Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,276)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,062)
- Primeira Turma Ordinária (16,046)
- Primeira Turma Ordinária (16,020)
- Segunda Turma Ordinária d (15,770)
- Segunda Turma Ordinária d (14,393)
- Primeira Turma Ordinária (12,998)
- Primeira Turma Ordinária (12,361)
- Segunda Turma Ordinária d (12,352)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,404)
- Quarta Câmara (84,620)
- Terceira Câmara (67,201)
- Segunda Câmara (55,443)
- Primeira Câmara (19,959)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,825)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,384)
- Segunda Seção de Julgamen (114,111)
- Primeira Seção de Julgame (76,334)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,957)
- Câmara Superior de Recurs (37,862)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,405)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,749)
- HELCIO LAFETA REIS (3,622)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,724)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,481)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 10183.004830/2001-58
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2006
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 1996, 1997, 1998
Ementa: NORMA PROCESSUAL. ADMISSIBILIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO. O arrolamento de bens e direitos como condição de prosseguimento do recurso, está limitado ao Ativo Permanente da pessoa jurídica, não se podendo obstruir o seguimento do mesmo no caso de declaração firmada pelo sócio da pessoa jurídica de ausência total de bens e direitos no Ativo Permanente, em função da liquidação voluntária da pessoa jurídica.
DECADÊNCIA. A Cofins é contribuição destinada à Seguridade Social e, como tal, tem o prazo decadencial de dez anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte em que o crédito poderia ter sido constituído, entendimento esse consolidado no artigo 95 do Regulamento do PIS/Pasep e da Cofins, Decreto nº 4.524, de 2002.
PIS. SEMESTRALIDADE. ENTENDIMENTO PACÍFICO DO STJ. A semestralidade do PIS é matéria pacificada em sede jurisdicional, cuja orientação deve ser observada pela esfera administrativa. A compensação realizada pelo contribuinte deve levar em consideração tal particularidade do PIS, sem que a tanto se oponha o Fisco. Recurso parcialmente provido.
VENDA PARA ENTREGA FUTURA. A nota fiscal de venda para entrega futura traduz negócio perfeito e acabado para todos os fins legais. A receita de tal operação comercial deve ser reconhecida na escrituração do mês em que celebrado o negócio. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 203-11360
Nome do relator: Eric Moraes de Castro e Silva
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200609
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 1996, 1997, 1998 Ementa: NORMA PROCESSUAL. ADMISSIBILIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO. O arrolamento de bens e direitos como condição de prosseguimento do recurso, está limitado ao Ativo Permanente da pessoa jurídica, não se podendo obstruir o seguimento do mesmo no caso de declaração firmada pelo sócio da pessoa jurídica de ausência total de bens e direitos no Ativo Permanente, em função da liquidação voluntária da pessoa jurídica. DECADÊNCIA. A Cofins é contribuição destinada à Seguridade Social e, como tal, tem o prazo decadencial de dez anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte em que o crédito poderia ter sido constituído, entendimento esse consolidado no artigo 95 do Regulamento do PIS/Pasep e da Cofins, Decreto nº 4.524, de 2002. PIS. SEMESTRALIDADE. ENTENDIMENTO PACÍFICO DO STJ. A semestralidade do PIS é matéria pacificada em sede jurisdicional, cuja orientação deve ser observada pela esfera administrativa. A compensação realizada pelo contribuinte deve levar em consideração tal particularidade do PIS, sem que a tanto se oponha o Fisco. Recurso parcialmente provido. VENDA PARA ENTREGA FUTURA. A nota fiscal de venda para entrega futura traduz negócio perfeito e acabado para todos os fins legais. A receita de tal operação comercial deve ser reconhecida na escrituração do mês em que celebrado o negócio. Recurso provido em parte.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10183.004830/2001-58
anomes_publicacao_s : 200609
conteudo_id_s : 4128538
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 203-11360
nome_arquivo_s : 20311360_129055_10183004830200158_007.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : Eric Moraes de Castro e Silva
nome_arquivo_pdf_s : 10183004830200158_4128538.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2006
id : 4817127
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:00:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045262605221888
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T18:34:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T18:34:23Z; Last-Modified: 2009-08-05T18:34:23Z; dcterms:modified: 2009-08-05T18:34:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T18:34:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T18:34:23Z; meta:save-date: 2009-08-05T18:34:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T18:34:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T18:34:23Z; created: 2009-08-05T18:34:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-05T18:34:23Z; pdf:charsPerPage: 1830; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T18:34:23Z | Conteúdo => • 4,4 2° CC-MFe. • fre Ministério da Fazenda Fl. •• -v€L'ar,' Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10183.004830/2001-58 ww.seg consoo de coreenuietee Recurso n2 : 129.055 pumendo rto CMoOficiai _04 Acórdão n2 : 203-11.360 Ruerks /.• Recorrente : BERTO S/A s"Rivirht‘a era- 00° Recorrida : DRJ em Campo Grande - MS o8.04 .c6)4 Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 1996, 1997, 1998 Ementa: NORMA PROCESSUAL. ADMISSIBILIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO. O arrolamento de bens e direitos como condição de prosseguimento do recurso, está limitado ao Ativo Permanente da pessoa jurídica, não se podendo obstruir o seguimento do mesmo no caso de declaração firmada pelo sócio da pessoa jurídica de ausência total de bens e direitos no Ativo Permanente, em função da liquidação voluntária da pessoa jurídica. DECADÊNCIA. Cofins é contribuição destinada à Seguridade Social e, como tal, tem o prazo decadencial de dez anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte em que o crédito poderia ter sido constituído, entendimento esse consolidado no artigo 95 do Regulamento do PIS/Pasep e da- Cofins, Decreto n° 4.524, de 2002. PIS. SEMESTRALIDADE. ENTENDIMENTO PACÍFICO DO STJ. A semestralidade do PIS é matéria pacificada em sede jurisdicional, cuja orientação deve ser observada pela esfera administrativa. A compensação realizada pelo contribuinte deve levar em consideração tal particularidade do PIS, sem que a tanto se oponha o Fisco. Recurso parcialmente provido. VENDA PARA ENTREGA FUTURA. A nota fiscal de venda para entrega finura traduz negócio perfeito e acabado para todos os fins legais. A receita de tal operação comercial deve ser reconhecida na escrituração do mês em que celebrado o negócio. Recurso provido em parte. MNSEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL BresRla,_Ce91_1_0/S___ • 1 Matilde emalo de Oliveira Met. Slape 91650 ' . .ta. ..% 22 CC-MF • It,".. r.1.;•• tf,' Ministério da Fazenda Fl. 7-7; Skt Segundo Conselho de Contribuintes4,;(2..r..., ,... Processo n2 : 10183.004830/12001-58 Recurso n2 : 129.055 Acórdão n2 : 20341.360 . Vistos, relatados e discutidos os presente autos do recurso interposto por: BERTO S/A. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos seguintes termos: I) por unanimidade de votos, em conhecer do recurso; II) pelo voto de qualidade, para afastar a decadência. Vencidos os Conselheiros Cesar Piantavigna, Silvia de Brito Oliveira, Valdemar Ludvig e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda que consideravam decaídos os períodos anteriores a novembro de 1996; e III) no mérito: a) por unanimidade de votos, em acolher a semestralidade para os períodos não decaídos; e b) quanto as demais matérias, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2006. 17,i_ ir.....„... Antonio Be erra Neto Presidenife- • Eric Moraes de Castro e Silva Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis e Eric Morais de Castro e Silva. Eaal/inp rir--------r--. "ErTRigr-secumc000rwcaoRmE ucui OcoGINALtu Bradia„Mlite2.51--_\ Matilde Curado de Oliveira . Met. Sie 91850 2 22 CC-MFt. t.t .9.̂ Ministério da Fazenda Fl. Ara-- Segundo Conselho de Contribuintes »;F-RsifouNDO CONSELHO Processo n2 : 10183.00483012001-58 cavEaRE com O o:20.1.18"111111 Recurso n2 : 129.055 Brastlia."—a---LadtAcórdão n2 : 20341360 Matilde etwi' te 011vein;Recorrente : BERTO S/A Mat 91850 RELATÓRIO Trata-se de Recurso Voluntário contra o Acórdão n° 02.779, DE 03/10/2003, que julgou parciahnente procedente Manifestação de Inconformidade oposta contra o Auto de Infração lavrado para a constituição de crédito do PIS no valor de R$ 7.667,48. A decisão recorrida foi vazada nos seguintes termos (fl. 144): Ementa: DECADÊNCIA. A Cofins é contribuição destinada à Seguridade Social e, como tal, tem o prazo decadencial de dez anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte em que o crédito poderia ter sido constituído, entendimento esse consolidado no artigo 95 do Regulamento do PIS/Pasep e da Cofins, Decreto n°4.524, de 2002. PIS. AL1QUOTA DE 0,750% Apurada insuficiência de recolhimento por ciiièrença de aliquota entre 0,65% e 0,75% da contribuição é devida sua cobrança. PIS. ANTERIORIDADE NONA GESIMAL. Em cumprimento ao Princípio da Anterioridade Nonagesimal previsto na C.F., art. 195, f 6 e a IN SRF 06/2000, as alterações introduzidas pela M.P. n° 1.212/1995 e suas reedições, somente terão eficácia a partir do período de apuração de março de 1996. VENDA PARA ENTREGA FUTURA. A nota fiscal de venda para entrega futura traduz negócio perfeito e acabado para todos os fins legais. A receita de tal operação comercial deve ser reconhecida na escrituração do mês em que celebrado o negócio. FALTA DE RECOLHIMENTO. A falta ou insuficiência de recolhimento do PIS, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais. Inconformada, vem a contribuinte no seu Recurso Voluntário (fls. 167/179) impugnar cada um dos períodos de apuração mantidos pela decisão recorrida. No relativo a janeiro e fevereiro de 1996, alega a decadência do crédito, a ilegalidade na exigência da diferença de aliquota e a necessidade de se reconhecer a semestralidade da base de cálculo do PIS. Em relação ao período de apuração de dezembro de 1997, sustenta que não houve qualquer irregularidade, vez que naquele período as notas que embasaram a cobrança se referiam a vendas futuras, que efetivamente tiveram a incidência da contribuição quando do ingresso da receita em janeiro e fevereiro de 1998. o 3 4.n„ 22 CC-MF ''4' Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo 112 : 10183.004830/2001-58 Recurso n2 : 129.055 Acórdão a2 : 203-11.360 A mesma argumentação acima, i.e. recolhimento incidente sobre venda futura, também é utilizada para atacar a cobrança oriunda do pedido de apuração março de 1998. Com tais considerações pediu a improcedência do Auto de Infração. Ao receber o recurso, a Autoridade "a quo" o indamitiu por falta de arrolamento de bens ou depósito recursal no valor de 30% da exigência fiscal. Quanto ao juízo negativo de admissibilidade, atravessou o contribuinte Pedido de Reconsideração sustentando que a exigência do arrolamento de bens fica limitado ao total do ativo permanente da pessoa jurídica, que no seu caso, como demonstrado, é inexistente. É o relatório. coto ERE com ou" ,iu" areenta CONJEL _ ltS CONTRIBUI" mf-sEGUNDO sit3 011Ven "'Tia 916.50 04 2° CC-MF ft. Ministério da Fazenda Fl. ,;(1,:;;\ Segundo Conselho de Contribuintes i CONSELHO DE CONTRISUCONFERE COM O ONRIGIAL INTES . • BrasProcesso n2 : 10183.004830/2001-58 I nia'aa--./.-D___n_ Recurso nit : 129.055 Acórdão at : 203-11.360 Milde te avena Slape 91650 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ERIC MORAES DE CASTRO E SILVA I- Da Admissão do Recurso. Inicialmente faz-se necessário o conhecimento do recurso, vez que a autoridade a quo o inadmitiu por suposta falta de um dos seus requisitos de admissibilidade, qual seja, a garantia da instância recursal administrativa por arrolamento de bens ou depósito recursal. Nesse sentido, entendo que aquele requisito de admissibilidade do Recurso Voluntário não se faz necessário para a hipótese da Recorrente. Isto porque o § 2° do art. 33 da Lei do Processo Administrativo Fiscal limita o arrolamento de bens, sem prejuízo do seguimento do recurso, ao total do ativo permanente da pessoa jurídica. Tal dispositivo é repetido pelo art. 3° dg Decreto n° 4.523/02, que disciplina o arrolamento de bens da seguinte forma: Art. 3°. Sem prejuízo do seguimento do recurso voluntário, o arrolamento de bens e direitos será limitado ao total do ativo permanente da pessoa jurídica ou ao património da pessoa ftsica, avaliados pelo valor constante da contabilidade ou da última declaração de rendimentos apresentada pelo sujeito passivo. No mesmo sentido é o art. 2° da Instrução Normativa n° 264/02. Sobre o tema este Conselho de Contribuintes assim tem se manifestado: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - ARROLAMENTO DE BENS - CONDIÇÃO DE PROSSEGUIMENTO DE RECURSO - LIMITADO AO ATIVO PERMANENTE DA RECORRENTE - O arrolamento de bens e direitos como condição de prosseguimento do recurso, está limitado ao Ativo Permanente da pessoa jurídica, não se podendo obstruir o seguimento do mesmo no caso de declaração firmada pelo sócio da pessoa jurídica de ausência total de bens e direitos no Ativo Permanente, em fitnção da liquidação voluntária da pessoa jurídica. (Proc. N. 19515.001368/2002-93. Primeira Câmara. Data da Sessão: 10/0812005. Relator. Caio Marcos Cândido. Acórdão n° Acórdão 101-95118) Pelo exposto, em sede de juízo de admissibilidade recursal, voto pelo conhecimento do presente recurso. 42 5 - CC-MF t .rt Ministério da Fazenda Fl. Sir1. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10183.004830/2001-58 Recurso n2 : 129.055 Acórdão n2 : 203-11.360 II — Período de Apuração Janeiro e Fevereiro de 1996: Decadência. Apesar do entendimento deste julgador de que matéria relacionada a prescrição e decadência deve ser tratada por lei complementar, por expressa disposição constitucional, esta relatoria, em razão da impossibilidade dos julgadores administrativos em declarar a inconstitucionalidade de lei, acata o prazo decadencial de 10 anos para o lançamento do PIS, pelo fato de assim dispor a Lei n°8.212, de 24 de julho de 1991, em seu artigo 45. Ressalte-se que este entendimento é balizado na prévia definição do PIS como sendo espécie do gênero "contribuição social", dai a sua regência pela Lei n° 8212/91. Pelo exposto, voto pela rejeição da argüição de decadência. III — Período de Apuração Janeiro e Fevereiro de 1996: Semestralidade do PIS. Quanto a questão da semestralidade do PIS, a decisão recorrida afasta a sua aplicação por entender que "a tese de que a contribuição devida mensalmente ao PIS deveria ser calculada com base no faturamento do 60 (sexto) mês anterior à ocorrência do fato gerador, indubitavelmente, esteia-se numa interpretação literal do artigo 6° da Lei Complementar n°07/1970". Em que pese a longa argumentação expendida na decisão recorrida, tal questão resta absolutamente superada nesta instância superior, reconhecendo o Conselho de Contribuintes que com a inconstitucionalidade dos Decretos-Leis IN 2445 e 2449 passou a vigorar a sistemática da semestralidade, como bem indica o contundente acórdão abaixo: PIS. SEMESTRALIDADE. ENTENDIMENTO PACÍFICO DO STJ. A semestralidade do PIS é matéria pacificada em sede jurisdicional, cuja orientação deve ser observada pela esfera administrativa. A compensação realizada pelo contribuinte deve levar em consideração tal particularidade do PIS, sem que a tanto se oponha o Fisco. Recurso parcialmente provido. (Proc. N. 11618.004561/2001-35. Data da Sessão: 14/10/2003. ACÓRDA0 203-09213. Pelo exposto, voto pela procedência do presente recurso neste particular referente à semestralidade. MF-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIEUNTES CONFERE Geo,' O C,`RiGINAL adua õ • Mas canino de 011velta Mat. Slape 91650 nip 6 • 2g CC-MF rt, Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo ni : 10183.004830/2001-58 Recurso n2 : 129.055 Acórdão n2 : 203-11.360 IV — Período de Apuração Dezembro de 1997 e março 1998: Venda Futuras. Quanto as vendas futuras, não estando a contribuinte no tocante a apuração do seu imposto de renda na sistemática do lucro real, entendo que o PIS/COFINS incide no momento da emissão da fatura e não apenas quando do futuro pagamento da mesma. Neste sentido assim se posicionou o Conselho, verbis: PIS. FATO GERADOR. BASE IMPONÍVEL. O fato imponível do PIS é o faturamento de determinado mês (núcleo da hipótese de incidência), assim entendido como o somatório das faturas emitidas em função de cada operação de compra e venda mercantil (aspecto material da hipótese de incidência). Uma vez emitida a fatura, perfeito e acabado o contrato de compra e venda mercantil, estando, em conseqüência, o comprador e o vendedor acordados na coisa, no preço e nas condições (C. Comercial, art. 191). Portanto, é alheio à hipótese de incidência o fato de a mercadoria vendida ser entregue em momento futuro. (Proc. N. 11020.000477/96-16. Data da Sessão: 13/05/2003. ACÓRDÃO 201- 76928) Por todo o exposto, voto pelo conhecimento do presente recurso, para no mérito julgá-lo procedente apenas no tocante ao reconhecimento da semestralidade do PIS no período de apuração de janeiro/96 e fevereiro/96. É como voto. Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2006. )11/ ERIC MORAES DE CASTRO E SILVA comsecExim coice jet rEs I &asais.ai #0• mame C - ett3 de Oliveira mat. 8 91850 7 Page 1 _0047100.PDF Page 1 _0047200.PDF Page 1 _0047300.PDF Page 1 _0047400.PDF Page 1 _0047500.PDF Page 1 _0047600.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10380.002971/92-01
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 1995
Ementa: IPI - CLASSIFICAÇÃO FISCAL - A classificação fiscal dos produtos, segundo determina a legislação do IPI, deve obediência às Regras Gerais para Interpretação-RGI e Regras Gerais Complementares - RGC da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias, tendo as Notas Explicativas da Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira - NENCCA, com a atualização aprovada pelo Comitê Brasileiro de Nomenclatura, como elementos subsidiários para a interpretação do conteúdo das posições da Tabela e seus desdobramentos (RIPI/82, arts. 16 e 17). Informação prestada pela CST "exclusivamente para fins do Decreto-Lei nr. 2.288, de 23 de julho de 1.986", que instituiu o Empréstimo Compulsório para os adquirentes de automóveis de passeio e utilitários, não interfere na classificação fiscal para fins de incidência do IPI. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-07849
Nome do relator: Oswaldo Tancredo de Oliveira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199506
ementa_s : IPI - CLASSIFICAÇÃO FISCAL - A classificação fiscal dos produtos, segundo determina a legislação do IPI, deve obediência às Regras Gerais para Interpretação-RGI e Regras Gerais Complementares - RGC da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias, tendo as Notas Explicativas da Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira - NENCCA, com a atualização aprovada pelo Comitê Brasileiro de Nomenclatura, como elementos subsidiários para a interpretação do conteúdo das posições da Tabela e seus desdobramentos (RIPI/82, arts. 16 e 17). Informação prestada pela CST "exclusivamente para fins do Decreto-Lei nr. 2.288, de 23 de julho de 1.986", que instituiu o Empréstimo Compulsório para os adquirentes de automóveis de passeio e utilitários, não interfere na classificação fiscal para fins de incidência do IPI. Recurso negado.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 1995
numero_processo_s : 10380.002971/92-01
anomes_publicacao_s : 199506
conteudo_id_s : 4703574
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-07849
nome_arquivo_s : 20207849_097577_103800029719201_010.PDF
ano_publicacao_s : 1995
nome_relator_s : Oswaldo Tancredo de Oliveira
nome_arquivo_pdf_s : 103800029719201_4703574.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 1995
id : 4818190
ano_sessao_s : 1995
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:00:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045262608367616
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-27T18:29:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-27T18:29:24Z; Last-Modified: 2010-01-27T18:29:25Z; dcterms:modified: 2010-01-27T18:29:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-27T18:29:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-27T18:29:25Z; meta:save-date: 2010-01-27T18:29:25Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-27T18:29:25Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-27T18:29:24Z; created: 2010-01-27T18:29:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2010-01-27T18:29:24Z; pdf:charsPerPage: 1791; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-27T18:29:24Z | Conteúdo => d ‘,.,‘,„) —........---,. . 2., put.41.)0n O ti4J. : C De— /---U-2-h/ --MINISTÉRIO DA FAZENDA,,,.. ,i, • ' 7, r 1 C,..,, : . -• . ,f. , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .: Rubrica ..è • ..sur.,,. - 4,'i `,"1"-"7 n •• . - Processo n° : 10380.002971/92-01 - Sessão de : 21 de junho de 1995 Acórdão n° : 202-07.849 Recurso n° : 97.577 Recorrente : COMÉRCIO INDÚSTRIA DE VEÍCULOS FB3RAVAN LTDA. Recorrida : DRF em Fortaleza - CE IPI - CLASSIFICAÇÃO FISCAL - A classificação fiscal dos produtos, segundo determina a legislação do 113I, deve obediência às Regras Gerais para Interpretação-RGI e Regras 'Gerais Complementares - RGC da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias, tendo as Notas Explicativos da Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira - NENCCA, com a atualização aprovada pelo Comitê Brasileiro de Nomenclatura, como elementos subsidiários para a interpretação do conteúdo das posições da Tabela e seus desdobramentos (RIPI182, arts. 16 e 17). Informação prestada pela CST "exclusivamente para fins do Decreto-Lei n° 2.288, de 23 de julho de 1986", que instituiu o Empréstimo Compulsório para os adquirentes de automóveis de passeio e utilitários, não interfere na classificação fiscal para fins de incidência do 1PI. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COMÉRCIO INDÚSTRIA DE VEÍCULOS FEBRAVAN LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 21 de * • , 1 o de 1995 • , Helvio . cov - do Bar ; os i Pre is nte Oswaldo Tancredo de Oliveira Relator , Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Elio Rothe, Antonio Carlos Bueno Ribeiro, José de Almeida Coelho, Tarásio Campelo Borges, José Cabral Garofano e Daniel Corrêa Homem de Carvalho. 1 I • MINISTÉRIO DA FAZENDA _._ • • • ;7 ),_...s. • . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • • _ _ Processo n° : 10380.002971/92-01 Acórdão n° : 202-07.849 . Recurso n° : 97.577 Recorrente : COMÉRCIO INDÚSTRIA DE VEÍCULOS FlBRAVAN LTDA. RELATÓRIO Na descrição dos fatos que instrui o auto de infração está declarado que, em fiscalização no estabelecimento industrial da empresa acima identificada, foram constatadas as seguintes infrações: 1 - insuficiência de lançamento do Imposto sobre Produtos Industrializados-IPI, em virtude de a referida empresa ter dado saída a produto de sua fabricação - "veículo tipo BUGGY", classificando-o indevidamente no Código 8703.23.9900 da TIPI, alíquota de 12%, quando deveria ter classificado o citado produto no Código 8703.23.01.99, conforme Despacho Homologatório n° 202, de 22.06.90, da Coordenação do Sistema de Tributação, confirmando Orientação Normativa NBM/DIVTRI/3 a Região Fiscal n° 06/87 e tributado de acordo com o Decreto n° 99.182/90, à aliquota de 37%; 2 - falta de recolhimento do IPI lançado nas notas fiscais, apesar de indevidamente utilizada a alíquota de 12%, em desacordo com os preceitos do art. 57, inciso III, do citado RIPI/82 (Decreto n° 87.981/82). Acrescenta dita descrição que, procedendo as devidas correções ao erro cometido pela empresa supra, concedeu crédito igual ao valor lançado nas notas fiscais, ou seja, 12%; tributou todas as saídas à alíquota correta, conforme o período. Dessa forma, foi efetuado o lançamento da diferença entre o valor lançado (12%) e o devido, diferença esta cobrada a título de imposto não lançado, enquanto o crédito concedido de 12% foi cobrado a título de imposto lançado e não declarado. Segue-se o enquadramento legal da exigência, a ser formalizada no auto de infração. No Auto de Infração de fls. 03 a exigência do crédito tributário decorrente foi formalizada, com discriminação dos valores componentes (imposto, TRD, juros de mora e multa proporcional), com a correspondente fundamentação legal e intimação para cumprimento da exigência, ou impugnação no prazo da lei. O auto é instruído com demonstrativo do débito, acréscimos e desdobramentos. Em impugnação tempestiva, a autuada, depois de descrever a autuação, diz que, por ocasião da instituição do Empréstimo Compulsório sobre Veículos, pelo Decreto-Lei n° 2.288/86, a Secretaria da Receita Federal explicitou, por ato normativo, que o mesmo não incidiria 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA •,"• • • a, • F^ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESk • Processo n° : 10380.002971/92-01 Acórdão n° : 202-07.849 sobre a aquisição de veículos denominados "jeeps" (IN-SRF n° 119/86). Posteriormente, a Coordenação do Sistema de Tributação, pela empresa Fyber Indústria e Comércio Ltda., expediu a Informação CST n° 154, de 30.04.87, na qual ficou esclarecido que, nos veículos tipo "buggy", suas propriedades técnicas se enquadram como veículo tipo "jipe", para os fins do não pagamento do citado empréstimo compulsório, quando de sua aquisição (Doc. n° 2, anexo). Diz que, com isso, ficou ratificada a interpretação adotada pelas empresas fabricantes de "buggys", que recolhiam, como de fato recolhem, o IPI com aplicação da mesma aliquota incidente sobre os veículos tipo jipe. Mesmo porque, em tendo os veículos tipo "buggy" característica diferente dos veículos convencionais e não possuindo classificação especifica na TIPI e dotado de propriedades técnicas que se assemelham aos "jipes", não havia porque sofrer tributação diferenciada daqueles veículos. E essa interpretação, por ser a mais lógica, foi adotada pela CST. Nesse passo, invoca e transcreve o art. 108 do CTN, sobre utilização da analogia, na ausência de disposição expressa na lei. Diz que esse entendimento é confirmado pelo disposto no art. 1° do Decreto n° 221/91, que transcreve, que criou, no capítulo 87 da Tabela, uma nota complementar, conforme leio, às fls. 38. Por isso, invoca o art. 106 do CTN, sobre a aplicação retroativa da lei penal mais benigna, o que ocorre com o citado Decreto n° 221/91, que é uma regra interpretativa. Mesmo com a equiparação dos "buggys" aos "jipes", para efeito do Empréstimo Compulsório (Informação CST n° 154, cópia anexa), que já denotava o entendimento no sentido de que a alíquota do IPI era a mesma para ambos os tipos de veículos, o Decreto n° 221/91 veio sacramentar tal interpretação. Invoca, nesse passo, a doutrina de Aliomar Baleeiro sobre o caráter de lei que interpreta outra. Reitera que a norma contida no Decreto n° 221/91, ao se reportar ao Capítulo 87 da TIPI e introduzir uma NC (87-10), especificamente para estabelecer a alíquota de 12%, exclusivamente para os "buggys", sem alterar a alíquota indicada para os demais veículos da posição pertinente a "qualquer outro" tipo de veículo (8703.23.0199), tem o condão de aclarar as dúvidas existentes, dando a devida interpretação quanto à aliquota aplicável aos "jipes". Assim, a norma do Decreto n° 221, por ser de caráter interpretativo, aplica-se aos fatos anteriores, - _ consoante o art. 106 do CTN. - Entende assim que nada há que se exigir da autuada, no que tange à diferença de aliquota. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA a,. • ' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo n° : 10380.002971/92-01 Acórdão n° : 202-07.849 . Finaliza declarando que os autuantes se equivocaram quando fizeram a compensação dos créditos a que a autuada fazia jus, razão pela qual anexa um demonstrativo onde se observa a forma utilizada pelos autuantes e a forma correta apurada pela empresa, o que poderá ser verificado através de perícia, se o julgador assim entender (Doc. n° 03). Pede a improcedência do auto de infração. Anexos os documentos e atos invocados. Informação fiscal, em contestação à impugnação. Diz que os argumentos da impugnação são desprovidos de embasamento legal, uma vez que se fundamentam, sobretudo, na Informação CST n° 154, de 1987, que enquadrou o veículo tipo "buggy" como se fora "jeep". Entretanto, a referida informação é textual ao concluir que a equiparação acontece "exclusivamente para fins do Decreto n° 2.288/86", ou seja, para efeito da não exigência do Empréstimo Compulsório, além de ser específica à empresa Fyber Indústria e Comércio Ltda., interessada consulente. Lembra, a propósito, a consulta formulada pela empresa Fibrav ' Indústria e Comércio de Veículos Ltda., do mesmo ramo da autuada, fabricante do Buggy-Magnata, para a qual a resposta da Superintendência foi a Orientação Normativa NBM/DIVTRI/ 3' RF n° 06/87, que conclui ser o "Buggy" um veículo sem qualquer característica especial, tanto na sua utilização, como na sua mecânica ... concluindo, portanto, não haver nada que justifique o deslocamento do produto da posição 87.02.01.00 da TIPI/TAB para outra qualquer. Essa Orientação Normativa é de 27.10.87, tendo sido homologada por estar em conformidade com a RGI-1, conjugada com a RGC-1*, ambas da NBM-SH, no dia 26.06.90, pelo Despacho Homologatório CST 202, o qual esclareceu definitivamente que, a partir de 01.01.89, vigência da TIPI, aprovada pelo Decreto n° 97.410/88, o produto em questão deveria ser classificado no Código 8703.23.0199. Finalmente, conclui a citada informação, o Decreto n° 221, de 20.09.91, dirimiu qualquer dúvida ainda existente sobre o assunto. Ele reduziu para 12% a alíquota do Código 87.03.23.0199, o que deixa claro que, antes, vigorava uma alíquota maior. Usou o Executivo de suas prerrogativas, agindo de acordo com a delegação contida no Decreto-Lei n° 1.199/71, art. 4°. Quanto ao invocado equívoco nos cálculos, diz que não parece haver lógica, haja vista que, no demonstrativo que apresenta, a interessada guarda sua contestação apenas no que se refere à aliquota aplicada sobre a qual já se reportou esta informação, concordando, no que se refere aos valores tributáveis e aos créditos considerados. Pede a manutenção integral do feito. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA t, • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10380.002971/92-01 Acórdão n° : 202-07.849 . . A decisão recorrida, depois de relatar com detalhes os fatos que ensejaram o presente litígio, refere-se, da mesma forma, à impugnação do autuado e à informação fiscal, para, em seguida, passar a fundamentar a solução adotada. Referindo-se à Informação CST n° 154, de 30.04.87, principal escudo da impugnante, diz que esse ato, como nele expresso, simplesmente equiparou o veículo tipo "buggy", objeto do presente litígio, ao veículo tipo "jipe", mas, com a ressalva de que tal equiparação era feita exclusivamente para fins do Decreto-Lei n° 2.288/86, ou seja, para efeito da não exigência do Empréstimo Compulsório. Com essa ressalva, não pretendeu interferir na classificação fiscal do produto, pois, para efeito de incidência do TI, a única classificação fiscal admissivel é a realizada de conformidade com as Regras Gerais para Interpretação-RGI e Regras Gerais Complementares (RGC) da NBM-SH, na qual a TIPI em vigor está estruturada. O veículo em questão, tipo "buggy", não se reveste das características que lhe são atribuídas pela autuada, como, aliás, é confirmado pelo Despacho Homologatório CST (DCM) n° 202, o qual, ratificando decisão da SRRF - 3' RF, classifica dito produto no Código 87.02.01.01 da TIPI/TAB, aprovada pelo Decreto n° 89.241/83 e esclarece que, a partir de 01.01.89, data da vigência da TIPI, o produto em causa deve classificar-se no Código 8703.23.0199, de acordo com a RGI 1 (texto da posição 8703.2) e RGI 6' (textos das subposições 8702.2 e 8703.23), combinadas com a RGC 1, todas da NBM-SH e com as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado da posição 8703. Quanto à alegação de ser o Decreto n° 221/91 uma regra interpretativa, pela simples leitura do mesmo verifica-se que a introdução da NC (87.10), feita pelo referido Decreto, foi para reduzir para 12% a aliquota do Código 8703.23.0199, incidente sobre o veículo tipo buggy..., o que quer dizer que, antes dessa NC, o veículo tipo buggy estava sujeito a uma aliquota maior. Incabível a invocação da retroatividade benigna prevista no art. 106 do CTN, como quer a impugnante, já que não se trata de lei interpretativa para esclarecer dúvida, mas de uma norma simplesmente concessiva da redução, a partir dos fatos geradores posteriores à sua vigência. Acrescente-se, diz a decisão em causa, que o AD-CST n° 32, de 28.09.93, estabelece, com relação aos jipes, que serão classificados nos códigos que enuncia, somente os veículos que atendam cumulativamente aos requisitos ali elencados, entre eles o do item "a", ou seja, tração nas quatro rodas, o que não é o caso do "buggy". Confirma, por fim, a informação fiscal, que os demonstrativos anexos à peça impugnatória divergem apenas no tocante à aliquota aplicável, a qual constitui o objeto de contestação da impugnante. Os valores tributáveis e os créditos considerados não são contestados pela autuada. 5 7 . • .4u ' MINISTÉRIO DA FAZENDA _ ._ • 1- „, • • • r • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10380.002971/92-01 Acórdão n° : 202-07.849 • • Com essas principais considerações, indefere a impugnação e julga procedente a exigência constante do auto de infração. Inconformada, a autuada apela para este Conselho, em recurso tempestivo, que resumimos. Diz que continuam válidos todos os argumentos apresentados na impugnação inicial, "que não foram abalados, sequer de leve, pela decisão recorrida." Acrescenta ser óbvio que, não possuindo os veículos tipo "buggy" classificação específica na TIPI, o que somente foi aclarado com a edição do Decreto n° 221/91, está mais do que evidente que, no caso, era perfeitamente aplicável a norma contida no art. 108, I, do CTN, que determina seja utilizada a interpretação analógica. Volta a invocar, nesse sentido, a Informação da CST n° 154/87, expedida em razão de consulta formulada por terceiro. A alegação de que dita informação "é específica" para a empresa consulente, não pode prevalecer, haja vista que qualquer orientação emanada da Coordenação do Sistema de Tributação tem caráter interpretativo, logo, pode ser aplicado a casos semelhantes, mesmo de outras empresas. No caso do Decreto n° 221/91, ao criar a Nota Complementar (NC-87-10) oficializou uma interpretação específica para os veículos tipo "buggy". E por ser uma norma interpretativa, a mesma se aplica aos casos pretéritos, haja vista que seus efeitos se produzem "ex tunc", por força de dispositivo expresso do CTN (art. 106, I). E isso ficou sobejamente demonstrado na peça impugnatória, cujos argumentos a recorrente pede sejam apreciados mais detidamente. Requer o provimento do recurso, anulando-se o procedimento fiscal. É o relatório. 6 /H(// •-n,, MINISTÉRIO DA FAZENDA , . • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • • Processo n° : 10380.002971/92-01 Acórdão n° : 202-07.849 • • VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR OSWALDO TANCREDO DE OLIVEIRA A questão da classificação fiscal do produto, objeto do presente litígio, o veiculo tipo "buggy", já foi objeto de recentíssimos julgamentos por parte desta Câmara, onde a matéria foi detalhadamente examinada. Diga-se que, naqueles julgados, como no presente, são as mesmas as questões levantadas pelos recorrentes, a saber, a IN-SRF n° 119/86, o Comunicado n° 154/87, da Coordenação do Sistema de Tributação e o Decreto n° 221/91, que reduziu a alíquota dos produtos em questão. Todas essas questões foram detidamente examinadas, contestados os argumentos dos recorrentes. Por essas razões, invoco aqui o que foi decidido naqueles julgados, pelos Acórdãos 202-07.784 e 07.785, pelos quais, em decisões unânimes, concluiu-se pela procedência da classificação fiscal adotada pelos autuantes e mantida pela decisão recorrida, no Código 8703.23.0199. Assim, invoco e transcrevo o voto proferido no Acórdão n° 202-07.784, como parte do presente voto, cujo Acórdão, como dito, se ajusta perfeitamente à hipótese ora em exame: "O recurso é tempestivo e dele conheço. Conforme relatado, somente foi instaurado litígio referente à parcela do auto de infração que trata da exigência do IPI, pela denúncia de falta de lançamento e recolhimento do tributo devido na saída de produtos da linha de produção da ora recorrente - veículos tipo BUGGY, classificados nas posições 87.02.04.99, nos anos de 1987 e 1988, e 8703.23.9900, a partir de 1989, tributados à aliquota de 12%, enquanto que o fisco entende que deveriam ter sido adodatas as posições 87.02.01.01 e 8703.23.0199, respectivamente, com aliquotas variando, gradualmente, de 100%, até 30.03.87 (Decreto-Lei n° 2.303/86), chegando a 12% a partir de 22.09.91, na vigência do Decreto n° 221/91. Entendo que a decisão monocrática não deve ser reformada. Em nenhum momento a decisão recorrida desrespeitou normas ou princípios gerais do Direito Tributário contidos no Código Tributário Nacional. 7 1("Nr ;.‘t) MINISTÉRIO DA FAZENDA **.r st%.9 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10380.002971/92-01 Acórdão n° : 202-07.849 A recorrente, sem um suporte fático para sustentar suas razões, procura amparo na Informação CST n° 154, de 30.04.87, que aceitou o enquadramento de um buggy específico, fabricado pela Fyber Indústria e Comércio Ltda., como veiculo tipo jipe, "exclusivamente para fins do Decreto-lei n° 2.288, de 23 de julho de 1986", que instituiu o Empréstimo Compulsório para os adquirentes de automóveis de passeio e utilitários. Aquela informação da CST, tratando especificamente de Empréstimo Compulsório, jamais poderia servir de base para a classificação fiscal de produtos sujeitos à incidência do IPI, haja vista que a correta classificação deve obediência às Regras Gerais para Interpretação e Regras Gerais Complementares (RGC) da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias, tendo as Notas Explicativas da Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira (NENCCA), com a atualização aprovada pelo Comitê Brasileiro de Nomenclatura, como elementos subsidiários para a interpretação do conteúdo das posições da Tabela e seus desdobramentos (RIP/82, art. 16 e 17). Entendo que é na posição NBM-SG 8703.23.01, que compreende os automóveis de passageiros com motor a gasolina de até 100 HP de potência bruta, que deve ser classificado o produto industrializado pela recorrente, mais especificamente no subitem 0199 - Qualquer outro, por se tratar de um automóvel de passageiro com motor a gasolina de potência bruta inferior ao limite fixado no texto do item, ficando descartada a possibilidade de classificação como "jipe" na posição residual NMV-SH 8703.23.99. Nessa mesma linha de raciocínio, na vigência da TIPI aprovada pelo Decreto n° 89.241/83, entendo ser correta a classificação na subposição 87.02.01, que compreende os automóveis de passageiros, mais especificamente no item 01, por ter motor a gasolina com potência bruta menor do que 100 HP. Ademais, o Ato Declaratório (Normativo) COSIT n° 32, de 28.09.93, estabelece como o primeiro dos requisitos para a classificação fiscal dos veículos denominados "jipes" na NBM-SH (TIPI/TAB), a existência de tração nas quatro rodas, requisito não atendido pelo veículo industrializado pela recorrente. A alegação da inexistência de classificação específica na TIPI para o produto industrializado pela ora recorrente não a autoriza a adotar posição diversa, a seu exclusivo critério, pois, nestes casos, é obrigação do interessado formular consulta ao órgão local da Secretaria da Receita Federal para dirimir suas 8 ,/ • MINISTÉRIO DA FAZENDA tv • J SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10380.002971/92-01 Acórdão n° : 202-07.849 . dúvidas quanto à classificação que deve ser adotada. Porém, em nenhum momento, a recorrente formulou consulta neste sentido. Uma outra empresa, FIBRAV - Indústria e Comércio de Veículos Ltda., também fabricante de veículos tipo "buggy", em resposta à consulta por ela formulada, obteve a Orientação Normativa NBM/DIVTRI/3 RF n° 06/87, que conclui, quanto às características diferenciadoras do veículo tipo "buggy", que as mesmas não são suficientes para deslocá-lo da posição 87.02.01.01 para uma outra qualquer. A citada Orientação Normativa foi homologada pelo Despacho Homologatório CST (DCM) n° 202, de 29.06.90, por estar de acordo com a REGI ia combinada com a RGC l a , ambas da NM-SH TIPI/TAB, ratificando o Código 87.02.01.01 da TIPI/TAB aprovada pelo Decreto n° 89.241/83, esclarecendo que a partir de 01.01.89, data da vigência da TIPI aprovada pelo Decreto n° 97.410/88 o produto em causa deve ser classificado no Código 8703.23.0199 de acordo com a RGI ia (texto da posição 8703) e RGI 6a (textos das subposições 8703.2 e 8703.23) combinadas com a RGI ia, todas da NBM/SH, TIPI/TAB e com as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (versão luso-brasileira) da posição 8703. Também não prospera a alegação da recorrente quanto ao caráter meramente interpretativo do Decreto n° 221, de 20.09.91, que criou a Nota Complementar ao Capítulo 87 da I1PI188 - NC (87.11), pois, referida nota, textualmente, reduziu para 12% (doze por cento) a aliquota do código 8703.23.0199, incidente sobre os veículos tipo "buggy", desde que respeitadas as características nela indicadas. O Decreto n° 221/91, ao criar a NC (87.11), alterou a aliquota então vigente numa determinada posição da Tabela, para o produto nela individualizado, sem que tenha qualquer característica de norma expressamente interpretativa, sendo incabível a aplicação do disposto no artigo 106, inciso 1, do Código Tributário Nacional. Com estas considerações, nego provimento ao recurso." 9 7......)ek MINISTÉRIO DA FAZENDA ...1 ,.." • - , 1, . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES1 . '.......-; :„ Processo n° : 10380.002971/92-01 Acórdão n° : 202-07.849 Pelas mesmas razões, voto pelo não-provimento do presente recurso. 1 Sala das Sessões, em 21 de junho de 1995 ib 0-1-1-4)(11W.1 OSWALDO TANCREDO DE OLIVE ,- , I '• • , 1 10
score : 1.0
Numero do processo: 10440.000016/89-00
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Nov 11 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Mon Nov 11 00:00:00 UTC 1991
Ementa: PROCESSO FISCAL - NULIDADES - Anulada a decisão que fundamenta a sentença recorrida, estende-se a esta a nulidade. Devolvem-se os autos à origem, para que, atendidas as normas relativas à instrução do feito, constantes do Dec. 70.235/72, seja proferida outra decisão.
Numero da decisão: 201-67553
Nome do relator: SELMA SANTOS SALOMÃO WOLSZCZAK
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199111
ementa_s : PROCESSO FISCAL - NULIDADES - Anulada a decisão que fundamenta a sentença recorrida, estende-se a esta a nulidade. Devolvem-se os autos à origem, para que, atendidas as normas relativas à instrução do feito, constantes do Dec. 70.235/72, seja proferida outra decisão.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 11 00:00:00 UTC 1991
numero_processo_s : 10440.000016/89-00
anomes_publicacao_s : 199111
conteudo_id_s : 4675481
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 201-67553
nome_arquivo_s : 20167553_084068_104400000168900_003.PDF
ano_publicacao_s : 1991
nome_relator_s : SELMA SANTOS SALOMÃO WOLSZCZAK
nome_arquivo_pdf_s : 104400000168900_4675481.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Mon Nov 11 00:00:00 UTC 1991
id : 4818663
ano_sessao_s : 1991
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:00:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045262611513344
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-02-04T20:00:40Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-02-04T20:00:40Z; Last-Modified: 2010-02-04T20:00:40Z; dcterms:modified: 2010-02-04T20:00:40Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-02-04T20:00:40Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-02-04T20:00:40Z; meta:save-date: 2010-02-04T20:00:40Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-02-04T20:00:40Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-02-04T20:00:40Z; created: 2010-02-04T20:00:40Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-02-04T20:00:40Z; pdf:charsPerPage: 1473; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-02-04T20:00:40Z | Conteúdo => PUBLICADO O D. • 2.. Dea.6,1 syt.,19.U. brica 04;41, 'J7 ,J;.á4f$1 .fkNt gP MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N. ° 10440.000016/89-00 MDM 11 de novembro 91 Sessão de de 19 ACORDA() N.. 2 0 1— 6 7 . 5 5 3 Recurso n.° 8 4 . 06 8 Recorrente SODISMA — INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Recorrida DRF - NATAL - RN PROCESSO FISCAL - NULIDADES - Anulada a decisão que fundamenta a sentença recorrida, estende-se a esta a nulidade. Devolvem-se os autos à ori gem, para que, atendidas as normas relativas instrução dodo feito, constantes do Dec.70.235/72, seja proferida outra decisão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SODISMA - INDÜSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em anular o processo a partir da decisão recorrida, inclusive. Sala das SessOes, em 11 de,-novembro de 1991. E(4:7Á((/' ROB TO BARBOSA DE CASTRO - PRESIDENTE kii LJ..9ç4 SELMA SANTOS SALOMÃO WOLSZCZAK - RELATORA (*)DIVA MARIA COSTA CRUZ E REIS - PRFN ' VISTA EM SESSÃO DEOS FEV 1992 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA, HENRIQUE NEVES DA SILVA, DOMINGOS ALFEU COLENCI DA SILVA NETO, ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO, ARIST I5FANES FONTOURA DE HOLANDA e WOLLS ROOSEVELT DE ALVAREN GA (Suplente). (*) Vista em 28/02/92 ao Procurador-Representante da Fazenda Na- cional, Dr. ANTONIO CARL T yE CAMARGO, em face a Port. PGFN n.Q 62, DO de 30/01/92. Ã ftí2 -2- -1 ,t,713w,o, J,kae;.x~ MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 10.440-00001b/89-00 Processo N2 WO 84.068 Recurso N2: Acordão N2: 201 - 67.553 Recorrente: SODISMA - INDUSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RELATÓRIO 1 O presente recurso foi apreciado por este Colegiado, em sessão de 28.8.90, ocasião em que o relatou o eminente Con- selheiro Ditimar de Souza Brito, conforme consta a fls. 54/56 (leio). O julgamento foi, naquela oportunidade, convertido em diligência, nos termos do voto do Relator, que agora leio, para melhor lembrança (f is. 57/58) • Retornam agora os autos, sem as cópias das razões de recurso, e sim com cópia da decisão proferida nos autos do pro- cesso pertinente ao Imposto de Renda , acórdão 105-4.932, cuja ementa diz: "PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - Deve ser reconhecida como tempestiva a impug- nação apresentada em tempo hábil, assim também considerada a peça apresentada no prazo de 45 dias, com amparo da prorroga- ção de 15 dias estabelecida no artigo 62, I, do Decreto 70.235/72, mesmo quando o despacho concessivo ocorrer após o prazo de 30 dias, desde que o pedido de prorro- gação tenha sido apresentado dentro do prazo inicial para a protocolização da 1 - segue - SERVIÇO P UBLICO FEDERAL Processo nQ 10440.000016/89-00 Acórdão nQ 20.1-67.553 peça impugnatória. NULIDADE - É nula a decisão de 12 grau que não se manifeste sobre as questões preliminares referentes a matéria de pro- va, suscitadas na impugnação." É o relatório. VOTO DA RELATORA, CONSELHEIRA SELMA SANTOS SALOMAO WOLSZCZAK A decisão recorrida tem, expressamente, como funda- mento, as decisões de primeira instância proferidas nos autos dos processos relativos ao imposto de renda. Uma dessas deci- sões foi anulada pela Egrégia 5.§.- Câmara do 12 Conselho de Con- tribuintes. Desta forma, resultou prejudicada a decisão aqui recorrida, alcançada também pela nulidade. Voto, portanto, pela anulação da decisão de primeiro grau e pelo retorno dos autos à origem, para que outra seja proferida, em boa e devida forma, atendendo-se, desta feita, aos preceitos contidos no Decreto 70.235/72, que não estabelece rito ou instrução diferentes para processos que a autoridade conceitue como "reflexo" ou "decorrente". Sala de Sessões, em 11 de novembro de 1991. :SIÁJLX)1C)LL,L3; L23 ("4_ SELMA SANTOS SALOMAO WOLSZCZAK 411. 2 •Imprensa Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10247.000087/92-22
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 23 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Thu Nov 23 00:00:00 UTC 1995
Ementa: Cerceamento de defesa - Preliminar acolhida.
Numero da decisão: 303-28359
Nome do relator: SÉRGIO SILVEIRA MELO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199511
ementa_s : Cerceamento de defesa - Preliminar acolhida.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 23 00:00:00 UTC 1995
numero_processo_s : 10247.000087/92-22
anomes_publicacao_s : 199511
conteudo_id_s : 4400111
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 303-28359
nome_arquivo_s : 30328359_117368_102470000879222_007.PDF
ano_publicacao_s : 1995
nome_relator_s : SÉRGIO SILVEIRA MELO
nome_arquivo_pdf_s : 102470000879222_4400111.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Thu Nov 23 00:00:00 UTC 1995
id : 4817366
ano_sessao_s : 1995
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:00:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045262626193408
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T14:37:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T14:37:54Z; Last-Modified: 2009-08-07T14:37:55Z; dcterms:modified: 2009-08-07T14:37:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T14:37:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T14:37:55Z; meta:save-date: 2009-08-07T14:37:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T14:37:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T14:37:54Z; created: 2009-08-07T14:37:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-07T14:37:54Z; pdf:charsPerPage: 1072; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T14:37:54Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 10247-000087/92.22 SESSÃO DE : 23 de novembro de 1995 ACÓRDÃO N° : 303-28.359 RECURSO N° : 117.368 RECORRENTE : CAULIM DA AMAZÓNIA S/A. CADAM RECORRIDA : DRJ - BELÉM - PA Cerceamento de defesa - Preliminar acolhida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em declarar nulo o processo a partir da decisão de primeira instância, inclusive, por cerceamento do direito de defesa, vencidos os Conselheiros Romeu Bueno de Camargo, Manoel D'Assunção Ferreira Gomes e Zorilda Leal Schall, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 2 de novembro de 1995 JO O *LAND I COS • ke ; SÉRG O SILÁMELO ' dato Procurador da Fazenda Nacional VISTA EM Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: Jorge Climaco Vieira (suplente) e Dione Maria Andrade da Fonseca. Ausentes os Conselheiros Sandra Maria Faroni e Francisco Ritta Bernardino. Infeta-11736R MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.368 ACÓRDÃO N° : 303-28.359 RECORRENTE : CAULIM DA AMAZÔNIA S/A. CADAM RECORRIDA : DRJ - BELÉM - PA RELATOR(A) : SÉRGIO SILVEIRA MELO RELATÓRIO A empresa acima qualificada teve lavrado contra si o auto de infração n° 0232, do qual transcrevemos o enquadramento legal e descrição fática feita pelo d. fiscal: "... analisando as operações de importação e uso do insumo químico HEXAMETAFOSFATO DE SÓDIO e HIDROSULFITO DE SÓDIO no ano de 1988 da empresa no verso identificada, assim como as operações de venda do produto CAULIM no mercado externo e interno,..., constatamos que: a) A empresa iniciou o ano de 1988 c/ estoque de 50.000 Kgs de H idrosulfito nacional... b) Vendeu no mercado interno de Jan/Maio/88 a quantidade igual a 8.857 toneladas de caulim... c) As 8.857 toneladas consumiram na produção 26.571 Kgs do produto nacional restando no estoque 23.429 Kgs... d) A empresa adquiriu em junho/88 37.000 Kgs de hidrosulfito nacional, que constituíram-se nas únicas aquisições de Insumo Nacional apresentadas no período de Jun/Dez/88; e) O estoque rmal do insumo nacional apresentado em 31.12.88 foi de 45.000 Kgs..., o que comprova um consumo de junho a dezembro de 1988 de 15.429 Kgs do referido insumo; f) Os 15.429 Kgs do insumo nacional considerando-se o Laudo Técnico oficial da função insumo/produto, produziram 5.143 toneladas de caulim próprio para comercialização no mercado interno; g) Ocorre que a empresa neste mesmo período comercializou no mercado interno 27.947 toneladas do produto caulim, de acordo com o demonstrativo de embarque acusando quantidade igual a 22.804 toneladas acima da sua capacidade técnica de produzir, ficando 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.368 ACÓRDÃO N° : 303-28.359 comprovado de maneira inequívoca a utilização de insumos importados com o beneficio DRAWBACK SUSPENSÃO na quantidade igual a 68.412 Kgs... IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO Infração - art. 315 do R.A. Sanção - arts. 114, III e 319 do RA e art. 74 da Lei 7.799/89 CONTROLE ADM.DAS IMPORTAÇÕES Infração - Resolução CONCEX no 125, Comunicados CACEX nos 179/87 e 204/88 Sanção - art.526, IX, § 5', I do RA. Inconformada com a exação fiscal a empresa apresentou, em tempo hábil, impugnação ao Auto de Infração levantando os seguintes pontos: I - O Auto de infração baseia-se em um raciocínio de que inexistiriam aquisições de insumos nacionais suficientes para produção de caulim destinado ao mercado interno, por isto teria sido utilizado o insumo importado sob regime de DRAWBACK. II - A ação fiscal não verificou em momento algum a produção da impugnante destina ao mercado externo, sequer se os insumos importados com suspensão de tributos foram ou não utilizados nessa produção. III - Se as autoridades autuantes tivessem verificado os documentos relacionados com os insumos importados e as exportações feitas, teriam tido a oportunidade de averiguar que a integralidade do hidrosulfito de sódio importado pela impugnante sob o regime de D1RAWBACK Suspensão foi utilizado na produção do caulim exportado, como está no Relatório de Comprovação de DRAWBACK Suspensão. Instado a falar sobre a impugnação apresentada pela empresa, o d. fiscal pronunciou-se da seguinte maneira: I - A impugnante não apresentou objeção ao enquadramento legal constante do Auto de Infração. II - O núcleo da argumentação da impugnante é que não houve descumprimento do DRAWBACK, conforme declara a CACEX no Relatório de Comprovação do DRAWBACK Suspensão. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.368 ACÓRDÃO N° : 303-28.359 III - Analisando item por item do Auto de Infração podemos verificar que não impugnou os itens "a" a "ft das descrições fáticas, discordando apenas da conclusão exarida no item "g". IV - A Impugnante não esclareceu de onde retirou os 68.412 Kgs de insumos nacionais utilizados na produção para o mercado interno. V - Quer a impugnante basear sua defesa apenas no Relatório de Comprovação de DRAWBACK emitido pela CACEX, que é um documento emitido a distância, baseado somente em informações fornecidas pelo próprio interessado. VI - Os trabalhos de auditoria da Receita Federal servem para verificar se os fatos correspondem ao declarado nos documentos formais. VII - A impugnante não demonstrou de onde vieram os 68.412 Kgs utilizados na produção de 22.804 'I' de caulim vendidas no mercado interno. O julgador de primeira instância ao pronunciar-se sobre o processo emitiu a seguinte EMENTA: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO - Cabe a exigência do II suspenso, quando a mercadoria importada com o beneficio do DRAWBACK SUSPENSÃO é destinada a servir de insumo para a industrialização de mercadoria vendida no mercado interno. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE I - O Laudo do Instituto Nacional de Tecnologia afirma que são necessários 3, Kg de hidrossulfito de sódio para produzir uma tonelada de caulim. II - Na descrição dos fatos constante da peça impositiva, foi elaborado pelo autuante demonstrativo, não contestado pela impugnante, o qual traduz a evolução do estoque do insumo nacional no ano de 1988. III - A impugnante não contestou a afirmativa de que no período de junho a dezembro de 1988 vendeu no mercado interno 27.947 toneladas de caulim que para serem produzidas consumiram 83.841 Kg de Hidrossufito de sódio. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.368 ACÓRDÃO N° : 303-28.359 IV - A diferença entre a quantidade de 83.841 Kg consumida para produzir o caulim vendido no mercado interno, e o consumo escriturado do insumo nacional de 15.429 Kg e de 68.412 Kg, diferença esta consumida dos estoques do insumo importado com o beneficio fiscal do DRAWBACK SUSPENSÃO. V - A autuada na impugnação limitou-se a afirmar que cumpriu o DRAWBACK, baseando-se num documento da CACEX que é produzido através dos dados fornecidos pela impugnante. lrresignada com a decisão proferida na primeira instância a empresa apresentou, tempestivamente, recurso voluntário com base nos seguintes argumentos: I - A autuação baseia-se numa presunção que não é admitida em direito fiscal. II - Somente a prova de que o Insumo importado sob regime do beneficio não foi utilizado na produção do caulim exportado seria bastante para legitimar a ação fiscal. III - São princípios informativos do procedimento administrativo punitivo tributário: 1.Legalidade; 2. Ampla Defesa; 3. Igualdade das Partes; 4. Ônus da Prova, a cargo de quem alega. IV - Sobre o ônus da prova transcreve doutrina que afirma: "em matéria punitiva, todo o ônus da prova incumbe à administração"; "Não pode... o fisco punir o contribuinte, estabelecendo a presunção de que ele cometeu irregularidades. A aplicação de sanções depende de prova, que deve ser exaustivamente promovida pelo fisco." V - Com base neste princípio deve-se determinar o cancelamento da autuação. VI - Não há nos autos nenhuma prova de que a recorrente deixou de exportar um único grama do insumo importado sob regime de beneficio fiscal. VII - O Relatório de Comprovação de DRAWBACK emitido pela CACEX comprova que os insumos importados foram devidamente exportados. _ MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.368 ACÓRDÃO N° : 303-28.359 VIII - As informações constantes em documentos públicos contam com presunção de veracidade, sendo certo que o Relatório Comprobatório de DRAWBACK contém, em seus anexos, toda a documentação relativa às exportações, sendo portanto prova inequívoca da regularidade das operações autuadas. IX - O julgador de primeira instância baseou-se na mesma premissa do fiscal, e sequer emitiu pronunciamento sobre o pedido de perícia constante da impugnação. X - Houve cerceamento do direito de defesa da recorrente, agravado se considerar que o insumo autuado está disponível à aquisição no mercado interno. XI - Requer seja julgado improcedente o Auto de Infração e consequentemente decisão de primeira instância ou que seja determinada a realização de perícia. XII - Ao impugnar o auto de Infração a recorrente refutou a ação fiscal em sua totalidade,sob o irrespondível argumento de que exportou todo o insumo importado no regime de DRAWBACK no período fiscalizado. É o relatório. E 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.368 ACÓRDÃO N° : 303-28.359 VOTO A lide que versa o presente recurso é sobre o cumprimento do beneficio de DRAWBACK-Suspensão. O fiscal ao emitir o auto de Infração não considerou que para apurar o uso ou não de insumos importados sob o beneficio do DRAWBACK deveria ter analisado todos os estoques de insumos incluídos os nacionais e os importados. O procedimento fiscal deve ser regido pelo princípio da verdade real, sendo incabível a lavratura de Auto de Infração com base em presunções. No caso "sub judice" faltou ao d. fiscal a observância dos princípios que regem o processo fiscal administrativo. O Julgador de Primeira Instância, também, incorreu em erro ao proferir decisão sem manifestar-se sobre o pedido de perícia constante na impugnação. A própria doutrina considera como nulidade absoluta decisões proferidas com preterição do direito de defesa. O fato de não ter emitido razões para o indeferimento do pedido de perícia e nem ter se referido a este pedido, constitui cerceamento do direito de defesa, como vem sendo consagrado na jurisprudência, neste sentido transcrevemos: "DECISÃO/DILIGÊNCIA - PERÍCIA (IRPF). É nula a decisão de primeiro grau que não se manifesta sobre questões preliminares suscitadas na impugnação do contribuinte, considerando-se como tal, in casu, o pedido de realização de perícia (Ac. CSRF/Ol0.934, Rel.Cons. Lourierdes Fiuza dos Santos, DOU de 18-6-90, p. I 1605)" Ex positis, voto pelo acatamento da preliminar de cerceamento de direito de defesa tendo em vista que os elementos instruidos no processo são insuficientes para formar juízo sobre a verdade dos fatos, devendo ser promovido exame com maior profundidade, através de perícia, envolvendo inclusive os registros contábeis, de produção e de estoques referente ao período fiscalizado. Sala das Sessões, em 3 de novembro de 1995 1 • ' ROI i SIL 4 :. • 4LO - RELATOR 7 Page 1 _0004700.PDF Page 1 _0004800.PDF Page 1 _0004900.PDF Page 1 _0005000.PDF Page 1 _0005100.PDF Page 1 _0005200.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10108.000670/90-57
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 1991
Ementa: ITR - Reconhecimento do estado de calamidade pública pelo Ministério de Estado do Interior, relativa ao ano de 1988, não produz efeitos quanto ao pagamento do imposto do ano de 1990. Recurso não provido.
Numero da decisão: 202-04594
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao redurso. Ausente justificadamente o Conselheiro OSCAR LUIS DE MORAIS.
Nome do relator: ELIO ROTHE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199111
ementa_s : ITR - Reconhecimento do estado de calamidade pública pelo Ministério de Estado do Interior, relativa ao ano de 1988, não produz efeitos quanto ao pagamento do imposto do ano de 1990. Recurso não provido.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 1991
numero_processo_s : 10108.000670/90-57
anomes_publicacao_s : 199111
conteudo_id_s : 4703841
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun Jun 23 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-04594
nome_arquivo_s : 20204594_086587_101080006709057_006.PDF
ano_publicacao_s : 1991
nome_relator_s : ELIO ROTHE
nome_arquivo_pdf_s : 101080006709057_4703841.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao redurso. Ausente justificadamente o Conselheiro OSCAR LUIS DE MORAIS.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 1991
id : 4816248
ano_sessao_s : 1991
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:00:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045262628290560
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-30T07:17:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-30T07:17:18Z; Last-Modified: 2010-01-30T07:17:18Z; dcterms:modified: 2010-01-30T07:17:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-30T07:17:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-30T07:17:18Z; meta:save-date: 2010-01-30T07:17:18Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-30T07:17:18Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-30T07:17:18Z; created: 2010-01-30T07:17:18Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-01-30T07:17:18Z; pdf:charsPerPage: 1491; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-30T07:17:18Z | Conteúdo => " "P 13 131.1-CA DO NO D. O. U. i,' . . 2'' De 4.. .5-../ ti ....03 / 19 '2--- C C Rubrica, I 40 ,. waroSo.w•n••••.ffieénIMI -..-w: .--.2-0.------..4,,,,-. k - ./.f MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.° 10108-000.670/90-57 . . - • (nms) . . - - Sessão de 19 de novembro de 19_91 ACORDÃO N.o 202-04.594 Recurso n.° 86.587 • . Recorrente LENICE DA COSTA COUTINHO • • . Recorrid .a IRF EM CORUMBÁ - MS • . ITR.- Reconhecimento do estado de calamidade pública - pe1O-Ministerio de Estado do Interior, relativa ao ano de 1988, não produz efeitos quanto ao pagamento , do imposto do ano de 1990. Recurso não provido.•. . Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de • .. recurso interposto por LENICE DA COSTA COUTINHO. , ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Con- _ 111 selho de Contribuintes,por unanimidade de votos, em negar provi- mento ao redurso.Ausente justificadamente o . Conselheiro :':- OSCAR . . .. _ - .._... LUIS DEMORAIS. . •• . _ . . • .- Sala das SessOes em 19/F' jpe novembro de 1991 . ' . . . . . • ‘OrÁ. .- HELVIO ; Ni "k/ -1), BARC n '• OS — PRESIDENTE . • - .. ...- • .•• — ' J - 'A . P" 09/• . . - ELIO ROT:1: ' :41 4f. TO.. . ' .. NIII" .....~11 JOS f . ' OS •E • 1 'DA LEMOS — PROCURADOR—REPRESEN- TANTE DA FAZENDA NACIONAL' . VISTA EM SESSÃO . DE A 3 1 0E / 1991 - Participaram, ainda,.do presente julgamento os Conselheiros JOSÉ IP CABRAL GAROFANO, ANTONIO CARLOS DE MORAES, ACÁCIA DE LOURDES RO DRIGUES JEFERSON RIBEIRO SALAZAR e SEBASTIÃO BORGES TAQUARY. -f . . .... '- . .• . -2- * ?.>e. 114 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N2 10108-000.670/90-57 _a. Recurso N.Q: 86.587 Acordão NP.: 202-04.594 Recorrente: LENICE DA COSTA COUTINHO RELATÓRIO LENICE DA COSTA COUTINHO recorre para este Conselho de Contribuntes da decisão de fls. 20/22, do Inspetor da Receita Federal em Corumbá, que julgou improcedente sua impugnação ao lan çamento do Imposto Territorial Rural do ano de 1990, relativo ao imóvel denominado Fazenda Santa Cruz, no distrito de Paiaguás, Mu • nicipio de Corumbá, cadastrado sob nQ 907030024-D/3, com área de 15.213,4 ha. A notificada em sua impugnação expõe, em resumo: a) que o imóvel está situado no baixíssimo pantanal, encontrando-se ate a presente data (23--11.90) com aproximadamen- te 90% das terras inundadas, resultante das cheias que assola o Pantanal; b) que a Prefeitura de Corumbá no ano de 1988 de- e cretou estado de calamidade pública rural, que foi endossada pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul; secue- -3- • 5- :C - Processo nQ 10108-000.670/90-57 Acórdão nQ 202-04.594 c) que tem mantido todos os pagamentos do ITR em dia, porem dadas as dificuldades por que passa no momento, e do antes exposto, wem, impugnar o lançamento do ITR do ano de 1990,so- licitando um novo recálculo do ITR. A decisão recorrida manteve o lançamento sob • os seguintes fundamentos: " Observa-se pela impugnação de fls. 01, que:- a interessada discorda do ITR/90 que foi lançado contra o seu imóvel rural, em razão de suas terras estarem quase que em sua tota- lidade submersas por causa da enchente que as sola o Pantanal desde 1988. Junta como prova o Decreto Municipal nQ 014/88, que declarou es tado de calamidade pública na área rural, in- clusive (fls. 02/06). • Porem, confrontando as alegações supra como os dispositivos legais que regem a maté- ria, em especial o parágrafo único do artigo 13, do Decreto nQ 84.685/80, não há como acei tá-los, visto que o dispositivo citado é cla- ro ao definir que os casos de estado de cala- midade pública ensejadores de redução são a- queles decretados pelo Poder Público Federal ou Estadual. E não obstante ter alegado endos so por parte do Governo Estadual, a interessa da nada provou no autos. 111 Assim, impõe-se a manutenção do lançamen- to, que foi efetuado em obediência aos se- guintes dispbsitivos legais: artigo 13- .5 úni co do Decreto ng- 84.685/80 c/c o artigo 1Q da Lei nQ 8.022/90. ISTO POSTO, e CONSIDERANDO que o contencioso fiscal se inicia com a impugnação do sujeito passivo a quem é atribuído o ônus da prova: • segue- . L! 6 -4- SESv . ÇC FE:-"EAL Processo nQ 10108-000.670/90-57 Acórdão n(2) 202-04.594 CONSIDERANDO que a condição para a fruição do benefício fiscal requerido é a decretação de estado de calamidade pública pelo Poder Público Federal ou Estadual; CONSIDERANDO os dispositivos legais ementa dos; CONSIDERANDO tudo mais que do processo cons ta;" Tempestivamente foi interposto recurso a este Conselho pelo qual ressalta que pela Portaria nQ 68, de 20.04.88, o 111 Ministro de Estado do Interior reconheceu o estado de calamidade pú blica no municipio de Corumbá, pelo prazo de 30 dias, conforme có- pia anexa, pedindo a reforma da decisão recorrida e que seja deter- minada a redução do ITR. Leio o recurso para os senhores conselhei- • ros. • É o relatório. • segue- tig -5- SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo nQ 10108-000.670/90-57 Acórdão nQ 202-04.594 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ELIO ROTHE Nos casos de intemperie,calamidade e calamida de pública, o artigo 13 e seu parágrafo único do Decreto nQ.... 84.685, de 06.05.80, que trata de Imposto TerritoriáL Rural - ITR, admite a redução do imposto de ate 90%, desde que atendi - • das as condições nele estabelecidas. Assim nos termos do § único do referido dispo sitivo legal, em se tratando de calamidade pública decretada pe lo Poder Público Federal ou Estadual a redução poderá ser de 90%. • No caso dos autos, a recorrente comprova que o Prefeito de Corumbá decretou o estado de calamidade públicaru ral no ano de 1988 para o municipio de Corumbá, como tambem,ago ra em seu recurso, que o Ministro de Estado do Interior, confor me Portaria n9. 68, de 24.04.88 reconheceu o estado de calamida- de pública no município de Corumbá.• Entendo que o ato do Ministro do Estado do Interior autorizaria a focalizada redução do imposto, no entan- to, o ato é do mês de abril do ano de 1988, enquanto que o im- posto em exigência é do exercício de 1990, com vencimento pre- • visto para 30.11.90. segue- Lig -6- sERvico Ruairco FEDERAL Processo n(2 10108-000.670/90-57 Acórdão nQ 202-04.594 Por conseguinte, não e de ser aceito o reconhe- mento do estado de calamidade pública no ano de 1988 para fins de redução do ITR do ano de 1990, já que a referida redução do imposto seria úriica decorrência daquele estado, no referido im- posto. Deve ser mantida a decisão recorrida, pelo que 01! nego provimento ao recurso voluntário. Salas das Sessões, em 19 de novembro de 1991 Oãáv7901 ELIO ROTH • • • •
score : 1.0
Numero do processo: 19679.003015/2004-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2003
IRPF. DESPESAS COM INSTRUÇÃO DE DEPENDENTE.
DEDUTIBILIDADE.
Na determinação da base de cálculo do imposto devido na Declaração de Ajuste Anual das pessoas físicas, podem ser deduzidos, a titulo de despesas com instrução, inclusive de dependentes, os pagamentos efetivamente realizados a instituições de educação regularmente autorizadas, pelo Poder Público, a ministrar educação básica - educação infantil, ensino fundamental
e ensino médio - e educação superior (art. 82, inciso II, "b", da Lei n.° 9.250/1995 e art. 81, caput, do RIR/99).
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 2101-000.854
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento PARCIAL ao recurso para restabelecer a dedução com despesa de instrução relativa a Marina Costa Corradini, no limite estabelecido em lei, nos termos do voto do Relator
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201010
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2003 IRPF. DESPESAS COM INSTRUÇÃO DE DEPENDENTE. DEDUTIBILIDADE. Na determinação da base de cálculo do imposto devido na Declaração de Ajuste Anual das pessoas físicas, podem ser deduzidos, a titulo de despesas com instrução, inclusive de dependentes, os pagamentos efetivamente realizados a instituições de educação regularmente autorizadas, pelo Poder Público, a ministrar educação básica - educação infantil, ensino fundamental e ensino médio - e educação superior (art. 82, inciso II, "b", da Lei n.° 9.250/1995 e art. 81, caput, do RIR/99). Recurso voluntário provido em parte.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 19679.003015/2004-17
anomes_publicacao_s : 201010
conteudo_id_s : 4655894
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 06 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2101-000.854
nome_arquivo_s : 210100854_19679003015200417_201010.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
nome_arquivo_pdf_s : 19679003015200417_4655894.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento PARCIAL ao recurso para restabelecer a dedução com despesa de instrução relativa a Marina Costa Corradini, no limite estabelecido em lei, nos termos do voto do Relator
dt_sessao_tdt : Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
id : 4815708
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:00:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045262631436288
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-04-06T15:15:22Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-04-06T15:15:22Z; Last-Modified: 2011-04-06T15:15:22Z; dcterms:modified: 2011-04-06T15:15:22Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:d966b0c0-9c24-450a-8a7b-94c1bb0bc914; Last-Save-Date: 2011-04-06T15:15:22Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-04-06T15:15:22Z; meta:save-date: 2011-04-06T15:15:22Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-04-06T15:15:22Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-04-06T15:15:22Z; created: 2011-04-06T15:15:22Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2011-04-06T15:15:22Z; pdf:charsPerPage: 1399; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-04-06T15:15:22Z | Conteúdo => Ca.):o Marcos Gandido -- Presidente e S2-C1T1 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 19679.003015/2004-17 Recurso n° 178.517 Voluntário Acórdão n° 2101-00.854 — la Câmara / la Turma Ordinária Sessão de 21 de outubro de 2010 Matéria IRPF Recorrente JOSÉ ROBERTO CORRADINI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2003 IRPF. DESPESAS COM INSTRUÇÃO DE DEPENDENTE. DEDUTIBILIDADE. Na determinação da base de cálculo do imposto devido na Declaração de Ajuste Anual das pessoas fisicas, podem ser deduzidos, a titulo de despesas com instrução, inclusive de dependentes, os pagamentos efetivamente realizados a instituições de educação regularmente autorizadas, pelo Poder Público, a ministrar educação básica - educação infantil, ensino fundamental e ensino médio - e educação superior (art. 8 2, inciso II, "b", da Lei n.° 9.250/1995 e art. 81, caput, do RIR/99). Recurso voluntário provido ern parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento PARCIAL ao recurso para restabelecer a dedução com despesa de instrução relativa a Marina Costa Corradini, no limite estabelecido em lei, nos termos do voto do Relator. Alexan re Naoki Nishioka - Relator FORMALIZADO EM: 1 8 MAR 20 11 Processo n° 19679.003015/2004-17 S2-C1141 Acórdão n.° 2101-00.854 Fl. 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Caio Marcos Cândido, Gonçalo Bonet Allage, José Raimundo Tosta Santos, Alexandre Naoki Nishioka e Ana Neyle Olimpio Holanda. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Odmir Fernandes. Relatório Trata-se de recurso voluntário (fl. 61/62) interposto, em 20 de outubro de 2008, contra o acórdão de fls. 51/55, do qual o Recorrente teve ciência em 03 de outubro de 2008 (fl. 60), proferido pela 4a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Sao .Paulo II (SP), que, por unanimidade de votos, julgou procedente a notificação de lançamento de fls. 03/05, lavrada em 13 de janeiro de 2004, em decorrência de dedução indevida de despesas com dependentes e de instrução, verificada no ano-calendário de 2002. O relatório contido no acórdão recorrido resume as infrações apontadas e as alegações do Recorrente da seguinte forma: "Contra o contribuinte acima identificado foi emitida notificação de lançamento de fl. 03, relativa ao imposto sobre a renda das pessoas físicas ano- calendário 2002, que glosou os valores pleiteados, na declaração de ajuste, a titulo de dedução com dependentes e despesas com instrução. 0 contribuinte apresentou em 26/02/2004, a impugnação de fls. 01/02, alegando, em síntese, que seus filhos são dependentes e que tem em seu poder sentença e decisão judicial mandando o contribuinte pagar também as despesas de instrução. Requer, assim, nova análise da declaração. Posteriormente, em atendimento A. intimação de fl. 22, anexou aos autos os documentos de fls. 24 a 49" (fl. 52). A Recorrida julgou procedente o lançamento, por meio de acórdão que teve a seguinte ementa: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2002 DEDUÇÃO DE DEPENDENTES. vedada a dedução cumulativa dos valores correspondentes h pensão alimentícia e a dependentes, quando se referirem A. mesma pessoa, exceto na hipótese de mudança na relação de dependência no decorrer do ano-calendário. DEDUÇÃO DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO. PROVA. Cabe ao contribuinte comprovar, nos termos da legislação de regência, o direito às deduções pleiteadas na declaração de ajuste anual. Lançamento Procedente" (fl. 51). Não se conformando, o Recorrente interpôs o recurso voluntário de fls. 61/62, requerendo o reconhecimento dos comprovantes então acostados aos autos, os quais seriam suficientes para demonstrar a idoneidade das deduções. o relatório. Processo n° 19679.003015/2004-17 S2 -C1T1 Acórdão n.° 2101-00.854 Fl. 3 Voto Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka, Relator 0 recurso preenche os requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. Primeiramente, frise-se que o ora Recorrente apresentou impugnação parcial, somente no que tange A. glosa das deduções com instrução, razão pela qual deixo de analisar a questão relativa A glosa de dedução indevida com dependentes. Resta, portanto, analisar a questão relativa as despesas de instrução da dependente do Recorrente, glosadas pela fiscalização sob o argumento de que os respectivos pagamentos não teriam sido comprovados. Consoante exposto na decisão recorrida, e permitida a dedução com instrução de dependentes, de acordo corn o art. 8°, II, "b", da Lei n.° 9.250/95, desde que respeitado o limite anual individual. No presente caso, observa-se ter sido mantida a glosa relativa As despesas com instrução da dependente do Recorrente em virtude da ausência de comprovação do efetivo pagamento. Inicialmente, é preciso salientar que o Recorrente anexou aos autos cópia da sentença proferida nos autos da separação consensual do contribuinte, que determinou ser de sua responsabilidade o pagamento das despesas relativas A. educação dos seus dependentes (fls. 29/35 e 42). No mais, compulsando os autos, verifica-se que o Recorrente acostou, já em sede de recurso voluntário, cópia da declaração do Centro Universitário Ibero-Americano, confinnando o pagamento das despesas com instrução acadêmica de Marina Costa Corradini, no ano-calendário de 2002 (fl. 64), além de juntar demonstrativo das datas e valores pagos em 2002 (fl. 66). Diante disso, em reconhecendo a idoneidade destes, uma vez que tais documentos comprovam sim as despesas com instrução da dependente, no ano-calendário de 2002, o recurso deve ser provido quanto a este aspecto. Eis os motivos pelos quais voto no sentido de DAR provimento parcial ao recurso, para restabelecer a dedução com despesas e instrução relativa a Mariana Costa Corradini, no limite estabelecido em lei. , . Alexandre Naoki Nishioka 3
score : 1.0
Numero do processo: 10108.000116/94-11
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 07 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Tue Nov 07 00:00:00 UTC 1995
Ementa: ITR - REDUÇÃO DO IMPOSTO - Comprovado que a exigibilidade dos créditos de exercícios anteriores ao lançamento atacado encontrava-se suspensa, por força do disposto no inciso III do art. 151 do CTN, é de se dar provimento ao recurso.
Recurso provido.
Numero da decisão: 202-08.170
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Nome do relator: Antônio Carlos Bueno Ribeiro
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199511
ementa_s : ITR - REDUÇÃO DO IMPOSTO - Comprovado que a exigibilidade dos créditos de exercícios anteriores ao lançamento atacado encontrava-se suspensa, por força do disposto no inciso III do art. 151 do CTN, é de se dar provimento ao recurso. Recurso provido.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 07 00:00:00 UTC 1995
numero_processo_s : 10108.000116/94-11
anomes_publicacao_s : 199511
conteudo_id_s : 4702178
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun Jun 23 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-08.170
nome_arquivo_s : 20208170_098213_101080001169411_003.PDF
ano_publicacao_s : 1995
nome_relator_s : Antônio Carlos Bueno Ribeiro
nome_arquivo_pdf_s : 101080001169411_4702178.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 07 00:00:00 UTC 1995
id : 4816230
ano_sessao_s : 1995
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:00:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045262632484864
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-15T08:44:29Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-15T08:44:29Z; Last-Modified: 2010-01-15T08:44:29Z; dcterms:modified: 2010-01-15T08:44:29Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-15T08:44:29Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-15T08:44:29Z; meta:save-date: 2010-01-15T08:44:29Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-15T08:44:29Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-15T08:44:29Z; created: 2010-01-15T08:44:29Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-01-15T08:44:29Z; pdf:charsPerPage: 1174; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-15T08:44:29Z | Conteúdo => 4.5 t. n;) .......--- MINISTÉRIO DA FAZENDA ' k , ,Y ‘ le:, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES rio u' fi, 4„-À. ‘ oc ___ .., C 1 ------ 1..11'olic: C't ......-='"'"*"" t.------'---- Processo : 10108.000116/94-11 Sessão de : 07 de novembro de 1995 Acórdão : 202-08.170 Recurso : 98.213 Recorrente : HERALDO SILVA DA COSTA Recorrida : DRJ em Campo Grande - MS ITR - REDUÇÃO DO IMPOSTO - Comprovado que a exigibilidade dos créditos de exercícios anteriores ao lançamento atacado encontrava-se suspensa, por força do disposto no inciso III do art. 151 do CTN, é de se dar provimento ao recurso. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por HERALDO SILVA DA COSTA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em O de novembro de 1995 '/ Ol ' ' Helvio sc vedo : arcellos _ Presi en e - P)59<rc,- .r -. : end ' *e&-o 'Relator / Parti\ciparam, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Oswaldo Tancredo de Oliveira, José de Almeida Coelho, Tarásio Campeio Borges, José Cabral Garofano, Daniel Corrêa Homem de Carvalho e Antonio Sinhiti Myasava. /eaal/CF/ML 1 1 1 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA "t7trip SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10108.000116/94-11 Acórdão : 202-08.170 Recurso : 98.213 Recorrente : ITERALD O SILVA DA COSTA RELATÓRIO O Recorrente, pela Petição de fls. 01 e documentos que anexou, impugnou o lançamento do ITR/93 e acessórios, correspondente ao imóvel cadastrado no INCRA sob o Código 907 030 024 007 1, alegando, em resumo, fazer jus às reduções relativas ao FRU e FRE. A Autoridade Singular, mediante a Decisão de fls. 18/19, julgou improcedente a impugnação apresentada, ao fundamento de existir débito do exercício de 1992. Tempestivamente, o Recorrente interpôs o Recurso de fls. 26/29, onde, em suma, afirma que o débito do exercício de 1992 encontra-se com a sua exigibilidade suspensa, à vista da impugnação de seu lançamento, de que trata o Processo n° 10180.00620/92-41, movimentado para este Conselho, em 03.05.95, segundo o Documento de fls. 29. • É o relatório. 2 3 .? S MINISTÉRIO DA FAZENDA 4.!)' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ir ;r_sÀ" Processo : 10108.000116/94-11 Acórdão : 202-08.170 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO CARLOS BUENO RIBEIRO O Acórdão n° 203-02.358, da Terceira Câmara deste Conselho, referente ao Processo n° 10180.00620/92-41, confirma que o Recorrente impugnou o lançamento do ITR/92 relativo ao imóvel em questão. Assim sendo, nos termos do inciso III do art. 151 do CTN, por ocasião do lançamento atacado (ITR193), a exigibilidade do crédito tributário, concernente ao exercício de 1992, encontrava-se suspensa, razão pela qual,dou provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 07 de novembro de 1995 ANTO é ri NO RIBEIRO ,-„- 3
score : 1.0
Numero do processo: 10283.005823/92-57
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 1995
Ementa: IPI - DOCUMENTO FISCAL - NOTA FISCAL - Falta da indicação contida no inciso XIII do art. 242 do RIPI/82 não implica se considerar o documento como sem valor, visto que não se acha elencado no art. 252, além do mais, no caso dos autos, a falta em questão é suprida em vários outros documentos que acompanharam as mercadorias. Recurso de ofício a que se nega provimento.
Numero da decisão: 202-07467
Nome do relator: Oswaldo Tancredo de Oliveira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199501
ementa_s : IPI - DOCUMENTO FISCAL - NOTA FISCAL - Falta da indicação contida no inciso XIII do art. 242 do RIPI/82 não implica se considerar o documento como sem valor, visto que não se acha elencado no art. 252, além do mais, no caso dos autos, a falta em questão é suprida em vários outros documentos que acompanharam as mercadorias. Recurso de ofício a que se nega provimento.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 1995
numero_processo_s : 10283.005823/92-57
anomes_publicacao_s : 199501
conteudo_id_s : 4702477
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-07467
nome_arquivo_s : 20207467_000014_102830058239257_005.PDF
ano_publicacao_s : 1995
nome_relator_s : Oswaldo Tancredo de Oliveira
nome_arquivo_pdf_s : 102830058239257_4702477.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 1995
id : 4817808
ano_sessao_s : 1995
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:00:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045262633533440
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-30T05:55:53Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-30T05:55:53Z; Last-Modified: 2010-01-30T05:55:53Z; dcterms:modified: 2010-01-30T05:55:53Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-30T05:55:53Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-30T05:55:53Z; meta:save-date: 2010-01-30T05:55:53Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-30T05:55:53Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-30T05:55:53Z; created: 2010-01-30T05:55:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-01-30T05:55:53Z; pdf:charsPerPage: 1278; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-30T05:55:53Z | Conteúdo => • 1„.L E'LTRUCAUCn MINISTÉRIO DA FAZENDA 4 ‘. • "," pi O g 01 k. 9R f SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ! C Processo n" : 10283.005823192-57 Sessão de : 19 de janeiro de 1995 Acórdão n° : 202-07.467 Recurso n° : 00.014 Recorrente : IRF - ALFÂNDEGA DO PORTO DE MANAUS - AM Interessado : Sanyo da Amazônia S/A IPI - DOCUMENTO FISCAL - NOTA FISCAL - Falta da indicação contida no inciso XIII do art. 242 do AIPI/82 não implica se considerar o documento como sem valor, visto que não se acha elencado no art.252, além do mais, no caso dos autos, a falta em questão é suprida em vários outros documentos que acompanharam as mercadorias. Recurso de oficio a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela IRF ALFÂNDEGA DO PORTO DE MANAUS - AM. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio. Ausente o Conselheiro Tarásio Campeio Borges. Sala das Sessões, em 19 de neiro de 1995 IHelvio difojvf•oi. Bar 05 Presid: • te • , n Oswaldo Tancredo de Oliveira Relator - Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Acácia de Lourdes Rodrigues (Suplente), Daniel Corrêa Homem de Carvalho, José Cabral Garofano e Elio Rothe. — 1 avti MINISTÉRIO DA FAZENDA ' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10283.005823/92-57 Acórdão n° : 202-07.467 Recurso n° : 00.014 Recorrente : IRF - ALFÂNDEGA DO PORTO DE MANAUS - AM RELATÓRIO Na descrição dos fatos que dão origem ao presente auto de infração, declara o seu autor que foi constatado, no momento do embarque (dentro da balsa no Porto Bertolini, pronta para saída), que a documentação da firma autuada - Sanyo da Amazônia S.A. - infringira o regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados - RIPI, art. 242, XIII, e art. 244, I, permitindo que a mercadoria saísse sem que o veiculo que a transportava fosse identificado. Declara o termo em questão que essa irregularidade torna as notas fiscais inidõneas, conforme o art. 231, I, c/c o inciso IV desse artigo. Invocando disposições do Código Tributário Nacional - CTN, diz que a autuada está sujeita à multa prevista no art. 364, II, c/c os § § 1° e 2° desse artigo, tudo do citado RIPI182. Segue-se uma relação das notas fiscais com a citada irregularidade e a declaração de que a base de cálculo da multa proposta foi obtida mediante aplicação da aliquota dos produtos sobre o seu valor. A exigência do crédito tributário relativo à mencionada multa é formalizado pelo Auto de Infração de fls. 01. Instruem o feito cópias das notas fiscais. Em longo arrazoado que resumimos, a autuada impugna, tempestivamente, a exigência. Preliminarmente, invocação do art. 113 e seu § 1° do CTN, transcrito, pela qual busca a impugnante estabelecer uma distinção entre obrigação tributária principal e acessória. Em seguida, aborda o principio da responsabilidade objetiva de que trata o art. 136 do CTN, também transcrito. Depois, passa a discorrer sobre a penalidade no campo tributário, sua natureza e características, passsando ao que chama de "normas especiais" e, afinal, às infrações relativas aos documentos fiscais, no caso do art. 231 (documento inidõneo) e art. 252 (documento sem valor). — 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n" : 10283.005823/92-57 Acórdão n° : 202-07.467 Depois de transcrever ditos artigos, diz que os mesmos não incluem o inciso XIII do art. 242 ( nome e endereço do transportador e número e placa do veículo condutor) como tomando o documento iniclôneo ou sem valor, pela falta da citada indicação. A propósito, invoca e transcreve trecho do Parecer Normativo CST n° 242172, o qual declara que "...o art. 252 e incisos do regulamento do IPI não incluem as indicações do já citado inciso XII do art. 242 dentre aquelas sem as quais a nota fiscal resultaria sem valor para o contribuinte". Passa então a descrever os fatos que motivaram autuação, nos termos por nós já relatados e estranha que o autuante não tenha se referido à copiosa documentação que acompanhava as mercadorias, além das notas fiscais, a saber: a) documentos de embarque/entrega, dos quais constam os números das notas fiscais, nome do transportador, placa/frota do veículo e número da caneta; b) conhecimentos de transporte rodoviário de cargas, dos quais constam os números das correspondentes notas fiscais; e c) manifestos de carga, com os dados que enumera, inclusive referentes ao veículo transportador. Descreve a seguir a atividade da impugnante e a tramitação que sofrem seus produtos no desembaraço e embarque. Depois de uma série de outras considerações e alegações, pede a improcedência do feito. São anexados, por copia, os documentos invocados na impugnação, bem como o PN - CST n° 242/72, também invocado. Informação fiscal, no qual o seu autor se limita a criticar o PN em questão, declarando que o mesmo abre uma válvula de escape "extremamente prejudicial à exigência do RIPI".Declara mais: "Com este parecer considero justo anistiar a requerente que ora impugna a autuação". E entende que o citado parecer deverá ser revogado, ou se revogue expressamente o inciso XIII do art. 242, tendo em vista que a existência de ambos "é lucidamente incompatível". A decisão recorrida, depois de historiar os fatos, diz que se revela equivocada a capitulação do inciso I do art. 244, visto que as notas fiscais contêm a declaração de 3 ,J...} 0 j MINISTÉRIO DA FAZENDA - '-' ,°.-1:- • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10283.005823/92-57 Acórdão n° : 202-07.467 isenção.Quanto à falta de indicação do veículo transportador (art. 242, XIH), tal falta é suprida pela vasta documentação que acompanha a mercadoria, conforme envocado e anexa por cópia. Por fim, também invoca e transcreve o trecho do PN - CST n° 242/72, que entende tornar o contribuinte dispensado da exigência constante do citado inciso XIII. Por essas considerações, julga improcedente o auto de infração, recorrendo de oficio para a SRRF - 2' RF, sendo a instância corrigida para este Conselho, em face do disposto no art. 3° da Medida Provisória n° 367/93. É o relátorio. ..._ 4 Akgi 3-25. .! MINISTÉRIO DA FAZENDA -" SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES v Processo n° : 10283.005823/92-57 Acórdão n° : 202-07.467 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR OSWALDO TANCREDO DE OLIVEIRA Preliminarmente, temos que a copiosa documentação anexada aos autos pela impugnante e também invocada na decisão recorrida, supre perfeitamente a exigência prevista no inciso XIII do art. 242 do RIPI/82, de indicação, na nota fiscal, do veículo transportado da mercadoria. Depois porque o inciso XIII, em questão, não se acha elencado no art. 252 do RIPI/82, como entre os incisos cujo descumprimento implica se considerar o documento como sem valor, conforme capitulado no auto de infração. É o que também confirma o citado PN - CST n° 242/72. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 19 de janeiro de 1995 n • / OSWALDO TANCREDO DE OL RA 5
score : 1.0
Numero do processo: 19515.001462/2008-38
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2003, 2004 DECADÊNCIA DO DIREITO DA FAZENDA NACIONAL CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. GANHOS DE CAPITAL. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. CARACTERIZAÇÃO DO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. TERMO INICIAL PARA A CONTAGEM DO PRAZO. A tributação das pessoas físicas fica sujeita ao ajuste na declaração anual, em 31 de dezembro do ano-calendário, e independente de exame prévio da autoridade administrativa o lançamento é por homologação, o mesmo se aplica aos ganhos de capital. Havendo pagamento antecipado o direito de a Fazenda Nacional lançar decai após cinco anos contados do fato gerador (31 de dezembro de cada ano-calendário questionado), que, nos casos de ganhos de capital, ocorre no mês da alienação do bem. Entretanto, na inexistência de pagamento antecipado, ou nos casos em que for caracterizado o evidente intuito de fraude, a contagem dos cinco anos deve ser a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Somente ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de ofício opera-se a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 4° e do artigo 156, inciso V, ambos do Código Tributário Nacional. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Não está inquinado de nulidade o auto de infração lavrado por autoridade competente e que não tenha causado preterição do direito de defesa, efetuado em consonância com o que preceitua o art. 142 do Código Tributário Nacional, especialmente se o sujeito passivo, em sua defesa, demonstra pleno conhecimento dos fatos que ensejaram a sua lavratura, exercendo, atentamente, o seu direito de defesa.
RENDIMENTOS OMITIDOS. TRIBUTAÇÃO. Os rendimentos comprovadamente omitidos na Declaração de Ajuste Anual, detectados em procedimentos de ofício, serão adicionados, para efeito de cálculo do imposto devido, à base de cálculo declarada.
MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO E MULTA ISOLADA - CONCOMITÂNCIA - É incabível, por expressa disposição legal, a aplicação concomitante de multa de lançamento de ofício exigida com o tributo ou contribuição, com multa de lançamento de ofício exigida isoladamente. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. MULTA DE OFICIO. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou responsável. O fato de não haver má-fé do contribuinte não descaracteriza o poder-dever da Administração de lançar com multa de oficio rendimentos omitidos na declaração de ajuste.
MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO. CARÁTER DE CONFISCO. INOCORRÊNCIA. A falta ou insuficiência de recolhimento do imposto dá causa ao lançamento de ofício, para exigi-lo com acréscimos e penalidades legais. A multa de lançamento de ofício é devida em face da infração às regras instituídas pelo Direito Fiscal e, por não constituir tributo, mas penalidade pecuniária prevista em lei é inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso V, do art. 150 da Constituição Federal. INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS MORATÓRIOS. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula CARF nº 4). Argüição de decadência acolhida. Preliminar de nulidade rejeitada. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2202-001.160
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, acolher a arguição de decadência suscitada pela Recorrente para declarar extinto o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário relativo ao ano-calendário de 2002. Vencida a Conselheira Margareth Valentini. Por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do Auto de Infração e, no mérito, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência a multa isolada do carnê-leão aplicada de forma concomitante com a multa de ofício, nos termos do voto do Relator. Vencida a Conselheira Margareth Valentini, que negava provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: NELSON MALLMANN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2003, 2004 DECADÊNCIA DO DIREITO DA FAZENDA NACIONAL CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. GANHOS DE CAPITAL. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. CARACTERIZAÇÃO DO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. TERMO INICIAL PARA A CONTAGEM DO PRAZO. A tributação das pessoas físicas fica sujeita ao ajuste na declaração anual, em 31 de dezembro do ano-calendário, e independente de exame prévio da autoridade administrativa o lançamento é por homologação, o mesmo se aplica aos ganhos de capital. Havendo pagamento antecipado o direito de a Fazenda Nacional lançar decai após cinco anos contados do fato gerador (31 de dezembro de cada ano-calendário questionado), que, nos casos de ganhos de capital, ocorre no mês da alienação do bem. Entretanto, na inexistência de pagamento antecipado, ou nos casos em que for caracterizado o evidente intuito de fraude, a contagem dos cinco anos deve ser a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Somente ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de ofício opera-se a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 4° e do artigo 156, inciso V, ambos do Código Tributário Nacional. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Não está inquinado de nulidade o auto de infração lavrado por autoridade competente e que não tenha causado preterição do direito de defesa, efetuado em consonância com o que preceitua o art. 142 do Código Tributário Nacional, especialmente se o sujeito passivo, em sua defesa, demonstra pleno conhecimento dos fatos que ensejaram a sua lavratura, exercendo, atentamente, o seu direito de defesa. RENDIMENTOS OMITIDOS. TRIBUTAÇÃO. Os rendimentos comprovadamente omitidos na Declaração de Ajuste Anual, detectados em procedimentos de ofício, serão adicionados, para efeito de cálculo do imposto devido, à base de cálculo declarada. MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO E MULTA ISOLADA - CONCOMITÂNCIA - É incabível, por expressa disposição legal, a aplicação concomitante de multa de lançamento de ofício exigida com o tributo ou contribuição, com multa de lançamento de ofício exigida isoladamente. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. MULTA DE OFICIO. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou responsável. O fato de não haver má-fé do contribuinte não descaracteriza o poder-dever da Administração de lançar com multa de oficio rendimentos omitidos na declaração de ajuste. MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO. CARÁTER DE CONFISCO. INOCORRÊNCIA. A falta ou insuficiência de recolhimento do imposto dá causa ao lançamento de ofício, para exigi-lo com acréscimos e penalidades legais. A multa de lançamento de ofício é devida em face da infração às regras instituídas pelo Direito Fiscal e, por não constituir tributo, mas penalidade pecuniária prevista em lei é inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso V, do art. 150 da Constituição Federal. INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS MORATÓRIOS. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula CARF nº 4). Argüição de decadência acolhida. Preliminar de nulidade rejeitada. Recurso parcialmente provido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 19515.001462/2008-38
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4705483
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 02 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2202-001.160
nome_arquivo_s : 220201160_19515001462200838_029.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : NELSON MALLMANN
nome_arquivo_pdf_s : 19515001462200838_4705483.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, acolher a arguição de decadência suscitada pela Recorrente para declarar extinto o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário relativo ao ano-calendário de 2002. Vencida a Conselheira Margareth Valentini. Por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do Auto de Infração e, no mérito, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência a multa isolada do carnê-leão aplicada de forma concomitante com a multa de ofício, nos termos do voto do Relator. Vencida a Conselheira Margareth Valentini, que negava provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
id : 4816121
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:00:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045262636679168
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 29; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2399; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 1 1 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.001462/200838 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 220201.160 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 12 de maio de 2011 Matéria IRPF Recorrente SILVIA KARINA KAMINSKY JEDWAB Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003, 2004 DECADÊNCIA DO DIREITO DA FAZENDA NACIONAL CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. GANHOS DE CAPITAL. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. CARACTERIZAÇÃO DO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. TERMO INICIAL PARA A CONTAGEM DO PRAZO. A tributação das pessoas físicas fica sujeita ao ajuste na declaração anual, em 31 de dezembro do anocalendário, e independente de exame prévio da autoridade administrativa o lançamento é por homologação, o mesmo se aplica aos ganhos de capital. Havendo pagamento antecipado o direito de a Fazenda Nacional lançar decai após cinco anos contados do fato gerador (31 de dezembro de cada anocalendário questionado), que, nos casos de ganhos de capital, ocorre no mês da alienação do bem. Entretanto, na inexistência de pagamento antecipado, ou nos casos em que for caracterizado o evidente intuito de fraude, a contagem dos cinco anos deve ser a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Somente ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de ofício operase a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 4° e do artigo 156, inciso V, ambos do Código Tributário Nacional. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Não está inquinado de nulidade o auto de infração lavrado por autoridade competente e que não tenha causado preterição do direito de defesa, efetuado em consonância com o que preceitua o art. 142 do Código Tributário Nacional, especialmente se o sujeito passivo, em sua defesa, demonstra pleno conhecimento dos fatos que ensejaram a sua lavratura, exercendo, atentamente, o seu direito de defesa. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 2 RENDIMENTOS OMITIDOS. TRIBUTAÇÃO. Os rendimentos comprovadamente omitidos na Declaração de Ajuste Anual, detectados em procedimentos de ofício, serão adicionados, para efeito de cálculo do imposto devido, à base de cálculo declarada. MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO E MULTA ISOLADA CONCOMITÂNCIA É incabível, por expressa disposição legal, a aplicação concomitante de multa de lançamento de ofício exigida com o tributo ou contribuição, com multa de lançamento de ofício exigida isoladamente. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. MULTA DE OFICIO. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou responsável. O fato de não haver máfé do contribuinte não descaracteriza o poderdever da Administração de lançar com multa de oficio rendimentos omitidos na declaração de ajuste. MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO. CARÁTER DE CONFISCO. INOCORRÊNCIA. A falta ou insuficiência de recolhimento do imposto dá causa ao lançamento de ofício, para exigilo com acréscimos e penalidades legais. A multa de lançamento de ofício é devida em face da infração às regras instituídas pelo Direito Fiscal e, por não constituir tributo, mas penalidade pecuniária prevista em lei é inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso V, do art. 150 da Constituição Federal. INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS MORATÓRIOS. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais (Súmula CARF nº 4). Argüição de decadência acolhida. Preliminar de nulidade rejeitada. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, acolher a arguição de decadência suscitada pela Recorrente para declarar extinto o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário relativo ao anocalendário de 2002. Vencida a Conselheira Margareth Valentini. Por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do Auto de Infração e, no mérito, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência a multa isolada do carnêleão aplicada de forma concomitante com a multa de ofício, nos termos do voto do Relator. Vencida a Conselheira Margareth Valentini, que negava provimento ao recurso. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 2 3 (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio Lopo Martinez, Ewan Teles Aguiar, Margareth Valentini, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Helenilson Cunha Pontes e Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 4 Relatório SILVIA KARINA KAMINSKY JEDWAB, contribuinte inscrita no CPF/MF 103.840.36856, com domicílio fiscal na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, à Rua Novo Mundo, nº 94 – apto 31 – Bairro Pacaembu, jurisdicionado a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo SP, inconformado com a decisão de Primeira Instância de fls. 3776/3784, prolatada pela 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo – SP II, recorre, a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 3795/3825. Contra a contribuinte acima mencionada foi lavrado, em 24/04/2008, Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Física (fls. 3696/3701), com ciência através de AR, em 23/05/2008 (fls. 3703), exigindose o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 613.117,41 (padrão monetário da época do lançamento do crédito tributário), a título de Imposto de Renda Pessoa Física, acrescidos da multa de lançamento de ofício normal de 75% e da multa isolada do carnêleão de 50% e dos juros de mora de, no mínimo, de 1% ao mês, calculados sobre o valor do imposto de renda, relativo aos exercícios de 2003 e 2004, correspondente aos anoscalendário de 2002 e 2003, respectivamente. A exigência fiscal em exame teve origem em procedimentos de fiscalização de revisão de Declaração de Ajuste Anual referente aos exercícios de 2003 e 2004, onde a autoridade lançadora entendeu haver omissão de rendimentos recebidos de pessoa física, decorrentes de trabalho sem vinculo empregatício, conforme Termo de Verificação Fiscal que faz parte integrante deste Auto de Infração. Infração capitulada nos artigos 1º , 2° , 3º e §§, e 8º, da Lei n° 7.713, de 1988; artigos 1° ao 4º , da Lei n° 8.134, de 1990 e artigo 1º da Lei n° 10.451, de 2002. A AuditoraFiscal da Receita Federal do Brasil responsável pela constituição do crédito tributário lançado esclarece, ainda, através do Termo de Verificação Fiscal de fls. 3687/3688, entre outros, os seguintes aspectos: que rendimentos recebidos de pessoas físicas, mês a mês, nos anos sob fiscalização, ficando a diferença sujeita à incidência mensal do imposto e de carnêleão, conforme demonstrativo anexo; que a análise da movimentação bancária da contribuinte, nos anos calendário 2.002 e 2.003, foi feita a partir dos seguintes extratos: BRADESCO 06149 22.5487; BRADESCO 23817 6254; SAFRA 07100 756.7231; SAFRA 01800 019.8564; que considerando as conclusões acima, efetuamos o lançamento de ofício, lavrando o competente Auto de Infração, Omissão de Rendimentos de Trabalho sem Vínculo Empregatício Recebidos de Pessoas Físicas nos termos dos artigos 1°, 2°, 3° e §§, e 8° da Lei 7.713/88, artigos 10 a 4° da Lei 8.134/90, artigos 45, 106, inciso I, 109 e 111 do RIR/99, artigo 1° da MP 22/2.002 convertida na Lei 10.451/2.002, artigo 43 e 44, inciso II, alínea "a' da Lei 9.430/96, com a redação dada pelo artigo 14 da MP 351/07 c/c artigo 106, inciso II, alínea "c" da Lei 5.172/66 ficando porém, ressalvado o direito da Fazenda Nacional de efetuar outras verificações mais abrangentes no período examinado. Em sua peça impugnatória de fls. 3714/3739, instruída pelos documentos de fls. 3742/3772, apresentada, tempestivamente, em 23/05/2008 a contribuinte, se indispõe Fl. 4DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 3 5 contra a exigência fiscal, solicitando que seja acolhida à impugnação para declarar a insubsistência do Auto de Infração, com base, em síntese, nos seguintes argumentos; que a autuação baseouse na suposta diferença entre os valores declarados pela Impugnante e aqueles recebidos de pessoas físicas, em decorrência da prestação de serviços médicos, recebimento esse comprovado mediante apresentação de recibos pela própria Impugnante durante a fiscalização instaurada pela Autoridade Administrativa Fiscal. A suposta diferença mencionada restou sujeita à incidência mensal do imposto e de carnê leão; que, contudo, em que pese o trabalho desenvolvido pela Autoridade Administrativa Fiscal, o Auto de Infração em tela não tem as mínimas condições de ser mantido nos termos em que lavrado, pois é flagrante: (i) sua a nulidade; (ii) o decurso do prazo decadencial para as competências relativas ao período compreendido entre janeiro de 2002 e março de 2003; e (iii) a ilegalidade da cumulação de multas; e a (iv) inaplicabilidade da taxa SELIC. É o que se passa a demonstrar; que, isso porque, com exceção ao período correspondente aos meses de abril, maio, junho e julho de 2003 para o qual a Impugnante efetuou o pagamento do crédito tributário, inexistem elementos suficientes a identificar o fato gerador da obrigação tributária apontada pelo Fisco Federal, além de estar a autuação baseada em presunções absolutamente infundadas e inverídicas; que se perceba, que a Sra. Auditora Fiscal lavrou um Auto de Infração, majoritariamente, sem especificação da matéria tributável. Ao contrário, na descrição dos fatos, alega simplesmente que haveria diferença entre os valores declarados pela Impugnante e os valores efetivamente recebidos por ela, a título de prestação de serviços médicos; que se verifica que a Fiscalização em momento algum buscou demonstrar quais entradas supostamente superariam o montante declarado a título de rendimentos de pessoa física pela Impugnante, nem mesmo preocupouse em demonstrar se essas entradas eram legais ou já tributadas ou não tributáveis; que outra relevante questão a ser suscitada no caso vertente, é o decurso do prazo decadencial para o lançamento objeto do Auto de Infração ora impugnado; que o lançamento objeto do Auto de Infração é relativo ao IRPF, o qual, por sua vez, está inserido naquelas hipóteses de recolhimento feito sem o prévio exame da autoridade administrativa, o chamado "autolançamento", eis que é de iniciativa do Contribuinte a atividade de determinar o cálculo e o pagamento do quantum devido, independente de notificação, sob condição resolutória de ulterior homologação. Tal sistemática de lançamento denominase homologação; que em se tratando de lançamento por homologação, a contagem do prazo decadencial tem como termo inicial a data da ocorrência do fato gerador, dispondo o fisco de 05 (cinco) anos, contados da ocorrência do mencionado fato gerador, para promover a homologação ou efetuar o lançamento tendente a complementar o imposto antecipado pelo Contribuinte, conforme o disposto no § 4°, do artigo 150, do Código Tributário Nacional; que pelo que se depreende da leitura dos julgados ora colacionados, resta claro que, além do posicionamento acerca ocorrência mensal do fato gerador, para fins de contagem do prazo decadencial previsto no artigo 150, § 4°, do CTN, existe a tese de que a Fl. 5DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 6 ocorrência do fato gerador se verificaria no dia 31 de dezembro de cada ano calendário, a qual só deve ser aplicada, única e exclusivamente, na hipótese dessa Colenda Turma Julgadora não acatar o referido posicionamento; que importante ainda esclarecer que no caso vertente jamais houve qualquer intuito de dolo, fraude ou simulação, o que se comprova pelo fato de a Impugnante ter apresentado à Fiscalização, de boafé, toda a documentação comprobatória das origens do depósito feitos em suas contas correntes; que caracterizada, portanto, a ausência de dolo, fraude ou simulação, não deve sequer ser cogitada a aplicação do artigo 173 do Código Tributário Nacional para fins de contagem do prazo decadencial; que outra questão relevante a ser contestado consiste na aplicação, pela Sra. Auditora Fiscal, cumulativamente, de multa proporcional de 75% (setenta e cinco por cento) e de multa isolada de 50% (cinqüenta por cento); que ocorre que a aplicação cumulativa de duas multas sobre o mesmo fato gerador ofende o Princípio do NãoConfisco, inserto no inciso IV, artigo 150, da Constituição Federal a seguir transcrito, que estabelece os limites do poder de tributar, por parte da Administração Pública, vez que a exigência das duas penalidades constitui dupla incidência para apenas uma suposta infração; que, neste ponto, imperioso trazer à baila entendimento do Conselho de Contribuintes no sentido de que ou se exige a multa isolada em detrimento da multa de ofício porque a infração caracterizada pela falta de pagamento já teria sido punida, ou a primeira deixa de incidir pela prevalência, mais benéfica, da composição anual do tributo; que quanto à incidência dos juros SELIC sobre o pretenso débito da Impugnante, nenhuma razão assiste à Fiscalização, uma vez que o próprio Egrégio Superior Tribunal de Justiça decidiu em sua Corte Especial que a aplicação do SELIC é inconstitucional por falta de base legal para a exigência fiscal de tais juros. Após resumir os fatos constantes da autuação e as principais razões apresentadas pela impugnante a Oitava Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo – SP II conclui pela procedência da ação fiscal e pela manutenção do crédito tributário, com base nas seguintes considerações: que a alegação de que não teria havido especificação da matéria tributável não se sustenta à luz dos elementos contidos nos autos visto que em cognição direta da peça narrativa da Auditora Fiscal, fls. 368, se depreende que se trata de lançamento de ofício em face da omissão de rendimentos de trabalho sem vínculo empregatício, bem como apresenta prodigamente os dispositivos legais de regência; que acerca da argüição acima, o viés de inconsistência é notório, tanto que o impugnante não só efetuou pagamento daquilo que concordou ser devido, como aduziu na peça de defesa toda a descrição dos fatos onde em excepcional articulação defende ponto a ponto suas razões inclusive ressalvando particularidades da autuação. Afasto, portanto, a preliminar argüida; que , no que diz respeito à decadência, o contribuinte se equivoca no tocante ao dispositivo legal aplicável visto que os valores envolvidos não foram oferecidos à tributação e tampouco houve pagamento antecipado para sujeitar à homologação; Fl. 6DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 4 7 que, com efeito, a norma geral pertinente à decadência do direito da Fazenda Pública constituir pelo lançamento o crédito tributário fundase no paradigma adotado pelo legislador de que o prazo decadencial não deve ser contado a partir do momento em que já seria possível efetuar o lançamento, mas, via de regra, a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (CTN, art. 173, I); que o impugnante argumenta que consta do presente Auto de Infração a exigibilidade de multas cumulativas: proporcional e isolada; que diante da alegação supra, é mister algumas ponderações acerca da legislação que regulamenta a questão. A Lei n° 7.713, de 1988, em seu art. 8°, estabelece que a pessoa física que receber de outra pessoa física, ou de fontes situadas no exterior, rendimentos e ganhos de capital que não tenham sido tributados na fonte, sujeitamse ao pagamento mensal do imposto (carnêleão); que, por outro lado, a Lei n° 8.134, de 1990, art. 4°, inciso I, determinou que o imposto de que trata a Lei n° 7.713, de 1988, art. 8°, seria calculado sobre os rendimentos efetivamente recebidos no mês; que, portanto, além de estarem sujeitos ao recolhimento mensal, os rendimentos de que trata a Lei n° 7.713, de 1988, art. 8°, compõem, também, a base de cálculo do imposto de renda na declaração de ajuste anual; que de acordo com o dispositivo legal acima transcrito, independentemente de se apurar imposto a pagar na declaração de ajuste anual, não havendo o recolhimento mensal, deve ser exigida a multa isolada. Salientese que a multa é "isolada", sem tributo, pois o imposto é cobrado na respectiva declaração de ajuste, pela inclusão, junto aos demais rendimentos tributáveis recebidos no anocalendário, dos rendimentos sujeitos ao pagamento do carnêleão; que considerando que a questão de fundo é de natureza penal, com a devida vênia, os julgados que afastam a concomitância das autuações não se coadunam com a boa exegese legislativa visto que deixa de considerar o fato de que estamos diante de um concurso material de infrações, ou seja, a cada conduta resultou numa infração distinta e capitulada em dispositivos diferentes, uma no Inciso I do artigo 44 da Lei 9.430/96 e outra vem descrita Inciso II, alínea "a" da mesma Lei; que, portanto, descabe qualquer alegação no sentido de existência de duplicidade na cobrança das Multas; que quanto à alegada caracterização de CONFISCO, caso ambas as multas fossem mantidas, por ser vedado pelo art. 150, IV, da Constituição Federal, esclareçase que as multas de ofício consistem em penalidade pecuniária aplicada em decorrência das infrações cometidas, desta forma, não é aplicável o inciso IV do art. 150 da CF/88 que, ao tratar das limitações ao poder de tributar, proibiu a utilização de tributo com efeito de confisco. As ementas que consubstanciam a presente decisão são as seguintes: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2002, 2003 Fl. 7DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 8 NULIDADE. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DA MATÉRIA TRIBUTÁVEL. INCORRÊNCIA. É válido o lançamento efetuado em plena sintonia com o disposto no Artigo 142 do CTN, mormente com a precisa descrição dos fatos e da matéria tributável claramente evidenciada nos autos possibilitando impugnação pontual. DECADÊNCIA. FALTA DE APURAÇÃO E RECOLHIMENTO DO IMPOSTO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. A existência de pagamento antecipado, decorrente de apuração do imposto, é requisito essencial para a caracterização do lançamento por homologação. Na sua ausência, o termo inicial do prazo decadencial deslocase para o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, por se tratar de lançamento de oficio. Art. 150 c.c. art. 173, I, do CTN. MULTA ISOLADA SOBRE CARNÊLEÃO E MULTA DE OFICIO SIMULTANEIDADE. É cabível o lançamento da multa isolada sobre carnê leão não recolhido concomitante à multa de ofício sobre o imposto apurado de ofício na declaração inexata, visto que se trata de infrações distintas. TAXA REFERENCIAL SELIC. A utilização da taxa SELIC como juros moratórios decorre de expressa disposição legal. CONSTITUCIONALIDADE. A apreciação e decisão de questões que versem sobre a constitucional idade de atos legais são de competência exclusiva do Poder Judiciário, salvo se já houver decisão do Supremo Tribunal Federal declarando a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo, hipótese em que compete à autoridade julgadora afastar a sua aplicação. Lançamento Procedente Cientificado da decisão de Primeira Instância, em 04/12/2008, conforme Termo constante às fls. 3795/3825, e, com ela não se conformando, a contribuinte interpôs, em tempo hábil (04/12/2008), o recurso voluntário de fls. 3795/3825, no qual demonstra irresignação parcial contra a decisão supra, baseado, em síntese, nas mesmas razões expendidas na fase impugnatória. É o relatório. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 5 9 Voto Conselheiro Nelson Mallmann, Relator O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Turma de Julgamento. Resta claro nos autos, que a discussão nesta fase recursal está restrita a decadência do imposto de renda pessoa física no que tange a omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas, da nulidade do auto de infração, concomitância das multas aplicadas (multa x multa isolada do carnêleão), confisco, constitucionalidade e Taxa Selic. Da análise preliminar da matéria, verificase que a autoridade lançadora entendeu haver omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas, conforme o apurado através dos demonstrativos de fls. 3687/3688, no qual houve a confrontação entre os recebidos de prestação de serviços apresentados e os valores declarados nas Declarações de Ajuste Anual relativo aos exercícios de 2003 e 2004. Inconformado, em virtude de não ter logrando êxito na instância inicial, o contribuinte apresenta a sua peça recursal a este E. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais pleiteando a reforma da decisão prolatada na Primeira Instância onde, argúi, em síntese, as mesmas razões apresentadas na fase impugnatória. Quanto a preliminar de decadência, levantada pelo suplicante, sob o argumento de que o lançamento de imposto de renda das pessoas físicas é por homologação, estou com a corrente que entende que a modalidade de lançamento a que se sujeita o imposto sobre a renda de pessoas físicas é a do lançamento por homologação, cujo fato gerador se completa no encerramento do anocalendário. Assim sendo, entendo que imposto lançado (IRPF) no período mais favorável ao recorrente, que é o relativo ao anocalendário de 2002, já se encontrava alcançado pelo prazo decadencial na data da ciência do auto de infração (25/04/2008), de acordo com as regras contidas nos artigo 150, § 4° e 173, inciso I, do Código Tributário Nacional, cuja regra seria a mais favorável possível para o contribuinte (existência de pagamento antecipado para o IRPF, sem constatação do evidente intuito de fraude). A decadência em matéria tributária consiste na inércia das autoridades fiscais, pelo prazo de cinco anos, para efetivar a constituição do crédito tributário, tendo por início da contagem do tempo o instante em que o direito nasce. Durante o qüinqüênio, qualquer atividade por parte do fisco em relação ao tributo faz com que o prazo volte ao estado original, ou seja, no caso de um tributo cujo prazo para sua decadência esteja para ocorrer faltando um dia, e ocorrendo o lançamento por parte do fisco, não há mais que se falar em decadência. Inércia em matéria tributária é a falta de iniciativa das autoridades fiscais em tomar uma atitude para reparar a lesão sofrida. Tal inércia, dia a dia, corrói o direito de agir, até que ele se perca – é a fluência do prazo decadencial. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 10 É de se esclarecer, que os fatos geradores das obrigações tributárias são classificados como instantâneos ou complexivos. O fato gerador instantâneo, como o próprio nome revela, dá nascimento à obrigação tributária pela ocorrência de um acontecimento, sendo este suficiente por si só (imposto de renda na fonte). Em contraposição, os fatos geradores complexivos são aqueles que se completam após o transcurso de um determinado período de tempo e abrangem um conjunto de fatos e circunstâncias que, isoladamente considerados, são destituídos de capacidade para gerar a obrigação tributária exigível. Este conjunto de fatos se corporifica, depois de determinado lapso temporal, em um fato imponível. Exemplo clássico de tributo que se enquadra nesta classificação de fato gerador complexivo é o imposto de renda da pessoa física, apurado no ajuste anual. Aliás, a despeito da inovação introduzida pelo artigo 2° da Lei n° 7.713, de 1988, pelo qual se estipulou que “o imposto de renda das pessoas físicas será devido, mensalmente, à medida que os rendimentos e ganhos de capital forem recebidos”, há que se ressaltar a relevância dos arts. 24 e 29 deste mesmo diploma legal e dos arts. 12 e 13 da Lei n° 8.383, de 1991 mantiveram o regime de tributação anual (fato gerador complexivo) para as pessoas físicas. Não há dúvidas, que a base de cálculo da declaração de rendimentos abrange todos os rendimentos tributáveis recebidos durante o anocalendário diminuído das deduções pleiteadas. Não é sem razão que o § 2º do art. 2º do Decreto nº. 3.000, de 1999 – RIR/99, cuja base legal é o art. 2º da lei nº. 8.134, de 1990, dispõe que: “O imposto será devido mensalmente na medida em que os rendimentos e ganhos de capital forem percebidos, sem prejuízo do ajuste estabelecido no art. 85”. O ajuste de que trata o artigo 85 do RIR/99 refere se à apuração anual do imposto de renda, da declaração de ajuste anual, relativamente aos rendimentos percebidos no anocalendário. Em relação ao cômputo mensal do prazo decadencial, como dito, anteriormente, é de se observar que a Lei nº. 7.713, de 1988, instituiu, com relação ao imposto de renda das pessoas físicas, a tributação mensal à medida que os rendimentos forem auferidos. Contudo, embora devido mensalmente, quando o sujeito passivo deve apurar e recolher o imposto de renda, o seu fato gerador continuou sendo anual. Durante o decorrer do ano calendário o contribuinte antecipa, mediante a retenção na fonte ou por meio de pagamentos espontâneos e obrigatórios, o imposto que será apurado em definitivo quando da apresentação da Declaração de Ajuste Anual, nos termos, especialmente, dos artigos 9º e 11 da Lei nº. 8.134, de 1990. É nessa oportunidade que o fato gerador do imposto de renda estará concluído. Por ser do tipo complexivo, segundo a classificação doutrinária, o fato gerador do imposto de renda surge completo no último dia do exercício social. Só então o contribuinte pode realizar os devidos ajustes de sua situação de sujeito passivo, considerando os rendimentos auferidos, as despesas realizadas, as deduções legais por dependentes e outras, as antecipações feitas e, assim, realizar a Declaração de Imposto de Renda a ser submetida à homologação do Fisco. Ora, a base de cálculo da declaração de rendimentos abrange todos os rendimentos tributáveis recebidos durante o anocalendário. Desta forma, o fato gerador do imposto apurado relativamente aos rendimentos sujeitos ao ajuste anual se perfaz em 31 de dezembro de cada ano. No caso em discussão, vale a pena traçar alguns comentários acerca do denominado lançamento por homologação, previsto no art. 150, caput, do Código Tributário Nacional, no qual o contribuinte auxilia ostensivamente a Fazenda Pública na atividade do lançamento, cabendo ao fisco realizálo de modo privativo, homologandoo, conferindo a sua Fl. 10DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 6 11 exatidão. Verificase, que o grau de participação do particular nesta espécie de lançamento atinge nível de suficiência capaz de compor a pretensão tributária limitandose a autoridade administrativa competente tãosomente a uma atividade de controle a posteriori do procedimento de apuração exercido. No lançamento por homologação, o direito subjetivo da Fazenda Nacional em constituir créditos tributários decai em cinco anos a contar da ocorrência do fato imponível, nos termos do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional. A jurisprudência pacificouse no sentido de que o prazo decadencial para Fazenda Pública constituir crédito tributário no lançamento por homologação é de 5 (cinco) anos a contar da ocorrência do fato gerador, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Por outro lado, nos precisos termos do artigo 150 do Código Tributário Nacional, ocorre o lançamento por homologação quando a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, a qual, tomando conhecimento da atividade assim exercida, expressamente a homologa. Inexistindo essa homologação expressa, ocorrerá ela no prazo de 05(cinco) anos, a contar do fato gerador do tributo. Com outras palavras, no lançamento por homologação, o contribuinte apura o montante e efetua o recolhimento do tributo de forma definitiva, independentemente de ajustes posteriores. Ora, o próprio Código Tributário Nacional fixou períodos de tempo diferenciados para atividade da administração tributária. Se a regra era o lançamento por declaração, que pressupunha atividade prévia do sujeito ativo, determinou o art. 173 do Código, que o prazo qüinqüenal teria início a partir “do dia primeiro do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado”, imaginando um tempo hábil para que as informações pudessem ser compulsadas e, com base nelas, a administração tributária preparasse o lançamento. Essa é a regra básica da decadência. De outra parte, sendo exceção o recolhimento antecipado, fixou o Código, também, regra excepcional de tempo para a prática dos atos da administração tributária, onde os mesmos cinco anos já não mais dependem de uma carência para o início da contagem, uma vez que não se exige a prática de atos administrativos prévios. Ocorrido o fato gerador, já nasce para o sujeito passivo à obrigação de apurar e liquidar o crédito tributário, sem qualquer participação do sujeito ativo que, de outra parte, já tem o direito de investigar a regularidade dos procedimentos adotados pelo sujeito passivo a cada fato gerador, independente de qualquer informação serlhe prestada. É o que está expresso no § 4º, do artigo 150, do CTN. Nesta ordem, sempre refutei nos meus votos o argumento daqueles que entendem que só pode haver homologação se houver pagamento e, por conseqüência, como o lançamento efetuado pelo fisco decorre da falta de recolhimento de imposto de renda, o procedimento fiscal não mais estaria no campo da homologação, deslocandose para a modalidade de lançamento de ofício, sempre sujeito à regra geral de decadência do art. 173 do Código Tributário Nacional. É fantasioso. Em primeiro lugar, porque não é isto que está escrito no caput do art. 150 do Código Tributário Nacional, cujo comando não pode ser sepultado na vala da conveniência interpretativa, porque, queiram ou não, o citado artigo define com todas as letras que “o lançamento por homologação (...) operase pelo ato em que a referida autoridade, Fl. 11DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 12 tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa”. O que é passível de ser ou não homologada é a atividade exercida pelo sujeito passivo, em todos os seus contornos legais, dos quais sobressaem os efeitos tributários. Limitar a atividade de homologação exclusivamente à quantia paga significa reduzir a atividade da administração tributária a um nada, ou a um procedimento de obviedade absoluta, visto que toda quantia ingressada deveria ser homologada e, a contrário sensu, não homologando o que não está pago. Em segundo lugar, mesmo que assim não fosse, é certo que a avaliação da suficiência de uma quantia recolhida implica, inexoravelmente, no exame de todos os fatos sujeitos à tributação, ou seja, o procedimento da autoridade administrativa tendente à homologação fica condicionado ao “conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, na linguagem do próprio Código Tributário Nacional”. Nos dias atuais esta discussão se tornou irrelevante já que em 21/12/2010, houve a edição da Portaria MF nº. 586, que alterou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009. Diante disso, a redação do art.62 do RICARF dispôs: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº. 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. Fl. 12DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 7 13 § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Diante disso, resta claro que os julgados proferidos pelas turmas integrantes do CARF devem se adaptar, nos casos de decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº. 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, a estes julgados. Assim sendo, a contagem do prazo decadencial é um destes temas. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça decidiu, por ocasião do julgamento do Recurso Especial nº. 973.733 – SC (2007/01769940), que a contagem do prazo decadencial dos tributos ou contribuições, cujo lançamento é por homologação, deveria seguir o rito do julgamento do recurso especial representativo de controvérsia, cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: Resp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, Fl. 13DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 14 sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose Documento: 6162167 EMENTA / ACÓRDÃO Site certificado DJe: 18/09/2009 Página 1 de 2 Superior Tribunal de Justiça inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Nos julgados posteriores, sobre o mesmo assunto (contagem do prazo decadencial), o Superior Tribunal de Justiça aplicou a mesma decisão acima transcrita, conforme se constata no julgado do AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº. 1.203.986 MG (2010/01395597), verbis: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. MATÉRIA DECIDIDA NO RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA N° 973.733/SC. ARTIGO 543C, DO CPC. PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE COBRANÇA JUDICIAL PELO FISCO. PRAZO QÜINQÜENAL. TRIBUTO SUJEITO À LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OCORRÊNCIA. 1. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados:I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado,por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.Parágrafo único. O direito Fl. 14DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 8 15 a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 2. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). Documento: 12878841 EMENTA / ACÓRDÃO Site certificado DJe: 24/11/2010 Página 1 de 2 Superior Tribunal de Justiça 3. A Primeira Seção, quando do julgamento do REsp 973.733/SC, sujeito ao regime dos recursos repetitivos, reafirmou o entendimento de que “o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em FALTA O JULGAMENTO AGUARDAR) 4. À luz da novel metodologia legal, publicado o acórdão do julgamento do recurso especial, submetido ao regime previsto no artigo 534C, do CPC, os demais recursos já distribuídos, fundados em idêntica controvérsia, deverão ser julgados pelo Fl. 15DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 16 relator, nos termos do artigo 557, CPC (artigo 5º, I, da Res. STJ 8/2008). 5. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado de contribuição social foi omitida pelo contribuinte concernente ao fato gerador compreendido a partir de 1995, consoante consignado pelo Tribunal a quo; (c) o prazo do fisco para lançar iniciou a partir de 01.01.1996 com término em 01.01.2001; (d) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 15.07.2004, data da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito que formalizou os créditos tributários em questão, sendo a execução ajuizada tão somente em 21.03.2005. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Agravo regimental desprovido. É de se esclarecer, que na solução dos Embargos de Declaração impetrado pela Fazenda Nacional no Recurso Especial nº. 674.497 PR (2004/01099782), houve o acolhimento em parte do embargo pelo STJ para modificar o entendimento sobre os fatos geradores ocorridos em dezembro cuja exação só poderia ser exigida a partir de janeiro do ano seguinte, verbis: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. RECOLHIMENTOS NÃO EFETUADOS E NÃO DECLARADOS. ART. 173, I, DO CTN. DECADÊNCIA. ERRO MATERIAL. OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. EFEITOS MODIFICATIVOS. EXCEPCIONALIDADE. 1. Tratase de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional objetivando afastar a decadência de créditos tributários referentes a fatos geradores ocorridos em dezembro de 1993. 2. Na espécie, os fatos geradores do tributo em questão são relativos ao período de 1º a 31.12.1993, ou seja, a exação só poderia ser exigida e lançada a partir de janeiro de 1994. Sendo assim, na forma do art. 173, I, do CTN, o prazo decadencial teve início somente em 1º.1.1995, expirandose em 1º.1.2000. Considerando que o auto de infração foi lavrado em 29.11.1999, temse por não consumada a decadência, in casu. 3. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos modificativos, para dar parcial provimento ao recurso especial. O ministro Mauro Campbell Marques, relator do processo, em síntese, assim se manifestou em seu voto: Sobre o tema, a Primeira Seção desta Corte, utilizandose da sistemática prevista no art. 543C do CPC, introduzido no ordenamento jurídico pátrio por meio da Lei dos Recursos Repetitivos, ao julgar o REsp 973.733/SC, Rel Min. Luiz Fux (j. 12.8.2009), reiterou o entendimento no sentido de que, em se Fl. 16DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 9 17 tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação não declarado e inadimplido, como o caso dos autos, o Fisco dispõe de cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado para a constituição do crédito tributário, nos termos do art. 173, I, do CTN. Somente nos casos em que o pagamento foi feito antecipadamente, o prazo será de cinco anos a contar do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN) (...) Na espécie, os fatos geradores do tributo em questão são relativos ao período de 1º a 31.12.1993, ou seja, a exação só poderia ser exigida e lançada a partir de janeiro de 1994. Sendo assim, na forma do art. 173, I, do CTN, o prazo decadencial teve início somente em 1º.1.1995, expirandose em 1º.1.2000. Considerando que o auto de infração foi lavrado em 29.11.1999, temse por não consumada a decadência, in casu. Desta forma, para lançamentos em que não houve pagamento antecipado, é de se observar que os julgados do Superior Tribunal de Justiça firmaram posição no sentido de que o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado corresponde, de fato, ao primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Código Tributário Nacional. Por outro lado, para os lançamentos em que houve pagamento antecipado a contagem do prazo decadencial tem início na data do fato gerador da obrigação tributária discutida. O caso em questão trata de imposto de renda pessoa física, cujo lançamento é omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas, por via de conseqüência o fato gerador do imposto mais antigo é 31/12/2002 (ajuste anual). Sob o meu ponto de vista o maior obstáculo neste tipo de interpretação dada pelo Superior Tribunal de justiça está em definir o que seria considerado “pagamento antecipado” nos futuros julgados por este tribunal Administrativo. Ora, nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o escoamento do prazo do art. 150, § 4º, sem manifestação do Fisco, significa a aquiescência implícita aos valores declarados pelo contribuinte, porque o silêncio, neste caso, é qualificado pela lei, trazendo efeitos. A única diferença de regime está consubstanciada na hipótese em que não há pagamento antecipado, que de acordo com Superior Tribunal de Justiça, se aplicaria, para efeitos de marco inicial do prazo decadencial, o art. 173, I, do Código Tributário Nacional (regra geral, que deverá ser seguido conforme a interpretação dada pelo STJ), por força do que dispõe o parágrafo único deste mesmo preceptivo. Exaurido o prazo, o Fisco não poderá manifestar qualquer intenção de cobrar os valores. Há, pois, falarse em decadência nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação. No presente caso se torna irrelevante continuar a discussão sobre qual seria o significado de “pagamento antecipado”, já que houve recolhimento de imposto de renda pela Fl. 17DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 18 recorrente, como restou consignado em sua Declaração de Ajuste Anual, relativo ao ano calendário de 2002, considerado no cálculo do Auto de Infração (fls. 3696/3701) e demonstrativos de fls. 3688. Assim sendo, no ponto de vista dos julgados do Superior Tribunal de Justiça, o termo inicial da contagem do prazo decadencial é 31/12/2002, já que o fato gerador ocorreu em 31/12/2002. Ou seja, de acordo com a linguagem do Superior Tribunal de Justiça “o termo inicial para contagem do prazo decadencial, nos casos em que houve pagamento antecipado, é a data do fato gerador da exigência tributária". O prazo fatal para a constituição do lançamento ocorreria em 31/12/2007, tendo ocorrido a ciência do lançamento em 25/04/2008, está decadente o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário questionado. Somente para fins de argumentação, é de se dizer, que nos casos de argüição de decadência quanto restar caracterizado o evidente intuito de fraude, que não se aplica ao presente caso, já que não qualificação da multa de ofício, merece transcrição à lição de SÍLVIO RODRIGUES (Direito Civil. São Paulo: Saraiva, 1995, p. 226): Age em fraude à lei a pessoa que, para burlar princípio cogente, usa de procedimento aparentemente lícito. Ela altera deliberadamente a situação de fato em que se encontra, para fugir à incidência da norma. O sujeito se coloca simuladamente em uma situação em que a lei não o atinge, procurando livrarse de seus efeitos. A simulação consiste na "prática de ato ou negócio que esconde a real intenção" (SILVIO DE SALVO VENOSA. Direito Civil. São Paulo: Atlas, 2003, p. 467), sem necessidade de prejuízo a terceiros (2003, p. 470). A verificação do fato de determinada vontade tendente a ocultar a ocorrência do fato gerador ou encobrir suas reais dimensões, manifestada de forma efetiva na consecução distorcida das obrigações formais do contribuinte, serve como base material para a verificação da existência de dolo, fraude ou simulação. Assim, a configuração desse ilícito interessa ao direito tributário na medida em que colabora na determinação da regra da decadência aplicável ao caso concreto. O fato jurídico da existência ou não de dolo, fraude ou simulação (parte final do art. 150, § 4º., do CTN) deve, para consecução dos objetivos estabelecidos nestes dispositivos, ser constituída na via administrativa, determinando, desse modo, a obrigatoriedade do lançamento de ofício (art. 149, VII, do CTN) ou a impossibilidade da extinção do crédito pela homologação tácita. Devese observar que a ocorrência de dolo, fraude ou simulação só é relevante nos casos de efetivo pagamento antecipado. Se não houver pagamento antecipado, seja porque o contribuinte não o efetuou, ou porque o tributo por sua natureza se sujeita ao lançamento de ofício, o dolo, a fraude e a simulação hão de ser apurados no procedimento administrativo de fiscalização realizado de ofício, não servindo como hipóteses determinantes no prazo diferenciado de decadência. Nestes casos o Código Tributário Nacional não fixa um prazo específico para operar a decadência, exigindo um esforço enorme do hermeneuta para a solução dessa questão sem deixar, no entanto, de atender, também, o princípio da segurança nas relações jurídicas, de modo que os prazos não fiquem ad eternum em aberto. Os prazos do Direito Civil são inaplicáveis por serem específicos às relações de natureza particular. Fl. 18DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 10 19 A solução mais adequada e pacífica nos tribunais superiores é no sentido de se aplicar à regra do art. 173, I (exercício seguinte) para os casos do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional (lançamento por homologação); e a regra do art. 173, parágrafo único do Código Tributário Nacional nos demais casos – lançamento não efetuado em época própria ou a partir da data da notificação de medida preparatória do lançamento pela Fazenda Pública . Embora o prejuízo a terceiro, que, no caso, é a Administração Pública, não seja requisito desses vícios, o fato é que, conforme já dito acima, não se concebe que alguém deles se utilize sem interesse econômico. Por isso, ainda que tenha havido pagamento, a existência de dolo, fraude ou simulação causa suspeita, razão pela qual o Código Tributário Nacional impede a extinção do crédito tributário no caso da ocorrência desses ilícitos. É nessa linha que autores como JOSÉ SOUTO MAIOR BORGES, mencionado por EURICO MARCOS DINIZ DI SANTI (Decadência e Prescrição no Direito Tributário. São Paulo: Max Lomonad, 2001, p. 165), assinala que ao direito tributário o que importa não é o dolo, a fraude ou a simulação, mas seu resultado. Quanto a isso, vale lembrar o que dispõe o art. 136 do Código Tributário Nacional, verbis: Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Isso, obviamente, não afasta a aplicação de eventuais sanções especificamente pelas condutas dolosas, fraudulentas ou simuladas, conforme se infere, por exemplo, da Lei Federal n.º 8.137, de 1990, e do art. 137 do próprio Código Tributário Nacional. Sem embargo da exposição feita nesse tópico, costumase apontar nessa parte final do § 4.º do art. 150 do Código Tributário Nacional uma lacuna, uma vez que não haveria tratamento legal quanto ao prazo para lançar quando presente dolo, fraude ou simulação (LUCIANO AMARO. Direito Tributário Brasileiro. São Paulo: Saraiva, 2002, p. 356; p. 394). Seguindo esse entendimento, alguns doutrinadores defendem que se deveria aplicar, por analogia, a regra do art. 173, I, do Código Tributário Nacional. Assim, por exemplo, PAULO DE BARROS CARVALHO (Curso de Direito Tributário. São Paulo: Saraiva,1996, p. 291): b) falta de recolhimento, integral ou parcial, de tributo, cometida com dolo, fraude ou simulação – o trato de tempo para a formalização da exigência e para a aplicação de penalidades é de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido realizado. Assim sendo e tendo em vista, que o Código Tributário Nacional, como norma complementar à Constituição, é o diploma legal que detém legitimidade para fixar o prazo decadencial para a constituição dos créditos tributários pelo Fisco e inexistindo regra Fl. 19DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 20 específica, no tocante ao prazo decadencial aplicável aos casos de evidente intuito de fraude (fraude, dolo, simulação ou conluio) deverá ser adotada a regra geral contida no artigo 173 do Código Tributário Nacional, tendo em vista que nenhuma relação jurídicotributária poderá protelarse indefinidamente no tempo, sob pena de insegurança jurídica. Quanto a preliminar de nulidade argüida, sob o entendimento de que de que houve, em síntese, ofensa ao princípio constitucional do contraditório e ampla defesa, assegurado no art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal de 1988, por discordar, em síntese, dos procedimentos adotados pela fiscalização para lavratura do presente Auto de infração, é de se dizer que não tem razão a suplicante, pelos motivos que se seguem. Entendo, que o procedimento fiscal realizado pela autoridade fiscal lançadora foi efetuado dentro da estrita legalidade, com total observância ao Decreto n° 70.235, de 1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal, não se vislumbrando, no caso sob análise, qualquer ato ou procedimento que tenha violado ou subvertido o princípio do devido processo legal. Resta claro, nos autos, que a autoridade fiscal lançadora demonstrou a base de cálculo do fato gerador questionado, conforme se constata nos demonstrativos de fls. 3687/3689, bem como capitulou as infrações citando os dispositivos legais infringidos. Não cabe, portanto, dar razão a contribuinte quanto a supostos deveres que teria a autoridade lançadora em demonstrar de forma detalhada os valores que serviram de base de cálculo, já que são baseados na documentação apresentada pela própria recorrente e estão devidamente inseridos nos autos do processo. Ora, é dever do contribuinte informar e, se for o caso, comprovar os dados nos campos próprios das correspondentes declarações de rendimentos e, conseqüentemente, calcular e pagar o montante do imposto apurado, por outro lado, cabe a autoridade fiscal o dever da conferência destes dados. Assim, na ausência de comprovação, por meio de documentação hábil e idônea, de que os valores questionados já foram tributados ou que são isentos e não tributáveis, é dever de a autoridade fiscal efetuar a sua tributação de ofício. O princípio da verdade material tem por escopo, como a própria expressão indica, a busca da verdade real, verdadeira, e consagra, na realidade, a liberdade da prova, no sentido de que a Administração possa valerse de qualquer meio de prova que a autoridade processante ou julgadora tome conhecimento, levandoas aos autos, naturalmente, e desde que, obviamente dela dê conhecimento às partes; ao mesmo tempo em que deva reconhecer ao contribuinte o direito de juntar provas ao processo até a fase de interposição do recurso voluntário. O Decreto n.º 70.235, de 1972, em seu artigo 9º, define o auto de infração e a notificação de lançamento como instrumentos de formalização da exigência do crédito tributário, quando afirma: A exigência do crédito tributário será formalizado em auto de infração ou notificação de lançamento distinto para cada tributo Com nova redação dada pelo art. 1º da Lei n.º 8.748/93: A exigência de crédito tributário, a retificação de prejuízo fiscal e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada imposto, contribuição ou penalidade, os quais deverão estar Fl. 20DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 11 21 instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. O auto de infração, bem como a notificação de lançamento por constituírem peças básicas na sistemática processual tributária, a lei estabeleceu requisitos específicos para a sua lavratura e expedição, sendo que a sua lavratura tem por fim deixar consignado a ocorrência de uma ou mais infrações à legislação tributária, seja para o fim de apuração de um crédito fiscal, seja com o objetivo de neutralizar, no todo ou em parte, os efeitos da compensação de prejuízos a que o contribuinte tenha direito, e a falta do cumprimento de forma estabelecida em lei torna inexistente o ato, sejam os atos formais ou solenes. Se houver vício na forma, o ato pode invalidarse. Ora, não procede à nulidade do lançamento suscitada sob o argumento de que o auto de infração não foi lavrado dentro dos parâmetros exigidos pelo art. 10 do Decreto nº. 70.235, de 1972, ou seja, que a sua lavratura foi efetuada de forma a prejudicar a ampla defesa. Com a devida vênia, o Auto de Infração foi lavrado tendo por base os valores constantes em documentos enviados pela própria autuada, bem com a própria declaração de rendimentos da suplicante, onde consta de forma clara que houve omissão de rendimentos tributáveis recebidos, devidamente individualizadas nos relatórios, que são partes integrantes do Auto de Infração, sendo que o mesmo, identifica por nome e CPF o autuado, esclarece onde foi lavrado, cuja ciência foi por AR e descreve a irregularidade praticada e o seu enquadramento legal assinado pelo AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, cumprindo o disposto no art. 142 do Código Tributário Nacional, ou seja, o ato é próprio do agente administrativo investido no cargo de AuditorFiscal. Não tenho dúvidas, que o excesso de formalismo, a vedação à atuação de ofício do julgador na produção de provas e a declaração de nulidades puramente formais são exemplos possíveis de serem extraídos da prática forense e estranhos ao ambiente do processo administrativo fiscal. A etapa contenciosa caracterizase pelo aparecimento formalizado no conflito de interesses, isto é, transmudase a atividade administrativa de procedimento para processo no momento em que o contribuinte registra seu inconformismo com o ato praticado pela administração, seja ato de lançamento de tributo ou qualquer outro ato que, no seu entender, causalhe gravame com a aplicação de multa por suposto nãocumprimento de dever instrumental. Assim, a etapa anterior à lavratura do auto de infração e ao processo administrativo fiscal, constitui efetivamente uma fase inquisitória, que apesar de estar regrada em leis e regulamentos, faculta à Administração a mais completa liberdade no escopo de flagrar a ocorrência do fato gerador. Nessa fase não há contraditório, porque o fisco está apenas coletando dados para se convencer ou não da ocorrência do fato imponível ensejador da tributação. Não há, ainda, exigência de crédito tributário formalizada, inexistindo, conseqüentemente, resistência a ser oposta pelo sujeito fiscalizado. O lançamento, como ato administrativo vinculado, celebrase com estrita observância dos pressupostos estabelecidos pelo art. 142 do Código Tributário Nacional, cuja motivação deve estar apoiada estritamente na lei, sem a possibilidade de realização de um juízo de oportunidade e conveniência pela autoridade fiscal. O ato administrativo deve estar consubstanciado por instrumentos capazes de demonstrar, com segurança e certeza, os Fl. 21DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 22 legítimos fundamentos reveladores da ocorrência do fato jurídico tributário. Isso tudo foi observado quando da determinação do tributo devido, através do Auto de Infração lavrado. Assim, não há como pretender premissas de nulidade do auto de infração, nas formas propostas pela recorrente, neste processo, já que o mesmo preenche todos os requisitos legais necessários. Nunca é demais lembrar, que até a interposição da peça impugnatória pelo contribuinte, o conflito de interesses ainda não está configurado. Os atos anteriores ao lançamento referemse à investigação fiscal propriamente dita, constituindose medidas preparatórias tendentes a definir a pretensão da Fazenda. Ou seja, são simples procedimentos que tãosomente poderão conduzir a constituição do crédito tributário. Na fase procedimental não há que se falar em contraditório ou ampla defesa, pois não há ainda, qualquer espécie de pretensão fiscal sendo exigida pela Fazenda Pública, mas tãosomente o exercício da faculdade da administração tributária em verificar o fiel cumprimento da legislação tributária por parte do sujeito passivo. O litígio só vem a ser instaurado a partir da impugnação tempestiva da exigência, na chamada fase contenciosa, não se podendo cogitar de preterição do direito de defesa antes de materializada a própria exigência fiscal por intermédio de auto de infração ou notificação do lançamento. Assim, após a impugnação, oportunizase ao contribuinte a contestação da exigência fiscal. A partir daí, instaurase o processo, ou seja, configurase o litígio. Ora, não há como negar que as irregularidades apontadas pela autoridade lançadora foram devidamente caracterizadas e compreendidas pela suplicante, tanto é verdade que a mesma contestou o referido auto de infração de forma a não deixar dúvidas quanto ao perfeito conhecimento dos fatos, através da Impugnação. Portanto, o fundamental é que o contribuinte tenha tomado ciência do presente auto de infração, e tenha exercido de forma plena, dentro do prazo legal, o seu direito de defesa e oportunidade para apresentar dos documentos comprobatórios de suas alegações. Enfim, no caso dos autos, a autoridade lançadora cumpriu todos os preceitos estabelecidos na legislação em vigor e o lançamento foi efetuado com base em dados reais sobre a suplicante, conforme se constata nos autos, com perfeito embasamento legal e tipificação da infração cometida. Como se vê, não procede à situação conflitante alegada pela recorrente, ou seja, não se verificam, por isso, os pressupostos exigidos que permitam a declaração de nulidade do Auto de Infração. Quanto à omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas a autoridade lançadora, com base nos dados informados pelas pessoas físicas notificou a suplicante para que apresentasse os fatos materiais e de direito que poderiam elidir a questão, entretanto, nada apresentou. Ademais, verificase, que a contribuinte não contesta a irregularidade, em si, apontada pela autoridade fiscal do qual resultou o lançamento em tela. Requer, todavia, que sejam desconsideradas as multas (de ofício e isolada) e os juros que entende como abusivos. Quanto à aplicação das multas de lançamento de ofício, se faz necessário ressaltar que a convergência do fato imponível à hipótese de incidência descrita em lei deve ser analisada à luz dos princípios da legalidade e da tipicidade cerrada, que demandam interpretação estrita. Da combinação de ambos os princípios, resulta que os fatos erigidos, em tese, como suporte de obrigações tributárias, somente, se irradiam sobre as situações concretas ocorridas no universo dos fenômenos, quando vierem descritos em lei e corresponderem estritamente a esta descrição. Fl. 22DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 12 23 Entendo, que toda matéria útil pode ser acostada ou levantada na defesa, como também é direito do contribuinte ver apreciada essa matéria, sob pena de restringir o alcance do julgamento. Como a obrigação tributária é uma obrigação ex lege, e como não há lugar para atividade discricionária ou arbitrária da administração que está vinculada à lei, deve se sempre procurar a verdade real à cerca da imputação. Não basta a probabilidade da existência de um fato para dizerse haver ou não haver obrigação tributária. Seguindo nesta linha de pensamento, é de se observar que independentemente do teor da peça impugnatória e da peça recursal, incumbe a este colegiado verificar o controle interno da legalidade do lançamento, bem como, observar a jurisprudência dominante na Câmara, para que as decisões tomadas sejam as mais justas possíveis, dando o direito de igualdade para todos os contribuintes. Neste contexto, se faz necessário à evocação da justiça fiscal, no que se refere à aplicação das multas de lançamento de ofício. Quanto ao lançamento da multa de lançamento de ofício exigida de forma isolada pelo recolhimento em atraso do carnêleão, se faz necessário destacar que o lançamento da multa isolada engloba os valores tributados como sendo omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas, cujos valores foram lançados de ofício, através da constituição de crédito tributário via Auto de Infração. A Lei n.º 9.430, de 27 de dezembro de 1996, ao tratar do Auto de Infração com tributo e sem tributo dispôs: Art. 43 – Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente à multa ou juros de mora, isolada ou conjuntamente. Parágrafo único – Sobre o crédito constituído na forma deste artigo, não pago no respectivo vencimento, incidirão juros de mora, calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Art. 44 – Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I – de setenta e cinco por cento, nos casos de pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II – (omissis). § 1º As multas de que trata este artigo serão exigidas: I – juntamente com o tributo ou contribuição, quando não houverem sido anteriormente pagos; Fl. 23DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 24 II – isoladamente quando o tributo ou contribuição houver sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo de multa de mora; III – isoladamente, no caso de pessoa física sujeita ao pagamento mensal do imposto (carnêleão) na forma do art. 8º da Lei n.º 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de fazê lo, ainda que não tenha apurado imposto a pagar na declaração de ajuste. (...). Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Da análise dos dispositivos legais retro transcritos é possível se concluir que para aquele contribuinte, submetido à ação fiscal, após o encerramento do anocalendário, que deixou de recolher o “carnêleão” que estava obrigado, existe a aplicabilidade da multa de lançamento de ofício exigida de forma isolada. É cristalino o texto legal quando se refere às normas de constituição de crédito tributário, através de auto de infração sem a exigência de tributo. Do texto legal concluise que não existe a possibilidade de cobrança concomitante de multa de lançamento de ofício juntamente com o tributo (normal) e multa de lançamento de ofício isolada sem tributo, ou seja, se o lançamento do tributo é de ofício deve ser cobrada a multa de lançamento de ofício juntamente com o tributo (multa de ofício normal), não havendo neste caso espaço legal para se incluir a cobrança da multa de lançamento de ofício isolada. Por outro lado, quando o lançamento de exigência tributária for aplicação de multa isolada, só há espaço legal para aquelas infrações que não foram levantadas de ofício, a exemplo da apresentação espontânea da declaração de ajuste anual com previsão de pagamento de imposto mensal (carnêleão) sem o devido recolhimento, caso típico da aplicação de multa de lançamento de ofício isolada sem a cobrança de tributo, cabendo neste além da multa isolada a cobrança de juros de mora de forma isolada, entre o vencimento do imposto até a data prevista para a entrega da declaração de ajuste anual, já que após esta data o imposto não recolhido está condensado na declaração de ajuste anual. Por fim, não cabe razão ao recorrente no que tange às alegações de ilegalidade / ofensas a princípios constitucionais (razoabilidade, capacidade contributiva, não Fl. 24DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 13 25 confisco e juros abusivos), o exame das mesmas escapa à competência da autoridade administrativa julgadora. Há que se destacar que à autoridade fiscal cabe verificar o fiel cumprimento da legislação em vigor, independentemente de questões de discordância, pelos contribuintes, acerca de alegadas ilegalidades/inconstitucionalidades, sendo a atividade de lançamento vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional, como previsto no art. 142, parágrafo único, do Código Tributário Nacional. Não há dúvidas de que se entende como procedimento fiscal à ação fiscal para apuração de infrações e que se concretize com a lavratura do ato cabível, assim considerado o termo de início de fiscalização, termo de apreensão, auto de infração, notificação, representação fiscal ou qualquer ato escrito dos agentes do fisco, no exercício de suas funções inerentes ao cargo. Tais atos excluirão a espontaneidade se o contribuinte deles tomar conhecimento pela intimação. Os atos que formalizam o início do procedimento fiscal encontramse elencados no artigo 7º do Decreto n.º 70.235, de 1972. Em sintonia com o disposto no artigo 138, parágrafo único do Código Tributário Nacional, esses atos têm o condão de excluir a espontaneidade do sujeito passivo e de todos os demais envolvidos nas infrações que vierem a ser verificadas. Em outras palavras, deflagrada a ação fiscal, qualquer providência do sujeito passivo, ou de terceiros relacionados com o ato, no sentido de repararem a falta cometida não exclui suas responsabilidades, sujeitandoos às penalidades próprias dos procedimentos de ofício. Além disso, o ato inaugural obsta qualquer retificação, por iniciativa do contribuinte e torna ineficaz consulta formulada sobre a matéria alcançada pela fiscalização. Ressaltese, com efeito, que o emprego da alternativa “ou” na redação dada pelo legislador ao artigo 138, do Código Tributário Nacional, denota que não apenas a medida de fiscalização tem o condão de constituirse em marco inicial da ação fiscal, mas, também, consoante reza o mencionado dispositivo legal, “qualquer procedimento administrativo” relacionado com a infração é fato deflagrador do processo administrativo tributário e da conseqüente exclusão de espontaneidade do sujeito passivo pelo prazo de 60 dias, prorrogável sucessivamente com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos, na forma do parágrafo 2°, do art. 7°, do Dec. n° 70.235, de 1972. O entendimento, aqui esposado, é doutrina consagrada, conforme ensina o mestre FABIO FANUCCHI em “Prática de Direito Tributário”, pág. 220: O processo contencioso administrativo terá início por uma das seguintes formas: 1. pedido de esclarecimentos sobre situação jurídicotributária do sujeito passivo, através de intimação a esse; 2. representação ou denúncia de agente fiscal ou terceiro, a respeito de circunstâncias capazes de conduzir o sujeito passivo à assunção de responsabilidades tributárias; 3 autodenúncia do sujeito passivo sobre sua situação irregular perante a legislação tributária; 4. inconformismo expressamente manifestado pelo sujeito passivo, insurgindose ele contra lançamento efetuado. Fl. 25DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 26 (...). A representação e a denúncia produzirão os mesmos efeitos da intimação para esclarecimentos, sendo peças iniciais do processo que irá se estender até a solução final, através de uma decisão que as julguem procedentes ou improcedentes, com os efeitos naturais que possam produzir tais conclusões. No mesmo sentido, transcrevo comentário de A.A. CONTREIRAS DE CARVALHO em “Processo Administrativo Tributário”, 2ª Edição, págs. 88/89 e 90, tratando de Atos e Termos Processuais: Mas é dos atos processuais que cogitamos, nestes comentários. São atos processuais os que se realizam conforme as regras do processo, visando dar existência à relação jurídicoprocessual. Também participa dessa natureza o que se pratica à parte, mas em razão de outro processo, do qual depende. No processo administrativo tributário, integram essa categoria, entre outros: a) o auto de infração; b) a representação; c) a intimação e d) a notificação (...). Mas, retornando a nossa referência aos atos processuais, é de assinalar que, se o auto de infração é peça que deve ser lavrada, privativamente, por agentes fiscais, em fiscalização externa, já no que concerne às faltas apuradas em serviço interno da Repartição fiscal, a peça que as documenta é a representação. Notese que esta, como aquele, é peça básica do processo fiscal (...). Portanto, o Auto de Infração deverá conter, entre outros requisitos formais, a penalidade aplicável, a sua ausência implicará na invalidade do lançamento. A falta ou insuficiência de recolhimento do imposto dá causa a lançamento de ofício, para exigilo com acréscimos e penalidades legais. É de se esclarecer, que a infração fiscal independe da boa fé do contribuinte, entretanto, a penalidade deve ser aplicada, sempre, levandose em conta a ausência de máfé, de dolo, e antecedentes do contribuinte. A multa que excede o montante do próprio crédito tributário, somente pode ser admitida se, em processo regular, nos casos de minuciosa comprovação, em contraditório pleno e amplo, nos termos do artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, restar provado um prejuízo para fazenda Pública, decorrente de ato praticado pelo contribuinte. Por outro lado, a vedação de confisco estabelecida na Constituição Federal de 1988, é dirigida ao legislador. Tal princípio orienta a feitura da lei, que deve observar a capacidade contributiva e não pode dar ao tributo a conotação de confisco. Não observado esse princípio, a lei deixa de integrar o mundo jurídico por inconstitucional. Além disso, é de se ressaltar, mais uma vez, que a multa de ofício é devida em face da infração às regras instituídas pelo Direito Fiscal e, por não constituir tributo, mas penalidade pecuniária prevista em lei, é inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso V, do art. 150 da Constituição Federal, não cabendo às autoridades administrativas estendêlo. Assim, as multas são devidas, no lançamento de ofício, em face da infração às regras instituídas pela legislação fiscal não declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, cuja matéria não constitui tributo, e sim de penalidade pecuniária prevista em Fl. 26DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 14 27 lei, sendo inaplicável o conceito de confisco previsto no art. 150, IV da CF., não conflitando com o estatuído no art. 5°, XXII da CF., que se refere à garantia do direito de propriedade. Desta forma, o percentual de multa aplicado está de acordo com a legislação de regência. Ora, os mecanismos de controle de legalidade / constitucionalidade regulados pela própria Constituição Federal passam, necessariamente, pelo Poder Judiciário que detém, com exclusividade, tal prerrogativa. É inócuo, portanto, suscitar tais alegações na esfera administrativa. De qualquer forma, há que se esclarecer que o Imposto Renda da Pessoa Física é um tributo calculado sobre a renda tributável auferida. Ou seja, é calculado levandose em consideração aos rendimentos tributáveis auferidos e em razão do valor é enquadrada dentro de uma alíquota, não estando o seu valor limitado à capacidade contributiva do sujeito passivo da obrigação tributária. Ademais, os princípios constitucionais têm como destinatário o legislador na elaboração da norma, como é o caso, por exemplo, do principio da Vedação ao Confisco, que orienta a feitura da lei, a qual deve observar a capacidade contributiva e não pode dar ao tributo a conotação de confisco, cabendo à autoridade fiscal apenas executar as leis. Da mesma forma, não vejo como se poderia acolher o argumento de inconstitucionalidade ou ilegalidade formal da multa de ofício e da taxa SELIC aplicada como juros de mora sobre o débito exigido no presente processo com base na Lei n.º 9.065, de 20/06/95, que instituiu no seu bojo a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia de Títulos Federais (SELIC). É meu entendimento, acompanhado pelos pares desta Turma de Julgamento, que quanto à discussão sobre a inconstitucionalidade de normas legais, os órgãos administrativos judicantes estão impedidos de declarar a inconstitucionalidade de lei ou regulamento, face à inexistência de previsão constitucional. No sistema jurídico brasileiro, somente o Poder Judiciário pode declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, através do chamado controle incidental e do controle pela Ação Direta de Inconstitucionalidade. No caso de lei sancionada pelo Presidente da República é que dito controle seria mesmo incabível, por ilógico, pois se o Chefe Supremo da Administração Federal já fizera o controle preventivo da constitucionalidade e da conveniência, para poder promulgar a lei, não seria razoável que subordinados, na escala hierárquica administrativa, considerasse inconstitucional lei ou dispositivo legal que aquele houvesse considerado constitucional. Exercendo a jurisdição no limite de sua competência, o julgador administrativo não pode nunca ferir o princípio de ampla defesa, já que esta só pode ser apreciada no foro próprio. Se verdade fosse, que o Poder Executivo deva deixar aplicar lei que entenda inconstitucional, maior insegurança teriam os cidadãos, por ficarem à mercê do alvedrio do Executivo. O poder Executivo haverá de cumprir o que emana da lei, ainda que materialmente possa ela ser inconstitucional. A sanção da lei pelo Chefe do Poder Executivo Fl. 27DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN 28 afasta sob o ponto de vista formal a possibilidade da argüição de inconstitucionalidade, no seu âmbito interno. Se assim entendesse, o chefe de Governo vetálaia, nos termos do artigo 66, § 1º da Constituição. Rejeitado o veto, ao teor do § 4º do mesmo artigo constitucional, promulguea ou não o Presidente da República, a lei haverá de ser executada na sua inteireza, não podendo ficar exposta ao capricho ou à conveniência do Poder Executivo. Facultaselhe, tãosomente, a propositura da ação própria perante o órgão jurisdicional e, enquanto pendente a decisão, continuará o Poder Executivo a lhe dar execução. Imaginese se assim não fosse, facultandose ao Poder Executivo, através de seus diversos departamentos, desconhecer a norma legislativa ou simplesmente negarlhe executoriedade por entendêla, unilateralmente, inconstitucional. A evolução do direito, como quer o suplicante, não deve pôr em risco toda uma construção sistêmica baseada na independência e na harmonia dos Poderes, e em cujos princípios repousa o estado democrático. Não se deve a pretexto de negar validade a uma lei pretensamente inconstitucional, praticarse inconstitucionalidade ainda maior consubstanciada no exercício de competência de que este Colegiado não dispõe, pois que deferida a outro Poder. Ademais, matéria já pacificada no âmbito administrativo, razão pela qual o Presidente do Primeiro Conselho de Contribuintes, objetivando a condensação da jurisprudência predominante neste Conselho, conforme o que prescreve o art. 30 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes (RICC), aprovado pela Portaria MF nº 55, de 16 de março de 1998, providenciou a edição e aprovação de diversas súmulas, que foram publicadas no DOU, Seção I, dos dias 26, 27 e 28 de junho de 2006, vigorando para as decisões proferidas a partir de 28 de julho de 2006. Atualmente estas súmulas foram convertidas para o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, pela Portaria CARF nº 106, de 2009 (publicadas no DOU de 22/12/2009), assim redigidas: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2)” e “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para títulos federais (Súmula CARF nº 4).” Diante do conteúdo dos autos e pela associação de entendimento sobre todas as considerações expostas no exame da matéria e por ser de justiça, voto no sentido acolher a arguição de decadência suscitada pelo Recorrente para declarar extinto o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário relativo ao anocalendário de 2002, rejeitar a preliminar de nulidade do Auto de Infração e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência a multa isolada do carnêleão aplicada de forma concomitante com a multa de ofício. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Fl. 28DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 19515.001462/200838 Acórdão n.º 220201.160 S2C2T2 Fl. 15 29 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 220201.160. Brasília/DF, 17 de maio de 2011 (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Presidente da 2ª Turma Ordinária Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador (a) da Fazenda Nacional Fl. 29DF CARF MF Emitido em 19/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 19/05/2011 por NELSON MALLMANN
score : 1.0
Numero do processo: 10166.005681/88-14
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 30 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Thu Apr 30 00:00:00 UTC 1992
Ementa: PIS-FATURAMENTO - Comprovada a alegada omissão de receita e estando a multa já reduzida ao percentual da lei, nega-se provimento ao recurso.
Numero da decisão: 202-05001
Nome do relator: Sebastião Borges Taquary
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199204
ementa_s : PIS-FATURAMENTO - Comprovada a alegada omissão de receita e estando a multa já reduzida ao percentual da lei, nega-se provimento ao recurso.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 30 00:00:00 UTC 1992
numero_processo_s : 10166.005681/88-14
anomes_publicacao_s : 199204
conteudo_id_s : 4702979
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-05001
nome_arquivo_s : 20205001_085704_101660056818814_003.PDF
ano_publicacao_s : 1992
nome_relator_s : Sebastião Borges Taquary
nome_arquivo_pdf_s : 101660056818814_4702979.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Thu Apr 30 00:00:00 UTC 1992
id : 4816776
ano_sessao_s : 1992
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:00:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045262648213504
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-30T00:17:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-30T00:17:31Z; Last-Modified: 2010-01-30T00:17:31Z; dcterms:modified: 2010-01-30T00:17:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-30T00:17:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-30T00:17:31Z; meta:save-date: 2010-01-30T00:17:31Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-30T00:17:31Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-30T00:17:31Z; created: 2010-01-30T00:17:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-01-30T00:17:31Z; pdf:charsPerPage: 1255; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-30T00:17:31Z | Conteúdo => 7 . 4 .a I) O _,LI. 4,-1 - rt,;:— ,; MINISTÉRIO DA FAZENDA 2c.° 1 Pl ue BA/1)°or) /' 99 S SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •> :.,';‘,-...k.s~ , C -.. R ubri Processo n.° : 10166.005681A8-14 Sessão de : 30 de abril de 1992 Acórdão n.° 202-05.001 Recurso n.° : 85.704 Recorrente : MÔNICA MODAS E CALÇADOS LTDA. Recorrida : DRF em Brasília - DF ' PIS-FATURAMENTO - Comprovada a alegado omissão de receita e estan- do a multa já reduzida ao percentual da lei, nega-se provimento ao recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MÔNICA MODAS E CALÇADOS LIDA. ACORDAM 'os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Ausente o Conselheiro Rubens Malta de Souza Campos. , , Sala das Sessões, em 30 i - ; bril de 1992 - , . Helvio ' -,é' ,. o B. ,. *s - President ,i) : ,,, 4.- A. /7 Ve-a- bastião Bo 'l I es Ta* -/p,lator ill)(2,4,47- José Cr !los de a ‘Yileida - il 95- Procurador-Representante da Fazenda? Nacional VISTA EM SESSÃO DE '2 2 FEV 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Elio Rolhe, Oscar Luis de Morais, Rosalvo Vital Gonzaga dos Santos (Suplente), Acácia de Lourdes Rodrigues e Anto- nio Carlos Bueno Ribeiro. . HR/eaal./CF/JA/MAS • . 1 0 2— st,À _à MINISTÉRIO DA FAZENDA _ ° SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 10166.005681/88-14 Recurso n.° : 85.704 Acórdão n.°: 202-05.001 Recorrente : MONICA MODAS E CALÇADOS LIDA. RELATÓRIO Contra a empresa acima identificada foi lavrado auto de infração (fis.01), decorrente de omissão de receita opracional, nos anos de 1986 e 1987, apurada na fiscalização do IRPJ. Tempestivamente, a autuada interpôs impugnação (fls.11), alegando em síntese: a) revisão dos valores tributáveis com base no julgamento do processo de IRP.1"; b) alteração do percentual de multa de 50% para 20% nos exercícios de 1986 e 1987, considerando que aquele percentual só poderia ser aplicado ao exercício de 1988. A fiscalização manifestou-se a fls. 20 pela manutenção parcial da exigência, concedendo apenas a revisão dos valores que serviram de base para a presente autuação. A autoridade julgadora de primeira instância deferiu em parte a impugnação (fls. 21). 1rresignada, a recorrente apresentou seu tempestivo recurso (fls. 26), onde alega, basicamente, as mesmas razões de defesa apresentadas na impugnação. O presente processo já foi apreciado por esta Câmara em sessão de 03.07.91, ocasião em que, por unanimidade de votos, foi o julgamento convertido em diligência à repar- tição de origem, para que fosse anexado aos autos cópia do acórdão do Primeiro Conselho de Contribuinte. Em atendimento ao solicitado, foi juntado cópia do Acórdão n.° 105-5.793, de 08.07.91, da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, que, como se vê, por maioria de votos, deu provimento ao recurso. É o relatório. 2 C) - - MINISTÉRIO DA FAZENDA -"- - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4 Processo n.° : 10166.005681/88-14 Acórdão n.°: 202-05.001 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SEBASTIÃO BORGES TAQUARY A infração resultou comprovada, isto é, houve a alegada omissão de receita, tanto que perante a 5.a Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, conforme a cópia do Acórdão a' 105-5.793 (fls. 33/39), a recorrente, também, não logrou elidir o passivo fictício que, lá, lhe fora atribuído. Verifico, por outro lado, que a parte provida do recurso julgado pela predita Quinta Câmara (fls. 37) não socorre, aqui, a recorrente, à míngua da comprovada pertinência com a incidência do PIS-Faturamento. No caso, a recorrente não cuidou de produzir provas capazes de infirmar a exigência do tributo, na área deste Segundo Conselho de Contribuintes, e, por isso, não há o que prover em seu apelo, máxime considerando que a multa já foi reduzida pela decisão recor- rida. Assim, nego provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 30 de abril de 1992 SVASTIÃO BO} GES TA UARY 3
score : 1.0
