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Numero do processo: 11065.101975/2007-09
Data da sessão: Tue Jun 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/07/2005 a 31/12/2005
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO.
A apresentação da Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF) fora do prazo sujeita o contribuinte à multa por atraso na entrega, como penalidade pelo descumprimento de obrigação acessória.
Numero da decisão: 1803-000.961
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: Sérgio Rodrigues Mendes
1.0 = *:*
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2005 a 31/12/2005 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO. A apresentação da Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF) fora do prazo sujeita o contribuinte à multa por atraso na entrega, como penalidade pelo descumprimento de obrigação acessória.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1517; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 39 1 38 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.101975/200709 Recurso nº 892.257 Voluntário Acórdão nº 180300.961 – 3ª Turma Especial Sessão de 28 de junho de 2011 Matéria MULTA ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO Recorrente MAM IMÓVEIS E CONSULTORIA JURÍDICA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2005 a 31/12/2005 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO. A apresentação da Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF) fora do prazo sujeita o contribuinte à multa por atraso na entrega, como penalidade pelo descumprimento de obrigação acessória. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Marcelo de Assis Guerra, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes e Sérgio Luiz Bezerra Presta. Fl. 43DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Assinado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, 19/07/2011 por SELENE FERREIRA DE M ORAES Processo nº 11065.101975/200709 Acórdão n.º 180300.961 S1TE03 Fl. 40 2 Fl. 44DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Assinado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, 19/07/2011 por SELENE FERREIRA DE M ORAES Processo nº 11065.101975/200709 Acórdão n.º 180300.961 S1TE03 Fl. 41 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 14): Trata o presente processo de auto(s) de infração relativo(s) a multas por atraso na entrega das Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF's — lavrado(s) contra o contribuinte acima identificado, tendo em vista a entrega a destempo (13/02/2007) das DCTF's em questão. O crédito tributário lançado perfaz o montante de R$ 8.373,35. A autuada impugna o lançamento alegando que este padece de nulidade absoluta por vício formal, visto que não obedece aos parâmetros da legislação que normatiza o Processo AdministrativoFiscal pelo Decreto nº 70.235/72, com suas posteriores alterações, e que a falta de intimação caracteriza a nulidade. Alega que a apresentação das DCTFs teve como intuito a opção por parcelamento especial instituído pela MP 303/2006 — o qual já possui a incidência de juros (sic) moratórios de 20%, não cabendo a incidência de multa moratória com o mesmo objeto. Isso posto, requer seja acolhida a presente impugnação e cancelado o auto de infração em decorrência da nulidade absoluta; ou, alternativamente, que seja acolhida parcialmente a impugnação para reduzir a penalidade a 2 % do imposto declarado em decorrência da constatação de infração continuada, sendo esta passível apenas de uma penalidade. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada, na parte ainda objeto de litígio (fls. 14): ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 13/02/2007 Ementa: Comprovado o exercício de atividades por parte da empresa, exigível a multa por entrega de DCTF a destempo por parte de empresa obrigada a apresentar a declaração. Lançamento Procedente. 3. Cientificada da referida decisão em 20/10/2010 (fls. 17), a tempo, em 18/09/2010, apresenta a interessada Recurso de fls. 22 a 31, instruído com os documentos de fls. 32 e 33, nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos. Em mesa para julgamento. Fl. 45DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Assinado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, 19/07/2011 por SELENE FERREIRA DE M ORAES Processo nº 11065.101975/200709 Acórdão n.º 180300.961 S1TE03 Fl. 42 4 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. Preliminares de nulidade da autuação 4. Argui a Recorrente, preliminarmente, a nulidade da autuação por ter sido realizada por instrumento inadequado a Notificação Eletrônica que não obedeceria aos parâmetros da legislação que normaliza o Processo AdministrativoFiscal, pelo Decreto nº 70.235/72, com suas posteriores alterações. 5. Cita a Recorrente em seu socorro a seguinte ementa de julgado da Primeira Câmara do extinto Terceiro Conselho de Contribuintes: Acórdão nº 30129.685, de 18/04/2001: NOTIFICAÇÃO ELETRÔNICA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS ESSENCIAIS. NULIDADE. Deve ser decretada a nulidade de notificação de lançamento efetuada por meios eletrônicos, quando não preenchidos os requisitos formais previstos em lei Art. 142 do CTN c/c art. 11, do Dec. nº 70.235/72. NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. 6. Pelo que se depreende da ementa transcrita, somente deve ser decretada a nulidade de notificação eletrônica quando ausentes os requisitos previstos nos arts. 142 do Código Tributário Nacional – CTN (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966) e 11 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 – Processo Administrativo Fiscal (PAF). 7. No caso específico daquele acórdão, o requisito omitido foi o previsto no art. 11, inciso IV, do Decreto nº 70.235, de 1972, consistente na “assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula”. 8. Observando, porém, a notificação eletrônica de fls. 7, correspondente a Auto de Infração de Multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, não se observa a ausência de qualquer dos requisitos exigidos no art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972, aplicável na espécie, como segue: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; Fl. 46DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Assinado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, 19/07/2011 por SELENE FERREIRA DE M ORAES Processo nº 11065.101975/200709 Acórdão n.º 180300.961 S1TE03 Fl. 43 5 II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. 9. Argui, também, a Recorrente a nulidade da autuação pela falta de intimação para prestar esclarecimentos, com fundamento no caput do art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002, de seguinte teor (grifos da transcrição): Fl. 47DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Assinado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, 19/07/2011 por SELENE FERREIRA DE M ORAES Processo nº 11065.101975/200709 Acórdão n.º 180300.961 S1TE03 Fl. 44 6 Art. 7º O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal SRF, e sujeitarseá às seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) 10. É de se perguntar: que esclarecimentos poderia solicitar o fisco à Recorrente no caso de entrega em atraso de DCTF? O motivo desse atraso? 11. Ora, de acordo com o art. 136 do CTN, a responsabilidade por infração da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. 12. Assim, a determinação legal para prestar esclarecimentos referese aos casos de apresentação de declaração com incorreções ou omissões, e não à sua apresentação em atraso, como aqui ocorreu. 13. Rejeito as preliminares arguidas de nulidade da autuação. Mérito 14. A entrega extemporânea da declaração sujeita o contribuinte à penalidade prevista no art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002: Art. 7º O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal SRF, e sujeitarseá às seguintes multas: [...]; II de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na Dirf, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas Declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3º; 15. A hipótese legal de aplicação da multa restou plenamente configurada na situação fática descrita na presente autuação. Fl. 48DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Assinado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, 19/07/2011 por SELENE FERREIRA DE M ORAES Processo nº 11065.101975/200709 Acórdão n.º 180300.961 S1TE03 Fl. 45 7 16. Não merece respaldo a afirmação de que a multa por atraso na entrega da declaração e a multa de mora prevista no art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, incidam sobre o mesmo objeto. Elas são multas distintas, uma aplicada pela falta de pagamento de tributo no prazo e a outra pelo descumprimento da obrigação acessória de entregar a DCTF. 17. Quanto à irresignação relativa à impropriedade jurídica em que incidiria a norma inserida no art. 7º da Lei nº 10.426, de 2002, quando estabelece, em infração continuada, multa sucessiva e acumulada, o que contrariaria a correta exegese da norma punitiva, seja no direito penal, seja no direito tributário, tratandose de lei regularmente inserida no ordenamento jurídico nacional e de observância obrigatória pelo poder Executivo, ao qual pertence o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), resta à Recorrente socorrerse perante os poderes Judiciário ou Legislativo: aquele, para considerar inconstitucional referida multa, se for o caso; e este, para alterarlhe o percentual, o valor ou a base de cálculo, se assim entender conveniente ou oportuno. Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 49DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Assinado digitalmente em 01/07/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, 19/07/2011 por SELENE FERREIRA DE M ORAES
score : 1.0
Numero do processo: 10166.006781/96-12
Data da sessão: Mon May 21 00:00:00 UTC 2001
Ementa: "DENÚNCIA ESPONTÂNEA MULTA DE MORA
Havendo o contribuinte efetuado o recolhimento do tributo fora do
prazo, mas antes de iniciado qualquer procedimento fiscal, há de ser reconhecer a existência de denúncia espontânea, justificando,
assim, a não incidência de multa moratória"
Numero da decisão: CSRF/02-01.022
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Sergio Gomes Velloso
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ementa_s : "DENÚNCIA ESPONTÂNEA MULTA DE MORA Havendo o contribuinte efetuado o recolhimento do tributo fora do prazo, mas antes de iniciado qualquer procedimento fiscal, há de ser reconhecer a existência de denúncia espontânea, justificando, assim, a não incidência de multa moratória"
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FAZENDA NACIONAL Sessão de 21 DE MAIO DE 2001 Acórdão n° CSRF/02-01 022 "DENÚNCIA ESPONTÂNEA MULTA DE MORA Havendo o contribuinte efetuado o recolhimento do tributo fora do prazo, mas antes de iniciado qualquer procedimento fiscal, há de ser reconhecer a existência de denúncia espontânea, justificando, assim, a não incidência de multa moratória" Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por HC PNEUS S/A ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado --::" 000, E P -4 PÉ."'*- ERA-ODRIGUES 'RESIDEN :------,- - . ti) 11.) — SÉRG GOMES VELLOSOi/' RELA O FORMALIZADO EM . 22 JUN 7001 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JORGE FREIRE, MARCOS VINÍCIUS NEDER DE LIMA, DALTON CÉSAR CORDEIRO DE MIRANDA, OTACíLIO DANTAS CARTAXO e FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA Processo n° : 10166.006781/96-12 Acórdão n° : CSRF/02-01.022 Recurso n° RD/202-0..331 Recorrente HC PNEUS S/A RELATÓRIO Trata-se de Recurso de Divergência (fls.. 119/131) interposto contra acórdão da 2a Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes (fls. 98/110), a qual julgou incidir a multa de mora nos pagamentos de tributos efetuados espontaneamente pelo contribuinte, após o prazo de vencimento Alega o contribuinte que denunciou espontaneamente a falta de recolhimento do tributo, efetuando o seu recolhimento, devidamente acrescido dos juros moratórios, conforme determina o artigo 138, do Código Tributário Nacional. Destaca, assim, ser improcedente o lançamento que, considerando a incidência da multa moratória, realizou a imputação dos pagamentos, apurando, então, recolhimento a menor do principal, sobre o qual fez incidir multa de ofício O Sr, Procurador da Fazenda Nacional apresenta suas contra- razões, às fls.. 150/151, pugnando pela manutenção do acórdão recorrido. ‘k É o relatório .- 2 Processo n° : 10166.006781/96-12 Acórdão n° : CSRF/02-01.022 VOTO Conselheiro SERGIO GOMES VELLOSO, Relator Conheço do recurso, por preencher os requisitos previstos no Regimento Interno deste Colegiado No mérito, razão assiste ao contribuinte, tal como decidido por esta Casa no RD 203-0.293, na sessão de julgamentos realizada em 19/02/2001 Tal decisão segue a jurisprudência dominante do E. Superior Tribunal de Justiça, de cujos julgados destaca-se os Embargos de Divergência no Recurso Especial n° 227 9571RS, assim ementado, "TRIBUTÁRIO DENÚNCIA ESPONTÂNEA MULTA MORATÓRIA INEXIGIBILIDADE 1 Procedendo o contribuinte à denúncia espontânea de débito tributário em atraso, com o devido recolhimento do tributo, ainda que de forma parcelada, é afastada a imposição da multa moratória Precedentes majoritário 2 Da mesma forma, se existe comprovação nos autos de que inocorreu qualquer ato de fiscalização que antecedesse a realização da confissão espontânea, deve-se excluir o pagamento da multa moratória 3 Embargos de divergência acolhidos " Cumpre explicitar que tal decisão estende os efeitos da denúncia espontânea ao parcelamento de débitos, o que sequer ocorre no presente caso, quando o pagamento do tributo foi integral, devidamente acompanhado dos juros moratórios, conforme se constata dos comprovantes anexados às fls 44/46, e sem que tenha sido precedido de qualquer ato de fiscalização Fica evidente, portanto, a inexigibilidade da multa moratória, em face da ocorrência da espontaneidade tal como prevista no artigo 138, do Código Tributário Nacional , Processo n° : 10166.006781/96-12 Acórdão n° .: CSRF/02-01.022 Com efeito, improcedente se torna o débito apurado pela imputação de pagamento Desta forma, DOU provimento ao Recurso de Divergência É como voto. ill‘Sala das Se õ-s D F, 21 de maio de 2001 d 1 i SER 4. GOMES VELLOSO RELA r i - 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 16561.000004/2008-38
Data da sessão: Tue Aug 16 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Oct 04 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2002
NÃO CONHECIMENTO DE RECURSO ESPECIAL.
Não se conhece recurso especial que não demonstre divergência jurisprudencial, instruído com paradigmas em que normas jurídicas distintas são enfrentadas ou, ainda, construídos a partir de contexto fático diverso.
Numero da decisão: 9101-002.404
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em na~o conhecer o Recurso Especial da Fazenda Nacional. Ausente momentaneamente a conselheira Cristiane Silva Costa.
MARCOS AURE´LIO PEREIRA VALADA~O - Presidente em Exerci´cio.
LUÍS FLÁVIO NETO - Relator.
EDITADO EM: 30/09/2016
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCOS AURE´LIO PEREIRA VALADA~O (Presidente em Exerci´cio), ANDRE MENDES DE MOURA, ADRIANA GOMES REGO, RAFAEL VIDAL DE ARAU´JO, MARCOS ANTO^NIO NEPOMUCENO FEITOSA (suplente convocado em substituic¸a~o a` conselheira Daniele Souto Rodrigues Amadio), LUIS FLA´VIO NETO, NATHA´LIA CORREIA POMPEU. Ausente momentaneamente a conselheira CRISTIANE SILVA COSTA. Ausente, justificadamente, o conselheiro CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO (Presidente).
Nome do relator: LUIS FLAVIO NETO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em na~o conhecer o Recurso Especial da Fazenda Nacional. Ausente momentaneamente a conselheira Cristiane Silva Costa. MARCOS AURE´LIO PEREIRA VALADA~O - Presidente em Exerci´cio. LUÍS FLÁVIO NETO - Relator. EDITADO EM: 30/09/2016 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCOS AURE´LIO PEREIRA VALADA~O (Presidente em Exerci´cio), ANDRE MENDES DE MOURA, ADRIANA GOMES REGO, RAFAEL VIDAL DE ARAU´JO, MARCOS ANTO^NIO NEPOMUCENO FEITOSA (suplente convocado em substituic¸a~o a` conselheira Daniele Souto Rodrigues Amadio), LUIS FLA´VIO NETO, NATHA´LIA CORREIA POMPEU. Ausente momentaneamente a conselheira CRISTIANE SILVA COSTA. Ausente, justificadamente, o conselheiro CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO (Presidente).
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Não se conhece recurso especial que não demonstre divergência jurisprudencial, instruído com paradigmas em que normas jurídicas distintas são enfrentadas ou, ainda, construídos a partir de contexto fático diverso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o Recurso Especial da Fazenda Nacional. Ausente momentaneamente a conselheira Cristiane Silva Costa. MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente em Exercício. LUÍS FLÁVIO NETO Relator. EDITADO EM: 30/09/2016 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO (Presidente em Exercício), ANDRE MENDES DE MOURA, ADRIANA GOMES REGO, RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO, MARCOS ANTON̂IO NEPOMUCENO FEITOSA (suplente convocado em substituição à conselheira Daniele Souto Rodrigues Amadio), LUIS FLÁVIO NETO, NATHÁLIA CORREIA POMPEU. Ausente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 56 1. 00 00 04 /2 00 8- 38 Fl. 2516DF CARF MF Impresso em 04/10/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 03/10/2016 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 2 momentaneamente a conselheira CRISTIANE SILVA COSTA. Ausente, justificadamente, o conselheiro CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO (Presidente). Relatório Conselheiro Luís Flávio Neto, relator. Tratase de recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional (doravante “PFN” ou “recorrente”), em são partes PPL PARTICIPAÇÕES LTDA (doravante “PPL”) e PARMALAT BRASIL S/A INDÚSTRIA DE ALIMENTOS (doravante “PARMALAT”, “responsável solidária” ou “recorrida”), em face do acórdão n. 1402001.481 (doravante “acórdão a quo”), proferido pela 2a Turma Ordinária da 4 a Câmara (doravante “Turma a quo”). Em ação fiscal realizada em face da PPL (exParmalat Participações do Brasil Ltda.), foram apuradas, em relação ao período de 2002, conforme relatado no "Termo de Constatação e Encerramento Parcial de Fiscalização" (fls.1.026 e seg. do eprocesso), as seguintes infrações: "A — PAGAMENTOS SEM CAUSA/INJUSTIFICADOS. TOTAL DE R$ 381.113.660968. (...) B. OMISSÃO DE RECEITA. RECURSOS NÃO COMPROVADOS.EXIGIBILIDADES NÃO COMPROVADAS. TOTAL DE R$ 318.897.293,30. (...) C. CUSTOS OU DESPESAS NÃO COMPROVADAS. GLOSA DE DESPESAS COM JUROS DE EMPRÉSTIMOS QUE NÃO INGRESSARAM NO PAÍS. DIFERENÇA DE JUROS CSFB/SANTANDER. VALOR TOTAL DE R$126.720.251,62. (...) D. PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA. VALOR TOTAL DE R$ 144.158.284,70, ADICIONADO AO RESULTADO TRIBUTÁVEL. (...)" Além da multa isolada (Lei n. 9.430/96, art. 44, par. 1o, IV), foi aplicada multa de ofício sobre os débitos tributários, no percentual de 75%. A fiscalização entendeu configurada a solidariedade passiva da PARMALAT, controlada indireta da PPL. Tal como resume a PFN em seu recurso especial (fls. 18912 do eprocesso), as razões que levaram a fiscalização a imputar à PPL (contribuinte fiscalizada) a solidariedade prescrita pelo art. 124, I, do CTN, seriam: “a) A caracterização do interesse comum começa pela constatação de que, na época da ocorrência dos fatos geradores a que se refere o presente auto de infração, PPL e Parmalat Brasil S/A Indústria de Alimentos, obedeciam a um mesmo controle societário. b) Um segundo elemento de caracterização do ‘interesse comum’ a que se refere o inciso I do art. 124 do CTN pode ser encontrado no fato de as mesmas pessoas se revezarem no comando das diferentes empresas do Grupo Parmalat do Brasil, inclusive na administração da atual PPL Participações, tais como Gianni Grisendi, Carlos de Souza Monteiro, Marilza Natsuco Imanichi, Andrea Fl. 2517DF CARF MF Impresso em 04/10/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 03/10/2016 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 16561.000004/200838 Acórdão n.º 9101002.404 CSRFT1 Fl. 2.517 3 Ventura, Fabio Conti Medugno e Paulo Carvalho Engler Pinto Júnior. As pessoas que participaram da gestão da Parmalat do Brasil estão identificadas na consulta efetuada por esta Auditoria a respeito de ‘solidariedade de fato’ existente entre empresas do Grupo. c) Um terceiro aspecto considerado na caracterização do ‘interesse comum referese às atividades desenvolvidas pela PPL, inscrita no cadastro nacional de pessoas jurídicas como ‘holding’. d) Um quarto aspecto a considerar na caracterização de ‘interesse comum’ referido no inciso I do art. 124: a falta de receitas próprias, ou seja, a ausência desse elemento básico de sobrevivência de qualquer pessoas, inclusive e até com mais razão das pessoas jurídicas, evidencia a completa falta de autonomia da PPL." Foram apresentadas impugnações administrativas pela PPL (contribuinte fiscalizada) e pela PARMALAT (responsável solidária), as quais obtiveram provimento parcial, com a exoneração parcial das exigências pela DRJ, nas seguintes situações: Não caberia a inclusão no resultado no montante de R$ 381.113.660,68 referente a pagamentos sem causa, pois esse valor não foi excluído pelo sujeito passivo, tendo sido lançado apenas em contas patrimoniais; No caso da glosa de despesas não comprovadas (R$ 8.845.170,87), parte desse montante (R$ 4.485.360,86) foi objeto de estorno na contabilidade e não afetou o resultado. Assim não caberia o lançamento sobre esse montante; Não caberia a glosa de juros no valor de R$ 170.853,67, sob pena de lançamento em duplicidade, pois o valor foi tributado ao mesmo tempo como tendo origem em empréstimos fictícios e excesso de juros pela aplicação das regras de preços de transferência; e A alíquota do PIS a ser aplicada seria 0,65% , e não 1,65% como adotado no lançamento. Não houve recurso voluntário da contribuinte autuada (PPL). No entanto, o recurso de ofício e o recurso voluntário interposto pela PARMALAT (responsável solidária) foram levados à análise do CARF. A Turma a quo, então, proferiu a decisão cuja ementa segue transcrita, com destaque, em negrito, às matérias que se tornaram objeto do recurso especial ora em análise: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2002 DECADÊNCIA. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (STJ Primeira Seção de Julgamento, Resp 973.733/SC, Relator Ministro Luiz Fux, julgado em 12/08/2009, DJ 18/09/2009). SUJEIÇÃO PASSIVA SOLIDÁRIA. INTERESSE COMUM NÃO DEMONSTRADO. IMPROCEDÊNCIA. A caracterização da solidariedade obrigacional prevista no inciso I, do art. 124, do CTN, prescinde da demonstração do interesse comum de natureza jurídica, e não apenas econômica, entendendose como tal aquele que recaia sobre a realização do fato que tem a capacidade de gerar a tributação. Fl. 2518DF CARF MF Impresso em 04/10/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 03/10/2016 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 4 Assunto: Normas de Administração Tributária Anocalendário: 2003 MULTA DE OFÍCIO JUROS DE MORA. Sobre a multa de oficio lançada juntamente com o tributo ou contribuição, não paga no vencimento, incidem juros de mora à taxa SELIC, nos termos do art. 61, caput e § 3º, da Lei nº 9.430/96. Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Anoalendário: 2002 PIS. COFINS. APURAÇÃO ANUAL. IMPOSSIBILIDADE As contribuições ao PIS e à Cofins têm fato gerador mensal devendo ser cancelado o lançamento de ofício que não obedece às regras de apuração do tributo. Em face dessa decisão foi interposto recurso especial de divergência jurisprudencial apenas pela PFN, exclusivamente quanto às duas matérias destacadas na ementa acima, quais sejam: Matéria 1: Solidariedade tributária fundada no art. 124, I, do CTN; Matéria 2: Exigências de PIS e COFINS. Em 08.12.2014, foi proferido despacho de admissibilidade desse recurso especial, pelo qual a pretensão recursal foi admitida apenas quanto à “matéria 1”, qual seja, a imposição de solidariedade tributária com fulcro no art. 124, I, do CTN (fls. 2485 e seg. do eprocesso). Referido despacho foi mantido pela decisão irrecorrível do então Presidente desta CSRF, de forma a não conhecer a “matéria 2” (exigências de PIS e COFINS, conf. fls. 2496 e seg. do eprocesso). Em 27.05.2015, foi certificada nos autos a não apresentação de contrarrazões pelos interessados (fls. 2514 do eprocesso). Concluise, assim, o relatório. Voto Conselheiro Luís Flávio Neto, relator. O recurso especial interposto pela PFN é tempestivo. A fim de demonstrar a existência do dissídio jurisprudencial ensejador do recurso especial, foram apresentados os acórdãos n. 20601.818 e 20311.329. O acórdão n. 20601.818 foi assim ementado: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2002 a 30/11/2004 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA CUSTEIO AQUISIÇÃO DE PRODUTO RURAL DE PESSOA FÍSICA. É devida, pelo produtor rural pessoa física, contribuição previdenciária incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. RESPONSABILIDADE DO ADQUIRENTE. Toda pessoa jurídica que adquire produção rural de produtores rurais pessoas físicas fica subrogada nas obrigações de tais produtores. GRUPO ECONÔMICO. Ao verificar a existência de grupo econômico de fato, a auditoria fiscal deverá caracterizálo e atribuir a responsabilidade pelas contribuições não recolhidas aos participantes. Recurso Voluntário Negado. Destacase o segundo trecho do aludido julgado: Fl. 2519DF CARF MF Impresso em 04/10/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 03/10/2016 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 16561.000004/200838 Acórdão n.º 9101002.404 CSRFT1 Fl. 2.518 5 “Assim, entendo que restou caracterizada a formação do grupo econômico entre as empresas citadas, pois as mesmas pessoas físicas arroladas pela fiscalização comandam e dirigem o empreendimento. A fiscalização fundamentou o lançamento na responsabilidade solidária de que trata o inciso IX, do art. 30, da Lei 8.212/91. Responsabilidade Solidária é a obrigação legalmente imposta aos integrantes do grupo econômico de qualquer natureza de responder pelo recolhimento das contribuições previdenciárias, isoladamente ou em conjunto, consoante art. 30 da Lei 8.212/91. Portanto, por determinação legal, todas as empresas que integram o grupo econômico respondem solidariamente, entre si, pelas contribuições previdenciárias devidas.” Como se pode observar, o referido acórdão paradigma trata de contribuições previdenciárias, regidas por legislação específica, qual seja, o art. 124, II, do CTN, cumulado com o art. 30, IX, da Lei 8.212/91. Ocorre que o presente caso não envolve contribuições previdenciárias, mas sim IRPJ e CSL, de tal forma que acórdão a quo aplicou normas distintas, prescritas pelo art. 124, I, do CTN. Dessa forma, por tratar da aplicação de normas distintas daquelas discutidas neste processo, o acórdão n. 20601.818 não é apto a demonstrar a divergência jurisprudencial necessária para a atividade de uniformização deste Colegiado. Por sua vez, o segundo paradigma apresentado pela recorrente (acórdão n. 20311.329) restou assim ementado: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Não resta caracterizada a preterição do direito de defesa, a suscitar a nulidade da decisão recorrida, quando nesta são apreciadas todas as alegações contidas na peça impugnatória, sem omissão ou contradição, e perícia é negada porque despicienda. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. MATÉRIA DE COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DO JUDICIÁRIO. Alegações de inconstitucionalidade, incluindo suposto caráter confiscatório da multa de ofício, constituemse em matéria que não pode ser apreciada no âmbito deste Processo Administrativo Fiscal, sendo da competência exclusiva do Poder Judiciário. COFINS. DECADÊNCIA. O prazo para a Fazenda proceder ao lançamento da COFINS é de dez anos a contar da ocorrência do fato gerador, consoante o art. 45 da Lei nº 8.212/91, combinado com o art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional. PAESPARCELAMENTO ESPECIAL. LEI Nº 10.684/2003. OPÇÃO POSTERIOR AO INÍCIO DA FISCALIZAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE ESPONTANEIDADE. MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. A opção pelo Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 10.684, de 30/05/2003, em momento posterior ao início da fiscalização, quando o contribuinte não mais gozava da espontaneidade, não elide a multa de ofício lançada por meio de Auto de Infração, que se incluída no PAES em tempo hábil sofre redução de cinqüenta por cento. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. LARANJAS, TESTASDEFERRO OU INTERPOSTAS PESSOAS. SOCIEDADE DE FATO. SOLIDARIEDADE. CTN, ART. 124, I. Comprovada a utilização de pessoa jurídica de modo fraudulento, por pessoas físicas e outra pessoa jurídica que dela se utilizaram como meio de fugirem da tributação, cabe responsabilizar, de modo solidário e sem benefício de ordem, Fl. 2520DF CARF MF Impresso em 04/10/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 03/10/2016 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 6 todos os proprietários de fato, nos termos do art. 124, I, do CTN. MULTA QUALIFICADA. INFORMAÇÕES FORNECIDAS AO FISCO ESTADUAL E SONEGADAS AO FISCO FEDERAL. RECEITA OBTIDA POR MEIO DOS CLIENTES. PRÁTICA REITERADA. DOLO CARACTERIZADO. Caracterizam a sonegação, consistente na conduta dolosa de impedir o conhecimento, por parte do Fisco, da ocorrência do fato gerador, a prática reiterada de informar à Secretaria da Receita Federal valores inferiores àqueles informados ao Fisco Estadual, bem como a omissão de valores de vendas, levantados pela fiscalização junto aos clientes do contribuinte autuado, tudo isto sem qualquer justificativa para tanto. Demonstrada a sonegação, cabe a aplicação da multa qualificada. MULTA AGRAVADA. APLICABILIDADE. INTIMAÇÃO NÃO ATENDIDA. AÇÃO FISCAL REALIZADA COM BASE EM INFORMAÇÕES OBTIDAS JUNTO A TERCEIROS. A falta de atendimento às solicitações da fiscalização, obstaculandoa, sendo que ao final o lançamento é efetuado com base em informações obtidas junto ao Fisco Estadual e aos clientes, autoriza o agravamento da multa de ofício. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. LEGALIDADE. Nos termos do art. 161, § 1º, do CTN, apenas se a lei não dispuser de modo diverso os juros de mora serão calculados à taxa de 1% ao mês, pelo que é legítimo o emprego da taxa SELIC como juros moratórios, a teor do art. 13 da Lei nº 9.065/95. Recurso negado. Destacase o seguinte trecho desse segundo acórdão paradigma, colhido da parte de voto que trata da responsabilização por solidariedade: “Na situação dos autos restou sobejamente demonstrado o dolo, face à utilização de laranjas ou testasdeferro. Daí a correta qualificação da multa de ofício, tema do qual trato adiante”. Há diferença relevante entre o caso objeto desse segundo paradigma e o caso objeto do presente recurso especial, que também o torna imprestável para fins de demonstrar divergência interpretativa. Ocorre que, nesse segundo acórdão paradigma, considerouse atos praticados pelo contribuinte impregnados de dolo, de forma a justificar a descaracterização do contribuinte utilizado como “testa de ferro” ou “laranja” e a imposição de multa de 150%. A fiscalização demonstrou a prática do dolo, descortinou o véu que mascarava uma determinada pessoa como sendo o contribuinte, para imputar a sujeição passiva a todos que eram verdadeiramente contribuintes (pluralidade de sujeitos passivos diretos). Com a formação dessa pluralidade de contribuintes na relação jurídicotributária constituída, foi aplicada, então, a norma do art. 124, I, do CTN, de forma que todos responderiam solidariamente pelo débito principal e pela multa de 150% imposta como decorrência da caracterização da fraude, dolo ou conluio. No presente caso, contudo, a situação é diversa, de tal modo que a fiscalização sequer constatou presentes os requisitos fáticas necessários para a caracterização do dolo, ensejador da multa qualificada, de 150%. Dessa forma, como os acórdãos n. 20601.818 e n. 20311.329 não são aptos a demonstrar a divergência jurisprudencial, voto por NÃO CONHECER o recurso especial. (assinatura digital) Conselheiro Luís Flávio Neto Relator Fl. 2521DF CARF MF Impresso em 04/10/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 03/10/2016 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 16561.000004/200838 Acórdão n.º 9101002.404 CSRFT1 Fl. 2.519 7 Fl. 2522DF CARF MF Impresso em 04/10/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 30/09/2016 por LUIS FLAVIO NETO, Assinado digitalmente em 03/10/2016 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
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Numero do processo: 10215.000465/2002-79
Data da sessão: Tue May 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1998, 1999, 2000
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO -
RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO — PRESSUPOSTOS - As obscuridades,
dúvidas, omissões ou contradições contidas no acórdão podem ser saneadas por meio de Embargos de Declaração, previstos no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
IRPJ — ARBITRAMENTO DO LUCRO TRIBUTÁVEL — PROVA DA APREENSÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS — Cabe à contribuinte a prova de que no momento da ação fiscal seus livros e documentos contábeis e
fiscais estavam apreendidos pela Polícia Federal. A não apresentação do Termo de Apreensão lavrado pelo órgão competente, discriminando os elementos retidos, inviabiliza a alegação de que esses livros não foram entregues à fiscalização por motivos alheios à vontade da autuada.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 1202-000.290
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher
os embargos para suprir a omissão apontada, sem, contudo, alterar a decisão consubstanciada no acórdão n° 108-09.672 de 14/08/2008, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Nelson Lósso Filho
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1998, 1999, 2000 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO - RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO — PRESSUPOSTOS - As obscuridades, dúvidas, omissões ou contradições contidas no acórdão podem ser saneadas por meio de Embargos de Declaração, previstos no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. IRPJ — ARBITRAMENTO DO LUCRO TRIBUTÁVEL — PROVA DA APREENSÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS — Cabe à contribuinte a prova de que no momento da ação fiscal seus livros e documentos contábeis e fiscais estavam apreendidos pela Polícia Federal. A não apresentação do Termo de Apreensão lavrado pelo órgão competente, discriminando os elementos retidos, inviabiliza a alegação de que esses livros não foram entregues à fiscalização por motivos alheios à vontade da autuada. Embargos Acolhidos.
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Recurso n° 142.805 Embargos Acórdão n° 1202-00.290 — 2" Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 18 de maio de 2010 Matéria IRPJ E OUTROS Embargante INDÚSTRIA E COMÉRCIO SOARES LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1998, 1999, 2000 • Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO - RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO — PRESSUPOSTOS - As obscuridades, dúvidas, omissões ou contradições contidas no acórdão podem ser saneadas por meio de Embargos de Declaração, previstos no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. IRPJ — ARBITRAMENTO DO LUCRO TRIBUTÁVEL — PROVA DA APREENSÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS — Cabe à contribuinte a prova de que no momento da ação fiscal seus livros e documentos contábeis e fiscais estavam apreendidos pela Polícia Federal. A não apresentação do Termo de Apreensão lavrado pelo órgão competente, discriminando os elementos retidos, inviabiliza a alegação de que esses livros não foram entregues à fiscalização por motivos alheios à vontade da autuada. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos para suprir a omissão apontada, sem, contudo, alterar a decisão consubstanciada no acórdão n° 108-09.672 de 14/08/2008, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. • • Nelson Lósso illio — esidente e Relator . 1 0 8 JUL Min EDITADO EM: Presentes os seguintes Conselheiros: Nelson Lósso Filho (Presidente), Carlos Alberto Donassolo, André Ricardo Lemes da Silva (Suplemente Convocado), Darei Mendes de Carvalho Filho (Suplente Convocado), Nereida de Miranda Finamore Horta, Orlando Jose Gonçalves Bueno (Vice Presidente da Tuinia). Ausente justificadamente a Conselheira Valeria Cabral Géo Verçoza. Relatório Após o despacho do Presidente desta Colenda Câmara, fls. 521, retornam os autos para exame do pedido foimulado pela embargante, com base no § 2 0 do art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 256/2009, denominado de "Embargos de Declaração", por entender o peticionário existir omissão e contradição no Acórdão n° 108-09.672, prolatado na sessão de 14 de agosto de 2008, apresentando em seu arrazoado de fls. 514/518 o seguinte: - "A embargante após longo procedimento fiscal, foi penalizada com a lavmtura de Autos de Infração referentes à IRPJ, PIS, COFLVS e CSSL, através de arbitramento de lucros, como consta do relato fiscal. " ... tendo em vista que o contribuinte notificado a apresentar os livros e documentos da sua escrituração, conforme Termo de Início de Fiscalização e termo (s) de intimação subseqüentes, não os apresentou alegando inatividade, omitindo, assim, a elevada movimentação bancária junto às instituições financeiras Banco do Brasil SIA e Banco da Amazônia S/A entre 1998 e 2000." Sustentou a recorrente desde o inicio que seus livros e documentos foram apreendidos pela Polícia Federal (fato citado pelo Sr. Relator às fls. 1496- item 4 do relatório). Não obstante, nenhuma palavra a respeito no Voto condutor do Acórdão, restando clara, portanto, a omissão do julgado nesse ponto, que, aliás, é da maior importância para o deslinde da questão. No Acórdão recorrido, mais precisamente o consignado no trecho infi-atranscrito (fls. 1498), o i. Conselheiro Relator afirma não ter a embargante juntado qualquer documento a favor de seu direito. • 'Todos os elementos trazidos aos autos militam contra a contribuinte, que em nenhum momento logrou, por elementos probantes, colocar em dúvida a acusação comida no trabalho fiscal. Pelo contrário, permanecem incólumes todas as provas coletadas pelo Fisco. As esparsas alegações apresentadas pela empresa não conseguiram ilidir a constatação da irregularidade detectada pela fiscalização, a ocorrência de omissão de receitas. Não junta 2 • Processo n° 10215.000465/2002-79 SI-C2T2 Acórdão n.° 1202-00.290 Fl. 2 - a • essoa "urídica nenhum documento ou ual uer outro elemento que justifique a falta de recolhimento da receita tributável. Logo em seguida, o Acórdão embargado, com essa motivação (falta de apresentação de livros e documentos), conclui pela "correta" adoção do arbitramento. Resulta evidente a contradição, isto porque, como poderia a embargante juntar as provas (livros/documentos) se estavam apreendidos pela Polícia Federal, fato que, além de pleno conhecimento das autoridades, foi reiteradamente noticiado em suas peças de defesa (impugnação/recurso voluntário). No processo administrativo fiscal, nos termos do art. 5°, inciso LV, da Constituição Federal, deve ser assegurada a ampla defesa com a produção das provas requeridas pela parte necessárias a sua defesa. In casu, o acórdão foi flagrantemente omisso/contraditório, porquanto não foi atendido pleito anterior ao julgamento, consubstanciado na diligência requerida que seria de• vital importância para provar cabalmente as verossímeis alegações da ernbargante, consubstanciada na obtenção dos livros e documentos apreendidos pela Polícia Federal e/ou pela realização de prova indireta nas empresas Agropecuária Da Mata S/A e Frango Modelo S/A. Com efeito, simplesmente a Embargante foi impedida (Pelo próprio Estado) de produzir as provas, o que não pode redundar em seu prejuízo, tudo em frontal violação de seu direito de defesa e do devido processo legal. Pelo exposto, evidenciado que o Acórdão carrega máculas que estão a merecer os devidos reparos (omissão - contradição), pugna a embargante pelo acolhimento de seus Embargos." No julgamento do mérito, deliberou a extinta Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes "por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.", corno consta registrado naquela ata de julgamento, traduzida na folha de rosto do acórdão embargado, fls. 493. É o Relatório. / • 3 Voto Conselheiro NELSON LÓSSO FILHO Relator Vieram-me os autos em atendimento ao despacho do Presidente da 2 a Câmara da 1' Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, para que seja examinado o pedido manifestado pelo embargante às fls. 514/518, que vislumbrou ter ocorrido omissão e contradição no voto, conforme consta do Relatório. Acolho os embargos opostos em virtude de restar configurada a omissão - apontada. • Vejo que o posicionamento adotado pela decisão do acórdão embargado foi resumido pela seguinte ementa: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Anos-calendário: 1998 a 2000 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — INDEFERIMENTO DE PERÍCIA - O pedido de realização de perícia está sujeito ao que determina o inciso IV do artigo 16 do Decreto n° 70.235/72. Além disso, ela também se submete a julgamento, não implicando deferimento automático, mormente quando a negativa é fundamentada na inexistência de início de prova que a justificasse. OMISSÃO DE RECEITAS — FALTA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DE DEPÓSITOS BANCÁRIOS - A presunção legal de omissão de rendimentos, prevista no art. 42 da Lei n° 9.430 de 1996, autoriza o lançamento com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo. IRPJ - LUCRO ARBITRADO - FALTA DE APRESENTAÇÃO DE LIVROS CONTÁBEIS E FISCAIS - A falta de apresentação pela fiscalizada de livros e documentos contábeis e fiscais impossibilita a apuração do Lucro Real ou do Lucro Presumido, restando como única forma de tributação o arbitramento do lucro tributável. IRPJ — APLICAÇÃO DA MULTA QUALIFICADA — A conduta da contribuinte de deixar de registrar a movimentação financeira de conta-corrente de sua titularidade, não informando a totalidade de suas receitas na declaração de rendimento entregue ao Fisco como inativa, praticando omissão de receitas durante anos consecutivos, denota o elemento subjetivo da prática dolosa e enseja a aplicação de multa qualificada pela ocorrência de fraude prevista no art. 72 da Lei n°4.502/1964. PIS — COFINS E CSL - LANÇAMENTOS DECORRENTES - decidido no julgamento do lançamento principal do Imposto de Renda Pessoa Jurídica faz coisa julgada nos dele decorrentes, no mesmo grau de jurisdição, ante a íntima relação de causa e efeito entre eles existente. 9(9 4 Processo n° 10215.000465/2002-79 S1-C2T2 Acórdão n.° 1202-00.290 Fl. 3 Recurso Voluntário Negado." - Após analisar as argumentações apresentadas e confrontá-las com o acórdão embargado, concluo que restou provada imperfeição no voto proferido, por ter deixado de se manifestar a respeito da alegação da impossibilidade de disponibilização de livros à autoridade fiscal em virtude de sua apreensão pela Polícia Federal. Segundo a descrição dos fatos do auto de infração, o motivo que levou o Fisco a arbitrar o lucro tributável foi a não entrega de livros e documentos contábeis e fiscais, tendo à época da intimação fiscal a empresa justificado o seu não atendimento alegando estar inativa, apresentando inclusive declaração de inatividade à Receita Federal do Brasil. Sustenta a contribuinte em seu recurso que o arbitramento do lucro teria sido imotivado, haja vista os livros não estarem disponíveis por causa de sua apreensão pela Policia Federal. Não consta dos autos qualquer documento da Policial Federal discriminando a apreensão de livros e documentos contábeis e fiscais da pessoa jurídica autuada, que viesse a ilidir o arbitramento do lucro tributável. Incumbe a quem alega a prova dos fatos, pois qualquer apreensão de livros e documentos contábeis e fiscais deve ser respaldada por Termo consubstanciado da autoridade responsável pelo evento. Em nenhum momento, desde a fiscalização ate a fase recursal, a empresa trouxe aos autos o documento fundamental para apoiar sua alegação, o Termo de Apreensão da Polícia Federal, relatando a apreensão dos livros e documentos, se limitando apenas a solicitar diligência para produzir tais provas. Assim, não restando provado que a falta de apresentação de livros contábeis e fiscais, além de seus documentos de suporte, à auditoria da Receita Federal do Brasil se deveu a evento alheio à vontade do contribuinte, correto o arbitramento do lucro tributável adota-do pela autoridade fiscal. Pelos fundamentos expostos, voto no sentido de acolher dos embargos opostos para suprir a omissão apontada, sem, contudo, alterar a decisão consubstanciada Acórdão n° 108-09.672, prolatado na sessão de 14/08/2008. Nelsoriró
score : 1.0
Numero do processo: 13603.000376/2004-17
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 201-00.678
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência.
Nome do relator: Walber Jose da Silva
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RESOLUÇÃO N2 201-00.678 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ÁGUAS .MINERAIS IGARAPE LTDA. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. Sala das Sessões, em 25 de abril de 2007. ii't . : - sefa Maria Coelho Marques Presidente 4Walbei,José da Silva Relato ' Participaram, ainda, da presente resolução os Conselheiros Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eca, Mauricio Taveira e Silva, Antônio Ricardo Accioly Campos, José Antonio Francisco, Cláudia de Souza Arzua (Suplente) e Gileno Gurjão Barreto. 1 2Art.' ' Processo n (-1 Recurso n2 Recorrente Ministério da Fazenda I MF Segundo Conselho de Contribuintes : 13603.006376/2004-17 - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINiEg CONFERE 0C!..1 0 ORIG:NAL Brasliia, 2Q CC-NIF Fl. : 126.688 Márcia Cris? (iarcia Mat ! : AGUAS MINERAIS IGARÉ1TÍi51 RELATÓRIO Contra a empresa ÁGUAS MINERAIS IGARAPÉ LTDA., já qualificada nos autos, foi lavrado auto de infração para exigir o pagamento de IPI, relativo a fatos geradores ocorridos no período de 01/99 a 06/01, tendo em vista que a Fiscalização constatou que a interessada escriturou indevidamente créditos básicos de IPI e deu saída a produtos coin insuficiência do imposto, conforme Termo de Verificação Fiscal de fls. 44/51. Inconformada corn a autuação, a empresa interessada impugnou o lançamento, cujos argumentos de ri,r•fp.Q54 pcztãn sintetizados no Relatório cin eArciiin recorricin, que lei() em sessão (fls. 228/232). A 3 2. Turma de Julgamento da DRJ em Juiz de Fora - MG manteve parcialmente o auto de infração para excluir o crédito tributário apurado ate 30/09/2000, nos termos do Acórdão DRJ/JFA ri2 1.598, de 12/07/2002. A ini:eicssat.la tomou ciência da clecisdc.; de prinicira 11131C/111C1 1.11-J -1:- /1 llinArl') -/k// fl. 250, e interpôs recurso voluntário no dia 11/11/2002, no qual repisa os argumentos da impugnação. No dia 30/07/2003 solicitou a desistência parcial do recurso voluntário, conforme pedido de fl. 286, mantendo o recurso voluntário quanto à redução indevida do IPI na industrialização de refrigerantes. ADRF em Contagem - MG intimou a recorrente a apresentar planilha discriminando os débitos para os quais houve desistência e para os quais manteve o recurso voluntário (fl. 290). Em atenção à intimação da DRF em Contagem - MG, a empresa interessada encaminhou, como solicitado, as planilhas de fls. 306/312. Na planilha **Refrigerantes - Total do IPI a Cobrar" (fls. 311/312) está consignado o valor do crédito tributário para o qual a recorrente manteve o recurso voluntário, isto 6, este é o crédito tributário litigioso. O crédito tributário transferido do Processo n 13603.001408/2001-41 (processo original) para este processo foi o relacionado na planilha de fl. 319, exceto o de 1-06/2001, que diferente. 0 processo foi encaminhado a este Segundo Conselho de Contribuintes e a mim distribuído no dia 27/02/2007 (fl. 328). E o relatório. — Ministério da Fazenda Segundo Conselho Conselho de Contribui Ms- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O CRIGNAL Processo : 13603.000376/2004-17 BrasQIJD4 /02- Recurso n2 : 126.683 Márcia Cri. ,.;reira Garcia CC-NIF Fl. VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR WALBER JOSÉ DA SILVA 0 recurso voluntário é tempestivo, está instruido com a garantia de instância e atende as demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. Como relatado, a recorrente desistiu parcialmente do recurso voluntário para manter o litígio relativo 6. redução indevida de IPI na industrialização (e saída) de refrigerantes. 0 valor do crédito tributário constituído em razão da infração cujo litígio permanece nestes autos é o relacionado nas planilhas elaboradas pela Fiscalização (fls. 52/63), cujo valor do imposto lançado, em cada decêndio, coincide com o informado pela recorrente nas planilhas dells. 311/312. Ocorre que os débitos transferidos para este processo são diferentes dos débitos para os quais permanece o iitígiõ. conforme demonstrativo constante no final deste voto. Os valores dos débitos deste processo são os mesmos dos demonstrativos de fls. 318/319, exceto o de 01-06/2001, apresentado pela recorrente, não se sabe se por mote próprio ou por solicitação informal da unidade preparadora da SRF. . 0 certo é que, nestas condições, a recorrente está reconhecendo a procedência dos valores lançados e relativos a infração que continua contestando. O fato de os valores pagos ou parcelados no Paes serem uma parcela do lançado em nada altera a conclusão de que, mantidos os créditos deste processo na forma corno estão, concorda com os fatos a ela imputados, relativo a saída de produtos corn insuficiência de imposto, pondo fim ao Isto, no entanto, é conflitante com o pedido de desistência parcial do recurso voluntário, evidenciando a existência de erro de fato na instrução deste processo, devendo os autos retornar à DRF em Contagem - MG para apurar se os débitos mantidos neste processo estão corretos e se a recorrente, efetivamente, pagou ou parcelou parte dos débitos lançados em razão da saída de produtos com insuficiência de imposto. Ern face do exposto, voto no sentido de converter o julgamento do recurso em diligência à repartição de origem para ratificar ou retificar os débitos controlados neste processo e, em caso de ratificação, infolinar se a recorrente pagou ou parcelou parte dos débitos relativos à infração "saída de produtos com insuficiência de imposto - . Sala das Sessões, em 25 de abril de 2007. / . WAtBER: JOSÉ DA`SILVA I.
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Numero do processo: 10680.027004/99-81
Data da sessão: Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/02/1990 a 31/03/1992
FINSOCIAL. FALTA DE RECOLHIMENTO. DECADÊNCIA.
INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 45 DA LEI N° 8.212/91.
Com a edição da súmula vinculante n0 08 do Supremo Tribunal Federal, afasta-se o prazo decadencial previsto no artigo 45 da Lei no 8.212/91.
Recurso Especial do Contribuinte Provido.
Numero da decisão: 9303-000.467
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso especial.
Nome do relator: Susy Gomes Hofmann
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/02/1990 a 31/03/1992 FINSOCIAL. FALTA DE RECOLHIMENTO. DECADÊNCIA. INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 45 DA LEI N° 8.212/91. Com a edição da súmula vinculante n0 08 do Supremo Tribunal Federal, afasta-se o prazo decadencial previsto no artigo 45 da Lei no 8.212/91. Recurso Especial do Contribuinte Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Susy Gomes Hoffmann, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Rodrigo Cardozo Miranda, José Add() Vitorino de Morais, Maria Teresa Martinez LOpez, Leonardo Siade Manzan e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Trata-se de recurso especial interposto pelo contribuinte. 0 objeto do auto de infração é a falta de recolhimento da contribuição ao Finsocial no período perpassado entre 28/02/1990 e 31/03/1992 (fl. 03). Consoante o termo de verificação fiscal constante de fl. 16, tem-se que transitou em julgado acórdão do TRF 1° Regido, declarando a constitucionalidade do art. 28 da Lei n° 7.738/89 a partir de 1990, sendo devida as contribuição ao Finsocial concernentes ao período de janeiro de 1990 a março de 1992. 0 contribuinte depositou em juizo os valores relativos a tal tributo, referentes aos meses de fevereiro a abril de 1990 e julho de 1991 a março de 1992. Quanto aos demais meses, o contribuinte efetuou o recolhimento do tributo. Em 03/11/1997, foi autorizado o levantamento dos valores depositados, o que ensejou a lavratura do auto de infração. 0 contribuinte, em impugnação (fls. 22132), preliminarmente, aduziu a ocorrência da decadência do direito do fisco de constituir o crédito tributário versado nos autos, defendendo que o prazo qüinqüenal previsto no art. 150, § 4°, do CTN, constitui prazo decadencial. Defendeu a decadência, ainda, mesmo se for considerado o disposto no art. 173 do CTN. No mérito, argumentou que, com a edição da MP n° 1.542/97, a União, segundo decisão do STF, ficou impedida "até de lançar mão de depósitos judiciais de ações propostas por prestadoras de serviço". Finalmente, na hipótese de procedência da ação fiscal, refutou a aplicação de qualquer penalidade, correção monetária e juros, já que, ao levantar os valores depositados judicialmente, agiu com respaldo de decisão judicial que determinou a expedição dos respectivos alvarás, nos autos do Mandado de Segurança n° 89.0001257-2 em que figurou como parte. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento (fls. 41/48) afastou a preliminar de decadência alegada pelo contribuinte. Expôs que o prazo decadencial relativo contribuição ao Finsocial é de dez anos, corn base no disposto o art. 102 do regulamento do Finsocial (Decreto n° 92.698/86), e art. 45 da Lei n° 8.212/91. No mérito, afirmou-se que o Finsocial referente aos períodos fiscalizados é devido, diante do acórdão, já transitado em julgado, do TRF da 1° Regido, que afastou a exigência de tal tributo, com a nova base de cálculo (art. 28 da Lei n° 7.738/89), apenas no exercício de 1989, com base no principio da anterioridade. A majoração das aliquotas, para as empresas exclusivamente prestadoras de serviços, foram aceitas pelo STF. Ressaltou que o art. 18 da MP n° 1.542/96 não se aplica às empresas exclusivamente prestadoras de serviço, como o caso do contribuinte. Refutou o pedido de afastamento da multa e juros, por não ser questão que implique discricionariedade por parte do administrador, em face de descumprimento de obrigação tributária. Em recurso voluntário (fls. 52/61), o contribuinte reiterou as alegações já perpetradas, relativamente à decadência e A. inaplicabilidade da multa de oficio, juros e correção monetária. A antiga Segunda Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes não acatou a alegação de decadência, no seguinte sentido: "Destarte, conforme o disposto no art. 45 da lei no 8.212/91, seguindo-se também a jurisprudência da Câmara Superior de 2 Processo n° 10680.027004/99-81 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-00.467 Fl. 183 Recursos Fiscais- Acórdão CSRF n° 02-01.655- considera-se de dez anos o prazo para a constituição de crédito tributário relativo ao Finsocial, tendo em vista tratar-se de contribuição social. No caso em tela, tendo o fato gerador mais antigo ocorrido em 28/02/90, a Fazenda Nacional poderia constituir o crédito tributário até 28/02/2000. Tendo sido o lançamento cientificado contribuinte em 02/12/99, obviamente não se verifica a ocorrência da decadência". Em relação ao pedido de afastamento de imposição da multa e acréscimos legais, rejeitou-o, tendo em vista que a aplicação da analogia, alegada pelo contribuinte, somente pode ocorrer em face de uma lacuna legislativa, o que não ocorre na hipótese. No presente recurso especial de divergência (fls. 100/111), o contribuinte renovou seus argumentos relativos à concretização da decadência, ressaltando que o art. 45 da Lei n° 8.212/91 aplica-se apenas aos "créditos previdencidrios de natureza não-tributária, que não é o caso do Finsocial. Sendo essa contribuição social um tributo, instituído com base no art. 195 da CF188, mesmo que destinado ao financiamento da Seguridade Social, submete-se às regras aplicáveis a todos os demais tributos, quais sejam, o CTN, norma complementar, superior, portanto, a Lei n° 8.212/91, de natureza ordinária". Em contra-razões, a Procuradoria da Fazenda Nacional suscitou o argumento de que, segundo o art. 22-A do regimento interno da Camara Superior de Recursos Fiscais, o Conselho de Contribuintes não possui competência para declarar a inconstitucionalidade de lei. Assim, não havendo declaração por parte do STF de que a Lei n° 8.212/91, em seu art. 45, choca-se com a Constituição, aquele órgão não poderia acatar a tese de que o referido dispositivo disciplina matéria constitucionalmente conferida a lei complementar. Lembrou que a simples não aplicação da norma, consoante o entendimento do STF, constitui-se em declaração de inconstitucionalidade. Por outro lado, aduziu que o art. 45 da Lei n° 8.212/91 não adentra competência destinada a lei complementar, mais especificamente do Código Tributário Nacional, uma vez que não estabelece norma geral em matéria de decadência. Pelo contrário, harmoniza-se com o expressamente disposto no art. 150, § 4°, daquele diploma, que "prevê a edição de norma especifica, que estipule prazo decadencial para a homologação do pagamento". 0 contribuinte manifestou-se as fls. 156/159 dos autos. Apresentou decisão desta Camara Superior (recurso n° 101-129.203, processo n° 10830.001570/00-53, rel. Cons. Cândido Rodrigues Neuber, de 05/12/05) em que se aplicou a norma do art. 150, § 4 0 , do CTN. Transcreveu o voto do eminente relator, em que se ressaltou que a decisão não consubstanciou juizo de constitucionalidade, "mas mero prestigio à Constituição Federal e à lei complementar". Reputou que o art. 45 da Lei n° 8.212/91 constitui usurpação de competência do legislador ordinário e que a aplicação do indigitado dispositivo daria ensejo a que se alegasse que "a decisão recorrida teria julgado inconstitucional o art. 146, inciso III, "h" da Constituição Federal, bem como os art. 150, § 4° e 173, ambos do Código Tributário Nacional, e declarado constitucional o art. 45 da Lei n° 8.212/91". o relatório. 3 Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora 0 presente recurso especial atende a todos os requisitos de admissibilidade, de modo que deve ser conhecido. A celeuma travada nos autos, envolvida na divergência jurisprudencial suscitada pelo recorrente, perdeu relevância, em favor do contribuinte, em virtude da edição da súmula vinculante n° 08 do Supremo Tribunal Federal, publica no Diário Oficial da Unido em 20/06/2008 corn o seguinte enunciado: "Em sessão de 12 de junho de 2008, o Tribunal Pleno editou os seguintes enunciados de súmula vinculante que se publicam no Diário da Justiça e no Diário Oficial da União, nos termos do sç 4" do art. 2" da Lei n° 11.417/2006: Súmula vinculante n°8 - Sao inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5° do Decreto-Lei n°1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n" 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Precedentes: RE 560.626, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 556.664, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.882, rel. Min. .Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.943, rel. Min.Cármen Lúcia, j. 12/6/2008; RE 106.217, rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 12/9/1986; RE 138.284, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28/8/1992. Legislação: Decreto-Lei n" 1.569/1997, art. 5', parágrafo único Lei n° 8.212/1991, artigos 45 e 46 CF, art. 146, III Brasilia, 18 de junho de 2008. Ministro Gilmar Mendes Presidente" (DOU n° 117, de 20/06/2008, Seção I, pág. 1). No presente caso, o objeto do auto de infração é a falta de recolhimento da contribuição ao Finsocial no período perpassado entre 28/02/1990 e 31/03/1992, sendo lavrado em 06/12/1999. Tendo-se em conta o prazo decadencial de cinco anos para a Administração Tributária constituir o crédito tributário, independentemente, na presente hipótese, que se adote a regra prevista no art. 150, § 4°, ou a disposição do art. 173, inciso I, ambos do CTN, caracterizada está a decadência, consoante pugnado pelo recorrente. 4 Processo n° 10680.027004/99-81 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303 -00.467 Fl. 184 Diante do exposto, dou provimento ao presente recurso especial, para reconhecer a decadência do direito do Fisco de constituir os créditos tributários versados nos autos, já que transcorridos mais de sete anos entre o último fato gerador apurado (31/03/1992) e a data da lavratura do auto de infração (06/12/1999). 5
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Numero do processo: 00980.008349/82-96
Data da sessão: Mon Jun 30 00:00:00 UTC 1986
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Decisão: RESOLVEM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Edwaldo Reis da Silva
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-09-17T16:30:27Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 3; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-09-17T16:30:27Z; Last-Modified: 2013-09-17T16:30:27Z; dcterms:modified: 2013-09-17T16:30:27Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:d20f9d5f-0e5c-4c91-ac04-1c393496de94; Last-Save-Date: 2013-09-17T16:30:27Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-09-17T16:30:27Z; meta:save-date: 2013-09-17T16:30:27Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-09-17T16:30:27Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-09-17T16:30:27Z; created: 2013-09-17T16:30:27Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-09-17T16:30:27Z; pdf:charsPerPage: 1107; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-09-17T16:30:27Z | Conteúdo => PROCESSO N9 0980/008.349/82-96 MINISTÉRIO DA FAZENDA . cm_ SessElode 3.0..de 'unho de198.6. ACORDÃO N.° Recurso n.° RP/303 -0.863 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: CASP S/A INDÚSTRIA E COM2RCIO REsoLugAo N9-CSRF/03-0.024 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. RESOLVEM os Membros da Camara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, converter. o julgamento em dili- gência, nos termos do voto do Relator. Sala da es (DF), 30 de junho de 1986. • SEBASTIle GUES CABRAL ,FWALDO REIS DA ILVA - VICE-PRESIDENTE NO EXERCÍCIO DA PRESI- D2NCIA - RELATOR LUIZ FERNANDO OTVEI1J DE MORAES - PROCURADOR DA FAZEN- DA NACIONAL Participaram, ainda, do presqtite julgamento, os seguintes Conselhei- ros: WILFRIDO AUGUSTO MARQUE ' , HÉLIO LOYOLLA DE ALENCASTRO, FRANCIS- CO MARTINS LEITE CAVALCANTE (Suplente Convocado), JOSE FAÇANHA MAME- DE, PAULO CÉSAR DE AVILA E SILVA e URGEL PEREIRA LOPES.. Presente o patrono. do sujeito passivo: Dr. BENTO CANDIDO DE ANDRADE FILHO. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N? 0980/008.349/82 - 96 RECURSO N9: RP/303-0.863 RESOLUÇÃO CSRF/03-0.024 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: CASP S/A INDUSTRIA E COMÉRCIO RELATÓRIO 0 recurso especial interposto pelo Sr. Procurador da Fazenda Nacional junto a 3 Câmara do E. Terceiro Conselho de Constribuintes visa a reforma do Acórdão n9 303-24.109/85 (f is. 595/612), que deu provimento ao Recurso n9 106.873, de interesse da empresa CASP S/A Ind. e Comercio, estabelecida na Capital do Estado de Sao Paulo. Trata o processo de irregularidades em operações de exportação, que teriam sido praticadas pela referida _empresa, conforme consta do Auto de Infração de fls. 512/513, lavrado pela Fiscalização da Delegacia da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Es tado do Parana. , sendo a mesma responsabilizada pela penalidade ad ministrativa prevista no art. 66, alínea a, da Lei n9 5.025, de 10.06.66, que dispõe sobre o intercâmbio comercial com o exterior. Outrossim, as operações inquinadas de irregulares estavam autori- zadas pelas Guias de Exportação da Cacex sob n9s 18-82/6.301 e 18-82/4495, consoante relatório final e map‘as demonstrativos de fls. 498/509 e documentação de fls. 1/497. DMF - DF /19 C-C - Secgraf - 1600/75 SERMONBLICOFEMML PROCESSO N9 0980/008.349/82-96 2. Resolugão.n9-CSRF/03-0.024 A exigência foi impugnada pela exportadora, masman_ tida integralmente pela autoridade julgadora de primeira instan- cia, subindo o processo a aprec iaç ão da douta 3 Camara do refe- rido Conselho, em grau de recurso voluntário. O Colegiado recorrido, por maioria de votos, deci diu dar provimento ao apelo da exportadora, conforme se v& dares pectiva ementa, in verbis: "Fraude a exportação. Lei 5.025/66. Nos ter- mos do art. 66, ha que ser inequívoca. Erros ou omissOes, sem intenção de fraudar norma legal apli cavel, constituem-se em mera irregularidade não punível. Art. 65 da mesma Lei. Variação para i mais inferior a 10% quanto ao prego desde que não con- comitante com variação quanto ao peso, destipifi- ca a infração. Recurso provido." Do exame acurado dos autos, conclui este relator que osmesmosdeverão ser objeto de diligência a Carteira de Co- mêrcio Exterior-CACEX, do Banco do Brasil, pelas razões expostas a seguir. 2 o relatório. de- ALDO REIS DA SILVA - RELATOR. SERVIÇO POBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0980/008.349/82-96 3. Résolução n9-CSRF/03-0._ 024 VOTO Conselheiro EDWALDO REIS DA SILVA, relator. Como se vê do relatório, supra, gira a controvér- sia dos autos em torno da aplicação, a empresa exportadora, orare corrida, da penalidade administrativa prevista no art. 66, alínea a, da citada Lei n9 5.025/66. Tratando-se, pois, de operações de exportação em cujo processamento são apontados aspectos irregulares, inclusive de natureza cambial, entendo imprescindível, na espécie, a previa audiência da Carteira de Comercio Exterior-Cacex, do Banco do Bra sil, nos termos do pardgrafo único ao art. 74 da referida Lei n9 5.025/66. Assim, voto, no sentido de converter-se o julgamen- to do recurso em diligencia àquele Orgao controlador das exporta- gOes, para que se digne de manifestar-se a respeito. Brasilia D.F., 30 de junho de 1986.
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Numero do processo: 13687.000083/2003-68
Data da sessão: Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2003 COMPENSAÇÃO. ESTIMATIVAS. INSUFICIÊNCIAS DE SALDOS NEGATIVOS. EXIGÊNCIA EM PROCESSO DISTINTO. ACATAMENTO. Se as supostas insuficiências de estimativas integrantes do saldo negativo de IRPJ e de CSLL do ano-calendário em discussão, são já objeto de exigência em processos de execução fiscal, devem, elas, ser integralmente acatadas.
Numero da decisão: 1803-000.481
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer os direitos creditórios de R$ 6.178,79 de IRPJ e de R$ 6.606,48 de CSLL, além dos já anteriormente admitidos pela DRF de origem, homologando as compensações até os limites dos valores acima, , devendo, eventual saldo, ser objeto de restituição, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: Sérgio Rodrigues Mendes
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2003 COMPENSAÇÃO. ESTIMATIVAS. INSUFICIÊNCIAS DE SALDOS NEGATIVOS. EXIGÊNCIA EM PROCESSO DISTINTO. ACATAMENTO. Se as supostas insuficiências de estimativas integrantes do saldo negativo de IRPJ e de CSLL do anocalendário em discussão, são já objeto de exigência em processos de execução fiscal, devem, elas, ser integralmente acatadas. Fl. 331DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/09/2 011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 13687.000083/200368 Acórdão n.º 180300.481 S1TE03 Fl. 322 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer os direitos creditórios de R$ 6.178,79 de IRPJ e de R$ 6.606,48 de CSLL, além dos já anteriormente admitidos pela DRF de origem, homologando as compensações até os limites dos valores acima, , devendo, eventual saldo, ser objeto de restituição, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Benedicto Celso Benício Júnior, Walter Adolfo Maresch, Luciano Inocêncio dos Santos, Sérgio Rodrigues Mendes e Roberto Armond. Fl. 332DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/09/2 011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 13687.000083/200368 Acórdão n.º 180300.481 S1TE03 Fl. 323 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 237 e 238): A contribuinte acima identificada apresentou Declaração de Compensação dos débitos listados à fl. 01 com créditos do IRPJ e da CSLL, ambos do anocalendário de 2002, nos valores de R$ 11.379,97 e de R$ 9.121,70, respectivamente, conforme demonstrativo do saldo negativo à fl. 02. No Despacho Decisório n° 376 DRF/UBE, de fls. 108/112, a autoridade competente resolveu reconhecer parcialmente o direito creditório, nos valores originários de R$ 27.653,47 e R$ 22.482,90, respectivamente, ao saldo negativo da CSLL e do IRPJ, e homologar parcialmente as compensações ora em análise, bem com indeferir os pedidos de restituição listados a fl. 109, por insuficiência de crédito. Regularmente cientificada, conforme "AR" de fl. 127, a interessada apresentou a manifestação de inconformidade, de fls. 128/135, na qual: apresenta breve relato, informando que apurou prejuízo fiscal na DIPJ/2002 e DIPJ/2003, que possuía saldos negativos em 31/12/2001, a título de IRPJ e CSLL, nos importes de R$ 26.225,76 e de R$ 24.271,92, respectivamente, e que, em 30/11/2004, paralisou suas atividades, entregando, a partir do exercício de 2005, DIPJ Anual Lucro Real, como empresa "INATIVA"; esclarece que os saldos negativos referidos acima, já acrescidos de juros SELIC, juntamente com pagamentos via DARF, foram utilizados na composição dos saldos negativos de 31/12/2002, de IRPJ, no importe de R$ 33.832,26, e de CSLL, no importe de R$ 29.089,38; os valores não compensados e ora cobrados referemse ao montante do saldo negativo de IRPJ e CSLL apurado em 31/12/2002, correspondente às estimativas de outubro e novembro de 2002, no caso do IRPJ (R$ 6.178,79, e às estimativas de outubro a dezembro, no caso da CSLL (R$ 6.606,42), cujas compensações foram lançadas nas linhas "COMPENSAÇÕES SEM DARF", na DCTF do 4° trimestre de 2002, transmitida em 13/02/2003; referidos valores foram inscritos em DAU e são objeto de contestação pela defesa do contribuinte, nos processos 10675.504095/200651 (IRPJ) e 10675.504096/200603 (CSLL); até set/2002, os valores compensados não foram objeto de cobrança pela SRF, porque não tinha se instituído o Fl. 333DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/09/2 011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 13687.000083/200368 Acórdão n.º 180300.481 S1TE03 Fl. 324 4 PER/DCOMP, para que o contribuinte registrasse as compensações, feitas até então apenas pela DCTF; com a normatização do novo processo de compensações, o contribuinte começou a transmitir os PER/DCOMP a partir do 1° trimestre de 2003, ficando o último trimestre de 2002 sem registrar tais valores compensados, originando, à visão da RFB, os débitos encaminhados à PGFN: R$ 6.178,79 (IRPJ) e R$ 6.606,42 (CSLL); ocorreu, todavia, apenas erro material do não preenchimento do PER/DCOMP, e não a compensação de saldo negativo inexistente; o próprio PER/DCOMP informado manualmente só foi protocolado na RFB em 14/05/2003, mesmo tendo sido aprovado o programa para transmissão via internet pela IN SRF 320, publicada em 11/04/2003; passa a discorrer acerca das compensações efetuadas no ano calendário de 2003; conclui que os controles técnico, contábil e fiscal do contribuinte registram que foram respeitados, à exceção da não entrega do PER/DCOMP, os pagamentos de valores complementares quando, de fato, o saldo negativo extinguiuse pelas compensações de direito. Ao final, apresenta pedido de restituição do saldo negativo de IRPJ e CSLL, referente ao anocalendário de 2003 e questionamentos acerca da recuperação de crédito que alega ainda possuir. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 236): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 COMPENSAÇÃO. DECLARAÇÃO. Somente com a entrega da Declaração de Compensação considerase realizada a compensação e apta a produzir os efeitos que lhe são próprios. Solicitação Indeferida Cientificada da referida decisão em 16/10/2008 (A.R. de fls. 245verso), a tempo, em 17/11/2008 (segundafeira), apresenta a interessada Recurso de fls. 247 a 268, instruído com os documentos de fls. 269 a 314, nele argumentando, em síntese: a) que a constituição do crédito tributário ocorre pelo lançamento, e este, por sua vez, demanda atuação do Poder Público, sem o qual não é considerado realizado; Fl. 334DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/09/2 011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 13687.000083/200368 Acórdão n.º 180300.481 S1TE03 Fl. 325 5 b) que o Fisco federal, no entanto, considerou que, a partir do momento em que o Recorrente faz a DIPJ/2003 e a DCTF do 4° trimestre de 2002, a constituição do crédito tributário foi feita por este e, em assim sendo, uma eventual discordância por parte dele (Fisco) não precisava ser cientificada ao Recorrente, previamente, para este se defender, pois foi essa discordância baseada nas alegações deste último; c) que, assim, deve ser extinto o presente Processo Administrativo, por ofensa ao princípio da ampla defesa na constituição do crédito tributário; d) que, no mérito, a diferença apurada no Despacho Decisório provém da desconsideração de compensações realizadas apenas em DCTF, de IRPJ e CSLL relativos a competências do último trimestre de 2002, com estimativas desses tributos; e) que se vê claramente, aqui, a tentativa de tributação de um fato que não traduz signo presuntivo de riqueza, pois se trata de mera estimativa de receita (no caso, lucro), e que, ao final do ano, será ajustada; f) que há uma Execução Fiscal em trâmite na 1ª Vara Cível da Comarca de Ituiutaba, cujo objeto é exatamente os débitos provenientes da diferença apurada entre os valores declarados na DIPJ 2003 pelo Recorrente e os confirmados pelo Fisco no despacho decisório; g) que, quando o Recorrente tentou transmitir PER/DCOMP para restituir os saldos negativos de IRPJ e CSLL do exercício de 2001 (sic) e os DARF's recolhidos em 2002, e foi informado por mensagem de erro que não foi transmitido aquele documento por força do art. 168 do CTN, na realidade houve negativa do Poder Público em conferir tal direito ao sujeito passivo; e h) que é cabível a aceitação dos pedido de restituição feito pelo sujeito passivo (Recorrente), por meio de manifestação de inconformidade, conforme art. 174 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Em mesa para julgamento. Fl. 335DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/09/2 011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 13687.000083/200368 Acórdão n.º 180300.481 S1TE03 Fl. 326 6 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do recurso. Preliminar de cerceamento de defesa Preliminarmente, quanto à arguição de cerceamento de defesa, cabe ressaltar que é estranha ao presente processo, uma vez que a referida insurgência se refere ao fato de as estimativas de IRPJ e de CSLL, informadas pela Recorrente no quarto trimestre de 2002 na Declaração de Informações Econômicofiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) e na Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF), terem sido objeto de envio imediato para a Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN), para fins de execução. Vejase (fls. 250): Pelo raciocínio acima, o Fisco Federal já poderia proceder [à] cobrança administrativa sem oportunização de defesa ao Recorrente, e em caso de não pagamento no prazo definido, haveria, como ocorreu, a inscrição em Dívida Ativa da União. Mérito No mérito, procede a irresignação da interessada. Constou do Voto do acórdão recorrido o seguinte (fls. 238 e 239): A autoridade preparadora, na verificação da legitimidade do crédito pleiteado, conferiu os pagamentos e as compensações para quitação das estimativas do anocalendário de 2002, concluindo pela confirmação dos saldos negativos de IRPJ, no valor de R$ 27.653,47, e da CSLL, no valor de R$ 22.482,90. As diferenças apuradas em relação aos valores pleiteados montam R$ 6.178,79 (IRPJ) e R$ 6.606,48 (CSLL). Tais diferenças resultaram da não comprovação da liquidação das estimativas de IRPJ relativas a outubro e novembro de 2002 e da CSLL relativas a outubro, novembro e dezembro de 2002. Disso discorda a requerente argumentando que efetuou as compensações para liquidação das aludidas estimativas, lançandoas nas linhas "COMPENSAÇÕES SEM DARF" na DCTF do 4° trimestre de 2002, e que, na transição para controle eletrônico das compensações, começou a transmitir PER/DCOMP a partir do 1° trimestre de 2003, ficando o último trimestre de 2002 sem registrar os referidos valores compensados, dando origem, na visão da autoridade administrativa, aos débitos que foram encaminhados para Fl. 336DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/09/2 011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 13687.000083/200368 Acórdão n.º 180300.481 S1TE03 Fl. 327 7 inscrição em Dívida Ativa da União e já estão sendo cobrados pela PGFN e contestados judicialmente pela interessada. Aduz, ainda, que o "erro material" do não preenchimento do PER/DCOMP não o penaliza legalmente na perda do direito às compensações, mesmo porque, antes das diferenças serem ajuizadas, foram justificadas à PGFN, em 30/08/2006, que não se pronunciou aos esclarecimentos do contribuinte, ajuizando o débito questionado. Referido Voto se limitou a contraditar a argumentação da Recorrente do alegado “erro material” do não preenchimento do Per/DComp, omitindose, de todo, de avaliar as consequências da inscrição, em Dívida Ativa da União, das estimativas consideradas não liquidadas por compensação apenas informada em Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF). Para bem compreender a situação do presente processo, mister se faz analisar a planilha a seguir (conf. fls. 70, 74 a 76, 95 a 97 e 102 a 104): S. N. 2003/2002 IRPJ CSLL Declarado 33.832,26 29.089,38 Homologado 27.653,47 22.482,90 Não homologado 6.178,79 6.606,48 ESTIMATIVAS IRPJ CSLL out/02 3.144,57 2.770,57 nov/02 3.034,22 2.829,02 dez/02 1.006,83 Enviado à PFN 6.178,79 6.606,42 Ora, se as supostas insuficiências de estimativas integrantes dos saldos negativos de IRPJ e de CSLL do anocalendário de 2002 que ora se pleiteiam são já objeto de exigência em processos de execução fiscal, não é admissível que se pretenda, aqui, que essas mesmas insuficiências possam resultar na redução dos referidos saldos negativos do ano calendário de 2002. De duas uma: ou aquelas insuficiências inexistem (pela validade da compensação informada apenas em DCTF); ou, se existentes (pela necessidade de preenchimento de Per/Dcomp), serão objeto de obrigação de recolhimento em processos judiciais próprios, pelo que, em qualquer das hipóteses, as estimativas informadas devem ser integralmente acatadas. Nesse sentido, a argumentação da Recorrente, em sua manifestação de inconformidade e no presente Recurso, respectivamente (fls. 133, e 255 e 256): As diferenças subtraídas: R$ 6.178,79 (IRPJ) e R$ 6.606,48 (CSLL), referemse a valores que já estão sendo cobrados pela PGFN e contestados judicialmente pelo contribuinte. Se, em tempo futuro, em juízo, a ação for favorável à União, o contribuinte será obrigado a recolhêlo por decisão judicial. Por Fl. 337DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/09/2 011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 13687.000083/200368 Acórdão n.º 180300.481 S1TE03 Fl. 328 8 via de conseqüência, o saldo de 2003 seria recomposto com tal pagamento. [...]. Vejam bem, senhores Conselheiros, que, ao mesmo tempo em que cobra judicialmente, por meio da Execução Fiscal acima descrita, os débitos acima relacionados, também os cobra administrativamente, já que foi a partir da desconsideração das diferenças de saldo negativo de IRPJ e CSLL apuradas no Despacho Decisório 376 anexo, que o Fisco não homologou compensações efetuadas pelo Recorrente e apreciadas por aquele em tal despacho, bem como pedidos de Restituição, e, em face disso, cobrou supostos débitos referentes às competências de outubro e novembro de 2003 para a CSLL, num montante de R$ 5.293,63, e da competência de agosto de 2003, no valor de R$ 2.792,00. A eventual decisão favorável na Execução Fiscal promoverá um acertamento "em cascata" do saldo negativo do IRPJ e da CSLL, já que os valores desconsiderados a título de saldo negativo de IRPJ e CSLL, no Despacho Decisório 376 [da] DRF/UBE por supostamente as compensações realizadas pelo Recorrente em DCTF apenas, das estimativas das competências de outubro e novembro de 2002, para o IRPJ, e de outubro a dezembro de 2002, para a CSLL, com o saldo negativo destes tributos não terem liquidado tais estimativas não mais o poderão ser, sob pena de se cobrar administrativamente montante já quitado. Tal efeito cascata, acima mencionado, ocasionará, pela inexistência da diferença entre os valores declarados na DIPJ/2003 pelo Recorrente e os confirmados pelo Fisco no Despacho Decisório 376, urna homologação dos valores compensados pelo Recorrente nas Declarações de Compensação analisadas no retro Despacho 376, e, por sua vez, não haverá valores a recolher, perdendo o objeto a presente cobrança. Pedido de restituição pleiteado em manifestação de inconformidade Constou da manifestação de inconformidade apresentada pela Recorrente, o seguinte (fls. 128 e 134): Providências imediatas: • Esclarecimentos quanto às compensações efetuadas em DCTF no 3° trimestre [de] 2002, e não apresentados PER/DCOMP, o que originou a presente cobrança. • Apuração final de saldo negativo IRPJ/CSLL em 31/12/2003, ainda não compensado, que constituirá PEDIDO DE RESTITUIÇÃO, conforme faculta a legislação, visto que todos os valores pagos por DARFs foram a MAIOR, por apresentar a empresa PREJUÍZO FISCAL nos exercícios consecutivos: 2002 e 2003. Fl. 338DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/09/2 011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 13687.000083/200368 Acórdão n.º 180300.481 S1TE03 Fl. 329 9 [...]. O contribuinte, finalmente, lastreandose no direito que lhe faculta em pedir restituição dos valores apurados em 31/12/2003 como SALDO NEGATIVO do IRPJ e CSLL, apresenta, neste momento, os PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO ora transmitidos via internet, como saldo remanescente apurado na DIPJ 2004, Ano Base 2003, não compensados até a paralisação das atividades da empresa os quais são: [...]. E, face a todas as explicações, justificativas e documentações que seguem em anexo a este trabalho, o contribuinte vem solicitar, no trâmite deste processo administrativo, que se concilie estas informações junto aos controles internos da SRF, de forma a preservar o direito adquirido do mesmo, em recuperar os impostos que efetivamente foram pagos "a maior ou indevidos", por força de que a empresa, nos últimos exercícios antes da paralisação de suas atividades, apurou apenas prejuízos contábeis e fiscais (2002 e 2003). O contribuinte questiona como formalização acessória a tal objetivo: I. Fazse necessária a substituição dos PER/DCOMP referentes compensações de Abril a Setembro de 2003, os quais geraram as diferenças a recolher? Explícito está estes valores a menor na coluna (E), Quadro 2 do CONTRADITÓRIO, informados indevidamente nos PER/DCOMP anteriores entregues, totalizando o montante de R$ 3.261,66 (IRPJ) e R$ 3.200,96 (CSLL). [...]. III. Uma vez que o contribuinte está transmitindo os PER/DCOMP como "Pedido de Restituição" neste momento, e as contascorrentes da empresa foram encerradas, a mesma registrou no PER/DCOMP a conta corrente conjunta dos sócios (cônjuges), sendo o titular: Roberto Medeiros Barros, CPF 507.088.80649, Banco 389, HSBC, Ag. 0862, n° da C/C 00261124. Em possível HOMOLOGAÇÃO das mesmas pela SRF, esta conta é válida? a) Considerando que o contribuinte conseguiu transmitir "apenas" o PEDIDO DE RESTITUIÇÃO alusivo aos recolhimentos de DARFs em 2003, e referente ao período de 2002 apresentou o seguinte ERRO na transmissão: "Período de Apuração do Saldo Negativo com mais de 5 anos em relação ao Artigo 168 do CTN), é possível, conforme se entende no "F1 AJUDA do sistema, o fazêlo na ficha "DEMAIS ESTIMATIVAS COMPENSADAS"? 1° Se afirmativo, o sistema pede número de processo administrativo e n° do PER/DCOMP, então como proceder? Fl. 339DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/09/2 011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 13687.000083/200368 Acórdão n.º 180300.481 S1TE03 Fl. 330 10 Este já se torna um pedido formal, para identificação do número? 2º Se negativo, o saldo registrado na DIPJ como negativo (indevido ou recolhido a maior) não poderá, em hipótese alguma, ser restituído pelo contribuinte? b) Procederamse recolhimentos anteriores ao exercício de 2003, mas sendo a DIPJ 2004, Ano Base 2003 entregue com saldo NEGATIVO em 31/12/2003, o IRPJ/CSLL pago a maior não está dentro dos 5 (cinco) anos para caducidade do direito de restituição? Ou seja, até 31/12/2008? IV Os únicos valores que foram validados na transmissão dos PER/DCOMP acima então são: os itens da linha (C) nos quadros conclusivos acima: R$ 18.221,09 (IRPJ) e R$ 9.965,36 (CSLL) totalizando R$ 28.186,45. Serão homologados? Versando o presente processo, exclusivamente sobre pedido de restituição e de compensação relativos a saldos negativos de IRPJ e de CSLL do anocalendário de 2002, é impertinente a tentativa de se incluir, em seu bojo, outros créditos alusivos a outro período (anocalendário 2003). Rejeito o pleito nesta parte. Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de DAR PROVIMENTO, EM PARTE, AO RECURSO, para reconhecer os direitos creditórios de R$ 6.178,79 de IRPJ e de R$ 6.606,48 de CSLL, além dos já anteriormente admitidos pela DRF de origem, homologando as compensações até os limites dos valores acima, devendo, eventual saldo, ser objeto de restituição. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 340DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/09/2 011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 13687.000083/200368 Acórdão n.º 180300.481 S1TE03 Fl. 331 11 Fl. 341DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/09/2 011 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES
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Numero do processo: 13839.000383/00-05
Data da sessão: Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2002
Ementa: AÇÃO JUDICIAL - CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO ADMINISTRATIVO - IMPOSSIBILIDADE - A semelhança da causa de pedir, expressada no fundamento jurídico da ação declaratória de inexistência de relação jurídico-tributária, ou mandado de segurança, com o fundamento da exigência consubstanciada em lançamento de oficio, impede o prosseguimento do processo administrativo no tocante aos fundamentos idênticos, prevalecendo a solução do litígio através da via judicial provocada. Qualquer matéria distinta, entretanto, deve ser conhecida e apreciada.
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CREDITO POR DECISÃO JUDICIAL — JUROS DE MORA — INCIDÊNCIA — Ainda que suspensa a exigibilidade do crédito tributário, devem incidir os juros de mora, ex vi do disposto no artigo 161 do Código Tributário Nacional, salvo nos casos de depósito integral.
Recurso negado
Numero da decisão: CSRF/01-04.060
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de
Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Maria Goretti de Bulhões Carvalho e Wilfrido Augusto Marques.
Nome do relator: Mario Junqueira Franco Junior
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Qualquer matéria distinta, entretanto, deve ser conhecida e apreciada. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO POR DECISÃO JUDICIAL — juRnc nP MORA — INCIDÊNCIA — Ainda que suspensa a exigibilidade do crédito tributário, devem incidir os juros de mora, ex vi do disposto no artigo 161 do Código Tributário Nacional, salvo nos casos de depósito integral. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AMUND LTDA ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Maria Goretti de Bulhões Carvalho e Wilfrido Augusto Marques. DISON PEREIRA ROD: " ES PRESIDENTE • d' /um, MÁRIO JUN, ir IRA ANCO JÚNIOR RE OR Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 FORMALIZADO EM: 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros CELSO ALVES FEITOSA, ANTONIO DE FREITAS DUTRA, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, VICTOR LUIS DE SALLES FREIRE, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, REMIS ALMEIDA ESTOL, VERINALDO HENRIQUE DA SILVA, JOSÉ CARLOS PASSUELLO, ZUELTON FURTADO, JOSÉ CLOVIS ALVES, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES e MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS. 2 Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 Recurso n°. : 107-124910 (RD/107-0.273) Recorrente : AMUND LTDA RELATÓRIO Trata-se de recurso especial de divergência, interposto pelo sujeito passivo contra acórdão da colenda Sétima Câmara, assim ementado, no que pertinente a este apelo: 'PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — NORMAS PROCESSUAIS — AÇÃO JUDICIAL E ADMINISTRATIVA CONCOMITANTES — IMPOSSIBILIDADE — A busca de tutela jurisdicional do Poder Judiciário, antes ou depois do lançamento `ex officio', enseja renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito por parte da autoridade administrativa, tornando-se definitiva a exigência tributária nesta esfera. ACRÉSCIMOS LEGAIS — JUROS —CABIMENTO — Não obstante o sujeito passivo esteja sob a tutela do Judiciário, cabível é o lançamento dos acréscimos legais, juntamente com os tributos devidos, mormente quando inexistir medida liminar no sentido de vedar a sua formalização." Pelo despacho concessivo do seguimento, fls. 325, depreende-se permanecerem em litígio duas matérias, a saber: 1- concomitância desta ação administrativa e mandado de segurança impetrado anteriormente à lavratura do auto de infração; 2- incidência de juros de mora mesmo quando o sujeito passivo estiver sob o pálio de medida liminar. 3 Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 Para a primeira questão trouxe o recorrente como paradigma o Acórdão 201-71091/97, com a seguinte ementa: "NORMAS PROCESSUAIS — RENÚNCIA À VIA ADMINISTRATIVA — Não ocorre a renúncia citada quando o contribuinte, anteriormente a lavratura do auto de lançamento, socorre-se da via judicial, principalmente nesta, pretendendo a exclusão da obrigação tributária. Versando o auto de lançamento e a impugnação sobre o crédito tributário, sob pena de preterição do direito de defesa, assegura-se ao contribuinte percorrer a via administrativa, corolário do ato administrativo perpetrado. Processo que se anula a partir da decisão de primeiro grau, inclusive." , Já para a segunda questão trouxe o apelante o acórdão 101- 92.042/98, no qual a colenda Primeira Câmara decidiu por afastar tanto a multa quanto os juros moratórias, por estar o contribuinte protegido por medida liminar, e conseqüentemente suspensa a exigibilidade do crédito tributário. No recurso de fls. 304, alega o recorrente que só há hipótese legal de renúncia, artigo 38 da Lei 6.830/80, quando a propositura de ação judicial se dá 1 após a lavratura do auto. Quanto aos juros moratórios mantidos, cita a divergência acima destacada. Contra-razões, fls. 327, onde a douta Procuradoria traz jurisprudência desfavorável ao pleito do recorrente, pedindo a manutenção do decidido pela Câmara recorrida. É o Relatório. 7/ 4 Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 VOTO Conselheiro MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR, Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade, notadamente as divergências apontadas, muito bem destacadas no despacho de fls. 325. Dele tomo conhecimento. COMCOMITÂNCIA DE AÇÕES Há duas correntes de pensamento no tocante ao tema. A primeira delas procurar discernir o tipo de provimento jurisdicional solicitado ao Poder Judiciário, a fim de estabelecer a existência de conexão entre os processos. Baseia-se, portanto, nas normas contidas nos artigos 1 0, § 2°, do Decreto-Lei 1.737/79 e 38 da Lei 6.830/80, que transcrevo abaixo: "Decreto-Lei 1737, art. 1°, § 2° - A propositura, pelo conttribuinte, de ação anulatória ou declaratória de nulidade do crédito da Fazenda Nacional importa em renúncia do direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto." "Lei 6.830, art. 38 - A discussão judicial da Divida Ativa da Fazenda Pública só é admissivel em execução, na forma desta Lei, salvo as hipóteses de mandado de segurança, ação de repetição do indébito ou ação anulatória do ato declarativo da divida, esta precedida do depósito preparatório do valor do débito, monetariamente corrigido e acrescido dos juros e multa de mora e demais encargos. 5 Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 Parágrafo único - A propositura, pelo contribuinte, de ação prevista neste artigo importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto." Ambos os dispositivos, a meu ver, determinam haver renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa nos casos de clara conexão, tomado o termo processual em sua conceituação, posto que tanto o objeto quanto a causa de pedir são idênticas: a) pedido: na ação anulatória, desconstituição do crédito formalizado pelo lançamento, pretensão esta resistida no sentido da confirmação da definitividade do lançamento, para futura ou concomitante constituição da dívida ativa; b)causa de pedir: ambas as "ações" têm o mesmo fundamento questionado, qual seja o fundamento jurídico do lançamento, bem como os mesmos fatos que originaram o auto de infração ou a notificação. Em resumo, o litígio versa, nas hipóteses legalmente previstas de renúncia à esfera administrativa, sobre um lançamento já efetuado. Entende-se, sem maiores divergências, as razões de fundo do legislador, que buscou evitar decisões contraditórias entre poderes distintos, prevalecendo, como não poderia deixar de ser, o caminho judicial, haja vista ser atividade típica daquele Poder, ao contrário do exercício excepcional e anômalo da jurisdição administrativa. O recurso administrativo perde nesses casos o objeto, e deixa de ser conhecido. Exemplo clássico da corrente que aceita esse entendimento restrito da renúncia à esfera administrativa, encontra-se no Acórdão 101-83.741, do qual os seguintes excertos, com a devida vênia, transcrevo: 6 Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 "Preliminarmente cumpre examinar as conseqüências da Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídico-Tributária, com depósito junto à Caixa Econômica Federal, para os fins de tramitação do processo administrativo fiscal. São esses os comandos legais conhecidos a respeito da renúncia à discussão do crédito tributário nas instâncias administrativas. Neles não se vê referência à Ação Declaratória de Inexistência da Relação Jurídico Tributária, com ou sem depósito. Há precedentes nesta Câmara no mesmo sentido. Dentre outros, o Acórdão n° 101-79.204, de 21.09.89, afirmando que o contribuinte que interpõe ação declaratória de inexistência de relação jurídico tributária com depósito de quantia referente ao tributo discutido não está protegido contra o lançamento tributário, nem está impedido de discutir no âmbito administrativo. Por conseguinte, o presente litígio não sofre restrições, seja quanto à sua instauração, seja quanto à sua tramitação administrativa, por força da medida judicial intentada pela recorrente. Todavia, se a recorrente for vencida nas instâncias administrativas, as autoridades incumbidas de executar o crédito tributário, andarão bem avisadas se ouvirem a Procuradoria da Fazenda Nacional em Ribeirão Preto-SP, sobre a oportunidade de adotarem as providências cabíveis." 7 Processo n°. :13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 Para os doutos Conselheiros que participaram do julgamento só há impedimento à concomitância de processos administrativo e judicial quando houver conexão, ou seja, em discussões acerca de um lançamento já efetuado, conforme os diplomas legais supracitados. A divergência vem daqueles que adotam tese no sentido das determinações do ADN COSIT n° 03/96, das quais as duas primeiras destaco abaixo: "a) a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto; b) conseqüentemente, quando diferentes os objetos do processo judicial e do processo administrativo, este terá prosseguimento normal no que se relaciona à matéria diferenciada (p. ex., aspectos formais do lançamento, base de cálculo, etc.); Tais dizeres nada mais são que as conclusões de parecer interno da Receita Federal, que, por sua vez, fundamenta-se em outro parecer, este agora da autoria do Procurador da Fazenda Nacional Pedrylvio Francisco Guimarães Ferreira, sendo relevante transcrever seus alicerces jurídicos que emanam dos seguintes trechos: "Todavia, nenhum dispositivo legal ou princípio processual permite a discussão paralela da mesma matéria em instâncias 8 Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 diversas, sejam elas administrativas ou judiciais ou uma de cada natureza. Outrossim, pela sistemática constitucional, o ato administrativo está sujeito ao controle do Poder Judiciário, sendo este último, em relação ao primeiro, instância superior e autônoma. SUPERIOR, porque pode rever, para cassar ou anular, o ato administrativo; AUTÔNOMA, porque a parte não está obrigada a percorrer, antes, as instâncias administrativas, para ingressar em Juízo. Pode fazê-lo diretamente. Assim sendo, a opção pela via judicial importa, em princípio, em renúncia às instâncias administrativas ou desistência de recurso acaso interposto. Inadmissível, porém, por ser ilógica e injurídica, é a existência paralela de duas iniciativas, dois procedimentos, com idêntico objeto e para o mesmo fim. Portanto, desde que a parte ingressa em Juízo contra o mérito da decisão administrativa - contra o titulo materializado da obrigação - essa opção pela via superior e autônoma importa em desistência de qualquer eventual recurso porventura interposto na instância administrativa." Este parecer, que a bem da verdade referia-se a caso de título já materializado, portanto quando também em discussão um lançamento efetuado, foi alargado conceitualmente pelo então Sub-Procurador-Geral da Fazenda Nacional que assim aditou: 9 Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 "Nessas condições, havendo fase litigiosa instaurada - inerente à jurisdição administrativa - , pela impugnação da exigência (recurso latu sensu), seguida, ou mesmo antecedida, de propositura de ação judicial, pelo contribuinte, contra Fazenda, objetivando, por qualquer modalidade processual - ordenatória, declaratória ou de outro rito -, a anulação do crédito tributário, o processo administrativo fiscal deve ter prosseguimento - exceto na hipótese de mandado de segurança, ou medida liminar, específico - até a inscrição de Dívida Ativa, com decisão formal da instância em que se encontre, declaratória da definitividade da decisão recorrida, sem que o recurso (latu sensu) seja conhecido, eis que dele terá desistido o contribuinte, ao optar pela via judicial." Todavia, infere-se que aqui também se referia o parecerista a casos em que também em discussão anulação de crédito tributário, ou seja, lançamento já formalizado. Teria então o indigitado ato normativo alargado indevidamente o conceito e, não obstante a inexistência de lançamento, declarado que a propositura pelo contribuinte - por qualquer modalidade processual -, antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa em renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto? A verdadeira questão, independentemente da extensão indevida do ato normativo, tomados os fundamentos de sua edição, diz respeito a se, em verdade, há razão jurídica que impeça o prosseguimento de um processo administrativo quando proposta, antecipadamente à autuação, ação declaratória de inexistência de relação jurídico-tributária ou também mandado de segurança preventivo. Isto porque nos demais casos, em que judicialmente já se discute um to Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 crédito constituído, há legislação específica presumindo a renúncia à esfera administrativa. E aqui reside a divergência. Inclino-me no sentido de que há impedimento à apreciação do mérito comum. Já se salientou em citações acima que "nenhum dispositivo legal ou princípio processual permite a discussão paralela da mesma matéria em instâncias diversas, sejam elas administrativas ou judiciais ou uma de cada natureza". No âmbito do Poder Judiciário, a solução para o problema envolve a determinação das competências de Juízo, através da conexão ou continência, ou até mesmo da litispendência, que deve inclusive ser alegada na primeira oportunidade processual. É ínsito ao direito processual evitar a concomitância de ações conexas ou idênticas, indicando quem exercerá jurisdição sobre uma delas, exclusivamente. Ensina Vicente Greco Filho, in Direito Processual Civil Brasileiro, Ed. Saraiva, 1998, p. 92, que: "Os elementos identificadores da ação, além de indispensáveis às objeções de litispendência e coisa julgada, conforme acima aludido, aparecem em diversas aplicações práticas no curso do processo: a causa de pedir ou o pedido fundamentam a conexão de causas (art. 103 CPC) e a continência (art. 104)". Ainda o mesmo autor, pp. 90/91 do mesmo repertório doutrinário: "...o terceiro elemento da ação é a causa de pedir ou, na expressão latina, causa petendi. Conforme ensina Liebman, a 11 Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 causa da ação é o fato jurídico que o autor coloca como fundamento de sua demanda. É o fato do qual surge o direito que o autor pretende fazer valer ou a relação jurídica da qual aquele direito deriva, com todas as circunstâncias e indicações que sejam necessárias para individuar exatamente a ação que está sendo proposta e que variam segundo as diversas categorias de direitos e de ações. ...A causa de pedir próxima são os fundamentos jurídicos que fundamentam o pedido, e a causa de pedir remota são os fatos constitutivos." Assim, o que se tem na concomitância de uma ação declaratória de inexistência de relação jurídico-tributária - ou mandado de segurança preventivo- não é identidade de objetos, mas sim da causa petendi próxima, identidade do fundamento jurídico, Decidir-se-ia, portanto, a mesma relação jurídico-tributária, i.é, o mesmo fundamento da exigência fiscal. Tal similitude, no campo tributário, é o bastante para, ao prosseguir- se com o processo administrativo, possibilitar antagonismo de decisões entre Poderes distintos, bem como concomitância de análise do mesmo fundamento da exigência por instâncias e Poderes diferentes, em clara afronta ao princípio de direito processual que busca justamente evitar tais conflitos. Outrosssim, a aplicação de princípios processuais jamais significaria cerceamento do direito de defesa do contribuinte, pois justamente em consonância com o devido processo legal e em busca da celeridade processual, para o rápido e preciso alcance da almejada justiça, é que se procura evitar a concomitância de ações com o mesmo fundamento jurídico em instâncias distintas. 12 17'" Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 Adite-se, finalmente, que normalmente há diferenças - que sempre existirão - entre o processo que busca provimento meramente declaratório e a discussão de um lançamento formalizado em auto de infração ou notificação. É o que se dá com argüições de decadência, ou questionamento de multas e acréscimos legais. Para esses fatos e fundamentos distintos, deve-se prosseguir com a discussão na órbita administrativa. Para aqueles em que a causa de pedir for idêntica, prevalecerá a via judicial provocada, devido à sua constitucional atribuição de jurisdição. Por esse motivo surge nestes autos a divergência quanto aos juros de mora, pois, quando do lançamento, encontrava-se o recorrente sob o pálio de medida liminar para que não respeitasse o limite de compensação de prejuízos de 30% do lucro líquido ajustado. Quanto a esta questão defendo o seguinte abaixo. Economicamente juros são frutos de capital, remuneração pelo utilização do dinheiro. Por esta razão, no âmbito civil, se a obrigação é líquida e certa, com prazo determinado, o não pagamento constituí o devedor em mora de pleno jure (artigo 960 do C.C.), não se necessitando de interpelação. Além disso, para juros moratórios, nem é necessário que se alegue prejuízo para ensejar a sua incidência (artigo 1064). Assim, ainda que no Direito Civil a mora deflua de culpa, ela é presumida para o não-pagamento em casos de dívida líquida e com prazordeterminado. 13 Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 No Direito Tributário isto foi ainda mais reforçado com o disposto no artigo 161 do Código Tributário Nacional: " Artigo 161 — O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária." Analisando o dispositivo, ao atualizar o inigualável Direito Tributário Brasileiro de Aliomar Baleeiro, Ed. Forense, 11 a ed., p. 868, afirma ser o mesmo de caráter objetivo, inexistindo investigação de culpa para o atraso no pagamento. É o reforço de proteção aos acréscimos legais ao crédito tributário que o legislador procurou conceder, pois seria sem razão econômica afastarem-se juros durante a discussão sobre a prevalência ou não do crédito tributário. Assim sendo, em quaisquer das hipóteses previstas para suspensão da exigibilidade do crédito tributário no artigo 151 do CTN, com a ressalva do depósito integral, no qual transfere-se o capital para o Estado, devem ser mantidos os acréscimos legais de juros moratórios. No por outra razão que o artigo 5° do Decreto-Lei 1736/79 define que os juros de mora são devidos ainda que existente decisão judicial suspendendo a exigibilidade do crédito, como bem lembra Hiromi Higushi, Ed. Atlas, 27 a ed., p. 570. O mesmo autor aponta que o § 4° do artigo 9° da lei 6.830/80 determina que somente o depósito em dinheiro faz cessar a responsabilidade pelos juros de mora. 14 Processo n°. : 13839.000383/00-05 Acórdão n°. : CSRF/01-04.060 Diversamente, demandando a multa a existência da culpa, foi sabiamente excluída do lançamento, pelo artigo 63 da Lei 9.430/96, quando suspensa por decisão judicial a exigibilidade do crédito. Por tudo aqui exposto, voto por conhecer do recurso especial, para, no mérito, negar-lhe provimento. É o meu voto. Sala das Sessões - DF, em 19 de agosto 2002 ramo44.,/ MÁRI U IRA ANCO JÚNIOR 15 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10805.000652/2005-55
Data da sessão: Fri Jul 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — IRPJ CSLL — PIS — COFINS
PREL1MINAR DE DECADÊNCIA — Consoante jurisprudência firmada
pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, após o advento da Lei R° 8383/91, o Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas é lançado na modalidade de lançamento por homologação e a decadência do direito de constituir crédito tributário rege-se pelo artigo 173 do Código Tributário Nacional.
IRPJ — LUCRO ARBITRADO — NÃO ATENDIMENTO À INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DOS LIVROS CONTÁBEIS E FISCAIS E RESPECTIVOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS A APURAÇÃO DO LUCRO REAL — A não apresentação dos livros e da documentação contábil e fiscal, apesar de reiteradas e sucessivas intimações, impossibilita ao fisco a apuração do lucro real, restando como única alternativa o arbitramento da base tributável.
IRPJ - OMISSÃO DE RECEITAS - FALTA DE REGISTRO DE COMPRAS Devidamente comprovada pela fiscalização a omissão do registro de compras, bem como o respectivo pagamento das mesmas no
próprio ano-calendário, deve ser mantido o lançamento de oficio constituído a título de omissão de receitas.
Numero da decisão: 1101-000.332
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Camara / 1ª Turma Ordinária do
PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por maioria de votos, ACOLHER A
PRELIMINAR DE DECADÊNCIA em relação aos meses de .janeiro a março de 2000 e, quanto ao mérito, NEGAR provimento ao recurso voluntário. Divergiu, quanto à decadência de IRPJ e CSLL, a Conselheira Edeli Pereira Bessa, que fez declaração de voto, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: José Ricardo da Silva
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Recorrida 2" TURMA — DRJ — CAMPINAS - SP PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — IRPJ CSLL — PIS — COFINS PREL1MINAR DE DECADÊNCIA — Consoante jurisprudência firmada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, após o advento da Lei R° 8383/91, o Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas é lançado na modalidade de lançamento por homologação e a decadência do direito de constituir crédito tributário rege-se pelo artigo 173 do Código Tributário Nacional. IRPJ — LUCRO ARBITRADO — NÃO ATENDIMENTO À INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DOS LIVROS CONTÁBEIS E FISCAIS E RESPECTIVOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS A APURAÇÃO DO. LUCRO REAL — A não apresentação dos livros e da documentação contábil e fiscal, apesar de reiteradas e sucessivas intimações, impossibilita ao fisco a apuração do lucro real, restando como única alternativa o arbitramento da base tributável. IRPJ - OMISSÃO DE RECEITAS - FALTA DE REGISTRO DE COMPRAS Devidamente comprovada pela fiscalização a omissão do registro de compras, bem como o respectivo pagamento das mesmas no próprio ano-calendário, deve ser mantido o lançamento de oficio constituído a título de omissão de receitas . Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1" Camara / P Turma Ordinária do PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por maioria de votos, ACOLHER A PRELIMINAR DE DECADÊNCIA em relação aos meses de .janeiro a março de 2000 e, quanto ao mérito, NEGAR provimento ao recurso voluntário. Divergiu, quanto à decadência de IRPJ e CSLL, a Conselheira Edeli Pereira Bessa, que fez declaração de voto, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado, Processo e 10805 000652/2005-55 SI -C1T1 AcOrd5o n. 1101-00332 Fl 2 FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ PRESIDENTE Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Edeli Pereira Bessa, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho (vice-presidente), José Ricardo da Silva, Shelley Henrique Dalcamim, Relatório PALMARES EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA., já qualificada nos presentes autos, interpõe recurso voluntário a este Colegiado (fls. 1339/1389), contra o Acórdão n° 16.500, de 01/03/2007 (fls. 1311/1333), proferido pela colenda 2' Turma de Julgamento da DRJ em Campinas - SP, que julgou parcialmente procedente o lançamento consubstanciado nos autos de infração de IRPJ, fls, 159; PIS, fls. 165; COFINS, fls. 172; e CSLL, fls. 179. Consta do Termo de Verificação Fiscal (fls. 155/158), em síntese, as seguintes irregularidades: A presente ação Fiscal teve como motivo a disparidade verificada entre os valores de Receita Bruta informados em D1PJ, e aqueles informados como .faturamento pelos fornecedores da empresa ("cruzamento Fornecedores X Vendas X Compras), indicando, portanto omissão de receita. Demos ciência do Termo de Inicio de Fiscalização, solicitando, entre outros, os livros contóbeis e .fiscais Decorrido o prazo concedido no Termo de Inicio, a empresa solicitou em 30/08/04 dilatação do prazo em mais 10 (dez) dias, no que foi atendida Decorrido o novo prazo, a empresa não apresentou os livros solicitados. Procedemos a reintimagdo em 05/10/05, reiterando a solicitação anterior, e também a apresentação dos balanços e balancetes de 1999 a 2004. Em 19/10/05 a empresa respondeu que não poderia atendei; tendo em vista que os referidos livros estarem em poder da Fiscalização da Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda Procedemos a nova intimação. em 18/11/05, reiterando os pedidos de apresentação dos balanços e balanceies, Decorridos os prazos já citados, a empresa não apresentou os livros conicibeis e fiscais solicitados. Paralelamente, dando continuidade ao trabalho intimamos o principal fornecedor da empresa, Fiat Automóveis Processo If 10805 000652/2005-55 SI-C111 Acártiao n 1101-00,332 Fl 3 S/A, CNPI 16,701,716/0001-.56, a apresentar "PLANILHA/RELAÇÃO, .firmada pelo seu representante legal ou procurador devidamente habilitado, contendo as informações relativas ris vendas efetuadas no período de janeiro a dezembro de 2000, detalhadas me's- a 'lids, destacando o valor do faturado"„ ANÁLISE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS PELO FORNECEDOR A empresa Palmares, em sua DIPI do exercício de 2001, ano calendário .2000, não informou nenhum valor de Receita Bruta, nem outros valores que determinam a base de cálculo do IRPJ e Contribuição Social .sobi e o Lucro Líquido, estando Sodas as linhas e colunas "zeradas" De posse das informações prestadas pelo . fornecedor (fls. 95/120), confrontando-se o valor do faturamento efetuado pela Fiat Automóveis, coin aqueles informados na DIPI da Palmares (zero, como já mencionado), fica claro que ocorreu omissão de receita. Sendo assim, consideramos os valores de compras como valor desembolsado pela empresa Palmares, sem que se demonstre a correspondente fonte de recursos, e por final como a referida omissão. IRPJ OMISSÃO DE RECEITAS A empresa apresentou D1PJ para o exercício 2001 (fls. 03/43), ano-calendário 2000, pelo regime de apuração do Lucro Real. Consideramos os valores apontados no demonstrativo apresentado pelo ,fornecedor Fiat Automóveis C01110 Receita Bruta da empresa, estes em valor superior aos informados na DIPJ, dai decorrendo que o ex-cedente apurado está sendo considerado como Omissão de Receitas, e assim originando o Auto de Infração com o IRPI devido e seus reflexos . Ano de .2000 — DIPJ— Lucro Arbitrado Assim, tendo em vista que o contribuinte apresentou DIPI para o ano-calendário de 2000 pelo regime do Lucro Real, sem possuir, ou comprovar que possui, a escrituração na .forma das leis comerciais e fiscais, fato este por ele declarado, na pessoa de seu contador/representante, o lançamento da omissão apurada será lançado de ()lido com base no Lucro Arbitrado, na . forma do art. 24 da Lei 9.249/95. Cumpre observar que, na D1PJ do exercício de .2001, ano calendário .2000, a empresa, embora não tenha declarado nenhum valor de receitas e despesas que permitam demonstrar e apurar o lucro e consequentemente o IRPI e a CSLL, informou nas fichas 19 A e 20" ("Cálculos do PIS e Cofins respectivamente), valores a título d e laturamento/Receita Bruta. Desta .forma, elaboramos a planilha de .fl. 154, onde deduzimos - daqueles valores apurados como 0111/SSC70 de receita, estes informados na Processo n" 10805 000652/2005-55 SI-CIT1 Acórdão o" 1101-00332 Fl 4 Tempestivamente, a contribuinte apresentou a impugnação de fl& 192/238. A Colenda Turma de Julgamento de primeira instância decidiu pela manutenção parcial da exigência tributária, conforme acórdão citado, cuja ementa tem a seguinte redação: Normas Gerais de Direito Tributário Decadência No entendimento majoritário desta turma de julgamento, nos casos de omissão de receitas, a contagem do prazo decadencial segue a regra prevista no art. 173, inciso I, do CTN, tendo como marco inicial o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido eletuado". No caso em concreto, tendo em vista a ocorrência dos fri tos geradores em 31/03/2000, 30/06/2000, 30/09/2000 e 31/12. de 2000, o direito de a fazenda constituir o crédito teria se expirado apenas em 31/1/2005 Decadência contribuições O prazo decadencial para lançamento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - C0FINS, Contribuição ao Programa de Integração Social - PIS - Contribuição social sobre o lucro é de 10 (dez) anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte em que o crédito Tributário poderia ter sido constituído, entendimento esse consolidado no art. 95 do Regulamento do PIS/PASEP e da CUPINS - Decreto n" 4 524 de 2002. Assunto . Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Arbitramento do Lucro Falta de Escrituração O imposto, devido trimestralmente, no decorrer do Ano- calendário, será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado quando o contribuinte, obrigado à tributação com base no lucro real não mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais, ou deixar de elaborai as demonstrações . financeiras exigidas pela legislação fiscal. Arbitramento do Lucro - Base Para Arbitramento - Receita Bruta Conhecida Uma vez conhecido o valor da receita bruta omitida o lucro arbitrado da pessoa . juridica será determinado mediante a aplicação dos percentuais fixados no artigo 16 da Lei n" 9.249 de 26/12/1995. No caso concreto, correto o enquadramento legal utilizado pela auditoria fiscal como base para arbitramento do lucro. 4 Processo n" 10805 000652/2005-55 S1-CIT1 Acórdlio n " 1101-00.332 Fl 5 Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Co fins Base de Cálculo - Concession&las de Veículos As concessionárias de veículos estão sujeitas à COF1NS sobre valor de set(laturamento, assim entendido o valor total da venda ao consumidor Base de Calcific) - Concessionárias de Veiculas Substituição Tributária Cam a edição da Medida Provisória n" I 991-1.5 de 2000, as pessoas' jurídicas fabricantes e os iMportadores dos veículo s classificados nas posições 8432, 8433, 8701, 8702, 8703 e 8711, e nas .subposigões 8704.2, 8704.3 da TIPI, relativamente as vendas que fizerem, ficaram obrigadas a cobra,- e a recolher, na condição de contribuintes substitutos, a contribuição para a COFINS devida pelos comerciantes varejistas. Parcelamento Especial PAES Não é possível admitir que débitos constituídos por meio de auto de infração, por constatação de omissão de receitas, estejam inseridos em pedido de Parcelamento Especial - PAES, quando não restar comprovada a identidade dos débitos. Contribuição para o PIS/Pasep Base de Cálculo Concessionárias de Veiculas As concessionárias de veículos estão sujeitas ao PIS sobre valor de seu .faturamento, assim entendido a valor total da venda ao consumidor Base de Cálculo Concessionárias de Veículos - Substituição Tributária Com a edição da Medida Provisória n" 1.991-15 de 2000, as pessoas jurídicas fabricantes e os importadores dos veículos classificados nas posições 843.2, 8433, 8701, 870.2, 8703 e 8711, e nas subposições 8704.2, 87043 da TIPI, relativamente its vendas que .fizerem,.ficaram obrigadas a cobrar e a recolher, na condição de contribuintes substitutos, a contribuição para o PIS/Pasep devida pelos comerciantes varejistas. Parcelamento Especial PAES Não é possível admitir que débitos constituídos por meio de auto de infração, por constatação de omissão de receitas, estejam inseridos em pedido de Parcelamento Especial - PAES, quando não restar comprovada a identidade dos débitos. Lançamento Refleyo - Contribuição Social Sobre o Lucro Liquido CSLL 5 Processo n" 10805.000652/2005-55 SI -C1T1 Acórdiio r e 1101 -00332 Fl 6 O lançamento reflexo da CSLL acompanha o decidido acerca da exigência matriz do IRPJ, em virtude da intima relação de causa e efeito que os vincula Lançamento Procedente em Parte Ciente da decisão de primeira instância em 09/04/2007 (fls. 1335-v), e corn ela não se conformando, a contribuinte recorre a este Colegiado por meio do recurso voluntário apresentado em 08/05/2007 (fls, 1339), onde apresenta, em síntese, os seguintes argumentos: a) que ocorreu a decadência dos lançamentos em relação aos três primeiros meses do ano-calendário de 2000, visto que os autos de infração foram lavrados em 22/04/2005, tendo a recorrente tomado ciência em 26/04/2005; b) que, desde julho de 2004, os livros e documentos fiscais e contábeis do ano de 2000, estivem em poder do Fisco Estadual, conforme comprovado as fls. 52-78; c) que o autuante deixou de verificar que as notas fiscais que serviram para o lançamento de omissão de receitas estavam devidamente lançadas no livro Registro de Entradas; d) que seria indispensável, A Auditoria Fiscal, a requisição dos documentos solicitados à Fazenda Estadual, uma vez que a impugnante nunca omitiu a localização de sua documentação . Ao contrário, sempre manteve o Auditor Fiscal informado de que os expedientes fiscais da empresa encontravam-se em poder da Fazenda Estadual desde julho de 2004, ou seja, em data anterior ao inicio da fiscalização federal; e) que a relação de notas enviadas pela FIAT constitui somente um indicio que, isoladamente, sem se sustentar em outros elementos contundentes, nada prova contra a impugnante e que o Auditor Fiscal, na ânsia de levantar valores rapidamente, dada a proximidade do vencimento do prazo deeadencial de cinco anos, escorou-se por urna única relação de notas da Montadora, corno se as informações da FIAT valessem mais que as informações oficiosas da Impugnante que poderiam, certamente, ser obtidas junto A Fazenda Estadual; f) que obteve a devolução de quase todos os documentos, principalmente os Livros Registro de Entradas, cujas copias autenticadas seguem anexas (does, 153 a 566) e pelas quais poderá ser verificado que os valores das entradas tem perfeita identidade corn os valores mensais informados nas GIAS do Estado de são Paulo (does. 567 a 622); g) que absorveu em 2000, passivos financeiros junto a outras quatro instituições financeiras e que tudo isso, associado à elevada taxa de juros incidentes sobre os valores não quitados, levou a impugnante, de forma 6 Processo n" 10805 000652/2005-55 SI-CITI Acórc o" 1101-00.332 Fl 7 inevitável, a apurar prejuízo operacional naquele ano e a rescindir o contrato corn a FIAT, confessando, perante esta, urna divida no montante de R$ 2,326324,44, cuja grande parte de seu saldo não foi quitada, ainda, razão pela qual a impugnante também sofre processo de execução perante a 5" Vara aye! da Comarca de São Caetano do Sul; h) que no ano de 2000 não auferiu qualquer valor que possa ser considerado corno lucro; ao contrario, que as receitas daquele ano foram suficientes apenas para cobrir custos e despesas e que o prejuízo operacional apurado foi de R$ 1.746 084,50, situação essa que já vinha se repetindo desde 1997; i) que não ha nos autos, provas da omissão de receitas, a simples transferência de unidades novas da Montadora para a Concessionária não é suficiente para sua caracterização, urna vez que, como dito anteriormente, os canos novos remetidos à Concessionária, em sua grande parte, não foram pagos; j) de que não pode ser negado que o registro e a contabilização da entrada das notas no livro Registro de Entradas 6 sinal de total boa-f6 da impugnante, que anexa cópias autenticadas do referido livro, devolvido pela fiscalização estadual — does 153 a 566; k) que, dadas as circunstancias do contrato e obtenção de linha de crédito junto ao BANCO FIAT para a liberação dos pedidos feitos ou de lote de carros novos, a origem das despesas tidas como omitidas eram, na verdade, recursos financeiros do BANCO FIAT S/A, uma vez que este se sub-rogava nos direito da Montadora em relação A cobrança da futura venda a realizar a impugnante. o relatório. tt Processo n" 10805 000652/2005-55 S1-CIT1 AcórcFro n 0 110100332 Fl 8 Voto Conselheiro José Ricardo da Silva, Relator O recurso é tempestivo. Dele torno conhecimento.. DECADÊNCIA A recorrente suscita a preliminar de decadência em relaç5o aos três primeiros meses do ano-calendário de 2000, tendo em vista que o crédito tributário foi constituído somente em 22.04.2005. Referida matéria já foi objeto de incontáveis debates neste Tribunal Administrativo, tendo sido, devidamente pacificada pela Camara Superior de Recursos Fiscais no sentido de que o prazo para a lavratura do auto de infraç5o é aquele estabelecido no § 4 0 do artigo 150 do CTN, abaixo transcrito: Art. 150, O lançamento homologação, que ocorre quanta aos tributos cirja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipai.' o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa, § 4" Se a lei não . fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do .fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, . fraude ou simulação. Diante disso, seal mais delongas e, de acordo com a mansa jurisprudência deste Colegiado e da Egrégia Camara Superior de Recursos Fiscais, é de se acolher a preliminar de decadência, do IRPJ e das contribuições exigidas nos presentes autos, relativos aos fatos geradores oconidos nos meses de janeiro a março de 2000. Processo n" 1 0805. 000652/2005-55 Acórdtio " 110140332 SI-CM El 9 MÉRITO Quanta ao mérito, trata-se de arbitramento do lucro da contribuinte em decorrência da falta de apresentação dos livros e documentos contábeis e fiscais, corn a acusação de omissão de receitas operacionais. Por ocasião do inicio da ação fiscal, na data de 11/0812004, a empresa foi intimada a apresentar, em vinte dias, dentre outros elementos, os "livros contábeis e fiscais relativos ao período compreendido entre agosto de 1999 a junho de .2004". No dia 30/08/2004 a interessada solicitou prorrogação de prazo para o atendimento, o qual foi acolhido pela fiscalização, porém, transcorrido o prazo concedido, não houve o atendimento. Assim, em 05/10/2004, foi lavrado o Termo de Reintimação (Hs, 48) pelo qual a autoridade fiscal reiterou a solicitação para apresentação, no prazo de 10 (dez) dias, dos documentos inicialmente requeridos.. Diante da falta de atendimento, foi solicitada por parte da fiscalização, ao fornecedor da interessada, Fiat Automóveis S/A, a demonstração das vendas efetuadas a fiscalizada no ano-calendário de 2000 (fls 50/51). Posteriormente, em 19/10/2004, a contribuinte comunicou a fiscalização 52) que não poderia atender toda a solicitação do termo de reintimação ern virtude dos livros fiscais e contábeis se encontrarem em poder da fiscalização da Secretaria da Fazenda, apresentando, As folhas 76/77, cópia da notificação lavrada pela mencionada secretaria em 04/06/2004 e A. folha 78, termo de entrega dos documentos ali relacionados, datado de 05/07/2004, ao Delegado Regional Tributário.. Em continuidade, a fiscalização intimou a contribuinte em 18/11/2004, para a entrega de balanços e balancetes do período auditado (fls.79/80), solicitação essa que também não foi atendida pela mesma (fis,83/84), ainda que tenha sido concedida prorrogação de prazo solicitada (folha 82). A auditoria se estendeu por mais três meses, conforme termos de folhas 124 e 125, o que levou ao arbitramento do lucro da contribuinte, em 26/04/2005, pela falta de apresentação da escrituração. Conclui-se, pelo exposto, que a fiscalização não teve a possibilidade de examinar os livros e/ou documentos da contribuinte, ainda que parte dos mesmos (livros fiscais e respectivas notas, tais coma Livro Registro de Apuração do ICMS, Livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência e Notas Fiscais de entradas e saídas dos períodos de 03/1999 e 0.3/2000) se encontravam em mãos do Fisco Estadual. Ainda que uma parte da documentação solicitada não se encontrava corn a recorrente, os demais livros e documentos contábeis, tais como, livros Diário e Razão, balanços e balancetes, estes últimos, inclusive, solicitados pela fiscalização, mesmo assim não foram apresentados, Nessas condições, conclui-se que, apesar de uma parte da documentação solicitada se encontrar em poder do Fisco Estadual, na verdade, a contribuinte deixou de apresentar toda a documentação restante que tinha ern mãos por ocasião das intimações Processo n" 10805 000652/2005-55 Si -C11. 1 Auk('5o n " 1101-00.332 Fl 10 recebidas, visto se encontrar obrigada a entregar a fiscalização federal, justificando, assim, o arbitramento dos lucros levado a efeito. Também não merece guarida o argumento da recorrente no sentido de que todas as compras estariam registradas na escrituração, visto que no ano-calendário de 2000, não informou nenhum valor na DIPJ a titulo de custos, despesas ou receitas. Alias, foi por esse motivo que a fiscalização realizou o cruzamento dos dados de fornecedores coin as compras inforinadas, o que resultou na omissão de receitas apurada. Portanto, correto o procedimento da autoridade autuante que, não tendo acesso h escrituração da contribuinte, tampouco dos documentos solicitados e, diante das divergências constatadas no cruzamento dos dados constantes na DIPJ por ela apresentada com aqueles informados pelos fornecedores, partiu para o arbitramento dos lucros, cuja base de calculo foi apurada pelas vendas informadas pelo principal fornecedor da recorrente. Quanto aos demais argumentos apresentados pela recorrente que teria apurado prejuízo no ano-calendário de 2000 e que teria assumido elevados encargos financeiros, não são merecedores de apreciação, visto que o presente caso diz respeito ao arbitramento dos lucros em razão da impossibilidade de exame da escrita contábil e fiscal para a conferência do eventual lucro real. Nessas condições, sou pela manutenção do arbitramento dos lucros. CONCLUSÃO Diante do exposto, voto no sentido de acolher a preliminar de decadência em relação aos meses de janeiro a março de 2000 e, quanto ao mérito, negar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 9 de julho de 2010 Process° n" 10805.000652/2005-55 Acórdão n." 1101 -00332 Dee1arae5o de Voto Conselheira Edeli Bessa Pereira Divirjo do I. Relator relativamente à aplicação do art 150, §4 0 do CTN para contagem do prazo decadencial relativamente As exigências de IRP,I e CS LL,. Isto porque, embora a contribuinte tenha informado, em DIPJ, a apuração trimestral do lucro, não apresentou, no curso do procedimento fiscal, a escrituração que confirmasse este procedimento, inclusive sujeitando-se ao arbitramento dos lucros. Em tais condições, ainda que tenha promovido algum pagamento, este não se insere na atividade que, concebida no art. 150 do CTN, enseja a homologação tácita depois de transcorridos 5 (cinco) anos da ocorrência do fato gerador: Art. 150 - O lançamento por honidlogagilo, que ocorre quanta aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § jr - O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resohitória da ulterior homologação do lançamento. ,§ 4" - Se a lei não lixar o prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador, expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Assim, entendo que a contagem do prazo decadencial para lançamento do MN e da CSLL devidos no 1 ° trimestre/2000 observa as regras do art, 173, I do CTN. Dai que, mesmo sendo possível o lançamento no próprio ano-calendário, o prazo para sua formalização somente se expiraria em 31/12/2005. RI em relação à Contribuição ao PIS e à COHNS, observo que a autoridade lançadora, para fins de apuração da base tributável, deduziu receitas informadas pela contribuinte em sua DIP.' (11 154), de onde se infere que admitiu a existência de apuração e recolhimento das referidas contribuições nos períodos autuados. Assim, voto por DECLARAR A DECADÊNCIA apenas em relação As exigências de CORNS e da Contribuição ao PIS nos períodos de janeiro a março/2000, acompanhando, no mais, o voto do I. Relator. 4/(,_ "CULULUC- ELI PEREIRA BESSA - Conselheira IL
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