Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,218)
- Segunda Câmara (27,798)
- Primeira Câmara (25,084)
- Segunda Turma Ordinária d (17,357)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,074)
- Primeira Turma Ordinária (15,838)
- Primeira Turma Ordinária (15,815)
- Primeira Turma Ordinária (15,797)
- Segunda Turma Ordinária d (15,681)
- Segunda Turma Ordinária d (14,211)
- Primeira Turma Ordinária (12,951)
- Primeira Turma Ordinária (12,270)
- Segunda Turma Ordinária d (12,235)
- Quarta Câmara (11,512)
- Primeira Turma Ordinária (11,297)
- Quarta Câmara (83,859)
- Terceira Câmara (66,190)
- Segunda Câmara (54,484)
- Primeira Câmara (19,047)
- 3ª SEÇÃO (16,074)
- 2ª SEÇÃO (11,240)
- 1ª SEÇÃO (6,768)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (121,972)
- Segunda Seção de Julgamen (112,889)
- Primeira Seção de Julgame (75,297)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,908)
- Câmara Superior de Recurs (37,678)
- Terceiro Conselho de Cont (25,959)
- IPI- processos NT - ressa (5,005)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,960)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,860)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,242)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,651)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,197)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,618)
- HELCIO LAFETA REIS (3,506)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,208)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,889)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,591)
- WILDERSON BOTTO (2,588)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,820)
- 2019 (30,956)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,913)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,464)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,118)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,077)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 10580.725380/2009-13
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2403-000.159
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para Unidade da Receita Federal jurisdicionante do contribuinte, apensar ao conexo processo administrativo 18050.000995/2008-44, em obediência ao Decreto nº. 7.237/2010, para o trâmite devido.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Marcelo Freitas de Souza Costa.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10580.725380/2009-13
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5298196
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2403-000.159
nome_arquivo_s : Decisao_10580725380200913.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 10580725380200913_5298196.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para Unidade da Receita Federal jurisdicionante do contribuinte, apensar ao conexo processo administrativo 18050.000995/2008-44, em obediência ao Decreto nº. 7.237/2010, para o trâmite devido. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Marcelo Magalhães Peixoto - Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Marcelo Freitas de Souza Costa.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
id : 5108794
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175305695232
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1484; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.725380/200913 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2403000.159 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Data 20 de junho de 2013 Assunto CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente REAL SOCIEDADE ESPANHOLA DE BENEFICÊNCIA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para Unidade da Receita Federal jurisdicionante do contribuinte, apensar ao conexo processo administrativo 18050.000995/200844, em obediência ao Decreto nº. 7.237/2010, para o trâmite devido. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Marcelo Freitas de Souza Costa. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 05 80 .7 25 38 0/ 20 09 -1 3 Fl. 423DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10580.725380/200913 Resolução nº 2403000.159 S2C4T3 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário em face de Acórdão que julgou improcedente a impugnação apresentada no Auto de Infração lavrado no AI DEBCAD n. 37.238.3858, em face de Real Sociedade Espanhola de Beneficência, no valor de R$ 66.045.312,78 (sessenta e seis milhões quarenta e cinco mil trezentos e doze reais e setenta e oito centavos). O Auto foi lavrado para exigir contribuições previdenciárias relativas à parte patronal sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos, bem como aos contribuintes individuais que lhe prestaram serviços no período de 01/01/2005 a 31/03/2007. Segundo o Relatório Fiscal de fls. 79/88, verbis: 4.2. A REAL SOCIEADADE ESPANHOLA DE BENEFICENCIA é uma associação que possui atualmente cerca de 6000 empregados e tem como atividade o atendimento hospitalar. 4.3. O débito foi apurado a partir da análise exclusiva da Folha de Pagamento de empregados e de médicos residentes, e das Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, pois se trata de um procedimento de fiscalização de abrangência restrita. (...) 5.4. A cobrança da contribuição previdenciária patronal fezse necessária devido ao fato de ter sido emitido o Ato Cancelatório de Isenção de Contribuições Sociais n. 001/2008 (em anexo), em 05, de maio de 2009, com o seguinte texto: DECLARO CANCELADA, com base no disposto no parágrafo 8º, artigo 206, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06 de maio de 1999, a partir de 01/05/2000, a isenção das contribuições de que tratam os artigos 22 e 23 da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991, concedida à entidade Real Sociedade Espanhola de Beneficência, acima identificada, por infração ao(s) Parágrafo 6º, do artigo 55 da Lei n. 8.212, de 1991, combinado com o artigo 206, parágrafos 12 e 13 do Decreto n. 3048/99 – RPS e incisos III e IV do artigo 55 da Lei n. 8212/91, pelos motivos especificados em Informação Fiscal de 18/12/2007, com ciência em 19/12/2007 e Despacho Decisório n. 215/2008 DRF/SDR, em anexo. 5.5. Assim, foram objeto do Auto de Infração n. 37.238.3858 os valores relativos à parte patronal relativa à contratação de segurados empregados e médicos residentes (contribuintes individuais). Fl. 424DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10580.725380/200913 Resolução nº 2403000.159 S2C4T3 Fl. 4 3 DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente Auto de Infração por meio do instrumento de fls. 176/208. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, em 30 de julho de 2010, a 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal em Salvador, prolatou o Acórdão 1524. 467, de fls. 288/294, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2007 ISENÇÃO. CANCELAMENTO. DECISÃO DEFINITIVA. INEXISTÊNCIA. LANÇAMENTO. A inexistência de decisão definitiva no processo administrativo no qual se discute o cancelamento da isenção da entidade não constitui óbice à constituição do crédito tributário correspondente às contribuições devidas. O lançamento pode e deve ser efetuado pela administração tributária, a fim de evitar que as contribuições sejam alcançadas pela decadência. A decisão definitiva no processo de isenção é requisito apenas para que a União proceda à cobrança das contribuições lançadas. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, recurso voluntário, de fls. 296/376, requerendo a reforma do Acórdão, alegando em síntese que é imune e portanto é imune à cota patronal, que preenche todos os requisitos necessários para tanto, que o art. 55 da Lei 8.212/91 é inconstitucional, que a MP 446 influenciaria no julgamento do presente processo, que seria necessário esperar o julgamento final do ato cancelatório, tendo em vista que foi apresentado recurso voluntário, alega afronta a princípios e a jurisprudência dos tribunais superiores. É o relatório. Fl. 425DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10580.725380/200913 Resolução nº 2403000.159 S2C4T3 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE O recurso é tempestivo, e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portando dele tomo conhecimento. DO MÉRITO DO ATO CANCELATÓRIO DE ISENÇÃO, DO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO E DO SOBRESTAMENTO DO FEITO A recorrente alega que no processo administrativo 18050.000995/200844 que trata do processo que discute a legitimidade do ato cancelatório de isenção, foi apresentado recurso voluntário, que está pendente de julgamento. Afirma também que por ser o recurso dotado de efeito suspensivo não poderia o auditor ter lavrado o auto em discussão antes do trânsito em julgado administrativo, por antecipar os efeitos de uma eventual e futura decisão desfavorável que não se coadunaria com o princípio da segurança jurídica. Referido processo, de fato, ainda não foi julgado definitivamente. Atualmente encontrase neste Conselho, tendo como única movimentação o seu recebimento no dia 15/09/2011, pendente de julgamento. Percebese, portanto, que os processos são conexos eis que derivam do mesmo fato e, o julgamento naquele processo influenciará sobremaneira o julgamento do presente, uma vez que o cerne da questão é a devida exclusão ou não do regime simplificado. O art. 265, IV, alínea “a” do CPC, aplicável subsidiariamente ao processo administrativo tributário, prevê que o julgador poderá suspender o processo “quando a sentença de mérito depender do julgamento de outra causa, ou da declaração da existência ou inexistência da relação jurídica, que constitua o objeto principal de outro processo pendente”, tal qual o presente caso. Neste sentido, sugiro o sobrestamento deste feito até que decisão final seja proferida nos autos do processo administrativo 18050.000995/200844, tudo a fim de se evitar o surgimento de decisões contraditórias. CONCLUSÃO Diante do exposto, voto por baixar os autos em diligência para a secretaria desta Câmara acompanhar o andamento e julgamento do processo administrativo 18050.000995/200844 e, quando de seu julgamento definitivo, informar o seu resultado para julgamento do presente processo por esta 4ª Câmara, 3ª Turma Ordinária. Marcelo Magalhães Peixoto Relator Fl. 426DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10530.002588/2007-86
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2402-000.376
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Julio Cesar Vieira Gomes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Relatório
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10530.002588/2007-86
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5284891
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2402-000.376
nome_arquivo_s : Decisao_10530002588200786.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JULIO CESAR VIEIRA GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 10530002588200786_5284891.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Relatório
dt_sessao_tdt : Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
id : 5017557
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175308840960
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1156; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 9.744 1 9.743 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10530.002588/200786 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2402000.376 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 17 de julho de 2013 Assunto RETENÇÃO NA CESSÃO DE MÃODEOBRA Recorrente J. CARVALHO TRANSPORTES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Julio Cesar Vieira Gomes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 05 30 .0 02 58 8/ 20 07 -8 6 Fl. 9744DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10530.002588/200786 Resolução nº 2402000.376 S2C4T2 Fl. 9.745 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou procedente em parte o lançamento tributário realizado em 26/09/2005 e relativo às contribuições sociais previdenciárias, cota patronal e segurados, adicional de GILRAT e terceiros. O lançamento é decorrente da constatação de divergências entre GFIP e GPS; no entanto, a recorrente logrou comprovar que decorriam sobretudo da falta de declaração das retenções efetuadas pelas contratantes e também os respectivos recolhimentos. Por esse motivo e pelo reconhecimento da decadência com base no artigo 150, §4º do CTN a decisão recorrida reduziu o crédito do montante de R$ 405.995,65 para R$ 64.360,75, fls. 9.561. Seguem transcrições da decisão recorrida: Decisão: Período de apuração: 01/01/2000 a 30/06/2005 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIARIA NÃO RECOLHIDA. PAGAMENTO ANTECIPADO E HOMOLOGAÇÃO DE RECOLHIMENTO. RETIFICAÇÃO DAS DECLARAÇÕES PRESTADAS PELO SUJEITO PASSIVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIARIA NÃO RECOLHIDA. A empresa é obrigada a arrecadar e recolher a contribuição incidente sobre o total da remuneração paga, devida ou creditada ao segurado contribuinte individual, nos termos da legislação que rege a matéria. PAGAMENTO ANTECIPADO E HOMOLOGAÇÃO DE RECOLHIMENTO Nos casos de lançamento por homologação, se a lei não fixar prazo para sua efetivação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. RETIFICAÇÃO DAS DECLARAÇÕES PRESTADAS PELO SUJEITO PASSIVO retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante visando reduzir ou a excluir tributo somente é admissivel mediante comprovação do erro em que se funde e antes de notificado o lançamento. Lançamento Procedente em Parte Em razão dos documentos juntados pelo recorrente foram realizadas diligências, novos relatórios e despachos. Merecem relato: a) Despacho, fls. 6.920: 6. Verifiquei no "Sistema Águia" o contacorrente da empresa J. Carvalho Transportes Ltda, onde se verifica, mensalmente a existência de vários recolhimentos, principalmente no código 2631. 7. A Notificada tem como atividade econômica, o transporte rodoviário de cargas, conforme Contrato Social. A mesma comprovou ter prestado Fl. 9745DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10530.002588/200786 Resolução nº 2402000.376 S2C4T2 Fl. 9.746 3 serviços de frete para outras pessoas jurídicas, submetida A retenção de 11% sobre o valor correspondente a 30% da fatura de prestação do serviço, enquanto que o seu contacorrente retirado do sistema "Águia" confirma ter havido recolhimentos em seu CNPJ, no código 2631 (retenção). ... 11. Do exposto, diante dos novos fatos e documentos apresentados, necessária se faz a realização de diligência para fins de análise da documentação atinente As obrigações principal e acessória da retenção; comprovação quanto a procedência ou não da alegação da Notificada e, conseqüentemente, do lançamento. 12. Ressaltase que as Notas Fiscais/Faturas apresentadas pela Defendente constituem em importante subsidio para fiscalização junto As Empresas Contratantes, no sentido de se comprovar o recolhimento das retenções efetuadas. b) Despacho, fls. 9.483: 6. A situação.pode.ser resumida da .seguinte forma:.o lançamento foi feito com base.nas GFIP apresentadas pelo contribuinte ate a data do lançamento. Posteriormente ao lançamento, o contribuinte apresentou .novas GFIP, .nas quais informa os valores das retenções sofridas, anteriormente não informados, bem como apresenta bases de.cálculo .de trabalhadores expostos .a .agentes .nocivos menores .do .que .aquelas anteriormente declaradas. ... 11. Diante disto, é fundamental que se verifique a correção dos valores declarados nas GRP posteriores ao lançamento, a fim de que se possa afirmar de modo preciso quais os valores efetivamente devidos pelo contribuinte nas competências em questão . Para tanto, é preciso que sejam analisados os documentos que deram suporte As informações prestadas em GFIP, tais coma, as folhas de pagamento, as demonstrações arnbientais, as Notas Fiscais/faturas, dentre outros. 12. As cópias das notas fiscais juntadas pelo contribuinte foram relacionadas na planilha juntada às fls. 4708 a 4739. Nesta planilha, faz se um comparativo entre os valores destacados nas notas fiscais juntadas aos processos, os valores das retenções declaradas nas novas GRP e os valores recolhidos em GPS 2631. c) Despacho, fls. 9.500: 5. Com relação aos Créditos Previdenciários retrocitados, poderia ser entendido que os mesmos deveriam ser apenas deduzidos de eventuais valores apurados no novo Procedimento Fiscal (n° 09385878) programado. Se assim o fizesse, gerariam, apenas valores negativos dado que ao constituir referidos Créditos Previdenciários através das NFLD n° 35.727.7600 e 35.727.7619, não foram acatados, em tese, os recolhimentos feitos pelos tomadores de serviços da Empresa Notificada, conforme demonstrado adiante. ... Fl. 9746DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10530.002588/200786 Resolução nº 2402000.376 S2C4T2 Fl. 9.747 4 7. Verificaramse os valores retidos pelos tomadores de serviços da Empresa Notificada. Somandose todos esses valores destacados nas Notas Fiscais, à luz dos documentos apresentados constatou se, a principio, todas essas retenções foram repassadas ao Erário Previdenciário. ... 11. Os Relatórios de Gerenciamento de Riscos Ambientais do Trabalho apresentados pela Empresa Notificada são subjetivos, não evidenciam com precisão os Agentes Nocivos à Saúde do Trabalhador aos quais seus empregados estiveram expostos durante o período auditado. Contudo sabese que um de seus tomadores de serviço de transporte no período auditado foi a Copene S/A situada no Pólo Petroquímico de Camaçari — BA. Demais tomadores foram empresas situadas em outras localidades. 12. Inquirida sobre os critérios adotados para quantificar os empregados declarados em GFIP como expostos a agentes nocivos que ensejam aposentadoria especial, fomos informados, verbalmente, de que todos os segurados empregados que recebiam adicional de periculosidade eram enquadrados nessa situação (expostos a Agentes Nocivos). d) Despacho, fls. 9.552/9.554: 3 O processo em questão foi encaminhado à Delegacia de Recursos e Julgamento DRJ e de IA retornou para que esta SECAT Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário, apure o batimento de GFIP X GPS. Contra a decisão, o recorrente interpôs recurso voluntário, onde reitera as alegações trazidas em sua impugnação: Alega que ao efetuar o pagamento dos serviços procedia à retenção que lhe cabia repassando, via de conseqüência, o valor devido à Previdência Social, não cabendo empresa contratada qualquer responsabilidade. Ressalta que no que concerne à parte da empresa contratada, recolheu mensalmente sua obrigação previdenciária, e que correspondia à diferença entre o valor apurado mensalmente e o retido pela empresa contratante. Afirma que seu procedimento foi realizado conforme preconiza o inciso VII —DO RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PELA EMPRESA CEDENTE DE MAO DE OBRA, em seu artigo 28, cujo texto ora transcreve: "O valor consignado como retenção na nota fiscal, fatura ou recibo será compensado pelo estabelecimento da empresa cedente quando do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de pagamento dos segurados. Continuando seu arrazoado, a notificada ressalva que, para corroborar e comprovar as afirmativas retro, faz juntada de toda a documentação relativa ao período fiscalizado; tais documentos são provas indiscutíveis de que este lançamento carece de maior Fl. 9747DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10530.002588/200786 Resolução nº 2402000.376 S2C4T2 Fl. 9.748 5 fundamentação, pois, omisso, no que concerne ao procedimento que fora efetuado pela empresa, em estrita obediência ao que determina a lei. Salienta a impugnante que outro equivoco cometido pela Auditoria Fiscal diz respeito ao "modus operandi" para o cálculo do adicional de RAT 25 anos. Levou em conta um número de empregados que não condiz com a realidade Mica, visto constar uma quantidade maior de funcionários sujeitos ao referido adicional, que na realidade são entre três e cinco segurados. Alegando ser curto o prazo para apresentação de defesa e solicita prazo para juntada de documentos que comprovam seu questionamento. E ainda que: a) houve equívoco no preenchimento do campo destinado aos “terceiros”, mas efetuou os recolhimentos; b) para fins de adicional de GILRAT devem ser consideradas as GFIP retificadoras, conforme relatório de diligência e seus anexos; c) não teve oportunidade de examinar as tabelas referidas nos relatórios: Com o objetivo de verificar as informações constantes na referida tabela, vistas a melhor instruir a sua defesa, a empresa solicitou então, no dia 16/02/2009, cópia das dez páginas anteriores e posteriores às citadas páginas, conforme documento ora anexado. No entanto, ao receber as cópias (cópia e DARF em anexo), percebeuse que não havia, nas páginas indicadas, qualquer tabela. d) não procede o fundamento de que não demonstrou os recolhimentos de retenções, uma vez que realizava compensações. É o Relatório. Fl. 9748DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10530.002588/200786 Resolução nº 2402000.376 S2C4T2 Fl. 9.749 6 Voto Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, Relator De fato, a expressiva redução do crédito evidencia uma fragilidade do lançamento. Ainda que o procedimento seja específico para os batimentos entre GFIP e os recolhimentos, seria prudente antes da constituição do crédito se procedesse verificação de outros documentos, como, por exemplo, as notas fiscais de serviços. De qualquer forma, a decisão recorrida acolheu parcialmente os relatórios de diligência; contudo, muitas das competências mantidas tiveram como fundamento a não comprovação dos recolhimentos, meses 04/2003, 05/2004 a 06/2005. A recorrente alega a existência de créditos e respectivas compensações, inclusive tendo sido o fato reconhecido em despacho da fiscalização. A competência 05/2005 foi mantida por se tratar de 13º salário na rescisão. Também com relação ao adicional de GILRAT, os fundamentos estão nos parágrafos: Quanto ao questionamento do contribuinte impugnando a contribuição adicional de RAT (sobre a remuneração dos empregados, avulsos e contribuintes individuais), ressaltase que os valores lançados foram aqueles informados pelo contribuinte mediante GFIP, conforme se constata consultando o sistema informatizado da Receita Federal do Brasil. Quanto ao questionamento da empresa, afirmando que anexou aos autos GFIP retificadora, regularizando as informações de base de cálculo da contribuição, observase que as declarações retificadoras de iniciativa do próprio declarante, visando a reduzir ou excluir o tributo, foram transmitidas posteriormente ao lançamento, sem, entretanto, constar comprovação nos autos do erro em que se fundaram. Desta forma, consoante o parágrafo 1 0 do art. 147 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN) a retificação não é admissivel, mantendose o lançamento original. Em razão do exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência, a fim de que sejam esclarecidos: a) a efetiva existência de créditos que justificariam os não recolhimentos; e b) a existência de verificações in loco nas dependências da recorrente para exame e constatações acerca do ambiente especial de trabalho. c) a existência da tabela a que se refere o pedido de vista às fls. 9.730, ao que consta nos autos até o presente não respondido. Fl. 9749DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10530.002588/200786 Resolução nº 2402000.376 S2C4T2 Fl. 9.750 7 Por tudo, voto por converter o julgamento para a fiscalização se pronuncie sobre as constatações acima e que, após, seja oportunizada a manifestação da recorrente no prazo de 30 dias. É como voto. Julio Cesar Vieira Gomes Fl. 9750DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10283.721452/2011-14
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/05/2006 a 31/12/2007
INSUMOS. VENDAS. EMPRESA LOCALIZADA NA ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. CRÉDITOS.
As receitas decorrentes de vendas de mercadorias, inclusive, de matérias primas e insumos, para empresas localizadas na Zona Franca de Manaus, estão desoneradas da contribuição e, portanto, não geram créditos passíveis de dedução da contribuição apurada sobre o faturamento mensal.
INSUMOS DESONERADOS. CRÉDITOS. APURAÇÃO/ APROVEITAMENTO.
Somente geram créditos básicos passíveis de dedução do valor da contribuição apurada sobre o faturamento mensal os custos incorridos com aquisições de insumos onerados na etapa anterior pela respectiva contribuição.
MERCADORIAS. INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. ALÍQUOTAS.
As receitas de produtos sujeitos à incidência monofásica da contribuição estão sujeitas a alíquotas de cálculo diferenciadas, segundo a destinação, nos termos da legislação tributária específica.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3301-001.866
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar a proposta de diligência; por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Vencidos os conselheiros Antônio Lisboa Cardoso, Bernardo Motta Moreira e Maria Teresa Martínez López, que davam provimento em maior extensão. Vencidos os conselheiros Rodrigo da Costa Possas e Andrada Márcio Canuto que negavam provimento Fez sustentação oral pela recorrente, o advogado André Ricardo Lemes da Silva, OAB-SP 156817.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente
(assinado digitalmente)
José Adão Vitorino de Morais - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Natal e Bernardo Motta Moreira.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/05/2006 a 31/12/2007 INSUMOS. VENDAS. EMPRESA LOCALIZADA NA ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. CRÉDITOS. As receitas decorrentes de vendas de mercadorias, inclusive, de matérias primas e insumos, para empresas localizadas na Zona Franca de Manaus, estão desoneradas da contribuição e, portanto, não geram créditos passíveis de dedução da contribuição apurada sobre o faturamento mensal. INSUMOS DESONERADOS. CRÉDITOS. APURAÇÃO/ APROVEITAMENTO. Somente geram créditos básicos passíveis de dedução do valor da contribuição apurada sobre o faturamento mensal os custos incorridos com aquisições de insumos onerados na etapa anterior pela respectiva contribuição. MERCADORIAS. INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. ALÍQUOTAS. As receitas de produtos sujeitos à incidência monofásica da contribuição estão sujeitas a alíquotas de cálculo diferenciadas, segundo a destinação, nos termos da legislação tributária específica. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10283.721452/2011-14
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5287657
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3301-001.866
nome_arquivo_s : Decisao_10283721452201114.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
nome_arquivo_pdf_s : 10283721452201114_5287657.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar a proposta de diligência; por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Vencidos os conselheiros Antônio Lisboa Cardoso, Bernardo Motta Moreira e Maria Teresa Martínez López, que davam provimento em maior extensão. Vencidos os conselheiros Rodrigo da Costa Possas e Andrada Márcio Canuto que negavam provimento Fez sustentação oral pela recorrente, o advogado André Ricardo Lemes da Silva, OAB-SP 156817. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Natal e Bernardo Motta Moreira.
dt_sessao_tdt : Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
id : 5046452
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175317229568
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2253; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 1.460 1 1.459 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.721452/201114 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301001.866 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 22 de maio de 2013 Matéria PIS e COFINS, AIs Recorrente CONTINENTAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO AUTOMOTIVOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/2006 a 31/12/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. O Auto de Infração lavrado por Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, com a indicação expressa das infrações imputadas ao sujeito passivo e das respectivas fundamentações, constitui instrumento legal e hábil à exigência do crédito tributário. LANÇAMENTO. NULIDADE É válido o lançamento efetuado de conformidade com as normas legais que regem o procedimento administrativo fiscal. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/05/2006 a 30/11/2006 DECADÊNCIA. TRIBUTO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PRAZO. No julgamento do REsp 973.733/SC, sob o regime do art. 543C do CPC, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que a contagem do prazo qüinqüenal de que a Fazenda Pública dispõe para a constituição de crédito tributário sujeito a lançamento por homologação, nos casos em que não houve antecipação de pagamento, deve ser efetuada nos termos do art. 173, do CTN; assim, em face do disposto no art. 62A do RICARF, adotase aquela decisão, afastando a suscitada decadência. MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. INCIDÊNCIA. A exigência de juros de mora sobre a multa de ofício somente é cabível se aquela não for paga depois de decorridos 30 (trinta) dias da ciência do sujeito passivo da decisão administrativa definitiva que julgou procedente o crédito tributário. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 72 14 52 /2 01 1- 14 Fl. 1474DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Período de apuração: 01/05/2006 a 31/12/2007 INSUMOS. VENDAS. EMPRESA LOCALIZADA NA ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. CRÉDITOS. As receitas decorrentes de vendas de mercadorias, inclusive, de matérias primas e insumos, para empresas localizadas na Zona Franca de Manaus, estão desoneradas da contribuição e, portanto, não geram créditos passíveis de dedução da contribuição apurada sobre o faturamento mensal. INSUMOS DESONERADOS. CRÉDITOS. APURAÇÃO/ APROVEITAMENTO. Somente geram créditos básicos passíveis de dedução do valor da contribuição apurada sobre o faturamento mensal os custos incorridos com aquisições de insumos onerados na etapa anterior pela respectiva contribuição. MERCADORIAS. INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. ALÍQUOTAS. As receitas de produtos sujeitos à incidência monofásica da contribuição estão sujeitas a alíquotas de cálculo diferenciadas, segundo a destinação, nos termos da legislação tributária específica. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/2006 a 31/12/2007 INSUMOS. VENDAS. EMPRESA LOCALIZADA NA ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. CRÉDITOS. As receitas decorrentes de vendas de mercadorias, inclusive, de matérias primas e insumos, para empresas localizadas na Zona Franca de Manaus, estão desoneradas da contribuição e, portanto, não geram créditos passíveis de dedução da contribuição apurada sobre o faturamento mensal. INSUMOS DESONERADOS. CRÉDITOS. APURAÇÃO/ APROVEITAMENTO. Somente geram créditos básicos passíveis de dedução do valor da contribuição apurada sobre o faturamento mensal os custos incorridos com aquisições de insumos onerados na etapa anterior pela respectiva contribuição. MERCADORIAS. INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. ALÍQUOTAS. As receitas de produtos sujeitos à incidência monofásica da contribuição estão sujeitas a alíquotas de cálculo diferenciadas, segundo a destinação, nos termos da legislação tributária específica. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar a proposta de diligência; por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Vencidos os conselheiros Antônio Lisboa Cardoso, Bernardo Motta Moreira e Maria Teresa Martínez López, que davam provimento em maior extensão. Vencidos os conselheiros Rodrigo da Costa Possas e Andrada Márcio Canuto que negavam provimento Fl. 1475DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10283.721452/201114 Acórdão n.º 3301001.866 S3C3T1 Fl. 1.461 3 Fez sustentação oral pela recorrente, o advogado André Ricardo Lemes da Silva, OABSP 156817. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Natal e Bernardo Motta Moreira. Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da DRJ Belém que julgou procedente, em parte, a impugnação interposta contra os lançamentos das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), referentes aos fatos geradores dos períodos de competência de maio de 2006 a dezembro de 2007. Os lançamentos decorreram da falta de declaração/pagamento das contribuições devidas, apuradas com base nos balancetes contábeis e no Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon), pelo fato de a recorrente ter aproveitado créditos básicos apurados sobre as aquisições de insumos isentos de PIS e Cofins, bem como da utilização de alíquotas de cálculo das contribuições devidas, inferiores às determinadas na legislação tributária, conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal às fls. 14/48 e fls. 51/85 de cada um dos autos de infração. Inconformada com a exigência dos créditos tributários, a recorrente impugnou os lançamentos (fls. 261/274), alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “a) Pede a nulidade dos AI ‘por insuficiência do trabalho fiscal para demonstração e comprovação das infrações alegadas’. Segundo a Impugnante, com relação à glosa dos créditos, afirma que ‘não se apropriou de créditos de PIS e COFINS em todas as operações por ela praticadas no período’, mas ‘ apenas em relação à parte de suas aquisições de insumo, parte esta que não coincide com os valores lançados’. b) Reclama ainda que ‘os valores que serviram de base para os lançamentos não correspondem àqueles escriturados e declarados pela Impugnante à RFB pela aquisição de insumos de produção’, não tendo conseguido ‘identificar os montantes de compra citados pela Fiscalização nos lançamentos e que teriam justificado a cobrança dos tributos em referência’; c) Acusa que não houve ‘identificação precisa e individualizada das operações que pretensamente não dariam direito de crédito à Impugnante na apuração de suas contribuições’; Fl. 1476DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 d) Apresenta cópia do RAIPI e dos demonstrativos correspondentes, onde estariam informadas as operações realizadas no período em referência, sem coincidência com os valores objeto dos lançamentos; e) Cita como exemplo o mês de junho de 2006, apontando divergência entre as bases de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins; f) Com relação à infração referente à utilização incorreta das alíquotas diferenciadas, requer a nulidade dos autos sob o argumento de que a fiscalização afirma trataremse os adquirentes dos produtos industrializados de revendedores, sem que tenham sido realizadas ‘mínimas diligências para demonstração dessa premissa fática, tal como ocorreu no caso dos autos’; g) Cita decisões do CARF sobre nulidade de lançamentos em comprovação; h) Ainda em preliminar, requer o reconhecimento da decadência dos créditos referentes aos fatos geradores até 30.11.2006, citando novas decisões do CARF; i) No mérito, com referência à glosa dos créditos, afirma que ‘não apropriou créditos de contribuições relativos aos insumos não tributados em etapas anteriores de seu ciclo de produção, conforme mencionado em demonstrativo específico’; j) ‘Na parte em que a Impugnante efetivamente apropriouse de créditos para a formação da base de incidência das contribuições, impõese atentar ao fato de que não é legítima a afirmação fiscal de que todas as aquisições efetuadas por empresa situada na Zona Franca de Manaus não sofreram a incidência de PIS e de COFINS. A esse respeito, ressaltese que a própria Receita Federal do Brasil reconhece que os benefícios concedidos a uma empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus não são automaticamente aplicáveis a todas as operações por ela realizadas, devendo ser verificada, em caso a caso, a existência, ou não de tratamento fiscal específico’; k) ‘Em outros termos, não pode a Fiscalização inferir não ter havido recolhimento de PIS e COFINS em operações anteriores, exclusivamente pelo de uma empresa estar estabelecida na Zona Franca de Manaus; é indispensável a verificação, caso a caso, do recolhimento dessas contribuições. Ausente tal verificação, como se disse, nulos são os lançamentos.’; l) Aduz haver obtido confirmação ‘de que significativa parte de seus fornecedores fez incidir a contribuição ao PIS e a COFINS sobre os produtos (insumos) a ela vendidos, o que justifica a apropriação do respectivo crédito nos termos do art. 3º da Lei nº 10.637/2002 e do art. 3º da Lei nº 10.833/2003’, acrescentando que ‘Em relação aos (poucos) fornecedores que não foram encontrados ou declararam não ter feito incidir citadas contribuições nas respectivas operações, a Impugnante efetuou o recolhimento do montante respectivo no prazo desta impugnação’; m) Ressalta que a prova do recolhimento das contribuições por parte dos fornecedores é prescindível no caso, pois deveria ser de conhecimento da Receita Federal; n) ‘Nada obstante, a Impugnante faz ajuntada de algumas guias DARF’s relativas ao recolhimento de PIS e COFINS incidentes sobre importação de alguns de seus insumos (doc. 6), como também demonstrativo de cálculo que faz expressa menção a todas as operações de compra de insumos realizadas pela Impugnante no período dos lançamentos, identificandose individualizadamente as operações que geraram (ou não) o respectivo direito de crédito e as situações de efetivo creditamento (doc. 4).”; Fl. 1477DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10283.721452/201114 Acórdão n.º 3301001.866 S3C3T1 Fl. 1.462 5 o) Com respeito ao mérito da infração relativa à utilização incorreta das alíquotas diferenciadas, defende que os adquirentes realizam atividades de industrialização das mercadorias, que seriam a ‘limpeza, individualizada e ao reacondicionamento dos produtos em novas embalagens destinadas a seus clientes, razão pela qual estes também são contribuintes do IPI para esses mesmos produtos’; p) ‘Fossem meros revendedores de tais mercadorias, tal como sugere a Fiscalização, tais adquirentes não seriam contribuintes do IPI e, por conseguinte, não estariam obrigados a efetuar apuração e recolhimento deste tributo sobre a receita de venda respectiva desde o início de suas operações até a presente data.’; q) Aponta ilegalidade na incidência de juros moratórios sobre a multa aplicada, requerendo a procedência de seus argumentos.” Analisada a impugnação, aquela DRJ julgoua procedente, em parte, conforme Acórdão nº 0125.125, datado de 06/06/2012, às fls. 609/622, sob as seguintes ementas: “INCIDÊNCIA MONOFÁSICA De acordo com expressa disposição legal, são inaplicáveis as alíquotas previstas no Decreto nº 5.310, de 2004, sobre o faturamento decorrente das vendas de produtos sujeitos à incidência monofásica. Por sua vez, a Lei nº 10.485, de 2002, prescreve a alíquota menor (inciso I do art. 3º) nas vendas para fabricantes de autopeças, somente quando os produtos forem destinados à fabricação de outros produtos relacionados no Anexo I e II do mesmo ato. DECADÊNCIA Na definição do termo inicial do prazo de decadência, há de se considerar o cumprimento pelo sujeito passivo do dever de anteciparse à autuação da autoridade administrativa para constituição do crédito tributário, interpretando a legislação aplicável para apurar o montante e efetuar o pagamento ou o recolhimento do tributo ou contribuição correspondente. Na inexistência dessa antecipação, o prazo decadencial é contado segundo a regra do art. 173, do CTN. DEVER DE IMPUGNAR COM PROVAS O contribuinte possui o ônus de impugnar com provas, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, a menos que esteja enquadrado nos nas alíneas do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/1972.” Cientificada dessa decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 635/657), requerendo, em preliminar, a nulidade dos lançamentos, sob o argumento de insuficiência do trabalho fiscal na demonstração e comprovação das infrações que lhe foram imputadas. Ainda, em preliminar, insurgiu contra a possibilidade de segregação de parte do crédito tributário, considerada não impugnada pela autoridade julgadora de primeira instância, alegando, que, ao contrário do entendimento daquela autoridade, na argüição da preliminar de Fl. 1478DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 6 nulidade dos lançamentos, os questionou, na íntegra. No mérito, suscitou: i) a decadência do direito de a Fazenda Pública constituir os créditos tributários relativos aos fatos geradores ocorridos até 30/11/2006, nos termos do CTN, art. 150, § 4º; ii) sustentou que apurou créditos de PIS e Cofins apenas sobre os custos de aquisições de insumos onerados por estas contribuições na etapa imediatamente anterior, conforme prova os demonstrativos, doc. 05 – Tributação PIS/COFINS Fornecedores, e doc. 04 – Notas Fiscais (aquisições de insumos), em anexo; iii) as alíquotas para o PIS e Cofins, utilizadas por ela estão de conformidade com as estabelecidas pelas Leis nº 10.637, de 2002, nº 10.833, de 2003, e nº 10.485, de 2002, e, ainda, que a exceção contida no parágrafo único do art. 3º do Decreto nº 5.310, de 2004, é limitada às operações de vendas para comerciantes atacadistas ou para consumidores das autopeças relacionadas nos Anexos I e II da Lei nº 10.485, de 2002; iv) sustentou que os adquirentes de seus produtos exercem atividade industrial sobre eles, nos termos do RIPI/2010, art. 4º, e não mera revenda; e, v) insurgiu contra a exigência de juros de mora sobre a multa de ofício, sob o argumento de que o art. 61 da Lei nº 9.430, de 1996, restringe o significado de “débitos para com a União” apenas àqueles decorrentes de tributos e contribuições, sendo que a multa configura penalidade e não se confunde com tributos e contribuições. Para fundamentar seu recurso, expendeu extenso arrazoado sobre: “III – DAS PRELIMINARES: III.1 – Da impossibilidade de segregação do crédito tributário sob alegação de matéria não impugnada; III.2 – Da nulidade do lançamento por insuficiência do trabalho fiscal para demonstração e comprovação das infrações; III – Da decadência; IV – DO MÉRITO: IV.1 – Da regularidade do creditamento de PIS e COFINS realizado; IV.2 – Da correção das alíquotas utilizadas pela Recorrente para a apuração do PIS/COFINS; IV.3 – Da natureza industrial das atividades realizadas pelos adquirentes dos produtos vendidos pela Recorrente; e, IV.4 – Da ilegalidade da incidência de juros moratórios sobre o valor da multa apurada”, concluindo, ao final, que os lançamentos são nulos e, caso não se entenda, seja reconhecida a decadência da parte dos créditos tributários para os períodos de competência ocorridos até 30/11/2006, e/ ou sejam cancelados os créditos tributários por não ter sido provadas as alegadas infrações. É o relatório. Voto O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim, dele conheço. A suscitada nulidade dos lançamentos, sob o argumento de que não foram demonstradas as infrações imputadas a recorrente, não procede e carece de fundamentação legal. Os autos de infração somente seriam nulos se tivessem sido lavrados por pessoa incompetente ou sem fundamentação legal, conforme dispõe o Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, art. 59, inciso I: “Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; [...]. Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e Fl. 1479DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10283.721452/201114 Acórdão n.º 3301001.866 S3C3T1 Fl. 1.463 7 serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio.” No presente caso, os autos de infração em discussão foram lavrados por AuditorFiscal da Receita Federal (RFB), servidor competente para exercer fiscalizações externas de pessoas jurídicas e, se constatadas faltas na apuração do cumprimento de obrigações tributárias, por parte da fiscalizada, tem competência legal para as suas lavraturas, com o objetivo de constituir os créditos tributários por meio de lançamento de ofício. Também, do seu exame, verificamos que neles estão demonstradas as infrações imputadas à recorrente, (i) aproveitamento indevido de créditos básicos de PIS e Cofins e (ii) utilização de alíquotas equivocadas. A fundamentação da exigência das contribuições e das cominações legais consta da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de cada um dos autos de infração às fls. 14/22 (Cofins) e às fls. 51/58 (PIS). Assim, não há que se falar em nulidade dos lançamentos por insuficiência do trabalho fiscal para demonstração e comprovação das infrações imputadas à recorrente. Ainda, em preliminar, quanto à decisão da autoridade julgadora de primeira instância de considerar não impugnadas as parcelas dos créditos tributários decorrentes das diferenças apuradas entre as alíquotas estabelecidas no Decreto nº 5.310, de 2004, e as previstas na Lei nº 10.485, de 2002, art. 3º, I, e determinar a sua segregação deste processo para cobrança imediata, ao contrário do entendimento daquela autoridade, entendemos que tal infração foi impugnada. Dessa forma, não vemos amparo legal para a segregação determinada pela autoridade julgadora de primeira instância, devendo a exigência da totalidade de ambos os créditos tributários ser feita neste processo de conformidade com a decisão administrativa definitiva nele proferida. No mérito, as questões a serem decididas nesta fase recursal abrangem: I) decadência parcial dos créditos tributários; II) aproveitamento indevido de créditos básicos; III) atividade industrial dos adquirentes; IV) alíquotas utilizadas; V) juros de mora sobre a multa de ofício. I) decadência parcial A recorrente suscitou a decadência parcial das parcelas dos créditos tributários, lançadas e exigidas para os fatos geradores correspondentes às competência de maio a novembro de 2006, nos termos do CTN, art. 150, § 4º, sob o argumento de que foi notificada dos lançamentos na data de 28/12/2006, depois de decorridos mais de cinco anos dos respectivos fatos geradores. Ao contrário do seu entendimento, o disposto no § 4º do art. 150 do CTN, somente se aplica aos casos em que o contribuinte efetua o lançamento e antecipa o pagamento do crédito tributário, ainda que de forma parcial. Nos casos em que não há lançamento nem antecipação de pagamento, como nos lançamentos em discussão, o dispositivo a ser aplicado é art. 173 do CTN que assim estabelece: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: Fl. 1480DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 8 I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Tratase de matéria julgada pelo Superior Tribunal de Justiça, sob o regime do art. 543C do CPC, ou seja, recurso repetitivo, por meio do julgamento proferido no Resp nº 973.733/SC, nos seguintes termos: “1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR. Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008. AgRg nos EREsp 216.755/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP. Rel. Ministro Luis Fux, julgado em 13.12.2004, J 28.02.2005)”. No presente caso, conforme demonstrados nos autos, sequer houve a declaração de valores das contribuições nas respectivas DCTFs. Como o fato gerador mais antigo de ambas as contribuições ocorreu na data de 31/05/2006, a contagem do prazo decadencial qüinqüenal se iniciou em 1º/01/2007, expirandose o prazo limite em 1º/01/2012, na prática, em 30/12/2011. Contudo, as notificações de ambos os lançamentos se deram em 28/11/2011. Assim, por força do disposto no art. 62A do RICARF, adotase para o presente julgamento, aquela decisão, para afastar a suscitada decadência do direito de a Fazenda Pública constituir os créditos tributários correspondente às competências de maio a novembro de 2006. II) aproveitamento indevido de créditos básicos A alegação da recorrente de que aproveitou créditos somente sobre aquisições oneradas pelo PIS e Cofins não procede. Ao contrário de sua alegação, o doc. 05 – Tributação PIS/COFINS Fornecedores, às fls. 663, e doc. 04 – Notas Fiscais (aquisições de insumos), às fls. 667/1.456, anexados ao recurso voluntário, não comprovam a incidência de tais contribuições. O autuante glosou e exigiu por meio de lançamentos de ofício os créditos básicos de PIS e Cofins apurados sobre os custos incorridos com aquisição de insumos utilizados na produção e aproveitados para dedução dos valores da contribuição devida sobre o faturamento mensal, a partir dos Dacons entregues pela própria recorrente. Conforme verificamos dos autos, ela está localizada na Zona Franca de Manaus e tem como atividade a industrialização e comercialização de autopeças. Fl. 1481DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10283.721452/201114 Acórdão n.º 3301001.866 S3C3T1 Fl. 1.464 9 A legislação tributária assim dispõe sobre o PIS e a Cofins nas operações de industrialização e vendas de autopeças por empresas localizadas na Zona Franca de Manaus: Lei nº 10.637, de 30/12/2002: “Art. 5ºA Ficam reduzidas a 0 (zero) as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre as receitas decorrentes da comercialização de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem, produzidos na Zona Franca de Manaus para emprego em processo de industrialização por estabelecimentos industriais ali instalados e consoante projetos aprovados pelo Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA. Decreto nº 5.310, de 15/12/2004: “Art. 2º As alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre a receita bruta auferida com a venda de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem, produzidos na ZFM, para emprego em processo de industrialização por estabelecimentos industriais ali instalados e consoante projetos aprovados pelo Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus SUFRAMA, são de zero por cento. Lei nº 10.865, de 15/12/2004: “Art. 2º Ficam reduzidas a 0 (zero) as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus ZFM, por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM. § 1º Para os efeitos deste artigo, entendemse como vendas de mercadorias de consumo na Zona Franca de Manaus ZFM as que tenham como destinatárias pessoas jurídicas que as venham utilizar diretamente ou para comercialização por atacado ou a varejo. § 2º Aplicamse às operações de que trata o caput deste artigo as disposições do inciso II do § 2o do art. 3o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e do inciso II do § 2o do art. 3o da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. [...]. Art. 14A. Fica suspensa a exigência das contribuições de que trata o art. 1º desta Lei nas importações efetuadas por empresas localizadas na Zona Franca de Manaus de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem para emprego em processo de industrialização por estabelecimentos industriais instalados na Zona Franca de Manaus e consoante projetos aprovados pelo Conselho de Administração da Fl. 1482DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 10 Superintendência da Zona Franca de Manaus SUFRAMA. (Incluído pela Lei nº 10.925, 2004).” Lei nº 11.051, de 29/12/2004: “Art. 8º A suspensão da exigibilidade da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a importação de bens, na forma dos arts. 14 e 14A da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004, será convertida em alíquota zero quando esses bens forem utilizados: I na elaboração de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem destinados a emprego em processo de industrialização por estabelecimentos industriais instalados na Zona Franca de Manaus e consoante projetos aprovados pelo Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa; II como matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem em processo de industrialização por estabelecimentos industriais instalados na Zona Franca de Manaus e consoante projetos aprovados pelo Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa.” Ora, de acordo com estes diplomas legais, todas as vendas de mercadorias, inclusive de matérias primas e insumos para empresas localizadas na Zona Franca de Manaus estão desoneradas das contribuições para o PIS e Cofins. Conseqüentemente, as compras de insumos efetuadas pela recorrente foram também desoneradas de tais contribuições. Com relação aos créditos dedutíveis dos valores das contribuições devidas, as Leis nºs 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, que instituíram o PIS e a Cofins, respectivamente, com incidência não cumulativa, prevêem no inciso II do § 2º do art. 3º, que as aquisições de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição não dão direito a créditos. Dessa forma, as aquisições da recorrente não geraram créditos de PIS e Cofins, passiveis de dedução dos valores das contribuições apuradas sobre o seu faturamento mensal. Ressaltamos que o disposto nos §§ 12 e 17 do art. 3º das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, respectivamente, e no art. 4º do Decreto nº 5.310, de 2004, não se aplica aos fabricantes de autopeças, como no presente caso. O Decreto nº 5.310, de 2004, art. 4º, em consonância com o disposto nos §§ 12 e17 daquelas leis, assim dispõe: “Art. 4º Na aquisição de mercadorias produzidas por pessoa jurídica estabelecida na ZFM, consoante projeto aprovado pelo Conselho de Administração da SUFRAMA, o crédito de que trata o art. 3o das Leis nos 10.637, de 2002, e 10.833, de 2003, será determinado mediante a aplicação da alíquota de um por cento para a Contribuição para o PIS/PASEP e de quatro inteiros e seis décimos por cento para a COFINS. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica às aquisições dos produtos relacionados nos §§ 1o a 3o do art. 2o da Fl. 1483DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10283.721452/201114 Acórdão n.º 3301001.866 S3C3T1 Fl. 1.465 11 Lei no 10.637, de 2002, e §§ 1o a 4o do art. 2o da Lei no 10.833, de 2003.” Os produtos fabricados pela recorrente estão incluídos no inciso III do § 1º do art. 2º, da Lei nº 10.637, de 2002, e da Lei nº 10.833, de 2003, citados no parágrafo único transcrito acima. Assim, correta as glosas dos créditos aproveitados indevidamente pela recorrente sobre as aquisições de insumos utilizados no seu processo produtivo. III) atividade industrial dos adquirentes Conforme consta dos autos, as vendas são feitas para a indústria automobilística e atacadistas de autopeças. A prova de que atacadistas realizaram industrialização dos produtos vendidos pela recorrente caberia a esta. IV) alíquotas utilizadas As receitas decorrentes de industrialização e comercialização de autopeças estão, em relação ao PIS e à Cofins, sujeitas a alíquotas diferenciadas, denominado regime monofásico, ou seja, incidem apenas uma vez na pessoa jurídica do industrial. Ao contrário do entendimento da recorrente, em relação às alíquota, não se aplicam as Leis nº 10.637, de 2002, art. 2º, § 4º (PIS), e nº 10.833, de 2003, art. 2º, § 5º (Cofins) e sim a Lei nº 10.485, de 03/07/2002 que trata da incidência monofásica e assim dispõe: “Art. 3º As pessoas jurídicas fabricantes e os importadores, relativamente às vendas dos produtos relacionados nos Anexos I e II desta Lei, ficam sujeitos à incidência da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS às alíquotas de: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento) e 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento), respectivamente, nas vendas para fabricante: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) [...]; b) de autopeças constantes dos Anexos I e II desta Lei, quando destinadas à fabricação de produtos neles relacionados; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004). II 2,3% (dois inteiros e três décimos por cento) e 10,8% (dez inteiros e oito décimos por cento), respectivamente, nas vendas para comerciante atacadista ou varejista ou para consumidores.(Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) [...].” De acordo com este dispositivo legal, nas vendas de autopeças para fabricantes de veículos, as alíquotas são de 1,65 % e 7,60 %, respectivamente, para o PIS e Cofins; e para comerciantes atacadistas serão de 2,30% e 10,80 %. Fl. 1484DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 12 No presente caso, o autuante, com base na documentação apresentada pela recorrente (notas fiscais de vendas) aplicou as alíquotas determinadas neste dispositivo legal, conforme detalhado nas planilhas às fls. 23/48 (Cofins) e às fls. 51/85. Em nenhuma fase impugnatória, a recorrente alegou erro nas notas fiscais fornecidas ao autuante e utilizadas para a aplicação das alíquotas. Assim, correta as alíquotas utilizadas por ele. IV) juros de mora sobre a multa de ofício. A exigência de juros de mora sobre a multa de ofício somente tem cabimento depois de decorrido o prazo de 30 (trinta) dias concedidos ao sujeito passivo para pagamento do crédito tributário julgado e mantido por decisão administrativa definitiva. Caso o crédito tributário tornese líquido e certo, ou seja, com decisão definitiva contrária ao contribuinte, e não seja pago dentro daquele prazo, a penalidade (multa de ofício) convertese em débito fiscal, passando então a incidir juros moratórios sobre ela nos termos da Lei nº 9.430, de 27/12/1991, art. 61, § 3º, quando do seu pagamento intempestivo. Em face do exposto, rejeito as preliminares de nulidade dos lançamentos e de realização de perícia, afasto a segregação de parte dos créditos tributários decidida pela DRJ e dou provimento parcial ao recurso voluntário apenas e tão somente para excluir a exigência de juros de mora sobre a multa de ofício. Estes somente são cabíveis depois de decorridos 30 (trinta) dias da decisão administrativa definitiva desfavorável ao contribuinte, se o crédito tributário não for liquidado neste prazo. (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 1485DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10855.910571/2009-01
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.257
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antônio Nunes Castilho.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10855.910571/2009-01
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5284838
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1802-000.257
nome_arquivo_s : Decisao_10855910571200901.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCIEL EDER COSTA
nome_arquivo_pdf_s : 10855910571200901_5284838.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa- Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antônio Nunes Castilho.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
id : 5017504
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175324569600
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1337; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 127 1 126 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.910571/200901 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1802000.257 – 2ª Turma Especial Data 9 de julho de 2013 Assunto SOLICITAÇÃO DE DILIGENCIA Recorrente LAPONIA SUDESTE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antônio Nunes Castilho. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 55 .9 10 57 1/ 20 09 -0 1 Fl. 134DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.910571/200901 Resolução nº 1802000.257 S1TE02 Fl. 128 2 Relatório Tratam os presentes autos de não homologação de compensação cujo crédito está em suposto pagamento indevido/ a maior de IRPJ (0220) recolhido em 29/02/2008, no valor de R$ 356.930,63, e cujo débito é do IRPJ (0220) relativo ao 2° Trimestre de 2008, vencido em 31/07/2008. Por bem descrever os fatos que antecedem à análise do recurso voluntário, transcrevo o relatório proferido pela 5a Turma da DRJ/RPO, através do Acórdão n° 1435.120, disponível às efls 70 dos autos: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP) de fls. 01/02, por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débito de IRPJ (código de receita: 0220) de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo (IRPJ: 0220). Por intermédio do despacho decisório de fl. 02, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Irresignada, interpôs a contribuinte manifestação, de inconformidade de fls. 05/06, acompanhada dos documentos de fls. 07/41, na qual alega, em síntese, que: a) no Doc 1, DIPJ/2008, consta IRPJ a pagar no valor de R$ 887.451,81 referente ao 4° trimestre de 2007, que foi dividido em três cotas no valor de R$ 295.817,27; b) no Doc 2, DCTF de dezembro.de 2007, consta débito de IRPJ do 4° trimestre de 2007, no valor de R$ 887.451,81, onde o mesmo foi dividido em três quotas a ser demonstrado na DCTF do próximo trimestre; c) no Doc 3, DCTF de março de 2008, consta débito de IRPJ do trimestre anterior, no valor de R$ 887.451,81, onde o mesmo foi dividido em três cotas no valor de R$ 295.817,27; d) apresenta cópia do DARF, referente ao recolhimento, do IRPJ do 4° trimestre de 2007; 2a quota, no valor de R$ 356.930,63, recolhido em 29/02/2608; e) o PER/Dcomp referese à compensação do saldo de R$ 11.418,10 (originário da PER/Dcomp n° 24865.65992.300608.1.3.049203 — R$ 10.918,05 do crédito original acrescentado de R$ 500,05, referente à taxa Selic acumulada de 4,58%), decorrente da diferença apurada de R$ 57.579,40 entre o valor apurado para a 2a cota do IRPJ do 4° trimestre de 2007; no montante de R$ 295.817,27, e o valor efetivamente pago na cifra de R$ 353.396,67. Ao final, requer a homologação do crédito., É o relatório. Naquela oportunidade, a nobre turma julgadora entendeu pela improcedência da manifestação de inconformidade oferecida pelo contribuinte, conforme a seguinte ementa (efls 69): Fl. 135DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.910571/200901 Resolução nº 1802000.257 S1TE02 Fl. 129 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 29/02/2008 DIREITO CREDITÓRIO. IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR.. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170, do Código Tributário Nacional. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada com a manutenção da exigência da qual foi intimada em 03/10/2011, apresentou Recurso Voluntário em 25/10/2011 (efls 83/89), onde refuta que o acórdão recorrido não entrou no mérito da busca pela verdade real, seja por diligência ou outra forma que substanciasse o indeferimento procedido, mas reputando carência probatória, manteve a exigência. Junta documentos adicionais que supostamente comprovam seu direito ao crédito pleiteado. É o relato do essencial. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.910571/200901 Resolução nº 1802000.257 S1TE02 Fl. 130 4 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator. O Recurso Voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade, pelo que dele, tomo conhecimento. Como se extrai do relatório, a autoridade julgadora a quo, entendendo pela insuficiência probatória, manteve o contido pelo Despacho Decisório. A recorrente, por sua vez, insiste na liquidez e certeza do crédito tributário pleiteado. O Despacho Decisório que não homologou a compensação e instaurou o presente contencioso (efls. 4), estabeleceu que o valor pago de R$ 356.930,63 através de DARF no código 0220 (IRPJ) em 29/02/2008, foi integralmente utilizado para extinguir crédito tributário devido de igual montante e natureza, não restando saldo algum para suportar a compensação declarada através da DCOMP em comento. Ora, a DIPJ versão original, entregue em 30/06/2008 (efls 10/11) traz como valor devido do IRPJ (0220) relativo ao 4° trimestre de 2008 o montante de R$ 887.451,81. Conforme atestam os documentos juntados aos autos, o saldo foi recolhido em três quotas. Já no que tange às DCTFs juntadas aos autos pela recorrente (efls 12/18), atestase que são retificadoras e entregues depois do envio da DCOMP em análise (31/07/2008) – 38110.09349.310708.1.3.041520 (saldo remanescente). Assim, para fins de vinculação ao despacho decisório, os débitos declarados em DCTF retificadora não têm força probatória suficiente a sustentar o direito creditório alegado. Deste fato, surge a necessidade da identificação de outros elementos para atestar a liquidez e certeza do crédito pretendido, que não só na DIPJ. Isto porque, o extrato constante às efls 63 denota que somente a DCTF original havia sido entregue antes da DCOMP apresentada e constava como saldo devedor para o IRPJ (0220) o montante de R$ 1.060.190,01, resultando em três cotas no montante de R$ 353.396,67, o que importaria na não existência do crédito pretendido, na forma do Despacho Decisório emitido. Ora, da insuficiência de provas pela manifestação de inconformidade apresentada, deveria a autoridade julgadora a quo, converter em diligência o julgamento a fim de apurar a verdadeira condição do crédito pleiteado. Contudo, aplicando com supremacia o art. 333 da Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), julgou improcedente a manifestação por ausência de provas. Agora em sede recursal, foram apresentadas provas adicionais, como o Balanço Patrimonial (efls 91/93), Balancete Analítico (efls 94/100), DIPJ (efls 101/106), Comprovantes de Arrecadação (efls 107/109), Comprovantes de Rendimento (efls. 110/116), e a DCOMP (efls 117/121) que, contudo, ainda não permitem a completa comprovação do direito creditório pleiteado. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.910571/200901 Resolução nº 1802000.257 S1TE02 Fl. 131 5 Ao que consta na própria DIPJ, a diferença do valor inicialmente declarado em DCTF como devido para o tributo IRPJ (0220), de R$ 1.060.190,01 para o retificado de R$ 887.451,81 referemse ao Imposto de Renda Retido na Fonte relativos ao 4° Trimestre, no valor de R$ 172.738,69 (Comprovantes de Rendimento efls 110/116), tendo sido a dedução relativa ao PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), no valor de R$ 9.160,40 já computada no cálculo desde o princípio, não havendo o que se contestar a respeito. Da análise documental contudo, não há como atestar que o direito creditório pleiteado se encontra líquido e certo em favor da recorrente, visto que não há qualquer identificação de quais rendimentos retidos resultam no montante de R$ 172.738,69, fato também não analisado pelo julgador a quo. Neste sentido dispõe a Súmula CARF n° 80: Súmula CARF n° 80: Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o computo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto. Diante do exposto, converto o presente julgamento em diligência a fim de que seja apurado o montante de imposto de renda retido na fonte na forma em que declarados em DIPJ, da seguinte forma: A recorrente deverá trazer aos autos cópias das notas fiscais emitidas que contém os impostos retidos que perfazem o montante de R$ 172.738,69, e os comprovantes de rendimento das pessoas jurídicas que retiveram esse montante no 4° Trimestre de 2008, devidamente identificados, comprovantes estes que devem ser objeto de validação pela autoridade fiscal. A não comprovação de tais elementos ensejará na improcedência do recurso. Após a realização da diligência, retornemse os autos. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 138DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10880.955350/2008-66
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Aug 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003
INDÉBITO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. PROVA.
Tem-se por acertada a decisão da autoridade administrativa denegatória do direito creditório pleiteado, assim como de não homologação da compensação formulada, cujo fundamento fático encontra-se confirmado na escrituração contábil-fiscal da pessoa jurídica trazida aos autos pelo Recorrente.
Numero da decisão: 3803-004.200
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003 INDÉBITO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. PROVA. Tem-se por acertada a decisão da autoridade administrativa denegatória do direito creditório pleiteado, assim como de não homologação da compensação formulada, cujo fundamento fático encontra-se confirmado na escrituração contábil-fiscal da pessoa jurídica trazida aos autos pelo Recorrente.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 28 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10880.955350/2008-66
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5286688
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 28 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-004.200
nome_arquivo_s : Decisao_10880955350200866.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10880955350200866_5286688.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
id : 5037219
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175330861056
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1743; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 107 1 106 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.955350/200866 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803004.200 – 3ª Turma Especial Sessão de 21 de maio de 2013 Matéria PIS RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente OSG TUNGALOY SULAMERICANA DE FERRAMENTAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003 INDÉBITO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. PROVA. Temse por acertada a decisão da autoridade administrativa denegatória do direito creditório pleiteado, assim como de não homologação da compensação formulada, cujo fundamento fático encontrase confirmado na escrituração contábilfiscal da pessoa jurídica trazida aos autos pelo Recorrente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 95 53 50 /2 00 8- 66 Fl. 107DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.955350/200866 Acórdão n.º 3803004.200 S3TE03 Fl. 108 2 Tratase de Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte em contraposição à decisão da DRJ São Paulo I/SP que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada em decorrência da não homologação da compensação pleiteada. O contribuinte havia transmitido Pedido de Restituição e Declaração de Compensação (PER/DCOMP) em 15 de setembro de 2004, referente a crédito decorrente de alegado pagamento a maior da contribuição para o PIS não cumulativo, período de apuração outubro de 2003, no valor de R$ 1.927,85, destinado a quitar débito de sua titularidade. Por meio de despacho decisório eletrônico, a repartição de origem não homologou a compensação, pelo fato de que o pagamento declarado no PER/DCOMP já havia sido integralmente utilizado na quitação de débitos do contribuinte. Cientificado da decisão, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e requereu o cancelamento do despacho decisório, alegando que, conforme constara da Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) Retificadora, apresentada em 19 de dezembro de 2006, o valor devido da contribuição no período seria de R$ 17.896,66, e não de R$ 25.597,38, valor este recolhido por meio de DARF, evidenciadose um crédito tributário de R$ 7.700,72. Segundo o então Manifestante, em 28 de outubro de 2008, após a ciência do despacho decisório, procedera à retificação da Declaração de Débitos e Créditos de Tributos Federais (DCTF) do período sob análise, em que se corrigiu o valor do débito, em conformidade com o apurado na DIPJ retificadora. Junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópias do despacho decisório, da DCTF retificadora e da DIPJ retificadora (fls. 11 a 18). A DRJ São Paulo I/SP não reconheceu o direito creditório, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/10/2003 Ementa: DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos cabais de prova quanto aos motivos determinantes das alterações nos débitos declarados originalmente por intermédio de DIPJ e de DCTF, não é suficiente para reformar a decisão não homologatória de compensação. DESPACHO DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE SALDO DISPONÍVEL. MOTIVAÇÃO. Motivada é a decisão que, por conta da vinculação total de pagamento a débito do próprio interessado, expressa a inexistência de direito creditório disponível para fins de compensação. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.955350/200866 Acórdão n.º 3803004.200 S3TE03 Fl. 109 3 SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO MANTIDO. O crédito tributário ora mantido permanecerá suspenso enquanto estiver presente qualquer das hipóteses previstas no art. 151 do CTN (Lei nº 5.172/66). Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Ressaltou o relator a quo que a DCTF retificadora fora apresentada após o despacho decisório, em desconformidade com os termos do art. 170 do Código Tributário Nacional (CTN), em que se estipula que a compensação de débitos tributários somente pode ser efetuada com créditos líquidos e certos, sendo a DCTF o instrumento hábil de confissão de dívida, suficiente à exigência do crédito tributário, conforme legislação de regência (art. 5.º do Decretolei nº 2.124, de1984, e Instruções Normativas da Receita Federal). Destacouse, também, que, nos termos do art. 16 do Decreto nº 70.235, de1972, o prazo para apresentação de provas documentais visando a esclarecer eventual equívoco ocorrido em ato da Administração finda na data da apresentação da Manifestação de Inconformidade, precluindo o direito de o contribuinte fazêlo em momento posterior. Irresignado, o contribuinte apresenta Recurso Voluntário, repete os elementos fáticos apontados na Manifestação de Inconformidade, transcreve excertos da doutrina e da jurisprudência administrativa e requer a anulação da decisão recorrida, com o deferimento do direito creditório e a consequente homologação da compensação pleiteada, ou, alternativamente, a conversão do julgamento em diligência à repartição de origem, como forma de se prestigiarem os princípios da oficialidade e da verdade material, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: a) a DIPJ é meio hábil para comprovar o correto valor do débito devido, tendo em vista que a Administração tributária, por meio de simples consulta a outras declarações apresentadas eletronicamente, como o Dacon, pode aferir as informações prestadas pelo sujeito passivo; b) em face dos princípios da legalidade objetiva e da verdade material, tem direito à apresentação de documentos após a manifestação de inconformidade, pois a Constituição Federal confere aos processos administrativos a função de prevenção de conflitos de interesses que envolvam a Administração Pública, conflitos esses que podem ser levados à apreciação do Poder Judiciário, denotando a natureza não contenciosa do processo administrativo; c) o processo administrativo se diferencia do processo judicial quanto à busca da verdade, sendo objeto do primeiro a verdade material, em que o julgador pode determinar outras investigações para apurar os fatos, e do segundo a verdade formal, verdade essa colhida dos fatos trazidos aos autos pelas partes envolvidas; d) a autoridade fiscal, no cumprimento de sua função, deve sempre agir de acordo com a lei, não lhe sendo deferido discricionariedade ou faculdade para agir de acordo com outros interesses que não o interesse público, dado que se submete ao princípio da legalidade objetiva; Fl. 109DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.955350/200866 Acórdão n.º 3803004.200 S3TE03 Fl. 110 4 e) em nenhum momento do processo, ventilouse quanto a uma possível ilegitimidade do direito creditório, controvertendose apenas quanto à suficiência da documentação carreada aos autos para comprovar o indébito, em razão do que tornase imprescindível a realização de diligência; f) no que tange aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, as obrigações acessórias (DCTF, Dacon, DIPJ etc.) são consideradas meio idôneo de prova, uma vez que são nas declarações que o contribuinte apura e informa o quanto devido. Junto ao Recurso Voluntário, o contribuinte traz aos autos mapa de apuração da contribuição e cópias do Dacon e de partes do Diário Geral, com seus termos de abertura e de encerramento (fls. 87 a 104). É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme se verifica do relatório supra, a compensação declarada por meio de PER/DCOMP não foi homologada pela repartição de origem pelo fato de que o crédito pleiteado já se encontrava vinculado a outro débito da titularidade do contribuinte, decisão essa mantida pela DRJ São Paulo I/SP, em razão da confirmação do fato apurado pela repartição de origem, assim como por ausência de provas adicionais que pudessem comprovar as alegações do então Manifestante. Para se contrapor às referidas decisões, o Recorrente trouxe aos autos cópias da DCTF retificadora, da DIPJ retificadora e do Dacon, mapa de apuração da contribuição e cópias de partes do Diário Geral, com seus termos de abertura e de encerramento, que, em seu entendimento, seriam bastantes para demonstrar o tributo devido no período sob comento, sendo que, no caso deste Colegiado entender de forma diversa, requer que se converta o julgamento em diligência à repartição de origem para se obterem documentos e informações adicionais. De pronto, destaquese que, inobstante o fato de o Recorrente ter trazido aos autos, na segunda instãncia, cópia de parte do Diário Geral, num movimento tendente a suprir a falta de prova documental atestada pelo julgador a quo, considerando o teor do referido livro, constatase que, ao invés de corroborar a tese do Recorrente, temse a confirmação do valor da contribuição devida no período que constou da DCTF original e que serviu de base à decisão tomada no despacho decisório. Às fls. 97 e 99 dos autos, constam provisões para o PIS nos montantes de R$ 25.477,22 e de R$ 226,94, valores esses que somados perfazem o montante de R$ 25.704,16, quantia essa superior à recolhida por meio de DARF (R$ 25.597,38), nos termos presentes no despacho decisório, não havendo, nas demais folhas da cópia parcial do Diário Geral, qualquer informação quanto a uma possível alteração ou estorno do valor da contribuição devida no período. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.955350/200866 Acórdão n.º 3803004.200 S3TE03 Fl. 111 5 Inexiste, ainda, qualquer elemento da escrituração contábilfiscal ou da documentação que a lastreia que pudesse demonstrar, ao menos, a base de cálculo da contribuição no período, sem o que não se vislumbra fundamento à contrariedade enfática externada pelo Recorrente. Mesmo considerando o princípio da verdade material, em que a apuração da verdade dos fatos pelo julgador administrativo vai além das provas trazidas aos autos pelo interessado, no presente caso, o elemento da escrituração trazido aos autos, conforme acima destacado, depõe contra o próprio Recorrente, sendo que as provas adicionais que porventura possam existir encontramse em seu poder, e uma vez que foi dele a iniciativa de instauração do presente processo, pois que relativo a um direito que ele alega ser detentor, não se vislumbra razão à desconsideração das provas presentes nos autos, com a pretensa preponderância do princípio da verdade material sobre os demais elementos normativos que regem o Processo Administrativo Fiscal (PAF). Nos processos administrativos originados de pleito do interessado, como o de pedidos de restituição e de declaração de compensação, “prevalece o princípio do dispositivo, de modo que a atividade probatória deve se desenvolver dentro dos limites do pedido formulado pelo contribuinte. O regime jurídico da prova nesta classe de processos administrativos tributários aproximase muito mais do regime jurídico da prova do processo civil, com as peculiaridades decorrentes do fato de que a prova é produzida e apreciada no âmbito administrativo” 1 O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal (DCTF e sistemas de arrecadação) no momento da prolação do despacho decisório, informações essas confirmadas na escrituração contábilfiscal trazida aos autos pelo interessado, não se vislumbrando a possibilidade de inversão do ônus da prova, como pretende o Recorrente ao requerer a realização de diligência junto à repartição de origem. Nos termos do art. 16 do Decreto n° 70.235/1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF), aplicável na discussão de processos envolvendo compensação tributária, cabe ao impugnante o ônus da prova de suas alegações contrapostas à decisão de não homologação baseada na DCTF e na base de dados de arrecadação. O referido art. 16 do PAF assim dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) – Grifei 1 BIANCHINI, Marcela Cheffer. O prazo para apresentação de provas no processo administrativo tributário e os princípios da verdade material e da ampla defesa. Brasília: ESAF, 2008, p. 25. (Disponível em: www.esaf.fazenda.gov.br/ esafsite/biblioteca/monografias/marcela_cheffer.pdf. Consulta realizada em 3 de setembro de 2012). Fl. 111DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.955350/200866 Acórdão n.º 3803004.200 S3TE03 Fl. 112 6 (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) O contribuinte, no momento da apresentação da Manifestação de Inconformidade, trouxe aos autos apenas cópias de documentos societários, do despacho decisório, da DCTF retificadora e da DIPJ retificadora, não se referindo a qualquer elemento de sua escrituração contábilfiscal que pudesse comprovar as suas alegações relativas ao indébito reclamado. No Recurso Voluntário, quando já havia sido alertado pelo julgador de primeira instância da necessidade de comprovação dos dados declarados, o contribuinte traz aos autos planilha por ele elaborada e cópia de parte do Diário Geral, sendo que esta, muito antes de amparar suas alegações, confirma os dados que serviram de base à prolação do despacho decisório. Nesse contexto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 112DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 13770.000827/2001-33
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3102-000.286
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Decidem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto do Relator.
(assinatura digital)
Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente
(assinatura digital)
Ricardo Paulo Rosa Relator
EDITADO EM: 26/09/2013
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento e Andréa Medrado Darzé.
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13770.000827/2001-33
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5303974
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3102-000.286
nome_arquivo_s : Decisao_13770000827200133.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : RICARDO PAULO ROSA
nome_arquivo_pdf_s : 13770000827200133_5303974.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Decidem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto do Relator. (assinatura digital) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Relator EDITADO EM: 26/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento e Andréa Medrado Darzé.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
id : 5149910
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175347638272
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1906; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 2 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13770.000827/200133 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3102000.286 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 21 de agosto de 2013 Assunto Pedido de Ressarcimento Crédito Presumido do IPI Recorrente COMPANHIA SIDERÚRGICA DE TUBARÃO Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Decidem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto do Relator. (assinatura digital) Luis Marcelo Guerra de Castro – Presidente (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa – Relator EDITADO EM: 26/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento e Andréa Medrado Darzé. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o Relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Trata o presente processo de PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI (fls. 01/04), no montante de R$6.465.810,00, relativo ao 2º trimestre do anocalendário de 2001, formulado com base na Portaria MF nº 38, de 1997. Ao ressarcimento, vincularamse as DECLARAÇÕES DE COMPENSAÇÃO de fl. 67/69, que são retificações daquelas apresentadas às fls. 05/07 (nos documentos originais as datas de vencimento estavam incorretas). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 37 70 .0 00 82 7/ 20 01 -3 3 Fl. 744DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 31/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13770.000827/200133 Resolução nº 3102000.286 S3C1T2 Fl. 3 2 Da análise do presente pleito na Delegacia de origem, resultou às fls. 146/157, o deferimento do saldo credor pleiteado, tendo sido concedido ao contribuinte o montante de R$6.465.810,00 solicitados que, entretanto, não foram suficientes para extinguir os créditos tributários indicados nas Declarações de Compensação, pois a eles foram acrescidos multa e juros de mora. Embora integral o deferimento do incentivo, os cálculos do contribuinte foram refeitos de forma a reduzilo relativamente à sua base de cálculo. Nesse aspecto, alguns trechos do Parecer SEFIS Nº 46/2006, às fls. 146/156, que serviu de sustentáculo ao Despacho Decisório de fl. 157 são esclarecedores, motivo por que serão a seguir reproduzidos: Por amostragem foram conferidos os valores da Receita de Exportação e da Receita Bruta apresentada pelo contribuinte, assim como a apuração do Custo de materiais consumidos no longo processo de fabricação de placas de aço, estando corretas ambas as apurações feitas pelo contribuinte. Entretanto apesar da correta apuração dos valores e da precisa medição do consumo de materiais pela empresa, os fiscais signatários constataram a inclusão de insumos que, por sua forma de utilização no processo produtivo, não se enquadram no conceito de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, nos moldes do Parecer Normativo CST n°. 65/79, o que ocasionou uma diferença de R$3.712.788,12 (três milhões, setecentos e doze mil, setecentos e oitenta e oito reais e doze centavos), em relação aos valores apurados pela requerente, conforme demonstrativos infraacostados, para o 2.° trimestre de 2001 (vide Demonstrativo fls. 136 a 138). Todavia, considerando que o valor requerido (fls. 01) era inferior ao valor escriturado (vide fls. 10 verso, 13 verso e 16 verso), e este, por seu turno, inferior ao apurado pela Fiscalização (fls. 142 a 144), opinouse pelo reconhecimento integral do crédito e a homologação das compensações perpetradas, até o limite do crédito, no montante de R$6.465.810,00 (seis milhões quatrocentos e sessenta e cinco mil e oitocentos e dez reais), com a ressalva dos ajustes porventura necessários na escrituração fiscal. (grifos acrescidos) [...]Isto posto, considerando as informações prestadas pelo contribuinte acerca da forma de utilização dos insumos (fls. 114 a 123), com as visitas técnicas realizada ao parque fabril da requerente durante a fiscalização (fls. 125 a 127), bem como, a orientação do Parecer n°. 99/99, de 23/11/99, emitido pela Divisão de Tributação da Superintendência Regional da Receita Federal – 7ª RF, glosamos a parte dos valores relativos aos insumos que não se enquadram nas condições de matériaprima, produto intermediário e materiais de embalagem, a saber: água, energia elétrica, óleo de lavagem de naftaleno, soda cáustica e dióxido de carbono. Inconformado, o contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 191/199 (Volume I) e 202/210 (Volume II), para alegar: A) quanto à apuração do crédito presumido, a necessidade de reconsiderar a glosa de R$173.874,56, equivalente à glosa de aquisição de água, energia elétrica, óleo de lavagem de naftaleno, soda cáustica e dióxido de carbono. No tocante à energia elétrica e aos combustíveis, aduz que a legislação específica (Leis nos 10637, de 2002, e 10.833, de 2003) os admite como insumos, o que torna patente a legitimidade dos créditos. Este é também o entendimento do Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais, expresso nos acórdão 20174327 (21/03/2001), 0201158 (DOU 06/08/2003) e 0201192 (12/05/2003). Quanto aos demais insumos (água, soda cáustica, dióxido de carbono), foi apenas admitido o crédito relativo à água bruta utilizada na coqueria, na sinterização, nos Fl. 745DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 31/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13770.000827/200133 Resolução nº 3102000.286 S3C1T2 Fl. 4 3 lingotamentos contínuos I e II, no condicionamento e na calcinação, áreas onde existe o contato direto do insumo com as diversas etapas do aço na sua fabricação. Todos esses insumos integram o conceito de produto intermediário, na medida em que representam insumos consumidos no processo industrial, essencial e indissociável da produção, conforme descrito no art. 164, I, do RIPI; B) com relação à nãohomologação integral das compensações declaradas: 1) que os débitos da Cofins foram relacionados nas Declarações de Compensação já com o acréscimo dos juros Selic e não pelos seus valores originários; 2) que a multa de mora foi indevida, pois a interessada estava resguardada por medida liminar concedida no Mandado de Segurança nº 99.00013751, impetrado contra a cobrança da Cofins nos moldes da Lei nº 9.718, de 1998, e quando expedida a sentença de mérito de fls. 31/35, concedendolhe parcialmente a segurança, dentro dos 30 (trinta) dias previstos no §2º do artigo 63 da Lei nº 9.430, de 27/12/1996, apresentou à Receita Federal as respectivas Declarações para compensar os débitos da Cofins sub judice. 3) a suspensão da exigibilidade dos débitos não extintos pela compensação. Para solucionar as demandas apresentadas pelo contribuinte, referentes aos itens (1B) e (2B) acima, fezse necessário o retorno dos autos à Delegacia de origem. Por intermédio do expediente de fls. 279/280, os autos foram remetidos à DRF/VIT/ES, para que fossem providenciados: a) a Certidão de Objeto e Pé relativa ao Mandado de Segurança nº 99.00013751 para se pudesse concluir sobre a procedência ou não da aplicação de multa de mora na elaboração dos cálculos de compensação realizados na DRF em Vitória; b) a conferência dos reais débitos do contribuinte concernentes à disputa judicial, a fim de aferir as informações por ele prestadas na manifestação de inconformidade e também às fls. 01/03 sobre a cumulação de juros Selic nos cálculos da compensação, realizados às fls. 168/175; c) atendidos os itens (a) e (b), caso se confirmassem quaisquer das indagações referentes a esses itens, que se elaborasse um novo demonstrativo de compensação para subsidiar a análise da manifestação de inconformidade. Feita análise da petição encaminhada pelo presidente da 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora, DRJ/JFA/MG (fls. 279/280), demonstrada e relatada às fls.281/399 (Vol. II) e 402/478 (Vol. III), os autos foram remetidos, em 28/09/2009, diretamente à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto, SP, DRJ/RPO/SP (fl. 489), pois à época o estabelecimento situavase no município de São Paulo. A DRJ/RPO, com fulcro no Anexo Único da Portaria RFB nº 844, de 09/06/2008, recusouse a analisar a manifestação de inconformidade, sob a justificativa de que não detinha a competência para tanto. O processo foi então devolvido à DRJ/JFA/MG, para prosseguimento. Não bastassem as justificativas legais para tal posicionamento, por exemplo, a análise do processo terse iniciado na DRJ/JFA/MG, a incompetência da DRJ/RPO se fortalece mediante verificação de que, à vista do extrato do sistema CNPJ, à fl. 490, o estabelecimento interessado se localiza atualmente em Vitória, ES. Fl. 746DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 31/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13770.000827/200133 Resolução nº 3102000.286 S3C1T2 Fl. 5 4 Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001 VALOR CALCULADO E DEFERIDO CONFORME SOLICITAÇÃO DO INTERESSADO. INEXISTÊNCIA DE LITÍGIO. Os meandros dos cálculos realizados pela fiscalização e pelo contribuinte deixam de ser relevantes, quando nenhuma modificação ou afirmação de entendimento pode alterar o que já foi deferido (legitimado), tendo em vista que o crédito presumido a que faz jus o contribuinte é o que foi registrado na sua escrita fiscal e a parcela a que faz jus como ressarcimento é aquela requerida no pedido de ressarcimento (art. 21, §3º, inc. II, e §4º, inc. I, da IN RFB nº 900, de 2008). Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001 1) MULTA DE MORA. COBRANÇA INDEVIDA. Nos termos do §2º do art. 63 da Lei nº 9.430, de 1996, é indevida a cobrança da multa de mora sobre tributo ou contribuição, antes suspenso por medida liminar, quando o contribuinte declara à Receita Federal do Brasil a respectiva compensação, no prazo de 30 (trinta) dias, após a data da publicação da decisão judicial que considera devido o tributo ou contribuição. 2) DILIGÊNCIA. APURAÇÃO FISCAL. COMPROVAÇÃO PARCIAL DAS AFIRMAÇÕES DO CONTRIBUINTE. Reconhecese parcialmente as razões alegadas pelo contribuinte quando, diante dos trabalhos de diligência, somente parte de suas afirmações é confirmada. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a empresa apresenta Recurso Voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Conforme informa, apurou Crédito Presumido do IPI correspondente ao 2º trimestre do anocalendário de 2001 no montante de R$ 7.911.778,54. Revisando a escrita fiscal do contribuinte, a Fiscalização Federal glosou determinados insumos, reconhecendo o direito a um Crédito inferior ao apurado pela empresa, no total de R$ 7.737.903,98. Embora isso, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento, equivocadamente, “somente deferiu o ressarcimento e conseqüente compensação no valor de R$ 6.465.810,00, por ser esta quantia objeto do Pedido de Ressarcimento da Recorrente [...]”. Considera, outrossim, equivocada a glosa de determinados insumos, fundamentada na Portaria MF 38/97 e IN SRF 023/97. Assevera que todos os produtos glosados são utilizados e consumidos no processo de produção da empresa, ainda que não integrem o produto final, condição contemplada no artigo 164, I, do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados. Acusa duplicidade de incidência dos juros moratórios sobre o valor da dívida. Em seus cálculos, a Fiscalização partiu do valor já acrescido de SELIC até setembro/2001 (última coluna da planilha acima), sobre ele aplicando multa de 20% e novamente a SELIC (do vencimento até setembro/2001): Adiante, que a Delegacia da Receita Federal de Julgamento extrapolou sua competência, julgando além das questões suscitadas na Manifestação de Conformidade, Fl. 747DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 31/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13770.000827/200133 Resolução nº 3102000.286 S3C1T2 Fl. 6 5 interposta apenas “contra o não reconhecimento do seu direito creditório ou a não homologação da compensação decorrente dessa análise do crédito [...].Segundo a DRJ, a existência de saldo devedor seria inequívoca na medida em que os valores de COFINS declarados pela Recorrente em seu pedido de restituição/compensação seriam inferiores aos realmente devidos no período em questão. Ou seja, a DRJ concluiu pela manutenção da existência de um saldo devedor no presente processo, trazendo um novo fundamento para majoração dos débitos compensados. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do Recurso Voluntário. A Recorrente alega em sede de Recurso Voluntário que a Delegacia da Receita Federal de Julgamento não se manifestou a respeito da incidência em duplicidade dos juros de mora sobre do crédito tributário declarado nas Declarações de Compensação controvertidas no Processo. À folha 198 é possível confirmar que o assunto já havia sido objeto de contestação na impugnação ao lançamento fiscal. Por outro lado, da leitura da decisão de primeira instância, vêse que a matéria foi contemplada. É o que se depreende do teor do Voto, folhas 501, nos seguintes termos. Prossigo com o exame dos demais pontos abordados pelo manifestante. Sobre a efetivação das compensações declaradas, o contribuinte alegou duas razões de defesa: a) a sobreposição da taxa Selic, pois nos valores relacionados nos Pedidos de Compensação de fls. 67/69 já estava incluída a taxa selic devida pelo atraso no recolhimento do tributo e (...) Para solucionar estas questões o processo foi remetido à DRF/VIT com pedido de diligência, já descrita, que foi relatada, às 472/478, trazendo como pontos fundamentais para o presente voto os seguintes trechos: (...) A partir daí, o i. Julgador de piso segue fazendo remissão e transcrevendo parte do criterioso trabalho desenvolvido pela Fiscalização Federal, com o qual terseiam esclarecido as diferenças contestadas pela empresa. A Decisão de piso adota a fundamentação do AuditorFiscal. Diante das informações trazidas aos autos pelo auditor fiscal, responsável pela diligência solicitada pela DRJ/JFA/MG, da clareza e minúcia de apuração por ele realizada, resta apenas dar cumprimento as constatações relatadas. Fl. 748DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 31/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13770.000827/200133 Resolução nº 3102000.286 S3C1T2 Fl. 7 6 Como consta (folha 502), em atendimento à diligência demandada pela Delegacia, o AuditorFiscal designado, com base na verificação dos registros contábeis e dos demonstrativos elaborados pela contribuinte, produziu dez demonstrativos. Esses demonstrativos estão divididos em dois grupos, quais sejam, os Demonstrativos de Diferenças Apuradas (as vezes, simplesmente, para determinados períodos, as vezes referindose ao cálculo das variações monetárias ativas, outras vezes ao cálculo das receitas financeiras) e os Demonstrativos de Valores Discutidos, uns baseados nas apurações do contribuinte outros nas apurações da Fiscalização. Uma vez que não tivesse encontrado nas considerações do Voto uma manifestação direta sobre a incidência em duplicidade dos juros de mora, fui ao Termo e aos Demonstrativos lavrados pela Fiscalização, no intento de esclarecer em qual deles teria sido demonstrada a improcedência das alegações de defesa. Não obtive êxito. De todos os dados apresentados nas tabelas que instruem a diligência e dos esclarecimentos prestados, não encontrei uma informação que me assegurasse de não ter ocorrido a sobreposição da Taxa Selic tal como acusa a Recorrente. Assim, não vejo outra alternativa se não a de converter o julgamento em diligência, com o único objetivo de que o AuditorFiscal responsável pela Informação Fiscal de folhas 325 a 336 ateste a inocorrência da incidência em duplicidade da Taxa Selic, indique a tabela na qual isso está demonstrado ou apresente demonstração e comprovação do fato. Abrase prazo de dez dias para manifestação da Recorrente. Depois retorne para decisão final. É como VOTO. Sala de Sessões, 21 de agosto de 2013. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Relator Fl. 749DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 31/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por RICARDO PAULO ROSA
score : 1.0
Numero do processo: 13808.002904/2001-15
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Oct 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1995, 1996
NULIDADE - CARÊNCIA DE FUNDAMENTO LEGAL - INEXISTÊNCIA
As hipóteses de nulidade do procedimento são as elencadas no artigo 59 do Decreto 70.235, de 1972, não havendo que se falar em nulidade por outras razões, ainda mais quando o fundamento argüido pelo contribuinte a título de preliminar se confundir com o próprio mérito da questão.
ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO.
Constitui-se rendimento tributável o valor correspondente ao acréscimo patrimonial não justificado pelos rendimentos tributáveis declarados, não tributáveis, isentos, tributados exclusivamente na fonte ou de tributação definitiva.
ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. GASTOS E/OU APLICAÇÕES INCOMPATÍVEIS COM A RENDA DECLARADA - FLUXO FINANCEIRO. BASE DE CALCULO APURAÇÃO MENSAL - ÔNUS DA PROVA
O fluxo financeiro de origens e aplicações de recursos será apurado, mensalmente, considerando-se todos os ingressos e dispêndios realizados no mês, pelo contribuinte. A lei autoriza a presunção de omissão de rendimentos, desde que a autoridade lançadora comprove gastos e/ou aplicações incompatíveis com a renda declarada disponível (tributada, não tributada ou tributada exclusivamente na fonte).
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2202-002.363
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de calculo do lançamento, no ano-calendário de 1995, o valor de R$ 3.000.000,00, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Pedro Paulo Pereira Barbosa Presidente
(Assinado digitalmente)
Antonio Lopo Martinez Relator
Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza (suplente convocado), Jimir Doniak Junior (suplente convocado), Antonio Lopo Martinez, Fabio Brun Goldschmidt e Pedro Paulo Pereira Barbosa.
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1995, 1996 NULIDADE - CARÊNCIA DE FUNDAMENTO LEGAL - INEXISTÊNCIA As hipóteses de nulidade do procedimento são as elencadas no artigo 59 do Decreto 70.235, de 1972, não havendo que se falar em nulidade por outras razões, ainda mais quando o fundamento argüido pelo contribuinte a título de preliminar se confundir com o próprio mérito da questão. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. Constitui-se rendimento tributável o valor correspondente ao acréscimo patrimonial não justificado pelos rendimentos tributáveis declarados, não tributáveis, isentos, tributados exclusivamente na fonte ou de tributação definitiva. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. GASTOS E/OU APLICAÇÕES INCOMPATÍVEIS COM A RENDA DECLARADA - FLUXO FINANCEIRO. BASE DE CALCULO APURAÇÃO MENSAL - ÔNUS DA PROVA O fluxo financeiro de origens e aplicações de recursos será apurado, mensalmente, considerando-se todos os ingressos e dispêndios realizados no mês, pelo contribuinte. A lei autoriza a presunção de omissão de rendimentos, desde que a autoridade lançadora comprove gastos e/ou aplicações incompatíveis com a renda declarada disponível (tributada, não tributada ou tributada exclusivamente na fonte). Recurso provido em parte.
turma_s : Quarta Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 11 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13808.002904/2001-15
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5298349
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2202-002.363
nome_arquivo_s : Decisao_13808002904200115.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ANTONIO LOPO MARTINEZ
nome_arquivo_pdf_s : 13808002904200115_5298349.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de calculo do lançamento, no ano-calendário de 1995, o valor de R$ 3.000.000,00, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Pedro Paulo Pereira Barbosa Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza (suplente convocado), Jimir Doniak Junior (suplente convocado), Antonio Lopo Martinez, Fabio Brun Goldschmidt e Pedro Paulo Pereira Barbosa.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
id : 5108947
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175358124032
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2082; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 2 1 1 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13808.002904/200115 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202002.363 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 16 de julho de 2013 Matéria IRPF Recorrente NICOLAU AUM JÚNIOR Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1995, 1996 NULIDADE CARÊNCIA DE FUNDAMENTO LEGAL INEXISTÊNCIA As hipóteses de nulidade do procedimento são as elencadas no artigo 59 do Decreto 70.235, de 1972, não havendo que se falar em nulidade por outras razões, ainda mais quando o fundamento argüido pelo contribuinte a título de preliminar se confundir com o próprio mérito da questão. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. Constituise rendimento tributável o valor correspondente ao acréscimo patrimonial não justificado pelos rendimentos tributáveis declarados, não tributáveis, isentos, tributados exclusivamente na fonte ou de tributação definitiva. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. GASTOS E/OU APLICAÇÕES INCOMPATÍVEIS COM A RENDA DECLARADA FLUXO FINANCEIRO. BASE DE CALCULO APURAÇÃO MENSAL ÔNUS DA PROVA O fluxo financeiro de origens e aplicações de recursos será apurado, mensalmente, considerandose todos os ingressos e dispêndios realizados no mês, pelo contribuinte. A lei autoriza a presunção de omissão de rendimentos, desde que a autoridade lançadora comprove gastos e/ou aplicações incompatíveis com a renda declarada disponível (tributada, não tributada ou tributada exclusivamente na fonte). Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 8. 00 29 04 /2 00 1- 15 Fl. 277DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 07/10/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de calculo do lançamento, no ano calendário de 1995, o valor de R$ 3.000.000,00, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Pedro Paulo Pereira Barbosa – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza (suplente convocado), Jimir Doniak Junior (suplente convocado), Antonio Lopo Martinez, Fabio Brun Goldschmidt e Pedro Paulo Pereira Barbosa. Fl. 278DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 07/10/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 13808.002904/200115 Acórdão n.º 2202002.363 S2C2T2 Fl. 3 3 Relatório Em desfavor do contribuinte, NICOLAU AUM JÚNIOR, foi lavrado o auto de infração de fls.33/35, acompanhado dos demonstrativos de fls.36/37 e do Termo de Verificação Fiscal de fls. 29/32, relativo ao imposto sobre a renda de pessoas físicas, anos calendário 1995 e 1998, em decorrência de ação fiscal que teve por objeto o exame do cumprimento das obrigações tributárias relativas ao período de 1995 a 1998(fl.01). Das verificações realizadas resultou a apuração do crédito tributário no valor total de R$ 4.863.875,22 (quatro milhões, oitocentos e sessenta e três mil, oitocentos e setenta e cinco reais e vinte e dois centavos). O crédito tributário constituído decorreu da constatação de irregularidades assim descritas no referido auto: ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO “Omissão de rendimentos tendo em vista a variação patrimonial a descoberto, onde verificouse excesso de aplicações sobre origens, não respaldado por rendimentos declarados/comprovados, conforme demonstrado em demonstrativo mensal de evolução patrimonial anexo. OMISSÃO DE GANHOS DE CAPITAL NA ALIENAÇÃO DE BENS E DIREITOS “Omissão de ganhos de capital obtidos na alienação de bens e direitos, conforme Demonstrativo de Apuração de Ganhos de Capital anexo.” No Termo de Verificação Fiscal (fls.31/32), a auditora fiscal dá conta dos seguintes fatos: o contribuinte foi selecionado para diligência e fiscalização em virtude de ofício da PSFN de Sorocaba nº PSFN/SOR181/00, datado de 20/06/2000, onde foi sinalizada a existência de cessão de direitos creditórios de TDA pelo contribuinte à empresa Metalur Ltda; analisadas as DIRPF do contribuinte para os exercícios de 1995 a 2000, constatouse que o mesmo somente apresentou em 16/12/1999, declarações a partir do exercício de 1995, em virtude do PAR Programa de AutoRegularização Fiscal; tendo sido, ainda, sinalizado pelo Sistema IRPF/CONS que o mesmo não apresentou declarações para os exercícios de 1992 a 1994; da DIRPF/95 em diante verificouse o aparecimento do valor de R$5.000.000,00 (cinco milhões de reais) declarados como valor em espécie em poder do contribuinte que, intimado a comprovar a origem de tais recursos, limitouse a declara tratar se de valores acumulados desde 1967 e que teriam sido declarados desde então. Fato esse não comprovado pelo sistema IRPF/CONS acima citado; assim sendo, levantouse um demonstrativo da evolução patrimonial do contribuinte, obtendose um acréscimo patrimonial a descoberto no valor de R$4.999.266,38, para o mês de janeiro de 1995; Fl. 279DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 07/10/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 pesquisouse alguns cartórios e obtevese a informação de que os Títulos da Dívida Agrária foram adquiridos pelo contribuinte na quantidade de 19.000 (dezenove mil), em 26/05/1997 pelo valor simbólico de R$20.000,00 (vinte mil reais) e cedidas na quantidade de 1.045 (hum mil e quarenta e cinco) em 27/05/1998 pelo valor de R$2.350.000,00 (dois milhões, trezentos e cinqüenta mil reais). Com esses dados, apurouse o valor de aquisição para a quantidade alienada e apurouse um ganho de capital de R$2.348.900,00 (dois milhões, trezentos e quarenta e oito mil e novecentos reais). Essa transação enquadrase como alienação de título da dívida agrária em poder de terceiros, conforma Parecer CS27/91 da Consultoria Geral da República (DO 26/02/91), portanto não abrangida pela isenção do art. 777, VIII do Dec. 3000, de 26/03/99, corroborado pela RE 169.628 DF de 28.09.99. Dessa forma, tributouse o ganho de capital à alíquota de 20%, conforme Lei 9.532/97, art. 35 e IN/SRF 96/97, art. 2º, que define a tributação das aplicações de renda fixa, caso das TDA. Cientificado em 26/07/2001, em 17/08/2001, o contribuinte apresentou a impugnação de fls.52/63, aduzindo, em síntese, o que se segue: PRELIMINARES Argúi a nulidade do lançamento por ter sido efetuado sem observância dos princípios da igualdade, do contraditório e da ampla defesa, dos motivos determinantes da notificação e, ainda, desvio de finalidade do ato administrativo; Alega, ainda, que o crédito referente ao “acréscimo patrimonial a descoberto está fulminado pela Prescrição, uma vez que o fato gerador imputado vem ocorrendo desde o ano de 1967, conforme declarações devidamente explicitadas pelo Requerente. MÉRITO Relativamente ao acréscimo patrimonial a descoberto sustenta que não ocorreu a omissão de rendimentos alegada e não provada pelo fisco, visto que, conforme já esclarecido no curso da ação fiscal, a origem dos recursos perquiridos pela auditora fiscal estaria em informes de rendas passados, tratandose de valores acumulados desde 1967. Traz à colação declarações de ajuste desde o ano de 1994; A argüição de omissão de rendimentos deve ser provada pelo Fisco, não valendo como matéria fiscal a simples presunção; Em relação à omissão de ganhos de capital na alienação de bens e direitos, afirma que o Termo de Verificação Fiscal é controverso e frágil, tendente ao desvio de finalidade do ato administrativo; Alega que em nenhum momento comprou Títulos da Dívida Agrária, pois, conforme faz prova a escritura de cessão e transferência de crédito anexada à impugnação, recebeu os direitos e obrigações de 100,00 hectares de terras, objeto de litígio em Ação de Desapropriação movida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, os quais tramitam perante a Justiça Federal do Estado do Paraná. Em 28 de setembro de 2006, os membros da 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo II proferiram Acórdão que, por unanimidade de Fl. 280DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 07/10/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 13808.002904/200115 Acórdão n.º 2202002.363 S2C2T2 Fl. 4 5 votos, rejeitou as preliminares, e considerou procedente o lançamento, nos termos da Ementa a seguir transcrita. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Anocalendário: 1995, 1998 PRELIMINAR. NULIDADE. Tendo o auto de infração sido lavrado por servidor competente, com estrita observância das normas reguladoras da atividade de lançamento e, existentes no instrumento os elementos necessários para que o contribuinte exerça o direito do contraditório e da ampla defesa, assegurado pela Constituição Federal, afastamse as preliminares de nulidade argüidas. PRELIMINAR. DECADÊNCIA. Tratandose de lançamento ex officio, a regra aplicável na contagem do prazo decadencial é a estatuída pelo art. 173, I, do Código Tributário Nacional, iniciandose o prazo decadencial no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO O acréscimo patrimonial não justificado pelos rendimentos tributáveis, não tributáveis ou isentos e tributados exclusivamente na fonte só é elidido mediante a apresentação de documentação hábil que não deixe margem a dúvida. Valores de dinheiro em espécie não declarados tempestivamente não podem ser aceitos para acobertar acréscimos patrimoniais, salvo prova inconteste de sua existência . GANHO DE CAPITAL ALIENAÇÃO DE TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA TDA Transação realizada por terceiro possuidor de TDA's não está isenta de impostos. A isenção prevista na Constituição Federal é para as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária e visa, apenas, a proteção do proprietário do imóvel expropriado. Lançamento Procedente. Cientificado em 14/02/2007, o contribuinte, se mostrando irresignado, apresentou, em 08/03/2007, o Recurso Voluntário, de fls. 150/158, reiterando as razões da sua impugnação, às quais já foram devidamente explicitadas do presente relatório. Em 05/02/2009, os membros desta Câmara resolveram por unanimidade de votos, acolher a preliminar de decadência relativa ao ano calendário de 1995 e no mérito negar provimento ao recurso. Cientificada do acórdão em 11/03/2010, a Fazenda Nacional interpôs, em 12/03/2010, o Recurso Especial de fls. 171 a 188, visando rediscutir a questão da decadência. Ao Recurso Especial foi dado seguimento, conforme Despacho 220200.013, de 15/04/2010 (fls. 189 a 191). Em seu Recurso Especial, a Fazenda Nacional apresenta os seguinte questionamento sobre os reconhecimento da decadência em 1995. Em 06/03/2013, a CSRF (Câmara Superior de Recurso Fiscais), por unanimidade de votos, decidem em dar provimento ao recurso especial, com retorno dos autos à Câmara de origem, para análise das demais trazidas no recurso voluntário questões trazidas no recurso voluntário. É o relatório. Fl. 281DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 07/10/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 6 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator Esta câmara já se pronunciou sobre o lançamento do ano calendário de 1998, mediante o acórdão 10423720 de 05/02/2009. Por força da decisão da CSRF, cabe agora apreciar o lançamento no que toca a matéria que não teria sido apreciada naquele acórdão no que toca ao acréscimo patrimonial a descoberto, Item 01 do auto de infração. Cabe registrar que na omissão rendimentos caracterizada por acréscimo patrimonial a descoberto, o meio utilizado, no caso, para provar a omissão de rendimentos é a presunção. É o meio de prova admitido em Direito Civil, consoante estabelecem os arts. 136, V, do Código Civil (Lei nº 3.071, de 01/01/1916) e 332 do Código de Processo Civil (Lei nº 5.869, de 11/01/1973), e é também reconhecido no Processo Administrativo Fiscal e no Direito Tributário, conforme art. 29 do Decreto nº 70.235, de 06/03/1972, e art. 148 do CTN. Tendo sido evidenciado pelo fisco a aquisição de bens e/ou aplicações de recursos, cabe ao contribuinte a prova da origem dos recursos utilizados. Isto é, a prova ex ante, de iniciativa do Fisco, redundará no ônus da contraprova pelo contribuinte. A Lei nº 7.713/88 estabeleceu uma presunção legal ao definir que os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados constituem rendimentos omitidos e, portanto, sujeitos à tributação. De modo geral, toda presunção é a aceitação como verdadeiro de um fato provável. Na maioria das vezes, a presunção é simples ou relativa (praesumptio iuris tantum) e seu efeito é a inversão do ônus da prova, cabendo à parte interessada a produção de prova contrária para afastar o presumido. É o que ocorre no presente caso. A presunção legal aqui enfocada é relativa, impondo ao agente público o lançamento de ofício do imposto correspondente sempre que o contribuinte não justifique, por meio de documentação hábil e idônea, o acréscimo patrimonial a descoberto. Deste modo deve a recorrente evidenciar a origem de recursos que possibilitem cobrir as aplicações apontadas. No caso concreto, a recorrente não logrou apresentar uma documentação que possibilite demonstrar de modo claro, como obteve os recurso para formalizar a realização de dispêndio tão expressivos. A autoridade recorrida ao apreciar a matéria apresentou o seguinte arrazoado: Alega o impugnante que a origem dos recursos declarados como importância em seu poder na data de 31/12/1994, no montante de R$5.000.000,00, estaria em informes de rendas passados, tratandose de valores acumulados desde 1967. Acrescenta, ainda, que a omissão de' rendimentos deve ser provada pelo Fisco, não valendo como matéria fiscal a simples presunção. A matéria relativa ao ônus da prova já foi discutida preliminarmente, razão pela qual, abstenhome de analisála neste passo. Contudo, algumas considerações sobre o procedimento levado a efeito para apuração do acréscimo patrimonial a descoberto merecem ser tecidas. É função da declaração de bens, que faz parte integrante da declaração de rendimentos (Lei 4.069/1962, art .51), possibilitar ao Fisco o controle dos rendimentos por meio da análise da evolução patrimonial, que é um procedimento previsto em lei (artigo 52 da Lei n° 4.069/1962). Ao perquirir a origem dos recursos que propiciaram uma alteração patrimonial revelada pela declaração de bens (Lei 4.069/1962, art.51, §1°), o Fisco Fl. 282DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 07/10/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 13808.002904/200115 Acórdão n.º 2202002.363 S2C2T2 Fl. 5 7 exerce um direito assegurado pelo artigo 806 do Decreto 3.000, de 26/03/1999 (Regulamento do Imposto de Renda 1999), que diz: "Art.806. A autoridade fiscal poderá exigir do contribuinte os esclarecimentos que julgar necessários acerca da origem dos recursos e do destino dos dispêndios ou aplicações, sempre que as alterações declaradas importarem em aumento ou diminuição do patrimônio (lei n°4.069/62, art.51, § 1°)." Resta claro, portanto, que o contribuinte está sujeito a comprovar, mediante documentos e esclarecimentos, as origens de recursos declaradas e as alterações ocorridas em seu patrimônio, sempre que intimado a fazêlo. Notese que a prova na impugnação é um ônus. Reproduzindo as palavras de Antonio da Silva Cabral ( in Processo Administrativo Fiscal, Ed. Saraiva, 1993, pag.302), "a prova não é um dever porque o dever supõe sempre a relação entre dois pólos(..). Já no caso do ônus, a relação juridica é do sujeito para si mesmo (.). Quando se fala em ônus é porque o próprio interessado escolhe entre suportar o peso da prova ou não ter a tutela do seu interesse. Por outro lado, se a parte não provar não se segue que os fatos por ela mencionados não sejam verdadeiros. Seguese, apenas, que esses fatos não gozam de liquidez (.). Se não há dever, pode o interessado apresentar prova ou não da existência de determinado fato. (.). Se o interessado em que determinado fato seja levado ern consideração não se preocupa em provar a existência deste fato, correrá o risco de não telo apreciado, ou de não aproveitar uma prova que viria em seu favor." No caso, o contribuinte foi intimado a informar/comprovar a origem da importância de R$5.000.000,00 constante da Declaração do Imposto de Renda do exercício de 1996,, ano calendário de 1995, nada apresentando durante a fase de fiscalização, limitandose a alegar, conforme se depreende da declaração por ele prestada no documento de f1.27. Ao apreciar as provas evidenciadas, assim se pronuncia a autoridade recorrida: Portanto, o procedimento é legitimo, cabendo ao contribuinte, a partir de então, comprovar que não ocorreu a omissão de rendimentos apontada pelo Fisco. Na fase litigiosa, o interessado repete a alegação apresentada na fase fiscalizatória, trazendo à colação cópias das declarações de ajuste relativas aos exercícios de 1995 a 2001, acompanhadas dos respectivos recibos de entrega. Tais documentos não tam o condão de comprovar a origem dos recursos perquiridos. A declaração do exercício de 1995 não exime o contribuinte de apresentar a prova da origem dos recursos. Em primeiro lugar, por ter sido apresentada intempestivamente, na data de 16/12/1999,juntamente com as declarações relativas aos exercícios de 1996, 1997, 1998 e 1999. Observese que nessa declaração, à f1.71, o contribuinte fez constar como dinheiro em seu poder, na data de 31/12/1993, o Fl. 283DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 07/10/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 8 valor de 7.388.798,58 UF1R, os quais, convertidos para Reais, resultam no montante de R$5.000.000,00. Ora, a posse desse valor, por si só, na data de 31/12/1993, obrigaria o contribuinte a apresentar a declaração de ajuste anual relativa ao exercício de 1994, o que não foi feito, conforme se constata pelo extrato do sistema IRPF/CONS de f1.23. Assim, permanece incomprovada a origem dos recursos do montante de R$5.000.000,00, não assistindo razão ao impugnante, na medida em que nenhuma prova hábil da origem ou Mesmo da existência dos recursos foi carreada aos autos, limitandose ele a argumentar. Não se identifica nos autos qualquer elemento que no geral afaste o entendimento expresso pela DRJ, de modo que o acompanho no que toca ao acréscimo patrimonial a descoberto. Inobstante a reflexão correta por parte da autoridade recorrida. a revisão do quadro demonstrativo evidencia que a fiscalização teria classificado como aplicação de recurso o valor de R$ 3.000.000,00 de dinheiro em espécie em poder do declarante. Nesse ponto parece que a fiscalização inadvertidamente incorreu em falha. É incompatível no contexto do quadro de origem e aplicações, entender como aplicação o montante em recursos disponíveis em espécie no início do ano. Pessoalmente, entendo que caberia a autoridade lançadora demonstrado individualizadamente gastos/aplicações incompatíveis com os recursos/origens declarados. Atribuindo ao recorrente o papel de demonstrar a efetiva disponibilidade dos recursos/origens para permitir possuir os R$ 3000.000,00 que alega que possuiria no ano calendário objeto do laçamento. Ante ao exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de calculo do lançamento, no anocalendário de 1995, o valor de R$ 3.000.000,00. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 284DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 07/10/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 16095.000377/2010-77
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2006, 2007, 2008
MULTA QUALIFICADA.
Correta a aplicação da multa quando comprovado o o intuito de fraudar o Fisco.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3201-001.336
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
JOEL MIYAZAKI Presidente
LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator.
EDITADO EM: 23/07/2013
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Carlos Alberto Nascimento, Daniel Mariz Gudiño e Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo.
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2006, 2007, 2008 MULTA QUALIFICADA. Correta a aplicação da multa quando comprovado o o intuito de fraudar o Fisco. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 16095.000377/2010-77
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285397
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3201-001.336
nome_arquivo_s : Decisao_16095000377201077.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
nome_arquivo_pdf_s : 16095000377201077_5285397.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. JOEL MIYAZAKI Presidente LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator. EDITADO EM: 23/07/2013 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Carlos Alberto Nascimento, Daniel Mariz Gudiño e Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
id : 5026469
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175370706944
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1550; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 1.586 1 1.585 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16095.000377/201077 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201001.336 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de junho de 2013 Matéria PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Recorrente RG REIS RODRIGUES IND. E COM. DE EMBALAGENS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2006, 2007, 2008 IPI. LANÇAMENTO. EXIGÊNCIA. Tendo sido comprovadas as operações de IPI e o não pagamento, correto o lançamento realizado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006, 2007, 2008 MULTA QUALIFICADA. Correta a aplicação da multa quando comprovado o o intuito de fraudar o Fisco. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. JOEL MIYAZAKI – Presidente LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Relator. EDITADO EM: 23/07/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 09 5. 00 03 77 /2 01 0- 77 Fl. 1586DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 16095.000377/201077 Acórdão n.º 3201001.336 S3C2T1 Fl. 1.587 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Carlos Alberto Nascimento, Daniel Mariz Gudiño e Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo. Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Em procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pela empresa supra, segundo consta da descrição dos fatos, foi constatado que a contribuinte realizou operações de venda no montante de R$ 6.923.196,38 no ano calendário 2006; R$ 8.572.084,89 no ano calendário 2007 e R$ 168.014,55 no ano calendário 2008 , destacando o IPI das clientes sem repassar os pagamentos do tributo para a União (demonstrativo de fls. 1245 a 1266). Foi lavrado o auto de infração exigindo IPI no valor de R$ 1.989.192,94, juros de mora de R$ 703.865, e multa proporcional de R$ 2.983.789,34, com fundamento no Decreto nº 4.544, de 2002 (RIPI, de 2002), arts. 34, II, 122, 124, 125, III, 127, 130, 200, IV, com as alterações trazidas pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, arts. 42, II, e 43, c, 2. Consta no Termo de Verificação e Constatação de Irregularidades que foi feita a circularização dos clientes da fiscalizada, os quais apresentaram as notas fiscais de venda com destaque do IPI, sem, contudo, ter sido feito o recolhimento desse tributo aos Cofres Públicos. Relatou o autuante que a empresa, apesar de ter alugado um galpão situado no endereço informado no cadastro da Receita Federal – Av. Rochedo de Minas nº 47, Cidade Industrial Satélite, Guarulhos – não mantinha atividade comercial ou industrial no local, sendo feita a Representação para Inaptidão. O processo de representação recebeu o nº 16095.000612/2009 77, o qual, em 09/03/2010, considerou a contribuinte inexistente de fato a partir de 20/05/2009, data da lavratura do Termo de Constatação de que a empresa não se encontrava no local (fl. 2). A partir daquela data (09/03/2010), as intimações passaram a ser feitas por edital. Em consulta aos sistemas da RFB constatouse que a contribuinte não declarou o IPI para o período objeto da ação fiscal. Foi feita a representação fiscal para fins penais com base no art. 2º, II, da Lei nº 8.137, de 1990. Foi lavrado, também, o Termo de Sujeição Passiva Solidária (fls. 1284/1286) em nome de Rubens Reis Rodrigues. Fl. 1587DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 16095.000377/201077 Acórdão n.º 3201001.336 S3C2T1 Fl. 1.588 3 Informou o Fisco que o Sr. Rubens, apesar do elevado valor de vendas, apresentou DIPJ reiteradamente com valores zerados e não entregou DCTF, comprovando que agiu com infração à legislação tributária. Constatouse indícios de que Rubens agiu com dolo ao tentar impedir e dificultar o conhecimento do fato gerador pela RFB ao alterar o domicílio fiscal para o município de Guarulhos, mesmo tendo suas atividades conhecidas no município de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Afirmou o autuante que o Sr. Rubens alterou na Junta Comercial do Estado de São Paulo o quadro social da empresa retirandose da sociedade em 07/08/2008, assim como sua sócia Maria das Dores Zorzetto, mas continuou a exercer a atividade de comércio e industrialização de embalagem sob a Razão Social RR Rodrigues Comércio e Indústria de Embalagem Ltda., cujo nome de fantasia é o mesmo da fiscalizada, ou seja, Servpack. Apesar de ter feito a alteração na Jucesp, o Sr. Rubens ainda permanece como responsável pela empresa perante os cadastros da Receita Federal, enquadrandose no disposto no art. 207 do CTN e no art. 28 do RIPI, de 2010 (Decreto nº 7212, de 2010). Notificada do lançamento, a contribuinte ingressou, em 28/09/2010, com a impugnação de fls. 1395 a 1425, alegando: ● O sigilo bancário é expressão do direito de privacidade, cujas prerrogativas estão asseguradas nos incisos X e XII do art. 5º da Constituição Federal (CF) de 1988. Ele somente deve ser aberto por decisão judicial, ou na hipótese de algum órgão ser, por expressa menção da CF, equiparado ao Judiciário, como é o caso das Comissões Parlamentares de Inquérito (art. 58, § 3º, CF/88). A CF não dá, em nenhum de seus artigos, à Secretaria da Receita Federal (ou a qualquer outro órgão assemelhado) o status de órgão equiparado ao Poder Judiciário, razão pela qual não é razoável a quebra do sigilo bancário sem a interferência de um juiz ou tribunal; ● A movimentação bancária utilizada para apuração do suposto crédito tributário é irreal. Existe erro nas informações prestadas pelas instituições financeiras, pois não reconhecemos como nossa toda essa movimentação; ● “Do confronto de débitos em conta corrente, apurados através de extratos bancários, com os rendimentos declarados pelo contribuinte. Além de nunca serem descontados como justificativa plausível da movimentação, capitais de outras pessoas, bem como recursos de despesas que apenas tramitaram pelas contas. Fica claro que a movimentação, sendo de valor que engloba “créditos depositados bem como os débitos efetuados”, o que acaba duplicando os números considerandose simplesmente os lançamentos, sem qualquer análise quanto à repetição de lançamentos com o mesmo numerário circulando na conta em datas diferentes, é fatídico que, tratase do mesmo dinheiro circulando, causando depósitos/saques/depósitos. Prova disso é a não caracterização da existência de sinais exteriores de riqueza. Pelo contrário, a empresa foi vendida e os Fl. 1588DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 16095.000377/201077 Acórdão n.º 3201001.336 S3C2T1 Fl. 1.589 4 compradores, após assumirem direitos sobre a empresa, retiraram as máquinas e abandonaram a empresa.” Logo não existe nexo causal entre os depósitos e o fato que represente omissão de rendimentos, devendo ser levada a efeito a modalidade que mais favorece o contribuinte; ● Não foram observadas as formalidades impostas pelo legislador quando da edição da Lei Complementar (LC) nº 105, de 2001, e previstas no art. 4º do Decreto nº 3.724, de 2001, razão pela qual o MPF e os atos dele decorrentes são nulos; ● À época da expedição do MPF, somente com observância das formalidades impostas pela LC nº 105, de 2001, e do Decreto nº 3.724, de 2001, é que a Secretaria da Receita Federal poderia solicitar documentos e extratos bancários da autora diretamente às instituições financeiras e observando as limitações existentes. O MPF nada menciona quanto à indispensabilidade da quebra do sigilo bancário da ora recorrente. Não menciona um motivo sequer daqueles previstos no art. 3º do Decreto nº 3.724, de 2001. Ele simplesmente exige a apresentação dos extratos bancários, sem nenhum motivo plausível ou admissível; ● A Receita Federal violou, ainda, outras formalidades na solicitação, envio e recebimento dos dados de movimentação financeira desta peticionária, quais sejam, aquelas descritas no art. 7º do Decreto nº 3.724, de 2001. Não constam dos autos do PAF os envelopes (um interno contido em um envelope externo) nem o recibo. Os dados cobertos por sigilo (porque reveladores de privacidade, intimidade, hábitos de consumo, entre outros), quais sejam, extratos de movimentação bancária do contribuinte, circularam pelas instituições financeiras e pela Secretaria da Receita Federal sem a devida segurança, imposta por lei e pelo decreto regulamentador, expondo o contribuinte aos danos decorrentes da exposição de informações sobre a sua pessoa; ● Em função do não atendimento ou não apresentação de extratos de movimentação financeira a única medida aplicável é a multa do art. 928 do RIR, de 1999; ● Não cometeu dolo, vide que a fiscalização correu apenas no nome da empresa da qual foi sócio em absoluto desconhecimento do impugnante, sendo as notificações para a empresa da qual foi sócio, todas por Edital. Não houve determinação judicial de quebra do sigilo bancário do contribuinte, principalmente pelo fato de a Receita nunca ter solicitado a quebra do sigilo bancário em juízo; ● Não há que se falar em dolo, se o contribuinte pagou e continua pagando parcelamentos fiscais assumidos na época em que era sócio, os quais não foram descontados do auto de infração. Requer seja a multa reduzida para 75%, devido à ausência de dolo, haja vista estar cumprindo parcelamento e não possuir mais cotas da sociedade; Fl. 1589DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 16095.000377/201077 Acórdão n.º 3201001.336 S3C2T1 Fl. 1.590 5 ● A multa de mora deve ser reduzida para 20% (Lei nº 9.430, de 1996, art. 61, § 2º), sendo necessário aplicar o art. 106, II, c do Código Tributário Nacional (CTN). Rubens Reis Rodrigues, contra quem foi lavrado o Termo de Sujeição Passiva Solidária de fls. 1284 a 1286, apresentou impugnação ao lançamento, fazendo as mesmas alegações acima descritas, acrescidas das seguintes: ● Ilegitimidade Passiva. Foi considerado que agiu com dolo sem lhe proporcionar oportunidade de defesa, uma vez que a fiscalização tramitou por Edital em face da empresa da qual já não era mais sócio. Como não detinha mais cotas da empresa em absoluto não foi responsável pela dissolução irregular. Durante a fiscalização foi afixado edital para a empresa se manifestar, não para a pessoa física que já havia se retirado da empresa. A atual responsável pela empresa é Maria Francisca Ferreira de Souza, que comprou a empresa e assumiu o passivo fiscal. A tipificação imputada pelo Fisco, no art. 124, I, do CTN, não está correta, pois para o caso de suposta dissolução irregular o artigo correto seria o 137 do CTN. Rubens Reis Rodrigues não agiu com dolo, pois paga parcelamento de tributos da época em que era sócio, os quais não foram descontados do auto de infração, conforme demonstrado em anexo; ● Não houve notificação ou edital para proporcionar direito de defesa ao exsócio. Requer seja anulado o auto de infração para que seja dada oportunidade de defesa para a pessoa física, haja vista seu endereço ser conhecido pelo Fisco. O processo foi encaminhado em diligência para que a contribuinte fosse intimada a apresentar procuração outorgada por quem tivesse poder para praticar tal ato, uma vez que a procuração constante no processo foi outorgada por Rubens Reis Rodrigues e Maria das Dores Zorzetto que já se retiraram da sociedade. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Ribeirão Preto/SP assim julgou o feito, conforme Decisão DRJ/RPO nº 34.180, de 09/06/2010: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2006, 2007, 2008 PRELIMINAR. NULIDADE. RESPONSÁVEL SOLIDÁRIO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não é nulo o lançamento quando o responsável solidário foi intimado no curso da ação fiscal e tomou conhecimento dos fatos por meio do auto de infração e do termo que o acompanha. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Fl. 1590DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 16095.000377/201077 Acórdão n.º 3201001.336 S3C2T1 Fl. 1.591 6 Consolidase o lançamento em relação à matéria não expressamente contestada nos presentes autos, nos termos do art. 17 do PAF. IMPUGNAÇÃO NÃO CONHECIDA. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA LEGITIMIDADE NA REPRESENTAÇÃO. A comprovação da legitimidade da representação do sujeito passivo é formalidade essencial, sem a qual não é possível a apreciação de petição apresentada em seu nome. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2006, 2007, 2008 MULTA QUALIFICADA. Caracterizado o intuito de fraudar o Fisco, correta a aplicação da multa no percentual de 150%. SOLIDARIEDADE. São solidariamente responsáveis com o sujeito passivo, no período de sua administração, gestão ou representação, os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, pelos créditos tributários decorrentes do não recolhimento do IPI no prazo legal, assim como o responsável que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. Impugnação Improcedente. Cientificado o contribuinte, apresenta recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes, Relator O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. Como verificamos do debate neste processo, o lançamento realizado se deu porque a contribuinte do IPI efetuou operações tributáveis e não os ofertou à tributação, motivo pelo qual foi lançado principal, juros e multa de 150%. A recorrente alega inviolabilidade de dados, impossibilidade de apuração dos créditos tributários com base em sua movimentação financeira, a aplicação de multa do art. 928 do RIR e a impossibilidade de aplicação da multa, seja pela falta de amparo fático, seja pela aplicação do percentual de 20%. Com a devida vênia, a irresignação da recorrente não merece guarida. Fl. 1591DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 16095.000377/201077 Acórdão n.º 3201001.336 S3C2T1 Fl. 1.592 7 Isso porque se debate nos autos lançamentos de IPI, não de IRPJ, os quais foram apurados conforme exame de notas fiscais emitidas, e não de documentos referentes á contas correntes e depósitos bancários. A decisão recorrida é clara neste sentido: O impugnante apresenta alegações a respeito da quebra do sigilo bancário, da tributação dos depósitos bancários de origem não comprovada e afirma que o MPF é nulo por não observar o disposto na LC nº 105, de 2001, e no art. 4º do Decreto nº 3.724, de 2001. Tais alegações são improcedentes, tendo em vista que o presente lançamento se refere à exigência do IPI apurado com base nas notas fiscais de venda emitidas pela contribuinte com destaque daquele imposto, sem, contudo, ter sido feito o recolhimento desse tributo aos Cofres Públicos. Quanto à irresignação da multa aplicada, também não merece melhor sorte, pois a multa foi correta e aplicada conforme previsão legal, já que comprovados procedimentos dolosos tendentes a não pagar o tributo devido. A decisão recorrida também é clara: Multa de Ofício. Na impugnação Rubens Reis Rodrigues requer que a multa seja reduzida para 75%, devido à ausência de dolo, por estar cumprindo parcelamento e não possuir mais cotas da sociedade. Acrescenta que a multa de mora deve ser reduzida para 20% (Lei nº 9.430, de 1996, art. 61, § 2º), sendo necessário aplicar o art. 106, II, c do CTN. Inicialmente, cabe esclarecer que não se trata de multa de mora, nos termos do art. 61, § 2º, da lei acima citada, que é exigida nos recolhimentos espontâneos. Tratase de multa decorrente de lançamento de ofício, prevista no art. 44 da referida lei (cuja redação foi alterada pelo art. 14 da Lei 11.488, de 2007), abaixo transcrito: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) II de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) a) na forma do art. 8o da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido Fl. 1592DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 16095.000377/201077 Acórdão n.º 3201001.336 S3C2T1 Fl. 1.593 8 apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; (Incluída pela Lei nº 11.488, de 2007) b) na forma do art. 2o desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. (Incluída pela Lei nº 11.488, de 2007) § 1o O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) Como se percebe, essa multa é aplicada nos casos em se comprova o intuito de fraude, como definido nos artigos 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, a seguir transcritos: Art . 71. Sonegação é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária: I da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais; II das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributário correspondente. Art. 72. Fraude é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido a evitar ou diferir o seu pagamento. Art . 73. Conluio é o ajuste doloso entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas, visando qualquer dos efeitos referidos nos arts. 71 e 72. Verificase que a fraude se caracteriza em razão de uma ação ou omissão, de uma simulação ou ocultação, e pressupõe sempre a intenção de causar dano à Fazenda Pública, num propósito deliberado de se subtrair no todo ou em parte a uma obrigação tributária. Assim, ainda que o conceito de fraude seja amplo, deve sempre estar caracterizada a presença do dolo, um comportamento intencional, específico, de causar dano à Fazenda Pública, mediante a utilização de subterfúgios que retardem o conhecimento da ocorrência do fato gerador por parte da autoridade fazendária. No presente caso, a contribuinte foi declarada inexistente de fato a partir de 20/05/2009, tendo sido feita a circularização para os seus clientes, ficando comprovado que ela efetuou vendas de mercadorias durante os anoscalendário de 2006, 2007 e 2008, Fl. 1593DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 16095.000377/201077 Acórdão n.º 3201001.336 S3C2T1 Fl. 1.594 9 e, reiteradamente, não as declarou nem recolheu o IPI destacado nas notas fiscais. Ficou, assim, constatada a intenção de fraudar o Fisco, reputandose, portanto, aplicável ao caso a multa de ofício qualificada, no percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário, prejudicados os demais argumentos. Sala das Sessões, em 27 de junho 2013. Luciano Lopes de Almeida Moraes Fl. 1594DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES
score : 1.0
Numero do processo: 10380.720552/2012-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2007, 2008, 2009
INTEMPESTIVIDADE.
Não se conhece do recurso voluntário interposto após transcorrido o prazo de trinta dias da ciência da decisão de primeira instância.
Numero da decisão: 1302-001.179
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (Presidente), Eduardo de Andrade, Waldir Veiga da Rocha, Márcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa e Guilherme Silva.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2007, 2008, 2009 INTEMPESTIVIDADE. Não se conhece do recurso voluntário interposto após transcorrido o prazo de trinta dias da ciência da decisão de primeira instância.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10380.720552/2012-14
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5301494
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1302-001.179
nome_arquivo_s : Decisao_10380720552201214.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 10380720552201214_5301494.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (Presidente), Eduardo de Andrade, Waldir Veiga da Rocha, Márcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa e Guilherme Silva.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
id : 5126964
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175374901248
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1737; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 1.523 1 1.522 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.720552/201214 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302001.179 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de setembro de 2013 Matéria IRPJ e outros Recorrente PARENTE FERRAGENS LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007, 2008, 2009 INTEMPESTIVIDADE. Não se conhece do recurso voluntário interposto após transcorrido o prazo de trinta dias da ciência da decisão de primeira instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (Presidente), Eduardo de Andrade, Waldir Veiga da Rocha, Márcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa e Guilherme Silva. Relatório Versa o presente processo sobre recurso voluntário interposto pelo contribuinte em face do Acórdão n˚ 08023.930, da 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Fortaleza, cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007, 2008, 2009 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 72 05 52 /2 01 2- 14 Fl. 1523DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 OMISSÃO DE RECEITA. DEPÓSITO BANCÁRIO. PRESUNÇÃO LEGAL. Caracterizam omissão de receitas os valores creditados em conta de depósito mantida em instituição financeira quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Uma vez formalizada a omissão de receita com base em presunção legal, resta ao contribuinte, na pretensão de descaracterizála, demonstrar especificadamente que o valor depositado não se sujeita à tributação ou não decorreu da empresa; ou, tendo dela decorrido, já passou pelo crivo da tributação. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido A recorrente tomou ciência da decisão recorrida em 02/10/2012 (AR a fls. 1491) e interpôs recurso voluntário em 05/11/2012 (doc. a fls. 1493), no qual alega que o recurso é tempestivo pois o dia 02/11/2012 foi feriado. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. O recurso voluntário interposto em 05/11/2012 é intempestivo, pois, uma vez cientificada a contribuinte da decisão de primeira instância em 02/10/2012, o prazo recursal de trinta dias começou a correr em 03/10/2012 e findou em 01/11/2012. Em face do exposto, voto por não conhecer do recurso voluntário da contribuinte, por intempestivo. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 1524DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 16/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10880.013245/94-55
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 31 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 1990, 1991, 1992, 1993
ILL. CORREÇÃO MONETÁRIA. DESPESA INDEVIDA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA.
Não há reparo a ser feito na decisão recorrida, pois o referido crédito se tornou definitivo na instância administrativa, por ter se configurado a renúncia a esta esfera com o ajuizamento de ação ordinária para discutir a sua procedência.
ILL.OMISSÃO DE VARIAÇÕES MONETÁRIAS ATIVAS.
À época dos fatos geradores, o contrato social da recorrente, constituída sob a forma de sociedade por cotas de responsabilidade limitada, não previa a distribuição imediata dos lucros apurados ao final do período, razão pela qual não era devida a incidência de ILL, conforme pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Numero da decisão: 1302-001.204
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, : a) por unanimidade, em não conhecer do recurso na parte relativa ao IRPJ e CSLL; b) por maioria, em negar provimento ao recurso, para manter a decisão recorrida que considerou definitiva a exigência do ILL relativa à despesa indevida de correção monetária (item 2 do auto de infração), discutida na esfera judicial, vencido o Conselheiro Márcio Frizzo que não conhecia do recurso neste ponto; e c) por unanimidade, em exonerar a recorrente da exigência do ILL relativa ao item 1 do auto de infração a fls. 34.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Eduardo Andrade, Cristiane Costa, Waldir Rocha, Guilherme Silva e Márcio Frizzo.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 1990, 1991, 1992, 1993 ILL. CORREÇÃO MONETÁRIA. DESPESA INDEVIDA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. Não há reparo a ser feito na decisão recorrida, pois o referido crédito se tornou definitivo na instância administrativa, por ter se configurado a renúncia a esta esfera com o ajuizamento de ação ordinária para discutir a sua procedência. ILL.OMISSÃO DE VARIAÇÕES MONETÁRIAS ATIVAS. À época dos fatos geradores, o contrato social da recorrente, constituída sob a forma de sociedade por cotas de responsabilidade limitada, não previa a distribuição imediata dos lucros apurados ao final do período, razão pela qual não era devida a incidência de ILL, conforme pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 31 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10880.013245/94-55
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5303698
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 31 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1302-001.204
nome_arquivo_s : Decisao_108800132459455.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 108800132459455_5303698.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, : a) por unanimidade, em não conhecer do recurso na parte relativa ao IRPJ e CSLL; b) por maioria, em negar provimento ao recurso, para manter a decisão recorrida que considerou definitiva a exigência do ILL relativa à despesa indevida de correção monetária (item 2 do auto de infração), discutida na esfera judicial, vencido o Conselheiro Márcio Frizzo que não conhecia do recurso neste ponto; e c) por unanimidade, em exonerar a recorrente da exigência do ILL relativa ao item 1 do auto de infração a fls. 34. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Eduardo Andrade, Cristiane Costa, Waldir Rocha, Guilherme Silva e Márcio Frizzo.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
id : 5147236
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175382241280
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2194; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 938 1 937 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.013245/9455 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302001.204 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de outubro de 2013 Matéria IRPJ e outros tributos. Recorrente Magnetti Marelli do Brasil Indústria e Comércio S/A Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 1990, 1991, 1992, 1993 IRPJ. CSLL. DESISTÊNCIA. Não se conhece do recurso voluntário se a contribuinte já desistiu do julgamento, tendo em vista os pedidos de conversão de depósito em renda da União (MP 38/2002) e de parcelamento (Lei 11.941/2009), fato só apurado após a determinação de diligência. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 1990, 1991, 1992, 1993 ILL. CORREÇÃO MONETÁRIA. DESPESA INDEVIDA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. Não há reparo a ser feito na decisão recorrida, pois o referido crédito se tornou definitivo na instância administrativa, por ter se configurado a renúncia a esta esfera com o ajuizamento de ação ordinária para discutir a sua procedência. ILL.OMISSÃO DE VARIAÇÕES MONETÁRIAS ATIVAS. À época dos fatos geradores, o contrato social da recorrente, constituída sob a forma de sociedade por cotas de responsabilidade limitada, não previa a distribuição imediata dos lucros apurados ao final do período, razão pela qual não era devida a incidência de ILL, conforme pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, : a) por unanimidade, em não conhecer do recurso na parte relativa ao IRPJ e CSLL; b) por maioria, em negar provimento ao recurso, para manter a decisão recorrida que considerou definitiva a exigência do ILL relativa à despesa AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 01 32 45 /9 4- 55 Fl. 938DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 indevida de correção monetária (item 2 do auto de infração), discutida na esfera judicial, vencido o Conselheiro Márcio Frizzo que não conhecia do recurso neste ponto; e c) por unanimidade, em exonerar a recorrente da exigência do ILL relativa ao item 1 do auto de infração a fls. 34. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Eduardo Andrade, Cristiane Costa, Waldir Rocha, Guilherme Silva e Márcio Frizzo. Relatório Versa o presente processo sobre recurso voluntário, interposto pelo contribuinte em face do Acórdão nº 3.188, de 5 de fevereiro de 2003, da 3ª Turma da DRJ/RPO, cuja parte dispositiva assim dispõe: “Acordam os membros da 3ª Turma de Julgamento, por unanimidade, considerar definitiva a exigência do IRPJ, CSLL e ILL relativa à despesa indevida de correção monetária, discutida na esfera judicial, observada a exclusão de parte dos juros com base na TRD. No que diz respeito à correção monetária dos depósitos judiciais: manter o lançamento desses tributos e contribuição; exonerar a contribuinte do pagamento da contribuição para o PIS; reduzir a multa de 100% para 75% e excluir a TRD relativamente ao período de fevereiro a julho de 1991, nos termos do voto.”. A recorrente tomou ciência da decisão recorrida em 18/08/2003 (AR a fls. 366) e interpôs recurso voluntário em 16/09/2003 (doc. a fls. 420 e segs.), sendo que vale a transcrição do seguinte excerto: “II) CORREÇÃO DE BALANÇO: BINF x IPC Magneti Marelli discutiu judicialmente, nos autos da Medida Cautelar n.° 9l.00540854 e da Ação Ordinária n.° 9l.06704590, o índice de atualização de balanços relativo ao periodo da autuação. Em manifestação de fls., a Contribuinte alegou que a exigibilidade do crédito constituído no lançamento de oficio encontravase suspensa, nos termos do artigo 151, IV do Código Tributário Nacional, estando o tema sob discussão na esfera judicial. A r. Decisão de fls. 316/320 entendeu que a propositura, pela Contribuinte, de demanda judicial versando sobre o mesmo tema abordado na autuação implica em “renúncia as instâncias administrativas, ou a desistência de eventual recurso”. Por conseguinte, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento julgou procedente o lançamento de tributos com a exigibilidade suspensa. Aguardarseia a decisão final a ser proferida na ação judicial. No entanto, a parte da autuação relativa a correção de balanços pelo BTNF x IPC foi incluída, por Magneti Marelli, na anistia fiscal promovida pela Medida Provisória n.° 38, de 15/05/2002, regulamentada pela Portaria Conjunta SRF/PGFN n.° 900, de 19.07.2002 (docs.04 a 04A). O órgão fazendário, no entanto, não considerou a adesão da empresa a referida anistia em seu julgamento. Fl. 939DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10880.013245/9455 Acórdão n.º 1302001.204 S1C3T2 Fl. 939 3 Magneti Marelli, observando o disposto na MP 38/02 e na Portaria Conjunta n.° 900/02, desistiu expressamente e de modo irrevogável da Ação Ordinária n.° 9l.06704590, da Medida Cautelar n.° 9l.00540854 e de todos os recursos decorrentes de referidas ações, bem como renunciou a qualquer alegação de direito sobre a qual se fimdam estas ações (docs.05B e 05C). Os pedidos de desistência e renúncia já foram homologados e a cópia da decisão homologatória foi protocolada na Receita Federal de Campinas (docs. 06 a 06C e 07 a 07G). Para fins de pagamento e quitação do débito tributário relativo ao IRPJ e à CSLL, a Contribuinte requereu, nos autos de aludidas ações judiciais, a conversão em renda da União da importância de R$3.806.344,69 (três milhões, oitocentos e seis mil, trezentos quarenta e quatro reais e sessenta e nove centavos), quantia esta apurada segundo critérios estabelecidos nos artigos l°, parágrafo único e seus incisos, 5° e seus parágrafos da Portaria Conjunta n.° 900/2002 c/c artigo ll, parágrafo 1° e seus incisos da MP 38/2002. Em agosto de 2002, a Contribuinte protocolou o Requerimento Administrativo instruindoo com a “Declaração”, demonstrativo de débito, cópia das petições protocoladas no juízo e tribunal competente e outros documentos relativos ao tema (docs 05 a 05H). Nos demonstrativos de débito anexos, a Contribuinte informa o valor pago em virtude da anistia fiscal e aquele que continua objeto de discussão administrativa (docs.08 a 08B). O valor apurado no auto de infração reflexo do Imposto de Renda Retido na Fonte ILL não foi incluído na anistia fiscal, por entender Magneti Marelli que não está obrigada ao recolhimento deste tributo, como se demonstrará adiante. Este ponto é um dos objetos do presente Recurso. Assim, a parte da autuação relativa às consequências da utilização de índices para a correção do balanço (BTNF x IPC) está consolidada e abrangida a cobrança do IRPJ e da CSLL pela adesão por Magneti Marelli à anistia fiscal (MP 38/2002), não sendo, por conseguinte, objeto deste Recurso Voluntário.”. Em 5 de março de 2013, esta 2ª Turma Ordinária, por meio da Resolução 1302000.216, converteu o julgamento em diligência, para que “a autoridade lançadora verifique se foram computadas, na apuração dos resultados dos períodos lançados, as variações monetárias passivas incidentes sobre os tributos objetos dos depósitos judiciais e confirme quais os débitos relativos à infração 001 dos autos de infração do IRPJ e da CSLL foram efetivamente incluídos em parcelamento da Lei 11941/09”. A fls. 912 e segs., consta petição da recorrente, da qual pinçamos o seguinte trecho: “Em 1991, a intimada propôs a Ação Ordinária nº 0670459 07.1991.4.03.6100 (91.06704590) em que se discutia a regularidade do procedimento adotado pela empresa de calcular a correção monetária dos valores constantes no balanço do anobase de 1990 aplicando o IPC e não o BTNF. Fl. 940DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 Tal ação está vinculada à Medida Cautelar nº 005408562.1991.403.6100 (91.00540854) na qual foram efetuados os depósitos da diferença entre o valor dos tributos, calculados com base no lucro líquido apurado no balanço corrigido, com a aplicação do IPC e o resultante da aplicação do BTNF. Os depósitos foram efetivados em parcelas, conforme previsto na legislação vigente à época, e abrangiam o Imposto de Renda (IR), a Contribuição Social (CSL), o Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido (ILL) e adicionais estaduais sobre o IR e o ILL,...”. A fls. 934, consta o Relatório Fiscal, do qual consta as seguintes conclusões sobre a diligência requerida: os autos de infração são: dos exercícios de 1990 a 1993 dos tributos CSLL, ILL e PIS e, dos exercícios de 1990, 1991 e 1993 do IRPJ; em 27/07/1994, a DRJ exonerou a contribuinte dos créditos de PIS e dos efeitos da TRD, bem como reduziu a multa de ofício para 75%; em 27/08/2002, a contribuinte requereu o gozo do benefício previsto do art. 11 da MP 38/2002 relativamente aos lançamentos dos débitos do IRPJ dos exercícios 1991 e 1993 e CSLL do exercício de 1991; em 25/02/2010, apresentou a desistência parcial expressa e de forma irrevogável do recurso em relação aos lançamentos do IRPJ exercícios 1990 e 1991 e CSLL dos exercícios de 1990, 1991, 1992 e 1993; assim, conclui o diligenciante que: “De todo o exposto, constatase que em relação aos débitos consignados dos autos de infração, com exceção do IRRF (ILL), a contribuinte já desistiu do julgamento, tendo em vista os pedidos de conversão de depósito em renda da União (MP 38/2002) e de parcelamento (Lei 11.941/2009), conforme já demonstrado anteriormente. Logo, s.m.j., fica prejudicada a diligência solicitada, restando somente o julgamento do IRRF (ILL) pelo CARF.”. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. O recurso voluntário é tempestivo e foi subscrito pelo representante legal da recorrente (Cláusula Sétima do Contrato Social a fls. 40), razão pela qual dele conheço. Conforme já explicitado pelo Relatório Fiscal a fls. 934 e segs., a única matéria que restou para o julgamento deste CARF é o lançamento do ILL, razão pela qual não conheço do recurso na parte relativa ao IRPJ e CSLL, em razão da desistência da parte. Com relação ao item 2 do auto de infração do ILL (a fls. 34), não há reparo a ser feito na decisão recorrida, pois o referido crédito se tornou definitivo na instância administrativa, por ter se configurado a renúncia a esta esfera com o ajuizamento da Ação Ordinária nº 067045907.1991.4.03.6100 (91.06704590). Cabe alertar que, ainda que a recorrente tenha desistido, posteriormente, da referida ação, isso não tem o condão de reabrir a Fl. 941DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10880.013245/9455 Acórdão n.º 1302001.204 S1C3T2 Fl. 940 5 possibilidade de discutir a matéria tributária na instância administrativa. Assim, voto por negar provimento ao recurso na parte relativa ao item 2 do auto de infração do ILL. Por outro lado, ao lançamento do ILL sobre as omissões de variações monetárias ativas (item 1 do auto de infração) deve ser aplicado o entendimento já pacificado no Supremo tribunal Federal, qual seja: RE 201932 / GO GOIÁS RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. MOREIRA ALVES Órgão Julgador: Primeira Turma Julgamento: 22/10/1996 EMENTA: Imposto de Renda. Retenção na fonte. Sócio cotista. O Plenário desta Corte, ao julgar o RE 172.058, decidiu que o artigo 35 da Lei 7.713/88 é constitucional, no que diz respeito ao sócio cotista, se o contrato social encerrar, por si só, a disponibilidade imediata, quer econômica, quer jurídica, do lucro líquido apurado, cabendo fazerse essa verificação caso a caso. Recurso extraordinário conhecido em parte, e nela provido. Ora, à época dos fatos geradores sub examine, a recorrrente estava constituída sob a forma de sociedade por cotas de responsabilidade limitada, conforme Contrato Social a fls, 218 e segs., tanto que o auto de infração foi lavrado contra Weber do Brasil Industria e Comércio Ltda. Todavia, o referido contrato social, à época dos fatos geradores, não previa a distribuição imediata dos lucros apurados ao final do período, se não vejamos como dispunha o seu Capítulo V, in verbis: “V.1. – O exercício social encerrase em 31 de dezembro de cada ano, data em que são apurados os lucros e prejuízos através de balanço levantado de conformidade com as prescrições legais e fiscais.” Destarte, embora à época dos fatos geradores em tela a recorrente fosse uma sociedade por cotas, o seu contrato social não previa a distribuição automática dos lucros, razão pela qual há de ser cancelada a exigência do imposto sobre o lucro líquido incidente, decorrente das omissões sobre as variacões monetárias ativas. Em face do exposto, voto por conhecer por: a) não conhecer do recurso na parte relativa ao IRPJ e CSLL; b) negar provimento ao recurso, para manter a decisão recorrida que considerou definitiva a exigência do ILL relativa à despesa indevida de correção monetária (item 2 do auto de infração), discutida na esfera judicial; c) exonerar a recorrente da exigência do ILL relativa ao item 1 do auto de infração (a fls. 34). Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 942DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 6 Fl. 943DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
