CTN), pois a declaração de ajuste anual de 1995 não  é passível de revisão;  Fl. 458DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/2007­01  Acórdão n.º 1802­001.386  S1­TE02  Fl. 3          3 · Ilegalidade da utilização da taxa Selic. A Lei nº 10.175,de 1998  é  inconstitucional,  visto  o  teor  do  art.  192  da  Constituição  Federal (CF). A taxa Selic tem natureza remuneratória e afronta  os princípios constitucionais da isonomia e do não confisco;  · Requer a juntada dos balanços de 2003 a 2005, demonstrando  que  não  prosperam  as  imputações  do  auto  de  infração,  pois  houve prejuízos em todos os períodos. O lucro  inflacionário  foi  totalmente absorvido até o ano de 2002, não existindo qualquer  possibilidade de repercussão nos anos de 2003, 2004 e 2005;  · Protesta  por  todos  os  demais  meios  de  prova  em  direito  admitidos,  em  especial  a  prova  pericial  e  testemunhal,  requerendo  expressamente  a  intimação  para  sustentação  oral,  perante este Egrégio Colegiado.  A  Delegacia  da  Receita  Federal  do  Brasil  de  Julgamento  julgou  improcedente  a  impugnação, mantendo o crédito tributário exigido conforme decisão proferida no Acórdão nº  14­35.976,  de  29/11/2011,  da  3ª  Turma  da  DRJ/  Ribeirão/SP  (fls.429/433),  cuja  ementa  transcrevo:  ASSUNTO:  IMPOSTO  SOBRE  A  RENDA  DE  PESSOA  JURÍDICA ­ IRPJ   Ano­calendário: 2002, 2003, 2004, 2005   LUCRO INFLACIONÁRIO ACUMULADO.  Constatada a existência de saldo de lucro inflacionário, efetua­ se  o  lançamento  relativamente  às  realizações  desse  lucro  não  adicionadas na demonstração do lucro real.  ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL   Ano­calendário: 2002, 2003, 2004, 2005   NULIDADE.  Não  há  que  se  cogitar  de  nulidade  do  lançamento  quando  observados  os  requisitos  previstos  na  legislação  que  rege  o  processo administrativo fiscal.  PERÍCIA. REQUISITOS.  O pedido de perícia deve ser denegado se  tiver  sido  formulado  em desacordo com as prescrições legais, aliado à circunstância  de  estarem  presentes  nos  autos  elementos  de  convicção  suficientes à adequada compreensão dos  fatos para solução da  lide.  JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTAÇÃO.  A  juntada  posterior  de  documentação  só  é  possível  em  casos  especificados na lei.  PROVA TESTEMUNHAL.  Fl. 459DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     4 Inexiste previsão legal para oitiva de testemunhas no julgamento  administrativo em primeira instância.  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Ano­calendário: 2002, 2003, 2004, 2005   DECADÊNCIA. IRPJ.  O  direito  de  a  Fazenda  Pública  rever  lançamento  por  homologação  extingue­se  no  prazo  de  5  (cinco)  anos  contados  do  fato  gerador,  no  caso  de  haver  pagamento  antecipado  do  tributo,  caso  contrário  o  prazo  é  contado  do  primeiro  dia  do  exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido  efetuado.  LUCRO INFLACIONÁRIO. REALIZAÇÃO. DECADÊNCIA.  O fato gerador do imposto incidente sobre o lucro inflacionário  somente  ocorre  no momento  de  sua  realização,  que  determina,  assim,  o  termo  inicial  do  prazo  de  decadência  do  direito  do  Fisco.  JUROS DE MORA. SELIC.  A  cobrança  de  juros  de  mora  com  base  no  valor  acumulado  mensal da taxa referencial do Selic tem previsão legal.  A  empresa  autuada  foi  cientificada  da  mencionada  decisão  em  13/12/2011  e,  protocolizou  o  recurso  ao  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais  –  CARF,  em  11/01/2012, no qual apresenta, em síntese, os seguintes argumentos estruturados nos seguintes  tópicos:   DO CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA  A recorrente alega que, fora indeferida pelo V. Acórdão, a prova pericial requerida, sob  alegação  de  que  não  foram  indicados  os  motivos  que  justificam  o  pedido,  o  que  não  pode  aceitar,  eis que fora especificado que a prova pericial seria  imprescindível para demonstrar a  inexistência  de  saldo  remanescente  de  lucro  inflacionário  para  ser  realizado  nos  anos  calendários de 2002,2003,2004 e 2005.  Afirma  que  não  tem  fundamento  o  indeferimento  da  produção  de  prova  documental  requerida, porque solicitou à Receita Federal a disponibilização das cópias das declarações de  imposto  de  renda,  ano­calendário  1995  a  2000,  exercício  1996  a  2001,  para  demonstrar  a  inexistência de  saldo  remanescente  de  lucro  inflacionário. E  que,  a Receita Federal  negou o  pedido, sob alegação de que somente poderia disponibilizar as declarações de imposto de renda  do exercício, no caso, 2.006, e as 5 (cinco) anteriores, quais sejam: 2005, 2004, 2003, 2002, e  2001, no que cerceou o direito de defesa da Recorrente.  Aduz que, a Recorrente não era obrigada a guardar as referidas declarações,em razão do  transcurso do prazo prescricional, conforme dispõe o parágrafo único, do artigo 195, do Código  Tributário Nacional.  Assim,  requer  seja  declarada  a  nulidade  do  V.  Acórdão,  com  a  consequente  determinação de produção de prova pericial bem como que a Receita Federal disponibilize as  declarações de imposto de renda, ano calendário 1995 a 2000, para demonstrar a inexistência  de saldo remanescente de lucro inflacionário.  Fl. 460DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/2007­01  Acórdão n.º 1802­001.386  S1­TE02  Fl. 4          5 DA PRESCRIÇÃO DO SUPOSTO CRÉDITO   A recorrente discordando do entendimento proferido no V. Acórdão de que  inexiste a  decadência do tributo, eis que o fato gerador do lucro inflacionário ocorreria apenas na data em  que a pessoa jurídica estivesse obrigado a realizá­lo, argúi que: o auto de infração baseia­se  na existência de suposto saldo de lucro inflacionário acumulado nos anos calendário 1.994  e 1995, e que, portanto, deveria ter sido utilizado nos anos seguintes, e não o foi, pelo que,  foi atingido pela decadência, já que a notificação à Recorrente ocorreu, em 29.10.2007.  Portanto, requer a declaração de prescrição do crédito tributário,eis que eventual saldo  remanescente de lucro inflacionário deveria ter sido utilizado entre os anos calendário de 1995  a 2001, e não a partir de 2002.   DA INEXISTÊNCIA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO   A  Recorrente  reitera  que  inexiste  o  crédito  apontado  no  auto  de  infração,  pelos  seguintes motivos:  ­ que eventual  saldo de  lucro  inflacionário existente,  certamente,  foi absorvido entre os  anos  calendário de 1995 a 2001, ou seja, antes do ano calendário de 2002;  ­  que,  a  DIPJ  do  ano  calendário  2002  já  juntada  no  processo  administrativo,  apontou  um  prejuízo  acumulado  de R$ 1.122.128,03,  pelo  que,  se  existisse  eventual  saldo  remanescente,  seria  compensado  com  o  referido  prejuízo,  mesmo  considerando­se  a  limitação  de  30%  na  compensação de prejuízos;  ­ que, não existiu saldo remanescente de lucro inflacionário que repercutisse nos anos de 2002,  2.003, 2004, e 2005, até porque nestes anos também houve prejuízo, pelo que, não há imposto  de renda a pagar;  ­ que, o balanço patrimonial estampado na DIPJ Ano Calendário 2001, também já juntado ao  processo administrativo, demonstra que a Recorrente tinha um ativo permanente na ordem de  R$ 524.403,93 e um patrimônio líquido da ordem de R$ 948.873,60, sendo que estes valores  indicam que no passado a Recorrente não poderia ter tido um RESULTADO DE CORREÇÃO  MONETÁRIA CREDOR, ou seja, um lucro inflacionário diferido, mas sim DEVEDOR;  ­  que,  nos  anos­calendário  de  2002  a  2005,  não  foi  oferecido  qualquer  valor  a  título  de  realização de lucro inflacionário, sendo que a DIPJ ano calendário 2.001 e 2002, já juntadas ao  processo administrativo não indicam nenhum LUCRO INFLACIONÁRIO a tributar na FICHA  ajuste do LUCRO LÍQUIDO, em ADIÇÕES, o que confirma que não havia lucro inflacionário  a tributar, sendo que a demonstração exigida pelo V. Acórdão seria realizada pelas Declarações  de Imposto de Renda, que a Recorrente solicitou e a Receita Federal não disponibilizou, bem  como pela prova pericial que fora indeferida.  Ao final requer seja dado provimento ao recurso voluntário, acolhendo­se a preliminar  arguida,  de  cerceamento  do  direito  de  defesa,  com  a  determinação  de  retorno  dos  autos  à  Delegacia  da Receita  Federal  do Brasil  de  Julgamento,  para  a  produção  das  imprescindíveis  provas pericial e documental, com a consequente prolação de novo julgamento, ou, no mérito,  o reconhecimento da total improcedência e insubsistência do auto de infração, pela inexistência  de saldo remanescente de lucro inflacionário a ser  tributado nos anos de 2002, 2.003, 2004 e  Fl. 461DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     6 2005, cancelando­se o débito fiscal reclamado, com todas as consequência legais, como medida  de extrema Justiça.  É o relatório.  Voto             Conselheira Relatora Ester Marques Lins De Sousa  O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade  previstos no Decreto nº 70.235/72 e suas alterações posteriores. Dele tomo conhecimento.  O Auto de Infração em questão, fls.262 a 272, refere­se ao IRPJ — Imposto de Renda  Pessoa Jurídica dos anos calendário de 2002, 2003, 2004  (Lucro Real Anual) e 2005  (Lucro  Real Trimestral) decorrente de ação fiscal efetuada junto à contribuinte, na qual a fiscalização  constatou a falta de realização mínima do Lucro Inflacionário Acumulado em 31/12/1995.  Consta da descrição dos fatos, fl.260, o seguinte:  Ausência  de  adição  ao  lucro  liquido  do  período,  na  determinação  do  lucro  real  apurado  nas  Declarações  de  Informações Econômico­Fiscais da Pessoa Jurídica  (DIPJ) dos  anos­calendário  de  2002,  2003,  2004  e  2005,  do  lucro  inflacionário  realizado  no montante  de R$  119.206,69  por  ano  (anos­calendário  de  2002,  2003  e  2004)  e  R$  29.801,67  por  trimestre  (ano­calendário  de  2005),  uma  vez  que  não  foi  observado  o  percentual  de  realização  mínima  previsto  na  legislação de regência (10% por ano e 2,5% por trimestre de R$  1.192.066,91 ­ saldo de 31/12/1995).  Lucro  inflacionário  do  ano­calendário  de  2002  totalmente  absorvido pelo prejuízo de (R$ 172.254,43), restando nesse ano  apenas a retificação do prejuízo para (R$ 53.047,74).  Concedida a  compensação do  lucro apurado de R$ 119.206,69  (anos­calendário de 2003 e 2004) com prejuízos de períodos de  apuração  anteriores,  observado  o  limite  de  30%  equivalente  a  R$ 35.762,00.  Concedida  a  compensação  do  lucro  apurado  de  R$  29.801,67  (ano­calendário  de  2005)  com  prejuízos  de  períodos  de  apuração  anteriores,  observado  o  limite  de  30%  equivalente  a  R$ 8.940,50.  Conforme relatado, a defesa da recorrente se expressa nos seguintes tópicos que passo a  analisá­los na mesma ordem apresentada.  DO CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA  A recorrente alega que, fora indeferida pelo V. Acórdão, a prova pericial requerida, sob  alegação  de  que  não  foram  indicados  os  motivos  que  justificam  o  pedido,  o  que  não  pode  aceitar,  eis que fora especificado que a prova pericial seria  imprescindível para demonstrar a  inexistência  de  saldo  remanescente  de  lucro  inflacionário  para  ser  realizado  nos  anos  calendários de 2002,2003,2004 e 2005.  Fl. 462DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/2007­01  Acórdão n.º 1802­001.386  S1­TE02  Fl. 5          7 Sobre  o  assunto  o  artigo  16  do  Decreto  nº  70.235/72  que  regula  o  processo  administrativo fiscal assim dispõe:  Art. 16. A impugnação mencionará:   ...   III  ­  os motivos de  fato  e de direito  em que  se  fundamenta,  os  pontos  de  discordância  e  as  razões  e  provas  que  possuir;  (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)   IV  ­  as  diligências,  ou  perícias  que  o  impugnante  pretenda  sejam efetuadas, expostos os motivos que as  justifiquem, com a  formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim  como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação  profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de  1993)   ...   § 1º Considerar­se­á não  formulado o pedido de diligência ou  perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no  inciso  IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993)  (...)  §  4º  A  prova  documental  será  apresentada  na  impugnação,  precluindo o direito de o impugnante fazê­lo em outro momento  processual, a menos que:  (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)  (Produção de efeito)   a)  fique  demonstrada  a  impossibilidade  de  sua  apresentação  oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532,  de 1997) (Produção de efeito)   b) refira­se a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei  nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito)   c)  destine­se  a  contrapor  fatos  ou  razões  posteriormente  trazidas  aos  autos.(Incluído  pela  Lei  nº  9.532,  de  1997)  (Produção de efeito)   §  5º  A  juntada  de  documentos  após  a  impugnação  deverá  ser  requerida  à  autoridade  julgadora,  mediante  petição  em  que  se  demonstre,  com  fundamentos,  a  ocorrência  de  uma  das  condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído  pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito)   (...)  Como  se  vê,  é  fundamental  o  cumprimento  dos  quesitos  elencados  no  inciso  IV  do  artigo  16  do  Decreto  nº  70.235/72,  pois,  de  acordo  com  o  parágrafo  1º  acima  descrito,  na  ausência deles considera­se o pedido como não formulado.  É  o  caso  dos  presentes  autos,  pois,  na  impugnação  fl.314,  a  Recorrente,  de  forma  genérica, simplesmente protesta “por  todos os demais meios de prova em direito admitidas  ,  Fl. 463DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     8 em especial a prova pericial e testemunhal , requerendo expressamente a INTIMAÇÃO PARA  SUSTENTAÇÃO ORAL, perante este Egrégio Colegiado”.  Consta da decisão de primeira instância que, o pedido de perícia deve ser denegado se  tiver sido formulado em desacordo com as prescrições legais, aliado à circunstância de estarem  presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para  solução da lide.  Assim, correta a decisão recorrida que ao fim e ao cabo considerou como inexistente o  pedido a teor do dispositivo legal acima referenciado.  A Recorrente afirma que não  tem  fundamento o  indeferimento da produção de prova  documental  requerida,  porque  solicitou  à  Receita  Federal  a  disponibilização  das  cópias  das  declarações  de  imposto  de  renda  dos  anos  calendário  de  1995  a  2000,  para  demonstrar  a  inexistência de  saldo  remanescente  de  lucro  inflacionário. E  que,  a Receita Federal  negou o  pedido, sob alegação de que somente poderia disponibilizar as declarações de imposto de renda  do exercício, no caso, 2006, e as 5 (cinco) anteriores, quais sejam: 2005, 2004, 2003, 2002, e  2001, no que cerceou o direito de defesa da Recorrente.  Aduz que, a Recorrente não era obrigada a guardar as referidas declarações,em razão do  transcurso do prazo prescricional, conforme dispõe o parágrafo único, do artigo 195, do Código  Tributário Nacional.  Assim,  requer  seja  declarada  a  nulidade  do  V.  Acórdão,  com  a  consequente  determinação de produção de prova pericial bem como que a Receita Federal disponibilize as  declarações de imposto de renda, ano calendário 1995 a 2000, para demonstrar a inexistência  de saldo remanescente de lucro inflacionário.  Depreende­se da observação no Sapli (fl.241) que não foi encontrada declaração para os  anos calendário de 1995, 1996 e 1997 e 1998.   Registre­se,  que  poderia  a  autuada  haver  trazido  aos  autos  o  Livro  de  Apuração  do  Lucro  Real  (LALUR)  para  comprovar  a  inexistência  de  saldo  remanescente  de  lucro  inflacionário, se fosse o caso.   Quanto à documentação a ser juntada posteriormente, entendeu a DRJ que se encontram  presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para  solução da lide, e assim justifica no voto condutor do acórdão recorrido.  Quanto  à  documentação,  constam  no  processo  as  DIPJ  dos  anos­calendário  fiscalizados,  bem  assim  os  demonstrativos  do  lucro  inflacionário  apurado  em  cada  ano  calendário,  desde  1994,  ressaltando­se  que  o  lucro  inflacionário  constante  no  demonstrativo  da  RFB  reflete  os  valores  informados  pela  contribuinte  em  suas  declarações,  acumulados  até  o  ano  do  lançamento  (fls.  237  a  250).  Vê­se,  na  declaração  da  pessoa  jurídica  do  ano­calendário  de  1994  (fls.  237/250),  que  foram  realizados, por exemplo, os valores de CR$5.074.074,00 e CR$  7.734.879,00  nos  meses  de  janeiro  e  fevereiro  daquele  ano,  conforme consta no Demonstrativo do Lucro Inflacionário­ Sapli  (fls.251/252).  Consta,  também,  que  foi  apurado  lucro  inflacionário em todos os meses desse ano (fls. 245/248).  Fl. 464DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/2007­01  Acórdão n.º 1802­001.386  S1­TE02  Fl. 6          9 A DIRPJ  (fl.238)  relativa  ao  ano  calendário  de  1994  é  suficiente  para  demonstrar  a  existência de lucro inflacionário acumulado em 31/12/1994 e o diferido para o ano calendário  de 1995 coerente com o demonstrativo SAPLI (fl.241).   Resta  demonstrado  que  o  saldo  do  Lucro  Inflacionário  Acumulado  (LIA)  em  31/12/1995 nada mais  é do que o  saldo do Lucro  Inflacionário Acumulado a Realizar de R$  1.081.593, 00 em 31/12/1994 x Fator de Correção: 1,2246 = R$ 1.324.518,78  (Lucro  Inflac.  Diferido de Períodos Anteriores Corrigido).  Tendo­se o mencionado valor, e, deduzida a Baixa por decadência de R$ 132.451,87,  fica o Saldo do Lucro Inflacionário Acumulado a Realizar em 31/12/1995, no montante de R$  1.192.066,91, constante do Sapli e considerado pela fiscalização.   Desse modo,  despiciendo  se  torna  a  apresentação  de  cópia  das  declarações  dos  anos  calendário de 1995 a 2001 para  fins de comprovação de saldo de lucro inflacionário para ser  realizado nos anos calendários de 2002,2003,2004 e 2005 como será visto adiante, no  tópico  específico: “Da inexistência do crédito tributário” a que alude a recorrente.  Como  visto  acima,  há  de  se  concluir,  serem  os  elementos  acostados  aos  autos  suficientes para a análise conclusiva da lide.  Ainda sobre o tema, vale esclarecer que a diligência se reserva à elucidação de pontos  duvidosos  para  o  deslinde  do  litígio,  não  se  justificando  a  sua  realização  quando  o  fato  probante  puder  ser  demonstrado  pelos  documentos  juntados  nos  autos,  de  sorte  que  a  autoridade julgadora possa formar a sua livre convicção.  A  admissibilidade  de  diligência,  depende  do  livre  convencimento  da  autoridade  julgadora como meio de melhor apurar os fatos, podendo como tal dispensar quando entender  desnecessária ao deslinde da questão.  O  julgador  na  análise  das  provas  produzidas  nos  autos,  deve  decidir  conforme  o  seu  convencimento em consonância com o art.29 do Decreto nº 70.235/72, assim estabelecido: “Na  apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar  as diligências que entender necessárias”.  Com  efeito,  não  ocorre  a  preterição  do  direito  de  defesa,  a  suscitar  a  nulidade  da  decisão  recorrida,  quando  nesta  são  apreciadas  todas  as  matérias  contidas  na  peça  impugnatória,  embora  não  tenha  sido  acatado  o  pedido  para  apresentação  de  prova  ou  deferimento de “perícia” por entender desnecessário ao deslinde da questão.  Preliminar rejeitada.  DA PRESCRIÇÃO DO SUPOSTO CRÉDITO   Sob o título de prescrição mas que se entende por decadência, a recorrente discorda do  entendimento proferido no V. Acórdão de que inexiste a decadência do tributo, eis que o fato  gerador  do  lucro  inflacionário  ocorreria  apenas  na  data  em  que  a  pessoa  jurídica  estivesse  obrigado a realizá­lo, argúi que: o auto de infração baseia­se na existência de suposto saldo  de lucro inflacionário acumulado nos anos calendário 1994 e 1995, e que, portanto, deveria  ter sido utilizado nos anos seguintes, e não o foi, pelo que, foi atingido pela decadência,  já  que a notificação à Recorrente ocorreu, em 29/10/2007.  Fl. 465DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     10 Portanto,  requer  a  declaração  de  “prescrição”  do  crédito  tributário,eis  que  eventual  saldo remanescente de lucro inflacionário deveria ter sido utilizado entre os anos calendário de  1995 a 2001, e não a partir de 2002.  Observa­se no Sapli (fls.251/252) que fora baixado por decadência o lucro inflacionário  a realizar nos anos calendários de 1996 a 2001, realização mínima de R$ 119.206,91 (anual).  No que tange ao prazo decadencial para a constituição do crédito tributário relativo ao  lucro  inflacionário diferido, a  realizar nos anos calendário de 2002 a 2005, melhor  sorte não  tem a contribuinte.   O  prazo  decadencial  para  constituição  do  crédito  tributário  relativo  ao  lucro  inflacionário  diferido  é  matéria  que  já  se  encontra  pacificada  no  âmbito  desse  Conselho  Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, sendo inclusive objeto da Súmula CARF nº 10,  verbis:  O  prazo  decadencial  para  constituição  do  crédito  tributário  relativo ao lucro inflacionário diferido é contado do período de  apuração  de  sua  efetiva  realização  ou  do  período  em  que,  em  face  da  legislação,  deveria  ter  sido  realizado,  ainda  que  em  percentuais mínimos.   Desse modo,  o  lucro  inflacionário  acumulado  e  diferido  em  31/12/1995,  relativo  aos  anos calendário de 2002 a 2005, somente deverá ser realizado nos respectivos fatos geradores  para  apuração  do  lucro  real,  ou  seja:  em  31/12/2002,  31/12/2003,  31/12/2004,  31/03/2005,  30/06/2005, 30/09/2005 e 31/12/2005.  Considerando, o ano calendário de 2002, o mais antigo período de apuração, ainda que  se tomasse 31/12/2002, data de apuração do lucro real anual, portanto, data do fato gerador do  IRPJ,  adotando  a  tese  de  que  nos  termos  do  §  4º  do  artigo  150  do CTN mais  favorável  ao  contribuinte, a autoridade administrativa tem o prazo de cinco anos, contados da ocorrência do  fato gerador para proceder ao lançamento de ofício, o Fisco teria até 31/12/2007, para proceder  ao  lançamento do crédito  tributário ou a  redução do prejuízo  fiscal  como se deu no presente  caso.  Como  a  ciência  do  lançamento  deu­se  em  29/10/2007,  não  há  falar  em  decadência  tributária ou caducidade do direito da Fazenda Pública, para a administração lançar eventuais  diferenças  referentes  ao  ano calendário de 2002, mais  antigo, nem  tampouco em  relação  aos  demais anos calendário de 2003, 2004 e 2005.   Preliminar rejeitada.  DA INEXISTÊNCIA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO   A  Recorrente  reitera  que  inexiste  o  crédito  apontado  no  auto  de  infração,  porque  eventual  saldo  de  lucro  inflacionário  existente,  certamente,  foi  absorvido  entre  os  anos  calendário de 1995 a 2001, ou seja, antes do ano calendário de 2002.  Como  dito  acima  pela  DIRPJ  (fl.238)  relativa  ao  ano  calendário  de  1994  resta  demonstrado que o saldo do Lucro Inflacionário Acumulado (LIA) em 31/12/1995 nada mais é  do  que  o  saldo  do  Lucro  Inflacionário  Acumulado  a  Realizar  de  R$  1.081.593,  00  em  31/12/1994 x Fator de Correção: 1,2246 = R$ 1.324.518,78 (Lucro Inflac. Diferido de Períodos  Anteriores Corrigido).  Fl. 466DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/2007­01  Acórdão n.º 1802­001.386  S1­TE02  Fl. 7          11 Tendo­se o mencionado valor, e, deduzida a Baixa por decadência de R$ 132.451,87,  fica o Saldo do Lucro Inflacionário Acumulado a Realizar em 31/12/1995, no montante de R$  1.192.066,91, constante do Sapli e considerado pela fiscalização.   Com  relação  ao  valor  a  ser  realizado,  saliente­se  que,  pelo  critério  de  tributação  do  lucro inflacionário, os saldos credores diferidos só são tributados na proporção da realização do  ativo, ou em percentuais mínimos previstos na legislação.  É necessário lembrar que, a partir do ano calendário de 1995, foi revogada a correção  monetária das demonstrações  financeiras  consoante o disposto no  art.  4º  da Lei nº 9.249/95,  verbis:   Art. 4º Fica revogada a correção monetária das demonstrações  financeiras de que tratam a Lei nº 7.799, de 10 de julho de 1989,  e o art. 1º da Lei nº 8.200, de 28 de junho de 1991.   Parágrafo único. Fica vedada a utilização de qualquer sistema  de  correção monetária  de  demonstrações  financeiras,  inclusive  para fins societários.  Por conseqüência direta da  inexistência da correção monetária de balanço, a partir de  períodos base  iniciados em 1996, não mais ocorreu  lucro  inflacionário do período,  ficando o  saldo  do  lucro  inflacionário  acumulado  “congelado”.  Portanto,  a  tributação  futura  sempre  alcançará as  realizações por conta do saldo existente em 31.12.95,  corrigido monetariamente  até  essa  data.  Os  cálculos  futuros  devem  ser  feitos  com  base  nos  valores  existentes  em  31/12/95, corrigido monetariamente ate essa data.  O  art.  7º  da  Lei  nº  9.249/95,  retro  mencionada,  dispõe  que  “o  saldo  do  lucro  inflacionário  acumulado,  remanescente  em  31/12/1995,  corrigido  monetariamente  até  essa  data, será realizado de acordo com as regras então vigente”.  A  legislação  vigente  nessa  matéria  é  a  Lei  nº  9.065  de  1995,  cujos  arts.  6º  a  8º  disciplinaram as formas de realização do lucro inflacionário, alterando as normas anteriores até  então espelhadas na Lei nº 7.789 de 1989, restando claro, a partir de então, que o percentual de  realização mínimo obrigatório seria de 10% (dez por cento) ao ano no caso de apuração anual  ou 2,5% (dois e meio por cento) no caso de apuração trimestral, e deveria incidir sobre o valor  do  lucro  inflacionário acumulado em 31/12/1995, corrigido monetariamente até essa data, de  modo que ocorresse, de forma linear, a realização total do lucro inflacionário diferido, no prazo  máximo de 10(dez) anos.  A obrigatoriedade imposta pela norma legal é no sentido de se efetuar a realização do  saldo do lucro inflacionário acumulado, em 31/12/95, ainda que em percentual mínimo, a cada  período de apuração, de sorte a se transportar para os períodos seguintes, o saldo remanescente  para fins de controle, apenas. Portanto, repita­se, o percentual de realização deve incidir sobre  o  lucro  inflacionário  acumulado  em  31/12/1995,  corrigido  monetariamente,  e,  não  sobre  o  saldo do lucro inflacionário diferido transportado para os períodos seguintes.  No presente caso, o relatório SAPLI (fls.241/242) demonstra que havia saldo de lucro  inflacionário,  em  31/12/1995,  no  montante  de  R$  1.192.066,91,  cuja  tributação  seria  obrigatória  em  percentual  idêntico  ao  de  realização  de  ativos,  ou  o  mínimo  previsto  na  legislação.  Fl. 467DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     12 Considerando  a  realização  total  do  lucro  inflacionário  diferido,  no  prazo máximo  de  10(dez)  anos  (10x R$ 119.206,69)  e,  baixado por decadência o  lucro  inflacionário  a  realizar  nos  períodos  de  1996  a  2001  (06  anos)  ter­se­á  como  realizado  o  lucro  inflacionário  nos  últimos 04 anos a saber: 2002 a 2005, objeto do auto de infração em comento.   Assim, não há como acatar a alegação da contribuinte de que todo o lucro inflacionário  foi totalmente absorvido até o ano de 2002.  Ainda  insistindo pela  inexistência de  lucro  inflacionário acumulado em 31/12/1995, a  recorrente  alega que, o  balanço patrimonial  estampado na DIPJ/2002, Ano Calendário 2001,  demonstra que tinha um ativo permanente na ordem de R$ 524.403,93 e um patrimônio líquido  da ordem de R$ 948.873,60, sendo que estes valores indicam que no passado a Recorrente não  poderia  ter  tido  um RESULTADO DE CORREÇÃO MONETÁRIA CREDOR,  ou  seja,  um  lucro inflacionário diferido, mas sim DEVEDOR.  De  fato  na  DIPJ/2003  (fl.44),  ano  calendário  2002,  consta  que  a  Recorrente  no  ano  anterior,  ou  seja  em 31/12/2001,  tinha  um ativo  permanente  na  ordem de R$ 524.403,93,  e,  patrimônio líquido negativo na ordem de (­R$ 948.873,60). Sendo apenas R$ 1.000,00, o valor  do capital realizado, gerador de correção monetária devedora.  A  argumentação  da  recorrente  em  nada  lhe  socorre,  ao  contrário  demonstra  que  no  passado  a  Recorrente  teria  RESULTADO DE  CORREÇÃO MONETÁRIA  CREDOR,  haja  vista que patrimônio  líquido negativo de  ­R$ 948.873,60,  sendo prejuízo acumulado é conta  retificadora do patrimônio líquido e como tal geradora de correção monetária credora.   Desse modo,  cai  por  terra  a  argumentação  da  recorrente  e  confirma  que  havia  lucro  inflacionário a  tributar, pois,  tanto o ativo permanente na ordem de R$ 524.403,93, quanto o  patrimônio  líquido negativo na ordem de (­R$ 948.873,60) são contas geradoras de correção  monetária credora.  A  recorrente  alega  que  a  DIPJ  do  ano  calendário  2002  juntada  no  processo  administrativo,  apontou  um  prejuízo  acumulado  de  R$  1.122.128,03,  pelo  que,  se  existisse  eventual saldo remanescente, seria compensado com o referido prejuízo, mesmo considerando­ se a limitação de 30% na compensação de prejuízos. E que, não existiu saldo remanescente de  lucro inflacionário que repercutisse nos anos de 2002, 2.003, 2004, e 2005, até porque nestes  anos também houve prejuízo, pelo que, não há imposto de renda a pagar.  Conforme explicitado no início do presente voto, consta da descrição dos fatos do auto  de infração, fl.260, que o Lucro Inflacionário a Realizar de R$ 119.206,69 no ano­calendário  de  2002,  foi  totalmente absorvido/compensado  com  o  prejuízo  de  (R$ 172.254,43),  restando  nesse ano apenas a redução/retificação do prejuízo para (R$ 53.047,74).  Também na ação fiscal foi efetivada a compensação do lucro apurado de R$ 119.206,69  (anos calendário de 2003 e 2004) com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado  o limite de 30% equivalente a R$ 35.762,00. E, concedida a compensação do lucro apurado de  R$  29.801,67  (ano­calendário  de  2005)  com  prejuízos  de  períodos  de  apuração  anteriores,  observado o limite de 30% equivalente a R$ 8.940,50.  Destarte,  demonstrada  a  existência  de  saldo  remanescente  de  lucro  inflacionário  com  repercussão nos anos de 2002, 2.003, 2004, e 2005, e, efetivada a compensação com o prejuízo  fiscal  nos mencionados  anos  calendário,  cabível o  lançamento de ofício do  IRPJ devido nos  anos de 2003, 2004, e 2005, conforme demonstrado no auto de infração (fls. 263 a 268).  Fl. 468DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/2007­01  Acórdão n.º 1802­001.386  S1­TE02  Fl. 8          13 Em face do exposto, voto no sentido de afastar as preliminares suscitadas e, no mérito,  negar provimento ao recurso voluntário.       (assinado digitalmente)   Relatora Ester Marques Lins De Sousa                                Fl. 469DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA

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Numero do processo: 15374.917265/2008-33
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 PROVA DOCUMENTAL. CLAREZA DOS REGISTROS. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. MOMENTO PROCESSUAL DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. PRECLUSÃO. LEGALIDADE. Somente se reconhece indébito fiscal e cogita-se da possibilidade da sua utilização na compensação de outros tributos quando devidamente comprovado por meio da escrituração contábil/fiscal, quando a DCTF é retificada após o despacho decisório. A documentação deve ser apresentada no momento da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, observadas as ressalvas previstas na norma e a possibilidade objetiva de aplicação do princípio da verdade material, que rege o Processo Administrativo Fiscal.
Numero da decisão: 3803-003.775
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa – Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os Conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1866; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­TE03  Fl.  !Configuração  não válida de  caractere          1 1.069  S3­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  15374.917265/2008­33  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3803­003.775  –  3ª Turma Especial   Sessão de  29 de novembro de 2012  Matéria  COMPENSAÇÃO ­ COFINS  Recorrente  BETUNEL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004  PROVA  DOCUMENTAL.  CLAREZA  DOS  REGISTROS.  ÔNUS  DO  CONTRIBUINTE. MOMENTO PROCESSUAL DA MANIFESTAÇÃO DE  INCONFORMIDADE. PRECLUSÃO. LEGALIDADE.  Somente  se  reconhece  indébito  fiscal  e  cogita­se  da  possibilidade  da  sua  utilização  na  compensação  de  outros  tributos  quando  devidamente  comprovado  por  meio  da  escrituração  contábil/fiscal,  quando  a  DCTF  é  retificada após o despacho decisório. A documentação deve ser apresentada  no  momento  da  manifestação  de  inconformidade,  precluindo  o  direito  de  fazê­lo  em outro momento  processual,  observadas  as  ressalvas  previstas  na  norma  e  a  possibilidade  objetiva  de  aplicação  do  princípio  da  verdade  material, que rege o Processo Administrativo Fiscal.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.  (assinado digitalmente)  Alexandre Kern ­ Presidente   (assinado digitalmente)  Belchior Melo de Sousa – Relator     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 91 72 65 /2 00 8- 33 Fl. 1070DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/12/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ALEXANDRE KERN     2 Participaram, ainda, da sessão de julgamento os Conselheiros Hélcio Lafetá  Reis,  João  Alfredo  Eduão  Ferreira,  Juliano  Eduardo  Lirani  e  Jorge  Victor  Rodrigues. Relatório  Trata o presente processo de compensação declarada pela Contribuinte,  por  meio  da  DComp  nº  01367.61068.111104.1.3.04­6120,  em  que  utilizou  o  alegado  crédito  de  pagamento  a  maior,  no  valor  de  R$  53.267,89,  relativo  ao  mês  de  setembro  de  2004,  homologada parcialmente, por meio do despacho decisório eletrônico proferido pela Derat/Rio  de Janeiro II.  Em manifestação  de  inconformidade  apresentada,  a  Interessada  alegou,  em  síntese, que:  a)  a  contribuição  foi  paga  no  valor  de  R$  360.343,54,  e  equivocadamente  declarada na DCTF e no Dacon no valor de R$ 317.322,41, por sua vez divergente e maior que  o devido;  b) o referido erro foi identificado e corrigido através de retificação de ambas  as declarações, após emissão do despacho decisório.  Em  julgamento  da  lide  a DRJ/Rio  de  Janeiro  II  verificou,  nos  sistemas  da  RFB,  relativamente  ao  3º  trimestre de  2004,  que  a Contribuinte  apresentara,  além da DCTF  original, oito DCTFs retificadoras, fl. 68, sendo as duas últimas apresentadas em data posterior  à ciência do despacho decisório, com a alteração da contribuição a pagar para o valor de R$  307.765,05.  Da  mesma  forma,  apresentou,  além  do  Dacon  original,  quatro  Dacons  retificadores,  fl.  69,  com diversas  alterações no  valor da  contribuição  a  pagar,  e  somente no  último, apresentado, após a ciência da dita decisão administrativa, o valor  foi  retificado para  R$ 307.765,05.  Destacou  a  falta  da  espontaneidade  das  declarações  retificadoras,  e,  em  consequência, considerou­as documentos insuficientes, por si sós, para fazer prova em favor da  Manifestante, pois não se fizeram acompanhar de documentos fiscais e contábeis, capazes de  demonstrar  que  a  contribuição  efetivamente  devida  não  corresponde  à  importância  anteriormente  informada  à  RFB, mas,  sim,  ao  último  valor  que  declarou,  tudo,  conforme  o  exigem os arts. 15 e 16 do Decreto n º 70.235, de 1972.  Cientificada  da  decisão,  em  12  de  setembro  de  20112,  a  Interessada  apresentou o recurso voluntário de  fls. 82 a 83, em 03 de outubro de 2011, em que reitera a  singela  menção  ao  erro  de  apuração  cometido  e  declara  estar  anexando  cópias  da  DCTF  retificadora,  do  Dacon  retificador,  do  Livro  Razão,  do  Balancete  Contábil  e  do  Termo  de  Abertura  e  Encerramento  do  Livro  Diário,  para  que  não  reste  dúvidas  quanto  ao  direito  alegado.  É o relatório.  Voto             O  recurso  é  tempestivo,  e  atende  a  todos  os  requisitos  para  sua  admissibilidade, portanto dele conheço.  Fl. 1071DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/12/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15374.917265/2008­33  Acórdão n.º 3803­003.775  S3­TE03  Fl.  !Configuração  não válida de  caractere          3 A Recorrente não desenvolve argumentos em sua defesa. Apenas afirma que  pagou a maior e em um resumido parágrafo declara estar anexando as cópias dos documentos  supramencionados, para o fim de ter a compensação realizada homologada integralmente.  A DCTF e o Dacon foram documentos já não aceitos pelo Colegiado a quo,  como documentos  comprobatórios de que houvera pagamento  a maior da  contribuição. Com  acerto  foi  proferida  a  decisão,  eis  que  as  declarações  não  se  fizeram  acompanhar  da  escrituração contábil e/ou fiscal naquela instância.   A exemplo do anterior processo analisado por este Julgador, o balancete no  mês de setembro mostra um sem número de registros relativos ao PIS, sem que a Recorrente  tenha  sido  diligente  em  sua  defesa  para  demonstrar  com  que  números  do  balancete  e/ou  do  razão compôs o cálculo do PIS o valor que pretendeu provar/  O  Razão,  por  sua  vez,  mostra  uma  escrituração  capilarizada  em  um  sem  número  de  operações,  e,  não  obstante  ser  denominada  de  Razão  Acumulado  também  é  um  Razão Analítico,  de  difícil  identificação  do  efetivo  débito  que  a Recorrente  pretende  provar  existir.  Em  vista  do  registro  sobremodo  acentuado  de  operações,  números  em  intensidade,  deveria a Recorrente ter sido razoável e  ter elaborado demonstrativo que melhor elucidasse a  apuração que fez constar no Dacon e o valor que declarou por fim na DCTF retificadora ativa,  e fornecesse o itinerário desse cálculo apontando­o no balancete e/ou no Razão, com indicação  das contas ou saldos de contas e respectivos valores e páginas, a permitir um cotejo prático do  valor da contribuição a que chegara.  Mesmo que a Recorrente houvesse apontado para a  identidade visível entre  esses  registros  do  cálculo  do  PIS,  e  que  minudentemente  estivesse  descrita  a  natureza  dos  créditos  apenas  nesta  fase  recursal,  tais  elementos  de  defesa  não  se  tornariam  ainda  uma  justificação  suficiente  para  converter  o  julgamento  em  diligência.  Isso,  porque  os  conceitos  envolvidos na apuração dos créditos  tem a  forte probabilidade de  suscitar uma nova disputa,  que passaria ao largo da apreciação do órgão julgador de primeira instância, a subverter o rito  do processo administrativo fiscal.   Ora, se na hipótese acima esses elementos de defesa assim organizados talvez  não  pudessem  socorrer  a  Recorrente,  sequer  para  o  fim  de  sua  confirmação  por  meio  de  diligência, pela possibilidade de julgar preclusa a sua apresentação apenas nesta fase recursal, o  que dizer da defesa que nada organiza, que anexa centenas, ou mais de um milhar, de registros,  à espera de que a Auditoria Fiscal garimpe no meio dos números, realizando um trabalho que é  da  Recorrente,  que  já  estaria  realizado,  mas  que  não  chega  ao  órgão  julgador  devidamente  esquadrinhado? Não há de ter expectativa de êxito quem se defende com esse descaso.  Gize­se  que  é  ônus  da  Contribuinte  trazer  aos  autos  a  completa  prova  da  alegação de existência de crédito de pagamento indevido ou a maior, perante a Receita Federal  do  Brasil,  nas  circunstâncias  em  que  este,  após  ter  confessado  e  pago  o  débito,  provê,  posteriormente,  a  redução  do  crédito  tributário.  E  esta  prova  deveria  ter  sido  provida  no  momento  processual  da  manifestação  de  inconformidade,  nos  termos  dos  arts.  15  e  16  do  Decreto n º 70.235, de 1972, em que respaldou­se a decisão de primeira instância, precluindo o  direito de fazê­lo em momento posterior.  Fl. 1072DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/12/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ALEXANDRE KERN     4 Assim, não merece reparos a decisão recorrida, em vista de toda a exposição  retro. Pelo que, voto por negar provimento ao recurso.  Sala das sessões, 29 de novembro de 2012  (assinado digitalmente)  Belchior Melo de Sousa                                Fl. 1073DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/12/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ALEXANDRE KERN

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Numero do processo: 10909.000413/2008-80
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Mar 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 IMPOSTO DE RENDA SUPLEMENTAR. DEDUÇÃO DO VALOR DO IMPOSTO DE RENDA ORIGINALMENTE DECLARADO. Tendo sido observada a dedução do valor do Imposto de Renda declarado pelo contribuinte, correto o valor do Imposto de Renda Suplementar mantido pela decisão de primeira instância. Recurso Negado.
Numero da decisão: 2802-002.053
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Juliana Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Melo.
Nome do relator: JACI DE ASSIS JUNIOR

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1644; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­TE02  Fl. 28          1 27  S2­TE02  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10909.000413/2008­80  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2802­002.053  –  2ª Turma Especial   Sessão de  22 de janeiro de 2013  Matéria  IRPF  Recorrente  ZULMIR FACHIN  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­ IRPF  Exercício: 2004  IMPOSTO  DE  RENDA  SUPLEMENTAR.  DEDUÇÃO  DO  VALOR  DO  IMPOSTO DE RENDA ORIGINALMENTE DECLARADO.  Tendo  sido  observada  a  dedução  do  valor  do  Imposto  de Renda  declarado  pelo contribuinte, correto o valor do Imposto de Renda Suplementar mantido  pela decisão de primeira instância.  Recurso Negado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,    por  unanimidade  de  votos,  NEGAR  PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.   (assinado digitalmente)  Jorge Claudio Duarte Cardoso  ­ Presidente.   (assinado digitalmente)  Jaci de Assis Junior – Relator  Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte  Cardoso  (Presidente),  Jaci  de Assis  Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse  Fernandes Leite, Juliana Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Melo.    Relatório     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 9. 00 04 13 /2 00 8- 80 Fl. 31DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO     2 Trata­se de Notificação de Lançamento, fls. 02/03, para exigência do Imposto  de Renda Pessoa Física ­ Suplementar, código de receita 2904, no valor de R$ 4.493,63, sujeito  aos acréscimos de multa de ofício de 75% e de juros de mora, relativos ao ano­calendário de  2003, exercício financeiro de 2004.  Conforme relatado na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 3, o  lançamento é decorrente da glosa de dedução indevida de despesas médicas, no valor total de  R$  16.340.48,  sendo:  a)  R$  5.340,48  referente  ao  Bradesco  Saúde  S/A,  em  razão  do  contribuinte não ter apresentado documentação adequada para comprovar a dedutibilidade; b)  R$ 4.500,00 referente Comunidade Terapêutica Reviver e R$ 6.500,00 referente Associação de  Pais e Amigos do Loteamento Los Angeles, em razão dos dispêndios não reunirem condições  de serem considerados despesas médicas, conforme a legislação aplicável à espécie.  O  contribuinte  apresentou  a  impugnação  de  fl.  01.  alegando  que  é  responsável pelo pagamento integral das mensalidades do plano de saúde Bradesco Saúde S/A,  conforme declaração da empresa e o termo de opção de permanência no plano de assistência  médica mantido pela empresa ­ Sadia S/A (fls.04/05).  A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis (DRJ/FNS),  fls. 11/12, considerou procedente em parte a impugnação, para restabelecer a dedução do valor  de R$5.340,48  da  base  de  cálculo  declarada, mantendo  em  parte  a  exigência  do  Imposto  de  Renda Suplementar no valor de R$ 3.025,00, correspondente à parcela do imposto suplementar  não impugnada.  Cientificado  em 28/04/2011,  conforme Aviso  de Recebimento  de  fls.  20,  o  contribuinte interpôs recurso voluntário em 30/05/2011, alegando que, por tratar­se de Imposto  de Renda Suplementar, do valor exigido de R$ 3.025,00 deve ser descontado a importância de  R$1.665,24, correspondente ao imposto declarado e que foi objeto de parcelamento na forma  da Lei nº 11.941, de 2009.  Requer que “seja recalculado e informado o valor do saldo a ser pago e/ou  parcelado,  visto  que  parte  do montante  de R$  3.205,00  já  foi  objeto  de  parcelamento,  bem  como seja permitido a sua inclusão nos moldes da lei 11941/09”(sic).  É o relatório.  Voto             Conselheiro Jaci de Assis Junior  O  recurso  foi  tempestivamente  apresentado  e  preenche  os  requisitos  de  admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972.  Pretende  o  recorrente  que  seja  deduzido  do  valor  de  R$  3.025,00,  que  correspondente  à  parcela  do  imposto  suplementar  não  impugnada,  exigida  após  decisão  de  primeira  instância,  o  valor  de  R$  1.665,24,  correspondente  ao  Imposto  de  Renda  a  Pagar,  originalmente declarado.  De  acordo  com  o  DEMONSTRATIVO  DE  APURAÇÃO  DO  IMPOSTO  DEVIDO,  anexo à Notificação de Lançamento, fls. 02/03, a base de cálculo do Imposto de Renda, apurada  após  a  glosa  dos  valores  das  deduções  de  despesas  médicas,  atingiu  o  montante  de  R$69.450,35  (item  6).  O  Imposto  de  Renda  Devido  correspondente  foi  calculado  em  Fl. 32DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10909.000413/2008­80  Acórdão n.º 2802­002.053  S2­TE02  Fl. 29          3 R$14.021,94 (item 7), tendo sido deste deduzidos os valores declarados de R$ 7.863.07 (item  10),  referente ao  Imposto de Renda Retido na Fonte, e de R$ 1.665.24 (item 14),  relativo ao  valor do Imposto a Pagar (item 14). Dessa operação, resultou o valor de R$ 4.493,63, que foi  objeto de exigência pela Notificação de Lançamento a título de Imposto de Renda Suplementar  (item 16, do demonstrativo, em referência).  Examinando  a  impugnação  apresentada,  o Acórdão  nº  07­23.448,  proferido  pela 6ª  Turma da DRJ/FNS,  considerou  procedente  a  impugnação  para  restabelecer parte  da  glosa da dedução que foi objeto de contestação, no valor de R$ 5.340,48. Diante disso, refez o  cálculo  do  Imposto  de  Renda  Suplementar  devido  pelo  contribuinte,  conforme  abaixo  se  reproduz:  Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido ­ Ano­calendário 2003  Descrição  Valor em Reais ­RS  1) Total dos Rendimentos Tributáveis Declarados   82.121,12  2) Deduções [mantidas R$ 12.670,77 + restabelecidas R$ 5.340.48]  18.011,25  3) Base de Cálculo (1­2)   64.109,87  4) Imposto Devido [(BC x 27.5%) ­ 5.076.90]  12.553,31  5) Imposto de Renda Retido na Fonte   7.863,07  6) Imposto a Pagar Declarado   1.665,24  7) Imposto Suplementar ­ Não Impugnado   3.025,00  Dos  cálculos  acima,  percebe­se  que,  tendo  em  vista  a  redução  da  base  de  cálculo  do  imposto  para  R$  64.109,87  (item  3),  o  valor  do  Imposto  Devido,  apurado  no  mencionado  DEMONSTRATIVO  DE  APURAÇÃO  DO  IMPOSTO  DEVIDO,  foi  reduzido  para  R$  12.553,31 (item 4). Deste  Imposto Devido foi deduzido os valores declarados de  Imposto de  Renda Retido na Fonte, no montante de R$ 7.863,07 (item 5), e do Imposto a Pagar Declarado  pelo  contribuinte  no montante  de R$ 1.665,24. Como  resultado  dessa  operação,  apurou­se  o  valor de R$ 3.025,00, que constou da conclusão do voto da relatora do acórdão recorrido.  Portanto,  não  há  como  acolher  a  pretensão  do  recorrente,  uma  vez  evidenciado nos  autos que o valor do  Imposto de Renda declarado pelo  contribuinte  em sua  Declaração de Ajuste Anual foi devidamente considerado para efeitos de se apurar o Imposto  de Renda Suplementar mantido após decisão de primeira instância.  Observe­se,  finalmente,  que  compete  à  autoridade  preparadora  tomar  as  providências relativamente ao pedido do contribuinte para que lhe seja permitido parcelamento  do crédito tributário exigido no presente processo.  Voto por negar provimento ao recurso voluntário.  (assinado digitalmente)  Jaci de Assis Junior ­ Relator                          Fl. 33DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO     4   Fl. 34DF CARF MF Impresso em 08/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO

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4418605 #
Numero do processo: 16327.904326/2008-21
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF Data do Fato Gerador: 13/11/2002 COMPENSAÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DILIGÊNCIA. APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS QUE COMPROVAM O INDÉBITO. HOMOLOGAÇÃO DO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. Sendo apresentado em diligência, os documentos que impediram a homologação do pedido de compensação. Fica comprovada o recolhimento a maior do IOF. Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3102-001.591
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente. Winderley Morais Pereira - Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Helder Massaaki Kanamaru, Winderley Morais Pereira, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1677; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C1T2  Fl. 2          1 1  S3­C1T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  16327.904326/2008­21  Recurso nº       Voluntário  Acórdão nº  3102­001.591  –  1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  22 de agosto de 2012  Matéria  IOF  Recorrente  BANCO CITIBANK  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS  OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS ­ IOF  Data do Fato Gerador: 13/11/2002  COMPENSAÇÃO  DE  PAGAMENTO  INDEVIDO  OU  A  MAIOR.  DILIGÊNCIA.  APRESENTAÇÃO  DOS  DOCUMENTOS  QUE  COMPROVAM  O  INDÉBITO.  HOMOLOGAÇÃO  DO  PEDIDO  DE  COMPENSAÇÃO.   Sendo  apresentado  em  diligência,  os  documentos  que  impediram  a  homologação do pedido de compensação. Fica comprovada o recolhimento a  maior do IOF.   Recurso Voluntário Provido      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  dar  provimento ao recurso voluntário.    Luis Marcelo Guerra de Castro ­ Presidente.     Winderley Morais Pereira ­ Relator.    Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Luis Marcelo Guerra  de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Helder Massaaki Kanamaru, Winderley Morais Pereira, Álvaro  Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 90 43 26 /2 00 8- 21 Fl. 548DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/12/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA     2     Relatório    Trata  o  presente  processo  de  pedido  de  compensação  de  créditos  de  pagamento a maior do Imposto Sobre Operações Financeiras – IOF.  Em auditoria  eletrônica,  o pedido de  compensação não  foi homologado  em  razão  dos  créditos  informados  estarem  integralmente  alocados  a  débitos  da  Recorrente,  conforme declarado em DCTF, não restando créditos a serem utilizados.   Inconformada, a Recorrente impugnou o despacho, alegando que os créditos  teriam origem em valores  recolhidos  indevidamente do  IOF. Para  justificar o  recolhimento a  maior, a empresa apresentou os seguintes esclarecimentos:  “A  Requerente,  Instituição  Financeira,  efetuou  operações  de  crédito  (empréstimo)  com  diversos  clientes  (pessoas  jurídicas).  Para  tais operações, o art. 7°,  I, "b", 1. do Decreto n°4.494/02  previu a incidência do IOF:   "Art.  7°  A  base  de  cálculo  e  respectiva  alíquota  reduzida  do    I0F são (Lei n° 8.894, de 1994, art. 1°, parágrafo único, e Lei n°  5.172, de 1966, art. 64, inciso I):  I  ­  na  operação  de  empréstimo,  sob  qualquer  modalidade,  inclusive abertura de crédito:  (...)  b) quando ficar definido o valor do principal a ser utilizado pelo  mutuário, a base de cálculo é o principal entregue ou colocado à  sua  disposição,  ou  quando  previsto  mais  de  um  pagamento,  o  valor do principal de cada uma das parcelas:  1.  mutuário pessoa jurídica: 0,0041% ao dia;”   0 mesmo Decreto, no art. 7°, § 1º,  limitou a  incidência do IOF  sobre as operações de crédito financiamento ao "valor resultante  da  aplicação  da  alíquota  diária  a  cada  valor  de  principal,  prevista para a operação, multiplicada por trezentos e sessenta e  cinco  dias"  (365  dias  x  0,0041%).  Tal  limitação  ocorre,  inclusive,  quando há  prorrogação da  operação de  crédito. É  o  que diz o § 7° do art. 7° do Decreto n° 4.494/02:  §  7°  Na  prorrogação,  renovação,  novação,  composição,  consolidação,  confissão  de  divida  e  negócios  assemelhados,  de  operação de crédito em que lido haja substituição de devedor, a  base de cálculo do IOF será o valor não liquidado da operação  anteriormente  tributada,  sendo  essa  tributação  considerada  complementar a anteriormente feita, aplicando­se a alíquota em  vigor à época da operação inicial.  Fl. 549DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/12/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 16327.904326/2008­21  Acórdão n.º 3102­001.591  S3­C1T2  Fl. 3          3 Conclusão:  nas  operações  de  credito  (empréstimos)  efetuadas  pela  Requerente  com  seus  clientes,  o  IOF  devido  é  aquele  relativo  ao  valor  objeto  do  empréstimo  a  alíquota  diária  de  0,0041% (limitada a 365 dias).”    Detalhado  o  funcionamento  dos  contratos  de mútuo  a  empresa  alega que  o  recolhimento a maior, ocorreu sobre operações de crédito com determinadas empresas, quando,  por erro de sistema, considerou novamente o IOF em cada prorrogação do prazo da operação,  dessa forma não limitou o cálculo do IOF à alíquota máxima de 0,0041% x 365 dias.  Informa ainda na impugnação, que por ser mera responsável pela retenção do  IOF,  apurou  os  pagamentos  efetuados  a  maior  e  providenciou  a  devolução  dos  valores  indevidamente  retidos  aos  clientes,  acrescidos  de  juros  e  correção  monetária.  Demonstrado  dessa  forma  que  a  empresa  assumiu  o  encargo  financeiro,  resta  comprovado  o  direito  a  restituição do IOF.  Ao  apreciar  a  impugnação  a  Delegacia  da  Receita  Federal  do  Brasil  de  Julgamento em Campinas/SP, analisou todas as alegações constantes da impugnação e toda a  documentação  apresentada,  concluindo  pelo  provimento  parcial  da  impugnação.  A  homologação  parcial  do  pedido  de  restituição/compensação  foi  assim  descritos  no  voto  da  decisão da autoridade a quo:  “Já  nas  operações  identificadas  como  BOC,  Kerry­1  e  Timberjack,  o  conjunto  probatório  ressente­se  da  ausência  de  elementos  de  prova  imprescindível  para  os  intentos  da  interessada.  No  caso  da  operação  que  teria  sido  realizada  com  a  empresa  BOC gases não  foram  trazidos aos autos os contratos relativos  aos empréstimos alegados.  Quanto  à  operação  identificada  como  Kerry­1,  o  extrato  bancário que deveria comprovar a efetividade do empréstimo, fl.  106,  não  traz  registro  de  empréstimo  que  passa  ser  correlacionada  com  os  demais  documentos.  Por  sinal,  as  operações de empréstimo que constam do citado extrato ou não  se relacionam com a que seria a origem do crédito reivindicado  ou representam lançamentos a débito da conta.  Da mesma  forma,  no  caso  da  operação  envolvendo  a  empresa  Timberjack aquele que seria o extrato representativo do depósito  inicial,  fl.  124,  não  contém  qualquer  lançamento  a  título  de  empréstimo.  A  ausência  desses  elementos  probatórios  compromete  a  força  dos demais, uma vez que, sem o respaldo dos extratos bancários  ou contratos, ficam sem comprovação a própria efetividade dos  empréstimos, assim como as renovações que seriam o motivo da  existência do crédito.”    Fl. 550DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/12/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA     4 A decisão da DRJ foi assim ementada:    “ASSUNTO:  Imposto  sobre  Operações  de  Crédito,  Câmbio  e  Seguros ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários ­ IOF  Dara do fato gerador: 02/04/2003   OPERAÇÕES  DE  CRÉDITO.  ALÍQUOTA.  LIMITE  DE  INCIDÊNCIA. EXTRAPOLAÇÃO. CRÉDITO.  O  valor  do  imposto  recolhido  sobre  operações  de  crédito  que  exceder  àquele  correspondente  ao  resultante  da  aplicação  da  alíquota  máxima  legalmente  estabelecida  é  considerado  como  pagamento a maior e passível de restituição/compensação.  DIREITO CREDITÓRIO. PROVA.  O reconhecimento do direito creditório pleiteado requer a prova  de sua existência e montante, sem o que não pode ser restituído  ou utilizado em compensação. Faltando ao conjunto probatório  carreado  aos  autos  pela  interessada  elemento  que  permita  a  verificação  da  existência  de  pagamento  indevido  ou  a  maior  frente à  legislação  tributária,  o direito  creditório não pode  ser  admitido.  COMPENSAÇÃO.  RESPONSÁVEL.  TRIBUTO  RETIDO.  CONDIÇÕES.  A  compensação  de  tributo  por  quem  realizou  a  retenção  na  condição de responsável tributário depende da comprovação da  assunção  do  encargo  financeiro.  Comprovada  nos  autos  a  devolução aos clientes do imposto cobrado a maior, considera­ se cumprida a condição legal.  Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte   Direito Creditório Reconhecido em Parte”    Cientificada da decisão, a empresa apresentou recurso voluntário,  repisando  as  alegações  apresentadas  na  impugnação,  reafirmando  o  direito  ao  crédito  e  que  a  documentação juntada seria suficiente para comprovar o indébito tributário.  No  Recurso,  discorre  sobre  o  contrato  de  mutuo  e  a  que  a  sua  prova  não  necessita de  forma  escrita,  podendo  ser  feita por  outros meios  e  no  caso  de mutuo  bancário  basta  provar  a  ocorrência  do  crédito  dos  valores  na  conta  corrente.  As  alegações  sobre  a  efetividade da operação com base na documentação apresentada, foram assim detalhadas pela  Recorrente:    “As  planilhas,  as  declarações  e  os  contratos  (no  caso  dos  empréstimos  com  a  Kerry  e  Timberjack),  além  dos  extratos  bancários  (no  caso  dos  empréstimos  com  a  BOC  Gases)  são  elementos  que  demonstram  suficientemente  a  efetividade  dos  Fl. 551DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/12/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 16327.904326/2008­21  Acórdão n.º 3102­001.591  S3­C1T2  Fl. 4          5 empréstimos e suas prorrogações. Ademais, os débitos de  juros  sobre ais empréstimos, presentes nos extratos da conta­corrente  das empresas mutuárias, configuram mais um elemento a provar  a efetividade do aludido negócio jurídico.  Com efeito,  no  caso  dos  empréstimos,  contratados  com a BOC  Gases,  para  o  qual  os  contratos  estão  faltantes,  tem­se  que  a  essência  do  mútuo  (  a  entrega  da  coisa  mutuada,  no  caso  o  dinheiro) prevalece sobre o instrumento formal de sua existência  (o contrato escrito).”    Ao analisar o Recurso, a Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara resolveu  determinar  a  baixa  dos  autos  em  diligência  para  que  a  Unidade  Preparadora  intimasse  a  Recorrente à apresentar os extratos bancários comprovando o depósito inicial dos contratos de  mutuo referente às operações com a empresa Timberjack e aquela identificada como Kerry­1  da  empresa  Kerry  do  Brasil  Ltda.  Na  mesma  diligência  também  deverá  ser  intimada  a  Recorrente  a  apresentar  os  contratos  de mutuo  referente  as  operações  com a  empresas BOC  Gases do Brasil Ltda.  Atendendo  a  intimação  realizada  pela  Unidade  de  Origem,  a  Recorrente  apresentou cópias de extratos bancários com os depósitos iniciais e os contratos de mutuo.   Os autos retornaram ao CARF para prosseguimento.    É o Relatório.    Voto             Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator.  O  recurso  é  voluntário  e  tempestivo  e  atende  aos  demais  requisitos  de  admissibilidade, merecendo, por isto, ser conhecido.  A teor do relatado o cerne da lide é a discussão sobre as provas apresentadas  para comprovação do indébito tributário. A autoridade considerou que parte dos créditos foram  comprovados por meio da documentação apresentada, restando não comprovado os depósitos  iniciais dos contratos de mutuo.  O  fato  que  estamos  discutindo  na  presente  lide  é  se  foram  apresentadas  provas e se estas são suficientes para a comprovação das alegações constantes do Recurso.   Diante  deste  fato,  resolveu  a  Terceira  Turma  da  Quarta  Câmara  baixar  os  autos em diligência para unidade preparadora intime a recorrente a apresentar os documentos  que  segundo  a  decisão  da  primeira  instância  seriam  necessários  para  a  comprovação  do  indébito referente aos contratos de mutuo.  Fl. 552DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/12/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA     6 Realizada  a  diligência,  foram  trazidas  cópias  dos  extratos  bancários  comprovando o depósito inicial dos contratos de mutuo referente às operações com a empresa  Timberjack e aquela identificada como Kerry­1 da empresa Kerry do Brasil Ltda. Os depósitos  apresentados possuem como título de operação "empréstimo" e correspondem exatamente aos  valores constantes dos contratos de mutuo. Também foram apresentados os contratos de mutuo  referente  as  operações  com  a  empresas  BOC  Gases  do  Brasil  Ltda.  Portanto,  com  a  documentação apresentada na diligência  fica  resolvida  a questão  suscitada no  julgamento da  primeira instância para a não concessão do indébito tributário.   Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário.     Winderley Morais Pereira                                      Fl. 553DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 12/12/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA

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Numero do processo: 10680.006795/2008-77
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE. Presentes os pressupostos de exigência, cobra-se multa de ofício pelo percentual legalmente determinado. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.822
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, José Evande Carvalho Araujo, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN

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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE. Presentes os pressupostos de exigência, cobra-se multa de ofício pelo percentual legalmente determinado. Recurso Voluntário Negado.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1683; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­TE01  Fl. 107          1 106  S2­TE01  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10680.006795/2008­77  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2801­002.822  –  1ª Turma Especial   Sessão de  22 de novembro de 2012  Matéria  IRPF  Recorrente  EDSON GARCIA BERNARDES  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­ IRPF  Exercício: 2004  DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.  Todas as deduções declaradas estão sujeitas à  comprovação ou  justificação,  mormente  quando  há  dúvidas  quanto  à  prestação  dos  serviços.  Em  tais  situações,  a  apresentação  tão­somente  de  recibos  e/ou  declarações  de  lavra  dos profissionais é  insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e  dos correspondentes pagamentos.  ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.   O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade  de lei tributária (Súmula CARF nº 2).  MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE.   Presentes  os  pressupostos  de  exigência,  cobra­se  multa  de  ofício  pelo  percentual legalmente determinado.  Recurso Voluntário Negado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  negar  provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.       Assinado digitalmente  Tânia Mara Paschoalin ­ Presidente em exercício e Relatora.       AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 00 67 95 /2 00 8- 77 Fl. 107DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/12/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.006795/2008­77  Acórdão n.º 2801­002.822  S2­TE01  Fl. 108          2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin,  Sandro  Machado  dos  Reis,  José  Evande  Carvalho  Araujo,  Carlos  César  Quadros  Pierre,  Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho.  Relatório  Trata  o  presente  processo  de  notificação  de  lançamento  que  diz  respeito  a  Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente ao exercício de 2004, por meio do qual se  exige do contribuinte o crédito tributário no montante de R$ 21.349,53.  O  lançamento  é  decorrente  da  apuração  de  deduções  indevidas  a  título  de  dependentes, despesas médicas, despesas com instrução e despesas com previdência privada.  Em  sua  impugnação,  o  contribuinte  anexa  documentos  para  comprovar  a  dedutibilidade das referidas despesas.  A  impugnação  foi  julgada  procedente  em  parte,  conforme Acórdão  de  fls.  76/84,  para  restabelecer  dedução  de  contribuição  previdenciária  de  R$1.378,88,  dedução  de  despesas  com  instrução de R$ 1.998,00, dedução com dependente de R$1.272,00 e despesas  médicas de R$2.876,52.  Regularmente  cientificado  daquele  acórdão  em  26/04/2011  (fl.  88),  o  interessado  interpôs  recurso voluntário de  fls. 93/102, em 19/05/2011. Em sua defesa, alega,  em  síntese,  que  os  recibos  apresentados  representam  documentos  hábeis  a  comprovar  os  efetivos pagamentos procedidos  a  título de despesas médicas,  ainda mais quando  inexistente  qualquer  prova  em  contrário.  Ressalta  que  os  recibos  relativos  aos  pagamentos  de  despesas  médicas somente seriam inócuos à comprovação caso se apresentassem omissos em relação aos  dados essenciais, como indicação do prestador de serviços e respectivo CPF ou CNPJ, o que  não  ocorre  no  caso.  Aduz  que  é  manifesta  a  natureza  confiscatória  da  multa  aplicada,  porquanto é totalmente exacerbada em relação à falta cometida.  É o relatório.  Voto             Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora.  O  recurso  é  tempestivo  e  atende  às  demais  condições  de  admissibilidade,  portanto merece ser conhecido.  O  litígio  cinge­se  à  glosa  de  despesas  médicas  mantidas  pela  decisão  recorrida relativas a quatro dentistas.  Registre­se  que  tais  despesas médicas  foram  glosadas  em  razão  da  falta  de  comprovação decorrente do não atendimento à intimação.  Após  apreciar  os  documentos  fornecidos  pelo  impugnante,  a  decisão  de  primeira instância manteve a glosa, uma vez que não se comprovou o efetivo pagamento das  referidas despesas médicas.  Fl. 108DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/12/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.006795/2008­77  Acórdão n.º 2801­002.822  S2­TE01  Fl. 109          3 Também destacou que os recibos apresentados não atendem aos pressupostos  estabelecidos  no  §2°  do  art.  8o  da  Lei  n°  9.250/95,  pois  não  informam  o  beneficiário  dos  serviços nem o endereço do profissional. Em relação aos recibos emitidos pelo dentista Javier  Arze Alocer, observou,  ainda, que não consta  a  informação de quem efetuou o pagamento  e  não apresentam data de pagamento. Verificou,  também, que os recibos emitidos pela dentista  Raíssa não informam a data de pagamento, somente constando o registro do ano.  Em sede de recurso, o interessado requer o reconhecimento da comprovação  das despesas médicas em discussão sem, contudo, aditar os elementos de provas que suprem as  faltas  verificadas  nos  documentos  apresentados  e  demonstrem  a  efetividade  dos  pagamentos  das reclamadas despesas médicas.   No  caso  sob  exame,  como  o  recorrente  não  carreou  aos  autos  as  provas  consideradas  necessárias  a  comprovar  a  efetividade  dos  serviços/pagamentos  em  questão,  denota que o procedimento fiscal foi acertado, porquanto indique a inexistência das despesas,  ressalvada a comprovação contrária, que o interessado não logrou produzir, salientando­se que,  na análise de prova, à instância julgadora é assegurada a liberdade de convicção, a teor do art.  29 do Decreto nº 70.235, de 1972:  Art.  29.  Na  apreciação  da  prova,  a  autoridade  julgadora  formará  livremente  sua  convicção,  podendo  determinar  as  diligências que entender necessárias.  Diferentemente  do  que  aduz  o  recorrente,  não  se  trata  de  exigências  descabidas ou ilegais, já que a legislação que rege a matéria dispõe que todas deduções estão  sujeitas  a  comprovação  ou  justificação,  conforme  se  depreende  dos  dispositivos  abaixo,  cabendo ao contribuinte que pleiteou a dedução provar que realmente efetuou os pagamentos  nos valores e nas datas constantes nos comprovantes, para que fique caracterizada a efetividade  da despesa passível de dedução, no período assinalado.  Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999:  Art.  73.  Todas  as  deduções  estão  sujeitas  a  comprovação  ou  justificação,  a  juízo  da  autoridade  lançadora  (Decreto­lei  nº  5.844, de 1943, art. 11, § 3º).  §  1º  se  forem  pleiteadas  deduções  exageradas  em  relação  aos  rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis,  poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto­ lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º).  O que não cabe  aqui  é admitir­se  a dedução de despesas médicas  em valor  significativo, como na espécie, sem tais comprovações.  Assim,  tão  importante  quanto  o  preenchimento  dos  requisitos  formais  do  documento  comprobatório  da  despesa,  é  a  constatação  da  efetividade  do  pagamento  direcionado  ao  fim  indicado.  Isto  quer  dizer  que  os  documentos  relacionados  às  despesas  permitidas como dedução da base de cálculo do  imposto sobre a  renda não representam uma  presunção  absoluta  e  inquestionável,  pois,  sempre  que  necessário,  a  autoridade  tributária  poderá exigir do sujeito passivo a comprovação da sua efetividade/pagamento.  Fl. 109DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/12/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.006795/2008­77  Acórdão n.º 2801­002.822  S2­TE01  Fl. 110          4 Portanto,  a  exigência  de  comprovação  do  efetivo  pagamento  encontra­se  amparada na legislação e nos elementos fáticos existentes, razão pela qual deve ser mantida a  glosa correspondente.  Ressalte­se, ainda, que a apuração de infrações em auditoria fiscal é condição  suficiente para ensejar a exigência dos  tributos mediante  lavratura do auto de  infração e, por  conseguinte,  aplicar  a multa  de  oficio  de  75%  nos  termos  do  artigo  44,  inciso  I,  da  Lei  nº  9.430/1996. Assim, havendo lançamento de ofício, como neste caso, essa multa é devida.  Ainda, no tocante ao suscitado caráter confiscatório da multa, destaque­se a  súmula nº 2, do CARF, a saber:  O  CARF  não  é  competente  para  se  pronunciar  sobre  a  inconstitucionalidade de lei tributária.   Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso    Assinado digitalmente  Tânia Mara Paschoalin                                Fl. 110DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/12/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN

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