Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,275)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,621)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,034)
- Primeira Turma Ordinária (15,998)
- Primeira Turma Ordinária (15,960)
- Segunda Turma Ordinária d (15,770)
- Segunda Turma Ordinária d (14,393)
- Primeira Turma Ordinária (12,998)
- Primeira Turma Ordinária (12,361)
- Segunda Turma Ordinária d (12,348)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,399)
- Quarta Câmara (84,588)
- Terceira Câmara (66,999)
- Segunda Câmara (55,305)
- Primeira Câmara (19,845)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,258)
- 1ª SEÇÃO (6,816)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (123,995)
- Segunda Seção de Julgamen (114,032)
- Primeira Seção de Julgame (76,215)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,956)
- Câmara Superior de Recurs (37,845)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,019)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,619)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,373)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,717)
- HELCIO LAFETA REIS (3,595)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,216)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,468)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 15374.724315/2009-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Dec 18 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3302-000.267
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator.
EDITADO EM: 01/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 18 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 15374.724315/2009-11
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5177895
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 20 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3302-000.267
nome_arquivo_s : Decisao_15374724315200911.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : WALBER JOSE DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 15374724315200911_5177895.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator. EDITADO EM: 01/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
id : 4419041
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041214064820224
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1621; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.724315/200911 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3302000.267 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 29 de novembro de 2012 Assunto SOLICITAÇÃO DE DILIGÊNCIA Recorrente PETRÓLEO BRASILEIRO S/A PETROBRÁS Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 01/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório No dia 20/5/2008 a empresa PETRÓLEO BRASILEIRO S/A PETROBRÁS transmitiu PER/DCOMP pleiteando a restituição de Cofins, paga indevidamente no período de apuração de outubro de 2004, e declarando a compensação de débitos seus com o crédito pleiteado. A Demac RJ indeferiu o pedido da recorrente alegando que a empresa aproveitou créditos, no período de apuração de outubro/04, relativos a importações de RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 53 74 .7 24 31 5/ 20 09 -1 1 Fl. 605DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.724315/200911 Resolução nº 3302000.267 S3C3T2 Fl. 3 2 insumos/mercadorias cujas Declarações de Importação foram registradas em períodos anteriores, conforme Despacho Decisório de fls. 455/463. Ciente da decisão, a empresa interessada ingressou com a manifestação de inconformidade de fls. 497/508, cujas razões foram sintetizadas pela decisão recorrida nos seguintes termos: a) Para o cálculo do crédito a compensar, a interessada trouxe não só os créditos de COFINS apurados em outubro de 2004, como também créditos de COFINS NÃO CUMULATIVO/ COMBUSTÍVEIS referentes a aquisições realizadas nos meses de maio, julho, agosto, setembro de 2004, tudo conforme devidamente apontado no DACON; b) A instituição e regulamentação do DACON veio com a IN SRF n° 387, de 20/01/2004. De acordo com o art. 1º da IN SRF 437/2004, as informações referentes ao segundo trimestre calendário do ano de 2004 foram autorizadas a serem prestadas até o dia 29 de outubro de 2004, vale dizer, juntamente com aquelas referentes ao DACON do terceiro trimestre calendário. Cumprindo isto, a Requerente alocou os créditos referentes aos segundo e terceiros trimestre de 2004 em um único DACON, conforme autorizado pela própria Receita; c) Por outro lado, se irregularidade há, ela é meramente formal, não impedindo o aproveitamento dos créditos indicados, desde que devidamente demonstrada sua legitimidade, tal como assim procedeu a Contribuinte, justamente porque se trata de direito inerente à própria não cumulatividade instituída pelas Leis 10.833/2003 e 10.865/2004; d) O legislador garantiu ao contribuinte o direito de buscar a apropriação direta, nos meses subseqüentes, do crédito não apurado em momento pretérito, independentemente do motivo que o tenha impossibilitado de perseguilo no mês em que se deu sua gênese conforme se depreende da regra posta no inciso I do §8° do artigo 3º da Lei 10.637/2002; e) Desde que o contribuinte demonstre a legitimidade do crédito, na forma como lhe é garantido pela legislação vigente, e busque seu aproveitamento no quinquídio legal, independentemente do mês em que tenha ele sido gerado, mostrase juridicamente legítima a sua utilização para compensálos com débitos provenientes de períodos diverso; f) Ao anunciar que a única via para o contribuinte garantir os seus créditos é a aquela caracterizada pela retificação do DACON relativo ao mês em que se deu a aquisição geradora do crédito, o que se vê, na verdade, é a intenção de se restringir, de forma antijurídica, os meios concedidos pela legislação para aproveitamento do crédito; g) A apresentação do DACON não tem uma finalidade em si mesma, tratandose, quando muito, de uma obrigação acessória que, como qualquer outra, busca viabilizar o controle das contribuições sociais. Uma vez constada a ausência de qualquer prejuízo à União, fato este facilmente possível de ser apurado no presente Auto, o que se pede, em verdade, é que o direito se sobreponha à exigências meramente formais, destituídas de amparo legal e até mesmo prático; Fl. 606DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.724315/200911 Resolução nº 3302000.267 S3C3T2 Fl. 4 3 h) Ao contrário do anunciado pela Receita (e revelado pelas DI's ora trazidas pela Contribuinte), não foi internalizado nafta petroquímica (NCM 2710.11.41), mas sim (e apenas), nafta (NCM 2710.11.49), produto último com NCM diversa daquela que, segundo a Receita, determinaria a aplicação da Lei n° 11.196/2005; i) Mesmo na hipótese de se considerar o produto internalizado como sendo nafta petroquímica, os créditos perseguidos pela Contribuinte dizem respeito aos custos suportados por ela quando da importação da nafta. A Lei 10.865/04 já garantia, à época das importações, a geração de créditos provenientes da aquisição e importação de insumos, dentre os quais se encontra a nafta; j) Na prática, o que mudou com o advento da Lei n° 11.196/2005 2 3 foi a necessidade de se estabelecer tratamento diferenciado daquele que, até então, era atribuído às operações de nafta envolvendo o produtor, o importador e as centrais petroquímicas; k) A regra constante no artigo 57 da Lei 11.196/2005, de uma forma ou de outra, jamais se aplicaria à Contribuinte justamente porque ela, ou ostenta a condição de importadora, ou de produtora da nafta, mas nunca a de central petroquímica (esta última a se utilizar do produto como matéria prima), condição que lhe foi erroneamente atribuída para fins de incidência da norma acima; l) Constitui erro grosseiro atribuirlhe a condição de central petroquímica para fins de incidência da regra disposta no artigo 57 da Lei 11.196/2005; m) Protesta pela juntada posterior de documentos complementares, bem como pela produção de outras provas que necessariamente contribuam para o melhor deslinde da questão. Por fim, requer seja julgada procedente a manifestação de inconformidade, para fins de se atribuir efeito modificativo ao Despacho Decisório e, assim, declarar legítimo o direito à integralidade dos créditos apontados para fins de compensação efetuada, procedendose a devida homologação dela, tendo em vista que o crédito de COFINS alegado existe, é certo, líquido e exigível. A 17a Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro RJ indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão no 1244.912, de 4/4/2012, cuja ementa abaixo transcrevo: COFINS NÃOCUMULATIVA. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. Na apuração nãocumulativa da COFINS, os créditos a descontar devem ser calculados em relação às aquisições de insumos ou bens para revenda ocorridas no próprio mês de apuração. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ELEMENTOS DE PROVA. A prova deve ser apresentada na manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, por força do artigo 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72. Fl. 607DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.724315/200911 Resolução nº 3302000.267 S3C3T2 Fl. 5 4 A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 19/6/2012, conforme Termo de Ciência de fl. 578, e, discordando da mesma, ingressou, no dia 10/7/2012, com o recurso voluntário de fls. 580/594, no qual reprisa os argumentos da manifestação de inconformidade, acima resumidos. Na forma regimental, o recurso voluntário foi a mim distribuído. É o relatório. Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos legais. Dele se conhece. A empresa recorrente está pleiteando a restituição de Cofins supostamente paga a maior no dia 12/11/2004, relativa ao período de apuração de outubro de 2004. Em síntese, alega a recorrente que no período de apuração de outubro de 2004 deixou de creditarse da Cofins incidente na importação de insumos e mercadorias para revenda e, consequentemente, o valor recolhido da exação foi superior ao efetivamente devido. Ao efetuar as verificais fiscais, a Demac/RJ concluiu que o valor recolhido foi inferior ao efetivamente devido. Isto porque a empresa recorrente, ao calcular os créditos que julga ter direito no PA 10/97, incluiu créditos relativos a importação de insumos ou mercadorias cujas Declarações de Importação (DI) foram registradas em meses anteriores a outubro de 2004, contrariando as disposições do art. 3º, incisos I e II, § 1º, inciso I, da Lei nº 10.833/2003, que autoriza o crédito no mês de aquisição do insumo/mercadoria, não podendo o crédito ser realizado em meses subseqüentes ao da aquisição. No caso de insumo/mercadoria importada, a Demac/RJ considera o dia do registro da DI como sendo a data da aquisição a que se refere a lei. Além do fato acima, foi também glosado o crédito de nafta importada pela recorrente com fulcro nos arts. 57 e 132 da Lei nº 11.196/2005. As questões colocadas para julgamentos são duas: (i) a legalidade do registro e aproveitamento do crédito da Cofins em meses subseqüentes ao do registro da Declaração de Importação; e (i) o direito ao aproveitamento do crédito da Cofins nas importações de nafta realizadas pela recorrente, desembaraçadas por meio das DI nº 04/08898750 e 04/08909344. Sobre o crédito da nafta importada pela Recorrente a solução da pendenga depende de prova material sobre a identificação da mercadoria importada: se nafta (NCM 2710.11.49) ou se nafta para petroquímica (NCM 2710.11.41). A documentação constante dos autos não é suficiente para identificar, com precisão, o tipo de nafta importada pela Recorrente. Aparentemente, nas DIs a mercadoria foi classificada no código NCM 2710.11.49 Outras Naftas. (não localizei as DIs nos autos) Fl. 608DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.724315/200911 Resolução nº 3302000.267 S3C3T2 Fl. 6 5 Por outro lado, no demonstrativo apresentado pela Recorrente (fl. 223) a mercadoria é descrita como “nafta para petroquímica”. Diante de informações contraditórias não é possível formar convicção sobre a solução da lide. É necessário que a mercadoria seja perfeitamente identificada. Por isto, o processo deve retornar à Demac/RJ para providenciar a identificação, por técnico especializado, da mercadoria importada e, também, para juntar aos autos de cópia das DI nº 04/08898750 e 04/08909344. A outra questão posta em julgamento (o tempo e a forma de apurar e aproveitar crédito extemporâneo) é por demais polêmica, à mingua de uma regulamentação das disposições contidas nas Leis nº 10.833/03 e 10.865/04 sobre o tema. O aproveitamento do crédito da Cofins nas importações de insumos e mercadorias para revenda foi autorizado pelo art. 15 da Lei nº 10.865/2004, abaixo reproduzido. Art. 15. As pessoas jurídicas sujeitas à apuração da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, nos termos dos arts. 2º e 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, poderão descontar crédito, para fins de determinação dessas contribuições, em relação às importações sujeitas ao pagamento das contribuições de que trata o art. 1º desta Lei, nas seguintes hipóteses: I bens adquiridos para revenda; II bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustível e lubrificantes; [...] § 1º O direito ao crédito de que trata este artigo e o art. 17 desta Lei aplicase em relação às contribuições efetivamente pagas na importação de bens e serviços a partir da produção dos efeitos desta Lei. § 2º O crédito não aproveitado em determinado mês poderá sêlo nos meses subseqüentes. [...]. Sobre este mesmo tema, assim dispõe a Lei nº 10.833/03: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: [...] II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da Tipi; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) Fl. 609DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.724315/200911 Resolução nº 3302000.267 S3C3T2 Fl. 7 6 [...] § 4o O crédito não aproveitado em determinado mês poderá sêlo nos meses subseqüentes. Como se pode constatar facilmente, as Leis nº 10.833/03 e 10.865/04 determinam que “O crédito não aproveitado em determinado mês poderá sêlo nos meses subseqüentes.” Não diz estas leis como será realizado o aproveitamento do crédito nos meses subseqüentes. Só autoriza o seu aproveitamento. A primeira indagação relevante sobre o tema é: qual a condição necessária e suficiente para o aproveitamento de um crédito em meses subseqüentes? A condição é o crédito existir e estar informado no DACON do mês de aquisição? É o crédito existir e estar informado no DACON do mês da efetiva utilização? É o crédito existir e a despesa estar regularmente escriturada nos livros contábeis e fiscais do contribuinte? Não há resposta consensual para estas indagações. Um outro dispositivo legal que também carece de regulamentação é o inciso I, do § 1º, do art. 3º, da Lei nº 10.833/2003, abaixo reproduzido. Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010) [...] §1o Observado o disposto no §15 deste artigo, o crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no caput do art. 2o desta Lei sobre o valor: (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008) I dos itens mencionados nos incisos I e II do caput, adquiridos no mês; Sendo a atividade administrativa tributária plenamente vinculada, exigese uma aplicação exata na norma tributária. Quando a norma tributária é imprecisa ou ambígua dá azo a interpretações diversas, dificultando a sua aplicação, tanto por parte do Fisco como por parte dos contribuintes. Nas operações mercantis (interna ou externa), a operação de compra e venda de mercadorias se prova com a nota fiscal (mercado interno) e com a fatura/invoice (mercado externo). A data da emissão desses documentos é a data da realização do negócio. Esta, no entanto, não é a única data aceita pelo Fisco Federal para o adquirente da mercadoria apurar e utilizar o crédito do PIS e da Cofins. Aliás, esta não é a data usualmente utilizada para este fim. No caso de aquisição de mercadoria no mercado interno, o Fisco Federal aceita que o crédito seja apurado e aproveitado na data em que a mercadoria entra no estabelecimento do contribuinte adquirente (esta, obviamente, não é a data da aquisição). Ou seja, o crédito é determinado no mês em que a mercadoria entra no estabelecimento do contribuinte e não no mês de sua aquisição. Além disto, o Fisco entende que as disposições legais acima reproduzidas obrigam o contribuinte a apurar (e utilizar) o crédito única e exclusivamente no mês de Fl. 610DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.724315/200911 Resolução nº 3302000.267 S3C3T2 Fl. 8 7 aquisição da mercadoria. É o saldo credor do mês que pode ser aproveitado nos meses subseqüentes. Como é natural, no CARF existem diversos entendimentos sobre as questões acima expostas. Para que todos os membros do Colegiado possam formar sua convicção sobre a matéria posta em julgamento e, também, para que o resultado do julgamento não seja condicional, é necessário o retorno dos autos à Demac/RJ para que esta informe o seguinte, para cada DI deste processo: (i) mês da conclusão do desembarque da mercadoria; (i) mês da conclusão do desembaraço aduaneiro da mercadoria; (iii) mês em que a recorrente efetuou o registro da entrada da mercadoria no seu livro Registro de Entrada de Mercadorias. Isto posto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência à repartição da RFB de origem para as seguintes providências: 1 providenciar, se for possível, a identificação técnica da mercadoria desembaraçada por meio das DIs nº 04/08898750 e 04/08909344 (nafta). Ou seja, se a mercadoria é nafta para petroquímica ou não. Se for necessário, a recorrente pode ser intimada a informar em que utilizou a nafta importada. 2 juntar aos autos cópia das DI nº 04/08898750 e 04/08909344; 3 informar, para cada DI relacionada nos demonstrativos de fls. 218/271, o seguinte: 3.1 mês da conclusão do desembarque da mercadoria; 3.2 mês da conclusão do desembaraço aduaneiro da mercadoria; 3.3 mês em que a recorrente efetuou o registro da entrada da mercadoria no seu livro Registro de Entrada de Mercadorias. 4 prestar os esclarecimentos e juntar documentos que entender importante para o deslinde da questão; 5 dar ciência à recorrente desta Resolução e do resultado da diligência, abrindo lhe o prazo previsto no Parágrafo Único do art. 35 do Decreto nº 7.574/11. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Relator Fl. 611DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10980.012974/2006-05
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2000
TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO.
O termo inicial será: (a) Primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º).
No caso dos autos, verifica-se que houve antecipação de pagamento. Destarte, há de se aplicar a regra do art. 150, § 4º, do CTN, ou seja, conta-se o prazo decadencial a partir da data do fato gerador.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9202-002.446
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann ( Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2000 TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. O termo inicial será: (a) Primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º). No caso dos autos, verifica-se que houve antecipação de pagamento. Destarte, há de se aplicar a regra do art. 150, § 4º, do CTN, ou seja, conta-se o prazo decadencial a partir da data do fato gerador. Recurso Especial do Procurador Negado.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10980.012974/2006-05
anomes_publicacao_s : 201302
conteudo_id_s : 5185836
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9202-002.446
nome_arquivo_s : Decisao_10980012974200605.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCELO OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10980012974200605_5185836.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann ( Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4487394
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041214079500288
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1612; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 240 1 239 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10980.012974/200605 Recurso nº 158.262 Especial do Procurador Acórdão nº 9202002.446 – 2ª Turma Sessão de 8 de novembro de 2012 Matéria IRPF Recorrente PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL (PGFN) Interessado CARLOS VICENTE GODINHO SILVA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2000 TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. O termo inicial será: (a) Primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º). No caso dos autos, verificase que houve antecipação de pagamento. Destarte, há de se aplicar a regra do art. 150, § 4º, do CTN, ou seja, contase o prazo decadencial a partir da data do fato gerador. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 29 74 /2 00 6- 05 Fl. 243DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann ( VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10980.012974/200605 Acórdão n.º 9202002.446 CSRFT2 Fl. 241 3 Relatório Tratase de Recurso Especial por divergência, fls. 0204, interposto pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) contra acórdão, fls. 0184, que decidiu dar provimento ao recurso. O acórdão em questão possui as seguintes ementa e decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA — IRPF Anocalendário: 2000 APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI N° 10.174/2001 LEGISLAÇÃO QUE AUMENTA OS PODERES DE INVESTIGAÇÃO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA FISCAL PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA VERSUS PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO PREVALÊNCIA DO PRINCÍPIO QUE AMPLIA O PODER PERSECUTÓRIO DO ESTADO Hígida a ação fiscal que tomou como elemento indiciário de infração tributária a informação da CPMF, mesmo para período anterior a 2001, já que à luz do art. 144, § 1 0, do CTN, podese utilizar a legislação superveniente à ocorrência do fato gerador, quando essa amplia os poderes de investigação da autoridade administrativa fiscal. Não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como um meio para se proteger da descoberta do cometimento de infrações tributárias. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA RENDIMENTOS OMITIDOS – FATO GERADOR COM PERIODICIDADE MENSAL IMPOSSIBILIDADE APRECIAÇÃO EQUIVOCADA DO ART. 42, § 4°, DA LEI N° 9.430/96 FATO GERADOR COMPLEXIVO, COM PERIODICIDADE ANUAL – HIGIDEZ DO LANÇAMENTO É equivocado o entendimento de que o fato gerador do imposto de renda que incide sobre rendimentos omitidos oriundos de depósitos bancários de origem não comprovada tem periodicidade mensal. A uma, porque o art. 42, §4°, da Lei n° 9.430/96 sequer definiu o vencimento da exação dita mensal; a duas, porque os rendimentos sujeitos à tabela progressiva obrigatoriamente são colacionados no ajuste anual, quando, então, apurase o imposto devido, indicando que o fato gerador, no caso vertente, aperfeiçoouse em 31/12 do ano calendário; a três, porque a ausência de antecipação dentro do anocalendário somente poderia ser apenada com uma multa isolada de oficio, como ocorre na ausência do recolhimento mensal obrigatório (carnêleão); a quatro, porque a regra geral da periodicidade do fato gerador do imposto de renda da pessoa física é anual, na forma do art. 2° da Lei n° 7.713/88 c/c os arts. 2° e 9° da Lei n° 8.134/90. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 MULTA QUALIFICADA EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO – MERA OMISSÃO DE RENDIMENTOS Somente é justificável a exigência da multa qualificada prevista no artigo art. 44, II, da Lei n 9.430, de 1996, quando o contribuinte tenha procedido com evidente intuito de fraude, nos casos definidos nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/64. O evidente intuito de fraude deverá ser minuciosamente justificado e comprovado nos autos. Nos termos do enunciado n° 14 da Súmula deste Primeiro Conselho, não há que se falar em qualificação da multa de oficio nas hipóteses de mera omissão de rendimentos, sem a devida comprovação do evidente intuito de fraude, notadamente quando a omissão de rendimentos é estribada em uma presunção legal. IRPF LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO – AUSÊNCIA DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO – PRAZO DECADENCIAL REGIDO PELO ART. 150, § 4°, DO CTN A regra de incidência prevista na lei é que define a modalidade do lançamento. O lançamento do imposto de renda da pessoa física por homologação, com fato gerador complexivo, que se aperfeiçoa em 31/12 do anocalendário. Para esse tipo de lançamento, o qüinqüênio do prazo decadencial tem seu inicio na data do fato gerador, exceto se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, quando tem aplicação o art. 173, I, do CTN. O lançamento que não respeita o prazo decadencial na forma antes exposta deve ser considerado extinto pela decadência. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CARLOS VICENTE GODINHO DA SILVA. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso para desqualificar a multa de oficio e reconhecer a decadência do lançamento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Em seu recurso especial a Procuradoria alega, em síntese, que: 1. Na hipótese dos autos, em que o contribuinte não antecipa o pagamento dos tributos recolhidos mediante "lançamento por homologação", a contagem do prazo decadencial deverá se dar com fulcro no art. 173, inciso I, do CTN, conforme majoritário entendimento jurisprudencial e doutrinário sobre o tema; 2. Devido ao tamanho de discrepância entre o valor omitido e o valor devido está demonstrada a conduta dolosa, punível com a multa qualificada; 3. Declarar renda cerca de cinco vezes inferior à correta, bem como o fato de não declarar conta existente no exterior, são provas irrefutáveis da conduta intencional; Fl. 246DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10980.012974/200605 Acórdão n.º 9202002.446 CSRFT2 Fl. 242 5 4. Ninguém, por mais displicente que seja, consegue se "esquecer" de declarar quase cinco vezes o valor correto. A conduta dolosa, portanto, é evidente. Reforça tal constatação o fato de ter sido o contribuinte sujeito à representação fiscal para fins penais; 5. Destarte, conforme provam os documentos constantes dos autos, o sujeito passivo, repitase, por sua ação firme, abusiva e notória, em burla ao cumprimento da obrigação fiscal, demonstrou conduta consciente que procura e obtém determinado resultado: enriquecimento sem causa e não simplesmente omitiu receitas, mas agiu ativamente para conseguir esse intuito; 6. Pelo exposto, requer o conhecimento e o provimento de seu recurso. Por despacho, fls. 0227, deuse seguimento parcial ao recurso especial, somente para a questão referente a decadência. A Presidência do CARF analisou o despacho sobre o seguimento parcial do recurso e manteve seu entendimento, fls. 0231. O sujeito passivo, apesar de devidamente intimado, não apresentou suas contra razões. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 247DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade – recurso tempestivo e com jurisprudência divergente e não reformada na questão da decadência conheço do Recurso Especial e passo à análise de suas razões recursais. O cerne da questão sobre a decadência é a discussão sobre qual regra decadencial, presentes no CTN, aplicarseá, a expressa no § 4°, Art. 150 do CTN ou a constante do I, Art. 173 do CTN. Para a recorrente, a regra a ser aplicada deve ser a prevista no Art. 173, pois não houve a necessária e obrigatória antecipação parcial de pagamento. Creio que já temos resposta sobre esta dúvida. O Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), através de alteração promovida pela Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” (Art. 62A do anexo II). No que diz respeito a decadência dos tributos lançados por homologação temos o Recurso Especial nº 973.733 SC (2007/01769940), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux, que teve o Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC e da Resolução STJ 08/2008, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL .ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg Fl. 248DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10980.012974/200605 Acórdão n.º 9202002.446 CSRFT2 Fl. 243 7 nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Portanto, o STJ, em Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC definiu que “o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação” (Recurso Especial nº 973.733) Fl. 249DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 8 Cabe destacar que há valores recolhidos, consignados na autuação, fls. 0125. Portanto, deve ser aplicado ao caso a regra expressa no § 4º, Art. 150 do CTN. CTN: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Assim, considerando que o fato gerador dos rendimentos omitidos oriundos de depósitos bancários de origem não comprovada é anual, mister perquirir se a decadência alcançou o fato gerador do anocalendário 2000, aqui em debate, que se aperfeiçoou em 31/12/2000, pois o sujeito passivo foi considerado cientificado do auto de infração em 22/11/2006. CONCLUSÃO: Em razão do exposto, voto em NEGAR PROVIMENTO ao recurso da Procuradoria, nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 250DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10980.012974/200605 Acórdão n.º 9202002.446 CSRFT2 Fl. 244 9 Fl. 251DF CARF MF Impresso em 19/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 19515.000953/2008-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 03 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003
DECADÊNCIA
O Superior Tribunal de Justiça, por meio de julgamento em sede de repercussão geral, definiu dois requisitos para autorizar a aplicação do prazo decadência constante do art. 150, §4º do CTN, a saber: (i) ausência de dolo ou fraude e (ii) pagamento parcial do tributo. Caso não se verifiquem esses requisitos, entende, o STJ, em sede de repercussão geral, que deve ser aplicado o prazo decadencial na forma do art. 173, inciso I do CTN.
ARBITRAMENTO. IMPOSIÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DOS LIVROS CONTÁBEIS.
O arbitramento do lucro não é uma opção da autoridade fiscal, mas sim um comando direto, cuja observância não está sujeita à discricionariedade da Autoridade lançadora. Se o contribuinte não apresenta sua escrituração fiscal, deve ser realizado o arbitramento. Não basta, assim, o contribuinte possuir escrituração fiscal regular para afastar a hipótese de arbitramento. É necessário que esta escrituração fiscal esteja disponível à fiscalização e lhe seja apresentada em momento oportuno, qual seja, durante a fiscalização.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 1401-000.872
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR a preliminar e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva - Presidente.
(assinado digitalmente)
Alexandre Antonio Alkmim Teixeira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sergio Luiz Bezerra Presta, Maurício Pereira Faro, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Karem Jureidini Dias
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2003 DECADÊNCIA O Superior Tribunal de Justiça, por meio de julgamento em sede de repercussão geral, definiu dois requisitos para autorizar a aplicação do prazo decadência constante do art. 150, §4º do CTN, a saber: (i) ausência de dolo ou fraude e (ii) pagamento parcial do tributo. Caso não se verifiquem esses requisitos, entende, o STJ, em sede de repercussão geral, que deve ser aplicado o prazo decadencial na forma do art. 173, inciso I do CTN. ARBITRAMENTO. IMPOSIÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DOS LIVROS CONTÁBEIS. O arbitramento do lucro não é uma opção da autoridade fiscal, mas sim um comando direto, cuja observância não está sujeita à discricionariedade da Autoridade lançadora. Se o contribuinte não apresenta sua escrituração fiscal, deve ser realizado o arbitramento. Não basta, assim, o contribuinte possuir escrituração fiscal regular para afastar a hipótese de arbitramento. É necessário que esta escrituração fiscal esteja disponível à fiscalização e lhe seja apresentada em momento oportuno, qual seja, durante a fiscalização. Recurso voluntário negado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 19515.000953/2008-61
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5179967
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1401-000.872
nome_arquivo_s : Decisao_19515000953200861.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 19515000953200861_5179967.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR a preliminar e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva - Presidente. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sergio Luiz Bezerra Presta, Maurício Pereira Faro, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Karem Jureidini Dias
dt_sessao_tdt : Wed Oct 03 00:00:00 UTC 2012
id : 4432934
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041214144512000
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2138; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 2 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.000953/200861 Recurso nº 000.001 Voluntário Acórdão nº 1401000.872 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 03 de outubro de 2012 Matéria IRPJ Recorrente ICOMON TECNOLOGIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 DECADÊNCIA O Superior Tribunal de Justiça, por meio de julgamento em sede de repercussão geral, definiu dois requisitos para autorizar a aplicação do prazo decadência constante do art. 150, §4º do CTN, a saber: (i) ausência de dolo ou fraude e (ii) pagamento parcial do tributo. Caso não se verifiquem esses requisitos, entende, o STJ, em sede de repercussão geral, que deve ser aplicado o prazo decadencial na forma do art. 173, inciso I do CTN. ARBITRAMENTO. IMPOSIÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DOS LIVROS CONTÁBEIS. O arbitramento do lucro não é uma opção da autoridade fiscal, mas sim um comando direto, cuja observância não está sujeita à discricionariedade da Autoridade lançadora. Se o contribuinte não apresenta sua escrituração fiscal, deve ser realizado o arbitramento. Não basta, assim, o contribuinte possuir escrituração fiscal regular para afastar a hipótese de arbitramento. É necessário que esta escrituração fiscal esteja disponível à fiscalização e lhe seja apresentada em momento oportuno, qual seja, durante a fiscalização. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR a preliminar e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 09 53 /2 00 8- 61 Fl. 2317DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA 2 Jorge Celso Freire da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sergio Luiz Bezerra Presta, Maurício Pereira Faro, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Karem Jureidini Dias Fl. 2318DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 19515.000953/200861 Acórdão n.º 1401000.872 S1C4T1 Fl. 3 3 Relatório Trata o presente feito de auto de infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, apurado pelo regime de arbitramento, relativos ao anocalendário 2003. No curso do procedimento de fiscalização, a Recorrente fora intimada para apresentar seus livros fiscais, em especial os Livros Diário e Razão, assim como apresentar a composição dos custos descritos na linha 37 da DIPJ (fls. 72), relativa aos Custos dos Serviços Vendidos, tendo se limitado a apresentar planilhas demonstrando seu faturamento. Segundo se extrai do relatório da DRJ, in verbis: Decorrido o prazo da intimação fiscal o contribuinte não nos apresentou até o presente momento os livros Razão e Diário, contendo sua escrituração contábil do ano calendário de 2003, juntamente com a documentação que serviu de base a sua escrituração, apresentandonos apenas o demonstrativo de seu faturamento mensal do ano calendário de 2003, o qual embasou a sua Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica do Exercício financeiro de 2004 ano calendário 2003, de resto não apresentando nenhuma documentação comprobatória de custos e despesas na referida DIP Diante disso, a autoridade fiscal promoveu o arbitramento da renda e lucro líquido tributável da empresa, aplicando multa de 75% e correção pela SELIC. Em sede de impugnação, a Recorrente aduziu a decadência do direito creditório, por aplicação do disposto no art. 150, §4º do CTN, assim como a ilegalidade de aplicação da SELIC. No mérito, afirmou não ser a hipótese, no caso, de arbitramento, posto que possui escrituração fiscal regular, comprovando sua assertiva com a apresentação dos livros fiscais e contábeis da empresa relativos ao anocalendário 2003. Antes do julgamento do feito, o Recorrente apresentou petição requerendo, ainda, a retificação do percentual aplicado no arbitramento, de 32% para 9,6%, o que foi feito por diligência, por ter sido considerado mero erro material no cálculo do tributo devido. No mérito, a impugnação foi julgada improcedente, conforme ementa que segue transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 DECADÊNCIA. Fl. 2319DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA 4 0 direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte Aquele em que o lançamento poderia ter sido ser efetuado. LUCRO ARBITRADO. ESCRITURAÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA. 0 lucro deve ser arbitrado pela autoridade administrativa sempre que o sujeito passivo deixar de apresentar, quando intimado no curso de uma ação fiscal, seus livros contábeis e demais documentos da escrituração fiscal exigidos. Inexistindo arbitramento condicional, o ato administrativo do lançamento não é modificável pela apresentação posterior da escrituração, cuja inexistência ou não apresentação foi a causa do arbitramento. TAXA SELIC. APLICABILIDADE. A utilização da taxa Selic para o cálculo dos juros de mora decorre de lei, sobre cuja aplicação não cabe aos órgãos do Poder Executivo deliberar. ARGUIÇÕES DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. Não compete A autoridade administrativa a apreciação de constitucionalidade e legalidade das normas tributárias, cabendolhe observar a legislação em vigor. AUTO REFLEXO. CSLL. Na medida em que a exigência reflexa têm por base os mesmos fatos que ensejaram o lançamento do imposto de renda, a decisão de mérito prolatada naquele constitui prejulgado na decisão do auto de infração decorrente. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformado com a decisão, a Recorrente apresentou recurso voluntário, em que reafirmou as razões outrora constantes de sua impugnação. É o relatório Fl. 2320DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 19515.000953/200861 Acórdão n.º 1401000.872 S1C4T1 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira O recurso voluntário é tempestivo e, atendidos os demais requisitos de lei, dele conheço. DECADÊNCIA. Aduz a Recorrente que, como o lançamento foi notificado ao contribuinte em 27 de março de 2008, estariam tacitamente homologados os créditos tributários cujo fato gerador tenha ocorrido a mais de 5 anos, nos termos do art. 150, §4º do CTN, ocorrendo a decadência de eventuais créditos não pagos relativos ao mesmo evento. O Superior Tribunal de Justiça, no entanto, por meio de julgamento em sede de repercussão geral, definiu dois requisitos para autorizar a aplicação do prazo decadência constante do art. 150, §4º do CTN, a saber: (i) ausência de dolo ou fraude e (ii) pagamento parcial do tributo. Caso não se verifiquem esses requisitos, entende, o STJ, em sede de repercussão geral, que deve ser aplicado o prazo decadencial na forma do art. 173, inciso I do CTN. Vejase o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Recurso Especial nº 973.733 SC (2007/01769940), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Fl. 2321DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA 6 julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (...) 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (destaques do original) Segundo o art. 62A do RICARF, a decisão proferida pelo STJ em sede de repercussão geral vincula o julgador administrativo, in litteris: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, reservando o meu entendimento pessoal, aplico o entendimento exarado pela Colenda Corte Superior de Justiça. Fl. 2322DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 19515.000953/200861 Acórdão n.º 1401000.872 S1C4T1 Fl. 5 7 No caso dos autos, apesar de não ter havido acusação de dolo ou fraude, não houve pagamento parcial pelo contribuinte, pelo que o prazo decadencial deve ser contado na forma do art. 173, inciso I do CTN, tendo por termo inicial o primeiro dia do exercício seguinte ao qual o lançamento poderia ter sido realizado. Ausente, pois, a decadência, pelo que rejeito a preliminar arguida. ARBITRAMENTO. APRESENTAÇÃO TARDIA DOS LIVROS CONTÁBEIS. Segundo se extrai dos autos, a Recorrente, empresa optante do lucro presumido, foi intimada a apresentar seus livros e escriturações contáveis e fiscais, tendo quedado silente quanto a estas providências. Posteriormente à lavratura do auto de infração, a Recorrente, já na impugnação, trouxe à baila sua escrituração fiscal, como forma de afastar o arbitramento realizado pela Autoridade Fiscal. Sem razão a Recorrente. Segundo o art. 530, inciso III do RIR/99, é hipótese de arbitramento quando “o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, na hipótese do parágrafo único do art. 527”. Não basta, assim, o contribuinte possuir escrituração fiscal regular para afastar a hipótese de arbitramento. É necessário que esta escrituração fiscal esteja disponível à fiscalização e lhe seja apresentada em momento oportuno. Tenho entendimento de que, da leitura do caput do art. 530 do RIR/991, o arbitramento do lucro não é uma opção da autoridade fiscal, mas sim um comando direto, cuja observância não está sujeita à discricionariedade da Autoridade lançadora. 1 Art. 530. O imposto, devido trimestralmente, no decorrer do anocalendário, será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado, quando (Lei nº 8.981, de 1995, art. 47, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 1º): I o contribuinte, obrigado à tributação com base no lucro real, não mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais, ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal; II a escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar evidentes indícios de fraudes ou contiver vícios, erros ou deficiências que a tornem imprestável para: a) identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária; ou b) determinar o lucro real; III o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, na hipótese do parágrafo único do art. 527; IV o contribuinte optar indevidamente pela tributação com base no lucro presumido; V o comissário ou representante da pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro da sua atividade separadamente do lucro do comitente residente ou domiciliado no exterior (art. 398); VI o contribuinte não mantiver, em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas, Livro Razão ou fichas utilizados para resumir e totalizar, por conta ou subconta, os lançamentos efetuados no Diário. Fl. 2323DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA 8 O lançamento deverá, como regra, na apuração do lucro tributável, obedecer a opção do contribuinte. Como exceção, deverá ser adotada a apuração do lucro pelo arbitramento, nas hipóteses dos incisos do referido art. 530. Ressalto que essa exceção é impositiva: apenas quando estiverem presentes os pressupostos, e sempre que estiverem presentes os pressupostos, deverá ser realizado o arbitramento. Nesse sentido, se o contribuinte não apresenta a sua escrituração fiscal, é dever da Autoridade fiscalizadora promover a revisão do contribuinte com os dados que possui, valendo, para o cálculo do tributo, do arbitramento. Esse é o entendimento pacífico deste Conselho, valendo frisar: IRPJ/CSLL ARBITRAMENTO APRESENTAÇÃO POSTERIOR DA DOCUMENTAÇÃO INEFICÁCIA Inexistindo o arbitramento condicional, o ato administrativo de lançamento não é modificável pela posterior apresentação do documentário cuja falta de apresentação durante a ação fiscal restou plenamente caracterizada. (acórdão 10708884) IRPJ ARBITRAMENTO DO LUCRO FALTA DE APRESENTAÇÃO DA ESCRITURAÇÃO É inteiramente procedente o arbitramento dos lucros quando a empresa, optante pela tributação com base no lucro presumido, deixa de apresentar os livros e documentos fiscais obrigatórios, sendo certo que, por se tratar de modalidade de lançamento, este não pode ser modificado por tentativas posteriores de apresentação de livros e/ou documentos. (acórdão 10705801) ARBITRAMENTO CONDICIONAL. A apresentação de livros e documentos da escrituração contábilfiscal, em momento posterior ao lançamento, não produz efeito para fins de exclusão de arbitramento ex officio, cujo fundamento foi a falta de apresentação, pelo contribuinte, dessa documentação. Inexiste arbitramento condicional. (acórdão 10186582) Entender de forma diversa é validar a inércia do contribuinte, permitindolhe, num primeiro momento, furtarse à apresentação da documentação fiscal, obrigando o arbitramento, para, depois, apresentar sua escrituração, buscando cancelar o lançamento. O direito não aceita marotagens. Postas essas considerações, nego provimento ao recurso, no mérito. SELIC Em relação à aplicação dos juros de mora, à taxa Selic, a matéria está pacificada no âmbito deste Conselho, objeto, inclusive, do enunciado Sumular CARF nº 4: "A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários Fl. 2324DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 19515.000953/200861 Acórdão n.º 1401000.872 S1C4T1 Fl. 6 9 administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais". DISPOSITIVO Pelo exposto, voto por rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Fl. 2325DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 13839.005337/2006-04
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Dec 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/12/2001 a 31/10/2006
MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE.
Não há que se falar em nulidade de ação fiscal abrangida por MPF, posteriormente objeto de complemento para abranger os períodos fiscalizados e de prorrogações a data posterior ao da lavratura do auto de infração. Inexiste obrigatoriedade de ciência pessoal das prorrogações.
IMPUGNAÇÃO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA.
A competência para julgamento da impugnação constante dos presentes autos foi atribuída regularmente à DRJ - Belo Horizonte.
IPI. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. INCIDÊNCIA DE JUROS SELIC. MATÉRIAS SUMULADAS E INDEFERIMENTO SUMÁRIO.
Indefere-se sumariamente o recurso em relação a matérias sumuladas pelo Carf.
COBRANÇA EM DUPLICIDADE. INOVAÇÃO. PRECLUSÃO.
Não é admissível a discussão, em sede recursal, de matéria não contestada na impugnação.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-001.878
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Os conselheiros Fabiola Cassiano Keramidas acompanharam o relator pelas conclusões em relação à preliminar de nulidade por vícios no mandato de procedimento fiscal.
(Assinado digitalmente)
Walber José da Silva - Presidente
(Assinado digitalmente)
José Antonio Francisco - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/12/2001 a 31/10/2006 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. Não há que se falar em nulidade de ação fiscal abrangida por MPF, posteriormente objeto de complemento para abranger os períodos fiscalizados e de prorrogações a data posterior ao da lavratura do auto de infração. Inexiste obrigatoriedade de ciência pessoal das prorrogações. IMPUGNAÇÃO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. A competência para julgamento da impugnação constante dos presentes autos foi atribuída regularmente à DRJ - Belo Horizonte. IPI. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. INCIDÊNCIA DE JUROS SELIC. MATÉRIAS SUMULADAS E INDEFERIMENTO SUMÁRIO. Indefere-se sumariamente o recurso em relação a matérias sumuladas pelo Carf. COBRANÇA EM DUPLICIDADE. INOVAÇÃO. PRECLUSÃO. Não é admissível a discussão, em sede recursal, de matéria não contestada na impugnação. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 18 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13839.005337/2006-04
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5177897
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 20 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3302-001.878
nome_arquivo_s : Decisao_13839005337200604.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : JOSE ANTONIO FRANCISCO
nome_arquivo_pdf_s : 13839005337200604_5177897.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Os conselheiros Fabiola Cassiano Keramidas acompanharam o relator pelas conclusões em relação à preliminar de nulidade por vícios no mandato de procedimento fiscal. (Assinado digitalmente) Walber José da Silva - Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
id : 4419043
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041214292361216
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1985; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 357 1 356 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13839.005337/200604 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302001.878 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de novembro de 2012 Matéria Auto de Infração IPI Recorrente COLDEMAR RESINAS SINTÉTICAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/12/2001 a 31/10/2006 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. Não há que se falar em nulidade de ação fiscal abrangida por MPF, posteriormente objeto de complemento para abranger os períodos fiscalizados e de prorrogações a data posterior ao da lavratura do auto de infração. Inexiste obrigatoriedade de ciência pessoal das prorrogações. IMPUGNAÇÃO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. A competência para julgamento da impugnação constante dos presentes autos foi atribuída regularmente à DRJ Belo Horizonte. IPI. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. INCIDÊNCIA DE JUROS SELIC. MATÉRIAS SUMULADAS E INDEFERIMENTO SUMÁRIO. Indeferese sumariamente o recurso em relação a matérias sumuladas pelo Carf. COBRANÇA EM DUPLICIDADE. INOVAÇÃO. PRECLUSÃO. Não é admissível a discussão, em sede recursal, de matéria não contestada na impugnação. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Os conselheiros Fabiola AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 00 53 37 /2 00 6- 04 Fl. 358DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 2 Cassiano Keramidas acompanharam o relator pelas conclusões em relação à preliminar de nulidade por vícios no mandato de procedimento fiscal. (Assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de recurso recurso voluntário (fls. 306 a 345) apresentado em 23 de janeiro de 2012 contra o Acórdão no 0123.572, de 22 de novembro de 2011, da 3ª Turma da DRJ/BEL (fls. 289 a 298), cientificado em 26 de dezembro de 2011, que, relativamente a auto de infração de IPI dos períodos de dezembro de 2001 a outubro de 2006, considerou a impugnação improcedente, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 31/12/2001 a 31/10/2006 PROCEDIMENTO FISCAL. LANÇAMENTO. VÍCIO. INEXISTÊNCIA. Inexiste nulidade no lançamento de ofício que se tenha revestido das formalidades previstas no art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972, com as alterações da Lei nº 8.748, de 1993. PAF. DECISÕES JUDICIAIS E ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões judiciais e administrativas relativas a terceiros não possuem eficácia normativa, uma vez que não integram a legislação tributária de que tratam os arts. 96 e 100 do Código Tributário Nacional. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. A exigência da taxa Selic como juros moratórios encontra supedâneo na legislação vigente, não possuindo a autoridade administrativa atribuição para apreciar a argüição de inconstitucionalidade ou de ilegalidade de dispositivos que integram a legislação tributária. Fl. 359DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13839.005337/200604 Acórdão n.º 3302001.878 S3C3T2 Fl. 358 3 LANÇAMENTO PARA PREVENIR DECADÊNCIA. CABIMENTO. LIMITES. Decorre do artigo 63 da Lei 9.430/1996, de forma clara e unívoca, que se encontrando a matéria sub judice é cabível, mesmo porque obrigatória, a constituição do crédito tributário, por meio de lançamento de ofício e sem a incidência de multa punitiva, para prevenir os efeitos da decadência, sob a única condição de que deverá permanecer suspensa a exigibilidade do crédito enquanto viger os efeitos da medida judicial. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O auto de infração foi lavrado em 18 de dezembro de 2006, de acordo com o termo de fl. 154. A Primeira Instância assim resumiu o litígio: Trata o presente processo de lançamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) referente ao período de 31/12/2001 a 31/10/2006, no valor de R$ 5.579.902,01, incluído principal e juros de mora calculados até 30/11/2006. Relata a autoridade fiscal que o estabelecimento industrial não efetuou o recolhimento do IPI, nos prazos estabelecidos pela legislação, pelo fato de estar compensando os valores devidos do imposto com créditos decorrentes da ação judicial movida no processo de Mandado de Segurança nº 2000.61.05.0078897, que se encontra atualmente no Tribunal Regional Federal da 3a Região. A referida ação judicial referese a créditos do IPI originários de aquisições de insumos isentos e tributados à alíquota zero, apurados com base na mesma alíquota a que se sujeita nas operações de saídas de seus produtos (resinas sintéticas). Foi elaborado o Demonstrativo dos Valores do IPI Creditados e Compensados provenientes da citada ação judicial, os quais foram escriturados no Livro Registro de Apuração do IPI do estabelecimento, nos códigos de operação 1.11 e 2.11. As entradas sem tributação do imposto, conforme as observações do mencionado livro fiscal, referemse somente às aquisições de insumos isentos e tributados à alíquota zero que geraram os créditos apurados com base na mesma alíquota a que se sujeita nas operações de saídas. Fez observar a autoridade fiscal, finalmente, que o crédito tributário ficaria com a exigibilidade suspensa enquanto houvesse amparo jurídico para essa finalidade, nos termos do artigo 151, inciso IV, do Código Tributário Nacional. Cientificada em 18/12/2006 (fl. 183), a contribuinte apresentou, em 17.01.2007, a impugnação de fls. 186/206, na qual alega: a) Verificase que não se trata de efetivo crédito tributário, mas de mera expectativa de direito, não podendo surtir os efeitos legais decorrentes de efetiva falta de pagamento, já que no presente caso se trata de compensação autorizada por decisão Fl. 360DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 4 judicial plenamente vigente. Contudo, há que se esclarecer que a lavratura do presente auto de infração se deu fora dos limites legais, na medida em que o agente fiscal não apresentou Termo de Inicio de Ação Fiscal, prorrogou o prazo depois de expirado o MPF e, ainda, transbordou de sua autorização, uma vez que o MPF entregue ao contribuinte continha autorização para apuração de crédito tributário do período de 01/2003 a 10/2006 e o agente fiscal autuou o contribuinte desde o ano de 2001. b) Da análise da ação fiscal, verificase que a mesma foi desenvolvida sem observância dos preceitos legais atinentes ao prazo de validade do Mandado de Procedimento Fiscal, uma vez que foi apresentado documento de ampliação de prazo quando já expirado o prazo de execução dos trabalhos, além do lançamento ter sido efetuado fora dos limites constantes da autorização. O contribuinte deve ser notificado da alteração de prazo dentro do vencimento do MPF original, sob pena de nulidade plena do resultado da ação fiscal. Além disso, temse que a autuação abrange o período de 12/2001 a 10/2006, enquanto a autorização constante do MPF autoriza a fiscalização para o período de 01/2003 a 10/2006. Tratase de ato viciado, que macula toda a validade do procedimento adotado pelo auditor fiscal responsável, na medida em que o referido procedimento deflagra a legislação de regência, a qual determina que, em não sendo possível concluir a ação fiscal no prazo previsto pelo MPF, o auditor deverá pedir prorrogação expedindose Mandado de Procedimento Fiscal Complementar, dandose ciência ao contribuinte. Temse certo que o MPF emitido para fiscalização tem prazo de duração de, no máximo, 120 dias, devendo o auditor fiscal requerer a emissão de mandado de procedimento fiscal complementar, acaso haja necessidade de procrastinar sua validade. É cediço que o procedimento de fiscalização é vinculado, posto que está atrelado ao principio constitucional tributário da estrita legalidade, constante do artigo 150 da Constituição Federal, e, ainda, do artigo 142 do CTN. O Código Tributário Nacional, por sua vez, estabelece em seu artigo 196 o controle formal da ação fiscal. O instrumento de delimitação da ação fiscal é o Mandado de Procedimento Fiscal (MPF), o qual vem previsto, atualmente, pela Portaria SRF nº 6.087/2005, em que constam os prazos máximos de validade, havendo, ainda, expressa previsão de prorrogação do procedimento, mediante a emissão de Mandado de Procedimento Fiscal Complementar, tantas vezes quanto sejam necessárias à conclusão do procedimento fiscal autorizado. Assim, concluise que a auditoria fiscal é ilegal, posto que o mandado de procedimento fiscal que deu inicio aos trabalhos de fiscalização é nulo de pleno direito, diante do esgotamento do prazo de validade. Refere julgado administrativo. c) Podese afirmar que ao Poder Judiciário é atribuída a função de controlar a constitucionalidade de tributos. Por outro lado, diante do principio da busca da verdade material, não pode o Fisco agir de forma mais conveniente, constituindo crédito com o fito único de aumento de arrecadação, mas sim, verificar os fatos, buscando a legalidade e a verdade material. Nesse sentido, o principio da verdade material determina que a autoridade administrativa tem o dever de considerar todas as provas e fatos Fl. 361DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13839.005337/200604 Acórdão n.º 3302001.878 S3C3T2 Fl. 359 5 de que tenha conhecimento, de determinar a produção de provas, trazendoas aos autos, quando elas forem capazes de influenciar na decisão, ou, até, de tomar conhecimento de novos fatos que venham a ser alegados pelos interessados após o prazo de defesa. Já o principio da legalidade objetiva significa que, no processo administrativo, a autoridade tem sempre que aplicar a lei de oficio, pois o próprio oficio da autoridade administrativa é o de cumprir e fazer cumprir a lei. Diante do dever de observância aos princípios mencionados, concluise, portanto, que cabe à autoridade fiscal, diante da existência de ação judicial, e constituindo o crédito somente para fins de decadência, suspender o andamento do processo administrativo, aguardandose resposta definitiva da ação judicial, sob pena de sofrer ação de indenização, uma vez que o processo administrativo pode ser prejudicado pela coisa julgada decorrente do processo judicial. d) O CTN reconhece que decisão judicial tem o condão de extinguir a relação jurídica obrigacional tributária, ou seja, diante da sentença que julgou procedente o pleito da Impugnante, o Fisco, jamais poderia lançar mão de autuação para constituição do crédito, ainda que a sentença não tenha transitado em julgado. e) Diante da natureza autoexecutória da ação mandamental, o fisco está impedido de praticar qualquer ato tendente a exigir o IPI decorrente da aquisição de insumos isentos ou não tributados, uma vez que há ordem judicial declarando o direito ao aproveitamento desse crédito. Desta forma, impõe a executoriedade das sentenças, proferidas em face de eventuais violações de direitos, a teor da garantia constitucional que é o mandado de segurança, forte na proteção de direitos ameaçados ou lesados por ato de autoridade. Aduz que extrair o caráter executório da sentença mandamental, seria equivalente a se dizer que estaria suprimida a garantia fundamental do Estado de Direito, tal seja, a obtenção do bem de vida, ameaçado ou lesado, pelo via ágil, que representou, certamente, conquista aos administrados. Dessa forma, temse que se trata de decisão válida, qual está em pleno vigor, constituindo ato ilegal a continuidade do processo administrativo, bem como o arrolamento efetuado. Defluise que o Fisco sequer poderia autuar a Impugnante visando a prevenção de decadência, uma vez que há sentença extinguindo a obrigação tributária, mas, por amor ao debate, em o fazendo, deveria, ao receber a impugnação do contribuinte cidadão paralisar o seu andamento, sob pena de sofrer os prejuízos decorrentes do descumprimento de ordem judicial e da coisa julgada, submetendose a indenizar o contribuinte, em prejuízo do Erário, ferindo regra constitucional que visa assegurar a supremacia do interesse público. f) A concessão de ordem, em mandado de segurança, para efetuar compensação, retira do sistema a eficácia da norma, porquanto declarada inconstitucional pelo Poder Judiciário, não atingindo essa norma de conduta a impetrante do remédio Fl. 362DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 6 jurídico. Desta forma, extinguese a obrigação tributária (art. 156, II, do CTN), sendo ilegal a autuação. g) É determinação em lei que os créditos tributários de competência da Receita Federal são atualizados pela SELIC. No entanto, o uso de tal índice é completamente inconstitucional. Também é indevida a taxa de juros aplicada no Auto de Infração, pois de acordo com o artigo 161, parágrafo 1º do Código Tributário Nacional, tais dispositivos permitem apenas à aplicação de juros de 1% ao mês sobre todo tipo de débito. Alega que taxa SELIC não foi criada por lei, criando ou detalhando a composição de seu cálculo. Foi desenvolvida simplesmente pelo Banco Central como mecanismo balizador de títulos públicos, não se prestando para corrigir débitos tributários. Cita decisão judicial. h) Encerra sua impugnação requerendo que seja sobrestado o auto de infração, dandose andamento somente quando sobrevier decisão modificativa da ação judicial objeto da presente autuação, e, se houver continuidade no processo administrativo, que o lançamento seja desconstituído , uma vez que lavrado com ilegalidade e em total desrespeito ao devido processo legal pelo agente fiscal, anulandose o ato, e julgando o lançamento improcedente, assim requer a observância do direito de defesa, que está amplamente garantido na Constituição Federal. No recurso, a Interessada repetiu as alegações da impugnação. Acrescentou que o crédito lançado seria ilíquido, à vista de suposta duplicidade de cobrança em relação ao valor constante da coluna “Saldo Dev. IPI”, relativamente ao período de janeiro a março de 2002. Além disso, a DRJ Belo Horizonte seria incompetente para apreciar a impugnação, pelo fato de o contribuinte ter domicílio no município de Vargem Paulista, sob jurisdição da DRJ Ribeirão Preto. Destacou, ainda, que seriam nulos os atos não comunicados ao contribuinte. É o relatório. Voto Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendose tomar conhecimento. Em relação à incompetência da DRJ/BHE, descabe razão à Interessada, uma vez que, conforme registro nos autos pelo despacho de fl. 288, a competência foi transferida pela Portaria Sutri n. 3.189, de 29 de julho de 2011. A referida Portaria, conforme informado no sítio da Receita Federal do Brasil (http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/Portarias/2011/Sutri/portsutri31892011.htm, consulta em 11 de outubro de 2012), foi publicado no Diário Oficial da União de 1º de agosto de 2011 e abrange o presente processo, com permissão no Regimento Interno da RFB, art. 275, II: Fl. 363DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13839.005337/200604 Acórdão n.º 3302001.878 S3C3T2 Fl. 360 7 Art. 275. Ao Subsecretário de Tributação e Contencioso incumbe: [...] II transferir processos administrativos fiscais entre as DRJ; [...] Em relação à nulidade do auto de infração, igualmente descabe razão à Interessada, pelas razões já expostas no acórdão de primeira instância, destacandose que não há exigência legal de intimação das prorrogações dos MPF. No caso dos autos, o MPF de fl. 1 abrangeu os anos de 2001 e 2002. Conforme a cópia de fl. 2, foi emitido MPF complementar para abranger os períodos de 2003 a 2006. O demonstrativo de emissões e prorrogações do MPF constou da fl. 4, com a última prorrogação válida até 20 de janeiro de 2007. Portanto, inexiste irregularidade em relação ao MPF. Observese que, ainda que houvesse, não seria nulo o auto de infração, uma vez que, conforme jurisprudência reiterada do Carf, em decisões recentes, a Câmara Superior de Recursos Fiscais (Acórdãos CSRF/0105.189, de 2005, 0105.558, de 2006, 0202.187, de 2006) afastou a configuração da nulidade do lançamento em função de irregularidade e falta de MPF. Quanto às alegações de inconstitucionalidade, aplicamse as disposições do art. 59 do Decreto n. 7.574, de 2011, art. 62 do Regimento Interno do Carf (Ricarf, anexo II à pela Portaria MF n. 256, de 2009) e Súmula Carf n. 2 (Portaria Carf n. 106, de 21 de dezembro de 2009), que impossibilitam o afastamento de norma legal por razão de inconstitucionalidade. Ademais, aplicamse ao caso dos autos as seguintes Súmulas do Carf, nos termos da Portaria Carf n. 106, de 21 de dezembro de 2009: Súmula CARF no 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Súmula CARF no 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF no 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Fl. 364DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 8 Súmula CARF no 5 São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. Súmula CARF no 17 Não cabe a exigência de multa de ofício nos lançamentos efetuados para prevenir a decadência, quando a exigibilidade estiver suspensa na forma dos incisos IV ou V do art. 151 do CTN e a suspensão do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. Portanto, está claro que é possível efetuar lançamento para prevenir a decadência, nos termos do art. 63 da Lei n. 9.430, de 1996, sendo que, nesse caso, deve prevalecer a decisão judicial, nos termos do Ato Declaratório Cosit n. 1, de 1996. Ademais, é cabível a exigência de juros de mora com base na Selic, ainda que a exigibilidade do crédito tributário esteja suspensa. Notese, por fim, que a liminar em mandado de segurança e as decisões judiciais não definitivas apenas suspendem a exigibilidade do crédito, o que significa que não podem ser cobrados e não objeto de lançamento. No caso da alegada duplicidade de cobrança com débito inscrito em dívida, a matéria somente foi alegada no recurso, tendo sido atingida pela preclusão, nos termos do Decreto n. 7.574, de 2011, arts. 36, 56 e 57. Ademais, segundo os documentos apresentados nos autos (fls. 339 e seguintes do eProcesso), os valores inscritos em dívida foram os declarados em DCTF como “saldo a pagar”. Se são esses eventualmente os débitos lançados, então as DCTF foram incorretamente apresentadas pela Interessada, uma vez que deveriam ter sido declaradas como vinculadas à hipótese de suspensão de exigibilidade por liminar em mandado de segurança, e não em “saldo a pagar”. Nessa hipótese, aquela cobrança seria indevida e não o lançamento constante dos presentes autos. À vista do exposto e adotando os demais fundamentos do acórdão de primeira instância, com fulcro no art. 50, § 1º, da Lei n. 9.784, de 1999, voto por negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Fl. 365DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13839.005337/200604 Acórdão n.º 3302001.878 S3C3T2 Fl. 361 9 Fl. 366DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10920.001427/2007-81
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 2008
AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITANTE. RENUNCIA TÁCITA. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. SÚMULA CARF N° 1.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.578
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por renúncia à instância administrativa, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Antônio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Eivanice Canário da Silva, e Sandro Machado dos Reis.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201207
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 2008 AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITANTE. RENUNCIA TÁCITA. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. SÚMULA CARF N° 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 20 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10920.001427/2007-81
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5178049
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 24 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2801-002.578
nome_arquivo_s : Decisao_10920001427200781.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
nome_arquivo_pdf_s : 10920001427200781_5178049.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por renúncia à instância administrativa, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Eivanice Canário da Silva, e Sandro Machado dos Reis.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
id : 4420497
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041214298652672
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1903; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 67 1 66 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.001427/200781 Recurso nº 885.026 Voluntário Acórdão nº 2801002.578 – 1ª Turma Especial Sessão de 11 de julho de 2012 Matéria IRRF Recorrente CARIBOR TECNOLOGIA DA BORRACHA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 2008 AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITANTE. RENUNCIA TÁCITA. INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. SÚMULA CARF N° 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por renúncia à instância administrativa, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Eivanice Canário da Silva, e Sandro Machado dos Reis. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 00 14 27 /2 00 7- 81 Fl. 275DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10920.001427/200781 Acórdão n.º 2801002.578 S2TE01 Fl. 68 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 1ª Turma da DRJ/CTA (Fls. 50), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Este processo trata do auto de infração eletrônico n" 1005973, relativo a IRRF/2003, (fls. 0513), originado em auditoria interna na DCTF n° 0000100200461779144, por meio do qual se exige da autuada multa moratória paga a menor no importe de R$ 508,54, em decorrência do recolhimento discriminado no demonstrativo de fls. 09, sem adição da correspondente multa moratória. Os enquadramentos legais do lançamento se encontram discriminados no campo próprio do auto de infração, as fls. 08. Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou, em 20/04/2007, a impugnação de fls. 0104, que foi considerada tempestiva pelo despacho de fls. 28, "tendo em vista que o AR foi extraviado, conforme tela juntada as fls. 26". Em sua peça de defesa, a impugnante alega apenas que recolheu o débito sem adição da multa moratória, beneficiandose do instituto da denúncia espontânea descrita no art. 138 do CTN, e que não é cabível a exigência da multa. A Seção de Controle e Acompanhamento Tributário — SACAT — da DRF/Joinville/SC juntou aos autos (fls. 2932) a Informação Fiscal SACAT n° 69/2009, relatando que esta contribuinte impetrou, em 20/01/2005, o Mandado de Segurança nº 2005.72.01.0002010, pleiteando a desconstituição das multas de mora exigidas em virtude do pagamento extemporâneo dos seguintes tributos: IRRF, IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e IPI, em decorrência do beneficio da denúncia espontânea (art. 138, do CTN), tendo em consideração o fato de que os pagamentos respectivos, embora realizados após a data de vencimento, teriam sido efetivados antes do inicio de qualquer procedimento administrativo tendente a apurar o atraso do recolhimento. Em relato minucioso, historia os incidentes processuais para, cabendo enfatizar que a decisão de primeira instancia, que havia concedido a segurança pleiteada, foi reformada pelo TRF da 4' Regido, e que contra este julgado fora interposto recurso especial cujo seguimento foi negado pela vicepresidência do TRF da 4a Regido, e que contra essa negativa de seguimento foi ajuizado agravo de instrumento, que ainda aguarda julgamento no Superior Tribunal de Justiça. Justifica a elaboração da Informação Fiscal nos seguintes termos: "Por fim, tendo em vista que os argumentos de defesa constantes das impugnações e dos recursos voluntários formulados na via Fl. 276DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10920.001427/200781 Acórdão n.º 2801002.578 S2TE01 Fl. 69 3 administrativa pelo contribuinte podem guardar similutude com a matéria em discussão nos autos do Mandado de Segurança n° 2005.72.01.0002010 (denúncia espontânea, art. 138 do CTN), vislumbrase a necessidade de que o teor desta Informação Fiscal seja levado ao conhecimento dos doutos órgãos julgadores, DRJ/Curitiba e CARF, para fins de, se for o caso, subsidiar os respectivos julgamentos." Foi juntada cópia da petição inicial do Mandado de Segurança (fls. 3447). Passo adiante, a 1ª Turma da DRJ/CTA entendeu por bem não conhecer da impugnação, em decisão que restou assim ementada: PROCESSOS JUDICIAL E ADMINISTRATIVO CONCOMITANTES. A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda Pública, por qualquer modalidade processual, implica renúncia à discussão da mesma matéria na instancia administrativa, determinando o nãoconhecimento de eventual impugnação apresentada. Cientificado em 04/01/2010 (Fls. 57), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 28/01/2010 (fls. 58 a 64); argumentando em síntese que: Eméritos Julgadores, a Recorrente impetrou com o Mandando de Segurança, que visa discutir o presente auto de infração em 20 de janeiro de 2005. Somente em março de 2007, a Recorrente foi notificada do presente Auto de Infração, para recolher o valor exigido. Quando a Recorrente propôs o Mandado de Segurança, autuado sob o n° 2005.72.01.0002010, inexistia qualquer procedimento administrativo. Desse modo, a Recorrente não pode ser prejudicada pela demora da Receita Federal em notificar a mesma. A Recorrente não possui qualquer interesse em renunciar a instância administrativa, até porque são os servidores da Secretaria da Receita Federal que podem conferir diretamente todos os pagamentos, bem como as datas das quitações dos tributos. Ademais, a decisão proferida nos autos do mandando de segurança ainda não transitou em julgado, estando pendente de julgamento o agravo de instrumento em Recurso Especial, conforme exposto na própria decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento. A instância administrativa não pode manter a exigibilidade do crédito tributário se há pendência de discussão judicial. Fl. 277DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10920.001427/200781 Acórdão n.º 2801002.578 S2TE01 Fl. 70 4 Sendo assim, requerse que seja dado provimento ao Recurso para determinar o prosseguimento do presente procedimento administrativo, com análise de todas as matérias de fatos e de direito, com intuito de excluir a aplicação da multa imposta. B) DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA: A Recorrente recolheu os tributos em questão, espontaneamente, acompanhada dos juros moratórias, antes do inicio de qualquer procedimento fiscal. Sendo assim, verificase a ocorrência de Denuncia Espontânea, devendo ser afastada a aplicação de multa de mora. É importante observar que os créditos advindos de multa de mora discutidos no presente procedimento administrativo advém de pagamentos de tributos realizados após o vencimento, mas com a inclusão de juros de mora e antes de qualquer procedimento administrativo e antes de informar os créditos em DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). (...) Com certeza, a conduta da Recorrente de reconhecer o débito e efetuar espontaneamente seu recolhimento demonstra, inequivocamente, manifestação de boafé, pela qual, a imposição da multa lhe acarreta pesado fardo. Sendo assim, é clara a conclusão de que a Recorrente quando procurou espontaneamente o fisco, e efetuou o pagamento, enquadrouse no disposto no art. 138 do CTN. A exigência da multa no presente caso significa a desconsideração completa do voluntário saneamento da falta, malferindo, assim, o "fim inspirador da denúncia espontânea e animando o contribuinte a permanecer na indesejada via da impontualidade prejudicial à arrecadação da receita tributária, principal objetivo da atividade fiscal." (...) Assim sendo, tendo a Recorrente quitado o tributo antes da entrega da declaração, estão preenchidos os requisitos da denúncia espontânea previstos no artigo 138 do Código Tributário Nacional, faz jus à exclusão da multa moratória. Desta forma, requerse que seja dado provimento ao recurso para reformar a decisão proferida e anular o Auto de Infração de correspondente. É o Relatório. Voto Fl. 278DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10920.001427/200781 Acórdão n.º 2801002.578 S2TE01 Fl. 71 5 Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. O caso tratado requer análise do conhecimento do recurso, em razão de possível renuncia a instância administrativa. Trata o caso de auto de infração decorrente do pagamento de IRRF em atraso sem o pagamento da multa de mora. A contribuinte alega que a multa de mora não é devida em razão do instituto da denuncia espontânea. Por seu Turno, a DRJ não conheceu da impugnação, em razão da concomitância entre o processo administrativo e processo judicial. Inconformado, o contribuinte apresenta recurso contra o não conhecimento de sua impugnação. Contudo, inobstante este colegiado venha entendendo pela aplicação da denuncia espontânea em casos semelhantes, há, nos autos, notícia de que o mérito da questão foi objeto de ação judicial. Deste modo, posto que esta matéria está sendo debatida no Poder Judiciário, correto está o entendimento da DRJ em considerar prejudicado o exame do mérito, não conhecendo da impugnação apresentada, devendo prevalecer o que foi decidido pelo Poder Judiciário. É que, nos termos da Súmula CARF n° 1, de aplicação obrigatória para os conselheiros, há a renuncia às instâncias administrativas; in verbis: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Assim, já que houve a renuncia às instâncias administrativas, voto por não conhecer do recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 279DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10920.001427/200781 Acórdão n.º 2801002.578 S2TE01 Fl. 72 6 Fl. 280DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
score : 1.0
Numero do processo: 10983.901216/2008-97
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3401-000.586
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte.
Júlio César Alves Ramos - Presidente
Emanuel Carlos Dantas de Assis - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fábia Regina Freitas e Júlio César Alves Ramos.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10983.901216/2008-97
anomes_publicacao_s : 201302
conteudo_id_s : 5186388
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 21 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3401-000.586
nome_arquivo_s : Decisao_10983901216200897.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
nome_arquivo_pdf_s : 10983901216200897_5186388.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte. Júlio César Alves Ramos - Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fábia Regina Freitas e Júlio César Alves Ramos.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
id : 4492118
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041214621614080
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1781; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 149 1 148 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10983.901216/200897 Recurso nº Resolução nº 3401000.586 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 27 de novembro de 2012 Assunto Determinação de Diligência Recorrente CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA SA Recorrida FLORIANÓPOLISSC Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte. Júlio César Alves Ramos Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fábia Regina Freitas e Júlio César Alves Ramos. Relatório Tratase de recurso voluntário contra acórdão que manteve Despacho Decisório eletrônico não homologando compensação constante de PER/DCOMP, cujo crédito é referente ao PIS Faturamento e tem origem, segundo a contribuinte, em retenções feitas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Segundo o Despacho denegatório o DARF não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. O processo retorna a este Colegiado após duas diligências: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 83 .9 01 21 6/ 20 08 -9 7 Fl. 149DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10983.901216/200897 Resolução nº 3401000.586 S3C4T1 Fl. 150 2 a primeira determinou ao órgão de origem se pronunciar sobre a DCTF retificadora e a existência de pagamento a maior ou não, quando a DRF de Florianópolis entendeu não caber qualquer revisão no Despacho Decisório que não reconheceu o crédito e, além do mais, afirmou que o recurso voluntário não devia ser conhecido porque firmado por pessoa sem poderes de representação para tanto; a segunda visou sanar a falha na representação e intimar a contribuinte a se pronunciar sobre o entendimento da DRF FlorianópolisSC, exposto na primeira diligência. Intimado por ocasião da segunda diligência, a contribuinte insiste na compensação, referindose a outros dois processos semelhantes a este – os de nºs 10983.901218/200886 e 10983.901097/200872 – e afirmando que as telas SIAFI demonstram a retenção pelos órgãos públicos. Requer a reforma do acórdão recorrido ou, então, nova diligência para que se proceda à juntada dos “Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS”, expedidos pelos órgãos públicos pagadores, que são espelhos das telas SIAFI, tal como adotado nos dois processos acima referidos, nos quais o valor compensado decorrente das retenções foi confirmado pela DRF. É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Conselheiro Emanuel Carlos Dantas de Assis, Relator Diante da insuficiência das diligências realizadas até agora, e por ter sido regularizada a representação processual, carece realizar uma nova, desta feita para que a unidade de origem adote procedimentos semelhantes aos realizados nos processos nºs 10983.901218/200886 e 10983.901097/200872, investigando a fundo a existência de pagamento a maior ou não. Para tanto, deve buscar junto ao SIAFI os dados das retenções e, se necessário, solicitar à contribuinte os Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS fornecidos por órgãos públicos (incluindo autarquias e fundações da administração pública federal) a pessoas jurídicas fornecedoras de bens ou prestadoras de serviços, nos termos do art. 64 da Lei nº 9.430/96. A Recorrente possui inúmeros processos semelhantes ao presente, sendo em que alguns foram comprovadas, ao menos em parte, as retenções alegadas. Diante dessas comprovações, reforçase a necessidade de nova investigação. Pelo exposto, voto por converter o presente julgamento em nova diligência para que a unidade de origem, primeiro, verifique as retenções alegadas, seja por meio do sistema SIAFI, seja obtendo junto à contribuinte os Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS, e segundo, emita parecer conclusivo sobre a compensação, respondendo: a) se restaram comprovadas tais retenções, discriminando os seus valores em caso positivo, e b) se houve ou não compensação com os montantes devidos, elaborando demonstrativo com os valores retidos, compensados e os saldos porventura disponíveis. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10983.901216/200897 Resolução nº 3401000.586 S3C4T1 Fl. 151 3 Do parecer deve ser dada ciência à contribuinte, abrindoselhe o prazo de trinta dias para, querendo, se manifestar sobre o resultado desta nova diligência. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 151DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 13161.001012/2005-73
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Nov 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2001
ITR - IMÓVEL RURAL DESTINADO A REASSENTAMENTO - AUSÊNCIA DE DOMÍNIO ÚTIL OU DE POSSE NO MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR - ILEGITIMIDADE PASSIVA.
De acordo com o artigo 4° da Lei n° 9.393/96, contribuinte do ITR pode ser o proprietário do imóvel rural, o titular do seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título, sem ordem de preferência.
No caso, o imóvel foi desapropriado em favor da autuada, em 17/07/1998, para implantação do programa de remanejamento da população rural impactada pela formação da bacia de acumulação da usina hidroelétrica de Porto Primavera, cuja construção estava a seu cargo, tendo havido a transferência da posse do imóvel para a Prefeitura Municipal de Bataguassu (MS), em 08/12/1998, com o objetivo de que cada beneficiário do programa recebesse 5,0 hectares deste imóvel.
Inexistindo animus domini por parte da empresa no momento da ocorrência do fato gerador é de se reconhecer sua ilegitimidade para figurar no pólo passivo do lançamento.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.445
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
Gonçalo Bonet Allage Relator
EDITADO EM: 19/11/2012
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: GONCALO BONET ALLAGE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2001 ITR - IMÓVEL RURAL DESTINADO A REASSENTAMENTO - AUSÊNCIA DE DOMÍNIO ÚTIL OU DE POSSE NO MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR - ILEGITIMIDADE PASSIVA. De acordo com o artigo 4° da Lei n° 9.393/96, contribuinte do ITR pode ser o proprietário do imóvel rural, o titular do seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título, sem ordem de preferência. No caso, o imóvel foi desapropriado em favor da autuada, em 17/07/1998, para implantação do programa de remanejamento da população rural impactada pela formação da bacia de acumulação da usina hidroelétrica de Porto Primavera, cuja construção estava a seu cargo, tendo havido a transferência da posse do imóvel para a Prefeitura Municipal de Bataguassu (MS), em 08/12/1998, com o objetivo de que cada beneficiário do programa recebesse 5,0 hectares deste imóvel. Inexistindo animus domini por parte da empresa no momento da ocorrência do fato gerador é de se reconhecer sua ilegitimidade para figurar no pólo passivo do lançamento. Recurso especial negado.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 23 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13161.001012/2005-73
anomes_publicacao_s : 201211
conteudo_id_s : 5176088
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 9202-002.445
nome_arquivo_s : Decisao_13161001012200573.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : GONCALO BONET ALLAGE
nome_arquivo_pdf_s : 13161001012200573_5176088.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Gonçalo Bonet Allage Relator EDITADO EM: 19/11/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4392736
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041214871175168
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2015; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 185 1 184 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13161.001012/200573 Recurso nº 340.894 Especial do Procurador Acórdão nº 9202002.445 – 2ª Turma Sessão de 08 de novembro de 2012 Matéria ITR Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado CESP COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2001 ITR IMÓVEL RURAL DESTINADO A REASSENTAMENTO AUSÊNCIA DE DOMÍNIO ÚTIL OU DE POSSE NO MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR ILEGITIMIDADE PASSIVA. De acordo com o artigo 4° da Lei n° 9.393/96, contribuinte do ITR pode ser o proprietário do imóvel rural, o titular do seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título, sem ordem de preferência. No caso, o imóvel foi desapropriado em favor da autuada, em 17/07/1998, para implantação do programa de remanejamento da população rural impactada pela formação da bacia de acumulação da usina hidroelétrica de Porto Primavera, cuja construção estava a seu cargo, tendo havido a transferência da posse do imóvel para a Prefeitura Municipal de Bataguassu (MS), em 08/12/1998, com o objetivo de que cada beneficiário do programa recebesse 5,0 hectares deste imóvel. Inexistindo animus domini por parte da empresa no momento da ocorrência do fato gerador é de se reconhecer sua ilegitimidade para figurar no pólo passivo do lançamento. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 16 1. 00 10 12 /2 00 5- 73 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 13161.001012/200573 Acórdão n.º 9202002.445 CSRFT2 Fl. 186 2 (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres – Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Gonçalo Bonet Allage – Relator EDITADO EM: 19/11/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior. Relatório Em face de CESP – Companhia Energética de São Paulo, CNPJ n° 60.933.603/000178, foi lavrado o auto de infração de fls. 0713, para a exigência de imposto sobre a propriedade territorial rural, exercício 2001, em razão da glosa de área de pastagens, que foi reduzida de 466,7 ha para 0,0 ha, relativamente ao imóvel denominado Reassentamento Fazenda Santa Paula, situado no município de Bataguassu (MS). A 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo Grande (MS) considerou o lançamento procedente (fls. 6670). Por sua vez, a Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, apreciando o recurso voluntário interposto pela contribuinte, proferiu o acórdão n° 220200.531, que se encontra às fls. 102103, cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001 ITR. ILEGITIMIDADE PASSIVA. No se pode enquadrar no pólo passivo da relação tributária proprietário que tenha, comprovadamente, perdido a posse de suas terras. Recurso provido. A decisão recorrida, por unanimidade de votos, acolheu a preliminar de ilegitimidade passiva para dar provimento ao recurso voluntário. Intimada do acórdão em 31/08/2010 (fls. 104), a Fazenda Nacional opôs embargos de declaração, os quais foram rejeitados (fls. 108110). Fl. 2DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 13161.001012/200573 Acórdão n.º 9202002.445 CSRFT2 Fl. 187 3 Na seqüência, interpôs recurso especial às fls. 113114, acompanhado do documento de fls. 115, cujas razões podem ser assim sintetizadas: a) Insurgese a União (Fazenda Nacional) contra acórdão da 2ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF em que foi dado provimento ao recurso voluntário em virtude do acolhimento da preliminar de ilegitimidade passiva; b) Porém, o entendimento acima diverge da jurisprudência do CARF (acórdão n° 30131.637) e merece ser reformado; c) Pela leitura do acórdão recorrido, verificase que a Câmara a quo acolheu a preliminar de ilegitimidade passiva, mas não questionou se a imissão na posse pelas famílias assentadas aconteceu antes do fato gerador do ITR (1° de janeiro de 2001); d) Esse importante fato foi desconsiderado no julgamento recorrido. No entanto, foi fundamental para a Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes proferir seu Acórdão 30131637 que serve nesse momento como paradigma; e) Para o acórdão paradigma, em caso análogo ao dos autos, deve ficar demonstrado no processo que a imissão na posse pelos assentados aconteceu antes do fato gerador do imposto, sob pena de permanecer como sujeito passivo do tributo, o proprietário do imóvel rural; f) O ora Recorrido alega que a área objeto do lançamento foi adquirida com o objetivo de assentamento de famílias em virtude do impacto ambiental e social decorrente da barragem da usina hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta e que a área adquirida teve sua posse transferida para o Município de Bataguassu por meio de Convênio celebrado em dezembro de 1998; g) Contudo, como o documento de fls. 62 indica que a propriedade somente passou para o Município em 16/01/2006, deveria ter ficado demonstrado nos autos, para a transferência da sujeição passiva, que a imissão na posse pelos assentados aconteceu antes do fato gerador do imposto. No entanto, isso não restou provado no processo, o que torna o julgado passível de reforma; h) Concluise, portanto, que no exercício de 2001, a Recorrida ainda era proprietária do imóvel rural do qual decorreu o auto de infração, não tendo havido antes desse ano, a imissão na posse em favor das famílias assentadas, requisito capaz de descaracterizar a sujeição passiva da CESP. Assim, resta configurada a referida Companhia como contribuinte do ITR; i) Requer o conhecimento e o provimento do recurso especial para que seja reformada a decisão da Câmara a quo. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 13161.001012/200573 Acórdão n.º 9202002.445 CSRFT2 Fl. 188 4 Admitido o recurso através do despacho n° 220200.149 (fls. 116118), a contribuinte foi intimada e, devidamente representada, apresentou contrarrazões às fls. 124 128, onde defendeu, fundamentalmente, a necessidade de manutenção da decisão recorrida. É o Relatório. Voto Conselheiro Gonçalo Bonet Allage, Relator O Recurso Especial da Fazenda Nacional cumpre os pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido. Reitero que o acórdão proferido pela Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção do CARF, por unanimidade de votos, acolheu a preliminar de ilegitimidade passiva e deu provimento ao recurso voluntário. Segundo a recorrente, a autuada tem legitimidade passiva para responder pela exigência do ITR relativa ao exercício 2001, pois a propriedade do imóvel em questão só foi transferida para o Município de Bataguassu (MS) no ano de 2006. Invocou como paradigma o acórdão n° 30131.637. Eis a matéria em litígio. Pois bem, nos termos do artigo 4° da Lei n° 9.393/96, que praticamente reproduz o artigo 31 do Código Tributário Nacional: Art. 4°. Contribuinte do ITR é o proprietário de imóvel rural, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título. Portanto, de acordo com a legislação que rege a matéria, o contribuinte do ITR pode ser o proprietário do imóvel rural (como defende a recorrente), o titular do seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título (conforme concluiu o acórdão recorrido), sem ordem de preferência. No caso, os documentos de fls. 4052 indicam que o imóvel em apreço foi desapropriado em favor da autuada, em 17/07/1998, para implantação do programa de remanejamento da população rural impactada pela formação da bacia de acumulação da usina hidroelétrica de Porto Primavera, cuja construção estava a seu cargo. Também não restam dúvidas de que houve a transferência da posse do imóvel para a Prefeitura Municipal de Bataguassu (MS), em 08/12/1998, com o objetivo de que cada beneficiário do programa recebesse 5,0 hectares deste imóvel. Tenho como evidente, pois, a ausência de animus domini por parte da CESP com relação ao imóvel rural em apreço, em 01/01/2001. O ITR não pode ser exigido dela, que não tem legitimidade para estar no pólo passivo deste lançamento, face a inexistência de domínio útil e de posse no que se refere ao Reassentamento Fazenda Santa Paula, no município de Bataguassu (MS). Fl. 4DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 13161.001012/200573 Acórdão n.º 9202002.445 CSRFT2 Fl. 189 5 O Relator do acórdão de primeira instância, que restou vencido, assim asseverou (fls. 67): Cabe razão ao contribuinte quanto à ilegitimidade passiva, considerando que nos documentos de fls. 44 a 52 consta a escritura pública de desapropriação do imóvel e em fls. 40 a 43 o Convênio firmado entre a CESP e Prefeitura Municipal de Bataguassu concretizando a transferência. Esses documentos indicam a posse da Prefeitura Municipal de Anaurilândia desde 08.12.1998, e caracteriza que a posse do imóvel adquirido para o fim de assentamento das famílias atingidas pelo impacto social da construção da barragem da hidrelétrica Engenheiro Sérgio Moita foi transferido para a Prefeitura Municipal de Bataguassu antes da ocorrência do fato gerador do imposto objeto do lançamento de ofício. Ao analisarmos o artigo 4° da lei 9393/96 que indica como contribuinte do imposto o proprietário, titular do domínio útil ou seu possuidor a qualquer título sem ordem de preferência, conjuntamente com Constituição Federal em seu parágrafo 4° do artigo 153, que estabelece que o Imposto sobre a propriedade rural terá alíquotas diferenciadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas, levanos a entender que o contribuinte no caso, seria a Prefeitura Municipal de Bataguassu, que era a detentora do poder de fazer a propriedade produzir, e não a titular da propriedade que adquiriu a área com o fim específico de assentar as famílias atingidas com o impacto social em razão da construção da hidrelétrica, sem adentrarmos ao mérito da imunidade constitucional da Prefeitura Municipal e tampouco ao fato da posse que já nem poderia estar mais com referido órgão, face aos assentados. Concordo integralmente com tais ponderações. Também estou de acordo com o Relator do acórdão recorrido, Conselheiro Antonio Lopo Martinez, que manifestou seu voto nos seguintes termos (fls. 103): Acompanho as razões do voto vencido da autoridade julgadora, entendo inadequada a cobrança por ilegitimidade passiva. De acordo com documentos de fls. 44 a 52 consta a escritura pública de desapropriação do imóvel e em fls. 40 a 43 o Convênio firmado entre a CESP e Prefeitura Municipal de Bataguassu concretizando a transferência. Esses documentos indicam a posse da Prefeitura Municipal de Anaurilândia desde 08.12.1998, e caracteriza que a posse do imóvel adquirido para o fim de assentamento das famílias atingidas pelo impacto social da construção da barragem da hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta. Tendo sido transferido para a Prefeitura Municipal de Bataguassu antes da ocorrência do fato gerador do imposto objeto do lançamento de ofício. Ao analisarmos o artigo 4° da lei 9393/96 que indica como contribuinte do imposto o proprietário, titular do domínio útil ou seu possuidor a qualquer título sem ordem de preferência, Fl. 5DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 13161.001012/200573 Acórdão n.º 9202002.445 CSRFT2 Fl. 190 6 conjuntamente com Constituição Federal em seu parágrafo 4° do artigo 153, que estabelece que o Imposto sobre a propriedade rural terá alíquotas diferenciadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas, levanos a entender que o contribuinte no caso, seria a Prefeitura Municipal de Bataguassu, que era a detentora do poder de fazer a propriedade produzir, e não a titular da propriedade que adquiriu a área com o fim específico de assentar as famílias atingidas com o impacto social em razão da construção da hidrelétrica, sem adentrarmos ao mérito da imunidade constitucional da Prefeitura Municipal e tampouco ao fato da posse que já nem poderia estar mais com referido órgão, face aos assentados. Diante do exposto, voto por Acolher a preliminar de ilegitimidade passiva, e DAR provimento ao recurso. A jurisprudência deste Colegiado dá sustentação a tal posicionamento, conforme ilustram as ementas dos seguintes julgados: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL Rui ITR Exercício: 1998 IMPOSTO TERRITORIAL RURAL ITR. IMÓVEL DESTINADO A PROGRAMA DE REASSENTAMENTO. AUSÊNCIA. ANIMUS DOMINI. ILEGITIMIDADE PASSIVA. Inexistindo animus domini da contribuinte em relação a imóvel rural adquirido exclusivamente para implementação de Programa de Reassentamento em virtude de alagamento de área para constituição de reservatório de Usina Hidrelétrica, impõe se o reconhecimento de sua ilegitimidade passiva para figurar no pólo passivo da obrigação tributária concernente a aludido imóvel, quando o conjunto probatório constante dos autos comprova que os pequenos proprietários rurais e agricultores sem terras já se encontravam imitidos na posse do imóvel rural em epígrafe, ainda que precariamente, antes da ocorrência do fato gerador. Recurso especial negado. (Acórdão n° 920201.323, Relator Conselheiro Gustavo Lian Haddad, sessão de 08/02/2011) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 1998 IMPOSTO TERRITORIAL RURAL ITR. IMÓVEL DESTINADO À PROGRAMA DE REASSENTAMENTO. AUSÊNCIA. ANIMUS. ILEGITIMIDADE PASSIVA. Inexistindo animus domini da contribuinte em relação à imóvel rural adquirido exclusivamente para implementação de Programa de Reassentamento, in casu, contemplado pelo Fl. 6DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 13161.001012/200573 Acórdão n.º 9202002.445 CSRFT2 Fl. 191 7 Decreto n° 1.658/1996, do Estado do Paraná, para atender aos pequenos proprietários rurais e agricultores sem terras, que se encontravam nas áreas atingidas (alagadas) e foram desalojados pelo Reservatório da Usina Hidrelétrica de Salto Caxias, impõe se o reconhecimento da ilegitimidade passiva da empresa para figurar no pólo passivo da obrigação tributária concernente à aludido imóvel, conforme precedentes deste Colegiado, sobretudo quando o conjunto probatório constante dos autos comprova que os pequenos proprietários rurais e agricultores sem terras encimados já se encontravam imitidos na posse do imóvel rural em epígrafe, ainda que precariamente, desde 1996. Recurso especial provido. (Acórdão n° 920200.372, Relator Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, sessão de 27/10/2009) Com estas considerações, entendo que a decisão recorrida merece ser confirmada. Voto, portanto, no sentido de negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. (Assinado digitalmente) Gonçalo Bonet Allage Fl. 7DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por GONCALO BONET ALLAGE
score : 1.0
Numero do processo: 10665.720217/2007-54
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/02/2002 a 31/12/2004
IMPOSTO INFORMADO EM DIPJ. PAGAMENTO NÃO EFETUADO. VALOR NÃO DECLARADO EM DCTF.
O imposto informado na Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), não pago nem declarado na respectiva DCTF está sujeito a lançamento de ofício, acrescido das cominações legais.
DCTFs RETIFICADORAS. PROVAS. APRESENTAÇÃO. ÔNUS.
Cabe ao contribuinte o ônus de provar a alegada retificação das DCTFs e apresentar as respectivas cópias nos autos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3301-001.675
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto Relator.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
José Adão Vitorino de Morais - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Medrado Darzé.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/02/2002 a 31/12/2004 IMPOSTO INFORMADO EM DIPJ. PAGAMENTO NÃO EFETUADO. VALOR NÃO DECLARADO EM DCTF. O imposto informado na Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), não pago nem declarado na respectiva DCTF está sujeito a lançamento de ofício, acrescido das cominações legais. DCTFs RETIFICADORAS. PROVAS. APRESENTAÇÃO. ÔNUS. Cabe ao contribuinte o ônus de provar a alegada retificação das DCTFs e apresentar as respectivas cópias nos autos. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10665.720217/2007-54
anomes_publicacao_s : 201302
conteudo_id_s : 5186338
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 21 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3301-001.675
nome_arquivo_s : Decisao_10665720217200754.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
nome_arquivo_pdf_s : 10665720217200754_5186338.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) José Adão Vitorino de Morais - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Medrado Darzé.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
id : 4492068
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041214955061248
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1888; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 382 1 381 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10665.720217/200754 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301001.675 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 28 de novembro de 2012 Matéria IPI AI Recorrente SBL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/02/2002 a 31/12/2004 IMPOSTO INFORMADO EM DIPJ. PAGAMENTO NÃO EFETUADO. VALOR NÃO DECLARADO EM DCTF. O imposto informado na Declaração de Informações Econômicofiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), não pago nem declarado na respectiva DCTF está sujeito a lançamento de ofício, acrescido das cominações legais. DCTFs RETIFICADORAS. PROVAS. APRESENTAÇÃO. ÔNUS. Cabe ao contribuinte o ônus de provar a alegada retificação das DCTFs e apresentar as respectivas cópias nos autos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) José Adão Vitorino de Morais Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Medrado Darzé. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 5. 72 02 17 /2 00 7- 54 Fl. 382DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ Recife que julgou improcedente a impugnação interposta contra o lançamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), referente aos fatos geradores ocorridos nos períodos de competência de janeiro de 2002 a dezembro de 2004. O crédito tributário exigido se refere aos saldos devedores de IPI, informados nas Declarações de Informações Econômicofiscais da Pessoa Jurídica (DIPJs), não recolhidos nem declarados nas respectivas DCTFs, conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal às fls. 8/11 e termo e verificação fiscal às fls. 27/38. Inconformada com o lançamento, a recorrente impugnouo (fls. 344/349), alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “1. O lançamento é totalmente improcedente, uma vez que o Fisco cometeu equívoco grosseiro ao desconhecer que todas as DCTF relativas ao período fiscalizado foram retificadas, sendo que em nenhuma delas consta débito de IPI. 2. O Fisco se baseou unicamente em declarações feitas na DIPJ relativas ao período fiscalizado. Mas tais informações foram retificadas por meio de DCTF retificadoras, cujas cópias se encontram em anexo (rectius; nenhum cópia de DCTF foi anexada). 3. A retificação dos dados relativos aos débitos de IPI foi feita antes de qualquer procedimento de fiscalização. Daí que o lançamento foi realizado por simples ignorância ou por puro arbítrio fiscal. 4. O Primeiro Conselho de Contribuintes, em decisão recente, conforme ementa transcrita às fls. 223/225, entendeu em situação semelhante à do presente caso: ‘A retificação da escrituração contábil e fiscal, efetuada anteriormente ao início da ação fiscal e a ausência de prejuízo ao fisco autoriza o cancelamento do lançamento, sob pena de enriquecimento sem causa do erário’. 5. A inexistência de débito do IPI é explicada pelo fato de que boa parte das operações da impugnante, no período fiscalizado, eram destinadas ao exterior, em operações que gozam de imunidade do imposto, além da utilização de crédito resumido do IPI como ressarcimento de PIS e COFINS relativos aos produtos exportados. Ocorreu é que nas DIPJ foram informados por equívoco o valor dos débitos de IPI sem confrontálos com os valores dos créditos presumidos do IPI nas exportações. Mas, tal equívoco foi sanado em tempo hábil, por meio de DCTFs retificadoras, antes de qualquer procedimento de fiscalização. 6. Não venha o Fisco alegar que impugnante deveria também ter retificado as DIPJs relativamente aos débito de IPI. Porque é a declaração contida na DCTF que constitui confissão de dívida e não a contida na DIPJ que tem caráter meramente informativo. Conforme entendimento expresso pela DRJ/RJ na ementa que transcreve às fls. 225/226. 7. O Fisco baseou seu lançamento apenas nas DIPJs apresentadas, porém com informações ultrapassadas pela novas informações contidas nas DCTFs retificadoras, as quais não indicam nenhum débito para o período fiscalizado. As informações nas DCTFs não foram contraditadas pelo Fisco, e gozam da presunção de veracidade.” Fl. 383DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10665.720217/200754 Acórdão n.º 3301001.675 S3C3T1 Fl. 383 3 Analisada a impugnação, aquela DRJ, julgoua improcedente, conforme acórdão nº 1134.155, datado de 10 de junho de 2011, às fls. 361/367, sob as seguintes ementas: “IPI. SALDOS DEVEDORES APURADOS E INFORMADOS EM DIPJ. NÃO RECOLHIDOS NEM DECLARADOS EM DCTF. LANÇAMENTO. O auto de infração se limitou a lançar os saldos devedores de IPI apurados e informados ao fisco mediante as DIPJ do período analisado, que não foram declarados em DCTF nem recolhidos. Exatamente por isso houve a necessidade de formaliza a constituição desses créditos tributários mediante o lançamento. DECLARAÇÕES DIPJ VÁLIDAS. NÃO RETIFICADAS NEM DEMONSTRADO ERRO NA INFORMAÇÃO. Permaneceu válidas e geram efeitos jurídicos e tributários as competentes DIPJ apresentadas e jamais retificadas. Ao mesmo tempo são irrelevantes as supostas DCTF retificadoras alegadas porque no presente processo se tratam de débitos do IPI que sabidamente já não haviam sido confessados previamente em DCTF. Se não confessados antes em DCTF, é irrelevante para a presente lide que não estivessem também confessados nas supostas DCTFs retificadoras. SUPOSTO EQUÍVOCO NA DIPJ. AUSÊNCIA DE INFORMAÇÃO SOBRE CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. AUSÊNCIA DE DIREITO. Tratase de pessoa jurídica submetida à sistemática de apuração de lucro real, e por força do disposto nas Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, estava excluída do universo de empresas que poderiam fazer jus ao crédito presumido de IPI. Daí que não se podia mesmo esperar que houvesse nas DIPJ da interessada qualquer indicação de créditos presumidos de IPI, direito inexistente para as empresas obrigadas a apurar pelo lucro real.” Cientificada dessa decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 371/379), requerendo o cancelamento do lançamento, alegando, em síntese as mesmas razões expendidas na impugnação, e, ainda, que no período objeto do lançamento tinha direito ao crédito presumido do IPI, uma vez que o regime da não cumulatividade do PIS e da Cofins foi instituído pelas Leis nº 10.637, de 30/12/2002, e nº 10.833, de 29/12/2003. Assim, até o ano de 2003, as empresas, independentemente de estarem submetidas ao lucro real ou não, tinha direito ao crédito presumido do IPI. É o relatório. Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim, dele conheço. Fl. 384DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 A questão em litígio se restringe a provas. O lançamento em discussão se refere aos saldos devedores do IPI informados nas respectivas DIPJs que não foram pagos nem declarados nas respectivas DCTFs. Na impugnação, a recorrente alegou erro nas DIPJs e informou que retificou as DCTFs e anexou cópias das retificadoras àquela peça. Na decisão recorrida, a autoridade julgadora de primeira instância informou que nenhum cópia de DCTF retificadora foi anexada à impugnação e, ainda, que nenhum documento foi apresentado para comprovar o alegado erro nas DIPJs. Embora alertada da ausência das DCTFs retificadoras e da falta de documentos comprovando os erros alegados na DIPJs, bem como dos créditos presumidos utilizados para dedução do IPI informado nas DIPJs, nesta fase recursal, a recorrente não os apresentou se limitando a repetir as alegações expendidas na impugnação e, inovando quanto ao seu direito ao crédito presumido do IPI. O ônus de provar a retificação tempestiva das DCTFs é da recorrente e não do Fisco. A Lei nº 9.784, de 29/1/1999, art. 36, assim estabelece: “Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei.” Também, segundo a Lei nº 5.869, de 11/1/1973 (Código de Processo Civil), art. 333, o ônus da prova é de quem alega, assim dispondo: “Art. 333. O ônus da prova incumbe: (...); II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.” Assim, não tendo a recorrente comprovado a retificação das DCTFs tempestivamente nem apresentado as DCTFs retificadoras, em primeira instância, nem nesta fases recursal, não há amparo legal para o cancelamento do lançamento. Cabe, ainda, ressaltar que as DCTFs retificadoras, se realmente foram apresentadas à Delegacia da Receita Federal de circunscrição fiscal da recorrente, somente seriam aceitas, para efeito de cancelamento do lançamento em discussão, se provado que foram retificadas antes do início do procedimento administrativo fiscal que resultou na constituição do crédito tributário em discussão. Já em relação, ao direito ao crédito presumido do IPI, ao contrário do que consta da decisão recorrida, em relação ao PIS, as pessoas jurídicas, independentemente de estarem submetidas à apuração do Imposto de Renda pelo Lucro Real ou não, fazia jus ao benefício até a competência de novembro de 2002, e, em relação à Cofins, até a competência de janeiro de 2004. No entanto, este reconhecimento não altera em nada a presente decisão. Primeiro, porque a recorrente não apresentou quaisquer documentos que permitissem a Fl. 385DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10665.720217/200754 Acórdão n.º 3301001.675 S3C3T1 Fl. 384 5 apuração dos créditos presumidos a que faria jus, naquele período. Segundo, não apresentou documentos (livros fiscais e livro Razão) e demonstrativos comprovando que os referidos créditos não foram deduzidos dos valores informados nas DIPJs. Em face do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. (ASSINADO DIGITALMENTE) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 386DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10580.722717/2009-22
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Sat Mar 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005, 2006, 2007
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO.
Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.838
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em Exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcao Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005, 2006, 2007 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Sat Mar 09 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10580.722717/2009-22
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5191012
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 11 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2801-002.838
nome_arquivo_s : Decisao_10580722717200922.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : TANIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10580722717200922_5191012.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente em Exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcao Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
id : 4518671
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:46 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041215024267264
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1678; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 214 1 213 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.722717/200922 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801002.838 – 1ª Turma Especial Sessão de 22 de janeiro de 2013 Matéria IRPF Recorrente EDUARDO AUGUSTO FERREIRA ABREU Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005, 2006, 2007 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em Exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcao Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 3ª Turma da DRJ/SDR/BA. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 27 17 /2 00 9- 22 Fl. 214DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10580.722717/200922 Acórdão n.º 2801002.838 S2TE01 Fl. 215 2 “Tratase de auto de infração relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física –IRPF correspondente aos anos calendário de 2004, 2005 e 2006, para exigência de crédito tributário, no valor de R$ 143.406,19, incluída a multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. Conforme descrição dos fatos e enquadramento legal constantes no auto de infração, o crédito tributário foi constituído em razão de ter sido apurada classificação indevida de rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual como sendo rendimentos isentos e não tributáveis. Os rendimentos foram recebidos do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia a título de “Valores Indenizatórios de URV”, em 36 (trinta e seis) parcelas no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, em decorrência da Lei Estadual da Bahia nº 8.730, de 08 de setembro de 2003. As diferenças recebidas teriam natureza eminentemente salarial, pois decorreram de diferenças de remuneração ocorridas quando da conversão de Cruzeiro Real para URV em 1994, conseqüentemente, estariam sujeitas à incidência do imposto de renda, sendo irrelevante a denominação dada ao rendimento. O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal e apresentou impugnação, alegando, em síntese, que: a) não classificou indevidamente os rendimentos recebidos a título de URV, pois o enquadramento de tais rendimentos como isentos de imposto de renda encontrase em perfeita consonância com a legislação instituidora de tal verba indenizatória; b) o STF, através da Resolução nº 245, de 2002, reconheceu a natureza indenizatória das diferenças de URV recebidas pelos magistrados federais, e que por esse motivo estariam isentas da contribuição previdenciária e do imposto de renda. Este tratamento seria extensível aos valores a mesmo título recebidos pelos membro do magistrados estaduais; c) o Estado da Bahia abriu mão da arrecadação do IRRF que lhe caberia ao estabelecer no art. 5º da Lei Estadual da Bahia nº 8.730, de 2003, a natureza indenizatória da verba paga, sendo a União parte ilegítima para exigência de tal tributo. Além disso, se a fonte pagadora não fez a retenção que estaria obrigada, e levou o autuado a informar tal parcela como isenta em sua declaração de rendimentos, não tem este último qualquer responsabilidade pela infração; d) independentemente da controvérsia quanto à competência ou não do Estado da Bahia para regular matéria reservada à Lei Federal, o valor recebido a título de URV tem a natureza indenizatória. Neste sentido já se pronunciou o Supremo Tribunal Federal, o Presidente do Conselho da Justiça Federal, Primeiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, Poder Judiciário de Rondônia, Ministério Fl. 215DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10580.722717/200922 Acórdão n.º 2801002.838 S2TE01 Fl. 216 3 Publico do Estado do Maranhão, bem como, ilustres doutrinadores; e) caso os rendimentos apontados como omitidos de fato fossem tributáveis, deveriam ter sido submetidos ao ajuste anual, e não tributados isoladamente como no lançamento fiscal; f) ainda que as diferenças de URV recebidas em atraso fossem consideradas como tributáveis, não caberia tributar os juros e correção monetária incidentes sobre elas, tendo em vista sua natureza indenizatória; g) mesmo que tal verba fosse tributável, não caberia a aplicação da multa de ofício e juros moratórios, pois o autuado teria agido com boafé, seguindo orientações da fonte pagadora, que por sua vez estava fundamentada na Lei Estadual da Bahia nº 8.730, de 2003, que dispunha acerca da natureza indenizatória das diferenças de URV; h) o Ministério da Fazenda, em resposta à Consulta Administrativa feita pela Presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, também, teria manifestadose pela inaplicabilidade da multa de ofício, em razão da flagrante boafé dos autuados, ratificando o entendimento já fixado pelo Advogado Geral da União, através da Nota AGU/AV 12/2007. Na referida resposta, o Ministério da Fazenda reconhece o efeito vinculante do comando exarado pelo Advogado Geral da União perante à PGFN e a RFB. Foi determinada diligência fiscal para que o órgão de origem adotasse as medidas cabíveis para ajustar o lançamento fiscal ao Parecer PGFN/CRJ/Nº 287/2009, de 12 de fevereiro de 2009, da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que, em razão de jurisprudência pacificada no Superior Tribunal de Justiça, concluiu pela dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e pela desistência dos já interpostos, desde que inexistisse outro fundamento relevante, com relação às ações judiciais que visassem obter a declaração de que, no cálculo do imposto renda incidente sobre rendimentos pagos acumuladamente, deveriam ser levadas em consideração as tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se referem tais rendimentos, devendo o cálculo ser mensal e não global.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 99/104, que restou assim ementado: DIFERENÇAS DE REMUNERAÇÃO. INCIDÊNCIA IRPF. As diferenças de remuneração recebidas pelos Magistrados do Estado da Bahia, em decorrência da Lei Estadual da Bahia nº 8.730, de 08 de setembro de 2003, estão sujeitas à incidência do imposto de renda. MULTA DE OFÍCIO. INTENÇÃO. Fl. 216DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10580.722717/200922 Acórdão n.º 2801002.838 S2TE01 Fl. 217 4 A aplicação da multa de ofício no percentual de 75% sobre o tributo não recolhido independe da intenção do contribuinte. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 19/05/2011 (AR fl. 108), o interessado, representado por seus advogados (fl. 82), interpôs o recurso de fls. 109/154, em 31/10/2011. Em sua defesa, sustenta os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. Inicialmente, cabe examinar a tempestividade do recurso interposto. O Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, assim estabelece: “Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão.” Fl. 217DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10580.722717/200922 Acórdão n.º 2801002.838 S2TE01 Fl. 218 5 Compulsandose os autos, verificase o Aviso de Recebimento – AR da decisão da DRJ/SDR/BA, por meio do qual o Recorrente foi intimado do acórdão recorrido, foi recebido em 19/05/2011, quintafeira (fl. 108). Assim, o contribuinte poderia apresentar o recurso até 20/06/2011, segunda feira, entretanto só o fez em 31/10/2011, consoante carimbo aposto pela repartição de recepção do documento de fl. 109 e despacho de fl. 212. Diante do exposto, voto por não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 218DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10940.900817/2008-89
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2003, 2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA.
Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA
Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário negado,
Numero da decisão: 3801-001.271
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flavio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
EDITADO EM: 13/09/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2003, 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário negado,
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10940.900817/2008-89
anomes_publicacao_s : 201210
conteudo_id_s : 5172755
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3801-001.271
nome_arquivo_s : Decisao_10940900817200889.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : SIDNEY EDUARDO STAHL
nome_arquivo_pdf_s : 10940900817200889_5172755.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio De Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. EDITADO EM: 13/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator)
dt_sessao_tdt : Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
id : 4296581
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041215171067904
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1585; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 41 1 40 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10940.900817/200889 Recurso nº 919.539 Voluntário Acórdão nº 3801001.271 – 1ª Turma Especial Sessão de 24 de maio de 2012 Matéria Compensação Recorrente GUARÁ AUTO PECAS SA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2003, 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. EDITADO EM: 13/09/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 90 08 17 /2 00 8- 89 Fl. 50DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator) Fl. 51DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900817/200889 Acórdão n.º 3801001.271 S3TE01 Fl. 42 3 Relatório Trata o presente processo administrativo de pedido de compensação realizado através de PER/DCOMP, transmitida em 20/09/2006 (fls. 17/21), com base em suposto pagamento a maior a título de PIS/PASEP do período de apuração de outubro de 2003, por meio de guia DARF cujo recolhimento se deu em 15/10/2003, com débitos de CSLL do período de apuração de agosto de 2004, tendo sido objetivada compensação no montante total de R$ 3.067,39. A DRF de origem proferiu despacho decisório (fls. 02) não homologando a compensação sob o fundamento de que o pagamento informado em PER/DCOMP, através de guia DARF, foi integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte. Inconformado, apresentou o contribuinte manifestação de inconformidade às fls. 01, sustentando, em síntese, que a origem do seu crédito decorre de pagamentos a maior, realizados em função da ausência de dedução da base de cálculo da Contribuição de valores legalmente dedutíveis, conforme supostamente lhe autorizaria a Lei nº 10.833/2003, sendo tais créditos aferíveis das respectivas DACON e DIPJ do período. A DRJ em Curitiba – PR, por sua vez, julgou improcedente a manifestação de inconformidade ofertada pelo contribuinte através do acórdão de fls. 24¹25, considerando a ausência de comprovação do direito ao credito objeto da compensação materializada na PER/DCOMP, o que se confirmaria, inclusive, a partir inconsistências apuradas conta dos documentos mencionados pelo contribuinte na sua Manifestação de Inconformidade (DACON, DIPJ e DCTF) e planilha apresentada. Devidamente intimado para tanto (fls. 26), interpôs o contribuinte o presente Recurso Voluntário de fls. 27 (em 15/10/2003), através do qual sustenta, em síntese, que o argumento trazido em sua Manifestação de Inconformidade foi equivocado, e que em verdade “(...) os valores apropriados em Perd/Comp tem como sua origem o crédito de PIS nas entradas de Produtos e Serviços, como permite o contido no artigo 3º e parágrafos da MP 66/2002.” É o relatório. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl O recurso é tempestivo e reúne os demais pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele se conhece. O argumento recursal fundamental é o de que a Recorrente tem direito a indébitos de PIS/COFINS por recolhimentos foram feitos a maior por conta de não aproveitamento dos créditos que teria direito em decorrência da legislação pertinente. Para tanto a Recorrente juntou as planilhas demonstrativas dos créditos não aproveitados em suas operações. A DRJ com base nas declarações da contribuinte (DACON, DIPJ e DCTF), entendeu não estarem comprovados os créditos requeridos, mantendo o mesmo suporte do despacho decisório. Despacho Decisório este, ressaltese, elaborado eletronicamente, isto é, a partir de um mero confronto de informações realizadas pelos sistemas de controle da Receita Federal do Brasil (Dacon x DCTF x Darf), do qual exsurgiu a informação de que valor algum havia sido recolhido a maior, e, portanto, crédito algum haveria de ser reconhecido. No caso em concreto, o Contribuinte administrado deve apresentar as provas do seu direito creditório. Tratase de postulado do Código de Processo Civil, subsidiariamente aplicável ao PAF, vejamos: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Art. 396. Compete à parte instruir a petição inicial (art. 283), ou a resposta (art. 297), com os documentos destinados aprovarlhe as alegações. No processo administrativo fiscal, temse como regra que cabe àquele que pleiteia o direito, provar os fatos, prevalecendo o princípio de que o ônus da prova cabe a quem dela se aproveita. Portanto, no caso em apreço, compete ao sujeito passivo. À ora Recorrente, a comprovação de que preenche os requisitos para fruição do ressarcimento. Ademais, do mesmo modo que o Decreto nº 70.235/1972 estabelece, em seu artigo 9°, a obrigatoriedade da autoridade fiscal traduzir por provas os fundamentos do lançamento, também atribui ao contribuinte, no inciso III do artigo 16, o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Em verdade, este dispositivo legal apenas transfere, para o processo administrativo fiscal, o sistema adotado pelo Código de Processo Civil, que, em seu artigo 333, ao repartir o ônus probandi, o faz inadmitindo a mera alegação e a negação geral. Assim, na hipótese de ressarcimento pleiteado, recai sobre a interessada o ônus de provar a pretensão deduzida. Logo, é imprescindível que as provas e argumentos sejam Fl. 53DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900817/200889 Acórdão n.º 3801001.271 S3TE01 Fl. 43 5 carreados aos autos, no sentido de refutar o procedimento fiscal, se revistam de toda força probante capaz de propiciar o necessário convencimento e, conseqüentemente, descaracterizar o que lhe foi imputado pelo fisco. Do exame desse litígio administrativo, verificase que a Recorrente não apresentou documentos suficientes para demonstrar o seu crédito, juntando mera planilha de valores que pretende compensar de que sorte o pedido de compensação nos moldes requeridos não deve prosperar. Consignese que o artigo 170 da Lei nº 5.172, de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional) estabelece como requisito para compensação que o crédito seja líquido e certo. No caso em discussão, o direito creditório não se apresentou líquido e certo, pois a requerente não comprovou por meio de demonstrativos, da escrituração fiscal, notas fiscais que alega estarem canceladas e dos lançamentos contábeis o valor de seu crédito. Nesse sentido voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. É como voto. Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 54DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
