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Numero do processo: 10245.001197/2005-06
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2004
PIS/COFINS. COOPERATIVAS DE SERVIÇOS MÉDICOS. ATO COOPERATIVO. DESPESA. FALTA DE PERTINÊNCIA COM O FATURAMENTO OU RECEITA BRUTA.
Ato cooperativo é aquele especificamente praticado entre a cooperativa e seus cooperados, destinado à consecução dos objetivos sociais da entidade. O fato de os pagamentos realizados pela cooperativa aos seus cooperados configurarem um ato cooperativo é indiferente para a apuração de PIS/Cofins, que são tributos que incidem sobre a receita bruta ou faturamento, ou seja, que incide sobre o ingresso de recursos na entidade.
COFINS. COOPERATIVAS DE SERVIÇOS MÉDICOS. DEDUÇÕES DAS OPERADORAS DE PLANO DE SAÚDE. ART. 3º, § 9º, III, DA LEI 9.718/98. INDENIZAÇÕES CORRESPONDENTES AOS EVENTOS OCORRIDOS. PAGAMENTOS AOS MÉDICOS COOPERADOS.
Os pagamentos realizados pelas cooperativas aos médicos, clínicas, hospitais e laboratórios credenciados, para suportar os atendimentos (tais como consultas médicas, exames laboratoriais, hospitalização, cirurgias, terapias, medicamentos etc) a que deram causa os usuários, desde que tenham sido efetivamente pagos, configuram indenizações de eventos ocorridos, para o efeito da dedução da base de cálculo prevista no art. 3º, § 9º, III, da Lei nº 9.718/98.
Recurso de ofício provido. Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3403-002.369
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso de ofício e, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário para reconhecer o direito à dedução dos valores pagos pela cooperativa aos médicos cooperados, referentes à rubrica PRODUTIVIDADE DOS COOPERADOS, nos valores apurados pela diligência fiscal. Vencido o Conselheiro Alexandre Kern.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Ivan Allegretti Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
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COOPERATIVAS DE SERVIÇOS MÉDICOS. ATO COOPERATIVO. DESPESA. FALTA DE PERTINÊNCIA COM O FATURAMENTO OU RECEITA BRUTA. Ato cooperativo é aquele especificamente praticado entre a cooperativa e seus cooperados, destinado à consecução dos objetivos sociais da entidade. O fato de os pagamentos realizados pela cooperativa aos seus cooperados configurarem um ato cooperativo é indiferente para a apuração de PIS/Cofins, que são tributos que incidem sobre a receita bruta ou faturamento, ou seja, que incide sobre o ingresso de recursos na entidade. COFINS. COOPERATIVAS DE SERVIÇOS MÉDICOS. DEDUÇÕES DAS OPERADORAS DE PLANO DE SAÚDE. ART. 3º, § 9º, III, DA LEI 9.718/98. INDENIZAÇÕES CORRESPONDENTES AOS EVENTOS OCORRIDOS. PAGAMENTOS AOS MÉDICOS COOPERADOS. 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AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 24 5. 00 11 97 /2 00 5- 06 Fl. 1357DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso de ofício e, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário para reconhecer o direito à dedução dos valores pagos pela cooperativa aos médicos cooperados, referentes à rubrica “PRODUTIVIDADE DOS COOPERADOS”, nos valores apurados pela diligência fiscal. Vencido o Conselheiro Alexandre Kern. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Ivan Allegretti – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti. Relatório Tratase de auto de infração (fls. 125/134) lavrado para a exigência de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e de Contribuição para o PIS (PIS) em relação a fatos geradores ocorridos entre 30/09/2002 e 31/12/2004. A conclusão do Termo de Verificação Fiscal (fls. 137/141), quanto às verificações realizadas pela Fiscalização, é a seguinte (fl. 140): Procedemos à análise da documentação fornecida pelo contribuinte, comparando com as DIPJs (Anexo I) e DCTF (Anexo II) entregues à RFB. Consideramos ainda os arts. 86 e 87 da Lei 5.764/1971 que dispõe que ato não cooperativo é aquele praticado entre a cooperativa e não associados. A mesma lei ainda dispõe que estes atos devem ser contabilizados em separado e estarão sujeitos a incidência de tributos. Analisando o contrato da cooperativa com a Secretaria de Estado de Saúde do Governo de Roraima, podemos afirmar que o fornecimento de serviços médicos, nele definido, se constitui em um ato não cooperativo estando, portanto, sujeito à incidência de tributos. Conforme o Art 10 da IN SRF ° 247/2002 as cooperativas são contribuintes de PIS e COFINS sobre o faturamento, que corresponde à receita bruta, assim entendida a totalidade das receitas auferidas (mesmo entendimento já tinha sido adotado pela IN SRF 145/99, revogada expressamente pela IN SRF 247/2002). Ressaltamos que a referida IN não faz distinção de faturamento de ato cooperativo ou faturamento de ato não cooperativo. Ela menciona claramente "totalidade das receitas auferidas". Verificamos a falta de recolhimento e de declaração de débitos (DCTF) dos valores a título de PIS e COFINS. As tabelas abaixo mostram a base de cálculo (receita bruta) considerada para cada período de apuração, para os quais não houve declaração de débitos nem recolhimento dos tributos Fl. 1358DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10245.001197/200506 Acórdão n.º 3403002.369 S3C4T3 Fl. 1.358 3 objeto desta fiscalização. Os valores apontados abaixo foram retirados da escrituração contábil apresentada pelo contribuinte. (LivroRazão), Verificamos também a correspondência dos valores lançados no Livro Razão com os valores dos Balancetes (fis.42 a 69) e das DIPJs. O contribuinte apresentou impugnação (fls. 149/167 e 626/644) alegando em síntese o seguinte: 6. A Cooperativa COOPSAUDE, constituída nos moldes da Lei 5.764/71, tem como finalidade precípua promover a aproximação da atividade profissional de seus sócios cooperados ao usuário final do trabalho; neste caso, o da assistência médica especializada à população em nome do Estado, conforme Lei Estadual 174/97 e 265/2000. Esta atividade fim da cooperativa se resume na prestação dos serviços da saúde, e é realizada sem fins lucrativos, ou seja, sem receita, razão pela qual não gera o imposto sobre a renda e seus reflexos incluindose, aí, a contribuição para o Programa de Integração Social PIS. 7. Não existe receita, reafirmamos. (...) 9 A COOPSAUDE é uma Cooperativa formada por profissionais da Saúde e exerce através do modelo de gestão compartilhada o atendimento a saúde da população do Estado de Roraima, recebendo para isso repasse de recursos por parte da Secretaria Estadual da Saúde SESAU para àquele fim único. 10. Resumidamente apresentamos à formação da COOPSAÚDE: A Lei n° 174/97 do Estado, instituiu o Plano de Assistência Integral à Saúde PAI SAÚDE, cuja estrutura basicamente fundase nos artigos 2º e 3º, respectivamente, a saber. (Doc ) Art. 2° O Sistema Estadual de Saúde do Estado de Roraima organizarseá segundo o Modelo de Gestão Compartilhada, assim entendida a parceria, mediante convênio, entre o Estado e profissionais de saúde, organizados em Cooperativas de Trabalho"; Fl. 1359DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 Art. 3º O Modelo de gestão Compartilhada envolve a participação do Estado, mediante a alocação de seus imóveis, instalações e equipamentos necessários à execução do Contrato / Convênio, e dos profissionais de saúde organizados em Cooperativas, participando com o seu trabalho". Uma vez alterada a Lei n° 174/97 Estadual, pela Lei 265/2000, com vigência e eficácia asseguradas pelo ordenamento jurídico reinante, foi celebrado o Contrato/Convênio 025/2.002, tendo por objeto a reunião de esforços entre o Governo do Estado de Roraima, por sua Secretaria Estadual de Saúde SESAU e os Profissionais Especializados da Saúde para a execução dos objetivos estabelecidos naquela Lei Estadual regente; ou seja: Lei 265/2000, através dos mecanismos e procedimentos específicos a essa gestão (Doc ). (...) O objetivo direto do Contrato / Convênio dirigese precipuamente a gestão compartilhada, executando e viabilizando o plano estatal de saúde, onde se beneficiam todos aqueles que necessitem de serviços médicos, hospitalares e ambulatoriais; obrigação do Estado, executada pela Cooperativa. Destarte, a população em geral é parte do associativo da COOPSAÚDE, visto que não pagam qualquer importância pelos serviços médicos prestados, bem como de internação hospitalar, remédios ou serviços ambulatoriais. Em resumo, não existe finalidade econômica nos serviços prestados à população, repitase. (…) O Contrato / Convênio celebrado com a COOPSAÚDE achase, pois, por enfático destituído de qualquer finalidade econômica, visto que os serviços prestados de atendimento a saúde e os seus respectivos custos operacionais; os pagamentos aos profissionais cooperados, pelos seus serviços prestados, não mais retornam aos cofres públicos através de cobrança o que implica reconhecemos sua condição especial. (...) Em síntese significa dizer que: os recursos recebidos do Estado são na sua totalidade repassados como remuneração aos profissionais da saúde; médicos e agentes da saúde, organizados em forma de Cooperativa para cumprimento da Lei Estadual, onde os mesmos prestam os serviços de atendimento à saúde da população do Estado, de forma gratuita; funções da Secretaria de Saúde do Estado de Roraima; executado pela Cooperativa no modelo de gestão compartilhada. (fls. 152/155 – grifos originais) A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belém/PA (DRJ), por meio do Acórdão nº 017.746, de 23 de fevereiro de 2007 (fls. 1049/1057), manteve em parte a exigência fiscal, resumindo seu entendimento na seguinte ementa: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Fl. 1360DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10245.001197/200506 Acórdão n.º 3403002.369 S3C4T3 Fl. 1.359 5 Anocalendário: 2002, 2003, 2004 COFINS, PIS. COOPERATIVA DE SERVIÇOS DE SAÚDE. REGIME TRIBUTÁRIO. São tributáveis pela Cofins e pelo Pis os valores recebidos por cooperativa de prestação de serviços de saúde. Lançamento Procedente em Parte A única reforma feita ao lançamento referiuse aos fatos geradores de março e abril de 2003 e de janeiro e março de 2004, cujas bases de cálculo foram reduzidas pelas seguintes razões: 35. Em relação a esse tema, o contribuinte declarou em sua petições impugnatorias (fls. 158 a 635): "16. Como se nota, acima, foi apontado pela M.D. Autoridade Fiscal o valor maior como recebido da ordem de R$ 15.268.000,00 (quinze milhões e duzentos e sessenta e oito mil reais). Estamos juntando ao processo cópia de todos os extratos bancários probatórios do real valor recebido como repasse da Secretaria da Fazenda do Estado — SESAIT (Doc )". 36.Como o sujeito passivo informou que os extratos bancários comprovariam a receita efetivamente recebida, concluise que o contribuinte optou pelo regime de caixa. Ressaltese que tal opção é possível, conforme artigo 7° da Lei n° 9.718/1998. 37.Tendo em vista os demonstrativos bancários de fls. 9971006 e os comprovantes de fls. 10311045 fornecidos pela Secretaria de Estado da Fazenda de Roraima, depreendese que os valores tributáveis (base de cálculo) são: 38. Como o valor acima encontrado relativo a abril de 2004 ultrapassou a quantia fixada no auto de infração (...), permanece a importância lançada, devendo a Delegacia de origem, salvo juízo divergente, autuar o contribuinte em relação à diferença de base de cálculo no valor de R$ (...) 39. Tendo em vista que também foi encontrado na tabela acima um valor maior em fevereiro de 2004 (...) em relação à base de cálculo fixada no auto de infração (...), o mesmo procedimento do parágrafo 38 retro deve ser observado. 40. Isso posto, voto no sentido de: Fl. 1361DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM 6 Julgar PROCEDENTE EM PARTE o lançamento, ficando mantidos todos os valores dos autos de infração de fls 125134 e 600609, com exceção dos meses de março e abril de 2003 e de janeiro e março de 2004 nos quais ficaram mentidas as seguintes quantias de tributo (principal): No mais, foi mantido o auto de infração, tendo a DRJ entendido que “A COOPSAUDE não faz parte do rol de pessoas jurídicas de direito público (artigo 41 do Código Civil). Pelo contrário, tratase de sociedade simples e, como tal, de pessoa jurídica de direito privado que, auferindo receita, deverá submeterse às regras tributárias conto qualquer outra pessoa jurídica. Caso o Estado de Roraima e os médicos cooperados desejassem evitar a cobrança do PIS e da COFINS, tal ente político deveria ter prestado serviços med́icos por meio de seus próprios órgãos, e não criando uma cooperativa. Se, entretanto, os aludidos profissionais de saúde resolveram criar a cooperativa, visando alcançar o objetivo social maior buscado pela Administração Estadual—qual seja, o de agilizar os procedimentos burocráticos próprios e inafastáveis da Administração — deve o contribuinte arcar com as consequ ências tributárias” (fl. 1054, item 20). O contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 1076/) reiterando os mesmos fundamentos de sua impugnação, acrescentando, ao final, o argumento de que “não foram deduzidos da sua base de cálculo, os pagamentos feitos aos Cooperados e os demais gastos de custeio com medicamentos e outros” (fl. 1093). Este Conselho, por meio da Resolução nº 340300.193, de 1º de junho de 2011 (fls. 1218/1220v), converteu o julgamento em diligência para que se apurasse o seguinte: Parece de rigor a conversão do julgamento em diligência para que a Delegacia de origem verifique e esclareça se é possível definir que o contribuinte apurava suas receitas pelo regime de caixa. Deve a Delegacia, também, informar se foram procedidos os lançamentos referidos no item “c” do acórdão da DRJ (fl. 1057), dando notícia de sua situação atual, caso tenha havido impugnação. Quanto ao recurso voluntário, tendo em vista que alega que “não foram deduzidos da sua base de cálculo, os pagamentos feitos aos Cooperados e os demais gastos de custeio com medicamentos e outros” (fl. 1093), em diligência deve ser verificado e identificado se a contabilidade do contribuinte permite identificar os valores que foram pagos pela cooperativa diretamente aos médicos cooperados, indicando os respectivos valores por competência. Fl. 1362DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10245.001197/200506 Acórdão n.º 3403002.369 S3C4T3 Fl. 1.360 7 O Relatório de Atendimento à Diligência (fls. 1283/1285) apresentou as seguintes conclusões: a) Os valores que foram pagos pela cooperativa diretamente aos cooperados são os que seguem nas tabelas abaixo, identificados por competência e respectivas contas. Para esse levantamento foram utilizadas contas de despesa. Não foram incluídos no levantamento os lançamentos com histórico "Valores referentes a provisão". Cópias das páginas dos livros razão utilizados nesta apuração se encontram às folhas 1226 A 1271. (...) b) Observase que são feitos lançamentos que apropriam despesas antes da saida efetiva do caixa, configurando regime de competência para os anos de 2002, 2003 e 2004; conforme cópias extraídas das páginas 49 e 67 do livro razão ano de 2002; das páginas 15, 38, 39, 57 e 58 do livro razão de janeiro/2003 e das páginas 15 e 87 do livro razão ano de 2004. Cópias das páginas dos livros razão utilizados nesse levantamento encontramse às páginas 1272 à 1282. c) Quanto aos lançamentos sugeridos pela DRJ às folhas 1057, os mesmos não foram efetuados, haja vista a limitação de pessoal desta Delegacia, sendo priorizados lançamentos de maior relevância, em homenagem ao principio da eficiência da administração pública. É o relatório. Voto Conselheiro Ivan Allegretti, Relator O acórdão da DRJ exonerou do lançamento valor superior ao previsto na Portaria MF nº 3/2008, sendo, por isso, correta a interposição de recurso de ofício na forma do art. 34 do PAF, razão pela qual se deve tomar conhecimento deste recurso. O recurso voluntário, por sua vez, foi protocolado em 08/05/2007 (fl. 1076), dentro do prazo de 30 dias contado da notificação do acórdão da DRJ, ocorrida em 10/04/2007 (fl. 1065). Por ser tempestivo e por veicular razões para a reforma do entendimento da DRJ, também deve ser conhecido o recurso voluntário. 1) O recurso de ofício. A DRJ excluiu do lançamento uma parte do crédito tributário relativo aos meses de março e abril de 2003 e de janeiro e março de 2004, por entender que os extratos bancários apresentados pelo contribuinte fariam prova de que a sua receita nos referidos meses seria inferior àquela considerada pela Fiscalização. Fl. 1363DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM 8 Este é o trecho em que a DRJ conclui pela redução do lançamento: Ocorre que, conforme verificado pela diligência fiscal, a forma com que a despesa é escriturada demonstra que o contribuinte utilizava o regime de competência, e não o regime de caixa, de modo que não há fundamento para o procedimento de apuração realizado pela DRJ. Assim, deve prevalecer a informação constante da contabilidade do contribuinte, ou seja, os valores de “RECEITAS OPERACIONAIS” registrados em sua contabilidade, tal como adotado pela Fiscalização. Entendo, por isso, que deve ser provido o recurso de ofício. 2) O recurso voluntário. O recurso voluntário do contribuinte se apóia no argumento central de que, por se tratar de uma cooperativa, toda a atividade que praticasse configuraria ato cooperativo, o que afastaria a natureza de ato de comércio e, portanto, não configuraria receita ou faturamento, não havendo que se cogitar da incidência de PIS/Cofins. A Lei nº 5.764/71 (Lei das Cooperativas) assim dispõe a respeito dos atos cooperativos: “Art. 79. Denominamse atos cooperativos os praticados entre as cooperativas e seus associados, entre estes e aquelas e pelas cooperativas entre si quando associados, para a consecução dos objetivos sociais. Parágrafo único. O ato cooperativo não implica operação de mercado, nem contrato de compra e venda de produto ou mercadoria. Fl. 1364DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10245.001197/200506 Acórdão n.º 3403002.369 S3C4T3 Fl. 1.361 9 (...) Art. 86. As cooperativas poderão fornecer bens e serviços a não associados, desde que tal faculdade atenda aos objetivos sociais e estejam de conformidade com a presente lei. Art. 87. Os resultados das operações das cooperativas com não associados, mencionados nos artigos 85 e 86, serão levados à conta do "Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social" e serão contabilizados em separado, de molde a permitir cálculo para incidência de tributos. Art. 88. Poderão as cooperativas participar de sociedades não cooperativas para melhor atendimento dos próprios objetivos e de outros de caráter acessório ou complementar (redação dada pela MP no 2.15835/2001). (...) Art. 111. Serão considerados como renda tributável os resultados positivos obtidos pelas cooperativas nas operações de que tratam os artigos 85, 86 e 88 desta Lei.” (grifo editado) Talvez a única conclusão incontroversa que se pode extrair destes dispositivos seja a de que se deve tratar com normalidade o fato de as cooperativas praticarem atos cooperativos e atos nãocooperativos, ou seja, de que a prática de atos nãocooperativos não implica na perda da qualidade de cooperativa. Para o contribuinte, todo ato que seja destinado, direta ou indiretamente, para a consecução dos objetivos da entidade, servindo de suporte para a atuação de seus cooperados, deveria ser qualificado como ato cooperativo. Para o Fisco, apenas os atos praticados especificamente entre cooperativas ou entre a cooperativa e seus cooperados poderiam ser qualificados como ato cooperativo. A contribuinte argumenta que a sua atividade não configuraria atividade mercantil, de maneira que os ingressos na entidade não configurariam receita ou faturamento, não se submetendo à incidência de PIS/Cofins. O Fisco, de outro lado, entende que a entidade é pessoa jurídica de direito privado que presta serviço de saúde, auferindo receita pela prestação deste serviço, de maneira que estas receitas estariam regularmente sujeitas à incidência de PIS/Cofins. Adotandose este conceito mais estrito de ato cooperativo, chegase à conclusão de que a distinção entre atos cooperados e nãocooperados em uma cooperativa de médicos apenas tomará lugar em relação aos pagamentos realizados pela cooperativa aos médicos. Ocorre que PIS e Cofins são contribuições que incidem sobre o faturamento ou receita bruta, de maneira que apenas se o ato cooperado se referisse a uma receita é que haveria implicação direta em relação à incidência de PIS/Cofins. As entradas de recursos nas cooperativas médicas correspondem, basicamente, aos pagamentos de planos de saúde realizados pelo Estado de Roraima e em Fl. 1365DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM 10 relação a este tipo de receita, considerada a interpretação restritiva acima adotada, não seria possível a configuração como ato cooperado, visto tratarse de ato praticado entre a cooperativa médica e os usuários/contratantes da cobertura médica. Os ingressos de valores na cooperativa médica em questão referemse basicamente a receitas decorrentes da disponibilização do serviço de saúde ao público em geral. As receitas correspondem a pagamentos realizados pelo Estado de Roraima devem ser submetidas à regular incidência de PIS/Cofins, por não se tratarem de atos cooperados. Também vale a pena conferir o seguinte raciocínio da Conselheira Fabíola Keramidas em caso semelhante ao presente, também tratando de cooperativas de médicos: No presente caso não há controvérsia sobre o fato de que a Recorrente fatura, contra terceiros não cooperados, os valores correspondentes a serviços prestados diretamente por seus cooperados. O valor que a Recorrente arrecada e ́repassado aos cooperados por meio de atos cooperados (não tributáveis), mas sofre a incidência tributária, quando recebido pela Recorrente – sob pena de, sobre tais valores, não ocorrer incidência tributária alguma. Ora, se o cooperado recebesse os valores diretamente do terceiro (para quem presta seus serviços) tais valores também seriam tributados, quando do recebimento pelo cooperado. Caso admitíssemos a não incidência no recebimento do valor pela cooperativa e no repasse ao cooperado, estaríamos admitindo que serviços prestados através de cooperativas jamais seriam tributados – o que não me parece lógico, ou legal (em especial considerando o princípio da isonomia). Assim, o cooperado pode escolher o modelo que melhor lhe convém para receber os valores correspondentes à sua prestaçãõ de serviços: (i) prestar os serviços e receber diretamente do terceiro contratante, tributando os valores quando deste recebimento, ou;; (ii) receber os valores através da cooperativa, sem submetê los à tributação nesta etapa do fluxo financeiro (pois estar seá diante de ato cooperado), mas ciente de que na remessa dos valores do terceiro (tomador de seus serviços), para a cooperativa (que fatura o valor diretamente ao tomador) esta deverá oferecer a quantia à tributação. Importante ressaltar que não há prejuízo para os cooperados, porque eles já pagariam uma vez a tributação. Uma incidência é devida e garantida pela própria legislação que trata do ato cooperado. O que a legislação garante e ́que os cooperados, que ao meu ver são considerados uma espécie de “hipossuficientes”, utilizem do mecanismo do agrupamento para prestar seu serviço e fazer frente aos grandes concorrentes sem que, para isso, sofram ônus, majorações do custo operacional. Fl. 1366DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10245.001197/200506 Acórdão n.º 3403002.369 S3C4T3 Fl. 1.362 11 (Acórdão nº 3302001.765, PA nº 13971.002373/200411, Rel. Cons. Fabíola Cassiano Keramidas, j. 21/08/2012) Também esta 3ª Turma, em outros casos de relatoria deste mesmos Conselheiro Relator, adotou este mesmo entendimento (Acórdão nº 3403001.986, PA 10580.724883/201188, j. 20/03/2013; Acórdão 3403001.989, PA 13982.001408/200981, j. 20/03/2013) Por tais razões, entendo que em relação às receitas, pois são originadas de terceiro não cooperado, não se configura o ato cooperativo, por isso submetendose à regular incidência de PIS/Cofins. No entanto, tem razão o contribuinte quando sustenta em seu recurso que “não foram deduzidos da sua base de cálculo, os pagamentos feitos aos Cooperados e os demais gastos de custeio com medicamentos e outros” (fl. 1093). Isto porque as deduções previstas em relação às operadoras de plano de saúde, previstas no art. 3º, § 9º, III, da Lei nº 9.718/98, são aplicáveis às cooperativas de médico, sendo indiferente o fato de administrar um plano cuja manutençào seja feita pelo próprio usuário, ou por contrato com uma empresa ou convênio com um Estado. Assim, os pagamentos realizados pelas cooperativas aos médicos, clínicas, hospitais e laboratórios credenciados, para suportar os atendimentos a que deram causa os usuários (tais como consultas médicas, exames laboratoriais, hospitalização, cirurgias, terapias, medicamentos etc), desde que tenham sido efetivamente pagos, configuram indenizações de eventos ocorridos, para o efeito da dedução da base de cálculo prevista no art. 3º, § 9º, III, da Lei nº 9.718/98. Ou seja, as indenizações por eventos ocorridos são os pagamentos realizados pela operadora do plano de saúde para dar amparo à cobertura médica contratada. Foi neste mesmo sentido, aliás, o entendimento adotado por este Conselho nos seguintes julgados: “(...)COFINS. COOPERATIVAS DE SERVIÇOS MÉDICOS. DEDUÇÕES DAS OPERADORAS DE PLANO DE SAÚDE. ART. 3º, § 9º, I, II E III, DA LEI 9.718/98. CO RESPONSABILIDADES CEDIDAS. CONSTITUIÇÃO DE PROVISÕES. INDENIZAÇÕES CORRESPONDENTES AOS EVENTOS OCORRIDOS. As deduções da base de cálculo previstas em relação às operadoras de planos de saúde também se aplicam às cooperativas de serviço médico que desenvolvem esta mesma atividade. Configuram indenizações de eventos ocorridos, para o efeito da dedução da base de cálculo prevista no art. 3º, § 9º, III, da Lei nº 9.718/98, os pagamentos realizados pelas cooperativas para terceiros (tais como médicos, clínicas, hospitais e laboratórios credenciados), para suportar os atendimentos (tais como consultas médicas, exames laboratoriais, hospitalização, cirurgias, terapias etc), a que deram causa os usuários dos Fl. 1367DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM 12 planos de saúde, independente de se tratar de usuários da própria operadora ou de outras operadoras, desde que tenham sido efetivamente pagos, reduzidos dos valores reembolsados pelas outras operadoras. (...)” (Acórdão nº 3403986, PA 10580.724883/201188, Rel. Cons. Ivan Allegretti, j. 20/03/2013) “(...)PIS/COFINS. COOPERATIVAS DE SERVIÇOS MÉDICOS. DEDUÇÕES DAS OPERADORAS DE PLANO DE SAÚDE. APLICAÇÃO. ART. 3º, § 9º, III, DA LEI 9.718/98. INDENIZAÇÕES CORRESPONDENTES AOS EVENTOS OCORRIDOS. CONCEITO. ALCANCE. Configuram indenizações de eventos ocorridos, para o efeito da dedução da base de cálculo prevista no art. 3º, § 9º, III, da Lei nº 9.718/98, os pagamentos realizados pelas cooperativas para terceiros (tais como médicos, clínicas, hospitais e laboratórios credenciados), para suportar os atendimentos (tais como consultas médicas, exames laboratoriais, hospitalização, cirurgias, terapias etc), a que deram causa os usuários dos planos de saúde independente de se tratar de usuários da própria operadora ou de outras operadoras, desde que tenham sido efetivamente pagos, reduzidos dos valores reembolsados pelas outras operadoras. (...)” (Acórdão 3403002.049, PA 13063.000694/200858, Rel. Cons. Ivan Allegretti, j. 23/04/2013) “(...) COOPERATIVAS MÉDICAS PIS/COFINS MEDIDA PROVISOŔIA Nº 2.158/35 POSSIBILIDADES DE EXCLUSAÕ INDENIZAÇÕES REFERENTES A EVENTOS OCORRIDOS CONCEITO Grande polêmica alcança a exclusão de base de cálculo prevista no inciso III, § 9º, artigo 2º da MP 2.15835, que assim determina: “III o valor referente às indenizações correspondentes aos eventos ocorridos, efetivamente pagos, deduzido das importâncias recebidas a titulo de transferência de responsabilidades”. Este dispositivo diverge, por consectário lógico, não equivale ao inciso “I”, que possibilita a exclusão de valores repassados para as congêneres contratadas com transferência de responsabilidade. O inciso “III” permite a exclusão dos valores repassados aos credenciados, sem transferência de responsabilidade, que ao invés de receberem valores fixos mensais, recebem indenizações por eventos efetivamente ocorridos. Em nenhuma hipótese se permite a exclusão da base de cálculo de valores referentes à rede própria. (...) (Acórdão nº 3302001.765, PA nº 13971.002373/200411, Rel. Cons. Fabíola Cassiano Keramidas, j. 21/08/2012) No presente caso, embora o Recorrente se refira aos pagamentos feitos aos cooperados e também aos “demais gastos de custeio com medicamentos e outros”, não fez Fl. 1368DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10245.001197/200506 Acórdão n.º 3403002.369 S3C4T3 Fl. 1.363 13 nenhuma prova de tais pagamentos específicos, nem demonstrou de nenhum modo, nada havendo, nem mesmo em sua contabilidade, que prova a natureza e o valor específico destes gastos para a cobertura da proteção médica prevista no convênio. A única demonstração se refere aos pagamentos aos médicos cooperados, os quais são identificados na rubrica de despesa “PRODUTIVIDADE DOS COOPERADOS”, cujos valores foram determinados pela diligência fiscal (fl. 1284). Assim, reconhecese apenas em relação aos pagamentos realizados aos cooperados, referentes à rubrica “PRODUTIVIDADE DOS COOPERADOS”, o direito de dedução da base de cálculo de PIS/Cofins. 3) Conclusão. Voto pelo provimento do recurso de ofício, restabelecendo a apuração da base de cálculo pelo valor constante da escrituração contábil, tal como procedeu a Fiscalização, e pelo provimento parcial do recurso voluntário, para reconhecer o direito de dedução dos valores pagos pela cooperativa aos médicos cooperados, referentes à rubrica “PRODUTIVIDADE DOS COOPERADOS”, nos valores apurados pela diligência fiscal, por entender que configuram a indenização de eventos na forma do art. 3º, § 9º, III, da Lei nº 9.718/98. (assinado digitalmente) Ivan Allegretti Fl. 1369DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM
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Numero do processo: 11080.935245/2009-70
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Oct 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/08/2003 a 31/08/2003
PIS. REGIME CUMULATIVO. APLICABILIDADE. RECEITA. CONTRATOS DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. IGP-M. PREÇO PREDETERMINADO. EFICÁCIA TEMPORAL.
O art. 10, XI, b, da Lei nº 10.833/2003, nos termos do art. 15, V, e do art. 93, I, somente é aplicável ao PIS/Pasep a partir de 01 de fevereiro de 2004. O parágrafo único do art. 109 da Lei nº 11.196/2005 aplica-se apenas à Cofins.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3802-001.938
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
REGIS XAVIER HOLANDA - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Fez sustentação oral o Dr. Leonardo Pimentel Bueno, OAB/DF nº 22.403.
Nome do relator: SOLON SEHN
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) REGIS XAVIER HOLANDA - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral o Dr. Leonardo Pimentel Bueno, OAB/DF nº 22.403.
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REGIME CUMULATIVO. APLICABILIDADE. RECEITA. CONTRATOS DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. IGPM. PREÇO PREDETERMINADO. EFICÁCIA TEMPORAL. O art. 10, XI, “b”, da Lei nº 10.833/2003, nos termos do art. 15, V, e do art. 93, I, somente é aplicável ao PIS/Pasep a partir de 01 de fevereiro de 2004. O parágrafo único do art. 109 da Lei nº 11.196/2005 aplicase apenas à Cofins. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) REGIS XAVIER HOLANDA Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 93 52 45 /2 00 9- 70 Fl. 548DF CARF MF Impresso em 18/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 Fez sustentação oral o Dr. Leonardo Pimentel Bueno, OAB/DF nº 22.403. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, com base nos fundamentos resumidos na ementa seguinte (fls. 417): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/08/2003 a 31/08/2003 PRELIMINAR DE NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Demonstrado que o Despacho Decisório foi formalizado de acordo com os requisitos de validade previstos em lei e que não ocorreu violação ao disposto no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, não deve ser acatado o pedido de nulidade formulado. PREÇO PREDETERMINADO. IGPM. ÍNDICE GERAL. Nos termos do disposto no art. 109 da Lei nº 11.196/2006, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado. O IGPM não é índice que obedeça ao disposto no art. 109 da Lei nº 11.196/2006, por ser índice geral de reajuste de preços. PIS. REGIME DA CUMULATIVIDADE. RECEITA. CONTRATOS A PREÇO PREDETERMINADO. EFEITOS. A possibilidade de manter no regime da cumulatividade do PIS receitas oriundas de contratos a preço predeterminado, celebrados anteriormente a 31/10/2003, produz efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2004. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. O sujeito passivo, em síntese, visa a repetição de suposto indébito tributário decorrente da aplicação equivocada do regime nãocumulativo das contribuições ao PIS/Pasep e Cofins às receitas decorrentes de contratos de fornecimento de energia elétrica (Contratos nº CGTEE97/40.141, nº CGTEE97/40.142 e nº CGTEE97/40.143), que, nos termos do art. 10, XI, “b”, da Lei nº 10.833/2003, estariam submetidos ao regime cumulativo. A DRJ reconheceu que, de acordo com interpretação da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, a aplicação do IGPM não descaracterizaria a condição de preço predeterminado dos contratos (Nota Técnica nº 224/2006 SFF/ANEEL e Ofício nº 1.431/2006). Entendeu, porém, que deveria prevalecer a exegese adotada pela Coordenação de Tributação da Receita Federal do Brasil (Nota COSIT nº 01/2007) e pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Fl. 549DF CARF MF Impresso em 18/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 11080.935245/200970 Acórdão n.º 3802001.938 S3TE02 Fl. 549 3 Nacional (Parecer PGFN/CAT nº 1610/2007). As receitas decorrentes dos Contratos nº CGTEE97/40.141, nº CGTEE97/40.142 e nº CGTEE97/40.143, assim, estariam sujeitas ao regime nãocumulativo. Isso porque, na falta de uma definição legal de “preço determinado”, incidiria o critério da Instrução Normativa SRF nº 658/2006, que afastaria a aplicação do regime cumulativo aos contratos reajustados pelo IGPM após 31/10/2003. Em suas razões recursais (fls. 437 e ss.), o Recorrente requer o julgamento do feito em conjunto com o processo administrativo nº 11080.003212/200969 e a intimação de seus representantes legais para a realização de sustentação oral. Sustenta a incompetência da Secretaria da Receita Federal para definir “preço determinado”, para fins de incidência da Lei nº 10.833/2003; e que a Instrução Normativa nº 658/2006 extrapolaria os limites da lei, sendo contrária ao art. 100 do Código Tributário Nacional (CTN), à medida que autoriza a descaracterização da predeterminação de preços em decorrência de simples implemento de cláusulas de reajuste nominal. Aduz que, por se tratar de instituto regulado pelo Direito Privado, os conceitos de preço e de preço predeterminado não podem ser modificados pelo legislador tributário, nos termos do art. 110 do CTN. Assim, aplicandose os parâmetros do Código Civil, preço determinado seria aquele fixado e conhecido pelas partes na celebração do contrato, ainda que sujeito à cláusula de reajuste ou de correção monetária. Discorre sobre as particularidades dos contratos de fornecimento de energia, alegando ainda que, diferente do que entendeu a decisão recorrida, o IGPM, nos termos da Nota Técnica SFF/ANEEL nº 224, constitui um índice de recomposição de preços que reflete o custo de produção do setor elétrico. Sustenta que o objeto do art. 10, XI, da Lei nº 10.833/2003, não seria proporcionar um período de adaptação, mas garantir a segurança jurídica mediante manutenção do equilíbrio econômico dos contratos de longo prazo, considerando uma tributação previamente acordada; que o art. 109 da Lei nº 11.196/2005 teria atribuído efeitos retroativos apenas às alíenas “b” e “c” do inciso XI do caput do art. 10 da Lei nº 10.833/2003. Faz referência ao Ofício nº 1.431/2006, da ANEEL, cita jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, requerendo o conhecimento do recurso e o seu integral provimento. É o Relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O Recorrente teve ciência da decisão no dia 20/07/2012 (fls. 435), interpondo recurso tempestivo em 20/08/2012 (fls. 437). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. Antes do exame do mérito, cabe ressaltar que se encontra prejudicado o pedido de intimação dos representantes legais do sujeito passivo para a realização de sustentação oral, uma vez que esta foi devidamente realizada por meio de publicação no Diário Oficial da União. Por outro lado, entendese que deve ser rejeitado o pedido de reunião do presente feito ao processo administrativo nº 11080.003212/200969. Isso porque não há prova da existência de identidade fática entre os processos. Fl. 550DF CARF MF Impresso em 18/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 A rigor, a partir do que consta nos autos, verificase que haveria apenas a identidade de partes e de matéria de direito debatida, sendo distinto o período de apuração e, por conseguinte, o direito de crédito que se pretende compensar. Com efeito, enquanto no presente caso se discute a possibilidade de repetição, por meio de compensação, da contribuição supostamente recolhida de forma indevida no período de apuração de agosto de 2003, o processo nº 11080.003212/200969, de acordo com a Informação Fiscal que fundamentou o Despacho Decisório DRF/POA nº 2.132, de 05/11/2010, referese ao período de dezembro de 2004 a maio de 2005: “Com relação ao período de dezembro de 2004 a maio de 2005, o sistema eletrônico não aceitou os pedidos realizados neste período, razão pela qual o contribuinte, através do presente processo (nº 11080.003212/200969), protocolado em 07/05/2009, solicitou compensação através de procedimento em papel, expondo toda sua argumentação para o fato de apresentar créditos de PIS e COFINS decorrentes da mudança do regime de apuracao de suas contribuições.” (fls. 395). Não cabe, assim, a reunião dos processos. No mérito, por sua vez, o Recorrente sustenta ter aplicado equivocadamente o regime nãocumulativo às receitas decorrentes de contratos de fornecimento de energia elétrica (Contratos nº CGTEE97/40.141, nº CGTEE97/40.142 e nº CGTEE97/40.143), que, nos termos do art. 10, XI, “b”, da Lei nº 10.833/2003, estariam submetidos ao regime cumulativo: “Art. 10 . Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1º a 8º: (Vide Medida Provisória nº 252, de 15/06/2005). [...] XI as receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003: [...] b) com prazo superior a 1 (um) ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços;” Esse dispositivo, de acordo com o art. 15, da Lei nº 10.833/2003, também se aplica às contribuições ao PIS/Pasep: “Art. 15. Aplicase à contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa de que trata a Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) [...] V nos incisos VI, IX a XXVII do caput e nos §§ 1º e 2º do art. 10 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 21/11/2005) Redação originária: “Art. 15. Aplicase à contribuição para o PIS/PASEP nãocumulativa de que trata a Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto nos incisos I e II do § 3º do art. 1º, nos incisos VI, VII e IX do caput e nos §§ 1º, incisos II e III, Fl. 551DF CARF MF Impresso em 18/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 11080.935245/200970 Acórdão n.º 3802001.938 S3TE02 Fl. 550 5 10 e 11 do art. 3o, nos §§ 3º e 4º do art. 6º, e nos arts. 7º, 8º, 10, incisos XI a XIV, e 13.” Entretanto, cumpre observar que, na data do período de apuração (01/08/2003 a 31/08/2003), o art. 10, XI, “b”, da Lei nº 10.833/2003 aplicavase apenas à Cofins, à medida que, de acordo com o art. 93, I, da mesma lei, o art. 15 somente produziu efeitos a partir de 01 de fevereiro de 2004: “Art. 93 . Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos, em relação: I aos arts. 1º a 15 e 25, a partir de 1º de fevereiro de 2004;” Portanto, em nada aproveita ao Recorrente o exame da aplicabilidade do regime cumulativo do PIS/Pasep aos contratos de fornecimento de energia elétrica nº CGTEE 97/40.141, nº CGTEE97/40.142 e nº CGTEE97/40.143. Por outro lado, ao contrário do que sustenta o Recorrente, o art. 109 da Lei nº 11.196/2005 é expresso ao atribuir efeitos retroativos apenas às alíenas “b” e “c” do inciso XI do caput do art. 10, e não ao art. 15, V, da Lei nº 10.833/2003: “Art. 109. Para fins do disposto nas alíneas b e c do inciso XI do caput do art. 10 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicase desde 1º de novembro de 2003.” O parágrafo único, portanto, aplicase apenas à Cofins, na linha do que também dispõe o art. 23, parágrafo único, da Instrução Normativa SRF nº 404/2004: “Art. 23. Permanecem sujeitas às normas da legislação da Cofins, vigentes anteriormente a Lei n º 10.833, de 2003, não se lhes aplicando as disposições desta Instrução Normativa: [...] XVII as receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003: [...] b) com prazo superior a 1 (um) ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços; e [...] Parágrafo único. O disposto nos incisos XIV a XVII do § 1 º aplicase ao PIS/Pasep nãocumulativo de que trata a Lei n º 10.637, de 2002, a partir de 1 º de fevereiro de 2004.” Fl. 552DF CARF MF Impresso em 18/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 6 Ficam prejudicadas, assim, as demais questões de direito ventiladas na petição recursal. Votase pelo conhecimento e desprovimento do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 553DF CARF MF Impresso em 18/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA
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Numero do processo: 10920.007782/2008-45
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3403-000.472
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Ivan Allegretti Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
Relatório
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Ivan Allegretti – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti. Relatório Tratase de Pedido de Ressarcimento (fl. 21) combinado com Declarações de Compensação (fls. 3/5), por meio do qual o contribuinte apresenta como crédito o saldo de PIS nãocumulativo relativo à exportação, acumulado no 4º trimestre de 2006. A Delegacia da Receita Federal em Joinville/SC (DRF) proferiu Despacho Decisório (fls. 415/420) reconhecendo apenas em parte o direito de crédito, homologando as compensações até o limite do crédito reconhecido. A redução do valor do crédito ocorreu devido às seguintes glosas: 1 O número de folhas referese à numeração do eprocesso. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 20 .0 07 78 2/ 20 08 -4 5 Fl. 1402DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10920.007782/200845 Resolução nº 3403000.472 S3C4T3 Fl. 1.403 2 1. Linha 02 do Dacon (Mercado Interno) — R$14.834,55 — Bens Utilizados como Insumos. Foram glosadas as notas fiscais do fornecedor de CNPJ 00.457.089/000110, pois as mesmas também foram lançadas na linha 06 do Dacon como Despesas de Aluguel de Máquinas e Equipamentos. 2. Linha 03 do Dacon — R$1.782,58 — Serviços Utilizados como Insumos. Foi glosada a diferença entre a base de cálculo declarada pelo contribuinte e os valores de reembolso de salários e encargos constantes nas notas fiscais. Valores como por exemplo vale transporte, refeição, taxa administrativa, etc. não dão direito a crédito (fls. 125 e 179). 3. Linha 02 do Dacon (Importação) — R$139.223,64 — Bens Utilizados como Insumos. Foram glosados os valores de crédito de Pis/Pasep lançados nos arquivos digitais com o CFOP 3.127 (art 3 0, § 2°, inciso II, da Lei 10.637/2002). Efetuados os procedimentos de compensação (fls. 422/423), verificouse que o crédito foi insuficiente para liquidar todo o débito, remanescendo débito no valor de R$2.571,36. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 426/447) sustentando o seguinte: 1. em relação à glosa das notas fiscais do fornecedor de CNPJ 00.457.089/0001 10, o valor referente a aluguel de máquinas e equipamentos foi retirado do somatório dos bens utilizados como insumos e foi aplicado exclusivamente como despesas de aluguéis e equipamentos. Tal apuração foi explicitada na planilha de "Apuração dos Créditos de PIS mercado interno" que anexa. 2. em relação à glosa de serviços utilizados como insumos, argumenta que os artigos 3° das Leis 10.637/02 e 10.833/03 assegura o direito de créditos em relação aos serviços utilizados como insumos , explicando que “o crédito (bens e serviços utilizados como insumos) corresponde ao valor total bruto da nota fiscal emitida pelo prestador de serviços. Isso porque, quando a Recorrente contrata da pessoa jurídica a mãodeobra (prestação de serviço), aquela tem como despesa o valor total da nota fiscal, ou seja, incluise no valor dos serviço prestado: salários, encargos, taxa administrativa temporária, vale transporte e, não apenas o valor do salário pago. Assim, o valor que deve ser considerado como crédito para dedução das contribuições ao PIS e a COFINS é o valor total bruto da nota fiscal emitida por pessoa jurídica em virtude da prestação de serviços realizados” (fl. 435). Sustenta, portanto, que todos os custos da mãodeobra (salários, encargos, taxa administrativa temporária, vale transporte), que estão inclusos no preço do serviço (valor bruto da nota fiscal) prestado à recorrente, são considerados como insumos, gerando créditos. 3. em relação à glosa de bens utilizados como insumos adquiridos no mercado externo, referente a operações correspondentes ao regime especial de drawback, alega que o arquivo digital apresentado estava com erros, mas as notas fiscais Fl. 1403DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10920.007782/200845 Resolução nº 3403000.472 S3C4T3 Fl. 1.404 3 anexadas comprovariam seu direito ao crédito, pois seria possível verificar que foi realizado o recolhimento de PIS/COFINS referente a nota de compra de industrialização, o que gera direito à ressarcimento de crédito. 4. em relação à exigência de juros com base na Selic e multa de 20% sobre o débito declarado, que tais débitos deveriam compor a Dacon do mês seguinte, já que não se permite a incidência de juros compensatórios nos créditos (art. 72, §5º IN/SRF 900/2008), devendo ser retificadas todas as demais Dacon dos anos seguintes, de modo a se utilizar tais débitos mês a mês, excluindose a multa e os juros ora exigidos. Ao final, pede o deferimento do pedido de ressarcimento de crédito realizado de forma integral, ou, subsidiariamente, requer o deferimento do direito a que os débitos ora apurados devido à parte não homologada da compensação possa ser utilizado como débito na Dacon do trimestre seguinte, e assim sucessivamente, retificandose todas as posteriores, de modo a excluir a multa os juros ora exigidos; ou que seja afastada ou reduzida a multa aplicada. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamentos em Florianópolis/SC (DRJ), por meio do Acórdão n° 0726.673, de 11 de novembro de 2011 (fls. 925/934), julgou procedente em parte a manifestação de inconformidade, resumindo seu entendimento na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. LOCAÇÃO DE MÃODEOBRA APLICADA DIRETAMENTE NA PRODUÇÃO OU FABRICAÇÃO DE BENS. Desde que atendidos os demais requisitos da legislação de regência, geram direito a créditos no regime da nãocumulatividade da Contribuição para o PIS e da Cofins os valores pagos a outra pessoa jurídica em decorrência da locação de mãodeobra diretamente aplicada na produção ou na fabricação de bens destinados a venda. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. MERCADORIA IMPORTADA. DRAWBACK. Mercadoria importada sob o regime aduaneiro de drawback não gera direito a créditos no regime da nãocumulatividade da Contribuição para o PIS e da Cofins. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte O voto condutor do acórdão concluiu pelo reconhecimento do direito de crédito em relação às aquisições no mercado interno, mas manteve a glosa em relação aos créditos na importação. Fl. 1404DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10920.007782/200845 Resolução nº 3403000.472 S3C4T3 Fl. 1.405 4 O contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 939/964) alegando a nulidade da decisão em face da não apreciação dos documentos comprobatórios trazidos aos autos e, portanto, o cerceamento do direito de defesa. Afirma que se a DRJ tivesse realmente analisado as notas fiscais, teria verificado que apenas uma parte se refere a importações submetidas ao regime especial de drawback, mas que outras são importações regulares, em que houve recolhimento dos tributos, inclusive de PIS/Cofins. Por isso, entende que foram violados também os princípios da verdade material, da legalidade e da motivação. Também protesta pela produção de prova pericial, formulando quesitos e indicando o perito. A propósito da demonstração do seu direito de crédito, reitera as mesmas alegações da manifestação de inconformidade, das quais se transcreve o seguinte trecho (fls. 949/952): Em decorrência da importação Declaração de Importação nº 06/13138230, foram emitidas duas notas fiscais – NF nº 1011 (produtos sujeitos ao recolhimento das contribuições ao PIS e a Cofins) e NF nº 1012 (regime drawback). (...) Observase que nos DADOS ADICIONAIS (campo superior ao lado esquerdo da nota fiscal) consta que ambas as Notas Fiscais correspondem a Declaração de Importação n° 06/13138230. No entanto, o campo da NATUREZA DA OPERAÇÃO/CFOP (campo superior central da nota fiscal) demonstra que a nota fiscal n° 1011 corresponde ao código 3.101 compra para industrialização, o qual há a incidência das contribuições ao PIS e a Coins e, a nota fiscal nº 660 referese a operação de drawback. (...) Ocorre que, equivocadamente, no arquivo digital entregue à autoridade administrativa na época da fiscalização, o crédito acima gerado foi rateado para as duas notas fiscais e, portanto, o auditor fiscal foi induzido a entender que o crédito utilizado também originou se da nota fiscal de drawback, sendo que, o crédito na realidade era da nota fiscal de compra para industrialização – erro que foi devidamente corrigido quando da juntada do novo arquivo digital juntado nos autos (doc. 02) É o relatório. Voto Conselheiro Ivan Allegretti O recurso voluntário foi protocolado em 04/05/2012 (fl. 939), dentro do prazo de trinta dias contados da notificação do acórdão da DRJ, ocorrida em 04/04/2012 (fl.938). Fl. 1405DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10920.007782/200845 Resolução nº 3403000.472 S3C4T3 Fl. 1.406 5 Por ser tempestivo, conheço do recurso voluntário. O único tema em discussão no presente recurso é o direito de crédito na aquisição de bens importados utilizados como insumo na produção. A respeito deste tema, o acórdão da DRJ negou provimento à impugnação com a seguinte motivação: Em análise as notas fiscais apresentadas pela contribuinte, quais sejam as notas fiscais cujos créditos foram glosados e os extratos das declarações de importação, verificase que todas as notas fiscais correspondem a operações de drawback. Observase ainda que os registros das Declarações de Importação são explícitos ao informar que as aquisições referidas nas notas fiscais não foram objeto de tributação pela Contribuição ao PIS ou pela Cofins. (fl. 933; grifo editado) O contribuinte, em seu recurso, sustenta que a DRJ violou o seu direito de defesa, porque a verdade dos fatos é de que nem todas as operações correspondem a operações de drawback, o que ficaria patente das notas fiscais e declarações de importação apresentadas com a impugnação. De fato, as provas juntadas pelo contribuinte ainda com a impugnação – notas fiscais e declarações de importação – demonstram que houve operações de importação regularmente tributadas – ou seja, que não são de drawback –, em relação às quais houve o recolhimento de tributos, inclusive PIS/CofinsImportação. Tal demonstração confere plausibilidade à sua alegação de que o primeiro arquivo eletrônico, apresentado à Fiscalização, incorreu em equívoco ao tratar todas as notas fiscais de importação como se se tratassem igualmente de operações de drawback, quando de fato não são. Tendo em vista que a Recorrente trouxe aos autos todas as notas fiscais e declarações de importação pertinentes ao período, bem como apresentou novo arquivo digital em que faz a separação entre as operações de drawback e as importações ordinárias, demonstrando o valor de PIS/Cofins recolhido, o mais prático e eficaz parece ser a conversão do presente julgamento em diligência para confirmar a higidez de tais informações. Voto, pois, pela conversão em diligência, para que os presentes autos sejam remetidos à Delegacia de origem para as seguintes providências: 1. detalhar, por valor, entre os montantes glosados, aqueles que decorrem de (a) operações de importação sujeitas a drawback e (b) operações de importação de bens destinados a industrialização, regularmente tributadas; 2. levantar, a partir das notas fiscais e declarações de importação, o valor total de PIS/Cofins que foi recolhido em operações de importação de bens destinados a industrialização,certificando se confere com o valor alegado pelo recorrente, constantes no arquivo digital apresentado com a manifestação de inconformidade; Fl. 1406DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10920.007782/200845 Resolução nº 3403000.472 S3C4T3 Fl. 1.407 6 3. demonstrar e informar, tendo em conta o valor apurado destes créditos, se são suficientes para o reconhecimento integral do direito de crédito pleiteado pelo contribuinte e para a homologação de suas compensações. É como voto. (assinado digitalmente) Ivan Allegretti Fl. 1407DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM
score : 1.0
Numero do processo: 10865.908862/2009-11
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 30/06/2004
PIS. COMPENSAÇÃO. RECURSO QUE TRATA DE MATÉRIA ESTRANHA AO PROCESSO. NÃO CONHECIMENTO.
O recurso deve demonstrar de maneira clara e objetiva o equívoco da decisão singular, destacando o desacerto no raciocínio fático, lógico e jurídico desenvolvido por seu prolator. Se o Recorrente apresenta matéria estranha ao processo, sem impugnar os fundamentos postos na decisão, não deve ser conhecido o recurso, por padecer de regularidade formal, um dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade recursal, nos termos do art. 514, inc. II, do CPC.
Recurso Voluntário não conhecido.
Numero da decisão: 3801-002.143
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Raquel Motta Brandão Minatel, Paulo Antonio Caliendo Velloso as Silveira, Neudson Cavalcante Albuquerque e Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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COMPENSAÇÃO. RECURSO QUE TRATA DE MATÉRIA ESTRANHA AO PROCESSO. NÃO CONHECIMENTO. O recurso deve demonstrar de maneira clara e objetiva o equívoco da decisão singular, destacando o desacerto no raciocínio fático, lógico e jurídico desenvolvido por seu prolator. Se o Recorrente apresenta matéria estranha ao processo, sem impugnar os fundamentos postos na decisão, não deve ser conhecido o recurso, por padecer de regularidade formal, um dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade recursal, nos termos do art. 514, inc. II, do CPC. Recurso Voluntário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Raquel Motta Brandão Minatel, Paulo Antonio AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 90 88 62 /2 00 9- 11 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10865.908862/200911 Acórdão n.º 3801002.143 S3TE01 Fl. 12 2 Caliendo Velloso as Silveira, Neudson Cavalcante Albuquerque e Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ em Ribeirão Preto: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório, em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de PIS/Pasep. Por intermédio do despacho decisório de fls. 6, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Irresignada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade de fls.10/20, na qual alegou, em síntese: 1. Preliminar de nulidade: a DRF de Limeira simplesmente limitouse a aduzir de forma vaga e genérica que não reconheceu como declaradas ou transmitidas as PER/DCOMPs acima especificadas. A decisão recorrida sequer se deu ao trabalho de detalhar e especificar minuciosamente porque o contribuinte não possuiria o crédito que alega possuir, eis que haviam nos autos outros fartos documentos que, se analisados, lhe permitiria inferir de modo diverso. Assim sendo é incontroversa a afronta basilar ao principio da ampla defesa do contribuinte: primeiro porque as decisões em um processo administrativo devem obedecer a um mínimo formalismo, tendo que possuir fundamentação legal, exposição de raciocínio lógico e análise detida de toda a documentação; segundo, porque a decisão recorrida é genérica, não apresenta dados específicos sobre suas razões de decidir e não faz alusão a outros documentos que seguem carreados ao processo administrativo. A falta destes elementos concretos implicam na anulação da decisão, que avilta também o principio do devido processo legal; 2. Fez uma longa exposição, citando juristas, ato declaratório normativo e copiosa jurisprudência de diversos Tribunais Regionais Federais e do Superior Tribunal de Justiça defendendo a tese de que o prazo para restituição e compensação de tributos pagos indevidamente ou a maior do Fl. 92DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10865.908862/200911 Acórdão n.º 3801002.143 S3TE01 Fl. 13 3 que devido é decenal (dez anos) e não qüinqüenal, por se tratar de autolançamento; 3. No mérito, alegou que o ADIN n° 14170 declarou inconstitucional a expressão contida no art. 17, da Lei n° 9.715, de 1998: "aplicandose aos fatos geradores a partir de 01/10/1995" sendo que, posteriormente o Secretário da Receita Federal reconheceu em parte esta inconstitucionalidade através da Instrução Normativa n.° 6, de 2000, que vedou a constituição de crédito tributário e determinou o cancelamento de lançamento baseado na aplicação do disposto na Medida Provisória n° 1212, de 1995, a fatos geradores ocorridos no período compreendido entre 1 de outubro de 1995 e 29 de fevereiro de 1996; 4. Com a inconstitucionalidade parcial do artigo 18, se estabelece a impossibilidade total de cobrança do tributo, seja pelo estabelecimento do elemento temporal do fato gerador, a partir da publicação da Lei 9.715/98, seja pela impossibilidade da aplicação da Lei Complementar n° 07/70, ao mesmo tempo da vigência da MP n° 1212, de 1995. Assim, durante todo o período em que se sucedem as diversas republicações da MP n° 1212/95, o fisco não possui hipótese de incidência para embasar sua cobrança; 5. Efetivamente temse que a Lei 9.715, de 1998, após a conversão da MP n° 1212, de 1995, somente entrou em vigor em 1998, permanecendo sob vaccatio legis o período compreendido entre 10/1995 a 10/1998; 6. A esfera administrativa equivocouse, de forma acintosa, ao não homologar as supramencionadas compensações de créditos tributários a que efetivamente a recorrente faz jus; 7. 0 poder público não pode descumprir o principio da legalidade dos atos administrativos sonegando ao ora contribuinte fruição de um direito assegurado de suspensão da exigibilidade dos créditos em tela, como prevê também o artigo 151, do Código Tributário Nacional. Assim, deve ficar sobrestada a cobrança das compensações realizadas até o julgamento em definitivo no âmbito administrativo do referido processo. 8. Requer o regular processamento, ulterior apreciação e provimento total a presente manifestação de inconformidade, com homologação de todas as compensações pleiteadas nos autos. Ao analisar a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo Recorrente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto entendeu por bem em não conhecêla, ao argumento de que o contribuinte, em sua defesa, elencou argumentos que não possuíam qualquer ligação nem com o fato, nem com o período de apuração relativo ao crédito pleiteado, nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Fl. 93DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10865.908862/200911 Acórdão n.º 3801002.143 S3TE01 Fl. 14 4 Data do fato gerador: 30/06/2004 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase definitiva, na esfera administrativa, a exigência relativa a matéria que não tenha sido expressamente contestada. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Direito Creditório Não Reconhecido Em seu Recurso, o Recorrente rebateu a decisão da DRJ como se esta tivesse não homologado a sua compensação pelo fato de o crédito do contribuinte ter sido atingido pelo instituto da decadência. É o relatório. Voto Conselheiro Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel O Recurso é tempestivo. Porém, não há como conhecêlo. Isso porque o Recurso Voluntário é o meio através do qual o Recorrente devolve ao Conselho a matéria decidida pela Delegacia de Julgamento. Deve, portanto, efetivamente impugnar tal decisão, demonstrando seu inconformismo com as razões apresentadas pelos julgadores. Contudo, a Recorrente não pode utilizarse desse instrumento para alegar matéria totalmente estranha ao processo. Ora, o processo foi instaurado em face de uma compensação realizada pela Recorrente de suposto crédito de PIS. A compensação não foi homologada ao argumento de que o Recorrente utilizou integralmente o mesmo saldo do pretenso crédito para compensar Cofins, CSLL, IRPJ e PIS em 8 diferentes processos. A Recorrente, em sua primeira manifestação, em momento algum, rebate tal argumentação. Discorre, sim, sobre o prazo decadencial de 10 anos para pedir restituição, sendo que o despacho decisório aventou tal hipótese de decadência. Argumentou, ainda, que faria jus aos créditos tributários porque a Lei 9.715, de 1998, após a conversão da MP n° 1212, de 1995, somente entrou em vigor em 1998, permanecendo sob vaccatio legis o período compreendido entre 10/1995 a 10/1998, muito embora o pagamento que a Recorrente declarou como indevido no PER/DCOMP é relativo ao período de apuração 30/06/2004, sem nenhuma correlação com o período anterior. Fez também alusão a documentos que não estão nos autos e argumentou que o despacho decisório teria considerado as DCOMPs como não declaradas ou transmitidas. A Delegacia de Julgamento em Ribeirão Preto, embasada no disposto no art. 17 do Decreto n° 70.235, de 1972, com a redação do art. 67 da Lei n° 9.532/97, considerou que o contribuinte não contestou expressamente a matéria objeto do litígio, e que, portanto, a mataria não restou impugnada, não tendo, conseqüentemente, sido iniciada a fase litigiosa do Fl. 94DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10865.908862/200911 Acórdão n.º 3801002.143 S3TE01 Fl. 15 5 procedimento. Decidiu, desta feita, que o mérito da compensação não poderia ser Trazido à discussão no órgão superior de jurisdição administrativa. E, por fim, em suas razões recursais, a Recorrente contesta a decisão da DRJ ao argumento de não restou configurada a decadência do seu crédito!!! Ora, está claro, para esta conselheira, que padece o recurso de regularidade formal. O Recurso só é possível quando o Recorrente demonstra de maneira clara e objetiva o equívoco da decisão recorrida, destacando o desacerto no raciocínio fático, lógico e jurídico desenvolvido por seu prolator. Na presente hipótese, carece a peça recursal de elementos técnicos de formação, posto que não guarda relação lógica e pertinência temática com aquilo que foi objeto da decisão. Não tendo sido impugnados os alicerces da decisão recorrida, tratando de matéria alheia ao processo, não há como conhecer do presente Recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator Fl. 95DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 10580.723769/2009-16
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2403-000.144
Decisão:
RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o processo em diligência.
CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente
Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Carolina Wanderley Landim.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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decisao_txt : RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o processo em diligência. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Carolina Wanderley Landim.
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CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Carolina Wanderley Landim. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 05 80 .7 23 76 9/ 20 09 -1 6 Fl. 846DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.723769/200916 Resolução nº 2403000.144 S2C4T3 Fl. 201 2 RELATÓRIO Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente – SARTRE EMPREENDIMENTOS EDUCACIONAIS LTDA. contra Acórdão nº 1525.485 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador que julgou procedente em parte a autuação por descumprimento de obrigação principal, Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP nº. 37.210.4371, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 37.256,86. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social referente a Terceiros, no período de 01/2005 a 12/2005. O Relatório Fiscal, às fls. 137 a 140, informa o levantamento efetuado: PAT No exercício de 2005 a empresa não estava inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). No entanto, concedeu alimentação a seus funcionários (Conta Programa Alimentar Trabalhador, 186). Tal benefício foi concedido aos empregados em desacordo com a Lei 8.212, de 1991, art. 28, parágrafo 9º, alínea “c”; e DIV Referese a remunerações de empregados não declaradas em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP). A empresa escritura nas contas 272 e 160 (Salário), 95 (Provisões 13º Salário, 96 e 163 (Provisões Férias) as remunerações dos segurados empregados. As contribuições dos segurados estão escriturados na Conta 78 (INSS a Recolher). A escrituração não é feita por estabelecimento, não descreve clara e precisamente o fato, não discrimina os fatos geradores, os descontos, as contribuições da empresa e o Livro Diário não está registrado no órgão competente. Há históricos que não têm clareza e não fazem referência ao documento probante. A Recorrente teve ciência do AIOP em 27.07.2009. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Discriminativo Sintético do Débito DSD é de 01/2005 a 12/2005. A Recorrente apresentou Impugnação tempestiva, conforme o Relatório da decisão de primeira instância: Preliminarmente aduz nulidade por duplicidade de cobrança de contribuição previdenciária sobre Terceiros em contas relacionadas a sócios. A Fiscalização entendeu como pagamento de Pro labore os Fl. 847DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.723769/200916 Resolução nº 2403000.144 S2C4T3 Fl. 202 3 valores escriturados nas contas do razão da Impugnante de números 32, 33, 34, 625 e 621. Entretanto, mesmo que se considerasse que os valores fossem.prólabore, o que de fato não são, importante salientar e demonstrar a duplicidade de lançamentos havida pela fiscalização, em flagrante bis in idem. Isto ocorreu nos pagamentos efetuados pela impugnante aos sócios Aloysio Nery e Vicente Orrico Sarno Filho. De igual sorte a fiscalização lançou os valores recebidos pela impugnante do sócio da sócia controladora, como também lançou os mesmos valores transferidos à conta da sócia controladora, ou seja, considerouse como prólabore o valor de R$ 1.459.200,00, mais R$ 140.800,00, mais R$ 40.974,00 na conta de transferência, como também houve o mesmo lançamento em duplicidade.sobre o crédito constante no razão em decorrência da transferência de contas. Aduz ainda que houve lançamento da contribuição de terceiros sobre transferência de capital social, de aumento de capital social e aporte no caixa da impugnante. De acordo com o Instrumento Particular de Cessão de Quotas e Outras Avencas firmado em 25.11.2004, os então sócios da impugnante Marcone Pereira de Azevedo, Manoel Muniz Ferreira Neto; Vicente Orrico Sarno Filho e Aloysio Adolfo Borges Nery, cederam oitenta por cento do capital social da impugnante à Chaim Zaher e Adriana Baptinston Cefali Zaher. Ainda, de acordo com o referido instrumento, mais especificamente em sua cláusula quarta, os novos sócios admitidos se comprometeram a injetar a título de investimento para equacionamento financeiro da impugnante, o valor de R$ 1.459.200,00 em três parcelas, da seguinte forma: i) R$ 393.200,00 na assinatura do instrumento de cessão de quotas; ii) R$533.000,00, após trinta dias da assinatura do instrumento de cessão de quota; iii) R$ 533.000,00 após sessenta dias da assinatura do instrumento. Diante: da injeção de capital havida junto ao razão da impugnante foi aberta a conta 34, constando os valores depositados em favor da empresa. Entretanto os novos sócios, após a negociação de aquisição do controle societário da impugnante, houveram por bem formalizar tal aquisição, por meio de sua empresa de participações, denominada de Coe Participações Ltda, inscrita no CNPJ sob nº 06.131.713/000170, como se denota da alteração do contrato social da impugnante realizada em 06 de abril de 2005. Enfim; sob qualquer angulo que se analisar a questão, verificarseá que os valores objeto de lançamento da contribuição devida sobre prólabore não foram recebidos na forma constante no auto de infração, muito menos desembolsados pela impugnante, mas sim, tais valores referemse a investimentos realizados junto ao caixa da impugnante e junto ao seu Capital social, inicialmente feitos por pessoa física e, posteriormente transferidos à pessoa jurídica sócia. Todas as operações de aumento de capital e de aporte no caixa da impugnante foram devidamente escrituradas como determina a legislação de regência, não havendo, que se falar em confusão patrimonial. Argumenta que houve lançamento da contribuição de terceiros sobre empréstimos tomados por sócios e exsócios. Compulsando o Relatório de Lançamentos na página 06 do auto de infração, verificase que a fiscalização considerou como pagamentos de prólabore as importâncias debitadas junto à contabilidade da impugnante aos sócios e exsócios. Fl. 848DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.723769/200916 Resolução nº 2403000.144 S2C4T3 Fl. 203 4 Entretanto, junto ao documento anexo, consta que o pagamento ao sócio Aloysio Nery de R$ 350.000,00 referentes a empréstimo, como também consta o recebimento de R$ 284.400,00 do sócio pela impugnante. Ora, como dito no preliminar de duplicidade de cobrança das contribuições previdenciárias, não se faz crível a cobrança de contribuições sobre valores recebidos pela impugnante. Deveras isso, de acordo com o documento anexo 07, no exercício de 2004 a impugnante emprestou ao sócio Aloysio Nery o valor de R$ 440.740,92. Importante salientar que o regulamento de imposto de renda autoriza expressamente a contratação de mútuo entre pessoa jurídica e seu sócio, seja a pessoa jurídica tomando valores, seja ela recebendo valores emprestados de sócio. Assim sendo, os valores lançados pela fiscalização não podem ser considerados como prólabore recebidos por sócios, pois, há nos autos prova cabal no sentido de que a impugnante recebeu de seu sócio o valor de R$ 284.400,00, referentes pagamentos do empréstimo havido pelo sócio. Aduz que houve indevida cobrança de contribuições a terceiros sobre pagamento de direitos autorais de material didático. A fiscalização considerou como pagamento de prólabore os valores constantes no razão da impugnante acerca da amortização de débito da Editora Interactive Sistema Educacionais Ltda., no valor de R$ 36.611,18. Ocorre que de acordo com o razão da impugnante (doc. 08), mais especificamente na conta 654, o valor lançado pela fiscalização se refere à amortização da divida da impugnante com a Editora Interactive. Sistema Educacionais Ltda referente pagamento de direitos autorais pela aquisição de material didático. O artigo 28, inciso III da.Lei n º 8.212/91 é bem claro ao estabelecer a incidência da contribuição previdenciária sobre o pagamento de administradores e autônomos, mas, não há qualquer dispositivo legal que determine a incidência sobre pagamento de direitos autorais. Mais que isso, está se tributando dívidas da impugnante com terceiros que não mantém qualquer relação de interdependência com a impugnante. Assim sendo, é de mister o cancelamento da cobrança da contribuição, tendo em vista que sobre o pagamento de direitos autorais, incide, tão somente, imposto de renda retido na fonte, devidamente recolhido pela impugnante. Insurgese contra a indevida glosa de deduções do salário família. Em face do princípio da verdade material, a impugnante dimana a apresentação anual de atestado de vacinação obrigatória até seis anos de idade e a comprovação semestral de freqüência à escola do filho ou equiparado, a partir dos sete anos de idade, necessários para seja comprovada a legalidade dos pagamentos efetuados a título de salário família, nos termos do artigo 84 do RPS. Tais requisitos são necessários para ratificar que os valores pagos aos empregados da impugnante (glosados pela Autoridade Administrativa), foram a título de saláriofamília. Sendo assim, há de se concluir que a Impugnante logrou em comprovar a legitimidade das deduções da base de cálculo informadas em GFIP, não podendo se cogitar em qualquer glosa de tais quantias. Aduz que houve a indevida inclusão da ajuda escolar na base de cálculo das contribuições. A própria Lei 8.212/1991 anteparou o liame Fl. 849DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.723769/200916 Resolução nº 2403000.144 S2C4T3 Fl. 204 5 de positivação da norma jurídica tributária atinente às contribuições previdenciárias e de terceiros, firmando a intangível premissa de que a importância recebida a título de bolsa de aprendizagem, garantida ao adolescente até quatorze anos de idade, não se incorpora ao salário ou ao benefício do segurado.(art. 28, parágrafo 9º, alínea “u”). Desta forma, a Lei nº 8.212/1991 prescreveu norma jurídica expressa, que excluiu do campo de incidência das contribuições previdenciárias o valor recebido pelo empregado a título de bolsa de aprendizagem, sem perfilhar a Lei qualquer vedação à não incidência tributária. Argumenta que não procede o dever de manter escrituração contábil separada entre matriz e filiais. A Lei prevê que o contribuinte precisa "lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, deforma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos". Notase, assim, que em momento algum a lei descreve a obrigatoriedade de se efetuar escrituração própria por estabelecimento tal qual descreveu e exigiu a autoridade fiscal. Pelo contrário, a lei somente prevê que o contribuinte deve manter escriturado em sua contabilidade, discriminadamente, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos, conduta esta, perpetrada pela impugnante. Intera a Fiscalização que houve "escrituração/ em desacordo com a legislação", entretanto, não demonstra documentalmente ao contribuinte, onde houve o equívoco na escrituração. Neste sentido, o auto merece ser cancelado, posto que, feriu o princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa. Por amor a questão, muito embora a acusação fiscal ateste que o Livro Diário da impugnante não está registrado no órgão competente, por ora, esta vem .juntar aos autos o Livro Diário devidamente registrado no órgão competente, como fim de obter a benesse do artigo 291 do RPS. Insurgese contra a ilegalidade da imposição de multa progressiva. A progressividade de alíquota é permitida na Constituição Federal tão somente naqueles impostos como imposto de renda, IPTU e lTR. Na verdade, a progressividade da multa nada mais representa do que a majoração do tributo, permitida somente naqueles tributos assim previstos pela CF/88, que, aliás foram postos de maneira taxativa. No presente caso, conforme se depreende do auto de infração, a multa é progressiva quanto ao seu valor em conformidade com o prazo de sua adimplência, o que é vedado por configurar a progressividade da contribuição pela falta de permissão constitucional. No mais, multa não pode ser imposta de maneira progressiva por duas razões. Primeiro, porque gera o confisco do tributo ensejando a desfiguração de sua natureza posta pelo legislador. Segundo, porque a multa de ofício assim colocada acaba por estabelecer a insegurança das relações tributárias, pela incerteza da sua.fixação, podendo causar até a quebra da empresa e estabelecendo, por conseqüência, o caos social. Aduz a inconstitucionalidade da multa de ofício. Insurgese contra o caráter confiscatório da multa aplicada. Respaldada em jurisprudência do STF, defende a fixação da multa em importe nunca superior a 20% do tributo também exigido em ação fiscal Fl. 850DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.723769/200916 Resolução nº 2403000.144 S2C4T3 Fl. 205 6 A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 1525.485 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/200 5 CONTRIBUIÇÃO DE TERCEIROS. Compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil a arrecadação e fiscalização das contribuições devidas a Terceiros (Entidades e Fundos), conforme preconiza o art. 3º, da Lei n.º 11.457, de 2007. ALIMENTAÇÃO EM DESACORDO COM O PAT. Concessão de alimentação aos segurados empregados em desacordo com a legislação que regula o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) configurase salário in natura e, por extensão, fato gerador de contribuições sociais previdenciárias. PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO AO CONFISCO. O princípio constitucional da vedação ao confisco e sua aplicação são de competência do Poder Judiciário. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. RETROATIVIDADE BENIGNA. MULTA MENOS SEVERA. MOMENTO DA COMPARAÇÃO. A lei aplicase a fato pretérito quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. A comparação das multas para verificação e aplicação da mais benéfica somente poderá operacionalizarse quando o pagamento do crédito for postulado pelo contribuinte ou quando do ajuizamento de execução fiscal, conforme Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 14, de 04/12/2009. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 INCONSTITUCIONALIDADE. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, em apertada síntese: (i) Da inscrição no PAT; Fl. 851DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.723769/200916 Resolução nº 2403000.144 S2C4T3 Fl. 206 7 (ii) Contribuição para Terceiros de empregados não relacionados em GFIP A fiscalização aduz que a escrituração não é feita por estabelecimento, em desacordo com a legislação. Mas, esta obrigatoriedade é proveniente de Decreto e não de Lei A autuação em relação à que a empresa não lançou em títulos próprios da contabilidade não está lastreada em provas documentais violação a princípios constitucionais (iii) Relativa imposição de multa menos severa – aplicação do art. 35, Lei 8.212/1991 com fulcro na redação dada pela Lei 11.941/2009. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 852DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.723769/200916 Resolução nº 2403000.144 S2C4T3 Fl. 207 8 VOTO Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação dos autos. DA DILIGÊNCIA FISCAL Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente – SARTRE EMPREENDIMENTOS EDUCACIONAIS LTDA. contra Acórdão nº 1525.485 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador que julgou procedente em parte a autuação por descumprimento de obrigação principal, Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP nº. 37.210.4371, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 37.256,86. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social referente a Terceiros, no período de 01/2005 a 12/2005. O Relatório Fiscal, às fls. 137 a 140, informa o levantamento efetuado: PAT No exercício de 2005 a empresa não estava inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). No entanto, concedeu alimentação a seus funcionários (Conta Programa Alimentar Trabalhador, 186). Tal benefício foi concedido aos empregados em desacordo com a Lei 8.212, de 1991, art. 28, parágrafo 9º, alínea “c”; e DIV Referese a remunerações de empregados não declaradas em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP). A empresa escritura nas contas 272 e 160 (Salário), 95 (Provisões 13º Salário, 96 e 163 (Provisões Férias) as remunerações dos segurados empregados. As contribuições dos segurados estão escriturados na Conta 78 (INSS a Recolher). A escrituração não é feita por estabelecimento, não descreve clara e precisamente o fato, não discrimina os fatos geradores, os descontos, as contribuições da empresa e o Livro Diário não está registrado no órgão competente. Há históricos que não têm clareza e não fazem referência ao documento probante. Em relação às verbas identificadas pela AuditoriaFiscal a título de alimentação, o Relatório Fiscal, às fls. 137 a 140, não permite concluir se tais verbas foram pagas em ticket refeição, vale alimentação, cesta básica, lanches, ou seja, a forma da entrega “in natura” aos segurados empregados do sujeito passivo. Fl. 853DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.723769/200916 Resolução nº 2403000.144 S2C4T3 Fl. 208 9 Outrossim, em atendimento ao art. 62, parágrafo único, II, a, Anexo II do Regimento Interno do CARF RICARF, devese observar a aplicação do Ato declaratório PGFN nº 03/2011 que fixa o entendimento de que o pagamento in natura do auxílio alimentação não sofre a incidência da contribuição previdenciária: “nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária”. Desta forma, como prejudicial ao julgamento do presente AIOP temse, para efeitos de jurisprudência desta Colenda Turma de Julgamento, a definição da forma de entrega da alimentação “in natura” ao segurado empregado. CONCLUSÃO CONVERTER o presente processo em DILIGÊNCIA para que a Autoridade Fiscal responsável pela lavratura do presente Auto de Infração, em relação ao código de levantamento PAT, informe qual a forma de entrega da alimentação “in natura”, por exemplo ticket alimentação, vale alimentação, lanches, cesta básica, fornecimento direto de alimentação e etc. feita pela Recorrente. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 854DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10865.904561/2008-29
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 2004
PER/DCOMP. SALDO NEGATIVO DE CSLL. QUITAÇÃO DE ESTIMATIVAS COM CRÉDITO DE IPI DISCUTIDO JUDICIALMENTE.
Crédito de IPI discutido judicialmente só pode ser utilizado para a quitação (via compensação) de outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil após o trânsito em julgado da decisão judicial que o ampara (art. 170-A do CTN), e, ainda, mediante apresentação do devido PER/DCOMP, conforme as regras do art. 74 da Lei 9.430/1996.
Numero da decisão: 1802-001.869
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(assinado digitalmente)
José de Oliveira Ferraz Corrêa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa- Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2004 PER/DCOMP. SALDO NEGATIVO DE CSLL. QUITAÇÃO DE ESTIMATIVAS COM CRÉDITO DE IPI DISCUTIDO JUDICIALMENTE. Crédito de IPI discutido judicialmente só pode ser utilizado para a quitação (via compensação) de outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil após o trânsito em julgado da decisão judicial que o ampara (art. 170 A do CTN), e, ainda, mediante apresentação do devido PER/DCOMP, conforme as regras do art. 74 da Lei 9.430/1996. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 90 45 61 /2 00 8- 29 Fl. 279DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.904561/200829 Acórdão n.º 1802001.869 S1TE02 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro – DRJ/RJ I, que manteve a homologação apenas parcial em relação a declarações de compensação apresentadas pela Contribuinte, nos mesmos termos que já havia decidido anteriormente a Delegacia de origem (DRF Limeira/SP). O presente processo originouse do Despacho Decisório n° 808257110 (fls. 10), emitido em 24/11/2008, que homologava parcialmente algumas compensações realizadas pela Contribuinte. Houve apresentação de manifestação de inconformidade contra o referido despacho decisório, e ele foi anulado pelo Acórdão nº 1232840 (fls. 179 a 181), proferido pela DRJ/RJ I em 19/08/2010. Na seqüência, em 06/09/2010, houve emissão de um novo despacho decisório pela DRF Limeira/SP (fls. 194 a 197), que, ao examinar os PER/DCOMP de nºs 07699.62982.190907.1.7.033728, 15309.79732.120805.1.3.038114, 22848.81365.120905. 1.3.039600, 30466.30913.131005.1.3.038953, 35498.90366.141105.1.3.034670 e 17884.57696.091205.1.3.037521, reconheceu em parte o direito creditório reivindicado pela Contribuinte, referente a saldo negativo de CSLL em 2004, e homologou parcialmente as compensações, no limite do crédito reconhecido. A Contribuinte apurou para o anocalendário de 2004 um saldo negativo de CSLL no valor de R$ 399.265,16, mas a Delegacia de origem só reconheceu o valor de R$ 172.432,36. A redução do saldo negativo foi motivada pela glosa das estimativas de abril/2004 (R$ 92.453,43) e maio/2004 (R$ 134.379,37), porque sua quitação se deu mediante compensação com crédito discutido judicialmente, antes do trânsito em julgado da decisão que reconhecia o direito creditório. De acordo com o despacho decisório, foram confirmados os recolhimentos a título de estimativa referentes aos meses de junho a outubro de 2004, no montante de R$ 535.316,69. Quanto aos meses de abril e maio de 2004, foi registrado que constava em DCTF que a quitação de ambos ocorreu no processo judicial nº 200061090054788 (fls. 188 a 191). Houve apresentação de nova manifestação de inconformidade, às fls. 252/253, onde a Contribuinte argumentou: que com amparo na decisão judicial proferida nos autos do processo judicial n° 2000.61.09.0054788, procedeu a compensação de seus créditos de IPI com débitos da CSLL entre abril e maio de 2004, conforme a sentença de embargos de declaração facultando o imediato pagamento de débitos; e que a nova decisão, sem qualquer justificativa, glosou a compensação efetuada, que está sub judice. Fl. 280DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.904561/200829 Acórdão n.º 1802001.869 S1TE02 Fl. 4 3 Ao final, a Contribuinte requereu o sobrestamento do feito até a decisão definitiva do referido processo judicial. Como já mencionado, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro – DRJ/RJ I, por meio do Acórdão nº 1235.456 (fls. 258 a 261), manteve a homologação apenas parcial em relação às declarações de compensação, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2004 COMPENSAÇÃO. Mantémse o despacho decisório, se não elididos os fatos que lhe deram causa. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O voto que orientou a decisão de primeira instância administrativa apresenta os seguintes fundamentos: [...] Na manifestação de inconformidade, o interessado não elide os fatos apontados no Despacho Decisório. Admite que, “com amparo na decisão judicial proferida nos autos do processo n° 2000.61.09.0054788, procedeu a compensação de seus créditos de IPI com débitos da CSLL entre abril e maio de 2004” e reconhece não haver decisão definitiva do referido processo judicial. Alega, no entanto, que a sentença de embargos de declaração facultava o imediato pagamento de débitos. Tal entendimento não pode prevalecer. Senão vejamos. Na sentença de fls. 35/42, temse que “a compensação somente poderá ser realizada após o trânsito em julgado da presente decisão”. Na sentença de fls. 43/44, houve acolhimento dos embargos no sentido de que o art. 170A está ligado à compensação, que o creditamento de IPI não se trata propriamente do exercício de compensação e que “não existe óbice legal que expressamente impeça a parte demandante de efetuar o creditamento pretendido antes mesmo do trânsito em julgado da decisão”. Portanto, a decisão dos embargos não abriga a compensação das estimativas de CSLL dos meses de abril e maio, que foram glosadas pela DRF, por ainda não haver o trânsito em julgado do processo judicial, razão pela qual os valores compensados não foram validados (com base no artigo 70 da Instrução Normativa RFB n° 900, de 30/12/2008, com redação dada pela Instrução Normativa RFB n° 973, de 27/11/2009). Fl. 281DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.904561/200829 Acórdão n.º 1802001.869 S1TE02 Fl. 5 4 Não há previsão legal para o pleito do interessado de sobrestamento do feito até a decisão definitiva do referido processo judicial. O Despacho Decisório foi elaborado de acordo com a legislação e deve, então, ser mantido, por não terem sido elididos os fatos que lhe deram causa. Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 27/05/2011, a Contribuinte apresentou em 15/06/2011 o recurso voluntário de fls. 266 a 271, com os argumentos descritos abaixo: DOS FATOS trazendo entendimento personalíssimo sobre a questão, a decisão recorrida reproduz trecho da sentença de embargos que ampara integralmente o direito da Recorrente à compensação imediata: “não existe óbice legal que expressamente impeça a parte demandante de efetuar o creditamento pretendido antes mesmo do trânsito em julgado da decisão”; a compensação aqui realizada sob o amparo do Poder Judiciário não é aquela obstada pelo art. 170A do CTN, entre créditos recolhidos indevidamente com débitos vincendos, sujeitos à posterior homologação da autoridade administrativa; tratase de créditos de IPI advindos de insumos isentos (alíquota zero ou não tributados), que foram utilizados para escrituração no livro próprio, ou ressarcidos através de processo administrativo respectivo; a simples menção de que “a decisão dos embargos não abriga a compensação das estimativas de CSLL nos meses de abril e maio, que foram glosadas pela DRF”, não presta para justificar tamanha arbitrariedade, glosando créditos reconhecidos pelo Judiciário; nada foi alterado da situação originária, sobejando créditos em favor da Recorrente que deverão ser conhecidos e empregados para compensação de CSLL, como já requerido. No mínimo, deve ser determinado o sobrestamento do feito até decisão pacificadora e definitiva pela Suprema Corte Federal, como já reclamado e menoscabado nos recursos anteriores; DO DIREITO é necessário distinguir o instituto da compensação (como forma de extinção de crédito tributário) com o sistema de crédito aplicável aos impostos plurifásicos (princípio da nãocumulatividade), uma vez que são fenômenos absolutamente distintos; no creditamento escritural, operase espécie distinta de compensação entre débitos e créditos, em especial como forma de apuração final do valor a ser pago (ou saldo credor) do imposto; esta foi a única justificativa da sentença de embargos facultar a compensação imediata, uma vez que a regra de compensação de IPI é dessemelhante da compensação do art. 170A do CTN. A peça de embargos declaratórios da ora Recorrente foi clara; Fl. 282DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.904561/200829 Acórdão n.º 1802001.869 S1TE02 Fl. 6 5 a questão jurídica tratada na ação originária resumese no direito ao crédito de IPI, relativo aos insumos adquiridos com isenção, não tributados ou alíquota zero de IPI, empregados na industrialização de produtos tributados. Por conseqüência, o pedido condenatório foi taxativo, clamando fosse facultada a escrituração, nos livros fiscais próprios, dos créditos de IPI, conforme art. 153, § 3º, I, da Constituição Federal de 1988; não se pretende a compensação obstada pelo art. 170 do CTN. Reiterase, a controvérsia que foi discutida na ação originária é diversa daquela prevista pelo art. 170A do CTN; é certo que em havendo o crédito nos livros fiscais (saldo credor em conta gráfica), a ora Recorrente poderia restituílo por meio das diversas maneira dispostas na lei, entre elas a compensação permitida pela Lei n° 9.430/96 (IN/SRF n° 21/97), isto é, compensação no âmbito administrativo, efetuada sob o crivo da Secretaria da Receita Federal; por confundir esta opção (art. 11 da Lei n° 9.779/99) reiterase, compensação administrativa, procedida perante a Secretaria da Receita Federal com aquela prevista no novel art. 170A do CTN, que a medida judicial foi retificada pela sentença de embargos, porquanto vedou um procedimento que não foi objeto da tutela jurisdicional, sequer cotejada na contestação; efetuando a escrituração dos créditos, é óbvio que a compensação se deu no livro fiscal (entre créditos e débitos escriturados) e depois, em havendo saldo credor, o ressarcimento dos valores mantidos na escrita fiscal, compensadoos com débitos de CSLL pagos por estimativa. Esta é a questão discutida; ficou claro que é direito da Recorrente, amparada por decisão judicial, a possibilidade de compensação imediata de seus créditos de IPI escriturados em livro próprio, cujo saldo credor foi utilizado para compensação administrativa para pagamento de CSLL por estimativa (abril e maio de 2004); é medida de rigor seja provido o recurso, reformando a decisão guerreada, homologando integralmente as compensações efetuadas. Ou, no mínimo, seja determinado o sobrestamento do processo administrativo, até ulterior decisão que reconheça, ou não, o crédito da Recorrente, assegurando a compensação efetuada. Este é o Relatório. Fl. 283DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.904561/200829 Acórdão n.º 1802001.869 S1TE02 Fl. 7 6 Voto Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A Contribuinte questiona decisão que manteve a homologação parcial de seis declarações de compensação, nas quais utiliza crédito correspondente a saldo negativo de CSLL no anocalendário de 2004, no valor de R$ 399.265,16. No referido ano, a Contribuinte apurou no ajuste anual CSLL no valor de R$ 362.884,33, e após deduzir R$ 762.149,49 a título de estimativas recolhidas ao longo do ano, obteve o saldo negativo acima mencionado. A Delegacia de origem confirmou recolhimentos a título de estimativa para os meses de junho a outubro de 2004, no montante de R$ 535.316,69, e quanto às estimativas de abril/2004 (R$ 92.453,43) e maio/2004 (R$ 134.379,37), verificou que a DCTF informava que sua quitação havia ocorrido no processo judicial nº 200061090054788 (fls. 188 a 191). Como a decisão no processo judicial não havia transitado em julgado, estas estimativas de abril e maio foram consideradas como não quitadas, o que resultou na redução do saldo negativo de R$ 399.265,16 para R$ 172.432,36. A Delegacia de Julgamento utilizou o mesmo fundamento para manter a redução do saldo negativo, ou seja, o art. 170A do Código Tributário Nacional (CTN): Art. 170A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. A Contribuinte alega que a compensação realizada sob o amparo do Poder Judiciário não é aquela obstada pelo art. 170A do CTN; que tratase de créditos de IPI advindos de insumos isentos (alíquota zero ou não tributados), que foram utilizados para escrituração no livro próprio; que é necessário distinguir o instituto da compensação (como forma de extinção de crédito tributário) com o sistema de crédito aplicável aos impostos plurifásicos (princípio da nãocumulatividade); e que a decisão judicial lhe dá o direito à compensação imediata de seus créditos de IPI escriturados em livro próprio, cujo saldo credor foi utilizado para compensação administrativa para pagamento de CSLL por estimativa (abril e maio de 2004). São improcedentes os argumentos da Recorrente. A decisão judicial, às fls 41, já apontava para a distinção entre o creditamento escritural em razão da nãocumulatividade do IPI e a compensação dos créditos de IPI com outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil: Fl. 284DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.904561/200829 Acórdão n.º 1802001.869 S1TE02 Fl. 8 7 [...] III DA CONCLUSÃO Isto posto, JULGO PROCEDENTE a presente demanda para reconhecer o direito ao crédito do Imposto Sobre Produtos IndustrializadosIPI, nos períodos descritos na petição inicial, relativo às aquisições de matériaprima,, produtos intermediários imunes, isentos ou tributados à alíquota zero (na entrada), utilizados nos produtos finais fabricados .pela parte autora que, na saída, são tributados, bem como para reconhecer o direito de compensação do crédito com o próprio IPI vincendo (por meio da competente escrituração contábil) e outros tributos recolhidos e administrados pela Secretaria da Receita Federal, com acréscimo de correção monetária e juros e observado o prazo prescricional, tudo na forma estipulada na presente sentença. Condeno a parte ré na verba honorária que arbitro em R$ 2.000,00 (dois mil reais), com base no § 4° do art. 20 do Código de Processo Civil. Custas ex lege. No caso em questão, em face da redação do art. 170A do Código Tributário Nacional, nos termos da Lei Complementar 104, de 10 de janeiro de 2001, a compensação somente poderá ser realizada após o trânsito em julgado da presente decisão. A autoridade fiscal competente manterá o direito de fiscalizar os creditamentos e conseqüente compensação ora autorizada, podendo/devendo tomar as medidas cabíveis, efetuando o competente lançamento suplementar (art. 142 do Código Tributário Nacional), imputandose as sanções legais, caso ocorra desrespeito aos limites da presente decisão. (grifos acrescidos) Na seqüência, a decisão dos embargos declaratórios, às fls 43/44, serviu apenas para suprir omissão e ao mesmo tempo esclarecer que as restrições do art. 170A do CTN não se aplicavam ao mero creditamento no âmbito do IPI, ou seja, aquele relacionado à efetivação do princípio da nãocumulatividade do imposto: PROCESSO N.° 2000.61.09.0054788 Recebo os embargos de declaração de fls. 845/849, eis que tempestivos. Acolhoos, no mérito, nos seguintes termos. Reconheço presente a figura da omissão, autorizandose o conhecimento dos presentes embargos, nos moldes do art. 535 do CPC, uma vez que a questão do direito de compensação não foi analisada sob a ótica da mesma dizer respeito a mero creditamento, opção da parte embargante, conforme alegado nos embargos. Quanto ao direito de compensação/creditamento do IPI pleiteado pela parte demandante, é oportuno tecer as seguintes considerações. Fl. 285DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.904561/200829 Acórdão n.º 1802001.869 S1TE02 Fl. 9 8 Conforme determina o art. 170A do Código Tributário Nacional, dispositivo legal acrescentado através da Lei Complementar n° 104, de 10 de janeiro de 2001: [...] Contudo, ao caso não se aplica a restrição acima, em que pese este magistrado já ter decidido em sentido diverso, inclusive na sentença embargada. Não se trata aqui de se conferir efeitos infringentes, o que seria vedado, mas apenas de decidir questão sob ótica não abordada na sentença. Em hipóteses que tais, a jurisprudência admite que se altere a decisão embargada. Com efeito, o creditamento pretendido não se trata propriamente do exercício da compensação prevista no art. 170 do CTN e art. 66 da Lei 8383/91. Com efeito, tratase de uma operação que se configura no creditamento do IPI, com vistas a assegurar o princípio constitucional da nãocumulatividade (CF, art. 153, §3°, II). Nessa linha de raciocínio, não se pode esquecer que o termo “compensação” possui mais de um significado jurídico. [...] Nessa linha de raciocínio, a restrição constante do art. 170A em tela está ligada à compensação vista como uma causa de extinção do crédito tributário (CTN, art. 156). Sua efetivação implica em prévio recolhimento indevido de algum tributo. Ora, isto não ocorre no presente caso, ou seja, a parte demandante não chegou a recolher indevidamente qualquer tributo (entregando o numerário ao fisco) e que agora reaver por meio da compensação. O fenômeno é diverso, e está ligado à efetivação do princípio da nãocumulatividade do IPI, sendo certo que apenas não ocorreu o creditamento deste imposto nos moldes pleiteados pela parte impetrante. Em verdade, não existe óbice legal que expressamente impeça a parte demandante de efetuar o creditamento pretendido antes mesmo do trânsito em julgado da decisão. Evidentemente, caso a decisão não venha a ser confirmar, as partes deverão retornar ao STATUS QUO vigorante anteriormente à decisão judicial que permitiu o creditamento. E, por outro lado, com base no art. 142 do Código Tributário Nacional, a autoridade fiscal competente, poderá/deverá analisar os procedimentos adotados pela parte demandante em relação ao creditamento em testilha, realizando o competente lançamento suplementar, acompanhado das respectivas sanções legais, preservando o interesse público, caso sejam constatadas irregularidades. Isto posto, ACOLHO OS PRESENTES EMBARGOS nos termos e para as finalidades acima colimadas. (grifos acrescidos) Fl. 286DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.904561/200829 Acórdão n.º 1802001.869 S1TE02 Fl. 10 9 Está bastante claro que a decisão judicial autorizou o imediato creditamento escritural no livro de apuração do IPI, mas não autorizou que um eventual saldo credor deste imposto fosse utilizado imediatamente para a extinção (via compensação) de débitos de outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. No caso, a extinção das estimativas de CSLL, mediante compensação com saldo credor de IPI, extrapola e muito a implementação da nãocumulatividade do referido imposto mediante o mero creditamento escritural, que balizou a análise dos embargos de declaração no processo judicial. A alegada compensação visando a quitação das estimativas de CSLL dos meses de abril e maio de 2004 configura o tipo de compensação previsto entre as modalidades de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), e , portanto, está submetida às regras do art. 170A do CTN. O crédito de IPI discutido judicialmente só poderia ser utilizado para a quitação (via compensação) de outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil após o trânsito em julgado da decisão judicial que o ampara (art. 170A do CTN), e, ainda, mediante apresentação do devido PER/DCOMP, conforme as regras do art. 74 da Lei 9.430/1996. Não há previsão para o pedido de sobrestamento do processo administrativo. Tratase aqui da aplicação direta do art. 170A do Código Tributário Nacional, vedando a compensação que daria amparo à parte não reconhecida do saldo negativo de CSLL em 2004. Como as estimativas de abril e maio de 2004 não foram devidamente quitadas, correta é a redução do saldo negativo apurado pela Contribuinte, e que foi utilizado nos PER/DCOMP objeto destes autos. Deste modo, voto no sentido de negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 287DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 11065.914611/2009-45
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003
RECEITAS DE VENDAS A EMPRESAS SEDIADAS NA ZONA FRANCA DE MANAUS (ZFM). ISENÇÃO. INOCORRÊNCIA. ALÍQUOTA ZERO. INAPLICABILIDADE.
A redução a zero das alíquotas da contribuição para o PIS e da Cofins incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus (ZFM) somente se deu a partir de 23 de julho de 2004. A alteração legal denota a inocorrência de isenção anterior, pois operações até então isentas não poderiam se submeter à alíquota zero posteriormente definida em lei, dada a incompatibilidade de convivência desses institutos de direito tributário.
ARMAZENAGEM DE MERCADORIAS E FRETES NAS OPERAÇÕES DE VENDAS. INEXISTÊNCIA DO DIREITO AO CRÉDITO.
As despesas com armazenagem de mercadorias e fretes nas operações de vendas somente passaram a gerar direito a crédito na apuração da contribuição não cumulativa a partir de 1º de fevereiro de 2004, não se aplicando, por conseguinte, ao presente caso.
Numero da decisão: 3803-004.416
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues que davam provimento parcial para excluir da base de cálculo as vendas para a Zona Franca de Manaus (ZFM).
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003 RECEITAS DE VENDAS A EMPRESAS SEDIADAS NA ZONA FRANCA DE MANAUS (ZFM). ISENÇÃO. INOCORRÊNCIA. ALÍQUOTA ZERO. INAPLICABILIDADE. A redução a zero das alíquotas da contribuição para o PIS e da Cofins incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus (ZFM) somente se deu a partir de 23 de julho de 2004. A alteração legal denota a inocorrência de isenção anterior, pois operações até então isentas não poderiam se submeter à alíquota zero posteriormente definida em lei, dada a incompatibilidade de convivência desses institutos de direito tributário. ARMAZENAGEM DE MERCADORIAS E FRETES NAS OPERAÇÕES DE VENDAS. INEXISTÊNCIA DO DIREITO AO CRÉDITO. As despesas com armazenagem de mercadorias e fretes nas operações de vendas somente passaram a gerar direito a crédito na apuração da contribuição não cumulativa a partir de 1º de fevereiro de 2004, não se aplicando, por conseguinte, ao presente caso.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues que davam provimento parcial para excluir da base de cálculo as vendas para a Zona Franca de Manaus (ZFM). (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003 RECEITAS DE VENDAS A EMPRESAS SEDIADAS NA ZONA FRANCA DE MANAUS (ZFM). ISENÇÃO. INOCORRÊNCIA. ALÍQUOTA ZERO. INAPLICABILIDADE. A redução a zero das alíquotas da contribuição para o PIS e da Cofins incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus (ZFM) somente se deu a partir de 23 de julho de 2004. A alteração legal denota a inocorrência de isenção anterior, pois operações até então isentas não poderiam se submeter à alíquota zero posteriormente definida em lei, dada a incompatibilidade de convivência desses institutos de direito tributário. ARMAZENAGEM DE MERCADORIAS E FRETES NAS OPERAÇÕES DE VENDAS. INEXISTÊNCIA DO DIREITO AO CRÉDITO. As despesas com armazenagem de mercadorias e fretes nas operações de vendas somente passaram a gerar direito a crédito na apuração da contribuição não cumulativa a partir de 1º de fevereiro de 2004, não se aplicando, por conseguinte, ao presente caso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues que davam provimento parcial para excluir da base de cálculo as vendas para a Zona Franca de Manaus (ZFM). (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 91 46 11 /2 00 9- 45 Fl. 156DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11065.914611/200945 Acórdão n.º 3803004.416 S3TE03 Fl. 157 2 (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto para se contrapor à decisão da DRJ Porto Alegre/RS que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade manejada em decorrência da emissão de despacho decisório que não reconhecera o direito creditório pleiteado, relativo à contribuição para o PIS, no valor de R$ 93,36, e não homologara a respectiva declaração de compensação (PER/DCOMP), pelo fato de que o pagamento informado já havia sido integralmente utilizado na quitação de débitos da titularidade do contribuinte. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte requereu o reconhecimento do direito creditório e a homologação da compensação, alegando que teria ocorrido erro de fato no preenchimento das declarações (DCTF, DIPJ e Dacon), erros esses não saneados à época por meio de retificação. Alegou o então Manifestante que tal equívoco poderia ser comprovado em sua contabilidade, pois que a contribuição devida se encontraria devidamente escriturada, e que, em decorrência do princípio da verdade material, que autoriza a autoridade administrativa a considerar todas as provas produzidas no processo administrativo, ainda que não declaradas no momento próprio, os novos dados apontados deveriam ser considerados na apuração dos fatos efetivamente ocorridos. Junto à Manifestação de Inconformidade o contribuinte trouxe aos autos, dentre outras, cópias do comprovante de pagamento e de folhas do seu livro Razão. Tendo sido detectados pela DRJ Porto Alegre/RS elementos indicadores da plausibilidade do erro de fato alegado, o presente processo foi remetido em diligência à repartição de origem, para que se analisasse e demonstrasse a composição da base de cálculo dos créditos referentes ao período de apuração sob comento. Em resposta à diligência requerida, a repartição de origem, a par dos esclarecimentos e documentos apresentados pelo interessado, concluiu que o valor recolhido teria sido insuficiente para a quitação da contribuição então apurada, tendo sido glosados o desconto de despesas incorridas com fretes pagos ou creditados a outras pessoas jurídicas domiciliadas no país, o que veio a ser possível somente a partir de 1° de fevereiro de 2004, e o desconto das vendas de produção destinadas à Zona Franca de Manaus (ZFM), que somente passou a ser autorizado a partir de 26 de julho de 2004. Cientificado do resultado da diligência, o contribuinte manifestouse no sentido de que (i) as despesas com fretes utilizados na consecução de suas atividades sempre Fl. 157DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11065.914611/200945 Acórdão n.º 3803004.416 S3TE03 Fl. 158 3 teriam dado direito ao crédito, desde a instituição da não cumulatividade da contribuição (art. 3º, inciso II, das Leis n° 10.637, de 2002 e n° 10.833, de 2003), conforme já abordado em solução de consulta e de acordo com jurisprudência do CARF, e que, (ii) desde 1956, as vendas para a Zona Franca de Manaus (ZFM) passaram a receber proteção governamental, sendo que o Decretolei n.° 288, de 1967, equiparou, por ficção jurídica e fiscal, tais operações a exportações para o exterior, posição essa validada pelo art. 40 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal de 1988. Ainda segundo o contribuinte, de acordo com o § 2º do art. 149 da Constituição Federal, as receitas de exportação deixaram de ser tributadas pelas contribuições sociais, sendo determinado pelas legislações da contribuição para o PIS e da Cofins, apuradas na sistemática não cumulativa, que as receitas equiparadas à exportação não são alcançadas pela incidência desses tributos (imunidade), conforme entendimento já assentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Alegou, também, o contribuinte, que, ainda que não houvesse a imunidade, terseia que a exigência da contribuição no período sob análise encontrarseia regulada pela Lei n° 10.637, de 30/12/2002, a qual não previa expressamente a tributação das receitas das vendas para a ZFM. Segundo ele, somente com a edição da Medida Provisória (MP) n° 1.8586, de 29 de junho de 1999, até a MP n° 2.03724, de 23 de novembro de 2000, que se passou a prever a tributação das vendas para a ZFM, sendo que, em face da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) n° 2.3489, o Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão plenária do dia 7 de dezembro de 2000, ao analisar pedido liminar, suspendeu a eficácia da expressão "na Zona Franca de Manaus" presente no inciso I do § 2º do art. 14 da MP, retirandoa do ordenamento jurídico, decisão esta que se encontra vigente até o presente momento, o que impede que se tributem as vendas para a ZFM. Ainda segundo o contribuinte, esse seria também o entendimento da própria Secretaria da Receita Federal, manifestado nas Soluções de Consulta n°s. 102; 113, e 135, por meio da Superintendência da Receita Federal em São Paulo, publicadas no Diário Oficial da União (DOU) de 8 e 28 de junho de 2001, assim como do próprio CARF. A DRJ Porto Alegre/RS não acolheu em parte a manifestação de inconformidade, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003 Ementa: FRETES SOBRE VENDAS E ARMAZENAGEM. Os fretes sobre vendas e armazenagem só geraram créditos para a apuração da contribuição sob o regime não cumulativo a partir da edição da Lei nº 10.833/2003, no caso do ônus ser suportado pelo vendedor. ZONA FRANCA DE MANAUS. IMUNIDADE. ISENÇÃO. Não há imunidade ou isenção do PIS para as receitas decorrentes de vendas a empresas situadas na Zona Franca de Manaus (ZFM), posto que só a partir da publicação da Lei n.º 10.996, de 2004, Fl. 158DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11065.914611/200945 Acórdão n.º 3803004.416 S3TE03 Fl. 159 4 passou a existir norma prescrevendo alíquota zero do PIS para vendas, realizadas por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM, destinadas ao consumo ou à industrialização na referida Zona. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Apontou o relator a quo, após extensa abordagem da evolução legislativa da matéria, que, uma vez que o reclamante não demonstrara que suas receitas do período se enquadrariam em quaisquer das hipóteses legais concessivas de isenção da contribuição, seria forçoso concluir que não haveria reparo a ser feito no despacho decisório impugnado. Cientificado da decisão da DRJ Porto Alegre/RS, o Recorrente reiterou seu pedido de reconhecimento total do direito creditório e respectiva homologação da compensação, repisando os mesmos argumentos de defesa. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, a controvérsia presente nos autos se restringe ao direito de creditamento decorrente de despesas com armazenamento de mercadorias e fretes nas operações de vendas e a tributação ou não das vendas para a Zona Franca de Manaus (ZFM). 1 Vendas para a Zona Franca de Manaus (ZFM). De início, registrese que, não obstante o art. 4° do DecretoLei n° 288/1967 ter equiparado a venda de mercadorias para a Zona Franca de Manaus (ZFM) a uma exportação para o estrangeiro, deve ser ressalvado que tal determinação se aplicava aos fatos tributários disciplinados pela legislação então vigente, não estendendo seus efeitos às normas supervenientes de regência da matéria. A Medida Provisória n° 2.15835/2001 estabelece, em seu art. 14, que a isenção da Cofins e da Contribuição para o PIS se aplica às hipóteses elencadas em seus incisos I a IX, não havendo referência expressa ou literal à Zona Franca de Manaus, fato esse que, por si só, já afastaria a isenção pleiteada. Portanto, seriam aplicáveis ao presente caso somente as hipóteses de isenção dos incisos IV, VI, VIII e IX, a seguir discriminadas: a) receitas do fornecimento de mercadorias ou serviços para uso ou consumo a bordo em embarcações e aeronaves em tráfego Fl. 159DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11065.914611/200945 Acórdão n.º 3803004.416 S3TE03 Fl. 160 5 internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; b) receitas auferidas pelos estaleiros navais brasileiros nas atividades de construção, conservação modernização, conversão e reparo de embarcações préregistradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro REB, instituído pela Lei n° 9.432, de 8 de janeiro de 1997; c) receitas de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras de que trata o DecretoLei n° 1.248, de 1972, destinada ao fim específico de exportação; e d) receitas de vendas efetuadas com fim específico de exportação para o exterior, às empresas comerciais exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No período de 1° de fevereiro de 1999 a 17 de dezembro de 2000 – período esse que não alcança o presente processo –,vigia a redação original do inciso I do § 2° do art. 14 da Medida Provisória nº 1.8586/1999 – dicção essa que constou do dispositivo até a edição da Medida Provisória n° 2.03724/2000 –, que, expressamente, excluía as receitas de vendas à Zona Franca de Manaus da previsão legal isentiva. A medida liminar que foi deferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADI n° 2.3489/2000 suspendeu a eficácia da expressão "na Zona Franca de Manaus" que constava do inciso I do § 2° do art. 14 da Medida Provisória n° 2.03724/2000, mas apenas com efeitos ex nunc, não alcançando, portanto o período acima identificado. Não obstante tal decisão do STF, remanesceu no dispositivo legal (inciso I do § 2° do art. 14 da Medida Provisória n° 2.03724/2000) o afastamento da isenção em relação às vendas realizadas para “empresa estabelecida na Amazônia Ocidental ou em área de livre comércio” (grifei). Considerando que, de acordo com o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, a Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio, temse que a isenção sob comento permaneceu afastada nos casos da espécie. Além disso, em 23 de julho de 2004, a Medida Provisória nº 202, convertida, em 9 de novembro de 2004, na Lei n° 10.996, inovou em relação a essa matéria nos seguintes termos: Art. 2°. Ficam reduzidas a O (zero) as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus ZFM, por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM §1° Para os efeitos deste artigo, entendemse como vendas de mercadorias de consumo na Zona Franca de Manaus ZFM as que tenham como destinatárias pessoas jurídicas que as venham utilizar diretamente ou para comercialização por atacado ou a varejo. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11065.914611/200945 Acórdão n.º 3803004.416 S3TE03 Fl. 161 6 §2° Aplicamse às operações de que trata o caput deste artigo as disposições do inciso II do §2° do art. 3° da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e do incisoIIi do §2° do art. 3° da Lei n°10.833, de 29 de dezembro de 2003. Constatase do excerto acima que, a partir de sua vigência – que não alcança o caso sob análise –, as alíquotas das contribuições foram reduzidas a zero, o que denota a inexistência de isenção anterior, uma vez que não haveria justificativa que sustentasse uma alíquota zero relativamente a fatos isentos, dada a incompatibilidade de convivência desses institutos de direito tributário. Portanto, concluise pela atuação escorreita da autoridade fiscal ao não reconhecer a isenção pleiteada relativa às vendas para a ZFM. 2 Armazenagem e fretes nas operações de venda. No que se refere ao direito ao creditamento decorrente de despesas com armazenamento de mercadorias e fretes nas operações de vendas, conforme apurado pela Fiscalização e confirmado pela Delegacia de Julgamento, nada há a reformar na decisão de piso, pois conforme bem dito ali, tal direito passou a ser reconhecido somente a partir de 1/2/2004, quando passouse a viger o contido nos arts. 3º, inciso IX, e 15 da Lei nº 10.833, de 20031. Além disso, conforme também já afirmado pelo julgador a quo, o dispositivo invocado pelo Recorrente para se valer do crédito, qual seja, o art. 3º, inciso II, da Lei nº 10.637, de 2002, não tem a extensão pretendida, pois ele se restringe aos serviços utilizados como insumos, não correspondendo, portanto, aos serviços de armazenagem de mercadoria e fretes nas operações de vendas. Também aqui, nada há a reformar na decisão de primeira instância. 3 Conclusão. 1 Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) IX armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor. (...) Art. 15. Aplicase à contribuição para o PIS/PASEP nãocumulativa de que trata a Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) II nos incisos VI, VII e IX do caput e nos §§ 1o, incisos II e III, 6o, inciso I, e 10 a 15 do art. 3o desta Lei; Fl. 161DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11065.914611/200945 Acórdão n.º 3803004.416 S3TE03 Fl. 162 7 Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso, em razão da inexistência de isenção ou imunidade nas vendas destinadas à Zona Franca de Manaus (ZFM) e da falta de previsão legal, aplicável ao período sob análise, do direito a crédito decorrente de armazenamento de mercadorias e fretes nas operações de vendas. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 162DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 02/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 10783.916170/2009-48
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2006
ERRO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. QUESTÃO DE PROVA.
Comprovada o erro no preenchimento da DCTF há que prosperar o direito da empresa à compensação pleiteada.
Numero da decisão: 1803-001.714
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(Assinado Digitalmente)
Walter Adolfo Maresch - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Meigan Sack Rodrigues - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Rodrigues Mendes, Maria Elisa Bruzzi Boechat, Meigan Sack Rodrigues e Victor Humberto da Silva Maizman. Ausência momentânea: Walter Adolfo Maresch.
Nome do relator: MEIGAN SACK RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2006 ERRO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. QUESTÃO DE PROVA. Comprovada o erro no preenchimento da DCTF há que prosperar o direito da empresa à compensação pleiteada.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado Digitalmente) Walter Adolfo Maresch - Presidente. (Assinado Digitalmente) Meigan Sack Rodrigues - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Rodrigues Mendes, Maria Elisa Bruzzi Boechat, Meigan Sack Rodrigues e Victor Humberto da Silva Maizman. Ausência momentânea: Walter Adolfo Maresch.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1323; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 111 1 110 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10783.916170/200948 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1803001.714 – 3ª Turma Especial Sessão de 11 de junho de 2013 Matéria IRPJ Recorrente EMPRESA LUZ E FORÇA SANTA MARIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2006 ERRO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. QUESTÃO DE PROVA. Comprovada o erro no preenchimento da DCTF há que prosperar o direito da empresa à compensação pleiteada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado Digitalmente) Walter Adolfo Maresch Presidente. (Assinado Digitalmente) Meigan Sack Rodrigues Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 78 3. 91 61 70 /2 00 9- 48 Fl. 197DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/09/201 3 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.916170/200948 Acórdão n.º 1803001.714 S1TE03 Fl. 112 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Rodrigues Mendes, Maria Elisa Bruzzi Boechat, Meigan Sack Rodrigues e Victor Humberto da Silva Maizman. Ausência momentânea: Walter Adolfo Maresch. Relatório Tratase, o presente feito, de PER/DCOM nº 13202.40788.190808.1.7.04 9746, transmitida em 19.08.2008, através da qual foi solicitada a compensação de IRPJ (dezembro/2006), no valor original de R$ 329.293,62 (trezentos e vinte e nove mil duzentos e noventa e três reais e sessenta e dois centavos). A Delegacia de Origem (Vitória), através do despacho decisório de nº 848.526.835, não homologou o pedido, asseverando que não havia crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Devidamente cientificada, a recorrente apresentou, tempestivamente, manifestação de inconformidade, alegando que o recolhimento do valor de R$ 329.293,62 (trezentos e vinte e nove mil, duzentos e noventa e três reais e sessenta e dois centavos) foi indevido, eis que já havia sido recolhido no mês de novembro/2006. A autoridade julgadora de primeira instancia decidiu por manter o despacho decisório, não homologando a compensação requerida, nos seguintes termos: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.” Ou seja, o julgador a quo entendeu não haver certeza e liquidez no direito creditório da empresa. Referiu que: “Desde a Medida Provisória nº 66, de 29 de agosto de 2002, que alterou o art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, àquele que pretende compensar débitos tributários com créditos tributários de que se afirma detentor, compete declarar tal pretensão a esta Secretaria: ... O legislador foi inequívoco: a compensação é efetuada mediante a entrega de declaração de compensação, na qual cabe ao declarante prestar as informações do crédito de que, comprovadamente, declara ser titular, e, também, as informações do débito que, lastreado em documentos e registros Fl. 198DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/09/201 3 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.916170/200948 Acórdão n.º 1803001.714 S1TE03 Fl. 113 3 contábeis idôneos, apurou. As informações prestadas em Dcomp devem corresponder àquelas que o declarante/fonte já havia prestado a esta Secretaria em outros documentos (darf, DCTF, DIPJ, DIRF, etc). A DRF, ao confrontar as informações prestadas no PER/DCOMP com as existentes nos sistemas da RFB, verificou que o DARF discriminado no PER/DCOMP foi integralmente utilizado para quitação de débitos do interessado, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. O DARF foi alocado conforme DCTF. Na manifestação de inconformidade, o interessado admite ter apresentado DCTF vinculando o DARF a débito nela declarado. Alega, no entanto, ter havido erro (conforme demonstrado na DIPJ) e junta cópia da DCTF retificadora transmitida em 16/11/2009 (fl. 23). A DIPJ, desde o ano calendário de 1999, tem caráter meramente informativo, isto é, as informações nela prestadas não configuram confissão de dívida a Instrução Normativa nº 127, de 30 de outubro de 1998, que extinguiu, em seu art. 6°, inciso I, a DIRPJ – Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica e instituiu, em seu art. 1o, a DIPJ – Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica, deixou de fazer referência à confissão de tributos ou contribuições a pagar. Por sua vez, a DCTF – Declaração de Contribuições e Tributos Federais, instituída pela Instrução Normativa SRF nº 129/1986, sempre foi destinada a tal fim. A DCTF, sendo confissão de dívida, tem o condão de constituir, formalmente, o crédito tributário, materializandoo. A mera retificação da DCTF, após a ciência do Despacho Decisório, não constitui elemento de prova capaz de modificar o Despacho Decisório, não conferindo liquidez e certeza ao crédito pleiteado. A seu turno, em sua manifestação, a empresa recorrente refere que “no ano calendário de 2006 optou pela tributação pelo Lucro Real Anual, sendo então devidos os recolhimentos mensais por estimativa, ou no caso da Requerente, optando pela apuração de balanços/balancetes de suspensão, objetivando a correta apuração do valor devido mensalmente a titulo de IRPJ.” Assevera que em razão de ditos recolhimentos mensais, o valor de R$ 329.293,62 (trezentos e vinte e nove mil, duzentos e noventa e três reais e sessenta e dois centavos) foi recolhido indevidamente, uma vez que o valor já recolhido até o mês de novembro do mesmo ano, era suficiente para suspender o recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica — IRPJ apurado em 31 de dezembro de 2006. A recorrente reconhece que houve um erro em sua contabilidade, afirmando que o DARF recolhido indevidamente foi informado na pasta Débitos/Créditos, ficha IRPJ, pagamento com DARF, na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF, do mês de dezembro de 2006, sendo que naquela competência inexistia débito de Imposto de Fl. 199DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/09/201 3 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.916170/200948 Acórdão n.º 1803001.714 S1TE03 Fl. 114 4 Renda Pessoa Jurídica — IRPJ a ser declarado, conforme demonstrado na DIPJ Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica do ano calendário de 2006 (doc. n° 02). Aduz que o mesmo DARF, agora, porém, corretamente, foi informado na pasta Débitos/Crédito, ficha IRPJ, Compensações de Pagamento Indevido ou a Maior da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF do mês de maio de 2007, sendo utilizado para a compensação de parte do débito do IRPJ apurado nesta competência. Após a constatação apresentada pela RFB a Requerente procedeu a uma avaliação das DCTF's apresentadas relativas as competências em discussão, tendo observado as incorreções acima citadas, providenciou a elaboração de uma DCTF Mensal Retificadora, relativa ao mês de dezembro/2006, excluindo a informação de débito de IRPJ no período, devido a não existência do mesmo (doc. n° 03). Devidamente cientificada da decisão proferida em primeira instância, a empresa recorrente apresenta suas razões em seara de recurso voluntário, reiterando os argumentos já dispostos na Impugnação. O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão pela qual o conheço. É o breve relatório Voto Conselheira Meigan Sack Rodrigues. O Recurso Voluntário preenche as condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Tratase, o presente feito, de PER/DCOM nº 13202.40788.190808.1.7.04 9746, transmitida em 19.08.2008, através da qual foi solicitada a compensação de IRPJ (dezembro/2006), no valor original de R$ 329.293,62 (trezentos e vinte e nove mil duzentos e noventa e três reais e sessenta e dois centavos). O pedido de compensação não foi homologado, haja vista não ter sido constatado crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. A empresa apresentou uma DCTF retificadora após a ciência do despacho decisório, razão pela qual não foi conferido liquidez e certeza ao crédito pleiteado. Já a empresa por sua vez aduz que no ano calendário de 2006 optou pela tributação pelo Lucro Real Anual, sendo então devidos os recolhimentos mensais por estimativas, tendo optado pela apuração de balanço/balancetes de suspensão, objetivando a correta apuração do valor devido mensalmente a título de IRPJ, na conformidade do que determina o art. 230 do Decreto 3.000/99. Neste contexto, ainda que se admita que a apresentação da DCTF retificadora não possa prosperar, posto que realizada no compasso da fiscalização já em andamento, de igual modo não se pode admitir a cobrança de tributos ou mesmo a não compensação de Fl. 200DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/09/201 3 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.916170/200948 Acórdão n.º 1803001.714 S1TE03 Fl. 115 5 valores recolhidos indevidamente, quando comprovado que os valores recolhidos até o mês de novembro do ano de 2006 era suficiente para suspender o recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ apurado em 31 de dezembro do ano em comento. Diante do exposto, voto no sentido de DAR provimento ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Meigan Sack Rodrigues Fl. 201DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/09/201 3 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 13896.908861/2008-16
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1801-000.291
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência para proceder à apensação dos presentes autos de cobrança ao processo principal (Per/Dcomp), nos termos do voto da Relatora..
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência para proceder à apensação dos presentes autos de cobrança ao processo principal (Per/Dcomp), nos termos do voto da Relatora.. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência para proceder à apensação dos presentes autos de cobrança ao processo principal (Per/Dcomp), nos termos do voto da Relatora.. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO Trata o presente de Recurso Voluntário contra a cobrança de débitos federais vinculados ao Per/Dcomp objeto de julgamento no processo administrativo fiscal nº 13896.904035/200890, cujo direito creditório pleiteado pela recorrente foi apreciado nesta mesma sessão de julgamento – Acórdão nº 1801001.627 (a ser anexado digitalmente). Consta dos autos despacho para a apensação deste processo àquele, principal, bem como nota digital, às efls. , mas tal procedimento não foi efetuado pelo que o presente foi distribuído por sorteio para a apreciação por esta ConselheiraRelatora. É o suficiente para o relatório. Passo ao voto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 96 .9 08 86 1/ 20 08 -1 6 Fl. 135DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13896.908861/200816 Resolução nº 1801000.291 S1TE01 Fl. 3 2 VOTO Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Não havendo direito creditório a ser reconhecido nos autos, foge ao escopo deste órgão julgador pronunciarse sobre o débito tributário, por ser valor confessado pela recorrente, ainda que alegue ser indevido. Tratandose de confissão de dívida realizada de forma unilateral pelo contribuinte, não há que se falar em instauração de litígio, quando o contribuinte se arrepende de valores que espontaneamente confessou como devidos ao fisco. Não há, pois, litígio administrativo, mas solicitação de cancelamento da cobrança dos débitos confessados pela contribuinte – daí que o rito processual não é o previsto pelo Decreto nº 70.235/72 – PAF, mas segue o rito previsto na Lei nº 9.784/99 (processos administrativos em geral). A competência para julgar o cancelamento do Per/Dcomp regularmente emitido eletronicamente, ou cobrança de débitos correspondentes, é da unidade de jurisdição da recorrente. A decisão cabe às autoridades com competência para processar as declarações entregues, ou seja, em primeira instância as unidades de jurisdição do contribuinte (DRF Delegado) e em segunda instância a autoridade hierárquica superior (Superintendência da Região Fiscal – SRRF). Dispõe o artigo 302, inciso XI, do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012: Art. 302. Aos Delegados da Receita Federal do Brasil e Inspetores Chefes da Receita Federal do Brasil incumbem, no âmbito da respectiva jurisdição, as atividades relacionadas com a gerência e a modernização da administração tributária e aduaneira e, especificamente: [...]XI decidir sobre pedidos de cancelamento ou reativação de declarações; O processo de cobrança dos débitos confessados nos Per/Dcomp é decorrente do processo em que se discute o direito creditório pleiteado para a quitação (compensação) destes débitos e deve seguir a sorte do principal, por isso, deve ser apensado àquele. Pelo exposto, voto em converter o julgamento do presente na realização de diligência para apensálo ao processo principal citado no início do relatório. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 136DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10980.725705/2010-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008
INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. APLICAÇÃO DA MULTA MAIS BENÉFICA.
Aplicável a apuração do crédito previdenciário por aferição indireta quando, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, invertendo-se o ônus da prova para o contribuinte.
Os transportadores autônomos se enquadram na categoria de contribuintes individuais, regida pelo art. 22, III, da Lei 8.212, de 1991.
Os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
As contribuições sociais previdenciárias estão sujeitas à multa de mora, na hipótese de recolhimento em atraso devendo observar o disposto na nova redação dada ao artigo 35, da Lei 8.212/91, combinado com o art. 61 da Lei nº 9.430/1996.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Crédito Tributário Mantido em Parte.
Numero da decisão: 2301-003.043
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, até 11/2008, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do (a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a).
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Damião Cordeiro de Moraes - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Mauro Jose Silva, Damiao Cordeiro de Moraes, Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes.
Nome do relator: DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008 INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. APLICAÇÃO DA MULTA MAIS BENÉFICA. Aplicável a apuração do crédito previdenciário por aferição indireta quando, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, invertendo-se o ônus da prova para o contribuinte. Os transportadores autônomos se enquadram na categoria de contribuintes individuais, regida pelo art. 22, III, da Lei 8.212, de 1991. Os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. As contribuições sociais previdenciárias estão sujeitas à multa de mora, na hipótese de recolhimento em atraso devendo observar o disposto na nova redação dada ao artigo 35, da Lei 8.212/91, combinado com o art. 61 da Lei nº 9.430/1996. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, até 11/2008, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do (a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Mauro Jose Silva, Damiao Cordeiro de Moraes, Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1968; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 992 1 991 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.725705/201081 Recurso nº 936.073 Voluntário Acórdão nº 2301003.043 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 18 de setembro de 2012 Matéria Contribuições Sociais Previdenciárias Recorrente TRANSVALTER LIMITADA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008 INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. APLICAÇÃO DA MULTA MAIS BENÉFICA. Aplicável a apuração do crédito previdenciário por aferição indireta quando, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, invertendose o ônus da prova para o contribuinte. Os transportadores autônomos se enquadram na categoria de contribuintes individuais, regida pelo art. 22, III, da Lei 8.212, de 1991. Os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. As contribuições sociais previdenciárias estão sujeitas à multa de mora, na hipótese de recolhimento em atraso devendo observar o disposto na nova redação dada ao artigo 35, da Lei 8.212/91, combinado com o art. 61 da Lei nº 9.430/1996. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 57 05 /2 01 0- 81 Fl. 993DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, até 11/2008, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do (a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Mauro Jose Silva, Damiao Cordeiro de Moraes, Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes. Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pela empresa TRANSVALTER LIMITADA em face da decisão que julgou improcedente a impugnação apresentada e manteve o lançamento de débito referente ao período de 01/2006 a 12/2008. 2. Em consonância com informações trazidas aos autos, o presente auto de infração referese “às Contribuições Previdenciárias da empresa, parte segurados incidentes sobre remunerações pagas a contribuintes individuais, referente a serviço de transporte rodoviário de cargas”. (f. 951) 3. Narra o relatório fiscal, o auto de infração foi lavrado em decorrência dos seguintes levantamentos: “MA – MOTORISTA AUTÔNOMO INFORMADO, MA1 – MOTORISTA AUTÔNOMO INFORMADO E MA2 – MOTORISTA AUTÔNOMO INFORMADO – referente a pagamentos a transportadores rodoviários autônomos, obtidos através da apresentação de recibos de pagamento intitulados como ‘Contrato de Transporte Rodoviário de Cargas’ – com cópias, por amostragem, em anexo – e informações extraídas do livro razão – nas contas nº: 3201030015 – ‘FRETEIROS – P.F. – CURITIBA’; 3203030008 – ‘FRETEIROS – P.F.’; 3204030006 – ‘FRETEIROS P.F. – CHAPECÓ’; 3206030010 – ‘FRETEIROS P.F. – CARAZINHO’; 3207030007 – ‘FRETEIROS – P.F. – JUNDIAÍ’; com cópias das páginas do livro razão, em anexo. Além do mais, a empresa apresentou a relação dos transportadores e os valores pagos (em anexo), os quais foram conferidos, por amostragem, com os ‘contratos de transporte rodoviário de cargas’. Fl. 994DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10980.725705/201081 Acórdão n.º 2301003.043 S2C3T1 Fl. 993 3 (...) NT – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ. NT1 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ E NT2 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ – referentes a pagamentos a transportadores rodoviários autônomos, obtidos através da apresentação de recibos de pagamento intitulados como ‘Contrato de Transporte Rodoviário de Cargas’ – com cópias, por amostragem, em anexo – e informações extraídas do livro razão – nas contas nº: 320103014 – ‘FRETEIROS P.J. – CURITIBA’; 3203030007 – ‘FRETEIROS – P.J.’; 3204030005 – ‘FRETEIROS P.J. – JUNDIAÍ’; com cópias das páginas do livro razão, em anexo. Além do mais, a empresa apresentou a relação dos transportadores e os valores pagos (em anexo), os quais foram conferidos, por amostragem, com os ‘contratos de transporte rodoviário de cargas’. A empresa declarou em livros contábeis razão e diário como sendo despesas pagas a pessoa jurídica em decorrência de subcontratação de serviços de transporte. E, também, apresentou os referidos recibos, assinados apenas pelos motoristas autônomos, como sendo de pessoas jurídicas subcontratadas para prestação destes serviços. Entretanto, como se observa através das cópias por amostragem em anexo, estes documentos são recibos preenchidos pela empresa Transvalter Ltda e assinados por condutores autônomos de veículo rodoviário. De fato, a empresa não apresentou qualquer nota fiscal ou recibo preenchido por suposto prestador de serviço pessoa jurídica. Ou seja, só foram apresentados recibos assinados por pessoas fiscais. E, quanto às empresas que, supostamente, prestam os serviços de transporte, de fato não são empresas de transporte. Foram verificadas cada uma de suas atividades e nenhuma delas presta serviço de transporte; como por exemplo: ABN AMRO ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A, BAMERINDUS LEASING, BANCO FINASA S.A., BANCO ITAU LEASING S/A, BB LEASING SA ARRENDAMENTO MERCANTIL, BV FINANCEIRA S/A. A planilha ‘ANEXO 5’, apresentada em anexo, demonstra este fato, onde para cada prestação de serviço, há o nome da empresa, seu CNPJ e a descrição de sua atividade econômica. Os campos desta planilha são, nesta ordem: CNPJ do estabelecimento tomador do serviço, data, nome do condutor autônomo de veículo rodoviário, valor bruto recebido, base de cálculo da contribuição previdenciária equivalente a 20% do valor bruto, nome da empresa declarada como subcontratada, CNPJ da empresa declarada como subcontratada, descrição da atividade da empresa declarada como subcontratada. Através do TIF nº 11, foi solicitado à empresa que apresentasse notas fiscais de serviço, referente s às prestações de serviços de ‘Freteiros Pessoa Jurídica’. Porém, até o encerramento deste auto de infração nada foi entregue. Portanto, verificase que de fato houve prestação de serviço de transporte por pessoa física, condutor autônomo de veículo rodoviário, contribuinte individual. (...) TR – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANP, TR1 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANSP E TR2 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRASNP – referentes a pagamentos a transportadores rodoviários autônomos, obtidos através da apresentação de recibos de pagamento intitulados como ‘Contrato de Transporte Rodoviário de Cargas’ e informações extraídas do livro razão – nas contas nº: 3201030014 – ‘FRETEIROS P.J. – CURITIBA’; 3203030007 – ‘FRETEIROS P.J.’; Fl. 995DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 4 3204030005 – ‘FRETEIROS P.J. – CHAPECÓ’; 3206030009 – FRETEIROS P.J. – CARAZINHO’; 3207030006 – ‘FRETEIROS – P.J. – JUNDIAÍ’; com cópias das páginas do livro razão, em anexo. Além do mais, a empresa apresentou a relação dos transportadores e os valores pagos (em anexo), os quais foram conferidos, por amostragem, com os ‘contratos de transporte rodoviário de cargas’. A empresa declarou em livros contáveis razão e diário como sendo despesas pagas a pessoa jurídica em decorrência de subcontratação de serviços de transporte. E, também, apresentou os referidos recibos como sendo de pessoas jurídicas subcontratadas para prestação destes serviços. Entretanto, como se observa através das cópias por amostragem em anexo, estes documentos são recibos preenchidos apenas pela empresa Transvalter Ltda e assinados por condutores autônomos de veículo rodoviário, não havendo prova de que os serviços foram prestados de fato por pessoa jurídica. Através do TIF nº 11, foi solicitado à Transvalter Ltda que apresentasse notas fiscais de serviço, referentes às prestações de serviços de ‘Freteiros Pessoa Jurídica’. Porém, até o encerramento deste auto de infração nada foi entregue. De fato, a empresa não apresentou qualquer nota fiscal ou recibo preenchido por suposto prestador de serviço pessoa jurídica. Ou seja, só foram apresentados recibos assinados por pessoas físicas. Portanto, verificase que de fato houve prestação de serviço de transporte por pessoa física, condutor autônomo de veículo rodoviário, contribuinte individual. (...) TT – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANSVALT E TT1 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANSVALT – referente a pagamentos a transportadores rodoviários autônomos, obtidos através da apresentação de recibos de pagamento intitulados como ‘Contrato de Transporte Rodoviário de Cargas’ e informações extraídas do livro razão – nas contas nº: 3201030014 – ‘FRETEIROS P.J. – CURITIBA’; 3203030007 – ‘FRETEIROS – P.J.’; 3204030005 – ‘FRETEIROS P.J. – CHAPECÓ’; 3206030009 – ‘FRETEIROS P.J. – CARAZINHO’; 3207030006 – ‘FRETEIROS – P.J. – JUNDIAÍ’; com cópias das páginas do livro razão, em anexo. Além do mais, a empresa apresentou a relação dos transportadores e os valores pagos (em anexo), os quais foram conferidos, por amostragem, com os ‘contratos de transporte rodoviários de cargas’. A empresa declarou em livros contábeis razão e diário como sendo despesas pagas a pessoa jurídica em decorrência de subcontratação de serviços de transporte. E, também, apresentou os referidos recibos como sendo de pessoas jurídicas subcontratadas para prestação destes serviços. Entretanto, consta como a empresa prestadora de serviços com sendo a própria Transvalter Ltda, empresa fiscalizada e tomadora dos serviços. Além do mais, os documentos apresentados pela empresa são recibos preenchido pela empresa e assinados por condutores autônomos de veículo rodoviário. Portanto, verificase que de fato houve prestação de serviço de transporte por pessoa física, condutores autônomo de veículo rodoviário, contribuinte individual.” 4. A decisão do colegiado de primeira instância restou ementado nos termos que passo a transcrever: “REMUNERAÇÃO PAGA A TRANSPORTADOR AUTÔNOMO. INCIDÊNCIA. Fl. 996DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10980.725705/201081 Acórdão n.º 2301003.043 S2C3T1 Fl. 994 5 As empresas que contratam serviços prestados por contribuintes individuais transportadores autônomos são obrigadas a efetuar a retenção das contribuições previdenciárias devidas pelos mesmos, incidentes sobre o valor do frete a eles pago e recolhêlas, juntamente com as contribuições a seu cargo. RELATÓRIO DE VÍNCULOS. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. São listadas no Relatório de Vínculo todas as pessoas físicas e jurídicas de interesse da administração, em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando o topo de vínculo existente e o período correspondente, não implicando automaticamente em responsabilidade solidária. JUROS SELIC. LEGALIDADE. É lícita a utilização da Taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) para o cálculo dos juros incidentes sobre as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pela Receita Federal do Brasil (RFB), nos termos do art. 34 da Lei nº 8.212/91, vigente na época da ocorrência do fato gerador e da lavratura do lançamento. REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS. DEVER DO AGENTE FISCAL. O agente fiscal tem, por disposição expressa no art. 66 do DecretoLei 3.688 de 1941 (Lei de Contravenções Penais), o dever de formalizar Representação Fiscal para Fins Penais (RFFP), sempre que, no exercício de suas funções internas ou externas, tiver conhecimento da ocorrência, em tese, de crime de ação penal pública incondicionada ou contravenção penal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido”(ff. 950 e 951) 5. Em sede recursal, o contribuinte apresentou suas razões aduzindo, em síntese: a) preliminarmente, a tempestividade do recurso apresentado, sendo inexigível depósito ou arrolamento de bens para o seguimento do processo; b) pugna pela anulação do lançamento devido à falta de clareza na fundamentação da infração, o que viola o princípio da ampla defesa e do contraditório; c) no mérito, aduz que é uma empresa que possui por objeto social a exploração do ramo de transporte rodoviário de cargas secas e granel em âmbito nacional, e subcontrata, eventualmente empresas do ramo para melhor cumprir com suas atividades regulares; Fl. 997DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 6 d) tais subcontratações se dão diretamente mediante o deslocamento de funcionários das subcontratadas até as dependências da empresa para repasse dos dados necessários ao transporte, bem como a realização de contratos de transporte rodoviário, mediante a apresentação do documento de veículo que será utilizado para a realização do seguro de carga; e) afirma ainda que “como a recorrente tem ciência que está subcontratando outras empresas de transportes, entendese por consequência lógica que os representantes encaminhados pelas mesmas são funcionários destas, e que (...) referidas transportadoras realizam a retenção das parcelas referentes à contribuição previdenciária, não havendo que se falar em falta de arrecadação das contribuições dos segurados contribuintes individuais”; f) por fim, a impossibilidade da cobrança de juros (com aplicação da taxa SELIC) sobre a multa de ofício. 6. Sem contrarrazões, os autos foram encaminhados para apreciação e julgamento por este Conselho. É o relatório. Voto Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. No que se refere à exigibilidade do depósito recursal, cumpre ressaltar que a garantia de instância para admissibilidade de recurso administrativo foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº. 1976, resultando na edição da súmula vinculante nº 21. 2. Consta da redação da súmula que “É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévio de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo.”. Dessa forma, não sendo mais exigível o depósito recursal, conheço do recurso voluntário, uma vez que atende aos pressupostos de admissibilidade. DA INEXISTÊNCIA DE NULIDADE 3. Inicialmente, pugna o contribuinte pela anulação do processo sob o fundamento de que o fisco teria violado os princípios do contraditório e da ampla defesa: “em relação à presente infração, a recorrente persiste quanto a falta de clareza na fundamentação dos fatos que ensejaram a autuação, o que dificulta sua defesa, uma vez que não há suficiente fundamentação legal à suposta violação apontada”. (ff. 1927 a 1928) 4. Contudo, o inconformismo do recorrente não encontra guarida, tendo em vista que os fundamentos legais para o arbitramento encontramse plasmados nas ff. 74 a 75. Vale salientar também que foram devidamente demonstrados nos autos a descrição dos fatos e a respectiva capitulação legal que fundamentou a exigência tributária. Fl. 998DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10980.725705/201081 Acórdão n.º 2301003.043 S2C3T1 Fl. 995 7 5. Por fim, cumpre ressaltar que o lançamento encontrase devidamente fundamentado e motivado, em consonância com o que determina a legislação que rege o processo administrativo fiscal, notadamente o art. 50, da Lei n.º 9.784/99 e art. 38, do Decreto 7.574/2011. Assim, não há que se falar em anulação do lançamento fiscal, no que rejeito a preliminar levantada pelo contribuinte. DA AFERIÇÃO INDIRETA 6. Narra corretamente o relatório fiscal que constituíram fatos geradores lançados os pagamentos feitos pela empresa a transportadores rodoviários autônomos. A informação fiscal também detalha, pormenorizadamente, os procedimentos adotados pela recorrente no sentido de justificar o lançamento do débito por intermédio da aferição indireta: “3.1.1. – Levantamentos: MA – MOTORISTA AUTÔNOMO INFORMADO, MA1 – MOTORISTA AUTÔNOMO INFORMADO e MA2 – MOTORISTA AUTÔNOMO INFORMADO (...) 3.1.1.3. No presente levantamento, para se aferir os valores pagos a contribuintes individuais freteiros (transportadores rodoviários autônomos), foram utilizados os valores apresentados em documentos denominados ‘Contrato de Transporte Rodoviário de Cargas’, cujo salário de contribuição (campo: base de cálculo da contribuição previdenciária) é de 20% do valor bruto recebido. Esta redução para vinte por cento do valor bruto recebido está prevista no §4º, do artigo 201, do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto nº 3.048 de 06/05/99. (...) 3.1.2.: NT – MOTORISTA AUT^NOMO PJ, NT1 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ e NT2 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ (...) 3.1.2.3. No presente levantamento, paras se aferir os valores pagos a contribuintes individuais, transportadores autônomos de veículos rodoviários, foram utilizados os valores apresentados em recibos denominados ‘Contrato de Transporte Rodoviário de Cargas’, cujo salário de contribuição (campo: base de cálculo) é de 20% do valor bruto recebido, conforme demonstrado na planilha ‘ANEXO 5’. Esta redução, para vinte por cento do valor bruto recebido, está prevista no §4º, do artigo 201, do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto nº 3.048 de 06/05/99. (...) 3.1.3. Levantamentos: TR – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANP, TR1 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANSP e TR2 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANP (...) 3.1.3.4. No presente levantamento, para se aferir os valores pagos a contribuintes individuais, transportadores autônomos de veículos rodoviários, foram utilizados os valores apresentados em recibos denominados ‘Contrato de Transporte Rodoviário de Cargas’, cujo salário de contribuição (campo: base de cálculo) é de 20% do valor bruto recebido, conforme demonstrado na planilha ‘ANEXO 6’. Esta redução, para vinte por cento do valor bruto recebido, está prevista no §4º, do artigo 201, do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto nº 3.048 de 06/05/99. (...) Fl. 999DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 8 3.1.4. Levantamento: TT – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANSVALT e TT1 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANVALT (...) 3.1.4.4. No presente levantamento, para se aferir os valores pagos a contribuinte individuais, transportadores autônomos de veículos rodoviários, foram utilizados os valores apresentados em recibos denominados ‘Contrato de Transporte Rodoviário de Cargas’, cujo salário de contribuição (campo: base de cálculo) é de 20% do valor bruto recebido, conforme citada planilha ‘ANEXO 7’. Esta redução, paga vinte por cento do valor bruto recebido, está prevista no §4º, do artigo 201, do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto nº 3.048 de 06/05/99.” (ff. 417 a 423) 7. E conforme dispõe a legislação, utilizada para justificar o débito conforme demonstrado no FLD às fls. 74 a 75, o fisco se valerá da aferição indireta sempre que houver a recusa na apresentação de documentos, ou quando a apresentação se der de forma deficiente, e se no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento for constatado que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, nos termos do artigo 33, parágrafos 3º e 6º, da Lei 8.212/91: “Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (...) § 3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita FederalDRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. (...) § 6º Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário.” (g.n.) 8. No mesmo sentido, foi o acórdão prolatado na 1ª Turma, da 4ª Câmara, deste Conselho, que restou ementado nos seguintes termos: “PREVIDENCIÁRIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO. REMUNERAÇÃO. CARTÕES DE PREMIAÇÃO PARCELA DE INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRECEDENTES. Fl. 1000DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10980.725705/201081 Acórdão n.º 2301003.043 S2C3T1 Fl. 996 9 Integram o salário de contribuição os valores pagos a título de prêmios de incentivo. Por depender do desempenho individual do trabalhador, o prêmio tem caráter retributivo, ou seja, contraprestação de serviço prestado, razão pela qual, possui natureza jurídica salarial. NORMAS PROCEDIMENTAIS. AFERIÇÃO INDIRETA. ARBITRAMENTO. Aplicável a apuração do crédito previdenciário por aferição indireta/arbitramento na hipótese de deficiência ou ausência de quaisquer documentos ou informações solicitados pela fiscalização, que lançará o débito que imputar devido, invertendose o ônus da prova ao contribuinte, com esteio no artigo 33, §§ 3º e 6º, da Lei 8.212/91, c/c artigo 233, do Regulamento da Previdência Social. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. (1ª Turma, 4ª Câmara, CARF, Recurso 251.960, Processo n.º 11474.000055/200744, Acórdão 240100619, Relator Marcelo Freitas de Souza Costa)” 9. Dessa forma, depreendese das normas legais transcritas, bem como dos elementos que instruem o processo, que de fato, o presente lançamento se justifica nos termos em que declarado pelo auditor fiscal. DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS INCIDENTES SOBRE A CONTRATAÇÃO DE TRANSPORTADOR AUTÔNOMO 10. Conforme narrado no relatório, o auto de infração foi constituído com base nos seguintes levantamentos: “MA – MOTORISTA AUTÔNOMO INFORMADO, MA1 – MOTORISTA AUTÔNOMO INFORMADO E MA2 – MOTORISTA AUTÔNOMO INFORMADO – referente a pagamentos a transportadores rodoviários autônomos, obtidos através da apresentação de recibos de pagamento intitulados como ‘Contrato de Transporte Rodoviário de Cargas’ – com cópias, por amostragem, em anexo – e informações extraídas do livro razão – nas contas nº: 3201030015 – ‘FRETEIROS – P.F. – CURITIBA’; 3203030008 – ‘FRETEIROS – P.F.’; 3204030006 – ‘FRETEIROS P.F. – CHAPECÓ’; 3206030010 – ‘FRETEIROS P.F. – CARAZINHO’; 3207030007 – ‘FRETEIROS – P.F. – JUNDIAÍ’; com cópias das páginas do livro razão, em anexo. Além do mais, a empresa apresentou a relação dos transportadores e os valores pagos (em anexo), os quais foram conferidos, por amostragem, com os ‘contratos de transporte rodoviário de cargas’. (...) NT – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ. NT1 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ E NT2 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ – referentes a pagamentos a transportadores rodoviários autônomos, obtidos através da apresentação de recibos de pagamento intitulados como ‘Contrato de Transporte Rodoviário de Cargas’ – com cópias, por amostragem, em anexo – e Fl. 1001DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 10 informações extraídas do livro razão – nas contas nº: 320103014 – ‘FRETEIROS P.J. – CURITIBA’; 3203030007 – ‘FRETEIROS – P.J.’; 3204030005 – ‘FRETEIROS P.J. – JUNDIAÍ’; com cópias das páginas do livro razão, em anexo. Além do mais, a empresa apresentou a relação dos transportadores e os valores pagos (em anexo), os quais foram conferidos, por amostragem, com os ‘contratos de transporte rodoviário de cargas’. A empresa declarou em livros contábeis razão e diário como sendo despesas pagas a pessoa jurídica em decorrência de subcontratação de serviços de transporte. E, também, apresentou os referidos recibos, assinados apenas pelos motoristas autônomos, como sendo de pessoas jurídicas subcontratadas para prestação destes serviços. Entretanto, como se observa através das cópias por amostragem em anexo, estes documentos são recibos preenchidos pela empresa Transvalter Ltda e assinados por condutores autônomos de veículo rodoviário. De fato, a empresa não apresentou qualquer nota fiscal ou recibo preenchido por suposto prestador de serviço pessoa jurídica. Ou seja, só foram apresentados recibos assinados por pessoas fiscais. E, quanto às empresas que, supostamente, prestam os serviços de transporte, de fato não são empresas de transporte. Foram verificadas cada uma de suas atividades e nenhuma delas presta serviço de transporte; como por exemplo: ABN AMRO ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A, BAMERINDUS LEASING, BANCO FINASA S.A., BANCO ITAU LEASING S/A, BB LEASING SA ARRENDAMENTO MERCANTIL, BV FINANCEIRA S/A. A planilha ‘ANEXO 5’, apresentada em anexo, demonstra este fato, onde para cada prestação de serviço, há o nome da empresa, seu CNPJ e a descrição de sua atividade econômica. Os campos desta planilha são, nesta ordem: CNPJ do estabelecimento tomador do serviço, data, nome do condutor autônomo de veículo rodoviário, valor bruto recebido, base de cálculo da contribuição previdenciária equivalente a 20% do valor bruto, nome da empresa declarada como subcontratada, CNPJ da empresa declarada como subcontratada, descrição da atividade da empresa declarada como subcontratada. Através do TIF nº 11, foi solicitado à empresa que apresentasse notas fiscais de serviço, referente s às prestações de serviços de ‘Freteiros Pessoa Jurídica’. Porém, até o encerramento deste auto de infração nada foi entregue. Portanto, verificase que de fato houve prestação de serviço de transporte por pessoa física, condutor autônomo de veículo rodoviário, contribuinte individual. (...) TR – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANP, TR1 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANSP E TR2 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRASNP – referentes a pagamentos a transportadores rodoviários autônomos, obtidos através da apresentação de recibos de pagamento intitulados como ‘Contrato de Transporte Rodoviário de Cargas’ e informações extraídas do livro razão – nas contas nº: 3201030014 – ‘FRETEIROS P.J. – CURITIBA’; 3203030007 – ‘FRETEIROS P.J.’; 3204030005 – ‘FRETEIROS P.J. – CHAPECÓ’; 3206030009 – FRETEIROS P.J. – CARAZINHO’; 3207030006 – ‘FRETEIROS – P.J. – JUNDIAÍ’; com cópias das páginas do livro razão, em anexo. Além do mais, a empresa apresentou a relação dos transportadores e os valores pagos (em anexo), os quais foram conferidos, por amostragem, com os ‘contratos de transporte rodoviário de cargas’. A empresa declarou em livros contáveis razão e diário como sendo despesas pagas a pessoa jurídica em decorrência de subcontratação de serviços de transporte. E, também, apresentou os referidos recibos como sendo de pessoas jurídicas subcontratadas para prestação destes serviços. Entretanto, como se Fl. 1002DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10980.725705/201081 Acórdão n.º 2301003.043 S2C3T1 Fl. 997 11 observa através das cópias por amostragem em anexo, estes documentos são recibos preenchidos apenas pela empresa Transvalter Ltda e assinados por condutores autônomos de veículo rodoviário, não havendo prova de que os serviços foram prestados de fato por pessoa jurídica. Através do TIF nº 11, foi solicitado à Transvalter Ltda que apresentasse notas fiscais de serviço, referentes às prestações de serviços de ‘Freteiros Pessoa Jurídica’. Porém, até o encerramento deste auto de infração nada foi entregue. De fato, a empresa não apresentou qualquer nota fiscal ou recibo preenchido por suposto prestador de serviço pessoa jurídica. Ou seja, só foram apresentados recibos assinados por pessoas físicas. Portanto, verificase que de fato houve prestação de serviço de transporte por pessoa física, condutor autônomo de veículo rodoviário, contribuinte individual. (...) TT – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANSVALT E TT1 – MOTORISTA AUTÔNOMO PJ TRANSVALT – referente a pagamentos a transportadores rodoviários autônomos, obtidos através da apresentação de recibos de pagamento intitulados como ‘Contrato de Transporte Rodoviário de Cargas’ e informações extraídas do livro razão – nas contas nº: 3201030014 – ‘FRETEIROS P.J. – CURITIBA’; 3203030007 – ‘FRETEIROS – P.J.’; 3204030005 – ‘FRETEIROS P.J. – CHAPECÓ’; 3206030009 – ‘FRETEIROS P.J. – CARAZINHO’; 3207030006 – ‘FRETEIROS – P.J. – JUNDIAÍ’; com cópias das páginas do livro razão, em anexo. Além do mais, a empresa apresentou a relação dos transportadores e os valores pagos (em anexo), os quais foram conferidos, por amostragem, com os ‘contratos de transporte rodoviários de cargas’. A empresa declarou em livros contábeis razão e diário como sendo despesas pagas a pessoa jurídica em decorrência de subcontratação de serviços de transporte. E, também, apresentou os referidos recibos como sendo de pessoas jurídicas subcontratadas para prestação destes serviços. Entretanto, consta como a empresa prestadora de serviços com sendo a própria Transvalter Ltda, empresa fiscalizada e tomadora dos serviços. Além do mais, os documentos apresentados pela empresa são recibos preenchido pela empresa e assinados por condutores autônomos de veículo rodoviário. Portanto, verificase que de fato houve prestação de serviço de transporte por pessoa física, condutores autônomo de veículo rodoviário, contribuinte individual.” (ff. 417 a 422) 11. Dessa forma, verificase que a controvérsia trazida à análise deste Conselho cingese à incidência de contribuições sociais sobre os pagamentos feitos pela empresa a transportadores rodoviários autônomos. 12. Os trabalhadores autônomos, como o caso dos transportadores, são incluídos na categoria dos contribuintes individuais. Vejamos a definição do termo adotado pelo Ministério da Previdência Social: “Contribuinte individual: Nesta categoria estão as pessoas que trabalham por conta própria (autônomos) e os trabalhadores que prestam serviços de natureza eventual a empresas, sem vínculo empregatício. São considerados contribuintes individuais, entre outros, os sacerdotes, os diretores que recebem remuneração decorrente de atividade em Fl. 1003DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 12 empresa urbana ou rural, os síndicos remunerados, os motoristas de táxi, os vendedores ambulantes, as diaristas, os pintores, os eletricistas, os associados de cooperativas de trabalho e outros.” 13. Sobre a questão, a legislação previdência determina que a empresa que contratar transportador autônomo, contribuinte individual do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), deverá recolher: a) 20% (contribuição patronal) – calculado sobre a remuneração paga, devida ou creditada ao transportador autônomo; (artigo 22, III, Lei 8.212) b) 11% descontada do transportador autônomo e calculada sobre o valor da remuneração a ele paga, devida ou creditada, observado o limite máximo do saláriodecontribuição; (artigo 4º, da Lei 10.666/2003 e artigo 33, §5º, da Lei 8.212/91) c) 1,5% e 1,0% (contribuições devidas ao Serviço Social do Transporte (SEST) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT), respectivamente – descontadas ao transportados autônomo e calculadas sobre o valor do saláriodecontribuição destes. (art. 1º, I, ‘b’, II, ‘b’; art. 2º, II e §3º, ‘a’, art. 3º e §1º do Decreto 1.007/93 e art. 7º, II, §1º e 2º da Lei 8.706/93) 14. Assim, verificada a adequação entre a natureza do fato gerador e da correspondente contribuição lançada, todas demonstradas com clareza pelo agente fiscal em seu relatório, devese concluir que o lançamento tem fundamentos e que a contribuição é devida. 15. Dessa forma, mantenho o lançamento com relação às contribuições devidas e não recolhidas referentes ao pagamento feito a transportadores autônomos, em consonância com o Colegiado a quo. DA APLICAÇÃO DA TAXA SELIC SOBRE A MULTA DE OFÍCIO 16. A recorrente afirma que aplicação de juros não pode ser feita em conjunto com a multa de ofício, pois tal imposição contraria o ordenamento jurídico. 17. Ocorre que, no caso concreto, houve a aplicação de uma multa de ofício em decorrência do não recolhimento de contribuição previdenciária, assim, a multa de ofício constitui, ao lado do tributo propriamente devido, a obrigação tributária principal, conforme dispõe o artigo 113, do Código Tributário Nacional (CTN): “Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente.” (g.n.) 18. Dessa forma, verificase que a obrigação principal é formada tanto pelo tributo cobrado quanto pela penalidade pecuniária aplicada (multa). Portanto, o crédito tributário, o qual decorre da obrigação tributária, é composto pelo tributo a ser recolhido e pela correspondente multa de ofício, sendo que ambos estão sujeitos à incidência de juros de mora quando não pagos no vencimento estipulado pela lei, conforme assevera o art. 161, do CTN: Fl. 1004DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10980.725705/201081 Acórdão n.º 2301003.043 S2C3T1 Fl. 998 13 “Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês.” 19. Além disso, o artigo 43 da Lei n.º 9.430/96 traz previsão expressa da incidência de juros sobre a multa, in verbis: “Art. 43. Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a juros de mora, isolada ou conjuntamente. Parágrafo único. Sobre o crédito constituído na forma deste artigo, não pago no respectivo vencimento, incidirão juros de mora, calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento”. 20. Além disso, o artigo 43 da Lei n.º 9.430/96 traz previsão expressa da incidência de juros sobre a multa, in verbis: “Art. 43. Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a juros de mora, isolada ou conjuntamente. Parágrafo único. Sobre o crédito constituído na forma deste artigo, não pago no respectivo vencimento, incidirão juros de mora, calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento”. 21. E a legislação de regência, sobretudo a Lei nº 8.212/91, reza que as contribuições sociais arrecadadas e outras importâncias arrecadadas pelo INSS (como é o caso das multas) estão sujeitas à incidência da taxa referencial SELIC Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, nos termos do artigo 34, verbis: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Restabelecido com redação alterada pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei) Fl. 1005DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 14 22. Nesse sentido, sito ementa de acórdão da 2ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais do CARF: JUROS DE MORA COM BASE NA TAXA SELIC SOBRE A MULTA DE OFÍCIO – APLICABILIDADE. O art. 161 do Código Tributário Nacional – CTN autoriza a exigência de juros de mora sobre a multa de ofício, isto porque a multa de ofício integra o ‘crédito’ a que se refere o caput do artigo. É legítima a incidência de juros sobre a multa de ofício, sendo que tais juros devem ser calculados pela variação da SELIC. Precedentes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Precedente da 2ª Turma da CSRF: Acórdão n.º 920201.806. Recurso especial negado” 23. Assim, tenho como certo que a aplicação de juro sobre a multa de ofício não ofendem ao ordenamento jurídico pátrio e que sua imposição é devida. DA MULTA APLICADA 24. Por fim, sobre a multa aplicada, tornase importante apreciar, de ofício, a matéria, tendo em vista se tratar de questão de ordem. Dessa forma, em respeito ao art. 106 do CTN, inciso II, alínea “c”, deve o Fisco perscrutar, na aplicação da multa, a existência de penalidade menos gravosa ao contribuinte. No caso em apreço, esse cotejo deve ser promovido em virtude das alterações trazidas pela Lei nº 11.941/2009 ao art. 35 da Lei nº 8.212/1991, que instituiu mudanças à penalidade cominada pela conduta da Recorrente à época dos fatos geradores. 25. Assim, identificando o Fisco benefício ao contribuinte na penalidade nova, essa deve retroagir em seus efeitos, conforme ocorre com a nova redação dada ao art. 35 da Lei nº 8.212/1991 que assim dispõe: “Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.” 26. E o supracitado art. 61, da Lei nº 9.430/96, por sua vez, assevera que: “Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, Fl. 1006DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10980.725705/201081 Acórdão n.º 2301003.043 S2C3T1 Fl. 999 15 serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (...) § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento.” 27. Confrontando a penalidade retratada na redação original do art. 35 da Lei nº 8.212/1991 com a que ora dispõe o referido dispositivo legal, vêse que a primeira permitia que a multa atingisse o patamar de cem por cento, dado o estágio da cobrança do débito, ao passo que a nova limita a multa a vinte por cento. 28. Sendo assim, diante da inafastável aplicação da alínea “c”, inciso II, art. 106, do CTN, concluise pela possibilidade de aplicação da multa prevista no art. 61 da Lei nº 9.430/1996, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2009 ao art. 35 da Lei nº 8.212/1991, se for mais benéfica para o contribuinte. CONCLUSÃO 29. Dado o exposto, CONHEÇO do recurso voluntário para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL determinando a redução da multa aplicada conforme determina o artigo 35, da Lei n.º 8.212/91, nos termos da redação dada pela Lei 11.941/09, calculada até a competência 11/2008, tendo em vista o inicio da vigência da MP 449/2008, se mais benéfica ao contribuinte. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator Fl. 1007DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 25/10 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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