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Numero do processo: 10140.000123/91-56
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jan 04 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Tue Jan 04 00:00:00 UTC 1994
Ementa: ITR - BASE DE CÁLCULO - Redução do Tributo a Título de Estímulo Fiscal - A existência de débito de exercício anterior, não impugnado, na data do lançamento questionado, implica perda do estímulo fiscal. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-06289
Nome do relator: Antônio Carlos Bueno Ribeiro
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score : 1.0
Numero do processo: 10380.011020/91-61
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 09 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Thu Nov 09 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - ILEGITIMIDADE PASSIVA - Não se há de aceitar como recurso a petição interposta por quem não é parte legítima na relação processual. Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 203-02486
Nome do relator: CELSO ÂNGELO LISBOA GALLUCCI
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U De ...249 o.3 / 19 32. • MINISTÉRIO DA FAZENDA C áfiS7.1 4ti.S .35 C RubricaSEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10380.011020/91-61 Sessão de : 09 de novembro de 1995 Acórdão : 203-02.486 Recurso : 98.377 Recorrente : MIGUEL SICEFF Recorrida : DRJ em Fortaleza - CE PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - ILEGITIMIDADE PASSIVA - Não se há de aceitar como recurso a petição interposta por quem não é parte legitima na relação processual. Recurso não conhecido. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: MIGUEL SKEFF. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por ilegitimidade do polo passivo. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Ricardo Leite Rodrigues e Tiberany Ferraz dos Santos. Sala das Sessões, em 09 de novembro de 1995 (01 art, Creera,, Osval.s d: ouza Presidente elso lo U .ta ucci Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Sérgio Afanasieff, Mauro Wasilewslci, Sebastião Borges Taquary, Armando Zurita Leão (Suplente) e Elso Venâncio de Siqueira (Suplente). CF/mdm 1 3". ' MINISTÉRIO DA FAZENDA ‘;POi:W SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES knjejt Processo : 10380.011020/91-61 Acórdão : 203-02.486 Recurso : 98.377 Recorrente : MIGUEL S10EFF RELATÓRIO Tempestivamente, o contribuinte em epígrafe impugna o lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural-ITR do exercício de 1991, referente ao imóvel cadastrado no INCRA sob o Código 145 041 001 376 1, alegando sua venda, conforme escritura que anexa. A autoridade julgadora de primeiro grau manteve parcialmente o lançamento, argumentando que, "verbis": "Da análise dos Autos, depreende-se que assiste razão, em parte, ao contribuinte, porquanto verifica-se através de cópia da escritura pública de compra e venda de fls. 02/03 e da ficha de registro de imóveis de fls. 04, ambos fornecidos pelo Cartório Maciel, de Pacajus-CE, que o contribuinte alienou aproximadamente 50,1 ha à empresa PAI - Produções Agropecuárias Integradas, CGC n° 11.331.584/0001-02, situada à rua Barão de Aracati, n° 1831, Aldeota, restando como área do peticionante 15,1 ha do referido imóvel, os quais, somados à área de posse contígua de 4,9 ha, indicam existir em nome do antigo proprietário uma área de 20,0 ha. Tal área remanescente tem que ser tributada...". O recurso (fls. 32 e 33) à decisão de primeiro grau foi apresentado por Maralu Imóveis Ltda., que argüiu, em resumo, que em 02.07.87 adquiriu de PAI - Produções Agropecuárias Integradas Ltda. o imóvel que tem o Registro n° 4027 do Cartório de Registro de Imóveis de Pacajus (doc. 01), tendo sido tal imóvel loteado em 31.08.87, passando, assim, a imposição tributária a ser da competência municipal, que cobra o Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana. Para comprovar o que alega, fez ajuntada dos Documentos de fls. 34 a 38. É o relatório 2 6\3\ MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES v;s:,;ri'f:Irke Processo : 10380.011020/91-61 Acórdão : 203-02.486 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR CELSO ÂNGELO LISBOA GALLUCCI O sujeito passivo do lançamento é o Sr. Miguel Skeff, conforme consta na Notificação de fls. 05. Foi ele o impugnante do lançamento (fls. 01), e a decisão de primeiro grau (fls. 23) manteve em seu nome o lançamento então apurado. Já o recurso foi interposto por Maralu Imóveis Ltda. que adquiriu o imóvel da empresa PAI - Produções Agropecuárias Integradas Ltda., que, por sua vez, o adquiriu de Miguel Skeff. Ora, a empresa Maralu Imóveis Ltda. não é a pessoa que figura como sujeito passivo da obrigação tributária (art. 121, incisos I e II do CTN) e nenhuma relação processual tem, de acordo com o Decreto n° 70.235/72, no caso em julgamento, razão pela qual não se deve tomar conhecimento da Peça de fls. 32 apresentada a titulo de recurso. Se a autoridade "a quo", à vista dos documentos apresentados no recurso, entender por bem, pode retificar o lançamento de oficio. É C01110 voto. Sala das Sessões, em 09 de novembro de 1995 tr. CELS 9 GE L A GALLUCCI 3
score : 1.0
Numero do processo: 10480.030087/99-05
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Wed May 23 00:00:00 UTC 2001
Ementa: GLOSA DO VALOR LANÇADO COMO IMPOSTO DE RENDA NA FONTE - O lucro apurado na sociedade civil é considerado automaticamente distribuído aos sócios, na data do encerramento do período-base, de acordo com a participação de cada um nos resultados da sociedade. Admite-se a compensação do imposto retido sobre as receitas da sociedade, com aquele que a sociedade retém de seus sócios no momento da distribuição dos lucros. Mantém-se a glosa do valor do imposto de renda retido em nome da sociedade civil, compensado diretamente na declaração de ajuste anual do sócio.
Recurso negado.
Numero da decisão: 106-11938
Nome do relator: Sueli Efigênia Mendes de Britto
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ementa_s : GLOSA DO VALOR LANÇADO COMO IMPOSTO DE RENDA NA FONTE - O lucro apurado na sociedade civil é considerado automaticamente distribuído aos sócios, na data do encerramento do período-base, de acordo com a participação de cada um nos resultados da sociedade. Admite-se a compensação do imposto retido sobre as receitas da sociedade, com aquele que a sociedade retém de seus sócios no momento da distribuição dos lucros. Mantém-se a glosa do valor do imposto de renda retido em nome da sociedade civil, compensado diretamente na declaração de ajuste anual do sócio. Recurso negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-26T16:43:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-26T16:43:54Z; Last-Modified: 2009-08-26T16:43:54Z; dcterms:modified: 2009-08-26T16:43:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-26T16:43:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-26T16:43:54Z; meta:save-date: 2009-08-26T16:43:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-26T16:43:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-26T16:43:54Z; created: 2009-08-26T16:43:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-08-26T16:43:54Z; pdf:charsPerPage: 1452; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-26T16:43:54Z | Conteúdo => • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARAk4 Processo n°. : 10480.030087/99-05 Recurso n°. : 124.628 Matéria: : IRPF - Ex(s): 1997 Recorrente : GIOVANNI ALVES SARAIVA Recorrida : DRJ em RECIFE - PE Sessão de : 23 DE MAIO DE 2001 Acórdão n°. : 106-11.938 GLOSA DO VALOR LANÇADO COMO IMPOSTO DE RENDA NA FONTE — O lucro apurado na sociedade civil é considerado automaticamente distribuído aos sócios, na data do encerramento do período-base, de acordo com a participação de cada um nos resultados da sociedade. Admite-se a compensação do imposto retido sobre as receitas da sociedade, com aquele que a sociedade retém de seus sócios no momento da distribuição dos lucros. Mantém-se a glosa do valor do imposto de renda retido em nome da sociedade civil, compensado diretamente na declaração de ajuste anual do sócio. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por GIOVANNI ALVES SARAIVA. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. c't ACY NOGUEIRA MARTINS MORAIS PRESIDENTE /fr • 444 F- :yd A" • DE DE BRITTO• , E s •,is FORMALIZADO EM: 0 3 AGO 2001 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ROMEU BUENO DE CAMARGO, THAISA JANSEN PEREIRA, ORLANDO JOSÉ GONÇALVES BUENO, LUIZ ANTONIO DE PAULA, EDISON CARLOS FERNANDES e WILFRIDO AUGUSTO MARQUES. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10480.030087/99-05 Acórdão n°. : 106-11.938 Recurso n°. : 124.628 Recorrente : GIOVANNI ALVES SARAIVA RELATÓRIO GIOVANNI ALVES SARAIVA, já qualificado nos autos, apresenta recurso objetivando a reforma da Decisão do Delegado da Receita Federal de Julgamento em Recife. Nos termos do auto de infração e seus anexos de fls.4/6 exige-se do contribuinte um imposto suplementar no valor de R$ 5.100,62, decorrente das alterações feitas em sua Declaração de Ajuste Anual do exercício de 1997. O "Relatório de Revisão Fiscal", anexado à fl. 40, informa as alterações efetuadas na citada declaração nos seguintes termos: - Linha 01: valor após revisão : 49.868,74; motivo: a fonte pagadora UNICORDIS CARDIOLOGIA, informou em DIRF um rendimento superior ao declarado pelo contribuinte; - Linha 10: valor após revisão: zero; motivo não comprovação das despesas médicas declaradas; - Linha 18; valor após revisão 1.513,72; motivo: o contribuinte pertencendo a sociedade civil, efetuou distribuição de lucros no final do exercício acima do limite legal permitido( multiplicação pela alíquota menos tabela progressiva) sendo o excedente retirado da declaração de ajuste. Cientificado, tempestivamente, apresentou a impugnação de fls. 1/3. A autoridade julgadora "a quo" , manteve parcialmente o lançamento sob os fundamentos a seguir sumariados (fls.53/56 • I .\ 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10480.030087/99-05 Acórdão n°. : 106-11.938 - mantém-se a glosa das despesas médicas realizadas com pessoas não indicadas como dependentes na quantia de R$ 3.672,96; - o comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte, anexados aos autos, consta como lucros automaticamente distribuídos pela Sociedade Civil, PREVECOR LTDA, CNPJ n° 35.715.085/0001-79, a quantia de R$ 4.924,00 e o valor do imposto de renda na fonte de R$ 4.230,00; - até o advento da lei n° 9.430/66, o lucro apurado pelas sociedades civis de prestação de serviços de profissões legalmente regulamentadas, que optassem pela tributação com base nos artigos 640 a 647 do RIR194, na data do encerramento do período —base era considerado automaticamente distribuído aos sócios de acordo com a participação de cada um; - de acordo com o disposto nos parágrafos primeiro e segundo do Decreto-lei n° 2.397/87, este lucro ficava sujeito à incidência do imposto de renda na fonte, como antecipação do devido na declaração da pessoa física, aplicando-se a tabela de desconto do imposto de renda na fonte para os rendimentos do trabalho assalariado; - portanto, sendo o valor distribuído de R$ 4.924,00 o imposto devido a ser compensado é de apenas R$ 916,00, com isso, mantém-se a glosa em relação a este item. Dessa decisão tomou ciência (AR de f1.59) e protocolou o recurso, anexado às fls. 61/70, instruído pelos documentos de fls. 71/92 e o comprovante do depósito administrativo de fl. 93. Em sua defesa, após relatar minuciosamente os fatos, argumenta, em síntese: ‘1,P tx\ 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10480.030087/99-05 Acórdão n°. : 106-11.938 - basta consultar o formulário IV do ano calendário 1996, para se constatar na folha de rosto que a sociedade civil, que optava pelo Decreto-lei n° 2.397/87, era sociedade isenta de imposto de renda e não tinha como recuperar suas retenções de fonte. - inexiste no quadro 12 (Demonstração do Lucro do Período) campo específico em que se possibilite a recuperação do imposto, e num conceito absolutamente razoável a distribuição automática do Lucro Distribuído no Curso do Período . pressupõe a distribuição do imposto retido na fonte, nos seus limites; - a autoridade julgadora equivocou-se quando afirmou que: "o comprovante de recebimentos pagos e retenção de imposto de renda na fonte, anexados aos autos consta como lucro automaticamente distribuídos pela Sociedade Civil PREVENCOR — CNPJ n°35.715.085/0001-79, a quantia de R$ 4.924,00 e o valor do imposto de renda na fonte R$ 4.230,00. quando na verdade o contribuinte apresentou como rendimentos tributáveis o valor de R$ 49.868,74; - o contribuinte compensou o imposto de renda que não poderia compensar na Pessoa Jurídica, não só a luz do que a Lei autoriza, mas do que é eticamente razoável; - neste sentido é a orientação do MAJUR, formulário IV, página 4, letra "c". 'O Ari\ 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10480.030087/99-05 Acórdão n°. : 106-11.938 - o Manual de Perguntas e Respostas emitido pela SRF, resposta a pergunta 491, também autoriza a compensação do IR-fonte que lhe coube na distribuição da imposto retido em nome da sociedade civil; É o Relatório. - .1 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10480.030087/99-05 Acórdão n°. : 106-11.938 VOTO Conselheira SUELI EFIGÉNIA MENDES DE BRITTO, Relatora Preliminarmente, examino a tempestividade do recurso. Embora não conste do AR de fl. 59, a data em que o contribuinte recebeu a cópia da decisão, em obediência ao inciso II do art. 23 do Decreto n° 70.235/72 que determina que, neste caso, a contagem do prazo de 30 dias para a apresentação do recurso, deverá ser iniciada 15 dias após a data da postagem, tem-se por tempestivo. Quanto ao mérito. Nos termos do artigos 1° e 2° do Decreto-lei n° 2.387/87, o imposto de renda das pessoas jurídicas não incidia sobre o lucro apurado pelas sociedades civis. O lucro apurado era considerado automaticamente distribuído aos sócios, na data do encerramento do período-base, de acordo com a participação de cada um dos resultados da sociedade, e o imposto retido sobre as receitas da sociedade poderia ser compensado com aquele que a sociedade retivesse de seus sócios no momento da distribuição dos lucros. Em decorrência disso foi expedida a Instrução Normativa — SRF n° 199/88 estabelecendo que : a) o lucro distribuído aos sócios estava sujeito à incidência do imposto de renda na fonte, como antecipação do devido na declaração de pessoa física (item 4) ; b) imposto de renda retido na fonte sobre as 972 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10480.030087/99-05 Acórdão n°. : 106-11.938 receitas da sociedade, somente poderia ser compensado com o que a sociedade tivesse retido de seus sócios no pagamento de rendimentos e lucros (item 10). Posteriormente a Instrução Normativa - SRF n° 30/88 item 5.1, esclarece que: sendo o valor do imposto retido na sociedade civil superior ao retido dos sócios, o valor excedente poderá ser compensado nos recolhimentos subseqüentes. Examinada a cópia da Declaração de Ajuste Anual do exercício de 1997, juntada às fls. 33/34, constata-se que o recorrente consignou como rendimento recebido da pessoa jurídica PREVENCOR S/A LTDA o valor de R$ 4.924,00 com um imposto de renda na fonte de R$ 4.230,00. O Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte ( f1.14) e a declaração de autoria da pessoa jurídica (fls. 16/20), ratificam essa informação. Assim, correto está o julgador "a quo" ao considerar como rendimento da pessoa jurídica, anteriormente indicada, aquele devidamente comprovado nos autos pelos já discriminados documentos. O valor de R$ 49.868,74, alegado pela defesa, corresponde ao TOTAL dos rendimentos tributáveis registrados na declaração de ajuste anual. Com relação ao valor do imposto de renda na fonte a ser compensado, é também aquele já considerado pela autoridade julgadora no montante de R$ 916,00. As orientações do MAJUR e do Manual - Perguntas e Respostas, transcritas pelo recorrente, são no sentido de que o imposto de renda retido em 7 .. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10480.030087/99-05 Acórdão n°. : 106-11.938 nome da sociedade civil, poderia ser compensado com aqueles impostos devidos pelos sócios no momento da distribuição de lucros. Ao que parece, o recorrente equivocou-se ao interpretá-las, uma vez que, para fins de compensação na declaração de rendimentos-pessoa física, o total do imposto retido em nome da pessoa jurídica durante o ano-calendário foi dividido entre os sócios, de acordo com a participação de cada um. Este critério, não está autorizado nem por lei nem por ato normativo. Explicado isso, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 23 de maio de 2001. 1 5 Ilt . C' fr, I Vfillre E BR ITTO ÁS\ 8 „ „ Page 1 _0026600.PDF Page 1 _0026700.PDF Page 1 _0026800.PDF Page 1 _0026900.PDF Page 1 _0027000.PDF Page 1 _0027100.PDF Page 1 _0027200.PDF Page 1
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Numero do processo: 10120.001896/2004-73
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 28/02/1999 a 30/09/1999
Ementa. REFINARIA. CONTRIBUINTE SUBSTITUTO. GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO.
A refinaria de petróleo, relativamente às vendas que fizer, ficou obrigada a cobrar e recolher, na condição de substituto do PIS e da Cofins, devidas pelo distribuidor e comerciante varejista de gás liquefeito de petróleo, somente a partir dos fatos geradores de julho/1999.
LANÇAMENTO. PRAZO DECADENCIAL.
A regra de decadência aplicável é aquela estatuída no art. 173, I, do CTN, o que implica projetar o dies a quo do cômputo do prazo de cinco anos para o primeiro dia útil do exercício seguinte ao de ocorrência dos fatos geradores.
Recurso negado.
Numero da decisão: 202-17975
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Nadja Rodrigues Romero
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Sessão de 26 de abril de 2007 Recorrente CISAGÁS COMÉRCIO E DISTRIBUIDORA DE GÁS LTDA. Recorrida DRJ em Brasília - DF Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 28/02/1999 a 30/09/1999, ME • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . CONFERE COM O ORIGINAL Ementa. REFINARIA. CONTRIBUINTE SUBSTITUTO. ais L/Q UEFEITO DE PETRÓLEO. Brasilia, O. / -J-0 / 0 .-1- A refinaria de petróleo, relativamente às vendas que 4»c,- fizer, ficou obrigada a cobrar e recolher, na condição Celma Marta Albuquerque de substituto do PIS e da Cofins, devidas pelo Mat. Siape 94442 , distribuidor e comerciante varejista de gás liquefeito 1 de petróleo, somente a partir dos fatos geradores de julho/1999. LANÇAMENTO. PRAZO DECADENCIAL A regra de decadência aplicável é aquela estatuída no art. 173, I, do CTN, o que implica projetar o dies a quo do cômputo do prazo de cinco anos para o primeiro dia útil do exercido seguinte ao de ocorrência dos fatos geradores. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. è ..,1,,,i,./r..-.__ J Processo n.° 10120.001896/2004-73 CCO2/CO2 • Acórdão n.° 202-17.975• Fls. 2 ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. AN ONIO CARLOS A LIM Presidente C-- NADJA RODRIGUES ROMERO Relatora MF SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Brasília, 0-3 / - Celma Malquerque Mat. Siape 94442 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Gustavo Kelly Alencar, Claudia Alves Lopes Bemardino, Antonio Zomer, Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martinez Lépez. Processo n.° 10120.001896/2004-73 MF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CCO2/CO2 Acórdão n.6 202-17.975 CONFERE COMO ORIGINAL Fls. 3" Celmatquerque Relatório Mal. siape 94442 Contra a contribuinte retromencionada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 162/167, relativo à Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, períodos de apuração de fevereiro a setembro de 1999, por falta de recolhimento da contribuição no período. A contribuinte informou na DIPJ, fls. 146/151, o faturamento como receitas isentas, procedimento não autorizado na legislação de regência. O disposto no art. 4 2 da Lei n2 9.718/98, alterado pelo art. 42 da Medida Provisória n2 1.807, de 28 de janeiro de 1999, excluiu da substituição tributária o gás liquefeito de petróleo. Retomando somente com a edição da Medida Provisória n2 1.858-6, de 29 de junho de 1999, autorizando a substituição tributária a partir de 28/09/1999. Inconformada com o feito fiscal, a contribuinte apresentou a impugnação de fls. 172/173, na qual alega que a contribuição para o PIS era obrigação da refinaria, na qualidade de contribuinte substituto, conforme MP n2 1.212/1999 e MP n2 1.623-29; de 12/02/1998, e ainda que o auto de infração foi destinado a uma filial, deveriam as contribuições e tributos devidos ser centralizados na matriz. A DRJ em Brasília - DF apreciou as razões trazidas pela contribuinte na peça defensiva e o que mais consta dos autos, decidindo pela manutenção integral do lançamento, nos termos do Acórdão n2 10.392, de 23 de julho de 2004, a seguir ementado: "Assunto: Contribuição para PIS/PASEP Período de apuração: 28/02/1999 a 30/09/1999 Ementa: REFINARIA — CONTRIBUINTE SUBSTITUTO — GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO A refinaria de petróleo, relativamente às vendas que fizer, ficou obrigada a cobrar e recolher, na condição de substituto do PIS e da COFINS, devidas pelo distribuidor e comerciante varejista de gás liquefeito de petróleo, somente a partir dos fatos geradores de julho/1999. Lançamento Procedente". A contribuinte, irresignada com a decisão proferida pela Primeira Instância de Julgamento Administrativo, interpôs o recurso de fls. 195/199, a este Segundo Conselho de Contribuintes, alegando em sua defesa os seguintes argumentos, resumidos: - em preliminar alega que o parágrafo único do art. 149 do Código Tributário Nacional — CTN prevê que a revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não for extinto o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito após transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, na conformidade das disposições do art. 173, incisos e parágrafo único; - no lançamento por homologação, a Fazenda Pública, na eventualidade de encontrar prestações não recolhidas ou irregularidade que implique em falta de pagamento de tributos, não tendo fluído o prazo de caducidade, constitui o crédito tributário e celebra o ato de „.1„, MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUnINTEI S • CONFERE COM O ORIGINAL , Processo n.° 10120.001896/2004-73 Btasilia, 0-3 O O CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-17.975 Fls. 4• j> Celma Man c i5 a Albuquerque 4 Mal. Siape 94442 aplicação de penalidade cabível em face do ilícito, consoante o disposto no art. 150, § 4 2, do CTN; - dessa forma, os créditos tributários constantes do auto de infração lavrado em 24 março de 2004 estão prescritos. Na Teoria Geral do Direito, a prescrição é a morte da ação que tutela o direito, pelo decurso do tempo previsto em lei para este fim. Assim, requer aplicação da prescrição com a conseqüente extinção do crédito tributário, com fundamento no art. 156, inciso V, do CTN; - diz não ser devedora da contribuição objeto da autuação, vez que não fez opção pelo recolhimento centralizado de tributos e contribuições, pelo fato de as referidas contribuições terem sido recolhidas pela AGIP DO BRASIL S.A., na condição de contribuinte • substituto; - traz aos autos declaração da AG1P DO BRASIL S.A, fls. 208/209, informando que, na qualidade de substituta tributária, procedeu ao recolhimento da contribuição ao PIS • (Lei n2 9.715/91) e da Cofins (Lei Complementar n 2 70/91), no período de junho/98 a abril/99, na venda de GLP a revendedores ou varejistas, como substituto tributário, incluindo as vendas • à CISAGÁS. Anexa cópias dos Darfs de recolhimento das contribuições efetuadas pela AGI?, no período da declaração prestada. Consta ainda juntado aos autos, cópia do Contrato Social da CISAGÁS, grifada a cláusula terceira que trata do objeto social da empresa, como sendo o Comércio Atacadista e Varejista de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), Transportadora e Água Mineral em Geral; - a decisão recorrida cometeu equívoco ao afirmar que, somente a partir de julho de 1999, a refinaria passou a ser contribuinte substituta das contribuições (PIS e Cofins), sendo que o art. 42 da Lei n2 9.718/98 dispõe que "a contribuição mensal devidas pelos distribuidores de derivados de Petróleo e álcool." O GLP, por ser derivado de petróleo, inclui-se no dispositivo citado; - alega, ainda, que a legislação tributária não pode retroagir no tempo para causar dano ou prejuízo ao contribuinte e a Medida Provisória n 2 1.858-6/99, mencionada no Acórdão, não estabelece que as distribuidoras e o comércio varejista têm que cobrar e recolher os encargos tributários, pelo contrário, determina esta obrigação às refinarias, de acordo com o citado art. 42 da Lei n2 9.718/99; - os Acórdão proferidos pela DRJ em Brasília - DF nos autos dos Processos n2 10120.007118/2003-16, 10120.007117/2003-62, 10120.007111/2003-95, 10120.007113/2003- 84, 10120.007112/2003-30, 10120.007114/2003-29 10120.007115/2003-73 e 10120.007110/2003-41, onde a contribuinte foi autuada pelos mesmos tributos, onde o relator das decisões, analisando o disposto na legislação acima citada, diz que prontamente se constata que tão-só para os fatos geradores a partir de julho/1999 é que a refinaria passou a ser contribuinte substituto do PIS e da Cofins devidas pelos distribuidores e comerciantes varejistas de gás liquefeito de petróleo (Lei n2 9.718/98, MP n2 1807/99 e MP n2 1858-6/99); - nos Acórdãos acima referidos o relator diz que somente a partir de julho de 1999 é que a refinaria passou a ser contribuinte substituto, por que então a cobrança do presente auto no período de fevereiro a setembro de 1999? E no Acórdão do presente, o relator afirma que somente a partir de 30/09/1999 é que a substituição tributária pode ser aplicada em Processo n.° 10120.00189612004-73 CCO2/CO2, Acórdão n.°202-17.975 Fls. 5 função do art. 195, 62, da Constituição Federal. Não dá para entender o posicionamento assumido pelo julgador. Ao final, requer o reconhecimento da improcedência da autuação e conseqüentemente o cancelamento do débito fiscal reclamado. É o Relatório. 14,AA d MF • SEGCUONDNOECROENSEcotn Brasília, _JJ- CODOEFIciGorNARriNus Celma afia Albuquerque Mat. Sia . 94442 Processo n.° 10120.001896/2004-73 ME -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CCO2/CO2 Acórdão 202-17.975 CONFERE COM O ORIGINAL Fls. 6• ansiá ela / / ;"' Celma gauquerque Voto Ma/. Siape 94442 Conselheira NADJA RODRIGUES ROMERO, Relatora O recurso é tempestivo e reúne as demais condições de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Trata o presente recurso de lançamento de oficio com exigência da Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS, nos períodos de fevereiro a setembro de 1999, as matérias em litígios referem-se à decadência do direito de a Fazenda Nacional constituir o credito tributário e a falta de recolhimento da contribuição. Inicialmente cabe a apreciação da alagada decadência pela contribuinte em relação aos períodos lançados. A questão encontra-se pacificada na jurisprudência deste Conselho de Contribuintes inclusive no âmbito da Câmara Superior de Recursos Fiscais no sentido de que o prazo decadencial para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário relativamente à Contribuição para o PIS é de cinco anos. No entanto, persiste a dúvida sobre o termo inicial da contagem do prazo, se de acordo com a regra do art. 173, inciso II; do Código Tributário Nacional — CTN ou do prazo qüinqüenal como estabelecido no art. 150, § 42, do citado dispositivo legal. Em síntese, no caso da regra do art. 173, inciso I, configurada a ausência de antecipação do imposto ou da contribuição, a contagem se dá a partir do primeiro dia do exercício daquele em que seria devido. Havendo antecipação do imposto, o prazo por parte do contribuinte do imposto ou da contribuição deve ser observado o prazo decadencial previsto no art. 150, § 42, do CTN. No presente caso, a contribuinte, conforme informado no Termo de Verificação, não antecipou pagamento da Contribuição para o PIS no período em questão. Assim, em se tratando de lançamento por parte da Fazenda, ex officio, da contribuição para o PIS, é de se aplicar o disposto no Código Tributário Nacional, ou seja, não havendo recolhimento do tributo, ainda que parcial, aplica-se a regra estabelecida no art. 173, II, considera-se decaída a contagem do prazo de 5 (cinco) do primeiro dia do exercício seguinte ao que a contribuição seria devida. O auto de infração de contribuição para o PIS refere-se às competências de 28/02/1999 a 30/09/1999, cientificada a contribuinte em 26/03/2004. Portanto, não se encontra o credito tributário decaído, posto que o lançamento de oficio realizou-se dentro do prazo qüinqüenal. Superada a questão da decadência, passo à análise da falta de recolhimento da Contribuição para o PIS, nos termos da legislação aplicável à época da ocorrência do fato gerador. Não assiste razão à recorrente ao afirmar que a refinaria, na qualidade de contribuinte, tinha obrigação de recolher a contribuição lançada pela fiscalização. dl • Processo n.° 10120.001896/2004-73 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-17.975 Fls. 7 Veja-se a legislação aplicável à espécie que ora se examina a partir de uma ordem cronológica: "Lei n°9.715. de 25 de novembro de 1998. Art. 12 Esta Lei dispõe sobre as contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, de que tratam o art. 239 da Constituição e as Leis Complementares n° 7, de 7 de setembro de 1970, e n° 8, de 3 de 30 dezembro de 1970. g 5 ri- O z Art. 62 A contribuição mensal devida pelos distribuidores de derivados o a E" de petróleo e álcool etílico hidratado para fins carburantes, na r4 ta o g. de substitutos dos comerciantes varejistas, será calculadao o o O cr, sobre o menor valor, no País, constante da tabela de preços máximos(ne., 034 fixados para venda a varejo, sem prejuízo da contribuição incidente zW mu— 51 sobre suas próprias vendas. áo te ca 2u j • -.1 O U- c) E (.) crz z o o o Art. 18. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, aplicando- se aos fatos geradores ocorridos a partir de V de outubro de 1995. ãa Lei Complementar n°70, de 30 de dezembro de 1991. Art. 1° Sem prejuízo da cobrança das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), fica instituída contribuição social para financiamento da Seguridade Social, nos termos do inciso! do art. 195 da Constituição Federal, devida pelas pessoas jurídicas inclusive as a elas equiparadas pela legislação do imposto de renda, destinadas exclusivamente às despesas com atividades-fins das áreas de saúde, previdência e assistência social. Art. 4° A contribuição mensal devida pelos distribuidores de derivados de petróleo e álcool etílico hidratado para fins carburantes, na condição de substitutos dos comerciantes varejistas, será calculada sobre o menor valor, no País, constante da tabela de preços máximos fixados para venda a varejo, sem prejuízo da contribuição incidente sobre suas próprias vendas. Lei n°9.718, de 27 de novembro de 1998. Art. 12 Esta Lei aplica-se no âmbito da legislação tributária federal, relativamente às contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, de que tratam o art. 239 da Constituição e a Lei Complementar n2 70, de 30 de dezembro de 1991, ao Imposto sobre a Renda e ao Imposto sobre Operações de Crédito, Cámbio e Seguro, ou relativos a Títulos ou Valores Mobiliários - 10F. \vt. .4-•-• (. MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 10120.001896/2004-73 CONFERE COMO ORIGINAL C2/c02 • • °Acórdão n. 202-17.975 o 4"" • Brasiba, O 3 l_z4.2,—.1 Fls. 8 Celine aria Albuquerque (.) Mal Slot 94442 Art 4° As refinar 'as de petróleo, relativamente às vendas que fizerem, ficam obrigadas a cobrar e a recolher, na condição de contribuintes substitutos, as contribuições a que se refere o art. 2°, devidas pelos distribuidores e comerciantes varejistas de combustíveis derivados de petróleo, inclusive gás. Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, a contribuição será calculada sobre o preço de venda da refinaria, multiplicado por quatro. (.) Art 17. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos: I - em relação aos arts. 2° a 8°, para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de fevereiro de 1999; • Medida Provisória n° 1.807, de 28 de janeiro de 1999. Art. 42 O disposto no art. 42 da Lei n2 9.718, de 1998, aplica-se, exclusivamente, em relação às vendas de gasolina automotiva e óleo Parágrafo único. Nas vendas de óleo diesel ocorridas a partir de 1 2 de fevereiro de 1999, o fator de multiplicação previsto no parágrafo único do art. 42 da Lei n2 9.718, de 1998, fica reduzido de quatro para três inteiros e trinta e três centésimos (.) Art. 12. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. Medida Provisória n°1.858-6, de 29 de junho de 1999. Art. 42 O disposto no art. 42 da Lei na 9.718, de 1998, aplica-se, exclusivamente, em relação às vendas de gasolina automotiva, óleo diesel e gás liqüefeito de petróleo - GLP. Parágrafo único. Nas vendas de óleo diesel ocorridas a partir de 1`' de fevereiro de 1999, o fator de multiplicação previsto no parágrafo único do art. 4 da Lei na 9.718, de 1998, fica reduzido de quatro para três inteiros e trinta e três centésimos. Art. 21. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória n°1.807-5, de 17 de junho de 1999. 1 • • Processo n.° 10120.00189612004-73 0:02/CO2 • Acórdão n.° 202-17.975 Fls. 9 Art. 22. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. Art. 23. Ficam revogados: II - a partir de 30 de junho de 1999: (.) i) a Medida Provisória if 1.807-5, de 17 de junho de 1999." Depreende-se da leitura dos dispositivos legais citados que a substituição tributária prevista no art. 4 2 da Lei n2 9.718, de 1998, não teve vigência em relação ao gás liquefeito de petróleo, antes da edição da Medida Provisória n2 1.858-6, de 29 de junho de 1999. Tanto assim que o Ato Declaratório (Normativo) Cosit n 2 11, de 08 de abril de 1999 assim dispôs: "O COORDENADOR-GERAL DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO, no urre- uso das atribuições que lhe confere o art. 199, incisos III e IV, do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal, aprovado pela 5 (-17 Portaria MF n°227, de 3 de setembro de 1998, 9_3 ej cr er r 3 Declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da0-o o 17, Receita Federal, as Delegacias da Receita Federal de Julgamento e(.1 6- g" aos demais interessados, que, tendo em vista o disposto no art. 4o da o C) ‘`) cr• Lei N2 9.718, de 27 de novembro de 1998, alterado pelo art. 4o da 3 <to elt Medida Provisória No 1.807, de 28 de janeiro de 1999, a partir de low 8 de fevereiro de 1999, as contribuições para o PIS/PASEP e COFINS wim ro e, 2 incidentes sobre as vendas: 8 °z o c, 1 - de gasolina automotiva e de óleo diesel, pelas distribuidoras e pelos u o comerciantes varejistas, são devidas no ato do fornecimento pelas W COE refinarias de petróleo, na condição de contribuintes substitutos daqueles; 2 - deixou de subsistir o regime de substituição tributária das citadas contribuições, nas operações de comercialização dos demais combustíveis derivados de petróleo, inclusive gás. A substituição mencionada não pôde ser aplicada até 30 de setembro de 1999, em respeito ao prazo nonagesimal de vigência da legislação que alterou a matéria, de acordo com o estabelecido no § 62 do art. 195 da Constituição Federal. Por esta razão, não merece qualquer reparo a decisão proferida pela Primeira Instância de Julgamento em relação aos efeitos da Medida Provisória n 2 1.858-6, de 29 de junho de 1999, que somente passaram a ocorrer após 30 de setembro de 1999. Antes disso, verifica-se também que, conforme a Lei Complementar n 2 70/1991 e a Lei n2 9.715/1998, o contribuinte substituto do comerciante varejista é o distribuidor de derivados de petróleo e álcool etílico hidratado para fins carburantes, e não a refinaria. E, o objeto social da CISAGÁS é o comércio atacadista e varejista de gás liquefeito de petróleo, • I. Processo n.° 10120.001896/2004-73 CCO2/CO2 • Acórdão n.° 202-17.975 Fls. 10 portanto, até setembro/99, é contribuinte substituto do varejista e não substituído, quando opera como distribuidor de derivado de petróleo. Acrescente-se que os documentos trazidos pela recorrente no sentido de comprovar a substituição tributária, não podem mesmo que tivesse ocorrido o pagamento da contribuição pela refinaria, este seria mera liberalidade das partes. O que não afeta a relação tributária, pois a legislação tributária não autorizava este procedimento. Ademais, o Código Tributário Nacional, em seu art. 121, estabelece que o sujeito passivo da obrigação tributário é a pessoa obrigada ao pagamento do tributo ou penalidade pecuniária. Diante do exposto, resta caracterizado que a obrigação ao pagamento da contribuição para o PIS, no presente caso, é exclusivamente da recorrente, que tem relação direta com o fato gerador. Assim, oriento meu voto no sentido negar provimento ao recurso voluntário interposto pela recorrente. Sala das Sessões, em 26 de abril de 2007. vl NADJA RODRIGUES ROMERO PAF . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Brasília, 03 O L22—"__ Celmatribuquerque Mat. Siape 94442 Page 1 _0065900.PDF Page 1 _0066000.PDF Page 1 _0066100.PDF Page 1 _0066200.PDF Page 1 _0066300.PDF Page 1 _0066400.PDF Page 1 _0066500.PDF Page 1 _0066600.PDF Page 1 _0066700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10325.000269/88-29
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 1991
Ementa: PIS-FATURAMENTO - Omissão de receitas caracterizada por recursos utilizados na integralização de capital social, cuja origem e entrega à empresa não se fez comprovada. Recurso não provido.
Numero da decisão: 202-04620
Nome do relator: ELIO ROTHE
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O. ti. c I ue..025/ I g 9't C IRubrica *..t* 'etart--;"'t MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.° 10.325-000.269/88-29 (nms) Senão de 20. _de_ nov.e_mbrode 1991 ACORDA() N.° 202-04.,620 Recurso n.0 84.450 Recorrente CERESUL - CEREALISTA SUL MARANHENSE LTDA. Recorrida DRF EM IMPERATRIZ - MA P I S/FATURAMENTO - Omissão de receitas ca racterizada por recursos utilizados na integrali---: zação de capital social, cuja origem e entrega ã empresa não se fez comprovada. Recurso não provi- do. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CERESUL - CEREALISTA SULMARANHENSE LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segunda Ccinselh)de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar pro- vimento ao recurso.Ausente, justificadamyf e, o Conselheiro OSCAR LUÍS DE MORAIS. Sala das Se em 20 áa, novembro de 1991 HELVIO BARC / Los - PRESIDENTE ELIO • '• TH - LA OR 1111141r ANIEIL JesD C' • O DE ir IDA LEMOS - PROCURADOR-REPRE - ! SENTANTE DA FAZENDA NACIONAL VI'TA EM .ESSÃO DE 13 E2 1991 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JO- SÉ CABRAL GAROFANO, ANTONIO CARLOS DE MORAES,ACÁCIA DE LOURDES RODRIGUES, JEFERSON RIBEIRO SALAZAR e SEBASTIÃO BORGES TAQUARY. í — 2 — â'Lf oco' MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N(2 10.325-000.269/88-29 Recurso N 12: 84.45.0 Acordão 202-04.620 Recorrente : CERESUL — CEREALISTA SUL MARANHENSE LTDA. RELATÓRIO CERESUL — CEREALISTA SUL MANRANHENSE LTDA. recorre para este Conselho de Contribuintes da decisão de fls. 33/34, do Dele- gado da Receita Federal em Imperatriz, que julgou procedente o auto de infração de fls. 06. Em conformidade com o referido auto de infração, demons trativos e cópia de auto de infração de exigência de IRPJ sobre os mesmos fatos, a ora recorrente foi intimada ao recolhimento da im- portância de Cz$ 1.067,00 a título de contribuição para o Progra ma de Integração Social-PIS, instituída pela Lei Complementar n-Q 7/70, na modalidade 'de PIS/FATURAMENIO,percrnissãocbreCeitas caracirizdaápor stwimàltcs décai>a a título de integralização de capital social, como também não contabi lização da nota fiscal que especifica, tudo relativo ao ano de 1984. Exigidos, -bambem, correção monetária, juros de mora e multa. Em sua impugnação a autuada expõe, em resumo: a) que não procedem as alegações dos auditores fiscais, -segue- -3- SEPIZC Ú L CgE2E.AL ProcessomQ 10.325-000.269/88-29 A-c6"i'dãO:) nQ 202-04.620 • de que não existé a comprovação da efetiva entrega e origem dos recursos empregados, visto que, quanto ã origem, um dos sócios possuía e declarou (ano base de 1983) a existência de caderneta de poupança, cujo valor, baixado no ano de 1984, foi utilizado pa ra integralizar seu aumento de capital, e, o outro sócio, pos- suía, em sua declaração de ano base de 1983, 450 cabeças de gado e na declaração do ano base de 1984 só lhe restavam 215,dandomos tra de haver vendido parte do gado,para-o fim de integralizar sua cota de capital quanto ã efetiva entrega dos recursos, se fez em moeda corrente nacional; b) que, relativamente ã omissão do registro deven da Nota Fiscal de n(1) 212, serie c), não lhe cabe discutir o Obvio pois que houve o erro, não tendo tido a empresa a intenção de burlar o Tesouro Nacional. As fls. 23/32, cópia da decisão singular ã exigen- cia de IRPJ sobre os mesmos fatos, pela procedência da ação - fis- cal. A decisão recorrida, do mesmo modo,julgou proce- dente a ação fiscal. Tempestivamete, a autuada interpôs recurso a es te Conselho, cujas razões passo a ler para os senhores conselhei rps-, segue- -4- SERVICO PUE:L'CC) FE:ERAL Processo n(2 10.325-000.269/88-29 Acórdão nQ 202-04.620 Às fls.49/60, anexo por cópiao Acórdão n(2) 105-04.967, da Quinta Cãmara do Primeiro Conselho de Contribuintes que, por • unanimidade de votos, negou provimento ao recurso voluntário no processo de exigência de IRPJ, sobre os mesmos fatos. É o relatório. • • segue- -5- ;5:ERAL Processo n(2, 10.325-000.269/88-29 Acórdão nQ 202-04.620 • VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ELIO ROTHE A recorrente somente discute a apontada omissão de receita caracterizada por suprimentasde caixa para integralização de capital social, pelos sócios, já que a parcela relativa ã omis são de registro de vendas, pela não escrituração de nota fiscal houve concordãncia da autuada, com o recolhimento de exigência. • A recorrente, todavia, tanto em sua impugnação co mo em seu recurso, não comprovou a origem e a entrega dos recur - sos ã empresa pelos sócios, limitando-se a demonstrar, precaria - mente, capacidade financeira dos sócios e a declarar que o efeti- vo ingresso dos recursos se deu em moeda corrente nacional. Tais operações devem ser comprovadas com documen- tos hábeis e idóneos, coincidentes em datas . e . valores, dada a sa- bida prática de abusos em tais: casos, sendo esse o entendimento pa cífico da administração tributária e da jurisprudência a respeito. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso Voluntá- rio. Sala das S s es, em 20 de novembro de 1991 ELIO ROTHE
score : 1.0
Numero do processo: 10410.000097/90-30
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 1992
Ementa: PIS - FATURAMENTO - ESPONTANEIDADE - Praticado ato pela fiscalização a contribuinte perde a esponeidade. OMISSÃO DE RECEITAS - Inexistindo documentação hábil, não estão elididos os fatos do auto de infração.
Numero da decisão: 201-67783
Nome do relator: HENRIQUE NEVES DA SILVA
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Bott j4. 4. De 1 f 19 min ads• ubrica IX; Wfr..J , k- '1,~N '4kklik4V- MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N. 10.410-000.097/90-30 FCLB Sessão d.26 de fevereirod.1.92 ACORDA() N.•.2.Q.j.- 7 ., 733 Recurso o' 86.708 Recorrente CEREALISTA SOUZA LTDA. Recorrida DRF EM MACEIÓ/AL P1 S-FATURAMENTO- ESPONTANEIDA DE - Praticado ato pela fiscalização contribuinte perde a espontaneidade. O- MISSÃO DE RECEITAS - Inexistindo docu - mentação hábil, não estão elididos os fatos do auto de infração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CEREALISTA SOUZA LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Cãmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar pro vimento ao recurso. Sala das S sões, em 26 de fevereiro de 1992. ._./Ái.(la - ROBERTO, ARBOSA DE CASTRO - PRESIDENTE4r— "il A SILVA 41( OR RS si Ili — LAT 1/ I 7". f 0 0'ANTON .- -,. .5 us as^. C RGO -PROCURADOR-REPRESENTANTE DA FAZENDA NACIONAL VISTA EM SESSÃO DE 27 MAR 1992 Participaram, ainda, do presente julgamento,os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA, SELMA SANTOS SALOMÃO WOLSZCZAK, DOMINGOS ALFEU CO LENCI DA SILVA NETO, ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO, ARISTõFANESEUR_ TOURA DE HOLANDA e SÉRGIO GOMES VELLOSO. ), 6 rt-, MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -02- Processo Ne 10.410-000.097/90-30 Recurso NQ: 86.708 Acordão Nã: 201-67.783 Recorrente: CEREALISTA SOUZA LTDA. RELATÓRIO CEREALISTA SOUZA LTDA. foi autuada por insuficiên - cia no recolhimento do PIS-FATURAMENTO , consoante apurado no pro cesso de IRPJ, onde se verificou a omissão de receitas caracteri zada por saldo credor de caixa, aumento de capital sem comprova - ção da origem e efetiva entrega dos recursos. Irresignada, a contribuinte impugnou a exigência a legando, em suma, que o auto de infração é nulo, pois os trabalhos de fiscalização duraram 129 dias; que o saldo credor inexiste fo ram somados com o lançamento das vendas complementares e que, no demonstrativo de caixa, não foi considerado o débito do mês de a- gosto /86. A r. decisão de l g instância adotou o princípio da "decorrência" a reflexão, pelo que se baseou na decisão proferida no processo de IRPJ, assim ementada: "IMPOSTO DE RENDA - PESSOA JURÍDICA Caracteriza-se como omissão de receita: O saldo cze dor de caixa, quando não foi comprovado erro de es crituração contábil, o aumento de capital, quando não comprovada a origem e a efetiva entrega dos re cursos. F;09 -seque- 146(4 • SERVIÇO PUBLICO FEDERAL -03- Processo n(2 10.410-000.097/90-30 Acórdão n(2 201-67.783 Não comprovado com documento hábil e idóneo a im- procedência dos lançamentos. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE." Inconformada, a contribuinte recorre a este Eg. Conselho, reiterando suas razões de impugnação. É o relatório. -segue- g/0 -04- SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo nQ 10.410-000.097/90-30 Acórdão n(2 201-67.783 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR HENRIQUE NEVES DA SILVA Recurso tempestivo, cabível e interposto por parte legítima ,dele conheço. A contribuinte não trouxe qualquer novo elemento ao presente feito, pelo que deve ser mantida a r. decisão a quo, por seus jurídicos efeitos. Com efeito, o prazo alegado de 129 dias para fisca lização não caracteriza nulidade do processo fiscal, o único efei to que poderia surtir disto seria que a contribuinte, entre um ato e outro que tenha decorrido mais de 60 dias, teria readquiri- do a espontaneidade que impediria a cobrança da multa,não isentan do-a, contudok do imposto. Porém como ela não aproveitou a oportu- nidade que alega ter ocorrido, perdem novamente, a espontaneidade. No mérito inexiste qualquer documentação que a- balize os fundamentos defendidos pela contribuinte,pelo que não é possível ter como válidas suas argumentações. Assim, voto no sentido de negar provimento ao re - Curso. Sala das Sessões, em 26 de fevereiro de 1992. RIQUE,NEVES DA SILVA 41 7
score : 1.0
Numero do processo: 11060.001516/2007-68
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/08/2003 a 30/04/2004 Ementa PROCESSO DE CONSULTA. ENTIDADE REPRESENTATIVA DE CATEGORIA ECONÔMICA. EFEITOS Os efeitos da consulta, apresentada por entidade representativa de categoria econômica ou profissional, só atinge seus associados ou filiados. Ausente a prova de filiação ou associação, não há como estender sua aplicação. Ademais, ainda que se comprove a associação ou filiação, tal decisão só surtirá efeitos após a ciência da decisão aos filiados ou associados. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/08/2003 a 30/04/2004 Substituição Tributária. Comerciante Atacadista de Cigarros Até 30/04/2004, a substituição tributária inerente aos comerciantes varejistas de cigarros não alcança o comerciante atacadista, que estava obrigado ao pagamento das contribuições incidentes sobre a sua receita de comercialização. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/08/2003 a 30/04/2004 Substituição Tributária. Comerciante Atacadista de Cigarros Até 30/04/2004, a substituição tributária inerente aos comerciantes varejistas de cigarros não alcança o comerciante atacadista, que estava obrigado ao pagamento das contribuições incidentes sobre a sua receita de comercialização. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/08/2003 a 30/04/2004 ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. INEFICÁCIA. A análise dos princípios constitucionais apontados demandaria o exame da constitucionalidade dos dispositivos legais e regulamentares que balizam a tributação litigiosa, procedimento vedado a este órgão, em razão do comando inserido no art. 62 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. TAXA SELIC. CABIMENTO A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Aplicação da Súmula CARF nº 4. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3102-000.889
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/08/2003 a 30/04/2004 Ementa PROCESSO DE CONSULTA. ENTIDADE REPRESENTATIVA DE CATEGORIA ECONÔMICA. EFEITOS Os efeitos da consulta, apresentada por entidade representativa de categoria econômica ou profissional, só atinge seus associados ou filiados. Ausente a prova de filiação ou associação, não há como estender sua aplicação. Ademais, ainda que se comprove a associação ou filiação, tal decisão só surtirá efeitos após a ciência da decisão aos filiados ou associados. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/08/2003 a 30/04/2004 Substituição Tributária. Comerciante Atacadista de Cigarros Até 30/04/2004, a substituição tributária inerente aos comerciantes varejistas de cigarros não alcança o comerciante atacadista, que estava obrigado ao pagamento das contribuições incidentes sobre a sua receita de comercialização. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/08/2003 a 30/04/2004 Substituição Tributária. Comerciante Atacadista de Cigarros Até 30/04/2004, a substituição tributária inerente aos comerciantes varejistas de cigarros não alcança o comerciante atacadista, que estava obrigado ao pagamento das contribuições incidentes sobre a sua receita de comercialização. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Fl. 1DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 2 Período de apuração: 01/08/2003 a 30/04/2004 ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. INEFICÁCIA. A análise dos princípios constitucionais apontados demandaria o exame da constitucionalidade dos dispositivos legais e regulamentares que balizam a tributação litigiosa, procedimento vedado a este órgão, em razão do comando inserido no art. 62 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. TAXA SELIC. CABIMENTO A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Aplicação da Súmula CARF nº 4. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros José Fernandes do Nascimento, Ricardo Paulo Rosa, Beatriz Veríssimo de Sena, Luciano Pontes de Maya Gomes, Nanci Gama e Luis Marcelo Guerra de Castro Relatório Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto relatório que embasou o acórdão recorrido, que passo a transcrever: A contribuinte supra identificada foi autuada por ter a fiscalização apontado falta de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins, exigência cumulativa, no período de 01/08/2003 a 31/01/2004 e exigência nãocumulativa, no período de 01/02/2004 a 30/04/2004, conforme constou do Auto de Infração e seus anexos, que se encontram às fls. 111 a 120, e da contribuição para o Programa de Integração Social – PIS/Pasep, exigência nãocumulativa, no período de 30/09/2003 a 30/04/2004, conforme constou dos respectivos Autos de Infração e seus anexos, que se encontram às fls. 104 a 110. A contribuinte apresentou a impugnação que se encontra às fls. 129 e 154, por meio da qual argumentou, em síntese, que: Fl. 2DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11060.001516/200768 Acórdão n.º 310200.889 S3C1T2 Fl. 2 3 A impugnante foi autuada por ser comerciante atacadista de cigarros e pela interpretação dada pelo agente fiscal, de que o fabricante seria substituto somente do comerciante varejista e que a impugnante teria que apurar e recolher o PIS/Pasep e a Cofins por suas vendas de cigarros, não sendo aplicável o instituto jurídico da substituição tributária. Todas as parcelas de PIS/Pasep e Cofins ora questionadas foram devidamente pagas pela fabricante dos cigarros e fornecedora da impugnante, a qual antecipou, por substituição tributária, aqueles tributos devidos pela impugnante, já que o regime de substituição tributária somente tem sentido lógico, em relação ao PIS/Pasep e à Cofins, se aplicado a todas as etapas de produção. A Receita Federal manifestouse, por meio de parecer parcial, acerca da consulta formulada pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados – ABAD, da qual a impugnante faz parte, exatamente sobre o tema da apuração das contribuições ao PIS e Cofins na atividade de fabricação e comercialização de cigarros, tendo a resposta sido evasiva e simplista, deixando nas entrelinhas que as contribuições são devidas pelas empresas atacadistas, contudo silenciou sobre as rotinas para o cálculo das contribuições. A impugnante atua como mera intermediária do fabricante, auferindo comissão, não sendo lícita a incidência das contribuições sobre receitas que, a todo rigor jurídico, a ela não pertencem, mas sim ao fabricante, sob pena de perpetrarse nítido confisco. Teceu a impugnante um breve histórico legislativo sobre o regime de substituição tributária, expondo a seguir que não há prejuízo ao Erário com a aplicação do regime na cadeia produtiva dos cigarros, em virtude de as contribuições serem recolhidas pelo fabricante com uma base de cálculo majorada. A impugnante não poderia ser autuada enquanto não fosse plenamente respondida a consulta formulada pela ABAD. A exigência das contribuições ao PIS/Pasep e à Cofins da impugnante além do que já foi retido e recolhido pelo fabricante ofende o princípio da capacidade contributiva, na medida em que inviabiliza a sua atividade. A multa aplicada no percentual de 75% possui nítido caráter confiscatório, pois desapropria o contribuinte de parcela de seu patrimônio de forma desproporcional à infração eventualmente verificada, afrontando o art. 150, inciso IV, da atual Constituição Federal (CF). O lançamento deve ser declarado nulo, por terem sido exigidos juros de mora indevidos com base na taxa Selic, que tem caráter remuneratório de capital, a ser utilizada exclusivamente no mercado financeiro. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 4 Como a lei ordinária não tratou de definir novos critérios para a cobrança de juros moratórios, estes devem ser limitados a 1% ao mês, nos termos do art. 161, parágrafo 1°, do Código Tributário Nacional (CTN). A aplicação, sobre tributos, das variações da taxa Selic significa verdadeiro confisco e nítida violação do disposto no art. 192 da CF, que limita os juros em 12% ao ano. As disposições da Lei n° 10.865, de 30 de abril de 2004, têm nitidamente caráter interpretativo, devendo ser aplicadas retroativamente, em face do disposto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do CTN. Requereu a impugnante que o lançamento sejam julgadas improcedentes as exigências e que lhe seja permitido produzir todas as provas em direito admitidas, inclusive a sustentação oral de seu direito. Ponderando as razões aduzidas pela autuada, juntamente com o consignado no voto condutor, decidiu o órgão de piso pela manutenção integral da exigência, conforme se observa na ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/08/2003 a 30/04/2004 SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. COMERCIANTE ATACADISTA DE CIGARROS. Os comerciantes atacadistas de cigarros somente foram incluídos no regime de substituição tributária a partir de 01/05/2004. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/09/2003 a 30/04/2004 SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. COMERCIANTE ATACADISTA DE CIGARROS. Os comerciantes atacadistas de cigarros somente foram incluídos no regime de substituição tributária a partir de 01/05/2004. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/08/2003 a 30/04/2004 PRELIMINAR. NULIDADE. Os casos de nulidade absoluta são os relacionados no PAF. PRELIMINAR. INCONSTITUCIONALIDADE. A apreciação de aspectos relacionados com a constitucionalidade/legalidade de atos legais regularmente editados e da violação de princípios constitucionais é privativa do Poder Judiciário. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11060.001516/200768 Acórdão n.º 310200.889 S3C1T2 Fl. 3 5 Lançamento Procedente Após tomar ciência da decisão de 1ª instância, comparece a autuada mais uma vez ao processo para, em sede de recurso voluntário, essencialmente, reiterar as alegações manejadas por ocasião da instauração da fase litigiosa, acrescenta exclusivamente seu reclame com relação alegada omissão do órgão de piso que deixara de enfrentar os efeitos da apresentação de consulta pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados – ABAD. É o Relatório Voto Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator Tomo conhecimento do presente recurso, que foi tempestivamente apresentado e trata de matéria afeta à competência desta Terceira Seção. Analiso separadamente as questões suscitadas: 1 Preliminarmente: 1.1 Nulidade da Ação Fiscal Aduz o Recorrente que o procedimento fiscal é nulo uma vez que a matéria se encontraria pendente de processo de consulta pendente de uma solução “plena”, na medida em que a manifestação da Secretaria da Receita Federal teria sido simplista e evasiva, na medida em que silenciara com relação às rotinas para cálculo das contribuições. Sustenta, assim, violação ao art. 48 do Decreto nº 70.235, de 1972: Art. 48. Salvo o disposto no artigo seguinte, nenhum procedimento fiscal será instaurado contra o sujeito passivo relativamente à espécie consultada, a partir da apresentação da consulta até o trigésimo dia subseqüente à data da ciência: Com a devida vênia, não vejo como acatar tal alegação. Em primeiro lugar, como o próprio recorrente já afirmou, a alegada consulta, registrese, não acostada ao processo (apesar de ter sido afirmada a sua anexação), já teria sido alvo de decisão, ainda que, no seu sentir, insatisfatória. Notar que o dispositivo com status de lei não condiciona a proteção outorgada pelo processo de consulta à satisfação do consulente. Findos os trinta dias que se seguem à decisão deixa de existir impedimento à instauração do procedimento fiscal. De qualquer forma, no presente processo, não há como aferir se o procedimento foi iniciado antes de decorrido o trintídio que se seguiu à decisão que se alega incompleta. Não foram juntadas a petição ou a decisão exarada no citado processo de consulta. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 6 Aliás, não foi indicado sequer o número desse processo, inviabilizando realização de pesquisa por este Relator. Destaquese, igualmente, que também não foi juntado documento que comprove a filiação do Recorrente à associação que teria apresentado a alegada consulta. Finalmente, não se pode perder de vista que, por força do art. 51 do mesmo Decreto nº 70.235, de 1972, os efeitos do art. 48 só são alcançados após a ciência do consulente da decisão. Art. 51. No caso de consulta formulada por entidade representativa de categoria econômica ou profissional, os efeitos referidos no art. 48 só alcançam seus associados ou filiados depois de cientificado o consulente da decisão. Não demonstrado obstáculo a lavratura do auto de infração, forçoso é afastar a preliminar de nulidade. 1.2 Nulidade do Acórdão Recorrido Não vejo igualmente como apontar omissão do acórdão de piso em razão da alegação de que a preliminar de nulidade não teria sido enfrentada. Com efeito, analisando a ementa transcrita e o voto condutor do acórdão recorrido, concluise que aquele colegiado enfrentou a matéria e concluiu que apenas as hipóteses taxativamente enumeradas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972 dão ensejo à decretação da nulidade. Evidentemente, isso não significa referendar tais conclusões. 2 Mérito 2.1 Substituição Tributária Cigarros A substituição tributária imposta aos fabricantes de cigarros foi tratada no art. 3º da Lei Complementar nº 70, de 1991 e no art. 5º da Lei nº 9.715, de 1998, que, respectivamente, rezam: Art. 3° A base de cálculo da contribuição mensal devida pelos fabricantes de cigarros, na condição de contribuintes e de substitutos dos comerciantes varejistas, será obtida multiplicandose o preço de venda do produto no varejo por cento e dezoito por cento. Art. 5º A contribuição mensal devida pelos fabricantes de cigarros, na condição de contribuintes e de substitutos dos comerciantes varejistas, será calculada sobre o preço fixado para venda do produto no varejo, multiplicado por um vírgula trinta e oito. Posteriormente, a matéria foi alvo de regulamentação pelo art. 4º, caput e parágrafo único do Decreto nº 4.524, de 2002: Art. 4º Os fabricantes e os importadores de cigarros são contribuintes e responsáveis, na condição de substitutos, pelo recolhimento do PIS/Pasep e da Cofins devidos pelos Fl. 6DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11060.001516/200768 Acórdão n.º 310200.889 S3C1T2 Fl. 4 7 comerciantes varejistas, nos termos do art. 47 (Lei Complementar nº 70, de 1991, art. 3º, Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 53, e Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1998, art. 5º). Parágrafo único. A substituição prevista neste artigo não alcança o comerciante atacadista de cigarros, que está obrigado ao pagamento das contribuições incidentes sobre a sua receita de comercialização desse produto. De se notar que a matéria vem sido submetida ao crivo do Poder Judiciário e até o presente momento, não se tem notícia de que tenha sido alvo de pronunciamento desfavorável à regulamentação levada a efeito no parágrafo único acima transcrito. À guisa de exemplo, citese manifestação do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, nos autos da AMS nº 88263RN: TRIBUTÁRIO. PIS. COFINS. EMPRESA ATACADISTA REVENDEDORA DE CIGARROS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. Na situação versada nos autos, a empresa atacadista, revendedora de cigarros, pleiteia que a autoridade considerada coatora se abstenha de cobrar a COFINS e o PIS nos moldes do parágrafo único do art. 4º, do Decreto nº 4.524/02. Os arts. 3º da Lei Complementar nº 70/91 e 5º da Lei nº 9.715/98 estabeleceram a condição de substituto tributário do fabricante de cigarros exclusivamente em relação aos comerciantes varejistas, não havendo qualquer menção aos comerciantes atacadistas. O Decreto nº 4.524/02 nada mais fez senão reiterar o que vem insculpido nos diplomas acima mencionados, não havendo que se falar em inconstitucionalidade por suposta violação de lei por decreto. Com o advento da Lei nº 10.865/04, o pagamento da COFINS e do PIS efetivado pelo fabricante de cigarro na condição de substituto tributário passou a alcançar o comerciante atacadista de cigarros. Assim sendo, merece parcial provimento a segurança pleiteada, para que a autoridade impetrada se abstenha de proceder à cobrança nos moldes do parágrafo único do art. 4º, do Decreto nº 4.524/02, apenas a partir da edição da Lei nº 10.865/04. Apelação parcialmente provida. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 8 Resta evidente, portanto, que antes de 1º de maio de 2004, data em que entrou em vigor o art. 29 da Lei nº 10.865, de 20041, não havia previsão legal para a incidência da Contribuição para o PIS e para a Cofins nos moldes pretendidos pelo Sujeito Passivo. Por outro lado, resta igualmente esvaziada a alegação de equívoco na fixação da base de cálculo. Como descrito no relatório fiscal2, o cálculo das contribuições alvo de litígio foi realizado em observância à regulamentação promovida pelo já transcrito parágrafo único do art. 4º do Decreto nº 4.524, de 2002. Ou seja, tomouse como base de cálculo a receita de comercialização de cigarros, apurado a partir da escrituração do sujeito passivo3 juntamente com a prestação de esclarecimentos por ele subscrita4. 2.2 Violação dos Princípios da Capacidade Contributiva e de Vedação ao Confisco Pleiteia ainda o recorrente que se reconheça a afronta aos princípios do não confisco e da capacidade contributiva Mais uma vez, não vejo como acatar tal pleito. Com efeito, após a edição da Súmula Vinculante nº 105, de autoria do e. Supremo Tribunal Federal, restou claramente identificado o limite dos critérios de que se pode socorrer o julgador administrativo. Diz o dispositivo: VIOLA A CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ARTIGO 97) A DECISÃO DE ÓRGÃO FRACIONÁRIO DE TRIBUNAL QUE, EMBORA NÃO DECLARE EXPRESSAMENTE A INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO DO PODER PÚBLICO, AFASTA SUA INCIDÊNCIA, NO TODO OU EM PARTE. Igualmente esclarecedora é a manifestação da mesma corte nos autos do RE 432.597AgR6: "Controle de constitucionalidade de normas: reserva de plenário (CF, art. 97): reputase declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que embora sem o explicitar afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidila sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição." (destaquei) Por óbvio, mais relevante do que fixar a as hipóteses em que o art. 97 da Constituição Federal deve ser observado, a manifestação do Pretório Excelso delimita o que se entende por controle da constitucionalidade de lei ou ato normativo, fixando, por via indireta, os limites de atuação deste Colegiado. 1 Art. 29. As disposições do art. 3º da Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991, do art. 5º da Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1998, e do art. 53 da Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, alcançam também o comerciante atacadista. 2 Fls. 107 a 109. 3 Cópias às fls. 65 a 75 e 87 a 103 4 Cópias às fls. 78 a 84 5 DJe nº 117/2008, p. 1, em 27/6/2008. DO de 27/6/2008, p. 1. 6 Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 141204, DJ de 18205. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11060.001516/200768 Acórdão n.º 310200.889 S3C1T2 Fl. 5 9 Sabidamente, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) está impedido de exercer tal controle em razão do art. 26A do Decreto nº 70.235, de 1972, inserido pela Medida Provisória nº 449, de 3 de dezembro de 20087, transcrito no art. 62 do Anexo II da Portaria MF nº 256, de 2009, responsável pela aprovação do Regimento Interno desse Colegiado Nesse contexto, demonstrada a incidência da norma ao fato, não se poderia afastar a sua aplicação face ao critério da lex superior constitucional, máxime quando tal norma se situa no plano dos princípios, sabidamente normas de eficácia contida. 2.3 Taxa Selic Apesar da longa dissertação da recorrente acerca da inaplicabilidade da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC aos débitos tributários, não vejo como afastar a sua incidência sobre exigência discutida nos autos do presente recurso Voluntário, nem muito menos como pretender dar as multas tributárias tratamento diverso. Há que se aplicar, no caso concreto a Súmula CARF nº 4, que reza: Súmula CARFnº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. 3 Conclusão Ante ao exposto, nego provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 3 de fevereiro de 2011 (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro 7 Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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Numero do processo: 13028.000049/2007-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
IRPF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS SUPERIORES A R$13.968,00. RESPONSABILIDADE PELA INFRAÇÃO.
Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda a pessoa física residente no Brasil, que, no ano-calendário de 2005, recebeu rendimentos tributáveis na declaração, cuja soma foi superior a 13.968,00 (treze mil, novecentos e sessenta e oito reais).
Estando o contribuinte obrigado à entrega da declaração de rendimentos, sua não apresentação no prazo estabelecido impõe a aplicação da multa por atraso na entrega correspondente a 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, limitada a 20%, com multa de no mínimo R$ 165,74.
A responsabilidade de declarar é da pessoa física que auferiu os rendimentos, não sendo possível dela se eximir com a alegação de que não não teve intenção de lesar o Fisco e que o erro decorreu de falha do sistema informatizado.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2101-000.955
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
Nome do relator: Jose Evande Carvalho Araújo
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MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS SUPERIORES A R$13.968,00. RESPONSABILIDADE PELA INFRAÇÃO. Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda a pessoa física residente no Brasil, que, no anocalendário de 2005, recebeu rendimentos tributáveis na declaração, cuja soma foi superior a 13.968,00 (treze mil, novecentos e sessenta e oito reais). Estando o contribuinte obrigado à entrega da declaração de rendimentos, sua não apresentação no prazo estabelecido impõe a aplicação da multa por atraso na entrega correspondente a 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, limitada a 20%, com multa de no mínimo R$ 165,74. A responsabilidade de declarar é da pessoa física que auferiu os rendimentos, não sendo possível dela se eximir com a alegação de que não não teve intenção de lesar o Fisco e que o erro decorreu de falha do sistema informatizado. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) ___________________________________ Caio Marcos Candido Presidente. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/02/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Assinado digitalmente em 16/02/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, 18/02/2011 por CAIO MARCOS CAND IDO 2 (assinado digitalmente) ___________________________________ José Evande Carvalho Araujo Relator. EDITADO EM: 16/02/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Caio Marcos Candido, Ana Neyle Olímpio Holanda, José Evande Carvalho Araujo, Alexandre Naoki Nishioka, Odmir Fernandes e Gonçalo Bonet Allage. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada a Notificação de Lançamento de fl. 4, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2006, relativa à multa por atraso na entrega da declaração de rendimentos, formalizando a exigência no valor de R$2.671,04. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação (fl. 1 a 2), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fl. 23), que fez normalmente sua declaração do exercício 2006 e transmitiu pela internet em 28/04/2006; que o recibo de entrega foi gravado no disquete utilizado para transmissão; que no mesmo dia efetuou o recolhimento do imposto; que, em março de 2007, foi cientificada que seu CPF estava irregular, verificando que sua declaração do exercício 2006 não havia sido transmitida, e, portanto, não havia recibo gravado no disquete; que efetuou então a transmissão da declaração, que gerou a multa em atraso; que, no entanto, cumpriu com seu compromisso tendo recolhido o imposto a pagar. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento julgou procedente o lançamento, em julgamento consubstanciado na seguinte ementa (fls. 22 a 23): Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2006 Ementa: MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. Estando o contribuinte obrigado à apresentação da declaração de ajuste anual, sua entrega intempestiva enseja a aplicação da multa por atraso. Lançamento Procedente Fl. 2DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/02/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Assinado digitalmente em 16/02/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, 18/02/2011 por CAIO MARCOS CAND IDO Processo nº 13028.000049/200781 Acórdão n.º 210100.955 S2C1T1 Fl. 33 3 RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 29/02/2008 (fl. 26), o contribuinte apresentou, em 31/03/2008, o recurso de fls. 27 a 29, onde repete os argumentos da impugnação, acrescentando ter sido vítima de falha do sistema e que não haveria sentido em apurar e pagar o imposto devido e não transmitir a declaração. Ao final, pede que se considere o pagamento do imposto apurado como prova de que cumpriu o compromisso com a Receita Federal e que se cancele a penalidade aplicada. O processo foi distribuído a este Conselheiro, numerado até a fl. 31, que também trata do envio dos autos ao então Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. Voto Conselheiro José Evande Carvalho Araujo, Relator. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Não há arguição de qualquer preliminar. O contribuinte apresentou, no dia 15/03/2007, Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física DIRPF do exercício de 2006, declarando rendimentos tributáveis de R$127.335,29 (fls. 05 a 10). A Instrução Normativa SRF nº 616, de 31 de janeiro de 2006, era o ato legal que regulamentava a declaração daquele exercício, e determinava, em seu art 1o, inciso I, que estava obrigado a declarar quem recebesse rendimentos tributáveis acima de R$ R$ 13.968,00 (treze mil, novecentos e sessenta e oito reais), e fixava o prazo de entrega para 28/04/2006 (art. 3°). Desta forma, por estar obrigado a apresentar declaração anual de ajuste e por fazêlo em atraso, recebeu a multa no valor de R$2.671,04, correspondente a 11% sobre o imposto devido, percentual correspondente a 1% vezes o número de meses de atraso. O recorrente alega que pensou ter transmitido a declaração, mas que, por falha do sistema, esta não se concretizou; que apurou e pagou o imposto devido, e que não haveria sentido em deixar apenas de apresentar a declaração; e que sempre cumpre pontualmente suas obrigações para com o Fisco. Entretanto, apesar da relevância e consistência dos argumentos, não é possível se considerar o pagamento do tributo como prova de entrega da declaração. Não se pode olvidar que a atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional (art. 142, parágrafo único, do CTN), não sendo permitido ao julgador o uso da equidade para se dispensar o pagamento de tributo devido (art. 108, inciso IV, do CTN). Ressaltese que a obrigatoriedade de declarar é da pessoa física que auferiu os rendimentos, não sendo possível se eximir dessa responsabilidade com a alegação de que não teve intenção de lesar o Fisco e que a falha decorreu de erro do sistema informatizado. Além disso, o art. 136 do CTN determina que, salvo disposição de lei em contrário, a Fl. 3DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/02/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Assinado digitalmente em 16/02/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, 18/02/2011 por CAIO MARCOS CAND IDO 4 responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. A multa por atraso na entrega da declaração, nos termos em que foi exigida no lançamento em exame, está devidamente alicerçada na legislação tributária. Confirase: Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995. art. 7º A pessoa física deverá apurar o saldo em Reais do imposto a pagar ou o valor a ser restituído, relativamente aos rendimentos percebidos no anocalendário, e apresentar anualmente, até o último dia útil do mês de abril do ano calendário subseqüente, declaração de rendimentos em modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal. (...) Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995. Art. 88. A falta de apresentação da declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado, sujeitará a pessoa física ou jurídica: I à multa de mora de um por cento ao mês ou fração sobre o Imposto de Renda devido, ainda que integralmente pago; (Vide Lei nº 9.532, de 1997) II à multa de duzentas Ufirs a oito mil Ufirs, no caso de declaração de que não resulte imposto devido. § 1º O valor mínimo a ser aplicado será: a) de duzentas Ufirs, para as pessoas físicas; b) de quinhentas Ufirs, para as pessoas jurídicas. (...) Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997. Art. 27. A multa a que se refere o inciso I do art. 88 da Lei nº 8.981, de 1995, é limitada a vinte por cento do imposto de renda devido, respeitado o valor mínimo de que trata o § 1º do referido art. 88, convertido em reais de acordo com o disposto no art. 30 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995. (...) Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999. Art.16.Compete à Secretaria da Receita Federal dispor sobre as obrigações acessórias relativas aos impostos e contribuições por ela administrados, estabelecendo, inclusive, forma, prazo e condições para o seu cumprimento e o respectivo responsável. Como se vê, de acordo com a legislação acima transcrita, resta claro que a falta de apresentação da declaração ou sua apresentação fora do prazo enseja o lançamento da multa por atraso correspondente a 1% por mês de atraso ou fração sobre o imposto devido, Fl. 4DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/02/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Assinado digitalmente em 16/02/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, 18/02/2011 por CAIO MARCOS CAND IDO Processo nº 13028.000049/200781 Acórdão n.º 210100.955 S2C1T1 Fl. 34 5 limitada a 20%, com o valor mínimo previsto no §1o, alínea "a", do artigo 88 da Lei nº 8.981, de 1995, quantia que, convertida para reais, resulta em R$ 165,74. A lei autorizou, também, a Secretaria da Receita Federal a dispor sobre forma, prazo e condições para as obrigações acessórias relativas a impostos, o que, para a declaração anual de ajuste do anocalendário de 2005, foi feito por meio da Instrução Normativa SRF nº 616, de 2006, que fixou as hipóteses de obrigatoriedade de declarar e o prazo de entrega. Diante do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso voluntário. José Evande Carvalho Araujo Fl. 5DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/02/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Assinado digitalmente em 16/02/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, 18/02/2011 por CAIO MARCOS CAND IDO
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Numero do processo: 10510.002631/2003-18
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/12/1999 a 29/02/2000, 01/04/2000 a 30/04/2000, 01/07/2000 a 31/10/2000, 01/04/2000 a 30/04/2000, 01/11/2001 a 30/11/2001, 01/02/2002 a 28/02/2002, 01/04/2002 a 31/07/2002, 28/02/2003 a 31/03/2003
Ementa: PROCEDIMENTO FISCAL. CONSTATAÇÃO DE RECOLHIMENTOS EFETUADOS A MAIOR QUE O DEVIDO. COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO. DIREITO DO CONTRIBUINTE.
Constatada pela fiscalização, no curso da ação fiscal, a realização de recolhimentos efetuados a maior que o devido, deverá efetuar, de ofício, a compensação com parcelas vincendas que constate haverem sido recolhidas com insuficiência, após confirmar que o contribuinte não lhes deu destinação diversa.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO RECOLHIDO. HOMOLOGAÇÃO.
Compete à autoridade administrativa responsável pela cobrança do crédito tributário homologar os pagamentos efetuados com a finalidade de extinguir a exigência fiscal.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 202-18308
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Maria Cristina Roza da Costa
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"'"'""' CONSTATAÇÃO DE RECOLHIMENTOS EFETUADOS A MAIOR QUE O DEVIDO. COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO. DIREITO DO CONTRIBUINTE. Constatada pela fiscalização, no curso da ação fiscal, • a realização de recolhimentos efetuados a maior que o devido, deverá efetuar, de oficio, a compensação com parcelas vincendas que constate haverem sido recolhidas com insuficiência, após confirmar que o contribuinte não lhes deu destinação diversa. CRÉDITO TRIBUTÁRIO RECOLHIDO. HOMOLOGAÇÃO. Compete à autoridade administrativa responsável pela cobrança do crédito tributário homologar os pagamentos efetuados com a finalidade de extinguir a exigência fiscal. Recurso provido em parte. • . , , CCO2/CO2 Fls. 2 • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o direito à compensação de oficio no procedimento fiscal dos valores recolhidos a maior que o devido que se encontrem desvinculados de qualquer outro débito com parcelas vincendas da mesma - • :o. VI / ANT *NI° CARLOS ' ULIM Presidente ii&R.IA CRISTINA / 7- 1 14.4.,- afralt&c..‹... ...lw A COSTA , UL-- INA ROZA elatora - MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIDUIN1 E:, CONFERE COM O ORIGINAL Brasília, _c2,_..:_á_j2 . • 1 0 1 62)904. 0?4--- Ceiam Mana Albuquerque • ' Mat. Sia pe 94442 , , Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar, Nadja Rodrigues Romero, Antonio Zomer, Ivan Allegretti (Suplente), Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martínez López. Processo n.° 10510.002631/2003-18 MF • SEGUNDO CONSELH0 DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-18.308 Fls. 3 - Bramia, ,2C, 1 Á O h.249_ Calma Maria Albuquerque Relatório Mat. Sia pe 94442 Trata-se de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela Turma de Julgamento da DRJ em Salvador - BA. Informa o relatório da decisão recorrida a lavratura do auto de infração para constituição de crédito tributário relativo à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Cofins nos períodos de apuração de dezembro de 1999; janeiro, fevereiro, abril, julho a outubro de 2000; abril e novembro de 2001; fevereiro, abril a julho de 2002; fevereiro e março de 2003. E que o autuante informa à fl. 06 que durante o procedimento de verificações obrigatórias constatou divergências entre os valores declarados (fls. 60/77) e os escriturados (fls. 78/140), conforme demonstrativos às fls. 55/59. As bases de cálculo da Cofins (fls. 37/41 e 42/46) foram apuradas a partir do demonstrativo "Informações prestadas à SRF" (fls. 17/31), entregues à fiscalização pela autuada. Informa, ainda, que no auto de infração foram considerados valores parcelados em 01/04/2003 e depósitos judiciais relativos aos meses de agosto e setembro de 2000. Cientificada da exigência, a autuada apresentou a impugnação de fls. 142/144, sendo essas as suas razões de defesa, em síntese: • Em 22/07/1999, impetrou mandado de segurança (fih. 188/208) — Processo n2 99.0003531-3 — contra as alterações na sistemática de cálculo da Cofins introduzidas pala Lei n2 9.718, de 1998, requerendo o depósito judicial das quantias questionadas, e que fosse determinado à autoridade coatora que se abstivesse de exigir a Cofins calculada de acordo com a referida lei; • A medida liminar foi deferida, e assim passou a recolher à SRF a Cofins à aliquota de 2% e depositar em Juízo a Cofins à aliquota de 1%, conforme documentos às folhas 212/286, que comprovam o erro cometido pelo autuante; • A autuada deve apenas R$ 88.386,14 (planilha às folhas 209/211), e não R$ 133.591,53 como apurado no Auto de Infração; • Em relação a março de 2000 e janeiro e fevereiro de 2001, a contribuinte recolheu a maior o valor de R$ 32.972,54, conforme Razão e documentos às folhas 287/294." Apreciando as razões de defesa, a Turma Julgadora decidiu pela procedência do lançamento, conforme ementa a seguir transcrita: "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins • Data do fato gerador: 31/12/1999, 31/01/2000, 29/02/2000, 30/04/2000, 31/07/2000, 31/08/2000, 30/09/2000, 31/10/2000, 30/04/2001, 30/11/2001, 28/02/2002, 30/04/2002, 31/05/2002, 30/06/2002, 31/07/2002, 28/02/2003, 31/03/2003 Processo n.° 10510.002631/2003-18 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-18.308 • Fls. 4 • VERIFICAÇÕES OBRIGATÓRIAS. DEPÓSITOS JUDICIAIS DECLARADOS EM DCTF. Durante o procedimento de verificações obrigatórias, confrontou-se a Cofins apurada com base na escrituração da contribuinte e o débito por ela declarado em DCTF, no qual já está incluído o crédito tributário com exigibilidade suspensa em face de depósitos judiciais, que não é objeto da autuação. Lançamento Procedente". A empresa tomou ciência da decisão em 06/02/2007 (fl. 302) e apresentou recurso voluntário a este Eg. Conselho de Contribuintes em 07/03/2007, manifestando sua concordância com parte do crédito tributário constituído no auto de infração e procedendo ao recolhimento da parte incontroversa, referente aos meses de dezembro de 1999, outubro de 2000, maio e junho de 2002 e fevereiro e março de 2003, conforme comprovantes de recolhimento que anexa. Quanto aos meses restantes, informa sua concordância com parte dos valores lançados e a efetivação do recolhimento da parcela do lançamento que considera devida, pertinente aos meses de janeiro, abril, agosto e setembro de 2000; abril e novembro de 2001; fevereiro, abril e julho de 2002, conforme guias de recolhimento que anexa. • Quanto à parcela do lançamento de ofício que considera indevida, apresenta defesa sob os seguintes fundamentos: 1. PA de fevereiro de 2000 => recolhimento a maior que o devido de R$4. 822,41 ; 2. PA de julho de 2000 => compensação do valor de R$151,53 com o recolhimento a maior no mês de fevereiro de 2000; 3. o recolhimento a maior que o devido permite a compensação pelo contribuinte sem necessidade de prévia aquiescência da SRFB. Extinção do crédito tributário exigido no mês de julho de 2000 pela compensação; 4. discorda dos valores lançados nos meses de janeiro, abril, agosto e setembro de 2000, abril e novembro de 2001, fevereiro, abril e julho de 2002, efetuando o histórico relativo às parcelas pagas, depositadas judicialmente e parceladas, bem como a compensação dos recolhimentos efetuados a maior com parcelas vincendas, em comparação com os valores lançados pela fiscalização, com vistas a demonstrar a completa satisfação do crédito tributário com sua extinção pelas modalidades acima. Alfim considera demonstrada a insubsistência da ação fiscal pela comprovação do recolhimento total do crédito tributário argüido, pugnando pelo cancelamento do débito reclamado é já satisfeito. MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES É o Relatório. 1 CONFERE COM O ORIGINAL Bradá, ,z4G -to 1-2P0Dr" ‘1 Celma Mariakuque Siape 94442 • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 10510.002631/2003-18 CONFERE COMO pRIGINAL CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-18.308 ijp_j c2,03 Fls. 5 Brasília. 4tilt Celma Maria Albuquerque Mat. Sia 94442 - Voto Conselheira MARIA CRISTINA ROZA DA COSTA, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições para sua admissibilidade e conhecimento. A matéria sob lide é exclusivamente factual e dão de direito. Alega a recorrente a extinção total do crédito tributário exigido, seja pelo pagamento, pelo parcelamento, pelo depósito judicial ou pela compensação de valores recolhidos a maior que o devido com parcelas vincendaS da mesma exação. 1 Entendeu a decisão recorrida que "não está em litígio compensação efetuada pela contribuinte antes da autuação e desconsiderada Pelo autuante, pois não há provas de que o suposto crédito tenha sido utilizado na quitação da Cofins devida em períodos subseqüentes". Discordo do fundamento do acórdão recorrido. Determina o art. 165 do CTN que o sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade de pagamento, no caso de pagamento espontâneo de tributo indevido ou a maior que o devido em face da legislação tributária aplicável. A compensação de oficio é prevista no art. 12 da IN SRF n 2 21/1997, podendo e devendo ser aplicada pela fiscalização no curso da ação fiscal. Dispõe o referido artigo: "Art. 12. Os créditos de que tratam os arts. 20 e 3", inclusive quando decorrentes de sentença judicial transitada em julgado, serão utilizados para compensação com débitos do contribuinte, em procedimento de oficio ou a requerimento do interessado. § 1 0 A compensação será efetuada entre quaisquer tributos ou contribuições sob a administração da SRF, ainda que não sejam da mesma espécie nem tenham a mesma destinaçã o constitucional. § 2° A compensação de oficio será precedida de notificação ao contribuinte para que se manifeste sobre o procedimento, no prazo de quinze dias, contado da data do recebimento, sendo o seu silêncio considerado como aquiescência." Ressalte-se que não se aplica ao caso a ressalva constante do art. 14 da mesma IN quanto ao impedimento de compensar os recolhimentos efetuados a maior que o devido com débitos da mesma exação, quando apurados em procedimento de oficio. Isso porque a proibição alcança, exclusivamente, a compensação realilada diretamente na escrita fiscal do contribuinte e independente de requerimento prévio. d.' . . . . ... . . . . . . Processo n.° 10510.002631/2003-18 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-18.308 . Fls. 6 . 1 Por esse motivo entendo que é dever da fiscalização ao apurar, no curso de ação fiscal, a ocorrência de recolhimento ou parcelamento a maior que o devido concomitantemente com insuficiência de recolhimento em períodos de apuração posteriores, efetuar a compensação entre tais parcelas, depois de intimar o contribuinte sob procedimento fiscal a declarar se ao indébito não foi dado destinação diversa. Desse modo, entendo procedente o reclame da recorrente para que sejam compensados de ofício, pela fiscalização, os valores constatados como recolhidos a maior que o devido com as parcelas vincendas da mesma contribui0o sob fiscalização. i Feito isso, compete ao setor responsável da unidade da SRFB proceder à vinculação dos valores excedentes de um período às insuficiências de outros, extinguindo a exigência fiscal até o limite do recolhimento a maior. , A homologação dos pagamentos efetuados pela recorrente, com a finalidade de extinguir o crédito tributário ora exigido, é de competência da autoridade administrativa responsável pela cobrança do crédito tributário. Por todo o exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o direito da recorrente à compensação, de oficio no procedimento fiscal, dos valores recolhidos a maior que o devido, que se encontrem desvinculados de qualquer outro débito e estejam disponíveis para extinguir parte do crédito tributário lançado, com parcelas vincendas da , mesma exação, a teor do disposto no art. 165 do CTN e no art. 12 da IN SRF ri- 9. 21/1997. Sala das Sessões, em 20 de setembro de 2007. , , /CRIA CRISTINA ‘ROZ 115A ji COSTAl11 , ME • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Brasília, c6 1......_12--/ 1 ittik, Celm a Marilerque 7801~- MMagemeem~m......~.21 , 1 , , . Page 1 _0004700.PDF Page 1 _0004800.PDF Page 1 _0004900.PDF Page 1 _0005000.PDF Page 1 _0005100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10167.002785/90-36
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 30 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Wed Aug 30 00:00:00 UTC 1995
Ementa: ITR - ELEIÇÃO INCORRETA DO SUJEITO PASSIVO - Devidamente comprovado que a perda da posse do imóvel rural (cadastro do INCRA com base em título de posse) efetivamente ocorreu, não pode subsistir o lançamento do imposto. Recurso provido.
Numero da decisão: 203-02355
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
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I SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES eI paibaca _ .n Processo n° : 10167.002785/90-36 Sessão de : 30 de agosto de 1995 Acórdão n° : 203-02.355 Recurso n° : 97.786 Recorrente : GILBERTO SAMPATO Recorrida : DRF em Brasília - DF ITR - ELEIÇÃO INCORRETA DO SUJEITO PASSIVO - Devidamente comprovado que a perda da posse do imóvel rural (cadastro do INCRA com base em titulo de posse) efetivamente ocorreu, não pode subsistir o lançamento do imposto. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por GILBERTO SAMPAIO. ACORDAM os Membros da Terceira Calmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Maria Thereza Vasconcellos de Almeida e Sérgio Afanasieff. Sala das Sessões, em 30 de agosto de 1995 e Osvaldo José 1 - Souza Presidente fr 111,. I ta o a., ,ilewski----- R• a e ih / Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ricardo Leite Rodrigues, Tiberany Ferraz dos Santos, Celso Ângelo Lisboa Gallucci, Sebastião Borges Taquary e Armando Zurita Leão (Suplente). • -- 1 ' MINISTÉRIO DA FAZENDA • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10167.002785/90-36 Acórdão n° : 203-02.355 • Recurso no : 97.786 Recorrente : GILBERTO SAMPAIO RELATÓRIO Conforme a Notificação de fls. 02, exige-se do contribuinte acima identificado o recolhimento de Cr$ 32.210,42, relativos ao Imposto sobre Propriedade Territorial Rural, Taxa de Serviço e Contribuições Parafiscal e Sindical Rural CNA e CONTAG, correspondentes ao exercício de 1990 do imóvel de sua propriedade denominado "Fazenda Ana Preta", cadastrado no INCRA sob o Código 302 040 037 656 7, localizado no Município de Correntina - BA. Sob a alegação de perda total da posse do imóvel rural em causa, o interessado apresenta a tempestiva Impugnação de fls. 01, informando já haver requerido o cancelamento de cadastro junto ao INCRA, conforme o Documento anexado às fls. 03. Aduz, ainda, o impugnante ter solicitado, em tempo hábil, a imunidade ou isenção do imposto, que não foram consideradas para lançamento do 1TR/90. Em 31/07/91, o contribuinte impugna, novamente, o lançamento constante da supramencionada Notificação de fls. 02, dirigindo-se à. Delegacia da Receita Federal em Vitória da Conquista, consoante o processo n° 13562.000035/9148 (cópias xerográficas às fls. 13/22). Através do Documento de fls. 07, solicita-se ao contribuinte notificado a comprovação da transferência de posse do imóvel objeto da notificação impugnada. Às fls. 08, o INCRA solicita que o contribuinte apresente, no prazo de 30 dias, declaração expedida pela Prefeitura Municipal de Correntina - BA, informando sobre o atual detentor da posse do aludido imóvel e a data de transferência da posse. Esclarece que o pedido se deve ao fato de encontrar-se o imóvel em Débito Administrativo, nos exercícios de 1984 a 1986, e em Débito Normal nos exercícios de 1987 a 1990. A Delegacia da Receita Federal em Brasília, através do Documento de fls. 21, solicitou o comparecimento do contribuinte para apresentação de documento hábil comprobatório da perda do direito de posse do imóvel cadastrado no INCRA sob o Código n° 302 040 037 656 7. 2 . at15 (1 MINISTÉRIO DA FAZENDA- •'' . jt SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10167.002785190-36 Acórdão n° : 203-02.355 . A autoridade julgadora de primeira instância administrativa, às fls. 24/25, decidiu manter cm nome do impugnante a Notificação do ITRJ90, no originário de Cr$ 32.210,42, tendo em vista os seguintes "consideranda": "CONSIDERANDO que o impugnante não comprovou a perda do seu direito de posse sobre as terras cadastradas no INCRA sob o Código 302 040 037 656 7; CONSIDERANDO que a recusa no atendimento às diligências do INCRA e Receita Federal militam em desfavor de sua pretensão; CONSIDERANDO que para efeitos fiscais, o impugnante continua na condição de detentor da posse da referida gleba; CONSIDERANDO que nos termos do artigo 31 da Lei rt° 5.172 de 25/10/66, o possuidor de imóvel rural a qualquer título é contribuinte do ITR; CONSIDERANDO tudo mais que do processo consta". Às fls. 49, em documento datado de 19/10/94, o interessado ratifica a informação de que já formalizado junto ao INCRA pedido de cancelamento da posse do imóvel em causa, solicitando ao Delegado da Receita Federal em Brasília que o ITR referente ao aludido imóvel cadastrado no INCRA sob Código 302 040 037 656 7, seja cobrado de FLORIL REFLORESTAMENTO S.A., empresa que detêm a posse da terra, conforme documento anexado. É o relatório. --- —3 )r------ . On ,.,_-:':±n,,, MINISTÉRIO DA FAZENDA ; SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 't •-ir;li-E, , Processo n° 10167.002785/90-36 Acórdão n° : 203-02.355 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR MAURO WASILEWSKI O julgador monocrático considerou subsistente o lançamento por não ter o contribuinte comprovado a perda da posse do imóvel e, para os efeitos fiscais, continuar detentor do mesmo. Todavia, a fase recursal o recorrente, através de documentos expendidos pela Prefeitura de Correntina - BA, inclusive com informação da unidade local do Sistema Nacional de Cadastro Rural do INCRA (fls. 43 a 47), demonstrou perda da posse do imóvel e cujo pedido de cancelamento já havia sido formalizado. Diante do exposto, conheço do recurso e dou-lhe provimento. Sala das Se soes, em 30 de agosto de 1995 40,,, , , • . ,, • il WASILEWSKI , ._ 4
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