Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,885)
- Primeira Turma Ordinária (16,419)
- Primeira Turma Ordinária (16,225)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,216)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,905)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,513)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,488)
- Quarta Câmara (85,202)
- Terceira Câmara (67,872)
- Segunda Câmara (56,642)
- Primeira Câmara (20,751)
- 3ª SEÇÃO (16,216)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,714)
- Segunda Seção de Julgamen (115,210)
- Primeira Seção de Julgame (77,082)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,972)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,551)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,905)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,233)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,930)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,801)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,615)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,690)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10980.921368/2012-12
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3301-001.274
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o processo em diligência, para que a Unidade Preparadora proceda à verificação dos fatos alegados no recurso, para confirmar os valores de receitas financeiras apresentados pela Recorrente.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira Relator e Presidente
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Winderley Morais Pereira (Presidente).
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201908
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10980.921368/2012-12
anomes_publicacao_s : 201910
conteudo_id_s : 6076832
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3301-001.274
nome_arquivo_s : Decisao_10980921368201212.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : WINDERLEY MORAIS PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10980921368201212_6076832.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o processo em diligência, para que a Unidade Preparadora proceda à verificação dos fatos alegados no recurso, para confirmar os valores de receitas financeiras apresentados pela Recorrente. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Relator e Presidente Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Winderley Morais Pereira (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2019
id : 7946580
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:54:03 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052474306199552
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-15T16:18:08Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-10-15T16:18:08Z; Last-Modified: 2019-10-15T16:18:08Z; dcterms:modified: 2019-10-15T16:18:08Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-10-15T16:18:08Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-10-15T16:18:08Z; meta:save-date: 2019-10-15T16:18:08Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-10-15T16:18:08Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-10-15T16:18:08Z; created: 2019-10-15T16:18:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2019-10-15T16:18:08Z; pdf:charsPerPage: 2205; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-10-15T16:18:08Z | Conteúdo => 0 S3-C 3T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10980.921368/2012-12 Recurso Voluntário Resolução nº 3301-001.274 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 22 de agosto de 2019 Assunto CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Recorrente TICCOLOR VIDEO FOTO SOM EIRELI - EPP Interessado FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o processo em diligência, para que a Unidade Preparadora proceda à verificação dos fatos alegados no recurso, para confirmar os valores de receitas financeiras apresentados pela Recorrente. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira – Relator e Presidente Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Winderley Morais Pereira (Presidente). Relatório Trata o processo de manifestação de inconformidade apresentada em face da não homologação da compensação declarada por meio do PER/DComp nos termos do despacho decisório emitido pela Unidade de Origem. Na aludida DComp, transmitida eletronicamente, a contribuinte indicou um crédito de correspondente a uma parte do pagamento de Cofins/PIS, supostamente recolhida a maior, para extinguir débitos de sua responsabilidade. Segundo o despacho decisório, a compensação não foi homologada porque o pagamento indicado como indevido encontrava-se totalmente alocado ao débito de Cofins/PIS. Devidamente cientificada, a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, onde alega que o crédito buscado decorre da declaração de inconstitucionalidade pelo STF do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998. Esclarece que utilizou a valor correspondente à contribuição incidente sobre as receitas financeiras para compensar débitos de sua responsabilidade. Diz que o seu direito está expresso no art. 170 do CTN e no art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, e suas alterações. Cita e transcreve jurisprudência e afirma que RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 80 .9 21 36 8/ 20 12 -1 2 Fl. 57DF CARF MF Fl. 2 da Resolução n.º 3301-001.274 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10980.921368/2012-12 tendo o tributo sido declarado indevido, os contribuintes têm direito à restituição ou à compensação. Ao final, requer a homologação da compensação. Por seu turno, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento negou provimento a Manifestação de Inconformidade. Segundo a decisão proferida, prevaleceu o entendimento de que, para fins de homologação de compensação declarada pelo contribuinte, o direito creditório decorrente de recolhimento indevido ou a maior em virtude da declaração de inconstitucionalidade de dispositivo relativo ao alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins deve ser comprovado mediante documentação hábil e idônea. Irresignada com a decisão, a Recorrente interpôs recurso voluntário repisando os argumentos da manifestação de inconformidade e trazendo aos autos documentos fiscais que comprovariam a existência de receitas financeiras incluídas na base de cálculo das contribuições. É o relatório. VOTO Conselheiro Winderley Morais Pereira - Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplica-se o decidido no Acórdão 3301-001.155, de 26 de setembro de 2017, proferido no julgamento do processo 10930.904292/2012-56, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcreve-se, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3301-001.155). A teor do relatado, trata-se de pedido de compensação não homologado em auditoria eletrônica de PERDCOMP. Em sua defesa, a autuada alega erro no preenchimento da DCTF e que os créditos seriam oriundos de receitas financeiras que foram equivocadamente incluídas na base de cálculo da contribuição. A discussão sobre a não apresentação de provas, objeto da decisão de primeira instância é o ponto principal a ser analisado. A Recorrente, conforme consta do processo, não foi intimada em nenhum momento a apresentar esclarecimentos sobre as conclusões da auditoria eletrônica que motivaram o indeferimento parcial do pedido de compensação. Estamos diante de um procedimento, adotado pela Receita Federal, de auditoria interna, que consiste na revisão de declarações de forma eletrônica. Entendo não existir nenhum obste legal ou equivoco neste procedimento. Entretanto, quando a pessoa fiscalizada é cientificada de decisão que lhe é desfavorável tem o direito ao contraditório e que sejam analisadas as suas alegações. Caso a autoridade, responsável pela apreciação destes argumentos, entenda que as provas apresentadas não são suficientes para a convicção no julgamento, poderá determinar a busca de informação complementares, por meio direto, se lhe for possível ou por determinação de diligência nos termos previstos no Processo Administrativo Fiscal – PAF. Ressalto que a apresentação genérica de argumentos, alegando simplesmente ilegalidade no procedimento fiscal, sem apontar fatos concretos ou quaisquer provas que indiquem erro na decisão prolatada pelo Fisco, não pode prosperar, visto que, a produção de provas é obrigação de quem contesta e não da autoridade julgadora. Fl. 58DF CARF MF Fl. 3 da Resolução n.º 3301-001.274 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10980.921368/2012-12 O fato que estamos discutindo na presente lide é se foram apresentadas provas e se estas são suficientes para a comprovação das alegações constantes do Recurso apresentado. No caso em tela, entendo que as provas constantes dos autos, trazidas no recurso voluntário apontam para a existência de receitas financeiras que podem ter sido consideradas na base de cálculo e portanto, diante da posição já consolidada que tais receitas não sofrem a incidência das contribuições do PIS e da Cofins, entendo necessária a verificação adequada da Receita Federal para confirmar os valores apresentados pela Recorrente com os documentos fiscais constantes do recurso voluntário. Diante do exposto, entendo ser necessário determinar a baixa dos autos para que a autoridade preparadora proceda à verificação dos fatos alegados no recurso, verificando se o as informações sobre as receitas financeiras estão de acordo com os registros constantes dos documentos fiscais apresentados. Concluída a diligência o relatório fiscal deverá ser cientificado à Recorrente para manifestação no prazo de 30 (trinta) dias e em seguida os autos retornem a este Conselho para prosseguimento do julgamento. Aplicando-se a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por converter o julgamento em diligência, para que a autoridade preparadora proceda à verificação dos fatos alegados no recurso, verificando se o as informações sobre as receitas financeiras estão de acordo com os registros constantes dos documentos fiscais apresentados. Em seguida, deve ser dada ciência às partes e aberto prazo de 30 dias para manifestações, nos termos do parágrafo único do artigo 35 do Decreto nº 7.574/2011. Posteriormente aos procedimentos, que sejam devolvidos os autos ao CARF para prosseguimento do rito processual. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Relator Fl. 59DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10245.720080/2008-60
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Oct 18 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Ano-calendário: 2005
ITR. ISENÇÃO. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTOS. NÃO CONHECIMENTO.
O Recurso Especial de Divergência somente poderá ser conhecido quando caracterizado que perante situações fáticas similares os colegiados adotaram decisões diversas em relação ao mesmo arcabouço normativo.
Numero da decisão: 9202-007.330
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patricia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Mário Pereira de Pinho Filho (suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Ausente momentaneamente a conselheira Ana Paula Fernandes.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201810
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Ano-calendário: 2005 ITR. ISENÇÃO. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTOS. NÃO CONHECIMENTO. O Recurso Especial de Divergência somente poderá ser conhecido quando caracterizado que perante situações fáticas similares os colegiados adotaram decisões diversas em relação ao mesmo arcabouço normativo.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 18 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10245.720080/2008-60
anomes_publicacao_s : 201910
conteudo_id_s : 6075835
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 18 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9202-007.330
nome_arquivo_s : Decisao_10245720080200860.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10245720080200860_6075835.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patricia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Mário Pereira de Pinho Filho (suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Ausente momentaneamente a conselheira Ana Paula Fernandes.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2018
id : 7942728
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:54:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052474308296704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1556; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 2 1 1 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10245.720080/200860 Recurso nº Especial do Contribuinte Acórdão nº 9202007.330 – 2ª Turma Sessão de 25 de outubro de 2018 Matéria ITR APRESENTAÇÃO TEMPESTIVA DO ADA Recorrente SABIÁ SILVOPASTORIL LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Anocalendário: 2005 ITR. ISENÇÃO. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTOS. NÃO CONHECIMENTO. O Recurso Especial de Divergência somente poderá ser conhecido quando caracterizado que perante situações fáticas similares os colegiados adotaram decisões diversas em relação ao mesmo arcabouço normativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patricia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Mário Pereira de Pinho Filho (suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Ausente momentaneamente a conselheira Ana Paula Fernandes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 24 5. 72 00 80 /2 00 8- 60 Fl. 189DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento (fls. 09/12) referente ao Imposto Territorial Rural – ITR, relativo ao exercício de 2005, do imóvel denominado Fazenda Prainha II, (NIRF 6.867.3647), localizado no município de Bonfim/RR, por meio do qual se exige crédito tributário no valor de R$ 17.264,62, incluídos multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. A ação fiscal proveniente dos trabalhos de revisão das DITR/2005 incidentes em malha valor, iniciouse com a intimação de fls. 01/02, exigindose a apresentação de Laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecida na NBR 14.653 da ABNT, com fundamentação e grau de precisão II, com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) registrado no CREA, contendo todos os elementos de pesquisa identificados.A falta de apresentação do laudo de avaliação ensejará o arbitramento do valor da terra nua, com base nas informações do SIPT da RFB. Por não ter sido apresentado nenhum documento de prova, a autoridade fiscal decidiuse alterar o VTN declarado de R$ 5.000,00 para o arbitrado de R$ 99.231,93 (R$ 50,81/ha), correspondente ao VTN/ha médio apontado no SIPT, exercício de 2005, para o município onde se situa o imóvel, com conseqüente aumento do VTN tributável, disto resultando imposto suplementar de R$ 8.103,94, conforme demonstrado às fls. 11. A autuada apresentou impugnação, tendo a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília/DF julgado a impugnação improcedente, mantendo o crédito tributário em sua integralidade. Apresentado Recurso Voluntário pela autuada, os autos foram encaminhados ao CARF para julgamento do mesmo. Em sessão plenária de 13/08/2014, o julgamento foi convertido em diligência, restando a Resolução nº 2802000.218 (fls. 95/97), com a seguinte decisão: “Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, nos termos do voto da relatora, determinar realização de diligência para que o recorrente informe quem é o signatário do recurso voluntário e comprove que o mesmo tinha, à época, poderes para interpôlo.” Concluída a diligência, os autos retornaram ao CAR para julgamento. Em sessão plenária de 19/01/2017, negouse provimento ao Recurso Voluntário prolatandose o Acórdão nº 2201003.389 (fls. 106/112), com o seguinte resultado: “Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.” O Acórdão encontrase assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2005 ÁREA DE RESERVA LEGAL. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. Para fins de exclusão do campo de incidência do ITR, a partir do exercício de 2001, as ARL e APP devem ter sido objeto de Ato Declaratório Ambiental, além de, no caso da ARL, estar averbada à margem do registro do imóvel. Fl. 190DF CARF MF Processo nº 10245.720080/200860 Acórdão n.º 9202007.330 CSRFT2 Fl. 3 3 Não tendo sido objeto do lançamento, incabível a revisão de ofício da declaração sob o manto do litígio administrativo relativo a matéria diversa. Cientificado em 08/03/2017 do Acórdão nº 2201003.389, o Contribuinte interpôs, em 13/03/2017, portanto, tempestivamente, Recurso Especial (fls. 120/126). Em seu recurso visa a rediscussão da seguinte matéria: desnecessário o Ato Declaratório Ambiental como requisito para exclusão das áreas de Preservação Permanente da base de cálculo do ITR. Ao Recurso Especial do Contribuinte foi dado seguimento, conforme o Despacho s/nº, da 2ª Câmara, de 26/05/2017 (fls. 158/162) considerado o acordo nº 2202 002.509. Em seu Recurso Especial, a Recorrente diz não precisar provar que a área é de preservação permanente, pois goza de presunção júris tantum. § Alega que o fato gerador do ITR ocorreu em 2005, quando ainda estava vigente a Lei nº 4.771, de 1965, que em seu art. 16, inciso I, com a redação dado pela MP nº 2.16667, de 2001 dispunha: Art 16. As florestas e outras formas de vegetação nativa, ressalvadas as situações em área de preservação permanente, assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação específica, são suscetíveis de supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal, no mínimo oitenta por cento, na propriedade rural situada em área de floresta localizada na Amazônia Legal; § Afirma que o Código Florestal dispunha expressamente que o proprietário do imóvel rural pertencente à Amazônia Legal não podia explorar 80% (oitenta por cento) da área, destinada à preservação permanente; e, portanto, não se pode exigir que o contribuinte faça prova de um fato sobre o qual paira presunção de Lei contrária, expressamente, à regra processual, então vigente ao lançamento, prevista no inciso IV do art. 334 do CPC/73, verbis: Art. 334. Não dependem de prova os fatos: IV – em cujo favor milita presunção legal da existência ou de veracidade § Acrescenta que o contribuinte cumpre com seu ônus de provar que o imóvel está localizado na Amazônia Legal e, destarte, faz jus à exclusão da área de preservação permanente da base de cálculo do ITR. § Cita que a Turma julgadora do acórdão paradigma aceito entende que se tratando de área de preservação ambiental, ela independe de ato específico do Poder Público para ser reconhecida por tal predicado; não sendo o ato declaratório ambiental que lhe conferirá a qualidade de “área de preservação permanente”, e sim a Lei; e assim não é lícito ao Fisco Fl. 191DF CARF MF 4 exigir do contribuinte o ADA para a sua exclusão da base de cálculo do ITR. § Por fim, cita que a CSRF já pacificou entendimento de que o ADA não é condição indispensável à fruição do benefício de exclusão da APP da base de cálculo do ITR. O processo foi encaminhado para ciência da Fazenda Nacional em 02/06/2017 para cientificação em até 30 dias, nos termos da Portaria MF nº 527/2010. A Fazenda Nacional apresentou, tempestivamente, em 05/06/2017, contrarrazões (fls.164/174). § Em suas contrarrazões, a Fazenda Nacional alega que o Despacho de Admissibilidade do Recurso Especial do Contribuinte reconheceu a existência de identidade fática entre o acórdão recorrido e o segundo paradigma apresentado, mas que a situação deste último não dizia respeito a área que seria legalmente enquadrada como APP ou ARL, e que no caso concreto o contribuinte se valia de medida judicial para tanto; ou seja, no caso se tratava de respeitar coisa julgada, e não de se criar exceção à legislação que permitisse criar presunções legais que dispensassem a entrega do ADA. Afirma que não restou configurada a divergência sobre a interpretação da legislação federal, requisito essencial à recorribilidade especial. Em relação ao mérito, dispõe que: § da análise das alegações e da documentação apresentadas pelo contribuinte, cuja finalidade é ver reconhecida a isenção sobre a área apontada, confirmase o não cumprimento, de forma tempestiva, da exigência da protocolização do Ato Declaratório Ambiental – ADA, perante o IBAMA ou órgão conveniado. § a Lei nº 9.393/96 prevê a exclusão das áreas de preservação permanente e reserva legal da incidência do ITR, em seu art. 10, inciso II, in verbis: § o citado dispositivo legal trata de concessão de benefício fiscal, razão pela qual deve ser interpretado literalmente, de acordo com o art. 111 do Código Tributário Nacional. § para efeito da exclusão das áreas de reserva legal e de preservação permanente da incidência do ITR, é necessário que o contribuinte comprove o reconhecimento formal específica e individualmente da área como tal, protocolizando o ADA no IBAMA ou em órgãos ambientais conveniados, no prazo de seis meses, contado a partir do término do prazo fixado para a entrega da declaração, de acordo com o teor do art. 17 da IN SRF nº 73/2000, verbis: § que nos termos da legislação retro, o contribuinte teria o prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR, para protocolizar requerimento do ato declaratório junto ao IBAMA, mas, efetivamente, não o fez. § que a legislação aplicável ao caso em tela é aquela em vigência à época de ocorrência do fato gerador, nada acrescentando à lide o fato Fl. 192DF CARF MF Processo nº 10245.720080/200860 Acórdão n.º 9202007.330 CSRFT2 Fl. 4 5 de a referida norma ter sido revogada pela Instrução Normativa SRF nº 60, de 06/06/2001, porque, além de restar evidente que esta última buscou tãosomente consolidar os textos constantes das instruções normativas que tratavam da matéria em um único ato, ela manteve, em seu art. 17, II, a exigência relativa ao prazo de seis meses, contados da data final de entrega de DITR, para que o contribuinte protocolizasse o requerimento do ADA junto ao IBAMA. § que a IN SRF nº 256, de 11/12/2002, que revogou a IN SRF nº 60, de 06/06/2001, manteve, em seu art. 9º, com a redação conferida pela IN RFB nº 861, de 17/07/2008, o mesmo entendimento sobre o assunto ora discutido, conforme abaixo transcrito: § que a exigência do ADA não caracteriza obrigação acessória, visto que a sua exigência não está vinculada ao interesse da arrecadação ou da fiscalização de tributos, nem se converte, caso não apresentado ou não requerido a tempo, em penalidade pecuniária, definida no art. 113, §§ 2° e 3º, da Lei n°5.172/1966 (Código Tributário Nacional — CTN), ou seja, a ausência do ADA não enseja multa regulamentar o que ocorreria caso se tratasse de obrigação acessória , mas sim incidência do imposto. § que é equivocado o entendimento de que não existe mais a exigência de prazo para apresentação de ADA, em virtude do disposto no §7º do art. 10 da Lei n° 9.393/1996, incluído pelo art. 3º da Medida Provisória n° 2.16667, de 24/08/2001, que assim dispõe: § que o prazo para apresentação do requerimento para emissão do ADA jamais deixou de existir, tanto que o Decreto nº 4.382, de 19/09/2002, que regulamenta a tributação, fiscalização, arrecadação e administração do ITR (Regulamento do ITR), e que consolidou toda a base legal deste tributo, assim dispõe em seu art. 10: § que a CoordenaçãoGeral de Tributação (Cosit), que tem a competência regimental de interpretar a legislação tributária no âmbito da Secretaria da Receita Federal, editou a Solução de Consulta Interna n° 12, de 21/05/2003, que ratifica o entendimento acima exposto, sendo oportuna a transcrição do trecho final do citado ato: § que a exigência do ADA encontrase consagrada na Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, art. 170, §1º, com a redação dada pelo art. 1º da Lei nº 10.165, de 27/12/2000, já em vigor para o ITR do exercício de 2002, e que esse diploma reitera os termos da Instrução Normativa n° 43/97, no que concerne ao meio de prova disponibilizado aos contribuintes para o reconhecimento das áreas de preservação permanente e de utilização limitada, com vista à redução da incidência do ITR. § que a obrigatoriedade da apresentação do ADA não representa qualquer violação de direito ou do princípio da legalidade, pelo contrário, alinhase com a norma que consagrou o benefício tributário Fl. 193DF CARF MF 6 (art. 10, §1º, II da Lei nº 9.393/96), apontando os meios para a comprovação da existência das áreas de preservação permanente e de utilização limitada. § que a obrigatoriedade do ADA, portanto, não desborda da regulamentação dos dispositivos legais, porquanto não viola direitos do contribuinte, alem de lhe ser claramente favorável; e que o contribuinte não pode querer valerse da exclusão das áreas tributáveis da incidência do ITR sem cumprir as exigências previstas na legislação. § que não é juridicamente sustentável a tese segundo a qual, diante da declaração do contribuinte de que sua propriedade está inserida em área de utilização limitada e de preservação permanente, não possa a autoridade pública exigir a comprovação do alegado através da documentação competente, uma vez que o direito ao beneficio legal deve estar documentalmente comprovado, e que o ADA, apresentado tempestivamente, é o documento exigido para tal fim. É o relatório. Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O Recurso Especial interposto é tempestivo e atende, em princípio, aos pressupostos de admissibilidade. Contudo, havendo questionamento em sede de contrarrazões, pelo não conhecimento, passo a apreciar a questão. Do Conhecimento Quanto à área de APP em discussão, assim, manifestouse o acórdão recorrido, no sentido NÃO CABERIA A DISCUSSÃO ACERCA DO DIREITO A EXCLUSÃO DAS ÁREAS DE APP E ARL QUANDO O PRÓPRIO CONTRIBUINTE não as informou. Senão vejamos como o acórdão recorrido tratou a questão: Sustenta a desnecessidade de comprovação da Área de Preservação Permanente APP desde a inclusão, pela MP 2.16667/2001, do § 7ª do art. 10 da Lei 9.393/96, e, ainda, que a presunção da existência da APP, neste caso, seria relativa, cabendo à Autoridade Administrativa a prova do contrário. Afirmando que a Autoridade Administrativa deixou de excluir a APP da base de cálculo do ITR sem qualquer prova de que o imóvel rural em questão não pertence ao bioma amazônico, o contribuinte concluiu o recurso pugnando pelo seu provimento, para que a APP seja excluída da base de cálculo do ITR/2005. Pelo que se nota, o contribuinte apenas se insurge contra a decisão da DRJ que não deferiu a exclusão de percentual da área do imóvel rural da área aproveitável. Fl. 194DF CARF MF Processo nº 10245.720080/200860 Acórdão n.º 9202007.330 CSRFT2 Fl. 5 7 Sobre tais áreas de Reserva Legal ou de Preservação Permanente, é de ser ressaltar que estas não foram informadas na DITR da qual decorreu a Notificação, assim, no meu sentir, a situação sequer poderia estar sendo discutida nos autos, já que não faz parte do contencioso administrativo instaurado pela impugnação ao lançamento. Reconhecêla neste momento, seria fundir dois institutos diversos, o do contencioso administrativo, este contido na competência de atuação deste Conselho, e o da revisão de ofício, este contido na competência da autoridade lançadora, o que, s.m.j., poderia macular o aqui decidido por vício de competência. Ainda assim, e neste ponto apenas por simpatia à discussão, mister consignar que o tributo não se presta apenas a prover o Estado de recursos para financiar suas atividades, sendo rotineiramente utilizado com função diversa, seja objetivando melhor distribuição de renda, seja atuando na defesa da indústria nacional, seja fomentando o desenvolvimento de uma região ou seguimento econômico, seja desestimulando o consumo de produtos nocivos, etc. No caso do ITR, é evidente sua utilização como instrumento de política ambiental, estimulando a preservação ou recuperação da fauna e da flora em contrapartida a uma redução do valor devido a título de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. Contudo, ao mesmo tempo em que desonera o contribuinte, a legislação impõe requisitos para gozo de tais benefícios, os quais variam de acordo com a natureza de cada hipótese de exclusão do campo de incidência do tributo e das limitações que cada situação impõe ao direito de propriedade. Assim, ainda que de acordo com a natureza de cada tributo a atividade fiscal precise se valer conceitos e princípios contidos fora do âmbito restrito do Direito Tributário, é fato que, considerando a limitação de competência da RFB, a quem não compete fiscalizar o cumprimento da legislação ambiental, resta à Autoridade Fiscal, no uso de suas atribuições, verificar o cumprimento por parte dos contribuintes dos requisitos fixados pela legislação para definição do correto valor do tributo. Neste sentido, julgo sem fundamento o entendimento do contribuinte sobre a necessidade da Autoridade Administrativa provar que o imóvel rural em questão não pertence ao bioma amazônico. Ora, o contribuinte não informou tais ARL ou APP em sua Declaração e o lançamento em nada alterou a distribuição das áreas declaradas. Nesta esteira, o que interessa ao Fisco, como dito acima, é a verificação do cumprimento da legislação tributária, em particular para identificar infrações que justifiquem a necessidade de constituição do crédito tributário de ofício e para, indiretamente, fomentar o cumprimento espontâneo da Fl. 195DF CARF MF 8 legislação tributária, seja pela geração de um sentimento de risco de ser fiscalizado, seja pelo estímulo à consciência da importância da função social do tributo. Há de se ressaltar que, em termos tributários, a regra é a incidência do tributo, sendo as isenções exceções que devem ser provadas por quem delas aproveita. Assim, para fins de APP e ARL, não precisa a Receita Federal comprovar a falsidade das informações prestadas em DITR ou mesmo daquelas trazidas pelo contribuinte em sua Impugnação, já que, neste caso, são exclusões da base de cálculo do tributo alegadas pelo contribuinte, que delas pretende se aproveitar, arcando, portanto, com o ônus da prova. Por outro lado a PGFN assim se manifesta acerca da possibilidade de Conhecimentoda matéria. Alega que o Despacho de Admissibilidade do Recurso Especial do Contribuinte reconheceu a existência de identidade fática entre o acórdão recorrido e o segundo paradigma apresentado, mas que a situação deste último não dizia respeito a área que seria legalmente enquadrada como APP ou ARL, e que no caso concreto o contribuinte se valia de medida judicial para tanto; ou seja, no caso se tratava de respeitar coisa julgada, e não de se criar exceção à legislação que permitisse criar presunções legais que dispensassem a entrega do ADA. Afirma que não restou configurada a divergência sobre a interpretação da legislação federal, requisito essencial à recorribilidade especial. Para que possamos identificar a quem assiste razão, colaciono trecho do paradigma aceito pelo Despacho de admissibilidade como apto a demonstrar a divergência. Paradigma Acórdão 2202002.509 Com efeito, conforme se verifica da autuação lavrada (Fl. 07), a fiscalização fundamenta a glosa das APP e ARL no fato de não ter o contribuinte comprovado a apresentação de ADA, conforme exigiria o § 1º do art. 17O da Lei 6.938/812 (com a redação dada pela Lei nº 10.165/00), segundo o qual, “a utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória”. Entretanto, entendo que tal disposição deve ser interpretada em harmonia e de forma sistemática com o caput do referido art. 17O. Neste ponto, ao determinar que “os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao IBAMA ... taxa de Vistoria”, entendo que o aludido dispositivo está, no seu caput, admitindo que há casos em que tal redução independe de “Ato Declaratório Ambiental – ADA” (ou mesmo de outro ato ou reconhecimento do Poder Público), hipótese esta em que tal artigo de lei (em sua íntegra, logicamente) não se aplicará. Nesse mesmo sentido, aliás, entendendo que a exigência de ADA para fins de reconhecimento de APP e ARL somente se aplicaria aos casos em que a existência da área ambiental, para fins de redução de ITR, dependa de declaração ou reconhecimento por Fl. 196DF CARF MF Processo nº 10245.720080/200860 Acórdão n.º 9202007.330 CSRFT2 Fl. 6 9 parte do Poder Público, assim já entendeu esse Conselho, ao julgar, em 10/02/2011, o Processo nº 13161.000676/200604, por meio do Acórdão n.º 220100.985, cuja relatoria foi do eminente Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa, cabendo a transcrição do seguinte trecho do voto proferido: (...)No caso dos autos, as APP e ARL se enquadram entre aquelas cujo reconhecimento da área, para fins de redução do ITR, independem de ato específico do Poder Público, não estando enquadradas no caput do art. 17O da Lei nº 6.938/81 e não lhes sendo aplicável, portanto, a exigência do seu §1º, restando afastada a exigência de entrega do ADA para permitir a exclusão das aludidas áreas do conceito de área tributável para fins de ITR. (grifos originais) Após analisar os fundamentos de ambas as partes, entendo que razão assiste a PGFN, tendo em vista inexistir similaridade fática capaz de preencher o pressuposto para conhecimento do recurso, qual seja, sob casos similares, aplicaramse interpretações divergentes frente um mesmo arcabouço jurídico. Primeiramente no recorrido, o relator foi enfático em dizer, que nem mesmo o contribuinte fez a correta indicação em sua DITR das áreas que desejam serem excluídas da base de cálculo. Mesmo assim, ainda adentra ao mérito, fechando com a seguinte conseideração: Neste sentido, julgo sem fundamento o entendimento do contribuinte sobre a necessidade da Autoridade Administrativa provar que o imóvel rural em questão não pertence ao bioma amazônico. Ora, o contribuinte não informou tais ARL ou APP em sua Declaração e o lançamento em nada alterou a distribuição das áreas declaradas. Nesta esteira, o que interessa ao Fisco, como dito acima, é a verificação do cumprimento da legislação tributária, em particular para identificar infrações que justifiquem a necessidade de constituição do crédito tributário de ofício e para, indiretamente, fomentar o cumprimento espontâneo da legislação tributária, seja pela geração de um sentimento de risco de ser fiscalizado, seja pelo estímulo à consciência da importância da função social do tributo. Há de se ressaltar que, em termos tributários, a regra é a incidência do tributo, sendo as isenções exceções que devem ser provadas por quem delas aproveita. Assim, para fins de APP e ARL, não precisa a Receita Federal comprovar a falsidade das informações prestadas em DITR ou mesmo daquelas trazidas pelo contribuinte em sua Impugnação, já que, neste caso, são exclusões da base de cálculo do tributo alegadas pelo contribuinte, que delas pretende se aproveitar, arcando, portanto, com o ônus da prova. Por outro lado no acórdão aceito como paradigma Fl. 197DF CARF MF 10 Quanto às APP e ARL, suas definições estão previstas no art. 1º, § 2º, II e III, da Lei nº 4.771/65, devendo o contribuinte apenas declarálas em DITR, informação esta que “não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis” (art. 10, § 7º, da lei 9.393/96). Como visto, por força da própria lei instituidora do ITR, a declaração do contribuinte se mostra suficiente para a exclusão das áreas preservação permanente e reserva legal, não compondo a base de cálculo do imposto sobre a propriedade territorial rural, devendo a Administração, em caso de dúvidas, demonstrar que o contribuinte incorreu em falsidade. No caso em questão, justamente em decorrência de qualquer dúvidas por parte da fiscalização acerca da veracidade das informações prestadas a título de ARL e APP no ano de 2005, foi o contribuinte intimado a apresentar documentos que as corroborassem, tendo sido entregue, naquele momento, Laudo Técnico acompanhado de ART e cópia das matrículas dos imóveis, confirmando as áreas declaradas e a averbação prévia de ARL. Após a análise dos autos, estou entendendo por discordar em parte da fiscalização e reformar parcialmente da decisão recorrida para que seja excluída a glosa das APP e ARL para fins de cálculo do ITR em questão, em especial observância à verdade da real. Com efeito, conforme se verifica da autuação lavrada (Fl. 07), a fiscalização fundamenta a glosa das APP e ARL no fato de não ter o contribuinte comprovado a apresentação de ADA, conforme exigiria o § 1º do art. 17O da Lei 6.938/812 (com a redação dada pela Lei nº 10.165/00), segundo o qual, “a utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória”. Entretanto, entendo que tal disposição deve ser interpretada em harmonia e de forma sistemática com o caput do referido art. 17 O. Neste ponto, ao determinar que “os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao IBAMA ... taxa de Vistoria”, entendo que o aludido dispositivo está, no seu caput, admitindo que há casos em que tal redução independe de “Ato Declaratório Ambiental – ADA” (ou mesmo de outro ato ou reconhecimento do Poder Público), hipótese esta em que tal artigo de lei (em sua íntegra, logicamente) não se aplicará. Observase pelos trechos colacionados que o recorrido fundamenta a negativa de provimento no fato de que o contribuinte nem mesmo tinha informado às áreas enquanto que no paradigma a aceitação da área declarada deuse por meio de outra comprovação, entendendo o relator do paradigma que estando declarada e demonstrada não cabe fundamentar lançamento na mera não entrega do ADA. Fl. 198DF CARF MF Processo nº 10245.720080/200860 Acórdão n.º 9202007.330 CSRFT2 Fl. 7 11 Ao meu ver, esse é o ponto a ser observado que impossibilita o conhecimento do recurso, pois tratamse de situações distintas. Conclusão Face todo o exposto, voto por NÃO CONHECER do Recurso Especial do Contribuinte. É como voto. (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 199DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13839.900092/2008-84
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Nov 12 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ)
Ano-calendário: 1998
COMPENSAÇÃO. SÚMULA CARF N° 91. PRAZO PRESCRICIONAL DE 10 ANOS. RETORNO À UNIDADE PREPARADORA PARA ANÁLISE.
Tratando-se de declaração de compensação transmitida antes de 9 de junho de 2005, e de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se a Súmula CARF n° 91, que determina o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador. Afastada a prescrição, os autos devem retornar à unidade preparadora para análise do crédito.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Numero da decisão: 1301-004.121
Decisão:
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para afastar a prescrição do direito de pleitear a restituição, mas sem homologar a compensação, e determinar o retorno dos autos à unidade de origem para que analise o mérito do pedido quanto à liquidez do crédito requerido, oportunizando ao contribuinte, antes, a apresentação de documentos, esclarecimentos e, se possível, de retificações das declarações apresentadas. Ao final, deverá ser proferido despacho decisório complementar, retomando-se, a partir daí, o rito processual de praxe, inclusive quanto à apresentação de nova manifestação de inconformidade em caso de indeferimento do pleito, nos termos do voto da relatora.
(documento assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Bianca Felícia Rothschild - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Marcelo José Luz de Macedo (suplente convocado), Giovana Pereira de Paiva Leite, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça (suplente convocado), Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente).
Nome do relator: BIANCA FELICIA ROTHSCHILD
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201909
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano-calendário: 1998 COMPENSAÇÃO. SÚMULA CARF N° 91. PRAZO PRESCRICIONAL DE 10 ANOS. RETORNO À UNIDADE PREPARADORA PARA ANÁLISE. Tratando-se de declaração de compensação transmitida antes de 9 de junho de 2005, e de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se a Súmula CARF n° 91, que determina o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador. Afastada a prescrição, os autos devem retornar à unidade preparadora para análise do crédito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 12 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13839.900092/2008-84
anomes_publicacao_s : 201911
conteudo_id_s : 6089409
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 12 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1301-004.121
nome_arquivo_s : Decisao_13839900092200884.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : BIANCA FELICIA ROTHSCHILD
nome_arquivo_pdf_s : 13839900092200884_6089409.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para afastar a prescrição do direito de pleitear a restituição, mas sem homologar a compensação, e determinar o retorno dos autos à unidade de origem para que analise o mérito do pedido quanto à liquidez do crédito requerido, oportunizando ao contribuinte, antes, a apresentação de documentos, esclarecimentos e, se possível, de retificações das declarações apresentadas. Ao final, deverá ser proferido despacho decisório complementar, retomando-se, a partir daí, o rito processual de praxe, inclusive quanto à apresentação de nova manifestação de inconformidade em caso de indeferimento do pleito, nos termos do voto da relatora. (documento assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente (documento assinado digitalmente) Bianca Felícia Rothschild - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Marcelo José Luz de Macedo (suplente convocado), Giovana Pereira de Paiva Leite, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça (suplente convocado), Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2019
id : 7979272
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:55:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052474312491008
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-11-08T20:19:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-11-08T20:19:32Z; Last-Modified: 2019-11-08T20:19:32Z; dcterms:modified: 2019-11-08T20:19:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-11-08T20:19:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-11-08T20:19:32Z; meta:save-date: 2019-11-08T20:19:32Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-11-08T20:19:32Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-11-08T20:19:32Z; created: 2019-11-08T20:19:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2019-11-08T20:19:32Z; pdf:charsPerPage: 975; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-11-08T20:19:32Z | Conteúdo => S1-C3T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 13839.900092/2008-84 Recurso Voluntário Acórdão nº 1301-004.121 – 1ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de setembro de 2019 Recorrente FUCHS GEWURZE DO BRASIL LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano-calendário: 1998 COMPENSAÇÃO. SÚMULA CARF N° 91. PRAZO PRESCRICIONAL DE 10 ANOS. RETORNO À UNIDADE PREPARADORA PARA ANÁLISE. Tratando-se de declaração de compensação transmitida antes de 9 de junho de 2005, e de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se a Súmula CARF n° 91, que determina o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador. Afastada a prescrição, os autos devem retornar à unidade preparadora para análise do crédito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. A CÓ RD ÃO G ER AD O NO P GD -C AR F PR OC ES SO 1 38 39 .9 00 09 2/ 20 08 -8 4 Fl. 574DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 1301-004.121 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13839.900092/2008-84 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para afastar a prescrição do direito de pleitear a restituição, mas sem homologar a compensação, e determinar o retorno dos autos à unidade de origem para que analise o mérito do pedido quanto à liquidez do crédito requerido, oportunizando ao contribuinte, antes, a apresentação de documentos, esclarecimentos e, se possível, de retificações das declarações apresentadas. Ao final, deverá ser proferido despacho decisório complementar, retomando-se, a partir daí, o rito processual de praxe, inclusive quanto à apresentação de nova manifestação de inconformidade em caso de indeferimento do pleito, nos termos do voto da relatora. (documento assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente (documento assinado digitalmente) Bianca Felicia Rothschild - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Marcelo José Luz de Macedo (suplente convocado), Giovana Pereira de Paiva Leite, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça (suplente convocado), Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Fl. 575DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 1301-004.121 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13839.900092/2008-84 Relatório Inicialmente, adota-se parte do relatório da decisão recorrida, o qual bem retrata os fatos ocorridos e os fundamentos adotados até então: Trata o presente processo de direito creditório relativo a saldo negativo de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ, apurado no período de 01/01/1998 a 31/12/1998, no valor original de R$ 114.040,71, objeto da Declaração de Compensação - DCOMP n° 22524.65768.140504.1.3.02-6750, transmitida em 14/05/2004, para extinção de débitos no valor principal de R$ 228.104,23. Em 14/03/2008 o contribuinte foi cientificado da não-homologação da compensação em razão do motivo assim expresso no despacho decisório de fl. 1: Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, constatou-se que na data de transmissão do PER/DCOMP com demonstrativo de crédito já estava extinto o direito de utilização do saldo negativo em virtude do decurso do prazo de cinco anos entre a data de transmissão do PER/DCOMP e a data de apuração do saldo negativo. (...) Enquadramento Legal: Art. 168 da Lei n" 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional), Inciso lido Parágrafo Io do art. 6da Lei 9.430, de 1996, Art. 5oda IN SRF 600, de 2005. Art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Inconformado, o interessado, por intermédio de seu advogado e procurador, protocolizou a manifestação de inconformidade de fls. 10/18, em 11/04/2008, juntando os documentos de fls. 19/240 e apresentando, em sua defesa, as seguintes razões de fato e de direito: • Argumenta que o saldo negativo somente foi gerado por força de retificação da DIPJ Ano calendário 1998 enviada em 19 de abril de 2004. E, antes da aludida retificação, a requerente não possuía a disponibilidade do crédito passível de aproveitamento por intermédio da compensação tributária. • Na seqüência, opõe-se à aplicação retroativa da Lei Complementar n° 118/2005 e defende, nos termos do art. 168,1 c/c art. 156, VII do Código Tributário Nacional - CTN, a possibilidade de compensação dentro dos 5 (cinco) anos contados a partir da extinção do crédito tributário, mas esta verificada após o transcurso do prazo previsto no art. 150, §4°, também do CTN, para homologação do lançamento. A decisão da autoridade de primeira instância julgou improcedente a manifestação de inconformidade da contribuinte, em decisão cuja ementa encontra-se abaixo transcrita: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 RESTITUIÇÃO OU COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. O direito de pleitear restituição, ou utilizar indébito em compensação, extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, a Fl. 576DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 1301-004.121 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13839.900092/2008-84 extinção do crédito tributário ocorre no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 do CTN. SALDO NEGATIVO. ANTECIPAÇÕES. As antecipações convertem-se em pagamento extintivo do crédito tributário no encerramento do período de apuração, momento a partir do qual, se superiores ao tributo ou contribuição incidente sobre o lucro apurado, constituem indébito passível de restituição ou compensação. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. A apreciação de questionamentos relacionados a ilegalidade e inconstitucionalidade da legislação tributária não é de competência da autoridade administrativa, sendo exclusiva do Poder Judiciário. Solicitação Indeferida Cientificado da decisão de primeira instancia, o contribuinte apresentou recurso voluntário, repisando os argumentos levantados em sede de manifestação de inconformidade e acrescentando razões para reforma na decisão recorrida. É o relatório. Fl. 577DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 1301-004.121 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13839.900092/2008-84 Voto Conselheira Bianca Felicia Rothschild, Relatora. Recurso Voluntário O recurso voluntário é TEMPESTIVO e, uma vez atendidos também às demais condições de admissibilidade, merece, portanto, ser CONHECIDO. Fatos A recorrente apresentou PER/DCOMP com demonstrativo de crédito na data de 14/05/2004, referente ao saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica apurado em 31/12/1998, gerado por força de retificação da DIPJ ano-calendário 1998 enviada em 19/04/2004. Submetida à análise pelas autoridades fiscais da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Jundiaí, a pretendida compensação não foi homologada, sob a justificativa de que "na data de transmissão do PER/DCOMP com demonstrativo de crédito já estava extinto o direito de utilização do saldo negativo em virtude do decurso do prazo de cinco anos entre a data da transmissão do PER/DCOMP e a data de apuração do saldo negativo ." A recorrente apresentou a competente manifestação de inconformidade, a qual foi levada a julgamento e indeferida, sob o entendimento de que "o direito de pleitear restituição, ou utilizar indébito em compensação, extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário." Decadência do crédito de saldo negativo de 1998 O recurso voluntário trata da interpretação do artigo 168, I, do Código Tributário Nacional, que prevê: Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I- nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; A interpretação do dispositivo relaciona-se, ainda ao artigo 3° e 4°, da Lei Complementar n° 118/2005, que prescrevem: Art. 3°Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. Art. 4o Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3o, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional. O citado artigo 4° tinha por finalidade atribuir eficácia retroativa à inovação veiculada pelo artigo 3°. Com efeito, o artigo 106, do Código Tributário Nacional é nos seguintes termos: Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; Fl. 578DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 1301-004.121 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13839.900092/2008-84 O Supremo Tribunal Federal decidiu em sessão do Pleno, aplicando a sistemática do artigo 5453-B, do Código de Processo Civil, que: DIREITO TRIBUTÁRIO - LEI INTERPRETATIVA -APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR N° 118/2005 - DESCABIMENTO - VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA - NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS - APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4°, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se auto-proclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastando-se as aplicações inconstitucionais e resguardando-se, no mais, a eficácia da norma, permite-se a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4°, segunda parte, da LC 118/05, considerando-se válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tão-somente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543-B, § 3°, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. (Tribunal Pleno, Recurso Extraordinário n° 566.621, DJe 10/10/2011, Rel. Ministra Ellen Gracie) Os Conselheiros deste Conselho Administrativos de Recursos Fiscais devem reproduzir as decisões do Supremo Tribunal Federal, tomadas com fundamento no artigo 543-B, do antigo CPC/1973, na forma do artigo 62, §2°, do atual RICARF (Portaria MF n° 343/2015), verbis: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. § 2° As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática dos arts. 543-B e 543-C da Lei n° 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei n° 13.105, de 2015 - Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Sobreleva considerar, ainda, que a inconstitucionalidade da segunda parte do artigo 4°, da Lei Complementar n° 118/06 pode ser proclamada por este Colegiado em Fl. 579DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 1301-004.121 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13839.900092/2008-84 observância ao próprio RICARF (Portaria MF n° 343/2015), termos do artigo 62, §1°, I e II, alínea b: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. § 1° O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; II - que fundamente crédito tributário objeto de: b) Decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, em sede de julgamento realizado nos termos dos arts. 543-B e 543-C da Lei n° 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei n° 13.105, de 2015 - Código de Processo Civil, na forma disciplinada pela Administração Tributária; O citado dispositivo regimental encontra fundamento no artigo 26-A, do Decreto n° 70.235/1972: Art. 26-A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009) (...) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei n° 11.941, de 2009) I - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei n° 11.941, de 2009) Diante de todo o acima, entendo necessário adotar o entendimento do STF no julgamento acima, que reconheceu: (i) que a LC 118/2005 não é interpretativa, tendo alterado o prazo para restituição de indébito de 10 anos (contados do fato gerador), para 5 anos (do pagamento indevido). (ii) a segunda parte do artigo 4°, da Lei Complementar n° 118/05, é inconstitucional; (iii) o novo prazo para restituição de indébito (5 anos) só seria aplicável às ações ajuizadas a partir de 9/06/2005. Cumpre destacar, ainda, que o CARF aprovou Enunciado de Súmula em sentido similar, dispondo que: Súmula CARF n° 91: Ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador. No caso destes autos, o Despacho Decisório e a DRJ negaram o direito creditório do contribuinte reconhecendo a decadência do direito à restituição e compensação quanto ao saldo negativo de 1998, tendo sido apresentada declaração de compensação em 2004. Tal posicionamento não se coaduna com o entendimento do Pleno do Supremo Tribunal Federal tampouco com a Súmula 91 do CARF. Fl. 580DF CARF MF Fl. 8 do Acórdão n.º 1301-004.121 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13839.900092/2008-84 Como a DCOMP é anterior a 09/06/2005, e o crédito informado é saldo negativo de IRPJ do ano de 1998, aplica-se a citada súmula. Sendo assim, restou prejudicada a análise do mérito da compensação desde sua origem, já que foi equivocadamente interrompida pela prescrição do crédito decidida no despacho decisório, confirmada pela DRJ. Afastada a prescrição, a fim de evitar supressão de instância no julgamento da lide, o processo deve retornar à origem para que seja então analisado o direito creditório. Conclusão Conclui-se que, afastada a prescrição do saldo negativo informado na declaração de compensação, conforme Súmula CARF n° 91, o processo deve retornar à unidade preparadora para análise do crédito (saldo negativo de 1998). Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para acatar o prazo prescricional de dez anos, conforme Súmula n° 91, determinando o retorno do processo à unidade preparadora para análise do crédito informado na declaração de compensação. (assinado digitalmente) Bianca Felícia Rothschild. Fl. 581DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13061.000224/2006-42
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Nov 11 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-002.333
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência, para que seja intimado o contribuinte a informar / comprovar nos autos a homologação judicial do Pedido de Desistência apresentado nos autos da execução judicial.
(documento assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Paulo Roberto Duarte Moreira Redator ad hoc
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Roberto Duarte Moreira, Leonardo Vinícius Toledo de Andrade, Leonardo Correia Lima Macedo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Hélcio Lafetá Reis, Tatiana Josefovicz Belisário, Laercio Cruz Uliana Junior e Charles Mayer de Castro Souza (Presidente).
Nome do relator: TATIANA JOSEFOVICZ BELISARIO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201910
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 11 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13061.000224/2006-42
anomes_publicacao_s : 201911
conteudo_id_s : 6089053
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 11 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-002.333
nome_arquivo_s : Decisao_13061000224200642.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : TATIANA JOSEFOVICZ BELISARIO
nome_arquivo_pdf_s : 13061000224200642_6089053.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência, para que seja intimado o contribuinte a informar / comprovar nos autos a homologação judicial do Pedido de Desistência apresentado nos autos da execução judicial. (documento assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira Redator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Roberto Duarte Moreira, Leonardo Vinícius Toledo de Andrade, Leonardo Correia Lima Macedo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Hélcio Lafetá Reis, Tatiana Josefovicz Belisário, Laercio Cruz Uliana Junior e Charles Mayer de Castro Souza (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2019
id : 7978985
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:55:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052474327171072
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-11-06T19:09:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-11-06T19:09:35Z; Last-Modified: 2019-11-06T19:09:35Z; dcterms:modified: 2019-11-06T19:09:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-11-06T19:09:35Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-11-06T19:09:35Z; meta:save-date: 2019-11-06T19:09:35Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-11-06T19:09:35Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-11-06T19:09:35Z; created: 2019-11-06T19:09:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2019-11-06T19:09:35Z; pdf:charsPerPage: 1997; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-11-06T19:09:35Z | Conteúdo => S3-C 2T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 13061.000224/2006-42 Recurso Voluntário Resolução nº 3201-002.333 – 3ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 22 de outubro de 2019 Assunto CRÉDITO RECONHECIDO JUDICIALMENTE Recorrente COTRICRUZ-COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL CRUZ ALTA Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência, para que seja intimado o contribuinte a informar / comprovar nos autos a homologação judicial do Pedido de Desistência apresentado nos autos da execução judicial. (documento assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira – Redator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Roberto Duarte Moreira, Leonardo Vinícius Toledo de Andrade, Leonardo Correia Lima Macedo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Hélcio Lafetá Reis, Tatiana Josefovicz Belisário, Laercio Cruz Uliana Junior e Charles Mayer de Castro Souza (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário apresentado pelo Contribuinte em face do acórdão nº 18-11.156, proferido pela 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Santa Maria (SC), que assim relatou o feito: Trata o presente processo de Declarações de Compensação protocoladas em 20/11/2006, onde a contribuinte pretendia a compensação de valores devedores de PIS e COFINS com crédito decorrente da ação judicial n° 98.14.03237-9, impetrada junto à 2” Vara Federal de Santo Ângelo (RS) - PIS no montante de RS 314.012,56, conforme documentos de fls. 01/04. Foram anexados ao processo, também, cópias de Ata, de documento de identificação, de processo judicial (parcial), de documentos de arrecadação e planilhas de valores e RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 30 61 .0 00 22 4/ 20 06 -4 2 Fl. 560DF CARF MF Fl. 2 da Resolução n.º 3201-002.333 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13061.000224/2006-42 cálculos. Posteriormente, a repartição arrecadadora anexou cópias de PER/DCOMPS e diligenciou no sentido de verificar a veracidade das compensações pleiteadas, tendo emitido Mandado de Procedimento Fiscal e Termos de Intimação Fiscal, juntado documentos e produzido planilhas e Termo de Constatação Fiscal (fls. 388/399). Manifestando-se acerca das Declarações de Compensação, a DRF de origem emitiu o Despacho Decisório SAORT/SAO n° 106, de 26/02/2009 (fls. 426/427), onde 0 Sr. Delegado Adjunto 'da Receita Federal do Brasil em Santo Ângelo (RS), decidiu não homologar as Declarações de Compensação apresentadas pela contribuinte, constantes do presente processo administrativo. Intimoii a sociedade ao pagamento dos débitos apontados no próprio Despacho Decisório. A contribuinte foi cientificada em 09/03/2009 (AR de fl. 428). Não conformada com aquele despacho, apresentou a contribuinte, através de procuradoras, ein 26/03/2009 - fls. 429/439 - sua manifestação de ínconformidade, onde aponta os seguintes argumentos: DOS FATOS é sociedade cooperativa cujo objeto social é a promoção e o estímulo do desenvolvimento progressivo e a defesa de atividades econômicas, de caráter comum, tais como, o recebimento da produção de seus cooperados, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização da produção agricola, sendo reconhecidamente considerada entidade de fins não lucrativos; é autora do processojudicial n° 98.14.0323?-9 no qual foi reconhecida a inconstitucionalidade do PIS sobre a folha de pagamento e sobre o faturamento, tendo a União Federal sido condenada a restituir os valores indevidamente recolhidos, seja através de precatório, seja através do procedimento de compensação, nos temos da Lei n° 8.383, de 1991; apresentou Execução de Sentença no referido processo, onde seu único pedido era de compensação administrativa; em seguida, tendo optado pela compensação administrativa e diante do evento das [Ns SRF n°s 517 e 600, de 2005, ajuizou o Mandado de Segurança n° 2006.71.05.005253-1, no qual foi assegurado o seu direito de realizar a compensação sem a obrigação de apresentar Pedido de Habilitação do crédito reconhecido judicialmente. Tal decisão se encontra em vigor, tendo sido negado provimento ao recurso da Fazenda Nacional perante o STJ; amparada em tal decisão, a sociedade apresentou Declaração de Compensação utilizando os créditos reconhecidos no processo n° 98.14.0323 7-9, sem seguir as exigências daquela IN; não obstante estivesse amparada pela decisão judicial, a autoridade administrativa exigiu que fosse apresentado despacho homologatório da desistência da execução, um dos requisitos das INS SRF n°s 517 e 600, de 2005, que estavam afastadas; diante disso, mesmo entendendo estar desobrigada de tal encargo, peticionou nos autos do processo n° 98.l4.03237-9 requerendo a referida homologação, 'näo tendo 0 Poder Judiciário despachado seu pedido; diante de tal situação, a Administração Pública entendeu que em não tendo sido apresentada a referida desistência, a Cooperativa não poderia compensar os créditos, glosando, assim, o procedimento; Fl. 561DF CARF MF Fl. 3 da Resolução n.º 3201-002.333 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13061.000224/2006-42 equivocadamente, a autoridade administrativa não oportunizou à sociedade o devido processo legal e a ampla defesa, determinando de imediato o pagamento dos valores compensados, sem conceder o prazo legal para manifestação de inconfornidade; O Despacho Decisório nao merece prosperar, já que a sociedade, em decorrência da decisão judicial proferida no processo n° 2006.71.05.005253-1, está dispensada do cumprimento de qualquer requisito constante das INs SRF n°s 517 e 600, de 2005 (desobrigada da apresentação do despacho requerido); o entendimento adotado pela Fiscalização não deve prevalecer, eis que a sociedade não cometeu nenhuma infração, tendo procedido conforme a legislação tributária e jurisprudência da Corte Suprema, devendo ser anulada a cobrança. Do DIREITO PRELIMINARMENTE DA AUSÊNCIA DE ABERTURA DE PRAZO PARA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE a autoridade administrativa entendeu que as compensações realizadas pela sociedade deveriam ser consideradas como não homologadas, tendo em vista que não houve a apresentação do despacho homologatório da desistência da execução. Procedeu a intimação para pagamento sem abertura de prazo para apresentaçao de manifestação de inconformidade; ao proceder desta forma, a autoridade administrativa desconsiderou a legislação vigente, o Decreto n° 70.235, de 1972, e a Lei n° 9.430, de 1996 ~ art. 74, §§ 7° ao 9°, que prevê para os casos de não homologação das compensações, o prazo de 30 dias para que a sociedade possa manifestar a sua inconformidade; a manifestação de inconformidade é munida de efeito suspensivo, nos termos do art. 151, Ill, do CTN, conforme dispõe o art. 74, § l 1, da Lei n° 9.430, de 1996; é de ver conhecida a manifestação de inconformidade apresentada, suspensa a exigibilidade da cobrança, bem como analisado o seu mérito, cujos fundamentos são apresentados com 0 intuito de, ao final, extinguir a cobrança. Do MÉRITO PEDIDO DA AÇÃO JUDICIAL - COMPENSAÇÃO a autoridade administrativa glosou as compensações sob o argumento de que não poderia haver duplicidade de iniciativas - restituição judicial e compensação administrativa. Tal entendimento encontra-se equivocado, já que a sociedade não pretende a restituiçãojudicial e a compensação administrativa, mas somente a compensação; na execução de sentença apresentada, a sociedade expressamente informou que os valores seriam objeto de 'compensação administrativa. Portanto, ein momento algum se pretendeu a restituiçao por outra forma; caracteriza excesso de rigorismo a exigência de que a sociedade apresente despacho desistindo da execução, pois esta não impede em nada o procedimento de compensação realizado, muito pelo contrário, confirma os valores de crédito. INEXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO LEGAL PARA A GLOSA a autoridade administrativa fundamentou a glosa da compensação na ausência do despacho homologatório da desistência da execução. Ocorre que inexiste na legislação Fl. 562DF CARF MF Fl. 4 da Resolução n.º 3201-002.333 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13061.000224/2006-42 vigente qualquer previsão para a não homologação da compensação por ausência do referido documento; a sociedade está amparada pela decisãojudicial proferida no processo n° 2006.71.05.005253-1, motivo pelo qual a glosa realizada é totalmente insubsistente, por ausência de fundamentação legal. Registra entendimento doutrinário a respeito do principio da motivação, que está inserto na Lei n° 9.784, de 1999 (arts. 2°, parágrafo único, e 50); estando a sociedade amparada por decisão judicial que afasta o cumprimento das 1Ns SRF n°s 517 e 600, de 2005, e não havendo previsão legal para a glosa da compensação por ausência de despacho homologarório da desistência da execução, deve ser anulado o presente despacho decisório. DISPENSA DO CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS CONSTANTES NA IN SRF Nº 517/2005 E 600/2005 a empresa ajuizou o Mandado de Segurança onde foi reconhecida a ilegalidade das lNs SRF 517 e 600, de 2005, eis que elas criaram obrigações não previstas em lei. Transcreve parte do decidido naquele processo judicial; além da desnecessidade da habilitação do credito, foi assegurado à empresa 0 não cumprimento de qualquer requisito constante daquelas lNs, já que as mesmas extrapolaram a sua competência, criando entraves à compensação, os quais não estão previstos na legislação vigente; sendo ilegais os referidos aros administrativos, a empresa está desobrigada do cumprimento dos seus requisitos, devendo ser homologada a compensação ante a inexistência de irregularidades no seu procedimento; a própria autoridade administrativa em seu Temio de Constatação Fiscal dispõe que a empresa está autorizada a utilizar créditos mediante compensação administrativa. Transcreve parte daquele Termo; sendo ilegais aqueles atos administrativos, a empresa está desobrigada do cumprimento de seus requisitos, devendo ser homologada a compensação, ante a inexistência de irregularidades no seu procedimento. DO VALOR DO CRÉDITO RECONHECIDO NO PROCESSO Nº 98.14.03237-9 a autoridade administrativa e o autuante informam valores divergentes de crédito para a empresa, sendo que nenhum daqueles dos montantes referidos se encontram em consonância coma a deteRminação judicial proferida no processo n° 98.l4.03237-9; de acordo com as decisões proferidas no processo n° 98. 1403237-9 e nos embargos á execução de n° 2004.71.05.007727-0, o valor dos créditos da empresa, sem a dedução das compensações, totaliza R$ 379.7l7,l5, atualizado até 05/2004, conforme planilha que anexa; merece ser acolhido o cálculo elaborado pela empresa, já que em consonância com as decisões judiciais. DOCUMENTOS ANEXADOS relaciona os documentos que diz ter anexado junto á manifestaçao de inconformidade. Do PEDIDO demonstrada a insubsistência e improcedência do indeferimento de seu pleito, requer seja recebida a sua manifestação de inconformídade e documentos, tempestivamente Fl. 563DF CARF MF Fl. 5 da Resolução n.º 3201-002.333 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13061.000224/2006-42 apresentados, suspendendo a exigibilidade da cobrança, acolhendo as razões expostas para homologar as compensações, bem como declarar a insubsistência do despacho decisório, tendo em vista que inexiste previsão legal para a glosa da compensação e a empresa realizou o procedimento com amparo na decisão judicial que afastou o cumprimento de qualquer exigência constante das lNs SRF n° 5 l 7 e 600, de 2005, dentre esta a homologação da desistência da execução; pede deferimento. IApós a manifestação de inconformidade estão juntados os documentos de fls. 440/489. O Orgão de origem anexou 0 Termo de Juntada de Documento de fl. 490, tendo despachado à fl. 491. A DRF/Santo Angelo (RS) despachou à fl. 492. Após exame da defesa apresentada pelo Contribuinte, a DRJ proferiu acórdão assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Periodo de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO ORIUNDO DE AÇÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REQUISITOS. Na hipótese de ação de repetição de indébito, a restituição, 0 ressarcimento e a compensação somente poderão ser efetuados se o requerente comprovar a homologação, pelo Poder Judiciário, da desistência da execução do título judicial. oü a renúncia à sua execução, bem como a assunção de todas as custas do processo de execução, inclusive os honorários advocatícios referentes ao processo de execuçao. COMPENSAÇÃO. CÁLCULOS. ACEITAÇÃO. Não são de ser aceitos cálculos apresentados pela contribuinte quando os mesmos não discriminarem a forma de sua confecção. Manifestação de lnconformidade improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado, o Contribuinte apresentou Recurso Voluntário reiterando os argumentos de defesa apresentados quanto ao crédito tributário mantido. Após os autos foram remetidos a este CARF e distribuídos por sorteio. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira – Redator ad hoc Embora não mais integre os colegiados do CARF, o relator apresentou a minuta do voto na sessão de julgamento, que será adotada na presente formalização. Transcreve-se, a seguir, o voto que consta da minuta apresentada pela Conselheira Tatiana Josefovicz Belisário, para o qual me incumbiu o Presidente: Fl. 564DF CARF MF Fl. 6 da Resolução n.º 3201-002.333 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13061.000224/2006-42 “O Recurso Voluntário é próprio e tempestivo e, portanto, dele tomo conhecimento. A questão em exame diz respeito à pedido de restituição / compensação de crédito reconhecido por decisão judicial (ação judicial n° 98.l4.03237-9). O pleito administrativo foi indeferido pelo fato de a Recorrente não ter apresentado a comprovação de renúncia da execução judicial do crédito pretendido: A questão é bem relatada pelo Despacho Decisório: 6. Na hipótese dos autos, observa-se que a contribuinte não respeitara tal condição, eis que propôs a execução da sentença na via judicial, apesar dos procedimentos de compensação realizados pela própria cooperativa. Ao propor a execução judicial mencionou a intenção de compensar o crédito em sua totalidade, descontando as compensações já ocorridas. Mas isso evidentemente gerou confusão, pois execução judicial e compensação administrativa são procedimentos/opções excludentes entre si. Tanto assim que o MM. Juízo solicitou esclarecimento quanto à sua efetiva intenção, se executar pela via do precatório ou declinar para fins de compensação. O fato é que, com base nos esclarecimentos prestados, tendo o juiz entendido que prevaleceria a execução judicial, o pedido de execução foi recebido. Assim, passou a ter curso a execução do crédito na viajudicial, ensejando a oposição de embargos pela Fazenda Nacional, onde se argumentou a respeito da incongruência em se buscar simultaneamente a execução de sentença e o aproveitamento administrativo do mesmo crédito em compensação de débitos. Aliás, esta foi a circunstância que motivou o indeferimento do pedido de habilitação prévia para fins da ÍN SRF n° 517/2005, que a cooperativa chegara a fonnular na via administrativa. 7. De todo modo, no curso da diligência fiscal, ao ser intimada a se pronunciar sobre este aspecto e comprovar a desistência da execução, a contribuinte tomou a iniciativa de apresentar petição perante o TRF 4” Região manifestando sua desistência da execução pela via do precatório e indicando sua intenção de efetuar a compensação na via administrativa. Tal petição foi apresentada no processo de embargos à execução n° 2004.71.05.007727-0 (fls. 287/290). 8. Ocorre que, apesar da petição da parte autora, houve prosseguimento no processo judicial (fl. 406). Sendo assim, até a presente data a cooperativa não obteve a homologação de sua desistência de execução judicial. 9. . Considerando-se a impossibilidade de haver duplicidade de iniciativas (0 mesmo crédito ser objeto de restituição judicial e de compensação administrativa), impõe-se a não homologação das compensações declaradas pela contribuinte e a intimação da mesma a pagar os débitos indevidamente compensados, constantes deste processo administrativo, em trinta dias da ciência deste Despacho Decisório. Em sede de Manifestação de Inconformidade e Recurso Voluntário, a Recorrente limita-se a questionar a validade da exigência normativa de se desistir da Execução Judicial e também defende que tal exigência fora afastada por força de decisão individual obtida nos autos do Mandado de Segurança nº 2006.71.05.005253-1. Em que pese a existência de referida discussão, a ser solucionada em sede de contencioso administrativo, entendo que há óbice intransponível, relatada pela própria Autoridade Administrativa nos itens 7 e 8 acima destacados: a Recorrente apresentou o Pedido Fl. 565DF CARF MF Fl. 7 da Resolução n.º 3201-002.333 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13061.000224/2006-42 de Desistência, sendo que ficara pendente exclusivamente a decisão judicial de mera homologação do seu pedido. Nota-se que sequer o momento do pedido de desistência foi impedimento para reconhecimento do direito da Recorrente. Em outras palavras, o despacho decisório deixa claro, no meu entender, que, caso tivesse ocorrido a homologação judicial do pedido de desistência incontestavelmente apresentado, ainda que posteriormente ao Pedido de Habilitação, o prosseguimento do reconhecimento do direito creditório seria possível. Ademais, em consulta realizada por esta Relatora no sítio do TRF da 4ª Região, há, de fato, indícios de que houve a homologação do pedido de desistência de execução do título judicial: EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA FAZENDA PÚBL Nº 98.14.03237-9/RS DESPACHO/DECISÃO Tendo em vista a devolução dos autos pela Fazenda Nacional, restou prejudicada a apreciação do pedido da fl. 427. Homologo a renúncia ao recebimento do valor do débito exequendo mediante precatório, face à concordância da Fazenda Nacional (fl. 425). Reitere-se a intimação da parte exequente para que deposite nestes autos, no derradeiro prazo de 5 dias, a importância atualizada de R$ 303,63 (fl. 401), referente a custas judiciais devidas à exequente, sob pena de descumprimento de ordem judicial. Efetuado o depósito, expeça-se certidão narratória, conforme requerido na fl. 418. Cumpra-se. Santo Ângelo, 28 de abril de 2009. Fábio Vitório Mattiello Juiz Federa Desse modo, propõe-se a conversão do feito em diligência para que seja intimado o contribuinte a informar / comprovar nos autos a homologação judicial do Pedido de Desistência apresentado nos autos da execução judicial, concedendo-lhe o prazo de 60 (sessenta) dias. Diante da referida comprovação, solicita-se à Autoridade de Origem que efetue a verificação de sua suficiência para prosseguimento do procedimento de compensação, podendo solicitar demais documentos ou esclarecimentos pertinentes para a comprovação necessária. Após, retornem-se os autos para julgamento.” (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira Fl. 566DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11610.012332/2007-50
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
RENDIMENTOS ISENTOS. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO MÉDICO.
Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União,
dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios Súmula
CARF no 63.
Hipótese em que o contribuinte comprovou estar aposentado por invalidez desde 1991, conforme atestado por laudos emitidos pelo INSS e DETRAN/SP, sendo portador de hemiplegia decorrente de AVC, doença que, conforme declarado por médico oficial, enquadra-se
nos termos do art. 39, inciso XXXIII, do RIR/99.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2101-001.731
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Nome do relator: José Evande Carvalho Araujo
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201206
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 RENDIMENTOS ISENTOS. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO MÉDICO. Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios Súmula CARF no 63. Hipótese em que o contribuinte comprovou estar aposentado por invalidez desde 1991, conforme atestado por laudos emitidos pelo INSS e DETRAN/SP, sendo portador de hemiplegia decorrente de AVC, doença que, conforme declarado por médico oficial, enquadra-se nos termos do art. 39, inciso XXXIII, do RIR/99. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 11610.012332/2007-50
conteudo_id_s : 6078320
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2101-001.731
nome_arquivo_s : Decisao_11610012332200750.pdf
nome_relator_s : José Evande Carvalho Araujo
nome_arquivo_pdf_s : 11610012332200750_6078320.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
id : 7948322
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:54:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052474341851136
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1791; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 53 1 52 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11610.012332/200750 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2101001.731 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de junho de 2012 Matéria IRPF Recorrente MARTINHO SHUITI YOGUI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 RENDIMENTOS ISENTOS. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO MÉDICO. Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios Súmula CARF no 63. Hipótese em que o contribuinte comprovou estar aposentado por invalidez desde 1991, conforme atestado por laudos emitidos pelo INSS e DETRAN/SP, sendo portador de hemiplegia decorrente de AVC, doença que, conforme declarado por médico oficial, enquadrase nos termos do art. 39, inciso XXXIII, do RIR/99. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) _____________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Evande Carvalho Araujo Relator Fl. 57DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0919.13380.WITT. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11610.012332/200750 Acórdão n.º 2101001.731 S2C1T1 Fl. 54 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Evande Carvalho Araujo, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa, Célia Maria de Souza Murphy, Alexandre Naoki Nishioka. Ausente o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado, foi lavrada a Notificação de Lançamento de fl. 3, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2005, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$1.367,56, acrescido de multa de ofício de 75% e juros de mora. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 1), acatada como tempestiva. O relatório do acórdão de primeira instância descreve o lançamento e o recurso da seguinte maneira (fl. 41): Em revisão da declaração de rendimentos do contribuinte em epígrafe, referente ao anocalendário de 2004, foi lavrado a Notificação de Lançamento 03, através do qual houve uma reclassificação dos rendimentos indevidamente considerados como isentos, resultando em exigência da importância de R$ 2.858,20, valor este relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, multa de ofício e juros. O contribuinte tomando conhecimento do lançamento apresenta impugnação de fl. 01, fazendo juntada dos seguintes documentos: Aposentadoria por invalidez previdenciária, desde 01/11/1991 e documento da Somupp – Sociedade Multi Previdência Privada, ambas declarando isenção do IR por suplementações recebidas, por ser portador de moléstias graves. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento julgou procedente o lançamento, em julgamento consubstanciado na seguinte ementa (fls. 40 a 44): Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Anocalendário: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. Não deve ser reconhecido o direito à isenção pleiteada, quando o requerente não apresenta Laudo Pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Fl. 58DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0919.13380.WITT. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11610.012332/200750 Acórdão n.º 2101001.731 S2C1T1 Fl. 55 3 Municípios, nos termos da legislação vigente, identificando nominalmente a doença, coincidente com a terminologia empregada pelo legislador. Lançamento Procedente RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 21/9/2009 (fl. 46v), o contribuinte apresentou, em 20/10/2009, o recurso de fls. 49 a 51, onde envia laudos periciais emitidos por serviços médicos oficiais da União e do Estado que identificam nominalmente a doença. O processo foi distribuído a este Conselheiro, numerado até a fl. 52, que também trata do envio dos autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o relatório. Voto Conselheiro José Evande Carvalho Araujo, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Não há arguição de qualquer preliminar. O contribuinte sustenta que os rendimentos lançados como tributáveis são, na verdade, isentos por ser portador de moléstia grave. Os incisos XXXI e XXXIII, e parágrafo 4°, do art. 39, do Decreto n° 3.000, de 26 de março 1999 – Regulamento do Imposto de Renda regulam a matéria da seguinte maneira: Art.39.Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) XXXI os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XXI, e Lei nº 8.541, de 1992, art. 47); (...) XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos Fl. 59DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0919.13380.WITT. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11610.012332/200750 Acórdão n.º 2101001.731 S2C1T1 Fl. 56 4 portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei nº 8.541, de 1992, art. 47, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 30, §2º); (...) §4o Para o reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII, a partir de 1º de janeiro de 1996, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle (Lei nº 9.250, de 1995, art. 30 e §1º). Nesse sentido, foi publicada a Súmula CARF no 63 com o seguinte conteúdo: Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Assim, para o gozo da isenção, existem três condições cumulativas: os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão, eles devem ser percebidos por portador de moléstia grave enumerada na legislação, e a doença deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. O acórdão recorrido considerou que o contribuinte não fazia jus à isenção: a) por não ter sido apresentado Laudo Pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; e b) porque a doença mencionada nos documentos anexados não identificava nominalmente a doença de forma coincidente com a terminologia empregada pelo legislador. No voluntário, o recorrente traz os seguintes documentos: a) Declaração de Invalidez, assinada pela Diretora da Divisão Local de Seguros Sociais/Santana, pelo Chefe do Posto de Manutenção e pelo Chefe do Grupamento Médico Pericial, que informa que o Sr. Martinho Shuti Yogui foi aposentado por invalidez em Fl. 60DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0919.13380.WITT. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11610.012332/200750 Acórdão n.º 2101001.731 S2C1T1 Fl. 57 5 25/03/1991, por doença com código do diagnóstico – CID no 436.9/9 (fl. 50), documento datado em 02/06/1992; b) Laudo de Avaliação de Deficiência Física, emitido pelo Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo em 03/10/2008, atestando para a finalidade de concessão do beneficio previsto no inciso IV do art. 1° da Lei n° 8.989, de 24 de fevereiro de 1995 e alterações posteriores, que o requerente contribuinte possui hemiplegia à direita, sequela de AVC, Código Internacional de Doenças CID10 G 81.9 I69.4 (fl. 51). Acrescentese que já haviam sido apresentados: a) Declaração do Chefe do Grupamento Médico Pericial do INSS São Paulo informando que o contribuinte era “portador de moléstia com o código I 67.8 do CID 10 conforme relatório médico do Dr. NOBORU YASUDA, CRMSP 16.132, datado de 2005, que se enquadra na lei 9250 de 1955, RIR 1999, art. 39; XXXIII; IN SRF n° 15 de 2001, art. 50 XII”, “em gozo de beneficio desde 01.11.1991”, e o citado relatório médico, documentos emitidos em setembro de 2005 (fls. 8 e 9); b) Laudo de Avaliação de Deficiência Física, emitido pelo Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo em 19/05/2005, atestando para a finalidade de concessão do beneficio previsto no inciso IV do art. 1° da Lei n° 8.989, de 24 de fevereiro de 1995 e alterações posteriores, que o requerente contribuinte possui hemiplegia à direita, sequela de AVC, Código Internacional de Doenças CID10 G 81.0 (fl. 10); c) Laudo Médico emitido pelo DETRAN SP em 30/04/2001 atestando a paralisia do lado direito do sujeito passivo, que o tornaria apto a dirigir veículo automático com adaptação. Desta forma, resta claro que o contribuinte comprovou estar aposentado por invalidez desde 1991, conforme atestado por laudos emitidos pelo INSS e DETRAN/SP, sendo portador de hemiplegia decorrente de AVC, doença que, conforme declarado por médico oficial, enquadrase nos termos do art. 39, inciso XXXIII, do RIR/99. Nesse sentido, discordo do julgador a quo, por julgar que a incorreção da enfermidade indicada não possuir a mesma denominação daquelas previstas na lei de isenção pode ser suprida por declaração de médico oficial de que aquela doença está entre as albergadas pelo benefício legal, por ter esse profissional a capacidade para esse diagnóstico. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José Evande Carvalho Araujo Fl. 61DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0919.13380.WITT. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11610.012332/200750 Acórdão n.º 2101001.731 S2C1T1 Fl. 58 6 Fl. 62DF CARF MF Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0919.13380.WITT. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO em 22/06/2012 11:17:49. Documento autenticado digitalmente por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO em 22/06/2012. Documento assinado digitalmente por: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS em 04/07/2012 e JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO em 22/06/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 11/09/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP11.0919.13380.WITT Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: F68BCCD2A83BECB9BCA1044FA99E4BEA325749E8 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 11610.012332/2007-50. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 10865.003788/2008-55
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/04/2003 a 30/09/2006
CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIAS. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. RECURSO VOLUNTÁRIO. CONHECIMENTO PARCIAL.
A propositura pelo sujeito passivo de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal importa renúncia às instâncias administrativas, não havendo, destarte, de se conhecer da matéria concomitante, implicando conhecimento parcial do recurso voluntário em face das demais matérias.
APLICAÇÃO DA TAXA DE JUROS SELIC. INCIDÊNCIA.
A partir de 1º. de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais.
Numero da decisão: 2402-007.621
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso voluntário, não se conhecendo da alegação referente à majoração da alíquota de 11,71% para 20,0%, instituída pela Portaria MPAS 1.135, de 2001, em razão de concomitância com ação judicial impetrada, e, na parte conhecida do recurso, negar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Denny Medeiros da Silveira - Presidente
(assinado digitalmente)
Luís Henrique Dias Lima - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros Paulo Sérgio da Silva, Gregório Rechmann Júnior, Francisco Ibiapino Luz, Wilderson Botto (suplente convocado), Luís Henrique Dias Lima, Renata Toratti Cassini, Rafael Mazzer de Oliveira Ramos e Denny Medeiros da Silveira.
Nome do relator: LUIS HENRIQUE DIAS LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201910
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/04/2003 a 30/09/2006 CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIAS. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. RECURSO VOLUNTÁRIO. CONHECIMENTO PARCIAL. A propositura pelo sujeito passivo de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal importa renúncia às instâncias administrativas, não havendo, destarte, de se conhecer da matéria concomitante, implicando conhecimento parcial do recurso voluntário em face das demais matérias. APLICAÇÃO DA TAXA DE JUROS SELIC. INCIDÊNCIA. A partir de 1º. de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10865.003788/2008-55
anomes_publicacao_s : 201911
conteudo_id_s : 6088392
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2402-007.621
nome_arquivo_s : Decisao_10865003788200855.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : LUIS HENRIQUE DIAS LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 10865003788200855_6088392.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso voluntário, não se conhecendo da alegação referente à majoração da alíquota de 11,71% para 20,0%, instituída pela Portaria MPAS 1.135, de 2001, em razão de concomitância com ação judicial impetrada, e, na parte conhecida do recurso, negar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira - Presidente (assinado digitalmente) Luís Henrique Dias Lima - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Paulo Sérgio da Silva, Gregório Rechmann Júnior, Francisco Ibiapino Luz, Wilderson Botto (suplente convocado), Luís Henrique Dias Lima, Renata Toratti Cassini, Rafael Mazzer de Oliveira Ramos e Denny Medeiros da Silveira.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2019
id : 7976858
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:55:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052474346045440
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1766; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 256 1 255 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.003788/200855 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402007.621 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de outubro de 2019 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente VIAÇÃO SANTA CRUZ S.A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2003 a 30/09/2006 CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIAS. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. RECURSO VOLUNTÁRIO. CONHECIMENTO PARCIAL. A propositura pelo sujeito passivo de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal importa renúncia às instâncias administrativas, não havendo, destarte, de se conhecer da matéria concomitante, implicando conhecimento parcial do recurso voluntário em face das demais matérias. APLICAÇÃO DA TAXA DE JUROS SELIC. INCIDÊNCIA. A partir de 1º. de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia Selic para títulos federais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso voluntário, não se conhecendo da alegação referente à majoração da alíquota de 11,71% para 20,0%, instituída pela Portaria MPAS 1.135, de 2001, em razão de concomitância com ação judicial impetrada, e, na parte conhecida do recurso, negarlhe provimento. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 00 37 88 /2 00 8- 55 Fl. 256DF CARF MF Processo nº 10865.003788/200855 Acórdão n.º 2402007.621 S2C4T2 Fl. 257 2 (assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira Presidente (assinado digitalmente) Luís Henrique Dias Lima Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Paulo Sérgio da Silva, Gregório Rechmann Júnior, Francisco Ibiapino Luz, Wilderson Botto (suplente convocado), Luís Henrique Dias Lima, Renata Toratti Cassini, Rafael Mazzer de Oliveira Ramos e Denny Medeiros da Silveira. Relatório Cuidase de recurso voluntário (efls. 188/206) em face do Acórdão n. 12 34.038 12ª. Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro I DRJ/RJ1 (efls. 172/178) que julgou procedente em parte a impugnação (efls. 99/122), apresentada em 16/12/2008, e manteve em parte o lançamento constituído em 14/11/2008, consignado no Auto de Infração de Obrigação Principal (AIOP) DEBCAD n. 37.168.1839 no valor total de R$ 185.818,66 competências 04/2003 a 09/2008 (efls. 02/24) com fulcro em contribuições sociais previdenciárias a cargo dos contribuintes individuais em relação aos serviços prestados por transportador autônomo rodoviário, conforme especificado no relatório fiscal (efls. 25/34). Cientificada da decisão de primeira instância em 15/12/2010 (efl. 186), o impugnante, agora Recorrente, interpôs recurso voluntário na data de 14/01/2011, esgrimindo, em apertada síntese, os seguintes argumentos: i) desrespeito ao princípio constitucional da estrita legalidade; e ii) inaplicabilidade de juros equivalentes à Selic em relação ao débito fiscal em tela. Sem contrarrazões. É o relatório. Voto Conselheiro Luís Henrique Dias Lima Relator. Não obstante a tempestividade do recurso voluntário, dele se conhece parcialmente pelas razões adiante informadas. Para uma melhor contextualização da presente lide, resgato o relatório da decisão recorrida, no essencial: [...] 2. O Relatório Fiscal de fls. 24 a 33 aduz, em síntese, o seguinte: 2.1. Na data de 20 de julho de 2001, a Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logísticas NTC impetrou Mandado de Fl. 257DF CARF MF Processo nº 10865.003788/200855 Acórdão n.º 2402007.621 S2C4T2 Fl. 258 3 Segurança Coletivo com pedido de liminar junto à Justiça Federal do Estado de São Paulo, processo n° 2001.61.00.1091704, para desobrigar os seus associados de recolher a contribuição previdenciária ao INSS com base na alíquota majorada pela Portaria MPAS n° 1.135, de 05 de abril de 2001, do Ministro de Estado da Previdência e Assistência Social MPAS. 2.2. Em 17 de abril de 2002, a Justiça Federal do Estado de São Paulo deferiu a liminar requerida, para desobrigar os associados da impetrante de recolherem a contribuição previdenciária ao INSS, nos termos do artigo 1° da Portaria n° 1.135, de 05/04/2001, do Ministério da Previdência e Assistência Social. 2.3. No dia 30 de maio de 2007, o Tribunal Federal da 3ª Região acordou em dar provimento ao INSS para reformar a sentença e julgar improcedente o pedido e, por conseguinte, denegar a segurança, reconhecendo a obrigatoriedade dos associados da impetrante sujeitaremse aos termos da Portaria n° 1.135, de 05/04/2001, do Ministério da Previdência e Assistência Social, encontrandose até a data da lavratura do Auto de Infração concluso à VicePresidência do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em face do Recurso Especial interposto pela impetrante. 2.4. Na data de 12 de julho de 2001, a Confederação Nacional do Transporte CNT impetrou Mandado de Segurança Coletivo com pedido de liminar junto ao Superior Tribunal de Justiça STJ, processo MS n° 7790, a fim de que fosse declarada ilegal/inconstitucional a Portaria n° 1.135, de 05/04/2001, do Ministério da Previdência e Assistência Social, sujeitandose, assim, os seus associados à incidência da alíquota de 11,71% sobre o rendimento bruto auferido pelo frete, carreto ou transporte de passageiros em face da contribuição patronal da remuneração do condutor autônomo de veículo rodoviário, ou ao auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário. 2.5. Em 09 de agosto de 2001, o STJ indeferiu o pedido de liminar para que os associados da impetrante se sujeitassem à alíquota de 11,71% a título de contribuição patronal do transportador autônomo a que se referem os incisos I e II do § 15 do art. 9° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, calculados sobre o valor do frete, carreto ou transporte de passageiros. 2.6. No dia 01 de fevereiro de 2005, o STJ acordou em dar provimento parcial ao pedido da impetrante e, por conseguinte, conceder a segurança parcialmente, excluindo a cobrança do aumento da contribuição previdenciária, tão somente, no período de 90 dias seguintes ao da publicação da Portaria n° 1.135, de 05/04/2001, do MPAS. 2.7. Finalmente, em 29 de junho de 2005, o STJ admitiu o Recurso Ordinário interposto pela impetrante, remetendo os autos do referido processo ao Supremo Tribunal Federal STF. Fl. 258DF CARF MF Processo nº 10865.003788/200855 Acórdão n.º 2402007.621 S2C4T2 Fl. 259 4 Até a data da lavratura do presente Auto de Infração, o referido processo encontravase em trânsito sem decisão no STF. 2.8. Ao analisar as informações constantes da planilha de serviços prestados frete, nos Recibos de Pagamento a Autônomo RPA e na contabilidade apresentada em meio digital referentes à prestação de serviço do contribuinte individual condutor autônomo rodoviário, e ao confrontálas com as informações declaradas nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP, foi constatado que a empresa adotou para a apuração da base de cálculo da contribuição de terceiras entidades ou fundos nos períodos de 01/2003 a 04/2003, 07/2003 e 09/2003 a 09/2006, a alíquota de 11,71% sobre o valor do serviço prestado discriminado no Recibo de Pagamento a Autônomo RPA, aplicando, assim, o ditame do art. 267, do Decreto n° 3.048, de 06 de maio de 1999, vigente anteriormente à publicação da Portaria n° 1.135, de 05/04/2001, do MPAS. 2.9. Considerando que a referida Portaria determinou que a remuneração paga ou creditada ao condutor autônomo de veículo rodoviário, ou ao auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, pelo frete, carreto ou transporte de passageiros, será calculada com base na aplicação da alíquota de 20% sobre o rendimento bruto pago ou creditado a estes, ou seja, 20% sobre o valor do serviço prestado discriminado no Recibo de Pagamento a Autônomo RPA, foi aplicada a alíquota de 8,29%, diferença entre a alíquota de 20% e a de 11,71 % sobre o valor do serviço prestado discriminado no RPA, tornandose, assim, a base de cálculo na apuração da contribuição previdenciária do segurado. 3. A empresa apresentou impugnação às fls 98 a 121 alegando, em síntese, o seguinte: 3.1. A Portaria n° 1.135/2001, ao estabelecer o percentual de 20% desrespeitou o princípio da legalidade previsto no art. 150, I da Constituição. 3.2. O Mandado de Segurança Coletivo n° 7.790/DF encontrase em grau de Recurso Ordinário em Mandado de Segurança n° 25.476 perante o Colendo Supremo Tribunal Federal, aguardando julgamento, mas com já 7 votos proferidos, contra 1, favoráveis aos interesses dos contribuintes. 3.3. A impugnante deixou de recolher a referida contribuição social de terceiros com base à alíquota de 2,5% sobre o valor da base de cálculo tendo em vista a concessão de medida liminar, nos autos do Mandado de Segurança Coletivo n° 2001.61.00.1091704, impetrado pela Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logísticas NTC, sendo a Impugnante devida e regularmente associada à NTC. 3.4. Os períodos anteriores a 14/11/2003 incluídos no Auto de Infração são decadentes pois foram objeto de lançamento extemporâneo de crédito tributário relativo a tributo sujeito a Fl. 259DF CARF MF Processo nº 10865.003788/200855 Acórdão n.º 2402007.621 S2C4T2 Fl. 260 5 lançamento por homologação, nos termos do § 4° do art. 150 do CTN combinado com a Súmula Vinculante n° 08. 3.5. É inaplicável juros equivalentes à SELIC em relação à constituição de créditos tributários por ofensa aos arts. 97, V e 161, § 1° do CTN e art. 150, I da CRFB. 4. A competência para julgamento do presente processo foi prorrogada pela Portaria RFB/SUTRI n° 423, de 17 de março de 2010, publicada no Diário Oficial da União de 18 de março de 2010. [...] Nas suas razões de decidir, assim posicionouse a instância julgadora de primeira instância: [...] DA AÇÃO JUDICIAL E DA RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA 7. O contribuinte, ao demandar concomitantemente o Poder Judiciário e a Administração Pública, sobre o mesmo fundamento, renuncia tacitamente a esta esfera, em virtude do fato de que uma decisão administrativa não pode se sobrepor a um provimento judicial. Neste sentido, a Lei n° 6.830/80, dispõe em seu art. 38 que "a propositura, pelo contribuinte, de Mandado de Segurança, Ação de Repetição de Indébito ou Ação Anulatória de ato declarativo da dívida, importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto ". 8. Corroborando esse entendimento, o Coordenador Geral do Sistema Tributação da Receita Federal do Brasil, através do Ato Declaratório Normativo n° 03, de 14/02/1996, estabeleceu o seguinte: a) a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial por qualquer modalidade Processual, antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto b) conseqüentemente, quando diferentes os objetos do processo judicial e do processo administrativo, este terá prosseguimento normal no que se relaciona à matéria diferenciada (p.ex., aspectos formais do lançamento, base de cálculo, etc); 9. Desta forma, todo o questionamento acerca da possibilidade ou não de Portaria Ministerial elevar a alíquota de contribuição de 11,71% para 20,00% deixa de ser analisada por este acórdão, cabendo apenas o julgamento da matéria diferenciada, no caso, questionamentos acerca da contagem do prazo decadencial e relativos à taxa SELIC. Fl. 260DF CARF MF Processo nº 10865.003788/200855 Acórdão n.º 2402007.621 S2C4T2 Fl. 261 6 DA ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO PARA FINS DE CONTAGEM DO LAPSO DECADENCIAL 10. Considerandose que houve o recolhimento da parte incontroversa, qual seja, 11,71% do valor da base de cálculo, tendo sido apurado no presente débito apenas os 8,29% relativos à diferença de alíquota, verificase que houve o recolhimento parcial a ensejar a contagem prevista no art. 150, § 4° do CTN em detrimento daquele previsto no art. 173, I, nos tennos do Parcer PGFN/CAT n° 433/2008. 11. O art. 150, § 4% possui o seguinte teor: [...] 12. Da leitura do dispositivo acima, verificase que o pagamento há que se referir ao fato gerador que o sujeito passivo reconhece espontaneamente como devido, que, pela leitura do art. 114 do CTN, é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. Portanto, para que exista o fato gerador in concreto, a hipótese de incidência deverá estar prevista anteriormente em lei. E o fato gerador, na hipótese em análise, nos termos do art. 65 da Instrução Normativa MPS/SRP n° 03/2005, vigente à época do lançamento, era: Art. 65. Constitui fato gerador da obrigação previdenciária principal III em relação à empresa ou equiparado à empresa: a) a prestação de serviços remunerados pelos segurados empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual e cooperado intermediado por cooperativa de trabalho; 13. Isto posto, os 11,71% recolhidos são aptos a direcionar a contagem do prazo decadencial para o art. 150, § 4" do CTN. DA TAXA SELIC 14. No tocante à taxa SELIC, cabe salientar que o art. 26A do Decreto n° 70.235/72 dispõe o seguinte: Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009) 15. Portanto, não compete à instância administrativa declarar, reconhecer ou apreciar a argüição de inconstitucionalidade, pois essa competência foi atribuída em caráter privativo ao Poder Judiciário pela Constituição Federal de 1988 nos arts. 102 I, a, e II1, b. 16. Isto posto, dou provimento em parte à impugnação para excluir do presente lançamento, por decadência, as competências lançadas até a competência 10/2003 e declarar o Fl. 261DF CARF MF Processo nº 10865.003788/200855 Acórdão n.º 2402007.621 S2C4T2 Fl. 262 7 contribuinte devedor do débito remanescente no valor de R$ 94.704,44, conforme DADR em anexo. [...] Muito bem. A Recorrente, em sede de recurso voluntário, não aduz novas razões de defesa, limitandose a reproduzir, no mérito, os argumentos apresentados na impugnação, observandose que a preliminar de decadência foi acatada pela autoridade julgadora de primeira instância. Observase que a DRJ denunciou existência de concomitância de instâncias judicial e administrativa uma vez que a Recorrente discute em ação judicial a mesma matéria objeto desta lide, qual seja a possibilidade ou não de Portaria Ministerial elevar a alíquota de contribuição de 11,71% para 20,00%, conforme ela mesma informa no recurso voluntário: [...] Na hipótese, tratase, na verdade, de Portaria MPAS n°. 1.135, de 05 de abril de 2001, que elevou o percentual de 11,71 %, até então previsto no Decreto n°. 3.048/99, para 20%, para fins de determinação da base imponível da contribuição social dos trabalhadores incidente sobre o, rendimento bruto auferido pelo frete, carreto ou transporte de passageiros por condutor autônomo de veículo rodoviário, ou ao auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em total desrespeito aos princípios constitucionais da legalidade e da anterioridade nonagesimal. Pois bem. Cumpre ressaltar, novamente, que o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n°. 3.048, de 06 de maio de 1.999, que dispõe sobre a exação fiscal aqui combatida pelo peticionante em sede de recurso voluntário, estabelecia, antes da entrada em vigor da Portaria MPAS n°. 1.135/01, que: "Art.201. A contribuição a cargo da empresa, destinada à seguridade social, é de: § 4° A remuneração paga ou creditada a tranportador autônomo, a que se referem os incisos I e II do §15 do artigo 9° pelo frete, carreto ou transporte de passageiros realizado por contra própria corresponderá ao valor resultante da aplicação de um dos percentuais estabelecidos pelo Ministério da Previdência e Assistência Social sobre o valor bruto do frete, carreto ou tranporte de passageiros,, para determinação do valor mínimo da remuneração (Redação dada pelo Decreto n°. 1265, de 29.11.99). ... Art. 267. Até que o Ministério da Previdência e Assistência Social estabeleça os percentuais de que trata o § 40 do art. 201, Fl. 262DF CARF MF Processo nº 10865.003788/200855 Acórdão n.º 2402007.621 S2C4T2 Fl. 263 8 será utilizada a alíquota de onze virgula setenta e um por cento sobre o valor bruto do o frete, carreto ou transporte de passageiros." (grifo nosso) Por oportuno, cabe destacar que os mencionados incisos 1 e 11 do § 15 do artigo 9°, referidos na legislação acima transcrita, dispõem sobre a figura do trabalhador autônomo, especialmente em sua redação original que tinha o seguinte teor: "§ 15. São trabalhadores autônomos, entre outros: I o condutor autônomo de veículo rodoviário, assim considerado aquele que exerce atividade profissional sem vínculo empregatício, quando proprietário, coproprietário ou promitente comprador de um só veículo; II aquele que exerce atividade de auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei n° 6.094, de 30 de agosto de 1974;". No entanto, em completo desrespeito ao princípio constitucional da legalidade, previsto no artigo 150, inciso I, da Carta Maior, foi editada, pelo Ministério da Previdência e Assistência Social,, a Portaria n°. 1.135, de 05 de abril de 2.001, elevando o percentual para fins de definição da base imponível da referida contribuição social, até então previsto em 11,71%, para 20% do valor bruto do frete com base no dispositivo do § 4° do artigo 201 do RPS: "Art 1° Considerase , remuneração paga ou creditada ao condutor autônomo de veículo rodoviário, ou ao auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, ' em automóvel cedido em regime de colaboração, nós termos da Lei n0 6.094, de 30 de agosto de 1974, de que tratam, respectivamente os incisos 1 e, 11 do § 15 do art. 9° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n0 3.048, de 6 de maio de 1999, pelo frete, carreto ou transporte de passageiros, vinte por cento do rendimento bruto." (grifo nosso) Portanto, importante salientar, mais uma vez, que a majoração'do, referido percentual o para fins de definição da base imponível da contribuição social prevista na alínea "c", do parágrafo único do Art. 11 da Lei n°. 8.212/91 incidente sobre o valor bruto do frete, carreto ou transporte de passageiros prestados por autônomos (carreteiros) fere o princípio constitucional da estrita legalidade, previsto no Artigo 150, inciso I, da Carta Magna, o que'demonstra, com foros de certeza absoluta, que a recorrente tem o direito líquido e certo de não se sujeitar a malfada cobrança lançada contra a defendente, por meio o odioso AI IM n°. 37.168.1839, devendo ser integralmente, cancelado, nos termos do pedido formulado ao final. Nesse sentido, a Confederação Nacional do Transporte CNT, entidade sindical de grau superior que representa, em grau Fl. 263DF CARF MF Processo nº 10865.003788/200855 Acórdão n.º 2402007.621 S2C4T2 Fl. 264 9 máximo, a categoria da qual faz parte a recorrente, adotando mesma linha de raciocínio aqui utilizada pela recorrente em sede de recurso voluntário, impetrou Mandado de Segurança Coletivo n'. 7790/DF, originário do Egrégio Superior Tribunal Justiça, para o fim de se questionar a legal id.ade/constitucional idade do aumento do percentual para fins de definição da base imponível da contribuição social dos trabalhadores, incidentes sobre o seu saláriodecontribuição, ora guerreada nos autos, por meio da referida Portaria Ministerial n°. 1.135/2001. Atualmente, o presente processo encontrase em grau de Recurso Ordinário em Mandado de Segurança n° . 25.476, . perante o Colendo Supremo Tribunal Federal, aguardando julgamento, mas já com 7 votos proferidas, contra 1, favoráveis aos interesses dos contribuintes, conforme consulta p rocessual eletrônica (www.stf.jus.br ). De todo modo, registrese, por oportuno, que a recorrente deixou de recolher a referida contribuição social dos trabalhadores,' com base à alíquota de 11 % sobre o valor da base de cálculo ilegalmente alterada por meio da aqui atacada Portaria .MPAS n°. 1.135/2001, tendo em vista a concessão de medida liminar, nos autos do Mandado de Segurança Coletivo n0. 2001.61.00.1091704, impetrado pela Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logísticas NTC, para o fim de se reconhecer o direito líquido e certo de seus associados a continuar a recolher a mencionada contribuição previdenciária ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS, incidente sobre os serviços de frete, carreto ou transporte de passageiros prestados por autônomos (carreteiros), à base de 11,71%, conforme cópia da decisão oportunamente anexada aos autos. Apenas para fim de argumentação, importante anotar que a recorrente é pessoa jurídica de direito privado devida e regularmente associada à Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logísticas NTC, conforme faz prova a copia da declaração emitida pela própria entidade anexada aos autos, o que demonstra que a peticionante teve assegurado seu direito de não se sujeitar à Odiosa cobrança veiculada por norma infralegal, nos termos e para os fins da medida liminar concedida nos autos do mencionado Mandado de Segurança Coletivo n0. 2001.61.00.1091704. Nesse sentido, a recorrente tem plena convicção de que se afigura absolutamente ilegítima a exigência da Contribuição Social dos trabalhadores, incidentes sobre o seu saláriode contribuição, na hipótese em comento, especialmente em 'razão da ilegalidade da majoração de.tributo por meio de norma infralegal, ou seja, através de portaria ministerial editada pelo Ministério da Previdência e Assistência Social, que elevou . o percentual definidor da base de cálculo das contribuições em apreço de 11,71% para 20%, incidente sobre o valor bruto da prestação de serviços de autônomos (carreteiros), conforme restará amplamente evidenciado. Fl. 264DF CARF MF Processo nº 10865.003788/200855 Acórdão n.º 2402007.621 S2C4T2 Fl. 265 10 [...](grifei) Conforme se observa, resta evidente a concomitância de instâncias judicial e administrativa denunciada pela decisão de primeira instância, não havendo, pois de se conhecer do recurso voluntário em face dessa matéria, a teor do Enunciado n.1 de Súmula CARF, verbis: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Quanto à utilização da taxa Selic para o cálculo dos juros moratórios, tratase de matéria já consolidada neste Conselho, a teor do Enunciado n. 4 de Súmula CARF, de natureza vinculante, o que dispensa maiores considerações: Enunciado n. 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Ante o exposto, voto por conhecer parcialmente do recurso voluntário, para, na parte conhecida, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Luís Henrique Dias Lima Fl. 265DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10882.002529/2003-94
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Oct 04 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2003
TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ.
Nos termos da Súmula 360/STJ, a denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarada, mas pagos a destempo.
Numero da decisão: 3401-006.718
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente.
(assinado digitalmente)
Leonardo Ogassawara de Araújo Branco - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros Mara Cristina Sifuentes, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Lázaro Antônio Souza Soares, Rodolfo Tsuboi (suplente convocado), Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (Vice-Presidente) e Rosaldo Trevisan (Presidente).
Nome do relator: LEONARDO OGASSAWARA DE ARAUJO BRANCO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201907
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2003 TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ. Nos termos da Súmula 360/STJ, a denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarada, mas pagos a destempo.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 04 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10882.002529/2003-94
anomes_publicacao_s : 201910
conteudo_id_s : 6069155
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3401-006.718
nome_arquivo_s : Decisao_10882002529200394.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : LEONARDO OGASSAWARA DE ARAUJO BRANCO
nome_arquivo_pdf_s : 10882002529200394_6069155.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente. (assinado digitalmente) Leonardo Ogassawara de Araújo Branco - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Mara Cristina Sifuentes, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Lázaro Antônio Souza Soares, Rodolfo Tsuboi (suplente convocado), Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (Vice-Presidente) e Rosaldo Trevisan (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2019
id : 7927563
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:53:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052474358628352
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1270; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 271 1 270 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10882.002529/200394 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401006.718 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de julho de 2019 Matéria DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente SUDAMAX INDUSTRIA E COMERCIO DE CIGARROS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ. Nos termos da Súmula 360/STJ, a denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarada, mas pagos a destempo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente. (assinado digitalmente) Leonardo Ogassawara de Araújo Branco Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Mara Cristina Sifuentes, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Lázaro Antônio Souza Soares, Rodolfo Tsuboi (suplente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 00 25 29 /2 00 3- 94 Fl. 271DF CARF MF Processo nº 10882.002529/200394 Acórdão n.º 3401006.718 S3C4T1 Fl. 272 2 convocado), Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (VicePresidente) e Rosaldo Trevisan (Presidente). Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 198 a 226) interposto contra o Acórdão nº 1415.095, de 14 de março de 2007, prolatado pela 2a Turma da DRJ/RPO, cientificado em 26 de abril de 2007 que, relativamente a auto de infração eletrônico do IPI dos períodos do 3º trimestre de 1998, considerou procedente em parte o lançamento. O auto de infração foi lavrado em 04 de julho de 2003, segundo o termo de fls. 54 a 91, o processo administrativo vinculado a parcelamento dos 1º e 3º decêndios de 1998 referirseia a outros débitos; em relação aos 1º e 2º de julho e ao 1º de setembro de 1998, haveria pagamento a menor da multa de mora; ao 3º de setembro, 2º e 3º de outubro, 1º e 2º de setembro, 1º e 2º de outubro, 1º, 2º e 3º de dezembro, 1º e 2º decêndios de novembro, haveria pagamento a menor da multa de mora. Houve, assim, lançamento do imposto com multa de mora e juros, de multa de mora paga a menor e de multa de ofício isolada. Em sessão realizada em 09 de dezembro de 2010, a 2º Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª sessão decidiu por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para verificar o andamento da ação judicial nº 1999.61.00.0423114 e a sua abrangência em relação aos débitos lançados no presente processo. Primeiramente quanto à ação judicial, tratase de mandado de segurança impetrado pelo interessado com o objetivo de exclusão da multa de mora do valor de sua dívida consolidada, objeto de parcelamento nos processos nº 10.168.000.449/9157 (atual processo nº 10.880.043.123/9376IPI), 13804.003302/9877 (IPI) e 10880.006753/9810, após confissão espontânea. A segurança foi concedida em 15/01/2001 (fls. 260). Acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região denegou a ordem por motivo de decadência do direito ao mandado de segurança (fls. 261 a 265). A decisão foi publicada em 24/09/2003 e o trânsito em julgado ocorreu em 09/11/2007 (fls. 266 e 267). No que diz respeito à abrangência da ação mandamental quanto aos débitos objeto do auto de infração impugnado, especialmente os débitos parcelados no PA nº 13804003302/9877, somente os períodos de apuração referentes ao 1º e 3º decêndios de novembro de 1998 correspondem aos débitos lançados no presente processo (fls. 72/73 e 129). É o Relatório. Voto Conselheiro Leonardo Ogassawara de Araújo Branco, Relator Fl. 272DF CARF MF Processo nº 10882.002529/200394 Acórdão n.º 3401006.718 S3C4T1 Fl. 273 3 O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. Extraemse dos autos, fls. 76, que há coincidência entre o crédito tributário em discussão nesses autos e os que foram discutidos na ação judicial nº 1999.61.00.0423114, conforme confirmou a unidade preparadora. De outra parte, parcela do crédito discutido no presente processo administrativo não está abrangido naquele processo judicial: Em relação aos demais processos não abrangidos pela ação fiscal, a controvérsia cingese a saber se a multa de mora é exonerada quando da aplicação da denúncia espontânea. Como se verifica, no presente caso, em auditoria interna de Declaração de Créditos e Débitos Tributários Federais (DCTF) de que tratam a IN SRF n° 045, de 1998, e a IN SRF n° 077, de 1998, foi constatado falta de pagamento, relativamente ao ano de 1998, consoante capitulação legal consignada fl.24 (quadro 10 do auto de infração), e, então, foi lavrado o auto de infração, para exigir R$1.787.349,02 de imposto, inclusos multa de mora, multa de oficio, multa isolada e juros. Isto posto, entendo aplicável ao caso a inteligência da Súmula 360 do STJ, que fundamentou o Recurso Especial nº 962379,relator Ministro Teori Zavascki julgado no rito do art. 543C do CPC: TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ. 1. Nos termos da Súmula 360/STJ, "O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo". É que a apresentação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, de Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei, é modo de constituição do crédito Fl. 273DF CARF MF Processo nº 10882.002529/200394 Acórdão n.º 3401006.718 S3C4T1 Fl. 274 4 tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco. Se o crédito foi assim previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido. 2. Recurso especial desprovido. Recurso sujeito ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/08. Ante o exposto, voto por conhecer e no mérito negar provimento ao Recurso Voluntário interposto. É como voto. (assinado digitalmente) Leonardo Ogassawara de Araújo Branco Relator Fl. 274DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10980.005884/2009-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2004
IRPF. GLOSA. DEPENDENTE. FALTA DE PROVA.
Não tendo a Recorrente produzido qualquer prova em seu favor, devem ser mantidas as glosas de sues dependentes.
IRPF. DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA.
Nos termos do art. 8o, § 2o, inc. III da Lei n° 9.250/95, somente podem ser deduzidas as despesas médicas comprovadas por meio de recibo que preencha os requisitos da lei, sob pena de prevalecer a glosa das referidas despesas.
Numero da decisão: 2102-002.423
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2004 IRPF. GLOSA. DEPENDENTE. FALTA DE PROVA. Não tendo a Recorrente produzido qualquer prova em seu favor, devem ser mantidas as glosas de sues dependentes. IRPF. DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. Nos termos do art. 8o, § 2o, inc. III da Lei n° 9.250/95, somente podem ser deduzidas as despesas médicas comprovadas por meio de recibo que preencha os requisitos da lei, sob pena de prevalecer a glosa das referidas despesas.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 10980.005884/2009-01
conteudo_id_s : 6071012
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2102-002.423
nome_arquivo_s : Decisao_10980005884200901.pdf
nome_relator_s : ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI
nome_arquivo_pdf_s : 10980005884200901_6071012.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
id : 7936780
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:53:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-08-21T16:59:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 210202423_10980005884200901_201301; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 1.4.2; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: 14675722172; dcterms:created: 2019-08-21T16:59:03Z; Last-Modified: 2019-08-21T16:59:03Z; dcterms:modified: 2019-08-21T16:59:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 210202423_10980005884200901_201301; xmpMM:DocumentID: uuid:8ea880c3-c690-11e9-0000-3a2316a94e4a; Last-Save-Date: 2019-08-21T16:59:03Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 1.4.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2019-08-21T16:59:03Z; meta:save-date: 2019-08-21T16:59:03Z; pdf:encrypted: false; dc:title: 210202423_10980005884200901_201301; modified: 2019-08-21T16:59:03Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: 14675722172; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: 14675722172; meta:author: 14675722172; dc:subject: ; meta:creation-date: 2019-08-21T16:59:03Z; created: 2019-08-21T16:59:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2019-08-21T16:59:03Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: 14675722172; producer: GPL Ghostscript 9.05; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: GPL Ghostscript 9.05; pdf:docinfo:created: 2019-08-21T16:59:03Z | Conteúdo =>
_version_ : 1713052474361774080
score : 1.0
Numero do processo: 13605.000373/2005-36
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 25 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
RECURSO VOLUNTÁRIO. ÔNUS DA RECORRENTE TRAZER OS ARGUMENTOS QUE PRETENDE VER APRECIADOS.
No Recurso Voluntário é ônus da Recorrente elaborar todos os argumentos que pretende submeter ao órgão recursal e, tratando-se de créditos sobre insumos é necessário que a Recorrente evidencie a sua essencialidade e relevância para com o processo produtivo, operando-se a preclusão daquilo que não foi expressamente tratado na peça recursal.
Numero da decisão: 3302-007.587
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar arguida. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Raphael Madeira Abad Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, Gerson Jose Morgado de Castro, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Denise Madalena Green
Nome do relator: RAPHAEL MADEIRA ABAD
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201909
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 RECURSO VOLUNTÁRIO. ÔNUS DA RECORRENTE TRAZER OS ARGUMENTOS QUE PRETENDE VER APRECIADOS. No Recurso Voluntário é ônus da Recorrente elaborar todos os argumentos que pretende submeter ao órgão recursal e, tratando-se de créditos sobre insumos é necessário que a Recorrente evidencie a sua essencialidade e relevância para com o processo produtivo, operando-se a preclusão daquilo que não foi expressamente tratado na peça recursal.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13605.000373/2005-36
anomes_publicacao_s : 201910
conteudo_id_s : 6077942
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3302-007.587
nome_arquivo_s : Decisao_13605000373200536.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : RAPHAEL MADEIRA ABAD
nome_arquivo_pdf_s : 13605000373200536_6077942.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar arguida. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, Gerson Jose Morgado de Castro, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Denise Madalena Green
dt_sessao_tdt : Wed Sep 25 00:00:00 UTC 2019
id : 7948026
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:54:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052474362822656
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-17T22:09:46Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-10-17T22:09:46Z; Last-Modified: 2019-10-17T22:09:46Z; dcterms:modified: 2019-10-17T22:09:46Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-10-17T22:09:46Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-10-17T22:09:46Z; meta:save-date: 2019-10-17T22:09:46Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-10-17T22:09:46Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-10-17T22:09:46Z; created: 2019-10-17T22:09:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-10-17T22:09:46Z; pdf:charsPerPage: 1855; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-10-17T22:09:46Z | Conteúdo => S3-C 3T2 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 13605.000373/2005-36 Recurso Voluntário Acórdão nº 3302-007.587 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de setembro de 2019 Recorrente ANGLOGOLD ASHANTI CORREGO DO SITIO MINERACAO S.A. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 RECURSO VOLUNTÁRIO. ÔNUS DA RECORRENTE TRAZER OS ARGUMENTOS QUE PRETENDE VER APRECIADOS. No Recurso Voluntário é ônus da Recorrente elaborar todos os argumentos que pretende submeter ao órgão recursal e, tratando-se de créditos sobre insumos é necessário que a Recorrente evidencie a sua essencialidade e relevância para com o processo produtivo, operando-se a preclusão daquilo que não foi expressamente tratado na peça recursal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar arguida. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, Gerson Jose Morgado de Castro, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Denise Madalena Green Relatório Trata-se de processo administrativo no bojo do qual discute-se a definição do conceito de insumo na indústria dedicada à exploração, pesquisa, lavra, beneficiamento, industrialização, comércio, exportação, importação, transporte e embarque de metais preciosos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 5. 00 03 73 /2 00 5- 36 Fl. 809DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-007.587 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13605.000373/2005-36 Sinteticamente, a Recorrente busca o reconhecimento de créditos de PIS e COFINS na modalidade não cumulativa, especialmente no que diz respeito aos bens e serviços que entende subsumirem-se ao conceito de insumos essenciais ao desempenho de sua atividade. Sua pretensão foi denegada pelo Acórdão recorrido em razão da DRJ, em sua decisão, adotar a definição do conceito de insumos conforme previsto pela IN SRF n. 247/2002 e 404/2004. Na decisão ora sob exame a DRJ esclareceu que não possui competência para exercer qualquer controle de constitucionalidade das normas em vigor, nem negar vigência à referidas instruções normativas. REGIME NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO SOBRE INSUMOS. O sujeito passivo poderá descontar da contribuição apurada no regime não cumulativo, créditos calculados sobre valores correspondentes a insumos, assim entendidos as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. SERVIÇOS. CRÉDITO SOBRE INSUMOS. Somente os serviços aplicados ou consumidos na produção de bens destinados à venda são considerados insumos e dão direito ao crédito. DELEGACIA DE JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. Tratando-se de processo que envolve direito creditório, a competência de julgamento da primeira instância administrativa é quanto à manifestação de inconformidade contra o não reconhecimento do direito creditório ou a não homologação da compensação declarada. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE VINCULAÇÃO. Falece competência à autoridade julgadora para apreciação de aspectos relacionados com a constitucionalidade ou legalidade de normas tributárias, devendo, no julgamento de primeira instância, serem observadas normas legais e regulamentares, bem assim o entendimento da Receita Federal expresso em atos normativos. Irresignada, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário no bojo do qual reitera os argumentos trazidos na Manifestação de Inconformidade, suscitando, em síntese Preliminarmente, a nulidade do despacho decisório em razão de alegada ausência de clareza do ato da glosa, que alega ter dificultado a sua defesa. No mérito, sustenta que os bens glosados tratam-se de verdadeiros insumos. Ainda no mérito, sustenta que possui direito a créditos na importação. É o relatório. Voto Fl. 810DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-007.587 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13605.000373/2005-36 Conselheiro Raphael Madeira Abad, Relator. 1 ADMISSIBILIDADE. O Recurso Voluntário é tempestivo e a matéria é de competência deste Colegiado, razão pela qual dele conheço. 2 PRELIMINARES. Preliminarmente, a Recorrente pretende a declaração da nulidade do acórdão em questão sob a alegação de que a fiscalização não teria descrito qual insumo havia sido glosado, limitando-se a fundamentar, segundo a Recorrente, que estes não são utilizados no processo produtivo. Todavia, houve um minucioso processo de análise dos itens sobre os quais se efetuou a glosa, no qual a Requerente manifestou-se e obteve direito de crédito sobre grande parte daquilo que originalmente havia sido glosado, tendo a Administração Pública evidenciado os critérios da glosa, e os fundamentado nas normas às quais ela está submetida, especialmente a Instrução Normativa SRF n. 247/02, a Instrução Normativa n. 358/03 e a Instrução Normativa n. 404/04 Diante do sucesso parcial da Recorrente na obtenção dos créditos pleiteados é possível constatar que não houve qualquer preterição ao seu direito de defesa e, inclusive, não houve prejuízo processual, eis que o motivo da manutenção da glosa foi o entendimento da Autoridade Administrativa acerca do conceito de insumo, e não a aludida falta de oportunidade do exercício do contraditório, não havendo nulidade sem que tenha sido demonstrado qualquer prejuízo, razão suficiente para afastar a preliminar de nulidade arguida. 3 MÉRITO. No mérito, a Recorrente afirma que os itens listados na planilha são necessários e indispensáveis ao processo produtivo. A Recorrente também atacou as normas utilizadas como fundamento do Acórdão sob exame, já mencionadas alhures, e que teriam extrapolado o limite regulamentar. Todavia, em nenhum momento do Recurso Voluntário a Recorrente aponta sequer ao menos um dos insumos sobre qual pretende ver reconhecido crédito tributário e relacionando- o à sua atividade industrial, de forma que este Colegiado possa aferir a sua essencialidade e relevância em relação ao processo produtivo, tão somente valendo-se de teses genéricas. O Recurso Voluntário é um ato processual que ataca o Acórdão proferido pela DRJ, inaugurando uma nova fase do processo, no qual devem ser suscitados os motivos de fato e de direito que se fundamenta e os pontos de discordância que deseja que o órgão julgador se manifeste, sob pena de preclusão. Fl. 811DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-007.587 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13605.000373/2005-36 No caso concreto a Recorrente não se desincumbiu do ônus de apontar quais foram os insumos que discordou da glosa, os motivos pelos quais considera que aqueles insumos são essenciais e relevantes ao processo produtivo e, o mais importantes, produzir prova, por exemplo, um laudo técnico, que faça prova da alegada essencialidade e relevância do insumo, informações sem as quais este Colegiado não pode manifestar-se. Em relação aos “créditos na importação”, a Recorrente mantém a linha de raciocínio utilizada na manifestação de inconformidade e defende, em tese, que se tratam de itens indispensáveis à sua atividade. Ocorre que o Acórdão atacado é expresso no que diz respeito ao fato de que a glosa dos créditos na importação não foi realizada em razão do conceito de insumos, mas sim porque os créditos de importação vinculados às receitas de exportação somente foram admitidos a partir de 09/08/2004, com utilização a partir de 19/05/2005 (art. 16 da Lei nº 11.116/2005 c/c art. 17 da Lei nº 11.033/2004). Ainda que assim não fosse, em relação a estes bens a Recorrente também deixou de apontar a sua essencialidade de forma individual e pormenorizada, bem como de trazer aos autos qualquer elemento de prova que demonstrasse a veracidade das alegações que eventualmente houvessem sido realizadas, mas não foram. É ônus processual da Recorrente trazer no Recurso Voluntário todas as matérias fáticas e jurídicas que pretende serem apreciadas pelo Colegiado, bem como as provas que demonstrem o direito alegado, sob pena de preclusão. Em relação aos créditos tributários que alega ter direito, é imprescindível que a Recorrente demonstre expressamente a sua essencialidade e relevância ao processo produtivo, demonstração esta alicerçada em prova. 4 CONCLUSÕES. Por todo o exposto, constata-se que a Recorrente não se desincumbiu do ônus de demonstrar, em seu Recurso Voluntário, quais os bens sobre os quais pleiteia o crédito, deixando de enumerá-los, bem como de trazer ao Recurso qualquer elemento probatório do direito que deveria ter sido alegado, razão pela qual voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad Fl. 812DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 3302-007.587 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13605.000373/2005-36 Fl. 813DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 19515.002556/2006-62
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002
NULIDADE. INOCORRÊNCIA. REGULARIDADE DO PROCEDIMENTO FISCAL.
O procedimento de fiscalização ocorreu de forma regular, cumpridos todos os requisitos constantes do art. 11 do Decreto nº 70.235/1972 e ausentes quaisquer das causas de nulidade previstas no art. 59 do mesmo diploma.
FATO GERADOR COMPLEXIVO. SÚMULA CARF Nº 38. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA.
O fato gerador do imposto de renda é complexivo, aperfeiçoando-se em 31 de dezembro de cada ano. A decadência somente se opera quando decorridos 5 anos da ocorrência do fato gerador.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. ÔNUS DA PROVA. LEI Nº 9.430/96.
A partir da vigência da Lei 9.430/96, a existência de depósitos de origens não comprovadas tornou-se uma nova hipótese legal de presunção de omissão de rendimentos, sendo ônus do contribuinte a apresentação de justificativas válidas para os ingressos ocorridos em suas contas correntes.
Numero da decisão: 2202-005.485
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson - Presidente
(assinado digitalmente)
Ludmila Mara Monteiro de Oliveira - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ludmila Mara Monteiro de Oliveira (Relatora), Marcelo de Sousa Sáteles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Leonam Rocha de Medeiros e Ronnie Soares Anderson (Presidente).
Nome do relator: LUDMILA MARA MONTEIRO DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201909
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2002 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. REGULARIDADE DO PROCEDIMENTO FISCAL. O procedimento de fiscalização ocorreu de forma regular, cumpridos todos os requisitos constantes do art. 11 do Decreto nº 70.235/1972 e ausentes quaisquer das causas de nulidade previstas no art. 59 do mesmo diploma. FATO GERADOR COMPLEXIVO. SÚMULA CARF Nº 38. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. O fato gerador do imposto de renda é complexivo, aperfeiçoando-se em 31 de dezembro de cada ano. A decadência somente se opera quando decorridos 5 anos da ocorrência do fato gerador. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. ÔNUS DA PROVA. LEI Nº 9.430/96. A partir da vigência da Lei 9.430/96, a existência de depósitos de origens não comprovadas tornou-se uma nova hipótese legal de presunção de omissão de rendimentos, sendo ônus do contribuinte a apresentação de justificativas válidas para os ingressos ocorridos em suas contas correntes.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 19515.002556/2006-62
anomes_publicacao_s : 201911
conteudo_id_s : 6088602
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2202-005.485
nome_arquivo_s : Decisao_19515002556200662.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : LUDMILA MARA MONTEIRO DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 19515002556200662_6088602.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente (assinado digitalmente) Ludmila Mara Monteiro de Oliveira - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ludmila Mara Monteiro de Oliveira (Relatora), Marcelo de Sousa Sáteles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Leonam Rocha de Medeiros e Ronnie Soares Anderson (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2019
id : 7977754
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:55:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052474418397184
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1720; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 334 1 333 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.002556/200662 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202005.485 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de setembro de 2019 Matéria IMPOSTO SOBRE A RENDA DA PESSOA FÍSICA IRPF Recorrente NADIA MACRUZ MASSIH Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. REGULARIDADE DO PROCEDIMENTO FISCAL. O procedimento de fiscalização ocorreu de forma regular, cumpridos todos os requisitos constantes do art. 11 do Decreto nº 70.235/1972 e ausentes quaisquer das causas de nulidade previstas no art. 59 do mesmo diploma. FATO GERADOR COMPLEXIVO. SÚMULA CARF Nº 38. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. O fato gerador do imposto de renda é complexivo, aperfeiçoandose em 31 de dezembro de cada ano. A decadência somente se opera quando decorridos 5 anos da ocorrência do fato gerador. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. ÔNUS DA PROVA. LEI Nº 9.430/96. A partir da vigência da Lei 9.430/96, a existência de depósitos de origens não comprovadas tornouse uma nova hipótese legal de presunção de omissão de rendimentos, sendo ônus do contribuinte a apresentação de justificativas válidas para os ingressos ocorridos em suas contas correntes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Presidente (assinado digitalmente) Ludmila Mara Monteiro de Oliveira Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 25 56 /2 00 6- 62 Fl. 334DF CARF MF Processo nº 19515.002556/200662 Acórdão n.º 2202005.485 S2C2T2 Fl. 335 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ludmila Mara Monteiro de Oliveira (Relatora), Marcelo de Sousa Sáteles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Leonam Rocha de Medeiros e Ronnie Soares Anderson (Presidente). Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por NADIA MACRUZ MASSIH contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador DRJ/SDR, que rejeitou a impugnação apresentada para manter a autuação lavrada por força da apuração de “omissão de ganhos de capital na alienação de bens e direitos” e de “omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada” (f. 259). Em razão das infrações, foi constituído um o crédito tributário no valor de R$ 69.956,61 (sessenta e nove mil novecentos e cinquenta e seis reais e sessenta e um centavos), compreendendo a obrigação principal, juros de mora e multa de ofício. Para a melhor compreensão da controvérsia devolvida a esta instância revisora, destaco alguns excertos do acórdão recorrido (f. 297/300): Quanto às argüições do impugnante de inconstitucionalidade destas normas, não cabe na esfera administrativa apreciarlhes o mérito, por ser competência exclusiva do Poder Judiciário submeter a juízo as normas legais vigentes. (...) O lançamento do imposto sobre rendimentos auferidos em 2001 somente poderia ser efetuado de oficio no ano seguinte, em 2002, após a entrega da declaração, iniciandose o prazo qüinqüenal no ano seguinte, em janeiro de 2003. Concluise tempestivo o lançamento notificado ao contribuinte em 2006. (...) A jurisprudência citada pela impugnante e a Súmula 182 do extinto Tribunal Federal de Recurso se referem a casos anteriores à publicação da norma em comento. (...) A impugnante afirma haver prestado esclarecimentos durante a fiscalização de que os depósitos seriam provenientes de recursos de terceiros ou da empresa para a qual trabalhava. Não há nos autos, porém, qualquer documento contendo estas alegações, e o próprio autuante relata expressamente que a contribuinte "regularmente intimada, não apresentou qualquer esclarecimento ou documento comprobatório" (fls. 254). (...) Nem pode alegar a impugnante que não estaria obrigada, como pessoa física, a preservar provas objetivas destas operações, e que por isso não se lhe poderiam exigir comprovantes das origens deste tipo de depósito. (...) A sua afirmação de que a venda do imóvel que gerou o ganho de capital tenha se dado a título não oneroso, tendo como adquirente o seu tio, não se confirma pela escritura de compra e venda registrada no Tabelião de Notas e Protestos de Títulos de Pompéia (SP), conforme certidão às fls. 153, onde está registrado que o imóvel foi vendido por R$ 45.000,00 à Zuna Empreendimentos Imobiliários SC Ltda.(sublinhas deste voto) Fl. 335DF CARF MF Processo nº 19515.002556/200662 Acórdão n.º 2202005.485 S2C2T2 Fl. 336 3 Intimada do acórdão, a recorrente apresentou, em 27/02/2009, recurso voluntário (f. 307/329), argumentando, em apertadíssima síntese, i) a irregularidade do procedimento administrativo; ii) a ocorrência da decadência; iii) a impossibilidade de presumir ter auferido renda a partir da constatação de depósitos bancários – inteligência do verbete sumular de nº 182 do TRF; e iv) a ausência de prova quanto à aquisição do imóvel. É o relatório. Voto Conselheira Ludmila Mara Monteiro de Oliveira Relatora Conheço do recurso, presentes os pressupostos de admissibilidade. I – DAS PRELIMINARES I.1 – DA IRREGULARIDADE DO PROCEDIMENTO FISCAL Afirma a recorrente que “(...) tinha o direito de ser cientificada do procedimento intentado contra ela, ter a possibilidade de apresentar espontaneamente as informações de sua Declaração de Imposto de Renda, antes de ser quebrado o seu sigilo bancário.” (f. 314) Compulsados os autos, padece de verossimilhança a alegação da recorrente. Em 10/03/2003 fora intimada a prestar informações (f. 11) e, em razão do transcurso de prazo “in albis”, ultimada a quebra do sigilo bancário, em 26/04/2006 (f. 14). Registro, por oportuno, que todas as intimações foram enviadas a um mesmo endereço, além de terem sido recebidas por um mesmo indivíduo, o Sr. Severino – “vide” f. 13, 15 e 263 –, o que afasta a alegação da recorrente no sentido de que “(...) não recebeu [a intimação], senão teria atendido prontamente (...)” (f. 316). Por essa razão, não acolho a preliminar. I.2 – DA DECADÊNCIA A recorrente afirma que “[o] lançamento de ofício se deu em 2006, sendo os fatos juridicamente relevantes (fatos geradores), ocorridos em 2001 (...)” (f. 317) e pede “(...) seja reconhecida a decadência do fisco lançar o tributo em questão.” (f. 322) Consabido ser o fato gerador do imposto de renda complexivo, aperfeiçoandose em 31 de dezembro de cada ano. O verbete sumular de nº 38 deste Conselho, inclusive, determina que “[o] fato gerador do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, relativo à omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do anocalendário.” Às f. 263 consta ter sido a ora recorrente cientificada da lavratura do auto de infração em 27/11/2006, referente ao anocalendário de 2001. Quanto a essa hipótese de extinção do crédito tributário, pacífica a jurisprudência, firmada no RESP nº 973.333/SC, sob a sistemática dos recursos repetitivos, no sentido de que, tratandose de tributos sujeitos à homologação, aplicase a regra do art. 150, § 4º do CTN, desde que tenha havido pagamento antecipado e que não esteja configurado dolo, fraude ou simulação. Esse entendimento, inclusive, foi consolidado na súmula CARF nº 72, que, em idêntico sentido, dispõe que, Fl. 336DF CARF MF Processo nº 19515.002556/200662 Acórdão n.º 2202005.485 S2C2T2 Fl. 337 4 comprovado ter o contribuinte agido com dolo, fraude ou simulação, aplicase a regra do art. 173, I, CTN, por força do art. 149, VII do mesmo diploma. Independentemente do regramento aplicado ao presente caso – seja aquele do art. 150, § 4º do CTN, seja o do inc. I do art. 173 do CTN –, certo não ter se operado a decadência. Rejeito, com base nessas razões, a preliminar. II – MÉRITO II.1 – DA (NÃO) COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS No ano de 1985, editou o eg. Tribunal Reginal Federal o verbete sumular de nº 182, que determina ser “(…) ilegítimo o lançamento do Imposto de Renda arbitrado com base apenas em extratos ou depósitos bancários.” Entretanto, no ano de 1996, com a entrada em vigor da Lei nº 9.430, restou autorizada a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprovasse, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações – “ex vi” do art. 42. Tendo sido a súmula superada, certo que, para elidir a presunção contida no art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996, é imprescindível que a recorrente comprove a natureza da operação que envolveu os recursos depositados na conta bancária. Da mera leitura das razões recursais é possível depreender que a recorrente sequer tangencia a necessidade de comprovar a origem dos depósitos a fim de afastar a pretensão fazendária, uma vez que se limita a afirmar que “(...) os tributos lançados (...) são indevidos por improcedentes, baseados em fatos (depósitos bancários), imprestáveis a apuração do real valor do tributo.” (f. 328) Não tendo logrado êxito em comprovar a origem dos depósitos, merece a autuação ser mantida. II.2 – DA (IN)OCORRÊNCIA DO GANHO DE CAPITAL A recorrente relata que “[o]s documentos juntados aos autos e os argumentos aduzidos na impugnação deixam claro que (...) o imóvel passou pelo seu nome, sem afetar seu patrimônio, não produzindo o fisco prova de que teria pagado ou recebido o valor do imóvel em sua conta corrente (...)” (f. 324). Às f. 158 há escritura pública de compra e venda, datada de 26/01/2000, na qual a recorrente figura como compradora de um imóvel no Edifício Astúrias “(...) pelo preço certo e ajustado de R$0,01 (um centavo)”. De acordo com a escritura pública do aludido bem, acostado às f. 155/156, a recorrente vendeu o imóvel no dia 12/06/2001 por R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais), o que comprova o acerto da autuação. III – CONCLUSÃO Ante o exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Ludmila Mara Monteiro de Oliveira Fl. 337DF CARF MF Processo nº 19515.002556/200662 Acórdão n.º 2202005.485 S2C2T2 Fl. 338 5 Fl. 338DF CARF MF
score : 1.0
