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Numero do processo: 10680.722550/2010-13
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 16 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon Mar 28 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006
GFIP. INFORMAÇÕES INCORRETAS OU OMISSAS.
Constitui infração apresentar a empresa GFIP com informações incorretas ou omissas.
CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE LANÇAMENTO FISCAL. INOCORRÊNCIA.
Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade do Auto de Infração.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-004.101
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONHECER do Recurso Voluntário e, no mérito, NEGAR-LHE PROVIMENTO, nos termos do relatório e voto. Ausente momentaneamente a Conselheira LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA.
André Luis Marsico Lombardi - Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros André Luís Mársico Lombardi (Presidente), Luciana Matos Pereira Barbosa (Vice-Presidente), Carlos Alexandre Tortato, Cleberson Alex Friess, Theodoro Vicente Agostinho, Rayd Santana Ferreira, Carlos Henrique de Oliveira e Arlindo da Costa e Silva.
Nome do relator: ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
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CFL 78 Recorrente PRES SERVICE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 GFIP. INFORMAÇÕES INCORRETAS OU OMISSAS. Constitui infração apresentar a empresa GFIP com informações incorretas ou omissas. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE LANÇAMENTO FISCAL. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade do Auto de Infração. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONHECER do Recurso Voluntário e, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO, nos termos do relatório e voto. Ausente momentaneamente a Conselheira LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA. André Luis Marsico Lombardi Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros André Luís Mársico Lombardi (Presidente), Luciana Matos Pereira Barbosa (VicePresidente), Carlos Alexandre Tortato, Cleberson Alex Friess, Theodoro Vicente Agostinho, Rayd Santana Ferreira, Carlos Henrique de Oliveira e Arlindo da Costa e Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 25 50 /2 01 0- 13 Fl. 63DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 20/ 03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a impugnação da recorrente, mantendo o crédito tributário lançado. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 18/08/2010 (fls. 01 e 02). Adotamos trechos do relatório do acórdão do órgão a quo (fls. 45/50), que bem resumem o quanto consta dos autos: “[...] Tratase de crédito lançado pela fiscalização contra PRES SERVICE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA, CNPJ 65.149.379/000141, no montante de R$6.000,00 (Seis mil reais), relativo ao período de apuração compreendido entre 01/01/2006 a 31/12/2006. De acordo com o relatório fiscal da infração e da multa aplicada, fls. 05/06, o contribuinte apresentou diversas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social – GFIP com informações omissas e/ou incorretas em diversos campos relacionados ou não a fatos geradores de contribuições previdenciárias, a seguir discriminados: a) competências 02/06, 09/06 a 12/06: por erro na utilização da GFIP retificadora, muitos segurados foram omitidos da declaração; b) competências 01/06 a 12/06: preenchimento incorreto dos campos “retenção sobre nota fiscal/fatura” e “saláriofamília”. Segundo a autoridade lançadora, a conduta do contribuinte constituiu infração ao artigo 32A, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Medida Provisória nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09. Informa que os elementos de prova foram juntados no processo 10680.722545/201001. Quanto à aplicação da multa, registra que a Medida Provisória nº 449/08 trouxe significativas alterações na legislação previdenciária e que o item “K” do relatório fiscal do processo 10680.722545/201001 explicita a situação. Assinala que a presente multa foi aplicada retroativamente por ser mais benéfica ao contribuinte, em respeito ao disposto no artigo 106, II, “c”, do Código Tributário Nacional. Informa que os Anexos XVI e XVII do processo 10680.722545/201001 detalham a multa aplicada, enquanto o Anexo XVIII compara a multa empregada com aquela aplicável na legislação anterior. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 20/ 03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI Processo nº 10680.722550/201013 Acórdão n.º 2401004.101 S2C4T1 Fl. 3 3 Esclarece que nas competências 02/06, 09/06 a 12/06, face à impossibilidade de se identificar individualmente os segurados em que houve recolhimentos sem a devida declaração em GFIP, como informado pela empresa em resposta ao termo de intimação fiscal nº 02, adotouse em cada competência a multa mínima de R$500,00. O contribuinte foi cientificado do presente lançamento em 18 de agosto de 2010, conforme assinatura aposta no Auto de Infração, fls. 02. O contribuinte apresentou defesa em 15/09/2010, fls. 37/41, alegando, em síntese, que: Preliminar a impugnação é tempestiva; Direito ocorreu bis in idem, pois já houve a imposição de multa no auto de infração nº 37.264.6824; é inconstitucional a lavratura do presente auto de infração; cita decisão judicial; requer o reconhecimento da nulidade por cerceamento de defesa; [...]” Como afirmado, a impugnação apresentada pela recorrente foi julgada improcedente, tendo a recorrente apresentado, tempestivamente, o recurso voluntário, no qual efetua as alegações da peça de impugnação. É o relatório. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 20/ 03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI 4 Voto Conselheiro André Luís Mársico Lombardi, Relator Recurso tempestivo. Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso interposto. A Recorrente alega que não consta no lançamento fiscal a necessária e adequada descrição dos fatos e motivação da autuação, existindo dúvidas quanto ao lançamento, o qual, diante de tais irregularidades, deve ser declarado nulo. Tal alegação não será acatada, pois os elementos probatórios que compõem os autos são suficientes para a perfeita compreensão do fato gerador, que é o descumprimento de obrigação tributária acessória, conforme ficou nitidamente demonstrado no Relatório Fiscal da Infração (fls. 05/07), nos seguintes termos: “[...] RELATÓRIO FISCAL DA INFRAÇÃO: O presente AL C Infração AI, Código de Fundamentação Legal CFL 78, foi lavrado contra a empresa acima identifica, uma vez que a mesma apresentou diversas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social GFIP com informações omissas e/ou incorretas em diversos campos relaciona ou não a fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme demonstrado a seguir , o que constitui infração ao artigo Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32A, "caput", na redação dada pela MP n° 449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27.05.2009, e respeitado o disposto no art. 106, inciso II, alínea "c", da Lei n° 5.172, de 25/10/1966 CTN. Constatouse a existência de recolhimentos de contribuições previdenciárias , anteriores ao início do procedimento fiscal, em valores superiores aos declarados em GFIP. Tal situação ocorreu nas competências 02/2006 e 09/2006 a 12/2006 e deveu se à retificação incorreta da GFIP por parte da empresa, que informou nessas competências apenas poucos segurados, quando deveria ter declarado novamente todos os segurados constantes de suas folhas de pagamento, e não apenas aqueles para os quais pretendia corrigir as informações erradas ou omitidas em GFIP enviadas anteriormente. Com essa conduta omitiu das GFIPs muitos segurados em cada uma das competências citadas. A empresa também errou ao preencher os campos "RETENÇÃO SOBRE NOTA FISCAL /FATURA", nas competências 01/2006 a 12/2006, e também o campo "SALÁRIOFAMILIA" das competências 02/2006, 05/2006 e 07/2006, como demonstrado no ANEXO XVI do AutodeInfração DEBCAD 37.264.6824, COMPROT 10680.722.545/201001, processo administrativo fiscal Principal ao qual este encontrase apensado. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 20/ 03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI Processo nº 10680.722550/201013 Acórdão n.º 2401004.101 S2C4T1 Fl. 4 5 Registrese que elementos de prova (telas do sistema GFIPWEB, extraída do banco de dados da Previdência Social ) foram anexados ao processo administrativofiscal Principal Autode Infração DEBCAD 37.264.6824, COMPROT 10680.722.545/201001. [...]” Verificase ainda que o lançamento fiscal ora analisado atende aos pressupostos essenciais para sua lavratura, contendo de forma clara os elementos necessários para a sua configuração e caracterização. Com isso, não há que se falar em vícios no lançamento fiscal, eis que estão estabelecidos de forma transparente nos autos (fls. 01/40) todos os seus requisitos legais, conforme preconizam o art. 142 do CTN e o art. 10 do Decreto 70.235/1972, tais como: local e data da lavratura; caracterização da ocorrência da situação fática da obrigação tributária (fato gerador); determinação da matéria tributável; montante da multa aplicada; identificação do sujeito passivo; determinação da exigência tributária e intimação para cumprila ou impugnála no prazo de 30 dias; disposição legal infringida e aplicação das penalidades cabíveis; dentre outros. Lei 5.172/1966 – Código Tributário Nacional (CTN): Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Nesse mesmo sentido dispõe o art. 10 do Decreto 70.235/1972: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Além disso – no Termo de Início de Procedimento Fiscal (TIPF), fls. 08/09 –, consta a documentação utilizada para caracterizar e concretizar a hipótese fática do fato gerador da obrigação tributária acessória, e a informação de que a Recorrente recebeu toda a documentação utilizada para configuração dos valores lançados no presente lançamento fiscal. Posteriormente, isso foi confirmado pelo Relatório Fiscal de fls. 05/07. Com isso, ao contrário do que afirma a Recorrente, o lançamento fiscal foi lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam a matéria, tendo o Fl. 67DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 20/ 03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI 6 agente fiscal demonstrado, de forma clara e precisa, a ocorrência do fato gerador da multa aplicada e a identificação correta do sujeito passivo direto, fazendo constar nos relatórios que os compõem (fls. 01/40) os fundamentos legais que amparam o procedimento adotado e as rubricas lançadas. Logo, essas alegações da Recorrente de nulidade do lançamento fiscal são genéricas e inócuas, não se permitindo configurar qualquer nulidade e não serão acatadas. Diante disso, não acato as preliminares de nulidade ora examinadas, e passo ao exame de mérito. Com relação ao procedimento utilizado pela auditoria fiscal, a Recorrente alega que não houve cumprimento da legislação vigente. Tal alegação não será acatada, eis que o Fisco cumpriu a legislação de regência, ensejando o lançamento de ofício em decorrência da Recorrente ter incorrido no descumprimento de obrigação tributária acessória, conforme os fatos e a legislação a seguir delineados. Verificase que a Recorrente apresentou ao Fisco a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) contendo informações incorretas ou omissas, relativas às verbas pagas aos segurados empregados e contribuintes individuais. Com isso, a Recorrente incorreu na infração prevista no art. 32, inciso IV e § 5º, da Lei 8.212/1991, transcrito abaixo: Art. 32 A empresa é também obrigada a: (...) IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (g.n.) (...) § 5º A apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no parágrafo anterior. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). Esse art. 32, inciso IV e § 5º, da Lei 8.212/1991 é claro quanto à obrigação acessória da empresa e o Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048/1999, complementa, delineando a forma que deve ser observada para o cumprimento do dispositivo legal, como, por exemplo, o preenchimento e as informações prestadas são de inteira responsabilidade da empresa, conforme preceitua o seu art. 225, inciso IV e §§ 1o a 4o: Art. 225. A empresa é também obrigada a: (...) IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto; Fl. 68DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 20/ 03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI Processo nº 10680.722550/201013 Acórdão n.º 2401004.101 S2C4T1 Fl. 5 7 §1º As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários, bem como constituir seão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não recolhimento. §2º A entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social deverá ser efetuada na rede bancária, conforme estabelecido pelo Ministério da Previdência e Assistência Social, até o dia sete do mês seguinte àquele a que se referirem as informações. (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/1999) §3º A Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social é exigida relativamente a fatos geradores ocorridos a partir de janeiro de 1999. §4º O preenchimento, as informações prestadas e a entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social são de inteira responsabilidade da empresa. Nos termos do arcabouço jurídicoprevidenciário acima delineado, constata se, então, que a Recorrente – ao informar de forma incorreta as contribuições previdenciárias decorrentes das verbas pagas aos segurados, bem como as retenções – incorreu na infração prevista no art. 32, inciso IV e § 5º, da Lei 8.212/1991, c/c o art. 225, inciso IV e §§ 1o a 4o, do Regulamento da Previdência Social (RPS). Cumpre esclarecer ainda que a multa aplicada, decorrente do descumprimento de obrigação acessória, foi calculada na forma do novel art. 32A da Lei 8.212/1991. Lei 8.212/1991: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 69DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 20/ 03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI 8 § 1o. Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o. Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o. A multa mínima a ser aplicada será de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). No caso em tela, tratase de infração que agora se enquadra no art. 32A, inciso I, da Lei 8.212/1991. Com isso, a quantificação da multa aplicada com base nos novos critérios previstos no art. 32A da Lei 8.212/1991, com redação dada pela Lei 11.941/2009, embora não contemporânea aos fatos geradores, mostrase correta, por se vislumbrar mais benéfica ao contribuinte. Isso está em consonância com o previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional (CTN), transcrito abaixo: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II. tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Portanto, o procedimento utilizado pela auditoria fiscal para a aplicação da multa foi devidamente consubstanciado na legislação vigente à época da lavratura do auto de infração. Ademais, não verificamos a existência de qualquer fato novo que possa ensejar a revisão do lançamento em questão nas alegações registradas na peça recursal da Recorrente. Dentro desse contexto fático, depreendese do art. 113 do CTN que a obrigação tributária é principal ou acessória e pela natureza instrumental da obrigação acessória, ela não necessariamente está ligada a uma obrigação principal e decorre de cada circunstância fática praticada pela Recorrente, que será verificada no procedimento de Fl. 70DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 20/ 03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI Processo nº 10680.722550/201013 Acórdão n.º 2401004.101 S2C4T1 Fl. 6 9 Auditoria Fiscal. Em face de sua inobservância, há a imposição de sanção específica disposta na legislação nos termos do art. 115 também do CTN. Código Tributário Nacional (CTN) – Lei 5.172/1966: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º. A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º. A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º. A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. (...) Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.(g.n.) As obrigações acessórias são estabelecidas no interesse da arrecadação e da fiscalização de tributos, de forma que visam facilitar a apuração dos tributos devidos. Elas, independente do prejuízo ou não causado ao erário, devem ser cumpridas no prazo e forma fixados na legislação. Assim, constatase que as demais alegações expostas na peça recursal reproduzem os mesmos fundamentos esposados na defesa relativa ao lançamento da obrigação previdenciária principal, constituída nos autos do processo 10680.722545/201001. Após essas considerações, informo que as conclusões acerca dos argumentos da peça recursal – concernente ao descumprimento da obrigação acessória, no que forem coincidentes – foram devidamente enfrentadas, quando da análise do processo da obrigação principal. Assim, passarei a utilizar o conteúdo assentado na decisão do processo da obrigação principal para explicitar que os seus elementos fáticos e jurídicos serão parte integrante deste Voto. Isso está em conformidade ao art. 50, § 1o, da Lei 9.784/1999 – diploma que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal –, transcrito abaixo: Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: (...) § 1o. A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão integrante do ato. (g.n.) Fl. 71DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 20/ 03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI 10 O processo 10680.722545/201001 assentou em sua ementa os seguintes termos: “[...] CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade oriunda de suposta obscuridade na apuração dos valores lançados e na fundamentação legal. VALEALIMETAÇÃO OU VALEREFEIÇÃO SEM INSCRIÇÃO PAT. INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ALINHAMENTO COM O PARECER PGFN/CRJ/Nº 2.117/2011. ALIMENTAÇÃO IN NATURA. Na relação de emprego, a remuneração representada por qualquer benefício que não seja oferecido em pecúnia configura o denominado salário utilidade ou prestação in natura. Assim, se a não incidência da contribuição previdenciária sobre alimentação abarca todas as distribuições/prestações in natura ou seja, que não em dinheiro , tanto a alimentação propriamente dita como aquela fornecida ticket, mesmo sem a devida inscrição no PAT, deixam de sofrer a incidência da contribuição previdenciária, em razão da compreensão exposta no Parecer PGFN/CRJ/Nº 2.117/2011. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SEGURADOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. INCIDÊNCIA. É devida contribuição sobre remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais a serviço da empresa. JUROS/SELIC. MULTA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE. O sujeito passivo inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos. Nos termos do enunciado no 4 de Súmula do CARF, é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. LEGISLAÇÃO DA MULTA MAIS FAVORÁVEL. APLICAÇÃO EM PROCESSO PENDENTE JULGAMENTO. A lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Em decorrência das alterações promovidas pela MP 449/2008, quanto às modificações dos artigos 32 e 35 da Lei 8.212/91, o Fisco apresentou comparativo das penalidades previstas à época dos fatos e à época da autuação, em cumprimento ao previsto no inciso II do artigo 106 do Código Tributário Nacional, aplicando a multa benéfica ao contribuinte. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 20/ 03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI Processo nº 10680.722550/201013 Acórdão n.º 2401004.101 S2C4T1 Fl. 7 11 MULTA AGRAVADA. NÃO ATENDIMENTO NO PRAZO MARCADO DE INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DE ARQUIVOS DIGITAIS. O percentual da multa de ofício será aumentado de metade quando o contribuinte deixar de apresentar os arquivos digitais solicitados pela autoridade lançadora. CARÁTER CONFISCATÓRIO DA MULTA. INOCORRÊNCIA. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a penalidade de multa nos moldes da legislação em vigor. Recurso Voluntário Provido em Parte [...]” Por fim, pela apreciação do processo e das alegações da Recorrente, não encontramos motivos para decretar a nulidade nem a modificação do lançamento ou da decisão de primeira instância, pois o lançamento fiscal e a decisão encontramse revestidos das formalidades legais, tendo sido lavrados de acordo com o arcabouço jurídicotributário vigente à época da sua lavratura. CONCLUSÃO: Voto no sentido de CONHECER do recurso, rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO, nos termos do voto. (assinado digitalmente) André Luís Mársico Lombardi Relator Fl. 73DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 20/ 03/2016 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
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Numero do processo: 10980.003798/2006-11
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed May 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das
Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2002
SIMPLES FEDERAL INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA MANUTENÇÃO, INSTALAÇÃO, REPAROS OU ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM MÁQUINAS E. EQUIPAMENTOS ATIVIDADE NÃO VEDADA
A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos não se equipara a ser viços profissionais prestados por engenheiros e não impede o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal.
Numero da decisão: 1101-000.284
Decisão: Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para cancelar o ato declinatório de exclusão, nos teu nos do relatório e voto que integram o presente julgado
Nome do relator: Edeli Pereira Bessa
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ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 SIMPLES FEDERAL INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA MANUTENÇÃO, INSTALAÇÃO, REPAROS OU ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM MÁQUINAS E. EQUIPAMENTOS ATIVIDADE NÃO VEDADA A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos não se equipara a ser viços profissionais prestados por engenheiros e não impede o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal.
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CA1 ['FAÇÃO LIDA iVIE Recorrida 2" Turma da [)RJ/Curitiba Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das E riapi esas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 SIMPLES FEDERAL INGRISSO U/011 P.L R NI A N ENCIA MANUTENÇÃO, INSTALAÇÃO, REPAROS 01„1 ASSISTÜNCIA -1- É c NICA EM MÁQUINAS E. EQUIPAMENTOS A TIVIDADE NÃC-_) VEDADA A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos não se equipara a ser viços profissionais prestados por engenheiros e não impede o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica 110 SIMPLES Fedeiat Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, dai- provimento ao recurso para cancelar o ato declinatório de exclusão, nos teu nos do relatório e voto que integram o presente julgado FRANCL ',(0 DE , -AlLi7S R1L3E IRO DE QUHROZ - Presidente )OddL (1..W,_Ht, _i ' 2- .¡O-- FAMA PEREIRA RI SSA - Relatora / EDITADO EM: 01/06/2010 Participaram da sessão de _julgamento os cOnselliein os: Francisco de Sidos Ribeiro de Queiroz (Presidente da turma), Alexandre Andrade Lima da T ou te Filho (Vice- Presidente), Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, E.deli Pereira Bessa e Sireiley Herr ique Dalcamim. Ausente o conselheiro José Ricardo da Silva 1 Relatório AMBIENI.E SISTEMAS DE CALEFAÇÃO LIDA ML, já qualificada nos z. nitos, recorte de decisão ptoterida pela 2'• Turma da Delegacia da Receita Eede.ral de Iulgamento de Curitiba/PR, que por lmanimida(le de votos, INDLITiR11.1 a manifestação de inconformidade interposta contra o Ato 1)eclaratório Executivo - ADE n" 438.808, de 07/08/2003 (1.1 [63), o qual a excluiu do SIMPLES a partir de 01/01/2002. Consta da decisão recorrida o seguinte telato: /1 contribzUnte acima qualtlicada, mediante Ato Ducicuatói to Executivo N'' .1.1P; SOS, de 07/08/2003, de ertitssão do Delegado da Receita 1 , 0(10(01 cm Cur taba- P11, fin excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impos. tos e („'ontrtbuteões dai Alua ° emiti cas O AIS ErtiptCSUS de Pequeno .Pm te (Simples), com cfi.alos o paoa de 01/01/2002; infOtinando corno causa, o en..ercicio de altvidade económi.ca vedatici de' tratamento acásitco e térmica. em ttfr °rito (to di`,:p0! • 10 110 InCiNV X.W. do ailigo 9", da i.ci o' 9 317, de 1996 Cientificada, (//7/ ('500/0/1 a SRS d.e . 17 161, onde alegou que os sei viços prustado ndo 1e1/1.1e7e0/ o concurso de pr0l0001201 Italriltlado uma vez (.100 ilIWOla o) ellb01 COM base no /0 /0/0 elaborado pelo proji .)stanal 7 , 5p0050001 pela execução da obro 1 autoridade fiscal Indeferiu o pleito, com basc na atividade. declarada no Contraio ,Social da empresa Na mande.stação de inconfO, midade de fl 01, pede a reforma do ato ora atacado, au argumento de q110 nunca prestou 50ri'k0.5 d0 prOja0 OU C0IVithrt0iiCI O qUef .120f Md() da alteração cni. 5011 çonirato social excluiu tais atividades e Junta a totalidade de 50(1.5 1101`UN- fi.tit:Áli Pede o dtjerimento do pleito A 2a turma da DR 1/Curi0ilia afastou tais alegações argumentando que: , O objeto social da empresa consistia na execução de projetos e instalação de sistemas de aquecimento de ambientes e roi modificado em 22/10/2003, depois da emissão do ato de exclusão, para passar a sei comércio venda e instJação de sistemas de calefação esi A atividade inicialmente declarada incide na vedação do art. 9", inciso XIII da I,ei ii" 9.1317, de 5 de dezembro de 1996, pot ser privativa de erigerilleims ou. arquitetos, ou, no minimo, de técnico eletrônico de segundo grau, nos termos da legislação que regula estas profissões • O impednnento O caiacterizado pelo Eito de que as atividades de instalação e monta.gern do equipamento de aqueci incuto de ambientes co.n.liguram a prestação dos serviços inerentes a roi-inação do engenheiro 001 técnico de uivei superior ou grau médio, independentemente de quem as executa, até porque a adoção do termo assemelhados to t nou a lista nac.) exaustiva.. e Nas notas tiscats wie justo-Hem o processo, um quase todas consta a expr es são -cordOr me nossa proposta' ou seja, os ar viços contratados .são analtladOS (=.' (17.Ctlild.05 (=q11.1'É: aS p(11'105 eilVOIVidaS e. (.1 (Vít. ti ibuinte não executa .5 itrzpicrnent(r nrn p/ °lel° pronto. aprescmiado pela corai atonte, como CIIKT fiuer crer Algumas ilotiis fiscais ainda 0/01'/( /0(1(1/0 a e.;visiêncla de urn contrato O alie .rtva O (e )\'' ' rrocesso n'' 10980 093798/2009-1 I SI(I EI Acórdáo n." 110 L-00.284 FI ? prC. S.SripOr que CU.Sterii c:láusulas estabelecendo as. exigência.s por parte da contra/ante, os serviços a serem efetuados, prazo para a e.xecuçã), O preço dos serviços, o acompanhamento da obra, a fiscali:.:"..10..-io por parte da contratante, a previ.são de um responsável tcnico, certamente ligado à e.ontratada inclus. ive uma cláusula prevendo ação de 1. ersponsabilidade contra esta, por eventual làlha na execução do serviço • Tais circunstâncias evidenciariam a dependência de profissional habilitado, quer de nível sziperior, quer de nível técnico o que Impede a contribuinte de peHnanecer no Simples e mais. , aquilo que a interessada denomina como proposta, certamente possui todas as cor acter Lsticas um n pr oieto, mesmo que seja, apenas pula estabelecer o produto a ser aplicado, a quantidade dete material e o preço a ser acordado. • A alteração do contrato social após a edição do Ato Declaratório de exclusão pode/Tia se prestar, no máximo, a sustentar um novo pedido de adesão. • Acrescentou, ainda, apenas como ilustração, embora este não tenha sido o fundamento .par a a exclusão da Interessada ao Simph.'s, as atividades por ela desenvolvidas iam bem encorem am óbice paF permanecer no Simples se analisarmos o disposto no "or.:is() V do artigo 9" da Lei a" 9 317e .no Ato Declaratório (Normativo) Cosi( a" 30, de 14 de outubro de 1999, que .:dencant quais as atividades consideradas corno obras complementares à construção Cientificada da decisão de primei ia instância em 25/05/2009 (ti 180), a contribuinte inteipôs recurso voluntário. Iempestivamente, em 22/06/2009 (fls.. 1 S2), reportando-sc às notas fiscais já juntarias aos autos e afirmando que nunca executou projetos Ou consultoria, ou mesmo outro serviço que exija a concorrência de profissional legahnente habilitado Acrescenta que em 22/10/2003 alterou seu objeto social, excluindo a palavra projetos, para que não testem dúvidas de que apenas vende e instale sistemas de caletar,-,ão„ c(:),5\ É o relatório. Voto Conselheira .EDEL.1 .PKREIRA BESSA A decisão tecorrida manteve o entendimento firmado pela autoridade pieparalora de que a atividade da leconente equivale é de engenheiro, ou assemelhado, o que 11T1pCde SeLl ingresso e/ou permanência na sistemática simplificada d recolhimento, nos termos do art V', inciso XIII, da Lei ri." 9 317, de 1996: Art. 90 -r.Wio podei Éi optor pelo SIMPLAS, a pessoa _Jur idica Ui I - que preste. sei viços profissior.u. de cor, etor, representante comei-ciai, despachante. ator, empresai io, diretor ou produtor de espetáenlo.s, c antor. nuiyico, dançarino, 111(Wie0, (11C710141., ITICITO, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, quilnie°, economista, contador ., auditor, consultor, estatisijeo, admzriuiodoi, programador, analista de sistema, adv°,!,)ado, psicólogo, mofe ssor, iornalistd publicitário, Jisical!..or, OH aserrielhad)ti, e de qualquer Ou!? £1 pr fi y,ii° cujo exercício dependa de habilitação profiional legalmente exi,s2ricla; 1. certo que a referida vedação é de ordem objetiva: importa a atividade exercida e niio quem a desempenha Se ela está atribuída a algum dos profissionais (ou assemelhados) delicados no referido inciso XIII, do art 9", da Lei n" 9.317, de 1996, o fato de a contribuinte praticá-la sem a observància das normas especificas ou sem o registro nos órgãos competentes não a descaracterizaria coino circunstância impeditiva para o ingresso ou a permanência ao SIMPLES UDU. R.A.L No entanto, não é possível considerar que a atividade de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos seja alcançado pelo inciso X111 do art. 9" da Lei n" 9 31.7, de 1996, pois não equivale, via de regra, a serviços profissionais de engenheiro, ou assemelhado.. Veja-se que a piópria Resolução n' 218, de 29 de junho de 1973, do l'ederal de Ungenhaiia, Arquitetura e Agronomia, que discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da Liagenharia, Arquitetura e .Agronornia, assim dispõe: - ['ala efeito de fiscal/Taça° do exercício profis. sional COJI e'Np011delltC (:15 difèrenteN' modalidadc. s i,lu Lrigenharia, (pá:ultra e Agronomia Cin nível superior e em nível médio ., ficam designada Atividade 0/ - „S'apci. vis,ão, (mordem:içai) e orientaçao técnica. ,/.1ii.I;idade 02 - Eshido, planjamento, projeto c especificac.,..ao, Atividade 03 k,shrdo de viabilidade téunico-económi,ca. Atividade 04 - ass-essodia e t:'onNuttor ia, Atividade - Direção de obra e serviço técnico, Atividade ()ó Visto, ia, tJer iria, avaliação, ai baramento, laudo e parecer 1-écnico, Atividade 0/ - Desempenho de cargo c lio.Kao Atividade 08 -. Lnsino, pesattiw. análise, experimentação, ensaio e divulgação té(nica. extensy7o; Atividade 09 - ação de oiça mento, (ÇrY P'weesso n" 10980 003798/2006 11 8 1-C. 1 I- 1 Acór(Fio n '' 1101-00284 H Atividade 10 - Padronização, illeilSwação E? COO trote de qualidade Ativich.-rde 11 - Lxceução do obra. C .serviço tá!ni00,- Atividade 12 - Fiscalização de obra e serviço lécvico, Atividade 13 - Produção técnica e ospecializada, Atividade 14 - Condução do trabalho técnico, Atividade 15 - Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção; Atividade /6 - Execução de instalação, montagem e reparo; Atividade .17 - Operação e manutenção de equipamento e instalação, Atividade 18 - Execução de d,:scizho técnico [1 .4rt 8" - Compete ao .ENGENI1EIR0 El E7R1(...`1STA ou ao ENGENHEIRO ELE1RICIS1 A, r1/1-00AEIDADE ELETROTÉCNICA 1 - o desempenho das atividades ()I a 18 do artigo I' desta Resolução, referentes à geração, transmissão, distribuii,ão e utilização da ene; f..;-ia. clí. trica, equipamentos, materiaiS r- máquinas elétricas, sistemas de medição O controle eláricos, seus serviços afinse corre/atos Art. 9" - Compete ao ENGENHEIRO kl ETRONICO ou ao ENGENHEIRO .E LETRICISTA, AIODift IDADE, LLLIRONIC.Ã 011 ao ANGEiVELET.R.0 DE COMUNICAÇÃO. I - o desempenho das afii)idadcs 01 a 18 do arrif,,, o 1" desta Resolução, r c„fi:rentes a materiais cláricos e eletrônic.'os, equipamentos eleirõnieos em gelai, sistemas cio 001ntalá"Lt00 e telecomunica çãe s, sistemas de medição e eonirole elétrico L--? eletrónico, seus serviços afins e correlatas. [: .1 Art. 12 - Compele ao TE:r.VG17,NEIE..1R0 MECANIC O ou ao 12. NGENTIFIRO í/ L4 N.(..0 E PE AUTOMÓVEIS ou ao .1.7...NG.E.NHEI RO IVIE(.',,iNICO E DE ARMAMENTO oti 00 ENGENHEIRO 1)E I UTOMÓVLIS o// ao 1.' NUL:A[11E1RO INDUSTRIAL MODALIDADE MECÂNICA 1 - o desempenho das atividades 01 a .18 do artigo 1" desta Resolw,lio, rerfeí entes a pr oce.s.sos mecânicos, máquinas em ,geral; instalações industriais e mecânicas, equipamentos mecânicos e (dou 0 .mocanicos; veículos automotores, siSteMUS cio proCitiçãO (4' ii(Iffismi ';. .s(4) e de mili .,:ai,:r. r o do C 010 f, sistemas do reli"Igeração e de aí condicionado, _i(,' -w, serviços afill.5 e t.( 1 1 relaÍO.S. Ari 1$ - Compete 00 ENGENTILI1?0 4177.711.URGISI A 00 ao ENGEM-MIRO INDUSIR 111. E DE i1/1 E" "IA I, 11R(Uci ou E NCI ENII P. I RO I (V 1- ) (IS ER 1A1 MOIME1DADE ME.IALUIs'GÍA: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do atrigo .I" desta Resolução ., i etc...0-cntes a pr ocos s o s na:latúrgicos, instalaçõe e equipamentos destinado S à indústria metalúrgica, beneficiamento de minc>rias, produtos metalúrgicos, s 01.15 Ne( viços afins o correlatos L• i ATI 23 - Compete ao TÉCNICO DE" NÍVE! SUPERIOR ou I EGIVOIOGO . 1 - o desempenho das atividades 09 a 18 do artigo 1" desta Resohição, circunscritas ao âmbito das respectivas moclaliclacks profissionais, 11 - (1%; rclaeinnudas, nos números 06 a 08 do artigo 1" desta Resolu<ão, desde que j-enquadradas no desempenho das atividades rejCvidas no dem.! de/li: cri figo. - ! ( . 5 Art 24 Compete ao líCNICO DE GRA /.14./: MO: 1 o desempenho das atividades 14 a 18 do artigo l desta Re.solução, i::ircunscritas ao ("iniba° das respectivas modalidades profissionais; as relacionadas nos números 07 a 12 do artigo l'' desta Resolução, dê,>sdo que enquadradan no desempenho das atividades r efir idas no item I -1.e.ste (destacou-se) Se O próprio C.".onselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia entende que a manutenção e reparação de máquinas e equipamentos em geral são atividades executáveis também por teenólogc.is e técnicos de uivei médio, é razoável concluir que não é UM serviço tipico de engenben o (ou assemelhado) A legislação aplicável à micro empresa confirma este entendimento: da leitura conjunta dos arts 1i-16 e 179 da Constituição, de 1988, o primeiro com a redação dada pela 1. monda Constitucional 0" 42, de 2003 , e do art. 94 do A DCI, posto pela mesma Fmcnda, extrai-se que o SIMPLES Nacional, criado pela Lei Complementar n" 123, de 2006, veio substituir. o SIMPLES 'Federal, criado pela Lei ri° 9.317, de11996 Nesse passo, airafisando-se condições estabelecidos para adesão ao S1M.PLES Nacional, peFeebe-se que a partir da Lei Complementar n" 128, de 1.8 de dezembro de 2008, ficou explicitado que os "serviços de instalação, de reparos e de ITIanutenção em geral" não vedam a opção, embora serviços de engenharia estejam [Ora do sistema. Ou seja, a evolução da legislação demonstra que os serviços de manutenção em geral, assistência técnica, instalação e reparos não são equiparados a serviços profissionais de engenharia. Relevante anotar que ao firmar esta exceção em relação aos sei viços de instalação, de reparos e de manutenção cAn geral, bem como de usinagern, solda, tratamento e revestiniento de metais, a lei Complementar n.° 1,28, de 2008, sujeitou estas atividades ao cálculo dos tributos com base era seu Anexo Hl, que já contempla a Contribuição Patronal Previdenciária. Resta, assim, afastada a interpretação veiculada no Ato Declaratório Normativo cosa ti0 4, de 2000, publicado no Diário Oficial da União em 23/02/2000: Dispõe Nobt o a opção pelo SIMPLES de empresas quo piestem serviços do montagem e manutenção de equipamentos industriais o COORDENADOR G.121?AL DO ,S"IS 1:1v1/1 DE TRAV1.14.Ç'40, no uso das atribuições 91_10 the confere O art. 199, fleiM IT, (.10 110. 71)'ICIlt0 line) no aprovado pela Por.laria itíL n" 227, de 3 de setembro do 19.98, e tendo em vista as disposiçõe do inciso 8111 do ai,. 9' da Lei ri" 9 $17, de 05(10 dewinbro de 1996 e da alínea do arr. 27 da Lei n" 5. 1.94, de .24 do dezembro do 19Ó6 e a Resolução 218, de 29 .junho de 197$, do Conselho /' dcc al de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Declara, em eia átor normativo, às Super intendència 5 Regionais da .Receita Pedem', os Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados que não podem optar pelo SIMPLE'S as pessoas jurídica S que prestem s'erviços de moilla, m e manutenção (..4 equipamentos industriais, por cai a( ter .1.207 prestações' de serviço projissional cio ernenhai CAls).1.05' BER/ O DE NUA 1 C451110 Por lim, quanto a menção contida na decisão recorrida, no sentido de que a recorrente também incidiria na vedação emitida no ai t.. 00 , inciso .\,/ da Lei .n° 9 317/96, ieleva notar que este mon vo não foi expresso no ato declaratório de exclusão, e, de toda sorte, é entendimento desta 'turma de lul gAmento que, nos termos do § 4`) do art 9" da nu 9 317, a vedação existente só &lista a possibilidade de opção pelo Simples para a empresa com atividades de construção civil que -resulte na construção de imóveis. Ou seja, o tato impedi .vo (f-"' Proceso n 10980 0037 c)8/200()-• I I S I-C 14- 1 Acórdão E191-00.284 Fl 4 11ãO é O fato de prestar alguma atividade dentro do universo da construção civil, mas sim de esta atividade.: resultar na construção de imóveis, tal couto o § 4" de ri- Assim, ante as evidências de que: a contribuinte presta serviços de instalação de equipamentos, VOTO por dar provimento ao recurso voluntário e cancelar o ato de exclusão tocorrido PIT:R ti IRA BESSA - Relatora
score : 1.0
Numero do processo: 11080.005117/2004-95
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004
Ementa: Competência. Compete à 3ª Seção o julgamento de processos relativos ao PIS.
Numero da decisão: 1302-000.938
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, unanimidade de votos, declinar da competência em favor da 3ª sessão de julgamento (documento assinado digitalmente)
Nome do relator: Marcos Rodrigues de Mello
1.0 = *:*
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004 Ementa: Competência. Compete à 3ª Seção o julgamento de processos relativos ao PIS. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, unanimidade de votos, declinar da competência em favor da 3ª sessão de julgamento (documento assinado digitalmente) (documento assinado digitalmente) Marcos Rodrigues de Mello – relator e presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Eduardo de Andrade, Paulo Roberto Cortez, Marcio Rodrigo Frizzo e Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Relatório Fl. 90DF CARF MF Impresso em 09/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/07 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 11080.005117/200495 Acórdão n.º 130200.938 S1C3T2 Fl. 69 2 Trata o presente da Compensação em que a contribuinte pretendeu a extinção do débito de CSLL com os créditos de PIS não cumulativo dos períodos de abril a junho de 2004, conforme a Declaração de Compensação e os Demonstrativos de Créditos de PIS/Pasep (fls. 01/04). Após verificação dos procedimentos da interessada pela DRF em Porto Alegre, esta emitiu a Informação Fiscal de fls. 38/40 na qual relata que a interessada não incluiu o valor do crédito presumido de ICMS na base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep, ocasionando crédito a maior do que o real. Incluído na base de cálculo dos períodos em questão, a DRF em Porto Alegre através do Despacho Decisório nº 239/2008 reconheceu parcialmente o crédito em favor da contribuinte determinando a cobrança do valor da CSLL não extinto pela compensação declarada (fls. 52 e seg.). Cientificada, a empresa apresentou tempestivamente a sua Manifestação de Inconformidade (fls. 56/61), através de Procurador alegando que o aproveitamento do crédito presumido de ICMS com seus débitos do mesmo imposto não constituiria auferimento de receita, cujo conceito seria de ingresso de novos valores que se incorporam ao patrimônio da empresa. Tal procedimento, a seu ver, seria apenas uma alteração qualitativa nas contas patrimoniais. Pleiteia, por tal motivo, o deferimento total do crédito pleiteado. A DRJ decidiu: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 04/04/2004 a 30/06/2004 CRÉDITO PRESUMIDO ICMS O crédito presumido de ICMS não é de ser excluído da base de cálculo de PIS e de Cofins, pois inexiste previsão legal para tal. A recorrente tomou ciência do acórdão DRJ em 19/08/2008 e apresentou recurso em 11/09/2008. Em seu recurso reitero os argumentos apresentados em sede de impugnação. Voto Fl. 91DF CARF MF Impresso em 09/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/07 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 11080.005117/200495 Acórdão n.º 130200.938 S1C3T2 Fl. 70 3 Embora tempestivo, o recurso não pode ser conhecido por este colegiado. Prescreve o RICARF: Art. 4° À Terceira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: I Contribuição para o PIS/PASEP e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), inclusive as incidentes na importação de bens e serviços; Art. 7° Incluemse na competência das Seções os recursos interpostos em processos administrativos de compensação, ressarcimento, restituição e reembolso, bem como de reconhecimento de isenção ou de imunidade tributária. § 1° A competência para o julgamento de recurso em processo administrativo de compensação é definida pelo crédito alegado, inclusive quando houver lançamento de crédito tributário de matéria que se inclua na especialização de outra Câmara ou Seção. Diante do exposto, voto por não conhecer do recurso e declinar da competência em favor da 3ª Seção de Julgamento do CARF. (documento assinado digitalmente) Marcos Rodrigues de Mello Fl. 92DF CARF MF Impresso em 09/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/07 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
score : 1.0
Numero do processo: 10950.722391/2011-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue May 03 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2009
Ementa:
MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. RESGATE PREVIDÊNCIA PRIVADA. Somente são isentos de tributação os rendimentos relativos à complementação aposentadoria, reforma ou pensão, recebidos de entidade privada, por portador de doença grave devidamente comprovada em laudo pericial emitido por serviço médico oficial.
Numero da decisão: 2201-003.122
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Assinado Digitalmente
Eduardo Tadeu Farah Presidente e Relator.
EDITADO EM: 30/04/2016
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah (Presidente), Carlos Henrique de Oliveira, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos Cesar Quadros Pierre e Ana Cecilia Lustosa da Cruz. Ausente, justificadamente, a Conselheira Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada).
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2009 Ementa: MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. RESGATE PREVIDÊNCIA PRIVADA. Somente são isentos de tributação os rendimentos relativos à complementação aposentadoria, reforma ou pensão, recebidos de entidade privada, por portador de doença grave devidamente comprovada em laudo pericial emitido por serviço médico oficial.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Presidente e Relator. EDITADO EM: 30/04/2016 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah (Presidente), Carlos Henrique de Oliveira, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos Cesar Quadros Pierre e Ana Cecilia Lustosa da Cruz. Ausente, justificadamente, a Conselheira Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada).
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ISENÇÃO. RESGATE PREVIDÊNCIA PRIVADA. Somente são isentos de tributação os rendimentos relativos à complementação aposentadoria, reforma ou pensão, recebidos de entidade privada, por portador de doença grave devidamente comprovada em laudo pericial emitido por serviço médico oficial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah – Presidente e Relator. EDITADO EM: 30/04/2016 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah (Presidente), Carlos Henrique de Oliveira, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos Cesar Quadros Pierre e Ana Cecilia Lustosa da Cruz. Ausente, justificadamente, a Conselheira Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 72 23 91 /2 01 1- 01 Fl. 61DF CARF MF Impresso em 03/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 02/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH 2 Relatório Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, anocalendário 2008, consubstanciado na Notificação de Lançamento, pela qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 8.108,92, atualizado até 30/09/2010. A fiscalização apurou omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, no montante de R$ 98.713,80, apurado pela Declaração de Imposto de Renda na Fonte – DIRF entregue pela Bradesco Vida e Previdência S/A. A SRL – Solicitação de Retificação de Lançamento – apresentada pelo interessado foi indeferida pela DRF/Maringá, conforme o Resultado de fl. 3, pois, o contribuinte não comprovou ser portador de moléstia grave e os rendimentos de VGBL não se enquadram como proventos de aposentadoria. Cientificado do lançamento, o contribuinte apresenta impugnação alegando, conforme se extrai do relatório de primeira instância, verbis: Os rendimentos são isentos por tratarse de proventos de aposentadoria, reforma ou pensão de portador de moléstia grave. Quanto aos rendimentos de VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre, entende o contribuinte que se enquadram como proventos de aposentadoria. A 4ª Turma da DRJ em Juiz de Fora/MG julgou improcedente a impugnação. O Contribuinte foi cientificado da decisão de primeira instância em 31/10/2014 (fl. 48) e, em 27/11/2014, interpôs o recurso de fls. 49/57, sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos postos em sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Tadeu Farah, Relator O recurso reúne os requisitos de admissibilidade. A controvérsia recursal cingese à comprovação da condição de portador de moléstia grave, para fins de isenção de imposto de renda, bem como à natureza dos rendimentos considerados omitidos no lançamento. De pronto, verificase que o atestado médico de fls. 04/07 não se reveste da condição de laudo pericial, portanto, não atende a legislação, consoante dispõe o § 4º do art. 39 do RIR/1999: § 4º Para o reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII, a partir de 1º de janeiro de 1996, a Fl. 62DF CARF MF Impresso em 03/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 02/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10950.722391/201101 Acórdão n.º 2201003.122 S2C2T1 Fl. 3 3 moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle (Lei nº 9.250, de 1995, art. 30 e § 1º). (grifei) Assim, os documentos apresentados não podem ser aceitos para fins de isenção do imposto de renda, já que não foram confeccionados por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na modalidade de Laudo Pericial, consoante determina a legislação de regência. No que tange ao pedido para que se considerem os rendimentos recebidos de pessoa jurídica, Bradesco Vida e Previdência S/A, como proventos de aposentadoria e, por sua vez, reconheça a isenção da referida verba, entendo, novamente, que o apelo não merece acolhimento. Com efeito, o rendimento omitido pelo recorrente referese ao código do IRRF nº 6891, ou seja, planos de seguro de vida com cláusula de cobertura por sobrevivência, VGBL, portanto não há como considerar como proventos e/ou complementação de aposentadoria. Ante a todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 63DF CARF MF Impresso em 03/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 02/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
Numero do processo: 13804.004165/2001-36
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Feb 23 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu Aug 04 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1991
REPETIÇÃO DO INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO.
Para pedidos e declarações formulados até 9 de junho de 2005, o prazo para a repetição ou compensação de indébitos relativos a tributos sujeitos ao lançamento por homologação é de 10 anos contados da data do fato gerador do tributo, conforme decisão do Supremo tribunal Federal (STF) no julgamento do Recurso Extraordinário nº 566.621, submetido à sistemática da repercussão geral.
Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1991
REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO NO CARF.
As decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal na sistemática da repercussão geral devem ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
Recurso Especial do Procurador Negado
Numero da decisão: 9303-003.457
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Valcir Gassen, Rodrigo da Costa PôssasVanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1991 REPETIÇÃO DO INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO. Para pedidos e declarações formulados até 9 de junho de 2005, o prazo para a repetição ou compensação de indébitos relativos a tributos sujeitos ao lançamento por homologação é de 10 anos contados da data do fato gerador do tributo, conforme decisão do Supremo tribunal Federal (STF) no julgamento do Recurso Extraordinário nº 566.621, submetido à sistemática da repercussão geral. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1991 REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO NO CARF. As decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal na sistemática da repercussão geral devem ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Recurso Especial do Procurador Negado
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1991 REPETIÇÃO DO INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO. Para pedidos e declarações formulados até 9 de junho de 2005, o prazo para a repetição ou compensação de indébitos relativos a tributos sujeitos ao lançamento por homologação é de 10 anos contados da data do fato gerador do tributo, conforme decisão do Supremo tribunal Federal (STF) no julgamento do Recurso Extraordinário nº 566.621, submetido à sistemática da repercussão geral. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1991 REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO NO CARF. As decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal na sistemática da repercussão geral devem ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Recurso Especial do Procurador Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. (assinado digitalmente) Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 4. 00 41 65 /2 00 1- 36 Fl. 153DF CARF MF Impresso em 04/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2016 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 29/07/2016 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 29/07/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13804.004165/200136 Acórdão n.º 9303003.457 CSRFT3 Fl. 154 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Valcir Gassen, Rodrigo da Costa PôssasVanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Tratase de recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional contra acórdão proferido pela 2ª Câmara do 3º Conselho de Contribuintes que deu provimento ao recurso voluntário interposto por considerar que o prazo para que o contribuinte pleiteie a restituição/compensação de indébito relativo a tributos sujeitos a lançamento por homologação deve ser contado a partir do término do prazo para homologação do pagamento (5 + 5 = 10 anos), de acordo com jurisprudência pacificada do Superior Tribunal de Justiça. A ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN), após ter seus embargos de declaração acolhidos pela turma julgadora, com a respectiva correção dos erros materiais detectados no acórdão embargado, interpôs recurso especial, alegando que a decisão proferida é contrária à lei por deixar de aplicar os artigos 168, caput e inciso I, e 156, inciso I, do CTN, e artigos 3° e 49 da Lei Complementar nº 118/05, em que se definiu que o direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 05 (cinco) anos, contados da data do pagamento indevido. Cientificado do recurso especial da PGFN, o contribuinte não se manifestou. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, Relator O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido. Controvertese nos autos sobre Pedido de Restituição, cumulado com Declaração de Compensação, indeferido pela repartição de origem e pela Delegacia de Julgamento em razão do fato de que, nos termos do disposto no Ato Declaratório SRF n° 96, de 26/11/1999, o prazo para pleitear a restituição é de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário, inclusive para as hipóteses nas quais o pagamento fora efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional. O pedido de restituição foi protocolizado em 21/12/2001, referindose a fatos geradores do Finsocial ocorridos no período de 01/01/1991 a 31/03/1992. Por se tratar de matéria com jurisprudência consolidada na 3ª Câmara da 3ª Seção do CARF, reproduzo a seguir parte do voto condutor do acórdão nº 3803006.958, de 19 de março de 20151: 1 Processo nº 13678.000241/9824, recorrente RÁPIDO SUDOESTINO LTDA., relator Cons. Hélcio Lafetá Reis. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 04/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2016 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 29/07/2016 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 29/07/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13804.004165/200136 Acórdão n.º 9303003.457 CSRFT3 Fl. 155 3 O Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) nº 566.621, submetido à regra da repercussão geral (art. 543B, § 3º, do Código de Processo Civil), decidiu, em 4 de agosto de 2011, que, no que tange aos pedidos de repetição ou compensação de indébitos formalizados a partir de 9 de junho de 2005, aplicase o prazo de cinco anos “contados da data do fato gerador do tributo, tendo em vista a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN”. A data de 9 de junho de 2005 corresponde ao dia seguinte ao termo final da vacatio legis da Lei Complementar nº 118/2005, que definiu, nas hipóteses de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o prazo de cinco anos contados da data do pagamento antecipado para a extinção do crédito tributário respectivo. No mesmo julgamento, a aplicação retroativa do referido prazo (art. 3º da LC nº 118/2005) foi considerada inconstitucional, por ferir o princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Segundo a decisão do STF, anteriormente a 9 de junho de 2005, devese aplicar a orientação consolidada da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito é de 10 anos contados da data de ocorrência do fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do Código Tributário Nacional (CTN). Referida decisão do STF transitou em julgado em 27 de fevereiro de 2012, de acordo com consulta ao sítio do Tribunal na internet realizada em 02/04/2014. De acordo com o art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 256/2009) 2, as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal na sistemática da repercussão geral deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, conforme já apontado, o contribuinte formulara seu pedido de restituição em 21/12/2001, anteriormente à vacatio legis da Lei Complementar nº 118/2005, aplicandoselhe, portanto, o prazo de 10 anos acima referido. De acordo com o Pedido de Restituição, os créditos pleiteados se referem ao Finsocial dos períodos de apuração de janeiro de 1991 a março de 1992, período esse que extrapola em parte o referido prazo de 10 anos. Nesse sentido, contando o prazo de 10 anos a partir das datas dos fatos geradores, concluise que, na data da protocolização do pedido de restituição, já havia transcorrido o prazo para a restituição das parcelas da contribuição devidas até 20/12/1991. 2 Que corresponde ao § 2º do art. 62 do novo Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 2015. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 04/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2016 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 29/07/2016 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 29/07/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13804.004165/200136 Acórdão n.º 9303003.457 CSRFT3 Fl. 156 4 Nesse contexto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso especial da PGFN, mantendose a decisão recorrida, no sentido de considerar decaída apenas a parcela da restituição pleiteada cujos fatos geradores ocorreram antes de 21/12/1991. É como voto. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Fl. 156DF CARF MF Impresso em 04/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2016 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 29/07/2016 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 29/07/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
score : 1.0
Numero do processo: 13819.722113/2013-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu May 19 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2012
DIRPF. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
A base de cálculo do imposto, no ano calendário, poderá ser deduzida das despesas relativas aos pagamentos efetuados a médicos, dentistas, psicólogos e outros profissionais da saúde, porém restringe-se a pagamentos efetuados pelo contribuinte, especificados e comprovados, nos termos da legislação pertinente (Lei nº 9.250, de 1995, artigo 8º).
Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decreto-Lei n° 5.844, de 1943, art. 11, § 3°).
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÃO DA DRJ. ATO MOTIVADO. RECURSO VOLUNTÁRIO. LIMITES DA LIDE. FASES. PROCEDIMENTO.
O Decreto nº 70.235, de 1972, dispões sobre o processo administrativo fiscal e em seu artigo 33 estabelece que caberá recurso voluntário, total ou parcial, da decisão de 1ª instância. A atuação dos órgãos administrativos de julgamento pressupõe a existência de interesses opostos, expressos de forma dialética. Na lição de Calamandrei, o processo se desenvolve como uma luta de ações e reações, de ataques e defesas, na qual cada um dos sujeitos provoca, com a própria atividade, o movimento dos outros sujeitos, e espera, depois, deles um novo impulso.....
"Procedimento é sinônimo de rito do processo, ou seja, o modo e a forma por que se movem os atos do processo (Theodoro Junior, Humberto in Curso de Direito Processual Civil, vol. I, 41 ed. Forense, Rio de Janeiro, 2004, p.303). O procedimento está estruturado segundo fases lógicas, que tornam efetivos os seus princípios fundamentais, como o da iniciativa da parte, o do contraditório e o do livre convencimento do julgador.
Todo ato administrativo deve ser motivado. A motivação é a justificativa do ato. O motivo alegado é elemento que vincula o ato administrativo. Se o julgador de 1ª instância apresenta um expresso motivo para desconsiderar os recibos apresentados, a lide fica adstrita a essa motivação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2202-003.330
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Os Conselheiros Martin da Silva Gesto, Junia Roberta Gouveia Sampaio e Dílson Jatahy Fonseca Neto votaram pelas conclusões.
Assinado digitalmente
Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente.
Assinado digitalmente
Marcio Henrique Sales Parada - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Martin da Silva Gesto, Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Marcela Brasil de Araújo Nogueira (Suplente Convocada), José Alfredo Duarte Filho (Suplente Convocado), Marcio de Lacerda Martins (Suplente Convocado) e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: MARCIO HENRIQUE SALES PARADA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2012 DIRPF. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. A base de cálculo do imposto, no ano calendário, poderá ser deduzida das despesas relativas aos pagamentos efetuados a médicos, dentistas, psicólogos e outros profissionais da saúde, porém restringe-se a pagamentos efetuados pelo contribuinte, especificados e comprovados, nos termos da legislação pertinente (Lei nº 9.250, de 1995, artigo 8º). Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decreto-Lei n° 5.844, de 1943, art. 11, § 3°). PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÃO DA DRJ. ATO MOTIVADO. RECURSO VOLUNTÁRIO. LIMITES DA LIDE. FASES. PROCEDIMENTO. O Decreto nº 70.235, de 1972, dispões sobre o processo administrativo fiscal e em seu artigo 33 estabelece que caberá recurso voluntário, total ou parcial, da decisão de 1ª instância. A atuação dos órgãos administrativos de julgamento pressupõe a existência de interesses opostos, expressos de forma dialética. Na lição de Calamandrei, o processo se desenvolve como uma luta de ações e reações, de ataques e defesas, na qual cada um dos sujeitos provoca, com a própria atividade, o movimento dos outros sujeitos, e espera, depois, deles um novo impulso..... "Procedimento é sinônimo de rito do processo, ou seja, o modo e a forma por que se movem os atos do processo (Theodoro Junior, Humberto in Curso de Direito Processual Civil, vol. I, 41 ed. Forense, Rio de Janeiro, 2004, p.303). O procedimento está estruturado segundo fases lógicas, que tornam efetivos os seus princípios fundamentais, como o da iniciativa da parte, o do contraditório e o do livre convencimento do julgador. Todo ato administrativo deve ser motivado. A motivação é a justificativa do ato. O motivo alegado é elemento que vincula o ato administrativo. Se o julgador de 1ª instância apresenta um expresso motivo para desconsiderar os recibos apresentados, a lide fica adstrita a essa motivação. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Os Conselheiros Martin da Silva Gesto, Junia Roberta Gouveia Sampaio e Dílson Jatahy Fonseca Neto votaram pelas conclusões. Assinado digitalmente Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Martin da Silva Gesto, Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Marcela Brasil de Araújo Nogueira (Suplente Convocada), José Alfredo Duarte Filho (Suplente Convocado), Marcio de Lacerda Martins (Suplente Convocado) e Marcio Henrique Sales Parada.
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DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. A base de cálculo do imposto, no ano calendário, poderá ser deduzida das despesas relativas aos pagamentos efetuados a médicos, dentistas, psicólogos e outros profissionais da saúde, porém restringese a pagamentos efetuados pelo contribuinte, especificados e comprovados, nos termos da legislação pertinente (Lei nº 9.250, de 1995, artigo 8º). Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei n° 5.844, de 1943, art. 11, § 3°). PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÃO DA DRJ. ATO MOTIVADO. RECURSO VOLUNTÁRIO. LIMITES DA LIDE. FASES. PROCEDIMENTO. O Decreto nº 70.235, de 1972, dispões sobre o processo administrativo fiscal e em seu artigo 33 estabelece que caberá recurso voluntário, total ou parcial, da decisão de 1ª instância. A atuação dos órgãos administrativos de julgamento pressupõe a existência de interesses opostos, expressos de forma dialética. Na lição de Calamandrei, “o processo se desenvolve como uma luta de ações e reações, de ataques e defesas, na qual cada um dos sujeitos provoca, com a própria atividade, o movimento dos outros sujeitos, e espera, depois, deles um novo impulso....”. "Procedimento é sinônimo de ‘rito’ do processo, ou seja, o modo e a forma por que se movem os atos do processo” (Theodoro Junior, Humberto in Curso de Direito Processual Civil, vol. I, 41 ed. Forense, Rio de Janeiro, 2004, p.303). O procedimento está estruturado segundo fases lógicas, que tornam efetivos os seus princípios fundamentais, como o da iniciativa da parte, o do contraditório e o do livre convencimento do julgador. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 72 21 13 /2 01 3- 10 Fl. 74DF CARF MF Impresso em 19/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/05/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11 /05/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 17/05/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 13819.722113/201310 Acórdão n.º 2202003.330 S2C2T2 Fl. 75 2 Todo ato administrativo deve ser motivado. A motivação é a justificativa do ato. O motivo alegado é elemento que vincula o ato administrativo. Se o julgador de 1ª instância apresenta um expresso motivo para desconsiderar os recibos apresentados, a lide fica adstrita a essa motivação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Os Conselheiros Martin da Silva Gesto, Junia Roberta Gouveia Sampaio e Dílson Jatahy Fonseca Neto votaram pelas conclusões. Assinado digitalmente Marco Aurélio de Oliveira Barbosa – Presidente. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Martin da Silva Gesto, Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Marcela Brasil de Araújo Nogueira (Suplente Convocada), José Alfredo Duarte Filho (Suplente Convocado), Marcio de Lacerda Martins (Suplente Convocado) e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório Adoto como relatório, em parte, aquele elaborado pela Autoridade Julgadora de 1ª instância (fl. 51 e ss.), complementandoo ao final: Tratase de Notificação de Lançamento (NL), para constituição do crédito tributário correspondente ao Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza da Pessoa Física (IRPF), relativo ao anocalendário de 2011, no valor de R$ 15.049,99, incluídos os acréscimos legais, calculados até 31/07/2013. Conforme descrição dos fatos e enquadramento legal constantes da NL, o lançamento foi efetuado em razão de glosa dos valores declarados pelo sujeito passivo em sua Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF), conforme abaixo descrito: Glosa do valor de R$ 3.779,28, correspondente à dedução indevida com dependentes, por falta de comprovação da relação de dependência, conforme planilha abaixo: (...) Fl. 75DF CARF MF Impresso em 19/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/05/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11 /05/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 17/05/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 13819.722113/201310 Acórdão n.º 2202003.330 S2C2T2 Fl. 76 3 Glosa do valor de R$ 62.660,90, indevidamente deduzido a título de despesas médicas, por falta de comprovação da relação de dependência de Maria Amélia Sucigan Zandonadi e Odette Pelisson Sucigan, relacionadas na planilha acima. (...) O sujeito passivo foi cientificado, por via postal, com aviso de recebimento, da NL, em 18/07/2013, e apresentou impugnação, em 02/08/2013, informando, em síntese, o seguinte: Quanto a glosa de dependentes o contribuinte afirma que Maria Amélia Sucigan Zandonadi é sua cônjuge desde 18/01/1969 e Odette Pelusson Susigan, mãe de sua cônjuge, sem rendimentos; Impugnando a glosa de despesas médicas, o contribuinte assegura que tais despesas foram com a cônjuge no valor de 53.232,39, sendo que outros R$ 2.000,00 foram informados em sua DAA e não deduzidos por se tratar de despesas pagas à enfermeira, enquanto que o valor de R$ 9.428,51 foram dispêndios com tratamento médico de Odette Pelusson Susigan, mãe e dependente de sua cônjuge. Salienta que juntou ao processo documentos para comprovar as alegações. · Por fim, com base no art. 71 da Lei nº 10.471, de 01/10/2003 (Estatuto do Idoso), solicita prioridade na análise da peça impugnatória. Ao analisar a manifestação de inconformidade, a Autoridade Julgadora de 1ª instância deu provimento a grande parte do pedido, da seguinte forma, em resumo: 1 A inclusão da sogra Odette Pelusson Susigan, CPF nº 220.759.61840, como dependente na declaração de ajuste anual do imposto de renda do sujeito passivo não vai de encontro ao disposto na legislação do Imposto de Renda. O contribuinte acostou ao processo as certidões (fls. 13/14) de nascimento da cônjuge Maria Amélia Sucigan Zandonadi (filha de Odette Pelisson Sucigan) e de casamento, ficando comprovada a relação de dependência informada na declaração conjunta do contribuinte e sua cônjuge. Destarte, restando comprovada a relação de dependência será excluída a glosa da dedução indevida a esse título. 2 Quanto a glosa de despesas médicas ressaltase que, uma vez comprovada a relação de dependência, passamos a analisar os comprovantes acostados ao processo pelo sujeito passivo para comprovar tal dispêndio e, à luz da legislação acima transcrita, concluiuse pelo seguinte: ... Então, aquele Julgador aceitou a maioria dos recibos/comprovantes apresentados, exceto quatro deles, com a motivação "não aceito/não consta o paciente". Assim, deuse a decisão de 1ª instância para considerar procedente em parte o lançamento. Cientificada dessa decisão em 12/11/2013 (AR na folha 58), o contribuinte apresentou recurso voluntário em 10/12/2013, com protocolo na folha 60. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 19/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/05/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11 /05/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 17/05/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 13819.722113/201310 Acórdão n.º 2202003.330 S2C2T2 Fl. 77 4 Em sede de recurso, relata os fatos e especifica a parte que ainda lhe foi desfavorável e sobre a qual quer recorrer. esclarece que a esposa tem feito declarações do imposto em conjunto com ele e que teve complicações em sua saúde no período em questão. Mesmo que tenham sido pagas as despesas por ele, os recibos foram emitidos em nome de sua esposa. Argumenta que ela "não estava pagando despesas de outra pessoa". PEDE que seja acolhido seu recurso e cancelado o débito fiscal reclamado. É o Relatório. Voto Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada, Relator. O recurso é tempestivo, conforme relatado e, atendidas as formalidades legais, dele tomo conhecimento. As folhas citadas neste voto referemse à numeração do processo digital. Destaco que, após a decisão da DRJ, não há mais crédito tributário em exigência, uma vez que aquela Delegacia, após dar provimento parcial ao recurso e recalcular o imposto do contribuinte, encontrou saldo de imposto a restituir, conforme quadro que elaborou na folha 56. O Decreto nº 70.235, de 1972, dispões sobre o processo administrativo fiscal e em seu artigo 33 estabelece que caberá recurso voluntário, total ou parcial, da decisão de 1ª instância. A atuação dos órgãos administrativos de julgamento pressupõe a existência de interesses opostos, expressos de forma dialética. Na lição de Calamandrei, “o processo se desenvolve como uma luta de ações e reações, de ataques e defesas, na qual cada um dos sujeitos provoca, com a própria atividade, o movimento dos outros sujeitos, e espera, depois, deles um novo impulso....”. "Procedimento é sinônimo de ‘rito’ do processo, ou seja, o modo e a forma por que se movem os atos do processo” (Theodoro Junior, Humberto in Curso de Direito Processual Civil, vol. I, 41 ed. Forense, Rio de Janeiro, 2004, p.303). O procedimento está estruturado segundo fases lógicas, que tornam efetivos os seus princípios fundamentais, como o da iniciativa da parte, o do contraditório e o do livre convencimento do julgador. Todo ato administrativo deve ser motivado. A motivação é a justificativa do ato. O motivo alegado é elemento que vincula o ato administrativo. Se o julgador de 1ª instância apresenta um expresso motivo para desconsiderar os recibos apresentados, a lide fica adstrita a essa motivação. Na Notificação de Lançamento (fl. 09), o motivo da glosa fora apenas que as despesas referirseiam a pessoas onde não fora demonstrada a relação de dependência, relação essa reputada legal no Acórdão de 1ª instância, que entendeu pelo restabelecimento da dedução com dependentes e, consequentemente, pelo restabelecimento de grande parte das deduções com despesas médicas. Vejase na decisão recorrida (fl. 55) que, analisando os recibos de despesas médicas apresentados pelo contribuinte, a Autoridade Julgadora atevese a um único motivo Fl. 77DF CARF MF Impresso em 19/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/05/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11 /05/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 17/05/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 13819.722113/201310 Acórdão n.º 2202003.330 S2C2T2 Fl. 78 5 para não considerálos: a falta de identificação de quem se submeteu aos respectivos tratamentos. Não fez mais nenhuma observação. Sendo assim, não consta dos autos que o contribuinte tenha sido intimado a comprovar o efetivo pagamento ou o efetivo tratamento recebido relativo aos recibos apresentados. A DRJ apontou como única deficiência nos mesmos a falta de indicação do recebedor dos serviços (paciente), motivando assim sua decisão de indeferir parte da impugnação. Se o problema nos quatro recibos sobre os quais mantevese a glosa é a falta de indicação do beneficiário do tratamento, citese a Solução de Consulta Interna (SCI) da Coordenação Geral de Tributação Cosit nº 23, de 30 de agosto de 2013: Solução de Consulta Interna nº 23 Cosit Data 30 de agosto de 2013 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF DESPESAS MÉDICAS. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO. São dedutíveis, da base de cálculo do IRPF, as despesas médicas realizadas pelo contribuinte, referentes ao próprio tratamento e de seus dependentes, desde que especificadas e comprovadas mediante documentação hábil e idônea. Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, podese presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando, a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades.(sublinhei) Após as indicações da DRJ, juntamente com seu recurso, o Recorrente apresenta novos documentos que merecem ser considerados, haja vista o disposto na alínea "c", § 4º do artigo 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, bem como em observância ao princípio da verdade material. Na folha 63, o recibo emitido por Cristiana Pereira, neurologista, com CRM e CPF indicados, diz que recebeu de Maria Amélia Zandonadi a importância de R$ 2.000,00 em agosto de 2011. Assim, temse a presunção, na falta de outra indicação, de que a paciente era a própria Maria Amélia, conforme entendimento acima transcrito, já reconhecida nos autos como legítima dependente do contribuinte, no exercício em questão. Na folha 64 consta recibo emitido por Sabbaga oncologistas associados Ltda., no valor de R$ 500,00, em 2011, recebendo de Maria Amélia Zandonadi, assinado por Jorge Sabbaga, com indicação de CRM e CNPJ. Na folha 65 consta fatura emitida por Instituto de Neurocirurgia e Neurologia de São Paulo, no valor de R$ 6.000,00, em 2011, em nome de Maria Amélia Zandonadi. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 19/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/05/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11 /05/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 17/05/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 13819.722113/201310 Acórdão n.º 2202003.330 S2C2T2 Fl. 79 6 Na folha 66 consta recibo de honorários profissionais emitido por Instituto do Aparelho Digestivo, no valor de R$ 500,00, em 2011, para Maria Amélia Zandonadi, assinado por médica com indicação do CRM. Assim, devese acatar os recibos apresentados. Pelo exposto, voto por dar provimento ao recurso para restabelecer despesas médicas no importe de R$ 9.000,00, no ano de 2011. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Fl. 79DF CARF MF Impresso em 19/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/05/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11 /05/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 17/05/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
score : 1.0
Numero do processo: 19515.721154/2014-71
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Fri May 06 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício: 2010
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo (Súmula CARF nº 1).
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2201-003.068
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por concomitância com a ação judicial. Votou pelas conclusões o Conselheiro Carlos Henrique de Oliveira.
assinado digitalmente
Eduardo Tadeu Farah - Presidente.
assinado digitalmente
Ivete Malaquias Pessoa Monteiro - Relatora.
EDITADO EM: 02/05/2016
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Carlos Henrique de Oliveira, Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada), Carlos Alberto Mees Stringari e Eduardo Tadeu Farah (Presidente).
Nome do relator: IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Exercício: 2010 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo (Súmula CARF nº 1). Recurso Voluntário Não Conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por concomitância com a ação judicial. Votou pelas conclusões o Conselheiro Carlos Henrique de Oliveira. assinado digitalmente Eduardo Tadeu Farah - Presidente. assinado digitalmente Ivete Malaquias Pessoa Monteiro - Relatora. EDITADO EM: 02/05/2016 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Carlos Henrique de Oliveira, Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada), Carlos Alberto Mees Stringari e Eduardo Tadeu Farah (Presidente).
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Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por concomitância com a ação judicial. Votou pelas conclusões o Conselheiro Carlos Henrique de Oliveira. assinado digitalmente Eduardo Tadeu Farah Presidente. assinado digitalmente Ivete Malaquias Pessoa Monteiro Relatora. EDITADO EM: 02/05/2016 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Carlos Henrique de Oliveira, Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada), Carlos Alberto Mees Stringari e Eduardo Tadeu Farah (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 72 11 54 /2 01 4- 71 Fl. 391DF CARF MF Impresso em 06/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/05/2016 por EDUARDO TAD EU FARAH Processo nº 19515.721154/201471 Acórdão n.º 2201003.068 S2C2T1 Fl. 392 2 Relatório TAM LINHAS AÉREAS S/A, recorre do acórdão 1538.695 6ª Turma da DRJ/SDR, de 29 de abril de 2015, fls.353/358, que julgou procedente o crédito tributário, consubstanciado no Auto de Infração nº 51.061.1699. Transcrevo o relatório do acórdão recorrido, por bem definir o litígio: Tratase de processo que agrupa o Auto de Infração (AI) lavrado por descumprimento de obrigação tributária principal, sob o seguinte DEBCAD: nº 51.061.1699, consolidado em 14/10/2014. A tabela abaixo apresenta um resumo dos Autos de Infração que compõem o processo sob julgamento: Informa a Fiscalização que: Este auto de infração trata das contribuições ao Fundo Aeroviário (alíquota 2,5%), administrado pelo Ministério da Aeronáutica, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados. O presente crédito tem o mesmo objeto da Ação Judicial Ordinária número 001253033.2001.4.02.5101 da 8ª Vara da Justiça Federal – Seção Rio de Janeiro. Após decisão judicial que cassou a tutela antecipada, em 16/10/2012, a empresa realizou o depósito do montante integral em relação ao período discutido (01/2007 a 10/2012), com o objetivo de suspender a exigibilidade do tributo nos termos do art. 151, II, do CTN. Portanto, o presente auto de infração foi emitido sem a cobrança de multa de ofício e juros moratórios. Quanto ao prazo decadencial, foi considerado o inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional (CTN), haja vista este item do cobrança ser considerado separado das demais contribuições e ter código específico de controle e cobrança sob nº 0256, além de ser reconhecido pelo próprio contribuinte como segregado, na medida em que efetuou o depósito do montante integral apenas deste item de cobrança em Ação Judicial, reconhecendo, assim, o seu não pagamento específico. A empresa declarou em GFIP durante todo o período de apuração deste Auto de Infração o código de terceiros nº 003, quando o correto é 0259. Tal fato fez com que o Sistema Informatizado não calculasse o valor devido ao Fundo Aeroviário, não tendo havido o recolhimento desses valores, conforme reconhecido pela própria empresa na referida ação judicial. Com o código declarado nº 003, o contribuinte pagou apenas o Salário Educação e o INCRA. Fl. 392DF CARF MF Impresso em 06/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/05/2016 por EDUARDO TAD EU FARAH Processo nº 19515.721154/201471 Acórdão n.º 2201003.068 S2C2T1 Fl. 393 3 DA IMPUGNAÇÃO. O contribuinte foi cientificado dos lançamentos em 21/10/2014 e apresentou impugnação em 19/11/2014, argüindo, em síntese, o seguinte: Afirma que ajuizou, perante a Justiça Federal do Rio de Janeiro, Ação Ordinária com pedido de Antecipação de tutela (processo nº 2001.51.01.0125300), objetivando a declaração judicial de inexistência de relação jurídica que a obrigue ao recolhimento da contribuição destinada ao Fundo Aeroviário, criado pelo Decreto – Lei nº 1.305/74. Expõe que em julho de 2001 foi lhe concedida a tutela antecipada nesta ação, entretanto em outubro de 2012 foi publicada sentença revogando a referida tutela antecipada e julgando improcedente o pedido. Argumenta que contra esta sentença interpôs recurso de apelação e que, para garantir a suspensão da exigibilidade do tributo nos termos do art. 151 do CTN, realizou depósitos judiciais relativos aos períodos julho de 2001 a dezembro de 2004 e dezembro de 2006 a outubro de 2012, abrangendo, portanto, o período de janeiro de 2009 a dezembro de 2010, lançados neste auto de infração, que se refere aos valores destinados ao referido Fundo Aeroviário. Defende que se operou a decadência no período anterior a outubro de 2009, nos termos de §4º do art. 150 do Código Tributário Nacional (CTN). Insurgese contra o entendimento da fiscalização de que não ocorreu o pagamento antecipado a elidir a incidência do art. 173, I, do CTN, haja vista este item de cobrança ser considerado separado das demais contribuições e ter código específico de controle e cobrança (nº 0256). Alega que houve no período o recolhimento de contribuições previdenciárias, cuja base de cálculo é a mesma informada em GFIP para o pagamento da contribuição ao Fundo Aeroviário, e que o pagamento das contribuições destinadas à Seguridade Social é uno, realizado através de uma única guia de recolhimento, que ainda que insuficiente foi apto a caracterizar o pagamento antecipado no período de 01/2009 a 10/2009. Transcreve decisões judiciais e administrativas para embasar seu entendimento. DOS PEDIDOS: Requer o impugnante o sobrestamento do contencioso administrativo, tendo em vista que a exigibilidade do crédito tributário encontrase suspensa, na forma do art. 151, II, do Código Tributário Nacional ou o reconhecimento da decadência quanto à parte dos créditos lançados. Ciente da decisão , em 18 de junho de 2015, conforme Termo De Ciência Por Abertura De Mensagem, fls. 361, interpôs o recurso voluntário, fls.365/372, em 20 julho de 2015, onde, em síntese, alega que o acórdão não aplicou aos fatos o melhor direito e contrariou jurisprudência já formada nos âmbitos administrativo e judicial, devendo ser reformado. Fl. 393DF CARF MF Impresso em 06/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/05/2016 por EDUARDO TAD EU FARAH Processo nº 19515.721154/201471 Acórdão n.º 2201003.068 S2C2T1 Fl. 394 4 A autoridade fiscal que promoveu a autuação afirma que a recorrente não teria recolhido aos cofres públicos a contribuição previdenciária ao Fundo Aeroviário, que incide sobre a remuneração paga aos seus segurados empregados, declarada em GFIP, no período de 01/2009 a 12/2010. Informa que suscitou a decadência quanto à parte do crédito exigido, nos termos do artigo 150§4º do CTN, tendo em vista que antecipara pagamentos.Requereu, por fim, o sobrestamento do processo administrativo , ante existência de processo judicial. Sustenta que, desde as razões iniciais oferecidas, aponta o fato da contribuição para o Fundo Aeroviário ser um tributo sujeito a lançamento por homologação. Assim, o prazo decadencial de 05 anos para a constituição do crédito tributário se conta do fato gerador , tendo em vista a existência de pagamento parcial.Ultrapassado tal lapso, sem expedição de lançamento de ofício, operase a decadência e a atividade exercida pelo contribuinte é tacitamente homologada, com extinção do crédito tributário, nos termos do artigo 150§4º e do artigo 156,V, ambos CTN. Transcreveu parte do voto da decisão recorrida, na ordem seguinte: (...)a análise do pagamento é feita por tributo, assim, o pagamento das contribuições previdenciárias não é apto a caracterizar o pagamento, mesmo que parcial, de outra espécie de contribuição, no caso, a destinada ao Fundo Aeroviário. No presente caso, não houve o recolhimento das contribuições ao Fundo Aeroviário) em todo o período autuado, devendo, portanto, ser aplicada a regra inserta no art. 173, do CTN. Assim, não ocorreu a decadência, já que não transcorreu prazo superior a cinco anos entre o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado e o presente lançamento. E contesta a conclusão dos julgadores porque o fato de não ter havido recolhimentos da contribuição ao Fundo Aeroviário no período de 01/2009 a 10/2109, não significa ausência de pagamento antecipado de contribuições à seguridade social, cuja base de cálculo é a mesma informada em GEFIP para o pagamento da contribuição ao fundo. O pagamento das contribuições à seguridade social é realizado através de uma guia única de recolhimento. Portanto, ainda que insuficiente, é apto a caracterizar pagamento antecipado. No tocante ao período de 01/2009 a 10/2009, embora não tenha havido pagamento da contribuição especificamente destinada ao Fundo Aeroviário, bastaria para caracterizar pagamento insuficiente, que algum pagamento de contribuição a seguridade se confirmasse, independentemente da natureza específica dessa contribuição. Transcreve ementa do AgRg no RE nº 1.120.523, em socorro à sua tese: Ementa: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO EFETUADO A MENOR. FATO REGISTRADO PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. NÃO INCIDÊNCIA DA Fl. 394DF CARF MF Impresso em 06/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/05/2016 por EDUARDO TAD EU FARAH Processo nº 19515.721154/201471 Acórdão n.º 2201003.068 S2C2T1 Fl. 395 5 SÚMULA 7 /STJ. PRAZO QUINQUENAL PARA O FISCO EFETUAR O LANÇAMENTO, SOB PENA DE DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. ARTIGO 150 , § 4º , DO CTN . 1. Agravo regimental no qual se alega que o Tribunal de origem consignou não ter havido pagamento antecipado do tributo, assertiva que não pode ser afastada por esta Corte, em razão do óbice da Súmula 7 /STJ. Assim, requer que a regra de contagem do prazo prescricional aplicável à hipótese seja a prevista no art. 173 , I , do CTN , afastandose a aplicação do previsto no artigo 150 , § 4º , do mesmo diploma legal. 2. Ao contrário do afirmado pela agravante, as instâncias de origem consignaram que os débitos apurados decorreram de auditoria fiscal realizada na empresa, na qual se verificou a existência de salários indiretos pagos mediante concessão de habitação gratuita aos empregados, sobre os quais não foram recolhidas as respectivas contribuições previdenciárias, que foram calculadas tão somente com base nos salários diretos. 3. Essa foi a premissa fática considerada pela decisão agravada que, com base exclusivamente nesses fatos registrados pelas instâncias ordinárias, concluiu que a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias foi adimplida em valor inferior ao devido, no que concerne aos fatos geradores ocorridos no período ora discutido (dezembro de 1998 a julho de 1999), já que os fatos geradores da mencionada contribuição são os salários, não havendo pertinência, para fins de apuração do valor devido a título de tributo, na diferenciação a respeito da sua natureza. 4. O que a decisão agravada realizou foi a valoração do contexto fático trazido pelas decisões recorridas, chegando a conclusão diversa do acórdão recorrido tão somente quanto à sua qualificação jurídica, ou seja, enquanto o Tribunal de Origem concluiu que o não recolhimento da contribuição social sobre os salários in natura equivaleria à falta de pagamento do tributo, esta Corte entendeu que tal circunstância corresponde à insuficiência de pagamento. Dessa forma, não há falar em desrespeito ao óbice da Súmula 7 /STJ, devendo a decisão agravada ser mantida. 5. Agravo regimental desprovido.... Acrescenta que, igualmente no colegiado administrativo há precedentes favoráveis, conforme decisão proferida no processo 19515.722555/201286, 4ª Câmara, 3ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, bem como nos acórdãos 920202.246, 920202127 proferidos pela Câmara Superior de Recursos Fiscais.Transcreve partes dos votos dos acórdãos para dizer que tratam de situação semelhante a dos autos. Como foi cientificado em 21/10/2014, os fatos geradores ocorridos no período de 01/2009 a 10/2009, já estariam fulminados pela decadência. Conclui com o pedido de reconhecimento da decadência e do sobrestamento do processo , em razão da suspensão do crédito discutido judicialmente. Despacho de fls.390 encaminha os autos para julgamento. É o Relatório. Fl. 395DF CARF MF Impresso em 06/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/05/2016 por EDUARDO TAD EU FARAH Processo nº 19515.721154/201471 Acórdão n.º 2201003.068 S2C2T1 Fl. 396 6 Voto Conselheiro Relatora Ivete Malaquias Pessoa Monteiro Como anteriormente relatado , o crédito tributário ora exigido tem o mesmo objeto da Ação Judicial Ordinária número 001253033.2001.4.02.5101 da 8ª Vara da Justiça Federal – Seção Rio de Janeiro. Houve decisão judicial que cassou a tutela antecipada, em 16/10/2012. A recorrente depositou o montante integral em relação ao período discutido (01/2007 a 10/2012), com o objetivo de suspender a exigibilidade do tributo nos termos do art. 151, II, do CTN. Conforme Relatório Fiscal de fls.194 e seguintes, o lançamento contempla parcialmente o período previsto no MPF/TDPF , sendo de 01/2009 a 12/2010 e os respectivos 13º salários. A autoridade fiscal autuante consignou que não fora recolhido aos cofres públicos a contribuição previdenciária ao Fundo Aeroviário, que incide sobre a remuneração paga aos segurados empregados, declarada em GFIP, no período de 01/2009 a 12/2010. O prazo decadencial considerado na ação fiscal seguiu o rito do artigo 173 I, do Código Tributário Nacional , porque, no dizer da autoridade lançadora, este item de cobrança é considerado separado das demais contribuições e tem código específico de controle e cobrança, sob nº 0256. O próprio contribuinte assim o reconhecera segregado, na medida em que efetuou o depósito do montante integral apenas deste item de cobrança, na Ação Judicial. O lançamento foi cientificado em 21/10/2014, e o Contribuinte pede que se reconheça a decadência do período anterior a 2009. Na sessão de março veio a julgamento o processo 19515.000987/201014, que tratou, igualmente, de processo judicial e administrativo com identidade de objeto, Fui voto vencido. Contudo, as judiciosas razões do Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida me convenceram e peço vênia para adotálas, nas presentes razões de decidir, por bem se adequarem ao litígio aqui posto: (...) O parágrafo único do art. 38 da Lei de Execução Fiscal (Lei 6.830/1980), assim como o caput do art. 87 do Decreto nº 7.574/2011 (que regulamentou o processo administrativo de determinação e exigência de créditos tributários da União) e a Súmula CARF nº 1, estabelecem, sistematicamente, que importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo ou mais amplo objeto do processo administrativo. Esse conjunto normativo não implica em qualquer ofensa ao devido processo legal administrativo, posto que é o sujeito passivo quem escolhe formular sua defesa na via judicial que, em julgando a mesma controvérsia, prevalece sobre a decisão do processo administrativo e faz coisa julgada, por isso mesmo não Fl. 396DF CARF MF Impresso em 06/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/05/2016 por EDUARDO TAD EU FARAH Processo nº 19515.721154/201471 Acórdão n.º 2201003.068 S2C2T1 Fl. 397 7 se justificando uma dupla litigiosidade nas esferas administrativa e judicial com o mesmo objeto. Em outras palavras: a opção pela discussão judicial, antes ou depois do exaurimento da instância administrativa, demonstra que o contribuinte desta abdicou, direcionando o litígio ao Poder Judiciário, a quem cabe dar a última palavra sobre a questão levada à sua apreciação. O requisito para a concomitância é a identidade de objeto. No entendimento deste Julgador a identidade de objetos ocorre nas hipóteses em que o contribuinte pode obter na esfera judicial a mesma consequência que alcançaria por meio de seu pedido na via administrativa. No mesmo sentido é o ensinamento de Eduardo Domingos Bottallo, (Processo Administrativo Tributário, Comentários ao Decreto nº 7.574/2011 e à Constituição Federal, Dialética, 2012, pp. 94/95), verbis: Pouco importa, de outra parte, que, em um e em outro caso, esteja em pauta a mesma tese jurídica, uma vez que a prejudicialidade da existência dos dois processos (o administrativo e o judicial) só deve levar em conta os respectivos objetos, que não se confundem, com a causa de pedir. Reforçando a ideia, tal prejudicialidade só ocorre nos casos em que o sujeito passivo pode obter em juízo o mesmo resultado possibilitado pela impugnação administrativa ao auto de infração. E é exatamente isto que ocorre na situação em análise, uma vez que o êxito na ação judicial implicará no mesmo resultado pretendido pela Recorrente no bojo deste processo administrativo, em sua integralidade, inclusive em relação à multa aplicada e ao pedido de exclusão do “Relatório de Vínculos”. Noutros termos: transitada em julgado a ação anulatória, com resultado favorável à Recorrente, o Fisco não poderá cobrar as obrigações principais lançadas (contribuição patronal e GILRAT), os juros, a multa ou mesmo, eventualmente, imputar qualquer responsabilidade a alguma das pessoas elencadas no “Relatório de Vínculos”. Aplicase, nesta hipótese, a Súmula CARF nº 1, de cujo teor se extrai a seguinte dicção: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo Nesse contexto, voto por não conhecer do recurso em sua integralidade, em face da concomitância do processo judicial com o processo administrativo, ambos com o mesmo objeto, assim entendida a situação em que o sujeito passivo pode alcançar, na via judicial, em sua totalidade, aquilo que pleiteia na via administrativa. Fl. 397DF CARF MF Impresso em 06/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/05/2016 por EDUARDO TAD EU FARAH Processo nº 19515.721154/201471 Acórdão n.º 2201003.068 S2C2T1 Fl. 398 8 Nessa conformidade, não conheço do recurso, por concomitância entre processo administrativo e judicial. assinado digitalmente Ivete Malaquias Pessoa Monteiro 3 Fl. 398DF CARF MF Impresso em 06/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2016 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/05/2016 por EDUARDO TAD EU FARAH
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Numero do processo: 11831.007176/2002-04
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1996
IRPJ. COMPETÊNCIA.
Nos termos do disposto no artigo 2º, I, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, compete à Primeira Seção o julgamento de recurso voluntário que verse sobre aplicação da legislação do IRPJ.
Numero da decisão: 3101-000.762
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, para declinar a competência em favor da Primeira Seção de Julgamento do CARF.
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente.
(assinado digitalmente)
MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS - Redator designado.
EDITADO EM: 05/09/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Tarásio Campelo Borges, Valdete Aparecida Marinheiro, Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
Nome do relator: Relator
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1996 IRPJ. COMPETÊNCIA. Nos termos do disposto no artigo 2º, I, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, compete à Primeira Seção o julgamento de recurso voluntário que verse sobre aplicação da legislação do IRPJ.
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COMPETÊNCIA. Nos termos do disposto no artigo 2º, I, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, compete à Primeira Seção o julgamento de recurso voluntário que verse sobre aplicação da legislação do IRPJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, para declinar a competência em favor da Primeira Seção de Julgamento do CARF. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente. (assinado digitalmente) MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Redator designado. EDITADO EM: 05/09/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Tarásio Campelo Borges, Valdete Aparecida Marinheiro, Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 83 1. 00 71 76 /2 00 2- 04 Fl. 131DF CARF MF Impresso em 07/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11831.007176/200204 Acórdão n.º 3101000.762 S3C1T1 Fl. 132 2 Trata o presente processo do pedido fl. 01, por intermédio do qual foi pleiteada a restituição de valores do IRPJ, relativo ao anocalendário de 1996. Em 15/01/2004 foi transmitida DCOMP eletrônica, vinculada ao presente processo, anexada as fls. 45/48. A Autoridade Administrativa, por meio do Despacho Decisório de fls. 39/43, denegou a solicitação em razão da ocorrência da decadência do direito da Interessada, indeferindo o pedido de restituição e não homologando a compensação declarada. A DRJ competente manteve o indeferimento do pleito e o contribuinte recorreu a este Conselho. Voto Conselheira Mônica Monteiro Garcia de los Rios – redatora ad hoc Por intermédio do Despacho de fls. 130, nos termos da disposição do art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF1, aprovado pela Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, incumbiume o Presidente da Turma a formalizar o Acórdão 3101000.762, não entregue pela relatora original, Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, que não integra mais nenhum dos colegiados do CARF. Desta forma, a elaboração deste voto deve refletir a posição adotada pelo relatora original, que foi acompanhada, por unanimidade, pelos demais integrantes do colegiado. Segundo informações que constam do despacho decisório, à fl. 39, o presente pleito foi tratado como de restituição de saldo negativo do IRPJ, segundo ementa do mencionado despacho, a seguir transcrita: Assunto: Pedido de Restituição Ementa: Pedido de Restituição — crédito – saldo negativo de IRPJ referente ao anocalendário 1996. DECADÊNCIA. 0 direito de pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, extinguese após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos contados da data da extinção do crédito tributário. Em se tratando de pleito relativo ao IRPJ, o julgamento do recurso voluntário não cabe a esta Terceira Seção de Julgamento, sendo de competência da Primeira 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo órgão e ainda: (...) III designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazêlo ou não mais componha o colegiado; Fl. 132DF CARF MF Impresso em 07/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11831.007176/200204 Acórdão n.º 3101000.762 S3C1T1 Fl. 133 3 Seção, segundo disposição do artigo 2º, I, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, aprovado pela Portaria MF 256, de 22/06/2009. Com base nesses fundamentos, votouse por não conhecer do recurso voluntário apresentado, para declinar a competência em favor da Primeira Seção de Julgamento do CARF. E são essas as considerações possíveis para suprir a inexistência do voto. Mônica Monteiro Garcia de Los Rios – Redatora ad hoc Fl. 133DF CARF MF Impresso em 07/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/09/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS
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Numero do processo: 13603.001342/2006-01
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Fri Jun 24 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/01/2004
RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. ADMISSIBILIDADE
A admissibilidade do recurso especial de divergência está condicionada à demonstração de que outro Colegiado do CARF ou dos extintos Conselhos de Contribuintes, , julgando matéria similar, tenha interpretado a mesma legislação de maneira diversa da assentada no acórdão recorrido.
Conseqüentemente, não há que se falar divergência jurisprudencial, quando estão em confronto situações diversas, que atraem incidências específicas, cada qual regida por legislação própria.
Da mesma forma, se os acórdãos apontados como paradigma só demonstram divergência com relação a um dos fundamentos assentados no acórdão recorrido e o outro fundamento, por si só, é suficiente para a manutenção do decisum, não há como se considerar demonstrada a necessária divergência de interpretação.
PIS. DECADÊNCIA. O prazo decadencial para a Fazenda Nacional constituir o crédito pertinente à contribuição para o Programa de Integração Social - PIS é de 05 anos, contado a partir da ocorrência do fato gerador, na hipótese de haver antecipação de pagamento do tributo devido.
Recurso Especial da Fazenda Nacional Negado
Recurso Especial do Contribuinte Não conhecido
Numero da decisão: 9303-004.117
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional e não conhecer do Recurso Especial do sujeito passivo, por falta de divergência jurisprudencial.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
Demes Brito - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Freitas Barreto, Henrique Pinheiro Torres,Tatiana Midori Miyiana, Demes Brito, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Rodrigo da Costa Pôssas, Érika Costa Camargos, Júlio César Alves Ramos, Vanessa Cecconello e Maria Teresa Martínez.
Nome do relator: DEMES BRITO
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/2001 a 31/01/2004 RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. ADMISSIBILIDADE A admissibilidade do recurso especial de divergência está condicionada à demonstração de que outro Colegiado do CARF ou dos extintos Conselhos de Contribuintes, , julgando matéria similar, tenha interpretado a mesma legislação de maneira diversa da assentada no acórdão recorrido. Conseqüentemente, não há que se falar divergência jurisprudencial, quando estão em confronto situações diversas, que atraem incidências específicas, cada qual regida por legislação própria. Da mesma forma, se os acórdãos apontados como paradigma só demonstram divergência com relação a um dos fundamentos assentados no acórdão recorrido e o outro fundamento, por si só, é suficiente para a manutenção do decisum, não há como se considerar demonstrada a necessária divergência de interpretação. PIS. DECADÊNCIA. O prazo decadencial para a Fazenda Nacional constituir o crédito pertinente à contribuição para o Programa de Integração Social - PIS é de 05 anos, contado a partir da ocorrência do fato gerador, na hipótese de haver antecipação de pagamento do tributo devido. Recurso Especial da Fazenda Nacional Negado Recurso Especial do Contribuinte Não conhecido
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ADMISSIBILIDADE A admissibilidade do recurso especial de divergência está condicionada à demonstração de que outro Colegiado do CARF ou dos extintos Conselhos de Contribuintes, , julgando matéria similar, tenha interpretado a mesma legislação de maneira diversa da assentada no acórdão recorrido. Conseqüentemente, não há que se falar divergência jurisprudencial, quando estão em confronto situações diversas, que atraem incidências específicas, cada qual regida por legislação própria. Da mesma forma, se os acórdãos apontados como paradigma só demonstram divergência com relação a um dos fundamentos assentados no acórdão recorrido e o outro fundamento, por si só, é suficiente para a manutenção do decisum, não há como se considerar demonstrada a necessária divergência de interpretação. PIS. DECADÊNCIA. O prazo decadencial para a Fazenda Nacional constituir o crédito pertinente à contribuição para o Programa de Integração Social PIS é de 05 anos, contado a partir da ocorrência do fato gerador, na hipótese de haver antecipação de pagamento do tributo devido. Recurso Especial da Fazenda Nacional Negado Recurso Especial do Contribuinte Não conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 00 13 42 /2 00 6- 01 Fl. 1959DF CARF MF Impresso em 24/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/06/2016 por DEMES BRITO, Assinado digitalmente em 16/06/2016 por CARL OS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 15/06/2016 por DEMES BRITO Processo nº 13603.001342/200601 Acórdão n.º 9303004.117 CSRFT3 Fl. 1.960 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional e não conhecer do Recurso Especial do sujeito passivo, por falta de divergência jurisprudencial. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente Demes Brito Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Freitas Barreto, Henrique Pinheiro Torres,Tatiana Midori Miyiana, Demes Brito, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Rodrigo da Costa Pôssas, Érika Costa Camargos, Júlio César Alves Ramos, Vanessa Cecconello e Maria Teresa Martínez. Relatório Tratase de Recurso Especial de divergência interposto pela Contribuinte contra ao acórdão nº 20402.192, proferido pela 4ª Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, que deu parcial provimento ao Recurso reconhecendo em parte a decadência referente ao Programa de Integração Social (PIS), mantendo a exigência fiscal sobre a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), por entender que o prazo para constituição do crédito tributário é de 10 anos, não decaídos. E pelo vício no Mandado de Procedimento Fiscal (MPF). Por outro lado, A Fazenda Nacional também interpõe Recurso Especial, sustentando que o lançamento deve ser mantido pela divergência jurisprudencial apontada e com supedâneo no prazo de 10 (dez) anos para a constituição definitiva do crédito do PIS, consubstanciado no art. 45, I, da Lei n.° 8.212/91. Transcrevo, inicialmente, excerto do relatório da decisão de primeiro grau: MPF. É de ser rejeitada a nulidade do lançamento, por constituir o Mandado de Procedimento Fiscal elemento de controle da administração tributária, não influindo na legitimidade do lançamento tributário. COFINS. DECADENCIA. O prazo para a Fazenda Nacional lançar o crédito pertinente à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins é de dez anos, contado a partir do 1` dia do exercicio seguinte àquele em que o crédito da contribuição já poderia ter sido constituído. PIS. DECADÊNCIA. O prazo decadencial para a Fazenda Nacional constituir o crédito pertinente à contribuição para o Programa de Integração Social PIS é de 05 anos, contado a partir da ocorrência do fato gerador, na hipótese de haver antecipação de pagamento do tributo devido. Recurso provido em parte. Contra a interessada foram lavrados os autos de infração de fls. 3125 com exigência de crédito tributário a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e de contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), respectivamente, tendo sido acrescido de juro de mora e de multa proporcional de 75%por insuficiência de recolhimento para os períodos relacionados nas fls. 6, 7, 8, 18 e 19. Fl. 1960DF CARF MF Impresso em 24/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/06/2016 por DEMES BRITO, Assinado digitalmente em 16/06/2016 por CARL OS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 15/06/2016 por DEMES BRITO Processo nº 13603.001342/200601 Acórdão n.º 9303004.117 CSRFT3 Fl. 1.961 3 Podese verificar que, conforme os próprios registros contábeis e fiscais da fiscalizada, a receita da venda de mercadorias dos anoscalendário de 2001 e 2002, excluídas as devoluções de venda de mercadoria, além dos valores auferidos relativos às mercadorias sujeitas às figuras da substituição tributária ou com incidência monofásica destas contribuições (vide item seguinte deste TVF), dão origem a um crédito tributário que sobrepuja em muito os valores recolhidos/declarados pela fiscalizada, daí decorrendo a insuficiência do recolhimento de tributo que ora é lançado em procedimento de fiscalização. Tece extensa consideração sobre o MPF, transcrevendo, inclusive, legislação sobre o tema. Entende a defendente que a Fiscalização teria extrapolado o período de exame dos livros e documentos. Alega que os agentes fazendários deveriam ter apresentado, para tanto, MPF Complementar. Assim cabe a sua pronta anulação, pois que houve violação de norma procedimental. Não conformada com tal decisão, a contribuinte interpõe o presente Recurso sustentando que o Auto de Infração esta nulo por vício formal, para comprovar as divergências, em obediência ao art. 15 do Regimento á época , traz à colação, quanto à nulidade, as seguintes decisões: acórdãos 30333.871, 30334.038 e 303 33.285, todas da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes. Insurgese ainda, quanto ao prazo decadencial de constituição do crédito tributário da COFINS, para tanto, utiliza como fundamento a inconstitucionalidade declarada pelo STF do art. 45 da lei nº8.212/1991. Não obstante, a Contribuinte utilizandose da prerrogativa concedida pelo art. 1º da Lei n° 11.941/2009, e em atendimento às condições estabelecidas pelo art. 13 da Portaria Conjunta PGFN/RFB n° 06/2009, manifestouse pela desistência parcial do recurso especial interposto constante deste processo administrativo, conforme requerimento de fl. 1921 e planilhas anexas (fls. 1.922 e 1.924). Declara, ainda, que renuncia a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundamentam o referido Recurso. Conforme se comprova fls.1947, os períodos referente a desistência parcial acima mencionada referese aos seguintes débitos: PIS set 2001 a dezembro de 2001, janeiro de 2002 a dezembro de 2002. COFINS janeiro de 2001 a dezembro de 2001, janeiro de 2002 a dezembro de 2002, janeiro de 2003 a dezembro de 2003 e janeiro de 2004. Revisitando o Auto de Infração fls.04 a 19, verifico que a exigência fiscal quanto ao PIS referese aos seguintes períodos: 01/01/2001 a 01/12/2001, 01/01/2002 a 01/11/2002 Contudo, os meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto de 2001 estavam decaídos, conforme entendimento exarado pela turma baixa, sob o fundamento de que o termo inicial deve ser contado a partir da ocorrência do fato gerador, quando o sujeito passivo tenha antecipado o pagamento, e do 1° dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento já poderia ter sido efetuado, quando não tiver havido antecipação de pagamento .ou ainda se for verificada a existência de dolo, fraude ou simulação. Por parte do sujeito passivo, neste caso, independe de ter havido ou não pagamento. O caso em análise enquadrase na hipótese do § 4° do artigo 150 do CTN, já que houve pagamento parcial, daí, o termo inicial ser a data de ocorrência do fato gerador. Posto isso, e considerando que a ciência do auto de infração fora dada em 12/09/2006, é de reconhecerse a decadência do crédito tributário pertinente a fatos geradores ocorridos até agosto de 2001. Fl. 1961DF CARF MF Impresso em 24/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/06/2016 por DEMES BRITO, Assinado digitalmente em 16/06/2016 por CARL OS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 15/06/2016 por DEMES BRITO Processo nº 13603.001342/200601 Acórdão n.º 9303004.117 CSRFT3 Fl. 1.962 4 Regularmente intimada, a Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou suas contrarrazões. É o relatório. Voto Demes Brito Conselheiro Relator Admissibilidade e Mérito do Recurso Antes de passar à análise das matérias recursais, fazse necessário revisitar o exame de admissibilidade. Inicialmente, cabe ressaltar que a admissibilidade do recurso especial de divergência está condicionada à demonstração de que outro Colegiado do CARF ou dos extintos Conselhos de Contribuintes, julgando matéria similar, tenha interpretado a mesma legislação de maneira diversa da assentada no acórdão recorrido. Após essa breve introdução, passemos, então, ao exame de admissibilidade do Recurso Especial apresentado pelo sujeito passivo. Com efeito, para comprovar as divergência, quanto a nulidade do Auto de Infração por vicio formal, o sujeito passivo apresentou como paradigmas respectivamente, os Acórdãos nº s 30333871, 30334038 e 300333285. Quanto às divergências suscitadas, vejamos as ementas dos Acórdãos nºs 30333871 e 30334038 paradigmas, além de fragmentos dos votos em ambos os arestos, para identificar os fatos submetidos a julgamento e os entendimentos adotados pelos colegiados: "PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE IDENTIFICAÇÃO NA NOTIFICAÇÃO. NULIDADE. Verificado a ausência de identificação do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado, bem como a indicação de seu cargo e número de matrícula. Vício formal que suscita a nulidade da Notificação de Lançamento, conforme art. 11, inciso IV do Decreto n.° 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Trata o presente processo de exigência de pagamento de ITR relativo ao exercício de 1995 do imóvel rural Fazenda Ellus Cáceres, no valor de R$ 3.046,00. A base legal que fundamenta a exigência é o artigo 14 da Lei n° 8.847/94, com redação do artigo 90 da Lei 8.981/95 e artigo 13 da Lei 9.065/95. O contribuinte impugnou o lançamento alegando que a fiscalização supervalorizou o VTN de seu imóvel, arbitrando valor causando muito acima do mercado". Acórdão Paradigma nº30334038 Fl. 1962DF CARF MF Impresso em 24/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/06/2016 por DEMES BRITO, Assinado digitalmente em 16/06/2016 por CARL OS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 15/06/2016 por DEMES BRITO Processo nº 13603.001342/200601 Acórdão n.º 9303004.117 CSRFT3 Fl. 1.963 5 Processo administrativo fiscal. Nulidade. Vicio formal. É nula por vício formal a notificação de lançamento carente de identificação da autoridade que a expediu, requisito essencial, prescrito em lei. Processo que se declara nulo ab initia. Como se observa, todas as decisões paradigmas são oriundas do Terceiro Conselho. É que todas elas cuidam da figura da notificação de lançamento. As nulidades nelas reconhecidas decorrem de á peça lavrada para a exigência tributária não conter identificação da autoridade que a emitiu. Tratandose de notificação de lançamento, documento emitido internamente e não decorrente de ação fiscal externa realizada por auditor fiscal, é pacífica a jurisprudência no sentido de que deve ela ser assinada pelo Delegado da Receita Federal que a expede. As exigências de que se pretende aqui recorrer foram formalizadas por meio de autos de infração: Neste ponto, entendo que a Contribuinte não conseguiu demonstrar a necessária jurisprudência divergente. Para tanto, deveria ela exibir decisões que exigissem a assinatura do Delegado da Receita entendendose ser ele o "diretor do órgão" a que faz alusão o recurso para a validade de autos de infração lavrados em procedimento externo de fiscalização. Como se sabe, não há tal exigência legal, cabendo a assinatura tãosomente da autoridade fiscal incumbida da ação fiscal externa. Portanto não conheço do Recurso no que toca a matéria de nulidade por vício formal. Além disso, há um óbice, o qual afastei. O Recurso especial foi subscrito por advogado, ao qual foi conferido substabelecimento (fls. 1752) pelo detentor da procuração de fls. 1751. Contudo, esta procuração foi assinada por somente um dos diretores executivos da empresa autuada, em contrariedade ao expressamente disposto no respectivo contrato social, que, às fls. 1591, contém a exigência da assinatura de dois diretores para a outorga de procurações, nos seguintes termos: "Artigo XXIV; Parágrafo Primeiro: Todas as procurações deverão ser outorgadas sempre por dois Diretores, para finalidades específicas e por tempo determinado, com exceção de procuração "ad judicia", que poderia ser outorgada por tempo indeterminado." Como se observa, tratase de situações diversas, regidas por legislações distintas, de modo que não se pode atribuir a divergência de conclusões ao alegado dissídio jurisprudencial. Quanto à segunda matéria, a decadência do direito da Fazenda, o recurso demonstra a existência das decisões consubstanciadas nos acórdãos CSRF/0105610 da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, 10806908, 10812.604 ambos da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes e 20177.453, da Primeira Câmara do Segundo dentre outras. Em todas elas, reconheceuse a impossibilidade de aplicação do art. 45 da Lei 8.212/91 mesmo à COFINS, como defendi no acórdão recorrido. Entretanto, conforme demonstrado, a Contribuinte utilizandose da prerrogativa concedida pelo art. 1º da Lei n° 11.941/2009, e em atendimento às condições estabelecidas pelo art. 13 da Portaria Conjunta PGFN/RFB n° 06/2009, manifestouse pela Fl. 1963DF CARF MF Impresso em 24/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/06/2016 por DEMES BRITO, Assinado digitalmente em 16/06/2016 por CARL OS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 15/06/2016 por DEMES BRITO Processo nº 13603.001342/200601 Acórdão n.º 9303004.117 CSRFT3 Fl. 1.964 6 desistência parcial do recurso especial interposto, sendo parcelado os débitos oriundos a ação fiscal todos com a exigibilidade suspensa. No que tange o Recurso Especial da Fazenda Nacional dele conheço. A Fazenda Nacional sustenta que o prazo para constituição definitiva do crédito tributário do PIS é de 10 (dez), consubstanciado no art. 45, I, da Lei n.° 8.212/91. No caso concreto, enquadrase na hipótese do § 4° do artigo 150 do CTN, já que houve pagamento parcial, daí, o termo inicial ser a data de ocorrência do fato gerador. Posto isso, e considerando que a ciência do auto de infração fora dada em 12/09/2006, é de reconhecerse a decadência do crédito tributário pertinente a fatos geradores ocorridos até agosto de 2001. Além disso, os meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto de 2001 estavam decaídos, considerando que o termo inicial deve ser contado a partir da ocorrência do fato gerador, quando o sujeito passivo tenha antecipado o pagamento, e do 1° dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento já poderia ter sido efetuado, quando não tiver havido antecipação de pagamento .ou ainda se for verificada a existência de dolo, fraude ou simulação. Por parte do sujeito passivo, neste caso, independe de ter havido ou não pagamento. Com essas considerações, voto no sentido de negar provimento ao Recurso da Fazenda Nacional e não tomar conhecimento do Recurso Especial da Contribuinte. Demes Brito É como voto é como penso. Fl. 1964DF CARF MF Impresso em 24/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/06/2016 por DEMES BRITO, Assinado digitalmente em 16/06/2016 por CARL OS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 15/06/2016 por DEMES BRITO
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Numero do processo: 13805.013463/96-89
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 13 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA
SEGURIDADE SOCIAL — COFINS
Período de apuração: 31/10/1993 a 31/03/1996
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO DE
OFICIO. SUCUMBÊNCIA INFERIOR À ALÇADA
REGIMENTAL. COISA JULGADA ADMINISTRATIVA.
Embora tenha havido sucumbência parcial da Fazenda Pública,
relativamente ao cancelamento das exigências de PIS e respectiva
multa e acréscimos, sendo o valor da sucumbência inferior ao
limite de alçada (R$ 500.000,000 - cf. Portaria MF n 375, de
07/12/2001), é incabível o recurso de oficio, operando-se a coisa
• julgada administrativa em relação às referidas matérias.
CONCOMITÂNCIA.
A discussão concomitante de matérias nas esferas judicial e
administrativa enseja a renúncia nesta, pelo princípio da
inafastabilidade e unicidade da jurisdição, salvo nos casos em que
a matéria suscitada na impugnação ou recurso administrativo se
prenda a competências privativamente atribuídas pela lei à
autoridade administrativa, como é o caso da exigibilidade do
crédito tributário constituído através do lançamento em face de
sentença denegatória de segurança e dos consectários lógicos do
seu inadimplemento, como é o caso da multa e dos acréscimos
moratórios consubstanciados no referido lançamento (arts. 142,
145, 147, 149 e 150, do CTN), que não foram objeto da
segurança.
JUROS DE MORA. SELIC. INCIDÊNCIA.
A taxa Selic é aplicável na atualização dos débitos fiscais nãorecolhidos
integralmente no vencimento da obrigação, incidindo
desde esta data, mesmo que a suspensão da exigibilidade do
crédito tributário tenha se dado em momento anterior ao
vencimento.
Recurso negado
Numero da decisão: 201-80.902
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO
CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Fernando Luiz da Gama Lobo D´Eça
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CCO2/C0 I Brasilts, 4 if 1 Oy Zoo?? Fls. 377 &mo ÍgyEssa Mat a 91745 MINISTÉRIO DA FAZENDA • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES tv;fr PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 13805.013463/96-89 kes Recurso n° 137.708 Voluntário cose:olet__ao 0000 Matéria Cofins t :are 00°. Acórdão n° 201-80.902 Sessão de 13 de fevereiro de 2008 Recorrente BRASILWAGEN COMÉRCIO DE VEÍCULOS S/A Recorrida DRJ em Salvador - BA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL — COFINS Período de apuração: 31/10/1993 a 31/03/1996 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO DE OFICIO. SUCUMBÊNCIA INFERIOR À ALÇADA REGIMENTAL. COISA JULGADA ADMINISTRATIVA. Embora tenha havido sucumbência parcial da Fazenda Pública, relativamente ao cancelamento das exigências de PIS e respectiva multa e acréscimos, sendo o valor da sucumbência inferior ao limite de alçada (R$ 500.000,000 - cf. Portaria MF n 375, de 07/12/2001), é incabível o recurso de oficio, operando-se a coisa • julgada administrativa em relação às referidas matérias. CONCOMITÂNCIA. A discussão concomitante de matérias nas esferas judicial e administrativa enseja a renúncia nesta, pelo princípio da inafastabilidade e unicidade da jurisdição, salvo nos casos em que a matéria suscitada na impugnação ou recurso administrativo se prenda a competências privativamente atribuídas pela lei à autoridade administrativa, como é o caso da exigibilidade do crédito tributário constituído através do lançamento em face de sentença denegatória de segurança e dos consectários lógicos do seu inadimplemento, como é o caso da multa e dos acréscimos moratórios consubstanciados no referido lançamento (arts. 142, 145, 147, 149 e 150, do CTN), que não foram objeto da segurança. JUROS DE MORA. SELIC. INCIDÊNCIA. A taxa Selic é aplicável na atualização dos débitos fiscais não- recolhidos integralmente no vencimento da obrigação, incidindo desde esta data, mesmo que a suspensão da exigibilidade do 6P1/4.k vta MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRCUINIES • CCNEkRE COM O ORIGINAL Processo n.° 13805.013463/96-89 CCO2/031 Acórdão n.° 201-80.902 Brasítia,__,I#J Fls. 378 Sirvio ,argcsa Mal: 50e. 91745 crédito tributário tenha se dado em momento anterior ao vencimento. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. SkaJt.C. a03-EL kt MARIA HO MARQUE - Presidente \i-lAA °IN], Cipt(SdaW1H FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Mauricio Taveira e Silva e José Antonio Francisco. Ausentes os Conselheiros Antônio Ricardo Accioly Campos e Gileno Gurjão Barreto. MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 13805.013463/96-89 CONFERE COM O CRIGiNM. CCOVC0i Acórdão n.° 201-80.902 BraslEs. le.._/701. Fls. 379 SM) Barbosa Ma: 5:39, 91745 Relatório Trata-se de recurso voluntário (fls. 186/196, vol. II) contra o v. Acórdão DRJ/SDR n2 03.762, de 19/09/96, constante de fls. 167/172 (vol. I), exarado pela Colenda Turma da DRJ de Salvador - BA, que, por unanimidade de votos, houve por bem considerar procedente em parte o lançamento original de Cofins (fls. 01/13), notificado em 10/04/96 (fl. 14 v2), no valor total de R$ 15.251,17 (Cofms: R$ 7.192,54; juros de mora: R$ 866,09; multa proporcional de 100%: R$ 7.192,54), que acusou a ora recorrente de falta de recolhimento da Cofins no período de 31/10/93 a 31/03/96. Em razã desses fatos a d. Fiscalização considerou infringidos os arts. 1 2 a 52 da LC n2 70/91 e ainda exigíveis a multa de 100%, capitulada no art. 42, inciso I, da MP ri9 298, convertida na Lei n2 8.218/91, e juros de mora. Em sua defesa oportunamente apresentada a recorrente esclarece que: "Não foram efetuados recolhimentos relativos aos fatos geradores dos meses de outubro, novembro e dezembro de 1993, simplesmente porque nada era devido á Fazenda Nacional, tendo em vista a compensação, que foi procedida pela autuada, com créditos que possuía junto á União Federal, relativos a pagamentos a maior da contribuição para o FINSOCIAL, anteriores a março de 1.991. A autuada efetuou tal compensação, no valor de Cr$ 56.043.811 26 (400.697,27 UFIR's), autorizada e amparada pela Lei 8.383/91 e especialmente pela medida liminar concedida pelo MM Juiz de Direito, nos autos da Medida Cautelar n°93.0025096-5 que tramita pela 5° Vara Federal da Seção Judiciária de São Paulo, a qual, embora julgada improcedente em primeira instância, juntamente com a ação principal, encontra-se ainda pendente de julgamento, em grau de recurso (Apelação), estando ambos os autos no Egrégio Tribunal Regional Federal da 3 0 Região, sob n c's 95.03.075870-0 e 95.03.075869-6, tudo conforme demonstram as inclusas xerocópias (docs. 2/5). 3. DOS FATOS GERADORES OCORRIDOS NOS MESES DE JANEIRO A DEZEMBRO DE 1994. Quanto a esses fatos geradores, os recolhimentos do imposto já foram efetuados, nada mais sendo devido à Fazenda NacionaL É que a base de cálculo adotada pelo Sr. AF7'N para a apuração do imposto devido, não se prestava ao fim colimado pelo mesmo, posto que engloba faturamentos tanto da matriz, ora autuada, como da filial que possui CGC diferente e negocia apenas veículos usados. Com efeito, na Declaração de Imposto de Renda/Pessoa Jurídica, em que se baseou o Sr. fiscal, estão compreendidos ambos os faturamentos, da matriz e da filiaL Assim, inadvertidamente o Sr. fiscal usou desses dados, constantes do IRPJ, para apurar a diferença que entende , devida, sem se ater que o imposto já havia sido recolhido e sem 19solicitar os respectivos comprovantes do que seria devido pela ( mencionada filial. 4,(01 MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 13805.013463/96-89 )/ CCO2/C01Acórdão n.°201-80.902 BrastEa, 0 uma. r.rb Fls. 380 Mat: S;ape 91745 A falta dessa necessária exigência fez com que julgasse ele não ter sido recolhido o imposto, o que não condiz com a realidade, já que as diferenças apuradas foram devidamente recolhidas pela filial (sede à Rua Climaco Barbosa, n°494/500). conforme fazem prova os inclusos DAR F's (docs. 6/26). Portanto, repita-se, não é devido qualquer imposto decorrente dos fatos geradores ocorridos nos meses de janeiro a dezembro de 1.994, face aos recolhimentos devidamente efetivados. 4. DOS FATOS GERADORES OCORRIDOS NOS MESES DE DEZEMBRO/95 E MARÇO/96. No tocante ao mês de dezembro/95, o recolhimento deu-se a menor, tendo em vista que a autuada efetuou compensação com recolhimento que fizera a maior no mês anterior (novembro/95), com base na Lei n° 8.383/91, no valor de R$ 426,00, conforme fazem prova os inclusos DAR F's e DCTF (docs. 27/29). Com relação ao mês de março/96, igualmente o recolhimento foi a menor, tendo em vista a compensação com o que havia recolhido a maior no mês anterior (fevereiro/96), no valor de R$ 6.769,50, conforme comprovam os inclusos DARFs e DCTF (documentos 30/34)." Em diligência levada a efeito no estabelecimento da recorrente, no Termo de Diligência de fls. 156/158 a d. Fiscalização reconhece a procedência das alegações da recorrente nos seguintes termos: "TERMO DE DILIGÊNCIA Em cumprimento ao despacho exarado às fls. 117, compareci ao estabelecimento do contribuinte acima indicado, com a finalidade de coletar as informações e os esclarecimentos necessários para dirimir as dúvidas suscitadas às fls. 116 e 117, pela digna Relatora da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador. Os trabalhos foram iniciados com a lavratura do Termo de Solicitação de Documentos, fls. 121, em resposta ao qual o contribuinte apresentou o DEMONSTRATIVO DA BASE DE CÁLCULO DO COFINS, fls. 122/123 e cópia dos Documentos de Arrecadação de Receitas Federais - DARF, fls. 126 a 135 e 138 a 146, informando verbalmente não ter requerido à Receita Federal o recolhimento centralizado da COFINS. Analisando os documentos apresentados, constata-se que: a) Pelo Quadro Demonstrativo n°03, fls. 150, o contribuinte recolheu integralmente os valores relativos à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, correspondente aos meses de janeiro a dezembro de 1994, cujos recolhimentos foram confirmados mediante consulta ao programa SINAL 08, conforme as telas do sistema, fls. 124, 125, 136 e 137. b) Relativamente aos meses de outubro, novembro e dezembro de 1993, tAigos valores devidos pela filial foram efetivamente recolhidos, restando ainda valores a recolher devidos pela matriz, correspondentes aos MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Processo n.° 13805.013463/96-89 GCO2/CD1 Acórdão n.° 201-80.902 Brasilia, dr/ O C.a? Fls. 381 siva ' .. Una Mat.. Stspit 91745 meses de outubro de 1993 no valor equivalente a 114.364,07 UFIR, novembro de 1993 no valor equivalente a 177.650,65 UF1R e dezembro de 1993 no valor equivalente a 110.031,63 UFIR, perfazendo o total de 402.046,35 UFIR. Pelo TERMO DE SOLICITAÇÃO DE ESCLARECIMENTOS, fls. 147,0 contribuinte foi intimado a comprovar se os valores devidos foram objeto de compensação, ou se existe alguma razão, de fato ou de direito, que justifique a redução do recolhimento da COF1NS. Em resposta a essa intimação, o representante do contribuinte informou verbalmente que os valores devidos não foram compensados, encontrando-se 'sub _ledice 'e, portanto, pendentes de decisão judicial e que a expedição da certidão de objeto e pé e de cópia das decisões proferidas no processo judicial demoraria cerca de 30 dias. Todavia, às fis. 64, tem-se uma cópia da liminar concedida nos autos do processo judicial n°93.0025096-5, onde se verifica que a Justiça Federal reconheceu o direito do contribuinte para compensar as parcelas recolhidas a maior do Finsocial com débitos de contribuições da mesma espécie (PIS e COFINS); e às P. 107, tem-se a cópia da certidão de objeto e pé, fls. 107, onde se verifica que na Ação Cautelar n° 92.0049345-9, também lhe foi concedida medida liminar suspendendo a exigibilidade do recolhimento da Contribuição Social instituída pela Lei Complementar n°70/91, COFINS, mediante depósito judicial. Pelas medidas judiciais acima referidas conclui-se que a COF1NS devida pelo contribuinte, não se encontra 'sub júdice s, nem tiveram a sua exigibilidade suspensa pelas mencionadas decisões judiciais. Respondendo de forma conclusiva os quesitos formulados às fis. 116/117, podemos afirmar que não existe a centralização de recolhimentos para este contribuinte, e que os valores devidos, após computados os pagamentos das filiais, referem-se apenas ao estabelecimento matriz. Face ao exposto, proponho, salvo melhor juízo, que o crédito tributário constituído pelo Auto de Infração de fis. 01 e 02, seja: I) modificado nos valores relativos aos meses de outubro, novembro e dezembro de 1993, tendo em vista os recolhimentos parciais demonstrados às fls. 150. Mês Lançado Exonerado Mantido Outubro/93 (27.730,67 13.366,60 114.364,07 Novembro/93 194.961,46 17.310,8 I 177.650,65 Dezembro/93 127.358,68 17.327,05 110.031,63 Total 450.050,81 48.004,46 402.046,35 2) exonerado nos valores correspondentes aos meses de janeiro a dezembro de 1994, dezembro de 1995 e março de 1996, conforme demonstrado no Quadro Demonstrativo n°3, fls. 150. jDou por concluída a diligência solicitada pela Relatora às fls. 117, ressaltando que, por se tratar de proposta para reduzir o crédito C tributário constituído mediante auto de infração, deixo de reabrir o SA'.5N1/4- ME- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 13805.013463/96-89 CCO2/C01 Acórdão n.° 201-80.902 Brasão g y• Fls. 382 amo ,02?..rSosa Mat.: S...pa 91745 prazo para impugnação, por não se verificarem os pressupostos do § 3° do art. 18 do Decreto n°70.235/72." Reconhecendo expressamente que a impugnação atendia aos requisitos de admissibilidade e acolhendo a proposta da d. Fiscalização, a r. Decisão de fls. 167/172 (vol. D, exarada pela DRJ em Salvador - BA, houve por bem considerar procedente em parte o lançamento original de Cofins, aos fundamentos sintetizados em sua ementa nos seguintes termos: "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/10/1993, 30/11/1993, 31/12/1993, 31/12/1993, 31/01/1994, 28/02/1994, 31/03/1994, 30/04/1994, 31/05/1994, 30/06/1994, 31/07/1994, 31/08/1994, 30/09/1994, 31/10/1994, 30/11/1994, 31/12/1994, 31/12/1995, 31/03/1996 Ementa: FALTA DE RECOLHIMENTO. Apurada a falta de recolhimento da Cofins, é devida sua cobrança, com os encargos legais correspondentes. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. COMPENSAÇÃO. EXISTÊNCIA E EXERCÍCIO DE DIREITO NÃO-COMPROVADOS. É de se manter o Lançamento de oficio quando não restar comprovado que a alegada compensação foi de fato adotada tempestiva e espontaneamente. MULTA DE OFÍCIO. REDUÇÃO. A multa de oficio aplicada deve ser reduzida de 100% para 7554 por força da alteração na legislação de regência. Lançamento Procedente em Parte". Em suas razões de recurso voluntário (fls. 186/196, vol. II) instruido pela Relação de Bens e Direitos para Arrolamento (fls. 357 e 372) a ora recorrente sustenta a insubsistência da autuação e da decisão de l a instância na parte em que a manteve, repisando os argumentos expendidos na impugnação, tendo em vista que o crédito tributário teria sido extinto por meio da compensação com os valores recolhidos a maior, vez que os valores teri aw sido declarados em DCTF, pelo que não seria devida a multa punitiva. \ É o Relatório. Á t, 7 • 1W - SC-WIDO CONSELHO DE CONTRIDLINTW Processo n.° 13805.013463/96-89 CONFEE CUJO OntSINAL CCO2/C01 Acórdão n.° 201-80.902 Fls. 383Brasil& y y 511.04 akarbosa Mat. Siam 91745 Voto Conselheiro FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA, Relator O recurso voluntário (fls. 186/196, vol. II) reúne as condições de admissibilidade e, no mérito, não merece provimento. Inicialmente, anoto que, embora tenha havido sucumbência parcial da Fazenda Pública, relativamente ao cancelamento da exigência da multa de oficio, sendo o valor da sucumbência inferior ao limite de alçada (R$ 500.000,000 - cf. Portaria MF ni? 375, de 07/12/2001), o d. Presidente da Colenda 4 1 Turma da DRJ em Salvador - BA deixou de interpor o recurso de oficio, operando-se a coisa julgada administrativa em relação às referidas matérias, remanescendo apenas a discussão do mérito das exigências de Cofins e juros à taxa Selic, mantidos pela r. decisão recorrida. Da mesma forma, desde logo, verifica-se que a mera existência de sentença em Medida Cautelar e Declaratória assegurando a compensação antes da autuação já impede o reexame da mesma matéria de mérito objeto do presente recurso, que sequer poderia ser reapreciada na instância administrativa, seja porque, de acordo com a lei processual, "nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas, relativas à mesma lide" (art. 471 do CPC), sendo "defeso à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas" (art. 473 do CPC), seja ainda porque, havendo concomitância de discussão, esta Colenda Câmara tem reiteradamente proclamado que "a discussão concomitante de matérias nas esferas judicial e administrativa enseja a renúncia nesta pelo princípio da inafastabilidade e unicidade da jurisdição" (cf. Acórdão n1 201-77.493, Recurso ri ça 122.188, da 11 Câmara do 21 CC, em sessão de 17/02/2004, rel. Antonio Mario de Abreu Pinto; cf. também Acórdão ri 2 201-77.519, Recurso rt2 122.642, em sessão de 16/03/2004, rel. Gustavo Vieira de Melo Monteiro). Nesse sentido a jurisprudência dominante do 1 2 CC cristalizada na Súmula n2 1, recentemente aprovada, que expressamente dispõe: "importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial." (cf. DOU-1 de 26/6/2006, p. 26, e RDDT vol. 132/239). Note-se que nem mesmo a hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário poderia obstar o lançamento tributário, pois, como já assentou a jurisprudência uniforme do Egrégio STJ, "a suspensão da exigibilidade do crédito tributário na via judicial impede o Fisco de praticar qualquer ato contra o contribuinte visando à cobrança de seu crédito, tais como inscrição em dívida, execução e penhora, mas não impossibilita a Fazenda de proceder à regular constituição do crédito tributário para prevenir a decadência do direito de lançar" (cf. Acórdão da 12 Seção do STJ nos Emb. de Divergência no REsp n2 572.603-PR, Reg. n2 2004/0121793-3, em sessão de 08/06/2005, rel. Min. Castro Meira, publ. in DJU de 05/09/2005, p. 199, e in RDDT vol. 123, p. 239), eis que "o prazo para lançar não se sujeita a suspensão ou interrupção, sequer por ordem judicial." (cf. Acórdão da 2! Turma do STJ no REsp n2 119.986-SP, Reg. n2 1997/0011016-8, em sessão de 15/02/2001, rel. Min. Eliana Calmon, publ. in NU de 09/04/2001, p. 337, e in RSTJ, vol. 147, p. 154), sendo certo que a procedência ou improcedência do débito principal objeto do lançamento já se encontra adredemente vinculada hobt à sorte da decisão final dos processos judiciais. I\OLL ME SEGUNDO CONSEU-I0 DE CONTRIBUINTES • CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.0 13805.013463/96-89 dli CCO2/031 Acórdão n.° 201-80.902 BrasIka 12 l/ faaS- Fia. 384 sirva atiEfattOMI Mat.: Slepe 91745 Entretanto, o mesmo não se pode dizer das matérias objeto da impugnação ou recurso administrativo que, sendo meras conseqüências do processo judicial e prendendo-se a competências privativamente atribuídas pela lei à autoridade administrativa (ex-vi dos arts. 142, 145, 147, 149 e 150, do CTN) - como é o caso dos efeitos da sentença denegatória de segurança quanto à exigibilidade do crédito tributário constituído através do lançamento excogitado e dos consectários lógicos do seu inadimplemento, como é o caso da multa e dos acréscimos moratórios consubstanciados no referido lançamento -, não foram objeto da segurança, em razão do que passo a examinar. Nessa ordem de idéias, inicialmente, releva notar que não se tem como compensadas as importâncias do auto de infração inseridas posteriormente em DCTF, eis que, não tendo cumprido o procedimento legalmente previsto para que se efetivasse a compensação e a conseqüente homologação do lançamento exigidas pela lei, ao contrário do que açodadamente aduz a ora recorrente, não há como afirmar que aquelas importâncias exigidas no auto de infração tenham sido quitadas por compensação com supostos créditos oriundos de outros tributos administrados pela SRF, o que, de plano, afasta a alegada extinção do crédito tributário e reforça a procedência tanto do auto de infração como da r. decisão recorrida que o manteve, tal como reiteradamente proclamado na jurisprudência deste Egrégio Conselho citada na decisão recorrida, cujas ementas se reproduz: "COFINS. AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO. COMPENSAÇÃO. Não é cabível a alegação de compensação sem comprovação do procedimento e como defesa em auto de infração. Recurso negado." (Acórdão n2 201-76.411 - 18/09/2002) "COFINS. (...). COMPENSAÇÃO. A compensação é um direito discricionário da contribuinte, podendo ela exercê-lo ou não. Mas, se o fizer, deve seguir as normas regulamentares que regem a matéria. (..). COMPENSAÇÃO NÃO COMPROVADA. Não havendo comprovação de compensação alegada pela contribuinte, antes da lavratura da Peça Infracional, é cabível o lançamento de oficio dos valores não recolhidos. Recurso provido em parte." (Acórdão n2 202-14.945 - 02107/2002) "COFINS. COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. Cabe ao Contribuinte o ônus de provar o que alega. Não tendo este instruído o processo com a documentação necessária à comprovação dos seus argumentos, tomam-se insubsistentes e vazias as razões formuladas. MULTA DE OFÍCIO. PREVISÃO LEGAL. A exacerbação do lançamento pela aplicação da multa de oficio no percentual 75% tem o devido suporte legal na legislação de regência (inciso I, art. 44, da Lei n°9.430/96). Recurso negado." (Acórdão n2 203-09.342 - 02/12/2003) "(..) COFINS - COMPENSAÇÃO - AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO - A mera afirmação, sem provas, da realização da compensação não autoriza a mesma ser considerada para os efeitos de fixação do crédito tributário exigido em auto de infração. Recurso negado." (Acórdão n2 203-07.160 - 20/03/2001) "COFINS. COMPENSAÇÃO. COMPROVAÇÃO. A compensação é opção do contribuinte. O fato de este ser detentor de créditos junto à Fazenda Nacional não invalida o lançamento de oficio relativo a débitos posteriores, quando não restar comprovado, por meio de Lbt)1/4-' MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES• Processo n.° 13805.013463/96-89 CONFERE COM O ORIGINAL CCOVC01 Acórdão n.°201-80.902 Brasília, A y 7002 Fls. 385 S Mo S ,dtxos. a Mat.: Sta 91745 documentos hábeis, ter exercido a compensação antes do inicio do procedimento de oficio. (..). Recurso parcialmente provido." (Acórdão n9 202-15.007 - 13/08/2003) No que toca à multa de 100%, é inquestionável o acerto da r. decisão recorrida na aplicação do princípio da retroatividade benigna, consagrado no art. 106, inciso II, alínea "c", do CTN, que expressamente determina deva ser aplicada a lei nova a fato pretérito para reduzi-Ia, aplicando-se a multa de 75%, prevista no inciso I do art. 44 da Lei n 2 9.430/96. No que toca à incidência dos acréscimos moratórios calculados à taxa Selic, também são devidos, como expressamente admite a jurisprudência do Egrégio STJ, que já se pacificou no sentido da constitucionalidade e legalidade da aplicação da taxa Selic na atualização dos débitos fiscais não-recolhidos integralmente no vencimento (cf. Acórdão da 12 Seção do STJ nos Emb. de Div. no REsp n2 426.967-MG, Reg. n2 2005/0080285-4, em sessão de 09/08/2006, rel. Min. Denise Arruda, publ. in DJU de 04/09/2006, p. 218), sendo "devido, dessarte, o pagamento de juros de mora desde o vencimento da obrigação e correção monetária, mesmo que a suspensão da exigibilidade do crédito tributário tenha se dado em momento anterior ao vencimento" (cf. Acórdão da 22 Turma do STJ no REsp n2 208.803-SC, Reg. n2 1999/0025864- 9, em sessão de 11/02/2003, rel. Min. Franciulli Netto, publ. in DJU de 02/06/2003, p. 232). Isto posto voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário (fls. 186/196, vol. II) para manter a r. Decisão de fls. 167/172 (vol. I) da Colenda 4 2 Turma da DRJ em Salvador - BA. É como voto. Sala das Sessões, em 13 de fevereiro de 2008. POVV10(/14C1Ceadr FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA ji • Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1 _0002300.PDF Page 1 _0002500.PDF Page 1 _0002700.PDF Page 1 _0002900.PDF Page 1
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