Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,218)
- Segunda Câmara (27,798)
- Primeira Câmara (25,084)
- Segunda Turma Ordinária d (17,357)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,074)
- Primeira Turma Ordinária (15,838)
- Primeira Turma Ordinária (15,815)
- Primeira Turma Ordinária (15,797)
- Segunda Turma Ordinária d (15,681)
- Segunda Turma Ordinária d (14,211)
- Primeira Turma Ordinária (12,951)
- Primeira Turma Ordinária (12,270)
- Segunda Turma Ordinária d (12,235)
- Quarta Câmara (11,512)
- Primeira Turma Ordinária (11,297)
- Quarta Câmara (83,859)
- Terceira Câmara (66,190)
- Segunda Câmara (54,484)
- Primeira Câmara (19,047)
- 3ª SEÇÃO (16,074)
- 2ª SEÇÃO (11,240)
- 1ª SEÇÃO (6,768)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (121,972)
- Segunda Seção de Julgamen (112,889)
- Primeira Seção de Julgame (75,297)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,908)
- Câmara Superior de Recurs (37,678)
- Terceiro Conselho de Cont (25,959)
- IPI- processos NT - ressa (5,005)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,960)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,860)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,242)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,651)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,197)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,618)
- HELCIO LAFETA REIS (3,506)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,208)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,889)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,591)
- WILDERSON BOTTO (2,588)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,820)
- 2019 (30,956)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,913)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,464)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,118)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,077)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 18471.000770/2006-75
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Data do fato gerador: 31/10/2004, 30/04/2005, 31/05/2005
RECURSOS. DESISTÊNCIA.
Não se toma conhecimento de recurso que foi objeto de desistência por parte do contribuinte.
Recurso voluntário não conhecido.
Numero da decisão: 3403-002.607
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, em face da desistência do contribuinte.
Matéria: Pasep- ação fiscal (todas)
Nome do relator: Antonio Carlos Atulim
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Pasep- ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/10/2004, 30/04/2005, 31/05/2005 RECURSOS. DESISTÊNCIA. Não se toma conhecimento de recurso que foi objeto de desistência por parte do contribuinte. Recurso voluntário não conhecido.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 18471.000770/2006-75
conteudo_id_s : 5889656
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 09 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3403-002.607
nome_arquivo_s : Decisao_18471000770200675.pdf
nome_relator_s : Antonio Carlos Atulim
nome_arquivo_pdf_s : 18471000770200675_5889656.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, em face da desistência do contribuinte.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
id : 7385926
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:23:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050589087137792
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1389; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 3 1 2 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.000770/200675 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3403002.607 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 26 de novembro de 2013 Matéria PASEP Recorrente ESTADO DO RIO DE JANEIRO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/10/2004, 30/04/2005, 31/05/2005 RECURSOS. DESISTÊNCIA. Não se toma conhecimento de recurso que foi objeto de desistência por parte do contribuinte. Recurso voluntário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, em face da desistência do contribuinte. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 07 70 /2 00 6- 75 Fl. 235DF CARF MF Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0818.14113.DCOF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Tratase de auto de infração com ciência pessoal do contribuinte em 05/08/2006, lavrado em razão da falta de recolhimento do PASEP devido pelos fatos geradores ocorridos em outubro de 2004, abril e maio de 2005. Segundo o termo de verificação fiscal, o auto de infração foi lavrado tendo por base as decisões proferidas nos processos 10070.000384/200341; 10070.001098/200301 e 10070.002118/200434, nos quais o crédito de PASEP requerido pelo Estado do Rio de Janeiro foi indeferido e as compensações ou não foram homologadas (processos 10070.000384/200341 e 10070.001098/200301), ou foram consideradas não declaradas (processo 10070.002118/200434). O auto de infração foi lavrado sem multa de ofício e com a exigibilidade suspensa por força da medida liminar e sentença obtidas no mandado de segurança 2004.51.01.0117638 e do disposto no art. 63 da Lei nº 9.430/96. Na referida ação o Estado do Rio de Janeiro conseguiu desbloquear os repasses do Fundo de Participação dos Estados, assim como a atribuição de efeito suspensivo aos recursos administrativos interpostos no processo 10070.000384/200341 (fls. 69 a 74). Em sede de impugnação, a defesa alegou, em síntese, o seguinte: 1) Os pleitos de compensação estão em análise nos processos 10070.002118/200434 e 10070.000923/200513; 2) Após o desfecho dos processos 10070.002118/200434; 10070.000923/200513 e do mandado de segurança 2004.51.01.0117638, se as decisões forem desfavoráveis ao contribuinte deverá ser reaberto o prazo para impugnação deste auto de infração. Não poderá haver inscrição em dívida ativa e nem execução fiscal, sem o devido processo legal. Por este prisma o auto de infração padece de nulidade, diante da indeterminação da matéria tributável e da ausência de certeza e liquidez do crédito tributário; 3) Não existe renúncia à esfera administrativa porque o auto de infração é posterior aos processos de compensação e também posterior ao mandado de segurança. Além disso, não há perfeita identidade entre os litígios. Basta ver que no mandado de segurança não se trata sobre o quantum pretensamente devido e nem sobre a taxa Selic que é manifestamente inconstitucional e ilegal; 4) O processo administrativo 10070.1098/200301 não se refere a pedido de compensação para o período de agosto de 2005 e sim de protocolo de documento datado de 25/05/2003. Portanto, ao contrário do alegado pelo fisco, não possui nenhuma relação com a compensação do PASEP ora sob questionamento. Tal processo se encontra sob análise da DEFIC –RJO, não tendo sido emitido parecer conclusivo e nem intimado o contribuinte de eventual decisão. Por tal motivo o contribuinte não pode ter perdido o prazo para a interposição da manifestação de inconformidade; 5) Alegou a inconstitucionalidade e a ilegalidade da cobrança dos juros de mora com base na variação da taxa Selic; 6) Os débitos lançados estão sendo objeto de compensação com créditos de titularidade do Estado do Rio de Janeiro existentes em razão de pagamento indevido no processo administrativo 10070.001950/94, originário de auto de infração relativo aos fatos geradores ocorridos entre janeiro de 1989 e abril de 1994. Após a impugnação o Estado do Rio de Janeiro requereu o parcelamento do débito, que foi objeto do processo 10768.014923/9619, cujo último pagamento ocorreu em 31/05/2002. Não há que se Fl. 236DF CARF MF Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0818.14113.DCOF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 18471.000770/200675 Acórdão n.º 3403002.607 S3C4T3 Fl. 4 3 falar em prescrição ou decadência para efeitos da contribuição em evidência, daí porque devem ser apensados ao presente processo os feitos acima citados; Por meio do Acórdão 17.220, de 21/09/2007, a 4ª Turma da DRJ – Rio de Janeiro II julgou a manifestação de inconformidade improcedente. Regularmente notificado em 13/10/2008 (fl. 186), o Estado do Rio de Janeiro apresentou recurso voluntário firmado por sua Procuradora em 04/11/2008 (fl. 216), no qual reafirmou as razões de impugnação e alegou que não procede a afirmação feita no acórdão de primeira instância, no sentido de que não houve interposição de manifestação de inconformidade no processo 10070.001098/200301. Disse que alegou na manifestação de inconformidade apresentada no processo 10070.002118/200434 que o pedido formulado no processo 10070.001098/200301 não fora adequadamente veiculado, pois foram incluídos no pleito de compensação do parcelamento períodos de apuração posteriores àqueles que pretendia compensar. Logo, a decisão proferida nos autos do processo nº 10070.001098/2003 01 não tinha como ter examinado o mérito do pedido de compensação, razão pela qual não se operou a chamada "coisa julgada administrativa", e portanto, não houve preclusão da questão ali ventilada. A compensação não havia sido conhecida em virtude de os débitos vinculados corresponderem a períodos de apuração posteriores, o que torna o pedido juridicamente impossível. Por isso foi requerido novo pedido de restituição/compensação, através do processo 10070.002118/200434, que ora se encontra em fase de recurso perante o Segundo Conselho de Contribuintes. Alegou a inocorrência da prescrição. Atacou a cobrança dos juros de mora. Requereu o provimento de seu recurso para o fim de declarar a improcedência do lançamento, aguardandose o julgamento dos processos administrativos 10070.002118/200434 e 10070.000384/200341. À fl. 217 consta pedido de desistência parcial do recurso voluntário quanto ao débito de outubro de 2004 no valor de R$ 139.207,78, em face de sua inclusão no parcelamento da Lei nº 11.941/99. Às fls. 228 consta informação da autoridade administrativa no sentido de que a parcela não litigiosa do débito foi transferida para o processo 18208.086294/201159. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, relator. Conforme se depreende do relato, a sorte do crédito tributário lançado neste processo depende do desfecho dos feitos nos quais se discute o direito de crédito do contribuinte, quais sejam: processos nº 10070.002118/200434 e 10070.000384/200341. Consulta efetuada no COMPROT revela que o processo 10070.000384/200341 está findo administrativamente e nele se discutia o crédito relativo ao período de outubro de 2004, cujo débito foi incluído no parcelamento da Lei nº 11.941/09 pelo contribuinte. Assim, este processo tornouse irrelevante para o julgamento do recurso voluntário, pois o débito de outubro de 2004 não está mais em litígio. Fl. 237DF CARF MF Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0818.14113.DCOF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Relativamente ao processo 10070.002118/200434, este relator solicitou sua distribuição por conexão com este feito (art. 49, § 7º do RICARF). Os autos retornaram com os documentos fls. 233/235, nos quais consta o pedido de desistência total da impugnação e do recurso e a renúncia a quaisquer alegações de direito sobre os quais se fundam aqueles recursos. A Ilma. Procuradora do Estado do Rio de Janeiro informou que o crédito tributário foi incluído no parcelamento da Lei nº 11.941/09. Pois bem, o art. 78 do Regimento Interno do CARF estabelece o seguinte: "Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. § 1° A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do processo. § 2° O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. § 3º No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se funda o recurso interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente, descabendo recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional por falta de interesse." Em face do exposto, voto no sentido de não tomar conhecimento do recurso voluntário, em face da desistência do contribuinte. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim Fl. 238DF CARF MF Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0818.14113.DCOF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ANTONIO CARLOS ATULIM em 01/12/2013 14:40:00. Documento autenticado digitalmente por ANTONIO CARLOS ATULIM em 01/12/2013. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO CARLOS ATULIM em 01/12/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 09/08/2018. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP09.0818.14113.DCOF Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: C0D44DC94CF02136583AD591FB2A9ECCDBF3294C Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 18471.000770/2006-75. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 11330.001320/2007-46
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 05 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jul 30 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/10/1999
DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 8 DO STF.
Nos termos da Súmula Vinculante nº 8 do STF, deve ser reconhecida a decadência do direito do Fisco de constituir o crédito tributário relativo à diferença não declarada da obrigação principal quando, havendo pagamento antecipado, se constata o esgotamento do prazo do art. 150, § 4º, do CTN.
Numero da decisão: 2202-004.494
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson - Presidente
(assinado digitalmente)
Waltir de Carvalho - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Reginaldo Paixão Emos (suplente convocado) e Ronnie Soares Anderson. Ausente justificadamente a Conselheira Rosy Adriane da Silva Dias.
Nome do relator: WALTIR DE CARVALHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201806
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1997 a 31/10/1999 DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 8 DO STF. Nos termos da Súmula Vinculante nº 8 do STF, deve ser reconhecida a decadência do direito do Fisco de constituir o crédito tributário relativo à diferença não declarada da obrigação principal quando, havendo pagamento antecipado, se constata o esgotamento do prazo do art. 150, § 4º, do CTN.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 30 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 11330.001320/2007-46
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5885698
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 30 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2202-004.494
nome_arquivo_s : Decisao_11330001320200746.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : WALTIR DE CARVALHO
nome_arquivo_pdf_s : 11330001320200746_5885698.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente (assinado digitalmente) Waltir de Carvalho - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Reginaldo Paixão Emos (suplente convocado) e Ronnie Soares Anderson. Ausente justificadamente a Conselheira Rosy Adriane da Silva Dias.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 05 00:00:00 UTC 2018
id : 7372919
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:23:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050589089234944
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1358; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 179 1 178 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11330.001320/200746 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202004.494 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 05 de junho de 2018 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente SERVIÇO DE APOIO AS MICRO E PEQ EMP NO ESTADO DO RJ Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/10/1999 DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 8 DO STF. Nos termos da Súmula Vinculante nº 8 do STF, deve ser reconhecida a decadência do direito do Fisco de constituir o crédito tributário relativo à diferença não declarada da obrigação principal quando, havendo pagamento antecipado, se constata o esgotamento do prazo do art. 150, § 4º, do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Presidente (assinado digitalmente) Waltir de Carvalho Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Reginaldo AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 33 0. 00 13 20 /2 00 7- 46 Fl. 179DF CARF MF Processo nº 11330.001320/200746 Acórdão n.º 2202004.494 S2C2T2 Fl. 180 2 Paixão Emos (suplente convocado) e Ronnie Soares Anderson. Ausente justificadamente a Conselheira Rosy Adriane da Silva Dias. Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado em 23/08/2007 para constituir crédito tributário referente às Contribuições Sociais Previdenciárias, períodos de apuração 01/01/1997 a 31/10/1999. O Contribuinte, cientificado da autuação em 23/08/2007, interpôs impugnação, levando a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Rio de Janeiro I (DRJ/RJ01) a proferir o Acórdão nº 1217.525 10ª Turma DRJ/RJ01 (fls. 141/148), de 17/12/2007, onde os membros daquele colegiado julgaram improcedente a defesa apresentada. Em face do referido acórdão, o Contribuinte, irresignado, interpôs Recurso Voluntário de fls. 157/172, ora em julgamento. Por bem descrever os fatos, reproduzo abaixo e adoto o relatório da DRJ de origem: "DA NOTIFICAÇÃO Tratase de crédito lançado pela fiscalização (NFLD DEBCAD 37.115.7943, consolidado em 23/08/2007), relativo às contribuições destinadas à Seguridade Social que, de acordo com o Relatório Fiscal (fls. 36/42) deixaram de ser recolhidas em época própria, incidentes sobre as remunerações indiretas pagas a seus segurados empregados. 2. De acordo com o mesmo Relatório Fiscal, ainda temos que: 2.1. As contribuições são decorrentes do pagamento de salário utilidade na forma de prêmio de seguro de vida em grupo, a segurados empregados, apuradas através da análise da escrituração contábil, folhas de pagamento e faturas, discriminados no Relatório de Lançamentos Levantamentos SV1 e SV2 (fls. 15/20), referentes ao período em que esse benefício não constava no rol de parcelas não integrantes do salário de contribuição previdenciário (até a publicação do Decreto 3.265/1999); 2.2. Foram apuradas contribuições referentes à parte da empresa, do financiamento da complementação das prestações por acidentes de trabalho SAT (até 06/1997), do financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho GILRAT (a partir de 07/1997), das destinadas a terceiros (Salário Educação, INCRA, SENAC, SESC, SEBRAE), inclusive contribuição de segurados; 2.3. A base de cálculo apurada foi obtida na diferença entre o valor total da fatura e o valor descontado dos segurados em Fl. 180DF CARF MF Processo nº 11330.001320/200746 Acórdão n.º 2202004.494 S2C2T2 Fl. 181 3 folha de pagamento (verba 119 seguro de vida), demonstrado no item 14 do Relatório Fiscal; 2.4. Não foi apresentada a relação nominal dos beneficiários contendo estabelecimento, competência e valor do subsídio. Pelo exposto, não foi possível individualizálos no lançamento, a contribuição de segurados foi de 8,0% (alíquota mínima à época da ocorrência dos fatos geradores) e o crédito foi constituído na Matriz, sendo inclusive lavrado o AI 37.115.7994 (CFL35); 2.5. Considerando o valor do somatório dos débitos lançados na ação fiscal, não foi emitido o Termo de Arrolamento de Bens e Direitos TAB por não se enquadrar na situação prevista no § 2o , do artigo 620, da IN/SRP 03/2005. 2.6. Emitida Representação Fiscal Para Fins Penais RFFP, encaminhada ao Ministério Público Federal MPF, pela não inclusão em GFIP das informações referentes às respectivas remunerações pagas pela interessada, e lavrado o AI 37.115.7951 (CFL 68). DA IMPUGNAÇÃO 3. A interessada manifestouse (fls. 60/107), alegando em síntese que: Das Preliminares Da decadência 3.1. O Código Tributário Nacional CTN prevê duas regras, uma geral, outra específica, acerca do prazo decadencial para a Fazenda Pública realizar o lançamento (artigos 173 inciso I e 150 §4°); 3.2. A auditoria fiscal constatou através da escrituração contábil, folhas de pagamento e faturas, o pagamento a segurados de salário utilidade na forma de prêmio de seguro de vida em grupo; 3.3. Desta forma podemos concluir que resta operada a decadência, uma vez que o lançamento foi realizado depois de mais de 10 (dez) anos (01/1997) e a quase 08 (oito) anos (10/1999) da ocorrência do fato gerador; Da necessidade de Lei Complementar e da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei 8.212/1991 3.4. Se a Constituição Federal de 1988 reservou à Lei Complementar a competência para disciplinar matéria atinente à decadência tributária e se a Lei 5.172/1966 (CTN), recepcionada como Lei Complementar, estabelece prazo decadencial de 05 (cinco) anos para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, e se as contribuições sociais são espécies de tributos, a Lei Ordinária 8.212/1991 não poderia ter cuidado da matéria, muito menos de forma diversa; Fl. 181DF CARF MF Processo nº 11330.001320/200746 Acórdão n.º 2202004.494 S2C2T2 Fl. 182 4 3.5. Em recentíssimo julgado, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça declarou incidentalmente a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei 8.212/1991, no julgamento do AI em Resp n° 616.348 MG (2003/02290040); Do Mérito Do indevido enquadramento do seguro de vida em grupo como sendo salário utilidade 3.6. Os pagamentos feitos aos segurados na forma de seguro de vida em grupo não possuem natureza salarial, pois não há remuneração em dinheiro e, tampouco, salário utilidade. E somente um benefício em favor do empregado que não constitui um ganho nem tem repercussão direta no seu padrão de vida, seu nível de consumo ou de conforto; Da violação aos artigos 5o , inciso II e 150, inciso I da CF, ao artigo 108, § I o do CTN e ao princípio da tipicidade tributária 3.7. As exigências do princípio da legalidade tributária são cumpridas quando a lei delimita, concreta e exaustivamente, o fato tributável; 3.8. A exação ora imposta decorre da interpretação do artigo 201, § I o da CRFB c/c artigo 458 da CLT, concluindose que os artigos 5o , II e 150,1, foram violados. O § I o do artigo 108 do CTN é expresso ao afirmar que o emprego da analogia não pode resultar na exigência de tributo não previsto em lei; 3.9. O princípio da tipicidade enuncia que não basta simplesmente exigirse lei formal e material para criação do tributo (CTN artigo 3 o ) ; 3.10. Requer sejam acolhidas as prejudiciais para reconhecer a decadência e a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei 8.212/1991, declarando nula a sanção imposta. 4. É o Relatório." Em seu Recurso Voluntário, o Contribuinte, tãosomente, reitera as alegações trazidas na impugnação. É o relatório Voto Conselheiro Waltir de Carvalho Relator O recurso voluntário é tempestivo, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Preliminar. Da decadência. Fl. 182DF CARF MF Processo nº 11330.001320/200746 Acórdão n.º 2202004.494 S2C2T2 Fl. 183 5 Nos termos do art. 103A da Constituição Federal (CF), o Supremo Tribunal Federal (STF) pode editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública nas esferas federal, estadual e municipal. Observese, inclusive, que o próprio RICARF (Portaria MF nº 343, de 2015) amoldouse a tal vinculação obrigatória, conforme previsto na alínea "a" do inciso II, § 1º do art. 62 de seu Anexo II. No tocante ao prazo decadencial do direito do Fisco de constituir as contribuições sociais previdenciárias, foi publicada, em 20/06/2008, a seguinte súmula do STF: Súmula Vinculante nº 8: São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. No precedente representativo da Súmula, o RE nº 556.664, julgado em 12/06/2008, foi explicitado pelo relator Ministro Gilmar Mendes que "o Fisco está impedido, fora dos prazos de decadência e prescrição previstos no CTN, de exigir as contribuições da seguridade social". Portanto, o prazo decadencial que rege o lançamento dessas contribuições segue as normas insculpidas no Código Tributário Nacional (CTN), no § 4º do art. 150 ou art. 173 e incisos. Ainda que o Recorrente não tenha invocado, em sua defesa, a aplicação da Súmula Vinculante nº 8, por força de sua vinculação obrigatória, deverseá analisar o presente caso à luz do comando normativo por ela veiculado. No caso em tela, a autuação versa sobre fatos geradores compreendidos entre 01/01/1997 a 31/10/1999, e a ciência ao contribuinte do lançamento deuse em 23/08/2007 (fls. 03). Adotamos a posição doutrinária e jurisprudencial no sentido de que, havendo pagamento antecipado por parte do contribuinte em relação aos fatos geradores postos em discussão, o que ocorre no caso, deve incidir o prazo decadencial qüinqüenal previsto no mencionado artigo 150, § 4º, CTN. Ainda que não houvesse pagamento antecipado das contribuições enfocadas, o que conduziria à aplicação do prazo previsto no inciso I do art. 173 do CTN, o lançamento restaria decaído, por se referir a competências anteriores a 12/2001. Portanto, quando lavrada a NFLD, já havia se escoado o prazo para o exercício do direito do Fisco de constituir o crédito tributário mediante o lançamento de ofício. Por conseguinte, deve ser reconhecida a decadência do crédito tributário consubstanciado no presente processo, dandose provimento ao recurso voluntário. Ante o exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Fl. 183DF CARF MF Processo nº 11330.001320/200746 Acórdão n.º 2202004.494 S2C2T2 Fl. 184 6 Waltir de Carvalho Fl. 184DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.660386/2012-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon May 21 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/06/2012
DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. NULIDADE.
Estando demonstrados os cálculos e a apuração efetuada e possuindo o despacho decisório todos os requisitos necessários à sua formalização, sendo proferido por autoridade competente, contra o qual o contribuinte pode exercer o contraditório e a ampla defesa e onde constam os requisitos exigidos nas normas pertinentes ao processo administrativo fiscal, não há que se falar em nulidade.
DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. FUNDAMENTAÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
Na medida em que o despacho decisório que indeferiu a restituição requerida teve como fundamento fático a verificação dos valores objeto de declarações do próprio sujeito passivo, não há que se falar em cerceamento de defesa.
COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados.
Numero da decisão: 3401-004.787
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator
(assinado digitalmente)
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente), Robson José Bayerl, Cássio Schappo, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Lázaro Antônio Souza Soares, Tiago Guerra Machado.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201805
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 30/06/2012 DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. NULIDADE. Estando demonstrados os cálculos e a apuração efetuada e possuindo o despacho decisório todos os requisitos necessários à sua formalização, sendo proferido por autoridade competente, contra o qual o contribuinte pode exercer o contraditório e a ampla defesa e onde constam os requisitos exigidos nas normas pertinentes ao processo administrativo fiscal, não há que se falar em nulidade. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. FUNDAMENTAÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. Na medida em que o despacho decisório que indeferiu a restituição requerida teve como fundamento fático a verificação dos valores objeto de declarações do próprio sujeito passivo, não há que se falar em cerceamento de defesa. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10880.660386/2012-41
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5878772
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3401-004.787
nome_arquivo_s : Decisao_10880660386201241.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : ROSALDO TREVISAN
nome_arquivo_pdf_s : 10880660386201241_5878772.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator (assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente), Robson José Bayerl, Cássio Schappo, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Lázaro Antônio Souza Soares, Tiago Guerra Machado.
dt_sessao_tdt : Mon May 21 00:00:00 UTC 2018
id : 7360183
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:22:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050589119643648
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1745; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 2 1 1 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.660386/201241 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3401004.787 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de maio de 2018 Matéria COMPENSAÇÃO COFINS Recorrente ALL NET TECNOLOGIA DA INFORMACAO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/06/2012 DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. NULIDADE. Estando demonstrados os cálculos e a apuração efetuada e possuindo o despacho decisório todos os requisitos necessários à sua formalização, sendo proferido por autoridade competente, contra o qual o contribuinte pode exercer o contraditório e a ampla defesa e onde constam os requisitos exigidos nas normas pertinentes ao processo administrativo fiscal, não há que se falar em nulidade. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. FUNDAMENTAÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. Na medida em que o despacho decisório que indeferiu a restituição requerida teve como fundamento fático a verificação dos valores objeto de declarações do próprio sujeito passivo, não há que se falar em cerceamento de defesa. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Rosaldo Trevisan Presidente e Relator (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 66 03 86 /2 01 2- 41 Fl. 74DF CARF MF Processo nº 10880.660386/201241 Acórdão n.º 3401004.787 S3C4T1 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vicepresidente), Robson José Bayerl, Cássio Schappo, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Lázaro Antônio Souza Soares, Tiago Guerra Machado. Relatório Trata o presente processo de manifestação de inconformidade contra não homologação de compensação declarada por meio eletrônico (PER/DCOMP), relativamente a um crédito de Cofins, que teria sido recolhido a maior no período de apuração. O Despacho Decisório da DERAT/SÃO PAULO, não homologou o pedido de compensação, sob o fundamento de que, embora localizado o pagamento que deu origem ao suposto crédito original de pagamento indevido ou a maior, o mesmo estava à época do encontro de contas integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte não restando crédito disponível para a compensação dos débitos informados. Notificada da decisão a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade. A DRJ Ribeirão Preto julgou improcedente a impugnação por unanimidade de votos, mantendo o crédito tributário devido. A empresa apresentou recurso voluntário onde somente alega que apesar de ter protestado em sede de impugnação pela falta de motivação do indeferimento no despacho decisório, o acórdão recorrido não demonstrou a motivação, que os atos administrativos devem ser motivados para não ter cerceado seu direito de defesa, não apresentando provas do seu direito. É o relatório. Fl. 75DF CARF MF Processo nº 10880.660386/201241 Acórdão n.º 3401004.787 S3C4T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3401004.681, de 21 de maio de 2018, proferido no julgamento do processo 10880.660277/201223, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3401004.681): "O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, por isso dele tomo conhecimento. A recorrente protesta pela falta de motivação do despacho decisório que indeferiu o seu pedido de compensação. Entendo que o despacho decisório cumpre os requisitos legais e possui todo o escopo necessário ao exercício do contraditório e da ampla defesa pelo contribuinte. Nele está inscrito o enquadramento legal da autuação: Enquadramento legal: Arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN). Art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Também nele encontrase a fundamentação da decisão, ficando claro que o crédito indicado foi localizado, mas já havia sido utilizado para quitação de outros débitos do contribuinte: A análise do direito creditório está limitada ao valor do "crédito original na data de transmissão" informado no PER/DCOMP, correspondendo a 4.812,66. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Entendo que o prejuízo, se havido, foi provocado pelo próprio contribuinte que deixou de apresentar provas que indicassem que era portador do crédito alegado. Ademais, como bem demonstrado no acórdão recorrido, o crédito já havia sido utilizado e alocado, e apesar de ser o único DARF pago pela empresa no ano de 2012, o mesmo foi utilizado em 193 pedidos de compensação. Esse procedimento utilizado pelo contribuinte, de alocar o mesmo crédito a várias Dcomps enseja a cominação de prestação de informação falsa à RFB já Fl. 76DF CARF MF Processo nº 10880.660386/201241 Acórdão n.º 3401004.787 S3C4T1 Fl. 5 4 que há um campo na PER/DCOMP onde é perguntado se aquele crédito já foi informado em outro PER/DCOMP e o contribuinte respondeu “NÃO” em todas as declarações. Por ser extremamente didático, reproduzo o acórdão recorrido, em sua íntegra, para que não haja dúvidas quanto as suas conclusões que acompanho: Em preliminar, não merece acolhida a alegação de nulidade do Despacho Decisório, vez que o mesmo apresenta de forma clara e precisa o motivo da não homologação da compensação, qual seja, a inexistência de crédito disponível para a compensação dos débitos informados na DCOMP. O Despacho Decisório preenche todos os requisitos formais e materiais para sua validade, contendo todos os elementos necessários ao exercício do direito de defesa do contribuinte, trazendo em seu bojo, ainda que de forma sintética, a fundamentação legal, a identificação da declaração de compensação enviada pela empresa, a data da transmissão, o tipo de crédito, as características do DARF apontado pela empresa na DCOMP, bem como o período de apuração a que se refere. Por outro lado, os motivos da nãohomologação residem nas próprias declarações e documentos produzidos pela contribuinte. Estas são, portanto, a prova e o motivo do ato administrativo, não podendo a interessada alegar que os desconhecia. Importante fixar que a DCOMP se presta a formalizar o encontro de contas entre o contribuinte e a Fazenda Pública, por iniciativa do primeiro, a quem cabe, portanto, a responsabilidade pelas informações sobre os créditos e os débitos, cabendo à autoridade tributária a sua necessária verificação e validação. Encontradas conforme, sobrevém a homologação confirmando a extinção. Não confirmadas as informações prestadas pelo declarante, o inverso se verifica. No caso, a contribuinte declarou um débito e apontou um documento de arrecadação como origem do crédito. Em se tratando de declaração eletrônica, a verificação dos dados informados pela contribuinte foi realizada também de forma eletrônica, tendo resultado no Despacho Decisório em discussão. O ato combatido aponta como causa da não homologação o fato de que, nos sistemas da Receita Federal, embora localizado o DARF do pagamento apontado na DCOMP como origem do crédito, o valor correspondente foi totalmente utilizado e alocado aos débitos informados em DCTF, não restando dele o saldo apontado na DCOMP como crédito. Assim, não padece de nulidade o despacho decisório proferido por autoridade competente, contra o qual o Fl. 77DF CARF MF Processo nº 10880.660386/201241 Acórdão n.º 3401004.787 S3C4T1 Fl. 6 5 contribuinte pôde exercer o contraditório e a ampla defesa e onde constam os requisitos exigidos nas normas pertinentes ao processo administrativo fiscal. O débito declarado e pago encontrase em conformidade com a correspondente DCTF, a qual tem seus efeitos determinados pelo § 1º do artigo 5º do Decreto lei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, entre eles o da confissão da dívida e o condão de constituir o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do Fisco. Quando da transmissão e da análise do PER/DCOMP em tela, o crédito efetivamente não existia, pois o pagamento efetuado estava integralmente alocado ao débito declarado pela própria contribuinte em sua DCTF. Assim sendo, na data da transmissão do PER/ DCOMP a interessada não era detentora de crédito líquido e certo, condição sem a qual não há direito à restituição ou compensação. E não tendo o interessado trazido elementos hábeis a desconstituir a confissão do débito que fez na DCTF, inexiste razão para se reconhecer o pleiteado direito creditório relativo a pagamento pretensamente maior do que o devido, referente ao período de apuração. O extrato abaixo é a DCTF retificadora ativa da contribuinte, referente ao tributo e período em análise. Repare que a contribuinte declara um débito de COFINS em junho de 2012 no valor de R$ 29.148,73 e vincula ao débito um pagamento de R$4.985,20. No quadro abaixo, podemos verificar que o referido pagamento vem de um DARF de R$5.083,90, composto de um valor principal (R$4.985,20) mais multa por atraso (R$98,70). Fl. 78DF CARF MF Processo nº 10880.660386/201241 Acórdão n.º 3401004.787 S3C4T1 Fl. 7 6 Por sinal, esse foi o único DARF de Cofins pago em 2012 pela empresa, conforme demonstra o extrato abaixo. Impende salientar que, sobre esse alegado crédito de R$ 5.083,90, a contribuinte solicita a homologação de nada menos que 193 pedidos de compensação, todos do mesmo período (2º trimestre de 2012), com mesmo vencimento em 31/07/2012 que, somados, resultam em um valor de R$ 948.369,76, conforme relação abaixo dos processos de PER/DCOMP para o mesmo DARF. .... Agrava o fato de tentar utilizar mais de uma vez o mesmo crédito a prestação de informação falsa, pois no PER/DCOMP há um campo onde é perguntado se aquele crédito proveniente de pagamento indevido ou a maior já foi informado em outro PER/DCOMP, ao que o contribuinte respondeu “Não” em todos os PER/DCOMP, em infração ao inciso II do § 1º do art. 45 da IN/SRF 1.300, de 20 de novembro de 2012. Pelo exposto, voto por conhecer do recurso voluntário e no mérito por negarlhe provimento. Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado Fl. 79DF CARF MF Processo nº 10880.660386/201241 Acórdão n.º 3401004.787 S3C4T1 Fl. 8 7 Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado negou provimento ao recurso voluntário. (Assinado com certificado digital) Rosaldo Trevisan Fl. 80DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10325.001090/2003-06
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Jul 06 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003
PIS. CRÉDITOS. AQUISIÇÕES DE INSUMOS. COMPROVAÇÃO. ÔNUS.
O direito de crédito pelas aquisições de insumos, na apuração não cumulativa da Cofins, nos termos da Lei nº 10.637/02, legitima-se por meio dos documentos comprobatórios do recebimento e do efetivo pagamento pelos bens, incumbindo a prova dessa situação jurídica ao contribuinte, a teor do art. 373, I do Código de Processo Civil (2015), e art. 36 da Lei nº 9.784/99, de modo que, não se desvencilhando o interessado de produzir essa prova, não há como reconhecer-lhe o direito (de crédito) vindicado.
Numero da decisão: 3401-005.052
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente.
(assinado digitalmente)
Leonardo Ogassawara de Araújo Branco - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros Robson José Bayerl, Tiago Guerra Machado, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Lázaro Antonio Souza Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (Vice-Presidente) e Rosaldo Trevisan (Presidente).
Nome do relator: LEONARDO OGASSAWARA DE ARAUJO BRANCO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201805
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 PIS. CRÉDITOS. AQUISIÇÕES DE INSUMOS. COMPROVAÇÃO. ÔNUS. O direito de crédito pelas aquisições de insumos, na apuração não cumulativa da Cofins, nos termos da Lei nº 10.637/02, legitima-se por meio dos documentos comprobatórios do recebimento e do efetivo pagamento pelos bens, incumbindo a prova dessa situação jurídica ao contribuinte, a teor do art. 373, I do Código de Processo Civil (2015), e art. 36 da Lei nº 9.784/99, de modo que, não se desvencilhando o interessado de produzir essa prova, não há como reconhecer-lhe o direito (de crédito) vindicado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Jul 06 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10325.001090/2003-06
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5874316
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 06 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3401-005.052
nome_arquivo_s : Decisao_10325001090200306.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : LEONARDO OGASSAWARA DE ARAUJO BRANCO
nome_arquivo_pdf_s : 10325001090200306_5874316.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente. (assinado digitalmente) Leonardo Ogassawara de Araújo Branco - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Robson José Bayerl, Tiago Guerra Machado, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Lázaro Antonio Souza Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (Vice-Presidente) e Rosaldo Trevisan (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue May 22 00:00:00 UTC 2018
id : 7351750
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:21:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050589124886528
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1543; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 1.131 1 1.130 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10325.001090/200306 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401005.052 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 22 de maio de 2018 Matéria PIS Recorrente VIENA SIDERÚRGICA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 PIS. CRÉDITOS. AQUISIÇÕES DE INSUMOS. COMPROVAÇÃO. ÔNUS. O direito de crédito pelas aquisições de insumos, na apuração não cumulativa da Cofins, nos termos da Lei nº 10.637/02, legitimase por meio dos documentos comprobatórios do recebimento e do efetivo pagamento pelos bens, incumbindo a prova dessa situação jurídica ao contribuinte, a teor do art. 373, I do Código de Processo Civil (2015), e art. 36 da Lei nº 9.784/99, de modo que, não se desvencilhando o interessado de produzir essa prova, não há como reconhecerlhe o direito (de crédito) vindicado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente. (assinado digitalmente) Leonardo Ogassawara de Araújo Branco Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Robson José Bayerl, Tiago Guerra Machado, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Lázaro Antonio AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 32 5. 00 10 90 /2 00 3- 06 Fl. 1131DF CARF MF Processo nº 10325.001090/200306 Acórdão n.º 3401005.052 S3C4T1 Fl. 1.132 2 Souza Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (VicePresidente) e Rosaldo Trevisan (Presidente). Relatório 1. Adoto, por fidedigno, o relatório da Resolução CARF nº 3401000.845, abaixo transcrito: Trata o presente processo de pedido de ressarcimento do PIS nãocumulativo do 1o trimestre de 2003. O crédito foi parcialmente indeferido, sob fundamento de que parte dele, decorrente da aquisição de carvão vegetal, tinha como base notas fiscais irregulares, pois se tratam de notas fiscais complementares emitidas pela própria Recorrente. O processo já foi analisado uma primeira vez por este Conselho (fls. 01/05), ocasião na qual o julgamento foi convertido em diligência para que o crédito fosse apurado com base nas páginas do livrorazão apresentadas e nos outros documentos fiscais da contribuinte. No relatório de diligência, consta a conclusão de existência de crédito superior ao declarado na DACON e ao pleiteado pela Contribuinte. A Contribuinte foi intimada do resultado da diligência , mas permaneceu inerte. É o Relatório. 2. Extraise do relatório de diligência fiscal, situado a partir da fl. 1118, relação de processos da mesma contribuinte com a discriminação do tributo e do período de apuração em debate: Fl. 1132DF CARF MF Processo nº 10325.001090/200306 Acórdão n.º 3401005.052 S3C4T1 Fl. 1.133 3 3. Concluiu a diligência nos seguintes termos: A diligenciada apresentou planilha de notas fiscais complementares, emitidas no 1º trimestre de 2003, no montante de R$1.453.132,90 (um milhão, quatrocentos e cinquenta e três mil, cento e trinta e dois reais e noventa centavos), pela entrada do insumo carvão, adquirido de fornecedores sediados no país, que, conforme seus esclarecimentos, são decorrentes das diferenças de pesagem realizada no momento do recebimento. Daquele montante, os fornecedores pessoas jurídicas somam R$1.445.377,01 (um milhão, quatrocentos e quarenta e cinco mil, trezentos e setenta e sete reais e um centavo), sediadas nos Estados do Maranhão, Pará e Tocantins. O restante, R$7.755,89 (sete mil, setecentos e cinquenta e cinco reais, oitenta e nove centavos) referese aos fornecedores pessoas físicas, domiciliados nos Estados do Maranhão e Tocantins. (...) O contribuinte não apresentou os comprovantes de pagamentos. Alegou, em sua resposta, que todos os documentos físicos do período foram perdidos, em razão do tempo. Indicou que há os registros escriturados nos livros de entrada, apuração do ICMS, Livro Diário e Livro Razão, constantes do processo. Esclareceu, ainda, que as impugnações apresentadas contêm amostras suficientes de demonstrativos, notas fiscais, notas fiscais complementares e seus comprovantes de pagamento que comprovam a idoneidade da operação. Fl. 1133DF CARF MF Processo nº 10325.001090/200306 Acórdão n.º 3401005.052 S3C4T1 Fl. 1.134 4 No processo, constatase que o contribuinte escriturou adiantamentos a fornecedores de carvão, relacionados nas notas fiscais complementares, e, de forma consolidada, o estoque de carvão vegetal e o montante do insumo carvão aplicado na produção, conforme o Balancete Contábil Analítico, que é parte do Livro Diário nº 40 (vol. 2, fls. 249 e seguintes). Escriturou, no Razão Analítico, a aquisição de carvão vegetal e o frete decorrente do transporte (vol. 5, fls. 851 e seguintes). Porém, no processo, ao contrário do alegado pela diligenciada, não há comprovantes do efetivo pagamento do insumo carvão, identificado na relação de notas fiscais complementares, objeto de glosa no pedido de ressarcimento do PIS nãocumulativo, do 1º trimestre de 2003. É o relatório. Voto Conselheiro Leonardo Ogassawara de Araújo Branco, Relator O recurso voluntário preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. 4. A questão, trazida pela mesma contribuinte, foi tratada por esta turma em diversas oportunidade, como, e.g., ambos publicados em 04/04/2018, no Acórdão CARF nº 3401004.452, de relatoria do Conselheiro Rosaldo Trevisan, e no Acórdão CARF nº 3401 004.433, de relatoria do Conselheiro Robson José Bayerl, de cujas razões extraímos os seguintes trechos, com os quais comungamos: "O debate, nessa assentada, repousa na possibilidade de reconhecer direito de crédito em relação a pretensas aquisições de carvão vegetal, em grande parte (98%), de pessoas jurídicas, pela emissão de notas fiscais complementares pelo próprio adquirente, in casu, o recorrente. A Resolução nº 3401000.227, de 03/02/2011, já havia fixado que esse procedimento, reprovado pela fiscalização, de fato, não contava com respaldo do Decreto nº 4.544/02, que, dentre as várias hipóteses para emissão de nota fiscal, não relacionava a “autorização para que o adquirente emita nota fiscal complementar para si mesmo”, entretanto, reconheceu que esse não era o único documento hábil a referendar o direito de crédito da não cumulatividade para o PIS/Pasep, oportunidade que, em nome do princípio da verdade material, determinou a aferição das quantidades de carvão adquiridas e registradas. Fl. 1134DF CARF MF Processo nº 10325.001090/200306 Acórdão n.º 3401005.052 S3C4T1 Fl. 1.135 5 Em retorno de diligência, a mesma turma julgadora, à vista da ausência de entrega dos arquivos digitais o que, segundo o recorrente, deveuse à perda da base de dados e à mingua de outras informações, entendeu que as aquisições não estavam devidamente demonstradas, porquanto fundadas simplesmente na escrituração das sobreditas notas fiscais complementares, e determinou nova diligência para que fossem apresentados, dentre outros documentos, os comprovantes de pagamento dessas diferenças. Esse novel procedimento não trouxe qualquer novo elemento comprobatório das vindicadas aquisições, mas apenas registros contábeis das notas complementares e o registro consolidado de adiantamentos a fornecedores de carvão. Consoante art. 3º, II, § 1º, I da Lei nº 10.637/02, o contribuinte poderá descontar créditos relativos aos bens, utilizados como insumo na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, adquiridos no mês. A espécie de “aquisição” tratada nesses autos é a operação de compra e venda de carvão vegetal, que se qualifica como tal pelo compromisso do vendedor de transferir o domínio da coisa (carvão vegetal) e do vendedor de pagarlhe o valor ajustado (preço), nos termos do art. 481 do Código Civil – Lei nº 10.406/02. Na mesma linha intelectiva da Resolução nº 3401000.227, o Decreto nº 4.544/02 dispõe que os créditos (aquisições) são escriturados pelo beneficiário, em seus livros fiscais, à vista dos documentos que lhes conferem legitimidade (art. 190, caput reprodução do art. 171 do Decreto nº 2.637, de 1998). Como decidido naquela ocasião, as notas fiscais complementares emitidas pelo próprio contribuinte, ora recorrente, não contam com aval da legislação tributária para sua admissibilidade, o que, por via transversa, prejudica os lançamentos respectivos, razão pela qual o mero registro dessas notas fiscais, por não legitimarem o direito de crédito, não são suficientes à garantia desse mesmo direito. Então, afastada essa possibilidade probatória, cabia ao recorrente, por analogia ao art. 82, parágrafo único, da Lei nº 9.430/96, cumulativamente, comprovar o recebimento da mercadoria e a comprovação do efetivo pagamento. A Resolução nº 3401000.227 aparentemente teria admitido as fichas de controle do IBAMA como prova do recebimento da mercadoria, todavia, a realização do pagamento não foi demonstrada, sendo de pouca valia a alegação descritiva do caráter informal, por assim dizer, do mercado local de carvão vegetal. Notese que o direito de crédito, à luz do art. 3º da Lei nº 10.637/02, se perfaz pela aquisição do insumo, não bastando a Fl. 1135DF CARF MF Processo nº 10325.001090/200306 Acórdão n.º 3401005.052 S3C4T1 Fl. 1.136 6 esse desiderato a simples prova do seu recebimento, mas principalmente a sua contrapartida: o pagamento. Nesse passo, segundo o art. 373, I do Código de Processo Civil (2015) e art. 36 da Lei nº 9.784/99, utilizados subsidiariamente no processo administrativo contencioso, a prova dos fatos constitutivos do direito que invoca é incumbência do autor do pedido, no caso de restituição e ressarcimento de créditos, o contribuinte, que, não se desvencilhando desse encargo, vê o seu direito perecer pela ausência de prova de sua existência. Nesse ponto, também não socorre o recorrente a alegação de perda desses documentos pela ação do tempo, haja vista que o art. 195, parágrafo único, do Código Tributário Nacional prevê que “os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram”, de maneira que, pendente de julgamento os recursos administrativos interpostos, e, por conseqüência, suspensa a exigibilidade do crédito tributário, ainda não ocorreu a sua prescrição, de sorte que era obrigatório ao contribuinte a manutenção em boa guarda de toda a documentação relativa aos lançamentos que contesta. Em síntese, não comprovado o pagamento das diferenças de carvão vegetal, objeto das notas fiscais complementares, não há como reconhecerlhes o qualificativo de aquisição de insumo, para a finalidade de creditamento da apuração não cumulativa do PIS/Pasep (Lei nº 10.637/02). Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso voluntário manobrado" (seleção e grifos nossos). 5. Coerente com a posição anteriormente adotada por este relator nas diversas vezes em que a matéria foi apreciada por este colegiado, sempre referentes à contribuinte ora recorrente, entendo que recalcitrância da autuada não merece, portanto, acolhida, sobrevindo carência probatória a seu pleito, nos termos das razões acima transcritas. Assim, pelos fundamentos acima expostos, voto por conhecer e negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Leonardo Ogassawara de Araújo Branco Relator Fl. 1136DF CARF MF Processo nº 10325.001090/200306 Acórdão n.º 3401005.052 S3C4T1 Fl. 1.137 7 Fl. 1137DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 17437.720021/2012-60
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jul 12 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2008
IRPF. DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL.
A dedução de pensão alimentícia da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Física é permitida, em face das normas do Direito de Família, quando comprovado o seu efetivo pagamento e a obrigação decorra de decisão judicial, de acordo homologado judicialmente, bem como, a partir de 28 de março de 2008, de escritura pública que especifique o valor da obrigação ou discrimine os deveres em prol do beneficiário. Súmula CARF nº98.
Numero da decisão: 2002-000.163
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencido o conselheiro Virgílio Cansino Gil, que lhe deu provimento.
(assinado digitalmente)
Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente e Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Fábia Marcília Ferreira Campêlo, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil.
Nome do relator: CLAUDIA CRISTINA NOIRA PASSOS DA COSTA DEVELLY MONTEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201806
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2008 IRPF. DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. A dedução de pensão alimentícia da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Física é permitida, em face das normas do Direito de Família, quando comprovado o seu efetivo pagamento e a obrigação decorra de decisão judicial, de acordo homologado judicialmente, bem como, a partir de 28 de março de 2008, de escritura pública que especifique o valor da obrigação ou discrimine os deveres em prol do beneficiário. Súmula CARF nº98.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 12 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 17437.720021/2012-60
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5876289
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 12 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2002-000.163
nome_arquivo_s : Decisao_17437720021201260.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : CLAUDIA CRISTINA NOIRA PASSOS DA COSTA DEVELLY MONTEZ
nome_arquivo_pdf_s : 17437720021201260_5876289.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencido o conselheiro Virgílio Cansino Gil, que lhe deu provimento. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente e Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Fábia Marcília Ferreira Campêlo, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2018
id : 7354391
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:21:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050589135372288
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1515; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C0T2 Fl. 56 1 55 S2C0T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 17437.720021/201260 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2002000.163 – Turma Extraordinária / 2ª Turma Sessão de 19 de junho de 2018 Matéria IRPF. DEDUÇÕES. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. Recorrente VANDERLEI BARCELOS DE DEUS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2008 IRPF. DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. A dedução de pensão alimentícia da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Física é permitida, em face das normas do Direito de Família, quando comprovado o seu efetivo pagamento e a obrigação decorra de decisão judicial, de acordo homologado judicialmente, bem como, a partir de 28 de março de 2008, de escritura pública que especifique o valor da obrigação ou discrimine os deveres em prol do beneficiário. Súmula CARF nº98. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencido o conselheiro Virgílio Cansino Gil, que lhe deu provimento. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente e Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Fábia Marcília Ferreira Campêlo, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 43 7. 72 00 21 /2 01 2- 60 Fl. 56DF CARF MF Processo nº 17437.720021/201260 Acórdão n.º 2002000.163 S2C0T2 Fl. 57 2 Relatório Tratase de lançamento decorrente de procedimento de revisão interna da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física DIRPF, referente ao exercício de 2009, ano calendário 2008, tendo em vista a apuração de dedução indevida de despesas médicas (fl.7). O contribuinte apresentou impugnação (fls.2/9), explicando que, do total das despesas médicas informadas, o valor de R$210,18 corresponde a gastos dessa natureza, enquanto os valores de R$23.132,50 e R$5.605,67 foram pagos a título de pensão judicial. Esclarece que assim procedeu, porque desconhecia o CPF da beneficiária da pensão, informação que passou a ser exigida pelo sistema da RFB para essa dedução. Antes do julgamento, a autoridade lançadora examinou a possibilidade de revisão de ofício do lançamento (art. 6°A da IN RFB n° 958/2009, com a redação dada pelo art. 1º da IN RFB n° 1061 /2010), tendo concluído, à vista de documentação comprobatória juntada pelo contribuinte à impugnação, pela manutenção do lançamento, como consignado no Termo Circunstanciado/Despacho Decisório de fls. 19/21. Cientificado dessa decisão, o sujeito passivo se manifesta às fls. 24/31, reforçando as alegações anteriormente apresentadas. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG) deu parcial provimento à Impugnação (fls. 40/43), em decisão cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2008 GLOSA. DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DE PARTE DAS DESPESAS DECLARADAS. A falta de comprovação, por documentação hábil e idônea, dos valores de despesas informadas para dedução da base de cálculo do imposto de renda de pessoa física, importa na manutenção da glosa. DEDUÇÃO.PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. Na determinação da base de cálculo do imposto de renda poderão ser deduzidas as importâncias pagas a título de pensão em cumprimento de acordo ou decisão judicial, desde que devidamente comprovadas. Cientificado dessa decisão em 14/5/2016 (fl.46), o contribuinte interpôs, em 13/6/2016 (fl.48), seu Recurso Voluntário (fls. 48/52), no qual apresenta as alegações a seguir sintetizadas: a diferença não acatada pela DRJ seria referente ao valor da pensão alimentícia descontada do 13º salário. Explica que sua fonte pagadora só passou a efetuar o desconto da pensão incidente sobre esses rendimentos a partir do mês de maio de 2010. Fl. 57DF CARF MF Processo nº 17437.720021/201260 Acórdão n.º 2002000.163 S2C0T2 Fl. 58 3 o valor teria sido depositado diretamente na conta bancária da beneficiária. Indica a juntada de sentença judicial de desconto da pensão judicial e de correspondência de sua fonte pagadora, indicando o desconto do valor somente a partir de 2010. Processo distribuído para julgamento em Turma Extraordinária, tendo sido observadas as disposições do artigo 23B, do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 2015, e suas alterações (fl.54). É o relatório. Fl. 58DF CARF MF Processo nº 17437.720021/201260 Acórdão n.º 2002000.163 S2C0T2 Fl. 59 4 Voto Conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Relatora Admissibilidade O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, assim, dele tomo conhecimento. Mérito Como relatado, a autuação aponta a glosa de despesas médicas, mas o recorrente, desde a sua impugnação, alega que se trata de valor relativo à pensão alimentícia judicial. A decisão de piso acatou a dedução da pensão alimentícia registrada no comprovante de rendimentos (fl.3), mantendo a glosa do valor de R$5.405,67, justificada pelo contribuinte como sendo a pensão alimentícia incidente sobre o 13º salário e paga diretamente por ele para a beneficiária. Nesse tocante, a decisão registra: A pensão devida sobre o décimo terceiro salário, conforme alega o contribuinte, não é dedutível no ajuste anual (DIRPF) porque o décimo terceiro tem regime de tributação exclusiva na fonte. As deduções sobre décimo terceiro salário são apurados na base de cálculo oferecida à tributação definitiva desse rendimento. Além do mais não foi juntado nenhum comprovante de pagamento de pensão sobre décimo terceiro salário no valor informado na impugnação, nem a sentença ou acordo homologado judicialmente que comprovaria a obrigação do pagamento de pensão sobre décimo terceiro feito diretamente a beneficiaria. (destaques acrescidos) Como consignado na decisão a quo, os valores pagos a título de pensão alimentícia podem ser deduzidos na declaração de rendimentos, desde que sejam decorrentes do cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente e que sejam comprovados com documentação hábil, como dispõe o caput do art. 78 do Regulamento do Imposto de Renda – RIR 99. Nesse sentido, é o entendimento manifestado na Súmula CARF nº 98, que deve ser observado por este Colegiado: Fl. 59DF CARF MF Processo nº 17437.720021/201260 Acórdão n.º 2002000.163 S2C0T2 Fl. 60 5 Súmula CARF nº 98: A dedução de pensão alimentícia da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Física é permitida, em face das normas do Direito de Família, quando comprovado o seu efetivo pagamento e a obrigação decorra de decisão judicial, de acordo homologado judicialmente, bem como, a partir de 28 de março de 2008, de escritura pública que especifique o valor da obrigação ou discrimine os deveres em prol do beneficiário. (destaques acrescidos) Quanto ao efetivo pagamento, o recorrente não juntou qualquer comprovante. Segundo informa, o valor foi depositado por ele na conta bancária da beneficiária. Assim, poderia ter trazido aos autos, por exemplo, comprovante de depósito ou da transferência efetuada. No tocante à determinação judicial, o recorrente limitouse a juntar o Ofício do Poder Judiciário direcionado a sua fonte pagadora, o qual não permite verificar se a determinação recairia também sobre o pagamento do 13º salário (fl.51). Não considero hábil a fazer essa prova a correspondência de sua fonte pagadora (fl.52). Caberia ao recorrente apresentar cópias das peças judiciais para que a possibilidade de dedução fosse verificada por esse Colegiado, e não com base em pronunciamento de sua fonte pagadora. Portanto, nenhuma das duas condicionantes para a dedução da pensão alimentícia em Declaração de Ajuste restou comprovada, não havendo reparos a se fazer à decisão de piso. Conclusão Pelo exposto, voto por conhecer do recurso, para, no mérito, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Fl. 60DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10983.902255/2008-10
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 07 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2004
COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ. CRÉDITO.
Cabe assinalar que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo.
Numero da decisão: 1001-000.606
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(Assinado Digitalmente)
Lizandro Rodrigues de Sousa - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, José Roberto Adelino da Silva e Eduardo Morgado Rodrigues.
Nome do relator: LIZANDRO RODRIGUES DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201806
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2004 COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ. CRÉDITO. Cabe assinalar que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo.
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10983.902255/2008-10
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5878542
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1001-000.606
nome_arquivo_s : Decisao_10983902255200810.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : LIZANDRO RODRIGUES DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10983902255200810_5878542.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado Digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, José Roberto Adelino da Silva e Eduardo Morgado Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 07 00:00:00 UTC 2018
id : 7359953
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:21:58 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050589146906624
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1447; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C0T1 Fl. 97 1 96 S1C0T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10983.902255/200810 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1001000.606 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Sessão de 07 de junho de 2018 Matéria PERDCOMP Recorrente TRATOWEL COMÉRCIO DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ. CRÉDITO. Cabe assinalar que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado Digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, José Roberto Adelino da Silva e Eduardo Morgado Rodrigues. Relatório Tratase de Declaração de Compensação 16418.59129.170806.1.7.046883 (efls. 14/20), de 17/08/2006, através da qual o contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com créditos decorrentes de pagamentos indevidos (IRPJ PA 31/12/2002, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 3. 90 22 55 /2 00 8- 10 Fl. 98DF CARF MF 2 data de arrecadação 30/04/2003). O pedido foi indeferido, conforme Despacho Decisório 775549461 (efl. 12), que analisou as informações e reconheceu que não foi confirmada a existência do crédito informado, pois o DARF discriminado no PER DCOMP não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, que foi assim resumida no relatório da decisão recorrida (efls. 22/25): II – O DIREITO Da peça intimidatória depreendese que ocorreram os seguintes fatos: a) Recolhimento de IRPJ do período de apuração 31/12/2002 no valor de R$ 18.909,94; b) Recolhimento este que foi considerado, posteriormente, indevido ou a maior; c) Utilização do valor recolhido, considerado a maior ou indevido, para compensar com outros débitos através da PERDCOMP. O contribuinte não nega estes fatos. Acrescenta ainda, que a PER/DCOMP em tela, de nº 16418.59129.170806.1.7.046883, de natureza retificadora, foi transmitida em 17/08/2006, utilizandose do valor de R$ 7.086,31. Não há que se destacar legislações e nem jurisprudências, pois o contribuinte não nega nenhum dado constante para análise. Porém, somente, trás a lume um ponto de discordância e este, por si, se basta para justificar a impugnação. O recolhimento do tributo gerador da compensação futura, "não localizado nos sistemas da Receita Federal", não é peça de ficção. Existe e vai anexada à presente Impugnação. Tratase de Darf devidamente recolhido e autenticado pela Instituição Financeira recebedora (Bradesco) em 31/01/2003, originado no código de receita 2362. Referido código de receita tem por fato gerador: IRPJ PJ OBRIGADAS AO LUCRO REAL — ENTIDADES NÃO FINANCEIRAS ESTIMATIVA MENSAL. Diante dos dados apresentados, considerando o contribuinte que o ponto principal apurado pelo auditor fiscal foi a não localização nos sistemas da Receita Federal da comprovação documental do recolhimento e considerando ainda a prova material anexada, o contribuinte entende que se legitima o crédito declarado na PER/DCOMP. [...] A manifestação foi analisada pela Delegacia de Julgamento (Acórdão 0729.367 3 ª Turma da DRJ/FNS, efl. 34/39). A decisão de primeira instância julgou a Fl. 99DF CARF MF Processo nº 10983.902255/200810 Acórdão n.º 1001000.606 S1C0T1 Fl. 98 3 manifestação de inconformidade improcedente, por entender que o pagamento informado na DCOMP pela recorrente, de fato, não existe. Por isso, o Despacho Decisório não demanda reparo. E mesmo que se consider que o DARF seja aquele (outro) apresentado pela recorrente, constatou a DRJ que o alegado pagamento a maior no montante de R$ 7.086,31 não foi devidamente comprovado pela recorrente. Cientificada em 20/08/2012 (efl. 27), a Interessada interpôs recurso voluntário, protocolado em 17/09/2014 (efl. 29), repetindo os argumentos levados à primeira instância e alegando, em resumo, que a autoridade julgadora administrativa deve promover a busca da verdade material, sem ficar adstrita aos aspectos de cunho formal, e pede a juntada de cinco processos de PERDCOMP em seu nome que foram protocolados por profissional de contabilidade de forma aleatória e equivocada e que não correspondiam á realidade.. Voto Conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa Relator O recurso ao CARF é tempestivo, e portanto dele conheço. Cabe assinalar que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo (art. 74 da lei 9.430/96), fazendose necessário verificar a exatidão das informações referentes ao crédito alegado em PERDCOMP e confrontar com análise da situação fática, de modo a se conhecer qual o tributo devido no período de apuração e comparálo ao pagamento declarado e comprovado. Desta forma, com base no artigo art. 170 do CTN e art. 74 da lei 9.430/96 o pedido de restituição/compensação cujo crédito não foi comprovado deve ser indeferido. Mas antes da análise da documentação que comprova o crédito, nestes autos não se confirmou o próprio recolhimento declarado na PERDCOMP em questão. Desta forma, se erro houve na descrição das características do recolhimento cabia a apresentação de nova declaração de compensação, o que não foi feito pelo contribbuinte. Desta forma, adiro às razões da primeira instância, razão pela qual transcrevo seus fundamentos a seguir: A data de arrecadação do DARF é 31/01/2003, porém na DCOMP a interessada informou data de arrecadação em 30/04/2003. Isto impediu que o pagamento fosse localizado, pois a data de arrecadação é um dos parâmetros utilizados para identificar o pagamento. Ou seja, o DARF não foi localizado em razão de erro cometido pela recorrente no preenchimento das informações pertinentes na DCOMP (“erro” desta mesma natureza foi cometido pela recorrente em várias outras DCOMP: 22896.33127.170806.1.7.044135, 32470.59512.170806.1.7.046583,01786.96331.170806.1.7.04165 2, etc.). Deste modo, o pagamento informado na DCOMP pela recorrente, de fato, não existe. Por isso, o Despacho Decisório não demanda reparo. Fl. 100DF CARF MF 4 Considerando agora que o DARF seja aquele ora apresentado pela recorrente, constatase que o alegado pagamento a maior no montante de R$ 7.086,31 não foi devidamente comprovado pela recorrente. À evidência, o pagamento de R$ 18.909,94 encontrase totalmente alocado ao débito de mesmo valor informado pela própria recorrente em DCTF, conforme registro supra. Ainda que se supere a situação de não localização do DARF, causada por erro cometido pela recorrente, permanece inalterada a acusação de que não foi confirmada a existência de crédito. Cabe aqui a regra geral de que cabe ao autor o ônus da prova quanto ao fato constitutivo de seu direito (CPC, art. 333, I). Deste modo, além de provar que o DARF é em verdade outro, que não aquele que informou na DCOMP, a recorrente deveria comprovar o direito creditório que alega possuir, sem o quê o pleito não poderá ser acatado. Ante o exposto, manifestome pela improcedência da manifestação de inconformidade. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. (Assinado Digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Fl. 101DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.973288/2012-71
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1201-000.440
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Gisele Barra Bossa, José Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Breno do Carmo Moreira Vieira (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima), Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado, Rafael Gasparello Lima e Luis Henrique Marotti Toselli.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201805
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10880.973288/2012-71
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5878576
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1201-000.440
nome_arquivo_s : Decisao_10880973288201271.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10880973288201271_5878576.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Gisele Barra Bossa, José Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Breno do Carmo Moreira Vieira (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima), Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado, Rafael Gasparello Lima e Luis Henrique Marotti Toselli.
dt_sessao_tdt : Wed May 16 00:00:00 UTC 2018
id : 7359987
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:22:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050589158440960
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1394; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 2 1 1 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.973288/201271 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1201000.440 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 16 de maio de 2018 Assunto IRPJ Recorrente TECBENS EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Gisele Barra Bossa, José Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Breno do Carmo Moreira Vieira (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima), Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado, Rafael Gasparello Lima e Luis Henrique Marotti Toselli. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 73 28 8/ 20 12 -7 1 Fl. 166DF CARF MF Processo nº 10880.973288/201271 Resolução nº 1201000.440 S1C2T1 Fl. 3 2 Relatório Por economia processual e por bem descrever os fatos, adoto como parte deste, o relatório constante da decisão de primeira instância: “A Interessada transmitiu o PER/DCOMP n° 1231.28750.240511.1.3.049598 no qual requer a compensação de débitos com crédito referente a Pagamento Indevido ou a Maior de IRPJ (código 2089: IRPJ Lucro Presumido; Período de Apuração PA: 30/06/2010; crédito original na data da transmissão R$39.721,03; fls. 03 a 07). 2. Foi emitido Despacho Decisório não homologando a compensação declarada em face da inexistência do crédito, visto que foram localizados um ou mais pagamentos abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. 3. O contribuinte teve ciência do Despacho Decisório em 13/11/2012 (AR; fl. 10), e dele recorreu a esta DRJ, em 30/11/2012 (fls. 13 a 15), nos seguintes termos, sinteticamente. I DOS FATOS 3.1 No segundo e terceiro trimestres do ano civil de 2010, apurou receitas em duas modalidades: prestação de serviços e venda de imóveis. 3.2 Na apuração do imposto de renda (IRPJ) e da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) dos referidos trimestres, foram consideradas as duas modalidades de receita como sendo somente de prestação de serviço. 3.3 Isto posto, as receitas de vendas de imóveis tiveram suas bases de redução calculadas à alíquota de 32% ao invés de 8% para fins de IRPJ, e no caso da CSLL à alíquota de 32% ao invés de 12%. (...) 3.5 Em razão desses créditos fiscais, a partir de maio de 2011 foram solicitados pedidos de compensações, através de PER/DCOMPs para quitação de PIS, COFINS, IRPJ e CSLL vincendos a partir daquela data que estão sendo objetos de questionamento de Despachos Decisórios. 3.6 Lamentavelmente, quando da elaboração e apresentação da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ), não foram configurados os referidos créditos fiscais na ficha 14A linha 07 e 18A linha 03, correspondente à apuração do IRPJ e da CSLL do segundo e Fl. 167DF CARF MF Processo nº 10880.973288/201271 Resolução nº 1201000.440 S1C2T1 Fl. 4 3 terceiro trimestres de 2010, uma vez que as cifras ficaram apresentadas na linha 07 da ficha 14A (IRPJ) receita bruta sujeita ao percentual de 32% e linha 03 ficha 18A (CSLL) receita bruta sujeita ao percentual de 32%, ao invés da segregação entre as receitas sujeitas ao percentual de 32% e aquelas sujeitas ao percentual de 8%, para fins de IRPJ, e sujeitas ao percentual de 12% para fins de CSLL. 3.7 Com isto, os saldos a pagar de IRPJ, bem como o da CSLL, ficaram idênticos aos valores recolhidos através de DARF não configurando a demonstração do crédito, pois se os valores apresentados na DIPJ como saldos a pagar fossem efetivamente menores do que os recolhidos, ficaria evidente o direito de crédito por recolhimento a maior. II – DO DIREITO (...) II. 2 DO MÉRITO 3.10 Conforme explicado anteriormente, a empresa agiu de boa fé, utilizando os preceitos e fundamentos legais para denunciar o seu crédito e a respectiva utilização através dos instrumentos de compensação, e, em sendo assim, a empresa não pode ter o seu direito cerceado pelo equívoco que cometeu no preenchimento da sua Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ), e dessa forma não ter a homologação através de Despacho Decisório de seus créditos fiscais legítimos por recolhimento a maior. III DOCUMENTOS ANEXADOS Estão anexados a esta Manifestação de Inconformidade os seguintes documentos: (...) IV DO PEDIDO 3.12 À vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência do Despacho Decisório, espera e requer seja acolhida a presente Manifestação de Inconformidade para revisão da decisão e consequente cancelamento do Despacho Decisório, consideração da existência do crédito fiscal e a homologação para compensação/quitação do débito no valor de [...]." 2. Em sessão de 26 de setembro de 2014, a 4ª Turma da DRJ/SPO, por unanimidade de votos, considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade pela ausência dos elementos de prova capazes de atestar a certeza e liquidez do crédito utilizado na compensação, conforme Acórdão nº 1661.775, cuja ementa recebeu o seguinte descritivo: “ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/04/2010 a 30/06/2010 DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Os débitos informados pelo contribuinte em DCTF constituem confissão de dívida, prescindem de lançamento para serem cobrados, tornandose instrumento hábil por meio do qual o Fisco pode promover a cobrança. Fl. 168DF CARF MF Processo nº 10880.973288/201271 Resolução nº 1201000.440 S1C2T1 Fl. 5 4 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Período de apuração: 01/04/2010 a 30/06/2010 IRPJ. PAGAMENTO MAIOR QUE O DEVIDO. ERRO. NÃO COMPROVAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO. A Recorrente informou débito em DCTF, referente ao segundo trimestre de 2010, e efetuou recolhimento do valor nela indicado, integralmente utilizado para quitar o débito confessado. O erro simplesmente alegado, sem os documentos de prova hábeis a comproválos, não pode ser aceito. Assim, não há direito creditório a ser reconhecido e, portanto, não é possível homologar a compensação declarada, razão pela qual mantémse a decisão recorrida. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido.” 3. A DRJ/SPO não acatou os argumentos da Recorrente, em síntese, sob os seguintes fundamentos: 3.1. Embora a Recorrente tenha juntado cópias do razão contábil e planilha própria de utilização dos créditos fiscais, ambas referentes aos segundo e terceiro trimestres de 2010, constatou que a) as cópias do Livro Razão não estão acompanhadas dos respectivos documentos de respaldo (contrato de venda e compra do imóvel; comprovante de recebimento da respectiva receita, etc); b) também não estão acompanhadas de cópias dos lançamentos correspondentes no Livro Diário, devidamente registrado na Junta Comercial. Portanto, o direito creditório pleiteado não pode ser considerado líquido e certo. 3.2. Sustenta que, a prova documental deve ser apresentada juntamente com a Manifestação de Inconformidade, sob pena de precluir o direito da Recorrente fazêlo em outro momento processual. 4 Cientificada da decisão em 14/03/2016 , a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 08/04/2016, reiterando as razões já expostas em sede de Manifestação de Inconformidade e reforçando que a prova documental produzida nos autos já seria suficiente para comprovar seu direito creditório, mas, para que não pairem dúvidas, juntou a seguinte documentação complementar: (i) escritura pública definitiva de compra e venda do imóvel (doc. 02); (ii) matrícula do imóvel de nº 179.301, do 4º Cartório de Registro de Imóveis de São Paulo (doc. 03); (iii) cópia das DCTFS retificadoras (doc. 04); (iv) cópia do livro diários correspondente aos referidos lançamentos (doc. 05); e (v) comprovante de recebimento da receita de venda do imóvel (doc. 06). 5. Ao final, requer seja acolhido o Recurso Voluntário para o fim de receber os documentos complementares anexos e converter o julgamento em diligência baixando os autos para que a autoridade preparadora examine os documentos novos juntados que complementam a prova do crédito da Recorrente utilizado nessa DCOMP, ou dignese acolher o recurso para o fim de homologar a presente declaração de compensação. É o relatório. Fl. 169DF CARF MF Processo nº 10880.973288/201271 Resolução nº 1201000.440 S1C2T1 Fl. 6 5 Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa, Relatora. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 1201 000.425, de 16/05/2018, proferido no julgamento do Processo nº 10880.658130/201273, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 1201000.425): " 6. O recurso é tempestivo e cumpre os demais requisitos legais de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento e passo a apreciar. 7. Em primeiro lugar, há de se ressaltar a plausibilidade jurídica do pleito da Recorrente acerca da juntada de documentação complementar em sede de Recurso Voluntário. 8. Alinhome ao entendimento de que a Administração não pode ficar restrita ao que as partes demonstram no curso do processo, mas deve buscar a verdade material. 9. In casu, a douta DRJ poderia, ao invés de julgar improcedente a Manifestação de Inconformidade, ter baixado os autos em diligência para esclarecimentos dos fatos e análise de provas. Tal iniciativa cooperativa, inclusive, traria maior celeridade e eficiência processual, bem como teria otimizado o custo deste processo para o Estado1. 10. No mais, de acordo com a jurisprudência deste Egrégio Conselho, é possível a juntada de provas complementares para contrapor às 1 Em consonância com os seguintes dispositivos: Lei nº 13.105/2015 "Art. 5º Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportarse de acordo com a boafé. Art. 6º Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva. Art. 7º É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à aplicação de sanções processuais, competindo ao juiz zelar pelo efetivo contraditório. Art. 8º Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência." Lei nº 9.784/1999 "Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência." "Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizamse de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias. § 1º O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo." Fl. 170DF CARF MF Processo nº 10880.973288/201271 Resolução nº 1201000.440 S1C2T1 Fl. 7 6 razões do julgamento de primeira instância à luz dos princípios da verdade material, ampla defesa e contraditório efetivo, verbis: " (...) PRODUÇÃO DE PROVAS NO VOLUNTÁRIO. POSSIBILIDADE PARA SE CONTRAPOR ÀS RAZÕES DO JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Como regra geral, a prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo do direito de fazêlo em outro momento processual.Contudo, tendo o contribuinte trazido os documentos que julgava aptos a comprovar seu direito, ao não ser bem sucedido no julgamento de 1a instância, razoável se admitir a juntada das provas no voluntário, pois é exceção à regra geral de preclusão a produção de novos documentos destinados a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Ademais, seria por demais gravoso, e contrário ao princípio da verdade material, a manutenção da glosa de deduções sem a análise das provas constantes nos autos.E ainda, sendo esta a última instância administrativa, tal postura exigiria do contribuinte a busca da tutela do seu direito no Poder Judiciário, o que exigiria do Fisco a análise das provas apresentadas em juízo, e ainda condenaria a União pelas custas do processo. (...)" (Processo nº 16327.001040/200891, Acórdão nº 1102000.940, 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária / 1ª Seção, Sessão de 08.10.2013, Relator: José Evande Carvalho Araujo) 11. Notese que, cabe a autoridade julgadora verificar a necessidade e a utilidade do recebimento da prova de forma a harmonizar valores e princípios constitucionais e processuais, verbis: " PRINCÍPIOS PROCESSUAIS. PRECLUSÃO. OFICIALIDADE. VERDADE MATERIAL. APRESENTAÇÃO DAS PROVAS. CONSIDERAÇÃO. O direito da parte à produção de provas posteriores, até o momento da decisão administrativa comporta graduação, a critério da autoridade julgadora, com fulcro em seu juízo de valor acerca da utilidade e da necessidade, de modo a assegurar o equilíbrio entre a celeridade, a oficialidade, a segurança indispensável, a ampla defesa e a verdade material, para a consecução dos fins processuais. (...)" (Processo nº 10880.008207/200611), Acórdão nº 2801003.682, 1ª Turma Especial / 2ª Seção de Julgamento, Sessão de 09.09.2014, Relator: Carlos César Quadros Pierre) 12. Portanto, acolho o pedido da Recorrente no sentido de admitir as provas acostadas em sede de Recurso Voluntário por considerálas úteis e necessárias para devida apreciação do processo. 13. No mais, considero que assiste razão a contribuinte quando sustenta que meros erros no preenchimento de declarações não são suficientes para motivar o não reconhecimento do seu direito creditório. Fl. 171DF CARF MF Processo nº 10880.973288/201271 Resolução nº 1201000.440 S1C2T1 Fl. 8 7 14. Contudo, em linha com a jurisprudência deste E. Conselho, é imprescindível que tais erros sejam claramente demonstrados por meio de documentação hábil e idônea, em especial com base na análise de registros contábeis e fiscais e da documentação que lhe serve de suporte, a qual necessariamente deve ser mantida pelo contribuinte enquanto se pretender obter os efeitos fiscais correspondentes, nos termos do artigo 195, parágrafo único, do Código Tributário Nacional CTN e dos artigos 264 e 923 do RIR/99. 15. Reforçando essas diretrizes, transcrevo a seguinte ementa: "ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DCTF. DECLARAÇÕES RETIFICADORAS. COMPROVAÇÃO. CRÉDITO RECONHECIDO. Comprovado que o débito confessado em estava equivocado mediante apresentação de declaração retificadora, DIPJ e elementos da escrituração contábil que corroboram o valor declarado/confessado nessa declaração retificadora, reconhecese o direito de crédito homologandose as compensações pleiteadas até esse limite." (Processo nº 13971.901692/201131, Acórdão nº 1402002.379, 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária / 1ª Seção, Sessão de 26.01.2017, Relator: Fernando Brasil de Oliveira Pinto)(grifos nossos) 16. O direito creditório do contribuinte só pode ser obstado diante de três hipóteses (i) se reconhecida decadência do direito pleiteado; (ii) se os valores já tiverem sido compensados; e (iii) quando a documentação suporte é insuficiente para demonstrar a origem do crédito e/ou não esclarece de forma assertiva e sem contradições a composição dos valores discutidos. 17. Logo, somente diante da comprovação pela autoridade fiscal de uma dessas três hipóteses é que o direito creditório não deve ser reconhecido. 18. Tendo essas premissas em mente, passamos à análise do caso concreto. 19. A Recorrente exerce a atividade de compra e venda de imóveis próprios, bem como a locação de imóveis próprios. 20. Como é sabido, na venda de imóveis próprios a alíquota de presunção do lucro é de 8% (IRPJ) e 12% de CSLL, sendo que na locação, esta alíquota é de 32% 21. Entre abril de 2010 e setembro de 2010 a Recorrente vendeu um imóvel próprio e apurou IRPJ e a CSLL como locação. Portanto, tributou à alíquota de 32% ao invés de 8% (IRPJ) e 12% (CSLL), daí a origem do direito creditório em exame, pagamento a maior de IRPJ e CSLL no segundo e terceiro trimestres do anocalendário de 2010. 22. No presente caso, não há controvérsia acerca do preenchimento dos requisitos (i) e (ii) constantes do item 16, mas do (iii). A DRJ [...] considerou que as provas apresentadas em sede de Manifestação de Inconformidade [...] não foram suficientes para que o crédito pleiteado fosse considerado líquido e certo. Fl. 172DF CARF MF Processo nº 10880.973288/201271 Resolução nº 1201000.440 S1C2T1 Fl. 9 8 23. Ocorre que, a ora Recorrente tanto em sede de Manifestação de Inconformidade quanto, complementarmente, em seu Recurso Voluntário [...], apresentou vasta documentação probatória hábil a demonstrar a ocorrência do suposto erro na apuração da base de cálculo, tais como: (i) doze DARFs de recolhimento de IRPJ e da CSLL referente ao segundo e terceiro trimestre de 2010 [...]); (ii) fichas 14A e 18A do segundo e terceiro trimestre de 2010 da DIPJ Original [...]; (iii) fichas 14A e 18A do segundo e terceiro trimestre de 2010 da DIPJ Retificadora transmitida em 21/11/2012 e seu recibo [...]; (iv) razão contábil do segundo e terceiro trimestre de 2010 das receitas de vendas de imóveis (contas contábeis 3.1.02.01.0004 abril/2010 e 310301001 de maio a setembro de 2010,[...]); (v) escritura pública definitiva de compra e venda do imóvel (doc. 02, [...]); (vi) matrícula do imóvel de nº 179.301, do 4º Cartório de Registro de Imóveis de São Paulo (doc. 03, [...]); (vii) cópia das DCTFS retificadoras (doc. 04, [...]); (viii) cópia do livro diários correspondente aos referidos lançamentos (doc. 05, [...]); e (ix) comprovante de recebimento da receita de venda do imóvel (doc. 06, [...]). 24. A priori, a documentação fiscal e contábil trazida pela Recorrente cumpre o disposto no artigo 923 do RIR2 e é capaz de viabilizar o reconhecimento do direito creditório do contribuinte. 25.Contudo, deve ser verificada, à luz da documentação contábil, fiscal e demais provas suporte, a liquidez e certeza dos créditos constantes dos pedidos de compensação nos períodos em análise. 26. Em face do exposto, diante de toda a documentação acostada aos autos, voto pela conversão do presente julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da Receita Federal da circunscrição da contribuinte: (i) verifique as DCTFs retificadoras apresentadas, efetuando a apuração do crédito relativo aos períodos sob apreciação; (ii) faça o cotejamento desses créditos com as Dcomps relativas a pagamento a maior de IRPJ e CSLL, anocalendário 2010, procedendo à valoração para fins de verificação de suficiência destes, considerandose, inclusive, alguma Dcomp porventura já homologada. 27. Para fins dessa verificação, a contribuinte poderá ser intimada a apresentar livros e documentos. 28. Após a conclusão da diligência, a autoridade fiscal responsável deverá elaborar Relatório Conclusivo, com posterior ciência à Recorrente, para que, se assim desejar, se manifeste no prazo de 30 (trinta) dias e na seqüência retornem os autos ao E. CARF para julgamento. É como voto. 2 "Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais." Fl. 173DF CARF MF Processo nº 10880.973288/201271 Resolução nº 1201000.440 S1C2T1 Fl. 10 9 Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47 do RICARF, voto por converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto acima transcrito. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Fl. 174DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10945.002647/2008-25
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2005
OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA A ORIGEM DOS RECURSOS FORA COMPROVADA.
Os valores cuja a origem fora devidamente comprovada e que, ato contínuo, não caracterizam receitas e não tem qualquer impacto sobre o faturamento ou sobre o lucro tributável da empresa, devem ser de fato excluídos da base de cálculo dos tributos alvo da autuação fiscal.
Numero da decisão: 1201-002.256
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente
(assinado digitalmente)
Luis Fabiano Alves Penteado - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, José Carlos de Assis Guimarães, Luis Henrique Marotti Toselli, Gisele Barra Bossa, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima) e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausente, justificadamente, o conselheiro Rafael Gasparello Lima.
Nome do relator: LUIS FABIANO ALVES PENTEADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201806
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2005 OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA A ORIGEM DOS RECURSOS FORA COMPROVADA. Os valores cuja a origem fora devidamente comprovada e que, ato contínuo, não caracterizam receitas e não tem qualquer impacto sobre o faturamento ou sobre o lucro tributável da empresa, devem ser de fato excluídos da base de cálculo dos tributos alvo da autuação fiscal.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10945.002647/2008-25
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5880004
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1201-002.256
nome_arquivo_s : Decisao_10945002647200825.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : LUIS FABIANO ALVES PENTEADO
nome_arquivo_pdf_s : 10945002647200825_5880004.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente (assinado digitalmente) Luis Fabiano Alves Penteado - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, José Carlos de Assis Guimarães, Luis Henrique Marotti Toselli, Gisele Barra Bossa, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima) e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausente, justificadamente, o conselheiro Rafael Gasparello Lima.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2018
id : 7363338
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:22:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050589236035584
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1649; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 2 1 1 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10945.002647/200825 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1201002.256 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 13 de junho de 2018 Matéria IRPJ Recorrente V PILATI EMPRESA DE TRANSPORTES RODOVIÁRIOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005 OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA A ORIGEM DOS RECURSOS FORA COMPROVADA. Os valores cuja a origem fora devidamente comprovada e que, ato contínuo, não caracterizam receitas e não tem qualquer impacto sobre o faturamento ou sobre o lucro tributável da empresa, devem ser de fato excluídos da base de cálculo dos tributos alvo da autuação fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente (assinado digitalmente) Luis Fabiano Alves Penteado Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, José Carlos de Assis Guimarães, Luis Henrique Marotti Toselli, Gisele Barra Bossa, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima) e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausente, justificadamente, o conselheiro Rafael Gasparello Lima. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 00 26 47 /2 00 8- 25 Fl. 8996DF CARF MF 2 Relatório Tratamse de autos de infração de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, relativos ao anocalendário de 2005, lavrado e cientificado ao contribuinte em 26.11.2008, em razão da omissão de receitas consistente no suprimento de depósitos bancários de origem e efetividade não comprovados. Intimada a apresentar esclarecimentos sobre a origem dos créditos bancários não identificados o Contribuinte juntou em fls. 39 a 84, planilhas discriminando a data, valor e origem dos referidos créditos, informando ainda que apenas parte dos créditos bancários compõem as receitas de fretes, sendo que os demais não compõem seu faturamento, quedando se inerte quanto a identificação dos mesmos. A análise conclusiva da fiscalização quanto aos esclarecimentos prestados e os documentos juntados deuse no seguinte sentido: “1) A empresa confirma que recebeu os valores de seus clientes; 2) Diz que apenas parte desses recebimentos se refere a receitas, mas não demonstra que montante é receita e que montante não é receita; 3) Não apresenta nenhum documento que sustente sua alegação nem presta esclarecimento a que se referem os totais dos valores recebidos e porque não foram contabilizados/declarados integralmente como receitas; 4) A empresa não conseguiu comprovar que a origem dos recursos recebidos não se referem a receitas.” A autoridade administrativa constituiu, então, os competentes lançamentos com base na omissão de receitas, no valor global de R$ 7.551.060,18. Impugnação As alegações trazidas pelo contribuinte em sede de impugnação foram sintetizadas no relatório da decisão de primeira instância (Acórdão nº 0620.886 – 2ª Turma da DRJ/CTA) e nesta oportunidade são reproduzidas em parte: “(...) Fl. 8997DF CARF MF Processo nº 10945.002647/200825 Acórdão n.º 1201002.256 S1C2T1 Fl. 3 3 Do direito. Da presunção fiscal. Simples deposito bancário 10.2. Discorre acerca dos princípios constitucionais e argui que o ordenamento jurídico tributário brasileiro não permite a tributação com lastro em presunções, isso por imposição da tipicidade cerrada, que é corolário do princípio da legalidade tributária; que o sistema tributário brasileiro foi moldado de forma com que só seja possível a exigência de crédito tributário mediante a inexorável comprovação dos fatos que se subsumem à hipótese de incidência do tributo; que a presunção, que é mera probabilidade de existência, não tem o condão de implicar a incidência de exação tributária, sob pena de tal mutilação do princípio da legalidade estrita. (...) Das comprovações das origens dos depósitos 10.5. Argumenta que, com intuito de ilidir os efeitos da presunção de omissão de receitas com base em depósitos bancários, apresenta vasta documentação cujo teor demonstra a origem de todos os depósitos/créditos efetuados em suas contas correntes (Anexos II a XXVII); que dado o lapso ínfimo de tempo concedido no curso da ação fiscal, não foi à época possível atender a intimação fiscal para comprovação da origem dos créditos bancários. 10.6. Assevera que, num esforço descomunal, anexa a presente impugnação os comprovantes de cada depósito/crédito oriundos de seus clientes; que se tratam de faturas comerciais, algumas contemplando vários conhecimentos de transportes, bem como relatórios emitidos pelos próprios clientes da empresa (Sadia, Gerdau, Adubos Trevo, etc.), constando os conhecimentos de carga e os pagamentos efetuados, que coincidem com os depósitos objetos da autuação; que constam, ainda, vários depósitos oriundos de indenização de sinistros pagos pelas seguradoras, relativos a acidentes de caminhões da empresa e de terceiros. (...) 10.8. Esclarece que a maioria dos créditos bancários teve finalidade de repasse a outras empresas transportadoras por ela agenciadas, razão pela qual se justifica a discrepância entre os valores ingressados e os considerados como receita própria. Banco Santander (transferências TED) 10.9. Alega que os depósitos/créditos bancários ocorridos no Banco Santander se originaram de transferências eletrônicas (TED) enviadas do Banco Bradesco pela própria contribuinte em 13/04/2005, 27/04/2005 e 31/10/2005. Fl. 8998DF CARF MF 4 (...) Banco Bradesco (duplicidades) 10.10. Afirma que o auditorfiscal equivocouse ao relacionar valores em duplicidade no mês de fevereiro/2005, uma vez que tais valores constaram apenas uma vez no extrato do Banco Bradesco. (...)” Acórdão nº 0620.886 – 2ª Turma da DRJ/CTA Preliminar de Nulidade A impugnante sustentou preliminar de nulidade do lançamento no sentido de que a presunção de legitimidade invocada pela fiscalização não representaria qualquer óbice à comprovação da ocorrência da hipótese tributária, e que, uma vez não havendo tal comprovação deveriam ser declarados nulos seus atos. A autoridade julgadora julgou improcedente tal pleito. Constatouse, inicialmente, que a caracterização da ocorrência do fato gerador do imposto de renda não se dá pela mera percepção de um crédito bancário, considerada isoladamente, abstraída das circunstâncias fáticas. Pelo contrário, reputouse que a caracterização está ligada à falta de esclarecimentos da origem dos numerários creditados e seu oferecimento à tributação, conforme dicção literal da lei. Concluiuse existir uma correlação lógica entre o fato conhecido ser beneficiado com um crédito bancário sem origem comprovada ou não oferecido à tributação e o fato desconhecido auferir rendimentos. Essa correlação autorizaria, então, plenamente o estabelecimento da presunção legal de que o dinheiro surgido na conta bancária, sem qualquer justificativa, provém de rendimentos não declarados. Omissão de Receita Afirmouse, quanto a este ponto, que na análise por amostragem da vasta documentação apresentada foi possível confirmar a origem de vários créditos bancários em cuja documentação havia identificação do crédito a que se referia, mas reputouse que não havia corno se afirmar com segurança se tais créditos correspondiam à receita declarada na DIPJ 2006 (fls. 0513) ou se compunham o valor da receita considerada omitida. Deste modo, houvese por bem validar a aplicação do §2º do art. 42 da Lei nº 9430/96 ao caso concreto, para determinar que "os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e Fl. 8999DF CARF MF Processo nº 10945.002647/200825 Acórdão n.º 1201002.256 S1C2T1 Fl. 4 5 contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às normas de tributação especificas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos". Transportes de cargas realizados por transportadores autônomos subcontratados Em referência específica as receitas supostamente advindas de transportadores autônomos, entendeuse que mesmo tendo a entidade impugnante subcontratado parte dos serviços de fretes, ela o fez por mera liberalidade, continuando perante o contratante com a responsabilidade pela correta prestação do mesmo até a entrega da carga em seu destino final. Logo, discorreuse que tendo a interessada optado pela tributação com base no lucro presumido, conforme consta da DIPJ 2006, a sua receita bruta corresponderia ao valor total dos serviços de transporte de cargas, dele não se admitindo, por falta de previsão legal, a exclusão de valores que tenham sido transferidos aos subcontratados, cujo valor somente poderia ser excluído como custo ou despesa operacional caso a contribuinte houvesse optado pela tributação com base no lucro real. Ajuste no valor dos créditos bancários Deixouse de acatar os ajustes pleiteados pela impugnante no que se refere as transferências de valores da conta bancária mantida no Banco Bradesco S/A para o Banco Santander S/A em 13/04/2005, 27/04/2005 e 31/05/2005, em face de divergência entre os valores remetidos e os recebidos. Contudo, entendeuse que cabe razão à impugnante no que se refere à duplicidade de valores lançados na conta corrente mantida no Banco Bradesco S/A, no montante de R$ 128.757,93, em 15/05/2005 e 25/02/2005. Por fim, a alegação de valores recebidos a título de indenização de sinistros pagos pelas seguradoras, relativos a acidentes de caminhões da empresa e de terceiros, não fora acatada pela autoridade julgadora em face da falta de identificação dos valores assim creditados. Demonstrativo do crédito mantido Isto posto, votouse no sentido de: a) julgar procedente em parte o lançamento de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, mantendo a exigência de R$ 1.036.314,01, além da multa de lançamento de oficio de 75% e dos acréscimos legais; b) julgar procedente em parte o lançamento de Contribuição para o Programa de Integração Social, mantendo a exigência de R$ 336.802,00, além da multa de lançamento de oficio de 75% e dos acréscimos legais; Fl. 9000DF CARF MF 6 c) julgar procedente em parte o lançamento de Contribuição para Financiamento da Seguridade Social, mantendo a exigência de R$ 1.554.471,02, além da multa de lançamento de oficio de 75% e dos acréscimos legais, d) julgar procedente em parte o lançamento de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido, mantendo a exigência de R$ 559.609,57, além da multa de lançamento de oficio de 75% e dos acréscimos legais. Recurso Voluntário Conforme relatório já construído por este Conselho, na ocasião da Resolução nº 1202000.099, o contribuinte interpôs seu recurso voluntário reafirmando as alegações aduzidas em sua peça inicial de defesa e rebatendo, da seguinte forma, o julgamento de lª Instância: “ O Auto de Infração é nulo, tendo em vista o mesmo ser lastreado em presunção de omissão de receitas baseada apenas em depósitos bancários sendo contrário ao sistema constitucional tributário brasileiro; O valor de R$ 155.076,32 foi recebido a título de indenização de sinistros ocorridos com a sua frota, não compondo o seu faturamento; Foi creditado em sua conta o valor de R$ 1.329.400,00 referente a empréstimos bancários, devendo esses valores serem excluídos da base de cálculo da medida fiscal; Consta uma transferência entre contas de mesma titularidade no valor de R$142.390,51, devendo o mesmo ser igualmente excluído da base de cálculo da medida fiscal; O recebimento da carta de crédito do Consórcio Scania, no valor de R$ 209.498,17 lançado na conta corrente 2011290 Banco Santander S/A; O total de R$ 99.860,46 referese à reapresentação de cheques devolvidos os quais não foram notados pela fiscalização, devendo os mesmos serem excluídos da base de cálculo; O montante de R$ 49.953.658,27, foi repassado a prestadores de serviços, caracterizando terceirização dos serviços contratados e por sua vez receitas de terceiros, não podendo assim ser considerada como receita da empresa; O saldo remanescente é de R$ 80.895,35.” Resolução nº 1202000.099 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Diante da amostragem colhida entre os elementos de prova trazidos em sede de recurso voluntário, verificouse a verossimilhança das alegações aventadas pela contribuinte Fl. 9001DF CARF MF Processo nº 10945.002647/200825 Acórdão n.º 1201002.256 S1C2T1 Fl. 5 7 quanto a possível erro na composição da base de cálculo do lançamento, a justificar necessidade de novos esclarecimentos quanto a comprovação de origem de diversos depósitos. No tocante aos argumentos referentes às receitas de terceiros reputouse merecer analise a documentação de fls. 142 e seguintes do anexo XXVIII, posto que verossímeis. Entendeuse que o conceito de faturamento não deve se confundir com o conceito de receita, vez que esta é o acréscimo patrimonial que adere ao patrimônio do contribuinte, e não apenas os valores que transitam em sua contabilidade, sem lhe pertencer. Diante do exposto, houvese por bem converter o julgamento em diligencia para que a autoridade administrativa de origem executasse o seguinte: Conferisse, quanto a validade formal e o conteúdo material, os documentos trazidos pela Recorrente referentes a existência de valores considerados para a base de cálculo concernentes a prêmios de consorcio Scania, existência de TEDs entre contas de mesma titularidade, empréstimos bancários, cheques reapresentados, valores recebidos a título de seguro e valores de terceiros; (citar os documentos a que folhas foram juntadas) Produzisse relatório conclusivo, quanto a comprovação de origem sobre os depósitos bancários e, se fosse o caso, recompusesse a base de cálculo do lançamento de oficio, para todos os fins e efeitos de direito. É o relatório. Voto Conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado Relator O recurso interposto é tempestivo e encontrase revestido das formalidades legais cabíveis, merecendo ser apreciado. Mérito Devese ter claro, de início, que a recorrente, em suas alegações de defesa, distorce o modus operandi do trabalho fiscal e conclui erroneamente que este teria afrontado o sistema tributário constitucional e a hipótese de incidência dos tributos alvo desta autuação fiscal. O presente julgador tem posicionamento firme no sentido de que a presunção de omissão de receitas é meramente um instrumento utilizado pelo fisco na clara intenção de instigar a busca pela verdade. Fl. 9002DF CARF MF 8 A presunção se origina e se corporifica na percepção de uma movimentação bancária incomum, sem qualquer registro contábil respectivo ou mesmo sem qualquer contrapartida no resultado ou no balanço patrimonial. Insurgese uma suspeita de omissão e de incompletude das informações prestadas e o fisco materializa uma presunção relativa de veracidade, inicialmente, de modo que o ônus probante seja atribuído ao contribuinte, tendo o direito de ilidila a qualquer momento, mediante a apresentação de documentação hábil e idônea, apta a comprovar uma outra versão dos fatos presumidos. Durante todo o trabalho fiscal, no entanto, o contribuinte, ora recorrente, quedouse inerte. Não trouxe aos autos qualquer comprovação suficiente à colocar em xeque a presunção de veracidade. Neste contexto o lançamento tornase o ato derradeiro e conclusivo que concretiza, por ora, uma presunção absoluta de veracidade, ou seja, ele passa a representar o resultado de todo o procedimento fiscal, após várias oportunidades de defesa terem sido ofertadas ao contribuinte. O Ilustre doutrinador Luciano Amaro (“Direito Tributário Brasileiro”, 2004, p. 335) afirma que “o lançamento não tende nem a verificar o fato e nem a determinar a matéria tributária, nem a calcular o tributo, e nem a identificar o sujeito passivo” ressaltando que este “pressupõe que todas as investigações eventualmente necessárias tenham sido feitas e que o fato gerador tenha sido identificado nos seus vários aspectos subjetivo, material, quantitativo, especial, temporal, pois só com essa prévia identificação é que o tributo pode ser lançado.” O ato de constituição definitiva do crédito tributário revela uma verdade extraída do procedimento fiscalizatório, mas ainda traz uma mera presunção de veracidade quando, nos ditames do procedimento administrativo, ainda serão oportunizadas chances do contribuinte se defender. A presunção que era relativa, tornase absoluta, por ora, mas não deixa, neste momento, de ser uma presunção, pois as leis que regem o processo administrativo e a própria Constituição Federal garantem a ampla defesa e o contraditório ao contribuinte em outras ocasiões posteriores. Não há o estabelecimento de uma verdade efetiva neste instante. No passo em que o contribuinte tem a ciência da autuação formalizada por meio dos autos de infração e tem a oportunidade de rebater as informações ali concretizadas, esta presunção absoluta passa a ser relativa, de modo que novamente cabe ao contribuinte refutála, com provas e alegações suficientes para a composição de seu direito. Apesar do lançamento formalizar uma presunção absoluta de veracidade do procedimento fiscal, nesta nova etapa do processo administrativo o contribuinte materializa preceitos constitucionalmente consagrados através de sua impugnação. Assim, novamente tem o contribuinte a chance de desnaturar uma presunção de omissão de receitas calcada em bases relativas. No entanto, o acórdão proferido pelas autoridades julgadoras de primeira instância encerra, uma vez mais, essa presunção relativa e instaura uma presunção absoluta temporária, que passa a representar a veracidade desta fase processual. Da mesma forma, quando o contribuinte tem ciência da decisão proferida pela DRJ competente, de novo abrese a oportunidade para que este apresente sua tese de Fl. 9003DF CARF MF Processo nº 10945.002647/200825 Acórdão n.º 1201002.256 S1C2T1 Fl. 6 9 defesa em sede recursal e forneça provas robustas que eventualmente componham o seu direito, neste cenário eivando a presunção de total relatividade. Exatamente neste ponto nos deparamos com a situação observada nos autos. Em todo este contexto, podemos concluir que a presunção prestase como um instrumento totalmente maleável e oscilante, cujo o escopo é a otimização na busca pelo que realmente ocorreu no âmbito do processo administrativo tributário. Tratase de forte aliado ao princípio da verdade material. Com flexibilidade, praticidade e eficiência, este vai se moldando às peculiaridades do procedimento fiscal, em algumas ocasiões materializando e respaldando os atos do fisco e em outras tantas garantindo ao contribuinte o amplo acesso ao contraditório. Não há como se falar, neste contexto, que tal sistemática representaria ofensa à hipótese de incidência dos tributos. Ora, na ocasião do lançamento a fiscalização materializa a verdade de todo o procedimento fiscal. Assim, o que se tributa não é a presunção relativa de omissão de receitas, mas sim as conclusões atingidas pela fiscalização posteriormente à utilização deste instrumento. Ao final do trabalho fiscal a verdade exprimida representa o exaurimento de todos os meios para se atingir o que realmente ocorreu. As movimentações bancárias representam um ingresso no ativo da entidade que, se não comprovados, trazem consigo seu caráter intrínseco de acréscimo patrimonial. Até que se prove o contrário, os recebimentos representam uma maior capacidade contributiva da entidade e, portanto, devem sofrer o impacto da tributação. Essa é a conclusão que respalda a formação dos autos de infração. À par das presunções absolutas outrora materializadas, o contribuinte vem por meio do recurso voluntário, então, fazer jus ao seu direito de ilidir uma presunção novamente relativa de veracidade. Por meio da peça recursal, alega inicialmente que que dado o lapso ínfimo de tempo concedido no curso da ação fiscal, não foi à época possível atender a intimação fiscal para comprovação da origem dos créditos bancários. Então, traz em sede de recurso vasta documentação cujo teor supostamente demonstra a origem de todos os depósitos/créditos efetuados em suas contas correntes, já juntados na impugnação, mas não observados de forma pormenorizada pela 2ª Turma da DRJ/CTA. Segundo o recorrente, assim, os documentos trazidos aos autos seriam suficientes para comprovar que as movimentações bancárias não norteiam o conceito de receita, ou seja, “não representam qualquer benefício econômico durante o período contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a contribuição dos detentores dos instrumentos patrimoniais” (CPC 00). Fl. 9004DF CARF MF 10 As provas juntadas foram alvo de diligência e os resultados ali apurados indicam, de fato, uma série de movimentações bancárias cuja a origem não indica qualquer acréscimo patrimonial, rendimento ou receita auferida. A seguir serão pontuadas, então, cada alegação do recorrente acompanhada das respectivas conclusões apuradas pelo AuditorFiscal Carlos Roberto Filizola, em fls. 208 a 211. Vejamos. Primeiramente o recorrente afirma que: “ O valor de R$ 155.076,32 foi recebido a título de indenização de sinistros ocorridos com a sua frota, não compondo o seu faturamento” A apuração da fiscalização, em resposta à diligência, deuse no seguinte sentido: “1. ANEXO XXVIII Fls. 117 Data: 25/11/2005 R$ 13.054,80 Valor referente Crédito de TED em conta bancária do HSBC (fls. 80 do Processo). Conforme registro na escrituração contábil da empresa, efetivamente referese a reembolso de seguro da empresa Gol. O valor deve ser excluído da base de cálculo. 2. ANEXO XXVIII —Fls. 117 Banco Bradesco S/A (fls. 39 a 65 do Processo) Os valores de Transferências BancáriasTED descritas, que totalizam R$ 142.021,52, referentes a reembolsos de sinistros (seguro), foram todos confirmados, conforme registros na escrituração contábil da empresa. O total deve ser excluído da base de cálculo.” Claramente são valores que não caracterizam receitas e não tem qualquer impacto sobre o faturamento ou sobre o lucro tributável da empresa, de modo que devem ser de fato excluídos da base de cálculo dos tributos em tela. Ato contínuo o recorrente traz a seguinte alegação: “ Foi creditado em sua conta o valor de R$ 1.329.400,00 referente a empréstimos bancários, devendo esses valores serem excluídos da base de cálculo da medida fiscal;” Quanto a este ponto, conclui o auditor fiscal: Fl. 9005DF CARF MF Processo nº 10945.002647/200825 Acórdão n.º 1201002.256 S1C2T1 Fl. 7 11 “3. ANEXO XXVIII — Fls. 119 a 129 Banco Itau S/A Os valores apontados pela empresa, que totalizam R$ 1.329.400,00 (planilha de fls. 129), efetivamente referemse a transferências de mesma titularidade, de conta bancária de empréstimo (não movimento) para conta corrente (de movimento), conforme descrito no documento de fls. 119 deste Anexo e nos extratos bancários (Anexo I). O total deve ser excluído da base de cálculo.” A disponibilidade, neste caso, advém de um empréstimo. A origem fora comprovada e esta não coaduna, novamente, com um acréscimo patrimonial efetivo, de modo que também não devem ser ofertados tais montantes à respectiva tributação. Prossegue o recorrente afirmando: “ Consta uma transferência entre contas de mesma titularidade no valor de R$142.390,51, devendo o mesmo ser igualmente excluído da base de cálculo da medida fiscal;” Neste ponto são acatados apenas em parte os argumentos e documentos apresentados: “4. ANEXO XXVIII — Fls. 131 Banco Santander Dos valores pleiteados pela empresa, no total de R$ 97.390,51, referentes Transferências BancáriasTED da mesma titularidade, como se tivessem sido transferidos de sua própria conta no Banco Bradesco, nenhum possui coincidência em valores. Logo, devem ser mantidos na base de cálculo. Por outro lado, conforme comprovado (fls. 132/133, deste Anexo) e análise nos extratos bancários, há uma Transferência Bancária TED do Banco Bradesco para o HSBC Bank Brasil, em 100605, no valor de R$ 45.000,00. Portanto, o valor de R$ 97.390,51 (fls. 131 deste Anexo) deve ser mantido e o valor de R$ 45.000,00 deve ser excluído da base de cálculo, porém HSBC (fls. 73 do Processo) e não Santander, em 100605. A soma de R$ 97.390,51 + 45.000,00, totaliza R$ 142.390,51, pleiteado pela empresa.” Ainda afirma o recorrente que: Fl. 9006DF CARF MF 12 “ O recebimento da carta de crédito do Consórcio Scania, no valor de R$ 209.498,17 lançado na conta corrente 2011290 Banco Santander S/A;” Ratificou tal assertiva a fiscalização: “5. ANEXO XXVIII — Fls. 135 Consórcio Nacional Scania O valor de 209.498,17, creditado em conta corrente do HSBC Bank Brasil, em 26102005 (fls. 79 do Processo), efetivamente se refere a valor de Carta de Crédito do Consórcio Nacional Scania, conforme documento do próprio Consórcio e escrituração contábil do contribuinte. O valor deve ser excluído da base de cálculo.” De fato, os valores movimentados se referiam à Carta de Crédito de Consórcio, não perfazendo, sob hipótese alguma, uma receita auferida pela empresa. O recorrente também traz comprovações coadunando com a seguinte alegação: “ O total de R$ 99.860,46 referese à reapresentação de cheques devolvidos os quais não foram notados pela fiscalização, devendo os mesmos serem excluídos da base de cálculo;” O auditorfiscal, traz, então, análise pormenorizada quanta a este quesito: “6. ANEXO XXVIII Fls. 137 a 140 Cheques depositados, devolvidos e reapresentados Cabe esclarecer que o critério utilizado para preenchimento das planilhas anexadas Intimação Fiscal de 28102008 (fls. 37 a 84 do Processo), foi seguir o demonstrado nos próprios extratos bancários. Assim, num primeiro momento, o cheque é depositado e aparece nas planilhas "somando"; num segundo momento o cheque é devolvido, aparecendo nas planilhas "diminuindo", anulando o primeiro lançamento; posteriormente o cheque é reapresentado (novo depósito), voltando a aparecer na planilha "somando". Pela análise realizada neste trabalho, foi possível constatar que o contribuinte referiuse (na grande maioria dos casos) aos cheques quando estes foram depositados pela segunda vez, sem levar em consideração que esses valores já foram "diminuídos" anteriormente. Para exemplificar: Fl. 9007DF CARF MF Processo nº 10945.002647/200825 Acórdão n.º 1201002.256 S1C2T1 Fl. 8 13 Banco Bradesco 6.1 280105 R$ 3.179,00, primeira linha da planilha apresentada pela empresa, fls. 137. O valor foi diminuído, pela devolução, em 25012005 (fls. 39 do Processo) 6.2 170105 R$ 175,00, segunda linha da planilha de fls. 137. O valor foi diminuído, pela devolução, em 120105 (fls 39 do Processo). Notese que esse cheque, depois de reapresentado, foi novamente devolvido pelo Banco, tendo sido outra vez diminuído na planilha referida (fls. 39 do Processo). 6.3 150405 R$ 5.085,41. Esse depósito referese a soma de 2 (dois) cheques devolvidos, a saber: R$ 2.958,00 + 2.127,41, diminuídos em 120405 (fls. 46 do Processo). 6.4 261005 R$ 3.899,00. Esse deposito referese a soma de 2 (dois) cheques devolvidos, a saber: R$ 220,00 + R$ 3.679,00, diminuídos em 201005 (fls. 60 do Processo) de se observar que o cheque de R$ 220,00 foi novamente devolvido em 28102005 e outra vez reapresentado nessa mesma data (fls. 60 do Processo). Em relação a alguns itens descritos pelo contribuinte em sua impugnação, datas de 26 e 28122005, fls. 138 deste Anexo, Banco Bradesco, cabe esclarecer que esses mesmos itens foram incluídos nas planilhas anexadas à Intimação Fiscal e em seguida estornados (somando e diminuindo), exatamente conforme consta no respectivo extrato do Banco, conforme fls. 57/58 do Anexo I. Banco HSBC 6.5 150405, R$ 168,79, R$ 258,77, R$ 303,62 e R$ 300,00, foram diminuídos em 140405, fls. 70 do Processo. Assim, em relação aos cheques depositados, devolvidos e reapresentados, devem ser excluídos da base de cálculo apenas os seguintes valores: Banco Bradesco 280205 — R$ 109,50 030305 — R$ 2.300,00 080305 — R$ 2.367,00 Fl. 9008DF CARF MF 14 300305 — R$ 273,00 070405 — R$ 1.895,00 070405 —R$ 9.361,90 070705 — R$ 1.095,48 Banco HSBC 060405 — R$ 1.207,00 080605 — R$ 47,02 080605 — R$ 423,98 Os demais cheques/valores, devem ser mantidos.” A fiscalização conclui, devidamente, portanto, que os valores referentes a cheques somados, mas proporcionalmente diminuídos pela devolução e posteriormente reapresentados equivalem a determinação de receita apenas nesta última operação, uma vez que o segundo lançamento anula o primeiro e resta a movimentação global apenas do terceiro. Haviam movimentações de estorno (devolução) que não haviam sido considerados pela fiscalização, de modo que os valores do depósito e da reapresentação do cheque foram cobrados em duplicidade, ou seja, desmembraramse dois fatos geradores sobre um mesmo objeto. Se considerarmos que o estorno anula o depósito, só resta a receita oriunda da reapresentação do cheque. Desta forma foram excluídos da base de cálculo, alguns dos valores de depósito cujo os estornos não foram percebidos, por patentemente, não perfazerem receitas. A análise do auditorfiscal é irretocável neste ponto. Por fim, o recorrente lança a seguinte alegação: “ O montante de R$ 49.953.658,27, foi repassado a prestadores de serviços, caracterizando terceirização dos serviços contratados e por sua vez receitas de terceiros, não podendo assim ser considerada como receita da empresa;” E a resposta à diligência deuse nos seguintes termos: “7. ANEXO XXVIII Fls. 142 e seguintes Valores de Terceiros (DOC 7) Os documentos apresentados, fls. 143 a 299 do Anexo XXVIII e fls. 02 a 120, do Anexo XXIX, são cópia do livro Contábil Razão do contribuinte, Conta Contábil de Resultado nº 3.1.01.03.001 Fretes Pagos, e reproduzem com fidelidade o original. Pela análise efetuada na escrituração contábil da empresa, ficou constatado que o contribuinte contabilizou regularmente nessa Fl. 9009DF CARF MF Processo nº 10945.002647/200825 Acórdão n.º 1201002.256 S1C2T1 Fl. 9 15 conta todos os pagamentos (repasses) efetuados aos transportadores (pessoas físicas e jurídicas), pela execução terceirizada de transporte de cargas. O valor de R$ 49.953.658,27 (fls. 143 do Anexo XXVIII) é o total de pagamentos efetuados nos 4 (quatro) trimestres de 2005, a título de repasses a transportadores terceirizados. Incluemse nesses pagamentos, os efetuados (restituídos) através de “CartaFrete”. ” As constatações atingidas pela fiscalização de certo nos levam a acatar que tais valores devem ser excluídos da base de cálculo dos tributos alvo desta autuação. Ora, o repasse de valores não representa uma mutação na realidade econômica da empresa a ponto de majorar, de qualquer forma, sua capacidade contributiva e exigir, portanto, a tributação destes valores. As verbas ocupam um posto de transitoriedade dentro da entidade, do mesmo modo que trouxeram um aumento de disponibilidades em dado momento, trarão uma diminuição proporcional em momento posterior. Não há um benefício econômico que resulte em aumento do patrimônio líquido, as movimentações na conta de ativo se anulam, a entrada de recursos é seguida de sua saída e a recorrente não exerce qualquer controle ou disponibilidade livre e efetiva sobre estas verbas. Uma vez elucidada que a origem destes valores era de mero repasse, não há como considerarse a presunção de omissão de receitas e a respectiva tributação destes valores, devendo ser excluídos da base de cálculo dos tributos desta autuação fiscal. O entendimento do CARF é claro neste sentido: REPASSE FINANCEIRO. AUSÊNCIA DE OPERAÇÃO ONEROSA. OMISSÃO DE RECEITAS. INOCORRÊNCIA. Demonstrado que parte dos recursos que transitaram pelas contas correntes do contribuinte não advieram de operação onerosa, tratandose de mero repasse de recursos oriundos de operação de compra e venda entre terceiros, não deve prosperar a acusação de omissão de omissão de receitas em relação a tal parcela. (Acórdão nº 1402002.527 – 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária – Sessão de 18/05/2017) Veja, então, que a fiscalização, em diligência, ratificou a maioria dos pontos levantados e devidamente comprovados pela recorrente. Fl. 9010DF CARF MF 16 Claramente o recorrente se vale de seu direito de ilidir uma presunção relativa de veracidade, apresentando documentações hábeis e idôneas para tal. A elucidação da origem da maioria dos depósitos bancários evidencia que estas verbas não tinham a natureza de receita ou de qualquer elemento que incrementasse o lucro da entidade de alguma forma, razão pela qual foram devidamente excluídas da base de cálculo dos respectivos tributos incidentes sobre a operação. Validamse então todos os pontos trazidos pela fiscalização em resposta à diligência de modo a conceder parcial provimento as alegações do recorrente em sede de recurso voluntário. Devese chamar a atenção para o fato de que este voto e o posicionamento aqui adotado de forma definitiva trazem uma presunção absoluta de veracidade desta fase processual. Pode o contribuinte ou a autoridade administrativa (PGFN) recorrerem da decisão, trazendo à tona novamente o cenário propício a incisão de uma presunção relativa de veracidade, mas, frisese, o entendimento aqui exposto representa a presunção de verdade dos autos até então. Ao final, quando do término do procedimento administrativo em caráter irremediável, teremos a verdade definitiva dos autos de nº 10945.002647/200825. Logicamente a inscrição em dívida ativa e a execução do título podem ser contestadas e novamente colocase em xeque a presunção lançada pelo fisco, mas devese ter em mente que o procedimento administrativo como um todo exprime uma verdade calcada na sistemática maleável e oscilante das presunções. Conclusão Diante de todo o exposto, CONHEÇO do RECURSO VOLUNTÁRIO para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, excluindo da base de cálculo os montantes discriminados em fls. 208 a 211, cuja a origem fora devidamente elucidada pelo recorrente. É como voto. (assinado digitalmente) Luis Fabiano Alves Penteado Relator Fl. 9011DF CARF MF Processo nº 10945.002647/200825 Acórdão n.º 1201002.256 S1C2T1 Fl. 10 17 Fl. 9012DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.973284/2012-92
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1201-000.436
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Gisele Barra Bossa, José Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Breno do Carmo Moreira Vieira (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima), Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado, Rafael Gasparello Lima e Luis Henrique Marotti Toselli.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201805
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10880.973284/2012-92
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5878572
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1201-000.436
nome_arquivo_s : Decisao_10880973284201292.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10880973284201292_5878572.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Gisele Barra Bossa, José Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Breno do Carmo Moreira Vieira (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima), Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado, Rafael Gasparello Lima e Luis Henrique Marotti Toselli.
dt_sessao_tdt : Wed May 16 00:00:00 UTC 2018
id : 7359983
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:22:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050589290561536
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1394; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 2 1 1 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.973284/201292 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1201000.436 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 16 de maio de 2018 Assunto IRPJ Recorrente TECBENS EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Gisele Barra Bossa, José Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Breno do Carmo Moreira Vieira (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima), Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado em substituição à ausência do conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado, Rafael Gasparello Lima e Luis Henrique Marotti Toselli. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 73 28 4/ 20 12 -9 2 Fl. 146DF CARF MF Processo nº 10880.973284/201292 Resolução nº 1201000.436 S1C2T1 Fl. 3 2 Relatório Por economia processual e por bem descrever os fatos, adoto como parte deste, o relatório constante da decisão de primeira instância: “1. Trata o presente processo de Despacho Decisório (DD) de nº [...], emanado pela Autoridade Administrativa que analisou a DCOMP nº [...] e não deferiu a compensação declarada, em razão da localização de um ou mais pagamentos integralmente utilizados para a quitação de débitos do contribuinte, não restando, quanto ao DARF apresentado, crédito disponível a ser aproveitado na presente DCOMP. O referido DARF, conforme os sistemas da Receita Federal do Brasil RFB possui: período de apuração – 30/06/2010; data de arrecadação – 29/07/2010; código de receita – 2089 (IRPJ LUCRO PRESUMIDO) e valor original utilizado R$ 64.527,49. 1.1. A transmissão da DCOMP ocorreu em 25/07/2011. 2. O Contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, [...] alegando, em síntese, que: (...) I DOS FATOS A empresa tem sua tributação baseada na sistemática do lucro presumido. No segundo e terceiro trimestres do ano civil de 2010, apurou receitas em duas modalidades: prestação de serviços e venda de imóveis. Na apuração do imposto de renda (IRPJ) e da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) dos referidos trimestres, foram consideradas as duas modalidades de receita como sendo somente de prestação de serviço. Isto posto, as receitas de vendas de imóveis tiveram suas bases de redução calculadas à alíquota de 32% ao invés de 8% para fins de IRPJ, e no caso da CSLL à alíquota de 32% ao invés de 12%. (...) Em razão desses créditos fiscais, a partir de maio de 2011 foram solicitados pedidos de compensações, através de PER/DCOMPs para quitação de PIS, COFINS, IRPJ e CSLL vincendos a partir daquela data que estão sendo objetos de questionamento de Despachos Decisórios. Lamentavelmente, quando da elaboração e apresentação da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ), não foram configurados os referidos créditos fiscais na ficha 14A linha 07 e 18A linha 03, correspondente à apuração do IRPJ e da Fl. 147DF CARF MF Processo nº 10880.973284/201292 Resolução nº 1201000.436 S1C2T1 Fl. 4 3 CSLL do segundo e terceiro trimestres de 2010, uma vez que as cifras ficaram apresentadas na linha 07 da ficha 14A (IRPJ) receita bruta sujeita ao percentual de 32% e linha 03 ficha 18A (CSLL) receita bruta sujeita ao percentual de 32%, ao invés da segregação entre as receitas sujeitas ao percentual de 32% e aquelas sujeitas ao percentual de 8%, para fins de IRPJ, e sujeitas ao percentual de 12% para fins de CSLL. Com isto, os saldos a pagar de IRPJ, bem como o da CSLL, ficaram idênticos aos valores recolhidos através de DARF não configurando a demonstração do crédito, pois se os valores apresentados na DIPJ como saldos a pagar fossem efetivamente menores do que os recolhidos, ficaria evidente o direito de crédito por recolhimento a maior. II – DO DIREITO (...) II. 2 DO MÉRITO Conforme explicado anteriormente, a empresa agiu de boa fé, utilizando os preceitos e fundamentos legais para denunciar o seu crédito e a respectiva utilização através dos instrumentos de compensação, e, em sendo assim, a empresa não pode ter o seu direito cerceado pelo equívoco que cometeu no preenchimento da sua Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ), e dessa forma não ter a homologação através de Despacho Decisório de seus créditos fiscais legítimos por recolhimento a maior. III DOCUMENTOS ANEXADOS Estão anexados a esta Manifestação de Inconformidade os seguintes documentos: (...) 8. Razão contábil do segundo e terceiro trimestres de 2010 das receitas de vendas de imóveis (Contas contábeis 3.1.02.01.0004 abril/2010 e 310301001 de maio a setembro de 2010). (...) 11. Controle de utilização dos créditos fiscais. IV DO PEDIDO À vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência do Despacho Decisório, espera e requer a impugnante que seja acolhida a presente Manifestação de Inconformidade para revisão da decisão e consequente cancelamento do Despacho Decisório rastreamento n° [...], consideração da existência do crédito fiscal e a homologação para compensação/quitação do débito no valor de [...]." 2. Em sessão de 26 de agosto de 2014, a 4ª Turma da DRJ/SPO, por unanimidade de votos, considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade pela ausência dos elementos de prova capazes de atestar a certeza e liquidez do crédito utilizado na compensação, conforme Acórdão nº 1660.819, cuja ementa recebeu o seguinte descritivo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Fl. 148DF CARF MF Processo nº 10880.973284/201292 Resolução nº 1201000.436 S1C2T1 Fl. 5 4 Anocalendário: 2010 DCOMP. CRÉDITO. NÃO COMPROVAÇÃO. A alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos cabais de prova, não é suficiente para reformar a decisão não homologatória da compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido.” 3. A DRJ/SPO não acatou os argumentos da Recorrente, em síntese, sob os seguintes fundamentos: 3.1. Embora a Recorrente tenha juntado cópias do razão contábil e planilha própria de utilização dos créditos fiscais, ambas referentes aos segundo e terceiro trimestres de 2010, constatou que a) as cópias do Livro Razão não estão acompanhadas dos respectivos documentos de respaldo (contrato de venda e compra do imóvel; comprovante de recebimento da respectiva receita, etc); b) também não estão acompanhadas de cópias dos lançamentos correspondentes no Livro Diário, devidamente registrado na Junta Comercial. Portanto, o direito creditório pleiteado não pode ser considerado líquido e certo. 3.2. Sustenta que, a prova documental deve ser apresentada juntamente com a Manifestação de Inconformidade, sob pena de precluir o direito da Recorrente fazêlo em outro momento processual. 4 Cientificada da decisão em 04/03/2016 , a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 21/03/2016, reiterando as razões já expostas em sede de Manifestação de Inconformidade e reforçando que a prova documental produzida nos autos já seria suficiente para comprovar seu direito creditório, mas, para que não pairem dúvidas, juntou a seguinte documentação complementar: (i) escritura pública definitiva de compra e venda do imóvel (doc. 02); (ii) matrícula do imóvel de nº 179.301, do 4º Cartório de Registro de Imóveis de São Paulo (doc. 03); (iii) cópia das DCTFS retificadoras (doc. 04); (iv) cópia do livro diários correspondente aos referidos lançamentos (doc. 05); e (v) comprovante de recebimento da receita de venda do imóvel (doc. 06). 5. Ao final, requer seja acolhido o Recurso Voluntário para o fim de receber os documentos complementares anexos e converter o julgamento em diligência baixando os autos para que a autoridade preparadora examine os documentos novos juntados que complementam a prova do crédito da Recorrente utilizado nessa DCOMP, ou dignese acolher o recurso para o fim de homologar a presente declaração de compensação. É o relatório. Fl. 149DF CARF MF Processo nº 10880.973284/201292 Resolução nº 1201000.436 S1C2T1 Fl. 6 5 Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa, Relatora. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 1201 000.425, de 16/05/2018, proferido no julgamento do Processo nº 10880.658130/201273, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 1201000.425): " 6. O recurso é tempestivo e cumpre os demais requisitos legais de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento e passo a apreciar. 7. Em primeiro lugar, há de se ressaltar a plausibilidade jurídica do pleito da Recorrente acerca da juntada de documentação complementar em sede de Recurso Voluntário. 8. Alinhome ao entendimento de que a Administração não pode ficar restrita ao que as partes demonstram no curso do processo, mas deve buscar a verdade material. 9. In casu, a douta DRJ poderia, ao invés de julgar improcedente a Manifestação de Inconformidade, ter baixado os autos em diligência para esclarecimentos dos fatos e análise de provas. Tal iniciativa cooperativa, inclusive, traria maior celeridade e eficiência processual, bem como teria otimizado o custo deste processo para o Estado1. 10. No mais, de acordo com a jurisprudência deste Egrégio Conselho, é possível a juntada de provas complementares para contrapor às 1 Em consonância com os seguintes dispositivos: Lei nº 13.105/2015 "Art. 5º Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportarse de acordo com a boafé. Art. 6º Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva. Art. 7º É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à aplicação de sanções processuais, competindo ao juiz zelar pelo efetivo contraditório. Art. 8º Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência." Lei nº 9.784/1999 "Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência." "Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizamse de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias. § 1º O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo." Fl. 150DF CARF MF Processo nº 10880.973284/201292 Resolução nº 1201000.436 S1C2T1 Fl. 7 6 razões do julgamento de primeira instância à luz dos princípios da verdade material, ampla defesa e contraditório efetivo, verbis: " (...) PRODUÇÃO DE PROVAS NO VOLUNTÁRIO. POSSIBILIDADE PARA SE CONTRAPOR ÀS RAZÕES DO JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Como regra geral, a prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo do direito de fazêlo em outro momento processual.Contudo, tendo o contribuinte trazido os documentos que julgava aptos a comprovar seu direito, ao não ser bem sucedido no julgamento de 1a instância, razoável se admitir a juntada das provas no voluntário, pois é exceção à regra geral de preclusão a produção de novos documentos destinados a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Ademais, seria por demais gravoso, e contrário ao princípio da verdade material, a manutenção da glosa de deduções sem a análise das provas constantes nos autos.E ainda, sendo esta a última instância administrativa, tal postura exigiria do contribuinte a busca da tutela do seu direito no Poder Judiciário, o que exigiria do Fisco a análise das provas apresentadas em juízo, e ainda condenaria a União pelas custas do processo. (...)" (Processo nº 16327.001040/200891, Acórdão nº 1102000.940, 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária / 1ª Seção, Sessão de 08.10.2013, Relator: José Evande Carvalho Araujo) 11. Notese que, cabe a autoridade julgadora verificar a necessidade e a utilidade do recebimento da prova de forma a harmonizar valores e princípios constitucionais e processuais, verbis: " PRINCÍPIOS PROCESSUAIS. PRECLUSÃO. OFICIALIDADE. VERDADE MATERIAL. APRESENTAÇÃO DAS PROVAS. CONSIDERAÇÃO. O direito da parte à produção de provas posteriores, até o momento da decisão administrativa comporta graduação, a critério da autoridade julgadora, com fulcro em seu juízo de valor acerca da utilidade e da necessidade, de modo a assegurar o equilíbrio entre a celeridade, a oficialidade, a segurança indispensável, a ampla defesa e a verdade material, para a consecução dos fins processuais. (...)" (Processo nº 10880.008207/200611), Acórdão nº 2801003.682, 1ª Turma Especial / 2ª Seção de Julgamento, Sessão de 09.09.2014, Relator: Carlos César Quadros Pierre) 12. Portanto, acolho o pedido da Recorrente no sentido de admitir as provas acostadas em sede de Recurso Voluntário por considerálas úteis e necessárias para devida apreciação do processo. 13. No mais, considero que assiste razão a contribuinte quando sustenta que meros erros no preenchimento de declarações não são suficientes para motivar o não reconhecimento do seu direito creditório. Fl. 151DF CARF MF Processo nº 10880.973284/201292 Resolução nº 1201000.436 S1C2T1 Fl. 8 7 14. Contudo, em linha com a jurisprudência deste E. Conselho, é imprescindível que tais erros sejam claramente demonstrados por meio de documentação hábil e idônea, em especial com base na análise de registros contábeis e fiscais e da documentação que lhe serve de suporte, a qual necessariamente deve ser mantida pelo contribuinte enquanto se pretender obter os efeitos fiscais correspondentes, nos termos do artigo 195, parágrafo único, do Código Tributário Nacional CTN e dos artigos 264 e 923 do RIR/99. 15. Reforçando essas diretrizes, transcrevo a seguinte ementa: "ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DCTF. DECLARAÇÕES RETIFICADORAS. COMPROVAÇÃO. CRÉDITO RECONHECIDO. Comprovado que o débito confessado em estava equivocado mediante apresentação de declaração retificadora, DIPJ e elementos da escrituração contábil que corroboram o valor declarado/confessado nessa declaração retificadora, reconhecese o direito de crédito homologandose as compensações pleiteadas até esse limite." (Processo nº 13971.901692/201131, Acórdão nº 1402002.379, 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária / 1ª Seção, Sessão de 26.01.2017, Relator: Fernando Brasil de Oliveira Pinto)(grifos nossos) 16. O direito creditório do contribuinte só pode ser obstado diante de três hipóteses (i) se reconhecida decadência do direito pleiteado; (ii) se os valores já tiverem sido compensados; e (iii) quando a documentação suporte é insuficiente para demonstrar a origem do crédito e/ou não esclarece de forma assertiva e sem contradições a composição dos valores discutidos. 17. Logo, somente diante da comprovação pela autoridade fiscal de uma dessas três hipóteses é que o direito creditório não deve ser reconhecido. 18. Tendo essas premissas em mente, passamos à análise do caso concreto. 19. A Recorrente exerce a atividade de compra e venda de imóveis próprios, bem como a locação de imóveis próprios. 20. Como é sabido, na venda de imóveis próprios a alíquota de presunção do lucro é de 8% (IRPJ) e 12% de CSLL, sendo que na locação, esta alíquota é de 32% 21. Entre abril de 2010 e setembro de 2010 a Recorrente vendeu um imóvel próprio e apurou IRPJ e a CSLL como locação. Portanto, tributou à alíquota de 32% ao invés de 8% (IRPJ) e 12% (CSLL), daí a origem do direito creditório em exame, pagamento a maior de IRPJ e CSLL no segundo e terceiro trimestres do anocalendário de 2010. 22. No presente caso, não há controvérsia acerca do preenchimento dos requisitos (i) e (ii) constantes do item 16, mas do (iii). A DRJ [...] considerou que as provas apresentadas em sede de Manifestação de Inconformidade [...] não foram suficientes para que o crédito pleiteado fosse considerado líquido e certo. Fl. 152DF CARF MF Processo nº 10880.973284/201292 Resolução nº 1201000.436 S1C2T1 Fl. 9 8 23. Ocorre que, a ora Recorrente tanto em sede de Manifestação de Inconformidade quanto, complementarmente, em seu Recurso Voluntário [...], apresentou vasta documentação probatória hábil a demonstrar a ocorrência do suposto erro na apuração da base de cálculo, tais como: (i) doze DARFs de recolhimento de IRPJ e da CSLL referente ao segundo e terceiro trimestre de 2010 [...]); (ii) fichas 14A e 18A do segundo e terceiro trimestre de 2010 da DIPJ Original [...]; (iii) fichas 14A e 18A do segundo e terceiro trimestre de 2010 da DIPJ Retificadora transmitida em 21/11/2012 e seu recibo [...]; (iv) razão contábil do segundo e terceiro trimestre de 2010 das receitas de vendas de imóveis (contas contábeis 3.1.02.01.0004 abril/2010 e 310301001 de maio a setembro de 2010,[...]); (v) escritura pública definitiva de compra e venda do imóvel (doc. 02, [...]); (vi) matrícula do imóvel de nº 179.301, do 4º Cartório de Registro de Imóveis de São Paulo (doc. 03, [...]); (vii) cópia das DCTFS retificadoras (doc. 04, [...]); (viii) cópia do livro diários correspondente aos referidos lançamentos (doc. 05, [...]); e (ix) comprovante de recebimento da receita de venda do imóvel (doc. 06, [...]). 24. A priori, a documentação fiscal e contábil trazida pela Recorrente cumpre o disposto no artigo 923 do RIR2 e é capaz de viabilizar o reconhecimento do direito creditório do contribuinte. 25.Contudo, deve ser verificada, à luz da documentação contábil, fiscal e demais provas suporte, a liquidez e certeza dos créditos constantes dos pedidos de compensação nos períodos em análise. 26. Em face do exposto, diante de toda a documentação acostada aos autos, voto pela conversão do presente julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da Receita Federal da circunscrição da contribuinte: (i) verifique as DCTFs retificadoras apresentadas, efetuando a apuração do crédito relativo aos períodos sob apreciação; (ii) faça o cotejamento desses créditos com as Dcomps relativas a pagamento a maior de IRPJ e CSLL, anocalendário 2010, procedendo à valoração para fins de verificação de suficiência destes, considerandose, inclusive, alguma Dcomp porventura já homologada. 27. Para fins dessa verificação, a contribuinte poderá ser intimada a apresentar livros e documentos. 28. Após a conclusão da diligência, a autoridade fiscal responsável deverá elaborar Relatório Conclusivo, com posterior ciência à Recorrente, para que, se assim desejar, se manifeste no prazo de 30 (trinta) dias e na seqüência retornem os autos ao E. CARF para julgamento. É como voto. 2 "Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais." Fl. 153DF CARF MF Processo nº 10880.973284/201292 Resolução nº 1201000.436 S1C2T1 Fl. 10 9 Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47 do RICARF, voto por converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto acima transcrito. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Fl. 154DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11080.729284/2015-88
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 07 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jul 24 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2012
IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO.
Tendo sido carreados aos autos documentos que comprovam que os valores lançados não configuram omissão de rendimentos, mas divergências decorrentes de informações prestadas pela fonte pagadora deve ser cancleado o lançamento.
Numero da decisão: 2202-004.525
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson- Presidente.
(Assinado digitalmente)
Júnia Roberta Gouveia Sampaio - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Reginaldo Paixão Emos (suplente convocado) e Ronnie Soares Anderson. Ausente justificadamente ,a conselheira Rosy Adriane da Silva Dias.
Nome do relator: JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201806
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2012 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO. Tendo sido carreados aos autos documentos que comprovam que os valores lançados não configuram omissão de rendimentos, mas divergências decorrentes de informações prestadas pela fonte pagadora deve ser cancleado o lançamento.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jul 24 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 11080.729284/2015-88
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5882544
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 24 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2202-004.525
nome_arquivo_s : Decisao_11080729284201588.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
nome_arquivo_pdf_s : 11080729284201588_5882544.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson- Presidente. (Assinado digitalmente) Júnia Roberta Gouveia Sampaio - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Reginaldo Paixão Emos (suplente convocado) e Ronnie Soares Anderson. Ausente justificadamente ,a conselheira Rosy Adriane da Silva Dias.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 07 00:00:00 UTC 2018
id : 7368851
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:22:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050589299998720
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1423; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 115 1 114 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.729284/201588 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202004.525 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 07 de junho de 2018 Matéria IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA IRPF Recorrente FAKHRI MUSA BAKRI QADAN Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2012 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO. Tendo sido carreados aos autos documentos que comprovam que os valores lançados não configuram omissão de rendimentos, mas divergências decorrentes de informações prestadas pela fonte pagadora deve ser cancleado o lançamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Presidente. (Assinado digitalmente) Júnia Roberta Gouveia Sampaio Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Martin da Silva Gesto, Waltir de Carvalho, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Reginaldo Paixão Emos (suplente convocado) e Ronnie Soares Anderson. Ausente justificadamente ,a conselheira Rosy Adriane da Silva Dias. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 72 92 84 /2 01 5- 88 Fl. 115DF CARF MF 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da Conselheira Rosemary Figueiroa Augusto elaborado por ocasião da Resolução nº 2202000.756 que converteu o processo em diligência (fls. 74/77): Tratase de notificação de lançamento de IRPF (fls. 04/08), relativa ao exercício 2013, anocalendário 2012, por omissão de rendimentos de aluguel recebidos da fonte pagadora Drogaria Mais Econômica S/A, no valor de R$ 83.801,89 (compensando o imposto retido na fonte de R$ 11.512,94), apurado com base na Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) da pessoa jurídica, e após a verificação dos documentos de fls. 28/41, apresentados em resposta ao Termo de Intimação Fiscal de fls. 27. Na impugnação (fls. 03), o contribuinte alegou que o valor contestado não foi recebido e trouxe contratos, comprovantes de rendimentos e documentos da imobiliária, às fls. 09/16, a fim de demonstrar que os rendimentos foram pagos a Alan Bakir Qadan. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Salvador (BA), às fls. 45/46, julgou improcedente a impugnação sob a justificativa de que o comprovante de rendimentos pagos a Alan Bakir Qadan (fls. 09) não corresponde ao que foi declarado em DIRF pela fonte pagadora, a qual até a data da emissão do acórdão (16/03/2016) não foi alterada; e que não apresentou contrato de locação e documento de propriedade do imóvel que comprovem que o contrato e o imóvel foram transferidos para Alan Bakir Qadan. Inconformado, o interessado interpôs o recurso voluntário de fls. 57, acompanhado dos documentos de fls. 58/70, alegando que em 19 de dezembro de 2006, foi celebrado contrato de locação entre o contribuinte (Fakhri Musa Bakri Qadan) e o Sr. Adib Kadan e a Drogaria Mais Econômica Ltda. (fls. 59/62); e que em 15 de dezembro de 2009 foi realizado um aditivo contratual (fls. 63), substituindo o contribuinte pelo Sr. Allan Bakri Qedan, mantendose o Sr. Adib Kadan. Diz que os rendimentos desses aluguéis, de 2006 a 2009 foram declarados em sua Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) e do Sr. Adib; e que de 2010 até a presente data, nas declarações dos Srs. Adib e Allan. Informa que solicitou à Drogaria mais Econômica Ltda. a retificação da DIRF ano base 2012, e recebeu como resposta que essa já havia sido retificada e lhe enviaram a DIRF corrigida que segue em anexo. Acrescenta que juntou também os comprovantes da DIMOB fornecidos pela imobiliária, que Fl. 116DF CARF MF Processo nº 11080.729284/201588 Acórdão n.º 2202004.525 S2C2T2 Fl. 116 3 demonstram que o referido aluguel é de responsabilidade do Sr. Allan Bakri Qedan e do Sr. Adib Kadan. Com o intuito de comprovar que os rendimentos tidos como omitidos foram pagos a outra pessoa o contribuinte trouxe aos autos junto com a impugnação e recurso voluntário os seguintes documentos: a) comprovante de rendimentos pagos e de imposto sobre a renda retido na fonte emitido pela empresa Drogaria Mais Econômica S/A (fls. 9 e 64), relativo ao ano calendário 2012, que demonstra o pagamento de aluguel, no valor de R$ 83.065,35, ao Sr. Allan Bakri Qedan.; b) comprovante de rendimentos de aluguéis ano base de 2012 (fls. 10 e 66), com timbre da Vila Rica Imóveis, que aponta a intermediação de aluguel entre o Sr. Allan Bakri Qedan e a Drogaria Mais Econômica Ltda., de imóvel com endereço à rua Independência, 647, São Leopoldo, no valor de R$ 83.065,35, com deduções de comissões e IRRF. c) cópia de contrato de locação não residencial (fls. 59/62), de 19/12/2006, relativo ao imóvel sito à rua Independência, 647, São Leopoldo / RS, tendo como locadores o recorrente e o Sr. Adib Qadan (na proporção de 50% para cada um) e como locatário a Drogaria Mais Econômica Ltda; d) cópia de aditivo contratual (fls. 63), de 15/12/2009, em que o Sr. Allan Bakri Qedan substitui o recorrente na condição de locador A então Conselheira Relatora Rosemary Figueiroa Augusto entendeu por bem baixar o processo em diligência para que a autoridade lançadora: 1 verifique na DIRF da fonte pagadora, Drogaria Mais Econômica S/A (CNPJ 94.296.175/000131),se consta pagamento de aluguel ao recorrente, Sr. Fakhri Musa Bakri Qadan (CPF 099.812.17034), no anocalendário de 2012, e, em caso afirmativo, informe o valor; 2 confirme na DIRF da fonte pagadora Drogaria Mais Econômica S/A (CNPJ 94.296.175/000131) se estão corretas as informações constantes no comprovante de rendimentos pagos e de imposto sobre a renda retido na fonte (fls. 9 e 64), relativo ao ano calendário 2012, que demonstra o pagamento de aluguel, no valor de R$ 83.065,35, ao Sr. Allan Bakri Qedan (CPF 006.086.36096) ; 3 dê ciência ao contribuinte dessas informações e prazo de trinta dias para apresentar manifestação, se desejar; 4 no mesmo ato, intime o contribuinte a apresentar, também no prazo de trinta dias: 4.1 comprovantes de que transferiu a propriedade/posse do imóvel situado à rua Independência, 647, São Leopoldo / RS, ao Sr. Allan Bakri Qedan; Fl. 117DF CARF MF 4 4.2 cópia da identificação e da procuração (se for o caso) das pessoas que assinaram o contrato de locação (fls. 59/63) e o aditivo contratual (fls. 63), na condição de locadores e locatário. 5 transcorrido o prazo estipulado, retorne o processo ao CARF com as informações e documentos disponíveis, para continuidade do julgamento Em resposta à citada resolução, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Porto Alegre prestou as seguintes informações: Em cumprimento ao determinado pelo CARF na Resolução de nº 2202000.756 da 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que converteu o julgamento em diligência, foi anexada tela da DIRF da fonte pagadora DROGARIA MAIS ECONÔMICA S/A (CNPJ 94.296.175/000131) referente ao ano calendário 2012, através da qual constatouse: · Rendimentos de Aluguéis ou Royalties no valor de R$83.801,89 (Oitenta e três mil e oitocentos e um reais e oitenta e nove centavos) pagos ao Sr. FAKHRI MUSA BAKRI QADAN (CPF 099.812.17034). Informamos, outrossim, que confirmamos, na DIRF da DROGARIA MAIS ECONÔMICA relativamente ao calendário 2012, as informações constantes no comprovante de rendimentos pagos e imposto sobre a renda retido na fonte (fls.9 e 64), ficando demonstrado o Rendimento de Aluguéis ou Royalties no valor de R$83.065,35 (Oitenta e três mil e sessenta e cinco reais e trinta e cinco centavos) pago ao Sr. ALLAN BAKRI QEDAN (CPF 006.086.36096) com a retenção na fonte do imposto sobre renda no valor de R$11.447,78 (Onze mil e quatrocentos e quarenta e sete reais e setenta e oito centavos). Intimado da diligência requerida pelo CARF o Recorrente juntou aos autos a Certidão do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de São Leopoldo RS relativo ao imóvel alugado que teria gerado a omissão de rendimentos glosada. Na referida certidão consta a averbação R 7/32892, protocolo nº 238892 de 10/06/2010 (fls. 106/107) da compra e venda do imóvel em que o Recorrente aparece como transmitente juntamente com sua esposa e como Adquirente o Sr. Allan Bakri Qedan. É o relatório Voto Conselheira Júnia Roberta Gouveia Sampaio Relatora O recurso preenche os pressupostos legais de admissibilidade, motivo pelo qual, dele conheço Fl. 118DF CARF MF Processo nº 11080.729284/201588 Acórdão n.º 2202004.525 S2C2T2 Fl. 117 5 A discussão do presente processo é eminentemente fática. O contribuinte teve a glosa de rendimentos supostamente recebidos em locação. A base da autuação são as informações constantes da DIRF da fonte pagadora. Em contrapartida, o contribuinte alega que não recebeu os valores glosado. Para comprovar sua alegação junta todos os documentos mencionados no relatório, mais aqueles juntados quando da diligência. É certo que a Delegacia de origem reitera que a DIRF não foi retificada. Todavia, entendo que diante de todas as provas juntadas aos autos pelo contribuinte resta suficientemente comprovada a ausência de recebimento dos valores glosados. Ademais, não faz sentido penalizar o contribuinte por erro cometido por terceiro, no caso, a ausência de retificação da DIRF. Em face de todo o exposto, dou provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Júnia Roberta Gouveia Sampaio. Fl. 119DF CARF MF
score : 1.0
