Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,567)
- Primeira Turma Ordinária (16,459)
- Primeira Turma Ordinária (16,358)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,575)
- Primeira Turma Ordinária (13,128)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,554)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,999)
- Terceira Câmara (68,521)
- Segunda Câmara (57,460)
- Primeira Câmara (21,771)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,369)
- 1ª SEÇÃO (6,889)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,887)
- Segunda Seção de Julgamen (116,175)
- Primeira Seção de Julgame (78,015)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,150)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,430)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,232)
- HELCIO LAFETA REIS (3,928)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,791)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,925)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,674)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,704)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,932)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 11080.001968/2009-73
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 02 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 31/01/2005 a 31/07/2006
AUTO DE INFRAÇÃO. ADEQUADA CAPITULAÇÃO LEGAL E DESCRIÇÃO DOS FATOS. PLENO EXERCÍCIO DO CONTRADITÓRIO E DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. IMPOSSIBILIDADE.
1. Não é passível de nulidade, por cerceamento do direito de defesa, o auto de infração que atende todos os requisitos materiais e formais, incluindo correta capitulação legal da infração e adequada descrição dos fatos.
2. Além disso, se o contribuinte revela conhecer plenamente as infrações que lhe foram imputadas, rebatendo-as, uma a uma, de forma meticulosa, mediante extensa e substanciosa impugnação, abrangendo não só as questões preliminares, assim como as questões de mérito, certamente, não tem cabimento a proposição de nulidade da autuação por cerceamento do direito de defesa e de ofensa aos princípios do contraditório e do amplo direito de defesa.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-002.238
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Ricardo Paulo Rosa Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé, José Luiz Feistauer de Oliveira, Demes Brito e Nanci Gama.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 31/01/2005 a 31/07/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. ADEQUADA CAPITULAÇÃO LEGAL E DESCRIÇÃO DOS FATOS. PLENO EXERCÍCIO DO CONTRADITÓRIO E DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. IMPOSSIBILIDADE. 1. Não é passível de nulidade, por cerceamento do direito de defesa, o auto de infração que atende todos os requisitos materiais e formais, incluindo correta capitulação legal da infração e adequada descrição dos fatos. 2. Além disso, se o contribuinte revela conhecer plenamente as infrações que lhe foram imputadas, rebatendo-as, uma a uma, de forma meticulosa, mediante extensa e substanciosa impugnação, abrangendo não só as questões preliminares, assim como as questões de mérito, certamente, não tem cabimento a proposição de nulidade da autuação por cerceamento do direito de defesa e de ofensa aos princípios do contraditório e do amplo direito de defesa. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 02 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11080.001968/2009-73
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5373809
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 02 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3102-002.238
nome_arquivo_s : Decisao_11080001968200973.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
nome_arquivo_pdf_s : 11080001968200973_5373809.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ricardo Paulo Rosa Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé, José Luiz Feistauer de Oliveira, Demes Brito e Nanci Gama.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
id : 5594870
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032913985536
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2438; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 100 1 99 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.001968/200973 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3102002.238 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de julho de 2014 Matéria IPI AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente METALÚRGICA UNIVERSO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 31/01/2005 a 31/07/2006 NOTAS FISCAIS DE ENTRADA SEM DESTAQUE DO IPI. PRODUTOS ADQUIRIDOS DE NÃO CONTRIBUINTES DO IMPOSTO. GLOSA DE CRÉDITOS BÁSICOS. POSSIBILIDADE. É legitima a glosa de créditos básicos do IPI, decorrentes da aquisição de produtos entrados no estabelecimento industrial sem o destaque do imposto nas respectivas notas fiscais de compra, emitidas por fornecedores não contribuinte do imposto. CRÉDITO ESCRITURAL. ESCRITURAÇÃO EXTEMPORÂNEA. INCIDÊNCIA DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. O aproveitamento de créditos escriturais do IPI, registrados extemporaneamente na escrita fiscal e admitidos pela autoridade fiscal, não é passível de atualização monetária, por falta de previsão legal. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 31/01/2005 a 31/07/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. ADEQUADA CAPITULAÇÃO LEGAL E DESCRIÇÃO DOS FATOS. PLENO EXERCÍCIO DO CONTRADITÓRIO E DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. IMPOSSIBILIDADE. 1. Não é passível de nulidade, por cerceamento do direito de defesa, o auto de infração que atende todos os requisitos materiais e formais, incluindo correta capitulação legal da infração e adequada descrição dos fatos. 2. Além disso, se o contribuinte revela conhecer plenamente as infrações que lhe foram imputadas, rebatendoas, uma a uma, de forma meticulosa, mediante extensa e substanciosa impugnação, abrangendo não só as questões preliminares, assim como as questões de mérito, certamente, não tem cabimento a proposição de nulidade da autuação por cerceamento do direito AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 00 19 68 /2 00 9- 73 Fl. 2281DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21 /08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por RICARDO PAULO ROS A 2 de defesa e de ofensa aos princípios do contraditório e do amplo direito de defesa. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ricardo Paulo Rosa – Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé, José Luiz Feistauer de Oliveira, Demes Brito e Nanci Gama. Relatório Tratase de Auto de Infração (fls. 2209/2212), em que formalizada a exigência do IPI dos meses de janeiro de 2005 a julho de 2006, no valor de R$ 369.501,75, que acrescido de multa de ofício no valor de R$ 277.126,25 e de juros moratórios no valor de R$ 154.782,84, calculados até 27/2/2009, totalizou a importância de R$ 801.410,84. De acordo com o Relatório de Ação Fiscal de fls. 2238/2240, a fiscalização apurou que a recorrente havia apropriado, indevidamente, na sua escrita fiscal, no período abrangido pela autuação, créditos do imposto decorrentes de valores escriturados extemporaneamente, relativos aos anos de 2000 a 2004, acrescidos de Taxa Selic e TJLP, aplicadas acumuladamente. Informou a fiscalização que: a) desconsiderou todos os créditos apropriados que não se encontravam destacados nas fiscais de entrada (em sua esmagadora maioria são notas fiscais emitidas por empresas não contribuinte do IPI), que, nos termos do art. 163, c/c art. 190 do RIPI/2002, não dão direito à crédito; b) os créditos aceitos foram computados pelo valor nominal destacado no documento fiscal, sem qualquer acréscimo, pois, em razão da sua natureza escritural, não dava direito a acréscimo legal ou correção monetária; c) a diferença entre os créditos que o contribuinte registro no Livro Registro de Apuração do IPI (RAIPI) na rubrica “outros créditos” e aqueles aceitos pelo Fisco fora objeto de glosa, levando em conta o mês em que o suposto crédito foi apropriado pela empresa; e) de posse dos valores glosados, foi refeita a escrita fiscal do contribuinte, conforme “Demonstrativo de Reconstituição da Escrita Fiscal” (fl. 2221), em que apurado novos saldos devedores, cujas diferenças de IPI a recolher foram exigidos no citado Auto de Infração. Em sede de impugnação (fls. 2242/2249), a interessa alegou, em preliminar, a nulidade da autuação, por cerceamento do direito de defesa, na medida em que não saberia o Fl. 2282DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21 /08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 11080.001968/200973 Acórdão n.º 3102002.238 S3C1T2 Fl. 101 3 que impugnar (direito de informação) e sobre o que se manifestar (direito de manifestação), ante a impossibilidade de conhecer a base legal que fundamentava a autuação. No mérito, alegou que: a) em razão da autonomia das obrigações tributárias principal e acessória, a falta de destaque do IPI na nota fiscal era obrigação acessória, logo o seu descumprimento implicava penalizações de cunho acessório e não principal, logo, mesmo havendo destaque do imposto na nota fiscal, poderia o adquirente do produto utilizarse dos créditos a que tinha direito; b) a escrituração extemporânea dos créditos era possível, pois era credora do IPI referente à sua atividade industrial, haja vista que o principio da não cumulatividade era pleno, por conseguinte uma eventual violação atinentes à obrigação tributária acessoria não poderia limitar o seu direito de creditamento; e c) ao corrigir os valores dos créditos nada mais fizera do que aplicar a legislação que regulava a correção dos débitos tributários, para dar efetividade ao princípio da isonomia. Sobreveio a decisão de primeira instância (fls. 2259/2263), em que, por unanimidade de votos, foram rejeitas as alegações de nulidade e, no mérito, julgada improcedente a impugnação, para manter integralmente o lançamento, com base nos fundamentos resumidos nos enunciados das ementas que seguem transcritos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Período de apuração: 31/01/2005 a 31/07/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não caracteriza cerceamento do direito de defesa a indicação no auto de infração dos dispositivos legais infringidos. CRÉDITOS BÁSICOS INDEVIDOS. É legitima a glosa de créditos quando o IPI relativo aos produtos entrados no estabelecimento industrial, não foi destacado por não ser o fornecedor contribuinte do imposto. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. Ainda que legítimos os créditos escriturais do IPI, não há previsão legal para a correção monetária dos mesmos. Em 29/5/2012, a autuada foi cientificada da referida decisão (fls. 2267/2268). Inconformada, em 27/6/2012, protocolou o recurso voluntário de fls. 2269/2275, em que reafirmou, em preliminar, a nulidade do lançamento, por ausência de descrição fática e fundamentação legal, o que configurava vício insanável, com violação aos princípios da legalidade, cerceamento do direito de defesa, contratidório e ampla defesa. No mérito, reafirmou as razões de defesa suscitadas na peça impugnatória. É o relatório. Voto Fl. 2283DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21 /08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por RICARDO PAULO ROS A 4 Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator. O recurso é tempestivo, trata de matéria da competência deste Colegiado e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. A controvérsia cingese a questões de natureza preliminar e de mérito. Em preliminar, a recorrente alegou nulidade da autuação, sob de que não houve descrição fática e fundamentação legal, o que configurava vício insanável, com violação aos princípios da legalidade, cerceamento do direito de defesa, contratidório e ampla defesa. A nulidade suscitada pela recorrente não procede. A uma, porque a fiscalização descreveu com precisão e minúcia os fatos que motivaram a autuação. Com efeito, compulsando o Relatório da Ação Fiscal de fls. 2238/2240, que integra o auto de infração, verificase que foram descritos, em detalhes, as razões da glosa dos créditos escriturados pela recorrente, provenientes de compras realizadas com não contribuintes do IPI, cujas notas fiscais, corretamente, não continham o destaque do imposto, posto que não devido. Além disso, procedeu a glosa da parcela da atualização dos créditos admitidos, por falta de previsão legal. Complementando e corroborando as informações consignadas no citado Relatório, a fiscalização elaborou os Demonstrativos de fls. 2222/2237, onde discrimina todas as operações e respectivos valores dos créditos aceitos, relativos ao período de janeiro de 2000 a dezembro de 2004, operação por operação. E no Demonstrativo de fl. 2221, a fiscalização procedeu a reconstituição escrita fiscal, referente ao período de janeiro de 2005 a julho de 2006, que compreende o período objeto da autuação, proporcionando pleno conhecimento da matéria fática e base de cálculo do imposto lançado, uma vez que nele foi especificado, mês a mês, o valor dos créditos glosados, o valor saldo reconstituído do IPI e as diferençãs dos valores do IPI a recolher. A duas, porque consta do corpo do auto de infração o adequado enquadramento legal do lançamento do imposto e da aplicação da multa (fls. 2212 e 2217), cujos fatos e infração relatados nos autos a eles se subsumem perfeitamente. Ademais, os preceitos citados ( arts. 34, inciso II, 122, 127, 163, 164, inciso I, 190, 199, 200, inciso IV e 202), todos pertencentes ao Decreto nº 4.544, de 2002 (RIPI/2002), foram apenas os necessários para respaldar o fundamento jurídico do lançamento, o que contraria o argumento da recorrente de que foram apresentados diversas disposições pretensamente violadas, ao invés de especificado unicamente o dispositivo violado com os fatos que eram correlatos. Da mesma forma, está em perfeita consonância com ainfração cometida e multa aplicada, o dispositivo legal mencionado na autuação (art. 80, inciso I, da Lei n°4.502/64, com a redação dada pelo art. 45 da Lei nº 9.430/96). Dessa forma, diferente do alegado pela recorrente, tais elementos evidenciam que o auto de infração em questão foi lavrado em conformidade com o disposto no art. 142 do CTN e no art. 10 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, atendendo, portanto, todos os requisitos formais e materiais exigidos para a autuação. Além disso, compulsando a peça impugnatória e recursal em apreço, extraise que a recorrente teve pleno conhecimento e compreendeu, perfeitamente, os motivos fático e jurídico da autuação, o que exclui qualquer alegação de cerceamento de direito defesas ou de afronta ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Por todas essas razões, rejeitase a preliminar de nulidade do auto de infração. Fl. 2284DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21 /08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 11080.001968/200973 Acórdão n.º 3102002.238 S3C1T2 Fl. 102 5 Em relação ao mérito, melhor sorte não ampara a recorrente, pelas razões a seguir aduzidas. Inicialmente, é oportuno ressaltar que a fiscalização procedeu dois tipos de glosa. Uma relativa aos créditos que não se encontravam destacados nas notas fiscais de compra a não contribuintes do IPI. A outra referente à glosa da atualização monetária, pela taxa Selic e TJLP, dos valores créditos admitidos escriturados extemporeamente. No que tante a primeira glosa, nenhum reparo merece autuação, pois, em conformidade com princípio da não cumulatividade, insculpido no art. 153, § 3o , II, da CF/1988, somente o imposto cobrado na operação anterior pode ser compensado com devido na operação seguinte. Em consonância o referido princípio constitucional, determina o art. 164 do RIPI/2002, que estabelecimento industrial poderão creditarse do imposto relativo a matéria prima, produto intermediário e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, ou seja, do imposto pago ou cobrado na operação de aquisição do insumo utilizado no processo de industrialização. Para que não reste qualquer dúvida a respeito, segue a transcrição do referido preceito regulamentar: Art. 164. Os estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, poderão creditarse (Lei nº 4.502, de 1964, art. 25): I do imposto relativo a MP, PI e ME , adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindose, entre as matériasprimas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; II do imposto relativo a MP, PI e ME , quando remetidos a terceiros para industrialização sob encomenda, sem transitar pelo estabelecimento adquirente; III do imposto relativo a MP, PI e ME , recebidos de terceiros para industrialização de produtos por encomenda, quando estiver destacado ou indicado na nota fiscal; IV do imposto destacado em nota fiscal relativa a produtos industrializados por encomenda, recebidos do estabelecimento que os industrializou, em operação que dê direito ao crédito; V do imposto pago no desembaraço aduaneiro; VI do imposto mencionado na nota fiscal que acompanhar produtos de procedência estrangeira, diretamente da repartição que os liberou, para estabelecimento, mesmo exclusivamente varejista, do próprio importador; VII do imposto relativo a bens de produção recebidos por comerciantes equiparados a industrial; VIII do imposto relativo aos produtos recebidos pelos estabelecimentos equiparados a industrial que, na saída destes, Fl. 2285DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21 /08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por RICARDO PAULO ROS A 6 estejam sujeitos ao imposto, nos demais casos não compreendidos nos incisos V a VII; IX do imposto pago sobre produtos adquiridos com imunidade, isenção ou suspensão quando descumprida a condição, em operação que dê direito ao crédito; e X do imposto destacado nas notas fiscais relativas a entregas ou transferências simbólicas do produto, permitidas neste Regulamento. Parágrafo único. Nas remessas de produtos para armazémgeral e depósito fechado, o direito ao crédito do imposto, quando admitido, é do estabelecimento depositante. Da leitura do preceito regulamentar em destaque, extraise que somente as operações anteriores em que houve cobrança, pagamento ou destaque do IPI nas notas fiscais são passíveis de gerar crédito a ser deduzido ou compensado com imposto devido na saída dos produtos industrializados pelo estabelecimento. Não se pode olvidar, ademais, que a concessão de crédito fiscal do IPI sem haja cobrança do imposto na operação de aquisição do insumo utilizado no processo produtivo do produto fabricado pelo estabelecimento industrial, certamente, configura benefício fiscal sob a modalidade de crédito ficto ou presumido, o que depende de previsão legal específica, que não existe no caso em tela. Por todas essas considerações, deve ser integralmente mantida a glosa dos créditos das operações sem destaque do IPI nas notas fiscais entrada, relativos a compras de não contribuintes do imposto. Também não há amparo legal para o acréscimo de atualização monetária, com base na taxa Selic cumulada a TJLP, sobre os valores dos créditos extemporâneos do IPI acatados pela fiscalização, discriminados nos Demonstrativos de fls. 2222/2237. No mesmo sentido, tem se firmado a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que só admite a atualização do crédito escritural se houver óbice injustificado ao reconhecimento do direito de crédito por parte da autoridade fiscal, conforme explicitado no recente julgado, cujo enunciado da ementa segue transcrito: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. OFENSA AO ART. 535 DO CPC NÃO CONFIGURADA. IPI. CREDITAMENTO. OPOSIÇÃO DO FISCO. INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO MONETÁRIA. DURAÇÃO RAZOÁVEL DO PROCESSO. PEDIDO ADMINISTRATIVO DE RESTITUIÇÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRAZO PARA DECISÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. LEI 11.457/2007. NORMA DE NATUREZA PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA. HONORÁRIOS. SÚMULA 7/STJ. 1. A solução integral da controvérsia, com fundamento suficiente, não caracteriza ofensa ao art. 535 do CPC. 2. O aproveitamento dos créditos escriturais do IPI não pode ser feito mediante incidência de correção monetária, diante da inexistência de previsão legal. Fl. 2286DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21 /08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 11080.001968/200973 Acórdão n.º 3102002.238 S3C1T2 Fl. 103 7 3. O STJ, contudo, ao interpretar a legislação federal, consignou ser inaplicável a orientação supracitada quando houver oposição ao reconhecimento do direito por parte da autoridade fiscal. Nessa situação, haverá justa causa para o fim de atualização da expressão monetária. 4. Orientação reafirmada no julgamento do REsp 1.035.847/RS, sujeito ao rito dos recursos repetitivos. 5. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 1.138.206/RS, de relatoria do Min. Luiz Fux, julgado em 9.8.2010, sob o rito dos recursos repetitivos nos termos do art. 543C do CPC e da Resolução 8/STJ, assentou que, "tanto para os requerimentos efetuados anteriormente à vigência da Lei 11.457/07, quanto aos pedidos protocolados após o advento do referido diploma legislativo, o prazo aplicável é de 360 dias a partir do protocolo dos pedidos (art. 24 da Lei 11.457/2007)". 6. O STJ pacificou o entendimento de que o quantum da verba honorária, em razão da sucumbência processual, está sujeito a critérios de valoração previstos na lei processual, e sua arbitragem é ato próprio dos juízos das instâncias ordinárias, às quais competem a cognição e a consideração das situações de natureza fática. 7. Agravo Regimental parcialmente provido para que seja aplicado o prazo disposto no art. 24 da Lei 11.457/2007. (STJ. 2ª Turma. AgRg no REsp 1343550/PR, rel. Min. Herman Benjamin, j em 04/04/2013, DJe 10/05/2013) – grifos não originais. No caso em tela, a autoridade fiscal reconheceu o crédito do IPI destacados nas notas fiscais de entrada, logo, se não houve oposição ao direito de crédito por parte da fiscalização, consequentemente, não se configura a hipótese excepcional que permite a atualização do crédito escritural do IPI, admitida no referido julgado. Logo, diferentemente do alegado pela recorrente, a orientação do STJ no acórdão anteriormente transcrito, bem como no acórdão prolatado no julgamento do REsp 1.035.847/RS (mencionado pela recorrente na peça recursal em apreço), é no sentido de admitir a atualização monetária do crédito escritural do IPI somente se configurado oposição injustificada ao direito de crédito do contribuinte por parte da autoridade fiscal, situação que não se vislumbra no caso em questão, haja vista que a fiscalização acatou todos os créditos da recorrente, escriturados extemporaneamente, relativos às aquisições de insumos de contribuintes do IPI, com o destaque do imposto nas correspondentes notas fiscais de entrada, tendo glosado apenas a parcela indevida da atualização monetária, calculada com base na taxa Selic e na TJLP. Por essas razões, a glosa da parcela da atualização dos créditos do IPI, admitidos pela fiscalização e escriturados extemporaneamente pela recorrente, deve ser integralmente mantida, por falta de amparo legal. Por todo o exposto, votase por NEGAR PROVIMENTO ao recurso, para manter na íntegra o acórdão recorrido. Fl. 2287DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21 /08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por RICARDO PAULO ROS A 8 (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 2288DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21 /08/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por RICARDO PAULO ROS A
score : 1.0
Numero do processo: 10580.911788/2009-06
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/10/2006
Direito ao crédito não conhecido.
Ausência da prova do crédito pleiteado.
Numero da decisão: 3802-003.516
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente.
(assinado digitalmente)
Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/10/2006 Direito ao crédito não conhecido. Ausência da prova do crédito pleiteado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10580.911788/2009-06
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5379759
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-003.516
nome_arquivo_s : Decisao_10580911788200906.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10580911788200906_5379759.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
id : 5618810
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:28:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032923422720
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1645; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 111 1 110 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.911788/200906 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802003.516 – 2ª Turma Especial Sessão de 20 de agosto de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Recorrente SOCIEDADE ANÔNIMA HOSPITAL ALIANÇA Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/10/2006 Direito ao crédito não conhecido. Ausência da prova do crédito pleiteado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negarlhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 91 17 88 /2 00 9- 06 Fl. 79DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 2a Turma da DRJ/BHE, a qual, por unanimidade de votos, julgou pela IMPROCEDÊNCIA da manifestação de inconformidade, tendo em vista que, na ótica fazendária, o contribuinte não conseguiu comprovar o direito ao crédito e, por via de conseqüência, não houve a homologação da compensação pleiteada. Em ato contínuo, o processo de Declaração de Compensação fora realizado pelo contribuinte por meio eletrônico, no qual pretendia quitar os débitos declarados no referido documento, com créditos decorrentes de recolhimento indevido realizado, por meio de DARF, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/10/2006 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecimento. Em sede de impugnação e de recurso, o contribuinte apresenta os mesmos argumentos, que, em síntese, se referem à identificação e exclusão da base de cálculo do PIS e da COFINS os medicamentos com incidência de alíquota zero, conforme decisão em seu favor, ainda não transitada em julgado, perante a 9ª Vara Federal da Seção Judiciária Federal do Distrito Federal sob o número 2009.34.00.0314472, de modo a manter a integralidade do crédito declarado e a homologar a compensação pleiteada por intermédio do PER/DCOMP. É o relatório. Voto Admissibilidade do Recurso. Tendo em vista que os requisitos de admissibilidade do presente recurso se fazem presentes, é de rigor dele tomar conhecimento e analisar o mérito da questão. Mérito Consultando os autos do processo noticiado pelo contribuinte, se verifica que houve a propositura de mandado de segurança coletivo, impetrado pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços, com o objetivo de suspensão da exigibilidade do PIS e da COFINS proveniente de medicamentos que já sofreram tal tributação, na forma prevista pela Lei nº 10.147/00, com as alterações posteriores feitas pela Lei nº 10.548/02, de modo a isentar ou impedir a cobrança de tais valores dos Hospitais e Clínicas substituídos. Nessa decisão de primeira instância do Pode Judiciário em favor ao recorrente, a qual está em segundo grau de jurisdição, a segurança foi concedida para Fl. 80DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911788/200906 Acórdão n.º 3802003.516 S3TE02 Fl. 112 3 determinar à autoridade fiscal que se abstivesse de exigir o recolhimento da contribuição para o PIS e COFINS sobre a receita proveniente da utilização de medicação, bem como foi declarado o direito dos substituídos à compensação de todos os valores indevidamente recolhidos a título de PIS e da COFINS sobre a receita de medicamentos. A partir da decisão judicial proferida pelo Justiça Federal, surge a seguinte situação: o contribuinte cumpre a determinação judicial e, por sua conta e risco, adota esse novo modelo tributário para o futuro e aqui sempre é bom lembrar que essa decisão judicial ainda não é definitiva, pois comporta recursos de ambas as partes envolvidas no processo até o seu ultimato da marcha processual. E, por outro lado, em relação ao passado, o contribuinte se antecipa e requer a compensação dos direitos decorrentes da própria decisão judicial. Pois bem! Para que se possa promover a compensação dos pretensos créditos, necessário se faz o preenchimento dos requisitos da liquidez e certeza decorrentes do artigo 170 do Código Tributário Nacional. E é justamente aqui se esbarra o direito do contribuinte. A compensação tributária dáse nas condições estipuladas pela lei, entre créditos líquidos e certos, vencidos e vincendos do sujeito passivo. Não é possível o encontro de contas se o contribuinte não demonstrar, previamente, estes dois requisitos. No presente caso, o recorrente tem ao seu favor uma decisão judicial precária que suspende a exigibilidade do PIS e da COFINS proveniente de medicamentos que já sofreram tal tributação, na forma prevista pela Lei nº 10.147/00, com as alterações posteriores, bem como declaração do direito dos substituídos à compensação de todos os valores indevidamente recolhidos a título de PIS e da COFINS sobre a receita de medicamentos. Esta situação, por sua vez, não implica no reconhecimento da liquidez e da certeza dos créditos tributários. A compensação de tributos devidos com créditos do particular em face do fisco é permitida em nossa legislação, desde que satisfeitos certos requisitos para tanto. Inicialmente, é interessante lembrar que a matéria está prevista no Código Tributário Nacional, no caput do art. 170: "Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública." Desde logo se verifica que o CTN é expresso ao afirmar que a lei poderá permitir a compensação, desde que seja ela feita com a utilização de créditos líquidos e certos. Não basta, assim, que existam hipotéticos pagamentos de um tributo posteriormente julgado indevido: é preciso que exista a certeza do pagamento, bem como o valor atualizado do seu montante. Por via de conseqüência, qualquer decisão judicial que autorize a compensação de créditos ilíquidos ou incertos estará violando o art. 170 do CTN. Interessante observar que o dispositivo transcrito acima não condiciona a compensação a uma necessária intervenção do Poder Judiciário. Não exige o CTN, assim, que somente possa compensar créditos aquele que tenha uma autorização judicial para tanto. O caput do art. 66 da Lei nº 8.383, de 30/12/91, autoriza a compensação prevista no art. 170 do CTN: "Art. 66. Os casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, inclusive previdenciárias, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação Fl. 81DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a períodos subseqüentes." Expressamente se verifica, inicialmente, que há de haver pagamento indevido ou a maior de tributos para que possa surgir o direito à compensação. Além disso, como mencionado acima, os créditos precisam ser líquidos e certos. Assim, se inexiste pagamento indevido ou a maior, não é possível compensar (art. 66 da Lei nº 8.383/91). Nesse sentido, se não há a certeza da existência dos pagamentos devidos, ou se estes não são líquidos, não é possível compensar (art. 170 do CTN). Presentes esses requisitos, tem o contribuinte o direito à compensação. Se não estão presentes esses requisitos, não tem o contribuinte o direito à compensação. Tendo em vista que, no presente caso, o contribuinte tem em seu poder uma decisão judicial passível de reforma, já que não houve o acertamento tributário definitivo, sou pelo CONHECIMENTO do presente recurso e dele NEGOLHE provimento para manter a decisão de primeira instância. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator Fl. 82DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10935.907127/2011-25
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 15/08/2003
PIS E COFINS. AMPLIAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins é o faturamento, assim compreendido o ingresso proveniente da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no § 1º do art. 3º da Lei nº 9718/98, por sentença proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado 29/09/2006.
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3803-005.627
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negou-se provimento ao recurso.
(Assinado Digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Jorge Victor Rodrigues - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo De Sousa E Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 15/08/2003 PIS E COFINS. AMPLIAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins é o faturamento, assim compreendido o ingresso proveniente da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no § 1º do art. 3º da Lei nº 9718/98, por sentença proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado 29/09/2006. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Recurso negado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10935.907127/2011-25
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5378716
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3803-005.627
nome_arquivo_s : Decisao_10935907127201125.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : JORGE VICTOR RODRIGUES
nome_arquivo_pdf_s : 10935907127201125_5378716.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negou-se provimento ao recurso. (Assinado Digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente. (Assinado Digitalmente) Jorge Victor Rodrigues - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo De Sousa E Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5612367
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:57 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032932859904
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2043; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 6 1 5 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10935.907127/201125 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803005.627 – 3ª Turma Especial Sessão de 27 de fevereiro de 2014 Matéria Compensação Recorrente COTRIGUAÇU COOPERATIVA CENTRAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/08/2003 PIS E COFINS. AMPLIAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins é o faturamento, assim compreendido o ingresso proveniente da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no § 1º do art. 3º da Lei nº 9718/98, por sentença proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado 29/09/2006. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negouse provimento ao recurso. (Assinado Digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 71 27 /2 01 1- 25 Fl. 43DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Corintho Oliveira Machado Presidente. (Assinado Digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo De Sousa E Jorge Victor Rodrigues. Relatório O Despacho Decisório eletrônico (Rastreamento nº 015070175), indeferiu o Per/DComp transmitida em 15/08/2003, sob a alegação de que, a partir do DARF apresentado, o crédito nele informado foi integralmente utilizado no pagamento de outros débitos, não restando saldo credor para a restituição pleiteada. Manifestando a sua inconformidade a contribuinte alegou que apurou as contribuições ao PIS e à Cofins, com base no art. 3º da então vigente Lei nº 9.718/98; que ampliou o conceito de base de cálculo dessas contribuições e que o Supremo Tribunal Federal, por meio do RE 346.084, julgou inconstitucional a ampliação da base de cálculo trazido por esse dispositivo legal; que a comprovação do recolhimento efetuado a maior se dá através de planilhas de apuração do PIS, as quais demonstram que compuseram a base de cálculo a receita da venda de mercadorias, da prestação de serviços e outras receitas – financeiras, aluguéis, recuperação de despesas, bem assim dos DARF’s correspondentes anexos, que comprovam o pagamento do valor apurado. Ao final postula pela restituição dos valores pagos a maior a título de PIS, nos termos do art. 165 do Código Tributário Nacional e art. 2º, III, ‘c’, da IN RFB 900/08, acrescidos de juros com base na taxa Selic. Em julgamento realizado em 18/04/2013, por meio do Acórdão nº 0640.373, a decisão proferida pela 3ª Turma DRJ/CTA indeferiu a manifestação de inconformidade aviada, consoante transcrição da ementa a seguir ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 15/08/2003 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. JULGAMENTO PELO STF. É perfeitamente aplicável a disposição § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, até a sua revogação pela Lei 11.941, de 27 de maio de 2009, uma vez Fl. 44DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10935.907127/201125 Acórdão n.º 3803005.627 S3TE03 Fl. 7 3 que o julgamento do STF pela inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo contida naquele dispositivo não tem efeito erga omnes, só atingindo as partes envolvidas, posto que a decisão não foi em ADIN, mas em Recurso Extraordinário. Em apertada síntese a decisão de primeira instância limitouse à alegação de que a declaração de inconstitucionalidade do STF não gerou efeito erga omnes, porém apenas inter partes; que até a edição da Lei nº 11.941, DOU de 29/05/09, que revogou tal dispositivo inconstitucional contido no § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, o mesmo era perfeitamente aplicável; e que as condições para o afastamento da aplicação da norma julgada inconstitucional, não se coadunaram com o disposto nos artigos 1º e 4º do Decreto nº 2.346/97, o que fez em observância ao disposto no artigo 26A do Decreto nº 70.235/72, com redação dada pela Lei nº 11.941/09. Por tal razão deixou o voto condutor de reconhecer o direito creditório pleiteado, consoante consta da fl. 03 da decisão vergastada. No que atine à questão probatória a referida decisão entendeu que não há nos autos provas do direito alegado, eis que a contribuinte não demonstrou fazer parte de ação judicial na qual foi declarada a inconstitucionalidade do dispositivo informado na peça inaugural, bem assim não trouxe aos autos documentos e livros fiscais, que demonstrassem de forma inequívoca, a base de cálculo utilizada para o pagamento a maior da contribuição, a teor do artigo 147, § 1º, do CTN, eis que incumbe à interessada trazer aos autos junto à peça contestatória, o direito em que se fundamenta e as provas a que se alude, em conformidade ao art. 16, III, do Dec. Nº 70.235/72. Cientificado do teor da decisão de primeira instância por meio de AR em 29/04/2013 e, com ela irresignado, o contribuinte ingressou com Recurso Voluntário em 17/05/2013, reiterando os termos expendidos na exordial, de forma minudente, para pugnar pela reforma da decisão hostilizada. É o relatório. Voto Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 45DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 O recurso interposto preenche os requisitos necessários à sua admissibilidade, dele conheço. O apelo devolvido a esta Corte versa acerca da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo do PIS e da Cofins, bem assim acerca da liquidez e certeza do crédito, cuja restituição foi suscitada pela contribuinte, com a devida atualização de acordo com a taxa Selic. O Supremo Tribunal Federal – STF, reconheceu a inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo do PIS e da Cofins prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98, e em decisão unânime, o Plenário resolveu a questão de ordem constitucional no sentido de reconhecer a repercussão geral, para reafirmar a jurisprudência do Tribunal acerca da inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98. Confirase: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS. COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.09.2006; REs 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 18.08.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso Improvido. É inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS, prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. (RE 585235/MG, Relator: Min. Cézar Peluso, julgado em 10/09/2008). Nos julgamentos realizados no âmbito do CARF a regulação acerca deste tema encontra supedâneo no disposto artigo 62A do RICARF/09, que assim estabelece: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Reiteradas vezes como julgador, ao deparar com o tema sob exame, tenho me pronunciado de forma a observar o contido no artigo 62A do Regimento Interno do CARF/09, e igualmente o faço nesta oportunidade, com o fito de solucionar a questão atinente ao reconhecimento do direito alegado pela Recorrente. No que atine à questão probatória, bem se vê que a decisão a quo esteve silente em relação à eficácia da planilha e dos DARF’s correspondentes, colacionados aos autos pela Recorrente, quando da sua manifestação de inconformidade. Fl. 46DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10935.907127/201125 Acórdão n.º 3803005.627 S3TE03 Fl. 8 5 Quanto a este aspecto o aresto recorrido limitouse a indicar a ausência nos autos de documentos “inominados” e de livros fiscais, que demonstrassem de forma inequívoca, a base de cálculo utilizada para o pagamento a maior da contribuição, a teor do artigo 147, § 1º, do CTN. Logo, a conclusão a que chegou a referida decisão é que os documentos apresentados pela Recorrente foram considerados insuficientes para demonstrar a legitimidade de sua pretensão. Neste aspecto, de os documentos apresentados pela Recorrente não serem o bastante e suficientes para demonstrar cabalmente acerca do quantum e da liquidez e certeza do crédito alegado, assiste razão ao juízo a quo, eis que aos mesmos deveriam se somar, no mínimo, as DCTF’s correspondentes e o Livro Razão relacionados ao período de apuração objeto do pedido de restituição, em observância aos princípios da segurança jurídica, da verdade material, da razoabilidade e da proporcionalidade, esculpidos no artigo 37, CF/88. É cediço que quando da apresentação de Per/DComp à repartição fiscal, por se tratar de iniciativa do próprio contribuinte, cabe ao transmitente o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. Por sua vez à autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, sobre as quais a contribuinte não se manifestou. Os juros de mora apurados com base na taxa Selic, por força de norma legal vigente, Conforme Dispõe o art. 13 da Lei nº 9.065, de 1995, c/c o art. 61, § 3º da Lei nº 9.430, de 1996, são devidos, entretanto deles não fará proveito a Recorrente pelas razões explicitadas. Com tais observações oriento o meu voto para NEGAR provimento ao recurso interposto. É assim que voto. Sala de Sessões, em 27 de fevereiro de 2014. Jorge Victor Rodrigues – Relator. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 Fl. 48DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10480.726802/2012-93
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2007, 2008, 2009, 2010
REDUÇÃO DO IMPOSTO. BENEFÍCIO RECONHECIDO DEPOIS DO LANÇAMENTO. A edição de ato declaratório reconhecendo o direito da contribuinte à redução do imposto de renda, depois de formalizado o lançamento decorrente da glosa destas deduções, tem efeitos ex tunc e enseja o cancelamento da exigência na parte correspondente às reduções autorizadas nos laudos constitutivos. MULTA DE OFÍCIO. Definido em lei, o percentual de 75% aplicado em lançamento de ofício não se sujeita a discussão no contencioso administrativo fiscal (Súmula CARF nº 2).
MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS. Confirmado o direito à redução do IRPJ e evidenciado erro no cálculo das estimativas devidas mensalmente, não subsiste a exigência.
Numero da decisão: 1101-001.165
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado em: 1) relativamente à glosa de deduções de incentivos fiscais: 1.1) por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário relativamente ao principal exigido; 1.2) por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário relativamente à multa de ofício aplicada sobre o principal remanescente; 2) relativamente à multa isolada, por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário; e 3) relativamente ao pedido de restabelecimento do saldo negativo, por unanimidade de votos, NEGAR CONHECIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
EDELI PEREIRA BESSA - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Paulo Mateus Ciccone, Marcos Vinícius Barros Ottoni e Marcelo de Assis Guerra.
Nome do relator: EDELI PEREIRA BESSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2007, 2008, 2009, 2010 REDUÇÃO DO IMPOSTO. BENEFÍCIO RECONHECIDO DEPOIS DO LANÇAMENTO. A edição de ato declaratório reconhecendo o direito da contribuinte à redução do imposto de renda, depois de formalizado o lançamento decorrente da glosa destas deduções, tem efeitos ex tunc e enseja o cancelamento da exigência na parte correspondente às reduções autorizadas nos laudos constitutivos. MULTA DE OFÍCIO. Definido em lei, o percentual de 75% aplicado em lançamento de ofício não se sujeita a discussão no contencioso administrativo fiscal (Súmula CARF nº 2). MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS. Confirmado o direito à redução do IRPJ e evidenciado erro no cálculo das estimativas devidas mensalmente, não subsiste a exigência.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10480.726802/2012-93
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5376802
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1101-001.165
nome_arquivo_s : Decisao_10480726802201293.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : EDELI PEREIRA BESSA
nome_arquivo_pdf_s : 10480726802201293_5376802.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em: 1) relativamente à glosa de deduções de incentivos fiscais: 1.1) por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário relativamente ao principal exigido; 1.2) por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário relativamente à multa de ofício aplicada sobre o principal remanescente; 2) relativamente à multa isolada, por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário; e 3) relativamente ao pedido de restabelecimento do saldo negativo, por unanimidade de votos, NEGAR CONHECIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Paulo Mateus Ciccone, Marcos Vinícius Barros Ottoni e Marcelo de Assis Guerra.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5605466
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032948588544
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 22; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2389; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T1 Fl. 2 1 1 S1C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10480.726802/201293 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1101001.165 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26 de agosto de 2014 Matéria IRPJ Redução do Imposto Recorrente REFRESCOS GUARARAPES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007, 2008, 2009, 2010 REDUÇÃO DO IMPOSTO. BENEFÍCIO RECONHECIDO DEPOIS DO LANÇAMENTO. A edição de ato declaratório reconhecendo o direito da contribuinte à redução do imposto de renda, depois de formalizado o lançamento decorrente da glosa destas deduções, tem efeitos ex tunc e enseja o cancelamento da exigência na parte correspondente às reduções autorizadas nos laudos constitutivos. MULTA DE OFÍCIO. Definido em lei, o percentual de 75% aplicado em lançamento de ofício não se sujeita a discussão no contencioso administrativo fiscal (Súmula CARF nº 2). MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS. Confirmado o direito à redução do IRPJ e evidenciado erro no cálculo das estimativas devidas mensalmente, não subsiste a exigência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em: 1) relativamente à glosa de deduções de incentivos fiscais: 1.1) por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário relativamente ao principal exigido; 1.2) por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário relativamente à multa de ofício aplicada sobre o principal remanescente; 2) relativamente à multa isolada, por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário; e 3) relativamente ao pedido de restabelecimento do saldo negativo, por unanimidade de votos, NEGAR CONHECIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 72 68 02 /2 01 2- 93 Fl. 1995DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 3 2 (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Paulo Mateus Ciccone, Marcos Vinícius Barros Ottoni e Marcelo de Assis Guerra. Fl. 1996DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 4 3 Relatório REFRESCOS GUARARAPES LTDA, já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Recife/PE que, por unanimidade de votos, julgou IMPROCEDENTE a impugnação interposta contra lançamento formalizado em 29/05/2012, exigindo crédito tributário no valor total de R$ 38.097.975,28. A exigência decorre de: · Glosa de redução do IRPJ por incentivo fiscal vinculado à SUDENE, nos anoscalendário 2007 a 2010, utilizado sem que a interessada possuísse os Atos Concessórios exigidos pelo art. 1o da Medida Provisória nº 219914/2001, art. 3o do Decreto nº 4.213/2002 e arts. 59 e 60 da Instrução Normativa SRF nº 267/2002; · Falta de recolhimento de estimativas na maior parte dos meses que integram os anoscalendário 2007, 2008 e 2010, em razão da redução indevida por incentivo fiscal; e · Dedução indevida de estimativas no ajuste anual do IRPJ em 31/12/2010, na medida em que do valor total deduzido de R$ 6.782.668,09, somente foram confirmados recolhimentos, compensações e imposto retido na fonte no valor de R$ 6.682.101,77; Impugnando a exigência, a autuada asseverou que os documentos autorizadores do incentivo constariam de processos administrativos nos quais foram apresentados pedidos de reconhecimento de incentivo em maio/2005 e janeiro/2007. Ademais, competiria à SUDENE conceder o benefício, cabendo à Receita Federal apenas proferir ato declaratório de cunho formal, indevidamente classificado pela Fiscalização como ato constitutivo de direito. Entende que foram adimplidas as exigências legais e que os despachos que não admitiram seu direito seriam improcedentes, além de editados apenas para evitar o reconhecimento tácito do incentivo. Inclusive, no anocalendário 2010 o indeferimento teria sido tardio, conferindolhe pleno gozo do incentivo, e outras nulidades se verificaram em relação à glosa dos benefícios vinculados aos Laudos Constitutivos Complementares nº 340 e 341/2006. Por fim, haveria erro no cálculo das estimativas, parte das multas isoladas já estaria alcançada pela decadência, a exigência destas não poderia se dar concomitante com a multa proporcional sobre o ajuste anual, e a penalidade sobre os valores não recolhidos deveria se limitar a 20%. Requereuse, ainda, a devolução do saldo negativo utilizado na compensação de ofício e que fosse observado o art. 112 do CTN. A Turma julgadora rejeitou estes argumentos aduzindo que: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007, 2008, 2009, 2010 ARGUIÇÃO DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO. Fl. 1997DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 5 4 As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade e ilegalidade de atos legais regularmente editados. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007, 2008, 2009, 2010 INCENTIVO FISCAL. REDUÇÃO DO IMPOSTO. FRUIÇÃO DO BENEFÍCIO. RECONHECIMENTO DA RECEITA FEDERAL. O gozo do benefício de redução do imposto sobre a renda das pessoas jurídicas e adicionais nãorestituíveis incidentes sobre o lucro da exploração, na área de atuação da SUDENE, não prescinde de reconhecimento do direito pela unidade da Secretaria da Receita Federal da jurisdição do contribuinte. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2007, 2008, 2010 PRAZO. DECADÊNCIA. MULTA ISOLADA. Na constituição do crédito de multa isolada, o prazo decadencial é regido pelo inciso I do art. 173 do CTN. MULTA ISOLADA. IRPJ SOBRE BASE DE CÁLCULO ESTIMADA. FALTA DE RECOLHIMENTO. A tributação com base no lucro real anual sujeita a pessoa jurídica a antecipações mensais do imposto, calculadas com base em estimativas. O não recolhimento, ou o recolhimento a menor, da antecipação enseja a aplicação de multa de ofício isolada. MULTA ISOLADA. MULTA PROPORCIONAL. CONCOMITÂNCIA. É cabível a aplicação da multa exigida em face do não recolhimento das estimativas mensais concomitantemente com a multa proporcional referente ao IRPJ devido e não pago ao final do período, haja vista as respectivas hipóteses de incidência cuidarem de situações distintas. APURAÇÃO ANUAL DO IMPOSTO. DEDUÇÃO INDEVIDA DE ESTIMATIVAS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. A autoridade julgadora de 1a instância observou que não houve contraposição à infração 0002 do auto de infração – Dedução indevida a título de IRPJ pago por estimativas mensais, invocando o disposto no art. 17 do Decreto nº 70.235/72. Em 04/10/2012 foi lavrada intimação para cientificar a contribuinte da decisão em referência (fl. 1159). Consoante documento de fl. 1163, referida intimação, acompanhada do acórdão de impugnação e da relação de créditos tributários do processo, foram disponibilizadas na caixa postal eletrônica da contribuinte em 04/10/2012, verificando se a ciência por decurso de prazo em 19/10/2012. Segundo documento de fl. 1162, em 08/10/2012 a contribuinte tomou conhecimento do teor dos documentos antes citados, pela abertura dos arquivos correspondentes no link Processo Digital, no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (Portal eCAC) através da opção Consulta Comunicados/Intimações. Em 06/11/2012 a contribuinte protocolizou o recurso voluntário de fls. 1165/1251, no qual inicialmente afirma que foi intimada da decisão recorrida em 08/10/2012. Argumenta que seu direito ao incentivo foi reconhecido nos Laudos Constitutivos nº 77/2005, 339, 340 e 341 de 2006 e 190 de 2010, e observa que o Laudo Constitutivo nº 190/2010 em momento algum foi mencionado no lançamento, ressaltando que Fl. 1998DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 6 5 ele, e não o Laudo nº 077/2005, integra o processo administrativo nº 10480.721979/201112, ao contrário do que citado pela Fiscalização. Afirma que a SUDENE/ADENE reconheceu os processos de diversificação, modernização e manutenção de empreendimento tratados nos referidos laudos. Contudo, a Fiscalização exigiu a apresentação de instrumentos concessórios para o gozo dos incentivos, cujos originais integravam os pedidos de reconhecimento do direito à redução do IRPJ, apresentados à Receita Federal. Daí o pedido de prazo para obtenção de novas cópias à SUDENE. Em paralelo, a autoridade fiscal constatou que a maior parte dos pedidos havia resultado em despacho decisório que concluía pela não admissibilidade do pedido, e concluiu pela utilização indevida do incentivo, promovendo sua glosa. A DRJ, por sua vez, analisou superficialmente seus argumentos, por entender que a análise do pedido de reconhecimento do direito à redução do IRPJ caberia à Delegacia da Receita Federal, impondo se, aqui, a apreciação da legislação que rege a matéria e dos documentos anexados. Enfatiza que os Laudos Constitutivos emitidos pela SUDENE/ADENE estavam na posse da Receita Federal desde maio/2005 e janeiro/2007, sendo obscura a afirmação de que não foi comprovado o reconhecimento ao benefício. Defende que a Lei nº 4.239/63 e o Decreto nº 64.214/69 ainda permanecem parcialmente aplicáveis à matéria, e que com base neste último a SUDENE editou a Portaria nº 855/94 detalhando as hipóteses de incentivo. Sucedendo a SUDENE, a ADENE passou a ter competência para administrar os incentivos fiscais, conforme Decreto nº 4.985/2004, editando a Resolução nº 2/2005 para regulamentar a matéria. Posteriormente, recriada a SUDENE, o Ministério da Integração Nacional aprovou a consolidação do regulamento de incentivos fiscais por meio da Portaria nº 2.091A/2007, seguida pelo Decreto nº 6.047/2007, instituindo a Política de Desenvolvimento Regional – PNDR, pelo Decreto nº 6.539/2008, estabelecendo critérios para os projetos, e o Decreto nº 6.674/2008, alterando alguns aspectos deste último. Em paralelo, a Receita Federal editou a Instrução Normativa SRF nº 267/2002, disciplinando no seu art. 60 o tratamento do pedido de reconhecimento de incentivo. Neste contexto, o empreendimento localizado na área da SUDENE, considerado necessário ao desenvolvimento da região, deve ser objeto de pedido de reconhecimento de sua adequação às condições legais. A SUDENE diligencia e efetua uma rigorosa análise do pleito, para confirmar que o empreendimento se amolda aos conceitos legais, emitindo o correspondente Laudo. Deste modo, o processo de reconhecimento pela RFB tratase de ato meramente declaratório e de cunho eminentemente formal. Entende, assim, que todo o problema verificado no presente processo é que a Recorrente obteve o direito do benefício junto a SUDENE, e de posse dos Laudos Constitutivos, deu entrada em pedidos junto a RFB visando o reconhecimento de tal direito. Contudo, a RFB após levar bastante tempo para apreciar os pedidos da Recorrente (quase 2 anos em alguns casos, mas, em todos, superiores a 120 dias conforme prevê a norma), não admitiu os pedidos, sob o argumento de que a Recorrente apresentava irregularidades formais em seus pedidos, melhor dizendo, dentre outros pontos, que suas certidões de regularidade fiscal estariam vencidas. A legislação, porém, não cogita da pena de perda do benefício fiscal em tais circunstâncias, e seria equivocada a premissa de que a Recorrente se utilizou do benefício, sem Fl. 1999DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 7 6 possuir o direito para tanto. Afirma que juntou aos pedidos de reconhecimento toda a documentação necessária, inclusive as certidões de regularidade fiscal válidas, e que apenas não juntou os laudos constitutivos originais no pedido de 19/07/2007 porque eles constavam nos pedidos apresentados em 22/07/2007. Reputa imprescindível a apreciação destes fatos por esta Turma Julgadora e até mesmo diligência para anexação daqueles documentos a estes autos. Entende que o Fisco deveria apenas confirmar a regularidade fiscal da interessada na data do protocolo do pedido, não lhe cabendo questionar critérios materiais do Laudo Constitutivo, consoante jurisprudência que cita. Desta forma, o ato da Receita Federal seria meramente declaratório, porque quem reconhece o direito ao incentivo de redução do IRPJ é a SUDENE, consoante já se manifestou a Câmara Superior de Recursos Fiscais. Neste contexto, somente o Regulamento do Imposto de Renda penalizaria o contribuinte com a perda do benefício em caso de descumprimento das obrigações que lhe são impostas. E, ante o interesse econômico e social que fundamenta a concessão do benefício, sua cassação ficaria restrita aos casos em que houve provas e evidências suficientes dos fatos ensejadores da perda do benefício. Enfatiza que a Câmara Superior de Recursos Fiscais é contrária à perda do benefício pela falta da comunicação de sua concessão à Receita Federal, e que no presente caso os Laudos Constitutivos foram apresentados ao Fisco, evidenciandose equivocada a glosa promovida. Discorre sobre o adimplemento dos termos previstos pela legislação para o gozo do benefício reconhecido pela SUDENE, observando que ante a juntada do Laudo Constitutivo, caberia à Receita Federal apenas verificar a juntada de certidões de regularidade fiscal válida, ante o disposto no art. 60 da Lei nº 9.069/95. Contudo, a interessada teria sido prejudicada pela demora na apreciação de seu pedido, promovida quando as certidões já não mais estavam válidas. Sua regularidade fiscal, porém, estaria evidenciada em certidão juntada à impugnação, bem como em certidão positiva com efeitos de negativa, com validade até 13/02/2013, para débitos não previdenciários, e 04/02/2013, para débitos previdenciários. Invoca a Súmula CARF nº 37, que impõe o reconhecimento da regularidade fiscal ante a apresentação de certidões de regularidade fiscal no curso do processo administrativo, e também defende a aplicação do princípio da verdade material. Afirma a improcedência dos despachos de não admissibilidade expedidos nos processos de pedidos de reconhecimento, pois estavam os processos completos em todos os seus requisitos materiais e formais, e as únicas exigências feitas referiamse a pendências fiscais surgidas após a apresentação do pedido, e ao original do Laudo Constitutivo, que integrara processo administrativo anterior. Em tais condições, seu pedido deveria ter sido não homologado, ao invés de não admitido, revelandose viciadas as decisões proferidas. Encerra este tópico individualizando as irregularidades em cada grupo de pedidos analisados. Prossegue defendendo a necessidade de reconhecimento da improcedência dos despachos decisórios proferidos nos pedidos protocolados em 19/07/2007, observando que a Turma Julgadora recorrida homologou o procedimento da fiscalização sem analisar a situação dos processos invocados pela autoridade lançadora como fundamento para a autuação. Entende possível a revisão daqueles atos administrativos com base no art. 65 da Lei nº 9.784/99, e aborda os fatos que justificam a inadequação da sanção. Fl. 2000DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 8 7 Assevera que a acusação fiscal somente se reporta aos fatos que lhe interessa, destaca a data de protocolo dos pedidos e o tempo transcorrido até a ciência de sua decisão, e afirma que a decisão de inadmissibilidade pretendeu, apenas, que o prazo de gozo tácito não fruísse, dado o transcurso de quase dois anos para apreciação do pedido. Em tais condições, a recorrente entrou em pleno gozo do benefício em 19/11/2007, relativamente aos pedidos apresentados em 19/07/2007, vez que somente tomou ciência das correspondentes decisões em 17/04/2009 e 10/05/2009, quando já havia efetuado a apuração do IRPJ dos anoscalendário 2007 e 2008. E, quanto ao processo administrativo nº 10480.721979/201112, a recorrente ainda estaria em pleno gozo do benefício, porque iniciando a fruição em 01/01/2010, ante o reconhecimento no Laudo Constitutivo nº 190, e pedido o reconhecimento em 04/03/2011, o indeferimento somente se verificou em 29/12/2011, sendo inadmissível a fruição a partir de 22/07/2011, como disse a DRJ, mormente tendo em conta a interposição de manifestação de inconformidade contra o indeferimento proferido naqueles autos. Ademais, somente a partir da decisão da DRJ no processo administrativo nº 10480.721979/201112 seria possível o lançamento do tributo devido, a teor do art. 3o do Decreto nº 4.213/2002, verificandose indevida inovação da Instrução Normativa SRF nº 267/2002 em outro sentido. Mas, ainda que não houvesse inovação, a argumentação da Turma Julgadora recorrida não se sustenta, porque quem define o termo inicial da fruição é o Laudo Constitutivo. Entende que, ante o disposto no §5o do art. 3o do Decreto nº 4.213/2002, se o fisco perde o prazo de 120 dias para reconhecimento ou não do incentivo, a interessada estará em pleno gozo do incentivo, de acordo com o determinado no Laudo Constitutivo, até que venha decisão contrária e dessa decisão contrária não sobrevier decisão irrecorrível, pois se a interessada ingressar com manifestação de inconformidade, até a decisão da DRJ continuará a usufruir do incentivo. E após eventual decisão contrária da DRJ não haverá cobrança do incentivo utilizado, porque esta é a pena para o fisco que não foi diligente. O efeito retroativo só se verificará se o pedido for apreciado em até 120 dias de seu protocolo. Assim, seria nulo o lançamento relativamente à exigência no anocalendário 2010, quando ainda inexistente decisão irrecorrível da manifestação de inconformidade interposta contra o indeferimento do pedido correspondente àquele período. Observa, ainda, que era detentora de benefícios de redução com validade até 2013, sendo de 50% de 2004 a 2008, e de 25% de 2009 a 2013. Considerando a possibilidade de complementação destes benefícios até o percentual de 75% é que foram emitidos os Laudos Constitutivos Complementares nº 340/2006 e 341/2006, que instruíram seus pedidos de reconhecimento de benefício. Assim, jamais poderia ser negado o direito ao incentivo com base nos atos anteriores. Por esta razão, também, nula é a glosa promovida em relação a estes pedidos, e nulo também se mostra o lançamento de ofício. Prossegue apontando erro na base de cálculo da multa isolada, porque a autoridade fiscal não observou que a redução do imposto é promovida de forma acumulada, porque promovida com base em balancetes de suspensão/redução. A multa isolada, por esta razão, é completamente desproporcional em relação ao valor do incentivo glosado e cobrado no Auto de Infração, devendo ser anulado o lançamento em razão de erro em sua base de cálculo. Reportase a julgados administrativos que declararam a nulidade do lançamento por vício material. Fl. 2001DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 9 8 Reafirma a decadência das multas isoladas lançadas nos períodos de janeiro a maio/2007, em razão do disposto no art. 150, §4o do CTN. Defende que a decadência da multa isolada observe a mesma regra decadencial aplicável ao tributo, conforme jurisprudência que cita, e estando o IRPJ sujeito àquela norma citada, em 29/05/2012 o Fisco não mais poderia questionar as estimativas devidas de janeiro a maio de 2007. Opõese à exigência de multa isolada porque: 1) a Fiscalização não observou o tributo devido ao final do anocalendário, e especialmente que em 2007, 2008 e 2010 foi apurado saldo negativo, com evidente recolhimento a maior; 2) encerrado o período anual de apuração, a exigência de recolhimentos por estimativa deixa de ter eficácia; e 3) já foi aplicada multa proporcional de 75% sobre IRPJ apurado no ajuste anual em 2007, 2008 e 2010. Subsidiariamente aduz que a multa isolada somente poderia incidir sobre o valor da diferença apurada entre o valor devido e o não recolhido, com base no lucro real, ao passo que a multa isolada supera o próprio imposto lançado. Requer a devolução do Saldo Negativo da Recorrente utilizado pela fiscalização em compensação de ofício, na medida em que os valores apurados em 2007 e 2010 reduziram o presente lançamento. Assim, reconhecida a improcedência do lançamento, pede que os valores utilizados pela fiscalização sejam restituídos à Recorrente, e que seja garantido o direito de ser ressarcido e utilizado para compensar outros tributos administrados pela RFB. Por fim, pede a redução da penalidade a 20%, na medida em que todos os valores já haviam sido declarados pela Recorrente. Invoca a aplicação do art. 44 da Lei nº 9.430/96 com os arts. 108, inciso IV e 112 do CTN, bem como com o art. 5o, inciso XLVI da Constituição Federal. Destaca sua idoneidade e atuação dentre grandes contribuintes e, caso mantida a exigência, pede a dosimetria ou mesmo o afastamento das multas impostas. Em 04/02/2013 foram digitalizados documentos apresentados ao CARF, pela recorrente, em 08/01/2013. Na petição que os acompanha, a interessa afirma a juntada de documentos novos que não existiam à época da interposição do recurso voluntário, consistentes nos Atos Declaratórios Executivos DRF/REC nº 242, 244, 245 e 246, publicados em 27/12/2012, os quais habilitariam a requerente a operar no regime de redução do IRPJ, inclusive adicionais não restituíveis, calculados com base no lucro da exploração. O reconhecimento corresponderia aos percentuais definidos nos Laudos nº 340/2006, 77/2005, 339/2006 e 341/2006, nos períodos nele indicados (fls. 1277/1303). Outros documentos apresentados ao CARF, pela recorrente, em 14/02/2013, foram digitalizados em 01/03/2013, anunciando a edição de outro Ato Declaratório Executivo pela DRF/Recife, nº 16, publicado em 07/02/2013. Ressalta que referido ato alcança o período de 01/01/2010 a 31/12/2019, bem como que o ato declaratório, por sua natureza, não constitui um direito novo; simplesmente declara uma situação préexistente. Assim, possui efeito ex tunc, alcançando os fatos geradores a partir do ano calendário de 2010 (que coincide com o objeto desse processo), o que põe por terra a acusação fiscal (fls. 1306/1320) Analisando os incentivos informados pela contribuinte na apuração do lucro da exploração dos anoscalendário 2007 a 2010 consignada em DIPJ, bem como os pedidos administrativos de reconhecimento de direito à redução do IRPJ apresentados pela contribuinte, as decisões administrativas neles proferidas e os atos declaratórios publicados depois da formalização da presente exigência, esta Relatora concluiu que antes de analisar os efeitos dos mencionados atos, como a contribuinte não apresentara os correspondentes laudos constitutivos à Fiscalização quando intimada, era necessário esclarecer se ela era, de fato, detentora de Fl. 2002DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 10 9 laudos expedidos pela SUDENE/ADENE que reconheçam o atendimento aos requisitos técnicos fixados em lei para usufruto do benefício fiscal na forma indicada em suas apurações de IRPJ nos anoscalendário 2007 a 2010. Assim, por meio da Resolução nº 1101000.093 esta Turma converteu o julgamento do recurso voluntário em diligência para que a autoridade lançadora confirme a correlação dos laudos constitutivos vinculados aos Atos Declaratórios Executivos publicados em 27/12/2012 e 07/02/2013 com as reduções computadas nas apurações dos anoscalendário 2007 a 2010, mediante: 1) juntada a estes autos dos elementos correspondentes aos processos administrativos que deram ensejo aos referidos Atos Declaratórios; e 2) apuração da correspondência entre os resultados dos empreendimentos avaliados para expedição dos laudos e a redução de imposto utilizada nos períodos autuados. Por meio de procedimento fiscal desenvolvido consoante elementos juntados às fls. 1357/1947, a autoridade fiscal concluiu o que exposto na Informação Fiscal de fls. 1350/1356, assim sintetizado ao seu final: 19. Diante do acima exposto concluímos que: 19.1 A contribuinte é detentora de laudos expedidos pela SUDENE/ADENE, que reconhecem o atendimento aos requisitos técnicos fixados em lei para usufruto do benefício fiscal na forma indicada em suas apurações de IRPJ nos anoscalendário de 2007 a 2010; 19.2 Há correlação dos laudos constitutivos de que a contribuinte é detentora com os Atos Declaratórios Executivos publicados em 27/12/2012 e 07/02/2013; 19.3 Há correspondência entre os resultados dos empreendimentos avaliados para expedição dos laudos e a redução de imposto utilizada nos períodos autuados. A contribuinte foi cientificada do resultado da diligência em 24/02/2014 e em 24/03/2014 manifestouse às fls. 1950/1981 destacando que a autoridade que realizou a diligência confirmou os fatos demonstrados pela Requerente. Ou seja, ao serem aplicadas as reduções previstas nos ADE que se encontram anexos aos autos, encontrase correspondência nos valores utilizados pela Requerente nos períodos autuados. Assim, requer o reconhecimento da improcedência do lançamento de ofício de IRPJ e multa de ofício. Fl. 2003DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 11 10 Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA Inicialmente cumpre observar que a infração de falta de recolhimento no ano calendário 2010, apurada em razão da dedução indevida de estimativas no ajuste anual do IRPJ (dedução de R$ 6.782.668,09, embora confirmados recolhimentos, compensações e imposto retido na fonte de apenas R$ 6.682.101,77), não foi impugnada, como exposto na decisão recorrida, e nem mesmo atacada em recurso voluntário, razão pela qual não integra o presente litígio. Quanto às glosas de redução do IRPJ por incentivo fiscal vinculado à SUDENE, nos anoscalendário 2007 a 2010, consoante exposto no voto condutor da Resolução nº 1101000.093, por meio do Termo de Início do Procedimento Fiscal (fls. 42/47), a contribuinte foi intimada a apresentar, dentre outros elementos, cópias dos instrumentos concessórios de Isenção/Redução de tributos administrados pela RFB, existentes e com vigência para o ano de 2008 (laudos SUDENE/ADENE, Atos de Reconhecimento emitidos pela RFB, etc.). Na resposta de fl. 703 a contribuinte disse não ter localizado a documentação solicitada, e afirmou estar providenciando cópia das mesmas perante a Sudene e a Receita Federal. Segundo informações contidas nas DIPJs ativas no momento do encerramento da ação fiscal (fls. 52/613), a contribuinte fez uso dos seguintes incentivos calculados sobre o lucro da exploração, segundo as Fichas 08, 10 e 28 das DIPJ: · Anocalendário 2007: redução de 75% do IRPJ sobre o lucro proporcional à receita da atividade de R$ 307.231.345,26, amparada nos Laudos nº 340/2006 e 007/2005, e redução de 25% do IRPJ sobre o lucro proporcional à receita da atividade de R$ 76.596.587,16, amparada no Laudo nº 341/2006. O benefício representou R$ 2.752.063,58 na primeira parte e R$ 228.707,87 na segunda, totalizando R$ 2.980.771,45 · Anocalendário 2008: redução de 75% do IRPJ sobre o lucro proporcional à receita da atividade de R$ 283.544.612,87, amparada nos Laudos 340/2006, 77/2005 e 339/2006, e redução de 25% do IRPJ sobre o lucro proporcional à receita da atividade de R$ 81.965.422,66, amparada no Laudo nº 341/2006. O benefício representou R$ 2.453.897,75 na primeira parte e R$ 236.452,82 na segunda, totalizando R$ 2.690.350,57; · Anocalendário 2009: redução de 75% do IRPJ sobre o lucro proporcional às receitas trimestrais da atividade de R$ 90.897.199,68, R$ 91.377.041,24, R$ 88.376.960,79 e R$ 125.009.012,09, amparada nos Laudos nº 340/2006, 77/2005 e 339/2006, bem como redução de 12,5% do IRPJ sobre o lucro proporcional às receitas trimestrais da atividade de R$ 21.770.134,85, R$ 22.012.741,43, R$ 20.467.127,42 Fl. 2004DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 12 11 e R$ 24.807.141,89, amparada no Laudo nº 341/2006. O benefício representou reduções de R$ 1.038.102,88, R$ 70.914,70, R$ 455.546,71 e R$ 3.203.734,12 na primeira parte, e R$ 41.438,09, R$ 2.847,23, R$ 17.583,26 e 105.959,68 na segunda, totalizando trimestralmente R$ 1.079.540,97, 73.761,92, R$ 473.129,97 e R$ 3.309.693,79; e · Anocalendário 2010: redução de 75% do IRPJ sobre o lucro proporcional à receita da atividade de R$ 445.438.790,31, amparada nos Laudos nº 77/2005 e 339/2006, e redução de 12,5% do IRPJ sobre o lucro proporcional à receita da atividade de R$ 95.253.581,22, amparada no Laudo nº 341/2006. O benefício representou R$ 2.017.872,51 na primeira parte e R$ 71.917,69 na segunda, totalizando R$ 2.089.790,20. A autoridade lançadora glosou os valores transportados para a Ficha 12A das DIPJ (Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real – PJ em Geral), coincidentes com os totais dos incentivos acima descritos, exceto em relação ao anocalendário 2010, no qual a dedução, e por conseqüência a glosa, foi de R$ 2.089.995,87. A motivação da glosa vinculou se ao fato de a contribuinte não possuir os Atos Concessórios exigidos pela norma de regência. Consoante relatado, questionada a cerca da correlação dos laudos constitutivos vinculados aos Atos Declaratórios Executivos publicados em 27/12/2012 e 07/02/2013 com as reduções computadas nas apurações dos anoscalendário 2007 a 2010, a autoridade fiscal concluiu que a contribuinte é detentora de laudos expedidos pela SUDENE/ADENE, que reconhecem o atendimento aos requisitos técnicos fixados em lei para usufruto do benefício fiscal na forma indicada em suas apurações de IRPJ nos anos calendário de 2007 a 2010 e afirmou a correspondência dos laudos constitutivos com os Atos Declaratórios expedidos em favor da contribuinte, bem como com os resultados dos empreendimentos que ensejaram a redução do imposto. Para tanto, a autoridade fiscal apurou que: 7.1. O Ato Declaratório Executivo n° 242, de 20/12/2012, autoriza o gozo do benefício fiscal contido no Laudo Constitutivo MI ADENE 341/2006. Ambos os documentos são peças que fundamentam o Processo n° 10480.732016/201225. 7.2. O Ato Declaratório Executivo n° 244, de 21/12/2012, autoriza o gozo do benefício fiscal contido no Laudo Constitutivo MI ADENE 340/2006. Ambos os documentos são peças que fundamentam o Processo n° 10480. 732018/201214. 7.3. O Ato Declaratório Executivo n° 245, de 20/12/2012, autoriza o gozo do benefício fiscal contido no Laudo Constitutivo MI ADENE 339/2006. Ambos os documentos são peças oMe fundamentam o Processo n° 10480.732019/201269. 7.4. O Ato Declaratório Executivo n° 246, de 21/12/2012, autoriza o gozo do benefício fiscal contido no Laudo Constitutivo MI ADENE 077/2005. Ambos os documentos são peças que fundamentam o Processo n° 10480. 732020/201293. 8. O Demonstrativo a seguir resume e sistematiza a correlação existente entre os ADEs e os Laudos Constitutivos, considerando o benefício fiscal, o projeto, o prazo de vigência e o anocalendário do usufruto informado nas respectivas DIPJs. Fl. 2005DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 13 12 Ato Declaratório Executivo (ADE) Benefício Fiscal Ato Concessório Projeto Prazo de Vigência AnoCalendário de Usufruto informado na DIPJ 244 Redução de 75% Laudo 340/2006 Novo Empreend. 01/01/2000 a 31/12/2009 2007 2008 2009 246 Redução de 75% Laudo 077/2005 Diversificação 01/01/2004 : l 31/12/2013 2007 2008 2009 2010 245 Redução de 75% Laudo 339/2006 Diversificação 01/01/2006 a 1/12/2015 2008 2009 2010 242 Redução de 25% Laudo 341/2006 Manul. Empreend. 01/01/1998 a 31/12/2013 2007 2008 242 Redução de 12,5% Laudo 341/2006 Manut. Empreend. 01/01/1998 a 31/12/2013 - 2009 2010 9. Para atender ao solicitado, juntamos aos autos cópias dos Laudos Constitutivos MI ADENE (n°s: 77/2005, 339/2006, 340/2006 e 341/2006) e os respectivos Atos Declaratórios Executivos (n°s: 242, 244, 245 e 246).4 10. Vale destacar aqui que, até o encerramento da Ação Fiscal levada a efeito na contribuinte (29/05/2012), esta não havia logrado autorização, via Ato Declaratório Executivo (ADE) do Delegado da Receita Federal do Brasil em Recife, que lhe legitimasse o direito ao gozo dos respectivos benefícios fiscais. 11. Os ADE autorizadores ao usufruto dos benefícios fiscais somente foram expedidos em data posterior ao encerramento da ação fiscal, a saber:5 ADE n° 242 (20/12/2012) LC MI ADENE n° 341/2006 Processo n° 10480.732016/201225 ADE n° 244 (21/12/2012) LC MI ADENE n° 340/2006 Processo n° 10480.732018/201214 ADE n° 245 (20/12/2012) LC MI ADENE n° 339/2006 Processo n° 10480.732019/201269 ADE n° 246 (21/12/2012) LC MI ADENE n° 077/2005 Processo n° 10480.732020/201293 12.Ainda considerando o contexto, informamos que a diligenciada tem formalizado no Processo n°10480.735862/201205, outro Laudo Constitutivo, autorizando pleito de redução do IRPJ (75%),tendo como objeto o item MODERNIZAÇÃO e vigência, o período de 2010 a 2019. LC MI ADENE 0198/2010 Vigência 2010 a 2019 Redução IRPJ = 75% O conteúdo dos referidos Atos Declaratórios, já descrito no voto condutor da Resolução nº 1101000.093, é novamente transcrito para maior clareza: ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO Nº 242, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2012 Habilita a pessoa jurídica que menciona a operar no regime de redução do IRPJ, inclusive adicionais não restituíveis, calculados com base no lucro da exploração. O DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM RECIFE, no uso das atribuições que lhe confere o Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 587, de 21 de dezembro de 2010, e considerando o disposto no artigo 14 da lei 4.239, de 27/06/1963, no parágrafo 2º do artigo 3º da Lei nº 9.532, de 10/12/1997, no artigo 2º da Medida Provisória nº 2.19914, de 24 de agosto de 2001, nos artigos 2º e 3º do Decreto nº 4.213/2002, e na IN/SRF nº 267/2002, declara: Art. 1º. HABILITADA a operar como beneficiária do regime de REDUÇÃO do IRPJ, inclusive adicionais não restituíveis, calculados com base no lucro da exploração, para a condição onerosa de MANUTENÇÃO de empreendimento industrial na área da SUDENE, a empresa REFRESCOS GUARARAPES LTDA., CNPJ nº 08.715.757/000173, situada na BR 101 Sul, Km 15,5, s/n, Prazeres, Jaboatão dos Guararapes PE, CEP 54325650, na forma do artigo 78 da IN/SRF nº 267, de 23/12/2002, conforme Laudo Constitutivo Complementar MI ADENE nº 00341/2006, constante do processo administrativo fiscal nº 10480.732016/201225. Fl. 2006DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 14 13 Art. 2º. Fica o benefício à redução, mencionado no artigo 1º, concedido ao estabelecimento de CNPJ nº 08.715.757/000173, limitado exclusivamente à atividade de produção de refrigerantes, definida como do setor prioritário de indústria de transformação bebidas, conforme art. 2º, Inciso VI, alínea "i" do Decreto nº 4.213/2002, com prazo de vigência e percentuais assim definidos: I 25% (vinte e cinco por cento), a partir de 31 de março de 2005 até 31 de dezembro de 2008; II 12,5% (doze inteiros e cinco décimos por cento), a partir de 1º de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2013. Art. 3º. Demais critérios e condições deverão obedecer aos estabelecidos no Laudo Constitutivo Complementar MI ADENE nº 00341/2006. Art. 4º. Este ato entra em vigor na data de sua publicação. MAURÍCIO MACIEL VALENÇA FILHO ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO Nº 244, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2012 Habilita a pessoa jurídica que menciona a operar no regime de redução do IRPJ, inclusive adicionais não restituíveis, calculados com base no lucro da exploração. O DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM RECIFE, no uso das atribuições que lhe confere o Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 587, de 21 de dezembro de 2010, e considerando o disposto no artigo 13 da lei 4.239, de 27/06/1963, no artigo 3º da Lei nº 9.532, de 10/12/1997, no artigo 1º da Medida Provisória nº 2.19914, de 24 de agosto de 2001, nos artigos 2º e 3º do Decreto nº 4.213/2002, e na IN/SRF nº 267/2002, declara: Art. 1º. HABILITADA a operar como beneficiária do regime de REDUÇÃO de 75% (setenta e cinco por cento) do IRPJ, inclusive adicionais não restituíveis, calculados com base no lucro da exploração, para a condição onerosa de INSTALAÇÃO de empreendimento industrial na área da SUDENE, a empresa REFRESCOS GUARARAPES LTDA., CNPJ nº 08.715.757/000173, situada na BR 101 Sul, Km 15,5, s/n, Prazeres, Jaboatão dos Guararapes PE, CEP 54325650, na forma do artigo 73 da IN/SRF nº 267, de 23/12/2002, conforme Laudo Constitutivo Complementar MI ADENE nº 00340/2006, constante do processo administrativo fiscal nº 10480.732018/201214. Art. 2º. Fica o benefício à redução, mencionado no artigo 1º, concedido ao estabelecimento de CNPJ nº 08.715.757/000416, situado na Zona industrial 3, s/n, Complexo Industrial de Suape, Cabo de Santo Agostinho PE CEP 54515070, limitado exclusivamente à atividade de fabricação de refrigerantes, definida como do setor prioritário de indústria de transformação alimentos e bebidas, conforme art. 2º, Inciso VI, alínea "i" do Decreto nº 4.213/2002, com início do prazo de vigência em 1º de janeiro de 2006 e término em 31 de dezembro de 2009. Art. 3º. Demais critérios e condições deverão obedecer aos estabelecidos no Laudo Constitutivo Complementar MI ADENE nº 00340/2006. Art. 4º. Este ato entra em vigor na data de sua publicação. MAURÍCIO MACIEL VALENÇA FILHO ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO Nº 245, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2012 Habilita a pessoa jurídica que menciona a operar no regime de redução do IRPJ, inclusive adicionais não restituíveis, calculados com base no lucro da exploração. Fl. 2007DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 15 14 O DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM RECIFE, no uso das atribuições que lhe confere o Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 587, de 21 de dezembro de 2010, e considerando o disposto no artigo 13 da lei 4.239, de 27/06/1963, no artigo 3º da Lei nº 9.532, de 10/12/1997, no artigo 1º da Medida Provisória nº 2.19914, de 24 de agosto de 2001, nos artigos 2º e 3º do Decreto nº 4.213/2002, e na IN/SRF nº 267/2002, declara: Art. 1º. HABILITADA a operar como beneficiária do regime de REDUÇÃO de 75% (setenta e cinco por cento) do IRPJ, inclusive adicionais não restituíveis, calculados com base no lucro da exploração, para a condição onerosa de DIVERSIFICAÇÃO de empreendimento industrial na área da SUDENE, a empresa REFRESCOS GUARARAPES LTDA., CNPJ nº 08.715.757/000173, situada na BR 101 Sul, Km 15,5, s/n, Prazeres, Jaboatão dos Guararapes PE, CEP 54325650, conforme Laudo Constitutivo MI ADENE nº 0339/2006, constante do processo administrativo fiscal nº 10480.732019/2012 69. Art. 2º. Fica o benefício à redução, mencionado no artigo 1º, concedido ao estabelecimento de CNPJ nº 08.715.757/000416, situado na Zona Industrial 3, s/n, Complexo Industrial de Suape, Cabo de Santo Agostinho PE CEP 54515070, limitado exclusivamente à atividade de fabricação e envasamento de água mineralizada, definida como do setor prioritário de indústria de transformação alimentos e bebidas, conforme art. 2º, Inciso VI, alínea "i" do Decreto nº 4.213/2002, com início do prazo de vigência em 1º de janeiro de 2006 e término em 31 de dezembro de 2015. Art. 3º. Demais critérios e condições deverão obedecer aos estabelecidos no Laudo Constitutivo MI ADENE nº 0339/2006. Art. 4º. Este ato entra em vigor na data de sua publicação. MAURÍCIO MACIEL VALENÇA FILHO ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO Nº 246, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2012 Habilita a pessoa jurídica que menciona a operar no regime de redução do IRPJ, inclusive adicionais não restituíveis, calculados com base no lucro da exploração. O DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM RECIFE, no uso das atribuições que lhe confere o Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 587, de 21 de dezembro de 2010, e considerando o disposto no artigo 13 da lei 4.239, de 27/06/1963, no artigo 3º da Lei nº 9.532, de 10/12/1997, no artigo 1º da Medida Provisória nº 2.19914, de 24 de agosto de 2001, nos artigos 2º e 3º do Decreto nº 4.213/2002, e na IN/SRF nº 267/2002, declara: Art. 1º. HABILITADA a operar como beneficiária do regime de REDUÇÃO de 75% (setenta e cinco por cento) do IRPJ, inclusive adicionais não restituíveis, calculados com base no lucro da exploração, para a condição onerosa de DIVERSIFICAÇÃO de empreendimento industrial na área da SUDENE, a empresa REFRESCOS GUARARAPES LTDA., CNPJ nº 08.715.757/000173, situada na BR 101 Sul, Km 15,5, s/n, Prazeres, Jaboatão dos Guararapes PE, CEP 54325650, conforme Laudo Constitutivo MI ADENE nº 0077/2005, constante do processo administrativo fiscal nº 10480.732020/201293. Art. 2º. Fica o benefício à redução, mencionado no artigo 1º, concedido ao estabelecimento de CNPJ nº 08.715.757/000416, situado na Zona Industrial 03, s/n, Complexo Industrial de Suape, Cabo de Santo Agostinho PE CEP 54515070, limitado exclusivamente à atividade de fabricação de suco de frutas KAPO, Fl. 2008DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 16 15 definida como do setor prioritário de indústria de transformação alimentos e bebidas, conforme art. 2º, Inciso VI, alínea "i" do Decreto nº 4.213/2002, com início do prazo de vigência em 1º de janeiro de 2005 e término em 31 de dezembro de 2013. Art. 3º. Demais critérios e condições deverão obedecer aos estabelecidos no Laudo Constitutivo MI ADENE nº 0077/2005. Art. 4º. Este ato entra em vigor na data de sua publicação. MAURÍCIO MACIEL VALENÇA FILHO Não há dúvida, nestes termos, acerca do reconhecimento, à contribuinte, do direito à redução do IRPJ devido nos períodos aqui autuados, até o limite dos percentuais aplicáveis sobre os resultados dos projetos descritos nos Laudos Constitutivos correspondentes. Assim, resta superado óbice formal que, identificado originalmente no procedimento fiscal, motivou as glosas aqui promovidas. De fato, nos termos do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto nº 3.000/99, o sujeito passivo somente pode se beneficiar das referidas deduções se tal direito lhe for reconhecido pela Receita Federal: Art. 551. Até 31 de dezembro de 1997, as pessoas jurídicas que mantenham empreendimentos industriais ou agrícolas em operação na área de atuação da SUDENE, em relação aos aludidos empreendimentos, pagarão o imposto e adicionais não restituíveis com a redução de cinqüenta por cento (Lei nº 4.239, de 1963, art. 14, Lei nº 5.508, de 1968, art. 35, Lei nº 7.450, de 1985, art. 58, inciso I, DecretoLei nº 2.454, de 1988, art. 2º, Lei nº 8.874, de 1994, art. 2º, e Lei nº 9.532, de 1997, art. 3º, § 2º). § 1º A redução de que trata este artigo somente se aplica ao imposto e adicionais não restituíveis calculados com base no lucro da exploração (art. 544) do empreendimento (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art.19, § 1º alínea " b ", e DecretoLei nº 1.730, de 1979, art. 1º, inciso I). § 2º A redução de que trata este artigo não impede a aplicação em incentivos fiscais (FINAM, FINOR E FUNRES), nas condições previstas neste Decreto, com relação ao montante de imposto a pagar. § 3º A redução do imposto e adicionais não restituíveis, a partir de 1º de janeiro de 1998, passa a ser calculada segundo os seguintes percentuais (Lei nº 9.532, de 1997, art. 3º, § 2º): I trinta e sete e meio por cento, a partir de 1º de janeiro de 1998 até 31 de dezembro de 2003; II vinte e cinco por cento, a partir de 1º de janeiro de 2004 até 31 de dezembro de 2008; III doze e meio por cento, a partir de 1º de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2013. § 4º Fica extinto, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1º de janeiro de 2014, o benefício fiscal de que trata este artigo (Lei nº 9.532, de 1997, art. 3º, § 3º). [...] Art. 553. O direito à redução de que trata o art. 551 será reconhecido pela Delegacia da Receita Federal a que estiver jurisdicionado o contribuinte (Lei nº 4.239, de 1963, art. 16). Fl. 2009DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 17 16 § 1º O reconhecimento do direito à redução será requerido pela pessoa jurídica, que deverá instruir o pedido com declaração, expedida pela SUDENE, de que satisfaz as condições mínimas para gozo do favor fiscal. § 2º O Delegado da Receita Federal decidirá sobre o pedido de reconhecimento do direito à redução dentro de 180 dias da respectiva apresentação à repartição fiscal competente. § 3º Expirado o prazo indicado no parágrafo anterior, sem que a requerente tenha sido notificada da decisão contrária ao pedido e enquanto não sobrevier decisão irrecorrível, considerarseá a interessada automaticamente no pleno gozo da redução pretendida, se o favor tiver sido recomendado pela SUDENE, através da declaração mencionada no § 1º deste artigo. § 4º Do despacho que denegar, parcial ou totalmente, o pedido da requerente, caberá impugnação para o Delegado da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, dentro do prazo de trinta dias, a contar do recebimento da competente comunicação. § 5º Tornandose irrecorrível, na esfera administrativa, a decisão contrária ao pedido a que se refere este artigo, a repartição competente procederá ao lançamento das importâncias que, até então, tenham sido reduzidas do imposto devido, efetuandose a cobrança do débito. § 6º A cobrança prevista no parágrafo anterior não alcançará as parcelas correspondentes às reduções feitas durante o período em que a pessoa jurídica interessada esteja em pleno gozo da redução de que trata o § 3º deste artigo. § 7º A redução de que trata o art. 551 produzirá efeitos a partir da data da apresentação à SUDENE do requerimento devidamente instruído na forma prevista no art. 7º do Decreto nº 64.214, de 18 de março de 1969. (negrejouse) E, ainda que tal direito não estivesse reconhecido à época do lançamento, sua declaração posterior, com aplicabilidade nos períodos autuados, tem necessariamente eficácia ex tunc, desconstituindo as exigências que se revelam, formal e materialmente, amparadas pelos Atos Declaratórios. Quanto ao aspecto material, examinando a escrituração da contribuinte acerca dos resultados vinculados aos projetos alcançados pelos Laudos Constitutivos referidos nos Atos Declaratórios antes citados, a autoridade fiscal produziu os seguintes quadros demonstrativos: ANO CALENDÁRIO: 2007 Valores Apresentados na Contabilidade/Planilhas Valores da DIPJ Diferença (DIPJ CONT) Lucro da Exploração 21.738.641,35 21.738.641,35 0,00 L.Expl. c/ Benefício de Redução 75% 2.749.134,70 2.752.063,58 2.928.88 L.Expl. c/ Benefício de Redução 25% 231.636,75 228.707,87 2.928.88 ANO CALENDÁRIO: 2008 Valores Apresentados na Contabilidade/Planilhas Valores da DIPJ Diferença (DIPJ CONT) Lucro da Exploração 25.476.249,49 25.476.249,49 0,00 L.Expl. c/ Benefício de Redução 75% 3.926.939,34 3.926.939,34 0,00 L.Expl. c/ Benefício de Redução 25% 0,00 Fl. 2010DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 18 17 ANO CALENDÁRIO: 2009 Valores Apresentados na Contabilidade/Planilhas Valores da DIPJ Diferença (DIPJ CX)NT) Lucro da Exploração (1º Trim) 8.628.711,92 8.628.711,93 0,01 L.Expl. c/ Benefício de Redução 75% (1º Trim) 1.254.737,63 1.254.737,63 0,00 Lucro da Exploração (2º Trim) 523.339,28 523.339,67 0,39 L.Expl. c/ Benefício de Redução 75% (2º Trim) 136.691,35 136.691,34 0 ,01 Lucro da Exploração (3º Trim) 3.619.827,58 3.619.827,62 0,04 L.Expl. c/ Benefício de Redução 75% (3º Trim) 334.999,23 334.999,23 0,00 Lucro da Exploração (4º Trim) 23.859.548,43 23.859.548,53 0,10 L.Expl. c/ Benefício de Redução 75% (4º Trim) 3.721.647,43 3.721.647,43 0,00 L.Expl. c/Beneficio de Redução 12,5% (4° Trim) 48.143,97 48.143,97 0,00 ANO CALENDÁRIO: 2010 Valores Apresentados na Contabilidade/Planilhas Valores da DIPJ Diferença (DIPJ CONT) Lucro da Exploração 17.079.645,27 17.170.201,57 90.556,30 L.Expl. c/ benefício de Redução 75% 4.154.717,57 4.156.197,09 1.479,52 O confronto destas informações com as exigências aqui formalizadas revela que, relativamente ao anocalendário 2007, a escrituração e os demonstrativos de cálculo apresentados à Fiscalização (fl. 1947) apenas evidenciaram ajustes nos valores de redução do adicional, deslocando parcela antes computada na redução de 75% para os cálculos da redução de 25% do imposto. Ao final, porém, a autoridade fiscal entendeu confirmado o direito à redução total de R$ 2.980.771,44, computada na DIPJ retificadora apresentada em 18/05/2012 e glosada no presente lançamento, como abaixo demonstrado: Anocalendário 2007 DIPJ Glosa Diligência L.Exploração 14.880.304,20 14.880.304,21 IRPJ 2.232.045,63 2.232.045,63 Adicional 1.437.372,47 1.433.467,30 Redução 75% Redução 2.752.063,58 2.749.134,70 L.Exploração 3.709.844,50 3.709.844,50 IRPJ 556.476,68 556.476,68 Adicional 358.354,79 370.070,33 Redução 25% Redução 228.707,87 231.636,75 Redução Total 2.980.771,44 2.980.771,45 2.980.771,45 Assim, deve ser afastada integralmente a glosa pertinente ao anocalendário 2007. No anocalendário 2008, a autoridade fiscal observou que houve retificação da DIPJ depois do término da auditoria fiscal, mas procedeu às análises com base nestas novas informações sem questionar sua validade, e afirmando sua compatibilidade com a escrituração contábil. Neste caso, houve significativo aumento da parcela do lucro destacada como beneficiada pelo incentivo fiscal, e sua vinculação integral à redução de 75%, na medida em que os novos cálculos apresentados à Fiscalização apontaram que a atividade sujeita à redução de 25% apresentaram prejuízo no período (fl. 1943). Em consequência, a autoridade fiscal confirmou o direito da contribuinte a redução superior àquela glosada no presente lançamento: Fl. 2011DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 19 18 Anocalendário 2008 DIPJ Glosa Diligência Redução 75% L.Exploração 14.286.340,94 25.596.873,32 IRPJ 2.142.951,14 3.839.531,00 Adicional 1.128.912,53 1.396.388,12 Redução 2.453.897,75 3.926.939,34 Redução 25% L.Exploração 4.129.812,10 (230.760,46) IRPJ 619.471,82 Adicional 326.339,45 Redução 236.452,82 Redução Total 2.690.350,57 2.690.350,57 3.926.939,34 Assim, deve ser afastada integralmente a glosa referente ao anocalendário 2008. Nos quatro trimestres anocalendário 2009, a autoridade fiscal também observou que houve retificação da DIPJ depois do término da auditoria fiscal, mas procedeu às análises com base nestas novas informações sem questionar sua validade, e afirmando sua compatibilidade com a escrituração contábil. Nestes períodos foi verificado, da mesma forma, significativo aumento da parcela do lucro destacada como beneficiada pelo incentivo fiscal, e, no que tange aos três primeiros trimestres, sua vinculação integral à redução de 75%, na medida em que os novos cálculos apresentados à Fiscalização apontaram que a atividade sujeita à redução de 25% apresentaram prejuízo no período (fl. 1939/1942). Apenas no 4o trimestre/2009 a atividade sujeita à redução de 25% apresentou resultados positivos. Os valores dos incentivos foram confirmados, portanto, nos seguintes montantes: Anocalendário 2009 DIPJ Glosa Diligência L.Exploração 6.086.553,79 7.827.756,23 IRPJ 912.983,07 1.174.163,43 Adicional 471.154,10 498.820,07 Redução 75% Redução 1.038.102,88 1.254.737,63 L.Exploração 1.457.746,74 (265.890,28) IRPJ 218.662,01 Adicional 112.842,73 Redução 12,5% Redução 41.438,09 1º Trim. Redução Total 1.079.540,97 1.079.540,97 1.254.737,63 L.Exploração 379.744,92 731.975,83 IRPJ 56.961,74 109.796,37 Adicional 37.591,19 72.458,75 Redução 75% Redução 70.914,70 136.691,34 L.Exploração 91.480,60 (536.783,83) IRPJ 13.722,09 Adicional 9.055,72 Redução 12,5% Redução 2.847,23 2º Trim. Redução Total 73.761,92 73.761,92 136.691,34 Fl. 2012DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 20 19 L.Exploração 2.439.409,67 1.793.889,29 IRPJ 365.911,45 269.083,39 Adicional 241.484,16 177.582,25 Redução 75% Redução 455.546,71 334.999,23 L.Exploração 564.940,32 (818.833,66) IRPJ 84.741,05 Adicional 55.925,06 Redução 12,5% Redução 17.583,26 3º Trim. Redução Total 473.129,97 473.129,97 334.999,23 L.Exploração 17.103.118,64 19.867.996,28 IRPJ 2.565.467,80 2.980.199,44 Adicional 1.706.177,69 1.981.997,13 Redução 75% Redução 3.203.734,11 3.721.647,43 L.Exploração 3.393.991,23 1.542.097,92 IRPJ 509.098,68 231.314,69 Adicional 338.578,73 153.837,04 Redução 12,5% Redução 105.959,68 48.143,97 4º Trim. Redução Total 3.309.693,79 3.309.693,79 3.769.791,40 Como se vê, no 1o, 2o e 4o Trimestres/2009 o valor da redução apurada em diligência é superior à glosada. Porém, no 3o trimestre/2009 a contribuinte somente logrou demonstrar seu direito à dedução de R$ 334.999,23, muito embora tenha reduzido o IRPJ devido no período em R$ 473.129,97. Em que pese a DIPJ tenha sido retificada para contemplar esta redução, é certo que isto se verificou em 27/08/2013, depois do lançamento em debate, e assim não se reveste dos benefícios da espontaneidade. Logo, ainda que a contribuinte tenha promovido recolhimentos da parcela que se revelou devida, tais valores devem ser imputados à presente exigência de ofício depois de confirmada em julgamento, e não se prestam a desconstituíla neste momento. Por tais razões, devem ser afastadas integralmente as glosas promovidas no 1o, 2o e 4o trimestres/2009 e mantida parcialmente a glosa referente ao 3o trimestre/2009, mediante sua redução de R$ 473.129,97 para R$ 138.130,74 (montante equivalente à diferença entre a glosa promovida e a parcela comprovada em diligência). Por fim, no que tange ao anocalendário 2010, a autoridade fiscal também observou que houve retificação da DIPJ depois do término da auditoria fiscal, mas procedeu às análises com base nestas novas informações sem questionar sua validade, e afirmando sua compatibilidade com a escrituração contábil. Também neste período houve significativo aumento da parcela do lucro destacada como beneficiada pelo incentivo fiscal, e sua vinculação integral à redução de 75%, na medida em que os novos cálculos apresentados à Fiscalização apontaram que a atividade sujeita à redução de 25% apresentaram prejuízo no período (fl. 1938). Em consequência, a autoridade fiscal confirmou o direito da contribuinte a redução superior àquela glosada no presente lançamento: Fl. 2013DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 21 20 Anocalendário 2010 DIPJ Glosa Diligência L.Exploração 10.793.902,99 22.232.122,19 IRPJ 1.619.085,45 3.334.818,33 Adicional 1.071.411,23 2.206.777,79 Redução 75% Redução 2.017.872,51 4.154.717,57 L.Exploração 2.308.191,24 (2.627.216,23) IRPJ 346.228,69 Adicional 229.112,86 Redução 12,5% Redução 71.917,69 Redução Total 2.089.790,20 4.154.717,57 Ficha 12A 2.089.995,87 2.089.995,87 4.156.197,09 Observese que neste período a contribuinte havia deduzido, na apuração do IRPJ devido no ajuste anual de 2010, parcela superior àquela evidenciada nos demonstrativos de cálculo do lucro da exploração apresentados na DIPJ originalmente apreciada. Ainda assim, a dedução apurada pela autoridade fiscal em diligência é superior àquela dedução majorada, impondo o cancelamento integral da glosa promovida no anocalendário 2010. Diante do exposto, o presente voto é no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para em relação às glosas de dedução de incentivos fiscais, manter a parcela de R$ 138.130,74 no 3o trimestre/2009. E, quanto aos acréscimos aplicados sobre esta exigência, não prospera a pretensão da recorrente de ver reduzida a penalidade a 20%, na medida em que todos os valores já haviam sido declarados pela Recorrente. As informações prestadas ao Fisco por meio de DIPJ resultaram na redução do IRPJ a pagar no período, e não há qualquer prova de que outra parcela do IRPJ devido, para além daquela informada em DIPJ, teria sido espontaneamente declarada antes do início do procedimento fiscal. Em tais condições, o art. 44 da Lei nº 9.430/96 determina o lançamento das parcelas não pagas e não declaradas, e a conseqüente aplicação da multa de ofício de 75%, inexistindo qualquer dispositivo legal que autorize sua redução em razão da idoneidade e atuação da recorrente dentre grandes contribuintes. No mais, cumpre recordar que, nos termos da Súmula CARFnº 2, O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Assim, deve ser NEGADO PROVIMENTO ao recurso voluntário relativamente à multa de ofício aplicada sobre o crédito tributário remanescente no 3o trimestre/2009. Também foram lançadas multas isoladas por falta de recolhimento de estimativas nos anoscalendário 2007, 2008 e 2010, em razão da recomposição dos balancetes de suspensão/redução demonstrada às fls. 966/975. Considerando que as glosas de dedução de incentivos fiscais naqueles períodos foram canceladas, seus efeitos também devem ser revertidos na recomposição promovida pela autoridade lançadora. E, neste sentido, observase que a falta de recolhimento de estimativas mensalmente apurada revelase, em quase todos os períodos de apuração, inferior à glosa promovida pela Fiscalização. Nos meses de janeiro/2008, março/2008, junho/2008, agosto/2008 e fevereiro/2010, a reversão das glosas originalmente promovidas pela Fiscalização não afastaria integralmente as estimativas não recolhidas. Porém, como antes demonstrado, nos anos calendário 2008 e 2010 a autoridade fiscal admitiu, em diligência, que a contribuinte provou ter Fl. 2014DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 22 21 direito a dedução superior à informada originalmente em DIPJ, e em montante que supera as diferenças que subsistiram em razão da reversão da glosa. Já na apuração de setembro/2007, a estimativa não recolhida de R$ 1.338.308,93, mesmo com a reversão da glosa de R$ 1.153.531,55, restaria a descoberto em R$ 184.777,38, na medida em que a contribuinte demonstrou, em diligência, seu direito à dedução no mesmo montante originalmente informado em DIPJ. A recorrente, porém, aponta erro na base de cálculo da multa isolada, porque a autoridade fiscal não observou que a redução do imposto é promovida de forma acumulada nos balancetes de suspensão/redução. E, de fato, observase que na recomposição promovida pela autoridade fiscal, o IRPJ apurado em cada mês somente foi reduzido por IRPJ devido em meses anteriores apenas nos meses de março, abril, outubro, novembro e dezembro/2007, muito embora tenha sido apurado IRPJ devido em todos os meses do anocalendário 2007. Significa dizer que, especificamente no mês de setembro/2007, ao apurar IRPJ devido de R$ 1.507.094,58 sobre a base de cálculo acumulada de R$ 6.100.378,32, a autoridade fiscal deveria deduzir as estimativas apuradas de janeiro a agosto/2007, recolhidas ou já penalizadas com multa isolada, antes de concluir que houve falta de recolhimento, naquele mês, de R$ 1.338.308,93, por conta da glosa de R$ 1.153.531,55, e novamente submeter a diferença a penalidade. Conseqüência disto é a imputação de multa isolada sobre falta de recolhimento de estimativas que, no anocalendário 2007, representaram o total de R$ 8.616.806,41, muito embora o IRPJ devido no ajuste anual do mesmo período, sobre a dedução indevida de R$ 2.980.771,45, tenha sido exigido no valor de R$ 1.381.279,79. Assim, também não subsistem as infrações de falta de recolhimento de estimativas, razão pela qual é desnecessário apreciar os demais argumentos da recorrente acerca da decadência parcial destas exigências e da impossibilidade de sua cobrança depois de encerrado o anocalendário, mormente quando apurado originalmente saldo negativo, e ainda tendo em conta a cumulação da multa isolada com a multa proporcional aplicada sobre o ajuste anual nos mesmos períodos. O presente voto, portanto, é no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário relativamente às exigências de multa isolada por falta de recolhimento de estimativas. Por fim, a recorrente requer a devolução do Saldo Negativo que foi utilizado pela fiscalização em compensação de ofício, na medida em que os valores apurados em 2007 e 2010 reduziram o presente lançamento. Assim, reconhecida a improcedência do lançamento, pede que os valores utilizados pela fiscalização sejam restituídos à Recorrente, e que seja garantido o direito de ser ressarcido e utilizado para compensar outros tributos administrados pela RFB. O pedido em referência não merece apreciação individualizada porque representa mera decorrência do que decidido por este Colegiado. Considerando que somente subsistiu parte da exigência pertinente ao 3o trimestre/2009, no qual não foi apurado saldo negativo, o cancelamento das demais glosas ensejará o restabelecimento da apuração da contribuinte à sua condição original, tornando disponíveis eventuais créditos utilizados pela Fiscalização. Fl. 2015DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10480.726802/201293 Acórdão n.º 1101001.165 S1C1T1 Fl. 23 22 Diante de todo o exposto, o presente voto é no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para manter a parcela de R$ 138.130,74 no 3o trimestre/2009, com os acréscimos aplicáveis em lançamento de ofício. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA – Relatora Fl. 2016DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
score : 1.0
Numero do processo: 10831.011015/2002-44
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Regimes Aduaneiros
Período de apuração: 19/07/1995 a 19/02/1997
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Não havendo obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão, não são cabíveis embargos de declaração.
Numero da decisão: 3101-001.623
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração.
Henrique Pinheiro Torres - Presidente.
Rodrigo Mineiro Fernandes - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente), Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres.
Nome do relator: RODRIGO MINEIRO FERNANDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Regimes Aduaneiros Período de apuração: 19/07/1995 a 19/02/1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Não havendo obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão, não são cabíveis embargos de declaração.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10831.011015/2002-44
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5376826
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3101-001.623
nome_arquivo_s : Decisao_10831011015200244.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : RODRIGO MINEIRO FERNANDES
nome_arquivo_pdf_s : 10831011015200244_5376826.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração. Henrique Pinheiro Torres - Presidente. Rodrigo Mineiro Fernandes - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente), Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5605846
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032956977152
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1666; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 3 1 2 S3C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10831.011015/200244 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3101001.623 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de março de 2014 Matéria Drawback Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado GEVISA S/A ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Período de apuração: 19/07/1995 a 19/02/1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Não havendo obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão, não são cabíveis embargos de declaração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração. Henrique Pinheiro Torres Presidente. Rodrigo Mineiro Fernandes Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente), Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres. Relatório Versa o presente processo sobre embargos de declaração interpostos pela Fazenda Nacional, por alegada omissão/obscuridade do Acórdão 3101001.331, na forma dos art. 65 do RICARF. O Acórdão embargado recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 1. 01 10 15 /2 00 2- 44 Fl. 3117DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S 2 Período de apuração: 19/07/1995 a 19/02/1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Havendo obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão, são cabíveis embargos de declaração para suprimir tais ocorrências. DRAWBACK. DECADÊNCIA. A Câmara Superior de Recursos Fiscais pacificou o entendimento que a contagem do prazo decadencial no Drawback inadimplido é regulada pelo art. 173, inciso I, do CTN (Acórdão n° 930300.147), inclusive aplicável o entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça (REsp 973733/SC) segundo o qual, não havendo antecipação do pagamento nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o prazo decadencial é deslocado para o art. 173, inciso I, do CTN. IRREGULARIDADES NO REGISTRO DE EXPORTAÇÃO. CÓDIGO DE OPERAÇÃO. A falta não de vinculação do Registro de Exportação ao Ato Concessório de Drawback exclui o benefício do Drawback em face da impossibilidade de verificação do vínculo exigido para atendimento de Regime. Embargos Declaratórios Providos A embargante alega a omissão/obscuridade no referido acórdão, especialmente em sua conclusão e em sua parte dispositiva, relativo à ausência do enquadramento das exportações no código próprio do Drawback, ainda que no voto vencedor constasse tal manifestação. Requer a embargante o provimento do recurso para especificar que os Embargos de Declaração foram providos, de forma a negar provimento ao recurso voluntário, tornando mais claro o alcance do julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes. A embargante alega omissão/obscuridade no acórdão recorrido em sua conclusão e em sua parte dispositiva, relativo à ausência do enquadramento das exportações no código próprio do Drawback, ainda que no voto vencedor constasse tal manifestação. Pelo conteúdo do voto vencedor, concluise que foi negado provimento ao recurso voluntário, com a seguinte fundamentação: "Existe campo próprio no RE para a informação do número do Ato Concessório. A vinculação de um Registro de Exportação a um determinado Ato Concessório de Drawback realizada em seu "campo 24", no qual é informado o número do Ato Concessório que o exportador está comprovando. Tal informação tem como objetivo o controle aduaneiro, impedindo a utilização de uma única exportação para comprovar o adimplemento de dois ou mais Atos Concessórios, podendo acarretar desvios de mercadorias importadas com o beneficio para o mercado interno, numa clara afronta aos princípios constitucionais da isonomia e da livre concorrência. Outra razão para a exigência de Fl. 3118DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 10831.011015/200244 Acórdão n.º 3101001.623 S3C1T1 Fl. 4 3 vinculação são os critérios utilizados na parametrização das exportações a serem fiscalizadas, com tratamento diverso nas operações enquadradas no 'regime normal' em relação às operações enquadradas no 'regime drawback". Não assiste razão a embargante. No acórdão embargado está claro o alcance do julgamento: pela exigência do número do Ato Concessório de Drawback no Registro de Exportação e pela exigência do código de vinculação ao regime no Registro de Exportação, para fins de comprovação do adimplemento das condições do referido regime. Foram mantidas as glosas dos RE’s que não atendiam às exigências, com o provimento dos Embargos de Declaração interpostos, de forma a negar provimento ao recurso voluntário. Não restam dúvidas de que esta turma decidiu que são requisitos indispensáveis para a fruição do incentivo do Drawback Suspensão, por serem indispensáveis ao Controle Aduaneiro, a correta e tempestiva anotação no Registro de Exportação do código de operação de vinculação ao Regime de Drawback e a sua vinculação ao Ato Concessório. A ausência de alguma dessas informações exclui o benefício do Drawback em face da impossibilidade de verificação do vínculo exigido para atendimento de Regime. Diante do exposto, rejeito os embargos de declaração. Sala de sessões, 27 de março de 2014. [assinatura digital] Rodrigo Mineiro Fernandes Relator Fl. 3119DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S
score : 1.0
Numero do processo: 11128.002743/2006-06
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 26/10/2004, 22/11/2004
ILEGITIMIDADE PASSIVA. AGENTE MARÍTIMO.
O agente marítimo que, na condição de representante do transportador estrangeiro, comete a infração por atraso na informação sobre carga transportada responde pela multa aplicada pela referida infração.
Negado Provimento ao Recurso Voluntário.
O instituto da denúncia espontânea é incompatível com o descumprimento extemporâneo de obrigação acessória concernente à prestação de informação ou entrega de documentos à administração aduaneira, uma vez que tal fato configura a própria infração.
Numero da decisão: 3101-000.651
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente.
(assinado digitalmente)
MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS - Redator designado.
EDITADO EM: 05/09/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Tarásio Campelo Borges, Elias Fernandes Eufrásio (Suplente), Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
Nome do relator: VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201103
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 26/10/2004, 22/11/2004 ILEGITIMIDADE PASSIVA. AGENTE MARÍTIMO. O agente marítimo que, na condição de representante do transportador estrangeiro, comete a infração por atraso na informação sobre carga transportada responde pela multa aplicada pela referida infração. Negado Provimento ao Recurso Voluntário. O instituto da denúncia espontânea é incompatível com o descumprimento extemporâneo de obrigação acessória concernente à prestação de informação ou entrega de documentos à administração aduaneira, uma vez que tal fato configura a própria infração.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11128.002743/2006-06
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5376829
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3101-000.651
nome_arquivo_s : Decisao_11128002743200606.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
nome_arquivo_pdf_s : 11128002743200606_5376829.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente. (assinado digitalmente) MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS - Redator designado. EDITADO EM: 05/09/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Tarásio Campelo Borges, Elias Fernandes Eufrásio (Suplente), Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
id : 5606129
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032959074304
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2029; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 88 1 87 S3C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11128.002743/200606 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3101000.651 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 02 de março de 2011 Matéria Multa Regulamentar Recorrente WILSON SONS AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 26/10/2004, 22/11/2004 MULTA REGULAMENTAR. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE. O descumprimento do prazo de 7 (sete) dias, fixado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), para o registro, no Siscomex, dos dados do embarque, subsumese à hipótese da infração por atraso na informação sobre carga transportada, sancionada com a respectiva multa regulamentar. MULTA ADMINISTRATIVA. INFRAÇÃO ADUANEIRA. INFORMAÇÃO EXTEMPORÂNEA DA CARGA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. O instituto da denúncia espontânea é incompatível com o descumprimento extemporâneo de obrigação acessória concernente à prestação de informação ou entrega de documentos à administração aduaneira, uma vez que tal fato configura a própria infração. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 26/10/2004, 22/11/2004 ILEGITIMIDADE PASSIVA. AGENTE MARÍTIMO. O agente marítimo que, na condição de representante do transportador estrangeiro, comete a infração por atraso na informação sobre carga transportada responde pela multa aplicada pela referida infração. Negado Provimento ao Recurso Voluntário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 27 43 /2 00 6- 06 Fl. 88DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11128.002743/200606 Acórdão n.º 3101000.651 S3C1T1 Fl. 89 2 Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente. (assinado digitalmente) MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Redator designado. EDITADO EM: 05/09/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Tarásio Campelo Borges, Elias Fernandes Eufrásio (Suplente), Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida: “Tratase de auto de infração pela não informação tempestiva dos dados de embarque no SISCOMEX relativos às declarações de exportação (DDE) citadas no corpo do auto. A fiscalização fundamentou o auto nos artigos 37 e 107, IV, "c" e "e" do DecretoLei n° 37/66 com a redação dada pela Lei n° 10.833/03, e com a regulamentação da INSRF n° 28/94. Através do presente auto de infração, cobrouse a multa de R$ 5.000,00 para cada declaração de exportação cujos dados de embarque foram informados intempestivamente. Intimada do Auto de Infração, a interessada apresentou impugnação e documentos, alegando em síntese: 1. Alega preliminarmente que apresentou defesa administrativa em 18/04/2006, em resposta à Intimação GMAX 062/2006, e que ainda não recebeu resposta por parte da fiscalização. Alega que a defesa atual depende diretamente dessa resposta e que foi violado o Princípio da Ampla Defesa. 2. Alega que não se pode cogitar o embaraço ou impedimento à ação fiscal pois de fato não houve nenhum procedimento deste tipo. A fiscalização agiu com base nos dados informados eletronicamente no sistema pela própria impugnante. 3. Alega a ocorrência da denúncia espontânea do art. 138 do CTN, pois apresentou os dados de embarque antes da intimação para o pagamento das multas. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11128.002743/200606 Acórdão n.º 3101000.651 S3C1T1 Fl. 90 3 4. Alega que a Notícia SISCOMEX 002/2005 modificou a Notícia SISCOMEX 154/94 (sie), ampliando o prazo para informação dos dados de embarque de 24 horas para 7 dias. Indica que tal alteração reforça a ausência de embaraço ou impedimento na ação da impugnante. 5. Peticiona pela realização de diligências à fl. 31. 6. Requer por fim que seja julgado improcedente o auto de infração.” A DRJ de São Paulo julgou a impugnação procedente em parte, segundo Acórdão 1735.834, que traz a seguinte ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 27/06/2004, 26/10/2004, 22/11/2004 MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. REGISTRO DOS DADOS DE EMBARQUE NO SISCOMEX. No caso de transporte marítimo, constatado que o registro, no Siscomex, dos dados pertinentes ao embarque de mercadorias se deu após decorrido o prazo regulamentar, tornase aplicável a multa prevista na alínea "e", incido IV do art. 107 do DL n° 37/66. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. RETROATIVIDADE. Nos termos da Solução de Consulta Interna n° 8 da COSIT, de 14/02/2008, aplicase a retroatividade benigna prevista na alínea "h" do inciso II do art. 106 do CTN, pelo não registro no Siscomex dos dados pertinentes ao embarque da mercadoria no prazo previsto no art. 37 da IN SRF n' 28, de 1994, em face da nova redação dada a este dispositivo pela IN SRF n 2 510, de 2005. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte” Irresignado, o contribuinte apresentou recurso voluntário a este Conselho, onde repisa os argumentos apresentados em sua impugnação. Em síntese, defende que o pequeno atraso do registro das DDE's no SISCOMEX não configura embaraço ou impedimento à fiscalização, e, se cabível fosse a imposição da penalidade, deveria ser afastada por caracterizada a denúncia espontânea. Por último, entende que não poderia ser apenada com a multa em foco, pois “não reveste a condição de empresa transportadora, mas apenas uma agência de navegação”. É o relatório. Voto Conselheira Mônica Monteiro Garcia de los Rios – redatora ad hoc Fl. 90DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11128.002743/200606 Acórdão n.º 3101000.651 S3C1T1 Fl. 91 4 Por intermédio do Despacho de efolha 87, nos termos da disposição do art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF1, aprovado pela Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, incumbiume o Presidente da Turma a formalizar o Acórdão 3101000.651, não entregue pela relatora original, Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, que não integra mais nenhum dos colegiados do CARF. Desta forma, a elaboração deste voto deve refletir a posição adotada pela relatora original, que foi acompanhada, por unanimidade, pelos demais integrantes do colegiado. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos para sua admissibilidade. Dele tomo conhecimento. No que diz respeito à ilegitimidade passiva alegada pela recorrente, não lhe cabe razão. Na condição de representante do transportador estrangeiro no País, era ela quem detinha a responsabilidade pelo registro, no Siscomex, dos dados das cargas embarcadas nos navios da empresa de navegação por ela representada. No caso, é indubitável que a recorrente foi a responsável pelo registro extemporâneo dos dados de embarque das mercadorias exportadas, no que diz respeito às DDEs 2041181280/7 e 2041313791/0. E, configurada a infração à legislação aduaneira, o agente marítimo responde pela penalidade aplicada, nos termos da disposição do art. 95, I, do DL 37/66, in verbis: Art. 95 Respondem pela infração: I conjunta ou isoladamente, quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática, ou dela se beneficie; Quanto ao mérito do presente litígio, a penalidade exigida encontra amparo na alínea “e” do inciso IV do art. 107 do Decretolei nº 37, de 1966, com a redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003, a seguir transcrito: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: [...] IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): [...] e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso porta aporta, ou ao agente de carga; e [...]. (grifos acrescidos) 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo órgão e ainda: (...) III designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazêlo ou não mais componha o colegiado; Fl. 91DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11128.002743/200606 Acórdão n.º 3101000.651 S3C1T1 Fl. 92 5 Quanto ao prazo para a prestação das informações em tela, assim estabeleceu o art. 37 da Instrução Normativa SRF nº 1.096, de 13/12/2010, a seguir transcrito, que já foi corretamente aplicado retroativamente pela decisão recorrida: Art. 37. O transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de 7 (sete) dias, contados da data da realização do embarque. No caso em exame, a partir das consultas do histórico dos despachos de exportação que remanesceram da autuação (fls. 13 a 18), constatase que o registro dos dados de embarque foram efetuados após o prazo de sete dias, fixado na atual redação do art. 37 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 1994. Fica demonstrado, portanto, que a conduta da recorrente enquadrase perfeitamente à descrição da infração estabelecida no art. 107, IV, “e”, do Decretolei nº 37, de 1966, com a nova redação da Lei nº 10.833, de 2003. Por último, quanto ao afastamento da penalidade em foco pela aplicação do instituto da denúncia espontânea (art. 138 do CTN), não é possível. Se admitida a aplicação da denúncia espontânea para infrações por atraso na prestação de informações, o cometimento da infração só resultaria na cobrança da multa em comento caso o contribuinte estivesse sob ação fiscal. Isso implicaria que todo atraso na prestação de informações exigidas, antes de ação fiscal, deixaria de ser tomado por infração. Assim, ainda que comprovada a infração (informações prestadas após o prazo estabelecido pela legislação), a multa aplicada seria inexigível, em face da exclusão da responsabilidade do infrator pela denúncia espontânea da infração. Isso representaria um contrassenso jurídico, uma espécie de revogação da penalidade pelo intérprete e aplicador da norma, pois, na prática, a sanção estabelecida para a penalidade resulta não exigível, excluindo a possibilidade de punir a prática de infração legalmente estabelecida (atraso na entrega de informações). Em situação análoga, relativa ao descumprimento de obrigação acessória de natureza tributária (atraso na entrega de declaração), a jurisprudência deste E. Conselho firmou entendimento no sentido da inaplicabilidade do instituto da denúncia espontânea, previsto no art. 138 do CTN, nos termos do enunciado da Súmula CARF nº 49, a seguir transcrita: Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. O STJ também tem decidido nesse mesmo sentido, podendo ser citado o julgamento proferido no ADRESP 885259/MG, Primeira Turma, Rel. Min Francisco Falcão DJU de 12/04/2007. Segundo o entendimento do STJ, o cumprimento extemporâneo de qualquer tipo de obrigação acessória configura infração formal, não abrangida pelo benefício da denúncia espontânea da infração, previsto no art, 138 do CTN, por se tratar de obrigações acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com o do fato gerador de tributo. Com esse mesmo entendimento existem vários julgados do e. Tribunal Superior, nos quais foi declarada a impossibilidade de aplicar a denúncia espontânea aos casos em que configurada a infração por atraso na entrega da declarações (DCTF, DIPJ etc). Fl. 92DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11128.002743/200606 Acórdão n.º 3101000.651 S3C1T1 Fl. 93 6 Desta forma, fica demonstrado que a denúncia espontânea da infração, previsto no art. 102 do Decretolei n° 37, de 1966, não se aplica às infrações aduaneiras de natureza acessória, caracterizadas pelo atraso na prestação de informação à administração, em especial, o atraso na prestação de informação sobre carga transportada. Com base nesses fundamentos, votouse por negar provimento ao recurso voluntário apresentado. E são essas as considerações possíveis para suprir a inexistência do voto. Mônica Monteiro Garcia de Los Rios – Redatora ad hoc Fl. 93DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS
score : 1.0
Numero do processo: 10580.911724/2009-05
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/04/2004
Direito ao crédito não conhecido.
Ausência da prova do crédito pleiteado.
Numero da decisão: 3802-003.453
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente.
(assinado digitalmente)
Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 30/04/2004 Direito ao crédito não conhecido. Ausência da prova do crédito pleiteado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10580.911724/2009-05
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5379685
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-003.453
nome_arquivo_s : Decisao_10580911724200905.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10580911724200905_5379685.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
id : 5618630
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:28:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032961171456
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1646; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 111 1 110 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.911724/200905 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802003.453 – 2ª Turma Especial Sessão de 20 de agosto de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Recorrente SOCIEDADE ANÔNIMA HOSPITAL ALIANÇA Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/04/2004 Direito ao crédito não conhecido. Ausência da prova do crédito pleiteado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negarlhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 91 17 24 /2 00 9- 05 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 2a Turma da DRJ/BHE, a qual, por unanimidade de votos, julgou pela IMPROCEDÊNCIA da manifestação de inconformidade, tendo em vista que, na ótica fazendária, o contribuinte não conseguiu comprovar o direito ao crédito e, por via de conseqüência, não houve a homologação da compensação pleiteada. Em ato contínuo, o processo de Declaração de Compensação fora realizado pelo contribuinte por meio eletrônico, no qual pretendia quitar os débitos declarados no referido documento, com créditos decorrentes de recolhimento indevido realizado, por meio de DARF, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/04/2004 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecimento. Em sede de impugnação e de recurso, o contribuinte apresenta os mesmos argumentos, que, em síntese, se referem à identificação e exclusão da base de cálculo do PIS e da COFINS os medicamentos com incidência de alíquota zero, conforme decisão em seu favor, ainda não transitada em julgado, perante a 9ª Vara Federal da Seção Judiciária Federal do Distrito Federal sob o número 2009.34.00.0314472, de modo a manter a integralidade do crédito declarado e a homologar a compensação pleiteada por intermédio do PER/DCOMP. É o relatório. Voto Admissibilidade do Recurso. Tendo em vista que os requisitos de admissibilidade do presente recurso se fazem presentes, é de rigor dele tomar conhecimento e analisar o mérito da questão. Mérito Consultando os autos do processo noticiado pelo contribuinte, se verifica que houve a propositura de mandado de segurança coletivo, impetrado pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços, com o objetivo de suspensão da exigibilidade do PIS e da COFINS proveniente de medicamentos que já sofreram tal tributação, na forma prevista pela Lei nº 10.147/00, com as alterações posteriores feitas pela Lei nº 10.548/02, de modo a isentar ou impedir a cobrança de tais valores dos Hospitais e Clínicas substituídos. Nessa decisão de primeira instância do Pode Judiciário em favor ao recorrente, a qual está em segundo grau de jurisdição, a segurança foi concedida para Fl. 123DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911724/200905 Acórdão n.º 3802003.453 S3TE02 Fl. 112 3 determinar à autoridade fiscal que se abstivesse de exigir o recolhimento da contribuição para o PIS e COFINS sobre a receita proveniente da utilização de medicação, bem como foi declarado o direito dos substituídos à compensação de todos os valores indevidamente recolhidos a título de PIS e da COFINS sobre a receita de medicamentos. A partir da decisão judicial proferida pelo Justiça Federal, surge a seguinte situação: o contribuinte cumpre a determinação judicial e, por sua conta e risco, adota esse novo modelo tributário para o futuro e aqui sempre é bom lembrar que essa decisão judicial ainda não é definitiva, pois comporta recursos de ambas as partes envolvidas no processo até o seu ultimato da marcha processual. E, por outro lado, em relação ao passado, o contribuinte se antecipa e requer a compensação dos direitos decorrentes da própria decisão judicial. Pois bem! Para que se possa promover a compensação dos pretensos créditos, necessário se faz o preenchimento dos requisitos da liquidez e certeza decorrentes do artigo 170 do Código Tributário Nacional. E é justamente aqui se esbarra o direito do contribuinte. A compensação tributária dáse nas condições estipuladas pela lei, entre créditos líquidos e certos, vencidos e vincendos do sujeito passivo. Não é possível o encontro de contas se o contribuinte não demonstrar, previamente, estes dois requisitos. No presente caso, o recorrente tem ao seu favor uma decisão judicial precária que suspende a exigibilidade do PIS e da COFINS proveniente de medicamentos que já sofreram tal tributação, na forma prevista pela Lei nº 10.147/00, com as alterações posteriores, bem como declaração do direito dos substituídos à compensação de todos os valores indevidamente recolhidos a título de PIS e da COFINS sobre a receita de medicamentos. Esta situação, por sua vez, não implica no reconhecimento da liquidez e da certeza dos créditos tributários. A compensação de tributos devidos com créditos do particular em face do fisco é permitida em nossa legislação, desde que satisfeitos certos requisitos para tanto. Inicialmente, é interessante lembrar que a matéria está prevista no Código Tributário Nacional, no caput do art. 170: "Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública." Desde logo se verifica que o CTN é expresso ao afirmar que a lei poderá permitir a compensação, desde que seja ela feita com a utilização de créditos líquidos e certos. Não basta, assim, que existam hipotéticos pagamentos de um tributo posteriormente julgado indevido: é preciso que exista a certeza do pagamento, bem como o valor atualizado do seu montante. Por via de conseqüência, qualquer decisão judicial que autorize a compensação de créditos ilíquidos ou incertos estará violando o art. 170 do CTN. Interessante observar que o dispositivo transcrito acima não condiciona a compensação a uma necessária intervenção do Poder Judiciário. Não exige o CTN, assim, que somente possa compensar créditos aquele que tenha uma autorização judicial para tanto. O caput do art. 66 da Lei nº 8.383, de 30/12/91, autoriza a compensação prevista no art. 170 do CTN: "Art. 66. Os casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, inclusive previdenciárias, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação Fl. 124DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a períodos subseqüentes." Expressamente se verifica, inicialmente, que há de haver pagamento indevido ou a maior de tributos para que possa surgir o direito à compensação. Além disso, como mencionado acima, os créditos precisam ser líquidos e certos. Assim, se inexiste pagamento indevido ou a maior, não é possível compensar (art. 66 da Lei nº 8.383/91). Nesse sentido, se não há a certeza da existência dos pagamentos devidos, ou se estes não são líquidos, não é possível compensar (art. 170 do CTN). Presentes esses requisitos, tem o contribuinte o direito à compensação. Se não estão presentes esses requisitos, não tem o contribuinte o direito à compensação. Tendo em vista que, no presente caso, o contribuinte tem em seu poder uma decisão judicial passível de reforma, já que não houve o acertamento tributário definitivo, sou pelo CONHECIMENTO do presente recurso e dele NEGOLHE provimento para manter a decisão de primeira instância. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator Fl. 125DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 11080.010881/2008-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 04 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Aug 22 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1202-000.247
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto Donassolo - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Plínio Rodrigues Lima - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Plínio Rodrigues Lima, Marcos Antonio Pires (suplente), Manoel Mota Fonseca (suplente), Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno.
Nome do relator: PLINIO RODRIGUES LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201406
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 22 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11080.010881/2008-14
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5370887
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 22 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1202-000.247
nome_arquivo_s : Decisao_11080010881200814.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : PLINIO RODRIGUES LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 11080010881200814_5370887.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo - Presidente. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Plínio Rodrigues Lima, Marcos Antonio Pires (suplente), Manoel Mota Fonseca (suplente), Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 04 00:00:00 UTC 2014
id : 5577802
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032981094400
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1603; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T2 Fl. 2 1 1 S1C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.010881/200814 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1202000.247 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 04 de junho de 2014 Assunto CSLL Recorrente ALTEMO ADVOGADOS ASSOCIADOS Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Presidente. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Plínio Rodrigues Lima, Marcos Antonio Pires (suplente), Manoel Mota Fonseca (suplente), Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno. Relatório Consta do relatório do Acórdão n° 1037.033 5ª Turma da DRJ/POA, (Fls. 677 a 681), de 23/02/2012: As citações de números de folhas referemse ao processo digital. Contra o interessado, antes qualificado, foi lavrado Auto de Infração com anexos para exigência de crédito tributário relativo à contribuição RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 80 .0 10 88 1/ 20 08 -1 4 Fl. 1185DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 20/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 11080.010881/200814 Resolução nº 1202000.247 S1C2T2 Fl. 3 2 social sobre o lucro líquido (CSLL), referente a fatos geradores ocorridos nos anoscalendário de 2003 e 2004(fls. 4 – 15). As infrações descritas são as seguintes: 1. Falta de adição do valor da contribuição registrada como despesas ou custo. Não foram adicionados, na apuração da base de cálculo da contribuição, os valores da Cofins cuja a exigibilidade está suspensa em virtude do depósito judicial. Enquadramento legal: Lei nº 7.689, de 1988, art. 2º, § 1º, alínea “c”, item 3, alterado pela Lei nº 8.034, de 1990, art. 2º; Lei nº9.249, de 1995, art. 13, inciso I e IN SRF nº 390, de 2004, art. 50. 2. Compensação indevida de base de cálculo negativa de períodos anteriores. Inobservância do limite de 30% do lucro líquido ajustado. Enquadramento legal: art. 2º e §§, da Lei nº 7.689, de 1988; art. 58 da Lei nº 8.981, de 1995; art. 16 da Lei nº 9.065, de 1995; art. 37 da Lei nº 10.637, de 2002. 3. Insuficiência de recolhimento/declaração da contribuição. Valores declarados na DIPJ do anocalendário de 2003, terceiro e quarto trimestres. Enquadramento legal: art. 841, Incisos I, III e IV, do RIR/99. A multa de ofício com o percentual de 75% e os juros de mora são exigidos conforme o enquadramento legal descrito à fl. 15. O total do crédito tributário do processo, até a data da autuação, é de R$ 176.449,81 (fl. 4). O autuado, por meio de suas advogadas (procuração à fl. 358), impugnou o lançamento (fls. 325357), alegando, em síntese, sob os seguintes títulos/subtítulos, o seguinte: I – DOS FATOS Depois de relatar a exigência fiscal, registra que providenciou a compensação de parte da CSLL lançada no 4º trimestre/2003 e no 2º trimestre/2004, conforme PER/DCOMP que anexa (doc. 02), nos valores de originários de R$ 4.755,22 e de R$ 11.364,80, respectivamente, com juros devidos à taxa Selic (out/2008), com aproveitamento da redução da multa (50%). Assim, a parte litigiosa corresponde as seguintes parcelas: 1) Lançamento relativo ao 3º trimestre de 2003. 2) Parte do lançamento referente ao 4º trimestre de 2003, no valor originário de R$ 4.710,64. 3) Valores referentes ao 1º, 3 e 4º trimestres de 2004. 4) Parte do lançamento tributário do 2º trimestre de 2004, no valor originário de R$ 13.810,68. Fl. 1186DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 20/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 11080.010881/200814 Resolução nº 1202000.247 S1C2T2 Fl. 4 3 Acrescenta que a autoridade lançadora desprezou, na apuração dos valores apontados nos autos, o seguinte: 1) A utilização de parte da base de cálculo negativa passível de compensação no limite de 30% do lucro líquido ajustado da CSLL, relativamente ao 3º trimestre do anobase de 2003. 2) O direito de deduzir retenções de CSLL (antecipações de CSLL) contabilizadas no 1º, 2º, 3º e 4º trimestres do anobase de 2004, relativamente às receitas que foram integradas à base de cálculo da CSLL nesses períodosbase. 3) O pagamento efetivado por DARF no 4º trimestre do anobase de 2003. 4) Ainda, em linha subsidiária, preteriu pagamento efetivado por DARF no 3º trimestre do anobase de 2003. Assim, os valores em litígio são indevidos. II – DO DIREITO A. Da preterição do lançamento tributário à compensação de bases negativas de períodos anteriores, no limite de 30% da base de cálculo ajustada da CSLL apurada, relativamente ao 3º trimestre do anobase de 2003 Admite a inclusão de R$ 35.501,74, na base de cálculo da CSLL do 3º trimestre de 2003, que corresponde à Cofins com exigibilidade suspensa (infração 001). Contudo, relativamente à infração 003 (insuficiência de recolhimento ou declaração), valor de R$ 35.900,18, que foi declarado na DIPJ/2004 (fl. 44), não concorda. Diz que, no 2º trimestre/2003, ocorreu a compensação integral da base de cálculo negativa de período anterior, no montante de R$ 504.810,88, efetivamente superior ao limite legal de 30%, circunstância que foi revisada e corrigida mediante lançamento de ofício no processo 11080.006347/200803. 4 Assim, regularizada a indevida compensação, o autuado pode compensar no 3º trimestre de 2003, a base de cálculo negativa da contribuição de períodobase anterior, no limite de 30% da base de cálculo ajustada da CSLL apurada. Refazendo os cálculos, a defesa reconhece como devido o valor de R$ 27.366,74, referente ao 3º trimestre de 2003, e não R$ 35.900,18. Para revisão do lançamento de ofício, anexa a DIPJ “retificadora” (doc 06 – fl. 411), bem como a DCTF (doc 07), que formaliza tal crédito tributário, totalmente extinto, conforme DARF (doc. 05), em 14/03/2008. Fl. 1187DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 20/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 11080.010881/200814 Resolução nº 1202000.247 S1C2T2 Fl. 5 4 B. Da extinção da CSLL lançada de ofício no 4º trimestre do ano base de 2003 Alega que o valor de R$ 4.710,64 é improcedente pois, de acordo com o DARF que anexa (doc 08), o referido valor está extinto. De outra forma, o valor de R$ 4.755,22, também está extinto, mediante compensação, conforme PER/DCOMP (Doc 02). Assim, o lançamento referente ao trimestre deve ser revisado, cabendo citar que a retificadora da DIPJ/2004 (doc 06) e também a DCTF (doc 09). Observa que o pagamento ocorreu em 14.03.2008, conforme DARF (doc 08), antes do lançamento de ofício. C. Da desconsideração de retenções de CSLL relativas as receitas integradas à base de cálculo tributável dessa contribuição social nos trimestres dos anosbase de 20032004 As exigências fiscais, principalmente, relativas ao 2º, 3º e 4º trimestres do ano de 2004 estão incorretas, porque a autoridade fazendária, na revisão das DIPJ de 2004 e 2005, preteriu a análise da CSLL antecipada, que foi retida na fonte em cada períodobase, relativamente às receitas integradas à base de cálculo da CSLL, conforme pode ser verificado na escrituração contábil aliada aos comprovantes emitidos pelas fontes pagadoras. CSLL – 1º trimestre de 2004 Diz o impugnante que, conforme razão contábil, constatase na conta patrimonial do Ativo Circulante – Imposto a Recuperar – CSLL a compensar – no encerramento do 1º trimestre de 2004 (doc. 11), saldo devedor contábil, no valor de R$ 3.326,29, o qual deve ser reconhecido como crédito de CSLL, passível de restituição/compensação (saldo negativo de CSLL). Diante dessas informações, o lançamento deve ser revisado, conforme está na DIPJ/2005 retificada (doc. 12), para reconhecimento do indébito fiscal. CSLL – 2º trimestre de 2004 Em resumo, a defesa concorda com o valor da CSLL apurada, R$ 25.175,47 (fl. 343). No entanto, segundo a defesa, o razão contábil do autuado comprova, na conta patrimonial “CSLL a compensar”, no encerramento do 2º trimestre de 2004 (doc. 13), o saldo devedor contábil de CSLL é de R$ 16.096,39, que deduzido do valor R$ 2.285,71 (informado na DIPJ/2005), ainda dispõe de um saldo de R$ 13.810,68, apto a deduzir parte da CSLL que foi lançada, restando, assim um saldo a pagar de R$ 11.364,80. A extinção desse valor (R$ 11.364,80) foi providenciada mediante compensação via PER/DCOMP (doc 02). Assim, segundo a defesa, o valor de R$ 13.810,68 corresponde a parte indevida, pois deve ser deduzida a contribuição contabilizada como Fl. 1188DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 20/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 11080.010881/200814 Resolução nº 1202000.247 S1C2T2 Fl. 6 5 antecipação nesse trimestre, conforme demonstração na DIPJ/2005 retificada (fl. 381). CSLL – 3º trimestre de 2004 A defesa também concorda com a contribuição exigida, no valor R$ 925,07. Pelos mesmos motivos expostos anteriormente, descreve que existe um saldo devedor contábil de CSLL em sua contabilidade, no valor de R$ 15.006,10, que também é suficiente para deduzir a contribuição lançada, restando, ao final, o valor de R$ 14.081,03. Diz que a CSLL suportada como antecipação, que não foi compensada contabilmente e em termos fiscais, pode ser deduzida, conforme autorização contida no art. 16, I e IV, da IN SRF nº 390/94. Dessa forma, alega a defesa, apontado o erro de fato, a exigência também é indevida, devendo o lançamento ser revisado. CSLL – 4º trimestre de 2004 A defesa concorda com o valor da contribuição apurada, RS 2.692,16, no entanto, relata que dispõe de um saldo devedor contábil de CSLL, no valor de R$ 7.338,07. Descreve que na DIPJ/2005 (anteriormente à revisão fiscal) consta a dedução da CSLL retida na fonte, no exato montante da CSLL apurada, que informou como devida nesse trimestre (R$ 2.569,22). Reitera que a pretensão de deduzir da CSLL lançada o valor retido da contribuição tem amparo legal, na citada instrução normativa. Assim, diz a defesa, apontado o erro de fato na constituição do crédito tributário, a exigência é improcedente. Acrescenta que os valores da CSLL retidos estão comprovados com “razões contábeis” e, por amostragem, com informes de rendimentos emitidos pelas fontes pagadoras dos rendimentos (doc. 17). Esses valores são formadores dos saldos negativos da CSLL no anobase de 2004 e suficientes para sustar os efeitos da revisão de ofício da DIPJ/2005. Por último, em apoio aos argumentos descritos, a defesa apresenta entendimentos da doutrina. III – DO PEDIDO Ao final a defesa requer a desconstituição da parte do lançamento contraditado, com a conseqüente extinção do correspondente crédito tributário lançado: a) referentes ao 3º e quarto trimestres de 2003, tendo em vista os DARFs de pagamento; b) referentes ao 2º, 3º e 4º trimestres de 2004, tendo em vista a utilização da CSLL retida na fonte, que incidiu sobre as receitas computadas na apuração do valor tributável. Resumiuse a decisão em primeira instância na seguinte ementa: Fl. 1189DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 20/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 11080.010881/200814 Resolução nº 1202000.247 S1C2T2 Fl. 7 6 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2003, 2004 RETIFICAÇÃO DE DIPJ APÓS O INICIO DA AÇÃO FISCAL. INEFICÁCIA. A retificação da DIPJ não opera efeitos quanto ao auto de infração se efetuada depois de iniciado o processo de lançamento de ofício. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. TRIBUTO OU CONTRIBUIÇÃO ADMINISTRADOS PELA RFB. A restituição ou a compensação de valores indevidos deve ser requerida pelo sujeito passivo mediante a utilização do programa PER/DCOMP. MULTA DE OFICIO. INCIDÊNCIA. O inicio do procedimento fiscal exclui a espontaneidade e determina a incidência de multa de ofício sobre os valores da contribuição devida. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Intimada da referida decisão em 14/03/2012 (Fls. 690), a Recorrente interpôs o presente recurso em 12/04/2012 (Fls. 691 a 780), com o seguinte pedido: (...) III. DO PEDIDO Ante o exposto nas razões recursais, a Recorrente requer a reforma do julgamento de primeiro grau, adotados os argumentos e fundamentos jurídicos esgrimidos em seu favor desde a impugnação, para efeito da correspondente extinção do crédito tributário constituído e não confessado no Auto de Infração, especialmente quanto ao (i) 3o e 4o Trimestres/2003, conforme se comprova por DARF o seu pagamento; e, (ii) 2o, 3o e 4o Trimestres/2004, eis que, indubitavelmente, extintos os créditos tributários de CSLL lançados, nos termos do art. 16, I e IV da Instrução Normativa SRF n. 390/04, que admite à pessoa jurídica tributada mediante base de cálculo ajustada deduzir da CSLL devida, em cada períodobase, o valor da CSLL Retida na Fonte que incidiu sobre as receitas computadas na apuração do apontado regime de tributação. (...) Subiram os autos ao CARF em 16/04/2012, distribuídos, por sorteio a este Relator em 06/08/2013. É o relatório. Fl. 1190DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 20/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 11080.010881/200814 Resolução nº 1202000.247 S1C2T2 Fl. 8 7 Voto Conselheiro Plínio Rodrigues Lima, Relator. Tratase de recurso contra decisão em primeira instância que manteve o crédito tributário referente à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), anoscalendário 2003 e 2004, constante de auto de infração (Fls. 14). Antes de prosseguir o julgamento, fazse necessário que a Delegacia da Receita Federal do Brasil de circunscrição da Recorrente informe a este Colegiado os motivos da desconsideração de DCTF apresentada em 14/11/2003 (doc. 01 anexo ao recurso voluntário) na apuração do crédito tributário relativo à CSLL do 3° Trimestre de 2003, conforme argumentou a Recorrente: (...) Ao contrário do acórdão a quo, previamente, esclareçase que em 14.11.2003. mediante DCTF retificadora (doc. 01) relativa ao 3o Trimestre de 2003, quase cinco anos antes do procedimento fiscal instaurado em fevereiro de 2008, a Recorrente já havia confessado o débito de CSLL de R$ 27.366,74, o qual teve sua confissão somente reiterada na DCTF retificadora, transmitida em 16.10.2008, arrolada como doe. 07 da impugnação. (...) Intimese a Recorrente para o contraditório em relação aos esclarecimentos da referida Delegacia, no prazo de trinta dias, conforme o disposto no Decreto n° 70.235, de 1972. Decorrido o referido prazo, retornemse os autos para continuação do julgamento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima Fl. 1191DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 20/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO
score : 1.0
Numero do processo: 13603.903607/2008-61
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Sep 25 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE PRESSUPOSTOS LEGAIS. IMPEDIMENTO.
A ausência de comprovação da existência do crédito presumido, mediante a apresentação de documentos hábeis e idôneos, e a inexistência de industrialização no estabelecimento do sujeito passivo desautorizam o reconhecimento de crédito de IPI.
Numero da decisão: 3803-006.343
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negou-se provimento ao recurso,.
(Assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Jorge Victor Rodrigues - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE PRESSUPOSTOS LEGAIS. IMPEDIMENTO. A ausência de comprovação da existência do crédito presumido, mediante a apresentação de documentos hábeis e idôneos, e a inexistência de industrialização no estabelecimento do sujeito passivo desautorizam o reconhecimento de crédito de IPI.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 25 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13603.903607/2008-61
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5382417
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 25 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3803-006.343
nome_arquivo_s : Decisao_13603903607200861.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : JORGE VICTOR RODRIGUES
nome_arquivo_pdf_s : 13603903607200861_5382417.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negou-se provimento ao recurso,. (Assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 24 00:00:00 UTC 2014
id : 5632719
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:28:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047032988434432
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1699; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 6 1 5 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13603.903607/200861 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803006.343 – 3ª Turma Especial Sessão de 24 de julho de 2014 Matéria Ressarcimento/Compensação Recorrente RYGON COMÉRCIO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE PRESSUPOSTOS LEGAIS. IMPEDIMENTO. A ausência de comprovação da existência do crédito presumido, mediante a apresentação de documentos hábeis e idôneos, e a inexistência de industrialização no estabelecimento do sujeito passivo desautorizam o reconhecimento de crédito de IPI. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negouse provimento ao recurso,. (Assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa e Jorge Victor Rodrigues. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 90 36 07 /2 00 8- 61 Fl. 128DF CARF MF Impresso em 25/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 31/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Relatório Peço vênia aos pares para inserir a este excertos do relatório, parte integrante do Acórdão nº 0946.318, pela abordagem concisa e precisa acerca dos fatos e valores fiscalizados, que estou certo colaborará para a compreensão do imbróglio que ora se examina. Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento de IPI, PER/DCOMP nº 42677.14038.140904.1.1.018709, relativamente ao saldo credor de IPI de que trata a Lei nº 9.779, de 19/01/1999, do 3º trimestre de 2001, no montante de R$ 18.646,09, apurado pelo estabelecimento 01.397.854/000205. Para a verificação da legitimidade do saldo credor foi instaurado procedimento fiscal de que resultou o Termo de Verificação Fiscal de fls. 113/120. No referidoato, o auditor fiscal asseverou que: 2 DAS INFRAÇÕES GLOSA DE CRÉDITOS IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. Conforme admitido pelo próprio contribuinte, às fls. 05 do arquivo Intimacoes_e_Respostas.pdf,anexo ao SCC Sistema de Controle de Créditos e Compensações, o estabelecimento não industrializa nenhum produto. Apesar das alterações contratuais afirmarem que entre os objetivos sociais, à parte o comércio atacadista, atividade preponderante, encontrarse a "Indústria de Produtos de Panificação", não se observou a saída de qualquer tipo de pães e assemelhados, bem como não foi anotada, nos livros Registro de IPI, nenhuma saída de produto industrializado DENTRO do estabelecimento, segundo o Código Fiscal de Operações CFOP. Da mesma forma, da análise das notas fiscais de entradas com destaque do IPI relacionadas nas PER/DCOMPs, não se observa a entrada de qualquer insumo: são produtos de limpeza, guloseimas, bebidas, papéis toalha, adquiridos prontos, diretamente da fábrica, e comercializados por atacado no mesmo estado em que chegaram, conforme se observa nas notas fiscais de saídas. Portanto, estes valores solicitados em ressarcimento, e escriturados no Livro Registro de Apuração de IPI pelo contribuinte, se referem a aquisições de produtos de fabricação nacional que são revendidos sem serem submetidos a qualquer tipo de industrialização pela empresa, não ocorrendo o fato gerador do tributo nas suas saídas do estabelecimento. Não se vislumbra como sua atividade e suas saídas de mercadorias se enquadrariam no caso de ressarcimento previsto no artigo 11 da Lei n° 9.779/99. [...] Diante do exposto, devese então proceder à glosa de todos os valores solicitados a título de ressarcimento pleiteados pelo Fl. 129DF CARF MF Impresso em 25/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 31/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 13603.903607/200861 Acórdão n.º 3803006.343 S3TE03 Fl. 7 3 contribuinte, uma vez que este não promove qualquer tipo de industrialização neste estabelecimento. Os pleitos formulados pela contribuinte foram indeferidos por meio do Despacho Decisório DRF/CON nº 383, de 21/03/11, com fundamento no art. 59 da IN RFB nº 900/08, como também não homologados nos termos do art. 63 do mesmo normativo. O motivo do indeferimento é que a contribuinte não faz jus ao crédito alegado, consoante o disposto no art. 11 da Lei nº 9.779/99, no art. 4º da IN SRF nº 33/99 e no caput e § 2º do art. 195 do Dec. 4.544/02 (RIPI/02), uma vez que não promove nenhum tipo de industrialização em seus estabelecimentos, portanto não é contribuinte de IPI, posição esta admitida pela própria interessada, e comprovado por meio de termos de verificação fiscal, documentos que lhe serviram de base e análise dos créditos suscitados nos pedidos de ressarcimento e declarações de compensação. A exceção foi a DComp nº 37863.76863.100904.1.3.018800, relativamente aos créditos do 4º trimestre/2002, pois transmitida em 10/09/04, que restou homologada por disposição legal, nos termos do § do art. 74 da Lei nº 9.430/96, em razão da ocorrência de decadência, mesmo que a ele não fizesse jus a contribuinte. Manifestando a sua inconformidade a interessada aduziu que, em alguns casos, a própria TIPI equipara estabelecimentos atacadistas a estabelecimentos industriais, o que acarretaria no direito ao crédito de IPI; entretanto que no caso da requerente, a mesma faz jus ao crédito de IPI diante da aplicação do princípio constitucional da não cumulatividade. Aduziu, ainda, que no caso dos PAF nº 10603.903598/200817, 10603.903602/200839 e 10603.903604/200828, houve o reconhecimento parcial do ressarcimento de IPI e, que não poderia ser adotado outro critério neste momento, mesmo porque até os créditos solicitados têm os fundamentos legais. Entendeu que o processo cuja declaração de compensação foi homologada caracteriza o direito da requerente aos créditos de IPI, para requer o cancelamento das glosas efetuadas pela fiscalização e o deferimento dos pedidos de compensação de IPI. Os autos foram conclusos para julgamento pela 3ª Turma da DRJ/JFA que, por meio do Acórdão nº 0946.316, com fulcro no art. 11 da Lei nº 9.779/99, se pronunciou pela improcedência da manifestação de inconformidade e pelo não reconhecimento do direito creditório apurado pela interessada. O voto condutor entendeu que a TIPI é inservível para definir a equiparação de estabelecimento atacadista com o industrial, que essa tarefa diz respeito ao RIPI; que o RIPI/2010 (Dec. 7.212/10) consolida as normas de equiparação desde a publicação da Lei nº 4.502/64, inclusive aquelas vigentes à época dos creditamentos realizados pelo interessado; que traz em seu art. 9º, I a XV, as determinações legais atinentes à matéria. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 25/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 31/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 Mencionou que a extensa e exaustiva lista de produtos constantes do art. 9º desse mandamus, que poderiam ensejar a referida equiparação, dela não consta nenhum dos produtos comercializados pela interessada; que o estabelecimento, conforme com o relato fiscal, não industrializa produtos e apenas revende aqueles adquiridos, nas mesmas condições, não fazendo jus ao creditamento de IPI, nem ao ressarcimento pleiteado; que a DIPJ relativa ao período em questão informa à fl. 156, que não há apuração e informações de IPI no período para, ao final, manter o entendimento esposado no despacho decisório. A interessada ciente da decisão contida no Acórdão nº em 15/10/13, contra a mesma insurgindose interpôs recurso voluntário em 08/11/13, reiterando os argumentos expendidos na exordial. No mais informa que tem cadastro no Siscomex e importava produtos de procedência estrangeira e dava saída a esses produtos, e que por longo tempo procedia à industrialização de produtos para panificação. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos necessários à sua admissibilidade, dele conheço. Por meio de Termos de Verificação Fiscal constatou a autoridade administrativa no estabelecimento do sujeito passivo, que o mesmo não industrializa nenhum produto, assim não é contribuinte de IPI, nem foi observada nenhuma saída de qualquer tipo de pães ou assemelhados, ou mesmo há registros nos Livros de Registro de IPI, de saída de qualquer produto industrializado nesse estabelecimento, segundo o Código Fiscal de Operações CFOP. O referido Termo informou que a fiscalização ao proceder à análise das notas fiscais de entradas com destaque de IPI relacionadas nos Per/DComps, não verificou a entrada de nenhum insumo. Ao contrário, são produtos de limpeza, guloseimas, bebidas, papéis toalhas, adquiridos prontos, diretamente da fábrica e comercializados por atacado no mesmo estado em que foram adquiridos, conforme comprovam as notas fiscais de saídas. Concluiu a decisão de piso que sobre tais operações de saída não há incidência de fato gerador de IPI, não se aplicando ao caso o disposto no art. 11 da Lei nº 9.779/99. A premissa ensejadora do fato gerador do IPI é o produto da venda de produtos industrializados pela pessoa jurídica produtora e exportadora nos mercados interno e externo. O direito ao crédito presumido do IPI, originariamente, como forma de ressarcimento do valor do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre as aquisições, no mercado interno, de MP, PI e ME, de que trata a Lei nº 9.363/1996, está disciplinada na Instrução Normativa SRF nº 419/2004. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 25/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 31/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 13603.903607/200861 Acórdão n.º 3803006.343 S3TE03 Fl. 8 5 A recorrente não logrou refutar as acusações formuladas pela fiscalização seja com argumentos, nem mesmo pela apresentação de documentos hábeis e idôneos. É certo que o inciso I do art. 333 do CPC estabelece que o ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito. Neste sentido a fiscalização constatou no estabelecimento do sujeito passivo a inexistência de qualquer processo de industrialização e, pelo exame de documentos fiscais e contábeis que lhe foram apresentados, inclusive nas notas fiscais de entrada e de saída, verificou que a impossibilidade material para o surgimento da incidência do dato gerador do IPI. Da sua parte o recorrente não logrou demonstrar, oportunamente, à a existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, que pudesse corroborar para a sua pretensão qual seja, de homologação das declarações de compensação e pedido de ressarcimento apresentados por via eletrônica à repartição fiscal. A própria DIPJ/2003 da recorrente, ano calendário de 2002, no que atine ao período em que se deu a apuração do suposto crédito (01/01/2002 a 31/12/2002), informa que não houve apuração e informações de IPI, seja no período integral, ou de apuração mensal. A bem da verdade o que se percebe dos autos é que a recorrente não trouxe em sua defesa nenhum elemento de convencimento material ou jurídico que demonstrasse e que comprovasse à existência dos créditos por ela informados, da sua liquidez e certeza, e o direito à compensação pretendida, eis que não basta constar do objeto social termos como importação e exportação, para lhe assegurar direito à compensação, nos termos da legislação atinente à matéria. Com isso, nos autos constatase apenas a alegação vazia da recorrente acerca do direito creditório à compensação/ressarcimento, sob os auspícios da Lei nº 9.779/99, pois não há substância em sua narrativa. Isto posto pugno por NEGAR provimento ao recurso voluntário interposto. É como voto. Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 132DF CARF MF Impresso em 25/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 31/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 Fl. 133DF CARF MF Impresso em 25/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 31/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 24/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 15504.016047/2008-57
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Aug 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado.
CAIXAS DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS. NATUREZA JURÍDICA DE ASSOCIAÇÃO PRIVADA.
As Caixas de Assistência dos Advogados não desempenham as atividades inerentes à Ordem dos Advogados do Brasil, tratando-se de entidades destinadas a prover benefícios pecuniários e assistenciais a seus associados, com personalidades jurídicas próprias e criadas não por lei e sim pelos Conselhos Seccionais da OAB, caso existam mais de mil e quinhentos inscritos. Logo, não podem ser consideradas autarquias que exercem serviço público, de maneira similar à OAB, amoldando-se, segundo suas finalidades, na natureza jurídica de entidades associativas privadas.
MULTA POR DESATENDIMENTO DE INTIMAÇÃO. AUSÊNCIA DE FORMALIDADES LEGAIS
Encontra-se em conformidade com a legislação a aplicação de multa ao contribuinte que não apresenta documentos contábeis revestidos das formalidades legais.
MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RELEVAÇÃO NO CASO DE AS FALTAS SEREM SANADAS.
A multa por descumprimento das obrigações acessórias relativas ás contribuições previdenciárias somente será relevada se o infrator for primário, não tiver incorrido em agravantes e comprovar a correção de todas as faltas até a data da ciência da decisão da autoridade que julgar o auto de infração, artigo 291, § 1º do Regulamento da Previdência Social, vigente até a edição do Decreto n.º 6.032, de 01/02/2007. Nesse período, a multa por descumprimento de obrigação acessória comportava relevação se todas as falhas apontadas pela fiscalização fossem corrigidas até a data da decisão de primeira instância.
DA VEDAÇÃO AO CONFISCO COMO NORMA DIRIGIDA AO LEGISLADOR E NÃO APLICÁVEL AO CASO DE PENALIDADE PECUNIÁRIA
O Princípio de Vedação ao Confisco está previsto no art. 150, IV, e é dirigido ao legislador de forma a orientar a feitura da lei, que deve observar a capacidade contributiva e não pode dar ao tributo a conotação de confisco. Portanto, uma vez positivada a norma, é dever da autoridade fiscal aplicá-la . Além disso, é de se ressaltar que a multa de ofício é devida em face da infração à legislação tributária e por não constituir tributo, mas penalidade pecuniária estabelecida em lei, é inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso IV do art. 150 da Constituição Federal.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2301-004.122
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos, nos termos do voto do Relator; b) acolhido os embargos, deixar clara a fundamentação da autuação e da respectiva decisão, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Mauro José Silva - Relator
Participaram, do presente julgamento os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Júnior, Wilson Antonio de Souza Correa, Adriano González Silvério, Daniel Melo Mendes Bezerra, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. CAIXAS DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS. NATUREZA JURÍDICA DE ASSOCIAÇÃO PRIVADA. As Caixas de Assistência dos Advogados não desempenham as atividades inerentes à Ordem dos Advogados do Brasil, tratando-se de entidades destinadas a prover benefícios pecuniários e assistenciais a seus associados, com personalidades jurídicas próprias e criadas não por lei e sim pelos Conselhos Seccionais da OAB, caso existam mais de mil e quinhentos inscritos. Logo, não podem ser consideradas autarquias que exercem serviço público, de maneira similar à OAB, amoldando-se, segundo suas finalidades, na natureza jurídica de entidades associativas privadas. MULTA POR DESATENDIMENTO DE INTIMAÇÃO. AUSÊNCIA DE FORMALIDADES LEGAIS Encontra-se em conformidade com a legislação a aplicação de multa ao contribuinte que não apresenta documentos contábeis revestidos das formalidades legais. MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RELEVAÇÃO NO CASO DE AS FALTAS SEREM SANADAS. A multa por descumprimento das obrigações acessórias relativas ás contribuições previdenciárias somente será relevada se o infrator for primário, não tiver incorrido em agravantes e comprovar a correção de todas as faltas até a data da ciência da decisão da autoridade que julgar o auto de infração, artigo 291, § 1º do Regulamento da Previdência Social, vigente até a edição do Decreto n.º 6.032, de 01/02/2007. Nesse período, a multa por descumprimento de obrigação acessória comportava relevação se todas as falhas apontadas pela fiscalização fossem corrigidas até a data da decisão de primeira instância. DA VEDAÇÃO AO CONFISCO COMO NORMA DIRIGIDA AO LEGISLADOR E NÃO APLICÁVEL AO CASO DE PENALIDADE PECUNIÁRIA O Princípio de Vedação ao Confisco está previsto no art. 150, IV, e é dirigido ao legislador de forma a orientar a feitura da lei, que deve observar a capacidade contributiva e não pode dar ao tributo a conotação de confisco. Portanto, uma vez positivada a norma, é dever da autoridade fiscal aplicá-la . Além disso, é de se ressaltar que a multa de ofício é devida em face da infração à legislação tributária e por não constituir tributo, mas penalidade pecuniária estabelecida em lei, é inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso IV do art. 150 da Constituição Federal. Embargos Acolhidos.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 28 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 15504.016047/2008-57
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5372364
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 28 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2301-004.122
nome_arquivo_s : Decisao_15504016047200857.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MAURO JOSE SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 15504016047200857_5372364.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos, nos termos do voto do Relator; b) acolhido os embargos, deixar clara a fundamentação da autuação e da respectiva decisão, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva - Relator Participaram, do presente julgamento os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Júnior, Wilson Antonio de Souza Correa, Adriano González Silvério, Daniel Melo Mendes Bezerra, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 14 00:00:00 UTC 2014
id : 5588169
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047033009405952
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2422; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 2 1 1 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15504.016047/200857 Recurso nº 999.999 Embargos Acórdão nº 2301004.122 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 14 de agosto de 2014 Matéria EMBARGOS OMISSÃO/OBSCURIDADE Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado CAIXA DE ASSISTENCIA DOS ADVOGADOS DE MINAS GERAIS ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. CAIXAS DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS. NATUREZA JURÍDICA DE ASSOCIAÇÃO PRIVADA. As Caixas de Assistência dos Advogados não desempenham as atividades inerentes à Ordem dos Advogados do Brasil, tratandose de entidades destinadas a prover benefícios pecuniários e assistenciais a seus associados, com personalidades jurídicas próprias e criadas não por lei e sim pelos Conselhos Seccionais da OAB, caso existam mais de mil e quinhentos inscritos. Logo, não podem ser consideradas autarquias que exercem serviço público, de maneira similar à OAB, amoldandose, segundo suas finalidades, na natureza jurídica de entidades associativas privadas. MULTA POR DESATENDIMENTO DE INTIMAÇÃO. AUSÊNCIA DE FORMALIDADES LEGAIS Encontrase em conformidade com a legislação a aplicação de multa ao contribuinte que não apresenta documentos contábeis revestidos das formalidades legais. MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RELEVAÇÃO NO CASO DE AS FALTAS SEREM SANADAS. A multa por descumprimento das obrigações acessórias relativas ás contribuições previdenciárias somente será relevada se o infrator for primário, não tiver incorrido em agravantes e comprovar a correção de todas as faltas até a data da ciência da decisão da autoridade que julgar o auto de infração, artigo 291, § 1º do Regulamento da Previdência Social, vigente até AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 01 60 47 /2 00 8- 57 Fl. 210DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 27/08/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por MAURO JOSE SILVA 2 a edição do Decreto n.º 6.032, de 01/02/2007. Nesse período, a multa por descumprimento de obrigação acessória comportava relevação se todas as falhas apontadas pela fiscalização fossem corrigidas até a data da decisão de primeira instância. DA VEDAÇÃO AO CONFISCO COMO NORMA DIRIGIDA AO LEGISLADOR E NÃO APLICÁVEL AO CASO DE PENALIDADE PECUNIÁRIA O Princípio de Vedação ao Confisco está previsto no art. 150, IV, e é dirigido ao legislador de forma a orientar a feitura da lei, que deve observar a capacidade contributiva e não pode dar ao tributo a conotação de confisco. Portanto, uma vez positivada a norma, é dever da autoridade fiscal aplicála . Além disso, é de se ressaltar que a multa de ofício é devida em face da infração à legislação tributária e por não constituir tributo, mas penalidade pecuniária estabelecida em lei, é inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso IV do art. 150 da Constituição Federal. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos, nos termos do voto do Relator; b) acolhido os embargos, deixar clara a fundamentação da autuação e da respectiva decisão, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Participaram, do presente julgamento os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Júnior, Wilson Antonio de Souza Correa, Adriano González Silvério, Daniel Melo Mendes Bezerra, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 27/08/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 15504.016047/200857 Acórdão n.º 2301004.122 S2C3T1 Fl. 3 3 Relatório Senhor Presidente, Tratase de embargos opostos tempestivamente pela Recorrente contra Acórdão que teve o seguinte dispositivo e ementa naquilo que interessa: Dispositivo: Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). Ementa: (...) MULTA POR DESATENDIMENTO DE INTIMAÇÃO. PRAZO RAZOÁVEL. INÉRCIA DO CONTRIBUINTE. CABIMENTO. Encontrase em conformidade com a legislação a aplicação de multa ao contribuinte que, sendo intimado para apresentar documentos em prazo razoável, permanece inerte quanto à apresentação. A embargante aponta omissão por ter o Acórdão embargado referidose à falta de entrega de livros, ao passo que este foi efetivamente entregue. A questão que deixou de ser apreciada, por seu turno, diz respeito à exigência de registro de livro diário em órgão competente. Com base em despacho de nossa lavra, o Presidente da Turma acatou os Embargos que serão pela Turma analisados. É o relatório. Fl. 212DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 27/08/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por MAURO JOSE SILVA 4 Voto Conselheiro Mauro José Silva, Relator Tendo os Embargos sido acolhidos pelo Presidente da Turma, cabenos apreciar somente o mérito da parte acolhida. De fato, tem razão a embargante, pois tanto a ementa do Acórdão quanto um trecho de nosso voto tratam da não apresentação do livro diário e não da sua apresentação deficiente, questão fulcral no caso. Passamos a reapresentar nossos fundamentos jurídicos e fáticos para sanar o vício. Multa por descumprimento do art. 33, §§ 2º e 3º da Lei 8.212/91. Apresentação de Livros sem as formalidades legais Conforme prevê o art. 33, §§ 2° e 3º da Lei n ° 8.212/1991, o contribuinte é obrigado a exibir os livros e documentos relacionados com as contribuições previdenciárias, in verbis: Art.33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social — INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normalizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. II, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal — SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normalizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação dada pela Lei n°10.256, de 9/07/2001) ... § 2° A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liqüidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. § 3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Departamento da Receita Federal (DRF) podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 27/08/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 15504.016047/200857 Acórdão n.º 2301004.122 S2C3T1 Fl. 4 5 Conforme prevê o § 3°, acima transcrito, o livro apresentado deficientemente autoriza o lançamento de ofício da multa.. O art. 233, parágrafo único do RPS, por sua vez, determina que os livros do contribuinte serão considerados deficientes se não seguirem as formalidades legais. Tais formalidades são estabelecidas pelo Código Civil nos arts. 1.179 a 1.184, citados no relatório da fiscalização e a seguir transcritos: Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. § 1o Salvo o disposto no art. 1.180, o número e a espécie de livros ficam a critério dos interessados. § 2o É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que se refere o art. 970. Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica. Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico. Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as fichas, antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro Público de Empresas Mercantis. Parágrafo único. A autenticação não se fará sem que esteja inscrito o empresário, ou a sociedade empresária, que poderá fazer autenticar livros não obrigatórios. Art. 1.182. Sem prejuízo do disposto no art. 1.174, a escrituração ficará sob a responsabilidade de contabilista legalmente habilitado, salvo se nenhum houver na localidade. Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens. Parágrafo único. É permitido o uso de código de números ou de abreviaturas, que constem de livro próprio, regularmente autenticado. Art. 1.184. No Diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização do documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as operações relativas ao exercício da empresa. § 1o Admitese a escrituração resumida do Diário, com totais que não excedam o período de trinta dias, relativamente a contas Fl. 214DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 27/08/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por MAURO JOSE SILVA 6 cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da sede do estabelecimento, desde que utilizados livros auxiliares regularmente autenticados, para registro individualizado, e conservados os documentos que permitam a sua perfeita verificação. § 2o Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado econômico, devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente habilitado e pelo empresário ou sociedade empresária. Como se vê, o Código Civil exige o registro do Diário e o lançamento do balanço patrimonial e da apuração do resultado econômico. No caso em análise, a Recorrente não apresentou os livros que cumprissem as formalidades legais exigíveis, notadamente, os livros não possuíam registro no órgão competente. A recorrente não demonstrou que registrou os livros, limitandose a afastar tal exigência, que, como vimos, está amparada em lei. A discussão sobre a natureza jurídica da recorrente já foi feita no Acórdão original. Por todo o exposto, voto no sentido de ACOLHER e DAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS, de modo a negar provimento ao recurso com os fundamentos que superam a omissão questionada, reiterando os demais fundamentos. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Fl. 215DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 27/08/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por MAURO JOSE SILVA
score : 1.0
