Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,567)
- Primeira Turma Ordinária (16,459)
- Primeira Turma Ordinária (16,358)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,575)
- Primeira Turma Ordinária (13,128)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,554)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,999)
- Terceira Câmara (68,521)
- Segunda Câmara (57,460)
- Primeira Câmara (21,771)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,369)
- 1ª SEÇÃO (6,889)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,887)
- Segunda Seção de Julgamen (116,175)
- Primeira Seção de Julgame (78,015)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,150)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,430)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,232)
- HELCIO LAFETA REIS (3,928)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,791)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,925)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,674)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,704)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,932)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10725.720523/2014-68
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 10 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Sep 25 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2010
RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE (RRA).
QUANTIDADE DE MESES.
O Imposto será retido, pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito, e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. O décimo-terceiro salário corresponde a um mês.
Numero da decisão: 2201-003.850
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(Assinado digitalmente)
Carlos Henrique de Oliveira - Presidente
(Assinado digitalmente)
Daniel Melo Mendes Bezerra - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
Nome do relator: DANIEL MELO MENDES BEZERRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201708
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2010 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE (RRA). QUANTIDADE DE MESES. O Imposto será retido, pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito, e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. O décimo-terceiro salário corresponde a um mês.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 25 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10725.720523/2014-68
anomes_publicacao_s : 201709
conteudo_id_s : 5777320
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 28 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2201-003.850
nome_arquivo_s : Decisao_10725720523201468.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : DANIEL MELO MENDES BEZERRA
nome_arquivo_pdf_s : 10725720523201468_5777320.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira - Presidente (Assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 10 00:00:00 UTC 2017
id : 6946657
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:06:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049467690680320
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1658; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 109 1 108 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10725.720523/201468 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201003.850 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 10 de agosto de 2017 Matéria IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Recorrente MARCIO SILVA SALES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2010 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE (RRA). QUANTIDADE DE MESES. O Imposto será retido, pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito, e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. O décimoterceiro salário corresponde a um mês. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira Presidente (Assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 72 5. 72 05 23 /2 01 4- 68 Fl. 109DF CARF MF Processo nº 10725.720523/201468 Acórdão n.º 2201003.850 S2C2T1 Fl. 110 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra a decisão de primeira instância que julgou improcedente a impugnação do contribuinte, ofertada em face da lavratura de Notificação de Lançamento de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF, que é objeto do presente processo. A Notificação de Lançamento, fls. 10 a 19, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2011, consubstanciando imposto a restituir no valor de R$ 3.173,46, acrescido de juros de mora. O lançamento reportase aos dados informados na Declaração de Ajuste Anual apresentada de fls. 21 a 25, sendo decorrente de glosa do número de meses relativo a rendimentos recebidos acumuladamente de 154 para 1 por falta de comprovação. Na mencionada declaração, foi apurado imposto a restituir no valor de R$ 27.513,38. Cientificado do lançamento em 23/05/2014, fl.39, o sujeito passivo apresenta impugnação em 11/06/2014 (fl. 2), alegando, em síntese, que: Em 30 de agosto de 1999, o impugnante se desligou do Banco do Brasil; o processo de equiparação ao Banco Central teve seu curso junto à Justiça Especializada, vindo a termo em dezembro de 2010; para obter a sua restituição do IRPF, o único documento provável e possível para que o impugnante manejasse em seu favor fora apensado junto à Declaração do IRPF, ou seja, o protocolo de demissão junto à CTPS, que ora anexa; diante do quadro constante em sua impugnação, vêse indistintamente que a contagem de meses para a aplicação da tabela é incontestável, até porque há comprovação documental; Ao final, requer que seja acolhida a presente impugnação, sendo restituído o imposto declarado. A decisão de primeira instância julgou improcedente a impugnação (fls. 72/73), nos termos da seguinte ementa: PROVAS. Cabe ao contribuinte comprovar suas alegações de que preencheu corretamente a Declaração de Ajuste Anual, com base em documentação. Cientificado do acórdão da DRJ por via postal em 22/01/2016, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, tempestivamente, em 22/02/2016 (fls. 47/61), em reitera os termos da peça impugnatória, anexando os seguintes documentos: petição inicial da ação Fl. 110DF CARF MF Processo nº 10725.720523/201468 Acórdão n.º 2201003.850 S2C2T1 Fl. 111 3 judicial, planilha de cálculo com individualização dos valores e ata de audiência conciliatória do TRT/RJ. É o relatório. Voto Daniel Melo Mendes Bezerra, Conselheiro Relator Admissibilidade O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Do Mérito Sustenta o recorrente que foi funcionário do Banco do Brasil, consoante comprova a sua Carteira de Trabalho (CTPS), à fl. 08, de 27 de junho de 1977 a 30 de agosto de 1999, data do seu desligamento. Em dezembro de 2010, o recorrente auferiu rendimentos decorrentes de ação trabalhista (processo nº 477/1989), relativa à equiparação salarial com funcionários do Banco Central do Brasil, tendo como termo inicial a data de outubro/1987. Ao apresentar a Declaração de Ajuste Anual (DIRPF2011), o recorrente declarou o rendimento decorrente da ação trabalhista como Rendimentos Recebidos Acumuladamente (RRA) e inseriu a quantidade de meses como sendo 154 (cento e cinqüenta e quatro), correspondendo ao período de outubro de 1987 a agosto de 1999. A decisão de piso não acatou a quantidade de meses declarada pelo recorrente sob a alegação de que o contribuinte não trouxe aos autos cópias de documentos extraídos do processo judicial, como planilhas de cálculo, que permitissem ao julgador verificar se o contribuinte recebeu rendimentos acumulados referentes a 154 meses, como alegado. Nesses termos, a decisão recorrida asseverou que não há como restabelecer o valor glosado pela Fiscalização. Compulsandose os autos, depreendese de maneira inequívoca, que o recorrente recebeu RRA em dezembro de 2010, relativa à equiparação salarial que tem como termo a quo o mês de outubro de 1987. Resta comprovado, também, o desligamento do recorrente da instituição financeira Banco do Brasil S/A no mês de agosto de 1999. Estabelece o art. 37 da Instrução Normativa RFB nº 1.500/2014: Art. 37. O imposto será retido, pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito, e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. § 1º O décimo terceiro salário, quando houver, representará em relação ao disposto no caput a 1 (um) mês. Fl. 111DF CARF MF Processo nº 10725.720523/201468 Acórdão n.º 2201003.850 S2C2T1 Fl. 112 4 Os documentos carreados aos autos: CTPS do recorrente, petição inicial da ação de equiparação salarial e acordo homologado judicialmente são provas cabais de que o RRA corresponde ao período de 154 meses. Destarte, diante do cotejo dos elementos probatórios constantes dos autos é forçoso reconhecer que o RRA auferido pelo recorrente corresponde a 154 meses (outubro de 1987 a agosto de 1999). Conclusão Diante de todo o exposto, voto por conhecer do recurso voluntário, para, no mérito, darlhe provimento. Daniel Melo Mendes Bezerra Relator Fl. 112DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13709.001795/2005-61
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Exercício: 2000
DIPJ MULTA POR ATRASO NA ENTREGA
A mera indicação na “Ficha 01 Dados Inicias” do lucro presumido como sendo a forma de tributação adotada pelo Contribuinte não é suficiente para se considerar que houve mudança no regime de tributação, ensejando a aplicação da IN SRF 166/99. Com efeito, a empresa permaneceu na mesma condição de inatividade, mesmo depois da DIPJ retificadora. Como a declaração de empresa inativa havia sido apresentada no prazo legal, tem-se como indevida a exigência de multa por atraso na entrega da declaração.
Numero da decisão: 1802-000.837
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR
provimento ao recurso.
Matéria: IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
Nome do relator: José de Oliveira Ferraz Corrêa
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201103
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2000 DIPJ MULTA POR ATRASO NA ENTREGA A mera indicação na “Ficha 01 Dados Inicias” do lucro presumido como sendo a forma de tributação adotada pelo Contribuinte não é suficiente para se considerar que houve mudança no regime de tributação, ensejando a aplicação da IN SRF 166/99. Com efeito, a empresa permaneceu na mesma condição de inatividade, mesmo depois da DIPJ retificadora. Como a declaração de empresa inativa havia sido apresentada no prazo legal, tem-se como indevida a exigência de multa por atraso na entrega da declaração.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 13709.001795/2005-61
conteudo_id_s : 5751983
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 04 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.837
nome_arquivo_s : Decisao_13709001795200561.pdf
nome_relator_s : José de Oliveira Ferraz Corrêa
nome_arquivo_pdf_s : 13709001795200561_5751983.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2011
id : 6877809
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:04:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049467698020352
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1709; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 68 1 67 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13709.001795/200561 Recurso nº 172.312 Voluntário Acórdão nº 180200.837 – 2ª Turma Especial Sessão de 29 de março de 2011 Matéria OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente NOVO TEMPO REPRESENTAÇÕES LTDA Recorrida 10ª TURMA/DRJRIO DE JANEIRO/RJ I ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2000 DIPJ MULTA POR ATRASO NA ENTREGA A mera indicação na “Ficha 01 Dados Inicias” do lucro presumido como sendo a forma de tributação adotada pelo Contribuinte não é suficiente para se considerar que houve mudança no regime de tributação, ensejando a aplicação da IN SRF 166/99. Com efeito, a empresa permaneceu na mesma condição de inatividade, mesmo depois da DIPJ retificadora. Como a declaração de empresa inativa havia sido apresentada no prazo legal, temse como indevida a exigência de multa por atraso na entrega da declaração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gilberto Baptista, André Almeida Blanco, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel e Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior. Fl. 72DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 12/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13709.001795/200561 Acórdão n.º 180200.837 S1TE02 Fl. 69 2 Fl. 73DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 12/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13709.001795/200561 Acórdão n.º 180200.837 S1TE02 Fl. 70 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro/RJ I, que considerou procedente o lançamento no valor de R$ 414,35, a título de multa por atraso na entrega da Declaração de Informações – DIPJ/Lucro Presumido do exercício 2000, anocalendário 1999. Conforme o auto de infração de fl. 2, o prazo final para a entrega da referida declaração era 30/06/2000, e ela só foi entregue em 03/07/2000. Instaurada a fase litigiosa, com a impugnação de fl. 1, a Contribuinte alegou que desconhecia a DIPJ/Lucro Presumido que deu origem à autuação. Informou também que estava anexando cópia da declaração de imposto de renda de empresa inativa, que havia sido entregue via internet em 30/05/2000, e solicitou o cancelamento da multa exigida. Como mencionado, a DRJ Rio de Janeiro Porto/RJ I, por meio do Acórdão nº 1218.670 (fls. 19 a 21), considerou procedente o lançamento, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Anocalendário: 1999 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DIPJ LUCRO PRESUMIDO. A apresentação da Declaração de Informações fora do prazo fixado na legislação sujeita a pessoa jurídica à multa pecuniária. Lançamento Procedente Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 21/07/2008, a Contribuinte apresentou em 30/07/2008 o recurso voluntário de fls. 26 e 27, com os seguintes argumentos: 1º A empresa encontrase inativa desde 1995, cf. cópia NF 052 e 053 (anexo 1); 2º Foi apresentada a DIPJ inativa (conforme anexo 2) dentro do prazo 30/05/2000; 3º Fiquei surpresa quando recebi o auto de infração I (anexo 3) cobrando multa por atraso na entrega da DIPJ lucro presumido, pois já havia entregue a DIPJ inativa; (...) Cumpre esclarecer, talvez por tratarse da mesma situação, que fui intimada pela Secretaria da Receita Federal a apresentar ou justificar a falta de apresentação da DCTF Lucro Presumido relativa ao anocalendário de 2002 – trimestres 1, 2, 3 e 4. Fl. 74DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 12/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13709.001795/200561 Acórdão n.º 180200.837 S1TE02 Fl. 71 4 Apresentei a DIPJ inativa (anexo 4) entregue através da internet em 25/03/2003. Fui informada que no sistema havia uma DIPJ lucro presumido, e não a que havia passado. Fiquei sem entender o que estava ocorrendo e solicitei cópia desta DIPJ. Constatei que a pessoa que emitiu este documento (Sr. Humberto Vieira de Abreu – CRC 001340, CPF 702.960.49700, tel. 25872331), conforme anexo 5, o fez sem minha autorização e a entregou em data posterior à que eu havia feito, o que cancelou no sistema a minha declaração de inativa. Verifiquei na declaração feita por ele que alguns dados haviam sido alterados como: forma de tributação do lucro, qualificação da pessoa jurídica e nº do logradouro. Quando consegui localizálo através do telefone constante na DIPJ, informoume que foi erro de um funcionário. Esclareço que o contador responsável pela empresa havia falecido e que este senhor assumiu o escritório onde constava os documentos da empresa, e justifiquei junto à Secretaria da Receita Federal o ocorrido (anexo 6), e estou aguardando. Informo que estou querendo dar baixa nesta empresa já há alguns anos e devido a estas pendências estou impossibilitada. No aguardo de seu pronunciamento, subscrevome. Este é o Relatório. Fl. 75DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 12/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13709.001795/200561 Acórdão n.º 180200.837 S1TE02 Fl. 72 5 Voto Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado, a Contribuinte questiona a exigência de multa por atraso na entrega da Declaração de Informações – DIPJ/Lucro Presumido do exercício 2000, ano calendário 1999, que foi aplicada em seu valor mínimo de R$ 414,35. Ao fundamentar sua decisão, a Delegacia de Julgamento fez as seguintes considerações: (...) 9. A alegação do contribuinte é de que por desconhecimento da legislação a empresa apresentou, a declaração como INATIVA quando o correto era LUCRO PRESUMIDO. (...) 11. Finalmente, não afastado o fato de que a DIPJ Lucro Presumido foi entregue após o prazo fixado pela legislação e, considerando que ninguém pode alegar o desconhecimento da lei para justificar o seu descumprimento, em conformidade com a inteligência do artigo 3º do Decretolei nº 4.657/1942 (LICC), é devida a multa por atraso em sua entrega, razão por que a autuação deve ser julgada PROCEDENTE. (...) Entretanto, não foram essas as alegações da Contribuinte. Compulsando os autos, vêse que em nenhum momento ela alegou desconhecimento da legislação, e que o correto seria a apresentação da DIPJ pelo lucro presumido. Ao contrário, desde o início da fase litigiosa ela afirmou que desconhecia a DIPJ/Lucro Presumido que deu origem à autuação, e informou que havia apresentado dentro do prazo legal, em 30/05/2000, uma DIPJ inativa, conforme cópia que anexou à impugnação. Em sede de recurso voluntário, e para melhor esclarecer os fatos, a Contribuinte trouxe informações referentes à DIPJ apresentada no exercício de 2003, quando ocorreram problemas semelhantes aos que estão sendo aqui examinados. De acordo com a Instrução Normativa SRF nº 004, de 17 de janeiro de 2000, a declaração simplificada referente ao anocalendário de 1999, apresentada por pessoa jurídica inativa, deveria ser entregue até último dia útil do mês de maio de 2000. Portanto, a DIPJ inativa realmente foi entregue dentro do prazo legal. Fl. 76DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 12/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13709.001795/200561 Acórdão n.º 180200.837 S1TE02 Fl. 73 6 Este fato, embora não tenha sido expressamente mencionado no auto de infração, não era desconhecido pela Receita Federal, tanto o é que na relação dos dispositivos legais que fundamentaram a aplicação da multa consta a indicação da IN SRF 166/99, que impede a retificação de DIPJ quando ela visa promover a mudança no regime de tributação: Art. 1o A retificação da Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ e da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – DITR anteriormente entregue, efetuada por pessoa jurídica, darseá mediante apresentação de nova declaração, independentemente de autorização pela autoridade administrativa. § 1o Aplicase o disposto neste artigo às Declarações do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica DIRPJ relativas a anos calendário anteriores a 1998. § 2o A declaração retificadora referida neste artigo: I – terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, inclusive para os efeitos da revisão sistemática de que trata a Instrução Normativa SRF no 094, de 24 de dezembro de 1997; (...) Art. 4º No caso de DIPJ ou DIRPJ, não será admitida retificação que tenha por objetivo mudança do regime tributação, salvo, nos casos determinados pela legislação, para fins de adoção do lucro arbitrado. (grifos acrescidos) No caso concreto, não estaria sendo admitida a retificação para a mudança no regime de tributação (de inativa para lucro presumido). Este, portanto, é o contexto que levou à aplicação da multa. Mas de nada adianta questionar se a segunda declaração foi ou não admitida pela Administração Tributária, pois está bastante evidente que o foi. Tanto é assim, que a multa pelo atraso incidiu sobre ela, e não sobre a primeira declaração. Já manifestei neste colegiado o entendimento de que o escopo da referida Instrução Normativa, a meu ver, abrange situações diversas da ora examinada. Cabe ressaltar que a partir da Medida Provisória nº 1.99026/99 (atualmente MP nº 2.18949/2001), a retificação de declarações deixou de depender de autorização da Autoridade Administrativa. Por outro lado, também é importante lembrar que desde as leis 9.430/96 (art. 3º) e 9.718/98 (art. 13), a opção pelo Lucro Real Anual ou pelo Lucro Presumido, respectivamente, passou a ser feita logo no início do ano em curso, e em caráter definitivo. Nestes termos, o impedimento trazido pela IN SRF 166/99 encontra sua justificativa na medida em que a opção por um dos regimes se dá num momento bastante anterior à entrega da declaração, em caráter definitivo, e a liberdade para a retificação de Declaração, embora ampla, não poderia servir como meio de burlar a regra da definitividade da Fl. 77DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 12/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13709.001795/200561 Acórdão n.º 180200.837 S1TE02 Fl. 74 7 opção pelo regime tributário. Portanto, o que é vedado realmente é a mudança no regime de tributação. Mas uma coisa é a apresentação de uma nova DIPJ (retificadora) para a mudança do regime, o que é vedado, “salvo nos casos determinados pela legislação, para fins de adoção do lucro arbitrado”. Nesse caso, a primeira declaração continua válida, e simplesmente não se aceita a segunda. Situação distinta é a apresentação de uma nova Declaração não para modificar o regime de tributação, mas justamente para que a DIPJ corresponda a ele (lucro presumido), nos casos em que a primeira Declaração adotou regime diferente do que deveria (empresa inativa), exatamente como entendeu a DRJ (transcrição acima). Nesse caso o que está em pauta não é uma retificação que tenha por objetivo a mudança no regime de tributação, cuja opção, aliás, já estava consolidada anteriormente, mas sim a correção de um erro cometido na primeira declaração, o que, na ótica da Receita Federal, a Contribuinte não só poderia, como deveria fazêlo, e, assim, a mencionada IN não encontra uma base fática adequada para a sua aplicação. De todo modo, mesmo que a IN SRF 166/99 pudesse ser aplicada para impedir a retificação e, ao mesmo tempo, convalidar a segunda declaração, o que me parece contraditório, e ainda abstraindo dos fatos detalhadamente narrados pela Recorrente, relativamente ao erro cometido pelo escritório de contabilidade, entendo que não seria o caso de se aplicar a multa por atraso na entrega da DIPJ fundada no fato de a segunda declaração ter promovido uma mudança no regime de tributação. Isto porque a DIPJ referente ao anocalendário de 2002 (ex. 2003), apresentada pela Contribuinte para comprovar as explicações trazidas no recurso, embora indique na “Ficha 01 – Dados Inicias” o lucro presumido como forma de tributação, contém todos os campos zerados, o que apenas confirma a sua condição de inatividade. E as informações constantes do auto de infração sob exame (fl. 2) indicam que o mesmo aconteceu com a DIPJ/lucro presumido referente ao anocalendário 2000, porque o campo destinado à discriminação do imposto devido na declaração, que seria apurado na forma presumida, também aparece com valor zero. Nesse contexto, penso que a mera indicação na “Ficha 01 – Dados Inicias” do lucro presumido como sendo a forma de tributação adotada pelo Contribuinte não é suficiente para se considerar que houve mudança no regime de tributação, ensejando a aplicação da IN SRF 166/99. Com efeito, a empresa permaneceu na mesma condição de inatividade, mesmo depois da DIPJ retificadora. E como a declaração de empresa inativa havia sido apresentada no prazo legal, considero indevida a exigência da multa por atraso na declaração. Diante do exposto, voto no sentido de DAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 78DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 12/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13709.001795/200561 Acórdão n.º 180200.837 S1TE02 Fl. 75 8 Fl. 79DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Assinado digitalmente em 11/05/2011 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, 12/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10680.000349/2004-25
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 31 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE – SIMPLES Ano-calendário: 2002 OPÇÃO PELO SIMPLES. Não poderão optar pelo simples empresas que exerçam atividade vedada pela legislação em vigor.
Numero da decisão: 1802-001.111
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em NEGAR provimento ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Gustavo Junqueira Carneiro Leão
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201201
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE – SIMPLES Ano-calendário: 2002 OPÇÃO PELO SIMPLES. Não poderão optar pelo simples empresas que exerçam atividade vedada pela legislação em vigor.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 10680.000349/2004-25
conteudo_id_s : 5759512
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-001.111
nome_arquivo_s : Decisao_10680000349200425.pdf
nome_relator_s : Gustavo Junqueira Carneiro Leão
nome_arquivo_pdf_s : 10680000349200425_5759512.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em NEGAR provimento ao recurso nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 31 00:00:00 UTC 2012
id : 6899120
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:05:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049467753594880
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1524; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 36 1 35 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.000349/200425 Recurso nº 866.864 Voluntário Acórdão nº 1802001.111 – 2ª Turma Especial Sessão de 31 de janeiro de 2012 Matéria SIMPLES INCLUSÃO Recorrente ALEXANDRE MAGNO LEAL EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE – SIMPLES Anocalendário: 2002 OPÇÃO PELO SIMPLES. Não poderão optar pelo simples empresas que exerçam atividade vedada pela legislação em vigor. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em NEGAR provimento ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10680.000349/200425 Acórdão n.º 1802001.111 S1TE02 Fl. 37 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte (MG) que considerou improcedente a impugnação apresentada pela contribuinte (fl. 1), mantendo o Ato Declaratório Executivo DRF/BHE n° 427.385/2003 (fl. 2). De acordo com o ato, a Recorrente foi excluída do SIMPLES, com efeitos a partir de 01/01/2002, sob a fundamentação de que a empresa pratica atividade legalmente vedada, conforme transcrição: "Situação excludente: (evento 306) Descrição: atividade econômica vedada: 51136/00 Representantes comerciais e agentes do comércio de madeira, material de construção e ferragens. Data da ocorrência: 25/06/1999 Fundamentação legal: Lei n° 9.317, de 05/12/1996, art. 9º, XIII; art. 12: art. 14, I; art. 15, II. Medida Provisória nº 215834, de 27/07/2001 art. 73. Instrução Normativa SRF n° 250, de 26/11/2002: art. 20, XII, art. 21; art. 23, I; art. 24, II, c/c parágrafo único" A Recorrente manifestouse contrariamente ao procedimento de exclusão, apresentando a impugnação (fl. 1), afirmando que procedeu com a alteração do CNAE e que não tem como atividade a representação comercial, mas o comércio por atacado e a distribuição de conexões em pvc e materiais de construção em geral. Em 10/05/2007 o julgamento foi convertido em diligência, de acordo com a Resolução 02782 (fls. 15/16), para que se verificar os serviços efetivamente prestados pela empresa. A diligência foi encerrada em 03/10/2009, com a juntada dos documentos pertinentes (fls. 17 a 138) e relatório (fls. 139/140). O Termo de Constatação Fiscal (fl. 138) confirma que a empresa exerce a atividade de representação comercial. Em 22/10/2009, o interessado toma ciência do referido relatório, sendo cientificado da reabertura de prazo para manifestação, conforme documento de fls. 141. Transcorrido o prazo sem que houvesse manifestação, o presente processo foi encaminhado à DRJ de Belo Horizonte. A DRJ de Belo Horizonte considerou procedente o lançamento, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: Fl. 154DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10680.000349/200425 Acórdão n.º 1802001.111 S1TE02 Fl. 38 3 “ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 SIMPLES Não poderão optar pelo simples empresas que exerçam atividade vedada. Impugnação Improcedente. Sem Crédito em Litígio” Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 04/03/2010, a Contribuinte apresentou o presente recurso em 31/03/2010, alegando em preliminar que durante o tempo em que estava excluída do SIMPLES não causou prejuízo aos cofres públicos com o recolhimento por àquela sistemática e, no mérito, que a apresentação das declarações por regime divergente das que foram entregues lhe causaria prejuízo, inclusive com o pedido de solicitação de isenção das multas. Este é o Relatório. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10680.000349/200425 Acórdão n.º 1802001.111 S1TE02 Fl. 39 4 Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. A Recorrente alega que procedeu com a alteração do CNAE, conforme cópia da documentação enviada pelo correio, bem como da juntada da cópia do contrato social, com alterações posteriores para comprovar que não tem como atividade a representação comercial, mas somente o comércio por atacado e distribuição de conexões em PVC, além de materiais de construção em geral. De acordo com a verificação feita pela diligência, a argumentação da Recorrente não prospera, eis que apesar da alteração procedida nos documentos e cadastros citados, a mesma continua exercendo atividade vedada à manutenção da sistemática de apuração de tributos pelo SIMPLES. Através da diligência não restou qualquer dúvida que a Recorrente exerce atividade vedada pela sistemática do SIMPLES, pois: a) os contratos de fls. 36/44, 48/56, firmados em 01 de julho de 2001 e rescindidos em 23 setembro de 2008 (fls. 33/34 e 45/46) são bastante esclarecedores, pois assim rezam: “A REPRESENTANTE mediará, sem vínculo empregatício e sem exclusividade (ressalvada a restrição expressa na Cláusula Quarta), a realização de negócios mercantis da REPRESENTADA destinados à comercialização dos produtos de sua linha de produção, conforme produtos especificados na tabela presente na Cláusula Terceira do presente contrato. Parágrafo 1º Os produtos mencionados na Cláusula Terceira poderão ser excluídos ou substituídos, mediante expressa comunicação da REPRESENTADA á REPRESENTANTE, que fará parte do presente contrato como termo aditivo.” b) as notas fiscais, de fls. 57/63, 64/69, 70/74, 75/76, 77/87, 88/95, 96/103 e 104/112, emitidas, respectivamente, nos anos calendário 2002 a 2009, registram na sua esmagadora maioria "Serviços de Representação Comercial", sendo que algumas registram a prestação de serviços, venda de mercadorias e cessão de mãodeobra. Vale lembrar que o mero registro no CNAE e a descrição do objeto no contrato social não servem como elementos probatórios, seja para proceder a exclusão por parte da autoridade administrativa, seja para demonstrar a improcedência por parte do interessado. O termo de constatação fiscal (fls. 138), com a ciência da pessoa física Alexandre Magno Leal, informa que o termo de encerramento fiscal (fls. 113/114), fica sem efeito, além de consignar que foi constatado o exercício de comércio de material para saneamento e representação comercial com a empresa Sensus Metering System do Brasil Ltda”. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10680.000349/200425 Acórdão n.º 1802001.111 S1TE02 Fl. 40 5 O Relatório Fiscal (fls. 139/140), do qual o contribuinte tomou ciência em 22/10/2009, sem que apresentasse manifestação, conclui: “Dessa forma, após análise de documentos contábeis e fiscais, informo que o serviço profissional prestado é de representação comercial, o comércio de material para saneamento (hidrômetros e cavaletes) e revenda de mercadoria e/ou serviços decorrentes de licitações.” Na visão deste julgador não resta qualquer dúvida quanto ao acerto da fiscalização, bem como do julgamento feito pela DRJ. A preliminar da Recorrente de que pelos seus cálculos os recolhimentos pelo SIMPLES não causaram ônus aos cofres públicos, tendo em vista a baixa margem de lucro apresentada pela atividade são impertinentes ao processo, eis que estamos analisando procedimentos e não efeitos concretos. As alegações de mérito também são absurdas. Assiste direito ao contribuinte de compensar os recolhimentos efetuados indevidamente com o que for apurado pela sistemática correta, contudo não há qualquer previsão legal para afastar as multas que deverão ser recolhidas. A solicitação de isenção de multa alegada pelo contribuinte será uma medida meramente protelatória, que não merece prosperar. Por todo o exposto, considerando os fatos apresentados, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 157DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 11128.001029/2009-35
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 31 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Oct 09 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 05/02/2009
OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. MULTA DE NATUREZA ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIA. RETIFICAÇÃO DE INFORMAÇÃO ANTERIORMENTE PRESTADA.
OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. MULTA DE NATUREZA ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIA. RETIFICAÇÃO DE INFORMAÇÃO ANTERIORMENTE PRESTADA.
Alteração ou retificação das informações prestadas anteriormente pelos intervenientes não configura prestação de informação fora do prazo, para efeito de aplicação da multa estabelecida no art. 107, inciso IV, alíneas e e f do Decreto-Lei nº 37, de 18 de novembro de 1966, com a redação dada pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003.
Numero da decisão: 3301-003.989
Decisão: Recurso Voluntário Provido
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
José Henrique Mauri - Presidente Substituto.
Liziane Angelotti Meira- Relatora.
Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros
José Henrique Mauri (Presidente Substituto), Semíramis de Oliveira Duro, Marcelo Costa Marques DOliveira, Liziane Angelotti Meira, Valcir Gassen, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado) e Cássio Schappo (suplente convocado).
Nome do relator: LIZIANE ANGELOTTI MEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201708
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 05/02/2009 OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. MULTA DE NATUREZA ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIA. RETIFICAÇÃO DE INFORMAÇÃO ANTERIORMENTE PRESTADA. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. MULTA DE NATUREZA ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIA. RETIFICAÇÃO DE INFORMAÇÃO ANTERIORMENTE PRESTADA. Alteração ou retificação das informações prestadas anteriormente pelos intervenientes não configura prestação de informação fora do prazo, para efeito de aplicação da multa estabelecida no art. 107, inciso IV, alíneas e e f do Decreto-Lei nº 37, de 18 de novembro de 1966, com a redação dada pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 09 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 11128.001029/2009-35
anomes_publicacao_s : 201710
conteudo_id_s : 5784749
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 09 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3301-003.989
nome_arquivo_s : Decisao_11128001029200935.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : LIZIANE ANGELOTTI MEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 11128001029200935_5784749.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Recurso Voluntário Provido Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. José Henrique Mauri - Presidente Substituto. Liziane Angelotti Meira- Relatora. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros José Henrique Mauri (Presidente Substituto), Semíramis de Oliveira Duro, Marcelo Costa Marques DOliveira, Liziane Angelotti Meira, Valcir Gassen, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado) e Cássio Schappo (suplente convocado).
dt_sessao_tdt : Thu Aug 31 00:00:00 UTC 2017
id : 6970629
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:07:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049467756740608
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1648; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 228 1 227 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11128.001029/200935 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301003.989 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 31 de agosto de 2016 Matéria MULTA REGULAMENTARAUTO DE INFRACAO ADUANEIRO OUTROS IMPOSTOS Recorrente WILSON SONS AGENCIA MARITIMA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 05/02/2009 OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. MULTA DE NATUREZA ADMINISTRATIVOTRIBUTÁRIA. RETIFICAÇÃO DE INFORMAÇÃO ANTERIORMENTE PRESTADA. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. MULTA DE NATUREZA ADMINISTRATIVOTRIBUTÁRIA. RETIFICAÇÃO DE INFORMAÇÃO ANTERIORMENTE PRESTADA. Alteração ou retificação das informações prestadas anteriormente pelos intervenientes não configura prestação de informação fora do prazo, para efeito de aplicação da multa estabelecida no art. 107, inciso IV, alíneas “e” e “f” do DecretoLei nº 37, de 18 de novembro de 1966, com a redação dada pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Recurso Voluntário Provido Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. José Henrique Mauri Presidente Substituto. Liziane Angelotti Meira Relatora. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros José Henrique Mauri (Presidente Substituto), Semíramis de Oliveira Duro, Marcelo Costa Marques D’Oliveira, Liziane Angelotti Meira, Valcir Gassen, Antonio Carlos AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 10 29 /2 00 9- 35 Fl. 228DF CARF MF Processo nº 11128.001029/200935 Acórdão n.º 3301003.989 S3C3T1 Fl. 229 2 da Costa Cavalcanti Filho, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado) e Cássio Schappo (suplente convocado). Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório do Acórdão da DRJ/FOR, (fls. 63/73): O presente processo é referente à exigência de multa pelo descumprimento da obrigação acessória de prestar informação sobre carga transportada, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. O lançamento, que foi contestado pela empresa autuada, totalizou R$ 5.000,00 à época de sua formalização. Da Autuação De acordo com as informações contidas no campo DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL, o Auto de Infração foi lavrado com base nos fundamentos a seguir sintetizados. 1) A empresa autuada solicitou, após o decurso do prazo para prestar informação sobre carga transportada, a retificação de dados já incluídos no sistema informatizado de controle de cargas. Na documentação que acobertou a carga objeto da mencionada correção consta como agência de navegação responsável a empresa WILSON SONS AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA., sujeito passivo da autuação. 2) A Instrução Normativa RFB nº 800, de 27/12/2007, estabelece as regras que disciplinam o controle aduaneiro da movimentação de cargas, embarcações e unidades de carga, o qual é feito por meio do sistema Siscomex Carga, que deverá ser suprido de informações a serem prestadas pelos intervenientes no Comércio Exterior, na forma e no prazo ali estabelecidos. 3) Os prazos para prestar informações sobre as cargas transportadas estão fixados no art. 22 da IN RFB 800/2007, o qual passou a vigorar apenas em 1/4/2009. Até essa data, tais dados deveriam ser fornecidos até a atracação do veículo transportador, consoante determina o art. 50, II, da referida IN. 4) Nos termos do art. 45 da IN RFB nº 800/2007, a alteração em manifesto ou conhecimento eletrônico (CE) após o prazo para fornecimento do dado alterado também configura prestação extemporânea de informação, que dessa forma abrange a retificação, a inclusão, a exclusão, a vinculação, a associação e a desassociação de dados. Fl. 229DF CARF MF Processo nº 11128.001029/200935 Acórdão n.º 3301003.989 S3C3T1 Fl. 230 3 5) No presente caso, não ocorreu nenhuma das situações excludentes da penalidade definidas no Ato Declaratório Executivo Corep nº 3, de 28/3/2008. 6) As obrigações acessórias instituídas no âmbito do Siscomex Carga se prestam para assegurar o adequado controle sobre as operações no âmbito do comércio internacional, e são necessárias, sobretudo, para possibilitar a atuação preventiva da Aduana na coibição de ilícitos e para imprimir maior agilidade aos despachos aduaneiros de importação e de exportação. Para estimular o cumprimento dessas obrigações é que foi editada a Lei nº 10.833/2003, estabelecendo penalidades aos intervenientes que descumprem os ditames aduaneiros. 7) A Lei nº 10.833/2003 alterou a redação do art. 37 do DecretoLei nº 37/1966, que impõe ao transportador a obrigação de prestar informações sobre a carga transportada, e também a do art. 107 desse mesmo Diploma Legal, definindo o descumprimento dessa obrigação como infração autônoma, sujeita à multa, nos termos do inciso IV, alínea “e”, desse artigo. 8) A autuação foi realizada em conformidade com o entendimento formalizado na Solução de Consulta Interna nº 08, de 14/2/2008, por meio da qual a CoordenaçãoGeral de Tributação (Cosit) da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) se posicionou pela aplicação da penalidade em foco levando em consideração a carga cujos dados exigidos não foram informados tempestivamente, e não a quantidade de informações sobre essa carga prestadas a destempo. 9) O lançamento também considerou as disposições contidas no art. 136 do Código Tributário Nacional (CTN). Portanto, materializada a infração, a aplicação da multa é cabível, independentemente da apuração de dolo ou culpa do interveniente, bem como da efetividade e extensão dos efeitos do ato infracionário. No caso, não há dúvidas que as informações foram prestadas pela autuada após o prazo estabelecido para esse fim. 10) Em relação aos intervenientes no comércio exterior, assim são consideradas todas aquelas pessoas indicadas pela legislação, como é o caso das citadas no § 2º do art. 76 da Lei nº 10.833/2003 e nos artigos 3º a 5º da IN RFB nº 800/2007. O lançamento foi formalizado em nome da autuada porque ela figurava como agência de navegação responsável no conhecimento eletrônico referente à carga, razão pela qual era obrigação dela prestar as informações exigidas no prazo fixado. Diante dos fatos apurados, a autoridade lançadora lavrou o Auto de Infração em debate, tendo como fundamento, além dos dispositivos legais já mencionados, os indicados no campo ENQUADRAMENTO LEGAL do Auto de Infração. Da Impugnação Fl. 230DF CARF MF Processo nº 11128.001029/200935 Acórdão n.º 3301003.989 S3C3T1 Fl. 231 4 O sujeito passivo foi cientificado da exação em 5/3/2009 e apresentou impugnação (fls. 4346) em 24/3/2009, na qual aduz os argumentos a seguir sintetizados. a) O atraso na prestação da informação se deu por razões alheias à vontade da impugnante, pois os dados que deveriam ter sido disponibilizados pelos exportadores no porto de origem não foram apresentados a tempo. b) A conduta da impugnante (atraso no pedido de retificação) não está tipificada no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei nº 37/1966, com redação dada pela Lei n° 10.833/2003, uma vez que ela não deixou de prestar a informação nem causou embaraço ou impedimento à fiscalização, e a norma punitiva não admite analogia ou interpretação extensiva. c) Mesmo que essa conduta pudesse ser considerada infração, ainda assim não seria cabível a multa aplicada, pois o pedido de retificação foi feito antes de qualquer ação fiscal, sendo aplicável ao caso o instituto da denúncia espontânea, constante no art. 138 do CTN, para fins de exclusão da penalidade. d) A penalidade também não pode ser cominada à impugnante porque ela não se reveste da condição de empresa de transporte internacional, nem é prestadora de serviço de transporte internacional expresso portaaporta ou agência de carga. É apenas uma agência de navegação, que tem por fim prover as necessidades do navio no porto de destino, e não pode ser equiparada às empresas mencionadas anteriormente. Ao final a defesa requer que o lançamento seja julgado improcedente. Por meio do Acórdão no 0826.780 7ª Turma da DRJ/FOR (fls. 63/73), julgouse improcedente a impugnação com a seguinte Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 05/02/2009 AGÊNCIA MARÍTIMA REPRESENTANTE DE TRANSPORTADOR ESTRANGEIRO. PRESTAÇÃO INTEMPESTIVA DE INFORMAÇÃO. LEGITIMIDADE PASSIVA. A agência de navegação marítima representante no País de transportador estrangeiro responde por eventual irregularidade na prestação de informações que estava legalmente obrigada a fornecer à Aduana nacional. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 05/02/2009 PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE CARGA TRANSPORTADA. RETIFICAÇÃO INTEMPESTIVA DE REGISTRO. IRRELEVÂNCIA DA INTENÇÃO DO AGENTE. MULTA A retificação de registro sobre carga transportada após o prazo fixado para prestar essa informação confirma que o dado correto não foi apresentado tempestivamente, fato que é tipificado como Fl. 231DF CARF MF Processo nº 11128.001029/200935 Acórdão n.º 3301003.989 S3C3T1 Fl. 232 5 infração autônoma, punível com multa específica, independente da intenção do agente. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE CARGA TRANSPORTADA. DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DESCABIMENTO. A prestação de informações sobre carga transportada na forma e no prazo legalmente estabelecidos é obrigação acessória autônoma, cujo descumprimento não comporta saneamento via denúncia espontânea, que é expressamente afastada após a atracação do veículo transportador. A Recorrente apresentou Recurso Voluntário (fls. 81/91), que teve provimento por meio do Acórdão no 3801003.269– 1ª Turma Especial (fls.122/130), com a seguinte Ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 05/02/2009 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Aplicase o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação. Recurso Voluntário Provido. Cientificada do acórdão mencionado, o Representante da Fazenda Nacional apresentou Recurso Especial (fls. 133/140 ), suscitando divergência quanto à exoneração da penalidade em comento por aplicação da denúncia espontânea prevista no art. 102, § 2º, do Decretolei nº 37/1966, com a nova redação dada pela Lei no 12.350, de 2010. O recurso foi admitido por intermédio de Despacho 3100415 – 1ª Câmara (fls 152/153), e o Recorrente apresentou contrarrazões (fls 160/168). O Recurso Especial foi provido em parte, por meio do Acórdão no 9303003.612– 3ª Turma (fls. 209/217) com a seguinte Ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 05/02/2009 PENALIDADE ADMINISTRATIVA. ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO OU PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. A denúncia espontânea não alcança as penalidades infligidas pelo descumprimento de deveres instrumentais, como os decorrentes da inobservância dos prazos fixados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil para prestação de informações à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, dada pelo art. 40 da Lei nº 12.350, de 2010. Recurso Especial Provido em Parte. Fl. 232DF CARF MF Processo nº 11128.001029/200935 Acórdão n.º 3301003.989 S3C3T1 Fl. 233 6 Determinouse ainda na referida decisão o seguinte (fl. 217): Com essas considerações, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso interposto pela Fazenda Nacional, para considerar inaplicável ao caso a denúncia espontânea, devendo o processo retornar à instância a quo para apreciação das demais questões trazidas no recurso voluntário e que não foram objeto de deliberação por aquele Colegiado." Aplicandose as razões de decidir, o voto e o resultado acima do processo paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º a 3º do art. 47 do RICARF, dáse provimento parcial ao recurso interposto pela Fazenda Nacional, para considerar inaplicável ao caso a denúncia espontânea, devendo o processo retornar à instância a quo para apreciação das demais questões trazidas no recurso voluntário e que não foram objeto de deliberação por aquele Colegiado. Dessarte, conforme determinado pelo acórdão referido, os autos do processo em referência foram reencaminhados a esta Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e a mim distribuídos, para apreciação das questões trazidas no Recurso Voluntário que não foram objeto de deliberação. É o relatório. Voto Conselheira Liziane Angelotti Meira O recurso voluntário foi tempestivo e atendeu aos demais pressupostos legais de admissibilidade e deve ser conhecido. No Recurso Voluntário (fls. 81/91) o Recorrente, além da denúncia espontânea, que não constitui matéria da presente decisão, alega falta de fundamento legal para o lançamento da multa e ilegitimidade passiva. A Instrução Normativa Instrução Normativa RFB nº 800, de 27 de dezembro de 2007, determinava que a retificação de CE fora do prazo configurava prestação de informação fora do prazo, nos seguintes termos: Art. 45. O transportador, o depositário e o operador portuário estão sujeitos à penalidade prevista nas alíneas "e" ou "f" do inciso IV do art. 107 do DecretoLei nº 37, de 1966, e quando for o caso, a prevista no art. 76 da Lei nº 10.833, de 2003, pela não prestação das informações na forma, prazo e condições estabelecidos nesta Instrução Normativa. § 1º Configurase também prestação de informação fora do prazo a alteração efetuada pelo transportador na informação dos manifestos e CE entre o prazo mínimo estabelecido nesta Instrução Normativa, observadas as rotas e prazos de exceção, e a atracação da embarcação. (grifouse) Fl. 233DF CARF MF Processo nº 11128.001029/200935 Acórdão n.º 3301003.989 S3C3T1 Fl. 234 7 No entanto, o artigo transcrito foi revogado pela Instrução Normativa RFB nº 1.473, de 02 de junho de 2014. Ademais, a Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio da Solução de Consulta Interna nº 2Cosit, de 4 de fevereiro de 2016, consolidou entendimento que a multa em pauta não se e aplica ao caso de retificação de informação já prestada pelo interveniente, nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. CONTROLE ADUANEIRO DAS IMPORTAÇÕES. INFRAÇÃO. MULTA DE NATUREZA ADMINISTRATIVOTRIBUTÁRIA. A multa estabelecida no art. 107, inciso IV, alíneas “e” e “f” do DecretoLei nº 37, de 18 de novembro de 1966, com a redação dada pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, é aplicável para cada informação não prestada ou prestada em desacordo com a forma ou prazo estabelecidos na Instrução Normativa RFB nº 800, de 27 de dezembro de 2007. As alterações ou retificações das informações já prestadas anteriormente pelos intervenientes não configuram prestação de informação fora do prazo, não sendo cabível, portanto, a aplicação da citada multa. Dispositivos Legais: DecretoLei nº 37, de 18 de novembro de 1966; Instrução Normativa RFB nº 800, de 27 de dezembro de 2007. (grifouse) Dessarte, com supedâneo no art. 106, II, do CTN, na Instrução Normativa RFB nº 1473, de 2014, e na Solução de Consulta Interna nº 2 Cosit, de 2016, voto por afastar a penalidade e dar provimento ao Recurso Voluntário. Liziane Angelotti Meira Relatora Fl. 234DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13887.000080/2003-78
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon May 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Ano-calendário: 2002 SALDO NEGATIVO DE CSLL. DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. O reconhecimento de direito creditório relacionado a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil está condicionado à comprovação de certeza e liquidez.
Numero da decisão: 1802-000.868
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Nelso Kichel
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201105
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Ano-calendário: 2002 SALDO NEGATIVO DE CSLL. DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. O reconhecimento de direito creditório relacionado a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil está condicionado à comprovação de certeza e liquidez.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 13887.000080/2003-78
conteudo_id_s : 5753184
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 07 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.868
nome_arquivo_s : Decisao_13887000080200378.pdf
nome_relator_s : Nelso Kichel
nome_arquivo_pdf_s : 13887000080200378_5753184.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Mon May 23 00:00:00 UTC 2011
id : 6877914
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:04:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049467784003584
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1234; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13887.000080/200378 Recurso nº 500.378 Voluntário Acórdão nº 180200.868 – 2ª Turma Especial Sessão de 23 de maio de 2011 Matéria CSLL RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO Recorrente FAVETA & CIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2002 SALDO NEGATIVO DE CSLL. DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. O reconhecimento de direito creditório relacionado a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil está condicionado à comprovação de certeza e liquidez. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente), André Almeida Blanco, José de Oliveira Ferraz, Nelso Kichel, Marco Antonio Castilho e Marcelo Assis Guerra. Relatório Tratase de Recurso Voluntário de fls. 264/276 interposto contra decisão da 5ª Turma da DRJ/Ribeirão Preto (fls. 254/261) que julgou improcente a manifestação de inconformidade, mantendo inalterado o despacho decisório que homologara compensação até o limite do crédito reconhecido. A decisão recorrida tem a seguinte ementa (fl. 254): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1999, 2000, 2001 DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. O reconhecimento de direito creditório relacionado a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil está condicionado à comprovação de certeza e liquidez dos alegados indébitos suplementares, sob pena de negativa do pleito. Solicitação Indeferida Quanto aos fatos: Compensações declaradas: Tributo PA Valor do débito Data da Declaração/DComp (Fl.) 2484 (CSLL) 31/01/2003 2.452,05 26/02/2003 01 5993 (IRPJ) 31/01/2003 2.725,69 26/02/2003 01 2484 28/02/2003 2.673,90 26/03/2003 15 5993 28/0202003 3.041,98 26/03/2003 15 2484 31/03/2003 2.981,06 24/04/2003 28 5993 31/03/2003 3.578,40 24/04/2003 28 5993 30/04/2003 3.271,88 22/05/2003 81/84 5993 31/05/2003 3.649,88 18/06/2003 85/88 5993 30/06/2003 2.796,78 23/07/2003 89/92 5993 31/07/2003 2.059,77 21/08/2003 93/96 Fl. 2DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13887.000080/200378 Acórdão n.º 180200.868 S1TE02 Fl. 2 3 2484 30/04/2003 2.814,41 22/05/2003 97/100 2484 31/05/2003 2.976,22 18/06/2003 101/104 2484 30/06/2003 2.500,73 23/07/2003 105/108 2484 31/07/2003 3.071,64 21/08/2003 109/112 2484 31/08/2003 2.649,30 17/09/2003 113/116 2484 30/09/2003 379,99 16/10/2003 117/120 Obs: origem dos créditos: a) saldo negativo do IRPJ, anocalendário 2002, de R$ 19.884,01 – DIPJ 2003 – fl. 45; b) saldo negativo da CSLL, anocalendário 2002, de R$ 20.913,96 – DIPJ 2003 fl. 61(fl. 02). A primeira decisão constante dos autos – despacho decisório – reconheceu, integralmente, o saldo negativo do IRPJ do anocalendário 2002 de R$ 19.884,01; porém, não reconheceu o saldo negativo da CSLL do anocalendário 2002, revertendo o saldo negativo de R$ 20.913,96 para saldo positivo (a pagar) de R$ 1.662,38. Por isso, houve homologação parcial da compensação, até o limite do crédito reconhecido. Nesse sentido, transcrevo o relatório da decisão recorrida que, resumidamente, expõe a lide e as razões da manifestação de inconformidade (fls.255/256), in verbis: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face de Despacho Decisório, em que foram apreciadas as declarações de compensação de fls. 01, 15, 28 e 81 a 120), apresentadas/registradas em 2003, por intermédio das quais a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade (IRPJ e CSLL) com créditos decorrentes de saldos negativos de IRPJ e CSLL, apurados no anocalendário de 2002. Os processos administrativos 13887.000132/200314 e 13887.000184/200382 foram anexados ao presente por versarem sobre pedido de compensação com indicação de idêntico crédito. Na data de 01/02/2008 sobreveio o despacho decisório de fls. 168/171 pelo qual a DRF/LimeiraSP deferiu em parte o pedido do contribuinte, declarando a homologação parcial das compensações pleiteadas. A autoridade local relata ter apurado o seguinte: a) o saldo negativo de IRPJ apurado no a/c 2002 foi de R$ 19.884,01, decorrente da dedução do imposto de renda retido na fonte e de recolhimentos por estimativa; b) a retenção do imposto na fonte, no valor de R$ 1.565,13, foi confirmada em DIRF; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 c) foi apurado IRPJ devido por estimativa em todos os meses do a/c de 2002, exceto no mês de dezembro, sendo os respectivos débitos quitados por pagamento ou compensados com saldo negativo de IRPJ apurado no a/c de 2001; d) os pagamentos indicados pelo contribuinte foram confirmados; e) o saldo negativo de IRPJ para o anocalendário de 2001 foi analisado no processo administrativo 13887.000582/200218, tendo sido reconhecido crédito (...) suficiente à compensação do imposto devido por estimativas mensais em 2002; f) em relação ao saldo negativo de CSLL, o valor declarado para o a/c 2002 foi de R$ 20.913,96; g) a CSLL devida por estimativa nesse período foi recolhida ou compensada com o saldo negativo de CSLL apurado no a/c 2001; h) os pagamentos indicados pelo contribuinte foram confirmados, mas o saldo negativo de CSLL confirmado para o a/c 2001 foi de R$ 1.592,77, conforme despacho decisório proferido no processo 13887.000582/200218, suficiente para compensar apenas parte da CSLL devida por estimativa em janeiro de 2002. Como conseqüência, não há saldo negativo de CSLL no a/c 2002, mas CSLL a pagar no valor de R$ 1.662,38. Assim, foi reconhecido, em favor da interessada, crédito no valor de R$ 19.884,01, referente ao saldo negativo de IRPJ (a/c 2002) e homologadas as compensações declaradas até o limite desse valor. Cientificada em 14/02/2008 (fl. 180), o contribuinte ingressou, em 10/03/2008, com a manifestação de inconformidade de fls. 183/189, alegando, em síntese, de acordo com seu próprio entendimento: que seria indispensável a análise do presente processo em conjunto com o processo 13887.000582/200218, cujo apensamento ao presente processo se requer; que naquela ocasião o Fisco procedeu a glosa de compensações de créditos calculados à fração de um terço da Cofins recolhida (art. 12 IN SRF n.° 06/99) com débitos de CSLL estimativa (a/c 2001) por considerar que os valores assim compensados não poderiam ser considerados despesa na apuração do lucro real. A interessada, em manifestação de inconformidade, teria apresentado razões de fato e de direito demonstrando o acerto no procedimento por si adotado; (...) Ao final, requer provimento à manifestação de inconformidade, com reforma da decisão recorrida, homologação das compensações pleiteadas e declaração da nulidade da intimação para recolhimento de débitos pendentes de quitação. (...) Fl. 4DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13887.000080/200378 Acórdão n.º 180200.868 S1TE02 Fl. 3 5 Não obstante as razões apresentadas na manifestação de inconformidade, a decisão a quo, da qual tomou ciência em 13/07/2009 (fl. 263), indeferiu a solicitação de revisão da decisão anterior. Inconformada com esse decisum, a recorrente apresentou Recurso Voluntário em 07/08/2009 de fls. 264/276, juntando, ainda, os documentos de fls. 277/416, cujas razões, em síntese, são as seguintes: que, relativamente à CSLL, apurou saldo negativo de CSLL na DIPJ/2003, de R$ 20.913,96; porém, o fisco, diversamente, apurou saldo a pagar de CSLL de R$ 1.662,38; que a reversão foi indevida, pelo seguinte: • no anocalendário 2002 compensou débitos de CSLL estimativa com saldo negativo de CSLL do anocalendário 2001; • o saldo negativo da CSLL do anocalendário 2001 foi reduzido pelo fisco, indevidamente, para R$ 1.592,77; • isso tudo é impacto, indevido, do não acatamento da compensação de CSLL (débitos de estimativa) do anocalendário 1999 com 1/3 da Cofins paga nesse ano, conforme consta do processo 13887.00582/200218; que, por conseguinte, tornase necessário julgar a presente lide em conjunto com a lide do processo administrativo fiscal nº 13887.00582/200218, no qual apresentou defesa, demonstrando nas razões o equívoco da glosa do crédito pleiteado. Por fim, a recorrente pediu provimento ao recurso. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos legais. Portanto, dele conheço. A questão versa acerca do saldo negativo da CSLL, apurado na DIPJ 2003 (anocalendário 2002), de R$ 20.913,96, utilizado nos pedidos de compensação objeto destes autos. No processo conexo nº 13887.00582/200218, onde a recorrente apresentou Pedido de Compensação houve reversão do saldo negativo de CSLL do anocalendário 2002 para saldo positivo (a pagar) de R$ 1.662,38 pelo despacho decisório, em face da revisão da declaração e do saldo negativo de CSLL desde o anocalendário 1999. Sendo assim, as compensações – objeto destes autos – que informam utilização de saldo negativo da CSLL do anocalendário 2002 – restaram não homologadas pela decisão recorrida, pela inexistência desse crédito, atingido pela reconstituição ocorrida naquele processo. Irresignada, a recorrente pediu a reunião dos processos para julgamento conjunto, em face da conexão da máteria e das provas, pedindo a reforma da decisão recorrida. Não é possível a reunião dos processos para julgamento conjunto, pois a lide daquele processo já foi julgada por esta 2ª Turma Especial, na sessão de 22 de fevereiro de 2011. Não obstante, a recorrente tem razão no mérito. Naqueles autos restou decidido por esta Turma Especial que, abandonada pela própria contribuinte a compensação dos débitos da CSLL estimativa do anocalendário 1999 com 1/3 da Cofins paga, não poderia o fisco efetuar a compensação de ofício desses débitos em aberto com saldo negativo de CSLL de períodos anteriores, após expirado esse ano calendário (seria caso para cobrança de multa isolada por fala de pagamento do débito de estimativa, e não compensação de ofício); que os débitos em aberto da CSLL estimativa de 1999 (pelo afastamento da compensação de ofício), de qualquer forma, não afetaram o saldo negativo da CSLL do anocalendário 1999 e anos seguintes, pois não compuseram a apuração do saldo de CSLL desse anocalendário 1999, conforme DIPJ 2000, anocalendário 1999. A propósito, transcrevo o voto condutor do Acórdão nº 1802000.803, de 22/02/2011, de minha relatoria, in verbis: (...) Alegou a recorrente que autoridade fiscal, indevidamente, desfez o saldo negativo de CSLL que havia sido transportado do ano calendário 1999 para 2000 e para 2001; que, nesse sentido, o fisco utilizou, de ofício, o saldo negativo da CSLL, que aliás vinha sendo transportado desde 1996, para compensar débitos de CSLL estimativa de 1999, em aberto; que, entretanto, esses Fl. 6DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13887.000080/200378 Acórdão n.º 180200.868 S1TE02 Fl. 4 7 débitos já haviam sido quitados pela utilização de 1/3 da Cofins efetivamente paga naquele ano; que em relação a tais estimativas de CSLL teria ocorrido duplicidade de quitação. Por isso, da inexistência, nessa parte, de saldo negativo de CSLL do anocalendário de 1999 para ser transportado para os anos seguintes. Quanto ao mérito, compulsando autos, observase que o fisco, consoante Despacho Decisório de 23/10/2007 (fls. 408/423), realmente efetuou a análise do saldo negativo da CSLL do ano calendário 2001, retroagindo até o ano de 1996 (ano em que começou a ser gerado o saldo negativo de CSLL). Entretanto, informa o Despacho Decisório que houve ajustes, de ofício, tãosomente partir do anocalendário 1999, os quais consumiram todo o saldo negativo de CSLL de anoscalendários anteriores, impactando, por conseguinte, os anoscalendários posteriores. A decadência suscitada não restou configurada, pois o controle do crédito (saldo negativo de CSLL), que vinha sendo transportado de um anocalendário para outro, de forma suscessiva por diversos anos, configura espécie de conta corrente e, nesse caso, incabível objetar data limite para análise da certeza e liquidez do crédito pleiteado contra o fisco. O tempo, em suma, não tem o condão de converter falta pagamento em recolhimento, para efeito de repetição do indébito. De modo que, para resolução da lide, tornase necessário enfrentar a questão dos débitos da CSLL estimativa do ano calendário 1999 e suas implicações. A recorrente alega que débitos de CSLL estimativa, parte deles, foram adimplidos, mediante aproveitamento de crédito, em valor equivalente a 1/3 da Cofins efetivamente recolhida no ano calendário 1999. Por sua vez, a autoridade fiscal entendeu que os débitos de CSLL estimativa compensados com créditos da Cofins não foram adimplidos validamente, uma vez que a contribuinte não poderia ter utilizado 1/3 da Cofins, e que tais débitos, por conseguinte, estariam em aberto. Nesse sentido, a autoridade fiscal utilizou, de ofício, do saldo negativo de CSLL disponível de períodos anteriores a 1999 para extinção dos débitos em aberto da CSLL estimativa de 1999 (compensação de ofício). Nessa parte, transcrevo as contatatações narradas no Despacho Decisório (fls. 417/419): (...) Para o anocalendário de 1998, houve a apuração de saldo negativo de CSLL no valor de R$ 23.537,23 após a dedução dos valores devidos por estimativa (fls. 242 e 243): (...) Fl. 7DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 (...) O saldo negativo de CSLL apurado no anocalendário de 1997 corrobora as compensações informadas pelo contribuinte (fls. 381 a 384), mas em relação à compensação com pagamento indevido/a maior o recolhimento de R$ 28,04 não foi indevido, tanto que foi deduzido na apuração anual do anocalendário de 1997. Assim, o saldo negativo de CSLL confirmado será inferior ao apurado pelo contribuinte na DIPJ/1999 exatamente em R$ 28,04: (...) No anocalendário de 1999, houve a apuração de saldo negativo de CSLL no valor de R$ 11.273,98 (fls. 262 e 263): (...) O valor da estimativa apurada foi paga ou compensada com saldo negativo de períodos anteriores, de acordo com a informação declarada em DCTF (fls. 275 a 286), sendo que os pagamentos foram todos confirmados (fl. 286): (...) Tanto na apuração anual como no cálculo do valor devido mensalmente por estimativa, foi deduzido um terço da Cofins, conforme disposto na Lei n.° 9.718/98 (fl 274). Considerando que o valor total de Cofins recolhido referente ao ano calendário é de R$ 74.603,40 (fl. 385) e que na DIPJ/2000 foram deduzidos R$ 73.509,79 na apuração do lucro líquido do período (fl. 107), somente R$ 1.093,61 poderiam ser deduzidos dentro da permissão contida na Lei n.° 9.718/98. Assim, todo o saldo negativo de períodos anteriores foi utilizado para a compensação dos valores devidos por estimativa neste ano (fls. 386 a 392), sendo que o saldo negativo de CSLL do anocalendário de 1999 também já foi totalmente consumido para compensação no processo administrativo n.° 13887.000100/0060 (fls. 393 a 398). No anocalendário de 2000, o saldo negativo de CSLL apurado foi de R$ 19.882,57 (fls. 288 a 290): (...) Do valor da CSLL mensal devida por estimativa apurada na DIPJ/2001 (fls.292 a 303) foi declarado na DCTF que uma parcela foi compensada com saldo negativo de períodos anteriores (fls. 291 e 304 a 314) quando não há mais crédito remanescente, conforme demonstrado anteriormente. Em relação à parcela indicada como tendo sido quitada por pagamento, todos eles foram confirmados (fl. 315): (...) Como não há crédito que corrobore as compensações informadas pelo contribuinte, já que os saldos negativos remanescentes dos anoscalendário de 1996, 1997 e todo o saldo negativo de CSLL do anocalendário de 1998 foram utilizados para a compensação das estimativas efetivamente devidas no anocalendário de 1999 e o saldo negativo de CSLL desse último período foi totalmente consumido no processo administrativo n.° 13887.000100/0060 a única parcela que o contribuinte poderia ter deduzido seria a referente aos recolhimentos, que totalizaram R$ 15.280,06. Como o valor da Fl. 8DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13887.000080/200378 Acórdão n.º 180200.868 S1TE02 Fl. 5 9 CSLL devida no ano é superior aos recolhimentos, não há saldo negativo de CSLL para o anocalendário de 2000: (...) Por sua vez, a contribuinte reitera que a CSLL devida por estimativa do anocalendário 1999 foi extinta, em parte, pela compensação com 1/3 (um terço) da Cofins, e que, nessa parte, o fisco no Despacho Decisório não acatou tal compensação, objetando que os débitos da CSLL estimativa estariam em aberto, utilizando, por conseguinte, de ofício, todo o saldo negativo de CSLL de períodos anteriores para quitação desses débitos de CSLL estimativa do anocalendário 1999; que, no caso, tal procedimento do fisco teria gerado duplicidade de quitação desses débitos. Fato que impactou, indevidamente, o anocalendário 1999 e os anoscalendário seguintes, no que concerne ao saldo negativo de CSLL A decisão recorrida, também, não reconheceu o direito creditório pleiteado, porém por outra razão; reconheceu que a autoridade fiscal não poderia olvidar ou obliterar a compensação com 1/3 da Cofins; entretanto, não concedeu o crédito pleiteado por inexistir prova nos autos de liquidez e certeza dos saldos negativos de 1999 a 2001. Nesse sentido, trancrevo excerto do voto condutor da decisão recorrida, in verbis (fl. 455/456): (...) A recorrente sustenta que, na apuração do saldo negativo da CSLL do anocalendário de 1999, a autoridade fiscal teria se equivocado ao glosar as compensações efetuadas pelo contribuinte, que se utilizou de créditos decorrentes do disposto nos arts. 7º e 9° da Lei n° 9.718, de 1998 (um terço da Cofins recolhida), para compensação com débitos de CSLL calculada por estimativa (a/c 1999). No despacho decisório recorrido, à fl. 411, a autoridade fiscal assim informa: "Tanto na apuração anual como no cálculo do valor devido mensalmente por estimativa, foi deduzido um terço da Cofins, conforme disposto na Lei n° 9.718/98 (fls. 264 a 274). Considerando que o valor total de Cofins recolhido referente ao anocalendário de 1999 é de R$ 74.603,40 (fl. 385) e que na DIPJ/2000 foram deduzidos R$ 73.509,79 na apuração do lucro líquido do período (fl. 107), somente R$ 1.093,61 poderiam ser deduzidos dentro da permissão contida na Lei n° 9.718/98. Assim, todo o saldo negativo de períodos anteriores foi utilizado para a compensação dos valores devidos por estimativa neste ano (fls. 386 a 392), sendo que o saldo negativo de CSLL do anocalendário de 1999 também já foi totalmente consumido para compensação no processo administrativo n° 13887.000100/0060 (fih. 393 a 398)." Nesse particular, parcial razão assiste ao contribuinte. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 10 A legislação de regência referenciada contempla um permissivo (compensação de 1/3 da Cofins recolhida com débitos de CSLL) e uma vedação (utilização de valores assim compensados para dedução na determinação do lucro real). No caso, a interessada fez uso dessa faculdade legal ao longo do ano de 1999, em aparente regularidade, tendo posteriormente deduzido valores indevidos na determinação do lucro real. E que, tendo recolhido R$ 74.603,40 (fl. 385) a título de Cofins, poderia utilizar até R$ 24.867,80 para compensação com a CSLL devida, nos termos dos arts. 7º e 9° da Lei n° 9.718, de 1998. Tendo efetivamente utilizado R$ 20.936,55, de fevereiro a novembro de 1999, e R$ 206,71 no encerramento do balanço, como constatado pela autoridade fiscal (fl. 419), poderia deduzir até R$ 53.460,14 na apuração do lucro real, conforme cálculo abaixo, tendo, entretanto, declarado valor superior, de R$ 73.509,79 (fl. 106). Cofins recolhida R$ 74.603,40 ( ) Cofins compensada (1/3) R$ 21.143,26 (=) Cofins dedutivel (lucro real) R$ 53.460,14 Cofins deduzida (DIPJ/2000) R$ 73.509,79 Resta assim evidenciada inconsistência quanto ao valor da Cofins apropriado na determinação do lucro real (DIPJ/2000, Ficha 07A, Linha 13), mas não quanto à compensação das estimativas mensais de CSLL, como apontado pela autoridade fiscal. Tal constatação, entretanto, não favorece a impugnante, já que, como demonstrado, persiste a ausência de provas quanto à efetividade dos alegados saldos negativos de CSLL, nos anos calendário de 1999 a 2001, o que compromete a demonstração de liquidez e certeza dos supostos indébitos. Por fim, a interessada sustenta que, mesmo prevalecendo o entendimento da autoridade fiscal, os valores compensados a título de estimativas de CSLL aumentariam o saldo negativo da CSLL (a/c 1999) em R$ 19.842,94, resultando em total de R$ 31.116,92. Tal alegação não prospera, já que as estimativas de CSLL declaradas em DIPJ e DCTF foram consideradas pela autoridade fiscal na apuração do saldo negativo da contribuição, no a/c 1999, como evidencia a apuração de fl. 419. (...) No caso, como demonstrado, a recorrente somente poderia deduzir como despesa de Cofins na apuração do Lucro Real a diferença entre a Cofins efetivamente recolhida e a Cofins utilizada na compensação da CSLL devida por estimativa, ou seja, R$ 53.460,14 (R$ 74.603,40 – R$ 21.143,26). Entretanto, a recorrente deduziu, praticamente, toda a COFINS paga, ou seja, R$ 73.509,79, fato que implicou, por parte da autoridade fiscal, a não aceitação dessa pretensa compensação, na parte relativa à utilização de 1/3 da Cofins para quitação de débitos da CSLL devida por estimativa. A glosa do crédito de 1/3 da Cofins foi para evitar utilização em duplicidade pelo contribuinte do mesmo crédito nos âmbitos da CSLL e do IRPJ. Fl. 10DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13887.000080/200378 Acórdão n.º 180200.868 S1TE02 Fl. 6 11 A propósito, no anocalendário 1999 a contribuinte informou débitos da CSLL estimativa no valor de R$ 32.210,53; houve pagamento por DARF de apenas R$ 110,00; houve compensação R$ 20.936,55 (aproveitamento de 1/3 da Cofins), e a diferença de R$ 11.163,98 foi compensada com saldo negativo de CSLL de períodos anteriores (fls. 419/420). Porém, a contribuinte abandonou a compensação com 1/3 da Cofins, fazendo a dedução, na base de cálculo do IRPJ (Lucro Real), de toda a Cofins paga, inclusive, da que utilizara para compensar débitos da CSLL estimativa, descumprindo a legislação de regência. Em face disso, a autoridade fiscal não considerou válida a pretensa compensação de débitos da CSLL estimativa de 1999 no valor de R$ 20.936,55 com 1/3 da Cofins. De modo que – para não permanecer em aberto o débito da CSLL estimativa de 1999 – a fiscalização, de ofício, utilizou – para tal quitação – o saldo negativo da CSLL de períodos anteriores, fato que impactou, por conseguinte, os anos calendários seguintes, culminando na redução do saldo negativo da CSLL do anocalendário 2001 de R$ 22.807,33 para R$ 1.592,77. Como demonstrado, diversamente do alegado pela recorrente, não houve quitação em duplicidade da CSLL estimativa do ano calendário 1999. Muito pelo contrário, o débito persiste em aberto, pois a indigitada compensação – utilização de 1/3 da Cofins foi abandonada pela própria recorrente antes do procedimento da fiscalização. Nesse sentido, a contribuinte no final do anocalendário 1999, ao abandonar a compensação dos débitos da CSLL estimativa com 1/3 da Cofins, deduziu, integralmente, tal crédito ou despesa de Cofins na base de cálculo do IRPJ (Lucro Real). Para ser mais preciso, a contribuinte só não apropriou como despesa do IRPJ o valor da Cofins de R$ 1.093,61. É vedado utilizar, em duplicidade, o mésmo crédito da COFINS. Por conseguinte, os débitos da CSLL estimativa, relativos à malograda compensação com 1/3 da Cofins, ficaram em aberto. Menos mal, não foi gerado saldo negativo de CSLL nessa parte, pois, apenas para argumentar, mesmo que tal compensação fosse aceita não poderia gerar saldo negativo de CSLL, por vedação legal. Aliás, a própria contribuinte, ciente disso tudo, sequer levou tal malograda compensação à declaração de ajuste anual. Na verdade, a contribuinte no final do anocalendário 1999, quando constatou que o valor apurado da CSLL (ajuste anual) foi irrisório, muito inferior ao valor da CSLL apurado por estimativa, e que tal compensação com 1/3 da Cofins geraria, integralmente, saldo negativo, o qual – nessa parte relativa a 1/3 da Cofins – é vedado o seu aproveitamento nos períodos de Fl. 11DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 12 apuração posteriores, caso fosse levado à declaração de ajuste, decidiu, então, deduzir integralmente o valor correspondente a 1/3 da Cofins como despesa na apuração da base de cálculo do IRPJ reduzindo o imposto a pagar, e evitando a geração de saldo negativo da CSLL que seria inaproveitável, nessa parte relativa à Cofins (abandono da compensação). A propósito, estatuem os §§ 3º e 4º do art. 8º da Lei nº 9.718/98: Art. 8º Fica elevada para três por cento a alíquota da COFINS. § 1ºA pessoa jurídica poderá compensar, com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL devida em cada período de apuração trimestral ou anual, até um terço da COFINSefetivamentepaga, calculada de conformidade com este artigo. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001) § 2º A compensação referida no § 1º: (Revogado pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001) I somente será admitida em relação à COFINS correspondente a mês compreendido no período de apuração da CSLL a ser compensada, limitada ao valor desta; (Revogado pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001) II no caso de pessoas jurídicas tributadas pelo regime de lucro real anual, poderá ser efetuada com a CSLL determinada na forma dos arts. 28 a 30 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996.(Revogado pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001) § 3º Da aplicação do disposto neste artigo, não decorrerá, em nenhuma hipótese, saldo de COFINS ou CSLL a restituir ou a compensar com o devido em períodos de apuração subseqüente. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001) § 4º A parcela da COFINS compensada na forma deste artigo não será dedutível para fins de determinação do lucro real. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001) (grifo meu) Então, não foi só a fiscalização que não acatou a alegada compensação que teria utilizado 1/3 da Cofins para pagamento da CSLL devida por estimativa de 1999, pois a própria contribuinte, muito antes, já havia abandonado a compensação, se subtraído ou se desvinculado do disposto nos §§ 3º e 4º do art. 8º da Lei nº 9718/98 e deduzido o respectivo valor da Cofins – que teria sido utilizado para compensação com a CSLL devida por estimativa como despesa na apuração do Lucro Real. Logo, essa situação implicou existência de débitos em aberto da CSLL estimativa do anocalendário 1999. No caso, poderia ser questionado se foi legal, ou não, a conduta da contribuinte de abandonar a compensação de 1/3 da Cofins, ao subtrairse do disposto nos §§ 3º e 4º do artigo 8º da Lei nº 9.718/98, uma vez que optara pela dedução de 1/3 da Cofins na quitação de débitos de CSLL devida por estimativa, porém, no final do exercício, desistiu dessa compensação que efetuara, Fl. 12DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13887.000080/200378 Acórdão n.º 180200.868 S1TE02 Fl. 7 13 promovendo a dedução desse valor como despesa na apuração do IRPJ. Entendo que, sem delongas, essa questão restou superada, na medida em que o próprio fisco aceitou a dedução da respectiva Cofins como despesa no IRPJ, objetando, em contrapartida, a existência de débitos em aberto do período, a título de CSLL estimativa. Apropósito, a própria autoridade fiscal compensou, de ofício, tais débitos em aberto de CSLL estimativa de 1999 com créditos da contribuinte, utilizando o saldo negativo de CSLL de anos calendário anteriores. Porém, o procedimento da autoridade fiscal merece reparo. Após encerrado o anocalendário de 1999, não há como exigir débito em aberto de CSLL estimativa desse anocalendário; deve prevalecer a CSLL apurada na declaração de ajuste do ano calendário 1999. Assim, o fisco já não poderia exigir os débitos de CSLL devidos por estimativa em aberto. No caso, seria cabível, apenas, a exigência de multa isolada por descumprimento do dever legal de antecipar CSLL devida por estimativa. Porém, tal multa não foi aplicada. Por conseguinte, não tem efeito a compensação de ofício efetuada pela autoridade fiscal. O crédito utilizado pela recorrente, objeto da Declaração de Compensação, suficiente para quitação do débito da CSLL, é R$ 2.428,68. Logo, o direito creditório objeto da lide é R$ 2.428,68, quanto ao anocalendário 2001. Discordo da decisão recorrida que inexiste nos autos documentos contábeis, de suporte, que pudessem comprovar esse direito creditório utilizado, atinente ao saldo negativo da CSLL que vinha sendo transportado dos anoscalendário 1999 a 2001 nas DIPJ respectivas. Desnecessária tal exigência comprobatória. Entendo que não há que se objetar falta de certeza e liquidez do crédito da CSLL utilizado na Declaração de Compensação objeto dos autos, pois o próprio fisco, pelo menos nessa parte, atestou a certeza e liquidez do crédito, quando procedeu a compensação de ofício do débito de CSLL estimativa que, como demonstrado nos autos, já era inexigível naquela momento, pois já havia transcorrido o anocalendário de 1999 quando da indigitada compensação de ofício, prevalecendo a CSLL apurada na declaração de ajuste de 1999. Na verdade, como a malograda compensação de débitos de CSLL estimativa com 1/3 da Cofins sequer foi levada à DIPJ 2000, anocalendário 1999, não gerou saldo negativo de CSLL nessa parte (vedação legal). Logo, os débitos de CSLL estimativa, em aberto, não foram utilizados como crédito, nem geram saldo negativo na DIPJ. Ademais, como a compensação Fl. 13DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 14 de ofício, utilizando crédito de saldo negativo de CSLL de períodos anteriores, restou indevida, sem efeito, então, toda essa situação é completamente neutra, não afetou o saldo negativo de CSLL dos anoscalendário 1999 (consumido para compensação no processo administrativo nº 13887.000100/0060 – fls. 393 a 398) e os resultados nas DIPJ dos anos seguintes (o saldo negativo da CSLL de anos anteriores ao anocalendário 1999 restou restabelecido pelo cancelamento da compensação de ofício dos débitos em aberto da CSLL estimativa mensal de 1999, ficando, por conseguinte, não afetado o saldo negativo da CSLL dos anoscalendário 2000, 2001 e 2002 que haviam incorporado tal saldo pelas compensações, em parte, da CSLL estimativa desses respectivos anos, conforme informado nas DIPJ respectivas). Por tudo que foi exposto, voto para DAR provimento ao recurso, reconhecendo o direito creditório da CSLL de R$ 2.428,68 do anocalendário 2001, utilizado pela recorrente na compensação de débito dessa exação fiscal na Declaração de Compensação objeto dos autos. (...) Como demonstrado, o saldo negativo da CSLL do anocalendário 2002, por conseguinte, também não foi afetado, pois toda essa situação exposta anteriormente restou completamente neutra, não afetando o saldo negativo de CSLL dos anoscalendário 1999 a 2002, apurados nas respectivas DIPJ. Vale dizer: a malograda compensação de débitos de CSLL estimativa com 1/3 da Cofins não se completou e sequer foi levada à DIPJ 2000, anocalendário 1999, não gerando saldo negativo de CSLL nessa parte (inexistindo ajustes a serem feitos, nessa parte). Em outras palavras: os débitos de CSLL estimativa, em aberto, não foram utilizados como crédito, nem geraram saldo negativo na DIPJ, conforme demonstrativo de fl. 419. Ademais, como a compensação de ofício, utilizando crédito de saldo negativo de CSLL de períodos anteriores, restou indevida, sem efeito, então, toda essa situação restou completamente neutra, não afetando o saldo negativo de CSLL do anocalendário 1999 (consumido para compensação no processo administrativo n.° 13887.000100/0060) e os resultados nas DIPJ dos anos seguintes (saldo negativo das CSLL dos anoscalendário 2001 e 2002). Por tudo que foi exposto, voto para DAR provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório da CSLL do anocalendário 2002 (saldo negativo original da CSLL de R$ R$ 20.913,96), utilizado nas compensações objeto dos autos. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 14DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13887.000080/200378 Acórdão n.º 180200.868 S1TE02 Fl. 8 15 Fl. 15DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001075/2007-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 08 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed Sep 06 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004, 2005, 2006
RECURSO VOLUNTÁRIO. PEREMPÇÃO.
A interposição do recurso voluntário após o prazo definido no art. 33 do Lei nº 70.235/72 acarreta a sua perempção e o consequente não conhecimento, face à ausência de requisito essencial para a sua admissibilidade.
Numero da decisão: 2402-005.932
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Mário Pereira de Pinho Filho - Presidente
(assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Pereira de Pinho Filho, Ronnie Soares Anderson, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luis Henrique Dias Lima, Theodoro Vicente Agostinho, Maurício Nogueira Righetti, Jamed Abdul Nasser Feitoza e Fernanda Melo Leal.
Nome do relator: RONNIE SOARES ANDERSON
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201708
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004, 2005, 2006 RECURSO VOLUNTÁRIO. PEREMPÇÃO. A interposição do recurso voluntário após o prazo definido no art. 33 do Lei nº 70.235/72 acarreta a sua perempção e o consequente não conhecimento, face à ausência de requisito essencial para a sua admissibilidade.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 06 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 18471.001075/2007-10
anomes_publicacao_s : 201709
conteudo_id_s : 5765852
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 06 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2402-005.932
nome_arquivo_s : Decisao_18471001075200710.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : RONNIE SOARES ANDERSON
nome_arquivo_pdf_s : 18471001075200710_5765852.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Mário Pereira de Pinho Filho - Presidente (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Pereira de Pinho Filho, Ronnie Soares Anderson, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luis Henrique Dias Lima, Theodoro Vicente Agostinho, Maurício Nogueira Righetti, Jamed Abdul Nasser Feitoza e Fernanda Melo Leal.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 08 00:00:00 UTC 2017
id : 6920859
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:05:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049467789246464
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 831; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 204 1 203 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.001075/200710 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402005.932 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 08 de agosto de 2017 Matéria IRPF Recorrente SANDRO ALMEIDA DOMINGUES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004, 2005, 2006 RECURSO VOLUNTÁRIO. PEREMPÇÃO. A interposição do recurso voluntário após o prazo definido no art. 33 do Lei nº 70.235/72 acarreta a sua perempção e o consequente não conhecimento, face à ausência de requisito essencial para a sua admissibilidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 10 75 /2 00 7- 10 Fl. 260DF CARF MF 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Mário Pereira de Pinho Filho Presidente (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Pereira de Pinho Filho, Ronnie Soares Anderson, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luis Henrique Dias Lima, Theodoro Vicente Agostinho, Maurício Nogueira Righetti, Jamed Abdul Nasser Feitoza e Fernanda Melo Leal. Fl. 261DF CARF MF Processo nº 18471.001075/200710 Acórdão n.º 2402005.932 S2C4T2 Fl. 205 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro II (RJ) – DRJ/RJ2, que julgou procedente Auto de Infração de Imposto de Renda de Pessoa Física relativo aos anoscalendário 2003, 2004 e 2005 (fls. 206 e ss), decorrente da constatação das infrações omissão de ganhos de capital obtidos na alienação de bens e direitos adquiridos em reais, e omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada. Apesar de impugnada (fls. 219/224), a exigência foi mantida no julgamento de primeiro grau (fls. 234/239), ensejando a interposição de recurso voluntário em 10/2/2012 (fl. 245), no qual foi arguído que: os depósitos bancários são oriundos de atividades autônomas, impossibilitando a identificação da sua origem; em sede judicial os processos fiscais baseados em depósitos bancários não vêm prosperando; "se a pessoa física mantém contas bancárias e não contabiliza a totalidade das operações, a contabilidade tornase imprestável. Nessa hipótese, a tributação será feita com base no lucro arbitrado não apurado"; "na hipótese de contas em conjunto e declarações de rendimentos em separados, o valor dos rendimentos será imputado mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares", e "diante do exposto o titular da conta é a senhora Miriam da Mata Domingues". Solicita ao final a "procedência da impugnação". É o relatório. Fl. 262DF CARF MF 4 Voto Conselheiro Ronnie Soares Anderson, Relator Impende constatar, de plano, que o contribuinte foi, de modo incontroverso, cientificado do acórdão de primeiro grau em 10/01/2012, consoante atestam os documentos de fls. 241 e 244, começando o prazo de 30 dias previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72 em 11/01/2012, uma quartafeira. A contagem desse prazo evidencia que seu término deuse em 09/02/2012, uma quintafeira. Por sua vez, o recurso voluntário foi interposto tão somente na sextafeira dia 10/02/2012 (fl. 245). Assim, temse manifesta a intempestividade do recurso voluntário, fundamento que impõe o seu não conhecimento. Ante o exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Fl. 263DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10183.906824/2011-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 29 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Thu Aug 10 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 3201-000.907
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Orlando Rutigliani Berri (Suplente convocado), Marcelo Giovani Vieira e Renato Vieira de Ávila (Suplente convocado).
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201706
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 10 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10183.906824/2011-17
anomes_publicacao_s : 201708
conteudo_id_s : 5756512
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 10 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3201-000.907
nome_arquivo_s : Decisao_10183906824201117.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : WINDERLEY MORAIS PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10183906824201117_5756512.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Orlando Rutigliani Berri (Suplente convocado), Marcelo Giovani Vieira e Renato Vieira de Ávila (Suplente convocado).
dt_sessao_tdt : Thu Jun 29 00:00:00 UTC 2017
id : 6884685
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:04:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049467811266560
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1934; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 2 1 1 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10183.906824/201117 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3201000.907 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 29 de junho de 2017 Assunto COMPENSAÇÃO Recorrente RODOBENS MÁQUINAS AGRÍCOLAS S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Orlando Rutigliani Berri (Suplente convocado), Marcelo Giovani Vieira e Renato Vieira de Ávila (Suplente convocado). Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado pelo contribuinte supra identificado em face do acórdão da DRJ Florianópolis/SC que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade manejada para se requerer a reforma do despacho decisório exarado pela repartição de origem. De acordo com o despacho decisório, o crédito informado na Declaração de Compensação já se encontrava integralmente alocado a outro débito do sujeito passivo, decorrendo daí a não homologação da compensação declarada. Na Manifestação de Inconformidade, o contribuinte requereu o reconhecimento do direito à restituição da contribuição recolhida sobre receitas estranhas ao conceito de faturamento, em face da inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em julgamento submetido à sistemática da repercussão geral, cujo teor deve ser reproduzido pelos Conselheiros do CARF, por força do disposto no art. 62A do Regimento Interno do CARF. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 83 .9 06 82 4/ 20 11 -1 7 Fl. 106DF CARF MF Processo nº 10183.906824/201117 Resolução nº 3201000.907 S3C2T1 Fl. 3 2 A decisão da DRJ Florianópolis/SC, denegatória do direito pleiteado, fundamentouse na falta de comprovação da liquidez e certeza do crédito, dada a ausência de retificação tempestiva da DCTF. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, reiterando a existência do crédito tributário postulado e requerendo a integral homologação da compensação declarada, tendose em conta o princípio da verdade material que exige o aprofundamento da investigação dos fatos por parte da Fiscalização, em face do conjunto probatório por ele produzido. É o relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 3201000.905, de 29/06/2017, proferido no julgamento do processo 10530.904837/201156, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 3201000.905): A questão em apreço se resolveria pela aplicação do decidido pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral, conforme ementa a seguir transcrita: "RECURSO. Extraordinário. Tributo. Contribuição social. PIS. COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.9.2006; REs nos 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 15.8.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso improvido. É inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98." (RE 585235 QORG, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO, julgado em 10/09/2008, REPERCUSSÃO GERAL MÉRITO DJe227 DIVULG 27 112008 PUBLIC 28112008 EMENT VOL0234310 PP02009 RTJ VOL0020802 PP00871 ) Temse, então, que o § 1° do art. 3° da Lei 9.718/98 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Como sabido, a aplicação do decidido pela Corte Suprema em sede de repercussão geral é de aplicação obrigatória por parte deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, conforme se depreende da redação do art. do RICARF: "Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. § 1º O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: Fl. 107DF CARF MF Processo nº 10183.906824/201117 Resolução nº 3201000.907 S3C2T1 Fl. 4 3 (...) II que fundamente crédito tributário objeto de: (...) b) Decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal o u do Superior Tribunal de Justiça, em sede de julgamento realizado nos termos dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei n º 13.105, de 2015 Código de Processo Civil, na forma disciplinada pela Administração Tributária; (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016)" A jurisprudência deste colegiado administrativo é pacífica em relação ao tema. Vejamos: "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/09/2001 a 30/09/2001 COFINS. BASE DE CÁLCULO. ART. 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/1998. INCONSTITUCIONALIDADE DE DECLARADA PELO STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DO ART. 62 DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO ENTENDIMENTO. O §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo STF no julgamento do RE nº 346.084/PR e no RE nº 585.235/RG, este último decidido em regime de repercussão geral (CPC, art. 543B). Assim, deve ser aplicado o disposto no art. 62 do Regimento Interno do Carf, o que implica a obrigatoriedade do reconhecimento da inconstitucionalidade do referido dispositivo legal." (Processo 11516.002621/200719; Acórdão 3401003.239; Conselheiro LEONARDO OGASSAWARA DE ARAUJO BRANCO, Sessão de 26/09/2016) Ocorre que, no caso em debate tanto o despacho decisório, quanto a decisão proferida em sede de manifestação de inconformidade informam não estar comprovada a certeza e a liquidez do direito creditório. A decisão, portanto, foi no sentido de que inexiste crédito apto a lastrear o pedido da recorrente. No entanto, entendo como razoável as alegações produzidas pela recorrente aliado aos documentos apresentados nos autos, o que atesta que procurou se desincumbir do seu ônus probatório em atestar a existência dos créditos alegados. A recorrente além das DCTF's apresentou planilha de cálculo, balancete e comprovante de arrecadação referente ao período em apreço e, por fim, juntamente com o seu recurso anexa o LivroRazão. Neste contexto, a teor do que preconiza o art. 373 do diploma processual civil, teve a manifesta intenção de provar o seu direito creditório, sendo que tal procedimento, também está pautado pela boafé. Saliento o fato de assistir razão à recorrente quando alega que a falta de retificação de declaração não tem o condão de tornar devido o que é indevido, sob pena de ofensa aos princípios da legalidade e da verdade material. Fl. 108DF CARF MF Processo nº 10183.906824/201117 Resolução nº 3201000.907 S3C2T1 Fl. 5 4 Neste sentido já decidiu o CARF: "Assunto: Normas de Administração Tributária Anocalendário: 2002 CONEXÃO. IMPOSSIBILIDADE. Os processos referemse a períodos diferentes, o que ocasiona fatos jurídicos tributários diferentes, com a consequente diferenciação no que concerne à produção probatória, impossibilitando a conexão. FALTA DE RETIFICAÇÃO NA DCTF. Ainda que o sujeito passivo não tenha retificado a DCTF, mas demonstre, por meio de prova cabal, a existência de crédito, a referida formalidade não se faz necessária. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Anocalendário: 2002 INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 3º, §1º, DA LEI Nº 9.718/1998. RECONHECIMENTO. Quanto à ampliação da base de cálculo prevista pela Lei nº 9.718/1998, tal fato já foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal em regime de repercussão geral, RE 585235 QORG." (Processo 10280.905801/2011 89; Acórdão 3302003.619; Conselheira SARAH MARIA LINHARES DE ARAÚJO PAES DE SOUZA; Sessão de 21/02/2017) (nosso destaque) Recentemente, em questão similar, em processo relatado pela Conselheira Tatiana Josefovicz Belisário (10830.917695/201111 Resolução 3201000.848), esta Turma por unanimidade de votos, decidiu em converter o julgamento em diligência, conforme a seguir transcrito: "Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora." Do voto da relatora destaco: "Na hipótese dos autos, observase que não houve inércia do contribuinte na apresentação de documentos. O que se verifica é que os documentos inicialmente apresentados em sede de Manifestação de Inconformidade se mostraram insuficientes para que a Autoridade Julgadora determinasse a revisão do crédito tributário. E, imediatamente após tal manifestação, em sede de Recurso Voluntário, foram apresentados novos documentos. Ademais, não se pode olvidar que se está diante de um despacho decisório eletrônico, ou seja, a primeira oportunidade concedida ao contribuinte para a apresentação de documentos comprobatórios do seu direito foi, exatamente, no momento da apresentação da sua Manifestação de Inconformidade. E, foi apenas em sede de acórdão, que tais documentos foram tidos por insuficientes. Sabese quem em autuações fiscais realizadas de maneira ordinária, é, em regra, concedido ao contribuinte diversas oportunidades de apresentação de documentos e esclarecimentos, por meio dos Termos de Intimação emitidos durante o procedimento. Assim, limitar, na autuação eletrônica, a oportunidade de apresentação de documentos à manifestação de inconformidade, aplicando a preclusão relativamente ao Recurso Voluntário, não me parece razoável ou isonômico, além de atentatório aos princípios da ampla defesa e do devido processo legal." Ademais, em casos análogos envolvendo a recorrente, este conselho administrativo nos processos 10530.902899/201123 e Fl. 109DF CARF MF Processo nº 10183.906824/201117 Resolução nº 3201000.907 S3C2T1 Fl. 6 5 10530.902898/201189 decidiu por converter o julgamento em diligência através das Resoluções 3801000.816 e 3801000.815. Assim, entendo que há dúvida razoável no presente processo acerca da liquidez, certeza e exigibilidade do direito creditório, o que justifica a conversão do feito em diligência, não sendo prudente julgar o recurso em prejuízo da recorrente, sem que as questões aventadas sejam dirimidas. Diante do exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência à repartição de origem, para que possa ser apurado e informado, de modo pormenorizado, o valor do débito e do crédito existentes na data de transmissão dos PER/DCOMPs dos processos, bem como a existência do crédito postulado a partir de toda a documentação apresentada pelo contribuinte e outras diligências que possam ser realizadas a critério da autoridade competente, com a elaboração do devido relatório. Deve, ainda, a autoridade administrativa informar se há o direito creditório alegado pela recorrente e se o mesmo é suficiente para a extinção do débito existente tomando por base toda a documentação apresentada pelo contribuinte. Isto posto, deve ser oportunizada à recorrente o conhecimento dos procedimentos efetuados pela repartição fiscal, com abertura de vistas pelo prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período, para que se manifeste nos autos e apresente documentos adicionais, caso entenda necessário, para, na sequência, retornarem os autos a este colegiado para prosseguimento do julgamento. Importante frisar que os documentos juntados pelo contribuinte no processo paradigma, como prova do direito creditório, também foram juntados em cópias nestes autos (planilha, balancete e/ou razão). Dessa forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência no caso do paradigma também a justificam no presente caso. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, decido por converter o julgamento em diligência, para que a Autoridade Preparadora certifique a efetiva existência do crédito postulado, a partir dos documentos apresentados pelo contribuinte e por meio de outras diligências que se mostrarem necessárias, apurando os valores do débito e do crédito existentes na data de transmissão do PER/DCOMP, consignandoos em relatório pormenorizado. Após a realização da diligência, concedase vista ao contribuinte pelo prazo de 30 (trinta dias) para se manifestar acerca das conclusões. Após, retornemse os autos para julgamento. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Fl. 110DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10380.732712/2011-89
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 12 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Oct 17 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício: 2008
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO.
Incorre em omissão a decisão que não integra na parte dispositiva a completa extensão das verbas excluídas do campo de incidência da contribuição previdenciária.
Numero da decisão: 2201-003.870
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos interpostos para, sanando a omissão apontada, alterar a parte dispositiva do acórdão e do voto vencedor, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Carlos Henrique de Oliveira - Presidente
(Assinado digitalmente)
Daniel Melo Mendes Bezerra - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
Nome do relator: DANIEL MELO MENDES BEZERRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201709
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Exercício: 2008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. Incorre em omissão a decisão que não integra na parte dispositiva a completa extensão das verbas excluídas do campo de incidência da contribuição previdenciária.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 17 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10380.732712/2011-89
anomes_publicacao_s : 201710
conteudo_id_s : 5788410
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 17 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2201-003.870
nome_arquivo_s : Decisao_10380732712201189.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : DANIEL MELO MENDES BEZERRA
nome_arquivo_pdf_s : 10380732712201189_5788410.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos interpostos para, sanando a omissão apontada, alterar a parte dispositiva do acórdão e do voto vencedor, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira - Presidente (Assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 12 00:00:00 UTC 2017
id : 6984630
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:07:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049467825946624
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1454; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 2.538 1 2.537 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.732712/201189 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2201003.870 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de setembro de 2017 Matéria Contribuições Sociais Previdenciárias Embargante COMPANHIA ENERGETICA DO CEARA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Exercício: 2008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. Incorre em omissão a decisão que não integra na parte dispositiva a completa extensão das verbas excluídas do campo de incidência da contribuição previdenciária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos interpostos para, sanando a omissão apontada, alterar a parte dispositiva do acórdão e do voto vencedor, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira Presidente (Assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 73 27 12 /2 01 1- 89 Fl. 1052DF CARF MF Processo nº 10380.732712/201189 Acórdão n.º 2201003.870 S2C2T1 Fl. 2.539 2 Relatório Cientificada do Acórdão n° 2201003.333, proferido em 20/09/2016, em 20/02/2017, conforme Termo de Abertura de Documento de fl. 1029 e opôs, em 22/02/2017, portanto, tempestivamente, os Embargos de Declaração de fls. 1032/1039, com fundamento no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 343/2015. Em seu instrumento de Embargos alega a suplicante que o aresto proferido incorre em omissão, relativamente à exclusão do campo de incidência da contribuição previdenciária os valores pagos pela empresa a título de assistência odontológica. Assim, pugna o seguinte pedido, verbis: conhecer dos presentes declaratórios e dar provimento com efeitos infringentes, suprindo a omissão quanto à exclusão, também, dos pagamento a título de assistência odontológica com base da contribuição previdenciária, conforme verdades minuciosamente supramencionadas, que devem ser abordadas minuciosamente pelo julgador, sob pena de nulidade absoluta por cerceamento à ampla defesa e ao contraditório; com o provimento dos declaratórios, com efeitos infringentes, reconhecer que o Auto de Infração é insubsistente ao tomar por base valores despendidos com assistência médica e odontológica, de modo que a Embargante deve ser exonerada in totum do crédito tributário erroneamente atribuído contra ela no presente feito. O despacho de admissibilidade dos presentes emabrgos restou assim consignado: Pois bem, analisando detidamente o Recurso Voluntário, verificase que a Embargante se insurge à fl. 863 contra a incidência da contribuição previdenciária paga pela empresa a título de assistência médica e odontológica de seus dirigentes. Constatase ainda que o Relatório do acórdão embargado à fl. 974 também faz referência ao pedido da Contribuinte, relativamente à exclusão da contribuição previdenciária sobre a assistência médica e odontológica disponibilizadas aos dirigentes. Por sua vez, o voto vencedor à fl. 999 deu provimento ao recurso para "excluir do campo de incidência da contribuição previdenciária os valores pagos pela empresa a título de plano de saúde/assistência médica". Com efeito, verificase que a parte dispositiva do julgado consignou o seguinte "Por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir os valores pagos a título de assistência médica aos dirigentes". Pelo que se vê, houve de fato omissão no voto vencedor, relativamente à incidência da contribuição previdenciária paga pela empresa a título de assistência odontológica. Fl. 1053DF CARF MF Processo nº 10380.732712/201189 Acórdão n.º 2201003.870 S2C2T1 Fl. 2.540 3 Ante a todo o exposto, acolho os Embargos Declaratórios, opostos pela Contribuinte. É o relatório. Voto Daniel Melo Mendes Bezerra, Conselheiro Relator Os embargos merecem conhecimento, uma vez que preenchem os requisitos necessários à sua oposição. Da análise dos autos, verificase que há na parte dispositiva do acórdão embargado, omissão em relação à exclusão do campo de incidência da contribuição previdenciária no tocante ao plano odontológico. A pretensão da recorrente foi contra a incidência da contribuição previdenciária paga pela empresa a título de assistência médica e odontológica de seus dirigentes. A fundamentação do voto vencedor, por sua vez, mencionou apenas plano de saúde/assistência médica. A acusação fiscal mencionou os dois planos, médico e odontológico. Inferese do teor da fundamentação recorrida que não há razão para tratamento diferenciado entre as duas espécies, razão pela qual é forçoso concluir que deveria ter constado na parte dispositiva da decisão a menção ao plano odontológico. Assim, reconheço a existência de omissão na decisão recorrida. Conclusão Diante de todo o exposto, voto por conhecer e acolher os embargos, para, sanando a omissão verificada, declarar que o plano odontológico fornecido pela empresa está fora do campo de incidência da contribuição previdenciária, integrando a parte dispositiva do acórdão e do voto vencedor, que passarão a ter a seguinte redação, respectivamente: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar arguida e no mérito, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir os valores incidentes sobre as notas fiscais/faturas de serviços prestados por cooperativas de trabalhos. Por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir os valores pagos a título de assistência médica e odontológica aos dirigentes. Vencidos os Conselheiros Carlos Henrique de Oliveira, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Relator), Denny Medeiros da Silveira (Suplente convocado). Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Daniel Melo Mendes Bezerra. Diante do exposto, Voto por dar provimento parcial ao Recurso Voluntário para excluir do campo de incidência da contribuição previdenciária os valores pagos pela empresa a título de plano de saúde/despesa médica e odontológica. Fl. 1054DF CARF MF Processo nº 10380.732712/201189 Acórdão n.º 2201003.870 S2C2T1 Fl. 2.541 4 (Assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra Relator Fl. 1055DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16561.720077/2012-26
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 26 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Aug 07 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Importação - II
Período de apuração: 01/08/2007 a 31/12/2007
ROYALTIES. CONDIÇÃO DE VENDA. ALCANCE. VALOR ADUANEIRO. INCLUSÃO.
A expressão "condição de venda", no AVA/GATT (Artigo 8o, 1, "c"), para a finalidade de acréscimo dos royalties ou licenças ou, ainda, direitos de licenças ao valor aduaneiro, exige a vinculação direta entre o pagamento destes valores e a realização da operação de importação, o que não se verifica quando tais pagamentos se atrelam a contratos de transferência de tecnologia, pois nesses casos, representam condição para fabricação dos produtos no país de importação e sua ausência implica rescisão do contrato e óbice à utilização dos conhecimentos técnicos obtidos, não, porém, vedação às importações.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 3401-003.894
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário apresentado, vencida a Conselheira Mara Cristina Sifuentes, tendo os Conselheiros Fenelon Moscoso de Almeida e Rosaldo Trevisan acompanhado o relator pelas conclusões, por entenderem ser deficiente a autuação em matéria probatória e de fundamentação.
Rosaldo Trevisan - Presidente
Robson José Bayerl - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan, Robson José Bayerl, Augusto Fiel Jorge D'Oliveira, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Tiago Guerra Machado e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco.
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201707
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Importação - II Período de apuração: 01/08/2007 a 31/12/2007 ROYALTIES. CONDIÇÃO DE VENDA. ALCANCE. VALOR ADUANEIRO. INCLUSÃO. A expressão "condição de venda", no AVA/GATT (Artigo 8o, 1, "c"), para a finalidade de acréscimo dos royalties ou licenças ou, ainda, direitos de licenças ao valor aduaneiro, exige a vinculação direta entre o pagamento destes valores e a realização da operação de importação, o que não se verifica quando tais pagamentos se atrelam a contratos de transferência de tecnologia, pois nesses casos, representam condição para fabricação dos produtos no país de importação e sua ausência implica rescisão do contrato e óbice à utilização dos conhecimentos técnicos obtidos, não, porém, vedação às importações. Recurso voluntário provido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 07 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 16561.720077/2012-26
anomes_publicacao_s : 201708
conteudo_id_s : 5753507
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 07 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3401-003.894
nome_arquivo_s : Decisao_16561720077201226.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : ROBSON JOSE BAYERL
nome_arquivo_pdf_s : 16561720077201226_5753507.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário apresentado, vencida a Conselheira Mara Cristina Sifuentes, tendo os Conselheiros Fenelon Moscoso de Almeida e Rosaldo Trevisan acompanhado o relator pelas conclusões, por entenderem ser deficiente a autuação em matéria probatória e de fundamentação. Rosaldo Trevisan - Presidente Robson José Bayerl - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan, Robson José Bayerl, Augusto Fiel Jorge D'Oliveira, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Tiago Guerra Machado e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 26 00:00:00 UTC 2017
id : 6877939
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:04:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049467829092352
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1722; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 2.529 1 2.528 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16561.720077/201226 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401003.894 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26 de julho de 2017 Matéria II, IPI, PIS/PASEPIMPORTAÇÃO E COFINSIMPORTAÇÃO Recorrente PIRELLI PNEUS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Período de apuração: 01/08/2007 a 31/12/2007 ROYALTIES. CONDIÇÃO DE VENDA. ALCANCE. VALOR ADUANEIRO. INCLUSÃO. A expressão "condição de venda", no AVA/GATT (Artigo 8o, 1, "c"), para a finalidade de acréscimo dos royalties ou licenças ou, ainda, direitos de licenças ao valor aduaneiro, exige a vinculação direta entre o pagamento destes valores e a realização da operação de importação, o que não se verifica quando tais pagamentos se atrelam a contratos de transferência de tecnologia, pois nesses casos, representam condição para fabricação dos produtos no país de importação e sua ausência implica rescisão do contrato e óbice à utilização dos conhecimentos técnicos obtidos, não, porém, vedação às importações. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário apresentado, vencida a Conselheira Mara Cristina Sifuentes, tendo os Conselheiros Fenelon Moscoso de Almeida e Rosaldo Trevisan acompanhado o relator pelas conclusões, por entenderem ser deficiente a autuação em matéria probatória e de fundamentação. Rosaldo Trevisan Presidente Robson José Bayerl Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 56 1. 72 00 77 /2 01 2- 26Fl. 5568DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan, Robson José Bayerl, Augusto Fiel Jorge D'Oliveira, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Tiago Guerra Machado e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco. Relatório Tratase de lançamento para exigência de Imposto de Importação (II), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição ao Programa de Integração Social (PIS – Importação) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS – Importação), referentes ao período agosto/2007 a dezembro/2010, devido à não inclusão dos royalties pagos no valor aduaneiro dos insumos importados. Além dos tributos, exige também a multa prevista no art. 84 da Medida Provisória nº 2.15835/2001 c/c o art69, § 1 da Lei nº 10.833/03. Segundo o Relatório Fiscal, por força de cláusula contratual, o contribuinte apurou e remeteu royalties, relativos à transferência de tecnologia, diretamente associados aos insumos importados, fornecidos por sociedade componente do mesmo grupo econômico, destinatária das verbas em comento, sem que estes valores fossem agregados ao valor aduaneiro dessas mercadorias. Esclareceu, ainda, a forma de cálculo utilizada, ante ausência de apuração individualizada por parte da autuada: “(...),esta fiscalização adotou os percentuais tidos como quantidades médias de insumos que compõem os produtos negociados, bem como as importações em seus percentuais ponderados, ambos os dados informados pela Contribuinte. A metodologia empregada fundamentouse no critério de rateio do valor apurado pela fiscalização, que corresponde à parcela dos royalties relacionada com as matériasprimas importadas de vinculadas dos produtos objeto do contrato em análise. Os valores de ajuste ao valor aduaneiro, apresentados abaixo, foram calculados tomando por base o valor da mercadoria no local de embarque (FOB em Reais) de todas as importações de vinculadas registradas por período de apuração, respeitados os percentuais indicados pela Contribuinte como insumos relacionados, sendo este denominado de ‘VMLEperíodo/vinculadas’ e o valor da mercadoria no local de embarque de cada adição, também respeitados os percentuais indicados como insumos relacionados, correspondendo ao ‘VMLEadição’. A equação a seguir foi utilizada para a determinação do valor de ajuste: Valor do Ajuste = (VMLEadição / VMLEperíodo/vinculadas) x Royalties Proporcionais.” (destaques no original) Em impugnação, o contribuinte discorreu sobre os métodos de valoração aduaneira e aduziu que a sua aplicação deve seguir a ordem seqüencial da comparação com transações de i) produtos i.1) idênticos ou i.2) similares, ii) preços de revenda, iii) valor Fl. 5569DF CARF MF Processo nº 16561.720077/201226 Acórdão n.º 3401003.894 S3C4T1 Fl. 2.530 3 agregado ao processo produtivo no Brasil e iv) arbitramento dos preços; que a fiscalização teria adotado o método do valor de transação; que a lei brasileira definiu royalties no art. 22, “c” da Lei nº 4.506/64; que o art. 8º, § 1º, “c” do Acordo de Valoração Aduaneiro – AVA, internalizado pelo art. 12, II da IN SRF 327/03, prevê que os royalties só integram o valor aduaneiro como condição de venda das mercadorias importadoras; que, nos termos das notas explicativas do AVA, a expressão “condição de venda” atrela a existência do negócio jurídico a uma imposição do fornecedor; que o simples fato do beneficiário dos royalties ser o fornecedor da mercadoria importada não é suficiente para caracterizar a condição de venda; que houve equívoco da fiscalização ao interpretar o art. 8º do AVA, vinculando a condição de venda à comercialização dos produtos no mercado brasileiro, sendo que este condicionamento deve vincular a operação de importação; que as importações de insumos (em sua maior parte, borracha natural) obedecem às cotações internacionais, incidindo os royalties sobre os produtos finais e não sobre aqueles; que o insumo poderia ser adquirido de qualquer fornecedor e ainda assim seriam devidos os royalties; que os contratos de compras de insumos e de transferência de tecnologia são independentes; que a Opinião Consultiva 4.9, emitida pelo Comitê de Valoração Aduaneira, ampararia a sua pretensão de não incluir os royalties no valor aduaneiro dos insumos importados; que os preços das transações equivalem àqueles comumente aplicados nos mercados interno e externo; que os contratos de transferência de tecnologia, devidamente registrados no Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI, não mencionam qualquer dever de aquisição exclusiva de insumos da beneficiária dos royalties; que aludidos valores somente devem ser acrescidos ao valor aduaneiro nos casos de importação para revenda, mas não para os casos de matériasprimas; que, sendo a borracha natural uma commodity e conseqüentemente cotada em mercado internacional, não haveria que se falar em uma parcela “intangível” a ser remunerada por royalty; que, ainda que se entenda cabível a inclusão dos royalties no valor aduaneiro, os cálculos realizados pela fiscalização não seriam objetivos, violando o parágrafo 3, artigo 8, da Nota Interpretativa do Acordo de Valoração Aduaneira; que, dada a impossibilidade de se mensurar o valor aduaneiro a partir dos dados disponíveis, não caberia a aplicação do primeiro método, mas sim pelo método do art. 2º do AVA; que suas operações estão em consonância com os critérios adotados pela RFB; que não houve qualquer prejuízo ao Fisco, a partir do exame da carga tributária incidente sobre as operações; que, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, teria se verificado a decadência dos fatos geradores ocorridos entre 01/07/2007 a 29/07/2007; e, por fim, que é descabida a aplicação multa prevista no art. 84 da MP 2.15835/2001 c/c arts. 69 e 81, IV da Lei nº 10.833/03, correspondente a 1% (um por cento), pela falta de informação necessária à determinação de procedimentos de controle. A DRJ São Paulo/SP manteve integralmente a autuação: VALOR ADUANEIRO. CONDIÇÃO DE VENDA. ROYALTIES. Método do valor de transação. Ao preço efetivamente pago ou a pagar deve ser acrescentado o valor dos royalties relacionados às mercadorias, que o comprador deva pagar, direta ou indiretamente, como condição de venda. MULTA DE 1% SOBRE O VALOR ADUANEIRO O importador que omitir ou prestar de forma inexata ou incompleta informação de natureza administrativotributária, cambial ou comercial necessária à determinação do procedimento de controle aduaneiro apropriado, relativamente à mercadoria importada, incorre na multa 1% sobre o seu valor aduaneiro, de acordo com o artigo 84, inciso I, da MP nº Fl. 5570DF CARF MF 4 2.158, de 2001, c/c artigo 69, §§ 1º e 2º, inciso III, e 81, inciso IV, da Lei nº 10.833, de 2003. O recurso voluntário ratificou a argumentação exposta na peça inaugural, frisando a inexistência de relação de interdependência entre a importação das mercadorias e os royalties pagos; que a falta de pagamento destes valores não implica rescisão contratual ou de proibição de fabricação e venda das mercadorias acobertadas pelas licenças de uso de tecnologia e de marcas; que a borracha natural é uma commodity, não havendo que se falar em royalty pela remuneração de parcelas “intangíveis”; que o cálculo dos valores imputáveis às importações não atende a critérios objetivos; e, que é inaplicável a multa pela falta de informação necessária à determinação dos procedimentos de controle aduaneiro. É o relatório. Voto O recurso voluntário preenche os requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido. A questão que ora se apresenta a debate reside na inclusão, ou não, dos royalties pagos, pela transferência de tecnologia, conhecimentos técnicos e experiência na fabricação de pneumáticos, no valor aduaneiro dos insumos importados pelo recorrente, predominantemente borracha natural, adquiridos do beneficiário dos royalties. No caso, a exportadora das matériasprimas, e também destinatária das verbas de royalties, é a pessoa jurídica PIRELLI TYRE S.P.A., que detém a quase integralidade das quotas de capital da recorrente, PIRELLI PNEUS LTDA. A fiscalização entendeu que o pagamento dos royalties está intrinsecamente vinculado aos produtos importados, uma vez que sua incorporação ao processo produtivo (fabricação de pneus), somente ocorreria em função dos conhecimentos técnicos transferidos da sociedade concedente, o que caracterizaria “condição de venda” prevista no Acordo de Valoração Aduaneira – AVA, a exigir sua inclusão no valor aduaneiro. A decisão recorrida trilhou o mesmo caminho, como se extrai da seguinte passagem: “Destaquese, também que a própria Impugnante cita, em sua impugnação, que a autuação tem por objeto, predominantemente, o insumo ‘Borracha natural’e, como visto no contrato acima transcrito, a CONCEDENTE desenvolveu, durante anos, tecnologia, dados e informações, incluindo informações técnicas especiais sob a forma de desenhos e projetos de produtos, formulações dos compostos de borracha, tendo, a RECEPTORA manifestado o desejo de beneficiarse da valiosa tecnologia. (...) Ora, se a concedente, Pirelli Tyre S.P.A. dedicase a pesquisa desenvolvimento, fabricação e comercialização de pneus, se desenvolveu tecnologia, dados e informações, formulações dos compostos de borracha, fica evidente, nos termos do contrato acima transcrito que os royalties estão diretamente relacionados aos insumos importados das vinculadas os quais só puderam integrar o processo produtivo nas condições estabelecidas, graças Fl. 5571DF CARF MF Processo nº 16561.720077/201226 Acórdão n.º 3401003.894 S3C4T1 Fl. 2.531 5 ao fornecimento de conhecimentos técnicos – inclusive confidenciais – e especificações de matériasprimas, como entendeu a fiscalização. Quando uma empresa, detentora do ‘conhecimento tecnológico’, in casu, transfere knowhow, a título oneroso para outra empresa, está efetivamente transferindo tecnologia de sua propriedade, seja a título de ‘royalties’ ou ‘direito de licença’, portanto a assistência técnica prestada pela detentora da patente visa garantir que os bens produzidos e vendidos, cujos processos de fabricação e utilização se encontram protegidos, tenham a necessária qualidade, resguardando à sua proprietária a confiança depositada por seus parceiros comerciais. Sendo de interesse da Pirelli Tyre S.P.A., capacitar a adquirente (Pirelli Pneus S.A.) de todas as informações técnicas para a fabricação e comercialização de pneus, deve o valor pago (assistência técnica/Knowhow) ser agregado às mercadorias importadas, na forma de Ajuste do Artigo 8, 1, ‘c’ do AVAGATT.” (destaques no original) Já o recorrente centrou sua defesa na afirmação que a importação de insumos não guardaria qualquer condicionamento com o pagamento dos royalties, que é devido pela utilização da tecnologia desenvolvida para a fabricação dos produtos que comercializa no mercado nacional. O tema não é novo nesse colegiado, que sobre ele já se debruçou, quando do julgamento do PA 10880.735489/201191, Acórdão nº 3401003.194, de 19/07/2016, cujo voto vencedor, de relatoria do Cons. Rosaldo Trevisan, acompanhado pela maioria de seus componentes, assim pontuou: “Por certo que a expressão ‘valor aduaneiro’ não pode significar, no Brasil, algo diferente do que significa nos demais países signatários do GATT, e membros da OMC, sob pena de tornar inócuo o acordo internacional uniformizador, e de ser o país acionado perante o Órgão de Solução de Controvérsias de tal organização. Aliás, a incorporação da expressão ‘valor aduaneiro’ ao texto constitucional brasileiro (art. 149, § 2o, II, "a"), pela Emenda Constitucional no 33/2001, obviamente se fez com a acepção que já estava consagrada internacionalmente. Assim, o conteúdo da expressão ‘valor aduaneiro’ e dos elementos que o compõem deve ser buscado na legislação internacional, mormente no Acordo de valoração Aduaneira (AVA), somente se prestando a legislação nacional a complementar o AVA naqueles temas em que o acordo prevê faculdades às partes (v.g., o Artigo 8o, 2). O próprio AVA define a quase totalidade dos termos e expressões que emprega, para evitar tratamento desigual pelos países signatários. E o tema sobre o qual estamos a tratar é disciplinado no Artigo 8o, 1, "c" do AVA: ‘1. Na determinação do valor aduaneiro, segundo as disposições do Artigo 1, deverão ser acrescentados ao preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias importadas: (...) Fl. 5572DF CARF MF 6 (c) royalties e direitos de licença relacionados com as mercadorias objeto de valoração que o comprador deve pagar, direta ou indiretamente, como condição de venda dessas mercadorias, na medida em que tais royalties e direitos de licença não estejam incluídos no preço efetivamente pago ou a pagar; (...)’ (grifo nosso) Além de definir os termos e expressões que utiliza, o AVA estabelece ‘princípios’ que norteiam a aplicação de todo o Acordo, em sua Introdução Geral: ‘Introdução Geral – 1. A base primeira para a valoração aduaneira, em conformidade com este Acordo, é o valor de transação...”; “Os membros, ...desejando elaborar normas para sua aplicação com vistas a assegurar maior uniformidade e precisão na sua implementação; reconhecendo a necessidade de um sistema equitativo, uniforme e neutro para a valoração de mercadorias para fins aduaneiros, que exclua a utilização de valores aduaneiros arbitrários ou fictícios; reconhecendo que a base de valoração de mercadorias para fins aduaneiros deve ser tanto quanto possível o valor de transação das mercadorias a serem valoradas; reconhecendo que o valor aduaneiro deve basearse em critérios simples e equitativos condizentes com as práticas comerciais e que os procedimentos de valoração devem ser de aplicação geral, sem distinção entre fontes de suprimento; reconhecendo que os procedimentos de valoração não devem ser utilizados para combater o dumping; acordam...’ (grifos nossos). No corpo do acordo podem ainda ser apontados outros ‘princípios’, como o da leal concorrência, derivado do artigo 1o, pelo qual o valor aduaneiro deve ter como base um preço representativo de uma operação normal, não afetada por vínculos entre vendedor e comprador; o da compatibilização entre o sigilo das informações de caráter confidencial fornecidas pelo importador e a publicidade das regras e critérios utilizados para valoração aduaneira, previstos, respectivamente, nos artigos 10 e 12 do AVA/GATT, e o do direito de informação, previsto no artigo 16 do acordo, por meio do qual o importador tem direito de receber, por escrito, após solicitação, uma explicação da Aduana sobre como foi determinado o valor aduaneiro das mercadorias por ele importadas. 1 Ademais, no Anexo I do AVA figuram as Notas Interpretativas do acordo, que o integram, conforme artigo 14, contendo explicações e 1 Sobre os “princípios” do AVAGATT, remetase a: Julio Carlos LASCANO, El Valor en Aduana de las Mercaderías Importadas, 2. ed., Buenos Aires: Osmar Buyatti, 2007, p. 6788; e Principios y métodos de valoración aduaneira, in Germán PARDO CARRERO (org.), El Derecho Aduanero en el siglo XXI, Colômbia: Legis, 2009, p. 459463; Daniel ZOLEZZI, denominandoos de “propósitos”, Valor en Aduana (Código Universal de la OMC), Buenos Aires: La Ley, 2003, p. 1418; Marcelo Pimentel de CARVALHO, Valor Aduaneiro: Princípios, Métodos e Fraude, São Paulo: Aduaneiras, 2007, p. 9496; Antenori TREVISAN NETO, Aplicação do Acordo sobre Valoração Aduaneira no Brasil, São Paulo: Aduaneiras, 2010, p. 8291; e Heleno Taveira TÔRRES, Base de Cálculo do Imposto de Importação e o Acordo de Valoração Aduaneira, in TÔRRES (coord.), Comércio Internacional e Tributação, São Paulo: Quartier Latin, 2005, p. 239244. Fl. 5573DF CARF MF Processo nº 16561.720077/201226 Acórdão n.º 3401003.894 S3C4T1 Fl. 2.532 7 exemplos para facilitar sua aplicação. O Anexo II detalha disposições sobre o Comitê Técnico de Valoração Aduaneira (CTVA, ou ‘Comitê de Valoração de Bruxelas’), sob os auspícios do CCA/OMA, com a finalidade de conseguir, no nível técnico, uniformidade, na interpretação e aplicação do acordo, podendo, o CTVA, emitir Opiniões Consultivas, Comentários e Notas Explicativas. Tal comitê foi criado pelo artigo 18 do AVAGATT. Compreendido o Acordo em visão sistêmica, há que se entender que os royalties e direitos de licença, qualquer que seja a denominação que lhes dê a legislação nacional (direitos, taxas, gravames, cânones...), devem ser acrescentados ao preço pago ou a pagar, para fins de valoração aduaneira, caso devam ser pagos pelo comprador, direta ou indiretamente, e constituam uma condição de venda das mercadorias. E a interpretação do que seja uma condição de venda, por óbvio, não pode ser tão simples a ponto de que seja necessário que conste literalmente de contrato entre as partes, individualizadamente. Como assevera Daniel ZOLEZZI, referência mundial no tema da valoração aduaneira (delegado junto ao CTVA de 1981 a 1989, e presidente do referido comitê, de 1989 a 1991), comentando o que entendem por "condição de venda" Glashoff e Shermann, Por nuestra parte, creemos que en la realidad de los negocios las condiciones no se presentan de un modo tan ostensible. Compartimos el criterio de Glashoff y Sherman quienes sostienen que la expresión "condición de venta" no tiene un significado único y claro que permita aplicarla automáticamente a los distintos casos de la vida mercantil. Dicen que en sentido amplio podría ser entendida como la imposibilidad de separar el pago del canon de la venta de las mercancías importadas. Avanzando un paso más, sostienen que el pago de un canon o de un derecho de licencia es ‘siempre una condición de venta si, de no mediar el pago de ese canon o derecho de licencia, los bienes no se hubieran vendido, o no se hubieran vendido al precio acordado’. Afirman que la cuestión no se rige tanto por los términos contractuales, como por un examen de las alternativas que pueda tener el importador. Concluyen que el núceleo de la cuestión está en determinar si el vendedor hubiera vendido lo tangilble al precio convenido, de no haber adquirido el comprador lo intangible, es decir, el derecho a usar o comerciar la propiedad intelectual por la que se paga el canon. Compartimos su parecer. Por lo general, las ventas internacionales son contratos escuetos, sin cláusulas minuciosas. La ‘condición de venta’ debe buscarse en la interdependencia entre la compra de lo tangible y el derecho a usar o comercializar lo intangible. Lo más usual Fl. 5574DF CARF MF 8 es que el contrato de venta y el de licencia se concierten por separado, sin que importe en cuál de ellos se celebró primero. Frecuentemente, los importadores que compran mercancías relacionadas con un contrato de licencia, lo hacen a lo largo de un tiempo prolongado.2 Julio Carlos LASCANO, outro reconhecido especialista internacional em matéria de valoração aduaneira, apresenta a visão do Comitê do Código Aduaneiro Europeu sobre o tema: De acuerdo con el Comité del Código Aduanero europeo, el problema que se plantea no es otro que el de saber si el vendedor está dispuesto a vender las mercancías sin que se abone un canon o un derecho de licencia (TAXUD/800/2002ES, Comentario n. 3, 12).3 No Brasil, Marcelo Pimentel de CARVALHO, em um dos raros estudos específicos nacionais sobre valoração aduaneira, revela, remetendo a Santiago Ibánez Marsilla, que ‘a mera existência de contrato de royalties separado e seu cálculo mediante fórmulas que não guardam conexão direta com a quantidade de mercadorias importadas não impede, por si só, que os royalties sejam considerados 'condição de venda'.4 É exatamente na linha contemplada pela doutrina especializada, buscando identificar se seria possível a venda sem o cumprimento do contrato referente aos royalties e direitos de licença, que a fiscalização entende haver ‘condição de venda’, como se depreende do Relatório de Auditoria Fiscal: ‘Assim, a venda das mercadorias valoradas é condicionada pelo contrato de royalties e direitos de licença estabelecido entre Alpargatas S/A e The Timberland Company. Em outras palavras, a importação das mercadorias valoradas deve atender aos termos e condições estipulados no contrato de royalties e direitos de licença, sem os quais ela não pode ser efetivada.’ ‘Assim, a venda das mercadorias valoradas é condicionada pelo contrato de royalties e direitos de licença estabelecido entre Alpargatas S/A e Mizuno USA, Inc.. Em outras palavras, a importação das mercadorias valoradas deve atender aos termos e condições estipulados no contrato de royalties e direitos de licença, sem os quais ela não pode ser efetivada.’ O contrato (ou os contratos) pode(m), em verdade, espelhar mais de uma obrigação em um mesmo instrumento. Exemplifiquese, já remetendo ao caso concreto que aqui se analisa. Um importador que adquira mercadorias sujeitas a royalties e direitos de licença (qualquer que seja a denominação que lhes dê eventual contrato 2 Valor en Aduana (Código Universal de la OMC), Buenos Aires: La Ley, 2003, p. 166. 3 El Valor en Aduana de las Mercaderías Importadas, 2. ed., Buenos Aires: Osmar Buyatti, 2007, p. 234. 4 Valor Aduaneiro: Princípios, Métodos e Fraude, São Paulo: Aduaneiras, 2007, p. 157. Fl. 5575DF CARF MF Processo nº 16561.720077/201226 Acórdão n.º 3401003.894 S3C4T1 Fl. 2.533 9 firmado entre tal importador e o detentor dos direitos da marca da mercadoria transacionada, direta ou indiretamente), e fabrique, no país, mercadorias sujeitas aos mesmos royalties e direitos de licença, poderia celebrar, v.g., um ou dois instrumentos jurídicos para a realização do negócio. Celebrando dois instrumentos jurídicos, um relativo à avença para importar, e outro para fabricar, seriam poucas as dúvidas de que os montantes referentes à importação deveriam ser acrescidos ao preço efetivamente pago ou a pagar, para fins de valoração aduaneira nas importações, e que os montantes relativos à permissão de fabricação, no país, não comporiam o valor aduaneiro, por sequer serem relacionados às importações. No entanto, celebrando um instrumento único, relativo a ambas as operações, poderseia ensejar o entendimento de que a operação, por não ser relacionada unicamente à venda de mercadorias importadas, fugiria à regra estabelecida no Artigo 8o, 1, "c" do AVA, levando à não inclusão de qualquer parcela no valor aduaneiro, para fins de composição da base de cálculo do imposto de importação. Tal entendimento, contudo, não está em consonância com a leitura sistemática do AVA, que tem por objetivo a uniformização internacional da base de cálculo do imposto de importação considerando todos os valores que forem pagos ao exterior em função da importação, esteja ela ou não consubstanciada em um instrumento jurídico que a mescle com outras operações. E não está, também, em harmonia com o sistema ‘equitativo, uniforme e neutro’ que se pretende com o AVA, pois imporia montantes diferenciados de base de cálculo a situações materialmente idênticas, mas formalmente consubstanciadas em instrumentos jurídicos distintos. E, quanto ao termo ‘distribuir’, ou ao contrato de distribuição, que poderia constar de um terceiro instrumento jurídico, ou agregarse ao instrumento único, ZOLEZZI esclarece: La Nota Interpretativa al artículo 8 también disponde que ‘los pagos que efectúe el comprador por el derecho de distribución o reventa de las mercancías importadas no se añadirán al precio realmente pagado o por pagar, cuando no constituyan una condición de venta de dichas mercanncías para su exportación al país de importación’. Qiere decir que los derechos de distribución integran el valor de transacción, cuando constituyen una condición de venta de dichas mercancías. La doctrina no ha escatimado críticas a ese pasaje del Acuerdo. Herrera Ydáñez Goizueta Sánchez expresan: ‘Verdaderamente no comprendemos el alcanze de esta disposición, puesto que, como ya se estabelece en el propio apartado 1.c0 del artículo 8, todos los pagos a los que se refiere el citado precepto tienen que verificarse como consición de venta de las mercancías que se valoran, para Fl. 5576DF CARF MF 10 que su importe pueda añadirse al precio realmente pagado o por pagar. Por tanto, la referencia de la nota a la condición de venta nos parece absolutamente superflua’ (...). A su vez, Glashoff y Sherman sostienen que el precepto es sorprendente, puesto que generalmente un importador aspira a revender las mercancías importadas y tiene derecho a hacerlo (...). Citan un caso resuelto por la aduana de los Estados unidos, en que se decidió que el pago fijo anual que un importador abona a un vendedor, por el privilegio de convertirse en distribuidor exclusivo de sus mercancías, no integra el valor en aduana de las mismas cuando el pago de ese derecho es opcional y no una obligación impuesta por el vendedor. (...) De todos modos, las observaciones que hacen Glashoff y Sherman quedan en pie: es casi imposible que un derecho de distribución no se pague como condición de venta de las mercancías importadas. El resultado práctico de aplicar esta disposición podría conducir a que lo que se anuncia como regla general la exclusión del valor de transacción de los derechos de distribucción o reventa reconozca tantas excepciones que su contenido resulte inocuo.5 No mesmo sentido, LASCANO observa, sobre a dispensa de inclusão no valor aduaneiro dos direitos de distribuição, caso não constituam condição de venda, que Esta dispensa del ajuste en el caso de los derechos de distribución no dejó de causar cierta perplejidad a los especialistas, desde que generalmente todo importador que compra mercaderías busca y recibe el derecho de revenderlas. En la búsqueda de casos a los que pudiera aplicarse este criterio se sugirió que el pago de una regalía o derecho de licencia especial por el derecho de distribución no es una condición de venta de las mercancías cuando están destinadas, al tiempo de su importación, al uso exclusivo del importador (p.e., equipamiento de planta, materias primas, parte para ensamblado, etc.) y después de la importación el importador adquiere los derechos de distribución contra el pago de una regalía. En la medida en que la venta de las mercaderías es anterior al contrato de licencia, las regalías establecidas en este último no son una condición de venta de las mercaderías.6 Assim, percebese que a argumentação da recorrente, e a externada no precedente inicial colacionado no voto do relator (Acórdão no 3302 003.126), sobre a amplitude de termos e expressões constantes do AVA, nacionalmente lidos, buscando nos contratos apresentados disposições que textualmente reconheçam a existência de condição de venda, não guarda correspondência com o teor do acordo nem com a doutrina especializada. 5 Valor en Aduana (Código Universal de la OMC), Buenos Aires: La Ley, 2003, p. 171172 6 El Valor en Aduana de las Mercaderías Importadas, 2. ed., Buenos Aires: Osmar Buyatti, 2007, p. 256. Fl. 5577DF CARF MF Processo nº 16561.720077/201226 Acórdão n.º 3401003.894 S3C4T1 Fl. 2.534 11 E, para que não fiquemos somente na doutrina especializada sobre a matéria, há que se recordar ainda que o CTVA, em diversas ocasiões, já se pronunciou sobre o assunto, em Opiniões Consultivas. Isso foi bem percebido no segundo precedente colacionado no voto do relator (Acórdão no 3102001.601), que, apesar do apropriado ponto de partida, relacionando os textos em língua portuguesa (na tradução efetuada no Anexo da Instrução Normativa SRF no 318/2003) das Opiniões Consultivas 4.1 a 4.13, acaba por invocar como precedente uma Opinião Consultiva do CTVA que pouco tem de coincidente com o caso que se analisa: a Opinião Consultiva 4.13. Recordese o questionamento que ensejou a Opinião Consultiva 4.13, invocada no referido precedente, deixa claro que, ao contrário do que entendeu aquele colegiado administrativo, não se está a tratar de ‘... operação bastante semelhante a descrita para as operações da recorrente’: ‘O importador I adquire sacolas esportivas do fabricante estrangeiro M, assim como de outros fornecedores. O importador I, o fabricante M e os outros fornecedores não são vinculados. Por outro lado, o importador I é vinculado à firma C que detém o direito de uma marca registrada. Segundo os termos de um contrato entre I e C, este transfere àquele o direito de uso da marca registrada contra um pagamento a título de royalty. O importador I fornece ao fabricante M e aos outros fornecedores etiquetas que contêm a marca registrada e são afixadas nas sacolas esportivas antes da importação. O royalty guarda relação com as mercadorias objeto de valoração ? O pagamento efetuado por I a C deve ser considerado como uma condição da venda entre M e I e entre I e os outros fornecedores?’ Não é preciso muito esforço para perceber que o caso de fornecimento de etiquetas para aposição em sacolas, usado como análogo no precedente administrativo, está longe de guardar semelhança com as operações descritas nestes autos como compras de produtos das Marcas "Timberland" e "Mizuno". Ademais, registrese a abalizada opinião de ZOLEZZI, com exemplos de Direito Comparado, sobre a Opinião Consultiva 4.13: Nuestra opinión: En ambos instrumentos, el Comité Técnico concluye que el pago del canon no integra el valor de transacción, fundándose en el hecho de que los contratos de compra y de licencia son distintos, punto de vista que no compartimos. La Corte Federal de Canadá en ‘Reebok’ y la Corte de Apelaciones de Nueva Zelandia en ‘Adidas’ en casos en los que los hechos eran similares a los aquí enunciados dispusieron que el importe del canon se añadiera al precio realmente pagado o por pagar, aunque los Fl. 5578DF CARF MF 12 contratos de compra y de licencia fueran distintos. Volvamos a Glashoff y Sherman y preguntémonos si lo tangible se hibiera comprado de no mediar la compra de lo intangible. La respuesta es sencilla: ni los calzados ni los artículos deposrtivos se hubieran adquirido de no mediar los respectivos contratos de licencia.7 Não há nenhuma opinião consultiva que trate de caso exatamente igual ao mencionado nos autos, mas caberia aqui referirmos, também como caso análogo, e não idêntico, a Opinião Consultiva 4.11, no qual o questionamento efetuado ao Comitê era, a nosso ver, menos distante da realidade fática dos autos: ‘O fabricante M de vestimentas esportivas e o importador I são ambos vinculados à matriz C, que possui os direitos de uma marca registrada afixada nessas vestimentas. O contrato de venda entre M e I não prevê o pagamento de royalty. Entretanto, I é obrigado a pagar um royalty a C, em virtude de um acordo distinto com este celebrado, para a obtenção do direito de uso da marca registrada afixada nas vestimentas que I adquiriu de M. O pagamento do royalty constitui uma condição de venda e está relacionado com os artigos de vestuário esportivos importados?’ Para tal questionamento, a resposta do CTVA foi no sentido de que: ‘O contrato de venda entre M e I, cobrindo as mercadorias objeto da marca registrada, não contém cláusula que imponha expressamente o pagamento de um royalty. Entretanto, o pagamento em questão é uma condição de venda, uma vez que I é obrigado a pagar o royalty à matriz em razão da compra das mercadorias. I não está autorizado a utilizar a marca registrada sem o pagamento do royalty. A inexistência de contrato escrito com a matriz não anula a obrigação que I tem de efetuar o pagamento por ela exigido. Pelas razões expostas, o pagamento pelo direito de uso da marca referese às mercadorias objeto de valoração e a quantia correspondente deve ser acrescida ao preço efetivamente pago ou a pagar’. ZOLEZZI, mesmo reconhecendo que a Opinião Consultiva 4.11 parte de questionamento mal formulado, registra seu entendimento sobre a matéria: Nuestra opinión: El caso es interesante, por varios motivos. La obligación de pagar el canon no figura en el contrato de venta, se trata de un pago indirecto y además el comprador y el vendedor están vinculados con el titular de la licencia. El problema de los cánones suele entrelazarse con el de la vinculación. (...) Con todo, el relato de los hechos es algo confuso. Cuando el párrafo 1 del instrumento dice que el importador y el 7 Valor en Aduana (Código Universal de la OMC), Buenos Aires: La Ley, 2003, p. 182183. Fl. 5579DF CARF MF Processo nº 16561.720077/201226 Acórdão n.º 3401003.894 S3C4T1 Fl. 2.535 13 titular de la licencia tienen un "acuerdo celebrado por separado", todo indica que es un acuerdo escrito. Sin embargo, el párrafo 2 dice "que no existe un contrato escrito". De todos modos, la solución sería la misma.8” (destaques no original) Naqueles autos, estavase diante de previsão de pagamento de royalties pelo direito de uso, fabricação e distribuição exclusivos de marca em território brasileiro, alcançando a tributação a importação de produtos acabados. Já neste processo, os royalties correspondem à transferência de tecnologia para fabricação de pneumáticos, referindose a importação, por outro lado, aos insumos utilizados nesse processo fabril, principalmente, borracha natural. É certo que o recorrente é o titular do uso da marca PIRELLI no país, bem assim, que é condição sine qua nom para utilização dos conhecimentos tecnológicos transferidos o pagamento dos royalties contratualmente previstos. Contudo, não vislumbro a vinculação direta entre o pagamento dos valores em tela e a importação das matériasprimas, mesmo que realizadas as aquisições de empresas afiliadas ao Grupo Pirelli. Cumpre ressaltar que o próprio recorrente admite a possibilidade de acréscimos de parcelas desta natureza quando a importação envolve produtos acabados destinados a revenda, onde haveria um custo relativo à tecnologia incorporada na fabricação dessas mercadorias, o que, todavia, não ocorre na produção de matériasprimas, a exemplo da borracha natural, que é uma commodity. Os contratos juntados aos autos (uso de marcas e patentes e de transferência de tecnologia), por sua vez, efls. 86/139, não obrigam textualmente que os materiais importados sejam necessariamente adquiridos de qualquer empresa do Grupo Pirelli. A fiscalização, por seu turno, asseverou que a cláusula 1.3 do contrato de transferência de tecnologia imporia a “interferência dos controladores do Grupo empresarial nas aquisições de insumos”, ao estabelecer a especificação de matériasprimas, qualificação de fornecedores, etc. A cláusula em comento, entretanto, tem por função definir a expressão “conhecimentos técnicos”, para a finalidade contratual, que é justamente a transferência dessa tecnologia, dentre eles figurando a qualidade e especificações de matériaprima e a avaliação e qualificação dos fornecedores, de maneira que tal previsão, antes de uma interferência do fornecedor junto ao adquirente, corresponde ao próprio objeto contratual. Ou seja, as definições e especificações de matériaprima, bem assim, a qualificação dos fornecedores decorrem da observância do contrato, não configurando uma imposição do fornecedor para o adquirente, no caso, o recorrente, mas, ao inverso, uma obrigação do fornecedor para com o adquirente. Outrossim, o fato do concedente dedicarse à pesquisa, desenvolvimento, fabricação e comercialização de pneumáticos e câmaras de ar, com transferência da tecnologia adquirida do recorrente, não conduz à conclusão que essas atividades estejam diretamente 8 Valor en Aduana (Código Universal de la OMC), Buenos Aires: La Ley, 2003, p. 179. Fl. 5580DF CARF MF 14 relacionadas à importação, em si, das matériasprimas, especialmente a borracha natural, para a finalidade de atrelar o pagamento dos royalties a essas operações. A meu sentir, pela leitura do contrato de transferência de tecnologia, os valores de royalties são devidos pelo fornecimento de tecnologia, conhecimentos técnicos e experiência para a fabricação, utilização e venda de pneus, não guardando ligação direta com a importação de insumos, como exige o art. 8º, 1, “c” do AVA, consoante o qual, na determinação do valor aduaneiro, deverão ser acrescentados ao preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias importadas os royalties e direitos de licença relacionados com as mercadorias objeto de valoração que o comprador deve pagar, direta ou indiretamente, como condição de venda dessas mercadorias. Como já explanado, no caso vertente, esses valores não representam qualquer condição de venda dos insumos importados, mas resultam, isso sim, da utilização da tecnologia transferida, de modo que, não pagos os royalties, o contrato é passível de rescisão e o recorrente não mais disporá do direito de uso da tecnologia, todavia, não haverá qualquer obstáculo à continuidade da importação de insumos, ao passo que não há nos autos contrato de exclusividade de fornecimento de matériaprima. Tanto assim que a remuneração contratualmente estabelecida corresponde à diferença entre o preço bruto faturado pela venda das mercadorias produzidas e valor pago pela compra de matériasprimas e componentes, de modo que o próprio contrato prevê a exclusão dos produtos importados. Em situação fática assemelhada o Comitê Técnico de Valoração Aduaneira, através da Opinião Consultiva 4.9, citada pelo contribuinte, adotou esta mesma inferência, verbis: “OPINIÃO CONSULTIVA 4.9 ROYALTIES E DIREITOS DE LICENÇA SEGUNDO O ARTIGO 8.1 c) DO ACORDO 1. Um acordo é concluído entre o fabricante/titular de uma marca registrada de determinadas preparações para uso veterinário e uma firma de importação. Nos termos desse contrato, o fabricante concede ao importador o direito exclusivo de fabricar, utilizar e vender no país de importação as "preparações licenciadas". Essas preparações licenciadas, que contêm cortisona importada na forma adequada para uso veterinário, são fabricadas a partir de cortisona a granel fornecida ao importador pelo fabricante ou em nome deste. A cortisona é um agente anti inflamatório comum não patenteado, disponível a partir de diferentes fabricantes e um dos principais ingredientes das preparações licenciadas. O fabricante concede também ao importador uma licença que a este confere o direito exclusivo de explorar a marca registrada relativamente à fabricação e venda das preparações licenciadas no país de importação. Nos termos das disposições financeiras do contrato, o importador deve pagar ao fabricante um royalty da ordem de 8 % sobre as primeiras 2 milhões de unidades monetárias (u.m.) de vendas líquidas das preparações Fl. 5581DF CARF MF Processo nº 16561.720077/201226 Acórdão n.º 3401003.894 S3C4T1 Fl. 2.536 15 licenciadas realizadas em um ano civil, e 9 % sobre as subseqüentes 2 milhões de unidades monetárias de vendas líquidas das preparações licenciadas no mesmo ano civil. Prevêse, igualmente, um royalty mínimo de 100.000 u.m. por ano. Em diversas circunstâncias especificadas no contrato, ambas as partes podem converter os direitos exclusivos do importador em não exclusivos, cujo royalty mínimo seria reduzido em 25 % ou , em alguns casos, em 50 %. Os royalties calculados em função do volume de vendas podem ser igualmente reduzidos sob determinadas condições. Enfim, os royalties baseados nas vendas das preparações licenciadas devem ser pagos dentro dos 60 dias subseqüentes ao término de cada trimestre do ano civil. 2. O Comitê Técnico de Valoração Aduaneira emitiu a seguinte opinião: O royalty remunera o direito de fabricar as preparações licenciadas que contenham o produto importado e, eventualmente, o direito de utilizar a marca registrada da preparação licenciada. O produto importado é um agente antiinflamatório comum não patenteado. A utilização da marca registrada, portanto, não está vinculada às mercadorias objeto de valoração. O pagamento do royalty não constitui uma condição da venda para exportação das mercadorias importadas, porém uma condição para fabricar e vender as preparações licenciadas no país de importação. Em conseqüência, não há que acrescer esse pagamento ao preço efetivamente pago ou a pagar.” Aplicado o mesmo raciocínio à situação sub examine, temse que o pagamento do royalty não constitui uma condição de venda da exportação das matérias primas, mormente borracha natural, mas uma exigência para utilização da tecnologia transferida pela concedente para a fabricação e comercialização de pneus no território brasileiro e, da mesma forma, não deve ser acrescido ao valor aduaneiro daquelas. Como noticiado em recurso, esse mesmo posicionamento foi acolhido pela 2ª Turma Ordinária/4ª Câmara/3ª SEJUL/CARF/MF, em processo do mesmo contribuinte, através do Acórdão 3402.002.444, julgado em 19/08/2014, assim ementado: “REVISÃO ADUANEIRA. VALOR ADUANEIRO. AJUSTES. INCLUSÃO. ROYALTIES. USO DE MARCA E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA. CONDIÇÃO DE VENDA. PRESSUPOSTOS. A expressão ‘condição de venda’ utilizada no art. 8.1.c. do AVA, se refere a ‘condição’ que só pode ser (direta ou indiretamente) imposta pelo vendedor exportador das mercadorias importadas quando este também seja o titular dos royalties e direitos de licença, hipótese em que o valor dos royalties e direitos de licença, por se relacionar com as mercadorias objeto da compra e venda internacional, pode em tese consubstanciar “condição de Fl. 5582DF CARF MF 16 venda”, eis que se adiciona ao valor total devido pelo o comprador importador ao vendedorexportador, e à final se reverte direta ou indiretamente ao vendedorexportador, ainda que pago a terceiro. Assim, é indevida a pretensão fiscal de inclusão dos royalties na base de cálculo dos tributos incidentes sobre a importação, quando o titularbeneficiário dos royalties não for o vendedorexportador da transação internacional ou quando o valor dos royalties não compuser o valor devido pelo comprador importador ao vendedorexportador.” Concernente à pretensa inconsistência dos cálculos, uma vez acolhida a improcedência do mérito da autuação, resta prejudica o exame específico dessa questão. Em face de todo o acima exposto, voto por dar provimento ao recurso. Robson José Bayerl Fl. 5583DF CARF MF Processo nº 16561.720077/201226 Acórdão n.º 3401003.894 S3C4T1 Fl. 2.537 17 Fl. 5584DF CARF MF 18 Fl. 5585DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10783.900027/2008-53
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Sep 12 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Fri Sep 29 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1995
RECURSO ESPECIAL. SÚMULA CARF 91. PRAZO PARA RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. 10 ANOS. SÚMULA CARF 91. ARTIGO
Nos termos de decisão Plenária do STF e da Súmula CARF 91, o prazo para compensação é de 10 anos quanto às declarações de compensação apresentadas antes de 9 de junho de 2005. Recurso especial não conhecido, nos termos do artigo 67, §12, incisos II e III, do RICARF (Portaria MF nº 343/2015).
Numero da decisão: 9101-003.072
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial, com retorno dos autos à Unidade de Origem, para verificar a procedência do direito creditório do contribuinte, conforme acórdão do colegiado de origem. Julgado dia 12/09/2017, no período da tarde.
(assinado digitalmente)
Adriana Gomes Rego -Presidente em exercício.
(assinado digitalmente)
Cristiane Silva Costa - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: André Mendes de Moura, Cristiane Silva Costa, Leonardo de Andrade Couto (suplente convocado), Luís Flávio Neto, Rafael Vidal de Araújo, Daniele Souto Rodrigues Amadio, Gerson Macedo Guerra e Adriana Gomes Rego (Presidente em exercício).
Nome do relator: CRISTIANE SILVA COSTA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201709
camara_s : 1ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1995 RECURSO ESPECIAL. SÚMULA CARF 91. PRAZO PARA RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. 10 ANOS. SÚMULA CARF 91. ARTIGO Nos termos de decisão Plenária do STF e da Súmula CARF 91, o prazo para compensação é de 10 anos quanto às declarações de compensação apresentadas antes de 9 de junho de 2005. Recurso especial não conhecido, nos termos do artigo 67, §12, incisos II e III, do RICARF (Portaria MF nº 343/2015).
turma_s : 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 29 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10783.900027/2008-53
anomes_publicacao_s : 201709
conteudo_id_s : 5779172
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 29 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 9101-003.072
nome_arquivo_s : Decisao_10783900027200853.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : CRISTIANE SILVA COSTA
nome_arquivo_pdf_s : 10783900027200853_5779172.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial, com retorno dos autos à Unidade de Origem, para verificar a procedência do direito creditório do contribuinte, conforme acórdão do colegiado de origem. Julgado dia 12/09/2017, no período da tarde. (assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego -Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Cristiane Silva Costa - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: André Mendes de Moura, Cristiane Silva Costa, Leonardo de Andrade Couto (suplente convocado), Luís Flávio Neto, Rafael Vidal de Araújo, Daniele Souto Rodrigues Amadio, Gerson Macedo Guerra e Adriana Gomes Rego (Presidente em exercício).
dt_sessao_tdt : Tue Sep 12 00:00:00 UTC 2017
id : 6959285
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:06:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049467839578112
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1382; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT1 Fl. 203 1 202 CSRFT1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10783.900027/200853 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9101003.072 – 1ª Turma Sessão de 12 de setembro de 2017 Matéria IRPJ Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado VIAÇÃO ÁGUIA BRANCA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1995 RECURSO ESPECIAL. SÚMULA CARF 91. PRAZO PARA RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. 10 ANOS. SÚMULA CARF 91. ARTIGO Nos termos de decisão Plenária do STF e da Súmula CARF 91, o prazo para compensação é de 10 anos quanto às declarações de compensação apresentadas antes de 9 de junho de 2005. Recurso especial não conhecido, nos termos do artigo 67, §12, incisos II e III, do RICARF (Portaria MF nº 343/2015). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial, com retorno dos autos à Unidade de Origem, para verificar a procedência do direito creditório do contribuinte, conforme acórdão do colegiado de origem. Julgado dia 12/09/2017, no período da tarde. (assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Cristiane Silva Costa Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 78 3. 90 00 27 /2 00 8- 53 Fl. 203DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: André Mendes de Moura, Cristiane Silva Costa, Leonardo de Andrade Couto (suplente convocado), Luís Flávio Neto, Rafael Vidal de Araújo, Daniele Souto Rodrigues Amadio, Gerson Macedo Guerra e Adriana Gomes Rego (Presidente em exercício). Relatório Tratase de processo originado pela apresentação de Pedido de Compensação (Per/Dcomp) de crédito de saldo negativo de CSLL do ano de 1998 (fls. 2 e 276), apresentado em 17/09/2004 A Delegacia da Receita Federal não homologou a compensação, pelas razões seguintes (fls. 13): Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, constatouse que na data de transmissão do PER/DCOMP com demonstrativos de crédito já estava extinto o direito de utilização do saldo negativo em virgude do decurso do prazo de cinco anos entre a data da transmissão do PER/DCOMP e a data de apuração do saldo negativo. Data de apuração do saldo negativo: 31/12/1998 Data de transmissão do Per/DCOMP com demonstrativos do crédito: 17/09/2004 (...) Após a apresentação de manifestação de inconformidade (fls. 2/12), a Delegacia da Receita Federal de julgamento no Rio de Janeiro manteve a decisão da DRF (fls. 47). O acórdão restou assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1998 SALDO NEGATIVO DE CSLL. APURAÇÃO ANUAL. COMPENSAÇÃO. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL PRAZO QUINQUENAL. 0 saldo negativo de CSLL, na hipótese de apuração anual, pode ser objeto de restituição ou compensação no decurso de prazo de cinco anos, contados a partir do mês de janeiro do ano calendário subsequente ao do encerramento do período de apuração. O contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 54), que foi parcialmente acolhido pela 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da Primeira Seção, em acórdão assim ementado: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1998 SALDOS NEGATIVOS DE RECOLHIMENTO DO IRPJ E CSLL. PRAZO PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO E PARA EFETUAR VERIFICAÇÕES Fl. 204DF CARF MF Processo nº 10783.900027/200853 Acórdão n.º 9101003.072 CSRFT1 Fl. 204 3 FISCAIS. O prazo para pleitear a restituição do saldo negativo de IRPJ ou CSLL, acumulado, devidamente apurado, escriturado e declarado ao Fisco, é de 5 anos contados do período que a contribuinte ficar impossibilitada de aproveitar esses créditos, mormente pela mudança de modalidade de apuração dos tributos ou pelo encerramento de atividades. De igual forma, a administração tributária conta também com 5 anos para verificar a correção dos valores pleiteados, estando a contribuinte obrigada a manter a escrituração e comprovantes e boa guarda, em observância ao artigo 264 do RIR/2009 Recurso Voluntário Provido em Parte. Os autos foram encaminhados à Procuradoria em 18/11/2011 (fls. 102), que interpôs recurso especial em 07/02/2011 (fls. 625), por divergência na interpretação da lei tributária a respeito do prazo para repetição de indébito na forma dos artigos 165 e 168, do Código Tributário Nacional. Indica como paradigmas os acórdãos nº 10709123, no qual se decidiu que “o direito de postular a restituição do saldo negativo do CSLL referente ao ano calendário de 1994 teve seu dies a quo no dia 01/01/1995, e dies ad quem no dia 31/12/99” e 10322042, constando desta decisão que “O prazo decadencial de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 168, inciso I, do Código Tributário Nacional, no caso de restituição de saldos negativos de Imposto de Renda a Pagar e de Contribuição Social a Pagar, informados na Declaração de Rendimentos – IRPJ, relativa a períodos de apuração encerrados a partir de janeiro de 1992, tem seu termo de início na data da ocorrência do fato gerador do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido”. A Procuradoria ainda menciona a previsão do artigo 3º, da Lei Complementar nº 118/2005. O recurso especial foi admitido pela então Presidente da 4ª Câmara da 1ª Seção deste Conselho, conforme despacho às fls. 112/114, do qual se extrai: A divergência é patente: no acórdão recorrido entendeuse que o prazo decadencial de 5 anos para pleitear a restituição do saldo negativo de IRPJ e CSLL, começa a fluir a partir do momento em que o contribuinte ficar impossibilitado de aproveitar esses créditos, mormente nos casos de mudança de forma de apuração do tributo ou de encerramento de atividade. Por seu turno, no paradigma, a decisão foi no sentido de considerar como termo inicial para contagem deste mesmo prazo decadencial, o momento do pagamento antecipado. Por tais razões, neste juízo de cognição sumária, concluise pela caracterização das divergências de interpretação suscitada. (...) O contribuinte foi intimado em 10/02/2014, apresentando contrarrazões em 24/02/2014, nas quais requer, no mérito, a de manutenção do acórdão recorrido com a negativa de provimento ao recurso especial fazendário. Sustenta que o prazo prescricional é de 10 anos, nos termos de dispositivos do CTN, como também a natureza modificativa do artigo 3º da LC 118/2005, como reconhecido no recurso extraordinário nº 566.121, pelo E. Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Fl. 205DF CARF MF 4 Voto Conselheira Cristiane Silva Costa, Relatora O recurso especial da Procuradoria da Fazenda Nacional é tempestivo, tendo sido demonstrada a divergência na interpretação da lei tributária. De toda forma, não conheço do recurso especial, conforme razões a seguir. A Procuradoria sustenta a contrariedade do acórdão recorrido ao artigo 168, I, do Código Tributário Nacional, que dispõe: Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; Para julgamento da matéria, sobreleva considerar a previsão dos artigos 3º e 4º, da Lei Complementar nº 118/2005, que prescrevem: Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. Art. 4o Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3o, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional. Ao assim dispor, o citado artigo 4º tinha por finalidade atribuir eficácia retroativa à inovação veiculada pelo artigo 3º. Com efeito, o artigo 106, do Código Tributário Nacional é nos seguintes termos: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; O Supremo Tribunal Federal decidiu em sessão do Pleno, aplicando a sistemática do artigo 5453B, do Código de Processo Civil, que: DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Fl. 206DF CARF MF Processo nº 10783.900027/200853 Acórdão n.º 9101003.072 CSRFT1 Fl. 205 5 Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. (Tribunal Pleno, Recurso Extraordinário nº 566.621, DJe 10/10/2011, Rel. Ministra Ellen Gracie) Os Conselheiros deste Conselho Administrativos de Recursos Fiscais devem reproduzir as decisões do Supremo Tribunal Federal, tomadas com fundamento no artigo 543 B, do antigo CPC/1973, na forma do artigo 62, §2º, do atual RICARF (Portaria MF nº 343/2015), verbis: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Fl. 207DF CARF MF 6 § 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Ressaltese, ainda, que a inconstitucionalidade da segunda parte do artigo 4º, da Lei Complementar nº 118/06 pode ser proclamada por este Colegiado em observância ao próprio RICARF (Portaria MF nº 343/2015), termos do artigo 62, §1º, I e II, alínea b: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. § 1º O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; II que fundamente crédito tributário objeto de: b) Decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, em sede de julgamento realizado nos termos dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 Código de Processo Civil, na forma disciplinada pela Administração Tributária; O citado dispositivo regimental encontra fundamento no artigo 26A, do Decreto nº 70.235/1972: Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) (...) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Pois bem. Diante disso, entendo necessário adotar o entendimento do STF no julgamento acima, que reconheceu: (i) que a LC 118/2005 não é interpretativa, tendo alterado o prazo para restituição de indébito de 10 anos (contados do fato gerador), para 5 anos (do pagamento indevido). (ii) a segunda parte do artigo 4º, da Lei Complementar nº 118/05, é inconstitucional; Fl. 208DF CARF MF Processo nº 10783.900027/200853 Acórdão n.º 9101003.072 CSRFT1 Fl. 206 7 (iii) o novo prazo para restituição de indébito (5 anos) só seria aplicável às ações ajuizadas a partir de 9/06/2005. Cumpre destacar, ainda, que o CARF aprovou Enunciado de Súmula em sentido similar, dispondo que: Súmula CARF nº 91: Ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplicase o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador. No caso destes autos, a Turma a quo deu provimento parcial ao recurso voluntário do contribuinte para assegurar o direito à compensação de saldo negativo de 1998 quanto às compensações realizadas em 2004. Nesse sentido, destaco trecho do acórdão recorrido: Versa o presente processo de reconhecimento de direito creditório relativo ao anocalendário de 1998 e homologação de pedidos de compensação. Consoante relatado, verificase que, tanto a DRF quando a DRJ entenderam que o prazo para pleitear o direito creditório seria de 5 anos da apuração. Este Colegiado tem manifestado entendimento diverso quanto ao tema em questão, prazo para pleitear o reconhecimento de direito creditório relativo ao Saldo Negativo de Recolhimentos do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (SNRIRPJ) e Contribuicao Social sobre o Lucro Liquido (SNRCSLL). Citesse nesse sentido o Acórdão no. 140200604 de 30/06/2011, cuja ementa e voto condutor, da lavra do ilustre conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, elucidam Ementa SALDOS NEGATIVOS DE RECOLHIMENTO DO IRPJ E CSLL. PRAZO PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO E PARA EFETUAR VERIFICAÇÕES FISCAIS. O prazo para pleitear a restituição do saldo negativo de IRPJ ou CSLL, acumulado, devidamente apurado, escriturado e declarado ao Fisco, é de 5 anos contados do período que a contribuinte ficar impossibilitada de aproveitar esses créditos, mormente pela mudança de modalidade de apuração dos tributos ou pelo encerramento de atividades. De igual forma, a administração tributária conta também com 5 anos para verificar a correção dos valores pleiteados, estando a contribuinte obrigada a manter a escrituração e comprovantes e boa guarda, em observância ao artigo 264 do RIR/2009. (...) (...) Pelo exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, para afastar o decurso de prazo para aproveitamento do direito creditório relativo ao SNRCSLL do anocalendário de Fl. 209DF CARF MF 8 1998, determinandose o retorno dos autos à DRF de origem para verificar sua procedência e disponibilidade, bem como apreciar a DCOMP pleiteada com o aludido crédito. O recurso especial da Procuradoria não se coaduna com o entendimento do Pleno do Supremo Tribunal Federal, conforme acórdão acima colacionado, como tampouco com a Súmula 91 do CARF. Diante disso, voto por não conhecer o recurso especial da Procuradoria, nos termos do atual RICARF (Portaria MF nº 343/2015): Art. 67. Compete à CSRF, por suas turmas, julgar recurso especial interposto contra decisão que der à legislação tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra câmara, turma de câmara, turma especial ou a própria CSRF. (...) § 12. Não servirá como paradigma o acórdão que, na data da análise da admissibilidade do recurso especial, contrariar: (...) II decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, em sede de julgamento realizado nos termos dos arts. 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 Código de Processo Civil; e III Súmula ou Resolução do Pleno do CARF. Em sentido similar, decidiu esta Turma da CSRF no acórdão nº 9101002.980 (processo administrativo nº 11831.002884/200160). Por tais razões, não conheço o recurso especial da Procuradoria da Fazenda Nacional, mantendo o acórdão recorrido. O processo deve retornar à unidade de origem para verificar a procedência do direito creditório do contribuinte, conforme acórdão da Turma a quo. (assinado digitalmente) Cristiane Silva Costa Fl. 210DF CARF MF
score : 1.0
